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CARVALHO, Mauri - Lenin, Educação e Consciência Socialista

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LENIN: EDUCAÇÃO E CONSCIÊNCIA SOCIALISTA Máuri de Carvalho Professor Associado I Do Departamento de Desportos do Centro de Educação Física e Desportos da Universidade Federal do Espírito Santo. Doutor e PósDoutorado em Filosofia e História da Educação na Faculd
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LENIN: EDUCAÇÃO E CONSCIÊNCIA SOCIALISTA Máuri de Carvalho Professor Associado I Do Departamento de Desportos do Centro de Educação Física e Desportos da Universidade Federal do Espírito Santo. Doutor e PósDoutorado em Filosofia e História da Educação na Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP. Membro Pesquisador vinculado ao HISTEDBR – História, Sociedade e Educação no Brasil da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP.

INTRODUÇÃO Paul Golay, socialista francês, fez a seguinte consideração sobre a produção intelectual da esquerda de sua época: As idéias mortas são as que se apresentam elegantemente vestidas, sem acritude nem audácia. Estão mortas porque entraram na circulação geral e formam parte do grande exército de filisteus. As idéias vigorosas são as que chocam e escandalizam, provocam a indignação, a ira e a irritação de uns, ao mesmo tempo que o entusiasmo de outros (LENIN, 1985, t. 27, p. 9). Caminhando sobre o dito “golayniano”, constitui uma entusiástica aventura intelectual perquirir a obra de Lenin a cata de sinalizações que afirmam a educação como coadjuvante indispensável à formação da consciência socialista. Esta aventura se torna mais prazerosa por ser essa obra um caminho à compreensão do materialismo dialético e do materialismo histórico, e por ser o leninismo, a meu juízo, o marxismo do século XXI. Ainda hoje, Lenin provoca irritação em alguns leitores e contentamento naqueles para quem o conjunto da sua obra é um inestimável tesouro ideológico, filosófico e político, um manancial inesgotável gnoseológico sobre as leis do desenvolvimento do capitalismo e sobre as vias de chegada ao socialismo – estádio inicial da sociedade comunista. Lenin é um daqueles pensadores sobre o qual não se pode tergiversar. Assim, muito além de um projeto formal do simples ato de ‘educar’, para ele a educação em seu sentido mais abrangente, era meio de formação e solidificação da consciência socialista, crítica e revolucionária. No presente, tecerei sucintas considerações sobre o marxismo e o método de análise como entendia Lenin; a crítica do populismo e o oportunismo; o significado simbólico e real do ‘drapeau rouge’ dos comunistas; enfim, algumas passagens sobre a educação politécnica.

ESCÓLIO PROVOCATIVO Lendo o opúsculo de Lenin (1981, t. 1, p. 96), “Acerca da chamada questão dos mercados”, compreendemos que sob a lei concorrencial do capitalismo ainda não superada, algumas conseqüências são inevitáveis: “enriquecimento da minoria de
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indivíduos e empobrecimento da classe operária e dos trabalhadores assalariados urbanos e rurais”. Atento à marcha do capitalismo no continente latino-americano, hoje sob a ideologia neoliberal, descobre-se a trágica situação da vida dos camponeses pobres, os sem-terra, que em virtude de terem perdido sua independência econômica são compelidos a assumir a condição de trabalhadores assalariados nos mais diversos estabelecimentos ampliados e/ou indústrias dos afortunados concorrentes. Mais ainda, descobre-se que o desenvolvimento do capitalismo é paradoxal. De um lado, o inexorável empobrecimento do ‘povo’, o consumo per capita decrescendo, a extorsão da força de trabalho recrudescendo aos níveis de mais-valia absoluta, do outro lado, o mercado cresce para o deleite de minorias dissolutas. O empobrecimento do ‘povo’ longe de representar um obstáculo ao desenvolvimento do modo de produção capitalista, expressa seu desenvolvimento e, por ser sua condição, o fortalece. Sob os limites do ideário neoliberal esse empobrecimento ocorre ininterruptamente à medida que os meios de produção estão concentrados “nas mãos de uma minoria, se convertem em capital, e o produto criado entra no mercado com valor de troca” (LENIN, 1981, t. 1, p. 103). A cuidadosa análise da dinâmica do capitalismo contemporâneo explicita como atual a tese defendida por Lenin (1981, t. 1, p. 179) em “Quem são ‘os amigos do povo’ e como luta contra os social-democratas”, segundo a qual pari passu com a redução do número de magnatas usurpadores de todas as vantagens do modo de produção em curso, “há o aumento massivo da miséria, da opressão, da escravidão, da degradação e da exploração”. Diante da lógica binária do capital e frente ao irrefutável quotidiano onde os princípios foram deixados à margem da estrada como se arroubos de neófitos fossem, provocativo afirmo: Não é marxista o intelectual que não compreende que o ambiente social no qual vive e elabora seus “projetos” é um ambiente burguês e que, por isto mesmo, todas as melhorias realizadas no seu âmbito significam progresso e melhora da situação da minoria, proletarização e empobrecimento da maioria. Não é marxista o intelectual que não entende que o Estado ao qual dirige seus “projetos” de políticas públicas e/ou para todos(?) é um Estado da burguesia para apoiar e salvaguardar os opressores e aplastar os oprimidos. Não é marxista o intelectual que não entende que o tal ‘regime popular e democrático’ não é antípoda do capitalismo, mas sua continuação direta, mais próxima e imediata, seu desenvolvimento e seu fortalecimento. Seguindo essa linha de raciocínio, penso ser necessário romper definitivamente com as idéias e teorias pequeno-burguesas! Esse é o principal ensinamento que se deve tirar do dia a dia da sociedade capitalista e apontá-lo como conteúdo da educação dos operários e camponeses pobres. Mesmo porque, enquanto a burguesia ‘escuta e come’ e aumenta em proporções incomensuráveis o oceano de miséria, de

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desemprego forçado, de extenuação pela fome, os porta-vozes da burguesia apelam com a ‘consciência tranqüila’ às profecias mais caducas e levianas. Enquanto a intelectualidade burguesa busca vias alternativas ao capitalismo, a classe dominante ‘escutando Wagner e comendo caviar’ empreende gigantescas obras, criando um mercado para si mesma e pagando a Nomenklatura política para implementar reformas sociais que jogam a grande maioria dos trabalhadores nas filas dos sem trabalho, dos inimpregáveis e dos famélicos. Diante deste quadro, a contemporânea atualidade da teoria leninista consiste em apresentar objetivamente a luta popular como produto de um determinado sistema de relações de produção, e em apontar a necessidade desta luta, seu conteúdo, o curso e as condições do seu desenvolvimento. Não se deve, como dizia Lenin (1981, t. 1, p. 358), assumir esta luta perdendo de vista o caráter geral do seu real objetivo: “destruição completa e definitiva de toda exploração e de toda opressão venha de onde vier, esteja onde estiver”. Como o operário e o camponês pobre poderão entender a urgência da transformação da relação de dominação e extorsão quando eles mesmos estão arraigados no que têm que transformar? Como compreenderão que esta transformação só é possível com uma ditadura de classe o que implica a participação do campesinato como parte orgânica? Salvo melhor juízo, acuados em sua relativa ignorância, eles não vêm que o desenvolvimento da atual sociedade segue duas vias: a linha de manutenção da burguesia industrial, fundiária e financeira, criação de um campesinato forte com ‘espírito burguês’ e uma aristocracia operária; e a linha da abolição da propriedade privada em geral e geração de camponeses e operários livres, mediante a troca radical da base histórica dada. Tal como está apontado no folheto “O sentido histórico da luta no seio do partido na Rússia”, Lenin (1983, t. 19) entendia a discrepância ideológica, o diversionismo ideológico, como condutora de operários e camponeses pobres às posturas políticas conciliadoras anacrônicas encobertas com concepções neoliberais tingidas de ‘progressista’ e até mesmo de marxista.

O MARXISMO-LENINISMO Lenin assumiu como pressupostos de sua investigação as condições materiais, objetivas e históricas da classe operária e dos camponeses pobres da Rússia. Para ele, apenas conhecendo os traços peculiares e fundamentais de cada época histórica, seria possível traçar corretamente a tática a ser levado a termo pela organização partidária proletária, o Partido Comunista. A transformação do capitalismo em imperialismo, sua etapa ‘superior’ e derradeira, era um processo histórico irreversível no interior do qual surgiam as condições objetivas, indispensáveis ao encerramento do ciclo histórico pautado na dicotomia trabalhadores e parasitas. Vale acrescentar, em “Sob bandeira alheia”, Lenin (1984, t. 26, p. 146) chama a atenção dizendo que o capitalismo das revoluções

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burguesas seria substituído “pelo reacionário e internacional capital financeiro imperialista”. Em sua forma contemporânea o capitalismo alcança sua ‘apoteose desenvolvimentista’ onde tem lugar de destaque: a exportação de mercadorias e de capital; a cartelização da produção e a internacionalização da vida econômica adquirindo proporções consideráveis; e a retomada do colonialismo e a partilha do globo terrestre. Sob o método dialético, Lenin observou que ao par com o desenvolvimento desigual de cada país capitalista, desenvolvem-se também e de forma desigual (em tempos diferentes) premissas históricas concretas indispensáveis à realização e vitória das revoluções sociais. Decorre dessa análise a impossibilidade de eclosão da revolução socialista simultânea em todos os países capitalistas; e a possibilidade e necessidade de que esta situação venha a acontecer em um só país ou em alguns. Dessarte, a distorção da obra de Lenin é proporcional à sua importância histórica, política e militar e não apenas ao seu êxito no plano revolucionário ou enquanto teoria central da maior e mais importante revolução socialista do século XX. Ao meu juízo, não existiu no século XX outro pensador marxista com a estatura e a envergadura intelectual de Lenin. Portanto, leninismo (doravante marxismo-leninismo) é o conjunto das idéias lavradas por Lenin enquanto práxis, crítica e revolucionária voltada à tomada do poder pelo proletariado, com a participação dos camponeses pobres, via expropriação dos expropriadores, em direção à construção do socialismo e da sociedade comunista. O pensamento de Lenin, alvo de distorções, é apontado como trava teorética das múltiplas possibilidades de avaliação do trabalho prático e teórico elaborada por Marx e Engels. O marxismo-leninismo é a doutrina da esquerda revolucionária comprometida com a (re)fundação do partido operário revolucionário comunista, implementação integral do programa socialista, liderança proletária centralizada, direcionada à razia da burguesia. Segundo a rubrica utilizada em economia, filosofia, política e sociologia o marxismo-leninismo é uma teoria prática, estribada na experiência das lutas de classes na Rússia do final do século XIX, afirmação e desenvolvimento do marxismo quanto a dialética materialista, a teoria do imperialismo, a questão do Estado e a prática revolucionária na qual a questão da educação política assume importância ímpar à geração da consciência socialista. O êxito da obra de Lenin é considerado apenas quanto ao seu aspecto de ação política à empreitada revolucionária do movimento operário e bolchevique de 1917. Seus críticos esquecem que entre o fascínio pelo modelo da ciência positiva e fidelidade aos democratas revolucionários russos de sua adolescência e a filosofia de Marx, premido pelo canto sedutor das sereias do capitalismo historicamente determinado como via alternativa ao modo de produção feudal, Lenin recusa os paraísos artificiais da burguesia, desentende-se com a própria sombra, esperneia nas mãos dos próprios espectros e opta pela filiação definitiva à causa do proletariado mundial.
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Negado pela quase totalidade da intelectualidade intitulada ‘marxista’, o marxismo-leninismo tem uma contribuição incomensurável à produção gnosiológica indispensável à compreensão do movimento contraditório das ideologias nas sociedades capitalistas, reafirma a inexistência de uma filosofia neutra, pois toda filosofia é historicamente uma filosofia de partido. Quando escreve Materialismo e empiriocriticismo / notas críticas sobre uma filosofia reacionária1, a contra-revolução e o ressurgimento da fé mística e supersticiosa na religião marcavam de forma indelével a ciência, a literatura e as artes. Na filosofia o domínio do idealismo negava as leis objetivas do desenvolvimento da natureza e da sociedade, bem como a possibilidade de conhecê-las em seus pormenores e em sua totalidade. No folheto, Contribuição à caracterização do romantismo econômico / Sismondi e nossos sismondistas pátrios, Lenin (1981, t, 2, p. 215) denuncia que a via da não ‘resistência violenta à perversidade da ordem burguesa, a ‘busca por deus’ e a tarefa de ‘encontrá-lo’ era o caminho alternativo predicado pelos intelectuais que advogavam também o individualismo oposto “a união dos camponeses de uma mesma comunidade ou dos artesãos de um mesmo ofício, contra o capitalismo que destruía esses vínculos e os substituía pela competição”. A ‘arte pela arte’, a renúncia à herança dos democratas revolucionários russos dos séculos XVIII e XIX e a insciência quase completa da obra de Marx e Engels constituíam o quadro histórico, no campo das idéias, peculiar aos intelectuais do final do século XIX, para quem a ação ‘blanquista’ e as tentativas bem intencionadas de generosos indivíduos isolados e não a luta de classe do proletariado organizada é que libertaria a humanidade das calamidades que o oprimiam. A insciência sobre a obra de Marx e Engels obsta a compreensão que foram exatamente eles Os primeiros a elucidar em suas obras científicas que o socialismo não é uma invenção de sonhadores, senão a meta e o resultado inelutável do desenvolvimento das forças produtivas da sociedade contemporânea. Toda a história escrita tem sido até agora a história da luta de classes, a sucessão do domínio e as vitórias de umas classes sociais sobre outras. (...) Porém quando, na década de 40, esses dois amigos colaboraram nas publicações socialistas e participavam dos movimentos sociais de seu tempo, estas concepções eram completamente novas. Então havia muitos homens de
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O livro Materialismo e empiriocriticismo. notas críticas sobre uma filosofia reacionária, escrito entre fevereiro de outubro de 1908 e publicado em Moscou em maio de 1909 pela Editorial Zvenó. Os manuscritos da obra não foram encontrados. A correspondência de Lenin com seus familiares entre 1908 e 1909 mostra que a publicação do “Materialismo e Empiriocriticismo” tropeçou com grandes dificuldades à sua publicação na Rússia. Após a primeira revolução democrática burguesa de 1905-1907, a imprensa não oficial foi garroteada e alguns editores foram enclausurados. Os censores conheciam Lenin como um marxista revolucionário e conseqüente, por isto ele tinha dificuldade real em encontrar um editor que publicasse sua obra no calor da repressão czarista. Todavia, o “Materialismo...” foi publicado em maio de 1909 com uma tiragem de 2000 exemplares. Os filósofos burgueses, os mais reacionários, se abateram sobre a obra de Lenin como chacais humanos procurando dilacerar um animal vivo; atacaram furiosamente essa obra e publicaram comentários defectivos, mas tudo de menos importância. O “Materialismo...” foi reeditado, pela primeira vez, em 1920 com uma impressão de 30 mil exemplares. Essa edição encerra algumas correções textuais.

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talento e sem talento, honestos e desonestos, que no ardor da luta pela liberdade política, da luta contra a autocracia dos monarcas, a polícia e o clero, não viam o antagonismo existente entre os interesses da burguesia e os do proletariado. (...) Por outro lado, abundavam os sonhadores, as vezes geniais, que acreditavam ser suficiente convencer os governantes e as classes dominantes da injustiça do regime social existente para que resultasse fácil implantar no mundo a paz e o bem-estar geral. Sonhavam com um socialismo sem luta. (...) Por último, quase todos os socialistas daquela época – e, em geral, os amigos da classe operária – viam no proletariado uma praga e contemplavam com horror como, ao par com o crescimento da indústria, crescia também esta grande calamidade pública (LENIN, 1981, t. 2, p. 6). No raiar do século XX, como no dealbar do século XXI, os intelectuais levaram a termo uma ‘rebelião de joelhos’, segundo a justa expressão de um marxista. Os revisionistas “adquiriram esta triste fama por haver abandonado as concepções fundamentais do marxismo e mostrar timidez ou incapacidade para o franco, direto, decidido e claro ‘acerto de contas’ com os pontos de vista abandonados” (LENIN, 1983, t. 18, p. 10). A crítica hoje é direcionada aos intelectuais que oferecem ao proletariado e camponeses pobres, sob o nome de socialismo, um sistema econômico caótico e reacionário inexorável. Essa atitude evidencia o ‘espírito de partido’ em filosofia e torna atual a crítica assaz sarcástica e mordaz de Lenin aos filósofos que se postam acima da luta de classe contra classe, isto é, da chusma vil se pegando a dentadas. O empiriocriticismo e o materialismo histórico é um texto que possibilita ao atento leitor ver que por trás da teoria do conhecimento e da filosofia idealistas há sempre uma douta escolástica procurando ocultar as duas tendências fundamentais, as duas direções fundamentais, na maneira de resolver as questões filosóficas: materialismo e idealismo (LENIN, 1983, t. 18). O diversionismo ideológico, o subterfúgio escolástico e o malabarismo verbal são os principais obstáculos teóricos à percepção da luta histórica entre estas tendências fundamentais em filosofia. É mister desse diversionismo acoplar o materialismo ao idealismo, o ecletismo é o contra-argumento ao desprezo que Marx nutria “pelos projetos híbridos de conciliação do materialismo e do idealismo” (LENIN, 1983, t. 18, p. 375). Todas as tentativas de acoplar o marxismo com o positivismo, existencialismo, fenomenologia, etc., isto é, ultrapassar o primeiro com a feitura de uma suposta nova ‘tendência crítica’ era e é apenas mais um aspecto do “charlatanismo professoral”. A questão é simples e sobre ela não se pode tergiversar: Ou o materialismo conseqüente até o fim, ou as mentiras e a confusão do idealismo filosófico, tal é a alternativa apresentada em cada parágrafo do ‘Anti-Dühring’. Só as pessoas com o cérebro embotado pela reacionária(sic!) filosofia de cátedra (a filosofia professoral) são as únicas que não se aperceberam disto (LENIN, 1983, t. 18, p. 376).

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Se em política os partidos se agrupam em apenas dois campos, o da direita histórica (a maioria) e o da esquerda (a minoria), então as ciências sociais também se dividem em duas e fundamentais: metafísica e materialismo, positivismo e marxismo. Não há, portanto, entre estes dois campos elementos intermédios, eqüidistantes, apenas “charlatães conciliadores, qualquer que seja seu rótulo, espiritualistas, sensualistas, realistas, etc., etc., (...) Os obscurantistas reacionários (Retraitebläser) consideram-se idealistas. Sendo o mais desprezível de todos, o do termo médio, o do centro” (LENIN, 1983, t. 18, p. 378). Quando comparados “com um corpo sólido e um corpo líquido, o que está ao meio é só deliqüescência, astúcia lisonjeira para enganar alguém” (LENIN, 1983, t. 18, p. 378). A incompreensão do espírito humano é como uma fossa de piolhos na qual o oportunismo e o ecletismo deitam suas lêndeas. Dirigindo-se aos professores de filosofia de seu tempo, aqueles que aceitavam a filosofia como ancilla theologiae, chama-os de “mordomos diplomados cujos discursos sobre os ‘bens ideais’ embruteciam o povo com a ajuda de um idealismo cheio de afetação” (LENIN, 1983, t. 18, p. 379). A crítica era em virtude de que esses senhores ufanavam-se de sua imparcialidade e de terem um só antípoda, exclusivamente o materialista. A néscia pretensão de se elevar acima do materialismo e do idealismo, de transpor essa antiga oposição, faz com que a ‘confraria do centro’ caia a cada instante no idealismo subjetivo afetado sustentando contra o materialismo uma velada guerra sem tréguas. Lenin (1983, t. 18, p. 382) entendia que não era inteligente nas palavras, ainda que numa só, dos professores de economia política, capazes de escrever obras de enorme valor no domínio das ‘investigações especiais’, sobre fatos reais, todavia, a economia política e, tanto quanto a filosofia, na sociedade contemporânea, uma ciência de partido. Os professores de economia política em geral, não são mais que comissionados eruditos da classe dos capitalistas. Ontem como hoje, economistas e filósofos, (não todos senão a maioria) tecem ‘novas’ calúnias ao marxismo-leninismo, dissimuladas na facúndia ‘liberdade de crítica’ da “escolinha positivista” e essa “escolinha serve a quem deve servir, à burguesia e aos latifundiários, e dela se servem como é devido” (LENIN, 1983, t. 18, p. 383-384). Ao contrário doutros intelectuais de esquerda que empreendem a depreciação da vasta obra de Lenin, vejo essa obra como uma unidade inabalável, articulada com a cultura de seu tempo, que vai da economia à lógica, da estética à crítica da metafísica e da escolástica. Sob a preconceituosa depreciação, esquecem que o conteúdo objetivo do processo histórico deve ser estudado “no momento concreto dado e na situação concreta dada, a fim de compreender, ante tudo, o movimento de que classe é o principal recurso de um possível progresso nessa situação concreta” (LENIN, 1984, t. 26, p. 146). O método de estudo usado por Lenin, e válido ainda hoje, encerra algumas exigências:
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Primeira, comprovar e demonstrar os dogmas com os quais os revisionistas apascentam a chama revolucionária do proletariado. Com outras palavras, é necessário restabelecer a unidade quebrada entre a teoria e a prática. Decorre daí a famosa frase lavrada no Que fazer?, sem teoria revolucionária, não há prática revolucionária. Não se trata aqui de uma ‘confraria de ortodoxos’ que perseguem os apóstatas que fazem uso de uma ideologia “independente”. Qualquer invectiva nesse sentido não guarda nenhum traço de verdade, pois Defender a teoria que segundo nossa mais profunda convicção é a verdadeira, contra os ataques infundados e contra os intentos de torná-la pior, não significa, de modo algum, que somos inimigos de toda crítica. Não enfocamos, em absoluto, a teoria de Marx como algo acabado e intangível; estamos convencidos, ao contrário, de que (ele) colocou só as pedras angulares da ciência que os socialistas devem impulsionar em todas as direções, se não ser deixado para trás pela vida (LENIN, 1981, t. 4, p. 195). Segunda, comprovar e demonstrar que os horizontes políticos apontados pela social-democracia, distanciam-se da luta da classe operária. A coerência ou a manutenção da unidade teoria e prática é a única condição possível de angariar, conquistar e merecer a confiança do proletariado. Terceira, organizar o trabalho partidário imprimindo-lhe direção revolucionária a fim de educar seus quadros, a juventude e o proletariado para entender a revolução socialista como única alavanca ao desmonte da burguesia e edificação da sociedade comunista. Quarta, exercitar a crítica e a autocrítica, pois a incapacidade de reconhecer os próprios erros e com eles aprender a trilhar novos caminhos e novas metas, tem como resultado extremo a criação de uma burocracia despregada da luta pela emancipação intelectual dos trabalhadores urbanos e rurais. Convencido da necessidade histórica do poder passar às mãos do proletariado e dos camponeses pobres, o intelectual de esquerda deve contagiar o proletariado conclamando-o a apropriar-se do marxismo: um “armazém” de elementos necessários à sua emancipação intelectual e à sua liberdade econômica. Essa emancipação intelectual é de vital importância para cauterizar as insanidades pseudofilosóficas e afirmar a certeza de que a classe operária pode e deve tomar o poder; que ele não se manterá no poder se não dispuser de quadros ilustrados e administradores formados, capazes de organizar a administração do país. Na verdade, é preciso preparar quadros operários nas escolas de trabalhadores para a tomada do poder. Essa emancipação intelectual é da máxima importância à compreensão de que a tese da greve geral do proletariado ainda é politicamente consistente, portanto aceitável, e que a luta exclusivamente parlamentar é uma ilusão da esperança onde o operário não esclarecido permanece escravo dos humores do capital. Diante disto, era e é de fundamental importância a educação política do proletariado e dos camponeses pobres com o objetivo de formar a consciência
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socialista. Assim, longe de ser um mero esquadrinhar de livros ou clássicos da literatura política e filosófica mundial, o método de Lenin (1982, t. 9, p. 6), apontado no texto “Que tratamos de conseguir?”, vai ao encontro da luta contra o oportunismo intelectualesco e contra “a vacilação, desorganização e a anarquia intelectualista”. É preciso desenvolver uma ampla e multifacetada agitação, oral e escrita, direcionada a combater o espírito de conciliação que oculta “a cabeça sob a asa e predica a cessação da luta da maioria contra a minoria” (LENIN, 1982, t. 9, p. 7).

ESTUDAR, PROPAGANDEAR, ORGANIZAR É a tríade necessária às tarefas dos educadores comunistas. A prática teórica é de magna importância à medida que a teoria deve dar respostas efetivas à prática social, isto é, a teoria deve dar respostas aos desafios da vida diária do proletariado e camponeses pobres. A teoria deve ser testada pelos dados da experiência enquanto uma construção histórica. Por isto, no Projeto de resolução sobre a atitude diante da juventude estudantil, Lenin (1981, t. 7, p. 268) assume a preocupação com a educação política dos grupos e círculos de estudantes para que estudassem “a fundo, por um lado, o marxismo e, por outro, o populismo russo e o oportunismo europeu ocidental”. No II Congresso do Partido Operário Social-democrata da Rússia, celebrado entre 17 de julho e 30 de agosto de 1903, numa de suas participações grafada como Intervenção acerca da atitude diante da juventude estudantil, Lenin (1981, t. 7, p. 328) recomenda cautela e o pôr-se em guarda contra a existência dos falsos amigos “que se acercam da juventude, tratando de fazê-la crer que não necessita formar opinião sobre as diferentes tendências”. Essa preocupação também lavrada no opúsculo “Projeto de resolução sobre a atitude diante da juventude estudantil”, é pertinente na exata proporção que ao se acercarem da juventude estudantil, os politicastros e oportunistas têm uma clara e única intenção: Apartar a juventude da educação revolucionária mediante uma vácua fraseologia ‘revolucionária’ ou idealista e com lamentações de filisteu sobre a perniciosa inutilidade que resultaria de uma polêmica violenta e apaixonada entre as tendências revolucionária e de oposição, pois, na realidade, os ‘falsos amigos’ não fazem senão difundir a falta de princípios e de seriedade ante o labor revolucionário (LENIN, 1981, t. 7, p. 268). Noutro folheto, Socialismo pequeno-burguês e socialismo proletário, Lenin (1982, t. 12, p. 39) demonstra que o marxismo não se consolida “de golpe, senão depois de uma longa luta contra todas as doutrinas atrasadas: o socialismo pequeno burguês, o anarquismo, etc.”. Nessa perspectiva, o marxismo é um obstáculo às opiniões segundo as quais é possível acoplar as variegadas formas do socialismo pequeno burguês – proudhonismo2, blanquismo3 e anarquismo – que expressam claramente o ponto de
Proudhonismo - doutrina atribuída a PROUDHON, Pierre Joseph, nascido em 1809 e falecido em 1865, portanto, contemporâneo de Marx e Engels, anarquista – segundo o critério dos marxistas
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vista da pequena burguesia e não do proletariado, com o socialismo proletário – o marxismo-leninismo.

A CRÍTICA DA ESCOLA CAPITALISTA A escola capitalista é um espaço ambíguo de reprodução e transformação possível, e de disputa entre o capital social (econômico) e o capital cultural. É fato que a educação depende da economia e da política, neste sentido, a dimensão política da educação está a serviço da classe social dominante. Neste sentido, o desafio da educação brasileira, na perspectiva socialista, consiste em contribuir com a formação de novas gerações capazes de decifrar e frear as políticas estatais de cunho populista, tecnicista, assistencialista, demagógico eleitoreiro, tornadas agentes de transformação social capazes de efetivar a educação popular em trincheira do processo indispensável de emancipação intelectual do proletariado. Penso que as contribuições de Lenin à questão dessa educação e construção de uma pedagogia socialista são pertinentes ao atual estágio da sociedade brasileira. Na verdade, o marxismo-leninismo sistematiza e reflete a aplicabilidade de uma pedagogia socialista a partir dos fundamentos da concepção marxista de mundo. Assim, é possível assumir algumas: (i) A reforma pedagógica. Entretanto, na perspectiva marxista-leninista nenhuma reforma pedagógica, verdadeiramente popular e democrática, será efetivada antes que a classe – sujeito - objeto do processo histórico – interessada no seu concurso assuma o controle dos meios e instrumentos de produção material e intelectual. (ii) A educação política. Diferente da educação capitalista ela contempla especialmente os interesses da classe operária e dos camponeses pobres. Esta educação é indispensável para que a classe social dominada retire o mando dos meios e instrumentos de produção, do Estado e seus aparelhos ideológicos e repressivos, das

revolucionários, ideólogo pequeno burguês e ‘socialista dos pequenos camponeses e artesãos’, a quem dedicou suas formulações sobre o ‘cooperativismo’, segundo comentários de Engels. Apesar de ser crítico duro do capitalismo, ele não via saída pela destruição desse modo de produção, que engendrava a espoliação do trabalhador, as desigualdades sociais e econômicas, o desemprego em suas formas estrutural e conjuntural, a violência urbana e rural e a miséria crescente. Para Proudhon, a saída estava, como ainda hoje parte dos intelectuais de uma certa ‘esquerda’ prega, no aperfeiçoamento do capitalismo, eliminando seus defeitos e abusos mediante um conjunto de reformas – fiscal, tributária, educacional, administrativa, previdenciária, urbana e rural – sob o controle não dos operários e trabalhadores assalariados e muitos menos dos camponeses pobres, mas de uma burocracia de ‘esquerda’ legitimamente eleita. Marx na ‘Miséria da Filosofia’ (Moscú : Progreso, 1979), demonstra com todas as letras e acentos o caráter anticientífico contrário ao curso do desenvolvimento social e, portanto, reacionário das formulações apologéticas de Proudhon. Blanquismo – corrente do movimento socialista francês, cujo principal líder era BLANQUI, Louis Auguste (1805-1888), eminente revolucionário e destacado representante do comunismo utópico francês. Os blanquistas negavam a luta de classes e faziam apologia da emancipação da humanidade da escravidão assalariada, não pela via revolucionária do proletariado, mas pela conspiração e o assalto do poder levado a cabo e a termo por uma minoria de intelectuais ilustrados. Substituíam a atividade do partido revolucionário por ações de grupos de conspiradores, não levavam em consideração a situação concreta indispensável ao êxito da insurreição e faziam pouco caso dos vínculos com as massas. Para Lenin (1982, t. 12, p. 39), contrário ao marxismo – a doutrina da classe operária – “o blanquismo, o proudhonismo e o anarquismo, expressavam claramente o ponto de vista do pequeno burguês”.
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mãos da burguesia, assumindo-os para implementar o desmanche do velho sistema, pari passu, com a construção de uma nova sociedade. (iii) A prática social do ‘educador comunista’ laborando no controvertido caminho da Universidade Pública, não pode ficar condicionado aos estreitos limites impostos pela Nomenklatura acadêmica, nos quais a ordem burguesa põe por objetivo sinecuras e prebendas. (iv) A transformação estrutural da escola passa, necessariamente, pela transformação estrutural da sociedade capitalista. Contudo, deve ficar claro que a escola é um importante espaço na luta pela solução das contradições materiais e sociais imanentes ao capitalismo. Com efeito, a ambigüidade permite afirmar não ser a escola apenas mais uma peça no jogo da reprodução de idéias dominantes de uma época, mas também locus onde se trava a luta de classes e idéias heréticas circulam. Esse é o paradoxo da educação: destinada à reprodução serve, também, à transformação. Diante desta ambigüidade irrefutável, permanece viva a crítica sobre os intelectuais que teimam em “creditar” à escola a resolução das questões da educação oficial. A meu julgar, com tal apologia olvidam um elenco de elementos que tão bem deveriam caracterizar a educação brasileira: relação indissociável entre conhecimento metódico e sistematizado e a prática social política; a realidade concreta como ponto de partida e de chegada do processo educativo e da prática científica; os conteúdos são definidos a partir das necessidades políticas; o trabalho educativo a partir de atividades sistematizadas internamente e da militância organizada; o processo educativo só se concretiza a partir do conhecimento científico e da militância organizada.

CONTRA O ECLETISMO O título deste tópico vem a calhar como contribuição à polêmica do papel da educação numa sociedade capitalista. A transigência com concepções e métodos diversos, o insólito pluralismo epistemológico, teórico e metodológico, o popular ecletismo ou ‘sopa metodológica’ representam nas ciências sociais, na filosofia e na educação, uma espécie de ‘brain storm’ onde a estreita relação entre ciência e política, entre filosofia e partido é embaralhada e mimetizada. O ecletismo ou o diversionismo ideológico, tão em voga hoje mais que dantes, é usado para apontar o marxismo-leninismo como a negação da singularidade e da subjetividade. O ecletismo – mistura tresloucada de métodos e reclamada como alternativa ao método dialético – está onusto de falas individualistas ancoradas no idealismo subjetivo, que não ajudam a clarificar e fundamentar a incompatibilidade, por exemplo, entre Marx, teórico por excelência da revolução, e outros pensadores não menos renomeados, mas conservadores e reacionários. Sob o manto da suposta e falsa complementaridade entre concepções de mundo antitéticas, ergue-se sorrateiro o ecletismo como contraponto ao marxismo. O ecletismo oculta a verdadeira intenção de seus apologistas: estabelecer o pacto e a conciliação perdulários entre capital e trabalho.

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A rigor, sem o menor constrangimento, esses apologistas buscam formar outra concepção de mundo colocada para além do conflito entre idealismo e materialismo, positivismo e marxismo. Mas se o método dialético é o procedimento ou processo de pensamento e ação à compreensão e transformação da realidade, pergunto: Para que servem os métodos que abafam a singularidade (forma de ver e pensar a totalidade dialética) e se exercem sobre a generalidade que nada mais é que a justaposição de fragmentos guindados à condição de “totalidade”? A propósito, tomei cuidado para não construir este trabalho sobre um “leninismo imaginário” encimado no método de análise da educação política pensado, idealmente, para a sociedade brasileira, capitalista dependente e periférica. Com efeito, contrariando o pensar oficial não trato aqui de afirmar a educação como algo que retira homens e mulheres do ‘útero socrático’, nem de afirmá-la como espaço refratário aos movimentos contraditórios da sociedade, enfim, não coloco a luta de classes no interior da escola capitalista. Mesmo porque, educação como fulcro da ação pedagógica, é expressão da luta de classes que a determina e constitui. A análise marxista-leninista da sociedade desborda os únicos caminhos da educação: fautor histórico de reprodução das relações sociais de produção capitalistas ou instrumento nas mãos da classe operária para edificar outra sociedade e sem o qual não será possível a consecução da sociedade comunista. Não obstante, a escola capitalista é o local onde a educação, forma elevada de apreensão da realidade, não é para todos, mas para uma pequena minoria. Acrescento. Uma teoria da educação segundo a qual o ato de educar é um ato político, a prática social do educador não é neutra, mas vazada por uma teoria reacionária ou por uma teoria revolucionária, isto é, ela circunscreve-se no âmbito da prática reacionária ou da prática revolucionária. Os objetivos implícitos / explícitos do ‘educador comunista’, parafraseando o ensaísta e poeta russo Dmitri Ivanovitch Píssarev, é resolver de uma vez por todas o problema inelutável dos que têm fome e combater drasticamente, sem trégua e sem quartel, os neoliberais e ‘progressistas’ que, com uma fraseologia parva, defendem a perpetuação e reprodução do capitalismo. Nesta empreitada, Lenin produziu elementos imprescindíveis à demonstração do desenlace de táticas e estratégia4 do proletariado na luta para conquistar sua emancipação intelectual, tomar o poder político e econômico em suas mãos e
A rigor, a partir da Revolução burguesa de 1789 o cenário e a compreensão sobre a guerra foram profundamente modificados. Stalin (s.d., p. 93) procura estabelecer uma distinção por demais confundida e embaralhada, ainda hoje, a saber: “tática é o emprego das forças individuais e/ou coletivas no combate para obter a vitória, enquanto a estratégia é o emprego das vitórias a fim de atingir as finalidades da guerra”. De forma menos simplificada, a tática é a assimilação e a utilização das formas de luta e organização (neste caso específico, do proletariado revolucionário) para assegurar seu melhor desempenho e aproveitamento para conseguir o máximo de resultados positivos, no interior de determinadas relações de força, necessárias à preparação do êxito estratégico. Segundo Stalin, “a tática é uma parte da estratégia, a qual serve e à qual está submetida”. Ele refere-se à estratégia como “direção do golpe principal de ataque do proletariado, tomando como base a etapa em que se encontra a revolução, elaborar o plano adequado para a distribuição das forças revolucionárias (das reservas principais e secundárias), em lutar para levar a cabo este plano em todos os limites onde se encontre a revolução” (STALIN, s.d., p. 99).
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deslanchar a construção doutra sociedade. Vale dizer, o marxismo-leninismo é a crítica exercitada contra a ideologia do reformismo sem reformas, presente na educação brasileira e, ainda, é o zurzir a ideologia do imperialismo nos séculos XX e XXI. Ao contrário do que se possa pensar, a teoria marxista-leninista para uma escola socialista e revolucionária não é exeqüível nesta sociedade capitalista. Diferente do que tem sido feito com as teorias pedagógicas de Krúpskaia, Lunatcharski, Makarenko, Pistrak, Vigotsky e Sukholinski – todos colocados no “leito procustiano” (onde algo é forçado a entrar onde não cabe, esticando-o ou encolhendo-o) – as contribuições de Lenin, tanto quanto as desses autores, à construção de uma pedagogia socialista não podem ser aplicadas na sociedade capitalista para transformar a ordem por dentro da ordem. Salvo melhor juízo, as contribuições de Lenin servem de subsídios à análise concreta da realidade concreta e à projeção doutra sociedade para um futuro no qual as classes não mais existam e onde trabalhadores assalariados e camponeses pobres sejam os donos dos meios e instrumentos de produção. A teoria leninista sobre a educação só é exeqüível na escola em geral na sociedade superada: socialista e comunista. Nesse ínterim, esta teoria se materializa na luta pela superação do barbarismo burguês, contra o violento processo social de acumulação ampliada de riqueza e do crescimento correlato da concentração do poder político, econômico e militar nas mãos de minorias parasitárias. Os fundamentos dispostos na obra leninista são imprescindíveis, eu diria, para desvelar a realidade capitalista contemporânea, portanto, necessária à sua transformação revolucionária. O método empregado deve ser dois passos à frente, um passo atrás, isto é, caminhando com acuidade, abrindo caminho, é possível descobrir quem são os amigos do povo e como lutam contra os revolucionários. À ocultação das contradições da sociedade capitalista e à permanência do imbróglio histórico da burguesia, a revolução social. A educação política, em Lenin, representa a defesa do marxismo e a procura incessante de praticá-lo e afirmá-lo como exeqüível à interpretação, compreensão e transformação da realidade. As teorias antípodas do marxismo são as responsáveis pela ‘engenharia do consenso’ ratificada segundo os ‘discursos claustrais’ do imperialismo; reafirmam a cosmovisão burguesa e negam o papel da classe operária enquanto sujeito histórico da transformação da sociedade capitalista. Herdeiro do Iluminismo, Lenin desnuda a necessidade da organização da classe operária, construção de um partido político operário comunista e revolucionário e reafirma a imprescindibilidade do corpo teorético do marxismo sem o qual a prática social se transforma em inócuo ativismo.

O EDUCADOR COMUNISTA Ao ‘educador comunista’ cabe apoiar com todas as suas forças a luta camponesa pela liberdade e pela terra; não se deter aí e ir mais longe, além de lutar por liberdade e por terra, lutar também pelo socialismo e pelo comunismo. Para ele, a luta por terra e liberdade é uma luta democrática a não mexer nos fundamentos da sociedade
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capitalista, a propriedade privada sobre os meios de produção e o domínio do capital sobre o trabalho; sua antípoda é a luta política pela destruição da dominação do capital, a luta pela edificação ulterior da sociedade comunista. Neste sentido, a educação política encerra como conteúdo a dura crítica e o bom combate aos sevandijas detratores de Marx, Engels e Lenin, que afirmam ultrapassadas a revolução socialista, a ditadura do proletariado e o comunismo. As correntes novidadeiras falseiam as posições políticas adotadas e predicadas pelos marxistas. A educação política, sob a ótica do marxismo-leninismo deve combater de forma dura as teorias neoliberais que sobejamente usam o método subjetivo para negar o caráter objetivo das leis do desenvolvimento social e o papel imprescindível e decisivo dos explorados na construção da história da humanidade. Na atual conjuntura, adversa aos interesses dos operários, funcionários públicos e camponeses pobres, como escreveu Lenin (1981, t. 1, p. 439) no seu livro O conteúdo econômico do populismo, toda a educação “pressupõe o partidarismo, por assim dizer, e impõe sempre o dever de defender franca e abertamente o ponto de vista de um grupo (ou classe) social concreto sempre que se ajuíze um acontecimento”. É inevitável dizer, se Lenin não foi um teórico da educação russa, não é possível negar ter ele dedicado uma extraordinária atenção e uma inestimável e inquestionável preocupação para com a educação política de crianças e adolescentes, filhos e filhas dos operários e camponeses pobres. Empreendeu esforços hercúleos para incorporar as novas gerações, o mais possível, ao movimento revolucionário pela criação de uma nova sociedade. A educação política é meio possível e necessário à exortação da juventude à forjar-se na concepção de mundo marxista-leninista. E mais ainda. Ele proclamava a necessidade de dar às novas gerações uma educação revolucionária. Essa posição foi assumida por Lenin em decorrência da imprescindibilidade de incorporar a juventude à vida política da sociedade e forja dos seus futuros quadros reconstrutores. Dessarte assume importância capital construir escolas para os operários e camponeses pobres, nas quais é possível ensinar, preferencialmente, as teorias socialistas e comunistas elaboradas pelos utópicos franceses, democratas revolucionários russos do século XVIII e outras que têm por pano de fundo a teoria construída por Marx, Engels e Lenin. Não é a educação em geral que os governantes temem, mas os conteúdos insensíveis aos interesses da classe dominante e sensíveis às demandas da classe operária e aliados, ministrados nas escolas; eles temem a possibilidade de estreitamento da relação entre a patuléia, a escumalha, a chusma vil com a escola. Como antanho, permanece o medo cerval quanto à junção do marxismo com o povaréu, digo, com a classe mais humilde, oposta à classe opulenta: a burguesia. Os ideólogos da moderna educação capitalista sabem que a gnoseologia e a filosofia (tal qual predicadas pelo Iluminismo) são capazes de fazer com que os operários saiam do obscurantismo intelectual no qual foram colocados há séculos. Municiados com a força teorética revolucionária do marxismo-leninismo (e as teorias que lhes são tributárias) os proletários tornar-se-iam uma força imbatível.
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O medo à educação política do proletariado e do campesinato pobre era real e radica no fato do marxismo ser utilizado diretamente na educação e organização da vanguarda da classe operária. Coincidência histórica. Ocorre no Brasil moderno do século XXI, como na arcaica Rússia do século XIX, um velho e conhecido problema da educação: ao mesmo tempo em que se proclama a falta de recursos para investir na educação superior e remunerar melhor o trabalhador da educação, o governo esconde que bilhões de reais são desviados às aventuras do parasitismo e agiotagem internacional. Como antanho, o moderno governo desta sociedade procura impedir o acesso do ‘povo’ à instrução pública, gratuita, laica e obrigatória. Ele, como seus antecessores, teme que o povaréu aprenda. Por isto, é mister subsumir as novas gerações no obscurantismo e embrutecimento. A educação oficial sob o controle irrestrito do governo federal chega ao povão como uma espécie de narcótico ideológico para mantê-lo distanciado da realidade objetiva. Atento à história recente desta sociedade, o ‘educador comunista’ tomando por base a obra de Lenin (1983, t. 17, p. 180), mormente o folheto Material inflamável na política mundial, deve procurar fazer com que as novas gerações entendam a dicotomia “guerra e paz” como uma contrafação à medida que “a escola da guerra não é vã para os povos”. A arte da guerra, segundo Sun-Tsu, Maquiavel, von Clausevitz e o próprio Engels, é uma escola difícil e seu estudo completo revela “inevitavelmente vitórias da contrarevolução, desenfreio dos reacionários enfurecidos, selvagens represálias do velho regime contra os insurgentes” (LENIN, 1983, t. 17, p. 180). Lenin (1983, t. 17, p. 183) considerava necessário tirar algum ensinamento da ‘arte da guerra’, enquanto unicamente os intelectuais empedernidos e caducos chorar sem convicção, repetidamente e com poucas lágrimas quando o povaréu ingressava na escola que Ensina as classes oprimidas a fazer a guerra civil, ensina a fazer triunfar a revolução, concentra nas massas de escravos modernos todo o ódio que encerram eternamente os escravos oprimidos, obtusos e ignorantes e que os leva a grandiosas façanhas históricas quando adquirem consciência do opróbrio de sua escravidão. Ignorando esse ensinamento, tripudia-se sobre a importância das ‘conjuras militares’ ou da ‘arte da guerra’ na educação dos operários, trabalhadores e camponeses pobres. Quase nenhuma importância é dada à questão militar, ainda que as condições de uma guerra civil ou de uma revolução não estejam postas no horizonte. A esquerda brasileira, salvo raras e honrosas exceções, deixou de colocar ‘a arte da guerra’ como tema de estudo e análise da educação brasileira. Esqueceu que, como apontou Lenin (1982, t. 10, p. 355), no seu opúsculo Exército revolucionário e governo revolucionário, sem os conhecimentos militares e os recursos castrenses não é possível “resolver o primeiro problema e mais urgente de todos, o problema da liberdade”. Assim, mesmo considerando a importância da educação política para a classe operária é preciso ensinar que para ela a revolução social é “apenas o primeiro degrau
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no caminho à emancipação por completo do trabalho de toda exploração, que leva à magna meta socialista” (LENIN, 1982, t. 10, p. 359).

SOBRE A POLITECNIA A educação comunista é uma preocupação implícita, embora nem sempre de forma clara, na obra leninista segundo a qual não é possível edificar o comunismo num país de analfabetos, a erradicação do analfabetismo, a educação e a politecnia compõem o eixo sobre o qual a formação social e econômica sem classes pode tornarse realidade. Não obstante, à consecução da educação politécnica, na situação econômica extremamente grave da sociedade brasileira, exige a imediata “fusão” da escola fundamental e média com ensino profissionalizante e técnico e com o ensino superior num único e bem montado plano nacional de educação. As escolas futuras deste país, por motivos sintomáticos, devem ser escolas politécnicas. Devo acrescentar, há uma cuidadosa preocupação com a possibilidade da contra informação afirmar que os marxista-leninistas querem que a escola capitalista seja transformada em mera escola artesanal. Vale lembrar, na escola pensada pelos comunistas, pública, laica e gratuita, obrigatória para jovens até os 17 anos, cuida-se para que nela não seja posta em prática a especialização precoce. Ao mesmo tempo, nela deve ser proporcionado conhecimento a todos os estudantes, teoria e prática, sobre os principais ramos da indústria e da agricultura. Contra a educação monotécnica a educação politécnica. A escola politécnica e as instituições de ensino superior devem assumir a preocupação em reconstruir a escola para formar, no mais curto espaço de tempo possível e em virtude da necessidade prática determinada pela miséria do país, especialistas em todos os ramos da indústria e da agricultura – a partir do conjunto dos operários e camponeses; deve congeminar a educação escolar com a extra-escolar (Partido, Sindicatos e Câmaras de Trabalhadores) em cada estado da federação. Para isto, a formação intelectual é indispensável à constituição de uma nova República, socialista e comunista. Torna-se inadiável compreender que o incremento da literatura marxista-leninista, a única a manifestar-se sobre o conjunto das questões sociais sem exceção, é impostergável para que as novas gerações compreendam que ao tomar o poder político, assumir o controle das escolas primárias e das universidades estatais, o proletariado não permita que a intelectualidade burguesa continue corrompendo a juventude com o moralismo criticrasto, reles, critiqueiro da burguesia. A educação politécnica é o meio dos operários e camponeses pobres melhorarem sua própria condição de vida e não mais gerar lucros aos capitalistas e latifundiários; melhorar sua condição de vida implica por à termo a exploração secular que sobre eles se impõe como elemento determinante da sociedade capitalista. Na contramão das políticas econômicas postas pelo capitalismo central para os países dependentes e periféricos no século XX, a teoria leninista defende que os professores devem ser colocados em condição social e política à altura dos desafios de
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seu tempo. Essa é uma condição sem a qual não é possível falar de cultura alguma, nem proletária e nem burguesa. É preciso satisfazer as necessidades da educação elementar do ‘povão’ mergulhado por séculos e séculos no mais horrendo analfabetismo e no mais hediondo obscurantismo. A educação pública, laica, gratuita e obrigatória é coadjuvante da edificação da sociedade socialista, portanto, o ‘educador comunista’ deve assumir a condição que pretende estar e não a realidade capitalista. Essa condição à qual será guindado, é inerente ao processo de educação politécnica e à construção da sociedade comunista. Há uma verdade sobre a qual não necessito demonstrar com maior esclarecimento. Era fato, é fato!, que o papel social e político do corpo docente é estratégico, em todos os níveis. Os docentes, no lugar de cabeça de ponte e arautos5 da escravidão assalariada, como são, até hoje, nas sociedades capitalistas, devem se converter em menestréis da sociedade socialista, cabendo-lhes desviar o proletariado das alianças com a burguesia e com os latifundiários, atraindo-o à constituição de uma aliança histórica com o campesinato pobre. Neste processo, o Estado burguês envida todos os esforços para manter o embrutecimento e a embriaguez do povaréu, levado a termo pela sofisticada literatura ‘desinteressada’ da burguesia. Urge pois empregar todos os esforços para converter o operário em portador e porta-voz do ideário marxista-leninista.

À GUISA DE CONCLUSÃO A educação politécnica, enquanto um dos aspectos da educação política, reforço, articula-se com a organização do proletariado na luta por sua emancipação intelectual e liberdade econômica. O objetivo dessa educação, face às transformações do mundo do trabalho e do capital, é a construção de um mundo melhor, justo, fraterno, solidário, comunista. Apesar do que possa ser dito, contrário ou a favor, após a ulterior leitura deste scriptum, reafirmo que o objetivo maior do autor é colocar Lenin, presença imorredoura, como imprescindível à Universidade Pública, torná-lo disponível aos interesses e demandas de estudantes de graduação e pós-graduação, docentes e pesquisadores comprometidos de verdade, na teoria e na prática, com a construção de um caminho verdadeiramente democrático e revolucionário possível. Essa possibilidade, ao meu julgamento, é um aspecto incontornável da construção histórica da vontade coletiva, antagônica aos caminhos previamente formulados e afirmados pela Nomenklatura política, serva moderna do imperialismo dirigida por ‘intelectocratas’ arautos da inexorabilidade do capitalismo e do socialismo como mera quimera.

Arauto – antigo oficial das monarquias medievais, encarregado de missões secretas, proclamações solenes, anúncio de guerra ou paz e informar os principais sucessos nas batalhas. E mais, aquele que, por meio de pregão, tornava pública uma notícia ou o que conduzia mensagens; o portador, o que proclama, o que anuncia; o pregoeiro. Por extensão, o que defende uma idéia, uma causa etc.; o propugnador.
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Educação, agitação e propaganda compõem uma tríade indispensável à geração doutro modo de produção e doutra scholé, local onde realmente as crianças aprendam a convivência brincando e onde todas se reúnam à materialização do sonho bolchevique e tão bem traduzido pelo poeta e camarada Taiguara: “onde as crianças cantem livres sobre os muros e ensinem o amor a quem não soube amar ninguém!”. BIBLIOGRAFIA LENIN, V. I. Obras Completas, t. 1. 5ª Edição. Moscú, Editorial Progreso, 1981. ---------------- Obras Completas, t. 2. 5ª Edição. Moscú, Editorial Progreso, 1981. ---------------- Obras Completas, t. 4. 5ª Edição. Moscú, Editorial Progreso, 1981. ---------------- Obras Completas, t. 7. 5ª Edição. Moscú, Editorial Progreso, 1981. ---------------- Obras Completas, t. 9. 5ª Edição. Moscú, Editorial Progreso, 1982. ---------------- Obras Completas, t. 10. 5ª Edição. Moscú, Editorial Progreso, 1982. ---------------- Obras Completas, t. 12. 5ª Edição. Moscú, Editorial Progreso, 1982. ---------------- Obras Completas, t. 14. 5ª Edição. Moscú, Editorial Progreso, 1981. ---------------- Obras Completas, t. 17, 5ª Edição. Moscú, Editorial Progreso, 1983. ---------------- Obras Completas, t. 18. 5ª Edição. Moscú, Editorial Progreso, 1983. ---------------- Obras Completas, t. 19, 5ª Edição. Moscú, Editorial Progreso, 1983. ---------------- Obras Completas, t. 26. 5ª Edição. Moscú, Editorial Progreso, 1984. ---------------- Obras Completas, t. 27. 5ª Edição. Moscú, Editorial Progreso, 1985. ---------------- Obras Completas, t. 34. 5ª Edição. Moscú, Editorial Progreso, 1985. MARX, K. Miseria de la filosofia. Moscú : Progreso, 1979. STALIN, J. Fundamentos do leninismo. Obras Escolhidas. Tirana, Editora do Povo, s.d.

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