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Prótese Parcial Fixa

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Prótese Parcial Fixa

PLANEJAMENTO E PLANO DE TRATAMENTO → PLANEJAMENTO: Uma PPF deve restaurar a função, o conforto e a estética. Pode transformar uma oclusão não estética, não sadia e com função deficiente, em uma oclusão confortável, sadia, apta a funcionar por muitos anos, melhorando a estética. Problemas encontrados durante ou após o tratamento podem ser resultado de erros e omissões durante a obtenção do histórico e exame inicial. Realizar um diagnóstico correto é pré-requisito para a formulação de um plano de tratamento apropriado. Histórico: Queixa Principal: a precisão e a significância das principais razões para procurar tratamento devem ser analisados em primeiro lugar. As queixas princiapais geralmente caem em uma das categorias seguintes:  Conforto (dor, sensibilidade, edema): devem ser anotadas a localização da dor, caráter, gravidade e freqüência. Se houver edema, seu tamanho, localização, consistência e cor devem ser anotados.  Função (dificuldade na mastigação): pode ser resultado de fraturas dentárias, ausências dentárias e podem indicar uma má-oclusão ou disfunção mais generalizada.  Social (odor ou gosto desagradável): má higiene bucal e doença periodontal  Aparência (estética): dentes ausentes, fraturados, apinhados, formato não atraente, alteração de cor ou defeito de desenvolvimento. Detalhes pessoais: nome, sexo, endereço, telefone, profissão, horári ode trabalho, estado civil, etc. Histórico médico: deve incluir qualquer medicamento que o paciente esteja tomando, bem como todas as condições médicas relevantes.  Condições patológicas que afetam a metodologia do tratamento, como por exemplo, doenças que necessitam do uso de pré-medicação com antibióticos,

idade avançada.  Histórico de próteses removíveis: discutir com o paciente o uso de elementos protéticos anteriormente e sua experiência com esses aparelhos.  Histórico endodôntico: dentes com tratamento endodôntico devem ser identificados e revistos periodicamente para que a saúde periapical possa ser monitorada e qualquer recidiva de lesão prontamente detectada. IHO. Antes que qualquer tratamento seja realizado.esteróides ou anticoagulantes e qualquer resposta alérgica anterior à medicação ou materiais dentários. menopausa. Essas disfunções.  Possíveis fatores de risco para o CD como HIV.  Histórico radiográfico: radiografias prévias podem ser úteis para avaliar o progresso da doença dental. como por exemplo. como por exemplo a periodontite. que pode ser ativada pelo diabetes. gravidez ou uso de drogas anticonvulsivantes. a radioterapia. Exame: . registrar data e natureza de qualquer cirurgia periodontal já realizada. normalmente devem ser tratadas antes do tratamento de prótese fixa.  Condições que afetam o plano de tratamento. Tudo isso pode modificar a resposta do paciente ao tratamento dentário e afetar o prognóstico. certas drogas podem gerar efeitos colaterais que se assemelham à DTM ou reduzem o fluxo salivar. o componente protético do tratamento proposto deve ser totalmente coordenado ao componente cirúrgico.  Histórico de DTM: o paciente deve ser questionado a respeito de tratamentos anteriores para corrigir disfunções da ATM.  Histórico Ortodôntico: análise oclusal deve ser parte integrante da avaliação de uma dentição pós-ortodôntica.  Condições sistêmicas com manifestações bucais. hepatite B ou sífilis.  Histórico de restaurações: a idade das restaurações provisórias pode ajudar a estabelecer o prognóstico e a longevidade da PPF futura.  Histórico cirúrgico-bucal: informações sobre ausência de dentes e qualquer complicação que possa ter ocorrido durante uma exodontia. Histórico odontológico:  Histórico periodontal: avaliar a higiene bucal. disfunções hemorrágicas.

arredondadas. Ausência de dentes. A gengiva deve ser seca antes do exame. Os músculos da mastigação são palpados para detectar sinais de sensibilidade. Observar cor. dentes e estruturas de suporte. contorno. Realizar palpação para verificar a presença de exsudato ou pus na área do sulco gengival. Exame Geral: observar a aparência geral. No exame da ATM. é bem desenhada e firmemente inserida ao tecido conjuntivo subjacente. respiração. pressão sanguínea e temperatura. a ATM e os músculos da mastigação devem ser palpados. bochechas. a resposta dos tecidos hospedeiros e grau de dano irreversível. volumosa. o vestíbulo. que impede um dos côndilos de realizar o movimento normal de translação. com as margens e papilas volumosas. movimentos condilares não sincrônicos podem indicar deslocamento de disco. Se qualquer diferença for relatada entre os lados direito e esquerdo. modo de caminhar. cor da pele (anemia ou icterícia). . Na gengivite crônica. Exame Intra-bucal: Pode revelar informações consideráveis quanto à condição dos tecidos moles. A língua. pulso. os maxilares se abrem levemente e um espaço escuro é visível entre os dentes superiores e inferiores (espaço negativo). Quando o paciente sorri. com sangramento e exsudato. moderado ou grave. Os nódulos linfáticos cervicais. consistência e posição. a gengiva apresenta-se hipertrófica. Os lábios também são observados em relação à visibilidade dos dentes durante um sorriso amplo. Realizar palpação auricular interna.São necessários exames completos e coleta de dados para o paciente candidato a próteses fixas. observar a presença de ruídos e/ou estalidos. textura. diastemas e dentes fraturados e/ou mal restaurados rompem a harmonia do espaço negativo e geralmente exigem correção.  Exame Periodontal: fornece informações quanto ao acúmulo bacteriano. o paciente deve classificar o desconforto como leve. peso. A gengiva sadia tem aspecto rosado. Exame Extra-bucal: observar qualquer tipo de assimetria facial. Qualquer doença periodontal existente deve ser tratada antes de qualquer tratamento protético. palato duro e palato mole devem ser examinados. com perda de contorno. o assoalho da boca. Uma abertura mandibular máxima que resulte em menos de 35mm de movimento interincisal é considerada restrita (a média é superior a 50mm) e pode indicar alterações intracapsulares nas articulações. volume.

má-oclusão. áreas de contato deficiente. rotação. O nível de inserção corresponde à distância entre a extensão apical da profundidade de sondagem e a junção amelodentinária. As preferências do paciente são importantes para que se estabeleça um plano de tratamento adequado. determinando até que ponto a oclusão do paciente difere do ideal e. Exame Oclusal: a relação entre os dentes deve ser avaliada tanto em RC quanto em MIH. Radiografias periapicais. O paciente deve fazer movimentos de abertura e fechamento mandibular. a extensão do tratamento. informações adicionais podem ser obtidas por meio de tomografias. Um plano apropriado informa o paciente das condições presentes. como as transcranianas. envolvimento de furca e inserções de freio mal posicionadas.    . Exame radiográfico: as radiografias fornecem informações essenciais para suplementar o exame clínico. trespasse vertical e horizontal. O nível de inserção clínica deve ser documentado. extrusão. restaurando as funções e a estética. tempo. Se necessário. artrografias ou ressonância magnética. realizando-se testes de vitalidade. Os dentes são avaliados quanto ao apinhamento. → PLANO DE TRATAMENTO: Consiste em formular uma seqüência lógica de tratamento. o grau de adaptação do paciente a essa diferença. mobilidade dental. custos. Teste de vitalidade: antes de qualquer tratamento restaurador. O paciente deve ter conhecimento de que alterações podem ocorrer no decorrer do tratamento.Também devem ser observadas a profundidade de bolsas e sulcos gengivais. informação precisa e detalhada com relação ao prognóstico de um dente individual. nível de acompanhamento profissional e cuidados necessários por parte do paciente para o sucesso do tratamento. destinada a restaurar a saúde da dentição do paciente. pois ajuda o clínico a determinar a quantidade de destruição periodontal que ocorreu e fornece ao clínico. panorâmicas ou radiografias especiais. podem ser realizadas. espaçamento. recessão gengival. a saúde pulpar deve ser avaliada.

Prevenção de doença futura: o tratamento deve ser proposto se houver possibilidade de instalação de futura doença. pela identificação e melhora dos fatores que existem. pode-se aumentar a inclinação das paredes para uma convergência oclusal de 10 graus. Alguns fatores influenciam na retenção: . Melhorar a estética: se a estética está fora dos valores socialmente aceitos. Princípios Biomecânicos dos Preparos 1.Um plano de tratamento bem sucedido é baseado na própria identificação das necessidades do paciente. Os possíveis planos de tratamento devem ser discutidos cada um com suas vantagens e desvantagens.Área total de superfície preparada: quanto maior for o remanescente dentário após o preparo. associado a meios adicionais de retenção. maior será a retenção.Grau de inclinação das paredes do preparo: em coroas clínicas longas. O tratamento deve preencher um ou mais dos seguintes objetivos: 1. 3. Princípios Mecânicos: estão ligados ao sistema de retenção e resistência/estabilidade. explicando ao paciente as alternativas existentes. ou ambos. 4. em torno de 6 graus. 2. Retenção mecânica é obtida através da retenção friccional associada à ação do agente cimentante. a viabilidade dos procedimentos corretivos devem ser discutidos com o paciente e estes devem ser alertados das possíveis consequêcias adversas do tratamento. • A retenção impede o deslocamento axial da restauração quando submetida às forças de tração. . Restauração da função: o nível da função é avaliado durante o exame clínico e o tratamento deve ser proposto para corrigir uma função prejudicada. Corrigir uma doença existente: o processo da doença geralmente pode ser impedido pela identificação e redução dos fatores que a iniciaram. Coroas clínicas curtas devem apresentar paredes próximas ao paralelismo. .

Alguns fatores influenciam na forma de resistência do preparo: .Textura superficial: o acabamento superficial do dente preparado deve ser realizado com o objetivo de torná-lo mais nítido e com textura superficial regularizada.Relação altura/largura do preparo: quanto maior for a altura maior será a área de resistência do preparo a impedir o deslocamento da prótese. a forma de resistência pode ser melhorada pela diminuição da inclinação das paredes laterais e/ou confecção de canaletas axiais. Em relação à integridade marginal. É importante que a altura do preparo seja no mínimo igual à sua largura.. as paredes do preparo não oferecerão resistência adequada. contrapondo-se à ação das forças laterais. Se a largura for maior que a altura. Nos dentes cariados ou restaurados. para que o mesmo possa resistir às forças mastigatórias e não comprometer a estética e o tecido periodontal. • A resistência ou estabilidade previne o deslocamento da restauração quando submetida às forças oblíquas. que podem provocar a rotação da restauração. Princípios Biológicos: são relacionados à estrutura dental e ao . 2. . as próprias caixas das paredes oclusais ou proximais podem atuar como elemento de estabilização. periodonto. O preparo deve ser realizado de tal forma que apresente área suficiente para o material restaurador utilizado. O desgaste deve ser seletivo e de acordo com as necessidades funcionais e estéticas da restauração. . instalação de processo carioso e processo patológico no tecido gengival. a rigidez estrutural e a integridade marginal.Magnitude e direção da força: forças de grande intensidade e direcionadas lateralmente podem causar o deslocamento da prótese. Uma superfície preparada altamente polida pode diminuir a retenção. Além disso. toda restauração cimentada deverá estar bem adaptada e com uma linha mínima de cimento para que a prótese possa permanecer em função o maior tempo possível. também influenciam nos princípios mecânicos. Nos casos de coroas curtas. Margens inadequadas favorecem o cúmulo de placa.Integridade do dente preparado: coroas íntegras resistem melhor à ação das forças laterais do que aquelas parcialmente restauradas ou destruídas.

Muitas vezes as condições em que os dentes se encontram não . pois. contorno e cor da prótese. Para prevenir esse fato. da forma. Outro fator a ser observado é o calor gerado pelo atrito durante o preparo. com controle da pressão exercida e. esses fatores. O profissional deverá fazer uma análise prévia dos modelos de estudo e decidir qual a melhor localização do término. Portanto. uma remoção excessiva.• Preservação da estrutura dental e órgão pulpar: cada restauração requer um determinado tipo de preparo. realizado sob irrigação abundante. pode provocar hipersensibilidade e levar à inflamação e necrose pulpar. com instrumental em boas condições. o desgaste deve ser seletivo. a melhor localização é aquela em que o profissional pode controlar todos os procedimentos clínicos e o paciente tem condições efetivas de higienização. 3. contorno e cor adequados e. além de prejudicar o sistema de retenção e estabilidade. • Preservação da saúde periodontal: a saúde periodontal é de extrema importância para o sucesso do tratamento com PPF e está diretamente relacionada à higiene oral do paciente. O operador deve estar atento para que o desgaste realizado na estrutura dental seja suficiente para a restauração escolhida. Princípios Estéticos: a estética depende da saúde periodontal. que pode provocar um desequilíbrio hidrodinâmico da polpa. até dentes totalmente destruídos que necessitam ganhar resistência e proteção. o periodonto deve estar saudável e a restauração deve apresentar forma. A linha de término deverá proporcionar resistência e adaptação à restauração e. a menor possível. porém. bem como à forma. contorno e localização da margem do preparo. Restaurações de Dentes Tratados Endodonticamente Existem diversas situações clínicas em que nos deparamos com grandes perdas de estrutura coronária e. estão diretamente relacionados com a quantidade de desgaste da estrutura dental.

protegendo as estruturas remanescentes e. Deverão ser avaliados o comprimento e forma das raízes. utilizando desde as ligas metálicas fundidas até as cerâmicas injetáveis. a perda de estrutura coronária. Isso é importante para a retenção da restauração e na sua habilidade em resistir aos esforços mastigatórios. Antes de iniciar o preparo. deverá ter o equivalente a metade do suporte ósseo. O remanescente coronário deverá ser preparado de modo que se preserve o máximo de estrutura dental para manter a resistência do dente e aumentar a retenção da prótese. No preparo do conduto radicular. o tecido cariado e o esmalte sem suporte dentinário deverão ser removidos e as superfícies remanescentes devem ser lisas. para dirigir as forças para a raiz. reintegrando-o ao sistema estomatognático. Promove uma melhor distribuição das forças oclusais ao longo da superfície radicular. em tecido hígido. Em dentes com perda óssea.permitem a confecção dos desenhos clássicos de preparo e. Deve-se seguir a própria inclinação do conduto alargado para o tratamento endodôntico aumentando o desgaste até que se obtenha comprimento e diâmetro adequados. deverá ser feita uma análise radiográfica. É importante que pelo menos 4 mm do material obturador do conduto permaneça no terço apical da raiz para garantir um selamento efetivo. após a instalação de uma coroa total sobre ele. • Inclinação das paredes: núcleos com paredes inclinadas além de apresentarem menos retenção que os de paredes paralelas também desenvolvem grandes concentrações de esforços. O núcleo deverá restaurar as estruturas dentárias perdidas. devolverá ao órgão dental suas funções. Uma maneira de reabilitar o elemento proteticamente é através da confecção de núcleos. • Diâmetro: deverá apresentar 1/3 do diâmetro total da raiz. alguns fatores devem ser observados para propiciar retenção adequada ao núcleo: • Comprimento: 2/3 do comprimento da raiz. As paredes da coroa devem apresentar uma base de sustentação para o núcleo. condição do tratamento endodôntico e o suporte periodontal. . o planejamento nesses casos deve incluir a reposição da coroa clínica perdida para garantir a obtenção do sucesso da restauração final. As restaurações.

Nos dentes uni-radiculares o conduto tende a ser arredondado e o preparo deverá ser ovóide para prevenir a rotação do pino. . Restaurações Provisórias A restauração provisória é uma restauração de transição que fornece proteção. dimensão vertical e estética da prótese definitiva e. Previamente à confecção da provisória. Nos dentes multi-radiclares. limitando a movimentação do pino. pode ser usada como treinamento para motivar o paciente em relação à sua higiene oral. A falta de adaptação da provisória pode levar à infiltração marginal e o dente pode . estabilidade e função antes da confecção da prótese definitiva. Isso pode ser conseguido através de brocas ou jateamento com óxido de alumínio. podendo também ser aplicado verniz protetor. Quando existe boa quantidade de dentina sadia pode-se confeccionar um sulco para exercer função de “única trajetória de inserção”. . e os demais têm apenas a entrada do conduto preparada para evitar o efeito de rotação do núcleo (MI-distal / MS-palatino).função do dente (coroa unitária ou suporte de PPF). o dente preparado deve ser limpo e envolvido em solução de hidróxido de cálcio.• Textura superficial: a superfície do núcleo deve ser rugosa ou irregular para aumentar a retenção.morfologia radicular. contorno.diâmetro do dente.qualidade das estruturas dentais remanescentes. Também atua como elemento de diagnóstico. A restauração provisória deve cumprir os seguintes requisitos:  Proteção pulpar: a prótese provisória. . Fatores a serem considerados na restauração de dentes tratados endodonticamente: . juntamente com o agente cimentante. deverá auxiliar na recuperação do órgão pulpar.suporte ósseo. auxiliando na determinação da forma. . o canal mais amplo deverá ter os 2/3 do seu comprimento preparado.

 Função de oclusão (guia anterior): o fechamento da mandíbula deve ocorrer com todos os dentes posteriores apresentando contatos simultâneos. manter a saúde do periodonto tratado. o que proporciona uma maior eficiência mastigatória e estabilidade oclusal. forma da raiz. espessamento do ligamento periodontal e reabsorção óssea. evitando sua proliferação sobre o dente preparado. que pode provocar alterações no posicionamento dos dentes no arco. da fonética. melhorar a influência funcional.  Estética e fonética. forma do rebordo e qualidade do tecido gengival. Interferências oclusais ou contatos prematuros favorecem a incidência das forças no sentido oblíquo ou horizontal. pela posição do dente no arco. conforto do paciente e longevidade dos dentes e da prótese. O contorno da prótese também é importante e. que são importantes no direcionamento das forças oclusais para o periodonto de sustentação e proteção da ATM. O ajuste correto da guia anterior é essencial na obtenção da estética. comprometendo a capacidade regenerativa da polpa.  Estabilidade de posição: impede a movimentação dos dentes adjacentes e antagonistas. mobilidade dental e deslocamento dos côndilos. A guia anterior deve proteger os dentes posteriores. Forças traumáticas podem provocar pequena mobilidade. cárie e inflamação pulpar. em dentes com sustentação óssea normal (Trauma Primário). Uma guia anterior incorreta na prótesse definitiva pode restringir os movimentos mandibulares podendo causar distúrbios funcionais de dor e desconforto.apresentar sensibilidade. mantendo a arquitetura do tecido gengival. fonética. .  Função mastigatória. uma força de intensidade normal pode causar mobilidade dental (Trauma Secundário).  Retenção e estabilidade/resistência. é influenciado pela estética.  Manutenção da saúde periodontal: a coroa provisória deverá preservar a saúde periodontal do tecido gengival saudável. auxiliar no tratamento e recuperação do tecido gengival alterado e.  Integridade marginal: deve apresentar uma correta adaptação cervical. Quando existe a redução do periodonto de sustentação. para diminuir o estresse oclusal.

linha média. na falta de motivação ou por deficiência física do paciente. auxiliando na higienização e atendendo aos requisitos estéticos e fonéticos. Caso a higiene não esteja satisfatória o cirurgião-dentista deve verificar se o problema está na prótese. O profissional deve indicar ao paciente os instrumentos de higienização (escovas. forma das coroas provisórias. → O pôntico provisório restabelece a oclusão. assimetria gengival entre os dentes pilares e na área desdentada e relação dos pônticos com o tecido gengival são aspectos que devem ser analisados na fase das restaurações provisórias. Requisitos:  Superfície lingual do pôntico deve ser totalmente convexa e polida  Correta higienização da área por parte do paciente  Espessura suficiente de tecido gengival  Ausência de ulcerações na área após o condicionamento (pressão leve e gradativa) . devem-se evitar cimentos que contém excesso de eugenol. Também pode ser promovido através da remoção do tecido com eletro-bisturi ou broca diamantada em forma de pêra. → Condicionamento Gengival: remodelamentos do rebordo residual através das coroas provisórias. A forma e a extensão da ameia proximal devem permitir espaço para a papila. Na cimentação.  Conforto. a função mastigatória e impede a movimentação dos dentes pilares. com superfícies convexas e bem polidas. Deve ter forma adequada (a mesma da prótese definitiva). → Comprimento. contorno. A restauração provisória deve ter bom acabamento. largura. O tecido gengival deve fazer parte do planejamento estético. o eugenol inibirá a polimerização da resina. Facilidade na higienização: a prótese provisória deverá orientar e estimular o paciente a realizar uma correta higiene oral. escovas interproximais. passa fio. pois se houver necessidade de um segundo reembasamento no retorno do paciente. fio dental) e orientar como usa-los. sem comprimi-la.

Deve ser vazado . pois sofre embebição e sinérese. controle salivar e afastamento gengival (modelo de trabalho). capacidade de manchar. já que espessuras muito delgadas do material podem fazer com que o limite de resistência elástica do material seja superado pela retenção que o próprio formato anatômico que o dente apresenta ou pela retenção do material que penetra e polimeriza nos espaços interdentais. Determinar a forma das papilas na prótese provisória antes do início do condicionamento. Os polissulfetos devem ser usados com moldeira individual. São confeccionadas de resina acrílica autopolimerizável e deve se estender à metade dos dentes adjacentes ao dente preparado e 3mm além da margem cervical e lingual. capacidade de molhar os tecidos orais. elasticidade e ótima rigidez. Deve ser vazado imediatamente. Moldagem Para a realização de uma boa moldagem é necessário a saúde do tecido gengival. baixa resistência ao rasgamento e pequena estabilidade dimensional. Apresenta odor desagradável. precisão dimensional. memória elástica deficiente e são hidrófobos. Alginato: não fornece boa precisão quando comparado aos elastômeros. 2. bom tempo de trabalho e baixo custo. alta resistência ao rasgamento. fluidez. estabilidade dimensional. * Moldeira individual: devem ser rígidas e ter espessura suficiente para ter resistência à deformação. com ausência de bolhas de ar. distorcendo o molde durante sua remoção da boca. Mais utilizado para nas moldagens para obtenção dos modelos de estudo. Propriedades do material ideal: plasticidade. Deve possuir cabo para realizar a tração de retirada. 3. Polissulfetos: fornece boa reprodução de detalhes. O molde obtido deverá reproduzir precisamente os elementos dentais adjacentes. pois esta permitirá um espessura uniforme de 2 a 3 mm para o material de moldagem. Siliconas de Condensação: oferecem boa reprodução de detalhes. 1.

4. As inlays e onlays estão indicadas quando houver exigência estética.  Inlay. sofre pouca estabilidade dimensional. Como desvantagem. Onlay e Overlay. Também podem ser indicadas para dentes com tratamento endodôntico que apresentem . Também são hidrófobos e difíceis de molhar (dificuldade de vazamento sem bolhas).imediatamente. em prémolares e molares vitalizados com perda estrutural média no sentido vestíbulo-lingual. pois o subproduto da reação é o álcool etílico. coroas parciais e coroas totais. elevada rigidez. permite mais de um vazamento e possui capacidade de molhar. Poliéter: apresenta excelente reprodução de detalhes e excelente estabilidade dimensional (não há formação de subproduto volátil). esse material tem seu processo alterado na presença de enxofre. Como alternativas para próteses livres de metal temos as inlays. 5. pois ocorrerá a alteração na sua consistência de dura para borrachóide. pois não há formação de subproduto volátil. podendo causar problemas na remoção da boca. que se evapora. A principal vantagem desses materiais é podermos obter estética com preparos dentais parciais ou totais. não podendo ser manipulado com luvas. ótima recuperação elástica e o molde pode ser vazado até 48hs após sua obtenção. maior preservação da estrutura dental quando o paciente exige estética. individual ou casquete. diminuindo a aprisionamento de ar durante o vazamento. onlays. excelente resistência ao rasgamento. Restaurações Estéticas Metal-Free O desenvolvimento de materiais dentários estéticos com melhores propriedades físicas e mecânicas possibilitou. overlays. Usada com moldeira de estoque. facetas laminadas. Siliconas de Adição: apresenta ótima reprodução de detalhes. pois sofre contração contínua. Apresenta grande alteração dimensional. bom tempo de trabalho. de certa forma. tempo de trabalho reduzido. Pode ser usado com moldeiras de estoque.

com exceção do cavo-superficial que deve ser igual a 90º. O término pode ser em ombro 90º ou em chanfro.5 a 2. Na caixa proximal. envolvendo toda a face vestibular do dente e se estendendo até levemente aquém do ponto de contato.0 mm nas cúspides de balanceio. quando a largura do istmo for muito grande ou dentes com tratamento endodôntico.estrutura dentária remanescente adequada e em pacientes com algum tipo de alergia a metal. Estão todas contra-indicadas em pacientes com hábitos parafuncionais. quando há indicação para restauração com resina composta e quando há parafunção ou trespasse vertical acentuado.0 mm nas cúspides de trabalho e.5 mm para suportar a carga oclusal.5 mm. As overlays estão indicadas quando a cárie socavou as cúspides. pacientes com péssima higiene oral e. textura superficial anormal. inclusive os internos. → Características do preparo: todos os ângulos são arredondados. o espaço interoclusal deve ser de 1. pois esse tipo de preparo irá dificultar a cimentação. anomalias de forma. problemas de alinhamento dental.5 mm. pacientes que necessitam de tratamento ortodôntico. Deve-se evitar o preparo intrassulcular. porcelanas aluminizadas processadas por computador e as resinas modificadas.0 a 1. onlays. overlays estão indicadas as porcelanas feldspáticas reforçadas por leucita. principalmente durante a cimentação.0 a 1. com todos os ângulos arredondados e com uma profundidade de cerca de 0.  Facetas Laminadas: As facetas laminadas estão indicadas nos casos de anomalia de cor. Espaço inter-oclusal nas caixas oclusais de 1. dentes com coroa clínica excessivamente curta. impossibilidade de manter o campo operatório seco. No caso de onlays e overlays. Estão contra-indicadas quando não há estrutura suficiente de esmalte ao redor da coroa. no mínimo 1. presença de margens sub-gengivais. alumina infiltrada por vidro. → Para a confecção das inlays. → Características do preparo: deve ser realizado em três planos. nos casos de grandes perdas de estrutura dental. fechamento de diastemas e para restabelecer a guia anterior. . o degrau gengival deve ser de 1. porcelanas feldspáticas do sistema Vitapress.

A inclinação das paredes axiais não deve exceder 6º pois. A redução incisal deve ser de 2 mm. → Características do preparo: desgaste marginal em torno de 0.0 a 1. Porcelana Feldspática: é conhecida como porcelana tradicional e sua estrutura vítrea é composta basicamente por feldspato e quartzo.0 mm. e resinas modificadas. lisa e uniforme. Procera. Todos os ângulos devem ser arredondados. quando há falta de suporte do preparo dental à porcelana. resistência ao desgaste e fratura e boa estética. para restabelecer a guia anterior. com término em ombro arredondado ou chanfro. . Está contra-indicada nos dentes com coroa clínica curta. porcelanas aluminizadas processadas por computador e as resinas modificadas.→ Para sua confecção estão indicadas as porcelanas feldspáticas reforçadas por leucita.  Coroas Puras sem Metal: Estão indicadas para os dentes anteriores onde a estética seja de primordial importância. dentes antagonistas ocluindo no 1/3 cervical da coroa (dentes anteriores) e em pacientes com hábitos parafuncionais. espessura insuficiente na face lingual (0. → Para sua confecção estão indicadas as porcelanas feldspáticas reforçadas por leucita.5 mm.0 mm da parede na região do cíngulo. poderá criar mais de um plano de inserção. porcelanas feldspáticas do sistema Vitapress. em coroas clínicas longas e com bom remanescente dental. Materiais Cerâmicos 1.8 mm). Hi-ceram. A redução lingual deve permitir uma altura mínima de 2. Apresenta boa adaptação marginal. O desgaste na face palatina deve permitir um espaço interoclusal de 1. porcelana de dissilicato de lítio. A quantidade o formato da face desgastada permitirá uma espessura maior de cerâmica e resultado estético superior. seguindo o contorno da gengiva marginal. cerâmica vítrea fundida.0 a 3.2 mm. desde que haja distribuição favorável de toda a carga oclusal.5 a 1. A linha de término deve ser bem definida.0 a 1. desgaste vestibular de 1. principalmente quanto à translucidez da restauração. paralela ao terço cervical vestibular. alumina infiltrada por vidro.

onlays. Permite a aplicação de porcelanas de corpo e incisal. Os cristais ainda previnem a propagação de microfraturas que poderiam se expandir para a matriz vítrea. As restaurações são fabricadas com materiais totalmente cerâmicos prensáveis e porcelanas de baixa fusão. Optec HSP: é uma porcelana feldspática reforçadapor leucita. Tem sua resistência flexural aumentada e não permite a confecção de PPFs. Como vantagens. As desvantagens são a falta de precisão marginal devido à contração durante a sinterização da cerâmica. → Indicações: inlays. A técnica produz uma infraestrutura cerâmica da cor da dentina. Suas vantagens são a maior resistência do material de base cerâmico. Finesse All-Ceramic: é uma porcelana feldspática reforçada por leucita. estão a ausência de infra-estrutura metálica ou opaca. → Indicações: facetas laminadas. inlays. 5. OPC: é uma porcelana prensável com alto teor de leucita. Os cristais de tamanhos menores melhoram a dissipação de carga e aumentam a resistência da porcelana. → Indicações: coroas totais. O alto conteúdo de leucita as torna mais resistentes que as porcelanas feldspáticas tradicionais. . adaptação marginal e escultura oclusal pela técnica da cera perdida e alto grau de translucidez. associado à estética da porcelana de baixa fusão para o revestimento. As próteses realizadas com esse sistema apresentam boa adaptação marginal e translucidez. onlays e facetas. O sistema é baseado no tradicional técnica da cera perdida e permite a realização de restaurações através da técnica de pintura. overlays e facetas laminadas. boa translucidez e moderada resistência à flexão. → Indicações: inlays. 3.2. onlays. 4. onlays e coroas submetidas a baixas tensões. IPS Empress I: é uma cerâmica feldspática reforçada por cristais de leucita. inlays. facetas e coroas totalmente cerâmicas. sobre a qual é aplicada a porcelana de forma convencional.

7. onlays. a estrutura é sinterizada e infiltrada com vidro fundido. associado à uma pequena contração de sinterização. com terminação marginal em ombro arredondado. com alto conteúdo de alumina é misturado com líquido especial e aplicado sobre o modelo duplicado. de forma convencional. Apresenta maior resistência flexural e maior tenacidade. O alto conteúdo de alumina confere à infra-estrutura um aspecto opaco e. → Indicações: inlays. facetas e coroas unitárias anteriores. → Indicações: coroas em geral e PPF de 3 elementos. obtendo uma elevada resistência e tornando-se translucente. → Indicações: coroas unitárias anteriores e posteriores e PPF de 3 elementos anteriores.6. Possui resistência flexural mais baixa (ao redor de 150 MPa). o que lhe confere uma translucidez duas vezes maior que o In Ceram Alumina. com baixa resistência. possibilitando a confecção de PPFs de 3 elementos. por isso são inadequadas para coroas em dentes posteriores. Em uma segunda cocção (1100º – de 3 a 5 horas). É uma cerâmica vítrea de dissilicato de lítio. IPS Empress II: é um sistema de cerâmica aquecido e prensado. Por esse método (slip casting) o pó cerâmico de finas partículas. Essa estrutura é esculpida e sinterizada a 1140º durante 11horas. produzem uma adequada fidelidade marginal para coroas unitárias. . formando uma estrutura firme e densa.  In Ceram Spinell: utiliza uma mistura de alumina e magnésia e deve ser sinterizada em ambiente a vácuo. O índice de refração de sua fase cristalina é mais próximo ao do vidro e sua infiltração a vácuo permite uma menor porosidade. Sobre essa armação. por isso está indicado em situações onde se deseja o máximo de translucidez da estrutura. são aplicadas as massas de corpo de dentina e esmalte. In Ceram: esse sistema é apresentado em três formas:  In Ceram Alumina: o pequeno tamanho de suas partículas. Apresenta resistência flexural de 300 a 600 MPa.

5% de pureza. Utiliza blocos de cerâmica industrializados Vita MKII e Dicor MGC. In Ceram Zircônia: promove uma mistura de óxido de zircônia e óxido de alumina como material para realização da infra-estrutura. o espaço para o agente de cimentação é automaticamente estabelecido. específica para o recobrimento. obtendo aumento da tenacidade e da resistência flexural. da Nobel Biocare (Ceradapt). os dados são transmitidos a uma estação central para a confecção da restauração. Obtém-se o troquel. Será obtido um molde pelas técnicas convencionais e um modelo de gesso. que tem seu preparo escaneado com Procera Scanner. A resistência deste material é a maior dentre os materiais . A detecção óptica proporciona uma resolução de 25µm para o Cerec II. Boa adaptação marginal e rapidez. diretamente na oca do paciente e. 10. O trabalho é realizado com equipamentos convencionais de laboratório para a elaboração de próteses metalocerâmicas e a porcelana feldspática Vita Omega 900 e Vitadur Alpha. → Indicações: principalmente inlays. É realizada uma moldagem óptica dos preparos através de uma microcâmera. Estética insatisfatória. Apresenta elevada dureza superficial devido à granulometria especialmente fina do Vita Omega 900 e. Determina-se a espessura da estrutura a ser fabricada. onlays e facetas. Cerec II: Utiliza o sistema CAD/CAM. Procera All-Ceram: utiliza o sistema CAD/CAM para a produção de coroas totalmente cerâmicas. → Indicações: coroas unitárias posteriores. 8. Essas coroas são compostas por uma estrutura de óxido de alumínio altamente purificada e densamente sinterizada e combinada com o uso de uma porcelana de baixa fusão. que também são confeccionados em porcelana aluminizada. → Indicações: inlays. onlays e facetas laminadas. Vita Press: é um sistema que utiliza o princípio da cera perdida. PPF de 3 elementos. superfície homogênea e lisa. o ângulo do perfil de emergência para o dente é selecionado e. incluindo áreas posteriores sobre dentes naturais ou implantes. Esses dados são transferidos para uma estação computadorizada para a produção de uma infra-estrutura composta por óxido de alumínio com 99. 9. São utilizados cilindros de óxido de zircônia pré-fabricados.

cerâmicos usados na odontologia. o condicionamento é realizado com ácido fluorídrico a 10%. . • Porcelanas feldspáticas possuem grande quantidade de sílica. Sobre essa superfície é aplicada uma porcelana de baixa fusão através da técnica de estratificação. portanto. sendo. Rocatec). o condicionamento é feito com jateamento com oxido de alumínio (Cojet. ácido-resistentes. Então. Por isso. portanto. por isso. sendo. → Indicações: coroas unitárias • Procera e In Ceram são porcelanas aluminizadas que possuem pequena quantidade de sílica. ácido-sensíveis. evitando a propagação de trincas. mais o agente silano que vai preencher as micro-retenções causadas pelo ácido.

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