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N9_Proteger_a_camada_de_Ozono

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Published by: Nuno Carvalho on Jan 08, 2012
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01/08/2012

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AMBIENTE E CIDADANIA Proteger a camada de ozono

A camada de ozono (O3) existe há muitos milhões de anos, tem a espessura de 15 Km, situa-se a vários quilómetros acima da superfície da Terra (na estratosfera, estrato entre 10 e 50 Km de altitude) e a sua função é protegê-la dos perigosos raios solares filtrando mais de 95% das radiações ultravioletas e deste modo preservar toda a vida na Terra. Nas últimas décadas este “escudo protector” tem sido destruído pela libertação dos clorofluorcarbonetos, abreviadamente denominados CFC, gases que são produzidos pelo Homem, ou seja, não existem na Natureza, são muito estáveis, durando cerca de 100 a 150 anos e são utilizados em embalagens de plástico (esferovite), chips de computador, solventes para a indústria electrónica, nos aerossóis (sprays de perfumes, lacas, etc.), extintores e especialmente nos aparelhos de refrigeração (aparelhos de ar condicionado, frigoríficos, arcas congeladoras). O Brometo de metilo (pesticida aplicado na desinfecção do solo em culturas como a do tomate e do arroz e para desinfectar produtos agrícolas destinados a embalagem e exportação, como os frutos secos), os halons dos extintores, o tetracloreto de carbono (solvente), entre outros são também responsáveis pela destruição da camada de ozono. A primeira manifestação de redução da camada de ozono foi descoberta sobre a Antártida, em 1986, mas podem aparecer “buracos” nesta camada em qualquer local do planeta. Em Portugal foi detectada uma diminuição global da espessura desta camada, uma vez que os valores médios anuais desde 1968 a 1997 apresentam uma tendência estatisticamente significativa de -3,3% por década. As consequências da diminuição da espessura da camada de ozono são inúmeras e algumas ainda desconhecidas e pouco compreendidas. Exemplos: - Aquecimento global da Terra. - Desequilíbrio nos ecossistemas aquáticos. - Eventual diminuição da produção agrícola. - Interferência nos ciclos bioquímicos, nomeadamente do carbono e dos nutrientes minerais, o que irá afectar globalmente toda a vida do planeta. - Diminuição das defesas imunitárias e consequente aumento das doenças infecciosas. - Aumento do cancro da pele. No EUA os novos casos duplicaram entre 1980 e 1989. - Cegueira, devido ao aparecimento de cataratas. Estima-se que a redução de apenas 1% na sua espessura é suficiente para cegar 100.000 pessoas e aumentar em 5% o n.º de casos de cancro da pele! Perante a constatação deste gravíssimo problema, o que fazer? 1Evitar o consumo de produtos com CFC. Actualmente quase todos os sprays já não contêm CFC, mas o ideal é usar vaporizadores não aerossóis, pois não precisam de gases propulsores. No caso dos aparelhos de refrigeração começam a surgir no mercado alternativas sem o uso destes gases. Evitar o esferovite (incluindo copos e pratos de plástico, em alternativa usar os de papel). 2No caso de mau funcionamento dos aparelhos de refrigeração, estes devem ser reparados com urgência, pois pode haver uma fuga do CFC. 3Os aparelhos de refrigeração em fim de vida têm de ser devidamente recolhidos para que seja possível a recuperação dos gases. Nunca os abandonar depositando-os indiscriminadamente. Estima-se que Portugal é um dos países da União Europeia que, per capita, mais está a contribuir para a destruição da camada de ozono, emitindo para a atmosfera mais de 500 toneladas de CFC’s ao longo de 2003. De facto, cerca de 99,5% dos aparelhos de refrigeração não estão a ser sujeitos à remoção dos CFC. A pressão das grandes marcas e o desinteresse do governo tem impedido a constituição de um sistema integrado que garanta a recuperação e tratamento destes gases. A solução efectiva será a proibição do uso dos CFC e a pesquisa de alternativas aos CFC e outras substâncias inócuas para o Ambiente!! Até lá, os CFC devem, no mínimo, ser recolhidos e tratados. Mª Alexandra Azevedo
Médica Veterinária,

Vice-presidente da Direcção do MPI – Movimento Pró-Informação para a Cidadania e Ambiente

Bibliografia: 1- José Machado de Assunção, “Aquecimento global”, ABC Ambiente, 24 de Fevereiro de 1995, p. 17 2- “Portugal emite mais de 500 toneladas de CFC’s por ano”, QUERCUS Ambiente, Outubro, 2003, p. 11. 3- “50 coisas simples que você pode fazer para salvar a Terra”, The Earth Work Group, Círculo de Leitores, 1993. 4- “O “buraco no céu” não está adormecido”, Quercus Ambiente, Outubro 2004, p. 20 5- Website: http://www.ese.ips.pt/abolina/webquests/ozono/ozono.html 6- Website: http://www.naturalink.pt 7- Website: http://www.meteo.pt/uv/DiaDoOzono/03_por.htm

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