INSTITUTO NACIONAL DE PÓS-GRADUAÇÃO – INPG

ANÁLISE DA IMPORTÂNCIA DE ACURACIDADE NOS CONTROLES DOS ESTOQUES PARA O EQUILÍBRIO FINANCEIRO E A MAXIMIZAÇÃO DO LUCRO DAS EMPRESAS INDUSTRIAIS DE JOINVILLE

ANDRÉ VALDIR DA SILVA

JOINVILLE 2008

ANDRÉ VALDIR DA SILVA

ANÁLISE DA IMPORTÂNCIA DE ACURACIDADE NOS CONTROLES DOS ESTOQUES PARA O EQUILÍBRIO FINANCEIRO E A MAXIMIZAÇÃO DO LUCRO DAS EMPRESAS INDUSTRIAIS DE JOINVILLE

Trabalho apresentado à disciplina de Metodologia do Ensino Superior do Instituto Nacional de Pós-graduação – INPG – como requisito parcial para obtenção do título de especialista em Auditoria. Orientador Específico: Marcio Alves

JOINVILLE 2008

Para minha noiva Daniela Campestrini pelo carinho e incentivo demonstrado durante todo o período do curso. Aos professores do curso de Auditoria do Instituto Nacional de Pósgraduação – INPG, pela amizade, pelo apoio e conhecimento transmitido nas disciplinas componentes do curso.

Agradeço aos meus irmãos Giuliano da Silva e Solange Marília da Silva por estarem sempre ao meu lado. dedicada e incansável orientação do presente trabalho. com sabedoria e amor. que não mediram esforços para educar os seus três filhos. A meus pais Judite da Silva e Valdir João da Silva.AGRADECIMENTOS Ao professor Marcio Alves pela paciente. E finalmente. Um muito obrigado a todos vocês! . agradeço a todos que me ajudaram direta ou indiretamente para o desenvolvimento deste trabalho.

Eleanor Roosevelt .“O futuro pertence àqueles que acreditam na beleza dos seus sonhos”.

..........18 2.............24 2..................1 OBJETIVO GERAL ...............1 Matérias-primas .........................................................................14 2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA.................................4 PROBLEMA..................................................................................................1 RELAÇÃO ENTRE ACURÁCIA.......................................................................................6 OBJETIVOS ....4 O PROGRAMA DE AUDITORIA DOS ESTOQUES .........2.................................................................................................................SUMÁRIO LISTA DE FIGURAS.............................................16 2........................13 1............11 1..........2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS .............3 GESTÃO DE ESTOQUES...............12 1......................................................2..... 10 1 INTRODUÇÃO ..................................................2.........................................................................................................................8 LISTA DE QUADROS........................................................................................................... 11 1....25 2...................................7 JUSTIFICATIVAS .......................13 1.............................6...............................26 2.............................................................2 TEMA DE PESQUISA .14 1...............................................................................................................................................................................12 1..........................................................................................................................3 Produtos acabados.............................................................................................9 RESUMO ............................ 16 2..........................................14 1......................................................................................5 HIPÓTESES ............29 ................................................2............................................4 Peças de manutenção........................................6...........................................................................3 TÍTULO.....22 2...............................................................................2 Produtos em processo.............................................................................................................................................................................12 1......................2 TIPOS DE ESTOQUES EM EMPRESAS INDUSTRIAIS .............. EQÜILIBRIO FINANCEIRO E MAXIMIZAÇÃO DO LUCRO............................................................................................1 CONSIDERAÇÕES INICIAIS .............................................................20 2..............

.........................................1 DEFINIÇÃO DA METODOLOGIA DE PESQUISA ............... 67 .................................. 61 REFERÊNCIAS .....................7 FRAUDES E CONIVÊNCIA NA GESTÃO OPERACIONAL DA EMPRESA....................................................................4 INSTRUMENTO ..................................................................44 3................................6 CUIDADOS DO AUDITOR E FRAUDES NOS ESTOQUES......43 3. 46 5 CONSIDERAÇÕES FINAIS ..................................................................45 4 ANÁLISE DOS QUESTIONÁRIOS APLICADOS .30 2...........................................................................................................5 AUDITORIA NOS ESTOQUES...........44 3...........................................43 3.......................... 43 3..................................................6 LIMITE DA PESQUISA.............................44 3..............................................................8 MÉTODOS DE VALORIZAÇÃO DOS ESTOQUES.....................2...................2 PLANEJAMENTO DE PESQUISA...................................................................................................................................................................................................3 POPULAÇÃO E AMOSTRA ..................36 2.........................................................................5 COLETA DOS DADOS ................................................... 65 ANEXO A – QUESTIONÁRIO DE PESQUISA ......................................................................................37 2..............................................................................32 2................................33 2..........................................................................................................................................................10 REDUÇÃO DE ESTOQUES .........9 INVENTÁRIO FÍSICO.....39 3 MÉTODO DE PESQUISA .....

.................................................................49 Figura 6 – Análise da identificação de materiais............47 Figura 4 – Análise do transporte de material.............................................................................51 Figura 9 – Análise da socialização dos resultados dos inventários............................................................................51 Figura 10 – Análise da periodicidade dos inventários...............................................................................................................................52 Figura 11 – Análise dos procedimentos internos para entrada e saída de material do almoxarifado...............................................................................................................................................................53 Figura 12 – Análise da disponibilização das informações dos controles dos estoques...............................................................57 ............49 Figura 7 – Análise da estocagem de material............48 Figura 5 – Análise da importância da acuracidade...................................................27 Figura 2 – Análise sobre as diferenças de estoques..........................53 Figura 13 – Análise do suprimento de material....................................55 Figura 15 – Análise sobre a participação dos usuários na melhoria dos controles dos estoques.....................................................................................................................54 Figura 14 – Análise das possíveis ações dos estoques obsoletos..............................................LISTA DE FIGURAS Figura 1 – Gestão de estoque e o fluxo de material.......................................................................47 Figura 3 – Análise da responsabilidade pelos almoxarifados......................................................................50 Figura 8 – Análise sobre as ferramentas de segurança...

.........................................................LISTA DE QUADROS Quadro 1 – Custos dos estoques....34 Quadro 4 – O sistema toyota de produção...................................................................................................................................45 ............................................41 Quadro 5 – Formas de envio e coleta de dados.29 Quadro 3 – Ciclo de vida da fraude consoante a visão do agente fraudador...................................................................................19 Quadro 2 – Itens de um programa de auditoria dos estoques.......

aumentar o uso eficiente dos recursos da empresa.RESUMO Neste trabalho de pesquisa o problema está identificado pela seguinte pergunta: quais são as alternativas que estão sendo aplicadas nas empresas industriais de Joinville. equilíbrio financeiro e maximização do lucro. auditoria nos estoques. A pesquisa de campo está apresentada com uma amostra de 22 empresas da região. de diversos segmentos. Entre os objetivos específicos estão otimizar o investimento em estoques. Para a coleta de dados foi utilizada a ferramenta do questionário semielaborado. cuidados do auditor e fraudes nos estoques. o programa de auditoria dos estoques. métodos de valorização dos estoques. e os resultados da pesquisa de campo estão tabulados estatisticamente e contribuem em conjunto com a fundamentação teórica. melhoria continua nos controles internos e da acuracidade. O objetivo geral é apresentar estudo de alternativas para auxiliar na maximização do lucro sobre o capital investido em estoques. tipos de estoques em empresas industriais. inventário físico e a redução de estoques. Na fundamentação teórica comenta-se sobre a relação entre acurácia. e estas foram escolhidas em virtude do volume de suas operações. para o equilíbrio do resultado financeiro através da eficácia da acuracidade nos controles dos estoques. . minimizar a necessidade de capital investido e aumentar a segurança dos locais que armazenam materiais. gestão de estoques. para as conclusões da pesquisa que estão dispostas nas considerações finais. Controles e Acuracidade. Palavras Chaves: Estoques. fraudes e conivência na gestão operacional da empresa. e querem representar a população de empresas industriais da região de Joinville. através da melhoria continua da acuracidade nos controles dos estoques e também possibilitar o equilíbrio financeiro.

Assim. é comum entender que atualmente o problema da acurácia de estoques não tem uma magnitude significativa. tema. No segundo capítulo a fundamentação teórica apresenta as diversas teorias e assuntos que tem impacto na importância da acuracidade nos controles dos estoques para o equilíbrio financeiro e a maximização do lucro. área de concentração. Neste estudo é analisada a questão de impactos da acuracidade nos controles dos estoques e proposições de como pode ser desenvolvido um . é o conceito de acurácia de estoques. essas empresas convivem com o problema da acuracidade nos controles dos estoques e principalmente com as dificuldades para atender as necessidades dos clientes. em relação a acuracidade nos controles dos estoques para o equilíbrio financeiro e a maximização do lucro. esta monografia objetiva a explorar a situação das empresas industriais de Joinville. delimitação do tema. objetivos e justificativa. demonstram-se as informações da pesquisa.1 CONSIDERAÇÕES INICIAIS A preocupação com o fato de saber se os saldos dos estoques físicos estão coincidindo ou não com os saldos dos sistemas. Em função da disponibilidade crescente dos recursos tecnológicos para controle de estoques.11 1 INTRODUÇÃO 1. esse fato não é a realidade para muitas empresas que não priorizam investimentos em tais tecnologias para controle de estoques. Normalmente não se consegue índices adequados de acuracidade dos estoques e conseqüentemente têm-se problemas de produção para atender as demandas da área de vendas. No entanto. hipóteses. problema. No primeiro capítulo. título. Neste contexto.

focando o impacto e importância do tema. Para finalizar apresentam-se sugestões de melhorias das situações encontradas e as ações com as considerações finais do trabalho. planejamento de pesquisa. coleta de dados e limite da pesquisa. O estudo se desenvolve basicamente com uma revisão bibliográfica sobre o assunto. O terceiro capítulo é apresentado o método de pesquisa. 1.3 TÍTULO Análise da importância de acuracidade nos controles dos estoques para o equilíbrio financeiro e a maximização do lucro das empresas industriais de Joinville. 1. para alcançar o equilíbrio financeiro e maximização do lucro.12 processo de melhorias.2 TEMA DE PESQUISA Melhoria da acuracidade nos controles dos estoques de empresas industriais de Joinville. instrumento. do sistema com o físico. 1. No quarto capítulo são analisados os resultados da pesquisa de campo conforme as informações coletadas em algumas empresas industriais de Joinville. Com a identificação destas causas. este estudo visa verificar as alternativas para análise e investigação das divergências nos controles dos estoques.4 PROBLEMA . população e amostra. definição da metodologia de pesquisa.

obsoletismo em demasia. identificar novas técnicas de controle para melhoria da acuracidade dos estoques nas empresas industriais de Joinville. . conforme segue abaixo: a) Falta de espaço para armazenamento de material. para o equilíbrio do resultado financeiro através da eficácia da acuracidade nos controles dos estoques. fazendo compra antecipada com preços mais baixos ou comprando uma quantidade maior para obter desconto. 1.13 Considerando que o estoque é um elemento fundamental na situação financeira e econômica das empresas industriais. 1. Através de pesquisa estará sendo descrito as sugestões para a melhoria da acuracidade dos estoques.5 HIPÓTESES O trabalho de pesquisa sobre a importância da acuracidade nos controles dos estoques relata algumas hipóteses. o problema está identificado com a seguinte pergunta de pesquisa: Quais são as alternativas que estão sendo aplicadas nas empresas industriais de Joinville.6 OBJETIVOS Pretende-se com este trabalho de pesquisa. b) As grandes quantidades de estoques. enquanto a produção permanece constante. c) Produção parada freqüentemente por falta de material. f) Até que ponto será permitida a especulação com estoques. d) Baixa rotação dos estoques. e) Elevação do número de cancelamento de pedidos ou mesmo devoluções de produtos acabados.

c) Melhoria continua nos controles internos e da acuracidade. o que torna o produto menos competitivo .1 OBJETIVO GERAL O objetivo geral desta pesquisa é apresentar estudo de alternativas para auxiliar na maximização do lucro sobre o capital investido em estoques.6. e) Aumentar a segurança dos locais que armazenam materiais. 1. 1. através da melhoria continua da acuracidade nos controles dos estoques e também possibilitar o equilíbrio financeiro.7 JUSTIFICATIVAS Justifica-se este trabalho em virtude da necessidade de contribuir para a solução de problemas enfrentados pelas empresas industriais de Joinville.6.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS Na busca da análise da importância da acuracidade nos controles dos estoques para o equilíbrio financeiro e a maximização do lucro das empresas industriais de Joinville. b) Aumentar o uso eficiente dos recursos da empresa. estão apresentados a seguir os seguintes objetivos específicos: a) Otimizar o investimento em estoques.14 1. estes custos são conseqüentemente repassados ao consumidor final. na busca da melhoria da acuracidade nos controles dos estoques. Atualmente a falta de materiais gera altos custos para o fabricante. d) Minimizar a necessidade de capital investido.

O controle de estoques pode trazer um elevado retorno financeiro para as empresas industriais de Joinville. este estudo justifica-se para poder buscar as alternativas para análise e investigação das divergências nos controles dos estoques. a tomada de decisões será prejudicada e ainda perigosa devido à falta de acuracidade. Para possibilitar a identificação destas causas. do sistema com o físico. as divergências de valores encontrados atrapalham o gerenciamento dos dados reais e com a distorção destes dados.15 no mercado e o coloca em posição de desvantagem com relação aos concorrentes. . devido à importância de uma visão macro do negócio fundamental para gerenciar a falta ou o excesso de materiais nos almoxarifados. Além disto. o que parece simples aos olhos do gestor pode ser o diferencial do seu produto neste mercado competitivo. Desta forma.

onde para cada item é comparado o saldo do sistema (informatizado ou não) e o saldo físico (contado). “estoque é a acumulação armazenada de recursos materiais em um sistema de transformação. Assim. p.1 RELAÇÃO ENTRE ACURÁCIA.12) “a maximização dos lucros é alternativa de ação que tendem a contribuir de maneira decisiva para o lucro geral da empresa”. diz que o estoque está com uma acurácia de 90% . EQÜILIBRIO FINANCEIRO E MAXIMIZAÇÃO DO LUCRO Para Martins e Alt (2004. que mede a porcentagem de itens corretos. tanto em quantidade quanto em valor. pode-se calcular a acurácia nos controles. 158) após os resultados do inventário. Segundo Slack et al. ou seja: Acurácia = Número de itens corretos Número total de itens ou Acurácia = Valor de itens corretos Valor total de itens A acurácia de estoques também conhecida como acuracidade de estoques é um indicador gerado a partir de inventários realizados nos estoques das diferentes classes de itens.16 2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA Neste capítulo está sendo apresentada a fundamentação teórica relativa ao tema escolhido desta pesquisa. De acordo com Gitman (2004. sendo utilizado para descrever qualquer recurso . hipoteticamente se forem contados 100 itens e 90 dos quais estiverem com o saldo físico coincidindo com o saldo do sistema. 2. Muitas empresas industriais desconhecem o impacto financeiro que a falta de acuracidade nos controles dos estoques podem influenciar na gestão da empresa. (1996). p.

uma empresa obteve um grande financiamento de agentes governamentais que viabilizou sua estratégia de crescimento graças. ou então optamos por comprometer a produtividade para assegurar o reabastecimento elevando os custos logísticos. d) Logística: o abastecimento contínuo requer informação precisa e atualizada. Entre cada alternativa que estivesse sendo considerada.103) “investir tempo e recursos para manter e aprimorar aquilo que denominamos acuracidade das informações traz benefícios efetivos sob os pontos de vista das diversas partes interessadas”: a) Empresarial: para acionistas e diretores a informação é o subsídio para a tomada de decisões críticas. desenvolvido internamente. podendo apontar necessidades de melhorias e de reciclagem de treinamento de operadores. Para ilustrarmos com um caso real. Conforme Gasnier (2002. entradas. sem a qual corremos o risco de comprometer o atendimento aos clientes. é preciso que os registros de valores. que os saldos sejam sistematicamente auditados por terceiros. Os inventários também servem para avaliar a qualidade dos processos operacionais. c) Vendas: até uma atividade simples como a de aceitar um pedido e determinar um prazo de entrega imaginando dispor dos materiais pode acabar comprometendo a imagem da empresa caso uma simples informação esteja errada. . Quando estas ocorrências tornam-se repetitivas. entre outros fatores. à expressiva melhoria na sua acuracidade de saldos. Quantas vezes sua linha de produção interrompeu a operação por falta de algum insumo ou mesmo pela quebra de alguma peça? Nesta ocasião percebemos o tamanho do custo da falta de acuracidade das informações.17 armazenado. é usual em muitas empresas. p. Desta forma. perdemos clientes e o relacionamento interno também vai se deteriorando. de forma que confiabilidade é fundamental. e) Operacional: a produtividade da produção depende de máquinas operando continuamente. por exemplo. constatamos que o software de gestão empresarial da empresa. saídas e saldos sejam lançados e processados corretamente. podendo prejudicar o andamento das atividades diárias e principalmente o lucro das atividades da empresa. A acuracidade nos controles dos estoques envolve várias áreas. Cabe à alta administração enfatizar a importância da disciplina diária e viabilizar meios para que a organização alcance metas desafiadoras da acuracidade. a empresa deveria optar por aquela que apresentasse maior probabilidade de proporcionar o maior resultado monetário. O objetivo de maximização do lucro pode dizer respeito a alguma espécie de lucro a longo ou médio prazo. b) Contábil: para quantificar com precisão a riqueza da empresa. O estoque é criado para compensar diferenças de ritmo entre fornecimento e demanda”. Em mais de uma ocasião. continha falhas lógicas de codificação que ocasionavam erros de processamento.

valor monetário e tempo de ressuprimento. Assim. Assim. se faz necessário admitir tolerâncias para aceitar que não sejam considerados erros pequenas diferenças entre o estoque físico e o sistema. limitando-se a descrever os materiais encontrados em estoque. muitas vezes. Para Corrêa (2001.18 De acordo com o novo dicionário Aurélio. por exemplo. matérias de consumo.2 TIPOS DE ESTOQUES EM EMPRESAS INDUSTRIAIS Conforme Sá (2000.342) “quando os estoques não estão classificados na descrição dos inventários tal como deveriam estar. A empresa deve estabelecer procedimentos formais de movimentação dos estoques. na física está associado à propriedade de uma medida de uma grandeza física que foi obtida por instrumentos e processos isentos de erros sistemáticos.475) “os controles de estoques têm como objetivo verificar as quantidades registradas de bens em estoque existem e onde estão localizadas”. precisa o auditor classificá-los em matériasprimas. se o registro de inventário não os agrupa. produtos . sendo que o índice de 100% é difícil de ser alcançado”. que seria em torno de 95%. p. acuracidade (acurado) significa feito ou tratado com muito cuidado. p. definindo as pessoas competentes para assinarem requisições de estoques. De acordo com Lemes (2002. produtos semi-elaborados. 2. precisa o auditor fazê-lo a fim de que possa realizar as confrontações necessárias e todo o seu trabalho de pesquisa”. desvelo ou apuro. p. Também é salientada a importância de que sejam identificadas e tomadas as ações corretivas quanto às causas de não conseguir atingir e manter um nível de acurácia mínimo. por conta de controle. Tais tolerâncias podem ser determinadas em função de freqüência de uso. matérias auxiliares.89) “a acurácia de estoques é uma medida de aderência dos dados de posicionamento de estoques. E acurácia que é o substantivo feminino que indica exatidão.

maiores as chances de materiais serem furtados e/ou roubados. Quanto mais estoque. e o aço seria o produto final. e a norma será sempre que seja atendido. maiores as chances de perdas. mais custo decorrente de perdas.374) há três coisas a serem levadas em conta em relação aos tipos de estoque.19 elaborados.133) “os estoques tem a função de funcionar como reguladores do fluxo de negócios”. Geralmente o auditor solicita a classificação por antecedência. Quanto mais estoque. mais custo de mão-de-obra e de equipamentos. Quanto mais estoques. uma montadora de automóveis teria as carroçarias como matérias-primas e os automóveis como produtos finais. Neste quadro demonstra-se os custos de estoque conforme a quantidade de estoque: AÇÃO Armazenagem Manuseio Perdas Obsolescência CONSEQÜÊNCIA Quanto mais estoque. unidades recebidas por unidade de tempo ou entradas é usualmente diferente da velocidade com que são utilizadas. materiais diversos. p.141) Para Ross (1998. Num setor de estamparia de carrocerias de automóveis. etc. mais custo de aluguel. Quanto mais estoque. os nomes dos diversos tipos podem ser um pouco enganadores. mais custos decorrentes. Conforme Martins e Alt (2004. o minério de ferro seria uma matéria-prima. há a necessidade de um estoque funcionando como um amortecedor. unidades consumidas por unidade de tempo ou saídas. A segunda coisa a . mais custos decorrentes de materiais que não serão mais utilizados. mais pessoas e equipamentos necessários para manusear os estoques. o aço seria a matéria-prima e as carroçarias os produtos finais. Em primeiro lugar. Furtos e roubos Quadro 1 – Custos dos Estoques – Fonte Martins e Alt (2004. Por exemplo. mercadorias. em uma usina siderúrgica. mais área necessária. p. porque a matéria-prima de uma empresa pode ser o produto acabado de outra. Como a velocidade com que as mercadorias são recebidas. maiores as chances de materiais tornarem-se obsoletos. O grupamento facilita a análise e deve seguir ás classificações contábeis. p.

no caso do processo manufatureiro. Finalmente. é grandemente facilitada com a administração eficaz dos estoques. 2. Como elemento regulador. pode ser liquidez muito reduzida. pouco superando seu valor o que seria conseguido se fosse vendida como sucata. e a oportunidade de atendê-los prontamente. os estoques assumem papel ainda mais importante. p. que podem ser facilmente convertidos em dinheiro. no processo comercial. porque a necessidade que uma empresa tem desses tipos de estoque depende de sua necessidade de produtos acabados. no momento e na quantidade desejada. a obtenção de uma vantagem competitiva em relação a seus concorrentes. uma distinção muito importante entre produtos acabados e outros tipos de estoque é o fato de que a demanda por um item de estoque que torna-se parte de outro item é geralmente denominada demanda derivada ou dependente. quer do fluxo de vendas. Conforme Martins e Alt (2004. por outro lado. os estoques sempre foram alvos da atenção dos gerentes.2. e por isso é as vezes dita independente. a demanda de produtos acabados da empresa não depende da demanda de outros itens de estoque. Visto como um recurso produtivo que no final da cadeia de suprimentos criará valor para o consumidor final. As matérias-primas são bens homogêneos ou relativamente padronizados.20 ter em mente é o fato de que os vários tipos de estoque podem diferir muito em termos de liquidez. A produção em andamento. Como sempre. Hoje todas as empresas procuram de uma forma ou de outra.1 Matérias-primas . Em contraste. quer do fluxo de produção.133) “o estudo do papel dos estoques nas empresas é tão antigo quanto o estudo da própria administração”. a liquidez dos produtos acabados depende da natureza do produto.

Um item barato que requer longo tempo de reposição e é facilmente perecível no estoque não seria requisitado em grandes quantidades. parte do estoque certamente estragaria ou se deterioraria antes de ser usada no processo produtivo. Em alguns casos. O volume real de cada matéria-prima depende do tempo de reposição que a empresa leva para receber seus pedidos. o estoque de matérias-primas pode consistir em itens já processados. pois. Em outras palavras. Deve-se dedicar bastante atenção a esses fatores quando se avaliar o nível de estoque.105) “matérias-primas são componentes a serem utilizados na produção dos bens que são fabricados pela empresa”. se o fosse. Os consumos de matérias-primas feitos pela produção precisam ser satisfeitos e ao mesmo tempo o investimento da empresa em matérias-primas precisa ser mantido num nível mínimo adequado.21 De acordo com Dias (1993. da freqüência do uso. seu consumo é proporcional ao volume de produção”. do investimento exigido e das características físicas do estoque. que foram comprados de outras companhias ou transferidos de outra divisão da mesma empresa. Conforme Silva (2001. que uma empresa fabrica produtos complexos com inúmeras partes. ou algo tão sofisticado quanto drives de disco para um fabricante de computadores. Outros fatores que afetam o nível das matérias-primas são certas características físicas como tamanho e durabilidade. mas constituem matérias-primas e peças componentes para o fabricante de automóveis.30) “a matéria-prima são os materiais básicos e necessários para a produção do produto acabado. A classificação de um item num estoque específico depende do ambiente da produção. por exemplo: lâminas de aço ou pneus são mercadorias finalizadas para o fornecedor. também podemos dizer que matérias-primas são todos os materiais que são agregados ao produto acabado. p. p. . pois a matéria-prima pode ser básica como minério de ferro para uma usina siderúrgica.

2. itens utilizados pela empresa mas que pouco ou nada se relacionam com o processo produtivo. De acordo com Sanvicente (2007. ou mesmo um pedaço de madeira a ser utilizado na embalagem de um produto ou uma graxa para o mancal de uma certa máquina ou equipamento. a sua rentabilidade. a mão-de-obra direta apropriada até o estágio em que se encontre o processo. um computador de bordo para aviões. Não sendo contínuas as compras. e rentabilidade. de outro. como por exemplo.136) “estoques de matérias-primas são todos os itens utilizados nos processos de transformação em produtos acabados”. pela própria sazonalidade relativa da produção e pela segurança das fontes de suprimento”. afetar a procura dos produtos finais da empresa e. que se incorporam ao produto final. .2. ou seja.132) “matérias-primas é o estoque deste tipo de item tende a ser afetado pelos volumes previstos de produção. ou indiretos. p. p.105) “produtos em processo compreendem as matériasprimas que estão na linha de produção. Este é um caso claro de necessidade de conciliação entre liquidez e segurança. como os materiais de escritório e limpeza. de um lado. mais os custos indiretos de fabricação rateados e distribuídos”. Assim matéria-prima pode ser um componente de alta tecnologia. que não se incorporam ao produto final. Todos os materiais armazenados que a empresa compra para usar no processo produtivo fazem parte do estoque de matérias-primas. a empresa é obrigada a abastecer-se do volume necessário à continuidade da produção para evitar faltas que possam.2 Produtos em processo Conforme Silva (2001. p.22 Para Martins e Alt (2004. ao prejudicar ao atendimento de pedidos de clientes. Aqui incluem-se também os materiais auxiliares. portanto. independentemente de serem materiais diretos.

que vai desde a compra da matéria-prima até a venda do produto acabado. p. estar finalizados. p. Uma administração eficiente da produção precisa reduzir o estoque dos produtos em processo. O nível dos produtos em processo depende em grande parte da extensão e complexidade do processo produtivo. o que deve acelerar a rotatividade do estoque a diminuir a necessidade de caixa. maior o nível esperado do estoque de produtos em processo. De acordo com Dias (1993. Para Martins e Alt (2004. Para Sanvicente (2007. produtos parcialmente acabados que estão em algum estágio intermediário de produção. São os materiais que começaram a sofrer alterações. mas que ainda não são produtos acabados”.132) “produção em andamento.30) “o estoque de produtos em processo consiste em todos os materiais que estão sendo usados no processo fabril”. sem. O ciclo do estoque. A finalidade deste tipo . deve ser minimizado e ao mesmo tempo manter as faltas de estoque ao mínimo possível. ou seja. o número de etapas para a transformação de matérias-primas em produtos acabados também é elemento importante que pode ser ampliado quando várias etapas são cumpridas em fábricas diferentes”. p. Um estoque maior de produtos em processo acarreta maiores custos. pois o capital da empresa está empatado durante um período de tempo mais longo. Existe uma relação entre a duração do processo produtivo da empresa e seu nível médio de estoque de produtos em processo. mas que adquire outras características no fim do processo produtivo. Muitas pessoas usam a expressão produtos que estão no meio da fábrica para designá-los. o principal fator condicionante é a duração do processo de produção.136) “estoques de produtos em processos correspondem a todos os itens que já entraram no processo produtivo. em geral.23 É considerado produto em processo qualquer peça ou componente que já foi de alguma forma processada. contudo. Eles são. quanto maior for o ciclo de produção.

Uma programação de produção. bem como as exigências de uma produção eficiente e a custo baixo. 2.24 de estoque é aumentar a flexibilidade operacional da empresa mediante a redução da interdependência das fases do fluxo de produção. De acordo com Dias (1993. se a previsão de vendas for baixa. deterioração ou furto.30) “o estoque de produtos acabados consiste em itens que já foram produzidos. para satisfazer a demanda pela previsão de vendas. p. O risco de falta e as perdas daí decorrentes desempenham papel preponderante. Por esse motivo existe a possibilidade de perda por obsolescência. de quase zero. o estoque de produtos acabados deve ser pequeno. O nível de produtos acaba determinado na maioria das vezes pela previsão de vendas. pois virtualmente todos os itens já foram vendidos antes mesmo de serem produzidos. é a coordenação entre a programação da produção (uniforme. Para as empresas que produzem para estoque. ou sincronizada com as vendas) e as exigências para atendimento de clientes”. Se forem previstas vendas elevadas. deve auxiliar na minimização dos custos totais da empresa. o fator fundamental. pelo processo e pelo investimento exigido em produtos acabados.2. p. A programação de produtos é feita com o objetivo de colocar a disposição um número suficiente de produtos acabados. que forneça uma quantidade suficiente de produtos acabados para satisfazer a previsão de vendas de vendas sem criar estoques em excesso.3 Produtos acabados Para Sanvicente (2007. o estoque de produtos acabados deve ser alto. ocorre exatamente o contrário: os produtos são fabricados antes da venda. podemos dizer. admitindo-se venda irregulares. As empresas que produzem por encomenda mantêm estoque muito baixo de produtos acabados ou.133) “produtos acabados. . mas ainda não foram vendidos”. em ciclos.

Os produtos acabados são bem conhecidos por nós em nosso dia-a-dia. aquelas cujo unitário de produção é mais baixo. p. A manutenção de estoques de produtos acabados é justificada por duas razões: a) garantir atendimentos efetuados para as vendas realizadas. existe uma relação entre o valor investido em produtos acabados e o custo unitário de produção. são maiores do que as exigidas para satisfazer o consumo previsto. O porte de um almoxarifado. Na realidade. isto é. as instalações e equipamentos de armazenagem dependem da atividade exercida pela empresa e do tipo e volume de itens a serem estocados. 2. e itens como os de revenda enquadram-se nessa categoria. Um fato importante quanto aos produtos acabados é o seu grau de liquidez. não vendidas”. Uma empresa que vende um produto de consumo popular pode estar mais segura se mantiver níveis elevados de estoque do que outra que produz produtos relativamente especializados.105) “produtos acabados correspondem às unidades produzidas e ainda não faturadas. p. e b) diminuir os custos de mudança na linha de produção.25 Conforme Silva (2001.136) “estoques de produtos acabados são todos os itens que já estão prontos para serem entregues aos consumidores finais”. De acordo com Martins e Alt (2004. maiores serão os níveis de estoque que ela poderá suportar. Em alguns casos. São os produtos finais da empresa. verifica-se que as quantidades mais eficientes de produção. bem como das quantidades dos mesmos prédimensionadas. Quanto mais líquidos e menos sujeitos à obsolescência forem os produtos acabados de uma empresa. sua estrutura. Isto porque a preparação e a programação das máquinas para os lotes de produção exigem altos custos fixos.2.4 Peças de manutenção .

além de outras perdas não mensuráveis. A gestão de estoques tem recebido substancial atenção dos meios acadêmicos e empresariais nos últimos anos.30) “a mesma importância data a matéria-prima deverá ser dada a peças de manutenção”. como o desgaste da imagem da empresa (Kardec & Nascif. Essa característica da manutenção tem como efeito um comportamento irregular quando analisamos os dados históricos desses itens. O custo de interrupção da produção é constituído das despesas correspondentes à mão-de-obra parada. quando não do cliente. ao equipamento ocioso. tanto por meio do negócio. durante uma manutenção corretiva quando a máquina já está parada. . 2001). esse conceito de gestão de estoques originou-se na função de compras em empresas que compreendem a importância de integrar o fluxo de materiais a suas funções de suporte. o mecânico usualmente aproveita para substituir outros itens. Acresce a tudo isso o custo de interrupção da oportunidade perdida de obter rendimento durante o tempo da parada. p. ao prazo de entrega adiado e à própria perda ocasional de encomenda. portanto.3 GESTÃO DE ESTOQUES De acordo com Slack.423). todos mensuráveis. como por meio do fornecimento aos clientes imediatos. lucro cessante. p.26 De acordo com Dias (1993. desde as horas extras necessárias para cumprir a produção até perdas de contrato. ou seja. A maior parte da literatura está focada em determinar. Podemos ver que o mesmo risco incorrido com a falta de uma matéria-prima pode ocorrer com as peças de reposição. 2. que uma política inadequada de manutenção traz custos adicionais relacionados à falta de produtividade. Pode-se dizer. Entretanto para a maioria das peças. Harland et al (1996. e atualmente as empresas industriais estão dando maior importância a este grupo de estoque. Chambers.

33) “no momento de sua criação. Figura 1 – Gestão de estoque e o fluxo de material – Fonte: Ching (2001. p. O seu objetivo básico é não deixar faltar material para a fabricação e consumo. esses diferentes estágios são gerenciados geralmente por departamentos diferentes. Quando a gestão de estoque não é colocada como um conceito integrado. a gestão de estoque era vista como um meio de reduzir os custos totais associados com a aquisição e a gestão de materiais”.165) “a política de estoque preocupa-se essencialmente com a necessidade de investimento de capital em estoque e com as quantidades de materiais para atendimento a produção”.33) De acordo com Ching (2001. p. p. Um diretor de produção provavelmente será responsável pela fábrica.27 estabelecer ou aplicar métodos para ressuprimento dos estoques em ambientes de produção e distribuição. . flexibilizando o estoque e observando as constantes mudanças de mercado. um diretor de compras o será pelas compras e o diretor de vendas contratará a função de distribuição física. se ocorrer implica perdas financeiras irrecuperáveis. o que. Para Rosa (2003. Para atingir esse objetivo o almoxarifado acompanha o planejamento de vendas e o processo de produção. A figura 1 ilustra a abrangência do conceito de gestão de estoque em seus diversos estágios.

definindo parâmetros e níveis de ressuprimento e acompanhando sua evolução”. p. A gestão de estoques se mostra cada vez mais importante para as empresas obterem melhores resultados. . o que faz com que uma boa administração de estoques seja essencial. o que melhora o fluxo de caixa e o retorno de investimento. Conforme Arnold (1999. Da mesma forma como as contas a receber. com uma diferença: enquanto os valores a receber surgem após a realização das vendas. os estoques são muito importantes para as empresas de manufatura. no balanço patrimonial. mas é preciso que os gestores tenham o senso de organização e planejamento necessário para extrair dela os melhores resultados. À medida que os estoques são utilizados. c) Investimento mínimo em estoque. b) Operação de fábrica de baixo custo. De acordo com Arnold (1999. p.28 De acordo com Viana (2002.42) “gestão de estoque visa o gerenciamento dos estoques por meio de técnicas que permitam manter o equilíbrio com o consumo. que aumenta os custos operacionais e diminui os lucros. associação direta com o ciclo operacional da empresa.265) “em termos financeiros. tanto em função do próprio valor dos itens mantidos em estoque. p. A tecnologia está a serviço das empresas. eles representam de 20% a 60% dos ativos totais”. De acordo com Corrêa et al (2001.45). os níveis de estoques também dependem em grande parte do nível de vendas. Existe um custo de estocagem dos estoques. p. seu valor se converte em dinheiro.271). A administração de estoques é de importância significativa na maioria das empresas. a administração de estoques em uma empresa que deseja maximizar seu lucro terá no mínimo os seguintes objetivos: a) Excelência no atendimento aos clientes. os estoques precisam ser adquiridos antes das realizações das vendas.

Verificação sobre se os materiais obsoletos constam no estoque com o preço de materiais novos. de maneira a tornar a manutenção de estoques desnecessária. Estabelecimento de classificação dos estoques. deve-se acumular estoque para assegurar a disponibilidade de mercadorias e minimizar os custos totais de produção e distribuição. quer o geral). Verificação aritmética do inventário (somas. Obtenção de confirmações de saldos dos trapiches e dos armazéns gerais. cálculos de médias. 2.331) “o programa de auditoria dos estoques deve abranger todos os setores em que se operam a formação a manutenção e a saída dos estoques”. Testes. baixar a zero seus estoques. Comparação entre transações de aquisição e saídas de materiais por aplicação e as vendas. Verificação nos controles de consignações e armazenagens em trapiches. Exame dos valores atribuídos aos estoques e eliminação de qualquer parceria de resultado que lhes tenha sido acrescentada. a todo custo. Em um programa bem orientado não se devem deixar de observar os seguintes itens. O ideal seria a perfeita sincronização entre a oferta e a demanda. a fim de observar se outros elementos que não os bens de venda os integram. transportes. dos estoques físicos a vista dos registros de estoque. Obtenção do quociente de rotação de estoques. conforme o quadro a seguir: NR. etc) Confronto do total de registro de inventário com as contas de controle do Razão (quer o de custos. Exame do controle de retalhos e resíduos. Testes dos preços dos estoques em face dos de aplicação e de venda.4 O PROGRAMA DE AUDITORIA DOS ESTOQUES De acordo com Sá (2000. seduzidas por uma leitura equivocada das mensagens subliminarmente passadas pela superioridade incontestável dos sistemas de gestão japoneses daquela época. alfândegas ou armazéns gerais.29 nos anos 80 muitas empresas tiveram problemas estratégicos sérios por acharem que deveriam. p. por amostragem. como é impossível conhecer exatamente a demanda futura e como nem sempre os suprimentos estão disponíveis a qualquer momento. Entretanto. Testes do lucro provável. . 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 AÇÃO Confronto do livro de registro de inventários com os saldos nos controles dos estoques no encerramento do exercício.

Os estoques merecem o maior cuidado. p. Verificação da exatidão dos transportes e das somas nas ordens de compra. pois ao executar seu trabalho. a verificação integral. Verificação das devoluções.331) auditoria. Exame do processo de controle de obrigações a pagar. evasões. . 2. na maioria das vezes.Fonte: Sá (2000. Verificação sobre se todas as faturas estão acompanhadas das notas fiscais respectivas. O papel do auditor deve ir além de uma revisão. entre outras. já que planejar significa estabelecer metas para que o serviço de auditoria seja de excelente qualidade e a um menor custo possível. Exame da cobertura de seguros que possuem os estoques. Exame dos materiais em trânsito. Testes das compras em face do Registro de Entradas e do inventário. Exame e comparação das ordens de compra com os boletins de recepção. as faturas. Verificação sobre se a empresa possui um estoque de controle fora do almoxarifado. por meio das faturas originais e das contas de controle. p. embora seja impraticável. Exame do sistema de controle das compras.327) “a verificação dos estoques. nos trabalhos de auditoria. Comparações dos estoques em diversos exercícios. Exame das rotinas internas do armazém e das suas conexões com as demais. Sondagens diretas de preços na praça. Obtenção do cliente. No quadro acima verifica-se a importância do planejamento de um programa de Quadro 2 – Itens de um Programa de Auditoria . é também ponto de vital importância”. as faturas e as requisições de estoques.5 AUDITORIA NOS ESTOQUES Conforme Sá (2000. desperdícios.30 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 Verificação do controle dos armazéns de sobras. do certificado dos estoques. apela-se. tem condições de transformar-se em autêntico conselheiro. Comparação dos registros de estoques com os boletins de recepção. Exame da imputação e do controle do custo dos transportes sobre as compras. então para os testes. derivadas de compras. oferecendo sugestões de valor e protegendo a empresa contra fraudes. as requisições de compra e as partidas contábeis.

A verificação da exatidão dos estoques. A sua técnica central consiste em verificar as fases de compra. .175). c) Verificar se as informações referentes aos estoques foram adequadamente divulgadas nas demonstrações financeiras sob exame (classificação. às devoluções e a obsolescência dos produtos. e que muitos ajustes nos registros de estoques são feitos devido ao esgotamento da demanda. acompanhar o controle dos estoques em todas as suas fases e aspectos. Como forma de amenizar o problema é deve considerar a importância de se fazer uma contagem periódica nos estoques para conseguir um melhor posicionamento. além de evitar que a operação seja interrompida para que sejam contados todos os itens. tais como: roubo. produtos danificados. mas também que outros eventos podem provocar disparidade entre os registros no sistema e os estoques reais. bem como a elucidação de irregularidades e repercussões tributárias que envolvem os estoques. Conforme Sá (2000. são os objetivos da auditoria dos estoques. b) Verificar se os bens foram custeados e avaliados de acordo com os princípios de contabilidade geralmente aceitos e a consistência dos procedimentos em relação ao exercício social anterior. notas explicativas sobre estoques dados em garantia e mudança na base de avaliação com efeito relevante). erros em relatórios. p. os principais objetivos da auditoria de estoques são os seguintes: a) Verificar se as quantidades de bens declaradas realmente existem. As atividades envolvendo a área de estoques oferecem ao auditor excelentes oportunidades para que desenvolva recomendações construtivas. ao reabastecimento. armazenagem. recepção. p. quer no Razão Geral ou de Controle”. erros de lançamentos entre outros. p. 503). Para Ballou (2001. existente. quer na escrituração analítica. visando sempre ao aprimoramento de controles internos e redução de custos da empresa. confrontando com os registros. as auditorias são essenciais no sistema de estocagem.31 O auditor deve também em suas verificações.328) “o objeto importante de verificação dessa auditoria é o estoque físico. aplicação e variações. devoluções de clientes. De acordo com Almeida (1996. e que essa contagem quando é feita durante todo o ano em um sistema de contagem cíclica traz vantagens para identificação dos motivos dos erros.

330). 2. O almoxarife desonesto emite o registro de seu interesse. por exemplo. O almoxarife.32 Na conferência do estoque deve-se verificar a quantidade informada no sistema em relação à quantidade física nos locais destinados ao armazenamento dos materiais. caixa por peça). podemos citar um almoxarife que tenha relações com fornecedores. assim. o almoxarife omite as entradas das peças devolvidas e com isto fica com elas á sua disposição para vender ou lhes dar qualquer outro destino. depois o almoxarife devolve a peça e a falta continua. g) Troca de artigos novos por artigos usados. para suprir a falta existente emite à última hora uma requisição. com o intuito de evitar localização errada de materiais. f) Omissão de entradas nas devoluções. Algumas das fraudes principais são: a) Substituição das unidades dos estoques (exemplo: quilo por grama. vendendo-a. receber uma peça que vale 1. d) Extração falsa de requisição. um almoxarife desonesto pode receber 100 quilos de chumbo. e este pode desviar uma peça de valor.000 e dar entrada por 10. evitando a fiscalização. dúzia por par. falsificando as assinaturas dos requisitantes e dando baixa no estoque. b) Alteração no critério de avaliação. Quando também só há registro no almoxarifado. Como exemplo. que fazem retornar ao almoxarifado peças descarregadas. Esta manobra é muitas vezes cometida com a cumplicidade de colegas da empresa. p. e) Extravio de registros de estoques. c) Obtenção de materiais por empréstimo ou em demonstração apenas para serem computados na ocasião em que o auditor estiver realizando os levantamentos. grosa por dúzia. devolvendo-os depois aos remetentes. o auditor na prática terá oportunidade de verificar qual é a maneira mais utilizada em fraudar em relação aos estoques. Assim procedendo. apela para sua amizade com o fornecedor e obtém por empréstimo. .6 CUIDADOS DO AUDITOR E FRAUDES NOS ESTOQUES Conforme Sá (2000. outra peça que é colocada no estoque. O auditor confere e acha tudo certo. vendo-se fiscalizado. na verificação dos auditores. vender 99 quilos e 900 gramas e dar entrada em 100 gramas em vez de 100 quilos.

“fraude compreende ação intencional e prejudicial a ativo intangível de posse de pessoa física ou jurídica e conivência implica a não-adoção de atitude de um evento. potencial ou vigente. p.22). entre outros.33 Ainda podem ser apontadas outras fraudes que se verificam na prática. interesses particulares de funcionários nas contagens dos estoques. 2.52). p. porém quase sempre dentro dos mesmos princípios. deve-se ter especial atenção em relação aos ajustes em demasia e diferenças em contagens de estoques. A detecção de fraudes não é tarefa simples de se realizar. itens de inventário que pareçam não estar sendo movimentados há algum tempo. porque o erro vem sempre seguido de falhas. A auditoria interna deve adquirir ou restabelecer conhecimentos sobre a empresa para que possa planejar e efetuar seu exame nos estoques de acordo com as normas de auditoria geralmente aceitas. Em contrapartida a detecção do erro que é mais simples. Para Gil (1999. agressivo a ativo intangível organizacional”. As empresas estão cada vez mais preocupadas com as fraudes por esse motivo implementam códigos de ética e de conduta. de vários meios. a empresa deve tomar as seguintes medidas de segurança em ações criminosas de roubo. inclusive as facilidades que a tecnologia trás. ficando evidente que houve o erro devido à ignorância por parte de quem efetuou ou desenvolveu. até porque pessoas que esquematizam fraudes normalmente são pessoas muito inteligentes e que tentam preservar-se de quaisquer suspeita. utilizando-se. para tal fim. furtos ou fraudes: . No almoxarifado.7 FRAUDES E CONIVÊNCIA NA GESTÃO OPERACIONAL DA EMPRESA Conforme Gil (1999.

p.Inexistência. . Gil (1999. infiltração de profissionais para detectar esquemas de quadrilha. c) O método preventivo mais adequado é o rigor na seleção de pessoal. controle da elaboração de documentação contábil-financeira.Expectativa de impunidade FASE 2 Causas das Fraudes ou Conivência: . Conforme o quadro 3 a acuracidade dos estoques pode estar comprometida devido a vários fatores. FASE 3 Lógica das Fraudes ou Conivência: .Satisfação com as fraudes e conivência .Seqüência de atividades executadas para concretização da fraude ou conivência que não foram evitadas ou flagradas por medidas preventivas ou detectivas FASE 4 Conseqüências da Fraude ou Conivência: .34 a) Identificar as facilidades para esses tipos de ação criminosa. sendo um deles a fragilidade do setor de segurança patrimonial ou a inexistência da área de auditoria interna. segurança e auditoria. Essas medidas são: segregação de funções. produtos e serviços. b) Estabelecer medidas para controle periódico desses eventos. de controle de acessos. por meio de cada área empresarial.24). Essas providências usadas de forma integrada resultam em enorme diminuição do risco e algumas vezes em desagradáveis surpresas. e) Contratação de seguro deve ser efetuada sempre que as possibilidades de ocorrência dessas ameaças justifiquem. via análise de vulnerabilidades de sistemas de informações e de práticas ou processos de operacionalização das linhas de negócio.Adoção de medidas corretivas para punição de fraudadores ou coniventes Quadro 3 – Ciclo de vida da fraude consoante a visão do agente fraudador. de realização de auditorias e inventários. de segurança eletrônica. fiscalização do fluxo de materiais.Aposta em não ser descoberto . fragilidade ou inadequação de medidas preventivas e detectivas.Caracterização dos prejuízos das vítimas . rodízio de pessoal. As fases de conivência na gestão da empresa estão demonstradas no quadro abaixo: FASE 1 Motivação para Fraudes e Conivência . d) Medidas de vigilância. As atitudes realizadas pelos colaborares em decorrência de eventos fora da normalidade serão decisivas para seu enquadramento ou não como coniventes.

diante de operações com características de excepcionalidade. b) Lógica do sistema de controle: quais os controles lógicos vigentes para prevenir e detectar as ameaças a essas situações de risco. e) Motivação potencial do fraudador/conivente: que fatores movem uma pessoa ou organização a cometer fraude ou a ser conivente contra nossa organização. e) Não-apuração de totais de controle com diferenças. p. p. o avanço tecnológico contribui para a informatização. f) Não-adoção de atitude pró-ativa via monitoração. f) Lógica da agressão: de que forma ou como agressores e coniventes atuariam para perpetuar um ato agressivo/doloso contra ativos intangíveis críticos das áreas empresariais referenciadas. g) Não cumprimento de práticas de emissão de relatório de atividades com registros acerca do funcionamento das áreas empresariais. segue abaixo os parâmetros de sensibilidade para efeito de verificação se está acontecendo alguma das situações em seu ambiente de trabalho: a) Ocorrência de erros sistemáticos ou cíclicos em sua área de atuação ou em procedimentos e documentos tratados pelo colaborador.35 De acordo com Gil (1999. d) Controles alternativos: quais controles são alternativos e vigentes em situação de duplicidade para prevenir falhas na lógica do sistema de controle. Para Gil (1999. a fraude tem maior possibilidade de ocorrência e seus efeitos são mais nefastos. sem uma explicação plausível. de procedimentos de controle e operacionais. nas áreas e linhas de negócios organizacionais. b) Omissões.48). o que pode contribuir para esta situação é a velocidade das mudanças no ambiente organizacional e os controles internos não estarem conseguindo acompanhar a mesma velocidade. . Por outro lado. A simulação e o treinamento via estudo de casos de eventos de fraudes nas áreas empresariais é uma medida preventiva que deve ser praticada anualmente pelas organizações. estabelece o âmbito da discussão da fraude e da conivência empresarial que deve ser aplicado em simulações e fraudes com estudo de: a) Situações de risco: em que momentos. c) Falhas prováveis no sistema de controle: que controles lógicos têm maior risco de não funcionar. possibilitando melhoria na detecção das fraudes.47). d) Falta ou inexistência de responsável por controles de transações e operações fora de limites de normalidade. de práticas operacionais e de controle recomendadas em manuais ou consideradas como integrantes da cultura organizacional. g) Aposta do agente agressor ou conivente por que agentes agressores e coniventes acreditam que terão sucesso em sua empreitada fraudulenta. aumentando assim o potencial de práticas de atos ilícitos. c) Falta ou inexistência. sem uma forte justificativa. Nos últimos anos os casos de fraudes têm ocupado os meios de comunicação.

segundo o NPC 2 (1999. Conforme Almeida (1996. Em um ambiente altamente turbulento.36 As empresas devem apontar modos de tornar os sistemas organizacionais mais confiáveis e éticos.8 MÉTODOS DE VALORIZAÇÃO DOS ESTOQUES A utilização adequada dos recursos disponíveis. nos casos em que o produto final a ser fabricado com essa matéria-prima avaliada ao preço de custo proporcionar razoável margem de lucro. o segundo passo é valorizar as quantidades que ficam nas contas de estoques e as que saem dessas contas. p. não mais se admite obter eficácia a custa de recursos inadequadamente empregados.2) o custo da matéria-prima não deverá ser reduzido ao custo de reposição. está cada vez mais sendo buscada. Ele é utilizado principalmente em empresas que trabalham sob o regime de encomenda. . c) PEPS ou FIFO: por esse método as quantidades que ficam em estoques são valorizadas pelos últimos custos unitários e as que saem são valorizadas pelos primeiros custos unitários. Cabe informar ainda que. o valor de mercado representa o preço líquido de realização mediante venda no mercado. 180). Na maioria dos casos é economicamente inviável o emprego desse método. deduzidos os impostos e demais despesas para a venda e a margem de lucro. se este for mais baixo. d) Custo médio: por esse método as quantidades que ficam em estoque e as que saem são valorizadas pelo custo unitário médio de aquisição ou fabricação. Com relação aos produtos em processo e acabados. orientando os administradores a atuarem com mais responsabilidade ética. b) UEPS ou LIFO: nesse método. as quantidades que ficam em estoques são valorizadas pelos primeiros custos unitários e as que saem são valorizadas pelos últimos custos unitários. 2. Os métodos mais utilizados são os seguintes: a) Identificação específica: por esse método é identificado o custo incorrido individualmente de cada unidade. p. a fim de obter maior produtividade visando a alcançar os objetivos estabelecidos. após estabelecer a forma de alocação de custos. Esse problema torna-se mais complexo quando a empresa compra ou produz estoques a preços unitários diferentes.

37 A definição de mercado é muito polêmica. Esse procedimento tem certa lógica. nada mais coerente do que considerar apenas o dinheiro que vai entrar no disponível da empresa como definição do termo mercado. Essas informações do inventário são integrantes dos procedimentos para a elaboração de balanços e apuração dos resultados das pessoas jurídicas. mensurados e avaliados. terceiros e no processo de fabricação. com a finalidade de dar a conhecer a situação real econômica e o patrimônio líquido da entidade”. em um dado instante. Então. p. Para Junior (2004. O inventário físico é o instrumento de controle que serve para a verificação dos saldos de estoques nos almoxarifados. 2. produtos elaborados e em elaboração”. em que os elementos são determinados. p. classificados.1). c) Proteção contra mudanças de preços em tempo de inflação alta: um alto volume de compras minimiza o impacto do aumento de preços pelos fornecedores. depósitos. p.9 INVENTÁRIO FÍSICO De acordo com Vertes (1983. Para Arend e Greco (2001. os inventários são mantidos para: a) Melhorar o serviço ao cliente: dando suporte a área de marketing. b) Economia de escala: os custos são tipicamente menores quando o produto é fabricado continuamente e em quantidades constantes. deduzido das demais despesas necessárias para realizar a venda (despesas com vendas e impostos). já que o princípio contábil é a realização dos custos dos estoques.173) “o inventário nas empresas industriais é o levantamento dos estoques de matérias-primas. pois na prática a maioria das empresas tem interpretado a palavra mercado como custo de reposição para as matérias-primas e preço de venda. em sistemas logísticos.44) “o inventário é a relação de todos os valores patrimoniais ativos e passivos. que ao criar demanda precisa de material disponível para concretizar vendas. para os produtos acabados e em processo (deve ser estimado o custo para completar). d) Proteção contra incertezas na demanda e no tempo de entrega: considera o problema que advém aos sistemas logísticos quanto tanto o comportamento da . descritos.

156) “o inventário físico consiste na contagem física dos itens de estoque”. tem sido o objetivo da maioria das empresas. para atender os clientes são necessários estoques de segurança. Mudanças excessivas em ordens de produção acabam por gerar retrabalho. O controle que deve ser feito em qualquer organização para auxiliar o fluxo de caixa é o referente aos inventários. Além disso. à administração de materiais ou simplesmente ao inventário. o produto ganhará em qualidade. com a qualidade certa e requerida. fazendo com que os gastos de produção subam e conseqüentemente impactem no custo do produto. seja ele relacionado a produção. Se os recursos mais utilizados. Para Almeida (1996. a rapidez e presteza na distribuição das mercadorias assumem cada vez mais um papel preponderante na obtenção de uma vantagem competitiva. devem ser feitos os ajustes conforme recomendações contábeis e tributárias. O risco diminuiria com a manutenção de estoques. como ativos fixos. e) Proteção contra contingências: proteger a empresa contra greves. Caso haja diferenças entre o inventário físico e os registros do controle de estoques. Inventário em excesso significa gastar dinheiro à toa. p. . inundações. incêndios.182) “o inventário físico representa um procedimento de controle que visa apurar as responsabilidades das pessoas que custodiam bens da empresa”. Qualquer custo. e o custo total final será menor. Para Martins e Alt (2004. A realização de uma reunião de fechamento do inventário é importante para repassar as informações de acuracidade nos controles dos estoques para todas as áreas envolvidas. pode ser reduzido se for bem gerenciado.38 demanda dos clientes quanto o tempo de entrega dos fornecedores não são perfeitamente conhecidos. Atender aos clientes na hora certa. arcar com um custo que não traz benefício algum. Assim. e é uma forma clara de desperdício. ou seja. instabilidades políticas e outras variáveis exógenas que podem criar problemas. p. os estoques também podem ser usados nas negociações de preços como os fornecedores. mão de obra e energia forem bem administrados.

10 REDUÇÃO DE ESTOQUES Para Martins e Alt (2004. O almoxarifado tem todas as ferramentas para bem calcular a quantidade de estoque mínimo e a primeira delas é concluir qual a demanda média do material. ou seja. há várias fórmulas.39 2. que atenda aos clientes internos do almoxarifado. No outro extremo da cadeia produtiva estão os estoques de produtos acabados. insubstituíveis. p. b) Prazo de entrega: o prazo de entrega do material constitui a segunda variável a integrar o estoque mínimo. As aplicações do Just-in-time são tão amplas e importantes que acabam tornando-se uma filosofia gerencial. determinados itens estratégicos. No caso industrial.171) para chegar a uma quantidade adequada de estoque mínimo economicamente viável. O departamento de compras definirá para o almoxarifado o prazo de entrega dos itens de estoque. para conferência e recebimento. é preciso analisar algumas condições prévias.161) “a tentativa constante e incansável dos gerentes de reduzir os estoques. O fato de considerar os estoques como um desperdício levou os japoneses a desenvolver técnicas do Just-in-time com a utilização de cartões Kanban. os estoques em processo podem ser reduzidos com a utilização de células de manufatura. que não tem fornecedores imediatos ou de custo alto. . que é um dos objetivos da logística empresarial. De acordo com Rosa (2003. de produtos em processos ou de produtos acabados. Dentro do processo produtivo. vitais para os diversos estágios de produção. até a chegada do material ao almoxarifado. a empresa deve contar com um esquema de distribuição altamente eficaz. contado desde o aceite da ordem de compra pelo fornecedor. produção sincronizada e teoria das restrições. A seguir segue algumas considerações sobre demanda: a) A demanda média implica algumas considerações preliminares. p. sejam de matéria-prima. A primeira é saber qual a garantia do item para o consumo interno. Para diminuí-los ao máximo. tem levado ao desenvolvimento de novas técnicas de administração e até mesmo a novas filosofias gerenciais”.

Não obstante. e consequentemente em atraso de entregas e em insatisfação e perda de clientes. sendo que pode ocasionar a ruptura dos estoques. “se os estoques forem mínimos a empresa pode usar esse capital não para especular no sistema financeiro e estagnar. Segundo Pozo (2002. p. a redução do índice de material obsoleto. porém os mesmos acarretam exacerbados custos. onde: PP = ponto de pedido. Conforme Veríssimo e Musetti (2003.40 c) Ponto de pedido: para definir o momento exato para a solicitação de material. Para Simchi-Levi et al. Sabe-se que altos níveis de estoque significam segurança para o setor de produção. TR = tempo de reposição. desde que configure a realidade efetiva de consumo. C = consumo do item.26) “é possível a redução de estoques. menor o custo de compras e maior o custo de estoques. custos para o controle. ES = estoque de segurança. bem como despesas com o pessoal encarregado. . A fórmula para o cálculo do ponto do pedido é: PP= (C x TR) + ES. mas para aprimorar seus recursos”. o atendimento rápido ao cliente e à linha produtiva. a qual reflete em parada na produção. maior o custo de compras e menor o custo de estoques. pois a questão resume-se ao seguinte: maior emissão de ordens de compra. menor emissão de ordens de compras. a melhoria da integração do processo de armazenagem com os demais processos da organização e a melhoria do atendimento ao cliente. nível de estoque muito baixo pode ser um fator de extremo risco para a organização. Com estas possibilidades ocorrem a diminuição dos custos. tanto de armazenagem. por via eletrônica ou qualquer outro meio existente. (2003). 38). a otimização da movimentação e da utilização do armazém. podendo levar em alguns casos à eliminação dos almoxarifados centrais. A redução de estoques matéria-prima é derivada de uma maior freqüência de entregas de material para linha de produção. d) Custo do pedido: o custo do pedido tem muito a ver com compras e também com o almoxarifado. é indispensável ter o domínio do consumo normal da mercadoria. p. que pode ser levantado pelo almoxarife verificando as fichas de movimentação. como custo do capital investido. É mais interessante que o custo de compra seja maior em relação ao custo de estoque. precisão e acuracidade das informações”.

45) A redução gradual do número de kanban leva a redução no estoque. o método de trabalho utilizado para atingir o Just-in-time é o Kanban”. 2) Fornecer informação sobre a produção 3) Impedir a superprodução e o transporte excessivo 4) Servir como ordem de fabricação afixada às mercadorias 5) Impedir produtos defeituosos pela identificação do processo que os produz. as funções e regras de utilização do kanban: Funções do Kanban 1) Fornecer informação sobre apanhar ou transportar Regras para Utilização 1) O processo subseqüente apanha o número de itens indicados pelo “kanban” no processo precedente 2) O processo inicial produz itens na quantidade e seqüência indicadas pelo “kanban”. em conseqüência disso. Os autores consideram dois aspectos importantes no gerenciamento de estoque: a) Previsão de demanda. b) Cálculo das quantidades de pedidos de reposição de estoques. não há necessidade de estoque extra e não há necessidade de depósito.44) “no sistema Toyota de Produção. como resultado. Quadro 4 . p. No quadro a seguir. O ressuprimento deve ocorrer quando a quantidade disponível em estoque está abaixo do nível de estoque de segurança do item. 4) Serve para afixar uma “kanban” às mercadorias. Isto faz com que eles não tenham mais a função de amortecimento contra instabilidades de produção. O kanban impede totalmente a superprodução. 5) Produtos defeituosos não são enviados para o processo seguinte. 3) Nenhum item é produzido ou transportado sem um “kanban”.41 as empresas têm necessidade de manter estoque porque precisam proteger-se contra mudanças inesperadas e situações de incertezas. De acordo com Ohno (1997. . p. será demonstrado. destacam-se os processos com capacidade subutilizada gerando anormalidades. O resultado são mercadorias 100% livres de defeitos.O Sistema Toyota de Produção – Fonte: Ohno (1997. As empresas industriais geralmente trabalham com estoque de segurança baseado na média de consumo dos materiais. A eficiência total pode ser elevada concentrando-se nos pontos mais fracos. facilitando a identificação para a realização de melhorias.

aonde um elemento relevante para a sincronização da produção é o kanban. quando eles são retirados por falhas de máquinas ou defeitos nos produtos”. p. .2). ou seja. Isso envolve o equilíbrio entre a quantidade de produção e a capacidade de processamento. O objetivo do balanceamento da produção é fazer com que um processo produza a mesma quantidade do processo precedente.42 Segundo Shingo (1996. “um sistema kanban promove melhorias através da evidência de situações anormais.

.2 PLANEJAMENTO DE PESQUISA A preocupação com o embasamento teórico verifica-se no segundo capítulo que descreve a importância da acuracidade nos controles dos estoques para o equilíbrio financeiro e a maximização do lucro das empresas industriais de Joinville. A pesquisa é um trabalho de processo não totalmente controlável ou previsível. 3. por esse motivo ao adotar uma metodologia significa escolher um caminho. precisa-se então. A metodologia aplicada pode contribuir para a aquisição de conhecimento e reunião de experiências nessa área. O percurso.1 DEFINIÇÃO DA METODOLOGIA DE PESQUISA O estudo exploratório feito por meio de investigação tem o objetivo de verificar a atitude das empresas industriais de Joinville em relação a acuracidade dos estoque. “a pesquisa nas Ciências Sociais não pode excluir de seu trabalho a reflexão sobre o contexto conceitual. Conforme Richardson (1999. requer ser reinventado a cada etapa. dentro do qual as pesquisas isoladas obtêm o seu sentido”. p. muitas vezes.16). 3. não somente de regras e sim de muita criatividade e imaginação.43 3 MÉTODO DE PESQUISA Demonstra-se neste capítulo os resultados obtidos com o estudo exploratório e investigatório da importância da acuracidade nos controles dos estoques para o equilíbrio financeiro e maximização do lucro das empresas industriais de Joinville. histórico e social que forma um horizonte mais amplo. um percurso global.

5 COLETA DOS DADOS A coleta de dados realizou-se por e-mail. Para tanto foram selecionadas amostras que tenham as seguintes características: a) empresas industriais instaladas na cidade de Joinville – SC e b) faturamento anual maior que R$ 100. contato telefônico e pessoal. “o instrumento de coleta de dados é o documento onde as perguntas e questões são apresentadas aos respondentes e são registrados as respostas e dados obtidos”.000 milhões (Reais).44 3. 3. A pesquisa utilizou o questionário como instrumento de coleta de dados. 3.3 POPULAÇÃO E AMOSTRA Dentro do amplo universo de empresas industriais de Joinville a pesquisa feita trata da importância da acuracidade nos controles dos estoques. A forma de delimitação das empresas utilizadas na pesquisa de campo baseia-se em informações da Acij.4 INSTRUMENTO Conforme Mattar (1999. A ACIJ tem por objetivo maior o fortalecimento das empresas da região.220). através de um trabalho que visa o desenvolvimento da economia como forma de melhorar a qualidade de vida e o bem-estar da comunidade onde se insere. A forma de envio e coleta de dados por e-mail totalizou 20 questionários. A Associação Empresarial de Joinville (ACIJ). a tabela 1 demonstra o número de pesquisas enviadas. é uma das entidades de maior representação e força no município e mesmo no Estado de Santa Catarina. das quais foram respondidos 11 questionários que foram validados . p. que com 97 anos de existência.

Por contato telefônico foram feitos 2 questionários e 2 questionários respondidos e validados. Esta condição pode servir de base para pesquisas que possam realmente testar as hipóteses sugeridas pelo estudo exploratório. A pesquisa tão somente demonstra a importância da acuracidade nos controles dos estoques. Forma de envio e coleta E-MAIL CONTATO TELEFÔNICO TOTAL ENVIADAS 20 2 22 RESPONDIDAS 11 2 13 VALIDADAS 11 2 13 Quadro 5 – Formas de envio e coleta de dados Fonte: Dados da pesquisa Para a compilação e apresentação dos dados da pesquisa utilizou-se a planilha eletrônica Microsoft Excel versão 2003. não se estabelece uma correlação entre a falta e a importância da acuracidade nos controles dos estoques. Diante das limitações apresentadas.6 LIMITE DA PESQUISA O estudo exploratório deste trabalho pretende levantar algumas hipóteses baseadas na coleta de dados realizados por intermédio de um questionário pré-elaborado. O estudo tão somente verifica alguns efeitos causados pela falta de acuracidade nos controles dos estoques. Este instrumento baseado na revisão de literatura levantou a escala de atitudes dos sujeitos-tipos que representam a amostra válida da pesquisa. . os resultados obtidos pela pesquisa não podem ser generalizados para todas as empresas industriais de Joinville.45 para a pesquisa. 3.

21% o PCP. ( ) Auditoria Externa. Neste tópico são demonstrados os resultados da pesquisa distribuídos conforme a forma do questionário e servem para verificação das considerações do estudo realizado. O resultado obtido após análise comparativa entre os questionários respondidos indica que 25% apontam o Almoxarifado. ( ) Outros. Para cada pergunta do questionário de pesquisa consta as respostas tabuladas estatisticamente. 18% Outros e 14% a Auditoria Externa. .1 Análise sobre as diferenças de estoques A pergunta aplicada no questionário de pesquisa sobre essa análise é a seguinte: as diferenças de estoque são analisadas pelas áreas de: ( ) Almoxarifado.46 4 ANÁLISE DOS QUESTIONÁRIOS APLICADOS As informações seguintes apresentam os resultados obtidos na análise comparativa entre os questionários que foram respondidos pelas empresas relacionadas na amostra da pesquisa. 21% a Auditoria Interna. Para ilustrar estas descrições são apresentados gráficos da compilação dos dados da pesquisa 4. ( ) Auditoria Interna. Na descrição dos resultados da pesquisa são verificados e levantados quais os motivos da falta de acuracidade nos controles dos estoques das empresas industriais de Joinville. ( ) Planejamento e Controle de Produção.

47 As diferenças de estoque são analisadas pelas áreas de: Outros 18% Auditoria Externa 14% Auditoria Interna 21% Almoxarifado 26% PCP 21% Figura 2 – Análise sobre as diferenças de estoques Fonte: Dados da Pesquisa.2 Análise da responsabilidade pelos almoxarifados Na aplicação do questionário foi avaliado: quem é responsável por todos os almoxarifados? ( ) Gerente de Fábrica. . 4. 23% Outros e 8% Supervisor de Planejamento e Controle de Produção. ( ) Supervisor do Planejamento e Controle de Produção e ( ) Outros. Para essa pergunta seguem os resultados: 38% indicam Gerente de Fábrica. Quem é responsável por todos os almoxarifados? Outros 23% Supervisor de Planejamento e Controle de Produção Supervisor de 8% Almoxarifado 31% Gerente de Fábrica 38% Figura 3 – Análise da responsabilidade pelos almoxarifados Fonte: Dados da Pesquisa. 31% Supervisor de Almoxarifado. ( ) Supervisor de Almoxarifado.

48 4.3 Análise do transporte de material Na pesquisa de campo foi questionado o seguinte: existe transporte de material do almoxarifado até a linha de produção da empresa? Em 77% das empresas industriais de Joinville que responderam o questionário existe transporte de material do almoxarifado até a linha de produção e para 23% não existe transporte. 4. Existe transporte de material do almoxarifado até a linha de produção da empresa? Não 23% Sim 77% Figura 4 – Análise do transporte de material Fonte: Dados da Pesquisa. . para 77% das empresas industriais de Joinville. os funcionários usuários do estoque conhecem sobre a importância da acuracidade nos controles dos estoques e 23% não conhecem sobre essa importância.4 Análise da importância da acuracidade Uma outra abordagem da pesquisa foi: os funcionários usuários do estoque conhecem sobre a importância da acuracidade nos controles dos estoques? Conforme resultado da pesquisa.

conhecem a importância da acuracidade nos controles dos estoques? Não 8% Sim 92% Figura 5 – Análise da importância da acuracidade Fonte: Dados da Pesquisa. 4. A empresa possui problema de identificação de materiais.49 Os funcionários usuários do estoque. com preenchimento incorreto da ficha de identificação? Conforme o resultado da pesquisa 69% indicaram que não possuem problema de identificação de materiais e 31% indicaram que possuem problema de identificação de materiais. com preenchimento incorreto da ficha de identificação? Sim 31% Não 69% Figura 6 – Análise da identificação de materiais Fonte: Dados da Pesquisa. .5 Análise da identificação de materiais Na pesquisa de campo foi questionado o seguinte: a empresa possui problema de identificação de materiais.

4.50 4. A empresa possui material estocado fora do almoxarifado? Não 31% Sim 69% Figura 7 – Análise da estocagem de material Fonte: Dados da Pesquisa. câmeras e vigilantes nos almoxarifados? Conforme o resultado da pesquisa 69% das empresas utilizam ferramentas de segurança e 31% não utilizam. a análise sobre as ferramentas de pesquisa foi feita pela pergunta: a empresa possui alarmes. .6 Análise da estocagem de material Para a análise da estocagem de material.7 Análise sobre as ferramentas de segurança No questionário da pesquisa. a pergunta foi: a empresa possui material estocado fora do almoxarifado? Conforme o resultado da pesquisa 69% indicaram que possuem material estocado fora do almoxarifado e 31% indicaram que não possuem material estocado fora do almoxarifado.

temos: a empresa após o inventário realiza uma reunião de apresentação dos resultados com todos os envolvidos no processo? Conforme o resultado da pesquisa 92% das empresas reúnem-se com os envolvidos no processo para apresentar os resultados do inventário e 8% não apresentam os resultados do inventário.8 Análise da socialização dos resultados dos inventários Para esta questão. A empresa após o inventário realiza uma reunião de apresentação dos resultados com todos os envolvidos no processo? Não 8% Sim 92% Figura 9 – Análise da socialização dos resultados dos inventários Fonte: Dados da Pesquisa.51 A empresa possui alarmes. câmeras e vigilantes nos almoxarifados? Não 31% Sim 69% Figura 8 – Análise sobre as ferramentas de segurança Fonte: Dados da Pesquisa. 4. .

Conforme o resultado da pesquisa 92% das empresas reúnem-se com os envolvidos no processo para apresentar os resultados do inventário e 8% não apresentam os resultados do inventário. 4. O inventário é realizado? Outros 40% Semestralmente 27% Anualmente 33% Figura 10 – Análise da periodicidade dos inventários Fonte: Dados da Pesquisa.9 Análise da periodicidade dos inventários O seguinte questionamento foi abordado no questionário: O inventário é realizado? ( ) Semestralmente.10 Análise dos procedimentos internos para entrada e saída de material do almoxarifado Para está análise. .52 4. ( ) Anualmente e ( ) Outros. foi solicitado respostas para a seguinte questão: a empresa possui normas de procedimentos internas para entrada e saída de material do almoxarifado? Conforme o resultado da pesquisa 100% das empresas possuem normas de procedimentos internas para entrada e saída de material do almoxarifado.

Fonte: Dados da Pesquisa. para auxílio na tomada de decisões? Não 23% Sim 77% Figura 12 – Análise da disponibilização das informações dos controles dos estoques. As informações de controles de estoques são disponibilizadas à outras áreas usuárias.53 A empresa possui normas de procedimentos internas para entrada e saída de material do almoxarifado? Sim 100% Figura 11 – Análise dos procedimentos internos para entrada e saída de material do almoxarifado.11 Análise da disponibilização de informações nos controles dos estoques A pergunta incluída no questionário para avaliar a disponibilização de informações nos controles dos estoques. Fonte: Dados da Pesquisa. para auxílio na tomada de decisões? Conforme o resultado da pesquisa 77% das empresas disponibilizam as informações do controle de estoque para outras áreas e 23% não disponibilizam essas informações. . foi a seguinte: as informações do controle de estoque são disponibilizadas a outras áreas usuárias. 4.

12 Análise do suprimento de material A seguinte pergunta foi abordada na pesquisa: o controle dos estoques assegura o suprimento de material as necessidades da empresa? Conforme o resultado da pesquisa 100% das empresas o controle dos estoques assegura o suprimento de material.13 Análise de possíveis ações dos estoques obsoletos O seguinte questionamento foi abordado na pesquisa para tratar da análise de possíveis ações dos estoques obsoletos: a empresa realiza análises dos estoques obsoletos e promove o aproveitamento ou destinação desses itens? Conforme o resultado da pesquisa 100% das empresas realizam análises dos estoques obsoletos e promovem o aproveitamento ou destinação desses itens.54 4. 4. O controle dos estoques assegura o suprimento de materiais às necessidades da empresa? Sim 100% Figura 13 – Análise do suprimento de material Fonte: Dados da Pesquisa. .

h) Treinamento com os funcionários sobre a importância da acuracidade. d) Programação correta do PCP.14 Análise de possíveis ações para melhora da acuracidade dos controles dos estoques O seguinte questionamento foi abordado na pesquisa: quais as ações que estão sendo implementadas na empresa para melhora da acuracidade dos controles dos estoques? Exatamente como os responsáveis pelos controles dos estoques responderam à pesquisa. f) Inventários com periodicidade mais curta para determinadas áreas. dentro do sistema ERP.55 A empresa realiza análises dos estoques obsoletos e promove o aproveitamento ou destinação desses itens? Sim 100% Figura 14 – Análise das possíveis ações dos estoques obsoletos Fonte: Dados da Pesquisa. c) Implantação de mais itens Kanban. g) Através da implantação de sistemas com leitores (WmS). como peças fabricadas internamente. segue as ações propostas: a) Atualizando os sistemas de manejo e controle dos estoques. e) Verificar o destino dos materiais obsoletos. 4. para ter somente o necessário. i) Alteração dos campos das fichas de identificação. b) Separar materiais de pouco giro dos demais materiais. .

q) Através de reuniões mensais para avaliações dos indicadores de desempenho de cada área. menos as peças comuns. l) Banner sobre informações dos campos das novas fichas de identificação. r) Através do controle interno e treinamento aos funcionários. sendo mais rígido. o) Auditoria de carga (caminhão). p) Auditoria de rampa (separa o pedido para conferir) e leitor de saída de mercadorias (Coletor). Algumas empresas estão mudando para trabalhar por projeto. n) Mudanças no procedimento de inventário. m) Cada vez mais as empresas investem em equipamentos de vigilância. bem como no treinamento adequado de seus funcionários para que a parte física dos estoques existentes corresponda com aquela que o sistema demonstra. portanto as peças são produzidas sob encomenda e armazenadas por projeto.15 Análise sobre a participação dos usuários na melhoria dos controles dos estoques A primeira pergunta sobre essa análise foi: é solicitado informações ao grupo de usuários dos estoques sobre a melhoria nos controles dos estoques? Conforme o resultado da pesquisa 77% das empresas solicitam informações ao grupo de usuários dos estoques e 23% não solicitam informações ao grupo de usuários.56 j) PVC para fixação das fichas de identificação nas caixas de material. . 4. s) Inventários cíclicos ou por amostragem dos principais itens.

Durante estas reuniões surgem idéias que depois de avaliadas são implementadas no sentido de reduzir desperdícios.57 É solicitado informações ao grupo de usuários dos estoques sobre a melhoria dos controles de estoques? Não 23% Sim 77% Figura 15 – Análise sobre a participação dos usuários na melhoria nos controles dos estoques Fonte: Dados da Pesquisa. Principalmente é apurado melhorias quando da realização do inventário e constatado diferenças ocasionadas pela falta ou não atendimento aos procedimentos e controles internos. racionalizando os recursos humanos e tecnológicos. o grupo de estoques busca constantemente a melhor alternativa para controlar e movimentar os materiais existentes na empresa. f) Através de avaliações dos indicadores de desempenho de cada área. Para as empresas que indicaram respostas positivas aplicou-se a segunda pergunta: de que forma é feita essa solicitação? Segue as respostas conforme retorno dos responsáveis pelos controles dos estoques: a) Através de um programa de melhoria contínua nos processos. e) A melhoria é constante. . revisão dos controles e ou implantação de novos procedimento. b) Através de reuniões mensais ou eventuais caso seja necessário. refletindo em indicadores de pagamentos de bônus (PPR). d) Através de reuniões mensais e sugestão individual. faz parte do dia-a-dia. As melhorias são constantes de acordo com as atividades e necessidade. c) Programa sugestão de melhorias.

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4.16 Análise dos impactos causados pela inexistência de acurácia

Conforme os responsáveis pelos controles dos estoques, segue as respostas das empresas industriais de Joinville que indicaram os seguintes impactos sobre a inexistência de acurácia nos controles dos estoques: a) Em não havendo acuracidade nos estoques, a empresa estará sujeita a

perder mercado, isso acontece por que uma eventual divergência pode comprometer diretamento o capital de giro da empresa fazendo com que tenha que captar recursos externos, o que aumenta o custo da operação, e se a empresa repassar isso ao consumidor final perderá competitividade no mercado, se absorver os custos diminuirá o seu lucro. b) Porém é através do controle efetivo dos estoques que a empresa pode apurar diversas falhas nos controles internos e falta de procedimentos. c) Na falta de controles efetivos e constantes, podem ocorrer todos os tipos de desvios, fraudes, roubos e principalmente pode levar uma empresa a falência sem necessidade de roubos ou fraudes. Basta a empresa não controlar e comprovar a veracidade das quantidade, valores em estoque e principalmente a efetiva transformação em recursos financeiros (disponibilidade em caixa). d) A empresa muitas vezes preocupa-se apenas em controlar a quantidade existente (inventário físico), deixa de implantar uma gestão efetiva e independente nos itens em estoques. e) Está gestão efetiva inicia desde a entrada do produto até a saída, é preciso que o gestor tenha independência para informar a diretoria sobre a situação real dos estoque (política de estoque, estoque sem giro, obsoleto, produção fora da demanda projetada, falta de estoque e outros).

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f) Pode ser identificados desvios de recursos ou operações ilícitas (vendas sem nf), através da apuração de estoque inicial mais compras menos vendas. Através desta simples matemática é possível apurar possíveis irregularidades fiscais e ou gerenciais. g) Infelizmente verifica-se que as empresas não estão tratando com a devida importância os estoques, pois, observa-se a falta da efetiva gestão de estoque independente. h) Constata-se que as empresas tem diretor ou gerente financeiro, mas são poucas ou raras as empresas que tem diretor ou gerentes de estoques. i) Este assunto devido a importância e relevância para as empresas é bastante longo, porém, tenho a convicção de que é através da gestão efetiva de estoque que a empresa terá assegurado os seus resultados econômicos e a sua instabilidade financeira. j) Os indíces de liquidez (seca, geral, corrente) serão prejudicados. l) O fato do estoque (valor) estar em desacordo com o físico pode ocasionar compras desnecessárias no caso de estoque de matérias primas ou ainda o não atendimento adequado ao cliente no caso de estoque de produtos acabados. m) Com isto nossas vendas podem também ser prejudicadas em decorrência de nosso atendimento inadequado. n) Primeiramente facilidade maior de roubos, ( gerando prejuizos financeiros) outro fator é distorções no custos, gerando com isso pagamento erroneos de impostos. o) O principal impacto é a redução do lucro. Não havendo um controle eficaz dos estoques consequentemente teremos um elevado gasto com o desperdício de materiais, que serão lançados ao custo do produto. Desta forma, a atenção em relação ao estoque é de extrema importância dentro da empresa para se alcançar uma eficiência de produção dentro da empresa. p) Aumento nos níveis de Estoques = Gerando desembolso desnecessário (fluxo de caixa) q) Atraso nas entregas = Insatisfação do cliente.

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r) Aumento nos custos diretamente ligados ao processo logístico da empresa (pessoas, espaço físico, etc). s) Produz-se (ou compra-se) o que não se precisa (o sistema de estoque informa que não existe o item no estoque, quando existe) t) Perde-se no resultado financeiro, pois quando produzimos ou compramos mais do que o necessário, inflamos o estoque e temos que buscar dinheiro no mercado, dinheiro este que o cliente não remunera. u) No resultado econômico, pode-se perder vendas, por não se ter no estoque o item demandado pelo cliente ou então entregar em atrasos, o que implica em perda de credibilidade e de vendas futuras.

refletindo em indicadores de pagamentos de bônus. . onde a redução dos custos e a flexibilização dos processos são uma questão de sobrevivência. A presente monografia teve o objetivo de diagnosticar e desenvolver um estudo para avaliação da importância da acuracidade nos controles dos estoques. novas técnicas de controle na melhoria da acuracidade nos estoques. Atualmente. Quanto ao marco referencial. identificam-se por meio da pesquisa de campo com empresas industriais de Joinville. No trabalho. Neste cenário torna-se cada vez mais importante o ambiente fabril das empresas. foi realizada uma extensiva e atualizada revisão bibliográfica abordando diversos aspectos relacionados ao controle dos estoques. através de um programa de melhoria contínua nos processos. o ritmo das indústrias de Joinville é ditado pela competitividade em uma acirrada busca pela vantagem competitiva através da qualidade. Ficou constatado na pesquisa que saber administrar corretamente os estoques é uma forma de evitar o comprometimento de recursos financeiros da empresa. vendas. recebimento e estoques. principalmente para almoxarifes e os funcionários da área de produção. o termo acuracidade é assunto de reuniões e treinamentos nas empresas para todos os colaboradores. assim como são apontadas as direções mais promissoras para a continuidade de pesquisa nesta área de estudo. além de atingir o ponto de equilíbrio entre as compras.61 5 CONSIDERAÇÕES FINAIS Neste capítulo são apresentadas as conclusões e recomendações da pesquisa. Algumas empresas pesquisadas valorizam os bons resultados da acuracidade nos estoques para aumentar a responsabilidade e o comprometimento dos usuários. do preço e prazo de entrega. Mas é importante ressaltar que.

pois trata-se de um dos maiores problemas aos recrutadores em admitir funcionários adequados para cada função. os grandes empresários deram maior importância aos almoxarifados percebendo a sua importância dentro da empresa. de acordo com normas adequadas objetivando resguardar. Felizmente e para o bem destes. O recurso humano é o ponto chave na organização do almoxarifado. muitas empresas consideram o almoxarifado como fundo de fábrica. Lealdade. Como recomendações para melhorias na acuracidade dos estoques.62 Dentre os resultados obtidos destaca-se a separação dos materiais com pouco giro dos demais. tudo que era velho e fora de uso. por meio da armazenagem de materiais. além da preservação da qualidade. Avaliando os resultados do estudo. as exatas quantidades. não é aconselhável o armazenamento no almoxarifado de materiais que não constem nos registros do software de controle dos estoques. os estoques representam um dos ativos mais expressivos da composição patrimonial. conservados em boa ordem. a análise para o melhor aproveitamento e principalmente o histórico dessas informações. Portanto. A honestidade de um funcionário de almoxarifado deverá ser equivalente a um caixa pagador de banco. devem ser mantidos em bom estado. protegidos da ação do tempo. Para a maioria das empresas industriais. o almoxarifado deve possuir condições para assegurar que o material adequado esteja em local correto quando necessário. Neste fundo de fábrica eram guardadas todas as sucatas. bem como de ameaças menos naturais como furtos ou incêndios. pois dificulta os controles e também a tomada rápida de decisões. para que sejam facilmente localizados e mobilizados no momento de sua venda ou utilização. . Há muito tempo atrás e até nos dias atuais. confiança e disciplina são requisitos para os funcionários do almoxarifado. e não havia uma característica específica de armazenamento de materiais.

já que lhes faltam subsídios de perícia contábil para trabalhar com caso judicial. para o equilíbrio do resultado financeiro através da eficácia da acuracidade dos estoques. c) auditoria de materiais (entrada. dentro do sistema ERP. pois mesmo que esta identifique um problema com estoques. b) treinamento com os funcionários sobre a importância da acuracidade. O objetivo geral e principal do trabalho consistiu em apresentar um estudo de alternativas para auxiliar na maximização do lucro sobre o capital investido em materiais. por vencimento do prazo de validade. dificilmente seus profissionais saberão lidar com o problema. Como contribuição para trabalhos futuros. Não será recomendável a utilização apenas da auditoria externa. estoques e saída) d) mudanças no procedimento de inventário. trabalhem de forma integrada. já os excessos trazem transtornos e perdas. . As faltas geram perdas nas vendas. algumas alternativas válidas na visão das empresas questionadas. visto que a análise dos dados coletados no questionário apresenta tais sugestões de alternativas na visão das empresas inseridas na amostra. sendo mais rígido. tanto externa e interna.63 É ideal que as auditorias. Dentre elas destacam-se: a) implantação de mais itens de Kanban. sugere-se estudos que envolvam a análise das melhores técnicas de gestão de estoque que buscam reduzir ou eliminar as faltas e excessos de produtos. aplicando programas de prevenção e testes. a pesquisa identificou com o auxílio da fundamentação teórica e com os resultados dos questionários. pode-se afirmar que tal objetivo foi atingido. Com as repostas obtidas nos questionários. através da melhoria contínua da acuracidade nos controles dos estoques. e enfraquecimento do negócio. Com referência ao problema sobre as alternativas que estão sendo aplicadas nas empresas industriais de Joinville. descontentamento nos clientes. f) programação correta do PCP e g) verificar o destino dos materiais obsoletos. e) atualização dos sistemas de manejo e controle dos estoques. além de complicar o fluxo de caixa do negócio.

pois como colaborador da Docol Metais Sanitários Ltda. . a pesquisa apresentou várias ações que são utilizadas nas empresas industriais de Joinville. com base na acurácia dos mesmos. Trata-se de um tema de suma importância para o futuro profissional de qualquer auditor interno. Entre as atribuições que vêm exercendo nos últimos anos. os objetivos específicos apresentaram resultados que ajudam a confirmar as sugestões de alternativas de gestão para controle dos estoques. Na busca pelo aumento do uso eficiente dos recursos das empresas. está a de analisar informações e propor melhorias sobre a acuracidade dos estoques. Através da pesquisa de campo demonstrou-se a importância da gestão efetiva dos estoques.64 Ainda como complemento para atingir o objetivo geral. Quanto ao objetivo de aumento de segurança nos locais de armazenamento dos materiais. No objetivo específico que pretendia apresentar melhoria contínua nos controles internos e na acurácia. pôde-se concluir que as empresas estão aperfeiçoando suas ferramentas. a sugestão é que as empresas tenham um rígido controle sobre seu capital de giro. Esta pesquisa contribuiu para o autor. exerce o cargo de auditor interno desde 2006. Para atingir a minimização da necessidade de capital investido. O objetivo específico de otimizar os investimentos em estoque também foi atingido. os responsáveis pelos controles de estoques afirmam que estão preocupados com a política de estoques.

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e considerando que tal estudo se reveste de importância para nossa pós-graduação. ______________________________ ANDRÉ VALDIR DA SILVA Pós-graduando em Auditoria .67 ANEXO A – QUESTIONÁRIO DE PESQUISA Á INDÚSTRIA Sr. com todas as indústrias de Joinville. Sa e que os dados fornecidos serão tratados de forma agregada. Informo que os resultados desta pesquisa serão disponibilizados à V. Responsável pelos Controles dos Estoques. A fim de complementar a pesquisa que visa analisar a acuracidade nos controles dos estoques das indústrias de Joinville. e sua colaboração ajudará em muito ao alcance de meus objetivos. Agradeço antecipadamente sua atenção. comparativa e informativa. Joinville/SC 07 de março de 2008. sem citar o nome da empresa. solicito colaboração no sentido de fornecer respostas ao questionário a seguir.

com preenchimento incorreto da ficha de identificação? ( ) Sim ( ) Não 6°) A empresa possui material estocado fora do almoxarifado? ( ) Sim ( ) Não 7°) A empresa possui alarmes. para auxílio na tomada de decisões? ( ) Sim ( ) Não 12°) O controle dos estoques assegura o suprimento de material as necessidades da empresa. ( ) Sim ( ) Não . câmeras e vigilantes nos almoxarifados? ( ) Sim ( ) Não 8°) A empresa após o inventário realiza uma reunião de apresentação dos resultados com todos os envolvidos no processo? ( ) Sim ( ) Não 9°) O inventário é realizado? ( ) Semestralmente ( ) Anualmente ( ) Outros (Especificar:) ___________________ 10°) A empresa possui normas de procedimentos internas para entrada e saída de material do almoxarifado? ( ) Sim ( ) Não 11°) As informações do controle de estoque são disponibilizadas a outras áreas usuárias.68 QUESTIONÁRIO DE PESQUISA 1°) As diferenças de estoque são analisadas pelas áreas de: ( ) Almoxarifado ( ) Planejamento e Controle de Produção ( ) Auditoria Interna ( ) Auditoria Externa ( ) Outros (Especificar:) __________________________________ 2°) Quem é responsável por todos os almoxarifados? ( ) Gerente de Fábrica ( ) Supervisor de Almoxarifado ( ) Supervisor do Planejamento e Controle de Produção ( ) Outros (Especificar:) __________________________________ 3°) Existe transporte de material do almoxarifado até a linha de produção da empresa? ( ) Sim ( ) Não 4°) Os funcionários usuários do estoque conhecem sobre a importância da acuracidade nos controles dos estoques? ( ) Sim ( ) Não 5°) A empresa possui problema de identificação de materiais.

69 13°) A empresa realiza análises dos estoques obsoletos e promove o aproveitamento ou destinação desses itens? ( ) Sim ( ) Não 14º) Quais as ações que estão sendo implementadas na empresa para melhora da acuracidade nos controles dos estoques? R: 15º) É solicitado informações ao grupo de usuários dos estoques sobre a melhoria nos controles dos estoques? ( ) Sim ( ) Não Caso a resposta anterior tenha sido positiva de que forma é feita essa solicitação? R: .

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