FACULDADE SÃO GERALDO

MANTIDA PELA: ESCOLA SÃO GERALDO LTDA Credenciada pela Portaria MEC Nº 2738 de 12/12/2001 DOU DE 14/12/2001 Curso de Administração, Bacharelado,com Habilitação Comércio Exterior Portaria MEC Nº 2739 de 12/12/2001 (DOU 14/12/2001) Curso de Pedagogia ,Licenciatura com Habilitações Magistério das Disciplinas Pedagógicas do Ensino Médio, Supervisão Escolar, Orientação Educacional, Administração e Inspeção Escolar- Portaria MEC Nº 1839 de 20/06/2002 (DOU 21/06/2002)

Síntese da vida profissional Prof. Ivan Arenque Passos
Ivan Arenque Passos, casado, 38 anos, Bacharel em Administração em Comércio Exterior – UNIP/SP, MBA marketing – FGV/ES, Administração Estratégica – University Central Florida EUA, Mestrando Administração Estratégica. Membro do Programa de Administração de Varejo da Fundação Instituto de Administração (FIA- USP) Esteve trabalhando nas seguintes empresas:

ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS E PATRIMONIAIS
Prof. Ivan Arenque Passos
E-mail: mktpassos@gmail.com

Consultoria e treinamento em Adm. E Marketing – MKTPASSOS Se especializou nas áreas: Gestão da Qualidade Total, Marketing Varejo, Produto, Serviços, Pessoal, Social e Cultural e Administração.

EMENTA: ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS E PATRIMONIAIS Evolução e conceitos de administração de materiais, Funções e objetivos da administração de materiais, Localização e alcance da administração de materiais nas organizações, Normalização e qualidade, Armazenamento de materiais, Logística, A função compras, A organização e o pessoal de compras, Compra na quantidade certa, Compra no preço certo, Fontes de fornecimento, Organizações alternativas para compras, Fabricar ou comprar, Terceirização

CAPÍTULO I EVOLUÇÃO, CONCEITOS, FUNÇÕES E OBJETIVOS DA ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS E PATRIMONIAIS

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1) UMA INTRODUÇÃO HISTÓRICA À ADMINISTRAÇÃO DE MATERIAIS. A atividade de material existe desde a mais remota época, através das trocas de caças e de utensílios até chegarmos aos dias de hoje, passando pela Revolução Industrial. Produzir, estocar, trocar objetos e mercadorias é algo tão antigo quanto a existência do ser humano. A Revolução Industrial, meados dos séc. XVIII e XIX, acirrou a concorrência de mercado e sofisticou as operações de comercialização dos produtos, fazendo com que “compras” e “estoques” ganhassem maior importância. Este período foi marcado por modificações profundas nos métodos do sistema de fabricação e estocagem em maior escala. O trabalho, até então, totalmente artesanal foi em parte substituído pelas máquinas, fazendo com a produção evoluísse para um estágio tecnologicamente mais avançado e os estoques passassem a ser vistos sob um outro prisma pelas administrações.

A constante evolução fabril, o consumo, as exigências dos consumidores, o mercado concorrente e novas tecnologias deram novo impulso à Administração de Materiais, fazendo com que a mesma fosse vista como uma arte e uma ciência das mais importantes para o alcance dos objetivos de uma organização, seja ela qualquer que fosse. Um dos fatos mais marcantes e que comprovaram a necessidade de que materiais devem ser administrados cientificamente foi, sem dúvida, as duas grandes guerras mundiais, isso sem contar com outros desejos de conquistas como, principalmente, o empreendimento de Napoleão Bonaparte. Em todos os embates ficou comprovado que o fator abastecimento ou suprimento se constituiu em elemento de vital importância e que determinou o sucesso ou o insucesso dos empreendimentos. Soldados e estratégias por mais eficazes que fossem, eram insuficientes para o alcance dos resultados esperados.

. Munições, equipamentos, víveres, vestuários adequados, combustíveis foram, são e serão necessários sempre, no momento oportuno e no local certo, isto quer dizer que administrar materiais é como administrar informações: “quem os têm quando necessita, no local e na quantidade necessária, possui ampla possibilidade de ser bem sucedido”.

2) CONCEITOS BÁSICOS: Empresa, Capital e Trabalho

Toda produção depende da existência conjunta de três fatores de produção: natureza, capital e trabalho, integrados por um quarto fator denominado empresa. Para os economistas, todo processo produtivo se fundamenta na conjunção desses quatro fatores de produção desses quatro fatores de produção.

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Cada um dos quatro fatores de produção tem uma função específica, a saber:
a) Natureza: é o fator que fornece os insumos necessários à produção, como as matérias-primas, os materiais, a energia etc. É o fator de produção que proporciona as entradas de insumos para que a produção possa se realizar. Dentre os insumos, figuram os materiais e matérias-primas; b) Capital: é o fator que fornece o dinheiro necessário para adquirir os insumos e pagar o pessoal. O capital representa o fator de produção que permite meios para comprar, adquirir e utilizar os demais fatores de produção;

c) Trabalho: é o fator constituído pela mão-de-obra, que processa e transforma os insumos, através de operações manuais ou de máquinas e ferramentas, em produtos acabados ou serviços prestados. O trabalho representa o fator de produção que atua sobre os demais, isto é, que aciona e agiliza os outros fatores de produção. É comumente denominado mão-de-obra, porque se refere principalmente ao operário manual ou braçal que realiza operações físicas obre as matérias-primas, com ou sem o auxílio de máquinas e equipamentos;

d) Empresa: é o fator integrador capaz de aglutinar a natureza, o capital e o trabalho em um conjunto harmonioso que permite que o resultado alcançado seja muito maior do que a soma dos fatores aplicados no negócio. A empresa constitui o sistema que aglutina e coordena todos os fatores de produção envolvidos, fazendo com que o resultado do conjunto supere o resultado que teria cada fator isoladamente. Isto significa que a empresa tem um efeito multiplicador, capaz de proporcionar um ganho adicional, que é o lucro. Mas adiante, ao falarmos de sistemas, teremos a oportunidade de conceituar esse efeito multiplicador, também denominado efeito sinergístico ou sinergia. Modernamente, esses fatores de produção costumam ser denominado recurso empresarial.

Os principais recursos empresariais são: Recursos Materiais, Recursos Financeiros, Recursos Humanos, Recursos Mercadológicos Recursos Administrativos

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3. ADMINISTRAÇÃO DE MATERIAIS: DEFINIÇÕES A Administração de Materiais é definida como sendo um conjunto de atividades desenvolvidas dentro de uma empresa, de forma centralizada ou não, destinadas a suprir as diversas unidades, com os materiais necessários ao desempenho normal das respectivas atribuições. Tais atividades abrangem desde o circuito de reaprovisionamento, inclusive compras, o recebimento, a armazenagem dos materiais, o fornecimento dos mesmos aos órgãos requisitantes, até as operações gerais de controle de estoques etc.

Em outras palavras: “A Administração de Materiais visa à garantia de existência contínua de um estoque, organizado de modo a nunca faltar nenhum dos itens que o compõem, sem tornar excessivo o investimento total”. A Administração de Materiais moderna é conceituada e estudada como um Sistema Integrado em que diversos subsistemas próprios interagem para constituir um todo organizado. Destina-se a dotar a administração dos meios necessários ao suprimento de materiais imprescindíveis ao funcionamento da organização, no tempo oportuno, na quantidade necessária, na qualidade requerida e pelo menor custo.

A oportunidade, no momento certo para o suprimento de materiais, influi no tamanho dos estoques. Assim, suprir antes do momento oportuno acarretará, em regra, estoques altos, acima das necessidades imediatas da organização. Por outro lado, a providência do suprimento após esse momento poderá levar a falta do material Necessário ao atendimento de determinada necessidade da administração. Do mesmo modo, o tamanho do Lote de Compra acarreta as mesmas conseqüências: quantidades além do necessário representam inversões em estoques ociosos, assim como, quantidades aquém do necessário podem levar à insuficiência de estoque, o que é prejudicial à eficiência operacional da organização.

Estes dois eventos, tempo oportuno e quantidade necessária, acarretam, se mal planejados, além de custos financeiros indesejáveis, lucros cessantes, fatores esses decorrentes de quaisquer das situações assinaladas. Da mesma forma, a obtenção de material sem os atributos da qualidade requerida para o uso a que se destina acarreta custos financeiros maiores, retenções ociosas de capital e oportunidades de lucro não realizadas. Isto porque materiais, nestas condições podem implicar em paradas de máquinas, defeitos na fabricação ou no serviço, inutilização de material, compras adicionais, etc.

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3.1 - Subsistemas Típicos: (normas e qualidade) Os subsistemas da Administração de Materiais, integrados de forma sistêmica, fornecem, portanto, os meios necessários à consecução das quatro condições básicas alinhadas acima, para uma boa Administração de material. Decompondo esta atividade através da separação e identificação dos seus elementos componentes, encontramos as seguintes subfunções típicas da Administração de Materiais, além de outras mais específicas de organizações mais complexas: 3.1.1- Controle de Estoque - subsistema responsável pela gestão econômica dos estoques, através do planejamento e da programação de material, compreendendo a análise, a previsão, o controle e o ressuprimento de material. O estoque é necessário para que o processo de produção-venda da empresa opere com um número mínimo de preocupações e desníveis. Os estoques podem ser de: matéria-prima, produtos em fabricação e produtos acabados. O setor de controle de estoque acompanha e controla o nível de estoque e o investimento financeiro envolvido.

3.1.2- Classificação de Material - subsistema responsável pela identificação (especificação), classificação, codificação, cadastramento e catalogação de material. 3.1.3 - Aquisição / Compra de Material - subsistema responsável pela gestão, negociação e contratação de compras de material através do processo de licitação. O setor de Compras preocupa-se sobremaneira com o estoque de matéria-prima. É da responsabilidade de Compras assegurar que as matérias-primas exigida pela Produção estejam à disposição nas quantidades certas, nos períodos desejados. Compras não é somente responsável pela quantidade e pelo prazo, mas precisa também realizar a compra em preço mais favorável possível, já que o custo da matéria-prima é um componente fundamental no custo do produto.

3.1.4- Armazenagem / Almoxarifado - subsistema responsável pela gestão física dos estoques, compreendendo as atividades de guarda, preservação, embalagem, recepção e expedição de material, segundo determinadas normas e métodos de armazenamento. O Almoxarifado é o responsável pela guarda física dos materiais em estoque, com exceção dos produtos em processo. É o local onde ficam armazenados os produtos, para atender a produção e os materiais entregues pelos fornecedores; 3.1.5- Movimentação de Material - subsistema encarregado do controle e normalização das transações de recebimento, fornecimento, devoluções, transferências de materiais e quaisquer outros tipos de movimentações de entrada e de saída de material.

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2.2.subsistema de apoio que se responsabiliza pela política e pela execução do transporte. ao mesmo tempo que o subsistema de Controle de Estoque é informado para proceder aos registros físicos e contábeis da movimentação de entrada.2 . 3.subsistema encarregado do cadastramento de fornecedores. todo um conjunto de ações inter-relacionadas para esse fim: o subsistema de Controle de Estoque aciona o subsistema de Compras que recorre ao subsistema de Cadastro. 6 . por meio de unificação e especificação dos mesmos. do material pelo almoxarifado. quando um item de material é recebido do fornecedor. É nesse setor que se executa a Administração da frota de veículos da empresa.Padronização e Normalização . 3.2 . movimentação e distribuição de material.subsistema de apoio responsável pela verificação da aplicação das normas e dos procedimentos estabelecidos para o funcionamento da Administração de Materiais em toda a organização.subsistema de apoio ao qual cabe a obtenção de menor número de variedades existentes de determinado tipo de material.subsistema responsável pela verificação física e documental do recebimento de material. A integração destas subfunções funciona como um sistema de engrenagens que aciona a Administração de Material e permite a interface com outros sistemas da organização.Transporte de Material .1 . A colocação do produto acabado nos clientes e as entregas das matériasprimas na fábrica é de responsabilidade do setor de Transportes e Distribuição. 3. Assim.2. propondo medidas de redução de estoques.6 . houve. e/ou onde também são contratadas as transportadoras que prestam serviços de entrega e coleta.Subsistemas Específicos: 3. pesquisa de mercado e compras.Inspeção de Recebimento . de modo que os itens aceitos pela inspeção física e documental são encaminhados ao subsistema de Armazenagem para guarda nas unidades de estocagem próprias e demais providências.Cadastro .1. podendo ainda encarregar-se da verificação dos atributos qualitativos pelas normas de controle de qualidade.1. analisando os desvios da política de suprimento traçada pela administração e proporcionando soluções. antes.7 . o subsistema de Inspeção é acionado.3 .Inspeção de Suprimentos . Quando do recebimento. 3.3.

novamente. Igualmente. A devolução é providenciada pelo subsistema de Aquisição que aciona o fornecedor para essa providência após ser informado. por ocasião do recebimento de material. e do número de itens do inventário. Este procede à baixa física e contábil. As partes componentes desta função dependem do tamanho. Após a concretização da compra. o subsistema de Cadastro também fica responsável para providenciar. Todos esses subsistemas não aparecem configurados na Administração de Materiais de qualquer organização. Os materiais recusados pelo subsistema de Inspeção são devolvidos ao fornecedor. para que o material seja comprado de um dos fornecedores cadastrados e habilitados junto à organização pelo subsistema de Cadastro. Quando o material é requisitado dos estoques. que o material não foi aceito. pela Inspeção. podendo. os registros pertinentes. da natureza e de sua atividade-fim.. iniciando o ciclo. 7 . para encerrar o dossiê de compras e processar as anotações cadastrais pertinentes ao fornecimento. é emitida pelo subsistema de Controle de Estoques uma ordem ao subsistema de Compras. O subsistema de Cadastro também é informado. uma ação de reposição. este evento é comunicado ao subsistema de Controle de Estoque pelo subsistema de Armazenagem. o subsistema de Cadastro é informado do evento para providenciar o encerramento do processo de compra e processar. no cadastro de fornecedores. junto aos fornecedores. gerar com isso. o cumprimento do prazo de entrega contratual. Neste caso. do tipo e da complexidade da organização.

Armazenamento e Compras. mesmo resultado com menor despesa . Em algumas empresas a qualidade dos produtos e/ou serviços constituem-se no único objetivo da Gerência de Materiais. através de Compras. f) Despesas com Pessoal . e) Consistência de Qualidade . aumentando o retorno sobre os investimentos e reduzindo o valor do capital de giro.a posição de uma empresa no mundo dos negócios é.é resultado de uma análise criteriosa quando da escolha dos fornecedores.este é o objetivo mais óbvio e.4. expedição e transportes são afetados diretamente por este item. d) Controlar os estoques. Seguem os principais objetivos da área de Administração de Recursos Materiais e Patrimoniais: a) Preço Baixo .a área de materiais é responsável apenas pela qualidade de materiais e serviços provenientes de fornecedores externos. Reduzir o preço de compra implica em aumentar os lucros. segundo critérios aprovados pela direção da empresa. f) Manter contato com as Gerências de Produção.implica em melhor utilização do capital. Controle de Qualidade. c) Supervisionar os almoxarifados da empresa. c) Baixo Custo de Aquisição e Posse . e) Aplicar um sistema de reaprovisionamento adequado. Os custos de produção. b) Avaliar outras empresas como possíveis fornecedores. certamente um dos mais importantes. d) Continuidade de Fornecimento .dependem fundamentalmente da eficácia das áreas de Controle de Estoques. Lotes Econômicos e outros índices necessários ao gerenciamento dos estoques. fixando Estoques Mínimos. Financeira etc. Engenharia de Produto. g) Estabelecer sistema de estocagem adequado. b) Alto Giro de Estoques . 8 . em alto grau determinada pela maneira como negocia com seus fornecedores. a empresa. “ As vezes compensa investir mais em pessoal porque pode-se alcançar com isto outros objetivos. de todos os materiais necessários ao seu funcionamento.em ambos os casos o objetivo é obter maior lucro final. h) Coordenar os inventários rotativos.obtenção de melhores resultados com a mesma despesa ou. RESPONSABILIDADE E ATRIBUIÇÕES DA ADMINISTRAÇÃO DE MATERIAIS a) Suprir. se mantida a mesma qualidade. propiciando maior benefício com relação aos custos g) Relações Favoráveis com Fornecedores .

quantidade de determinado item.são considerados como o objetivo primário. •Estoque Ativo ou Normal . • Estoque de Excedentes.toda unidade deve estar interessada em aumentar a aptidão de seu pessoal. de forma indireta. •Estoque Morto ou Inativo .. na sobrevivência e nos lucros da empresa. podendo vir a integrar o Estoque Normal ou Estoque de Materiais Recuperados. obsoletos ou inúteis que devem ser eliminados. mas passíveis de aproveitamento após •recuperação. Está disponível somente para uma aplicação ou unidade funcional específica. é estático.quantidades de itens constituídas por sobras de retiradas de estoque.é a quantidade de um determinado item existente em estoque. sem condições de uso. 9 .h) Aperfeiçoamento de Pessoal . pois contribuem para o papel da Administração de Material. i) Bons Registros . • Estoque Disponível . comprometida previamente e que por alguma razão permanece temporariamente em almoxarifado. peso e custo em conseqüência de entradas e saídas.é o resultado da soma do disponível com a quantidade pedida.é o estoque que sofre flutuações quanto a quantidade. aguardando o fornecimento. livre para uso. • Estoque Teórico . sem causar interrupções às unidades funcionais da organização. materiais ou artigos existentes fisicamente no almoxarifado à espera de utilização futura e que permite suprir regularmente os usuários.conjunto de mercadorias. volume. Constitui um Estoque Morto. após a obtenção de sua condições normais. om utilização certa. •Estoque Empenhado ou Reservado .não sofre flutuações. salvados ( retirados de uso através de desmontagens) etc. novos ou recuperados. •Estoque . Obsoletos ou Inservíveis constitui as quantidades de itens em estoque. •Estoque de Recuperação .

solicitando ao fornecedor Proposta de Fornecimento. Ressuprimento: tempo decorrido desde a emissão do documento de compra ( requisição ) até o recebimento da mercadoria. •Estoque Máximo: é a quantidade necessária de um item para suprir a organização em um período estabelecido mais o Estoque de Segurança. desde o momento em que é emitido até o momento em que a compra é formalizada.•Estoque Mínimo: é a menor quantidade de um artigo ou item que deverá existir em estoque para prevenir qualquer eventualidade ou emergência ( falta ) provocada por consumo anormal ou atraso de entrega. •Estoque Médio. •Prazo de Entrega: tempo decorrido da data de formalização do contrato bilateral de compra até a data de recebimento da mercadoria.é o número de vezes que um item é solicitado ou comprado em um determinado período.é a quantidade de um item que deverá ser fornecida ou comprada. Limite de Chamada ou Ponto de Reposição: é a quantidade de item de estoque que ao ser atingida requer a análise para ressuprimento do item. •Coleta ou Cotação de Preços: documento emitido pela unidade de Compras. •Requisição ou Pedido de Compra . •Ponto de Pedido. Operacional: é considerado como sendo a metade da quantidade necessária para um determinado período mais o Estoque de Segurança. •Ruptura de Estoque: ocorre quando o estoque de determinado item zera ( E = 0 ). Normalmente é igual a metade do Estoque Mínimo. •Tempo de Reposição. A continuação das solicitações e o não atendimento a caracteriza. 10 . •Ponto de Chamada de Emergência: é a quantidade que quando atingida requer medidas especiais para que não ocorra ruptura no estoque. Esta Coleta deverá conter todas as especificações que identifiquem individualmente cada item.documento interno que desencadeia o processo de compra. •Quantidade a Pedir . •Tempo de Tramitação Interna: é o tempo que um documento leva. •Freqüência .

do Pedido ou Aquisição: é constituído pela somatória de todas as despesas efetivamente realizadas no processamento de uma compra. despesas adm.documento no qual o fornecedor explicita as condições nas quais se propõe a atender (preço.existe em função das variações de quantidade e de despesas operacionais. ). •Custo Total: é o resultado da soma do Custo Fixo com o Custo de Posse e o Custo de Aquisição. Posse ou Armazenagem: são os custos decorrentes da existência do item ou artigo no estoque.é o custo que independe das quantidades estocadas ou compradas ( mão-de-obra. •Custo Fixo:. Varia em função do número de pedidos emitidos ou das quantidades compradas. CAPÍTULO II GESTÃO DE ESTOQUE 11 .documento que serve para confrontar condições de fornecimento e decidir sobre a mais viável.•Proposta de Fornecimento . •Custo Ideal: é aquele obtido no ponto de encontro ou interseção das curvas dos Custos de Posse e de Aquisição. Varia em função do número de vezes ou da quantidade comprada. de manutenção etc. condições de pagamento etc). Representa o menor valor do Custo Total. •Mapa Comparativo de Preços . •Custo Variável . •Custo de Obtenção de Estoque. prazo de entrega. •Custo de Manutenção de Estoque.

a paralisação de fabricação.permanentemente. manter os recursos ociosos expressos pelo inventário. materiais acabados . Entre estes estão as inversões de capital destinadas a cobrir fatores de risco em circunstâncias imprevisíveis e de solução imediata.NATUREZA DOS ESTOQUES Porém. tais como os investimentos em máquinas e em equipamentos destinados ao aumento da produção e. Por exemplo. o estoque constitui todo o sortimento de materiais que a empresa possui e utiliza no processo de produção de seus produtos/serviços. sem correr o risco de não tê-los em quantidades suficientes e necessárias para manter o fluxo da produção da encomenda em equilíbrio com o fluxo de consumo. 2 .materiais em processamento..que não é utilizada em determinado momento na empresa. das vendas. toda a aplicação de capital em inventário priva de investimentos mais rentáveis uma organização industrial ou comercial. E isto é obtido mantendo estoques mínimos. mas que precisa existir em função de futuras necessidades. É o caso dos investimentos em estoque. que evitam que se perca dinheiro em situação potencial de risco presente. como certa quantidade de itens mantidos em disponibilidade constante e renovados.A gestão de estoque é. numa primeira abordagem. não produzem lucros. Outros tipos de investimentos. o ato de gerir recursos ociosos possuidores de valor econômico e destinado ao suprimento das necessidades futuras de material . na falta de materiais ou de produtos que levam a não realização de vendas. Numa organização pública. São lucros provenientes das vendas e serviços. a partir destes fatores. a privação é em relação a investimentos sociais ou em serviços de utilidade pública. em constante equilíbrio em relação ao nível econômico ótimo dos investimentos. para produzir lucros e serviços. Assim. Estoque é a composição de materiais . basicamente. por permitirem a continuidade do processo produtivo das organizações. a descontinuidade das operações ou serviços etc. de forma generalizada. os investimentos em estoque aos investimentos ditos diretos. além dos custos adicionais e excessivos que. A gestão dos estoques visa. igualam. Os estoques podem ser entendidos ainda. em importância estratégica e econômica. Os investimentos não são dirigidos por uma organização somente para aplicações diretas que produzam lucros. portanto. materiais semi-acabados. numa organização. aparentemente. 12 . conseqüentemente.

Ter noção clara das diversas naturezas de inventário. sobretudo. Evitar sua formação ou. Isto mantém a paridade entre esta necessidade e as exigências de capital de giro. A incerteza de demanda futura ou de sua variação ao longo do período de planejamento. quando muito. evita distorções no planejamento e indica à gestão a forma de tratamento que deve ser dispensado a cada um deles. fonte permanente de problemas. 13 . à vezes. dentro do estudo da Administração de Material. para a compreensão mais nítida dos estoques. das vendas ou dos serviços. A administração dos estoques apresenta alguns aspectos financeiros que exigem um estreito relacionamento com a área de finanças. da necessidade de continuidade operacional e da remuneração do capital investido.Representam uma necessidade real em qualquer tipo de organização e. a área financeira está preocupada com o lucro. consideráveis montantes de recursos estão vinculados a determinadas modalidades de estoque. ao mesmo tempo. além de evitar que medidas corretas. sem que. levem a resultados desastrosos. A manutenção dos estoques requer investimentos e gastos muitas vezes elevados. da complexidade e da natureza das operações da produção. são as principais causas que exigem estoques permanentemente à mão para o pronto atendimento do consumo interno e/ou das vendas. se considerarmos que. A acumulação de estoques em níveis adequados é uma necessidade para o normal funcionamento do sistema produtivo. o conhecimento das principais funções que os mesmos desempenham nos mais variados tipos de organização. cuja magnitude é função do porte. representa um ideal conflitante com a realidade do dia-a-dia e que aumenta a importância da sua gestão. da disponibilidade imediata de material nos fornecedores e do cumprimento dos prazos de entrega. os estoques representam um enorme investimento financeiro. em contrapartida. os estoques constituem um ativo circulante necessário para que a empresa possa produzir e vender com um mínimo risco de paralisação ou de preocupação. pois enquanto a Administração de Materiais está voltada para a facilitação do fluxo físico dos materiais e o abastecimento adequado à produção e a vendas. a liquidez da empresa e a boa aplicação dos recursos empresariais. tê-los em número reduzido de itens e em quantidades mínimas. e que conheçamos as suas diferentes espécies. aplicadas ao estoque errado. Deste ponto de vista. Em contrapartida. entretanto. Os estoques representam um meio de investimento de recursos e podem alcançar uma respeitável parcela dos ativos totais da empresa. aumente o risco de não ser satisfeita a demanda dos usuários ou dos consumidores em geral. É essencial.

os estoques destinados à venda são sensíveis às solicitações impostas pelo mercado e decorrentes das alterações da oferta e procura e da capacidade de produção.Cada espécie de inventário segue comportamentos próprios e sofre influências distintas. em regra. Diante dos exemplos apresentados. mesmo. tão somente. de limpeza e conservação etc. das oficinas e dos demais serviços existentes. embora se sujeitando. estes estoques podem vir a formar-se aleatoriamente. Este último pode desdobrar-se. em despesas. em estoque de artigos de escritório. Por sua vez. o estoque de venda pode desdobrar-se em estoque de varejo e de atacado. Para uma indústria. ao longo do tempo. enquanto os destinados ao consumo interno da empresa são influenciados pelas necessidades contínuas da produção. não destinada ao reprocessamento ou beneficiamento e formados de refugos de fabricação ou de materiais obsoletos e inservíveis destinados à alienação e outros fins. enquanto os estoques destinados ao consumo interno constituem-se. surge. É o caso dos estoques de sucata. outra classificação: estoques de venda e de consumo interno. caracterizando-se como contingências de Armazenagem. integrarão os estoques de material de consumo. O estoque de consumo pode subdividir-se em estoque de material específico e geral. Assim. não estão sujeitas a influência alguma. aos mesmos princípios e às mesmas estruturas de controle. Já outras naturezas de estoque podem apresentar características bem próprias que. 14 . os produtos de sua fabricação integrarão os estoques de venda e. para outra. por exemplo. para algumas organizações. Em uma indústria. naturalmente. Acabam representando. esta divisão por si só. Entretanto. verdadeiras fontes de receitas ( extra-operacional). pode trazer dúvidas a partir da definição da natureza de cada um destes estoques. ainda. que os utilizará na produção de outro bem. manutenção.

uso ou aplicação etc. diferentes maneiras de se distinguir os estoques. . dimensionamento das áreas de armazenagem. As principais funções do estoque são: a)Garantir o abastecimento de materiais à empresa. estabelecimento do fluxo de informação do sistema. Os estoques constituem um vínculo entre as etapas do processo de compra e venda .CLASSIFICAÇÃO DE ESTOQUES a) Estoques de Matérias-Primas (MPs) Os estoques de MPs constituem os insumos e materiais básicos que ingressam no processo produtivo da empresa. 4 .sazonalidade no suprimento. b) Proporcionar economias de escala: . . transformação e venda . estabelecimento de uma classificação de material. os estoques desempenham um papel importante na flexibilidade operacional da empresa.demora ou atraso no fornecimento de materiais.pela rapidez e eficiência no atendimento às necessidades. nestas classificações. é que elas servem de subsídios valiosos para a (o): configuração de um sistema de material. Em qualquer ponto do processo formado por essas etapas. todavia. pois minimizam os efeitos de erros de planejamento e as oscilações inesperadas de oferta e procura. São os ítens iniciais para a produção dos produtos/serviços da empresa.no processo de produção em empresas industrias.através da compra ou produção em lotes econômicos. estruturação dos almoxarifados.FUNÇÕES DO ESTOQUE Temos assim. neutralizando os efeitos de: . 15 . finalidade. política de centralização e descentralização dos almoxarifados.pela flexibilidade do processo produtivo. dos materiais que os compõem. . planejamento na forma de controle físico e contábil. O importante. .no processo de comercialização em empresas comerciais .e entre as etapas de compra. que procuram mostrar os diferentes tipos de estoque e o que eles representam para cada empresa.riscos de dificuldade no fornecimento. ao mesmo tempo em que isolam ou diminuem as interdependências das diversas partes da organização empresarial. Funcionam como amortecedores das entradas e saídas entre as duas etapas dos processos de comercialização e de produção. considerando a natureza.3 .

Por outro lado. o fornecimento de água. cujo processamento foi completado inteiramente. pois se encontram quase acabados. no tanque. Para mantermos este nível de água. Constituem o estágio final do processo produtivo e já passaram por todas as fases. Se fecharmos com o ralo destampado. assim. o nível. como MP. e) Estoques de Produtos Acabados (Pas) Os Estoques de Pas se referem aos produtos já prontos e acabados.nem no depósito . constituirão o PA.referem-se a peças isoladas ou componentes já acabados e prontos para serem anexados ao produto. O objetivo básico do controle de estoques é evitar a falta de material sem que esta diligência resulte em estoque excessivos às reais necessidades da empresa. o nível subirá até o ponto de transbordar. materiais acabados e Pás. após algum tempo.por ainda não serem Pas. quando juntadas. impedindo a vazão. São.também denominados materiais em vias . Não estão nem no almoxarifado . em unidades volumétricas. a zero.por não serem mais MPs iniciais . materiais semi-acabados. Diferem dos materiais em processamento pelo seu estágio mais avançado. é preciso que a abertura ou o diâmetro do ralo permita vazão proporcional ao volume de água que sai pela torneira. cujo processamento está em algum estágio intermediário de acabamento e que se encontram também ao longo das diversas seções que compõem o processo produtivo.também denominados componentes .são constituídos de materiais que estão sendo processados ao longo das diversas seções que compõem o processo produtivo da empresa.CONTROLE DE ESTOQUES d) Estoques de Materiais Acabados ou Componentes Os estoques de materiais acabados . partes prontas ou montadas que. Os estoques de materiais semi-acabados referem-se aos materiais parcialmente acabados. O controle procura manter os níveis estabelecidos em equilíbrio com as necessidades de consumo ou das vendas e os custos daí decorrentes. 5 . na realidade.c) Estoques de Materiais Semi-acabados b) Estoques de Materiais em Processamento ou em Vias Os estoques de materiais em processamento . faltando apenas mais algumas etapas do processo produtivo para se transformarem em materiais acabados ou em PAs. interrompendo. 16 . materiais em processamento. se a mantivermos aberta e fecharmos o ralo. chegará. Mais adiante serão transformadas em Pas.

e) receber. em outro caso. 6 .FUNÇÕES DO CONTROLE DE ESTOQUE Para organizar um setor de controle de estoques. os níveis dos estoques estão sujeitos à velocidade da demanda. precisaremos abrir mais a torneira. onde atua . a fim de evitar a interrupção do fluxo de reabastecimento. em volume maior que a entrada no tanque. O equilíbrio entre a demanda e a obtenção de material. Se a constância da procura sobre o material for maior que o tempo de reposição. g) manter inventários periódicos para avaliação das quantidades e estados dos materiais estocados. inicialmente devemos descrever suas funções principais que são: a) determinar "o que" deve permanecer em estoque. f) controlar os estoques em termos de quantidade e valor. não dimensionarmos bem as necessidades do estoque. De forma semelhante. com prejuízos para a circulação de capital. c) determinar "quanto" de estoque será necessário para um período predeterminado. Se. se o diâmetro do raio permite a saída da água. permitindo o fluxo maior para compensar o excesso de escapamento e evitar o esvaziamento do tanque. com prejuízos visíveis para a produção. h) identificar e retirar do estoque os itens obsoletos e danificados 17 .Ou. manutenção. e fornecer informações sobre a posição do estoque. poderemos chegar ao ponto de excesso de material ou ao transbordamento dos seus níveis em relação à demanda real. armazenar e atender os materiais estocados de acordo com as necessidades. sobretudo. o controle de estoque. b) determinar "quando" se devem reabastecer os estoques. quantidade de compra. é um dos objetivos da gestão. teremos a situação de ruptura ou de esvaziamento do seu estoque. Periodicidade. Número de itens. d) acionar o Depto de Compras para executar aquisição de estoque. ou estas providências não forem tomadas em tempo oportuno. vendas etc.

Verifica-se. Classe B: Grupo intermediário. Obtém-se a curva ABC através da ordenação dos itens conforme a sua importância relativa. conforme a importância dos itens. noentanto. Classe C: Grupo de itens menos importantes em termos de movimentação. as classes da curva ABC podem ser definidas das seguintes maneiras: Exemplo: Classe A: Grupo de itens mais importante que devem ser trabalhados com uma atenção especial pela administração. disso resulta imediatamente a aplicação preferencial das técnicas de gestão administrativas. 18 . estabelecimento de prioridades para a programação da produção e uma série de outros problemas usuais na empresa. ela permite identificar aqueles itens que justificam atenção e tratamento adequados quanto à sua administração. requerem atenção pelo fato de gerarem custo de manter estoque.7 . Após os itens terem sido ordenados pela importância relativa.CLASSIFICAÇÃO ABC A curva ABC é um importante instrumento para o administrador. que. A curva ABC tem sido usada para a administração de estoques. para definição de políticas de vendas. uma vez obtida a seqüência dos itens e sua classificação ABC. portanto.

100 8 .Valor total do consumo.Defina os itens da classe "B" = 15% do faturamento. .Arrume os itens em ordem decrescente de valor. .MONTAGEM DA CURVA ABC .Some o total do faturamento.Número ou referencia do produto.(rotatividade média). respondendo por apenas 5% do faturamento.Relacionar os itens analisados no período que estiver sendo analisado. podemos perceber que apenas 20% dos itens corresponde a 80% do faturamento.1 . . A classe "C" compreende a sozinha 50% dos itens em estoque. -Defina os itens da classe "A" = 80% do faturamento.CURVA DENTE DE SERRA 19 . 8.Preços unitário atualizado.A classe "A" são os itens que nesse caso dão a sustentação de vendas. . . A classe “B” responde por 30% dos itens em estoque e 15% do faturamento.Fat.NÍVEIS DE ESTOQUES .Defina os itens da classe "C" = 5% do faturamento.(alta rotatividade). . . Classe "A" = Fat. Total x 80. 7.1 .Nome do produto. . .Após conhecidos esses valores define-se os itens de cada classe.

c) Transportes . d) nenhuma entrega do fornecedor for rejeitada pelo controle de qualidade. que durante os meses de junho.TEMPO DE REPOSIÇÃO. PONTO DE PEDIDO a)emissão do pedido .Tempo que leva o fornecedor para fabricar os produtos.O ciclo acima representado será sempre repetitivo e constante se: a) não existir alteração de consumo durante o tempo T. b) não existirem falhas adm. 20 . o estoque esteve a zero e deixou de atender a uma quantidade de 80 peças. julho e agosto e setembro. 8 .Tempo que se leva desde a emissão do pedido de compras até ele chegar ao fornecedor. emitir faturamento e deixá-los em condições de serem transportados.Tempo que leva da saída do fornecedor até o recebimento pela empresa dos materiais encomendados. b) preparação do pedido . Como sabemos essa condição realmente não ocorre para isso devemos prever essas possíveis falhas na operação como representado abaixo: No gráfico acima podemos notar. separar. A partir dessa análise concluímos que deveríamos então estabelecer um estoque de segurança. c) o fornecedor nunca atrasar. que provoquem um esquecimento ao solicitar compra.

C = Consumo Diário É utilizado quando há muita dificuldade para determinar o consumo ou quando ocorre variação no tempo de reposição. Pe = Prazo de Entrega.ESTOQUE MÍNIMO 10 . A partir daí. calcula-se o ponto de pedido (PP). determina a necessidade de encomendar um novo lote de material.1 . pois as variações ocorridas durante esse tempo podem alterar toda a estrutura do sistema de estoques. quando atingida. 21 . este tempo deve ser determinado de modo mais realista possível.min = Estoque mínimo Em virtude de sua grande importância. 9 .SISTEMA DE MÁXIMOS MÍNIMOS: Emin = Er + Pe x C Onde: ER= Estoque de Reserva ou de Segurança. em função de uma expectativa de consumo previsto para determinado período de tempo. Esse sistema consiste em estimar os estoques máximos (Emax) e mínimo (Emin) para cada ítem. PP = C x TR + E. Estoque mínimo é uma quantidade em estoque que.8.min Onde: PP = Ponto de pedido C = Consumo médio mensal / dia TR = Tempo de reposição E.DETERMINAÇÃO DO PONTO DE PEDIDO (PP).

utilizamos a chamada curva dente de serra. c) Custos indiretos . È o intervalo de tempo entre dois PPs. é uma quantidade morta em estoque que somente é consumida em caso de extrema necessidade. o resultado será: B x N = custo total de pedidos (CTA) 22 .CUSTO DE PEDIDO (B) O total das despesas que compõe o CTA é: a) Mão-de-obra . Para calcular o custo unitário é só dividir o CTA pelo número total anual de pedidos. 11 . etc).utilizado na confecção do pedido (papel. Destina-se cobrir eventuais atrasos e garantir a continuidade do abastecimento da produção. isto é. em um ano. é o período de tempo entre duas reposições de material. quando atingida. que provoca o custo da ruptura. o custo de paralisação da produção. Para representar os sistema máximos-mínimos. etc). foi processado. sem o risco de falta de material. Ponto de pedido (PP) é uma quantidade de estoque que.O Er. ou de segurança. luz. Se (N) for o número de pedidos efetuados durante um ano. Para calcularmos o custo anual de todos os pedidos colocados no período de um ano é necessário multiplicar o custo de cada pedido pelo número de vezes que. B = CTA = Custo unitário do pedido N Chamaremos de B o custo de um pedido de compra. Após apuração anual destas empresas teremos o custo total anual dos pedidos.para emissão e processamento. deverá provocar um novo pedido de compra. Intervalo de reposição (IR). b) Material.despesas ligadas indiretamente com o pedido( telefone.

reprodução. expressa geralmente em termos de porcentagem do custo unitário.CUSTO DE ARMAZENAGEM (I) -Método para cálculo do custo do pedido: 1) Mão de obra : Salários e encargos + honorários do pessoal envolvido.TAXA DE ARMAZENAMENTO 15 Fabricar ou Comprar ? Sumário FABRICAR OU COMPRAR CUSTO DE OPORTUNIDADE CUSTOS PERDIDOS CUSTOS IMPUTADOS CUSTO DE REPOSIÇÃO a) Taxa de retorno de capital Ia = 100 x lucro Valor estoques b) Taxa de armazenamento físico Ib = 100 x S xA CxP Onde: S = área ocupada pelo estoque A = custo anual do m² de armazenamento C = consumo anual P = preço unitário 23 . podemos utilizar a seguinte expressão: Custo de armazenagem = Q/2 x T x P x I Onde: Q = Quantidade de material em estoque no tempo considerado P = Preço unitário do material I = Taxa de armazenamento. material de informática. 2) Material: Papel. envelope. correios. etc. caneta. anual. 3) Custos indiretos: Telefone. viagens. etc.12 . anual. anual. servidor de Internet. Para calcular o custo de armazenagem de determinado material. custo de área ocupada. luz. T = Tempo considerado de armazenagem 13 .

por exemplo. a companhia não compra a produção do xarope. por exemplo. A Kodak. prefere fabricar os seus próprios filmes (fornecimento interno).Fornecimento externo é o processo de aquisição de bens e serviços de vendedores externos. porque não dispõe do Know-how e de tecnologia para produzi-lo. A Dell Computers. Algumas vezes a empresa pode preferir fabricar para manter o controle do produto e da tecnologia. precisa adquirir da Intel o chip Pentium dos seus computadores portáteis. mas tem a IBM para efetuar o seu processamento de dados (fornecimento externo). Algumas vezes os fatores qualitativos ditam as decisões dos gerentes. Quais são os fatores mais importantes nas decisões de fabricar ou comprar ? → Qualidade → Confiança nos Suprimentos → Custos 24 . em vez de produzi-los ou executá-los na organização. o que se denomina fornecimento interno. por exemplo. Com vistas a preservar a fórmula da Coca-Cola.

– aquisição de novos de equipamentos.000 $ 29.000 $ 15.000 Camisa Sport Matéria Prima MOD Outros Custos Var. Custos Fixos Total $ 44.000 $ 24.000 $ 24. – diminuição da qualidade dos produtos dos fornecedores.000 $ 94. – diminuição da produção de outros itens (mãode-obra ociosa que é interessante não dispensar).000 $ 90. produzir ou comprar esta camisa ? Fabricar Compensa Comprar Preço Compra $ 44.000 unidades Preço de Venda R$ 7.50 16. – aumento ou diminuição muito grande da demanda (muda a escala de produção do produto). devido à formação de cartéis. Variáveis Total Custos Var.000 $ 15. 25 . – aumento excessivo de preços pelos fornecedores.000 Exemplo Uma outra empresa oferece a mesma camisa Social por R$ 5.000 $ 4.000 $ 148. Custos Fixos Total $ 36.00 Produção 40. Trabalha com sua capacidade plena e apresenta os seguintes dados: Camisa Social Matéria Prima MOD Outros Custos Var. Custos Variáveis Matéria-Prima MOD Outros C.750 $ 5.35.20 Custos Variáveis Matéria-Prima MOD Outros C.750 $ 92.35 40.000 $ 89. Variáveis Total Custos Var.000 $ 29.000 $ 31.000 $ 134.000 $ 2. Exemplo Uma outra empresa oferece a mesma camisa Sport por R$ 2.000 40. o que é melhor para esta empresa. (÷) Quantidade Custo variável Unit. por exemplo. o que é melhor para esta empresa. produzir ou comprar esta camisa ? Fabricar Compensa Comprar Preço Compra $ 36.25 (X) Quantidade Total Diferença $ 2.000 $ 58.125 Produção 16.50. E agora.000 Repensar a possibilidade de fabricar ao invés de comprar – aumento do prazo de entrega dos fornecedores.750 unidades Preço de Venda R$ 17. (÷) Quantidade Custo variável Unit. E agora.000 $ 31.31 (X) Quantidade Total Diferença $ 5.125 $ 3.000 $ 45.000 16.Exemplo Uma fábrica de tecidos produz dois tipos de camisas: Social e Sport.

– segurança de fornecimento. Vantagens habituais de fabricar – manutenção de segredos – garantia do prazo de entrega – garantia da qualidade – produto não padronizado no mercado – um só ou muito poucos fornecedores – utilização de capacidade ociosa – facilidade de mudanças 26 . – diminuição dos custos dos insumos necessários para a fabricação do produto. – prazo de entrega.Repensar a possibilidade de fabricar ao invés de comprar (continuação) – aumento ou diminuição de instalações. – retirada de algum fornecedor do mercado. – impostos. – máquinas. – aumento da disponibilidade de mão-de-obra qualificada no mercado. – mão-de-obra especializada. em outros produtos. – necessidade de segredo. – pagamento de royalties. Repensar a possibilidade de comprar ao invés de fabricar (continuação) – existência de capacidade produtiva ociosa. – utilização. instalações e ferramental necessário. – mudanças de estratégias (por exemplo. Repensar a possibilidade de comprar ao invés de fabricar (continuação) – know-how. – vencimento dos prazos de validade de patentes. a entrada no ramo daquele tipo de componente). das matérias primas básicas para a produção do item.

uma empresa que passa a adotar o método em seus estoques.Quantidades e respectivas tolerâncias . Espaço de Armazenagem . às vezes.Embalagem 15.Prazos limites de entrega . os lotes de compra recomendados pelo sistema não coincidem coma capacidade de armazenagem do almoxarifado.1 .Entregas parceladas e respectivas datas .Vantagens habituais de comprar – menos problemas com pessoal – menos problemas em deixar de usar o componente – menos custos indiretos – especialização no negócio (Ex. rolamentos) – maior elasticidade – não necessidade de investimentos – dificuldade de obter mão-de-obra especializada CONDIÇÕES DE COMPRA .Frete . 27 . 1.Seguro .RESTRIÇÕES AO LOTE ECONÔMICO DE COMPRA - Condições de pagamento Condições de reajuste Impostos Local e horário de entrega etc. pode deparar-se com o problema de falta de espaço. pois.

erros. O material poderá tornar-se obsoleto ou deteriorar-se. nos países de economia relativamente estável. por maiores que sejam.Pode vir a se constituir em fator de dificuldade. 3. São poucos sensíveis à alterações razoáveis nos fatores de custo considerados.Em economias inflacionarias. Variações do Preço de Material . em regra. Natureza de Consumo . um tipo. é possível que não consigamos resultados satisfatórios ou esperados com os materiais cujo consumo seja de ordem aleatória e descontínua. Dificuldade de Aplicação . Entretanto.2.Esta dificuldade decorre. calcular e adquirir a quantidade ideal ou econômica de compra. nestas circunstâncias. da falta de registros ou da dificuldade de levantamento dos dados de custos. com constância. Estes são. portanto.A aplicação do lote econômico de compra pressupõe. de demanda regular e constante. em grande parte. refazer os cálculos tantas vezes quantas fossem as alterações de preços sofridas pelo material ao longo do período. onde o preço permanece estacionário por períodos mais longos. na apuração destes custos não afetam de forma significativa o resultado ou a solução final. com referência a este aspecto. implicaria. com distribuição uniforme. 4. obter uma quantidade pequena que inviabilize a sua utilização. Natureza do Material . Podemos. com base nos preços atuais para suprir o dia de amanhã. de certa forma. o que não se verifica . Como isto nem sempre ocorre com relação à boa parte dos itens. Equipamentos de Manuseio e Movimentação 28 . 5. sempre de precisão relativa.

reduzindo as perdas. 29 . Ocorre pela facilitação e aceleração do fluxo de materiais até o processo produtivo. Os equipamentos proporcionam maior segurança e redução da fadiga. As 11 Leis da Movimentação de Materiais Os dispositivos destinados à formação de carga unitária favorecem a arrumação e distribuição das cargas. Melhora a distribuição da armazenage m. Nesses casos. Aumenta a capacidade de armazenage m. serviços mais nobres (!?) Redução do Os equipamentos permitem melhor custo de acondicionamento e um transporte mais seguro. Aeronáutica e Naval. Obs. liberando o trabalhador para mão de obra. o trabalhador e as máquinas se movimentam para onde está o material a ser transformado em produto. os custos de movimentação de material têm grande impacto sobre o custo final do produto.Contextualização A transformação da matéria-prima em produto acabado requer que pelo menos um dos três elementos básicos de produção (trabalhador. Ocorre pelo melhor aproveitamento da altura dos prédios destinados à estocagem.: Nas indústrias Civil. Para a maioria dos processos produtivos atuais. o material é o elemento que se movimenta. máquina e material) seja movimentado. Aumento de produção. materiais. Melhora as condições trabalho. por exemplo. Benefícios potenciais do emprego de Equipamentos de Manuseio e Movimentação O trabalho braçal será realizado pelo Redução da equipamento.

Flexibilidade O valor de determinado equipamento para o usuário é proporcional à sua flexibilidade. Evite manipular os materiais tanto quanto possível ao longo do ciclo de processamento. Mínima distância Reduza as distâncias e transporte pela eliminação de zigue--zagues no fluxo dos materiais. Se não puder manter o equipamento de baixo investimento. isto é. Essa alternativa pode ser bem menos eficiente que o processo definitivo de transporte. O custo inicial é mais baixo. O equipamento escolhido deve ser o que apresenta o menor custo total para uma vida útil razoável e a uma taxa de retorno do investimento adequado. ou do custo operacional. quando selecionar o equipamento de transporte de materiais. levantamento e armazenamento. Máxima utilização do espaço disponível Use o espaço “sobre cabeças” sempre que for possível. Padronização Use equipamento padronizado na medida do possível. 30 . Mínima manipulação Reduza a freqüência de transporte manual. Evite acúmulo de materiais nos terminais do ciclo de transporte. Ou seja. dentro do possível. Menor custo total Selecione equipamentos na base de custos totais e não somente do custo inicial mais baixo. em condições variadas de trabalho. o arranjo tipo linear. Pequenos trechos moto-rizados de transportadores podem elevar a carga a uma altura con-veniente para suprir trechos longos de transportes por gravidade. mas pode ser de grande valor em casos de emergência. Exemplos: colocar pontos esparsos para instalação de uma talha manual. ¼ é considerado o ideal. Empilhe cargas ou utilize suportes especiais para isso. ou somente de manutenção. utilize sempre. Segurança e satisfação Leve sempre em conta a segurança dos operadores e o pessoal circulante. O transporte mecânico custa menos que as operações de carga e descarga. à capacidade de satisfazer ao transporte de vários tipos de cargas. Método alternativo Faça uma previsão de um método alternativo de movimentação em caso de falha do meio mecânico de transporte. a manutenção é mais fácil e mais barata e a utilização desse equipamento é mais variada por ser mais flexível que equipamentos especializados.Obediência ao fluxo das operações Disponha a trajetória dos materiais de forma que a mesma seja a seqüência de operações. prever espaço para movimentação de uma empilhadeira numa área coberta por uma ponte rolante. Máxima utilização do equipamento Máxima utilização do equipamento Mantenha o equipamento ocupado tanto quanto possível. Máxima utilização da gravidade Use a gravidade sempre que possível. mantenha o quaociente [CARGA ÚTIL / CARGA MORTA] tão baixo quanto possível.

DESCRIÇÃO APLICAÇÃ O DESCRIÇÃO APLICAÇÃ O DESCRIÇÃO APLICAÇÃ O DESCRIÇÃO APLICAÇÃ O 31 .

32 . Perfeita identificação mesmo para materiais muito parecidos. A boa classificação permite: 1. tipo. finalidade. Classificação e Codificação de Materiais Classificação de Materiais: o que é e como se faz? Classificar um material é agrupá-lo utilizando critérios como gênero. onde constam todos os itens apresentados em conjunto. dimensões etc.Exemplos de Empilhadeiras Empilhador * * Suporte móvel para empilhar em ambientes confinados. A classificação é feita em etapas e gera o catálogo (impresso ou não). Tratamento adequado para cada gênero de material (produtos químicos versus alimentos). forma. porém por classes. 2. Catalogação: consiste na criação do catálogo do estoque.

A especificação pode ser técnica e / ou comercial. tanto pelo Almoxarifado / Depósito quanto pelo Requisitante / Cliente. a verificação no recebimento e a identificação pelo requisitante / cliente. marca BIC. CANETA esferográfica. A especificação facilita a compra dos itens.Simplificação: consiste na racionalização dos materiais. Normalização e Padronização: define a maneira que os materiais serão utilizados e a forma única de identificação dos mesmos. marca BIC. bobina com 1.0. CANETA esferográfica. marca PILOTO. cabeça sextavada. 70g / m². ponta grossa. ponta grossa.0 m largura. tamanho. material / composição. azul. M10 x 25 x 1. com sua forma. Especificação: descrição detalhada de cada item. azul. eliminando sempre que possível a diversidade de itens com uma mesma finalidade. CANETA esferográfica. PARAFUSO de aço. Sistemas de Classificação de Materiais Alfabético Numérico Alfa-numérico Inventário 33 . Exemplos de classificação de materiais PAPEL couché. preta. peso etc. ponta fina.

CAPÍTULO III ADMINISTRAÇÃO DOS SERVIÇOS DE COMPRAS "Em muitos casos não é o custo que determina o preço de venda. que verificará se há diferenças. é 100% lucro.Planejamento do INVENTÁRIO Para atingir seus objetivos. Qualquer economia. c)Arrumar a área para permitir livre circulação do pessoal e para separar os itens que não serão inventariados. b) c) Explicar como será o trabalho: a)Providenciar cartões ( + ) ou listagens (SI) de inventário. A cada contagem. Os lucros das compras são líquidos". Os saldos do dia do inventário deverão ser destacados (sublinhados). que é uma parte de despesa de operação de uma industria. Montar duas equipes: a)Primeira Contagem (ou de Reconhecimento). b)Arrumar. mas o inverso. O preço de venda necessário determina qual deve ser o custo. Cada item deverá ser contado obrigatoriamente duas vezes. o inventário deve ser planejado: Convocar inventariantes antecipadamente. resultando em redução de custo de compra. Contar e Atualizar os registros: a) Todos os documentos emitidos um dia antes e um dia depois do inventário deverão ser identificados como tais. justificando-as. (HENRY FORD) 34 . a respectiva parte do cartão deverá ser entregue ao Coordenador. limpar e identificar os itens com o cartão de inventário. b)Segunda Contagem (ou de Revisão). Emitir relatório de diferenças. "A arte de comprar está se tornando cada vez mais uma profissão e cada vez menos um jogo de sorte". Se houver. uma 3ª equipe é montada na hora para recontar o item.

desenvolver um “sentido técnico a fim de descobrir eventuais discrepâncias entre a cotações de um fornecedor e as especificações da Requisição de Compras. sem ter idéia exata de que quer comprar. em função do cotidiano de nossas vidas. na qualidade especificada e no prazo necessário. a unidade organizacional que. na hora certa3. a decisão final não será do comprador mas ele deve ter habilidade para encaminhar aos setores requisitantes ou técnicos da empresa essas sugestões. em uma eventual alternativa de cotação. devolvê-la a fim de que seja preenchida corretamente e de maneira que transmita exatamente o que se deseja adquirir”. que significa procurar e providenciar a entrega de materiais. o comprador deve ser um técnico. Objetivando um melhor conhecimento do que vai comprar. agindo em nome das atividades requisitantes. se for o caso. Evidentemente. a um preço justo. de que maneira e se inteirar de todos os problemas e dificuldades que poderão ocorrer ou ocorrem quando da utilização do item requisitado. ao preço certo2. uma economia do custo potencial ou a idéia de melhoria do produto. 35 . Toda vez que uma requisição não for suficientemente clara. interno ou externo. em tais circunstancias. a manutenção ou a ampliação da empresa.1 CONSIDERAÇÕES INICIAIS Embora todos saibamos comprar. Em hipótese alguma o comprador deve der inicio a um processo de compras. O comprador deve. o comprador deverá solicitar esclarecimentos ou. hoje em dia. Em resumo: cada vez mais. deverá entrar em contato cem os setores que utilizam ou que vão utilizar o material ou serviço a ser adquirido. é imprescindível a conceituação da atividade. 3 Material Certo É importante que o comprador esteja em situação de certificarse se o material comprado. para o funcionamento. através da mais correta tradução das necessidades em termos de fornecedor / requisitante. sempre que possível. o comprador. O comprador deve ter condições de reconhecer. compra o material certo1. É ainda. 2 CONCEITO DE COMPRA É a função responsável pela obtenção do material no mercado fornecedor. de um fornecedor está de acordo com o solicitado. na quantidade certa4 e da fonte certa5. portanto.

O fornecedor ou está querendo ter um lucro excessivo. Se a empresa não tiver condições de determinar esse preço objetivo. Se o preço do fornecedor for muito mais baixo. se o preço for muito mais baixo que o preço objetivo. ele deve tomar como base ou o último preço. portanto. Nessas circunstâncias. dois podem ser os motivos: 1) O fornecedor desenvolveu uma técnica de fabricação tal que conseguiu diminuir seus custos. O "preço objetivo" é que vai servir de orientação ao comprador quando de uma concorrência. ou. evidentemente um lucro comedido. entre outras. ou possui sistemas onerosos de fabricação ou um mau sistema de apropriação de custos. Deve-se sempre partir do princípio fundamental de que toda empresa deve ter lucro. o melhor negócio. se o item for um item novo. No julgamento da concorrência duas são as possíveis situações: a) Preço muito mais alto do que o "preço objetivo": nessas circunstâncias. Ao valor encontrado deve-se somar o lucro. b) Preço muito mais baixo que o "preço objetivo": o menor preço não significa hoje em dia. na mão de obra direta. Sua função é.4 Preço Certo Nas grandes empresas. o comprador poderá chamar o fornecedor e solicitar esclarecimentos ou uma justifica tive do preço. de mão de obra indireta. 2) O fornecedor não soube calcular os seus custos e nessas circunstâncias dois problemas podem ocorrer: ou ele não descobre os seus erros e fatalmente entrará em dificuldades financeiras com possibilidades de interromper seu fornecimento. existe o Setor de Pesquisa e Análise de Compras. 36 . a fim de prestar esclarecimentos. a de calcular o "preço objetivo" do item (com base em desenhos e especificações) . subordinado a Compras. Todos estes valores podem ser obtidos através de valores médios do mercado. pré-calculado. o fornecedor deve ser chamado. a este valor deve-se acrescentar um valor. na maioria das vezes. pelo menos. e do balanço e demonstrações de lucros e perdas dos diversos fornecedores. não nos interessa que qualquer fornecedor tenha prejuízos. no custo da matéria prima com mão de obra média no mercado. ou descobre o erro e então solicita um reajuste de preço que. Portanto. eventualmente. e que. o comprador deve abrir a concorrência tendo uma idéia de que vai encontrar pela frente. deverá fazer uma pesquisa preliminar de preços. poderá ser maior que o segundo preço na concorrência original. O cálculo desse "preço objetivo" é feito baseando-se no tempo de execução do item.

sem ter uma idéia do que vai receber como propostas. Entretanto. 6 Quantidade Certa A quantidade a ser adquirida é cada vez mais importante por ocasião da compra. capital investido em estoques etc. Para isso foram deduzidas fórmulas matemáticas objetivando facilitar a determinação da quantidade a ser adquirida. o prazo certo e a quantidade certa.. 5 Hora. As diversas flutuações de preços do mercado e o perigo de estoques excessivos fazem cem que e comprador necessite coordenar esses dois fatores da melhor maneira possível. é o elemento que mantém e deve manter o maior número de contatos externos na busca cada vez mais intensa de ampliar o mercado de fornecimento. Até pouco tempo atrás aumentava-se a quantidade a ser adquirida objetivando melhorar e preço.Em resumo: nunca o comprador deve dar início a uma concorrência. entretanto outros fatores como custo de armazenagem. ou os prazos de entrega. se não puder encontrar uma fonte de fornecimento que possa agrupar todas as necessidades. o preço certo. exceto o setor de vendas da empresa. Tão importante é este item que mais adiante vamos tratar com detalhes como escolher e selecionar novos fornecedores.Certa O desenvolvimento industrial atual e o aumente cada vez maior do numero de empresas de produção em série. torna o tempo de entrega. qualquer que seja. Devido a essas necessidades o comprador. A avaliação dos fornecedores e o desenvolvimento de novas fontes de fornecimento são fatores fundamentais para o funcionamento de compras. 37 . 7 Fonte Certa De nada adiantará ao comprador saber exatamente o material a adquirir. fizeram com que maiores cuidados fossem tornados na determinação da quantidade certa ou na quantidade mais econômica a ser adquirida. um dos fatores mais importantes no julgamento de uma concorrência. a fórmula ou método a ser adotado não elimina a decisão final da Gerência de Compras com eventuais alterações destas quantidades devido as situações peculiares do mercado. a fim de adquirir na hora certa o material para a empresa.

Coleta de Preços. produtos inferiores.Cadastramento de Fornecedores. desde que satisfaçam as exigências de qualidade. O custo de aquisição e o custo de manutenção dos estoques de material devem. devida a realização de boas compras. no tempo requerido. do prazo e da qualidade do material. . o não cumprimento de promessas de entregas e clientes insatisfeitos. podemos dizer que compras tem como objetivo "comprar os materiais certos. ser mantidos em um nível econômico. . mas que a mesma possui uma maior amplitude. quanto a vendas.Definição quanto ao transporte do material. também. 9 FLUXO SINTÉTICO DE COMPRAS 1 Recebimento da Requisição de Compras 2 Escolha dos Fornecedores 3 Consulta aos Fornecedores 4 Recebimento das Propostas 5 Montagem do Mapa Comparativo de Preços 6 Análise das propostas e escolha 7 Emissão do documento contratual 8 Diligenciamento 9 Recebimento 10 OBJETIVO DE COMPRAS De uma maneira bastante ampla. assim como a obtenção de lucros satisfatórios. 38 . com a qualidade exigida pelo produto. A função Compras compreende: . . nas quantidades necessárias.Julgamento de Propostas.Diligenciamento do preço. e para que isto ocorra é necessário que se adquira materiais ao mais baixo custo.8 FUNÇÃO DE COMPRA A Função Compras é uma das engrenagem do grande conjunto denominado Sistema Empresa ou Organização e deve ser devidamente considerado no contexto. nas melhores condições de preço e na fonte certa".Recebimento e Colocação da Compra. para que deficiências não venham a ocorrer. A competitividade no mercado. produção ineficiente. . determinando ações que antecedem ao ato final. e em grande parte. envolvendo a tomada de decisões. Essas considerações elementares são a base de toda a função e ciência de Compras. e que demonstra que a função compras não existe somente no momento da compra propriamente dita. . provocando demoras onerosas. procedendo a análises e.

Adquirir os materiais a baixo custo sem demérito a qualidade. deve-se buscar alcançar as seguintes metas fundamentais: 1 . neste caso. não integram o produto. 3 . incluindo-se a parcela de material de escritório.2 Compras para consumo São de matérias primas e materiais destinados a produção.compras de materiais produtivo e. matéria-prima e outros materiais que fazem parte do produto. o que quer dizer que é apenas material de consumo forçado ou de custeio.Estocar ao mínimo. sem comprometer a segurança da produção desde que represente uma economia para a organização. 4 . 11. basicamente.Manter atualizado o cadastro de fornecedores. 11 TIPOS DE COMPRAS Toda e qualquer ação de compra é precedida por um desejo de consumir algo ou investir. 5 . 6 . Algumas empresas denominam este tipo de aquisição como compras de custeio. dois tipos de compra: . sendo consumido normal e rotineiramente. a compra pode ser classificada como: Compras Locais ou Compras por Importação.1 Compra para investimento Enquadram-se as compras de bens e equipamentos que compõem o ativo da empresa (Recursos Patrimoniais ). -a compra para investimento.a compra para consumo e.1 Materiais improdutivos São aqueles que. sendo que estes diferem de indústria . subdividemse em: . As compras para consumo.compras de material improdutivo.Evitar multiplicidade de itens similares. 12 Materiais Produtivos ‘ São aqueles materiais que integram o produto final. 39 . 11. o desperdício.Manter a qualidade dos materiais conforme especificações. 12. segundo alguns estudiosos do assunto. através do fornecimento contínuo de materiais. . portanto.Para que estes objetivos sejam atingidos. deterioração e obsolescência.Atender o cronograma de produção. Existem pois. Em função do local onde os materiais estão sendo adquiridos.em função do que é produzido. 2 . ou de suas origens.

As Leis nº 8.DECEX – dos documentos necessários à importação. Seus procedimentos encontram-se expostos a contínuas modificações de regulamentos. Quanto a formalização das compras.666/93 e 8. Compra de câmbio.5 Compras informais São compras que. d. f. Processamento junto ao Departamento de Comércio Exterior . g. Seus procedimentos e aspectos legais serão detalhados em Compras no Serviço Público. A diferença fundamental entre tais atividades é a formalidade no serviço público e a informalidade na iniciativa privada.3 Compras por Importação As compras por importação envolvem a participação do administrador com especialidade em comércio exterior. Recebimento da mercadoria em aeroporto ou porto. 12. Pagamento de direitos alfandegários. b. 12. c. 40 . por seu pequeno valor.12. que envolvem as licitações no serviço público.4 Compras Formais São as aquisições de materiais em que é obrigatória a emissão de um documento de formalização de compra. que compreendem. muito embora com procedimentos praticamente idênticos. entre outras. para pagamento contra carta de crédito irrevogável.2 Compras Locais As atividades de compras locais podem ser exercidas na iniciativa privada e no serviço público. as mesmas podem ser: 12. Estas compras são determinadas em função de valores pré estabelecidos e conforme o valor a formalidade e feita em graus diferentes. exigem total formalidade. h. Processamento de faturas pro forma. as seguintes etapas: a. Solicitação de averbações de seguro de transporte marítimo e/ou aéreo. não justificam maior processamento burocrático.883/94. e. motivo pelo qual não cabe aqui nos aprofundarmos a esse respeito. quando for o caso. independentemente dessa particularidade. Reclamação à seguradora. Acompanhamento das ordens de compra (purchase order) no exterior.

e estes são aqueles de uso mais insignificante. Os fatores de maior influência na compra são: Preço.Outros Fatores Além das respostas as perguntas básicas o comprador deve procurar.Onde comprar? R.Como comprar? R. . para a empresa..O que comprar? R.Para se comprar bem é preciso conhecer as respostas de cinco perguntas. O abastecimento centralizado oferece as seguintes vantagens: 41 . .Cadastro de Fornecedores. Qualidade. formulários e rotinas de compras. É de responsabilidade do órgão de compras criar e manter um cadastro confiável (qualitativamente) e numericamente adequado (quantitativa).É função direta da expectativa de consumo. A empresa que atua em diversos locais distintos não necessariamente deve centralizar compras em um único local. em termos de custos. Prazos de Pagamento. Prazo. A capacidade de armazenamento é limitada pela própria condição física da Empresa. A disponibilidade financeira deve ser determinada pelo orçamento financeiro da Empresa. fórmulas para reajustes de preços. disponibilidade financeira. que pode ou não ser apoiado por áreas técnicas ou mesmo compras para especificar o material. Como suporte alimentador do cadastro de fornecedores deve figurar o usuário de material ou equipamentos e logicamente os próprios compradores. tipos de compras. assim sendo. AssistênciaTécnica. . Estas Normas deverão retratar praticamente a política de compras na qual se fundamenta a Empresa.Quanto e Quando comprar? R.. a fim de que possa ponderar melhor o seu julgamento. 13 CENTRALIZAÇÃO DAS COMPRAS Em quase todas as empresas mantém-se um departamento separado para compras. . competência para comprar.Normas ou Manual de Compras da Empresa. contratação de serviços. neste caso procede-se uma analise e se a mesma for favorável deve-se regionalizar as compras visando um atendimento mais rápido e um custo menor de transporte. .. A maior parte das variáveis acima deve ser determinada pelo órgão de material ou suprimento no setor denominado gestão de estoques. e que por essa razão não sofrem maiores controles. etc. A razão que as leve a proceder assim diz respeito a custos e padronização. através da sua experiência e conhecimento.Especificação / Descrição do Material Esta pergunta deve ser respondida pelo requisitante. somente alguns materiais são dele gados a aquisição. sentir em cada compra qual fator que a influencia mais. Originadas e definidas pela cúpula Administrativa deverão mostrar entre outras. as quais irão compor a lógica de toda e qualquer compra: . capacidade de armazenamento e prazo de entrega.

Levantamento e Pesquisa de Mercado O processo de seleção das fontes de fornecimento não se restringe a uma única ocasião.Melhor controle por parte da direção. quando e necessária a aquisição de determinado material. 3 . . A atividade deve ser exercida de forma permanente e contínua. . Deve o comprador procurar. sejam cumpridas.Associações Profissionais e Sindicatos Industriais. . 14. aumentar o número de fornecedores em potencial a serem consultados. constituem uma limitação das atividades de compras.Cadastro de Fornecedores do órgão de Compras. 4 . quando de uma compra.Guias Comerciais e Industriais. 14 SELEÇÃO DE FORNECEDORES A escolha de um fornecedor é uma das atividades fundamentais e prerrogativa exclusiva de compras. e necessário levantar e pesquisar fornecedores em potencial. . entre as quais selecionamos as seguintes: Estabelecida a necessidade da aquisição para determinado material.Melhor aproveitamento de pessoal. .A concentração das verbas para compras aumenta o poder de barganha. . de maneira que se tenha certeza de que o melhor negócio foi executado em benefício da empresa.Melhoramento das relações com fornecedores.1 .Edital de Convocação.1 ETAPA 1 . ou seja.Catálogos Telefônicos. O levantamento poderá ser realizado através dos seguintes instrumentos: . através de várias etapas. O número limitado de fornecedores a serem consultados. 42 .Revistas especializadas. 2 . . de todas as maneiras.Melhor aproveitamento das verbas para compras. O bom fornecedor é quem vai garantir que todas aquelas clausulas solicitadas.Catálogos de Fornecedores.

O controle da eficiência dos custos de transformação já são perfeitamente realizados através de técnicas consagradas. 14. bem como. entretanto o controle da eficiência de aquisição constitui um problema de difícil equacionamento.14. a eliminação daqueles fornecedores que não satisfizerem as exigências da empresa. CUSTO INDUSTRIAL = CUSTO DE AQUISIÇÃO + CUSTO DE TRANSFORMAÇÃO. sistema de maturidade com técnicas mais sofisticadas. principalmente em virtude de a atividade de aquisição estar voltada para fora da empresa e sujeita a um sem número de fatores ainda não controláveis. Um dos aspectos que devem merecer muita atenção são os custos industriais que representam percentual considerável na composição final do preço de venda.2 ETAPA 2 .3 ETAPA 3 .Avaliação de Desempenho Esta etapa é efetuada pós . 43 .Análise e Classificação Compreende a análise dos dados cadastrais do fornecedor e a respectiva classificação quanto aos tipos de materiais a fornecer. .cadastramento e nela faz-se o acompanhamento do fornecedor quanto ao cumprimento do contratado. servindo não raras vezes como elemento de eliminação das empresas fornecedoras. Muitos estudos têm mostrado que os gastos relativos a compras em empresas de manufatura podem alcançar mais de 50% da receita líquida.

ser mais aconselhável à aquisição descentralizada. pela redução dos preços médios de aquisição. De modo geral. e) controle financeiro dos compromissos assumidos pelas compras associado a um controle de estoques. f) economia de escala na aquisição centralizada.1 Vantagens de Centralizar: a) visão do todo quanto à organização do serviço. O tipo de empreendimento é que vai definir a necessidade de centralizar. d) análise do mercado. 15. g) melhor qualidade. melhorando as relações dos compradores com o pessoal interno e os vendedores. Uma prática muito usada é ter um comitê de compras. cria um ambiente favorável para melhor desempenho tanto do ponto de vista político. b) as decisões são tomadas numa atmosfera mais científica. em certos tipos de compras. d) a co-participação das áreas dentro do espírito de engenharia simultânea. b) poder de negociação para melhoria dos níveis de preços obtidos dos fornecedores. i) especialização das atividades para o pessoal da produção não perder muito tempo com contatos com os vendedores. em virtude da especialização do pessoal no serviço de compras. a centralização apresenta aspectos realmente positivos. c) o nível de pressões sobre compras é mais baixo. gerando custos mais baixos. 44 .15 ORGANIZAÇÃO DO SERVIÇO DE COMPRAS As compras podem ser centralizadas ou não. h) sortimento de produtos com mais consistência. c) influência no mercado devido ao nível de relacionamento com os fornecedores. apesar de. em que pessoas de todas as área da empresa participem das decisões. para suportar as promoções nacionais. como profissional. com eficácia. As vantagens da centralização dos serviços de compras são sempre postas em dúvida pelos departamentos que necessitam de materiais. 15. por causa da maior facilidade de implantação do sistema de qualidade.2 O uso de comitê tem as seguintes vantagens: a) larga faixa de experiência é aplicada nas decisões.

variedade. em virtude do relacionamento direto com o fornecedor. inversão curiosa de atitude que se processa entre o comprador e o vendedor após a emissão do pedido. As quantidades líquidas a comprar serão apuradas pela desagregação das fichas de produção e em especial pela listagem de materiais necessários para compor cada unidade de produto a ser produzido. b) menor estoque e com uma variedade mais adequada. portanto. Procurará de agora em diante adotar uma atitude de vigilância. O término da programação e o início das atividades de compra caracterizam-se. a execução da compra será a primeira etapa executiva do programa de produção. c) coordenação. procurando cuidar para que os fornecimentos sejam feitos e os prazos cumpridos. conflitos estes sempre agravados pelos atrasos normais e habituais do planejamento. estabelecimento de uma política de estoque de produtos acabados e listagem dos itens e quantidades de produtos a serem fabricados. o comprador perde sua posição de comando e passa a uma atitude de expectativa. As pressões exercidas pelos setores de produção e faturamento reforçam ainda mais a probabilidade de atritos na área de compras.15. como uma área com muitas facilidades de conflitos. quantidade. Um sistema de planejamento de produção fixa as quantidades a comprar somente na etapa final da elaboração do plano de produção.3 Pontos importantes para descentralização: a) adequação da compra devido ao conhecimento dos problemas específicos da área onde o comprador exerce sua atividade. Neste momento todos se esquecem dos atrasos no planejamento das vendas e na programação da produção. quantidades estas distribuídas ao longo de um cronograma de produção. d) flexibilidade proporcionada pelo menor tempo de tramitação das ordens. para se apurar as necessidades líquidas distribuídas no tempo conforme o cronograma de produção necessária para atender ao planejamento de vendas. A posição inicial de vendedor é sempre solicitante e o comprador nesta fase poderá usar seus recursos de pressão para forçar o vendedor a chegar às condições ideais para a empresa. Uma vez emitido o pedido. 45 . levando a unidade operacional a atuar de acordo com as necessidades regionais. Entretanto. por causa de peculiaridades regionais da qualidade. provocando menores faltas. Será necessário comparar as necessidades de materiais com as existências nos estoques de matérias-primas. 16 CUIDADOS AO COMPRAR O processo de produção inicia-se com planejamento das vendas.

Após efetuadas as cotações o órgão competente analisa qual a proposta mais vantajosa levando em consideração os seguintes itens: a) prazo de pagamento.000.00 para pgto a vista. b) Valor $ 100. utilizamos a seguinte fórmula: VA = VF VA = Valor atual do produto VF = Valor futuro do produto i = Taxa de juros n = prazo de pgto Exercício: 1) Na cotação de preços de um determinado material. Pergunta-se: Em que empresa deverá ser adquirido o material. se a taxa de juros vigente no mercado é de 10% ao mês. Esse pedido deverá ter com clareza a descrição do material a ser comprado. efetua a cotação dos produtos requisitados. 2) Na cotação do produto XX. Para análise.290.990. bem como as descrições técnicas.100.00 para pgto 30/60 dias.990. o setor de compras emite o pedido de compras para a empresa escolhida. Pergunta-se: Qual a melhor proposta considerando que a taxa de juros é de 9% ao mês e que a compra está sendo efetuada no dia 10/3. para que não ocorra as freqüentes dúvidas que comumente acontecem. 46 .17 COTAÇÃO DE PREÇOS O depto de compras com base nas solicitações de mercadorias. nossa empresa recebeu as seguintes propostas: a) Valor $ 99. b) valor das parcelas. c) Valor $ 109.00 para pgto com 10 dias fora o mês.00 para pgto com 30/45/60/75 dias. 18 O PEDIDO DE COMPRA Após término da fase de cotação de preços dos materiais e analise da melhor proposta para fornecimento. b) A empresa Bom Negócio fornece o material ao preço de $ 86. a empresa recebeu as seguintes propostas de fornecimento: a) A empresa Bom Preço fornece o material ao preço de $ 81.00 para pgto com 15 dias.

funcionando como um "instrumento particular de compromisso de compra e venda". sendo a 1ª e 2ª vias enviadas ao fornecedor. que passará a ter força de contrato. o qual colocará ciente na 2ª via e a devolverá. A 3ª via funciona como follow up do pedido.Preferencialmente o pedido deverá ser emitido em 3 vias. 47 .

como padrão internacional para se adequar aos diversos meios de transportes e armazenagem. 4) Preço: 5) Prazo de entrega: conferencia se o prazo esta dentro do estabelecido no pedido.Temperatura.100mm x 1. de Materiais. Pallet é um estrado de madeira padronizado.100mm.Volume das mercadorias / espaço disponível. 48 . incidência de sol. A formação de carga unitária se através de pallets. 20 O ARMAZENAMENTO Na definição do local adequado para o armazenamento devemos considerar: . alguns principais aspectos deverão ser considerados como: 1) Especificação técnica: conferencia das especificações pedidas com as recebidas. 6) Condições de pgto: conferencia com relação ao pedido. etc. As principais técnicas de estocagem são: a) Carga unitária: Dá-se o nome de carga unitária à carga constituída de embalagens de transporte que arranjam ou acondicionam uma certa quantidade de material para possibilitar o seu manuseio.19 O RECEBIMENTO DE MATERIAIS No recebimento dos materiais solicitados.Manutenção das embalagens originais / tipos de embalagens. ou utilizar técnicas de amostragem quando for inviável a contagem um a um.Resistência / tipo das mercadorias (itens de fino acabamento).Número de itens. -O sistema de estocagem escolhido deve seguir algumas técnicas imprescindíveis na Adm.Velocidade necessária no atendimento. . umidade. de diversas dimensões. Suas medidas convencionais básicas são 1. 3) Quantidade: Executar contagem física dos materiais. . transporte e armazenamento como se fosse uma unidade. . . . 2) Qualidade dos materiais: conferencia física do material recebido. chuva.

barras. d) Raques: Ao raques são construídos para acomodar peças longas e estreitas como tubos. semi acabados ou acabados. com um revestimento interno conforme o uso. As prateleiras constitui o meio de estocagem mais simples e econômico. c) Prateleiras: É uma técnica de estocagem destinada a materiais de tamanhos diversos e para o apoio de gavetas ou caixas padronizadas.b) Caixas ou Gavetas: É a técnica de estocagem ideal para materiais de pequenas dimensões. COMERCIALIZAÇÃO E CONSUMO 1. e alguns materiais de escritório. e) Empilhamento: Trata-se de uma variante da estocagem de caixas para aproveitamento do espaço vertical. . . é uma espécie de saco feito com tecido resistente e borracha vulcanizada.Suprir mercado. etc. As caixas ou pallets são empilhados uns sobre os outros. arruelas. tiras.Atender satisfatoriamente o cliente.Garantia de reposição de itens.Continuidade do negócio. obedecendo a uma distribuição eqüitativa de cargas. Também como as caixas poderão ser construídas de diversos materiais conforme a conveniência da atividade. materiais em processamento. 1. .Obtenção de lucro. . . como parafusos. Os tamanhos e materiais utilizados na sua construção serão os mais variados em função das necessidades específicas de cada atividade.1 Objetivos: . Container Flexível: È uma das técnicas mais recentes de estocagem. COMERCIALIZAÇÃO E CONSUMO 49 .

desconto.Intercambialidade: o mesmo componente poderá ser utilizado em mais de um produto ou processo.Função: 0nde é aplicado e para que se destina.o. . utilização. . Toda política comercial deverá ser estabelecida objetivando praticas saudáveis de comercialização para obter a realização de vendas com qualidade. garantia e política de preços. 50 . tipos de clientes. Para tanto é imprescindível que a empresa conheça o mercado onde atua. deverá estar preparada para vender as mercadorias do estoque. entregas. isto é. sendo capaz de alterar o comportamento de vendas. pois a utilização de um item pode influir no outro. características técnicas. condições de venda. A política deverá. de maneira mais rentável e prestando o melhor atendimento. . Com relação ao mercado é necessário saber qual a potencialidade. o produto que vende.Poderíamos resumir que a comercialização no setor de materiais. definindo e detalhando. o que poderá ser absorvido pelos consumidores. prazo.Origem: quem é o fabricante. Poderíamos fazer as seguintes perguntas: . ou fornecedor.3 POLÍTICA DE COMERCIALIZAÇÃO A comercialização é uma atividade que deve respeitar normas e princípios para poder se desenvolver com sucesso.Quais as características desse mercado ? Tende a crescer ? . o que faz. volume e características do estoque e política de comercialização. tratar de categorias de vendas. Para isso a empresa deve estabelecer uma Política de Comercialização.Existem novos projetos para a região que poderiam incrementar os negócios ? Essas e muitas outras questões devem ser colocadas e analisadas pela empresa. a fim de estabelecer a quantidade de m. pode ser decisivo. os concorrentes. qual a garantia. . prazos. 1. na comercialização.2 CONHECIMENTO DO PRODUTO O conhecimento do produto.. .Qual o volume aproximado de vendas que se pode estimar ? .Nome do produto: denominação técnica e popular. todo o processo de vendas.Preço: valor. e os meios para vendê-los e os clientes. as normas de vendas. Devemos saber: .Inter relação: um dado precioso. 1.

51 . b) mudanças no arranjo físico podem implicar no dispêndio de consideráveis somas de dinheiro. uma sala. entre outros fatores. exige uma análise bastante ampla. bancadas e estações de trabalho. levam a realização de vendas suicidas. dependendo da área afetada e das alterações físicas necessárias nas instalações. equipamentos. Podemos citar em princípio três motivos que tornam importantes as decisões sobre arranjo físico: a) elas afetam a capacidade da instalação e a produtividade das operações: uma mudança adequada no arranjo físico pode muitas vezes aumentar a produção que se processa dentro da instalação no fluxo de pessoas e/ou materiais. tendo preços competitivos. etc. nessa instalação. ARRANJO FÍSICO – LAYOUT trabalho valendo 01 ponto data: ARRANJO FÍSICO – LAYOUT Planejar o arranjo físico de uma certa instalação significa tomar decisões sobre a forma como serão dispostos. com uma margem de lucro coerente com o volume comercializado e com o produto. irá existir sempre uma preocupação básica: tornar mais fácil e suave o movimento do trabalho através do sistema. Em todo o planejamento de arranjo físico. Um cuidado muito grande pois pratica de concessão de descontos e condições descabidas. uma pessoa ou grupo de pessoas. máquinas. pois é necessário conquistar e manter mercado. tendo em vista as práticas da concorrência ou as peculiaridades daquele mercado.O item preço x margem de lucro. os centros de trabalho que aí devem permanecer. quer esse movimento se refira ao fluxo de pessoas ou de materiais. Pode-se conceituar como centro de trabalho a qualquer coisa que ocupe espaço: um departamento.

Arranjo físico por processo: corresponde ao sistema de produção de fluxo intermitente ( como a produção por lotes ou encomendas ). poderia à primeira vista parecer que um arranjo físico. costuma-se agrupar os arranjos físicos possíveis em três grandes tipos: Arranjo físico por produto: corresponde ao sistema de produção contínua (como linha de montagem).c) as mudanças podem apresentar elevados custos e dificuldades técnicas para futuras reversões. pois as preocupações são as mesmas de uma organização como um todo. Isso não é verdade. Num esforço de sistematização. tendo suas preocupações específicas. Arranjo físico de posição fixa: corresponde ao sistema de produção em projetos. treinamento. com relação às condições de trabalho. só que com foco centrado na sua atividade como parte do todo empresarial. mudanças no volume de produção ou fluxo de clientes. taxas altas de acidentes. podem ainda causar interrupções indesejáveis no trabalho. RECURSOS HUMANOS No setor de materiais também não é diferente. Na administração atual fica cada vez mais evidente a importância das relações humanas na empresa. entretanto. cargos. etc. Dentro do setor de materiais as funções mais usuais são: 52 . salários. segurança. hierarquia. Ex. uma vez estabelecido.: Os investimentos que as empresas vem fazendo para conquista de capital humano e intelectual. mudanças no produto ou no serviço ao cliente. Por todos esses motivos. diversos fatores podem conduzir a alguma mudança em instalações já existentes: a ineficiência de operações. é quase imutável e se aplica prioritariamente a novas instalações.

2002.CHIAVENATO.Programador: função responsável pelo planejamento e coordenação de compra de modo a obter um equilíbrio no estoque. São Paulo: Pioneira. .Controlador de Estoque: função responsável pelo controle de entrada e saída de mercadorias do estoque.Gerente: função responsável pela Administração do setor. São Paulo: Saraiva. seja pela eficiência ou pelo lucro no caso de comercialização direta. . locação e proteção das mercadorias. . poderemos encontrar uma grande variação de empresa para empresa. . qualidade. 1997. Introdução a Administração da Produção e Operações. . Antonio C.. REFERÊNCIAS . mas algumas delas são básicas e fundamentais.MOREIRA. Iniciação a Administração de Materiais. . .Comprador: função responsável pelas compras. João José. Marco Aurélio P. São Paulo: Atlas.PR 53 . O relacionamento entre as funções e sua hierarquia também deverá ser muito clara para todos empregados do setor.Atendente: função responsável pelo atendimento das requisições dos diversos setores da empresa.DIAS.MOROZOWSKI. São Paulo: Atlas. Petrônio G. Dentre essas funções.Estoquista: função responsável pelas atividades de recepção. de modo a mantê-las em perfeitas condições sempre. . McGraw-Hill. . Apostila de Administração de Recursos Materiais e Patrimoniais. São Paulo: Makron. quando for o caso. com critérios de preço. Administração de Materiais e Recursos Empresariais.Vendedor ou Balconista: função responsável pelas vendas ou solicitações dos clientes. etc. Daniel Augusto. . prazo de entrega. quantidade. Curitiba .MARTINS. pelo cumprimento das metas e objetivos estabelecidos . 1998. Idalberto. 2000. formas de pagamento. . Administração de Materiais e recursos Patrimoniais – Um enfoque prático. Administração de Materiais uma abordagem logística. 1991.VIANA.

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