A lactato desidrogenase (LDH) é uma enzima presente em uma ampla variedade de organismos.

LDH em exame diagnóstico Os danos em tecidos elevam os níveis de LDH. Desta forma, a medição de LDH em exame indica hemólise, que pode ocasionar anemia hemolítica. Outros problemas de saúde que provocam elevação de LDH incluem câncer, meningite, encefalite, pancreatite aguda e AIDS. LDH e hemólise Na medicina, LDH é freqüentemente usado como marcador para danos em tecidos, já que ele é abundante em células vermelhas e pode funcionar como marcador para hemólise. LDH também pode ser usado como marcador de infarto do miocárdio. Após um infarto do miocárdio os níveis de LDH atingem um pico em 3 a 4 dias e permanecem elevados por até 10 dias. Desta forma, níveis elevados de LDH podem ajudar a determinar se o paciente teve infarto do miocárdio caso ele vá ao médico vários dias depois de um episódio de dor no peito. LDH e câncer Outros usos de LDH são para a medição de danos aos tecidos em geral, quando não há outros indicadores de hemólise. Isso é utilizado como acompanhamento de pacientes com câncer (especialmente linfoma), uma vez que as células cancerosas têm maior taxa de renovação com as células destruídas ocasionando elevação de LDH. LDH, meningite e encefalite A enzima LDH também é encontrada em fluido cérebro-espinhal, onde seus altos níveis estão freqüentemente associados à meningite bacteriana. Altos níveis de LDH também podem ocorrer em casos de meningite viral, geralmente indicando a presença de encefalite. LDH e AIDS LDH é freqüentemente usado em pacientes com AIDS como marcador não-específico para pneumonia decorrente de Pneumocystis jiroveci. LDH e disgerminoma Níveis elevados de LDH é freqüentemente o primeiro sinal clínico de disgerminoma, um tipo de tumor de células germinativas que geralmente ocorre no ovário. Nem todos os disgerminomas produzem LDH e esse é geralmente um achado não-específico. A hiperlacticidémia observada em doentes sépticos/traumatizados é habitualmente relacionada com hipóxia/hipoperfusão e consequentemente com a glicólise anaeróbica, mesmo em situações em que os habituais indicadores da perfusão tecidular como a pressão arterial, débito cardíaco e débito urinário são normais ou em margem clinicamente aceitável. Como a hiperlacticidémia nem sempre se correlaciona com os habituais indicadores de perfusão nem diminui com o aumento do transporte de oxigénio (DO2), deverão existir outros mecanismos para a sua formação, inclusivé em tecidos bem oxigenados. Na sépsis existem evidências de que a acumulação de lactato não é o resultado da falta de O2.

O lactato formado pode ser captado pelo fígado e ser convertido em glicose (neoglicogénese) ou ser utilizado como combustível (fonte de energia). .35 5.5 normal -2. O metabolismo anaeróbico da glicose produz apenas 47 Kcal de energia por mole de glicose.9 moderada 60 – 75 > 10 severa > 95 Segundo um estudo realizado por JL Vincent. Causas de aumento do lactato: Hipóxia – a causa mais importante de acidose láctica é a deficiente oxigenação celular no choque (hipovolémico. são escassas as hipóteses de sobreviver: Lactato (mmol/L) Terminologia clínica Mortalidade associada (%) < 2. enquanto que a de tipo B não se relaciona com má perfusão ou oxigenação.9 ligeira 25 .C.). a energia produzida a partir da glicólise anaeróbica será aumentada para 625 Kcal (2 x 326) – esta via é utilizada durante o exercício e pode ocorrer nas fases iniciais do choque (quando o músculo esquelético torna-se anaeróbico o lactato gerado pode ser utilizado como fonte de energia por outros órgãos vitais que ainda estão em aerobiose. a severidade da hiperlacticidémia foi relacionada com o prognóstico. para além do valor dos níveis de lactato. cérebro e glóbulos vermelhos. A oxidação do lactato produz 326 Kcal por mole de lactato e como 1 mole de glicose produz 2 moles de lactato.5 – 4. como o coração e o S. cardiogénico ou séptico).A acidose láctica pode ser classificada em dois tipos: a de tipo A associada com evidência de deficiente perfusão ou oxigenação tecidular. Quando superior a 10 mmol/L. Um nível superior a 2 em repouso é considerado anormal. Ocorrem principalmente no músculo esquelético. enquanto que o metabolismo aeróbico gera 673 Kcal por mole de glicose. Glicólise anaeróbica: Glicose + 2 ATP + 2 H2PO4 ® 2 Lactato + 2 ADP + 2H2O Hiperlacticidémia: Em repouso a concentração normal de lactato no sangue é inferior a 2 mmol/L e aumenta até 5 mmol/L durante o exercício. tecidos bem oxigenados podem em certas condições gerar lactato através da glicólise aeróbica. Lactato: O lactato é um produto final da glicólise anaeróbica que ocorre em tecidos hipóxicos.0 – 9. estudos em animais e humanos mostraram que o pulmão pode ser uma fonte importante de lactato no contexto de lesão pulmonar aguda.N. A produção normal de lactato é de 1 mmol/Kg/hora. Contudo. também a duração da hiperlacticidémia tem importante valor prognóstico no choque séptico. Contudo pequenas elevações do lactato (2 a 4mmol/L) podem não se acompanhar de acidose. intestino. Nestes doentes.

como foi demonstrado por Richard Totaro. Na anemia apenas quando o hematócrito é inferior a 10 é que surge diminuição da oxigenação tecidular (até este valor o aumento da extração de O2 ajuda a manter constante o consumo de O2 pelos tecidos). Este fenômeno não ocorre com perfusões de noradrenalina. a hipofosfatémia e os fármacos broncodilatadores (b2 agonistas). em doentes submetidos a bypass cardiopulmonar e por Nicholas Day em doentes com sépsis severa e com malária severa a falciparum. independentemente do anion-gap (geralmente aumentado. Alcalose – a severa alcalose (respiratória ou metabólica) pode aumentar os níveis de lactato devido ao aumento da actividade de enzimas pH-dependentes da via glicolítica que promovem a formação de lactato. Nestes. Por estas razões. a hiperlacticidémia surge com alcalose menos severa. insuficiência hepática (por diminuição da clearance) e toxicidade do nitroprussiato (por acumulação de cianeto). As possíveis causas para a hiperlacticidémia poderão ser várias como a produção de lactato pelos músculos respiratórios. Se a função hepática estiver alterada. mas pode ser normal). 2) o consumo aumenta em situações de hipercatabolismo e em doentes submetidos a suporte nutricional rico em hidratos de carbono. Diagnóstico: A hiperlacticidémia é uma das causas possíveis de acidose metabólica no doente crítico.A Hipoxémia e a Anemia raramente se acompanham de Acidose Láctica. Déficit de Tiamina – a Tiamina é um co-factor da piruvato desidrogenase. Doentes com DPOC ou ARDS. há que contar com o défice de Tiamina nos doentes com hiperlacticidémia inexplicada. as concentrações séricas de adrenalina encontram-se muito aumentadas e correlacionam-se com os níveis de lactato sérico. podem apresentar hiponímia severa sem que haja acidose láctica. Quando a função hepática é normal o fígado metaboliza o lactato extra gerado durante a alcalose e a hiperlacticidémia torna-se evidente apenas quando o pH é igual ou superior a 7. 3) a excreção urinária aumenta nos doentes medicados com furosemido. expirometria e gasimetria arterial) e na ausência de hipotensão. conduzindo a um aumento do lactato no citoplasma das células sem que haja déficit da oxigenação celular. . pelo que a acidose láctica poderá ser um fenômeno b2-mediado. Adrenalina – a hiperlacticidémia persistente observada em doentes traumatizados e sépticos mas hemodinâmicamente estáveis pode ser devida à glicólise aeróbica estimulada pela adrenalina. O uso de perfusões de adrenalina encontra-se relacionado com o aumento dos níveis de lactato e com a acidose láctica. severa hipoxémia ou sépsis. O déficit de Tiamina pode ser freqüente em doentes de Cuidados Intensivos por variadas razões: 1) os depósitos são escassos (bastam 10 dias de privação para que surja deplecção). Endotoxémia – as toxinas produzidas pelas bactérias Gram negativas têm a capacidade de inibir a piruvato desidrogenase. A terapêutica alcalina para correcção da acidose láctica pode conduzir a um aumento do lactato. apesar da significativa melhoria clínica (avaliada pela frequência respiratória. Asma Aguda – a hiperlacticidémia é encontrada frequentemente na altura da admissão de doentes com crise asmática e aumenta significativamente durante o tratamento.convulsões (por aumento da produção de lactato). pelo que o seu déficit pode-se fazer acompanhar de hiperlacticidémia. Outras causas . sugerindo ser reflexo da glicólise aeróbica. sem choque. A adrenalina tendo a capacidade de estimular a bomba de Na+-K+ ATPase estimula a produção de lactato.doentes.6.

como nos casos de choque. no caso de sépsis/trauma os níveis de lactato não deverão ser considerados sinónimo de deficiente perfusão tecidular. aumenta cerca de seis vezes. de forma mais lenta. neoplasias). enquanto a lactato desidrogenase (LDH) e a a-hidroxibutírico desidrogenase (HBDH). Isso é improvável porque os processos metabólicos de vários órgãos são muito semelhantes. fosfatase alcalina. aspartato e alanina amino transferases. aumentam cerca de duas vezes. Nas doenças de tecidos e órgãos pode haver alterações na permeabilidade da membrana. as alterações do clearance do lactato (disfunções hepática ou renal). Se a medição imediata não for possível. A hiperuricemia é um outro exemplo de aumento de metabólito. após um enfarte do miocárdio. No diagnóstico do envolvimento de um órgão específico numa doença. permite que o diagnóstico do envolvimento de um órgão específico seja feito. tem um papel importante na identificação de possíveis defeitos na produção ou na atividade de enzimas. défice de tiamina. envolvida com o processamento dos quilomicrons. Entre as enzimas utilizadas com freqüência no diagnóstico de doenças podemos relacionar. ou morte celular e com isso. Como exemplo. Estudos da cinética de liberação de enzimas cardíacas no soro. lipase. Essas enzimas. o estudo da cinética do aparecimento e desaparecimento de enzimas particulares no plasma. também conhecidas como transaminase glutâmico oxaloacética (TGO) e transaminase glutâmico pirúvica (TGP). normalmente estão presentes em baixas concentrações e não têm nenhum papel funcional no plasma. respectivamente. mas permanecem elevadas por mais tempo. a amostra de sangue deverá ser colocada em gelo. permitem estabelecer quando o ataque ocorreu e se o tratamento é efetivo. são exemplos de enzimas específicas do plasma e por isso são encontradas em concentrações mais elevadas. A concentração plasmática de creatina fosfocinase (CPK). entre o primeiro e o segundo dia após o enfarte. por exemplo. Embora existam poucas enzimas específicas para um determinado órgão ou tecido. . seria ideal se as enzimas particulares para cada órgão pudessem ser identificadas. devida à deficiência enzimática dupla na via de biossíntese de pirimidinas. como a álcool desidrogenase do fígado e a fosfatase ácida da próstata. levando ao acúmulo de ácido orótico. amilase. Os mecanismos que conduzem à acidose láctica podem ser hipóxicos. O reconhecimento dos metabólitos que se acumulam em fluidos biológicos. temos a acidúria orótica hereditária. pelo que. níveis elevados de catecolaminas) e a glicólise aeróbica acelarada (secundária a sépsis.O lactato pode ser medido no plasma ou em sangue total. Aplicações de enzimas nas análises clínicas e na terapêutica Enzimas como trombina e plasmina. enzimas dos tecidos difundem-se para o plasma. convulsões. além daquelas citadas acima. associadas ao processo de coagulação sangüínea. conduzindo a um estado de isquémia generalizada. e não hipóxicos como são. Daqui se poderá inferir que vários mecanismos poderão estar presentes no mesmo doente. devido a deficiência na produção da enzima hipoxantinaguanina-fosforribosiltransferase. bem como lipoproteína lipase. Conclusão: As causas de hiperlacticidémia são variadas. as disfunções da piruvato-desidrogenase (devido a sépsis. endotoxémia.

as enzimas são peça fundamental no diagnóstico e na cura de doenças relacionadas com alterações genéticas. glicose. triacilgliceróis. Propriedades Gerais . Estreptocinase. Somente no miocárdio se encontra a isoenzima contendo as duas subunidade M e B. São identificadas cinco formas dessas isoenzimas: LDH1 (HHHH) e LDH2 (HHHM). No cérebro as duas unidades são do tipo B. através da ativição do plasminogênio. essas isoenzimas são denominadas CPK1 (BB). podem ser realizados em poucos minutos. 2) Lactato desidrogenase. A natureza protéica torna as enzimas sensíveis à variação de pH e de temperatura. A química clínica moderna tem se beneficiado da união entre a química e a imunologia.Enzimas são utilizadas como reagentes químicos em analisadores clínicos portáteis. Exemplos de isoenzimas que têm ampla aplicação clínica: 1) Creatina fosfocinase – um dímero com dois tipos de subunidades. no cérebro e rim. Cada enzima apresenta sua atividade máxima. De acordo com a mobilidade para o ânodo. para o coração e M. usando 10mL de plasma. reduzindo os níveis plasmáticos de asparagina do hospedeiro. No músculo esquelético as duas subunidades são do tipo M. Dosagem de colesterol. é utilizada para a remoção de coágulos sangüíneos. no plasma. LDH4 (HMMM) e por fim LDH5 (MMMM). Uma outra aplicação de enzimas como agentes terapêuticos é a utilização da asparaginase. com o objetivo de inibir o crescimento de células tumorais. encontrada no fígado e músculo esquelético. em pH. a forma inativa da plasmina. uma mistura de enzimas obtida de um streptococcus. Nos outros tecidos são encontradas quantidades variáveis de isoenzimas MM e BB. na eletroforese. gerando um ensaio muito específico e sensível. LDH3 (HHMM). em alguns tipos de leucemia em adulto. uma enzima tetramérica contendo apenas duas subunidades diferentes: H. Enzimas Temas: Propriedades Gerais Cinética Enzimas são proteínas com atividade catalítica envolvidas em quase todas as reações químicas que mantém a homeostase animal. Anticorpos específicos contra um antígeno proteico são acoplados a uma enzima indicadora. A identificação de isoenzimas – enzimas que catalisam a mesma reação. Esse ensaio é conhecido como ELISA (enzyme-linked immunoadsorbent assay). CPK2 (MB) e CPK3 (MM). temperatura e tempo específicos. Um exemplo de sua utilização é demonstrado por um ensaio para identificação dos antígenos proteicos da capa do virus da imunodeficiência humana (HIV). Com o avanço dos conhecimentos na área da biologia molecular. como peroxidase de raiz forte (horseradish). que gera a síndrome da imunodeficiência adquirida (AIDS). encontradas no miocárdio e nos eritrócitos. para o músculo esquelético. mas migram diferentemente em um campo eletroforético – também tem sido usada para diagnóstico clínico. M (muscular) e B (cerebral).

O aumento no número de enzimas isoladas e caracterizadas levou os pesquisadores a adotar uma nomenclatura e uma classificação sistemáticas. Isso representa uma velocidade de hidratação 107 vezes mais rápida do que a reação não catalisada. aceleram reações. A supremacia das enzimas sobre os demais catalisadores está. As ribozimas constituem uma classe de catalisadores biológicos que. Cinética O crescimento e a manutenção das células nos seres vivos dependem da constante transformação de tipos diferentes de energia. Tradicionalmente as enzimas recebiam um nome à proporção em que iam sendo caracterizadas. não são moléculas protéicas. no entanto.Considerando que a coenzima sofre alterações químicas. pode ser simples como um íon metálico. Sem a participação das enzimas nas células e organismos. conseqüentemente. Existem enzimas compostas apenas de proteínas. de baixo peso molecular e de natureza não protéica (quase sempre um nucleotídeo). onde a parte protéica é conhecida como apoenzima e a porção não protéica. ou complexo como pequenas moléculas orgânicas de natureza não protéica.Devido ao seu papel na manutenção da vida. o estudo da regulação farmacológica das enzimas tem se tornado um elemento chave no diagnóstico clínico e na terapêutica. Essa capacidade de regeneração da coenzima e. O grau de especificidade não é o mesmo para todas as enzimas. a enzima tem baixa afinidade por um íon metálico. Atualmente as enzimas estão agrupadas em seis classes funcionais. que podem ser simples ou conjugadas. como todo catalisador. ela é considerada uma enzima ativada por metal. chamada de coenzima ou grupo prostético. A coenzima. da holoenzima. que participa nas reações catalisadas por enzimas como aceitador ou doador de grupos químicos ou de elétrons. é capaz de hidratar 105 moléculas de CO2 por segundo. As enzimas estão presentes em todos os tecidos e fluidos do corpo. As enzimas. é comum considera-la como uma classe especial de substrato (ou segundo substrato). As enzimas também são classificadas com base em sua composição. na sua especificidade tanto para as reações que catalisam quanto para os reagentes – substratos – envolvidos nas reações. as enzimas presentes na membrana plasmática regulam as reações no interior das células em resposta aos sinais extracelulares. por isso é que embora a grande maioria das enzimas estejam envolvidas com uma única reação química. participantes de sistemas biológicos altamente organizados. Essas enzimas são denominadas holoenzimas. justifica plenamente o conceito de enzima como um catalisador biológico. devido a ação da enzima a que está ligada. é regenerada à sua forma original. outras existem que apresentam moléculas orgânicas relativamente pequenas ligadas à proteína. diferentemente das demais enzimas. No sistema circulatório estão presentes as enzimas responsáveis pela regulação do processo de coagulação sangüínea. Quando. por exemplo. Cada unidade da anidrase carbônica. a grande maioria das reações ocorreria de forma tão . mas depende dele para sua atividade. ao doar o grupamento químico para uma molécula aceitadora. de acordo com a União Internacional de Bioquímica e Biologia Molecular (IUBMB). Coenzima é um composto orgânico. As metaloenzimas trazem em sua composição um átomo de metal. sobretudo. existem enzimas que participam de um conjunto de reações intimamente relacionadas. Enquanto as enzimas intracelulares participam do conjunto de reações das diversas vias metabólicas. Essas transformações são feitas por moléculas enzimáticas. As ribozimas são moléculas de ácido ribonucléico (RNA) que catalisam reações de quebra das ligações fosfodiester de outras moléculas de RNA.

A grande maioria das reações que ocorrem na natureza é reversível. Compare o comportamento de uma reação catalisada por enzima e uma reação não catalisada utilizando o simulador 1. Esse modelo propõe que a interação inicial entre a enzima e o substrato é relativamente fraca. E. com uma constante de velocidade k3. que atrai o substrato para o sítio catalítico. quase nada do produto é revertido para o substrato inicial. . Para que haja essa transformação. que corresponde à relação entre as duas constantes de velocidade. Na etapa inicial da reação. gerando glicose-6-fosfato. conhecido como o modelo do encaixe induzido. Leonor Michaelis e Maud Menten propuseram um modelo simples para explicar essas características cinéticas. mas aumentam a velocidade das reações químicas. onde as velocidades absolutas na direção da formação de produto(s) e na direção de formação de reagente(s) são iguais. com uma constante de velocidade k1. formando um complexo ES. a molécula do substrato sofre rearranjos que vão favorecer a transformação do complexo enzima-substrato de transição em produto.3 kcal/mol A enzima hexocinase catalisa o acoplamento destas duas reações. combina-se com o substrato. Ligada à enzima. ou pode prosseguir formando o produto P. mas também acoplam reações de maneira produtiva: Considere a energia livre (DG°’) necessária para transformar glicose em glicose-6fosfato: Glicose ® Glicose-6-Pi DG°’ = 4. Cada reação química apresenta um ponto de equilíbrio característico. As enzimas não somente aceleram as reações. a 25°C. os reagentes precisam atingir um estado de transição e as enzimas aceleram a velocidade da reação reduzindo a energia do estado de transição. mas é capaz de induzir modificações na estrutura da enzima. não interferem na constante de equilíbrio das reações. em um período de tempo especificado e depende da concentração dos componentes químicos envolvidos no processo e das constantes de velocidade. com uma constante de velocidade k2. Observou que em altas concentrações do substrato (reagente) a velocidade da reação enzimática é quase independente da concentração do substrato? Em 1913. Uma reação catalisada por enzima pode se processar.lenta que seria inviável a manutenção da vida. Este ponto de equilíbrio é descrito por uma constante de equilíbrio. As enzimas.0 kcal/mol e a energia de hidrólise do ATP: ATP ® ADP + Pi DG°’ = -7. necessária para transforma-los em produto. 106 a 105 vezes mais rapidamente do que a mesma reação não catalisada. que são características da reação. S. com DG°’ de hidrólise -3. Elas propuseram que uma enzima. antes que a concentração de produto seja apreciável. A velocidade de uma reação química é definida pelo número de moléculas de reagente(s) que são convertidas em produto(s). como outros catalisadores. diminuindo a energia de ativação dos reagentes. O complexo ES pode dissociar-se para E e S.3 kcal/mol: Glicose + ATP ® Glicose-6-Pi + ADP + Pi A transformação do substrato (reagente) em produto implica na interação Enzima-Substrato.

Dessa forma . a velocidade da reação é máxima (Vmáx). menos a concentração da enzima ligada [ES]. [S] é muito maior do que KM e [S] /([S] + KM) se aproxima de 1. ou seja: A velocidade de formação de ES será igual à velocidade de quebra: k1[E][S] = (k2 + k3)[ES] (2) Esta equação pode ser escrita de outra forma: [ES] = [E][S] / (k2 + k3)/ k1 (3) A constante de Michaelis é definida como: KM = (k2 + k3)/ k1 (4) e a equação (2) pode. a concentração de ES será constante. então ser reescrita: [ES] = [E][S] / KM (5) Considerando que a concentração de enzima livre [E] corresponde à concentração de enzima total [ET].[ES]) [S] / KM ou: [ES] = [ET]( [S] / KM /(1+[S] / KM)) ou ainda: [ES] = [ET]( [S] /([S] + KM)) (8) (7) (6) Substituindo [ES] na equação (1) temos: v = k3[ET]( [S] /([S] + KM)) (9) Quando os centros catalíticos estão saturados com substrato. ou velocidade inicial (v) é igual ao produto da concentração de ES por k3: v = k3[ES] (1) A velocidade de formação de ES corresponde a k1[E][S] A velocidade de quebra de ES corresponde a (k2 + k3)[ES] No estado estacionário ou no equilíbrio estacionário. Nestas circunstâncias. a equação (4) pode ser apresentada assim: [ES] = ([ET] .E + S <____> ES ___>E + P A velocidade de catálise.

v = Vmáx/2. Esse gráfico é conhecido como gráfico duplo-recíproco ou de Lineweaver-Burk e tem a grande vantagem de garantir uma determinação precisa do valor de Vmáx. Em condições definidas de pH e temperatura.0. ou seja. a velocidade da reação é máxima e independe da concentração do substrato e a velocidade máxima de catálise (kcat) é igual a k3. 1/ Vmáx. Portanto. Estes pesquisadores inverteram ambos os membros da equação proposta por Michelis e Menten e obtiveram: 1/v = ([S] + KM) / Vmáx[S] ou: 1/v = KM/ Vmáx[S] + [S] / Vmáx[S] ou. tente determinar a concentração de substrato ([S]) que gera a velocidade máxima (Vmáx) de uma reação catalisada por enzima. Essa constante pode ser calculada a partir do valor de Vmáx. Esta situação é observada em condições fisiológicas. a velocidade da reação é diretamente proporcional à concentração de substrato. o KM para um dado substrato é característico. ao intercepto no eixo 1/v e –1/ KM. na equação (9). Uma transformação muito usada é aquela proposta por Lineweaver e Burk. A determinação do valor de Vmáx com o auxílio da equação de Michaelis e Menten é difícil. . KM corresponde à concentração de substrato em que a velocidade da reação é a metade da velocidade máxima. ou seja. A maioria das reações catalisadas por enzimas pode ser analisada quantitativamente pela teoria proposta por Michaelis e Menten. apenas se aproxima do real valor de Vmáx. 2) Quando [S] é muito menor do que KM. que apresenta como elemento chave o KM. onde a relação [S] / KM encontra-se em torno de 0. v = Vmáx. Utilizando os valores obtidos com o simulador 1. ao intercepto no eixo 1/[S].Vmáx = k3[ET] E a velocidade inicial. ainda: 1/v = (KM/ Vmáx)(1/[S]) + 1/ Vmáx No gráfico gerado por esta equação. KM/ Vmáx corresponde à inclinação da reta.01 a 1. 3) Quando [S] é igual a KM. uma vez que a curva hiperbólica gerada. Neste caso. Esta equação pode ser transformada algebricamente em outras formas que se aplicam melhor no tratamento gráfico dos dados experimentais. corresponde a: v = Vmáx[S] /([S] + KM)) (10) Essa equação (10) explica o comportamento da cinética de reações catalisadas por enzimas: 1) Quando [S] é muito maior do que KM. v = [S]Vmáx/ KM. a velocidade enzimática é muito menor do que k3 porque a maior parte dos centros ativos está desocupada e depende da velocidade de formação do complexo ES.

isto significa que a dissociação do complexo ES em E mais S é mais rápida do que a formação de E mais produto. com precisão. Especificidade e afinidade da enzima pelo substrato são a mesma coisa? A maioria das enzimas pode ser inibida por certos reagentes químicos. Portanto quando k3 é muito menor do que k2. o valor de Vmáx ainda será crescente. imprescindível para a atividade enzimática. O composto diisopropilfluorofosfato (DIFP). Os inibidores podem ser agrupados em: Inibidores irreversíveis – aqueles que se ligam ou destroem um grupo funcional. Para a maioria das enzimas. no sítio . por exemplo. o valor de KM está entre 10-1 e 10-7 M. desde que KM seja conhecido: fES = v/Vmáx = [S]/([S]+ KM) Na equação (4) vimos que KM = (k2 + k3)/ k1 . A porção linear da curva obtida pode ser usada para determinar a concentração da enzima presente em uma amostra desconhecida (soro sangüíneo. reage com uma serina. KM é igual à constante de dissociação de ES. o simulador 2 mantenha fixa [S] (cerca de 10 vezes maior do que o KM) e adicione valores crescentes de [E]. O gráfico duplo-recíproco obtido a partir dos resultados de uma reação catalisada por enzima é muito útil na análise de reações enzimáticas em presença de inibidores. A ligação pode ser covalente ou não e sua dissociação é muito lenta. com qualquer concentração de substrato. Com isso. os valores de KM e de Vmáx. 2) Qual das duas enzimas é especifica para esse substrato. Em outras palavras: KM alto à baixa afinidade entre enzima e substrato alta afinidade entre enzima e substrato KM baixo à Utilizando. tais como pH. podemos avaliar a fração de centros ativos preenchidos (fES). por exemplo). mesmo usando concentrações muito elevadas do substrato. KM corresponde à concentração de substrato em que metade dos centros ativa da enzima está preenchidos. temperatura e força iônica. Essa inibição por pequenas moléculas e íons específicos é importante nos mecanismos de controle em sistemas biológicos. Imaginando um caso limitante.Observe que. Em seguida construa um gráfico da velocidade inicial (v) em função de [E]. Utilizando a ferramenta Excel calcule os inversos de [S] e v construa o gráfico e calcule. agora. Esse valor depende do substrato em particular e também das condições no sistema de reação. utilize o simulador 3 e descubra: 1) Qual o substrato comum às duas enzimas. em que k2 seja muito maior do que k3. a partir da velocidade inicial. Cada enzima apresenta um valor característico de KM e de Vmáx. 3) Qual das duas enzimas tem maior afinidade por esse substrato. Agora. também se constitui em uma fonte valiosa de informações sobre os mecanismos da ação enzimática. O estudo de inibidores de enzimas.

que freqüentemente apresentam gráficos de v em função de [S] em forma de S (sigmóides). Um grupo que apresenta estas características são as enzimas alostéricas. o inibidor competitivo não sofre transformação. Uma vez ligado. por isso contém. Existem algumas enzimas que apresentam múltiplas formas moleculares. mas não aos dois simultaneamente.Digestão e absorção  2 . Podem ser de dois tipos: Competitivos – em que a enzima pode ligar-se ao substrato ou ao inibidor. . enquanto KM permanece o mesmo. a atividade é modulada por modificação covalente de algum grupo funcional específico. Em outra classe de enzimas. não sofre alteração na presença do inibidor.4. Essa etapa é catalisada por uma enzima alostérica. em sua estrutura. Inibidores reversíveis – caracterizados por uma rápida dissociação do complexo enzima-inibidor. na inibição não competitiva. As inibições competitiva e não competitiva apresentam características próprias. Esse tipo de inibição é revertido pelo simples aumento da concentração do substrato.Glicólise  3 . não atenua a inibição. alterando a sua conformação.6. no dissacarídeo maltose. A amilopectina (uma fração do amido) e o glicogênio são polissacarídeos ramificados. normalmente tem uma etapa que limita a velocidade da reação. A inibição da enzima compromete a transmissão dos impulsos nervosos. porque só quebra ligações glicosídicas do tipo alfa-1. enquanto KM aumenta. mas que catalisam uma mesma reação geral e são chamadas de isoenzimas. Nesse caso a enzima pode ligar-se simultaneamente ao inibidor e ao substrato. e são reduzidos a estruturas menores. com maior eficiência. Metabolismo de carboidratos  1 . no trissacarídeo maltotriose e nas chamadas dextrinas alfa-limite.Digestão e absorção A digestão dos carboidratos tem início na boca. além das ligações alfa-1. A atividade destas enzimas pode ser alterada por moléculas que se ligam a locais diferentes do sítio catalítico e garantem sua regulação.4.Gliconeogênese 1 . ligações glicosídicas alfa-1. no entanto. Uma via metabólica envolvendo várias enzimas. pela alfa-amilase presente no suco pancreático e são transformados no monossacarídeo glicose. Amido e glicogênio hidratados sofrem a ação da enzima alfa-amilase. Não competitivos – nesse caso o inibidor liga-se à enzima em um local diferente do sítio ativo. a Vmáx sofre redução (a concentração efetiva da enzima diminuiu). Utilizando o simulador 4 é possível observar que a Vmáx de uma reação catalisada por enzima. presente na saliva. Por outro lado. Muitas enzimas apresentam propriedades cinéticas que não podem ser explicadas com o modelo proposto por Michaelis e Menten. O aumento na concentração de substrato. Mutações genéticas hereditárias podem gerar doenças que se caracterizam pelo funcionamento defeituoso de uma ou mais enzimas.catalítico da acetilcolinesterase. envolvidas com a regulação do metabolismo. No duodeno estes fragmentos são atacados. A alfa-amilase é assim chamada. quando em presença do inibidor.

A glicólise se constitue na etapa inicial no processo da oxidação completa de carboidratos envolvendo oxigênio molecular. Quando a célula contêm mitocôndrias.As ligações alfa-1. . metano e dióxido de carbono.e oligossacarídeos a monossacarídeos é realizada por enzimas de superfície das células epiteliais do intestino delgado (lactase. são gerados dois moles de ATP por mol de glicose. de forma indireta. oligo. desde que o piruvato gerado não seja reduzido a lactato.e polissacarídeos que não são hidrolisados pela alfa-amilase e/ou enzimas de superfície das células epiteliais do intestino não podem ser absorvidos e na porção inferior do intestino são metabolizados por bactérias. contendo uma média de oito unidades de glicose e uma ou mais ligações glicosídicas alfa-1. glicose. não sofrem a ação da alfa-amilase. A hidrólise final de di. A entrada de glicose e galactose ocorre com a entrada concomitante de sódio. sacarase) liberando monossacarídeos. lactato. na ausência de oxigênio molecular. para extrair parte da energia contida na molécula da glicose. gerando as dextrinas alfa-limite. Esse fenômeno é chamado efeito Pasteur. Di-. Os monossacarídeos. alfa-1.Glicólise A glicólise se caracteriza como uma via metabólica utilizada por todas as células do corpo. O produto do metabolismo bacteriano são ácidos graxos de cadeia curta. enquanto a entrada de frutose não é dependente da entrada de sódio. hidrogênio. Na via glicolítica. suprimir a glicólise.6-glicosidase. galactose. A presença de oxigênio nessa primeira etapa pode. frutose e outros que ocorrem em menor quantidade. 2 . são absorvidos por um processo mediado por transportadores específicos. como também é chamada a glicólise.4 de unidades de glicose que servem como pontos de ramificação. gerando cerca de trinta e oito moles de ATP por mol de glicose oxidada. e gerar duas moléculas de lactato. a via glicolítica pode ocorrer mesmo na presença de oxigênio molecular. Esse processo não envolve consumo de oxigênio molecular e por isso é chamado de fermentação anaeróbica. maltase. O piruvato entra para a mitocôndria e aí é oxidado completamente a dióxido de carbono e água.6.

A via glicolítica apresenta três etapas distintas: Na primeira etapa a glicose é fosforilada sob a ação da enzima hexocinase e a glicose-6-fosfato (G6P). Finalmente a F6P recebe mais um grupamento fosfato e é transformada no composto frutose1. gerada no citosol.6-bisfosfato. Quando o fígado necessita exportar glicose para outros tecidos. não pode sair da célula. que catalisa a reação reversa daquela catalisada pela hexocinase. em seguida. Esta reação também é irreversível e é catalisada pela fosfofruto-cinase. no seu isômero frutose-6-fostato (F6P).6-bisfosfato sofre a ação da aldolase gerando uma molécula de diidroxiacetona fosfato e uma molécula de gliceraldeído-3-fosfato (GAP). diidroxiacetona fosfato é convertida em gliceraldeído-3fosfato. Sob a ação da triose fosfato isomerase. a G6P sofre a ação da enzima glicose-6-fosfatase. . uma enzima alostérica. Essa reação é irreversível. Na segunda etapa a frutose-1. por ação da enzima fosfoglicose isomerase. A G6P é transformada.

O composto 1. na reação seguinte. enzima que transforma fosfoenolpiruvato em piruvato. catlisada pela fosfoglicerato cinase haja produção de ATP. A outra reação onde ocorre síntese de ATP é catalisada pela piruvato cinase. Essa enzima tem como coenzima o NAD (Nicotinamida adenina di-nucleotídeo).3-bisfosfoglicerato. com um alto potencial energético permitindo que. . Esta é a terceira reação irreversível da via glicolítica. composto gerado pela ação da enzima gliceraldeído-3-fosfato desidrogenase sobre o GAP.A terceira etapa tem início com a produção de 1.3-bisfosfoglicerato é um anidrido misto de um ácido carboxílico e ácido fosfórico.

mas não é inibida pelo produto da reação. Por outro lado.1mM para a glicose presente no sangue. No fígado. tecidos como o cérebro utilizam glicose mesmo quando a sua concentração no sangue e no tecido se encontra em níveis muito baixos. . além da hexocinase está presente uma isoenzima. Esta enzima apresenta um Km cerca de 100 vezes maior para a glicose. a Glicocinase.Regulação da via glicolítica As três reações irreversíveis se constituem nos pontos de regulação da via glicolítica: Hexocinase é inibida pelo produto da reação. Esta enzima está presente na maioria dos tecidos e apresenta um Km menor que 0. que também fosforila a glicose. o fígado utiliza glicose a uma velocidade considerável e com isso mantem normal a glicemia. enquanto a frutose-1-fosfato estimula a sua atividade. utilizando ATP. Por essa razão. G6P. do que a hexocinase e é inibida pela frutose-6-fosfato. quando os níveis de glicose circulante estão altos.

6bisfosfato atuam como efetor alostérico positivo. A presença de ATP inibe a atividade da enzima. . glicerol. Este conjunto de reações ocorre no citosol e utiliza muitas enzimas da via glicolítica. enquanto a presença de frutose-1.Fosfofrutocinase é uma enzima alostérica e por isso. deve catalisar a reação limitante da glicólise.Gliconeogênese Gliconeogênese é a biossíntese de glicose a partir de substâncias que não são carboidratos. oxaloacetato. a gliconeogênese consome 6 ATPs. Esta enzima é inibida quando os níveis de citrato estão elevados. Por outro lado APM e frutose-2. mas na direção inversa.6-bisfosfato aumenta a sua atividade. como lactato. Enquanto a glicólise gera 2 ATPs por molécula de glicose oxidada. aminoácidos. se consitutindo no ponto regulatório mais importante na maioria dos tecidos. A piruvatocinase é outra enzima regulatória da glicólise. e a partir de alguns carboidratos. 3 .

6-bisfosfato são etapas da via glicolítica. na mitocôndria. presente tanto na mitocôndria como no citosol. transformada em G6P.6-bisfosfatase gera F6P. A enzima fosfoenolpiruvato carboxicinase. invertidas. com a liberação de glicose. frutose-1. mas pode ser transformado em malato (produto da redução do oxaloacetato). As etapas de PEP até frutose-1. que migra para o citosol e aí é oxidado transformando-se em oxaloacetato. . por isso. Este composto não atravessa a membrana interna da mitocôndria. Na seqüência. em seguida. catalisa a transformação de oxalacetato em fosfoenolpiruvato (PEP). A última etapa é catalisada pela glicose-6-fosfatase. ele sofre a ação da piruvato carboxilase na presença de dióxido de carbono e é transformado em oxaloacetato. que é.Piruvato não pode ser transformado em fosfoenolpiruvato (PEP) por ação da piruvato cinase.

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