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Anatomia e fisiologia do coração

Anatomia e fisiologia do coração

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ANATOMIA E HISTOLOGIA DO CORAÇÃO

Jaqueline Luvisotto Marinho Aluna do sexto período da faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP

a) Localização: O coração é um órgão situado no mediastino médio, mais predominante para o lado esquerdo do plano mediano. Mediastino: é a parte da cavidade torácica que não contém os pulmões e as pleuras, ou seja, o mediastino é o intervalo entre as duas pleuras. Divisões do mediastino: • Mediastino médio: contém o pericárdio, o coração, as porções imediatamente adjacentes dos grandes vasos (aorta ascendente, tronco pulmonar e veias pulmonares), os brônquios principais e outras estruturas das raízes dos pulmões, os nervos frênicos. • Mediastino anterior: situa-se na frente do pericárdio e atrás do esterno, sendo seu principal componente o timo (que também ocupa a porção anterior do mediastino superior), além de pequenos vasos, tecidos conjuntivo e adiposo. • Mediastino posterior: situa-se atrás do pericárdio, contém o esôfago com os nervos vagos, a aorta torácica (descendente), ducto torácico, troncos simpáticos. • Mediastino superior: situa-se acima do pericárdio. Contém posteriormente o esôfago, o ducto torácico e a traquéia, anteriormente o timo (ou seu remanescente) e no meio os grandes vasos relacionados ao coração (como o arco da aorta e) e pericárdio. b) Anatomia externa: Faces: 1) Face esternocostal: formada principalmente pelo ventrículo direito. 2) Face pulmonar ou esquerda: formada principalmente pelo ventrículo esquerdo, que produz a impressão cardíaca na face medial do pulmão esquerdo. 3) Face diafragmática: formada pelos dois ventrículos e repousa principalmente sobre o centro tendíneo do diafragma.

Na inspiração profunda o batimento do ápice. que impulsiona o sangue para o interior das artérias. 1) atrioventricular direita: entre o átrio direito e o ventrículo direito . d) Anatomia interna: o coração é dividido em duas metades. a aurícula direita. sendo interrompido anteriormente pela aorta e pelo tronco pulmonar. Na parede direita ou lateral do átrio direito há um sulco superficial que se estende da parte anterior do óstio da veia cava superior até a direita da veia cava inferior. O sulco interventricular posterior aloja o ramo interventricular da artéria coronária direita e pode estar presente na face diafragmática. situado anteriormente. para baixo e para a esquerda. que é um impulso desencadeado pela contração do ventrículo esquerdo e geralmente sentido anteriormente no hemitórax esquerdo. que recebe o sangue das veias. e um ventrículo. Ventrículos O cone arterial ou infundíbulo é a parte do ventrículo direito que se prolonga para o tronco pulmonar. O eixo longitudinal do coração dirige-se do centro da base. Cada metade consiste de duas câmaras: um átrio. direita e esquerda. Estes sulcos interventriculares indicam o local do septo interventricular. e o átrio esquerdo se continua anteriormente do lado esquerdo do tronco pulmonar como a aurícula esquerda. o sulco terminal. pode situar-se mais baixo e mais medial. geralmente no nível da sexta cartilagem costal. que é em feixe muscular bem desenvolvido que se projeta para o interior do átrio direito. Os átrios são separados dos ventrículos pelo sulco coronário ou sulco atrioventricular. o qual situa-se externamente no lugar do septo atrioventricular e aloja o seio coronário.Átrios O átrio direito se continua anteriormente do lado direito da aorta como um apêndice em forma de orelha. Valvas: suas válvulas (ou cúspides) possuem no centro tecido conjuntivo denso com fibras colágenas e elásticas e são revestidas por endotélio. situada posteriormente. Este sulco indica externamente a localização da crista terminal. a artéria coronária direita e a terminação da artéria coronária esquerda. e na expiração profunda pode situar-se no quarto espaço intercostal. c) Orientação: os átrios formam a base do coração e situam-se atrás dos ventrículos. para o ápice. O sulco interventricular anterior pode alojar o ramo interventricular da artéria coronária esquerda e situa-se na porção esquerda da face esternocostal. A porção superior do sulco terminal é ocupada pelo nó sino-atrial. por um septo longitudinal.

o qual apresenta em seu lado ventricular a valva mitral. Esta parede entre os dois óstios das veias cavas apresenta uma elevação composta principalmente de feixe muscular. A válvula da veia cava inferior é uma válvula semilunar. O seio coronário desemboca no átrio direito e seu óstio apresenta a válvula do seio coronário (ou válvula de Tebésio) e se situa imediatamente à frente e à esquerda da válvula da veia cava inferior. que representa a persistência do forame oval fetal. variável. o tubérculo intervenoso (ou tubérculo de Lower). os forames das veias mínimas (ou forames de Tebésio). a fossa oval. Apresenta os óstios das veias pulmonares e o óstio atrioventricular esquerdo ou mitral. que são as terminações das veias mínimas do coração (ou veias de Tebésio). O átrio esquerdo também apresenta os forames das veias mínimas (ou forames de Tebésio) Ventrículos As superfícies internas dos ventrículos (exceto o infundíbulo) são irregulares devido à projeção de feixes musculares. que se estendem da aurícula direita para a crista terminal. O óstio da veia cava superior raramente apresenta uma válvula parcial. em seu lado ventricular. não apresenta os músculos pectíneos. freqüentemente fenestrada e que se situa no óstio da veia cava inferior. Átrio direito: Sua superfície interna é parcialmente enrugada pelos músculos pectíneos. Tipos de trabéculas cárneas: . as trabéculas cárneas. A porção superior da fossa oval pode apresentar o forame oval (ou forame de Botallo). A fossa oval é vista no átrio esquerdo como uma região translúcida do septo interatrial. Nas paredes dos átrios e em todos os outros compartimentos do coração há pequenos orifícios. através do qual os átrios se comunicam. Átrio esquerdo: A superfície interna do átrio esquerdo é lisa. O seio das veias cavas é uma região de parede lisa em que desembocam as veias cavas superior e inferior. Na parte da parede do átrio direito que se relaciona intimamente ao septo interatrial possui uma região mais flácida e ovóide.2) atrioventricular esquerda: entre o átrio esquerdo e o ventrículo esquerdo 3) pulmonar: entre o ventrículo direito e o tronco pulmonar 4) aórtica: entre o ventrículo esquerdo e a aorta Átrios As aurículas (direita e esquerda) são enrugadas em suas superfícies internas pelos músculos pectíneos. As paredes posterior e septal são lisas. a valva tricúspide. ou seja. O óstio atrioventricular direito ou tricúspide apresenta-se.

As faces atriais das valvas são lisas porque não há inserção das cordas tendíneas como nas faces ventriculares. que apresentam em suas bordas livres um pequeno nódulo central por espessamento da tela fibrosa. inseridos em cada uma de suas extremidades à parede ventricular). Seus ápices são continuados por cordas tendíneas finas. a linha alba. O septo interventricular consiste de uma porção membranácea e de outra muscular. os nódulos de Arantius (ou de Morgagni). O ventrículo direito apresenta: . entre a borda livre a uma linha marcada por uma crista esbranquiçada na superfície ventricular da cúspide. respectivamente. além de 2 grupos de cordoalhas tendíneas e 2 músculos papilares (anterior e posterior).1) cristas ou colunas. que é delgada e de estrutura fibrosa. os quais facilitam o fechamento. As valvas semilunares da aorta e do tronco pulmonar estão situadas na origem destes vasos e apresentam 3 cúspides. Durante a fase de fechamento. As bordas livres das cúspides das valvas atrioventriculares freqüentemente apresentam pequenos nódulos (de Albini). A valva tricúspide ou atrioventricular direita. Atrás das válvulas semilunares existem pequenas depressões nas paredes da artéria pulmonar e da aorta (seios de Valsalva). posterior (inferior) e septal (medial). as quais se inserem nas bordas livres das cúspides (ou válvulas) das valvas atrioventriculares (para evitar a eversão destas valvas) e nas faces ventriculares das cúspides destas valvas (para firmeza e reforço destas valvas). Cada valva atrioventricular tem cúspides (ou válvulas) cujas bases se inserem no ânulo fibroso que circunda o óstio atrioventricular. 3) pilares ou músculos papilares: apresentam forma cônica. comumente se insere a cúspide septal da valva tricúspide. que se situam. Os forames das veias mínimas existem em ambos os ventrículos. mas não são tão numerosos quanto nos átrios. situada na face ventricular do óstio atrioventricular direito. pois se situa entre o átrio direito e o ventrículo esquerdo. além de 3 grupos de cordoalhas tendíneas e 3 músculos papilares (anterior. Suas bases implantam-se na parede ventricular. sejam bloqueados pelas cúspides. atrás das cúspides direita e esquerda da válvula. posterior (inferior) e septal). A valva bicúspide (ou mitral) ou atrioventricular esquerda apresenta 2 cúspides (válvulas): anterior (ou aórtica) e posterior. A porção do septo acima da valva é o septo atrioventricular. apresenta 3 cúspides (ou válvulas): anterior. onde o desenvolvimento de correntes de redemoinho tende a manter as cúspides das válvulas afastadas das paredes dos vasos e impede que os óstios coronários (das artérias coronárias direita e esquerda). 2) pontes (feixes arqueados. as 3 cúspides das válvulas semilunares superpõem-se ao longo de uma área. Na porção membranácea do septo interventricular. a lúnula.

2) miocárdio (túnica média): constituído por fibras musculares cardíacas. f) Histologia As paredes do coração constituem-se de três túnicas: 1) endocárdio (túnica interna): constituído por endotélio apoiado sobre um delgada camada subendotelial. que são células cilíndricas longas com apenas 1 ou 2 núcleos localizados centralmente. ou seja.3 a 1. maior que a do ventrículo direito. 4) normalmente espessura da parede livre de 1. 3) infundíbulo ou cone arterial: é a parte do ventrículo direito que se prolonga para o tronco pulmonar. O ventrículo esquerdo apresenta: 1) valva bicúspide ou mitral. 4) crista supraventricular: saliência muscular espessa que se situa internamente no ângulo formado entre o cone arterial ou infundíbulo. desmossomos (unem as células musculares cardíacas. 5) normalmente espessura da parede livre de 0. que é a câmara arterial ou de esvaziamento.3 a 0. pois o ventrículo esquerdo realiza mais trabalho devido a maior pressão arterial na circulação sistêmica do que na pulmonar. o estímulo contrátil é passado . ou seja. Estes discos intercalares apresentam 3 tipos de junção principais: zônulas de adesão (servem para ancorar os filamentos de actina dos sarcômeros terminais).1) valva tricúspide. e) Peso: o peso cardíaco varia com a altura e a estrutura esquelética. responsáveis pela continuidade iônica entre células musculares vizinhas. O peso médio é de aproximadamente 250 a 300 g nas mulheres e de 300 a 350 g nos homens. entre células musculares adjacentes. pois as células miocárdicas são separadas uma das outras. estriações transversais e discos intercalares. impedindo que elas se separem sob a atividade contrátil do coração) e junções abertas (ou nexos. e o resto do ventrículo direito. 3) nenhuma crista ou infundíbulo. mas não anatômico. 2) face septal lisa. formando um sincício funcional. numerosas mitocôndrias. com trabéculas cárneas. Os discos intercalares são linhas transversais. ou seja. de tecido conjuntivo frouxo. 2) face septal trabeculada.5 cm. por onde correm vasos. nervos e ramos do sistema condutor cardíaco. sob a qual localiza-se o estrato subendocárdico. a porção venosa ou de enchimento. retas ou em aspecto de escada. fortemente coradas. que recebe o sangue do átrio direito.5 cm.

O retículo sarcoplasmático no músculo cardíaco distribui-se irregularmente entre os miofilamentos. A contração muscular ocorre por encurtamento destes sarcômeros. d) No músculo cardíaco encontram-se as díades: uma cisterna do retículo sarcoplasmático junto ao túbulo T. As tríades (2 cisternas do retículo sarcoplasmático junto ao túbulo T) encontradas no músculo esquelético não são freqüentes no músculo cardíaco. Entre as fibras musculares cardíacas há um delicado tecido colágeno análogo ao endomísio do músculo esquelético que suporta os capilares sangüíneos vizinhos. como no músculo esquelético. os sarcômeros (de uma linha Z à linha Z adjacente). As principais fontes de energia para a célula cardíaca são os ácidos graxos. apresentam grânulos secretores que contêm a molécula precursora do peptídeo atrial natriurético (PAN). que são armazenados sob a forma de triglicerídeos em seu citoplasma. devido a seu intenso metabolismo aeróbio. A estrutura e a função das proteínas contráteis das células musculares cardíacas são semelhantes às do músculo esquelético. Já a célula muscular esquelética possui poucas mitocôndrias. aproximando as linhas Z. que contêm filamentos grossos (compostos por miosina e titina) e filamentos finos (compostos por actina. Diferenças entre a célula muscular cardíaca e a esquelética: a) O sistema T e o retículo sarcoplasmático (reticulo endoplasmático da célula muscular) não são bem organizados como no músculo esquelético. Cada célula muscular cardíaca e esquelética é composta por unidades contráteis. tropomiosina e troponina). O sistema tubular transverso (sistema T) é uma estrutura do interior das células miocárdicas que participa da troca de substâncias entre o sangue capilar e as células miocárdicas. b) Nos ventrículos cardíacos os túbulos T são relativamente mais largos e mais numerosos que no músculo esquelético (no qual os túbulos T são mais longos e mais estreitos). c) Os túbulos T cardíacos localizam-se na banda Z e não na junção das bandas A e I. principalmente as do átrio esquerdo. . As células cardíacas. através do deslizamento dos filamentos de actina ao longo dos filamentos adjacentes de miosina nos ciclos das pontes cruzadas. sendo formada por invaginações profundas do sarcolema (membrana plasmática da célula muscular) nas linhas Z. e) A célula muscular cardíaca contém numerosas mitocôndrias (sarcossomas). Os filamentos finos estendem-se do ponto no qual eles estão ancorados à linha Z (através da faixa I) até se interdigitarem com os filamentos grossos. tendo portanto ação contrária a do hormônio aldosterona.rapidamente de uma célula para a outra). Este hormônio atua sobre os rins aumentando a eliminação de sódio (natriurese) e água (diurese) pela urina (e conseqüentemente aumentando a pressão arterial).

As bases das válvulas se prendem aos anéis fibrosos do esqueleto cardíaco. às estruturas do mediastino posterior. Este se bifurca nas artérias pulmonares direita e esquerda. Divisões do pericárdio: 1) pericárdio fibroso: porção mais externa do pericárdio formado por feixes colágenos e fibras elásticas. o sangue penetra no ventrículo direito. nervos e gânglios nervosos.3) Pericárdio (túnica externa): saco fibroso que envolve o coração e com o qual ocupa a maior parte do mediastino médio. Inervação do pericárdio: ramos do nervo frênico. A seguir. os quais se anastomosam com as artérias coronárias. forra a superfície interna do pericárdio fibroso) e a lâmina visceral ou epicárdio (voltada para o coração). Do átrio esquerdo. a veia cava inferior e as veias intrínsecas do coração conduzem o sangue venoso para o átrio direito. Irrigação sangüínea do pericárdio: O epicárdio é irrigado pelas artérias coronárias. esofágicas e frênica superior). As válvulas cardíacas constituem-se centralmente por tecido conjuntivo denso contendo fibras colágenas e elásticas. g) Relação com os grandes vasos: a veia cava superior. As outras porções do pericárdio são irrigadas por ramos pericardiacofrênicos (das artérias torácicas internas) e ramos pericárdicos (das artérias bronquiais. e as veias pulmonares trazem-no de volta ao átrio esquerdo. as quais levam o sangue para os pulmões. do qual é ejetado para o tronco pulmonar. mas não dolorosas) O esqueleto fibroso do coração é principalmente constituído por tecido conjuntivo denso e é formado pelos septos membranosos e anéis fibrosos. 2) Pericárdio seroso: saco fechado com duas membranas separadas pela cavidade do pericárdio (que possui líquido): a lâmina parietal (mais externa. distribuindo então o sangue para o resto do corpo. h) Irrigação arterial . O epicárdio é formado por um epitélio pavimentoso simples (mesotélio) apoiado em delgada camada conjuntiva. o sangue penetra no ventrículo esquerdo e é ejetado para a aorta. enquanto o epicárdio é inervado por fibras dos plexos coronários (fibras vasomotoras e sensitivas. fixa-se à adventícia da veia cava inferior. A camada subepicárdica é constituída por tecido conjuntivo frouxo e tecido adiposo acumulado e contém vasos. que tem como função lubrificar as superfícies do coração durante seus batimentos e impedir sua dilatação. à pleura mediastinal em suas faces laterais (exceto no trajeto dos nervos frênicos e seus vasos satélites) e à face posterior do esterno pelos ligamentos esternopericárdicos. revestida nas suas faces por uma camada endotelial.

que nascem dos seios aórticos e correm ao longo da superfície externa do coração. emite um ramo marginal esquerdo. e pelas artérias intramurais. mas pode nascer da própria coronária direita. i) Drenagem venosa O coração é drenado por veias que desembocam no seio coronário (que desemboca no átrio direito) e por pequenas veias que desembocam diretamente no interior das cavidades cardíacas. a superfície anterior do ventrículo esquerdo e os dois terços anteriores do septo interventricular. é chamado de “dominante”. que desce até a região apical. contorna o ápice e sobe por distância variável no sulco interventricular posterior. Artéria coronária direita: nasce no seio aórtico anterior (direito). Seus principais ramos são a artéria marginal direita. passa entre esse tronco e a aurícula esquerda. e continua na parte esquerda do sulco coronário como ramo circunflexo. portanto. com trajeto pelo epicárdio. A artéria coronária direita perfunde toda a parede ventricular direita livre. dirige-se para a direita. suprindo o nó atrioventricular e dando origem ao ramo interventricular posterior (no caso de circulação esquerda dominante). e pode cruzar o sulco interventricular posterior. atingindo o sulco interventricular posterior. Qualquer que seja o vaso coronário que se transforme na artéria interventricular posterior (ou descendente posterior) e. suprindo a parede lateral do ventrículo esquerdo. que se originam das paredes do coração e terminam diretamente em suas cavidades (principalmente nos átrios). perfunda o terço posterior do septo interventricular. que fazem trajeto pelo miocárdio. A artéria que supre o nó atrioventricular comumente nasce da artéria interventricular posterior. A circulação direita dominante existe em aproximadamente quatro quintos dos indivíduos. que percorre o sulco interventricular posterior até a região apical e que pode nascer do ramo circunflexo da artéria coronária esquerda. e a artéria interventricular posterior. e as veias mínimas do coração (de Tebésio). que drena a margem inferior do coração. emerge entre o tronco pulmonar e a aurícula direita e corre no sulco coronário para a região posterior do coração (onde se anastomosa com o ramo circunflexo da artéria coronária esquerda). sendo que uma destas é a veia marginal direita. As veias diretas são as veias cardíacas anteriores. que desce ao longo do ventrículo direito até o ápice do coração. a metade adjacente da parede posterior do ventrículo esquerdo e o terço posterior do septo interventricular. Artéria coronária esquerda: nasce do seio aórtico esquerdo. dá um ramo interventricular anterior ou descendente anterior. atrás do tronco pulmonar. suprindo a maior parte do ápice.O coração é irrigado pelas artérias coronárias epicárdicas direita e esquerda. que drenam a parede anterior do ventrículo direito e desembocam diretamente no átrio direito. .

provido da válvula do seio coronário ou de Tebésio).O seio coronário é um tronco que se situa no sulco coronário. 3) subepicárdica (ou epicárdica ou superficial). k) Inervação 1) Inervação extrínseca: O coração é inervado por fibras nervosas das divisões simpática e parassimpática do sistema nervoso autônomo. O seio coronário recebe as seguintes veias: 1) veia magna do coração ou veia interventricular anterior: ascende no sulco interventricular anterior (acompanhando a artéria interventricular ou descendente anterior). e pode receber as veias posteriores do ventrículo esquerdo. 2) veia média do coração ou veia interventricular posterior: sobe pelo sulco interventricular posterior. Estes vasos linfáticos drenam para outros vasos de curso subepicárdico que acompanham as artérias coronárias e terminam nos troncos coletores principais direito. recebe a veia marginal esquerda (que drena a margem esquerda do coração e acompanha a artéria marginal esquerda) e continua como seio coronário. 2) muscular (ou média). As fibras cardíacas parassimpáticas originam no bulbo (ou medula oblonga) em células situadas no núcleo dorsal do vago ou no núcleo ambíguo e chegam ao coração através de ramos do nervo vago (X par craniano): ramos cardíacos cervicais superior e inferior e ramos cardíacos torácicos. acompanhando a artéria interventricular ou descendente posterior. e esquerdo. que se dirige para os linfonodos mediastinais anteriores (superiores). entre o átrio esquerdo e o ventrículo esquerdo. que se dirige para os linfonodos da bifurcação traqueal (do grupo traqueobrônquico superior entre a aorta e a veia cava superior) ou os linfonodos mediastinais anteriores e paratraqueais. entre o óstio da veia cava inferior e o óstio tricúspide. que é um resquício da veia cardinal comum esquerda embrionária (ducto de Cuvier). j) Drenagem linfática Os vasos linfáticos do coração são divididos em 3 porções amplamente intercomunicadas: 1) subendocárdica (ou endocárdica ou profunda). O nervo vago direito inerva . e termina no átrio direito (no óstio do seio coronário. 3) veia pequena do coração: drena a margem direita do ventrículo direito e pode receber a veia marginal direita. 4) veia oblíqua do átrio esquerdo (ou de Marshall): veia pequena e rudimentar da parede posterior do átrio esquerdo.

cervical médio (do qual sai o nervo cardíaco cervical médio). mas que pode nascer da esquerda. Os nervos cardíacos também conduzem fibras aferentes. e fibras da dor. cervicotorácico (ou estrelado. na concavidade do arco aórtico e entre este e a bifurcação traqueal. lado esquerdo para o coração). Irrigação: comumente pela artéria interventricular posterior ou pela própria coronária direita. que correspondem aos dermátomos inervados pelos segmentos da medula espinhal que recebem as fibras aferentes da dor e situam-se do mesmo lado que o órgão acometido. situado sobre a base do coração. que são importantes para os reflexos cardiovasculares e respiratórios com origem nos quimiorreceptores vagais. ou seja. acompanhando os vasos coronários. As fibras pós-ganglionares dos dois sistemas (simpático e parassimpático) inervam os nós sino-atrial e atrioventricular e os vasos coronários. do qual sai o nervo cardíaco cervical inferior) e torácicos (dos quais saem os ramos cardíacos torácicos). o nó atrioventricular. O nó sino-atrial (ou sinusal) é o marcapasso natural do coração. seus dois ramos direito e esquerdo. que nasce geralmente da artéria coronária direita. localiza-se na região ântero-lateral da junção da veia cava superior e átrio direito. O nó atrioventricular está situado abaixo do endocárdio na face direita do septo interatrial. Também contém uma rede de fibras musculares cardíacas especializadas. As fibras simpáticas pré-ganglionares para o coração se originam das colunas intermédio-laterais do 1º ao 4º (ou algumas vezes do 5º ou 6º) segmento torácico da medula espinhal ou de um ou dois segmentos cervicais inferiores da medula espinhal e fazem sinapse nos gânglios cervical superior (do qual sai o nervo cardíaco cervical superior). o feixe atrioventricular (ou feixe de Hiss). Irrigação: artéria do nó sinusal. Estas fibras pós-ganglionares se distribuem pelo epicárdio e penetram no miocárdio. e os plexos subendocárdicos de fibras de Purkinge. .predominantemente o nodo sinoatrial. que tem continuidade com as fibras musculares atriais e com o feixe atrioventricular (ou feixe de Hiss). próximo à extremidade superior do sulco terminal. que são conduzidas preferencialmente pela porção simpática até as raízes dorsais dos segmentos T1 a T5 da medula espinhal (zonas de Head. e contém uma massa de fibras musculares cardíacas especializadas (ricas em sarcoplasma e pobres em miofibrilas) que se torna contínua com as fibras musculares do átrio da periferia do nó. próximo ao óstio do seio coronário. logo abaixo do epicárdio. Estes nervos e ramos terminam no plexo cardíaco. 2) Inervação intrínseca ou sistema de condução cardíaco: Compreende o nó sino-atrial (ou nó sinusal). O nervo vago esquerdo inibe principalmente o nodo atrioventricular.

. dividindo-se em ramos direito (que forma o plexo subendocárdico de fibras de Purkinge nos músculos papilares e na parede do ventrículo direito) e esquerdo (que forma o plexo subendocárdico do ventrículo esquerdo).O feixe (ou fascículo) atrioventricular (ou de Hiss) é formado por células semelhantes às do nodo atrioventricular e se dirige do nó atrioventricular para a porção membranácea do septo interventricular. os quais caminham pela porção muscular do septo até a região apical. as quais se localizam apenas na periferia do citoplasma. As fibras de Purkinge são células com 1 ou 2 núcleos (como as fibras do miocárdio). divide-se em um componente fino anterior e um componente grosso posterior. O ramo esquerdo é mais grosso que o direito e. citoplasma muito rico em glicogênio e pobre em miofibrilas. na superfície subendocárdica da face esquerda do septo interventricular.

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