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Administração Cientifica - Ford, Fayol e Taylor - Grupo 9

Administração Cientifica - Ford, Fayol e Taylor - Grupo 9

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ADMINISTRAÇÃO CIENTÍFICA Iniciou-se por volta do começo do século, em 1900, nos Estados Unidos com Frederick Winslow Taylor

. Basicamente, essa administração surgiu com o propósito de buscar "eficiência nas Organizações", dando-se então ênfase nas tarefas. A fim de alcançar elevada eficiência industrial, buscavam a Aplicação dos métodos da Ciência aos problemas da Administração. Seus principais Métodos foram a "Observação e a Mensuração". Sua principal preocupação era a tentativa de eliminar o fantasma do desperdício e das perdas sofridas pelas indústrias americanas e elevar o nível de produtividade através do método de Engenharia Industrial. Teve com principais seguidores: Gatt; Gilbreth; Barth, Ford. A Obra de Taylor Frederick W. Taylor ( 1856 - 1915), foi uma das figuras que mais se destacaram na história do pensamento administrativo. Nascido de uma família de classe média superior da Nova Inglaterra, teve uma educação primária privilegiada.Tinha um problema de visão que dificultou os estudos advogado, mas aos 29 anos conclui o curso de Engenharia. Aos 18 anos, começou a trabalhar com aprendiz e operário de oficina mecânica. E. 1878 entrou na Siderúrgica Midvale Steel Co. Em seis anos sua carreira foi rápida, de torneiro até engenheiro-chefe das oficinas. Ao longo desses 6 anos Taylor revelou sua missão e seu caráter. Taylor declarou que o principal objetivo da Administração Científica consistia em "assegurar a máxima prosperidade para o empregador junto com a máxima prosperidade para o empregado". Máxima prosperidade significa para o empregador lucros a curto e longo prazo, e para o empregado remuneração gradualmente maior e pleno desenvolvimento de suas capacidades. Essa propriedade mútua só poderia pressupor a ausência de conflitos entre a administração e o funcionalismo. Os princípios de Taylor apesar de criticados, ainda hoje servem como "critérios" gerais para o treinamento da supervisão. 1° Período de Taylor - 1903 "Administração das oficinas" - Técnicas de racionalização do trabalho do operário, através do estudo de tempos, métodos e movimentos ( motion - time study). Taylor dizia que a "eficiência administrativa aumenta com a especialização do trabalho". Empresa deve oferecer bons empregos e ter baixos custos de produção. Adotando métodos e técnicas científicas a fim de padronizar as operações fabris, com uma perfeita adequação do trabalhador. Taylor, no início, cuidava apenas dos processos. Mais tarde, com a consolidação de seus métodos, após os bons resultados obtidos através da experimentação, chegou à caracterização dos princípios baseados na preocupação da observação científica, dos fatos que diante deles se apresentam. Eis os três princípios dessa fase: 1 - Atribuir a cada operário a tarefa mais elevada que lhe permitissem as aptidões. 2 - Solicitar cada operário o máximo de produção que se pudesse esperar de um trabalhador hábil de sua categoria. 3 - Que cada operário, produzindo a maior de trabalho, tivesse uma remuneração adequada, ou seja, 30 a 50 por cento superior à média dos trabalhadores de sua classe.

Nesses três enunciados está contida a principal orientação dos trabalhos de Taylor obtenção de mão-de-obra econômica, retribuída entretanto, com salários mais elevados. 2° Período de Taylor - 1911

Identificação dos problemas das empresas: - Causas da Vadiagem no trabalho. Há três determinantes desse estado, que podem ser assim brevemente resumidas: * O erro, que vem de época imemorial e quase universalmente disseminado entre os trabalhadores de que o maio rendimento do homem e da máquina terá como resultado o desemprego de grande número de operários. * O sistema defeituoso da administração, comumente em uso, que força os empregados a fazer cera no trabalho, a fim de melhor proteger seus interesses. * Os métodos empíricos ineficientes, geralmente utilizados em todas empresas, com os quais o operário desperdiça grande parte de seu esforço. Este estudo procura mostrar os lucros enormes que redundam para empresas com a substituição dos métodos empíricos pelos científicos. Mais tarde, Taylor evidenciou de forma explícita os seguintes objetivos: 1 - Desenvolvimento de uma ciência que pudesse aplicar-se a cada fase do trabalho humano, em lugar dos velhos métodos rotineiros. 2 - Selecionar o melhor trabalhador para cada serviço, passando em seguida a ensiná-lo, treiná-lo e formá-lo, em lugar do antigo costume de deixar a ele que selecionasse o seu serviço e se formasse, da melhor maneira possível. 3 - Criar um espírito de profunda cooperação entre a direção e os trabalhadores, com o objetivo de que as atividades se desenvolvessem de acordo com os princípios da ciência aperfeiçoada. 4 - Divisão do trabalho de quase iguais processos entre a direção e os trabalhadores, devendo cada departamento atuar sobre aqueles trabalhos para os quais estivesse melhor preparado, substituindo desta forma as antigas condições, nas quais quase todo o trabalhador e a maior parte da responsabilidade recaíam sobre aqueles. Além daqueles princípios, Taylor também expôs regras técnicas e normas para o trabalho de usina ou oficina: 1 - Para cada tipo de indústria, ou para cada processo, estudar e determinar a técnica mais conveniente. 2 - Analisar, metodicamente, o trabalho do operário, estudando e cronometrando os movimentos elementares. 3 - Transmitir, sistematicamente, instruções - técnicas ao operário. 4 - Selecionar, cientificamente, os operários. 5 - Separar as funções de preparação e execução, definindo-as com atribuições precisas. 6 - Especializar os agentes nas funções de preparação e execução. 7 - Predeterminar tarefas individuais ao pessoal e conceder-lhem prêmios, quando realizadas. 8 - Unificar o tipo de ferramentas e utensílios. 9 - Distribuir, eqüitativamente, por todo o pessoal, as vantagens que decorressem do aumento de produção. 10 - Controlar a execução do trabalho. 11 - Classificar as ferramentas, os processos e os produtos.`

Compreendeu que se tratava de problemas humanos. o planejamento de execução e o seu andamento. 2 . São os seguintes: 1 . com ainda dos que contribuem para o trabalho. 3 . para controlar a qualidade dos produtos. teve em conta os aspectos psicológicos quando estudava o elemento humano. a determinação de um tempo médio que um operário médio levaria para executar determinada tarefa (cronoanálise).O encarregado da inspeção. Para que o trabalho industrial se torne eficiente. comportamento. Estes resultados obtidos por Taylor não foram acidentais. que trata da administração do pessoal.É a divisão e subdivisão de todos os movimentos necessários a cada operação de uma tarefa. 2 . para o preparo geral do trabalho a ser executado: suprimento de matéria-prima. No campo da execução. Vantagens da "Administração Científica" * Movimentos mais eficazes sem eliminação dos inúteis. mas consequências de um estudo sistemático de fatores que afetam um problema em cada momento. no que respeita aos assuntos ligados ao tempo abandonado e ao salário a ser atribuído. para inspecionar a limpeza.). A finalidade do planejamento é caracterizar qual o trabalho que deve ser feito. que registra os tempos. que trata das minúcias da execução de acordo com os planejamentos. como deve ser feito esse trabalho. Análise do trabalho e estudo de tempos e movimentos * Análise do trabalho . em suas investigações.O encarregado . utensílios etc. faz a sua apuração e controle. 4 . diretamente ligados aos operários. normalmente máquinas. substituindo processos rotineiros por outros deduzidos de análises prévias..O encarregado das fichas de instrução. a conservação e a reparação dos equipamentos.O encarregado do tempo. e. * Melhor eficiência do operário com maior rendimento da produção * Distribuição uniforme do trabalho. para resultar o TEMPO PADRÃO. zelando para que funcionem da melhor maneira. quando deverá ser feito.O encarregado da conservação. necessidades. . recrutamento.O encarregado das ordens de execução. * Seleção e treinamento mais Racional.geral. onde e por quem deverá ser executado e. dispensa etc.O encarregado da disciplina ou relações humanas.Um dos pontos principais do trabalho de Taylor é a separação entre as funções de preparação e as de execução. efetuando a apuração do custo de trabalho realizado e chama a atenção dos executantes para a obediência à ficha de instrução. Taylor viu a possibilidade de decompor cada tarefa em uma série ordenada de movimentos simples. são necessários os quatro agentes de preparação. a esse tempo era adicionado os tempos elementares e mortos ( espera.. assim com materiais e mecânicos. os inúteis eram eliminados ou fundidos com outros visando a economia de tempos e esforços. Taylor passou a usar também quatro encarregados: 1 . não só de elementos que vão ser trabalhados. ou seja. A contribuição real de Taylor para a indústria foi seu método científico. * Base uniforme para salários e prêmios..O encarregado da fabricação. finalmente. evitar falta ou excesso. que acompanha as encomendas. 3 . 4 . para controlar o andamento dos trabalhos e o aperfeiçoamento dos trabalhadores. seleção.

Idalberto Ed. em primeiro lugar. Sua aplicação deve ser gradual e obedecer um certo período de tempo para alterações bruscas que causem descontentamento por parte dos operários e prejuízo aos patrões. . BIBLIOGRAFIA HISTÓRIA DA ADMINISTRAÇÃO Lodi. à eliminação de todas as causas de disputa e desentendimentos entre si. patrão e particularmente para aqueles que a implantaram. PRINCÍPIOS DA ADMINISTRAÇÃO CIENTÍFICA Taylor.* Definição mais precisa do custo unitário e preço de venda. Winslow Atlas. João Bosco Livraria Pioneira Editora 10° Edição. McGrawhill. Começando assim um processo de Reengenharia nas empresas. TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO Chiavenato. Frederick. A administração científica corresponde para o operário.

ADMINISTRAÇÃO CLÁSSICA ÍNDICE 12345- VIDA E OBRAS DE FAIOL ABORDAGEM CLÁSSICA DA ADMINISTRAÇÃO DESENVOLVIMENTO ORGANIZACIONAL 7 9 3 DISTRIBUIÇÃO DA AUTORIDADE E DA RESPONSABILIDADE 10 FUNÇÕES BÁSICAS DA EMPRESA 5.1 .2 .Princípios Gerais de Administração para Fayol 11 12 12 14 6- BIBLIOGRAFIA .Proporcionalidade das Funções Administrativas 5.

. nasceu em Constantinopla e faleceu em Paris. adquirira o costume de anotá-las diariamente.1925). durante esse período. com previsão científica e métodos adequados de gerência. resultados satisfatórios eram inevitáveis. porém desde 1860.1 . Fayol empregou seus últimos anos de vida à tarefa de demonstrar que. Ele. Ele levou esse hábito de trabalho para o seu cargo de gerente e depois para o diretor. Durante muitos anos Fayol não escreveu nem divulgou suas idéias a não ser em sua própria indústria.VIDA E OBRAS DE FAYOL Henri Fayol (1841 . passou quase toda a sua vida numa indústria de mineração (carvão e aço). Seu livro Administração Geral e Industrial (1916) só veio a ser publicado quando Fayol já tinha 70 anos. Seus outros escritos são pouco conhecidos. Fayol acostumou-se a trabalhar baseado em princípios e técnicas. primeiro como engenheiro e depois como diretor. O livro apareceu primeiro em forma de boletim da associação comercial: Bulletin de la Société de l¶Industrie Minérale. É curioso que os estudiosos de língua inglesa só vieram a conhecer a obra de Fayol depois de 1949. Formou-se em engenharia de minas e entrou para uma empresa metalúrgica e carbonífera onde desenvolveu toda sua carreira. formulando um conjunto de ³princípios de administração geral´ que ele considerava úteis para toda situação administrativa. qualquer que fosse o tipo ou ramo da empresa. Fayol chegou a Diretor Geral em 1888 e permaneceu assim até 1918 e. salvou essa indústria da bancarrota. Fayol sempre afirmou que seu êxito se devia não só às suas qualidades pessoais mas aos métodos que empregava. que iria deixar uma grande contribuição para a administração francesa e também para a teoria clássica da Administração. Como engenheiro. quando foi feita a primeira tradução para o inglês pelo seu maior divulgador Lyndall Urwick.

Nos últimos anos de sua vida. A capacidade técnica domina a base da escala hierárquica. Por exemplo. Fayol deixou uma influência na administração francesa conhecida como ³fayolismo´. Fayol voltou-se para a administração pública. contramestre e operário). chefe de divisão. Contrariamente. Em seu conhecido livro. financeira e contábil). Depois do princípio da Divisão de Trabalho.´ A fim de delinear a capacidade administrativa. a capacidade administrativa é a principal capacidade dos grandes chefes. Fayol apresenta 14 princípios de administração. Taylor advogou a supervisores. de modo que servem apenas como demonstrativo da forma de comprovar a hipótese. Alguns dos mais importantes ³princípios´ de Fayol serão aqui lembrados. Depois de distinguir as funções empresariais (técnica. Fayol procurou medir a importância relativa dessas diversas capacidades em cada nível da empresa (diretor. Desta última parte de sua missão. segundo o qual uma pessoa deve ter apenas um chefe diante do qual ela é responsável pelo seu trabalho. As tabelas de avaliação que apresenta são evidentemente feitas sem muito cuidado estatístico. a capacidade administrativa. Sua proposição principal é muito útil ainda hoje: ³A capacidade técnica é a principal capacidade dos chefes inferiores da grande empresa e dos chefes da pequena empresa industrial. Alguns desses princípios contrastam com os de Taylor. 7 . cada um especializado num aspecto da tarefa do operário. Fayol trata da: yIgualdade entre Autoridade e Responsabilidade . chefe de oficina.Uma pessoa responsável pelo resultado de uma operação deve ter autoridade suficiente para tomar as medidas necessárias para assegurar o sucesso dessa operação. Fayol elaborou os princípios gerais da administração. chefe de serviço técnico. o topo. comercial. Fayol defendeu o princípio de unidade de comando. estudando os problemas dos serviços públicos e lecionando na Escola Superior de Guerra de Paris.

O caráter prescritivo desses princípios é evidente. como os de Taylor. como disse mais acima. yUnidade de Direção . Quanto à organização preocupou-se em especificar os tipos de funcionários que comporiam os quadros da média e pequena administrações e determinar suas características humanas. Eles são propostos como receitas para a via diário do administrador. ou. a hierarquia. preceituou algumas responsabilidades dos chefes: y ter um conhecimento profundo de seu pessoal. uma pessoa deve ter apenas um chefe diante do qual ela é responsável. a coordenação e controle foi mais específico quanto à organização e comando. y dar o bom exemplo. ainda mais que eles podem colidir e auto eliminar-se num dado momento. y fazer inspeções periódicas no corpo social. Fayol não podia dispor de meios para testar seus princípios (hipóteses) e confirmá-los. a estabilidade do pessoal. a iniciativa.yUnidade de Comando . Esse princípio é ainda mais válido no caso das empresas de família. Quanto ao comando. Fayol aponta ainda outros princípios: a subordinação do interesse particular ao interesse geral. a ordem . Fayol estudou pouco ou nada a previsão. a união pessoal. recorrendo a quadros sinópticos. Por outro lado o caráter universal desses princípios os tornava muito vagos e pouco indicativos da decisão no momento certo. y excluir os incapazes. Quanto aos elementos da administração.Deve haver ³uma cabeça e um plano´ para um grupo de atividades que cumpre o mesmo objetivo. Os chamados ³princípios´ de Fayol. a eqüidade. a centralização. y conhecer bem os convênios e contratos de trabalho entre a empresa e seus agentes.Um empregado deve receber ordens de apenas um superior. devem ser tomados como critérios ou prescrições genéricas. 8 .

a iniciativa e o devotamento. A preocupação básica era aumentar a produtividade da empresa por meio do aumento de eficiência no nível operacional. preocupada em aumentar a eficiência da empresa por meio da sua organização e da aplicação de princípios gerais da Administração em base cientificas. y não se deixar absorver pelos detalhes. Isto é.y reunir seus principais colaboradores em conferências. recolher. Neste sentido. para obter unidade de direção e convergência de esforços. era formada por engenheiros como Frederick Winslow Taylor (1856-1915). y incentivar no pessoal a atividade. entre outro. Henri Fayol. sem se preocupar em saber se há leis que regem a matéria. Henry Lawrence Gantt (1861-1919). Um deles americano. ³Até agora o empirismo tem reinado na administração dos negócios. Impor regras´. este desenvolveu a chamada Teoria Clássica. preocupada em aumentar a eficiência da indústria por meio. inicialmente. Henry Ford (1863-1947) era incluído pela aplicação destes princípios nos seu negócios. Cada chefe dirigia à sua maneira. esta abordagem trata a 9   . 2 . O fayolismo assumiu o aspecto de uma escola de chefes. É necessário introduzir o método experimental.ABORDAGEM CLÁSSICA DA ADMINISTRAÇÃO No início do século XX. a Escola da Administração Científica. classificar e interpretar os fatos. rederick Winslow Taylor desenvolveu a Escola da Administração Científica. observar. da racionalização do trabalho do operário. Instituir experiências. desenvolvida por Taylor. como Claude Bernard introduziu na Medicina . Uma grande parte do livro de Fayol é dedicada a preceitos para os superiores. O outro era europeu. dois engenheiros pioneiros a respeito da Administração. A Abordagem Clássica da Administração pode ser desdobradas em: y De um lado. Partindo de pontos de vista diferentes e mesmos opostos suas idéias constituem as bases da chamada Abordagem Clássica ou Tradicional da Administração.

Esta corrente era chamada de Teoria Clássica. O aumento da dimensão das empresas no período da 2a.organização de cima para baixo (do operário para supervisor e gerente). O panorama industrial no início deste século tinha todas as características e elementos para poder inspirar uma Ciência da Administração: variedade de empresas. problemas de baixo rendimento da maquinaria utilizadas. etc. Mooney. Com essa visão permitia a melhor maneira de subdividir a empresa sob a centralização de um chefe principal. no sentido de se obter o melhor rendimento possível dos seu recursos e fazer face à concorrência e à competição que se avolumavam entre as empresas. Esta análise constituiu a chamada ³Organização Racional do Trabalho´. podem ser resumidas em dois fatos: O crescimento acelerado e desorganizado das empresas. Surge o início da divisão de trabalho entre os que pensam e os que executam. As origens da Abordagem Clássica da Administração remontam às conseqüências geradas pela Revolução Industrial. tamanhos diferenciados. Dentre eles Henri Fayol (1874-1925).DESENVOLVIMENTO ORGANIZACIONAL 10 . Essa escola era formada principalmente por executivos de empresas da época. exigindo uma abordagem científica. y De outro lado. Neste sentido esta corrente é inversa à abordagem da Administração Científica: de cima para baixo (da direção aos departamentos). a corrente dos Anatomistas e Fisiologistas da organização. Tinha como preocupação básica aumentar a eficiência da empresa por meio da forma e disposição dos órgãos competentes da organização (fisiologia) e das suas inter-relações estruturais (anatomia). James D. Revolução industrial leva a um substituição das teorias de caráter totalizante e global. 3 . A necessidade de aumentar a eficiência e a competência das organizações. Sua principal característica é a ênfase na estrutura.

A organização cientifica do trabalho trouxe uma abordagem rígida e mecânica que considera o homem apenas um mero dispositivo das máquinas. na realidade. embora. A essência da responsabilidade é a obrigação de utilizar a autoridade para exigir que sejam executadas as tarefas. 4 . mostrou-se incompleta e parcialista. Para os autores clássicos a autoridade é o fundamento da responsabilidade. onde à medida que se sobe na cadeia de comando até o alto da estrutura da organização.FUNÇÕES BÁSICAS DA EMPRESA Fayol parte da proposição que toda empresa pode ser dividida em seus grupos a saber : 11 . deu ênfase à organização formal e à racionalização dos métodos de trabalho. objetivando a conquista da eficiência. de atividade.No desenvolvimento organizacional a teoria clássica proposta por Taylor e por Fayol. 5 . A área de autoridade é representada como uma pirâmide invertida. de atribuição. a responsabilidade é um dos termos mais mal compreendidos na literatura administrativa. Da mesma forma que a autoridade. a área de autoridade se expande gradualmente em cada escalão. Diz-se que a responsabilidade é delegada a subordinados. mas no entanto. O termo responsabilidade é usado como sentido de dever. o que se delegue seja autoridade. Fayol dizia que a ³autoridade é o direito de dar ordens e o poder de exigir obediência´.DISTRIBUIÇÃO DA AUTORIDADE E DA RESPONSABILIDADE A hierarquia da organização formal representa a distribuição da autoridade e da responsabilidade entre os diversos níveis da estrutura.

desempenham atividades de previsão. coordenação e controle. registros. 5. venda permutação. custos e estatística. organizar. Funções administrativas. unir. inventários. As funções administrativas coordenam e sincronizam as demais funções da empresa. Em outros termos. coordenar e controlar. o gerente. organização. como o encarregado . harmonizar todos os atos e todos os esforços coletivos. Funções financeiras. integração de cúpula das outras cinco funções.1 .Funções técnicas. Funções contábeis. balanços. o supervisor. Estes são os elementos da administração que constituem o chamado processo administrativo. Controlar: verificar que tudo ocorra de acordo com as regras estabelecidas e as ordens dadas. Prever: visualizar o futuro e traçar o programa de ação. Funções comerciais. Fayol define o ato de administrar como sendo: prever. comandar. relacionadas com a compra.cada qual em seu nível . relacionadas com a produção de bens ou de serviços da empresa. pairando sempre acima delas. Organizar: constituir o duplo organismo material e social da empresa. como atividades administrativas essenciais. proteção e preservação dos bens e das pessoas. o chefe. tanto o diretor. Para aclarar o que sejam as funções administrativas.Proporcionalidade das Funções administrativas 12 . Coordenar: ligar. Funções de segurança. relacionadas com a procura e gerência de capitais. e que são localizáveis em qualquer trabalho do administrador em qualquer nível ou área de atividade da empresa. Comandar: dirigir e orientar o pessoal.

portanto. À medida que desce na escala hierárquica. como toda ciência deve se basear em leis ou em princípios. Unidade e comando : cada empregado deve receber ordens de apenas um superior. Como a função administrativa restringe-se somente ao pessoal. tempo ou lugar. Tudo em administração é questão de medida e de bom senso. Disciplina : depende da obediência. energia. de ponderação e de matéria administrativa. isto é. porquanto os coletou de diversos autores de sua época. Os princípios gerais da administração. Tais princípios. comportamento e respeito aos acordos estabelecidos. ao corpo social. Tudo em administração é questão de medida. a função administrativa não se concentra exclusivamente no topo da empresa. nem é privilégio dos diretores.Princípios Gerais de administração para Fayol A ciência da administração. mas é distribuída proporcionalmente entre todos os níveis hirerárquicos. são maleáveis e adaptam-se a qualquer circunstância. mais aumenta a extensão e o volume das funções administrativas. sistematizandoos muito bem.2 . segundo Fayol. aplicação.Para Fayol. são : Divisão do trabalho: Especialização das tarefas e das pessoas para aumentar a eficiência. 13 . para assegurar o seu bom funcionamento. Autoridade e responsabilidade : autoridade é o direito de dar ordens e o poder de esperar obediência. Fayol tentou também definir os princípios gerais de administração. a responsabilidade é uma conseqüência natural da autoridade. a medida que sobe na escala hierárquica. emborca sem muita originalidade. Unidade de direção : uma cabeça e um plano para cada grupo de atividades que tenham o mesmo objetivo. a que se poderia dar o nome de princípios. 5. é necessário um certo número de condições e regras. mais aumenta a proporção das outras funções da empresa e.

Remuneração do pessoal : deve haver justa e garantida satisfação aos empregados. Introdução à Teoria da Administração . Adalberto. 6 . CHIAVENATO. Equidade : amabilidade e justiça para alcançar lealdade do pessoal. . Ordem : cada coisa em seu lugar.4ª ed.Editora Makron Books. História da Administração . 45-52. 14 . João Bosco. pág.Subordinação dos interesses individuais aos interesses gerais : os interesses gerais devem sobrepor-se aos interesses particulares. Quanto mais tempo uma pessoa permanecer num cargo. Estabilidade : a rotação tem um impacto negativo sobre a eficiência da organização. . tanto melhor. É a ordem material e humana.BIBLIOGRAFIA LODI. Centralização : refere-se à concentração da autoridade que vai do escalão mais alto ao mais baixo. Iniciativa : a capacidade de visualizar um plano e assegurar seu sucesso. Espírito de equipe : harmonia e união entre as pessoas são grandes forças para a organização.Editora São Paulo.10ª ed.

A CRISE DO FORDISMO CAPÍTULO V .HENRY FORD ÍNDICE GERAL CAPÍTULO I .HENRY FORD CAPÍTULO II .NOVOS PRINCÍPIOS BIBLIOGRAFIA COMPONENTES DO GRUPO VIII 15 .O FORDISMO CAPÍTULO IV .A INDÚSTRIA CAPÍTULO III .

Recebeu o diploma de mecânico três anos antes de terminar o curso. Em 1890 iniciou novos projetos para fabricar um motor de dois tempos e durante esse tempo foi convidado para ser engenheiro maquinista na Detrit Edison Company. Estudou os tratores à vapor. só para ter certeza que entendera o seu princípio de funcionamento. Não era pobre e nem rico. queria construir um veículo mais leve que os tratores para ajudar os homens no árduo trabalho de arar a terra. acompanhava a evolução das máquinas. pertencia classe dos ³arranjados´. de quatro tempos. Quando surgiram os primeiros motores de combustão interna. com ordenado de 45 dólares por mês. Não gostava da lavoura e dizia que qualquer coisa que se desejasse fazer na plantação. casou-se montou uma oficina e uma serralheria. Voltou para a fazenda onde nasceu. por mínimo que fosse. movidos à benzina (nem haviam diferenciado a gasolina da mistura). Em 1887 construiu um semelhante. em Detroit.CAPÍTULO I HENRY FORD Nascido a 30 de Julho de 1863. Em 1879 começou a trabalhar como representante local da Westinghouse Company. claro que sua serralheria tinha um motor que movia uma serra que cortava a madeira. Trabalhou à noite em uma joalheira consertando relógios. em Dearborn. Seu fascínio por carros veio da infância e desde cedo dedicou-se a mexer com máquinas. filho de fazendeiros. Aos treze anos desmontava e montava relógios. Henry Ford começou a estudá-lo. no Michigan. Quando viu pela primeira vez um moto OTTO em 1885 nas oficinas da Eagle Iron Works. exigia um esforço tremendo. Deixou a escola aos 17 anos e entrou como aprendiz nas oficinas de Drydock. Como salário representava mais do que sus 16 . como técnico de montagem e conserto de locomóveis (tratores movidos à vapor).

Naquele dia o ³999´ mostrou ao mundo. Em 1893 seu automóvel corria pelas estradas e foi por muito tempo o único automóvel de Detroit.. ele sempre acreditou na utilidade do automóvel . com seus 80 HP. Dedicou-se a partir de então exclusivamente ao automóvel..´ Seguiu-se outras experiências. As pessoas na época tratavam os carros como brinquedos velozes e não vislumbravam o futuro como Henry Ford. tinha chegado ao cargo de engenheiro chefe com salário de 125 dólares por mês.. Incansável Ford alugou uma oficina e fundou a Ford Motor Company uma semana depois. O volante foi fundido e todas as peças delicadas ele mesmo fez à mão.. parecido com uma charrete. que era a máquina mais veloz para andar sobre a terra e que Henry Ford sabia fazer um carro de verdade. e já andava disposto a construir o segundo.. engatadas por uma alavanca que desengatava e engatava a correia e freio de pé. Seu valor como empreendedor revela-se ao descrever em sua obra como as fábricas funcionavam. ele disse ³. construiu dois e não um: o ³Flecha´ e o ³999´ e foi na pista de Great Point que eles correram. o assento e molas foram comprados. Possuía duas velocidade. CARRO DE CORRIDA Ford foi obrigado a se conformar e construir um carro de corrida.terras podiam produzir aceitou e alugou uma casa que tinha pequena cobertura e lá montou sua oficina. um quintal com uma O PRIMEIRO CARRO Em 1892 construiu o primeiro carro.Não o havia construído para isso. como ele mesmo disse ³. motor 2 cilindros.A indústria dos automóveis não repousava no que chamaríamos uma base honesta. Os cilindros foram feitos de um tubo de escapamento de máquina a vapor. criticou duramente os empresários da 17 .´.. o chassis. Foi o primeiro americano chofer com carta na América. Entrou como engenheiro chefe na Detroit Automobile Company e em março de 1902 deixou também esta companhia. ele o vendeu em 1896 por 200 dólares.. 16 e 32 Km. deixou a companhia a 15 de agosto de 1899. As rodas eram de bicicleta. Depois de rodar 1500 Km com carro. e sim para experiências.

lubrificação automática. Ford acreditava na propaganda e seus veículos ganharam confiança e credibilidade.´.. oficinas. ruas. Não queríamos que o nosso êxito comercial se entorpecesse graças à cupidez estúpida de alguns indivíduos. galpões. 2. 18 . duráveis e que tivessem utilidade. 4. Até ali por 1910 e 1911.. capaz de compreender as possibilidades do negócio. dispondo dos maquinismos necessários a qualquer reparação. o dono de um carro passava por um homem rico que devia ser espoliado. Durante todo esse tempo martelava na mente de Ford a idéia de um modelo universal. CAPÍTULO II A INDÚSTRIA O sucesso foi chegando.Uma instalação apropriada e de boa aparência. 3. As duas grandes forças de Ford nesse período: 1º Os vendedores 1. inúmeros modelos. um carro padrão. 5.época..Um espírito progressista e moderno..Mecânicos perfeitamente conhecedores da construção e funcionamento dos Fords. Seguindo a seqüência do alfabeto Ford chegou ao seu modelo T. Veio a partida elétrica. A indústria aumentava. Desde o primeiro momento enfrentamos com firmeza tal situação.Um depósito suficiente de peças avulsas para efetuar consertos com rapidez e conservar em serviço ativo todos os carros da zona correspondente.Os mecânicos foram por certo tempo a mais séria ameaça desta indústria. mas uma frase sua diz tudo: ³. Poderíamos escrever páginas e páginas sobre a habilidade para negócios deste homem. que todos podiam comprar. cujo objetivo era fazer dinheiro e não produtos bons. padrão e foi este carro o mais popular no mundo no início deste século..Uma oficina de consertos bem aparelhada. prédios e carros e mais caros vendidos. cada um com sua história.

assegurando um uso durável. quando for possível. no barro. na lama.Leveza. Vidraças bem lavadas. a lista dos donos de carros e as probabilidades de próximos negócios. 2º O modelo T 1. Ford mandou construir em 1909 uma fábrica imensa e que ficou pronta em 1911.Absoluta segurança. feito notável para a época. 8. 6.6. 9. um carro de estrada de 850 dólares. a extensão dos estoques.Tabuleta conveniente. andava na areia. 2. um coupé ou uma landaulet por 950 dólares.Empregar planos inclinados ou aparelhos concebidos de forma que o operário ponha no mesmo lugar a peça que terminou de trabalhar. planícies.Perfeito controle.Um claro sistema de contabilidade. O aço vanádio era o mais forte. 4. Num carro Ford cada polegada cúbica de êmbolo só tinha uma resistência de 7.Leveza. indo ela ter à mão o operário imediato por força do seu próprio peso.95 libras a vencer. Os princípios da montagem de Henry Ford: 1.Força motriz suficiente. 7. 2. assoalho bem varrido. tinha 32 acres e empregava 4110 funcionários e sua produção anual era de 35000 carros.Limpeza absoluta de todo o departamento. durável e resistente: ele constituiu a base da fabricação. de modo a rapidamente poder-se verificar o estado financeiro dos diversos serviços.Trabalhadores e ferramentas devem ser dispostos na ordem natural da operação de modo que cada componente tenha a menor distância possível a percorrer da primeira à última fase. um carro para cidade de 1000 dólares. 3. No mesmo chassis do modelo T montavam um carro de turismo de 850 dólares. 19 . atravessava montanhas. 7. 5. pois que os carros devem ser utilizados de várias maneiras e rodar em qualquer estrada. mobiliário sem pó.Prática comercial de absoluta honradez e perfeita moralidade.Funcionamento simples. É devido a isto que um Ford.Material de primeira qualidade. já que o público não é composto de mecânicos. na neve.

56 .indesejáveis. Devemos. 82 ...O salário tem algo de sagrado -. de fazer o mesmo trabalho e ganhar o mesmo salário que um homem normal.era uma norma da fábrica.´ ³. passaram para outras usinas da empresa.. Os demais saíram para dedicarem-se à agricultura ou outro negócio.´ ³....por recusa de efetuar o serviço.´ ³.´ . famílias e destinos.. o princípio da prosperidade. como seguem abaixo: 10334 .Henry Ford.. Alguns trechos da obra de Ford foram selecionados para ilustrar seu modo de administrar sem tornar aborrecido este trabalho: ³. 4 .serviço militar... o operário não deve ser constrangido à precipitações deve dispor do tempo exato. 108 ...por ausência não justificada por mais de dez dias.mulheres. extraídas da página 85 do livro Henry Ford.Quando nossos homens querem mudar de serviço basta que o peçam. 3702 . pelo fato dos maridos trabalharem na empresa . 38 . portanto.. encará-lo muito a sério. e nós desejaríamos que essas mudanças fossem a regra.. 3000 aprox.Usar uma rede de deslizadeiras por meio das quais as peças a montar se distribuam a distâncias convenientes. 20 .3.por atos fraudulentos.pelo departamento de educação..por recusarem a aprender o inglês na escola da fábrica..Um cego ou um mutilado é capaz..representa lares. colocado num posto conveniente. Um Fato Curioso 20 . As demissões Em 1919 registrou-se nas indústrias Ford 30155 dispensas.

linha de montagem automatizada. de modo a cultivar toda a superfície do Reino Unido e garantir o sustento delas. Não havia navio que furasse o bloqueio no atlântico. CAPÍTULO III O FORDISMO O conceito de Fordismo elaborado pelos autores imprecisões nos termos do debate. de a sua autoria e com colaboração de Samuel Crowther. 21 . Ao examinarmos o livro ³Henry Ford. Fordismo refere-se a todo um modo de vida. pode levar á confusões e Os autores não usam o conceito Fordismo da mesma maneira. outros querem inseri-lo num conjunto de conceitos gerais voltados para a explicação das sociedades como um todo. minha vida e minha obra hoje e amanhã. e avaliar o Fordismo como um mero método de administração leva aos problemas que ocorreram ao longo do tempo. as propriedades eram pequenas e fáceis de arar. das crianças e dos combatentes no front de guerra. percebemos que Fordismo é Henry Ford. entretanto arar a terra era serviço para homens e a maioria deles tinha sido enviada para combater. que serviram para arar os parques e os campos de golfe das velhas casas inglesas. As Indústrias Ford adiantaram seu projeto do trator Fordson e entre 1917 e 1918 foram enviados 5000 tratores em diversas operações de transporte em combios escoltados. Enquanto certos autores limitam sua aplicação ao processo de trabalho e aos métodos de gestão. o Princípio da Prosperidade. Foram esse tratores. Os ingleses engajados em tal guerra viam-se num terrível dilema por volta de 1917.O tão sonhado trator dos tempos de adolescente de Henry Ford veio a tona durante a terrível 1º Guerra Mundial. para alguns é sinônimo de Taylorismo. Para outros. A Inglaterra não empregava tratores na agricultura. produção em massa. minha filosofia da indústria´. dirigidos em sua maioria por mulheres. os submarinos alemães aterrorizavam de tal forma a marinha que começava a faltar alimentos na Inglaterra.

Como reflexo do período. d. das organizações sindicais como interlocutores sociais de pleno direito.a norma fordista de salários: salários relativamente elevados e crescentes. incorporando ganhos de produtividade para compensar o tipo de processo trabalhista predominante.produção em massa de bens com elevado grau de padronização. O reconhecimento . Desde modo o sistema Fordista adquiriu formas nacionais diversas. os ³monopolistas industriais´ tinham mais poder que o próprio governo. foram capazes de fazer sua força no jogo político e colaboraram para deslocar o eixo do poder. c. As forças dominantes. todos os dias algum membro dos sindicatos era espancado. No que se refere ao emprego da racionalização taylorista por Ford. A drástica diminuição da autonomia do empregado e a divisão do trabalho em segmentos com tarefas monótonas e repetidas mostra uma forma bastante autoritária de direção e imposição da disciplina ao coletivo operário. Apesar das dificuldades. alto grau de especialização. O Fordismo desenvolveu-se muito bem nos Estados Unidos e difundiu-se para países da Europa Ocidental e para o Japão no pós-guerra. os sindicatos americanos ganahram força e agrgaram milhões. entretanto as peculiaridades do sistema Fordista não foram plenamente assimiladas . a generalização dos procedimentos de negociação coletiva. O modelo Fordista reconheceu o modo de organização e a atuação dos sindicatos dos trabalhadores e de um modo geral o processo histórico de formação e consolidação da norma salarial fordista: a evolução dos salários ao longo do tempo. Não podemos entretanto julgar que o sindicalismo era livre nos EUA. 22 . o que requeria uma pesada estrutura de controle/supervisão da produção.O sucesso de Henry Ford deu-se na barganha entre capital e trabalho que se estabeleceu nestas formações sociais. Neste período 72 trabalhadores negros e meeiros foram mortos. Em 1935 uma campanha de terror estava implantada. criou uma contratualização nas relações de emprego. b. por parte da sociedade. esta recebeu aperfeiçoamentos pelo emprego da linha de montagem e da massificação e padronização das peças: produção em série . variando de país para país ao longo desses anos.desenvolvimento da mecanização através de equipamentos altamente especializados. desde seu nascimento ele foi persiguido. além do mais adapta-se muito bem na indústria automobilística e deixa a desejar em outros ramos da indústria.racionalização taylorista do trabalho. o método administrativo de Henry Ford é monopolista com os seguintes traços iniciais: a.

Sem dúvida alguma a introdução da linha de montagem seriada revolucionou a produção e só hoje. em 1927 60% dos veículos vendidos era a prazo. Os sindicatos que anteriormente eram corporativos transformaram-se em sindicatos de massa. Em 1929 já exixtiam sintomas de superprodução de automóveis.7%. consolidado pelas modificações ocorridas: a. A crise americana da década de 30 exigiu do governo americano um processo de reformulação política emergêncial nas relações de trabalho-capital.Elevada mobilidade dos trabalhadores entre firmas e regiões. estruturas empresariais altamente hierarquizadas. O desenvolvimento da industrialização trouxe o agravamento das desigualdades sociais. a participação agrícola na receita em 1919 tinha sido de 22.9% e em 1929 era de apenas 12. Os ganhos industriais na época eram de 40%. De 1919 a 1929 a produção de automóveis cresceu 255% nos EUA. ênfase mecanização para a solução de problemas técnicos e também sociais. dia a dia. que só não ocorreu na agricultura. Isto viria a causar uma alta dos preços dos alimentos na década de 30. A compreensão destes fatores mostram claramente o perfil do FORDISMO GENUÍNO. c. esta sendo substituída pelo processo de produção em Células. Este processo respondeu de forma mais adequada às necessidades de um regime de acumulação no qual a produção em massa tem como contrapartida a massificação do consumo. que foi a maior desvantagem do sistema em linha de produção. processo esse que apoiou as mudanças na legislação e levou os sindicatos a adotarem uma institucionalização de seus papéis. b. permitindo maior autonomia da mão de obra e elevando a qualificação do empregado. d. Tal crescimento levou as indústrias de automóveis a instalarem-se em outros países já naquela época.Acentuada estratificação das qualificações. A política do cosusmismo levou a compra de carros a prazo. eEstilo de vida dos assalariados marcado por um consumo de massa altamente individualizado. no final deste século. A indústrias aumentavam.O Milagre Americano da década de 20 trouxe um período de prosperidade. impulsionadas por incrementações tecnológicas. influência mediana do desemprego em relação ao salário e baixa influência dos benefícios da previdência social em relação ao salário direto. 23 .Organização do processo de trabalho tipicamente fordista com profunda na divisão do trabalho. a minoria privilegiada concentrava cada vez mais dinheiro e poder.A indexação parcial dos salários aos preços e total indexação dos salários à produtividade (não explícita). e na década de 30 capacidade de produção estava aima da demanda..

etc.Recusa operária a determinadas formas de organização do trabalho. O fato de ter sobrevivido a crise da década de 30 foi a popularidade do automóvel e as intervenções do governo na econômia. ritmos de linha de montagem. b.Discrepância entre a administração científica e a tendência de avaliar a qualidade e a iniciativa no trabalho.Elevação do nível de instrução das camadas populares.Comparado aos sistemas mais antigos. 24 . estruturas de cargos e salários. d. que perdura até hoje. Quanto aos fatores humanos da crise fordista constam abaixo: a. linhas de montagem.Ser baseado na produção maciça. o que levou a construção de fábricas cada vez maiores. como tempo-padrão. c. de caráter não apenas tecnológico e econômico. à evolução da demanda nàoe é igual a adaptação de choque a curto prazo.Incremento do poder sindical. trabalho noturno.excessiva rigidez do sistema face a necessidade de soluções de maior flexibilidade a conjuntura econômica mundial. Os limites técnicos do fordismo para superar esta crise mundial. mas também político e social. como nas linhas de montagem.CAPÍTULO IV A crise do Fordismo A crise do Fordismo foi uma crise estrutural. hora-extra. ou grande crise e não uma crise cíclica. o Fordismo é muito mais eficiente. o Ford modelo T encerrou sua carreira com 15 milhões de unidades vendidas Sobrepujar esta crise exigiria transformações de grande envergadura. que devem produzir para fatias significativas de um mercado mundial. são: a. especialmente aquelas com forte pressão de tempo. que se desdobra em maiores conquistas econômicas para os trabalhadores e na negociação sobre alguns aspectos básicos de organização e gestão de produção. c. mas a questão agora é de aprofundar e não mais expandir mercados. O ano de 1960 foi o fim da Era Fordista da indústria americana. Cada vez menos pessoas sujeitavam-se ao trabalho desqualificado das linhas de montagem. d. A queda dos ganhos de produtividade foi o esgotamento do Fordismo como modo de organização de produção. b.Em decorrência da produção em massa fica difícil atender as ramificações e segmentos de mercado.

desde que seja preta´ . em resposta ao desafio de concorrentes estrangeiros à sua estratégia básica. na década de 70 foram regidos pela oferta e as capacidades instaladas são superiores às demandas.Neste ponto cabe uma análise de que o Fordismo possuía uma estratégia de crescimento que atuava como um holofote voltado para o futuro e que focalizava a atenção para uma faixa estreita de terreno e era muito explícita. Nos Estados Unidos o design era uma função cosmética. CAPÍTULO V NOVOS PRINCÍPIOS 25 . que combina componentes de ambas as empresas. Henry Ford uma vez disse: ³qualquer cor. Ela também participou . Os mercados da década de 90 são regidos pelo custo adaptado ao preço e não o inverso. Quanto a globalização vale ressaltar como exemplo que a empresa Ford de nossos dias estabeleceu um certo número de alianças . Record -1990 1ª edição . de baixo nível.criam forte obstáculos ao conceito de massificação produtiva do Fordismo.já estudado em 1996 na resenha da obra de George S. Os concorrentes utilizaram automação superior para conquistar uma importante vantagem em produtos. O consumo elevado e regular de produtos foi substituído pelo crescimento mais lento e de uma grande instabilidade na demanda. é um consenso comum. A simplicidade da fabricação de veículos ficou para trás. Day: ³Estratégia voltada para o Mercado´ Ed. A Ford e a Volkswagen mantiveram até 1990 uma aliança na América Latina. e freqüentemente deixado para trás. Os mercados das décadas de 30 até 60 eram regidos pela demanda. Em resposta. em conjunto com a Probe. para obter economias na fabricação de veículos. Existiu ainda um acordo com a Nissan para a produção e venda conjunta de um novo minifurgão projetado pela empresa japonesa. a revolução nos meios de transporte internacionais e nas comunicações acaram conectando extremos do mundo e isso. este exemplo mostra que os conceitos estratégicos globais para processos de criação de valor dirigido ao cliente . a Ford estabeleceu acordos de fornecimento com a Mazda do Japão e a Kia da Coréia. e.A globalização. No final da década de 80 e início da de 90 foi a Ford que inovou com dois carros de design bonito e muito sucesso: o Sable e o Taurus. acabou com a era fordista da produção em massa de produtos indiferenciados e padronizados. . que consiste em concorrer com uma linha completa de carros e explorar uma cobertura global.

SP PESQUISADOR DO CESIT. OS PRINCÍPIOS DA PROSPERIDADE. até mesmo onde a produção em série muito grande prevalece. as mudanças que estão atingindo nos últimos anos a base técnica da produção são sobejamente conhecidas (microcomputador. SUA CRISE E O CASO BRASILEIRO. 1967. IDALBERTO CHIAVENATO . HISTÓRIA DA AMÉRICA. Em suma criam-se organizações multidimensionais em rede e a cadências flexíveis. princípio fordista. SÃO PAULO 1993. ele acabou e três novas forças surgiram: -distribuir o trabalho em ilhas de trabalhadores. MINHA VIDA E MINHA OBRA HOJE E AMANHÃ MINHA FILOSOFIA DA INDÚSTRIA. 26 .). .enfim. ELZA NADAI E JOANA NEVES . -quebrar o caráter unidimensional das linhas de montagem e de fabricação. constituindo-se talvez na face mais espetacular das transformações Ford. EDITORA MAKRON BOOKS -VOL. microprocessadores. contemporâneas. TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO.3ª EDIÇÃO. TRADUÇÃO E PREFÁCIO DE MONTEIRO LOBATO CADERNO DO CESIT TEXTO DE DISCUSSÃO Nº 13 O FORDISMO. etc.RIO DE JANEIRO.CAMPINAS . POR ELE DE COLABORAÇÃO COM SAMUEL CROWTHER .MARÇO DE 1993. em cadências flexíveis. substituir o transportador que se movimenta numa cadência fixa por veículos que se movem sobre uma rede. Finalmente. BIBLIOTECA FREITAS BASIOS.CENTRO DE ESTUDOS SINDICAIS E DE ECONOMIA DO TRABALHO . tão fantásticas quanto foram as inovações introduzidas na indústria no início deste século por uma pessoa extraordinária: Henry onde está baseado o BIBLIOGRAFIA HENRY FORD .4ª EDIÇÃO. em pequenos grupos gerando um conjunto homogêneo de tarefas. EDITORA SARAIVA. no sentido de conceber a oficina como uma rede de mini-linhas entre as quais o produto circula segundo trajetórias que se tornaram complexas.3ª EDIÇÃO. circuitos integrados. CÂNDIDO GUERRA FERREIRA UNIVERSIDADE DE CAMPINAS INSTITUTO DE ECONOMIA . 1979 -SÃO PAULO. 1.Em plena década de 90 verifica-se que o modo fordista encontrou seu limite.

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