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Modulo_01_Portugues

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Concurso T?cnico M?

dio de Defensoria

Concurso Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro 2010
Técnico Médio de Defensoria

Agosto - 2010

Módulo 01
Conhecimentos Básicos

2010

Língua Portuguesa

Sumário
Leitura e compreensão de textos de diferentes gêneros e domínios discursivos..........................................Error: Reference source not found

2010

Variação regional, variação social e registros de usos.........................26

Funções da linguagem.........................................................................32

............2010 Modos de organização do texto: narração....... descrição. exposição......................38 ................... argumentação e injunção............

.....43 .Coerência e coesão textual.............................................................

..............53 ...2010 Pontuação gramatical e expressiva......................................

..........71 ......Elementos mórficos e processos de formação de palavras...

.........83 ...........................2010 Emprego das diferentes classes de palavra......

..........Período simples: funções sintáticas...........................196 ...............

........................2010 Concordância nominal e verbal...........................239 ........

Regência nominal e verbal...........................................244 .......................

...............................252 .........2010 Emprego do acento grave...........................

...........257 ..................................................Sintaxe de colocação.............

........289 .... parônimos.... hipônimos.................... polissemia...................... antônimos........... comportamento sintático das orações e relações lógico-discursivas marcadas pelos conectores..267 Sinônimos...... denotação e conotação. hiperônimos.... homônimos.............2010 Período composto: processos sintáticos de estruturação...........

..................................302 ...........................Figuras de linguagem.............

.....307 .................................................... ortoepia e prosódia.2010 Ortografia..

.

Nesse processo. Os concursos públicos apresentam questões interpretativas que têm por finalidade a identificação de um leitor autônomo. autor e texto. na tentativa de compreendê-lo. ativa seus conhecimentos prévios e os aplica sobre o texto. conhecimento prévio. textuais. Para que essa atividade seja realizada satisfatoriamente. Portanto. compreender e (re)formular as idéias que estão expostas. o candidato deve compreender os níveis estruturais da língua por meio da lógica. ou seja. além de . O processo de interpretação de texto depende de uma intensa interação entre leitor. requer-se o desenvolvimento de um trabalho cognitivo complexo. é da sua competência decodificar o texto. entre outros. faz inferências. No que diz respeito ao leitor. o leitor levanta hipóteses.2010 Leitura e compreensão de textos de diferentes gêneros e domínios discursivos Interpretar um texto significa produzir sentidos com base em um código lingüístico. localizar as pistas deixadas pelo autor e formular representações mentais sobre as informações ali contidas. abrangendo aspectos lingüísticos.

As frases produzem significados diferentes de acordo com o contexto em que estão inseridas. estabelece-se. numa determinada construção frasal. necessário sempre fazer um confronto entre todas as partes que compõem o texto. Já o uso conotativo das palavras é a atribuição de um sentido figurado. Os textos literários exploram bastante as construções de base conotativa. real. numa tentativa de extrapolar o espaço do texto e provocar reações diferenciadas em seus leitores. para sua compreensão. depende do contexto. o chamado sentido verdadeiro. é fundamental apreender as informações apresentadas por trás do texto e as inferências a que ele remete. Torna-se. O Sentido das Palavras O sentido denotativo das palavras é aquele encontrado nos dicionários. Este procedimento justifica-se por um texto ser sempre produto de uma postura ideológica do autor diante de uma temática qualquer. fantasioso e que.necessitar de um bom conhecimento. uma nova relação entre significante e significado. assim. Além disso. Sendo assim. .

2010 Ainda temos a polissemia.. embora a interpretação seja subjetiva. e sim ampliando sua significação através de expressões que lhe completem e esclareçam o sentido. a palavra ponto: ponto de ônibus. que é uma palavra com muitos significados. há limites. ponto final. Neste caso. a fim de responder às interpretações que a banca considerou como pertinentes. Durante a interpretação propriamente dita. ponto de vista. Não se pode desconsiderar que. Técnicas para Interpretar Basicamente. A preocupação deve ser a captação da essência do texto. cabe destacar palavras-chave. favorecendo o entendimento. No caso de textos literários. não se está atribuindo um sentido fantasioso à palavra ponto. Desta leitura. é preciso conhecer a ligação . passagens importantes. como. deve-se alcançar a dois níveis de leitura: a informativa e de reconhecimento e a interpretativa. A primeira deve ser feita de maneira cautelosa por ser o primeiro contato com o novo texto. por exemplo.. extraem-se informações sobre o conteúdo abordado e prepara-se o próximo nível de leitura. Este tipo de procedimento aguça a memória visual. bem como usar uma palavra para resumir a idéia central de cada parágrafo.

Muitas vezes. Aqui não se podem dispensar as dicas que aparecem na referência bibliográfica da fonte e na identificação do autor. errada. A última fase da interpretação concentra-se nas perguntas e opções de resposta. uma resposta pode estar certa para responder à pergunta. que fazem diferença na escolha adequada. o com que o conceito do "mais ao responde melhor questionamento proposto. trabalha-se isto é. exceto. Aqui são fundamentais marcações de palavras como não. mas não ser a adotada como gabarito pela banca examinadora por haver uma outra alternativa mais completa. em interpretação. .daquele texto com outras formas de cultura. certas vezes. de mesmo tempo. Por isso. a interpretação pode ficar comprometida. respectivamente etc. que A aparentemente pareça perda descontextualização de palavras ou frases. outros textos e manifestações de arte da época em que o autor viveu. Ainda cabe ressaltar que algumas questões apresentam um fragmento do texto transcrito para ser a base de análise. Se não houver esta visão global dos momentos literários e dos escritores. são também um recurso para instaurar a dúvida no candidato. Nunca deixe de retornar ser ao texto. adequado".

.2010 Leia a frase anterior e a posterior para ter idéia do sentido global proposto pelo autor. desta maneira a resposta será mais consciente e segura.

e um deles é a língua. Uma nação apresenta diversos traços de identificação. isto é. são exemplos dessas variações: • dialetos (variação diatópica?). tais como o tempo. o espaço. aparentemente um processo de criação de palavras para termos específicos. Esta pode variar de acordo com alguns fatores. variação social e registros de usos A variação das formas da linguagem sistemática e coerentemente. o nível cultural e a situação em que um indivíduo se manifesta verbalmente.Variação regional. Alguns escritores de sociolingüística usam o termo leto. o idioma é um termo intermediário na distinção . variações faladas por comunidades geograficamente definidas. O conceito Variedade é um conceito maior do que estilo de prosa ou estilo de linguagem.

um idioleto adotado por uma casa • Variações como dialetos. idioletos e socioletos podem ser distingüidos não apenas por seu vocabulário.2010 dialeto-linguagem e é usado para se referir ao sistema comunicativo estudado (que poderia ser chamado tanto de um dialeto ou uma linguagem) quando sua condição em relação a esta distinção é irrelevante (sendo. isto é. um sinônimo para linguagem num sentido mais geral). uma variação particular a uma certa pessoa • registros profissões (ou diátipos). padronizada em função da comunicação pública e da educação • idioletos. isto é. • socioletos. para um grupo étnico ecoletos. mas também por diferenças na gramática. na fonologia e na versificação. variações faladas por comunidades socialmente definidas • linguagem padrão ou norma padrão. portanto. . isto é. o vocabulário especializado e/ou a gramática de certas atividades ou • etnoletos.

Coloquialismos e expressões idiomáticas geralmente são limitadas como variações do léxico. Um outro exemplo é como palavras estrangeiras em diferentes socioletos variam em seu grau de adaptação à fonologia básica da linguagem. Por exemplo. como o chamado legalês. jornalistas ou advogados ingleses freqüentemente usam modos gramaticais.Por exemplo. e de. que não são mais usados com freqüência por outros falantes. portanto. Certos registros profissionais. Muitos registros são simplesmente um conjunto especializado de termos (veja jargão). É uma questão de definição se gíria e calão podem ser considerados como incluídos no conceito de variação ou de estilo. o sotaque de palavras tonais nas línguas escandinavas tem forma diferente em muitos dialetos. como o modo subjuntivo. mostram uma variação na gramática da linguagem padrão. Espécies de variação . estilo.

. nem sempre coincidindo. vocabulário e estrutura sintática mais entre ampla. As diferenças lingüísticas entre as regiões são graduais. política e economia. regiões. período em que as duas variantes convivem. porém com o tempo a nova variante torna-se normal na fala. As mudanças podem ser de grafia ou de significado. que acabam por definir os padrões lingüísticos utilizados na região de sua influência.2010 Variação histórica Acontece ao longo de um determinado período de tempo. pode ser identificada ao se comparar dois estados de uma língua. O processo de mudança é gradual: uma variante inicialmente utilizada por um grupo restrito de falantes passa a ser adotada por indivíduos socioeconomicamente mais expressivos. Variação geográfica Trata das diferentes formas de pronúncia. e finalmente consagra-se pelo uso na modalidade escrita. A forma antiga permanece ainda entre as gerações mais velhas. Dentro de uma comunidade formam-se comunidades linguísticas menores em torno de centros polarizadores .

o grau de intimidade. em que o grau de reflexão é máximo. determinado pelo meio social onde vive um indivíduo. como poderia acontecer na variação regional. é possível identificar dois limites extremos de estilo: o informal. utilizado nas conversações imediatas do cotidiano. quando há um mínimo de reflexão do indivíduo sobre as normas lingüísticas.Variação social Agrupa alguns fatores de diversidade:o nível sócio- econômico. Não se deve confundir o estilo formal e informal com língua escrita e falada. A variação social não compromete a compreensão entre indivíduos. o tipo de assunto tratado e quem são os receptores. e há a possibilidade de alguém oriundo de um grupo menos favorecido atingir o padrão de maior prestígio. o grau de educação. profissional. a idade e o gênero. e o formal. utilizado em conversações que não são do dia-a-dia e cujo conteúdo é mais elaborado e complexo. o uso de certas variantes pode indicar qual o nível sócioeconômico de uma pessoa. Sem levar em conta as graduações intermediárias. Variação estilística Considera um mesmo indivíduo em diferentes circunstâncias de comunicação: se está em um ambiente familiar. pois os dois estilos ocorrem em .

Bibliografia CAMACHO. O conhecimento do padrão de prestígio pode ser fator de mobilidade social para um indivíduo pertencente a uma classe menos favorecida. 29-41. In: Subsídios à proposta curricular de Língua Portuguesa para o 1º e 2º graus. R.2010 ambas as formas de comunicação. preserva variantes antigas. havendo um inter-relacionamento entre elas: uma variante geográfica pode ser vista como uma variante social. A variação lingüística. (1988). por ser menos influenciado pelas mudanças da sociedade. As diferentes modalidades de variação lingüística não existem isoladamente. considerando-se a migração entre regiões do país. Secretaria da Educação do Estado de São Paulo. Observa-se que o meio rural. p. .

mas confesso é tão difícil aprender! “ - . Por exemplo: “É bonito ser amigo. sendo um texto completamente subjetivo e pessoal. quanto dos pronomes. as memórias. a poesia lírica e as cartas de amor. ou seja. A mensagem centra-se nas opiniões. cada qual abordando um diferente elemento da comunicação. são os textos líricos. Um texto pode apresentar mais de uma função enfatizada.Funções da linguagem São recursos de ênfase que actuam segundo a intenção do produtor da mensagem. A presença de interjeições. A idéia de destaque do locutor dá-se pelo emprego da 1ª pessoa do singular. Função emotiva ou expressiva Esta função ocorre quando se destaca o locutor (ou emissor). pontuação com reticências e pontos de exclamação também evidenciam a função emotiva ou expressiva da linguagem. Os textos que expressam o estado de alma do locutor. que exemplificam melhor essa função. sentimentos e emoções do emissor. as autobiografias. tanto das formas verbais.

Características neutralidade do emissor. A ênfase é dada ao conteúdo. uso da 3ª pessoa do singular (ele/ela). A função referencial também é conhecida como cognitiva ou denotativa. O emissor procura fornecer informações da realidade.2010 Poema do amigo aprendiz. os científicos e outros de cunho apenas informativo. denotativa. conteúdo informacional. Geralmente. de forma objetiva. • • • • . objetividade e precisão. no assunto (contexto relacionado a emissor e receptor). ou seja. usa-se a 3ª pessoa do singular. sem a opinião pessoal. direta. às informações. Os textos que servem como exemplo dessa função da linguagem são os jornalísticos. Fernando Pessoa Função referencial ou denotativa A mensagem é centrada no referente.

vocativos e formas verbais ou expressões no imperativo. e ganhe dicas surpreendentes!" Função fática O canal é posto em destaque.. Geralmente. Os cacoetes de linguagem como alô. verificar a "ponte" de comunicação e certificar-se sobre o contato estabelecido. ou chamar sua atenção. nos discursos políticos. são um exemplo bem comum para se evidenciar "Contato entre emissor e receptor" . certo?. isto é. horóscopos e textos de auto-ajuda. Como essa função é a mais persuasiva de todas.Função apelativa ou conotativa A mensagem é centrada no receptor e organiza-se de forma a influenciá-lo.. Como a mensagem centra-se no outro. no interlocutor.". vós/vocês). "Compre já. o canal que dá suporte à mensagem. ou seja. Exemplo:"Fique antenado com seu tempo. há um uso explícito de argumentos que fazem parte do universo do mesmo. né?. usa-se a 2ª pessoa do discurso (tu/você. O interesse do emissor é emitir e simplesmente testar ou chamar a atenção para o canal. ahã. aparece comumente nos textos publicitários. de forma a prolongá-lo. ou seja. dentre outros.

músicas. como o Neologismo . Essa função aparece comumente em textos publicitários. ditos populares e linguagem cotidiana. Nessa função pode-se observar o intensivo uso de figuras de linguagem. quando se faz necessária a criação de uma nova palavra para exprimir o sentido e alcançar o efeito desejado. provérbios. Essa função é capaz de despertar no leitor prazer estético e surpresa. utilizando combinações sonoras e rítmicas. temos a manifestação da função poética da linguagem. • . chamando a atenção para o modo como foi organizada. ou seja. É explorada na poesia e em textos publicitários. O foco recai sobre o trabalho e a construção da mensagem. A mensagem é posta em destaque. que se preocupa mais em "como dizer" do que com "o que dizer".2010 Função poética É aquela que põe em evidência a forma da mensagem. Quando a mensagem é elaborada de forma inovadora e imprevista. Características Subjetividade. Há um interesse pela mensagem através do arranjo e da estética. valorizando as palavras e suas combinações. jogos de imagem ou de idéias.

brincadeiras com o código. Drummond escreve um poema sobre como escrever poemas. Algumas. Pode ser definida como a linguagem que fala da própria linguagem. Não me julgo louco. Os dicionários e as gramáticas são repositórios de metalinguagem Exemplos: “Lutar com palavras é a luta mais vã.” Carlos Drummond de Andrade Nesse poema. tontas à carícia e súbito fogem e não há ameaça e nem há sevícia que as traga de novo ao centro da praça. ou seja. Entanto lutamos mal rompe a manhã. teria poder de encantá-las. tão fortes como o javali. apareço e tento apanhar algumas para meu sustento num dia de vida. Deixam-se enlaçar. Mas lúcido e frio. eu pouco. • Função Metalinguística Caracterizada pela preocupação com o código. a criação literária fala sobre si mesma. Ou seja. A linguagem (o código) torna-se objeto de análise do próprio texto.• figuras de linguagem. descreve o ato de falar ou escrever. São muitas. Se o fosse. .

2010 Um outro exemplo é quando um cartunista descreve o modo como ele faz seus desenhos em um próprio cartum. . ele demonstra o ato de fazer cartuns e como são feitos.

argumentação e injunção Modos de organização ou tipologia textual é a forma como um texto se apresenta. exposição. dissertação. Descrição – tipo de texto em que se faz um retrato por escrito de um lugar.Modos de organização do texto: narração. A classe de palavras mais utilizada nessa produção é o adjetivo. com tronco grosso e galhos longos. Há uma relação de anterioridade e . que ocorreu num determinado tempo e lugar. descrição. Exemplo: "A árvore é grande. por sua função caracterizadora. uma pessoa. o vermelho das flores e até um ninho de passarinhos". É cheia de cores. injunção e diálogo. fictício ou não. exposição. As tipologias existentes são: descrição. Narração – modalidade textual em que se conta um fato. pois tem o marrom. Numa abordagem mais abstrata. pode-se até descrever sensações ou sentimentos. um animal ou um objeto. Refere-se a objetos do mundo real. o verde. envolvendo certos personagens. narração.

Exemplo: "O garoto acordou cedo naquele dia.2010 posterioridade. de forma a não permitir a meio da leitura que o leitor os faça. Deve também conter contraargumentos. iremos pescar no riacho da fazenda. com argumentos convincentes e verdadeiros. É constituído por um primeiro parágrafo curto. ou simplesmente com a idéia-chave da opinião. . Argumentação – tem como objetivo levar um indivíduo ou grupo a aderir a determinada tese (defendida pelo argumentador. Estamos cercados de narrações desde que nos contam histórias infantis como Chapeuzinho Vermelho ou Bela Adormecida. até as picantes piadas do cotidiano. O tempo verbal predominante é o passado. depois o desenvolvimento deve referir a opinião da pessoa que o escreve. Por fim. deve ser concluído com um parágrafo que responda ao primeiro parágrafo. – mal podia esperar". lembrava-se claramente da promessa do seu avô – Amanhã. e com exemplos que exemplifique uma confiabilidade e persuasão. situações ou assuntos variados. que deixa a idéia clara. podendo tratar de temas. por motivo de familiarização ou até mesmo por próprio capricho). O texto argumentativo deve possuir uma clareza na transmissão de idéias (concisão).

Exposição . Era denominada Retórica. Sua estrutura básica é formada por: idéia principal. na Grécia Antiga.". Exemplo: "Concurso público é um processo seletivo que tem por objetivo avaliar candidatos concorrentes a um cargo efetivo de uma entidade governamental de uma nação.C. reflete.apresenta informações sobre assuntos. Apesar do processo geralmente ser preparado Bancas por empresas a especializadas (denominada Organizadoras).. Faz uso de linguagem clara. avalia. Argumentar é a arte de convencer e persuadir. objetiva e impessoal. responsabilidade da avaliação dos serviços cabe às áreas de Recursos Humanos legalmente designados. expõe idéias. A dimensão discursiva do trabalho filosófico. A maioria dos verbos está empregada no presente do indicativo. conclusão. desenvolvimento. avalia os argumentos e verifica se esses argumentos são bons tendo em conta o que defendemos ou contestamos. explica. .A argumentação surgiu em 427 a.

Os maioria.indica como realizar uma ação. Pode conter marcas da linguagem oral. Diálogo . Utiliza linguagem objetiva e simples. fabricada em material transparente. aconselha. É também verbos utilizado são. ". Em hipótese alguma haverá substituição da folha de respostas por erro do candidato. Há também o uso do futuro do presente. O preenchimento da folha de respostas será de inteira responsabilidade do candidato. que deverá utilizar caneta esferográfica de tinta preta. Exemplo: .materializa o intercâmbio entre personagens.2010 Injunção . Exemplo: " 7.4.4 O candidato deverá transcrever as respostas das provas objetivas para a folha de respostas. como pausas e retomadas. que será o único documento válido para a correção das provas. empregados modo imperativo. em para sua predizer acontecimento no e comportamentos. e proceder em conformidade com as demais instruções específicas contidas neste edital e na folha de respostas.

" – Você estudou?– Sim." . – Aprendeu alguma coisa? – Não.

o de Charolles (1978) é freqüentemente citados em estudos descritivos e aplicados. Isto fica evidente na utilização de recursos lingüísticos específicos como pronomes. hiperônimos etc. Um texto que trate a cada passo de assuntos diferentes sem um explícito ponto comum não tem continuidade. Um texto coerente tem unidade. repetição de palavras. Os processos coesivos de continuidade só se podem dar com elementos expressos na . já que nele há a permanência de elementos constantes no seu desenvolvimento.2010 Coerência e coesão textual COERÊNCIA Dos trabalhos que desenvolvem os aspectos da coerência dos textos. idéias. hipônimos. Partindo da noção de textualidade Charolles apresentada por a Beaugrande coerência e Dressier. Um texto coerente apresenta continuidade semântica na retomada de conceitos. uma também entende como propriedade ideativa do texto e enumera as quatro metaregras que um texto coerente deve apresentar: 1. sinônimos. Repetição: Diz respeito à necessária retomada de elementos no decorrer do discurso.

2. Progressão: O texto deve retomar seus elementos conceituais e formais. costuma-se encontrar significantes que não condizem com . no uso do vocabulário. No plano da coerência. Esta nãocontradição expressa-se nos elementos lingüísticos. Não pode afirmar A e o contrário de A . devem ser compatíveis entre si e com o mundo a que se referem.superfície textual. sim. por exemplo. percebe-se a progressão pela soma das idéias novas às que são já tratadas. Em redações escolares. 3. um elemento coesivo sem referente expresso. Deve. Suas ocorrências não podem se contradizer. Há muitos recursos capazes de conferir sequenciação a um texto. apresentar novas informações a propósito dos elementos mencionados. ou com mais de um referente possível. Os acréscimos semânticos fazem o sentido de o texto progredir. já que o mundo textual tem que ser compatível com o mundo que representa. Não-contradição: Um texto precisa respeitar princípios lógicos elementares. mas não deve limitar-se a isso. torna o texto mal-formado.

por parte do emissor. em que os componentes significação. deve apresentar-se como uma totalidade semântica. sim. que papeis exercem uns em relação aos outros. relações de . Contudo. Isso resulta do desconhecimento. firmemente. está longe de ser um mero conjunto aleatório de elementos isolados. entre suas informações. seja oral ou escrito. Essa unidade deve revestir-se de um valor intersubjetivo e pragmático. dentro de um padrão particular de estabelecem. isto é. como se organizam. ser uma unidade semântica não basta para que um tal. As relações entre os fatos têm que estar presentes e ser pertinentes. A relação em um texto refere-se à forma como seus conceitos se encadeiam. Relação: Um texto articulado coerentemente possui relações estabelecidas. mas. 4.2010 os significados pretendidos. do vocabulário a que recorreu. e essas têm a ver umas com as outras. COESÃO Um texto. entre si. deve ser capaz de representar uma ação entre interlocutores.

e outra através do léxico. Portanto. estudar os elementos coesivos de um texto nada mais é que avaliar os componentes textuais cuja significação depende de outros dentro do mesmo texto ou no mesmo contexto situacional. p. A capacidade de um texto possuir um valor intersubjetivo e pragmático está no nível argumentativo das produções lingüísticas. Embora seja uma relação semântica. e ocorrem quando a interpretação de um elemento no discurso depende da interpretação de outro elemento. 1987. (Pécora. Deve-se ter em mente que a coesão não é condição necessária nem suficiente para a existência do texto. Podemos encontrar textualidade em textos que não apresentam recursos coesivos.produção. Os processos de coesão textual são eminentemente semânticos. em contrapartida a coesão . a coesão envolve todos os componentes do sistema léxico-gramatical. 47) Assim. há formas de coesão realizadas através da gramática. mas a sua totalidade semântica decorre de valores internos à estrutura de um texto e se chama coesão textual.

há cinco diferentes mecanismos de coesão: 1. Substituição: Colocação de um item no lugar de outro no texto. a distinção entre referência e . Há dois tipos de referência: a situacional (exofórica) feita a algum elemento da situação e a textual (endofórica) Ex: Você não se arrependerá de ler este anúncio. – endofórica 2. Para Halliday & Hasan. mas eu não penso assim. Segundo Halliday & Hasan. mas têm que ser relacionados a outros elementos no discurso para serem compreendidos.2010 não é suficiente para que um texto tenha textualidade. Ex: Pedro comprou um carro e José também. Referência: Elementos referenciais são os que não podem ser interpretados por si próprios. seja uma oração inteira. O professor acha que os alunos estão preparados. Eles se formaram na PUC. – exofórica Paulo e José são advogados. seja este outro uma palavra.

Há elementos meramente continuativos: agora (abre um novo .substituição. É a omissão intencional de um termo facilmente identificável pelo contexto ou por elementos gramaticais presentes na frase. É a omissão de um item.) 3. Realizase através de conectores como e. mas. Ex: Pedro comprou uma camisa vermelha. depois etc. está em que. Ex: – Você aceita um chá? Com ou sem açúcar? Suprime o “chá” e “açúcar”. (há alteração de uma camisa vermelha para uma camisa verde. Essa omissão torna o texto conciso e elegante. mas eu preferi uma verde. um sintagma. 4. há uma readaptação especificações. na ocorrência desta. Conjunção: Este tipo de coesão permite estabelecer relações sintática a novos sujeitos ou novas significativas entre elementos e palavras do texto. de uma palavra. ou uma frase. Elipse: É uma supressão de uma palavra facilmente subentendida.

ou atitude tomada ou considerada pelo falante). ou sinônimos. Esses pássaros podem nadar a razoáveis profundidades. 2-Vi ontem um menino de rua correndo pelo asfalto. 3-Assisti ontem a um documentário sobre papagaios mergulhadores. bem (significa "eu sei de que trata a questão e vou dar uma resposta") 5. 6. . Ele levou a esposa.2010 estágio na comunicação. pronomes. hipônimos. Colocação: Uso de termos pertencentes a um mesmo campo semântico. O moleque parecia assustado. Ex: 1-O Presidente foi ao cinema ver Tropa de elite. um novo ponto de argumentação. Coesão lexical: Obtida através de dois mecanismos: repetição de um mesmo item lexical. ou heterônimos.

Lá reuniam-se os trabalhadores da ferrovia. uma oração. Dezenas de ambulâncias transportaram os feridos para o hospital mais próximo. tomando por base os mecanismos coesivos na construção do texto. respectivamente ) –1-Ele era tão bom. (anáfora). o meu marido! (catáfora) – 2-O homem subiu as escadas correndo. do O elemento.– coesão referencial: Existe coesão entre dois elementos de um texto. O referente. Lá em cima ele bateu furiosamente à uma porta. um sintagma. as . chama-se cuja forma interpretação remissiva. quando um deles para ser interpretado semanticamente. (oração) Perto da estação havia uma pequena estalagem. que pode aparecer depois ou antes do primeiro (catáfora e anáfora. estabelece a existência de duas modalidades de coesão: 1. A forma retomada pelo elemento coesivo chama-se necessita referente. um fragmento de oração. exige a consideração do outro. Isso o aborrecia profundamente. Koch.Ex: Houve um grande acidente na estrada. ou todo um enunciado.(sintagma nominal) No quintal. referente tanto pode ser um nome. Ex: A mulher criticava duramente todas as suas decisões.

– advérbios – Antônio acha que a desonestidade não compensa. ela não quis ficar lá. − nomes ou grupos nominais – Imagina-se que existam outros planetas habitados. Essa hipótese se confirma pelo grande número de OVNIs avistados. Os carros passavam buzinando. Tudo isso tirava-me a concentração. Depois que seus pais morreram. estabelecendo relações semânticas e/ou pragmáticas à medida que faz o texto progredir. O prédio vizinho estava em construção.2010 crianças brincavam. 2. mas nem todos pensam assim. Os elementos que marcam a coesão sequencial são chamados relatores e podem estabelecer uma série de .(enunciado) Elementos de várias categorias diferentes podem servir de formas remissivas: − pronomes possessivos – Joana vendeu a casa. − pronomes relativos – É esta a árvore à cuja sombra sentam-se os viajantes. – coesão sequencial: Conjunto de procedimentos linguísticos que relacionam o que foi dito ao que vai ser dito.

explicação do ato de fala: pois etc.. também etc.. no entanto etc c) soma de argumentos a favor de uma conclusão: e. f) alternativa (disjunção ): ou etc. ou melhor etc. . oposição. g) extensão. também etc. E mais as relações estabelecidas por outras conjunções coordenadas e subordinadas. amplificação: aliás. h) correção: isto é. mas. d) justificativa.seja. contraste: ainda que.relações: a) implicação entre um antecedente e um consequente: se etc. e) introdução de exemplificação ou especificação: seja. bem como. como etc. b) restrição.

pelo uso de um conjunto sistematizado de sinais gráficos e não gráficos. Também usado nas abreviaturas (Dr. Exa. São eles: Ponto (. indicando que o sentido está completo.. Exemplo: Ele foi ao médico e levou uma injeção[[.2010 Pontuação gramatical e expressiva Pontuação é o recurso que permite expressar na língua escrita um espectro de matizes rítmicas e melódicas características da língua falada. Sinais Existem alguns sinais básicos de pontuação..]] O ponto é um sinal de pontuação que serve para indicar o final de uma frase." Também é usado nas abreviaturas. Marca uma pausa absoluta. Exemplo: "Eu te amo. .). Sr.) — Usa-se no final do período.

os elementos de um sintagma não ligados pelas conjunções e. Exemplo: Andava pelos cantos. as orações coordenadas assindéticas não ligadas por conjunções. ria e roía as unhas. nem. É usada como marca de separação para: o aposto. ou.Exemplos: Qnd. Por outro lado. Representa também a pausa máxima da voz. falava em voz alta. Deve-se evitar o uso desnecessário da vírgula. o atributo. Vírgula (. entretanto e porém. pois ela dificulta a leitura do texto. contudo. nem sempre correspondente às pausas (mais arbitrárias) do texto falado. todavia. ela não deve ser esquecida quando obrigatória. as orações intercaladas. . = Quando. o vocativo. É usado no final das frases declarativas ou imperativas.) — Marca uma pequena pausa no texto escrito. e gesticulava. as orações subordinadas e as adversativas introduzidas por mas. as orações relativas.

todos os textos" . distribuiu as tarefas" .ERRADO Entre os termos da oração separar termos coordenados da mesma função e . ligou? Erros quando a ordem é direta Não pode haver vírgula entre sujeito e predicado: "O supervisor. Pedro. do dente foi dolorosa" .ERRADO Não pode haver vírgula entre o nome e o complemento nominal ou adjunto adnominal: "A extração.2010 Tem como função indicar uma pausa e separar membros constituintes de uma frase. meu namorado. Emprega-se vírgula: Para isolar aposto e vocativo: Ex: Maria.ERRADO Não pode haver vírgula entre o verbo e seus complementos: "Os alunos refizeram.

eu. elipse do verbo (Ele virá hoje. suprime-se a vírgula separar vocativos e o nome do lugar nas datas indicar inversões: do adjunto adverbial (se o adjunto for de pequena extensão. amanhã) Em período composto para separar as orações coordenadas assindéticas (sem conectivos) . continuativas e conclusivas do adjunto adverbial ou aposto (menos o especificativo) da conjunção indicar. às vezes. torna-se dispensável o uso da vírgula) do complemento pleonástico antecipado indicar intercalações: de expressões explicativas. ainda que sejam repetidos Observação: havendo e entre os dois últimos termos.assindéticos.

pois.. portanto). quando os sujeitos das duas orações forem diferentes Observação:ver os casos específicos do e para separar as coordenadas adversativas.quer... poderão ou não ser seguidos de vírgula.ora. não podia. O pois com valor conclusivo (= portanto) sempre deve vir entre vírgulas Ex...: Não era alfabetizado. pois. quer... Essas últimas conjunções sempre terão uma vírgula antes e outra depois quando estiverem intercaladas no período para separar as coordenadas sindéticas alternativas em que haja as conjunções ou..2010 para separar as orações coordenadas sindéticas. no entanto e entretanto iniciarem a frase.. ter carta de habilitação para separar as coordenadas sindéticas explicativas (Não fale assim porque estamos ouvindo você) para separar as adverbiais reduzidas e as adverbiais . contudo. quando porém.ou.seja para separar as coordenadas sindéticas conclusivas (logo. ora. todavia.. É bom saber que não se pode usar vírgula depois do mas e que...... seja.

Podem terminar por vírgula em casos de ter certa extensão ou quando os verbos se sucedem. geralmente não se separam por vírgula. (O rapaz. Entretanto nunca devem começar por vírgula. a vírgula separa elementos com a mesma função sintática. exceto se estiverem ligados pela conjunção e: Ex.: E fala. e chora. .: Comprei um livro e um caderno / Fui ao supermercado e à farmácia usa-se quando vier em polissíndeto Ex.antepostas ou intercaladas na principal para separar as orações consecutivas isolar as subordinadas adjetivas explicativas. As restritivas. que tinha o passo firme.: O João. resolvei o problema / O aluno que estuda. aprende) Vírgula antes do e não se emprega nas enumerações do tipo das seguintes: Ex. e resmunga. a Maria e o Joaquim foram passear. e pede socorro. o Antônio.

: Eles explicam seus pontos de vista. que indica que o sentido da frase será complementado. José e o Sweetie foram passear. Ponto e vírgula (. cabe o emprego de vírgula Ex. e a imprensa deturpa-os. se o e assumir outros valores que não o aditivo. já na segunda diz que José Maria saiu sozinho com o Sweetie para passear. José Maria e o cãozinho Laura foram passear. Na frase 1 diz que Maria.) — Sinal intermediário entre o ponto e a vírgula. Representa uma pausa mais longa que a . Maria e o cãozinho Sweetie foram passear.2010 pode-se usar a vírgula se os sujeitos forem diferentes Ex. e não foram repreendidos (adversidade) Mudança de sentido Uma vírgula fora do lugar já muda completamente o sentido da frase. Observe: José.: Responderam à mãe.

Separar orações coordenadas que sejam quebradas no seu interior por vírgula. Frisar o sentido adversativo antes da conjunção. também para separar frases subordinadas dependentes de uma subordinante. por exemplo): Muitos se esforçam. algumas das quais já contêm uma ou mais vírgulas. Separar orações coordenadas que se contrabalanço em força expressiva (formando antítese. como substituição da vírgula na separação da oração coordenada adversativa da oração principal.vírgula e mais breve que o ponto. no entanto menor que a do ponto. poucos conseguem. É usado em frases constituídas por várias orações. E é empregado para: Separar as partes de um período. Emprego do ponto e vírgula O ponto-e-vírgula marca uma pausa mais longa que a da vírgula. para marcar pausa maior entre as orações: Não esperava outra coisa. eu já havia sido avisado. . afinal.

b) a persistente inflação. trigonometria. c) a recessão econômica. decretos.): A Matemática se divide em: geometria. regulamentos etc.2010 Uns trabalham. Separar orações com certa extensão. outros descansam. Separar itens de uma enumeração (em leis. álgebra. que dificultem a compreensão e respiração: Os jogadores de futebol olímpico reclamaram com razão das constantes críticas do técnico. porém o teimoso técnico ficou completamente indiferente aos apelos dos atletas. Separar diversos itens: a) a alta de desemprego no país. portarias. .

Dois pontos (:) — Marcam uma pausa para anunciar uma citação. Em matemática os dois pontos são utilizados como símbolo da divisão. ou uma síntese do que se acabou de dizer. ele concordou: – Tudo bem. Também é usado para mostrar itens de uma justaposição. Anunciam: ou uma citação. comunicam que se aproxima um enunciado. uma enumeração (separada do texto contínuo). ou um esclarecimento. O sinal dois pontos se usa de duas maneiras: Primeiro usamos quando mudamos o foco do assunto como ilustrado no exemplo abaixo: Após parar de correr. desta vez você venceu. Correspondem a uma pausa breve da linguagem oral e a uma entoação descendente (ao contrário da entoação ascendente da pergunta).financeira. ou uma enumeração. um esclarecimento ou uma síntese. Veja nos exemplos: . Indicam um prenúncio. Os dois pontos (:) são um sinal de pontuação. uma fala.

No segundo caso.. depois da qual o sentido será completado. ou uma introdução de suspense. mas com um discurso . Foi então que Manoel retornou. Exemplos: Ah. o que acarreta o uso normal de minúscula para continuar a oração.. o capitão. eles venceram. dor. adultos e por último.. Conclusão: após corrermos tanto. há continuidade do pensamento anterior. indicando que o sentido da oração ficou incompleto. ironia. Reticências (…) — Podem marcar uma interrupção de pensamento.. entram no bote salva-vidas primeiro: crianças. Ponto de exclamação (!) — Usa-se no final de qualquer frase que exprime sentimentos. como numa longa pausa dentro da mesma oração. como era verde o meu jardim.uma vez que a oração foi fechada com um sentido vago proposital e outra será iniciada à parte. Ponto de interrogação (?) — Usa-se no final de uma frase interrogativa direta e indica uma pergunta. Não se fazem mais daqueles.2010 Quando um navio está prestes a afundar. a seqüência virá em maiúscula -. idosos. surpresa e estados de espírito. emoções. No primeiro caso.

muito mais. às vezes. mas que não o é. além de reticência. que neste caso tem o sentido de retrair-se para dentro. A troca de "a" para "i" na passagem de tacere a reticere chama-se apofonia e ocorre com freqüência nas raízes latinas empregadas em línguas romances. permanecer em silêncio. uma figura retórica que consiste em deixar incompleta uma frase. por parte de quem exprime esse conteúdo. no início ou no meio de uma frase. é lida como etecétera. omissão de algo que podia ser escrito. dando a entender. e deu lugar ao verbo francês taire. à sequência de três pontos (sinal gráfico: …) no fim. que provém do latim: . No contexto. Origem da reticência O verbo latino tacere significava "calar". derivam-se de tacere palavras como tácito e taciturno. reticência. o sentido do que não se diz e. Em nossa língua. formada mediante tacere precedida do prefixo "re-". na escrita.bastante diferente! As reticências são. A utilização deste género de pontuação indica um pensamento ou ideia que ficou por terminar e que transmite. no entanto. A palavra reticência provém do latim reticere (calar alguma coisa).

No fim de uma frase Fulano acorda às sete da manhã para ir a escola. Exemplos No início de uma frase …O garoto escova os dentes e vai para o colégio. Parênteses ( ( ) ) — Marcam uma observação ou informação acessória intercalada no texto. Lá ele joga futebol. para realçar uma palavra ou expressão. No meio de uma frase Fulano acorda às sete da manhã para ir à escola. O garoto escova os dentes e vai para o colégio… Queria saber o que ele lhe falara… Aspas (“ ”) — Usam-se para delimitar citações.2010 et cætera = e algo mais. . (…) Lá ele joga futebol. para referir títulos de obras.

Meia‐risca (–) — Separa extremidades de intervalos. as sínteses no final de um texto. Barra (/) — aplicada nas abreviações das datas e em algumas abreviaturas. Também usado para substituir os parênteses. para distinguir cada um dos interlocutores. um pouco além do ponto em que começam as outras linhas. Ex.: (110) Parágrafo — Constitui cada uma das secções de frases de um escrito. Hífen (−) — usado para ligar elementos de palavras compostas e para unir pronomes átonos a verbos ( menor do que a Meia−Risca ) Exemplo: guarda-roupa O hífen é um sinal de pontuação usado para ligar os . as orações intercaladas. Asterisco (*) — empregado para chamar a atenção do leitor para alguma nota (observação).Travessão (—) — Marca: o início e o fim das falas em um diálogo. Colchetes ([]) — utilizados na linguagem científica. começa por letra maiúscula.

há quem defenda que. neste último caso. vê‐ lo‐ei). O hífen costuma ser também usado para unir os valores extremos de uma série. no fim de uma linha. Nem sempre a pontuação expressiva segue a . Pontuação expressiva Na comunicação oral. e expressiva.2010 elementos de palavras compostas (couve‐flor. indicando ausência de intervalos na enumeração. devemos realizar pausas. letras (A–Z) ou outras. isto é. compa‐/nheiro). Na comunicação oral a pontuação é orientada pela sensibilidade e à inteligência onde a duração das pausas está ligada expressão e intenção do falante. ex‐presidente) e para unir pronomes átonos a verbos (ofereceram‐me. deve ser usada a meia-risca. Apesar de não podermos inspirar em todas as vírgulas e sinais gráficos. por ser graficamente mais elegante. Contudo. separar uma palavra em duas partes (ca‐/sa. como números (1–10). Serve igualmente para fazer a translineação de palavras. temos a pontuação gramatical pontuação gramatical.

( .demostram insuficiência de palavras. A voz fica em suspense.exige mudança no tom da voz. continua igual.) . ( ? ) ( ! ) . . ( .pode subir ou descer dependendo da expressão. manter o contato visual com os ouvintes e deglutir. uma enumeração.geralmente a voz se eleva ( .travessão ..a voz desce pois o sentido está completo ( .geralmente a voz desce ( : ) . A pontuação gramatical serve para modular a voz. pois está associada ao diálogo.a voz não desce. ) .No entanto a pontuação gramatical deve ser respeitada para maior enriquecimento da modulação da voz. renovar o ar. ) .. ou uma explicação. ( ) .destacam uma ou mais palavras que são pronunciadas com entonação diferente. ) . pois vem uma citação. ) . ( .parágrafo .

Mas se o que se quer em relevo é a idéia da criação. A pontuação expressiva é ligada às palavras de valor. Exemplo: 1.2010 ( " ) . Deus fez o mundo em seis dias e no sétimo descansou. Se o que queremos colocar em ênfase é a idéia do criador. uma inflexão mais marcante da voz. A palavra de valor se destaca porque nela incidem de maneira particular o acento intensivo. Pode ser porém que. diremos: DEUS/ fez o mundo em seis dias e no sétimo descansou. então diremos: Deus fez O MUNDO/ em seis dias e no sétimo descansou. o que se queira colocar em ênfase seja . uma pausa que a ela se segue. e as vezes.muda a inflexão do diálogo. A palavra de valor é precisamente aquela que marca a emoção ou a intenção da pessoa que fala ou que lê.

em certo momento. também Deus descansou: Deus fez o mundo em seis dias e no SÉTIMO/ descansou .o fato de ter sido criado em seis dias: Deus fez o mundo EM SEIS DIAS/ e no sétimo descansou. talvez se queira assinalar que. Finalmente.

RADICAL O significado básico da palavra está contido nesse elemento. Vogais e consoantes de ligação.2010 Elementos mórficos e processos de formação de palavras A palavra é subdivida em partes menores. Vogal temática. Desinência. Exemplo: gatinho – gat + inho Infelizmente – in + feliz + mente ELEMENTOS MÓRFICOS Os elementos mórficos são: Radical. . chamadas de elementos mórficos. Tema. Afixo.

VOGAL TEMÁTICA Tem como função preparar o radical para ser acrescido pelas desinências e também indicar a conjugação a que o verbo pertence. canta. pedrinha. vender. . Exemplo: parto (radical + desinência) TEMA É o radical com a presença da vogal temática. Exemplo: cantar. partir. Exemplo: pedra.a ele são acrescentados outros elementos. pedreiro. OBSERVAÇÃO: Nem todas as formas verbais possuem a vogal temática. Exemplo: choro.

DESINÊNCIAS NOMINAIS – indicam o gênero e número. São subdivididas em: DESINÊNCIAS NOMINAIS e DESINÊNCIAS VERBAIS. Exemplo: gat o Radical desinência nominal de gênero Gat o s Radical d.n.g/d. As desinências de gênero são a e o.n d.n.n » desinência nominal de número .n.g » desinência nominal de gênero d.2010 DESINÊNCIAS São elementos que indicam as flexões que os nomes e os verbos podem apresentar. as desinências de número são o s para o plural e o singular não tem desinência própria.n.

t /d.n. número.p » desinência número-pessoal AFIXOS São elementos que se juntam aos radicais para formação de novas palavras.m. Inviável. Exemplo: cant á va mos Radical v.m.n. . Os afixos podem ser: PREFIXOS – quando colocado antes do radical. SUFIXOS – quando colocado depois do radical Exemplo: Pedrada. pessoa e tempo dos verbos.DESINÊNCIAS VERBAIS – indicam o modo.t/ d.p v.t » vogal temática d.t » desinência modo-temporal d.

. paulada. cafeicultura. por motivos de eufonia. paz.2010 Infelizmente VOGAIS E CONSOANTES DE LIGAÇÃO São elementos que são inseridos entre os morfemas (elementos mórficos). em geral. para facilitar a pronúncia de certas palavras. ou seja. PROCESSO DE FORMAÇÃO DAS PALAVRAS Inicialmente observemos alguns conceitos sobre palavras primitivas e derivadas e palavras simples e compostas: PALAVRAS PRIMITIVAS – palavras que não são formadas a partir de outras. PALAVRAS DERIVADAS – palavras que são formadas a partir de outras já existentes. casa. Exemplo: silvícola. Exemplo: pedra. etc.

Exemplo: cidade.são palavras que apresentam dois ou mais radicais. PALAVRAS SIMPLES – são aquelas que possuem apenas um radical. Sufixal. ferreiro (derivada de ferro). pedra. PALAVRAS COMPOSTAS . Na língua portuguesa existem dois processos de formação de novas palavras: derivação e composição. casa. guarda-chuva. Parassintética. pernilongo. DERIVAÇÃO É o processo pelo qual palavras novas (derivadas) são formadas a partir de outras que já existem (primitivas).Exemplo: pedrada (derivada de pedra). . Podem ocorrer das seguintes maneiras: Prefixal. Exemplo: pé-de-moleque.

Exemplo: desfazer. Imprópria.Apo- Afastamento Abs ter Apo geu .2010 Regressiva. LATINO PREF. Vejamos alguns prefixos latinos e gregos mais utilizados: PREFIXO PREFIXO SIGNIFICADO LATINO GREGO EXEMPLOS PREF. GREGO Ab-. inútil. PREFIXAL – processo de derivação pelo qual é acrescido um prefixo a um radical. abs.

livraria. Exemplo: carrinho.AmbiBiExSupra AnfidiExEpi- Duplicidade Dois Para fora Acima de Ambí guo Bí pede Ex ternar Supra citar Anfí bio Dí grafo Êx odo Epi táfio SUFIXAL – processo de derivação pelo qual é acrescido um sufixo a um radical. Vejamos alguns sufixos latinos e alguns gregos: SUFIXO LATINO -ada -eria -ável EXEMPLO SUFIXO GREGO Paulada -ia Selvageri -ismo a Amável -ose EXEMPLO Geologia Catolicis mo Micose .

processo de derivação que consiste na mudança de classe gramatical da palavra sem que sua forma se altere. então ela foi formada por derivação parassintética. REGRESSIVA .processo de derivação em que são formados substantivos a partir de verbos. Exemplo: Ninguém justificou o atraso. ela terá sido formada por derivação prefixal e sufixal. mesmo com a retirada do prefixo ou do sufixo. pernoitar. Para verificar tal derivação basta retirar o prefixo ou o sufixo da palavra. mas não são formadas por parassíntese. Se a palavra deixar de ter sentido. (do verbo atrasar) O debate foi longo. Exemplo: anoitecer. (do verbo debater) IMPRÓPRIA . Para que ocorra a parassíntese é necessários que o prefixo e o sufixo juntem-se ao radical ao mesmo tempo.2010 PARASSINTÉTICA – processo de derivação pelo qual é acrescido um prefixo e sufixo simultaneamente ao radical. Caso a palavra continue a ter sentido. . OBSERVAÇÃO : Existem palavras que apresentam prefixo e sufixo.

. Exemplo: planalto (plano + alto) Além da derivação e da composição existem outros tipos de formação de palavras que são hibridismo. A composição pode ocorrer de duas formas: JUSTAPOSIÇÃO e AGLUTINAÇÃO. JUSTAPOSIÇÃO – quando não há alteração nas palavras e continua a serem faladas (escritas) da mesma forma como eram antes da composição. pé-de-moleque (pé + de + moleque) AGLUTINAÇÃO – quando há alteração em pelo menos uma das palavras seja na grafia ou na pronúncia. Exemplo: girassol (gira + sol). abreviação e onomatopéia.Exemplo: O jantar estava ótimo COMPOSIÇÃO É o processo pelo qual a palavra é formada pela junção de dois ou mais radicais.

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ABREVIAÇÃO OU REDUÇÃO É a forma reduzida apresentada por algumas palavras: Exemplo: auto (automóvel), quilo (quilograma), moto

(motocicleta). HIBRIDISMO É a formação de palavras a partir da junção de elementos de idiomas diferentes. Exemplo: automóvel (auto – grego + móvel – latim), burocracia (buro – francês + cracia – grego). ONOMATOPÉIA Consiste na criação de palavras através da tentativa de imitar vozes ou sons da natureza. Exemplo: fonfom, cocoricó, tique-taque, boom!. A estrutura das palavras contém o radical (elemento estrutural básico), afixos (elementos que se juntam ao radical para formação de novas palavras – PREFIXO e

SUFIXO), as desinências (nominais – indicam gênero e número e verbais – indicam pessoa, modo, tempo e número dos verbos), a vogal temática (que indicam a conjugação do verbo – a, e, i) e o tema que é a junção do radical com a vogal temática. Já no processo de formação das palavras temos a derivação, subdividida em prefixal, sufixal, parassíntese, regressiva e imprópria e a composição que se subdivide em justaposição e aglutinação. Além desses dois processos temos o hibridismo, a onomatopéia e a abreviação como processos secundários na formação das palavras.

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Emprego das diferentes classes de palavra

As palavras podem ser de dois tipos quanto à sua flexão: variáveis ou invariáveis. Palavra variável é aquela que pode alterar a sua forma. Palavra invariável é aquela que tem forma fixa. Dentre as formas variáveis e invariáveis, existem dez classes gramaticais, a saber: Classes principais: são a base do idioma e formam o núcleo das orações, a saber: Substantivos - Classe de palavras variáveis com que se designam e nomeiam os seres em geral. Verbos - Classe de palavras de forma variável que exprimem o que se passa, isto é, um acontecimento representado no tempo. Indicam ação, fato, estado ou fenômeno. Toda palavra que se pode conjugar. Satélites: servem para exprimir atributos das classes

principais, a saber:

Artigos

-

Classe

de

palavras

que

acompanham

os

substantivos, determinando-os. Adjetivos - Classe de palavras que indicam as qualidades, origem e estado do ser. O adjetivo é essencialmente um modificador do substantivo. Numerais - Classe de palavras quantitativas. Indica-nos uma quantidade exata de pessoas ou coisas, ou o lugar que elas ocupam numa série. Pronomes - Classe de palavras com função de substituir o nome, ou ser; como também de substituir a sua referência. Servem para representar um substantivo e para o acompanhar determinando-lhe a extensão do significado. Advérbios - Classe de palavras invariáveis indicadoras de circunstâncias diversas; é fundamentalmente um modificador do verbo, podendo também modificar um adjetivo, outro advérbio ou uma oração inteira. Conectivos: Servem para estruturar a sintaxe de uma oração, a saber: Preposições - Classe de palavras invariáveis que ligam outras duas subordinando a segunda à primeira palavra.

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Conjunções - Classe de palavras invariáveis que ligam outras duas palavras ou duas orações. Interjeições -Classe de palavras invariáveis usadas para substituir frases de significado emotivo ou sentimental

Vamos ver cada um separadamente: Substantivo é toda a palavra que é determinada por um artigo, pronome ou numeral, ou modificada por um adjetivo. De acordo com a gramática portuguesa, um substantivo dá nome aos seres em geral e pode variar em gênero, número e grau. Para transformar uma palavra de outra classe gramatical em um substantivo, basta precedê-lo de um artigo, pronome ou numeral. Exemplo: "O não é uma palavra dura". Artigos sempre precedem palavras substantivadas, mas substantivos (que são substantivos em sua essência) não precisam necessariamente ser precedidos por artigos. Classificação Quanto à formação

Quanto à existência de radical, o substantivo pode ser classificado em: Primitivo: palavras que não derivam de outras. Ex: flor,pedra,jardim,leite,goiaba,ferro,cobre,uva,maçã,metal Derivado: vem de outra palavra existente na língua. O substantivo primitivo) que dá é origem ao derivado (substantivo radical. denominado

Ex:floricultura,pedreira,motorista,jardineiro,livraria. Quanto ao número de radicais, pode ser classificado em: Simples: tem apenas um radical. Ex: água, couve, sol Composto: tem dois ou mais radicais. Ex: água-de-cheiro, couve-flor, girassol, lança-perfume. Quanto ao tipo Quando se referir a especificação dos seres, pode ser classificado em: Concreto: designa seres que existem ou que podem existir por si só. Ex: casa, cadeira. Também podem ser concretos os substantivos que nomeiam

sendo grafado sempre com letra maiúscula. Bruna. No entanto. Ex: lobo. mas uma pilha de livros desordenada não é uma biblioteca. . ou seja. existentes ou não são sempre considerados como seres com vida própria. pois. duende). Ariane. um ser sem diferenciar dos outros do mesmo conjunto. Abstrato: designa ideias ou conceitos. etc. Coletivo: um substantivo coletivo designa um nome singular dado a um conjunto de seres. cuja existência está vinculada a alguém ou a alguma outra coisa. trabalho. pizza. Fusca . Ex: Jeferson. Próprio: denota um elemento individual que tenha um nome próprio dentro de um conjunto. Yasmim. Rio de Janeiro. amor. A biblioteca discrimina o gênero dos livros e os acomoda em prateleiras. Brasil. anjos. vale ressaltar que não se trata necessariamente de quaisquer seres daquela espécie. Ex: justiça. Alguns exemplos: Uma biblioteca é um conjunto de livros. Comum: denomina um conjunto de seres de maneira geral.2010 divindades (Deus. mascara. almas) e seres fantásticos (fada.

traidor . Flexão do substantivo Quanto ao gênero Os substantivos flexionam-se nos gêneros masculino e feminino e quanto às formas. mas se juntarem num mesmo alojamento os estudantes de várias carreiras e várias universidades numa sala. mas nem todo conjunto de músicos ou instrumentistas pode ser classificado como uma orquestra ou banda. apresentam duas formas uma para o feminino e outra para o . Substantivos heterônimos: apresentam radicais distintos e dispensam artigo ou flexão para indicar gênero.aluna. Exemplos: menino . Uma turma é um conjunto de estudantes. aluno . ou seja. os instrumentistas estão executando a mesma peça musical ao mesmo tempo. os estudantes assistem simultaneamente à mesma aula.menina. Na turma. podem ser: Substantivos biformes: apresentam duas formas originadas do mesmo radical.traidora. Em uma orquestra ou banda.Uma orquestra ou banda é um conjunto de instrumentistas. não se tem uma turma.

podendo ser classificados em: Epicenos: macho e referem-se fêmea.a onça fêmea. Comuns de dois gêneros: o gênero é indicado pelo artigo precedente.2010 masculino. caixa/ caixas. cárie/ cáries. Sobrecomuns: invariáveis no artigo precedente. para formar o plural.o jacaré fêmea. Quanto ao número Os substantivos apresentam singular e plural. sexo do e são invariáveis no artigo precedente. para a animais distinção ou do plantas. povo/ povos. o jacaré macho . "indivídua". bode . a foca macho . Exemplos: arlequim . o indivíduo (não existem formas como "crianço". acrescentase à terminação em n. Os substantivos simples. "a indivíduo"). Exemplos: o dentista. acrescentando as palavras animal. a dentista. nem "o criança". Ex: elétron/ elétrons. Exemplos: a onça macho . a . bispo . Exemplos: a criança. arcebispo arquiepiscopisa.colombina. Substantivos uniformes: apresentam a mesma forma para os dois gêneros.cabra. vogal ou ditongo o s.episcopisa. Ovelha Carneiro.a foca fêmea.

terminação em ão. ães. "mol" (mols). com as seguintes exceções: "mal" (males). por es. adjetivos e numerais variam (couves-flores. nos demais casos. bem-amados. "cônsul" (cônsules). ol. "gol" (gols). o diminutivo e o normal que são formados por dois amores-perfeitos. r. pingue-pongues). terminação em il. é trocado o l por is (quando oxítono) ou o il por eis (quando paroxítono). o aumentativo. el. somente os elementos originariamente substantivos. ul. ex- . Os substantivos compostos flexionam-se da seguinte forma quando ligados por hífen: se os elementos são ligados por preposição. terminações em x são invariáveis. se os elementos são formados por palavras repetidas ou por onomatopéia. por ões. as terminações em s. guardas-noturnos. só o segundo elemento varia (tico-ticos. alunos). Quanto ao grau Os substantivos possuem três graus. só o primeiro varia (mulas-sem-cabeça). e z. terminações em al. ou ãos. trocam o l por is.

gato/gatinho/gatão. casa/casebre/casarão. Exemplos de diminutivos e aumentativos sintéticos: sapato/sapatinho/sapatão. o desprezo ou um sentido pejorativo (no aumentativo sintético: gentalha. o afeto ou sentido pejorativo (no diminutivo sintético: filhinho. . Sintético: modifica o substantivo através de sufixos que podem representar além de aumento ou diminuição. vidro/vidrinho/vidraça. livreco).2010 processos: Analítico: o substantivo é modificado por adjetivos que indicam sua proporção (rato grande. beiçorra). cão/cãozinho/canzarrão. bigode/bigodinho/bigodaço. homem/homenzinho/homenzarrão. gato pequeno).

papel/papelzinho/papelão lápis/lapisinha/lapisão. rocha/rochinha/rochedo. Verbo é o nome dado à classe gramatical que designa uma ocorrência ou situação. É o verbo que determina o tipo do predicado. que pode ser predicado verbal. muro/mureta/muralha.boca/boquinha/bocarra. estado ou fenômeno da natureza. . que englobam aspectos tanto semânticos quanto morfológicos. nominal ou verbo-nominal. É uma das duas classes gramaticais nucleares do idioma. O verbo pode designar ação. pedra/pedregulho/pedrona. sendo a outra o substantivo. Classificação Os verbos admitem vários tipos de classificação.

nevar.que necessariamente exigem uma preposição antes do objeto. e que afetam outro(s) indivíduo(s) ou alguma coisa. vender. escrever. Verbos impessoais: São verbos que designam ações involuntárias. haver (no sentido de existência) etc. portanto. amar etc. Podem ser transitivos diretos que não possuem sentido completo. voar etc. Geralmente (mas nem sempre) designam fenômenos da natureza e. Exemplos: dar. exigindo um ou mais objetos na ação. não têm sujeito nem objeto na oração. causadas por um ou mais indivíduos. existir.2010 Podem ser divididos da seguinte forma: Quanto à semântica Verbos transitivos: Designam ações voluntárias.logo ele necessita de um complemento. Exemplos: chover. Exemplos: andar. Verbos intransitivos: Designam ações que não afetam outros indivíduos.E verbo transitivo indireto-Que também não possui sentido completo e necessita de um objeto indireto. Verbos de ligação: São os verbos que não designam . Todo verbo impessoal é também intransitivo. fazer.comer. nadar.sendo este complemento chamado de objeto direto. anoitecer.

Verbos irregulares: Sofrem algumas modificações em . com seus compostos (compor. etc. à sua realizada puseste). Exemplos: ser. supor. conter.. iludir. estar. Verbos da terceira conjugação: são os verbos terminados em ir: sorrir.). antepor. também é considerado conjugação da já segunda antes conjugação (Ex: devido fizeste. parecer. continuar. viver. O verbo anômalo pôr (único com o tema em o). colorir. fugir. vender. relatar. cortar. decorrente de sua antiga forma latina poer. etc. apenas servem para ligar o sujeito ao predicativo. Quanto à conjugação Verbos da primeira conjugação: São os verbos terminados em ar: molhar.ações. andar. etc. Verbos da segunda conjugação: são os verbos terminados em er: receber. ficar. transpor. poder etc. etc Quanto à morfologia Verbos regulares: Flexionam sempre de acordo com os paradigmas da conjugação a que pertencem. virar etc. Exemplos: amar. cair. partir. permanecer. depor. tornar-se..

"tu sês".2010 relação aos paradigmas da conjugação a que pertencem. "eu tesse").enchido. "ele foi". ter ("eu vou". Exemplos: ir. fixar .faze/faz.não existe a forma "precavenha".traze/traz. cheio. Verbos defectivos: Verbos que não têm uma ou mais formas conjugadas. "ele tinha". "eu meço". ser. "eu caibo". sendo que muitas vezes o radical é diferente em cada conjugação. Exemplo: precaver . Verbos anômalos: Verbos que não seguem os paradigmas da conjugação a que pertence. "eu tivesse". Verbos abundantes: Verbos que apresentam mais de uma forma de conjugação. fixo. medir ("eu resfolgo". "ele iu". "ele tia".fixado. e não "eu resfolego". e não "eu io". Exemplos: resfolegar. O verbo "pôr" pertence à segunda conjugação e é anômalo a começar do próprio infinitivo. "eu medo").dize/diz. Exemplos: encher . "eu sejo". "tu és". caber. "eu cabo". "eu sou". Flexão Os verbos têm as seguintes categorias de flexão: .

Ex : Todas questões foram resolvidas pelos alunos. alem das formas nominais (infinitivo. Ativa: O sujeito da oração é que faz a ação.subjuntivo e imperativo. Reflexiva : O sujeito faz e também recebe a ação. Passiva : O sujeito recebe a ação.Número: singular e plural. futuro do presente. terceira (mensagem). Ex: Ana se cortou ou se machucou. pretérito imperfeito. futuro do pretérito. pretérito mais-que-perfeito. Tempo: presente. Pessoa: primeira (transmissor). passiva (analítica ou sintética). gerúndio e particípio). pretérito perfeito. reflexiva. segunda (receptor).Ele sempre fica no final da frase. Ele sempre fica na frente da frase. Ex : Os alunos resolveram todas questões. Modo: indicativo. . Voz: ativa.

Indica um passado que é usado de . Presente .Indica certeza (ele conjuga).Indica o fato no momento em que se fala (ele conjuga).Indica possibilidade ou incerteza (ele quer que eu conjugue). pessoa e número. que apresenta diferenças e diversas formas de um mesmo verbo. Subjuntivo . Indicativo . Modo Modo é a forma como o verbo é apresentado. Pretérito imperfeito . Pretérito perfeito . Imperativo .Indica ordem e pedido (conjuga tu!). tempo.Indica um passado inacabado (eu conjugava). Verbos possuem um modo.2010 Modo verbal é uma classificação dada à um verbo. Tempo O tempo é usado para indicar quando ocorreu a ação a qual o verbo se refere.

Indica um futuro que ocorre no passado (ele conjugaria)-uma coisa que poderia ter acontecido. Eu e nós pertecem à primeira. eles/elas à terceira. tu e vós à segunda e ele/ela. Pessoa Pessoa é a quem se refere o verbo.todas as formas (eu conjuguei) Pretérito mais-que-perfeito .Indica um fato que irá acontecer no futuro (eu conjugarei) Futuro do pretérito .(ele consegue) Nós . Eu .(eu consigo) Tu .(nós conseguimos) .Indica um fato passado em relação a outro (ele conjugara) Futuro do presente .(tu consegues) Ele/Ela .

Indica uma pessoa (eu estou). Singular. Assim: uma atitude que expressa certeza com relação ao fato que aconteceu. Se são uma ou mais de uma. é característica do Modo Indicativo.Indica mais de uma pessoa (eles estão) Modos verbais As flexões de Modo determinam as diversas atitudes da pessoa que fala com relação ao fato enunciado.(vós conseguis) Eles/Elas .2010 Vós . . Ela está em casa. Plural. Nós iremos amanhã. que acontece ou que acontecerá. Exemplos: Ele trabalhou ontem.(eles conseguem) Número Indica a quantidade de pessoas.

agora! Com relação ao Tempo. No pretérito: significa que o fato já aconteceu relativamente ao momento em que se fala. uma dúvida ou uma hipótese é característica do Modo Subjuntivo (ou Conjuntivo). Entretanto. No futuro: significa que o fato ainda irá acontecer relativamente ao momento em que se fala. as possibilidades de se localizar um processo no . uma vontade ou um desejo é característica do Modo Imperativo. um conselho.uma atitude que revela uma incerteza.… Quando eu partir. Exemplo: Faça isto. Exemplos: Se eu trabalhasse. podemos expressar um facto basicamente de três maneiras diferentes: No presente: significa que o fato está acontecendo relativamente ao momento em que se fala. um pedido.… uma atitude que expressa uma ordem.

chama- . O aluno lê um poema. Por isto. certa. um processo anterior ao momento em que se fala. Um aluno dorme. a Língua Portuguesa oferece-nos Modos as e seguintes Tempos: possibilidades para combinarmos Modo Indicativo Expressa certeza absolutamente apresentando o fato de uma maneira real. Pretérito Imperfeito Expressa o passado inacabado. um fato habitual.diário. Neste contexto. ou ainda. Presente do Indicativo Expressa o fato no momento em que se fala. Posso afirmar que meus valores mudaram. mas que durou um tempo no passado.2010 tempo podem ser ampliadas de acordo com as necessidades da pessoa que fala ou que relata um evento. positiva.

ou casual. Ela vendia flores o Pedro é belmiro. permanente ou habitual. um fato passado.… um fato simultâneo em relação a outro no passado. mas de incerta localização no tempo: Era uma vez. "Glória usava no peito um broche com um medalhão de duas faces. Emprega-se assinalar: um fato passado contínuo." (Raquel de Queirós.se este tempo verbal de pretérito imperfeito. Eles vendiam sempre fiado. eu me lembro… ela dormia" Numa rede encostada molemente (Castro Alves. pois não se refere a um conceito situado perfeitamente num contexto de passado. "Uma noite. As Três Marias). o pretérito imperfeito do Indicativo para . Adormecida).

I-Juca-Pirama). Daí o nome: Pretérito Perfeito.2010 indicando a simultaneidade de ambos os fatos: Eu lia quando ela chegou." (Augusto Gil." (Gonçalves Dias. serras. Luar de Janeiro) "Andei Lidei Vaguei longe cruas pelas terras." (poema de Quincas Borba). . leu-lhe o artigo em que advertia o partido da conveniência de não ceder às perfídias do poder. concluído. guerras. "Nessa mesma noite. Posso afirmar que meus valores mudaram. Pretérito Perfeito Indica um fato já ocorrido. Emprega-se o Pretérito Perfeito do Indicativo para assinalar: um fato já ocorrido ou concluído: "Trocaram beijos ao luar tranqüilo. referindo-se a um fato que se situa perfeitamente no passado. Dos vis Aimorés.

Banzo). Na forma composta. algo que aconteceu antes de outro fato também passado). saiu ao meio da trilha e detonou. na fala coloquial. que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas. Exemplos simples: de usos do pretérito mais-que-perfeito . Tenho estudado todas as noites. Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo."(Coelho Neto. "Eu. Poema em Linha Reta . na qual se usa o particípio." (Fernando Pessoa."Apanhou o rifle.caio) Pretérito Mais-Que-Perfeito Emprega-se o pretérito mais-que-perfeito para assinalar um fato passado em relação a outro também no passado (o passado do passado. O pretérito mais-que-perfeito aparece nas formas simples e composta. é usado para indicar uma ação que se prolonga até ao momento presente. através da locução verbal. sendo que a primeira costuma aparecer em discursos mais formais e a segunda.

Futuro do presente composto Este tempo só existe na forma composta. no arraial de São Gonçalo da Ponte. quisera dar o mundo Exemplos de usos do pretérito mais composto: Quando eu cheguei. Assinala um fato posterior ao tempo atual. eu terei me aposentado". que perfeito . Exemplo: "Até meus bisnetos nascerem. mas anterior a outro fato futuro." (Machado de Assis.2010 Ele comprou o apartamento com o dinheiro do carro que vendera. "Levava comigo um retrato de Maria Cora. Tinha chovido muito naquela noite. ela já tinha saído. cuja ponte o rio levara. deixando dela somente os pilares de alvenaria. Relíquias de Casa) Morava." (Gustavo Barroso.. O Sertão e o Mundo) Te dou meu coração. alcançara-o dela mesma… com uma pequena dedicatória cerimoniosa.

lutarei pelos menores carentes. Futuro do Pretérito / Condicional Emprega-se o futuro do pretérito para assinalar: . Jôninha e Nice). herói indiscutível. Dona Flor e Seus Dois Maridos) "A qual escolherei. jamais outro virá tão íntimo das estrelas. Eu não sei distinguir esta daquela?" (Alvarenga Peixoto. neste estado. se.… " (Jorge Amado. dos dados e das prostitutas. Exemplos de futuro composto: Ele vai fazer (fará) compras e vai voltar (voltará) em breve."Lucas será padre . "… era Vadinho. Se eleito.diz sua mãe" Futuro do Presente Emprega-se o futuro do presente para assinalar uma ação que ocorrerá no futuro relativamente ao momento em que se fala.

mas duvidoso ou incerto.2010 Um fato futuro em relação a outro no passado "Se eu morresse amanhã. Como era boa de cama. viria ao menos Fechar meus olhos minha triste irmã. ." (Clarice Lispector. Presente Emprega-se o presente do subjuntivo para assinalar: um fato presente. Talvez eles façam tudo aquilo que nós pedimos. (Álvares Azevedo. Se Eu Morresse Amanhã). A Via-Crúcis do Corpo) Uma ironia ou um pedido de cortesia: Daria para fazer silêncio! Poderia fazer o favor de sair!? Modo Subjuntivo (ou Conjuntivo) Revela um fato duvidoso. "Ia levar homens para o quarto. Minha mãe de saudades morreria. Talvez ele saiba sobre o que está falando. pagar-lhe-iam muito bem. incerto.

Sertão) "Como fizesse bom tempo. mas duvidoso ou incerto Talvez eles venham amanhã. as senhoras combinaram em tomar o café na chácara." (Aluísio Azevedo. Estou hoje vencido. Se choro… p'ra bebe que o meu pranto ó a areia Deus ardente. Vozes d'África) Espero que tragam-me o dinheiro Pretérito Imperfeito Emprega-se o assinalar: . mas posterior e dependente de outra ação passada.uma hipótese ou uma condição numa ação passada." (Fernando Pessoa. como se soubesse a verdade.um fato futuro. "Talvez a lágrima subisse do coração à pupila…" (Coelho Neto. Não descubras no chão… (Castro Alves. clemente! talvez… meu pranto. um desejo ou uma vontade Espero que eles façam o serviço corretamente. Casa de Pensão) "Estou hoje vencido. Tabacaria Álvaro de Campos) pretérito imperfeito do subjuntivo para . como se estivesse para morrer.

. Quando os sinos badalarem nove horas. mas condicional a outra ação também futura. que não se verifica na realidade. Se ele estiver lá amanhã. poderia ajudar. ao presente ou ao futuro. Se ele viesse amanhã. saberei o que fazer. presente ou futura. Se ele estivesse aqui ontem. pode se referir ao passado.2010 . Também pode indicar uma condição incerta. poderia ter ajudado. Quando eu voltar. poderia ajudar. que teria uma certa consequência. voltarei para casa. certamente ela também estará.uma condição contrafactual. Futuro Emprega-se o futuro do subjuntivo para assinalar uma possibilidade a ser concluída em relação a um fato no futuro. ou seja. Se ele estivesse aqui agora. uma ação vindoura.

haver) mais o particípio do verbo principal Tem valor semelhante ao Imperfeito do subjuntivo Ex: Eu teria caminhado todos os dias desse ano. Eu teria viajado se não tivesse chovido . num tempo passado. se não tivesse trabalhado tanto. Caso eu tenha sido escolhido. se ele tiver sido aprovado.Futuro Composto Emprega-se para exprimir uma possibilidade incerta. Se ela tiver chegado a tempo ontem. Pretérito Mais-que-Perfeito Composto Formado pelo imperfeito do subjuntivo do verbo auxiliar (ter. Pretérito Perfeito Emprega o passado com relação a um futuro certo. terá sido ótimo Ao final das provas. pararão de falar mal dele. ficarei muito feliz. ou num tempo passado em relação a um tempo futuro.

mando. pois não podemos mandar em nós mesmos. . uma vontade ou um desejo é característica do Modo Imperativo. No futuro: significa que o facto ainda irá acontecer relativamente ao momento em que se fala. um pedido. Uma atitude que expressa uma ordem. teria aprendido Imperativo Exprime uma atitude de solicitação. agora! Com relação ao Tempo. podemos expressar um fato basicamente de três maneiras diferentes: No presente: significa que o fato está acontecendo relativamente ao momento em que se fala. Este modo verbal não possui a primeira pessoa do singular (eu). aprenderia é diferente de Se eu tivesse estudado. um conselho. A frase Se eu estudasse.2010 Obs: Perceba que todas as frases remetem a ação para o passado. É formado por afirmativo e negativo. Exemplo: Faça isto. No pretérito: significa que o fato já aconteceu relativamente ao momento em que se fala.

"Estou pondo novas informações neste artigo". "Eles estão indo para a escola. a língua portuguesa oferece-nos as seguintes possibilidades para combinarmos modos e tempo Exemplo Parcele sua compra! Faça sua tarefa! Lave a louça! Escove os dentes! Compre aqui e ganhe um brinde! Gerúndio Uma ação que está acontecendo.". as possibilidades de se localizar um processo no tempo podem ser ampliadas de acordo com as necessidades da pessoa que fala ou que relata um evento. terminado em "ondo").Entretanto. "endo" e "indo" (no caso do verbo pôr e seus derivados. . "Nós estamos correndo em círculos!". Neste contexto. é terminado por "ando". Exemplos: "Eu estou falando contigo…". No português.

Essa relação pode ser de atividade. Voz é a categoria verbal da qual se marca a relação entre o verbo e seu sujeito.2010 Voz verbal. Voz ativa: é como se denomina a flexão verbal que indica que o sujeito pratica ou participa da ação denotada pelo . Thiago e Maria se casaram. O garoto magoou-se. As vozes verbais são: Voz reflexiva: indica que a ação expressa pelo verbo é praticada e recebida pelo sujeito. em linguística. mutuamente. passividade ou ambas. é como se denomina a flexão verbal que denota a forma segundo a qual o sujeito se relaciona com o verbo e com os complementos verbais. Voz reflexiva recíproca: quando há um sujeito composto e o verbo indica que um elemento do sujeito pratica ação sobre o outro.

Não possui verbo ser nem pronome "se".dá destaque é quem pratica a ação(agente). Voz passiva analítica:formada pelos verbos ser ou estar + participio do verbo principal + agente da passiva As casas são alugadas pelo corretor.verbo. Compram-se carros velhos. Maria Joana quebrou a janela de dona Télia. são uma . Voz passiva: indica que a ação expressa pelo verbo é recebida pelo sujeito Voz passiva sintética ou pronominal: formada por verbo transitivo direto na 3ª pessoa + se (pronome apassivador ou particula apassivadora) + sujeito paciente e sempre vai estar acompanhado pelo pronome apassivador SE. Alugam-se casas. Verbos auxiliares. em gramática e em linguística. A torcida aplaudiu os jogadores.

etc. acompanhado de um verbo no particípio. acrescem informações sobre tempo. ao verbo principal.2010 classe de verbos que fornecem informação semântica adicional ao verbo principal. indica pretérito mais-que-perfeito. Os verbos ter e haver no pretérito imperfeito do indicativo. Os verbos auxiliares podem classificar-se em: Verbos auxiliares de tempo Um verbo auxiliar de tempo forma tempos verbais com o verbo principal denominados tempos compostos. ir e andar são verbos auxiliares de tempo. haver. os verbos ter. Na língua portuguesa. pessoa. ou seja. número. acompanhado de verbo no gerúndio. que pode ou não se estender ao . Verbo estar O verbo estar. indica uma ação começado no passado que ainda continua. Verbos ter e haver Os verbos ter e haver no presente do indicativo. estar. ser. acompanhado de um verbo no particípio. indica uma ação momentânea.

"o avião deve partir às 8 horas". possibilidade. O verbo ir no pretérito imperfeito do indicativo. Verbo ir O verbo ir no presente do indicativo. necessidade etc. indica uma ação planejada no passado. Por ex. indica futuro do presente. São exemplos os verbos dever. acompanhado de um verbo no infinitivo. indica uma ação passada que se estende até o presente. probabilidade.. Verbos auxiliares modais Um verbo auxiliar modal. forma com o verbo principal locuções verbais com valor modal (de desejo. acompanhado de verbo no gerúndio.futuro. "eu não quero pagar o jantar". . necessitar. dever. acompanhado de um verbo no infinitivo. querer. também chamado simplesmente verbo modal. Verbo andar O verbo andar.). poder. mas não realizada.

continuar são verbos que podem ser usados como aspectuais.2010 Verbos auxiliares aspectuais Um verbo auxiliar aspectual ou aspectivo acrescenta ao significado do verbo principal noções de como a ação se processa. Os verbos começar. Verbo regular é aquele que não sofre alteração em seu radical e cujas desinências são as mesmas do paradigma ou modelo de conjugação.: "eu não comecei a trabalhar". Por exemplo. estar. pôr. "ele está a comer/comendo". Ex: Conjugação do verbo regular "mandar" no presente do indicativo Eu mando Tu mandas Ele manda Nós mandamos Vós mandais .

Ex: .trouxe posso .fiz trago . Ex: faço . Verbos irregulares são verbos que sofrem alterações em seu radical ou em suas desinências.pude 2) Não é considerada irregularidade a alteração gráfica do radical de certos verbos para conservação da regularidade fônica. afastando-se do modelo a que pertencem. 1) para verificar se um verbo sofre alterações. basta conjugá-lo no presente e no pretérito perfeito do indicativo.Eles mandam Percebe-se que o radical não se altera nesta e em outras conjugações sendo assim considerado verbo regular.

2010

embarcar - embarco fingir - finjo Exemplo de conjugação do verbo "dar" Modo Indicativo - Presente Eu dou Tu dás Ele dá Nós damos Vós dais Eles dão Percebe-se que há alteração do radical, afastando-se do original "dar" durante a conjugação, sendo considerado verbo irregular. Também os verbos " dar " e " saber " são irregulares.

Modelos de conjugação dos verbos Os verbos na língua portuguesa possuem vários tipos de conjugação. Existem três regulares e cinqüenta e sete variações destas conjugações. Da primeira conjugação, os verbos irregulares são: dar, estar e todos terminados em -ear. As principais conjugações são as seguintes: Conjugações Primeira Conjugação: pertencem a esta conjugação os verbos cujo infinitivo termina em ar. Vogal temática a. Ex: cantar, falar, pensar, brincar, parolar etc. Segunda Conjugação: pertencem a esta conjugação os verbos cujo infinitivo termina em er. Vogal temática e. Ex: vender, ler, correr etc.

2010

Terceira Conjugação: pertencem a esta conjugação os verbos cujo infinitivo termina em ir. Vogal temática i. Ex: partir, dormir, pedir etc. Quarta Conjugação*: pertencem a esta conjugação os verbos cujo infinitivo termina em or. Vogal temática o. Ex: pôr, transpor, impor, supor etc. Observações O verbo pôr e seus compostos (repor, depor, compor, impor, etc) pertencem à segunda conjugação, porque pôr originase da forma latina ponere (vogal temática e) Há também as outras conjugações, mas estas incluem grupos menores de verbo e são as chamadas exceções na conjugação de verbos, entre elas: ser, estar, haver e muitos outros. Modelos de conjugação Primeira conjugação

Pretéri Pretér Pretérit to Prono Radi Prese ito me cal nte to o ito MaisPerfei Imperfe Queo EU TU ELE NÓS VÓS ELES am am am am am am o as a ei aste ou ava avas ava ara aras ara arei arás ará aria arias aria Futur Futuro o do do ito Prese Pretér

Perfeit nte

amos amos ais am astes aram

ávamos áramos aremos aríamo s áveis áreis areis aríeis avam aram arão ariam

Subjuntivo

Imperativo

Infinitivo Pessoal

Prono Radi Prese Pretér Futu Afirmat Negat me cal nte ito ro ivo ivo

2010

EU TU ELE NÓS VÓS ELES

am am am am am am

e es e emos eis em

asse

ar es e emos eis em

ar ares ar armos ardes arem

asses ares a asse ar e emos

ássem armo os s

ásseis ardes ai assem arem em

Infiniti vo oal ar Segunda conjugação Indicativo ando impess dio

Particí Gerún pio passad o ado

Prono Radi Prese Pretér Pretérit Pretéri Futur Futuro me cal nte ito to o ito to Queo do do Perfei Imperfe MaisPrese Pretér

Perfeit o EU TU ELE NÓS VÓS ELES vend o vend es vend e i este eu ia ias ia íamos íeis iam era eras era

nte erei erás erá

ito eria erias eria

vend emos emos vend eis vend em estes eram

êramos eremos eríamo s êreis ereis eríeis eram erão eriam

Subjuntivo

Imperativo

Infinitivo Pessoal

Prono Radi Prese Pretér Futu Afirmat Negat me EU TU ELE NÓS cal nte ito esse ro er as a ivo ivo er eres er

vend a vend as vend a

esses eres e esse er a

vend amos êssem ermo amos

amos ermos

2010 os VÓS ELES vend ais vend am s ais am erdes erem êsseis erdes ei essem erem am Infiniti vo oal er Terceira conjugação Indicativo endo impess dio Particí Gerún pio passad o ido Pretéri Pretér Pretérit to Prono Radi Prese ito me cal nte to o ito MaisPerfei Imperfe Queo EU TU part o part es i iste ia ias ira iras irei irás iria irias Futur Futuro o do do ito Prese Pretér Perfeit nte .

ELE NÓS VÓS ELES part e part imos part is part em iu imos istes iram ia íamos íeis iam ira irá iria iríamos iríeis iriam íramos iremos íreis iram ireis irão Subjuntivo Imperativo Infinitivo Pessoal Prono Radi Prese Pretér Futu Afirmat Negat me EU TU ELE NÓS VÓS ELES cal nte ito isse isses isse íssemo s ro ir ires ir e a as a amos ais am ivo ivo ir ires ir irmos irdes irem part a part as part a part amos part ais part am irmos amos ísseis irdes i issem irem am .

recebem o nome de formas nominais. As três formas são: Infinitivo: indica a ação propriamente dita.2010 Infiniti vo oal ir indo impess dio Particí Gerún pio passad o ido Formas nominais do verbo São três as formas nominais do verbo. Por serem tomadas como nomes (substantivos.O . que não apresentam flexão de tempo e modo. perdendo desta maneira algumas das características principais dos verbos. desempenhando função semelhante a substantivo. adjetivos e advérbios). sem situá-la no tempo.

feito(fazido-errado). (infinitivo pessoal. indica uma ação já acabada. É preciso aumentar o número de verbetes. sonhar. Pode ser usado em tempos verbais compostos ou sozinho. Viver aqui é muito bom. um processo verbal ainda não finalizado.vivido. quando adquire uma função de advérbio..ido.finalizado. Gerúndio: indica uma ação em andamento. falar. adquirindo uma função parecida com a de um adjetivo ou .escrito coberto(cobrido-errado). Contradições: (escrevido-errado). O particípio é reconhecido pelas terminações ado. dormir. (infinitivo impessoal) Particípio: advérbio. Exemplo:acabado. O infinitivo pode apresentar algumas vezes flexão em pessoa. Exemplo Ler. constituindo assim duas formas possíveis: o infinitivo pessoal e o infinitivo impessoal..infinitivo é o nome do verbo. com sujeito nós implícito). finalizada. É melhor estudarmos agora.

No português o supino é usado com a preposição para mais um verbo. supino é uma forma verbo-nominal usada em alguns idiomas. (gerúndio sozinho com função de advérbio). Supino: Em gramática.:ela entristeceu-se|nom-ela ficou triste Regência verbal A sintaxe de regência é a relação sintática de dependência que se estabalece entre o verbo . comendo.termo regido . rindo. O gerúndio é reconhecido pela terminação ndo.termo regente .e o seu complemento . não terás preocupações. .com a presença ou não de preposição. (tempo composto) Fazendo teu trabalho antecipadamente. Exemplo: andando. EX.2010 Estou finalizando os exemplos deste verbete.

ocorre a regência nominal. anteriores os que completam regidos a ou dos chamam-se subordinados.Obedecer/desobedecer – exigem a preposição a. 1. Ex. 2.Morar/ residir – normalmente vêm introduzidos pela preposição em. ocorre a regência verbal.Chegar/ ir – deve ser introduzido pela preposição a e não pela preposição em.Namorar – não se usa com preposição.: Vou ao dentista. Na regência nominal./ O aluno desobedeceu ao . Na regência verbal. ele é obrigatoriamente proposicionado. Quando o termo regente é um verbo.Os termos. Ex./ Maria reside em Santa Catarina./ Cheguei a Belo Horizonte. Ex. quando exigem a presença de outro chamam-se regentes significação ou subordinantes.: Ele mora em São Paulo.: As crianças obedecem aos pais. 4.: Joana namora Antônio. o termo regido pode ser ou não preposicionado. Quando o termo regente é um nome (substantivo. 3. adjetivo ou advérbio). Ex.

tragar. Ele aspirou toda a poeira. é transitivo direto e exige complemento sem o uso de preposição. Aspirar quando tem o sentido de sorver. Quando tem o sentido de pretender. Verbos Na regência verbal os verbos podem ser: Transitivos diretos. é transitivo indireto e necessita do uso da preposição (A). trasitivos indiretos e intransitivos. inspirar. Exemplos: . 5-Simpatizar/ antipatizar – exigem a preposição com./ Antipatizo com meu professor de História. almejar.: Simpatizo com Lúcio. Ex.2010 professor. desejar. Todos nós aspiramos essa poeira.

Namorar O verbo namorar é transitivo direto e não necessita do uso de preposição. ele pode ser usado na voz passiva.O jogador aspirava a uma falta. Exemplo: Bernado namora Tina.:Quando o verbo aspirar for transitivo indireto. Obs:Mesmo sendo verbo transitivo indireto. a ela ou a elas). não se admite a substituição da preposição (A) por lhe ou lhes. Deverá-se usar em seu lugar (a ele. O candidato a deputado aspirava a um mensalão. (em vez de: Bernardo namora com Tina. .) Obedecer Obedecer é um verbo transitivo indireto e necessita do uso da preposição (A). Obs. a eles.

Exemplo: Ela chamou minha atenção. Com o sentido de apelidar ele pode ou não necessitar de preposição. podendo ser tanto transitivo direto como .2010 -A fila não foi obedecida. E pode ser transitivo indireto quando tem o significado de invocar e deve ser usado com a preposição por. fazer vir. e não necessita de preposição. -Ele chamava por seus poderes. Exemplo: Ele veria muitos filmes em cartazes. por isso não necessita de preposição. Chamar Esse verbo pode ser transitivo direto quando significa convocar. Ver O verbo VER é transitivo direto.

. completo. Exemplos: Ele morreu. sozinhos. Assistir O verbo em questão pode ser transitivo direto ou transitivo indireto. O navio afundou. por outras palavras. o predicado. podendo constituir. Estes são [verbos] que possuem sentido pleno. que não precisam de um complemento. ele é denominado verbo intransitivo.indireto. Verbos intransitivos Caso o verbo não requeira objeto. Predicação verbal A predicação verbal trata do modo pelo qual os verbos formam o predicado. se eles exigem ou não complemento e qual tipo de complemento que necessitam.

se retirarmos o complemento. porém foram utilizados sim. Neste último caso. é o verbo que não se constitui por si só. alguns complementos para enriquecer a oração. ele precisa de um complemento. apenas com o propósito de enriquecer a oração. Neste exemplo. Exemplos: Eu preciso de um lápis. Por exemplo: Uma criança caiu logo depois dela. ficamos . Mas os verbos intransitivos nunca podem ter objeto. O verbo cair não precisa de complemento algum para que se possa entender a idéia da oração. ao Trata-se do sem complemento direto que liga-se predicado preposição e do complemento indireto que se liga ao predicado com preposição.2010 Porém. a expressão "logo depois dela" será classificada como adjunto adverbial de tempo. Verbos transitivos Verbos transitivos são aqueles em que a ação "transita" ou passa do verbo para outro elemento. O verbo transitivo. existem alguns casos onde podem conter algumas informações a mais. caso contrário não possui sentido pleno.

quando não tem a preposição e depois tem a preposição é objeto direto e indireto. quando o complemento preposição. Ofereceram o cargo ao deputado. O meu pai comprou uma bicicleta E quando a oração tem as duas formas verbais. ou seja.apenas com: Eu preciso. ele é chamado de objeto direto: Eu ganhei dois presentes. O verbo precisar não faz sentido sozinho. ele é chamado de objeto indireto: Eu gosto de leite com chocolate. necessita de um complemento. obtemos o transitivo. Por outro lado. Surge-nos então a seguinte pergunta: Precisa de quê? Se respondermos: Precisa de um lápis. Eu gosto de costeletas. vem sem a . Quando esse complemento vem acompanhado de uma preposição. logo a resposta completa fornece-nos o transitivo.

estado) ao sujeito. permanecer. continuar. andar. Quando o verbo indica uma ação. etc. ficar. o predicado é verbal e o núcleo do predicado é o verbo. o predicado é nominal e o núcleo do predicado é a característica desse predicado. e o núcleo do predicado não é o verbo. estar. achar. encontrar. tornar-se. . Pela simples função de ligar uma característica ao sujeito da oração os verbos de ligação têm esse nome. mas sim o adjetivo que atribui uma característica (qualidade. ou seus equivalentes citados acima. Os verbos de ligação são: ser. O passarinho estava triste pela manhã. já que "estava" é um verbo de ligação. Exemplo: Os canteiros estavam floridos Em orações desse tipo podem aparecer os verbos de ligação ser. vozes de animais ou fenômenos da natureza. estar. parecer. o substantivo "passarinho" é o núcleo do sujeito e "estava triste" um predicado nominal. viver.2010 Verbos de ligação Tratando-se de verbos de ligação. condição. Nesse caso.

tudo é objeto direto e aos impostores é objeto indireto do verbo negar. . Em alguns casos. o objeto é dito direto.Asas é o objeto direto do verbo possuir. quando ela não é necessária. Um jeito de diferenciá-lo de sujeito é o seguinte: . Neste caso o objeto direto é dito preposicionado.Complemento verbal Os complementos verbais completam o sentido dos verbos transitivos.a Deus é um objeto direto preposicionado. Estes complementos podem ligar-se ao verbo através de uma preposição ou sem o auxílio dela. .de escrever é objeto indireto do verbo gostar. . adiciona-se uma preposição ao objeto direto. o objeto é dito indireto. Exemplos Aviões possuem asas. Ele ama a Deus . por questões de estilo. Gosto de escrever. Alguns verbos podem aceitar ao mesmo tempo um objeto direto e outro indireto. Quando há necessidade de preposição. Observe que o verbo amar não exige a preposição. Neguei tudo aos impostores.

"Maçã" . Identificamos o Objeto direto quando perguntamos ao verbo: "quem" ou "o quê". Nós amamos o cabelo da Juliana Goes. . "O que João come?" . Exemplos Vós admirais os companheiros. que é o objeto direto.Perceba que o verbo vem primeiro. O objeto direto liga-se ao verbo sem o auxílio de uma preposição.Objeto. Vós admirais o quê? A resposta é 'os companheiros'.Perguntamos.Sujeito. "João" . . Indica o paciente. o alvo ou o elemento sobre o qual recai a ação. que . Objeto direto Objeto direto é o termo da oração que completa o sentido de um verbo transitivo direto. por causa da ordem.Perguntamos: nós amamos quem? A resposta é 'o cabelo da Juliana Goes'. por causa da ordem.Perceba o verbo depois.2010 "João come maçã" "Quem come maçã?" .

pelo pronome relativo "quem". -Esta construção se faz da contração de termos como: Vós tomais "parte" do vinho O objeto direto é obrigatoriamente preposicionado quando expresso: por pronome pessoal oblíquo tônico. que um verbo transitivo direto aparece seguido de preposição.é o objeto direto da oração. de antecedente claro. Nesses casos temos o chamado objeto direto preposicionado.Perguntamos: Ivano ama quem? A resposta é 'Hortência'. . Ivano ama Hortência. por sua vez. que. precede o objeto direto. . que é o objeto direto. que é o objeto direto. . Objeto direto preposicionado Há casos. por pronome átono e substantivo coordenados.Perguntamos: Maria vendia o que? A resposta é 'doces'. no entanto. Ex: Vós tomais do vinho. Maria vendia doces.

Identificamos o Objeto indireto. A resposta será o Objeto indireto. sendo obrigatoriamente precedido de preposição.2010 Objeto indireto O objeto indireto é o termo da oração que completa um verbo transitivo indireto. Exemplo: O dono da casa deu-se o prazer de uma torta. Objeto indireto reflexivo O objeto indireto reflexivo é o objeto indireto que indica a reflexão da ação do sujeito.) Mariana obedeceu a sua avó(Mariana obedeceu a quem? . Quero abraçar-lhe meu amigo Exemplos Fernanda obedece aos pais. quando perguntamos ao verbo: "a quem" ou "a quê".(Fernanda obedece a quem? Resposta: aos pais. Objeto Indireto.

. Os artigos indefinidos (um. os.) Maria obedeceu a sua tia (Maria obedeceu a quem? Resposta: a sua tia. a.) Artigo Artigos são palavras que precedem os substantivos para determiná-los ou indeterminá-los. Objeto Indireto.) Pedro obedeceu a Henrique(Pedro obedeceu a quem? Resposta: a Henrique. Objeto Indireto. uns. Objeto Indireto. Objeto Indireto. Os artigos definidos (o. impreciso. de modo geral.Resposta: a sua avó. conhecidos da pessoa que fala ou escreve. Falei com o médico. uma .(João respeita a quem? Resposta: aos pais. indicam seres determinados.) João respeita aos pais. umas) indicam os seres de modo vago. Já encontramos os livros perdidos. as).

à. pelos. na. pela.2010 Uma pessoa lhe telefonou. duns. das (preposição "de") Locativo: no. coas (preposição "com") Algumas preposições também se ligam aos artigos indefinidos: Genitivo: dum. pelas (preposição "per") Comitativo: co. Os artigos definidos são "declináveis" (não é uma declinação verdadeira). numa. nuns. podendo se combinar com algumas preposições. às (preposição "a") Ablativo: pelo. aos. numas (preposição "em") as observaçoes sobre alguns empregos dos artigos. nas (preposição "em") Dativo: ao. duma. Uns garotos faziam barulho na rua. da. nos. dos. cos. == . coa. dumas (preposição "de") Locativo: num. formando os seguintes casos: Genitivo: do.

os Andes. outros não: a Bahia. 5. Muitos nomes próprios de lugares admitem o artigo. Os nomes próprios podem vir com artigo: Os Oliveiras vêm jantar conosco. O homem é mortal. Goiás.1. 4. pode indicar toda a espécie: A águia enxerga das alturas. O Antônio é bom pedreiro. É facultativo (opcional) o uso do artigo com os pronomes possessivos: Sua intenção era das melhores. no singular. 2. Santa Catarina. 3. o Amazonas. A sua intenção era das melhores. O artigo definido. O artigo indefinido pode realçar (dar intensidade a) uma idéia: .

se vier ou não acompanhada de artigo: Toda a casa ficou alagada. . (cada. total) Toda casa deve ter segurança. Passei em casa. (ambas = as duas) Não se emprega o artigo 1. também. como jamais se viu! 6. Com o numeral ambos (ambas) usa-se o artigo: Ambas as partes chegaram a um acordo. qualquer) 8. 7. completa. dar idéia de aproximação: Eu devia ter uns quinze anos. O indefinido pode. Com a palavra casa e terra não especificada: Venho de casa. A palavra todo(a) pode variar do sentido. uma festa. (inteira.2010 Ele falava com uma segurança que impressionava a todos! Era uma euforia. quando isso aconteceu. Não estavam em casa.

Casa de ferreiro.Vou para casa. . Tempo é dinheiro. Depois do pronome relativo cujo não se usa artigo: Visitei um artista cujos quadros são famosos. Porém: Venho da casa do meu amigo. Estive na terra da minha avó. 3. peixinho é. 2. Estivemos na casa de parentes. Estivemos na casa do meu amigo. Os provérbios em geral dispensam o artigo: Filho de peixe. Os marinheiros permaneceram em terra. espeto de pau.

Muitas vezes. relacionando-se a ela. estas categorias criadas pelas gramáticas para tentar normatizar/descrever as línguas não dão conta de explicar todos os fenômenos lingüísticos possíveis. não se usa artigo depois da palavra "cujo" e suas derivações (cuja. cujas). De acordo com a gramática normativa do português. Deste modo: Estou em casa. Ex: "Lucas é um apresentador de TV" e "O Lucas é meu amigo desde a quarta série". diante de qualquer palavra. Assim: Assisti ao filme cujo título me parecia estranho. Estou na casa de uma amiga. é comum a omissão dos artigos nas manchetes e títulos de artigos e notícias. Em alguns casos. Não se usa artigo também antes da palavra "casa" quando entendida como o próprio lar. O artigo. transforma-a em substantivo Adjetivo é uma palavra que caracteriza um substantivo . na linguagem jornalística.2010 Observe que. cujos. o artigo pode indicar também certa familiaridade.

Exemplos: borboletas azuis céu cinza sandálias sujas Da mesma forma que os substantivos. número e grau.atribuindo-lhe qualidade. estado ou modo de ser. Eles também estão ligados a nossa forma de ver o mundo: o que pode ser bom para uns pode ser mau para outros. por exemplo. os adjetivos contribuem para a organização do mundo em que vivemos. Sua função gramatical pode ser comparada com a do advérbio em relação aos verbos. aos adjetivos e a outros advérbios. Assim. Classificação dos adjetivos Quanto à semântica A classificação semântica dos adjetivos pode variar de . Flexionam-se em gênero. distinguimos uma fruta azeda de uma doce.

vermelho. morno. agradável. amarelo. etc. azul. frio. fraco. Proporção: grande. Qualidade: bom.minusculo etc. etc. enorme. etc. horrível. feio. etc. gelado. Intensidade: forte. bonito. ruim. amável. nanico. Temperatura: quente. Adjetivos gentílicos: brasileiro. Forma: quadrado. mineiro. etc. Alguns exemplos: Cor: verde. etc. Quanto à formação Com relação à formação das palavras. triangular. moderado. Defeito: mau.gigante. médio. os adjetivos podem ser classificados em: . americano. pequeno. etc. paulista. redondo.2010 acordo com o tipo de característica que exprimem. carioca.

Simples: É constituído de um só elemento: surdo. Gaivota africana(do continente África). e serve de base para a formação de outras palavras. Exemplos: Integral é derivado de íntegro (íntegro + sufixo -al). em geral. Uniforme alviverde(alvi + verde). Pátrio:É aquele que mostra a origem. a nacionalidade do ser : Menino iraquiano(do país Iraque). mudo.+ manso + sufixo -ado). Derivado: Apresenta afixos e provém de outra palavra. Flexão de Gênero . substantivos abstratos. Flexão de adjetivos Os adjetivos podem sofrer três tipos de flexão: por gênero.Primitivo: Não provém de outra palavra. por número e por grau. Negro é primitivo de negritude. Exemplos: Triste é primitivo de tristeza. etc. Composto: É aquele que é constituído de mais de um elemento: Plantão médico-cirúrgico. Amansado é derivado de manso(prefixo a.

Entretanto. só o último . para formar o feminino. européia) ou em -ia (judeu. como regra geral. Exemplo: criativo (masculino)/criativa (feminino). pode haver exceções. Flexão de Número O adjetivo flexiona-se no plural de acordo com as regras existentes para o substantivo. que podem fazer o feminino em -eia (europeu. Nos adjetivos compostos.2010 Os adjetivos podem ser divididos em dois grupos em relação ao gênero. judia). Adjetivos uniformes: Apresentam uma única forma para os dois gêneros (masculino e feminino). os adjetivos levam a vogal -a no final do adjetivo e para formar o masculino eles levam a vogal -o no final do adjetivo. como no caso dos masculinos terminados em -eu. Exemplos: empregado competente (masculino)/empregada competente (feminino) Adjetivos biformes: Apresentam duas formas para os dois gêneros (masculino e feminino). Exemplo: o homem burguês (masculino)/a mulher burguesa (feminino) Em geral.

que faz o plural surdos-mudos.elemento vai para o plural. Não há variação de número nem de gênero para os seguintes casos: adjetivos compostos com nome de cor + substantivo: olhos verde-mar adjetivo azul-marinho: calças azul-marinho locuções adjetivas formadas pela expressão cor + de + substantivo: chapéus cor-de-rosa os substantivos empregados em função adjetivas quando está implicita a idéia de cor: sapatos cinza Regras para flexão de número para adjetivos compostos Nos adjetivos compostos. Exemplo: poemas herói-comicos Há exceção para o adjetivo surdo-mudo. só o último elemento vai para o plural Exemplos: lente côncavo-convexas .

.quanto...2010 Nos adjetivos cores.. Exemplos: grande . pequeno menor. Exemplo: Esse é bom. aquele é melhor ≠ Ele fez bem. Por .quanto.. grau normal e o grau superlativo admitem absoluto... . Nos demais casos.assim como. e outras variações. negro . olho verde-água / olhos verde-água Flexão de Grau A única flexão de grau propriamente dita dos adjetivos é entre o facílimo. bom . o grau Exemplos: atual .melhor (não confundir com o advérbio bem . tão.nigérrimo.. fácil Algumas palavras ainda comparativo.. ..atualíssimo..melhor.do mesmo jeito que. o grau é indicado não por flexões.. você fez melhor). Pode ser determinado pelas locuções: tanto. mas por advérbios... eles ficam invariáveis quando o último elemento for um substantivo Exemplos: papel azul-turquesa/papéis azul-turquesa.maior. São distintos os seguintes graus: Comparativo de igualdade: Usa-se para expressar que um ser tem um grau de igualdade a outro ser.

do que.que ou menos. Exemplo: "José é muito alto"..que ou mais..do que.. Superlativo relativo de superioridade: Exprime uma vantagem de um ser entre os demais da mesma espécie. Exemplo: “Trata-se de um artista originalíssimo”. Pode ser determinado pelas locuções: mais. O mais comum é –íssimo. Exemplo: "José é menos alegre que Pedro". Exemplo: "José é o mais alto de todos". Exemplo: "José é mais alegre que Pedro"... sem compará-lo com outros da mesma espécie... Pode ser determinado pelas locuções: menos. Superlativo absoluto (analítico): Exprime um aumento de intensidade sobre o substantivo determinado pelo adjetivo. Comparativo de superioridade: Usa-se para expressar que um ser têm um grau de superioridade a outro ser. Superlativo absoluto (sintético): É expresso com a participação de sufixos. Comparativo de inferioridade: Usa-se para expressar que um ser têm um grau de inferioridade a outro ser.exemplo: "Fulano é tão alegre quanto sicrano".. “Seremos tolerantíssimos”. .

Exemplo: "José é o menos alto de todos". Locução adjetiva Locução adjetiva é a reunião de duas ou mais palavras com função de adjetivo.2010 Superlativo relativo de inferioridade: Exprime uma desvantagem de um ser entre os demais da mesma espécie. . Elas são usualmente formadas por: uma preposição e um advérbio uma preposição e um substantivo Exemplos: Conselho da mãe = Conselho materno Dor de estômago = Dor estomacal Período da tarde = Período vespertino Numeral Numeral é uma palavra variável que indica a quantidade exata de seres ou a posição que o ser ocupa.

Tipos de numerais Os numerais podem ser classificados como cardinal. . Exemplo : Dois mais dois é igual a quatro Numerais coletivos Os numerais coletivos são aquelas palavras que designam uma quantidade específica de um conjunto de seres ou objetos. Os numerais que indicam milhões. ordinal. Os numerais cardinais primeiro. são invariáveis em gênero. assim como as centenas contadas a partir de duzentos. ou até designam a abstração das quantidades: os números em si mesmos. Numerais cardinais Os numerais cardinais são aqueles que utilizam os números naturais para a contagem de objetos. São termos variáveis em número e invariáveis em gênero. segundo (e todos os números terminados por estas unidades). multiplicativo . bilhões etc. são variáveis em gênero. partitivo ou romanos. Valem por adjetivos ou substantivos. fracionário. coletivo.

Numerais ordinais Os numerais ordinais são aqueles que indicam a ordenação ou a sucessão numérica de seres e objetos. milheiro(s). grosa(s).). uma triplicação etc.2010 Exemplos: dúzia(s). Arrecadou-se o triplo dos impostos relativos ao ano passado. Yasmin está completando seu "primeiro" . par(es). Numerais multiplicativos Os numerais multiplicativos são aqueles que indicam uma quantidade equivalente a uma multiplicação (uma duplicação. década(s). centena(s). Exemplo: aniversário. as palavras possuem duplo sentido. Exemplos: Às vezes. dezena(s). Exemplo: Recebeu o seu primeiro presente agora mesmo. milhar(es).

Exemplo: terço. Exemplo: meio. C (100). são 7 símbolos que representam os números romanos: I (1).M(1000) .Numerais fracionários Os números fracionários são aqueles que passam a idéia de parte de algo. fração. quinto Numerais partitivos Os numerais partitivos são aqueles que passam idéia de partir. não deve se confundir com fracionários. Numerais romanos Os numerais romanos são usados para marcar o século muitas vezes em relógios e outros.L(50).D (500).X (10).V (5).

ou seja. zão. ou adjuntos. diminutivos. Todavia. . adjetivos. em seu exterior. e por isto os pronomes são substantivos. A semântica caracteriza o pronome por indicar algo. A análise de um pronome em isolado não permitiria identificar nele um significado léxico dentro de si mesmo. e superlativos tais como ão. de acordo com a coesão textual. representar nenhuma extralinguística. dentro o pronome ou atua na frase remetendo a algo dela. dêixis quer dizer apontar para. no que são semelhantes aos numerais.2010 Pronome Os pronomes constituem sem a classe de palavras matéria categoremáticas. Assim. íssimo. pois seu significado na frase ocorre de acordo com a situação ou outras palavras do contexto. o pronome não aceita sufixos aumentativos. ao contrário dessas classes de palavras. um pronome é uma única palavra (ou raramente uma forma mais longa) que funciona como um sintagma nominal completo. Essencialmente. inho. caracteriza-o como dêixis. são palavras cujo significado é apenas categorial. o pronome adquire sua classe de acordo com sua função na frase. etc. pois se formos observar.

O pronome (dêixis) divide-se primeiramente em três tipos. dêixis catafórica. dêixis anafórica. que estaria presente apenas na enunciação. É óbvio que isto é melhor que aquilo! Na frase sugerida como exemplo. situação. um pronome com dêixis situacional aponta para um elemento que está presente para o(s) falante(s).apontando e se referindo a outros elementos do contexto. de acordo com essa ideia de referência. Fui professora durante minha juventude. os pronomes substantivos isto e aquilo não se referem aparentemente a qualquer substantivo em específico. discurso. pois apontam para algo que apenas durante o enunciado seria possível conhecer. Dêixis Anafórica: Um pronome com dêixis anafórica aponta para um elemento que foi dito ao longo da frase. dêixis ad oculos. Todos estes tipos indicam a condição do pronome em relação aos falantes do discurso. mas já não o sou . e que pode ser encontrado através de coesão textual. Dêixis Ad Oculos: O dêixis ad Oculos é situacional.

Dêixis em Fantasma: Há um quarto tipo de dêixis estabelecido por K. libertarei o Brasil do domínio português. Embora tenha valor dentro de uma consideração psicológica. o pronome demonstrativo O . seria um quarto tipo especial intitulado como Dêixis em Fantasma. que é alvo da ação verbal. uma ação que é enunciada apenas após a aparição do pronome. faz referência ao ato de libertar o Brasil. Dêixis Catafórica: A dêixis catafórica aponta para um elemento que ainda não foi citado no discurso. Brugmann e que se encaixaria no primeiro e no terceiro tipo de dêixis. Farei-o. normativamente não há diferença . ou mesmo que não presente dentro dele. A dêixis em fantasma aconteceria em uma conversa hipotética em que o falante transporta o ouvinte a um cenário de fantasia e no qual usa pronomes para apresentar ao ouvinte os supostos elementos ali dispostos. Na frase sugerida como exemplo. o pronome demonstrativo O remete no caso à profissão de professor do sujeito da frase.2010 agora. já citada anteriormente. Na frase sugerida como exemplo.

um pronome aponta para algum elemento do enunciado. indefinidos (incluindo nesta classificação também o artigo indefinido de acordo com o o caso). então caracteriza-se como pronome substantivo ou absoluto. é um pronome adjetivo ou adjunto. interrogativos. quando porém. e localiza este elemento (objetosubstantivo) dentro do enunciado. É ainda de acordo com a semântica que os pronomes classificam-se em vários tipos: pessoais. Alguns pronomes são:mim. é mais prático ter a Dêixis em Fantasma encaixada nas outras duas categorias. e relativo. eles. e é encaixado no lugar dele. ela. nós. elas Pronome substantivo e pronome adjetivo Como já foi observado. ele faz referência a um elemento que não foi citado. demonstrativos (incluindo nesta classificação também o artigo definido de acordo com o o caso). si. Quando ele faz referência a um elemento que surge explícito no enunciado. possessivos. ele. Pronome Possessivo . ti. vós.real.

Flexionam-se em gênero e número. concordando com a coisa possuída. 1ª meu min meu minh ha tua s as 2ª 3ª Plura l teu teus tuas seus suas seu sua 1ª noss noss noss noss o a os as 2ª voss voss voss vossa o a os seus s suas 3ª seu sua . Pronomes possessives Pess oa Singular Plural Ma sc. atribuindo-lhes a posse de alguma coisa. . concordando com o possuidor. Singu lar Fem Mas Fem . e em pessoa. c.2010 São aqueles que se referem às três pessoas do discurso.

Quando o pronome possessivo faz referência a um substantivo já citado. . e é portanto um pronome possessivo substantivo ou também chamado pronome possessivo absoluto. já citado. O MEU casaco é melhor que o Joaquim Marmelo. ou a um objeto que sequer foi citado. o pronome possessivo atribui posse à alguma das pessoas do discurso. ele acaba cumprindo o papel desse substantivo ausente dentro da frase. Pronome Possessivo Substantivo Quando um pronome possessivo faz referência a um substantivo que não foi sequer enunciado. Os dois pronomes estão adjetivando o substantivo casaco. ele tem função ADJETIVA ou de ADJUNTO. atribuindo sua posse a um sujeito.Pronome Possessivo Adjetivo Como já foi observado. quando o pronome possessivo é empregado ele pode estar se referindo a um objeto que já foi citado e que por isso não precisa ser repetido.

Um pronome indefinido pode ser variável ou invariável. .Os invariáveis não se alteram com desinências para ter concordância verbal. nada.2010 O MEU é melhor que o TEU. menos. cada. Pronomes Indefinidos Substantivos (Invariáveis) . Pronome Indefinido São aqueles que se referem a substantivos de modo vago. mais. tudo. ninguém. Pronomes Indefinidos Adjetivos (Variáveis) Os variáveis são aqueles que se alteraram para concordar com seu contexto. outrem. impreciso ou genérico. indeterminada. serão sempre: Pronomes Indefinidos Substantivos Algo. e terão função adjetiva. quem. ou em quantidade. São pronomes indefinidos aqueles que se referem à 3ª pessoa do discurso de modo. Os dois pronomes estão referindo à posse de algo que não foi citado na frase e estão em lugar dele. alguém.

um pronome de retorno que está apontando para algo que já foi citado. uma. o pronome relativo pode apresentar dois diferentes papéis gramaticais. porém a segunda ocorrência é um adjetivo em estado puro. nenhum. e ainda o de transpositor de oração. "Certos objetos chegam na hora certa. pouco. certa. ou seja. bem como sua classificação. nenhuma. é o único que não é variável. . outra. alguma. certo. outro. um. tanta. Afora isto." A primeira ocorrência da palavra ‘certos’ é realmente um pronome indefinido adjetivo variável. algum. quaisquer. qualquer. muito. esse com dêixis anafórica. Pronome Relativo O pronome relativo é em geral um pronome de dêixis anafórica. cada Nota: Cada: embora seja pronome indefinido adjetivo. Nota: A disposição das palavras no enunciado muda o sentido do texto. tanto. pouca. para um elemento anterior. muita. toda.Pronomes Indefinidos Adjetivos Todo.

quanto. Ele foi o wikipedista de quem mais se falou.2010 Bloquearam a página para edição. Nota: Quem funciona como pronome relativo quando aponta para elementos citados. o qual. os quais. quantos. a qual. quantas. a qual ficou incompleta. . Eles são wikipedistas + Os wikipedistas trabalham em artigos novos. cuja. cujo. cujas. e é precedido de preposição. Eles são wikipedistas [que] trabalham em artigos novos. onde A) Transpositor de Oração Pronome Relativo Que: O transpositor pronome relativo que age fazendo a ligação de duas orações independentes uma da outra. (pronome relativo a qual) Ela me mostrou uma página de usuário que estava em branco! (pronome relativo que) Pronomes Relativos qual. cujos. Que. e quando isto ocorre uma delas fará adjetivação se tornando adjunto adnominal daquilo apontado. as quais.

Quem editou este artigo? Que bloqueio. variações) referência a pessoas e coisas.Pronome Interrogativo Os pronomes interrogativos que. qual consistem quanto e em pronomes com relativos (quem. . senhor administrador? Que editaste? Qual administrador editou? Qual foi feito? Quantos eram? Quantos artigos editou? Quem fez este serviço? Quem: Em linhas gerais faz referência a indivíduos. e são utilizados em perguntas diretas ou indiretas. e é um pronome substantivo.

Qual: Em linhas gerais busca fazer uma diferenciação. como foi mostrado. O pronome O. e antecedendo um substantivo explicito ou oculto. Nota: O que: é uma forma enfatizada de Que. e é pronome adjetivo. Há muitos erros comuns no que tange à classificação pronominal. Atenção! O uso de classificação pronominal requer muita atenção. quando empregado sem valor demonstrativo. e não obstante isto. e é considerado artigo definido. selecionar. perde de imediato seu caráter de pronome. não citadas acima. . MUITAS outras palavras. ou indicador de seleção como no quarto exemplo. tem valor pronominal quando empregadas em certos contextos. e é um pronome substantivo e adjetivo.2010 Que: Em linhas gerais faz referência a indivíduos e coisas. porque alguns pronomes variam de classificação de acordo com sua posição na frase. Nota: Quem também pode ser caracterizado como pronome relativo indefinido de uso absoluto.

Nunca modificam um substantivo. a. a saber: Superlativo: aumenta a intensidade. são meras PREPOSIÇÕES. as que surgem atrelados a vários pronomes como os relativos.O. de lugar e de modo são flexionados.[1] Apenas os advérbios de quantidade. (pronome) Advérbio Advérbio é a classe gramatical das palavras que modificam um verbo ou um adjetivo ou um outro advérbio. É a palavra invariável que indica as circunstâncias em que ocorre a ação verbal. fora de tal situação em geral são artigos definidos. sendo que os demais são todos invariáveis. Exemplos: longe - . que surgem muitas vezes precedidos deles. Ele sabia muito sobre a wikipedia. A única flexão propriamente dita que existe na categoria dos advérbios é a de grau. (adjunto adverbial). Os pronomes indefinidos quantitativos podem ser frequentemente confundidos com adjuntos adverbiais. os. Muito já fiz.

pouco . de negação. [3] A Norma Gramatical Brasileira reconhece sete grupos de advérbios: de lugar. de tempo. Exemplos: perto pertinho. mas sim.pouquíssimo. representadas por advérbios de intensidade como "mais". "muito".pouquinho. etc.2010 longíssimo.devagarinho. pouco . Diminutivo: diminui a intensidade. . Classificação dos advérbios Os advérbios da língua portuguesa são classificados conforme a circunstância que expressam. etc. inconstitucionalmente inconstitucionalissimamente. de modo. (absoluto e relativo). Existem também as formas analíticas de representar o grau. existe o de grau comparativo e (de o igualdade. de intensidade e de afirmação. devagar . que não são flexionadas. respectivamente. etc. Nesse caso. inferioridade) grau superlativo de superioridade. de dúvida. Os advérbios "bem" e "mal" admitem ainda o grau comparativo "melhor" e "pior". de superioridade.

fim . substantivo a verbo. além dos adjuntos afirmação causa. inclusão . companhia . origem . Só não pode ligar verbo a verbo: o termo que liga dois verbos (e suas orações) é a conjunção. Junto com as posposições e as raríssimas circumposições. o número de circunstâncias adverbiais é bem de maior que . etc. intensidade . advérbio a substantivo. circunstâncias dos advérbios . Preposição Preposição é uma conjunção invariável que liga dois elementos da oração. adjetivo a substantivo. verbo a substantivo.Adjunto Adverbial Na classificação específica do adjunto adverbial . as preposições formam o grupo das adposições. lugar . matéria . conformidade . negação e tempo . exclusão . instrumento . meio . finalidade . condição . modo . subordinando o segundo ao primeiro. o número dúvida de . pode haver na oração adjuntos adverbiais de : assunto . peso . limitação . . Desse modo . Isso significa que a preposição é o termo que liga substantivo a substantivo. concessão . distância . medida . preço e etc.

o verbo assistir.. Portanto são preposições. o filme. "ao" liga "assistiram" a "filme". regido. o colégio. o colégio = elemento regido.". em "Os alunos do colégio. contei um segredo a ele ante.2010 Exemplo: "Os alunos do colégio assistiram ao filme de Walter Salles comovidos". O restante é preposição. teremos: os alunos = elemento regente. O termo que antecede a preposição é denominado regente e o termo que a sucede. Walter Salles e a qualidade dos alunos comovidos. após.. Portanto. Observe: "do" liga "alunos" a "colégio". . Preposições Essenciais Aquelas que só funcionam como preposição. até. teremos como elementos da oração os alunos. "de" liga "filme" a "Walter Salles". são elas: a.

sob. para. lutamos contra todas as adversidades de. sem. em. entre. sobre. trás. desde. per. contra.com. por. . perante.

como: durante. Observação: Na linguagem informal. como. salvo. afora. Mas existe a contração de algumas palavras. mas são provenientes de outras classes gramaticais. conforme. menos.2010 da (de+a). a preposição para reduz-se frequentemente pra fazer tudo com frequenci por serto de tudo em tao d paratrocar o antes pelo depois Preposições Acidentais Aquelas que passaram a ser preposições. . exceto.

." qual a função do 'que'? Preposição ou conjunção? Locução prepositiva As locuções prepositivas são duas ou mais palavras que funcionam solidariamente como preposições. ela tem ´´que ´´chegar cedo na escola Nas frases "Ele terá que fazer o trabalho.que. a segunda palavra do conjunto por si só é uma preposição. Sempre que há uma locução prepositiva.. Exemplos: Agimos conforme a atitude deles." e "ela tem ´´que ´´chegar cedo na escola. "para . Ele terá que fazer o trabalho. Existe uma infinidade de locuções prepositivas. segue alguns exemplos: "graças a". Conversamos muito durante a viagem. Obtiveram como resposta um bilhete.

"em cima de". "por cima de". "em frente a". As locuções prepositivas têm sempre como último componente uma preposição. quando a preposição sofre redução. a fim de. "a respeito de". "de acordo com". apesar de. acerca de. além de. quando estes funcionarem como sujeito de um verbo. "apesar de". entre outras. Portanto a frase deve ser "Isso não . "ela(s)". à distância de. do (de + o). "junto de". "por entre". a frase "Isso não depende do professor querer" está errada. neste (em + este). através de. a par de. junto a dois verbos.2010 com". nem com o pronome "ele(s)". pois professor funciona como sujeito do verbo querer. "em vez de". à maneira de. para com. "dentro de". em cima de. à procura de. em vez de. de acordo com. "perto de". antes de. depois de. Contração Junção de algumas preposições com outras palavras. Por exemplo. Ex. à (a + a) Observação: Não se deve contrair a preposição "de" com o artigo que inicia o sujeito de um verbo. à busca de. junto de.

nem. logo. . São exemplos de locuções conjuntivas: à medida que. e. entretanto. Se conectarem orações ou termos pertencentes a um mesmo nível sintático. As conjunções são classificadas de acordo a relação de dependência sintática dos termos que ligam. mas. As conjunções são palavras invariáveis que servem para conectar orações ou dois termos de mesma função sintática. porém.depende de o professor querer" ou "Isso não depende de ele querer". porque. que. Quando duas ou mais palavras exercem função de conjunção dá-se-lhes o nome de locução conjuntiva. pois. conforme. a fim de que. seja. contudo. quer. Teria que ter a classe das preposições! Conjunção Conjunção é uma das dez classes de palavras definidas pela gramática. estabelecendo entre eles uma relação de dependência ou de simples coordenação. ora. todavia. São exemplos de conjunções: portanto. embora. como. apesar de. quando.

A maioria delas são na verdade locuções conjuntivas (mais de uma palavra com a função de conjunção) ou palavras de outras classes gramaticais que às vezes exercem a função de conjunção em um período. mas também. portanto. ou seja. adição. se. Quando conectam duas orações que apresentem diferentes níveis sintáticos.2010 são ditas conjunções coordenativas. quanto (depois de tanto) etc. pois. são chamadas de conjunções subordinativas. todavia. porque. porquanto. As conjunções ditas "essenciais" (isto é. como também. apesar e como. São elas: e. contudo. nem. Apesar de ser uma classe de palavras com muitas classificações. Exemplos: . ou. palavras que funcionam somente como conjunção) são as seguintes: e. ora. porém. entretanto. mas. uma oração é um membro sintático da outra. Coordenativas As conjunções coordenativas são conhecidas por: Aditivas ou Copulativas Indicam uma relação de soma. nem. são poucas as conjunções propriamente ditas existentes.

no entanto.Desesperada. até nesse momento. contudo. você tenta até o fim e. Alternativas ou Disjuntivas Como o seu nome indica. São elas: ou. ora. você vai lembrar de mim. Ex. porém. Explicativas . mas ninguém se feriu. todavia. entretanto. São elas: mas. Ex:O carro bateu. Adversativas Indicam uma relação de oposição bem como de contraste ou compensação entre as unidades ligadas. ou eu. seja por incompatibilidade dos termos ligados ou por equivalência dos mesmos.ja que.quer. não obstante etc. Não estivemos lá nem nos interessamos por saber de nada. expressam uma relação de alternância. já.: Ou ela. seja etc.

pois. porquanto. esta oração pode execer funções diversas.[1][2] Ex:Ele bateu o carro. Conclusivas Indicam relação de conclusão. São elas: pois (posposta ao verbo). São elas: que. Subordinativas As conjunções subordinativas ligam uma oração de nível sintático inferior (oração subordinada) a uma de nível sintático superior (oração principal). logo.2010 Expressam a relação de explicação. razão ou motivo. portanto. correspondendo um tipo específico de conjunção para cada uma delas. então. porque. Uma vez que uma oração é um membro sintático de outra. ex: Ele não entra porque está sem tempo. estava. embriagado. Integrantes . pois (anteposta ao verbo).

aposto.que. quando não. complemento nominal (nos três últimos casos pode haver uma preposição anteposta a conjunção) de outra oração. OBS: Uma forma de identificar o se e o que como conjunções integrantes é substituí-los por "isso". "isto" ou "aquilo". agente da passiva. Afirmo que sou estudante.) Não sei se existe ou se dói.) . objeto direto. (Não sei isto. objeto indireto. (Afirmo isto. Espero que você não demore. se. Quando o verbo exprime uma certeza. Não sei se existe ou se dói. usa-se que. As conjunções subordinativas integrantes são que e se. predicativo. Introduzem uma oração (chamada de substantiva) que pode funcionar como sujeito. usa-se se. Exemplo: Afirmo que sou estudante.

que. Como o calor estivesse forte. Inicia uma oração subordinada denotadora de causa. já que. entre outros. pode expressar semelhança ou grau de superioridade). Como o frio era grande. que nem (dependendo da frase. como se. etc. pusemo-nos a andar pelo Passeio Público. (tanto) quanto. Causal porque. Dona Luísa fora para lá porque estava só. assim como. como. pois que. bem como. Comparativa que. visto que. porquanto. uma vez que. . aproximou-se das labaredas. (Espero isto. visto como. por isso que.2010 Espero que você não demore.) As adverbiais podem ser classificadas de acordo com o valor semântico que possuem. (mais/menos/maior/menor/melhor/pior) do que. (tal) qual. como. pois.

O bigode do seu Leocádio era amarelo. O menino está tão confuso quanto o irmão. espesso e arrepiado que nem vassoura usada. Era mais alta que baixa.Iniciam uma oração que contém o segundo membro de uma comparação. Concessiva embora. Indica COMPARAÇÃO entre dois membros. bem que. posto que.em que. conquanto.e. apesar de que. Pedro se levantou como se tivesse levado uma chicotada. mas incapaz de impedi-la. mesmo que. Nesse instante. Inicia uma oração subordinada em que se admite um fato contrário à ação proposta pela oração principal. nem que. se bem que. etc. . ainda que. que.

2010 Pouco demorei. Condicional se. Conformativa conforme. a menos que.. Iniciam uma oração subordinada em que se indica uma hipótese ou uma condição necessária para que seja realizado ou não o fato principal. Inicia uma oração subordinada em que se exprime a conformidade de um pensamento com o da oração . caso se levantasse. desde que. consoante. como. conquanto muitos fossem os agrados. etc. a não ser que. Consultava-se. Seria mais poeta. salvo se. etc. se fosse menos político. dado que. embora as pernas não ajudem. contanto que. caso. receosa de revelar sua comoção. É todo graça. segundo. quando. sem que.

de maneira que. de forma que. presentes ou latentes na oração anterior). de modo que. tão ou tamanho. Tal foi a conclusão de Aires. Soube que tivera uma emoção tão grande que Deus quase a levou. cada qual como o merece. Cristo nasceu para todos.principal. de sorte que Iniciam uma oração na qual se indica a consequência do que foi declarado na anterior. tanto. Falou tanto na reunião que ficou rouco Tamanho o labor que sentiu sede Era tal a vitória que transbordou lágrimas de emoção . segundo se lê no Memorial. (Machado de Assis) Consecutiva que (combinada com uma das palavras tal.

a fim de que. à proporção que. porque [para que]. Chegue mais cedo a fim de que possamos conversar. quanto menos … (menos). quanto mais … (menos). Fiz-lhe sinal que se calasse. quanto menos … (tanto mais) Iniciam uma oração subordinada em que se menciona um . quanto menos … (mais). quanto mais (tanto mais). enquanto. que Iniciam uma oração subordinada que indica a finalidade da oração principal Aqui vai o livro para que o leia. quanto mais … (mais). Proporcional à medida que. quanto mais … (tanto menos). ao passo que.2010 As palavras são todas de tal modo ou tamanho Final para que. quanto menos … (tanto menos).

fato realizado ou para realizar-se simultaneamente com o da oração principal. antes que. Iniciam uma oração subordinada indicadora de circunstância de tempo Custas a vir e. todas as vezes que. O preço do leite aumenta à proporção que esse alimento falta no mercado. Temporal quando. até que. cada vez que. desde que. logo que. elevava-se igualmente o dia nos ares. sempre que. apenas. Implicou comigo assim que me viu. Tudo isso vou escrevendo enquanto entramos no Ano Novo. que [= desde que]. etc. assim que. quando vens. . Ao passo que nos elevávamos. não te demoras. mal. depois que.

se for substituível pela conjunção típica "e". mas sei que me faz mal. os organizadores deram início aos jogos. Assim é que. . para classificar uma conjunção ou locução conjuntiva."). Seguem alguns exemplos de frases com as conjunções marcadas em negrito: "Aquele é um bom aluno. é preciso que ela seja substituível. ora me trata mal.2010 Observações gerais Uma conjunção é na maioria das vezes precedida ou sucedida por uma vírgula (". Em geral." "Marcelo pediu que trouxéssemos bebidas para a festa. pela conjunção típica. portanto deverá ser aprovado. sem mudar o sentido do período. o "que" somente será conjunção coordenativa aditiva." "João subiu e desceu a escada." Quando a banda deu seu acorde final. Por exemplo." "Meu pai ora me trata bem. cada categoria tem uma conjunção típica." "Gosto de comer chocolate.") e muito raramente é sucedida por um ponto (".

podem aparecer deslocadas. cujo primeiro elemento pode ficar subentendido.Veja o exemplo: "Dize-me com quem andas." As conjunções alternativas caracterizam-se pela repetição." O "que" e o "se" serão integrantes se a oração por eles iniciada responder à pergunta "Qual é a coisa que…?". e eu te direi quem és. a conjunção será coordenativa explicativa: "Fecha a janela. A diferença entre as conjunções coordenativas explicativas e as subordinativas causais é o verbo: se este estiver no imperativo. exceto "ou". porque faz frio. exceto "mas".) O uso da conjunção "pois" pode a ser classificada em: . Neste caso. Veja o exemplo: Não sei se morre de amor. que eu te direi quem és. (Qual é a coisa que não sei? Se morre de amor." "Dize-me com quem andas. formulada com o verbo da oração anterior. As adversativas. a substituição pelo tipo (conjunção típica) só é possível se forem devolvidas ao início da oração.

gol!. Segue alguns exemplos para cada emoção: Alegria: oba!. servem como auxiliador expressivo para o interlocutor. ou mais abragentemente: sensações e estados de espírito. uhu!. viva!. eh! . já que permite a ele a adoção de um comportamento que pode dispensar estruturas linguísticas mais elaboradas. ah!. quando a preposição estiver depois do verbo. viva!. oh!. ou mesmo. quando a preposição estiver antes do verbo. Interjeição As interjeições são palavras invariáveis que exprimem estados emocionais. quando a preposição puder ser substituída por "uma vez que". As interjeições podem ser classificados de acordo com o sentimento que traduzem. olá!. alô! . salve!. Conclusiva.2010 Explicativa. adeus!. Causal. que bom! Saudação: oi!.

olá!. puxa!. ainda bem!. aplauso: bravo!. apelo: alô!. ah!. gente!. uai!. chi!. oh!. oh!. cruzes! uh!. hem!.terror: credo!. ih!. firme!. avante!. eia! Aprovação. ei!. caramba!. pudera! Dor: ai! ui! Espanto. céus!. puxa!.Alívio: ufa!. estímulo: coragem!. ui! Outros exemplos que não representam emoções: Ordem: silêncio! alto! basta! chega! quietos! Derivados do inglês: yes! ok! . pô! Invocação. ué!. chamamento. nossa! (francês: oh lala) Impaciência: hum!. viva!. psiu!. surpresa. oxalá!. muito bem! Desejo: tomara!. vamos!. eh! Medo. raios!. arre! Animação. diabo!. admiração: ah!. uau!. putz!. socorro!. horra!. uf!. uh!. bis!. queira deus!.

bravo!. isso!.fora! . obrigado!. apoiado!. olá!. muito bem!. olá!.xô! .passa! . hup!. obrigada!. Fogo! d) admiração: puxa! e) alívio: ufa!. hei!. olé!. avante!. olha!. eia!. socorro! k) estímulo: ânimo!. pst!. fiufiu!. cuidado!. vamos! g) apelo: alô!. parabéns! i) agradecimento: graças a Deus!. coragem!.sai! .rua! -toca! . . olá!. hurra!. arre!. viva!. alto lá!.xô pra lá! b) alegria ou admiração: oh!. eta!. eia!. psiu!. ah!. upa!. também! f) animação: coragem!. agradecido! j) chamamento: Alô!. calma!.roda! . eia! c) advertência: alerta!. ó! h) aplauso: bis!. avante!.2010 Os principais tipos de interjeição são aqueles que exprimem: a) afogentamento: arreda! . bem!. adiante!.

para! r) invocação: alô!. hi!. Virgem!. poxa!. upa!. força!. oh! . oxalá!. ai de mim! p) dúvida: hum! Hem! q) cessação: basta!. xi!. nossa!. olá! s) espanto: uai!. opa!. ali!. viva!. toca!. tchau! o) dor: ai!. caramba!. n) despedida: adeus!. quem me dera!. ih!. olá!. até logo!. barbaridade!. ô. puxa!.firme!. hum!. ora viva!. tomara!. salve!. vamos! l) desculpa: perdão! m) desejo: oh!. oh!. quê!. barrabás!. ué!. ui!. v) saudade: ah!. bai-bai!. adeus!. pudera!. queira Deus!. raios! u) saudação: ave!. terremoto!. t) impaciência: arre!.

psiu! (bem demorado). caracterizando-se como uma estrutura à parte. cruzes!. Não desempenha função sintática. psit! x) suspensão: alto!. alto lá! y) terror: credo!. se Deus quiser! Macacos me mordam! A interjeição é considerada palavra-frase. silêncio!. fogo!. barbaridade! z) interrogação: hei!… A compreensão de uma interjeição depende da análise do contexto em que ela aparece. ui!. Jesus!. . uh!. Quando a interjeição é expressa por mais de um vocábulo. puxa vida!. que medo!. valha-me Deus!. cruz credo!. recebe o nome de locução interjetiva. caluda!.2010 w) silêncio: psiu!. Ora bolas!.

começando com Aristóteles. que foi o primeiro a dividir a frase em sujeitos e predicados. deriva toda a lógica formal contemporânea. não tendo reconhecido o contributo fundamental de Frege. propondo uma divisão da frase em função e argumento.Período simples: funções sintáticas A sintaxe é o ramo da linguística que estuda os processos generativos ou combinatórios das frases das línguas naturais. Os primeiros passos da tradição européia no estudo da sintaxe foram dados pelos antigos gregos. bem como a sintaxe formal. que só em meados do século XX foi verdadeiramente apreciado. Algumas delas podem ser vistas abaixo: Sintaxe de período simples: • Sujeito . No século XIX a filologia dedicou-se sobretudo à investigação nas áreas da fonologia e morfologia. Há várias funções sintáticas. tendo em vista especificar a sua estrutura interna e funcionamento. Deste trabalho fundador. Um segundo contributo fundamental deve-se a Frege que critica a análise aristotélica.

responsável por realizar ou sofrer uma .Em análise sintática. o sujeito é um dos termos essenciais da oração.2010 • Predicado Verbo de ligação Complemento nominal Verbo intransitivo Verbo transitivo direto Verbo transitivo indireto Verbo transitivo direto e indireto Objeto direto Aposto Objeto indireto Predicativo do sujeito Predicativo do objeto • • • • • • • • • • • Sujeito .

Em português. O menino brinca. "É o termo da oração que indica a pessoa ou a coisa de que afirmamos ou negamos uma ação ou qualidade".ação ou estado. Segundo Bechara. o sujeito rege a terminação verbal em número e pessoa e é marcado pelo caso reto quando são usados os pronomes pessoais. vamos é uma forma do verbo "ir" da primeira pessoa do plural que concorda com o sujeito nós. . Para os verbos que denotam ação. toda oração pode ser dividida em dois constituintes principais: o sujeito e o predicado.Os meninos brincam. Exemplos • O pássaro voa. As regras de regência do sujeito sobre o verbo são denominadas concordância verbal. Sob outra tradição. • . .Os pássaros voam. o sujeito (psicológico) é o constituinte do qual se diz alguma coisa. Segundo uma tradição iniciada por Aristóteles. Na frase. frequentemente o sujeito da voz ativa é o constituinte da oração que designa o ser que pratica a ação e o da voz passiva é o que sofre suas consequências. Nós vamos ao teatro.

Logo.2010 • Pedro saiu cedo.Perceba o predicado vem depois." Quem é que brinca? O menino.Os livros são bons. esta resposta será o sujeito. o menino é o sujeito da frase.o sujeito simples tem um núcleo. • "O livro é bom. • • "João" . Logo. por causa da ordem.Os jovens saíram.Objeto. • "O menino brinca. por causa da ordem. .Perceba que o verbo vem primeiro. . • • . "Maçã" ." O que é que é bom? O livro. • Didaticamente. o livro é o sujeito da frase. O livro é bom.Sujeito. "O que João come?" . Um jeito de diferenciá-lo de objeto é o seguinte: • "João come maçã" "Quem come maçã?" . fazemos uma pergunta para o verbo: Quem é que? ou Que é que? ― e teremos a resposta.

Exemplos de sujeito simples (o sujeito está em itálico): Obs: o verbo concorda com o sujeito. temos o que se convencionou chamar de oração sem sujeito. Agora façamos a pergunta .A empresa."Quem fornecia comida aos trabalhadores?" . Nesse último caso. Tipos de sujeito O sujeito pode ser. . segundo a Nomenclatura Gramatical Brasileira (NGB). Sujeito simples É o sujeito que tem apenas um núcleo representativo. Portanto a empresa é o sujeito. indeterminado. classificado em simples.Lembre-se: Sempre que te pedirem para indicar o sujeito é só fazer uma perguntinha básica: "Quem?" e você terá o sujeito na resposta. Por exemplo: "A empresa fornecia comida aos trabalhadores". desinencial ou implícito e inexistente. seja ele anteposto ou posposto. composto. Aumentar o número de características a ele atribuídas não o torna composto.

• João é astuto. • Paula e Carla fizeram compras no sábado. no segundo caso. • • Sujeito composto É aquele que apresenta mais de um núcleo representativo. • Note que. Saiu Bruno e Paulo.2010 • Maria é uma garota bonita. Eu sou uma garota doce. A bola é azul. Paulo e o amigo Bruno sairam para almoçar. A pequena criança parecia feliz com seu novo • brinquedo. • O sujeito também pode vir depois do verbo: • Saíram Bruno e Paulo. escrito na oração. o verbo "saiu" concorda com o .

Ex: • Querido aluno. • Fechei a porta. fico feliz com seu sucesso! (sujeito oculto "eu" . Sujeito subentendido. Quem bateu a porta? Perguntaste mesmo isso a professora? Obs: Não confundir Vocativo (expressão de • • chamamento) com sujeito. oculto ou elíptico Sujeito desinencial é aquele que não vem expresso na oração. chamase concordância atrativa."eu" fico feliz com seu sucesso) . mas pode ser facilmente identificado pela desinência do verbo. leia sempre! (sujeito oculto: "você"Leia "você" sempre) • Querido candidato. mais próximo a ele. implícito. Isso é permitido apenas quando o sujeito composto está posposto ao verbo.sujeito "Bruno". desinencial.

que pode passar a ideia de elipse do sujeito ou sua indeterminação. por questões técnico-formais e linguisticogramaticais. pode ser identificado na oração: Fechei a porta Eu. uma vez que se pode determiná-lo através dos morfemas lexicais terminativos das formas verbais. o identificado é Tu. a classificação Sujeito Oculto foi abolida. No mais. para indicar o sujeito simples subentendido na forma verbal. pois o sujeito simples está explícito e é o pronome interrogativo Quem. coloca-se entre parênteses da seguinte forma: (Nós)= sujeito simples desinencial. na estrutura sintática: "Choramos todos os dias". em Língua Portuguesa. passando a denominar-se Sujeito Simples Desinencial. situação na qual. mas somente determinar a forma como o sujeito simples se apresenta dentro da estrutura sintática. elíptico ou implícito não equivale a classificar o sujeito. para indicar que o sujeito se encontra elíptico usa a forma pronominal reta equivalente à pessoa verbal entre parênteses. são apenas três: simples. Entretanto. Obs. Dar o nome de Sujeito desinencial. Assim. .2010 Apesar do sujeito não estar expresso. composto e indeterminado. E na frase Perguntaste mesmo isso ao professor?. cuidado para não criar confusão com a segunda frase.: As classificações do sujeito.

. mais a partícula se. Há três maneiras de identificar um sujeito indeterminado: a. Podemos dizer que o sujeito é indeterminado quando o verbo não se refere a uma pessoa determinada. Falaram por aí Disseram que ele morreu. ou por se desconhecer quem executa a ação ou por não haver interesse no seu conhecimento. Estão chamando o rapaz Falam de tudo e de todos. mas não há como dizer quem a pratica ou praticou. • Dizem que eles não vão bem. • • • • b. Com um Verbo Transitivo Indireto. O verbo se encontra na 3ª pessoa do plural.Sujeito indeterminado Sujeito indeterminado é o que não se nomeia ou por não se querer ou por não se saber fazê-lo. Aparecerá a ação. somente na terceira pessoa do singular.

precisa de alguma coisa → verbo transitivo indireto) • Necessita-se de amigos. necessita de alguma coisa → verbo transitivo indireto) A palavra se é um índice de indeterminação do sujeito. compra alguma coisa → verbo transitivo direto) • Vende-se casa. Cuidado! Caso você encontre frases com Verbo Transitivo Direto: • Compram-se carros. (Quem necessita. a partícula "se" exerce a função de partícula apassivadora e a frase se encontra na voz passiva sintética.2010 • Precisa-se de livros. vende alguma coisa → verbo transitivo direto) Não se caracteriza sujeito indeterminado. Transpondo as frases para a voz passiva analítica. (Quem compra. • . (Quem precisa. pois nos casos de VTD. pois não se pode dizer quem precisa ou quem necessita. teremos: • Carros são comprados (sujeito: "Carros"). Casa é vendida (sujeito: "Casa"). (Quem vende.

Com os verbos que indicam fenômenos da natureza. • Vive-se feliz. chover. • Orações sem sujeito. ou este é nulo. somente na terceira pessoa do singular. Com um Verbo Intransitivo. A língua desconhece a existência de sujeito de tais verbos. trovejar. sobretudo os seguintes: 1. ventar • Trovejou muito. sujeito inexistente Observação: Dar o nome de Oração sem sujeito' (OSS) não se constitui. relampejar. Aqui se dorme muito bem. Neva no sul do país. mais a palavra se. mas da oração enquanto estrutura linguística desprovida de sujeito. formalmente. • . Há verbos que não têm sujeito. nevar. da classificação do sujeito. tais como anoitecer. aqui. escurecer. Uma oração é sem sujeito quando o verbo está na terceira pessoa do singular. índice de indeterminação do sujeito.c.

Há gente ali. • • 2. significando existir ou acontecer. • • . Ventou bastante ontem em Vila Velha no Espirito Santo. Faz dez anos que não o vejo. Há bons livros na livraria. Faz calor terrível no verão. • Ainda há amigos. • Está quente esta noite. • • • • • 3. Houve um grave incidente no meu apartamento.2010 • Anoitece tarde no verão. Chove muito no Amazonas. Com o verbo haver. Com os verbos fazer. haver e estar indicando tempo. Haverá aulas amanhã. Há homens no mar.

Era uma vez. 4. • Era em Londres. • • • 5. • Já passa de um ano…. • Observação importante: existem advérbios que exercem claramente a função sintática de sujeito. a qual é própria de substantivos. Com o verbo ser indicando tempo. • Amanhã é feriado nacional.• Está na hora do recreio. (O dia de hoje…) • • . Foi em janeiro. (O dia de amanhã…) Aqui já é Vitória (Este lugar…) Hoje é dia de festa. Com os verbos ir. É tarde. vir e passar indicando tempo. Já passa das cinco horas.

um nome ou ambos. Aquilo que numa preposição se enuncia acerca do sujeito. Ex. São eles: . prenda.o predicado é um dos termos essenciais da oração. o verbo do predicado fica na forma impessoal. Significado de predicado: qualidade. Ele sempre concorda em número e pessoa com o sujeito. virtude. dote. Quando é um caso de oração sem sujeito. é tudo aquilo que se diz ou o que se declara sobre o sujeito. característica. (Esta hora…) Predicado . Há verbos que expressam ação (chamados de significativos).2010 • Agora já é noite avançada.: "Seu trabalho tem uma ligação muito forte com a psicanálise. O que é predicado? É tudo aquilo que se informa sobre o sujeito e é estruturado em torno de um verbo. O núcleo do predicado pode ser um verbo significativo. 3ª pessoa do singular.

• O ministro do Sítio anunciará um pacote de reajuste de impostos. Tipos de Predicado O predicado pode ser subdividido em Predicado nominal. Predicado Verbal Possui um verbo significativo. .• Verbo transitivo direto Verbo transitivo indireto Verbo transitivo direto e indireto Verbo intransitivo • • • Há verbos que expressam estado e que são chamados de verbos de ligação. que possuem as mesmas características para um predicado nominal). ou seja: verbo que exprime acção. verbal ou verbo-nominal (também escrito verbonominal).porque faz falta na frase. O predicado verbal não pode ser retirado. também denominado de verbo de ação.

adjetivo). sintaticamente. ele assumiria o papel de verbo de ligação. Portanto. (Nota-se que na última o verbo "foi" está relacionado ao verbo "ir" e não ao verbo "ser". .: "João foi um aluno esperto") Predicado Nominal Possui por núcleo um sintagma nominal (substantivo ou. denominado. • Bush invadiu o Iraque. • João foi à Escola de carro. de predicativo do sujeito. • O acesso à internet banda larga está cada vez mais ao alcance da classe média urbana. Ex.2010 • O professor de informática bloqueou o acesso dos alunos ao msn. baseando-se em justificativas infundadas. • Franco-Dousha é o mais novo fórum lingüístico da atualidade. Caso fosse "foi" do verbo "ser". o sujeito efetuou uma acção. também chamado de verbo nãosignificativo (uma vez que não expressa acção) ou de verbo relacional. normalmente. Integra esse termo da oração um verbo de ligação.

Veja: Os alunos saíram da aula. • • Predicado Verbo Nominal Os alunos saíram da aula alegres.• Estou com uma Vontade louca de comer bombom! Chico está doente. Estrutura do Predicado Verbo-Nominal O predicado verbo-nominal pode ser formado de: 1 . e um predicativo do sujeito (alegres). É importante observar que o predicado dessa oração poderia ser desdobrado em dois outros. O predicado é verbo-nominal porque seus núcleos são um verbo (saíram .Verbo Intransitivo(não transita entre substantivos) + Predicativo do Sujeito . Estavam alegres. um verbal e um nominal. que indica uma ação praticada pelo sujeito.verbo intransitivo). que indica o estado do sujeito no momento em que se desenvolve o processo verbal. Carlos Drummond de Andrade é um poeta notável.

Verbo Significativo Predicativo do Objeto . Veja: Voz Ativa: As mulheres julgam os homens insensíveis. Sujeito Verbo Transitivo Predicativo do Sujeito Objeto Direto Saiba que: Para perceber como os verbos participam da relação entre o objeto direto e seu predicativo.Verbo Transitivo + Predicativo do Sujeito + Objeto Por Exemplo: Os alunos cantaram emocionados aquela canção. Sujeito Verbo Significativo Objeto Direto Predicativo do Objeto Voz Passiva: Os homens são julgados insensíveis pelas mulheres. basta passar a oração para voz passiva. Sujeito Verbo Intransitivo Predicativo do Sujeito 2 . Sujeito Verbo Transitivo Objeto Direto Predicativo do Objeto 3 .2010 Por Exemplo: Joana partiu contente.Verbo Transitivo + Objeto + Predicativo do Objeto Por Exemplo: A despedida deixou a mãe aflita.

de definir o predicado como "aquilo que se diz do sujeito" como o faz gramática tradicional. o segmento lingüístico onde se estabelece a concordância verbal com outro termo essencial da oração – o sujeito. Observação: o predicativo do objeto normalmente se refere ao objeto direto. fruto de uma análise sintática. Chamou-lhe ingrato. Essa relação se evidencia quando passamos a oração para a voz passiva. por isso. Nesse sentido. o predicado é um segmento extraído da estrutura interna das orações sendo.O verbo julgar relaciona o complemento (os homens) com o predicativo (insensíveis). Assim. portanto. Isso implica dizer que a noção de predicado só se mostra importante para a caracterização das palavras em termos sintáticos.) O papel do Predicado na Gramática Assim como o sujeito. mas. Ocorre predicativo do objeto indireto com o verbo chamar. vem precedido de preposição. Por exemplo: Todos o chamam de irresponsável. (Chamou a ele ingrato. estabelecer a importância do fenômeno da concordância . sintaticamente. Não se trata. o predicado revela-se. sim.

verdadeiramente. de fato não o é. o mesmo não se pode afirmar quanto ao sujeito que. prova disso é a existência da Oração sem Sujeito (OSS) constituída apenas de predicado. embora seja classificado pela NGB (Nomenclatura Gramatical Brasileira) como termo essencial. e faz a ligação entre dois termos . Imperioso frisar: ainda que. uma vez que não há oração que não o possua. um termo essencial da oração. na realidade. Verbos de ligação • Ser Estar Continuar Andar Parecer • • • • . somente o predicado seja.2010 entre esses dois termos oracionais.o sujeito e o predicativo. Verbo de Ligação .Verbo de ligação (ou cópula) é aquele verbo que não indica ação.

.) é um complemento nominal. Outros exemplos: "Faz tempo que não tenho notícia de Joaquim" "Sou favorável à sua promoção". Os termos assinalados completam o sentido de nomes (notícia substantivo . adjetivo e advérbio. etc.adjetivo).• Permanecer Ficar • verbo de ligação liga o sujeito ao predicado Complemento nominal. Exemplo: "Dimi ficou à disposição. da Justiça. classificada como "subordinada substantiva completiva nominal".e favorável . em análise sintática.. da escola. porque completa o sentido de um nome (à disposição). O complemento nominal pode ser até uma oração. que completa o sentido de . da família. que completa o sentido de um nome. podendo ser representada. "Tenho esperança de que seus planos dêem certo". é um termo integrante. Complemento nominal é a parte paciente. referente a substantivo." A pergunta inevitável é: de que? ou de quem ? A resposta (da empresa.

E também. o complemento nominal completa o sentido da frase. para finalizar. Repare que esse tipo de oração é sempre introduzido por uma preposição. A oração subordinada completa o sentido do substantivo esperança.: " Está difícil o pagamento das dívidas " das dívidas completa o sentido da frase.A predicação verbal trata do modo pelo qual os verbos formam o predicado. No exemplo dado acima "pagamento" é um substantivo abstrato. as "dívidas" estão sendo o ALVO do pagamento. O complemento nominal pode ser substantivo. Como o próprio nome já diz. adjetivo ou advérbio da oração subordinante: "Tenho esperança de que ele venha". Predicado Verbal . adjetivo. Ex. a preposição "de"). devemos saber que o termo preposicionado para ser complemento nominal terá que estar ligado a um substantivo abstrato que seja o receptor.2010 um substantivo. por outras palavras. clara ou subentendida (no exemplo. pois as "dívidas" é o agente receptor/alvo da ação. advérbio ou expressão ou oração. pois precisa de algo para existir. e "das dívidas" é o complemento nominal. o alvo da ação. se eles exigem ou não complemento e qual tipo de .

Neste último caso. Caso contrário não possui sentido pleno. O verbo precisar não faz sentido sozinho. necessita de um complemento. Surge-nos então a seguinte pergunta: Precisa de quê? Se respondermos: Precisa de um lápis. ficamos apenas com: Eu preciso. se retirarmos o complemento. Verbos transitivos Verbos transitivos são aqueles em que a ação "transita" ou passa do verbo para outro elemento. ele precisa de um complemento.complemento que necessitam. obtemos o transitivo. ele é chamado de objeto indireto: • Eu gosto de leite com chocolate. ao Trata-se do sem complemento direto que liga-se predicado preposição e do complemento indireto que se liga ao predicado com preposição. O verbo transitivo é o verbo que não se constitui por si só. Quando esse complemento vem acompanhado de uma preposição. . Exemplos: • Eu preciso de um lápis. logo a resposta completa fornece-nos o transitivo.

O meu pai comprou uma bicicleta • E quando a oração tem as duas formas verbais. andar. quando não tem a preposição e depois tem a preposição é objeto direto e indireto. encontrar. achar. etc. tornar-se. ou seja. Os verbos de ligação são: ser. vem sem a Por outro lado. viver. o predicado é verbal e o núcleo do predicado é o verbo. permanecer. continuar. vozes de animais ou fenômenos da natureza.2010 • Dona Maria saiu do trabalho. quando o complemento preposição. ele é chamado de objeto direto: • Eu ganhei dois presentes. • Ofereceram o cargo ao deputado. Exemplo: . ficar. Verbos de ligação Tratando-se de verbos de ligação. estar. Quando o verbo indica uma ação. parecer. o predicado é nominal e o núcleo do predicado é a característica desse predicado.

que pode ser predicado verbal. estado ou fenômeno da natureza. É uma das duas classes gramaticais nucleares do idioma. Definem-se os verbos tradicionalmente como as palavras que indicam ação. condição. Nesse caso. estar. estado) ao sujeito. nominal ou verbo-nominal. sendo a outra o substantivo. e o núcleo do predicado não é o verbo. o substantivo "passarinho" é o núcleo do sujeito e "estava triste" um predicado nominal. Pela simples função de ligar uma característica ao sujeito da oração os verbos de ligação têm esse nome. O verbo pode designar ação. • O passarinho estava triste pela manhã.• Os canteiros estavam floridos Em orações desse tipo podem aparecer os verbos de ligação ser. Verbo é o nome dado à classe gramatical que designa uma ocorrência ou situação. estado ou fenômeno da natureza. É o verbo que determina o tipo do predicado. Podem . já que "estava" é um verbo de ligação. mas sim o adjetivo que atribui uma característica (qualidade. ou seus equivalentes citados acima.

voar etc. existir. anoitecer. Exemplos: andar. • Verbos impessoais: São verbos que designam ações involuntárias. quando não exigir preposição depois do verbo. ou transitivo indireto. • Verbos de ligação: São os verbos que não . são também usado para ligar o sujeito do predicativo: Quanto à semântica • Verbos transitivos: Designam ações voluntárias. nadar. haver (no sentido de existência) etc.2010 ser divididos das seguintes formas e verbos não são apenas ações. e que afetam outro(s) indivíduo(s) ou alguma coisa. causadas por um ou mais indivíduos. Ou ainda transitivo direto e indireto. exigindo um ou mais objetos na ação. não têm sujeito nem objeto na oração. Geralmente (mas nem sempre) designam fenômenos da natureza e. Exemplos: chover. portanto.Podendo ser transitivo direto. nevar. quando exigir preposição depois do verbo. • Verbos intransitivos: Designam ações que não afetam outros indivíduos.

• Verbos da segunda conjugação: são os verbos terminados em er: receber. supor. fugir. . viver. • Verbos da terceira conjugação: são os verbos terminados em ir: sorrir.. estar. relatar. O verbo anômalo pôr (único com o tema em o). continuar. cortar. permanecer.. andar. conter. puseste). depor. tornar-se. iludir. decorrente de sua forma do português arcaico poer. transpor. parecer. Quanto à conjugação • Verbos da primeira conjugação: São os verbos terminados em ar: molhar. etc.designam ações. apenas servem para ligar o sujeito ao predicativo. virar etc. abrir . ficar. poder etc. Exemplos: ser. também é considerado da segunda conjugação devido à sua conjugação já antes realizada (Ex: fizeste.). etc. cair. etc. com seus compostos (compor. antepor. vinda do latina ponere.

caber. • Verbos defectivos: Verbos que não têm uma ou . e não "eu resfolego". e não "eu io". "eu sou". partir. "eu medo"). O verbo "pôr" pertence à segunda conjugação e é anômalo a começar do próprio infinitivo. "eu caibo". vender. "eu cabo". etc. São verbos que não seguem os paradigmas da conjugação a que pertence. o Verbos anômalos: Entre os irregulares se destacam os anômalos. "eu tesse"). • Verbos irregulares: Sofrem modificações em relação aos paradigmas da conjugação a que pertencem. "ele tinha". "tu sês".2010 Quanto à morfologia • Verbos regulares: Flexiona sempre de acordo com os paradigmas da conjugação a que pertencem. "ele tia". "eu meço". "ele iu". medir ("eu resfolgo". "ele foi". Exemplos: resfolegar. ser. tendo modificações no radical e nas terminações. "tu és". "eu tivesse". "eu sejo". sendo que muitas vezes o radical é diferente em cada conjugação. ter ("eu vou". Exemplos: ir. Exemplos: amar.

mais formas conjugadas. Exemplo: precaver - não existe a forma "precavenha".

Verbos abundantes: Verbos que apresentam mais de uma forma de conjugação. Exemplos: encher - enchido, cheio; fixar - fixado, fixo; fazer faz, faça; dizer - diz, diga; trazer - traz, traga.

Flexão Os verbos têm as seguintes categorias de flexão:

Número: singular e plural. Pessoa: primeira (transmissor), segunda

(receptor), terceira (mensagem).

Modo: indicativo,subjuntivo e imperativo, alem das formas nominais (infinitivo, gerúndio e particípio).

Tempo: presente, pretérito perfeito, pretérito imperfeito, pretérito mais-que-perfeito, futuro do presente, futuro do pretérito.

Voz:

ativa,

passiva

(analítica

ou

sintética),

reflexiva.

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Ativa: O sujeito da oração é que faz a ação. Ele sempre fica na frente da frase. Ex : Os alunos resolveram todas questões. Passiva : O sujeito recebe a ação.Ele sempre fica no final da frase. Ex : Todas questões foram resolvidas pelos alunos. Reflexiva : O sujeito faz e também recebe a ação. Ex: Ana se cortou ou se machucou.

Objeto direto é o termo da oração que completa o sentido de um verbo transitivo direto. O objeto direto liga-se ao verbo sem o auxílio de uma preposição. Indica o paciente, o alvo ou o elemento sobre o qual recai a ação. Identificamos o Objeto direto quando perguntamos ao verbo: "quem" ou "o quê". Exemplos

Vós admirais os companheiros. - Perguntamos, Vós

admirais o quê? A resposta é 'os companheiros', que é o objeto direto.

Nós amamos o cabelo da Juliana Goes. - Perguntamos: nós amamos quem? A resposta é 'o cabelo da Juliana Goes', que é o objeto direto da oração.

Maria vendia doces. - Perguntamos: Maria vendia o quê? A resposta é 'doces', que é o objeto direto.

Ivano ama Hortência. - Perguntamos: Ivano ama quem? A resposta é 'Hortência', que é o objeto direto.

Objeto direto preposicionado Há casos, no entanto, que um verbo transitivo direto aparece seguido de preposição, que, por sua vez, precede o objeto direto. Nesses casos temos o chamado objeto direto preposicionado.

Ex: Vós tomais do vinho. -Esta construção se faz da contração de termos como: Vós tomais "parte" do vinho

O objeto direto é obrigatoriamente preposicionado quando expresso:

por pronome pessoal oblíquo tônico;

2010

pelo pronome relativo "quem", de antecedente claro; por pronome átono e substantivo coordenados.

Objeto indireto O objeto indireto é o termo da oração que completa um verbo transitivo indireto, sendo obrigatoriamente precedido de preposição. Identificamos o Objeto indireto, quando perguntamos ao verbo: "a quem" ou "a quê". A resposta será o Objeto indireto. Objeto indireto reflexivo O objeto indireto reflexivo é o objeto indireto que indica a reflexão da ação do sujeito. Exemplo:

O dono da casa deu-se o prazer de uma torta. Quero abraçar-lhe meu amigo

Exemplos

Fernanda

obedece

aos

pais.(Fernanda

obedece

a

quem? Resposta: aos pais, Objeto Indireto.)

Mariana obedeceu a sua avó(Mariana obedeceu a quem? Resposta: a sua avó, Objeto Indireto.)

Maria obedeceu a sua tia (Maria obedeceu a quem? Resposta: a sua tia, Objeto Indireto.)

João respeita aos pais.(João respeita a quem? Resposta: aos pais, Objeto Indireto.)

Pedro obedeceu a Henrique(Pedro obedeceu a quem? Resposta: a Henrique, Objeto Indireto.)

Aposto é um termo acessório da oração que se liga a um substantivo, tal como o adjunto adnominal, mas que, no entanto sempre aparecerá com a função de explicá-lo, aparecendo de forma isolada, ora entre vírgulas, ora separado por uma única vírgula no início ou no final de uma oração ou ainda por dois pontos. Existem sete tipos de aposto: O aposto explicativo, o aposto

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enumerativo, o aposto especificativo, o aposto distributivo, aposto oracional, aposto comparativo e o aposto recapitulativo (resumidor). Na norma culta é permitido utilizar qualquer um dos apostos também entre parênteses ou entre dois travessões e outros tipos de adjunto. Aposto explicativo É aquele que explica o termo do estudado. É acompanhado por vírgulas. Exemplo:

Hagar, o terrível. A menina que encontramos, Helena, estava triste. A morte, angústia de quem vive

jeiel Aposto enumerativo É aquele utilizado para enumerar dados relacionados ao termo fundamental. Exemplo:

Sergio possui 4 filhas: Carol, Stefanie, Janaína e

A cidade de São Paulo é muito famosa. o que não ocorre em As ruas de São Paulo (paulistanas). No aposto especificativo. "A cidade" = "São Paulo". a diferença entre As ruas de São Paulo (Adjunto adnominal) e A cidade de São Paulo (Aposto especificativo). . Exemplo: • A melhor praia de Salvador é a de São Tomé. Não é acompanhado de vírgulas. • Observe. Antônio e Marcos. utilizado com ponto e vírgula. Aposto especificativo É aquele que especifica o termo a que se refere. há uma ideia de igualdade de termos. Aposto distributivo É aquele que distribui as informações de termos separadamente.Vitória. ou seja. • Tenho três amigos: José. no entanto. Geralmente.

e aquele. • Aposto Recapitulativo (resumidor) É o aposto que recapitula toda a oração. nada o impediu de cumprir sua missão. Aposto oracional É o aposto que possui um verbo. limpar o nariz. acordar de noite.2010 Exemplo: • Henrique e Núbia moram no mesmo país. na cidade de Lisboa. • Vento. está na cidade do Porto. chuva. . Exemplo: • Trocar fraldas. Ele me disse apenas isso: a nossa sociedade acabou. Exemplo: • Desejo uma única coisa: que plantem novas árvores. amamentar. tudo exige paciência. neve.

o vocativo é um termo de natureza exclamativa. que tem como função chamar alguém ou alguma coisa personificada. que parece um monstro devorador dos salários. venha cá. rapazes!" "Rogério.Geralmente entre vírgulas. • A inflação. Não faz parte do sujeito nem do predicado. Vocativo Dentro da sintaxe. Exemplos • "Tenho certeza. É marcado por sinal de pontuação e admite anteposição de interjeição de chamamento. de que isso vai acabar bem. pois não se liga ao verbo nem ao nome. é sempre uma ameaça à estabilidade econômica do país.Aposto Comparativo É o aposto que compara. amigos." "Ide lá." • • . A função do vocativo é chamar ou interpelar o elemento a que se está dirigindo. É o único termo isolado dentro da oração.

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"Sylvie, vamos logo!" "Ana, saia daí!" "Francesco,olhe aqui!" "Deus, tenha piedade de nós!"

Predicativo do Sujeito Na Gramática, Predicativo é o termo da oração que atribui uma característica, uma propriedade, um estado ao sujeito. Alguns verbos não têm (ou perdem, em certos contextos) uma significação definida, no sentido de que não exprimem ações ou processos suscetíveis de serem atribuídos a algo. Tais verbos contêm um significado puramente gramatical. Limitam-se a transmitir a idéia em referência a um estado permanente (parecer), (ser), um de estado estado transitório (ficar, vir) e (estar), outras permanência de estado (continuar), aparência de estado mudança semelhantes. Desse modo, estes verbos necessitam de um complemento

especial que atribua ao predicado um verdadeiro sentido, que permite exprimir efetivamente um estado ou qualidade atribuíveis ao sujeito. "Ser" é o único verbo que é usado quase exclusivamente como copulativo. Praticamente, só na linguagem filosófica é utilizado como verbo intransitivo, assumindo o significado de "existir" (O ser é; o não ser não é.). No entanto, vários verbos significativos podem assumir valor copulativo, como é o caso dos já referidos estar, ficar, andar, permanecer, continuar, parecer, vir. Predicativo do sujeito é, portanto, o nome ou expressão equivalente que se associa a um verbo copulativo para lhe atribuir sentido. É o termo que indica uma qualidade ou um estado do sujeito ou do objeto direto ou do objeto indireto. No predicado nominal sempre existe predicativo do sujeito. No predicado verbo-nominal, sempre existe predicativo do sujeito ou do objeto direto o do objeto indireto. Exemplos:

Ele está triste. Predicativo do sujeito: triste.

Os alunos são inteligentes.

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Predicativo do sujeito: inteligentes.

O trem está quebrado. Predicativo do sujeito: quebrado.

Nomeei José o meu secretário. Predicativo do objeto direto: o meu secretário.

Chamei-o de ladrão. Predicativo do objeto direto: ladrão.

O predicativo pode ser:

a) do sujeito; b) do objeto direto; c) do objeto indireto.

Notas 1. no predicado nominal, o predicativo é o termo mais importante no que se refere ao predicado; 2. com o verbo chamar pode aparecer um predicativo referente ao objeto indireto e ao objeto direto;

3. só existe predicativo do objeto indireto com o verbo chamar; 4. o predicativo do objeto direto ou do objeto indireto "pode" aparecer precedido de preposição; 5. quando não houver possibilidade de se encontrar um predicativo em orações onde aparecem verbos de ligação, estes verbos passam a ter um conteúdo significativo e constituirão predicados verbais; 6. o predicado é o termo da oração que atribui uma característica, uma propriedade, um estado ao sujeito; indica uma qualidade ou um estado do sujeito ou do objeto direto ou objeto indireto; 7. só existe predicativo do objeto direto e indireto no verbo falar. Outros exemplos

O

menino

é

inteligente

---

predicativo

do

sujeito :inteligente.

António Guterres é primeiro-ministro.

Esquematicamente, temos:

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Oração (Ântonio Guterres é primeiro-ministro) Sujeito + Predicado nominal (Ântonio Guterres + é primeiro-ministro)

Sujeito + Verbo copulativo + Predicativo do sujeito (Ântonio Guterres + é + 'primeiro-ministro)

Representação do predicativo do sujeito — O predicativo do sujeito pode ser representado por um nome ou sintagma nominal, como no exemplo acima, ou

por um adjetivo: O Miguel é inteligente. por um pronome: A minha casa é 'aquela. por um numeral: As partes do corpo humano são três. por um advérbio: Estou bem. por uma oração completa: Amar é saber pedir perdão. Oração com predicativo: (Para mim, é falta de fé.)

Predicativo do objeto O predicativo do objeto é o elemento do predicado que se refere ao objeto. Exemplo:

Os adultos consideram as crianças sapecas

No exemplo acima, as crianças sapecas é o objeto direto e sapecas é o predicativo do objeto (pois elas são sapecas)

ao mesmo tempo em que o adjetivo “capitalista” também faz referência ao substantivo e concorda em gênero (feminino) e número Vejamos mais exemplos: Minha casa é extraordinária. de acordo com a análise da oração. portanto. modificadores (artigo. concorda com o substantivo feminino multidão. Temos o substantivo “casa”. . Observe que. Exemplo: Eu não sou mais um na multidão capitalista. pronome.2010 Concordância nominal e verbal Concordância Nominal A Concordância e Nominal seus quanto é o ao acordo gênero entre o nome ou (substantivo) numeral. O adjetivo (singular). o termo “na” é a junção da preposição “em” com o artigo “a” e. o qual é núcleo do sujeito “Minha casa”. O pronome possessivo “minha” está no gênero feminino e concorda com o substantivo. adjetivo) (masculino feminino) e o número (plural ou singular).

Para finalizar. também concorda com o substantivo “casa” em gênero (feminino) e número (singular). já que “dois” e “fortes” estão no gênero masculino e no plural. o qual é predicativo do sujeito (trata-se de uma oração com complemento conectado ao sujeito por um verbo de ligação). Os termos modificadores do substantivo “cavalos” são: o numeral “Dois” e o adjetivo “fortes”. Esses termos que fazem relação com o substantivo na concordância nominal devem. com análise bem detalhada: Dois cavalos fortes venceram a competição. de acordo com a norma culta.“extraordinária”. Primeiro. concordar em gênero e número com o mesmo. Então temos por regra geral da concordância nominal que os termos referentes ao substantivo são seus modificadores e devem concordar com o mesmo em gênero . Nesse caso. o substantivo “cavalos” está no masculino e no plural e a concordância dos modificadores está correta. Observe que o numeral “dois” está no plural porque indica uma quantidade maior do que “um”. veremos mais um exemplo. verificamos qual é o substantivo da oração acima: cavalos.

Após a constatação do substantivo. observe o seu gênero e o número. como foi feito no último exemplo. para que a linguagem seja clara e a escrita esteja de acordo com as normas vigentes da gramática. . (incorreta) 2. Eles está muito bem. Importante: Localize na oração o substantivo primeiramente. Essa constatação deixa a primeira oração incorreta e a segunda correta. Os termos referentes ao substantivo são seus modificadores e devem estar em concordância de gênero e número com o nome (substantivo). Observe: 1. Concordância Verbal O verbo de uma oração deve concordar em número e pessoa com o sujeito. (correta) O sujeito “eles” está na 3ª pessoa do plural e exige um verbo no plural.2010 e número. Eles estão muito bem.

“Eu” está em concordância em pessoa e número com o verbo “disse” (1ª pessoa do singular). Sujeito composto é aquele que possui mais de um núcleo e. portanto. Já na segunda temos um período formado por duas orações: “Eu disse” que “eles foram à minha casa ontem”. bem como “eles” e o verbo “foram” (3ª pessoa do plural). portanto. Joana e Mariana saíram logo pela manhã. bem como analisar se ele é simples ou se é composto. 2. a concordância será mais direta. Eu disse que eles foram à minha casa ontem. o qual concorda em pessoa (3ª pessoa) e número (singular) com o verbo “é”. Lembre-se que período é a frase que possui uma ou mais orações. o verbo estará no plural. Sujeito simples é aquele que possui um só núcleo e. ou então composto quando possuir mais de um verbo. Vejamos: 1.Primeiramente. . Vejamos: 1. quando possui um verbo. Ela é minha melhor amiga. Temos na primeira oração um sujeito simples “Ela”. podendo ser simples. devemos observar quem é o sujeito da frase.

como na oração em análise: saíram. Cachorros e gatos são animais muito obedientes. O pronome “elas” pertence à terceira pessoa do plural. exige um verbo que concorde em número e pessoa. . que substituído por um pronome ficará no plural: Joana e Mariana = Elas. O mesmo acontece na segunda oração: o sujeito composto “cachorros e gatos” é substituído pelo pronome “eles”. Na primeira oração o sujeito é composto de dois núcleos (Joana e Mariana). logo.2010 2. o qual concorda com o verbo são em pessoa (3ª) e número (plural).

1. Quando o termo regente é um verbo. anteriores os que completam regidos a ou dos chamam-se subordinados. Na regência nominal.e o seu complemento .termo regente .Regência nominal e verbal Regênica Verbal A sintaxe de regência é a relação sintática de dependência que se estabalece entre o verbo . Na regência verbal. ocorre a regência nominal. ocorre a regência verbal./ Cheguei a Belo Horizonte. Ex.termo regido . adjetivo ou advérbio).: Vou ao dentista. Quando o termo regente é um nome (substantivo.Chegar/ ir – deve ser introduzido pela preposição a e não pela preposição em. Os termos. quando exigem a presença de outro chamam-se regentes significação ou subordinantes.com a presença ou não de preposição. ele é obrigatoriamente proposicionado. . o termo regido pode ser ou não preposicionado.

/ Maria reside em Santa Catarina. 4.: Simpatizo com Lúcio. 5-Simpatizar/ antipatizar – exigem a preposição com./ O aluno desobedeceu ao professor.Namorar – não se usa com preposição. Ex.Obedecer/desobedecer – exigem a preposição a. é transitivo direto e exige complemento sem o uso de preposição. Ex. Ex. Ex.: As crianças obedecem aos pais. inspirar. Aspirar quando tem o sentido de sorver. .Morar/ residir – normalmente vêm introduzidos pela preposição em./ Antipatizo com meu professor de História. 3.2010 2. Verbos Na regência verbal os verbos podem ser: Transitivos diretos.: Ele mora em São Paulo.: Joana namora Antônio. tragar. trasitivos indiretos e intransitivos.

Quando tem o sentido de pretender. Deverá-se usar em seu lugar (a ele.) . almejar. Exemplo: Bernado namora Tina. (em vez de: Bernardo namora com Tina.:Quando o verbo aspirar for transitivo indireto. O candidato a deputado aspirava a um mensalão. é transitivo indireto e necessita do uso da preposição (A). Exemplos: O jogador aspirava a uma falta. a ela ou a elas). Namorar O verbo namorar é transitivo direto e não necessita do uso de preposição. desejar. a eles. não se admite a substituição da preposição (A) por lhe ou lhes. Obs. Todos nós aspiramos essa poeira.Ele aspirou toda a poeira.

e não necessita de preposição. -A fila não foi obedecida. Obs:Mesmo sendo verbo transitivo indireto. fazer vir. Exemplo: Ele veria muitos filmes em cartazes. Ver O verbo VER é transitivo direto. ele pode ser usado na voz passiva. . por isso não necessita de preposição. Exemplo: Ela chamou minha atenção. Chamar Esse verbo pode ser transitivo direto quando significa convocar.2010 Obedecer Obedecer é um verbo transitivo indireto e necessita do uso da preposição (A).

Com o sentido de apelidar ele pode ou não necessitar de preposição. podendo ser tanto transitivo direto como Regência Nominal Regência Nominal é o nome da relação existente entre um nome (substantivo. Conhecer o regime de um verbo significa. -Ele chamava por seus poderes.E pode ser transitivo indireto quando tem o significado de invocar e deve ser usado com a preposição por. Assistir O verbo em questão pode ser transitivo direto ou transitivo indireto. nesses casos. . adjetivo ou advérbio) e os termos regidos por esse nome. indireto. é preciso levar em conta que vários nomes apresentam exatamente o mesmo regime dos verbos de que derivam. Essa relação é sempre intermediada por uma preposição. No estudo da regência nominal.

por sobre Horror a Proeminência sobre a. Doutor em Obediência a . de por a. Dúvida acerca de. associar esses nomes entre si ou a algum verbo cuja regência você conhece.2010 conhecer o regime dos nomes cognatos. Devoção a. Medo a. em. Substantivos Admiração por Aversão para. Obediente a algo/ a alguém. sempre que possível. Observe o exemplo: Verbo obedecer e os nomes correspondentes: todos regem complementos introduzidos pela preposição "a". Veja: Obedecer a algo/ a alguém. por Atentado contra Bacharel em a. para. Ojeriza a. com. Apresentamos a seguir vários nomes acompanhados da preposição ou preposições que os regem. Observe-os atentamente e procure.

para com. com Entendido em Afável com Agradável a Alheio a. para Ávido de Benéfico a Capaz de. Impaciência com para Respeito a. por Hábil em de. para Favorável a Generoso com Grato a. Fanático por com. por Adjetivos Acessível a Diferente de Necessário a Nocivo a Paralelo a Acostumado a. de Passível de Preferível a Prejudicial a Prestes a Propício a Próximo a Relacionado com . com. Escasso de Essencial a. de Análogo a Ansioso por Apto a. para Fácil de para.Capacidade de. para Equivalente a Parco em.

relativa a. relativamente a. por Descontente com Desejoso de Habituado a a. Idêntico a Relativo a Satisfeito com. em.2010 Compatível com Contemporâneo de Contíguo a Contrário a Curioso de.: os advérbios terminados em -mente tendem a seguir o regime dos adjetivos de que são formados: paralela a. de. por Semelhante a Sensível a Sito em Suspeito de Vazio de Impróprio para Indeciso em Insensível a Liberal com Natural de Advérbios Longe de Perto de Obs. . paralelamente a.

"aquilo". há a fusão de dois fonemas vocálicos idênticos e seguidos em um só. seer (português arcaico) > ser ((em português)). noo (português arcaico) > nó ((em português)). a crase é o nome que se dá à contração da preposição "a" com: artigo feminino "a" ou "as". "aquela"(s). veer (português arcaico) > ver ((em português)). . o "a" dos pronomes "aquele"(s). Exemplos: door (português arcaico) > dor ((em português)). A crase O termo crase significa fusão. Neste caso.Emprego do acento grave Crase é um dos metaplasmos por supressão de fonemas a que as palavras podem estar sujeitas à medida que uma língua evolui. Em português. "aqueloutro"(s) e "aqueloutra" (s). junção.

O sinal que indica a fusão. oposto de bordo) só ocorre crase quando vier acompanhada de um modificador . A preposição "a" antes da palavra casa (lar) só recebe o acento grave quando vier acompanhada de um modificador. Acentua-se a preposição a quando. substituindo-se a palavra feminina por uma masculina. Já com a palavra terra (chão firme. que indica ter havido crase de dois aa é o acento grave. enquanto que com a palavra terra (terra natal ou planeta) sempre ocorre crase. . o a torna-se ao. Exemplos: Chegamos cedo a casa (coloquialmente.da mesma maneira que existe a expressão "a bordo". Chegamos cedo à casa de meu pai.2010 o "a" do pronome relativo "a qual" e "as quais" o "a" do pronome demonstrativo "a" ou "as". Observação geral de Crase: Sempre haverá crase quando a oração se refere a alguém ou a alguma coisa. As palavras terra e casa são casos especiais de crase. caso contrário não ocorre a crase. "em casa").

então a crase é aplicável. o artigo definido a permanecer. como em ou para. desde que haja um verbo ou um nome relativo que peça a preposição a. ou seja. Os jangadeiros chegaram à terra procurada. O pronome aquele (e variações) e também aquilo e aqueloutro (e variações) podem receber acento grave no a inicial. A contração "à" pode surgir também com a elipse de expressões como "à moda (de)". com a substituição. porque equivale . Regras de verificação Para saber se a crase é aplicável. Exemplos: Pedro viajou à Região Nordeste: com crase. se deve ser usada a contração à (com acento grave) em vez da preposição a (sem acento). "à maneira (de)". se. aplique-se uma das regras de verificação: 1) substitui-se a preposição a por outra preposição. como em "arroz à grega" (à maneira grega).Os jangadeiros voltaram a terra. "filé à Chatô" (à moda de Chatô)". etc. Ele voltou à terra dos avós.

Crase facultativa . da palavra terra quando tem sentido de solo e de expressões com palavras repetidas (dia a dia).aparece a contração ao. da palavra casa quando tem significado do próprio lar. Importante: A crase não ocorre: antes de palavras masculinas. após "a". de um substantivo feminino para um substantivo masculino. com a troca. for necessário o uso da contração ao. de nomes de cidade que não utilizam o artigo feminino. com crase. Exemplos: Prestou relevantes serviços à comunidade.2010 a Pedro viajou para a Região Nordeste O autor dedicou o livro a sua esposa. porque ao se trocar o complemento . Chegarei daqui a uma hora. de pronomes pessoais. sem crase porque equivale a O autor dedicou o livro para sua esposa 2) troca-se o complemento nominal.não aparece a contração ao. se.Prestou relevantes serviços ao povo . sem crase. antes de verbos. então a crase é aplicável. porque ao se trocar o complemento .Chegarei daqui a um minuto .

3) Depois da preposição até: Dirija-se até à (a) porta. .A crase é facultativa nos seguintes casos: 1) Antes de nome próprio feminino: Refiro-me à (a) Renata. 2) Antes de pronome possessivo feminino: Dirija-se à (a) sua fazenda.

O pronome pessoal oblíquo átono. ênclise e mesóclise são fenômenos do português que se caracterizam pelo fato de nenhuma palavra ocorrer entre os pronomes oblíquos átonos e o verbo. sobretudo na linguagem escrita. Depois do verbo (ênclise). algumas normas devem ser observadas. em relação ao verbo pode aparecer em três posições: • Antes do verbo (próclise). No meio do verbo (mesóclise). Próclise pronome + verbo . Embora na linguagem falada a colocação dos pronomes não seja rigorosamente seguida. • • Próclise. São três as posições relativas do pronome em relação ao verbo: 1.2010 Sintaxe de colocação Colocação pronominal é a parte da gramática que trata da correta colocação dos pronomes oblíquos átonos na frase.

.........me observa.me observará.observa-me..... ....... Mesóclise início do verbo + pronome + terminação verbal Exemplos: .observar-me-á.. .. ..me observou.me observando.Exemplos: . 2. .. . Ênclise verbo + pronome Exemplos: .... 3....observou-me.......observar-me-ia. .. .me observaria.

verá] e Futuro do Pretérito [faria. denomina-se próclise a colocação dos pronomes oblíquos átonos antes do verbo. diria. com exceção do particípio e dos tempos Futuro [fará. permitem também ênclise.2010 Todas as conjugações verbais permitem próclise e. Formas Verbais e Posições Clíticas Permitidas Particípi o Próclise permite não permite não permite Fut. veria]. Somente os tempos Futuro e Futuro do Pretérito permitem mesóclise. do Demais Futuro Pretérito Formas permite não permite permite permite permite não permite Ênclise Mesóclis e permite permite não permite Próclise Em gramática. . dirá.

• Nos infinitivos há uma tendência à ênclise. se faz justiça com as próprias mãos.: *Se faz justiça com as próprias mãos naquele lugar. Ex. o uso próclise é generalizado no Brasil. Ex. mas também é possível a próclise. por exemplo. Apesar disso.: *Naquele lugar.Proibição • Não deve ser usada no início de oração ou período. faz-se justiça com as próprias mãos.: Se soubesse. A ênclise só é mesmo rigor quando o pronome tem a forma o (principalmente no feminino a) e o infinitivo vem regido da preposição a. depois de uma vírgula. Ex. de modo que na fala popular é comum o uso inclusive no início de oração. não continuaria a lê-lo. • Note que uma oração pode iniciar-se a meio de uma frase. Correção: Naquele lugar. Existem determinadas palavras da língua que são .

: Quem me busca a esta hora tardia? Por que te assustas a cada vez? .2010 consideradas "atratores" dos pronomes pessoais oblíquos átonos pois. Uso Quando há antes do verbo: • palavra negativa Ex. esses pronomes devem ficar em posição proclítica com relação ao verbo que complementam.: Não se deve jogar lixo no rio. • pronome relativo Ex.: Alguém me perguntou as horas. nos enunciados em que elas ocorrem. • pronome interrogativo ou advérbio interrogativo Ex.: Quanto se pode pegar? • pronome indefinido Ex.

Que Deus o abençoe! Bons olhos o vejam! Se o verbo estiver no infinitivo impessoal e ocorrer uma dessas palavras antes do verbo. o uso da próclise ou da ênclise será facultativo. Que é que desejas te mande do Rio? (conjunção oculta) • advérbio Ex. bem como nas orações que exprimem desejo (optativas) Ex. • orações iniciadas por palavras exclamativas.: Ela descuidadosamente se machucou.Como a julgariam os pais se conhecessem a vida dela? • conjunção subordinativa.: Que o vento te leve os meus recados de saudade.: Quero que te cuides. mesmo quando oculta na oração subordinada Ex. • qualquer um dos casos citados acima atrai .

[1] Ex. Caso Facultativo Após pronomes pessoais do caso reto não é obrigatória a próclise. 3. denomina-se ênclise a colocação dos pronomes oblíquos átonos depois do verbo. Quando o verbo inicia a oração (a não ser sob licença poética.: "Eu me garanto" e "Eu garanto-me" estão corretos. não se devem iniciar orações com pronomes oblíquos). 2. Quando o verbo está no imperativo afirmativo.2010 obrigatoriamente o pronome. É usada principalmente nos casos: 1. Quando o verbo está no gerúndio (sem a preposição em) . Quando o verbo está no infinitivo impessoal. 4. Ênclise Em gramática.

e o verbo é mantido inalterado. la. a. nas. o verbo perde sua última letra e a nova forma deverá ser re-acentuada de acordo com as regras de acentuação da língua. "põe-as" torna-se "põe-nas". • • • "Vou comer-o" torna-se "vou comê-lo". No caso de verbos terminados em m. Por exemplo: • "peguem-os" torna-se "peguem-nos". os pronomes o. • . sons nasais. Nesse caso. los. las quando estão ligados a verbos terminados em r. Os pronomes oblíquos átonos o. "faz-os" torna-se "fá-los". "comes-o" torna-se "come-lo" (não há mudança de acentuação). na. ou seja. a.Não deve ser usada quando o verbo está no futuro do presente ou no futuro do pretérito. s ou z. os. Neste caso é utilizada a mesóclise. as assumem as formas lo. Por exemplo: • "tirar-a" torna-se "tirá-la". os. as assumem as formas no. õe ou ão. nos.

Ex. Mesóclise Denomina-se mesóclise a colocação do pronome oblíquo átono no meio do verbo.: Tê-lo-ia perguntado a(o) meu pai. se o tivesse visto na ocasião. antes do verbo.2010 Observação: Em linguagem coloquial. Ou seja: . Utiliza-se quando o verbo está no futuro do presente ou no futuro do pretérito do indicativo e não há. era possível colocar o pronome entre os dois verbos. palavra que justifique o uso da próclise. Com a evolução da língua. no Brasil. mas manteve-se a possibilidade de deixar o pronome em posição mesoclítica. Sendo o futuro analítico uma forma composta. o verbo auxiliar foi assimilado como desinência do verbo principal. é comum utilizar o pronome reto em substituição ao pronome oblíquo Por exemplo: "peguem eles!". Este tipo de construção não é adequada em linguagem formal. A construção da mesóclise é possível graças à origem do futuro sintético (formado por apenas uma palavra): o futuro analítico. que no latim era formado pelo verbo principal no infinitivo e pelo verbo habere (haver) no presente.

• Ter hei => terei Ter hás => terás Ter há => terá Ter hemos => teremos Ter heis => tereis Ter hão => terão • • • • • .

2010 Período composto: processos sintáticos de estruturação. comportamento sintático das orações e relações lógico-discursivas marcadas pelos conectores Sintaxe de período composto: .

• Orações coordenadas .

dormiu.2010 • Orações subordinadas Orações Coordenadas são as orações do periodo composto. foi à escola. Devido ao fato de não virem introduzidas por conjunções. Chegou. As formas Sindéticas são clasificadas em 5 partes. . deitou. dormi. • • As Orações Coordenadas são divididas em 2 grupos os Sindéticos e os Assindéticos. Por exemplo: Cheguei. almoçou. devem sempre ser separadas por vírgulas.Se os verbos de um periodo composto forem idependentes chamaremos o período de Coordenadas. Sindéticas São elas as frases que possuem conjunção. brinquei. Assindéticas São as orações que não são introduzidas por conjunção. Chegou. Ex: Fomos para casa e comemos frutas.

Oração coordenada sindética aditiva Oração coordenada sindética Adversativa Oração-->Possui obrigatóriamente o verbo Coordenadas->Verbos independentes Sindética-->Possui conjução Adversativa--> Ideia de oposição Ex: Fui à escola. mas não estudei. "fui a escola"--> Oração coordenada assindética "mas não estudei"-->oração coordenada sindética adversativa Oração coordenada sindética alternativa Oração-->Possui obrigatóriamente o verbo Coordenadas->Verbos independentes Sindética-->Possui conjução Alternativa--> Ideia de opção .Oração coordenada assindética "mas também fui À padaria" .Oração coordenada sindética aditiva Oração-->Possui obrigatoriamente o verbo Coordenadas->Verbos independentes Sindética-->Possui conjução Adtiva->Ideia de soma Ex:Fui ao mercado mas também fui à padaria "fui ao mercado" .

"Todo homem chora" -->Periodo composto simples absoluto "Sou homem"-->Oração coordenada assindética "logo choro" . logo choro.Sou homem.2010 Ex:Ou você come ou você fala "Ou você come ou você fala"-->Oração coordenada assindética alternativa Oração coordenada sindética explicativa Oração-->Possui obrigatóriamente o verbo Coordenadas->Verbos independentes Sindética-->Possui conjução Explicativa--> Ideia de explicação Ex:Não fui ao cinema porque estava sem dinheiro "Não fui ao cimena" --> Oração coordenada assindética "Porque estava sem dinheiro" --> Oração coordenada sindética explicativa Oração coordenada sindética conclusiva Oração-->Possui obrigatóriamente o verbo Coordenadas->Verbos independentes Sindética-->Possui conjução Conclusiva--> Ideia de conclusão Ex:Todo homem chora.

-->Oração coordenada sindética conclusiva • As orações coordenadas sindéticas são introduzidas por uma conjução chamada de coordenativa. .

• Exemplo: Aguardo que você chegue.2010 • Oração subordinada é a que exerce uma função sintática em relação a uma outra oração. • . chamada oração principal e que pede complemento.

esta oração exerce função sintática do objeto direto. A oração "que você chegue" está completando o sentido do verbo transitivo direto "aguardo".• Temos aí duas orações: "Aguardo" e "que você chegue". as orações subordinadas pode ser classificadas em: Substantivas. Orações subordinadas substantivas . • Dependendo da função sintática que exercem. portanto. Adjetivas ou Adverbiais.

aposto. objeto indireto. iniciam por conjunções integrantes (que e se). complemento nominal e predicativo). objeto direto. Na oração subordinada substantiva a oração subordinada pode ser: .2010 São aquelas que exercem sentido dentro dos substantivos (sujeito.

.• Subjetiva (O.S.): exercem função de sujeito do verbo da oração principal.S. (O que é provável?).S. É provável que ele chegue ainda hoje.

2010 • Objetiva Direta (O. Desejo que todos venham. . deseja algo.D.O.S. alguma coisa).): exercem função de objeto direto (não possui preposição). (Quem deseja.S.

Necessitamos de que todos nos ajudem. (Quem necessita.S.• Objetiva Indireta (O.): exercem função de objeto indireto (possui preposição obrigatória.O.I.necessita DE algo.S. DE alguma coisa ou DE alguem) . que vem depois de um VERBO).

S.2010 • Predicativas (O. Meu desejo era [verbo de ligação] que me dessem uma camisa.): exercem função de predicativo.P.S. .

.C.S. Tenho esperança de que ela ainda volte.• Completivas Nominais (O.S.): exercem função de complemento nominal de um nome da oração principal.N.

S. (Isso: subjetiva.S. predicativa) Fiquei pensando que valia a pena.) no meio da oração mas exercem função de aposto do mesmo jeito. = Quero isso. Ou seja.A.S. . 2º=objeto direta:A menina quis que eu comprasse sorvete.(A menina quis:oracoa principal). (Disso: completiva nominal ou objetiva indireta) Quero que venha para a guerra.2010 • Apositivas (O. objetiva direta. = Fiquei pensando nisso. todas as orações subordinadas substantivas podem ser trocadas por isso.S.(Que o grupo melhore:O. Orações subordinadas 1º=subjetivas:É preciso que o grupo melhore.S. disso ou nisso.): nem todas as apositivas têm dois pontos (:)ou ponto e virgula (.(É preciso:oracao principal).(Que eu comprasse soverte:O.OBJETO DIRETA). Desejote uma coisa: que sejas muito feliz. (Nisso: completiva nominal ou objetiva indireta). Veja os exemplos: Precisamos de que venha para a aula.SUBJETIVA). = Precisamos disso.S.

(De que alguem a ajude:O.COMPLETIVA NOMINAL).OBJETO DIRETA). 4º=objeto indireta:A mulher precisa de que alguem a ajude.PREDICATIVA).(A verdade é:oracao principal).APOSITIVA).S.S.S.(De que aconteca algo inesperado:O.S.S.S.S. Orações Subordinadas Adverbiais .(Tenho vontade:oracoa principal).(Toda a familia tem o mesmo objetivo:oracao principal).3º=predicativa:A verdade é que voce não virá. 5º=completiva nominal:Tenho vontade de que aconteca algo inesperado.(Que voce não virá:O.(Que eu passe no vestibular:O.S. 6º=apositiva:Toda a familia tem o mesmo objetivo:que eu passe no vestibular. (A mulher precisa:oracao principal).

conquanto. assim como. Ex: Embora chova. posto que. visto que. Dividem-se em: • Causais: exprimem a causa do fato que ocorreu na oração principal. principalmente. mesmo que. como. Principais conjunções:embora. do que. Ex: Essa mulher fala como um papagaio. como:> • Comparativas: representam o segundo termo de uma comparação. por mais . uma vez que. vou à praia. como que. já que. • Concessivas: indica uma concessão entre as orações. Iniciadas. Principais conjunções: que. Ex 2 : A menina chorou porque apanhou da mãe Principais conjunções: porque. ainda que. Ex: Já que está chovendo vamos dormir. (tanto) quanto.2010 São introduzidas por conjunção subordinativa (exceto a conjunção integrante) e funcionam como adjunto adverbial da oração principal. a menos que. se bem que.

indica uma finalidade. contando que. segundo. • Consecutivas: traduzem a conseqüência ou o efeito do que se declara na oração principal. a menos que. tanto. Principais conjunções: se. de sorte que. . • Finais: exprimem finalidade. • Conformativas: exprimem acordo. desde. Principais conjunções: que (precedida de tal. conforme. Principais conjunções:como.Ex: "fiz isso para que me perdoassem". • Condicionais: expressa uma condição. não irei à praia. concordância de um fato com o outro. Ex: Se chover. salvo se. Ex: Todos estudam para que possam vencer. Ex: Falei tanto.que. exceto. que fiquei rouco. consoante. sem que. tamanho). Ex: Cada um colhe conforme semeia. caso. tão. de modo que.

• Temporais: indicam circunstância de tempo Ex: Logo que chegou.2010 Principais conjunções: para que. apenas. à proporção que. que apresentam as seguintes características: . • Proporcionais: expressa proporção entre as orações. logo que.. antes que. até que. quanto mais. Principais conjunções: à medida que. enquanto.. mal. quanto mais. assim que. ao passo que. que. a fim de que.mais. Ex: O trânsito piorava à medida que a chuva aumentava.. Orações Subordinadas Reduzidas As orações subordinadas podem aparecer sob a forma de orações reduzidas. sentou-se no sofá. depois que. Principais conjunções: quando.

• Verbo em uma das formas nominais (Gerúndio. Particípio ou Infinitivo). .

Atenção . • Reduzida de Gerúndio: Encontrei as crianças brincando no jardim. São classificadas em: • Reduzida de Infinitivo: Meu desejo era viajar para a Grécia. DICA: esse tipo de oração pode ser substituído pelos pronomes demonstrativos.2010 • Não são introduzidas por conectivos (Conjunções Subordinativas ou Pronomes Relativos). • Reduzida de Particípio: Apresentado o resultado. todos discordarão.

A maneira de ele trabalhar não é satisfatória.Foi difícil para mim fazer isto. No lugar deles. .) • Os pronomes pessoais oblíquos mim e ti não devem ser usados como sujeito das orações reduzidas de infinitivo. .) . devem ser usados os pronomes pessoais retos eu e tu. (não: Foi difícil para eu fazer isto. (não: A maneira dele trabalhar não é satisfatória.• O sujeito das orações reduzidas de Infinitivo não deve ser contraído com a Preposição de.

A criança ficou contente com o presente. homônimos. Antônimos São palavras que apresentam significados opostos. hipônimos. denotação e conotação Sinônimos São palavras que possuem significados iguais ou semelhantes. Eles ficaram alegres com a notícia. antônimos.2010 Sinônimos. hiperônimos. parônimos. contrários. O faturista corrigiu o erro da nota fiscal. polissemia. Exemplo: O faturista retificou o erro da nota fiscal. .

Cinco jurados condenaram e apenas dois absolveram o réu. Exemplo: Eles foram caçar. mas ainda não retornaram. .Exemplo: Precisamos colocar ordem nessa baderna. matar) Vão cassar o mandato daquele deputado. mas significados diferentes. (caçar – prender. (cassar – ato ou efeito de anular) Os homônimos podem ser: Homônimos homógrafos. Homônimos São palavras que apresentam a mesma pronúncia ou grafia. pois já está virando anarquia.

2010 Homônimos homófonos. Homônimos perfeitos. Homônimos homógrafos São palavras iguais na grafia e diferentes na pronúncia. Exemplos: Almoço (ô) – substantivo Almoço (ó) – verbo Jogo (ô) – substantivo Jogo (ó) – verbo Para – preposição Pára – verbo .

Exemplos: Cela – quarto de prisão Sela – arreio Coser – costurar Cozer – cozinhar Concerto – espetáculo musical Conserto – ato ou efeito de consertar Homônimos perfeitos São palavras que possuem a mesma pronúncia e mesma grafia. Exemplos: Cedo – verbo .Homônimos homófonos São palavras que possuem o mesmo som e grafia diferente.

2010 Cedo – advérbio de tempo Sela – verbo selar Sela – arreio Leve – verbo levar Leve – pouco peso Parônimos São palavras que possuem significados diferentes e apresentam pronúncia e escrita parecidas. Exemplos: Emergir – vir à tona Imergir – afundar Infringir – desobedecer Infligir – aplicar .

banco Aço – metal Asso – verbo (1ª pessoa do singular. presente do indicativo) Banco – assento com encosto Banco – estabelecimento que realiza transações financeiras.divisão . Cerrar – fechar Serrar – cortar Cessão – ato de ceder Sessão – reunião Secção/seção .Relação de alguns homônimos Acender – pôr fogo Ascender – subir Acento – sinal gráfico Assento – tampo de cadeira.

chefe de tribo ou soberano Concerto – sessão musical Conserto – reparo. enlevado Estrato – tipo de nuvem . padecer Espiar – espionar. observar Estático – imóvel Extático – posto em êxtase.cesta pequena Sexto – numeral ordinal Cheque – ordem de pagamento Xeque – lance no jogo de xadrez Xeque – entre os árabes.2010 Cesto . ato ou efeito de consertar Coser – costurar Cozer – cozinhar Expiar – sofrer.

fragmento. inserido Chácara – pequena propriedade campestre Xácara – narrativa popular Relação de parônimos Absolver – perdoar Absorver – sorver Acostumar – habituar-se Costumar – ter por costume Acurado – feito com cuidado Apurado – refinado Afear – tornar feio . impreciso Inserto – introduzido. resumo Incerto – indeterminado.Extrato – trecho.

ampliar Eminente – alto. devasso Cavaleiro – que anda a cavalo Cavalheiro – homem educado Comprimento – extensão Cumprimento – saudação Deferir – atender Diferir – adiar. retardar Delatar – denunciar Dilatar – estender.2010 Afiar – amolar Amoral – indiferente à moral Imoral – contra a moral. elevado. excelente Iminente – que ameaça acontecer Emergir – sair de onde estava mergulhado .

perda do poder aquisitivo Infração – violação Ótico – relativo ao ouvido Óptico – relativo à visão Peão – homem que anda a pé .Imergir – mergulhar Emigrar – deixar um país Imigrar – entrar num país Estádio – praça de esporte Estágio – aprendizado Flagrante – evidente Fragrante – perfumado Incidente – circunstância acidental Acidente – desastre Inflação – aumento geral de preços.

2010 Pião – brinquedo Plaga – região. (contato ou conexão . Exemplo: Estou com uma dor terrível na minha cabeça. (chefe) Graves razões fizeram-me contratar esse advogado. (parte do corpo) Ele é o cabeça do projeto. (importante) O piloto sofreu um grave acidente (trágico) Ele comprou uma nova linha telefônica. país Praga – maldição Pleito – disputa eleitoral Preito – homenagem POLISSEMIA É o fato de uma palavra ter mais de uma significação.

Exemplo: Janine tem um coração de gelo. usual. (sentido próprio) DENOTAÇÃO É uso da palavra com seu sentido original. Exemplo: A torneira estava pingando muito. (traço contínuo duma só dimensão) DENOTAÇÃO E CONOTAÇÃO As palavras podem ser usadas no sentido próprio ou figurado. (sentido figurado) Sempre tomo uísque com gelo.telefônica) Nós conseguimos traçar a linha corretamente. .

2010 O sol brilhava intensamente hoje. É um verdadeiro mar de emoções essa música. Exemplo: Ele tem um coração de manteiga. CONOTAÇÃO É o uso da palavra diferente do seu sentido original. .

Figuras de linguagem .

que são características globais do texto. São formas de expressão mais localizadas em comparação às funções da linguagem. Podem relacionar-se com aspectos semânticos.2010 Figuras de linguagem são estratégias que o escritor pode aplicar no texto para conseguir um efeito determinado na interpretação do leitor. . fonológicos ou sintáticos das palavras afetadas. Por exemplo: O único sentido oculto das coisas É elas não terem sentido oculto nenhum. É muito usada no dia-a-dia das pessoas.

• Ex. . No paradoxo. as ideias aparentam ser contraditórias. Antítese consiste na exposição de palavras contrárias. Na explicação do professor Paulo Hernandes fica evidente a diferença entre estas duas figuras de linguagem frequentemente confundidas: "Como podemos ver. Sinestesia Consiste na fusão de impressões sensoriais diferentes.: Aquela criança tem um olhar tão doce.: Já estou cheio de me sentir vazio. • Ex.ou a palavra apropriada não ser de uso comum. • Ex.: Não deixe de colocar dois dentes de alho na comida. mas é adotada por não haver outra palavra apropriada .: Ele não odeia. na antítese. mas podem ter explicação que transcende os limites da expressão verbal. apresentam-se ideias contrárias em oposição. • Ex.Tentei dizer mais de um milhão de vezes! (Exemplo de hipérbole) Figuras de linguagem mais usadas Antítese e Paradoxo Paradoxo é a aproximação de ideias contrárias." Catacrese É a figura de linguagem que consiste na utilização de uma palavra ou expressão que não descreve com exatidão o que se quer expressar. ama.

na verdade. se chorares!" Metonímia ou Transnominação É a figura de linguagem que consiste no emprego de um termo por outro.2010 Comparação Como o próprio nome diz. essa figura de linguagem é uma comparação feita entre dois termos com o uso de um conectivo. dada a relação de semelhança ou a possibilidade de associação entre eles. Hipérbole ou Auxese É a figura de linguagem que consiste no exagero. (Ninguém. • Ex.: O Amor queima como o fogo. mas as obras dele em geral.: Lemos Machado de Assis por interesse.) . Disfemismo ou Cacofemismo É uma figura de estilo (figura de linguagem) que consiste em empregar deliberadamente termos ou expressões depreciativas. • Ex. sarcásticas ou chulas para fazer referência a um determinado tema. Definição básica: Figura retórica que consiste no emprego de uma palavra por outra que a recorda. • Ex. coisa ou pessoa. • Ex.: Comer capim pela raiz. Metáfora É uma comparação feita entre dois termos sem o uso de um conectivo. • Ex. opondo-se assim. Expressões disfêmicas são freqüentemente usadas para criar situações de humor. ao eufemismo.: Eu sou um poço de dor e estupidez.: "Rios te correrão dos olhos. lê o autor.

geralmente com intenção sarcástica. • Ex.: Meu irmão é um santinho (malcriado).: Visitamos a cidade-luz. Perífrase Consiste no emprego de palavras para indicar o ser através de algumas de suas características ou qualidades.: Você faltou com a verdade (Em lugar de mentiu). • Ex. Eufemismo Consiste em suavizar um contexto.: O Sol amanheceu triste e escondido. (Paris) Ironia Consiste em apresentar um termo em sentido oposto. (Leão) Ex.Personificação ou Prosopopeia É uma figura de estilo que consiste em atribuir a objetos inanimados ou seres irracionais sentimentos ou ações próprias dos seres humanos. • Exemplo. . • Ex.: Ele é o rei dos animais. • • Ex. Ironia Sugestão pela entonação e pelo contexto de algo contrario que pensamos. Inácia mestra na arte de judiar de crianças. : A excelente Dr.

na maior parte das línguas. divide as palavras em fonemas e estabelece sinais capazes de representar cada um deles. Dois desses problemas: nem sempre a grafia (letra) é capaz de representar com exatidão a pronúncia (fonema). Desde épocas muito remotas. com o decorrer do tempo. o homem preocupou-se em representar visualmente os sons da fala. A escrita. utilizavase de desenhos e outros sinais. Com o tempo. . podem surgir problemas. Hoje. surgiu a escrita. ortoepia e prosódia Ortografia é a parte da gramática que trata da escrita correta das palavras. mas também através de discos e fitas magnéticas. de modo que.2010 Ortografia. Ao transformar a mensagem falada em mensagem escrita. Esses sinais são as letras. Para isso. a fixação da língua falada faz-se não só através da escrita. a língua falada alterna-se muito mais rapidamente que a escrita. pode-se criar uma diferença considerável entre uma e outra.

.

W e Y no alfabeto. Ex: byroniano (de Byron). K. C. Q. V. C. N. O. T. M. L. L. E. H. G. K (potássio). de modo geral. R. D. pela silabação. I. Z. H. R. X. A inserção dessas letras nada muda. W. N. M. P. Z Inclusão das letras K. U. O. G. já que seu emprego continua restrito à grafia de nomes derivados de nomes próprios estrangeiros. S. B. Novo Acordo . D. V. P. S. X. I.26 letras A.A separação das sílabas de um vocábulo se faz. E.2010 O ALFABETO: 1943 – 23 letras A. Q. em abreviaturas e como símbolos de alguns termos técnicos de uso internacional. SEPARAÇÃO DE SÍLABAS: O que diz a Regra Antiga: 1 . e não pelos elementos constituídos . J. km (quilômetro). F. U. Y. T. B. J. F.

segundo a etimologia. 2 . de duas consoantes + duas consoantes = pers-cru-tar.dar-mor -nos -lhe 3 . C – os encontros consonantais disjuntos: de uma consoante + uma consoante = op-tar. a partição se dá onde está o hífen – que se repete na linha seguinte. sa-ú-de. de uma consoante + duas consoantes = es-tre-la. pas-sar. des-cer. xc): car-ro. pa-ís. tran-as-tlân-ti-co. B – os dígrafos (rr.No caso de haver hífen. Ex: bi-sa-vô. ss. . ex-ceto. Ex: altar.Separam-se: A – os hiatos: co-or-de-nar. de três consoantes + uma consoante = felds-pa-to.perdoai. sc.

Não se separam: A – os ditongos: pai-as-gem. bru-ma. de-sa-pa-re-cer. sin-to. B – os tritongos: sa-guão.2010 4 . sem atender necessariamente aos elementos constitutivos de natureza etimológica: bi-sa-vô. goi-a-ba. qu. psi-co-lo-gia. E – o m e o n diacríticos de nasalisação: âm-bar. D – os grupos consonantais: bra-vo. de-si-guais. gui-o.Tem-se por antiestético deixam uma só letra numa das linhas. A partição da palavra no fim da linha implica o emprego do hífen. que-ro. C – os dígrafos (ch. guai-ar. pa-lha-ço. ganhar. á-gua. lh. nh. . Convém que se evitem seprações como: e-levar Graja-ú sa-í Já o Novo Acordo estabelece que a divisão silábica faz-ze em regra por soletração: a-ba-de. O texto do Novo Acordo exemplifica algumas regras para a separação silábica. 5 . gu): fe-char.

pe-quei. amá-/-lo. com valor de nasalidade. op-tar. qu em que o u se pronuncia: á-gua. Separam-se no interior da palavra as sucessões de duas consoantes que não constituem propriamente grupos e as sucessões de m ou n. am-bição. de-cla-rar. Os dígrafos gu e qu não se separam da vogal ou ditongo imediato: ne-gue. e uma consoante: ab-dicar. ab-soluto. lh. nh: ran-cho. em que a separação silábica é feita. insti-tui. sacristães. deve-se repetir o hífen na linha imediata: couve-/-flor. se esse ocorrer no final da linha.Não se separam as sucessões de duas consoantes que constituem grupos perfeitos: nu-bla-do. Mantendo o princípio já utilizado no sistema de 1943. com base na . Nunca se separam vogais consecutivas pertencentes a ditongos decrescentes: ai-roso. desenganar. de modo geral. cadei-ra. lo-quaz. vi-zi-nha. Da mesma maneira que as combinações gu. a-pro-var. ambíguo. de-cre-to e nem se separam os dígrafos ch. Na separação de palavras que apresentam hífen. ma-lha.

Erros cometidos contra a ortoépia são chamados de cacoepia. A ortoépia está relacionada com: a perfeita emissão das vogais.pronunciar erradamente vogais quanto ao timbre: pronúncia correta. timbre aberto (é. ô): omolete. o texto do Novo Acordo nada altera quanto à divisão silábica das palavras. Alguns exemplos: a. alcova. se nela fossem incluídas as vogais consecutivas pertencentes também a ditongos crescentes e tritongos. alcova. Ortoépia Ortoépia é a correta pronúncia dos grupos fônicos. ó): omelete. segundo a etimologia. a correta articulação das consoantes e a ligação de vocábulos dentro de contextos. timbre fechado (ê. crosta .2010 soletração e não nos elementos que constituem a palavra. crosta pronúncia errada. A regra das vogais consecutivas pertencentes a ditongos decrescentes poderia ser mais completa.

omitir fonemas: .b.

mendigo/ mendingo. trabalhar/trabalha.acréscimo de fonemas: reivindicar/revindicar pneu/peneu. bicarbonato/ bicabornato. muçulmano/ mulçumano f. abóbora/abóbra. bueiro/ boeiro e. bugiganga/ bungiganga g. amor/amo.pronunciar a crase: ou buginganga . freada/ freiada.troca de posição de um ou mais fonemas: caderneta/ cardeneta. cabeçalho/ cabeçário.2010 cantar/ canta.nasalização de vogais: sobrancelha/ sombrancelha.prostrar/ c. prostar.substituição de fonemas: cutia/cotia.bandeja/ bandeija d.

/ A aula iria acabar àas cinco h.A aula iria acabar às cinco horas.ligar as palavras na frase de forma incorreta: horas .

ureter. poliglota. mister. pudico. álibi. 3) proparoxítonas: aeródromo. Cister. refém.2010 correta: horas. hangar. tulipa. caracteres. gratuito.antídoto. barbárie. condor. Abaixo estão relacionados alguns exemplos de vocábulos que freqüentemente geram dúvidas quanto à prosódia: 1) oxítonas: cateter. avito. 2) paroxítonas: avaro. ônix. Nobel. elétrodo. recém. negus. ibero.ciclope. âmago. erudito. alcoólatra. ruim. novel. sutil. rubrica. A aula/ iria acabar/ às cinco horas. exemplo de ligação incorreta: A/ aula iria/ acabar/ às/ cinco Prosódia A prosódia está relacionada com a correta acentuação das palavras tomando como padrão a língua considerada culta. cartomancia. .

protótipo. de acordo a acentuação: Exemplo: valido/ válido Vivido /Vívido . zéfiro. Exemplos: acrobata e acróbata / crisântemo e crisantemo/ Oceânia e Oceania/ réptil e reptil/ xerox e xérox e outras. oscilante. vermífugo. Há algumas palavras cujo acento prosódico é incerto. mesmo na língua culta. Outras assumem significados diferentes.lêvedo.FIM - . quadrúmano.

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