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O Que Foi Renascimento

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O que foi Renascimento?

O Renascimento (ou Renascença) foi um movimento cultural e simultaneamente um período da história Européia, considerado como marcando o final da Idade Média e o início da Idade Moderna. O Renascimento é normalmente considerado como tendo começado no século XIV em Itália e no século XVI no norte da Europa. Também é conhecido como Rinascimento (em italiano).

O que foi Humanismo?
Humanismo da Renascença — foi o espírito de aprendizado que se desenvolveu no final das idades médias com o renascimento das letras clássicas e uma renovada confiança na habilidade dos seres humanos para determinar por si mesmos o que é verdadeiro e o que é falso.

Como seus valores se expressaram no Renascimento, e as mudanças.
A Mentalidade Renascentista O Humanismo, Novos valores, novas atitudes. O espírito renascentista expressou-se desde cedo no Humanismo, movimento intelectual que teve início e alcançou seu apogeu na Itália. Os intelectuais dos séculos XV e XVI, admiradores da cultura clássica e dos valores humanos, são chamados humanistas. Bons conhecedores do latim e do grego, os humanistas estudaram as línguas, os textos os autores antigos (Clássico), como Platão, Aristóteles ou Cícero. Criticaram a sociedade do seu tempo e demonstraram um especial interesse pela valorização do Homem. Os Humanistas consultavam, nas bibliotecas, os manuscritos dos autores antigos. Tudo lhes interessava, quer obras de poetas e filósofos, quer textos técnicos e científicos. Estudaram não só o grego e o latim, mas também o hebraico (língua em que estava escrita uma parte da Bíblia), para se fazer à leitura, o estudo, a crítica e a correção das traduções das obras dos gregos e dos Romanos. Os Humanistas consideraram as obras clássicas como modelo a seguir, quer nos temas quer nos gêneros literários. Fizeram, no entanto, uma imitação criativa e inovadora. Estes homens entendiam que era através do estudo dos textos originais que se podia atingir o mais alto grau de conhecimento. No entanto o humanismo é mais que o ressurgir das letras greco-latinas. Os humanistas tinham um novo conceito da vida e do mundo, diferente do que predominava na Idade Média. O Humanismo é uma das principais características na nova mentalidade renascentista, que valoriza o ser humano e as suas capacidades,

inspirando-se nos modelos clássicos greco-latinos. O ser humano encontra-se no centro do Universo (Antropocentrismo), passando o seu bem – estar a constituir a principal preocupação, ao contrário do Teocentrismo medieval que valorizava Deus como centro do mundo e do pensamento. Assim, os intelectuais renascentistas conscientes das suas capacidades intelectuais, manifestavam uma grande confiança em si próprios e procuraram viver intensamente a vida terrena, com um grande desejo de fama e de glória, interessando-se cada vez mais por si próprios. Esta atitude conduziu ao individualismo (outra característica do Humanismo) - a afirmação pessoal de cada indivíduo e a valorização das suas realizações, atitude que se estendeu à elite da sociedade renascentista. Procuravam um modelo de “Homem ideal”, que passava por uma educação completa de boa formação cívica, intelectual e física. Nessa formação era essencial o estudo do latim e do grego, para se poder ler as obras dos autores clássicos. Defendendo o regresso à Grécia e Roma antigas, os humanistas fizeram reviver os temas e os modelos a Antiguidade Clássica. (Classicismo) nas suas manifestações literárias e artísticas. Estes intelectuais desenvolveram uma renovação literária: traduziram muitas obras clássicas, comparando edições fazendo críticas e comentários e escreveram novas obras, imitando os temas e os gêneros das antigas. No entanto, os humanistas recusaram o dogmatismo e o saber livresco desenvolvendo um forte espírito crítico, sobretudo em relação aos problemas da sociedade e atribuindo um grande valor à razão. Os Humanistas condenaram os abusos e excessos do clero, embora nunca tenham posto em causa a fé na religião cristã. Criticaram também o luxo e a ociosidade da nobreza, e mesmo dos reis. Os Humanistas, fundamentalmente professores universitários e clérigos, formavam como que uma comunidade das artes e das letras, viajavam muito, correspondiam-se e trocavam obras entre si. Na literatura distinguiram-se humanistas como Erasmo de Roterdão, Nicolau Maquiavel, Thomas More, Luís de Camões, Miguel de Cervantes e William Shakespeare. Outras características desse período foram: o naturalismo, que modificou a relação que até então o homem estabelecia com a natureza. O homem tornou-se mais observador; o hedonismo, se em tempos medievais o prazer muitas vezes foi considerado pecado, no Renascimento ele passou a ser valorizado, o homem podia e devia fazer coisas apenas pelo prazer que elas pudessem lhe proporcionar.

A relação entre Renascimento e antiguidade Clássica.
O Renascimento, de certa maneira, é uma volta à Antiguidade Clássica. Os homens do Renascimento foram buscar nas civilizações clássicas (Grega e Romana) a inspiração para sua pintura, arquitetura, literatura.

As mudanças no modo de pensar e de viver dos Europeus e suas transformações.
Ao longo do tempo, diversas explicações foram apontadas numa tentativa de definição do início dos tempos modernos. Contudo, o essencial é o reconhecimento da ocorrência de importantes transformações nas sociedades européias nos séculos XV e XVI, as quais atingiram praticamente todos os níveis da existência social dos povos europeus em geral e, em especial, os habitantes das regiões centro-ocidentais da Europa. Essas transformações modificaram as atividades econômicas, as estruturas e relações sociais, as formas de organização política, as ideologias, as manifestações culturais. Tudo se modificou, originando um período de ruptura com a época medieval, mesmo que houvesse um certo grau de continuidade e permanência de elementos presentes na Idade Média. Quando se procura explicar as transformações desta época ou definir um marco inicial para a Idade Moderna, muitas vezes utilizamos a noção de moderno, supondo que seu significado seja mais ou menos evidente. No entanto, a noção de moderno está muito longe de constituir um verdadeiro conceito. Toda época procura se assumir como moderna em relação à época que a precedeu. Portanto, não se deve dar uma importância demasiada a todas as referências tradicionais aos tempos modernos demasiadamente relativas, que se vinculam à visão de mundo construída pelo Iluminismo do século XVIII. Para os iluministas as transformações que ocorreram nos séculos XV e XVI foram apenas os sinais precursores de tendências e mudanças que só se afirmariam quase dois séculos depois. A questão do moderno torna-se importante para que se possa colocar em relevo as mudanças culturais e ideológicas nas quais o Renascimento ocupa uma posição decisiva. Poucos movimentos enfatizaram tanto seu caráter moderno quanto o Renascimento. Os renascentistas proclamaram com clareza e vigor a distância quase instransponível entre seu próprio tempo, moderno e novo, e o tempo anterior, bárbaro e

gótico. Pode-se dizer que o Renascimento foi uma época de ambigüidade de conceitos, de caráter relativo dos eventos, de importância inegável das mudanças onde, porém, as continuidades e permanências tiveram um papel decisivo. Não foi uma ruptura brusca e total, mas também não foi a persistência pura e simples da Idade Média. Foi uma época moderna, mas em termos e, apesar de tudo, um novo começo.

As condições que favorecem o Renascimento na Península Itálica.

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