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Agora, tudo acabou, depois de tanto esperar, depois de dias de esperana, depois de meses de angstia, depois de tantas lgrimas derramadas, depois de tanto sofrer. Percebi, finalmente a realidade, a realidade nua e crua. Aquela que em mim causou ferida, que escondeu o meu sorriso, que corroeu o meu corao, que chamou pelas minhas lgrimas. Realidade estpida e intil, arrebatadora e desgastante. Realidade de sofrimento e dor, sfrega e sublime. E agora? Que serei eu sem ti? Meu corao palpita por te ver, os meus ouvidos esperam ouvir a tua voz, os meus olhos sofrem pelo brilho que tu lhes levaste, a minha alma chama por ti, j gritei, j chorei, j berrei com todas as minhas foras. Chamei por ti, pedi-te que voltasses, preciso de ti, preciso de uma ltima oportunidade. Volta, no me deixes aqui sozinha, tenho medo, medo da escurido deste poo, medo do vazio que est dentro de mim, medo desta realidade mortal, medo desta vida que tanto me tem feito sofrer, medo de acordar noutro mundo, assim, sem mais nem menos, tenho medo de no ser forte o suficiente para suportar isto, tenho medo... do dia, da noite, do sol e do luar, tenho medo, at de mim mesma. Ana Filipa Batista :)