RESUMO -PCN 1.ª A 4.ª SÉRIES EDUCAÇÃO – 1.ª a 4.

ª série Os Parâmetros Curriculares Nacionais Os PCNs têm por objetivo dar apoio à execução do trabalho do professor, constitui um referencial da qualidade, tendo por função orientar e garantir investimentos no sistema educacional, socializando discussões, pesquisas e recomendações, com participação de técnicos e professores. Trata-se de um instrumento democrático, forçando a educação de qualidade para todos e a possibilidade de participação social. As propostas são abertas e flexíveis, concretizando decisões regionais e locais, portanto NÃO se configura um modelo curricular homogêneo e impositivo, leva em conta as vivências em diferentes formas de inserção sóciopolíticos e cultura, devendo garantir e se adequar às diversidades culturais, regionais, étnicas, religiosas e políticas, além de igualdade de direitos entre os cidadãos e o acesso a totalidade dos bens públicos. Na medida em que o princípio de equidade reconhece-se a diferença e a necessidade de diferenciar o processo educacional, não se promove uma uniformalização que descaracterize e desvalorize as peculiaridades culturais e regionais. Na busca de melhorar a qualidade da educação impõe a necessidade de investimentos, formação inicial e continuada de professores, salários dignos, planos de carreira, qualidade de livro didático, recursos de multimídia e televisivos e disponibilidade de materiais didáticos. Discute-se ainda sobre a dignidade do ser humano, a igualdade de direitos e a recusa de discriminação, a importância da solidariedade e do respeito. E temas como inserção no mundo do trabalho e do consumo, cuidado com o corpo, saúde educação sexual e meio ambiente. As metodologias devem privilegiar a construção de estratégias de verificação e comprovação de hipóteses na construção do conhecimento, a construção de argumentação, capaz de controlar resultados do processo, desenvolver espírito critica, favorecer a criatividade e compreensão de limites, através de trabalhos individuais e coletivos. Assim, garantir aprendizagem essencial para a formação de cidadãos autônomos, críticos e participativos. Como referencial nacional, estabelece metas com função de subsidiar a elaboração ou revisão curricular de Estados e Municípios, dialogando com propostas já existentes e na elaboração de projetos como material de reflexão para Secretarias de Educação, pelos responsáveis locais, e cada instituição de ensino, em processo democrático e pelo trabalho diário dos professores sob discussão e reflexão freqüentes de forma democrática, desde que explicitam valores e propostas que orientam um trabalho educacional que atendam as reais necessidades dos alunos. Todos devem se apropriar utilizando-o para a formação de uma identidade escolar, assim validando o pondo o em consonância social. Para esta validade necessita-se de processos periódicos de avaliação e revisão sob a coordenação do MEC. A escola amplia a responsabilidade de desenvolver novas competências, novas tecnologias e linguagens. Através de projetos devem ser formulados metas e meios para valorização da rotina do trabalho pedagógico, delimitando prioridades, definindo resultados desejados, incorporando auto-avaliação ao trabalho do professor, planejando coletivamente, e refletindo continuamente.

Propiciando o domínio de recursos para discutir formas e utilização critica da participação social e política. Além de desenvolver capacidades relações interpessoais, cognitivas, afetivas, motoras, étnicas estéticas de inserção social torna-se possível mediante processo de construção e reconstituição de conhecimento, assim abre oportunidade para que os alunos atuem propositalmente na formação de valores em relação ao outro, a política, a econômica, sexo, droga, saúde, meio ambiente, tecnologia, etc. favorecendo condições para desenvolver competências e consciência profissional. Em síntese, para exercer a função social proposta, a escola precisa possibilitar o cultivo de bens culturais e sociais, considerando as expectativas e as necessidades dos alunos, pais, membros da comunidade e professores, onde todos aprendem a respeitar e ser respeitados, ouvir e ser ouvidos, reivindicar diretos e cumprir obrigações, participando da vida cientifica, cultural social e política do país e do mundo. Histórico . A LDB consolida uma organização curricular conferindo flexibilidade no currículo com o objetivo maior de proporcionar a todos, formação básica para a cidadania, através de escolas capazes de capacitar para aprender, o domínio da leitura, escrita e calculo, compreensão do meio natural e social, político, tecnológico, artístico e de valores, fortalecendo os vínculos familiares, de solidariedade humana e tolerância. A pratica pedagógica pressupõe uma concepção de ensino e arpendizagem que compreende papeis de professor e aluno, metodologias, função social da escola e conteúdos a serem trabalhados. Estas concepções permeiam a formação educacional e o percurso do profissional incluindo suas experiências de vida, ideologias compartilhadas com seu grupo e tendências pedagógicas contemporâneas. Na tradição brasileira há quatro tendências: a tradicional, a renovada, a tecnicista e a que se critico social e política. A “Pedagogia tradicional” centrada no professor que vigia, aconselha alunos, corrige e ensina a matéria, e que é visto como autoridade máxima e guia exclusivo do processo educativo. A metodologia baseia-se em exposição oral de conteúdos, que enfatizam exercícios repetidos e memorização. A escola cabe transmitir conhecimentos para a formação geral dos alunos. Os conteúdos correspondem a conhecimentos e valores acumulados por gerações, verdades acabadas. Caracteriza-se por sobrecarga de informações e aquisições de conhecimento muitas vezes burocratizado e destituído de significação. A “Pedagogia renovada”, ligada no movimento da Escola Nova ou Escola Ativa, tem por principio norteador a valorização do individuo como ser livre, ativo e social. Destaca o principio de aprendizagem por descoberta e atitudes de interesses dos alunos. O professor torna-se um facilitador do processo, cabendo a ele organizar e coordenar situações de aprendizagem adaptando ás características individuais dos alunos para desenvolver suas capacidades e habilidades intelectuais. O ensino guiado pelo interesse dos alunos muitas vezes, descpnsidera a necessidade de um trabalho pedagógico e pode acabar

definiu-se por uma pratica pedagógica controlada e dirigida pelo professor. O aluno corresponde às respostas esperadas pela escola. a fim de colocar as classes populares em condição de uma efetiva participação nas lutas sociais. Construtivismos. A psicologia genética aprofunda a compreensão sobre mecanismos de construção de conhecimento da criança. no final dos anos 70 e inicio dos anos 80. Isso se dá com a valorização da cultura de sua própria comunidade e buscando ultrapassar limites. No final dos anos 70. é um exemplo sobre a atividade construtiva do aluno sobre a língua escrita. No enfoque social. Essa tendência ainda influencia muitas práticas pedagógicas. A supervalorização da tecnologia revestiu a escola de uma auto-suficiência criando uma falsa idéia de que aprender não é algo natural. a importância da relação interpessoais. mas ao mesmo tempo. coincidiu com uma intensa mobilização de educadores em busca de uma educação critica a serviço de transformações sociais. da teoria sociointeracionista e das explicações da atividade significativa. O “tecnicismo educacional”. diferentes de todas as outras. As “teorias reprodutivas”. sociológicos e políticos. Esta última assegura a função social e política da escola mediante o trabalho com conhecimentos sistematizados.perdendo de vista o que se deve ser ensinado e aprendido. A diferenciação na construção de uma identidade pessoal e os processos de socialização que conduzem a padrões de identidade coletiva constitui duas faces de um mesmo processo. A “pedagogia libertadora”. proporcionando as crianças acesso ao saber socialmente relevantes nacional e regional que fazem parte do patrimônio universal da humanidade. e entre cultua e educação. e a psicogênese da língua escrita. originada nos anos 50 e 60. O núcleo central da integração de todas essas contribuições refere-se ao reconhecimento da atividade mental construtiva nos processos de aquisição do conhecimento. inspirado em teorias behavioristas. marcam o inicio de uma pedagogia que se adeqüe características de um aluno que pensa. O que é valorizado não é o professor e sim a tecnologia. os viés psicológicos. oriundas do final do regime militar. um professor que sabe e a conteúdos de valor social e formativo. A pesquisa sobre a psicogênese da língua escrita evidencia a atividade construtiva do aluno sobre a língua escrita. retorna nas décadas posteriores propondo uma atividade escolar pautada em discussões de temas sociais e políticas e em ações sobre a realidade social imediata. e para isso é necessário que se domine o conhecimento. Metodologias utilizadas nesta pesquisa foram muitas vezes interpretadas como proposta construtivista para a . habilidades e capacidades para que os alunos possam interpretar suas experiências e defender seus interesses de classe. As duas tendências assumem orientação marxista. econômicas e políticas. A “pedagogia crítico-social dos conteúdos” se põe como uma reação de alguns educadores que não aceitam a pouca relevância que a pedagogia libertadora dá ao aprendizado do chamado saber historicamente acumulado. mas que depende de especialistas e técnicas. construindo os como pessoas iguais. entendimentos e equívocos A configuração do marco explicativo construtivista deu-se a partir da psicologia genética. Cabe a escola promover o desenvolvimento e a socialização dos alunos. proliferado nas décadas de 70.

sistemática. A seleção dos mesmos deve ser feita pela ressignificação. Conteúdos conceituais – se referem a operar com símbolos. aproximações sucessivas que permitem reconstrução. igreja.alfabetização. sociais e econômicos. por meio da intervenção pedagógica promover significado. já que o processo cognitivo acontece por reorganização do conhecimento. planejada e continuada para crianças e jovens durante um período contínuo. Quanto ao ERRO. é necessária uma intervenção pedagógica para ajudar a superá-lo. reorganização e construção de conhecimentos que os alunos assimilam e interpretam conteúdos escolares. que se integram no processo de ensino e aprendizagem e não em atividades especificas. idéias de que não se devem corrigir os erros e que as crianças aprendem do seu jeito. e servir de meio para que desenvolvam capacidades que lhes permitam produzir e usufruir dos bens culturais. por isso é necessária a escola considerar as direções destes conhecimentos e fornecer interpretação e intervenção articulando de interação e integração os diversos tipos de conhecimentos. estabelecendo relações entre conteúdos e conhecimentos previamente construídos. procedimental e atitudinal. amigos. Conteúdos São instrumentos para o desenvolvimento. e é compromisso da escola garantir o acesso aos saberes elaborados socialmente. esses conhecimentos influenciam a aprendizagem escolar. fazendo o aluno elaborar hipóteses e experimentos. família. nada substitui a atuação do próprio aluno na tarefa de construir significados sobre o conteúdo de aprendizagem. Devem favorecer a inserção e compreensão do aluno as questões e fenômenos sociais e culturais. propondo problemas. hoje ele é visto como algo inerente ao processo de aprendizagem. contribuindo para que a apropriação dos conteúdos sejam feita de maneira critica e construtiva. desconsidera a função primordial da escola que é ensinar. modificação. Na prática construtivista. as formas e saberes socialmente estruturados ganham vida assim que ganham significação. imagens e . Os alunos constroem conhecimentos também por influencia da mídia. As situações escolares de ensino e aprendizagem são situações comunicativas onde alunos e professores atuam como co-responsáveis para o êxito do processo. A prática escolar constitui-se a uma ação intencional. portanto. porém. O conceito de aprendizagem significativa implica num trabalho de significar a realidade que se conhece. de conteúdos conceitual. ou seja. articulando de novos significados. Na verdade. A superação do erro é resultado do processo de incorporação de novas idéias e de transformação das anteriores. Cabe ao educador. devem estar em consonância com questões sociais que marcam cada momento histórico. é importante a participação da intervenção do professor. idéias. O processo de atribuição de sentido aos conteúdos escolares é um processo individual. o que expressa um duplo equívoco: redução do construtivismo a uma teoria psicogenética de aquisição da escrita e transformação de uma investigação acadêmica em método de ensino. intervindo para que os alunos aprendam. porém. e de alcance a níveis superiores de conhecimento. socialização e exercício da cidadania democrática.

por isso deve adotar uma posição critica em relação aos valores. A concepção de área evidencia a natureza dos conteúdos definindo o corpo do conhecimento e o objeto de aprendizagem par que os professores possa se situar dentro de um conjunto de conhecimentos. Estão presentes em resumos. registrar dados.representação que permitam organizar a realidade. Tem por objetivo propiciar maiores oportunidades de escolarização. levam em conta a desigualdade de oportunidades de escolarização. voltada para a alfabetização efetiva das crianças e superar problemas do desenvolvimento escolar. Organização do conhecimento escolar: Áreas e Temas Transversais O tratamento da área e de seus conteúdos integra uma serie de conhecimentos de diferentes disciplinas. é preciso de intervenção. ajuda. como pesquisar mais de uma fonte. temas de problemáticas sociais são incluídos na proposta educacional como Temas Transversais: Ética. e contribuem para a construção e compreensão e. pesquisas. Além das áreas. Conteúdos procedimentais – expressam um saber fazer. Uma prática constante de valores e atitudes expressa questões de ordem emocional. gerador de atitudes. maquete.intervenção na realidade dos alunos. se estrutura com objetivos e conteúdos. ensiná-lo a proceder apropriadamente. Ao ensinar procedimentos também se ensina produzir conhecimentos. orientar-se para entrevistas e organizar os dados. e os ritmos diferentes de aprendizagem. memória significativa. orientação pra a avaliação e orientações didáticas. Professores realizem adaptações sucessivas da ação pedagógica adaptando as com as diferentes necessidades dos alunos. . Todos da escola se co-responsabiliza com o processo criando condições que permitam destinar espaço e tempo à realização de reuniões de professores para a discussão do assunto. Conteúdos atitudinais – a escola é um contexto socializador. desnecessários e nocivos. para poder relacioná-las com outros conteúdos. nos PCNs. que requer que . A adoção de ciclos possibilita trabalhar melhor com as diferenças. A organização da escolaridade em ciclos Os PCNs adotam uma proposta de estruturação por ciclos. A organização em ciclos é uma tentativa de superar a segmentação excessiva produzida pelo regime seriado e de buscar princípios de ordenação que possibilitem maior integração do conhecimento. desempenhos diferentes na relação com objetos de conhecimento. experimentos. e favorecendo uma apresentação menos parcelada do conhecimento. A memorização de vê ser entendida como recurso que torna o aluno capaz de representar informações de maneira genérica. Meio Ambiente. tornando possível distribuir conteúdos de forma adequada. Cada área. que envolve decisões e realizar ações de ordenada pra atingir uma meta. A lógica dos ciclos consiste em evitar que o processo de aprendizagem tenha obstáculos inúteis e. Saúde. critérios de avaliação. etc. Pluralidade Cultural e Orientação Sexual. Avaliação A avaliação é considerada instrumento de auto-regulação. A pratica escolar tem buscado incorporar essa diversidade de modo a garantir respeito aos alunos e a criar condições que possam progredir nas suas aprendizagens.

A permanência em mais um ano deve ser compreendia como medida educativa para que o aluno tenha oportunidade e expectativa de sucesso e motivação. A avaliação inicial instrumentará o professor para que possa por em pratica seu planejamento de forma adequada às características de seus alunos. Esses critérios devem refletir sobre diferentes tipos de capacidades e as três dimensões de conteúdos para encaminhar a programação e atividades do ensino aprendizagem. A ela se delega a responsabilidade de estabelecer uma serie de registros e documentos. analisando e adequando situações didáticas. por parte do aluno e os objetivos a que o professor se propôs. acompanhamentos individualizados. etc. diário de classe e outros. sustentar e orientar a intervenção pedagógica. Avaliar significa emitir um juízo de valor. com observações. como indicadores para reorientação da pratica educacional e nunca como um meio de estigmatizar os alunos. boletins. servindo de informação pra propor atividades e gerar novos conhecimentos. As avaliações devem ser feitas de modos sistemáticos.como testemunhos oficial e social do aproveitamento do aluno. reprovações. grupo de apoio. em atividades especificas para avaliação com objetividade expor o tema. aprovações. Aprovar ou reprovar requer analise dos professores. por isso deve ser estudado caso a caso. discussão de conselhos de classes deve considerar questões trazidas pelos pais para subsidiar o professor na tomada de decisão. atestados oficiais de aproveitamento como notas. A avaliação deve compreender um conjunto de atuações que tem por função alimentar. Devem-se considerar critérios de avaliação a sociabilidade e ordem emocional. listas de controle. e responder questionários. Na autoavaliação. O resultado da avaliação leva a decisões. Orientações didáticas . No caso da reprovação. dificuldades e possibilidades de reorganização de seu investimento. Par ao aluno. expressando objetivos como testemunho da aprendizagem. diplomas. Para a escola. o professor com elementos de reflexão contínua sobre sua prática. estabelecendo expectativas de aprendizagem dos alunos. uso de instrumentos como registros de tabelas. A avaliação contínua ela subsidia a avaliação final. possibilita definir prioridades e localizar aspectos das ações educacionais. possibilitando ajustes constantes de regulação do processo e contribui para o efetivo sucesso. Ela intenciona averiguar a relação entre a construção do conhecimento. medidas didáticas. por isso exige-se critérios que orientem a leitura dos aspectos a serem avaliados. é indispensável para se saber se todos os alunos estão aprendendo e quais condições estão sendo ou não favoráveis para isso. Aprovar ou reprovar alunos com dificuldades deve sempre ser acompanhada de encaminhamentos de apoio e ajuda que garantam a qualidade de aprendizagem e desenvolvimento das capacidades esperadas. subsidiando assim. o aluno desenvolve estratégias de analises e interpretação de suas produções e dos diferentes procedimentos para se avaliar. demandam maior apoio.ocorra em todo processo de ensino e aprendizagem. e na analise de produção dos alunos. é um instrumento de tomada de consciência de suas conquistas. recuperações. Avaliar a aprendizagem implica avaliar o ensino oferecido. A repetência cristaliza uma situação em que o problema é do aluno e não do sistema educacional. lições extras.

das relações do que já sabe e o que está aprendendo. analisando suas possibilidades de aprendizagem. trabalhar coletivamente. tarefas.O professor deve orientar o trabalho. e interação professoraluno. orientador das praticas pedagógicas. planejando e executando junto aos alunos sobre o uso do tempo. A aprendizagem se torna significativa a partir da intervenção do professor em garantir que o aluno conheça o objetivo da atividade. os alunos devem assumir responsabilidade pela decoração e limpeza da classe. Aprender a conviver em grupo supõe um domínio de procedimentos. Livros didáticos . valores. • Organização do espaço • É preciso que as carteiras sejam moveis. idéias. atitude curiosa e investigativa. além disso. que as crianças tenham acesso aos materiais de uso freqüente. • Seleção de material – todo material é fonte de informação. participar eticamente e assumir responsabilidades. além da especificidade de cada individuo. paredes utilizadas para exposição de trabalhos . • Interação e cooperação – compreendem saber dialogar. por isso a intervenção do professor define esses suportes. forma a atender a diversidade no pais. por isso interferem diretamente na produção do trabalho. explicar seus pontos de vistas. de forma organizada e ajustadas às possibilidades dos alunos. como características pessoais de déficit sensorial. O aluno é o sujeito da aprendizagem. teatro. • Organização do tempo . laboratórios. Os profissionais da educação devem levar em conta aspectos como: • Autonomia – princípio didático. intelectuais e emocionais. ou seja. etc. valorizando tais ações. O professor deve levar em conta fatores sociais. • Diversidade – há necessidade de adequar objetivos . Além disso. • Disponibilidade para a aprendizagem – tal disponibilidade depende do envolvimento do aluno. vontade de aprender. Os alunos constroem significados a partir de múltiplas e complexas interações. O professor deve definir atividades. reconheça o problema e tome decisões. onde alunos devem ser levados a refletir criticamente. O desenvolvimento da autonomia depende de suportes materiais. aproveitar críticas. a organização do espaço interfere diretamente na autonomia. artes plásticas. da motivação intrínseca. organização. situe a tarefa. recursos matérias e definir período de execução. envolve o objeto de estudo. obedecendo tempo mínimo estabelecido pela legislação. emocional e afetivo. e a historia educativa de cada aluno. ajudar. o professor é o mediador entre o aluno e o objeto. responsabilizarem por suas ações. aa relação professor-aluno deve ser com vínculos de confiança. normas e atitudes. ouvir. pedir ajuda. A programação deve contar com passeios e excursões. cooperativa e solidária. Essas interações têm caráter cognitivo. conteúdos e critérios de avaliação.O eixo de formação no ensino fundamental é a formação de cidadão autônomo e participativo. culturais. motor ou psíquico ou superdotação intelectual. construindo seu próprio conhecimento valorizando seus conhecimentos prévios. organizar grupos.

revistas. sem discriminação. Lídia às 16 . 1997.devem ser coerentes. • Utilizar diferentes fontes de informações e recursos tecnológicos.ª série – Introdução. civis e sociais. materiais e culturais. de qualidade e deve se estar atentos a eventuais restrições. Objetivos gerais do ensino fundamental Que os alunos sejam capazes de estabelecer capacidades relativas aos aspectos cognitivos. que devem ser adquirido ao termino da escolaridade obrigatória: • Compreender a cidadania como participação social. afetivamente. O uso de materiais de uso social. v. computadores. jornais. responsável e construtivamente nos conflitos e tomadas de decisões. • Questionar a realidade criticamente. exercício dos direitos e deveres políticos. Brasília: MEC/SEF. • Posicionar-se critica. ético. • Utilizar diferentes linguagens. calculadoras. Secretaria da Educação Fundamental. tomando decisões. verificando adequações. físico. folhetos. repudiando as injustiças.ª a 4. Ministério da Educação. afetivo. estético. Parâmetros Curriculares Nacionais: 1. • Conhecer e valorizar a pluralidade sociocultural brasileiro e outros países. • Conhecer características do Brasil nas dimensões sociais. de atuação e inserção social. física. 1. cognitiva. atualizados estabelece vínculos entre o que é aprendido na escola e o conhecimento extra-escolar. cuidar do seu corpo. responsabilizando pela sua saúde e da saúde coletiva. selecionando procedimentos. Bibliografia BRASIL. Postado por Prof. • Perceber-se integrante transformador do ambiente • Desenvolver conhecimento sobre si mesmo.

O direito à Educação Básica consagrado pela Constituição Federal de 1988. no exercício de suas atribuições definidas pela Lei 9131/95. aprovado em 17/12/98 (Processo 23001. o acesso à Educação Básica. supõe. a legislação vem se referindo a este segmento da educação. educando-as de 0 a 6 anos. alem das próprias crianças de 0 a 6 anos e suas famílias. desafios. Ao elaborar estas Diretrizes. a Câmara de Educação Básica. cidadãos em processo e alvo preferencial de políticas públicas. são também alvo de uma política nacional para a infância. dilemas. em esforço conjunto com suas famílias. pelo ineditismo de seus propósitos e pela relevância de suas conseqüências para a Educação Infantil no âmbito público e privado. entre outros aspectos. Uma política nacional para a infância é um investimento social que considera as crianças como sujeitos de direitos. da qual todos os brasileiros são titulares. Desta forma. na busca de compreensão dos anseios. . especial importância. A conquista da cidadania plena. tem como uma de suas grandes responsabilidades a elaboração de Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Básica. que se remeta à indispensável integração do estado e da sociedade civil. A partir desta definição. os cuidados e a educação pré-natal voltados aos futuros pais. o tratamento dedicado à Educação Infantil é bastante sucinto e genérico. representa uma demanda essencial das sociedades democráticas e. através de sua Secretaria de Educação Fundamental e respectiva Coordenadoria de Educação Infantil. vem sendo exigido. dever do estado e da sociedade civil. que ao longo dos anos vêm buscando definir políticas públicas para as crianças mais novas. confere-se a estas Diretrizes Curriculares Nacionais para os programas que cuidem de crianças. ainda não está definida no Brasil.000196/98-32) I – RELATÓRIO Introdução A Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação. vem mantendo amplo diálogo com múltiplos segmentos responsáveis por crianças de 0 a 6 anos. como garantia inalienável do exercício da cidadania plena. como co-participantes das famílias no cuidado e educação de seus filhos entre 0 e 6 anos. portanto. No entanto uma política nacional. além de acolher as contribuições prestadas pelo Ministério da Educação e Cultura.CÂMARA DE EDUCAÇÃO BÁSICA Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil PARECER CEB 22/98. vigorosamente por todo o país. e na própria Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional ( Lei 9394/96). é fruto de muitas lutas desenvolvidas especialmente por educadores e alguns segmentos organizados. Só muito recentemente. Fundamental e Média. constituída pela Educação Infantil. A integração da Educação Infantil no âmbito da Educação Básica. como direito das crianças de 0 a 6 anos e suas famílias.

ora um "adulto em miniatura". A partir desta perspectiva. "A história social da criança e da família" (1981). com qualidade.visões. aquí apresentadas. que no Brasil representam a maioria da população. possibilidades e necessidades das crianças. E este dilema. "desenvolvimento infantil versus preparação para a escola". acolhimento. mostra como o conceito de criança tem evoluído através dos séculos. enorme carência de . A iniciativa do MEC. estabelecerão paradigmas para a própria concepção destes programas de cuidado e educação. é o que mais necessita de cuidado e educação nesta etapa inicial da vida. "controle profissional versus parental sobre os objetivos e conteúdos dos programas". que é o da cisão entre cuidar e educar. grandes injustiças e graves prejuízos em relação às responsabilidades conjuntas do estado. as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil contemplando o trabalho nas creches para as crianças de 0 a 3 anos e nas chamadas pré-escolas ou centros e classes de educação infantil para as de 4 a 6 anos. lazer e constituição de conhecimentos e valores indispensáveis ao processo de desenvolvimento e socialização das crianças de 0 aos 6 anos. psicológicas e aquelas originárias de famílias de baixa renda. Desta forma. como as deficientes visuais. O indispensável. da sociedade civil e da família sobre os cuidados de higiene. através da ação da Coordenadoria de Educação Infantil (COEDI). saúde. O aprofundamento da análise sobre o papel do estado e da sociedade civil em relação às famílias brasileiras e seus filhos de 0 a 6 anos. ficando no entanto. Ministro da Educação. embora não seja mandatória. CUIDADO E EDUCAÇÃO NO ÂMBITO FAMILIAR E PÚBLICO A obra já clássica de Philipe Ariès. trouxe como conseqüência. "poder centralizado versus descentralizado". de produzir e divulgar Referenciais Curriculares para a Educação Infantil. Esta proposta do MEC vem se integrar aos esforços de várias Secretarias de Estados e Municípios no sentido de qualificar os programas de educação infantil. há inclusive. é que ao elaborar suas Propostas Pedagógicas para a Educação Infantil. a partir do momento de sua homologação pelo Sr. tem evidenciado um fenômeno também visível em outras nações. Para o primeiro grupo. é muito importante que os Conselhos Municipais e Estaduais de Educação e respectivas Secretarias. nutrição. segurança. além de nortear as propostas curriculares e os projetos pedagógicos. tenham clareza a respeito de que as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil são mandatórias para todas as instituições de cuidado e educação para as crianças dos 0 aos 6 anos . suas famílias e comunidades. auditivas. no entanto. expectativas. e oscilado entre polos em que ora a consideram um "bibelot" ou "bichinho de estimação" . passível de encargos e abusos como os da negligência. do trabalho precoce e da exploração sexual. A situação apresenta-se mais grave ainda em dois grupos específicos: os das crianças portadoras de necessidades especiais de aprendizagem. que de maneira dramática. a critério das equipes pedagógicas a decisão de adotá-la na íntegra ou associá-la a outras propostas. é uma importante contribuição para o trabalho dos educadores de crianças dos 0 aos 6 anos. da Secretaria de Educação Fundamental (SEF). Esta indefinição. leva-nos a discutir "a importância da família versus estado". motoras. e conseqüente publicação no Diário Oficial da União. através das gerações. os educadores se norteiem pelas Diretrizes Curriculares Nacionais.

já nos dias de hoje. nestas instituições de adultos sem qualificação apropriada para o trabalho de cuidado e educação.. a ausência de propostas pedagógicas.p. Psico e Sócio-Linguísticas. Desta forma ainda não se observa o necessário e desejável equilíbrio entre as áreas das Políticas Sociais voltadas para a infância e a família. limitandose as experiências de ensino para crianças pequenas . ainda são raros no país. Lazer e Esportes articuladas pela Educação. Equipes lideradas por educadores. A presença. para citar alguns dos profissionais. Tudo isto deve ser feito nos marcos do regime de colaboração. como instituição para crianças pobres. a educação assistencialista caracterizou-se como uma proposta educacional para os pobres vinculada aos órgãos assistenciais. assistentes sociais. exigem atenção e ação responsáveis por parte de secretarias e conselhos de educação. seja no caso das crianças de famílias de renda média e mais alta. com precisão. uma instituição que oferece uma educação "pobre para os pobres". Com isto. Serviço Social. Como as famílias na faixa de renda mais baixa (renda per capita mensal menor que ¼ do salário mínimo). ou seja. mais freqüentadas pelo segmento de crianças de famílias de renda média e largo contigente das famílias de mais alta renda. abarcaram as iniciativas voltadas para a educação. e alto grau de improvisação e descompromisso com os direitos e necessidades das crianças e suas famílias. No entanto.11-12) Esta discriminação histórica explica. recebem apenas 7% do total de benefícios sociais distribuídos. Sem se constituir como uma prática emancipatória. para diminuir sua relevância no âmbito das políticas públicas. seja naquele das crianças pobres. psicólogos e nutricionistas."documento do Banco Mundial (World Bank. contribuindo. tem sido em conseqüência. e errôneamente. especialmente os municipais. desde o século XIX. como as da Saúde. conforme define a Constituição Federal de 1988. há uma crescente demanda por instituições de educação infantil associada a fatores como o aumento da presença feminina no mercado de trabalho e o reconhecimento da importância dos primeiros anos de vida em relação ao desenvolvimento cognitivo/linguístico. por isto. em boa medida. As chamadas pré-escolas.dados para que se façam diagnósticos precisos a respeito de demanda por programas qualificados de Educação Infantil. no Brasil. saúde ." (Campos. . como no caso da "educação compensatória"de supostas carências culturais. informam que. o documento identifica as crianças de baixa renda como um dos grupos mais discriminados dentre os destinatários das políticas sociais no país. são aquelas com maior número de crianças (representando 19% da população e recebendo apenas 6% do total dos benefícios sociais). terapeutas. Habitação. através da discussão de teorias originárias especialmente dos campos da Psicologia. Cultura. 1988. et allii ( 1992) na obra "Creches e Pré-Escolas no Brasil". a importância do trabalho com cuidado e educação a ser realizado com as crianças de 4 a 6 anos. os programas de Educação Infantil reduziram-se a currículos. contando com médicos.. que constituem 13% da população.p. muitas vezes ainda se observa uma visão assistencialista. conotada em larga medida. higiene e nutrição no âmbito da assistência. ao domínio exclusivo da educação. que devem contribuir no trabalho das creches ou centros de Educação Infantil. os órgãos educacionais passam a se ocupar mais das políticas públicas e das propostas para a educação da infância..16) revela que as crianças menores que 5 anos de idade. muitas vezes. No entanto. Campos. instituição que se ocupa de crianças de 0 a 3 anos. sócio/emocional e psico/motor. A partir da década de 60. o tipo de políticas públicas voltadas para a infância que. 1992. creche. trazem também uma contradição: a de não conseguir qualificar. Antropologia. Assim.

2º. incisoVI da Constituição Federal. conforme a Constituição Federal. Isto não significa. dispõe que estes devem atuar prioritariamente no Ensino Fundamental e na Educação Infantil. que estaria em segundo plano a prioridade constitucional relativa à Educação Infantil. em cada realidade municipal. a LDB enfatiza o Ensino Fundamental como prioridade em relação ao Ensino Médio e Superior. Os artigos 10 e 11 da LDB representaram um esforço para disciplinar as responsabilidades de Estados e Municípios com a provisão de Educação Básica. garantido pelo artigo 208. um "luxo" ou "supérfluo". . embora cite a Educação Infantil. O Ensino Fundamental. 211 a oferta da Educação Infantil como uma das prioridades dos Municípios. II da LDB/96. enfrentar o problema da responsabilidade prioritária dos municípios pela Educação Infantil. Com isto. junto aos prefeitos e secretários de educação. Isto significa. art. Para isto a própria operação continuada do FUNDEF. ao destacar a prioridade para o Ensino Fundamental . em termos de políticas públicas. inciso IV da Constituição Federal. não o faz com a mesma ênfase. daqui em diante. no art. como responsabilidade dos municípios. o que ocasiona problemas de interpretação sobre atribuição de recursos. Assim. a Educação Infantil. ainda. dentro evidentemente. Isto permitirá. embora disponha que a oferta da Educação Infantil seja incumbência dos Municípios. de acôrdo com o Art. portanto. Será preciso. que estabelece. inciso VI da Constituição Federal. Por sua vez.Embora a Lei 9394/96 assim se refira a este segmento da Educação Infantil.11. À esfera estadual cabe prioridade pelo Ensino Médio. Na verdade. uma vez satisfeita a sub-vinculação das receitas municipais. enquanto atribuição dos municípios. entretanto. Em primeiro lugar tornando mais claro a quanto montam os 10% de recursos que ficarão disponíveis aos municípios. por este ser obrigatório. atribuído a ambos é prioridade municipal. fixa como prioridade explícita para esta esfera administrativa o Ensino Fundamental. a LDB. em grau de igualdade.212 e 213. não se definiu como prioridade de nenhuma esfera governamental. inciso V. A importância da Educação Infantil implica a efetivação do Artigo 30. que ao lado do Ensino Fundamental figura a Educação Infantil. que deverá ordenar a atribuição de recursos e a divisão de tarefas entre os dois entes federativos para prover o Ensino Fundamental. embora ainda em muitos casos aquele ainda compartilhe com os municípios a responsabilidade pelo Ensino Fundamental. o atendimento educacional das crianças de 0 a 6 anos de idade. da Consolidação das Leis do Trabalho e a presença de outros recursos advindos da sociedade. como prioridade de atuação na esfera municipal. Para dar operacionalidade ao disposto pela LDB quanto ao ensino obrigatório foi necessário criar o FUNDEF. O art.30. dos princípios maiores da colaboração federativa constitucional. poderão contribuir. claramente. o conceito de pré-escola. no art. do Estatuto da Criança e do Adolescente. acaba por ser entendido como "fora da escola" ou do "sistema regular de ensino". considerar estes montantes à luz da prioridade de provisão de cuidados e educação para as crianças de 0 a 6 anos. seu acompanhamento e aperfeiçoamento contínuos.

como panacéia para o "ensino de qualidade". "para que". quando estiverem atendidas plenamente as necessidades de sua área de competência. a forte influência da mídia. uma vez que o já citado artigo 11. da mídia eletrônica. inclusive as crianças mais novas e suas famílias. sociais e exatas acopladas às tecnologias. Em segundo lugar para identificar e operacionalizar fontes adicionais de financiamento. "ongs"e outras instituições na provisão deste direito.Como a Emenda Constitucional no. sociologia. ética. e considerando a responsabilidade da sociedade com a Educação Infantil. Em primeiro lugar para criar um consenso com dirigentes municipais e a sociedade sobre a prioridade para a Educação Infantil. conselhos da criança e do adolescente. cede lugar para o "como fazer" das didáticas e metodologias de ensino. a urbanização crescente das populações e a transformação de vínculos parentais e de vizinhança. ou seja. para a atuação dos municípios na Educação Infantil ou Ensino Fundamental. especialmente rádio e televisão e do marketing social. há ainda o descaso e o despreparo dos Cursos de Formação de Professores em nível médio. Aqui é bom lembrar do que diz o escritor Paulo Leminsky: " Nesta vida pode-se aprender três coisas de uma criança: estar sempre alegre. nunca ficar inativo e chorar com força por tudo que se quer. antropologia. conselhos tutelares. inciso V da LDB dispõe que. à qual todos os cidadãos. Daí surgem as tendências que atribuem às didáticas e metodologias de ensino um lugar todo poderoso. aos Municípios só é permitida atuação em outros níveis. e as conseqüências sobre seus modos de ser e relacionar-se. história. devem ter acesso. conselhos municipais. especialmente da televisão. o que ocasiona uma visão artificial sobre as formas de trabalho com as crianças. certamente influenciarão as propostas pedagógicas e os processos de formação e atualização dos educadores. bem como os de Pedagogia em nível Superior. filosofia. o estudo e a análise do impacto de todos aqueles aspectos sobre as crianças de 0 a 6 anos. a acentuada ausência dos pais no âmbito familiar. a crescente entrada das mães no campo de trabalho fora de casa. Além disso." . 14/96 que criou o FUNDEF. psico e sócio linguística. O conhecimento sobre áreas específicas das ciências humanas. Além do problema orçamentário. que raramente são analisados em profundidade e com competência nos citados cursos. o Ensino Fundamental e a Educação Infantil. subvinculou 15% do total de impostos e transferências à manutenção e desenvolvimento do ensino fundamental. do cuidado e da educação com a criança pequena. que necessitam contar com o decisivo apoio da imprensa. criam novos contextos para a constituição da identidade das crianças. apoiem prefeituras. nos marcos do regime federativo. comunicação. Uma intensa mobilização nacional terá que acompanhar a identificação dos recursos municipais. primeira etapa da Educação Básica. "para onde e quando". os conhecimentos integrados a partir dos campos da psicologia. 69 da Lei 9394/96). públicas e privadas que. na definição da qualificação específica de profissionais para o trabalho com as crianças de 0 a 6 anos. restam pelo menos 10% ou o que resultou da ampliação de recursos vinculados pelas leis orgânicas municipais (art. dos chamados Cursos Normais. derivado de teorias quase milagrosas na consecução de resultados educacionais. As dramáticas transformações familiares ocasionando mudanças de papéis para pais e mães. política e estética são muito superficialmente trabalhados nos cursos Normais e de Pedagogia. A pesquisa. que reduzem e deixam de lado o "por que" . a dificultar as políticas públicas para a Educação Infantil.

supervisionada e apoiada pelas Secretarias e Conselhos de Educação. ao respeitarem o caráter lúdico. entendimento. brincalhonas em busca de relacionamentos gratificantes. . férias e proposta pedagógica que atendam a estes objetivos. pois descobertas. capazes de não antecipar uma formalização artificial e indesejável do processo de cuidado e educação com a criança de 4 a 6 anos. acolher. ainda assim devem expressar uma intencionalidade e. Ao analisar as razões do estado. ora dirigidas. mas intencionalmente voltados para cuidado e educação. cuidando delas. desvendando todos os sentidos e significados das múltiplas linguagens de comunicação. por onde a vida se explica. pode-se cair facilmente em argumentos sociológicos a respeito das transformações e necessidades das famílias. e em particular de pais e mães que trabalham e têm uma carreira ou planos profissionais. num mundo que é sempre novo a cada manhã. portanto. sociedade civil e famílias passam a descobrir múltiplas estratégias de atender. a fascinação. No entanto. solidárias e cooperativas desde que o contexto a seu redor. horário. e principalmente.Crianças pequenas são seres humanos portadores de todas as melhores potencialidades da espécie: *inteligentes. mas que não seriam aceitáveis para as crianças mais novas. nesta etapa da vida das crianças. ora espontâneas. quando propiciam Educação Infantil. bom humor e segurança trazem bem estar e felicidade. aconteça esta em classes escolares ou não. propiciar uma transição adequada do contexto familiar ao escolar. à generosidade e à participação. calendário para as instituições educacionais. que deve ser avaliada. * encantadas . apoiar e educar suas crianças. para verificar sua legitimidade e qualidade. *tagarelas. é muito importante assegurar que não haja uma antecipação de rotinas e procedimentos comuns às classes de Educação Fundamental. fascinadas. situados em escolas ou não. nós adultos/educadores. é ilógico defender que se trabalha numa "pré-escola". ao planejar propostas curriculares dentro dos projetos pedagógicos para a Educação Infantil. que levam ao conhecimento. pois tudo deve ser descoberto e compreendido. em complemento ao trabalho da família. uma responsabilidade correspondente. e em período contínuo ou não. a partir da 1ª série. quando há professores qualificados. exigindo tempo longe dos filhos entregues a creches ou classes escolares. estimular. Além disso. prazeroso das atividades e o amplo atendimento às necessidades de ações planejadas. afeto. provocar e apoiar o encantamento. uma vez que a Educação Fundamental naturalmente sucederá a Educação Infantil. da sociedade civil e das famílias. Desta forma estado. saibamos responder. curiosas. Os programas a serem desenvolvidos em centros de Educação Infantil. animadas. * inquietas. especialmente os Municipais. amor. é o trabalho em instituições que respeitam e operam competentemente programas de Educação Infantil. é responsabilidade dos educadores dos centros de Educação Infantil. em tempo integral ou não. brincadeira. Por isto. pois o que de fato acontece.

Decisões sobre a adoção de tempo parcial ou integral no cuidado e educação das crianças de 0 a 6 anos. que incapazes de falar. ao se constatar que os índices de repetência e evasão diminuem. Mas há que se pensar na própria natureza dos afetos... com ambientes distintos dos da família. de 0 a 3 anos haja uma articulação de políticas sociais.. cuidando e educando. que exigem políticas públicas para si e suas famílias. instituições e famílias é o que propiciará cuidado e educação de qualidade.". . Pesquisas sobre crianças pequenas em várias áreas das ciências humanas e sociais apontam para as impressionantes mudanças que ocorrem nos primeiros cinco a seis anos de vida dos seres humanos. 2º afirma que: "A educação dever da família e do estado". protagonistas das próprias ações. serviço social. à sociedade civil e às famílias a importância de um investimento integrado entre as áreas de educação. positiva. e em sintonia com as expectativas dos que buscam estas instituições. na convivência humana. A parceria entre profissionais. a família e o estado. lazer e esportes no sentido de atendimento a suas necessidades e potencialidades. haja uma progressiva e prazerosa articulação das atividades de comunicação e ludicidade. saúde... gradualmente. criando. ao relacionar-se com o mundo a seu redor. no qual desenvolvimento. sócio/emocionais e psico/motoras das crianças. E que. num contexto de jogos e brincadeiras. onde famílias e as equipes das creches convivam intensa e construtivamente. As próprias crianças pequenas apontam ao estado. propiciando-lhes a igualdade de oportunidades de cuidado e educação de qualidade.. a própria Constituição Federal de 1988 e o Estatuto da Criança e do Adolescente de 1990. receptiva. requerem por parte das instituições flexibilidade nos arranjos de horário de maneira a atender. enquanto seres humanos.1º da LDB define que : "A educação abrange os processos formativos que se desenvolvem na vida familiar. quando os alunos da Educação Fundamental são egressos de boas experiências em Educação Infantil. de maneira construtiva. habitação.Pode-se pensar em argumentos econômicos de diminuição de custos escolares. com o ambiente escolarizado. transformando e afetando suas próprias circunstâncias de interação com pessoas. dentre elas a linguagem verbal e corporal ocupem lugar privilegiado. num ambiente onde as formas de expressão. sentimentos e capacidades cognitivo/linguísticas.. socialização e constituição de identidades singulares. quanto às de suas famílias. social e cultural. afirmativas. A LEI 9394/96 E A EDUCAÇÃO INFANTIL Além da LDBEN/96. que lideradas pela educação. para as dos 4 aos 6 anos. eventos e lugares. Este é pois o grande desafio que se coloca para a Educação Infantil: que ela constitua um espaço e um tempo em que. na transição para a Educação Fundamental. e seu Art. integrem desenvolvimento com vida individual . comunicar-se através de várias linguagens. tanto às necessidades das crianças. O Art. pressupondo sempre a correlação entre os esforços de ambos. possam relacionar-se. locomover-se e organizar-se. cultura. passam a mover-se. consagram as crianças de 0 a 6 anos como "sujeitos de direitos".

980 tinham 7 anos ou mais. Será muito lenta e parcial a conquista por uma política nacional.619 crianças. Em relação à Educação Infantil. Tutelares. associações de classe e organizações não governamentais. principalmente as de saúde e desenvolvimento social. entre outros. Em conseqüência a política nacional para crianças de 0 a 6 anos e suas famílias se fará com o apoio e a participação de todos os segmentos da sociedade. o número de crianças com 7 anos ou mais foi de 786. bem como com relação ao das creches e instituições para as crianças de 4 aos 6 anos. como alguns analistas o fazem. e os profissionais de marketing social estejam ausentes deste processo. dos Conselhos Municipais. efetivada. muito importante considerar. A Lei propõe caminhos de interação intensa e continuada entre as intituições de Educação Infantil e as famílias. . através das responsabilidades das empresas. Quanto menores as crianças. mais as famílias necessitam de apoios integrados das áreas de políticas sociais integradas. deveriam estar matriculadas no Ensino Fundamental. Mas a própria Lei 9394/96 em seu Art. foi de 5. mediante a garantia de atendimento gratuito em "creches e pré-escolas às crianças de 0 a 6". principalmente rádio . caso a imprensa. televisão e a Internet. sendo que 1. o que abre perspectivas a serem exploradas pelos sistemas educacionais de maneira criativa e solidária. visando uma política nacional que priorize seus direitos a cuidados e educação. vem garantir o dever do Estado com educação escolar pública.714.4º. articuladas pela educação. junto com o estado e com a própria sociedade civil. pois. a mídia eletrônica.313 crianças. especialmente o dos profissionais da comunicação e da informação. é. as famílias inúmeras vezes têm uma percepção equivocada de seu papel com as crianças. não registram creches não cadastradas pelo Censo do MEC. de 14%.684 crianças. verificando-se. que à insuficiência de oportunidades em instituições públicas. Isto. as estatísticas existentes sobre Educação Infantil são mais camufladoras do que indicadoras. um decréscimo de 796. dos Juízes da Vara da Infância e das Associações de Pais.IV. e aqui nos referimos a todas as famílias e suas crianças. Esta política nacional deve incluir toda a etapa de cuidados e educação pré-natal aos futuros pais.12. VI e VII preconiza que os estabelecimentos de ensino devem articular-se com as famílias e a comunidade.917. Assim o decréscimo da matrícula pode ter sido apenas uma transferência para o Ensino Fundamental de crianças indevidamente matriculadas em Classes de Alfabetização ou mesmo de Educação Infantil. Em 1998 a matrícula foi de 4. a matrícula na Educação Infantil e nas Classes de Alfabetização em 1996. em regime de colaboração. E em seu Art. Na verdade. ou seja. pois incluem um significativo contingente de crianças que. correspondendo a 16% do total da matrícula nas classes de Educação Infantil e de Alfabetização.179 crianças. criando processos de integração da sociedade com a escola.De acôrdo com o Censo Escolar do MEC. para citar algumas. sem contar com a ausência de apoios eficazes para exercer suas responsabilidades de cuidado e educação.317. correspondendo a 23% da matrícula. no entanto. Também em 1998. Por outro lado. pela sua idade e por direito.

63. segundo o prescrito nos arts. 87. mas obrigatoriamente no Ensino Fundamental (LDB/96. II. Isto valorizará ainda mais a Educação Infantil e sua pertinência como momento e lugar de transição entre a vida familiar e a Escola. Estaduais e. § único. 13. como se depreende dos Arts. I. 14. considerando as transformações familiares e sociais. 58. inclusive. sócio/emocional .I. existentes ou que venham a ser criadas. 17. Menção especial deve ser feita em relação aos educadores para a Educação Infantil. encerrando a era das "Classes de Alfabetização". a respeito dos prazos para que as instituições para as crianças de 0 a 6 anos. inclusive. II. Fica claro. e § 4º. psico/motor e educacional. mesmo as de mais baixa renda . que aborda a oferta de Educação Especial na Educação Infantil. 30 e 31. e suas conseqüências sobre as crianças. I e II. § 1º. Aqui é indispensável enfatizar a importância da formação prévia e da atualização em serviço dos educadores. 87. A integração da Educação Infantil aos sistemas de ensino é esclarecida nos Arts. uma vez que se considere que o processo de interpretação e produção de textos. de compreensão de quantidades e operações de cálculo. Em breve o CNE apresentará Parecer específico a respeito. desejavelmente durante a Educação Infantil e início do Ensino Fundamental. I que faculta a matrícula das crianças de 6 anos na 1ª série do Ensino Fundamental. VI. sob o ponto de vista psico/linguístico. inicialmente nos Arts. 18. A respeito da integração da Educação Infantil aos sistemas é muito importante verificar o que dizem as Disposições Transitórias em seu Art. assim como de situar-se em relação aos meios sociais e naturais. a Lei atribui grande importância ao papel dos educadores em sua concepção. desenvolvimento. § 3º. seguirão contribuindo para a formação de professores. de acordo com o art. com a maior urgência às exigências de qualificação dos educadores para as crianças de 0 a 6 anos. 62. art. A sistematização que se busca nas "Classes de Alfabetização" artificializa um processo de ensino que só acontece ao longo dos anos. Os Cursos de formação de docentes para a Educação Infantil nos níveis médio e superior devem adaptar-se. que as crianças de 7 anos não devem ser matriculadas em instituições ou classes de Educação Infantil. esta medida é desejável. quanto do Ensino Fundamental. 89.6º e 87). É muito importante considerar em consonância com estes o exposto no Art. 90 ficam também definidos como foros de resolução de dúvidas os respectivos Conselhos Municipais. Registre-se.§ 3º. as características sempre mais acentuadas da sociedade de comunicação e informação. que durante este período de transição os Cursos Normais de nível médio. sejam integradas a seus respectivos sistemas. avaliação e interpretação com as famílias. 64 e 67 e nas Disposições Transitórias. porém é possível adiantar que. pois vem ao encontro das verdadeiras capacidades das crianças e das tendências mundiais em educação. III e IV. administrativas e pedagógicas é o exposto nas Disposições Transitórias. I. mas também no 23. Isto deverá. desnecessárias e desaconselháveis. Pelo estabelecido no Art. Arts. Um aspecto novo da organização tanto da Educação Infantil. no que se refere à rede privada. em última instância o Conselho Nacional de Educação. e que exigirá medidas orçamentárias. bem como deverão ser feitos todos os esforços entre estados e municípios para que .Ao analisar a questão das propostas pedagógicas. 29. 62. portanto acontecer até 20/12/1999. A organização da Educação Infantil deve também atender ao explicitado. II. não acontece nem se cristaliza em apenas um ano letivo. art. relacionando-se com eles.

Vou inventar a máquina de fazer invenções. da Criatividade. para que as crianças e suas famílias sejam incluídas em uma vida de cidadania plena. através de estruturas e funcionamento adequados. Todos ficaram atentos à espera da asneirinha. Princípios Políticos dos Direitos e Deveres de Cidadania. com objetivos claros. II . do c. para que os Princípios acima sejam respeitados e acatados. para que no afã do aperfeiçoamento não se percam as grandes conquistas já obtidas. de modo a democratizar o acesso de todos. 1 – Educar e cuidar de crianças de 0 a 6 anos supõe definir previamente para que sociedade isto será feito. ao Amor. Segurança. e como se desenvolverão as práticas pedagógicas. da Qualidade e da Diversidade de manifestações Artísticas e Culturais. à Estimulação. Aqui se exigem medidas práticas e imediatas entre as universidades e centros de ensino superior. que também se apresentam com grande diversidade de propósitos. com o grande esforço nacional. como previsto pelos artigos citados. Ao iniciar sua trajetória na vida. ao Apoio. Princípios Éticos da Autonomia. Para que isto aconteça. b. da Responsabilidade. . que o rádio. O bom senso e a vontade política devem prevalecer em benefício das crianças brasileiras de 0 a 6 anos e suas famílias. Bota-se a idéia dentro. da Ludicidade. equânime e feliz. um ambiente físico e humano. que aconteçam num ambiente iluminado pelos princípios éticos. que propiciem experiências e situações planejadas intencionalmente. As crianças pequenas e suas famílias devem encontrar nos centros de educação infantil. é indispensável que os Conselhos e as Secretarias Municipais e Estaduais de Educação criem condições de interação construtiva com aquelas.os professores leigos tenham oportunidades de se qualificarem devidamente. da Solidariedade e do Respeito ao Bem Comum. podem e devem contribuir através de formas criativas e solidárias. que em regime de colaboração com os sistemas públicos e privados de instituições para as crianças de 0 a 6 anos. políticos e estéticos das propostas pedagógicas. que tudo! – gritou Emília. vira-se a manivela e pronto – tem-se a invenção que se quer". aos bens culturais e educacionais. principalmente junto às populações de mais baixa renda e renda média. Princípios Estéticos da Sensibilidade. que proporcionam uma qualidade de vida mais justa. Monteiro Lobato "A História das Invenções". Exercício da Criticidade e do Respeito à Ordem Democrática.DIRETRIZES CURRICULARES NACIONAIS PARA A EDUCAÇÃO INFANTIL " Pois eu hei de inventar coisa muito melhor que o mel humano. As situações planejadas intencionalmente devem prever momentos de atividades espontâneas e outras dirigidas. E embora as radicais mudanças nas estruturas familiares estejam trazendo maiores desafios para as instituições de Educação Infantil. nossas crianças têm direito à Saúde. é importante que as Propostas Pedagógicas de Educação Infantil tenham qualidade e definam-se a respeito dos seguintes fundamentos norteadores: a. . à Aceitação . para potencializar e qualificar os profissionais de Educação Infantil no Brasil. à Confiança de sentir-se parte de uma família e de um ambiente de cuidados e educação.

Além disso. etnia e situações sócio/econômicas vão aprendendo a conviver construtivamente com a riqueza das diferenças entre os seres humanos. com o apoio das instituições de educação infantil. econômicas e culturais e a peculiaridades no desenvolvimento em relação a necessidades especiais de educação e cuidados. Além disto nesta diversidade de representações de gênero. respeito e negociação sobre a identidade de cada um. as Instituições de Educação Infantil deverão explicitar o reconhecimento da importância da identidade pessoal de alunos. nível de desenvolvimento físico . ou irmãos. nestes ambientes coletivos. Habitação. acolhimento. No momento em que pais e filhos. Outro aspecto relevante sobre identidade é o das próprias instituições. estão definindo identidades influenciadas pelas questões de gênero masculino e feminino. a distintas situações familiares. professores e outros profissionais e a identidade de cada unidade educacional no contexto de suas organizações. às múltiplas etnias presentes na sociedade brasileira. atendimento a crianças hospitalizadas por longos períodos. podem criar desafios em relação ao cuidado e à educação. psico/linguístico. é que dentre os critérios para Licenciamento e Funcionamento de Instituições de Educação Infantil. As múltiplas trocas envolvem também os educadores. ou outros responsáveis. . a Cultura. Lazer e Esporte. a busca de formas de ser e relacionar-se e espaços próprios de manifestação. o Trabalho. a variedade das próprias instituições de Educação Infantil. suas famílias. de diferentes etnias e ambientes sócio/econômicos.Nesta perspectiva fica evidente que o que se propõe é a negociação constante entre as autoridades constituídas. entre elas. o Serviço Social. idade. 2 – Ao definir suas Propostas Pedagógicas. vivem nestes primeiros tempos. pode proporcionar a um grande número de crianças pequenas é muito grande. Neste sentido é indispensável enfatizar a necessidade do trabalho integrado entre as áreas de Políticas Sociais para a Infância e a Família. é indispensável que haja diálogo. creches familiares. sócio/emocional e psico/motor e situações sócio-econômicas. etnia. como a Saúde. outros profissionais e os próprios sistemas aos quais se relacionam as instituições de Educação Infantil. também deve estar enfatizada. A representatividade de identidades variadas entre os educadores e outros profissionais que trabalhem nas instituições de educação infantil. algumas delas centenárias. ou o pai. haja nas Propostas Pedagógicas dos estabelecimentos. religiosas. menção explícita que acate as identidades de crianças e sua famílias em suas diversas manifestações. por exemplo. As crianças pequenas e suas famílias. especialmente quando elas só convivem com a mãe. como é o caso de deficientes de qualquer natureza. justa e mais feliz. o que aqui se propõe. guardando a história das conquistas educacionais deste país e constituindo-se em verdadeiro patrimônio cultural a ser valorizado por todos. mais do que em qualquer outra etapa da vida humana. que são cruciais para a inserção numa vida de cidadania plena. Isto porque a riqueza que equipes formadas por homens e mulheres. No entanto. ou com necessidades especiais de aprendizagem. que em alguns estados e municípios brasileiros assumem formas diferenciadas de atendimento. os educadores e as famílias das crianças no sentido de preservação de seus direitos. sem exclusões devidas a gênero masculino ou feminino. numa sociedade que todos desejamos democrática.

gradual e articuladamente. menino ou menina. com vista à Educação Infantil. cognitivo/lingüisticos e sociais da criança. a vida familiar e social. será possível atingir um consenso a respeito da educação e cuidados para infância. completo e indivisível. b. Como se abordou anteriormente. principalmente. 4 – Ao reconhecer as crianças como seres íntegros. em especial. a natureza e as pessoas devem estar articulados com os cuidados e a educação para a saúde. uma vez que o que se observa. Desta maneira. terapeutas. com os demais e o meio ambiente de maneira articulada e gradual. agir e responsabilizar-se são partes do todo de cada indivíduo. estes esforços devem estar articulados com os de outros profissionais como os médicos. as universidades e centros de pesquisa intensificando suas investigações. emocionais. ênfase nos aspectos do desenvolvimento da criança. Um dos grandes equívocos em relação à Educação Infantil em nosso país é o de que seu alvo prioritário são as crianças de famílias de baixa renda. Desta forma. e conseqüentemente . com as pessoas. Este consenso precisa contemplar o exposto nesta Diretriz 3. para garantir que as Propostas Pedagógicas atendam. as Propostas Pedagógicas das Instituições de Educação Infantil devem buscar a interação entre as diversas áreas de conhecimento e aspectos da vida cidadã. cursos e estágios. nutricionistas. entendendo que ela é um ser total. que aprendem a ser e conviver consigo próprias. agentes de saúde. a integração entre os aspectos físicos. tempo. aperfeiçoando estes processos nos contatos consigo próprios. sentir. os conhecimentos sobre espaço. e as próprias Secretarias desenvolvendo seus programas de atualização de recursos humanos. o lazer. ênfase numa visão de treinamento. brincar. Aqui há um campo fértil e amplo de trabalho a ser realizado por um conjunto de profissionais e instituições: os cursos de formação de professores. arquitetos e todos que atendam às crianças e suas famílias em centros de educação infantil. em geral. expressar-se. que desde bebês vão. as linguagens. apoiadas pelos respectivos Conselhos de Educação. a cultura. expressão. a sexualidade. Desta forma ser. entre 0 e 6 anos. comunicação. mais "escolarizada" de preparação para uma suposta e equivocada "prontidão para alfabetização e o cálculo". psicólogos. assistentes sociais.3 – As Propostas Pedagógicas para as instituições de Educação Infantil devem promover em suas práticas de educação e cuidados. o meio ambiente. o trabalho. cuidar-se. a ciência e a tecnologia. relacionar-se. reduzindo suas oportunidades e experiências ao processo de "socialização" e especialização de aptidões em "hábitos e habilidades psicomotoras". enfermeiras. afetivos. integralmente à criança em todos os seus aspectos. gradualmente. mover-se. organizar-se. de preferência em parceria com as Secretarias Municipais e Estaduais. Este é um dos aspectos mais polêmicos dos programas de Educação Infantil. são duas tendências principais em seus propósitos: a. como conteúdos básicos para a constituição de conhecimentos e valores. coisas e o ambiente em geral.

que deve primar pelo envolvimento e interesse genuíno dos . ter seus esforços reconhecidos. reconhecendo a intencionalidade de suas ações pedagógicas com qualidade. buscando as conexões entre a vida destas crianças e suas famílias. as múltiplas formas de comunicação. para muitas crianças. evitando a monotonia. curiosidades e desejo de compreender e aprender. inesgotável curiosidade e desejo de aprender. visando o êxito de seu trabalho. Vários educadores brasileiros. As múltiplas formas de diálogo e interação são o eixo de todo o trabalho pedagógico. vivendo e convivendo ativa e construtivamente. o que se defende aqui. como de modo geral lhes acontece fora daqueles ambientes.a natureza de suas propostas deve ser "compensatória" de supostas carências culturais. ser respeitados como os irmãos mais velhos e os adultos. participar. indispensáveis a uma vida plena e feliz. espontaneamente ou através da interação entre elas próprias e com os adultos. sentimentos. expressando suas emoções. para que todas as crianças e sua famílias tenham oportunidade de acesso a conhecimentos valores e modos de vida verdadeiramente cidadãos. é existência de Propostas Pedagógicas que dêem conta da complexidade dos contextos em que as crianças vivem na sociedade brasileira. gradualmente. as danças e cantos. entre os quais nos incluímos. criando ambientes e situações contribui decisivamente para que os bebês e as crianças um pouco maiores. as situações da vida brasileira e planetária e o ambiente das instituições que freqüentam. temos procurado elaborar currículos e programas para a Educação Infantil. aspectos da vida. o uso de materiais. Educação Infantil não é portanto um "luxo" ou um "favor". nutrição e ambiente familiar favorável às crianças de 0 a 6 anos. aqui se coloca: tudo isto deve acontecer num contexto em que cuidados e educação se realizem de modo prazeroso. os jogos. o exercício de tarefas rotineiras do cotidiano e as experiências dirigidas que exigem o conhecimento dos limites e alcances das ações das crianças e dos adultos estejam contemplados. ser aceitos. organizando. as creches ou escolas são os locais onde passam o maior número de horas de seu dia. Sem polemizar a respeito de reais necessidades de saúde. Embora. as estratégias pedagógicas utilizadas devem atender àqueles aspectos abordados na Diretriz 3. resguardar nos ambientes das instituições de educação infantil. Todos os que conhecemos e trabalhamos ou convivemos com crianças de 0 a 6 anos sabemos de seu imenso potencial. criação e movimento. o exagero de atividades "acadêmicas" ou de disciplinamento estéril. onde as brincadeiras espontâneas. crianças de 0 a 6 anos comuniquem-se. com qualidade. Contudo. todas estas capacidades estão presentes desde o início de suas vidas. expressão. constituindo conhecimentos e valores. que merecem de seus educadores um atendimento que as introduza a conhecimentos e valores. exercitem sua inteligência. é um direito a ser melhor reconhecido pela dignidade e capacidade de todas as crianças brasileiras. e por isso. organizando os espaços para atividades movimentadas. Algumas destas propostas curriculares enfatizam a importância de. O papel dos educadores atentos. Por isso o que aqui se apresenta é a possibilidade concreta de que as instituições de Educação Infantil articulem suas Propostas de maneira intencional. as comidas e roupas. de maneiras distintas. passa por vertiginosas transformações econômicas e sociais. e manifestam-se. lúdico. que como várias outras do Planeta. No entanto. semi-movimentadas e tranqüilas. seus afetos e sentimentos. um grande alerta. afetos. estimados e "incluídos".

por isso a avaliação sobre os resultados de cuidados e educação para as crianças de 0 aos 6 anos é parte integrante das Propostas Pedagógicas e conseqüência de decisões tomadas pelas instituições de Educação Infantil. Por isso. É evidente que os objetivos serão diferentes para os distintos níveis de desenvolvimento. brincando. com pelo menos o diploma de curso de Formação de Professores. mesmo para o acesso ao ensino fundamental". apoiando. No entanto. Cuidado deve ser tomado em relação à quantidade de crianças por educadores. a si próprios e a proposta pedagógica. o papel dos educadores deve legitimar os compromissos assumidos através das Propostas Pedagógicas. independente de nível de escolaridade ou de situação sócio-econômica. provocando. reconhecendo e alegrando-se com as conquistas individuais e coletivas das crianças. permitirá constante aperfeiçoamento das estratégias educacionais e maior apoio e colaboração com o trabalho das famílias. As Propostas Pedagógicas das creches para as crianças de 0 a 3 anosde classes e centros de educação infantil para as de 4 a 6 anos devem ser concebidas.educadores. desde a organização do espaço. verificar a qualidade de seu trabalho e das relações com as famílias das crianças. acesso a brinquedos e materiais. entendida como instrumento de diagnóstico e tomada de decisões. considerando-se o estado de saúde. A responsabilidade dos educadores ao avaliar as crianças. passando pelas relações e ações conjuntas com as famílias e responsáveis. É claro que nesta perspectiva. art. Sociais e Exatas. supervisionadas e avaliadas por educadores. estabelecendo limites com energia e sensibilidade. sobretudo as que promovam a autonomia. móveis. que os educadores poderão. através de exercícios de sensibilidade. através do acompanhamento e registros de etapas alcançadas nos cuidados e educação para crianças de 0 a 6 anos. 5– As Propostas Pedagógicas para a Educação Infantil devem organizar suas estratégias de avaliação. 6. . nutrição e higiene dos meninos e meninas. em grande medida. aos locais como banheiros. em todas as situações. não se admitindo a reprovação ou os chamados "vestibulinhos". A participação dos educadores é participação. desenvolvidas. e não condução absoluta de todas as atividades e centralização das mesmas em sua pessoa. atendendo às distintas faixas etárias. observando. rindo. Esta medida é fundamental para qualificar as Propostas Pedagógicas e explicitar seus propósitos com as crianças dos 0 aos 3 anos e dos 4 aos 6. Da direção das instituições de Educação Infantil deve participar. assim como familiares das crianças. e de situações específicas. (LDBEN. 31). estimulando e desafiando a curiosidade e a criatividade. A grande maioria dos pais aprende junto com os filhos e seus educadores. a responsabilidade e a solidariedade. é através da avaliação. a avaliação jamais deverá ser utilizada de maneira punitiva contra as crianças. "sem o objetivo de promoção. cantinas e pátios até à divisão do tempo e do calendário anual de atividades. consolando. acolhendo. para o acesso ao Ensino Fundamental . mesmo que da Equipe Educacional participem outros profissionais das áreas de Ciências Humanas.

supervisionando. O trabalho dos Conselhos deve ser o de diagnosticar situações. da sociedade civil e do estado. a execução. até as manifestações lúdicas e artísticas das crianças. é indispensável que as mesmas venham acompanhadas por planejamentos. no mínimo. ( LDBEN arts 12 e 14). o país. passando pelas relações com as famílias. As estratégias de atendimento individualizado às crianças devem prevalecer. e as de 4 a 6 anos de 20 crianças. apoio. que possibilitem a adoção. a organização de horários de atividades devem refletir propostas pedagógicas de qualidade sobre as quais as Secretarias e Conselhos devem opinar. criar condições de melhoria e supervisionar a qualidade da ação dos que educam e cuidam das crianças em instituições de Educação Infantil. Por isto a definição da quantidade de crianças por adulto é muito importante. do horário e do calendário. licenciando. devem. conquistados através da Educação Infantil e consagrados naquilo que é primordial e essencial: que as crianças de 0 a 6 anos sejam cuidadas e educadas pelos esforços comuns de suas famílias. o que lhes propiciará a possibilidade de . a cada educador devem corresponder no máximo de 6 a 8 crianças. III – VOTO DA RELATORA À luz das considerações anteriores. desde os que ainda não tenham formação específica. desde as ênfases sobre múltiplas formas de comunicação e linguagem. são indispensáveis o espírito de equipe e as condições básicas para planejar os usos de espaço e tempo escolar. As turmas de crianças de 3 anos devem limitar-se a 15 por adulto. a nação e outros países serão objeto de um planejamento e de uma avaliação constante das Creches. avaliando e apoiando o aperfeiçoamento das ações de cuidados e educação. seja no diálogo. proporcionar condições de funcionamento das estratégias educacionais. Por isso esforços e equipamentos adequados. entendendo-se que no caso de bebês de 0 a 2 anos. a Relatora vota no sentido de que este conjunto de Diretrizes Curriculares Nacionais norteiem os rumos da Educação Brasileira. orientação. através de suas propostas pedagógicas e de seus regimentos. Assim. Quaisquer que sejam as instituições que se dedicam à Educação Infantil com suas respectivas Propostas Pedagógicas. garantindo direitos e deveres básicos de cidadania. além de cuidar e educar com qualidade e êxito. do espaço físico. 7– As Instituições de Educação Infantil. a cidade. estratégias e formas de avaliação dos processos de aperfeiçoamento dos educadores. também com. a avaliação e o aperfeiçoamento das demais diretrizes. advogar sempre pela causa das crianças de 0 a 6 anos e suas famílias. Curso de Formação de Professores. atenção especial deve ser atribuída às maneiras pelas quais as instituições se propõem ao trabalho com as famílias. intervenção e supervisão em situações de risco e conflito para as crianças. Da mesma forma. Escolas e Centros de Educação Infantil. até os que já estão habilitados para o trabalho com as crianças de 0 a 6 anos. Para que todas as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil sejam realizadas com êxito. em clima de cooperação. seus bairros ou comunidades. Cabe às instituições de Educação Infantil. seja no desenvolvimento normal de atividades derivadas das Propostas Pedagógicas.necessariamente um educador.

RESOLVE: Art. Princípios Políticos dos Direitos e Deveres de Cidadania. que orientarão as Instituições de Educação Infantil dos Sistemas Brasileiros de Ensino. b. desenvolvimento e avaliação de suas propostas pedagógicas. da Responsabilidade.131. devem respeitar os seguintes Fundamentos Norteadores: a. Fundamentos e Procedimentos da Educação Básica. equilíbrio e felicidade. 17 de dezembro de 1998. e tendo em vista o Parecer CEB/CNE 22/98. DE 7 DE ABRIL DE 1999(*) Institui as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil. (aa) Conselheiros: Ulysses de Oliveira Panisset – Presidente Francisco Aparecido Cordão – Vice. (a) Conselheira Regina Alcântara de Assis – Relatora IV – DECISÃO DA CÂMARA A Câmara de Educação Básica acompanha o Voto da Relatora. articulação.Diretrizes Curriculares Nacionais constituem-se na doutrina sobre Princípios. II – As Instituições de Educação Infantil ao definir suas Propostas Pedagógicas deverão explicitar o reconhecimento da importância da identidade pessoal de alunos. professores e outros . na organização. Princípios Éticos da Autonomia.Presidente [Volta ao início do documento] RESOLUÇÃO CEB Nº 1. 9º § 1º. 2º . Sala das Sessões. da Criatividade. Art.inclusão numa vida de participação e transformação nacional. Princípios Estéticos da Sensibilidade. de conformidade com o disposto no art. da Lei 9.São as seguintes as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil: I – As Propostas Pedagógicas das Instituições de Educação Infantil. homologado pelo Senhor Ministro da Educação e do Desporto em 22 de março de 1999. Art. 17 dezembro de 1998. suas famílias. do c.A presente Resolução institui as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil. da Ludicidade e da Diversidade de Manifestações Artísticas e Culturais. 3º . dentro de um contexto de justiça social. da Solidariedade e do Respeito ao Bem Comum. O Presidente da Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação. Brasília. 1º . definidos pela Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação. a serem observadas na organização das propostas pedagógicas das instituições de educação infantil integrantes dos diversos sistemas de ensino. alínea "c". Exercício da Criticidade e do Respeito à Ordem Democrática. de 25 de novembro de 1995.

Princípios Políticos dos Direitos e Deveres de Cidadania. do Exercício da Criticidade e do Respeito à Ordem Democrática.São as seguintes as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil: I – As Propostas Pedagógicas das Instituições de Educação Infantil. 9º § 1º. Art. de 25 de novembro de 1995. RESOLVE: Art. 1º . práticas de educação e cuidados. nos vários contextos em que se situem. homologado pelo Senhor Ministro da Educação e do Desporto em 22 de março de 1999. e tendo em vista o Parecer CEB/CNE 22/98. Princípios Éticos da Autonomia. da Responsabilidade. II – As Instituições de Educação Infantil ao definir suas Propostas Pedagógicas deverão explicitar o reconhecimento da importância da identidade pessoal de alunos. suas famílias. c. na organização.Diretrizes Curriculares Nacionais constituem-se na doutrina sobre Princípios.A presente Resolução institui as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil. que possibilitem a integração entre RESOLUÇÃO CEB Nº 1. professores e outros . b. 3º . DE 7 DE ABRIL DE 1999(*) Institui as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil. articulação. de conformidade com o disposto no art. da Lei 9. O Presidente da Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação. desenvolvimento e avaliação de suas propostas pedagógicas. devem respeitar os seguintes Fundamentos Norteadores: a. Art. Fundamentos e Procedimentos da Educação Básica. alínea "c". da Ludicidade e da Diversidade de Manifestações Artísticas e Culturais. Princípios Estéticos da Sensibilidade.profissionais. da Criatividade. 2º . a serem observadas na organização das propostas pedagógicas das instituições de educação infantil integrantes dos diversos sistemas de ensino. da Solidariedade e do Respeito ao Bem Comum. III – As Instituições de Educação Infantil devem promover em suas Propostas Pedagógicas. e a identidade de cada Unidade Educacional.131. definidos pela Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação. que orientarão as Instituições de Educação Infantil dos Sistemas Brasileiros de Ensino.

execução. Brasília. supervisionadas e avaliadas por educadores. ao reconhecer as crianças como seres íntegros. num contexto de atenção multidisciplinar com profissionais necessários para o atendimento. através do acompanhamento e dos registros de etapas alcançadas nos cuidados e na educação para crianças de 0 a 6 anos. em momentos de ações. Da direção das instituições de Educação Infantil deve participar. um educador com. "sem o objetivo de promoção. o Curso de Formação de Professores. Resolução CEB nº 1/99. práticas de educação e cuidados. que possibilitem a adoção. 1999. do horário e do calendário escolar. 18. ficando revogadas as disposições em contrário. contribuindo assim com o provimento de conteúdos básicos para a constituição de conhecimentos e valores. avaliação e o aperfeiçoamento das diretrizes. IV – As Propostas Pedagógicas das Instituições de Educação Infantil. do uso do espaço físico. Sociais e Exatas. Diário Oficial. VIII – As Propostas Pedagógicas e os regimentos das Instituições de Educação Infantil devem.O ambiente de gestão democrática por parte dos educadores. com os demais e o próprio ambiente de maneira articulada e gradual. ora estruturadas.Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação. a partir de liderança responsável e de qualidade. entendendo que ela é um ser completo. em clima de cooperação. devem buscar a partir de atividades intencionais. Seção 1. III – As Instituições de Educação Infantil devem promover em suas Propostas Pedagógicas. mesmo para o acesso ao ensino fundamental". 4º . mesmo que da equipe de Profissionais participem outros das áreas de Ciências Humanas. total e indivisível. VI – As Propostas Pedagógicas das Instituições de Educação Infantil devem ser criadas. cognitivo/lingüísticos e sociais da criança. com. ULYSSES DE OLIVEIRA PANISSET Presidente da Câmara de Educação Básica ____________ (*) CNE/CEB. o diploma de Curso de Formação de Professores. VII . coordenadas. que aprendem a ser e conviver consigo próprios. proporcionar condições de funcionamento das estratégias educacionais. pelo menos. afetivos. no mínimo. assim como familiares das crianças. 13 abr. e a identidade de cada Unidade Educacional. que possibilitem a integração entre os aspectos físicos. p. [Volta ao início do documento] CÂMARA DE EDUCAÇÃO BÁSICA .profissionais. deve garantir direitos básicos de crianças e suas famílias à educação e cuidados. necessariamente. V – As Propostas Pedagógicas para a Educação Infantil devem organizar suas estratégias de avaliação. ora espontâneas e livres. emocionais. Art. a interação entre as diversas áreas de conhecimento e aspectos da vida cidadã. nos vários contextos em que se situem.

com eles. Viver ou encarnar esta constatação evidente. (. na prática.) O espaço de que disponho não me permite ir além de algumas rápidas considerações em torno de um ou dois pontos que me parecem fundamentais em nossa prática. enquanto simplesmente falar a eles seria uma forma de não ouvi-los. o dever que temos de escutá-los significa o direito que igualmente temos de falar-lhes. na sociedade contemporânea. Direito deles de falar que corresponde ao nosso dever de escutá-los. no outro. é falar com eles. Esta não pode ser. significa reconhecer nos outros – os educandos no nosso caso – o direito de dizer a sua palavra. Fraternalmente. pretendem exercer a docência na Educação Infantil e nas quatro primeiras séries do Ensino Fundamental. encontram no pensamento do Professor Paulo Freire pontos que são fundamentais para a organização e o desenvolvimento das propostas pedagógicas das escolas. Estando num lado da rua ninguém estará. inspirados nos ideais de solidariedade. Mas. como escutar implica em falar também. é um boa maneira que temos de afirmar o nosso elitismo.. direito de todos e dimensão inalienável da cidadania plena. aos professores que. É por essa convicção que os estudos e as reflexões sobre a formação de docentes. O primeiro deles é o da necessidade que temos. com o mundo e com os outros. enquanto educadora ou educador. Dizer-lhes sempre a nossa palavra. partindo de lá. tendo como perspectiva a educação escolar. Quem assim trabalha. aprovado em 29/1/99 (Processo nº: 23001. ligados entre si. em seguida. Já é tempo. Cada um de nós é um ser no mundo. não posso chegar ao lado de lá. consciente ou inconscientemente. especialmente. porém. um implicando no outro. a não ser atravessando a rua.000037/99-18) I – RELATÓRIO Este Parecer dirige-se. arrogantemente convencidos de que estamos aqui para salvá-los. Escutá-los. no fundo. Paulo Freire São Paulo. . O outro ponto.. de viver. mas de cá. sem jamais nos oferecermos às palavras deles.) Sejamos coerentes. de resto. Se estou do lado de cá. Pontos. ajuda a preservação das estruturas dominadoras. sempre autoritário. liberdade e justiça social. superá-la.Diretrizes Curriculares Nacionais para a formação de Professores na Modalidade Normal em Nível Médio PARECER CEB 1/99. (. o reconhecimento óbvio de que nem um de nós está só no mundo. a maneira de atuar de uma educadora ou de um educador cuja opção é libertadora. educadoras e educadores. e a que eu gostaria de me referir é o da necessidade que temos os educadores e educadoras de "assumir" a ingenuidade dos educandos para poder.. ligado a este. abril de 1982..

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