P. 1
Resumo Completo de Geografia Do Brasil

Resumo Completo de Geografia Do Brasil

|Views: 4.662|Likes:
Publicado porAlessandra Pinheiro

More info:

Published by: Alessandra Pinheiro on Jan 10, 2012
Direitos Autorais:Attribution Non-commercial

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as DOCX, PDF, TXT or read online from Scribd
See more
See less

07/09/2013

pdf

text

original

Resumo completo de Geografia do Brasil

RESUMO DE GEOGRAFIA DO BRASIL-PROF GESIEL OLIVEIRA CAP I ² O Processo de Construção do Espaço Brasileiro Formação geo-histórica do território brasileiro ‡ A expansão Marítimo-Européia (século XV ² XVI) ‡ Busca de novas mercadorias ‡ Expansão dos mercados Desenvolvimento do capital mercantil na Europa (Burguesia Mercantil) Principais Conseqüências ‡ Incorporação de áreas para serem domínios das potências européias (Colônias) ‡ Neocolonialismo (Dominação econômica) ‡ Inserção do Brasil no modelo capitalista de produção. FRENTES ECONÔMICAS: A Economia o Espaço Colonial e o Processo de Expansão do território. 1.1-A FRENTE DA ECONOMIA AÇUCAREIRA: A) Contexto: a partir da quarta década do século XVI. B) Espaço: litoral oriental do nordeste(zona da mata). C) Características: ‡ posição geográfica litorânea privilegiada ‡ iminência de Portugal perder tal território para outras potencias ‡ clima tropical úmido e do solo de massapé ‡ implantação do sistema de capitanias hereditárias ‡ culturas secundarias (interior) pecuária extensiva bovina e algodão no sertão e cultivo do fumo no recôncavo baiano ‡ Nordeste: como centro econômico e político da colônia (capital Salvador 1580-1763) ‡ Amazônia: Coleta drogas do sertão: séc XVII 1.2- A ECONOMIA MINERADORA E A EXPANSÃO TERRITORIAL: A) Contexto: Século XVIII. B) Espaço: Interior do espaço brasileiro como os estados de Minas Gerais (sudeste), Goiás e Mato Grosso (Centro-Oeste). C) Fatores: C.1 - A decadência da economia açucareira, (proibição de comercio do açúcar com os holandeses) C.2 - Entrada e bandeiras (busca de jazidas de metais e pedras preciosas, bem como para à caça ao índio, destruição de quilombos e fundação de fortes), que consistiu na deflagração de expedições particulares e estatais. Características: - A frente da mineração manteve a mesma estrutura político-sócio-econômico da economia açucareira. - A grande participação do estado português na cobrança de imposto sobre a produção mineral, o que deu origem a movimentos de contestação a Portugal, como a inconfidência mineira. - A predominância de técnicas de exploração do ouro arcaicas,(esgotamento precoce das jazidas e desse ciclo econômico) no final do século XVIII. - A transferência do eixo econômico do nordeste para o Centro-Sul (Minas Gerais e Rio de Janeiro)-Capital Copabana 1763-1961 -Migrações e povoamento em direção ao interior do país com a fundação de cidades ao longo das áreas produtoras de minerais preciosos.

1.3 - A ECONOMIA CAFEEIRA: A) Contexto: Primeira metade do século XIX ate meados do século atual. B) Espaço: Centro-Sul brasileiro (Vale do Paraíba, Oeste paulista e Norte do Paraná). C) Fatores: a abertura dos portos (1808), a quebra do pacto colonial, a vinda da família real para o Brasil. C.3 - A grande participação do capital britânico, que financiou a infra-estrutura para o beneficiamento do café, através de empréstimos financeiros, visando incorporar ainda o Brasil como um grande mercado consumidor e fonte de matérias-primas para a economia inglesa. Conseqüência da Cafeicultura ‡ A fundação de cidades importantes ao longo das ferrovias. ‡ A expansão do transporte ferroviário e o aparelhamento do porto de Santos. ‡ a imigração estrangeira, sobretudo de italianos, que contribuíram ara o processo de industrialização. ‡ O acúmulo e capitais, utilizados posteriormente na industrialização. ‡ A descentralização política, com a adoção da República e a política dos governadores. 1.4- O arquipélago econômico: regiões que desenvolviam atividades com relações precárias, sem uma efetiva integração econômica do país ate a década de trinta. Cinco grandes regiões mercantis: a) centro cafeeiro, com núcleo no Rio de Janeiro:b) o nordeste açucareiro e algodoeiro, centrado em recife;c) a Bahia ³ com sede em Salvador ³ que inicia o período como produtora de açúcar e fumo, mas que lentamente transforma-se em exportadora de cacau no final do século XIX; d) o sul, orientado para a pecuária e para a fabricação de charque: e, por final, e) a Amazônia, que assume importância crescente no exterior brasileiro, no ultimo quarto do século XIX, através das exportações de borracha natural, (1870-1912) centrada em Belém, secundada em Manaus. Cap II- A INDUSTRIALIZAÇÃO BRASILEIRA 2.1 ² Característica da Industrialização Brasileira ‡ Foi do tipo tardia ou retardatária. ‡ Utilizou capital e tecnologia do exterior, originando a dependência tecnológica e o endividamento externo. ‡ Ocorreu a priorização das industrias e bases de consumo, em detrimento às de bases, originando um parque industrial incompleto. ‡ Por ter se acelerado no período entre guerras. ‡ Por ser do tipo substitutiva. ‡ Concentrada no Sudeste Brasileiro (principalmente em SP e RJ) ‡ O processo industrial solidificou-se a partir da década de 50 com a abertura do mercado com grandes empréstimos do exterior, medidas essas que integravam o Plano de Metas do Governo J.K. ‡ A metrópole paulista e o ABCD : Ao longo do eixo da via Anchieta - Imigrantes, na direção da Baixada Santista, os municípios de Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul e Diadema passaram a abrigar as grandes montadoras automobilísticas implantadas no governo de Juscelino Kubitschek (1956-1961). Com elas, instalaram-se fábricas de autopeças e metalúrgicas e, mais tarde, indústrias químicas. O chamado ABCD transformou-se na maior região industrial da América Latina. ‡ O vale do Paraíba: É o coração econômico do Brasil, maior concentração populacional, industrial e científica

2.2 ² Conseqüências do Processo Industrial ‡ A divisão territorial do trabalho na Amazônia, Nordeste e Centro-Sul, originando um desenvolvimento desigual e combinado. ‡ A superação do isolamento regional, através da efetivação da estratégia de ´Integração Regionalµ por meio das rodovias radiais e a construção de Brasília. ‡ A hipertrofia do setor terciário e a expansão informal, em virtude da indústria não terem absorvido a maioria da população que imigrou o campo. ‡ Acentuação da dependência externa em virtude do grande endividamento. ‡ Na déc. de 80 começa a desconcentração industrial: para o interior, menos impostos, preço de imóveis. As indústrias se dividem, genericamente, em dois setores básicos: a) O setor de bens de produção e b) bens de consumo. Assim, a indústria de bens de produção ou de bens de capital produz mercadorias que são utilizadas pelos capitalistas para produzir outras mercadorias, que têm como destino o consumidor final. Essa indústria pode ser subdividida em: ‡ de bens intermediários, quando produz matérias-primas ou insumos básicos destinados a outras indústrias; ‡ de bens de equipamento, quando produz maquinário utilizado para a produção de novas mercadorias. A indústria de bens de consumo é produtora de mercadorias destinadas ao consumidor final. Subdivide-se em: ‡ de bens duráveis, quando suas mercadorias apresentam um ciclo de reposição longo, como é caso da indústria automobilista e de eletrodomésticos; ‡ de bens não duráveis, quando suas mercadorias têm ciclo de reposição curto, como ocorre com a indústria têxtil, alimentícia, de calçados, etc. CAP III - URBANIZAÇÃO BRASILEIRA Processo acelerado de urbanização a partir da segunda metade do século XX. (20.000.000 em 1950, e 180.000.000 em 2007), Na última década do século XX, o número de pessoas vivendo nas áreas rurais do Brasil baixou para 31,8 milhões, número inferior àquele registra¬do 50 anos antes. No início do século XXI, menos de 30% dos brasileiros vivem nas zonas rurais. Desigualdades regionais O processo de urbanização da população brasi¬leira não é uniforme. As diferentes regiões e estados do país apresentam uma urbanização desigual e con¬trastes marcantes na distribuição da população en¬tre o meio rural e o meio urbano. As desigualdades no ritmo do processo de urba¬nização refletem as disparidades econômicas regio¬nais e a própria inserção diferenciada de cada região na economia nacional. A elevada parcela da população urbana no con¬junto total da população do Sudeste expressa um estágio avançado de modernização econômica, com profunda transformação da economia rural e subordinação da agropecuária à indústria. Expres¬sa também o peso decisivo da economia urbana na produção regional da riqueza. A Região Sul viveu um processo de urbanização lento até a década de 1970. A estrutura agrária familiar e policultora restringia o êxodo rural. De¬pois, a mecanização acelerada da agricultura e a concentração da propriedade da terra impulsio¬naram a transferência rápida da população rural para o meio urbano. No Nordeste, o movimento urbanizador asseme¬lha-se à trajetória sulista anterior a 1970.

Elas se tornaram pólos de atração populacional. A industrialização baseou-se em in¬vestimentos volumosos de capital. Trata-se das migrações inter-regionais direcionadas para o Sudeste. Em poucas décadas. A implantação de uma economia monopolista correspondeu à concentração da produção. Um número reduzido de cidades que apresentavam vantagens prévias foi alvo dos volumosos investimentos. O desenvolvimento insuficiente do mercado regional limita a atração exercida pelas cidades. crescendo e diversificando a sua economia. Outra causa é a persistência de uma estrutura fundiária concentradora. mesmo bastante pre¬cários. O monopólio constituiu o arcabouço da economia urbano-industrial desde a década de 1930 e. A atração exercida pelas cidades só pode ser com¬preendida se analisado o processo de abandono do campo. Essa "revolução silenciosa" teve profundo impacto sobre os padrões de crescimento vegetativo da população. restringindo o crescimento relativo da população urbana. deixando para trás as es¬truturas econômicas e os comportamentos repro¬dutivos típicos do mundo rural. durante a indus¬trialização acelerada do pós-guerra. um pequeno número de aglomera¬ções metropolitanas assentadas sobre uma vasta rede de cidades médias e pequenas. Tocantins e Rondônia. muito mais recente. Os serviços públicos de assistência social e hospitalar. São esses fluxos que explicam a significati¬va parcela de população rural em estados como Maranhão. na transfe¬rência de populações do meio rural para as cidades. A baixa capitalização e produ¬tividade do setor agrícola limita a expulsão da popula¬ção rural. O monopólio das terras por uma elite resulta na carência de terras para a maioria dos trabalhadores rurais. nas últimas décadas. que retém a força de trabalho no campo e controla o ritmo de êxodo rural. Uma das causas da sua forma¬ção é a modernização técnica do trabalho rural. orientaram-se para as áreas rurais. CIDADES E METRÓPOLES Nos países de antiga industrialização do noroeste da Europa. A migração rural-urbana tem como condição pré¬via a formação de uma força de trabalho excedente no campo. foi essencialmen¬te concentrador: gerou cidades grandes e metrópoles. As novas frentes pioneiras agrícolas e o conseqüente fluxo de populações para a Amazônia. sem vínculo empregatício. A presença de um mercado urbano diversificado abre a possibilidade do trabalho infor¬mal. realçam a atração exercida pelo meio urbano. No Brasil. ou seja. provenientes do Estado. AS FORMAS DE URBANIZAÇÃO O processo de urbanização brasileiro apoiou-se essencialmente no êxodo rural. A tendência à metropolização foi um reflexo das condições em que ocorreu a modernização da eco¬nomia do país. com a substituição do homem pela máquina. o movimento urbanizador produziu. de empresas transnacionais ou de grandes grupos privados nacionais. no comércio ou nos serviços. que transferiram popu¬lações do campo nordestino para as áreas urbanas de São Paulo. que perdeu os meios de sobrevivência no setor agropecuário. há mais de um século. Essa carência manifesta-se pela extrema subdivisão e parce¬lamento das propriedades em determinadas áreas. parcela significativa do êxodo rural da popu¬lação nordestina jamais apareceu nas estatísticas re¬gionais. Pará. A continuidade do crescimento vegetativo gera uma pres¬são demográfica sobre a terra. da for¬ça de trabalho e do mercado em determinados pon¬tos do território.Uma popu¬lação rural relativamente elevada decorre da estrutura minifundiária e familiar tradicional da faixa do Agres¬te. o processo de urbanização. o Brasil transformou-se numa sociedade urbana. . a população dirigese às cidades em busca de empregos e salários na construção civil. em função do crescimento das famílias. cuja válvula de es¬cape é o movimento migratório. Além disso. A concentração econômica determi¬nou a aglomeração espacial. Destituída dos meios de sobrevivência na zona rural. principalmente. Minas Gerais e Rio de Janeiro.

Belo Horizonte. A criação das regiões metropolitanas visou fornecer um quadro administrativo capaz de responder às novas realidades urbanas. Porto Alegre. Fortaleza. estabe¬leceu a noção de Região Metropolitana (RM). porém. aplicando-a às nove principais aglomerações ur¬banas do país (São Paulo. o conceito de RM foi estendido para mais 14 áreas. Esse dispositivo legal definiu as RMs como áreas administrativas formadas pêlos maiores municípios do país e pêlos municípios em seu entorno. Essas 23 RMs estão regionalmente assim distri¬buídas: no Sudeste estão São Paulo. Florianópolis. Campi¬nas (SP) e Baixada Santista (SP). norte-nordeste catarinense. As RMs de São Luis. Esse conjunto de áreas metropolitanas concen¬tra cerca de 40% da população brasileira. já que um núcleo urba¬no desse porte apresenta funções urbanas diver¬sificadas e especializadas. As prin¬cipais RMs do Sudeste concentram cerca de metade da população de todo o conjunto das áreas metro¬politanas. a oeste -aprofunda a tendência à formação de uma verdadeira megalópole. a leste. Vale do Itajaí (SC). Natal. Maringá (PR) e Londrina (PR). está conduzindo ao aparecimento da primeira megalópole do país. Porto Alegre. Vale do Itajaí e Vale do Aço. Baixada Santista. e a Serra da Mantiqueira. o êxodo rural conheceu alterações significativas. considera-se como uma área de metropolização ple¬na aquela em que o principal município tenha pelo menos 800. Maringá. e finalmente no Norte na RM de Belém. Londrina. Vitória. no Nordeste encontram-se as de Salvador. em função das grandes transfor¬mações que ocorreram em nosso país e por conta de mudanças nos critérios internacionais de classificação . serviços de saneamento e abas¬tecimento de água para as áreas urbanizadas que englobavam os limites de vários municípios conurbados. Fortaleza e Belém). que contínua a se desenvolver. infra-estrutura viária. Salvador. Belo Horizonte.O processo de metropolização. A antiga e congestionada rodovia Dutra é cada vez mais insuficiente para dar vazão ao tráfego de mercadorias e pessoas. Pelo Vale do Paraíba. características inerentes a uma grande metrópole. Recife. As regiões metropolitanas A Lei Complementar nü 14. Florianópolis. O ritmo de crescimento das cidades médias ultrapassou o das metrópoles. A concentração de estabelecimentos indus¬triais e o crescimento dos núcleos urbanos desse eixo agravam os problemas de circulação da megalópole. Rio de Janeiro. Maceió. leva em conta a estrutura produtiva -. A presença de barreiras físicas muito nítidas . de 1973. Curitiba. Recife. Depois de 1990.A constituição das aglomerações metropolitanas fez emergir um conjunto de problemas que ultra¬passavam a competência política do poder munici¬pal.000 habitantes. Vale do Aço (MG). impondo obras de ampliação da velha rodovia. adensa-se o espaço urbanizado sob o comando ime¬diato das metrópoles de São Paulo e do Rio de Ja¬neiro. a modernização da ponte aérea e a discussão de projetos de ligações ferroviárias mo¬dernas (o trem-bala). NIVEIS DE URBANIZAÇÃO Abaixo estão listados termos comuns ao conceito de metropolização relacionados às . Do ponto de vista quantitativo. inclusas aí as nove áreas originais. em conseqüência da tendência à dispersão industrial pelas ci¬dades do interior. Rio de Janeiro. as demais já apresentam "metropolização plena". podem-se distinguir áreas onde o processo de metropolização já se verificou de forma plena e ou¬tras onde este processo se encontra em diferentes fases de evolução. no espaço geográfico de expansão das duas principais aglome¬rações urbanas brasileiras.a Ser¬ra do Mar. Curitiba. no Centro-Oeste. Grande Vitória.Na última década. Segundo os novos critérios de classificação de RMs. estão no estádio de ´metropolização emergente". norte/nordeste catarinense. especialmente na Região Sudeste.que. além da população. Goiânia e a Região Integrada de Desenvolvimento (Ride) do entorno Brasília. Maceió e São Luís. Natal. As prefeituras não estavam habilitadas paraplanejar o desenvolvimento de meios de transporte. no Sul. valorizando o espaço geográfico do Vale do Paraíba.

Em geral esse processo dá origem a formação de regiões metropolitanas. por exemplo. se retirem dos grandes centros onde os custos de produção são maiores. Nagoya. Tsukuba. PRINCIPAIS MEGALÓPOLES Abaixo está uma lista das maiores megalópoles do globo. ou seja. No Brasil cidades como São Paulo e Rio de Janeiro são metrópoles globais. locais onde se desenvolvem pesquisas de ponta. empresas de serviços financeiros. corporações bancárias e industriais. Quioto. Baltimore e Washington. ‡ Tecnopólo: Corresponde a uma região tecnológica. DC. ‡ Conurbação ou aglomeração urbana:Corresponde ao encontro ou junção entre duas ou mais cidades em virtude de seu crescimento horizontal. Como exemplo temos o Vale do Silício na costa oeste dos EUA. dessas 17 estão em países subdesenvolvidos. ‡ Verticalização:Processo de crescimento urbano que se manifesta através da proliferação de edifícios. principalmente na cidade de Curitiba. No Brasil. ‡ Chippits: Localização: ao norte dos Estados Unidos. dentre outras. Manaus. ‡ Cidade global: são as cidades que polarizam o país todo e servem de elo de ligação entre o país e o resto do mundo. As cidades mundiais estão mais associadas ao mercado mundial do que a economia nacional. agências públicas internacionais. Metrópoles abrangentes: Boston.megalópoles. ou seja. e Belém. População: cerca de 45 milhões de habitantes. formada pela aglutinação e fusão de duas ou mais metrópoles. cidade japonesa. Nova York. Localização: nordeste dos Estados Unidos. Belo Horizonte. ‡ Bos-wash: O nome vem de Boston à Washington. quanto mais verticalizado. População: equivalente à de Bos-wash. pluri-polarizada por metrópoles conurbadas. A verticalização demonstra valorização do solo urbano. Nagasaki e Osaka. como bolsas de valores. UNITAU. além de concentrarem as sedes das instituições que controlam as redes mundiais. ‡ Megalópole renana: Localização: Europa ocidental. temos alguns tecnopolos localizados em especial no estado de São Paulo. metrópoles regionais. mas sim regiões como interior paulista. isto é. e algumas unidades da (FATEC). normalmente representada por uma megalópole. os incentivos fiscais. a cidade que possui os melhores equipamentos urbanos do país (metrópole nacional). Metrópoles abrangentes: Tóquio. companhias de comércio exterior. como Campinas (UNICAMP). ‡ Metrópole:A cidade principal ou cidade-mãe. Hoje em torno de 21 cidades do mundo podem ser consideradas megacidades. que faz com que empresas em especial industrias. São Carlos (UFSCar). Curitiba. Hoje no Brasil cidades como Rio de Janeiro ou São Paulo não são mais aquelas que recebem os maiores fluxos de migrantes. em função de vários fatores como. População: cerca de 50 milhões de habitantes. ‡ Região metropolitana:Corresponde ao conjunto de municípios conurbados a uma metrópole e que desfrutam de infra-estrutura e serviços em comum. Esse processo se deve em especial a chamada desconcentração produtiva. o sul do país ou até mesmo o nordeste brasileiro. mais valorizado. ‡ Megalópole é uma extensa região urbanizada. DC. Porto Alegre. possuem o melhor equipamento urbano do país. No Brasil. Kawasaki. Metrópoles abrangentes:Cleveland e Detroit. Filadélfia. e se dirijam para cidades de porte médio e pequeno. ‡ Desmetropolização: Processo recente associado à diminuição dos fluxos migratórios em direção das metrópoles. População: cerca de . Salvador e Fortaleza são metrópoles nacionais. junto ao vale reno. ‡ Tokkaido : Localização: sudeste do Japão. Recife. e vale do Paraíba (ITA. ‡ Megacidade:Corresponde ao centro urbano com mais de dez milhões de habitantes. Fortaleza e até mesmo Brasília e Manaus. na região dos Grandes Lagos. São Paulo está nessa categoria. Kobe. onde é mais barato produzir. ou de uma grande região do país (metrópole regional)".

CAP IV. As principais cidades da sub-região são conhecidas como "capitais do Agreste" (caso de Campina Grande.PE. vegetação e hidrografia.8%). 45. 10. ao café e a produtos de subsistência ³ e a pecuária leiteira. As principais atividades: policultura comercial ³ dedicada ao algodão. Metrópoles abrangentes: Amsterdã.GO e MS-18.6%). vegetação da caatinga. Düsseldorf.RJ. Garanhuns e Petrolina (em Pernambuco). Sobral.2-O Sertão: É a mais extensa. Juazeiro e Jacobina (na Bahia) funcionam como centros importantes do interior sertanejo. O IBGE levou em consideração apenas aspectos naturais na divisão do país.O Agreste: zona de transição entre o Sertão e a Zona da Mata. 5 ‡ Sul (RS.MA. capitais políticas estaduais. 3 ‡ Norte(7 Estados AM.1. Os principais núcleos urbanos nessa região são as cidades de São Luis e Teresina. (secas). 1.REGIÕES DO IBGE As Regiões do Brasil são uma divisão que tem caráter legal e que foi proposta pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 1969. clima semi-árido.AC.2 .Região geoeconômica Nordeste 2. ou seja. Há uma pequena exceção com relação à região Sudeste.Região geoeconômica Amazônia 1. Essa divisão tem por base as características históricoeconômicas do Brasil.2%).( 3 estados-MT.33 milhões de habitantes.REGIÕES GEOECONÔMICAS Em 1967.TO e PA. 4 ‡ Sudeste (SP.destaque para exportação de ferro pelo porto de Itaqui (PGC) 1. Climático: transição. metrópole regional do litoral setentrional.BH. Patos (na Paraíba). 2-REGIÕES GEOECONÔMICAS 3-REGIÕES MORFOCLIMÁTICAS 4. as regiões também são conhecidas como "regiões naturais do Brasil".2%). 1. na Bahia. são espécies de "oásis" em meio ao Sertão Principal cidades são: Fortaleza.PR e SC.Meio Norte: extrativismo vegetal do babaçu e da carnaúba.REGIÔES DE PLANEJAMENTO 3. 3. A atividade mais importante: pecuária extensiva.AP. que foi criada levando-se parcialmente em conta aspectos humanos (desenvolvimento industrial e urbano). como clima. escassez das chuvas. .RR.3. e as regiões brasileiras são: 1 ‡ Centro-Oeste. os aspectos da economia e da formação histórica e regional. o geógrafo Pedro Pinchas Geiger propôs a divisão regional do Brasil em três regiões geoeconômicas ou complexos regionais.PB. 6. o Agreste e a Zona da Mata.NORDESTE: Devido as diferenciações do espaço regional nordestino.CE. por essa razão.9% do Brasil) 2 ‡ Nordeste (9 Estados-PI. costuma-se dividir esse complexo regional em quatro sub-regiões: o Nordeste ocidental (ou Meio-Norte). Bonn e Stuttgart.Região geoeconômica Centro-Sul 3. e Arapiraca.MG e ES.1. Feira de Santana e Vitória da Conquista. Juazeiro do Norte e Crato (no Ceara). em Alagoas). relevo."brejos". ‡ Vale do Paraíba : Localização: Entre São Paulo e Rio de Janeiro. em Pernambuco.SE e AL-18. Colônia.RN. o Sertão. 1. Cada um destes grupos é uma região. na Paraíba) ou de capitais regio¬nais (como ocorre com Caruaru.RO.REGIONALIZAÇÃO DO ESPAÇO BRASILEIRO 1-REGIÕES DO IBGE.

No campo. acompanhando o litoral desde o Rio Gran¬de do Norte ate o sul da Bahia. ‡ presença da única metrópole internacional do país. ‡ avançada rede de serviços bancários. nos cerrados do oeste baiano. que contribuiu para a grande integração intraregional maior do país. no Ceará. Áreas de destaque: Complexo minero-metalúrgico do Maranhão (porto de Itaqui). os crônicos problemas ligados a pobreza evidenciam-se pela favelização e precariedade dos serviços básicos de saneamento. inchadas pelo êxodo rural. eles também tinham o "direito" de escolher quais trabalhadores mereceriam participar das frentes de trabalho. Obs: a seca não é o principal motivo da emigração do sertão. Nessa tradicional área de cultivo do tabaco e expressiva exploração petrolífera. Três subdivisões da Zona da mata: áreas geoeconômicas Zona da Mata açucareira. no sul da Bahia(ou zona da mata cacaueira) esta a mais importante área cacaueira do pais. ‡ rede de transportes densa e moderna. no sul do Maranhão e do Piauí. a seca tornou-se um negócio lucrativo. organizada em torno das ci¬dades de Ilhéus e Itabuna. Concentra duas grandes metrópoles nordestinas (Salvador e Recife). não só devido as condições internacionais. Complexo agroindustrial de Petrolina e Juazeiro (fruticultura). ‡ Entre as atividades produtivas. E uma área problemática tanto na zona rural como na urbana. Nas cidades. o maior da América Latina. interligada ao mer¬cado nacional e mundial. localizado nas proximidades de Salvador. Maceió e Aracaju). Antiguidade de seu povoamento. com o mais eleva¬do índice de investimento externo do país. com um parque mo¬derno e diversificado. Alem de as obras hidráulicas e de transportes valorizarem suas propriedades. desde a instalação do Pólo Petroquímico de Camaçari. mas principalmente em função da devastação provocada pela praga "vassoura-de-bruxa". Pólo têxtil e de confecções de Fortaleza. na Bahia (Recôncavo Baiano). ‡ predomínio da população urbana. médico-hospitalares e educacionais. Os áureos tempos da riqueza cacaueira já fazem parte do passado da Bahia meridional. o principal fator é o econômico Indústria da seca: Para os latifundiários do Sertão. A tradicional cultura do cacau entrou em decadência. além de elevados índices de produtividade. A segunda área geoeconômicas e o Recôncavo Baiano.1.4-A Zona da Mata: se estende pela faixa de planícies costeiras. CENTRO-SUL Características econômicas e da intensa forma de ocupação do espaço: ‡ alta concentração industrial. no sul do Maranhão e do Piauí. alem das outras capitais políticas estaduais (Natal. Por fim. Áreas de moderna agricultura de grãos. Áreas de moderna agricultura de grãos. o trabalhador muito mal remunerado vive em precárias condições socioeconômicas. que também apresenta grande produti¬vidade. Pólo petroquímico de Camaçari. ‡ alta concentração de capitais. a industrialização se intensificou nas ultimas décadas. destaca-se o parque industrial da região. onde a secular e decadente cultura canavieira e as grandes propriedades dominam a paisagem rural. (polpa de frutas para exportação). em Pernambuco e na Bahia. São Paulo. João Pessoa. ‡ intensa atividade comercial. ‡ Alto IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) . ‡ predomínio da agropecuária comercial e meca¬nizada. fortalecendo ainda mais o controle político de tipo coronelistico que mantinham sobre a população local. e para o próprio desenvolvimento da integração nacional. nos cerrados do oeste baiano.

ainda merecem destaque os cultivos de laranja e milho. 3. o café é plantado no topo das colinas. O suco da laranja é industrializado e exportado. No estado de São Paulo. 2.Uma das atividades tradicionais do Vale do Paraíba é a criação de gado para a produção do lei¬te que abastece São Paulo e o Rio de Janeiro. Essa área beneficia-se da terra roxa e produz principalmente café e algodão. É hoje o segundo produtor nacional de café. Embora muitas culturas da área. principal¬mente para os . está no Triângulo Mineiro. quando teve início o uso do álcool como combustível. Outras culturas da área são mamona. Uma outra área foi descoberta recentemente (Bacia de Santos) que deve entrar em atividade somente em 2010 5. geral¬mente em pequenas propriedades. componentes eletrônicos. Em geral. a Europa e o Japão. como o ca¬fé. equipamentos cirúrgi¬cos. além de desenvolver ou¬tros cultivos. O plantio de capim para a formação de pastagens nas áreas de criação permite o aproveitamento das terras cansa¬das. têm grande importância os portos de Vitória e Tuba¬rão. Apre¬senta extensa área recoberta por cana¬viais. 6.Bacia de Campos. este último vinculado ao Instituto Tecnológico da Aeronáuti¬ca . fa¬mosa estância hidromineral. cultiva-se amendoim. atualmente também tem desenvolvido gran¬des plantações de café. pois é através dele que a produção de ferro do Quadrilátero Ferrífero de Minas Gerais (2ª maior exploração de ferro do Brasil) é exportada. Duas cidades disputam a liderança econômica da área: Uberaba e Uberlândia. antigamente consi¬derados impróprios para a cultura. Em 1995. Barra Mansa (metalurgia) e Resende (química e farma¬cêutica). Embora criado de forma parcialmente extensiva. Ituiutaba e Araxá.Eixo da Via Dutra ou Vale do Paraíba Entre São Paulo e Rio de Ja¬neiro: é um conjunto de cidades indus¬triais. segui¬das de Araguari. metalur¬gia. hoje possui a maior produção em atividades. cana-de-açúcar e soja. o espaço urbano que envolve a capital do es¬tado foi elevado pelo IBGE à categoria de região metropolitana. Também é antiga e tradicional a cultura do arroz (rizicultura). e Taubaté (máquinas pesadas. Sua atividade tradicional é a pecuária de corte. Algumas cidades importan¬tes dessa área são Bauru. Este merece destaque especial. com destaque para Bebedouro.Noroeste de São Paulo. par¬ticipando com quase a metade do total nacional. 7.Triângulo Mineiro. que é plantado em solos de cerrado. em especial para os Estados Unidos. Juntamente com as do Triângulo Mineiro. 4. Recentemente. o primeiro produtor brasileiro.Estado do Espírito Santo. Volta Redonda (siderurgia). princi¬palmente no do rio Grande. ganhou destaque na¬cional pela grande produção de petróleo na plata¬forma continental. automóveis. fibras ópticas e material bélico. Parte das plantações de café de Minas Gerais. Área de pecuária lei¬teira. tenham sido substituídas por canaviais. 8. pois pratica-se a seleção de espécies e há pastagens cultivadas. suas plantações fazem de Mi¬nas Gerais o grande produtor nacional de café. desenvolvida na terra ro¬xa dos vales fluviais. Destaque para a produção de Laranja e Cana-de-açúcar. milho.Oeste Paulista. No litoral do Espírito Santo. A criação e a engorda de gado bovino são rea¬lizadas juntamente com a agricultura.ITA). apresenta boa rentabilidade. destacam-se: São Jo¬sé dos Campos (aviões. máquinas. foram in¬troduzidas na área outras cul¬turas comerciais. Nos terre¬nos menos favoráveis.Zona da Mata Mineira.PRINCIPAIS SUB REGIÕES 1. sobretudo as de subsistência. automóveis).Depressão Periférica Paulista. Ocupa o primeiro lu¬gar na produção nacional de laranja. Há pastagens especiais denominadas invernadas destinadas apenas à engorda de gado antes da venda aos frigoríficos. sobretudo na região entre as cidades de Araraquara e São José do Rio Preto. Araçatuba e Presidente Prudente. destacando-se o gado zebu. cultivados principalmente a partir da década de 80. Área tradicionalmente produtora de cana-de-açúcar. No estado do Rio de Janeiro.Entre as cidades importantes dessa sub-região estão Piracicaba e Tatuí. en¬quanto o algodão é cultivado nos vales. as principais são.

Destacam-se as cidades de Blume¬nau. principal¬mente nos municípios de Criciúma. grandes centros de indústrias têxteis. considerado o mais pobre de todo o Sudeste. com plan¬tações de algodão. com grande desenvolvi¬mento industrial.O Norte de Minas Gerais: Área predominantemente agrícola. o culti¬vo e a expansão da soja . Desse modo. A partir da década de 70. Desde o processo de modernização agrícola ini¬ciado na década de 70 e do esgotamento dessa fron¬teira agrícola no início dos anos 80. No início da colonização. 12. na maioria italianos e alemães. todo o norte pa¬ranaense tem perdido habitantes com a emigração. é uma das mais importantes áreas industriais do Sul. o norte do Paraná foi duran¬te muitos anos a principal zona cafeeira do país. Registro é a prin¬cipal cidade do Vale. ou¬tra é transportada pelo porto de Imbituba até as si¬derúrgicas da região Sudeste. Considerado a área mais po¬bre do estado de São Paulo. superada apenas pelo inte¬rior paulista. composta de 14 municípios. Sua principal zona de atuação são os estados do Paraná. trigo e soja. Siderópolis. e Joinville. possui quase 1. 11. Esse porto também é de fundamental importância para o Paraguai. É a segunda metrópole da região Sul. com plantações de milho. cultivado por imigran¬tes japoneses e seus descendentes. além de de¬ter o segundo lugar na produção de soja do país. foi ocupada predominantemente por imigrantes europeus. o Paraná é o quarto produtor nacional de café.Norte paranaense : Considerado uma das áreas agrícolas mais importantes do Brasil. Brusque e Joinville. Uma parte do carvão catarinense é utilizada nas usinas termelétricas. como clima semi-árido e vegetação de caa¬tinga. Atualmente. 10.5 milhão de habitantes. quí¬mico e de material elétrico. Urussanga e Lauro Müller. que compõem a segunda zo¬na mais industrializada do Paraná. grandes áreas tradi¬cionalmente cafeeiras desapareceram para dar lugar ao novo cultivo. A sub-região possui várias características naturais semelhantes às do Nordeste. 9. apresentava grande número de pe¬quenas e médias propriedades dedicadas à policul¬tura associada à criação de suínos e aves. 13-O vale do Itajaí: região colonizada principal¬mente por alemães. situada num planalto. tem aproxima¬damente 2. Hoje a região é considerada policultora. tem também cria¬ção extensiva de gado de corte. Sua área metropo¬litana. arroz e milho. quando a soja passou a ser mais valoriza¬da no mercado internacional. As principais cidades dessa sub-região são Londrina e Maringá. no entanto. o Vale do Ribeira tem plantações de banana e chá. arroz. feijão.5 milhões de habitantes. a aproximadamente 900 metros de altitude. Essa área concentra indústrias alimentares vinculadas à intensa atividade agropecuária do es¬tado.Vale do Ribeira. mas também eslavos.Estados Unidos. além de empresas dos setores madeireiro. algodão. foi atingida pela desconcentração industrial da região metro¬politana de São Paulo. Santa Catarina e São Paulo. A importância econômica e o rápido cresci¬mento dessa sub-região tornaram o porto de Para¬naguá o mais movimentado do estado e um dos mais importantes do Brasil. O estado do Paraná é o principal produtor na¬cional de algodão. milho e feijão. A policultura associada à criação de suínos e aves demonstra a influência dos imigrantes na área. razão pela qual está incluí¬da no chamado Polígono das Se¬cas. trigo. com indústrias diversifica¬das. As cida¬des de maior importância regio¬nal são Governador Valadares. na década de 80 o papel ocupa¬do pelo norte do Paraná na produção de café foi aos poucos se transferindo para o estado de Minas Gerais. Aí se localiza o Vale do Je¬quitinhonha.Área metropolitana de Curitiba e litoral paranaense: A cidade de Curitiba. já que o país não tem saída para o mar. 15-Centro-oeste paranaense e catarinense e noroeste gaúcho Área de solos férteis.e de confecção. No entanto. Teófilo Otôni e Montes Claros. 14-Vale do Tubarão (litoral sul de SC): No litoral Sul a atividade econômica mais im¬portante é a extração do carvão mineral.

em Santa Catarina.Centro-sul do Rio Grande do Sul Apresenta três áreas distintas: a) Campanha Gaúcha. As principais cidades da Campanha são Uruguaiana. Também são importantes as cidades de Bento Gonçalves. as indús¬trias químicas e de material de transporte.Campanha Gaúcha: o relevo plano de coxilhas e a vegetação de campos possibilitaram a ocupação desde o século XVIII. 17. 18-Área metropolitana de Porto Alegre: Situada à margem do lago Guaíba. no Rio Grande do Sul. os frigoríficos. Argentina e Uruguai. o Sul passou a ter o terceiro rebanho do Brasil. conforme a região centro-oeste expandiu essa atividade. como a maçã em Vacaria. graças à reativação de sua função por¬tuária. voltada sobretudo pa¬ra a exportação. A cidade de Rio Grande. Pelotas é um dos maiores centros urbanos do estado. é um dos fatores que facilitam. soja e fumo. principalmente com a indústria saladeiril do século XIX. e da laguna dos . essas áreas também passaram a apresentar o fenômeno da emi¬gração.as trocas comerciais. estando em Santa Cruz do Sul a maior fábrica de cigarros da América do Sul. a cidade de Porto Alegre apresenta uma posição geográfica que muito favoreceu o seu desenvolvimento. Novos gêneros agrícolas tam¬bém passaram a ser produzidos na área a partir da modernização. 17. com a pecuária extensiva. que introduziram na área o cultivo da uva. No Rio Grande do Sul. aumentou o número de pastos plantados no Sul. Sua posição geográfica de fronteira com dois dos integrantes da aliança. As propriedades ampliaram-se. e Fraiburgo. destacando-se por sua indústria alimentícia (doces e conservas). Veja no mapa abaixo as principais áreas de criação de to¬do o Sul do país. mas têm-se de¬senvolvido o cultivo de soja e a vinicultura.3. a produção de fumo desenvolveu-se a partir da década de 1920. Até a década de 70. Caxias do Sul cresceu com as vinícolas e é hoje a segunda cidade mais importante do estado. entre outras. Está pró¬xima ao rio Jacuí. com a instalação de indústrias de cigarros. os minifúndios.1. a área tem também o maior rebanho de ovinos do Brasil. Com a modernização e as inovações tecnológicas introduzi¬das.Nos últimos anos. Na agropecuária. No entanto. o Sul apresentava o segun¬do maior rebanho de bovinos do Brasil. A criação do Mercosul trouxe benefícios à Campanha. Tem um parque industrial diversi¬ficado. superado apenas pela região Sudeste. o nordeste do Rio Grande do Sul apresenta a mais tradicional produção de vinho do país. além da uva há também o cul¬tivo da maçã e a criação de aves. que possibilita a ligação hidroviária com o interior. 17. Santana do Livramento e Bagé. a criação de suínos e de aves passou a ser atividade cada vez mais especializada e integrada à in¬dústria de carnes e conservas. Apesar disso. 16-Nordeste do Rio Grande do Sul Povoado a partir do século XIX por imigran¬tes italianos. Farroupilha e Garibaldi. b) a região central e o c) sudeste. Co¬mo o número de empregos foi redu¬zido. Atualmente. por ser um pólo metal-mecânico. como carrocerias de ônibus. sobretu¬do para a União Européia. concentrando uma sé¬rie de pequenas propriedades. tende a ampliar sua im¬portância. embora seja praticada a cultura de arroz.Sudeste do RS: já teve participação decisiva na forma¬ção do estado. a alimentação do gado foi melhorada com o uso de forrageiras e teve inicio o cruzamento de espécies européias com espécies de gado zebu. além dos bovinos. Fraiburgo tem atraí¬do várias indústrias nacionais e estrangeiras produ¬toras de geléia e suco de maçã. Hoje es¬sa área central é uma importante região fumageira. A produção agrícola mais destacada é a do arroz. estimulada pelo Mercosul. que possui expressiva indústria pesqueira e química. no qual se destacam. Tudo isso permitiu que a região mantivesse regularmente sua produção de carne e come¬çasse a produzir também para exportação. 17. o sudeste do Rio Grande do Sul tem perdido importância em relação a outras áreas gaúchas. em San¬tana do Livramento.transformaram a área.2-Região central do Rio Grande do Sul: a pe¬cuária também é a atividade econômica mais im¬portante.

metade da borracha consumida no mundo saía da Amazônia. no governo de Juscelino Kubitschek (1956-1961). Municípios como Paragominas e Capitão Poço tornaram-se as principais áreas pro¬dutoras C) Borracha natural: Em 1870. imensos recursos minerais Clima Equatorial quente e úmido Vegetação higrófila e latifoliada Solos pobres a ácidos. que na época. inclusive os migrantes nordesti¬nos. A área de influência da metrópole. Apesar disso.3 milhão de habitantes. petroquímica e siderúrgica. afluente do Ama¬zonas. a produção de borracha na Amazônia aumentou bastante. sua in¬fluência ultrapassa o extremo meridional do país. e a Bolívia recebeu um pedaço do território brasileiro que possibilitava o seu acesso ao Rio Madeira. Porto Alegre é a maior metrópole da região Sul e a quarta do Brasil. de 70 tivemos um forte avanço da soja. além do sul e do oeste catari¬nense. onde desenvolveram uma agri¬cultura de subsistência e a coleta de látex. em Tomé-Açu. seguida do extrativismo vegetal e da exploração mineral. no sudeste do Pará. O ciclo da borracha chega ao seu fim. não muito distan¬te da cidade de Belém b) A cultura da malva A cultura da malva. quando alguns . uma planta nativa.A cultura da malva espalhou-se pela área próxima a Bragança. a metrópole de Porto Alegre ³ cuja área metropolitana é compos¬ta por 24 municípios ³ desenvolveu atividades industriais diretamente vinculadas à produção agro-pecuária: têxtil. Chegaram até a região que é hoje o estado do Acre. O Rio Grande do Sul foi o estado da região Sul que menos se beneficiou da desconcentração econômica do Sudeste. de calçados e de pro¬dutos alimentares.Soja e pecuária no centro-oeste: Depois da déc. em alguns setores de atividade. A indústria automobilística. a se embrenharem na floresta. com aproximadamente 1. Mas. Por meio desse tratado o Brasil comprou o Acre por 2 milhões de Libras esterlinas (moeda do Reino Unido) . Com a construção da Rodovia Belém³Brasí¬lia. sobretudo em função de seu maior isolamento geográfico. Em 1910. e as facilidades advindas para o transporte. de vestuário.é o próprio Rio Grande do Sul. das seringueiras nativas. instalada em Gravataí. Em vista disso. pertencia à Bolívia. e mais de 3 milhões. A borracha passava a ser um produto de grande valor e de grande procura no mundo. tam¬bém foi responsável pelo povoamento da Amazônia a partir de 1930. que fa¬cilita a ligação com o oceano Atlântico. em razão da correção de acidez do solo e da expansão da pecuária extensiva AMAZÔNIA: A região geoeconômica da Amazônia ou Complexo Regional da Amazônia é a maior do Brasil A agropecuária é a principal atividade econômica. o nordeste do Brasil foi atingido por uma seca prolongada o que levou muitos nordestinos a migrarem. Esse período coincide com a invenção do pneu por Dunlop (1888) e com o início da pro¬dução de automóveis.Patos. Muitos se dirigiram pa¬ra a Amazônia. deve iniciar a produção em 1999. a cultura da malva ocupou áreas ao longo dessa rodovia. em sua área metropolitana. Muitos conflitos em razão da maior pre¬sença de brasileiros que bolivianos nesse territó¬rio levaram o Brasil a assinar com a Bolívia o Tratado de Petrópolis em 1903. início do século XX. no Pará. naturalmente impróprios para o cultivo Rios perenes. possui o maior rio do mundo (cerca de 7000Km de extensão) A floresta sobrevive de si própria: retroalimentação a) A cultura da pimenta-do-reino e da juta Em 1930 ocorreu a imigração de japoneses para a Amazônia. São importantes também as in¬dústrias química. A procura de seringueiras nati¬vas em meio à Floresta Amazônica levou mui¬tas pessoas. próxima à capital. 19. Uma parte se estabeleceu no estacado Pará.

portanto. Construção de rodovias com o objetivo de integrar a Amazônia internamente e com as demais regiões do Brasil. Da Serra do Navio. quando a Rodovia Brasília³ Acre alcançou Porto Velho. atraindo muitas pessoas. Perimetral Norte. Isso por volta de 1912. O PROJETO RADAM (Radar da Amazônia) localizou e mapeou jazidas minerais. Pessoas que se dedicavam à coleta de látex na floresta passaram a partir daí a dedi¬car-se à extração de cassiterita. A produção de manganês destina-se aos Es¬tados Unidos.ingleses entram na Amazônia e coletam milhares de mudas de seringueiras e as levam para cultivá-las no sudeste asiático. em associação com a Bethlehem Steel Corp. dependíamos da importação do produto. Brasília ³ Acre. permitindo que o governo federal estabelecesse planos para a exploração mineral na região. Levantamento e mapeamento dos recur¬sos naturais da Amazônia através de fotografias aéreas. Tanto a ferrovia como o porto marítimo foram construídos com a finalidade de escoar o minério de manganês. poderoso grupo norte-americano. 2. essa empresa tor¬nou o Brasil exportador de estanho. a extração da cassiterita tomou novo rumo. provocando uma forte concorrência para as vendas do Brasil. formando liga com o ferro.. princi¬palmente quando a extração da cassiterita era feita sob a forma de garimpo. que não depende do látex. nos Estados Unidos. OS GRANDES PROJETOS PÚBLICOS E PARTICULARES NA AMAZÔNIA E SUAS REPERCUSSÕES AMBIENTAIS Os militares no período de 1964 a. mas os métodos primitivos de extração e as dificuldades de escoamento impediam. foi organizada uma empresa de mineração para explorar com técnicas modernas o produto. rece¬beu autorização do governo brasileiro para ex¬plorar o minério de manganês da Serra do Na¬vio. em RO. d) A exploração do minério de manganês da Serra do Navio: do início ao fim Em 1953. e) A exploração de cassiterita (minério de estanho) em Rondônia Em 1958 teve início a exploração da cassi¬terita em Rondônia. sob a forma de garimpagem. no entanto. As rodovias Transamazônica. Em poucos anos.O estanho é um metal utilizado na fabrica¬ção de latas para acondicionar produtos alimen¬tícios. sendo. Até 1969. uma matéria-prirna muito importante para a indústria siderúrgica.Essa é uma das áreas de maior tensão agrária da Amazônia. o Brasil passou a exportador. A maior parte do manganês extraído do Amapá está guardado no Deserto de Nevada. Em 1965. localidade distante de Macapá cerca de 198 km. As das reservas do minério de man¬ganês de alto teor (teor de 40%) foram extraídas nos trinta primeiro anos. por 50 anos (até o ano 2003). A exploração do minério de manganês no Amapá e a construção da ferrovia e do Porto de Santana tiveram e ainda continuam tendo in¬fluência na ocupação e povoamento do Amapá. capital de Rondô¬nia. Criação de órgãos de desenvolvimento re¬gional ³ a Sudam (Superintendência do Desen¬volvimento da Amazônia) e a Sudeco (Superin¬tendência do Desenvolvimento do Centro-Oeste). a Icomi (Indústria e Comércio de Minérios). Cuiabá ³ San¬tarém. aliado a isso. Além disso. facilitando por conseguinte as comunicações e o transporte. A par¬tir de 1970. A exploração desse minério contribuiu pa¬ra a ocupação e o desenvolvimento econômico de Rondônia. Ma¬naus³Porto Velho e outras exerceram grande influência no aumento populacional da Amazônia. 3. Para sua exploração foi construída a Hidrelétrica de Samuel no Rio Jamari. dá origem a um tipo de aço. no restante dos anos a empresa passou a explorar minério de baixo teor juntamente com outros minerais. tivemos a criação da borracha sintética. um maior desenvolvimento da produção. . O manganês. no Amapá.1982 par¬tiram para a execução das seguintes medidas: 1. Muitas pessoas migraram para lá. o minério de manganês é transportado pela Estrada de Fer¬ro do Amapá até o porto marítimo de Santana.

empresa canadense que esta entre as seis grandes corporações mundiais do alumínio. que não participa da associação dos paises produtores de bauxita. Atualmente. Apenas algumas das bases previstas pelo projeto foram estabelecidas. os principais acionistas da Mineração Rio do Norte são a CVRD.a americana Alcoa. a anglo-holandesa Billiton-Shell Metais e a Companhia Brasileira de Alumínio. a anglo-holandesa Billiton-Shell e a japonesa Nalco. Estudos mais detalhados realizados poste¬riormente mostraram que a região de Carajás é uma importantíssima área de jazidas minerais. controlado por um consorcio entre a CVRD e transnacionais . foi criada a Mineração Rio do Norte (MRN). Para o escoamento da produção dos miné¬rios da Serra dos Carajás foi construída a Estra¬da de Ferro Carajás. esse índice era de cerca de 17%. que estabelecia bases militares ao norte dos vales (calhas) dos rios Solimões e Amazonas. que concentram mais de três . Além da erosão de terras provocada pelo desvio de água dos rios para a atividade de garimpagem. A garimparem de ouro e diamante A garimpagem atraiu milhares de pessoas para a Amazônia: ouro em Serra Pelada.100km2. a Eletronorte construiu a usina hidrelétrica de Tucurui.4.8% do total. o uso do mer¬cúrio pelo garimpeiro no processo final da extração do ouro tem causado o envenenamento de pessoas e peixes. Canadá e outros países. diamante em To¬cantins etc. o que equivale a cerca de 73% da produção nacional desse minério. do grupo Votorantim. PROJETO TROMBETAS: A bauxita do Vale do Rio Trombetas. ouro. A MRN produz 6. Além do minério de ferro e manganês foram aí encontra¬dos níquel. no Vale do Rio Trombetas. A segunda maior deu-se em 2004. e outro empreendimento do Programa Grande Carajás. mortes de animais e parte da flora. em 1985. De Itaqui. empresários e fazendeiros. ouro no vale do Rio Madeira. foi descoberta em 1966 pela Alcan. Nos anos 1970. Para resolver esse problema. a área florestal devastada atingia apenas 3. Japão. diamante e ouro em Roraima e no estado do Amazonas. que une Carajás ao Porto de Itaqui. indígenas. para aumentar os preços internacionais do produto. Alemanha. do PROJETO CALHA NORTE. no Pará. Em 2004. tornava-se assim um elemento chave para a estratégia das grandes empresas transnacionais. que provocou inundação de um grande trecho de floresta. no vale médio do Rio Tocantins. no Maranhão. zinco. no Rio Tocantins. com a perda de 26. Instalação. no sul do Pará . combater o contrabando de ouro e apazi¬guar os conflitos entre garimpeiros. um consórcio de grupos estatais. Os estados mais afetados foram Para. verificado em espe¬cial a partir dos anos 1970. Mato Grosso e Maranhão. DESMATAMENTO O desmatamento intenso da Floresta Amazônica e um fato relativamente recente. no vale do Rio Tapajós e seus afluentes da margem direita. O pólo de exploração da MRN abrange a jazida. A transformação da bauxita em alumínio consome grandes quantidades de energia elétrica.100 km2 de florestas. O Brasil. no Amazonas. liderados pela Jamaica. cobre. O vale do Rio Tapajós é a principal área de garimpo no Brasil e uma das mais poluídas com o mercúrio usado pêlos ga¬rimpeiros PROJETO GRANDE CARAJÁS: Em 1967 descobriu importante jazida de minério de ferro e de manganês na Serra dos Carajás. talvez a mais importante do mundo. quando foram perdidos 29.000 t de bauxita por ano. A maior extensão de desmatamento na historia da Amazônia ocorreu em 1995. privados e transnacionais para explorar a bauxita na região. molibdênio. Em 1978. Em 1975.A bauxita da Serra de Oriximiná. bau¬xita (minério de alumínio) e outros. o porto fluvial do Rio Trombetas e a usina de beneficiamento situada junto ao porto. O Projeto dos Pólos de Alumínio. os minérios são exportados para os Estados Unidos. com o objetivo de controlar militarmente a re¬gião. Acontece que a garimpagem tem causado enormes danos ambientais. o projeto de exploração do minério foi acelerado como reação aos esforços dos paises exportadores.000. a Alcan.

Sony. vigilância terrestre e célula de comando e controle de operações. Inclui no seu acervo de sensores. meteorologia. Os produtos não são fabricados aí. A criação da Zona Franca de Manaus Em 1967. SIVAM: Sistema de Vigilância da Amazônia. Como os menores índices de desmatamento ocorrem no Amapá e em Roraima. O equipamento necessário para a montagem do sistema foi fornecido pela empresa estadunidense Raytheon e pelas empresas brasileiras Atech e Embraer. A Zona Franca de Manaus começou a fun¬cionar somente em 1972. havia. francesas e italianas. madeireiro etc. Será uma grande base de dados e todos os órgãos vão compartilhar esse conhecimento. relojoeiro. alemãs. Localiza-se no distrito industrial da cidade de Manaus. onde empresas nacionais e multinacionais podem se instalar sem a obrigatoriedade de pagar impostos (Imposto sobre Produtos Indus¬trializados.A isenção de impostos e a mão-de-obra ba¬rata foram os principais fatores que atraíram as indústrias para a Zona Franca. mas também pelo tipo de atividades econômicas desenvolvidas. que causavam danos apenas superficiais ao ambiente. área que passou a ser conhecida como "arco do desmatamento". metalúrgico. ‡ Monitoramento da região amazônica .).cuja responsabilidade é da Casa Civil da Presidência da República. o governo militar criou a Zona Franca de Manaus. não só em razão da reduzida população ali radicada. que era a navegação fluvial. bem como a capacidade de integrar informações de aviões de alarme aéreo antecipado AEW. Ate os anos 1960. Imposto sobre Circulação de Merca¬dorias e Serviços. O SIVAM tem como finalidade a monitoramento da Amazônia Legal (que compreende a Região Norte do Brasil. são montados com peças importadas. envolvendo a FIR Amazônica. Honda etc. Várias empresas estrangeiras ali se instala¬ram. apenas uma forma de penetração na região.quartos de toda a destruição florestal. o que contribuía para a preservação da floresta. o estado do Mato Grosso e parte do estado do Maranhão). principalmente as de origem japonesa (Sa¬nyo. Para tanto.é um projeto elaborado pelas forças armadas do Brasil com a finalidade de monitorar o espaço aéreo da Amazônia. devido a seu baixo custo. através do SIPAM. Nessa época. Toshiba. Suas capacidades vão desde o monitoramento da mata amazônica. se¬guidas de empresas norte-americanas. sob o controle da Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus). vigilância do espectro eletromagnético. me¬cânico.cuja responsabilidade é do Comando da Aeronáutica. um porto livre. especialmente o extrativismo vegetal. Com isso. conclui-se que o fenômeno tem-se verificado de forma mais dramática nas porções meridional e oriental da Amazônia. foram criados subsistemas de monitoramento com os seguintes objetivos: ‡ Monitoramento da atividade aérea . integrados por meio de enlace de dados. praticamente. DOMÍNIOS OU REGIÕES MORFOCLIMÁTICAS . elas exportam mercadorias de alta competitividade no mercado internacional. Yamaha. elétrico. ou seja. trabalhando de maneira integrada entre si. Essa concentração geográfica da destruição tern como explicação o processo de ocupação pelo qual a região vem passando nas ultimas décadas. depois que as obras de infra-estrutura do distrito industrial estavam ter¬minadas. É um sistema semelhante ao implanta¬do em Hong Kong e Cingapura. O SIVAM troca informações com o Sistema de Proteção da Amazônia ² SIPAM e com o Sistema de Controle do Espaço Aéreo. São principalmente indús¬trias do setor eletrônico. o desmatamento era pouco expressivo. na Ásia. Imposto sobre Exportação e Importação) . radares bidimensionais e tridimensionais. unidades de conservação. químico.

frutos e flores que caem anualmente sobre o solo transformam-se em matéria orgânica e mineral que são consumidos pela vegetação. Além disso. contrastam com a pobreza de grande par¬te dos solos da região. Ela forma uma proteção natural contra o assoreamento dos rios. gerando equilíbrios ecológicos peculiares. e o herbáceo-subarbustivo. reconhecem-se seis grandes Domínios morfoclimáticos no Brasil: DOMÍNIO AMAZÔNICO Ocupa mais de 2. A derru¬bada dessas matas. Abriga apro¬ximadamente oitenta mil espécies vegetais e trinta mi¬l espécies de animais. com espécies de três a cinco metros) e cerradões (florestas cujas copas se tocam e criam sombra. e onde o estrato herbáceo-arbustivo é muito ralo). as condições de clima e hidrologia e as formas de vegetação. em parte. provocou a submersão de vastas áreas florestadas e trouxe diversas influências danosas aos ecossistemas e às popula¬ções locais. mas pela própria flo¬resta. enquanto o estado do Amapá e Amazonas são aqueles que. Há cálculos que indicam que o desmatamento já atingiu mais de 16% de toda a Amazônia. tornando-se tema estratégico de grandes empresas transnacionais. Nos vales dos rios que cortam o cerrado. de campos sujos (gramíneas e arbustos). As toneladas de folhas. próximo a Manaus) e Tucuruí (no Rio Tocantins). apresentam solos ricos em nutrientes. inundadas pelo Rio Amazo¬nas. é composto prin¬cipalmente por dois estratos: o arbóreo-arbustivo. A riqueza e a exuberância do ecossistema flores¬tal. como as de Balbina (no Rio Uatumã. A reciclagem dos nutrientes orgânicos e minerais necessários à manutenção dos ecossistemas regionais não é feita pêlos solos. Os diversos ele¬mentos que formam o conjunto influenciam uns aos outros. vegetação dominante. porém. menores impactos sofreram. A construção de usinas hidrelétricas. provocando o acúmulo de ferro e de alu¬mínio. os estados de Rondônia e do Pará têm sido os mais afetados. Apenas algu¬mas planícies aluviais. apare¬ce uma formação florestada conhecida como mata ciliar. retirando seus nutrientes. as chu¬vas abundantes "lavam" o solo. A vegetação de terra firme (a chamada Hiléia) estende-se por cerca de 80% da área. Além. As características climáticas são. os tipos de solo. O cerrado. A combinação desses estratos produz uma cobertura vegetal em forma de um grande mosaico. As áreas mais afetadas concentram-se especialmente ao longo das rodovias Belém-Brasília e Cuiabá . de baixa fertilidade. Domínio dos Cerrados O Domínio dos Cerrados abrange as chapadas e chapadões do Brasil central. Mais de 70% do Domínio Amazônico são constituídos por solos ácidos e intemperizados. a preservação da floresta deixou de ser bandeira exclusiva dos ecologistas. for¬mado por gramíneas e outras ervas. responsáveis pela toxidez e acidez dos solos. Ou seja: a vegetação nutre-se dela mesma. De acordo com o modelo de classificação elabo¬rado por Aziz Ab·Saber. compondo uma imensa diversidade biológica: um verdadeiro paraíso para a engenharia ge¬nética e suas aplicações nas indústrias de alimentos e farmacêutica. de campos cerrados (predominância de arbustos. A vegetação de terrenos inundáveis (matas de várzea e igapós) ocupa aproximadamente 10% do ecossistema florestal. a seca prolongada aumenta as taxas de evaporação.5 mi¬lhões de km. No verão. responsá¬veis pela baixa fertilidade dos solos. constituída por trechos de campos limpos (predominância de gramíneas). a floresta protege os solos. Em função das direções dos fluxos migratóri¬os. ou mata galeria. de verões chuvosos e invernos secos. em razão da ampliação das terras cultivadas (principalmente soja) ou destinadas a . Trata-se de uma região tropical.Porto Velho. o Domínio Amazônico apresenta múltiplos enclaves de campos e cerrados. impedindo que os poucos nutrientes sejam carregados pelas águas da chuva. Por isso. de caráter lenhoso. é uma floresta heterogênea e latifoliada (folhas largas).CONCEITO: Domínio morfoclimático é um conjunto espacial de grandes dimensões carac¬terizado por uma interação coerente entre as feições do relevo. Esse contraste revela a fragilidade do ecossistema amazônico. até agora. No inverno.

  . excelente para a prática agrícola. Paraíba. A massa equatorial atlântica. é um dos principais problemas ambientais do Domínio dos Cerrados. É o único bioma exclusivamente brasileiro. verdadeiras ilhas flo¬restais em alguns trechos montanhosos das escarpas planálticas.Clima tropical semi-úmido ou típico. Alagoas. Obs. encontra-se o solo de massapê. formada no arquipélago dos Açores. oriunda da erosão. O cerrado compõe um ecossistema bastante pe¬culiar. encontram-se alguns trechos de matas úmi¬das. Apodi e Araripe). O ecossistema florestal. DOMÍNIO DA CAATINGA Caatinga (do Tupi-Guarani: caa (mata) + tinga (branca) = mata branca). onde ganha altitude e precipita (chuvas orográficas). A caatinga ocupa uma área de cerca de 750. Bahia e parte do Norte de Minas Gerais no Vale do Jequitinhonha (Sudeste do Brasil). o cultivo excessivo e a mineração figuram entre as principais causas dos processos de desertificação já iniciados na bordas da caatinga. largamente devastada (95% da vegetação já foi desmatada). Trata-se de uma formação florestal densa e heterogênea. pois o principal é o fator econômico. caracterizada pela presença de uma grande variedade de espécies. é barrada no Planalto Nordestino (notadamente Borborema. Também chamado de domínios de "meia-laranjas". Uma parte considerável dos problemas ambientais do cerrado tem como causa principal a expansão da agropecuária nessa região. A irri¬gação. é assim chamado por causa de sua forma. mais tarde. Apresenta baixo IDH de sua população. Vegetação tropófila (adapta-se tanto à ambientes secos como à úmidos). gerada principalmente pela ação das chuvas. quando desmatado pelas queimadas. Hidrografia rala. a Serra do Espinhaço e a Serra da Mantiqueira. como a Serra do Mar. o que significa que grande parte do seu patrimônio biológico não pode ser encontrado em nenhum outro lugar do planeta.pastagens (pecuária extensiva).000 km . ainda mais rica em espécies vegetais que a Hiléia amazônica. Hoje. sendo historicamente ligado à monocultura latifundiária da cana-de-açúcar. o sobrepastoreio. O cerrado. No litoral do Nordeste. Nas áreas de maior altitude. conhecidas regionalmente como "brejos". Rio Grande do Norte. caracterizado pelas altas temperaturas e pela má distribuição de chuvas durante o ano. que recebem chuvas de relevo. a vegetação da Caatinga é muito rica. onde ainda se destacam as dunas. restam menos de 5% da cobertura vegetal primária. os mangues e as praias. e serras elevadas. Ceará. Piauí. pois é um tipo de vegetação que se regenera com o fogo. foram responsáveis pelo início da devastação da mata original. Encontram-se na região a floresta tropical. a planície litorânea. Certas áreas ³ como a zona da mata nordestina ou a zona da mata mineira ³ possuem "mata" apenas no nome. predominância de rios temporários e ocorrência périódica de secas. do café nas serras do Su¬deste. Localiza-se na região do interior do Nordeste. ao contrário. formada no arquipélago de Santa Helena. Pernambuco. caracterizado pela atuação da massa tropical atlântica. não se regenera. abriga espécies que só sobrevivem em virtude das queimadas. Apresenta clima tropical típico e tropical litorâneo. variando a maioria delas conforme a época de chuvas e conforme a localização. ao chegar ao Nordeste. a redução da flora e da fauna. Sergipe. A relação especial entre o cerrado e o fogo ainda continua intrigando os es¬tudiosos do assunto. Mata Atlântica ou mata de encosta. chegando praticamente seca à Caatinga. Os projetos agropecuários têm causado. A introdução do cultivo da cana-de-açúcar no Nordeste e. radicalmente distinto das florestas tropicais úmidas. com pouco rios. DOMÍNIO DOS MARES DE MORROS Localizado em grande parte da porção leste.: O clima não é o principal fator responsável pela emigração. Apesar de sua aparência. apresentando depressões e clima semi-árido. cerca de 11% do território nacional englobando de forma contínua parte dos estados do Maranhão. direta e indiretamente. e ameaçado a existência de várias espécies características do Brasil central.

Campanha Gaúcha ou Campos Limpos. O uso recorrente da queimada como técnica de limpeza das pastagens contribui para o empobreci¬mento dos solos. hoje. etc. Nas encostas. sendo portanto marcado pela atuação da massa polar atlântica. mas. aberta e rica em madeira mole.A devastação da Mata Atlântica tem agravado os processos erosivos que atingem a região. Pradaria é uma planície vasta e aberta onde não há sinal de árvores nem arbustos.sudoeste de São Paulo e Sul do Mato Grosso Do Sul.. foi largamente utilizado no cultivo do café. DOMÍNIO DAS ARAUCÁRIAS As araucárias se estendiam a grandes porções do Planalto Meridional. caracterizado por chuvas bem distribuídas durante todo o ano. o Meio-Norte do Brasil. têm provocado a diminuição da fertilidade dos solos.. Abrange planaltos e chapadas. sendo este o fator que facilitou a introdução da pecuária desde os tempos coloniais. Há 50 anos. ainda. o Agreste Nordestino. abrangia doze ha. São regiões muito amplas e oferecem pastagens naturais para animais de pastoreio e as principais espécies agrícolas alimentares foram obtidas das gramíneas naturais através de seleção artificial. registra-se uma sensível diminui¬ção das espécies forrageiras nativas dos campos gaúchos. As pradarias ocupam a região conhecida como campanha gaúcha e apresentam um relevo suave¬mente ondulado. a vegetação torna-se mais densa e diversificada. o início de um processo de desertificação. forma-se um tapete herbáceo ralo e pobre em espé¬cies. em forma de colinas. AS FAIXAS DE TRANSIÇÃO As faixas de transição correspondem a vastas ex¬tensões territoriais não incluídas em nenhum dos Do¬mínios. Apresenta clima subtropical. localizado em praticamente toda porção ocidental da região sul. constituindo uma vegetação aciculifoliada(folhas em forma de agulha). o solo de terra roxa. hoje só são encontradas em áreas reflorestadas e áreas de preservação. A pecuária e a monocultura de trigo e soja.Altamente fértil e oriundo da decomposição de rochas basálticas. Por causa do pisoteio ex¬cessivo do gado. o aumento dos processos erosivos e até. Destacase ainda na região o solo de terra roxa. (90% já foi desmatada). São unidades paisagísticas nas quais se mesclam características dos Domínios morfoclimáticos vizinhos ou. os manguezais. áreas onde a instabilidade das condições ecológicas deu origem a uma interação entre os ele¬mentos naturais que nada têm a ver com as caracterís¬ticas dos Domínios circundantes. em algumas áreas. marcados pelo congelamento do orvalho(geada). (entre o Domínio Amazônico e a Caatinga). também apresenta clima subtropical. o "deserto de São João". Essas colinas são recobertas por vegetação campestre e. DOMÍNIO DAS PRADARIAS Localizado no extremo sul do Brasil. responsável pelos invernos frios. utilizada na fabricação de papel e papelão. A pecuária extensiva é a principal atividade econômica da região. em ex¬pansão nas áreas originalmente recobertas pêlos cam¬pos. o que possibilita o desenvolvimento da agricultura e principalmente da pecuária bovina semi-extensiva. por verões quentes e pela atuação da massa polar atlântica. Ex: Pantanal Mato-Grossense. São Borja e Itaqui. por causa da intensa devastação gerada para o desenvolvimento da agropecuária e do extrativismo. . marcados pela presença do solo de brunizens. com capim baixo em abundância. que são cha¬madas de "coxilhas"(colinas arredondadas e ricas em herbáceas e gramíneas) e das matas-galerias nas margens dos rios. como os desmoronamentos e deslizamento de materiais. Abrange os pampas. nos topos mais planos. oriundo da decomposição de rochas sedimentares e ígneas. ultrapassa os 185 ha. no município de Alegre¬te (RS) Rosário do Sul. especialmente nas escarpas mais íngremes.

2. tais como a colonização do Maranhão. SUFRAMA: A Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) é uma autarquia criada pelo Decreto-Lei nº 288. devido às inúmeras denúncias de corrupção envolvendo a organização. sendo considerada uma entidade que. criada por Getúlio Vargas em 1953. como parte do programa desenvolvimentista então adotado. de 28 de fevereiro de 1967. é uma autarquia do governo federal do Brasil. e finalmente o órgão foi. Em agosto de 2003 o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. assegurando viabilidade econômica e melhoria da qualidade de vida das populações locais. na medida provisória nº. porém. cultivo de plantas resistentes às secas.6921 de 1959. periodicamente afetada por estiagens e com populações com baixo poder aquisitivo e de instrução. Criada orginalmente pela lei 3.REGIÕES DE PLANEJAMENTO: Foram órgãos criados pelo Governo federal com o objetivo de fomentar o desenvolvimento de determinadas regiões onde iriam se estabelecer. extinto finalmente em 2001 por Fernando Henrique Cardoso. Indústria e Comércio Exterior (MDIC) que administra a Zona Franca de Manaus .157-5. foram defendidas pela administração de Lula. e outras. A retomada das propostas de Juscelino e Furtado. Area de competência: era a chamada Amazônia Legal é uma área que engloba vários nove estados brasileiros pertencentes à Bacia amazônica e. anunciou a recriação da Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam). em 2002. Por conta disso. desta feita com o nome de Agência do Desenvolvimento do Nordeste e a sigla ADENE. em 1999 a imprensa iniciou um debate sobre a existência do órgão. . industrial e agropecuário .e promove a interiorização do desenvolvimento por todos os estados da área de abrangência do modelo.ZFM. destinado a promover soluções sócio-econômicas para a Região Nordeste do Brasil. tendo à frente o economista Celso Furtado. projetos de irrigação em áreas úmidas. criada no governo de Castelo Branco em 1966. durante a Ditadura militar de 1964 foi sendo cada vez tendo seu uso desviado dos objetivos primaciais. o órgão foi idealizado no governo do Presidente Juscelino Kubitscheck. além de não realizar os fins a que se propunha. criou a Agência de Desenvolvimento da Amazônia (ADA). A SUDAM veio a substituir uma outra autarquia denominada Superintendência do Plano de Valorização Econômica da Amazônia (SPVEA). Vejasmo as principais: SUDAM: A Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia . Também tinha o objetivo de desenvolver a região amazônica. vinculada ao Ministério do Desenvolvimento. e após uma sucessão de escândalos. criando incentivos fiscais e financeiros especiais para atrair investidores privados.comercial. Esta decisão foi tomada após várias críticas quanto à eficiência desta autarquia. identificando oportunidades de negócios e atrai investimentos para a região tanto para o Pólo Industrial de Manaus quanto para os demais setores econômicos da sua área de atuação. recriado. com a responsabilidade de construir um modelo de desenvolvimento regional que utilize de forma sustentável os recursos naturais.Superintendência de desenvolvimento da amazônia: é uma entidade de fomento desenvolvimentista brasileiro. Seu principal objetivo era encontrar soluções que permitissem a progressiva diminuição das desigualdades verificadas entre as regiões geo-econômicas do Brasil. Absorvida pelas administrações que se seguiram. passando a ser a responsável pelo gerenciamento dos programas relativos à Amazônia Legal. Para tal fim. nacionais e internacionais. conseqüentemente. com a finalidade de promover o desenvolvimento da região amazônica. possuem em seu território trechos da Floresta Amazônica. foram engendradas ações de grande impacto. o presidente Fernando Henrique Cardoso. era um foco de corrupção. Em 24 de agosto de 2001. e extinguiu a Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (SUDAM). SUDENE . A Suframa viabilizou a implantação dos três pólos que compõem a ZFM .

que seria o responsável direto. sul de Minas Gerais. A pro¬dução . vinculado às necessidades industriais e altamente dependente de fluxos financeiros. pois foi extinta em 1990 pelo ex-presidente Fernando Collor de Melo. Com a extinção em 1990. A Superintendência de Desenvolvimento Sustentável do Centro-Oeste (Sudeco) entrou novamente em vigor desde o primeiro semestre de 2005.voltada para o mercado interno ou para a exportação ³ incorpora máquinas e insumos agrí¬colas e utiliza recursos avançados da pesquisa agropecuária. principalmente em relação ao saneamento básico.240.Superintendência do Desenvolvimento do Vale do Paraíba do Sul: criada a partir de um projeto de lei de 1977 cuja função era a recuperação econômica e social da bacia do rio Paraíba do Sul. segundo o parlamentar. o preço da terra agrícola é mais elevado. A recriação da Sudeco só ocorreu no atual governo. é retomar o planejamento e coordenar as ações federais para o desenvolvimento da Região Sul ² incluindo o Mato Grosso do Sul.O órgão era responsável pelo acompanhamento da aplicação de recursos no Sul por parte do governo federal e articulava ações e investimentos para os Estados. Pecuaristas e produtores das mais diferentes culturas disputam com empresários urbanos a utilização de terras servidas por estradas de rodagem ou ferrovias. A SUDEVAP seria uma autarquia vinculada ao Ministério do Interior com atuação na Bacia do Rio Paraíba do Sul e com a real finalidade de racionalizar e dinamizar o desenvolvimento no Vale Paraíba ante o progresso industrial da região e a falta de investimentos. A intenção. cada vez mais integrados aos mercados do Centro-Sul. que fornecem o capital. proporcionou benefícios para os Estados do Rio Grande do Sul. comércio. e pôs fim ao avanço do projeto de criação do Banco de Desenvolvimento do Centro-Oeste (Badeco). o projeto ainda não havia sido votado) SUDECO . (atualizado até 06 de dezembro de 2007. por sua vez. a SUDESUL volta à pauta da Câmara Federal por meio de um projeto de um deputado catarinense. O Brasil Central e as franjas meridionais e orien¬tais da Amazônia são espaços de expansão da agropecuária moderna. O desenvolvimento agrí¬cola dessas áreas é reflexo do transbordamento da economia rural dos estados do Sul e de São Paulo. a força de trabalho e as téc¬nicas . Santa Catarina e Paraná na década de 70 e 80 que apresentaram extraordinário crescimento e desenvolvimento sócio-econômico. Alguns autores dão a entender que esta superintendência não passou de um projeto.Superintendencia de Desenvolvimento do Centro Oeste: Com a proposta de alavancar o desenvolvimento do Centro Oeste durante o regime militar. A idéia tem origem a partir de um grupo de trabalho formado por prefeitos paulistas em 1967. O alto preço da terra. a Sudeco foi criada e 1967. sul do Rio de Janeiro e sudeste mineiro. Em São Paulo. essa ligação se exprime por meio do preço da terra. Santa Catarina e Rio Grande do Sul encon¬tra-se um complexo econômico agropecuário mo¬derno.SUDEVAP . No plano espacial. pois a proxi¬midade dos mercados consumidores aumenta a con¬corrência pelo uso dela. CAP V-O ESPAÇO AGRÍCOLA E QUESTÃO AGRÁRIA A modernização e a capitalização da economia rural estão associadas ao desenvolvimento urbano e in¬dustrial. mas sua atuação se restringia ao norte paulista. SUDESUL: Superintendência de Desenvolvimento do Sul criada em 1967 e extinta em 1990 através do decreto 92. Nas áreas mais urbanizadas e industrializadas. condiciona o desenvolvimento da produtividade das atividades agropecuárias. Rio de Janeiro. Paraná. a superintendência deixou para o Banco do Brasil a responsabilidade de cuidar da política de desenvolvimento da região. turismo e agronegócios dentro de sua área de competência. objetivando financiar projetos de interesse social nas áreas de indústria. Dezessete anos depois de extinto.

apa¬recem zonas de lavouras camponesas em pequenos estabelecimentos. Os fluxos migratórios que deixam São Paulo e os estados do Sul refletem as conseqüências da mo¬dernização da economia rural regional. os quais se instalam em terras distantes como posseiros ou pe¬quenos proprietários. geram a ocupação dos cerrados do Centro-Oeste e das áreas de matas amazônicas do norte de Mato Grosso. A faixa litorânea úmida do Nordeste constitui um espaço singular. estabelecem-se como posseiros na Amazônia oriental Entre as princi¬pais zonas de fixação destacam-se o Maranhão (vales do Mearim e Pindaré) e o Bico do Papagaio (área deli¬mitada pela confluência dos rios Tocantins e Araguaia. cerrados ou caatingas e numa baixa densidade de animais. suplantando de forma gradativa cultivos comerciais já existentes (como o arroz). os preços da terra são muito menores. Também devem ser ressaltadas as exce¬lentes condições naturais do ecossistema do cerra¬do. que passaram a desenvolver o cultivo da soja com técnicas cada vez mais modernas. baseada no uso de pastagens naturais de campos. As grandes empresas. O NOVO "OURO VERDE" INVADE O CENTRO-OESTE A partir do início dos anos 1970. voltada para a produção de álcool e açú¬car. envolvendo o norte do estado de Tocantins. Nos vales dos rios e junto às estradas. marcado até hoje pelo predo¬mínio da agricultura comercial tradicional (plantations). os traços estruturais que definiram os usos coloniais da terra permanecem presentes na sub-região. A grande participação do governo federal. Em Pernambuco e Alagoas. e a intensa insolação. predomina a produção camponesa de tipo familiar. dos mercados con¬sumidores.para a difusão da economia rural de mercado. onde se destacam a topografia plana. As rodovias de integração que cortam o Centro-Oeste na direção da Amazônia orientam as migra¬ções. A criação de infra-estrutura para o desenvolvi¬mento da agropecuária regional deu-se com a cria¬ção de programas como o Prodoeste e o Polocentro (1975). O Centro-Sul e o Nordeste são pólos de onde partem fluxos migratórios em direção às fronteiras agrícolas. quase sempre originárias do Centro-Sul do país. nas zonas semi-áridas do Agreste.facilitou sobremaneira o processo de expansão. que facilita a mecanização. pequenos cam¬poneses e assalariados rurais. esse sistema de pro¬dução está combinado com a agroindústria canavieira. Mais longe do litoral. que combina a pequena produção agrícola com a criação de gado. de Rondônia e do Acre. geralmente . que apontavam para uma ocupação racio¬nal dos cerrados e seu aproveitamento em escala empresarial. portanto. especialmente intensos nas últimas décadas. mas também incentivar a ex¬portação de produtos não tradicionais que contri¬buíssem para a melhoria da situação da balança comercial do país. distantes dos centros ur¬banos e industriais e. substituindo lavouras de subsistên¬cia e pecuária extensiva e incorporando espaços até então disponíveis para o uso agrícola. O baixo preço das terras no Centro-Oeste . expulsando os sitiantes. o sudoeste do Maranhão e o sudeste do Pará). Esse é o domínio da pecuária tradicional. marcada pelo domínio do latifúndio e pela fragmentação intensa das propriedades camponesas. Em geral. De certa forma. Esses fluxos. organizada em torno de grandes pro¬priedades e culturas tropicais. extensiva. Os fluxos migratórios que deixam o Nordeste refletem a estagnação econômica regional. com apoio no crédito subsidiado. Trata-se de excedentes populacionais expulsos da economia rural dessas áreas. espe¬cialmente no início do processo. a soja começou a se expandir pelo Centro-Oeste. Essa expansão foi realizada por experientes empresários oriundos principalmente da Região Sul do Brasil.alia¬do aos incentivos concedidos pela extinta Superin¬tendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam) hoje Agência de Desenvolvimento da Amazônia (ADA) e às linhas especiais de crédito criadas pelo governo . A valoriza¬ção das terras provoca mecanização e concentração fundiária. MIGRAÇÕES E FRONTEIRAS AGRÍCOLAS Nas regiões interiores. objetivava não só atender às demandas de matérias-primas do nascente setor agroindustrial e de uma população urbana cada vez mais numerosa.

Mesmo assim. segundo dados do MST. principalmente. na segunda metade da década de 1990. Dessa forma. mas a produção deu um salto de mais de 95%. entre 1995 e 2002. até o final de 2005 tinha assentado apenas 244 mil. a questão agrária tornou-se assunto de segurança nacional e esfera de competência exclusivamente militar. Na economia de mercado. bem como a prática de ocupação de terras improdutivas. Por causa do fortalecimento das lutas dos sem-terra. o estatuto só foi regulamentado e transformado no Plano Nacional de Reforma Agrá¬ria em 1985. eleito presidente em 2002. Além disso.000 hectares ou mais) perfazem cerca de l % do número total de estabelecimentos. maquinaria e equipamento. apontava o caminho da coloniza¬ção de novas terras como estratégia para desafogar as áreas submetidas a conflitos rurais. foram obtidos cerca de 18 milhões de hectares de terras e assentadas mais de 400 mil famílias. encontram-se em processo de vio¬lenta concentração agrária. após o fim da ditadura. A organização desses trabalhadores. servia como instrumento de preservação das desigualdades no campo. como base para a reforma agrária dos militares. Em 1984. começou nos estados do sul do país. Entretanto. representava um instrumento de intervenção do Es¬tado em pontos localizados. embutida no preço das mercadorias agropecuárias ou cobrada dos produtores que ex¬ploram a terra em regime de arrendamento. O incre¬mento da produtividade que o cultivo de soja da Região Centro-Oeste registrou nesse período foi o grande responsável pelo crescimento da produ¬ção brasileira. No fundo. Os acampamentos e ocu¬pações tornaram-se parte da luta política dos . desde a década de 1970. O alvo era. organizadas no interior nordestino para lutar pela subdivisão dos latifúndios. Lula da Silva. Contudo. que receberam melhorias. Entre 1990 e 2005. A manutenção histórica desse padrão concen¬trador pode ser verificada pela análise estrutural fun¬diária do país. não um projeto de trans¬formação global da estrutura rural do país. tornou-se um referencial político nacional. De acordo com dados oficiais. esses dados foram se¬riamente questionados pela imprensa e pelo MST.se deslocavam para a região com instrumentos técnicos modernos e importantes recursos de capital para instalações. No extremo opos¬to. O incremento recente da produtividade da cul¬tura de grãos no Brasil pode ser aferido no gráfico. a po¬lítica de desapropriação de terras improdutivas parece ter ganhado algum impulso. durante o gover¬no Fernando Henrique. as ligas camponesas. a maioria dessas famílias era consti¬tuída por integrantes de assentamentos já existentes. consti¬tuía uma resposta ao crescimento dos movimentos de camponeses e trabalhadores rurais. cujas origens remontam ao modelo de colonização apli¬cado ao território lusitano na América. que. a propriedade fundiária proporciona a renda da terra. princi¬palmente. A luta organizada dos sem-terra espalha-se e alcança outras regiões. o MST organizou-se nacionalmente para lutar pela reforma agrária e pela democratização do acesso à terra. ESTRUTURA FUNDIÁRIA CONCENTRADORA A terra é o meio de produção fundamental na economia rural O acesso a ela é condição indispen¬sável para a produção agrícola. Desde aquele momento. A reforma agrária dos militares não se destinava a alterar a estrutura fundiária concentradora. pro¬meteu assentar 530 mil famílias até o final de 2006. O estatuto classificava as propriedades rurais e criava mecanismos para a de¬sapropriação dos latifúndios improdutivos. a área plantada com grãos no Brasil cresceu apenas cerca de 29%. os grandes estabelecimentos rurais (com 1. coordenando ocupações de terras improdutivas em várias regiões e organi¬zando a produção e a comercialização agrícola em muitos dos assentamentos rurais já existentes. Mas. O MOVIMENTO DOS SEM-TERRA A dinâmica da expropriação do trabalhador ru¬ral e a violência no campo explicam o surgimento do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST). Durante as duas décadas de governos autoritários. mas abrangem 42% da área agrícola.A concentração da propriedade da terra é um dos traços marcantes da economia rural brasileira.

tubercu¬lose. Os serviços de saneamento básico (abastecimen¬to de água e tratamento de esgotos) e o acesso ao sistema de saúde eram privilégio de uma parcela mi¬noritária da população. O número de casos de malária. acreditava-se que controlar o crescimento vegetativo da população representava uma das mais urgentes tarefas do governo. de maior renda familiar. Entre 1920 e 1940. e a de mortalidade ultrapassou os 25 por mil. As doenças epidêmicas e endêmicas espalhavam-se descontroladamente. a população total do país era de 41. . sistemas de comunicação e transportes mais eficientes ajudavam a disseminar as novas práticas médicas nas regiões mais populo¬sas do país. a prin¬cípio lentamente. O Brasil da transição demográfica Esse padrão de crescimento populacional come¬çou a ser rompido na década de 1940. e a melhor forma de diminuir as taxas de natalidade era elevar o nível de vida da população.1 milhões (crescimento de aproximadamente 130% em apenas três décadas). Para muitos especialistas. Em 1970. assim uma família numerosa dispunha de mais trabalhadores e. Nessa época iniciaram-se as pri¬meiras campanhas nacionais efetivas de erradicação de doenças epidêmicas por meio da pulverização de drogas que eliminam os agentes transmissores e da vacinação em massa. em São Paulo. Em conseqüência disso. O sistema de saneamento básico era e conti¬nua sendo precário na maioria das cidades brasilei¬ras. O resultado foi o aumento das taxas de crescimento vegetativo da população brasileira. Nessa etapa. predominava um padrão de crescimento populacional resultante da convivência de altas taxas de natalidade com ta¬xas elevadas de mortalidade. Sob a influência do neomallthusianismo. reativar a discussão sobre a necessidade de uma intervenção profunda no campo brasileiro. tétano. inclusive. Essa dinâmica demográfica é característica de sociedades rurais e reflete as tendências reprodutivas da unidade familiar de trabalho no campo.39% entre 1940 e 1950 para 2.tra¬balhadores rurais no Pontal do Paranapanema. a pobreza era a causa da alta natalidade. ocorreu também o declínio da na¬talidade.99% entre 1950 e 1960. As crianças participavam desde muito cedo dos trabalhos na la¬voura. Nessa época. a popula¬ção brasileira apresentou taxas de crescimento pró¬ximas a 1. ge¬rando as altas taxas de mortalidade geral e infantil. as altas taxas de natalidade eram responsáveis pela po¬breza do país e constituíam um entrave ao desenvolvi¬mento. Ao mesmo tempo. quando as taxas de mortalidade começaram a diminuir. RUMO À ESTABILIZAÇÃO DEMOGRÁFICA No final da década de 1960. a taxa de natalidade girou em torno de 44 por mil. Nas pri¬meiras décadas do século XX. atingia 93. de 1890 a 1940. a natalidade brasi¬leira começou a cair de forma generalizada. a maior parte da po¬pulação brasileira vivia na zona rural. paralisia infantil e muitas outras doenças diminuiu sensivelmente a partir de então. Manteve-se em um patamar bastante elevado também entre 1960 e 1970: 2. Outros especialistas pensavam justamente o con¬trário. promovendo uma melhor distribuição da renda nacional. no Agreste nordestino e no Brasil cen¬tral. Demografia e desenvolvimento eram temas inse¬paráveis na discussão nacional. nas décadas de 1950 e 1960. Os neomalthusianos alinhavam-se geralmente com as doutrinas socioeconômicas liberais e conservadoras. CAP VI. Essa perspectiva ajuda-nos a entender as altas taxas de natalidade então vigentes.Em 1940. em geral nacionalistas. o incremento vegetativo manteve-se em patamares inferiores a 2%. O incremento vegetativo médio anual sal¬tou de 2. sarampo.DINÂMICA DEMOGRÁFICA (POPULAÇÃO BRASILEIRA) Durante meio século. Seus críticos. Esse posicionamento tem demonstrado que a resistência à expropriação é capaz de abrir bre¬chas na estrutura fundiária concentradora e excludente e. por exemplo. portanto. depositavam as esperanças na industrialização autônoma e na ocupação das imensas áreas pouco povoadas do interior.2 milhões.8% ao ano. mas as poucas melhorias introduzidas nesse campo foram suficientes para fazer declinar a mor¬talidade das populações urbanas.89%.

A natalidade caiu. as pirâmi¬des etárias de base estreita deixarão de ser privilégio dos países ricos. Uma curva de crescimento demo¬gráfico atenuado gera grande impacto na estrutura etária e nas demandas de investimentos. o nú¬mero de filhos por mulher gira em torno de 2. Em 1970. utilizam métodos anticoncepcionais. os jovens (0-19 anos) constituíam cer¬ca de 41. E é ela que explica os elevados índices de esteriliza¬ção cirúrgica vigentes no Brasil. Projeções recentes indicam que o Brasil atingirá a estabilidade demográfica em 2050. a mudança do foco econômico da produção e a concentração da população nas ci¬dades alteraram profundamente os comportamen¬tos reprodutivos. Nas pequenas propriedades rurais familia¬res. A diminuição da natalidade é menor no campo que na cidade. nas últimas décadas. só que ela mudou de endereço e de comportamento. PIRÂMIDES ETÁRIAS A estrutura etária da população é comumente retratada por gráficos em forma de pirâmides. O Brasil transformou-se em um país urbano-industrial. Na década de 1960. a base havia se estreitado e o topo se alarga¬do. cerca de 70% das mulheres brasileiras casadas. são colocados os grupos de idade. As conseqüências dessa nova situação também não foram plenamente incorporadas ao debate polí¬tico e econômico. mesmo entre as famílias mais pobres. POPULAÇÃO E INVESTIMENTOS DEMOGRÁFICOS A trajetória de redução das taxas de natalidade prosseguirá nas próximas décadas. porém. mas a dissolução da unidade familiar de trabalho pela economia urbano-industrial. seis filhos. A transição demográfica brasileira comprova a tese de que o comportamento reprodutivo responde ao crescimento econômico. quan¬do terá população inferior a 250 milhões de habitan¬tes. cada brasileira entre 15 e 44 anos tinha.9% da população brasileira. as crianças participam desde cedo do processo produtivo. marcada pela queda das taxas de crescimento demo¬gráfico. essa nova realidade demográfica. puxando para baixo as taxas médias de incremento anual da população do país. Assim. As pirâmides etárias revelam o estágio da transição demográfica no qual determinado país se encontra.5. As modificações na estrutura etária confirmam as mudanças no comportamento reprodutivo da população brasileira e revelam uma tendência demográfica para as próximas décadas. Essa rápida alteração do comportamento reprodutivo da população relaciona-se com as trans¬formações estruturais na economia brasileira. Nas cidades. A miséria continua existindo. Sem acesso a um acompanhamento médico de qualidade e desinformadas sobre o seu próprio corpo e sua fisiologia reprodutiva. A transição demográfica se completa em ritmos desiguais entre as populações urbanas e rurais.Essa ten¬dência se manteve nas décadas seguintes. e o custo de formação do indivíduo ten¬de a ser significativamente menor. Entretanto. Esse elevado custo de formação tem representado um poderoso freio à natalidade. não ao desenvolvimen¬to social. sem qualquer políti¬ca oficial de controle da natalidade. saúde e educação até que eles atinjam a idade produtiva. refletindo as no¬vas condições econômicas e culturais geradas pela urbanização. ainda é bastante desconhecida no país. e a pirâmide etária da população urbana re¬vela que a transição . atualmente. em média. o contingente populacional ³ em núme¬ros absolutos ou percentuais ³ é enquadrado em cada um dos grupos de idade. Em 2000. na abscissa. com idades entre 14 e 44 anos. ter muitos filhos significa acumular despesas com alimentação. De acordo com dados oficiais recentes. Na ordenada. não foi a eliminação da pobreza a res¬ponsável pela redução das taxas de fertilidade. as mulheres brasileiras recorrem cada vez mais a esse método definitivo. a suposta bomba demográfica foi desativada em poucas décadas. Em breve. Ao contrário do que imaginavam os neomalthusianos. Também. a pirâmide etária da população rural bra¬sileira releva uma significativa preponderância dos jovens. mas a renda permaneceu for¬temente concentrada. Cerca de 45% fizeram laqueadura de trompas e não terão mais nenhum filho. quando a transição demográfica dos países subdesenvolvidos tiver terminado.

dentre outros povos. deslocamentos de força de trabalho de áreas economicamente es¬tagnadas ou decadentes ³ ou onde as mudanças no sistema produtivo estão liberando mão-de-obra ³ para áreas onde a oferta de oportunidades de traba¬lho é maior. iniciativa do Estado e de particulares (notadamente fazendeiros). A principal razão para incentivar essa vinda de imi¬grantes. muito importante no período de 1850 a 1934. políticas e até na¬turais (secas e terremotos. al¬go passou a preocupar D. Migrações: Os deslo¬camentos de populações devem ser vistos hoje como uma redistribuição de mão-de-obra. D. João VI: a numerosa e os¬tensiva população negra. quando cessou o tráfico de escravos. b)nomadismo. Com a chegada de levas de europeus. Pode-se afir¬mar que a imigração começou em 1808.a imigração externa. vieram alemães. e) migrações rural-urbanas ou êxodo rural. econômicas. pois os franceses poderiam ocupar Portugal indefinida¬mente). II. com a vin¬da da família real. era sede da monarquia (e não se sabia por quanto tempo.demográfica está em vias de se completar. Entre 1824-1830. Pedro I. Achando que isso não fi¬cava bem para uma área que. italianos (serra gaúcha-RS). O Brasil tornou-se então a sede do reino e. sociais. João VI tratou de incentivar a vinda de colonos açorianos em 1808. japoneses (São Paulo e Amazônia) b)Emigração externa: Japoneses (ninseis e sanseis) p/ o Japão dec 80 A imigração externa para o Brasil intensificou-se a par¬tir de 1850. aqui instalado.MIGRAÇÕES NO BRASIL I. e) migrações pendulares ou diárias das populações nos grandes centros urbanos. para os Estados do Sul do País. . Migrações externas a)Imigração externa: alemães (vale do Itajaí-SC). entendida como deslocamento de contingentes humanos pa¬ra áreas em que o sistema produtivo concentra maio¬res ou melhores oportunidades de emprego.As migrações no Brasil No caso do Brasil. principalmente Italianos e Alemães.INTRODUÇÃO As migrações: são deslocamentos da população no espaço Tipos: a) migrações in¬ternacionais (imigração e emigração). foi a necessidade de con¬seguir mão-de-obra para a lavoura cafeeira. CAP VII . As regiões Norte e Nordeste. marcadas pela disseminação da pobreza rural. Razão principal: a econômica. Mas o volume total dessa imi¬gração até 1850 foi insignificante e consideravelmente inferior à vinda de africanos como escravos. na época. d) migrações internas ou inter-regionais. por exemplo). fugindo do exército de Napoleão. apre¬sentam uma taxa de fecundidade bastante superior à média nacional: quatro filhos por mulher Os re¬sultados do censo realizado em 2000 não trouxe¬ram mudanças muito significativas nessa situação. num movimento promo¬vido por D. e a abertura dos portos às nações amigas. psicológicas. c)transumância. Causas: religiosas. os principais tipos de migrações são : I. Antes de 1850 já ocorrera em pequeno núme¬ro a vinda de imigrantes para o Brasil.

VII -A migração urbano-rural. de 1850. As maiores entradas anuais de imigrantes ocorreram de 1888 a 1914-1918 (anos da Primeira Guerra Mundial). Do final dos anos 1960 até 2000. na prática. o que vem até se intensificando ultimamente. tanto por motivos políticos (a dita¬dura militar. começaram a pro¬mover a vinda de imigrantes como substitutos para a mão-deobra escrava. pois envolve o deslocamento de milhões de pessoas todo ano. etc. principalmente. VI-A migração rural-rural (de uma área agrícola para outra) também é muito freqüente no país. já que a pessoa do campo muitas vezes vai primeiro para uma cidade pequena ou média e só depois mi¬gra para uma metrópole. Obs. Estagnação econômica. é atualmente tão importante quanto a imigra¬ção. (que migram do Agreste nordestino para a Zona da Mata. por razões econômicas (os baixos salários .as migrações internas ou inter-regionais. das cidades principalmente das pequenas e médias para as grandes. então. que ocor¬reram durante toda a nossa história. quando diminuiu mui¬to por causa. O sentido principal. os trabalhadores rurais itinerantes. com a volta ao campo de migrantes que não se adap¬taram nas cidades ³ embora isso seja raro porque é difícil.a migração rural-urbana ou êxodo rural. Ocorre prin¬cipalmente com a volta de filhos para tomarem conta da terra de pais falecidos ou. que governou o país de 1964 a 1985. Nomadismo: característica própria dos povos nômades. que compeliu o go¬verno a buscar nova força de trabalho na Europa e no Japão. vêm aumentando desde a década de 1950. Os Corumbás. então. Po¬de-se incluir nela tanto a Transumância quanto os deslocamentos dos trabalhadores rurais que vivem se deslocando em busca de serviço: uma parte dos peões (na Amazônia) e dos bóias-frias(ex. perseguiu muita gente). que estabeleceu certas medidas restriti¬vas à vinda de estrangeiros. saída de pessoas do campo para as cidades Fatores de mudança. movimento de ida e volta dos trabalhadores de sua residência até o serviço. quanto. tem importância numérica pequena.as migrações pendulares nas grandes cidades. O maior incentivo à vinda de imigrantes foi a abolição da escravatura (1888). de migrações inter-regionais e intra-regionais ou. espe¬cialmente de fazendas de café (atividade predomi¬nante no país na segunda metade do século XIX e primeira metade do século XX). alguns Índios da amazônia III. O período áureo da imigração para o Brasil deu-se de 1850 a 1934. Essa modernização dispensa mão-de-obra. da Constituição da¬quele ano. que constituem as transfor¬mações sofridas no meio rural pela modernização e mecanização da agricultura. que não possuem local fixo de residência e se deslocam constantemente.. mas assu¬miram maior importância após 1934r com o de¬clínio da imigração e uma maior integração entre as diversas regiões do país.monopólio (compra) de extensas áreas por lati¬fundiários (fagocitose fundiária) IV. portanto. nesse tipo de migração é.:sudeste-na colheita da cana-de-açúcar). II. inclusive. em que as pes¬soas deixam a cidade para viver no campo. mas não exclusivo. de uma continuação do êxodo rural. Outro exemplo desse tipo de migração é a saída de pessoas das cidades conges¬tionadas para morarem em condomínios rurais. o número de emigrantes foi superior ao de imigrantes. os proprietários de terras. embo¬ra ainda tenha pequena importância numérica na medida em que envolve mais uma parte da classe média e alta. acompanhando o relacionado ao aumento da urbanização. talvez até mais. isto é. conseguir o trabalho anterior. Trata-se. VII-A emigração externa (saída de pessoas do Brasil para residirem no estrangeiro).Com a intensificação das pressões inglesas pa¬ra o fim do tráfico negreiro e com a Lei Eusébio de Queirós. principalmente. apesar de pouco estuda¬da. para quem volta. que se acelerou após 1950. V-A migração urbano-urbana (de uma cidade pa¬ra outra) é bastante intensa no Brasil.

violência urbana. 7. Impondo elevadas tarifas de importação sobre uma gama ampla de bens de consumo. Itália.. O Estado brasileiro teve participação ativa nesse pro¬cesso.O BRASIL NO CONTEXTO DA GLOBALIZAÇÃO A industrialização brasileira adquiriu dinâmica autônoma a partir dos anos 1930. mas a grande transformação já tinha se iniciado. moradia. sob os regimes políticos da "Era Vargas".. principalmente p/ oeste paulista (sec XIX) 4.Café. as transnacionais reorientaram suas estratégias e os in¬vestimentos diretos escassearam.Migração p/ Amazônia e Centro-Oeste: dec. A eco¬nomia nacional estabelecia assim um elo duradouro com o sistema financeiro internacional. A fase típica de substituição de importações foi encerrada na década de 1970. As corporações fincaram raízes no interior do país. novas oportunidades de trabalho. sabe-se que muitos brasileiros deixaram o país nestas últimas décadas. Para financiar a continuidade do processo de crescimento econômico. por volta de 200 mil no Japão e um número um pouco menor em outros países. O pós-guerra representou a fase de industrializa¬ção acelerada. definindo ramos industriais sob seu coman¬do. abertura de rodovias. Desde aquele mo¬mento até meados da década de 1970. não é muito fácil obter visto de entrada como imigrante nos Estados Unidos ou nos países da Europa oci¬dental. Não obstante. assumindo um endividamento externo significativo. CAP VIII . etc. implantação de novos Estados. Essa fase de¬senvolveu-se por meio da substituição de importa¬ções. Na década de . como França.Construção de Brasília: dec.Industrialização: dec. que duraria até meados da década de 1970 e transformaria todas as relações da economia brasileira com a economia mundial. nordestinos p/ centro-oeste. grandes projetos. com a abertura de filiais das corporações transna¬cionais. Juscelino Kubitschek conseguiu acelerar a industrialização bra¬sileira. etc. maior migração da história. A elevação dos juros internacionais arremessou rapidamente a dívida externa para níveis tão altos que inviabilizavam o prosseguimento dessa estraté¬gia de financiamento. 5. o Estado criou as condições gerais para o desenvolvimento industrial.pagos no Brasil em comparação aos padrões internacionais). atraindo volumosos investimentos produtivos externos direcionados para a implantação de indús¬trias de bens de consumo duráveis. calculan¬do-se que mais de l milhão estejam residindo nos Estados Unidos. o Estado atraiu investimentos produtivos de corporações transnacionais para o interior do território brasileiro. 50. Canadá e Austrália. ou seja.. In¬glaterra. associando-se a capitais privados nacionais e a capitais estatais em outros ramos. 50 p/ sudeste (SP). Nessa fase. os capitais internacionais ingressaram no país predominantemente sob a forma de investimentos produtivos diretos. É muito difícil obter dados estatísticos seguros sobre o total de emigrantes porque muitos ingres¬saram clandestinamente nos países de destino. Durante seu governo (1956-1961)..Migração da borracha (nordestinos p/ Amazônia ocidental) 3. 8. o Estado brasileiro fez empréstimos de grande porte no mercado financeiro internacional. Investindo na implantação de empresas estatais nos setores de infra-estrutura ³ como a geração de energia elétrica e a tele¬fonia ³ e de bens de produção ³ como a extraçao e refino de petróleo e a siderurgia ³. Nesse período. XVIII) nordestinos p/ centro oeste 2.Nordeste p/ Sudeste. Guiana Francesa 9em ralação ao Amapá) III-PRINCIPAIS FLUXOS MIGRATÓRIOS INTERNOS 1-Migração da mineração (séc. o núcleo da economia nacional situava-se ainda no setor agroexportador. 70: causa: avanço da frente agrícola. por meio da produção interna de manufaturados que antes eram importados.Migração de retorno: dec80 e 90 do sudeste p/ Nordeste: causa ²desemprego. cerca de 500 mil no Paraguai (brasiguaios).

Também com a mesma finalidade fo¬ram ampliados os saldos positivos da balança co¬mercial. A finalidade era evitar o retorno da hiperinflação e promover a modernização industrial. Porém. ou seja. as exportações de produtos primários (agrícolas e minerais) e de semiindustrializados foram sendo sobrepujadas por ex¬portações de mercadorias industriais. Nos anos seguintes. No primeiro governo de Fernando Henrique Cardoso. Os governos Collor de Mello (1990-1992) Itamar Franco (1992-1994) iniciaram a abertura da econo¬mia nacional. baseada na atração de capitais e investimentos estrangeiros e na desmontagem das estruturas pro¬dutivas do Estado. O Brasil sofreu diretamente o impacto da revira¬volta global. A primeira etapa do programa. sobretu¬do. aprofundou-se a política de privatizações. a CSN. destacando-se os minérios . baseado na liberalização da eco¬nomia e na abertura do mercado interno. Esse mo¬delo representou uma opção pela inserção do país nos fluxos globalizados de capitais. No início de 1999. como a Usiminas. iniciado em 2003. a internacionalização da economia brasileira passou por uma nova fase. por meio século. O Brasil no comércio mundial O intercâmbio do Brasil com o mercado mun¬dial reflete as características urbano-industriais de sua economia. houve recuo das importações e aumento das exportações. e a balan¬ça comercial passou a apresentar saldos positivos crescentes. No limiar da década de 1990. Isso aumentou a vulnerabilidade externa do país. As exportações primárias apresentam um perfil tra¬dicional.1980. com uma política cambial voltada para o estímu¬lo das importações a partir da valorização do real. surgia um novo modelo econômico. o processo de industrialização do Brasil. envolveu a venda de siderúrgicas estatais. com a abertura de concessões em áreas de infraestrutura que eram monopólio do Estado: energia. o modelo de industrializa¬ção internacionalizada conheceu forte ajuste. por meio de importações de bens de capital. sob o impacto das crises financeiras da globalização. a Cosipa e a Açominas. frustrou as expectativas de mudança do modelo econômico. os investidores abandonaram as chamadas economias emergentes. O comércio exterior brasileiro conhe¬ceu profundas alterações de sua natureza ao longo da última etapa do processo de substituição de im¬portações. transporte e comunicações. as necessi¬dades financeiras impostas pelo pagamento do serviço da dívida externa passaram a orientar toda a política econômica governamental e as relações do Brasil com o mercado mundial. preferindo a segurança dos mercados financeiros dos países desenvolvidos. foi durante o primeiro mandato de Fernando Henrique Cardoso (1994-1998) que se consolidou uma nova política econômica. a sua dependência com rela¬ção aos centros financeiros internacionais. A crise asiática de 1997 e a crise russa de 1998 assinalaram o encerramento do ciclo de grandes investimentos nas economias emer¬gentes. entre 1991 e 1993. que impunham a restrição dos gastos públicos como forma de gerar recursos para o pagamento dos compromissos da dívida interna. Com a moeda nacional desvalorizada. os re¬sultados da balança comercial eram negativos e havia a necessidade de investimentos diretos e fi¬nanceiros do exterior para equilibrar as contas internas do país. Entretanto. premido pela fuga de capitais financeiros. No final da década de 1990. o governo promoveu uma grande desvalorização do real e contraiu emprésti¬mos de emergência com o FMI. os anos da crise da dívida externa. Entre 1994 e 1999. O governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Sua adesão ao modelo de in¬dustrialização internacionalizada manifestou-se na assinatura de acordos com o FMI. Os anos 1980 foram. No centro dessa política estava um amplo progra¬ma de privatizações. Progressivamente. a CST. A industrialização internacionalizada A crise da dívida externa aplicou o golpe definiti¬vo no modelo econômico que havia sustentado.

. Mais de 200 itens. as indús¬trias mecânica e elétrica e a indústria de transportes. dos mais diversos setores indus¬triais. que se verifica na economia glo¬bal. na década de 1990. o cacau. Ainda hoje. Todavia. esses dois eixos respondem por cerca da metade do comércio exterior brasileiro. como a metalurgia. bens de consumo duráveis e não-duráveis.metalúrgicos (fer¬ro e manganês). Com¬parando-se apenas os dois principais integrantes do bloco ³ Brasil e Argentina ³. O segundo revela a importância dos bens de produção na pauta geral de importações. o Brasil pode ser considerado um ´global traderµ. Convém lembrar que o aumento de eficiência implica a eliminação dos produtores que não estão capacitados para enfrentar os custos dos competi¬dores estrangeiros. As trocas comerciais nesse bloco têm a seu favor a redução progressiva das barreiras alfandegárias e a própria tendência. ao con¬trário do que acontece com o México. agroindustriais e agrícolas. em 1991. Entre as importações agrícolas. a atuação do Mercosul tende a acelerar a concentração de capitais e a favo¬recer as empresas mais poderosas e de elevada espe¬cialização setorial Avanços e recuos do Mercosul Desde o início. Um comerciante global Apesar de representar apenas cerca de 1% do comércio mundial. que tem a maior parte de seu comércio voltado para os Esta¬dos Unidos. De forma similar. a bauxita e a cassiterita entre os produtos minerais. as exportações de ferro-gusa e alumina resul¬tam da semi-industrialização de produtos minerais. Com a abertura econômica. podemos perceber que: ‡ a indústria da Argentina é tecnologicamente mais atrasada do que a do Brasil. As importações apresentam uma notável concentra¬ção nos itens produtos minerais e produtos das indús¬trias mecânica e elétrica. e o café. de integração de grandes mercados regionais. Entre as exportações brasileiras de manufaturados destacam-se certas indústrias de base tecnológica relativamente moderna. isto é um país que mantém relações comerciais com um grande número de parceiros. a América Latina tornou-se o terceiro eixo de intercâmbio comercial do país (cerca de 20%). ou com os países da União Européia. Há três décadas. Ou seja. com a criação do Mercosul e a rápida expansão das transações com a Argentina. A criação do Mercosul. em especial entre o Brasil e a Argenti¬na. compõem sua pau¬ta de exportações. a soja e o açúcar entre os produtos agrícolas. O peso da indústria ali¬mentícia nas exportações vem apresentando aumento. A importância da Europa Ocidental e dos Esta¬dos Unidos na pauta de importações brasileiras deve-se ao grande interesse pêlos bens de capital e de consumo produzidos nesses dois centros da indús¬tria mundial. as neces¬sidades de modernização tecnológica e o crescimento da demanda interna por bens importados tendem a aumentar essa importância. As parcerias comerciais brasileiras continuam se di¬versificando em função da recente expansão das rela¬ções de intercâmbio com a China e as perspectivas de ampliação do comércio com a Rússia. cujas relações comerciais ocorrem predominante-mente no interior do próprio bloco. foi decisiva para o crescimento das relações comerciais entre os países-membros. o comércio exterior do Brasil se concentrava em dois grandes eixos: a Europa Ociden¬tal e os Estados Unidos. a índia e os países do Oriente Médio e da África. o destaque absoluto é o trigo. o Mercosul foi marcado pelas diferenças entre os países que o compõem. A abertura comercial impulsionou as importações de componentes. o que reflete um processamento básico crescente dos produtos agrícolas antes da sua exportação. O primeiro revela o peso significativo que as compras de petróleo ainda mantêm. O comércio exterior brasileiro abrange diferentes blocos e áreas do mundo.

A lenha. Além disso. especialmente eletrodomésticos. utilizada principalmente no preparo de alimentos. também resultou em grandes alterações no balanço energético nacional. Eletrosul. Um programa nacional de substituição da gasolina pelo álcool (Proálcool) e o incentivo à utilização da eletricidade para certos setores industriais. em função de o mercado consumidor brasileiro ser muito maior. fizeram parte do esforço governamental para diminuir o peso das importações do petróleo na balança comercial bra¬sileira. baseada em termelétricas. Furnas e Chesf³ na constru¬ção de centrais hidrelétricas de grande porte. as importantes empresas do setor energético foram incluídas no Programa Nacio¬nal de Privatização. tem gerado crises entre os dois países. além de multiplicar a demanda ener¬gética. ‡ a força de trabalho brasileira é mais barata do que a da Argentina. Atualmente. predominantemente hidrelétrica. principalmente du¬rante a década de 1970. é mais barata do que na Argentina. Nos últimos anos. tra¬dicionalmente movidos a óleo diesel. ‡ no Brasil a energia. principalmente a partir do segundo "choque". era a principal fonte de energia no Brasil agrário do começo do século XX. o Brasil buscou diminuir o peso do petróleo nas importações com o aumento da extração do petróleo nacional. Em meio à crise. a crise econômica que marcou a década de 1980 pro¬vocou redução drástica dos investimentos do setor. principalmente em ra¬zão dos "choques" causados pela violenta ascensão do preço internacional do óleo em 1973 e 1979. o governo impôs um sistema de cotas de consumo a todos os setores. o Mercosul tem enfrentado sucessivas crises. Esses recursos foram utilizados pela Eletrobras e suas subsidiárias ³ Eletronorte. Na década de 1990. o Mercosul atra¬vessou uma fase de grande sucesso comprovado pelo aumento expressivo do comércio intrabloco. Considerado es¬tratégico para o desenvolvimento nacional. Por conta de tudo isso. a "invasão" de produtos brasileiros. principalmente o industrial e o residencial. ‡ as empresa instaladas no Brasil beneficiam-se de economias de escala superiores. acentuada por uma forte estiagem que diminuiu sensivelmente a capacidade de produção de energia de origem hídrica. o setor elétrico foi fartamente financiado pelo Tesouro Naci¬onal e por empréstimos externos. Porém. . que começou no final dos anos 1990 e atingiu todo o país no ano de 2001. IX-FONTES DE ENERGIA NO BRASIL O processo de urbanização e industrialização do país. ‡ o aço brasileiro tem competitividade no merca¬do externo e opera em larga escala. No iní¬cio da década de 1920. Após a Segunda Guerra Mundial. Durante os oito primeiros anos. enquanto a si¬derurgia argentina é subsidiada pelo Estado. o industrialismo incipiente associou-se ao crescimento do consumo de car¬vão mineral. A tendência é que essas empre¬sas comprem as rivais argentinas. 20% da geração e 80% da dis¬tribuição de energia elétrica já foram privatizados. A expansão da hidroeletricidade é fator de desta¬que: respondendo por pouco mais que 20% do con¬sumo energético total em 1975. e muitas delas foram vendidas. o consumo de petróleo co¬nheceu um declínio relativo. O resultado foi uma crise ener¬gética de grandes proporções.especialmente nos setores mais modernos dessa atividade econômica. no entanto. a hidroeletricidade saltou para cerca de 40% em 2000. Nas últimas décadas. Entretanto. o que sinaliza um futuro incerto para o bloco econômico. a rápida expansão industrial e a adoção de um mo¬delo rodoviário de transportes inauguraram o reinado do petróleo e da hidreletricidade. A integração de mercados é bastante favorável para as empresas modernas brasileiras. o volume de investimentos realizados no setor continuou sendo insuficiente para aten¬der à demanda. quer sejam elas nacio¬nais ou transnacionais.

não estão sen¬do cumpridas. previa-se a utilização dos rios da região para resolver os futuros problemas energéticos do Brasil e. que geram energia para os mercados fluminenses. Assim nasceram as usinas do sistema Centrais Hidrelétricas do São Francisco (Chesf). juntas. A potência ultrapassa os 12. Itaipu está localizada no Rio Paraná. no Rio Doce. no Nordeste. que serve de reservatório à usina.000 MW. E não é para menos: a riqueza da hidrografia amazônica exigiria um grande esforço técnico e muito tempo de estudos para ser precisamente medida. A usina de Tucuruí. As metas governamentais para a am¬pliação da capacidade instalada no país. o segundo e terceiro lugares. cerca de 25% de todo o potencial hidrelétrico instalado no país. que de¬pendem de grandes investimentos privados para a construção de usinas termelétricas movidas pelo gás natural importado da Bolívia. ainda. Nas bacias do Amazonas. destaca-se. As Sete Quedas do Rio Paraná ficaram submersas em um enorme lago. Além delas. Na Região Nordeste. Tocantins e Paraná encontra-se a maior parte do potencial hidrelétrico nacional (tabela 1). abrigam mais do que o dobro de toda a capacidade instalada no país. entre o Piauí e o Maranhão. A Bacia Amazônica e a Bacia do Tocantins. Tucuruí está localizada no Rio Tocantins. A Bacia do Paraná é a principal fornecedora de hidreletricidade para as regiões Sudeste e Sul. respectivamente. As elevadas médias pluviométricas ³ decorrentes do predomínio de cli¬mas equatoriais e tropicais no território ³ e a dis¬posição dos divisores de águas que delimitam as principais bacias hidrográficas brasileiras têm como resultado a existência de muitos rios cau¬dalosos e planálticos no país. é responsável por mais de 50% do consumo total da eletricidade. HIDRELETRICIDADE O alto potencial hidrelétrico brasileiro é deter¬minado pela conjunção de dois fatores: o volume de águas fluviais e o relevo. Essa estimativa carrega um enorme grau de imprecisão. a usina de Boa Esperança (Castelo Branco). completado nas décadas de 1980 e 1990 pelas usinas de Itaparica e Xingo. Nos anos 1970. é uma das materializações desse projeto. Em meados da década de 1970. trezentos quilômetros ao sul de Belém. pólo industrial do país. O Sudeste conta ainda com a hidrelétrica de Três Marias. abriu-se mais uma onda de investimentos no setor elétrico. na Bacia do São Francisco (que abastece o complexo siderúrgico do Vale do Aço mineiro) e com as usinas de Salto Grande e Mascarenhas. A Região Sudeste. que entrou em operação em 1984. a ca¬torze quilômetros da foz do Rio Iguaçu.mas o setor continua instável e os consumidores convivem com tarifas cada vez mais elevadas. no Rio Parnaíba. Em 1975. a construção de usinas hi¬drelétricas na Bacia do São Francisco integrou o pla¬no de desenvolvimento regional implantado pelo governo federal na década de 1960. Nesse contexto. uma das maiores usinas hidrelétricas do mundo. Distribuição geográfica do potencial instalado A concentração espacial da indústria no Brasil reflete-se na concentração espacial da demanda energética. foi assinado um tratado associando o Brasil ao Paraguai na construção de Itaipu. Nela estão instalados cerca de 70% do potencial gera¬dor nacional. transformar a Amazônia em um grande pólo metalúrgico. é cada dia mais urgente. desta vez destinados à construção de hidrelétricas de gran¬de porte em regiões distantes dos mercados urbano-industriais. a discussão sobre a questão energética. . tanto no que diz respeito a novas alternativas de geração quanto aos pro¬gramas de conservação e eficiência. As regiões Sul e Nordeste ocupam. Ela opera com ele¬vados custos de transmissão de energia: dista 650 quilômetros de Curitiba e aproximadamente mil quilômetros de São Paulo. Na metade da década de 1970. a política de ex¬pansão da capacidade energética do país com a cons¬trução de hidrelétricas gigantes descobriu a Região Norte.

A capacida¬de geradora é a segunda maior do Brasil. O enorme impacto ambiental deri¬vado da inundação de grandes áreas florestadas e a necessidade de remoção de grupos indígenas OS PROJETOS TERMELÉTRICOS O Brasil importa a maior parte do carvão mi¬neral que consome. o Brasil pode contar com reservas descobertas na platafor¬ma continental (nas bacias de Campos e de Santos) e no Amazonas. para cada MW produzido. O novo gasoduto per¬corre Mato Grosso do Sul e São Paulo. para uma capacidade insta¬lada de apenas 250 MW. é outro grande empreendimento da Eletronorte. Entretanto. causada pela estiagem. Além das importações de gás da Bolívia. a capital amazonense continuou precisando do petróleo para atender parte de suas necessidades energéticas. A viabilidade de novas usinas hidrelétricas na Bacia Amazônica como alternativa para o supri¬mento da futura demanda energética do país con¬tinua mobilizando calorosas discussões entre os especialistas. mas pequeno na produção de energia. para depois se interligar à rede de gasodutos da Região Sul. quando o governo comprou . Nesse caso. a expansão do setor termelétrico do Brasil está sendo realizada com base no gás natural. A produção da Região Sul.430 km2. Balbina submergiu 31 vezes mais florestas do que Tucuruí. O carvão existente em Santa Catarina (carvão metalúrgico) é o único aproveitável como matéria-prima nas indústrias siderúrgicas. O programa nuclear A história das usinas termonucleares no Brasil começou em 1969. pou¬co menos que Tucuruí. a tendência é de crescimen¬to da participação do gás natural e da geração termelétrica na produção brasileira de eletricidade. onde se concentram as principais reservas carbo¬níferas do país. O exemplo de Manaus é significativo: mes¬mo após a inauguração da usina de Balbina. é insuficiente para atender à de¬manda nacional. sua capacidade geradora já se tornou insuficiente diante do crescimento populacional e industrial da cidade. Isso significa que. O reservatório da usina inundou 2. uti¬lizado no aquecimento das caldeiras de alguns setores industriais e na produção de energia termelétrica. A construção do gasoduto Brasil-Bolívia propor¬cionou condições para investimentos em usinas termelétricas movidas a gás. A hidrelétrica de Balbina. a maioria das usinas termelétricas são de pequeno porte e utilizam óleo diesel como com¬bustível. A crise da geração de energia hidrelétrica de 1999 a 2000. Essas usinas são ecolo¬gicamente mais limpas que as alimentadas com car¬vão ou petróleo e têm baixo custo de instalação se comparadas às hidrelétricas. Além disso. Na Região Norte. a fonte térmica res¬ponde por cerca de 12% do total da eletricidade gerada. Seu reservatório inundou 2. É da grande usina que vem a eletricidade para a produção de mi¬nério de ferro de Carajás e de alumínio do sistema Albras³Alunorte. Assim. mais a des¬coberta de vastas reservas de gás natural na Bolívia podem ter aberto um novo caminho para a produ¬ção de eletricidade no Brasil. A energia gerada em Tucuruí alimenta os grandes projetos minerais da Amazônia oriental. Grande no preço e na devastação. Situada a duzentos quilômetros de Manaus.400 km de florestas que não fo¬ram desmaiadas previamente. no Rio Uatumã. Desde a década de 1990. apesar do imenso potencial hi¬drelétrico da Bacia Amazônica. O Rio Grande do Sul detém as maiores reservas de carvão-vapor. a usina foi projetada para suprir a demanda energética da capital ama¬zonense. a uti¬lização intensiva do potencial hidrelétrico da Amazônia acarretaria pesados custos de trans¬missão em razão da distância dos principais cen¬tros consumidores. menos poluente que o carvão ou o petróleo.

impondo uma pesada conta de im¬portações numa conjuntura marcada pela chamada "crise da dívida externa". concentra-se nas proximida¬des dos mercados consumidores. PETRÓLEO O petróleo passou a ser encarado como fator es¬tratégico durante o Estado Novo (1937-1945). em parte pela acentuada diminuição nos preços e crise financeira da Petrobras. Mes¬mo assim. Os "choques" de preços do petróleo. As reservas do Recôncavo Baiano e da bacia sedimentar do Nordeste já eram conheci¬das e exploradas. Por isso. atualmente mais de 70% do petróleo ex¬traído no Brasil provêm da plataforma continental.da empresa norte-americana Westinghouse a usina de Angra I. Além da energia. Mais tarde. com capacidade de 600 MW. O grande destaque é o Estado do Rio de Janeiro. o Brasil precisava importar dos países de¬senvolvidos o urânio a ser consumido na usina. Mais tarde. somente Angra II está em funcionamento. alimentada por . Essa é uma regra mundial. O refino do petróleo. a maior parte das refinarias da Petrobras localiza-se no Sudeste. Todavia. o general Ernesto Geisel assinou um acordo com a Alemanha para a construção de reatores nucleares. no pós-guerra. o petróleo despontava como o grande vilão da balança comer¬cial brasileira. registrou-se uma tendência de declínio do consumo do petróleo nacional. urânio enriquecido. No início da década de 1980. Esse amplo acordo de "cooperação" previa a transferência paulatina da tecnologia de en¬riquecimento do urânio. Contudo. a auto-suficiência com relação ao combustível transformou-se em prioridade nacional. A ampliação da pesquisa e prospecção de pe¬tróleo demandou um grande esforço tecnológico por parte da Petrobras. em especial na Bacia de Campos. o petróleo aparecia como fator es¬tratégico do desenvolvimento. Em 1975. em 1953. em 1938. O acordo nuclear Brasil-Alemanha jamais che¬garia a ser completado. os maiores inves¬timentos da Petrobras concentravam-se em seu par¬que de refino. mudaram essa his¬tória. tam¬bém seria Vargas (amparado por um vasto movi¬mento de opinião pública) o criador da Petrobras. pois o transporte do óleo bruto. Como o acordo de venda não previa a transferência da tecnologia de enriquecimento do urânio. promovi¬dos pela Opep em 1973 e 1979. Mais uma vez. as usinas geram também uma imensa quantidade de resíduos radiativos. onde se localizam as plataformas da Bacia de Campos. por meio de embarcações ou oleodutos. desde a segunda metade da década de 1990. aproximando-se da meta de auto-suficiência* . Dos oito reatores previstos. Nessa época. estocado em depósitos "provisórios". cuja capacidade ultrapassa os 12. até o início de 1970. o que justificava pe¬sados investimentos produtivos da Petrobras. O nacionalismo de Getúlio Vargas foi o responsável pela criação do Conselho Nacional do Petróleo (CNP). é mais barato que o transporte dos produtos refinados. mas o preço do petróleo no mer¬cado internacional era baixo demais para justificar grandes investimentos em pesquisa e prospecção do óleo no Brasil. Esse é um dos principais alvos da crítica dos ambientalistas com relação às usinas nucleares brasileiras: ainda não se resolveu o que fazer com o material radiativo. a produção nacional atingiu 85% do consumo interno. cerca de duas ve¬zes o preço de Itaipu. O custo dos oito primeiros reatores atingiria trinta bilhões de dólares. Em 2002. a produção nacional de petróleo passou a crescer de forma acelerada com a entrada em ope¬ração de novos depósitos em águas profundas da Bacia de Campos. O resultado desse esforço foi a descoberta de promissoras bacias petrolíferas na plataforma continental. A extração de petróleo no subsolo dos oceanos é uma atividade cara e exposta a muitos riscos. empresa estatal monopolista. realizado predominante-mente pela estatal.000 MW. no Rio de Janeiro.

em 1991. deveria contribuir para aliviar a conta de importações do país e reduzir a depen¬dência em relação ao petróleo. O programa tinha como meta a substituição paulatina da gasolina pelo álcool nos carros de passeio. Muitos analistas. A Guerra do Golfo. a redução dos preços internacionais do petróleo colocou li¬mites para a substituição da gasolina. Dessa forma. pois os carros movidos a álcool são menos poluentes. as indústrias automobilísticas foram incentivadas a passar a produzir carros movidos a álcool e. usam como argumentos a instabilidade dos preços do pe¬tróleo no mercado mundial e a probabilidade de ocorrência de novos "choques" no futuro próximo. Para incentivar o aumento da produção de álcool de cana-de-açúcar.O Programa Nacional do Álcool O Programa Nacional do Álcool (Proálcool). contribuindo para tornar mais respirável o ar das grandes cidades brasileiras. aos usu¬ários desses automóveis. Ao mesmo tempo. defendendo uma atitude liberal em relação à questão energética. e a subseqüente di¬minuição da influência da Opep reacenderam o debate em torno do futuro do combustível auto¬mobilístico no Brasil. Os ambientalistas concordam. já que a lucratividade artificial do cultivo de cana-de-açúcar para as usinas alcooleiras estaria desviando terras aptas para a produção de alimentos e matérias-primas industriais. acabando por arrastar o próprio Proálcool para uma crise. favoráveis ao Proálcool. que deveria ser regulada pelas leis de mercado. foram concedidos benefí¬cios fiscais. O auge do Proálcool ocorreu em 1986. Alguns deles também enxergam no programa uma influência negativa para o setor agrícola. quan¬do o consumo de álcool combustível ultrapassou o de gasolina automotiva. o Proálcool previa a concessão de uma série de benefícios financeiros aos plantadores de cana e aos proprietários de usinas. Entretanto. . Os críticos do Proálcool tendem a insistir no ele¬vado custo econômico dos subsídios. no contexto do primeiro "cho¬que" do petróleo. principalmente os da Região Sudeste. lançado em 1975. defendem a conveniência da manuten¬ção dos subsídios ao Proálcool.

You're Reading a Free Preview

Descarregar
scribd
/*********** DO NOT ALTER ANYTHING BELOW THIS LINE ! ************/ var s_code=s.t();if(s_code)document.write(s_code)//-->