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LEI ORGÂNICA DO MUNICIPÍO DE TERESINA

LEI ORGÂNICA DO MUNICIPÍO DE TERESINA

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  • SEÇÃO I DO PREFEITO MUNICIPAL
  • SEÇÃO II DAS PROIBIÇÕES
  • SEÇÃO III DA LICENÇA DO PREFEITO
  • SEÇÃO IV DAS ATRIBUIÇÕES DO PREFEITO
  • SEÇÃO V DOS AUXILIARES DO PREFEITO MUNICIPAL
  • SEÇÃO VI DA TRANSIÇÃO ADMINISTRATIVA
  • SEÇÃO VII DA FISCALIZAÇÃO ORÇAMENTÁRIA
  • SEÇÃO VIII DA PRESTAÇÃO E TOMADA DE CONTAS
  • SEÇÃO IX DO CONTROLE INTERNO INTEGRADO

\LEI ORGÂNICA DO MUNICIPÍO DE TERESINA - Atualizada até a Emenda nº 19/2011. TÍTULO I DA ORGANIZAÇÃO MUNICIPAL Art.

1º O Município de Teresina, sede da capital do Estado do Piauí, pessoa jurídica de direito público interno, com autonomia política, administrativa e financeira, é organizado e regido pela Lei Orgânica, na forma da Constituição Federal e da Constituição Estadual. Art. 2º A soberania popular será exercida, nos termos da lei, mediante: I - sufrágio universal para a escolha dos representantes políticos; II - iniciativa popular no processo legislativo; III - participação popular nas decisões do Município; IV - ação fiscalizadora da administração pública. Art. 3º O Município terá como símbolos a Bandeira, o Hino e o Brasão, instituídos em lei. Art. 4º O território do Município é aquele definido em lei estadual, conforme os preceitos da Constituição do Estado. § 1º A sede do Município dá-lhe o nome e tem a categoria de cidade. § 2º O território do Município poderá ser dividido em administrações regionais, criadas, organizadas e suprimidas por lei, observadas as disposições das Constituições Federal e Estadual e o disposto nesta Lei Orgânica. Art. 5º O Patrimônio do Município é constituído pelos bens móveis e imóveis, direitos e ações que, a qualquer título, pertençam-lhe. Parágrafo Único - O Município tem direito à participação no resultado das explorações de petróleo, de gás natural, de recursos hídricos, para fins de geração de energia elétrica e de outros recursos minerais existentes no seu território bem como na compensação financeira por essa exploração. Art. 6º O Município reger-se-á nas relações jurídicas e nas atividades políticoadministrativas, pelos seguintes princípios: I - a cidadania; II - a dignidade da pessoa humana; III - os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa; IV - o pluralismo político; V - o respeito ao estado de direito; VI - a moralidade e a transparência dos atos administrativos. (Texto alterado pela Emenda à LOM nº 19/2011, publicada no DOM nº 1.428, de 25/nov/2011)

Art. 7º São objetivos fundamentais do Município: I - o desenvolvimento integral, potencializando seus recursos humanos e naturais; II - a constituição de uma sociedade livre e justa; III - a melhoria da qualidade de vida da população e a redução das desigualdades sociais; IV - o estímulo ao espírito comunitário e ao exercício da cidadania; V - a promoção do bem de todos, sem distinção de origem, raça, sexo, cor, idade ou quaisquer outras formas de discriminação; VI - a preservação das condições ambientais adequadas à qualidade de vida e ao meio ambiente ecologicamente equilibrado. TÍTULO II DOS DIREITOS E GARANTIAS INDIVIDUAIS E COLETIVOS Art. 8º O Município garantirá, no seu território e nos limites de sua competência, aos brasileiros e estrangeiros residentes no País, a imediata e plena efetividade dos direitos e garantias individuais e coletivos mencionados nas Constituições Federal e Estadual, bem como daqueles constantes dos tratados e convenções internacionais firmados pela República Federativa do Brasil. Art. 9º Ninguém será discriminado ou privilegiado em razão de nascimento, etnia, raça, cor, sexo, deficiência física ou mental, idade, estado civil, orientação sexual, convicção religiosa, política ou filosófica, trabalho rural ou urbano, condição social, ou por ter cumprido pena. Parágrafo Único - O Município estabelecerá na lei, dentro do âmbito de sua competência, sanções de natureza administrativa para quem descumprir o disposto neste artigo. Art. 10. São assegurados a todos, independentemente do pagamento de taxas: I - o direito de tomar conhecimento de informações a seu respeito, que constarem nos registros ou cadastros de órgãos municipais; II - o direito de petição e representação aos Poderes Públicos Municipais em defesa de direitos ou contra ilegalidade ou abuso do poder; III - a obtenção de certidões em repartições públicas municipais para defesa de direitos e esclarecimento de situações de interesse pessoal. Parágrafo Único - Ninguém será prejudicado ou, de qualquer forma, discriminado pelo fato de litigar com órgão municipal, no âmbito administrativo ou judicial. Art. 11. O Município atuará, em cooperação com a União e o Estado, visando coibir a exigência de atestado de esterilização e de teste de gravidez como condição para admissão ou permanência no trabalho. TÍTULO III DA COMPETÊNCIA MUNICIPAL

CAPÍTULO I DA COMPETÊNCIA PRIVATIVA Art. 12. Ao Município compete prover a tudo quanto diga respeito ao seu peculiar interesse e ao bem-estar de sua população, cabendo-lhe, privativamente, as seguintes atribuições: I - legislar sobre assuntos de interesse local; II - fixar, fiscalizar e cobrar: a) tarifas, preços e taxas dos serviços públicos; b) tarifas dos serviços de táxi e mototáxi; c) horário de funcionamento dos estabelecimentos industriais, comerciais e de serviços; d) as datas de feriados municipais; e) os limites das zonas de silêncio e de trânsito em condições especiais bem como sinalizadas. III - dispor sobre depósito e venda de animais e mercadorias apreendidos em decorrência de transgressão da legislação municipal; IV - organizar o quadro e estabelecer o regime jurídico dos seus servidores; V - estabelecer servidão administrativa necessária à realização de seus serviços; VI - prover o adequado ordenamento territorial de sua zona urbana e núcleos habitacionais rurais, mediante planejamento e controle do uso, parcelamento e ocupação do solo; VII - elaborar e executar o Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano; VIII - conceder licença para: a) localização, instalação e funcionamento de estabelecimentos industriais, comerciais e de serviços; b) afixação de cartazes, letreiros, anúncios, faixas, emblemas e utilização de altofalantes, para fins de publicidade e propaganda; c) exercício de comércio eventual ou ambulante; d) realização de jogos, espetáculos e divertimentos públicos, observadas as prescrições legais; e) prestação dos serviços de táxis e mototáxis. IX - fiscalizar, nos locais de venda, o peso, as medidas e as condições sanitárias dos gêneros alimentícios; X - executar obras de: a) abertura, pavimentação e conservação de vias; b) drenagem pluvial; c) construção e conservação de parques, jardins, hortos florestais e estradas, bem como de sinalização e fiscalização do tráfego de veículos; d) edificação e conservação de prédios públicos municipais. XI - dispor sobre registro, vacinação e capturas de animais; XII - estabelecer e impor penalidade por infração de suas leis e regulamentos;

estabelecendo os prazos de atendimento. inclusive autárquica e fundacional. XXVIII . em condições de insalubridade e as que apresentem as irregularidades previstas na legislação específica. às diretrizes orçamentárias e ao orçamento anual. para defesa de direitos e esclarecimento de situações. . entre outros. XIX .organizar e prestar diretamente ou sob regime de concessão ou permissão.cassar licença concedida pelo Município ao exercício de atividade ou ao funcionamento de estabelecimento que tornarem prejudiciais à saúde. XXVI . assim como aquisição de novos bens e aceitação de legados e doação. e) iluminação pública. observada a legislação estadual. numeração e emplacamento de logradouros públicos. feiras e matadouros locais. XV . XIV . f) limpeza pública. XVII . XVI . coleta domiciliar e destinação final do lixo. XXIV .organizar os serviços de mototaxistas no Município. bem como fazer demolir construções que ameacem a segurança individual ou coletiva.interditar edificações em ruína. utilização e alienação de seus bens.organizar e manter os serviços de fiscalização necessários ao exercício de seu poder de polícia administrativa. com a cooperação técnica e financeira da União e do Estado.manter.integrar consórcio com outros Municípios para solução de problemas comuns.dispor sobre a organização da administração municipal direta e indireta. bem como aplicar suas rendas e realizar operações de crédito. XVIII . à segurança ou aos bons costumes.prover sobre a limpeza das vias e logradouros públicos.dispor sobre administração. remoção e destino do lixo domiciliar e de outros resíduos de qualquer natureza. à higiene.dispor sobre a denominação. ao sossego.XIII . XXI . XXII . XXV . os programas de educação pré-escolar e de ensino fundamental. b) abastecimento de água e esgotos sanitários. determinar o itinerário e os pontos de paradas dos transportes coletivos. fazendo cessar a atividade ou determinar o fechamento do estabelecimento. d) cemitérios e serviços funerários. XXIII . c) mercados.criar. XX .regulamentar a utilização dos logradouros públicos e. organizar e suprimir distritos.assegurar a expedição de certidões requeridas às repartições administrativas municipais. XXVII . os seguintes serviços: a) transporte coletivo urbano e intramunicipal. especialmente no perímetro urbano.elaborar as leis referentes ao plano plurianual.instituir e arrecadar os tributos de sua competência.

executar programas de alimentação escolar.promover programas de construção de moradias e a melhoria de condições habitacionais e de saneamento básico. promovendo a integração social dos setores desfavorecidos. CAPÍTULO III . os programas de educação infantil e de ensino fundamental.manter a fiscalização sanitária dos estabelecimentos hoteleiros e de vendas de produtos alimentícios bem como das habitações. XVII .registrar.prestar assistência nas emergências médico-hospitalares de pronto-socorro. XX . por seus próprios serviços ou mediante convênio com instituição especializada. XIX . X . XVI . as florestas e a fauna. XV . XIII . V . as paisagens naturais notáveis e os sítios arqueológicos. XIV .manter.estimular a produção agropecuária e organizar o abastecimento alimentar.proteger o meio ambiente e combater a poluição em qualquer de suas formas. cultural e turístico. IV . em articulação com as demais áreas do governo.proporcionar os meios de acesso à cultura. a destruição e a descaracterização de obras de arte e dos outros bens de valor histórico.proteger os documentos.preservar os parques. da proteção e garantia das pessoas portadoras de deficiência. XVIII .planejar seu desenvolvimento econômico e social. XII . Ao Município compete em comum com o Estado e a União: I . VIII . das instituições democráticas e pela conservação do patrimônio público. quando for o caso.prestar serviços de atendimento à saúde da população. VII .cuidar da saúde e assistência pública. IX .promover a prevenção e extinção de incêndio e a segurança pública. das leis. os monumentos. com a cooperação técnica e financeira da União e do Estado. III .promover a recreação e o lazer. artístico. as obras e os bens de valor histórico.CAPÍTULO II DA COMPETÊNCIA COMUM Art. artístico ou cultural. VI .combater as causas da pobreza e os fatores de marginalização.zelar pela guarda das constituições. XI .impedir a evasão. acompanhar e fiscalizar as concessões de direitos de recursos hídricos e minerais em seu território. 13.estabelecer e implementar política de educação para a segurança no trânsito. à educação e à ciência. II .

símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos. de modo a ser mantida a unidade de diretrizes e evitada a duplicação de esforços. Parágrafo Único . dela não podendo constar nomes. TÍTULO IV DOS PODERES MUNICIPAIS CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES GERAIS Art.O Município. subvencioná-los. salvo nos casos previstos nesta Lei Orgânica. § 2º O cidadão investido na função de um dos Poderes não poderá exercer a de outro simultaneamente. visando adaptá-las à realidade local. CAPÍTULO IV DAS VEDAÇÕES Art. relações de dependência ou aliança. embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com eles. o Executivo e o Legislativo. 16.DA COMPETÊNCIA SUPLEMENTAR Art. III . informativo ou de orientação social. Ao Município é vedado: I . na forma da lei. quando for o caso. 14. 15. CAPÍTULO II DO PODER LEGISLATIVO SEÇÃO I DA CÂMARA MUNICIPAL . ressalvada. propaganda político-partidária com fins estranhos à administração. programas. a colaboração de interesse público.recusar fé aos documentos públicos. procurará articular-se com os órgãos estaduais e federais competentes. serviço de alto-falante ou qualquer outro meio de comunicação. ou com seus representantes. serviços e campanhas dos órgãos públicos deverá ter caráter educativo. independentes e harmônicos entre si.A publicidade dos atos.estabelecer cultos religiosos ou igrejas. II . televisão. Parágrafo Único .subvencionar ou auxiliar. § 1º É vedada aos Poderes Municipais a delegação recíproca de atribuições. obras. ao exercer suas competências concorrentes e suplementares. de qualquer modo. São Poderes do Município. com recursos pertencentes aos cofres públicos. Ao Município compete suplementar a legislação federal e a estadual no que couber e naquilo que disser respeito ao seu peculiar interesse. quer pela imprensa escrita. rádio.

Cabe à Câmara Municipal. número que poderá ser alterado com observância ao critério da proporcionalidade em relação à população deste Município. da Constituição Federal de 1988. § 2º Os demais Vereadores tomarão posse. publicada no DOM nº 1. ou outro que venha a substituí-lo. divulgados oficialmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística . independentemente do número de Vereadores presentes. independentemente de haver aumento da população. que deverá ser repetida quando do término do mandato. (Texto alterado pela Emenda à LOM nº 18/2011. a serem transcritas em livro próprio e resumidas em ata. nos termos do Regimento Interno. 19. 20.420. sob pena de responsabilidade. 17. A posse dos Vereadores para cada legislatura dar-se-á no dia 1º do mês de janeiro do ano subsequente ao das eleições. SEÇÃO III DAS ATRIBUIÇÕES DA CÂMARA MUNICIPAL Art.Art. composta por Vereadores eleitos para cada legislatura dentre os cidadãos maiores de dezoito anos. em horário a ser definido pela Mesa Diretora. § 1º Na falta de Vereador reeleito. de 30/set/201) SEÇÃO II DA POSSE DOS VEREADORES Art. salvo motivo justo aceito pela Câmara Municipal. em Sessão Solene de instalação. e sob a presidência do Vereador reeleito mais idoso. Art. de 27/set/2011. cabendo ao Presidente e aos Vereadores prestarem compromisso. inciso IV. Parágrafo Único . no exercício de direitos políticos. § 1º É expressamente vedada a alteração do número de vereadores para a mesma legislatura. com a sanção do Prefeito. o mais idoso dentre os Vereadores presentes assumirá a Presidência da Casa. § 2º O cálculo da proporcionalidade tomará por base o resultado dos dados estatísticos da população do Município de Teresina.IBGE. nos termos do artigo 29. em obediência ao princípio da anterioridade. pelo voto direto e secreto. 18. alínea "k". O Poder Legislativo é exercido pela Câmara Municipal. A Câmara Municipal de Teresina é composta de 29 (vinte e nove) Vereadores. § 3º A Câmara Municipal deverá oficializar ao Tribunal Regional Eleitoral do Piauí TRE/PI qualquer alteração em sua composição. § 4º O Vereador que não tomar posse na sessão prevista neste artigo deverá fazê-lo no prazo de 15 (quinze) dias. no que se refere ao seguinte: . no prazo de 15 (quinze) dias da data de sua publicação. obedecido ao repasse constitucional.Cada legislatura terá a duração de 04 (quatro) anos. legislar sobre as matérias de competência do Município. § 3º Os Vereadores desincompatibilizar-se-ão para a posse e apresentarão declaração de bens. correspondendo cada ano a um período de sessão legislativa.

e) à proteção ao meio ambiente e ao combate à poluição. mediante a concessão administrativa ou de direito real. bem como sobre a forma e os meios de pagamento. notadamente no que concerne: a) à saúde.ao Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano e legislação urbanística. tendo em vista o equilíbrio do desenvolvimento e do bem-estar. V . b) à proteção de documentos.à denominação e alteração dos nomes de prédios e logradouros públicos. à destruição e descaracterização de obras de arte e de outros bens de valor histórico. plurianual e diretrizes orçamentárias.à concessão de auxílios e subvenções. XII . f) ao incentivo à indústria e ao comércio. seus componentes e afins. III . c) ao impedimento da evasão. às obras e outros bens de valor histórico. VII . artístico e cultural do Município. ao acompanhamento e fiscalização das concessões de pesquisa e exploração dos recursos hídricos e minerais em seu território. . bairros e vias públicas. ao uso e à ocupação do solo urbano.à aquisição de bens imóveis. p) a políticas públicas do Município.à criação. à educação e à ciência. transformação e extinção de cargos ou empregos e funções na administração direta e indireta do Município. l) ao registro. promovendo a integração social dos setores desfavorecidos. g) à criação de distritos industriais.ao ordenamento. o) ao uso e armazenamento dos agrotóxicos. h) ao fomento de produção agropecuária e à organização do abastecimento alimentar. inclusive suplementando a legislação federal e a estadual. artístico e cultural. m) ao estabelecimento e implantação de política de educação para o trânsito. d) aos meios de acesso à cultura. IX . IV .à concessão de direito real de uso dos bens municipais. j) ao combate às causas da pobreza e aos fatores de marginalização. i) à promoção de programas de construção de moradias.assuntos de interesse local. assim como a fixação de sua remuneração e respectivos reajustes.ao orçamento anual. VI .à obtenção e concessão de empréstimos e operações de crédito. X . II . ao melhoramento das condições habitacionais e de saneamento básico. à assistência pública. as paisagens naturais notáveis e os sítios arqueológicos do Município. atendida às normas fixadas em lei complementar federal. VIII .I . n) à cooperação com a União e o Estado. bem como a autorização de aberturas de créditos suplementares e especiais. XIII . bem como sua concessão e permissão. à organização e supressão de Administrações Regionais. como os monumentos.à organização e prestação de serviços públicos. exceto quando se tratar de doação sem encargos. ao parcelamento.à criação. XI . observadas a legislação estadual e esta Lei Orgânica. à proteção e garantia às pessoas portadoras de deficiência.à alienação e uso de bens imóveis.

d) dos Administradores Regionais e Assessores Especiais. (Texto alterado pela Emenda à LOM nº 19/2011.428. orçamentária. à definição de estrutura e das competências de órgãos da administração pública.ao estabelecimento de normas gerais para a fixação do valor das taxas e preços dos serviços municipais. .tomar e julgar.428. do Vice-Prefeito e dos Secretários Municipais. anualmente. 29. operacional e patrimonial dos órgãos da administração direta.à delimitação de perímetro urbano. Autarquias e Fundações do Município. quando não apresentadas à Câmara dentro do prazo de 60 (sessenta) dias após a abertura da sessão legislativa.ao regime jurídico dos servidores.ao processo de tombamento de bens e sobre o uso e a ocupação das áreas envoltórias de bens tombados ou em processo de tombamento. bem como à autorização de isenções e anistias fiscais ou remissão de dívidas.à instituição e à arrecadação dos tributos de sua competência. publicada no DOM nº 1. realizado ou aumentado. do art. XVI . adquirido.fixar a remuneração: a) do Prefeito. 29. (Texto alterado pela Emenda à LOM nº 19/2011. XXII . São da competência privativa da Câmara Municipal. as seguintes atribuições: I . Autarquias e Fundações do Município. das Empresas Públicas. do art. XXI .428. XVIII . de 25/nov/2011) c) dos Presidentes e Diretores de Empresas Públicas. XV . da Constituição Federal e o disposto nesta Lei Orgânica.às ações ou capital que tenha o Município subscrito.às leis complementares à Lei Orgânica e suas alterações. XIX .XIV . publicada no DOM nº 1. da Constituição Federal e o disposto nesta Lei Orgânica. Art. encargos não previstos na lei orçamentária. as contas quando não prestadas pela Mesa da Câmara Municipal e pelo Prefeito.eleger sua Mesa Diretora.à autorização ou à aprovação de convênios. observando o inciso VI. publicada no DOM nº 1.elaborar e aprovar seu Regimento Interno. V . XVII . entre outras. de 25/nov/2011) III . 21. XX . e) dos Diretores do Poder Legislativo Municipal. com o auxílio do Tribunal de Contas do Estado. e apreciar o relatório sobre a execução dos planos de Governo. acordos ou contratos de que resultem para o Município.à criação. II . (Texto alterado pela Emenda à LOM nº 19/2011. a fiscalização financeira. IV .exercer. observando o inciso V. bem como destituí-la na forma desta Lei Orgânica e do seu Regimento Interno. a qualquer título no todo ou em parte. de 25/nov/2011) b) dos Vereadores.

ouvindo o Plenário. caberá à Mesa Diretora. conforme dispuser a lei. transformação ou extinção de cargos. mediante aprovação de 2/3 (dois terços) de seus membros contra o Prefeito. XX .sustar os atos normativos do Poder Executivo que exorbitem do poder regulamentar ou dos limites de delegação legislativa. reconhecidamente.criar comissões especiais de inquérito para a apuração de determinado fato que se inclua na competência da Câmara Municipal. prorrogáveis por igual período.autorizar o Prefeito. o prazo para que os responsáveis pelos órgãos da . Autarquia ou Fundação Pública. desde que solicitado e devidamente justificado. dentro de 15 dias. sobre assuntos referentes à administração. que o Prefeito se ausente. mediante decreto legislativo aprovado pela maioria de dois terços de seus membros. observados os parâmetros estabelecidos na lei de diretrizes orçamentárias. XVIII . os atos do Poder Executivo. VIII .dar posse ao Prefeito e Vice-Prefeito. aos Secretários. permitir. X . § 1º É fixado em 15 (quinze) dias. por igual período. informações sobre a matéria de sua competência.representar ao Procurador Geral de Justiça. quando o deslocamento for ao exterior. IX . a ausentar-se do Município. e a iniciativa de lei para a fixação da respectiva remuneração. XI . de classes ou de trabalhadores do Município. XVI . diretamente.solicitar informações ao Prefeito Municipal. o Vice-Prefeito e os Secretários Municipais ocupantes de cargos da administração indireta e fundacional. justificadamente. ou por qualquer período. por voto secreto e maioria absoluta. XII . VII .dispor sobre sua organização. XIV . indireta para prestar. inclusive para fora do país. em colegiado. pessoalmente. XIII . Em caso de recesso parlamentar. por maioria de 2/3 (dois terços) de seus integrantes. podendo prorrogar o prazo.decidir sobre a perda de mandato de Vereador.conceder licença ao Prefeito. incluídos os da administração indireta. XVII . conhecer de sua renúncia e afastá-los definitivamente do cargo.VI . funcionamento. nos termos previstos em lei.fiscalizar e controlar. prestado relevantes serviços ao Município.convocar os Secretários Municipais ou ocupantes de cargos da administração direta. ou por abuso de autoridade de que tiver conhecimento. Vice-Prefeito e aos Vereadores para o afastamento do cargo. XV . poder de polícia. Presidentes ou Diretores de Empresa. resoluções e decisões. requerida por um terço dos Vereadores. as informações solicitadas por entidades representativas da população.conceder título honorífico e outras honrarias a cidadãos que tenham. XIX . quando o período exceder a 15 (quinze) dias. nas hipóteses previstas nesta Lei Orgânica. criação. empregos e funções de seus serviços. bem como dos resultados aferidos pelas comissões processantes e de inquérito. ocorrendo a situação aqui prevista.dar publicidade de seus atos. pela prática de crime contra a Administração Pública.mudar temporariamente sua sede.prestar.

23. incisos VI e VII. em parcela única. para Deputados Estaduais. (Texto alterado pela Emenda à LOM nº 19/2011. prestem esclarecimento e encaminhem os documentos requisitados pela Câmara Municipal.43. sem justa causa. da Constituição Federal. 21. com observância ao disposto no art. Os subsídios do Prefeito. SEÇÃO IV DO SUBSÍDIO DOS AGENTES POLÍTICOS Art. do Vice-Prefeito e dos Secretários Municipais serão fixados a qualquer tempo pela Câmara Municipal. 29. da Lei Complementar nº 101/2000 (LRF). têm direito à percepção de décimo terceiro subsídio. (Texto alterado pela Emenda à LOM nº 17-A/2011. (Texto alterado pela Emenda à LOM nº 19/2011.428. sempre na mesma data e sem distinção de índice. salvo quanto ao disposto no parágrafo único. do art. inciso X. do art. (Texto alterado pela Emenda à LOM nº 19/2011. de que trata o § 4º do artigo 39. mediante resolução. publicada no DOM nº 1. funções e empregos públicos da administração direta. publicada no DOM nº 1. no máximo. obrigará o Presidente da Câmara Municipal a requerer ao Poder Judiciário o cumprimento das normas contidas na presente Lei.421. de 25/nov/2011) § 3º A Câmara Municipal deliberará. 37. publicada no DOM nº 1. bem como a prestação de informações falsas. 75% (setenta e cinco por cento) daqueles estabelecidos. dos detentores de mandato eletivo e dos demais agentes políticos. autárquica e fundacional do Município. na forma desta Lei Orgânica. pensões ou outra forma remuneratória. (Texto alterado pela Emenda à LOM nº 19/2011. da Lei Complementar nº 101/2000 (LRF). em espécie. obedecido ao disposto no parágrafo único. publicada no DOM nº 1. Os subsídios dos Vereadores serão fixados pela Câmara Municipal. ficarão impedidos de perceber. respeitando-se a previsão orçamentária e os limites constitucionais com a folha de pagamento de pessoal. recebidos cumulativamente ou não. conforme previsão contida no art. sobre assuntos de sua economia interna e nos demais casos de sua competência privativa. da Constituição Federal. no que exceder ao do Prefeito. § 3º Os agentes políticos do Município. de 17/nov/2011) SEÇÃO V DA ELEIÇÃO DA MESA DIRETORA . 22.428.428. de 25/nov/2011) § 2º A remuneração e o subsídio dos ocupantes de cargos. § 2º O não atendimento ao prazo estipulado no § 1º deste artigo. 21. publicado no DOM nº 1. pág. no último ano da legislatura para a subsequente.administração direta e indireta do Município atendam convocação. de 25/nov/2011) Art.428. da Constituição Federal de 1988. por meio de decreto legislativo. bem como proventos. de 25/nov/2011) § 1º Os subsídios dos Vereadores fixados por lei de iniciativa da Câmara Municipal serão na razão de. assegurada a revisão geral anual. não podendo ultrapassar o montante de 5% (cinco por cento) da receita do Município.

Primeiro Secretário. de acordo com a legislação em vigor. o Vereador mais idoso que presidiu a sessão solene de posse permanecerá na presidência e convocará sessões diárias. Terceiro Secretário. no limite máximo de uma hora da divulgação do resultado. sendo vedada a reeleição para o mesmo cargo no segundo biênio da legislatura vigente. havendo maioria absoluta dos membros da Câmara Municipal. (Texto alterado pela Emenda à LOM nº 19/2011. (Texto alterado pela Emenda à LOM nº 19/2011. para o segundo biênio. (Texto alterado pela Emenda à LOM nº 17/2010.a Mesa Diretora será eleita para um mandato de 02 (dois) anos.qualquer componente da Mesa poderá perder o cargo para o qual foi eleito. de 10/dez/2010) II . elegerão os componentes da Mesa que serão automaticamente empossados. observando o seguinte: I . de 25/nov/2011) § 3º O Regimento Interno da Câmara Municipal de Teresina disporá sobre o processo de substituição de membro da Mesa. pág. realizar-se-á. pelo voto da maioria absoluta dos membros da Câmara Municipal. uma segunda eleição. em sessão solene. após a posse. 24. Quarto Secretário e de dois suplentes. ainda sob a presidência do mais idoso dentre os reeleitos.428. de 10/dez/2010) § 6º No caso de haver segundo turno para eleição da Mesa Diretora. Segundo Secretário. de 25/nov/2011) § 4º A eleição da Mesa Diretora da Câmara Municipal. far-se-á. . publicada no DOM nº 1. publicada no DOM nº 1. em caso de perda ou renúncia ao mandato. publicada no DOM nº 1. 24. Imediatamente. 24.375. 24.375. far-se-á imediatamente após a última sessão ordinária da primeira parte da legislatura.375.Art. os Vereadores reunir-se-ão. pág. publicada no DOM nº 1. pág. as chapas poderão substituir formalmente os candidatos nos cargos. na sede do Poder Legislativo Municipal. se faltoso. Segundo Vice-Presidente. publicada no DOM nº 1. de 10/dez/2010) § 5º Havendo mais de dois candidatos ao cargo de Presidente e nenhum tiver atingido maioria absoluta de votos. publicada no DOM nº 1.428. § 2º Caberá ao Regimento Interno da Câmara Municipal dispor sobre a eleição da Mesa Diretora. Primeiro Vice-Presidente. 24. omisso. até que seja eleita a Mesa Diretora. ou dentre os Vereadores presentes e. (Texto alterado pela Emenda à LOM nº 17/2010. excetuando-se o de Presidente.375. 24. relativa ao segundo biênio. publicada no DOM nº 1. § 1º Inexistindo número legal.375. que se substituirão nessa ordem. de 10/dez/2010) Art. devendo ser proclamado eleito aquele que obtiver a maioria dos votos válidos. respeitado o direito ao contraditório e a ampla defesa. A Mesa Diretora da Câmara Municipal se compõe de Presidente. pág. pág. da qual participarão somente os dois candidatos mais votados. 25. (Texto alterado pela Emenda à LOM nº 17/2010. como prevê o parágrafo anterior. de 10/dez/2010) § 7º A posse dos eleitos para a Mesa Diretora. no primeiro dia útil de janeiro do terceiro ano de cada legislatura. (Texto alterado pela Emenda à LOM nº 17/2010. (Texto alterado pela Emenda à LOM nº 17/2010. ou ineficiente no desempenho de suas atribuições.

42 desta Lei Orgânica. V .devolver à Prefeitura Municipal. salvo nos casos previstos nesta Lei Orgânica e em seu Regimento Interno. independente de convocação. empregos e funções da Câmara Municipal. Parágrafo Único . SEÇÃO VII DAS REUNIÕES Art. os balancetes financeiros e de suas despesas orçamentárias relativas a cada mês.A Mesa da Câmara decide pelo voto da maioria de seus membros. após aprovação pelo Plenário.propor ao Plenário projetos de resolução que criem. A Câmara Municipal de Teresina reunir-se-á anualmente. de ofício ou por provocação de qualquer dos membros da Câmara Municipal. VI . Compete à Mesa Diretora da Câmara Municipal. IX .§ 1º Na constituição da Mesa. além de outras atribuições estabelecidas no Regimento Interno: I . até o primeiro dia de março. as contas do exercício anterior. de 1º de fevereiro a 15 de julho e de 1º de agosto a 20 de dezembro. através de sua Procuradoria Jurídica. assegurada ampla defesa nos termos do Regimento Interno. a proposta parcial do orçamento da Câmara Municipal para ser incluída na proposta geral do Município. a representação proporcional dos partidos. em sessão legislativa. SEÇÃO VI DAS ATRIBUIÇÕES DA MESA DIRETORA Art.solicitar ao Prefeito. . VIII . quando houver autorização legislativa. no último dia do ano. em sua sede. o Vereador mais idoso assumirá a Presidência da Câmara Municipal. nos casos previstos nos incisos III e VII do art. até o dia 31 (trinta e um) de agosto. a abertura de créditos adicionais para a Câmara.declarar a perda de mandato de Vereador. salvo nos fins de mandato. § 2º Na ausência dos membros da Mesa.enviar ao Prefeito Municipal. o saldo existente.enviar até o dia 10 (dez) do mês subsequente. transformem ou extingam cargos. 27. quando os recursos a serem utilizados forem provenientes da anulação de dotação da Câmara. VII . tanto quanto possível. II . para fins de incorporação aos balancetes do Município. quando o prazo será antecipado para 15 (quinze) de janeiro. IV . é assegurada. III .apresentar projetos de lei dispondo sobre a autorização para abertura de créditos adicionais. 26.defender judicial ou extrajudicialmente as prerrogativas institucionais da Câmara Municipal.elaborar e encaminhar ao Prefeito Municipal.

comemorativas.428. § 1º Comprovada a impossibilidade de acesso àquele recinto ou causa que impeça sua utilização. Parágrafo Único . conforme dispuser o seu Regimento Interno. publicada no DOM nº 1. extraordinárias. na sua ausência. de 25/nov/2011) § 4º As sessões realizadas sem a observância das disposições contidas nesta Lei considerar-se-ão nulas. 31. obedecida à ordem sucessória. A convocação extraordinária da Câmara Municipal. (Texto alterado pela Emenda à LOM nº 19/2011. As sessões da Câmara Municipal deverão ser realizadas em recinto destinado ao seu funcionamento. tomada pela maioria absoluta de seus membros. podendo ser prorrogado os trabalhos legislativos. ou. as sessões poderão ser realizadas em outro local. de 25/nov/2011) Art. § 2º As sessões solenes e especiais poderão ser realizadas fora do recinto da Câmara Municipal. e participar das votações. § 3º A Câmara Municipal reunir-se-á em sessões ordinárias.Considerar-se-á presente à sessão o Vereador que assinar o livro de ata e as folhas de presença. sessões especiais e audiências públicas. quarta e quinta-feira.§ 1º As sessões ordinárias ocorrerão nos dias de terça. especiais e itinerantes. por outro membro da Mesa. Art.428. até o início da ordem do dia. 29. de 25/nov/2011) § 2º Os dias de segunda e sexta-feira serão reservados à realização das reuniões das comissões. (Texto alterado pela Emenda à LOM nº 19/2011. solenes. (Texto alterado pela Emenda à LOM nº 19/2011. § 3º As sessões itinerantes serão realizadas em locais previamente autorizados pelo Plenário da Câmara Municipal. publicada no DOM nº 1. 28.428. publicada no DOM nº 1. As sessões serão abertas. no horário das 11:00 às 13:00 horas. publicada no DOM nº 1.428. quando ocorrer motivo relevante de preservação do decoro parlamentar. somente possível no período de recesso. mediante anuência do Plenário. com a presença mínima de 1/3 (um terço) de seus membros.A aprovação da matéria colocada em discussão dependerá do voto favorável da maioria simples dos Vereadores. por decisão do Presidente da Câmara Municipal. far-se-á: . 30. § 5º A sessão legislativa não será interrompida sem a aprovação do projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias. (Texto alterado pela Emenda à LOM nº 19/2011. As sessões da Câmara Municipal serão públicas. Art. A discussão e a votação da matéria constante da ordem do dia só poderão ser efetuadas com a presença da maioria absoluta dos membros da Câmara Municipal. de 25/nov/2011) Parágrafo Único . secretas. Art. Art. pelo Presidente da Câmara Municipal. salvo deliberação em contrário. 32. ressalvados os casos previstos nesta Lei Orgânica e no Regimento Interno do Poder Legislativo Municipal.

resguardada a percepção de seu subsídio normal. As sessões solenes realizar-se-ão para: I . com antecedência mínima de 48 (quarenta e oito) horas. § 1º Na sessão legislativa extraordinária.pelo Presidente da Câmara Municipal. ou seja. quando este a entender necessária. § 3º Os casos considerados de grande repercussão de interesse social. § 3º Os Vereadores não perceberão subsídio. a metade mais 01 (um) de seus membros. § 2º As sessões legislativas extraordinárias serão convocadas pelo Presidente da Câmara. a Câmara Municipal deliberará somente sobre a matéria para a qual foi convocada. SEÇÃO VIII DOS VEREADORES SUBSEÇÃO I DISPOSIÇÕES GERAIS Art.comemoração de datas e eventos. 35. por autoridades de outras áreas administrativas ou por representantes de entidades legalmente constituídas. § 1º As solicitações. os motivos que ensejam a realização das mesmas. § 4º A convocação extraordinária da Câmara Municipal. destina-se à apreciação de matéria relevante.homenagem a entidades ou personalidades.pelo Prefeito Municipal. III . quando atenderem à convocação das sessões legislativas extraordinárias. Art.I . II .a requerimento da maioria absoluta dos membros da Câmara Municipal. Vice-Prefeito e Vereadores.posse do Prefeito. por comunicação escrita aos Vereadores e fixando-se o período da sessão. . de forma objetiva e concisa. para análise e consequente aprovação da solicitação. 33. a ratificação da maioria absoluta do colegiado. As sessões especiais destinam-se à realização de exposições e debates sobre assuntos de interesse público. palavras e votos. serão apresentadas e protocoladas na sede da Câmara Municipal. não serão submetidos ao prazo do parágrafo anterior. II e III do art. 34. plenamente justificada. III . Art. onde deverão ser apreciados e votados com um mínimo de 07 (sete) dias de antecedência da data que será designada para a ratificação da maioria simples dos Vereadores. no mínimo. § 2º Após devidamente protocolados. II . no exercício do mandato e na circunscrição do Município. que necessitem de determinada urgência. Os Vereadores gozam de inviolabilidade por suas opiniões. os requerimentos a que se refere o parágrafo anterior serão encaminhados ao Plenário. nos termos da Constituição Federal. mediante requerimento escrito e devidamente assinado por. 32. 1/3 (um terço) do Colegiado de Vereadores contendo. visando à realização de sessões especiais ou audiências públicas. na situação prevista nos incisos I. bastando.

III . de vantagens individuais. II . controladores ou diretores de empresa que goze de favor decorrente de contrato celebrado com o Município ou nela exerçam função remunerada. Presidente ou Diretor de Empresa. c) ser titulares de mais de um cargo ou mandato público eletivo. função ou emprego remunerado. nem sobre as pessoas que lhe confiaram ou delas receberam informações. 36. Os Vereadores não serão obrigados a testemunhar perante a Câmara Municipal sobre informações recebidas ou prestadas em razão do exercício do mandato. b) patrocinar causas em que seja interessado qualquer dos órgãos a que se refere a alínea "a" do inciso I. salvo o cargo de Secretário. sem motivo justificado. à terça parte das sessões ordinárias da Câmara Municipal.que deixar de tomar posse. Art.No exercício de seu mandato. É incompatível com o decoro parlamentar. à verificação e consulta de documentos oficiais. VIII . em cada sessão legislativa. Art.que infringir qualquer das proibições estabelecidas no artigo anterior. salvo em caso de licença ou de missão oficial autorizada. dentro do prazo estabelecido nesta Lei Orgânica. Os Vereadores não poderão: I . b) aceitar ou exercer cargo. Art. empresa pública. IV .que deixar de comparecer. por estes.que a Justiça Eleitoral o decretar nos casos previstos na Constituição Federal. 38. 39. o abuso das prerrogativas asseguradas aos Vereadores ou a percepção. autarquia. II .Parágrafo Único .desde a expedição do diploma: a) firmar ou manter contrato com pessoa jurídica de direito público. SUBSEÇÃO II DAS INCOMPATIBILIDADES Art. o Vereador terá livre acesso às repartições públicas municipais.que sofrer condenação criminal em sentença transitada em julgado. VII .que perder ou tiver suspenso os direitos políticos. inclusive os de que sejam demissíveis ad nutum nos órgãos constantes da alínea anterior.cujo procedimento for considerado incompatível com o decoro parlamentar. VI . Autarquia ou Fundação Pública. 37. salvo quando obedeça a cláusulas uniformes. sociedade de economia mista ou empresa concessionária de serviço público.que utilizar o mandato para a prática de atos de corrupção ou de improbidade .desde a posse: a) ser proprietários. podendo diligenciar pessoalmente junto aos órgãos da administração direta e indireta e devendo ser atendido pelos respectivos responsáveis. V . além dos casos definidos no Regimento Interno. Perderá o mandato o Vereador: I .

§ 3º Nos casos dos incisos III. § 3º Havendo a opção pelo subsídio de Vereador.por afastamento para o desempenho de missão cultural ou política. O Vereador poderá se licenciar: I . o subsídio será opcional e não cumulativo. assim. do Presidente. quando ocorrer falecimento ou renúncia por escrito do Vereador. VII e VIII. . bem como os encargos sociais relativos a tal diferença. ainda. assegurada ampla defesa. do 2º ou 3º escalão do Poder Executivo Federal. de 25/nov/2011) IV . de livre nomeação e exoneração. V. se superior a este período e. de ofício ou mediante provocação de qualquer Vereador ou de partido político representado na Câmara Municipal.para assumir cargo de Secretário Municipal. de 25/nov/2011) II . devidamente comprovada por atestado médico pelo período de até 15 (quinze) dias. mediante provocação da Mesa ou de partido político representado na Câmara. VI.administrativa. § 5º A licença prevista no inciso III depende de aprovação do Plenário e. a perda de mandato será declarada pela Mesa da Câmara Municipal. § 2º Nos casos dos incisos I e II. ou qualquer cargo. (Texto alterado pela Emenda à LOM nº 19/2011. § 4º No caso do inciso II deste artigo. nos demais casos. caberá à Câmara tão somente arcar com o pagamento da eventual diferença entre o subsídio do Vereador e a remuneração do cargo para o qual foi nomeado. por licença gestante. § 1º Extingue-se o mandato e. publicada no DOM nº 1. de caráter temporário e de interesse do Município. será declarada a vacância pelo Presidente da Câmara. 40. a perda do mandato será decidida pela Câmara Municipal. na forma do parágrafo anterior. assegurada ampla defesa. nem superior a 60 (sessenta) dias por sessão legislativa. § 2º Se a investidura for no cargo de Secretário Municipal. por sessão legislativa. (Texto alterado pela Emenda à LOM nº 19/2011. SUBSEÇÃO III DAS LICENÇAS Art. em prazo não superior a 60 (sessenta) dias. Diretor de Empresa ou Autarquia Pública Municipal. III . fazendo o Vereador jus ao seu subsídio. publicada no DOM nº 1. Secretário ou Ministro de Estado. por laudo pericial de junta médica oficial. por voto aberto e maioria absoluta. desde que o período de licença não seja inferior a 30 (trinta) dias. § 1º O Vereador licenciado nos termos do inciso I fará jus à sua remuneração. sem direito ao subsídio. ascendentes ou descendentes diretos.428.428. Secretário de Estado ou qualquer cargo do 2º ou 3º escalão dos Governos Estadual ou Federal.por motivo de doença pessoal ou de cônjuge. o Vereador licenciado não poderá reassumir antes que se tenha escoado o prazo de sua licença e não perceberá subsídio. IV.para tratar de interesse particular. como se no exercício pleno do mandato.

§ 2º Às Comissões Permanentes. dentro de 48 (quarenta e oito) horas ao Tribunal Regional Eleitoral e far-se-á a eleição se faltarem mais de 15 (quinze) meses para o término do mandato. por escrito.SUBSEÇÃO IV DA CONVOCAÇÃO DO SUPLENTE DE VEREADOR Art. de 25/nov/2011) § 4º Ocorrendo vaga e não havendo Suplente.oferecer parecer sobre projetos de lei. cabe: I . devendo afastarse logo que o titular retornar. depois de transcorrido o período. III . quando solicitados. § 5º Enquanto a vaga a que se refere o parágrafo anterior não for preenchida. situação que lhe fará retornar à condição de suplente. projetos de decreto legislativo e outros expedientes. (Texto alterado pela Emenda à LOM nº 19/2011. em razão da matéria de sua competência. far-se-á convocação do Suplente de Vereador pelo Presidente da Câmara Municipal. constituídas na forma e com atribuições definidas no Regime Interno ou no ato de que resultar a sua criação. Presidente ou Diretor de Empresa Pública. No caso de vaga. A Câmara Municipal terá Comissões Permanentes e Especiais. o Presidente da Câmara Municipal comunicará o fato. SEÇÃO IX DAS COMISSÕES Art. § 3º Nos casos dos incisos I e III do artigo anterior. . § 2º Não perderá a condição de Suplente aquele que comunicar. II . que não assumirá o cargo do Vereador licenciado ou afastado. Presidente ou Diretor de Empresa. para o período em questão. assumirá. 42. salvo se for convocado para exercer cargo na administração pública.realizar audiências públicas com entidades legalmente constituídas. § 1º O Suplente convocado deverá tomar posse dentro do prazo de 15 (quinze) dias. calcularse-á o quórum em função dos Vereadores remanescentes. o Suplente subsequente. será assegurada tanto quanto possível a representação proporcional dos partidos ou dos blocos parlamentares que participam da Câmara Municipal. projetos de resolução. sob pena de ser considerado renunciante. 41. § 1º Em cada Comissão. publicada no DOM nº 1.convocar Secretários Municipais. Autarquia ou Fundação Pública. § 6º O suplente de vereador que assumir o mandato no caso de afastamento do titular gozará das prerrogativas inerentes ao cargo. licença ou investidura no cargo de Secretário.428. Autarquia ou Fundação Pública para prestar informações sobre assuntos inerentes às suas atribuições. salvo motivo justo aceito pela Câmara Municipal. o Suplente somente será convocado quando o afastamento for superior a 60 (sessenta) dias.

O Presidente da Câmara Municipal encaminhará as sugestões ao presidente da respectiva Comissão. serão criadas pela Câmara Municipal.428. IV . § 1º As Comissões Solenes ou de Representação serão constituídas por tempo determinado. 43. As Comissões Especiais são: I . representações ou queixa de pessoa física ou jurídica contra atos ou omissões das autoridades públicas.fazerem-se presentes.Os membros das Comissões Parlamentares de Inquérito. por escrito. Art.proceder vistorias e levantamentos nas repartições públicas municipais da administração direta. ao Presidente da Câmara Municipal para que este: . onde se fizer necessário.Comissões Parlamentares de Inquérito. em conjunto ou isoladamente: I .requisitar dos responsáveis pela guarda e conservação dos documentos a sua apresentação e prestação de esclarecimentos necessários. § 2º As Comissões de Estudo serão constituídas por tempo determinado e tratarão de matéria de natureza político-administrativa de interesse do Município. ao Presidente da Câmara Municipal. III .Comissões Solenes ou de Representação. no interesse da investigação. onde terão assegurado livre ingresso e permanência. realizando os atos que lhes competirem.Comissões de Estudo. 46. II . Art. sugestões acerca de proposições que se encontrem em estudos nas Comissões.receber petições. reclamações. Entidades representativas da comunidade poderão encaminhar. para apuração de fato especifico. (Texto alterado pela Emenda à LOM nº 19/2011. Parágrafo Único . mediante requerimento de 1/3 (um terço) de seus membros. II .acompanhar junto à Prefeitura Municipal a elaboração da proposta orçamentária. III . bem como a sua posterior execução. por prazo determinado. através de ato do Presidente da Câmara Municipal. podendo convocar pessoas a depor. poderão.IV . Parágrafo Único .solicitar depoimento de autoridade constituída ou de qualquer cidadão. As Comissões encerrarão seus trabalhos com apresentação de relatório circunstanciado.Comissões Processantes. de 25/nov/2011) Art. As Comissões Parlamentares de Inquérito. autarquias e fundações. 45. em 10 (dez) dias. que terão poderes de investigação próprios das autoridades judiciais. VI .solicitar ao Plenário a prorrogação de prazo. VII . IV . Art. publicada no DOM nº 1. além de outros previstos no Regimento Interno. a quem caberá deferir ou indeferir a implementação do opinativo nos seus trabalhos. V . 44. que será encaminhado.apreciar programas de obras e planos públicos e sobre eles emitir parecer.

a) dê ciência imediata ao Plenário. de 25/nov/2011) § 1º A proposta de emenda e de reforma à Lei Orgânica do Município será votada em 02 (dois) turnos.Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano. § 2º A emenda à Lei Orgânica será promulgada pela Mesa da Câmara. (Texto alterado pela Emenda à LOM nº 19/2011. quando se tratar de fato relativo ao poder executivo.428. em 05 (cinco) dias. III . a publicação das suas conclusões.de 1/3 (um terço). através da subscrição de 5% (cinco por cento) do eleitorado do Município. II . cópia de inteiro teor ao Prefeito. SEÇÃO X DO PROCESSO LEGISLATIVO Art. II . III . Uso e Parcelamento do Solo.decretos legislativos.emendas à Lei Orgânica Municipal. c) encaminhe. A Lei Orgânica Municipal poderá ser emendada. IV . Art. e aprovada por 2/3 (dois terços) dos membros da Câmara Municipal. dentre outras: I . ao Ministério Público cópia de inteiro teor.Código Tributário Municipal.resoluções.leis complementares.do Prefeito Municipal.Código de Zoneamento. Estado de Defesa ou de Intervenção no Município. III . d) providencie. 49. em 05 (cinco) dias. 47. IV . V . O Processo Legislativo Municipal compreende a elaboração de: I . no mínimo dos Vereadores. quando se tratar de Comissão de Inquérito e concluir pela existência de infração ou de fato apurável por iniciativa daquele órgão. publicada no DOM nº 1. em 05 (cinco) dias.Código de Obras e Edificações. com o respectivo número de ordem. § 3º A Lei Orgânica não poderá ser emendada na vigência do Estado de Sítio.leis ordinárias. com interstício de 10 (dez) dias. II . 48. mediante proposta: I . b) remeta. . sendo o caso. com a transcrição do despacho de encaminhamento ao Ministério Público. Art. São leis complementares.da população. no órgão oficial do Município e.

54. Art.criação de cargos. no caso deste artigo. empregos ou funções públicas. A iniciativa das leis cabe ao Vereador.Código de Posturas. de 25/nov/2011) II . preenchidas as condições de admissibilidade prevista nesta lei. Parágrafo Único . b) número. às Comissões permanentes da Câmara. quando de sua discussão pelo prazo de 15 (quinze) minutos.criação. a proposição será incluída na ordem do dia. Art.V . estruturação e atribuições dos órgãos da administração direta ou indireta. bastando que definam a pretensão dos proponentes. 51. sessão e zona eleitoral. VII . a Câmara Municipal não se manifestar em até 30 (trinta) dias. A iniciativa popular de Projeto de Lei de interesse específico do Município. IV . sobrestando-se a deliberação a qualquer outra matéria. de suas administrações regionais ou de bairros dependerá de manifestação de. as diretrizes orçamentárias e o orçamento anual. 50. Não será admitido aumento das despesas previstas nos projetos: . § 1º Se.o regime jurídico dos servidores do Município. satisfeitas as seguintes exigências: a) assinatura do eleitor. III . § 1º Os projetos de lei de iniciativa popular serão apresentados à Câmara Municipal. VI . nem se aplica aos projetos de codificação. Art.As leis complementares serão aprovadas por maioria absoluta. ao Prefeito Municipal e aos cidadãos. Art. § 3º O Presidente da Câmara Municipal. § 2º Os projetos de lei de iniciativa popular poderão ser redigidos sem observância da técnica legislativa.Lei de Organização Administrativa. São de iniciativa exclusiva do Prefeito as leis que disponham sobre: I . c) endereço do eleitor. pelo menos. O Prefeito poderá solicitar urgência para apreciação de projeto de sua iniciativa. publicada no DOM nº 1. não poderá negar seguimentos ao projeto. § 2º O prazo disposto no parágrafo anterior não flui nos períodos de recesso da Câmara Municipal. os subscritores poderão indicar até 02 (dois) representantes que farão a defesa oral do projeto perante o Plenário. 52.428. aumento de vencimentos ou vantagens dos servidores do Poder Executivo.Lei de Organização dos Servidores Públicos do Município. 53.o plano plurianual de investimentos. 5% (cinco por cento) do eleitorado interessado. § 4º Na apresentação do projeto. Art. devendo encaminhá-lo às comissões competentes. (Texto alterado pela Emenda à LOM nº 19/2011.

contados da data do recebimento. III . a contar de seu recebimento. vetá-lo-á. § 2º Se o Prefeito considerar o projeto em todo ou em parte inconstitucional. no prazo de 10 (dez) dias úteis.autorização para abertura de créditos suplementares ou especiais. § 7º Se a Lei não for promulgada dentro de 48 (quarenta oito) horas pelo Prefeito. enviará o texto ao Prefeito que. da Constituição Federal. em escrutínio aberto. dentro de 30 (trinta) dias. § 5º Esgotado. mediante anulação parcial ou total de dotação da Câmara Municipal.de iniciativa exclusiva do Prefeito Municipal.fixação ou alteração da remuneração dos servidores da Câmara. os projetos de leis orçamentárias. na forma do art. o prazo estabelecido no parágrafo anterior. Parágrafo Único .Nos projetos de competência exclusiva da Mesa da Câmara Municipal. dos membros da Câmara Municipal. A resolução destina-se a regular matéria de natureza político-administrativa da Câmara Municipal. A matéria constante de projetos de lei rejeitados somente poderá constituir objeto de novo projeto na mesma sessão legislativa mediante proposta de maioria absoluta dos membros da Câmara Municipal. o silêncio do Prefeito implicará sanção. III . ao Presidente da Câmara Municipal. ressalvado o disposto na parte final do inciso II deste artigo. aquiescendo.organização dos serviços administrativos da Câmara Municipal. para promulgação. contados da data do seu recebimento. Aprovado o Projeto de Lei. Art. inciso X. caberá ao Vice-Presidente fazê-lo. e comunicará os motivos do veto. § 3º O veto parcial somente abrangerá o texto integral de artigo. É de competência exclusiva da Mesa da Câmara a iniciativa das leis que disponham sobre: I . II . o Presidente da Câmara Municipal. o veto será incluído na ordem do dia da sessão imediata. nos casos dos §§ 1º e 6º. ressalvados. será o projeto enviado ao Prefeito. se este não o fizer em igual prazo. Art. sobrestadas as demais proposições até sua votação final. ilegal ou contrário a esta Lei Orgânica ou ao interesse do público.sobre organização dos serviços administrativos da Câmara Municipal. no mínimo. § 4º O veto será apreciado pela Câmara Municipal em sessão plenária. Art. 58. podendo ser rejeitado apenas pelo voto da maioria absoluta dos Vereadores.de iniciativa popular. se assinada por 2/3 (dois terços). inciso ou alínea. sem deliberação. . no prazo de 15 (quinze) dias úteis. neste caso.I . § 1º Decorrido o prazo de 15 (quinze) dias. dentro de 48 (quarenta e oito) horas. no prazo de 48 (quarenta e oito) horas. 57. não será admitida emenda que aumente a despesa prevista. Art. § 6º Rejeitado o veto. 56. II . de sua competência exclusiva. total ou parcialmente. sancioná-lo-á. o Presidente da Câmara Municipal a promulgá-lo-á e. 37. parágrafo. não dependendo de sanção ou veto do Prefeito Municipal. 55.

59. ou vacância dos respectivos cargos. não dependendo de sanção ou veto do Prefeito Municipal. o Presidente da Câmara Municipal. CAPÍTULO III DO PODER EXECUTIVO SEÇÃO I DO PREFEITO MUNICIPAL Art. observar as leis. ensejando a eleição de outro membro para ocupar. Art. não tiver assumido. Art. b) administrativas. § 2º Enquanto não ocorrer a posse do Prefeito.Parágrafo Único . 61. O processo legislativo das resoluções e dos decretos legislativos far-se-á conforme o determinado no Regimento Interno da Câmara Municipal. 60. o Prefeito e o Vice-Prefeito farão declaração pública de seus bens.O Presidente da Câmara recusando-se. o Prefeito ou o Vice-Prefeito.As resoluções se dividirão em: a) normativas. que será transcrita em livro próprio. renunciará à sua função de dirigente do Legislativo. a Constituição Estadual e a Lei Orgânica do Município. por qualquer motivo. . 62. observado o disposto nesta Lei Orgânica. Art. perante autoridade judiciária competente. O Prefeito e o Vice-Prefeito serão eleitos simultaneamente para cada legislatura. por eleição direta. com funções políticas. que deverão ser submetidas ao Plenário. em sufrágio universal e secreto. constando em ata o seu resumo. § 4º O Vice-Prefeito. § 3º No ato da posse e ao término do mandato. O Poder Executivo é exercido pelo Prefeito. 64. Em caso de impedimento do Prefeito e do Vice-Prefeito. § 1º Se até o dia 15 (quinze) de janeiro. ocasião em que prestarão o compromisso de defender e cumprir a Constituição Federal. O Prefeito e o Vice-Prefeito tomarão posse no dia 1º de janeiro do ano subsequente à eleição. dentre brasileiros maiores de 21 (vinte um) anos e no exercício de seus direitos políticos. o cargo será declarado vago. promover o bem geral dos munícipes e exercer o cargo sob inspiração da democracia. Parágrafo Único . Art. a assumir o cargo de prefeito. salvo motivo devidamente comprovado e aceito pela Câmara Municipal. se esta não estiver reunida. que serão de competência exclusiva da Mesa Diretora. da legitimidade e da legalidade. O Decreto Legislativo destina-se a regular matéria de competência da Câmara Municipal que produza efeitos externos. como Presidente da Câmara. a Chefia do Poder Executivo. auxiliará o Prefeito sempre que por ele for convocado para missões especiais e substituí-lo-á nos casos de licença ou vacância do cargo. além de outras atribuições que lhe forem conferidas pela legislação. será chamado ao exercício do cargo de Prefeito o Presidente da Câmara Municipal. em sessão solene da Câmara Municipal ou. 63. executivas e administrativas. Art. assumirá o Vice-Prefeito e. na falta ou impedimento deste.

30 (trinta) dias depois de aberta a última vaga. São infrações de natureza político-administrativa do Prefeito Municipal as previstas em lei federal. O Prefeito e o Vice-Prefeito não poderão. aplicando-se. 66 e 67 desta Lei Orgânica. Vagos os cargos de Prefeito e Vice-Prefeito. II . Será declarado vago pela Câmara Municipal o cargo de Prefeito quando: I . ressalvada a posse em virtude de concurso público. VI . III . Art. inclusive os de que seja ad nutum nas entidades referidas no inciso anterior. Art. controladores ou diretores de empresa que goze de favor decorrente de contrato celebrado com o Município ou nela exerçam função remunerada.firmar ou manter contrato com o Município ou com suas autarquias.ser titular de mais de um cargo ou mandato público eletivo.aceitar ou exercer cargo. sob pena de perda de mandato: I . de 25/nov/2011) Art. 38 da Constituição Federal. na forma da lei. fundações ou empresas concessionárias de serviço público municipal. V . os eleitos deverão completar o período de seus antecessores. o contido no art. II .(Texto alterado pela Emenda à LOM nº 19/2011.infringir as normas dos arts. sem motivo justo aceito pela Câmara Municipal.ocorrer falecimento. 66. 65.428. § 1º Ocorrendo a vacância nos cargos no último ano de mandato. desde a posse. salvo quando o contrato obedecer a cláusulas uniformes. empresas públicas. publicada no DOM nº 1. nesta hipótese. . renúncia ou condenação por crime funcional ou eleitoral.O Prefeito será julgado pela prática de crime de responsabilidade perante o Tribunal de Justiça do Estado. § 2º Em qualquer dos casos. 68.O Prefeito será julgado pela prática de infrações políticoadministrativas perante a Câmara Municipal. III .fixar residência fora do Município.deixar de tomar posse. emprego ou função remunerada. 67.patrocinar causas em que sejam interessadas as entidades mencionadas no inciso I deste artigo. no prazo de 15 (quinze) dias. SEÇÃO II DAS PROIBIÇÕES Art. far-se-á eleição 90 (noventa) dias depois de aberta a última vaga. Parágrafo Único . IV . a eleição para ambos será feita pela Câmara Municipal. Parágrafo Único .ser proprietários.

exercer a direção superior da Administração Pública Municipal. Parágrafo Único . projeto de lei de Diretrizes Orçamentárias e do Orçamento Anual do Município previstos nesta lei. II . empregos e funções públicas municipais. reconhecida a firma e dirigida à Câmara Municipal. IV . SEÇÃO IV DAS ATRIBUIÇÕES DO PREFEITO Art. . expondo a situação do Município e solicitando as providências que julgar necessárias. VII . Ao Prefeito compete dar cumprimento às deliberações da Câmara Municipal.A renúncia ao mandato de Prefeito e Vice-Prefeito será feita em documento assinado pelo próprio renunciante.decretar desapropriação de bens. todas as medidas administrativas e de utilidade pública. na forma da lei. a necessidade e interesse social. Art.remeter mensagem e plano de governo à Câmara Municipal. auxiliado pelos Secretários Municipais.prover e extinguir cargos. VI . da Constituição Federal. III . na forma da lei. Parágrafo Único . nos termos do art. sem exceder às verbas orçamentárias. § 9º. VIII . adotar. nos termos da lei. dirigir e defender os interesses do Município. 165.prestar anualmente à Câmara Municipal. O Prefeito poderá licenciar-se. Presidentes ou Diretores de Autarquia.No caso deste artigo. as contas referentes ao exercício anterior. 70. de acordo com a lei. na forma e nos casos previstos nesta Lei Orgânica.sancionar. por motivo de doença devidamente comprovada. dentro do prazo legal. Empresa Pública e Fundações. quando comprovada a utilidade pública.IV . V . 69. por ocasião da abertura da sessão legislativa. SEÇÃO III DA LICENÇA DO PREFEITO Art. Compete privativamente ao Prefeito: I .perder ou tiver suspensos os direitos políticos.enviar à Câmara Municipal projeto de lei do Plano Plurianual de Investimentos. IX . X . o Prefeito licenciado fará jus à sua remuneração integral.iniciar o processo legislativo. vetar.representar o Município em juízo e fora dele. quando impossibilitado de exercer o cargo.dispor sobre a organização e o funcionamento da administração municipal. promulgar e fazer publicar as leis aprovadas pela Câmara Municipal e expedir decretos e regulamentos para sua fiel execução. 71.

(Texto alterado pela Emenda à LOM nº 19/2011. reclamações ou representações que lhe forem dirigidas. autorizando as despesas e os pagamentos.permitir. podendo o prazo ser prorrogado. Autarquias e Fundações do Município. no prazo legal.superintender a arrecadação dos tributos. na forma da lei. temporária ou definitivamente. quando impostas irregularmente. XVII .convocar extraordinariamente a Câmara. . de 25/nov/2011) XXVII .fixar as tarifas dos serviços públicos concedidos e permitidos. caput. dentro das disponibilidades orçamentárias ou dos créditos autorizados pela Câmara Municipal. mediante denominação aprovada pela Câmara Municipal. 20.expedir decretos.permitir ou autorizar a execução de serviços públicos por terceiros.solicitar o auxílio das forças policiais para garantir o cumprimento de seus atos. as informações solicitadas.publicar. as vias e logradouros públicos. a sede da Prefeitura. XXI . por prazo determinado. XXIV . os recursos correspondentes às suas dotações orçamentárias. a pedido. face à complexidade da matéria ou à dificuldade de obtenção dos dados solicitados. dentro de 15 (quinze) dias. Presidentes ou Diretores de Empresa Pública. obedecidas às normas urbanísticas aplicáveis. publicada no DOM nº 1.dar denominação a prédios próprios municipais. bem como a guarda e aplicação da receita. até 30 (trinta) dias após o encerramento de cada bimestre. XIII . obedecida a legislação específica.nomear e exonerar Secretários Municipais. XV .decretar calamidade pública. XXIII . portarias e outros atos administrativos.aplicar as multas previstas na legislação e nos contratos ou convênios. relatórios resumidos da execução orçamentária. XVI .decidir sobre os requerimentos.celebrar convênios com entidades públicas ou privadas para a realização de objetivos de interesses do Município. quando ocorrerem fatos que a justifiquem. XIV .428. XXX .transferir. XVIII . tarifas e preços. XII . e incisos V e VII desta Lei Orgânica. conforme critérios estabelecidos na legislação municipal. bem como relevá-las. XXV .XI . nos termos desta Lei Orgânica. XXIX . XXII . XX .entregar à Câmara Municipal. XIX . bem como daqueles explorados pelo próprio Município.fazer publicar os atos oficiais. conceder ou autorizar o uso de bens municipais.oficializar.prestar à Câmara Municipal.encaminhar aos órgãos competentes os planos de aplicação e as prestações de contas exigidas em lei. XXVIII . XXVI . nos termos constantes no art.

XXXIV . para prestar os esclarecimentos que julgar necessários sobre o andamento da administração municipal. nos limites das respectivas verbas orçamentárias e do plano de distribuição. XXXIX . XXXVIII . 72. segundo seu único critério. XXXVI . balancete do mês anterior. . autarquias e fundações municipais. certidões solicitadas à Prefeitura por qualquer interessado. XLIII . os serviços relativos às terras do Município. arruamento e zoneamento urbano ou para fins urbanos. prêmios e subvenções. deste artigo. conforme parágrafo anterior. no prazo máximo de 10 (dez) dias. por sua própria iniciativa.abrir créditos especiais e suplementares. XLI .contrair empréstimos e realizar operações de crédito. Autarquia e Fundações do Município. II . empresas públicas.providenciar sobre a administração dos bens do Município e sua alienação.aprovar projetos de edificação e loteamento. XL . aprovados pela Câmara Municipal. SEÇÃO V DOS AUXILIARES DO PREFEITO MUNICIPAL Art.encaminhar à Câmara Municipal e ao Tribunal de Contas. avocar a si a competência delegada. XXXVII .adotar providências para a conservação e salvaguarda do patrimônio municipal. após a respectiva autorização legislativa.prover os serviços e obras da administração pública. de acordo com a lei. a qualquer momento. XXIV e XLII. XVIII. com toda a documentação comprobatória da despesa da administração direta. mediante prévia autorização da Câmara Municipal. nos termos da lei. na forma da lei.organizar e dirigir.conceder auxílios.XXXI .comparecer à Câmara Municipal. § 1º O Prefeito Municipal poderá delegar as atribuições previstas nos incisos XI.determinar que sejam expedidas. XXXV .praticar ato de interesse do Município que não esteja reservado à competência da Câmara Municipal.os Secretários Municipais. XXXIII .os Presidentes e Diretores de Empresa Pública. até o 30o (trigésimo) dia de cada mês. XXXII . XLII . § 2º O Prefeito Municipal poderá.estabelecer a divisão administrativa do Município. XXII. São auxiliares diretos do Prefeito: I .

prestações de contas de convênios celebrados com organismos da União e do Estado.projetos de lei de iniciativa do Poder Executivo em curso na Câmara Municipal.expedir instruções para a boa execução das leis.situação dos servidores do Município. III . VII . para permitir que a nova Administração decida quanto à conveniência de lhes dar prosseguimento.dívidas do Município. Parágrafo Único . em até 30 (trinta) dias antes da posse e.subscrever atos e regulamentos referentes aos órgãos sob sua direção.Além das atribuições fixadas em lei. com as datas dos respectivos vencimentos. inclusive das dívidas a longo prazo e encargos decorrentes de operações de crédito. IV .comparecer à Câmara Municipal. informações atualizadas sobre: I .transferências a serem recebidas da União e do Estado por força de mandamento constitucional ou de convênios. A Lei estabelecerá as atribuições dos auxiliares diretos do Prefeito. sempre que convocados pela Casa. bem como do recebimento de subvenções ou auxílios. 74. 73. deveres e responsabilidades. informando sobre o que foi realizado e pago. IX . II . relatório da situação da administração municipal que conterá. II . decretos e regulamentos. TÍTULO V DA ADMINISTRAÇÃO MUNICIPAL . entre outras. acelerar seu andamento ou retirá-los.medidas necessárias à regularização das contas municipais no Tribunal de Contas do Estado. V . quantidade e órgãos que se encontram lotados e se estão em exercício. III . VI .III . para prestação de informações e esclarecimentos oficiais. o que há por executar e pagar. SEÇÃO VI DA TRANSIÇÃO ADMINISTRATIVA Art. compete aos auxiliares diretos do Prefeito: I . Art.recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e das contribuições previdenciárias. informando sobre a capacidade de a Administração Municipal realizar operações de crédito de qualquer natureza. O Prefeito Municipal entregará ao sucessor.estado dos contratos de obras e serviços em execução ou apenas formalizados. por credor. com os prazos respectivos. definindolhes a competência. VIII . dentro do prazo de 15 (quinze) dias.os Administradores Regionais. para publicação imediata.situação dos contratos com concessionários e permissionários de serviços públicos.

VIII . também.o direito de greve será exercido nos termos e nos limites definidos em lei específica. à remuneração dos Procuradores do Município.428. II .os cargos. nos termos da Constituição Federal.é garantido ao servidor público municipal o direito à livre associação sindical. eficiência e. (Texto alterado pela Emenda à LOM nº 19/2011. V .durante o prazo improrrogável previsto no edital de convocação. assegurada a revisão geral anual. dos membros dos Poderes Executivo e Legislativo do Município. a qual permitirá as exigências de qualificação técnica e econômica. autárquica e fundações.a lei estabelecerá os casos de contratação por tempo determinado para atender a necessidade temporária de excepcional interesse público. não poderão exceder o subsídio mensal.o subsídio e os vencimentos dos ocupantes de cargos e empregos públicos municipais são irredutíveis. é aplicável o limite estabelecido no art.os vencimentos dos cargos do Poder Legislativo não poderão ser superiores aos pagos pelo Poder Executivo. mantidas as condições efetivas da proposta. indireta de qualquer dos Poderes do Município. publicidade. sempre na mesma data e sem distinção de índices. 75.ressalvados os casos especificados na legislação. moralidade. empregos e funções públicas são acessíveis aos brasileiros que preencham os requisitos estabelecidos em lei. VII . as obras.a remuneração e o subsídio dos ocupantes de cargos. in fine. com cláusulas que estabeleçam obrigações de pagamento. os serviços.é vedada a vinculação ou equiparação de quaisquer espécies remuneratórias para o efeito de remuneração de pessoal do serviço público. do Chefe do Poder Executivo Municipal. XI. dos detentores de mandato eletivo e dos demais agentes políticos e os proventos e as pensões ou outra espécie remuneratória. indispensáveis à garantia do cumprimento das obrigações. da Constituição Federal. de 25/nov/2011) IX . chefia e assessoramento. do Vice-Prefeito. nos termos da lei. atenderá aos princípios de legalidade. em espécie. publicada no DOM nº 1. IV . observada a iniciativa privativa em cada caso.as funções de confiança exercidas exclusivamente por servidores ocupantes de cargo efetivo e os cargos em comissão. . funções e empregos públicos da administração direta. dos Vereadores e dos Secretários Municipais somente poderão ser fixados ou alterados por lei específica. incluídas as vantagens pessoais ou de qualquer outra natureza. impessoalidade. III . 37. ao seguinte: I . X . A administração pública direta. XII . XI . VI . percebidos cumulativamente ou não. condições e percentuais mínimos previstos em lei. a serem preenchidos por servidores de carreira nos casos. aquele aprovado em concurso público de provas ou de provas e títulos será convocado com prioridade sobre novos concursados para assumir cargo ou emprego na carreira. as compras e as alienações serão contratados mediante processo de licitação pública que assegure igualdade de condições a todos os concorrentes.a remuneração dos servidores públicos e o subsídio do Prefeito. destinam-se apenas às atribuições de direção.CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES GERAIS Art.

em qualquer caso. II . a perda da função pública. externa e interna. assegurando aos seus ocupantes que desempenham à atividade uma remuneração que promova o incremento da receita do Município. Art. ressalvadas as respectivas ações de ressarcimento. § 2º A lei disciplinará as formas de participação do usuário na administração pública direta e indireta. servidor ou não. § 5º As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado. é disciplinada em Plano de Cargos.XIII . informativo ou de orientação social. assegurado o direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa. 167. asseguradas a manutenção de serviço de atendimento ao usuário e a avaliação periódica. nunca menos de um quarto da receita anual resultante de impostos. nos termos do art. da Constituição Federal.428. na forma da lei. exceto quando houver compatibilidade de horários. observando o disposto no art. causarem a terceiros. prestadoras de serviços públicos. anualmente. excluídos os gastos com inativos e pensões. 37. independentemente dos demais servidores. que causem prejuízos ao erário público. sem prejuízo da ação penal cabível. e . inciso XXII. cargo privativo de portador de nível superior. b) a de 01 (um) cargo professor com outro.as reclamações relativas à prestação de serviços públicos em geral. programas. com a remuneração de cargo. obras. empregos ou funções públicas.é vedada a acumulação remunerada de cargos. ressalvados os cargos acumuláveis na forma da Constituição Federal e os cargos eletivos. inclusive os cargos em comissão declarados em lei de livre nomeação e exoneração. para a realização de atividades de administração tributária. deste artigo. XXII. § 6º É vedada a percepção simultânea de proventos de aposentadoria decorrentes do art. § 3º Os atos de improbidade administrativa importarão a suspensão dos direitos políticos. regulando especialmente: I . Carreiras e Salários e exercem a atividade de administração tributária. e: a) a de 02 (dois) cargos de professor. nessa qualidade. (Texto alterado pela Emenda à LOM nº 19/2011. da qualidade dos serviços. da Constituição Federal. 76. da Constituição Federal. § 1º A publicidade dos atos. 37. dela não podendo constar nomes. publicada no DOM nº 1. a indisponibilidade dos bens e o ressarcimento ao erário. 40. o disposto no inciso VIII. técnico ou científico. § 1º A carreira do Auditor Fiscal. IV. com profissões regulamentadas. c) a de 02 (dois) cargos ou empregos privativos de profissionais de saúde. § 4º A lei estabelecerá os prazos de prescrição para ilícitos praticados por qualquer agente. serviços e campanhas dos órgãos públicos. na forma e gradação previstas em lei. A administração fazendária do Município e seus Auditores Fiscais terão. símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos. observando. emprego ou função pública. dentro de suas áreas de competência e jurisdição. precedência sobre os demais setores administrativos. responderão pelos danos que seus agentes.o acesso dos usuários. de 25/nov/2011) § 2º A administração municipal destinará. nos termos dos arts. deverão ter caráter educativo.

sob o mesmo título ou idêntico fundamento.a vigência. da Constituição Federal.aplicação aos servidores públicos municipais do disposto no art. aplicam-se as seguintes disposições: I . havendo compatibilidade de horários. I. VIII . perceberá as vantagens de seu cargo. XVII. em espécie.a proibição da vinculação ou equiparação de vencimentos para efeito de remuneração do pessoal do serviço público. . IV . observados os limites máximos e. autárquica e fundações. IV. ficará afastado de seu cargo. não havendo compatibilidade. III . Sem prejuízo do disposto neste capítulo. Art. da Constituição Federal. 79.para efeito de benefício previdenciário. § 2º. sem prejuízo da remuneração do cargo eletivo e. emprego ou função. por lei. os valores serão determinados como se no exercício estivesse. II . Art. cuja remuneração observará.167.investido no mandato de Prefeito. os valores remuneratórios percebidos. XIII. VI . a qualquer título.o direito de o servidor municipal ser readaptado à função compatível com sua capacidade de trabalho. da revisão geral da remuneração dos servidores públicos. 7º. da Constituição Federal. 77. de 25/nov/2011) Art. seu tempo de serviço será contado para todos os efeitos legais. II. exceto para promoção por merecimento.428. XXIII e XXX. XXII. VII. 78. 153. A lei reservará percentual de cargos e empregos públicos para as pessoas com deficiência e definirá os critérios de sua admissão. sendo-lhe facultado optar pela sua remuneração.em qualquer caso que exija o afastamento para o exercício de mandato eletivo. no exercício de mandato eletivo. será afastado do cargo. por motivo de doença que o impossibilite de continuar desempenhando as atividades próprias do seu cargo ou função. XV. (Texto alterado pela Emenda à LOM nº 19/2011. XX. IX.fixação. os preceitos estabelecidos nos artigos 150. emprego ou função. XIX. V . além do disposto nesta Lei Orgânica. VIII. publicada no DOM nº 1. ressalvado o disposto nesta Lei Orgânica. do limite máximo e da relação de valores entre a maior e a menor remuneração dos servidores públicos. VII . no caso de afastamento. III .irredutibilidade de vencimentos dos servidores públicos. IV . II . sempre na mesma data.investido no mandato de Vereador.tratando-se de mandato eletivo federal.os acréscimos pecuniários percebidos por servidor público não serão computados nem acumulados para fins de concessão de acréscimos ulteriores. pelo Prefeito. a administração de pessoal do Município observará: I . VI. XVI. no âmbito dos Poderes Municipais. V . emprego ou função. ressalvados os casos previstos na legislação federal. estadual ou distrital. XII.a proibição da conversão de férias ou licenças em dinheiro. III e 153. Ao servidor público da administração direta. IV. será aplicada a norma do inciso anterior. XVIII.

com prioridade sobre novos concursados.a convocação. Art. as associações e as entidades de classe das áreas específicas terão direito de fiscalização da realização dos concursos públicos. Parágrafo Único . § 3º É vedada a exigência de limite máximo de idade para a participação em concurso público. em cada caso. II . o Sindicato dos Servidores Municipais. inclusive com acesso às provas corrigidas.a investidura em cargo ou emprego público municipal depende de aprovação prévia em concurso de provas ou de provas e títulos. para preenchimento de cargos e empregos na Administração Municipal. § 2º Os conselhos profissionais. A investidura no cargo. durante o prazo improrrogável previsto no edital de convocação. 21. aplica-se o disposto no art. padrão de vencimentos.o prazo de validade do concurso público será de até 02 (dois anos). de livre nomeação e exoneração. ressalvadas as nomeações para cargos em comissão. que fixará sua denominação. Parágrafo Único .A normatização dos cargos no Poder Legislativo Municipal dar-se-á na forma do art. 83. emprego ou função pública municipal é inamovível de ofício pelo tempo de duração de seu mandato. assim como participação de qualquer delas em empresa privada.O Vereador ocupante de cargo. 15 (quinze) dias após a publicação do edital respectivo. desta Lei. § 4º As inscrições para concurso público. pelo menos. deverão estar abertas por. III . Lei Complementar estabelecerá o regime jurídico único dos servidores . uma única vez. para assumir cargo ou emprego na carreira daquele aprovado em concurso público de provas ou de provas e títulos. Somente por lei específica poderão ser criadas empresas públicas.Depende de autorização legislativa. CAPÍTULO II DOS SERVIDORES PÚBLICOS MUNICIPAIS Art. declarados em lei. Art. autarquias ou fundações mantidas pelo Poder Público. emprego ou função pública dar-se-á na forma seguinte: I . a criação de subsidiárias das entidades mencionadas neste artigo. inciso VII. Ao servidor público em exercício de mandato eletivo. sociedade de economia mista. Art. Os cargos públicos da Administração Direta e Indireta do Município serão criados por lei. As disposições de servidores públicos dos Poderes Executivo e Legislativo Municipais ocorrerão sempre com ônus para o órgão requisitante. salvo nos casos previstos em leis específicas ou aqueles decorrentes de Convênios. 38 da Constituição Federal. 82.Art. Art. 80. prorrogável. Parágrafo Único . 85. nos termos da lei. por igual período. § 1º A não observância do disposto nos incisos I e II implicará a nulidade do ato e a punição da autoridade responsável. 81. condições de provimento e indicará os recursos pelos quais serão pagos seus ocupantes. 84.

o grau de responsabilidade e a complexidade dos cargos componentes de cada carreira.a natureza. respeitados os princípios estabelecidos nesta Lei Orgânica. XVII. XVI. § 2º Fica assegurada aos servidores do Município da administração direta. § 1º A Lei Complementar referida no caput deste artigo far-se-á com os seguintes objetivos: I . XIX. assegurarão que. § 5º Os programas mencionados no parágrafo anterior terão caráter permanente e poderão ser mantidos mediante convênios do Município com instituições especializadas. § 2º O Município manterá Escola de Governo para a formação e o aperfeiçoamento dos servidores públicos. § 6º Fica assegurada a participação paritária de representantes do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais na comissão de elaboração do Estatuto dos Servidores Públicos Municipais. III . II . 86.municipais da administração direta. O Município instituirá comissão de política de administração e remuneração de pessoal. integrada por servidores designados pelos Poderes Executivo e Legislativo. § 3º Aplica-se aos servidores ocupantes de cargos públicos o disposto no art. pelo menos.institucionalização do sistema de mérito para a ascensão funcional. constituindo-se a participação nos cursos um dos requisitos para a promoção na carreira.as peculiaridades dos cargos. das autarquias. XV.os requisitos para a investidura. XXII e XXX da Constituição Federal. bem como proporcionalidade de carga horária e especificidades previstas na lei. IX. VII. ao nível de escolaridade exigido para seu desempenho compatível com o mercado de trabalho do Município para a função respectiva. IV. . VIII. XII. ressalvadas as vantagens de caráter individual e as relativas à natureza ou ao local do trabalho. § 1º A fixação dos padrões de vencimento e dos demais componentes do sistema remuneratório observará: I . XX. ao proverem os cargos em comissão. aperfeiçoamento e reciclagem.valorização e dignificação social e funcional do servidor público por profissionalização e aperfeiçoamento. § 4º O Município proporcionará aos servidores oportunidades adequadas de crescimento profissional. 7º. das fundações e da Câmara Municipal e os seus respectivos planos de carreira. § 3º O Prefeito e o Presidente da Câmara Municipal. III . facultada. XIII. II . XVIII. indireta e fundações isonomia de vencimento e vantagens para cargos de atribuições iguais ou assemelhadas do mesmo Poder ou entre servidores dos Poderes Executivo e Legislativo. através de programas de formação de mão de obra. para isso. Art. 50% (cinquenta por cento) sejam ocupados por servidores de carreira dos respectivos Poderes.remuneração adequada à complexidade e à responsabilidade das tarefas. a celebração de convênios ou contratos entre os entes federados.

O Servidor Público Municipal terá direito à remuneração mensal na forma da legislação vigente. 90. no exercício de serviços de vigilância. de treinamento. publicada no DOM nº 1. Art. 93. 87. Fica assegurada ao servidor público. 92. o disposto no art. Fica assegurado aos servidores públicos municipais salário-família correspondente a 5% (cinco por cento) do salário-mínimo. conforme a lei dispuser. na forma da Lei Municipal. obedecido. Será concedida ao servidor público municipal. 91.podendo a lei estabelecer requisitos diferenciados de admissão. modernização. 88. Art. inclusive das autarquias e fundações.428. da qual ficará afastada temporariamente. 94. da Constituição Federal. ou outro dispositivo equivalente estabelecido pelo Conselho Nacional de Educação . inclusive sob a forma de adicional ou prêmio de produtividade. O Município garantirá proteção à servidora pública gestante. 95. Art. § 5º Lei Municipal estabelecerá a relação entre a maior e a menor remuneração dos cargos e empregos públicos. Aos professores da rede municipal de ensino. em qualquer caso. 37. (Texto alterado pela Emenda à LOM nº 19/2011. Parágrafo Único . . mantida a percepção integral do vencimento e vantagens da remuneração do cargo ou função que estiver ocupando na data em que entrar em gozo esse benefício. prêmio. 89. quer diurno ou noturno. fica assegurada a observância do disposto no Plano de Carreira e Remuneração do Magistério Público. licença especial de 03 (três) meses. autarquia e fundação. verba de representação ou outra espécie remuneratória. reaparelhamento e racionalização do serviço público. adicional. de desenvolvimento. licença remunerada aos servidores que fizerem opção na forma da legislação. Art. Art. odontológico e de assistência social. Art. quando do gozo das férias anuais remuneradas que ocorrerem a partir do mês de fevereiro de cada ano. serviço de atendimento médico. O Município concederá.CNE. realizando trabalho diverso que não lhe seja nocivo. quando a natureza do cargo o exigir. vedado o acréscimo de qualquer gratificação. § 4º O Membro de Poder. quando cessada a gestação.Deste direito não resultará qualquer ônus posterior ao Município. de produtividade. Art. § 6º Lei Municipal disciplinará a aplicação de recursos orçamentários provenientes da economia por despesas correntes em cada órgão. Art. para aplicação no desenvolvimento de programas de qualidade. quando em atividade prejudicial à sua saúde e à do nascituro. abono. a percepção de gratificação de risco de morte. o detentor de mandato eletivo e os Secretários Municipais serão remunerados exclusivamente por subsídio fixado em parcela única. Parágrafo Único . X e XI. Fica assegurado ao servidor público municipal o pagamento antecipado de 50% (cinquenta por cento) do décimo-terceiro salário. O Município assegurará aos seus servidores e dependentes econômicos. de 25/nov/2011) Art.Os serviços referidos neste artigo são extensivos aos aposentados e pensionistas. nem será assegurada à servidora pública permanência na nova atividade.

sendo-lhe assegurada ampla defesa. d) aos 65 (sessenta e cinco) anos de idade. com proventos proporcionais ao tempo de serviço. até seu adequado aproveitamento em outro cargo. sendo vedados a instituição de abonos. Art. de 25/nov/2011) Parágrafo Único . § 2º Invalidada por sentença judicial a demissão de servidor estável. aos 60 (sessenta) anos. hipótese em que os diversos sistemas de previdência social compensar-se-ão financeiramente. com proventos proporcionais ao tempo de serviço. mediante acesso por concurso público. 97. quando mulher. titular de cargo efetivo. quando mulher. com proventos proporcionais ao tempo de serviço. III . quando mulher. especificadas em lei e proporcionais nos demais casos. § 3º O tempo de servidor público federal. moléstia profissional ou doença grave. será ele reintegrado e o eventual ocupante da vaga.voluntariamente: a) aos 35 (trinta e cinco anos) de serviço. aos 25 (vinte e cinco) anos. aos 25 (vinte e cinco) anos. § 1º A lei poderá estabelecer exceções ao disposto no inciso III. 96.compulsoriamente. § 3º Extinto o cargo ou declarada a sua desnecessidade. O Município instituirá comissão de política de administração e remuneração de pessoal. Art. aos 70 (setenta) anos de idade. II . aos 30 (trinta) anos. com proventos integrais. quando homem e.428. Art. § 4º Para efeito de aposentadoria. o servidor estável ficará em disponibilidade remunerada. estadual ou municipal será computado integralmente para os efeitos de aposentadoria e de disponibilidade. aproveitado por outro ou posto em disponibilidade. "a" e "c". 98. O servidor público municipal será aposentado: I . quando decorrente de acidente em serviço. quando homem e. no caso de exercício de atividades consideradas penosas. contagiosa ou incurável.Lei Municipal instituirá a forma de correção salarial a ser aplicada a todos os servidores públicos. § 1º O servidor público estável só perderá o cargo com sentença judicial transitada em julgado ou mediante procedimento administrativo. b) aos 30 (trinta) anos de efetivo exercício em funções de magistério. . insalubres ou perigosas.por invalidez permanente. c) aos 30 (trinta) anos de serviço. Art. quando homem e. A lei fixará os vencimentos dos servidores públicos municipais. § 2º A lei disporá sobre a aposentadoria em cargos ou empregos temporários. reconduzido ao cargo de origem. quando mulher. sem direito à indenização. é assegurada a estabilidade ao completar três anos de efetivo exercício. com proventos integrais. gratificações. com proventos integrais.(Texto alterado pela Emenda à LOM nº 19/2011. Ao servidor público municipal. 99. quando homem e. rural ou urbana. integrada por servidores designados pelos respectivos poderes. publicada no DOM nº 1. adicionais ou vantagens pecuniárias por decreto ou ato administrativo. é assegurada a contagem recíproca do tempo de contribuição na administração pública e na atividade privada.

liquidez e rentabilidade.IPMT. será resguardada. VII . inativos e dos pensionistas. observado o disposto no parágrafo anterior. mediante contribuição. Art.universalidade de participação nos planos previdenciários. 100. mesmo quando decorrentes de transformação ou reclassificação do cargo ou função em que se tiver dada a aposentadoria. III . Lei de iniciativa do Prefeito Municipal disporá sobre concessão de pensão especial aos dependentes do servidor municipal. e obedecerá aos seguintes princípios estabelecidos por lei: I . VI . dentre outros. Os serviços públicos pertinentes à Previdência Municipal serão prestados através do Instituto de Previdência dos Servidores do Município de Teresina .segundo critérios estabelecidos na legislação federal. Art.caráter democrático e descentralizado da gestão administrativa. sempre que se modificar a remuneração dos servidores em atividade. § 1º São segurados obrigatórios do Regime Próprio de Previdência Social do Município os servidores públicos ocupantes de cargos efetivos. 102. § 6º O benefício de pensão por morte corresponderá à totalidade dos vencimentos ou proventos do servidor falecido. na mesma proporção e data. com a participação de servidores ativos e inativos dos Poderes Legislativo e Executivo do Município. na forma da lei. do orçamento dos órgãos municipais dos Poderes Executivo e Legislativo e da contribuição compulsória dos servidores ativos. a autonomia administrativa e financeira do Instituto de Previdência dos Servidores do Município de Teresina . diversificação. ativos ou inativos.valor mensal das aposentadorias e pensões não inferior ao salário-mínimo vigente no País. majoração ou extensão de qualquer benefício sem a correspondente fonte de custeio total. V . até o limite estabelecido em lei. no caso de morte por acidente de trabalho.Para a consecução de suas finalidades. 101.irredutibilidade do valor dos benefícios. devidamente adequados de segurança.inviabilidade de criação. II .custeio da previdência social dos servidores públicos municipais mediante recursos provenientes. sendo também estendidos aos inativos quaisquer benefícios ou vantagens posteriormente concedidos aos servidores em atividade. com estrita observância. . IV . § 5º Os proventos da aposentadoria serão revistos. tendo em vista a natureza dos benefícios. Parágrafo Único .IPMT. São beneficiários do Regime Próprio de Previdência Social do Município as pessoas físicas classificadas como segurados e dependentes.subordinação das aplicações das reservas técnicas e fundos previdenciários garantidos de benefícios mínimos. a critérios técnicos e atuariais estabelecidos e aplicáveis. CAPÍTULO III DO REGIME PREVIDENCIÁRIO DO MUNICÍPIO Art.

§ 2º São beneficiários do Regime Próprio de Previdência Social do Município na condição de dependentes do segurado: I - o cônjuge, a companheira, o companheiro e o filho não emancipado, de qualquer condição, menor de 21 (vinte e um) anos ou inválido; II - os pais; III - o irmão não emancipado, de qualquer condição, menor de 21 (vinte e um) anos ou inválido. Art. 103. A previdência e a assistência social do Município têm por finalidade assegurar a seus beneficiários os meios indispensáveis de manutenção por motivo de idade avançada, incapacidade, tempo de serviço, encargos familiares, prisão, morte ou desaparecimento daqueles de quem dependiam economicamente, bem como a prestação de serviços que visam à proteção de sua saúde e concorram para o seu bem-estar. CAPÍTULO IV DOS ATOS MUNICIPAIS Art. 104. A publicação das leis e dos atos municipais far-se-á no Diário Oficial do Município. § 1º A publicação, pela imprensa, de atos não normativos poderá ser resumida. § 2º A escolha do órgão de imprensa particular para divulgação dos atos municipais será feita por meio de licitação em que se levarão em conta, além dos preços, as circunstâncias de periodicidade, tiragem e distribuição. § 3º Nenhum ato produzirá efeito antes de sua publicação. Art. 105. A formalização dos atos administrativos de competência do Prefeito far-se-á: I - mediante decreto, numerado em ordem cronológica, quando se tratar de: a) regulamentação da lei; b) criação ou extinção de gratificações, quando autorizadas em lei; c) aberturas de créditos especiais e suplementares, até o limite autorizado pela Lei Orçamentária; d) declaração de utilidade pública ou de interesse social para efeito de desapropriação ou de servidão administrativa; e) criação, alteração e extinção de órgãos da Prefeitura, quando autorizadas por lei; f) definição da competência dos órgãos e das atribuições dos servidores da Prefeitura, não privativas da lei; g) aprovação de regulamento e regimentos dos órgãos da administração direta; h) aprovação dos estatutos dos órgãos da administração descentralizada; i) fixação e alteração dos preços dos serviços prestados pelo Município e aprovação dos preços dos serviços concedidos ou autorizados; j) permissão para a exploração de serviços públicos e uso de bens municipais; l) aprovação de planos de trabalho dos órgãos da Administração direta; m) criação, extinção, declaração ou modificação de direitos dos administrados, não privativos de lei; n) medidas executórias do plano diretor; o) estabelecimento de normas de efeitos externos não privativos de leis;

II - mediante portaria, quando se tratar: a) provimento e vacância de cargos públicos e demais atos de efeito individual relativos aos servidores municipais; b) lotação e relotação nos quadros de pessoal; c) criação de comissões e designação de seus membros; d) instituição e dissolução de grupos de trabalho; e) autorização para contratação e dispensa de servidores por prazo determinado; f) abertura de sindicância e processos administrativos e aplicação de penalidades; g) outros atos que, por sua natureza ou finalidade, não sejam objeto de lei ou decreto. § 1º Poderão ser delegados os atos constantes do item II deste artigo. § 2º Embora publicados, os Decretos sem número ou que não obedeçam à ordem cronológica serão nulos. Art. 106. Os contratos, convênios e consórcios firmados pelo Prefeito, Presidente da Câmara Municipal ou por outro agente público em nome do município deverão ser publicados na íntegra ou em extrato no Diário Oficial do Município. Art. 107. A Prefeitura e a Câmara Municipal serão obrigadas a fornecer a qualquer interessado, no prazo máximo de 15 (quinze) dias, certidões dos atos, contratos, convênios, consórcios e decisões, desde que requeridos para fins de direito determinado, sob pena de responsabilidade da autoridade ou servidor que negar ou retardar sua expedição. CAPÍTULO V DA ADMINISTRAÇÃO DOS BENS PATRIMONIAIS Art. 108. Compete ao Prefeito Municipal a administração dos bens municipais, respeitada a competência da Câmara quanto aos seus servidores. Art. 109. Os bens móveis do Município deverão ser cadastrados, com a identificação e classificação pela natureza, destinação, valor e servidor responsável. § 1º Os bens imóveis serão classificados em livro próprio, com os dados referentes ao registro em cartório. § 2º Anualmente, será feito o inventário dos móveis e imóveis do Município. Art. 110. A alienação de bens municipais far-se-á de conformidade com a legislação pertinente. Art. 111. A afetação e a desafetação de bens municipais dependerão de lei. Parágrafo Único - As áreas transferidas ao Município em decorrência da aprovação de loteamento serão consideradas bens dominiais enquanto não se efetivarem benfeitorias que lhes deem outra destinação, e não poderão ser inferiores a 20% (vinte por cento) da área total do loteamento, já excluídas aquelas destinadas às avenidas e ruas. Art. 112. O uso de bens municipais por terceiros poderá ser feito mediante concessão, permissão ou autorização, conforme a exigência de interesse público. Parágrafo Único - O Município poderá ceder seus bens a outros entes públicos, inclusive os da administração indireta, desde que atendido o interesse público.

Art. 113. Nenhum servidor será dispensado, transferido, exonerado, nem será aceito o seu pedido de exoneração ou rescisão, sem que o órgão responsável pelo controle dos bens patrimoniais da Prefeitura, ou Câmara Municipal, ateste a devolução dos bens móveis do Município sob sua guarda. Art. 114. O órgão competente do Município será obrigado, independentemente de despacho de qualquer autoridade, a abrir inquérito administrativo e a propor, se for o caso, a competente ação civil e penal contra o servidor, sempre que forem apresentadas as denúncias contra o extravio ou danos de bens municipais. Art. 115. O Município, preferentemente à venda ou à doação de bens imóveis, concederá direito real de uso, mediante concorrência. Parágrafo Único - A concorrência poderá ser dispensada, quando o uso destinar-se à concessionária de serviço público, às entidades assistenciais ou verificar-se relevante interesse público na concessão, devidamente justificado. CAPÍTULO VI DAS OBRAS E SERVIÇOS PÚBLICOS Art. 116. É de responsabilidade do Município, em conformidade com os interesses e as necessidades da população, prestar serviços públicos diretamente ou sob regime de concessão ou permissão, bem como realizar obras públicas, podendo contratá-los com particulares através de processo licitatório. Art. 117. A obra ou serviço público, salvo nos casos de extrema urgência e devidamente justificados, só poderão ser realizados com a elaboração do respectivo projeto e no qual, obrigatoriamente, conste: I - relatório substanciado sobre sua conveniência e utilização para a coletividade; II - o orçamento do seu custo e a origem dos recursos financeiros para sua execução; III - os prazos para o seu início e término. Art. 118. A concessão ou a permissão de serviço público somente será efetivada, com autorização da Câmara Municipal e mediante contrato precedido de processo licitatório. § 1º Serão nulas de pleno direito as concessões e as permissões, bem como a delegação para a exploração de serviço público, feitas em desacordo com o estabelecido neste artigo. § 2º Os serviços concedidos ou permitidos ficarão sempre sujeitos à regulamentação e à fiscalização da administração municipal, cabendo ao Prefeito aprovar as respectivas tarifas ou preços. Art. 119. Os usuários estarão representados nas entidades prestadoras de serviços públicos na forma que dispuser a legislação municipal, assegurando-se-lhes a participação em decisões de: I - planos e programas de expansão dos serviços; II - revisão da base de cálculo dos custos operacionais; III - política tarifária;

inclusive apuração de danos causados a terceiro.as condições de prorrogação. 124. Art. adequado e acessível. Parágrafo Único . II . mediante edital ou comunicado resumido. As entidades prestadoras de serviços públicos serão obrigadas. ainda que estipulada em contrato anterior. Parágrafo Único . assim como a possibilidade de cobertura dos custos por cobrança a outros agentes beneficiados pela existência dos serviços.mecanismos para atenção de pedidos e reclamações dos usuários. aplicação de recursos financeiros e realização de programas de trabalho.IV . Na concessão ou permissão de serviços públicos. IV . Art. Art. principalmente a que vise à dominação do mercado. 121. a dar ampla divulgação de suas atividades. caducidade. dentre outros: I .nível de atendimento à população em termos de quantidade e qualidade.as normas que possam comprovar eficiência no atendimento de interesse público. As licitações para a concessão ou a permissão dos serviços públicos deverão ser precedidas de ampla publicidade. V .Na formação do custo dos serviços de natureza industrial. bem como daqueles que se revelarem manifestamente insatisfatórios ao atendimento dos usuários.Em se tratando de empresas concessionárias ou permissionárias de serviços públicos. O Município poderá revogar a concessão ou a permissão dos serviços que forem executados em desconformidade com o contrato ou ato pertinente. 122. pelo menos uma vez por ano. bem como permitir a fiscalização pelo Município. bem como previsão para expansão dos serviços. III . sobre planos de expansão. informando. Art. computarse-ão. 120. 125. Art. o Município reprimirá qualquer forma de abuso do poder econômico. a obrigatoriedade mencionada neste artigo deverá constar de contrato de concessão ou permissão. em especial.os direitos dos usuários. 123.as regras para a remuneração do capital e para garantir o equilíbrio econômico e financeiro do contrato. V . Os preços dos serviços públicos prestados diretamente pelo município ou por órgãos de sua administração descentralizada serão fixados pelo Prefeito. Art. cabendo à Câmara Municipal definir os serviços que serão remunerados.as regras para orientar a revisão periódica das bases de cálculo dos custos operacionais e da remuneração do capital. . Nos contratos de concessão ou permissão de serviços públicos serão estabelecidos. VI . além das despesas operacionais e administrativas. à exploração monopolística e ao aumento abusivo de lucros. tendo em vista o interesse econômico e social. de modo a manter o serviço contínuo. as reservas para a depreciação e reposição dos equipamentos e instalações. inclusive em jornais da capital do Estado. rescisão e reversão da concessão ou permissão.a remuneração dos serviços prestados pelos usuários diretos. inclusive as hipóteses de gratuidade.

de entidades públicas estaduais ou federais e de servidores do setor de atuação do Conselho.propor critérios para fixação das tarifas.avaliar periodicamente a prestação dos serviços públicos. composição. Os Conselhos Municipais. CAPÍTULO VII DOS CONSELHOS MUNICIPAIS Art.prestar as informações que lhes forem solicitadas pelo Poder Público Municipal. V . no planejamento.elaborar o seu regimento interno. Ao Município. quando for o caso. .Na celebração de convênios de que trata este artigo. Art. nos consórcios. Art. Aos Conselhos Municipais. ou quando houver interesse mútuo para a celebração de convênios. representações e recursos de habitantes do Município. 127. § 3º A participação nos Conselhos Municipais será sempre gratuita e constituirá serviço público relevante.O Município deverá propiciar meios para a criação. II . III . têm por finalidade auxiliar a Administração Municipal na fixação de diretrizes. cabe: I . forma de nomeação de seus titulares. garantida a presença de representantes de órgãos públicos municipais e de entidades classistas ou populares e. O Município poderá consorciar-se com outros para a realização de obras ou prestação de serviços públicos de interesse comum. II . 126. sem prejuízo de outras atribuições previstas nesta Lei. encaminhando-os ao poder competente. de órgãos consultivos constituídos por cidadãos não pertencentes ao serviço público municipal. § 1º A lei a que se refere o caput definirá suas atribuições. IV . III .pronunciar-se sobre reclamações.encaminhar ao Chefe do Poder Executivo e ao Presidente da Câmara Municipal assuntos de interesse da comunidade.propor os planos de expansão dos serviços públicos. § 2º Os Conselhos Municipais possuem caráter deliberativo e composição paritária.Art. na interpretação de normas administrativas e no julgamento de recursos. Parágrafo Único . criados por lei específica. deverá o Município: I . funcionamento. no âmbito de sua competência. é facultado conveniar com a União ou com o Estado a prestação de serviços públicos de sua competência privativa. quando lhes faltarem recursos técnicos ou financeiros para a execução do serviço em padrões adequados. 128. Parágrafo Único . suplentes e duração de seus mandatos.convocar audiências públicas. 129.

consulta plebiscitária à população da área que constituirá a Administração Regional ou Região Administrativa Rural. As Administrações Regionais e Regiões Administrativas Rurais serão dirigidas por Administradores Regionais.fora do perímetro urbano. nas quais serão fixados os seus limites. respeitando-lhes os limites. II . São requisitos para a criação de Administrações Regionais ou de Regiões Administrativas Rurais: I . utilizar-se-á a linha reta.inexistindo linhas naturais.dentro do perímetro urbano. § 1º Na fixação das divisas entre as Regiões Administrativas Rurais. em Regiões Administrativas Rurais. § 2º As regiões Administrativas Rurais serão criadas e organizadas por lei específica. serão observadas as seguintes normas: I . 130. II . 132.Criada a Administração Regional. SEÇÃO II DO ADMINISTRADOR REGIONAL Art.dar-se-á preferência de delimitação às linhas naturais. cujos extremos. Art. Parágrafo Único . para fins administrativos.a não interrupção da continuidade territorial. § 3º Os procedimentos deste artigo se aplicam ao desdobramento ou remembramento de Administrações Regionais ou Regiões Administrativas Rurais. Art.CAPÍTULO VIII DA DIVISÃO ADMINISTRATIVA DO MUNICÍPIO SEÇÃO I DAS ADMINISTRAÇÕES REGIONAIS E REGIÕES ADMINISTRATIVAS RURAIS Art. O Administrador Regional terá a remuneração fixada pela legislação municipal. O Município. pelo agrupamento de bairros contíguos. no caso das segundas. 133. ficará o Prefeito Municipal autorizado a criar o respectivo cargo de Administrador. II .população nunca inferior a 10% (dez por cento) dos habitantes da região urbana do Município. § 2º A povoação escolhida pela população da área como sede da Região Administrativa Rural dar-lhe-á o nome e terá a categoria de vila. 131. em Administrações Regionais. dividir-se-á: I . sejam facilmente identificáveis e tenham condições de fixidez. pontos naturais ou não. no caso das primeiras e dos habitantes da região rural. facilmente identificáveis. § 1º As Administrações Regionais serão criadas e organizadas por lei específica. III . .

VIII . com.executar e fazer executar. como advocacia geral.executar outras atividades que lhe forem atribuídas pelo Prefeito Municipal e pela legislação pertinente. SEÇÃO IV DA OUVIDORIA GERAL DO MUNICÍPIO Art.promover a manutenção dos bens públicos municipais localizados na Administração Regional.coordenar e supervisionar os serviços públicos regionais. II . . tem como objetivo atuar na defesa dos princípios da legalidade.A Procuradoria Geral do Município de Teresina tem por Chefe o Procurador Geral do Município. disciplinando as competências e o funcionamento dos órgãos que a integram.Art. 136. 05 (cinco) anos de prática forense. O ingresso na Carreira de Procurador Municipal far-se-á mediante concurso público de provas e títulos. publicidade administrativa e também. na defesa dos direitos e interesses individuais e coletivos. contra atos e omissões da Administração Pública Municipal. V . 134. cabendo-lhe. Compete ao Administrador Regional: I .prestar contas das importâncias recebidas para fazer face às despesas da Administração Regional.prestar as informações que forem solicitadas pela Câmara Municipal. moralidade. seu funcionamento. VII . dentre advogados de notório saber jurídico e reputação ilibada. Parágrafo Único . economicidade. A Procuradoria Geral do Município é a instituição que representa. de livre nomeação do Prefeito Municipal. VI .solicitar ao Prefeito as providências necessárias à boa Administração Regional. e suas atividades de consultoria e assessoramento jurídico do Poder Executivo. A Ouvidoria Geral do Município. impessoalidade. Art. bem como estabelecerá o regime jurídico dos integrantes da carreira de Procurador do Município. IV . órgão vinculado ao Gabinete do Prefeito Municipal. 138. Art. pelo menos. o Município.propor ao Prefeito Municipal a admissão e a dispensa dos servidores lotados na Administração Regional. observados os princípios e regras contidos nesta Lei Orgânica. 137. Lei complementar disporá sobre a Procuradoria Geral do Município. as leis e os demais atos emanados dos Poderes competentes. de acordo com o que for estabelecido nas leis e regulamentos. III . judicial e extrajudicialmente. SEÇÃO III DA PROCURADORIA GERAL DO MUNICÍPIO Art. 135. assegurado o acompanhamento da Ordem dos Advogados do Brasil. legitimidade. na parte em que lhe couber. nos termos da lei complementar. o que dispuser sobre sua organização.

Compete ao Município instituir os seguintes tributos: I . prestados ao contribuinte ou postos à sua disposição. periodicamente. obedecerá aos índices oficiais de atualização monetária e poderá ser realizada . TÍTULO VI DA TRIBUTAÇÃO E DO ORÇAMENTO CAPÍTULO I DOS TRIBUTOS MUNICIPAIS Art. às atribuições e ao funcionamento da Ouvidoria Geral do Município. com atribuições de decidir. § 2º O cargo de Ouvidor Geral do Município é privativo de profissional com bacharelado em Direito.contribuição de melhoria. Art. 140. à estruturação. representantes da Câmara Municipal e dos contribuintes.§ 1º Lei complementar disporá quanto à organização. Art. as reclamações sobre questões tributárias. antes do término do exercício. Lei de iniciativa do Poder Executivo criará um colegiado constituído paritariamente por servidores públicos municipais e contribuintes representantes das categorias econômicas e profissionais. A administração tributária é atividade vinculada. c) serviços de qualquer natureza.fiscalização do cumprimento das obrigações tributárias. com fundamento em proposta de comissão especial da qual participarão servidores da Secretaria de Finanças. III . decorrente de obras públicas. II . principalmente no que se refere a: I . IV . por ato oneroso. b) transmissão intervivos. III . em grau de recurso. § 1º A base de cálculo do imposto sobre a propriedade predial e territorial urbana será atualizada anualmente. a qualquer título. cobrado de profissionais autônomos e sociedade civil de trabalho profissional. por natureza ou acessão física e de direitos reais sobre imóveis. bem como cessão de direitos à sua aquisição. 141.taxas. § 2º A atualização da base de cálculo do imposto sobre serviços de qualquer natureza. de bens imóveis. definidos em lei complementar. II . Art. 139.impostos sobre: a) propriedade predial e territorial urbana. essencial ao Município e deverá estar dotada de recursos humanos e materiais necessários ao fiel exercício de suas atribuições. 142. a atualização da base de cálculo dos tributos municipais.cadastramento dos contribuintes e das atividades econômicas.inscrição dos inadimplentes em dívida ativa e respectiva cobrança amigável ou encaminhamento para cobrança judicial. em razão do exercício do poder de polícia ou pela utilização efetiva ou potencial de serviços públicos específicos ou divisíveis.lançamento dos tributos. exceto os de garantia. O Prefeito Municipal promoverá.

Art. Art. observados os seguintes critérios: I . abrir-se-á inquérito administrativo para apurar as responsabilidades. sempre que se apure que o beneficiário não satisfazia ou deixou de satisfazer as condições. aprovada por maioria absoluta dos membros da Câmara Municipal. A remissão de créditos tributários somente poderá ocorrer nos casos de calamidade pública. II . A concessão de isenção. qualquer que seja seu cargo. Art. O Município poderá instituir contribuição. com prazo de pagamento fixado pela legislação ou por decisão proferida em processo regular de fiscalização. cumprindo-lhe indenizar o Município do valor dos créditos prescritos ou não lançados. 143. Art. criminal e administrativamente pela prescrição ou decadência sob a responsabilidade. 147. poderá ser realizada mensalmente. a atualização poderá ser feita mensalmente até esse limite. Art. 144. contribuição de melhoria e multas de qualquer natureza decorrentes de infrações à legislação tributária.quando a variação de custos for superior aos índices. A concessão de isenção e de anistia de tributos municipais dependerá de autorização legislativa. 145. ficando o percentual restante a ser atualizado por meio de lei que deverá estar em vigor antes do início do exercício subsequente.quando a variação de custos for inferior ou igual aos índices oficiais de atualização monetária. Parágrafo Único .A autoridade municipal. § 4º A atualização da base de cálculo das taxas de serviços levará em consideração a variação de custos dos serviços prestados ao contribuinte ou colocados à sua disposição. emprego ou função. É de responsabilidade do órgão competente da Prefeitura Municipal a inscrição em dívida ativa dos créditos provenientes de impostos. Para obter o ressarcimento da prestação de serviços de natureza comercial ou industrial ou de sua atuação na organização e exploração de atividades econômicas. na forma da lei. de sistemas de previdência e assistência social. de anistia ou moratória não gera direitos adquiridos e será revogada de ofício. devendo a lei que a autorize ser aprovada por maioria absoluta dos membros da Câmara Municipal. para custeio de benefícios dos funcionários. 148. o Município poderá cobrar preços públicos. Ocorrendo a decadência do direito de constituir o crédito tributário ou a prescrição de ação de cobrá-lo. taxas.mensalmente. 146. § 3º A atualização da base de cálculo das taxas decorrentes do exercício do poder de polícia municipal obedecerá aos índices oficiais de atualização monetária e poderá ser realizada mensalmente. não cumpria ou deixou de cumprir os requisitos para a sua concessão. a ser cobrada de seus servidores. CAPÍTULO II DOS PREÇOS PÚBLICOS Art. 149. responderá civil. . e independentemente do vínculo que possuir com o Município. Art. ou notória pobreza do contribuinte.

§ 3º O orçamento anual compreenderá: I .o plano plurianual.as prioridades da Administração Pública Municipal. detenha a maioria do capital social com direito a voto.o orçamento fiscal da administração direta municipal. incluindo a despesa de capital para o exercício financeiro subsequente. III . com as respectivas metas. II .diretrizes. a qualquer título.o orçamento da seguridade social. quando tornados deficitários. III . inclusive das fundações instituídas pelo Poder Público Municipal. da administração direta ou indireta. II . IV . direta ou indiretamente.os orçamentos anuais. pelas unidades governamentais da administração direta. 150. III . de modo a cobrir os custos dos respectivos serviços e serem reajustados. indireta ou fundacional. § 2º Lei estabelecerá outros critérios para a fixação de preços públicos.§ 1º Os preços devidos pela utilização de bens e serviços municipais deverão ser fixados.orientação para elaboração da lei orçamentária anual. incluindo os seus fundos especiais. da administração direta ou indireta. inclusive de fundações instituídas e . II . IV . inclusive as fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público Municipal. § 1º O plano plurianual compreenderá: I . bem como a demissão de pessoal.autorização para concessão de vantagens ou aumento de remuneração. CAPÍTULO III DOS ORÇAMENTOS SEÇÃO I DISPOSIÇÕES GERAIS Art. III . II .as diretrizes orçamentárias.o orçamento de investimentos das empresas em que o Município. Leis de iniciativa do Poder Executivo estabelecerão: I . § 2º As diretrizes orçamentárias compreenderão: I .gastos com a execução de programa de duração continuada.alterações na legislação tributária. ressalvadas as empresas públicas e as sociedades de economia mista.o orçamento das entidades de administração indireta.investimentos de execução plurianual. objetivos e metas para as ações municipais de execução plurianual. abrangendo todas as entidades e órgãos a ela vinculadas. criação de cargos ou alteração de estrutura de carreiras.

aprovados pela Câmara Municipal por maioria absoluta. III . sem prévia autorização legislativa e sem indicação dos recursos correspondentes. fundações e fundos especiais. 151. reabertos nos limites de seus saldos. SEÇÃO II DAS VEDAÇÕES ORÇAMENTÁRIAS Art. salvo se o ato de autorização for promulgado nos últimos 04 (quatro) meses daquele exercício. ressalvada a que se destine à prestação de garantia às operações de crédito por antecipação de receita. e apreciados pela Câmara Municipal. VII . sem prévia autorização legislativa.a concessão ou utilização de créditos ilimitados. V .a abertura de créditos adicionais suplementares ou especiais.o início de programas ou projetos não incluídos no orçamento anual. ressalvadas as autorizações mediante créditos suplementares ou especiais. de recursos de orçamento fiscal da seguridade social para suprir necessidade ou cobrir déficit de empresas.a vinculação da receita de impostos a órgãos ou fundos especiais. IV . caso em que. como as decorrentes de calamidade pública. § 4º Os planos e programas municipais de execução anual serão elaborados em consonância com o plano plurianual e com as diretrizes orçamentárias. VI .a instituição de fundos especiais de qualquer natureza. II . evidenciando os programas e políticas do Poder Público Municipal. respectivamente. SEÇÃO III DAS EMENDAS AOS PROJETOS ORÇAMENTÁRIOS . § 2º A abertura de crédito extraordinário somente será admitida para atender às despesas imprevisíveis e urgentes. VIII . IX . São vedados: I . serão incorporados ao orçamento do exercício financeiro subsequente. § 5º Os orçamentos previstos no § 3º deste artigo serão compatibilizados com o plano plurianual e com as diretrizes orçamentárias.a realização de despesas ou a assunção de obrigações diretas que excedam os créditos orçamentários originais ou adicionais.a realização de operações de crédito que excedam o montante das despesas de capital. § 1º Os créditos adicionais especiais e extraordinários terão vigência no exercício financeiro em que forem autorizados.a inclusão de dispositivos estranhos à previsão da receita e à fixação da despesa. incluindo-se as autorizações para abertura de créditos adicionais suplementares e contratação de operações de crédito de qualquer natureza e objetivo.a utilização sem autorização legislativa específica.mantidas pelo Poder Público Municipal.

§ 6º Os projetos de lei do plano plurianual. § 2º As emendas serão apresentadas à Comissão de Orçamento e Finanças. orçamento anual e sobre as contas do Município apresentadas anualmente pelo Prefeito.sejam compatíveis com o Plano Plurianual e com a Lei de Diretrizes Orçamentárias. ficarem sem despesa correspondente. § 7º Aplicam-se aos projetos referidos neste artigo as demais normas relativas ao processo legislativo no que não contrariar o disposto nesta seção. § 5º O Prefeito Municipal poderá enviar mensagem à Câmara Municipal para propor modificação nos projetos a que se refere este artigo. diretrizes orçamentárias.examinar e emitir parecer sobre os projetos de plano plurianual. nos termos da Lei Municipal. e apreciadas. § 4º As emendas ao projeto de lei de diretrizes orçamentárias não poderão ser aprovadas quando incompatíveis com o plano plurianual. admitidos apenas os provenientes de anulação ou de transposição de despesas. .indiquem os recursos necessários.examinar e emitir parecer sobre os planos e programas municipais. conforme o caso.Art. incluídas as que incidam sobre: a) dotações para pessoal e seus encargos. c) transferências tributárias para autarquias e fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público Municipal. Os projetos de lei relativos ao plano plurianual. § 8º Os recursos que. sem prejuízo das demais comissões criadas pela Câmara Municipal. na forma do Regimento Interno. que sobre elas emitirá parecer. caso: I . enquanto não vigorar a lei complementar de que trata o § 9º do artigo 165 da Constituição Federal. II . II . acompanhar e fiscalizar as operações resultantes ou não da execução do orçamento. mediante abertura de créditos adicionais suplementares ou especiais. § 3º As emendas ao projeto de lei do orçamento anual e aos projetos que o modifiquem somente poderão ser aprovadas. na forma do Regimento Interno. Orçamento e Fiscalização Financeira e Ordem Econômica da Câmara Municipal: I . com prévia e específica autorização legislativa. em decorrência de veto. emenda ou rejeição do projeto de lei orçamentária anual. 152. ao orçamento anual e aos créditos adicionais suplementares e especiais serão apreciados pela Câmara Municipal.sejam relacionadas: a) com a correção de erros ou comissões. de diretrizes orçamentárias e do orçamento anual serão enviados pelo Prefeito Municipal. III . b) serviço da dívida. às diretrizes orçamentárias. poderão ser utilizados. b) com os dispositivos do texto do projeto de lei. enquanto não iniciada a votação na Comissão de Orçamento e Finanças. cuja alteração será proposta. § 1º Caberá à Comissão de Finanças. pelo Plenário da Câmara Municipal.

especiais e extraordinários. Art. As disponibilidades de caixa do Município e de suas atividades da administração direta. 154. SEÇÃO VI DA ORGANIZAÇÃO CONTÁBIL . nas fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público Municipal e na Câmara Municipal para ocorrer às despesas miúdas de pronto pagamento definidas em lei. 157. § 1º As arrecadações das receitas próprias do Município e de suas entidades de administração indireta poderão ser feitas através de rede bancária privada. das empresas públicas. a transferência e a transposição somente se realizarão. que conterá as características já determinadas nas normas gerais de Direito Financeiro. A execução do orçamento do Município refletir-se-á na obtenção das suas receitas próprias.A Câmara Municipal poderá ter a sua própria tesouraria. Parágrafo Único . Art. transferências e transposições de recursos de uma categoria de programação para outra. o prazo de transferência dos valores arrecadados para a Conta Única do Município. 159. será emitido o documento Nota de Empenho. suplementares. das fundações. não podendo ser superior a 10 (dez) dias. Art. dos fundos especiais instituídos pelo Poder Público e da Câmara Municipal serão depositadas em instituições financeiras oficiais. II . SEÇÃO V DA GESTÃO DE TESOURARIA Art. As alterações orçamentárias. Na efetivação dos empenhos sobre as dotações fixadas para cada despesa. Art. nas autarquias.SEÇÃO IV DA EXECUÇÃO ORÇAMENTÁRIA Art. relatório resumido da execução orçamentária. para movimentação dos recursos que lhe forem liberados. Art. 153. 156. § 2º No convênio constará.pelos créditos adicionais. 158. transferidas e outras. durante o exercício. até 30 (trinta) dias após o encerramento de cada bimestre. O Prefeito Municipal fará publicar. 155. Parágrafo Único . bem como na utilização das dotações consignadas às despesas para a execução dos programas nele determinados.pelos remanejamentos. obrigatoriamente. observado sempre o princípio do equilíbrio.O remanejamento. mediante convênio. representar-se-ão: I . As receitas e as despesas orçamentárias serão movimentadas através de caixa único regularmente instituído. quando autorizados em lei específica que contenha justificativa. Poderá ser constituído regime de adiantamento em cada uma das unidades da administração direta.

§ 2º O parecer emitido pelo Tribunal de Contas do Estado sobre as contas que o Prefeito Municipal deve anualmente prestar só deixará de prevalecer por decisão de (2/3) dois terços dos membros da Câmara Municipal. . de acordo com a conclusão do parecer do Tribunal de Contas. II . § 4º Rejeitadas as contas. 163. na forma da lei. Art.o orçamento do exercício em vigor. até o dia 10 (dez) de cada mês.o balanço geral do Município. enviarão ao Tribunal de Contas do Estado: I . mediante controle externo. SEÇÃO VII DA FISCALIZAÇÃO ORÇAMENTÁRIA Art. e pelos sistemas de controle interno do Poder Executivo. Parágrafo Único . para os fins de direito. até o dia 15 (quinze) de janeiro. A Câmara Municipal terá sua própria contabilidade. no prazo de 10 (dez) dias. Art. as contas serão consideradas aprovadas ou rejeitadas. emitirá parecer prévio sobre as contas do recebimento do balanço geral. sem deliberação pela Câmara. Parágrafo Único . 160.o plano plurianual e plano diretor. aos princípios fundamentais de contabilidade e às normas estabelecidas na legislação pertinente. 164. até noventa dias após o encerramento do exercício. 162.As providências dos incisos II e IV devem ser cumpridas também perante a Câmara Municipal. se houver decorrido 60 (sessenta) dias de sua aprovação. obrigatoriamente remetidas ao Ministério Público. IV . A contabilidade do Município obedecerá.Art.os balancetes mensais. serão estas. na organização de seu sistema administrativo e informativo e nos seus procedimentos. § 3º Decorrido o prazo de 60 (sessenta) dias. de posse dos balancetes mensais e do balanço geral do Município. acompanhados de cópias dos comprovantes de despesas. § 1º O controle externo é exercido com o auxílio do Tribunal de Contas do Estado que. São sujeitos à tomada ou à prestação de contas os agentes da Administração Municipal responsáveis pelos bens e valores pertencentes ou confiados à Fazenda Pública Municipal. O Prefeito e as entidades da administração indireta municipal. A fiscalização do Município é exercida pela Câmara Municipal. III . até 30 (trinta) dias do mês subseqüente ao vencido. para fins de incorporação à contabilidade central da Prefeitura. 161. objetivando a efetivação do controle externo.A contabilidade da Câmara Municipal encaminhará as suas demonstrações. SEÇÃO VIII DA PRESTAÇÃO E TOMADA DE CONTAS Art.

O planejamento municipal deverá orientar-se pelos seguintes princípios básicos: I . SEÇÃO IX DO CONTROLE INTERNO INTEGRADO Art. II . § 2º Os demais agentes municipais apresentarão as suas respectivas prestações de contas até o dia 15 (quinze) do mês subsequente àquele em que o valor tenha sido recebido.democracia e transparência no acesso às informações disponíveis. o bem-estar da população e a melhoria da prestação dos serviços públicos municipais. visando promover o desenvolvimento do Município. garantindo aos munícipes o acesso aos bens e serviços. avais e garantias. 165. II . a partir da fixação de objetivos. preservando o seu patrimônio ambiental. respeitadas as vocações. 166. diretrizes e metas. § 2º O processo de planejamento municipal considerará os aspectos técnicos e políticos. § 1º O desenvolvimento do Município terá por objetivo a realização plena de seu potencial econômico e a redução das desigualdades sociais.comprovar a legalidade e avaliar os resultados quanto à eficiência da gestão orçamentária financeira e patrimonial nas entidades da administração municipal. III . para a ação municipal. de forma integrada. natural e artificial. Art. técnicos e humanos disponíveis. TÍTULO VII DA ORDEM ECONÔMICA CAPÍTULO I DO PLANEJAMENTO MUNICIPAL SEÇÃO I DISPOSIÇÕES GERAIS Art. O Poder Público Municipal manterá processo permanente de planejamento. um sistema de controle interno. propiciando que administradores e administrados participem do debate sobre os problemas locais e apresentem soluções. buscando conciliar interesses públicos e privados. fica obrigado às prestações de contas até o dia 15 (quinze) do mês subsequente àquele em que o valor tenha sido recebido. .eficiência na utilização dos recursos financeiros. apoiado nas informações contábeis com objetivos de: I . bem como dos direitos e haveres do Município. bem como da aplicação de recursos públicos municipais por entidades de direito privado. Os Poderes Executivo e Legislativo manterão. ou servidor que exerça a função.exercer o controle dos empréstimos e dos financiamentos. 167. as peculiaridades e a cultura local.§ 1º O tesoureiro do Município.avaliar o cumprimento das metas previstas no plano plurianual e a execução dos programas do Governo Municipal.

30 (trinta) dias antes de enviá-los à Câmara Municipal. para conhecimento das entidades representativas da comunidade. em consonância com os planos e programas estadual e federal existentes. Parágrafo Único . O Poder Público Municipal promoverá o desenvolvimento econômico do Município. Art. o Poder Público . III . Art. de modo que as atividades econômicas realizadas contribuam para elevar o nível de vida e o bem-estar da população.III . II . 169.viabilidade técnica e econômica das proposições. 170.Plano de Desenvolvimento Integrado. O planejamento das atividades do Poder Público Municipal será feito por meio de elaboração e manutenção atualizadas dos seguintes instrumentos: I . avaliadas a partir do interesse social e dos benefícios públicos.respeito e adequação às realidades municipal e regional. 173.Lei de Diretrizes Orçamentárias. IV . Art. 168. 171. Art. Parágrafo Único . SEÇÃO II DA PARTICIPAÇÃO COMUNITÁRIA NO PLANEJAMENTO Art. V . IV . dadas as suas implicações para o desenvolvimento local.Orçamento Anual. Os instrumentos de planejamento municipal mencionados no artigo anterior deverão incorporar as propostas constantes dos planos e dos programas setoriais do Município. O Poder Público Municipal buscará. a cooperação dos representantes da sociedade representativa da comunidade no Planejamento Municipal. de modo a garantir o seu êxito e assegurar sua continuidade.Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano.complementariedade e integração de políticas. por todos os meios ao seu alcance.Os programas e propostas de que trata este artigo ficarão à disposição dos representantes da sociedade civil que tenham participado das suas elaborações. A elaboração e a execução dos planos e dos programas do Poder Público Municipal obedecerão às diretrizes do Plano de Desenvolvimento Integrado e terão acompanhamento e avaliação permanentes.Plano Plurianual. bem como para a valorização do trabalho humano.Para a consecução do disposto neste artigo. 172. pelo prazo fixado no caput. O Poder Executivo publicará os programas e projetos integrantes do Plano de Desenvolvimento Integrado. V . CAPÍTULO II DA POLÍTICA ECONÔMICA Art. planos e programas setoriais.

privilegiar a geração de empregos.proteger o meio ambiente. Art. b) crédito especializado ou subsidiado. Art. considerando sua contribuição para a democratização de oportunidades econômicas. de modo que sejam efetivados: a) assistência técnica. independentemente da situação social e econômica do reclamante. no sentido de: I .A atuação do Poder Público Municipal dar-se-á no meio rural. no âmbito da Prefeitura ou da Câmara Municipal para defesa do consumidor.fomentar a livre iniciativa. Art. Art.atuação coordenada com a União e o Estado. para a fixação de contingentes populacionais. VII . V .eliminar entraves burocráticos que possam limitar o exercício da atividade econômica. IX .criação de órgãos. 174. no campo de sua competência. II . 178. d) serviços de suporte informativo ou de mercado.orientação e assistência jurídica. O Poder Público Municipal promoverá e incentivará o turismo como fator de desenvolvimento social e econômico. em caráter precário e por prazo ilimitado definido em ato do .dar tratamento diferenciado à pequena produção artesanal ou mercantil.estimular o associativismo. O Município. possibilitando-lhes acesso aos meios de produção e geração de renda. II . VIII . às microempresas e às pequenas empresas locais. Na promoção do desenvolvimento econômico. inclusive para os grupos sociais mais carentes. Art. 175.Municipal atuará de forma exclusiva ou em articulação com a União ou com o Estado e com órgãos de fomento às atividades produtivas.racionalizar a utilização de recursos naturais. III . o cooperativismo e as microempresas. Parágrafo Único .proteger os direitos dos usuários dos serviços públicos e dos consumidores. 176. III . O Poder Público Municipal desenvolverá esforços para proteger o consumidor através de: I . apoiar ou incentivar o desenvolvimento de atividades produtivas.desenvolver ação direta junto à União e ao Estado.utilizar tecnologia que absorva mão de obra. sem prejuízo de outras iniciativas. IV . X . a realização de investimentos. 177. o Poder Público Municipal agirá. c) estímulos fiscais e financeiros. VI . É de responsabilidade do Poder Público Municipal. para formar e manter a infraestrutura básica capaz de atrair.

terá por objetivo o pleno desenvolvimento das funções sociais da cidade e o bem-estar dos seus habitantes.isenção do imposto sobre serviços. de procedimentos administrativos em seu relacionamento com a Administração Municipal direta ou indireta. Art. IV . CAPÍTULO III DA POLÍTICA URBANA Art. O Poder Público Municipal dispensará tratamento jurídico diferenciado à microempresa e à empresa de pequeno porte. na forma definida por instrução do órgão fazendário da Prefeitura. A política urbana a ser formulada. . a proteção do patrimônio ambiental natural e artificial e o interesse da coletividade. II . para as quais será exigido aproveitamento adequado nos termos previstos na Constituição Federal. de trânsito e de saúde pública. Parágrafo Único . na forma e nos prazos da lei. 183. 180. Art.definir as áreas especiais de interesse social. ficando obrigadas a manter arquivada a documentação relativa aos atos e negócios que praticarem ou em que intervierem. os seguintes incentivos fiscais: I . assim definidas em lei.autorização para utilizarem modelo simplificado de notas fiscais.As funções sociais da cidade devem garantir o acesso de todos os cidadãos aos bens e aos serviços urbanos. 181.isenção da taxa de licença para localização de estabelecimento. O Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano. 182.despesa de escrituração dos livros fiscais estabelecidos pela legislação tributária do Município. através de ato do Prefeito. Parágrafo Único . ou os de seus proprietários sujeitos à penhora pelo Município para pagamento de débito decorrente de sua atividade produtiva. de segurança. III . 179. serão concedidos. Art. desde que trabalhadas exclusivamente pela família.As microempresas. Fica assegurada às microempresas ou às empresas de pequeno porte a simplificação ou a eliminação. Art. Às microempresas e às empresas de pequeno porte municipais.Prefeito. de silêncio. Art. II . permitirá às microempresas se estabelecerem na residência de seus titulares. aprovado pela Câmara Municipal. assegurando-lhes condições de vida e moradia compatíveis com o nível de desenvolvimento do Município. 184. urbanístico ou ambiental. será o instrumento básico da política urbana a ser executada pelo Poder Público Municipal com os seguintes objetivos: I . cujo uso e ocupação deverão respeitar a legislação urbanística. desde que não prejudiquem as normas ambientais.fixar os critérios que assegurem a função social da propriedade. em consonância com as políticas sociais e econômicas do Município. Os portadores de deficiência física e as pessoas idosas terão prioridade para exercer o comércio eventual ou ambulante no Município. não terão seus bens. no âmbito do processo de planejamento municipal.

quando couber. Art. financeiros e de controle urbanístico existentes. III . Parágrafo Único . 185. 188. projetos comunitários e associativos de construção de habitação. § 3º Na promoção de seus programas de habitação popular. o Poder Público Municipal deverá articular-se com os órgãos estaduais. Art. O Poder Público Municipal deverá manter articulação permanente com os demais Municípios de sua região. Art. para o abastecimento de água e esgoto sanitário. Parágrafo Único .executar programas de educação sanitária e melhorar o nível de participação das comunidades na solução de seus problemas de saneamento. II . Art.fixar critérios que assegurem obras de infraestrutura capazes de viabilizar o sistema de transporte coletivo.estimular e assistir. programas de habitação destinados a melhorar as condições de moradia da população carente do Município.ampliar progressivamente a responsabilidade na prestação de serviços de saneamento básico. quando da implantação de equipamentos urbanos geradores de tráfego. IV . visando à racionalização da utilização dos recursos hídricos e das bacias hidrográficas. tributários.O Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano deverá ser adaptado com a participação das entidades representativas da comunidade diretamente interessadas na sua implantação.III . O Poder Público Municipal fará sua política urbana. § 1º O Poder Público Municipal promoverá em consonância com sua política urbana. III . tecnicamente. respeitadas as diretrizes estabelecidas pela União.executar programas de saneamento em áreas ocupadas por população de baixa renda. O Poder Executivo promoverá a urbanização das áreas que margeiam as lagoas na zona urbana do Município.utilização de tarifas sociais visando melhoria no serviço de abastecimento de água. . § 2º A ação do Poder Público Municipal deverá orientar-se para: I . sem ônus para o Município.ampliar o acesso a lotes mínimos dotados de infraestrutura básica e servidos por transporte coletivo. estimular a iniciativa privada a contribuir para o aumento da oferta de moradia adequada e compatível com o poder econômico da população.A ação do Poder Público Municipal deverá orientar-se para: I . o Poder Executivo Municipal deverá utilizar os instrumentos jurídicos. respeitadas as disposições do Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano. com soluções adequadas e de baixo custo. nos termos da lei. regularizar e titular as áreas ocupadas por população de baixa renda. 186. segundo o disposto no Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano. Para assegurar as funções sociais da cidade.urbanizar. 187. passíveis de urbanização. regionais e federais competentes e. II . promovendo programas de saneamento básico destinados a melhorar as condições sanitárias das áreas urbanas e os níveis de saúde da população.

a organização e gerência dos serviços de táxis.Serão obedecidas as seguintes normas para urbanização das lagoas: a) ocupar e usar as suas margens. IV . Parágrafo Único .a organização e gerência dos estacionamentos em vias e locais públicos. em consonância com a legislação pertinente. além de representação de Órgãos Públicos Municipais.a organização e gerência das atividades de carga e descarga em vias e locais públicos. III . VIII .a administração dos terminais rodoviários e urbanos de passageiros. representação dos Conselhos Profissionais e de moradores representados através das Fundações e de Associação de Moradores. bem como utilizá-las para lazer. gerência e prestação direta ou indireta de transporte escolar na zona rural. Ao Poder Público Municipal cabe organizar e prestar diretamente.o planejamento do sistema viário e a localização dos pólos geradores de tráfego e transportes. b) recuperar as áreas degradadas.Parágrafo Único . V . serviços públicos de transporte coletivo.No Conselho Municipal de Desenvolvimento Urbano haverá. nestas áreas. ou sob regime de concessão ou permissão. X . fretamento e transportes especiais de passageiros. que atuará na fixação de diretrizes. 190. O Poder Executivo criará. na interpretação de normas e no julgamento dos recursos referentes à matéria de desenvolvimento urbano. XI .a organização. VI . Art.a organização e gerência dos fundos de passe e vale-transporte. inclusive o cicloviário. IX . o Conselho Municipal de Desenvolvimento Urbano.a organização e gerência do tráfego local. por lei específica.a administração de fundos de melhoria de transportes coletivos provenientes de . preservando a integridade ambiental. em especial na interpretação do Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano. águas servidas ou de esgotos domiciliares.A permissão ou a concessão dos serviços públicos de transporte coletivo deve abranger: I . c) proibir edificação.a regulamentação e fiscalização dos serviços de transporte escolar. obrigatoriamente. bem como o despejo de lixo. que tenham caráter essencial.a organização e gerência de transporte coletivo de passageiros por ônibus. promovendo sua integração com os demais meios de transportes. CAPÍTULO IV DOS TRANSPORTES PÚBLICOS Art. 189. Parágrafo Único . mediante procedimento licitatório. VII . II . obedecendo a um projeto específico aprovado pela Câmara Municipal.

Art. .conceder aos estudantes. o abatimento de 50% (cinqüenta por cento).a organização e gerência. Art. garantidos em sua composição a presença de representantes de órgãos públicos municipais e de entidades classistas. 195. O Conselho Municipal de Transportes Coletivos. taxas de embarque rodoviário e outras taxas que venham a ser estabelecidas por lei. quando for o caso. se atendidas as normas de segurança estabelecidas em lei. Os serviços de transporte coletivo de passageiros serão delegados através de contrato de concessão ou de permissão mediante procedimento licitatório. receitas diversas. Parágrafo Único . O transporte coletivo terá uma tarifa condizente com o poder aquisitivo dos usuários e com a qualidade dos serviços prestados. XIII . Parágrafo Único . O Poder Executivo encaminhará ao Poder Legislativo projeto de lei criando o Conselho Municipal de Transportes Coletivos. 192.do Poder Executivo. IV . V . para resolver através das federações das associações de moradores. mulheres grávidas ou idosos. 193. de transporte coletivo de passageiros por via férrea. na tarifa normal. 191.o transporte de trabalhadores urbanos e rurais. As empresas concessionárias e permissionárias de transporte coletivo urbano e rural do Município obrigar-se-ão a: I .dos usuários. a fim de atender usuários portadores de deficiência física.Aos concessionários e permissionários. II .reservar espaço suficiente para 01 (uma) cadeira de rodas.garantir a gratuidade para os menores de 06 (seis) anos.do Poder Legislativo.do Sindicato dos Condutores de Veículos Rodoviários de Teresina. nos termos da lei. II . em todas as linhas e horários do sistema de transporte coletivo do Município. será assegurada compensação justa pelo capital empregado. devidamente matriculados. III .do Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de Passageiros de Teresina. Art. 194. Art. aluguéis de lojas nos terminais. com atribuição de deliberar sobre política de transportes coletivos do Município e em cuja composição está assegurada a representação: I . 129 desta Lei Orgânica.A lei de criação do Conselho Municipal de Transportes Coletivos de Teresina obedecerá ao disposto no art. com atribuição de deliberar sobre política de transportes coletivos do Município. XII . III . IV . próxima ao assento do motorista. que será feito por ônibus. representantes de usuário e prestadores de serviços. na forma da lei.receitas.garantir a gratuidade aos maiores de sessenta e cinco anos. V . criado por lei específica. de publicidade no sistema. Art.destinar 02 (dois) assentos para os deficientes físicos.

horário de operação ou frequência.Será do conhecimento público a planilha de cálculo das tarifas do sistema de transporte coletivo.assistência técnica e extensão rural prioritária aos produtores do campo. II . 197. Art. envolvendo produtores e trabalhadores rurais. VII . III . III . Art. O planejamento e execução da política agrícola terão a participação efetiva do setor de produção. 198. III .obrigações assumidas pela empresa operadora. . Art. IV .contendo.tipo de veículo. relativas à poluição sonora e atmosférica. O Poder Público Municipal estabelecerá as seguintes condições mínimas para a execução dos serviços: I . V . 199. agropecuárias e pesqueiras. II . V . abrangendo ações nas seguintes áreas: I .condições de prestação de serviço. IV .normas relativas ao conforto e saúde dos passageiros e operadores dos veículos. II . IV . Parágrafo Único .prazo de duração do contrato. A política agrícola será formulada e executada no Município. VI .normas de proteção ambiental. o seguinte: I . É assegurada a participação da comunidade organizada no planejamento e operação dos transportes. nos termos do disposto nas Constituições Federal.itinerário. bem como. Estadual e nesta Lei Orgânica.apoio às atividades agroindustriais.ensino de técnicas agropecuárias nas escolas do primeiro grau localizadas em regiões agrícolas. entre outras formalidades exigidas pela legislação específica.preços compatíveis com o custo de produção e garantia de comercialização. CAPÍTULO V DA POLÍTICA AGRÍCOLA Art.identidade da linha. 196.condições de prorrogação ou renovação.incentivo ao associativismo e ao cooperativismo. o acesso às informações sobre o sistema de transporte coletivo. VIII .padrões de segurança e manutenção.frota.

garantir o escoamento da produção rural. destinado a assegurar os direitos relativos à saúde. 204. Parágrafo Único .Art.garantir a utilização racional dos recursos naturais. com prioridade para as atividades de vigilância sanitária e epidemiológica. A Saúde é direito de todos e dever do Poder Público. Art. assegurado mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução de riscos de doenças e outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços destinados a sua promoção.O Município aplicará. Parágrafo Único . 198. o associativismo. Art. TÍTULO VIII DA ORDEM SOCIAL CAPÍTULO I DA SEGURIDADE SOCIAL Art. o transporte. no mínimo 15% (quinze por cento) da receita resultante de impostos e das transferências recebidas da União e do . 202. Parágrafo Único . o cooperativismo e a divulgação das oportunidades de créditos e de incentivos fiscais. para fins de assentamento de colonos. O Poder Público Municipal utilizará assistência técnica. 200. SEÇÃO I DA SAÚDE Art. proteção e recuperação. Ficam destinadas. A execução da política agrícola. prevista no art. 206. 203. na zona rural. o armazenamento.O Poder Público construirá armazéns e silos para uso adequado por parte dos produtores do Município. terá por base a formação de comunidades agrícolas de pequenos produtores sem terra e a exploração de unidades familiares definidas em lei.oferecer meios para assegurar ao pequeno produtor e ao trabalhador rural condições de trabalho e de mercado para os seus produtos e a melhoria do padrão de vida da família rural. 201. a extensão rural. em convênio com entidades legalmente constituídas. II . Art. III .Excluem-se áreas de preservação ambiental prevista em lei. O Poder Público Municipal fomentará a prática de hortas e pomares comunitários. 205. as terras pertencentes ao Município. à previdência e à assistência social. Art.O Poder Municipal poderá desenvolver programas de produção de sementes e mudas. A seguridade social compreende um conjunto integrado de ações de iniciativa do Poder Público e da sociedade. anualmente. A atuação do Poder Público Municipal na zona rural terá como principais objetivos: I . como principais instrumentos para o fomento da produção na zona rural. Parágrafo Único .

em articulação com a direção estadual.gerir. controlar. Art. por todos os meios ao seu alcance: I . Para atingir os objetivos estabelecidos no artigo anterior. moradia.Estado na manutenção e no desenvolvimento do ensino. proteção e recuperação da saúde de todas as pessoas. 209.executar os serviços de: a) vigilância epidemiológica.participar do planejamento.É vedado ao Poder Público Municipal cobrar do usuário pela prestação de serviços de assistência à saúde resultantes de convênios firmados com terceiros para atendimento pelo Sistema Unificado de Saúde . com a realização integrada das atividades preventivas. Art. II .executar a política de insumos e equipamentos para a saúde. VI .avaliar e controlar a execução de convênios e contratos celebrados pelo Município . Art. IV . IV . gerir e executar os serviços públicos de saúde. e) assistência terapêutica integral. II . controlar e avaliar as ações referentes às condições e aos ambientes de trabalho. o Poder Público Municipal promoverá. c) saúde do trabalhador. VII .a identificação e divulgação dos fatores condicionantes e determinantes da saúde.o acesso universal e igualitário às ações e serviços de promoção. de acordo com os princípios da direção única do Sistema Único de Saúde. organizar.planejar. 208. 207.fiscalizar as agressões ao meio ambiente que tenham repercussão na saúde humana. alimentação. Parágrafo Único .as condições dignas de trabalho. V . V . b) vigilância sanitária. avaliar as ações.planejar e executar a política de saneamento básico em articulação com o Estado e a União.o respeito ao meio ambiente e controle da poluição ambiental. III . inclusive farmacêutica. no âmbito do sistema de saúde: I . III .SUS. São atribuições do Município. transporte e lazer. devendo sua execução ser feita através de serviços públicos ou ainda da iniciativa privada. As ações de saúde são de relevância pública. VIII . f) assistência à maternidade e à infância. em caráter suplementar. programação e organização da rede regionalizada e hierarquizada do Sistema Único de Saúde. sob pena de incorrer em crime de responsabilidade. saneamento.formar consórcios intermunicipais para desenvolver as ações e os serviços de saúde. IX .a assistência à pessoa. educação. sem preconceitos ou privilégios de qualquer natureza. d) alimentação e nutrição. executar.

na adolescência. III .participação da comunidade no controle social do sistema. Art.direito do cidadão de obter informações e esclarecimentos sobre assuntos pertinentes à promoção. assegurando-lhes: I . Art. O Poder Público Municipal promoverá ações para prevenir e controlar a mortalidade na maternidade. 213. resguardando o acesso individual ao prontuário. vedada qualquer forma coercitiva de indução. do adolescente e do idoso. O Município. proteção e recuperação de sua saúde e da coletividade. constituindo o Sistema Único de Saúde no âmbito do Município. Art. parto e puerpério.direito à autorregulação da fertilidade. para exercer a procriação ou evitá-la.coordenação exercida pela Secretaria Municipal de Saúde. com livre decisão da mulher ou do casal. II .construção de centros especializados para tratamento dos viciados. da criança. II .assistência à mulher em caso de aborto permitido em lei ou de sequelas de abortamento. Art. X . V . mediante: I . na fase adulta e na velhice. 214.autorizar a instalação de serviços privados de saúde e fiscalizar seu funcionamento. organizado de acordo com as seguintes diretrizes: I . 211.integralidade na prestação das ações de saúde. incentivo ao aleitamento e assistência clínico-ginecológica. O Poder Público Municipal garantirá a implantação. 210. As ações e os serviços de saúde realizados no Município integram uma rede regionalizada e hierarquizada. III . conjuntamente com a União e o Estado. considerando a experiência de grupos ou instituições. XI . III . Parágrafo Único . Art.organização de distritos sanitários com alocação de recursos técnicos de saúde adequada à realidade epidemiológica local.atendimento à mulher vítima de violência. e de defesa dos direitos da mulher. o acompanhamento e a fiscalização da política de assistência integral à saúde da mulher em todas as fases de sua vida.programas e campanhas permanentes. segundo os seguintes critérios: a) área geográfica de abrangência. . atuará no combate ao tóxico. II .Os limites dos distritos sanitários referidos no inciso III constarão do Plano Diretor da Saúde e serão fixados.distribuir gratuitamente medicamentos nos postos de saúde do Município.assistência ao pré-natal. IV . de acordo com suas especificidades. 212 O Poder Público Municipal incorporará práticas alternativas de saúde. IV . na infância.com entidades privadas prestadoras de serviços de saúde.reintegração do viciado à sociedade.

de caráter permanente e deliberativo. § 3º É vedada a destinação de recursos públicos para auxílio ou subvenções às instituições de saúde privadas com fins lucrativos. no âmbito do Município. conforme dispuser a lei. será financiado com os seguintes recursos: I . sob a coordenação da Secretaria Municipal de Saúde. à adolescência. independentemente de contribuição à seguridade social. II . promovendo-lhe a melhoria . convocada pelo Poder Executivo ou. § 2º O montante das despesas de saúde não será inferior a 15% (quinze por cento) das despesas do orçamento anual do Município.a integração do indivíduo ao mercado de trabalho e ao meio social. extraordinariamente. Art. A Conferência Municipal de Saúde se reunirá uma vez por ano. à velhice e amparo às pessoas carentes e aos portadores de necessidades especiais.b) adstrição de clientela. Lei de iniciativa do Poder Executivo criará o Conselho Municipal de Saúde. 217. para avaliar a situação de saúde nos níveis correspondentes.aprovar a instalação e o funcionamento de novos serviços de saúde. Art. 216. III . SEÇÃO II DA ASSISTÊNCIA SOCIAL Art.transferência da União e do Estado. III . d) acesso aos serviços de saúde. A Assistência Social será prestada a quem dela necessitar. e tem por objetivos: I . à infância. representantes dos beneficiários do Sistema de Saúde do Município. II . composto paritariamente por órgãos públicos. III . e) perfil epidemiológico. a partir das diretrizes emanadas da Conferência Municipal de Saúde.orçamento do Município. O Sistema Único de Saúde. 218.a reabilitação e habilitação do portador de deficiência. atendidas as diretrizes do Plano Municipal de Saúde. 215. § 1º Os recursos destinados às ações e aos serviços de saúde no Município de Teresina constituirão o Fundo Municipal de Saúde. c) nível de resolutividade e capacidade produtiva de serviços à disposição da população. entidades representativas do setor.outras fontes. Art.formular a política municipal de saúde. f) fluxo natural das pessoas. II .a proteção à maternidade.planejar e fiscalizar a distribuição e aplicação dos recursos públicos destinados à saúde. pela Câmara Municipal ou pelo Conselho Municipal de Saúde. com a representação dos vários segmentos sociais. públicos ou privados. que terá como atribuições: I .

no ensino fundamental.da qualidade de vida e a integração na vida comunitária. 223 da Constituição Estadual. Art. inclusive para os que a ele não tiveram acesso na idade própria. preferencialmente na rede regular de ensino. IV . adequado às condições do educando. II . Art.ensino fundamental obrigatório. V . alimentação e assistência à saúde.atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência. seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho. através de programas suplementares de material didático-escolar.pluralismo de ideia e de concepção pedagógica. CAPÍTULO II DA EDUCAÇÃO Art. visando ao pleno desenvolvimento da pessoa.gestão democrática do ensino. Art. 221.atendimento ao educando. III . O Município promoverá a educação infantil e o ensino fundamental. VI . transportes.calendário escolar flexível e adequado às peculiaridades climáticas e às . III . dos recursos orçamentários do Município. inclusive por meio de criação de oficinas de trabalho com vistas à sua formação profissional e automanutenção.promoção anual de recenseamento da população escolar com a chamada dos educandos. 220. com a colaboração da sociedade e a cooperação técnica e financeira da União e do Estado. IV .Na formulação e desenvolvimento dos programas de assistência social. o Município buscará a participação das entidades legalmente constituídas na forma da lei.garantia de prioridade de aplicação. aos desempregados e aos doentes.oferta de ensino regular.o amparo às crianças e adolescentes de rua. entre outros: I . no ensino público municipal. na forma da lei. O Município manterá. V . a observância dos seguintes princípios: I .atendimento em creche e pré-escola às crianças de zero a seis anos de idade. 219. Parágrafo Único . na promoção da educação infantil e do ensino fundamental. V . O Poder Público Municipal assegurará. 222. O ensino ministrado nas escolas municipais será gratuito. II . nos termos do art.igualdade de condições para o acesso à escola e permanência.a garantia de um salário-mínimo de benefício mensal à pessoa portadora de deficiência e ao idoso que comprovem não possuir meios de prover à sua própria manutenção.garantia do padrão de qualidade. VII . IV .

à sua cultura.criação. § 2º Os membros do Conselho Municipal de Educação serão nomeados pelo Chefe do Poder Executivo Municipal.garantia de educação igualitária. 226. . 227. no mínimo 25% (vinte e cinco por cento) da receita resultante de impostos e das transferências recebidas da União e do Estado na manutenção e no desenvolvimento do ensino. folclóricas e artesanais. Art.oferecimento de estímulos concretos ao cultivo das ciências. manutenção e abertura de espaço público devidamente equipados e capazes de garantir a produção.A inobservância dos dispostos neste artigo implicará crime de responsabilidade da autoridade competente. Art. Art. Lei de iniciativa do Poder Executivo constituirá o Conselho Municipal de Educação. § 2º O não oferecimento do ensino obrigatório pelo Poder Público ou a sua oferta irregular importa responsabilidade de autoridade competente. 225. que atuará na formulação de diretrizes. § 1º O Município protegerá as manifestações das culturas populares. normatização. sendo vedada subvenção das escolas de nível superior. § 1º O acesso ao ensino obrigatório e gratuito é direito primordial e subjetivo. III . IX . O Município deverá estabelecer e implantar políticas de educação para a segurança no trânsito. servidores do Município e entidades legalmente constituídas com reconhecida contribuição para a educação. II . artístico e arquitetônico. observando o seguinte: I . divulgação e apresentação das manifestações culturais. Parágrafo Único . profissionais da educação. artes e letras. anualmente. como também apoiará e incentivará a valorização e a difusão das manifestações culturais. ao seu patrimônio histórico. O Município atuará prioritariamente no ensino fundamental e infantil. controle e julgamento de recursos em relação à política educacional e funcionamento dos estabelecimentos de ensino do Município. legitimidade e competência. com eliminação de estereótipos sexuais racistas e sociais dos livros didáticos. Art. em atividades curriculares e extracurriculares. artísticas. 223. O Município aplicará. 224. § 1º O Conselho Municipal de Educação será composto por representantes do governo municipal. artístico e ambiental.currículos escolares adequados às peculiaridades do Município.condições sociais e econômicas dos alunos.cooperação com a União e o Estado na proteção aos locais e objetos de interesse histórico. CAPÍTULO III DA CULTURA Art. em caráter permanente e deliberativo. VIII . em articulação com o Estado. O Município garantirá a todos o pleno exercício dos direitos culturais e acesso às fontes de cultura.

Art. museus.desenvolvimento de intercâmbio cultural e artístico com outros Municípios. IX . 228. mediante incentivos especiais. VII . protegerá o seu patrimônio histórico e cultural. § 5º Cabe à Administração Pública. pesquisas. § 2º O Município. Art. de natureza científica ou . nos termos da Lei Federal nº 8. na forma da lei. a preservação e a divulgação do patrimônio documental de organismos públicos municipais. § 3º O Poder Público Municipal manterá sistema de arquivos públicos e privados.acesso ao acervo das bibliotecas. § 6º A lei estabelecerá incentivos para a produção e o conhecimento de bens e valores culturais. Estados e Países.IV . desde que comprovado o interesse público e social.desenvolvimento de programas culturais e apoio à instalação de casas de cultura e de bibliotecas públicas nos bairros. na forma da lei. VI . aqueles conjuntos de documentos produzidos ou recebidos por pessoas físicas ou jurídicas.firmar convênio de intercâmbio e cooperação financeira com entidades públicas ou privadas para a prestação de orientação e assistência na criação e manutenção de bibliotecas públicas. bem como o de documentos privados. atividades e estudos de interesse local. com a finalidade de promover o recolhimento. VIII . com a colaboração da sociedade civil. os empreendimentos privados que se voltem à preservação e restauração do patrimônio cultural do Município. tombamento. ou concessão de prêmios e de bolsas. a gestão da documentação governamental e as providências para franquear sua consulta a quantos dela necessitem. desapropriação e outras formas de acautelamento e preservação. V . para o fim a que se destina o parágrafo anterior. inclusive através de concessão de bolsas de estudo. § 7º Os danos e ameaças ao patrimônio cultural serão punidos na forma da lei. bem como incentivará os proprietários de bens culturais tombados. II . a fim de que sejam utilizados como fonte relevante para o apoio à Administração. exposições e publicações para sua divulgação. mediante mecanismo específico. 230.promover. por meio de inventários.promoção do aperfeiçoamento e valorização dos profissionais da cultura. arquivos e congêneres. Art.159/91. É facultado ao Município: I . na forma da lei. O Município proverá o levantamento e a divulgação das manifestações culturais da memória da cidade e realizará concursos. histórico ou científico. inclusive com acervo no sistema braile. § 4º Consideram-se arquivos privados. 229. A Lei estimulará. dos valores humanos e das tradições locais. em decorrência de suas atividades. obras e demais registros de valor artístico.preservação dos documentos. vigilância. registros. à cultura e ao desenvolvimento da ciência e da história do Estado.incentivo à promoção e divulgação da história.

sócioeconômica. II . orientar e apoiar as práticas desportivas. Parágrafo Único . vídeos. regulamentar e fiscalizar os jogos esportivos. reserva de área destinada ao lazer e/ou quadra de esporte. e o lazer constitui forma de promoção social da cidadania. III . ciclovias. ginásio. praça de esporte. parques. sobretudo no âmbito escolar.a destinação de recursos públicos para a promoção prioritária do desporto educacional e. espaços fechados e ruas para o lazer comunitário e ampliar as áreas para os pedestres.tratamento diferenciado entre o desporto profissional e o não-profissional. formais e não formais. IV . na área de sua competência.a autonomia das entidades desportivas dirigentes e as associações. § 2º Cabe ao Município.a proteção e o incentivo às manifestações desportivas de iniciativa do Município e às áreas a elas destinadas. II . em casos específicos. com absoluta prioridade. nas unidades escolares. para a . Art.produção de livros. culturais e paisagísticas. VII . Ficam isentos do pagamento do imposto sobre a propriedade predial e territorial urbana os imóveis tombados pelo Município em razão de suas características históricas. quadras esportivas e campo de futebol. quanto à sua organização e funcionamento. para a do desporto comunitário.elaboração e execução de programas orientados para a educação física. III . jardins. Compete ao Município: I . V .o tratamento preferencial para o desporto amador. pistas de "cooper" e similares. 233. cedido ou desapropriado. nos projetos de conjuntos habitacionais e edifícios de apartamento.adaptação das áreas e aparelhos para atendimento aos portadores de deficiência física. § 1º O Município. a educação física e o lazer. CAPÍTULO IV DO DESPORTO E LAZER Art. notadamente.É dever do Município promover. para desenvolver programas de construção de centro esportivo. os campos de futebol. artísticas. discos. III . estimular. propiciará exames e acompanhamento médico ao atleta integrante de quadro de entidade amadorista carente de recursos. Art. por meio de sua rede pública de saúde. nos projetos urbanísticos. § 3º As praças e as quadras esportivas.exigir. as pistas e os equipamentos esportivos municipais serão usados. as piscinas. VI .destinar praças. 232.utilizar-se de terreno próprio. As práticas esportivas constituem direito de cada um. 231. revistas que visem à divulgação de autores. observando: I . os espetáculos e divertimentos públicos.

Art. Art. O Município deverá atuar mediante planejamento. § 2º A política urbana no Município e o seu Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano deverão contribuir para proteção do meio ambiente. O Município deverá atuar no sentido de assegurar a todos os cidadãos o direito ao meio ambiente ecologicamente saudável e equilibrado. § 1º O Município. o Município exigirá o cumprimento da legislação de proteção ambiental emanada da União e do Estado. em forma de parques. jardins como base física da recreação urbana. 234. CAPÍTULO V DO MEIO AMBIENTE Art. além da legislação específica do Município. parques.aproveitamento e adaptação de rios. 238.reserva de espaços verdes ou livres. regionais e federais competentes e. bosques. quando for o caso. bem de uso comum do povo e essencial à qualidade de vida. mediante: I . Art. controle e fiscalização das atividades públicas ou privadas. . II . sob pena de não ser renovada a concessão ou a permissão pelo Município. centros de juventude e edifícios de convivência comunal. II . Parágrafo Único . bem como sua fiscalização. objetivando a solução de problemas comuns relativos à proteção ambiental. § 3º Nas licenças de parcelamento. 237. riachos. O Município incentivará e proporcionará meios de recreação comunitários.prática de esportes estudantis e amadores. com outros Municípios.reserva de espaço livres em forma de bosques. mediante: I . para sítios de recreio. O Município incentivará o lazer. em consonância com o disposto na legislação pertinente. lagoas. efetivas ou potenciais causadoras de alterações significativas no meio ambiente. praias fluviais e assemelhados para a recreação urbana.construção de equipamentos de parques infantis. 235. III . ao promover a ordenação de seu território. através da fixação de diretrizes adequadas de uso e ocupação do solo urbano. loteamento e ocupação do solo.implantação de quadras de desportos e centros de lazer e cultura. § 4º As empresas concessionárias ou permissionárias de serviços públicos deverão atender rigorosamente aos dispositivos de proteção ambiental. o Município deverá articular-se com os órgãos estaduais. como forma de promoção social.Para assegurar efetivamente esse direito. O Município proporcionará meios de lazer sadio e construtivo à comunidade.construção de parques infantis e centros de convivência para jovens. IV . definirá zoneamento e diretrizes gerais de ocupação que assegurem a proteção dos recursos naturais. Art. 236.

isoladamente ou em consórcio com outros Municípios da mesma bacia hidrográfica. as florestas nativas ou as vegetações campestres. 244. CAPÍTULO VI . f) nas restingas. a renovação e destinação do lixo domiciliar. obedecendo às diretrizes fixadas em lei. Art. O Município combaterá. sendo feito sempre estudo prévio de impacto ambiental a que se dará publicidade. instalação de obra ou atividade potencialmente causadora de significativa degradação do meio ambiente e exigirá estudo prévio de impacto ambiental. da Constituição Federal e art. volume e qualidade das águas superficiais e subterrâneas.Art. 242. conforme previsto no art. Art. assegurando.Consideram-se de preservação permanente. VIII. (Texto alterado pela Emenda à LOM nº 19/2011. b) ao redor das lagoas. mesmo nos chamados "olhos d`água". da Constituição Estadual. § 2º O Município participará do sistema integrado de gerenciamento de recursos hídricos previstos no art. A exploração. Parágrafo Único . 240. XI. O Município assegurará a participação das entidades representativas da comunidade no planejamento e na fiscalização da proteção ambiental. § 1º O Município deverá considerar as condições de riscos geológicos. com olhos-d`água superior a 45º. as florestas e demais formas de vegetação natural situadas: a) ao longo dos rios ou de outro qualquer curso d`água. na forma da lei. d) no topo de morros. para efeito desta Lei. e sua respectiva área de influência. g) nas bordas dos tabuleiros ou chapadas. os meios financeiros e estruturais. bem como a localização de jazidas supridoras de materiais de construção civil na área urbana. garantindo o amplo acesso dos interessados às informações sobre as fontes de poluição e degradação ambiental ao seu dispor. assegurando. § 3º O Município deverá considerar as condições de drenagens. em faixa marginal.14. 243. nos campos naturais ou artificiais. industrial e hospitalar. a que se dará publicidade. 241. 239. § 6oda Constituição Estadual. para tanto. equivalentes a 100% na linha de maior declive. na área urbana. e) nas encostas ou partes destas. como fixadores de dunas ou estabilizadoras de mangues. montes e serras.428. II. na área urbana. f. c) nas nascentes. Art. O Município participará do registro. h) em altitudes superiores a 500 (quinhentos) metros. publicada no DOM nº 1. Art. 23. distribuição. seja qual for a sua situação topográfica. 237. Art. para tanto. além de outros resíduos de qualquer natureza. acompanhamento e fiscalização das concessões de direitos de pesquisas e exploração dos recursos minerais e hídricos em seu território. de jazidas supridoras de material para a construção civil só será permitida por processos de escavação manual. A exploração de jazidas supridoras de materiais para construção civil só será permitida em área previamente estabelecida pelo Município. lagos ou reservatórios d`água naturais ou artificiais. meios financeiros e institucionais. O Município promoverá a limpeza das vias e logradouros públicos. de 25/nov/2011) i) nos sítios arqueológicos.

a sociedade e a família têm por dever amparar as pessoas idosas. publicada no DOM nº 1. crueldade e opressão. pág. pág. com a eliminação de preconceitos e obstáculos arquitetônicos. o direito à vida. ao respeito.376. pág. violência. A família. pág. do adolescente e do jovem. de 17/dez/2010) I . 52. de 22/nov/2011. aos direitos fundamentais da criança. publicada no DOM nº 1. qualquer atentado ao Poder Público. por ação ou omissão. com absoluta prioridade. à cultura. à educação. notadamente no que disser respeito a tóxicos e drogas afins. de 17/dez/2010) III . É dever do Município. IV . DO ADOLESCENTE. assegurando sua participação na comunidade. a convivência e o acesso aos bens e serviços coletivos. O Município poderá implantar núcleos de atendimento especial para . 52. à dignidade.376. (Texto alterado pela Emenda à LOM nº 16/2010. de 17/dez/2010) § 1º O Município promoverá programas de assistência integral à saúde e políticas públicas efetivas para criança.a preferência na formulação e execução de políticas sociais públicas. 52. 52. à saúde. O Município. à alimentação. discriminação. defendendo sua dignidade e bem-estar. ao adolescente e ao jovem o aquinhoamento privilegiado de recursos públicos nas áreas relacionadas com a proteção à infância e à juventude.376. adolescentes e jovens. garantindo-lhes o direito a melhores condições de vida. terá especial proteção do Município. c) erradicação de cárie dentária e de doenças infecto-contagiosas. DA CRIANÇA. Art. através de ações que visem a: (Texto alterado pela Emenda à LOM nº 16/2010. publicada no DOM nº 1. publicada no DOM nº 1. II . 246. exploração. § 2º Para assegurar o direito à proteção especial. Art.376. à profissionalização. à liberdade e à convivência familiar e comunitária. 247.criação de programas de atendimento especializado para as pessoas com deficiência. (Texto alterado pela Emenda à LOM nº 16/2010. mediante o treinamento para o trabalho. publicada no DOM nº 1.428) Art.376. (Texto alterado pela Emenda à LOM nº 19/2011. ao lazer. bebidas alcoólicas e fumo. de 17/dez/2010) § 3º Será punido. admitida à participação de entidades não governamentais e obedecendo aos seguintes preceitos: (Texto alterado pela Emenda à LOM nº 16/2010. ao adolescente e ao jovem. o Município garantirá à criança.assistência médica especial para crianças. DO JOVEM E DO IDOSO Art. 245. da sociedade e da família assegurar à criança.DA FAMÍLIA. bem como de integração social do adolescente e do jovem em idêntica condição. 248. na forma da lei. pág. de 17/dez/2010) a) prevenção da desnutrição. publicada no DOM nº 1. colocando-os a salvo de toda forma de negligência. na prestação de socorro em quaisquer circunstâncias e no atendimento em serviço de relevância pública ou órgão público.aplicação de percentual dos recursos públicos destinados à saúde na assistência materno-infantil. base da sociedade. adolescente e jovem. b) avaliação da acuidade auditiva e a visual. 52. (Texto alterado pela Emenda à LOM nº 16/2010.

manterá programas destinados à assistência à família. visando: I . associações assistenciais e outros. bem como a garantia da participação de representantes dos poderes públicos municipais. órgão de representação judicial. de 17/dez/2010) Parágrafo Único .a perpetuação das informações e dos conhecimentos acumulados pelos idosos. isoladamente ou em cooperação. nos limites de sua competência. educacionais. O Município. no âmbito da família e fora dele. visando assegurar: I . 252. recreativos e de lazer do Município. 52. nos adolescentes e nos jovens. bem como vítimas de violência familiar. esportivos. 251. 253. composição e funcionamento do Conselho Municipal de Proteção e Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente. associações de bairro. de 17/dez/2010) II . do respeito e da solidariedade aos idosos. Art. § 2º O Município implantará programas de valorização do idoso. (Texto alterado pela Emenda à LOM nº 16/2010. a frequência e participação gratuita em todos os eventos. IV . Seção do Piauí. publicada no DOM nº 1.a prevenção da violência. Fica criado o Conselho Municipal de Proteção e Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente. TÍTULO IX DISPOSIÇÕES GERAIS Art. publicada no DOM nº 1. Art.o desenvolvimento na sociedade. III . III .Lei disporá sobre a organização. com a colaboração e a participação dos clubes de serviços. Fica criada a Procuradoria da Câmara Municipal de Teresina. Art. pág.a valorização dos conhecimentos e experiências dos idosos. Parágrafo Único . § 1º Os programas de amparo ao idoso serão executados preferencialmente em seu lar. pág. com atribuições a serem definidas através de resolução. da consciência de ajudar e amparar os pais na velhice. serviços e programas culturais. adolescentes e jovens carentes.o desenvolvimento nas crianças.o livre exercício do planejamento familiar. II . 250. 249.A permanência nestes núcleos é de caráter temporário. crianças abandonadas.a orientação psicossocial às famílias de baixa renda.376. bem como da Ordem dos Advogados do Brasil. (Texto alterado pela Emenda à LOM nº 16/2010.376. Ficam garantidas às pessoas com idade superior a 60 (sessenta) anos.acolhimento de pessoas idosas. Os Secretários Municipais perceberão como subsídio máximo 60% (sessenta por cento) do subsídio pago ao Prefeito. . Art. escolas. 52. entidades representativas da sociedade civil.

objetivando ação integrada dos serviços inerentes à área de comunicação social. intelectual e científico de nosso povo. Parágrafo Único . II . sociais e à saúde. o transporte e atendimento aos Vereadores e às autoridades convidadas ou recepcionadas pelo Poder. 260. por qualquer pessoa. coordenação e controle da comunicação social da Câmara. a ser regulamentada através de Resolução. em especial. incumbe prestar assessoramento direto e imediato à Presidência nos assuntos de comunicação social e. O Município mandará imprimir esta Lei Orgânica para distribuição. avenidas. através de denominação de ruas. em vida. É vedada a homenagem a pessoas vivas. por intermédio da Assessoria Militar da Câmara Municipal: I . Parágrafo Único . Fica criada a Assessoria Militar da Câmara Municipal de Teresina.articulação funcional com os órgãos e entidades da administração pública. publicada no DOM nº 1. Fica criada a Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal de Teresina.promover a segurança. de 25/nov/2011) Art. § 2º As atribuições da Assessoria Militar serão definidas através de resolução da Mesa Diretora. É vedado aos espectadores manifestarem-se agressivamente e ofensivamente sobre o que se passar no Plenário.orientar e supervisionar o cerimonial dos atos solenes e as representações do Poder. jardins e edifícios pertencentes à Administração Pública Municipal. postos à disposição da Câmara Municipal.promoção. 256. 257. de modo a garantir o exercício do direito à informação. Fica mantido o atual Conselho de Defesa do Consumidor. inclusive vereador. visando a mais ampla divulgação de seu conteúdo. Parágrafo Único . parques.Art. cultural. 254. e disponibilizará nos sites oficiais dos Poderes Executivo e Legislativo do Município.À Assessoria de Imprensa. § 1º A Assessoria Militar poderá ser feita por Policiais Militares e Civis ou outros servidores requisitados da Secretaria de Segurança Pública.O Presidente poderá suspender ou encerrar a Sessão nos casos de perturbação da ordem dos trabalhos Art. 258. II . praças. Art. Art. . 255.428. a exercer atividades de: I . à escolha e à defesa de seus interesses econômicos. É expressamente proibido o porte de armas nas dependências da Câmara Municipal de Teresina. 259. Art. (Texto alterado pela Emenda à LOM nº 19/2011. em escolas e entidades representativas da comunidade. exceto pelos membros do corpo de segurança. Art. Parágrafo Único . contribuíram para o progresso e formação do patrimônio artístico.Compete privativamente ao Presidente. gratuitamente.A denominação de logradouros públicos deve celebrizar vultos históricos ou personalidades que.

os recursos da Câmara Municipal ser-lhe-ão entregues: I . 5º Não poderá ser ampliada a atual rede municipal de escolas de ensino médio.José Ferreira de Sousa . 50% (cinquenta por cento) dos recursos a que se refere o art. Art.Décio Solano Nogueira. para eliminar o analfabetismo e universalizar o ensino fundamental. 1º Os recursos correspondentes às dotações orçamentárias destinadas à Câmara Municipal. II . exceto as profissionalizantes.Luiz Gonzaga Lobão Castelo Branco. Art.até o dia 20 (vinte) de cada mês.Edson Moura Sampaio Melo. 262. será Plano Diretor de Desenvolvimento Integrado. Parágrafo Único . de 16 de agosto de 1988. Art. 2º Secretário . criados até o advento da publicação desta Lei Orgânica.Renato Pires Berger . 1º Secretário . instituído pela Lei Municipal no 1. 225 desta Lei Orgânica. 4º Ficam mantidos os Conselhos Municipais de controle e aplicação das políticas públicas do Município.José Nito de Oliveira Sousa . os destinados ao custeio da Câmara Municipal. 261. 1º Suplente Maria do Rosário de Fátima Biserra Rodrigues. Presidente . 6º A estabilidade dos servidores públicos municipais obedecerá ao que preceitua o art. IV . 2º Nos 10 (dez) primeiros anos da promulgação da Constituição Federal. 3º Secretário Jonas dos Santos Filho (Joninha). 4º Secretário . execução e controle dos trabalhos de cobertura jornalística das atividades da Câmara.dependendo do comportamento da receita.Valdemir Sivirino Virgino ATO DAS DISPOSIÇÕES ORGÂNICAS TRANSITÓRIAS Art.III . em 22 de novembro de 2011 .promoção de informações e comunicação oficial. 1º Vice-Presidente . Art. o Município desenvolverá esforços. comentários e notícias sobre atividades do Legislativo.intercâmbio de informações e de cooperação com órgãos e entidades de comunicação social do Governo Municipal.planejamento. na forma que dispuser a lei complementar a que se refere o artigo 165. 19.Olésio Coutinho Filho .Ananias Falcão Carvalho .932.Ronney Wellington Marques Lustosa.Até que seja editada a lei complementar referida neste artigo. 2ª Suplente . inclusive os créditos suplementares e especiais. os destinados às despesas de capital. A presente Lei Orgânica revisada entra em vigor na data de sua publicação. pelo menos.Teresa dos Santos Sousa Britto . enquanto não for aprovada lei complementar.Edvaldo Marques Lopes. Revogam-se as disposições em contrário. Câmara Municipal de Teresina. de redação e divulgação de artigos. Art.Luiz Humberto Araujo Silveira . Art. coordenação. reportagens.Rodrigo Rodrigues Souza Martins . Silva) . §§ 2º e 3º do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias da Constituição .Urbano Neiva Eulálio. V . Art. § 9º da Constituição Federal.Eduardo Rodrigues Alves (R.Paulo Roberto Bezerra de Oliveira . 2º Vice-Presidente . ser-lhe-ão entregues até o dia 20 (vinte) de cada mês.José Pessoa Leal.Levino dos Santos Filho . 3º O Plano Estrutural de Teresina. com a mobilização de todos os setores organizados da sociedade e com aplicação de. enquanto não tiverem sido atendidas todas as crianças de 07 a 14 anos.

preterir.praticar atendimento selecionado que não esteja devidamente determinado em lei. a qualquer pessoa física ou jurídica e aos órgãos e às entidades da administração pública na jurisdição territorial do município de Teresina. VI . telex. intimidatória ou vexatória. garantindo-se. 9º O cidadão homossexual.428. bissexual ou transgênero a qualquer tipo de ação violenta. permitam ou concorram para a discriminação de pessoas em virtude de orientação sexual. compra. § 1º A denúncia deverá ser fundamentada através da descrição do fato ou ato discriminatório. arrendamento ou empréstimo de bens móveis ou imóveis de qualquer finalidade. III . internet ou fax ao órgão municipal competente e/ou Organizações Não-Governamentais que lutam pela Cidadania e Direitos Humanos. bissexual ou transgênero de ingressar ou permanecer em qualquer ambiente ou estabelecimento público ou privado.Federal. promovam. situações como: I .praticar o empregador. (Texto alterado pela Emenda à LOM nº 19/2011. VII . competirá à Secretaria Municipal do Trabalho Cidadania e . sem prejuízo de outras de natureza civil ou penal. aquisição. II .reclamação do ofendido. II .proibir a livre expressão e manifestação de afetividade do cidadão homossexual. bissexual ou transgênero a qualquer tipo de ação violenta como o emprego da agressão física. de 25/nov/2011) Art. 7º Em conformidade com o artigo 5º da Constituição Federal e com o artigo 9º da Lei Orgânica do Município.submeter o cidadão ou cidadã homossexual. sobretaxar ou impedir hospedagem em hotéis. de ordem moral. Art. sendo estas expressões e manifestações permitidas aos demais cidadãos. Art. na forma da Lei o direito de sigilo. ética. serão aplicadas as sanções previstas em Lei.inibir ou proibir a admissão e o acesso em qualquer estabelecimento público ou privado em função da orientação sexual do profissional. 8º A prática dos atos discriminatórios a que se refere esta lei será apurada em processo administrativo. ou seu preposto. por qualquer meio.proibir o cidadão ou cidadã homossexual. IV .ato ou ofício de autoridade competente. que terá início mediante: I . mencionados no art. dirigentes. filosófica ou psicológica. 9º desta Lei Orgânica. bissexual ou transgênero. atos de demissão direta ou indiretamente em função de orientação sexual do profissional. Parágrafo Único . empregados. VIII . publicada no DOM nº 1. V . bissexual ou transgênero.preterir. motéis e similares. sobretaxar ou impedir a locação. poderá apresentar sua denúncia pessoalmente ou por carta. constrangedora. que propaguem. telegrama.Entende-se por atos discriminatórios para os efeitos desta Lei. por seus agentes. seguido da identificação de quem fez a denúncia. § 2º Recebida a denúncia. IX .submeter o cidadão ou cidadã homossexual.

14.suspensão do Alvará de Funcionamento por 30 (trinta) dias. 17. na aplicação das multas será levada em conta a capacidade econômica do estabelecimento infrator. IV . É assegurada aos vereadores. Qualquer pessoa poderá representar à autoridade administrativa competente para que seja instaurada investigação destinada a apurar a prática de atos que impeçam o exercício do direito previsto nesta Lei. em razão do porte do estabelecimento. III . O Município criará. os autos serão remetidos ao órgão competente. Julgado o processo. 11. Art. Art. 16. no prazo de 10 (dez) dias contados da notificação.cassação de Alvará de Licença e Funcionamento. que determinará as diligências cabíveis e as provas a serem produzidas. resultarem inócuos.formas de apuração das denúncias. 15. Art. através do órgão competente. dos quais constarão obrigatoriamente: I . cujos responsáveis serão punidos na forma do Estatuto dos Servidores Públicos Municipais. com ou sem impugnação. indicando as razões de fato e de direito que fundamentaram sua impugnação e as provas que pretende produzir. Art. II . uma ajuda de custo . § 3º No caso de estabelecimentos. sem prejuízo dos subsídios normais.garantias pela ampla defesa dos infratores. Art. § 1º As penas mencionadas nos incisos II. o Poder Público.SEMTCAS a lavratura do auto de infração. 13. 10.multa nos termos da legislação tributária do Município.advertência. Art. o autuado será intimado da decisão no prazo de 05 (cinco) dias. a quaisquer entidades públicas ou particulares.os mecanismos de denúncia. II . em razão do caráter especial individual e a natureza de suas atribuições. Art. § 2º Em caso de ação a ser praticada por pessoa física. sendo as seguintes: I . III e IV deste artigo não se aplicam aos órgãos e empresas públicas. § 4º Os valores previstos nos incisos II e III deste artigo poderão ser elevados em até 10 (dez) vezes quando for verificado que. Decorrido o prazo mencionado no artigo anterior. num prazo de 90 (noventa) dias. podendo requisitar do autuado. Ao Servidor Público que incorrer em atos de que trata esta Lei serão aplicadas às penalidades cabíveis nos termos do Estatuto dos Servidores Públicos Municipais. mecanismos administrativos que viabilizem a concretização desta Lei. III . 12. imediatamente oferecerá denúncia ao Ministério Público.Assistência Social . Art. As penalidades impostas aos que contrariarem as disposições da presente Lei serão aplicadas progressivamente. as informações e os documentos imprescindíveis à elucidação e decisão do caso. na órbita de sua competência. O autuado poderá apresentar defesa.

de 25/nov/2011) Câmara Municipal de Teresina. Edvaldo Marques Lopes Presidente Luiz Gonzaga Lobão Castelo Branco 1º Vice-Presidente Ronney Wellington Marques Lustosa 2º Vice-Presidente Edson Moura Sampaio Melo 1º Secretário Décio Solano Nogueira 2º Secretário José Pessoa Leal 3º Secretário Jonas dos Santos Filho (Joninha) 4º Secretário Urbano Neiva Eulálio 1º Suplente Maria do Rosário de Fátima Biserra Rodrigues 2ª Suplente Ananias Falcão Carvalho Eduardo Rodrigues Alves (R. Parágrafo Único .O benefício de que trata o caput deste artigo é assegurado aos vereadores da atual legislatura. extinguindo-se para a subsequente. (Texto alterado pela Emenda à LOM nº 19/2011. no final de cada ano. a qual poderá ser parcelada em 02 (duas) vezes.anual destinada a custear as despesas de manutenção da sessão legislativa. Silva) José Nito de Oliveira Sousa José Ferreira de Sousa Luiz Humberto Araujo Silveira (sebim) Levino dos Santos Filho Olésio Coutinho Filho Paulo Roberto Bezerra de Oliveira Renato Pires Berger Rodrigo Rodrigues Souza Martins . publicada no DOM nº 1. em 22 de novembro de 2011.428. sendo a primeira no início e a segunda. a partir de 01 de janeiro de 2013.

Teresa dos Santos Sousa Britto Valdemir Sivirino Virgino .

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