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Jornal Vida Económica de 4 de Junho

Jornal Vida Económica de 4 de Junho

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A Polónia decidiu construir

duas centrais nucleares para
substituir o carvão na produção
de energia eléctrica. “A opção
pelo nuclear deve-se aos factores
ambientais, em particular a não
emissão de CO2” – explicou
Joanna Strzelec-Łobodziska, mi-
nistra da Energia da Polónia, em
entrevista à “Vida Económica”.
Em paralelo com o nuclear, o
Governo polaco está a fazer uma
aposta forte nas energias renová-
veis, em particular, em centrais
de biogás e de biomassa, que vão
superar a produção dos parques
eólicos.
Através do biogás e da bio-
massa, a Polónia vai favorecer a
produção agrícola e a produção
florestal, proporcionando novas
fontes de rendimento. A contri-
buição do sector agrícola para a
produção de energia será cada
vez mais relevante. De acordo
com a ministra polaca, o biodie-
sel vai satisfazer 10% do abaste-
cimento de gasóleo.
Ministra da Energia da Polónia revela
Factores ambientais
determinaram opção pelo nuclear
Biogás
e biomassa
representam
a maior aposta
nas renováveis
Biodiesel
vai assegurar
10% do consumo
total de gasóleo
“GUERRA” ENTRE
PT E TELEFÓNICA
SOBE DE TOM
O conflito que opõe a Portugal Te-
lecom à Telefónica por causa da Vivo
endurece de dia para dia.
Depois da ameaça da OPA sobre a
PT, a Telefónica pede, agora, a destitui-
ção do Conselho de Administração da
Portugal Telecom. O grupo português
faz todos os possíveis para reunir apoios
às suas pretensões: defender o própria
empresa e os interesses que mantém no
Brasil. O Governo, o BES e Joe Berardo
já vieram a público afirmar que estão
do lado de Zeinal Bava e Granadeiro.
Pág. 10
CGD ATRACTIVA
NO DESCONTO
COMERCIAL
A CGD é o banco que apresenta me-
lhores condições relativamente ao serviço
de desconto comercial. Com um spread
entre 2,1% e 9%, uma taxa de agravamen-
to de spread (em caso de incumprimento)
de 0,5% e das comissões de cobrança de
letras mais baixas do mercado (0,65%),
afirma-se como a referência do sector nes-
te tipo de produto.
Por outro lado, o BES é aquele que
poderá assegurar os spreads mais bai-
xos, com a Euribor acrescida de 1,25%
a 5,75%.
Pág. 35
HOSPITALIZAÇÃO PRIVADA
PACIENTES DEVEM TER
LIBERDADE DE ESCOLHA
NA UNIÃO EUROPEIA
Pág. 13
CAPITAL DE RISCO
“PRIVATE EQUITY”
INVESTE MAIS DE 300
MILHÕES DE EUROS
Pág. 33
ORACLE
AUMENTA
PRESENÇA
NAS PME
SUPLEMENTO
SEGUROS
SAÚDE SEGURA
A PARTIR DE SEIS
EUROS MENSAIS
Pág. 07
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MERCADOS
Novo governador do Banco
de Portugal defende
OS INVESTIMENTOS
PÚBLICOS SEM
RETORNO OU
FINANCIAMENTO
DEVEM SER ADIADOS
Pág. 4
A nossa análise
MONTEPIO APOSTA
EM CONTA-ORDENADO
MULTIFUNÇÕES
Pág. 37
PME
Vice-presidente da AEP
considera
“EMPRESAS
DEVEM TRABALHAR
EM ARTICULAÇÃO
COM OS BANCOS”
Pág. 5
FISCALIDADE
ALARGADA NÃO
TRIBUTAÇÃO DO IVA
NAS TRANSMISSÕES
DE LIVROS
Pág. 29
AUTOMÓVEL
CHEVROLET PORTUGAL
COM A QUOTA
DE MERCADO
MAIS ELEVADA
DO SUL DA EUROPA
Pág. 43
EMPRESAS CITADAS
Soares da Costa ............03
BP ..............................03
Reditus ........................03
Mota-Engil .................. 03
Opway ........................ 03
Apple ..........................21
Microsoft .................... 21
Morgan Stanley ............21
BCP ............................22
Hilton ......................... 22
Sonae Capital .............. 22
Rumos Professional
Services .......................23
F3M ........................... 28
Better World ................ 31
Sonae Sierra ............... 32
Frize ............................32
Best ........................... 36
Millennium bcp ........... 36
GiPA ............................42
Boxer.......................... 42
ALD Automotive ...........42
Chevrolet Portugal ........43
NESTA EDIÇÃO
Abertura
HUMOR ECONÓMICO
sexta-feira, 4 Junho de 2010
ACTUALIDADE 2
Pág. 42 Pág. 21
Pág. 33
EDITOR E PROPRIETÁRIO Vida Económica Editorial, SA DIRECTOR João Peixoto de Sousa COORDE-
NADORES EDIÇÃO João Luís de Sousa e Albano Melo REDACÇÃO Virgílio Ferreira (Chefe de Re-
dacção), Adérito Bandeira, Alexandra Costa, Ana Santos Gomes, Aquiles Pinto, Fátima Ferrão,
Guilherme Osswald, Martim Porto, Rute Barreira, Sandra Ribeiro e Susana Marvão; E-mail
redaccao@vidaeconomica.pt; PAGINAÇÃO Célia César, Flávia Leitão, José Barbosa e Mário
Almeida; PUBLICIDADE PORTO Rua Gonçalo Cristóvão, 111, 6º Esq 4049-037 Porto - Tel 223
399 400 • Fax 222 058 098 • E-mail: comercial@vidaeconomica.pt; PUBLICIDADE LISBOA
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MEMBRO DA EUROPEAN
BUSINESS PRESS
CRISE DA DÍVIDA É AMEAÇA PERMANENTE SOBRE
A EUROPA
A crise da dívida da Zona Euro paira como uma nuvem negra sobre
as perspectivas económicas da Europa. Ainda não há factos evidentes
de que as principais economias europeias tenham passado o pior, em
consequência do turbilhão financeiro gerado dentro das suas próprias
fronteiras.
MERCADO DE “PRIVATY EQUITY” EM PORTUGAL
“ESTÁ BEM E RECOMENDA-SE”
O “private equity” atravessa um momento de grande dinamismo no mer-
cado nacional. No ano passado, o crescimento no volume de investi-
mentos foi de quase 14%. O mercado tem já uma forte maturidade,
na opinião de Francisco Banha, presidente da Federação Nacional das
Associações de Business Angels.
USADOS E PÓS-VENDA SÃO OPORTUNIDADES NO
SECTOR AUTOMÓVEL
A quebra na venda de automóveis novos é uma ocasião para as empresas
apostarem na venda de usados e no pós-venda para melhorarem a sua
saúde financeira. Esta posição foi defendida por especialistas interna-
cionais na X Convenção da ARAN.
INTERNACIONAL
AUTOMÓVEL
MERCADOS
Enquanto a novela da crise avança, espalhando as suas metásteses
pelas economias – e o correspectivo festim, que tal traduz para alguns,
recrudesce –, uns quantos políticos da periferia ocidental da Europa
continuam a sacrificar e, até, a esgotar as suas mentes brilhantes para
desvendar se o Primeiro-Ministro, José Sócrates, mentiu, ou não, ao
País quanto à data em que terá sabido que os da PT queriam, ou não,
comprar os da TVI e, desse modo, matar a liberdade de imprensa em
Portugal.
O povo de Bizâncio também se enredou neste tipo de futilidades e
subtilezas perdendo o seu tempo a discutir inutilidades (de teologia)
enquanto os turcos cercavam a cidade. O resultado, que a história es-
clarece, foi dramático. Mas a história repete-se como farsa, ou tragédia,
muito mais frequentemente do que julgamos….
Não é, decerto, irrelevante ter à cabeça do Governo um mentiroso ou
uma pessoa honesta. E tal vale, também, para todos os outros postos
relevantes da política e da administração pública e, em geral, para as
relações sociais, quaisquer que elas sejam. Vale, pois, também, para o
Parlamento, onde, na boca dos deputados, são tantas as verdades quan-
to as mentiras (verdades e mentiras político-partidárias e intelectuais)
como resulta, para qualquer cidadão, dos debates parlamentares em
plenário, ou das discussões nas comissões parlamentares.
O que é, porém, a verdade na política, num tempo em que a hu-
manidade parece ter atingido o limite da incompetência moral (Amin
Maalouf )? E será que uma comissão parlamentar de inquérito, tendo
em conta os termos e condições em que realmente opera, poderá apon-
tar para a verdade?
A comissão parlamentar de inquérito ao caso PT/TVI expressou, na
sua actividade e nos resultados a que chegou, a irrelevância do Parla-
mento para o efeito, tanto quanto a inclinação de vários deputados
para se ocuparem de negócios menores do Estado, em registo de folhe-
tim, e com objectivos partidários inconfessáveis.
Na tonta disputa para alcançar protagonismo, a vilania que foi ten-
tar torcer os factos até eles confessarem o crime de Sócrates, teve em
Pacheco Pereira o exemplo contemporâneo do inquisidor Torquemada.
Não sei bem onde catalogar, entre as psicoses políticas, a que afecta
esse preclaro intelectual de barbearia, autopromovido a espião-mor da
pátria, a bocejar tanta ignorância jurídica quanto arrogância estalinista.
Mas sei que ainda arrasta atrás de si alguns pacóvios e que tem pa-
lanque montado na feitura de opinião paga. Um negócio como outro
qualquer, de resto…
A irresponsabilidade campeia, disfarçada de luta pela democracia, no
tempo de agruras por que passamos e, de cabelos desgrenhados, avança
por entre a complacência de quem já não tem legitimidade para dizer
“não!” e, por isso, tudo tenta explicar, longe de qualquer sanção políti-
ca, ética ou jurídica.
Com comissões de inquérito deste jaez é melhor que nos preparemos
para o regresso da Inquisição. E, enquanto isso, o país, já devidamente
anestesiado, prepara-se para aceitar tudo e mais alguma coisa daqueles
que, por desgraça nossa, se alcandoraram ao poder.
Se Sócrates mentiu? Levante-se o primeiro político no activo que
nunca o haja também feito e, depois, deixem o país respirar
BIZANTINICES
O que é a verdade na política,
num tempo em que a humanidade
parece ter atingido o limite
da incompetência moral?
CAUSAS DO DIA-A-DIA
ANTÓNIO VILAR
ADVOGADO
antoniovilar@antoniovilar.pt
BCE E RESERVA
FEDERAL DESTACAM
IMPORTÂNCIA DOS
PAÍSES EMERGENTES
Os bancos centrais da Zona Euro
e dos Estados Unidos coincidem
em destacar a relevância adqui-
rida pelas economias emergen-
tes durante a crise recente, en-
quanto garantes da estabilidade
financeira e do crescimento das
economias internas.
No entanto, as duas instituições
continuam a defender o G-20 co-
mo instituição que deve assumir
a liderança na luta contra as di-
ficuldades económicas e em que
as economias emergentes de-
vem ganhar maior representati-
vidade. Afinal, a economia mun-
dial tende a depender cada vez
mais dos países emergentes. De-
sempenham um papel determi-
nante nos esforços para reduzir
os desequilíbrios globais no co-
mércio e nos fluxos de capitais.
Ambas as entidades fazem notar
que a crise teve origem nos pa-
íses desenvolvidos, enquanto as
economias emergentes funcio-
naram como um sustentáculo e
evitaram consequências ainda
mais graves.
BREVES
Fonte BANCODEPORTUGAL
Fonte INE
62,8
milhões de euros
valordasobras
ganhaspelaSoares
daCostaem
Moçambique
930
milhões de dólares
gastodaBPpara
taparfugade
petróleo
tendências ecOnÓMetRO
EncomEndas na construção E obras públicas
com variação homóloga positiva (%)
Juro no crédito à habitação mantém
tEndência dE dEscida (Em %)
aMéRicO aMORiM
OempresárioAméricoAmorimcontinuaimparável.Quandoamaiorpar-
tedosinvestidoresestáviradaparaAngola,Amorimdecideumjogada
diferenteeoptapelacriaçãodeumbancoemMoçambique.Écertoque
estepaísnãodispõedosrecursosdeAngola,masnãoémenosverdade
queosriscossãomenores.Anovainstituição,comojáéhabitualnes-
tesmercados,teráumparceirolocal,ligadoaopoderpoderpolíticodo
país.
antÓniO MOta
UmaoutraempresasempreemmovimentoéaMota-Engil.Sabidoque
équeomercadointernodaconstruçãoestáesgotado,aempresaestáa
desenvolver importantes investimentos no exterior. Em conjunto com a
Opway,umasuaaliadapordiversasvezes,vaiserrealizadaumaofensiva
de grande envergadura no México. Este é um mercado ainda com um
grandepotencialdecrescimentoequeconvémaproveitar.
JOsé sÓcRates
Nãosecompreendeoconceitode“auscultação”dasbasesdepartedo
PS,emparticulardoprimeiro-ministro.Defacto,Sócratesnãotinhaou-
trahipótese.OuapoiavaManuelAlegreouarriscava-seaumaderrotade
pesonaspróximaspresidenciais.Oquenãosepercebeéoapoioauma
fguraquejáteveconsequênciasmuitogravesnoseiodopartidonopo-
der.AlegrenãodeverádeixardecriticaroPS,comaparticularidadede
contaragoracomoapoioexplícitodoBlocodeEsquerda.
65%
quebradoresultado
líquidodaReditusno
primeirotrimestre
Abr./09 Mai./09 Jun./09 Jul./09 Ago./09 Set./09 Out./09 Nov./09 Dez./09 Jan./010 Fev./09 Mar./09 Abr./09
0
0.5
1
1.5
2
2.5
3
3.5
4
4.5
4.117
3.616
3.16
2.77
2.547
2.361
2.211
2.077
1.987 1.919 1.873 1.837 1.821
1º Trim./08 2º Trim./08 3º Trim./08 4º Trim./08 1º Trim./09 2º Trim./09 3º Trim./09 4º Trim./09 1º Trim./10
-50
-40
-30
-20
-10
0
10
20
30
40
11.7
5
31.6
-38.5
-49
-37.3
-45.9
-4.2
8.4
sexta-feira, 4 Junho de 2010 3 actualidade
Novo governador do BdP defende
Os investimentos públicos “sem retorno
ou fnanciamento” devem ser adiados
“Eu não diferencio o investimento público do investimento privado, e em causa não está a qualidade dos projectos. Mas
quando as taxas de retorno não estão asseguradas, ou quando não há quem empreste dinheiro, parece-me óbvio que
os investimentos devem ser adiados”, advogou Carlos Costa.
P
resente num encontro or-
ganizado pela Universidade
Católica do Porto, sob o
tema “Os quatro grandes desa-
fos da União Europeia”, o novo
governador do BdP dise que na
hora de investir é preciso respon-
der a três questões: “haverá um
enriquecimento para a comuni-
dade?”; “se fzer este investimen-
to, estou a sacrifcar outro?” e,
por último, “há quem queira f-
nanciar?”
Se a resposta à primeira e últi-
ma perguntar não forem afrmati-
vas, a solução, na óptica do novo
governador, é “adiar” os projectos
até que as condições se tornem
favoráveis.
Contudo, a verdade é que as
decisões dos problemas de mé-
dio/longo prazo são prejudicadas
pela confitualidade do tempo em
que têm de acontecer, explicou
questionando como é que “se al-
guém tem de ganhar uma eleição
daqui a quatro meses, para quê
ter razão nas políticas a adoptar
daqui a um ano?”.
A culminar o seu raciocínio,
Carlos Costa salienta que a deci-
são de investir está sempre rela-
cionada “com o momento em que
se faz, quer seja no investimento
quer na sua oportunidade”.
Motor da UE está a “gripar”
Em paralelo, o novo governador
do BdP defendeu igualmente que
a crise conjuntural que a União
Europeia vive esconde uma ”outra
menos visível mas mais premente
de cariz estrutural, que se prende
com a perda de competitividade
na economia global”.
Da mesma forma, o modelo so-
cial europeu tem um problema de
fnanciamento “quando tem mais
custos do que aquilo que produ-
zimos”, mas adiantou que “não
devemos desistir dele”.
“O motor da UE está a gripar.
O pior é que não há um de subs-
tituição. Está no limite máximo
e não encontramos sectores que
nos permitam criar mais investi-
mento”, salvaguardou.
“Moeda única é um
dos grandes trunfos da UE”
Questionado quanto à possi-
bilidade de desaparecimento da
moeda única, Carlos Costa res-
pondeu que “não, de maneira ne-
nhuma. A moeda única é um dos
grandes trunfos da União Euro-
peia para se afrmar no plano glo-
bal e se afrmar como uma grande
potência” e sublinhou que esta
“foi um das grandes aquisições na
integração europeia”.
O responsável lembrou ainda a
importância da Alemanha como
locomotiva da economia euro-
peia. “É importante que, quan-
do uma economia gera exceden-
tes, os ponha ao serviço de quem
não os tem para que estes possam
continuar a comprar-lhe”, justi-
fcou, lembrando, a propósito, o
caso da China, que compra dívi-
da aos EUA, para que os norte-
americanos consigam continuar
a importar produtos chineses.
Carlos Costa disse ainda que a
UE não conseguiu trilhar o ca-
minho da inovação, que perdeu
a batalha com os Estados Unidos
da América e nos sectores tra-
dicionais foi ultrapassado pelos
novos concorrentes, com a Chi-
na e a Índia. “A UE está na posi-
ção de um cão que persegue uma
lebre (EUA), mas que é seguido
por um lobo (países asiáticos)”,
referiu.
Desemprego continua
a ser um problema
estrutural
O desemprego foi também
apontado pelo orador como um
dos problemas estruturais da
união a 27, sendo que os dois
cenários descritos pelo futuro go-
vernador têm ambos consequên-
cias preocupantes.
No primeiro caso, a solução
teórica poderia passar por uma
diminuição das horas de trabalho
e aumento dos postos de traba-
lho. “A ideia até era beneméri-
ta, mas iria aumentar o preço
da hora de trabalho e diminuir
a competitividade”, assegurou.
No segundo caso, Carlos Costa
apontou que se poderia “aceitar
o desemprego estruturalmente
elevado, e os custos sociais ine-
rentes”. Todavia, a baixa de na-
talidade dos países ocidentais até
poderia ajudar a atenuar os efeitos
do desemprego, mas, concomi-
tantemente, houve um aumento
do número de idosos, pelo que
“o peso dos inactivos é cada vez
maior face ao dos activos”, lem-
brou.
Fernanda Silva Teixeira
fernandateixeira@vidaeconomica.pt
Com o registo do “melhor ano
de sempre para as exportações de
vinhos verdes”, 2009 marcou ain-
da novidades na atribuição dos
prémios para os melhores vinhos
da região.
Numa cerimónia que teve lugar
no Palácio da Bolsa, no Porto,
organizada pela CVRVV, foram
atribuídos ao todo 120 prémios,
distribuídos pelas categorias
“Best of ” Vinho Verde (esta uma
estreia, para premiar os melhores
do ano), Verde Ouro, Verde Pra-
ta e Verde Honra, nos diversos
tipos – vinho verde branco, tinto
ou rosé, vinhos verdes monova-
rietais, espumantes e aguarden-
tes.
Os cinco melhores do ano, se-
leccionados por um júri de espe-
cialistas nacionais internacionais,
foram: Quinta da Levada Azal;
Corga da Chã Arinto; Quinta
de Gomariz Avesso; Quinta de
Gomariz e Casa de Vilacetinho
Arinto.
O presidente da CVRVV, Ma-
nuel Pinheiro, destacou o facto de
2009 ter representado um volume
de exportação na ordem dos 13
milhões de litros, num total de 30
milhões de euros. Aquele respon-
sável sublinhou mesmo que o ano
de 2009 culminou uma década de
constante crescimento das expor-
tações de vinhos verde. “O vinho
verde é hoje procurado na expor-
tação de uma forma como nunca
o foi no passado”.
Marc BarroS
marcbarros@vidaeconomica.pt
CVRVV premeia melhores vinhos
verdes da região
Raposo Subtil
distinguido pela
“Chambers and Partners”
A Chambers and Partners, em-
presa de investigação que publi-
ca alguns dos mais importantes
guias jurídicos a nível mundial,
distingue na sua publicação mais
recente o advogado Raposo Sub-
til. Um louvor importante, na
medida em que são identifcados
aqueles profssionais com as me-
lhores práticas nas suas áreas de
actuação.
Raposo Subtil, da sociedade de
advogados Raposo Subtil & Asso-
ciados, é mencionado como um
eminente académico e um pro-
fssional reconhecido no merca-
do. É destacado sobretudo o seu
trabalho no segmento dos fundos
imobiliários nacionais, o que tem
permitido aos investidores um
conhecimento mais profundo
desta indústria algo complexa.
É ainda tida em conta a forma
como são tratados os clientes e o
profssionalismo do gabinete de
Raposo Subtil.
Fundos de pensões com desempenho
negativo em Maio
Os fundos de pensões nacio-
nais tiveram um desempenho ne-
gativo em Maio, de acordo com
o valores disponibilizados pela
consultora Mercer. A rendibili-
dade teve uma descida de 1,2%,
face ao mês anterior. Se compa-
rado com o período homólogo
do ano, a descida foi de 0,2%.
Para este desempenho negativo
em muito contribuiu a classe das
acções e da taxa variável.
De facto, as acções apresenta-
ram um desempenho negativo
de 6,4%, no mês em análise,
enquanto as obrigações regis-
taram uma variação positiva de
0,4%, sendo que o aumento da
rendibilidade neste segmento foi
travado sobretudo pela taxa va-
riável euro.
A crise conjuntural
que a União
Europeia vive
esconde uma “outra
menos visível mas
mais premente, de
cariz estrutural,
que se prende
com a perda de
competitividade na
economia global”.
Carlos Costa, governador do BdP
sexta-feira, 4 Junho de 2010
ACTUALIDADE 4
O crédito neste momento é um dos “maiores desafos
para as empresas”, sobretudo para as pequenas e médias
empresas (PME), pois o “dinheiro está cada vez mais caro
e escasso”. Esta é a opinião de Paulo Nunes de Almeida,
vice-presidente da AEP – Associação Empresarial de
Portugal.
Paulo Nunes de Almeida, vice-presidente da AEP, recomenda
“Empresas devem trabalhar
em articulação com os bancos”
S
egundo Paulo Nunes de Almei-
da, é fundamental “as empre-
sas trabalharem em articulação
com os bancos, de forma a criarem
soluções”, referiu.
Em declarações à ‘Vida Econó-
mica’, à margem do Fórum PME
Global, que decorreu recentemente
no Europarque, Nunes de Almeida
reconheceu ainda que o programa
PME Invest V “está esgotado”, mas
que “a AEP está já a trabalhar com o
Governo para lançar um novo pro-
grama” que assegure o necessário
fnanciamento das empresas nacio-
nais.
Por esta mesma razão, o vice-pre-
sidente da AEP reconheceu ainda
que este programa tem sido uma
“mais-valia para muitas PME e para
a sua sobrevivência”.
Fórum PME Global
faz a diferença
Sobre o Programa Formação
PME, Paulo Nunes de Almeida re-
feriu que, ”numa conjuntura difícil
como aquela que vivemos, inicia-
tivas como o Fórum PME Global
fazem ainda mais sentido”, porque
são discutidas questões do rumo a
tomar. “É nos momentos mais difí-
ceis que surgem as grandes oportu-
nidades”, salientou.
Além do mais, acrescentou, esta
é uma iniciativa “simples e efcaz”.
Simples, porque vivenciam as ne-
cessidades de cada empresa, expres-
sa pelos empresários, colaboradores,
consultores que executam um pro-
cesso de aprendizagem. Efcaz, por-
que este mesmo processo valida, res-
ponsabiliza e cria a possibilidade da
sua reprodução.
Sendo já um “programa reconhe-
cido pelas empresas e pelos empresá-
rios”, o vice-presidente da AEP lem-
brou que, ao abrigo deste programa,
foram intervencionadas, entre 1997
e 2007, 2319 empresas, envolvendo
mais de 900 consultores e formado-
res diferentes.
A fnalizar a sua intervenção, Pau-
lo Nunes de Almeida afrmou ainda
que as empresas portuguesas, desig-
nadamente as PME, “necessitam de
se desenvolver, em mercados inter-
nos e externos, modernizar-se e ino-
var”.
”Internacionalização
é o caminho a seguir
para as empresas
portuguesas”
Presente ainda neste Fórum PME
Global esteve também Gonçalo
Quadros, o CEO da Critical Sof-
tware, que referiu que a ”internacio-
nalização é o caminho a seguir para
as empresas portuguesas”.
Dando como exemplo a sua pró-
pria empresa, Quadros salientou que
a internacionalização foi o “aspecto
essencial e fulcral para o crescimen-
to da Critical Software”. A verdade
é que a tecnológica nacional expor-
ta, neste momento, mais de 80% do
que produz. Para o futuro, o objec-
tivo é crescer e gerar “mais e melhor
riqueza”, e isso só se consegue com
uma estratégia, que passa pela inter-
nacionalização”.
Gonçalo Quadros referiu ainda
que os “tempos que se avizinham
são difíceis”, e para se sobreviver há
que subir na cadeia de valor, lançar
empresas de produto, apostar na
inovação, no desenvolvimento e na
qualidade, mas tal não se consegue
“sem uma estratégia”.
Fernanda Silva Teixeira
fernandateixeira@vidaeconomica.pt
Os acordos comerciais da
SADC, a Comunidade para
o Desenvolvimento da Áfri-
ca Austral, poderão vir a li-
mitar a preponderância que
os vinhos portugueses têm
em Angola. “Podem ser uma
ameaça”, reconhece Iain Ri-
chardson, da Brands Advan-
ce, responsável pelo primeiro
estudo do sector vitivinícola
no mercado angolano, enco-
mendado pela ViniPortugal,
associação interprofssional
do sector. Richardson infor-
ma que há já um protocolo
assinado que infuencia o
sector do vinho, o qual “de-
verá entrar em vigor nos pró-
ximos anos”.
Um dos países-membros da
SADC é a África do Sul, um
dos mais importantes pro-
dutores mundiais de vinho
e que é já, de resto, um dos
maiores fornecedores de
Angola. No presente, aquele
mercado é, no entanto, do-
minado pelos vinhos portu-
gueses. A quota de merca-
do nos vinhos engarrafados
atinge os 97%, equivalen-
tes a 455 mil hectolitros em
2009 e cerca de 54 milhões
de euros. Angola é, aliás, o
maior mercado de exporta-
ção do vinho luso, com uma
quota de cerca de 25%.
Os números do estudo re-
velam algum potencial no
mercado angolano, já que
o vinho ocupa apenas 30%
das bebidas alcoólicas, em
que a cerveja domina. Ainda
assim, Angola é já o segun-
do maior mercado africano
de vinhos, depois da África
do Sul.
Os atributos generalizados e
preferidos pelos angolanos
nos vinhos são as marcas re-
conhecidas ou que reforcem
o estatuto social, o elevado
teor alcoólico, o sabor ado-
cicado ou frutado. O consu-
midor angolano prefere os
vinhos gaseifcados e os tin-
tos, por oposição aos bran-
cos. As três marcas de vinho
engarrafado mais vendidas
em solo angolano são o ma-
duro Monte Velho e os ver-
des Gazela e Casal Garcia.
“estudo começado do zero”
O estudo estima que exis-
tam cerca de 3,5 milhões
de consumidores de vinho
na Grande Luanda, a maio-
ria homens (60%). Mais
de 75% dos consumidores
situam-se na faixa etária
dos 30 aos 45 anos e são,
sobretudos, das classes B
e C.
Os responsáveis pela ViniPor-
tugal acreditam que as con-
clusões do estudo vão permi-
tir às empresas adequarem a
sua estratégia para Angola,
mercado sobre o qual não ha-
via dados. “Qualquer estudo
de mercado tem difculdades,
mas este foi especialmente
emocionante, pois tivemos
que começar tudo do zero.
Não havia dados, não havia
nada”, afrmou Juan Reynol-
ds, da Brands Advance.
aquileS PinTo
aquilespinto@vidaeconomica.pt
Acordos coMErcIAIs
coM ÁFrIcA do sul AMEAçAM
vInhos PortuGuEsEs EM AnGolA
A
falta de promoção constitui
o principal obstáculo que
os operadores hoteleiros
e do imobiliário turístico devem
contornar. Segundo André Jordan,
o país, e, sobretudo, o Algarve, tem
“um bom produto”. Porém, “a pro-
moção tem que fazer o seu traba-
lho, e isso tem sido uma falha”.
Aquele responsável aponta que
essa lacuna não se deve apenas
ao Estado: “Os empresários têm
falhado ao não se juntarem e fa-
zerem um esforço fnanceiro e de
trabalho”. Assim, para além da
“falta de iniciativa” dos operado-
res privados”, também as associa-
ções empresariais do sector “têm
tido uma atitude passiva em re-
lação ao quadro que estamos a
viver”.
Falando à margem da apresen-
tação do empreendimento “The
Residences at Victoria Clube de
Golfe - Managed by Tivoli Hotel
& Resorts”, no Porto, aquele ope-
rador adiantou, mesmo na pre-
sente conjuntura económica, que
a procura pode ser estimulada
através de uma adequada estraté-
gia para os projectos lançados ou
a lançar, bem como a sua promo-
ção. “A promoção gera a procu-
ra”, referiu. “O nosso segredo tem
sido a criação da procura, e, neste
momento, no geral, isso não está
a ser feito”.
Na sua perspectiva, “a expecta-
tiva dos operadores do Algarve é,
no geral, de preocupação”, agra-
vada com os potenciais danos que
ainda possam ser causados pelas
cinzas do vulcão Eyjafjallajokull
e, por outro lado, “pela publici-
dade negativa em relação à eco-
nomia portuguesa”.
Parcerias criam valor
à oferta
O projecto “The Residences at
Victoria Clube de Golfe - Mana-
ged by Tivoli Hotel & Resorts”,
promovido pelo grupo André Jor-
dan, pretende atingir um merca-
do que “tradicionalmente é mui-
to frequentador de Vilamoura”,
ou seja, o Porto e Norte do país.
Com 72 apartamentos de ti-
pologia T2 e 73 unidades de tipo
T3, distribuídos por dez blocos, o
empreendimento conta com uma
ocupação que, segundo os res-
ponsáveis pela promoção, ronda
os 70%.
Representando um investimen-
to de 45 milhões de euros, o con-
ceito do empreendimento assenta
numa parceria com o grupo Tivoli
para a sua gestão, numa estratégia
de “complementaridade” entre o
empreendimento e aquela uni-
dade hoteleira, adicionando as-
sim, garante, maior valor à oferta:
“Oferecemos um leque maior de
oferta ao Tivoli Victoria e o hotel
dá-nos um conjunto de serviços
de alta qualidade a que de outra
forma não teríamos acesso”.
Segundo Mário Candeias, di-
rector do Tivoli Victoria, o pro-
jecto regista uma “boa adesão”,
seja “dos proprietários que colo-
cam os seus imóveis em explora-
ção” seja “de turistas que seleccio-
nam o empreendimento para as
suas férias”. Nesta fase, referiu, “o
produto está muito direccionado
para as famílias, no mercado in-
terno, e golfstas, no mercado in-
ternacional”.
Marc BarroS
marcbarros@vidaeconomica.pt
O projecto
“The Residences
at Victoria Clube
de Golfe” representa
um investimento de
45 milhões de euros
sexta-feira, 4 Junho de 2010
5 PME
O programa PME Invest V tem sido uma
mais-valia para muitas PME e para a sua
sobrevivência”, afrma Paulo Nunes de Al-
meida.
Considera o promotor imobiliário André Jordan
Empresários falham na promoção conjunta
dos empreendimentos e do destino Algarve
“As associações empresariais do sector têm tido uma atitude passiva em relação ao
quadro que estamos a viver”, afrma André Jordan.
João Paulo Costeira, CEO da EDP R Europe, afrma
Polónia tem condições
favoráveis no sector da energia
“O mercado polaco é avançado, tem todos
os mecanismos, dando garantias a quem in-
veste” – disse João Paulo Costeira, no semi-
nário sobre o sector energético na Polónia,
que decorreu há dias na Exponor, em para-
lelo com a Ambinergia.
O CEO da EDP R Europe referiu que a
Polónia tem boas condições de vento junto
ao Mar Báltico, justifcando o investimento
de 200 milhões de euros que está a ser feito.
O objectivo da EDP R é atingir na Polónia
a primeira posição na produção de energia
eólica.
Para João Paulo Costeira, a elevada depen-
dência da Polónia face ao carvão torna pre-
mente a redução de emissões de CO2, favo-
recendo as energias renováveis, como é o caso
da eólica. Segundo referiu, a Polónia é um
mercado atractivo para se fazerem negócios.
Todos os operadores do sector da energia que
se instalaram no mercado polaco estão a in-
vestir, o que, para João Paulo Costeira, revela
o interesse efectivo do mercado.
No entanto, neste sector existe um risco re-
gulatório e alguma volatilidade dos preços.
A estrutura da EDP R na Polónia conta
com 21 pessoas. João Paulo Costeira salien-
tou que na Polónia encontramos quadros
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Gabinetes de consultoria
e contabilidade; Associações
patronais e sindicais; Serviços da
administração pública
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sexta-feira, 4 Junho de 2010
ACTUALIDADE 6
A modernização da rede eléctrica, cons-
trução civil, parques eólicos e o retalho são
os principais sectores onde as empresas por-
tuguesas podem ter boas oportunidades na
Polónia. António Castro, director da Marti-
fer na Polónia, esteve directamente envolvi-
do na construção da primeira auto-estrada
na Polónia, país onde reside há 12 anos.
Segundo destacou durante o seminário
incluído no programa da Ambinergia, o
mercado polaco tem imensas potencialida-
des, tendo em conta as necessidades de mo-
dernização da rede eléctrica e demais infra-
-estruturas.
A perspectiva do director da Martifer é
confrmada pela embaixadora Kataryna
Skorzynska. Face ao volume de investimen-
to previsto pelos fundos europeus, não existe
capacidade interna para executar o volume
de obras, sendo indispensável a intervenção
de empresas estrangeiras, nomeadamente, as
PME ligadas ao sector da construção civil.
No domínio da energia eólica, onde a
Martifer também está presente, António
Castro referiu as boas condições de vento.
No entanto, existem entraves administrati-
vos. Há várias zonas protegidas e em cerca
de 32% da superfície total do país não é
permitida a instalação de parques eólicos.
Por outro lado, no Sul da Polónia as áreas
agrícolas são pequenas, o que difculta a dis-
ponibilização de terrenos com a dimensão
adequada.
Por outro lado, quase não há expropria-
ções na Polónia. Apesar de ter estado sob
a infuência do regime comunista durante
várias dezenas de anos, na Polónia há hoje
uma grande protecção dos direitos de pro-
priedade, o que, na prática, impede as ex-
propriações forçadas.
António Castro, director da Martifer na Polónia, revela
Polónia tem boas oportunidades
para as empresas portuguesas
O Millennium bcp é um dos principais
operadores fnanceiros no mercado polaco.
Américo Carola, director de Banca de
Investimento, salientou que na Polónia o
Millennium bcp tem uma presença de 15
anos, estando em segunda posição no crédi-
to à habitação. Através de uma rede de 475
agências, tem uma oferta global de produ-
tos fnanceiros que se estende a 100 cidades
polacas.
O banco português tem estado envolvi-
do no fnanciamento de várias operações no
sector energético, combinando experiências
sectoriais com práticas e experiências locais.
Para Américo Carola, o BERD e o BEI
são essenciais para o investimento de em-
presas estrangeiras na Polónia.
O BERD co-fnancia projectos com ban-
cos comerciais e/ou outras multilaterais em
até 35% do investimento elegível, assumin-
do risco projecto, mas não participa em re-
fnanciamentos.
O BEI pode contribuir para projectos
eólicos na Polónia com tomada de risco
projecto, fnanciamento ao promotor do
projecto ou fnanciando o projecto com
contragarantias de bancos comerciais. Pode
fnanciar até 50% do investimento elegível.
O pricing do BEI é determinado pelo seu
custo de funding, os seus custos administra-
tivos e a sua visão do risco projecto (quando
toma risco projecto sem contragarantias).
Enquanto fnanciador, o Grupo Millen-
nium pode conceder crédito do Bank Mil-
lennium, evitando problemas de retenção
de imposto. Às empresas portuguesas pode
garantir o acesso a fnanciamento de longo
prazo denominado em zlotys e oferecer me-
canismos de cobertura dos riscos cambial e
de taxa de juro.
Américo Carola, director de Banca de Investimento do
Millennium bcp, considera
BERD e BEI são essenciais
para o investimento na Polónia
A embaixadora Kataryna Skorzynska desafou as PME portuguesas a apostarem no mercado polaco.
João Paulo Costeira espera que a EDP R atinja a primeira posição no mercado polaco.
A Polónia quer produzir 18% da energia com fontes renováveis.
Ministra da Energia da Polónia revela
Factores ambientais
determinaram opção pelo nuclear
Vida Economica – Sabemos que nos
países desenvolvidos existe uma forte
contestação à energia nuclear. Que fac-
tores pesaram a favor dessa opção?
Joanna Strzelec-Łobodzińska – A Polónia
já tentara nos anos 80 construir uma central
nuclear. Só que, na altura, devido aos pro-
testos sociais, este projecto não se concreti-
zou. Hoje as condições são diferentes, e não
houve grande contestação à construção das
duas centrais. Pelo contrário, foi fácil esco-
lher o local com base nos terrenos disponi-
bilizados para esse efeito. A primeira central
vai ser responsável pela produção de 15%
das necessidades energéticas.
Os factores ambientais pesaram a favor
da opção pelo nuclear, tendo em conta que
não há emissões de CO2. Como alternati-
va, foram equacionadas centrais a gás que
tinham o inconveniente de emitir CO2 e
de envolverem um custo signifcativo com
a importação de matéria-prima.
VE - Parte do conhecimento e experi-
ência com as centrais térmicas a carvão
pode ser utilizado nas centrais nuclea-
res?
JS – A experiência com as centrais térmi-
cas a carvão não pode ser transposta para
as centrais nucleares porque a tecnologia
é muito diferente. Está a ser desenvolvi-
da cooperação com França no domínio da
produção de energia nuclear, projecto que
se enquadra na diversifcação das fontes de
energia. A Polónia é praticamente o único
país da União Europeia que tem por base
na produção de energia o carvão, represen-
tando mais de 94% do consumo. A Polónia
vai cumprir todos os compromissos que tem
com a União Europeia, mantendo 60% de
toda energia produzida a partir do carvão.
Procura-se nesta área o desenvolvimento
de tecnologias de carvão
que sejam mais limpas.
Se não diversifcásse-
mos as fontes de produ-
ção teríamos um aumen-
to do preço da energia
infuenciando negativa-
mente a competitividade
da economia polaca.
Vida Económica – A
opção pelo nuclear não
inviabiliza a aposta nas
energias renovéveis?
JS – Em 2009, foi pu-
blicado um documento que defne a política
do sector energético polaco até 2030. Neste
documento foram compilados seis princi-
pais objectivos. Primeiro, a segurança ener-
gética, o aumento da efciência energética e
o desenvolvimento das fontes provenientes
da energia renovável.
Perante toda a Europa colocam-se neste
momento desafos relacionados com a pro-
tecção do meio ambiente, assunto que é
particularmente difícil e importante para a
Polónia devido à composição da estrutura
energética ambiental com preponderância
do carvão. Somente 5% da energia provém
das renováveis. Prevemos aumentar a quota
das renováveis para 18% do consumo to-
tal. Para nós, é interessante a forma como
Portugal desenvolve o sector das energias
renováveis. Actualmente, as energias reno-
váveis são responsáveis pela produção de 2
mil Megawatts de energia da Polónia e até
2020 prevêem-se 8500 Megawatts, o que
demonstra a dimensão do que tem de ser
feito durante este período. É muito impor-
tante seguir o desenvolvimento da experi-
ência portuguesa, e criar possibilidades para
o intercâmbio de experiências, assim como
condições favoráveis para os investidores.
VE – Nas energias renováveis o biogás
e a biomassa vão ter uma importância
crescente?
JS – Existe uma forte aposta na energia eó-
lica e na biomassa. Está também a ser elabo-
rado um documento sobre o biogás. Neste
documento, prevê-se a criação de cerca duas
mil unidades de centrais de biogás na Po-
lónia. São centrais relativamente pequenas
a instalar em todo o país para complemen-
tar e criar uma nova fonte de rendimento
para o sector agrícola. Há outra área muito
importante que é o biodiesel. Actualmente,
prevê-se o aumento progressivo de biodiesel
na Polónia até 10% do consumo total de
gasóleo que representa 15,5 milhões de to-
neladas de combustíveis por ano.
Existem condições administrativas e jurí-
dicas muito favoráveis para estimular o in-
vestimento na área de energias renováveis,
porque existem apoios específcos designa-
dos Certifcados Verdes.
Neste momento, está
a ocorrer a transposição
para a legislação polaca
da directiva comunitária
sobre o desenvolvimento
das energias renováveis
e está previsto um di-
ploma onde vão estar os
princípios de produção
das energias renováveis.
No contexto do aumen-
to da segurança e da so-
lidariedade em termos
energéticos na Europa,
faz todo o sentido de-
senvolver meios de apoio para todo o tipo de
ligações, não só transfronteiriças, mas tam-
bém todo o tipo de ligações que garantem a
circulação de energia eléctrica e de gás.
Em 2011, a Polónia vai assumir a presi-
dência europeia e uma das prioridades nesta
presidência é a actuação no âmbito da ener-
gia, tanto no contexto interno da União Eu-
ropeia como nas relações com os países ter-
ceiros. A Polónia está situada num extremo
da União Europeia, tendo muito contacto
com os diversos mercados.
VE – Neste momento, na energia eóli-
ca, a EDP R já está presente no merca-
do polaco, competindo com a Iberdrola.
Acha que a EDP R pode atingir a primei-
ra posição do seu sector na Polónia?
JS – Na Polónia não há muitas empresas
que possam competir com a EDP R. Se a
EDP R realizar o seu plano em que projecta
um investimento para criar mil megawatts de
energia produzida nos parques eólicos, tem
possibilidade de chegar ao primeiro lugar.
VE – Neste momento, a Polónia é o
país que mais cresce na Europa. Existe
um paralelismo da actividade económi-
ca e do consumo da energia?
JS – A política do sector fnanceiro para
com as empresas também protegeu a eco-
nomia polaca porque o endividamento das
empresas foi reduzido. Curiosamente, neste
período de crise, a redução de consumo de
energia na Polónia foi muito pequena, cerca
de 3% a 4%.
O sector de extracção mineira da Polónia
terminou o ano passado com resultado posi-
tivo. E foram também introduzidos diversos
programas de redução de custos. Hoje em
dia, a Polónia tem capacidade para satisfazer
a procura de gás em termos de 20%. Nos
outros combustíveis esta percentagem é in-
ferior.
VE – Um dos problemas das energias
renováveis, nomeadamente a eólica, a
solar e a fotovoltaica, é a equação econó-
mica que está por trás. Qual é a solução
encontrada pela Polónia para compensar
essa diferença?
JS – Na Polónia, esse custo também se
refecte no consumidor fnal, porque o dis-
tribuidor da energia eléctrica é obrigado a
meter no seu pacote de energia fornecida
uma determinada percentagem da energia
proveniente das fontes renováveis. De qual-
quer maneira, existem incentivos para os
investimentos, através de um fundo de pro-
tecção do meio ambiente. Ao contrário do
que acontece em Portugal e Espanha, não
existe défce tarifário na Polónia.
João LUíS DE SoUSA
jlsousa@vidaeconomica.pt
A Polónia vai reduzir a produção de electricidade a partir
do carvão. O nuclear, bem como as energias renováveis, em
particular, o biogás e a biomassa, além dos parques eólicos, são as
principais apostas do Governo polaco – explicou Joanna Strzelec-
Łobodzińska, ministra da Energia da Polónia, em entrevista à
“Vida Económica”.
“A opção nuclear foi determinada pelos factores ambientais, tendo
em conta que esta fonte de produção de energia não emite CO2”
– referiu.
O biogás e a biomassa vão ultrapassar a energia eólica em
capacidade de produção, complementando a produção agrícola e
forestal.
sexta-feira, 4 Junho de 2010
7 actualidade
O gás natural poderia ser uma alternativa à energia nuclear, mas tinha o inconveniente de gerar emissões de CO2 e de
aumentar a dependência da Polónia face ao exterior – referiu a ministra polaca.
Existem condições
administrativas e
jurídicas muito
favoráveis para
estimular o
investimento na área
de energias renováveis
POLIScópio
Infação, precisa-se
A. mAgAlhães
pinto
Economista
magpinto@netcabo.pt
O
meu escrito de há uma semana
atrás motivou alguns leitores a co-
mentar o seu conteúdo. Excelente,
na medida em que cada opinião enriquece
o debate sobre as medidas que podem aju-
dar-nos a cumprir o maior objectivo im-
posto aos portugueses neste momento: sair
do “buraco” onde caímos. Houve, natural-
mente, Leitores que estiveram de acordo
com a perspectiva que adoptei – reduzir
salários ou aumentar o tempo de trabalho
sem remuneração adicional – determina-
da, essencialmente, por um pensamento
fxo. Parti – e parto – do princípio de que,
se pudéssemos desvalorizar a moeda, a ges-
tão da crise interna tornar-se-ia mais fácil.
Muita da quase impossibilidade de reequi-
librarmos as nossas contas advém da nossa
proverbial falta de competitividade. E esta
é, de um modo quase unânime, associada
à baixa produtividade dos nossos factores
de produção, designadamente o capital e
o trabalho.
A maior parte das observações feitas pe-
los nossos Leitores estava respondida no
próprio artigo. As discordantes, porém,
tinham por pano de
fundo a situação ao
nível do emprego.
Mais tempo de tra-
balho para quem se
encontra empregado
signifcaria trancas à
porta de entrada no
trabalho da legião
de desempregados
que temos neste
momento, cerca de
700.000. É verdade
que tal tenderia a su-
ceder num primeiro
momento. Mas não
devemos perder de
vista que quem está
desempregado está,
que não podemos resolver tudo ao mesmo
tempo e que a oportunidade de empregar
quem não trabalha só pode advir do cresci-
mento económico. Razão pela qual optava
por criar condições ao crescimento econó-
mico, ciente de que, se este acontecer, os
desempregados arranjarão trabalho.
Continuando a ter presente uma neces-
sidade de desvalorização da moeda, racio-
cino, hoje, noutro plano. Tendo bem pre-
sente que
- a “nossa” moeda é, hoje, o Euro;
- o Euro não é só nosso;
- por isso, não podemos desvalorizá-lo
independentemente dos outros,
estes pensamentos conduzem-me a um ou-
tro. É que, se o Euro é uma moeda comum
a um conjunto de países, é a situação eco-
nómica e fnanceira do CONJUNTO que
deve determinar a política monetária, que
deve justifcar a desvalorização da moeda
comum. O que gera um confito aparen-
temente irresolúvel, porque, enquanto a
desvalorização favoreceria alguns dos paí-
ses desse conjunto, é natural que desfavo-
recesse outros. Sem explicações adicionais,
a desvalorização favoreceria os países eco-
nomicamente mais frágeis e desfavoreceria
os fortes. Não sendo resolvido o confito,
os países mais fracos perderão a guerra do
equilíbrio. Mas a irresolução do confito
quer dizer que, no interior do CONJUN-
TO dos países que usam a mesma moeda,
não existe verdadeira solidariedade. Ou
que, para que ela se manifeste, tem que
acontecer o que já
aconteceu com a
Grécia – o pron-
to-socorro – e vai
acontecer provavel-
mente com Portu-
gal e, menos pro-
vavelmente, com
a Espanha. Aliás,
os mercados estão
a encarregar-se de
colocar o comboio
comum nos carris,
ao desvalorizar o
Euro signifcativa-
mente e com per-
sistência.
Mas há um outro
modo de desvalo-
rizar a moeda. Seria ele o de existir uma
infação signifcativa nos países do Euro. É
verdade que a infação faz subir os custos
monetários e, por isso, o custo nominal da
produção. Mas, numa primeira fase, en-
quanto os factores de produção ajustam o
seu preço à infação, há uma efectiva desva-
lorização da moeda e, por isso, um ganho
de competitividade nos mercados que re-
gem as suas transacções por outra moeda.
Foi, aliás, isso que aconteceu em Portugal,
nas crises de 1976 e de 1983. A infação
seria, assim, uma forte factor de reequilí-
brio, por potenciar aquilo que, em última
análise, é o único factor de equilíbrio a
médio prazo, o cres-
cimento económico,
neste caso através das
exportações para o
mundo que não tem
o Euro como sua mo-
eda. Se é verdade que
muita da crise actual
teve uma génese pura-
mente fnanceira, não
é menos verdade que
a perda de competi-
tividade derivada da
perda de produtivi-
dade monetária, esta
associada à profunda
desvalorização conhe-
cida pelo dólar em relação ao Euro, é uma
causa mais profunda e, porventura, mais
determinante.
Claro que a infação tem consequências
perversas. Uma delas é reduzir, com vigor,
o nível de vida no interior do espaço que
usa a mesma moeda. E aqui, naturalmente,
os mais fortes não estão disponíveis para
reduzir o seu nível de vida para ajudar os
mais fracos. E surge, outra vez, forte e in-
desmentível, o corolário de que ou há, no
seio do CONJUNTO que usa a mesma
moeda, uma solidariedade indestrutível
ou o problema é irresolúvel para os mais
fracos, a não ser com o dito pronto-socor-
ro fnanceiro. Que, ao fm, nada resolve se
não provocar o crescimento económico no
seio dos ajudados.
Ter em conta todos os efeitos de uma
determinada política monetária é muito
difícil, nestes tempos de globalização e in-
terdependência verifcada a nível mundial.
Mas devemos centrar-nos no essencial. Os
países em difculdades têm necessidade de
um forte crescimento económico para su-
perarem as suas difculdades actuais. Para
isso, precisam de ganhar competitividade,
algo que é afrmado quase todos os dias pe-
los nossos responsáveis. Há duas vias para
ganhar competitividade. Uma pelo propa-
lado desenvolvimento cultural, científco,
tecnológico. Outra por intervenção no va-
lor da moeda respectiva. A primeira demora
gerações, uma pelo menos. A outra produz
efeitos quase imediatos. E, com toda a fran-
queza, creio que os países em difculdades
dentro da zona Euro, a começar pelo nosso,
não têm muito tempo.
Assim, com toda a in-
genuidade de quem
nestas coisas e face às
grandes cabeças que
governam a Europa,
incluindo Portugal,
entendo que precisa-
mos da infação. Sem
medo, ao nível dos
dois dígitos. Sendo
que há um modo de
a produzir artifcial-
mente. Injectando
moeda nos países em
difculdade. O que a
Europa deve fazer sem
medo, sob pena de estar a expulsar do seu
seio os países mais fracos. Dando mostras
de egoísmo nacional indesmentível. Perante
o qual fcaria (fcará) bem egoísmo idêntico
dos países em difculdades, abandonando o
Euro sem tergiversar.
Sem cuidar de analisar agora responsa-
bilidades – e haveria muitas a apontar, no
caso do nosso país –, a questão a colocar
à Zona Euro é: infação (no sentido em
que isso é desvalorização da moeda) ou di-
nheiro, que nos querem dar? É que, como
país pequeno, concorrendo ainda com as
economias emergentes, não nos safamos,
porque elas tem a sua moeda muito des-
valorizada.
Tenho muitas dúvidas sobre qual será a
resposta da Europa num caso destes. Pelo
exemplo da Grécia, parece que optam pela
segunda alternativa. Só que eu tenho mui-
tas dúvidas sobre se a resposta continuará
a ser essa, no caso de as necessidades irem
muito além do que já foi previsto. Solidá-
rios, solidários, sim, mas essa de sustentar
a casa do vizinho permanentemente custa
muito a digerir. E já não falo na eventua-
lidade, sempre presente no nosso caso, de
ao dinheiro para aqui a enviar suceder o
mesmo que aconteceu ao que já veio desde
que aderimos à Europa: desaparecer num
poço sem fundo.
Como melhorar os seus negócios…
Q
ualquer que seja a forma de ven-
da, independentemente de onde
tenha lugar, enquanto você está
a tentar qualifcar o seu potencial cliente,
o seu potencial cliente está a qualifcá-lo a
si!
Em muitos cenários de vendas, a me-
lhor estratégia passa por, PRIMEIRO,
deixar-se qualifcar pelo seu cliente para
que este possa fcar aberto, confante e
receptivo a fazer negócios consigo.
Procure estabelecer “rapport” procu-
rando algo em comum com o seu po-
tencial cliente. Procure conversar, nor-
malmente, tornando a atmosfera mais
relaxante e mais aberta. A conversa tem
que ser natural e não de “vendedor”!
Sempre que possível, procure fazer a
venda no seu escritório, fábrica ou esta-
belecimento porque isso permite-lhe ter
total controlo sobre o ambiente e sobre
tudo aquilo que pode querer, eventual-
mente, mostrar. A sua equipa está consi-
go, caso seja necessário, e possui todos os
recursos debaixo da sua mão. Para além
de isso lhe dar vantagem, também per-
mite que o potencial cliente o conheça
melhor, o que é importante.
Introduza o seu potencial cliente a to-
dos. É importante fazê-lo porque honra
o seu convidado e mostra respeito pelos
seus colaboradores. Ao dispensar algum
tempo para conversar com outras pessoas
contribui para criar uma atmosfera mais
humana e começa a instigar credibilidade
na mente do seu potencial cliente, porque
lhe permite ver o que é que vão comprar e
conhecer com quem vão lidar.
Se possível, procure criar algum mo-
mento de convívio e entretenimento.
Por exemplo, proporcionar-lhe um chá
enquanto conversam ou, caso se propor-
cione, convide-o para almoçar.
Estabeleça uma conexão com o seu po-
tencial cliente e procure conhecer o ne-
gócio dele. Descubra, no presente, quais
são os factores-chave que o motivam e
quais os aspectos centrais que condicio-
nam as suas acções (ou reacções).
Escuso de lhe salientar que é funda-
mental que você faça o seu trabalho de
casa, isto é, estude o negócio do seu po-
tencial cliente antes de se reunir com
ele, para evitar ter que fazer perguntas
descabidas. Além disso, a preparação
prévia permitir-lhe-á compreender mui-
to melhor o seu interlocutor e ser muito
mais assertivo relativamente à detecção
de pontos-chave.
Procure sempre AJUDAR o seu cliente.
Crie e lidere um contexto construtivo e
positivo no qual se desenrola o negócio.
Surpreenda o seu cliente! Procure sur-
preender o seu cliente: “UAU”!
Seja MUITO BOM em tudo aquilo
que faz!
Faça a venda, mas apenas depois de sa-
ber que o cliente está sedento…
Faça com que os seus clientes falem de
si! Os seus clientes falam MAIS ALTO
sobre as suas competências e qualidades
do que você. O seu cliente é a prova de
que você é capaz de suportar as suas re-
clamações.
Comece já e tenha um ENORME
2010!
AZUil BARRos
Especialista no Crescimento de
Negócios
Partner & Director Geral
www.QuantumCrescimentoNegocios.com
“Ou há, no seio do
CONJUNTO que
usa a mesma moeda,
uma solidariedade
indestrutível ou o
problema é irresolúvel
para os mais fracos, a
não ser com um pronto-
-socorro fnanceiro”
“Se o Euro é uma
moeda comum a um
conjunto de países, é
a situação económica
e fnanceira do
CONJUNTO que
deve determinar a
política monetária”
sexta-feira, 4 Junho de 2010
opinião 8
N
o turbilhão das sociedades moder-
nas, em que os acontecimentos se
sucedem a uma velocidade vertigi-
nosa, amplifcada pelos avanços das teleco-
municações e pelo progressivo acesso a um
volume infndável de informação em tempo
real, importa manter um sentido de orien-
tação estratégica, uma linha de rumo e uma
capacidade de antecipação do futuro que se
pode revelar crucial para a sobrevivência dos
mais fortes.
Tal como acontecia desde os Tempos An-
tigos, cumpre aos melhores de entre os me-
lhores empregar as suas capacidades em prol
do grupo, antecipar tendências, identifcar
sinais, apontar prioridades e caminhos para
o desenvolvimento.
Em qualquer circunstância, este exercício
de luta contra a inércia e a acomodação tem
que ter como epicentro o Homem, os seus
problemas, os desafos que a sua envolvente
e a sua própria actuação lhe colocam, pro-
porcionando uma refexão pragmática que
possa aportar valor a todos.
Tal esforço não poderá descurar qualquer
das vertentes da existência humana, seja
enquanto actor – que age, reage e interage
no/ao/com o seu meio –, seja enquanto ob-
jecto – destinatário último das políticas, das
intervenções regulamentares e dos compor-
tamentos de todos quantos o rodeiam -, seja
enquanto motor da evolução e do desenvol-
vimento da espécie e das sociedades.
A existência de tal lacuna de um espaço
de refexão construtiva, da necessidade de
reunião de um Conselho de Sábios que se
debruce sobre o Homem e o seu habitat
– natural, social, cultural, económico, etc.
– observa-se, quer no contexto global, quer
nos diferentes subdomínios que possam ser
defnidos, no plano geográfco, legal, políti-
co, formal ou outro.
Em cada um desses níveis, é possível iden-
tifcar problemas específcos a que cabe dar
resposta, relevantes desígnios que cumpre
prosseguir e cidadãos e/ou instituições que
não podem alijar a responsabilidade de pro-
tagonizar tal desafo.
Numa sociedade como a portuguesa, em
que é raro assistir-se a verdadeiros exercícios
de cidadania activa e em que os movimentos
pontualmente instituídos rapidamente soço-
bram à falta de determinação, convicções ou
disponibilidade dos seus promotores, mais
estas refexões parecem pertinentes.
Em especial numa conjuntura como a ac-
tual, em que muitos parecem querer ceder à
tentação fácil da resignação e outros tantos
privilegiam a crítica sem cariz construtivo,
mais é de louvar o aparecimento de um pro-
jecto como aquele que a Deloitte promoveu
e agora tornou público, como forma de assi-
nalar o seu 40º aniversário no nosso País.
O projecto Farol tem por missão na cria-
ção de um espaço de refexão pública sobre
um conjunto de matérias que contendam
com diferentes aspectos da vida do Homem
e que se perflem como relevantes numa
abordagem de médio e longo prazo.
Tomando como ambição “colocar Portu-
gal na linha da frente do desenvolvimento”
e como dimensões críticas a “coesão”, uma
“nova cidadania”, a “cultura”, a “educação”, a
“globalização”, o “fnanciamento da econo-
mia” e as “reformas do Estado”, os promo-
tores do Projecto Farol entendem que “urge
mobilizar a sociedade para dar corpo a uma
ambição que perpassa transversalmente por
todos nós”.
Quer pela relevância dos assuntos que pre-
tende abordar, quer pelo gabarito das perso-
nalidades que envolve, o Farol poderá vir a
ser um guia e um elemento norteador da ac-
tuação das elites, sejam as mesmas entidades
públicas ou agentes e instituições do sector
privado que se queiram posicionar na van-
guarda do processo de desenvolvimento.
Por todas estas razões, seja pela valia dos
seus colaboradores, seja pelo trabalho que
produziram e podem vir a produzir, o FA-
ROL assume-se como um núcleo de referên-
cia a nível nacional, cujas refexões poderão
quase ser tidas como incontestáveis para o
comum dos cidadãos e cuja fliação possa ser
ambicionada por todos os demais.
Tal como se pode ler no Manifesto do Pro-
jecto, “a dimensão única das transformações
operadas [em Portugal] é facilmente avaliada
pela referência ao facto de termos assistido à
queda de um regime ditatorial com cerca de
meio século de vida, ao fm de um império
colonial de cinco séculos e à posterior inte-
gração plena na União Europeia. Estes dois
últimos passos trilhados por acção de um
processo político que levou à sedimentação
de um regime democrático que tem prota-
gonizado um rápido trajecto até uma fase
mais madura de existência, como aquela que
hoje evidencia”.
Todavia, “existe a percepção de que, uma
vez dados estes grandes passos, fcam por
operar na sociedade portuguesa transfor-
mações profundas que, pela sua natureza,
exigem uma visão partilhada e a adopção de
políticas com uma matriz temporal de rea-
lização a longo prazo. Esta ingente tarefa só
poderá ser alcançada com o contributo de
todos, num esforço colectivo com um evi-
dente alcance nas futuras gerações”.
Assim, “tendo-nos faltado uma visão pros-
pectiva sobre o futuro, é necessária, agora e
mais do que nunca, uma estratégia que nos
vá servindo, ao longo dos anos, de padrão e
de… farol.”
A caminho da nova
Fonte Luminosa
N
aquelas duas noites – Fonte Lumi-
nosa e Estádio das Antas – nenhum
socialista se atreveu a chamar-nos
“camaradas” – melhor do que ninguém sa-
biam que estávamos lá por exclusivo dever
patriótico de emergência nacional.
Hoje, os diagnósticos estão todos integral-
mente realizados; as alternativas terapêuticas
estão defnidas com a respectiva calibração
associada; a selecção e formação dos agen-
tes mobilizadores não é tarefa impossível,
apesar de ser, sem sombra para dúvidas, um
aspecto preocupante. Falta, obviamente,
algo de nuclear: a neutralização assertiva
da infuência partidária sem pôr em causa a
democracia – o que, dando-lhes ouvidos, se
transforma numa tarefa impossível e perigo-
sa, como se impossível e perigoso não fosse
o destino para onde nos conduz tudo isto.
O regime tem de ser obrigatoriamente
refundado através de modelo e sistema de
poder e lideranças que garantam, à partida,
os vários pressupostos de sucesso que todos
sobejamente conhecemos e queremos ver
implementados – a questão estará sempre e
portanto em escolher os incorruptos que ga-
rantam competências; os líderes que odeiem
o populismo; os especialistas que moderem
a ganância pela vergonha e os burocratas
que ainda mantenham o espírito do serviço
público.
A utopia é aliciante, mas, novamente na
opinião dos tradicionais estabelecidos, peri-
gosíssima, porque pressupõe como realizável
e atingível o que não passa de uma diatribe
intelectualizada. Aos utópicos optimistas,
que se recusam a ser as testemunhas oculares
do óbito pátrio, bastará a força interior do
saber - não por ciência certa mas por intui-
ção - que é realmente possível.
Aceitemos a utopia e reneguemos o au-
têntico lirismo dos políticos partidários
que falharam redondamente nos últimos
trinta e cinco anos. Um único político em
exercício, de forma inequivocamente tosca,
atabalhoada e na altura pouco competente,
triturou primeiros-ministros na busca de
uma solução para o problema que – faça-se
hoje a justiça de admitir! – soube identif-
car e diagnosticar correctamente. Ramalho
Eanes viu e procurou resolver – não soube,
porque formalmente não quis, liderar com
naturalidade o processo.
Estamos num país sem exemplo, sem re-
ferências, sem assumida responsabilidade
individual pelo que devemos representar,
exactamente pela razão mais óbvia: nin-
guém se revê nem se orgulha na Pátria, com
a vergonha atávica e imbecil de isso poder,
na eventualidade, já ter passado de moda.
Escondemos opções pessoais, mentimos
descarados pretextos, calamos legítimas re-
voltas só porque nos dizem poder ser “poli-
ticamente incorrecto” – mas o que é e quem
deve de facto defnir o que é politicamente
correcto, nós ou eles? Vamos lá a ver se nos
entendemos – quem vive, afnal, à custa de
quem, neste país?
Bagão Félix cometeu um verdadeiro pe-
cado capital de ambição e protagonismo,
jamais podendo ser-lhe perdoado o espírito
inquestionavelmente elitista e redutor com
que os seus conselheiros da Igreja Católica
o enredaram. Bagão Félix confundiu tudo,
prejudicou todos e descredibilizou-se desne-
cessariamente. Nós também precisamos dos
“gays” nesta emergência, na mesma medida
que não prescindimos das testemunhas de
Jeová, dos evangélicos, dos muçulmanos ou,
naturalmente, dos agnósticos.
A nova Fonte Luminosa está a caminho –
às questões do quem, como e quando só há
uma resposta possível, todos! Isto é, a nova
Fonte Luminosa vai inquestionavelmente
fazer-se se e quando estivermos todos, sem
credos nem partidos a dividir-nos, só com
a Pátria em risco a juntar-nos. Ao fm de
tantos anos a berrar desesperadamente sem
sermos ouvidos (com esse gigante Henrique
Medina Carreira a servir de guia), consta-
ta-se já o engrossar esperado da hipocrisia
da 24ª hora – entretanto, o que realmente
conta é saber distinguir o diletantismo mi-
litante, que se habituou a tirar sempre di-
videndos comunicacionais do discorrer as-
séptico da crítica daquilo que deve e tem de
ser a assunção da rotura perante esse laxismo
bem-falante.
O resto do País, particularmente o Nor-
te, tem de saber que as periódicas passadei-
ras encarnadas nas Portas de Santo Antão
– alternativamente utilizadas pelos mesmos
convidados do Dr. Balsemão e do Sr. Filipe
La Féria – não diferenciam em nada e para
nada o povo de Lisboa, que se levanta de
madrugada de inacreditáveis dormitórios
colectivos para trabalhar duríssimo, algumas
vezes em multiemprego, para sobreviver.
Aquela gente, dita pública e conhecida, são
a Lisboa gaiteira do Ritz da Rua da Glória e
não do de Rodrigo da Fonseca, também sem
cheta nem vergonha e que, devendo aqui e
alugando acolá, vive do biscate do pseudo-
-glamour que, como nas velhas revistas do
Parque Mayer, só se consegue ver de perto
da primeira fla, pela cara escanzelada e os
foguetes nas meias.
Não sei se a Fonte Luminosa vai voltar a
começar em Rio Maior; não consigo anteci-
par se Braga, Famalicão, Guimarães, Santo
Tirso, Fafe, Paços de Ferreira, Felgueiras e
Riba d’Ave ou então Aveiro, Castelo de Pai-
va, Espinho, Vale de Cambra, Oliveira de
Azeméis, Águeda, Estarreja ou Feira reben-
tarão antes em uníssono, num monstruoso
e esperado berro de indignação. Agora de
que não tenho a mais pequena dúvida é
que lá estarei, seguramente, abraçado de um
lado por um comunista e do outro por um
reformado a chorar por Salazar. Disso não
tenho dúvidas. E sem precisar de Presidente
da República para nada – seja ele quem for.
sexta-feira, 4 Junho de 2010
9 OpiniãO
O farol
MJ CARVALHO
Economista
RiCARdO RiO
rioric@gmail.com
http://econominho.blogspot.com
a l é m m a r
R E S T A U R A N T E
alem-mar@hoteldomhenrique.pt
www.hoteldomhenrique.pt
T 22 340 1616
Rua do Bolhão 221
“Um farol é uma estrutura elevada e bem visível no
topo da qual se coloca uma luz que serve de ajuda à
navegação.”
PT reúne vários apoios para enfrentar a ameaça da OPA protagonizada pela Telefónica
“Guerra” entre a PT e a Telefónica sobe de tom
A “guerra” entre a Portugal
Telecom e a Telefónica está ao
rubro. O desfecho é incerto.
Depois da ameaça da Oferta Pú-
blica de Aquisição (OPA) prota-
gonizada pelo gigante espanhol
sobre a PT – esta recusou-se a
vender os 50% que detém na
Vivo, operador móvel brasileiro
–, a Telefónica volta a atacar.
Segundo notícias vindas a pú-
blico, a empresa espanhola está a
informar os investidores interna-
cionais de que poderá convocar
uma assembleia para destituir o
conselho de administração da
PT, este liderado por Henri-
que Granadeiro e Zeinal Bava,
respectivamente, presidente do
Conselho de Administração e
presidente Executivo do grupo.
A Telefónica quer o mesmo de
sempre: que a PT venda a sua
participação na Vivo agora por
6,5 mil milhões de euros. Como
já se sabe, a Portugal Telecom
começou por rejeitar a oferta
inicial por considerar a sua pre-
sença, na Vivo, no Brasil, uma
questão fundamental, estratégi-
ca para o desenvolvimento do
grupo. O preço não é a questão,
referiu José Maria Ricciardi, pre-
sidente do BES Investimento.
Ainda assim, o fundo Brandes, o
terceiro maior accionista da PT,
também secundou a posição da
PT ao rejeitar a proposta da Te-
lefónica em relação à Vivo.
Zeinal Bava pede demissão
de Santiago Fernandez
Valbuena
Zeinal Bava não fcou parado
e responde na mesma moeda.
O presidente executivo da PT
pede, por sua vez, a demissão
de Santiago Fernandez Valbue-
na, administrador fnanceiro
da Telefónica com assento no
conselho da PT. No entender de
Zeinal Bava, Valbuena não pode
fazer parte do conselho da PT e,
ao mesmo tempo, admitir a pos-
sibilidade de uma OPA sobre o
grupo luso. Há um confito de
interesses, refere. Os espanhóis
não têm a mesma opinião e já
vieram dizer que Valbuena e o
seu colega da Telefónica, José
Alvarez-Pallete Lopéz, não que-
rem aceitar o repto da PT.
Joe Berardo
mostra-se preocupado
com a ameaça da Telefónica
Joe Berardo, um dos accio-
nistas da Portugal Telecom, está
preocupado com o desenrolar
da situação e já apontou uma
saída. Este empresário está dis-
ponível para comprar a “golden
share” do Estado, convertendo-
a, depois, em acções normais da
PT. Joe Berardo considera que
a Portugal Telecom é uma em-
presa com a nossa bandeira, im-
portante para o país, para o seu
desenvolvimento, não deven-
do, por isso, passar para outras
mãos.
Uma opinião partilhada pelo
Governo. José Sócrates já se
mostrou disponível para usar a
“golden share”. A intenção tem
um duplo objectivo: por um
lado, manter os interesses portu-
guesas na PT, por outro, garan-
tir a posição do grupo na Vivo.
Para o Primeiro-Ministro, a PT
é uma empresa estratégica, mas
para isso terá de ter ambição, de
estar em vários continentes. Mas
há outros sinais de apoio.
Ricardo Salgado, presidente
do BES, está, igualmente, do
lado da PT na recusa da oferta
espanhola de compra da Vivo, o
maior operador móvel do Bra-
sil.
Bruxelas diz que
“golden share” vai contra
as regras europeias
Um confito com esta impor-
tância já chegou a Bruxelas. A
Comissão Europeia já veio di-
zer que a “golden share” que o
Estado detém na PT vai contra
as regras do direito comunitário.
Estes direitos especiais violam
as normas de livre circulação de
capitais. O alerta está dado: o
órgão executivo da União vai se-
guir o caso de perto, ao mesmo
tempo que aguarda uma decisão
por parte do Tribunal de Justiça.
E já não é a primeira vez que tal
acontece.
Em 2008, a Comissão Euro-
peia fez o mesmo, ou seja, levou
Portugal a tribunal em virtude
dos direitos especiais que man-
tém na Portugal Telecom. Na
altura, Portugal defendeu-se,
dizendo que os direitos especiais
se regem pelo direito privado,
justifcados e compatíveis com
o Tratado CE. Portugal referiu
ainda que estes direitos especiais
são aplicados de forma não dis-
criminatória e com base em cri-
térios como a segurança e a or-
dem pública, bem como outros
imperativos de interesse geral.
SANDRA RIBEIRO
sandraribiro@vidaeconomica.pt
Um caso sem fm à vista. O confito que opõe a Portugal Telecom
à Telefónica por causa da Vivo – os espanhóis querem comprar
os 50% que a PT detém nesta empresa brasileira – endurece de
dia para dia. Depois da ameaça da OPA sobre a PT, a Telefónica
decidiu subir a oferta pela posição na Vivo de 5700 para 6500
milhões de euros. O grupo português faz todos os possíveis para
reunir apoios às suas pretensões: defender a própria empresa e
os interesses que mantém no Brasil, mas pode não resitir ao pre-
ço agora oferecido pela Telefónica e optar por sair da Vivo pelo
seu próprio pé.
sexta-feira, 4 Junho de 2010
TelecomunicaçõeS 10
InfortraduccIones
Traduções e retroversões especializadas
de qualidade superior
Pares de línguas de trabalho:
Inglês – Português
Inglês – Espanhol
Espanhol – Português
Alemão – Português
Alemão - Espanhol
Contacto: Cláudia Passos • Telefone: 0034 608142796
Email: infortraducciones@gmail.com
Operadores mantêm o silêncio
sobre o caso PT/Telefónica
Os operadores de telecomunicações com presen-
ça em Portugal não querem comentar a ameaça de
OPA da Telefónica sobre a Portugal Telecom.
Já pela segunda vez a “Vida Económica” ten-
tou obter uma reacção dos principais protago-
nistas do sector – Vodafone, Oni, Sonaecom
-, mas sem sucesso. O silêncio é a palavra de
ordem no que diz respeito a este assunto. Ne-
nhum dos operadores quer pronunciar-se sobre
um tema que afecta não só a Portugal Telecom,
mas todo o sector em Portugal. A concretizar-se
a OPA, o cenário que hoje conhecemos iria, por
certo, sofrer alterações.
a presença da PT no mundo
A PT é o único grupo português com inte-
resses em todas áreas das comunicações e cuja
presença se estende a territórios como o Brasil,
Namíbia, Cabo Verde, São Tomé e Princípe,
Macau ou Angola. Os objectivos do grupo são
claros: continuar a crescer nos próximos três
anos. Os pilares desta estratégia são vários: os
negócios internacionais, a liderança em todos
os segmentos, o retorno accionista na Europa e
a sustentabilidade. Os clientes chegam, no mo-
mento, aos 100 milhões, sendo que 2/3 das re-
ceitas já provêm de fora de Portugal.
Em termos accionistas, a Portugal Telecom
conta no seu seio com várias participações. A
Telefónica é um dos principais accionistas, com
10% do capital, mas há outros, igualmente,
importantes. É o caso da CGD, grupo Espírito
Santo, Visabeira, Ongoing, Credit Suisse, Con-
trolinveste International Finance, BlackRock,
Barclays, Brandes Investments Partners, Deuts-
ch Bank e UBS.
Telefónica não sobe
oferta pela Vivo
O impasse entre a PT e a Telefónica conhece
várias cambiantes. O grupo espanhol não cede
um milímetro. Ao mesmo tempo que a Telefó-
nica mostra intenções de querer destituir o con-
selho de adminsitração da PT, vem a público di-
zer que não sobe a oferta sobre a Vivo no valor
de 5,7 mil milhões de euros.
Esta declaração acontece depois de um dos
principais accionistas da PT, o fundo Brandes,
ter afrmado que a proposta da Telefónica não
refecte o valor estratégico da Vivo. Há quem
considere, contudo, que uma outra visão da Te-
lefónica sobre o assunto poderia alterar o actual
cenário. Segundo alguns analistas internacio-
nais, uma oferta melhorada da Telefónica relati-
vamente à Vivo poderia ser irrecusável por parte
da Portugal Telecom.
Por outro lado, já surgiram notícias, dando
conta que a PT teria apresentando uma contra-
proposta à Telefónica no sentido de comprar os
outros 50% da Vivo, pertença dos espanhóis. A
PT já veio, contudo, desmentir esta possibili-
dade.
Do lado do principal pomo da discórdia, a
Vivo, o sentimento geral é de calma. O presi-
dente da empresa, Roberto Lima, já veio a pú-
blico afrmar que esta situação não põe em causa
o trabalho da organização. Este responsável re-
feriu ainda que esta movimentação é um bom
sinal, já que demonstra que a Vivo é apetecível
por causa do bom trabalho que realiza.
SANDRA RIBEIRO
sandraribiro@vidaeconomica.pt
ANJE lança prémios
Portugal Empreendedor
A ANJE - Associação Nacional de Jovens Empresários recebe
até 31 de Julho as candidaturas aos Prémios Portugal Empre-
endedor. O novo galardão de empreendedorismo jovem sub-
divide-se em duas categorias de competição: uma destinada
a premiar ideias de negócio promissoras e exequíveis e uma
outra que visa distinguir PME inovadoras, nascidas via incuba-
ção empresarial.
Os melhores projectos de cada categoria recebem um prémio
no valor de 5000 euros e os planos de negócios vencedores são
automaticamente seleccionados para o Prémio do Jovem Em-
preendedor. Aquele que é um dos mais antigos concursos de
negócios do nosso País associa-se, deste modo, a um novo pro-
jecto de estímulo e reconhecimento da iniciativa empresarial,
maximizando as oportunidades concedidas às novas gerações
de empresários.
Os Prémios Portugal Empreendedor surgem no âmbito de um
projecto homónimo, desenvolvido com o apoio do Programa
COMPETE, numa parceria entre a ANJE, a UERN – União das
Associações Empresariais da Região Norte e o CEC/CCIC – Con-
selho Empresarial do Centro / Câmara do Comércio e Indús-
tria do Centro. Mais do que premiar a criação e expansão de
negócios inovadores, o galardão ambiciona envolver de forma
articulada potenciais e actuais empreendedores, investigado-
res, investidores, incubadoras de empresas e a comunidade
empresarial de modo geral.
Os novos prémios diferenciam-se, de resto, pelo reconhecimen-
to das jovens empresas que iniciam actividade sem instalações
próprias, valendo-se do apoio infra-estrutural de entidades
especializadas para fazer vingar no mercado o valor dos seus
recursos humanos e dos serviços e/ou produtos por eles pro-
duzidos.
As candidaturas estão abertas a todos os jovens com idades
compreendidas entre os 18 e os 35 anos, promotores de novos
projectos de criação de empresas ou líderes de PME instaladas
em centros de incubação. Até ao final de Julho, os candidatos
que apenas apresentem uma ideia de negócio devem descar-
regar o formulário de inscrição disponível no site www.anje.
pt/academia. Já líderes de projectos instalados em centros de
incubação devem candidatar-se apresentando um completo
plano de negócios, cujas coordenadas podem igualmente ser
consultadas na referida página de Internet.
Jovens empresários
aprendem a meditar
“Bem-estar e qualidade
de vida no trabalho - a
meditação” é o tema do
workshop que a ANJE –
Associação Nacional de
Jovens Empresários pro-
move na sua Sede Nacio-
nal, no dia 19 de Junho,
pelas 10h00. A activida-
de formativa incluirá a
realização de exercícios
de meditação, tendo em
vista a diminuição de es-
tados de stress profissio-
nal. Os trabalhos ficam a
cargo a especialista em
stress management e
formadora de reiki e me-
ditação, Isabel Leal.
Sensibilizar empresários
e quadros das empresas
para a importância cres-
cente da meditação enquanto técnica de apoio a profissionais
que acumulam diversas responsabilidades é o objectivo do
evento. Partindo de breve reflexão sobre a ética no contexto
empresarial, a formadora acabará por demonstrar a impor-
tância do sistema energético e dos exercícios de respiração
enquanto técnicas de apaziguamento, de bem-estar pessoal e
profissional e ainda de redução de riscos cardiovasculares e
outros estados fisiológicos, emocionais e mentais negativos.
Inscrições através do e-mail associados@anje.pt.
Promover produtos e serviços
de base tecnológica, estimulando
activamente o espírito de inicia-
tiva empresarial aliado às novas
tecnologias, é o grande desígnio
da Mostra do Empreendedor,
que acontece em Évora, entre
23 de Junho e 4 de Julho. Or-
ganizado no âmbito do projec-
to Jovem Pró-Empreendedor,
o certame será complementado
pelo workshop “Apoios à Cria-
ção e Expansão de Empresas”,
agendado para 1 de Julho. Am-
bas as acções beneficiarão certa-
mente das sinergias potenciados
pela tradicional Feira de S. João,
no âmbito da qual o Núcleo do
Alentejo da ANJE – Associação
Nacional de Jovens Empresários
dinamiza também por essa altura
o “Atrium Empresarial”, um pa-
vilhão de exposição de empresas.
Organizado pela Associação
para a Promoção da Inovação
e das Empresas Tecnológicas
(APEITE), em conjunto com a
INOVAGAIA e o INESC Por-
to, o projecto Jovem Pró-Em-
preendedor é co-financiado pelo
COMPETE e tem como princi-
pais domínios de intervenção o
empreendedorismo e a inovação,
com especial enfoque para o de-
senvolvimento dos negócios tec-
nológicos através da expansão de
redes de incubação e parques de
tecnologia.
É neste enquadramento que
surge a Mostra do Empreende-
dor, uma iniciativa vocacionada
para empresas de cariz tecnológi-
co, cuja participação é gratuita.
Ali estarão patentes os resultados
da actividade empreendedora
e inovadora de algumas PME e
start-ups nacionais. Sensibilizar
as novas gerações de empresários
para a pesquisa de novas tecno-
logias e para a urgência de novos
paradigmas empresariais, pauta-
dos pela criatividade e pela ino-
vação, constam entre os propósi-
tos do certame.
Dirigido também aos empre-
endedores que se sentem imbu-
ídos deste espírito pró-activo e
diferenciador, será o workshop
“Apoios à Criação e Expansão de
Empresas”. A acontecer no dia
1 de Julho, na Feira de S. João,
este evento formativo deverá dar
a conhecer Sistemas de Incenti-
vo do QREN, Apoios a Fundo
Perdido em Zonas Rurais, bem
como o Programa de Apoio ao
Empreendedorismo e à Criação
do Próprio Emprego (Macroin-
vest e Invest +).
Ambas as iniciativas vão de-
correr paralelamente ao “Atrium
Empresarial”, actividade do nú-
cleo local da ANJE, que se assu-
me como o maior certame em-
presarial do Alto Alentejo e visa
dinamizar o tecido empresarial
da região, proporcionando aos
seus agentes, quer públicos quer
privados, a oportunidade de
apresentar, divulgar e comercia-
lizar produtos e serviços. Ocu-
pando uma área de exposição
de 10.000 m2, esta feira recebe
anualmente cerca de 200 mil vi-
sitantes de todo o país, que ali
procuram apoios para empreen-
der novos negócios, estabelecer
contactos e encontrar suporte e
parceiros para desenvolver em-
presas já estabelecidas.
Os empresários interessados
em participar na mostra tecnoló-
gica e no workshop devem ins-
crever-se previamente, seguindo
as indicações referidas em www.
anje.pt/jproempreendedor. Tam-
bém o “Atrium Empresarial” se
encontra actualmente a receber
inscrições de expositores, sendo
que neste caso as informações
são disponibilizadas no site www.
anje.pt/alentejo.
Mostra tecnológica
promove
empreendedorismo
em Évora
sexta-feira, 4 Junho de 2010
11 ANJE
Jovem Pró-Empreendedor
A Mostra do Empreendedor será o pri-
meiro grande evento do Jovem Pró-Em-
preendedor, projecto que tem vindo a
apostar no apoio formativo e informati-
vo, através da realização de workshops.
Entre as actividades futuras, destaca-se
a realização do Encontro Nacional de In-
cubadoras, o desenvolvimento do Portal
de Incubação e Empreendedorismo e a
atribuição do Prémio Nacional da Mulher Empresária.
Sensibilizar
as novas gerações
de empresários
para a pesquisa
de novas tecnologias
e para a urgência
de novos paradigmas
empresariais
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Presidente da APHP traça para a “Vida Económica” balanço do congresso
dos hospitais privados da Europa
Hospitalização privada
quer liberdade de circulação
de pacientes na União Europeia
Os operadores privados do sector da saúde querem total liberdade de circulação de
pacientes na União Europeia. Em entrevista à “Vida Económica” em Paris, onde
decorreu o I Congresso Europeu de Hospitalização Privada, Teóflo Leite, presidente
da Associação Portuguesa de Hospitalização Privada (APHP), fala, contudo, de “uma
escassez generalizada de médicos” e volta a lançar o desafo: “Portugal é quase o único
país da Europa que não tem ensino privado da Medicina”.
Vida Económica – Moderou o último painel do I
Congresso Europeu da Hospitalização Privada, sobre o
futuro da hospitalização privada na Europa. Que ba-
lanço é possível fazer deste congresso?
Teóflo Ribeiro Leite – Uma primeira conclusão é o re-
conhecimento da hospitalização privada como um parceiro
de pleno direito e que tem de ser cada vez mais considerado
naquilo que poderíamos defnir como futura arquitectura
do sistema de saúde europeu. Nunca até agora, de facto, os
privados tinham feito uma manifestação deste género, que
permite tirar essa conclusão, também por termos tido jun-
to de nós credenciados membros da União Europeia, que
certamente vão levar à Comissão Europeia a ideia de que
os prestadores e parceiros privados estão activos e desejam
colaborar, entendem que podem dar um contributo signi-
fcativo nesta situação de crise fnanceira e contribuir para
aquilo que possa ser o futuro redesenho de um sistema de
saúde europeu, em que possamos passar dos ‘médecins sans
frontières’ para a dos ‘patiens sans frontières’.
VE – Das conversas que manteve com os seus cole-
gas da hospitalização privada da Europa sentiu retrac-
ção quanto aos investimentos programados para novos
hospitais e que, mercê desta crise, possam estar a ser
travados?
TRL – Evidentemente que a situação fnanceira aconse-
lha prudência. Prudência, numa situação de turbulência, é
ser mais comedido. No entanto, os desafos em termos de
saúde europeia são enormes. Nós, afnal de contas, con-
seguimos fazer a comunidade económica, a comunidade
fnanceira e falta-nos fazer a comunidade social. E esta sig-
nifca que não pode haver restrições na prestação de cui-
dados de saúde às populações e que é preciso responder às
suas reais necessidades. E isso signifca que há necessidade
de melhorar e diferenciar a oferta, de entender as necessi-
dades e responder a elas. E aí, sem dúvida, temos um papel
a desempenhar.
VE – Quais são os países com mais agressividade nes-
te momento em termos de investimento do sector pri-
vado da saúde?
TRL – A Alemanha é hoje uma potência em termos da
prestação de cuidados de saúde. Os franceses sempre tive-
ram e têm força, mas hoje verifca-se uma energia muito
forte por parte dos italianos. E, curiosamente, a AIOP [As-
sociazione Italiana Ospedalità Privata - Associação Italiana
dos Hospitais Privados], com uma secção dos jovens gesto-
res com formação universitária, com pós-graduações obti-
das em várias universidades do mundo, conseguem trazer
uma nova gestão às unidades de saúde, de tal modo que
os processos de saúde sejam aplicados de modo a contri-
buir ainda mais para a melhoria da efciência, respondendo
sempre às expectativas dos cidadãos.
VE – Qual é o panorama europeu em termos de dis-
ponibilidade de recursos humanos, designadamente
médicos? Os constrangimentos que vivemos em Portu-
gal são de algum modo partilhados por outros países?
TRL – A nível mundial há uma escassez generalizada de
médicos. Estamos a ser vítimas do nosso próprio sucesso,
ou seja, a saúde tem conquistado tão bons resultados que
ainda precisa de mais apoio. É um processo evolutivo que
faz com que, por exemplo, a perspectiva de vida dos ci-
dadãos franceses nascidos depois do ano 2000 seja já de
104 anos. Mas isto não tem mal nenhum. Agora, temos
é de nos preparar para estas necessidades. E isso leva-me a
realçar a estranheza pelo facto de em Portugal não termos
nenhuma faculdade de medicina privada.
VE – E na Europa há bons exemplos no ensino priva-
do da Medicina?
TRL – Bem, está a evoluir também aquilo que é aplica-
ção do método de Bolonha à área da saúde. Há algumas
difculdades, mas está-se a progredir. E verifca-se que em
alguns países onde existem escolas de saúde privadas, em
particular na Alemanha, se progride signifcativamente,
nomeadamente na introdução de novas tecnologias e que
têm a ver com tratamentos não invasivos, como a laparos-
copia, a robótica, etc.
Temos, pois, muitos exemplos do ensino de medicina
privada na Europa. Na Alemanha, em Itália, na Inglaterra.
Eu diria que Portugal é quase o único país da Europa que
não tem ensino privado da Medicina.
VE – Em que fase está o avanço da directiva europeia
sobre liberdade de pacientes na União Europeia? A Ho-
landa disse aqui no congresso que já a pratica e que,
portanto, não precisa dela…
TRL – Sobre essa matéria tenho dois pontos de vista:
um, de que ela é muito positiva, outro, de que quando
chegar já não é necessária. E realmente ouvimos aqui que a
Holanda já não precisa dela. E isso tem a ver com a neces-
sidade de fazermos também a comunidade social, que tem
consequências muito importantes, em termos de podermos
gerar um ‘benchmarking’ nacional de modo a que os me-
lhores sejam os líderes nas boas práticas e nos ‘standards’
de qualidade e daí passemos para um nível extranacional,
comunitário, para passarmos a ser referência europeia.
TERESA SILVEIRA, em Paris*
teresasilveira@vidaeconomica.pt
*A jornalista viajou a convite da Associação Portuguesa
de Hospitalização Privada (APHP).
Secretário de Estado da Saúde garantiu à VE que não está em causa a natureza jurídica da entidade proponente
Curso privado de Medicina depende
“exclusivamente” da qualidade da candidatura
“N
ão há nenhuma deci-
são tomada ‘a priori’”
quanto à aprovação
ou rejeição de uma candidatura
privada para a criação de um cur-
so de Medicina privada em Por-
tugal. A decisão depende “exclu-
sivamente da avaliação técnica”
que a comissão internacional de
avaliação das propostas, há anos
liderada pelo ex-reitor da Univer-
sidade do Porto Alberto Amaral,
fzer das candidaturas apresenta-
das. A garantia foi dada à “Vida
Económica” por Manuel Pizarro,
secretário de Estado Adjunto e da
Saúde, em Braga, à margem de
um seminário sobre saúde e segu-
rança no trabalho.
Questionado sobre se o Gover-
no está, então, aberto à criação de
um curso de Medicina privado
desde que este tenha qualidade, o
secretário de Estado reforçou que
“não está em causa a natureza ju-
rídica da entidade [proponente]”
e que a homologação do curso
“tem a ver com a avaliação técni-
ca” que dele é feita.
A questão prende-se com a es-
cassez de médicos em Portugal,
agravada pela recente aposenta-
ção de centenas de profssionais,
ao ponto de a ministra da Saú-
de já ter admitido poder vir a
recrutar médicos do estrangeiro
para suprir carências em certas
zonas do país, nomeadamente
em Lisboa. E respondendo so-
bre esta questão, Manuel Pizarro
explicou que, “do ponto de vista
estrutural”, o Governo tomou
“todas as medidas necessárias
adequadas: aumentámos o nú-
mero de vagas nos cursos de Me-
dicina de pouco mais de 1000
para cerca de 1700”, ou seja, “o
maior de sempre”. E depois da
sua formação de base, o Governo
diz que está “garantida a forma-
ção de especialidade para todos”,
tendo aumentado “quase para o
triplo” o número de vagas para a
Medicina Geral e Familiar, que é
“onde há mais carências”.
Para o secretário de Estado da
Saúde, o problema não está nas
medidas estruturais – que “de-
moram tempo a produzir efeito”,
pois “as grandes gerações de mé-
dicos que se formaram na década
de 70 estão a atingir o ponto em
que se podem aposentar” –, mas
nas “conjunturais, que passam
“pela possibilidade de manter a
trabalhar os médicos que se apo-
sentem, pela reorganização dos
serviços das unidades de saúde
familiar, pelo recrutamento de al-
guns médicos no estrangeiro, en-
fm, utilizando todos os recursos
para minorar estas carências”.
Questionado ainda sobre se os
investimentos no parque hospi-
talar vão continuar, o governante
foi peremptório: “é evidente que
temos de ter em conta o estado
fnanceiro e os constrangimentos
orçamentais – seria irresponsável
não o fazer –, mas também seria
um erro para o presente e para o
futuro nós desistirmos do investi-
mento que é necessário nos novos
hospitais e na melhoria da rede de
centros de saúde”.
E interrogado sobre as parce-
rias público-privadas que estão
previstas e se alguma delas será
reavaliada, Manuel Pizarro cla-
rifca: “a ponderação vai sempre
ocorrendo. Há uma circunstância,
em matéria de fnanciamento, por
exemplo, que faz com que ainda
não tenhamos lançado o concurso
para os dois hospitais em PPP: o
hospital de Gaia/Espinho e o da
Póvoa/Vila do Conde”. Contu-
do, tal “não muda nada em rela-
ção ao objectivo estratégico, pois
vamos lançar nos próximos meses
esses dois concursos”. E quanto ao
Centro de Reabilitação de Gaia,
na Aguda, “espero que as obras
possam começar até ao fnal do
próximo mês” [de Junho], disse
Manuel Pizarro à VE.
Comentários quanto aos in-
vestimentos no sector público
que não o inibem de comentar
os do sector privado. Instado a
comentar o crescente número
de hospitais privados na Euro-
pa, designadamente em Portu-
gal, o governante foi bem claro:
“a iniciativa económica é livre,
convivemos muito bem com ela
e temos até algumas áreas de co-
laboração com o sector privado,
nomeadamente no combate às
listas de espera para cirurgias”.
Agora, clarifcou, Portugal tem
“um modelo de organização em
que a centralidade está no Serviço
Nacional de Saúde”, pois “o bem
saúde não pode ser tratado como
um bem mercantil normal”. Daí
que a relação com os privados seja
de mera “complementaridade”.
TERESA SILVEIRA
teresasilveira@vidaeconomica.pt
sexta-feira, 4 Junho de 2010
13 PME
“Evidentemente que a situação fnanceira aconselha prudência”
quanto a novos investimentos. No entanto, “os desafos em termos
de saúde europeia são enormes”, disse Teóflo Ribeiro Leite à “Vida
Económica”.
PUB
sexta-feira, 4 Junho de 2010
pme 14
Capgemini apoia a empresa de
águas da Catalunha fornecendo servi-
ços técnicos que garantem o funcio-
namento e a manutenção do centro
de controlo remoto.
A Situação
A Agència Catalana de l’Aigua (em-
presa de águas da Catalunha) é um
organismo público do Governo da Ca-
talunha integrado no Departamento
Regional do Ambiente e Habitação. A
empresa de águas da Catalunha foi
criada em 1998 como a autoridade
da água para a Catalunha, e tem a
seu cargo a política dos recursos hí-
dricos do Governo regional, com base
nos princípios traçados pela directi-
va-quadro da União Europeia sobre a
água.
Têm-se registado avanços tecnoló-
gicos espectaculares no campo hí-
drico e dos sistemas hidráulicos, a
partir dos quais se têm vindo a de-
senvolver poderosas e complexas fer-
ramentas que permitem melhorar os
conhecimentos sobre estas áreas, e a
monitorização dos processos hídricos
e meteorológicos.
Neste contexto, a empresa de águas
da Catalunha resolveu proceder à im-
plementação de novas soluções que
lhe permitissem melhorar o planea-
mento, o controlo e a gestão do ciclo
da água na Catalunha.

A Solução
A empresa de águas da Catalunha
solicitou à Capgemini a introdução
de melhorias signifcativas no plane-
amento, na gestão e no processo de
decisão, nas mais variadas áreas que
se encontram sob a jurisdição desta
instituição.
O desenvolvimento do Projecto
DmaCAT (Desenvolvimento do mun-
do da água na Catalunha) assenta em
quatro grandes pilares:
• GesCat – gestão dos recursos
hídricos;
• P3Cat – funcionamento e de-
senvolvimento de serviços e produ-
tos;
• SiCat – aquisição e processa-
mento de informação ambiental;
• InnoCat – promoção do conhe-
cimento e transferência de tecnolo-
gia no campo da água.
Estes quatro pilares estão inter-re-
lacionados e articulam-se em torno de
um objectivo central: uma plataforma
multimédia específca, interactiva e
desenvolvida à medida para suportar
a gestão dos recursos hídricos desig-
nada por Campus de l’Aigua.
O Resultado
O projecto do centro de controlo re-
moto identifcou um conjunto de bene-
fícios operacionais na gestão do ciclo
da água, incluindo:
• Defnição dos protocolos de gestão
de produtos e dos protocolos de manu-
tenção interna;
• Suporte tecnológico que permite
garantir a correcta execução dos pro-
cessos;
• Controlo de qualidade da execução
das tarefas do centro de controlo remoto
A gestão do projecto foi também sig-
nifcativamente melhorada, a par da
automatização de processos, de modo
a facilitar as tarefas inteligentes e au-
mentar o nível de fexibilidade e garan-
tir uma maior adequação ao centro de
controlo remoto e às suas necessida-
des específcas. Para garantir o suces-
so do endereçamento destes aspectos,
foi lançado um modelo operacional
para ser adoptado como ponto de par-
tida para a realização das várias tare-
fas, desde o funcionamento do centro
de controlo remoto, até à execução de
projectos, garantindo uma visão inte-
grada do serviço.
Como a Agència Catalana de l’Aigua
e a Capgemini trabalharam em equipa
A Capgemini foi seleccionada para,
no âmbito deste projecto de quatro
anos, fornecer a equipa e a estrutura
necessárias ao funcionamento e à ges-
tão de projectos do centro de controlo
remoto.
O principal objectivo consistiu em
fornecer uma equipa de trabalho capaz
de consolidar das actuais tarefas e, ao
mesmo tempo, manter o nível contínuo
de desenvolvimento e modernização do
sistema, adequando-o às necessidades
e desafos que a administração desta
instituição enfrenta. O centro de con-
trolo remoto tornou-se assim um ponto
de referência em toda a região autó-
noma.
“A enorme capacidade de adapta-
ção demonstrada pela Capgemini em
relação aos nossos requisitos e neces-
sidades, no respeitante à melhoria e
consolidação da gestão do centro de
controlo remoto, em conjunto com o
trabalho de equipa efectuado e a me-
todologia aplicada para viabilizar a
transformação das diversas tarefas,
levadas a cabo pelos especialistas
da água, em protocolos de execução,
permitiu-nos alcançar a profssionali-
zação do nosso sistema de gestão da
água” afrmou Enrique Velasco, Chair-
man do centro de controlo remoto e
Desenvolvimento da Agència Catalana
de l’Aigua.
CASE STUDY
AgènciA cAtAlAnA de l’AiguA OptimizA O seu Business prOcess
mAnAgement (Bpm)
O Programa Simplegis, que o Governo
lançou recentemente, visa “menos leis, me-
lhor aplicação e mais simplifcação e acesso
à informação legislativa”. Tudo em nome
de “mais certeza, segurança e clareza nas
regras” jurídicas.
Em declarações à “Vida Económica”,
João Tiago Silveira, secretário de Estado
da Presidência do Conselho de Ministros,
garante que as medidas anunciadas podem
trazer uma “redução de custos para as pes-
soas e as empresas na ordem dos 200 mi-
lhões de euros por ano”.
O Simplegis, recorde-se, é um projecto
do Governo em parceria com associações
empresariais, sindicais e várias ordens
profssionais e visa adoptar medidas para
“clarifcar o ordenamento jurídico, revo-
gando diplomas que já não são aplicados,
mas que nunca foram revogados expres-
samente”.
O secretário de Estado salientou ainda à
“Vida Económica” que, já este ano, serão
revogados “pelo menos 300 leis, decretos-
lei e decretos regulamentares nestas condi-
ções e será assumido um compromisso de
revogar mais diplomas do que os aprova-
dos”.
O simplegis “prossegue os
esforços” do “legislar melhor”
adoptado em 2006
A par disso, é adoptado o “compromisso
de ter um ‘atraso zero’ na transposição de
directivas até ao fnal do primeiro semestre
de 2011”, havendo, assim, “menos neces-
sidade de corrigir erros e lapsos na legis-
lação”. Com isso, “não serão necessárias
declarações de rectifcação de decretos-lei
e decretos regulamentares em 95% dos ca-
sos”.
Questionado sobre se o Simplegis deverá
articular-se com o programa “Legislar Me-
lhor”, adoptado pelo anterior Governo em
2006, João Tiago Silveira diz que “o único
programa” para melhoria da qualidade le-
gislativa que teve execução prática foi, pre-
cisamente, o Programa “Legislar Melhor”,
que “deu bons resultados”. Destaca, aliás,
o acesso universal e gratuito ao “Diário
da República” electrónico e a criação do
teste SIMPLEX para avaliação legislativa
prévia como exemplos, cujos “bons resul-
tados foram bem avaliados pela OCDE”.
E o Simplegis, diz o secretário de Estado,
“prossegue os esforços bem sucedidos da-
quele programa de 2006.
TERESA SILVEIRA
teresasilveira@vidaeconomica.pt
Secretário de Estado da Presidência do Conselho
de Ministros garante
Simplegis reduz os custos anuais
das empresas em 200 milhões por ano
“Foi em tempos divulgado que a má qualidade das
leis custa 7,5 mil milhões de euros ao Estado, mas
esta notícia não é baseada em factos reais”, explica
João Tiago Silveira à VE.
Grupo Compta
consolida actividade
O Grupo Compta conseguiu
no primeiro trimestre do ano um
volume de negócios consolidado
de 7,2 milhões de euros (4,1 mi-
lhões em produtos, representando
um crescimento de 113%, e 3,1
milhões em serviços, 40% mais do
que em 2009), o que representa
um crescimento global das vendas
superior a três milhões de euros.
No que ao EBITDA diz respeito,
ainda que apresentando um valor
ligeiramente negativo, realça-se o
forte crescimento deste indicador,
na casa dos 83%, ou seja, um in-
cremento de 600 mil euros face
a 2009, o que pode indicar uma
tendência claramente positiva para
os próximos períodos.
Espaço Visual com
projectos de 140 milhões
A “Espaço Visual”, Consultores
de Engenharia Agronómica, com
sede na Foz do Sousa (Gondo-
mar), é respondável por mais de
140 milhões de euros de projectos
de investimento candidatados aos
fundos comunitários, no âmbito
do ProDer (Programa de Desen-
volvimento Regional), dos quais
80 milhões já estão aprovados.
A empresa, liderada por José
Martino, tem vindo a desenvol-
ver vários projectos de impacto
relevante (PIR), com vista à mo-
dernização da agricultura portu-
guesa. Entre estes, destaque-se três
projectos no âmbito da produção
de cogumelos, privilegiando a ex-
portação, a criar nos concelhos de
Paredes e de Vila Flor; e um de
comercialização, no concelho de
Vila Real. Para além disso, a “Es-
paço Visual” está a desenvolver e
a acompanhar alguns projectos de
fleira: a produção de 2,5 mil hec-
tares de olival biológico, na Beira
Interior, e cerca de 12 mil hecta-
res de castanheiro, no Norte e no
Marvão (Alentejo), em colabora-
ção com a UTAD (Universidade
de Trás-Os-Montes e Alto Dou-
ro). Mais informações em www.
espaco-visual.com.
“Internacionalização é uma
questão de sobrevivência”
AS PEQUENAS ENTIDADES NO ÂMBITO
DO SNC E DO ORÇAMENTO DO ESTADO
CONFERÊNCIA
09H30 – Recepção aos participantes
09H45 – Sessão de Boas Vindas
Dr. João Luís de Sousa - Director da Vida Económica
10H00 – As PME, fraquezas e forças, ameças
e oportunidades na saída da crise
económica
Eng. José António Barros - Presidente da AEP *
10H30 – Coffee break
11H00 – PE – Enquadramento histórico
contabilístico e perspectivas futuras
Dr. Joaquim Cunha Guimarães - TOC, ROC e Docente Universitário
11H30 – As Pequenas Entidades no SNC
Emilia da Rocha Gomes - Auditora e Docente do IPCA de Barcelos
12H00 – A colaboração dos TOC nas PE
Paulo Franco - Assessora do Bastonário da OTOC
12H30 – Intervalo para Almoço
14H30 – O OE na perspectiva das PE
Dr. Rui Sousa ROC - Docente do ISMAI
15H00 – A garantia mútua e as PE
Dr. José Fernando Figueiredo- Presidente da SPGM
15H30 – A qualidade da informação contabilística
e o acesso ao crédito por parte das PE
Dr. Carlos Calvário- Director Coordenador do DRG do Banco Espírito Santo
16H00 – Coffee break
16H30 – As alterações decorrentes da NCRF-PE
Dr. Jorge Pires/Dr. João Gomes - Risa Consulting
17H00 – As PE e o impacto do SNC na
apresentação, análise e acompanhamento
aos incentivos comunitários
Dr. Pedro Cilínio - IAPME
17H30 – Sessão de Encerramento
* a confirmar
Maia, 28 Junho de 2010
TecMaia
ORGANIZAÇÃO
PROGRAMA
PUB
“A
s empresas portuguesas
têm de sair do seu mer-
cado familiar e avançar
para novos voos”, sob pena de
correrem o risco de “morrer”.
Assim, para assegurarem a sua
sobrevivência, Pedro Castro
Henriques aconselha as empresas
nacionais a “construir os seus ni-
nhos de oportunidade” em mer-
cados onde exista margem para
o crescimento e “um ecossistema
com maturidade” que adquira os
seus produtos e serviços.
Em entrevista à “Vida Econó-
mica”, o fundador e presidente
da Portic – Think-tank for Por-
tuguese Internationalization não
deixa de citar Simon Stockley,
director do MBA do Imperial
College de Londres e membro
do comité internacional da Por-
tic, que reconhece que a questão
da internacionalização deixou
de ser opção para se tornar uma
questão de sobrevivência” para a
maioria dos sectores económicos
em Portugal. Na verdade, “caso
se limitem ao mercado local, cada
vez mais voraz”, as empresas não
conseguirão “competir com os
players internacionais” e correrão
o risco de desaparecimento, sen-
tencia Castro Henriques.
Oresund@Portic
Neste sentido, iniciativas como
o Oresund@Portic, evento que
decorreu no Porto e que visou
reunir líderes de empresas nacio-
nais e representantes de agências
e empresas nórdicas, no sentido
de fomentar o estabelecimento
de contactos comerciais entre as
duas regiões, são cada vez mais
“importantes para construir uma
região cada vez mais competitiva
e fortemente exportadora”.
O contacto directo possibilita-
do a um número signifcativo de
empresas é essencial para “criar
relações de confança. Muitas ve-
zes, o problema das empresas é o
desconhecimento, por um lado,
dos mercados de alto potencial e,
por outro lado, a falta de “know-
how”, contactos e meios para lá
chegaram”, lamenta Pedro Castro
Henriques, garantindo que “é
para isso que a Portic trabalha”.
Desafado a fazer um breve
balaço do evento, Pedro Castro
Henriques refere que, segundo
a comitiva escandinava, este foi
“bastante positivo” e que as em-
presas portuguesas apresentadas
pela Portic à comitiva escandina-
va foram reconhecidas como ten-
do “um excepcional potencial” e
superou todas as suas expectati-
vas.
Na verdade, segundo Micael
Gustafsson, CEO da organi-
zação Oresund IT, “o rácio de
empresas com alto potencial en-
contrado entre as analisadas foi
excepcional, entre três e quatro
vezes maior que o índice que
normalmente é encontrado nou-
tros países”, o que demonstra que
“realmente existe um potencial
enorme a nível de oferta tecnoló-
gica portuguesa, empresas e líde-
res criativos e produtos e serviços
de cariz inovador”.
Entretanto, a Portic pretende
dar seguimento ao trabalho que
foi desenvolvido no Porto e,
em parceria com a organização
nórdica Oresund IT, irá pre-
parar um encontro semelhante
na referida região escandinava
com as empresas portuguesas
e as suas potenciais clientes e
parceiras. A iniciativa está já
agendada para Novembro, na
Suécia
Fernanda Silva Teixeira
fernandateixeira@vidaeconomica.pt
A Direcção da Portic é formada por Teresa Pouzada, Pedro Castro Henriques e Clara Gonçalves.
sexta-feira, 4 Junho de 2010 15 negóciOs e emPresas
Paulo Macedo, ex-director-geral dos Impostos, apela ao combate
à economia paralela
Fuga fscal nos quartos
alugados a estudantes ascende
a “centenas de milhões de euros”
PUB
O
s encaixes fscais de IRS,
IVA e IRC caíram em
Portugal 4%, 19% e
24,3% em 2009, respectivamen-
te, contribuindo para que a parte
das receitas seja “sempre dífícil na
política orçamental”portuguesa,
disse Paulo Macedo, vice-pre-
sidente do Millennium BCP e
ex-director-geral dos Impostos,
numa conferência promovida
pela Escola de Gestão do Porto
(EGP-UPBS).
E como “ninguém gosta de
pagar impostos e as pessoas têm
sempre a ideia de excesso de car-
ga, apesar de 50% dos agrega-
dos familiares estarem isentos de
IRS”, Paulo Macedo “questiona o
porquê de nos pedirem cada vez
mais impostos”. Acha, aliás, que
“hoje em dia quase só tributamos
as pessoas com menos conheci-
mentos e baixas habilitações” e
que “há outros caminhos” para
aumentar a receita do Estado. E
que não há, mesmo, “espaço para
agravamento da carga fscal”, de-
vendo, antes, seguir-se o caminho
da “restritividade à despesa”.
Apesar de ainda termos “algum
espaço de manobra na efciência
tributária”, sobretudo quanto
aos níveis de combate à fraude e
à evasão, o ex-director-geral dos
impostos diz que “há que ter em
conta os factores de competitivi-
dade fscal”e a “deslocalização das
bases tributárias”.
Questionado pela “Vida Eco-
nómica” à margem do evento,
Paulo Macedo exemplifcou com
a economia paralela, que “repre-
senta cerca de 20% do PIB do país
e onde ainda há bastante para fa-
zer”. Para o ex-director-geral dos
Impostos, “há um caminho que é
preciso continuar a percorrer e a
privilegiar” face a outro, porven-
tura mais fácil, que é “aumentar
os impostos sobre aqueles que já
pagam”.
Aluguer de quartos:
actividade sem expressão
há alguns anos
E embora seja “necessário, ob-
viamente, algum aumento adi-
cional da receita que vem do au-
mento extraordinário das taxas do
IRS e do IVA”, deve também ha-
ver “uma incidência sobre quem
não paga, o que é totalmente de-
sejável”.
Exemplo concreto disso mesmo
é o arrendamento, não declarado,
de milhares de quartos e casas a
estudantes universitários por todo
o país. A exemplo, aliás, do que se
verifcava há anos com o aluguer
não declarado de quartos e apar-
tamentos para fns turísticos em
várias regiões do país e durante
certos períodos de sazonalidade.
Trata-se de “um tipo de activi-
dade que dantes não tinha qual-
quer expressão e que hoje em dia
tem bastante”, ou não fosse do
conhecimento de todos a “quan-
tidade de universidades e de pó-
los universitários e as necessida-
des [de alojamento] que lhe estão
associadas e que sugerem uma
economia paralela” neste campo.
“São negócios de dezenas de
milhões e que eu acho que até po-
dem ser de centenas de milhões”
de euros, não tributados, aponta
o director-geral dos impostos,
para quem a solução passa por
“identifcar” este e outros sectores
“com maior potencial”, dar “for-
mação e condições aos inspecto-
res” do Fisco e “combater a fraude
e a evasão”, neste como em todos
os sectores de actividade. É que
a fraude “permite que se mante-
nham em funcionamento empre-
sas inefcientes, que contribuem,
depois, para a concorrência des-
leal”.
Questionado sobre mecanis-
mos concretos de combate à frau-
de e à evasão, Paulo Macedo foi
lacónico: “há muitos e há diver-
sos estudos sobre isso”.
TERESA SILVEIRA
teresasilveira@vidaeconomica.pt
Importador de relojoaria foi presidente
da Associação dos Comerciantes do Porto
MorreU Jorge FreItAs
O sector da relojoaria fcou
esta semana mais pobre, com
o falecimento de Jorge Freitas.
O empresário nortenho dirigia,
com a flha Ana de Freitas, a
J. Borges de Freitas, Lda, uma
das principais importadoras e
distribuidoras de relojoaria na
gama alta. Conhecedor profun-
do do sector, Jorge Freitas ti-
nha uma paixão por este sector
de actividade, distribuindo em
Portugal as marcas internacio-
nais mais conceituadas.
Enquanto dirigente associati-
vo, Jorge Freitas foi presidente
da Associação dos Comercian-
tes do Porto, tendo sido tam-
bém director do Futebol Clube
do Porto. O empresário era um
apreciador de arte e dotado de
talento para a pintura, tendo
estudado como bolseiro em Pa-
ris. Ao longo da vida, continuou
a pintar com um estilo muito
próprio, sendo o autor de inú-
meras obras com imagens do
Porto.
Observador atento da activi-
dade económica, Jorge Freitas
salientava, na última entrevis-
ta concedida à “Vida Econó-
mica” em 27 de Fevereiro de
2009, a crescente concentra-
ção de marcas internacionais
na relojoaria e a fragmentação
do nosso mercado interno.
Jorge Freitas era conhecido
pela clareza nos valores e prin-
cípios. Respeitado pelas quali-
dades de trabalho, cordialidade
e facilidade de relacionamento,
deixa saudadas a todos aqueles
que o conheceram.
sexta-feira, 4 Junho de 2010 negócios e empresAs 16
si QUALiFicAÇÃo
Sou dono de uma fábrica de móveis localizada na Trofa, que exporta 60% da
produção para Espanha. Para fazer face à recente crise económica, pretendo
divulgar a minha empresa através da participação em feiras internacionais no
exterior. Que apoios poderei obter?
RESPOSTA
Encontram-se abertas, até 18 de Junho, as candidaturas ao Sistema de
Incentivos à Qualifcação e Internacionalização de PME.
Para poder candidatar-se, é essencial a verifcação de determinadas con-
dições:
a) Encontrar-se legalmente constituído à data da candidatura;
b) Possuir licença de utilização das instalações para indústria e licença de
laboração à data do contrato de concessão de incentivos;
c) Possuir situação regularizada face ao Fisco, Segurança Social e às entidades
pagadoras dos incentivos à data do contrato de concessão de incentivos;
d) Assegurar os recursos humanos e físicos necessários ao desenvolvimento
do projecto, possuir contabilidade organizada e designar um responsável
técnico do projecto, à data da candidatura;
e) Cumprir os critérios de PME à data do contrato de concessão de incen-
tivos;
f) Apresentar uma autonomia fnanceira não inferior a 15% à data do
contrato de concessão de incentivos, isto é, o activo líquido deverá exceder
o capital próprio da empresa em pelo menos 15%.
Relativamente ao tipo de investimento que deseja realizar, é de realçar
que este sistema de incentivos considera elegíveis outras tipologias de
factores dinâmicos de competitividade que poderão constituir mais-valias
na sua estratégia de combate à crise.
Essas tipologias são:
• Propriedade industrial;
• Criação, moda e design;
• Desenvolvimento e engenharia de produtos, serviços e processos;
• Organização e gestão e tecnologias de informação e comunicação (TIC);
• Qualidade;
• Ambiente;
• Inovação;
• Diversifcação e efciência energética;
• Economia digital;
• Comercialização e marketing;
• Internacionalização;
• Responsabilidade social e segurança e saúde no trabalho;
• Igualdade de oportunidades.
O número de tipologias abrangidas pelo projecto infuencia positivamente
a pontuação do mesmo num dos critérios de selecção, pelo que quantas
mais tipologias integrar maior é a possibilidade de ver a sua candidatura
aprovada.
Quanto aos apoios que pode obter, a taxa base de apoio é de 40%, poden-
do ser majorada em 5 p.p. se tratar de uma pequena empresa. Pode ainda
usufruir de majorações “tipo de despesa” e “tipo de estratégia”, consoante
as tipologias de investimento que realizar e o seu enquadramento no “cluster
“das Empresas de Mobiliário de Portugal.
Com efeito, se a sua CAE for elegível no âmbito sectorial deste “cluster”, e se
se candidatar à dotação EEC deste aviso de abertura, poderá obter uma majo-
ração de 5 p.p. nos equipamentos respeitantes às tipologias Desenvolvimento
e engenharia de produtos, serviços e processos, Qualidade e Ambiente.
No entanto, o montante de incentivo a obter não poderá ser superior a
400 000 J. De realçar que este incentivo tem a natureza de subsídio não
reembolsável.
consULtório de FUndos comUnitários
colaboração:
www.sibec.pt
sibec@sibec.pt
tel.: 228348500
“A designação de Vinho
Regional é aplicável a vinhos
com direito a indicação ge-
ográfca produzidos numa
região especifca cujo nome
adoptam, elaborados com
pelo menos 85% de uvas
provenientes dessa região e
de castas previamente esta-
belecidas. À semelhança dos
vinhos com denominação de
origem, são controlados por uma entidade certifcadora.”
[alínea b) do art. 2.º do Decreto-Lei n.º 212/04, de 23 de
Agosto].
Muitos consumidores não sabem o porquê da existência
de Vinhos Regionais, que em breve serão chamados de IGP
(Indicação Geográfca Protegida).
A designação Vinho Regional apareceu em 1993, tendo
uma quota média de 14 % até ao ano 2000 e, posterior-
mente, uma quota média de 22 % em relação ao total de
vinhos engarrafados.
O aparecimento dos Vinhos Regionais resulta de vários
factores, dos quais podemos destacar alguns: opção do pro-
dutor de querer denominar o seu vinho de Vinho Regional
em vez de DOC, a utilização de castas diferentes das que
são obrigatórias para os vinhos DOC e o cumprimento de
determinados parâmetros químicos.
No caso dos vinhos da Bairrada, surgiram muitos Vinhos
Regionais Beiras, em detrimento dos Vinhos DOC Bairrada.
Este facto deve-se às oportunidades que a designação de
Vinho Regional dava aos produtores de utilizarem uma maior
variedade de castas do que as recomendadas para vinhos
DOC. É o caso dos vinhos tintos, aos quais se exigia a uti-
lização de pelo menos 50 % da casta Baga, o que limitava
muito a elaboração dos vinhos. Relativamente aos brancos,
a designação de Vinho Regional permitia recorrer a castas
estrangeiras, como por exemplo o Chardonnay. Actualmente,
esta situação já se alterou através de uma legislação mais
aberta, que permite um maior leque de castas na elaboração
de vinhos DOC.
A qualidade dos Vinhos Regionais pode ser elevada, pois
trata-se de vinhos que têm a potencialidade de apresenta-
rem características sensoriais e físico-químicas diferentes
dos vinhos DOC e de poderem ser produzidos com castas
diferentes daqueles.
Nas regiões dos Vinhos Verdes e do Douro, a área geo-
gráfca de produção de vinhos Regionais coincide com a da
região demarcada, sendo estes vinhos designados por Regio-
nal Minho e Regional Duriense, respectivamente.
Se ainda não experimentou, compre um vinho Regional e
deixe-se surpreender pela novidade…
carlos magalhães
enólogo
Vinhos Regionais… o que são?
sexta-feira, 4 Junho de 2010
17
Na casa de antónio Lobo Xavier
“Portugal tem enormes potencialidades turísticas,
mas faltam-lhe elementos base”
Vida económica - gas-
tronomia e vinhos, um
mundo que o apaixona?
António Lobo Xavier -
sempre me apaixonou. Já
desde muito novo acom-
panhava as vindimas e
toda a preparação do vi-
nho, nas quintas da famí-
lia, chegando a trabalhar a
sério, como um assalariado
normal. e quanto à gastro-
nomia, também devo dizer
que em minha casa sempre
se deu muita importância
à mesa, não talvez na pers-
pectiva da pura gula, mas
cultivando as conversas,
a aprendizagem e a boa
disposição que uma boa
refeição sempre propor-
ciona. Mas talvez a paixão
por estas áreas só tenha
despertado mesmo quan-
do estive em amsterdão,
nos meus 18 anos, a traba-
lhar como “room” service
waiter, num hilton de 5
estrelas. estava, por isso,
no coração de um grande
hotel, ligado a banque-
tes e pequenas refeições,
tinha que fazer de tudo,
inclusivamente terminar a
preparação de muitos pra-
tos. a partir daí, de facto,
o mundo da cozinha e do
vinho não mais se separou
de mim. até já tive restau-
rantes em projecto. e tal-
vez um dia...
Ve - Temos em Portu-
gal excelentes cozinhei-
ros. Quer falar-nos de
algum e de algumas ex-
periencias?
antónio Lobo Xavier recebeu-nos na sua
casa, em Lagares, perto de Penafel, onde
nos falou da sua paixão pelo mundo da
gastronomia e dos vinhos.
Confrmámos ser um “homem dos sete
ofícios” e de uma sensibilidade apurada
para as coisas boas da vida. a sua larga
experiência pessoal e profssional permitiu-
-nos recolher um conjunto de vivências
que testemunham, entre outros aspectos,
o seu prazer de partilha. Do “Portugal
Turístico” deixa-nos um retrato real e um
elogio aos empresários.
António Lobo Xavier é também produtor do vinho verde “Gazalha”. (conTinua na Página seguinTe)
(continuação da página anterior)

ALX - Eu gosto de tudo na gastrono-
mia: cozinha sofsticada e também a co-
zinha mais próxima dos ingredientes no
seu estado mais natural, “cuisine brute”.
Quanto à primeira, o Francisco Meireles,
do 60/70, no Porto, não tem parado de me
surpreender: é ao mesmo tempo simples e
sofsticado, sabe de cozinha portuguesa e
de cozinha internacional, é criativo, não
pára, combina os aromas, as essências, os
sabores quase como um químico, tem-me
proporcionado refeições inesquecíveis. Do
outro lado, destaco o também meu amigo
Gigi, na Quinta do Lago: o peixe tratado
por ele torna-se sempre numa iguaria que
temos de saborear lentamente. Fez-me um
dia um arroz de ameijoas de que nunca
mais me esqueci.
Ve - e os produtos tradicionais portu-
gueses? dos legumes aos azeites, das
frutas aos queijos, como vê algum des-
tes sectores primários nas relação com
a alta gastronomia?
ALX - É certo que não temos espargos
como os alemães ou os franceses… também
não temos trufas… mas temos tomates,
grelos, nabiças, couves, alcachofras, cogu-
melos como é difícil encontrar no Mundo.
Temos bons azeites, queijos muito variados
e saborosos, e a nossa fruta, quando bem
tratada, não teme comparações. Eu gosto
dos chefes que, sem estragar, conseguem
ser criativos com os produtos portugueses.
Gosto de cozinhar, também, e, deixando
de lado a modéstia, há algumas coisas que
faço bem… Não dispenso os meus pró-
prios produtos, que se cultivam em minha
casa com um zelo de ambientalista...
Ve - São áreas que deviam ser apoia-
das? Quer partilhar algumas ideias que
possa ter?
ALX - Pessoalmente, acho que os produ-
tores deviam ser apoiados apenas quanto à
logística da comercialização e distribuição.
Há várias experiências em Portugal de clu-
bes de produtores que funcionam muito
bem, e onde os próprios produtores apren-
dem muito com os especialistas do consu-
midor. Mas, infelizmente, em Portugal,
ainda há muito individualismo, pouca dis-
ponibilidade para partilhar conhecimen-
tos, estruturas, equipamentos. O agricul-
tor português está muitas vezes divorciado
das preferências dos consumidores e das
exigências dos distribuidores, é cultural e é
pena que seja assim.
Ve - e os nossos vinhos? como vê o
sector em portugal e no mundo?
ALX - Eu tenho como distracção, no
meu tempo livre, a promoção (gratuita,
bem entendido) dos vinhos portugue-
ses, tanto vinhos de mesa como vinhos
do porto, organizando sessões cuidadas
para amigos, portugueses ou estrangeiros.
Tenho um orgulho imenso no “nosso”
vinho do Porto – costumo dizer que te-
nho uma garrafeira de fazer inveja… –,
e acho que se têm feito coisas fantásticas
nos últimos 20 anos. Os vinhos de mesa
deram também um enorme salto, em ter-
mos de qualidade, um pouco por todo o
lado. Os vinhos verdes estão melhores, os
alentejanos já têm produtos muito bons,
o Ribatejo vem-me surpreendendo cada
vez mais, o Dão está em alta e o Douro é
o que se sabe. Não sou segregacionista no
vinho, mas confesso que, ultimamente,
vivo todos os anos sobressaltado, esperan-
do ansiosamente cada nova revelação dos
“Douro Boys” . Os seus vinhos têm quali-
dade e carácter, o que é muito importante
num tempo em que, em várias partes do
Mundo, se fazem vinhos fantásticos, mas
com uma certa tendência de homogenei-
zação...
Ve - É produtor de vinho? Qual a sua
marca e objectivos?
ALX - Eu sou um pequeno produtor de
vinho, graças à persistência e à qualidade
do meu enólogo e primo Manuel Aranha.
Ao princípio, o objectivo era quase só de
satisfação pessoal, assim como quem reali-
za um sonho: ter um vinho meu.
Depois, percebi que os produtos bem
feitos podem ser rentáveis, e hoje não há
dúvida de que o vinho contribui para sus-
tentar uma propriedade que sempre foi
mais de lazer do que de produção. O meu
vinho tem o nome da minha casa, “Casa
da Gazalha” – é um vinho branco, verde,
com as castas próprias da região mas onde
predomina claramente a trajadura. Estou
muito orgulhoso, acho que atingimos uma
qualidade bastante boa, de forma consis-
tente. Estou a alargar progressivamente a
produção, mas não estou disposto a ir tão
longe que o vinho se torne um proble-
ma…
Ve - É político, advogado e gestor.
ainda consegue tempo para se dedicar
à vinha?
ALX - Se pudermos, a nossa vida deve
ser variada. Digamos que descanso da vida
profssional com a minha ligação à ter-
ra e à natureza, que encontro aí energia e
inspiração. Mas sem o trabalho da minha
mulher e do meu primo, de que já falei, a
“Gazalha” seria provavelmente apenas um
bosque...
Ve - os temas de que falamos devem
fazer parte do cartão de visita do nos-
so país para quem nos visita. como vê
o futuro do turismo do nosso país com
este enquadramento?
ALX - Infelizmente, acho que Portugal
tem enormes potencialidades turísticas,
mas faltam-lhe elementos de base. Refro-
me especialmente ao ordenamento do ter-
ritório e ao urbanismo, que são péssimos,
bem como ao respeito pelo ambiente e tra-
tamento de lixos, em que somos do pior
que há. Lamento-o, mas ainda vai passar
pelo menos uma geração para que possa-
mos atingir um grau razoável nos domínios
que referi. Então, sim, teremos capacidade
para criar muito valor. Para já, admiro as
pessoas, os empresários que criam pacien-
temente autênticas ilhas de bem-estar no
nosso País - no Norte, no Alentejo, no Al-
garve. Espero que o exemplo deles puxe o
País para cima.
Entre 27 e 30 de Maio decorreu no edi-
fício da Alfândega do Porto, O Porto.Come,
quatro dias inteiramente dedicados aos sabo-
res e saberes do Norte de Portugal.
Nesta 2ª edição, para além dos vários
workshops, provas e showcookings prepara-
dos por alguns dos melhores “chefs” nacio-
nais, o Porto.Come apresentou o “Gosto do
Porto” que reuniu à mesa apreciadores da
boa comida portuguesa.
No dia 28 de Maio, o jantar intitulado
“Portugal à Mesa” contou com a presença,
de várias fguras públicas, do Presidente da
Câmara Municipal do Porto, Rui Rio, do Mi-
nistro da Agricultura, Desenvolvimento Rural
e Pescas, António Manuel Serrano. Neste
jantar foi lançado o desafo a oito confrarias
gastronómicas e vínicas e oito “chefs” de co-
zinha e enólogos, que recriaram alguns dos
pratos mais emblemáticos da nossa gastro-
nomia, desafando a imaginação e os nossos
sabores tradicionais. Neste jantar foi feito
ainda o anúncio público da constituição da
AGAVI - Associação para a promoção da Gas-
tronomia, Vinhos, Produtos Regionais e Bio-
diversidade - que reúne várias instituições de
grande relevância da região Norte e do País.
No dia 29 de Maio, estava ainda reservado
um outro jantar com o tema “Porto Senti-
do” e que reuniu a qualidade e inspiração do
“chef” Hélio Loureiro, “chef” Jerónimo Fer-
reira, “chef” Marco Gomes e “chef” Adozin-
da Gonçalves, apresentando um conjunto de
pratos inspirados no Porto e nas suas mais
profundas tradições.
No mesmo palco do Porto.Come, o Conti-
nente, patrocinador ofcial do evento esteve
presente com um conjunto de iniciativas li-
gadas à sua área de actividade e responsabi-
lidade social.
O evento contou ainda com a Academia
do Gosto, onde se realizaram workshops, la-
boratórios de provas e “show cooking” com
grandes “chefs” de cozinha, como Hélio Lou-
reiro, Augusto Gemelli, Henrique Sá Pessoa,
Rui Paula, Fausto Airoldi, Jerónimo Ferreira,
Marco Gomes, Michel, entre muitos outros.
O Porto.Come pretende ser uma iniciativa
anual e um ponto de encontro e exaltação do
que melhor se faz em termos de gastrono-
mia, promovendo o Porto e o país através dos
sabores que nos são tão familiares.
manjares
Porto.Come - um evento Com vida
 conversa com a VE, António Lobo Xavier, explica-nos como os pequenos produtores deveriam ser apoiados.
Quando se me colocou iniciar a rubrica so-
bre restaurantes, foi sem difculdade que deci-
di começar com o “Tia Alice”.
Sobre o restaurante Tia Alice, já está, prati-
camente, tudo dito. Já quase todos os órgãos
de comunicação social escreveram ou falaram
sobre ele. Notem, que assim é, com toda a jus-
tiça e devido merecimento!
Não vos vou falar dos pratos excelentemente
confeccionados, do serviço discreto e atento,
da carta de vinhos bem elaborada, da deco-
ração simples, vou apenas falar-vos de algo
precioso, a atitude!
Uma atitude que consubstancia uma forma
de estar, sendo neste caso, com toda a proprie-
dade, uma força tranquila!
Nos tempos que vivemos, de desorientação
em todos os sectores da vida portuguesa, de fal-
ta de valores, de “chicos-espertos”, etc.… todos
os “oásis” devem ser assinalados e enaltecidos
como exemplos a seguir, como caminhos de es-
perança! É isto mesmo que o Tia Alice nos dá.
A Familia Marto, mais do que terem cria-
do um restaurante de sucesso, uma empresa
familiar num local recondido, dá uma atitu-
de, uma forma de estar, recheada de valores
autênticos. Mostram-nos, sem vaidades efé-
meras, que o caminho se faz com trabalho
dedicado e consistente, com um sentido de
serviço permanente e dia a após dia atento ao
pormenor.
Ir ao Tia Alice é portanto a garantia de sair
revigorado, corpo e alma, por essa genuína
Força Tranquila!
reStaurante tia aLice
Rua do Adro - Fátima • Tlf.249531737
na casa de antónio Lobo Xavier
“Na minha ligação à terra e natureza,
encontro energia e inspiração”
sexta-feira, 4 Junho de 2010 Prazer & Lazer 18
António de Sousa Cardoso, responsável pelo No More, com a jornalista Fátima Campos Ferreira.
A
i-sete foi, em 2009, con-
siderada uma das cinco
maiores empresas na área
da reciclagem dos consumíveis in-
formáticos. Embora tenha somen-
te 5% de mercado, o que resulta
da enorme dispersão que existe. A
empresa, que começou a sua acti-
vidade pela reciclagem de consu-
míveis, actua também ao nível da
efciência energética.
A i-sete foi criada em Dezembro
de 2005 por Tiago Vasconcelos, li-
cenciado em Gestão de Empresas,
tendo o início de actividade da em-
presa ocorrido em Janeiro de 2006.
Tiago Vasconcelos é o exemplo
de um jovem empreendedor de
39 anos com vontade de fazer algo
diferente. Defnindo-se como al-
guém com a cabeça no ar e pés as-
sentes na terra, alguém com vonta-
de de fazer algo diferente mas com
perfeita noção das difculdades.
A empresa tem como âmbito de
actuação geográfca o território na-
cional, incidindo, essencialmente,
entre o concelho da Trofa, onde
está localizada a sua sede, e Lisboa
onde tem uma delegação.
Embora o projecto tenha sido
apoiado pelo Instituto de Emprego
e Formação Profssional no âmbi-
to do apoio a Iniciativas Locais de
Emprego (ILE), Tiago Vasconcelos
refere que este apoio tendo sido im-
portante na fase inicial de negócio,
não foi fundamental para o arran-
que, até porque não é repetível.
No último ano, o negócio na área
dos consumíveis representou cerca
de 50% do volume de negócios da
empresa. Num mercado extrema-
mente concorrencial, diferencia-se
pela garantia de qualidade, sendo
em tudo semelhante à garantia de
produtos originais.
Como perspectivas para o futuro
neste mercado, Tiago Vasconcelos
aponta um modelo de negócio ino-
vador que vai ser complementado
com serviços que deverão estar im-
plementados até ao fnal do primei-
ro semestre de 2010 e que permiti-
rá, segundo o empresário, duplicar
a facturação nesta área, apostando
na marca própria, que já é regista-
da, e na sua divulgação nacional.
Este crescimento passará pela apos-
ta no mercado das entidades públi-
cas e do mercado doméstico com
serviços de valor acrescentado.
A sustentabilidade da empresa
passa pelo elevado grau de fdeli-
zação de clientes (cerca de 90%), o
que patenteia a qualidade e resposta
às expectativas dos clientes. Outro
factor de diferenciação passa pela
rapidez no fornecimento normal-
mente inferior a 24 horas.
Efciência energética
A área da efciência energética é
composta por duas vertentes: ser-
viços e produtos.
Os serviços passam pelas audi-
torias e certifcação energética, es-
tando a empresa acreditada para o
efeito. Estes representam cerca de
80% do volume de negócio desta
área.
Dos produtos comercializados
destacam-se os equipamentos de
racionalização energética para
iluminação pública. Os produtos
comercializados pela i-sete repre-
sentam soluções exclusivas e com
responsabilidades perfeitamente
defnidas na cadeia de valor. As so-
luções de iluminação pública apre-
sentadas pela empresa possibilitam
uma redução de cerca 40% do cus-
to de iluminação pública. O pú-
blico-alvo deste tipo de produtos é
essencialmente o Estado, existindo
actualmente um grande potencial
de crescimento do produto.
Tiago Vasconcelos destaca para
o sucesso de um negócio o fazer
aquilo que se gosta, até pela dedi-
cação que exige um negócio, e, por
outro lado, o timing de entrada,
que resulta da análise das barreiras
à entrada. Facilidade de entrada
implica por norma grande concor-
rência, relembra o empresário. Em
negócios com elevadas barreiras à
entrada, conseguindo ultrapassar
as difculdades de entrada pode
ditar o sucesso do mesmo.
O volume de negócios em 2009
foi de cerca 992 mil euros, o que
representa um crescimento de
39% face ao ano anterior, o que
de facto é extremamente relevante
muito mais em ano de pela crise
económica.
Os resultados do exercício têm
sido positivos nos últimos anos
e refectem já uma consistência
notável para uma empresa ainda
jovem, prevendo-se o retorno do
capital investido ainda no corren-
te ano.
A empresa que começou ape-
nas com 10 colaboradores conta
já com 24 pessoas. Tiago Vascon-
celos refere que os colaboradores
devem ser mais do que meros exe-
cutantes da função. Têm de estar
imbuídos de espírito de missão,
estando permanentemente a ser
estimulados a apresentar novas
ideias. Os 24 colaboradores estão
afectos em cerca de 70% à área de
negócio dos consumíveis infor-
máticos e 30% à área de efciência
energética.
Existe um esquema de prémios
atribuídos de forma clara, de acor-
do com o desempenho de cada
colaborador, que é conhecedor dos
objectivos que tem de atingir e do
seu papel na organização.
O sistema de avaliação é aprova-
do por todos e é transversal, em que
todos se avaliam mutuamente. Esta
transparência reduz o ruído laboral
que uma avaliação de desempenho
sempre provoca, criando com isto
condições a uma competitividade
saudável, sendo que o bom am-
biente de trabalho é estimulado
pelo responsável da empresa.
O projecto de internacionalização
é um dos próximos passos no desen-
volvimento da empresa, apontando
o mercado espanhol como natural,
estando este processo está numa fase
de estudos de mercado.
Paulo Ferreira
O mercado doméstico é uma das apostas da i-sete
“Colaboradores devem ser mais
do que meros executantes da função”
Empreender
sexta-feira, 4 Junho de 2010
19
I-sete e a fórmula de sucesso para o relançamento da economia
A I-sete é mais um bom exemplo
da capacidade empreendedora dos
jovens, tradicionalmente menos aves-
sos ao risco e à criação de actividades
inovadoras. Por outro lado, demonstra
que ainda é possível criar actividades
económica e fnanceiramente viáveis,
mesmo num mundo tão competitivo
como é o nosso, sem que para tal
sejam necessários orçamentos avul-
tados dedicados à investigação e de-
senvolvimento.
De facto, a evolução tecnológica
é geradora de novas necessidades
e basta estar atento à evolução dos
mercados para encontrar oportunida-
des de negocio.
A I-sete é bem um exemplo da ino-
vação na criação de uma actividade
empresarial, que surge da necessi-
dade de tratamento de resíduos de
consumíveis informáticos e da sua
reintrodução no mesmo mercado.
Sendo os equipamentos informáticos
de grande consumo relativamente
recentes, este é, consequentemente
um negocio inovador.
Paralelamente, importa registar o
nível de formação superior do pro-
motor da empresa em análise, factor
seguramente diferenciador no desen-
volvimento da actividade da mesma e
da sustentabilidade que tal formação
permite dar ao projecto de crescimen-
to da I-sete. Assim, a
formação em Gestão
de Empresas de Tiago
Vasconcelos é segura-
mente uma ferramen-
ta de grande utilidade
no planeamento da
actividade da empre-
sa, na percepção de
que a formação e mo-
tivação dos recursos
humanos são funda-
mentais para o seu
desenvolvimento, para
além da compreensão
de que com escala di-
luem-se custos fxos e
os capitais investidos
são melhor rentabilizados.
Outra questão relevante é a apetên-
cia que os empresários com formação
superior têm para estabelecer um
relacionamento próximo com as uni-
versidades e pólos de investigação,
permitindo que o binómio empreen-
dedorismo/investigação seja capaz
de gerar novos produtos e negócios,
permitindo incrementar a capacidade
de inovação das empresas.
Gostaria também de realçar o pro-
jecto de internacionalização da I-
sete, o qual resulta seguramente da
constatação da reduzida dimensão do
mercado português. De facto, Espa-
nha é naturalmente
uma área de poten-
cial crescimento não
apenas para a I-sete
mas para todas as em-
presas que de alguma
forma se consigam di-
ferenciar e apresentar
novos produtos e/ou
serviços com uma
melhor relação preço/
qualidade. Espanha
pode estar numa si-
tuação económico-f-
nanceira difícil, com
uma taxa de desem-
prego elevada e com
um exagerado índice
de endividamento do Estado, empre-
sas e famílias. No entanto, não deixa
de ser 4 vezes maior que Portugal e,
sem dúvida alguma, irá sair da situa-
ção actual muito rapidamente. Quiçá
mesmo antes que Portugal o consiga
fazer!
Importa também realçar o efeito
gerador de emprego deste projecto,
porquanto 24 pessoas dispõem de
emprego devido à acção empreende-
dora de um só investidor, pelo que é
de destacar o efeito que as políticas
de apoio à criação de empresas po-
dem ter nos dias de hoje.
A I-sete demonstra que, para o
relançamento económico nacional,
são mais importantes medidas de
promoção de criação de empresas do
que propriamente o investimento em
grandes obras públicas. Se cada nova
empresa conseguir criar 5 postos de
trabalho, seriam necessárias 100 mil
novas empresas para colocar o pais
em pleno emprego. Alavancando esta
onda de criação de empresas com 10
mil J/empresa o Estado investiria mil
milhões de euros, rapidamente recu-
peráveis em sede de IRS, IRC, Se-
gurança Social, e IVA.
Em resumo, creio que se pode con-
cluir que Portugal e os seus decisores
políticos conhecem bem a fórmula
que pode permitir alavancar a eco-
nomia portuguesa, bastando apenas
terem a humildade para aceitar este
facto e a coragem politica para de-
sinvestir onde não há e nunca haverá
qualquer retorno.
Fórmula para o Relançamento da
Economia
Formação Elevada +
Incentivo à Criação de Novas Ideias
+
Incentivo ao Empreendedorismo +
Incremento da relação Universida-
de/Empresa +
Promoção da Internacionalização
=
Crescimento Económico
AnálisE
antónio Vale
Consultor de Empresas
MBA in business strategy
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Motivação
fundamental
para o desenvolvimento
espanha
pode ser próximo mercado
da I-Sete
“O projecto de internacionalização é um dos próximos passos no desenvolvimento
da empresa”, adianta Tiago Vasconcelos.
Clínica de Nutrição do Porto abre flial em Guimarães
“Só as mais fortes poderão sobreviver lutando
pelos seus ideais e mantendo níveis de qualidade”
Vida Económica – Podemos dizer que
actua no negócio da saúde e bem-estar.
O que levou, enquanto jovem empreen-
dedor, a optar por este mercado?
Pedro Queiroz – Desde o primeiro ano de
faculdade que decidi que esta seria a opção
a tomar. Ao longo dos anos da licenciatura
fui canalizando todas as energias e aprendiza-
gem para tornar esse sonho possível. Lembro
que no último ano (estágio) preparei tudo
ao detalhe: quanto iria cobrar por consulta,
quantos clientes teria de ter para o negócio ser
economicamente viável, até ao pormenor de
saber de antemão tudo o que seria necessário
investir (da balança à fta métrica) … Foi das
fases mais interessantes no processo de em-
preender a criação de uma empresa.
VE – Quais as difculdades que encon-
trou aquando da criação da sua própria
empresa?
PQ – A escolha do local sabia ser determi-
nante para o sucesso deste projecto… Assim
que determinei o local procurei o imóvel e o
mais difícil foi arranjar fundos para adquirir o
espaço. Lembro na altura que tive de ter dois
fadores… Investi na altura tudo o que tinha,
pois sabia que era aquilo que queria fazer para
a vida. Os dois primeiros meses sem clientes
também não foram nada fáceis.
VE – A preocupação com a adopção de
estilos de vida mais saudáveis e o culto
ao corpo é uma realidade hoje em dia.
Em que medida esta mudança cultural
da sociedade portuguesa tem infuen-
ciado o desenvolvimento do mercado da
estética e bem-estar?
PQ – Sem dúvida que esta nova percepção
da sociedade tem tornado a procura por estes
serviços uma constante ao longo dos anos.
Mas, como em todas as áreas, à medida que
o mercado aumenta, a concorrência apresen-
ta também novas soluções. O grande desafo
é acompanhar constantemente o avanço dos
conhecimentos clínicos e estéticos, apresen-
tando um serviço de excelência de forma
constante e permanente.
VE - Enquanto empresário, quais são
as áreas em que actua directamente?
PQ – A Clínica está focada na perda de
peso de forma saudável.
VE - Nos últimos anos temos assistido
a um crescimento vertiginoso do núme-
ro de empresas nesta área. Qual o factor
diferenciador da Clínica de Nutrição do
Porto face aos restantes players no mer-
cado?
PQ – Procuramos inovar no atendimento
e dedicação ao cliente, estando constantemen-
te a acompanhar as mais recentes tecnologias.
Apesar das metodologias únicas, julgo que a
mais-valia principal está na equipa que diaria-
mente procura ajudar todos aqueles que pro-
curam corrigir o peso em excesso e iniciar uma
nova etapa das suas vidas. É este entusiasmo
que nos motiva a procurarmos ser a melhor
clínica de nutrição no Norte do país.
VE – Não estará o mercado a fcar sa-
turado?
PQ – Diariamente, surgem e desaparecem
empresas a actuar nesta área. É uma área onde
o trabalho e a dedicação fazem a diferença.
Uma excelente formação dos profssionais e
margem para avançar constantemente nas
mais recentes tecnologias é fundamental. É
uma área onde os bons acabam por estagnar e
muitas vezes não sangrar. Só os muitos bons,
com vocação e dedicação total, acabam por
sobreviver.
VE – Qual o conceito na base da Clíni-
ca de Nutrição do Porto?
PQ – Ser a melhor clínica na área da perda
de peso, onde a dedicação e os resultados que
diariamente ajudamos a alcançar nos moti-
vam para continuamente apresentarmos o
melhor serviço. A par dos melhores especia-
listas em nutrição, procuramos disponibilizar
as mais recentes tecnologias para eliminação
de celulite e gordura localizada, recorrendo a
tecnologias não cirúrgicas. A inclusão recente
da “lipo-aspiração” não-cirúrgica demonstra
a aposta da clínica na excelência dos trata-
mentos de gordura localizada.
VE - A CNP conta já com uma uni-
dade em Guimarães. Podemos esperar
a abertura de novas unidades no futuro
próximo?
PQ – A abertura em Guimarães é uma ex-
periência para testar o conceito noutros mer-
cados. Por vezes, em meios mais pequenos
apercebemo-nos de detalhes que complemen-
tam a qualidade do serviço. A aposta noutros
mercados poderá surgir, mas não é nesta fase
uma prioridade.
VE – Numa área onde a tecnologia é
cada vez mais avançada com uma forte
pressão para reduções dos preços, como
consegue a Clínica de Nutrição do Porto
manter o equilíbrio entre qualidade/pre-
ço para os seus clientes?
PQ – É de facto uma área onde a evolução
é uma constante e as tecnologias surgem a um
ritmo cada vez mais veloz. Julgo que a aposta
feita na nossa equipa de profssionais (enfer-
meiras, fsioterapeutas e profssionais de esté-
tica) é a grande mais-valia da clínica onde a
disponibilidade fnanceira para acompanhar
as mais recentes tecnologias permite ajustar o
binómio qualidade/preço.
VE – Qual o perfl do(a) Cliente da
CNP? Do Oporto Medical SPA?
PQ – Da CNP, é um cliente informado,
que procura resultados e está disposto a pa-
gar para ter a máxima qualidade de serviço
e atendimento. No SPA, é um cliente que
busca um refúgio na cidade onde consiga ter
um momento só para si num espaço com
detalhes de serviço ao melhor nível interna-
cional.
VE - Num mercado em que a confan-
ça do cliente nos serviços prestados é
fundamental, qual a taxa de fdelização
que a CNP regista? Qual a importância
da satisfação dos clientes no crescimen-
to do seu negócio?
PQ – Felizmente, podemos ter orgulho
na nossa taxa de fdelização. Temos clientes
que nos acompanham desde o primeiro ano
de actividade e vão diversifcando os trata-
mentos que fazem, de forma a manter e op-
timizar os resultados. A taxa de satisfação é
também muito elevada e é essa que permite
um efeito poderosíssimo que é o efeito “pas-
sa palavra”.
VE – Conta já com o apoio de um nú-
mero razoável de profssionais nas suas
empresas. Que importância assume o
recrutamento para si?
PQ – Procuramos sempre os melhores pro-
fssionais em cada área e fazemos de tudo para
os procurar manter motivados e empenhados.
Ao longo destes anos, muitos deles, felizmente
continuam a pertencer à equipa e alguns fo-
ram deixando por não se integrarem, em certo
momento, nos objectivos colectivos do grupo.
A formação nestas áreas tem de ser muito espe-
cífca, devido às tecnologias sempre evolutivas,
e procuramos também formação interna para
desenvolver algumas capacidades necessárias à
máxima qualidade de serviço.
VE – Seria expectável que num perío-
do de crise económica que o nosso país
atravessa os gastos em bens ou serviços
secundários como a estética fossem sa-
crifcados. Tem sentido esta tendência
na actividade das suas empresas?
PQ – A nossa área de trabalho, estamos
focados na perda de peso de forma saudável,
não tem sentido um agravamento abrupto
com a alteração económica do país. Isto tem a
ver com o aumento da taxa de excesso de peso
e obesidade, mas também com a preocupação
crescente das populações no seu bem-estar,
auto-estima e saúde. Na nossa actividade o
efeito crise não tem sido sentido de forma se-
vera, julgamos nós muito devido ao trabalho
colectivo da nossa equipa.
VE – Como encara este período que
vivemos na economia portuguesa? Que
implicações tem a conjuntura actual no
desenvolvimento da estratégia da em-
presa?
PQ – É um período de muitos ajustes e
de encargos acrescidos para as empresas. Só as
mais fortes poderão sobreviver lutando pelos
seus ideais e mantendo níveis de qualidade. A
estratégia da empresa não tem, para já, sofri-
do grandes alterações ao nível do investimen-
to muito devido à forte estrutura accionista e
mantermos os nossos ideais na busca conti-
nua do melhor serviço nesta área.
VE - Será possível estabelecer uma
relação entre o bem-estar físico e emo-
cional que empresas como a sua pro-
porcionam as pessoas e elevados níveis
de produtividade de colaboradores nas
empresas?
PQ – Julgo que uma pessoa quando se sen-
te bem consigo própria consegue transmitir
esta mensagem a nível interpessoal (amigos,
familiares, colegas de trabalho…), o que aca-
ba por se manifestar no nível de produtivi-
dade da empresa para a qual trabalha. Nesse
sentido, considero que possa ser um contri-
buto para a melhoria de produtividade.
VE – Muito se fala da obesidade da
Sociedade Portuguesa e dos benefícios
da dieta mediterrânica, o que parece ser
um contra-senso. Quais os factores que
na sua opinião, contribuíram para esta
mudança de comportamentos?
PQ – Seria de facto um contra-senso, se as
pessoas aplicassem no seu dia-a-dia os princí-
pios da dieta mediterrânica… Mas o que veri-
fcamos diariamente é que as pessoas devido ao
ritmo de vida e outras condicionantes se têm
afastado desse ideal alimentar, voltando-se para
práticas alimentares menos variadas e saudá-
veis. Com base, numa análise detalhada destes
e outros factores propomos às pessoas que nos
procuram incutir novas regras práticas e fáceis
de implementar para que possam pertencer ao
lado saudável da estatística e sentirem-se com
mais saúde, mais beleza e mais bem-estar.
VE – Quais os seus planos para o fu-
turo?
PQ – Continuar a liderar uma equipa na
busca da melhor prática clínica em nutrição.
VE – Que conselhos daria aos empre-
endedores de Portugal, neste momen-
to?
PQ – Procurem ser os melhores naquilo
que fazem. Acreditem no vosso projecto e lu-
tem para que seja viável. Façam aquilo que
gostam para que o vosso trabalho seja “um
divertimento”.
MóNiCA MONTEirO
redaccao@vidaeconomica.pt
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sexta-feira 4 Junho de 2010
empreender 20
A Clínica de Nutrição do Porto nasceu em 2002 pela mão de
Pedro Queiroz. “Investi na altura tudo o que tinha pois sabia que
era aquilo que queria fazer para a vida”, relembra o nutricionista,
em entrevista à “Vida Económica”. Em 2009, a clínica teve um
volume de negócios de cerca de 500 mil euros. Embora sem
sentir a crise, Pedro Queiroz reconhece que este “é um período
de muitos ajustes e de encargos acrescidos para as empresas. Só
as mais fortes poderão sobreviver lutando pelos seus ideais e
mantendo níveis de qualidade”.
“Na nossa actividade o efeito crise não tem sido sentido de forma severa”, refere Pedro Queiroz.
A crise da dívida da Zona Euro
paira como uma nuvem negra so-
bre as perspectivas económicas da
Europa. Ainda não há factos evi-
dentes que as principais econo-
mias tenham passado o pior, em
consequência do turbilhão fnan-
ceiro gerado dentro das suas pró-
prias fronteiras.
As medidas de urgência toma-
das pelos governos e os bancos
centrais estabilizaram as maiores
economias e, nos próximos me-
ses, é possível que a desvalorização
do euro implique um crescimen-
to considerável das exportações
da região da moeda única. No
entanto, há a possibilidade de a
dívida pública se estender à eco-
nomia real. O que agravará os
efeitos derivados dos aumentos
dos impostos e dos cortes nas f-
nanças públicas. A economia real
terá entre três e seis meses para
convencer os mercados fnancei-
ros que os fundamentais estão a
melhorar de facto, antes que o
congelamento dos canais de cré-
dito lance o sector privado nova-
mente na recessão.
Uma tendência parece clara no
actual contexto, é provável que
aumentem ainda mais as diver-
gências nos resultados da Zona
Euro, complicando a tarefa do
Banco Central Europeu fxar as
taxas de juro. A desvalorização do
euro benefcia menos países como
a Espanha e mais aqueles que de-
pendem das exportações, como é
o caso da Alemanha. E a austeri-
dade fscal tende a ser ainda mais
dura no sul da Europa, como é o
caso de Portugal. A par da Espa-
nha, são países que têm pela fren-
te tempos difíceis e tormentosos.
A Irlanda ainda terá que dar si-
nais claros de recuperação.
Fora da Zona Euro, os países
bálticos estão a estabilizar e as
perspectivas têm melhorado na
Rússia, na Rússia e na Ucrânia.
Mas permanecem as incertezas.
Se a recessão se limitar a alguns
países, então não haverá grandes
problemas. Mas se a Alemanha e
a França forem infectados, então
aqueles países sofrerão as conse-
quências. Também existem ris-
cos para as economias europeias
que não pertencem à Zona Euro
e que possuem umas fnanças pú-
blicas estáveis. Por exemplo, a Su-
écia está muito dependente das
exportações, pelo que a sua eco-
nomia dependerá do desempe-
nho das principais economias eu-
ropeias.
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OCDE vê com bons
olhos recuo
da moeda única
A Organização de Cooperação
e Desenvolvimento Económicos
(OCDE) considera positiva uma
desvalorização do euro, no quadro
da necessidade dos governos colo-
carem em ordem as suas fnanças
públicas. Seria uma forma de au-
mentar a procura externa relativa-
mente à Zona Euro.
A instituição está bastante mais
preocupada com os défces orça-
mentais do que com um recuo do
euro face ao dólar. O enfraqueci-
mento da moeda única será uma
forma de contrabalançar os efei-
tos conjunturais negativos dos pla-
nos de austeridade da Zona Euro.
Pode mesmo representar um meio
de evitar uma nova recessão econó-
mica. O recuo seria tanto melhor
quanto a recuperação económica
mundial será acompanhada de um
retorno dos desequilíbrios globais
nas trocas comerciais. A OCDE
aponta o ano 2011 como a data li-
mite para levantar as medidas orça-
mentais excepcionais.
Apple passa
a primeira empresa
tecnológica mundial
A Apple ultrapassou a Microsoft
enquanto maior empresa tecnoló-
gica do mundo, face à valorização
das suas acções. O valor de mer-
cado da Apple é agora de 222 mil
milhões de dólares, contra os cerca
de 219 mil milhões da sua concor-
rente.
As acções da Apple multiplica-
ram por dez numa década, sobre-
tudo depois da empresa ter revolu-
cionado a electrónica de consumo,
através de aparelhos como o iPod,
o iPhone e os portáteis Macbook.
A última vez que a Apple obteve
um valor de mercado superior à
Mucrosoft foi no fnal de 1989. A
realidade é que a Microsoft – cujo
sistema operativo está presente em
mais de 90% dos computadores
pessoais – não foi capaz de igualar
as taxas de crescimento atingidas
na década de noventa.
A Apple teve que se bater dura-
mente para fcar à superfície e fazer
frente ao seu concorrente. Para o
efeito recorreu a investimentos mi-
lionários nos últimos anos, facto
que estará agora a dar frutos. Em
termos de vendas, todavia, a Mi-
crosoft continua à frente, o mesmo
já não se passando quanto ao seu
valor de mercado.
Morgan Stanley revê
crescimento espanhol
em baixa
O banco de investimento Mor-
gan Stanley reviu o crescimento
económico espanhol em baixa e
considera que o plano de ajusta-
mento terá um efeito moderado.
O fundo para sanear as caixas cus-
tará cerca de 4% do PIB.
A economia espanhola vai regis-
tar um recuo de 0,9%, este ano,
quando era de 0,7% a previsão an-
terior, mas a tendência será para o
retorno ao crescimento no próxi-
mo exercício, na ordem das quatro
décimas. As perspectivas são fracas,
apesar do plano fscal apresentado
pelo Governo.
Crise da dívida é ameaça permanente
sobre a Europa
PUB
sexta-feira, 4 Junho de 2010
21 internacional
com o apoio:
VidaEconómica
Consenso
Ócio & Negócios
Perguntem ao inimigo
Quando decidiu contar a sua verdade sobre
Pinto da Costa, a “escritora” Carolina Salgado
invocou várias vezes uma máxima militar que
o pai lhe ensinara. Ex-fuzileiro, o pai aplica em
situações difíceis o lema da corporação: “Se isto
fosse fácil, estariam cá outros”. O lema serve a
professores em desespero com turmas indiscipli-
nas, a gestores sem tesouraria para fazer face aos
compromissos a políticos acossados. A verdade é,
quando advertida por conselheiras e consultoras
de que a tarefa do livro seria espinhosa, Carolina
invocou o lema dos Fuzileiros.
Um destes dias, numa sessão pública, o mi-
nistro Teixeira dos Santos enveredou também
pelo pensamento militar, invocando um outro
lema que guardou na memória desde que há uns
anos frequentou o curso de auditor de defesa
nacional. O curso incluía visitas a unidades mi-
litares e, quando esteve em Tancos, Teixeira dos
Santos fcou tocado pela máxima em vigor na
unidade. “Perguntem ao inimigo quem somos”.
Na política ou na economia, que é fazer guerra
por meios pacífcos, o inimigo nem sempre está
identifcado. Mas, se ele nos reconhecer mérito
e ferocidade, é um primeiro sinal da competên-
cia bélica do nosso exército. Teixeira dos Santos
bem poderiam dizer “perguntem aos especula-
dores quem somos”. Mas, na fase actual, talvez
o mais adequado seja o ministro adoptar o lema
dos Fuzileiros.
o QUe se DIZ
Vermelhos
O BCP é dominado pelo benfquismo
dos seus gestores e não foi abalado pela
saída de Armando Vara. Vara é um faná-
tico do Benfca.
A sua saída foi compensada pela entra-
da de António Ramalho, um fervoroso
mais moderado. Ainda assim, Ramalho
não prescindiu da Águia Vitória no casa-
mento recente da sua flha como vedeta
fnal da festa. A contratação da águia foi
uma prenda para o noivo.
O presidente Santos Ferreira é outro
benfquista encartado, sucedendo ao
portista Paulo Teixeira Pinto. Além dos
túneis, o FC Porto perde nos bancos.
Santos Ferreira fcou até aborrecido com
Ramalho por não o ter informado da
“guest star” Vitória no casamento. Ele
saiu mais cedo e perdeu, sem saber a
exibição.
40 aDVogaDos
Quatro dezenas é o número de advo-
gados da delegação em Luanda da frma
Morais Leitão, Galvão Teles & Associa-
dos. A sociedade resultou da fusão de
três escritórios, incluindo o do Porto, de
Osório de Castro e Lobo Xavier. Mas 40
elementos diz bem da importância do
mercado angolano.
A Sonae, por exemplo, hesita no mo-
mento e modelo de entrada em Angola,
balançando entre a sua cultura empre-
sarial e o reconhecimento de esquemas
duvidosos que podem comprometer o
sucesso dos investimentos. Mas a pre-
sença em força do seu escritório de ad-
vogados poderá apressar o investimento.
Em Angola, costumam dizer os mais ex-
perimentados, é preciso tempo, dinhei-
ro e paciência. E, por vezes, a paciência
esgota-se.
arroZ & VInho
Rui Alegre, o ex-genro de Américo
Amorim, está a aplicar na agricultura uma
pequena parte da riqueza que acumulou na
passagem pelo universo Amorim.
Em Alenquer, está a fundar um mini
cluster agrícola, a partir de uma herda-
de de 80 hectares que comprou. Muitas
toneladas de arroz e marcas de vinho é
para já o resultado desta incursão empre-
sarial.
Contagiado talvez pelos bons velhos
tempos passados na Herdade do Peral,
de Américo Amorim, Alegre revela-se um
apaixonado pela terra e tem projectos para
expandir a produção na sua herdade. Em
vez da cortiça, optou pelo arroz e vinho.
Se não fosse advogado e
fscalista, António Lobo Xa-
vier teria enveredado por uma
carreira ligada à hotelaria. É a
segunda paixão deste jurista,
professor e político que se tor-
nou amigo pessoal de algumas
das pessoas mais infuentes do
país.
De Belmiro de Azevedo a
António Mota, passando por
banqueiros como Ricardo Es-
pírito Santo ou Artur Santos
Silva, Lobo Xavier gosta imen-
so de cozinhar e surpreende
frequentemente os amigos
mais próximos com deliciosos
petiscos.
Esta vocação radica numa
aventura de juventude que lhe
marcou a vida e no seu primei-
ro emprego. Num hotel e logo
no Hilton, no “room service”.
Aos 18 anos, partiu o mea-
lheiro, trocou um fo e uma li-
bra de ouro em forins (o Euro
nem em sonhos), apanhou bo-
leia de um TIR até Paris e um
comboio para Amesterdão e
passou uns meses na Holanda.
O jovem Lobo não procura-
va o famoso “Distrito Verme-
lho”, indicado para um ado-
lescente com a libido em alta,
mas apenas a aventura europeia
para derrubar os muros, uma
cidade arejada em que era fácil
encontrar emprego.
Na capital da Holanda teve,
então, o seu primeiro salário.
E só a pressão familiar fez com
que regressasse aos estudos para
se tornar no notável e ilustre
que hoje é. Mas o “bichinho”
do “room service” fcou-lhe.
Há mesmo quem admite que,
na linha de José Miguel Júdice,
Lobo Xavier experimente um
dia investimentos na área da
hotelaria. Pode sempre bene-
fciar da experiência da Sonae
Capital em Tróia e no Algarve.
Sobre um antigo ministro da Cultu-
ra, os seus adversários puseram a correr
a versão de que teria sido convidado por
engano pela semelhança de nome com a
pessoa realmente escolhida.
Sobre o sucessor de Vítor Constâncio
no Banco de Portugal, tal confusão não
poderia ter acontecido, apesar de Costa
ser um nome vulgar. Na versão contada
pelo próprio ministro Teixeira dos San-
tos, quando José Sócrates lhe perguntou
“olha lá, quem tens aí para o Banco de
Portugal”, ele falou-lhe que já tinha uma
lista de nomes e que o primeiro era o de
Carlos Costa.
Sócrates nem quis ouvir os outros no-
mes e confrmou que era mesmo nesse
Costa que estava a pensar. Neste caso, a
única confusão que poderia ocorrer era
com o irmão de Carlos, José Costa, que
dirige a Faculdade de Economia do Por-
to.
sexta-feira, 4 Junho de 2010
22
Chef lobo
As tácticas e lemas mili-
tares sempre foram fonte
de inspiração para ges-
tores e políticos. “A Arte
da Guerra”, de Sun Tzu,
é “must” nesta matéria e
considerado um manual
indispensável em tempo
de paz. Os seus conselhos
são sábios e virtuosos.
Há, todavia, quem pref-
ra o lema dos Comandos,
vertido da Eneida de Vir-
gílio: “Audaces Fortuna
Juvat” - “A Sorte Protege
os Audazes”.
Conta-se que o general
Patton (2ª Guerra Mun-
dial) quis embaraçar uma
repórter de guerra que o
acusara de barbaridades,
perguntando-lhe qual a
primeira lei de uma guer-
ra: “Matá-los, antes que te
matem a ti”, respondeu a
interlocutora. Patton apro-
vou. Napoleão já avisara
que no dicionário de um
exército não pode existir
a palavra impossível e que
feio, sim feio, é perder.
Voltando a Sun Tzu. To-
dos concordarão que a arte
suprema da guerra (e da
vida) é derrotar o inimigo
sem lutar. A arte do sábio
chinês defende que a habi-
lidade consiste em cansar
o inimigo quando ele está
descansado, deixá-lo com
fome quando estiver com
provisões, movê-lo quando
está parado.
A Teixeira dos Santos,
Sun Tzu diria: “Se você
conhece o inimigo e se co-
nhece a si mesmo, não pre-
cisa temer o resultado de
cem batalhas. Mas, se você
se conhece mas não conhe-
ce o inimigo, para cada vi-
tória sofrerá também uma
derrota. E se você não co-
nhece nem o inimigo nem
a si mesmo, perderá todas
as batalhas”.Há ainda ou-
tros lemas com aplicação
prática. Por exemplo,
aquela que adverte que
–, se o ataque está a correr
demasiadamente bem, há
uma grande probabilidade
de estarmos a cair numa
armadilha. Aqui, no Ócio
& Negócio, cultivando
a humildade escolhemos
como primeiro manda-
mento o ditado popular
“Deus manda lutar, não
manda vencer”.
Feio é perder
Tiago Catarino, Business Unit Manager da Rumos Professional Services
Outsourcing de recursos humanos
já é visto com maturidade
Vida Económica – As vanta-
gens e os benefícios do out-
sourcing nos Recursos Huma-
nos já estão comprovados?
Tiago Catarino – O Outsour-
cing é hoje uma prática comum
para a maioria das empresas, o seu
crescimento e maturidade é visível
em áreas que num passado recente
eram vistas com elevado protec-
cionismo e de alto risco.
O Outsourcing não se restrin-
ge à redução de custos, mas é sem
dúvida um dos grandes benefícios
deste modelo de negócio. Existem
vários cenários em que as empresas
reconhecem as vantagens e os be-
nefícios do outsourcing de Recur-
sos Humanos, para valorizar a sua
estrutura com “new skills” e “acess
to expertise” que internamente não
dispõem, como é recorrente na
área das tecnologias de informação,
onde o investimento na evolução e
actualização do capital humano é
constante.
Se a empresa atravessa uma curva
de crescimento acelerada ou inicia
um projecto de mudança estratégica
de negócio, o outsourcing de Re-
cursos Humanos permite manter os
níveis de resposta e performance de-
sejados e controlados. Também em
situações de overfow o reforço da
equipa assegura o volume de tarefas
não sustentadas pelo staff interno,
libertando recursos nucleares para
funções core da empresa que pos-
sam estar em défce de rendimento.

VE – É possível medir as van-
tagens do outsourcing hoje em
dia?
TC – Medir o sucesso de um
projecto, neste caso de Outsour-
cing, é um desafo que não se pode
limitar a uma análise fnanceira do
ROI ou meramente da redução de
custo. Embora critica para as mé-
tricas de avaliação, os benefícios
do Outsourcing de Recursos Hu-
manos podem não ser visíveis nos
números. A medição das vantagens
e do desempenho de um projecto
de outsourcing pressupõem a cria-
ção de uma baseline de objectivos
estratégicos e específcos do pro-
jecto, com compromissos de níveis
de serviço e avaliações durante as
várias fases do tempo de vida da
relação de parceria, que permitam
no fm do ciclo avaliar a qualidade
da prestação serviço, a contribuição
fnanceiro e o impacto estratégico.
Perder o controlo?
VE – Quais as grandes dúvidas
que ainda subsistem no cliente
quando pretende externalizar?
TC – A grande dúvida de um ges-
tor quando externaliza uma função
interna é a perda do seu controlo.
É uma preocupação legítima, mas
a regra na maioria das situações de
Outsourcing não o prova. Se existir
um forte governance do processo e
níveis de serviço bem defnidos que
se traduzam em reports e avaliações
periódicas com penalizações para a
entidade externa, vai transmitir um
sentimento de maior controlo da
actividade do que quando esta era
assumida in-house.
Um típico processo de outsour-
cing deve iniciar-se com uma função
que represente um valor estratégico
mínimo para a empresa e com baixos
prejuízos em caso de insucesso. Se
a experiência for positiva a empresa
vai estar muito mais receptiva a ex-
ternalizar outras funções com maior
valor estratégico e a assumir riscos
superiores.
A dimensão da empresa também
apresenta dúvidas se o outsourcing
é um modelo exclusivo para grandes
empresas, ou se as pequenas e médias
empresas também benefciam de ga-
nhos estratégicos. Talvez no passado
apenas as grandes empresas tivessem
o poder económico e negocial para
contratar serviços em outsourcing,
mas com a evolução e envolvência
das empresas no modelo foram cria-
das muitas soluções, incluindo ser-
viços especializados para pequenas
empresas, proporcionando ganhos
comuns.
Redução de custo? Não só
mas também…
VE – Basicamente, o que move
as empresas face ao outsourcing
nos RH? Redução de custos e
melhoria de efciência?
TC – Existem várias razões que le-
vam as empresas a considerar o out-
sourcing. Num primeiro nível mais
táctico é a redução de custos, iden-
tifcar um parceiro com capacidade
de especialização e centralização de
recursos onde obtenha economias de
escala na gestão do seu negócio e que
as reverta para a empresa cliente.
Num outsourcing mais estratégico
as motivações são diferentes, a em-
presa entende que o skill set interno
é insufciente ou inadequado para
a função e procura no outsourcing
know-how altamente especializado,
com formação avançada e experiên-
cia adquirida.
A empresa também pode identi-
fcar problemas de performance na
equipa interna, que se traduzem em
elevados níveis de turnover, absentis-
mo, incumprimento de deadlines. A
integração na equipa de elementos
em outsourcing pode proporcionar
uma clara divisão e comparação de
níveis de serviço estimulando um
ambiente de maior competitividade
que leve a equipa interna a aumentar
os seus níveis de performance e de
conhecimentos.
A empresa pode ainda obter ga-
nhos de credibilidade quando através
de uma contratação em regime de
outsourcing tem acesso a profssio-
nais de talento reconhecido no mer-
cado, a participação no seu negócio
pode potenciar ganhos de imagem e
credibilidade.
É verdadeiro que os custos são o
drive nas decisões de negócio mas a
efciência é cada vez mais um vector
comum, e neste campo o outsourcing
de Recursos Humanos desempenha
um papel principal de diferenciação.
VE – Quais as grandes ques-
tões que precisam ser revistas
nos contratos de outsourcing?
TC – Um contrato não pode
ser apenas um elemento redutor de
compromisso de pricing e delivery,
mas sim um documento equilibrado
e fexível nas matérias legais e opera-
cionais inerentes a qualquer iniciati-
va de outsourcing, mais complexas e
arriscadas se não forem equacionadas
no inicio do projecto e geridas no seu
desenrolar.
Um contrato de outsourcing é um
código de conduta que gere a relação
entre a empresa e a entidade externa.
Nele defnem-se quais os objectivos
a atingir com o outsourcing, níveis
de serviços exigidos com incentivos e
penalizações associadas à sua perfor-
mance, alinhamento com as questões
legais da envolvente, investimentos
tecnológicos, métricas de qualidade
de serviço e performance, schedule
de acompanhamento do projecto e
planos de formação e actualização
que permitam atingir os objectivos
inicialmente assumidos.
Maturidade é fundamental
VE – O actual panorama eco-
nómico é favorável, ou não, ao
outsourcing de RH?
TC – A envolvente económica
actual exige que as empresas avaliem
as suas estratégias de investimento e
se centrem na optimização de custos,
criando cenários favoráveis para o de-
senvolvimento de oportunidades de
outsourcing de Recursos Humanos.
Os serviços de outsourcing atin-
giram um grau de maturidade no
mercado português que o tecido em-
presarial reconhece as suas vantagens
e benefícios, o que signifca que cada
vez mais empresas recorram a este
modelo procurando reduções de cus-
tos, processos optimizados e recursos
qualifcados.
O sector das Tecnologias de In-
formação e Comunicação continua
a distinguir-se como um centro de
excelência de oportunidades com
elevados índices de empregabilida-
de na indústria do outsourcing. As
empresas que actuam neste sector
distinguem-se pela inovação e qua-
lidade dos seus profssionais, com
uma estratégia de desenvolvimento
de competências assente num plano
formação de alto nível que colocam
os profssionais de outsourcing numa
layer de excelência, o que pode atrair
investimento estrangeiro e a conse-
quente criação de múltiplos postos
de trabalho.
VE – Que áreas estão as em-
presas mais susceptíveis de ex-
ternalizar?
TC – O mercado do outsourcing
é bastante extenso e pode interagir
com diversas áreas internas da em-
presa, a decisão de externalizar uma
área depende da estratégia global e da
identifcação das competências core
que a empresa pretende valorizar e
distinguir no mercado e que caracte-
rizam o seu negócio como único.
As áreas vulgarmente secundárias e
non-core passíveis de externalizar são
áreas administrativas, fnanceiras, re-
cursos humanos, logística, distribuição
e sistemas de informação. Obviamente
que esta escolha depende da activida-
de principal da empresa, se estivermos
a analisar uma empresa especializada
em serviços de atendimento ao cliente
é contraproducente externalizar o seu
contact center, pois esse é um serviço
core da sua actividade.
Num panorama global, o outsour-
cing tem evoluído a par com a tec-
nologia. Hoje, podemos assistir a um
fenómeno de criação de novas ofertas
de outsourcing em campos como a
Medicina, Government Services,
Indústria Farmacêutica, Serviços Fi-
nanceiros, Healthcare e Sales Force,
entre outros.
SUSANA MARVÃO
s.marvao@vidaeconomica.pt
Num passado recente, o Outsourcing,
nomeadamente dos Recursos Humanos, era visto
com elevado proteccionismo e de alto risco. Mas,
hoje, Tiago Catarino, Business Unit Manager
da Rumos Professional Services, garante que a
externalização é já uma prática comum para a maioria
das empresas. E adianta que o Outsourcing não se
restringe à redução de custos, mas também a valorizar
a estrutura corporativa com novas competências e
acesso a “expertise” que internamente não dispõem.
Algo recorrente na área das tecnologias de informação
onde o investimento na evolução e actualização do
capital humano é constante.
Tiago Catarino, “business unit manager” da Rumos Professional Services.
sexta-feira, 4 Junho de 2010
23 tecNologias de iNfoRMação
CONTABILIDADE E FISCALIDADE
FORMAÇÃO PROFISSIONAL
ESTUDOS ECONÓMICOS
CANDIDATURAS A FUNDOS COMUNITÁRIOS
AUDITORIAS E AVALIAÇÃO DE EMPRESAS
SOFTWARE GESTÃO ETICADATA
OUTSOURCING ÀS EMPRESAS:
Gestão, Rec. Humanos, Apoio Administrativo
Criamos Negócios
Criamos Futuro
www.goe.pt
Tel. 249718484 Fax 249717148
R. 5 Outubro, 76 - Entroncamento
COMPRA
OPORTUNIDADE DE COMPRA E VENDA DE EMPRESAS
VENDA
Empresa de Importação, Comercia-
lização e Distribuição de Alumínios.
Possui valências na área da comer-
cialização de Alumínio Standardi-
zado, mas com especial relevância
e especialização na componente
de Alumínios Técnicos.Ref. PT
0003 PSO 0007 0609
Panifcação - Indústria e Comér-
cio. Distrito do Porto. Mais de 25
anos de experiência no mercado.
Preço pedido: J 3.200.000. Ref.
PT 0004 MCA 0050 1107
Reciclagem de desperdícios não
metálicos. Preço sob pedido. Ref.
PT 0016 FMV 0012 0309
Restaurante no Cais de Gaia. Con-
ceito invulgar e clientela fdeli-
zada. Potencial de signifcativo
crescimento das vendas. Urgente.
Preço pedido: 300.000 J. Ref.
PT 0020 HMO 0001 1109
Restaurante em Vila Nova de Gaia,
grandes dimensões: imóvel e ter-
reno com 1.600 m2. Cozinha
tradicional portuguesa, cliente-
la fdelizada, grande potencial
de crescimento ou reconversão.
Preço: 750.000 J. Ref. PT 0020
HMO 0003 0110
Empresa especializada em Artigos
de Embalagem.
Além da comercialização, possui
recursos técnicos e humanos para
impressão de sacos de papel.
Preço sob pedido. Ref. PT 0003
PFM 0007 0110
Empresas de Contabilidade de
pequena dimensão, sem instala-
ções próprias, Carteira de clien-
tes com contrato de avença e
localizados no Grande Porto.
Ref. PT 0003 HBE 1128 0209
Empresas de Comunicação e Ma-
rketing Digital com forte com-
ponente técnica em termos
de conhecimentos e recursos
na utilização de ferramentas
e componentes web. Ref. PT
0003 PFM 1001 1009
Hotéis. Lisboa. Ref. PT 0004
JPS 1003 0507
Procuramos indústrias alimen-
tares e/ou confeitaria de peque-
na/média dimensão na Grande
Lisboa. Ref. PT 0009 JCL 1016
0110
Empresa Nacional adquire ne-
gócio de empresas de Vending
Alimentar em todo o país. Não
interessam negócios só com
Office Coffee. Ref. PT 0009
JCL 1012 1007
Postos de Combustíveis. Distri-
tos: Aveiro, Porto e Braga. Ref.
PT 0004 MCA 1003 0507
Empresas fabricantes de produtos
de limpeza - sabões, detergen-
tes, glicerina. Área doméstica e
Industrial. Ref. PT 0016 FMV
1001 0110
GRANDE PORTO
Comércio de equipamento indus-
trial para hotelaria e restauração.
Preço pedido: J 10.000.000.
Ref. PT 0014 VFE 0019 1107
Empresa de organização e reali-
zação de passeios marítimo-turís-
ticos com protocolos celebrados
com empresas de renome. Ref.
PT 0009 JCL 0040 0209
Empresa especializada no comér-
cio de tintas, peças e assistência
técnica, media, e outros produ-
tos para Impressão Digital. Zona
central de Lisboa, renda bai-
xa, boas margens, boa carteira
de clientes. Ref. PT 0009 JCL
0053 1209
Empresa de reparação de compu-
tadores com lojas situadas em
locais de fácil acessibilidade e
conveniência. Ref. PT 0009 JCL
0035 0608
Centro de aprendizagem para
crianças e jovens do Ensino Básico
e do Secundário, na Grande Lis-
boa, em pleno funcionamento e
com carteira de clientes. Ref. PT
0009 JCL 0061 0410
Albergaria com 19 quartos (com
projecto aprovado para mais 10
quartos) junto da Costa Alenteja-
na e da Reserva Natural do Estu-
ário do Rio Sado. Ref. PT 0009
JCL 0038 0109
Empresa de transportes. Instala-
ções auto-estrada A1. Ref. PT
0014 VFE 0033 1108
Empresa especializada na produ-
ção da impressão digital e artes
gráfcas. Boa carteira de clientes,
instalações bem localizadas em
Lisboa, com renda baixa. Ref. PT
0009 JCL 0052 1209
Empresa de demolição, corte e fu-
ração de betão, betão armado, as-
falto ou rocha na Grande Lisboa.
Ref. PT 0009 JCL 0054 1209
Infantário no concelho de Sintra,
junto a acesso ao IC19. Conside-
rável lista de espera. Venda por
110.000J ou sócio para injecção
de capital para obras de amplia-
ção. Ref. PT 0019 MMP 0001
0409
Empresa de serviços de logística,
manutenção, segurança e traba-
lhos de jardinagem. 1.500.000J.
Ref. PT 0014 VFE 0038 0109
Sociedade Gestora de Imóveis com
Complexo com diversas activida-
des, incluindo uma cadeia ali-
mentar de renome. Ref. PT 0009
JCL 0059 0210
Empresa de Lavagem Automática
de viaturas com um pórtico e três
pistas de Jetwash integrado em
complexo de grande movimento.
Ref. PT 0009 JCL 0060 0210
Cedência de posição de um espa-
ço (cafetaria) no Centro Comercial
Dolce Vita Tejo, com renda muito
apelativa, totalmente equipado,
perto de boas marcas de restau-
ração. Valor muito interessante e
negociável pela urgência. Ref. PT
0009 JCL 0062 0410
Café/Snack-bar com serviço de
almoços, Charcutaria gourmet e
venda de Jogos da Santa Casa.
Completamente remodelado.
Renda muito antiga (250 J). Zona
nobre de Queluz. Preço muito
interessante. Ref. PT 0019 AIG
0008 0410
Empresa de reabastecimento de
consumíveis de impressão e co-
mércio de consumíveis informá-
ticos. Loja bem localizada na
cidade de Setúbal. Preço pedido:
120.000 J. Ref. PT 0019 JPV
0002 1209
Empresa com reputação de quali-
dade e performance no mercado
no fornecimento de soluções áudio
e vídeo e/ou Instalações numa
zona prime de Lisboa. Ref. PT
0009 JCL 0063 0510
Parafarmácia com vendas em loja
com localização privilegiada e em
plataforma de comércio electróni-
co. Site de referência na internet
comercializando produtos de pa-
rafarmácia e de ajudas técnicas.
Preço 260.000 J.Ref. PT 0019
JPV 0001 1109
Consultoria Financeira, com loja
adjacente incluída, onde se pode
desenvolver outro negócio (80
m2 de montras). Centro de Lis-
boa em local de muita passagem.
Preço 45.000J. Ref. PT 0019
JPV 0003 0110
Empresa de produção e distribui-
ção de aparelhos purifcadores de
água através de ozono e UV, com
know-how único no país. Stock
incluído no valor de 250.000J.
Preço pedido: 500.000J. Ref. PT
0019 MMP 0003 0709
Restaurante Marisqueira em zona
privilegiada na Baixa de Lisboa,
possibilidades de utilização do
espaço para outras actividades.
Preço sob pedido.Ref. PT 0023
FTE 0001 0109
LISbOA E VALE DO TEjO
Fabrico, instalação e manutenção de
produtos metálicos para construção
civil e obras públicas. Empresa in-
dustrial especializada no fabrico de
artigos em aço e inox, para múltiplas
fnalidades. Com gabinete de design
e soluções tipo “chave na mão” para
projectos de construção civil habita-
cional, industrial, comercial e servi-
ços. Preço pedido: 500.000 J. Ref.
PT 0014 VFE 0032
Casa de repouso. Capacidade 23 hós-
pedes. Instalações próprias com pro-
jecto aprovado para ampliação. Preço
pedido: 1.200.000J. Ref. PT 0014
VFE 0031 1108
Indústria de Moldes e Protótipos Para
Plásticos. Empresa industrial do
sector dos moldes para componen-
tes em plásticos. Preço pedido: J
3.000.000. Ref. PT 0014 VFE 0012
0907
Indústria e comércio de carnes e seus
derivados - centro de abate equipado
com a mais moderna tecnologia. Ref.
PT 0024 MLE 0002 0110
Discoteca e restaurante. Preço sob
Pedido. Ref. PT 0016 FMV 0019
0310
Indústria Alimentar - panifcação, pas-
telaria e congelados com 8 padarias/
pastelarias em Centros Comerciais.
Ref. PT 0024 MLE 0007 0410
Indústria de Lacticínios e Derivados
- unidade industrial equipada com
a mais moderna tecnologia. Ref. PT
0024 MLE 0008 0410
Jornal especializado em sector de ac-
tividade, com periodicidade mensal.
Ref. PT 0016 FMV 0020 0410
Clínica de Medicina Dentária em ca-
pital de distrito com localizaçao pri-
vilegiada. Ref. PT 0024 MLE 0006
0310
Comércio e Distribuição de produtos
alimentares (lácteos, chocolates,
charcutaria, padaria/pastelaria). Con-
tratos de exclusividade geográfca
com fornecedores. Imóvel de 1500
m2 em zona Industrial. Facturação
anual de 1.000.000 J. Distrito de
Aveiro. Ref. PT 0004 MCA 0059
0209
Empresa de Alumínios. Preço sob pe-
dido. Ref. PT 0014 VFE 0043 1009
Hotel Frente Mar – Luxo – Turismo e
Negócios J 7.000.000,00. Ref. PT
0014 FS 0001 0609
Residência para Seniores, segmento
médio/alto, no centro do país, com
41 camas. Instalações de muito boa
qualidade. Alvará da Segurança So-
cial. Ref. PT 0009 JCL 0057 0210
Empresa de serviços especializados
e inovadores de valorização pessoal
e corporativa. 750.000 J. Ref. PT
0014 VFE 0039 0309
Fabrico e Manutenção de Máquinas e
Equipamentos Industriais. Preço sob
Pedido. Ref. PT 0016 FMV 0016
1009
Perfurações, Sondagens e Estudos Ge-
otécnicos Preço sob pedido. Ref. PT
0016 FMV 0012 1008
Indústria de Ferragens. Fabricação
de fechaduras, Dobradiças e Outras
Ferragens. Ref. PT 0016 FMV 0003
0108
Amostragens e tecnologias do ambien-
te. Preço sob pedido. Ref. PT 0016
FMV 0015 0509
Empresa do sector Metalomecânico,
com experiência em Construções Me-
tálicas. Executa obras ao nível Na-
cional, facilitando ao Cliente um tra-
balho completo, que engloba desde
o projecto a respectiva obra. Preço
pedido: 4.000.000,00 EUR Ref. PT
0014 VFE 0046 0210
Empresa de produção de Moldes e
protótipos para injecção de Matérias
Plásticas, através de Alumínio.Ref.
PT 0014 FSI 0002 0210
CENTRO
sexta-feira, 4 Junho de 2010
COMéRCIO ExTERNO 24
LITORAL NORTE
Indústria e comércio de produtos à base de carne. Licença de
Exploração Industrial destinada à actividade de fumados,
curados, cozidos e entreposto frigorífco anexo de produtos
embalados. Ref. PT 0004 MCA 0056 0908
AçORES
Projecto de loteamento Turístico: hotel 5 estrelas moradias tu-
rísticas. Preço 5.000.000 euros. Ref. PT 0025 MBT 0002
0510
NACIONAL
Centro hípico em funcionamento, com projecto imobiliário de
luxo integrado, perto campo golfe.Ref. PT 0025 HFE 0013
0310
MADEIRA
Aparthotel 24 quartos 4 estrelas, com a vertente lar 3ª idade:
valor 2.000.000 euros. Ref. PT 0025 MBT 0003 0510
Vende-se apart-hotel 4 estrelas junto ao mar. Preço sob pedi-
do. Ref. PT 0025 HFE 0007 1209
Agência de viagens na ilha da Madeira. Preço sob pedido. Ref.
PT 0025 HFE 0008 0110
Central de betão e britagem e prefabricados de materiais de
construção civil. Preço sob pedido. Ref. PT 0025 HFE 0012
0310
Empresa com edifício central totalmente arrendado e empresa
que comercializa electrodomésticos produtos de higiene. Pre-
ço sob Pedido. Ref. PT 0025 HFE 0014 0410
Estas foram as principais conclusões do
Almoço-Conferência promovido pela “Vida
Imobiliária”, que decorreu no Porto.
Segundo Francisco Rocha Antunes, Di-
rector Geral da John Neild & Associados
e Chairman da ULI Portugal, há aspectos
neste mercado que mudaram com a crise
económica, mas neste momento é preciso
encontrarmos formas criativas de repro-
moção de alguns activos que estão des-
valorizados, de renovar/reutilizar espaços
existentes, de reabilitar, de utilizar as redes
e os recursos partilhados, de identifcar no-
vos tipo de produtos no nosso mercado, já
testados noutros, sempre tendo em conta
a premissa de que “o consumidor é quem
manda”.
Por seu turno, Carlos Martins, Director
de Projecto de Guimarães 2012 e Con-
sultor na área de Indústrias Criativas, re-
forçou a ideia de que o futuro passa pela
“regeneração dos espaços urbanos, incor-
porando a criatividade” e por “um novo
reposicionamento das cidades face a sua
apresentação”.
Carlos Martins disse ainda que uma for-
ma de criatividade passa pela alteração da
função de espaços, dando como exemplo
o LX Factory e a Fábrica Leonesa. Além
disso, segundo o mesmo responsável, “não
estamos a valorizar certos factores que te-
mos. Temos cidades de mar e não de rio,
temos espaços mais baratos que na restan-
te Europa, mais centralidade, bom clima,
mais segurança. Temos de encontrar novos
espaços de diferenciação”.
Diferenciação, repromoção
e criatividade
Existem muitos aspectos que se altera-
ram no imobiliário com a crise fnancei-
ra. Francisco Rocha Antunes apontou o
crédito fácil e generalizado, a compra de
casa como único acesso à habitação (“as
pessoas vão arrendar mais, isso reconfgura
o imobiliário”), fnanciamento dos projec-
tos mais exigente, inexistência de expansão
urbana, contracção violenta do mercado e
regresso à emigração, à procura de novos
negócios, como os factores de mudança do
imobiliário.
A criatividade é chave para resolver al-
guns dos problemas, nomeadamente ao
nível dos players de mercado, que sendo
os mesmos, é preciso cativa-los de forma
criativa, assim como os activos desvalori-
zados que podem ser repromovidos com
criatividade de modo a colocá-los de novo
no mercado. “São precisos novos negócios
e sermos criativos”.
Apesar de existirem aspectos que nunca
mudam, tais como os actores que actu-
am no mercado, o ciclo do investimento
imobiliário, o acto físico do imobiliário,
as diferentes fases do mercado e a máxima
de que “os consumidores são quem man-
dam”, é preciso termos uma nova atitude
e “perceber em que fase estamos”. No en-
tanto, o Director-Geral da John Neild &
Associados e Chairman da ULI Portugal
alerta para um aspecto importante: “se a
criatividade nos pede aumento das rendas,
cuidado. Os consumidores estão pobres. É
preciso sermos criativos e pensar no que se
pode pagar”. O mesmo responsável acres-
centa que temos de “procurar novos negó-
cios com rendimento e saber combinar o
novo com o velho”. Aplicar novas formas
de negócio, ir buscar a gestão de outras in-
dústrias, aprender com as crises anteriores,
propor novas formas de produtos imobiliá-
rios e reutilizar espaços existentes, são algu-
mas soluções que este responsável propõe.
Imobiliário
Futuro do imobiliário passa pela criatividade
sexta-feira, 4 Junho de 2010
25
Lisbon Prime index
Mais uma vez, e como aconteceu em 2009, o
stock de escritórios de Lisboa está prestes a au-
mentar em 70 000 m2 até fnal de 2010. Apesar
da crise fnanceira, das novas medidas de austeri-
dade anunciadas pelo Governo para a Economia
Portuguesa o parque de escritórios só em 2010 irá
aumentar em 93 400 m2, pois no primeiro tri-
mestre de 2010 já foram colocadas 29 015 m2,
referentes aos edifícios do Lagoas Park, Pavilhão
Virtual, no Parque das Nações e torre Sul das Na-
tura Towers. O Parque das Nações que já dispõe de
uma vacancy rate na ordem dos 23%, está prestes a
aumentar o stock em mais 41 325 m2 em 2010, o
que representa 59% do total lançado no mercado.
Edifícios como Atlantis, Explorer e Espace vão ser
já colocados no segundo trimestre de 2010 com
uma área total de 21.425m2. A zona 3 (Eixo da
2ª circular ao Campo Grande, incluindo Praça de
Espanha / José Malhoa) até ao fnal de 2010 vai
aumentar em 13 600 m2, com edifícios como o
Bloom, Alto dos Moinhos e Edifício Sede da Co-
fna que vai ampliar a oferta disponível para esta
zona. O Corredor Oeste que já colocou o Lagoas
Park no primeiro trimestre de 2010, vai alargar a
sua oferta com o Mirafores Premium, que tem
8060 m2, em área de escritórios.
70 000 m2 em “pipeline” até ao fnal de 2010
Proibida
a reprodução
do
LISBON
PRIME INDEX
O futuro do mercado imobiliário deverá passar por novas formas
de ocupar o espaço, na renovação, reabilitação, na repromoção de
projectos existentes, na redescoberta de novas ideias e conceitos e
na relação entre economia, cultura e território urbano.
Crise
trouxe alterações ao mercado
imobiliário
Renovação
e reabilitação, na repromoção
de projectos existentes
“É preciso encontrarmos formas criativas de repromoção de alguns activos que estão desvalorizados”, considera
Rocha Antunes.
A
Inter Chalet esco-
lheu Portugal como
novo mercado-cha-
ve entre os 16 mercados eu-
ropeus em que opera. Esta
empresa alemã, que preten-
de triplicar a oferta de casas
de férias até 2015, reforçou
a sua equipa no nosso país
e quer crescer 20% já em
2010.
Com uma oferta de 24
mil casas, a empresa ale-
mã Inter Chalet é o maior
operador turístico da Eu-
ropa no segmento de casas
de férias, movimentando
um total de um milhão de
turistas por ano. Em Por-
tugal conta actualmente
com 138 casas, mas pre-
tende crescer para 500 até
2015. “Escolhemos Portu-
gal como mercado-chave
porque vimos aqui muito
potencial. Notámos uma
procura crescente da parte
dos nossos clientes, sobre-
tudo dos alemães, austría-
cos e suíços”, explica Kle-
mens Thoma, o director
comercial da Inter Chalet.
“De momento a relação
procura–oferta é de três
para um. E para podermos
satisfazer este interesse dos
turistas alemães em Por-
tugal, procuramos agora
parceiros portugueses que
queiram oferecer a sua casa
de férias através de nós”,
informa o responsável. Em
2009, a Inter Chalet con-
seguiu aumentar o volume
de negócios em 8% no
mercado português. Para
2010 formulou um objec-
tivo ainda mais ambicioso
que é um crescimento em
20%.
No entanto, investir em
Portugal não é uma ideia
recente. “Operamos em
Portugal há cinco anos e
já temos estrutura que há
pouco tempo reforçámos
com respeito ao nosso ob-
jectivo”.
VIRGÍLIO FERREIRA
virgilio@vidaeconomica.pt
O
grupo HN vai lançar até ao
próximo mês de Julho o edi-
fício de escritórios Bessa Lei-
te Offces, que disponibiliza mais de
5500 m² de Área Bruta Locável (ABL)
para arrendamento, onde investiu 8
milhões de euros. Este edifício é com-
posto por dois blocos, um dos quais
com 4462 m² de ABL distribuída por
3 pisos e o outro com 1096 m² de
ABL com 2 pisos, sendo servidos por
dois pisos de estacionamento. Para
arrendamento existem áreas a partir
de 110 m², existindo também a pos-
sibilidade de os blocos se interligarem
para serem ocupados por uma única
empresa. O projecto de arquitectura
esteve a cargo de Mário Sua Kay.
“Depois do sucesso alcançado em
edifícios como o o’Porto Bessa Leite
Complex e Arrábida Lake Towers, o
grupo HN pretende consolidar a sua
posição como um dos líderes do mer-
cado de escritórios do Norte do país,
oferecendo como vantagens compe-
titivas a fexibilidade em termos de
áreas, assim como o ft-out de interio-
res”, destaca o administrador do gru-
po HN, Rajiv Kanabar. Refra-se que
o edifício está situado bem próximo
do o’Porto Bessa Leite Complex, que
alia a vertente de habitação a uma tor-
re escritórios.
A
aquisição de um jazigo
segue tramitação bastan-
te diferente da que se en-
contra prevista para os demais
imóveis, dado que não se trata
propriamente de um direito de
propriedade ou fgura parcelar
do mesmo, mas sim de uma con-
cessão de terreno que, por via de
regra, é da Junta de Freguesia ou
do município, é um terreno pú-
blico.
Pelo exposto e se o leitor está
efectivamente interessado na
aquisição de um jazigo, deverá,
em primeiro lugar, contactar a
junta de freguesia onde o cemi-
tério em questão se localiza e aí
verifcar se a pessoa que está inte-
ressada em transmitir o seu direi-
to, se encontra devidamente aver-
bada como titular do mesmo.
Para uma maior segurança, o
leitor deverá consultar o regula-
mento do cemitério em questão
para verifcar em que termos a
transmissão onerosa da concessão
poderá ser efectuada.
Em principio, desde já se
adianta que as transmissões por
morte a favor de qualquer mem-
bro da família do instituidor são
livremente admitidas, mas dis-
tintamente, as transmissões en-
tre vivos habitualmente carecem
de autorização do presidente da
câmara ou da junta de freguesia,
conforme se trate, respectivamen-
te, de cemitério do município ou
da paróquia.
Pelo exposto, se recomenda
que só depois de verifcar que o
jazigo está averbado em nome do
transmitente e de verifcar que é
possível obter autorização para a
transmissão do mesmo por acto
entre vivos é que o leitor deverá
efectuar qualquer pagamento, ou,
se este for feito, deverá acautelar
a possibilidade de efectivo reem-
bolso das quantias já pagas.
No que respeita à liquidação de
impostos, efectivamente, na vi-
gência do Código da Sisa, as con-
cessões de terrenos para sepultu-
ras e ou a construção de jazigos,
bem como as transmissões destes
estavam expressamente sujeita a
este imposto, mas tal não aconte-
ce no Código do IMT, que mais
não é do que o actualmente cor-
respondente Imposto Municipal
sobre as Transmissões Onerosas
de Imóveis, pelo que o leitor não
terá que liquidar este imposto.
Não obstante não ter que pagar
imposto, o leitor terá que pagar
a taxa de averbamento de con-
cessão, e, no caso de transmissão
da concessões de jazigo entre vi-
vos, como é o caso, terá que li-
quidar 50% do valor da taxa de
concessão, cujo montante, habi-
tualmente na ordem de alguns
milhares de euros, dependerá da
área do jazigo.
Inter Chalet investe em Portugal
HN investe oito milhões no Bessa Leite Offces
Worx e JLL comercializam
armazém no Prior Velho
Legal & Imobiliário
O
Grupo Imobiliário
Fozpalace e o Deust-
she Bank estabelece-
ram uma parceria inovadora
que disponibiliza condições
especiais de acesso ao crédito
habitação, a todos os que quei-
ram adquirir um apartamento
num dos empreendimentos
que o grupo imobiliário tem
em comercialização.
Esta parceria consiste
numa linha de crédito à ha-
bitação que apresenta con-
dições únicas no mercado.
Os interessados benefciam
de isenção de custos na
avaliação do processo, bem
como das despesas ineren-
tes. Apesar de o spread exi-
gido pelos bancos não parar
de aumentar, poderá, atra-
vés desta parceria, benefciar
de um spread a partir dos
0,5%, dependendo da rela-
ção fnanciamento/garantia.
Por outro lado, o prazo de
pagamento do crédito pode
estender-se por 40 anos, o
que permite uma suavização
suplementar da sua presta-
ção mensal. A título indica-
tivo, com a nova parceria é
possível adquirir um apar-
tamento em qualquer um
dos empreendimentos de
excelência do Fozpalace por
apenas 224 euros/mês.
Fozpalace e Deutsche Bank
frmam parceria
A
Jones Lang LaSalle e
a Worx foram instru-
ídas para comerciali-
zar em regime de co-exclu-
sividade o Armazém Quinta
da Francelha, localizado no
Prior Velho e propriedade
da Refundos. Localizado
na Av. Severiano Falcão,
freguesia do Prior Velho,
este espaço é composto
por um terreno com cerca
de 6000 m² de área bru-
ta, parcialmente ocupado
por um edifício de 2 pisos
com 3000 m² de área bruta
cada, usufruindo ainda de
um monta-cargas. O Arma-
zém Quinta da Francelha
possui ainda bons acessos
rodoviários, com ligação
próxima da intersecção da
auto-estrada do Norte A1
com o acesso à Ponte Vasco
da Gama e à CRIL, IC17 e
localiza-se a menos de 5 mi-
nutos do Aeroporto da Por-
tela. Na opinião de Pedro
Salema Garção, Responsá-
vel pelo Departamento de
Agência da Worx, “o Ar-
mazém Quinta da France-
lha apresenta-se como um
espaço com uma localiza-
ção privilegiada, usufruin-
do, consequentemente, de
uma excelente visibilidade
corporativa, ideal para uma
empresa que pretenda um
armazém com área de escri-
tórios e, eventualmente, de
showroom”.
MARIA DOS ANJOS
GUERRA
Advogada
marianjosguerra-3012p@adv.oa.pt
Na vigência do Código da sisa,
as concessões de terrenos para
sepulturas e ou a construção
de jazigos, bem como as
transmissões destes estavam
expressamente sujeita a este
imposto, mas tal não acontece
no Código do IMT
Jazigos
Transmissão onerosa
“De momento
a relação
procura-oferta
é de três
para um”
«Estava a pensar comprar um jazigo/capela numa localida-
de onde reside a maior parte da minha família e já encon-
trei uma pessoa interessada em vender um jazigo deste tipo
que não chegou a ser utilizado depois de construído.
Por este motivo e porque receio que a compra de um jazi-
go é capaz de ser diferente da compra de outro qualquer
imóvel, gostaria de saber o que devo fazer para tratar do
assunto e, designadamente, se pagarei algum imposto, pois
alguém já me disse que quando comprou um jazigo teve
que pagar Sisa.»
sexta-feira, 4 Junho de 2010
IMOBILIÁRIO 26
PUB
Vida Económica - Quais são
os seus maiores desafos para o
novo mandato, para o qual aca-
bou de ser eleito?
César Bessa Monteiro - Os de-
safos que se colocam à direcção ora
eleita estão em consonância com
os objectivos prosseguidos pela as-
sociação, ou seja, a defesa dos inte-
resses profssionais dos seus mem-
bros e, igualmente a contribuição
para o estudo e aperfeiçoamento
da Propriedade Industrial.
Pertence à ACPI a esmagadora
maioria dos profssionais da área
da Propriedade Industrial e, sem
dúvida, os profssionais mais qua-
lifcados e reconhecidos a nível
nacional e internacional. Tal as-
pecto não é tido frequentemente
em conta e sentimos muitas vezes
que o papel dos profssionais é
desvalorizado. Ora, mais ninguém
além deles está habilitado a dar um
aconselhamento técnico e profs-
sional adequado. Tem de haver a
consciência de que os agentes of-
ciais e consultores têm um papel
defnitivamente insubstituível por
só eles estarem aptos a recomendar
aos interessados as soluções mais
seguras e adequadas à defesa dos
seus direitos. Acresce que a ACPI
deve contribuir para o estudo e
aperfeiçoamento das matérias re-
lativas à Propriedade Industrial e
não são menores os desafos que
neste campo se colocam. Consta-
ta-se que frequentemente se decide
sem haver a preocupação de ouvir
quem diariamente lidera com as si-
tuações a que a Lei se aplica. Ora,
as soluções legais não podem resul-
tar de um directório restrito de ilu-
minados. Se assim acontecer, pode
legislar-se depressa e abundante-
mente mas há-de legislar-se mal.
Um quadro legal efcaz e adequado
à realidade tem de resultar da con-
tribuição colectiva dos vários inte-
ressados, pois só assim teremos le-
gislação adequada e não uma obra
de fcção. Ora, a ACPI, e este não
é um desafo menor, irá continuar
a bater-se para que as suas suges-
tões sejam, pelo menos, tidas em
consideração por quem governa e
decide.

VE - Considera que a criação
dos novos tribunais especiali-
zados, vai permitir a resolução
mais rápida e efciente dos con-
fitos relacionados com a viola-
ção da propriedade intelectual e
industrial?
CBM - A Lei 52/2008, que
criou pela primeira vez em Portu-
gal os Juízos de Propriedade Inte-
lectual e a aprovação pelo Governo
de um projecto de lei instalando
tal Tribunal poderão constituir um
princípio de solução, desde que se
tenha o máximo cuidado na orga-
nização e funcionamento do Tri-
bunal. É de evitar a situação exis-
tente nos Tribunais do Comércio,
que se transformaram num caldei-
rão onde são depositadas matérias
de natureza diversa e que, natural-
mente não podem funcionar, não
obstante o esforço e dedicação dos
magistrados e funcionários que lá
trabalham.

VE - Que balanço faz das ten-
tativas de resolver os confitos re-
lacionados com a propriedade in-
telectual através da arbitragem?
No caso de ser negativo, o que
falhou no seu ponto de vista?
CBM - A Propriedade Intelec-
tual é uma área em que, em prin-
cípio, o uso da arbitragem é ade-
quado. Será problemático tal uso
nos litígios sobre a validade dos
direitos, mas a arbitragem é um
meio por excelência para a resolu-
ção de confitos onde se discutem
questões muito especializadas. É
evidente que os interessados só
recorrerão à arbitragem se lhes for
proporcionado um quadro legal
fável e, igualmente, Centros de
Arbitragem com prestígio. Infe-
lizmente tal nem sempre se tem
verifcado, o que justifca, a par da
falta de tradição no uso da arbitra-
gem, o quase inexistente recurso à
mesma para se dirimirem questões
surgidas nesta área.
Marta araújo
martaaraujo@vidaeconomica.pt
César Bessa Monteiro, presidente da Associação Portuguesa dos Consultores em Propriedade Industrial, afrma
“As soluções legais não podem resultar
de um directório restrito de iluminados”
sexta-feira, 4 Junho de 2010
27 associativismo
César Bessa Monteiro, realça que em Portugal “decide-se sem haver a preocupação de
ouvir quem diariamente lidera com as situações a que a lei se aplica”.

“Um quadro legal efcaz e adequado à realidade tem de resultar da contribuição
colectiva dos vários interessados, pois só assim teremos legislação adequada e
não uma obra de fcção”. A afrmação é de César Bessa Monteiro, presidente da
Associação Portuguesa dos Consultores em Propriedade Industrial.
Vida Económica - Quer referir alguns
marcos relevantes do historial da em-
presa?
Pedro Fraga – Para além das profundas
reestruturações internas que deixam sempre
marcas na empresa e na sua performance,
gostaria de salientar desde já a recente obten-
ção da certifcação em Sistema de Gestão da
Investigação, Desenvolvimento e Inovação
(IDI), certifcação esta a que é detida por
menos de 50 empresas em Portugal. Trata-se
com efeito duma certifcação bastante exi-
gente que implica uma sólida maturação dos
processos e não apenas uma maturidade dos
produtos.
Também não posso deixar de referir que
constituem marcos o facto da F3M ser já
uma das 1500 maiores empresas europeias
do sector tecnológico bem como o facto de
ter integrado, pelo segundo ano consecuti-
vo, a lista de “The Top 500 ISV “na Europa
(Independent Software Vendor). De realçar
que nesta lista estão representadas empresas
especializadas em desenvolvimento e comer-
cialização de software estandardizado ou para
nichos de mercado, sendo que Portugal ape-
nas apresenta seis empresas nesta lista.
VE – Quais os principais indicadores
actuais da actividade da empresa?
PF – Em 2009 o volume de negócios cres-
ceu 10% e atingiu os 5,8 milhões de euros.
2009 foi um ano de crise global e é óbvio que
não crescemos tanto como esperávamos e de-
sejávamos, mas crescemos.
Quanto ao volume de emprego, refro que
o número total de trabalhadores no fnal de
2009 era de 115, mas, actualmente, estamos
numa nova fase de grande – e exigente – re-
crutamento. 70% dos nossos colaboradores
são possuidores de graus de licenciatura, pós-
-graduações e mesmo de mestrados. O nosso
principal alfobre de recrutamento tem sido a
Universidade do Minho.
VE – E no que se refere à actividade
exportadora?
PF – Fundamentalmente, a nossa interven-
ção externa centra-se para já nos mercados de
Angola, Moçambique, Alemanha, França e
Espanha. Mas vamos intensifcar o esforço
neste domínio. Em 2009, o peso das exporta-
ções no volume de negócios já foi de 6%, mas
para 2010 assumimos o desafo dos 18%.
VE – Mas a empresa dá especial ênfa-
se ao mercado angolano?
PF - É um facto, já que 95% da nossa pro-
dução para o exterior dirige-se para o merca-
do angolano, e dentro deste para a área dos
empreendimentos imobiliários.
Dispomos, com efeito, dum produto espe-
cifco para esta área, o qual é muito utilizado
por grupos económicos de Portugal e Ango-
la.
VE – De uma forma mais aprofunda-
da, qual é a oferta da F3M?
PF - Desde sempre a F3M “nichizou” a sua
oferta. De facto, não somos um produtor de
software generalista. E apostamos na inova-
ção e desenvolvimento com um investimento
que só em 2009 rondou os 800 mil euros.
Como já atrás referi, operamos em quatro
áreas chave que são o “core” da nossa activi-
dade.
Em primeiro lugar, a área da economia so-
cial (solidariedade) onde trabalhamos com
IPSS, Misericórdias, Caritas e diversas mu-
tualistas. Detemos neste segmento uma in-
vulgar quota de mercado da ordem dos 50%,
pelo que aqui somos inequivocamente um
player determinante. Com efeito, trabalha-
mos com mais de 2000 entidades ligadas a
este sector e devo referir que, no conjunto da
nossa carteira global de negócios, esta área re-
presenta também 50%. O produto que ofere-
cemos para esta área é uma solução integrada,
solução esta que abarca toda a componente
administrativa e fnanceira (que é muito es-
pecífca) e toda a área de gestão dos clientes,
focando a nossa atenção em domínios com
potencial de crescimento, tais como o apoio
domiciliário a idosos, o apoio às crianças e
também a área da saúde, designadamente os
apoios continuados.
A segunda grande área de negócio, é o sec-
tor das ópticas (retalho). Hoje em Portugal,
existem 2100 ópticas/ pontos de venda e a
F3M trabalha já com mais de 700, o que
equivale a uma quota de mercado de 35%.
Mas queremos em 2010 atingir a quota dos
40%, ou seja, trabalhar com 800 ópticas.
Trata-se também dum sector com potencial
de crescimento em países mais desenvolvidos
onde já estão consolidadas as preocupações
com a saúde visual, e que em Portugal apre-
senta unidades empresariais de referência.
Para este sector fornecemos uma solução in-
tegrada que cobre a parte clínica (testes, opto-
metria, etc) e depois toda a parte da gestão do
negócio. Temos vindo também a apostar numa
solução via WEB de uma óptica on line “.
VE – Feitas as contas, estas duas pri-
meiras áreas de negócio – economia so-
cial e ópticas – representam em conjun-
to cerca de 80% do vosso negócio?
PF – Sim, é um facto. Mas falta ainda abor-
dar as duas restantes áreas chave que para nós
são também fundamentais, ainda que com
menor peso relativo.
Em primeiro lugar, a área empresarial
abrange maioritariamente os nossos projec-
tos “one to one” (projectos à medida), que
sempre permaneceram estrategicamente nos
nossos objectivos, em regra com intervenção
em empresas de grande dimensão e do sector
público.
Dentro desta área, releva cada vez mais a
subárea dos empreendimentos imobiliários,
a que já atrás referi de passagem, designada-
mente a intervenção em Portugal e Angola.
Aqui a solução tecnológica está focada na
gestão e promoção ao nível das direcções
administrativas, fnanceiras e comerciais de
grandes empresas imobiliárias.
VE – Finalmente a área da indústria
têxtil, pelas circunstâncias em que vive
o sector, não é uma área tendencial-
mente a desaparecer?
PF – Basicamente, nós somos produtores
de software direccionado para a gestão da
produção e para os acréscimos de produtivi-
dade nas áreas da confecção e tecelagem, sen-
do que o volume de negócios desta área re-
presenta actualmente cerca de 11% do total,
posicionamento este que queremos manter
junto de clientes com dimensão competitiva.
Claro que nos interessam apenas os projectos
de qualidade – que os há – numa área onde
algumas empresas vêm deixando de ser viá-
veis.
AlbAno DE MElo
Pedro Fraga, CEO da empresa, revela um facto invulgar
F3M tem quota de 50%
no sector da economia social
AEP promove
vinhos e produtos
portugueses
em Moscovo
A AEP - Associação Empresarial de
Portugal promoveu esta semana em
Moscovo, na Rússia, uma acção de
promoção de vinhos e produtos ali-
mentares portugueses.
Esta acção de internacionalização
contou com a participação de 29 em-
presas nacionais e do chefe de cozinha
José Avillez. O objectivo foi contactar
com a moderna distribuição russa e di-
vulgar a cultura vínica e gastronómica
portuguesa num mercado receptivo a
produtos de qualidade.
Com apoio da APCOR
Cortiça na Feira
de Londres
A cortiça esteve presente, de 18 a dia
20 de Maio, na 30ª edição da London
International Wine Fair (LIWF), a
maior montra de vinhos que decorreu
em Londres, capital dum país que de
facto infuencia as tendências do mer-
cado vinícola mundial.
Segundo informações da APCOR
– Associação Portuguesa da Cortiça –,
foi realizado um estudo a 100 marcas
de vinho e respectivas vendas, sendo
que os vinhos vedados com cortiça
mostraram um aumento de 11,2 por
cento nas vendas, no último ano, e os
que se encontram vedados com ou-
tros vedantes tiveram um declínio de
1,3%.
No primeiro dia da feira, a presença
da cortiça foi assegurada num impor-
tante debate promovido pela revista
Drinks Business no qual foi focada a
importância da embalagem e das de-
cisões de marketing sobre a escolha do
vedante. Na mesa-redonda, estiveram
representantes do retalho, de empresas
vinícolas e da indústria de vedantes,
a que se juntou Carlos de Jesus em
representação da nossa campanha In-
terCork – Promoção Internacional da
Cortiça.
sexta-feira, 4 Junho de 2010
associativismo 28
“É muito relevante a importância do mercado angolano nas nossas exportações” , afrma Pedro Fraga
Fundada em 1987 por quatro jovens licenciados
em Engenharia de Sistemas e Informática, onde se
inclui Pedro Fraga, actual CEO, a F3M – Infor-
mation Systems assumiu desde sempre como seu
objectivo central a produção e comercialização
de software específco para mercados sectoriais,
ou seja, uma clara especialização. Hoje, já sob a
forma duma sociedade anónima com três accio-
nistas – dois dos quais fundadores –, a empresa
é líder inequívoco do sector da economia social
com uma quota de mercado superior a 50% e
está empenhada num esforço crescente de inova-
ção e de internacionalização dos mercados, onde
releva o mercado angolano.
Autor
email
Vinhos:
• Symington
• Adega Cooperativa Cantanhede
• Enoforum
• Quinta do Zimbro
• Murganheira
• Falua
• Vallegre
• Carmim
• Caves Vidigal
• Dona Maria Vinhos
• Pernod Ricard Portugal/Macieira
• Caves Messias
• Dão Sul
• Aliança Vinhos de Portugal
• Campolargo
• José Maria da Fonseca

Área alimentar:
• Paranhocarnes
• Galapa- enchidos
• Minho Fumeiro
• Mendes Gonçalves
• Azeite Gallo
• Quinta de Jugais
• Panicongelados
• Saludães
• Santa Catarina Conserveira
• Imperial
• Lactovil
• Flor de Cardo
• Vieira de Castro
EmprEsas
participantEs
na portugal markEt
WEEk – moscovo 2010
MAIO
Até ao dia 31
• IRC - Imposto sobre o rendimento das
pessoas colectivas
Entrega da declaração periódica de ren-
dimentos Modelo 22, por transmissão
electrónica de dados, pelas entidades
sujeitas a IRC cujo período de tributação
seja coincidente com o ano civil e paga-
mento do correspondente imposto.
• IRS - Imposto sobre o rendimento das
pessoas singulares
Entrega da declaração Modelo 18 pelas
Entidades emitentes de vales de refeição.

• IUC - Imposto Único de Circulação
Liquidação e pagamento do Imposto
Único de Circulação - IUC, relativo aos
veículos cujo aniversário da matricula
ocorra no presente mês

• IVA - Imposto sobre o valor acrescen-
tado
Entrega do pedido de restituição IVA pe-
los sujeitos passivos cujo imposto supor-
tado, no ano civil anterior ou no próprio
ano, noutro Estado Membro ou país ter-
ceiro, quando o montante a reembolsar
for superior a J 400 e respeitante a um
período de três meses consecutivos ou,
se período inferior, desde que termine
em 31 de Dezembro e valor não seja in-
ferior a J 50.
JUNHO
Até ao dia 10
• IVA - Imposto sobre o valor acrescen-
tado
- Periodicidade Mensal – Envio obrigató-
rio, via Internet, da declaração periódica
relativa às operações realizadas no mês
de Abril. O pagamento pode ser efec-
tuado através das caixas automáticas
Multibanco, nas Tesourarias de Finanças
informatizadas e nos balcões dos CTT. O
pagamento pode ainda ser efectuado via
Internet. Conjuntamente com a declara-
ção periódica, deve ser enviado o Anexo
Recapitulativo, referente às transmissões
intracomunitárias isentas, efectuadas no
mês de Abril.
Até ao dia 20
• IRS - Imposto sobre o rendimento das
pessoas singulares
- Entrega das importâncias retidas, no
mês anterior, para efeitos de Imposto
sobre o Rendimento das Pessoas Singu-
lares (IRS)
• IRC - Imposto sobre o rendimento das
pessoas colectivas
- Entrega das importâncias retidas, no
mês anterior, para efeitos de Imposto
sobre o Rendimento das Pessoas Colec-
tivas
• Imposto do Selo
- Entrega das importâncias retidas, no
mês anterior, para efeitos de Imposto do
Selo.
A empresa «M», S.A., de quem sou
TOC, detém uma participação a 100%
em «F», Lda.. Por saída do outro só-
cio. Ambas têm sede na Região Autó-
noma dos Açores. «F» vem acusando
prejuízos crónicos há 5 anos. Durante
2008, «M» efectuou empréstimos (su-
primentos para fazer face a problemas
de tesouraria) a «F». Não houve débito
de juros e não efectuei quaisquer ajus-
tamentos na declaração modelo 22 de
«M». O meu procedimento é o que tra-
go à apreciação dos Colegas, uma vez
que chegou ao meu conhecimento que
a DGCI anda a efectuar correcções em
situações análogas. Primeiro: – Tive em
conta que o ponto 8. do art.º 58.º do
CIRC só obriga a efectuar correcções
no caso de operações com entidades
não residentes, o que não é o caso;
Segundo: – Tive em conta que o ponto
11. do mesmo artigo obriga a DGCI a
efectuar a correcção, sendo caso disso,
em ambas as entidades: participante e
participada. Assim, se a DGCI corrigir o
lucro tributável de «M», aumentando-o,
terá que, consequentemente, aumentar
o prejuízo para efeitos fscais de «F», o
que torna, pelo menos em princípio, a
operação inócua para a Fazenda Nacio-
nal. Digo «pelo menos em princípio»
em face dos prejuízos crónicos de «F».
Pergunto: Há pertinência para uma
eventual correcção por parte da DGCI?
Se sim, com que fundamento? Haven-
do rectifcação, há lugar a coima? Está-
se perante alguma inexactidão, evasão
ou fraude fscal? A eventual correcção
pela DGCI é susceptível de reclamação
ou impugnação? Se sim, com que fun-
damento?
Resposta do Assessor Fiscal:
O artigo 58.º do Código do IRC estabe-
lece que nas operações comerciais e
nas operações fnanceiras efectuadas
entre um sujeito passivo e qualquer
outra entidade, sujeita ou não a IRC,
com a qual esteja em situação de rela-
ções especiais devem ser contratados,
aceites e praticados termos ou condi-
ções substancialmente idênticos aos
que normalmente seriam contratados,
aceites e praticados entre entidades
independentes em operações compa-
ráveis. Sempre que esta regra não seja
cumprida relativamente a operações
efectuadas com entidades não residen-
tes, o sujeito passivo deve efectuar, na
Declaração Modelo 22, as necessárias
correcções positivas na determinação
do lucro tributável, pelo montante cor-
respondente aos efeitos fscais impu-
táveis a essa inobservância (cf. nºs 8 e
9 do artigo 58.º). Nos casos em que o
sujeito passivo de IRC tenha relações
especiais com outro sujeito passivo de
IRC ou do IRS, cabe à DGCI (e não
ao sujeito passivo) efectuar as correc-
ções necessárias para a determinação
do lucro tributável por virtude dessas
relações especiais. À DGCI compete,
também, efectuar os ajustamentos
correlativos no segundo sujeito passi-
vo, isto é, os ajustamentos que sejam
refexo das correcções feitas na de-
terminação do lucro tributável do pri-
meiro (cf. n.º 11 do mesmo artigo). O
fundamento que leva a Administração
Fiscal a proceder a tais correcções é,
em primeira linha, o incumprimento
do disposto no n.º 1 do artigo 58.º. Se
a falta consistir apenas na inexistên-
cia do débito (e do recebimento) dos
juros dos suprimentos efectuados à
empresa participada, não nos parece
que a DGCI possa concluir que houve
evasão ou fraude fscal. O que pode
concluir é que existe uma situação de
incumprimento do disposto no n.º 1
do artigo 58.º, efectuando, por isso, as
devidas correcções ao lucro tributável.
A eventual liquidação adicional efec-
tuada pela DGCI pode ser objecto de
reclamação graciosa ou de impugna-
ção judicial, nos termos do artigo 70.º
ou 102.º do Código de Procedimento
e de Processo Tributário. Porém, não
nos parece que seja fácil comprovar
que estão a ser praticadas condições
substancialmente idênticas às que
normalmente seriam praticadas entre
entidades independentes em opera-
ções comparáveis.
Fiscalidade
AECOPS
pede alteração
ao Relatório Único
AGENDA FISCAL
A Associação de Empresas
de Construção, Obras Pú-
blicas e Serviços (AECOPS)
quer ver alterado o relatório
anual da actividade social
das empresas. O objectivo
passa por eliminar a obriga-
ção das empresas, identifca-
rem, no caso de o prestador
de serviços ser uma pessoa
singular, o número de horas
que este afectou ao serviço
prestado e, tratando-se de
pessoa colectiva, a quanti-
dade de trabalhadores dis-
ponibilizados pelo mesmo
para o efeito.
O Relatório Único conti-
nua a suscitar controvérsia.
Primeiro, foi adiada a sua
entrada em vigor, depois, a
Ordem dos Técnicos Of-
ciais de Contas rejeitou
responsabilidades dos pro-
fssionais na sua entrega e
agora é a vez de o sector da
construção contrariar um
anexo do referido relató-
rio. Neste caso, o que está
em causa é o Anexo F. A
AECOPS argumenta que
pela natureza e o objecto
do contrato de prestação de
serviços, a entidade contra-
tante não pode nem tem de
saber como é desenvolvida a
actividade que lhe está sub-
jacente, interessando-lhe
apenas o resultado fnal.
As empresas não podem,
por impossibilidade práti-
ca e por facto que não lhes
pode ser imputável, cum-
prir o dever de informa-
ção relativo ao número de
horas. Quanto ao número
de trabalhadores ao serviço
do prestador de serviços, o
Relatório Único da entida-
de contratante não é a sede
adequada para a comuni-
cação de tal informação. O
prestador de serviços já se
encontra obrigado ao cum-
primento dessa informação
no Anexo O do seu próprio
relatório.
Actualmente, as empresas
têm de entregar à Adminis-
tração do trabalho um rela-
tório sobre a sua actividade
social e que reúne num só
documento informações
sobre diversos aspectos la-
borais, que até então eram
comunicadas de forma dis-
persa e com periodicidades
diferentes. Acontece que os
técnicos ofciais de contas
foram chamados a também
colaborarem no Relatório
único, o que suscitou polé-
mica.
Os profssionais poderão
fazê-lo, desde que as em-
presas procedam ao paga-
mento complementar deste
serviço. Quanto ao Anexo
F, o seu cumprimento será
de difícil concretização para
as empresas de construção,
por questões práticas rela-
cionadas com a respectiva
actividade.
PRÁTICA FISCAL
Preços de transferência
Informação elaborada pela APOTEC - Associação Portuguesa de Técnicos de Contabilidade
geral@apotec.pt
RECEITA FISCAL
Evolução de Janeiro a Abril de 2010
De Janeiro a Abril de 2010, a receita fscal registou um aumento de 2.2% face
a 2009. Esta variação é explicada pela evolução dos impostos indirectos, e, em
sinal contrário, pelo decréscimo de 18,1% dos impostos directos.
Nos impostos directos, a receita do IRS apresenta uma redução de 20,1%, in-
fuenciada, em grande parte, pela antecipação dos prazos de reembolso de IRS,
face a idêntico período de 2009, enquanto a redução no IRC foi de 9.5%.
Nos impostos indirectos, a receita do IVA apresenta uma incremento de 14.8%,
sendo também de salientar o aumento da receita do Imposto sobre Veículos que
apresenta uma variação positiva de 17.2% e para a qual contribuiu a variação
homóloga mensal de Abril de 66.5%.
Anexo F
Concretização é impossível por
questões práticas
Relatório
Documento torna
a levantar polémica
sexta-feira, 4 Junho de 2010
29
Alargada
não tributação
de IVA
nas transmissões
de livros
O Governo aprovou uma
Proposta de Lei que tem como
objectivo criar condições para o
mercado editorial alterar a prá-
tica de destruição de livros que
são retirados do circuito comer-
cial por terem esgotado o seu
interesse.
É alterado o enquadramento
legal da não tributação em IVA,
quando ocorre a transmissão
a título gratuito de livros para
determinadas entidades. As-
sim, passam a estar isentas de
tributação em sede de IVA as
transmissões de livros a título
gratuito efectuadas ao departa-
mento governamental na área
da cultura, a instituições de
carácter cultural e educativo, a
centros educativos de reinserção
social e a estabelecimentos pri-
sionais. Esta alteração alarga o
actual quadro legal, que já pre-
vê a não tributação em sede de
IVA, quer das ofertas de unitá-
rio igual ou inferior a 50 euros
– e cujo valor global anual não
exceda cinco por mil do volu-
me de negócios do contribuinte
no ano anterior, quer das trans-
missões de bens expedidos ou
transportados para fora do ter-
ritório dos Estados-membros da
União Europeia pelo vendedor
ou por um terceiro por conta
deste. Incluem-se neste univer-
so as transmissões de de livros, a
título oneroso ou gratuito, com
destino a países que integram
a Comunidade Portuguesa de
Países de Língua Portuguesa
(CPLP).
O artigo 8.º do Regime Geral das In-
fracções Tributárias (RGIT) estabelece um
regime especial de responsabilidade civil
subsidiária dos administradores, gerentes e,
em determinadas circunstâncias, dos TOC
pelas coimas e multas aplicadas a pessoas
colectivas.
Em concreto, nos termos do artigo 8.º
do RGIT, os administradores, gerentes e
outras pessoas que exerçam, ainda que so-
mente de facto, funções de administração
em pessoas colectivas, sociedades ainda
que irregularmente constituídas, e outras
entidades fscalmente equiparadas são sub-
sidiariamente responsáveis e solidariamen-
te entre si:
a) Pelas multas ou coimas aplicadas a
infracções por factos praticados no perío-
do do exercício do seu cargo ou por factos
anteriores quando tiver sido por culpa sua
que o património da sociedade ou pessoa
colectiva se tornou insufciente para o seu
pagamento;
b) Pelas multas ou coimas devidas por
factos anteriores quando a decisão defni-
tiva que as aplicar for notifcada durante
o período do exercício do seu cargo e lhes
seja imputável a falta de pagamento.
Acrescenta ainda o n.º 3 que os admi-
nistradores e gerentes, bem como os téc-
nicos ofciais de contas, são ainda subsi-
diariamente responsáveis, e solidariamente
entre si, pelas coimas devidas pela falta ou
atraso de quaisquer declarações que devam
ser apresentadas no período de exercício de
funções, quando não comuniquem, até 30
dias após o termo do prazo de entrega da
declaração, à Direcção-Geral dos Impostos
as razões que impediram o cumprimento
atempado da obrigação e o atraso ou a falta
de entrega não lhes seja imputável a qual-
quer título.
A responsabilidade civil por coimas e
multas está, no entanto, envolta em forte
polémica nos nossos tribunais. Inicialmen-
te, o Supremo Tribunal Administrativo
considerou que o artigo 8.º era inconstitu-
cional por violação do princípio de intrans-
missibilidade das penas e da presunção de
inocência (vide, por exemplo, o Acórdão
do STA, de 27 de Fevereiro de 2008, Proc.
1057/07, disponível no site ww.dgsi.pt).
Matéria de responsabilidade civil
Chamado a pronunciar-se, o Tribunal
Constitucional, no Acórdão n.º 129/2009,
de 12 de Março, decidiu não julgar incons-
titucionais as normas das alíneas a) e b) do
n.º 1 do artigo 8.º do RGIT na parte em
que se refere à responsabilidade civil subsi-
diária dos administradores e gerentes por
coimas aplicadas às pessoas colectivas em
processo de contra-ordenação:
“… a responsabilidade subsidiária dos
administradores e gerentes assenta, não
no próprio facto típico que é caracterizado
como infracção contra-ordenacional, mas
um facto autónomo, inteiramente diverso
desse, que se traduz num comportamento
pessoal determinante da produção de um
dano para a Administração Fiscal.
É esse facto, de carácter ilícito, imputá-
vel ao agente a título de culpa, que funda-
menta o dever de indemnizar, e que, como
tal, origina a responsabilidade civil”
Aceite o entendimento do Tribunal Cons-
titucional, o Supremo Tribunal Adminis-
trativo, em decisões recentes (Ac. do STA,
de 01/07/09, Rec. 031/08), considerou
que, como estamos perante uma matéria
de responsabilidade civil, as indemnizações
devidas não podem ser cobradas através de
um processo de execução fscal. Se a respon-
sabilidade dos devedores subsidiários pelas
dívidas por coimas da sociedade originária
devedora é uma responsabilidade de na-
tureza civil extracontratual e não uma res-
ponsabilidade pelo pagamento de coimas, a
cobrança destas dívidas de responsabilidade
civil não fguram entre as dívidas que po-
dem ser cobradas através do processo de
execução fscal, uma vez que tal cobrança
não está prevista no predito artigo 148.º. E,
a ser assim, como é, é patente que não pode
haver reversão.
Para ultrapassar este vício formal, a Lei de
Orçamento de Estado para 2010, Lei n.º 3-
B/2010, de 28 de Abril, alterou o artigo 148.
º do CPPT, estabelecendo que o processo de
execução fscal abrange também a cobrança
coerciva das coimas e outras sanções pecu-
niárias decorrentes da responsabilidade civil
determinada nos termos do Regime Geral
das Infracções Tributárias (al. c) do n.º 1).
Esta alteração legislativa não resolve, no
entanto, as dúvidas levantadas pelos con-
tribuintes e confrmadas pelos tribunais
superiores. Em acórdão recente, o STA
reafrma a inconstitucionalidade do artigo
8.º do RGIT por violação dos princípios
constitucionais da intransmissibilidade
das penas (artigo 30.º n.º 3 da CRP) e da
presunção da inocência (artigo 32.º n.º 2)
– Acórdão do STA, de 24/03/2010, Proc.
n.º 1216/09.
Deste modo, até que o Tribunal Consti-
tucional se pronuncie novamente, será ex-
pectável que, nos recursos das decisões que
apliquem coimas, os tribunais administra-
tivos e fscais subscrevam aquela decisão do
STA, anulando os processos de responsa-
bilidade subsidiária instaurados ao abrigo
deste regime.
Opinião
Responsabilidade civil por multas e coimas:
evolução legislativa e jurisprudencial
amândio
fernandes silva
consultor da OTOC
sexta-feira, 4 Junho de 2010
fiscaliDaDE 30
No que diz respeito aos contratos de
construção, no anterior sistema (DR
5/90) era permitido diferir proveitos no
montante de cinco por cento do valor
facturado para fazer face aos trabalhos
a prestar no âmbito das garantias. Com
a transição para o SNC, este regime já
não é permitido e, pelos vistos, tem de se
“anular” o saldo da conta 27 respeitante
aos valores diferidos por contrapartida
da conta de resultados transitados. Este
montante vai, assim, desaparecer do ba-
lanço aquando da distribuição de resul-
tados.
Ter-se-á também de acrescer esse valor
ao quadro 07 do modelo 22 durante cin-
co anos. Ou seja, contabilisticamente, o
valor dos proveitos diferidos no âmbito
do DR 5/90 vai deixar de constar das
demonstrações fnanceiras e vai durante
cinco anos ser integrado na declaração
de IRC para pagamento do imposto.
Esta análise está correcta?
Questiona-se sobre o tratamento, quer
contabilístico quer fscal, a dar às diferen-
ças apuradas resultantes da aplicação da
NCRF 19 face à Circular 5/90, mais con-
cretamente, no que diz respeito ao diferi-
mento de cinco por cento de receita para
fazer face a garantias.
De acordo com o descrito, naquilo que
diz respeito à contabilização dos contra-
tos de construção, vinha sendo aplicada a
Circular 5/90, encontrando-se registado
um saldo na conta de proveitos diferidos
relativo ao diferimento de cinco por cento
de receita.
Em primeiro lugar, há que apurar, re-
lativamente a 31 de Dezembro de 2009,
as diferenças entre a aplicação da referida
Circular e a NCRF 19. Note-se que as di-
ferenças poderão não ser apenas em relação
à questão do diferimento da receita, mas
também poderá encontrar diferenças no
montante relativo a trabalhos em curso e
poderá ainda apurar valor a registar como
devedores por acréscimo de rendimentos.
Depois de apuradas as diferenças, deve-
rão ser feitos os lançamentos de reclassif-
cação. No caso em concreto, temos:
DB 27 - Acréscimos e diferimentos
(POC)
274 – Proveitos diferidos
CR 28 - Diferimentos (SNC)
282 – Rendimentos a reconhecer
Uma vez reclassifcados os saldos, há
que eliminar as diferenças, procedendo
aos lançamentos de remensuração. Esta re-
mensuração implica que todas as diferen-
ças apuradas sejam transferidas para uma
conta 56 - Resultados transitados (SNC),
na qual se poderá incluir o saldo da conta
282 – Rendimentos a reconhecer (SNC).
Em termos contabilísticos, o processo en-
contra-se concluído.
Em termos de tributação em sede de
IRC, deverá atender ao regime transitório
constante do artigo 5.º do Decreto-Lei
159/2009, de 13 de Julho:
«1 - Os efeitos nos capitais próprios de-
correntes da adopção, pela primeira vez,
das normas internacionais de contabilida-
de adoptadas nos termos do artigo 3.º do
Regulamento n.º 1 606/2002, do Parla-
mento Europeu e do Conselho, de 19 de
Julho, que sejam considerados fscalmente
relevantes nos termos do Código do IRC e
respectiva legislação complementar, resul-
tantes do reconhecimento ou do não reco-
nhecimento de activos ou passivos, ou de
alterações na respectiva mensuração, con-
correm, em partes iguais, para a formação
do lucro tributável do primeiro período
de tributação em que se apliquem aquelas
normas e dos quatro períodos de tributa-
ção seguintes.»
De acordo com o transcrito, a diferença
registada nos capitais próprios deverá ser
acrescida em partes iguais no quadro 07, na
declaração modelo 22, durante os anos de
2010 a 2014, conforme é referido. Note-se
que sobre esta matéria haverá que ponderar
a existência de impostos diferidos.
No que diz respeito às provisões para ga-
rantias aceites fscalmente, há que atender
ao disposto no n.º 5 do artigo 39.º do Có-
digo do IRC:
«O montante anual da provisão para ga-
rantias a clientes a que refere a alínea b) do
n.º 1 é determinado pela aplicação às vendas
e prestações de serviços sujeitas a garantia
efectuadas no período de tributação de uma
percentagem que não pode ser superior à
que resulta da proporção entre a soma dos
encargos derivados de garantias a clientes
efectivamente suportados nos últimos três
períodos de tributação e a soma das vendas
e prestações de serviços sujeitas a garantia
efectuadas nos mesmos períodos.»
No entanto, e em termos contabilísti-
cos, esta provisão aceite fscalmente pode-
rá mostrar-se insufciente face à realidade,
devendo nessa situação provisionar valores
mais reais que correspondem de forma mais
verdadeira às responsabilidades da empresa,
como é referido na questão. Deverá ainda
ser feita a respectiva correcção na declara-
ção modelo 22 relativamente ao montante
não aceite fscalmente e, consequentemen-
te, proceder ao registo do imposto diferido
resultante da diferença apurada.
(Informação elaborada pela Ordem dos
Técnicos Ofciais de Contas)
Garantias em contratos de construção
no âmbito da transição para o sistema
de normalização Contabilística
Há que apurar, relativamente ao fnal do ano passado, as
diferenças entre a aplicação da Circular 5/90 e a NCRF,
sendo que as diferenças poderão não ser apenas em relação à
questão do diferimento da receita.
Contas & Impostos
PUB
O objectivo inicial dos orga-
nizadores do evento passava por
ter produtos próprios e licencia-
dos que ajudassem na criação de
notoriedade da marca. Este pres-
suposto já foi atingido. Prova
disso é o estudo “Tracking Rock
in Rio 2010”, da GfK Metris,
que revelou que 96% da popu-
lação da grande Lisboa e grande
Porto, entre os 15 e os 44 anos,
consideram o Rock in Rio (RiR)
como o evento musical com
maior notoriedade do país.
Mas o vice-presidente de ma-
rketing e comercial da Better
World, Rodolfo Medina, quer
ir mais longe. As marcas sen-
tem uma estabilidade no festival
e mostram-se mais dispostas a
investir, bem como a inovar. A
Mango serve de exemplo, já que
criou uma linha de roupa RiR
que está à venda na área shop-
ping do recinto e nas lojas da
multinacional espanhola. Assim
como a água Serra da Estrela,
que desenhou um rótulo especí-
fco para o festival. Para Rodol-
fo Medina, estas iniciativas são
importantes porque ”dão força à
marca”, já que se encontram em
muitos pontos de venda fora do
próprio recinto.
Mas existem produtos que pa-
recem resistir à força do tempo.
É o caso do Toyota Yaris RiR, da
Vodafone, com os seus sofás in-
sufáveis, ou mesmo dos preser-
vativos Control. Esta diversida-
de é uma prova da abrangência
do festival, que atinge diver-
sos tipos de públicos, desde as
crianças aos mais idosos. ”Isto é
bom para nós porque mostra os
nossos valores, que assentam na
inovação, alegria e juventude”,
constata Rodolfo Medina.
Na edição deste ano, a área têx-
til foi a que teve maior peso no
volume de facturação dos produ-
tos licenciados. Cerca de 60%,
distribuídos principalmente pela
venda de t-shirts e bonés. Ainda
assim, existem outros negócios
interessantes, nomeadamente as
áreas de material escolar/papela-
ria, louças e acessórios de moda.
E a tendência é a de alargar a
gama. Mesmo porque ”o merca-
do está preparado para absorver
mais produtos”, afrma o mesmo
responsável.
Impulsionar vendas via net
é o próximo objectivo
Outro desafo passa por obter
uma maior visibilidade e con-
sequente receita da loja online.
Esta ”ainda não tem um peso
signifcativo das vendas”, já que
o grosso das vendas é feito por
impulso. Não é por acaso que
as t-shirts “Eu Fui” continuam
a ser o produto mais procurado
(50 a 60% das receitas), “clara-
mente por serem uma recorda-
ção de um bom momento vivido
na Cidade do Rock”.
Embora Rodolfo Medina não
divulgue os números de quanto
as empresas pagam para estar
presentes no RiR ou quanto in-
vestem nos produtos licenciados
é certo que o retorno é mais do
que apetecível. Senão não volta-
riam edição após edição. E mes-
mo para a economia local é um
bom negócio.
Segundo um estudo desenvol-
vido pela Universidade Católica
Portuguesa, a edição de 2008
gerou mais de 63 milhões de eu-
ros de receita. Sendo que, desse
valor: cerca de 46,6 milhões de
euros correspondem a impacto
directo do evento e resultam de
investimento da organização,
parceiros e patrocinadores, re-
ceitas de produtos associados
ao evento e do Projecto Rock
in Rio Escola Solar; e 16,9 mi-
lhões de euros decorrem de re-
ceitas de deslocação e estadia de
público e dos artistas, que são
considerados impacto indirecto
do evento.
Convém realçar que, nesses
valores, não estão incluídos os
25 milhões de euros gerados pe-
los media nacional espontânea,
através, por exemplo, de publici-
dade. Feitas as contas, e incluído
este dado, o impacto económico
estimado do Rock in Rio Lisboa
2008 foi de mais de 87 milhões
de euros.
AlexAndrA CostA
alexandracosta@vidaeconomica.pt
Rock in Rio cresce
em merchandising
A edição de 2004 tinha, basicamente, as t-shirts “Eu Vou” e “Eu Fui”. Hoje, a
gama de produtos alusivos ao evento já evoluiu para automóveis, preservativos,
mp4, copos e muito mais. Mas Rodolfo Medina, vice-presidente de marketing e
comercial da Better World, empresa organizadora do Rock in Rio Lisboa, quer
fazer com que a receita da venda destes produtos tenha mais representatividade
no negócio.
sexta-feira, 4 Junho de 2010
31 marcas, marketIng e publIcIdade
Rodolfo Medina, vice-presidente de marketing e comercial da Better World, empresa or-
ganizadora do Rock in Rio Lisboa, depois da aposta dos sectores do têxtil e da papelaria
em merchandising, “o mercado está preparado para absorver mais produtos”.
Tendo como mote a palavra
“proximidade”, o Centro Comer-
cial Continente de Portimão e
o AlbufeiraShopping decidiram
convidar lojistas e clientes a par-
ticiparem na sua nova campanha
publicitária. A ideia não é necessa-
riamente nova, já que outras mar-
cas de distribuição o têm feito,
mas é funcional e consegue projec-
tar nas pessoas um elo de ligação e
pertença mais forte.
Assim, e para demonstrar o re-
conhecimento pela preferência dos
seus clientes, ambos os organismos,
que pertencem ao universo Sonae
Sierra, lançaram uma campanha
de promoção na qual oferecem um
vale no valor de cinco euros a to-
dos os clientes que efectuem com-
pras no valor igual ou superior a
20 euros. As fguras escolhidas para
servirem de rosto aos anúncios são
trabalhadores e clientes.
Uma vez que o Centro Comer-
cial Continente de Portimão e o
AlbufeiraShopping querem ser re-
conhecidos no mercado “pela pro-
ximidade e atenção personalizada
com que recebem os seus clientes”,
como explica à “Vida Económica”
fonte do grupo fundado por Belmi-
ro de Azevedo, esta acção procura,
“não só cimentar este envolvimen-
to como também premiar os clien-
tes habituais pela sua preferência”.
Campanha desenvolvida
com “maior realismo”
Como forma de materialização
deste relacionamento, a campanha
de comunicação foi desenvolvida
com um maior realismo. “Foram
convidados clientes e lojistas para
serem a cara desta promoção, con-
tando inclusivamente com a parti-
cipação destes em todos os visuais
da campanha promocional”, acres-
centa a mesma fonte.
Para Fernando Mourão, lojista
do Centro Comercial Continen-
te de Portimão há 19 anos, “esta é
uma acção muito importante, uma
vez que, para além da vertente co-
mercial que integra é uma forma
de nos aproximarmos dos nossos
clientes, dando-lhes uma vez por
ano uma recompensa pela sua pre-
ferência.” Sobre o facto de ser uma
das “caras” da campanha, Fernando
Mourão afrma que se sente “um
pouco embaraçado, uma vez que
os comentários dos clientes e cole-
gas são constantes, quase sempre são
elogios, quer à minha pessoa, quer
às lojas que tenho no centro, quer
à qualidade de serviço prestadas nas
mesmas, o que me deixa muito con-
tente. Muitas pessoas a brincar per-
guntam-me se vou investir numa
carreira de modelo.”
Para Carla, Lojista da G’Spot
do AlbufeiraShopping, “participar
nesta campanha foi muito engra-
çado e não estava à espera do im-
pacto que teve nos meus clientes,
que se têm deslocado à loja para
me dar os parabéns pela imagem.
Fiquei extremamente entusiasma-
da com toda a campanha e o im-
pacto que têm tido junto dos meus
clientes.”
Marta araújo
martaaraujo@vidaeconomica.pt
Frize avança
para novo
segmento
de mercado

É com o slogan “A loucura che-
gou ao bar” que a Frize mostra
que quer conquistar um novo
segmento de mercado. A marca
de água com gás e sabor, que des-
de o inicio marcou território a re-
boque de conceitos como irreve-
rência, inovação e uma boa dose
de loucura, entra numa nova eta-
pa.
Assim, a bebida acaba de lan-
çar em território luso uma gama
de “mixers”, composta por água
tónica e ginger ale, denomina-
da Frize Bar Collection. A cam-
panha continua, claro está, a ter
como rosto Pedro Tochas. Afnal
de contas, em equipa vencedora
não se mexe.
Está prestes a ser dado, assim,
aquele que é o primeiro passo para
que a bebida comece um processo
de namoro num novo segmento
de mercado: os bares. Como for-
ma de comunicar, a marca está
prestes a lançar uma campanha,
que se prolongará até ao fnal de
Agosto, e que terá como princi-
pais meios TV, “outdoors”#, rá-
dio e imprensa.
Maria João Serras, gestora de
marketing Frize, descreve, à “Vida
Económica”, esta acção como
“uma campanha que mais uma
vez vai surpreender pelo inusita-
do, irreverência e boa disposição,
ingredientes que são assegurados
pelo protagonista Pedro Tochas”.
Com a assinatura “A loucura
chegou ao bar”, a comunicação
de Frize Bar Collection terá como
cenários um bar, uma esplanada e
uma discoteca. Um tipo de am-
bientes em que água tónica e gin-
ger ale são habitualmente con-
sumidos, e onde o protagonista
aparece de camisa-de-forças, des-
toando do ambiente” normal” do
local.
Marta araújo
martaaraujo@vidaeconomica.pt
Sonae Sierra aposta em publicidade
de maior proximidade
PUB
Neste exemplo da nova publicidade do Centro Comercial Continente de Portimão,
uma cliente e um lojista servem de rosto para anunciar a mais recente promoção do
shopping.
sexta-feira, 4 Junho de 2010
marCas, marketing e publiCidade 32
Vida Económica - Que princi-
pais tendências podem ser veri-
fcadas ao nível do “venture capi-
tal”, “private equity” e mercados
de capitais em geral na presente
conjuntura?
Francisco Banha - Os especialis-
tas presentes na X edição do nosso
Congresso Internacional de Capital
de Risco e Empreendedorismo con-
frmaram com um conjunto de da-
dos bem sustentados que o “private
equity” atravessou no ano de 2009
um período bastante conturbado,
apesar de, no último trimestre, a ten-
dência se ter começado a inverter.
De facto, para que se possa ter
uma ideia mais concreta sobre esta
situação, refra-se que em 2009
nos EUA foram investidos cerca de
22,4 mil milhões de USD, contra
31,5 mil milhões em 2008, corres-
pondentes a 597 e 2562 operações,
respectivamente. Por sua vez, na Eu-
ropa, os valores investidos em 2009
foram de 3,4 mil milhões de euros,
contra 5,2 mil milhões em 2008,
correspondentes a 979 e 1274 ope-
rações, respectivamente.
No que diz respeito aos sectores
de actividade mais interessantes para
os fundos de “private equity”, estes
encontram-se nas ciências da vida,
energias alternativas e tecnologias
de informação. De referir que, ao
nível dos “business angels”, a ten-
dência de investimento está cada
vez mais associada, principalmente
nos EUA, a projectos que visam
aproveitar as potencialidades da
Web 2.0. Quanto às condições exi-
gidas, elas acabam por estar relacio-
nadas com equipas de gestão muito
bem estruturadas, necessidades a
satisfazer perfeitamente delineadas
e profundo conhecimento das áreas
de negócio onde essas necessidades
são identifcadas.
VE - Um outro tema em análise
é o do “private equity” em Portu-
gal. Que análise faz deste mer-
cado, que tendências podem ser
apontadas e de que forma este
pode estimular o empreendedo-
rismo em Portugal?
FB - O mercado do “private equi-
ty” em Portugal está bem e recomen-
da-se. De facto, nunca se investiu
tanto como em 2009, ano em que se
registaram mais de 300 milhões de
euros de investimentos, ou seja, um
acréscimo de 13,7% relativamente a
2008. Por outro lado, os montantes
angariados no mercado por parte das
sociedades de capital de risco (SCR),
associadas da APCRI, atingiram o
interessante número de 937 milhões
de euros, o que diz bem do estado de
maturidade em que já se encontra o
sector de “private equity” nacional.
Mas se o “private equity” está com
grande dinamismo, o mesmo já não
se passa no sector de “venture capi-
tal”, onde o número de investimen-
tos realizados nas fases de capital se-
mente e “start-ups” deixam muito a
desejar, conforme o demonstra o fac-
to de, nos últimos três anos, apenas
se ter registado um investimento em
projectos designados por “semente”.
Contudo, os quatro concursos,
recentemente criados ao abrigo do
Programa Compete, no montante
de 123 milhões de euros que esta-
rão em funcionamento a partir do
corrente mês de Junho, irão ajudar a
inverter esta tendência, uma vez que
os mesmos terão precisamente o seu
foco nos projectos apresentados por
empreendedores nas fases de “pré-se-
mente”, semente e “start-up”, contri-
buindo assim para um forte impulso
do empreendedorismo qualifcado
de que o nosso país tanto precisa.
VE - Até que ponto os negócios
“verdes” e a infuência dos crédi-
tos de carbono poderão impor no-
vas regras ao sistema económico
e empresarial português?
FB - Os negócios verdes têm nes-
te momento uma grande procura
junto de investidores. Tudo o que
permitir viabilizar ou potenciar esses
negócios, sejam os créditos carbono,
sejam as tarifas privilegiadas e garan-
tidas, na área das energias renováveis,
são positivos para os investidores
apoiarem essas “start-ups”. Quantos
mais projectos “verdes” forem apoia-
dos, maior desenvolvimento econó-
mico nessas áreas será induzido em
Portugal.
Risco de capital dos
“business angels” aumenta
VE - De que modo se coloca a
gestão da variável risco neste âm-
bito?
FB - O risco e o retorno são duas
faces da mesma moeda. Devido ao
facto de haver escassez de crédito,
os projectos são menos alavancados,
logo com um reforço dos capitais
próprios, pelo que o risco de capital
dos “business angels” aumenta, mas
o risco de projecto diminui. Com o
aumento de capitais próprios, dimi-
nui o número de projectos fnanciá-
veis. Projectos com “pay back” mais
rápido tendem a ter mais procura
do que projectos com “pay back”
mais longo. Os “business angels” e
as capitais de risco podem ainda di-
minuir o risco de uma determinada
operação fazendo sindicação dos
investimentos com outros players
no mercado ou através de fundos de
co-investimento, como é o caso, em
Portugal, dos fundos FINICIA.
VE - No que toca aos “business
angels”, que balanço pode ser
feito da aplicação do novo fundo
de co-investimento criado pelo
Compete? Existem já casos con-
cretos de aplicação das verbas
destinadas a entidades veículo?
FB - Ainda é cedo para fazer um
balanço da iniciativa, na medida em
que ainda estão a ser constituídas
formalmente as Entidades Veícu-
lo que poderão realizar esses mes-
mos investimentos. Acredito que
o Venture Capital IT marque um
“pontapé de partida” na procura de
potenciais investimentos, dado que
temos, conforme é próprio do even-
to, vários empreendedores a apre-
sentarem os seus planos de negócio,
empreendedores estes que foram já
pré-seleccionados pela equipa da
Gesventure e que podem constituir
opções de investimento com elevado
potencial.
VE - De que modo olha para o
enquadramento fscal internacio-
nal dos “business angels” e a sua
“importação” pelo sistema legis-
lativo e fscal português?
FB - Desde que criei o “Business
Angels Club” – há 10 anos – que
procuro no estrangeiro boas práticas
e exemplos que pudessem ser intro-
duzidos em Portugal para dinamizar
e incentivar os “business angels” a
investir mais e com mais qualidade.
Actualmente, apesar de continuar a
procurar constantemente referências
no exterior, reconheço que temos em
Portugal boas condições para que os
investimentos comecem a acontecer
e que servem elas de referência a ou-
tros países. De certa forma, perten-
cemos agora ao pelotão dos países
que lideram a implementação de
medidas favoráveis à actividade dos
“business angels”, posição que se re-
fecte no nosso papel activo no rumo
da Associação Mundial de “business
angels”. Conseguimos a aprova-
ção por parte dos responsáveis do
Programa COMPETE, IAPMEI e
Secretaria de Estado dos Assuntos
Fiscais de um Fundo de Co-Inves-
timento com “business angels”, no
montante de 43 milhões de euros,
o qual irá abranger 230 “business
angels”, inseridos em 56 Entidades
Veículo. Concomitantemente a esta
medida, foi aprovado um estímulo
fscal correspondente à dedução de
20% dos investimentos efectuados
por “business angels”, até ao limite
de 15% da colecta.
Francisco Banha, presidente da Federação Nacional das Associações de Business Angels, considera
Mercado do “private equity” em Portugal
“está bem e recomenda-se”
Mercados
sexta-feira, 4 Junho de 2010
33
CGD
Referência no Desconto
Comercial
Montepio
lança conta-ordenado com forte
componente de poupança
O “private equity” atravessa em Portugal um momento de “grande dinamismo”, com um
acréscimo, em 2009, de 13,7% no volume de investimentos. Segundo Francisco Banha, este
possui já uma forte maturidade, com um forte indicador nos 937 milhões de euros que as
sociedades de capital de risco angariaram neste mercado. Ciências da vida, energias alternativas e
tecnologias de informação, bem como projectos ligados à Web 2.0, contam-se entre os segmentos
mais apelativos ao investimento. Por outro lado, quatro concursos criados ao abrigo do Programa
Compete, no montante de 123 milhões de euros, deverão contrariar o reduzido número de
investimentos do “venture capital” nas fases de capital semente e “start-ups” verifcados.
Segundo Francisco Banha, a “sindicação entre “business angels” e capitais de risco e
outros operadores e fundos” reduz o risco de operações de investimento.


“O sector da banca foi um dos
mais afectados pela crise económica,
não só em Portugal mas em todo o
Mundo”. A garantia é deixada pela
Michael Page International, grupo
internacional de recrutamento es-
pecializado de executivos para mé-
dia e alta gerência, que, na sua últi-
ma análise, dá conta que o número
de processos de selecção realizados
pelo sector da banca, nos anos
2009 e 2010, caiu cerca de 40%.
No documento, ao qual a “Vida
Económica” teve acesso, o grupo
dá conta que “muitos profssionais
experientes e com sólidas carreiras
tiveram de enfrentar o desemprego
ou a recolocação”. No que concer-
ne especifcamente a Portugal, o
conjunto de especialistas considera
que se “assistiu à reorganização de
estruturas, à descontinuação da
actividade de várias empresas e ao
regresso de profssionais do sector
fnanceiro que se encontravam a
trabalhar noutros países”, tal como
aconteceu “no Reino Unido”.
Ainda assim, no início de 2010,
a Michael Page International con-
sidera que “começa já a sentir-se
um ligeiro aumento do número
de processos de selecção na área da
banca”, solicitados pelos clientes da
empresa. “Nos primeiros meses do
ano, o grupo já desenvolveu vários
processos”, afrma os próprios, no
mesmo relatório.
Sílvia Nunes, responsável pela
Divisão de Finance e Banking da
Michael Page International, expli-
ca à “Vida Económica” que, “ape-
sar de o sector fnanceiro se en-
contrar ainda numa posição muito
delicada, a evolução ligeiramente
positiva das ofertas de emprego
no primeiro trimestre de 2010
permite enfrentar o futuro com al-
gum optimismo”.
Neste sentido, a percepção dos
seus consultores especializados é de
que tanto os candidatos como as
empresas estão a mudar a sua visão
do negócio, tendo em conta o movi-
mento do sector bancário. De acor-
do com o grupo, a temática do rea-
juste salarial encontra-se na ordem
do dia. “Muitos quadros executivos
e directivos recusam-se a realizar as
mesmas tarefas por uma menor
retribuição. No entanto, existem
profssionais que preferem man-
ter o seu emprego por um salário
inferior”, apontam os especialistas
no relatório. “Os packages salariais
globais sofreram uma redução de-
vido também à diminuição na atri-
buição de remuneração variável”,
acrescentam.
MArtA ArAújo
martaaraujo@vidaeconomica.pt
A actividade dos bancos foi das mais afectadas pela recente recessão económica
programa desta natureza está em flagrante violação dos es-
tatutos do banco e da União Europeia. A segunda razão
diz respeito à possibilidade de que, com estas medidas, se
esteja a preparar um perigoso caldo de inflação. Por outras
palavras, ao comprar dívida soberana, permitindo manter
o custo de endividamento de alguns países em níveis arti-
ficialmente baixos, o BCE pode estar a monetizar a dívida,
contribuindo para a criação de inflação.
Na minha opinião, as críticas que têm sido feitas a Tri-
chet são merecidas. Tanto no plano ético e moral – apenas
se adiou a falência grega – como também no plano subs-
tantivo da política monetária. O risco de o euro entrar em
descrédito é grande, algo que conduziria à sua progressiva
desvalorização face às principais alternativas, nomeada-
mente face ao dólar norte-americano. Ora, esse potencial
de desvalorização, num mundo em que quase tudo ainda
está essencialmente cotado em dólares, de facto, criaria
pressões inflacionistas. Por outro lado, com a iminente im-
plosão do modelo de Segurança Social europeu e, também,
com as já anunciadas medidas de austeridade, corre-se o
risco de somar depressão económica às já citadas pressões
inflacionistas – sobretudo se o resto do mundo retomar a
vitalidade económica de outros tempos – no que se tradu-
ziria num cenário de estagflação (o pior cenário possível).
Em suma, com o futuro que se avizinha, em particular a
inevitabilidade dos dolorosos ajustamentos que serão re-
alizados, o euro tem mesmo de ser, e de ser tido como,
uma moeda credível e alicerçada em pilares institucionais
sólidos e independentes. A alternativa simplesmente não
é alternativa.
sexta-feira, 4 Junho de 2010
MERCADOS 34
Independência?
Especulação
RICARDO ARROJA
ricardoarroja@gmail.com
Grupo Pedro Arroja
www.pedroarroja.com
Pedro Arroja Gestão de
Patrimónios S.A
H
á semanas, quando se aprovou aquele que mui-
tos de imediato designaram como uma espécie
de Fundo Monetário Europeu, o Banco Central
Europeu (BCE) foi alvo de muitas críticas, em particular
de economistas alemães, cuja mensagem era basicamente
a seguinte: o banco perdera a sua independência face ao
poder político! A instituição, hoje, ainda, dirigida por Jean
Claude Trichet, foi criada à imagem do Bundesbank ale-
mão. Na altura, foram criados mecanismos diversos, a fim
de o tornar independente e imune a qualquer pressão polí-
tica. Foi a forma de sossegar a Alemanha quanto à impos-
sibilidade de o BCE, um dia, vir a socorrer algum estado
membro que entrasse em derrapagem orçamental. Infeliz-
mente, agora que o euro está sob grande pressão, Trichet
está em dificuldades perante o assédio dos políticos.
Nos últimos anos, em particular a partir de 2007, quan-
do se iniciou a crise bancária, que, depois, por sua vez,
alastrou para uma crise orçamental, têm surgido alguns
sinais de que, mais cedo ou mais tarde, o Banco Central
Europeu seria, por fim, submetido a chantagem política.
Entre os políticos mais proeminentes, o presidente francês
Nicholas Sarkozy tem sido, porventura, aquele que mais
tem reclamado uma reforçada primazia da política sobre
a finança. Porém, a intransigência da Alemanha fez com
que essas pressões sempre esbarrassem num muro difícil de
transpor. Mas algo mudou…A 9 de Maio deste ano, a Ale-
manha não apenas aprovou o resgate da Grécia como tam-
bém deu o seu aval (implícito) à recompra de obrigações
públicas gregas através do Banco Central Europeu. Desde
então, a instituição presidida por Trichet já adquiriu mais
de trinta mil milhões de euros em obrigações do Tesouro
gregas e, provavelmente, também obrigações portuguesas
e espanholas.
Esta semana, alguns responsáveis do BCE, nomeada-
mente os vice governadores Axel Weber (alemão) e Mário
Draghi (italiano), vieram a público afirmar que o progra-
ma de recompra de obrigações do Tesouro dos países em
maiores dificuldades orçamentais tem de ser mais transpa-
rente e mais limitado – no tempo e na dimensão. Trata-se
de um sinal evidente de que reina alguma discórdia entre
os elementos da equipa de Trichet, pois os dois membros
citados são os dois principais candidatos à sucessão do pró-
prio governador. A preocupação exprimida tem por base
duas razões. Em primeiro lugar, a implementação de um
Alienação da Cimpor faz disparar
lucros da Teixeira Duarte
A construtora Teixeira
Duarte obteve resultados
líquidos consolidados de
92,3 milhões de euros, no
primeiro trimestre, o que
se traduziu num aumen-
to de quase 485%, face a
igual período do ano pas-
sado. Este resultado ficou
a dever-se à incorporação
da mais-valia resultante da
alienação da participação
da Cimpor, no valor de
quase 70 milhões de euros.
O volume de negócios da
empresa ascendeu a 296,9
milhões de euros, mais
6,7% do que no exercício
anterior. Este indicador
subiu devido ao aumen-
to alcançado em Portugal,
tendo-se verificado um
decréscimo nos mercados
externos, mas estes ainda
representam mais de 57%
do total do grupo. Já o
EBITDA apresentou uma
descida de quase 10%, para
36,5 milhões de euros. A
Teixeira Duarte tem con-
seguido resultados apreciá-
veis, tendo em conta a sua
estratégia de diversificação
de actividades.
Sonaecom
com desempenho positivo
A Sonaecom atingiu um
resultado líquido de 8,2
milhões de euros, no pri-
meiros trimestre, o que
compara com um resultado
positivo de 200 mil euros
em período homólogo do
ano passado. Um resultado
que é atribuído pela empre-
sa ao desempenho do EBI-
TDA e à diminuição dos
encargos com depreciações
e amortizações.
O volume de negócios
cifrou-se em 222.8 milhões
de euros, menos 7,5% do
que no exercício anterior.
No entanto, os custos ope-
racionais baixaram mais de
9%, para 172,1 milhões
de euros, enquanto o EBI-
TDA sofreu um crescimen-
to de 5,6%, para quase 48
milhões de euros, sobretu-
Compre já em http://Iivraria.vidaeconomica.pt
Sumol+Compal
passa de perdas a lucros
O grupo Sumol+Compal
obteve lucros de 817,3 mil
euros no primeiro trimes-
tre, contra perdas de 3,3
milhões de euros em igual
período do ano passado. O
volume de negócios da em-
presa de refrigerantes subiu
mais de 8%, para 70,5 mi-
lhões de euros.
“A estabilidade das ope-
rações – após a fusão de
ambas as empresas – e os
benefícios da integração
conduziram a uma activi-
dade claramente superior
à do trimestre homólogo
do ano anterior”, refere
o grupo em comunicado
à entidade reguladora. O
EBITDA mais do que du-
plicou, para 10,4 milhões
de euros. Os custos com
pessoal passaram de 13,4
para 9,1 milhões de eu-
ros.
Caixa Geral de depósitos é referênCia no desConto ComerCial
A CGD é o banco que apresenta melho-
res condições relativamente ao serviço de
Desconto Comercial. Com um spread en-
tre 2,1% e 9%, uma taxa de agravamento
de spread (em caso de incumprimento) de
0,5% e as comissões de cobrança de letras
mais baixas do mercado (0,65%), afrma-
se como a referência do sector neste tipo
de produto.
Por outro lado, o BES é aquele que
poderá assegurar os spreads mais baixos,
com uma amplitude entre a Euribor,
acrescida de 1,25% e 5,75%. A Euribor
aplicada poderá ser a mensal, trimestral
ou semestral, que se encontram actual-
mente nos 0,426%, 0,697% e 0,99%,
respectivamente. Em sentido inverso, o
Crédito Agrícola é o banco que apresenta
os valores mais elevados de spread, varian-
do entre 7% e 20%.
O montante de letras é, na generalida-
de dos bancos, negociável, não havendo
à partida valores fxados. Contudo, des-
tacam-se por exigir valores mínimos o
Banco Popular (cinco mil euros para le-
tras avulsas), Crédito Agrícola, Finiban-
co (ambos mil euros) e Millennium bcp
(500 euros).
Quanto a situações de reforma ou in-
cumprimento do contrato, abordamos
o agravamento de spread, a sobretaxa de
mora e a comissão de reforma. O agra-
vamento de spread é maior no BES, co-
meçando nos 4,5%, podendo atingir os
15,625%. Já o banco que se destaca por
um menor agravamento é a CGD, com
apenas 0,5%. A sobretaxa de mora é na
maior parte dos bancos 4%, destacando-
se o banco popular com apenas 2%.
As comissões de cobrança de letras com
efeitos domiciliários e sem protesto são
mais baixas no Banif (apenas 0,25%, com
máximo de 50 euros). Por outro lado, são
superiores no Santander Totta, onde têm
um valor fxo de 125 euros, e no Banco
Popular (0,83%). No que toca àquelas
com efeitos não domiciliários, são mais
baixas na CGD (0,65%) e no Banif (1%),
sendo mais elevadas no Santander Totta,
voltando a representar 125 euros fxos, e
no Crédito Agrícola (2%, com máximo
de 250 euros).
ANDRÉ AZEVEDO
FILIPE PRÍNCIPE
FEP JUNIOR CONSULTING
www.fjc.pt
sexta-feira, 4 Junho de 2010 35 mercados
Banco Montante Letras Spread
Reforma / Incumprimento Comissões de Cobrança de Letras*
Agravamento Spread Sobretaxa mora Comissão de reforma
Efeitos Domiciliados Efeitos Não Domiciliados
S/ Protesto
Banco Popular Mín. J5.000 (se for letra avulsa) Análise Casuística 2% 2% J 14 0,83% (mín. J55 e máx. J82,5) 1,65% (mín. J55 e máx. J165)
Banif Negociável 3% a 12% 3% 4% J25 a J120 0,25% (mín. J7 e máx. J50) 1% (mín. J7 e máx. J75)
Barclays Negociável Inf. não disponibilizada Inf. não disponibilizada Inf. não disponibilizada 10% - 30 dias 20% - 60 dias 25% - 90 dias 0,66% (mín. J20 e máx. J100) 1,75% (mín. J30 e máx. J180)
BBVA Negociável Análise Casuística Inf. não disponibilizada Inf. não disponibilizada Inf. não disponibilizada 0,6% (mín. J10) 1,2% (min. J15)
BES Negociável Euribor + 1,25% a
5,75%
4,5% a 15,625% ___ 0,66% + 1,12% 0,66% (mín. J8,75 e máx. J520) 1,78% (mín. J14,75 e máx. J150)
BPI Negociável Análise Casuística 2% ___ ___ 0,66% (mín. J8 e máx. J85) 1,75% (mín. J14 e máx. J180)
CGD Negociável 2,1% a 9% 0,5% 4% 4% 0,65% (mín. J6,67 e máx. J125) 0,65%
Crédito Agrícola mín. J1.000 7% a 20% 1% 4% J 10 0,6% (mín. J5 e máx.: J150) 2% (mín. J50 e máx.: J250)
Finibanco mín. J1.000 Análise Casuística 4% 4% J 15 0,66% (min. J8 e máx. J100) 1,5% (min. J15 e máx.: J150)
Millennium bcp mín. J500 4% a 13% 1,5% a 3,5% 4% ___ 0,66% (mín. J8 e máx. J85) 1,75% (mín. J14 e máx. J180)
Montepio Geral Negociável Análise Casuística 3% 4% até 3% 0,65% (mín. J20 e máx. J100) 1,5% (Mín.: J50 e Máx.: J200)
Santander Totta Negociável 4,75% a 5,8% J4,17 + 4% J17,97 + 4% J61,78 + 4% J 125 J 125
pUB
No dia 12 de Maio a Comissão Europeia
defniu um conjunto de medidas com o ob-
jectivo de alcançar uma maior coordenação
da política económica na Zona Euro. As pro-
postas são uma resposta aos eventos dos úl-
timos meses e dirigem-se aos seguintes três
pontos:
1. Coordenação das políticas fscais.
a)Braço correctivo: O nível de dívida pú-
blica deverá ganhar um maior peso no pro-
cedimento de défces excessivos. No futuro,
deverá ser possível congelar as transferências
no âmbito do fundo de coesão para cada es-
tado membro. Esta medida deverá ser alarga-
da a outras áreas do orçamento comunitário
abrangendo, portanto, países que não sejam
benefciários do fundo de coesão.
b) Braço preventivo: Os programas de esta-
bilidade e convergência deverão ser avaliados
numa primeira fase, de modo a identifcar
desenvolvimentos indesejados. As regras na-
cionais relativas aos orçamentos deverão, no
futuro, refectir as prioridades do Pacto de
Estabilidade e Crescimento (PEC) e devem,
como resultado, ser mais efcazes. Em caso
de tentativas de consolidação orçamental
inadequadas, os países poderão também ser
sancionados.
2. Supervisão do desenvolvimento macroe-
conómico na Zona Euro. Será criada uma lis-
ta com limites que permita aferiu as reformas
nacionais necessárias para reduzir os dese-
quilíbrios na balança corrente, produtividade
e custos unitários do trabalho.
3. As políticas económica e fscal deverão
ser coordenadas antes de serem implementa-
das. Daqui para a frente programas de esta-
bilidade e convergência deverão ser revistos
no início de cada ano pela Comissão e pelos
estados membros.
No seguimento das medidas de curto pra-
zo implementadas para salvar a Grécia e dos
gigantescos pacotes de ajuda aos estados
membros fnanceiramente mais débeis, a Co-
missão Europeia está agora a fazer propostas
de longo prazo centradas na economia real.
No centro destas propostas está o aumento
da vigilância das políticas económicas e fs-
cais. No entanto, a proposta recentemente
debatida de fazer depender todas as decisões
de política fscal de uma aprovação da Co-
missão não foi incluída na versão fnal. Mes-
mo assim, a vigilância recíproca das políticas
fscais e económicas, assim como o facto de
a Comissão poder emitir recomendações so-
bre prioridades fscais, pode ter um impacto
signifcativo no que é implementado ao nível
dos vários países.
As propostas da Comissão são positivas por
várias razões:
– O grande hiato de tempo entre a imple-
mentação do procedimento por défces exces-
sivos e as suas sanções – um dos maiores
problemas do PEC – foi reduzido.
– Porque faz com que os estados membros
compitam uns com os outros já que as esta-
tísticas serão públicas.
O que podemos esperar nos próximos me-
ses? As recentes propostas de Bruxelas conti-
nuam a mudar o paradigma da política econó-
mica europeia – mais potencial para sanções,
mais condicionalidade, mais supervisão. Os
mecanismos estabelecidos nas recentes se-
manas e que permitem um “bailout” de curto
prazo de estados membros vão ser comple-
mentados, nos próximos meses, por reformas
que visam a sustentabilidade de longo prazo
das estruturas económicas e política fscal.
As propostas da Comissão são um primeiro
passo nessa direcção.
Se a Comissão for bem sucedida, a coorde-
nação económica na Zona Euro vai ser imple-
mentada de forma mais rápida e transparente
– mais transparente não só para os governos,
mas também para os mercados fnanceiros.
Isto não vai, por si só, resolver todos os pro-
blemas dos estados membros. Muitos países
estão, ainda, numa primeira fase dos seus
esforços de reforma, pelo que a política eco-
nómica europeia deve, portanto, continuar a
ser medida pelo resultado da coordenação e
não pelos seus objectivos partilhados. Até a
melhor proposta da Comissão só poderá ser
tão forte quanto a vontade política dos esta-
dos membros.
mais vigilância, maiores sanções: política económica
europeia, segunda edição
Investment center deutsche Bank Portugal
eleito novo
presidente do Banif
O Conselho de Administração da
Banif - SGPS, S.A. deliberou, por
unanimidade dos seus membros,
eleger Joaquim Filipe Marques dos
Santos, até esta data vice-presiden-
te do conselho de administração,
para presidente, informou o ban-
co em comunicado à Comissão do
Mercado de Valores Mobiliários
(CMVM).
Horácio Roque, presidente do
Conselho de Administração do Ba-
nif, faleceu 19 de Maio, na sequên-
cia de um AVC que sofreu há mais
de dois meses e depois de ter estado
mais de dois meses internado. Des-
de essa altura Joaquim Marques dos
Santos exercia as funções de presi-
dente.
“A Rentipar Financeira, SGPS,
S.A., accionista maioritário da Banif
– SGPS, S.A., manifestou já a sua
plena confança no Dr. Joaquim Fi-
lipe Marques dos Santos e na respec-
tiva equipa de gestão, reafrmando o
seu empenhamento e o seu envolvi-
mento fnanceiro na continuidade
e no desenvolvimento de todos os
projectos em curso”, sublinha o co-
municado.
Para presidente do Conselho de
Administração da Rentipar Finan-
ceira, SGPS, S.A., foi eleito Fernan-
do José Inverno da Piedade.
*Valores não incluem imposto de selo de 4%
O valor das ordens de compra e ven-
da sobre instrumentos fnanceiros rece-
bidas pelos intermediários fnanceiros
registou um aumento de quase 26%,
em Abril, para 19,6 mil milhões de
euros. O número de ordens teve um
acréscimo de mais de 16%. A vasta
oferta de instrumentos fnanceiros co-
locada à disposição dos investidores e
as oportunidades que se abrem estão na
base dos crescimentos da recepção de
ordens, como fez notar à “Vida Econó-
mica” Carlos Almeida, da direcção de
investimentos do Banco Best.
“De uma forma geral, os intermedi-
ários fnanceiros colocam à disposição
dos clientes uma oferta bastante vasta
de instrumentos fnanceiros e de uma
forma cada vez mais simples e profs-
sional de transmissão das suas ordens,
originando, por si só, já um aumento.
Se, aliarmos a esta sofsticação os cená-
rios a que temos assistidos nos últimos
meses, com muitos acontecimentos nos
mercados fnanceiros, muitas oportuni-
dades surgiram aos investidores. E foi
também necessário tomarem decisões
sobre alguns dos seus investimentos e
estratégias e reponderar ou rodar os seus
activos, mesmo assumindo perdas. Esta
reacção dos mercados e investidores fez
aumentar a volatilidade, crescendo os
volumes de negociação, bem como a ne-
cessidade de gerir de forma mais activa
a sua carteira devido à instabilidade do
mercado”, adianta Carlos Almeida.
Quanto ao forte aumento no seg-
mento das acções, acontece que em
momentos de maior indecisão e vola-
tilidade os investidores tendem a gerir
mais activamente o seu risco no merca-
do. “Nestes últimos meses, os mercados
bolsistas corrigiram de todos os ganhos
que tinham e estão a perder em rela-
ção ao último dia do ano transacto. O
aumento da volatilidade implica, usu-
almente, um maior volume de negocia-
ções em acções.”
Derivados ainda são parte
importante na negociação
Quanto à perda de peso dos produ-
tos derivados, Carlos Almeida refere
que o mercado vive dias agitados, com
necessidade de tomar decisões rápidas
sobre os investimentos. Os derivados
continuam a ser uma parte importan-
te na negociação – como por exemplo
os CFD, que até aumentaram o volu-
me negociado em 10% - embora nestes
momentos tendam a diminuir, tendo
em conta os riscos que os investidores
não pretendem correr em momentos de
indecisão e sem tendências defnidas.
“Estando o mercado accionista em
mínimos do ano, será mais atractivo
para os investidores não se exporem a
derivados como futuros, mais a acções
em que a posição pode ser detida du-
rante um prazo superior, mantendo os
títulos por um tempo indeterminado e
aguardar pela valorização dos activos.
Os futuros, sendo contratos a prazo,
podem não ter tempo para recuperar
dentro do tempo do contrato para os
valores e retornos esperados, optando os
investidores por outras alternativas.”
Os investimentos em futuros são cí-
clicos e o fm do seu período também
faz com que se aumente bastante a ne-
gociação perto do vencimento dos con-
tratos ou se reduza, como foi o caso,
quando não existem tantos vencimen-
tos como no fnal de cada trimestre. No
período em análise, as acções foram o
activo com o maior peso no valor to-
tal das ordens (55,4%), tendo registado
um crescimento mensal de quase 62%,
sendo que se verifcou uma quebra de
19% na dívida privada.
sexta-feira, 4 Junho de 2010 mercaDos 36
Volatilidade e oferta
impulsionam intermediação
fnanceira
Banca europeia
com difculdades
para se fnanciar
Os investidores estão cada vez mais cautelosos
relativamente aos principais bancos europeus
e exigem rentabilidades mais elevadas a curto
prazo. Factores que juntam mais problemas ao
já frágil sistema fnanceiro.
As incertezas sobre a dívida soberana provo-
caram um corte do risco por parte dos bancos
e investidores e restrições no fnanciamento. O
facto de os investidores estarem mais adversos
ao risco de crédito provocou que os diferenciais
das taxas de juro que estão a ser pagos pelos
bancos europeus pelo papel comercial a três
meses sejam entre três e quatro vezes superiores
ao normal.
O que faz com que os investidores não es-
tejam dispostos a emprestarem a mais de um
mês sem serem compensados acima do normal.
Aliás, basta ter em conta que vários bancos e
fundos norte-americanos baixaram as suas
posições nas emissões europeias. As restrições
no fnanciamento acabam por se refectir nas
quebras de vários activos em todo (como é o
caso, por exemplo, das matérias-primas). Caso
esta situação não seja invertida, corre-se o risco
de contágio que atingiu o mercado do crédito
há cerca de dois anos. É possível que o BCE
reconsidere as condições de crédito aos bancos
europeus, tornando o acesso mais fácil.
Millennium Bcp e BEi lançam
linha de crédito para PME
O Millennium bcp anunciou o lançamento,
em conjunto com o Banco Europeu de inves-
timento (BEi), de uma linha de crédito para
empresas, no valor de 50 milhões de euros, para
fnanciamento de projectos de pequenas e mé-
dias empresas.
Em períodos de crise fnanceira, o crédito
bancário revela-se um instrumento decisivo
no apoio ao investimento das empresas portu-
guesas e segundo o Millennium bcp “esta linha
enquadra-se na continuação do plano de apoio
a PME traçado pelo BEi, em harmonia com as
prioridades e critérios do BEi e da União Eu-
ropeia”. A nova linha de crédito assenta num
contrato de fnanciamento, no valor de 50 mi-
lhões de euros, na forma de Empréstimo para
PMEs e privilegia o fnanciamento a projectos
de leasing de empresas portuguesas.
De quem é a culpa afnal
– dos especuladores ou dos gastadores?
Está na ordem do dia o efeito
especulador dos mercados sobre
a economia europeia, tendo os f-
nanciadores das dívidas soberanas
passado a ser os maiores vilões do
planeta. Afnal de contas, os maus
gestores públicos, gastadores por
natureza e donos de um ego tão
grande que nos obrigam a realizar
obras de regime para mais tarde
recordar, são as vítimas de todo o
sistema.
De facto, Portugal viveu sempre
numa ilusão gastadora. Mesmo
em anos de crescimento a despesa
foi sendo sempre superior à re-
ceita, tendo tal facto gerado um
aumento do endividamento cuja
insustentabilidade se confrma f-
nalmente. Era óbvio que um dia
a corda ia rebentar.
Quero com isto dizer que a cul-
pa não é das empresas de rating
mas sim da real situação econó-
mica e fnanceira em que vive-
mos. Ou, então, os bancos são os
maiores especuladores, pois são
eles que fnanciam a economia e
também eles estabelecem sistemas
de avaliação de risco de crédito
para particulares, empresas e de-
mais organizações, desenvolvendo
também modelos de rating. Estes
modelos defnem a capacidade
creditícia de cada entidade, e o
preço a que o banco em questão
está disponível para lhe emprestar
dinheiro, normalmente baseado
na defnição de uma margem co-
mercial acrescido de um prémio
de risco (em função do rating de-
fnido para o cliente em causa),
globalmente denominado spread.
Desta forma, quanto maior é o
risco, menor é a capacidade de
obtenção de crédito e mais caro
se torna o dinheiro. Assim, a acti-
vidade bancária procura alcançar
um equilíbrio permanente entre
margem e risco, sendo este binó-
mio reajustado pela concorrência
existente no mercado ditada pela
existência de maior ou menor
liquidez e pelo maior ou menor
número de operadores desse mes-
mo mercado.
Esta é a realidade do merca-
do, foi construída ao longo de
dezenas de anos e tem por base
uma lógica insuspeita. Mesmo
que, marginalmente a esta lógica,
existam acções verdadeiramente
especulativas e que se aproveitam
da nossa incapacidade de gestão,
este sistema irá perdurar e poderá
apenas ser melhorado, mas nunca
eliminado.
Por isso, não há agência euro-
peia de rating que consiga salvar a
nossa economia nacional caso não
comecemos por dar os primeiros
passos. De facto, só pode haver
duas palavras de ordem para pa-
íses, empresas e famílias: crescer
e poupar. A redução do nível
de endividamento actual só será
possível aumentando as receitas e
reduzindo a despesa, aplicando o
diferencial obtido na liquidação e
redução de dívida.
Para alcançar aqueles objecti-
vos, as empresas terão que aplicar
estratégias de desenvolvimento
de novos produtos, incrementar
a capacidade de inovação, dis-
tinguindo-se da concorrência e
melhorando a relação custo/be-
nefício dos mesmos, aumentar a
produtividade e procurar novos
mercados de forma a alcançar ga-
nhos de escala. Em simultâneo, é
fundamental reduzir a estrutura
de custos não reprodutivos, ava-
liando cada um deles como se
fosse o mais signifcativo e def-
nindo objectivos e regras claras
tendentes à sua diminuição. Por
outro lado, os investimentos de-
vem ser analisados exaustivamen-
te e a sua realização condicionada
à estrita capacidade de reprodu-
ção de novos meios.
Estas medidas melhorarão se-
guramente os resultados das em-
presas e reforçarão a sua estrutura
fnanceira melhorando o seu nível
de risco, pelo que o sistema fnan-
ceiro terá condições para reduzir
o custo do dinheiro baseando
tal decisão no melhor rating da
empresa. Por outro lado, haverá
maior apetência para fnanciar
novos projectos, criando-se uma
espiral geradora de mais resulta-
dos.
O Estado recorre normalmente
ao aumento de impostos para in-
crementar as receitas, esquecendo
que também a esse nível estamos
no limite máximo da nossa capa-
cidade, pelo que a única salvação
para empresas famílias e para o
próprio Estado é implementar o
mais rapidamente possível estas
medidas nas empresas de forma a
alargar a base tributável e incre-
mentar as receitas.
Este nunca aprenderá a lição e
continuará a ser sempre um gas-
tador por excelência!
António VAle
Consultor de Empresas
MBA in business strategy
Grupo Vista
Alegre atenua
perdas
O grupo Vista Alegre conse-
guiu atenuar consideravelmente
os seus prejuízos no primeiro tri-
mestre, de 5,3 para 2,3 milhões
de euros. O volume de negócios
ascendeu a 11,8 milhões de euros,
contra 12,4 milhões em igual pe-
ríodo do ano passado. O melhor
desempenho ao nível das perdas
fcou a dever-se, sobretudo, à per-
formance operacional em termos
de custos, resultante da reorgani-
zação interna em curso.
A empresa considera que os
próximos meses não serão fá-
ceis em termos de mercado,
pelo que se manterá uma forte
pressão nos custos, com vista à
sua plena racionalização e uma
grande aposta na dinamização
da equipa comercial para con-
quistar novos clientes e merca-
dos. O grupo prevê, entretanto,
uma operação de aumento de
capital, tendo em conta o fnan-
ciamento do desenvolvimento
do negócio e do plano de rees-
truturação fnanceira.
PUB
Os primeiros passos da globalização fo-
ram encarados de forma muito optimista
pela generalidade dos economistas, políti-
cos e investidores no mercado de capitais.
A globalização, segundo eles, traria maior
competitividade, traduzida em ganhos para
o consumidor e para a economia em geral
e fnanças públicas devido ao seu carácter
desinfacionista.
Não muito tempo depois, o nosso país
encontra-se mergulhado numa crise pro-
funda, alavancada pela deterioração das
contas públicas e semidestruição do tecido
produtivo. Como chegámos aqui?
Na minha opinião, a economia portu-
guesa não estava preparada para a livre cir-
culação de bens e serviços à escala global,
“vis-a-vis” a entrada no Euro. Antigamente,
Portugal atenuava a menor produtividade
das suas empresas, tornando-se mais com-
petitivo através da desvalorização do Escu-
do. O advento da globalização (somado à
entrada no Euro) provocou uma indigestão
nas empresas exportadoras portuguesas.
A adesão de Portugal ao Euro teria fun-
cionado na perfeição se o Banco Central
Europeu (BCE) tivesse no seu mandato,
enquanto prioridade, a promoção do cres-
cimento económico (à semelhança da Re-
serva Federal Americana). Mas não, o BCE
é uma herança do Bundesbank (BUBA), o
famoso banco central alemão, antigamente
presidido pelo Sr. Hans Tietmeyer. Ora, os
estatutos deste banco foram praticamen-
te transplantados para o BCE. Tietmeyer
sempre declarou como prioridade o con-
trolo da massa monetária em circulação.
O combate à infação passou assim a ser a
prioridade do BCE.
Assim, este banco central nunca se pre-
ocupou com as excessivas valorizações do
euro, nomeadamente face ao iene japonês,
ao yuan chinês e ao dólar. No seu pico, o
Euro chegou a atingir 178 iénes, 11 yuans
e 1,6 dólares (sensivelmente em Junho de
2008). A razão do consentimento desta
valorização, muito combatida pelos gover-
nantes europeus, diga-se (em especial, os
franceses), era não permitir que a forte su-
bida de preço das mercadorias - estimulada
pelo crescimento chinês – fzesse subir os
preços na Europa. Como as mercadorias,
nos mercados internacionais, são cotadas
em dólares, o euro forte permitia diminuir
o custo de importação.
Entretanto, em contraciclo, os america-
nos iam consentindo desvalorizações (pelo
mercado) do dólar, não dando nenhum
sinal de desconforto com o sucedido, tra-
duzindo aquilo que a Portugal daria muito
jeito poder fazer.
Assim, e em oposição, tínhamos (temos)
2 modelos: um modelo Keynesiano (esco-
la John Maynars Keynes), que assenta na
promoção do crescimento, de um lado; o
modelo austríaco (nome derivado do seu
austríaco precursor, Karl Menger), que
assenta na monitorização da infação en-
quanto ferramenta que garanta crescimen-
to saudável no futuro, do outro.
Concomitantemente, a emergência chi-
nesa levou à criação de uma nova classe de
consumidores na China. Numa população
de cerca de 1,4 mil milhões de habitantes,
a China possui actualmente 70 milhões de
consumidores de bom porte, ou seja, 5% da
população. Os necessários ajustamentos em
infra-estruturas obrigaram a importações
massivas de matérias-primas, a saber: petró-
leo, cobre, zinco, alumínio, titânio, etc. Por
outro lado, os chineses começaram a prepa-
rar aquilo a que chamam a “Nova Revolução
Industrial”, os carros híbridos. Ora, necessi-
tando estes de diversos metais industriais…
Na Europa, o aumento do custo da
importação de matérias-primas, embora
atenuado pelo euro forte, fez diminuir as
margens das empresas, mais ainda após a
desaceleração da economia, a qual provo-
cou uma diminuição das vendas.
Nesta conjuntura, os exportadores portu-
gueses foram sentindo graduais difculda-
des na venda dos seus produtos, perdendo
competitividade face à mão-de-obra barata
dos países da Europa de Leste, da China,
da Índia e do Sudeste Asiático em geral.
A redução do mercado das exportações fez
contrair o PIB. Este facto foi sempre dis-
farçado pelo aumento da procura interna.
Mas como subiu esta?
O aumento do consumo (e diminuição
da poupança) foi estimulado pela explosão
do crédito bancário no nosso país. Assim, o
endividamento das famílias (face ao orde-
nado) aumentou de 20% (em 1990), para
40% (em 1995) e, fnalmente 18% (!), em
fnais de 2004, motivando um agravamen-
to do nosso défce externo. Agora, quando
se gasta o que não se tem…
Apesar de ter permitido, durante uns
tempos, mascarar a realidade económica, a
crise imobiliária de 2007/08 expôs a ver-
dadeira situação. O país está endividado e
nos próximos tempos iremos assistir a um
aperto ainda mais pronunciado do crédi-
to disponível. O desemprego deverá subir
mais um pouco durante o processo de ajus-
tamento da economia – tudo situações que
não ajudarão o consumo.
Portugal deverá promover a descida
acentuada da despesa pública. A poupan-
ça deverá de novo ser uma prioridade para
as nossas famílias. E temos urgentemente
de criar uma escola de empreendedorismo,
fomentada nas universidades, de forma a
formar “entrepreneurs” capazes de criar
emprego e riqueza para o país, invertendo
a mentalidade de “trabalhar por conta de
outrem” que vigora quase desde sempre,
em Portugal.
E já agora: não precisamos de mais leis.
Precisamos, isso sim, que os tribunais
funcionem e que a fscalidade não esteja
sempre em mutação, invertendo assim as
razões que afastam o investimento estran-
geiro no nosso país.
Anatomia da Grei (portuguesa)
Pedro Azevedo
Administrador da
Golden Assets
sexta-feira, 4 Junho de 2010 37 mercados
Grupo Estoril-
-Sol baixa lucros
O grupo Estoril-Sol obteve
um resultado líquido consolida-
do de perto de 173 mil euros,
no primeiro trimestre, contra os
306 mil de igual período do ano
passado. O EBITDA gerado as-
cendeu a 9,9 milhões de euros, a
que correspondeu pouco mais de
16% de margem.
Adianta a empresa que o en-
dividamento fnanceiro conso-
lidado, no montante de quase
172 milhões de euros, refecte,
temporariamente, um excesso
de endividamento decorrente do
pagamento, efectuado em Janei-
ro, das contrapartidas anuais de
imposto de jogo, num valor glo-
bal de 22,7 milhões de euros. De
salientar ainda que as receitas, no
período em análise, apresentaram
uma descida de 3,2%, comparati-
vamente a período homólogo do
exercício anterior. Os três casinos
tiveram perdas inferiores àquelas
verifcadas pela média do merca-
do. Por sua vez, foram realizadas
despesas adicionais, tendo em
conta a necessidade de eliminar
postos de trabalho.
O Banco Europeu de Investi-
mento (BEI) concedeu um em-
préstimo de 75 milhões de euros
à Empresa de Electricidade da
Madeira (EEM) para apoiar o
seu programa de investimento
na modernização das infra-estru-
turas de electricidade na Região
Autónoma da Madeira.
De acordo com Carlos da Silva
Costa, “O BEI congratula-se por
apoiar o programa da Electricida-
de da Madeira que, para além das
vantagens ambientais evidentes,
terá um impacto positivo na segu-
rança do abastecimento energéti-
co aos consumidores na Madeira
e Porto Santo. Este projecto ajuda
a promover os objectivos da UE
que consistem na melhoria da ef-
ciência energética e da segurança
do abastecimento”.
O empréstimo do BEI servirá
para fnanciar uma parte do actu-
al programa de investimento trie-
nal da empresa. O programa tem
por fnalidade a modernização e
ampliação da rede de distribuição
de electricidade nestas ilhas, assim
como um maior aproveitamento
da energia de fontes renováveis.
Os investimentos abrangem uma
estação hidroeléctrica de bomba-
gem e armazenamento, novas li-
nhas de transporte e distribuição
e subestações, numerosas renova-
ções de equipamento, bem como
sistemas efcientes de controlo
automáticos e remotos.
BEI empresta 75 milhões de euros para promover
energia “verde” na Madeira
O grupo Orey aumentou os re-
sultados líquidos em quase 32%,
no primeiro trimestre, para 300
mil euros, face a igual período do
ano passado. Os seus responsá-
veis revelam satisfação, tendo em
conta a conjuntura económica
difícil e a subsistência da instabi-
lidade nos mercados fnanceiros.
O EBITDA desceu 2,7%, para
cerca de 800 mil euros.
As várias actividades da so-
ciedade comercial apresentaram
números positivos. Os activos
sob gestão e as comissões líqui-
das da Orey Financial cresceram
quase 31% e 169%, respectiva-
mente, enquanto o volume de
transacções da corretagem au-
mentou mais de 40%. Destaque
para os activos e as comissões lí-
quidas da Orey Financial Brasil,
as quais tiveram acréscimos de
70% e 64%, respectivamente. A
Horizon View aumentou as ven-
das em 23,4% e a margem bruta
em cerca de 12%.
A actividade das representa-
ções técnicas navais apresentou
um aumento perto dos 138%, o
que se fcou a dever, em grande
medida, à compra da empresa
Contrafogo. Por sua vez, a acti-
vidade de trânsitos, em Angola,
teve um acréscimo superior a
732%, o que atenuou a redu-
ção do volume de vendas , face à
perda do seu principal cliente, a
Odebrecht.
Grupo Orey resiste a conjuntura difícil
Prejuízos da SAG
em linha com orçamentado
Lucros
da Reditus
descem 65%
A tecnológica Reditus registou
uma quebra de 65% no resulta-
do líquido, no primeiro trimestre,
para 161 mil euros, que se fcou
a dever sobretudo ao aumento
da dívida, decorrente dos investi-
mentos realizados ao longo do ano
passado.
A dívida bancária líquida ci-
frou-se em 58,6 milhões de euros,
contra os 56,8 milhões no fnal do
exercício transacto.
Em comunicado à CMVM, a
Reditus garante que aumentou a
sua rentabilidade, com o EBITDA
a apresentar um forte crescimento
de quase 58%, para 2,9 milhões
de euros.
Neste caso, o bom desempenho
fcou a dever-se, em particular, à
área de IT Consulting, com um
acréscimo de 192%, comparativa-
mente aos três primeiros meses do
ano passado. A empresa também
afrma que tem sido feito um es-
forço no sentido da racionalização
dos custos de estrutura e operacio-
nais.
De notar que o “outsourcing”
de tecnologia foi a única área de
negócio que revelou uma descida.
Oligopólio das agências de rating
prejudica a Europa
O
s países europeus estão a ser for-
temente prejudicados pelas agên-
cias de rating, que actuam como
um oligopólio. Europa e EUA defendem
alterações de métodos de análise e menos
poder a estas agências.
Leonardo Mathias, gestor da Dunas
Capital Gestão de Activos e ex-director
da Schroders, e ainda José Poça Esteves,
vice-presidente da Companhia Portugue-
sa de Rating, a única entidade portuguesa
a actuar neste sector, foram unânimes na
conferência realizada na Ordem dos Eco-
nomistas (OE), em Lisboa, sobre a temáti-
ca das agências de rating. Murteira Nabo, o
bastonário da OE moderou o debate.
Leonardo Mathias, que caracterizou o
trabalho das agências e historiou o seu lan-
çamento nos anos 40, nos EUA (embora
a Fitch tenha uma raiz francesa), defniu
o modelo de trabalho e as classifcações
atribuídas. Recordou o papel crucial na re-
cente crise gerada em vários países da zona
Euro, incluindo Portugal, com “downgra-
dings” sem justifcação aparente.
O gestor realçou, na sua intervenção,
aquilo que as agências de notação de rating
não fazem, nomeadamente conselho de in-
vestimento, indicadores de liquidez, garan-
tias de qualidade, para além de afrmarem
não serem uma ciência exacta. Leonardo
Mathias afrmou que, independentemen-
te de as agências não serem nada daquilo
de que se falou anteriormente, serem am-
plamente reconhecidas por fundos, índi-
ces, intermediários fnanceiros, Estados,
emitentes, entidades fnanceiras e accio-
nistas. Na verdade, não são um conselho
de investimento, nem dão uma garantia
de qualidade de crédito, mas fazem papel
de equilíbrio ou de árbitro, sendo que os
“benchmarks” são determinados pelo ra-
ting.
O exemplo mais recente é o de Portu-
gal, que, depois do corte de rating da S&P
para a dívida de curto prazo, viu as suas
linhas cortadas quando – reforçou o gestor
– Portugal “não tem problemas de balanço,
mas tem problemas de liquidez”. Leonardo
Mathias questionou ainda a racionalidade
da análise, pois existirão cerca de 1,2 mi-
lhões de emissões com rating em todo o
mundo, de acordo com a informação dis-
ponibilizada pela Bloomberg, mas os ana-
listas das agências serão alguns milhares, o
que signifca que cada um poderá ter de
analisar centenas de emissões. O gestor
lançou ainda a questão do confito de in-
teresses, embora as agências se defendam
com os pagamentos, já que quem liquida
o serviço é o emitente e não o investidor.
Afrma ainda que estão separados os depar-
tamentos que fazem a análise dos que ven-
dem. O regulador local, a ECC, está atenta
ao fenómeno e que passa pela criação de
um novo departamento regulado com uma
equipa própria de “compliance”. Os novos
regulamentos naquele país poderão vir a
obrigar ao “disclosure” total da metodolo-
gia, a par do anúncio das subcontratações.
A ECC poderá obrigar à divulgação das
fontes com informações confdencial para
a análise, para além de proibir os técnicos
de “compliance” de virem a trabalhar em
metodologia e em vendas.
Para Leonardo Mathias, a solução está
em defnir “standards” de rating; ter capa-
cidade de medir a performance de rating;
e substituir a eventual retirada do alvará
por multas às agências de ratings. O gestor
considera ainda que se deve alterar a me-
todologia no sentido de que a análise não
deve defnir a capacidade de pagar o em-
préstimo a horas, mas deve-se indicar a pro-
babilidade de perder, ou não, dinheiro. Por
último, o gestor defende que não deveriam
ser encorajadas empresas de “triple A”.
Concorrência
“Actuar pela concorrência” é a solução
proposta por José Poça Esteves, vice-pre-
sidente da Companhia Portuguesa de Ra-
ting. Disse que é necessário “colocar mais
empresas (de rating) no mercado”. Adian-
tou que será algo difícil, tendo em conta
que os canadianos e japoneses gastaram
muito dinheiro a tentar entrar no sector e
não conseguiram. “Se não houver medidas
de carácter administrativo, como a criação
de quotas, as raposas vão continuar a co-
mer as galinhas”, afrmou no encontro
O gestor referiu que, “na maioria das
vezes, os investidores apenas olhavam para
a notação atribuída pelas agências às em-
presas e não liam o relatório que susten-
tava essa notação”, nomeadamente, onde
era referido “que a empresa era demasiado
grande para o Estado a deixar cair”.
EUA
Entretanto, os economistas Joseph Sti-
glitz e Jeffrey Sachs defenderam um maior
controlo sobre as agências de rating, que
dizem ter demasiado poder, uma vez que
tiveram falhanços claros até aqui e con-
tinuam a contribuir para a instabilidade
económica. Num encontro em Madrid,
organizado pela Fundação Ideas, Stiglitz
disse que as agências “têm uma história
fantástica de más notações. Mas se enten-
dêssemos melhor os seus modelos percebe-
ríamos porque são tão más. O que mais me
surpreende é, tendo em conta estes péssi-
mos antecedentes, como é que os mercados
ainda lhes prestam tanta atenção”. O eco-
nomista disse ainda que parte do problema
está no facto de os próprios governos lhes
terem dado demasiado poder. Como alter-
nativa sugeriu, entre outras hipóteses, mé-
todos de “avaliar a qualidade dos ratings”,
determinados “pelo risco de incumprimen-
to” e não pelas siglas poucas claras.
Vítor NoriNha
sexta-feira, 4 Junho de 2010
mErCAdos 38
A SAG sublinha que o resulta-
do líquido consolidado negativo
de 3,7 milhões de euros no pri-
meiro trimestre do ano, contra
1,3 milhões em 2009, está “em
linha com o valor orçamenta-
do no seu plano para 2010”. O
grupo de João Pereira Coutinho
afrma que as perdas são “decor-
rentes do facto dos preços no
mercado de viaturas usadas e se-
minovas se terem deteriorado em
relação às expectativas que vigo-
ravam quando foram estabeleci-
dos os contratos de renting origi-
nados antes do terceiro trimestre
de 2008”. Apesar do prejuízo,
no primeiro trimestre de 2010,
o volume de negócios da SAG
cresceu 28,3% e o EBITDA
(lucros antes de juros, impostos,
depreciação e amortizações) au-
mentou 69,8%.
Em Portugal, a SIVA – impor-
tador das marcas Volkswagen,
Audi e Skoda – registou uma
quota de mercado de 14,49%,
o que permitiu à empresa obter
a liderança do mercado de au-
tomóveis ligeiros de passageiros.
“Capitalizando neste aumento de
volume, no excelente posiciona-
mento das marcas representadas,
nas medidas de reestruturação
e reorganização implementadas
em 2008 e em 2009, numa cri-
teriosa gestão de recursos e no
peso competitivo da organização
comercial SIVA, as actividades
do grupo na área do comércio
automóvel apresentaram uma
notável performance, melhoran-
do de forma muito signifcativa a
sua rentabilidade”, refere a SAG,
em comunicado.
Zon Multimédia
“condiciona”
resultados
da Cofna
O grupo Cofna registou um
resultado líquido negativo de 6,7
milhões de euros, no primeiro tri-
mestre, contra ganhos superiores
a cinco milhões em igual período
do ano passado. A empresa atribui
este resultado à contabilização ao
valor de mercado da participação
accionista que detém na Zon Mul-
timédia.
Em comunicado à CMVM, a
Cofna dá conta que as receitas ope-
racionais atingiram cerca de 32,2
milhões de euros, o que se traduziu
num aumento de 5%, comparati-
vamente aos três primeiros meses
do exercício anterior. As receitas de
circulação cifraram-se em cerca de
15,7 milhões de euros (mais 3%),
de publicidade em cerca 12 milhões
(+8%) e as associadas a produtos de
marketing alternativo ascenderam
a 4,5 milhões de euros (5%).
O EBITDA foi de cerca de 4,6
milhões de euros, o que refectiu um
aumento de 7,4%, com a margem
a situar-se em mais de 14%. Dos
resultados da Cofna é interessante
verifcar que as receitas derivadas da
publicidade tiveram crescimentos,
ainda que o mercado esteja numa
fase complicada.
Resultados da Portucel
surpreendem pela positiva
A Portucel teve um desem-
penho, no primeiro trimestre,
melhor do que o esperado pelos
analistas. O resultado líquido ci-
frou-se em 32,2 milhões de euros,
mais 15,6% do que nos três pri-
meiros meses do ano passado.
O volume de negócios aumen-
tou quase 12%, em resultado do
maior volume de papel vendido,
sustentado pela produção da nova
fábrica de papel, a par do aumen-
to da produção e venda de ener-
gia. Apesar de o preço do papel
ter registado uma descida na or-
dem dos 6%, o crescimento nas
vendas compensou essa descida.
Importante é que os novos volu-
me foram vendidos sem provo-
carem perturbações signifcativas
no mercado. Na pasta, as vendas
em volume baixaram 37%, mas
a evolução dos preços permitiu
compensar, em grande medida,
essa quebra. A actividade da ener-
gia cresceu quase 80%, tendo em
conta a entrada em funcionamen-
to da nova central de cogeração a
gás natural em Setúbal e das novas
centrais termoeléctricas a biomas-
sa de Cacia e Setúbal. O EBITDA
cresceu perto de 26%, para 72,4
milhões de euros.
“Um universo de soluções
para o seu dia-a-dia”
O banco Montepio Geral quer piscar o olho a novos
clientes, não só da instituição bancária como também da
Associação Mutualista — uma instituição particular de
solidariedade social -, e, para o efeito, lançou um novo
conjunto de soluções fnanceiras. A ideia passa por oferecer
ao mercado, e tal como acontece nos bancos de “primeira
linha”, um produto que compile uma série deles, de forma
a facilitar a gestão diária dos clientes. O mote passa por
dar resposta a quem procura comodidade, simplicidade e
mais vantagens sem custos adicionais. Em tempo de crise,
a empresa apresenta outro bónus. Afnal de contas, quem
for membro da Associação Mutualista fca com uma espécie
de braço direito, já que a instituição presta protecção social
prevendo, entre outros aspectos, reforma, protecção familiar
e pagamento de rendas vitalícias (ver conselho em baixo). E
a concorrência, o que dá em troca? Nesta análise, a “Vida
Económica” lembra-lhe que o BES apareceu no mercado
a dar 3% a quem domiciliar o seu ordenado, ofereceu
uma viagem a uma das capitais europeias bem como
um desconto numa apólice de seguro. O Banco Popular
presenteou, no mesmo produto, uma mesada em caso de
despedimento. Já o BPI apresenta uma conta ordenado
que dá 10% do salário mensal num PPR. O Santander,
por seu turno, recorre à imagem de Pêpe Rapazote para
lembrar ao mercado a sua oferta, que mantêm a entrega de
electrodomésticos e/ou material informático, dependendo
do valor do salário do cliente.
“Tudo numa só solução”, mas com uma
TAEG alta
Assim, se tiver um ordenado igual ou superior a 500 euros,
ou desde que tenha um montante de recursos totais do
mês anterior superior ou igual a cinco mil euros, e se faça
sócio da Associação mutualista, fca, desde logo, isento das
despesas de manutenção da conta ordenado.
Mas não é só. Este conjunto de soluções prevê, de
imediato, um depósito a prazo associado à conta ordenado,
com gestão automática de saldos o que lhe permite ter o
seu dinheiro sempre disponível e a render juros.
Outro dos pressupostos passa por conceder um cartão
de débito com isenção em todas as anuidades para dois
titulares e condições preferenciais nos cartões de crédito
Mega, + Vida e Classic. A domiciliação de despesas
é gratuita, assim como as transferências internas e
interbancárias nacionais, sem qualquer limite, desde
que feitas no Net 24, Phone24, Netmóvel24, SMS24
e Chave24. Uma das mais-valias desta nova campanha
reside no facto de dar a possibilidade de escolha de um
produto mutualista à medida das necessidades de cada
um. Na prática, e em tempos de crise, em que a poupança
e a prevenção se impõem, ao ser membro da Associação
Mutualista, para além de incorporar uma instituição
solidária, pode aceder a produtos de poupança cuja
rendibilidade pode chegar aos 4% anuais. Mas como “não
há bela sem senão”, o Montepio Geral apresenta uma Taxa
Anual Efectiva Global (TAEG), entendida como o custo
total de um crédito ao consumidor e neste caso aplicada
ao descoberto da conta-ordenado, como uma das mais
penalizantes do mercado (ver conselho em baixo).
MArTA ArAújo
martaaraujo@vidaeconomica.pt
A nossa análise
Montepio aposta em conta-ordenado
multifunções para cativar novos clientes
O Montepio Geral cedeu à tentação da criação de
produtos mix, uma prática seguida habitualmente
pelos bancos maiores, e lançou uma campanha
que, baseada numa conta-ordenado, junta uma
série de produtos. Através da domiciliação do
salário naquela instituição bancária, fca isento
das despesas de manutenção, pode usufruir de
um depósito a prazo, a cartões de débito com
todas as anuidades grátis e condições preferências
nos cartões de crédito, domiciliação de despesas
e transferências gratuitas e seguro de viagem. Em
troca, tem de ser membro da Associação Mutualista
e ter um ordenado igual ou superior a 500 euros.
Para fazer parte da Associação Mutualista, não paga para entrar mas tem uma
quota anual de 12 euros. Em troca tem a possibilidade de aceder a diferentes
produtos de poupança, cuja rendibilidade anda à volta dos 4% anuais,
abaixamento do spread, no caso de fazer o empréstimo pelo Montepio Geral e
atribuição de descontos numa rede de prestação de serviços.
consElho
se recorre sistematicamente ao adiantamento, do ordenado tenha em atenção
que a taxa de juro do Montepio Geral é alto (15,57%). Ainda assim, e olhando
para as restantes instituições bancárias, saiba que as taxas no santander variam
entre os 12% e os 17,50%. A cGD (9,20%) e o Barclays (9,50%) têm, neste âmbito,
valores mais atractivos.
consElho
sexta-feira, 4 Junho de 2010
39 MErcADos
Ao que tudo indica, a Caja Ma-
drid, o segundo maior banco espa-
nhol, vai solicitar ao fundo de emer-
gência do Estado até três mil milhões
de euros. A notícia é lançada pelo ‘El
Pais’ que, citando fontes anónimas,
afrma que a instituição fnanceira
está mesmo a “está a estudar a pos-
sibilidade de pedir entre 2,5 e 3 mil
milhões de euros” ao Fundo para a
Reestruturação Ordenada Bancária
(FROB) do estado espanhol.
Recorde-se que o FROB foi criado
pelo Governo espanhol em Junho do
ano passado, depois de o Banco de
Espanha ter sido obrigado a tomar
conta da condução do banco Caja
Castilla la Mancha. A sua capacida-
de de fnanciamento vai até aos 90
mil milhões de euros.
De acordo com informação vei-
culada pelo mesmo jornal, a Caja
Madrid, que tem activos de cerca
de 190 milhões de euros, “quer usar
esse dinheiro público para equilibrar
as suas contas e aumentar as provi-
sões, em conformidade com as novas
regras do Banco de Espanha”.
Segundo as novas regras divulga-
das pelo Banco de Espanha na sema-
na passada, as instituições bancárias
devem agora fazer provisões para
imparidades com efeitos a um ano
e não para dois a seis anos, como
acontecia anteriormente. As novas
regras foram vistas como um esfor-
ço para acelerar o processo de rees-
truturação do sector bancário em
Espanha, obrigando as instituições a
reequilibrar as suas contas.
Os bancos espanhóis escaparam
praticamente incólumes à crise do
“subprime” em 2008. Ainda assim,
os pequenos bancos de poupança,
não cotados e normalmente contro-
ladas por forças políticas regionais,
que representam metade do total
dos empréstimos, foram duramente
atingidos pelo colapso do mercado.
O Banco de Espanha apelou, en-
tretanto, para a consolidação de
bancos regionais de poupança, caso
estes queiram sobreviver à crise eco-
nómica.
Destaque-se que, no mês passado,
o Banco Central assumiu o controlo
do CajaSur e estão agora ser nego-
ciadas alianças entre a Caja Madrid
e outros cinco bancos regionais de
poupança – Caja Insular de Ahorros
de Canarias, Caixa Laietana, Caja de
Ávila, Caja Segovia e Caja Rioja.
MArTA ArAújo
martaaraujo@vidaeconomica.pt
Caja Madrid admite pedir três mil milhões
ao fundo de emergência do Governo de Espanha
As entidades judiciais de
Itália estão a investigar o
banco do Vaticano, alega-
damente por suspeita de
envolvimento em esquemas
de lavagem de dinheiro. A
notícia foi avançada, esta se-
mana, pelo jornal diário “La
Repubblica”.
O órgão de comunicação
social, ao qual a “Vida Eco-
nómica” teve acesso, dá con-
ta de que os alvos de suspeita
são o Instituto das Obras
Religiosas (IOR), designação
pela qual é conhecido o ban-
co ofcial do Vaticano, e uma
dezena de outros bancos
italianos, incluindo grandes
instituições como a Intesa
San Saolo e a Unicredit.
De acordo com o jornal,
os investigadores desconfam
que pessoas que têm residên-
cia fscal em Itália estão a
usar o IOR como uma “cor-
tina“ para esconder diversos
crimes, como fraude e evasão
fscal. Recorde-se que o IOR
gere contas bancárias das or-
dens religiosas e associações
católicas e benefcia do esta-
tuto “offshore“ do Vaticano.
A publicação esclarece
ainda que os investigadores
terão descoberto que foram
feitas transacções de cerca de
180 milhões de euros, num
período de dois anos, numa
das contas geridas pelo IOR.
E em Setembro de 2009, o
representante do Santander
em Itália, Ettore Gotti Te-
deschi, foi nomeado presi-
dente executivo do IOR.
O arcebispo norte-ameri-
cano Paul Marcinkus, que
liderou o banco entre 1971 e
1989, esteve envolvido numa
série de escândalos, entre os
quais a falência do banco
privado, Banco Ambrosiano,
em 1982, entre acusações de
ligações à máfa e terrorismo
político.
MArTA ArAújo
martaaraujo@vidaeconomica.pt
Banco do Vaticano está a
ser investigado por suspeita
de lavagem de dinheiro
O El Pais escreve que a Caja Madrid, “quer
usar esse dinheiro público do Fundo para a
Reestruturação Ordenada Bancária, para
equilibrar as suas contas e aumentar as pro-
visões”.
Daily QE UR =
13.080
1, 42
1, 385
1, 326
1, 458
1, 51
1, 369
1, 285
1, 25
1,213
Pr ic e
USD
. 1234
1, 23
1, 26
1, 29
1, 32
1, 35
1, 38
1, 41
1, 44
11 18 25 01 08 15 22 01 08 15 22 29 05 12 19 26 03 10 17 24 31 07 14
J a n 10 Fev 10 Ma r 10 Abr 10 Ma i 10 J un 10
Lentamente as Euribor continu-
am a subir, mas estão ainda a valo-
res perto dos mínimos históricos.
A situação do mercado monetá-
rio continua
complicada
e o início de
Julho, altura
em que ven-
cem os J 442
mil milhões
cedidos pelo
BCE a 12
meses, está-
se a aproxi-
mar. O membro do BCE Ewald
Nowotny afrmou que não have-
rá necessidade de se repetir uma
cedência de fundos nos mesmos
moldes, acreditando que a ex-
piração de tal montante não irá
causar qualquer perturbação adi-
cional no sistema.
Enquanto se discute sobre as al-
ternativas que na data em causa o
BCE apresentará para refnanciar
tal montante, os bancos exceden-
tários de liquidez continuam a
não a passar para o sistema. Esta
semana foram depositados em
média J 310 mil milhões junto
do BCE remunerados a 0,25% ao
dia, sinal evidente da desconfan-
ça que reina no sector interban-
cário. Na opinião de responsáveis
do banco central, os bancos euro-
peus estão numa melhor posição
para enfrentar um período difícil,
uma vez que em grande parte
conseguiram subir as suas posi-
ções de capital e melhorar a sua
rentabilidade nos últimos meses.
No entanto, a sua situação con-
tinua difícil, deparando-se agora
com novas fontes de risco e le-
vantando-se dúvidas sobre a sus-
tentabilidade dos seus resultados
mais recentes. Perspectivas de um
aumento dos incumprimentos
e uma difculdade crescente na
emissão de obrigações são alguns
dos factores que estão a provocar
novas tensões ao sistema bancá-
rio europeu. Entre hoje e fnal de
2012, os principais grupos bancá-
rios europeus terão que conseguir
forma de lidar com o vencimento
de J 800 mil milhões de dívida
emitida pelos mesmos.
Na economia real, o desem-
prego continua a subir na Zona
Euro, tendo atingido 10,1% em
Abril, o valor mais elevado desde
há 12 anos. O índice que mede o
sentimento económico dos euro-
peus sofreu já em Maio com os
receios associados aos cortes de
despesa de alguns países. Os ana-
listas foram apanhados de surpre-
sa, pois esperavam um aumento
de 100,6 para 100,8, mas o valor
apresentado fcou-se pelos 98,4.
As obrigações alemãs conti-
nuam a servir de refúgio a toda
esta situação, voltando a cair para
mínimos históricos. A baixa do
rating de Espanha pela Fitch e a
crescente desconfança face ao sis-
tema bancário, tem contribuído
para esta fuga, em que os inves-
tidores preferem não receber pra-
ticamente nada, mas sentir que
estão completamente seguros.
As taxas de longo prazo estão
acima dos mínimos da semana
passada, mas ainda a níveis atrac-
tivos.
Análise produzida
a 1 de Junho de 2010
Filipe garcia
flipegarcia@imf.pt
euro renova mínimos do ano
Mercado Monetário interbancário
Mercado cambial
EUR/USD
O Euro renovou, embora de
forma marginal, novos mínimos
do ano próximo da fgura dos
1,2100 dólares. Contudo, estes
níveis mostram agora algum inte-
resse comprador, gerando suporte
à moeda europeia.
Todos os indicadores técnicos
mostram a necessidade de um
movimento correctivo no curto
prazo, contudo enquanto abai-
xo dos 1,2500 dólares o cenário
descendente continua a ser pre-
dominante. Na eventual quebra
dos 1,2500 dólares, o euro deverá
iniciar um movimento correctivo
e de tomada de mais valias, que
pode levar os preços a recuperar
até junto dos 1,2850 dólares no
curto prazo.
EUR/JPY
O “momentum” negativo no
Eur-Jpy é ainda uma constante,
com o câmbio a ter registado no-
vamente valores abaixo dos 110
ienes por euro, novos mínimos
de praticamente 10 anos. O pa-
drão de duplo fundo que parecia
possível no Eur-Jpy dissipou-se
por completo e o cenário negati-
vo para o curto prazo continua a
apontar preços mais baixos para
a moeda.
Apenas a recuperação dos 115
ienes por euro neutraliza parcial-
mente o actual cenário negativo.
Contudo tais valores não se mos-
análise técnica - psi-20 - ibex 35 - dow jones - xetra dax
psi-20
EUR/USD 1.2155 -0.56% -1.24% -15.63%
EUR/JPY 110.65 1.02% -1.75% -16.90%
EUR/GBP 0.8347 -2.04% -1.64% -6.01%
EUR/CHF 1.4183 -0.43% -0.33% -4.40%
EUR/NOK 7.9420 -2.28% 0.04% -4.31%
EUR/SEK 9.6163 -2.15% -0.07% -6.20%
EUR/DKK 7.4393 -0.01% 0.00% -0.03%
EUR/PLN 4.1140 -1.21% 0.86% 0.23%
EUR/AUD 1.4595 -3.00% 0.13% -8.83%
EUR/NZD 1.8056 -2.26% -0.35% -8.82%
EUR/CAD 1.2766 -3.32% -0.99% -15.61%
EUR/ZAR 9.3929 -3.54% -0.66% -11.94%
EUR/BRL 2.2262 -4.19% -0.36% -11.35%
Taxas MIMI
T/N 0.40
1W 0.17
2W 0.28
1M 0.25
2M 0.33
3M 0.51
6M 0.64
9M 1.07
1Y 0.93
condIções dos bancos cenTraIs
MiniumBid* 1,00%
bce LendingFacility* 1,75%
DeposityFacility* 0,25%
*desde7Maio2009
eUa FEDFunds 0,25%
r.Unido RepoBoE 0,50%
suíça TargetLibor3M 0%-0,75%
Japão RepoBoJ 0,10%
eUro fra’s
ForwardRateAgreements
Tipo* Bid Ask
1X4 0.770 0.790
3X6 0.900 0.920
1X7 1.069 1.089
3X9 1.159 1.179
6X12 1.263 1.283
12X24 1.649 1.669
*1x4-Períodoterminaa4Meses,cominícioa1M
eUro Irs
InterestSwapsvsEuribor6M
Prazo Bid Ask
2Y 1.342 1.950
3Y 1.653 2.290
5Y 1.342 2.151
8Y 2.686 3.307
10Y 2.928 3.522
20Y 3.349 3.965
30Y 3.184 3.224
evolução euribor (em basis points)
1.Jun.10 25.Mai.10 04.Mai.10
1M 0.428% 0.426% 0.002 0.416% 0.012
3M 0.702% 0.697% 0.005 0.668% 0.034
1Y 1.262% 1.262% 0.000 1.240% 0.022
leIlões bce
LastTender 11.Mai.2010
MiniumBid 1,00%
MarginalRate 1,00%
tram prováveis para as próximas
semanas.
EUR/GBP
O Eur-Gbp renovou mínimos
do ano abaixo dos 0,8400, em
linha com o cenário técnico que
temos vindo a apontar.
Tendo em conta que o padrão
técnico que suporta o cenário ne-
gativo foi desenvolvido durante
os últimos dois anos, tudo leva a
crer que a prazo o Eur-Gbp de-
verá visitar o suporte dos 0,8275
no médio prazo. Apenas uma rá-
pida rejeição dos actuais níveis e
fecho acima dos 0,8650 neutrali-
za o actual cenário negativo.
Da ily EUR=
Pric e
.1234
1. 17
1. 18
1. 19
1. 2
1. 21
1. 22
1. 23
1. 24
1. 25
12 19 26 03 10 17 24 31 07 14 21 28 05 12 19 26 02 09 16 23
Setembro 2005 Outubro 2005 Novembro 2005 Dezembro 2005 Janeiro 2006
PSI-20
O Psi-20 consolida ainda entre os
7300 e os 6800 pontos, mostrando
fnalmente uma diminuição da volati-
lidade nas últimas semanas.
Será importante para o médio pra-
zo do Psi-20 que a barra semanal não
encerre abaixo dos 6800 pontos. Se tal
suceder o próximo objectivo do Psi-20
desce para a casa dos 6000 pontos.
No sentido oposto, embora seja o
cenário que consideramos ter menores
probabilidades, uma recuperação aci-
ma dos 7330 pontos invalida a actual
tendência de queda.
xetra dax
XETRA DAX
O índice alemão transacciona numa situação
técnicamente precária. Apesar de permanecer
acima do importante suporte dos 5750 pontos,
é notório o interesse vendedor sempre que uma
recuperação de preços ocorre.
Considerando que o cenário do Dax é negati-
vo, tudo aponta para a retoma do movimento de
queda com maior “momentum” e neste caso para
a visita do importante suporte de longo prazo
nos 5425 pontos.
Este cenário apenas será invalidado com a re-
cuperação dos 6100 pontos, algo que dada a dis-
tância do mesmo nos parece improvável.
FIXING Variação Variação Variação
1.Jun./10 Semanal(%) nomês(%) desde1Jan.(%)
sexta-feira, 4 junho de 2010
mercados 40
situação no monetário continua difícil
GIlArAúJo
gilaraujo@imf.pt
Yield curve euro e dólar euribor - 3m, 6m e 1 ano Yield 10 anos euro “benchmark”
'Yield Curve' Euro e Dólar
0.00
0.50
1.00
1.50
2.00
2.50
3.00
3.50
4.00
4.50
1 W 1 M 2 M 3 M 6 M 9 M 1 Y 1 Y 2 Y 5 Y 10 Y 30 Y
EUR
USD
EURIBOR - 3M, 6M e 1Y
0.600
0.700
0.800
0.900
1.000
1.100
1.200
1.300
26-Feb 28-Mar 27-Apr 27-May
1Y
6M
3M
Yield 10 anos EURO 'benchmark'
2.8
3.0
3.2
3.4
3.6
Oct Nov Dec Jan Feb Mar Apr May
eur/usd
A
dupla é negativamente má. O sis-
tema financeiro europeu apresenta
debilidades nunca vistas até agora,
com as caixas de aforro espanholas a soli-
citarem novas ajudas. Os investidores não
confiam na solvabilidade do sistema eu-
ropeu, uma situação que é pior do que a
inexistência de liquidez suficiente.
Conjugado com este factor europeu,
estão os sinais que o mercado se vai aper-
cebendo de uma retoma económica mun-
dial muito fraca. Os dados de produção
industrial da China são um sinal avassala-
dor, referem analistas citados por agências
de notícias. A recuperação cíclica está a
abrandar e as expectativas a nível macro-
económico não são as melhores.
Voltando à Europa, as notícias estão lon-
ge de ser as melhores. E, depois de várias
informações que davam conta das dificul-
dades de vários bancos europeus no acesso
ao mercado interbancário, vem o próprio
Banco Central Europeu afirmar que a
banca poderá ter dificuldades de financia-
mento. A instituição afirma que os bancos
terão de reavaliar em baixa os empréstimos
e a sua capacidade em vender obrigações
poderá ser prejudicada pela
oferta de dívida soberana,
que vários governos euro-
peus estão a lançar.
Espanha tem sido o mer-
cado onde a banca apre-
senta grandes dificuldades,
nomeadamente nas caixas
de poupança. O banco
central do país teve de in-
tervir na gestão da CajaSur
há cerca de duas semanas,
enquanto várias cajas de
ahorros negoceiam a fusão
jurídica, e outras estão a tentar a chamada
“fusão fria”, ou seja, a criação de platafor-
mas de acesso ao mercado interbancário.
A Caja de Madrid, por exemplo, anunciou
esta semana a intenção de solicitar três mil
milhões de euros ao fundo de emergência
do Estado para reforçar as suas contas, de
acordo com o “El Pais”. Este fundo servirá
para equilibrar as contas e
aumentar as provisões, em
conformidade com as no-
vas regras do Banco de Es-
panha. Este novo enqua-
dramento visa acelerar o
processo de reestruturação
do sector bancário daquele
país.
Na praça financeira por-
tuguesa, as notícias não
são as melhores, com altos
e baixos nas cotações. A
tendência é negativa, com
excepção do caso PT, em que a especula-
ção levou o título a valorizar bastante. A
“guerra” Telefonica/PT parece estar para
durar e deverá passar apenas pelo Brasil.
Os rumores sucedem-se e os cenários
também, de acordo com os objectivos
particulares. As mais recentes informa-
ções dão conta de que a PT poderá entrar
no capital da Oi, como uma solução que
visa a venda da participação na Vivo.
Entretanto, na Euronext Lisbon, a ge-
neralidade das empresas têm estado a cair.
A Galp Energia foi arrastada pela tendên-
cia negativa do sector, que está a ser pres-
sionada pela queda do preço do crude no
mercado internacional, mas também pela
incapacidade da BP em controlar o pro-
blema de derrame no Golfo do México.
Os títulos mais líquidos ligados às “utili-
ties” e às construtoras estão a descer sem
uma razão aparente, independentemente
das boas notícias, sobretudo ao nível da
construção civil. A Mota-Engil e a Soares
Costa têm ganho obras no mercado ex-
terno.
Europa débil
e retoma mundial fraca
VÍTOR NORINHA
vnorinha@netcabo.pt
PUB
Título Última Cotação Variação Semanal Máximo 52 Sem Mínimo 52 Sem EPS Est Act EPS Est Fut PER Est Act PER Est Fut Div. Yield Ind Div. Yield Est Data Act Hora Act
ALTRI SGPS 3.94 10.34% 5.27 2.10 0.49 0.71 8.11 5.52 0.00% 0.00% 01-06-2010 16:35:00
B. COM. PORT. 0.64 3.56% 1.08 0.56 0.06 0.09 10.00 7.27 2.97% 4.57% 01-06-2010 16:38:04
B.ESP. SANTO 3.18 5.44% 5.34 2.95 0.37 0.43 8.69 7.43 4.40% 3.84% 01-06-2010 16:35:00
BANIF-SGPS 0.83 0.00% 1.54 0.80 0.05 0.07 18.04 11.53 4.82% 3.01% 01-06-2010 16:35:00
B. POP. ESP. 4.08 0.25% 7.58 4.00 0.45 0.57 9.09 7.13 5.51% 11.68% 01-06-2010 13:00:41
BANCO BPI 1.57 3.85% 2.57 1.45 0.18 0.20 8.55 7.83 4.98% 4.47% 01-06-2010 16:39:05
BRISA 4.86 5.77% 7.59 4.51 0.26 0.29 18.98 17.05 6.38% 6.25% 01-06-2010 16:35:00
COFINA,SGPS 0.83 2.47% 1.26 0.68 0.09 0.11 9.77 7.91 1.20% 3.01% 01-06-2010 16:36:11
CORT. AMORIM 0.85 7.60% 1.05 0.67 0.09 0.15 9.44 5.67 0.00% 3.53% 01-06-2010 15:58:51
CIMPOR,SGPS 4.38 9.25% 6.55 3.91 0.42 0.50 10.48 8.85 4.57% 4.49% 01-06-2010 16:38:34
EDP 2.54 1.48% 3.22 2.47 0.28 0.28 9.00 8.93 6.11% 6.58% 01-06-2010 16:35:00
MOTA ENGIL 2.18 4.17% 4.53 2.01 0.26 0.35 8.46 6.16 5.06% 4.75% 01-06-2010 16:35:00
FINIBANCO 1.26 0.00% 1.79 1.16 -- -- -- -- 1.59% -- 01-06-2010 16:20:47
GALP ENERGIA 12.01 8.64% 13.68 8.86 0.46 0.68 26.16 17.58 1.67% 1.68% 01-06-2010 16:35:00
IMPRESA,SGPS 1.49 -1.33% 2.30 0.78 0.07 0.01 22.58 15.20 0.00% 0.00% 01-06-2010 16:35:00
J. MARTINS 7.59 7.88% 8.31 4.40 0.41 0.48 18.33 15.68 1.88% 2.43% 01-06-2010 16:38:51
MARTIFER 1.84 0.55% 4.59 1.79 0.11 0.20 17.36 9.29 5.43% 1.90% 01-06-2010 16:35:00
NOVABASE 3.42 -14.50% 5.06 3.27 0.40 0.44 8.66 7.77 9.36% -- 01-06-2010 16:35:00
GLINTT 0.61 7.02% 1.03 0.56 -- -- -- -- 0.00% -- 01-06-2010 15:52:34
P. TELECOM 8.47 15.34% 8.69 6.11 0.60 0.69 14.11 12.27 6.79% 6.82% 01-06-2010 16:35:00
PORTUCEL 1.98 2.12% 2.18 1.64 0.16 0.20 12.68 9.99 4.17% 4.74% 01-06-2010 16:35:00
REDES E. NAC. 2.62 3.84% 3.16 2.45 0.23 0.25 11.25 10.32 6.37% 6.05% 01-06-2010 16:35:00
S. COSTA 0.80 8.11% 1.34 0.74 0.12 0.19 6.67 4.21 5.43% 7.50% 01-06-2010 16:35:00
SEMAPA 7.52 7.23% 8.95 5.72 0.65 0.89 11.53 8.45 3.39% 3.28% 01-06-2010 16:35:00
SONAECOM 1.27 4.97% 2.13 1.13 0.02 0.06 63.35 21.48 0.00% 0.07% 01-06-2010 16:35:00
SONAE,SGPS 0.75 3.47% 0.98 0.65 0.07 0.01 10.80 7.84 4.23% 8.59% 01-06-2010 16:35:00
SONAE IND. 2.13 6.35% 2.86 1.81 -0.43 0.02 -- 96.68 0.00% 0.00% 01-06-2010 16:35:00
SAG GEST 1.06 6.00% 1.59 0.93 0.12 0.14 8.83 7.57 0.00% 4.76% 27-05-2010 27-05-2010
TEIX. DUARTE 0.84 10.53% 1.26 0.76 0.39 0.20 2.15 4.20 0.00% 1.79% 01-06-2010 16:35:00
Z. MULTIMEDIA 3.26 11.32% 5.01 2.91 0.12 0.18 28.14 17.74 4.90% 4.84% 01-06-2010 16:35:00
PAINEL BANCO POPULAR TÍTULOS EURONEXT LISBOA
Título Última Cotação Variação Semanal Máximo 52 Sem Mínimo 52 Sem EPS Est Act EPS Est Fut PER Est Act PER Est Fut Div. Yield Ind Div. Yield Est Data Act Hora Act
B.POPULAR 4.143 0.73% 7.62 3.99 0.45 0.57 9.23 7.24 5.43% 5.49% 01-06-2010 16:38:07
INDITEX 45.415 6.05% 50.40 31.65 2.44 2.79 18.60 16.28 2.42% 2.88% 01-06-2010 16:38:07
REPSOL YPF 16.49 4.14% 19.27 14.86 1.75 2.13 9.44 7.73 5.15% 5.58% 01-06-2010 16:38:07
TELEFONICA 15.61 3.31% 19.85 14.67 1.78 1.86 8.77 8.39 7.37% 9.01% 01-06-2010 16:38:07
FRA. TELECOM 15.39 1.48% 18.77 14.89 1.75 1.79 8.80 8.59 9.01% 9.09% 01-06-2010 16:36:03
LVMH 86.72 6.75% 92.50 52.75 4.52 5.17 19.19 16.78 1.90% 2.07% 01-06-2010 16:39:55
BAYER AG O.N. 45.825 3.76% 56.71 35.36 4.16 4.65 10.94 9.81 3.06% 3.27% 01-06-2010 16:35:00
DEUTSCHE BK 48.135 3.32% 60.55 39.11 6.75 7.94 7.10 6.04 1.56% 2.12% 01-06-2010 16:35:18
DT. TELEKOM 9.187 4.55% 10.60 7.89 0.73 0.76 12.55 12.08 8.49% 7.82% 01-06-2010 16:35:28
VOLKSWAGEN 69.3 4.81% 259.95 61.03 3.81 6.71 18.21 10.32 2.31% 2.43% 01-06-2010 16:35:26
ING GROEP 6.469 8.65% 9.82 4.84 0.96 1.24 6.75 5.21 0.00% 0.42% 01-06-2010 16:39:30

PAINEL BANCO POPULAR TÍTULOS MERCADOS EUROPEUS
sexta-feira, 4 Junho de 2010
41 MERCADOS
Este relatório foi elaborado pelo Centro de Corretagem do Banco Popular, telf 210071800, email: centro.corretagem@bancopopular.pt, com base em informação disponível ao público e considerada fidedigna,no entanto, a sua exactidão não é totalmente garantida.
Este relatório é apenas para informação, não constituindo qualquer proposta de compra ou venda em qualquer dos títulos mencionados.
A Linha de Crédito que dá asas aos seus projectos.
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e Médias Empresas.
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dividual (ENI), aproveite esta oportunidade única
de beneficiar de fontes de financiamento à escala
europeia. Ao integrar uma linha de crédito especial,
criada em parceria com o Banco Europeu de Inves-
timento, beneficia de condições de financiamento
muito atractivas:
» Financiamento em condições preferenciais;
» Linha de crédito exclusiva: 50 milhões de euros;
» Prazos ajustados de Leasing ou Empréstimo: de
2 a 8 anos;
» Taxas de juro competitivas: bonificação mínima
de 0,25%.
Vítor Oliveira, colaborador do Banco Popular
Cátia Nunes, familiar de colaborador do Banco Popular
Pedro Silvestre, colaborador do Banco Popular
“Na Euronext
Lisbon, a
generalidade das
empresas têm
estado a cair”
Usados e pós-venda
são oportunidades
no sector automóvel
A quebra na venda de automóveis novos é uma ocasião para as empresas apostarem
na venda de usados e no pós-venda para melhorarem a sua saúde fnanceira. Esta
posição foi defendida por especialistas internacionais na X Convenção da ARAN.
Automóvel
O
s concessionários de automóveis portugueses de-
vem, de acordo com o consultor britânico Trevor
Jones, concentrar os esforços na venda de auto-
móveis usados e de serviços do pós-venda. Discursando
perante uma plateia de empresários do sector na X Con-
venção da Associação Nacional do Ramo Automóvel
(ARAN), o responsável pela ASE avançou que só assim os
operadores poderão sair da situação afi-
tiva que vivem, criada pela quebra que
as matrículas de automóveis novos em
Portugal registam há uma década.
“Os veículos novos não vos vão salvar
nos próximos dois anos”, avisou Trevor
Jones, antes de informar que em Portu-
gal não existem dados sobre as vendas de
usados, mas que no Reino Unido se ven-
dem oito milhões destes por ano, contra
dois milhões de unidades novas. O espe-
cialista alertou que, “provavelmente, 70
a 80% dos concessionários portugueses
estão a perder dinheiro” neste momento.
“Dada a situação económica, ser bom
não é sufciente. Tem que se ser excelente”, atirou.
Para Trevor Jones, importa que os responsáveis das con-
cessões se preocupem com o que é mais importante e mo-
nitorizem diariamente o desempenho. “Têm que acertar
as despesas com as receitas e concentrarem-se na forma de
atingir os objectivos”, afrmou. “Não esperem pelo Gover-
no, que não vai fazer nada antes de 2013”, avisou o líder
da ASE, em referência à elevada fscalidade automóvel na-
cional.
Oportunidade na ofcina
Ainda antes de Trevor Jones, já o director-geral da GiPA
– uma empresa de análise do mercado
de pós-venda – tinha defendido na con-
venção da ARAN que a crise nas vendas
de automóveis novos é uma oportuni-
dade para o mercado ofcinal. Isto ape-
sar de o parque automóvel português,
de acordo com François Passaga, estar
a sofrer um recuo, de os automóveis te-
rem intervalos de manutenção cada vez
maiores e de as peças terem uma dura-
bilidade crescente.
Passaga sublinha que “o mundo não
está a desaparecer, está a mudar” e que
“quem não se adapta morre”. O espe-
cialista francês recordou os presentes
que em 2000 os automóveis em Portugal iam 2,8 vezes por
ano à ofcina, uma frequência que baixou para duas vezes
no ano passado. O responsável pelo grupo GiPA destacou,
porém, que, “se é verdade que os carros visitam menos ve-
zes as ofcinas, o facto é que fazem mais serviços”.
Com efeito, o valor médio gasto anualmente pelo con-
Heróis, precisam-se
Boxer
com primeiro
trimestre positivo
A Boxer, empresa portuguesa de consultoria,
entre as quais em gestão de frota, alcançou,
nos primeiros três meses de 2010, um volu-
me de facturação de cerca de 350 mil euros,
ultrapassando, desta forma, metade do valor
total facturado no ano passado. O director-ge-
ral da empresa, Rui Pinto, afrma-se satisfeito
com o desempenho. “A facturação registada no
primeiro trimestre de 2010, tendo em conta
a actual conjuntura económica nacional e in-
ternacional, deixa-nos bastante optimistas. Os
resultados alcançados até ao momento supe-
raram largamente as nossas expectativas e são
a prova de que os momentos de crise podem
gerar boas oportunidades de negócio”, refere.
O objectivo da Boxer em 2010 é, segundo Rui
Pinto, crescer. “Em apenas cinco meses, an-
gariámos 25 novos clientes, mais do que du-
plicando o número de clientes em carteira no
fnal de 2009, aumentámos consideravelmen-
te o número de viaturas da nossa frota sob ges-
tão (actualmente 4363) e alargámos a equipa.
Ao longo de 2010, continuaremos a apostar
na consolidação das unidades de negócio exis-
tentes e não fechamos a porta ao lançamento
de novas áreas”, indica.
J
osé Mourinho conseguiu mais uma
vez demonstrar que é o melhor
treinador de futebol do mundo,
ganhando tudo o que podia ganhar e
assumindo as suas conquistas com or-
gulho e naturalidade. Marcelo Rebelo
de Sousa apelidou-o de ‘herói nacional
contemporâneo’ e recomenda-o como
exemplo para a juventude. Quem nos
dera poder replicá-lo e colocá-lo nou-
tras áreas que tanto precisam de gente
determinada, trabalhadora e com es-
pírito vencedor. José Mourinho não é
simpático, por vezes é arrogante, mas
consegue ser genuinamente acarinhado
pelos seus jogadores e fãs como nenhum
outro treinador. O resultado está à vista
e deve inspirar-nos a todos, incluindo
as gerações mais novas que precisam de
exemplos e, porque não, de heróis para
alicerçarem as suas convicções e defni-
rem o seu rumo.
Mas, afnal, que exemplos pode dar
Mourinho? Pois bem, aqui fcam alguns:
Mourinho aproveitou a oportunidade de
ser o tradutor de treinadores de grande
gabarito internacional para aprender
com eles. Investiu tempo que muitos jul-
gariam perdido a “estudar”, a aprender
com alguém mais velho e que sabia mais
do que ele. Numa sociedade onde existe
a possibilidade de ser administrador de
uma grande empresa e ter um ordena-
do milionário logo ao passar dos trinta
anos, Mourinho demonstrou ter alguma
capacidade de sacrifício e que há outros
caminhos para o sucesso. Diz o que tem
a dizer em vez de ser “porreiro” para toda
a gente. O nacional-porreirismo é exac-
tamente o oposto de Mourinho. É um
esquema de favores mútuos que se trans-
forma num pântano onde se entra e don-
de nunca mais se pode sair. Que se saiba,
gasta menos do que aquilo que ganha (o
contrário também seria difícil) e por isso
não tem que bajular ninguém para viver
como quer nem tem que se endividar
para viver acima das suas possibilidades.
Por fm, é casado e tem flhos. Apesar de
haver mais opções de vida, este é sempre
um valor seguro.
Convenhamos, José Mourinho não
há-de ser perfeito, mas é com certeza um
bom exemplo do que deve ser um líder
e, dada a exposição mediática do futebol,
um exemplo fácil de apontar. Também se
pode industrializar o conceito e colocá-lo
entre o Action Man e o Homem-Aranha.
E aí está o verdadeiro herói português
para inspirar os nossos flhos!
“Provavelmente,
70% e 80%
dos concessionários
portugueses
estão a perder
dinheiro neste
momento”
A descida na venda de novos é uma ocasião para as empresas do sector
automóvel apostarem na vendas de usados e no pós-venda.
sumidor português em pós-venda automóvel cresceu na
última década. Se em 2000 esse valor era de 418 euros, em
2009 atingiu 447 euros. Não obstante esse gasto ter baixa-
do desde 2007 (o ano de pico, com 464 euros), houve um
crescimento de 6,5% no gasto anual médio dos portugue-
ses na ofcina entre 2000 e 2009.
François Passaga sublinhou, por isso, a oportunidade
que o pós-venda representa. “O dinheiro gasto na ofcina
em Portugal baixou nos últimos dois anos, mas cresceu ao
longo da década. E as vendas de automóveis novos baixa-
ram muito desde 2000. O mercado do pós-venda é, por
isso, privilegiado. As empresas têm é que se esforçar para
segurar a sua quota de mercado”, rematou o director-geral
da GiPA.
O outro orador internacional de renome que esteve na
Póvoa de Varzim no passado sábado, dia 29, foi John Kiff.
O director do International Car Distribution Programme
(ICDP, programa internacional de distribuição automó-
vel) aconselhou as ofcinas a estandardizarem os processos
para um melhor desempenho: “Importa observar os pro-
cessos para identifcar os problemas, aumentando a pro-
dutividade”.
O consultor britânico defende que o espaço ofcinal
deve ser organizado, podendo os processos ser defnidos e
estudados com mapas de desempenho. “Se não acreditam,
experimentem”, desafou Kiff.
Aquiles Pinto
aquilespinto@vidaeconomica.pt
sexta-feira, 4 Junho de 2010
42
75%
dos concessionários portugueses
dão prejuízo
serviço
Oportunidade para o sector
está aqui e nos usados
Opinião
JOÃO GOMES
Director de operações
da ALD Automotive
Vida Económica – No ano passado, a
Chevrolet Portugal cresceu 16,3%, en-
quanto o mercado registou uma quebra
de 25,6%. O balanço de 2009 é, nesse
caso, positivo?
João Falcão Neves – É muito positivo.
A Chevrolet acabou por ser a única marca
do top 20 a crescer em volume de vendas.
Cremos que por via deste ambiente de
contenção e reequilíbrio económico que
atravessamos a decisão de compra se tor-
nou mais racional e mais bem informada.
A Chevrolet beneficiou deste facto, dada a
reconhecida qualidade dos novos modelos
e uma estratégia de preços muito agressiva,
associadas à componente emocional que
decorre do facto de ser uma grande marca
americana com dimensão mundial e cem
anos de história. O lançamento de versões
Bi-Fuel (gasolina e GPL) em toda a gama,
com propostas muito atractivas em termos
de economia de utilização, bem como o
lançamento do Cruze, modelo pratica-
mente imbatível no seu segmento na forma
como conjuga qualidade e segurança com
um preço acessível, foram pontos altos da
actividade da marca e contribuíram for-
temente para a performance positiva que
vem registando, bem como para a noção
crescente de que a Chevrolet veio para a
Europa para ficar.
VE – Já no primeiro quadrimestre de
2010 [entrevista realizada antes do fim
de Maio], a marca cresceu 105,5%,
bem acima dos 59,1% do mercado de
ligeiros de passageiros. O arranque de
ano está a ser bom, portanto?
JFN – Está a ser excelente, por via do cres-
cimento continuado que temos registado,
associado também a uma aparente recupe-
ração do próprio mercado. Em Portugal, a
Chevrolet bateu um novo recorde de vendas
no primeiro trimestre, com 1439 unidades
vendidas (o que significa mais 113%), facto
que ocorreu também em Março, o melhor
mês de sempre para a marca, com 676 au-
tomóveis comercializados. É importante
notar que a quota de mercado em ligeiros
de passageiros situou-se no final do primei-
ro trimestre em 2,7%, a mais elevada da
Chevrolet na Europa do Sul, o que reflecte
a adequação dos modelos da marca ao mer-
cado português.
VE – Quais os objectivos da Chevrolet
Portugal em Portugal este ano?
JFN – Os objectivos são essencialmente
prosseguir a forte aposta que temos vindo
a fazer no Spark e defender o desempenho
muito positivo que temos obtido com outros
modelos da gama, como o Aveo, o Cruze e
o Captiva. Naturalmente que pretendemos
também reforçar ainda mais a parceria com a
nossa rede de distribuição, um elemento que
tem sido crucial neste processo de contínuo
crescimento e, obviamente, começar a prepa-
rar a expansão e renovação da gama que co-
meçarão já no final do ano com o lançamen-
to de uma inovadora carrinha de sete lugares,
baseada no “concept-car” Orlando.
VE – Este crescimento da marca no
mercado nacional foi o primeiro motivo
da autonomização da marca face à Ge-
neral Motors (GM) Portugal?
JFN – Obviamente que a autonomização
faz parte do nosso processo de crescimento,
mas foi, antes de mais, uma consequência
directa da decisão estratégica tomada pela
GM de separar a responsabilidade operati-
va das suas duas principais marcas no mer-
cado europeu, incluindo Portugal, onde são
representadas pelas duas empresas do grupo
– Chevrolet Portugal, Lda. e GM Portugal,
Lda. [Opel]. Para a Chevrolet Portugal, isto
resultou numa estrutura reforçada, autóno-
ma, abrangendo todas as áreas da distribuição
automóvel. O foco ainda maior nos clientes,
bem como a maior agilidade e rapidez de
resposta que esta alteração permite, são na-
turalmente factores considerados pela marca
como fundamentais no cumprimento dos
objectivos ambiciosos que se propõe atingir
nos próximos anos: o primeiro milhão por
ano na Europa e o “top” 10 nacional.
VE – Em Janeiro fez cinco anos da
transformação da Daewoo em Chevrolet
em Portugal e em toda a Europa. Que
balanço faz?
JFN – Importa esclarecer que o que ocor-
reu não foi uma transformação de uma
marca em outra, mas sim a aquisição de
activos e do controlo de gestão da Daewoo
Auto Technology, que detém cinco fábricas
na Coreia do Sul, por parte da então GM
Corporation, hoje GM Company. Essa
aquisição resultou na criação da GM DAT,
que detém a 100% a Chevrolet na Europa.
Por via dessa aquisição, a Chevrolet optou
por continuar a comercializar modelos ago-
ra produzidos sob o controlo da GM, ao
mesmo tempo que desenvolvia os novos
modelos a serem produzidos mundialmen-
te. Isto sem nunca deixar de ser uma marca
americana (como provam por exemplo os
icónicos modelos Camaro e Corvette) com
fábricas em todo o mundo, inclusive na Co-
reia, a partir das quais alimentará o mercado
europeu. Note-se que, independentemente
do local de produção, todas as fábricas da
GM operam de acordo com as mesmas re-
gras e os mesmos princípios de produção,
naquilo que designamos por “Global Manu-
facturing System”, como forma de garantir
os elevados standards de fabrico da GM para
todo e qualquer modelo. Ainda assim, devo
dizer que a Coreia do Sul é dos países que re-
conhecidamente mais tem evoluído ao longo
da última década em matéria de qualidade e
capacidade/exigência de produção.
VE – O balanço é positivo?
JFN – O balanço deste processo só pode
ser positivo e os números são disso a maior
prova: a Chevrolet tem sido, nos últimos
anos, a marca com mais rápido crescimen-
to no mercado europeu, pelo que só pode
ser visto como uma aposta ganha pela GM.
A gama europeia tem vindo a ser renovada
gradualmente com novos modelos globais
criados de raiz sob a chancela Chevrolet,
como são os casos do Captiva, do Cruze e
do Spark, num processo que se estenderá
para lá de 2012. Um dos pontos altos desse
programa será o lançamento na Europa do
revolucionário automóvel eléctrico Chevro-
let Volt, no final de 2011.
AQUILES PINTO
aquilespinto@vidaeconomica.pt
Adianta o director-geral da filial da marca, João Falcão Neves
Chevrolet Portugal com
a quota de mercado mais
elevada do Sul da Europa
O crescimento superior à média da Chevrolet Portugal nos primeiros meses
de 2010 fez com que o mercado nacional representasse a maior quota da
marca nos países do Sul da Europa. “A quota de mercado em ligeiros de
passageiros situou-se no final do primeiro trimestre em 2,7%, a mais elevada
da Chevrolet na Europa do Sul, o que reflecte a adequação dos modelos da
marca ao mercado português”, afirma, em entrevista à “Vida Económica”, o
director-geral da Chevrolet Portugal. Quanto a objectivos futuros, João Falcão
Neves adianta como alvo o “top” 10 do mercado nacional (actualmente, a
marca ocupa o 14º lugar do ranking).
sexta-feira, 4 Junho de 2010
43 AUTOMÓVEL
João Falcão Neves indica “objectivos ambiciosos” para a Chevrolet: “O primeiro milhão por ano na Europa e o ‘top’ 10 nacional”.
Vida Económica – O que pode acontecer este ano no mer-
cado automóvel nacional no geral?
João Falcão Neves – O mercado deu no início do ano sinais de
alguma recuperação, mas é muito difícil prever o que ocorrerá nos
próximos meses. Sabemos apenas que as medidas anunciadas há
dias pelo Governo irão certamente restringir o poder de compra dos
portugueses e isso irá voltar a afectar o sector de uma forma que
não conseguimos prever com exactidão, mas que de qualquer for-
ma não parece sustentar um crescimento do mercado de retalho.
VE – O mercado português está a encolher há 10 anos. A
dimensão começa a ser um problema para o sector, ficando
a rentabilidade dos operadores ameaçada?
JFN – A tendência do mercado poderá impor um reajuste dos
operadores em número e em dimensão a fim de recuperarem a
rentabilidade. Não há, pois, outra hipótese que não seja dotar os
diferentes agentes do sector com os mecanismos de negócio ade-
quados ao momento económico que atravessamos. O exemplo que
nos é mais próximo é a actual relação de parceria e equilíbrio que
desenvolvemos com a nossa rede de distribuidores em todo o terri-
tório nacional, baseada na sustentabilidade conjunta e na razoabi-
lidade dos investimentos. Mais que preocuparmo-nos com a dimen-
são, creio que o mais relevante é defender a eficiência do conjunto
sem impor riscos financeiros exagerados, riscos esses que, num
ambiente de incerteza, são hoje incomportáveis em qualquer área
do negócio.
VE- Considera que os governantes nacionais têm a noção
do impacto em termos de emprego que a importação e o
retalho automóvel têm?
JFN – Acreditamos que sim, assim como estamos conscientes
que o retalho automóvel não é certamente uma prioridade para o
país. No entanto, o Governo também não é alheio às receitas fiscais
que este sector gera através do ISV, do IVA e do IUC e que são
parte do Orçamento Geral do Estado. Uma queda do sector não
apenas acarreta desemprego mas também uma importante quebra
das receitas do Estado, pelo que, sem dúvida, este será sempre um
sector que será olhado com bastante cuidado pelos governantes.
Estando conscientes que a esmagadora maioria dos clientes recor-
re ao crédito para comprar automóvel e que é previsível que estas
condições se deteriorem, associadas a crescentes dificuldades de
financiamento junto das entidades bancárias, o resultado só poderá
ser uma afectação generalizada dos volumes de vendas. Quero com
isto dizer que, em função desta extrema sensibilidade, deverá exis-
tir um acompanhamento muito próximo ao sector, adoptando-se
medidas que equilibrem esse impacte.
“MEDIDAS VÃO RESTRINGIR PODER DE COMPRA”
Nº 1349 / 4 Junho 2010 Semanal J 2,20 Portugal Continental
NOTA DE FECHO
Uma questão de preço
A proposta de compra da parti-
cipação da PT na operadora brasi-
leira detida em partes iguais com
a Telefonica anuncia grandes mu-
danças, quer no mapa ibérico das
telecomunicações quer nos merca-
dos externos onde as duas empre-
sas estão presentes.
Com um mercado de mais de
180 milhões de consumidores e um
crescimento anual de PIB a rondar
os 7%, o mercado brasileiro é uma
prioridade para a Telefónica, jus-
tificando o enorme investimento
que esta encara fazer com a compra da participação da PT.
A PT começou por rejeitar a oferta e terá conseguido repelir
o ataque, mas a Telefónica optou por subir a parada para 6500
milhões de euros. Com esta nova oferta os espanhóis admitem
que a Vivo vale mais do dobro da sua capitalização bolsista.
Tendo em conta que a Telefónica é muito maior que a ope-
radora portuguesa e dispõe de grandes recursos financeiros,
não vai desistir facilmente da compra.
A actual conjuntura negativa do mercado bolsista e o rit-
mo de crescimento do mercado brasileiro criaram a oportu-
nidade favorável. Se a Telefónica adiar a operação para um
momento futuro, a compra será provavelmente mais cara e
mais difícil.
Num cenário de OPA sobre a PT, o preço seria agora infe-
rior ao que a Sonae ofereceu em 2006.
O nível de resistência dos accionistas que integram o nú-
cleo duro da PT também não pode ser o mesmo. O presiden-
te da CGD já admitiu que o banco do Estado não tem uma
posição fechada sobre a venda da sua participação da PT.
Tudo depende do preço oferecido.
Uma das consequências inevitáveis do endividamento das
famílias e das empresas portuguesas é a necessidade de venda
de activos. Não é possível ir devendo sempre cada vez mais
e não vender os activos que poderiam diminuir o montante
da dívida.
Se, no passado, a OPA da Sonae foi travada com o argu-
mento de que algumas das suas áreas de actuação, incluindo
a Vivo no Brasil, seriam vendidas com perda da influência
nacional, agora o risco é a PT passar a ser totalmente contro-
lada pela Telefónica.
Se tal vier a acontecer, será uma perda considerável na lógi-
ca dos centros de decisão nacionais. Mas não pode ser enca-
rada como uma derrota, à semelhança do que aconteceu nas
batalhas travadas entre portugueses e castelhanos na Idade
Média. Tal como dizia Churchill, não é o fim, nem o prin-
cípio do fim. Pode ser, quando muito, o fim do princípio.
Algo semelhante aconteceu em outros sectores e em outros
países. Ao contrário do que por vezes se pensa, a indústria
automóvel não desapareceu no Reino Unido.
As marcas deixaram de ser britânicas, os accionistas passa-
ram a ser estrangeiros, mas a produção automóvel no Reino
Unido não parou de crescer. Esse aumento da actividade in-
dustrial só foi interrompido com a quebra do mercado que
afectou todos os países.
Da mesma forma, se a Telefónica reforçar a sua posi-
ção na Vivo ou na PT, esperamos não estar perante o fim
anunciado da indústria portuguesa de telecomunicações.
O jogo táctico pelo controlo das posições nos mercados com
maior potencial de crescimento cria uma grande incerteza
quanto ao futuro.
Mas é preferível a PT estar ameaçada de compra pela Te-
lefónica, como já esteve pela Sonae, porque tem um negócio
e uma posição no mercado apetecível, do que estar livre de
ataques por ter um negócio fraco que não desperta o interes-
se dos operadores estrangeiros.
A actual conjuntura negativa
do mercado bolsista e o ritmo
de crescimento do mercado
brasileiro criaram a oportunidade
favorável. Se a Telefónica
adiar a operação
para um momento futuro,
a compra será provavelmente
mais cara e mais difícil.
Desemprego torna a
bater novo recorde
A taxa de desemprego
continua a sua trajectória as-
cendente. Em Abril, fixou-se
em 10,8% da população ac-
tiva, contra os 9,2% de igual
mês do ano passado e 10,6%
em Março. Os números são
da responsabilidade do Eu-
rostat.
Portugal tem agora a quarta
taxa de desemprego mais alta
da Zona Euro, a seguir à Es-
panha (19,7%), à Eslováquia
(14,1%) e à Irlanda (13,2%).
A taxa média de desemprego
na região do euro é agora de
dez pontos percentuais. Para
já, o dinamismo económico
evidenciado por Portugal no
primeiro trimestre não se está
a reflectir na criação de em-
prego.
FAIE dotado
de 250 milhões
Foi criado o Fundo de
Apoio à Internacionalização
e Exportação, dotado de 250
milhões de euros. O diploma
legislativo permite a entrada
deste fundo no capital de so-
ciedades exportadoras.
O FAIE pretende reforçar
as condições e os instru-
mentos de financiamento de
acções destinadas à interna-
cionalização e à actividade
exportadora. Um outro ob-
jectivo passa por alargar os
mercados em que as empre-
sas estão presentes. O mesmo
se passa em termos do au-
mento do valor acrescentado
das exportações, bem como
do seu nível tecnológico. O
processo decorre através da
aquisição de participações
sociais ou subscrição de títu-
los de dívida.
João Luís de Sousa
Director Adjunto
Grécia (2007)
Itália
Espanha
Irlanda
Portugal
Luxemburgo
Holanda
Reino Unido
Bélgica
Média UE-15
França
Alemanha
Áustria
EUA (2004)
Dinamarca
Japão (2003)
Finlândia
Suécia
0 0.5 1 1.5 2 2.5 3 3.5 4
0.58
1.18
1.35
1.43
1.51
1.62
1.63
1.88
1.92
1.99
2.02
2.63
2.67
2.67
2.73
3.19
3.72
3.75
A tendênciA(?)
investimento global em investigação, desenvolvimento
e inovação (2008), em percentagem do PiB
Fonte: Eurostat, Dezembro 2009
Os medíocres que se comparam
sempre com os piores, têm aqui boas
notícias: Portugal não é o último.
E como não olham para cima, não
reparam no pormenor de Portugal estar
a… metade da média da Europa.
Jorge A.
VAsconcellos e sá
Mestre Drucker School
PhD Columbia University
Professor Catedrático
Libertas
E-mail: economicfreedom@mail.telepac.pt
Blog: www.institutoliberdadeeconomica.blogspot.com
I nstituto de Liberdade
Económica
% do PIB
PROMOVER A EFICÁCIA
DAS EXECUÇÕES
CONFERÊNCIA INTERNACIONAL
OA CPEE: APRESENTAÇÃO
DO RELATÓRIO ANUAL DE ACTIVIDADES
O O ACESSO DE PROFISSIONAIS LIBERAIS
À ACTIVIDADE DE AGENTE DE EXECUÇÃO
E A FORMAÇÃO INICIAL
– ELEVADO PADRÃO DE QUALIDADE
OA IMPORTÂNCIA DA FORMAÇÃO
CONTÍNUA: O NOVO
PARADIGMA DE SERVIÇO PÚBLICO DOS
AGENTES DE EXECUÇÃO PORTUGUESES
OA DISCIPLINA E A FISCALIZAÇÃO DOS
AGENTES DE EXECUÇÃO
OAS NOVAS TECNOLOGIAS AO SERVIÇO DA
ACÇÃO EXECUTIVA
OA PROMOÇÃO DA EFICÁCIA DAS
EXECUÇÕES CÍVEIS
NO ÂMBITO DO DECRETO-LEI
N.º 226/2008, DE 20 DE NOVEMBRO
OA PERSPECTIVA DO UTENTE DA JUSTIÇA
OO PROCESSO EXECUTIVO EUROPEU
OANÁLISE E PROSPECTIVA DA CPEE
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Lisboa
INSTITUTO SUPERIOR
DE CIÊNCIAS SOCIAIS E
POLÍTICAS
DA UNIVERSIDADE TÉCNICA
DE LISBOA
18 e 19
Junho de 2010
entrada
gratuita

2

ACTUALIDADE

sexta-feira, 4 Junho de 2010

Abertura
CAUSAS DO DIA-A-DIA NESTA EDIÇÃO

BIZANTINICES
O que é a verdade na política, num tempo em que a humanidade parece ter atingido o limite da incompetência moral?
Pág. 21 Pág. 33 Pág. 42

ANTÓNIO VILAR
ADVOGADO antoniovilar@antoniovilar.pt

Enquanto a novela da crise avança, espalhando as suas metásteses pelas economias – e o correspectivo festim, que tal traduz para alguns, recrudesce –, uns quantos políticos da periferia ocidental da Europa continuam a sacrificar e, até, a esgotar as suas mentes brilhantes para desvendar se o Primeiro-Ministro, José Sócrates, mentiu, ou não, ao País quanto à data em que terá sabido que os da PT queriam, ou não, comprar os da TVI e, desse modo, matar a liberdade de imprensa em Portugal. O povo de Bizâncio também se enredou neste tipo de futilidades e subtilezas perdendo o seu tempo a discutir inutilidades (de teologia) enquanto os turcos cercavam a cidade. O resultado, que a história esclarece, foi dramático. Mas a história repete-se como farsa, ou tragédia, muito mais frequentemente do que julgamos…. Não é, decerto, irrelevante ter à cabeça do Governo um mentiroso ou uma pessoa honesta. E tal vale, também, para todos os outros postos relevantes da política e da administração pública e, em geral, para as relações sociais, quaisquer que elas sejam. Vale, pois, também, para o Parlamento, onde, na boca dos deputados, são tantas as verdades quanto as mentiras (verdades e mentiras político-partidárias e intelectuais) como resulta, para qualquer cidadão, dos debates parlamentares em plenário, ou das discussões nas comissões parlamentares. O que é, porém, a verdade na política, num tempo em que a humanidade parece ter atingido o limite da incompetência moral (Amin Maalouf )? E será que uma comissão parlamentar de inquérito, tendo em conta os termos e condições em que realmente opera, poderá apontar para a verdade? A comissão parlamentar de inquérito ao caso PT/TVI expressou, na sua actividade e nos resultados a que chegou, a irrelevância do Parlamento para o efeito, tanto quanto a inclinação de vários deputados para se ocuparem de negócios menores do Estado, em registo de folhetim, e com objectivos partidários inconfessáveis. Na tonta disputa para alcançar protagonismo, a vilania que foi tentar torcer os factos até eles confessarem o crime de Sócrates, teve em Pacheco Pereira o exemplo contemporâneo do inquisidor Torquemada. Não sei bem onde catalogar, entre as psicoses políticas, a que afecta esse preclaro intelectual de barbearia, autopromovido a espião-mor da pátria, a bocejar tanta ignorância jurídica quanto arrogância estalinista. Mas sei que ainda arrasta atrás de si alguns pacóvios e que tem palanque montado na feitura de opinião paga. Um negócio como outro qualquer, de resto… A irresponsabilidade campeia, disfarçada de luta pela democracia, no tempo de agruras por que passamos e, de cabelos desgrenhados, avança por entre a complacência de quem já não tem legitimidade para dizer “não!” e, por isso, tudo tenta explicar, longe de qualquer sanção política, ética ou jurídica. Com comissões de inquérito deste jaez é melhor que nos preparemos para o regresso da Inquisição. E, enquanto isso, o país, já devidamente anestesiado, prepara-se para aceitar tudo e mais alguma coisa daqueles que, por desgraça nossa, se alcandoraram ao poder. Se Sócrates mentiu? Levante-se o primeiro político no activo que nunca o haja também feito e, depois, deixem o país respirar

INTERNACIONAL

CRISE DA DÍVIDA É AMEAÇA PERMANENTE SOBRE A EUROPA
A crise da dívida da Zona Euro paira como uma nuvem negra sobre as perspectivas económicas da Europa. Ainda não há factos evidentes de que as principais economias europeias tenham passado o pior, em consequência do turbilhão financeiro gerado dentro das suas próprias fronteiras.

MERCADOS

MERCADO DE “PRIVATY EQUITY” EM PORTUGAL “ESTÁ BEM E RECOMENDA-SE”
O “private equity” atravessa um momento de grande dinamismo no mercado nacional. No ano passado, o crescimento no volume de investimentos foi de quase 14%. O mercado tem já uma forte maturidade, na opinião de Francisco Banha, presidente da Federação Nacional das Associações de Business Angels.

AUTOMÓVEL

USADOS E PÓS-VENDA SÃO OPORTUNIDADES NO SECTOR AUTOMÓVEL
A quebra na venda de automóveis novos é uma ocasião para as empresas apostarem na venda de usados e no pós-venda para melhorarem a sua saúde financeira. Esta posição foi defendida por especialistas internacionais na X Convenção da ARAN.

HUMOR ECONÓMICO

EMPRESAS CITADAS
Soares da Costa ............03 BP ..............................03 Reditus........................03 Mota-Engil .................. 03 Sonae Sierra ............... 32 Rumos Professional Services .......................23 F3M ........................... 28 Better World ................ 31

BREVES
BCE E RESERVA FEDERAL DESTACAM IMPORTÂNCIA DOS PAÍSES EMERGENTES
Os bancos centrais da Zona Euro e dos Estados Unidos coincidem em destacar a relevância adquirida pelas economias emergentes durante a crise recente, enquanto garantes da estabilidade financeira e do crescimento das economias internas. No entanto, as duas instituições continuam a defender o G-20 como instituição que deve assumir a liderança na luta contra as dificuldades económicas e em que as economias emergentes devem ganhar maior representatividade. Afinal, a economia mundial tende a depender cada vez mais dos países emergentes. Desempenham um papel determinante nos esforços para reduzir os desequilíbrios globais no comércio e nos fluxos de capitais. Ambas as entidades fazem notar que a crise teve origem nos países desenvolvidos, enquanto as economias emergentes funcionaram como um sustentáculo e evitaram consequências ainda mais graves.

EDITOR E PROPRIETÁRIO Vida Económica Editorial, SA DIRECTOR João Peixoto de Sousa COORDENADORES EDIÇÃO João Luís de Sousa e Albano Melo REDACÇÃO Virgílio Ferreira (Chefe de Redacção), Adérito Bandeira, Alexandra Costa, Ana Santos Gomes, Aquiles Pinto, Fátima Ferrão, Guilherme Osswald, Martim Porto, Rute Barreira, Sandra Ribeiro e Susana Marvão; E-mail redaccao@vidaeconomica.pt; PAGINAÇÃO Célia César, Flávia Leitão, José Barbosa e Mário Almeida; PUBLICIDADE PORTO Rua Gonçalo Cristóvão, 111, 6º Esq 4049-037 Porto - Tel 223 399 400 • Fax 222 058 098 • E-mail: comercial@vidaeconomica.pt; PUBLICIDADE LISBOA Avª Fontes Pereira de Melo, 6 – 4º Dto 1069-106 Lisboa • Tel 217 815 410 • Fax 217 815 415 E-mail publicidade@vidaeconomica.pt; ASSINATURAS Tel 223 399 456 E-mail assinaturas@vidaeconomica.pt; IMPRESSÃO Naveprinter, SA - Porto DISTRIBUIÇÃO VASP, SA - Cacém E-mail geral@vasp.pt • Tel 214 337 000 - Fax 214 326 009
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Sonae Capital .............. 22

sexta-feira, 4 Junho de 2010

actualidade

3

62,8 milhões de euros
valor das obras ganhas pela Soares da Costa em Moçambique
ecOnÓMetRO
aMéRicO aMORiM

930 milhões de dólares
gasto da BP para tapar fuga de petróleo

65%
quebra do resultado líquido da Reditus no primeiro trimestre

tendências
Juro no crédito à habitação mantém tEndência dE dEscida (Em %)
4.5 4 3.5 3 2.5 2 1.5 1 0.5 0
Abr./09 Mai./09 Jun./09 Jul./09 Ago./09 Set./09 Out./09 Nov./09 Dez./09 Jan./010 Fev./09 Mar./09 Abr./09

O empresário Américo Amorim continua imparável. Quando a maior parte dos investidores está virada para Angola, Amorim decide um jogada diferente e opta pela criação de um banco em Moçambique. É certo que este país não dispõe dos recursos de Angola, mas não é menos verdade que os riscos são menores. A nova instituição, como já é habitual nestes mercados, terá um parceiro local, ligado ao poder poder político do país.

4.117 3.616 3.16 2.77 2.547 2.361 2.211

2.077

1.987

1.919

1.873

1.837

1.821

antÓniO MOta
Uma outra empresa sempre em movimento é a Mota-Engil. Sabido que é que o mercado interno da construção está esgotado, a empresa está a desenvolver importantes investimentos no exterior. Em conjunto com a Opway, uma sua aliada por diversas vezes, vai ser realizada uma ofensiva de grande envergadura no México. Este é um mercado ainda com um grande potencial de crescimento e que convém aproveitar.

Fonte

INE

EncomEndas na construção E obras públicas com variação homóloga positiva (%)
40 30 20 10 0 -10 -20 -30 -40 -50
1º Trim./08 2º Trim./08 3º Trim./08 4º Trim./08

31.6 11.7 5 -4.2

JOsé sÓcRates
Não se compreende o conceito de “auscultação” das bases de parte do PS, em particular do primeiro-ministro. De facto, Sócrates não tinha outra hipótese. Ou apoiava Manuel Alegre ou arriscava-se a uma derrota de peso nas próximas presidenciais. O que não se percebe é o apoio a uma figura que já teve consequências muito graves no seio do partido no poder. Alegre não deverá deixar de criticar o PS, com a particularidade de contar agora com o apoio explícito do Bloco de Esquerda.

8.4

-38.5 -49
1º Trim./09

-37.3 -45.9
2º Trim./09 3º Trim./09 4º Trim./09 1º Trim./10

Fonte

BANCO DE PORTUGAL

4

ACTUALIDADE

sexta-feira, 4 Junho de 2010

Novo governador do BdP defende

Os investimentos públicos “sem retorno ou financiamento” devem ser adiados
“Eu não diferencio o investimento público do investimento privado, e em causa não está a qualidade dos projectos. Mas quando as taxas de retorno não estão asseguradas, ou quando não há quem empreste dinheiro, parece-me óbvio que os investimentos devem ser adiados”, advogou Carlos Costa.
resente num encontro organizado pela Universidade Católica do Porto, sob o tema “Os quatro grandes desafios da União Europeia”, o novo governador do BdP dise que na hora de investir é preciso responder a três questões: “haverá um enriquecimento para a comunidade?”; “se fizer este investimento, estou a sacrificar outro?” e, por último, “há quem queira financiar?” Se a resposta à primeira e última perguntar não forem afirmativas, a solução, na óptica do novo governador, é “adiar” os projectos até que as condições se tornem favoráveis. Contudo, a verdade é que as decisões dos problemas de médio/longo prazo são prejudicadas pela conflitualidade do tempo em que têm de acontecer, explicou questionando como é que “se alguém tem de ganhar uma eleição daqui a quatro meses, para quê ter razão nas políticas a adoptar daqui a um ano?”. A culminar o seu raciocínio, Carlos Costa salienta que a decisão de investir está sempre relacionada “com o momento em que se faz, quer seja no investimento quer na sua oportunidade”.
Motor da UE está a “gripar”

P

do BdP defendeu igualmente que a crise conjuntural que a União Europeia vive esconde uma ”outra menos visível mas mais premente de cariz estrutural, que se prende com a perda de competitividade na economia global”. Da mesma forma, o modelo social europeu tem um problema de financiamento “quando tem mais custos do que aquilo que produzimos”, mas adiantou que “não devemos desistir dele”.

“Moeda única é um dos grandes trunfos da UE”

A crise conjuntural que a União Europeia vive esconde uma “outra menos visível mas mais premente, de cariz estrutural, que se prende com a perda de competitividade na economia global”.
“O motor da UE está a gripar. O pior é que não há um de substituição. Está no limite máximo e não encontramos sectores que nos permitam criar mais investimento”, salvaguardou.

Em paralelo, o novo governador

Questionado quanto à possibilidade de desaparecimento da moeda única, Carlos Costa respondeu que “não, de maneira nenhuma. A moeda única é um dos grandes trunfos da União Europeia para se afirmar no plano global e se afirmar como uma grande potência” e sublinhou que esta “foi um das grandes aquisições na integração europeia”. O responsável lembrou ainda a importância da Alemanha como locomotiva da economia europeia. “É importante que, quando uma economia gera excedentes, os ponha ao serviço de quem não os tem para que estes possam continuar a comprar-lhe”, justificou, lembrando, a propósito, o caso da China, que compra dívida aos EUA, para que os norteamericanos consigam continuar a importar produtos chineses. Carlos Costa disse ainda que a UE não conseguiu trilhar o caminho da inovação, que perdeu a batalha com os Estados Unidos da América e nos sectores tradicionais foi ultrapassado pelos novos concorrentes, com a China e a Índia. “A UE está na posição de um cão que persegue uma lebre (EUA), mas que é seguido por um lobo (países asiáticos)”, referiu.

Carlos Costa, governador do BdP

Desemprego continua a ser um problema estrutural

O desemprego foi também apontado pelo orador como um dos problemas estruturais da união a 27, sendo que os dois cenários descritos pelo futuro governador têm ambos consequências preocupantes. No primeiro caso, a solução teórica poderia passar por uma diminuição das horas de trabalho e aumento dos postos de trabalho. “A ideia até era benemérita, mas iria aumentar o preço

da hora de trabalho e diminuir a competitividade”, assegurou. No segundo caso, Carlos Costa apontou que se poderia “aceitar o desemprego estruturalmente elevado, e os custos sociais inerentes”. Todavia, a baixa de natalidade dos países ocidentais até poderia ajudar a atenuar os efeitos do desemprego, mas, concomitantemente, houve um aumento do número de idosos, pelo que “o peso dos inactivos é cada vez maior face ao dos activos”, lembrou.
Fernanda Silva Teixeira fernandateixeira@vidaeconomica.pt

CVRVV premeia melhores vinhos verdes da região
Com o registo do “melhor ano de sempre para as exportações de vinhos verdes”, 2009 marcou ainda novidades na atribuição dos prémios para os melhores vinhos da região. Numa cerimónia que teve lugar no Palácio da Bolsa, no Porto, organizada pela CVRVV, foram atribuídos ao todo 120 prémios, distribuídos pelas categorias “Best of ” Vinho Verde (esta uma estreia, para premiar os melhores do ano), Verde Ouro, Verde Prata e Verde Honra, nos diversos tipos – vinho verde branco, tinto ou rosé, vinhos verdes monovarietais, espumantes e aguardentes. Os cinco melhores do ano, seleccionados por um júri de especialistas nacionais internacionais, foram: Quinta da Levada Azal; Corga da Chã Arinto; Quinta de Gomariz Avesso; Quinta de Gomariz e Casa de Vilacetinho Arinto. O presidente da CVRVV, Manuel Pinheiro, destacou o facto de 2009 ter representado um volume de exportação na ordem dos 13 milhões de litros, num total de 30 milhões de euros. Aquele responsável sublinhou mesmo que o ano de 2009 culminou uma década de constante crescimento das exportações de vinhos verde. “O vinho verde é hoje procurado na exportação de uma forma como nunca o foi no passado”.
Marc BarroS marcbarros@vidaeconomica.pt

Raposo Subtil distinguido pela “Chambers and Partners”
A Chambers and Partners, empresa de investigação que publica alguns dos mais importantes guias jurídicos a nível mundial, distingue na sua publicação mais recente o advogado Raposo Subtil. Um louvor importante, na medida em que são identificados aqueles profissionais com as melhores práticas nas suas áreas de actuação. Raposo Subtil, da sociedade de advogados Raposo Subtil & Associados, é mencionado como um eminente académico e um profissional reconhecido no mercado. É destacado sobretudo o seu trabalho no segmento dos fundos imobiliários nacionais, o que tem permitido aos investidores um

conhecimento mais profundo desta indústria algo complexa. É ainda tida em conta a forma como são tratados os clientes e o profissionalismo do gabinete de Raposo Subtil.

Fundos de pensões com desempenho negativo em Maio
Os fundos de pensões nacionais tiveram um desempenho negativo em Maio, de acordo com o valores disponibilizados pela consultora Mercer. A rendibilidade teve uma descida de 1,2%, face ao mês anterior. Se comparado com o período homólogo do ano, a descida foi de 0,2%. Para este desempenho negativo em muito contribuiu a classe das acções e da taxa variável. De facto, as acções apresentaram um desempenho negativo de 6,4%, no mês em análise, enquanto as obrigações registaram uma variação positiva de 0,4%, sendo que o aumento da rendibilidade neste segmento foi travado sobretudo pela taxa variável euro.

responsável pelo primeiro estudo do sector vitivinícola no mercado angolano. maior valor à oferta: “Oferecemos um leque maior de oferta ao Tivoli Victoria e o hotel dá-nos um conjunto de serviços de alta qualidade a que de outra forma não teríamos acesso”. sobretudos. mesmo na presente conjuntura económica.Managed by Tivoli Hotel & Resorts”. depois da África do Sul. bem como a sua promoção. a maioria homens (60%). em mercados internos e externos. Na sua perspectiva. afirma André Jordan. Ainda assim. neste momento. porque este mesmo processo valida. Aquele responsável aponta que essa lacuna não se deve apenas ao Estado: “Os empresários têm falhado ao não se juntarem e fazerem um esforço financeiro e de trabalho”. O consumidor angolano prefere os vinhos gaseificados e os tintos. “A promoção gera a procura”. pois tivemos que começar tudo do zero. iniciativas como o Fórum PME Global fazem ainda mais sentido”. Segundo Mário Candeias. das classes B e C. acrescentou. ”numa conjuntura difícil como aquela que vivemos. no desenvolvimento e na qualidade. Acordos coMErcIAIs coM ÁFrIcA do sul AMEAçAM vInhos PortuGuEsEs EM AnGolA Os acordos comerciais da SADC. não havia nada”. colaboradores. pois o “dinheiro está cada vez mais caro e escasso”.pt Considera o promotor imobiliário André Jordan Empresários falham na promoção conjunta dos empreendimentos e do destino Algarve A falta de promoção constitui o principal obstáculo que os operadores hoteleiros e do imobiliário turístico devem contornar. e isso tem sido uma falha”. o Porto e Norte do país. “estudo começado do zero” O estudo estima que existam cerca de 3.sexta-feira. recomenda “Empresas devem trabalhar em articulação com os bancos” O crédito neste momento é um dos “maiores desafios para as empresas”. de preocupação”. e. Angola é. director do Tivoli Victoria. 2319 empresas. Por esta mesma razão. “É nos momentos mais difíceis que surgem as grandes oportunidades”. à margem do Fórum PME Global. e. neste momento. por oposição aos brancos.Managed by Tivoli Hotel & Resorts”. Representando um investimento de 45 milhões de euros. “Podem ser uma ameaça”. Quadros salientou que a internacionalização foi o “aspecto essencial e fulcral para o crescimento da Critical Software”. isso não está a ser feito”. no mercado interno. modernizar-se e inovar”. mas este foi especialmente emocionante. sobretudo. da Brands Advance. apostar na inovação. o sabor adocicado ou frutado. salientou. equivalentes a 455 mil hectolitros em 2009 e cerca de 54 milhões de euros. Nunes de Almeida reconheceu ainda que o programa PME Invest V “está esgotado”. para além da “falta de iniciativa” dos operadores privados”. expressa pelos empresários. o objectivo é crescer e gerar “mais e melhor riqueza”. Para o futuro. aquileS PinTo aquilespinto@vidaeconomica. numa estratégia de “complementaridade” entre o “As associações empresariais do sector têm tido uma atitude passiva em relação ao quadro que estamos a viver”. com uma quota de cerca de 25%. Segundo André Jordan. No presente. que a procura pode ser estimulada através de uma adequada estratégia para os projectos lançados ou a lançar. poderão vir a limitar a preponderância que os vinhos portugueses têm em Angola. mas que “a AEP está já a trabalhar com o Governo para lançar um novo programa” que assegure o necessário financiamento das empresas nacionais. seja “dos proprietários que colocam os seus imóveis em exploração” seja “de turistas que seleccionam o empreendimento para as suas férias”. o CEO da Critical Software. no geral. Paulo Nunes de Almeida afirmou ainda que as empresas portuguesas. Nesta fase. mais de 80% do que produz. A verdade é que a tecnológica nacional exporta. porque vivenciam as necessidades de cada empresa. Parcerias criam valor à oferta O projecto “The Residences at Victoria Clube de Golfe” representa um investimento de 45 milhões de euros O projecto “The Residences at Victoria Clube de Golfe . que referiu que a ”internacionalização é o caminho a seguir para as empresas portuguesas”. “a promoção tem que fazer o seu trabalho. o qual “deverá entrar em vigor nos próximos anos”. referiu. “O nosso segredo tem sido a criação da procura. um dos maiores fornecedores de Angola. A quota de mercado nos vinhos engarrafados atinge os 97%. vice-presidente da AEP. referiu. Em declarações à ‘Vida Económica’. ou seja. dominado pelos vinhos portugueses. Fernanda Silva Teixeira fernandateixeira@vidaeconomica. que passa pela internacionalização”. Com 72 apartamentos de tipologia T2 e 73 unidades de tipo T3. “o produto está muito direccionado para as famílias. foram intervencionadas. Paulo Nunes de Almeida referiu que. Os atributos generalizados e preferidos pelos angolanos nos vinhos são as marcas reconhecidas ou que reforcem S egundo Paulo Nunes de Almeida. já que o vinho ocupa apenas 30% das bebidas alcoólicas. Um dos países-membros da SADC é a África do Sul. o elevado teor alcoólico. “necessitam de se desenvolver. distribuídos por dez blocos. vice-presidente da AEP – Associação Empresarial de Portugal. entre 1997 e 2007. garante. é fundamental “as empresas trabalharem em articulação com os bancos. Falando à margem da apresentação do empreendimento “The Residences at Victoria Clube de Golfe . e isso só se consegue com uma estratégia. Mais de 75% dos consumidores situam-se na faixa etária dos 30 aos 45 anos e são. Os responsáveis pela ViniPortugal acreditam que as conclusões do estudo vão permitir às empresas adequarem a sua estratégia para Angola. em que a cerveja domina. de forma a criarem soluções”.5 milhões de consumidores de vinho na Grande Luanda. no entanto. que decorreu recentemente no Europarque. Angola é já o segundo maior mercado africano de vinhos. no Porto. Marc BarroS marcbarros@vidaeconomica. Os números do estudo revelam algum potencial no mercado angolano. A finalizar a sua intervenção. 4 Junho de 2010 PME 5 Paulo Nunes de Almeida. referiu. o vice-presidente da AEP reconheceu ainda que este programa tem sido uma “mais-valia para muitas PME e para a sua sobrevivência”.pt . segundo os responsáveis pela promoção. reconhece Iain Richardson. no mercado internacional”. esta Presente ainda neste Fórum PME Global esteve também Gonçalo Quadros. o conceito do empreendimento assenta numa parceria com o grupo Tivoli para a sua gestão. Porém. Eficaz. de resto. Esta é a opinião de Paulo Nunes de Almeida. ao abrigo deste programa. Fórum PME Global faz a diferença é uma iniciativa “simples e eficaz”. o maior mercado de exportação do vinho luso. Dando como exemplo a sua própria empresa. ronda os 70%. também as associações empresariais do sector “têm tido uma atitude passiva em relação ao quadro que estamos a viver”. a Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral. mercado sobre o qual não havia dados. Gonçalo Quadros referiu ainda que os “tempos que se avizinham são difíceis”. encomendado pela ViniPortugal. promovido pelo grupo André Jordan. consultores que executam um processo de aprendizagem. porque são discutidas questões do rumo a tomar. o vice-presidente da AEP lembrou que. Sendo já um “programa reconhecido pelas empresas e pelos empresários”. o país. Sobre o Programa Formação PME. agravada com os potenciais danos que ainda possam ser causados pelas cinzas do vulcão Eyjafjallajokull e. envolvendo mais de 900 consultores e formadores diferentes. por outro lado. afirmou Juan Reynolds. e para se sobreviver há que subir na cadeia de valor. As três marcas de vinho engarrafado mais vendidas em solo angolano são o maduro Monte Velho e os verdes Gazela e Casal Garcia. Assim. pretende atingir um mercado que “tradicionalmente é muito frequentador de Vilamoura”. tem “um bom produto”. afirma Paulo Nunes de Almeida. aquele operador adiantou. “Qualquer estudo de mercado tem dificuldades. o empreendimento conta com uma ocupação que. responsabiliza e cria a possibilidade da sua reprodução. aquele mercado é. “a expectativa dos operadores do Algarve é. Richardson informa que há já um protocolo assinado que influencia o sector do vinho.pt O programa PME Invest V tem sido uma mais-valia para muitas PME e para a sua sobrevivência”. Simples. aliás. da Brands Advance. um dos mais importantes produtores mundiais de vinho e que é já. “pela publicidade negativa em relação à economia portuguesa”. sobretudo para as pequenas e médias empresas (PME). o Algarve. o projecto regista uma “boa adesão”. no geral. associação interprofissional do sector. empreendimento e aquela unidade hoteleira. e golfistas. mas tal não se consegue “sem uma estratégia”. ”Internacionalização é o caminho a seguir para as empresas portuguesas” o estatuto social. adicionando assim. designadamente as PME. lançar empresas de produto. Não havia dados. Além do mais.

Segundo destacou durante o seminário incluído no programa da Ambinergia. Para o efeito envio cheque/vale nº Debitem A� até ASSINATURA / . Compre já em http://livraria. revela o interesse efectivo do mercado. Serviços da administração pública Américo Carola. Há várias zonas protegidas e em cerca de 32% da superfície total do país não é permitida a instalação de parques eólicos. Para João Paulo Costeira. a Polónia é um mercado atractivo para se fazerem negócios. para João Paulo Costeira. no valor de A� .6 ACTUALIDADE sexta-feira. . Segundo referiu. o que. Associações patronais e sindicais. emitido em nome de Solicito o envio à cobrança. que decorreu há dias na Exponor. Apesar de ter estado sob a influência do regime comunista durante várias dezenas de anos. mas não participa em refinanciamentos. 4 Junho de 2010 João Paulo Costeira. O BEI pode contribuir para projectos eólicos na Polónia com tomada de risco projecto.: 112 (15. Por outro lado. director da Martifer na Polónia. O BERD co-financia projectos com bancos comerciais e/ou outras multilaterais em até 35% do investimento elegível. sendo indispensável a intervenção de empresas estrangeiras.: A 9 . João Paulo Costeira salientou que na Polónia encontramos quadros com qualidade e com capacidade de aprendizagem. 223 399 400 • Fax 222 058 098 • encomendas@vidaeconomica. na prática. onde a Martifer também está presente. em paralelo com a Ambinergia. evitando problemas de retenção de imposto. director de Banca de Investimento do Millennium bcp.pt Pedidos para: Vida Económica . Profissionais liberais. como é o caso da eólica. João Paulo Costeira espera que a EDP R atinja a primeira posição no mercado polaco. Através de uma rede de 475 agências. Face ao volume de investimento previsto pelos fundos europeus. revela Polónia tem condições Polónia tem boas oportunidades favoráveis no sector da energia para as empresas portuguesas A embaixadora Kataryna Skorzynska desafiou as PME portuguesas a apostarem no mercado polaco. o mercado polaco tem imensas potencialidades.vidaeconomica.V. O banco português tem estado envolvido no financiamento de várias operações no sector energético. Todos os operadores do sector da energia que se instalaram no mercado polaco estão a investir. quase não há expropriações na Polónia. São aqui apresentados de forma esquemática e lógica as soluções relativamente aos mais relevantes e equívocos temas jus-laboralísticos. a elevada dependência da Polónia face ao carvão torna pre- mente a redução de emissões de CO2. . construção civil. O pricing do BEI é determinado pelo seu custo de funding. O Millennium bcp é um dos principais operadores financeiros no mercado polaco. António Castro referiu as boas condições de vento.P Inclui 100 quadros-resumo com grande utilidade prática. Cód.pt Nome Morada C. país onde reside há 12 anos. afirma António Castro. o que. o BERD e o BEI são essenciais para o investimento de empresas estrangeiras na Polónia. Américo Carola. 6º esq. A Polónia quer produzir 18% da energia com fontes renováveis. Enquanto financiador. No entanto. Departamentos de pessoal das empresas. esteve directamente envolvido na construção da primeira auto-estrada na Polónia. na Polónia há hoje uma grande protecção dos direitos de propriedade.R. tem todos os mecanismos. 111. existem entraves administrativos. Às empresas portuguesas pode garantir o acesso a financiamento de longo prazo denominado em zlotys e oferecer mecanismos de cobertura dos riscos cambial e de taxa de juro. no Sul da Polónia as áreas agrícolas são pequenas. director de Banca de Investimento. A perspectiva do director da Martifer é confirmada pela embaixadora Kataryna Skorzynska. impede as expropriações forçadas. “O mercado polaco é avançado. Gonçalo Cristóvão. não existe capacidade interna para executar o volume de obras. nomeadamente. António Castro. considera BERD e BEI são essenciais para o investimento na Polónia Autor: António Vilar & Associados Págs. DIREITO DO TRABALHO EM 100 QUADROS PRINCIPAIS DESTINATÁRIOS Juristas e advogados. tendo em conta as necessidades de modernização da rede eléctrica e demais infra-estruturas. O CEO da EDP R Europe referiu que a Polónia tem boas condições de vento junto ao Mar Báltico. • 4049-037 PORTO Tel. os seus custos administrativos e a sua visão do risco projecto (quando toma risco projecto sem contragarantias). neste sector existe um risco regulatório e alguma volatilidade dos preços. Para Américo Carola. assumin- do risco projecto. Postal E-mail Solicito o envio de Telefone Nº Contribuinte exemplar(es) do livro “Direito do Trabalho em 100 Quadros”. tem uma oferta global de produtos financeiros que se estende a 100 cidades polacas. . dando garantias a quem investe” – disse João Paulo Costeira. Por outro lado. No domínio da energia eólica. o Grupo Millennium pode conceder crédito do Bank Millennium. O objectivo da EDP R é atingir na Polónia a primeira posição na produção de energia eólica. combinando experiências sectoriais com práticas e experiências locais. favorecendo as energias renováveis. Seg. s/ o no meu cartão com o nº e válido . salientou que na Polónia o Millennium bcp tem uma presença de 15 anos. (Acrescem A 4 para despesas de envio e cobrança). financiamento ao promotor do projecto ou financiando o projecto com contragarantias de bancos comerciais. CEO da EDP R Europe.5 x 23 cm) P . No entanto. A estrutura da EDP R na Polónia conta com 21 pessoas. parques eólicos e o retalho são os principais sectores onde as empresas portuguesas podem ter boas oportunidades na Polónia. o que dificulta a disponibilização de terrenos com a dimensão adequada. Gabinetes de consultoria e contabilidade. no seminário sobre o sector energético na Polónia. justificando o investimento de 200 milhões de euros que está a ser feito. as PME ligadas ao sector da construção civil. director da Martifer na Polónia. estando em segunda posição no crédito à habitação. Pode financiar até 50% do investimento elegível. A modernização da rede eléctrica. Um livro que fornece soluções rigorosas aos mais correntes problemas com que se debatem todos aqueles que no seu quotidiano lidam com o Direito do Trabalho.

Está também a ser elaboência com as centrais térmicas a carvão pode ser utilizado nas centrais nuclea. e criar possibilidades para o intercâmbio de experiências. Neste momento. bem como as energias renováveis. as energias renováveis são responsáveis pela produção de 2 mil Megawatts de energia da Polónia e até 2020 prevêem-se 8500 Megawatts. “A opção nuclear foi determinada pelos factores ambientais. Os factores ambientais pesaram a favor da opção pelo nuclear. além dos parques eólicos. ceiros. tecção do meio ambiente. A primeira central vai ser responsável pela produção de 15% das necessidades energéticas.ropeia como nas relações com os países ter- O gás natural poderia ser uma alternativa à energia nuclear. A Polónia está situada num extremo da União Europeia. Existe um paralelismo da actividade económica e do consumo da energia? JS – A política do sector financeiro para com as empresas também protegeu a economia polaca porque o endividamento das empresas foi reduzido. tem possibilidade de chegar ao primeiro lugar. projecto que importante que é o biodiesel. devido aos protestos sociais.tar e criar uma nova fonte de rendimento da cooperação com França no domínio da para o sector agrícola. JS – Em 2009. Para nós. Neste documento. a EDP R já está presente no mercado polaco. Neste ligações. tendo muito contacto com os diversos mercados. assunto que é particularmente difícil e importante para a Polónia devido à composição da estrutura energética ambiental com preponderância do carvão. mantendo 60% de vestimento na área de energias renováveis. O sector de extracção mineira da Polónia terminou o ano passado com resultado positivo. o aumento da eficiência energética e Em 2011.sexta-feira. mas tamdocumento foram compilados seis princi. Que factores pesaram a favor dessa opção? Joanna Strzelec-Łobodzińska – A Polónia já tentara nos anos 80 construir uma central nuclear. prevê-se a criação de cerca duas res? JS – A experiência com as centrais térmi. nomeadamente a eólica. é a equação económica que está por trás. tanto no contexto interno da União Eumomento desafios relacionados com a pro. tendo em conta que não há emissões de CO2.pt . neste período de crise. gética. Acha que a EDP R pode atingir a primeira posição do seu sector na Polónia? JS – Na Polónia não há muitas empresas que possam competir com a EDP R. João LUíS DE SoUSA jlsousa@vidaeconomica. Há outra área muito produção de energia nuclear. em entrevista à “Vida Económica”. O nuclear.circulação de energia eléctrica e de gás. são as principais apostas do Governo polaco – explicou Joanna StrzelecŁobodzińska.Parte do conhecimento e experilica e na biomassa. Actualmente. Pelo contrário. não existe défice tarifário na Polónia. se enquadra na diversificação das fontes de prevê-se o aumento progressivo de biodiesel energia. VE – Neste momento. VE – Neste momento. competindo com a Iberdrola. existem incentivos para os investimentos.neladas de combustíveis por ano. Somente 5% da energia provém das renováveis. estimular o das energias renováveis. na energia eólica. cerca de 3% a 4%. Como alternativa. porque o distribuidor da energia eléctrica é obrigado a meter no seu pacote de energia fornecida uma determinada percentagem da energia proveniente das fontes renováveis. através de um fundo de protecção do meio ambiente. Qual é a solução encontrada pela Polónia para compensar essa diferença? JS – Na Polónia. na altura. Hoje as condições são diferentes. para a legislação polaca Existem condições Se não diversificásseda directiva comunitária mos as fontes de produadministrativas e sobre o desenvolvimento ção teríamos um aumendas energias renováveis to do preço da energia jurídicas muito e está previsto um diinfluenciando negativafavoráveis para ploma onde vão estar os mente a competitividade princípios de produção da economia polaca.mil unidades de centrais de biogás na Pocas a carvão não pode ser transposta para lónia. É muito importante seguir o desenvolvimento da experiência portuguesa. foi fácil escolher o local com base nos terrenos disponibilizados para esse efeito. mas tinha o inconveniente de gerar emissões de CO2 e de aumentar a dependência da Polónia face ao exterior – referiu a ministra polaca. Nos outros combustíveis esta percentagem é inferior. VE – Nas energias renováveis o biogás e a biomassa vão ter uma importância crescente? JS – Existe uma forte aposta na energia eóVE . E foram também introduzidos diversos programas de redução de custos. Ao contrário do que acontece em Portugal e Espanha. Está a ser desenvolvi.bém todo o tipo de ligações que garantem a pais objectivos. VE – Um dos problemas das energias renováveis. Hoje em dia. a solar e a fotovoltaica. Se a EDP R realizar o seu plano em que projecta um investimento para criar mil megawatts de energia produzida nos parques eólicos. foram equacionadas centrais a gás que tinham o inconveniente de emitir CO2 e de envolverem um custo significativo com a importação de matéria-prima. Vida Economica – Sabemos que nos países desenvolvidos existe uma forte contestação à energia nuclear. O biogás e a biomassa vão ultrapassar a energia eólica em capacidade de produção. ministra da Energia da Polónia. represen. a Polónia tem capacidade para satisfazer a procura de gás em termos de 20%. este projecto não se concretizou. toda energia produzida a partir do carvão.rado um documento sobre o biogás. porque existem apoios específicos designaProcura-se nesta área o desenvolvimento dos Certificados Verdes. assim como condições favoráveis para os investidores. Prevemos aumentar a quota das renováveis para 18% do consumo total. complementando a produção agrícola e florestal. em particular. e não houve grande contestação à construção das duas centrais. foi pufaz todo o sentido deblicado um documento que define a política senvolver meios de apoio para todo o tipo de do sector energético polaco até 2030. Curiosamente. São centrais relativamente pequenas as centrais nucleares porque a tecnologia a instalar em todo o país para complemené muito diferente. Actualmente. Existem condições administrativas e jurítando mais de 94% do consumo. De qualquer maneira. é interessante a forma como Portugal desenvolve o sector das energias renováveis. a redução de consumo de energia na Polónia foi muito pequena. a Polónia é o país que mais cresce na Europa. presidência é a actuação no âmbito da enerPerante toda a Europa colocam-se neste gia. tendo em conta que esta fonte de produção de energia não emite CO2” – referiu. esse custo também se reflecte no consumidor final. Só que. o que demonstra a dimensão do que tem de ser feito durante este período. a Polónia vai assumir a presio desenvolvimento das fontes provenientes dência europeia e uma das prioridades nesta da energia renovável. a segurança ener. não só transfronteiriças. A Polónia vai cumprir todos os compromissos que tem dicas muito favoráveis para estimular o incom a União Europeia. 4 Junho de 2010 actualidade 7 Ministra da Energia da Polónia revela Factores ambientais determinaram opção pelo nuclear A Polónia vai reduzir a produção de electricidade a partir do carvão. Vida Económica – A No contexto do aumeninvestimento na área opção pelo nuclear não to da segurança e da sode energias renováveis lidariedade em termos inviabiliza a aposta nas energias renovéveis? energéticos na Europa. está de tecnologias de carvão a ocorrer a transposição que sejam mais limpas. Primeiro. o biogás e a biomassa.5 milhões de tona produção de energia o carvão. A Polónia é praticamente o único na Polónia até 10% do consumo total de país da União Europeia que tem por base gasóleo que representa 15.

natural. Há duas vias para mesmo que aconteceu ao que já veio desde ganhar competitividade. Razão pela qual optava monetários e. para que ela se manifeste. Aliás. de um modo quase unânime. lor da moeda respectiva. Não sendo resolvido o conflito. porventura. Perante Claro que a inflação tem consequências o qual ficaria (ficará) bem egoísmo idêntico perversas. enmico. hoje. Sem cuidar de analisar agora responsaos mais fortes não estão disponíveis para bilidades – e haveria muitas a apontar. não podemos desvalorizá-lo dar-nos a cumprir o maior objectivo im. o seu potencial cliente está a qualificá-lo a si! Em muitos cenários de vendas. o que é importante. o cresnão têm muito tempo. Seria ele o de existir uma tempo e que a oportunidade de empregar inflação significativa nos países do Euro. Procure sempre AJUDAR o seu cliente. de algo que é afirmado quase todos os dias pe. resposta da Europa num caso destes. mas apenas depois de saber que o cliente está sedento… Faça com que os seus clientes falem de si! Os seus clientes falam MAIS ALTO sobre as suas competências e qualidades do que você. Para além de isso lhe dar vantagem. Procure estabelecer “rapport” procurando algo em comum com o seu potencial cliente. Uma delas é reduzir. é eda. Pelo Ter em conta todos os efeitos de uma exemplo da Grécia. AZUil BARRos Especialista no Crescimento de Negócios Partner & Director Geral www. As discordantes. Injectando dade monetária. enquanto você está a tentar qualificar o seu potencial cliente. fracos. É que.TO dos países que usam a mesma moeda. Crie e lidere um contexto construtivo e positivo no qual se desenrola o negócio. uma solidariedade indestrutível país pequeno. sempre presente no nosso caso. O que gera um conflito aparenfixo. isto é. creio que os países em dificuldades análise. Escuso de lhe salientar que é fundamental que você faça o seu trabalho de casa. ses desse conjunto. hoje. Excelente. e possui todos os recursos debaixo da sua mão.deve justificar a desvalorização da moeda da. a ges. Mas a irresolução do conflito o trabalho. estude o negócio do seu potencial cliente antes de se reunir com ele. muita da crise actual entendo que precisaa situação económica teve uma génese puramos da inflação. parece que optam pela determinada política monetária é muito segunda alternativa. usa a mesma moeda.lorização da moeda e. o debate sobre as medidas que podem aju. A sua equipa está consigo. quais são os factores-chave que o motivam e quais os aspectos centrais que condicionam as suas acções (ou reacções). Introduza o seu potencial cliente a todos. se o Euro é uma moeda comum mente. um ganho sidade de desvalorização da moeda. numa primeira fase.verdade que a inflação faz subir os custos mento económico. não medo. a melhor estratégia passa por. procure fazer a venda no seu escritório. abandonando o o nível de vida no interior do espaço que Euro sem tergiversar.à Zona Euro é: inflação (no sentido em desmentível. aliás. também permite que o potencial cliente o conheça melhor.8 opinião sexta-feira. convide-o para almoçar. independentemente de onde tenha lugar. E surge. de egoísmo nacional indesmentível. E já não falo na eventuaisso. de desempregados os mercados estão indestrutível ou o que temos neste a encarregar-se de problema é irresolúvel momento.porque elas tem a sua moeda muito desro financeiro. Estabeleça uma conexão com o seu potencial cliente e procure conhecer o negócio dele. normalmente. conjunto de países. sim.recesse outros. Solidápaíses em dificuldades têm necessidade de rios.o Euro não é só nosso. o custo nominal da por criar condições ao crescimento econó. a ser essa. à baixa produtividade dos nossos factores os países mais fracos perderão a guerra do de produção. fábrica ou esta- Q belecimento porque isso permite-lhe ter total controlo sobre o ambiente e sobre tudo aquilo que pode querer. procure criar algum momento de convívio e entretenimento. porque lhe permite ver o que é que vão comprar e conhecer com quem vão lidar.pt gem as suas transacções por outra moeda. esta moeda nos países em política monetária” associada à profunda dificuldade. isso que aconteceu em Portugal. PRIMEIRO. noutro plano. modo de desvaloque não podemos resolver tudo ao mesmo rizar a moeda. E aqui.efeitos quase imediatos. por isso. uma forte factor de reequilí. a que tal tenderia a suao desvalorizar o ceder num primeiro Euro significativanão ser com um prontomomento. dos países em dificuldades. Mas não mente e com per-socorro financeiro” devemos perder de sistência. solidários. É verdade comum nos carris. como moeda. Sem explicações adicionais. na medida em que cada opinião enriquece . A primeira demora nas crises de 1976 e de 1983. A outra produz seria. cimento económico. mais seio os países mais fracos. Mas. precisam de ganhar competitividade.000. científico. Leitores que estiveram de acordo a um conjunto de países. o corolário de que ou há. Uma pelo propa. há uma efectiva desvadesempregados arranjarão trabalho.QuantumCrescimentoNegocios. não nos safamos. com toda a franbrio. precisa-se O meu escrito de há uma semana cino. a questão a colocar mais fracos. Além disso. nestes tempos de globalização e in. em última queza. o Euro.ao dinheiro para aqui a enviar suceder o los nossos responsáveis. tem que tinham por pano de acontecer o que já fundo a situação ao aconteceu com a nível do emprego. Grécia – o pron“Ou há.independentemente dos outros. que nos querem dar? É que. quer dizer que. Ao dispensar algum tempo para conversar com outras pessoas contribui para criar uma atmosfera mais humana e começa a instigar credibilidade na mente do seu potencial cliente. para evitar ter que fazer perguntas descabidas. Por exemplo. Houve. Para muito a digerir. racio. que sem remuneração adicional – determina. caso se proporcione. por um pensamento comum. Só que eu tenho muidifícil. Descubra. confiante e receptivo a fazer negócios consigo.de competitividade nos mercados que re- A.a “nossa” moeda é.produção. A conversa tem que ser natural e não de “vendedor”! Sempre que possível. essencialmente. é a situação ecocom a perspectiva que adoptei – reduzir nómica e financeira do CONJUNTO que salários ou aumentar o tempo de trabalho deve determinar a política monetária. E esta nomicamente mais frágeis e desfavoreceria é. deixar-se qualificar pelo seu cliente para que este possa ficar aberto. se este acontecer. porque. outra vez. poço sem fundo. E. os quanto os factores de produção ajustam o seu preço à inflação. médio prazo. Sendo CONJUNTO que a perda de competique há um modo de tividade derivada da a produzir artificialdeve determinar a perda de produtivimente. Assim. concorrendo ainda com as ou o problema é irresolúvel para os mais economias emergentes. . forte e in. por isso. É quem não trabalha só pode advir do cresci. a preparação prévia permitir-lhe-á compreender muito melhor o seu interlocutor e ser muito mais assertivo relativamente à detecção de pontos-chave. não provocar o crescimento económico no Tenho muitas dúvidas sobre qual será a seio dos ajudados. porém. porta de entrada no vavelmente. É importante fazê-lo porque honra o seu convidado e mostra respeito pelos seus colaboradores. designadamente o capital e equilíbrio. Comece já e tenha um ENORME 2010! ualquer que seja a forma de venda. com toda a inneste caso através das genuidade de quem “Se o Euro é uma exportações para o nestas coisas e face às mundo que não tem grandes cabeças que moeda comum a um o Euro como sua mogovernam a Europa. assim. librarmos as nossas contas advém da nossa a desvalorização favoreceria os países ecoproverbial falta de competitividade. Sem mente financeira. no que isso é desvalorização da moeda) ou diseio do CONJUNTO que usa a mesma nheiro. A inflação gerações. Dando mostras determinante. no interior do CONJUNA maior parte das observações feitas pe. O que a desvalorização conheEuropa deve fazer sem cida pelo dólar em relação ao Euro.a casa do vizinho permanentemente custa perarem as suas dificuldades actuais. enquanto a se pudéssemos desvalorizar a moeda. por potenciar aquilo que. com vigor. tornando a atmosfera mais relaxante e mais aberta. eventualmente. nada resolve se valorizada. Se é verdade que incluindo Portugal.por isso. ao nível dos e financeira do é menos verdade que dois dígitos. Continuando a ter presente uma neces. associada os fortes.desvalorização favoreceria alguns dos paítão da crise interna tornar-se-ia mais fácil. ciente de que. que. a começar pelo nosso. posto aos portugueses neste momento: sair estes pensamentos conduzem-me a um oudo “buraco” onde caímos. para os mais fracos. mostrar. los nossos Leitores estava respondida no não existe verdadeira solidariedade. Outra por intervenção no vaFoi. naturalmente. sob pena de estar a expulsar do seu causa mais profunda e. Que. uma pelo menos. 4 Junho de 2010 POLIScópio Inflação.sente que mentar o seu conteúdo. tecnológico. é natural que desfavoMuita da quase impossibilidade de reequi. Ou próprio artigo.tro. . menos prousa a mesma moeda. proporcionar-lhe um chá enquanto conversam ou. no seio do Mais tempo de trato-socorro – e vai balho para quem se acontecer provavelCONJUNTO que encontra empregado mente com Portusignificaria trancas à gal e. caso seja necessário. Os muito além do que já foi previsto. com uma solidariedade trabalho da legião a Espanha. no caso de as necessidades irem Mas devemos centrar-nos no essencial. Parti – e parto – do princípio de que. mAgAlhães pinto Economista magpinto@netcabo. é o único factor de equilíbrio a dentro da zona Euro. vista que quem está Mas há um outro desempregado está.tas dúvidas sobre se a resposta continuará terdependência verificada a nível mundial. Surpreenda o seu cliente! Procure surpreender o seu cliente: “UAU”! Seja MUITO BOM em tudo aquilo que faz! Faça a venda. no presente. no reduzir o seu nível de vida para ajudar os caso do nosso país –. O seu cliente é a prova de que você é capaz de suportar as suas reclamações.que aderimos à Europa: desaparecer num lado desenvolvimento cultural. lidade. é uma medo.com Como melhorar os seus negócios… Se possível. Tendo bem preatrás motivou alguns leitores a co. Procure conversar. temente irresolúvel. a não ser com o dito pronto-socor. mas essa de sustentar um forte crescimento económico para su. ao fim. cerca de colocar o comboio 700.

calamos legítimas revoltas só porque nos dizem poder ser “politicamente incorrecto” – mas o que é e quem deve de facto definir o que é politicamente correcto. – observa-se. Hoje. dos agnósticos. mas. algumas vezes em multiemprego. A utopia é aliciante. o que realmente conta é saber distinguir o diletantismo militante. também sem cheta nem vergonha e que. Famalicão. Em cada um desses níveis. identificar sinais. económico. dita pública e conhecida.que é realmente possível. na mesma medida que não prescindimos das testemunhas de Jeová.” nalar o seu 40º aniversário no nosso País. ao longo dos anos. as alternativas terapêuticas estão definidas com a respectiva calibração associada. Agora de que não tenho a mais pequena dúvida é que lá estarei.blogspot.com O farol enquanto motor da evolução e do desenvolvimento da espécie e das sociedades. a nova Fonte Luminosa vai inquestionavelmente fazer-se se e quando estivermos todos. Tomando como ambição “colocar Portugal na linha da frente do desenvolvimento” e como dimensões críticas a “coesão”. os vários pressupostos de sucesso que todos sobejamente conhecemos e queremos ver implementados – a questão estará sempre e portanto em escolher os incorruptos que garantam competências. “a dimensão única das transformações operadas [em Portugal] é facilmente avaliada pela referência ao facto de termos assistido à queda de um regime ditatorial com cerca de meio século de vida. relevantes desígnios que cumpre prosseguir e cidadãos e/ou instituições que não podem alijar a responsabilidade de protagonizar tal desafio. quer pelo gabarito das personalidades que envolve. constata-se já o engrossar esperado da hipocrisia da 24ª hora – entretanto. como aquela que hoje evidencia”. apesar de ser. num esforço colectivo com um evidente alcance nas futuras gerações”. novamente na opinião dos tradicionais estabelecidos. tem de saber que as periódicas passadeiras encarnadas nas Portas de Santo Antão – alternativamente utilizadas pelos mesmos convidados do Dr. cultural. vive do biscate do pseudo-glamour que. pela cara escanzelada e os foguetes nas meias. abraçado de um lado por um comunista e do outro por um reformado a chorar por Salazar. Estarreja ou Feira rebentarão antes em uníssono. em que é raro assistir-se a verdadeiros exercícios de cidadania activa e em que os movimentos pontualmente instituídos rapidamente soçobram à falta de determinação. seja enquanto actor – que age. prejudicou todos e descredibilizou-se desnecessariamente. para sobreviver. Numa sociedade como a portuguesa. neste país? Bagão Félix cometeu um verdadeiro pecado capital de ambição e protagonismo. peri- gosíssima. sem referências. os especialistas que moderem a ganância pela vergonha e os burocratas que ainda mantenham o espírito do serviço público. pela sua natureza. dos muçulmanos ou. quer no contexto global.” N o turbilhão das sociedades modernas. Estamos num país sem exemplo. O resto do País. das intervenções regulamentares e dos comportamentos de todos quantos o rodeiam -. da necessidade de reunião de um Conselho de Sábios que se debruce sobre o Homem e o seu habitat – natural. de padrão e de… farol. sejam as mesmas entidades públicas ou agentes e instituições do sector privado que se queiram posicionar na vanguarda do processo de desenvolvimento. já ter passado de moda. que se levanta de madrugada de inacreditáveis dormitórios colectivos para trabalhar duríssimo. todos! Isto é. exactamente pela razão mais óbvia: ninguém se revê nem se orgulha na Pátria. A existência de tal lacuna de um espaço de reflexão construtiva. bastará a força interior do saber . Tal como acontecia desde os Tempos Antigos. importa manter um sentido de orientação estratégica. uma estratégia que nos vá servindo. a “globalização”. apontar prioridades e caminhos para o desenvolvimento. o “financiamento da economia” e as “reformas do Estado”. Disso não tenho dúvidas.pt a E l S éT AmU R m Na T rE R A T 22 340 1616 . seja pelo trabalho que produziram e podem vir a produzir. Em qualquer circunstância. o Farol poderá vir a ser um guia e um elemento norteador da actuação das elites. é necessária. a selecção e formação dos agentes mobilizadores não é tarefa impossível. nós ou eles? Vamos lá a ver se nos entendemos – quem vive.hoteldomhenrique.sexta-feira. Oliveira de Azeméis. que se habituou a tirar sempre dividendos comunicacionais do discorrer asséptico da crítica daquilo que deve e tem de ser a assunção da rotura perante esse laxismo bem-falante. amplificada pelos avanços das telecomunicações e pelo progressivo acesso a um volume infindável de informação em tempo real. Todavia. atabalhoada e na altura pouco competente. como e quando só há uma resposta possível. à custa de quem. os diagnósticos estão todos integralmente realizados. Fafe. Tal esforço não poderá descurar qualquer das vertentes da existência humana. em que muitos parecem querer ceder à tentação fácil da resignação e outros tantos privilegiam a crítica sem cariz construtivo. triturou primeiros-ministros na busca de uma solução para o problema que – faça-se hoje a justiça de admitir! – soube identificar e diagnosticar correctamente. este exercício de luta contra a inércia e a acomodação tem que ter como epicentro o Homem. porque formalmente não quis. mentimos descarados pretextos. Filipe La Féria – não diferenciam em nada e para nada o povo de Lisboa. Por todas estas razões. uma vez dados estes grandes passos. uma linha de rumo e uma capacidade de antecipação do futuro que se pode revelar crucial para a sobrevivência dos mais fortes. Esta ingente tarefa só poderá ser alcançada com o contributo de todos. só com a Pátria em risco a juntar-nos. Aceitemos a utopia e reneguemos o autêntico lirismo dos políticos partidários que falharam redondamente nos últimos trinta e cinco anos. convicções ou disponibilidade dos seus promotores. O regime tem de ser obrigatoriamente refundado através de modelo e sistema de poder e lideranças que garantam. Falta. a “educação”. Santo Tirso. porque pressupõe como realizável e atingível o que não passa de uma diatribe intelectualizada. não consigo antecipar se Braga. Águeda. cujas reflexões poderão quase ser tidas como incontestáveis para o comum dos cidadãos e cuja filiação possa ser ambicionada por todos os demais. à partida. Ramalho Eanes viu e procurou resolver – não soube. Nós também precisamos dos “gays” nesta emergência. sem sombra para dúvidas. dando-lhes ouvidos. “tendo-nos faltado uma visão prospectiva sobre o futuro. quer nos diferentes subdomínios que possam ser definidos. Tal como se pode ler no Manifesto do Projecto. Em especial numa conjuntura como a actual. Ao fim de tantos anos a berrar desesperadamente sem sermos ouvidos (com esse gigante Henrique Medina Carreira a servir de guia). na eventualidade. seja pela valia dos seus colaboradores. naturalmente. ficam por operar na sociedade portuguesa transformações profundas que. agora e mais do que nunca. formal ou outro. Um único político em exercício. os seus problemas.não por ciência certa mas por intuição . devendo aqui e alugando acolá. em que os acontecimentos se sucedem a uma velocidade vertiginosa. os desafios que a sua envolvente e a sua própria actuação lhe colocam. como nas velhas revistas do Parque Mayer. num monstruoso e esperado berro de indignação. Aquela gente. Escondemos opções pessoais. de forma inequivocamente tosca. Quer pela relevância dos assuntos que pretende abordar. antecipar tendências. obviamente. no plano geográfico. Assim. Não sei se a Fonte Luminosa vai voltar a começar em Rio Maior. reage e interage no/ao/com o seu meio –. Espinho. é possível identificar problemas específicos a que cabe dar resposta. Castelo de Paiva. os líderes que odeiem o populismo. legal. um aspecto preocupante. Estes dois últimos passos trilhados por acção de um processo político que levou à sedimentação de um regime democrático que tem protagonizado um rápido trajecto até uma fase mais madura de existência. mais é de louvar o aparecimento de um projecto como aquele que a Deloitte promoveu e agora tornou público. algo de nuclear: a neutralização assertiva da influência partidária sem pôr em causa a democracia – o que. os promotores do Projecto Farol entendem que “urge mobilizar a sociedade para dar corpo a uma ambição que perpassa transversalmente por todos nós”. social. O projecto Farol tem por missão na criação de um espaço de reflexão pública sobre um conjunto de matérias que contendam com diferentes aspectos da vida do Homem e que se perfilem como relevantes numa abordagem de médio e longo prazo.pt “Um farol é uma estrutura elevada e bem visível no topo da qual se coloca uma luz que serve de ajuda à navegação. “existe a percepção de que. Felgueiras e Riba d’Ave ou então Aveiro. seja enquanto objecto – destinatário último das políticas. mais estas reflexões parecem pertinentes. como forma de assiRua do Bolhão 221 www. RiCARdO RiO rioric@gmail. etc. político. Paços de Ferreira. sem assumida responsabilidade individual pelo que devemos representar. a “cultura”. o FAROL assume-se como um núcleo de referência a nível nacional. como se impossível e perigoso não fosse o destino para onde nos conduz tudo isto. Balsemão e do Sr. dos evangélicos. exigem uma visão partilhada e a adopção de políticas com uma matriz temporal de realização a longo prazo. Guimarães. A nova Fonte Luminosa está a caminho – às questões do quem. Bagão Félix confundiu tudo. com a vergonha atávica e imbecil de isso poder. 4 Junho de 2010 OpiniãO 9 A caminho da nova Fonte Luminosa MJ CARVALHO Economista N aquelas duas noites – Fonte Luminosa e Estádio das Antas – nenhum socialista se atreveu a chamar-nos “camaradas” – melhor do que ninguém sabiam que estávamos lá por exclusivo dever patriótico de emergência nacional. só se consegue ver de perto da primeira fila. sem credos nem partidos a dividir-nos. uma “nova cidadania”. se transforma numa tarefa impossível e perigosa. ao fim de um império colonial de cinco séculos e à posterior integração plena na União Europeia. jamais podendo ser-lhe perdoado o espírito inquestionavelmente elitista e redutor com que os seus conselheiros da Igreja Católica o enredaram. são a Lisboa gaiteira do Ritz da Rua da Glória e não do de Rodrigo da Fonseca. que se recusam a ser as testemunhas oculares do óbito pátrio. proporcionando uma reflexão pragmática que possa aportar valor a todos. seja alem-mar@hoteldomhenrique.com http://econominho. particularmente o Nor- te. liderar com naturalidade o processo. E sem precisar de Presidente da República para nada – seja ele quem for. Aos utópicos optimistas. afinal. Vale de Cambra. cumpre aos melhores de entre os melhores empregar as suas capacidades em prol do grupo. seguramente.

ou seja. Zeinal Bava pede demissão de Santiago Fernandez Valbuena Joe Berardo mostra-se preocupado com a ameaça da Telefónica milhões de euros. mas para isso terá de ter ambição. Um conflito com esta importância já chegou a Bruxelas. importantes. manter os interesses portuguesas na PT. administrador financeiro da Telefónica com assento no conselho da PT. está. por outro.com A PT é o único grupo português com interesses em todas áreas das comunicações e cuja presença se estende a territórios como o Brasil. Deutsch Bank e UBS. A Comissão Europeia já veio dizer que a “golden share” que o Estado detém na PT vai contra as regras do direito comunitário. Joe Berardo considera que a Portugal Telecom é uma empresa com a nossa bandeira. Sonaecom -. este liderado por Henrique Granadeiro e Zeinal Bava. dizendo que os direitos especiais se regem pelo direito privado. desmentir esta possibilidade.pt . mas todo o sector em Portugal. Por outro lado. o fundo Brandes. sendo que 2/3 das receitas já provêm de fora de Portugal. Barclays. José Alvarez-Pallete Lopéz. Bruxelas diz que “golden share” vai contra as regras europeias altura. passar para outras mãos. O preço não é a questão. depois. Os pilares desta estratégia são vários: os negócios internacionais. Os espanhóis não têm a mesma opinião e já vieram dizer que Valbuena e o seu colega da Telefónica. uma questão fundamental.Espanhol Contacto: Cláudia Passos • Telefone: 0034 608142796 Email: infortraducciones@gmail. justificados e compatíveis com o Tratado CE. A concretizar-se a OPA. aos 100 milhões. importante para o país. Macau ou Angola. Os clientes chegam. estratégica para o desenvolvimento do grupo. Ainda assim. Na InfortraduccIones Traduções e retroversões especializadas de qualidade superior Pares de línguas de trabalho: Inglês – Português Inglês – Espanhol Espanhol – Português Alemão – Português Alemão . convertendoa. a Telefónica volta a atacar. O grupo português faz todos os possíveis para reunir apoios às suas pretensões: defender a própria empresa e os interesses que mantém no Brasil. A intenção tem um duplo objectivo: por um lado. Portugal referiu ainda que estes direitos especiais são aplicados de forma não discriminatória e com base em cri- térios como a segurança e a ordem pública. vem a público dizer que não sobe a oferta sobre a Vivo no valor de 5. a Portugal Telecom começou por rejeitar a oferta inicial por considerar a sua presença. admitir a possibilidade de uma OPA sobre o grupo luso. que uma outra visão da Telefónica sobre o assunto poderia alterar o actual cenário. Já pela segunda vez a “Vida Económica” tentou obter uma reacção dos principais protagonistas do sector – Vodafone. a Telefónica decidiu subir a oferta pela posição na Vivo de 5700 para 6500 A “guerra” entre a Portugal Telecom e a Telefónica está ao rubro. Em 2008. Credit Suisse. Depois da ameaça da Oferta Pública de Aquisição (OPA) protagonizada pelo gigante espanhol sobre a PT – esta recusou-se a vender os 50% que detém na Vivo. O presidente executivo da PT pede. um dos accionistas da Portugal Telecom. em acções normais da PT. operador móvel brasileiro –. não querem aceitar o repto da PT. Portugal defendeu-se. o terceiro maior accionista da PT. por sua vez. Joe Berardo. do lado da PT na recusa da oferta espanhola de compra da Vivo. Segundo alguns analistas internacionais. A Telefónica é um dos principais accionistas. Valbuena não pode fazer parte do conselho da PT e. Há quem considere. a Vivo. José Sócrates já se mostrou disponível para usar a “golden share”. Esta declaração acontece depois de um dos principais accionistas da PT. respectivamente. dando conta que a PT teria apresentando uma contraproposta à Telefónica no sentido de comprar os outros 50% da Vivo. Segundo notícias vindas a público. o retorno accionista na Europa e a sustentabilidade. Ao mesmo tempo que a Telefónica mostra intenções de querer destituir o conselho de adminsitração da PT. O conflito que opõe a Portugal Telecom à Telefónica por causa da Vivo – os espanhóis querem comprar os 50% que a PT detém nesta empresa brasileira – endurece de dia para dia. não devendo.10 TelecomunicaçõeS sexta-feira. a PT é uma empresa estratégica. O silêncio é a palavra de ordem no que diz respeito a este assunto. O desfecho é incerto. mas há outros. sofrer alterações. O alerta está dado: o órgão executivo da União vai seguir o caso de perto. por isso. refere. BlackRock. de estar em vários continentes. Depois da ameaça da OPA sobre a PT. presidente do BES Investimento. já veio a público afirmar que esta situação não põe em causa o trabalho da organização. Para o Primeiro-Ministro. bem como outros imperativos de interesse geral. pertença dos espanhóis. No entender de Zeinal Bava. o fundo Brandes. Oni.7 mil milhões de euros. Como já se sabe. Do lado do principal pomo da discórdia. a presença da PT no mundo Telefónica não sobe oferta pela Vivo Zeinal Bava não ficou parado e responde na mesma moeda. 4 Junho de 2010 PT reúne vários apoios para enfrentar a ameaça da OPA protagonizada pela Telefónica “Guerra” entre a PT e a Telefónica sobe de tom Um caso sem fim à vista. Uma opinião partilhada pelo Governo. mas pode não resitir ao preço agora oferecido pela Telefónica e optar por sair da Vivo pelo seu próprio pé. no Brasil. SANDRA RIBEIRO sandraribiro@vidaeconomica. Roberto Lima. presidente do BES. garantir a posição do grupo na Vivo. a empresa espanhola está a informar os investidores internacionais de que poderá convocar uma assembleia para destituir o conselho de administração da PT. a demissão de Santiago Fernandez Valbuena. Ongoing. grupo Espírito Santo. Namíbia. contudo. ao mesmo tempo. Ricardo Salgado. O grupo espanhol não cede um milímetro. O presidente da empresa. O impasse entre a PT e a Telefónica conhece várias cambiantes. igualmente. Nenhum dos operadores quer pronunciar-se sobre um tema que afecta não só a Portugal Telecom. Em termos accionistas. para o seu desenvolvimento. no momento. a liderança em todos os segmentos. ao mesmo tempo que aguarda uma decisão por parte do Tribunal de Justiça. Brandes Investments Partners. Mas há outros sinais de apoio. referiu José Maria Ricciardi. São Tomé e Princípe. A PT já veio. está preocupado com o desenrolar da situação e já apontou uma saída. por certo. ter afirmado que a proposta da Telefónica não reflecte o valor estratégico da Vivo. também secundou a posição da PT ao rejeitar a proposta da Telefónica em relação à Vivo. a Portugal Telecom conta no seu seio com várias participações. Há um conflito de interesses. Visabeira.5 mil milhões de euros. já surgiram notícias. a Comissão Europeia fez o mesmo. Cabo Verde. o maior operador móvel do Brasil. na Vivo. levou Portugal a tribunal em virtude dos direitos especiais que mantém na Portugal Telecom.pt Operadores mantêm o silêncio sobre o caso PT/Telefónica Os operadores de telecomunicações com presença em Portugal não querem comentar a ameaça de OPA da Telefónica sobre a Portugal Telecom. com 10% do capital. Estes direitos especiais violam as normas de livre circulação de capitais. o cenário que hoje conhecemos iria. igualmente. Os objectivos do grupo são claros: continuar a crescer nos próximos três anos. Este responsável referiu ainda que esta movimentação é um bom sinal. mas sem sucesso. SANDRA RIBEIRO sandraribiro@vidaeconomica. Controlinveste International Finance. contudo. E já não é a primeira vez que tal acontece. A Telefónica quer o mesmo de sempre: que a PT venda a sua participação na Vivo agora por 6. Este empresário está disponível para comprar a “golden share” do Estado. já que demonstra que a Vivo é apetecível por causa do bom trabalho que realiza. uma oferta melhorada da Telefónica relativamente à Vivo poderia ser irrecusável por parte da Portugal Telecom. o sentimento geral é de calma. É o caso da CGD. presidente do Conselho de Administração e presidente Executivo do grupo.

maximizando as oportunidades concedidas às novas gerações de empresários. Organizado pela Associação para a Promoção da Inovação e das Empresas Tecnológicas (APEITE). sendo que neste caso as informações são disponibilizadas no site www. João. a um novo projecto de estímulo e reconhecimento da iniciativa empresarial. Também o “Atrium Empresarial” se encontra actualmente a receber inscrições de expositores.sexta-feira. . é o grande desígnio da Mostra do Empreendedor. o galardão ambiciona envolver de forma articulada potenciais e actuais empreendedores. Organizado no âmbito do projecto Jovem Pró-Empreendedor.000 m2.anje. Entre as actividades futuras. quer públicos quer privados. uma iniciativa vocacionada para empresas de cariz tecnológico. Até ao final de Julho. Dirigido também aos empreendedores que se sentem imbuídos deste espírito pró-activo e diferenciador. no dia 19 de Junho. A acontecer no dia 1 de Julho. no âmbito da qual o Núcleo do Alentejo da ANJE – Associação Nacional de Jovens Empresários dinamiza também por essa altura o “Atrium Empresarial”. pelo reconhecimento das jovens empresas que iniciam actividade sem instalações próprias. através da realização de workshops. pautados pela criatividade e pela inovação. tendo em vista a diminuição de estados de stress profissional. este evento formativo deverá dar a conhecer Sistemas de Incentivo do QREN. Apoios a Fundo Perdido em Zonas Rurais.pt. valendo-se do apoio infra-estrutural de entidades especializadas para fazer vingar no mercado o valor dos seus recursos humanos e dos serviços e/ou produtos por eles produzidos. O novo galardão de empreendedorismo jovem subdivide-se em duas categorias de competição: uma destinada a premiar ideias de negócio promissoras e exequíveis e uma outra que visa distinguir PME inovadoras. Jovens empresários aprendem a meditar “Bem-estar e qualidade de vida no trabalho . esta feira recebe anualmente cerca de 200 mil visitantes de todo o país. que acontece em Évora. agendado para 1 de Julho. o desenvolvimento do Portal de Incubação e Empreendedorismo e a atribuição do Prémio Nacional da Mulher Empresária. em conjunto com a INOVAGAIA e o INESC Porto. estimulando activamente o espírito de iniciativa empresarial aliado às novas tecnologias. actividade do núcleo local da ANJE. As candidaturas estão abertas a todos os jovens com idades compreendidas entre os 18 e os 35 anos. João. promotores de novos projectos de criação de empresas ou líderes de PME instaladas em centros de incubação. anje. Jovem Pró-Empreendedor A Mostra do Empreendedor será o primeiro grande evento do Jovem Pró-Empreendedor. Ocupando uma área de exposição de 10. 4 Junho de 2010 ANJE 11 ANJE lança prémios Portugal Empreendedor A ANJE . cuja participação é gratuita. seguindo as indicações referidas em www. A actividade formativa incluirá a realização de exercícios de meditação. Sensibilizar as novas gerações de empresários para a pesquisa de novas tecno- Sensibilizar as novas gerações de empresários para a pesquisa de novas tecnologias e para a urgência de novos paradigmas empresariais logias e para a urgência de novos paradigmas empresariais. a oportunidade de apresentar. emocionais e mentais negativos. nascidas via incubação empresarial. de resto. Ambas as acções beneficiarão certamente das sinergias potenciados pela tradicional Feira de S. pelas 10h00. Já líderes de projectos instalados em centros de incubação devem candidatar-se apresentando um completo plano de negócios. destaca-se a realização do Encontro Nacional de Incubadoras. constam entre os propósitos do certame. Mais do que premiar a criação e expansão de negócios inovadores.a meditação” é o tema do workshop que a ANJE – Associação Nacional de Jovens Empresários promove na sua Sede Nacional. projecto que tem vindo a apostar no apoio formativo e informativo. um pavilhão de exposição de empresas.Associação Nacional de Jovens Empresários recebe até 31 de Julho as candidaturas aos Prémios Portugal Empreendedor. Mostra tecnológica promove empreendedorismo em Évora Promover produtos e serviços de base tecnológica. que ali procuram apoios para empreender novos negócios. Ali estarão patentes os resultados da actividade empreendedora e inovadora de algumas PME e start-ups nacionais. Partindo de breve reflexão sobre a ética no contexto empresarial. o certame será complementado pelo workshop “Apoios à Criação e Expansão de Empresas”. estabelecer contactos e encontrar suporte e parceiros para desenvolver empresas já estabelecidas. cujas coordenadas podem igualmente ser consultadas na referida página de Internet. com especial enfoque para o desenvolvimento dos negócios tecnológicos através da expansão de redes de incubação e parques de tecnologia. incubadoras de empresas e a comunidade empresarial de modo geral. bem como o Programa de Apoio ao Empreendedorismo e à Criação do Próprio Emprego (Macroin- vest e Invest +). desenvolvido com o apoio do Programa COMPETE. a formadora acabará por demonstrar a importância do sistema energético e dos exercícios de respiração enquanto técnicas de apaziguamento. o projecto Jovem Pró-Empreendedor é co-financiado pelo COMPETE e tem como principais domínios de intervenção o empreendedorismo e a inovação. será o workshop “Apoios à Criação e Expansão de Empresas”.pt/alentejo. a UERN – União das Associações Empresariais da Região Norte e o CEC/CCIC – Conselho Empresarial do Centro / Câmara do Comércio e Indústria do Centro. na Feira de S. de bem-estar pessoal e profissional e ainda de redução de riscos cardiovasculares e outros estados fisiológicos. Ambas as iniciativas vão decorrer paralelamente ao “Atrium Empresarial”. Os novos prémios diferenciam-se. Os trabalhos ficam a cargo a especialista em stress management e formadora de reiki e meditação. anje. Sensibilizar empresários e quadros das empresas para a importância crescente da meditação enquanto técnica de apoio a profissionais que acumulam diversas responsabilidades é o objectivo do evento. Os Prémios Portugal Empreendedor surgem no âmbito de um projecto homónimo. pt/academia. Isabel Leal.pt/jproempreendedor. Inscrições através do e-mail associados@anje. Aquele que é um dos mais antigos concursos de negócios do nosso País associa-se. os candidatos que apenas apresentem uma ideia de negócio devem descarregar o formulário de inscrição disponível no site www. Os melhores projectos de cada categoria recebem um prémio no valor de 5000 euros e os planos de negócios vencedores são automaticamente seleccionados para o Prémio do Jovem Empreendedor. deste modo. divulgar e comercializar produtos e serviços. entre 23 de Junho e 4 de Julho. proporcionando aos seus agentes. que se assume como o maior certame empresarial do Alto Alentejo e visa dinamizar o tecido empresarial da região. É neste enquadramento que surge a Mostra do Empreendedor. numa parceria entre a ANJE. investidores. Os empresários interessados em participar na mostra tecnológica e no workshop devem inscrever-se previamente. investigadores.

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de entender as necessidades e responder a elas. outro. com uma secção dos jovens gestores com formação universitária. então. E isso significa que há necessidade Secretário de Estado da Saúde garantiu à VE que não está em causa a natureza jurídica da entidade proponente Curso privado de Medicina depende “exclusivamente” da qualidade da candidatura “N ão há nenhuma decisão tomada ‘a priori’” quanto à aprovação ou rejeição de uma candidatura privada para a criação de um curso de Medicina privada em Portugal. Estamos a ser vítimas do nosso próprio sucesso. aberto à criação de um curso de Medicina privado desde que este tenha qualidade. VE – E na Europa há bons exemplos no ensino privado da Medicina? TRL – Bem. “do ponto de vista estrutural”. que permite tirar essa conclusão. mas também seria um erro para o presente e para o futuro nós desistirmos do investimento que é necessário nos novos hospitais e na melhoria da rede de centros de saúde”. que passam “pela possibilidade de manter a trabalhar os médicos que se aposentem. designadamente médicos? Os constrangimentos que vivemos em Portugal são de algum modo partilhados por outros países? TRL – A nível mundial há uma escassez generalizada de médicos. está a evoluir também aquilo que é aplicação do método de Bolonha à área da saúde. comunitário. E isso tem a ver com a necessidade de fazermos também a comunidade social. Manuel Pizarro explicou que. sobre o futuro da hospitalização privada na Europa. E verifica-se que em alguns países onde existem escolas de saúde privadas. A decisão depende “exclusivamente da avaliação técnica” que a comissão internacional de avaliação das propostas. de facto. de tal modo que os processos de saúde sejam aplicados de modo a contribuir ainda mais para a melhoria da eficiência. designadamente em Portugal. o Governo diz que está “garantida a formação de especialidade para todos”. não precisa dela… TRL – Sobre essa matéria tenho dois pontos de vista: um. Nunca até agora. de que quando chegar já não é necessária. TERESA SILVEIRA teresasilveira@vidaeconomica. mas nas “conjunturais. na Aguda. nomeadamente na introdução de novas tecnologias e que têm a ver com tratamentos não invasivos. por exemplo. se progride significativamente. No entanto. em termos de podermos gerar um ‘benchmarking’ nacional de modo a que os melhores sejam os líderes nas boas práticas e nos ‘standards’ de qualidade e daí passemos para um nível extranacional. TERESA SILVEIRA. Temos. secretário de Estado Adjunto e da Saúde. como a laparoscopia. onde decorreu o I Congresso Europeu de Hospitalização Privada.Associação Italiana dos Hospitais Privados]. Eu diria que Portugal é quase o único país da Europa que não tem ensino privado da Medicina. também por termos tido junto de nós credenciados membros da União Europeia. E. pois “as grandes gerações de médicos que se formaram na década de 70 estão a atingir o ponto em que se podem aposentar” –. fizer das candidaturas apresentadas. o Governo tomou “todas as medidas necessárias adequadas: aumentámos o número de vagas nos cursos de Medicina de pouco mais de 1000 para cerca de 1700”. que faz com que ainda não tenhamos lançado o concurso para os dois hospitais em PPP: o hospital de Gaia/Espinho e o da Póvoa/Vila do Conde”. A garantia foi dada à “Vida Económica” por Manuel Pizarro. mas está-se a progredir. Para o secretário de Estado da Saúde. é ser mais comedido. agravada pela recente aposentação de centenas de profissionais. a robótica. ou seja. entendem que podem dar um contributo significativo nesta situação de crise financeira e contribuir para aquilo que possa ser o futuro redesenho de um sistema de saúde europeu. Mas isto não tem mal nenhum. E depois da sua formação de base.pt *A jornalista viajou a convite da Associação Portuguesa de Hospitalização Privada (APHP). em que possamos passar dos ‘médecins sans frontières’ para a dos ‘patiens sans frontières’. Comentários quanto aos investimentos no sector público que não o inibem de comentar os do sector privado. há anos liderada pelo ex-reitor da Universidade do Porto Alberto Amaral. Os operadores privados do sector da saúde querem total liberdade de circulação de pacientes na União Europeia. Na Alemanha. Agora. A questão prende-se com a escassez de médicos em Portugal. E quanto ao Centro de Reabilitação de Gaia. em particular na Alemanha. disse Manuel Pizarro à VE. a perspectiva de vida dos cidadãos franceses nascidos depois do ano 2000 seja já de 104 anos. tal “não muda nada em relação ao objectivo estratégico. ou seja. É um processo evolutivo que faz com que. que certamente vão levar à Comissão Europeia a ideia de que os prestadores e parceiros privados estão activos e desejam colaborar. Que balanço é possível fazer deste congresso? Teófilo Ribeiro Leite – Uma primeira conclusão é o reconhecimento da hospitalização privada como um parceiro de pleno direito e que tem de ser cada vez mais considerado naquilo que poderíamos definir como futura arquitectura do sistema de saúde europeu. curiosamente. com pós-graduações obtidas em várias universidades do mundo. o problema não está nas medidas estruturais – que “demoram tempo a produzir efeito”. em Braga. Há uma circunstância. Manuel Pizarro clarifica: “a ponderação vai sempre ocorrendo. VE – Quais são os países com mais agressividade neste momento em termos de investimento do sector privado da saúde? TRL – A Alemanha é hoje uma potência em termos da prestação de cuidados de saúde. E isso leva-me a realçar a estranheza pelo facto de em Portugal não termos nenhuma faculdade de medicina privada.sexta-feira. conseguem trazer uma nova gestão às unidades de saúde. a comunidade financeira e falta-nos fazer a comunidade social. afinal de contas. pelo recrutamento de alguns médicos no estrangeiro. na Inglaterra. convivemos muito bem com ela e temos até algumas áreas de colaboração com o sector privado. presidente da Associação Portuguesa de Hospitalização Privada (APHP). Em entrevista à “Vida Económica” em Paris. Daí que a relação com os privados seja de mera “complementaridade”. VE – Em que fase está o avanço da directiva europeia sobre liberdade de pacientes na União Europeia? A Holanda disse aqui no congresso que já a pratica e que. enfim. portanto. VE – Qual é o panorama europeu em termos de disponibilidade de recursos humanos. que tem consequências muito importantes. “o maior de sempre”. o governante foi peremptório: “é evidente que temos de ter em conta o estado financeiro e os constrangimentos orçamentais – seria irresponsável não o fazer –. tendo aumentado “quase para o triplo” o número de vagas para a Medicina Geral e Familiar. os privados tinham feito uma manifestação deste género. No entanto. de “uma escassez generalizada de médicos” e volta a lançar o desafio: “Portugal é quase o único país da Europa que não tem ensino privado da Medicina”. Os franceses sempre tiveram e têm força. conseguimos fazer a comunidade económica. sem dúvida. disse Teófilo Ribeiro Leite à “Vida Económica”. Instado a comentar o crescente número de hospitais privados na Europa. mercê desta crise. à margem de um seminário sobre saúde e segurança no trabalho. etc. E respondendo sobre esta questão. Contudo. a AIOP [Associazione Italiana Ospedalità Privata . de melhorar e diferenciar a oferta. pois “o bem saúde não pode ser tratado como um bem mercantil normal”. temos um papel a desempenhar. em matéria de financiamento. Teófilo Leite. temos é de nos preparar para estas necessidades. nomeadamente no combate às listas de espera para cirurgias”. por exemplo. Questionado sobre se o Governo está. pois. 4 Junho de 2010 PME 13 Presidente da APHP traça para a “Vida Económica” balanço do congresso dos hospitais privados da Europa Hospitalização privada quer liberdade de circulação de pacientes na União Europeia “Evidentemente que a situação financeira aconselha prudência” quanto a novos investimentos. Agora. E interrogado sobre as parcerias público-privadas que estão previstas e se alguma delas será reavaliada. que é “onde há mais carências”. “os desafios em termos de saúde europeia são enormes”. nomeadamente em Lisboa. o secretário de Estado reforçou que “não está em causa a natureza jurídica da entidade [proponente]” e que a homologação do curso “tem a ver com a avaliação técnica” que dele é feita. de que ela é muito positiva. Nós. VE – Das conversas que manteve com os seus colegas da hospitalização privada da Europa sentiu retracção quanto aos investimentos programados para novos hospitais e que. respondendo sempre às expectativas dos cidadãos. Vida Económica – Moderou o último painel do I Congresso Europeu da Hospitalização Privada. para passarmos a ser referência europeia. utilizando todos os recursos para minorar estas carências”. os desafios em termos de saúde europeia são enormes. Questionado ainda sobre se os investimentos no parque hospitalar vão continuar. em Itália. fala. o governante foi bem claro: “a iniciativa económica é livre. contudo. “espero que as obras possam começar até ao final do próximo mês” [de Junho]. Há algumas dificuldades. a saúde tem conquistado tão bons resultados que ainda precisa de mais apoio. Portugal tem “um modelo de organização em que a centralidade está no Serviço Nacional de Saúde”.pt . em Paris* teresasilveira@vidaeconomica. possam estar a ser travados? TRL – Evidentemente que a situação financeira aconselha prudência. numa situação de turbulência. clarificou. pois vamos lançar nos próximos meses esses dois concursos”. E realmente ouvimos aqui que a Holanda já não precisa dela. E aí. Prudência. mas hoje verifica-se uma energia muito forte por parte dos italianos. pela reorganização dos serviços das unidades de saúde familiar. E esta significa que não pode haver restrições na prestação de cuidados de saúde às populações e que é preciso responder às suas reais necessidades. muitos exemplos do ensino de medicina privada na Europa. ao ponto de a ministra da Saúde já ter admitido poder vir a recrutar médicos do estrangeiro para suprir carências em certas zonas do país.

Tudo em nome de “mais certeza. mas esta notícia não é baseada em factos reais”. E o Simplegis. sindicais e várias ordens profissionais e visa adoptar medidas para “clarificar o ordenamento jurídico.pt . assim. TERESA SILVEIRA teresasilveira@vidaeconomica. garantindo uma visão integrada do serviço. Têm-se registado avanços tecnológicos espectaculares no campo hídrico e dos sistemas hidráulicos. já este ano. a partir dos quais se têm vindo a desenvolver poderosas e complexas ferramentas que permitem melhorar os conhecimentos sobre estas áreas. serão revogados “pelo menos 300 leis. garante que as medidas anunciadas podem trazer uma “redução de custos para as pessoas e as empresas na ordem dos 200 milhões de euros por ano”. O principal objectivo consistiu em fornecer uma equipa de trabalho capaz de consolidar das actuais tarefas e. Chairman do centro de controlo remoto e Desenvolvimento da Agència Catalana de l’Aigua. o acesso universal e gratuito ao “Diário da República” electrónico e a criação do teste SIMPLEX para avaliação legislativa prévia como exemplos.5 mil milhões de euros ao Estado. Secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros garante Simplegis reduz os custos anuais das empresas em 200 milhões por ano O Programa Simplegis. levadas a cabo pelos especialistas da água. secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros. “menos necessidade de corrigir erros e lapsos na legislação”. Em declarações à “Vida Económica”. em protocolos de execução. O simplegis “prossegue os esforços” do “legislar melhor” adoptado em 2006 A par disso. O Simplegis. João Tiago Silveira. no âmbito deste projecto de quatro anos. O centro de controlo remoto tornou-se assim um ponto de referência em toda a região autónoma. fornecer a equipa e a estrutura necessárias ao funcionamento e à gestão de projectos do centro de controlo remoto. • Suporte tecnológico que permite garantir a correcta execução dos processos. foi lançado um modelo operacional para ser adoptado como ponto de partida para a realização das várias tarefas. a empresa de águas da Catalunha resolveu proceder à implementação de novas soluções que lhe permitissem melhorar o planeamento. ao mesmo tempo. adoptado pelo anterior Governo em 2006.14 pme sexta-feira. desde o funcionamento do centro de controlo remoto. até à execução de projectos. “prossegue os esforços bem sucedidos daquele programa de 2006. aliás. O desenvolvimento do Projecto DmaCAT (Desenvolvimento do mundo da água na Catalunha) assenta em quatro grandes pilares: • GesCat – gestão dos recursos hídricos. Como a Agència Catalana de l’Aigua e a Capgemini trabalharam em equipa A Capgemini foi seleccionada para. • Controlo de qualidade da execução das tarefas do centro de controlo remoto A gestão do projecto foi também significativamente melhorada. manter o nível contínuo de desenvolvimento e modernização do sistema. visa “menos leis. revogando diplomas que já não são aplicados. a par da automatização de processos. • P3Cat – funcionamento e desenvolvimento de serviços e produtos. é um projecto do Governo em parceria com associações empresariais. que o Governo lançou recentemente. Neste contexto. o Programa “Legislar Melhor”. “Foi em tempos divulgado que a má qualidade das leis custa 7. e a monitorização dos processos hídricos e meteorológicos. decretoslei e decretos regulamentares nestas condições e será assumido um compromisso de revogar mais diplomas do que os aprovados”. e tem a seu cargo a política dos recursos hídricos do Governo regional. mas que nunca foram revogados expressamente”. A Situação A Agència Catalana de l’Aigua (empresa de águas da Catalunha) é um organismo público do Governo da Catalunha integrado no Departamento Regional do Ambiente e Habitação. PUB O Resultado O projecto do centro de controlo remoto identificou um conjunto de benefícios operacionais na gestão do ciclo da água. Com isso. • InnoCat – promoção do conhecimento e transferência de tecnologia no campo da água. João Tiago Silveira diz que “o único programa” para melhoria da qualidade legislativa que teve execução prática foi. Destaca. adequando-o às necessidades e desafios que a administração desta instituição enfrenta. melhor aplicação e mais simplificação e acesso à informação legislativa”. explica João Tiago Silveira à VE. nas mais variadas áreas que se encontram sob a jurisdição desta instituição. cujos “bons resultados foram bem avaliados pela OCDE”. de modo a facilitar as tarefas inteligentes e aumentar o nível de flexibilidade e garantir uma maior adequação ao centro de controlo remoto e às suas necessidades específicas. é adoptado o “compromisso de ter um ‘atraso zero’ na transposição de directivas até ao final do primeiro semestre de 2011”. segurança e clareza nas regras” jurídicas. diz o secretário de Estado. A empresa de águas da Catalunha foi criada em 1998 como a autoridade da água para a Catalunha. no respeitante à melhoria e consolidação da gestão do centro de controlo remoto. recorde-se. havendo. interactiva e desenvolvida à medida para suportar a gestão dos recursos hídricos designada por Campus de l’Aigua. com base nos princípios traçados pela directiva-quadro da União Europeia sobre a água. que “deu bons resultados”. • SiCat – aquisição e processamento de informação ambiental. Questionado sobre se o Simplegis deverá articular-se com o programa “Legislar Melhor”. Para garantir o sucesso do endereçamento destes aspectos. em conjunto com o trabalho de equipa efectuado e a metodologia aplicada para viabilizar a transformação das diversas tarefas. 4 Junho de 2010 CASE STUDY AgènciA cAtAlAnA de l’AiguA OptimizA O seu Business prOcess mAnAgement (Bpm) Capgemini apoia a empresa de águas da Catalunha fornecendo serviços técnicos que garantem o funcionamento e a manutenção do centro de controlo remoto. incluindo: • Definição dos protocolos de gestão de produtos e dos protocolos de manutenção interna. Estes quatro pilares estão inter-relacionados e articulam-se em torno de um objectivo central: uma plataforma multimédia específica. o controlo e a gestão do ciclo da água na Catalunha. “A enorme capacidade de adaptação demonstrada pela Capgemini em relação aos nossos requisitos e necessidades. precisamente. na gestão e no processo de decisão. permitiu-nos alcançar a profissionalização do nosso sistema de gestão da água” afirmou Enrique Velasco. O secretário de Estado salientou ainda à “Vida Económica” que. A Solução A empresa de águas da Catalunha solicitou à Capgemini a introdução de melhorias significativas no planeamento. “não serão necessárias declarações de rectificação de decretos-lei e decretos regulamentares em 95% dos casos”.

no âmbito do ProDer (Programa de Desenvolvimento Regional). contactos e meios para lá chegaram”. Pedro Castro Henriques e Clara Gonçalves. Mais informações em www. Desafiado a fazer um breve balaço do evento. irá preparar um encontro semelhante na referida região escandinava com as empresas portuguesas e as suas potenciais clientes e parceiras. A Direcção da Portic é formada por Teresa Pouzada. que reconhece que a questão da internacionalização deixou de ser opção para se tornar uma questão de sobrevivência” para a maioria dos sectores económicos em Portugal. Rui Sousa ROC . dos mercados de alto potencial e. no Norte e no Marvão (Alentejo). são cada vez mais “importantes para construir uma região cada vez mais competitiva e fortemente exportadora”. evento que decorreu no Porto e que visou reunir líderes de empresas nacionais e representantes de agências e empresas nórdicas. iniciativas como o Oresund@Portic. No que ao EBITDA diz respeito. o fundador e presidente da Portic – Think-tank for Portuguese Internationalization não deixa de citar Simon Stockley. o que representa um crescimento global das vendas superior a três milhões de euros. para assegurarem a sua sobrevivência. Pedro Cilínio . José António Barros . realça-se o forte crescimento deste indicador. Pedro Castro Henriques refere que. por outro lado.com.pt PUB Grupo Compta consolida actividade O Grupo Compta conseguiu no primeiro trimestre do ano um volume de negócios consolidado de 7. Entretanto. liderada por José Martino. entre três e quatro vezes maior que o índice que normalmente é encontrado noutros países”. Assim. A empresa. a “Espaço Visual” está a desenvolver e a acompanhar alguns projectos de fileira: a produção de 2. “o rácio de empresas com alto potencial encontrado entre as analisadas foi excepcional. Entre estes. João Luís de Sousa .5 mil hectares de olival biológico. o que demonstra que “realmente existe um potencial enorme a nível de oferta tecnológica portuguesa.Risa Consulting 11H30 – As Pequenas Entidades no SNC Emilia da Rocha Gomes . no concelho de Vila Real. na Suécia Fernanda Silva Teixeira fernandateixeira@vidaeconomica.1 milhões em serviços. Para além disso. Jorge Pires/Dr. na casa dos 83%. a criar nos concelhos de Paredes e de Vila Flor. empresas e líderes criativos e produtos e serviços de cariz inovador”. 40% mais do que em 2009). Em entrevista à “Vida Económica”. representando um crescimento de 113%. a Portic pretende dar seguimento ao trabalho que foi desenvolvido no Porto e.Presidente da AEP * 15H30 – A qualidade da informação contabilística e o acesso ao crédito por parte das PE Dr.1 milhões em produtos. cada vez mais voraz”. e 3. privilegiando a exportação. Consultores de Engenharia Agronómica. as empresas não conseguirão “competir com os players internacionais” e correrão o risco de desaparecimento. ROC e Docente Universitário 16H00 – Coffee break 16H30 – As alterações decorrentes da NCRF-PE Dr. O contacto directo possibilitado a um número significativo de empresas é essencial para “criar relações de confiança. Oresund@Portic Neste sentido. e um de comercialização. 4 Junho de 2010 negóciOs e emPresas 15 “Internacionalização é uma questão de sobrevivência” “A s empresas portuguesas têm de sair do seu mercado familiar e avançar para novos voos”. em colaboração com a UTAD (Universidade de Trás-Os-Montes e Alto Douro). em parceria com a organização nórdica Oresund IT. com vista à modernização da agricultura portuguesa. tem vindo a desenvolver vários projectos de impacto relevante (PIR). análise e acompanhamento aos incentivos comunitários Dr. destaque-se três projectos no âmbito da produção de cogumelos.Director da Vida Económica Espaço Visual com projectos de 140 milhões A “Espaço Visual”. na Beira Interior.Assessora do Bastonário da OTOC 17H30 – Sessão de Encerramento * a confirmar 12H30 – Intervalo para Almoço ORGANIZAÇÃO . Joaquim Cunha Guimarães . no sentido de fomentar o estabelecimento de contactos comerciais entre as duas regiões. sob pena de correrem o risco de “morrer”. o problema das empresas é o desconhecimento. Na verdade. ainda que apresentando um valor ligeiramente negativo. o que pode indicar uma tendência claramente positiva para os próximos períodos.TOC. CONFERÊNCIA AS PEQUENAS ENTIDADES NO ÂMBITO DO SNC E DO ORÇAMENTO DO ESTADO Maia. é respondável por mais de 140 milhões de euros de projectos de investimento candidatados aos fundos comunitários. Pedro Castro Henriques aconselha as empresas nacionais a “construir os seus ninhos de oportunidade” em mercados onde exista margem para o crescimento e “um ecossistema com maturidade” que adquira os seus produtos e serviços. segundo a comitiva escandinava. sentencia Castro Henriques. garantindo que “é para isso que a Portic trabalha”. ameças e oportunidades na saída da crise económica Eng. lamenta Pedro Castro Henriques. 28 Junho de 2010 TecMaia PROGRAMA 09H30 – Recepção aos participantes 09H45 – Sessão de Boas Vindas Dr.Director Coordenador do DRG do Banco Espírito Santo 10H30 – Coffee break 11H00 – PE – Enquadramento histórico contabilístico e perspectivas futuras Dr.Presidente da SPGM 10H00 – As PME. “caso se limitem ao mercado local.sexta-feira. por um lado.Docente do ISMAI 15H00 – A garantia mútua e as PE Dr. e cerca de 12 mil hectares de castanheiro. Muitas vezes. João Gomes . José Fernando Figueiredo. um incremento de 600 mil euros face a 2009. CEO da organização Oresund IT. dos quais 80 milhões já estão aprovados.IAPME 12H00 – A colaboração dos TOC nas PE Paulo Franco . segundo Micael Gustafsson. Na verdade. 14H30 – O OE na perspectiva das PE Dr. espaco-visual. A iniciativa está já agendada para Novembro.Auditora e Docente do IPCA de Barcelos 17H00 – As PE e o impacto do SNC na apresentação. ou seja.2 milhões de euros (4. Carlos Calvário. com sede na Foz do Sousa (Gondomar). este foi “bastante positivo” e que as empresas portuguesas apresentadas pela Portic à comitiva escandinava foram reconhecidas como tendo “um excepcional potencial” e superou todas as suas expectativas. fraquezas e forças. a falta de “knowhow”. director do MBA do Imperial College de Londres e membro do comité internacional da Portic.

o que é totalmente desejável”. que “hoje em dia quase só tributamos as pessoas com menos conhecimentos e baixas habilitações” e que “há outros caminhos” para aumentar a receita do Estado. • Internacionalização. Respeitado pelas qualidades de trabalho.p. ex-director-geral dos Impostos. isto é. serviços e processos. depois. serviços e processos. • Qualidade. Com efeito. aliás. Ao longo da vida. obviamente. continuou a pintar com um estilo muito próprio. Conhecedor profundo do sector. não tributados. • Responsabilidade social e segurança e saúde no trabalho. respectivamente. “espaço para agravamento da carga fiscal”.3% em 2009. Lda. o ex-director-geral dos impostos diz que “há que ter em conta os factores de competitividade fiscal”e a “deslocalização das bases tributárias”. Enquanto dirigente associativo. tendo sido também director do Futebol Clube do Porto. a taxa base de apoio é de 40%. Borges de Freitas. • Ambiente. devendo.sibec. o montante de incentivo a obter não poderá ser superior a 400 000 J. Trata-se de “um tipo de actividade que dantes não tinha qualquer expressão e que hoje em dia tem bastante”. É que a fraude “permite que se mantenham em funcionamento empresas ineficientes. deve também haver “uma incidência sobre quem não paga. Paulo Macedo exemplificou com a economia paralela. 19% e 24. Essas tipologias são: • Propriedade industrial. mesmo. é essencial a verificação de determinadas condições: a) Encontrar-se legalmente constituído à data da candidatura. com a filha Ana de Freitas. as candidaturas ao Sistema de Incentivos à Qualificação e Internacionalização de PME. que exporta 60% da produção para Espanha. seguir-se o caminho da “restritividade à despesa”. é de realçar que este sistema de incentivos considera elegíveis outras tipologias de factores dinâmicos de competitividade que poderão constituir mais-valias na sua estratégia de combate à crise. disse Paulo Macedo. Jorge Freitas foi presidente da Associação dos Comerciantes do Porto. Que apoios poderei obter? RESPOSTA Encontram-se abertas.pt tel. Paulo Macedo “questiona o porquê de nos pedirem cada vez mais impostos”. 4 Junho de 2010 Paulo Macedo. A exemplo.p. pretendo divulgar a minha empresa através da participação em feiras internacionais no exterior. • Economia digital. E que não há. O s encaixes fiscais de IRS. sobretudo quanto aos níveis de combate à fraude e à evasão. Jorge Freitas salientava. Acha. f) Apresentar uma autonomia financeira não inferior a 15% à data do contrato de concessão de incentivos. No entanto. que contribuem. ou não fosse do conhecimento de todos a “quantidade de universidades e de pólos universitários e as necessidades [de alojamento] que lhe estão associadas e que sugerem uma economia paralela” neste campo. Segurança Social e às entidades pagadoras dos incentivos à data do contrato de concessão de incentivos. distribuindo em Portugal as marcas internacionais mais conceituadas. numa conferência promovida pela Escola de Gestão do Porto (EGP-UPBS). Paulo Macedo foi lacónico: “há muitos e há diversos estudos sobre isso”.: 228348500 MorreU Jorge FreItAs O sector da relojoaria ficou esta semana mais pobre.16 negócios e empresAs sexta-feira. não declarado. contribuindo para que a parte das receitas seja “sempre dífícil na política orçamental”portuguesa. Para poder candidatar-se. • Organização e gestão e tecnologias de informação e comunicação (TIC). d) Assegurar os recursos humanos e físicos necessários ao desenvolvimento do projecto. aponta o director-geral dos impostos. que “representa cerca de 20% do PIB do país e onde ainda há bastante para fazer”. O número de tipologias abrangidas pelo projecto influencia positivamente a pontuação do mesmo num dos critérios de selecção. De realçar que este incentivo tem a natureza de subsídio não reembolsável. Observador atento da actividade económica. Aluguer de quartos: actividade sem expressão há alguns anos E embora seja “necessário. Qualidade e Ambiente. antes. Quanto aos apoios que pode obter. nos equipamentos respeitantes às tipologias Desenvolvimento e engenharia de produtos. do que se verificava há anos com o aluguer não declarado de quartos e apar- tamentos para fins turísticos em várias regiões do país e durante certos períodos de sazonalidade. “há um caminho que é preciso continuar a percorrer e a privilegiar” face a outro. com o falecimento de Jorge Freitas. • Criação. b) Possuir licença de utilização das instalações para indústria e licença de laboração à data do contrato de concessão de incentivos. apesar de 50% dos agregados familiares estarem isentos de IRS”. • Inovação. moda e design. E como “ninguém gosta de pagar impostos e as pessoas têm sempre a ideia de excesso de carga. se tratar de uma pequena empresa. neste como em todos os sectores de actividade. tendo estudado como bolseiro em Paris. uma das principais importadoras e distribuidoras de relojoaria na gama alta.pt PUB colaboração: www. e se se candidatar à dotação EEC deste aviso de abertura. dar “formação e condições aos inspectores” do Fisco e “combater a fraude e a evasão”. algum aumento adicional da receita que vem do aumento extraordinário das taxas do IRS e do IVA”. Jorge Freitas tinha uma paixão por este sector de actividade. consoante as tipologias de investimento que realizar e o seu enquadramento no “cluster “das Empresas de Mobiliário de Portugal. Questionado sobre mecanismos concretos de combate à fraude e à evasão. até 18 de Junho. • Igualdade de oportunidades. TERESA SILVEIRA teresasilveira@vidaeconomica. deixa saudadas a todos aqueles que o conheceram. possuir contabilidade organizada e designar um responsável técnico do projecto. se a sua CAE for elegível no âmbito sectorial deste “cluster”. na última entrevista concedida à “Vida Económica” em 27 de Fevereiro de 2009. poderá obter uma majoração de 5 p.pt sibec@sibec. a crescente concentra- Importador de relojoaria foi presidente da Associação dos Comerciantes do Porto ção de marcas internacionais na relojoaria e a fragmentação do nosso mercado interno. à data da candidatura. Para fazer face à recente crise económica. O empresário era um apreciador de arte e dotado de talento para a pintura. o activo líquido deverá exceder o capital próprio da empresa em pelo menos 15%. a J. para quem a solução passa por “identificar” este e outros sectores “com maior potencial”. apela ao combate à economia paralela consULtório de FUndos comUnitários Fuga fiscal nos quartos alugados a estudantes ascende a “centenas de milhões de euros” si QUALiFicAÇÃo Sou dono de uma fábrica de móveis localizada na Trofa. Para o ex-director-geral dos Impostos. para a concorrência desleal”. . porventura mais fácil. vice-presidente do Millennium BCP e ex-director-geral dos Impostos. Apesar de ainda termos “algum espaço de manobra na eficiência tributária”. IVA e IRC caíram em Portugal 4%. • Diversificação e eficiência energética. pelo que quantas mais tipologias integrar maior é a possibilidade de ver a sua candidatura aprovada. O empresário nortenho dirigia. aliás. que é “aumentar os impostos sobre aqueles que já pagam”. Jorge Freitas era conhecido pela clareza nos valores e princípios. sendo o autor de inúmeras obras com imagens do Porto. Questionado pela “Vida Económica” à margem do evento. c) Possuir situação regularizada face ao Fisco. podendo ser majorada em 5 p. de milhares de quartos e casas a estudantes universitários por todo o país. Exemplo concreto disso mesmo é o arrendamento. “São negócios de dezenas de milhões e que eu acho que até podem ser de centenas de milhões” de euros. e) Cumprir os critérios de PME à data do contrato de concessão de incentivos. Relativamente ao tipo de investimento que deseja realizar. Pode ainda usufruir de majorações “tipo de despesa” e “tipo de estratégia”. • Desenvolvimento e engenharia de produtos. • Comercialização e marketing. cordialidade e facilidade de relacionamento.

aos quais se exigia a utilização de pelo menos 50 % da casta Baga. Nas regiões dos Vinhos Verdes e do Douro. por isso. posteriormente. Ve . inclusivamente terminar a preparação de muitos pratos. sendo estes vinhos designados por Regional Minho e Regional Duriense. Do “Portugal Turístico” deixa-nos um retrato real e um elogio aos empresários. são controlados por uma entidade certificadora. o mundo da cozinha e do vinho não mais se separou de mim. Mas talvez a paixão por estas áreas só tenha despertado mesmo quando estive em amsterdão. À semelhança dos vinhos com denominação de origem. estava. chegando a trabalhar a sério. esta situação já se alterou através de uma legislação mais aberta. perto de Penafiel. que em breve serão chamados de IGP (Indicação Geográfica Protegida). no coração de um grande hotel. 2. Relativamente aos brancos. Já desde muito novo acompanhava as vindimas e toda a preparação do vinho. Este facto deve-se às oportunidades que a designação de Vinho Regional dava aos produtores de utilizarem uma maior variedade de castas do que as recomendadas para vinhos DOC. elaborados com pelo menos 85% de uvas provenientes dessa região e carlos magalhães de castas previamente estaenólogo belecidas. a aprendizagem e a boa disposição que uma boa refeição sempre proporciona. Confirmámos ser um “homem dos sete ofícios” e de uma sensibilidade apurada para as coisas boas da vida. A designação Vinho Regional apareceu em 1993. No caso dos vinhos da Bairrada.Temos em Portugal excelentes cozinheiros. também devo dizer que em minha casa sempre se deu muita importância à mesa.” [alínea b) do art. não talvez na perspectiva da pura gula. a sua larga experiência pessoal e profissional permitiu-nos recolher um conjunto de vivências que testemunham. tendo uma quota média de 14 % até ao ano 2000 e. onde nos falou da sua paixão pelo mundo da gastronomia e dos vinhos. tinha que fazer de tudo. a trabalhar como “room” service waiter. compre um vinho Regional e deixe-se surpreender pela novidade… Vida económica . a partir daí. em Lagares. nas quintas da família. uma quota média de 22 % em relação ao total de vinhos engarrafados. mas faltam-lhe elementos base” antónio Lobo Xavier recebeu-nos na sua casa. como um assalariado normal. É o caso dos vinhos tintos. nos meus 18 anos. Actualmente. 4 Junho de 2010 17 Na casa de antónio Lobo Xavier “Portugal tem enormes potencialidades turísticas. e quanto à gastronomia. mas cultivando as conversas. a utilização de castas diferentes das que são obrigatórias para os vinhos DOC e o cumprimento de determinados parâmetros químicos.. Muitos consumidores não sabem o porquê da existência de Vinhos Regionais.gastronomia e vinhos. em detrimento dos Vinhos DOC Bairrada.º 212/04. um mundo que o apaixona? António Lobo Xavier sempre me apaixonou. o seu prazer de partilha. como por exemplo o Chardonnay. entre outros aspectos. dos quais podemos destacar alguns: opção do produtor de querer denominar o seu vinho de Vinho Regional em vez de DOC. e talvez um dia. a área geográfica de produção de vinhos Regionais coincide com a da região demarcada. (conTinua na Página seguinTe) . de 23 de Agosto]. a designação de Vinho Regional permitia recorrer a castas estrangeiras. Se ainda não experimentou. que permite um maior leque de castas na elaboração de vinhos DOC. surgiram muitos Vinhos Regionais Beiras. o que limitava muito a elaboração dos vinhos. Vinhos Regionais… o que são? “A designação de Vinho Regional é aplicável a vinhos com direito a indicação geográfica produzidos numa região especifica cujo nome adoptam.º do Decreto-Lei n.sexta-feira. Quer falar-nos de algum e de algumas experiencias? António Lobo Xavier é também produtor do vinho verde “Gazalha”. respectivamente. pois trata-se de vinhos que têm a potencialidade de apresentarem características sensoriais e físico-químicas diferentes dos vinhos DOC e de poderem ser produzidos com castas diferentes daqueles. ligado a banquetes e pequenas refeições. de facto. num hilton de 5 estrelas.. O aparecimento dos Vinhos Regionais resulta de vários factores. até já tive restaurantes em projecto. A qualidade dos Vinhos Regionais pode ser elevada.

“chef” Jerónimo Ferreira.É político.Eu sou um pequeno produtor de vinho. . “chef” Marco Gomes e “chef” Adozinda Gonçalves. Não sou segregacionista no vinho. Digamos que descanso da vida profissional com a minha ligação à terra e à natureza.É produtor de vinho? Qual a sua marca e objectivos? ALX .. não tem parado de me surpreender: é ao mesmo tempo simples e sofisticado. as essências. Henrique Sá Pessoa. quando bem tratada. mas com uma certa tendência de homogeneização. como vê o futuro do turismo do nosso país com este enquadramento? ALX . de várias figuras públicas. há algumas coisas que faço bem… Não dispenso os meus próprios produtos. a “Gazalha” seria provavelmente apenas um bosque. apresentando um conjunto de pratos inspirados no Porto e nas suas mais profundas tradições. o Porto. no Algarve. em termos de qualidade.18 Prazer & Lazer sexta-feira.e os produtos tradicionais portugueses? dos legumes aos azeites. o Continente.Come pretende ser uma iniciativa anual e um ponto de encontro e exaltação do que melhor se faz em termos de gastronomia. laboratórios de provas e “show cooking” com grandes “chefs” de cozinha. Eu gosto dos chefes que. e onde os próprios produtores aprendem muito com os especialistas do consu- midor.São áreas que deviam ser apoiadas? Quer partilhar algumas ideias que possa ter? ALX . Rui Rio. acho que os produtores deviam ser apoiados apenas quanto à logística da comercialização e distribuição. encontro energia e inspiração” (continuação da página anterior) ALX . queijos muito variados e saborosos. No dia 28 de Maio. do Presidente da Câmara Municipal do Porto. no Porto. onde se realizaram workshops. que encontro aí energia e inspiração. Vinhos. Augusto Gemelli. portugueses ou estrangeiros. e a nossa fruta.Come.Infelizmente. com a jornalista Fátima Campos Ferreira. em que somos do pior que há. Ve . o que é muito importante num tempo em que. Os vinhos de mesa deram também um enorme salto.. não pára.Come . provas e showcookings preparados por alguns dos melhores “chefs” nacionais. e acho que se têm feito coisas fantásticas nos últimos 20 anos. responsável pelo No More. Os seus vinhos têm qualidade e carácter. é cultural e é pena que seja assim. admiro as pessoas. No mesmo palco do Porto. como Hélio Loureiro. em várias partes do Mundo. manjares Porto. do 60/70. advogado e gestor. estruturas. Neste jantar foi lançado o desafio a oito confrarias gastronómicas e vínicas e oito “chefs” de cozinha e enólogos. Mas sem o trabalho da minha mulher e do meu primo. das frutas aos queijos. infelizmente. Rui Paula. Ve . pouca disponibilidade para partilhar conhecimentos. tem-me proporcionado refeições inesquecíveis.e os nossos vinhos? como vê o sector em portugal e no mundo? ALX . vinho tem o nome da minha casa.os temas de que falamos devem fazer parte do cartão de visita do nosso país para quem nos visita. cogumelos como é difícil encontrar no Mundo. alcachofras. mas ainda vai passar pelo menos uma geração para que possamos atingir um grau razoável nos domínios que referi. teremos capacidade para criar muito valor. os empresários que criam pacientemente autênticas ilhas de bem-estar no nosso País . Quanto à primeira. Neste jantar foi feito ainda o anúncio público da constituição da AGAVI . Produtos Regionais e Biodiversidade . destaco o também meu amigo Gigi. Lamento-o.Eu gosto de tudo na gastronomia: cozinha sofisticada e também a cozinha mais próxima dos ingredientes no seu estado mais natural. equipamentos. o objectivo era quase só de satisfação pessoal. no Alentejo. patrocinador oficial do evento esteve presente com um conjunto de iniciativas ligadas à sua área de actividade e responsabilidade social. bem como ao respeito pelo ambiente e tratamento de lixos. bem entendido) dos vinhos portugueses.Pessoalmente. Para já. com as castas próprias da região mas onde predomina claramente a trajadura. vivo todos os anos sobressaltado. mas não estou disposto a ir tão longe que o vinho se torne um problema… Ve . quatro dias inteiramente dedicados aos sabores e saberes do Norte de Portugal. Então. Temos bons azeites. e hoje não há dúvida de que o vinho contribui para sustentar uma propriedade que sempre foi mais de lazer do que de produção.que reúne várias instituições de grande relevância da região Norte e do País. se fazem vinhos fantásticos. estava ainda reservado um outro jantar com o tema “Porto Sentido” e que reuniu a qualidade e inspiração do “chef” Hélio Loureiro.Eu tenho como distracção. O Porto. nabiças. António Lobo Xavier. grelos. mas confesso que. um pouco por todo o lado. Jerónimo Ferreira. mas faltam-lhe elementos de base. a promoção (gratuita. de que já falei. o Ribatejo vem-me surpreendendo cada vez mais. Fez-me um dia um arroz de ameijoas de que nunca mais me esqueci. a nossa vida deve ser variada. couves. o Francisco Meireles. Ve . O meu  conversa com a VE. para além dos vários workshops. O Porto. Ve . e. que são péssimos. acho que atingimos uma qualidade bastante boa. sem estragar.Associação para a promoção da Gastronomia. percebi que os produtos bem feitos podem ser rentáveis. assim como quem realiza um sonho: ter um vinho meu. Estou muito orgulhoso. que se cultivam em minha casa com um zelo de ambientalista. explica-nos como os pequenos produtores deveriam ser apoiados. em Portugal. deixando de lado a modéstia. esperando ansiosamente cada nova revelação dos “Douro Boys” . Michel. António Manuel Serrano. que recriaram alguns dos pratos mais emblemáticos da nossa gastronomia. os sabores quase como um químico. no meu tempo livre. Os vinhos verdes estão melhores. como vê algum destes sectores primários nas relação com a alta gastronomia? ALX . o Dão está em alta e o Douro é o que se sabe. Depois.no Norte.É certo que não temos espargos como os alemães ou os franceses… também não temos trufas… mas temos tomates. sim. verde. Refirome especialmente ao ordenamento do território e ao urbanismo. Ao princípio. s s - a s o e o r a António de Sousa Cardoso. Nesta 2ª edição. ainda há muito individualismo. Há várias experiências em Portugal de clubes de produtores que funcionam muito bem. ainda consegue tempo para se dedicar à vinha? ALX . acho que Portugal tem enormes potencialidades turísticas. combina os aromas.Se pudermos. conseguem ser criativos com os produtos portugueses. também. Ve . No dia 29 de Maio. Do outro lado. graças à persistência e à qualidade do meu enólogo e primo Manuel Aranha. “Casa da Gazalha” – é um vinho branco. entre muitos outros. Fausto Airoldi.Come.um evento Com vida Entre 27 e 30 de Maio decorreu no edifício da Alfândega do Porto.. promovendo o Porto e o país através dos sabores que nos são tão familiares. tanto vinhos de mesa como vinhos do porto. Desenvolvimento Rural e Pescas. Gosto de cozinhar.. Espero que o exemplo deles puxe o País para cima. Mas. Tenho um orgulho imenso no “nosso” vinho do Porto – costumo dizer que tenho uma garrafeira de fazer inveja… –. é criativo.. “cuisine brute”. 4 Junho de 2010 na casa de antónio Lobo Xavier “Na minha ligação à terra e natureza. não teme comparações. de forma consistente. o jantar intitulado “Portugal à Mesa” contou com a presença. Estou a alargar progressivamente a produção.Come apresentou o “Gosto do Porto” que reuniu à mesa apreciadores da boa comida portuguesa.. organizando sessões cuidadas para amigos. os alentejanos já têm produtos muito bons. O agricultor português está muitas vezes divorciado das preferências dos consumidores e das exigências dos distribuidores. O evento contou ainda com a Academia do Gosto. na Quinta do Lago: o peixe tratado por ele torna-se sempre numa iguaria que temos de saborear lentamente. ultimamente. do Ministro da Agricultura. desafiando a imaginação e os nossos sabores tradicionais. Marco Gomes. sabe de cozinha portuguesa e de cozinha internacional.

Os 24 colaboradores estão afectos em cerca de 70% à área de negócio dos consumíveis informáticos e 30% à área de eficiência energética. Paulo Ferreira Ver versão integral: http://ve-empreender. Segurança Social. sem que para tal sejam necessários orçamentos avultados dedicados à investigação e desenvolvimento. Como perspectivas para o futuro neste mercado. existindo actualmente um grande potencial de crescimento do produto. empreOutra questão relevante é a apetên. Embora tenha somente 5% de mercado.sas e famílias. A empresa tem como âmbito de actuação geográfica o território nacional. A i-sete foi criada em Dezembro de 2005 por Tiago Vasconcelos. criando com isto condições a uma competitividade saudável. não deixa cia que os empresários com formação de ser 4 vezes maior que Portugal e. a evolução tecnológica é geradora de novas necessidades e basta estar atento à evolução dos mercados para encontrar oportunidades de negocio. A I-sete é bem um exemplo da inovação na criação de uma actividade empresarial. Embora o projecto tenha sido apoiado pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional no âmbito do apoio a Iniciativas Locais de Emprego (ILE). O sistema de avaliação é aprovado por todos e é transversal. Outro factor de diferenciação passa pela rapidez no fornecimento normalmente inferior a 24 horas. apontando o mercado espanhol como natural. segundo o empresário. entre o concelho da Trofa. 4 Junho de 2010 19 Motivação fundamental para o desenvolvimento Empreender espanha pode ser próximo mercado da I-Sete O mercado doméstico é uma das apostas da i-sete “Colaboradores devem ser mais do que meros executantes da função” i-sete foi. Facilidade de entrada implica por norma grande concor- “O projecto de internacionalização é um dos próximos passos no desenvolvimento da empresa”. até pela dedicação que exige um negócio. Por outro lado. Tiago Vasconcelos destaca para o sucesso de um negócio o fazer aquilo que se gosta. o que representa um crescimento de 39% face ao ano anterior. demonstra que ainda é possível criar actividades económica e financeiramente viáveis. que surge da necessidade de tratamento de resíduos de consumíveis informáticos e da sua reintrodução no mesmo mercado. estando a empresa acreditada para o efeito. mercado português. conseguindo ultrapassar as dificuldades de entrada pode ditar o sucesso do mesmo. consequentemente um negocio inovador. tradicionalmente menos avessos ao risco e à criação de actividades inovadoras. com Consultor de Empresas de que com escala diuma taxa de desemMBA in business strategy luem-se custos fixos e prego elevada e com os capitais investidos um exagerado índice são melhor rentabilizados. considerada uma das cinco maiores empresas na área da reciclagem dos consumíveis informáticos. e IVA. mesmo num mundo tão competitivo como é o nosso. Alavancando esta onda de criação de empresas com 10 mil J/empresa o Estado investiria mil milhões de euros. o qual resulta seguramente da de apoio à criação de empresas poconstatação da reduzida dimensão do dem ter nos dias de hoje. permitindo incrementar a capacidade porquanto 24 pessoas dispõem de de inovação das empresas. Este crescimento passará pela aposta no mercado das entidades públicas e do mercado doméstico com serviços de valor acrescentado. licenciado em Gestão de Empresas. superior têm para estabelecer um sem dúvida alguma. prevendo-se o retorno do capital investido ainda no corrente ano. A sustentabilidade da empresa passa pelo elevado grau de fidelização de clientes (cerca de 90%). Assim. AnálisE I-sete e a fórmula de sucesso para o relançamento da economia A I-sete é mais um bom exemplo da capacidade empreendedora dos jovens. de acordo com o desempenho de cada colaborador. alguém com vontade de fazer algo diferente mas com perfeita noção das dificuldades. Tiago Vasconcelos A refere que este apoio tendo sido importante na fase inicial de negócio. irá sair da situarelacionamento próximo com as uni. para tuação económico-fiantónio Vale além da compreensão nanceira difícil. O público-alvo deste tipo de produtos é essencialmente o Estado. estando este processo está numa fase de estudos de mercado. Sendo os equipamentos informáticos de grande consumo relativamente recentes. emprego devido à acção empreendeGostaria também de realçar o pro. A empresa. onde está localizada a sua sede. sendo em tudo semelhante à garantia de produtos originais. Têm de estar imbuídos de espírito de missão. bastando apenas terem a humildade para aceitar este facto e a coragem politica para desinvestir onde não há e nunca haverá qualquer retorno. o que de facto é extremamente relevante muito mais em ano de pela crise económica. Tiago Vasconcelos é o exemplo de um jovem empreendedor de 39 anos com vontade de fazer algo diferente.ção actual muito rapidamente. de endividamento do Estado. essencialmente. diferencia-se pela garantia de qualidade. No último ano. Espanha mentais para o seu pode estar numa sidesenvolvimento. EspaA I-sete demonstra que. No entanto. que começou a sua actividade pela reciclagem de consumíveis. em 2009. que é conhecedor dos objectivos que tem de atingir e do seu papel na organização. Estes representam cerca de 80% do volume de negócio desta área. Tiago Vasconcelos aponta um modelo de negócio inovador que vai ser complementado com serviços que deverão estar implementados até ao final do primeiro semestre de 2010 e que permitirá. As soluções de iluminação pública apresentadas pela empresa possibilitam uma redução de cerca 40% do custo de iluminação pública. Os serviços passam pelas auditorias e certificação energética. rência. importa registar o nível de formação superior do promotor da empresa em análise.de destacar o efeito que as políticas sete.com . Eficiência energética A área da eficiência energética é composta por duas vertentes: serviços e produtos. são mais importantes medidas de promoção de criação de empresas do que propriamente o investimento em grandes obras públicas. Em resumo. actua também ao nível da eficiência energética. adianta Tiago Vasconcelos. seriam necessárias 100 mil novas empresas para colocar o pais em pleno emprego. Os produtos comercializados pela i-sete representam soluções exclusivas e com responsabilidades perfeitamente definidas na cadeia de valor. o que patenteia a qualidade e resposta às expectativas dos clientes. a nha é naturalmente formação em Gestão uma área de potende Empresas de Tiago cial crescimento não Vasconcelos é seguraapenas para a I-sete mente uma ferramenmas para todas as emta de grande utilidade presas que de alguma no planeamento da forma se consigam diactividade da empreferenciar e apresentar sa. IRC. Dos produtos comercializados destacam-se os equipamentos de racionalização energética para iluminação pública. gerador de emprego deste projecto.sexta-feira. Em negócios com elevadas barreiras à entrada. que resulta da análise das barreiras à entrada. e. estando permanentemente a ser estimulados a apresentar novas ideias. O volume de negócios em 2009 foi de cerca 992 mil euros. pelo que é jecto de internacionalização da I. Esta transparência reduz o ruído laboral que uma avaliação de desempenho sempre provoca. mesmo antes que Portugal o consiga permitindo que o binómio empreen. rapidamente recuperáveis em sede de IRS. factor seguramente diferenciador no desenvolvimento da actividade da mesma e da sustentabilidade que tal formação permite dar ao projecto de crescimento da I-sete.dora de um só investidor. tendo o início de actividade da empresa ocorrido em Janeiro de 2006. que já é registada. Tiago Vasconcelos refere que os colaboradores devem ser mais do que meros executantes da função. incidindo. De facto. até porque não é repetível. creio que se pode concluir que Portugal e os seus decisores políticos conhecem bem a fórmula que pode permitir alavancar a economia portuguesa. duplicar a facturação nesta área. Fórmula para o Relançamento da Economia Formação Elevada + Incentivo à Criação de Novas Ideias + Incentivo ao Empreendedorismo + Incremento da relação Universidade/Empresa + Promoção da Internacionalização = Crescimento Económico Os resultados do exercício têm sido positivos nos últimos anos e reflectem já uma consistência notável para uma empresa ainda jovem. apostando na marca própria. o negócio na área dos consumíveis representou cerca de 50% do volume de negócios da empresa.fazer! dedorismo/investigação seja capaz Importa também realçar o efeito de gerar novos produtos e negócios. Definindo-se como alguém com a cabeça no ar e pés assentes na terra. Num mercado extremamente concorrencial. na percepção de novos produtos e/ou que a formação e moserviços com uma tivação dos recursos melhor relação preço/ humanos são fundaqualidade. o timing de entrada. Paralelamente. por outro lado. em que todos se avaliam mutuamente. e Lisboa onde tem uma delegação. sendo que o bom ambiente de trabalho é estimulado pelo responsável da empresa. para o relançamento económico nacional. não foi fundamental para o arranque. o que resulta da enorme dispersão que existe. este é. O projecto de internacionalização é um dos próximos passos no desenvolvimento da empresa. A empresa que começou apenas com 10 colaboradores conta já com 24 pessoas. relembra o empresário. e na sua divulgação nacional. Se cada nova empresa conseguir criar 5 postos de trabalho.blogspot. Existe um esquema de prémios atribuídos de forma clara. De facto. Quiçá versidades e pólos de investigação.

apresentando um serviço de excelência de forma constante e permanente. A inclusão recente da “lipo-aspiração” não-cirúrgica demonstra a aposta da clínica na excelência dos tratamentos de gordura localizada. que procura resultados e está disposto a pagar para ter a máxima qualidade de serviço e atendimento. A formação nestas áreas tem de ser muito específica. como em todas as áreas. contribuíram para esta mudança de comportamentos? PQ – Seria de facto um contra-senso. A aposta noutros mercados poderá surgir. a clínica teve um volume de negócios de cerca de 500 mil euros. Isto tem a ver com o aumento da taxa de excesso de peso e obesidade. pois sabia que era aquilo que queria fazer para a vida. de forma a manter e optimizar os resultados. VE – Quais os seus planos para o futuro? PQ – Continuar a liderar uma equipa na busca da melhor prática clínica em nutrição. VE – Numa área onde a tecnologia é cada vez mais avançada com uma forte pressão para reduções dos preços. A estratégia da empresa não tem. Só os muitos bons. Os dois primeiros meses sem clientes também não foram nada fáceis. enquanto jovem empreendedor. da satisfação dos clientes no crescimento do seu negócio? PQ – Felizmente. se as pessoas aplicassem no seu dia-a-dia os princípios da dieta mediterrânica… Mas o que verificamos diariamente é que as pessoas devido ao ritmo de vida e outras condicionantes se têm afastado desse ideal alimentar. é um cliente informado. VE – Quais as dificuldades que encontrou aquando da criação da sua própria empresa? PQ – A escolha do local sabia ser determinante para o sucesso deste projecto… Assim que determinei o local procurei o imóvel e o mais difícil foi arranjar fundos para adquirir o espaço. julgo que a mais-valia principal está na equipa que diariamente procura ajudar todos aqueles que procuram corrigir o peso em excesso e iniciar uma nova etapa das suas vidas. VE – Qual o perfil do(a) Cliente da CNP? Do Oporto Medical SPA? PQ – Da CNP. estamos focados na perda de peso de forma saudável. Nesse sentido. VE . Na nossa actividade o efeito crise não tem sido sentido de forma severa. felizmente continuam a pertencer à equipa e alguns foram deixando por não se integrarem. O grande desafio é acompanhar constantemente o avanço dos conhecimentos clínicos e estéticos. Ao longo destes anos. muitos deles. qual a taxa de fidelização que a CNP regista? Qual a importância “Na nossa actividade o efeito crise não tem sido sentido de forma severa”. o que acaba por se manifestar no nível de produtividade da empresa para a qual trabalha. VE . devido às tecnologias sempre evolutivas. VE . voltando-se para práticas alimentares menos variadas e saudáveis. em meios mais pequenos apercebemo-nos de detalhes que complementam a qualidade do serviço.20 empreender sexta-feira 4 Junho de 2010 Clínica de Nutrição do Porto abre filial em Guimarães “Só as mais fortes poderão sobreviver lutando pelos seus ideais e mantendo níveis de qualidade” A Clínica de Nutrição do Porto nasceu em 2002 pela mão de Pedro Queiroz. até ao pormenor de saber de antemão tudo o que seria necessário investir (da balança à fita métrica) … Foi das fases mais interessantes no processo de empreender a criação de uma empresa. acabam por sobreviver. considero que possa ser um contributo para a melhoria de produtividade. quantos clientes teria de ter para o negócio ser economicamente viável. fisioterapeutas e profissionais de estética) é a grande mais-valia da clínica onde a disponibilidade financeira para acompanhar as mais recentes tecnologias permite ajustar o binómio qualidade/preço. VE – Como encara este período que vivemos na economia portuguesa? Que implicações tem a conjuntura actual no desenvolvimento da estratégia da empresa? PQ – É um período de muitos ajustes e de encargos acrescidos para as empresas. em certo momento. VE . para já. colegas de trabalho…). mais beleza e mais bem-estar. Tem sentido esta tendência na actividade das suas empresas? PQ – A nossa área de trabalho. neste momento? PQ – Procurem ser os melhores naquilo que fazem. recorrendo a tecnologias não cirúrgicas. VE – Conta já com o apoio de um número razoável de profissionais nas suas empresas. a concorrência apresenta também novas soluções. Quais os factores que na sua opinião. Acreditem no vosso projecto e lutem para que seja viável.blogspot. numa análise detalhada destes e outros factores propomos às pessoas que nos procuram incutir novas regras práticas e fáceis de implementar para que possam pertencer ao lado saudável da estatística e sentirem-se com mais saúde. é um cliente que busca um refúgio na cidade onde consiga ter um momento só para si num espaço com detalhes de serviço ao melhor nível internacional. Julgo que a aposta feita na nossa equipa de profissionais (enfermeiras. relembra o nutricionista. refere Pedro Queiroz. o que parece ser um contra-senso. Que importância assume o recrutamento para si? PQ – Procuramos sempre os melhores profissionais em cada área e fazemos de tudo para os procurar manter motivados e empenhados. Só as mais fortes poderão sobreviver lutando pelos seus ideais e mantendo níveis de qualidade”. quais são as áreas em que actua directamente? PQ – A Clínica está focada na perda de peso de forma saudável. não tem sentido um agravamento abrupto com a alteração económica do país.Enquanto empresário.Nos últimos anos temos assistido a um crescimento vertiginoso do número de empresas nesta área. Com base. onde a dedicação e os resultados que diariamente ajudamos a alcançar nos motivam para continuamente apresentarmos o melhor serviço. Mas.com .A CNP conta já com uma unidade em Guimarães. Ao longo dos anos da licenciatura fui canalizando todas as energias e aprendizagem para tornar esse sonho possível. Apesar das metodologias únicas. auto-estima e saúde. Temos clientes que nos acompanham desde o primeiro ano de actividade e vão diversificando os tratamentos que fazem. Uma excelente formação dos profissionais e margem para avançar constantemente nas mais recentes tecnologias é fundamental.pt Ver versão integral: http://ve-empreender. Só as mais fortes poderão sobreviver lutando pelos seus ideais e mantendo níveis de qualidade. É uma área onde o trabalho e a dedicação fazem a diferença.Será possível estabelecer uma relação entre o bem-estar físico e emocional que empresas como a sua proporcionam as pessoas e elevados níveis de produtividade de colaboradores nas empresas? PQ – Julgo que uma pessoa quando se sente bem consigo própria consegue transmitir esta mensagem a nível interpessoal (amigos. MóNiCA MONTEirO redaccao@vidaeconomica. VE – Seria expectável que num período de crise económica que o nosso país atravessa os gastos em bens ou serviços secundários como a estética fossem sacrificados. No SPA. Vida Económica – Podemos dizer que actua no negócio da saúde e bem-estar. VE – Qual o conceito na base da Clínica de Nutrição do Porto? PQ – Ser a melhor clínica na área da perda de peso. É este entusiasmo que nos motiva a procurarmos ser a melhor clínica de nutrição no Norte do país. e procuramos também formação interna para desenvolver algumas capacidades necessárias à máxima qualidade de serviço. Qual o factor diferenciador da Clínica de Nutrição do Porto face aos restantes players no mercado? PQ – Procuramos inovar no atendimento e dedicação ao cliente. VE – A preocupação com a adopção de estilos de vida mais saudáveis e o culto ao corpo é uma realidade hoje em dia. com vocação e dedicação total. É uma área onde os bons acabam por estagnar e muitas vezes não sangrar. procuramos disponibilizar as mais recentes tecnologias para eliminação de celulite e gordura localizada.Num mercado em que a confiança do cliente nos serviços prestados é fundamental. VE – Muito se fala da obesidade da Sociedade Portuguesa e dos benefícios da dieta mediterrânica. Embora sem sentir a crise. VE . Podemos esperar a abertura de novas unidades no futuro próximo? PQ – A abertura em Guimarães é uma experiência para testar o conceito noutros mercados. mas também com a preocupação crescente das populações no seu bem-estar. Em 2009. mas não é nesta fase uma prioridade. O que levou. estando constantemente a acompanhar as mais recentes tecnologias. sofrido grandes alterações ao nível do investimen- to muito devido à forte estrutura accionista e mantermos os nossos ideais na busca continua do melhor serviço nesta área. surgem e desaparecem empresas a actuar nesta área. nos objectivos colectivos do grupo. VE – Que conselhos daria aos empreendedores de Portugal. A taxa de satisfação é também muito elevada e é essa que permite um efeito poderosíssimo que é o efeito “passa palavra”. Em que medida esta mudança cultural da sociedade portuguesa tem influenciado o desenvolvimento do mercado da estética e bem-estar? PQ – Sem dúvida que esta nova percepção da sociedade tem tornado a procura por estes serviços uma constante ao longo dos anos. como consegue a Clínica de Nutrição do Porto manter o equilíbrio entre qualidade/preço para os seus clientes? PQ – É de facto uma área onde a evolução é uma constante e as tecnologias surgem a um ritmo cada vez mais veloz. VE – Não estará o mercado a ficar saturado? PQ – Diariamente. A par dos melhores especialistas em nutrição. Por vezes. Lembro que no último ano (estágio) preparei tudo ao detalhe: quanto iria cobrar por consulta. a optar por este mercado? Pedro Queiroz – Desde o primeiro ano de faculdade que decidi que esta seria a opção a tomar. podemos ter orgulho na nossa taxa de fidelização. Lembro na altura que tive de ter dois fiadores… Investi na altura tudo o que tinha. Pedro Queiroz reconhece que este “é um período de muitos ajustes e de encargos acrescidos para as empresas. julgamos nós muito devido ao trabalho colectivo da nossa equipa. familiares. em entrevista à “Vida Económica”. à medida que o mercado aumenta. “Investi na altura tudo o que tinha pois sabia que era aquilo que queria fazer para a vida”. Façam aquilo que gostam para que o vosso trabalho seja “um divertimento”.

no quadro da necessidade dos governos colocarem em ordem as suas finanças públicas. contra os cerca de 219 mil milhões da sua concorrente. O que agravará os efeitos derivados dos aumentos dos impostos e dos cortes nas finanças públicas. face à valorização das suas acções. As acções da Apple multiplicaram por dez numa década. há a possibilidade de a dívida pública se estender à economia real. Para o efeito recorreu a investimentos milionários nos últimos anos. A realidade é que a Microsoft – cujo sistema operativo está presente em mais de 90% dos computadores pessoais – não foi capaz de igualar as taxas de crescimento atingidas na década de noventa. A par da Espanha. é possível que a desvalorização do euro implique um crescimento considerável das exportações da região da moeda única. o iPhone e os portáteis Macbook. apesar do plano fiscal apresentado pelo Governo. Mas permanecem as incertezas. sobretudo depois da empresa ter revolucionado a electrónica de consumo. O recuo seria tanto melhor quanto a recuperação económica mundial será acompanhada de um retorno dos desequilíbrios globais nas trocas comerciais. Crise da dívida é ameaça permanente sobre a Europa A crise da dívida da Zona Euro paira como uma nuvem negra sobre as perspectivas económicas da Europa. E a austeridade fiscal tende a ser ainda mais dura no sul da Europa. O valor de mercado da Apple é agora de 222 mil milhões de dólares. A Irlanda ainda terá que dar sinais claros de recuperação. A desvalorização do euro beneficia menos países como a Espanha e mais aqueles que dependem das exportações. O fundo para sanear as caixas custará cerca de 4% do PIB. Seria uma forma de aumentar a procura externa relativamente à Zona Euro. No entanto. Fora da Zona Euro. o mesmo já não se passando quanto ao seu valor de mercado. na Rússia e na Ucrânia. As perspectivas são fracas. A instituição está bastante mais preocupada com os défices orçamentais do que com um recuo do euro face ao dólar. A Apple teve que se bater duramente para ficar à superfície e fazer frente ao seu concorrente. nos próximos meses.9%. todavia. a Microsoft continua à frente. os países bálticos estão a estabilizar e as perspectivas têm melhorado na Rússia. este ano. Ainda não há factos evidentes que as principais economias tenham passado o pior.sexta-feira. As medidas de urgência tomadas pelos governos e os bancos centrais estabilizaram as maiores economias e. A OCDE aponta o ano 2011 como a data limite para levantar as medidas orçamentais excepcionais. Por exemplo. complicando a tarefa do Banco Central Europeu fixar as taxas de juro. em consequência do turbilhão financeiro gerado dentro das suas próprias fronteiras. quando era de 0. PUB Apple passa a primeira empresa tecnológica mundial A Apple ultrapassou a Microsoft enquanto maior empresa tecnológica do mundo. na ordem das quatro décimas. Se a recessão se limitar a alguns países. A economia real terá entre três e seis meses para convencer os mercados financeiros que os fundamentais estão a melhorar de facto. ����� ����������� ���������������� ����������������������������� ����������������������� � � �� � � � � � � � � � � � � � � � � � � � � � � � � � � � � � � � � � � � � � � � � � � � �� � � � � � � � � � � � �������� ����� ������� ������� ������������������� ������������������ . então não haverá grandes problemas. 4 Junho de 2010 internacional 21 OCDE vê com bons olhos recuo da moeda única A Organização de Cooperação e Desenvolvimento Económicos (OCDE) considera positiva uma desvalorização do euro. então aqueles países sofrerão as consequências. mas a tendência será para o retorno ao crescimento no próximo exercício. pelo que a sua economia dependerá do desempenho das principais economias europeias. é provável que aumentem ainda mais as divergências nos resultados da Zona Euro. antes que o congelamento dos canais de crédito lance o sector privado novamente na recessão. A última vez que a Apple obteve um valor de mercado superior à Mucrosoft foi no final de 1989. Uma tendência parece clara no actual contexto. como é o caso de Portugal. Mas se a Alemanha e a França forem infectados.7% a previsão anterior. a Suécia está muito dependente das exportações. Pode mesmo representar um meio de evitar uma nova recessão económica. Também existem ris- cos para as economias europeias que não pertencem à Zona Euro e que possuem umas finanças públicas estáveis. são países que têm pela frente tempos difíceis e tormentosos. facto que estará agora a dar frutos. com o apoio: VidaEconómica ����������������� �������� �������� ����������������������������� ���������������������������������������������� ������������� ������������������� ������������������� ����������� ������������������������������������������������� ������������������������������������������������������� �������������������������������������������������������� ����������������������������������������������������������� ������ ������ ���� ���������� ��� �������� ����� ������� � ����������������������������������������� ������������������������������������ ��������������������������������������������������� ��������������������������� ��������������������������������� Morgan Stanley revê crescimento espanhol em baixa O banco de investimento Morgan Stanley reviu o crescimento económico espanhol em baixa e considera que o plano de ajustamento terá um efeito moderado. Em termos de vendas. A economia espanhola vai registar um recuo de 0. através de aparelhos como o iPod. O enfraquecimento da moeda única será uma forma de contrabalançar os efeitos conjunturais negativos dos planos de austeridade da Zona Euro. como é o caso da Alemanha.

a “escritora” Carolina Salgado invocou várias vezes uma máxima militar que o pai lhe ensinara. Ainda assim. o ex-genro de Américo Amorim. apesar de Costa ser um nome vulgar. costumam dizer os mais experimentados. aquela que adverte que –. é um primeiro sinal da competência bélica do nosso exército. respondeu a interlocutora. é preciso tempo. balançando entre a sua cultura empresarial e o reconhecimento de esquemas duvidosos que podem comprometer o sucesso dos investimentos. partiu o mealheiro. Teixeira dos Santos bem poderiam dizer “perguntem aos especuladores quem somos”. Por exemplo. Todos concordarão que a arte suprema da guerra (e da vida) é derrotar o inimigo sem lutar. se ele nos reconhecer mérito e ferocidade. de Osório de Castro e Lobo Xavier. A verdade é. a “guest star” Vitória no casamento. Ele saiu mais cedo e perdeu. Aos 18 anos. E só a pressão familiar fez com que regressasse aos estudos para se tornar no notável e ilustre que hoje é. movê-lo quando está parado. no “room service”. passando por banqueiros como Ricardo Espírito Santo ou Artur Santos Silva. o QUe se DIZ Vermelhos O BCP é dominado pelo benfiquismo dos seus gestores e não foi abalado pela saída de Armando Vara. A sociedade resultou da fusão de três escritórios. Um destes dias. Num hotel e logo no Hilton. indicado para um adolescente com a libido em alta. de Sun Tzu. A contratação da águia foi uma prenda para o noivo. O presidente Santos Ferreira é outro benfiquista encartado. Conta-se que o general Patton (2ª Guerra Mundial) quis embaraçar uma repórter de guerra que o acusara de barbaridades. arroZ & VInho Rui Alegre. o seu primeiro salário. O jovem Lobo não procurava o famoso “Distrito Vermelho”. hesita no momento e modelo de entrada em Angola. sem saber a exibição. quem tens aí para o Banco de Portugal”. o FC Porto perde nos bancos. Sócrates nem quis ouvir os outros nomes e confirmou que era mesmo nesse Costa que estava a pensar. Ramalho não prescindiu da Águia Vitória no casamento recente da sua filha como vedeta final da festa. Ex-fuzileiro. então. Na política ou na economia. invocando um outro lema que guardou na memória desde que há uns anos frequentou o curso de auditor de defesa nacional. Neste caso. Os seus conselhos são sábios e virtuosos. cultivando a humildade escolhemos como primeiro mandamento o ditado popular “Deus manda lutar. numa sessão pública. vertido da Eneida de Virgílio: “Audaces Fortuna Juvat” . optou pelo arroz e vinho. . por vezes. Voltando a Sun Tzu. a gestores sem tesouraria para fazer face aos compromissos a políticos acossados. Alegre revela-se um apaixonado pela terra e tem projectos para expandir a produção na sua herdade. José Costa. Galvão Teles & Associados. a partir de uma herdade de 80 hectares que comprou. A arte do sábio chinês defende que a habilidade consiste em cansar o inimigo quando ele está descansado. há uma grande probabilidade de estarmos a cair numa armadilha. Há mesmo quem admite que. Contagiado talvez pelos bons velhos tempos passados na Herdade do Peral. Há. Pode sempre beneficiar da experiência da Sonae Capital em Tróia e no Algarve. Em Alenquer. não precisa temer o resultado de cem batalhas. Aqui. está a aplicar na agricultura uma pequena parte da riqueza que acumulou na passagem pelo universo Amorim. Esta vocação radica numa aventura de juventude que lhe marcou a vida e no seu primeiro emprego. O curso incluía visitas a unidades militares e. dinheiro e paciência. Mas 40 elementos diz bem da importância do mercado angolano. Em Angola. A Teixeira dos Santos. o inimigo nem sempre está identificado. trocou um fio e uma libra de ouro em florins (o Euro nem em sonhos). 4 Junho de 2010 Ócio & Negócios Perguntem ao inimigo Quando decidiu contar a sua verdade sobre Pinto da Costa. é “must” nesta matéria e considerado um manual indispensável em tempo de paz. de Américo Amorim. ele falou-lhe que já tinha uma lista de nomes e que o primeiro era o de Carlos Costa. O lema serve a professores em desespero com turmas indisciplinas. se o ataque está a correr demasiadamente bem. que dirige a Faculdade de Economia do Porto. Lobo Xavier gosta imenso de cozinhar e surpreende frequentemente os amigos mais próximos com deliciosos petiscos. mas apenas a aventura europeia para derrubar os muros. Além dos túneis.22 sexta-feira. A Sonae. De Belmiro de Azevedo a António Mota. não manda vencer”. Sobre o sucessor de Vítor Constâncio no Banco de Portugal. incluindo o do Porto. Mas a presença em força do seu escritório de advogados poderá apressar o investimento. Feio é perder As tácticas e lemas militares sempre foram fonte de inspiração para gestores e políticos. a paciência esgota-se. quando advertida por conselheiras e consultoras de que a tarefa do livro seria espinhosa. apanhou boleia de um TIR até Paris e um comboio para Amesterdão e passou uns meses na Holanda. Lobo Xavier experimente um dia investimentos na área da hotelaria. antes que te matem a ti”. quando esteve em Tancos. sim feio. Mas. Sun Tzu diria: “Se você conhece o inimigo e se conhece a si mesmo. na linha de José Miguel Júdice. É a segunda paixão deste jurista. os seus adversários puseram a correr a versão de que teria sido convidado por engano pela semelhança de nome com a pessoa realmente escolhida. A sua saída foi compensada pela entrada de António Ramalho. todavia. Mas. tal confusão não poderia ter acontecido. deixá-lo com fome quando estiver com provisões. por exemplo. perderá todas as batalhas”. está a fundar um mini cluster agrícola. que é fazer guerra por meios pacíficos. António Lobo Xavier teria enveredado por uma carreira ligada à hotelaria. no Ócio & Negócio. E se você não conhece nem o inimigo nem a si mesmo. estariam cá outros”. Teixeira dos Santos ficou tocado pela máxima em vigor na unidade. na fase actual. para cada vitória sofrerá também uma derrota. única confusão que poderia ocorrer era com o irmão de Carlos. professor e político que se tornou amigo pessoal de algumas das pessoas mais influentes do país.“A Sorte Protege os Audazes”. Santos Ferreira ficou até aborrecido com Ramalho por não o ter informado da Consenso Sobre um antigo ministro da Cultura. Na versão contada pelo próprio ministro Teixeira dos Santos. 40 aDVogaDos Quatro dezenas é o número de advogados da delegação em Luanda da firma Morais Leitão. Na capital da Holanda teve. Patton aprovou. “Perguntem ao inimigo quem somos”. Carolina invocou o lema dos Fuzileiros. perguntando-lhe qual a primeira lei de uma guerra: “Matá-los. uma cidade arejada em que era fácil encontrar emprego. quando José Sócrates lhe perguntou “olha lá. sucedendo ao portista Paulo Teixeira Pinto. o ministro Teixeira dos Santos enveredou também pelo pensamento militar. é perder. o pai aplica em situações difíceis o lema da corporação: “Se isto fosse fácil. talvez o mais adequado seja o ministro adoptar o lema dos Fuzileiros.Há ainda ou- Chef lobo Se não fosse advogado e fiscalista. um fervoroso mais moderado. Mas o “bichinho” do “room service” ficou-lhe. Mas. Muitas toneladas de arroz e marcas de vinho é para já o resultado desta incursão empresarial. Em vez da cortiça. se você se conhece mas não conhece o inimigo. quem prefira o lema dos Comandos. tros lemas com aplicação prática. Napoleão já avisara que no dicionário de um exército não pode existir a palavra impossível e que feio. “A Arte da Guerra”. Vara é um fanático do Benfica. E.

5 Outubro. VE – Quais as grandes questões que precisam ser revistas nos contratos de outsourcing? TC – Um contrato não pode ser apenas um elemento redutor de compromisso de pricing e delivery.goe. “business unit manager” da Rumos Professional Services. o seu crescimento e maturidade é visível em áreas que num passado recente eram vistas com elevado proteccionismo e de alto risco. é um desafio que não se pode limitar a uma análise financeira do ROI ou meramente da redução de custo. Serviços Financeiros. os benefícios do Outsourcing de Recursos Humanos podem não ser visíveis nos números. Um contrato de outsourcing é um código de conduta que gere a relação entre a empresa e a entidade externa. e neste campo o outsourcing de Recursos Humanos desempenha um papel principal de diferenciação. investimentos tecnológicos. A medição das vantagens e do desempenho de um projecto de outsourcing pressupõem a criação de uma baseline de objectivos estratégicos e específicos do projecto. o que significa que cada vez mais empresas recorram a este modelo procurando reduções de custos. Humanos. SUSANA MARVÃO s. Talvez no passado apenas as grandes empresas tivessem o poder económico e negocial para contratar serviços em outsourcing. 4 Junho de 2010 tecNologias de iNfoRMação 23 Tiago Catarino. E adianta que o Outsourcing não se restringe à redução de custos.Entroncamento . A dimensão da empresa também apresenta dúvidas se o outsourcing é um modelo exclusivo para grandes empresas. com formação avançada e experiência adquirida. Apoio Administrativo www. As áreas vulgarmente secundárias e non-core passíveis de externalizar são áreas administrativas. É verdadeiro que os custos são o drive nas decisões de negócio mas a eficiência é cada vez mais um vector comum. VE – Que áreas estão as empresas mais susceptíveis de externalizar? TC – O mercado do outsourcing é bastante extenso e pode interagir com diversas áreas internas da empresa. Rec. logística. a participação no seu negócio pode potenciar ganhos de imagem e credibilidade. onde o investimento na evolução e actualização do capital humano é constante. Perder o controlo? VE – Quais as grandes dúvidas que ainda subsistem no cliente quando pretende externalizar? TC – A grande dúvida de um gestor quando externaliza uma função interna é a perda do seu controlo. 249718484 Fax 249717148 R. A empresa pode ainda obter ganhos de credibilidade quando através de uma contratação em regime de outsourcing tem acesso a profissionais de talento reconhecido no mercado. 76 . Os serviços de outsourcing atingiram um grau de maturidade no mercado português que o tecido empresarial reconhece as suas vantagens e benefícios.sexta-feira. mas com a evolução e envolvência das empresas no modelo foram criadas muitas soluções. identificar um parceiro com capacidade de especialização e centralização de recursos onde obtenha economias de escala na gestão do seu negócio e que as reverta para a empresa cliente.marvao@vidaeconomica. Algo recorrente na área das tecnologias de informação onde o investimento na evolução e actualização do capital humano é constante. era visto com elevado proteccionismo e de alto risco. que se traduzem em elevados níveis de turnover. distribuição e sistemas de informação. com uma estratégia de desenvolvimento de competências assente num plano formação de alto nível que colocam os profissionais de outsourcing numa layer de excelência. a contribuição financeiro e o impacto estratégico.pt Tel. Obviamente que esta escolha depende da actividade principal da empresa. Redução de custo? Não só mas também… VE – Basicamente. Government Services. Nele definem-se quais os objectivos a atingir com o outsourcing. Se existir um forte governance do processo e níveis de serviço bem definidos que se traduzam em reports e avaliações periódicas com penalizações para a entidade externa. Hoje. libertando recursos nucleares para funções core da empresa que possam estar em défice de rendimento. neste caso de Outsourcing. Num panorama global. Um típico processo de outsourcing deve iniciar-se com uma função que represente um valor estratégico mínimo para a empresa e com baixos prejuízos em caso de insucesso. Vida Económica – As vantagens e os benefícios do outsourcing nos Recursos Humanos já estão comprovados? Tiago Catarino – O Outsourcing é hoje uma prática comum para a maioria das empresas. pois esse é um serviço core da sua actividade. nomeadamente dos Recursos Humanos. métricas de qualidade de serviço e performance. o outsourcing de Recursos Humanos permite manter os níveis de resposta e performance desejados e controlados. É uma preocupação legítima. é insuficiente ou inadequado para a função e procura no outsourcing know-how altamente especializado. mas é sem dúvida um dos grandes benefícios deste modelo de negócio. A integração na equipa de elementos em outsourcing pode proporcionar uma clara divisão e comparação de níveis de serviço estimulando um ambiente de maior competitividade que leve a equipa interna a aumentar os seus níveis de performance e de conhecimentos. financeiras. Também em situações de overflow o reforço da equipa assegura o volume de tarefas não sustentadas pelo staff interno. Indústria Farmacêutica. o outsourcing tem evoluído a par com a tecnologia. schedule de acompanhamento do projecto e planos de formação e actualização que permitam atingir os objectivos inicialmente assumidos. Num outsourcing mais estratégico as motivações são diferentes. criando cenários favoráveis para o desenvolvimento de oportunidades de outsourcing de Recursos Humanos. proporcionando ganhos comuns. mas sim um documento equilibrado e flexível nas matérias legais e operacionais inerentes a qualquer iniciativa de outsourcing. As empresas que actuam neste sector distinguem-se pela inovação e qualidade dos seus profissionais. Tiago Catarino. podemos assistir a um fenómeno de criação de novas ofertas de outsourcing em campos como a Medicina. recursos humanos. processos optimizados e recursos qualificados. Se a experiência for positiva a empresa vai estar muito mais receptiva a externalizar outras funções com maior valor estratégico e a assumir riscos superiores.pt CONTABILIDADE E FISCALIDADE FORMAÇÃO PROFISSIONAL ESTUDOS ECONÓMICOS CANDIDATURAS A FUNDOS COMUNITÁRIOS Criamos Negócios Criamos Futuro AUDITORIAS E AVALIAÇÃO DE EMPRESAS SOFTWARE GESTÃO ETICADATA OUTSOURCING ÀS EMPRESAS: Gestão. se estivermos a analisar uma empresa especializada em serviços de atendimento ao cliente é contraproducente externalizar o seu contact center. Business Unit Manager da Rumos Professional Services Outsourcing de recursos humanos já é visto com maturidade Num passado recente. mas a regra na maioria das situações de Outsourcing não o prova. Existem vários cenários em que as empresas reconhecem as vantagens e os benefícios do outsourcing de Recursos Humanos. que permitam no fim do ciclo avaliar a qualidade da prestação serviço. A empresa também pode identificar problemas de performance na equipa interna. a decisão de externalizar uma área depende da estratégia global e da identificação das competências core que a empresa pretende valorizar e distinguir no mercado e que caracterizam o seu negócio como único. ou se as pequenas e médias empresas também beneficiam de ganhos estratégicos. vai transmitir um sentimento de maior controlo da actividade do que quando esta era assumida in-house. entre outros. a empresa entende que o skill set interno Tiago Catarino. Healthcare e Sales Force. mas também a valorizar a estrutura corporativa com novas competências e acesso a “expertise” que internamente não dispõem. ou não. alinhamento com as questões legais da envolvente. incluindo serviços especializados para pequenas empresas. garante que a externalização é já uma prática comum para a maioria das empresas. O Outsourcing não se restringe à redução de custos. Num primeiro nível mais táctico é a redução de custos. VE – É possível medir as vantagens do outsourcing hoje em dia? TC – Medir o sucesso de um projecto. O sector das Tecnologias de Informação e Comunicação continua a distinguir-se como um centro de excelência de oportunidades com elevados índices de empregabilidade na indústria do outsourcing. Mas. Se a empresa atravessa uma curva de crescimento acelerada ou inicia um projecto de mudança estratégica de negócio. absentismo. níveis de serviços exigidos com incentivos e penalizações associadas à sua performance. Business Unit Manager da Rumos Professional Services. Embora critica para as métricas de avaliação. o que pode atrair investimento estrangeiro e a consequente criação de múltiplos postos de trabalho. Maturidade é fundamental VE – O actual panorama económico é favorável. para valorizar a sua estrutura com “new skills” e “acess to expertise” que internamente não dispõem. com compromissos de níveis de serviço e avaliações durante as várias fases do tempo de vida da relação de parceria. o que move as empresas face ao outsourcing nos RH? Redução de custos e melhoria de eficiência? TC – Existem várias razões que levam as empresas a considerar o outsourcing. o Outsourcing. como é recorrente na área das tecnologias de informação. hoje. incumprimento de deadlines. mais complexas e arriscadas se não forem equacionadas no inicio do projecto e geridas no seu desenrolar. ao outsourcing de RH? TC – A envolvente económica actual exige que as empresas avaliem as suas estratégias de investimento e se centrem na optimização de custos.

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PT 0014 VFE 0039 0309 Fabrico e Manutenção de Máquinas e Equipamentos Industriais. Ref.sabões. PT 0003 HBE 1128 0209 Empresas de Comunicação e Marketing Digital com forte componente técnica em termos de conhecimentos e recursos na utilização de ferramentas e componentes web.000J ou sócio para injecção de capital para obras de ampliação. PT 0025 HFE 0012 0310 Empresa com edifício central totalmente arrendado e empresa que comercializa electrodomésticos produtos de higiene. instalação e manutenção de produtos metálicos para construção civil e obras públicas. Instalações próprias com projecto aprovado para ampliação. através de Alumínio.000 J. Preço 5. PT 0003 PFM 0007 0110 CENTRO Fabrico. Ref. Ref. Ref. Ref. Ref. Além da comercialização.000 euros. Ref. PT 0003 PSO 0007 0609 Panificação . 1.200. na Grande Lisboa.00 EUR Ref. PT 0009 JCL 1016 0110 Empresa Nacional adquire negócio de empresas de Vending Alimentar em todo o país. PT 0016 FMV 0015 0509 Empresa do sector Metalomecânico. 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PT 0014 VFE 0033 1108 Empresa especializada na produção da impressão digital e artes gráficas. Ref. Dobradiças e Outras Ferragens. Preço sob Pedido. Comercialização e Distribuição de Alumínios.000. Preço sob pedido. Distritos: Aveiro. Preço pedido: 500. Ref. com renda baixa. curados. PT 0009 JCL 1012 1007 Postos de Combustíveis. Ref. PT 0004 MCA 1003 0507 Empresas fabricantes de produtos de limpeza . Preço pedido: 300. PT 0016 FMV 0019 0310 Indústria Alimentar . Ref. Contratos de exclusividade geográfica com fornecedores. PT 0014 VFE 0043 1009 Hotel Frente Mar – Luxo – Turismo e Negócios J 7. Ref. PT 0025 HFE 0014 0410 LISbOA E VALE DO TEjO Comércio de equipamento industrial para hotelaria e restauração. boa carteira de clientes. Área doméstica e Industrial. corte e furação de betão. PT 0014 VFE 0019 1107 Empresa de organização e realização de passeios marítimo-turísticos com protocolos celebrados com empresas de renome. Urgente. incluindo uma cadeia alimentar de renome.Ref. Stock incluído no valor de 250. PT 0009 JCL 0060 0210 Cedência de posição de um espaço (cafetaria) no Centro Comercial Dolce Vita Tejo. Venda por 110. Ref. Cozinha tradicional portuguesa.000J. peças e assistência técnica. Ref. Licença de Exploração Industrial destinada à actividade de fumados.unidade industrial equipada com a mais moderna tecnologia. Ref. asfalto ou rocha na Grande Lisboa. Sondagens e Estudos Geotécnicos Preço sob pedido. Completamente remodelado.000J. Ref. que engloba desde o projecto a respectiva obra. PT 0019 JPV 0003 0110 Empresa de produção e distribuição de aparelhos purificadores de água através de ozono e UV. Instalações auto-estrada A1. PT 0009 JCL 0061 0410 Albergaria com 19 quartos (com projecto aprovado para mais 10 quartos) junto da Costa Alentejana e da Reserva Natural do Estuário do Rio Sado.Ref. Preço sob pedido. Ref. PT 0009 JCL 0054 1209 Infantário no concelho de Sintra.200. Ref.Ref. manutenção. Ref. Ref. 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o Proibida a reprodução do que representa 59% do total lançado no mercado. está prestes a aumentar o stock em mais 41 325 m2 em 2010. pois no primeiro trimestre de 2010 já foram colocadas 29 015 m2. Edifícios como Atlantis. O Parque das Nações que já dispõe de uma vacancy rate na ordem dos 23%. mais centralidade. na repromoção de projectos existentes Renovação Imobiliário trouxe alterações ao mercado imobiliário Crise Futuro do imobiliário passa pela criatividade O futuro do mercado imobiliário deverá passar por novas formas de ocupar o espaço. que sendo os mesmos. bom clima. isso reconfigura o imobiliário”). cultura e território urbano. à procura de novos negócios.sexta-feira. nomeadamente ao nível dos players de mercado. Além disso. ir buscar a gestão de outras indústrias. Segundo Francisco Rocha Antunes. com edifícios como o Bloom. vai alargar a sua oferta com o Miraflores Premium. Director Geral da John Neild & Associados e Chairman da ULI Portugal. No entanto. O mesmo responsável acrescenta que temos de “procurar novos negócios com rendimento e saber combinar o novo com o velho”. de utilizar as redes e os recursos partilhados. Temos de encontrar novos espaços de diferenciação”. “não estamos a valorizar certos factores que temos. Diferenciação. Director de Projecto de Guimarães 2012 e Consultor na área de Indústrias Criativas. que tem 8060 m2. é preciso cativa-los de forma “É preciso encontrarmos formas criativas de repromoção de alguns activos que estão desvalorizados”. temos espaços mais baratos que na restante Europa. Aplicar novas formas de negócio. na renovação. dando como exemplo o LX Factory e a Fábrica Leonesa. É preciso sermos criativos e pensar no que se pode pagar”. “São precisos novos negócios e sermos criativos”. Apesar da crise financeira. a compra de casa como único acesso à habitação (“as pessoas vão arrendar mais. que decorreu no Porto. mas neste momento é preciso encontrarmos formas criativas de repromoção de alguns activos que estão desvalorizados. o acto físico do imobiliário. Apesar de existirem aspectos que nunca mudam. propor novas formas de produtos imobiliários e reutilizar espaços existentes. no Parque das Nações e torre Sul das Natura Towers. em área de escritórios. O Corredor Oeste que já colocou o Lagoas Park no primeiro trimestre de 2010. Pavilhão Virtual. mais segurança. o ciclo do investimento imobiliário. LISBON PRIME INDEX . de reabilitar. contracção violenta do mercado e regresso à emigração. e como aconteceu em 2009. Carlos Martins disse ainda que uma forma de criatividade passa pela alteração da função de espaços. as diferentes fases do mercado e a máxima de que “os consumidores são quem mandam”. criativa. o Director-Geral da John Neild & Associados e Chairman da ULI Portugal alerta para um aspecto importante: “se a criatividade nos pede aumento das rendas. é preciso termos uma nova atitude e “perceber em que fase estamos”. como os factores de mudança do imobiliário. assim como os activos desvalorizados que podem ser repromovidos com criatividade de modo a colocá-los de novo no mercado.425m2. 4 Junho de 2010 25 e reabilitação. inexistência de expansão urbana. são algumas soluções que este responsável propõe. na redescoberta de novas ideias e conceitos e na relação entre economia. Temos cidades de mar e não de rio. reabilitação. reforçou a ideia de que o futuro passa pela “regeneração dos espaços urbanos. Explorer e Espace vão ser já colocados no segundo trimestre de 2010 com uma área total de 21. tais como os actores que actuam no mercado. de identificar novos tipo de produtos no nosso mercado. Estas foram as principais conclusões do Almoço-Conferência promovido pela “Vida Imobiliária”. Carlos Martins. A zona 3 (Eixo da 2ª circular ao Campo Grande. incorporando a criatividade” e por “um novo reposicionamento das cidades face a sua apresentação”. Os consumidores estão pobres. considera Rocha Antunes. incluindo Praça de Espanha / José Malhoa) até ao final de 2010 vai aumentar em 13 600 m2. das novas medidas de austeridade anunciadas pelo Governo para a Economia Portuguesa o parque de escritórios só em 2010 irá aumentar em 93 400 m2. financiamento dos projectos mais exigente. Francisco Rocha Antunes apontou o crédito fácil e generalizado. na repromoção de projectos existentes. de renovar/reutilizar espaços existentes. sempre tendo em conta a premissa de que “o consumidor é quem manda”. referentes aos edifícios do Lagoas Park. repromoção e criatividade Existem muitos aspectos que se alteraram no imobiliário com a crise financeira. há aspectos neste mercado que mudaram com a crise económica. o stock de escritórios de Lisboa está prestes a aumentar em 70 000 m2 até final de 2010. cuidado. já testados noutros. Alto dos Moinhos e Edifício Sede da Cofina que vai ampliar a oferta disponível para esta zona. aprender com as crises anteriores. Lisbon Prime index 70 000 m2 em “pipeline” até ao final de 2010 Mais uma vez. segundo o mesmo responsável. Por seu turno. A criatividade é chave para resolver alguns dos problemas.

No que respeita à liquidação de impostos.» Em principio. as concessões de terrenos para sepulturas e ou a construção de jazigos. de showroom”. parcialmente ocupado por um edifício de 2 pisos com 3000 m² de área bruta cada. Esta parceria consiste numa linha de crédito à habitação que apresenta condições únicas no mercado. Localizado na Av. austríacos e suíços”. oferecendo como vantagens competitivas a flexibilidade em termos de áreas. que alia a vertente de habitação a uma torre escritórios. no caso de transmissão da concessões de jazigo entre vivos. pois alguém já me disse que quando comprou um jazigo teve que pagar Sisa. o que permite uma suavização suplementar da sua prestação mensal. as concessões de terrenos para sepulturas e ou a construção de jazigos. Para 2010 formulou um objectivo ainda mais ambicioso que é um crescimento em 20%. mas pretende crescer para 500 até 2015. Para uma maior segurança. “Depois do sucesso alcançado em edifícios como o o’Porto Bessa Leite Complex e Arrábida Lake Towers. sobretudo dos alemães. através desta parceria. procuramos agora parceiros portugueses que queiram oferecer a sua casa de férias através de nós”. a Inter Chalet conseguiu aumentar o volume de negócios em 8% no mercado português. a empresa alemã Inter Chalet é o maior operador turístico da Europa no segmento de casas de férias. de uma excelente visibilidade corporativa. terá que liquidar 50% do valor da taxa de concessão. localizado no Prior Velho e propriedade da Refundos. dado que não se trata propriamente de um direito de propriedade ou figura parcelar do mesmo. onde investiu 8 milhões de euros. o leitor terá que pagar a taxa de averbamento de concessão. Apesar de o spread exigido pelos bancos não parar de aumentar. bem como as transmissões destes estavam expressamente sujeita a este imposto. o leitor deverá consultar o regulamento do cemitério em questão para verificar em que termos a transmissão onerosa da concessão poderá ser efectuada. Esta empresa alemã. VIRGÍLIO FERREIRA virgilio@vidaeconomica. “De momento a relação procura–oferta é de três para um. usufruindo. freguesia do Prior Velho. O Armazém Quinta da Francelha possui ainda bons acessos rodoviários. sendo servidos por dois pisos de estacionamento. Rajiv Kanabar.pt de um spread a partir dos 0. dependendo da relação financiamento/garantia. mas distintamente. “o Armazém Quinta da Francelha apresenta-se como um espaço com uma localização privilegiada. “Operamos em Portugal há cinco anos e já temos estrutura que há pouco tempo reforçámos com respeito ao nosso objectivo”. Este edifício é composto por dois blocos. A aquisição de um jazigo segue tramitação bastante diferente da que se encontra prevista para os demais imóveis. reforçou a sua equipa no nosso país e quer crescer 20% já em 2010. o grupo HN pretende consolidar a sua posição como um dos líderes do mercado de escritórios do Norte do país. se encontra devidamente averbada como titular do mesmo. O projecto de arquitectura esteve a cargo de Mário Sua Kay. gostaria de saber o que devo fazer para tratar do assunto e. eventualmente. existindo também a possibilidade de os blocos se interligarem para serem ocupados por uma única empresa. deverá acautelar a possibilidade de efectivo reembolso das quantias já pagas. na vigência do Código da Sisa. investir em Portugal não é uma ideia recente. Em 2009. 4 Junho de 2010 Inter Chalet investe em Portugal A Fozpalace e Deutsche Bank firmam parceria Grupo Imobiliário Fozpalace e o Deustshe Bank estabeleceram uma parceria inovadora que disponibiliza condições especiais de acesso ao crédito habitação.26 IMOBILIÁRIO sexta-feira. efectivamente. Não obstante não ter que pagar imposto. informa o responsável.5%. assim como o fit-out de interiores”. um dos quais com 4462 m² de ABL distribuída por 3 pisos e o outro com 1096 m² de ABL com 2 pisos. Os interessados beneficiam de isenção de custos na avaliação do processo.oa. mas tal não acontece no Código do IMT. bem como das despesas inerentes. pelo que o leitor não terá que liquidar este imposto. o prazo de pagamento do crédito pode estender-se por 40 anos. Worx e JLL comercializam armazém no Prior Velho A HN investe oito milhões no Bessa Leite Offices O grupo HN vai lançar até ao próximo mês de Julho o edifício de escritórios Bessa Leite Offices. que disponibiliza mais de 5500 m² de Área Bruta Locável (ABL) para arrendamento. destaca o administrador do grupo HN. ideal para uma empresa que pretenda um armazém com área de escritórios e. Por este motivo e porque receio que a compra de um jazigo é capaz de ser diferente da compra de outro qualquer imóvel. Severiano Falcão. Responsável pelo Departamento de Agência da Worx. se recomenda que só depois de verificar que o jazigo está averbado em nome do transmitente e de verificar que é possível obter autorização para a transmissão do mesmo por acto entre vivos é que o leitor deverá efectuar qualquer pagamento. mas tal não acontece no Código do IMT . Pelo exposto. contactar a junta de freguesia onde o cemitério em questão se localiza e aí verificar se a pessoa que está interessada em transmitir o seu direito. Jones Lang LaSalle e a Worx foram instruídas para comercializar em regime de co-exclusividade o Armazém Quinta da Francelha. Por outro lado. mas sim de uma concessão de terreno que. E para podermos satisfazer este interesse dos turistas alemães em Portugal. “Escolhemos Portugal como mercado-chave O “De momento a relação procura-oferta é de três para um” porque vimos aqui muito potencial. movimentando um total de um milhão de turistas por ano. é um terreno público. é da Junta de Freguesia ou do município. IC17 e localiza-se a menos de 5 minutos do Aeroporto da Portela. e. de cemitério do município ou da paróquia. Notámos uma procura crescente da parte dos nossos clientes. bem como as transmissões destes estavam expressamente sujeita a este imposto. A título indicativo. se este for feito. Legal & Imobiliário Jazigos Transmissão onerosa «Estava a pensar comprar um jazigo/capela numa localidade onde reside a maior parte da minha família e já encontrei uma pessoa interessada em vender um jazigo deste tipo que não chegou a ser utilizado depois de construído. a todos os que queiram adquirir um apartamento num dos empreendimentos que o grupo imobiliário tem em comercialização. poderá. por via de regra. beneficiar Inter Chalet escolheu Portugal como novo mercado-chave entre os 16 mercados europeus em que opera. dependerá da área do jazigo. deverá. o director comercial da Inter Chalet. conforme se trate. se pagarei algum imposto. Na opinião de Pedro Salema Garção. com a nova parceria é possível adquirir um apartamento em qualquer um dos empreendimentos de excelência do Fozpalace por apenas 224 euros/mês. este espaço é composto por um terreno com cerca de 6000 m² de área bruta. que pretende triplicar a oferta de casas de férias até 2015. MARIA DOS ANJOS GUERRA Advogada marianjosguerra-3012p@adv. ou. que mais não é do que o actualmente correspondente Imposto Municipal sobre as Transmissões Onerosas de Imóveis. com ligação próxima da intersecção da auto-estrada do Norte A1 com o acesso à Ponte Vasco da Gama e à CRIL. respectivamente. usufruindo ainda de um monta-cargas. designadamente. como é o caso. Refira-se que o edifício está situado bem próximo do o’Porto Bessa Leite Complex. em primeiro lugar.pt Na vigência do Código da sisa. consequentemente. desde já se adianta que as transmissões por morte a favor de qualquer membro da família do instituidor são livremente admitidas. habitualmente na ordem de alguns milhares de euros. Para arrendamento existem áreas a partir de 110 m². Com uma oferta de 24 mil casas. No entanto. as transmissões entre vivos habitualmente carecem de autorização do presidente da câmara ou da junta de freguesia. cujo montante. explica Klemens Thoma. Pelo exposto e se o leitor está efectivamente interessado na aquisição de um jazigo. Em Portugal conta actualmente com 138 casas.

ou seja. realça que em Portugal “decide-se sem haver a preocupação de ouvir quem diariamente lidera com as situações a que a lei se aplica”. sem dúvida. Tal aspecto não é tido frequentemente em conta e sentimos muitas vezes que o papel dos profissionais é desvalorizado. o que justifica. Um quadro legal eficaz e adequado à realidade tem de resultar da contribuição colectiva dos vários interessados. Pertence à ACPI a esmagadora maioria dos profissionais da área da Propriedade Industrial e. não César Bessa Monteiro. pode legislar-se depressa e abundantemente mas há-de legislar-se mal.A Lei 52/2008. Ora.Considera que a criação dos novos tribunais especializados. a ACPI. presidente da Associação Portuguesa dos Consultores em Propriedade Industrial. Se assim acontecer.pt PUB . igualmente a contribuição para o estudo e aperfeiçoamento da Propriedade Industrial. mais ninguém além deles está habilitado a dar um aconselhamento técnico e profissional adequado. Ora.sexta-feira. a par da falta de tradição no uso da arbitragem.A Propriedade Intelectual é uma área em que. A afirmação é de César Bessa Monteiro. que se transformaram num caldeirão onde são depositadas matérias de natureza diversa e que. irá continuar a bater-se para que as suas sugestões sejam. naturalmente não podem funcionar.Os desafios que se colocam à direcção ora eleita estão em consonância com os objectivos prosseguidos pela associação. Infelizmente tal nem sempre se tem verificado. Vida Económica . Centros de Arbitragem com prestígio. Marta araújo martaaraujo@vidaeconomica. o que falhou no seu ponto de vista? CBM . mas a arbitragem é um meio por excelência para a resolução de conflitos onde se discutem questões muito especializadas. e este não é um desafio menor. o uso da arbitragem é adequado. afirma “As soluções legais não podem resultar de um directório restrito de iluminados” “Um quadro legal eficaz e adequado à realidade tem de resultar da contribuição colectiva dos vários interessados. Ora. em princípio. o quase inexistente recurso à mesma para se dirimirem questões surgidas nesta área.Que balanço faz das tentativas de resolver os conflitos relacionados com a propriedade intelectual através da arbitragem? No caso de ser negativo. Acresce que a ACPI deve contribuir para o estudo e aperfeiçoamento das matérias relativas à Propriedade Industrial e não são menores os desafios que neste campo se colocam. É de evitar a situação existente nos Tribunais do Comércio. os profissionais mais qualificados e reconhecidos a nível nacional e internacional. igualmente. pois só assim teremos legislação adequada e não uma obra de ficção. É evidente que os interessados só recorrerão à arbitragem se lhes for proporcionado um quadro legal fiável e. pelo menos. desde que se tenha o máximo cuidado na organização e funcionamento do Tribunal. Será problemático tal uso nos litígios sobre a validade dos direitos. para o qual acabou de ser eleito? César Bessa Monteiro . VE . tidas em consideração por quem governa e decide.Quais são os seus maiores desafios para o novo mandato. 4 Junho de 2010 associativismo 27 César Bessa Monteiro. a defesa dos interesses profissionais dos seus membros e. obstante o esforço e dedicação dos magistrados e funcionários que lá trabalham. Constata-se que frequentemente se decide sem haver a preocupação de ouvir quem diariamente lidera com as situações a que a Lei se aplica. vai permitir a resolução mais rápida e eficiente dos conflitos relacionados com a violação da propriedade intelectual e industrial? CBM . pois só assim teremos legislação adequada e não uma obra de ficção”. VE . as soluções legais não podem resultar de um directório restrito de iluminados. presidente da Associação Portuguesa dos Consultores em Propriedade Industrial. Tem de haver a consciência de que os agentes ofi- ciais e consultores têm um papel definitivamente insubstituível por só eles estarem aptos a recomendar aos interessados as soluções mais seguras e adequadas à defesa dos seus direitos. que criou pela primeira vez em Portugal os Juízos de Propriedade Intelectual e a aprovação pelo Governo de um projecto de lei instalando tal Tribunal poderão constituir um princípio de solução.

tais como o apoio domiciliário a idosos. Mas falta ainda abordar as duas restantes áreas chave que para nós são também fundamentais. De realçar que nesta lista estão representadas empresas especializadas em desenvolvimento e comercialização de software estandardizado ou para nichos de mercado. Claro que nos interessam apenas os projectos de qualidade – que os há – numa área onde algumas empresas vêm deixando de ser viáveis. a área da economia social (solidariedade) onde trabalhamos com IPSS. Hoje em Portugal. O objectivo foi contactar com a moderna distribuição russa e divulgar a cultura vínica e gastronómica portuguesa num mercado receptivo a produtos de qualidade. Em primeiro lugar. ou seja. foi realizado um estudo a 100 marcas de vinho e respectivas vendas. trabalhar com 800 ópticas.enchidos • Minho Fumeiro • Mendes Gonçalves • Azeite Gallo • Quinta de Jugais • Panicongelados • Saludães • Santa Catarina Conserveira • Imperial • Lactovil • Flor de Cardo • Vieira de Castro forma duma sociedade anónima com três accionistas – dois dos quais fundadores –. a lista de “The Top 500 ISV “na Europa (Independent Software Vendor). A segunda grande área de negócio. mas. no conjunto da nossa carteira global de negócios. na 30ª edição da London International Wine Fair (LIWF). Na mesa-redonda. VE – E no que se refere à actividade exportadora? PF – Fundamentalmente. posicionamento este que queremos manter junto de clientes com dimensão competitiva. estas duas pri- meiras áreas de negócio – economia social e ópticas – representam em conjunto cerca de 80% do vosso negócio? PF – Sim. Alemanha. nós somos produtores de software direccionado para a gestão da produção e para os acréscimos de produtividade nas áreas da confecção e tecelagem. não é uma área tendencialmente a desaparecer? PF – Basicamente. o apoio às crianças e também a área da saúde. revela um facto invulgar F3M tem quota de 50% no sector da economia social Fundada em 1987 por quatro jovens licenciados em Engenharia de Sistemas e Informática. Aqui a solução tecnológica está focada na gestão e promoção ao nível das direcções administrativas. financeiras e comerciais de grandes empresas imobiliárias. VE – Finalmente a área da indústria têxtil. Quanto ao volume de emprego. Desenvolvimento e Inovação (IDI). a maior montra de vinhos que decorreu em Londres. pelo que aqui somos inequivocamente um player determinante. Moçambique. designadamente a intervenção em Portugal e Angola. 2009 foi um ano de crise global e é óbvio que não crescemos tanto como esperávamos e desejávamos. afirma Pedro Fraga Com apoio da APCOR Cortiça na Feira de Londres A cortiça esteve presente. uma acção de promoção de vinhos e produtos alimentares portugueses. Hoje. mas para 2010 assumimos o desafio dos 18%.Quer referir alguns marcos relevantes do historial da empresa? Pedro Fraga – Para além das profundas reestruturações internas que deixam sempre marcas na empresa e na sua performance. a que já atrás referi de passagem. actualmente. que sempre permaneceram estrategicamente nos nossos objectivos. ainda que com menor peso relativo.3%. de empresas vinícolas e da indústria de vedantes. França e Espanha. operamos em quatro EmprEsas participantEs na portugal markEt WEEk – moscovo 2010 Vinhos: • Symington • Adega Cooperativa Cantanhede • Enoforum • Quinta do Zimbro • Murganheira • Falua • Vallegre • Carmim • Caves Vidigal • Dona Maria Vinhos • Pernod Ricard Portugal/Macieira • Caves Messias • Dão Sul • Aliança Vinhos de Portugal • Campolargo • José Maria da Fonseca Área alimentar: • Paranhocarnes • Galapa. estiveram representantes do retalho. qual é a oferta da F3M? PF . o peso das exportações no volume de negócios já foi de 6%. VE – Feitas as contas. existem 2100 ópticas/ pontos de venda e a F3M trabalha já com mais de 700. Em primeiro lugar. Trata-se com efeito duma certificação bastante exigente que implica uma sólida maturação dos processos e não apenas uma maturidade dos produtos. a área empresarial abrange maioritariamente os nossos projectos “one to one” (projectos à medida). r il “É muito relevante a importância do mercado angolano nas nossas exportações” . VE – Quais os principais indicadores actuais da actividade da empresa? PF – Em 2009 o volume de negócios cresceu 10% e atingiu os 5. capital dum país que de facto influencia as tendências do mercado vinícola mundial. no último ano. Esta acção de internacionalização contou com a participação de 29 empresas nacionais e do chefe de cozinha José Avillez. ou seja. pós-graduações e mesmo de mestrados. VE – Mas a empresa dá especial ênfase ao mercado angolano? PF . estamos numa nova fase de grande – e exigente – recrutamento. com efeito. CEO da empresa. a empresa é líder inequívoco do sector da economia social com uma quota de mercado superior a 50% e está empenhada num esforço crescente de inovação e de internacionalização dos mercados. na Rússia. 70% dos nossos colaboradores são possuidores de graus de licenciatura. focando a nossa atenção em domínios com potencial de crescimento. Em 2009. AlbAno DE MElo .2 por cento nas vendas. refiro que o número total de trabalhadores no final de 2009 era de 115. trabalhamos com mais de 2000 entidades ligadas a este sector e devo referir que. Detemos neste segmento uma invulgar quota de mercado da ordem dos 50%. pelo segundo ano consecutivo. e que em Portugal apresenta unidades empresariais de referência. de 18 a dia 20 de Maio. O produto que oferecemos para esta área é uma solução integrada. onde se inclui Pedro Fraga. Também não posso deixar de referir que constituem marcos o facto da F3M ser já uma das 1500 maiores empresas europeias do sector tecnológico bem como o facto de ter integrado. gostaria de salientar desde já a recente obtenção da certificação em Sistema de Gestão da Investigação. dum produto especifico para esta área. e dentro deste para a área dos empreendimentos imobiliários. onde releva o mercado angolano. sendo que os vinhos vedados com cortiça mostraram um aumento de 11. etc) e depois toda a parte da gestão do negócio. esta área representa também 50%. Pedro Fraga. é um facto. Segundo informações da APCOR – Associação Portuguesa da Cortiça –. Caritas e diversas mutualistas.Associação Empresarial de Portugal promoveu esta semana em Moscovo. não somos um produtor de software generalista. Dentro desta área. a nossa intervenção externa centra-se para já nos mercados de Angola. uma clara especialização. áreas chave que são o “core” da nossa actividade.É um facto. De facto. 4 Junho de 2010 AEP promove vinhos e produtos portugueses em Moscovo A AEP . sendo que o volume de negócios desta área representa actualmente cerca de 11% do total. Dispomos. optometria. é o sector das ópticas (retalho). E apostamos na inovação e desenvolvimento com um investimento que só em 2009 rondou os 800 mil euros. já que 95% da nossa produção para o exterior dirige-se para o mercado angolano. Como já atrás referi. solução esta que abarca toda a componente administrativa e financeira (que é muito específica) e toda a área de gestão dos clientes. Temos vindo também a apostar numa solução via WEB de uma óptica on line “. No primeiro dia da feira. já sob a Vida Económica . certificação esta a que é detida por menos de 50 empresas em Portugal. releva cada vez mais a subárea dos empreendimentos imobiliários. em regra com intervenção em empresas de grande dimensão e do sector público. pelas circunstâncias em que vive o sector. Para este sector fornecemos uma solução integrada que cobre a parte clínica (testes.Desde sempre a F3M “nichizou” a sua oferta. a que se juntou Carlos de Jesus em representação da nossa campanha InterCork – Promoção Internacional da Cortiça. Misericórdias.28 associativismo sexta-feira. actual CEO. e os que se encontram vedados com outros vedantes tiveram um declínio de 1. VE – De uma forma mais aprofundada. Trata-se também dum sector com potencial de crescimento em países mais desenvolvidos onde já estão consolidadas as preocupações com a saúde visual. Mas queremos em 2010 atingir a quota dos 40%. sendo que Portugal apenas apresenta seis empresas nesta lista. Mas vamos intensificar o esforço neste domínio. o qual é muito utilizado por grupos económicos de Portugal e Angola. Com efeito. mas crescemos. a presença da cortiça foi assegurada num importante debate promovido pela revista Drinks Business no qual foi focada a importância da embalagem e das decisões de marketing sobre a escolha do vedante. o que equivale a uma quota de mercado de 35%. O nosso principal alfobre de recrutamento tem sido a Universidade do Minho. a F3M – Information Systems assumiu desde sempre como seu objectivo central a produção e comercialização de software específico para mercados sectoriais. designadamente os apoios continuados.8 milhões de euros.

º 1 do artigo 58. enquanto a redução no IRC foi de 9. evasão ou fraude fiscal? A eventual correcção pela DGCI é susceptível de reclamação ou impugnação? Se sim.º 1 do artigo 58. O pagamento pode ser efectuado através das caixas automáticas Multibanco. 4 Junho de 2010 29 Relatório Documento torna a levantar polémica Fiscalidade Alargada não tributação de IVA nas transmissões de livros O Governo aprovou uma Proposta de Lei que tem como objectivo criar condições para o mercado editorial alterar a prática de destruição de livros que são retirados do circuito comercial por terem esgotado o seu interesse. se a DGCI corrigir o lucro tributável de «M». Quanto ao Anexo F. em grande parte. desde que as empresas procedam ao pagamento complementar deste serviço. A AECOPS argumenta que pela natureza e o objecto do contrato de prestação de serviços. quando ocorre a transmissão a título gratuito de livros para determinadas entidades. o que torna. sendo também de salientar o aumento da receita do Imposto sobre Veículos que apresenta uma variação positiva de 17. efectuar os ajustamentos correlativos no segundo sujeito passivo.. Até ao dia 20 • IRS . intracomunitárias isentas. efectuando. Informação elaborada pela APOTEC . depois. com a qual esteja em situação de relações especiais devem ser contratados. consequentemente. Lda. identificarem. e.º ou 102. É alterado o enquadramento legal da não tributação em IVA. não nos parece que seja fácil comprovar que estão a ser praticadas condições substancialmente idênticas às que normalmente seriam praticadas entre entidades independentes em operações comparáveis.Imposto sobre o rendimento das pessoas singulares Entrega da declaração Modelo 18 pelas Entidades emitentes de vales de refeição. • IRS . Nos casos em que o sujeito passivo de IRC tenha relações especiais com outro sujeito passivo de IRC ou do IRS. quer das transmissões de bens expedidos ou transportados para fora do território dos Estados-membros da União Europeia pelo vendedor ou por um terceiro por conta deste. O fundamento que leva a Administração Fiscal a proceder a tais correcções é. n. de quem sou TOC.º). Obras Públicas e Serviços (AECOPS) quer ver alterado o relatório anual da actividade social das empresas. pelo menos em princípio.pt AGENDA FISCAL MAIO Até ao dia 31 • IRC . também. terá que. aceites e praticados termos ou condições substancialmente idênticos aos que normalmente seriam contratados. o que não é o caso.1% dos impostos directos. no caso de o prestador de serviços ser uma pessoa singular. do mesmo artigo obriga a DGCI a efectuar a correcção. Primeiro. A eventual liquidação adicional efectuada pela DGCI pode ser objecto de reclamação graciosa ou de impugnação judicial. na Declaração Modelo 22. Conjuntamente com a declaração periódica.A. • IUC . influenciada. pelas entidades sujeitas a IRC cujo período de tributação seja coincidente com o ano civil e pagamento do correspondente imposto. aceites e praticados entre entidades independentes em operações comparáveis.º do CIRC só obriga a efectuar correcções no caso de operações com entidades não residentes. os ajustamentos que sejam reflexo das correcções feitas na determinação do lucro tributável do primeiro (cf. JUNHO Até ao dia 10 • IVA . tratando-se de pessoa colectiva. Nos impostos indirectos. com destino a países que integram a Comunidade Portuguesa de Países de Língua Portuguesa (CPLP). Por saída do outro sócio. por impossibilidade prática e por facto que não lhes pode ser imputável. O prestador de serviços já se encontra obrigado ao cumprimento dessa informação no Anexo O do seu próprio relatório.Imposto sobre o rendimento das pessoas colectivas Entrega da declaração periódica de rendimentos Modelo 22. interessando-lhe apenas o resultado final. Não houve débito de juros e não efectuei quaisquer ajustamentos na declaração modelo 22 de «M». À DGCI compete. Pergunto: Há pertinência para uma eventual correcção por parte da DGCI? Se sim. Assim. S. no ano civil anterior ou no próprio ano. no mês anterior. Neste caso. a receita do IVA apresenta uma incremento de 14. em sinal contrário.sexta-feira. o incumprimento do disposto no n.1%. do art. pelo decréscimo de 18.Imposto Único de Circulação Liquidação e pagamento do Imposto Único de Circulação . a Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas rejeitou responsabilidades dos profissionais na sua entrega e agora é a vez de o sector da construção contrariar um anexo do referido relatório.2% face a 2009. O objectivo passa por eliminar a obrigação das empresas. pelo montante correspondente aos efeitos fiscais imputáveis a essa inobservância (cf. a receita do IRS apresenta uma redução de 20. Os profissionais poderão fazê-lo. deve ser enviado o Anexo Recapitulativo. a título oneroso ou gratuito.IUC. «F» vem acusando prejuízos crónicos há 5 anos. Se a falta consistir apenas na inexistência do débito (e do recebimento) dos juros dos suprimentos efectuados à empresa participada.Imposto sobre o rendimento das pessoas singulares . Acontece que os técnicos oficiais de contas foram chamados a também colaborarem no Relatório único. com que fundamento? Resposta do Assessor Fiscal: O artigo 58. nos termos do artigo 70.Imposto sobre o rendimento das pessoas colectivas . as empresas têm de entregar à Administração do trabalho um relatório sobre a sua actividade social e que reúne num só documento informações sobre diversos aspectos laborais. não nos parece que a DGCI possa concluir que houve evasão ou fraude fiscal. o que está em causa é o Anexo F.Periodicidade Mensal – Envio obrigatório. a operação inócua para a Fazenda Nacional.Entrega das importâncias retidas. por transmissão electrónica de dados. Esta alteração alarga o actual quadro legal. em ambas as entidades: participante e participada. nas Tesourarias de Finanças informatizadas e nos balcões dos CTT. face a idêntico período de 2009. se período inferior. as necessárias correcções positivas na determinação do lucro tributável. Segundo: – Tive em conta que o ponto 11. noutro Estado Membro ou país terceiro. desde que termine em 31 de Dezembro e valor não seja inferior a J 50. via Internet. a instituições de carácter cultural e educativo. cumprir o dever de informação relativo ao número de horas. para efeitos de Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas • Imposto do Selo . a receita fiscal registou um aumento de 2. passam a estar isentas de tributação em sede de IVA as transmissões de livros a título gratuito efectuadas ao departamento governamental na área da cultura.Imposto sobre o valor acrescentado . por isso. Incluem-se neste universo as transmissões de de livros. para efeitos de Imposto do Selo. cabe à DGCI (e não ao sujeito passivo) efectuar as correcções necessárias para a determinação do lucro tributável por virtude dessas relações especiais.º. referente às transmissões RECEITA FISCAL Evolução de Janeiro a Abril de 2010 De Janeiro a Abril de 2010. no mês anterior. Durante 2008. relativo aos veículos cujo aniversário da matricula ocorra no presente mês • IVA . isto é. o Relatório Único da entidade contratante não é a sede adequada para a comunicação de tal informação. as devidas correcções ao lucro tributável. aumentar o prejuízo para efeitos fiscais de «F». O meu procedimento é o que trago à apreciação dos Colegas.5%. a entidade contratante não pode nem tem de saber como é desenvolvida a actividade que lhe está subjacente.Entrega das importâncias retidas.º do Código do IRC estabelece que nas operações comerciais e nas operações financeiras efectuadas entre um sujeito passivo e qualquer outra entidade. o seu cumprimento será de difícil concretização para as empresas de construção.Entrega das importâncias retidas. o número de horas que este afectou ao serviço prestado e. que já prevê a não tributação em sede de IVA. quer das ofertas de unitário igual ou inferior a 50 euros – e cujo valor global anual não exceda cinco por mil do volume de negócios do contribuinte no ano anterior. há lugar a coima? Estáse perante alguma inexactidão. Assim. Actualmente. Sempre que esta regra não seja cumprida relativamente a operações efectuadas com entidades não residentes. o sujeito passivo deve efectuar. aumentando-o.. PRÁTICA FISCAL Preços de transferência A empresa «M». Primeiro: – Tive em conta que o ponto 8. sendo caso disso. Porém. para efeitos de Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares (IRS) • IRC . a quantidade de trabalhadores disponibilizados pelo mesmo para o efeito.8%. em primeira linha. Nos impostos directos. Anexo F Concretização é impossível por questões práticas AECOPS pede alteração ao Relatório Único A Associação de Empresas de Construção. Esta variação é explicada pela evolução dos impostos indirectos. detém uma participação a 100% em «F». O pagamento pode ainda ser efectuado via Internet. . Quanto ao número de trabalhadores ao serviço do prestador de serviços.Imposto sobre o valor acrescentado Entrega do pedido de restituição IVA pe- los sujeitos passivos cujo imposto suportado. por questões práticas relacionadas com a respectiva actividade.º. uma vez que chegou ao meu conhecimento que a DGCI anda a efectuar correcções em situações análogas. O Relatório Único continua a suscitar controvérsia.5%. pela antecipação dos prazos de reembolso de IRS. Ambas têm sede na Região Autónoma dos Açores.º do Código de Procedimento e de Processo Tributário. «M» efectuou empréstimos (suprimentos para fazer face a problemas de tesouraria) a «F». nºs 8 e 9 do artigo 58. foi adiada a sua entrada em vigor. As empresas não podem. efectuadas no mês de Abril.2% e para a qual contribuiu a variação homóloga mensal de Abril de 66. a centros educativos de reinserção social e a estabelecimentos prisionais. Digo «pelo menos em princípio» em face dos prejuízos crónicos de «F». quando o montante a reembolsar for superior a J 400 e respeitante a um período de três meses consecutivos ou. da declaração periódica relativa às operações realizadas no mês de Abril. que até então eram comunicadas de forma dispersa e com periodicidades diferentes. o que suscitou polémica.Associação Portuguesa de Técnicos de Contabilidade geral@apotec. no mês anterior.º 11 do mesmo artigo). sujeita ou não a IRC.º 58. O que pode concluir é que existe uma situação de incumprimento do disposto no n. com que fundamento? Havendo rectificação.

estabelecendo que o processo de execução fiscal abrange também a cobrança coerciva das coimas e outras sanções pecuniárias decorrentes da responsabilidade civil determinada nos termos do Regime Geral das Infracções Tributárias (al. é patente que não pode haver reversão. relativamente a 31 de Dezembro de 2009.º. Em acórdão recente. Este montante vai. encontrando-se registado um saldo na conta de proveitos diferidos relativo ao diferimento de cinco por cento de receita. procedendo aos lançamentos de remensuração. gerentes e.º 1 606/2002. Lei n. No caso em concreto. de 12 de Março. sociedades ainda que irregularmente constituídas.º n.º 1). a ser assim. a diferença registada nos capitais próprios deverá ser acrescida em partes iguais no quadro 07. de 28 de Abril.30 fiscaliDaDE sexta-feira. Ter-se-á também de acrescer esse valor ao quadro 07 do modelo 22 durante cinco anos. de 27 de Fevereiro de 2008. e que. uma vez que tal cobrança não está prevista no predito artigo 148. de carácter ilícito. há que atender ao disposto no n.º 2) – Acórdão do STA. de 01/07/09. proceder ao registo do imposto diferido resultante da diferença apurada.º 129/2009.º era inconstitucional por violação do princípio de intransmissibilidade das penas e da presunção de inocência (vide. origina a responsabilidade civil” Aceite o entendimento do Tribunal Constitucional.dgsi. dos TOC pelas coimas e multas aplicadas a pessoas colectivas. Se a responsabilidade dos devedores subsidiários pelas dívidas por coimas da sociedade originária devedora é uma responsabilidade de natureza civil extracontratual e não uma responsabilidade pelo pagamento de coimas. nos recursos das decisões que apliquem coimas. disponível no site ww. (Informação elaborada pela Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas) Responsabilidade civil por multas e coimas: evolução legislativa e jurisprudencial O artigo 8. para a formação do lucro tributável do primeiro período de tributação em que se apliquem aquelas normas e dos quatro períodos de tributação seguintes. É esse facto. º do CPPT. e outras entidades fiscalmente equiparadas são subsidiariamente responsáveis e solidariamente entre si: a) Pelas multas ou coimas aplicadas a infracções por factos praticados no período do exercício do seu cargo ou por factos anteriores quando tiver sido por culpa sua que o património da sociedade ou pessoa colectiva se tornou insuficiente para o seu pagamento. o Acórdão do STA. vinha sendo aplicada a Circular 5/90. a cobrança destas dívidas de responsabilidade civil não figuram entre as dívidas que podem ser cobradas através do processo de execução fiscal.º do Decreto-Lei 159/2009. em partes iguais. Esta remensuração implica que todas as diferenças apuradas sejam transferidas para uma conta 56 .º do Código do IRC: «O montante anual da provisão para garantias a clientes a que refere a alínea b) do n. Com a transição para o SNC. no entanto. Acrescenta ainda o n. bem como os técnicos oficiais de contas. quer contabilístico quer fiscal. Matéria de responsabilidade civil Opinião amândio fernandes silva consultor da OTOC Chamado a pronunciar-se. Rec. envolta em forte polémica nos nossos tribunais. Note-se que sobre esta matéria haverá que ponderar a existência de impostos diferidos. de 19 de Julho.º 3 da CRP) e da presunção da inocência (artigo 32. o valor dos proveitos diferidos no âmbito do DR 5/90 vai deixar de constar das demonstrações financeiras e vai durante cinco anos ser integrado na declaração de IRC para pagamento do imposto.º 5 do artigo 39. como é.º do Regime Geral das Infracções Tributárias (RGIT) estabelece um regime especial de responsabilidade civil subsidiária dos administradores. Note-se que as diferenças poderão não ser apenas em relação à questão do diferimento da receita. por exemplo. como tal. imputável ao agente a título de culpa. a Lei de Orçamento de Estado para 2010.º 1 é determinado pela aplicação às vendas e prestações de serviços sujeitas a garantia efectuadas no período de tributação de uma percentagem que não pode ser superior à que resulta da proporção entre a soma dos encargos derivados de garantias a clientes efectivamente suportados nos últimos três períodos de tributação e a soma das vendas e prestações de serviços sujeitas a garantia efectuadas nos mesmos períodos. Em termos contabilísticos. no Acórdão n. n. que fundamenta o dever de indemnizar. até 30 dias após o termo do prazo de entrega da declaração. este regime já não é permitido e.Os efeitos nos capitais próprios decorrentes da adopção. Em termos de tributação em sede de IRC. as indemnizações devidas não podem ser cobradas através de um processo de execução fiscal.º n. relativamente ao final do ano passado.» No entanto. Em concreto. há que apurar. funções de administração em pessoas colectivas. resultantes do reconhecimento ou do não reconhecimento de activos ou passivos. tem de se “anular” o saldo da conta 27 respeitante aos valores diferidos por contrapartida da conta de resultados transitados. Esta alteração legislativa não resolve. c) do n. assim. à Direcção-Geral dos Impostos as razões que impediram o cumprimento atempado da obrigação e o atraso ou a falta de entrega não lhes seja imputável a qualquer título. o Supremo Tribunal Administrativo. do STA. no entanto. b) Pelas multas ou coimas devidas por factos anteriores quando a decisão definitiva que as aplicar for notificada durante o período do exercício do seu cargo e lhes seja imputável a falta de pagamento. mais concretamente.» De acordo com o transcrito. até que o Tribunal Constitucional se pronuncie novamente. 4 Junho de 2010 Contas & Impostos Garantias em contratos de construção no âmbito da transição para o sistema de normalização Contabilística Há que apurar. os administradores. quando não comuniquem. 1057/07. de 24/03/2010. a dar às diferenças apuradas resultantes da aplicação da NCRF 19 face à Circular 5/90.º 3B/2010.º 1 do artigo 8. ou de alterações na respectiva mensuração. pela primeira vez. que se traduz num comportamento pessoal determinante da produção de um dano para a Administração Fiscal. como é referido na questão. o Tribunal Constitucional. pelas coimas devidas pela falta ou atraso de quaisquer declarações que devam ser apresentadas no período de exercício de funções.Diferimentos (SNC) 282 – Rendimentos a reconhecer Uma vez reclassificados os saldos. 031/08). de 13 de Julho: «1 . esta provisão aceite fiscalmente poderá mostrar-se insuficiente face à realidade. Ou seja.Acréscimos e diferimentos (POC) 274 – Proveitos diferidos CR 28 . No que diz respeito às provisões para garantias aceites fiscalmente. e solidariamente entre si. nos termos do artigo 8. o STA reafirma a inconstitucionalidade do artigo 8. há que eliminar as diferenças. concorrem. anulando os processos de responsabilidade subsidiária instaurados ao abrigo deste regime. será expectável que. do Parlamento Europeu e do Conselho. sendo que as diferenças poderão não ser apenas em relação à questão do diferimento da receita. consequentemente. mas também poderá encontrar diferenças no montante relativo a trabalhos em curso e poderá ainda apurar valor a registar como devedores por acréscimo de rendimentos. das normas internacionais de contabilidade adoptadas nos termos do artigo 3. pelos vistos. os tribunais administrativos e fiscais subscrevam aquela decisão do STA. Inicialmente. Proc. o Supremo Tribunal Administrativo considerou que o artigo 8. e em termos contabilísticos. temos: DB 27 . Para ultrapassar este vício formal.º 3 que os administradores e gerentes. deverá atender ao regime transitório constante do artigo 5.º 1216/09. Deste modo.pt). Em primeiro lugar. naquilo que diz respeito à contabilização dos contratos de construção. desaparecer do balanço aquando da distribuição de resultados. durante os anos de 2010 a 2014.º do RGIT na parte em que se refere à responsabilidade civil subsidiária dos administradores e gerentes por coimas aplicadas às pessoas colectivas em processo de contra-ordenação: “… a responsabilidade subsidiária dos administradores e gerentes assenta. gerentes e outras pessoas que exerçam. no anterior sistema (DR 5/90) era permitido diferir proveitos no montante de cinco por cento do valor facturado para fazer face aos trabalhos a prestar no âmbito das garantias. alterou o artigo 148. o processo encontra-se concluído. as diferenças entre a aplicação da Circular 5/90 e a NCRF. inteiramente diverso desse. as diferenças entre a aplicação da referida Circular e a NCRF 19. contabilisticamente. decidiu não julgar inconstitucionais as normas das alíneas a) e b) do n.º do RGIT por violação dos princípios constitucionais da intransmissibilidade das penas (artigo 30. no que diz respeito ao diferimento de cinco por cento de receita para fazer face a garantias. devendo nessa situação provisionar valores mais reais que correspondem de forma mais verdadeira às responsabilidades da empresa. na qual se poderá incluir o saldo da conta 282 – Rendimentos a reconhecer (SNC). . Proc. A responsabilidade civil por coimas e multas está. E. Deverá ainda ser feita a respectiva correcção na declaração modelo 22 relativamente ao montante não aceite fiscalmente e. considerou que. em decisões recentes (Ac. mas um facto autónomo. na declaração modelo 22. ainda que somente de facto. No que diz respeito aos contratos de construção.º do Regulamento n. em determinadas circunstâncias. conforme é referido. as dúvidas levantadas pelos contribuintes e confirmadas pelos tribunais superiores. são ainda subsidiariamente responsáveis. Esta análise está correcta? Questiona-se sobre o tratamento.º do RGIT. Depois de apuradas as diferenças. De acordo com o descrito. não no próprio facto típico que é caracterizado como infracção contra-ordenacional. deverão ser feitos os lançamentos de reclassificação. que sejam considerados fiscalmente relevantes nos termos do Código do IRC e respectiva legislação complementar. como estamos perante uma matéria de responsabilidade civil.Resultados transitados (SNC).

afirma o mesmo responsável. com os seus sofás insufláveis. 4 Junho de 2010 marcas. Esta ”ainda não tem um peso significativo das vendas”. Cerca de 60%. constata Rodolfo Medina. quer fazer com que a receita da venda destes produtos tenha mais representatividade no negócio. Segundo um estudo desenvolvido pela Universidade Católica Portuguesa. Embora Rodolfo Medina não divulgue os números de quanto as empresas pagam para estar presentes no RiR ou quanto investem nos produtos licenciados é certo que o retorno é mais do que apetecível. basicamente. já que se encontram em muitos pontos de venda fora do próprio recinto. Outro desafio passa por obter uma maior visibilidade e consequente receita da loja online. Mesmo porque ”o mercado está preparado para absorver mais produtos”. E mesmo para a economia local é um bom negócio. Na edição deste ano. Sendo que. parceiros e patrocinadores. mp4. receitas de produtos associados ao evento e do Projecto Rock in Rio Escola Solar. Senão não voltariam edição após edição. Mas Rodolfo Medina. que desenhou um rótulo específico para o festival.9 milhões de euros decorrem de receitas de deslocação e estadia de público e dos artistas. estas iniciativas são importantes porque ”dão força à marca”. E a tendência é a de alargar a gama. desse valor: cerca de 46. Para Rodolfo Medina. que assentam na inovação. preservativos. o impacto económico estimado do Rock in Rio Lisboa 2008 foi de mais de 87 milhões de euros. entre os 15 e os 44 anos. e 16. Esta diversidade é uma prova da abrangência do festival. que são considerados impacto indirecto do evento. através. “claramente por serem uma recordação de um bom momento vivido na Cidade do Rock”. a área têxtil foi a que teve maior peso no volume de facturação dos produtos licenciados. Assim como a água Serra da Estrela. Mas existem produtos que parecem resistir à força do tempo. Rodolfo Medina. É o caso do Toyota Yaris RiR. As marcas sentem uma estabilidade no festival e mostram-se mais dispostas a investir. copos e muito mais. empresa organizadora do Rock in Rio Lisboa. nomeadamente as áreas de material escolar/papelaria. Convém realçar que. A Mango serve de exemplo. marketIng e publIcIdade 31 Rock in Rio cresce em merchandising A edição de 2004 tinha. Este pressuposto já foi atingido. já que criou uma linha de roupa RiR que está à venda na área shopping do recinto e nas lojas da multinacional espanhola. depois da aposta dos sectores do têxtil e da papelaria em merchandising. O objectivo inicial dos organizadores do evento passava por ter produtos próprios e licenciados que ajudassem na criação de notoriedade da marca. empresa organizadora do Rock in Rio Lisboa. que revelou que 96% da população da grande Lisboa e grande Porto. e incluído este dado. Impulsionar vendas via net é o próximo objectivo Rodolfo Medina. consideram o Rock in Rio (RiR) como o evento musical com maior notoriedade do país. AlexAndrA CostA alexandracosta@vidaeconomica. vice-presidente de marketing e comercial da Better World. vice-presidente de marketing e comercial da Better World. que atinge diversos tipos de públicos. da Vodafone. já que o grosso das vendas é feito por impulso.pt PUB . não estão incluídos os 25 milhões de euros gerados pelos media nacional espontânea. existem outros negócios interessantes. ”Isto é bom para nós porque mostra os nossos valores. nesses valores. Ainda assim. bem como a inovar.6 milhões de euros correspondem a impacto directo do evento e resultam de investimento da organização. desde as crianças aos mais idosos. a edição de 2008 gerou mais de 63 milhões de euros de receita. Mas o vice-presidente de marketing e comercial da Better World. quer ir mais longe. Feitas as contas. louças e acessórios de moda. ou mesmo dos preservativos Control. as t-shirts “Eu Vou” e “Eu Fui”. de publicidade. Prova disso é o estudo “Tracking Rock in Rio 2010”. da GfK Metris. Não é por acaso que as t-shirts “Eu Fui” continuam a ser o produto mais procurado (50 a 60% das receitas).sexta-feira. por exemplo. distribuídos principalmente pela venda de t-shirts e bonés. a gama de produtos alusivos ao evento já evoluiu para automóveis. “o mercado está preparado para absorver mais produtos”. Hoje. alegria e juventude”.

que se prolongará até ao final de Agosto. gestora de marketing Frize. Campanha desenvolvida com “maior realismo” Como forma de materialização deste relacionamento. quer à qualidade de serviço prestadas nas mesmas. Lojista da G’Spot do AlbufeiraShopping. Fernando Mourão afirma que se sente “um pouco embaraçado. uma esplanada e uma discoteca. rádio e imprensa. e para demonstrar o reconhecimento pela preferência dos seus clientes. a ter como rosto Pedro Tochas. “participar nesta campanha foi muito engra- Neste exemplo da nova publicidade do Centro Comercial Continente de Portimão. lançaram uma campanha de promoção na qual oferecem um vale no valor de cinco euros a todos os clientes que efectuem compras no valor igual ou superior a 20 euros.32 marCas. ingredientes que são assegurados pelo protagonista Pedro Tochas”. Assim. claro está. a campanha de comunicação foi desenvolvida com um maior realismo. “não só cimentar este envolvimento como também premiar os clientes habituais pela sua preferência”. Fiquei extremamente entusiasmaPUB da com toda a campanha e o impacto que têm tido junto dos meus clientes. uma vez que os comentários dos clientes e colegas são constantes. uma vez que. a bebida acaba de lançar em território luso uma gama de “mixers”. descreve. que se têm deslocado à loja para me dar os parabéns pela imagem. esta acção procura. “Foram convidados clientes e lojistas para serem a cara desta promoção. inovação e uma boa dose de loucura. Está prestes a ser dado. ambos os organismos. em equipa vencedora não se mexe. quer às lojas que tenho no centro. a marca está prestes a lançar uma campanha. 4 Junho de 2010 Sonae Sierra aposta em publicidade de maior proximidade Tendo como mote a palavra “proximidade”. contando inclusivamente com a participação destes em todos os visuais da campanha promocional”. composta por água tónica e ginger ale. A ideia não é necessariamente nova. irreverência e boa disposição. Marta araújo martaaraujo@vidaeconomica. aquele que é o primeiro passo para que a bebida comece um processo de namoro num novo segmento de mercado: os bares. acrescenta a mesma fonte.” Para Carla.” Sobre o facto de ser uma das “caras” da campanha. Um tipo de ambientes em que água tónica e ginger ale são habitualmente consumidos. marketing e publiCidade sexta-feira. já que outras marcas de distribuição o têm feito.pt Frize avança para novo segmento de mercado É com o slogan “A loucura chegou ao bar” que a Frize mostra que quer conquistar um novo segmento de mercado. dando-lhes uma vez por ano uma recompensa pela sua preferência. lojista do Centro Comercial Continente de Portimão há 19 anos. quase sempre são elogios. uma cliente e um lojista servem de rosto para anunciar a mais recente promoção do shopping. entra numa nova etapa. para além da vertente comercial que integra é uma forma de nos aproximarmos dos nossos clientes. Com a assinatura “A loucura chegou ao bar”. que desde o inicio marcou território a reboque de conceitos como irreverência. çado e não estava à espera do impacto que teve nos meus clientes. “esta é uma acção muito importante. esta acção como “uma campanha que mais uma vez vai surpreender pelo inusitado. denominada Frize Bar Collection. destoando do ambiente” normal” do local. Maria João Serras.pt . Para Fernando Mourão. assim. a comunicação de Frize Bar Collection terá como cenários um bar. Muitas pessoas a brincar perguntam-me se vou investir numa carreira de modelo. o que me deixa muito contente. Uma vez que o Centro Comercial Continente de Portimão e o AlbufeiraShopping querem ser reconhecidos no mercado “pela proximidade e atenção personalizada com que recebem os seus clientes”. Afinal de contas. A campanha continua. como explica à “Vida Económica” fonte do grupo fundado por Belmiro de Azevedo. As figuras escolhidas para servirem de rosto aos anúncios são trabalhadores e clientes. à “Vida Económica”. Assim. Como forma de comunicar. “outdoors”#. o Centro Comercial Continente de Portimão e o AlbufeiraShopping decidiram convidar lojistas e clientes a participarem na sua nova campanha publicitária.” Marta araújo martaaraujo@vidaeconomica. A marca de água com gás e sabor. que pertencem ao universo Sonae Sierra. e onde o protagonista aparece de camisa-de-forças. quer à minha pessoa. mas é funcional e consegue projectar nas pessoas um elo de ligação e pertença mais forte. e que terá como principais meios TV.

Ciências da vida. Por outro lado. Quantos mais projectos “verdes” forem apoiados. contam-se entre os segmentos mais apelativos ao investimento. recentemente criados ao abrigo do Programa Compete. que. acrescentam. grupo internacional de recrutamento especializado de executivos para média e alta gerência. ao nível dos “business angels”. que tendências podem ser apontadas e de que forma este pode estimular o empreendedorismo em Portugal? FB .Os especialistas presentes na X edição do nosso Congresso Internacional de Capital de Risco e Empreendedorismo confirmaram com um conjunto de dados bem sustentados que o “private equity” atravessou no ano de 2009 um período bastante conturbado. nos últimos três anos. os projectos são menos alavancados. reconheço que temos em Portugal boas condições para que os investimentos comecem a acontecer e que servem elas de referência a outros países. explica à “Vida Económica” que.Ainda é cedo para fazer um balanço da iniciativa. pelo que o risco de capital dos “business angels” aumenta. Que análise faz deste mercado. caiu cerca de 40%.Os negócios verdes têm neste momento uma grande procura junto de investidores.No que toca aos “business angels”. tendo em conta o movimento do sector bancário. dá conta que o número de processos de selecção realizados pelo sector da banca. Conseguimos a aprovação por parte dos responsáveis do Programa COMPETE. De facto. nos anos 2009 e 2010.0. Projectos com “pay back” mais rápido tendem a ter mais procura do que projectos com “pay back” mais longo. em Portugal. na sua última análise. a Michael Page International considera que “começa já a sentir-se um ligeiro aumento do número de processos de selecção na área da banca”. a evolução ligeiramente positiva das ofertas de emprego no primeiro trimestre de 2010 permite enfrentar o futuro com algum optimismo”. a percepção dos seus consultores especializados é de que tanto os candidatos como as empresas estão a mudar a sua visão do negócio. contri- buindo assim para um forte impulso do empreendedorismo qualificado de que o nosso país tanto precisa.7% no volume de investimentos. A actividade dos bancos foi das mais afectadas pela recente recessão económica “O sector da banca foi um dos mais afectados pela crise económica. os montantes angariados no mercado por parte das sociedades de capital de risco (SCR). para que se possa ter uma ideia mais concreta sobre esta situação. Quanto às condições exigidas. Concomitantemente a esta medida. semente e “start-up”.7% relativamente a 2008. 4 Junho de 2010 33 CGD Referência no Desconto Comercial Mercados Montepio lança conta-ordenado com forte componente de poupança Francisco Banha. Por sua vez. maior desenvolvimento económico nessas áreas será induzido em Portugal. atingiram o interessante número de 937 milhões de euros. inseridos em 56 Entidades Veículo. a temática do reajuste salarial encontra-se na ordem do dia.pt . De facto. quatro concursos criados ao abrigo do Programa Compete. correspondentes a 597 e 2562 operações.sexta-feira. respectivamente.4 mil milhões de USD. dos fundos FINICIA. refira-se que em 2009 nos EUA foram investidos cerca de 22. Ainda assim. bem como projectos ligados à Web 2. VE . na área das energias renováveis. VE . VE . ou seja. Tudo o que permitir viabilizar ou potenciar esses negócios. no montante de 43 milhões de euros. ano em que se registaram mais de 300 milhões de euros de investimentos. o mesmo já não se passa no sector de “venture capital”. Por outro lado. De acordo com o grupo. No que concerne especificamente a Portugal. estes encontram-se nas ciências da vida. apenas se ter registado um investimento em projectos designados por “semente”.Desde que criei o “Business Angels Club” – há 10 anos – que procuro no estrangeiro boas práticas e exemplos que pudessem ser introduzidos em Portugal para dinamizar e incentivar os “business angels” a investir mais e com mais qualidade. posição que se reflecte no nosso papel activo no rumo da Associação Mundial de “business angels”. uma vez que os mesmos terão precisamente o seu foco nos projectos apresentados por empreendedores nas fases de “pré-semente”. o conjunto de especialistas considera que se “assistiu à reorganização de estruturas. a tendência se ter começado a inverter. responsável pela Divisão de Finance e Banking da Michael Page International.Que principais tendências podem ser verificadas ao nível do “venture capital”. são positivos para os investidores apoiarem essas “start-ups”. Contudo. o que diz bem do estado de maturidade em que já se encontra o sector de “private equity” nacional. em 2009. investimentos com outros players no mercado ou através de fundos de co-investimento. Devido ao facto de haver escassez de crédito. Com o aumento de capitais próprios.De que modo olha para o enquadramento fiscal internacional dos “business angels” e a sua “importação” pelo sistema legislativo e fiscal português? FB . na medida em que ainda estão a ser constituídas formalmente as Entidades Veículo que poderão realizar esses mesmos investimentos. ao qual a “Vida Económica” teve acesso.4 mil milhões de euros. este possui já uma forte maturidade. “Muitos quadros executivos e directivos recusam-se a realizar as mesmas tarefas por uma menor retribuição.O mercado do “private equity” em Portugal está bem e recomenda-se. de 13. vários empreendedores a apresentarem os seus planos de negócio. no montante de 123 milhões de euros. MArtA ArAújo martaaraujo@vidaeconomica. Sílvia Nunes. sejam os créditos carbono. irão ajudar a inverter esta tendência. Segundo Francisco Banha. o qual irá abranger 230 “business angels”. mas o risco de projecto diminui. nunca se investiu tanto como em 2009. no último trimestre. Acredito que o Venture Capital IT marque um “pontapé de partida” na procura de potenciais investimentos. “Os packages salariais globais sofreram uma redução devido também à diminuição na atribuição de remuneração variável”. os quatro concursos. os valores investidos em 2009 foram de 3. a tendência de investimento está cada vez mais associada. Neste sentido. até ao limite de 15% da colecta. dado que temos. “Nos primeiros meses do ano. que balanço pode ser feito da aplicação do novo fundo de co-investimento criado pelo Compete? Existem já casos concretos de aplicação das verbas destinadas a entidades veículo? FB . afirma os próprios. apesar de continuar a procurar constantemente referências no exterior. No que diz respeito aos sectores de actividade mais interessantes para os fundos de “private equity”. tal como aconteceu “no Reino Unido”. um acréscimo de 13.O risco e o retorno são duas faces da mesma moeda. “apesar de o sector financeiro se encontrar ainda numa posição muito delicada. “private equity” e mercados de capitais em geral na presente conjuntura? Francisco Banha . o grupo dá conta que “muitos profissionais experientes e com sólidas carreiras tiveram de enfrentar o desemprego ou a recolocação”. Os “business angels” e as capitais de risco podem ainda diminuir o risco de uma determinada operação fazendo sindicação dos Segundo Francisco Banha. na Europa. foi aprovado um estímulo fiscal correspondente à dedução de 20% dos investimentos efectuados por “business angels”. Risco de capital dos “business angels” aumenta VE . contra 31. De referir que. a “sindicação entre “business angels” e capitais de risco e outros operadores e fundos” reduz o risco de operações de investimento.0. existem profissionais que preferem manter o seu emprego por um salário inferior”. não só em Portugal mas em todo o Mundo”. elas acabam por estar relacionadas com equipas de gestão muito bem estruturadas.Um outro tema em análise é o do “private equity” em Portugal. De certa forma. no início de 2010. considera Mercado do “private equity” em Portugal “está bem e recomenda-se” O “private equity” atravessa em Portugal um momento de “grande dinamismo”. o grupo já desenvolveu vários processos”. solicitados pelos clientes da empresa. com um forte indicador nos 937 milhões de euros que as sociedades de capital de risco angariaram neste mercado. como é o caso. energias alternativas e tecnologias de informação. à descontinuação da actividade de várias empresas e ao regresso de profissionais do sector financeiro que se encontravam a trabalhar noutros países”. respectivamente. apontam os especialistas no relatório. logo com um reforço dos capitais próprios. contra 5. Actualmente. No documento. conforme o demonstra o facto de. Vida Económica .De que modo se coloca a gestão da variável risco neste âmbito? FB .5 mil milhões em 2008. diminui o número de projectos financiáveis.2 mil milhões em 2008. associadas da APCRI. apesar de. IAPMEI e Secretaria de Estado dos Assuntos Fiscais de um Fundo de Co-Investimento com “business angels”. A garantia é deixada pela Michael Page International. pertencemos agora ao pelotão dos países que lideram a implementação de medidas favoráveis à actividade dos “business angels”. Mas se o “private equity” está com grande dinamismo. empreendedores estes que foram já pré-seleccionados pela equipa da Gesventure e que podem constituir opções de investimento com elevado potencial. sejam as tarifas privilegiadas e garantidas. energias alternativas e tecnologias de informação. deverão contrariar o reduzido número de investimentos do “venture capital” nas fases de capital semente e “start-ups” verificados. principalmente nos EUA. No entanto. no mesmo relatório. onde o número de investimentos realizados nas fases de capital semente e “start-ups” deixam muito a desejar. a projectos que visam aproveitar as potencialidades da Web 2. correspondentes a 979 e 1274 operações. necessidades a satisfazer perfeitamente delineadas e profundo conhecimento das áreas de negócio onde essas necessidades são identificadas. no montante de 123 milhões de euros que estarão em funcionamento a partir do corrente mês de Junho. com um acréscimo. presidente da Federação Nacional das Associações de Business Angels.Até que ponto os negócios “verdes” e a influência dos créditos de carbono poderão impor novas regras ao sistema económico e empresarial português? FB . conforme é próprio do evento. VE .

agora que o euro está sob grande pressão. Trata-se de um sinal evidente de que reina alguma discórdia entre os elementos da equipa de Trichet. ainda. Os custos com pessoal passaram de 13. Tanto no plano ético e moral – apenas se adiou a falência grega – como também no plano substantivo da política monetária. O volume de negócios da empresa ascendeu a 296. O volume de negócios cifrou-se em 222. provavelmente.7% do que no exercício anterior. também. no primeiro trimestre. no valor de quase 70 milhões de euros.5% do que no exercício anterior. no primeiros trimestre. nomeadamente os vice governadores Axel Weber (alemão) e Mário Draghi (italiano).5 milhões de euros. a Alemanha não apenas aprovou o resgate da Grécia como também deu o seu aval (implícito) à recompra de obrigações públicas gregas através do Banco Central Europeu.9 milhões de euros. os custos operacionais baixaram mais de 9%. em particular de economistas alemães. refere o grupo em comunicado à entidade reguladora.2 milhões de euros. No entanto.5 milhões de euros. vieram a público afirmar que o programa de recompra de obrigações do Tesouro dos países em maiores dificuldades orçamentais tem de ser mais transparente e mais limitado – no tempo e na dimensão. algo que conduziria à sua progressiva desvalorização face às principais alternativas. sobretu- Sumol+Compal passa de perdas a lucros O grupo Sumol+Compal obteve lucros de 817. com estas medidas. o presidente francês Nicholas Sarkozy tem sido. e de ser tido como. a fim de o tornar independente e imune a qualquer pressão política. nomeadamente face ao dólar norte-americano. “A estabilidade das operações – após a fusão de ambas as empresas – e os benefícios da integração conduziram a uma actividade claramente superior à do trimestre homólogo do ano anterior”.pedroarroja. depois. Porém. alastrou para uma crise orçamental. enquanto o EBITDA sofreu um crescimento de 5. esse potencial de desvalorização. face a igual período do ano passado. para 10. permitindo manter o custo de endividamento de alguns países em níveis artificialmente baixos. quando se aprovou aquele que muitos de imediato designaram como uma espécie de Fundo Monetário Europeu. porventura. Na altura. uma moeda credível e alicerçada em pilares institucionais sólidos e independentes.34 MERCADOS sexta-feira. por sua vez. hoje. num mundo em que quase tudo ainda está essencialmente cotado em dólares. . A alternativa simplesmente não é alternativa. Foi a forma de sossegar a Alemanha quanto à impossibilidade de o BCE. com a iminente implosão do modelo de Segurança Social europeu e.4 para 9. a instituição presidida por Trichet já adquiriu mais de trinta mil milhões de euros em obrigações do Tesouro gregas e. O EBITDA mais do que duplicou. o BCE pode estar a monetizar a dívida. corre-se o risco de somar depressão económica às já citadas pressões inflacionistas – sobretudo se o resto do mundo retomar a vitalidade económica de outros tempos – no que se traduziria num cenário de estagflação (o pior cenário possível). para quase 48 milhões de euros. A segunda razão diz respeito à possibilidade de que. o euro tem mesmo de ser. de facto. Alienação da Cimpor faz disparar lucros da Teixeira Duarte A construtora Teixeira Duarte obteve resultados líquidos consolidados de 92. Ora. Na minha opinião. Este indicador subiu devido ao aumento alcançado em Portugal.com Grupo Pedro Arroja www. em particular a partir de 2007. Por outro lado.6%. mas estes ainda representam mais de 57% do total do grupo. o Banco Central Europeu seria. tendo-se verificado um decréscimo nos mercados externos. foram criados mecanismos diversos. para 172.3 milhões de euros. o que compara com um resultado positivo de 200 mil euros em período homólogo do ano passado. A Teixeira Duarte tem conseguido resultados apreciáveis. ao comprar dívida soberana. também obrigações portuguesas e espanholas.com Pedro Arroja Gestão de Patrimónios S.A programa desta natureza está em flagrante violação dos estatutos do banco e da União Europeia. com as já anunciadas medidas de austeridade. que. têm surgido alguns sinais de que. em particular a inevitabilidade dos dolorosos ajustamentos que serão realizados. para 70. Nos últimos anos. por fim. Em suma.3 milhões de euros em igual período do ano passado. criaria pressões inflacionistas. o que se traduziu num aumento de quase 485%. 4 Junho de 2010 Independência? H á semanas. aquele que mais tem reclamado uma reforçada primazia da política sobre a finança. foi criada à imagem do Bundesbank alemão. contribuindo para a criação de inflação. submetido a chantagem política.1 milhões de euros. pois os dois membros citados são os dois principais candidatos à sucessão do próprio governador. dirigida por Jean Claude Trichet. o Banco Central Europeu (BCE) foi alvo de muitas críticas. alguns responsáveis do BCE. mais 6. Desde então. Sonaecom com desempenho positivo A Sonaecom atingiu um resultado líquido de 8. vir a socorrer algum estado membro que entrasse em derrapagem orçamental. contra perdas de 3. mais cedo ou mais tarde. O risco de o euro entrar em descrédito é grande. Um resultado que é atribuído pela empresa ao desempenho do EBITDA e à diminuição dos encargos com depreciações e amortizações.1 milhões de euros.4 milhões de euros. quando se iniciou a crise bancária. tendo em conta a sua estratégia de diversificação de actividades. Trichet está em dificuldades perante o assédio dos políticos.8 milhões de euros. Já o EBITDA apresentou uma descida de quase 10%. para 36. a intransigência da Alemanha fez com que essas pressões sempre esbarrassem num muro difícil de transpor. cuja mensagem era basicamente a seguinte: o banco perdera a sua independência face ao poder político! A instituição. se esteja a preparar um perigoso caldo de inflação. com o futuro que se avizinha. Esta semana. Infelizmente.3 mil euros no primeiro trimestre. Por outras palavras. Entre os políticos mais proeminentes. Mas algo mudou…A 9 de Maio deste ano. um dia. a implementação de um Especulação RICARDO ARROJA ricardoarroja@gmail. as críticas que têm sido feitas a Trichet são merecidas. A preocupação exprimida tem por base duas razões. Em primeiro lugar. O volume de negócios da empresa de refrigerantes subiu mais de 8%. menos 7. Este resultado ficou a dever-se à incorporação da mais-valia resultante da alienação da participação da Cimpor.

No entanto. No que toca àquelas com efeitos não domiciliários.5%. J5 e máx. são mais baixas na CGD (0. J8 e máx. na generalidade dos bancos.5% (Mín. A Euribor aplicada poderá ser a mensal. J10) 0.. O que podemos esperar nos próximos meses? As recentes propostas de Bruxelas continuam a mudar o paradigma da política económica europeia – mais potencial para sanções. J5. ainda. mais vigilância. Joaquim Filipe Marques dos Santos e na respectiva equipa de gestão. presidente do Conselho de Administração do Banif. S. No futuro.66% (mín. J8 e máx. continuar a ser medida pelo resultado da coordenação e não pelos seus objectivos partilhados. accionista maioritário da Banif – SGPS. Esta medida deverá ser alargada a outras áreas do orçamento comunitário abrangendo. No centro destas propostas está o aumento da vigilância das políticas económicas e fiscais. e no Banco Popular (0.: J250) 1. maiores sanções: política económica europeia. As políticas económica e fiscal deverão ser coordenadas antes de serem implementadas.65%) e no Banif (1%). até esta data vice-presidente do conselho de administração. SGPS. reafirmando o seu empenhamento e o seu envolvimento financeiro na continuidade e no desenvolvimento de todos os projectos em curso”. o Crédito Agrícola é o banco que apresenta os valores mais elevados de spread.75% (mín.30 dias 20% . 3. Supervisão do desenvolvimento macroeconómico na Zona Euro. J1. sublinha o comunicado.: J150) 0. Os mecanismos estabelecidos nas recentes semanas e que permitem um “bailout” de curto prazo de estados membros vão ser complementados. J15 e máx.65% (mín.: J50 e Máx.25% (mín. resolver todos os problemas dos estados membros.8% Quanto a situações de reforma ou incumprimento do contrato. S.75%. por si só. deverá ser possível congelar as transferências no âmbito do fundo de coesão para cada estado membro.A.83%). podendo atingir os 15. negociável. o BES é aquele que poderá assegurar os spreads mais baixos. a)Braço correctivo: O nível de dívida pública deverá ganhar um maior peso no procedimento de défices excessivos. Já o banco que se destaca por um menor agravamento é a CGD. portanto. com máximo de 250 euros). J100) 0. acrescida de 1. no futuro. produtividade e custos unitários do trabalho. J180) 0. Caixa Geral de depósitos é referênCia no desConto ComerCial A CGD é o banco que apresenta melhores condições relativamente ao serviço de Desconto Comercial.78% (mín. na sequência de um AVC que sofreu há mais de dois meses e depois de ter estado mais de dois meses internado. pelo que a política económica europeia deve. não disponibilizada Inf. J20 e máx.66% (min. destacam-se por exigir valores mínimos o Banco Popular (cinco mil euros para letras avulsas). assim como o facto de a Comissão poder emitir recomendações sobre prioridades fiscais. Horácio Roque.65% (mín. Será criada uma lista com limites que permita aferiu as reformas nacionais necessárias para reduzir os desequilíbrios na balança corrente. As propostas são uma resposta aos eventos dos últimos meses e dirigem-se aos seguintes três pontos: 1. Para presidente do Conselho de Administração da Rentipar Financeira. J8 e máx. mais condicionalidade.78 + 4% Comissões de Cobrança de Letras* Efeitos Domiciliados S/ Protesto 0. J7 e máx. J8. J520) 0. eleger Joaquim Filipe Marques dos Santos. J125) 0. Isto não vai. de modo a identificar desenvolvimentos indesejados.66% (mín.: J150) 1.A. As propostas da Comissão são um primeiro passo nessa direcção.25% e 5. Muitos países estão. Em sentido inverso.65% 2% (mín. No seguimento das medidas de curto prazo implementadas para salvar a Grécia e dos gigantescos pacotes de ajuda aos estados membros financeiramente mais débeis.5) 0. não disponibilizada Inf.pt Reforma / Incumprimento Agravamento Spread 2% 3% Inf.97 + 4% Comissão de reforma J 14 J25 a J120 10% .66% (mín.75 e máx. ANDRÉ AZEVEDO FILIPE PRÍNCIPE FEP JUNIOR CONSULTING www. J165) 1% (mín. países que não sejam beneficiários do fundo de coesão. J30 e máx.12% ___ 4% J 10 J 15 ___ até 3% J61. Em caso de tentativas de consolidação orçamental inadequadas.99%. Finibanco (ambos mil euros) e Millennium bcp (500 euros). A sobretaxa de mora é na maior parte dos bancos 4%. O agravamento de spread é maior no BES.65%). com máximo de 50 euros). pode ter um impacto significativo no que é implementado ao nível dos vários países. J14 e máx.75% Análise Casuística 2.83% (mín. voltando a representar 125 euros fixos.25%. Coordenação das políticas fiscais. J20 e máx. J82.67 e máx. com apenas 0. abordamos o agravamento de spread.5% e as comissões de cobrança de letras mais baixas do mercado (0. ser mais eficazes.5%.66% (mín. por reformas que visam a sustentabilidade de longo prazo das estruturas económicas e política fiscal. J500 Negociável Negociável ou semestral.75% (mín. sendo mais elevadas no Santander Totta. As propostas da Comissão são positivas por várias razões: – O grande hiato de tempo entre a implementação do procedimento por défices excessivos e as suas sanções – um dos maiores problemas do PEC – foi reduzido. b) Braço preventivo: Os programas de estabilidade e convergência deverão ser avaliados numa primeira fase.75% (mín. 0.5% 1% 4% 1. J100) J 125 1.000 mín. S.2% (min. afirmase como a referência do sector neste tipo de produto.60 dias 25% .625% 2% 0.6% (mín. trimestral Banco Banco Popular Banif Barclays BBVA BES BPI CGD Crédito Agrícola Finibanco Millennium bcp Montepio Geral Santander Totta Montante Letras Mín.. Desde essa altura Joaquim Marques dos Santos exercia as funções de presidente. são superiores no Santander Totta. mais supervisão. a sobretaxa de mora e a comissão de reforma. não disponibilizada 4. faleceu 19 de Maio. Crédito Agrícola. variando entre 7% e 20%. mas também para os mercados financeiros. J14 e máx. numa primeira fase dos seus esforços de reforma. foi eleito Fernando José Inverno da Piedade. As regras nacionais relativas aos orçamentos deverão.625%. J55 e máx. J50) 0.: J200) J 125 Efeitos Não Domiciliados *Valores não incluem imposto de selo de 4% pUB .17 + 4% Sobretaxa mora 2% 4% Inf. J180) 1. J14. deliberou.A. Até a melhor proposta da Comissão só poderá ser tão forte quanto a vontade política dos estados membros.75 e máx. J100) 0. S.1% e 9%. J6. J15) 1. não disponibilizada Análise Casuística Euribor + 1. a Comissão Europeia está agora a fazer propostas de longo prazo centradas na economia real. segunda edição No dia 12 de Maio a Comissão Europeia definiu um conjunto de medidas com o objectivo de alcançar uma maior coordenação da política económica na Zona Euro. J75) 1.66% + 1.5% a 3. uma taxa de agravamento de spread (em caso de incumprimento) de 0. Por outro lado.426%. J150) 1. a proposta recentemente debatida de fazer depender todas as decisões de política fiscal de uma aprovação da Comissão não foi incluída na versão final. Daqui para a frente programas de estabilidade e convergência deverão ser revistos no início de cada ano pela Comissão e pelos estados membros. Contudo.SGPS. e no Crédito Agrícola (2%. nos próximos meses.5% (min. reflectir as prioridades do Pacto de Estabilidade e Crescimento (PEC) e devem. manifestou já a sua plena confiança no Dr. 4 Junho de 2010 mercados 35 Investment center deutsche Bank Portugal eleito novo presidente do Banif O Conselho de Administração da Banif .. – Porque faz com que os estados membros compitam uns com os outros já que as estatísticas serão públicas. J85) 0. “A Rentipar Financeira. O montante de letras é. Por outro lado.697% e 0.5% a 15. não havendo à partida valores fixados.fjc. Spread Análise Casuística 3% a 12% Inf. para presidente. que se encontram actualmente nos 0. começando nos 4.A.000 (se for letra avulsa) Negociável Negociável Negociável Negociável Negociável Negociável mín. os países poderão também ser sancionados. respectivamente.1% a 9% 7% a 20% Análise Casuística 4% a 13% Análise Casuística 4. destacandose o banco popular com apenas 2%. Se a Comissão for bem sucedida. portanto. J180) 1.000 mín.6% (mín.90 dias Inf. como resultado. J1.sexta-feira. 2. J50 e máx. informou o banco em comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM). Com um spread entre 2. não disponibilizada ___ ___ 4% 4% 4% 4% 4% J17. onde têm um valor fixo de 125 euros. Mesmo assim. a coordenação económica na Zona Euro vai ser implementada de forma mais rápida e transparente – mais transparente não só para os governos. As comissões de cobrança de letras com efeitos domiciliários e sem protesto são mais baixas no Banif (apenas 0. J85) 0. por unanimidade dos seus membros.65% (mín. J55 e máx. com uma amplitude entre a Euribor. não disponibilizada 0.75% a 5.25% a 5. SGPS. J7 e máx. a vigilância recíproca das políticas fiscais e económicas.5% 3% J4.

por exemplo. em conjunto com o Banco Europeu de investimento (BEi). A redução do nível de endividamento actual só será possível aumentando as receitas e reduzindo a despesa. é fundamental reduzir a estrutura de custos não reprodutivos. desenvolvendo também modelos de rating. a actividade bancária procura alcançar um equilíbrio permanente entre margem e risco. A nova linha de crédito assenta num contrato de financiamento. De facto. com muitos acontecimentos nos mercados financeiros. Aliás. optando os investidores por outras alternativas. mas nunca eliminado. sendo que se verificou uma quebra de 19% na dívida privada. As restrições no financiamento acabam por se reflectir nas quebras de vários activos em todo (como é o caso. pelo que a única salvação para empresas famílias e para o próprio Estado é implementar o mais rapidamente possível estas medidas nas empresas de forma a alargar a base tributável e incrementar as receitas. Millennium Bcp e BEi lançam linha de crédito para PME O Millennium bcp anunciou o lançamento. tendo tal facto gerado um aumento do endividamento cuja insustentabilidade se confirma finalmente. para 19.4%). aliarmos a esta sofisticação os cenários a que temos assistidos nos últimos meses. haverá maior apetência para financiar novos projectos. com necessidade de tomar decisões rápidas sobre os investimentos. A vasta oferta de instrumentos financeiros colocada à disposição dos investidores e as oportunidades que se abrem estão na base dos crescimentos da recepção de ordens. aplicando o diferencial obtido na liquidação e redução de dívida. Os futuros. As incertezas sobre a dívida soberana provocaram um corte do risco por parte dos bancos e investidores e restrições no financiamento. esquecendo que também a esse nível estamos no limite máximo da nossa capacidade. como fez notar à “Vida Económica” Carlos Almeida. O número de ordens teve um acréscimo de mais de 16%. avaliando cada um deles como se fosse o mais significativo e definindo objectivos e regras claras tendentes à sua diminuição. “De uma forma geral. menor é a capacidade de obtenção de crédito e mais caro se torna o dinheiro. No período em análise. mantendo os títulos por um tempo indeterminado e aguardar pela valorização dos activos. aumentar a produtividade e procurar novos mercados de forma a alcançar ganhos de escala. Quanto ao forte aumento no segmento das acções. Em períodos de crise financeira. tendo registado um crescimento mensal de quase 62%. das matérias-primas). aumento da volatilidade implica. um maior volume de negociações em acções.6 mil milhões de euros. incrementar a capacidade de inovação. então. foi construída ao longo de duas palavras de ordem para países. este sistema irá perdurar e poderá apenas ser melhorado. Era óbvio que um dia a corda ia rebentar. Este nunca aprenderá a lição e continuará a ser sempre um gastador por excelência! António VAle Consultor de Empresas MBA in business strategy dezenas de anos e tem por base uma lógica insuspeita. empresas e demais organizações. os bancos são os maiores especuladores. os mercados bolsistas corrigiram de todos os ganhos que tinham e estão a perder em relação ao último dia do ano transacto. Caso esta situação não seja invertida.36 mercaDos sexta-feira. Por outro lado. “Nestes últimos meses. Em simultâneo.” Derivados ainda são parte importante na negociação Quanto à perda de peso dos produtos derivados. só pode haver . no valor de 50 milhões de euros. distinguindo-se da concorrência e melhorando a relação custo/benefício dos mesmos. Quero com isto dizer que a culpa não é das empresas de rating mas sim da real situação económica e financeira em que vivemos. existam acções verdadeiramente especulativas e que se aproveitam da nossa incapacidade de gestão. para financiamento de projectos de pequenas e médias empresas. empresas e famílias: crescer e poupar. na forma de Empréstimo para PMEs e privilegia o financiamento a projectos de leasing de empresas portuguesas. quanto maior é o risco. criando-se uma espiral geradora de mais resultados. É possível que o BCE reconsidere as condições de crédito aos bancos europeus. Portugal viveu sempre numa ilusão gastadora. crescendo os volumes de negociação. são as vítimas de todo o sistema. mais a acções em que a posição pode ser detida durante um prazo superior. Estes modelos definem a capacidade creditícia de cada entidade. O facto de os investidores estarem mais adversos ao risco de crédito provocou que os diferenciais das taxas de juro que estão a ser pagos pelos bancos europeus pelo papel comercial a três meses sejam entre três e quatro vezes superiores ao normal. tornando o acesso mais fácil. bem como a necessidade de gerir de forma mais activa a sua carteira devido à instabilidade do mercado”. globalmente denominado spread. pois são eles que financiam a economia e também eles estabelecem sistemas de avaliação de risco de crédito para particulares. Mesmo que. sendo contratos a prazo. o crédito bancário revela-se um instrumento decisivo no apoio ao investimento das empresas portuguesas e segundo o Millennium bcp “esta linha enquadra-se na continuação do plano de apoio a PME traçado pelo BEi. Factores que juntam mais problemas ao já frágil sistema financeiro. que até aumentaram o volume negociado em 10% . De quem é a culpa afinal – dos especuladores ou dos gastadores? Está na ordem do dia o efeito especulador dos mercados sobre a economia europeia. já um aumento.embora nestes momentos tendam a diminuir. podem não ter tempo para recuperar dentro do tempo do contrato para os valores e retornos esperados. pelo que o sistema financeiro terá condições para reduzir o custo do dinheiro baseando tal decisão no melhor rating da empresa. Para alcançar aqueles objectivos. os maus gestores públicos. no valor de 50 milhões de euros. Assim. originando. O Estado recorre normalmente ao aumento de impostos para incrementar as receitas. tendo em conta os riscos que os investidores não pretendem correr em momentos de indecisão e sem tendências definidas. e o preço a que o banco em questão está disponível para lhe emprestar dinheiro. Se. os investimentos devem ser analisados exaustivamente e a sua realização condicionada à estrita capacidade de reprodução de novos meios. Os derivados continuam a ser uma parte importante na negociação – como por exemplo os CFD. Por isso. Ou. quando não existem tantos vencimentos como no final de cada trimestre. corre-se o risco de contágio que atingiu o mercado do crédito há cerca de dois anos. acontece que em momentos de maior indecisão e volatilidade os investidores tendem a gerir mais activamente o seu risco no mercado. as acções foram o activo com o maior peso no valor total das ordens (55. marginalmente a esta lógica. Carlos Almeida refere que o mercado vive dias agitados. O que faz com que os investidores não estejam dispostos a emprestarem a mais de um mês sem serem compensados acima do normal. será mais atractivo para os investidores não se exporem a derivados como futuros. E foi também necessário tomarem decisões sobre alguns dos seus investimentos e estratégias e reponderar ou rodar os seus activos. 4 Junho de 2010 Volatilidade e oferta impulsionam intermediação financeira O valor das ordens de compra e venda sobre instrumentos financeiros recebidas pelos intermediários financeiros registou um aumento de quase 26%. não há agência europeia de rating que consiga salvar a nossa economia nacional caso não comecemos por dar os primeiros passos. gastadores por natureza e donos de um ego tão grande que nos obrigam a realizar obras de regime para mais tarde recordar. Por outro lado. Afinal de contas. os intermediários financeiros colocam à disposição dos clientes uma oferta bastante vasta de instrumentos financeiros e de uma forma cada vez mais simples e profissional de transmissão das suas ordens. O Banca europeia com dificuldades para se financiar Os investidores estão cada vez mais cautelosos relativamente aos principais bancos europeus e exigem rentabilidades mais elevadas a curto prazo. da direcção de investimentos do Banco Best. por si só. como foi o caso. de uma linha de crédito para empresas. em harmonia com as prioridades e critérios do BEi e da União Europeia”. em Abril. normalmente baseado na definição de uma margem comercial acrescido de um prémio de risco (em função do rating definido para o cliente em causa). Esta reacção dos mercados e investidores fez aumentar a volatilidade. “Estando o mercado accionista em mínimos do ano. basta ter em conta que vários bancos e fundos norte-americanos baixaram as suas posições nas emissões europeias. Mesmo em anos de crescimento a despesa foi sendo sempre superior à receita. adianta Carlos Almeida. as empresas terão que aplicar estratégias de desenvolvimento de novos produtos. Esta é a realidade do mercado. Desta forma. usualmente. Estas medidas melhorarão seguramente os resultados das empresas e reforçarão a sua estrutura financeira melhorando o seu nível de risco. sendo este binómio reajustado pela concorrência existente no mercado ditada pela existência de maior ou menor liquidez e pelo maior ou menor número de operadores desse mesmo mercado. De facto. tendo os financiadores das dívidas soberanas passado a ser os maiores vilões do planeta.” Os investimentos em futuros são cíclicos e o fim do seu período também faz com que se aumente bastante a negociação perto do vencimento dos contratos ou se reduza. mesmo assumindo perdas. muitas oportunidades surgiram aos investidores.

Os três casinos tiveram perdas inferiores àquelas verificadas pela média do mercado. em grande medida. O EBITDA desceu 2. traduzida em ganhos para o consumidor e para a economia em geral e finanças públicas devido ao seu carácter desinflacionista. o nosso país encontra-se mergulhado numa crise profunda. O desemprego deverá subir mais um pouco durante o processo de ajustamento da economia – tudo situações que não ajudarão o consumo. a Odebrecht. segundo eles. tornando-se mais competitivo através da desvalorização do Escudo. temporariamente. A razão do consentimento desta valorização. Por sua vez. BEI empresta 75 milhões de euros para promover energia “verde” na Madeira O Banco Europeu de Investimento (BEI) concedeu um empréstimo de 75 milhões de euros à Empresa de Electricidade da Madeira (EEM) para apoiar o seu programa de investimento na modernização das infra-estruturas de electricidade na Região Autónoma da Madeira. cobre.4 milhões em igual período do ano passado. a actividade de trânsitos. teve um acréscimo superior a 732%. O combate à inflação passou assim a ser a prioridade do BCE. a que correspondeu pouco mais de 16% de margem. o aumento do custo da importação de matérias-primas. Agora. O volume de negócios ascendeu a 11. ao yuan chinês e ao dólar. Assim. o que atenuou a redução do volume de vendas . novas linhas de transporte e distribuição e subestações. Tietmeyer sempre declarou como prioridade o controlo da massa monetária em circulação. traduzindo aquilo que a Portugal daria muito jeito poder fazer. o euro forte permitia diminuir o custo de importação. são cotadas em dólares. à performance operacional em termos de custos. nos mercados internacionais. zinco. um excesso de endividamento decorrente do pagamento. No seu pico. comparativamente a período homólogo do exercício anterior. no período em análise. e em oposição. A Horizon View aumentou as vendas em 23. durante uns tempos. O país está endividado e nos próximos tempos iremos assistir a um aperto ainda mais pronunciado do crédito disponível. Este facto foi sempre disfarçado pelo aumento da procura interna. Ora.7%. invertendo assim as razões que afastam o investimento estrangeiro no nosso país. embora atenuado pelo euro forte. para 40% (em 1995) e. respectivamente. Concomitantemente. finalmente 18% (!). O melhor desempenho ao nível das perdas ficou a dever-se. Entretanto. A globalização. fez diminuir as margens das empresas. Os investimentos abrangem uma estação hidroeléctrica de bombagem e armazenamento. diga-se (em especial. os chineses começaram a preparar aquilo a que chamam a “Nova Revolução Industrial”. De salientar ainda que as receitas. Assim. no primeiro trimestre. Precisamos. o endividamento das famílias (face ao ordenado) aumentou de 20% (em 1990). de um lado. Grupo Estoril-Sol baixa lucros O grupo Estoril-Sol obteve um resultado líquido consolidado de perto de 173 mil euros. ou seja. Como chegámos aqui? Na minha opinião. face a igual período do ano passado. A adesão de Portugal ao Euro teria funcionado na perfeição se o Banco Central Europeu (BCE) tivesse no seu mandato. os carros híbridos. Este projecto ajuda a promover os objectivos da UE que consistem na melhoria da eficiência energética e da segurança do abastecimento”. Por outro lado. Portugal deverá promover a descida acentuada da despesa pública. A empresa considera que os próximos meses não serão fáceis em termos de mercado. a emergência chinesa levou à criação de uma nova classe de consumidores na China. Portugal atenuava a menor produtividade das suas empresas. 4 Junho de 2010 mercados 37 Grupo Vista Alegre atenua perdas O grupo Vista Alegre conseguiu atenuar consideravelmente os seus prejuízos no primeiro trimestre. contra 12. isso sim. tendo em conta a necessidade de eliminar postos de trabalho. necessitando estes de diversos metais industriais… Na Europa. numerosas renovações de equipamento. o famoso banco central alemão. traria maior competitividade. PUB . “vis-a-vis” a entrada no Euro. Hans Tietmeyer. da China. os americanos iam consentindo desvalorizações (pelo mercado) do dólar. enquanto o volume de transacções da corretagem aumentou mais de 40%. invertendo a mentalidade de “trabalhar por conta de outrem” que vigora quase desde sempre. mais ainda após a desaceleração da economia. à compra da empresa Contrafogo. De acordo com Carlos da Silva Costa. respectivamente. para além das vantagens ambientais evidentes. da Índia e do Sudeste Asiático em geral. sobretudo. para 300 mil euros. terá um impacto positivo na segurança do abastecimento energético aos consumidores na Madeira e Porto Santo. das contrapartidas anuais de imposto de jogo. Antigamente. uma operação de aumento de capital. a promoção do crescimento económico (à semelhança da Reserva Federal Americana). O empréstimo do BEI servirá para financiar uma parte do actual programa de investimento trienal da empresa. 5% da população. o que se ficou a dever. o modelo austríaco (nome derivado do seu austríaco precursor. num valor global de 22. a economia portuguesa não estava preparada para a livre circulação de bens e serviços à escala global. Anatomia da Grei (portuguesa) Os primeiros passos da globalização foram encarados de forma muito optimista pela generalidade dos economistas. com vista à sua plena racionalização e uma grande aposta na dinamização da equipa comercial para conquistar novos clientes e mercados. As várias actividades da sociedade comercial apresentaram números positivos.7 milhões de euros. entretanto. E temos urgentemente de criar uma escola de empreendedorismo.4% e a margem bruta em cerca de 12%. em finais de 2004. Como as mercadorias. assim como um maior aproveitamento da energia de fontes renováveis. resultante da reorganização interna em curso. fomentada nas universidades.9 milhões de euros.sexta-feira. Numa população de cerca de 1. O grupo prevê. 11 yuans e 1. no primeiro trimestre.6 dólares (sensivelmente em Junho de 2008). apresentaram uma descida de 3. para cerca de 800 mil euros. Ora.estimulada pelo crescimento chinês – fizesse subir os preços na Europa. não dando nenhum sinal de desconforto com o sucedido. face à perda do seu principal cliente. O programa tem por finalidade a modernização e ampliação da rede de distribuição de electricidade nestas ilhas. etc. tínhamos (temos) 2 modelos: um modelo Keynesiano (escola John Maynars Keynes). Mas como subiu esta? O aumento do consumo (e diminuição da poupança) foi estimulado pela explosão Pedro Azevedo Administrador da Golden Assets do crédito bancário no nosso país. foram realizadas despesas adicionais. E já agora: não precisamos de mais leis. Destaque para os activos e as comissões líquidas da Orey Financial Brasil. o BCE é uma herança do Bundesbank (BUBA). alavancada pela deterioração das contas públicas e semidestruição do tecido produtivo. pelo que se manterá uma forte pressão nos custos. a crise imobiliária de 2007/08 expôs a verdadeira situação.3 milhões de euros. de 5. contra os 306 mil de igual período do ano passado. Adianta a empresa que o endividamento financeiro consolidado. Não muito tempo depois. este banco central nunca se preocupou com as excessivas valorizações do euro. no montante de quase 172 milhões de euros. em contraciclo.3 para 2. A actividade das representações técnicas navais apresentou um aumento perto dos 138%.4 mil milhões de habitantes. bem como sistemas eficientes de controlo automáticos e remotos. a qual provocou uma diminuição das vendas. O advento da globalização (somado à entrada no Euro) provocou uma indigestão nas empresas exportadoras portuguesas.8 milhões de euros. motivando um agravamento do nosso défice externo. reflecte. alumínio. titânio. políticos e investidores no mercado de capitais. antigamente presidido pelo Sr. a saber: petróleo.2%. A redução do mercado das exportações fez contrair o PIB. que assenta na monitorização da inflação enquanto ferramenta que garanta crescimento saudável no futuro. Mas não. os franceses). os exportadores portugueses foram sentindo graduais dificuldades na venda dos seus produtos. Os activos sob gestão e as comissões líquidas da Orey Financial cresceram quase 31% e 169%. em Portugal. Grupo Orey resiste a conjuntura difícil O grupo Orey aumentou os resultados líquidos em quase 32%. enquanto prioridade. o Euro chegou a atingir 178 iénes. tendo em conta o financiamento do desenvolvimento do negócio e do plano de reestruturação financeira. em Angola. que os tribunais funcionem e que a fiscalidade não esteja sempre em mutação. mascarar a realidade económica. efectuado em Janeiro. do outro. que assenta na promoção do crescimento. a China possui actualmente 70 milhões de consumidores de bom porte. as quais tiveram acréscimos de 70% e 64%. quando se gasta o que não se tem… Apesar de ter permitido. era não permitir que a forte subida de preço das mercadorias . Os necessários ajustamentos em infra-estruturas obrigaram a importações massivas de matérias-primas. os estatutos deste banco foram praticamente transplantados para o BCE. perdendo competitividade face à mão-de-obra barata dos países da Europa de Leste. A poupança deverá de novo ser uma prioridade para as nossas famílias. “O BEI congratula-se por apoiar o programa da Electricidade da Madeira que. Nesta conjuntura. O EBITDA gerado ascendeu a 9. Por sua vez. Karl Menger). Os seus responsáveis revelam satisfação. de forma a formar “entrepreneurs” capazes de criar emprego e riqueza para o país. tendo em conta a conjuntura económica difícil e a subsistência da instabilidade nos mercados financeiros. muito combatida pelos governantes europeus. nomeadamente face ao iene japonês. Assim.

O regulador local. numa criteriosa gestão de recursos e no peso competitivo da organização comercial SIVA. com o EBITDA a apresentar um forte crescimento de quase 58%. independentemente de as agências não serem nada daquilo de que se falou anteriormente. para 161 mil euros. serem amplamente reconhecidas por fundos. melhor do que o esperado pelos analistas. O exemplo mais recente é o de Portugal. Vítor NoriNha Zon Multimédia “condiciona” resultados da Cofina O grupo Cofina registou um resultado líquido negativo de 6.2 milhões de euros. Recordou o papel crucial na recente crise gerada em vários países da zona Euro.38 mErCAdos sexta-feira. está atenta ao fenómeno e que passa pela criação de um novo departamento regulado com uma equipa própria de “compliance”. embora as agências se defendam com os pagamentos. com “downgradings” sem justificação aparente.6 milhões de euros. as raposas vão continuar a comer as galinhas”. que caracterizou o trabalho das agências e historiou o seu lançamento nos anos 40. Leonardo Mathias questionou ainda a racionalidade da análise. Em Portugal. o que se traduziu num aumento de 5%. mas fazem papel de equilíbrio ou de árbitro.2 milhões de emissões com rating em todo o mundo. refere a SAG. O resultado líquido cifrou-se em 32.7 milhões de euros no primeiro trimestre do ano. índices. A empresa atribui este resultado à contabilização ao valor de mercado da participação accionista que detém na Zon Multimédia. As receitas de circulação cifraram-se em cerca de 15. entre outras hipóteses. Dos resultados da Cofina é interessante verificar que as receitas derivadas da publicidade tiveram crescimentos. em Lisboa. mas a evolução dos preços permitiu compensar.8 milhões no final do exercício transacto. no primeiro trimestre. o que reflectiu um aumento de 7.2 milhões de euros. com a margem a situar-se em mais de 14%. O que mais me surpreende é. tendo em conta que os canadianos e japoneses gastaram muito dinheiro a tentar entrar no sector e não conseguiram. contra 1. vice-presidente da Companhia Portuguesa de Ra- Entretanto. Como alternativa sugeriu. afirmou no encontro O gestor referiu que. mas tem problemas de liquidez”. comparativamente aos três primeiros meses do ano passado.9 milhões de euros. Apesar do prejuízo. os investidores apenas olhavam para a notação atribuída pelas agências às empresas e não liam o relatório que sustentava essa notação”. Leonardo Mathias afirmou que. a solução está em definir “standards” de rating. mais 15. impostos. que dizem ter demasiado poder. comparativamente aos três primeiros meses do exercício anterior. definiu o modelo de trabalho e as classificações atribuídas. o volume de negócios da SAG cresceu 28. Na verdade. sobre a temática das agências de rating.3% e o EBITDA (lucros antes de juros. o gestor defende que não deveriam ser encorajadas empresas de “triple A”. De notar que o “outsourcing” de tecnologia foi a única área de negócio que revelou uma descida. o crescimento nas vendas compensou essa descida. à área de IT Consulting. nomeadamente conselho de investimento. como a criação de quotas. A ECC poderá obrigar à divulgação das fontes com informações confidencial para a análise. tendo em conta a entrada em funcionamento da nova central de cogeração a gás natural em Setúbal e das novas centrais termoeléctricas a biomassa de Cacia e Setúbal. vice-presidente da Companhia Portuguesa de Rating. Mas se entendêssemos melhor os seus modelos perceberíamos porque são tão más. no excelente posicionamento das marcas representadas. Murteira Nabo. onde era referido “que a empresa era demasiado grande para o Estado a deixar cair”. contra os 56. a única entidade portuguesa a actuar neste sector. Em comunicado à CMVM.4 milhões de euros. viu as suas linhas cortadas quando – reforçou o gestor – Portugal “não tem problemas de balanço. Para Leonardo Mathias. e substituir a eventual retirada do alvará por multas às agências de ratings. o bom desempenho ficou a dever-se. gestor da Dunas Capital Gestão de Activos e ex-director da Schroders.7 milhões de euros. tendo em conta estes péssimos antecedentes. O economista disse ainda que parte do problema está no facto de os próprios governos lhes terem dado demasiado poder. ainda que o mercado esteja numa fase complicada. depreciação e amortizações) aumentou 69. Neste caso. no primeiro trimestre de 2010. entidades financeiras e accionistas. as actividades do grupo na área do comércio automóvel apresentaram uma notável performance. a par do anúncio das subcontratações. O EBITDA cresceu perto de 26%. organizado pela Fundação Ideas. O gestor realçou. A empresa também afirma que tem sido feito um esforço no sentido da racionalização dos custos de estrutura e operacionais. Europa e EUA defendem alterações de métodos de análise e menos poder a estas agências. nos EUA (embora a Fitch tenha uma raiz francesa). em comunicado. em resultado do maior volume de papel vendido. Concorrência “Actuar pela concorrência” é a solução proposta por José Poça Esteves. como é que os mercados ainda lhes prestam tanta atenção”. a Cofina dá conta que as receitas operacionais atingiram cerca de 32. “na maioria das vezes. ter capacidade de medir a performance de rating. mas deve-se indicar a probabilidade de perder. intermediários financeiros. “Capitalizando neste aumento de volume. Audi e Skoda – registou uma quota de mercado de 14. O gestor ting. contra ganhos superiores a cinco milhões em igual período do ano passado. Na pasta. foram unânimes na conferência realizada na Ordem dos Economistas (OE). “Se não houver medidas de carácter administrativo. Lucros da Reditus descem 65% A tecnológica Reditus registou uma quebra de 65% no resultado líquido. a par do aumento da produção e venda de energia. indicadores de liquidez. Leonardo Mathias. sendo que os “benchmarks” são determinados pelo rating. nas medidas de reestruturação e reorganização implementadas em 2008 e em 2009.7 milhões de euros (mais 3%). está “em linha com o valor orçamentado no seu plano para 2010”. nem dão uma garantia de qualidade de crédito. EUA que significa que cada um poderá ter de analisar centenas de emissões. O EBITDA foi de cerca de 4.49%. em grande medida. O gestor lançou ainda a questão do conflito de interesses.4%. para além de proibir os técnicos de “compliance” de virem a trabalhar em metodologia e em vendas. 4 Junho de 2010 Oligopólio das agências de rating prejudica a Europa O s países europeus estão a ser fortemente prejudicados pelas agências de rating. a SIVA – importador das marcas Volkswagen. nomeadamente. já que quem liquida o serviço é o emitente e não o investidor. uma vez que tiveram falhanços claros até aqui e continuam a contribuir para a instabilidade económica. de acordo com a informação disponibilizada pela Bloomberg.6% do que nos três primeiros meses do ano passado. o bastonário da OE moderou o debate. Importante é que os novos volume foram vendidos sem provocarem perturbações significativas no mercado.5 milhões de euros (5%). no primeiro trimestre. A actividade da energia cresceu quase 80%. Disse que é necessário “colocar mais empresas (de rating) no mercado”.6 milhões de euros. que actuam como um oligopólio. Afirma ainda que estão separados os departamentos que fazem a análise dos que vendem. o que permitiu à empresa obter a liderança do mercado de automóveis ligeiros de passageiros. Stiglitz disse que as agências “têm uma história fantástica de más notações. a Reditus garante que aumentou a sua rentabilidade. Por último. para além de afirmarem não serem uma ciência exacta. a ECC. incluindo Portugal. Prejuízos da SAG em linha com orçamentado A SAG sublinha que o resultado líquido consolidado negativo de 3. com um acréscimo de 192%. Adiantou que será algo difícil. Apesar de o preço do papel ter registado uma descida na ordem dos 6%. O grupo de João Pereira Coutinho afirma que as perdas são “decorrentes do facto dos preços no mercado de viaturas usadas e seminovas se terem deteriorado em relação às expectativas que vigoravam quando foram estabelecidos os contratos de renting originados antes do terceiro trimestre de 2008”. . ou não. mas os analistas das agências serão alguns milhares. Em comunicado à CMVM. essa quebra. Os novos regulamentos naquele país poderão vir a considera ainda que se deve alterar a metodologia no sentido de que a análise não deve definir a capacidade de pagar o empréstimo a horas. A dívida bancária líquida cifrou-se em 58. garantias de qualidade.3 milhões em 2009. emitentes. que. Num encontro em Madrid. em particular. Estados. as vendas em volume baixaram 37%. decorrente dos investimentos realizados ao longo do ano passado. e ainda José Poça Esteves. aquilo que as agências de notação de rating não fazem. pois existirão cerca de 1. Leonardo Mathias. O volume de negócios aumentou quase 12%. determinados “pelo risco de incumprimento” e não pelas siglas poucas claras. na sua intervenção. métodos de “avaliar a qualidade dos ratings”. não são um conselho de investimento. para 72. para 2. que se ficou a dever sobretudo ao aumento da dívida. sustentado pela produção da nova fábrica de papel. o obrigar ao “disclosure” total da metodologia. de publicidade em cerca 12 milhões (+8%) e as associadas a produtos de marketing alternativo ascenderam a 4. melhorando de forma muito significativa a sua rentabilidade”. os economistas Joseph Stiglitz e Jeffrey Sachs defenderam um maior controlo sobre as agências de rating. depois do corte de rating da S&P para a dívida de curto prazo. dinheiro. Resultados da Portucel surpreendem pela positiva A Portucel teve um desempenho.8%. no primeiro trimestre.

desde logo. consElho Para fazer parte da Associação Mutualista. e tal como acontece nos bancos de “primeira linha”. Segundo as novas regras divulgadas pelo Banco de Espanha na sema- O El Pais escreve que a Caja Madrid. protecção familiar e pagamento de rendas vitalícias (ver conselho em baixo). fica isento das despesas de manutenção. afirma que a instituição financeira está mesmo a “está a estudar a possibilidade de pedir entre 2. pode aceder a produtos de poupança cuja rendibilidade pode chegar aos 4% anuais. a “Vida Económica” lembra-lhe que o BES apareceu no mercado a dar 3% a quem domiciliar o seu ordenado. dá conta de que os alvos de suspeita são o Instituto das Obras Religiosas (IOR). Através da domiciliação do salário naquela instituição bancária. recorre à imagem de Pêpe Rapazote para lembrar ao mercado a sua oferta. A ideia passa por oferecer ao mercado. mas com uma TAEG alta Assim. o que dá em troca? Nesta análise. saiba que as taxas no santander variam entre os 12% e os 17 . com gestão automática de saldos o que lhe permite ter o seu dinheiro sempre disponível e a render juros. pelo jornal diário “La Repubblica”. a cartões de débito com todas as anuidades grátis e condições preferências nos cartões de crédito. Em troca. As novas As entidades judiciais de Itália estão a investigar o banco do Vaticano. para além de incorporar uma instituição solidária. os pequenos bancos de poupança. fica.5 e 3 mil milhões de euros” ao Fundo para a Reestruturação Ordenada Bancária (FROB) do estado espanhol. no mês passado. Banco do Vaticano está a Caja Madrid admite pedir três mil milhões ser investigado por suspeita ao fundo de emergência do Governo de Espanha de lavagem de dinheiro Ao que tudo indica. De acordo com o jornal. as instituições bancárias devem agora fazer provisões para imparidades com efeitos a um ano e não para dois a seis anos. e se faça sócio da Associação mutualista. Destaque-se que. vai solicitar ao fundo de emergência do Estado até três mil milhões de euros. que mantêm a entrega de electrodomésticos e/ou material informático.50%) têm. o segundo maior banco espanhol. de imediato. De acordo com informação veiculada pelo mesmo jornal. e. Caixa Laietana. como uma das mais penalizantes do mercado (ver conselho em baixo). Este conjunto de soluções prevê. ao ser membro da Associação Mutualista.sexta-feira. ao qual a “Vida Económica” teve acesso. esta semana. no caso de fazer o empréstimo pelo Montepio Geral e atribuição de descontos numa rede de prestação de serviços. O arcebispo norte-americano Paul Marcinkus. Banco Ambrosiano. Mas não é só. o Banco Central assumiu o controlo do CajaSur e estão agora ser negociadas alianças entre a Caja Madrid e outros cinco bancos regionais de poupança – Caja Insular de Ahorros de Canarias. alegadamente por suspeita de envolvimento em esquemas de lavagem de dinheiro. assim como as transferências internas e interbancárias nacionais. simplicidade e mais vantagens sem custos adicionais. O órgão de comunicação social. a empresa apresenta outro bónus. caso estes queiram sobreviver à crise económica. de forma a facilitar a gestão diária dos clientes. “Um universo de soluções para o seu dia-a-dia” O banco Montepio Geral quer piscar o olho a novos clientes. Phone24. Mas como “não há bela sem senão”. não paga para entrar mas tem uma quota anual de 12 euros. foi nomeado presidente executivo do IOR. obrigando as instituições a reequilibrar as suas contas. Netmóvel24. em conformidade com as novas regras do Banco de Espanha”.57%). ou desde que tenha um montante de recursos totais do mês anterior superior ou igual a cinco mil euros. junta uma série de produtos. Caja de Ávila. ofereceu uma viagem a uma das capitais europeias bem como um desconto numa apólice de seguro. um produto que compile uma série deles. os investigadores desconfiam que pessoas que têm residência fiscal em Itália estão a usar o IOR como uma “cortina“ para esconder diversos crimes. se tiver um ordenado igual ou superior a 500 euros. Na prática. numa das contas geridas pelo IOR. + Vida e Classic. Os bancos espanhóis escaparam praticamente incólumes à crise do “subprime” em 2008. a Caja Maacontecia anteriormente. do ordenado tenha em atenção que a taxa de juro do Montepio Geral é alto (15. neste âmbito. Outro dos pressupostos passa por conceder um cartão de débito com isenção em todas as anuidades para dois titulares e condições preferenciais nos cartões de crédito Mega. A cGD (9. isento das despesas de manutenção da conta ordenado. E em Setembro de 2009. dependendo do valor do salário do cliente. entre acusações de ligações à máfia e terrorismo político. e uma dezena de outros bancos italianos. MArTA ArAújo martaaraujo@vidaeconomica. Recorde-se que o FROB foi criado pelo Governo espanhol em Junho do ano passado. esteve envolvido numa série de escândalos. uma prática seguida habitualmente pelos bancos maiores. uma mesada em caso de despedimento. 4 Junho de 2010 MErcADos 39 A nossa análise Montepio aposta em conta-ordenado multifunções para cativar novos clientes O Montepio Geral cedeu à tentação da criação de produtos mix. incluindo grandes instituições como a Intesa San Saolo e a Unicredit. “Tudo numa só solução”. “quer usar esse dinheiro público do Fundo para a Reestruturação Ordenada Bancária. lançou um novo conjunto de soluções financeiras. como regras foram vistas como um esforço para acelerar o processo de reestruturação do sector bancário em Espanha. em 1982. “quer usar esse dinheiro público para equilibrar as suas contas e aumentar as provisões. pode usufruir de um depósito a prazo.20%) e o Barclays (9. A notícia foi avançada. Caja Segovia e Caja Rioja. e lançou uma campanha que.50%. O Banco de Espanha apelou. a Caja Madrid. Ainda assim. Recorde-se que o IOR gere contas bancárias das ordens religiosas e associações católicas e beneficia do estatuto “offshore“ do Vaticano. o Montepio Geral apresenta uma Taxa Anual Efectiva Global (TAEG). na passada. SMS24 e Chave24. designação pela qual é conhecido o banco oficial do Vaticano. E a concorrência. Afinal de contas. Ettore Gotti Tedeschi. no mesmo produto. O Santander. o representante do Santander em Itália. num período de dois anos. domiciliação de despesas e transferências gratuitas e seguro de viagem. como fraude e evasão fiscal. que representam metade do total dos empréstimos. O mote passa por dar resposta a quem procura comodidade. A publicação esclarece ainda que os investigadores terão descoberto que foram feitas transacções de cerca de 180 milhões de euros. baseada numa conta-ordenado. tem de ser membro da Associação Mutualista e ter um ordenado igual ou superior a 500 euros. depois de o Banco de Espanha ter sido obrigado a tomar conta da condução do banco Caja Castilla la Mancha. citando fontes anónimas. entendida como o custo total de um crédito ao consumidor e neste caso aplicada ao descoberto da conta-ordenado. não cotados e normalmente controladas por forças políticas regionais. que tem activos de cerca de 190 milhões de euros. Ainda assim. não só da instituição bancária como também da Associação Mutualista — uma instituição particular de solidariedade social -. para equilibrar as suas contas e aumentar as provisões”. que liderou o banco entre 1971 e 1989. MArTA ArAújo martaaraujo@vidaeconomica. entre outros aspectos. um depósito a prazo associado à conta ordenado. para o efeito. Uma das mais-valias desta nova campanha reside no facto de dar a possibilidade de escolha de um produto mutualista à medida das necessidades de cada um. por seu turno. A notícia é lançada pelo ‘El Pais’ que.pt consElho se recorre sistematicamente ao adiantamento. valores mais atractivos. Em troca tem a possibilidade de aceder a diferentes produtos de poupança.pt . sem qualquer limite. Já o BPI apresenta uma conta ordenado que dá 10% do salário mensal num PPR. e olhando para as restantes instituições bancárias. já que a instituição presta protecção social prevendo. foram duramente atingidos pelo colapso do mercado. em que a poupança e a prevenção se impõem. para a consolidação de bancos regionais de poupança. MArTA ArAújo martaaraujo@vidaeconomica. entre os quais a falência do banco privado. quem for membro da Associação Mutualista fica com uma espécie de braço direito. A sua capacidade de financiamento vai até aos 90 mil milhões de euros. O Banco Popular presenteou. reforma. cuja rendibilidade anda à volta dos 4% anuais. e em tempos de crise. entretanto. abaixamento do spread. desde que feitas no Net 24.pt drid. A domiciliação de despesas é gratuita. Em tempo de crise.

A situação do mercado monetário continua complicada e o início de Julho.24% -1. O membro do BCE Ewald Nowotny afirmou que não haverá necessidade de se repetir uma cedência de fundos nos mesmos moldes.600 3. Apenas uma rápida rejeição dos actuais níveis e fecho acima dos 0.00 3.8400.2500 dólares.00% -2.159 1.00 1. 42 1.35% -0. é notório o interesse vendedor sempre que uma recuperação de preços ocorre. mas o valor apresentado ficou-se pelos 98.24 1.32% -3.200 1.ibex 35 .4. 458 eur/usd 1. novos mínimos do ano próximo da figura dos 1. A baixa do rating de Espanha pela Fitch e a crescente desconfiança face ao sistema bancário. GIl ArAúJo gilaraujo@imf.426% 0. 51 EUR/USD EUR/JPY EUR/GBP EUR/CHF EUR/NOK EUR/SEK EUR/DKK EUR/PLN EUR/AUD EUR/NZD EUR/CAD EUR/ZAR EUR/BRL FIXING 1.6 para 100.psi-20 .Jun. (%) -1.100 1.342 8Y 2.Mai.00 2. estáse a aproximar.66% -0. Os analistas foram apanhados de surpresa. tudo leva a crer que a prazo o Eur-Gbp deverá visitar o suporte dos 0.522 3. 38 1.686 10Y 2. tudo aponta para a retoma do movimento de queda com maior “momentum” e neste caso para a visita do importante suporte de longo prazo nos 5425 pontos.000 0.17 .04% -0.669 *1x4 - Período termina a 4 Meses. voltando a cair para mínimos históricos.240% 04. o euro deverá Pr i e c US D iniciar um movimento correctivo e de tomada de mais valias. mas estão ainda a valores perto dos mínimos históricos. Apesar de permanecer acima do importante suporte dos 5750 pontos. o valor mais elevado desde há 12 anos.151 3.262% 25.10 0. Entre hoje e final de euribor .342 3Y 1.10 0. EUR/JPY O “momentum” negativo no Eur-Jpy é ainda uma constante.50% 0% - 0.2500 dólares o cenário descendente continua a ser predominante.2155 110. Contudo tais valores não se mos- D aily Q E U R = 1.005 0.28% -2.65 0.01% -4.03% 0.50 0.82% -15. contudo enquanto abaixo dos 1.86% 0.6163 7. embora de forma marginal.8056 1. pois esperavam um aumento de 100. mostrando finalmente uma diminuição da volatilidade nas últimas semanas.31% -6. Este cenário apenas será invalidado com a recuperação dos 6100 pontos. 4 junho de 2010 Mercado Monetário interbancário situação no monetário continua difícil Lentamente as Euribor continuam a subir.10% eUro fra’s Forward Rate Agreements Tipo* Bid Ask 1X4 0.50 4. 6M e 1Y 1.25% *desde 7 Maio 2009 0.54% -4.416% 0.94% -11.40 0. 23 1 .22 1. em linha com o cenário técnico que temos vindo a apontar.4183 7.0 3M 2.2100 dólares. Esta semana foram depositados em média J 310 mil milhões junto do BCE remunerados a 0.965 3.01% -1.15% -0.1140 1. altura em que vencem os J 442 mil milhões Filipe garcia cedidos pelo BCE a 12 filipegarcia@imf.349 30Y 3.080 40 mercados sexta-feira. Enquanto se discute sobre as alternativas que na data em causa o BCE apresentará para refinanciar tal montante. novos mínimos de praticamente 10 anos. 29 1.51 0.21 1.4 6M 3.900 0.2 USD EUR 1Y 2Y 5Y 10 Y 30 Y 0.022 11.10 1M 0.1% em Abril. em que os investidores preferem não receber praticamente nada.8650 neutraliza o actual cenário negativo.dow jones . As obrigações alemãs continuam a servir de refúgio a toda esta situação. 32 1.Jun.50 1.20% -0. As taxas de longo prazo estão acima dos mínimos da semana passada. uma recuperação acima dos 7330 pontos invalida a actual tendência de queda. Considerando que o cenário do Dax é negativo.184 Ask 1. uma vez que em grande parte conseguiram subir as suas posições de capital e melhorar a sua rentabilidade nos últimos meses.02% -2.28 0.262% leIlões bce Last Tender Minium Bid Marginal Rate 0.263 1.069 1./10 1.2262 Variação Semanal (%) -0.2850 dólares no curto prazo. No entanto.93 bce eUa r.pt meses. com início a 1M eUro Irs InterestSwapsvs Euribor 6M Prazo Bid 2Y 1.75% -1. EUR/GBP O Eur-Gbp renovou mínimos do ano abaixo dos 0.83% -8. O padrão de duplo fundo que parecia possível no Eur-Jpy dissipou-se por completo e o cenário negativo para o curto prazo continua a apontar preços mais baixos para a moeda. Se tal suceder o próximo objectivo do Psi-20 desce para a casa dos 6000 pontos. os bancos europeus estão numa melhor posição para enfrentar um período difícil. deparando-se agora com novas fontes de risco e levantando-se dúvidas sobre a sustentabilidade dos seus resultados mais recentes.307 3.928 20Y 3. 369 1.428% 3M 0.50 3. a sua situação continua difícil. 35 1.00% Mercado cambial euro renova mínimos do ano EUR/USD O Euro renovou.800 0.034 0. sinal evidente da desconfiança que reina no sector interbancário.653 5Y 1.25 1.283 12X24 1. tem contribuído para esta fuga.9420 9. 326 1.90% -6.700 0. Análise produzida a 1 de Junho de 2010 Yield curve euro e dólar 'Yield Curve' Euro e Dólar 4.000 0.25 0.13% -0.Mai.19 1.56% 1.1234 técnico que suporta o cenário negativo foi desenvolvido durante os últimos dois anos.002 0.43% -2.26% -3.649 1. gerando suporte à moeda europeia.8.75% 0.8275 no médio prazo.224 evolução euribor (em basis points) 1.697% 1. Perspectivas de um aumento dos incumprimentos e uma dificuldade crescente na emissão de obrigações são alguns dos factores que estão a provocar novas tensões ao sistema bancário europeu.213 . 385 1. No sentido oposto.xetra dax psi-20 PSI-20 O Psi-20 consolida ainda entre os 7300 e os 6800 pontos. 6m e 1 ano EURIBOR .089 3X9 1. Apenas a recuperação dos 115 ienes por euro neutraliza parcialmente o actual cenário negativo. Contudo.33% 0. algo que dada a distância do mesmo nos parece improvável. os principais grupos bancários europeus terão que conseguir forma de lidar com o vencimento de J 800 mil milhões de dívida emitida pelos mesmos. 285 1.3929 2. Será importante para o médio prazo do Psi-20 que a barra semanal não encerre abaixo dos 6800 pontos.50 2.2 1. 123 4 tram prováveis para as próximas semanas.64% -0.00 0.23% -8.35% Todos os indicadores técnicos mostram a necessidade de um movimento correctivo no curto prazo. com o câmbio a ter registado novamente valores abaixo dos 110 ienes por euro.00% 1.99% -0.300 1. Tendo em conta que o padrão 1. 26 1.21% -3.13 .900 2012. 44 1.75% 0.770 0.4595 1.64 1.179 6X12 1.25% ao dia. acreditando que a expiração de tal montante não irá causar qualquer perturbação adicional no sistema.Mai. Na economia real.61% -11.3M.Unido suíça Japão Minium Bid* Lending Facility* Deposity Facility* FED Funds Repo BoE Target Libor 3M Repo BoJ 1. mas ainda a níveis atractivos. mas sentir que estão completamente seguros. xetra dax .00% 0.4393 4. embora seja o cenário que consideramos ter menores probabilidades.pt análise técnica . tendo atingido 10.8347 1. os bancos excedentários de liquidez continuam a não a passar para o sistema.18 1. o desemprego continua a subir na Zona Euro.17 0.950 2. Na eventual quebra dos 1. 1.702% 1Y 1.63% -16. XETRA DAX O índice alemão transacciona numa situação técnicamente precária.668% 1.790 3X6 0. 25 11 18 25 01 08 15 22 01 08 15 22 29 05 12 19 26 03 10 17 24 31 07 14 J a n 10 Pric e F e v 10 M a r 10 A br 10 M a i 10 J un 10 1.04% -0.012 0.00% 1.6 1Y 3.3m. 41 1. estes níveis mostram agora algum interesse comprador.920 1X7 1.33 0.19% Variação Variação no mês (%) desde 1 Jan.00 1W 1M 2M 3M 6M 9M 1Y Yield 10 anos euro “benchmark” Yield 10 anos EURO 'benchmark' 3. que pode levar os preços a recuperar até junto dos 1.23 1.2010 1.40% -4.07 0.8 26-Feb 28-Mar 27-Apr 27-May Oct Nov Dec Jan Feb Mar Apr May Taxas MIMI T/N 1 W 2 W 1 M 2 M 3 M 6 M 9 M 1 Y condIções dos bancos cenTraIs 0.290 2.07% 0.36% -15.2766 9.25% 0. O índice que mede o sentimento económico dos europeus sofreu já em Maio com os receios associados aos cortes de despesa de alguns países. Na opinião de responsáveis do banco central.

12 0.77 8.95 2.12 0.13 0.41 0.01% 3.06% 6.76% 3. Este fundo servirá poderá ser prejudicada pela para equilibrar as contas e oferta de dívida soberana.78 4. colaborador do Banco Popular Cátia Nunes.67 14.53 63.07% 3. em que a especula“fusão fria”.45 0.05% 4.825 48.10 12. DEUTSCHE BK DT.27% 2.90% --6.00% Div.50% 7.22 4.16 8.97% 4.01 1.86 14.68 0.bancopopular.50% 3.31% 1.27 SONAE. Yield Ind 7. TÍTULOS EURONEXT LISBOA Título Última Cotação ALTRI SGPS 3.18 FINIBANCO 1.75% 3. que está a ser pressionada pela queda do preço do crude no mercado internacional.54 MOTA ENGIL 2. email: centro.83 B.58% 4.34% 2.18 PER Est Act 8.73% 6.48% 6.59 9.72 45.94 7. “Na Euronext vas regras do Banco de EsEspanha tem sido o merpanha. a sua exactidão não é totalmente garantida. Voltando à Europa.45 0.19 0.13 SAG GEST 1.43% 0. TELECOM 8.00% 1.73 5.55 3.32 2. Os rumores sucedem-se e os cenários também.50 56. anunciou banca poderá ter dificuldades de financia. criada em parceria com o Banco Europeu de Investimento.83 CORT. 4.20 0.62 S.42 GLINTT 0. familiar de colaborador do Banco Popular Pedro Silvestre.00% 2.68% 0.01 IMPRESA.65 0.57 BRISA 4. na Euronext Lisbon. Entretanto.43% 3. em que vários governos euroconformidade com as nopeus estão a lançar.SGPS 1. com as caixas de aforro espanholas a solicitarem novas ajudas.00% 6.20 0.85 8.82% 2. POP.135 9.80 4.48 7.42% Data Act 01-06-2010 01-06-2010 01-06-2010 01-06-2010 01-06-2010 01-06-2010 01-06-2010 01-06-2010 01-06-2010 01-06-2010 01-06-2010 Hora Act 16:38:07 16:38:07 16:38:07 16:38:07 16:36:03 16:39:55 16:35:00 16:35:18 16:35:28 16:35:26 16:39:30 Este relatório foi elaborado pelo Centro de Corretagem do Banco Popular.75 35. E.84 NOVABASE 3.71 1.00 8.32% 4.94 B.52 SONAECOM 1.58 15. DUARTE 0. A ahorros negoceiam a fusão tendência é negativa.469 Variação Semanal 0.49% 2.98 2.28 0.75 1.pt Vítor Oliveira.91 EPS Est Act 0.35 -0.14 PER Est Fut 5.33% 7.67% 0.58 2.06 0. 2.06% 1. O banco país.43 11. TELEKOM VOLKSWAGEN ING GROEP Última Cotação 4.17% 6.39 7.51% 4. “guerra” Telefonica/PT parece estar para durar e deverá passar apenas pelo Brasil.15% 8.00 8.47% 6.89 52.13 0. as notícias não há cerca de duas semanas.68 9.39% 0.00% 0.86 COFINA. Yield Est 5.52 7.95 0.57 0.15 28.77% 2.90% 9. A recuperação cíclica está a abrandar e as expectativas a nível macroeconómico não são as melhores.05 0.06 0.53% 11.19 10.76% 1.27 1.40 19.56 6.67 8.46 0.47 2. de acordo com os objectivos particulares.86 0.13 1.99 31. sobretudo ao nível da construção civil. A instituição afirma que os bancos milhões de euros ao fundo de emergência terão de reavaliar em baixa os empréstimos do Estado para reforçar as suas contas.60 9. beneficia de condições de financiamento muito atractivas: » Financiamento em condições preferenciais.55 18.16 1.85 18. com jurídica.01 PAINEL BANCO POPULAR Mínimo 52 Sem 2.43 0.24 5. 0.26 0.01% 11.57 7.75 4. central do país teve de inNa praça financeira porestado a cair” tervir na gestão da CajaSur tuguesa.57% 6.80 -8. Se tem uma PME ou é Empresário em nome individual (ENI). as notícias estão longe de ser as melhores.16 22. 4 Junho de 2010 MERCADOS 41 Europa débil e retoma mundial fraca VÍTOR NORINHA vnorinha@netcabo.43% 1. COM.143 45.45 2. como uma solução que visa a venda da participação na Vivo.ção levou o título a valorizar bastante.25% 3. SANTO 3.04 9.00% 4.69 0.43 0.31% 5.31 4.00% 4.11% 5.09 8. referem analistas citados por agências de notícias.98% 6. ESP.SGPS 0.83 17. A Mota-Engil e a Soares Costa têm ganho obras no mercado externo.13 7.00% 0.ESP.39 0.59 MARTIFER 1.74 Div.52 4. Os investidores não confiam na solvabilidade do sistema europeu.49 15.49% 6.76 6.20% 0.02 0. Este novo enquaLisbon.00% 4. A mas de acesso ao mercado interbancário. com base em informação disponível ao público e considerada fidedigna.28 0. e outras estão a tentar a chamada excepção do caso PT.48 0.25%.86 1.01% 9.62 50.33 17.68 0.09 0.84% 3.60% 9.12 EPS Est Fut 0.42 0.02% 15.415 16.37% 5. telf 210071800. NAC.98 REDES E. estão os sinais que o mercado se vai apercebendo de uma retoma económica mundial muito fraca.96 EPS Est Fut 0.44 8.68 2.06 TEIX.23% 0.81 0.74% 6.32% Máximo 52 Sem 5.32 4.27 7.93 0. uma situação que é pior do que a inexistência de liquidez suficiente.16 6.88% 5.59 5.12% 7.65% Máximo 52 Sem 7.65 7. Yield Ind 0.26 Variação Semanal 10.07% 8.88% 5.48% 4.40 -0.88% 0.24 PER Est Act 9.08 BANCO BPI 1.80 19.73 3.53% 4.POPULAR INDITEX REPSOL YPF TELEFONICA FRA.28% 0.84 EPS Est Act 0.25 6.65 14.61 P.34 8. 2.80 SEMAPA 7.04 1. » Prazos ajustados de Leasing ou Empréstimo: de 2 a 8 anos.23% 4.81% 8.78 1.64% -1. O sistema financeiro europeu apresenta debilidades nunca vistas até agora.57 2.14% 3. aproveite esta oportunidade única de beneficiar de fontes de financiamento à escala europeia.37 0.37% 8. colaborador do Banco Popular .08 8.68% 4.01 0.49% 10. PUB A Linha de Crédito que dá asas aos seus projectos. TELECOM LVMH BAYER AG O.75 SONAE IND.84% Data Act 01-06-2010 01-06-2010 01-06-2010 01-06-2010 01-06-2010 01-06-2010 01-06-2010 01-06-2010 01-06-2010 01-06-2010 01-06-2010 01-06-2010 01-06-2010 01-06-2010 01-06-2010 01-06-2010 01-06-2010 01-06-2010 01-06-2010 01-06-2010 01-06-2010 01-06-2010 01-06-2010 01-06-2010 01-06-2010 01-06-2010 01-06-2010 27-05-2010 01-06-2010 01-06-2010 Hora Act 16:35:00 16:38:04 16:35:00 16:35:00 13:00:41 16:39:05 16:35:00 16:36:11 15:58:51 16:38:34 16:35:00 16:35:00 16:20:47 16:35:00 16:35:00 16:38:51 16:35:00 16:35:00 15:52:34 16:35:00 16:35:00 16:35:00 16:35:00 16:35:00 16:35:00 16:35:00 16:35:00 27-05-2010 16:35:00 16:35:00 TÍTULOS MERCADOS EUROPEUS Título B.71 0.55% -14.91 2.07 0. processo de reestruturação generalidade das nomeadamente nas caixas do sector bancário daquele empresas têm de poupança.28 2.30 8.14 0. PORT.25 0.75% -1.35% 6.90% Div.79 5.58 18.27 0.corretagem@bancopopular.00% 2. Linha BEI para PME Grandes apoios para Pequenas e Médias Empresas.59 1.N.64 2.60 0. A Galp Energia foi arrastada pela tendência negativa do sector.44 -0.89 61.45 4. vem o próprio Banco Central Europeu afirmar que a A Caja de Madrid.46 -26.44% 0.55 18.57 4.20 15.67 3. a criação de platafor.25% 1.48 9.45 21. www.71 60.79% 4.47 PORTUCEL 1.77 9.82% 4.07 0.75 PER Est Fut Div. por exemplo.40% 4.29 7.27 9.79 2. Ao integrar uma linha de crédito especial.23 0.76 2.53 1.11 7.01 0.00% 4.09 0.42% 7.26 5.84% 8.21 0.09% 2.187 69.11 1.25% 3.00% 4.00% 8.00% 0.65 1.84 Z.55 10.02 0.20 0.97% 3.00 1.36% 0. não constituindo qualquer proposta de compra ou venda em qualquer dos títulos mencionados.79% 4.67 11. As mais recentes informações dão conta de que a PT poderá entrar no capital da Oi.83 2.05 6.72 1.69 18.29 0.SGPS 4.39 86.78 1.58% 9.95 9.17 4.18 BANIF-SGPS 0.esta semana a intenção de solicitar três mil mento.05% 7.44 10.38 EDP 2.68 11. aumentar as provisões.66 -14.3 6. a cado onde a banca apredramento visa acelerar o senta grandes dificuldades.08 5.64 B.23 18.75 0.01% 16.34 1.16 -17.15 0.85 CIMPOR. MULTIMEDIA 3.05 7.51 0.11% 7.36 39.44 1.20 0.56 2.00% 10.68 7.20 17.57% 3.10 0. depois de várias informações que davam conta das dificuldades de vários bancos europeus no acesso ao mercado interbancário.86 1.85% 5.27 19.21 6.18 3.26 1.49 0.16 0.79 3.77 -12.17% 0.07 -0.61 15. Conjugado com este factor europeu.35 10.06 1.59 1.93 6.40 1.84 96.81 3.43% 9.94 0.82 PAINEL BANCO POPULAR Mínimo 52 Sem 3.56% 12.sexta-feira.SGPS 0.11 0.47% 6.11 12. mas também pela incapacidade da BP em controlar o problema de derrame no Golfo do México.59% 0.53 7.03 4.69 2.91 5.21 8.98 9.54 7.82% 5. ou seja.60 259.56% 5. » Linha de crédito exclusiva: 50 milhões de euros. AMORIM 0.74 5.11 10.38% 1.11 0.09 0.50 0.34% 3. Este relatório é apenas para informação.03 8. MARTINS 7. Yield Est 0. COSTA 0. Os títulos mais líquidos ligados às “utilities” e às construtoras estão a descer sem uma razão aparente.77 92.55% 4. independentemente das boas notícias. de e a sua capacidade em vender obrigações acordo com o “El Pais”. são as melhores. com altos enquanto várias cajas de e baixos nas cotações.47% 7.12% 3.79 13. Os dados de produção industrial da China são um sinal avassalador.36 8.81 0.59% 1.43% 16.no entanto.89 0. » Taxas de juro competitivas: bonificação mínima de 0.49 J.pt A dupla é negativamente má.pt.26 GALP ENERGIA 12. a generalidade das empresas têm estado a cair.26 -0.99 10.18 0.

Convenhamos. dois milhões de unidades novas. porque não. Quem nos dera poder replicá-lo e colocá-lo noutras áreas que tanto precisam de gente determinada. ser bom que em 2000 os automóveis em Portugal iam 2. O espeestão a perder dinheiro” neste momento. Os resultados alcançados até ao momento superaram largamente as nossas expectativas e são a prova de que os momentos de crise podem gerar boas oportunidades de negócio”. mas cresceu ao longo da década. 70% e 80% dade para o mercado oficinal. “se é verdade que os carros visitam menos veas despesas com as receitas e concentrarem-se na forma de zes as oficinas. segundo Rui Pinto.ano à oficina. a oportunidade que o pós-venda representa. Rui Pinto. As empresas têm é que se esforçar para segurar a sua quota de mercado”. 4 Junho de 2010 75% dos concessionários portugueses dão prejuízo Automóvel serviço Oportunidade para o sector está aqui e nos usados Usados e pós-venda são oportunidades no sector automóvel A quebra na venda de automóveis novos é uma ocasião para as empresas apostarem na venda de usados e no pós-venda para melhorarem a sua saúde financeira. Investiu tempo que muitos julgariam perdido a “estudar”. O director do International Car Distribution Programme (ICDP. O objectivo da Boxer em 2010 é. José Mourinho não é simpático. afirma-se satisfeito com o desempenho. crescer. indica. importa que os responsáveis das con. é casado e tem filhos.5% no gasto anual médio dos portugueses na oficina entre 2000 e 2009. Também se pode industrializar o conceito e colocá-lo entre o Action Man e o Homem-Aranha. O mercado do pós-venda é. O resultado está à vista e deve inspirar-nos a todos.Oportunidade na oficina venção da Associação Nacional do Ramo Automóvel Ainda antes de Trevor Jones.pt Boxer com primeiro trimestre positivo A Boxer. Se em 2000 esse valor era de 418 euros. E as vendas de automóveis novos baixaram muito desde 2000. Diz o que tem a dizer em vez de ser “porreiro” para toda a gente. “Não esperem pelo Gover- sumidor português em pós-venda automóvel cresceu na última década. angariámos 25 novos clientes. de acordo com o consultor britânico Trevor da ASE. “Em apenas cinco meses. de automóveis novos é uma oportuniPortugal registam há uma década. mas consegue ser genuinamente acarinhado pelos seus jogadores e fãs como nenhum outro treinador. está a mudar” e que a 80% dos concessionários portugueses momento” “quem não se adapta morre”. incluindo as gerações mais novas que precisam de exemplos e. José Mourinho não há-de ser perfeito. mas que no Reino Unido se venestão a perder maiores e de as peças terem uma duradem oito milhões destes por ano. entre as quais em gestão de frota. Por fim. contra bilidade crescente. ganhando tudo o que podia ganhar e assumindo as suas conquistas com orgulho e naturalidade. nos próximos dois anos”. O consultor britânico defende que o espaço oficinal deve ser organizado. aumentámos consideravelmente o número de viaturas da nossa frota sob gestão (actualmente 4363) e alargámos a equipa. É um esquema de favores mútuos que se transforma num pântano onde se entra e donde nunca mais se pode sair.42 sexta-feira. O s concessionários de automóveis portugueses de. “provavelmente. Opinião Heróis. Aquiles Pinto aquilespinto@vidaeconomica. a aprender com alguém mais velho e que sabia mais do que ele. já o director-geral da GiPA (ARAN). O nacional-porreirismo é exactamente o oposto de Mourinho. Discursando perante uma plateia de empresários do sector na X Con. “Têm que acertar porém. Não obstante esse gasto ter baixado desde 2007 (o ano de pico. em 2009 atingiu 447 euros. por isso. que. Numa sociedade onde existe a possibilidade de ser administrador de uma grande empresa e ter um ordenado milionário logo ao passar dos trinta JOÃO GOMES anos. estar Jones. Mourinho demonstrou ter alguma capacidade de sacrifício e que há outros caminhos para o sucesso. afirmou. que não vai fazer nada antes de 2013”. afinal. alcançou. programa internacional de distribuição automóvel) aconselhou as oficinas a estandardizarem os processos para um melhor desempenho: “Importa observar os processos para identificar os problemas. o responsável pela ASE avançou que só assim os – uma empresa de análise do mercado operadores poderão sair da situação aflide pós-venda – tinha defendido na contiva que vivem.no ano passado.no. Que se saiba. Ao longo de 2010. por isso. dada a exposição mediática do futebol. atirou. criada pela quebra que venção da ARAN que a crise nas vendas as matrículas de automóveis novos em “Provavelmente. privilegiado. móveis usados e de serviços do pós-venda. avisou Trevor dos concessionários de acordo com François Passaga. o facto é que fazem mais serviços”. O outro orador internacional de renome que esteve na Póvoa de Varzim no passado sábado. nitorizem diariamente o desempenho. metade do valor total facturado no ano passado. tendo em conta a actual conjuntura económica nacional e internacional. Apesar de haver mais opções de vida. mais do que duplicando o número de clientes em carteira no final de 2009. aqui ficam alguns: Mourinho aproveitou a oportunidade de ser o tradutor de treinadores de grande J Director de operações da ALD Automotive gabarito internacional para aprender com eles. O espedinheiro neste Passaga sublinha que “o mundo não cialista alertou que. Marcelo Rebelo de Sousa apelidou-o de ‘herói nacional contemporâneo’ e recomenda-o como exemplo para a juventude. desta forma. nos primeiros três meses de 2010. mas é com certeza um bom exemplo do que deve ser um líder e. deixa-nos bastante optimistas. concentrar os esforços na venda de auto. antes de informar que em Portua sofrer um recuo. que exemplos pode dar Mourinho? Pois bem. Com efeito. experimentem”. continuaremos a apostar na consolidação das unidades de negócio existentes e não fechamos a porta ao lançamento de novas áreas”. Tem que se ser excelente”. Esta posição foi defendida por especialistas internacionais na X Convenção da ARAN. em referência à elevada fiscalidade automóvel naJones. com 464 euros). E aí está o verdadeiro herói português para inspirar os nossos filhos! . podendo os processos ser definidos e estudados com mapas de desempenho. dia 29. houve um crescimento de 6. foi John Kiff. ultrapassando. gasta menos do que aquilo que ganha (o contrário também seria difícil) e por isso não tem que bajular ninguém para viver como quer nem tem que se endividar para viver acima das suas possibilidades. de heróis para alicerçarem as suas convicções e definirem o seu rumo. um exemplo fácil de apontar. de os automóveis tegal não existem dados sobre as vendas de portugueses rem intervalos de manutenção cada vez usados. precisam-se osé Mourinho conseguiu mais uma vez demonstrar que é o melhor treinador de futebol do mundo. um volume de facturação de cerca de 350 mil euros. desafiou Kiff.8 vezes por não é suficiente. “O dinheiro gasto na oficina em Portugal baixou nos últimos dois anos. Para Trevor Jones. aumentando a produtividade”.cional. François Passaga sublinhou. Mas. “Se não acreditam. avisou o líder vem. rematou o director-geral da GiPA. uma frequência que baixou para duas vezes cessões se preocupem com o que é mais importante e mo. este é sempre um valor seguro. refere. O director-geral da empresa. por vezes é arrogante. “A facturação registada no primeiro trimestre de 2010. o valor médio gasto anualmente pelo conatingir os objectivos”. Isto ape“Os veículos novos não vos vão salvar sar de o parque automóvel português. A descida na venda de novos é uma ocasião para as empresas do sector automóvel apostarem na vendas de usados e no pós-venda. cialista francês recordou os presentes “Dada a situação económica. O responsável pelo grupo GiPA destacou. trabalhadora e com espírito vencedor. 70 está a desaparecer. empresa portuguesa de consultoria.

Um dos pontos altos desse programa será o lançamento na Europa do revolucionário automóvel eléctrico Chevrolet Volt. Note-se que. antes de mais. sem dúvida.7%. em entrevista à “Vida Económica”. todas as fábricas da GM operam de acordo com as mesmas regras e os mesmos princípios de produção. pelo que. Ainda assim. do IVA e do IUC e que são parte do Orçamento Geral do Estado. o Governo também não é alheio às receitas fiscais que este sector gera através do ISV. VE – Já no primeiro quadrimestre de 2010 [entrevista realizada antes do fim de Maio].1% do mercado de ligeiros de passageiros. VE – Este crescimento da marca no mercado nacional foi o primeiro motivo da autonomização da marca face à General Motors (GM) Portugal? JFN – Obviamente que a autonomização faz parte do nosso processo de crescimento. onde são representadas pelas duas empresas do grupo – Chevrolet Portugal. 4 Junho de 2010 AUTOMÓVEL 43 Adianta o director-geral da filial da marca. Para a Chevrolet Portugal. deverá existir um acompanhamento muito próximo ao sector. independentemente do local de produção. O lançamento de versões Bi-Fuel (gasolina e GPL) em toda a gama. Mais que preocuparmo-nos com a dimensão. A Chevrolet beneficiou deste facto. que detém cinco fábricas na Coreia do Sul. afirma. a Chevrolet optou por continuar a comercializar modelos agora produzidos sob o controlo da GM. O foco ainda maior nos clientes. do Cruze e do Spark. baseada na sustentabilidade conjunta e na razoabilidade dos investimentos. a marca com mais rápido crescimento no mercado europeu. enquanto o mercado registou uma quebra de 25. como forma de garantir os elevados standards de fabrico da GM para todo e qualquer modelo. alguma recuperação. “A quota de mercado em ligeiros de passageiros situou-se no final do primeiro trimestre em 2. nos últimos anos. Cremos que por via deste ambiente de contenção e reequilíbrio económico que atravessamos a decisão de compra se tornou mais racional e mais bem informada. creio que o mais relevante é defender a eficiência do conjunto VE – O mercado português está a encolher há 10 anos. Em Portugal. a partir das quais alimentará o mercado europeu. Que balanço faz? JFN – Importa esclarecer que o que ocorreu não foi uma transformação de uma marca em outra. e GM Portugal. no final de 2011. O balanço de 2009 é. bem acima dos 59. o que reflecte a adequação dos modelos da marca ao mercado português. por parte da então GM Corporation. são hoje incomportáveis em qualquer área do negócio. pois. operadores em número e em dimensão a fim de recuperarem a rentabilidade. com 1439 unidades vendidas (o que significa mais 113%). Uma queda do sector não apenas acarreta desemprego mas também uma importante quebra das receitas do Estado. o melhor mês de sempre para a marca. associado também a uma aparente recuperação do próprio mercado. VE. mas foi. a Chevrolet bateu um novo recorde de vendas no primeiro trimestre. são naturalmente factores considerados pela marca como fundamentais no cumprimento dos objectivos ambiciosos que se propõe atingir nos próximos anos: o primeiro milhão por ano na Europa e o “top” 10 nacional. a marca ocupa o 14º lugar do ranking). bem como para a noção crescente de que a Chevrolet veio para a Europa para ficar. assim como estamos conscientes . dada a reconhecida qualidade dos novos modelos e uma estratégia de preços muito agressiva. A dimensão começa a ser um problema para o sector. num processo que se estenderá para lá de 2012. o Cruze e o Captiva. obviamente. O arranque de ano está a ser bom.pt “MEDIDAS VÃO RESTRINGIR PODER DE COMPRA” Vida Económica – O que pode acontecer este ano no mercado automóvel nacional no geral? João Falcão Neves – O mercado deu no início do ano sinais de sem impor riscos financeiros exagerados. como são os casos do Captiva. o director-geral da Chevrolet Portugal.sexta-feira. a mais elevada da Chevrolet na Europa do Sul. modelo praticamente imbatível no seu segmento na forma como conjuga qualidade e segurança com um preço acessível.7%. associadas a crescentes dificuldades de financiamento junto das entidades bancárias. Lda. Quanto a objectivos futuros. Por via dessa aquisição. portanto? JFN – Está a ser excelente. riscos esses que. que detém a 100% a Chevrolet na Europa. por via do crescimento continuado que temos registado. A gama europeia tem vindo a ser renovada gradualmente com novos modelos globais criados de raiz sob a chancela Chevrolet. positivo? João Falcão Neves – É muito positivo. a marca cresceu 105. associadas à componente emocional que decorre do facto de ser uma grande marca americana com dimensão mundial e cem anos de história. O exemplo que nos é mais próximo é a actual relação de parceria e equilíbrio que desenvolvemos com a nossa rede de distribuidores em todo o território nacional. como o Aveo. adoptando-se medidas que equilibrem esse impacte. AQUILES PINTO aquilespinto@vidaeconomica. a mais elevada da Chevrolet na Europa do Sul. mas é muito difícil prever o que ocorrerá nos próximos meses. isto resultou numa estrutura reforçada. João Falcão Neves adianta como alvo o “top” 10 do mercado nacional (actualmente. incluindo Portugal. Não há. VE – Quais os objectivos da Chevrolet Portugal em Portugal este ano? JFN – Os objectivos são essencialmente prosseguir a forte aposta que temos vindo a fazer no Spark e defender o desempenho muito positivo que temos obtido com outros modelos da gama. ao mesmo tempo que desenvolvia os novos modelos a serem produzidos mundialmente. começar a preparar a expansão e renovação da gama que começarão já no final do ano com o lançamento de uma inovadora carrinha de sete lugares. a Chevrolet Portugal cresceu 16. mas que de qualquer forma não parece sustentar um crescimento do mercado de retalho. inclusive na Coreia. hoje GM Company. naquilo que designamos por “Global Manufacturing System”.Considera que os governantes nacionais têm a noção do impacto em termos de emprego que a importação e o retalho automóvel têm? JFN – Acreditamos que sim. uma consequência directa da decisão estratégica tomada pela GM de separar a responsabilidade operativa das suas duas principais marcas no mercado europeu. É importante notar que a quota de mercado em ligeiros de passageiros situou-se no final do primeiro trimestre em 2. com propostas muito atractivas em termos de economia de utilização. facto que ocorreu também em Março. pelo que só pode ser visto como uma aposta ganha pela GM. com 676 automóveis comercializados. Estando conscientes que a esmagadora maioria dos clientes recorre ao crédito para comprar automóvel e que é previsível que estas condições se deteriorem. Essa aquisição resultou na criação da GM DAT. foram pontos altos da actividade da marca e contribuíram fortemente para a performance positiva que vem registando. mas sim a aquisição de activos e do controlo de gestão da Daewoo Auto Technology. Sabemos apenas que as medidas anunciadas há dias pelo Governo irão certamente restringir o poder de compra dos portugueses e isso irá voltar a afectar o sector de uma forma que não conseguimos prever com exactidão. [Opel]. Quero com isto dizer que. ficando a rentabilidade dos operadores ameaçada? JFN – A tendência do mercado poderá impor um reajuste dos que o retalho automóvel não é certamente uma prioridade para o país. VE – Em Janeiro fez cinco anos da transformação da Daewoo em Chevrolet em Portugal e em toda a Europa. nesse caso.6%. VE – O balanço é positivo? JFN – O balanço deste processo só pode ser positivo e os números são disso a maior prova: a Chevrolet tem sido.5%. autónoma. Isto sem nunca deixar de ser uma marca americana (como provam por exemplo os icónicos modelos Camaro e Corvette) com fábricas em todo o mundo. Lda. o que reflecte a adequação dos modelos da marca ao mercado português”. um elemento que tem sido crucial neste processo de contínuo crescimento e.3%. devo dizer que a Coreia do Sul é dos países que reconhecidamente mais tem evoluído ao longo da última década em matéria de qualidade e capacidade/exigência de produção. outra hipótese que não seja dotar os diferentes agentes do sector com os mecanismos de negócio adequados ao momento económico que atravessamos. em função desta extrema sensibilidade. bem como a maior agilidade e rapidez de resposta que esta alteração permite. baseada no “concept-car” Orlando. bem como o lançamento do Cruze. o resultado só poderá ser uma afectação generalizada dos volumes de vendas. João Falcão Neves indica “objectivos ambiciosos” para a Chevrolet: “O primeiro milhão por ano na Europa e o ‘top’ 10 nacional”. num ambiente de incerteza. Vida Económica – No ano passado. João Falcão Neves Chevrolet Portugal com a quota de mercado mais elevada do Sul da Europa O crescimento superior à média da Chevrolet Portugal nos primeiros meses de 2010 fez com que o mercado nacional representasse a maior quota da marca nos países do Sul da Europa. A Chevrolet acabou por ser a única marca do top 20 a crescer em volume de vendas. este será sempre um sector que será olhado com bastante cuidado pelos governantes. No entanto. abrangendo todas as áreas da distribuição automóvel. Naturalmente que pretendemos também reforçar ainda mais a parceria com a nossa rede de distribuição.

mas a Telefónica optou por subir a parada para 6500 milhões de euros. O mesmo se passa em termos do aumento do valor acrescentado das exportações. se a Telefónica reforçar a sua posição na Vivo ou na PT. O processo decorre através da aquisição de participações sociais ou subscrição de títulos de dívida. Um outro objectivo passa por alargar os mercados em que as empresas estão presentes. têm aqui boas notícias: Portugal não é o último. Se a Telefónica adiar a operação para um momento futuro.Nº 1349 / 4 Junho 2010 Semanal J 2.2% de igual mês do ano passado e 10. Uma das consequências inevitáveis do endividamento das famílias e das empresas portuguesas é a necessidade de venda de activos.67 2. esperamos não estar perante o fim anunciado da indústria portuguesa de telecomunicações.8% da população activa. no passado.institutoliberdadeeconomica. Ao contrário do que por vezes se pensa. bem como do seu nível tecnológico.pt http://livraria.pt Blog: www.73 2. a seguir à Espanha (19. O nível de resistência dos accionistas que integram o núcleo duro da PT também não pode ser o mesmo.43 1.58 1. à Eslováquia (14. mas a produção automóvel no Reino Unido não parou de crescer. Esse aumento da actividade industrial só foi interrompido com a quebra do mercado que afectou todos os países. à semelhança do que aconteceu nas batalhas travadas entre portugueses e castelhanos na Idade Média.19 3.º 226/2008. Com esta nova oferta os espanhóis admitem que a Vivo vale mais do dobro da sua capitalização bolsista. Mas não pode ser encarada como uma derrota. A taxa média de desemprego na região do euro é agora de dez pontos percentuais.com CONFERÊNCIA INTERNACIONAL Desemprego torna a bater novo recorde A taxa de desemprego continua a sua trajectória ascendente. O presidente da CGD já admitiu que o banco do Estado não tem uma posição fechada sobre a venda da sua participação da PT. Se. O diploma legislativo permite a entrada deste fundo no capital de sociedades exportadoras.75 3.5 4 0 0.99 1.35 1. nem o princípio do fim. jusDirector Adjunto tificando o enorme investimento que esta encara fazer com a compra da participação da PT. desenvolvimento e inovação (2008). não reparam no pormenor de Portugal estar a… metade da média da Europa.51 2. E como não olham para cima. Da mesma forma.5 3 3.pt Faça já a sua inscrição: . Tudo depende do preço oferecido. A PT começou por rejeitar a oferta e terá conseguido repelir o ataque. Em Abril.62 1. quer no mapa ibérico das telecomunicações quer nos mercados externos onde as duas empresas estão presentes.6% em Março. não é o fim. como já esteve pela Sonae. o fim do princípio. Dezembro 2009 Instituto de Liberdade Económica Jorge A. Lisboa INSTITUTO SUPERIOR DE CIÊNCIAS SOCIAIS E POLÍTICAS DA UNIVERSIDADE TÉCNICA DE LISBOA 18 e 19 Junho de 2010 FAIE dotado de 250 milhões Foi criado o Fundo de Apoio à Internacionalização e Exportação. PROMOVER A EFICÁCIA DAS EXECUÇÕES A CPEE: APRESENTAÇÃO DO RELATÓRIO ANUAL DE ACTIVIDADES O ACESSO DE PROFISSIONAIS LIBERAIS À ACTIVIDADE DE AGENTE DE EXECUÇÃO E A FORMAÇÃO INICIAL – ELEVADO PADRÃO DE QUALIDADE A IMPORTÂNCIA DA FORMAÇÃO CONTÍNUA: O NOVO PARADIGMA DE SERVIÇO PÚBLICO DOS AGENTES DE EXECUÇÃO PORTUGUESES A DISCIPLINA E A FISCALIZAÇÃO DOS AGENTES DE EXECUÇÃO AS NOVAS TECNOLOGIAS AO SERVIÇO DA ACÇÃO EXECUTIVA A PROMOÇÃO DA EFICÁCIA DAS EXECUÇÕES CÍVEIS NO ÂMBITO DO DECRETO-LEI N. seriam vendidas com perda da influência nacional. Mas é preferível a PT estar ameaçada de compra pela Telefónica. VAsconcellos e sá Mestre Drucker School PhD Columbia University Professor Catedrático Libertas E-mail: economicfreedom@mail.18 1. em percentagem do PiB Suécia Finlândia Japão (2003) Dinamarca EUA (2004) Áustria Alemanha França Média UE-15 Bélgica Reino Unido Holanda Luxemburgo Portugal Irlanda Espanha Itália Grécia (2007) 0. será uma perda considerável na lógica dos centros de decisão nacionais. As marcas deixaram de ser britânicas.88 2. Tal como dizia Churchill. os accionistas passaram a ser estrangeiros. 223 399 468 • Fax: 222 058 098 endereço electrónico: ti@vidaeconomica. o mercado brasileiro é uma prioridade para a Telefónica. Se tal vier a acontecer. do que estar livre de ataques por ter um negócio fraco que não desperta o interesse dos operadores estrangeiros. Num cenário de OPA sobre a PT. Não é possível ir devendo sempre cada vez mais e não vender os activos que poderiam diminuir o montante da dívida. o dinamismo económico evidenciado por Portugal no primeiro trimestre não se está a reflectir na criação de emprego. Portugal tem agora a quarta taxa de desemprego mais alta da Zona Euro. Algo semelhante aconteceu em outros sectores e em outros países.1%) e à Irlanda (13. porque tem um negócio e uma posição no mercado apetecível. Tendo em conta que a Telefónica é muito maior que a operadora portuguesa e dispõe de grandes recursos financeiros. DE 20 DE NOVEMBRO A PERSPECTIVA DO UTENTE DA JUSTIÇA O PROCESSO EXECUTIVO EUROPEU ANÁLISE E PROSPECTIVA DA CPEE A actual conjuntura negativa do mercado bolsista e o ritmo de crescimento do mercado brasileiro criaram a oportunidade favorável.92 1. Fonte: Eurostat. a indústria automóvel não desapareceu no Reino Unido. dotado de 250 milhões de euros. Pode ser.vidaeconomica.5 Os medíocres que se comparam sempre com os piores. O FAIE pretende reforçar as condições e os instrumentos de financiamento de acções destinadas à internacionalização e à actividade exportadora.7%). Se a Telefónica adiar a operação para um momento futuro. O jogo táctico pelo controlo das posições nos mercados com maior potencial de crescimento cria uma grande incerteza quanto ao futuro.2%). entrada gratuita Pedidos de informação e pré-inscrição para: Grupo Editorial Vida Económica (Cláudia Figueiredo) Telf. quando muito. não vai desistir facilmente da compra.5 2 2. A actual conjuntura negativa do mercado bolsista e o ritmo de crescimento do mercado brasileiro criaram a oportunidade favorável. incluindo a Vivo no Brasil. a OPA da Sonae foi travada com o argumento de que algumas das suas áreas de actuação. o preço seria agora inferior ao que a Sonae ofereceu em 2006. Para já. % do PIB 1 1. Com um mercado de mais de 180 milhões de consumidores e um crescimento anual de PIB a rondar João Luís de Sousa os 7%.72 NOTA DE FECHO Uma questão de preço A proposta de compra da participação da PT na operadora brasileira detida em partes iguais com a Telefonica anuncia grandes mudanças. fixou-se em 10. Os números são da responsabilidade do Eurostat. contra os 9. a compra será provavelmente mais cara e mais difícil.63 3. agora o risco é a PT passar a ser totalmente controlada pela Telefónica.67 2.blogspot.telepac. a compra será provavelmente mais cara e mais difícil.63 1.02 1.20 Portugal Continental A tendênciA(?) investimento global em investigação.

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