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Análise da Importância de Acuracidade nos Controles dos Estoques para o Equilíbrio Financeiro e a Maximização do Lucro das Empresas Industriais de Joinville 22-04-2008

Análise da Importância de Acuracidade nos Controles dos Estoques para o Equilíbrio Financeiro e a Maximização do Lucro das Empresas Industriais de Joinville 22-04-2008

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  • RESUMO
  • 1 INTRODUÇÃO
  • 1.1 CONSIDERAÇÕES INICIAIS
  • 1.2 TEMA DE PESQUISA
  • 1.3 TÍTULO
  • 1.4 PROBLEMA
  • 1.5 HIPÓTESES
  • 1.6 OBJETIVOS
  • 1.6.1 OBJETIVO GERAL
  • 1.6.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS
  • 1.7 JUSTIFICATIVAS
  • 2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
  • DO LUCRO
  • 2.2 TIPOS DE ESTOQUES EM EMPRESAS INDUSTRIAIS
  • 2.2.2 Produtos em processo
  • 2.2.3 Produtos acabados
  • 2.3 GESTÃO DE ESTOQUES
  • 2.4 O PROGRAMA DE AUDITORIA DOS ESTOQUES
  • 2.5 AUDITORIA NOS ESTOQUES
  • 2.6 CUIDADOS DO AUDITOR E FRAUDES NOS ESTOQUES
  • 2.7 FRAUDES E CONIVÊNCIA NA GESTÃO OPERACIONAL DA EMPRESA
  • 2.8 MÉTODOS DE VALORIZAÇÃO DOS ESTOQUES
  • 2.9 INVENTÁRIO FÍSICO
  • 2.10 REDUÇÃO DE ESTOQUES
  • 3 MÉTODO DE PESQUISA
  • 3.1 DEFINIÇÃO DA METODOLOGIA DE PESQUISA
  • 3.2 PLANEJAMENTO DE PESQUISA
  • 3.3 POPULAÇÃO E AMOSTRA
  • 3.4 INSTRUMENTO
  • 3.5 COLETA DOS DADOS
  • 3.6 LIMITE DA PESQUISA
  • 4 ANÁLISE DOS QUESTIONÁRIOS APLICADOS
  • 4.2 Análise da responsabilidade pelos almoxarifados
  • Figura 3 – Análise da responsabilidade pelos almoxarifados
  • 4.5 Análise da identificação de materiais
  • 4.8 Análise da socialização dos resultados dos inventários
  • 5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
  • REFERÊNCIAS
  • ANEXO A – QUESTIONÁRIO DE PESQUISA

INSTITUTO NACIONAL DE PÓS-GRADUAÇÃO – INPG

ANÁLISE DA IMPORTÂNCIA DE ACURACIDADE NOS CONTROLES DOS ESTOQUES PARA O EQUILÍBRIO FINANCEIRO E A MAXIMIZAÇÃO DO LUCRO DAS EMPRESAS INDUSTRIAIS DE JOINVILLE

ANDRÉ VALDIR DA SILVA

JOINVILLE 2008

ANDRÉ VALDIR DA SILVA

ANÁLISE DA IMPORTÂNCIA DE ACURACIDADE NOS CONTROLES DOS ESTOQUES PARA O EQUILÍBRIO FINANCEIRO E A MAXIMIZAÇÃO DO LUCRO DAS EMPRESAS INDUSTRIAIS DE JOINVILLE

Trabalho apresentado à disciplina de Metodologia do Ensino Superior do Instituto Nacional de Pós-graduação – INPG – como requisito parcial para obtenção do título de especialista em Auditoria. Orientador Específico: Marcio Alves

JOINVILLE 2008

Para minha noiva Daniela Campestrini pelo carinho e incentivo demonstrado durante todo o período do curso. Aos professores do curso de Auditoria do Instituto Nacional de Pósgraduação – INPG, pela amizade, pelo apoio e conhecimento transmitido nas disciplinas componentes do curso.

AGRADECIMENTOS Ao professor Marcio Alves pela paciente. com sabedoria e amor. agradeço a todos que me ajudaram direta ou indiretamente para o desenvolvimento deste trabalho. dedicada e incansável orientação do presente trabalho. Um muito obrigado a todos vocês! . que não mediram esforços para educar os seus três filhos. A meus pais Judite da Silva e Valdir João da Silva. E finalmente. Agradeço aos meus irmãos Giuliano da Silva e Solange Marília da Silva por estarem sempre ao meu lado.

Eleanor Roosevelt .“O futuro pertence àqueles que acreditam na beleza dos seus sonhos”.

....................................................................................................................................................................14 1....................................... 11 1...................................................8 LISTA DE QUADROS...........................1 OBJETIVO GERAL ...3 GESTÃO DE ESTOQUES...........2 Produtos em processo.................................................................................................................................................................2 TIPOS DE ESTOQUES EM EMPRESAS INDUSTRIAIS ...SUMÁRIO LISTA DE FIGURAS.................................................................................................................3 Produtos acabados..............................................................................................11 1.......................................................................1 RELAÇÃO ENTRE ACURÁCIA.......................................................................................................................................................... EQÜILIBRIO FINANCEIRO E MAXIMIZAÇÃO DO LUCRO.................................................... 16 2.....6 OBJETIVOS ......................................................................................20 2..........................12 1..........................................................3 TÍTULO.........................................26 2.......................................5 HIPÓTESES .......16 2..........................4 PROBLEMA..2..........2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS ......................................24 2........................................................................6...........................................4 O PROGRAMA DE AUDITORIA DOS ESTOQUES ..........22 2...............................7 JUSTIFICATIVAS ..........12 1....................1 CONSIDERAÇÕES INICIAIS .............................................................................18 2......................29 .......12 1.......................................................................................13 1...................................13 1.....2.......................................................................14 2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA...25 2................................................ 10 1 INTRODUÇÃO ...2......2..................................................................................................................................................................................................6......................................................................9 RESUMO .....................................................................................................................2 TEMA DE PESQUISA .....................4 Peças de manutenção.......1 Matérias-primas .....................14 1.............................................................................

....7 FRAUDES E CONIVÊNCIA NA GESTÃO OPERACIONAL DA EMPRESA.................. 65 ANEXO A – QUESTIONÁRIO DE PESQUISA ................................... 61 REFERÊNCIAS ........................................................................................44 3.........5 AUDITORIA NOS ESTOQUES..................6 LIMITE DA PESQUISA.................... 46 5 CONSIDERAÇÕES FINAIS .....................................32 2.................................36 2..................................37 2..........................................................................................................45 4 ANÁLISE DOS QUESTIONÁRIOS APLICADOS ............2.........................................................................8 MÉTODOS DE VALORIZAÇÃO DOS ESTOQUES.........................................................................9 INVENTÁRIO FÍSICO.....................................................33 2.........................................................................4 INSTRUMENTO .......3 POPULAÇÃO E AMOSTRA ...........30 2..................... 67 ........................................................................................................................................5 COLETA DOS DADOS ..................6 CUIDADOS DO AUDITOR E FRAUDES NOS ESTOQUES..................10 REDUÇÃO DE ESTOQUES ...........44 3.....................................................................................................2 PLANEJAMENTO DE PESQUISA.............44 3.....................................................43 3.............................................................................43 3.............................. 43 3..........................................................................................................................................1 DEFINIÇÃO DA METODOLOGIA DE PESQUISA .............................................................39 3 MÉTODO DE PESQUISA ............................................

.......................................................................52 Figura 11 – Análise dos procedimentos internos para entrada e saída de material do almoxarifado.........................................................................................55 Figura 15 – Análise sobre a participação dos usuários na melhoria dos controles dos estoques..........................................................................................47 Figura 3 – Análise da responsabilidade pelos almoxarifados............................27 Figura 2 – Análise sobre as diferenças de estoques......................................49 Figura 6 – Análise da identificação de materiais............................................................................48 Figura 5 – Análise da importância da acuracidade..50 Figura 8 – Análise sobre as ferramentas de segurança....................................................................................................51 Figura 9 – Análise da socialização dos resultados dos inventários....................................53 Figura 12 – Análise da disponibilização das informações dos controles dos estoques..............................................................................................................................................................................................................................49 Figura 7 – Análise da estocagem de material..............LISTA DE FIGURAS Figura 1 – Gestão de estoque e o fluxo de material.........................................................................................................57 .............................................54 Figura 14 – Análise das possíveis ações dos estoques obsoletos........51 Figura 10 – Análise da periodicidade dos inventários...............................................53 Figura 13 – Análise do suprimento de material............................................47 Figura 4 – Análise do transporte de material........

............LISTA DE QUADROS Quadro 1 – Custos dos estoques...........................................29 Quadro 3 – Ciclo de vida da fraude consoante a visão do agente fraudador..............................................45 .................................................................................................................41 Quadro 5 – Formas de envio e coleta de dados...................19 Quadro 2 – Itens de um programa de auditoria dos estoques.....34 Quadro 4 – O sistema toyota de produção.........................................................................................

cuidados do auditor e fraudes nos estoques. equilíbrio financeiro e maximização do lucro. gestão de estoques. e querem representar a população de empresas industriais da região de Joinville.RESUMO Neste trabalho de pesquisa o problema está identificado pela seguinte pergunta: quais são as alternativas que estão sendo aplicadas nas empresas industriais de Joinville. para as conclusões da pesquisa que estão dispostas nas considerações finais. através da melhoria continua da acuracidade nos controles dos estoques e também possibilitar o equilíbrio financeiro. para o equilíbrio do resultado financeiro através da eficácia da acuracidade nos controles dos estoques. Controles e Acuracidade. o programa de auditoria dos estoques. auditoria nos estoques. aumentar o uso eficiente dos recursos da empresa. Na fundamentação teórica comenta-se sobre a relação entre acurácia. minimizar a necessidade de capital investido e aumentar a segurança dos locais que armazenam materiais. inventário físico e a redução de estoques. tipos de estoques em empresas industriais. de diversos segmentos. melhoria continua nos controles internos e da acuracidade. fraudes e conivência na gestão operacional da empresa. Entre os objetivos específicos estão otimizar o investimento em estoques. e estas foram escolhidas em virtude do volume de suas operações. . Palavras Chaves: Estoques. Para a coleta de dados foi utilizada a ferramenta do questionário semielaborado. O objetivo geral é apresentar estudo de alternativas para auxiliar na maximização do lucro sobre o capital investido em estoques. A pesquisa de campo está apresentada com uma amostra de 22 empresas da região. e os resultados da pesquisa de campo estão tabulados estatisticamente e contribuem em conjunto com a fundamentação teórica. métodos de valorização dos estoques.

No entanto. No primeiro capítulo. delimitação do tema.11 1 INTRODUÇÃO 1. demonstram-se as informações da pesquisa. essas empresas convivem com o problema da acuracidade nos controles dos estoques e principalmente com as dificuldades para atender as necessidades dos clientes.1 CONSIDERAÇÕES INICIAIS A preocupação com o fato de saber se os saldos dos estoques físicos estão coincidindo ou não com os saldos dos sistemas. No segundo capítulo a fundamentação teórica apresenta as diversas teorias e assuntos que tem impacto na importância da acuracidade nos controles dos estoques para o equilíbrio financeiro e a maximização do lucro. área de concentração. hipóteses. objetivos e justificativa. Neste estudo é analisada a questão de impactos da acuracidade nos controles dos estoques e proposições de como pode ser desenvolvido um . é o conceito de acurácia de estoques. Em função da disponibilidade crescente dos recursos tecnológicos para controle de estoques. Normalmente não se consegue índices adequados de acuracidade dos estoques e conseqüentemente têm-se problemas de produção para atender as demandas da área de vendas. título. problema. esse fato não é a realidade para muitas empresas que não priorizam investimentos em tais tecnologias para controle de estoques. em relação a acuracidade nos controles dos estoques para o equilíbrio financeiro e a maximização do lucro. tema. Neste contexto. é comum entender que atualmente o problema da acurácia de estoques não tem uma magnitude significativa. Assim. esta monografia objetiva a explorar a situação das empresas industriais de Joinville.

12 processo de melhorias. definição da metodologia de pesquisa. coleta de dados e limite da pesquisa. planejamento de pesquisa.3 TÍTULO Análise da importância de acuracidade nos controles dos estoques para o equilíbrio financeiro e a maximização do lucro das empresas industriais de Joinville. 1. focando o impacto e importância do tema. para alcançar o equilíbrio financeiro e maximização do lucro. Para finalizar apresentam-se sugestões de melhorias das situações encontradas e as ações com as considerações finais do trabalho. O estudo se desenvolve basicamente com uma revisão bibliográfica sobre o assunto. O terceiro capítulo é apresentado o método de pesquisa.4 PROBLEMA . instrumento. este estudo visa verificar as alternativas para análise e investigação das divergências nos controles dos estoques. 1. população e amostra. 1. do sistema com o físico.2 TEMA DE PESQUISA Melhoria da acuracidade nos controles dos estoques de empresas industriais de Joinville. No quarto capítulo são analisados os resultados da pesquisa de campo conforme as informações coletadas em algumas empresas industriais de Joinville. Com a identificação destas causas.

enquanto a produção permanece constante.13 Considerando que o estoque é um elemento fundamental na situação financeira e econômica das empresas industriais. Através de pesquisa estará sendo descrito as sugestões para a melhoria da acuracidade dos estoques. 1. fazendo compra antecipada com preços mais baixos ou comprando uma quantidade maior para obter desconto. para o equilíbrio do resultado financeiro através da eficácia da acuracidade nos controles dos estoques. conforme segue abaixo: a) Falta de espaço para armazenamento de material. b) As grandes quantidades de estoques. e) Elevação do número de cancelamento de pedidos ou mesmo devoluções de produtos acabados. o problema está identificado com a seguinte pergunta de pesquisa: Quais são as alternativas que estão sendo aplicadas nas empresas industriais de Joinville. d) Baixa rotação dos estoques.5 HIPÓTESES O trabalho de pesquisa sobre a importância da acuracidade nos controles dos estoques relata algumas hipóteses. f) Até que ponto será permitida a especulação com estoques. c) Produção parada freqüentemente por falta de material. identificar novas técnicas de controle para melhoria da acuracidade dos estoques nas empresas industriais de Joinville.6 OBJETIVOS Pretende-se com este trabalho de pesquisa. 1. . obsoletismo em demasia.

através da melhoria continua da acuracidade nos controles dos estoques e também possibilitar o equilíbrio financeiro. 1. e) Aumentar a segurança dos locais que armazenam materiais.14 1. c) Melhoria continua nos controles internos e da acuracidade. estes custos são conseqüentemente repassados ao consumidor final. Atualmente a falta de materiais gera altos custos para o fabricante. na busca da melhoria da acuracidade nos controles dos estoques.1 OBJETIVO GERAL O objetivo geral desta pesquisa é apresentar estudo de alternativas para auxiliar na maximização do lucro sobre o capital investido em estoques.7 JUSTIFICATIVAS Justifica-se este trabalho em virtude da necessidade de contribuir para a solução de problemas enfrentados pelas empresas industriais de Joinville. 1.6.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS Na busca da análise da importância da acuracidade nos controles dos estoques para o equilíbrio financeiro e a maximização do lucro das empresas industriais de Joinville.6. o que torna o produto menos competitivo . b) Aumentar o uso eficiente dos recursos da empresa. d) Minimizar a necessidade de capital investido. estão apresentados a seguir os seguintes objetivos específicos: a) Otimizar o investimento em estoques.

a tomada de decisões será prejudicada e ainda perigosa devido à falta de acuracidade. Além disto. devido à importância de uma visão macro do negócio fundamental para gerenciar a falta ou o excesso de materiais nos almoxarifados. do sistema com o físico. Para possibilitar a identificação destas causas. Desta forma. . as divergências de valores encontrados atrapalham o gerenciamento dos dados reais e com a distorção destes dados. O controle de estoques pode trazer um elevado retorno financeiro para as empresas industriais de Joinville. o que parece simples aos olhos do gestor pode ser o diferencial do seu produto neste mercado competitivo. este estudo justifica-se para poder buscar as alternativas para análise e investigação das divergências nos controles dos estoques.15 no mercado e o coloca em posição de desvantagem com relação aos concorrentes.

158) após os resultados do inventário. Segundo Slack et al. Muitas empresas industriais desconhecem o impacto financeiro que a falta de acuracidade nos controles dos estoques podem influenciar na gestão da empresa. De acordo com Gitman (2004. tanto em quantidade quanto em valor. (1996). sendo utilizado para descrever qualquer recurso . Assim. diz que o estoque está com uma acurácia de 90% .12) “a maximização dos lucros é alternativa de ação que tendem a contribuir de maneira decisiva para o lucro geral da empresa”. hipoteticamente se forem contados 100 itens e 90 dos quais estiverem com o saldo físico coincidindo com o saldo do sistema. que mede a porcentagem de itens corretos.1 RELAÇÃO ENTRE ACURÁCIA. p. onde para cada item é comparado o saldo do sistema (informatizado ou não) e o saldo físico (contado). 2. ou seja: Acurácia = Número de itens corretos Número total de itens ou Acurácia = Valor de itens corretos Valor total de itens A acurácia de estoques também conhecida como acuracidade de estoques é um indicador gerado a partir de inventários realizados nos estoques das diferentes classes de itens. “estoque é a acumulação armazenada de recursos materiais em um sistema de transformação. EQÜILIBRIO FINANCEIRO E MAXIMIZAÇÃO DO LUCRO Para Martins e Alt (2004. p. pode-se calcular a acurácia nos controles.16 2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA Neste capítulo está sendo apresentada a fundamentação teórica relativa ao tema escolhido desta pesquisa.

por exemplo. d) Logística: o abastecimento contínuo requer informação precisa e atualizada. uma empresa obteve um grande financiamento de agentes governamentais que viabilizou sua estratégia de crescimento graças. podendo apontar necessidades de melhorias e de reciclagem de treinamento de operadores. de forma que confiabilidade é fundamental. . ou então optamos por comprometer a produtividade para assegurar o reabastecimento elevando os custos logísticos. Quantas vezes sua linha de produção interrompeu a operação por falta de algum insumo ou mesmo pela quebra de alguma peça? Nesta ocasião percebemos o tamanho do custo da falta de acuracidade das informações. O objetivo de maximização do lucro pode dizer respeito a alguma espécie de lucro a longo ou médio prazo. saídas e saldos sejam lançados e processados corretamente. c) Vendas: até uma atividade simples como a de aceitar um pedido e determinar um prazo de entrega imaginando dispor dos materiais pode acabar comprometendo a imagem da empresa caso uma simples informação esteja errada. Em mais de uma ocasião. que os saldos sejam sistematicamente auditados por terceiros. à expressiva melhoria na sua acuracidade de saldos. continha falhas lógicas de codificação que ocasionavam erros de processamento. é usual em muitas empresas. entradas. b) Contábil: para quantificar com precisão a riqueza da empresa. O estoque é criado para compensar diferenças de ritmo entre fornecimento e demanda”. Entre cada alternativa que estivesse sendo considerada. sem a qual corremos o risco de comprometer o atendimento aos clientes. Cabe à alta administração enfatizar a importância da disciplina diária e viabilizar meios para que a organização alcance metas desafiadoras da acuracidade. perdemos clientes e o relacionamento interno também vai se deteriorando. desenvolvido internamente. Quando estas ocorrências tornam-se repetitivas. Conforme Gasnier (2002. constatamos que o software de gestão empresarial da empresa. podendo prejudicar o andamento das atividades diárias e principalmente o lucro das atividades da empresa. entre outros fatores. Os inventários também servem para avaliar a qualidade dos processos operacionais.17 armazenado. Para ilustrarmos com um caso real. a empresa deveria optar por aquela que apresentasse maior probabilidade de proporcionar o maior resultado monetário.103) “investir tempo e recursos para manter e aprimorar aquilo que denominamos acuracidade das informações traz benefícios efetivos sob os pontos de vista das diversas partes interessadas”: a) Empresarial: para acionistas e diretores a informação é o subsídio para a tomada de decisões críticas. Desta forma. p. A acuracidade nos controles dos estoques envolve várias áreas. e) Operacional: a produtividade da produção depende de máquinas operando continuamente. é preciso que os registros de valores.

2 TIPOS DE ESTOQUES EM EMPRESAS INDUSTRIAIS Conforme Sá (2000. p. Para Corrêa (2001. De acordo com Lemes (2002. valor monetário e tempo de ressuprimento.342) “quando os estoques não estão classificados na descrição dos inventários tal como deveriam estar. limitando-se a descrever os materiais encontrados em estoque. E acurácia que é o substantivo feminino que indica exatidão. que seria em torno de 95%. muitas vezes. definindo as pessoas competentes para assinarem requisições de estoques. na física está associado à propriedade de uma medida de uma grandeza física que foi obtida por instrumentos e processos isentos de erros sistemáticos. Assim. p.18 De acordo com o novo dicionário Aurélio. por conta de controle.475) “os controles de estoques têm como objetivo verificar as quantidades registradas de bens em estoque existem e onde estão localizadas”. p. Tais tolerâncias podem ser determinadas em função de freqüência de uso. produtos semi-elaborados. A empresa deve estabelecer procedimentos formais de movimentação dos estoques. se o registro de inventário não os agrupa. precisa o auditor classificá-los em matériasprimas. sendo que o índice de 100% é difícil de ser alcançado”. matérias de consumo. 2. precisa o auditor fazê-lo a fim de que possa realizar as confrontações necessárias e todo o seu trabalho de pesquisa”. matérias auxiliares. se faz necessário admitir tolerâncias para aceitar que não sejam considerados erros pequenas diferenças entre o estoque físico e o sistema. acuracidade (acurado) significa feito ou tratado com muito cuidado. Também é salientada a importância de que sejam identificadas e tomadas as ações corretivas quanto às causas de não conseguir atingir e manter um nível de acurácia mínimo. Assim. produtos . por exemplo.89) “a acurácia de estoques é uma medida de aderência dos dados de posicionamento de estoques. desvelo ou apuro.

mais custo de aluguel. maiores as chances de perdas.19 elaborados. mais pessoas e equipamentos necessários para manusear os estoques. materiais diversos. unidades recebidas por unidade de tempo ou entradas é usualmente diferente da velocidade com que são utilizadas. mercadorias. unidades consumidas por unidade de tempo ou saídas. há a necessidade de um estoque funcionando como um amortecedor. mais custos decorrentes de materiais que não serão mais utilizados. Quanto mais estoque. Num setor de estamparia de carrocerias de automóveis. porque a matéria-prima de uma empresa pode ser o produto acabado de outra. mais área necessária. Neste quadro demonstra-se os custos de estoque conforme a quantidade de estoque: AÇÃO Armazenagem Manuseio Perdas Obsolescência CONSEQÜÊNCIA Quanto mais estoque.141) Para Ross (1998. Como a velocidade com que as mercadorias são recebidas. mais custos decorrentes. os nomes dos diversos tipos podem ser um pouco enganadores. o aço seria a matéria-prima e as carroçarias os produtos finais. maiores as chances de materiais tornarem-se obsoletos. A segunda coisa a . O grupamento facilita a análise e deve seguir ás classificações contábeis. Quanto mais estoque. Quanto mais estoques. e o aço seria o produto final. p. Quanto mais estoque. mais custo de mão-de-obra e de equipamentos. e a norma será sempre que seja atendido. p. maiores as chances de materiais serem furtados e/ou roubados.133) “os estoques tem a função de funcionar como reguladores do fluxo de negócios”. uma montadora de automóveis teria as carroçarias como matérias-primas e os automóveis como produtos finais. p. mais custo decorrente de perdas. Geralmente o auditor solicita a classificação por antecedência. em uma usina siderúrgica. o minério de ferro seria uma matéria-prima.374) há três coisas a serem levadas em conta em relação aos tipos de estoque. Por exemplo. Em primeiro lugar. etc. Furtos e roubos Quadro 1 – Custos dos Estoques – Fonte Martins e Alt (2004. Conforme Martins e Alt (2004.

os estoques assumem papel ainda mais importante. e a oportunidade de atendê-los prontamente.133) “o estudo do papel dos estoques nas empresas é tão antigo quanto o estudo da própria administração”. A produção em andamento. pouco superando seu valor o que seria conseguido se fosse vendida como sucata.2. a obtenção de uma vantagem competitiva em relação a seus concorrentes. a demanda de produtos acabados da empresa não depende da demanda de outros itens de estoque. Hoje todas as empresas procuram de uma forma ou de outra. quer do fluxo de vendas. porque a necessidade que uma empresa tem desses tipos de estoque depende de sua necessidade de produtos acabados. a liquidez dos produtos acabados depende da natureza do produto. uma distinção muito importante entre produtos acabados e outros tipos de estoque é o fato de que a demanda por um item de estoque que torna-se parte de outro item é geralmente denominada demanda derivada ou dependente.1 Matérias-primas . p. Como sempre. por outro lado. 2. no processo comercial. Visto como um recurso produtivo que no final da cadeia de suprimentos criará valor para o consumidor final. Finalmente. no momento e na quantidade desejada. As matérias-primas são bens homogêneos ou relativamente padronizados. Como elemento regulador. quer do fluxo de produção. Em contraste.20 ter em mente é o fato de que os vários tipos de estoque podem diferir muito em termos de liquidez. pode ser liquidez muito reduzida. que podem ser facilmente convertidos em dinheiro. e por isso é as vezes dita independente. é grandemente facilitada com a administração eficaz dos estoques. Conforme Martins e Alt (2004. os estoques sempre foram alvos da atenção dos gerentes. no caso do processo manufatureiro.

se o fosse. também podemos dizer que matérias-primas são todos os materiais que são agregados ao produto acabado. da freqüência do uso. p. Outros fatores que afetam o nível das matérias-primas são certas características físicas como tamanho e durabilidade. por exemplo: lâminas de aço ou pneus são mercadorias finalizadas para o fornecedor. do investimento exigido e das características físicas do estoque. Em alguns casos.30) “a matéria-prima são os materiais básicos e necessários para a produção do produto acabado. que foram comprados de outras companhias ou transferidos de outra divisão da mesma empresa. O volume real de cada matéria-prima depende do tempo de reposição que a empresa leva para receber seus pedidos. Deve-se dedicar bastante atenção a esses fatores quando se avaliar o nível de estoque.105) “matérias-primas são componentes a serem utilizados na produção dos bens que são fabricados pela empresa”. seu consumo é proporcional ao volume de produção”. A classificação de um item num estoque específico depende do ambiente da produção. Um item barato que requer longo tempo de reposição e é facilmente perecível no estoque não seria requisitado em grandes quantidades. Os consumos de matérias-primas feitos pela produção precisam ser satisfeitos e ao mesmo tempo o investimento da empresa em matérias-primas precisa ser mantido num nível mínimo adequado. pois a matéria-prima pode ser básica como minério de ferro para uma usina siderúrgica. Em outras palavras. que uma empresa fabrica produtos complexos com inúmeras partes. Conforme Silva (2001. ou algo tão sofisticado quanto drives de disco para um fabricante de computadores. p. o estoque de matérias-primas pode consistir em itens já processados. . mas constituem matérias-primas e peças componentes para o fabricante de automóveis. parte do estoque certamente estragaria ou se deterioraria antes de ser usada no processo produtivo. pois.21 De acordo com Dias (1993.

como por exemplo. mais os custos indiretos de fabricação rateados e distribuídos”. que se incorporam ao produto final.2 Produtos em processo Conforme Silva (2001. . Este é um caso claro de necessidade de conciliação entre liquidez e segurança. a mão-de-obra direta apropriada até o estágio em que se encontre o processo. itens utilizados pela empresa mas que pouco ou nada se relacionam com o processo produtivo. p. de um lado. p. um computador de bordo para aviões. Aqui incluem-se também os materiais auxiliares. portanto.132) “matérias-primas é o estoque deste tipo de item tende a ser afetado pelos volumes previstos de produção. ou seja. Todos os materiais armazenados que a empresa compra para usar no processo produtivo fazem parte do estoque de matérias-primas.2. De acordo com Sanvicente (2007. ou indiretos. 2. a empresa é obrigada a abastecer-se do volume necessário à continuidade da produção para evitar faltas que possam. a sua rentabilidade. e rentabilidade. ou mesmo um pedaço de madeira a ser utilizado na embalagem de um produto ou uma graxa para o mancal de uma certa máquina ou equipamento. como os materiais de escritório e limpeza. p.105) “produtos em processo compreendem as matériasprimas que estão na linha de produção. pela própria sazonalidade relativa da produção e pela segurança das fontes de suprimento”. Não sendo contínuas as compras. Assim matéria-prima pode ser um componente de alta tecnologia.22 Para Martins e Alt (2004. ao prejudicar ao atendimento de pedidos de clientes. que não se incorporam ao produto final.136) “estoques de matérias-primas são todos os itens utilizados nos processos de transformação em produtos acabados”. de outro. independentemente de serem materiais diretos. afetar a procura dos produtos finais da empresa e.

p. o principal fator condicionante é a duração do processo de produção.136) “estoques de produtos em processos correspondem a todos os itens que já entraram no processo produtivo. o que deve acelerar a rotatividade do estoque a diminuir a necessidade de caixa.30) “o estoque de produtos em processo consiste em todos os materiais que estão sendo usados no processo fabril”. contudo. mas que ainda não são produtos acabados”. sem. O nível dos produtos em processo depende em grande parte da extensão e complexidade do processo produtivo. São os materiais que começaram a sofrer alterações. que vai desde a compra da matéria-prima até a venda do produto acabado. Uma administração eficiente da produção precisa reduzir o estoque dos produtos em processo. Eles são.132) “produção em andamento. p. De acordo com Dias (1993. O ciclo do estoque. deve ser minimizado e ao mesmo tempo manter as faltas de estoque ao mínimo possível.23 É considerado produto em processo qualquer peça ou componente que já foi de alguma forma processada. Muitas pessoas usam a expressão produtos que estão no meio da fábrica para designá-los. ou seja. em geral. estar finalizados. quanto maior for o ciclo de produção. pois o capital da empresa está empatado durante um período de tempo mais longo. A finalidade deste tipo . Um estoque maior de produtos em processo acarreta maiores custos. o número de etapas para a transformação de matérias-primas em produtos acabados também é elemento importante que pode ser ampliado quando várias etapas são cumpridas em fábricas diferentes”. mas que adquire outras características no fim do processo produtivo. Para Martins e Alt (2004. Existe uma relação entre a duração do processo produtivo da empresa e seu nível médio de estoque de produtos em processo. p. produtos parcialmente acabados que estão em algum estágio intermediário de produção. maior o nível esperado do estoque de produtos em processo. Para Sanvicente (2007.

p. O nível de produtos acaba determinado na maioria das vezes pela previsão de vendas.133) “produtos acabados. mas ainda não foram vendidos”. As empresas que produzem por encomenda mantêm estoque muito baixo de produtos acabados ou. deve auxiliar na minimização dos custos totais da empresa. Se forem previstas vendas elevadas. o estoque de produtos acabados deve ser pequeno.30) “o estoque de produtos acabados consiste em itens que já foram produzidos. que forneça uma quantidade suficiente de produtos acabados para satisfazer a previsão de vendas de vendas sem criar estoques em excesso. bem como as exigências de uma produção eficiente e a custo baixo. pelo processo e pelo investimento exigido em produtos acabados. para satisfazer a demanda pela previsão de vendas. o fator fundamental. pois virtualmente todos os itens já foram vendidos antes mesmo de serem produzidos. Uma programação de produção. deterioração ou furto. admitindo-se venda irregulares. A programação de produtos é feita com o objetivo de colocar a disposição um número suficiente de produtos acabados. O risco de falta e as perdas daí decorrentes desempenham papel preponderante. se a previsão de vendas for baixa. o estoque de produtos acabados deve ser alto. ou sincronizada com as vendas) e as exigências para atendimento de clientes”. Para as empresas que produzem para estoque.24 de estoque é aumentar a flexibilidade operacional da empresa mediante a redução da interdependência das fases do fluxo de produção. 2.2. é a coordenação entre a programação da produção (uniforme. de quase zero. podemos dizer. De acordo com Dias (1993. em ciclos. p. . Por esse motivo existe a possibilidade de perda por obsolescência. ocorre exatamente o contrário: os produtos são fabricados antes da venda.3 Produtos acabados Para Sanvicente (2007.

não vendidas”. p.136) “estoques de produtos acabados são todos os itens que já estão prontos para serem entregues aos consumidores finais”. Um fato importante quanto aos produtos acabados é o seu grau de liquidez. O porte de um almoxarifado. São os produtos finais da empresa. as instalações e equipamentos de armazenagem dependem da atividade exercida pela empresa e do tipo e volume de itens a serem estocados. Quanto mais líquidos e menos sujeitos à obsolescência forem os produtos acabados de uma empresa.4 Peças de manutenção . existe uma relação entre o valor investido em produtos acabados e o custo unitário de produção. verifica-se que as quantidades mais eficientes de produção. Em alguns casos. são maiores do que as exigidas para satisfazer o consumo previsto. maiores serão os níveis de estoque que ela poderá suportar.25 Conforme Silva (2001. A manutenção de estoques de produtos acabados é justificada por duas razões: a) garantir atendimentos efetuados para as vendas realizadas. bem como das quantidades dos mesmos prédimensionadas. 2. isto é. sua estrutura. Na realidade. e itens como os de revenda enquadram-se nessa categoria. Isto porque a preparação e a programação das máquinas para os lotes de produção exigem altos custos fixos. Os produtos acabados são bem conhecidos por nós em nosso dia-a-dia. e b) diminuir os custos de mudança na linha de produção. De acordo com Martins e Alt (2004.105) “produtos acabados correspondem às unidades produzidas e ainda não faturadas. Uma empresa que vende um produto de consumo popular pode estar mais segura se mantiver níveis elevados de estoque do que outra que produz produtos relativamente especializados. p.2. aquelas cujo unitário de produção é mais baixo.

2. Harland et al (1996. lucro cessante. todos mensuráveis. Chambers. p. o mecânico usualmente aproveita para substituir outros itens. A gestão de estoques tem recebido substancial atenção dos meios acadêmicos e empresariais nos últimos anos. 2001). como por meio do fornecimento aos clientes imediatos. A maior parte da literatura está focada em determinar. tanto por meio do negócio.30) “a mesma importância data a matéria-prima deverá ser dada a peças de manutenção”. além de outras perdas não mensuráveis. ao prazo de entrega adiado e à própria perda ocasional de encomenda. como o desgaste da imagem da empresa (Kardec & Nascif. ou seja. que uma política inadequada de manutenção traz custos adicionais relacionados à falta de produtividade. Entretanto para a maioria das peças. e atualmente as empresas industriais estão dando maior importância a este grupo de estoque. ao equipamento ocioso. quando não do cliente. Pode-se dizer. . desde as horas extras necessárias para cumprir a produção até perdas de contrato. Podemos ver que o mesmo risco incorrido com a falta de uma matéria-prima pode ocorrer com as peças de reposição.3 GESTÃO DE ESTOQUES De acordo com Slack. durante uma manutenção corretiva quando a máquina já está parada.26 De acordo com Dias (1993. Essa característica da manutenção tem como efeito um comportamento irregular quando analisamos os dados históricos desses itens.423). p. Acresce a tudo isso o custo de interrupção da oportunidade perdida de obter rendimento durante o tempo da parada. portanto. O custo de interrupção da produção é constituído das despesas correspondentes à mão-de-obra parada. esse conceito de gestão de estoques originou-se na função de compras em empresas que compreendem a importância de integrar o fluxo de materiais a suas funções de suporte.

33) De acordo com Ching (2001. Para Rosa (2003. p. o que. Um diretor de produção provavelmente será responsável pela fábrica. Figura 1 – Gestão de estoque e o fluxo de material – Fonte: Ching (2001. p.165) “a política de estoque preocupa-se essencialmente com a necessidade de investimento de capital em estoque e com as quantidades de materiais para atendimento a produção”. A figura 1 ilustra a abrangência do conceito de gestão de estoque em seus diversos estágios. flexibilizando o estoque e observando as constantes mudanças de mercado. Para atingir esse objetivo o almoxarifado acompanha o planejamento de vendas e o processo de produção.27 estabelecer ou aplicar métodos para ressuprimento dos estoques em ambientes de produção e distribuição. O seu objetivo básico é não deixar faltar material para a fabricação e consumo. Quando a gestão de estoque não é colocada como um conceito integrado. . a gestão de estoque era vista como um meio de reduzir os custos totais associados com a aquisição e a gestão de materiais”. p. esses diferentes estágios são gerenciados geralmente por departamentos diferentes. se ocorrer implica perdas financeiras irrecuperáveis.33) “no momento de sua criação. um diretor de compras o será pelas compras e o diretor de vendas contratará a função de distribuição física.

b) Operação de fábrica de baixo custo. associação direta com o ciclo operacional da empresa. o que melhora o fluxo de caixa e o retorno de investimento. p. os estoques precisam ser adquiridos antes das realizações das vendas. tanto em função do próprio valor dos itens mantidos em estoque. seu valor se converte em dinheiro. a administração de estoques em uma empresa que deseja maximizar seu lucro terá no mínimo os seguintes objetivos: a) Excelência no atendimento aos clientes. A administração de estoques é de importância significativa na maioria das empresas. p. os estoques são muito importantes para as empresas de manufatura. o que faz com que uma boa administração de estoques seja essencial. De acordo com Corrêa et al (2001. De acordo com Arnold (1999. eles representam de 20% a 60% dos ativos totais”. que aumenta os custos operacionais e diminui os lucros. Conforme Arnold (1999. c) Investimento mínimo em estoque.45).42) “gestão de estoque visa o gerenciamento dos estoques por meio de técnicas que permitam manter o equilíbrio com o consumo. mas é preciso que os gestores tenham o senso de organização e planejamento necessário para extrair dela os melhores resultados.271). p. definindo parâmetros e níveis de ressuprimento e acompanhando sua evolução”.28 De acordo com Viana (2002. . p. À medida que os estoques são utilizados. no balanço patrimonial. A tecnologia está a serviço das empresas. A gestão de estoques se mostra cada vez mais importante para as empresas obterem melhores resultados. os níveis de estoques também dependem em grande parte do nível de vendas. com uma diferença: enquanto os valores a receber surgem após a realização das vendas.265) “em termos financeiros. Existe um custo de estocagem dos estoques. Da mesma forma como as contas a receber.

de maneira a tornar a manutenção de estoques desnecessária. a fim de observar se outros elementos que não os bens de venda os integram. deve-se acumular estoque para assegurar a disponibilidade de mercadorias e minimizar os custos totais de produção e distribuição.331) “o programa de auditoria dos estoques deve abranger todos os setores em que se operam a formação a manutenção e a saída dos estoques”. Testes do lucro provável. transportes. por amostragem.29 nos anos 80 muitas empresas tiveram problemas estratégicos sérios por acharem que deveriam. Exame dos valores atribuídos aos estoques e eliminação de qualquer parceria de resultado que lhes tenha sido acrescentada. cálculos de médias. Estabelecimento de classificação dos estoques. Obtenção de confirmações de saldos dos trapiches e dos armazéns gerais. Testes. dos estoques físicos a vista dos registros de estoque. Testes dos preços dos estoques em face dos de aplicação e de venda. O ideal seria a perfeita sincronização entre a oferta e a demanda. seduzidas por uma leitura equivocada das mensagens subliminarmente passadas pela superioridade incontestável dos sistemas de gestão japoneses daquela época. Em um programa bem orientado não se devem deixar de observar os seguintes itens. alfândegas ou armazéns gerais. Entretanto. como é impossível conhecer exatamente a demanda futura e como nem sempre os suprimentos estão disponíveis a qualquer momento.4 O PROGRAMA DE AUDITORIA DOS ESTOQUES De acordo com Sá (2000. baixar a zero seus estoques. Obtenção do quociente de rotação de estoques. conforme o quadro a seguir: NR. Verificação sobre se os materiais obsoletos constam no estoque com o preço de materiais novos. a todo custo. quer o geral). Comparação entre transações de aquisição e saídas de materiais por aplicação e as vendas. 2. p. etc) Confronto do total de registro de inventário com as contas de controle do Razão (quer o de custos. 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 AÇÃO Confronto do livro de registro de inventários com os saldos nos controles dos estoques no encerramento do exercício. Exame do controle de retalhos e resíduos. Verificação aritmética do inventário (somas. Verificação nos controles de consignações e armazenagens em trapiches. .

Obtenção do cliente. Comparações dos estoques em diversos exercícios. Comparação dos registros de estoques com os boletins de recepção. O papel do auditor deve ir além de uma revisão.331) auditoria.5 AUDITORIA NOS ESTOQUES Conforme Sá (2000. pois ao executar seu trabalho. . nos trabalhos de auditoria. p. Exame da cobertura de seguros que possuem os estoques.327) “a verificação dos estoques. derivadas de compras. Sondagens diretas de preços na praça. as requisições de compra e as partidas contábeis. já que planejar significa estabelecer metas para que o serviço de auditoria seja de excelente qualidade e a um menor custo possível. Os estoques merecem o maior cuidado. Exame da imputação e do controle do custo dos transportes sobre as compras.30 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 Verificação do controle dos armazéns de sobras. Verificação das devoluções. embora seja impraticável. Verificação sobre se a empresa possui um estoque de controle fora do almoxarifado. Exame e comparação das ordens de compra com os boletins de recepção. entre outras. por meio das faturas originais e das contas de controle. Exame das rotinas internas do armazém e das suas conexões com as demais. Exame do processo de controle de obrigações a pagar. evasões. 2. é também ponto de vital importância”. No quadro acima verifica-se a importância do planejamento de um programa de Quadro 2 – Itens de um Programa de Auditoria . as faturas e as requisições de estoques. apela-se. oferecendo sugestões de valor e protegendo a empresa contra fraudes. as faturas. desperdícios. p. Verificação da exatidão dos transportes e das somas nas ordens de compra. tem condições de transformar-se em autêntico conselheiro. a verificação integral. Verificação sobre se todas as faturas estão acompanhadas das notas fiscais respectivas. do certificado dos estoques. na maioria das vezes. então para os testes.Fonte: Sá (2000. Exame dos materiais em trânsito. Testes das compras em face do Registro de Entradas e do inventário. Exame do sistema de controle das compras.

visando sempre ao aprimoramento de controles internos e redução de custos da empresa. produtos danificados. De acordo com Almeida (1996. existente. erros em relatórios. além de evitar que a operação seja interrompida para que sejam contados todos os itens. A verificação da exatidão dos estoques. Conforme Sá (2000. notas explicativas sobre estoques dados em garantia e mudança na base de avaliação com efeito relevante). p. confrontando com os registros. são os objetivos da auditoria dos estoques. recepção. A sua técnica central consiste em verificar as fases de compra. . às devoluções e a obsolescência dos produtos.175). e que essa contagem quando é feita durante todo o ano em um sistema de contagem cíclica traz vantagens para identificação dos motivos dos erros. Para Ballou (2001. bem como a elucidação de irregularidades e repercussões tributárias que envolvem os estoques. aplicação e variações. mas também que outros eventos podem provocar disparidade entre os registros no sistema e os estoques reais. p. quer na escrituração analítica. b) Verificar se os bens foram custeados e avaliados de acordo com os princípios de contabilidade geralmente aceitos e a consistência dos procedimentos em relação ao exercício social anterior. Como forma de amenizar o problema é deve considerar a importância de se fazer uma contagem periódica nos estoques para conseguir um melhor posicionamento. os principais objetivos da auditoria de estoques são os seguintes: a) Verificar se as quantidades de bens declaradas realmente existem. ao reabastecimento. devoluções de clientes. armazenagem. tais como: roubo. p. e que muitos ajustes nos registros de estoques são feitos devido ao esgotamento da demanda. 503). c) Verificar se as informações referentes aos estoques foram adequadamente divulgadas nas demonstrações financeiras sob exame (classificação. as auditorias são essenciais no sistema de estocagem. As atividades envolvendo a área de estoques oferecem ao auditor excelentes oportunidades para que desenvolva recomendações construtivas. quer no Razão Geral ou de Controle”. acompanhar o controle dos estoques em todas as suas fases e aspectos. erros de lançamentos entre outros.328) “o objeto importante de verificação dessa auditoria é o estoque físico.31 O auditor deve também em suas verificações.

Quando também só há registro no almoxarifado. caixa por peça). O almoxarife. dúzia por par.32 Na conferência do estoque deve-se verificar a quantidade informada no sistema em relação à quantidade física nos locais destinados ao armazenamento dos materiais. evitando a fiscalização. falsificando as assinaturas dos requisitantes e dando baixa no estoque. p. e) Extravio de registros de estoques. Algumas das fraudes principais são: a) Substituição das unidades dos estoques (exemplo: quilo por grama. grosa por dúzia. apela para sua amizade com o fornecedor e obtém por empréstimo. para suprir a falta existente emite à última hora uma requisição. vendo-se fiscalizado. 2. devolvendo-os depois aos remetentes. f) Omissão de entradas nas devoluções. e este pode desviar uma peça de valor. c) Obtenção de materiais por empréstimo ou em demonstração apenas para serem computados na ocasião em que o auditor estiver realizando os levantamentos. depois o almoxarife devolve a peça e a falta continua. o auditor na prática terá oportunidade de verificar qual é a maneira mais utilizada em fraudar em relação aos estoques. Assim procedendo. um almoxarife desonesto pode receber 100 quilos de chumbo. podemos citar um almoxarife que tenha relações com fornecedores.6 CUIDADOS DO AUDITOR E FRAUDES NOS ESTOQUES Conforme Sá (2000. O auditor confere e acha tudo certo. Como exemplo. O almoxarife desonesto emite o registro de seu interesse. por exemplo. . Esta manobra é muitas vezes cometida com a cumplicidade de colegas da empresa.000 e dar entrada por 10. com o intuito de evitar localização errada de materiais. vender 99 quilos e 900 gramas e dar entrada em 100 gramas em vez de 100 quilos. que fazem retornar ao almoxarifado peças descarregadas. g) Troca de artigos novos por artigos usados. b) Alteração no critério de avaliação.330). d) Extração falsa de requisição. na verificação dos auditores. o almoxarife omite as entradas das peças devolvidas e com isto fica com elas á sua disposição para vender ou lhes dar qualquer outro destino. vendendo-a. assim. receber uma peça que vale 1. outra peça que é colocada no estoque.

p. Para Gil (1999. de vários meios. potencial ou vigente. No almoxarifado. “fraude compreende ação intencional e prejudicial a ativo intangível de posse de pessoa física ou jurídica e conivência implica a não-adoção de atitude de um evento. furtos ou fraudes: . utilizando-se. Em contrapartida a detecção do erro que é mais simples. As empresas estão cada vez mais preocupadas com as fraudes por esse motivo implementam códigos de ética e de conduta. inclusive as facilidades que a tecnologia trás. A auditoria interna deve adquirir ou restabelecer conhecimentos sobre a empresa para que possa planejar e efetuar seu exame nos estoques de acordo com as normas de auditoria geralmente aceitas. entre outros. p.22).52). agressivo a ativo intangível organizacional”. para tal fim. deve-se ter especial atenção em relação aos ajustes em demasia e diferenças em contagens de estoques. interesses particulares de funcionários nas contagens dos estoques.33 Ainda podem ser apontadas outras fraudes que se verificam na prática. porque o erro vem sempre seguido de falhas. a empresa deve tomar as seguintes medidas de segurança em ações criminosas de roubo.7 FRAUDES E CONIVÊNCIA NA GESTÃO OPERACIONAL DA EMPRESA Conforme Gil (1999. 2. itens de inventário que pareçam não estar sendo movimentados há algum tempo. até porque pessoas que esquematizam fraudes normalmente são pessoas muito inteligentes e que tentam preservar-se de quaisquer suspeita. porém quase sempre dentro dos mesmos princípios. ficando evidente que houve o erro devido à ignorância por parte de quem efetuou ou desenvolveu. A detecção de fraudes não é tarefa simples de se realizar.

24). c) O método preventivo mais adequado é o rigor na seleção de pessoal.Caracterização dos prejuízos das vítimas .Expectativa de impunidade FASE 2 Causas das Fraudes ou Conivência: . b) Estabelecer medidas para controle periódico desses eventos. por meio de cada área empresarial. rodízio de pessoal. As atitudes realizadas pelos colaborares em decorrência de eventos fora da normalidade serão decisivas para seu enquadramento ou não como coniventes. sendo um deles a fragilidade do setor de segurança patrimonial ou a inexistência da área de auditoria interna. Gil (1999. e) Contratação de seguro deve ser efetuada sempre que as possibilidades de ocorrência dessas ameaças justifiquem. infiltração de profissionais para detectar esquemas de quadrilha.Inexistência. Essas medidas são: segregação de funções.Aposta em não ser descoberto . Conforme o quadro 3 a acuracidade dos estoques pode estar comprometida devido a vários fatores. controle da elaboração de documentação contábil-financeira. FASE 3 Lógica das Fraudes ou Conivência: . de realização de auditorias e inventários.Adoção de medidas corretivas para punição de fraudadores ou coniventes Quadro 3 – Ciclo de vida da fraude consoante a visão do agente fraudador.Seqüência de atividades executadas para concretização da fraude ou conivência que não foram evitadas ou flagradas por medidas preventivas ou detectivas FASE 4 Conseqüências da Fraude ou Conivência: .Satisfação com as fraudes e conivência . Essas providências usadas de forma integrada resultam em enorme diminuição do risco e algumas vezes em desagradáveis surpresas. produtos e serviços.34 a) Identificar as facilidades para esses tipos de ação criminosa. fiscalização do fluxo de materiais. d) Medidas de vigilância. via análise de vulnerabilidades de sistemas de informações e de práticas ou processos de operacionalização das linhas de negócio. de segurança eletrônica. . fragilidade ou inadequação de medidas preventivas e detectivas. As fases de conivência na gestão da empresa estão demonstradas no quadro abaixo: FASE 1 Motivação para Fraudes e Conivência . segurança e auditoria. de controle de acessos. p.

p. A simulação e o treinamento via estudo de casos de eventos de fraudes nas áreas empresariais é uma medida preventiva que deve ser praticada anualmente pelas organizações. g) Não cumprimento de práticas de emissão de relatório de atividades com registros acerca do funcionamento das áreas empresariais. b) Lógica do sistema de controle: quais os controles lógicos vigentes para prevenir e detectar as ameaças a essas situações de risco.47). de procedimentos de controle e operacionais. d) Falta ou inexistência de responsável por controles de transações e operações fora de limites de normalidade. a fraude tem maior possibilidade de ocorrência e seus efeitos são mais nefastos. segue abaixo os parâmetros de sensibilidade para efeito de verificação se está acontecendo alguma das situações em seu ambiente de trabalho: a) Ocorrência de erros sistemáticos ou cíclicos em sua área de atuação ou em procedimentos e documentos tratados pelo colaborador. p. Por outro lado.48). f) Não-adoção de atitude pró-ativa via monitoração. d) Controles alternativos: quais controles são alternativos e vigentes em situação de duplicidade para prevenir falhas na lógica do sistema de controle. aumentando assim o potencial de práticas de atos ilícitos. nas áreas e linhas de negócios organizacionais. c) Falta ou inexistência. . e) Motivação potencial do fraudador/conivente: que fatores movem uma pessoa ou organização a cometer fraude ou a ser conivente contra nossa organização. g) Aposta do agente agressor ou conivente por que agentes agressores e coniventes acreditam que terão sucesso em sua empreitada fraudulenta. sem uma explicação plausível. diante de operações com características de excepcionalidade.35 De acordo com Gil (1999. e) Não-apuração de totais de controle com diferenças. c) Falhas prováveis no sistema de controle: que controles lógicos têm maior risco de não funcionar. b) Omissões. Nos últimos anos os casos de fraudes têm ocupado os meios de comunicação. o que pode contribuir para esta situação é a velocidade das mudanças no ambiente organizacional e os controles internos não estarem conseguindo acompanhar a mesma velocidade. Para Gil (1999. de práticas operacionais e de controle recomendadas em manuais ou consideradas como integrantes da cultura organizacional. sem uma forte justificativa. estabelece o âmbito da discussão da fraude e da conivência empresarial que deve ser aplicado em simulações e fraudes com estudo de: a) Situações de risco: em que momentos. possibilitando melhoria na detecção das fraudes. f) Lógica da agressão: de que forma ou como agressores e coniventes atuariam para perpetuar um ato agressivo/doloso contra ativos intangíveis críticos das áreas empresariais referenciadas. o avanço tecnológico contribui para a informatização.

segundo o NPC 2 (1999. 180). Na maioria dos casos é economicamente inviável o emprego desse método. o valor de mercado representa o preço líquido de realização mediante venda no mercado. a fim de obter maior produtividade visando a alcançar os objetivos estabelecidos. Conforme Almeida (1996. Cabe informar ainda que. Ele é utilizado principalmente em empresas que trabalham sob o regime de encomenda. o segundo passo é valorizar as quantidades que ficam nas contas de estoques e as que saem dessas contas. se este for mais baixo. não mais se admite obter eficácia a custa de recursos inadequadamente empregados. 2.36 As empresas devem apontar modos de tornar os sistemas organizacionais mais confiáveis e éticos. deduzidos os impostos e demais despesas para a venda e a margem de lucro. Em um ambiente altamente turbulento. nos casos em que o produto final a ser fabricado com essa matéria-prima avaliada ao preço de custo proporcionar razoável margem de lucro. p. d) Custo médio: por esse método as quantidades que ficam em estoque e as que saem são valorizadas pelo custo unitário médio de aquisição ou fabricação. Esse problema torna-se mais complexo quando a empresa compra ou produz estoques a preços unitários diferentes. está cada vez mais sendo buscada. . Com relação aos produtos em processo e acabados. p. Os métodos mais utilizados são os seguintes: a) Identificação específica: por esse método é identificado o custo incorrido individualmente de cada unidade. c) PEPS ou FIFO: por esse método as quantidades que ficam em estoques são valorizadas pelos últimos custos unitários e as que saem são valorizadas pelos primeiros custos unitários.8 MÉTODOS DE VALORIZAÇÃO DOS ESTOQUES A utilização adequada dos recursos disponíveis. após estabelecer a forma de alocação de custos. b) UEPS ou LIFO: nesse método. orientando os administradores a atuarem com mais responsabilidade ética. as quantidades que ficam em estoques são valorizadas pelos primeiros custos unitários e as que saem são valorizadas pelos últimos custos unitários.2) o custo da matéria-prima não deverá ser reduzido ao custo de reposição.

nada mais coerente do que considerar apenas o dinheiro que vai entrar no disponível da empresa como definição do termo mercado. em sistemas logísticos. que ao criar demanda precisa de material disponível para concretizar vendas. com a finalidade de dar a conhecer a situação real econômica e o patrimônio líquido da entidade”. 2. Para Junior (2004. classificados. os inventários são mantidos para: a) Melhorar o serviço ao cliente: dando suporte a área de marketing. já que o princípio contábil é a realização dos custos dos estoques. deduzido das demais despesas necessárias para realizar a venda (despesas com vendas e impostos). Para Arend e Greco (2001. para os produtos acabados e em processo (deve ser estimado o custo para completar). em que os elementos são determinados.44) “o inventário é a relação de todos os valores patrimoniais ativos e passivos. b) Economia de escala: os custos são tipicamente menores quando o produto é fabricado continuamente e em quantidades constantes. p.37 A definição de mercado é muito polêmica. d) Proteção contra incertezas na demanda e no tempo de entrega: considera o problema que advém aos sistemas logísticos quanto tanto o comportamento da . em um dado instante. depósitos.9 INVENTÁRIO FÍSICO De acordo com Vertes (1983. O inventário físico é o instrumento de controle que serve para a verificação dos saldos de estoques nos almoxarifados. terceiros e no processo de fabricação. Esse procedimento tem certa lógica. pois na prática a maioria das empresas tem interpretado a palavra mercado como custo de reposição para as matérias-primas e preço de venda. Essas informações do inventário são integrantes dos procedimentos para a elaboração de balanços e apuração dos resultados das pessoas jurídicas.173) “o inventário nas empresas industriais é o levantamento dos estoques de matérias-primas.1). Então. produtos elaborados e em elaboração”. mensurados e avaliados. descritos. c) Proteção contra mudanças de preços em tempo de inflação alta: um alto volume de compras minimiza o impacto do aumento de preços pelos fornecedores. p. p.

com a qualidade certa e requerida. A realização de uma reunião de fechamento do inventário é importante para repassar as informações de acuracidade nos controles dos estoques para todas as áreas envolvidas. Para Almeida (1996. o produto ganhará em qualidade. Mudanças excessivas em ordens de produção acabam por gerar retrabalho. para atender os clientes são necessários estoques de segurança.156) “o inventário físico consiste na contagem física dos itens de estoque”. Para Martins e Alt (2004. arcar com um custo que não traz benefício algum. incêndios. tem sido o objetivo da maioria das empresas. Se os recursos mais utilizados. à administração de materiais ou simplesmente ao inventário. devem ser feitos os ajustes conforme recomendações contábeis e tributárias. Atender aos clientes na hora certa. . instabilidades políticas e outras variáveis exógenas que podem criar problemas. e é uma forma clara de desperdício. Inventário em excesso significa gastar dinheiro à toa. O risco diminuiria com a manutenção de estoques. O controle que deve ser feito em qualquer organização para auxiliar o fluxo de caixa é o referente aos inventários. p. inundações. Além disso.182) “o inventário físico representa um procedimento de controle que visa apurar as responsabilidades das pessoas que custodiam bens da empresa”. seja ele relacionado a produção. e o custo total final será menor. fazendo com que os gastos de produção subam e conseqüentemente impactem no custo do produto. Assim. p. Caso haja diferenças entre o inventário físico e os registros do controle de estoques. pode ser reduzido se for bem gerenciado. os estoques também podem ser usados nas negociações de preços como os fornecedores. Qualquer custo.38 demanda dos clientes quanto o tempo de entrega dos fornecedores não são perfeitamente conhecidos. e) Proteção contra contingências: proteger a empresa contra greves. a rapidez e presteza na distribuição das mercadorias assumem cada vez mais um papel preponderante na obtenção de uma vantagem competitiva. ou seja. como ativos fixos. mão de obra e energia forem bem administrados.

b) Prazo de entrega: o prazo de entrega do material constitui a segunda variável a integrar o estoque mínimo. é preciso analisar algumas condições prévias. De acordo com Rosa (2003. os estoques em processo podem ser reduzidos com a utilização de células de manufatura. O departamento de compras definirá para o almoxarifado o prazo de entrega dos itens de estoque. sejam de matéria-prima. que não tem fornecedores imediatos ou de custo alto. . tem levado ao desenvolvimento de novas técnicas de administração e até mesmo a novas filosofias gerenciais”.10 REDUÇÃO DE ESTOQUES Para Martins e Alt (2004. Dentro do processo produtivo. O fato de considerar os estoques como um desperdício levou os japoneses a desenvolver técnicas do Just-in-time com a utilização de cartões Kanban. que atenda aos clientes internos do almoxarifado. para conferência e recebimento. A seguir segue algumas considerações sobre demanda: a) A demanda média implica algumas considerações preliminares.39 2.161) “a tentativa constante e incansável dos gerentes de reduzir os estoques. que é um dos objetivos da logística empresarial. O almoxarifado tem todas as ferramentas para bem calcular a quantidade de estoque mínimo e a primeira delas é concluir qual a demanda média do material. Para diminuí-los ao máximo. produção sincronizada e teoria das restrições. de produtos em processos ou de produtos acabados. p. contado desde o aceite da ordem de compra pelo fornecedor. até a chegada do material ao almoxarifado. No outro extremo da cadeia produtiva estão os estoques de produtos acabados. vitais para os diversos estágios de produção. A primeira é saber qual a garantia do item para o consumo interno. p. No caso industrial. insubstituíveis.171) para chegar a uma quantidade adequada de estoque mínimo economicamente viável. ou seja. há várias fórmulas. a empresa deve contar com um esquema de distribuição altamente eficaz. determinados itens estratégicos. As aplicações do Just-in-time são tão amplas e importantes que acabam tornando-se uma filosofia gerencial.

a otimização da movimentação e da utilização do armazém. ES = estoque de segurança. Com estas possibilidades ocorrem a diminuição dos custos. porém os mesmos acarretam exacerbados custos. mas para aprimorar seus recursos”. (2003). Para Simchi-Levi et al. d) Custo do pedido: o custo do pedido tem muito a ver com compras e também com o almoxarifado. A fórmula para o cálculo do ponto do pedido é: PP= (C x TR) + ES. “se os estoques forem mínimos a empresa pode usar esse capital não para especular no sistema financeiro e estagnar. A redução de estoques matéria-prima é derivada de uma maior freqüência de entregas de material para linha de produção. por via eletrônica ou qualquer outro meio existente. desde que configure a realidade efetiva de consumo. que pode ser levantado pelo almoxarife verificando as fichas de movimentação. Não obstante. maior o custo de compras e menor o custo de estoques. menor emissão de ordens de compras. p. . TR = tempo de reposição. precisão e acuracidade das informações”. a redução do índice de material obsoleto. nível de estoque muito baixo pode ser um fator de extremo risco para a organização. É mais interessante que o custo de compra seja maior em relação ao custo de estoque.40 c) Ponto de pedido: para definir o momento exato para a solicitação de material. p. Segundo Pozo (2002. e consequentemente em atraso de entregas e em insatisfação e perda de clientes. 38). é indispensável ter o domínio do consumo normal da mercadoria. como custo do capital investido. menor o custo de compras e maior o custo de estoques. pois a questão resume-se ao seguinte: maior emissão de ordens de compra. onde: PP = ponto de pedido. bem como despesas com o pessoal encarregado. Conforme Veríssimo e Musetti (2003. tanto de armazenagem.26) “é possível a redução de estoques. podendo levar em alguns casos à eliminação dos almoxarifados centrais. Sabe-se que altos níveis de estoque significam segurança para o setor de produção. C = consumo do item. a qual reflete em parada na produção. sendo que pode ocasionar a ruptura dos estoques. o atendimento rápido ao cliente e à linha produtiva. custos para o controle. a melhoria da integração do processo de armazenagem com os demais processos da organização e a melhoria do atendimento ao cliente.

44) “no sistema Toyota de Produção. 2) Fornecer informação sobre a produção 3) Impedir a superprodução e o transporte excessivo 4) Servir como ordem de fabricação afixada às mercadorias 5) Impedir produtos defeituosos pela identificação do processo que os produz. A eficiência total pode ser elevada concentrando-se nos pontos mais fracos. facilitando a identificação para a realização de melhorias. De acordo com Ohno (1997. O ressuprimento deve ocorrer quando a quantidade disponível em estoque está abaixo do nível de estoque de segurança do item. não há necessidade de estoque extra e não há necessidade de depósito. O kanban impede totalmente a superprodução.O Sistema Toyota de Produção – Fonte: Ohno (1997. p. como resultado.45) A redução gradual do número de kanban leva a redução no estoque. as funções e regras de utilização do kanban: Funções do Kanban 1) Fornecer informação sobre apanhar ou transportar Regras para Utilização 1) O processo subseqüente apanha o número de itens indicados pelo “kanban” no processo precedente 2) O processo inicial produz itens na quantidade e seqüência indicadas pelo “kanban”. em conseqüência disso. 5) Produtos defeituosos não são enviados para o processo seguinte. Os autores consideram dois aspectos importantes no gerenciamento de estoque: a) Previsão de demanda. Isto faz com que eles não tenham mais a função de amortecimento contra instabilidades de produção. 4) Serve para afixar uma “kanban” às mercadorias.41 as empresas têm necessidade de manter estoque porque precisam proteger-se contra mudanças inesperadas e situações de incertezas. o método de trabalho utilizado para atingir o Just-in-time é o Kanban”. Quadro 4 . p. destacam-se os processos com capacidade subutilizada gerando anormalidades. O resultado são mercadorias 100% livres de defeitos. b) Cálculo das quantidades de pedidos de reposição de estoques. As empresas industriais geralmente trabalham com estoque de segurança baseado na média de consumo dos materiais. 3) Nenhum item é produzido ou transportado sem um “kanban”. No quadro a seguir. . será demonstrado.

Isso envolve o equilíbrio entre a quantidade de produção e a capacidade de processamento. quando eles são retirados por falhas de máquinas ou defeitos nos produtos”. . aonde um elemento relevante para a sincronização da produção é o kanban. ou seja.42 Segundo Shingo (1996.2). “um sistema kanban promove melhorias através da evidência de situações anormais. O objetivo do balanceamento da produção é fazer com que um processo produza a mesma quantidade do processo precedente. p.

dentro do qual as pesquisas isoladas obtêm o seu sentido”.2 PLANEJAMENTO DE PESQUISA A preocupação com o embasamento teórico verifica-se no segundo capítulo que descreve a importância da acuracidade nos controles dos estoques para o equilíbrio financeiro e a maximização do lucro das empresas industriais de Joinville. 3. . um percurso global. A metodologia aplicada pode contribuir para a aquisição de conhecimento e reunião de experiências nessa área. requer ser reinventado a cada etapa. Conforme Richardson (1999. muitas vezes. “a pesquisa nas Ciências Sociais não pode excluir de seu trabalho a reflexão sobre o contexto conceitual. A pesquisa é um trabalho de processo não totalmente controlável ou previsível. histórico e social que forma um horizonte mais amplo.43 3 MÉTODO DE PESQUISA Demonstra-se neste capítulo os resultados obtidos com o estudo exploratório e investigatório da importância da acuracidade nos controles dos estoques para o equilíbrio financeiro e maximização do lucro das empresas industriais de Joinville. O percurso.1 DEFINIÇÃO DA METODOLOGIA DE PESQUISA O estudo exploratório feito por meio de investigação tem o objetivo de verificar a atitude das empresas industriais de Joinville em relação a acuracidade dos estoque. não somente de regras e sim de muita criatividade e imaginação.16). 3. precisa-se então. por esse motivo ao adotar uma metodologia significa escolher um caminho. p.

220). A forma de delimitação das empresas utilizadas na pesquisa de campo baseia-se em informações da Acij. A pesquisa utilizou o questionário como instrumento de coleta de dados. p. A ACIJ tem por objetivo maior o fortalecimento das empresas da região. que com 97 anos de existência. 3.4 INSTRUMENTO Conforme Mattar (1999. A Associação Empresarial de Joinville (ACIJ). através de um trabalho que visa o desenvolvimento da economia como forma de melhorar a qualidade de vida e o bem-estar da comunidade onde se insere.44 3.3 POPULAÇÃO E AMOSTRA Dentro do amplo universo de empresas industriais de Joinville a pesquisa feita trata da importância da acuracidade nos controles dos estoques.5 COLETA DOS DADOS A coleta de dados realizou-se por e-mail. a tabela 1 demonstra o número de pesquisas enviadas. das quais foram respondidos 11 questionários que foram validados . 3. Para tanto foram selecionadas amostras que tenham as seguintes características: a) empresas industriais instaladas na cidade de Joinville – SC e b) faturamento anual maior que R$ 100. é uma das entidades de maior representação e força no município e mesmo no Estado de Santa Catarina. contato telefônico e pessoal.000 milhões (Reais). “o instrumento de coleta de dados é o documento onde as perguntas e questões são apresentadas aos respondentes e são registrados as respostas e dados obtidos”. A forma de envio e coleta de dados por e-mail totalizou 20 questionários.

. A pesquisa tão somente demonstra a importância da acuracidade nos controles dos estoques. Por contato telefônico foram feitos 2 questionários e 2 questionários respondidos e validados. Diante das limitações apresentadas.6 LIMITE DA PESQUISA O estudo exploratório deste trabalho pretende levantar algumas hipóteses baseadas na coleta de dados realizados por intermédio de um questionário pré-elaborado. os resultados obtidos pela pesquisa não podem ser generalizados para todas as empresas industriais de Joinville. Esta condição pode servir de base para pesquisas que possam realmente testar as hipóteses sugeridas pelo estudo exploratório. 3. O estudo tão somente verifica alguns efeitos causados pela falta de acuracidade nos controles dos estoques.45 para a pesquisa. Este instrumento baseado na revisão de literatura levantou a escala de atitudes dos sujeitos-tipos que representam a amostra válida da pesquisa. Forma de envio e coleta E-MAIL CONTATO TELEFÔNICO TOTAL ENVIADAS 20 2 22 RESPONDIDAS 11 2 13 VALIDADAS 11 2 13 Quadro 5 – Formas de envio e coleta de dados Fonte: Dados da pesquisa Para a compilação e apresentação dos dados da pesquisa utilizou-se a planilha eletrônica Microsoft Excel versão 2003. não se estabelece uma correlação entre a falta e a importância da acuracidade nos controles dos estoques.

1 Análise sobre as diferenças de estoques A pergunta aplicada no questionário de pesquisa sobre essa análise é a seguinte: as diferenças de estoque são analisadas pelas áreas de: ( ) Almoxarifado. 18% Outros e 14% a Auditoria Externa. Na descrição dos resultados da pesquisa são verificados e levantados quais os motivos da falta de acuracidade nos controles dos estoques das empresas industriais de Joinville.46 4 ANÁLISE DOS QUESTIONÁRIOS APLICADOS As informações seguintes apresentam os resultados obtidos na análise comparativa entre os questionários que foram respondidos pelas empresas relacionadas na amostra da pesquisa. . 21% a Auditoria Interna. ( ) Outros. ( ) Planejamento e Controle de Produção. Para cada pergunta do questionário de pesquisa consta as respostas tabuladas estatisticamente. ( ) Auditoria Interna. Neste tópico são demonstrados os resultados da pesquisa distribuídos conforme a forma do questionário e servem para verificação das considerações do estudo realizado. Para ilustrar estas descrições são apresentados gráficos da compilação dos dados da pesquisa 4. O resultado obtido após análise comparativa entre os questionários respondidos indica que 25% apontam o Almoxarifado. 21% o PCP. ( ) Auditoria Externa.

4. ( ) Supervisor de Almoxarifado. . Para essa pergunta seguem os resultados: 38% indicam Gerente de Fábrica. ( ) Supervisor do Planejamento e Controle de Produção e ( ) Outros.2 Análise da responsabilidade pelos almoxarifados Na aplicação do questionário foi avaliado: quem é responsável por todos os almoxarifados? ( ) Gerente de Fábrica. Quem é responsável por todos os almoxarifados? Outros 23% Supervisor de Planejamento e Controle de Produção Supervisor de 8% Almoxarifado 31% Gerente de Fábrica 38% Figura 3 – Análise da responsabilidade pelos almoxarifados Fonte: Dados da Pesquisa. 31% Supervisor de Almoxarifado.47 As diferenças de estoque são analisadas pelas áreas de: Outros 18% Auditoria Externa 14% Auditoria Interna 21% Almoxarifado 26% PCP 21% Figura 2 – Análise sobre as diferenças de estoques Fonte: Dados da Pesquisa. 23% Outros e 8% Supervisor de Planejamento e Controle de Produção.

os funcionários usuários do estoque conhecem sobre a importância da acuracidade nos controles dos estoques e 23% não conhecem sobre essa importância.4 Análise da importância da acuracidade Uma outra abordagem da pesquisa foi: os funcionários usuários do estoque conhecem sobre a importância da acuracidade nos controles dos estoques? Conforme resultado da pesquisa. 4.48 4. para 77% das empresas industriais de Joinville. . Existe transporte de material do almoxarifado até a linha de produção da empresa? Não 23% Sim 77% Figura 4 – Análise do transporte de material Fonte: Dados da Pesquisa.3 Análise do transporte de material Na pesquisa de campo foi questionado o seguinte: existe transporte de material do almoxarifado até a linha de produção da empresa? Em 77% das empresas industriais de Joinville que responderam o questionário existe transporte de material do almoxarifado até a linha de produção e para 23% não existe transporte.

A empresa possui problema de identificação de materiais. 4.49 Os funcionários usuários do estoque. com preenchimento incorreto da ficha de identificação? Conforme o resultado da pesquisa 69% indicaram que não possuem problema de identificação de materiais e 31% indicaram que possuem problema de identificação de materiais. .5 Análise da identificação de materiais Na pesquisa de campo foi questionado o seguinte: a empresa possui problema de identificação de materiais. com preenchimento incorreto da ficha de identificação? Sim 31% Não 69% Figura 6 – Análise da identificação de materiais Fonte: Dados da Pesquisa. conhecem a importância da acuracidade nos controles dos estoques? Não 8% Sim 92% Figura 5 – Análise da importância da acuracidade Fonte: Dados da Pesquisa.

A empresa possui material estocado fora do almoxarifado? Não 31% Sim 69% Figura 7 – Análise da estocagem de material Fonte: Dados da Pesquisa.50 4. a pergunta foi: a empresa possui material estocado fora do almoxarifado? Conforme o resultado da pesquisa 69% indicaram que possuem material estocado fora do almoxarifado e 31% indicaram que não possuem material estocado fora do almoxarifado.7 Análise sobre as ferramentas de segurança No questionário da pesquisa.6 Análise da estocagem de material Para a análise da estocagem de material. câmeras e vigilantes nos almoxarifados? Conforme o resultado da pesquisa 69% das empresas utilizam ferramentas de segurança e 31% não utilizam. . a análise sobre as ferramentas de pesquisa foi feita pela pergunta: a empresa possui alarmes. 4.

4.51 A empresa possui alarmes. .8 Análise da socialização dos resultados dos inventários Para esta questão. A empresa após o inventário realiza uma reunião de apresentação dos resultados com todos os envolvidos no processo? Não 8% Sim 92% Figura 9 – Análise da socialização dos resultados dos inventários Fonte: Dados da Pesquisa. temos: a empresa após o inventário realiza uma reunião de apresentação dos resultados com todos os envolvidos no processo? Conforme o resultado da pesquisa 92% das empresas reúnem-se com os envolvidos no processo para apresentar os resultados do inventário e 8% não apresentam os resultados do inventário. câmeras e vigilantes nos almoxarifados? Não 31% Sim 69% Figura 8 – Análise sobre as ferramentas de segurança Fonte: Dados da Pesquisa.

4. .52 4.10 Análise dos procedimentos internos para entrada e saída de material do almoxarifado Para está análise. O inventário é realizado? Outros 40% Semestralmente 27% Anualmente 33% Figura 10 – Análise da periodicidade dos inventários Fonte: Dados da Pesquisa. foi solicitado respostas para a seguinte questão: a empresa possui normas de procedimentos internas para entrada e saída de material do almoxarifado? Conforme o resultado da pesquisa 100% das empresas possuem normas de procedimentos internas para entrada e saída de material do almoxarifado. Conforme o resultado da pesquisa 92% das empresas reúnem-se com os envolvidos no processo para apresentar os resultados do inventário e 8% não apresentam os resultados do inventário.9 Análise da periodicidade dos inventários O seguinte questionamento foi abordado no questionário: O inventário é realizado? ( ) Semestralmente. ( ) Anualmente e ( ) Outros.

Fonte: Dados da Pesquisa. .53 A empresa possui normas de procedimentos internas para entrada e saída de material do almoxarifado? Sim 100% Figura 11 – Análise dos procedimentos internos para entrada e saída de material do almoxarifado. As informações de controles de estoques são disponibilizadas à outras áreas usuárias. para auxílio na tomada de decisões? Não 23% Sim 77% Figura 12 – Análise da disponibilização das informações dos controles dos estoques. foi a seguinte: as informações do controle de estoque são disponibilizadas a outras áreas usuárias. para auxílio na tomada de decisões? Conforme o resultado da pesquisa 77% das empresas disponibilizam as informações do controle de estoque para outras áreas e 23% não disponibilizam essas informações. Fonte: Dados da Pesquisa.11 Análise da disponibilização de informações nos controles dos estoques A pergunta incluída no questionário para avaliar a disponibilização de informações nos controles dos estoques. 4.

54 4.12 Análise do suprimento de material A seguinte pergunta foi abordada na pesquisa: o controle dos estoques assegura o suprimento de material as necessidades da empresa? Conforme o resultado da pesquisa 100% das empresas o controle dos estoques assegura o suprimento de material.13 Análise de possíveis ações dos estoques obsoletos O seguinte questionamento foi abordado na pesquisa para tratar da análise de possíveis ações dos estoques obsoletos: a empresa realiza análises dos estoques obsoletos e promove o aproveitamento ou destinação desses itens? Conforme o resultado da pesquisa 100% das empresas realizam análises dos estoques obsoletos e promovem o aproveitamento ou destinação desses itens. . O controle dos estoques assegura o suprimento de materiais às necessidades da empresa? Sim 100% Figura 13 – Análise do suprimento de material Fonte: Dados da Pesquisa. 4.

i) Alteração dos campos das fichas de identificação. h) Treinamento com os funcionários sobre a importância da acuracidade. e) Verificar o destino dos materiais obsoletos. d) Programação correta do PCP. f) Inventários com periodicidade mais curta para determinadas áreas. dentro do sistema ERP. g) Através da implantação de sistemas com leitores (WmS). c) Implantação de mais itens Kanban. b) Separar materiais de pouco giro dos demais materiais.55 A empresa realiza análises dos estoques obsoletos e promove o aproveitamento ou destinação desses itens? Sim 100% Figura 14 – Análise das possíveis ações dos estoques obsoletos Fonte: Dados da Pesquisa. . 4. para ter somente o necessário.14 Análise de possíveis ações para melhora da acuracidade dos controles dos estoques O seguinte questionamento foi abordado na pesquisa: quais as ações que estão sendo implementadas na empresa para melhora da acuracidade dos controles dos estoques? Exatamente como os responsáveis pelos controles dos estoques responderam à pesquisa. segue as ações propostas: a) Atualizando os sistemas de manejo e controle dos estoques. como peças fabricadas internamente.

56 j) PVC para fixação das fichas de identificação nas caixas de material. . q) Através de reuniões mensais para avaliações dos indicadores de desempenho de cada área. s) Inventários cíclicos ou por amostragem dos principais itens. m) Cada vez mais as empresas investem em equipamentos de vigilância. o) Auditoria de carga (caminhão). n) Mudanças no procedimento de inventário.15 Análise sobre a participação dos usuários na melhoria dos controles dos estoques A primeira pergunta sobre essa análise foi: é solicitado informações ao grupo de usuários dos estoques sobre a melhoria nos controles dos estoques? Conforme o resultado da pesquisa 77% das empresas solicitam informações ao grupo de usuários dos estoques e 23% não solicitam informações ao grupo de usuários. bem como no treinamento adequado de seus funcionários para que a parte física dos estoques existentes corresponda com aquela que o sistema demonstra. p) Auditoria de rampa (separa o pedido para conferir) e leitor de saída de mercadorias (Coletor). sendo mais rígido. 4. r) Através do controle interno e treinamento aos funcionários. Algumas empresas estão mudando para trabalhar por projeto. portanto as peças são produzidas sob encomenda e armazenadas por projeto. l) Banner sobre informações dos campos das novas fichas de identificação. menos as peças comuns.

As melhorias são constantes de acordo com as atividades e necessidade. Para as empresas que indicaram respostas positivas aplicou-se a segunda pergunta: de que forma é feita essa solicitação? Segue as respostas conforme retorno dos responsáveis pelos controles dos estoques: a) Através de um programa de melhoria contínua nos processos. c) Programa sugestão de melhorias. f) Através de avaliações dos indicadores de desempenho de cada área. e) A melhoria é constante. . faz parte do dia-a-dia. Principalmente é apurado melhorias quando da realização do inventário e constatado diferenças ocasionadas pela falta ou não atendimento aos procedimentos e controles internos. Durante estas reuniões surgem idéias que depois de avaliadas são implementadas no sentido de reduzir desperdícios.57 É solicitado informações ao grupo de usuários dos estoques sobre a melhoria dos controles de estoques? Não 23% Sim 77% Figura 15 – Análise sobre a participação dos usuários na melhoria nos controles dos estoques Fonte: Dados da Pesquisa. d) Através de reuniões mensais e sugestão individual. racionalizando os recursos humanos e tecnológicos. revisão dos controles e ou implantação de novos procedimento. o grupo de estoques busca constantemente a melhor alternativa para controlar e movimentar os materiais existentes na empresa. b) Através de reuniões mensais ou eventuais caso seja necessário. refletindo em indicadores de pagamentos de bônus (PPR).

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4.16 Análise dos impactos causados pela inexistência de acurácia

Conforme os responsáveis pelos controles dos estoques, segue as respostas das empresas industriais de Joinville que indicaram os seguintes impactos sobre a inexistência de acurácia nos controles dos estoques: a) Em não havendo acuracidade nos estoques, a empresa estará sujeita a

perder mercado, isso acontece por que uma eventual divergência pode comprometer diretamento o capital de giro da empresa fazendo com que tenha que captar recursos externos, o que aumenta o custo da operação, e se a empresa repassar isso ao consumidor final perderá competitividade no mercado, se absorver os custos diminuirá o seu lucro. b) Porém é através do controle efetivo dos estoques que a empresa pode apurar diversas falhas nos controles internos e falta de procedimentos. c) Na falta de controles efetivos e constantes, podem ocorrer todos os tipos de desvios, fraudes, roubos e principalmente pode levar uma empresa a falência sem necessidade de roubos ou fraudes. Basta a empresa não controlar e comprovar a veracidade das quantidade, valores em estoque e principalmente a efetiva transformação em recursos financeiros (disponibilidade em caixa). d) A empresa muitas vezes preocupa-se apenas em controlar a quantidade existente (inventário físico), deixa de implantar uma gestão efetiva e independente nos itens em estoques. e) Está gestão efetiva inicia desde a entrada do produto até a saída, é preciso que o gestor tenha independência para informar a diretoria sobre a situação real dos estoque (política de estoque, estoque sem giro, obsoleto, produção fora da demanda projetada, falta de estoque e outros).

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f) Pode ser identificados desvios de recursos ou operações ilícitas (vendas sem nf), através da apuração de estoque inicial mais compras menos vendas. Através desta simples matemática é possível apurar possíveis irregularidades fiscais e ou gerenciais. g) Infelizmente verifica-se que as empresas não estão tratando com a devida importância os estoques, pois, observa-se a falta da efetiva gestão de estoque independente. h) Constata-se que as empresas tem diretor ou gerente financeiro, mas são poucas ou raras as empresas que tem diretor ou gerentes de estoques. i) Este assunto devido a importância e relevância para as empresas é bastante longo, porém, tenho a convicção de que é através da gestão efetiva de estoque que a empresa terá assegurado os seus resultados econômicos e a sua instabilidade financeira. j) Os indíces de liquidez (seca, geral, corrente) serão prejudicados. l) O fato do estoque (valor) estar em desacordo com o físico pode ocasionar compras desnecessárias no caso de estoque de matérias primas ou ainda o não atendimento adequado ao cliente no caso de estoque de produtos acabados. m) Com isto nossas vendas podem também ser prejudicadas em decorrência de nosso atendimento inadequado. n) Primeiramente facilidade maior de roubos, ( gerando prejuizos financeiros) outro fator é distorções no custos, gerando com isso pagamento erroneos de impostos. o) O principal impacto é a redução do lucro. Não havendo um controle eficaz dos estoques consequentemente teremos um elevado gasto com o desperdício de materiais, que serão lançados ao custo do produto. Desta forma, a atenção em relação ao estoque é de extrema importância dentro da empresa para se alcançar uma eficiência de produção dentro da empresa. p) Aumento nos níveis de Estoques = Gerando desembolso desnecessário (fluxo de caixa) q) Atraso nas entregas = Insatisfação do cliente.

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r) Aumento nos custos diretamente ligados ao processo logístico da empresa (pessoas, espaço físico, etc). s) Produz-se (ou compra-se) o que não se precisa (o sistema de estoque informa que não existe o item no estoque, quando existe) t) Perde-se no resultado financeiro, pois quando produzimos ou compramos mais do que o necessário, inflamos o estoque e temos que buscar dinheiro no mercado, dinheiro este que o cliente não remunera. u) No resultado econômico, pode-se perder vendas, por não se ter no estoque o item demandado pelo cliente ou então entregar em atrasos, o que implica em perda de credibilidade e de vendas futuras.

No trabalho. onde a redução dos custos e a flexibilização dos processos são uma questão de sobrevivência. identificam-se por meio da pesquisa de campo com empresas industriais de Joinville. além de atingir o ponto de equilíbrio entre as compras. A presente monografia teve o objetivo de diagnosticar e desenvolver um estudo para avaliação da importância da acuracidade nos controles dos estoques. . principalmente para almoxarifes e os funcionários da área de produção. Neste cenário torna-se cada vez mais importante o ambiente fabril das empresas. foi realizada uma extensiva e atualizada revisão bibliográfica abordando diversos aspectos relacionados ao controle dos estoques. novas técnicas de controle na melhoria da acuracidade nos estoques. através de um programa de melhoria contínua nos processos.61 5 CONSIDERAÇÕES FINAIS Neste capítulo são apresentadas as conclusões e recomendações da pesquisa. refletindo em indicadores de pagamentos de bônus. vendas. Ficou constatado na pesquisa que saber administrar corretamente os estoques é uma forma de evitar o comprometimento de recursos financeiros da empresa. recebimento e estoques. Atualmente. Mas é importante ressaltar que. o termo acuracidade é assunto de reuniões e treinamentos nas empresas para todos os colaboradores. Quanto ao marco referencial. assim como são apontadas as direções mais promissoras para a continuidade de pesquisa nesta área de estudo. o ritmo das indústrias de Joinville é ditado pela competitividade em uma acirrada busca pela vantagem competitiva através da qualidade. do preço e prazo de entrega. Algumas empresas pesquisadas valorizam os bons resultados da acuracidade nos estoques para aumentar a responsabilidade e o comprometimento dos usuários.

Para a maioria das empresas industriais. não é aconselhável o armazenamento no almoxarifado de materiais que não constem nos registros do software de controle dos estoques. o almoxarifado deve possuir condições para assegurar que o material adequado esteja em local correto quando necessário. Avaliando os resultados do estudo. Há muito tempo atrás e até nos dias atuais. a análise para o melhor aproveitamento e principalmente o histórico dessas informações. por meio da armazenagem de materiais. confiança e disciplina são requisitos para os funcionários do almoxarifado. Felizmente e para o bem destes. tudo que era velho e fora de uso. para que sejam facilmente localizados e mobilizados no momento de sua venda ou utilização. pois dificulta os controles e também a tomada rápida de decisões. O recurso humano é o ponto chave na organização do almoxarifado. muitas empresas consideram o almoxarifado como fundo de fábrica. bem como de ameaças menos naturais como furtos ou incêndios. protegidos da ação do tempo. Portanto. Lealdade. . os estoques representam um dos ativos mais expressivos da composição patrimonial. além da preservação da qualidade. de acordo com normas adequadas objetivando resguardar. Neste fundo de fábrica eram guardadas todas as sucatas. os grandes empresários deram maior importância aos almoxarifados percebendo a sua importância dentro da empresa. e não havia uma característica específica de armazenamento de materiais. Como recomendações para melhorias na acuracidade dos estoques. as exatas quantidades. A honestidade de um funcionário de almoxarifado deverá ser equivalente a um caixa pagador de banco.62 Dentre os resultados obtidos destaca-se a separação dos materiais com pouco giro dos demais. devem ser mantidos em bom estado. pois trata-se de um dos maiores problemas aos recrutadores em admitir funcionários adequados para cada função. conservados em boa ordem.

63 É ideal que as auditorias. tanto externa e interna. c) auditoria de materiais (entrada. para o equilíbrio do resultado financeiro através da eficácia da acuracidade dos estoques. Dentre elas destacam-se: a) implantação de mais itens de Kanban. já que lhes faltam subsídios de perícia contábil para trabalhar com caso judicial. pode-se afirmar que tal objetivo foi atingido. estoques e saída) d) mudanças no procedimento de inventário. além de complicar o fluxo de caixa do negócio. e enfraquecimento do negócio. f) programação correta do PCP e g) verificar o destino dos materiais obsoletos. Como contribuição para trabalhos futuros. aplicando programas de prevenção e testes. sendo mais rígido. Com referência ao problema sobre as alternativas que estão sendo aplicadas nas empresas industriais de Joinville. O objetivo geral e principal do trabalho consistiu em apresentar um estudo de alternativas para auxiliar na maximização do lucro sobre o capital investido em materiais. através da melhoria contínua da acuracidade nos controles dos estoques. b) treinamento com os funcionários sobre a importância da acuracidade. . descontentamento nos clientes. dentro do sistema ERP. por vencimento do prazo de validade. algumas alternativas válidas na visão das empresas questionadas. As faltas geram perdas nas vendas. e) atualização dos sistemas de manejo e controle dos estoques. Não será recomendável a utilização apenas da auditoria externa. sugere-se estudos que envolvam a análise das melhores técnicas de gestão de estoque que buscam reduzir ou eliminar as faltas e excessos de produtos. dificilmente seus profissionais saberão lidar com o problema. já os excessos trazem transtornos e perdas. visto que a análise dos dados coletados no questionário apresenta tais sugestões de alternativas na visão das empresas inseridas na amostra. a pesquisa identificou com o auxílio da fundamentação teórica e com os resultados dos questionários. pois mesmo que esta identifique um problema com estoques. Com as repostas obtidas nos questionários. trabalhem de forma integrada.

Para atingir a minimização da necessidade de capital investido. No objetivo específico que pretendia apresentar melhoria contínua nos controles internos e na acurácia. os objetivos específicos apresentaram resultados que ajudam a confirmar as sugestões de alternativas de gestão para controle dos estoques. Entre as atribuições que vêm exercendo nos últimos anos. . a sugestão é que as empresas tenham um rígido controle sobre seu capital de giro. Na busca pelo aumento do uso eficiente dos recursos das empresas. exerce o cargo de auditor interno desde 2006. O objetivo específico de otimizar os investimentos em estoque também foi atingido. Através da pesquisa de campo demonstrou-se a importância da gestão efetiva dos estoques. pois como colaborador da Docol Metais Sanitários Ltda. a pesquisa apresentou várias ações que são utilizadas nas empresas industriais de Joinville. Quanto ao objetivo de aumento de segurança nos locais de armazenamento dos materiais. com base na acurácia dos mesmos. pôde-se concluir que as empresas estão aperfeiçoando suas ferramentas. Esta pesquisa contribuiu para o autor. está a de analisar informações e propor melhorias sobre a acuracidade dos estoques. os responsáveis pelos controles de estoques afirmam que estão preocupados com a política de estoques.64 Ainda como complemento para atingir o objetivo geral. Trata-se de um tema de suma importância para o futuro profissional de qualquer auditor interno.

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solicito colaboração no sentido de fornecer respostas ao questionário a seguir. com todas as indústrias de Joinville. comparativa e informativa. Responsável pelos Controles dos Estoques. Joinville/SC 07 de março de 2008. e considerando que tal estudo se reveste de importância para nossa pós-graduação. Sa e que os dados fornecidos serão tratados de forma agregada. ______________________________ ANDRÉ VALDIR DA SILVA Pós-graduando em Auditoria . e sua colaboração ajudará em muito ao alcance de meus objetivos. sem citar o nome da empresa.67 ANEXO A – QUESTIONÁRIO DE PESQUISA Á INDÚSTRIA Sr. Agradeço antecipadamente sua atenção. Informo que os resultados desta pesquisa serão disponibilizados à V. A fim de complementar a pesquisa que visa analisar a acuracidade nos controles dos estoques das indústrias de Joinville.

68 QUESTIONÁRIO DE PESQUISA 1°) As diferenças de estoque são analisadas pelas áreas de: ( ) Almoxarifado ( ) Planejamento e Controle de Produção ( ) Auditoria Interna ( ) Auditoria Externa ( ) Outros (Especificar:) __________________________________ 2°) Quem é responsável por todos os almoxarifados? ( ) Gerente de Fábrica ( ) Supervisor de Almoxarifado ( ) Supervisor do Planejamento e Controle de Produção ( ) Outros (Especificar:) __________________________________ 3°) Existe transporte de material do almoxarifado até a linha de produção da empresa? ( ) Sim ( ) Não 4°) Os funcionários usuários do estoque conhecem sobre a importância da acuracidade nos controles dos estoques? ( ) Sim ( ) Não 5°) A empresa possui problema de identificação de materiais. ( ) Sim ( ) Não . para auxílio na tomada de decisões? ( ) Sim ( ) Não 12°) O controle dos estoques assegura o suprimento de material as necessidades da empresa. câmeras e vigilantes nos almoxarifados? ( ) Sim ( ) Não 8°) A empresa após o inventário realiza uma reunião de apresentação dos resultados com todos os envolvidos no processo? ( ) Sim ( ) Não 9°) O inventário é realizado? ( ) Semestralmente ( ) Anualmente ( ) Outros (Especificar:) ___________________ 10°) A empresa possui normas de procedimentos internas para entrada e saída de material do almoxarifado? ( ) Sim ( ) Não 11°) As informações do controle de estoque são disponibilizadas a outras áreas usuárias. com preenchimento incorreto da ficha de identificação? ( ) Sim ( ) Não 6°) A empresa possui material estocado fora do almoxarifado? ( ) Sim ( ) Não 7°) A empresa possui alarmes.

69 13°) A empresa realiza análises dos estoques obsoletos e promove o aproveitamento ou destinação desses itens? ( ) Sim ( ) Não 14º) Quais as ações que estão sendo implementadas na empresa para melhora da acuracidade nos controles dos estoques? R: 15º) É solicitado informações ao grupo de usuários dos estoques sobre a melhoria nos controles dos estoques? ( ) Sim ( ) Não Caso a resposta anterior tenha sido positiva de que forma é feita essa solicitação? R: .

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