Cui dad os Bás icos de Saú de

Formadora: Natacha Bento

ÍNDICE
1. Saúde e Socorrismo a. Princípios básicos de socorrismo.………………………………………………………………….4 b. Precauções universais no socorrismo……………………………………………………………4 c. Estojo de Primeiros Socorros…………………………………………………………………………5 2. Sinais vitais…………………………………………………………………………………………………………………7 a. Temperatura………………………………………………………………………………………………….7 b. Respiração……………………………………………………………………………………………………..8 c. Pulsação……………………………………………………………………………..…………………………10 d. Pressão arterial………………………………………………………………………………………………11 3. Primeiros Socorros no Trabalho………………………………………………………………………………...12 a. Protecção contra incêndio no trabalho………………………………………………………….12 b. Como agir em caso de sismo………………………………………………………………………….14 4. Prestação de cuidados básicos de saúde: casos de urgência ……………………………….…….15 a. Prestação de cuidados básicos de saúde……………………………………………………….15 b. Importância do controlo emocional……………………………………………………………….15 c. Ataque de pânico…………………………………………………………………………………………..16 d. Síncope………………………………………………………………………………………………………....17 e. Quando a vítima está inconsciente mas respira…………………..…………………………18 f. Engasgamento e asfixia………………………………………………………………………………….20 g. Tipos de hemorragia………………………………………………………………………………………21 h. Controlo de uma hemorragia…………………………………………………………………………22 i. j. Cortes/lacerações………………………………………………………………………………………….23 Entorse………………………………………………………………………………………………………….25

k. Intoxicações e envenenamentos…………………………………………………………………..25

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l.

Queimaduras…………………………………………………………………………………………………27

m. Ataque epiléptico………………………………………………………………………………………….30 n. Acidente vascular cerebral…………………………………………………………………………….31 o. Dores de dentes…………………………………………………………………………………………….32 5. Bibliografia………………………………………………………………………………………………………………...32

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SAÚDE E SOCORRISMO
Princípios básicos do socorrismo

Figura 1: Princípios básicos do socorrismo. (Fonte: sites.google.com)

Prevenir: tem por objectivo a redução de situações de necessidade de socorro assim como a minimização das suas consequências; Alertar: visa a deslocação imediata dos meios de socorro necessários através do número de emergência nacional -112; Socorrer: é uma sequência de acções que permitem estabelecer prioridades relativas ao socorro a efectuar de modo a assegurar a assistência da vítima. Estes princípios são aplicados através do PAS (Plano de acção do Socorrista) e incluem: Prevenir, proteger (afastar o perigo da vítima) Alertar (112) Exame geral das vítimas (Observação e interrogação) Socorrer Regras de ouro: “Quem não sabe não mexe” A saúde e segurança do socorrista em primeiro lugar

Precauções universais no socorrismo Quem presta os Primeiros Socorros corre o risco de ser infectado com doenças transmissíveis. Deve-se então seguir umas medidas de precaução, chamadas de precauções universais e utilizar material de protecção pessoal como luvas, máscara e protecção para os olhos. (Saubers, 2009)
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As precauções universais protegem quem socorre da exposição ao vírus da SIDA, ao HBV (vírus da Hepatite B) e de outros vírus propagados através de via sanguínea, através de fluidos corporais (sémen e fluído vaginal) e através de tecidos de vítimas infectadas. Estas medidas de precaução devem ser igualmente tomadas com os fluidos cérebro-espinal (das meninges e da medula espinal), sinovial (das articulações), líquido pleural (dos pulmões), peritoneal (do abdómen), pericárdio (do coração) e amniótico (útero de gestante). Estas indicações não se aplicam a fluidos corporais como: Saliva Urina Suor Lágrimas Secreções nasais Expectoração Fezes A não ser que estes apresentem SANGUE (Saubers, 2009) Mesmo que às vezes não seja possível cumprir com todas as precauções, improvise. O importante é que não deve correr riscos, mas deve prestar ajuda. As precauções universais incluem: 1) Lavar as mãos antes e depois de qualquer prática de socorro 2) Utilizar luvas sempre que tiver que entrar em contacto com sangue, secreções corporais ou tecidos da pessoa, mesmo que seja da sua família 3) Use máscara e bata sempre que houver sangue a esguichar 4) Deite fora todo o material usado em recipientes apropriados (Saubers, 2009)

Estojo de primeiros socorros Para estar preparado para a maioria das lesões e emergências, o estojo ideal deverá conter: 1. Pensos rápidos de vários tamanhos 2. Ligaduras triangulares 3. Rolos de ligadura elástica com clipes de fixação
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5. 6. 7. 8. 9. 10. 11. 12. 13. 14. 15. 16. 17. 18. 19. 20. 21. 22. 23. 24. 25. 26. 27. 28. 29. 30. 31. 32. 33. 34. 35. 36.

4. Ligaduras de gaze enroladas Compressas de gaze esterilizadas em almofada e rolo Fita microporosa Ligadura tubular Tesoura Pinça Alfinetes-de-ama Toalhetes anti-sépticos Creme anti-séptico Luvas descartáveis e esterilizadas Loção de calamina Pocket mask (ver figura) Compressas descartáveis de activação de frio e calor Termómetro digital Aspirina, paracetamol ou ibuprofeno Analgésicos para crianças Seringa oral Creme de hidrocortisona (1%) Antiácido líquido Protector solar Medicamentos para a constipação Remédios para a tosse Anti-histamínico (comprimido e pomada) Saquetas de re-hidratação oral Comprimios para o enjoo Laxantes Pomada ou creme antibiótico Colírio esterilizado Diapositivo de injecção automática de adrenalina (só com receita médica) Bolas de algodão e cotonetes esterilizadas Compressas oculares esterilizadas Fita adesiva elástica e impermeável Manta isotérmica (Armstrong et al., 2002; Saubers, 2009)

Figura 2: Pocket Mask (Fonte: www.loja.caduceus.pt)

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SINAIS VITAIS
Sinais vitais são medidas que fornecem dados fisiológicos indicando as condições de saúde da pessoa. Os sinais vitais são 4: Temperatura Respiração Pulsação (frequência cardíaca) Pressão arterial

Temperatura O corpo possui um termóstato interno, situado no cérebro e que regula a temperatura no nosso corpo. Cada pessoa tem o seu nível de temperatura ideal, que normalmente se situa por volta dos 37º C. Por vezes este termóstato sobe para uma temperatura mais elevada, fazendo com que o indivíduo se sinta com aquilo a que chamamos febre. Podemos sentir: Sensação de calor Transpiração (sudorese) Arrepios Dores de cabeça (cefaleias) Dores musculares (mialgias) Cansaço Sede Falta de apetite Nota: as crianças podem sofrer convulsões (movimentos involuntários dos membros para um lado e para outro) por causa da febre. (Liebowitz et al., 2006)

Em caso de febre devemos: Retirar a roupa ou cobertores em excesso Manter o quarto fresco Dar um banho, na posição sentada, com água tépida Certificar-se que o indivíduo ingere muitos líquidos (a urina deva ser amareloclara, que indicada que a pessoa está hidratada) Utilizar paracetamol para baixar a febre, conforme as indicações do fabricante Nota: não dê aspirina a uma pessoa com febre, nem com idade inferior a 16 anos. Não utilize álcool para massajar a pele. (Saubers, 2009)
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Respiração Os pulmões estão localizados na cavidade torácica, delimitada pelas costelas, esterno e coluna vertebral. São constituídos por tecido esponjoso e elástico que se expande e contrai enquanto respiramos. As vias aéreas transportam o ar carregado de oxigénio para os pulmões, que permite a oxigenação do sangue, e eliminam os resíduos de dióxido de carbono através da inspiração e expiração. Quando inspiramos, o diafragma desce, aumentado o volume da caixa torácica e os músculos intercostais (os músculos entre as costelas), contraem, permitindo a expansão da caixa torácica e a entrada de ar para os pulmões. Na expiração o diafragma sobe de modo a permitir a expulsão do ar, os músculos intercostais relaxam, diminuindo o volume da caixa torácica. Cada inspiração/expiração é chamada de ciclo respiratório.

Figura 3: Pulmões e diafragma. (Fonte: www.amora.cap.ufrgs.br)

A frequência respiratória corresponde ao número de ciclos por minuto. 12 a 20 ciclos/minuto: eupneia (frequência respiratória normal) Menos que 12 ciclos/minuto: bradipneia Mais do que 12 ciclos/minuto: taquipneia Interrupção os ciclos: apneia Dificuldade respiratória: dispneia

A frequência respiratória pode ser influenciada por doença ou indisposição, stress, idade, género, posição, drogas ou exercício. Uma pessoa inconsciente perde controlo muscular, de modo que o palato mole e a epiglote poderão cair para trás, obstruindo as vias respiratórias e impedindo a respiração.
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Outros objectos como dentes falsos ou alimentos poderão também provocar bloqueio respiratório. Uma das primeiras coisas a fazer na abordagem a uma pessoa inconsciente é abrir a boca verificar se há bloqueios e retirar possíveis objectos. Para manter as vias respiratórias livres, devemos colocar a cervical em hiperextensão, com uma mão na testa e dois dedos no queixo. Este movimento deve ser feito lentamente. (MacNab, 2002)

Figura 4: Hiperextensão da cervical. (Fonte:www.tridente.tur.br)

Respiração Depois das vias aéreas desobstruídas, devemos verificar se a vítima respira, através do VOS. 1) Ver se há movimentos torácicos 2) Ouvir se há sons provocados pelo fluxo do ar 3) Sentir se há passagem do ar (Carneiro et al, 2004) Para que esta avaliação seja eficaz devemos colocar-nos de joelhos junto à vítima e aproximar o nosso ouvido à boca e nariz da vítima enquanto olhamos para os movimentos do tórax. Este procedimento deverá durar 10 segundos. Se estes sinais estiverem ausentes ou se a respiração for muito custosa ou vagarosa, deve-se pedir ajuda e iniciar as manobras de suporte básico de vida. (MacNab, 2002)

Figura 5: VOS (Ver, Ouvir e Sentir). (Fonte:www.3.bp.blogspot.com/)

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Pulsação (frequência cardíaca) A pulsação é a dilatação das artérias quando o sangue é bombeado através da corrente circulatória. O coração, do tamanho de um punho, faz circular o equivalente a 7570 litros de sangue, por todo o corpo, por dia. Actuando como uma bomba, o coração bate de 60 a 100 vezes por minuto, devido a impulsos eléctricos que accionam o coração e controlam a frequência cardíaca. (Liebowitz et al., 2006) A verificação de pulso poderá ser feita em 2 sítios: nas artérias radial e carótida. 1. Artéria radial: Colocar 3 dedos na face anterior do punho, logo abaixo da base do polegar. (MacNab, 2002)

Figura 6: Palpação da artéria radial. (Fonte: www.socorristasdeplantao.com.br)

2. Artéria carótida: esta é encontrada no pescoço, posteriormente e logo abaixo da mandíbula. (MacNab, 2002)

Figura 7: Palpação da artéria carótida. (Fonte: www.1.bp.blogspot.com)

A frequência cardíaca é o número de batidas do coração por minuto: De 60 a 90 pulsações/minuto: nomocardia (frequência cardíaca normal) Menos que 60 pulsações/minuto: bradicardia Mais do que 90 pulsações/minuto: taquicardia

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Pressão arterial Para bombear o sangue por todo o corpo o coração tem que aplicar uma força que corresponde, mais ou menos, a uma mão humana a pressionar uma bola de ténis. Essa força chama-se: pressão arterial. A pressão arterial é medida por 2 valores, que representam a pressão dentro das artérias quando o coração bate (contrai) e quando está em repouso (relaxa). A pressão arterial está relacionada com: Quantidade de sangue bombeada pelo coração Grau de resistência do fluxo sanguíneo nas artérias. (Saubers, 2009)

Mesmo quando a pressão sanguínea de um indivíduo está muito alta, ou atinge valores perigosamente elevados, não se costuma sentir sintomas, apesar de haver quem sinta: Dor de cabeça anormal Tonturas Hemorragias nasais (epistáxis) (Saubers, 2009) Hipertensão arterial (HTA) 90 mmHg 140 mmHg

O risco de vir a sofrer de hipertensão aumenta com a idade, sendo mais frequente nos homens que nas mulheres. Contudo, após a menopausa, a pressão arterial tende a aumentar. A hipertensão é hereditária e também há uma maior prevalência em indivíduos de raça negra. A hipertensão é considerada uma doença silenciosa, porque pode-se tê-la durante muitos anos e nunca apresentar sintomas. Contudo, quando não é controlada, aumenta o risco do indivíduo sofrer de: Acidente Vascular Cerebral (AVC) Ataque cardíaco Para controlar a hipertensão arterial podemos: Parar de fumar e não consumir mais que 2 doses de álcool por dia Emagrecer até ter o peso de um pessoa saudável Fazer exercício físico regularmente Reduzir o consumo de sal Não tomar medicamentos sem prescrição médica Reduzir o stress (Saubers, 2009)

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PRIMEIROS SOCORROS NO TRABALHO

Em Portugal, a Autoridade para as Condições de Trabalho (ACT) é a instituição do Estado que tem como missão promover a segurança, higiene e saúde no trabalho, tendo a responsabilidade de coordenar, executar e avaliar as políticas no âmbito do Sistema Nacional de Prevenção de Riscos Profissionais. Este organismo é responsável pelo controlo do cumprimento da legislação relativamente à segurança e saúde no trabalho em todos os sectores de actividade económica. Os funcionários de uma empresa deverão: Ter conhecimentos teóricos e práticos em matérias de incêndio, segurança e saúde no trabalho, e das estratégias de salvamento e fuga em caso de catástrofe; Ter acesso a um equipamento de trabalho seguro e ergonómico e saber utilizálo; Saber usar o material de segurança, caso seja necessário; Saber como adoptar posturas e movimentos correctos; Dispor de uma boa ventilação e iluminação no local de trabalho; Manusear apropriadamente os alimentos (Saubers, 2009)

Protecção contra incêndio no trabalho

No local de trabalho, o plano contra incêndios deve incluir: Extintores de incêndio em locais de fácil acesso; Dispositivos manuais de alarme de incêndio nas paredes (a funcionar); Iluminação de urgência; Saídas de emergência; Detectores de incêndio (desobstruídos); Sistemas automáticos de detecção e extinção de incêndio (tipo “chuveiro”) O local de trabalho deve ter zonas para fumadores devidamente identificadas, afastado de objectos combustíveis; Os escritórios devem estar equipados com uma rede eléctrica permanente e bem distribuída, evitando a utilização de extensões para ligar vários computadores (Saubers, 2009)

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Como agir em caso de incêndio Accione o alarme, chame o 112, saia do edifício e aguarde a chegada dos bombeiros. (Saubers, 2009) IMPORTANTE Se não souber combater o fogo, ou não puder dominá-lo, saia do local, fechando todas as portas e janelas atrás de si, mas sem trancá-las, desligando a electricidade, chamando o 112 e avisando a administração do prédio (www.inseguranca.no.sapo.pt) Não deitar água sobre um aparelho eléctrico causador de incêndio, antes de o desligar Utilize um tapete ou casaco de lã para socorrer uma pessoa cujas roupas estejam a arder. Não a deixe correr pois a deslocação de ar agrava a combustão Se o óleo de fritar se incendiar, nunca deite água. Abafe o recipiente com a própria tampa ou com um pano molhado (bem espremido), protegendo as mãos e sem deslocar o recipiente. Manter o recipiente fechado até o total arrefecimento (Peleteiro, S. 1994) Não perca tempo tentando salvar objectos, preocupe-se com a sua vida. Mantenha-se vestido, pois a roupa protege o corpo contra o calor e a desidratação. Procure alcançar o andar térreo usando as escadas, sem correr. Nunca use o elevador, pois a energia é normalmente cortada, e poderá ficar parado ou abrir as portas no andar em chamas. Evite abrir qualquer porta em de onde saia fumo pelas frestas ou a maçaneta se encontre quente Se for surpreendido pelo fumo procure uma saída mantendo-se baixo sob o fumo e com um lenço sobre as vias respiratórias Se presenciar alguém com as roupas em chamas, mande-a deitar-se e role-a, se possível abafando-a com um cobertor (www.inseguranca.no.sapo.pt) Se localizar alguém no meio do fumo arraste para um local ventilado e procure reanimá-lo por meio de ventilação ou respiração boca-a-boca. Num incêndio em edifício evite subir, procure sempre descer Num incêndio em edifício não vá pelos elevadores, desça pela escada (sempre pelo lado direito) Caso não consiga sair do local tente ir para a janela chamar a atenção para o resgate Lembre-se que nos cantos extremos inferiores das salas há ainda quantidades residuais de ar no caso de um incêndio

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Se tiver que atravessar pequenas extensões de fogo, molhe totalmente as suas roupas ou proteja-se com um cobertor molhado Se tiver um saco plástico transparente de tamanho de 50 cm a 1 metro, obtenha ar fresco não contaminado pelo fumo e tente escapar agachado, pois terá uma reserva de ar satisfatória durante alguns minutos Evitar a propagação do incêndio, não abrindo janelas desnecessariamente No trânsito dê passagem ao socorro do Corpo de Bombeiros Informe aos bombeiros a existência de outras vítimas e a sua localização, especialmente se forem portadoras de deficiências físicas. (www.inseguranca.no.sapo.pt) Se ficar encurralado Mantenha-se próximo de uma janela, de preferência com vista para a rua e sinalize a sua posição. Feche, mas não tranque a porta do sítio onde estiver. Vede as frestas com um cobertor ou tapete para não deixar entrar fumo. Se chegar fumo ao local onde está mantenha-se junto ao chão e utilize um lenço ou toalha molhada sobre o nariz e boca (filtro). Abra uma janela (ou quebre o vidro, se for uma janela fixa) para o fumo escapar Atire pela janela o que incendeia facilmente (papéis, tapetes, cortinas…) mas com cuidado para não magoar quem estiver na rua. (www.inseguranca.no.sapo.pt)

Como agir em caso de sismo

Os sismos podem ocorrer sem aviso ao longo das falhas geográficas, provocando danos avultados e perdas de vidas. Podem durar apenas alguns segundos mas o suficiente para que a destruição seja maciça. No caso de se deparar numa situação de sismo tenha atenção aos seguintes conselhos: Se sentir o chão tremer, deite-se sob uma mesa ou secretária pesada, encoste a cara ao braço e aguarde. Se não conseguir alcançar uma mesa, abrigue-se na ombreira de uma porta interior. Se não conseguir ir logo para um, local seguro, fique onde está mas afastado de janelas. Afaste-se de objectos que possam cair, como móveis altos Se estiver na cama, fique lá e tape a cara com uma almofada. Fique onde está até parar o abalo.
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Esteja preparado para uma série de réplicas depois do sismo principal, que também podem ser graves. Logo após o sismo principal, deverá: o Apagar velas, cigarros e chamas descobertas devido a fugas de gás. Se cheirar a gás deve desligar o quadro; o De cada vez que sentir uma réplica, proteja-se e espere como anteriormente; o Esteja consciente que as estruturas enfraquecidas pelo sismo podem ceder com as réplicas, portanto se o edifício não oferecer segurança, deverá ser evacuado o Se as estruturas oferecerem segurança e resistência, mantenha-se no seu interior até obter informação oficial de segurança. o Veja se há feridos e proceda aos primeiros socorros; o Se a canalização ficou danificada, desligue a água; o Se cheirar a gás ou suspeitar que os fios de electricidade ficaram danificados, desligue o quadro; o Oiça o rádio para acompanhar as instruções oficiais; o Se está no exterior, não volte a entrar até certificar que é seguro. Não deve: Usar elevadores e as escadas devem ser evitadas durante o abalo e réplicas; Correr, nem entrar em pânico Usar telefones, a não ser que seja de extrema importância (Armstrong et al., 2002).

PRESTAÇÃO DE CUIDADOS BÁSICOS DE SAÚDE: CASOS DE URGÊNCIA

Prestação de cuidados básicos de saúde Ter cuidados básicos de saúde é, acima de tudo, saber como agir para prevenir o aparecimento de doenças. Estes implicam cuidados de higiene (pessoal, mental, ambiental e alimentar) e outras medidas preventivas como a vacinação, ter medicamentos necessários em casa e saber avaliar os sinais vitais. Apostando na prevenção é meio caminho andado para evitar problemas de maior, mas quando estes surgem, há que saber agir, mantendo a calma e actuando eficazmente.

Importância do controlo emocional Manter a calma Uma das coisas mais importantes a fazer por alguém a passar por uma situação de emergência, é tranquilizá-la e transmitir-lhe acalmia, mesmo que não estejamos calmos.

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Um acidente violento pode ser emocionalmente traumático, mas no momento de prestarmos os Primeiros Socorros, devemos bloquear o pânico e medo, de modo a ajudar de uma forma mais eficaz quem mais necessita. A confiança que transmitimos tem o poder de influenciar uma vítima em estado grave, que poderá fazer com que ela lute pela vida e sobreviva, ou então perder a esperança e morrer, por isso é de extrema importância agir calma e seguramente. (Saubers, 2009)

Ataque de Pânico

Podem ocorrer em qualquer lugar, em qualquer altura (sozinho, acompanhado, em locais públicos, em casa ou até durante o sono) é uma situação de medo extremo. É frequente as pessoas que estão a ter um ataque de pânico pensarem que estão a ter um ataque cardíaco. (Saubers, 2009)

Sinais e sintomas: Taquicardia Sudação excessiva Tremores Falta de ar e hiperventilação Calafrios ou ondas de calor Náuseas Cãibras abdominais Dor no peito Dor de cabeça Tonturas Desfalecimento Sensação de aperto na garganta Dificuldade em engolir Pressentimento de morte iminente (Saubers, 2009)

Habitualmente o ataque de pânico é repentino, atinge o pico aos 10 minutos e poderá durar meia hora. Há também casos mais prolongados e, em casos raros poderá atingir as 24 horas. Após um ataque de pânico a vítima poderá sentir-se cansado e abatido. Um indivíduo com ataques de pânico frequentes poderá sofrer de uma doença chamada transtorno do pânico ou síndrome do pânico. Os ataques de pânico são profundamente incapacitantes mas podem ser tratados através:
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Medicação adequada, Psicoterapia e Técnicas de relaxamento que servirão para controlar e prevenir as crises. Além destes métodos, para reduzir o stress, também é fundamental: Dormir o suficiente Eliminar a cafeína Praticar regularmente exercício físico (Saubers, 2009) Síncope É o termo técnico para o acto de “desmaiar” ou “desfalecer” É provocado por falta de oxigénio ou açúcar no cérebro, a que o organismo reage de forma automática, com perda de consciência e queda do corpo. Pode ser causado por excesso de calor, fadiga, emoção, falta de alimentos, paragem cardio-respiratória, patologia cardíaca, etc. Sinais de alerta Palidez Tonturas Suores frios Diminuição de forças Pulso fraco Incontinência de esfíncteres Visão turva Perda de audição Como proceder Quando a pessoa está prestes a desmaiar o Sentá-la e colocar-lhe a cabeça entre as pernas, ou deitá-la e levantar-lhe as pernas. Molhar-lhe a testa com água fria Desapertar-lhe as roupas

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Quando pessoa estiver desmaiada o o o Posição Lateral de Segurança Desapertar as roupas Mantê-la confortável e aquecida

Logo que recupere os sentidos dar uma bebida açucarada. Se não recuperar os sentidos, preparar uma papa com muito açúcar e pouca água e colocar debaixo da língua Se o desmaio for superior a 2 minutos chamar o 112

Quando a vítima está inconsciente mas RESPIRA (apenas desmaiada) Colocar em Posição Lateral de Segurança (PLS) Recorre-se à PLS quando a vítima está inconsciente mas respira, de modo a manter a via aérea permeável, evitar a queda da língua e reduzir o risco de aspiração de conteúdo da boca (vómito). (Carneiro et al, 2004) Procedimento: 1) Retirar objectos dos bolsos, que possam magoar e, se existiram, óculos. 2) Ajoelhar ao lado da vítima e colocar os membros inferiores em extensão. 3) Colocar o membro superior, do lado do reanimador, em ângulo recto com o corpo, o cotovelo dobrado e a palma da mão para cima. 4) Cruzar o braço mais distante da vítima sobre a caixa torácica e apoiar a face dorsal da mão na hemiface do lado do reanimador. 5) Com a mão livre, segurar a coxa do membro mais distante, logo acima do joelho, dobrá-lo mantendo o pé apoiado no chão. 6) Mantendo o dorso da mão apoiado na face, puxar o membro inferior, fazendo rolar o corpo da vítima até a colocar de lado. 7) Ajustar a posição da perna superior de forma que a anca e o joelho formem ângulos rectos entre si e com o eixo do corpo. 8) Confirmar a hiperextensão da cabeça e a permeabilidade da via área e fazer pequenos ajustamentos da mão para que isso se mantenha. (Carneiro et al, 2004)

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Figura 8: Execução PLS. (Fonte: www.4.bp.blogspot.com)

Figura 9: Execução PLS. (Fonte: www.4.bp.blogspot.com)

Figura 10: Execução PLS. (Fonte: www.4.bp.blogspot.com)

Figura 11: Execução PLS. (Fonte: www.4.bp.blogspot.com)

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Engasgamento e asfixia Se a obstrução da via aérea for parcial, a vítima pode eliminar o objecto tossindo. Se a obstrução for total é necessário uma intervenção rápida para salvar a vítima de morte por asfixia. Se a vítima está consciente e respira apesar da obstrução: Estimular a vítima a tossir Se a vítima não consegue tossir ou começa a perder forças: Chamar imediatamente o 112 Inclinar ligeiramente a vítima para a frente, enquanto se apoia o tórax com uma mão. Com a outra mão, aplica-se até 5 palmadas entre as omoplatas.

Figura 12: Pancadas interescapulares. (Fonte: www.cm-felgueiras.pt)

Se as palmadas forem ineficazes Manobra de Heimlich:

Manobra de Heimlich

1) O reanimador coloca-se por trás da vítima e abraça-a pela parte alta do abdómen 2) Inclinar a vítima para a frente para facilitar a saída do corpo estranho para fora da boca. 3) Colocar um punho fechado no epigastro (logo abaixo do apêndice xifóide). 4) Colocar a outra mão sobre essa e dar um puxão súbito com orientação de baixo para cima e de frente para trás. 5) Em caso de insucesso alternar 5 palmadas entre as omoplatas e 5 vezes a manobra de Heimlich.

Figura 13: Manobra de Heimlich. (Fonte:1.bp.blogspot.com)

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Se a vítima ficar inconsciente: Retirar possíveis objectos da boca Colocar cervical em hiperextensão Avaliar através do VOS durante 10 segundos Fazer 2 ventilações eficazes em 5 tentativas Se ventilar: procurar sinais de circulação Se não ventilar: iniciar imediatamente o Suporte Básico de Vida (Carneiro et al, 2004)

Figura 14: Suporte Básico de Vida: Compressões cardíacas. (Fonte: www.g1.globo.com)

Tipos de hemorragia Quando um ou mais vasos sanguíneos são lesionados, ocorre uma hemorragia. As hemorragias podem ser: Externas: resultante de um corte ou ferida Internas: quando a pele não foi perfurada, mas no interior do organismo houve rompimento de vasos sanguíneos Ainda existem 3 tipos de hemorragias, dependendo do tipo de vaso sanguíneo danificado. Podem ser: 1) Hemorragia arterial: resulta da ruptura de uma artéria, o sangue é vermelho vivo e sai em jacto a cada contracção do coração. 2) Hemorragia venosa: resulta da ruptura de uma veia, o sangue é vermelho escuro e sai de uma forma regular e contínua. Apesar de não ser tão grave quanto a anterior, se não for rapidamente controlada, poderá revelar-se fatal 3) Hemorragia capilar: resultam da ruptura de vasos sanguíneos capilares e costumam provocar perdas ligeiras de sangue, apresentam-se frequentemente as equimoses (nódoa negra)

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A gravidade da hemorragia depende da: Profundidade do corte Abundância da hemorragia Tempo da hemorragia Tipo de vaso sanguíneo afectado

Nota: um adulto de estatura média pode ter cerca de 5 litros de sangue, podendo perder, em segurança para a sua vida, cerca de 0,5 litros. Contudo, uma rápida perda de sangue superior a este valor pode desencadear uma queda perigosa da pressão sanguínea e provocar: Fraqueza geral Confusão mental Sudação excessiva Choque

Controlar uma hemorragia

Quando a hemorragia é considerável, a vítima pode perder demasiado sangue e morrer. Por isso é necessário para a hemorragia o mais rapidamente possível. Qualquer que seja a ferida encontrada, existem 3 princípios básicos: 1) Parar a hemorragia 2) Tratar os sintomas de choque 3) Impedir a infecção

Como proceder: Sempre que possível: calçar luvas, expor a ferida e retirar a roupa da área que está a sangrar Comprimir a zona que sangra com compressas ou um pano (pelo menos 15 minutos) Se não parar, tentar aproximar os bordos da ferida Sempre que possível, elevar o local da hemorragia para um plano mais alto do que a do coração, para reduzir o volume da hemorragia. NÃO RETIRAR qualquer corpo estranho da ferida Deitar a vítima e elevar os membros inferiores Protegê-la do frio e cobri-la com cobertores
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Não dar nada de beber ou comer Se for um poli traumatizado é essencial ter cuidado a mexer na vítima. Sempre que possível aplicar gelo (com cuidado) Chamar o 112 (Carneiro et al, 2004)

Hemorragia interna Deve-se suspeitar sempre de hemorragia interna quando não se vê sangue, mas a vítima apresenta um ou mais dos seguintes sinais e sintomas: Sede Sensação de frio (arrepios) Hipotensão Pulso progressivamente mais rápido e mais fraco. Em casos ainda mais graves: Palidez Arrefecimento (sobretudo das extremidades) Alteração do estado de consciência Como proceder Acalmar a vítima e mantê-la acordada. Desapertar a roupa. Manter a vítima confortavelmente aquecida. Colocá-la em PLS Não dar de comer nem beber CHAMAR RAPIDAMENTE O 112

Cortes (lacerações)

Os cortes são feridas a nível da derme, em que a pele se abre, provocadas por objectos cortantes como facas ou pedaços de vidro. Como tratar: 1. Lavar as mãos com água e sabão e lavar a ferida debaixo de água corrente. Nas feridas em que há hemorragia, deve-se aplicar pressão directa com uma compressa ou penso esterilizado e elevar a zona da ferida. (Nunca fazer um curativo numa ferida infectada:
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se não for possível limpar, deve-se procurar ajuda médica) 2. Aplicar creme antibiótico. Evitar usar Betadine ou água oxigenada, já que poderá agravar o trauma dos tecidos e desencadear reacções alérgicas. 3. Cobrir a ferida com gaze esterilizada, não adesiva e uma ligadura de forma a prevenir infecção e evitar perda de água até à formação da crosta. 4. Manter a zona à volta da ferida limpa e trocar as compressas sempre que se encontrarem sujas ou com muito sangue/fluidos. (Saubers, 2009)

Cortes profundos No caso de cortes profundos onde se vê o tecido adiposo: 1. Juntar os rebordos da ferida e utilizar pensos “borboleta” para os manter fixos no lugar 2. Aplicar por cima dos pensos uma pomada antibiótica, cobrir com uma ligadura e procurar ajuda (Saubers, 2009) NOTA: não lavar ferimentos profundos pois pode aumentar a hemorragia. Nunca retirar um curativo manchado de sangue, porque pode provocar o recomeço da hemorragia: reforce o antigo com mais compressas até estancar a hemorragia. (Saubers, 2009)

Procurar um médico se: 1. A ferida não parar de sangrar depois de 10 minutos ou após a pressão. 2. Houver risco de afectação de nervos e/ou tendões 3. Houver um objecto estranho na ferida 4. O ferimento tiver sido provocado por uma mordedura, tanto animal como humana, ou um objecto perfurante sujo, por risco acrescido de infecção. 5. O ferimento for na boca, face, mão ou órgãos genitais. (Saubers, 2009)

Se for necessário suturar, manter a ferida fechada com os pensos “borboleta” até obter assistência médica. Se a ferida estiver muito suja ou se foi provocada por uma mordedura de pessoa ou animal, deve-se suturar a ferida em 6 horas de modo a minimizar os danos de uma possível infecção e possibilitar uma melhor cicatrização. (Saubers, 2009) Recorrer imediatamente aos serviços médicos se a vítima apresentar sinais como: 1. Entorpecimento ou movimento limitado 2. Fragilidade 3. Inflamação
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4. Inchaço 5. Manchas vermelhas na zona da ferida 6. Febre (Saubers, 2009) NOTA: quando a ferida tem mais 1,5cm de profundidade e os rebordos não se juntam, recorrer ao serviço de urgência pois esse tipo de ferida requer sutura. (Saubers, 2009)

Entorse Uma entorse é uma lesão nos tecidos moles (cápsula articular e/ou ligamentos) de uma articulação. Devemos estar atentos a: Dor na articulação, gradual ou imediata Edema (inchaço) na articulação lesada; Incapacidade para mexer a articulação. Como proceder RICE (Rest, Ice, Compression, Elevation) ou MICE (Mobilization, Ice, Compression, Elevation) o o o o Repouso/Mobilização Gelo Compressão (ligaduras) Elevação

Encaminhar para o hospital

Intoxicações e envenenamentos Uma pessoa pode ser intoxicada através de injecção, inalação, contacto directo através da pele ou ingestão. Apesar de alguns sintomas de intoxicação demorarem algum tempo a manifestarem-se, se suspeitar que alguém foi intoxicado, não espere pelos sinais ou sintomas e procure imediatamente assistência médica. (Saubers, 2009) Há uma série de componentes domésticos, incluindo medicamentos, detergentes, produtos de limpeza, monóxido de carbono, algumas plantas de interior, tintas, insecticidas, químicos e mesmo alguns alimentos que podem provocar intoxicações se a pessoa fizer uso desadequado ou se se expuser negligentemente a alguns desse tóxicos. Os sintomas variam consoante o tipo de intoxicação, mas podem incluir:
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Dor abdominal Lábios azulados Dor no peito Confusão mental Tosse Diarreia Dificuldade em respirar Visão desfocada Tonturas Sonolência Febre Dores de cabeça Palpitações Contracção muscular súbita Náuseas e vómitos Formigueiro e entorpecimento Convulsões Erupções cutâneas e queimaduras Letargia Perda de consciência Hálito estranho Fraqueza (Saubers, 2009)

O socorrista não se deve expor a qualquer tóxico. Se a vítima estiver contaminada com tóxicos ou venenos deve-se usar luvas ou avental e outras protecções da roupa e corpo. Como proceder: 1) Retirar as peças de vestuário da vítima se estiverem contaminados. 2) Em caso de contaminação com ácidos e pesticidas evitar a respiração boca a boca (deve ser usada máscara facial)

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3) Nos casos em que há queimadura provocado pelos produtos de combustão, é necessário assegurar a permeabilidade da via aérea e ventilar com concentrações de oxigénio elevados. 4) É extremamente importante obter uma história detalhada do que aconteceu, inquirindo todos. a. Qual o tóxico b. A que horas ocorreu a intoxicação c. Em que situação ocorreu o acidente d. Verificar se há: i. Embalagens ou restos de medicamentos ii. Seringas ou sinais de picadas de agulha iii. Cheiros característicos iv. Sinais de corrosão da pele ou da boca 5) Em caso de suspeita de toxicodependência assegurar que não há contacto com fluidos com sangue. 6) NÃO DAR DE BEBER NEM COMER NEM INDUZIR O VÓMITO 7) Chamar o 112 ou o CIAV (Carneiro et al, 2004) NOTA 1: contacte o CIAV se alguém se revelar agoniada ou doente sem qualquer razão aparente, ou seja encontrada caída junto a um forno, um carro ou uma zona pouco ventilada, pois há a possibilidade de ela estar intoxicada. (Saubers, 2009) Nota 2: Em caso de intoxicação por inalação, chame o 112 e, se estiver em segurança, retire a vítima do local de exposição ao gás, vapores, químicos ou fumos. Sustendo a respiração, ou segurando um pano molhado contra nariz e boca, abra todas as portas e janelas para libertar os agentes tóxicos. (Saubers, 2009)

Queimaduras Prevenção de queimaduras A água quente, as sopas e as bebidas são responsáveis por 3 em cada 4 acidentes por queimaduras e, infelizmente as crianças pequenas são a principais vítimas deste tipo de acidentes. (Peleteiro, S. 1994)

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Tipo de queimaduras A queimadura é uma das formas mais comuns e dolorosas de lesão. É causada por: Agentes térmicos (líquido ou seco) Agentes químicos Electricidade Radiações Frio A queimadura também pode afectar várias partes do corpo: Pele Olhos Pulmões Órgãos internos As queimaduras dividem-se em 3 tipos e a sua gravidade depende da profundidade da lesão e da extensão da área afectada: 1º Grau: Lesão da camada externa da pele (epiderme). Rubor, edema (inchaço), calor e dor. (MacNab, 2002) 2º Grau: Lesão da derme. Dor, calor, rubor, edema e flictenas (bolhas com líquido). Este tipo de queimaduras sara bem e não necessita de tratamento médico, a não ser que tenha mais de 5cm de diâmetro, ou que esteja localizado nas mãos, face, nádegas ou genitais. (Saubers, 2009) 3º Grau: Destruição de tecidos mais profundos (necrose). A pele fica “carbonizada”, de cor branca, castanha ou preta e sem elasticidade. Não existem flictenas e a lesão é seca. Não há sensação de toque ou dor. A vítima pode entrar em estado de choque. (MacNab, 2002) Todas as queimaduras de 3º grau exigem assistência médica. Chame o 112 ou transporte a vítima para o hospital (Saubers, 2009)

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Figura 20: Extensão das queimaduras em percentagem. (Fonte: www.ufrrj.br)

Quando pedir ajuda Independentemente do tipo de queimadura, se não tiver a certeza da gravidade da lesão, chame o 112 ou dirija-se às urgências do hospital mais próximo. Precisam de ser assistidas todas as queimaduras: Ocorridas em crianças Do 3º grau Do 2º grau mas mais extensas que um palmo da sua mão Do 1º grau mais extensas que 5 palmos da sua mão As que afectam toda a extensão de uma perna ou de um braço Qualquer combinação dos vários graus de queimadura Na zona genital, face, mãos e pés. (Saubers, 2009) Como proceder: 1) Interromper a causa da queimadura 2) Se a vítima estiver em chamas, deve-se embrulhar com uma peça de roupa e fazê-la rolar pelo chão. 3) Se a queimadura for devido a líquidos, despir ou cortar imediatamente a roupa. 4) Arrefecer a região queimada com água (não muito fria, pois há risco de hipotermia), durante cerca de 10 minutos ou até aliviar a dor.

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5) Dar água a beber em frequência e em pequenas doses. 6) Não rebentar as flictenas nem retirar peles 7) Tapar as feridas com panos limpos, que não larguem pêlos e que sejam húmidos 8) Chamar o 112 (MacNab, 2002)

Ataque epiléptico Epilepsia é uma alteração na actividade eléctrica do cérebro, temporária e reversível, que produz manifestações motoras, sensitivas, sensoriais, psíquicas ou neurovegetativas. Para ser considerada epilepsia, deve ser excluída a convulsão causada por febre, drogas ou distúrbios metabólicos, já que são classificadas diferentemente Ataque ou convulsão pode ser uma contracção repentina, violenta e incontrolável de um grupo de músculos ou uma breve "perda de contacto" em que a pessoa parece estar “ausente”. Sinais de alerta Movimentos bruscos e incontrolados da cabeça e/ou extremidades Perda de consciência com queda desamparada Olhar vago, fixo e/ou revirar dos olhos Espumar pela boca Perda de urina e/ou fezes Morder a língua e/ou lábios Como proceder Afastar todos os objectos onde a pessoa se possa magoar Administrar medicação se prescrita. Proteger a vítima contra os traumatismos, amortecendo a cabeça com almofadas ou casacos ou ainda com as mãos Não colocar os dedos na boca da vítima durante a crise Afastar os curiosos de modo a acalmar o ambiente Anotar a duração da convulsão Acabada fase de movimentos bruscos colocar a pessoa em PLS
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Enviar ao Hospital sempre que: for a primeira convulsão, durar mais de 8 a 10 minutos ou se repetir.

Acidente vascular cerebral (AVC) O AVC dá-se por bloqueio das artérias que irrigam o cérebro podendo resultar em isquemia ou hemorragia. A maneira como o AVC se manifesta está relacionada com a zona do cérebro afectada. Se a área for pequena poderá manifestar-se numa dificuldade em falar, ou mexer uma parte do corpo e/ou alterações da sensibilidade numa área do corpo. Se a área afectada for grande, a vítima pode perder a consciência. Devemos estar atentos a: Dor de cabeça violenta e de instalação súbita o Pode ser seguida de vómitos ou alterações de consciência Perda súbita da fala Sensação de falta de força e/ou alterações da sensibilidade de uma parte do corpo.

Exame rápido: 1) Olhar para a cara da vítima, de frente, e pedir para mostrar os dentes a. Normal: a vítima obedece e os 2 lados da cara ficam iguais b. Suspeito: um dos lados fica diferente e não se move como o outro. 2) Pedir ao doente que levante os 2 braços à altura dos ombros, que feche os olhos e se mantenha nessa posição durante 10 segundos a. Normal: os braços comportam-se da mesma maneira b. Suspeito: um dos braços não se mexe ou não se aguenta ao mesmo nível do outro. 3) Pedir ao doente que diga: “Cão que ladra não morde” a. Normal: repete a frase compreensivelmente b. Suspeito: não consegue repetir a frase ou não consegue falar. Como proceder: Colocar em PLS e chamar o 112 (Carneiro et al, 2004)

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Dores de dentes Como proceder Numa fase inicial pode-se usar lavagens bucais. Colocar uma compressa fria na cara e tomar paracetamol (NUNCA dar uma aspirina a crianças com menos de 16 anos) Esfregar as mãos com gelo. Consultar um dentista (Saubers, 2009)

BIBLIOGRAFIA
Armstrong, V. et al. (2002). Guia de emergências domésticas. Barcelos: Companhia Editora do Minho Carneiro, A. et al. (2004). Manual de Suporte Básico de Vida. Edição do Conselho Português de Ressuscitação. Liebowitz, R., et al. (2006). A Enciclopédia da Nova Medicina. EUA: Em MacNab, C. (2002). Manual de Primeiros Socorros. Lisboa: Editorial Estampa Medipédia, Conteúdos de Saúde. [Em linha]. Disponível em www.medipedia.pt. [Consultado em 11/06/2010] Peleteiro, S. (1994). Viver em Forma Todo o Ano. Lisboa: Edideco Reabilitação: Rede de Recursos. [Em linha]. Disponível em www.portal.ua.pt [Consultado em 11/06/2010] Saubers, N. (2009). Manual de Primeiros Socorros. Lisboa: Arteplural Edições Segurança de Pessoas e Bens. [Em linha]. Disponível em www.inseguranca.no.sapo.pt. [Consultado em 11/06/2010]

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