P. 1
Histórico do Bairro Multirão

Histórico do Bairro Multirão

|Views: 969|Likes:
Publicado porpceamazonas
Histórico do Bairro Multirão - Manaus / AM
Histórico do Bairro Multirão - Manaus / AM

More info:

Categories:Types, Research, History
Published by: pceamazonas on Jan 05, 2012
Direitos Autorais:Attribution Non-commercial

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as PDF, TXT or read online from Scribd
See more
See less

12/06/2014

pdf

text

original

DE MUTIRÃO A AMAZONINO MENDES: a trajetória de um bairro e seus moradores Jucineide Marques de Abreu1 Rosivaldo da Fonseca Moreira2 Jaciara Pereira

Boaz3 Maria Elieth da Silva e Silva4 Rodiney Maia dos Santos5

O presente trabalho visa traçar o histórico do atual Conjunto Amazonino Mendes, que já foi um bairro, e hoje é mais conhecido como Mutirão, esse histórico vai ser conduzido pelas pessoas que constituíram esse espaço, ou seja, os próprios moradores. O nascimento do Mutirão tem uma característica bem peculiar, que vai distingui-lo de todos os outros espaços urbanos de Manaus. Ele surge no final da década de 80, em meio há uma constante migração de pessoas de cidades interioranas, pessoas que buscavam melhorias de vida, trabalho e etc. Nesse período Manaus já tinha um grande contingente de pessoas sem moradia própria e muitas vezes sem moradia nenhuma e em meio a essa luta por um espaço próprio que surge o bairro do mutirão. O espaço surge a partir de um decreto de loteamento deferido pelo governador do período, um terreno na zona norte de Manaus limites com zona leste, as pessoas faziam uma inscrição e eram contempladas através de um sorteio. Nesse momento pensar em morar
                                                                                                                       
Professora efetiva da rede pública Estadual e Municipal do Amazonas, graduada em Licenciatura Plena em História pela UNINORTE. Professor efetivo da rede Municipal de ensino e temporário pela rede Estadual, graduado em Licenciatura Plena em História pela UFAM  Aluna  da  Escola  Municipal  Ulisses  Guimarães  que  participou  do  trabalho  como  pesquisadora  de   Iniciação  Cientifica    Aluna  da  Escola  Municipal  Ulisses  Guimarães  que  participou  do  trabalho  como  pesquisadora  de   Iniciação  Cientifica    Aluno  da  Escola  Municipal  Ulisses  Guimarães  que  participou  do  trabalho  como  pesquisador  de   Iniciação  Cientifica  
5 4 3 2 1

 

1  

na zona norte de Manaus era algo meio impensável, pela distancia, pela falta de estrutura, transporte, comércios, escolas e etc. chegou-se até a pensar em transformar o Bairro da Cidade Nova em município (houve um plebiscito nesse período). E foi em meio há essas constantes transformações na cidade que os moradores do Mutirão foram impondo a sua presença, modificando, construindo e desconstruindo espaços, conceitos e idéias.

O NASCIMENTO O bairro nasce no final da década de 80, entre 1988 e 1989, Manaus ainda sofria com o inchaço populacional provocado pela instalação da Zona Franca (1979) grandes contingentes de famílias chegam a Manaus nesse período em busca de novas oportunidades, para suprir essa demanda o poder público vai criando vários projetos habitacionais, expandindo Manaus mais para o norte (Complexo Cidade Nova), e assim surge um projeto habitacional do então governador Amazonino Armando Mendes, o loteamento de uma área limite com a zona leste seria uma solução imediata que o momento exigia. Esse projeto iria modificar, de uma forma ou outra, a trajetória de várias pessoas que estava trocando o viver na floresta para viver numa selva de pedra. E essa trajetória não foi feita de maneira fácil, foi um caminhar longo e árduo, comparável ao processo de elaboração do pensamento, trabalhada de forma muitas vezes dura, superando obstáculos que se dissiparam à medida que o sentido de se morar nesse espaço foi sendo construído6

O INICIO Após o poder público lotear a área, foi aberto inscrições para a população carente e os lotes foram sorteados, nessa primeira etapa as pessoas não receberam as casas prontas e sim um kit de madeira para construírem suas casas, que deviam seguir um modelo padrão, meia água, divisão interna e um passeio (varanda). Para muitas pessoas que foram contempladas com o lote, significou a realização de um sonho, ter
                                                                                                                       
6

Oliveira, José Aldemir. Cidades na Selva. Manaus: editora Valer,2000. (pag19)

 

2  

seu próprio espaço e nesse momento elas não só conseguem seu espaço, mais também o constrói, as casas foram erguidas através de um sistema muito comum nos lugares amazônicos, o ritmo de Mutirão7 e assim através de mãos conhecidas e desconhecidas que sonhos se erguem tornando-se realidade. É o espaço sendo produzido pelo homem, nem como objeto e nem como meio, mais como requisito da condição humana8

O VIVER NO MUTIRÃO O imediato que aparece aos olhos revela apenas o aparente, porém o mediato visto de forma mais apurada e paciente pode revelar espanto, surpresas e descobertas, até porque nada se resume a sua aparência.9 Numa visão rápida ao bairro que acabara de nascer tinha-se uma visão dúbia, desoladora e confortante ao mesmo tempo, um imenso lote de terras no barro batido, sem verde em meio aos conjuntos com casas de alvenaria e suas quadras e ruas asfaltadas. Uma visão desanimadora, mais não para aquelas pessoas que a partir daquele momento iriam produzir e reproduzir seu espaço10 O bairro nasce sem estrutura nenhuma, se concebe com o nome de Bairro Amazonino Mendes, mais vai ficar conhecido (até hoje) pela sua característica principal, MUTIRÃO. Segundo as falas dos primeiro moradores, o bairro nasce cru, sem nada, sem água encanada: os moradores precisavam cavar cacimbas ou esperar a chegada de um carro pipa que abastecia os moradores. Sem Energia Elétrica: as noites do Mutirão eram iluminadas por velas, candeeiros, lamparinas e pela luz do luar. As ruas não eram asfaltadas, não havia escola, posto de saúde e nem áreas de lazer, aquelas pessoas teriam que construir, produzir e criar seu espaço com suas devidas estruturas.

O PRECONCEITO
                                                                                                                       
 Também conhecido como Puxirum, palavra de origem indígena que significa um trabalho coletivo de ajuda mútua, em que vizinhos se unem para colher ou plantar ou construir uma casa  
8 9 7

Op.cit., pg22 Op.cit., pg20 Op.cit., pg20

10

 

3  

O presente trabalho é bastante pautado na oralidade, algo que é muito importante na história local, ela é dinâmica e viva, embora alguns autores digam que ela não deva ser absolutizada11. Mais ao abrir antigas feridas da trajetória das pessoas que vão constituir esse espaço elas são absolutas em lembrar-se do preconceito que sofreram (ainda sofrem) nessa caminhada em construir um espaço próprio. Por não terem infraestrutura em seu espaço essas pessoas vão se utilizar da estrutura do espaço vizinho, só que não vão ser aceitas como vizinhos, os moradores das adjacências do Mutirão não vão aceitar aquelas pessoas como vizinhos de um mesmo núcleo espacial, então nesse momento forma-se uma triste e vergonhosa barreira social, causando constrangimento e vergonha para os moradores do Mutirão, estes muitas vezes vão ser chamados de “porcos”, “sujos”, “galerosos”, muitas pessoas vão evitar dizer que são moradoras do Mutirão, no entanto não vão deixar de lutar pela dignidade de seus espaços. PRODUZIR E REPRODUZIR UM ESPAÇO Desde o nascimento do bairro até hoje, seus moradores não param de construir e desconstruir esse espaço, a luta pela melhoria e pela dignidade desses moradores é intensa e árdua. Já nos primeiro anos os comunitários elegem o primeiro presidente comunitário que trabalha em uma gestão em busca de melhorias, nesses anos(19901991) as conquistas são grandes, são criados agremiações de lazer um clube de jovens e também conseguem o apoio do Hospital Alfredo da Mata que oferecia duas semanas de exames dermatológicos no bairro, devido o contato com o barro e a poeira intensa muitas crianças adquiriam doenças de pele. Em 91 ainda não havia asfalto e só existia uma única linha de ônibus que atendia o local, isso fazia com que os moradores em dias de chuva, saíssem com um saco plástico amarrado aos pés para não se sujarem nos lamaçais que a chuva provocava. Em 1993 os comunitários exigem mais melhorias e elegem um novo presidente comunitário. Nesse ano as conquistas são substanciosas, como a criação do campo da LIDAM (Liga Desportiva do Amazonino Mendes) o festival folclórico, é instituído o aniversário do bairro, conclusão da ponte do sete, e inaugurada a Escola Estadual Professor Juracy Batista Gomes, transformação da antiga lavanderia na Escola Municipal Jarlece Zaranza, perfurações de poços artesianos, pronto
                                                                                                                       
11

Braga, Sergio Ivan Gil (org). Cultura Popular, Patrimônio Imaterial e Cidades. Manaus: editora da

UFAM, 2007

 

4  

socorro Arthur Virgilio, rede telefônica, linhas de ônibus. De acordo com as mensagens do prefeito de 93/94 houve muitas obras praticadas no mutirão como:12 • • • • • Recuperação de poço artesiano Programa de infra-estrutura e urbanização (recuperação do bairro mutirão) Implantação e execução de poço artesiano tubular Construção de reservatórios elevados e estação elevatória Reforma na escola comunitária CDC – DO MUTIRAO Em 1996 é realizada nova eleição pro conselho comunitário, nessa gestão é criado um projeto de cursos profissionalizantes, combate a invasões na área do Igarapé do Sete e novo Aleixo, projeto de entrega de títulos definitivos dos moradores. Em 2005/2006 um novo conselho consegue a melhorias das vias publicas, estrutura de meio fio, sarjeta de todo(quase) o bairro e a entrega de títulos definitivos dos moradores dos bairros. Apesar de tantas conquistas, os comunitários do Mutirão não se cansam de exigir melhoria e mudanças e assim a vida no espaço vai se modificando sempre, de forma intensa de acordo com a força e a vontade de seus moradores, segundo as falas dos próprios “ainda há muita mudança a ser feita, não só no bairro, mais também nas pessoas”.

HISTÓRICO

DAS

PRINCIPAIS

ESCOLAS

DO

BAIRRO,

RÁDIO

COMUNITÁRIA E CENTRO SOCIAL Escola Municipal Jarlece Da Conceição Zaranza A Escola Municipal Professora Jarlece da Conceição Zaranza situada na Avenida Ramo "D" S/N, Bairro Cidade Nova V, iniciou suas atividades em 08 de abril de 1994 foi regularizada através do ato de criação n. 272 em 18 de dezembro. É uma instituição pública, da Rede Municipal de Ensino de Manaus, teve como primeira gestora a Professora Graça Lima, que prestou serviços relevantes a esta
                                                                                                                       
12

Mensagens do prefeito Amazonino Mendes à Câmara Municipal de Manaus-fevereiro - 1994

 

5  

comunidade escolar, assumindo a Gerencia Educacional da Zona Norte da Cidade de Manaus, nomeou a Prof.ª Maria do Carmo Vasconcelos que ficou como gestora um ano. A Professora, Iria Augusta de Lima que durante três anos e cinco meses ficou como gestora fez um trabalho bastante significativo, junto à comunidade interna e externa da Escola. Hoje está sob a gestão do Professor Cláudio de Oliveira Peixoto que através do Prosed (processo seletivo) assumiu em julho de 2005. A escola oferece ensino do 1 ° ao 9° ano, Projeto Aceleração da Aprendizagem e Sala de Recursos para estudantes com necessidades de Atendimentos Educacional Especializado. A escola hoje tem 1270 alunos matriculados nas séries do Ensino Fundamental de 6° ao 9° anos no diurno, Aceleração na Aprendizagem, sendo uma escola inclusiva atendendo alunos com necessidades especiais. O histórico da Instituição Educacional representa o processo de construção da instituição, mostrando a luta da comunidade por melhorias educacionais.

Escola Estadual Professor Juracy Batista Criada pelo decreto lei n 20.761 de 07 de fevereiro de 2000. Na ocasião, o governado do amazonas era Amazonino Armando Mendes e, como secretário de educação do estado Humberto Michilles. As atividades escolares estiveram inicio no mês de 1999, sob a gestão da professora Emilia Veloso Martins, tendo como finalidade oferecer educação às crianças, jovens e adultos através de uma interação do processo ensino aprendizagem assegurando o seu desenvolvimento global, pleno e harmonioso, na forma Legislação vigente. Interação à rede do ensino através da Secretaria Estadual de Educação e qualidade no ensino, tendo como objetivo oferecer: o Ensino Fundamental médio e programa Aceleração da Aprendizagem de 1º a 4º série do Ensino Fundamental. Em 2004, a escola passa a trabalhar, também, com quatro turmas do projeto de Acelerar Fundamental e médio até 2005. Em 2006, é substituído o ensino seriado de 1º a 4º série pelo CIBEF de 1º a 2º ciclo básico. No ano de 2006, também funciona com três turmas de Aceleração de Aprendizagem de 5º a 8º série.
  6  

A clientela de aluno sempre foi oriunda dos bairros Amazonino Mendes 1 e 2, Jorge Teixeira, Tancredo Neves, Novo Aleixo e São José. Em 18 de agosto de 2005, ocorreu a substituição da gestão escolar assumindo no lugar da gestora Emília Veloso a professora Raimunda Oliveira de Souza que, então, tivera lotada e no quadro de professores de escola desde sua inauguração.

Escola Municipal Dep. Ulysses Guimarães A igreja Metodista vendo a necessidade da comunidade e a carência da clientela, de uma escola no bairro, colocou-se a disposição para suprir esta necessidade. E em julho de 1993, inaugurou o Instituto Metodista do Amazonas (IMA). Em 1994 sob direção do Sr. Rui Palheta Cortez, o instituto passou a ser parte da escola municipal Tancredo Neves em caráter de escola conveniada (anexo). Nessa época a escola tinha apenas 4 salas de aula. Em 1995, passou o IMA a ser anexo da escola municipal Professora Jarlece da Conceição Zaranza, sob a direção da professora Lucimar Reis Santana. Com o aumento da demanda houve a necessidade da construção de prédio com mais espaço. Em 1998, com o decreto lei de n. 452/98 do dia 28 de novembro, o Instituto Metodista do Amazonas passou a ser a Escola Municipal Deputado Ulysses Guimarães, com 10 salas de aula, funcionando nos turnos matutino, vespertino e noturno sob a direção do professor Roberto Carlos Rocha de Almeida. No ano de 2005 a escola passou por reforma e ampliação, a prefeitura Municipal por meio Da Secretaria Municipal de Educação (SEMED), reinaugurou a Escola com 4 pavilhões e 17 salas de aula, onde irá atender aproximadamente 1.780 alunos, nos três turnos. Tendo como nome Escola Municipal Deputado Ulysses Guimarães, situada na rua 27, s/n, conjunto Amazonino Mendes I, Cidade Nova V, sob a gestão da Professora Ana Nery Lopes Dantas. Escola Estadual Osmar Pedrosa A Escola Estadual Osmar Pedrosa, uma da primeiras a atender a clientela do então bairro do Mutirão, situada a Rua 253, Quadra 432, núcleo 23, Bairro Cidade Nova V, criada pelo Decreto nº12.918 de 05 de abril de 1990, teve como seu primeiro Gestor Aldenir Ferreira Soares que permaneceu no cargo até 1992.
  7  

O nome da Escola presta uma homenagem a Osmar Pedrosa, natural de Manaus, nasceu no ano de 1918, filho do Dr. Waldemar Pedrosa e neto de Jônatas Pedrosa, pessoas que tiveram grande influência econômica e política no período áureo da borracha, no Estado do Amazonas. Iniciou sua carreira estudantil no Colégio Dom Bosco, cursou Direito na Faculdade de Ciências Jurídicas e Sociais em 1935, diplomando-se Bacharel em Direito no ano de 1939. Profissionalmente, na sua vida pública, galgou cargos importantes: advogado com brilhante atuação, projetou-se como juiz da capital posteriormente membro do Ministério Público Federal, foi nomeado Procurador da República substituindo seu pai. A Escola teve como três últimos Gestores: Francisco Jorge S. de Oliveira, Delmar Leda e atualmente a Escola está sendo gerenciada pela Profª. Ednéia Queiroz de Ataíde que é formada em Letras – Língua Portuguesa, pelo Centro Universitário do Norte e Pós-Graduada em Gestão e Administração Escolar pela Universidade do Estado do Amazonas. ARAR – CENTRO ESTADUAL DE CONVIVENCIA DA FAMÍLIA Inaugurado na década de 90, no governo do professor Gilberto Mestrinho, recebeu o nome de Área Assistencial e Recreativa – ARAR. Vinculado a antiga Secretaria de Estado do Trabalho e Ação Comunitária – SETRAC, tinha como objetivo prestar assistência aos comunitários nas áreas de educação, saúde, esporte, lazer, segurança e capacitação profissional para geração de renda. Ao longo de sua história passou por duas pequenas reformas, em 1996 e 2002. Integrando o plano de metas do Governador Eduardo Braga, a Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania – SEAS, órgão coordenador da Política Estadual da Assistência Social no Amazonas, pensou e sistematizou as diretrizes que norteiam o projeto pedagógico do Centro Estadual de Convivência da Família, que se constitui numa Unidade Pública Estadual. Hoje o ARAR tem como objetivo principal atender o segmento familiar, possibilitando melhoria na qualidade de vida de crianças, adolescentes, jovens, adultos, idosos, mulheres e pessoas com deficiência, protegendo e garantindo os direitos individuais e ampliando a rede de atendimento.

RÁDIO COMUNITÁRIA
  8  

Em 1996 as comunidades dos bairros Mutirão-Amazonino Mendes, Conjunto Amadeu Botelho, Nossa Senhora de Fátima, Novo Aleixo, Cidade Nova, Águas Claras e outros bairros visinhos se organizaram e deram vida ao movimento comunitário pela cidadania (MOCOSI). Logo o MOCOSI se mobilizou para ter uma instalação de rádio difusão, com estas finalidades, levar o exercício da cidadania aos menos favorecidos, incentivando-os na luta por seus direitos, oferecer espaços para a comunidade e associações divulgarem suas atividades, estimular, especialmente através da música o lazer e o convívio social da cultura amazônica, prestar serviços de utilidade pública para que sejam atendidas as necessidades da população local, promover uma espiritualidade e comunicação alternativa e libertadora. Sua concessão é conseguida por intermédio do Padre Luiz Giuliani, trata-se da primeira concessão cedida a uma rádio comunitária no Brasil. A rádio “A Voz das Comunidades” começou oficialmente a 15 de julho de 2001, logo se destacando por conscientizar sobre direitos e deveres, por trazer a público os problemas de violência e injustiças e por dar voz e vez aos moradores da comunidades de base. A rádio “A Voz das Comunidades” é o exercício da democracia e diversidade, de cidadania e participação, de denuncias e propostas. É o grande telefone comunitário dos excluídos. Ela faz uma informação real denunciando os interesses da classe opressora, capitalista neoliberal e globalizante. A rádio nasce por iniciativa da Igreja Católica, mais não é confessional, não faz distinção de credo religioso, tampouco de etnia, condição social, credo político, não admite proselitismo nem propaganda de partidos políticos. A rádio possui um grande alcance, pode ser sintonizada de qualquer lugar de Manaus e para além do Rio Negro. É uma rádio sem fins lucrativo que sobrevive de doações, apoio culturais e voluntariado. A rádio cobriu as lutas pelo transporte, água, saúde, desarmamento, conselho tutelar, solidariedade nas enchentes, denuncias de violência contra a mulher, melhorias para o bairro (conjunto) e etc. Os programas da rádio falam da cultura e dos problemas sociais, em particular da zona norte e leste, merecendo destaque o programa a hora da alegria, um programa onde as crianças falam para as crianças.
  9  

MUTIRÃO HOJE Hoje o conjunto Mutirão Amazonino Mendes conta com um conselho comunitário jovem, com muita vontade de mudanças, com base política fincada no socialismo. Esse conselho vem trabalhando não só no espaço, mais também na mentalidade das pessoas que constituíram esse espaço. Suas principais metas são politizar a comunidade, evidenciar a importância da educação não só pros jovens mais também aos adultos, criar parcerias com as escolas para evitar a evasão, combater a violência e as drogas, organizar o transporte publico que atende o local, trazer a cidadania que a comunidade merece. O Mutirão hoje, ainda jovem, com seus 20 e poucos anos segue seu caminho impondo a sua presença, onde antes não era percebido e nem reconhecido, onde era isolado, hoje é um elo de espaços diversos, onde foi sendo construído por pessoas que não cansam de mudar, modificar, trabalhar, produzir, exigir, gritar e falar, pessoas que se uniram e juntas criaram o Mutirão.

 

10  

ANEXO 1 FOTOS ANTIGAS DO MUTIRÃO AMAZONINO MENDES

Casa abandonada

Área do Sete

 

11  

Atrás do campão-área vendida

Circular 2

Final da rua 50 – invasão

Igarapé do Sete

Início da Rua 50

Invasão do Sete
 

Lixão

12  

Ponte da Perimetral 7

Rua 13

Rua 27

Situação da água na Rua 59

Rua 43 – Esgoto entupido]

 

13  

Posto de Vacinação no ARAR

FOTOS ATUAIS DO MUTIRÃO AMAZONINO MENDES

Escola Municipal Jarlece Zaranza

Escola Estadual Prof Juracy Batista

Escola Municipal Ulysses Guimarães
 

Mutirão hoje
14  

ARAR

Rádio Comunitária

Mutirão hoje

Policia Militar

Mutirão hoje

Mutirão hoje

 

15  

Campo da LIDAM

 

16  

You're Reading a Free Preview

Descarregar
scribd
/*********** DO NOT ALTER ANYTHING BELOW THIS LINE ! ************/ var s_code=s.t();if(s_code)document.write(s_code)//-->