Redação oficial: ofícios, comunicações internas, cartas, requerimentos, protocolo, expedição e distribuição de correspondência.

Redação oficial: Redação oficial é a maneira pela qual o Poder Público redige atos normativos e comunicações, que tantose rdirigidos ao poder público como a particulares. uso do padrão culto de linguagem, clareza, concis ão, formalidade e uniformidade podem Características ± I ± Impessoalidade - Percebese, assim, que o tratamento impessoal que deve ser dado aos assuntosquecomunicações oficiais decorre: constam das a) da ausência de impressões individuais de quem comunica: embora se trate, por exemplo, de umexpedienteassinado por Chefe de determinada Seção, é sempre em nome do Serviço Público que é feita a comunicação. Obtém-se, assim, uma desejável padronização, que permite que comunicações elaboradas em diferentessetores da Administração guardem entre si certa uniformidade; b) da impessoalidade de quem recebe a comunicação, com duas possibilidades: ela pode ser dirigida aumcidadão, sempre concebido como público, ou a outro órgão público. Nos dois casos, temos umdestinatárioforma homogênea e impessoal; concebido de c) do caráter impessoal do próprio assunto tratado: se o universo temático das comunicações oficiais se restringe a questões que dizem respeito ao interesse público, é natural que não cabe qualquer tomparticular oupessoal.

II ± Concisão ± A concisão é antes uma qualidade do que uma característica do texto oficial. Conciso é o texto queconsegue transmitir um máximo de informações com um mínimo de palavras . Para que se redija comqualidade, éfundamental que se tenha, além de conhecimento do assunto sobre o qual se escreve, o necessário tempo pararevisar o texto depois de pronto. É nessa releitura que muitas vezes se percebem eventuais redundâncias ourepetições desnecessárias de idéias. não se deve de forma alguma entendê-la comoeconomia de pensamento, istoé, não se devem eliminar passagens substanciais do texto no afã de reduzi-lo emtamanho. Tratase exclusivamentede cortar palavras inúteis, redundâncias, passagens que nada acrescent em ao que já foi dito. essa III ± Clareza - A clareza deve ser a qualidade básica de todo texto oficial. Podese definir como claroaqueletexto que possibilita imediata compreensão pelo leitor.

d) a concisão. Governadores e Vice-Governadores de Estado e do Distrito Federal. Ministros de Estado.Vossa Excelência: a) do Poder Executivo. personalista b) o uso do padrão culto de linguagem. c) a formalidade e a padronização. Idem ao sexo feminino: Vossa Senhoria está atarefada? (dirigindo-se a uma mulher) Sua ± emprega-se quando nos referimos à pessoa ± Vi sua Santidade o Papa Paulo VI quando estiveem Roma. que evita a duplicidade de interpretações que poderia decorrer de um tratamentodado aotexto. que possibilitam a imprescindível uniformidade dos textos.No entanto a clareza não é algo que se atinja por sisó: eladepende estritamente das demais características da redação oficial. . Oficiais-Generais das Forças Armadas. É pela correta observação dessas características que se redige com clareza Pronomes de tratamento § 316 (Gramática Metódica ± Napoleão Mendes) Vossa ± emprega-se quando nos dirigimos à pessoa ± Acabo de receber o diploma que VossaSantidadeOu Vossa Senhoria nomeará o seu substituto? Caso a pessoa à qual nos dirigimos seja do sexo masculino. em princípio. Vice-Presidente da República. como a gíria e o jargão. Presidente da República. Embaixadores. de entendimento geral e por definição avesso a vocábulosde circulação restrita. 1. Pa ra ela concorrem: a) a impessoalidade. oadjetivo deve guardar concordância: Vossa Senhoria está ocupado? (dirigindo-se a um homem) se dignou enviar-me. que faz desaparecer do texto os excessos lingüísticos que nada lheacrescenta m.

seguido do cargo respectivo: Excelentíssimo Senhor Presidente da República. Juízes.Secretários-Executivos de Ministérios e demais ocupantes de cargos de natureza especial. Presidentes das Câmaras Legislativas Municipais. Ministros do Tribunal de Contas da União. Excelentíssimo Senhor Presidente do Congresso Nacional. 1. Conselheiros dos Tribunais de Contas Estaduais. Senhor Juiz. 1. seguido do cargo respectivo: Senhor Senador.2 As demais autoridades serão tratadas com o vocativo Senhor. Membros de Tribunais. b) do Poder Legislativo: Deputados Federais e Senadores. Secretários de Estado dos Governos Estaduais. Prefeitos Municipais. Auditores da Justiça Militar. 2. Excelentíssimo Senhor Presidente do Supremo Tribunal Federal. Vossa Senhoria . Deputados Estaduais e Distritais. Senhor Ministro.1 O vocativo a ser empregado em comunicações dirigidas aos Chefes de Poder é Excelentíssimo Senhor. Senhor Governador. c) do Poder Judiciário: Ministros dos Tribunais Superiores.

ainda. Evite usáloindiscriminadamente. no 123 12345-000 ± Curitiba. o tratamento Senhor confere a desejadaformalidade às comunicações. deve constar do endereçamento: Ao Senhor Fulano de Tal Rua ABC. Acrescente-se que doutor não é forma de tratamento. em comunicações aos Cardeais. são: Vossa Santidade. Corresponde-lhe o vocativo: Magnífico Reitor. em comunicações dirigidas ao Papa.emcomunicações dirigidas a reitores de universidade. de acordo com a hierarquia eclesiástica. O vocativo correspondente é: Santíssimo Padre. («) Vossa Eminência ou Vossa Eminência Reverendíssima. («) No envelope. a forma Vossa Magnificência. Como regra geral. empregada por força da tradição.especialmente os bacharéis em Direito e em Medicina. Nos demais casos.1 O vocativo adequado é: Senhor Fulano de Tal. fica dispensado o emprego do superlativo ilustríssimo para asautoridades que recebem o tratamento de Vossa Senhoria e para particulares. É costume designar por doutor os bacharéis.É empregado para as demais autoridades e para particulares. É suficiente o uso do pronome detratamento Senhor. ou . 2. e sim título acadêmico. PR Como se depreende do exemplo acima. («) Os pronomes de tratamento para religiosos. Corresponde-lhe ovocativo: Eminentíssimo Senhor Cardeal. Mencionemos. empregueo apenas em comunicações dirigidas a pessoas que tenham talgrau por terem concluído curso universitário de doutorado.

.Eminentíssimo e Reverendíssimo Senhor Cardeal. abaixo do local de sua assinatura. Os modelos para fecho que vinham sendo utilizados foram regulados pela Portaria no 1 do Ministério da Justiça. este Manual estabelece o emprego de somente dois fechos diferentes para todas as modalidades de comunicação oficial: a) para autoridades superiores. que atendem a rito e tradição próprios. devidamente disciplinados no Manual de Redação do Ministério das Relações Exteriores. Cônegos e superiores religiosos. recomenda-se não deixar a assinatura em página isolada do expediente. de 1937. («) Vossa Excelência Reverendíssima é usado em comunicações dirigidas a Arcebispos e Bispos. que estabelecia quinze padrões. Transfira para essa página ao menos a última frase anterior ao fecho. 2. todas as demais comunicações oficiais devem trazer o nome e o cargo da autoridade que as expede. Vossa Reverendíssima ou Vossa Senhoria Reverendíssima para Monsenhores.3. (COBRADO EM CONCURSO) Ficam excluídas dessa fórmula as comunicações dirigidas a autoridades estrangeiras. clérigos e demais religiosos. a de saudar o destinatário. Fechos para Comunicações O fecho das comunicações oficiais possui. 2. (COBRADO EM CONCURSO) b) para autoridades de mesma hierarquia ou de hierarquia inferior: Atenciosamente.2. A forma da identificação deve ser a seguinte: (espaço para assinatura) NOME Chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República (espaço para assinatura) NOME Ministro de Estado da Justiça Para evitar equívocos. inclusive o Presidente da República: Respeitosamente. Identificação do Signatário Excluídas as comunicações assinadas pelo Presidente da República. Com o fito de simplificá-los e uniformizá-los. Vossa Reverência é empregado para sacerdotes. além da finalidade óbvia de arrematar o texto.

o expediente deveconterseguinte estrutura: a ± introdução. 15 de março de 1991. c) assunto: resumo do teor do documento Exemplos: Assunto: Produtividade do órgão em 2002. seguido da sigla do órgão que o expede: Exemplos: Mem. em que é reafirmada ou simplesmente reapresentada a posição recomendada sobre o assunto. o aviso e o memorando. ³Tenho o prazer de´.O Padrão Ofício Há três tipos de expedientes que se diferenciam antes pela finalidade do que pela forma: o ofício. As peculiaridades de cada um serão tratadas adiante. . que siga o que chamamos de padrão ofício. No caso do ofício devesertambém o endereço. incluído e) texto: nos casos em que não for de mero encaminhamento de documentos. ± conclusão. Assunto: Necessidade de aquisição de novos computadores. ³Cumpre-me informar que´. com alinhamento à direita: Exemplo: Brasília. Evite o uso das formas: ³Tenho a honra de´. por ora busquemos as suas semelhanças. por extenso. empregue a forma direta. no qual o assunto é detalhado. Partes do documento no Padrão Ofício O aviso. na qual é apresentado o assunto quemotivacomunicação. pode-se adotar uma diagramação única. se o texto contiver mais de uma idéia sobre o assunto. d) destinatário: o nome e o cargo da pessoa a quem é dirigida a comunicação.elas devem ser tratadas em parágrafos distintos. Com o fito de uniformizá-los. o ofício e o memorando devem conter as seguintes partes: a) tipo e número do expediente. 123/2002-MF Aviso 123/2002-SG Of. que se confunde com o parágrafo de abertura. a ± desenvolvimento. o que confere maior clareza à exposição. 123/2002-MME b) local e data em que foi assinado.

g) assinatura do autor da comunicação. indicando a seguir os dados completos do documento encaminhado (tipo.1 Pronomes de Tratamento). exceto nos casos em que estes estejam organizados emitensou títulos e subtítulos. Ambos têm como finalidade o tratamento de assuntos oficiais pelos órgãos da Administração Pública entre si e. data. em caso contrário. de 1o de fevereirode 1991. Identificação do Signatário). ao passo que oofício é expedido para e pelas demais autoridades.2.´ ± desenvolvimento: se o autor da comunicação desejar fazer algum comentário a respeito do documento que encaminha. origem ou signatário. do Presidente da Confederação Nacional de Agricultura. deve iniciar com a informação do motivo da comunicação. 2. Fechos para Comunicações). cópia do Ofício nº 34. com acréscimo do vocativo. para autoridades de mesma hierarqui a. do Departamento Geral de Administração. de 1º de fevereiro de 1991. 2. segundo a seguinte fórmula: ³Em resposta ao Aviso nº 12. aviso e ofício seguem o modelo do padrão ofício. poderá acrescentar parágrafos de desenvolvimento. não há parágrafos de desenvolvimento em aviso ou ofício de mero encaminhamento. f) fecho (v. no caso do ofício.´ ou ³Encaminho. para exame e pronunciamento. Aviso e Ofício Definição e Finalidade Aviso e ofício são modalidades de comunicação oficial praticamente idênticas. de 3 de abril de 1990. e a razão pela qual está sendo encaminhado. a anexa cópia do telegrama no 12. invoca o . seguido de vírgula. e h) identificação do signatário (v.quedestinatário (v. anexa. Se a remessa dodocumento não tiver sido solicitada. também com particulares. que trata da requisição do servidor Fulano deTal. 2. e assunto deque trata). Já quando se tratar de mero encaminhamento de documentos a estrutura é a seguinte: ± introdução: deve iniciar com referência ao expediente que solicitou o encaminhamento. A única diferença entre elesqueo aviso é expedido exclusivamente por Ministros de Estado. é Forma e Estrutura Quanto a sua forma. encaminho. que é encaminhar. a respeito de projeto de modernização detécnicas agrícolas na região Nordeste.Os parágrafos do texto devem ser numerados.3.

queestarhierarquicamente em mesmo nível ou em níveis diferentes . ± telefone e endereço de correio eletrônico. a serem adotados por determinado setor do serviço público. Exemplos: Ao Sr. Trata-se. e permitindo que se historie o andamento da matériatratada nomemorando. Esse procedimento permite formar uma espécie de processo simplificado. o memorando segue o modelo do padrão ofício. A tramitação do memorando em qualquer órgão deve pautar-se pelarapidez e pela simplicidade de procedimentos burocráticos. no caso de falta de espaço. diretrizes. Memorando ou comunicação interna Definição e Finalidade O memorando é a modalidade de comunicação entre unidades administrativas de um mesmo órgão. Sua característica principal é a agilidade. portanto. ou ser empregado para a exposição de projet os. de uma forma de comunicaçãoeminentemente interna. assegurandomaior transparência à tomada de decisões. Chefe do Departamento de Administração Subchefe para Assuntos Jurídicos A matéria exposta até aqui foi retirada do site fonte do saber Carta: Ao Sr. Para evitar desnecessário aumento do número decomunicaç ões. . ± endereço postal. podem Pode ter caráter meramente administrativo. idéias.em folha de continuação. os despachos ao memorando devem ser dados no próprio documento e. etc. Forma e Estrutura Quanto a sua forma. com a diferença de que oseudestinatário deve ser mencionado pelo cargo que ocupa.Exemplos: Excelentíssimo Senhor Presidente da República Senhora Ministra Senhor Chefe de Gabinete Devem constar do cabeçalho ou do rodapé do ofício as seguintes informações do remetente: ± nome do órgão ou setor.

‡ Para um bom requerimento. Modernamente. redigido em 3ª pessoa. Na datilografia. NOME E IDENTIFICAÇÃO: informações necessárias completas (nacionalidade. DETALHES: ‡ O texto deve ser bastante objetivo. ou estilo tradicional. em digitação. o fecho e a data devem ser alinhados à direita. o destinário pode vir todo em letras maúsculas. mas não é obrigatório. No caso de estilo americano. tenha amparo legal. ‡ Caso seja necessário anexar algum documento. segundo os passos: (Destinatário/invocação) Requerente O que requer Identificação Justificativa (Amparo legal. espaço 2. endereço.CONCEITO Carta oficial é um tipo de correspondência utilizada por alguns órgãos públicos. EXPOSIÇÃO: descreve-se o que se está requerendo. MAGNÍFICO SR. o título ou o cargo do destinatário. b) TEXTO: cerca de 7 linhas abaixo do destinatário. incluindo a identificação. se houver) (Localidade e data) (Assinatura) a) DESTINATÁRIO (invocação): deve conter o tratamento conveniente. SUB-REITOR DE GRADUAÇÃO DA UNINERJ. Se você tiver mais informações sobre cartas. No estilo tradicional. o fecho e a data devem ser alinhados à margem esquerda. ao menos supostamente. é de bom tom que o texto não ultrapasse 6 ou 10 linhas. . o(s) anexo(s) deve(m) ser mencionado(s) no texto. ‡ A paragrafação pode seguir o estilo americano (sem entradas de parágrafo). em situações não-cerimoniosas. etc. CPF. com relação a pessoas estranhas ao serviço público. ‡ Por conter muitas informações. as cartas oficiais vêm sendo absorvidas pelos ofícios. identidade. estado civil.). basta esquematizá-lo. favor fazer um comentário Requerimento UTILIZAÇÃO: para solicitar autoridade pública algo que. todo o texto. exposição e justificativa.5. espaço 1. Por uma questão de destaque. com toda clareza possível. sem citar o nome. e estes cada vez mais se generalizam.

Número progressivo Data de recebimento ou de saída Remetente ou destinatário Regesto. ou indicar documentos que comprovem. Não é obrigatório. O registro tem quatro elementos necessários e obrigatórios: 1. Por extensão de sentido. A gestão do protocolo A gestão do protocolo é normalmente confiada a uma repartição determinada. 2. então o texto abaixo de Flávio Rolim Pinheiro Resende Douglas Marques Evangelista explica bem o assunto. . identificando-se diretamente com o próprio procedimento. Pode-se citar leis. O termo protocolo tem um significado bastante amplo. Pode ocupar uma ou duas linhas. Está matéria foi retirada da página de elir ferrari Quer estudar mais sobre requerimento? Clique Aqui! Protocolo: O registro de protocolo (ou simplesmente ³o protocolo³) é o livro (ou. mas caso você não concorde ou queira acrescentar mais conteúdo favor fazer um comentário. que recebe o material documentário do sujeito que o produz em saída e em entrada e os anota num registro (atualmente em programas informáticos). têm fé pública. c)FECHO: cerca de 3 linhas abaixo do texto. 3. se obedecerem a normas legais. atruibuindo-lhes um número e também uma posição de arquivo de acordo com suas características. 4. Este registro. tem valor probatório em casos de controvérsia jurídica. Esta matéria foi retirada da wikipédia Expedição e distribuição de correspondência: Pelo que entendi deste assunto a expedição e distribuição de correspondência é feita pelo protocolo. ou seja. ou seja. o suporte informático) em que são transcritos progressivamente os documentos e os atos em entrada e em saída de um sujeito ou entidade (público ou privado). breve resumo do conteúdo da correspondência.JUSTIFICATIVA: as razões pelas quais está requerendo. mais atualmente. ³protocollo´ significa também um trâmite a ser seguido para alcançar determinado objetivo (³seguir o protocolo´).

Rio de Janeiro: FGV. como forma de exemplificar algumas vantagens da implantação de um sistema de protocolo. Livro de registro de documentos recebidos e/ou expedidos. Introdução É conhecimento da grande maioria que os arquivos possuem hoje uma notoriedade muito melhor do que já se viu há algum tempo. É de conhecimento comum o grande avanço que a humanidade teve nos últimos anos. que serão de grande importância para uma melhor compreensão do tema proposto. ³Normas´ de procedimentos servirão como base para que. 2004. É justamente para isto que serão apresentadas informações que possam auxiliar numa melhor compreensão do que se trata. se implantado. apresentaremos os conceitos de gestão documental e protocolo. Ações cotidianas serão apresentadas para que sirvam de ponto de partida para a discussão do problema das massas documentais acumuladas. uso. de 8-1-1991). no sentido de ter . registro. Arquivo: teoria e prática. de agilizarem ações dentro de uma instituição. Para que os arquivos alcancem um nível de importância ainda maior. documentos. é necessário que sejam geridos da forma correta. tramitação. esse reconhecimento ainda não é o desejado. 27). Marilena Leite. Dentre tais avanços.Protocolo: solução ou problema ? Por Flávio Rolim Pinheiro Resende Douglas Marques Evangelista Resumo Serão apresentadas situações que identificam a necessidade da adaptação de uma instituição com relação aos protocolos. Um breve comentário inicial delimitará os termos usados a fim de esclarecer o assunto a ser tratado. denominação atribuída ao próprio número de registro dado ao documento. Palavras ± chave: protocolo. arquivo corrente. distribuição e movimentação dos documentos em curso. a fim de evitar o acúmulo de massas documentais desnecessárias. Desenvolvimento Inicialmente. ou mesmo até que ponto um sistema de protocolo pode auxiliar ou prejudicar a tramitação documental. 3. o protocolo não se torne um setor de difícil e inadequada manutenção. ³Considera-se gestão de documentos o conjunto de procedimentos e operações técnicas referentes à sua produção. avaliação e arquivamento em fase corrente e intermediária. Protocolo é a denominação geralmente atribuída a setores encarregados do recebimento. Contudo. enfim. p. visando a sua eliminação ou recolhimento para a guarda permanente´ (Lei Federal nº 8. seja desde o valor probatório até o cultural. que cumpram a sua função. incluem-se as áreas que vão desde a política até a tecnológica.159. tramitação. Cabe ressaltar que tal aumento teve sua importância para a área da arquivística. Erros dentro do gerenciamento dos arquivos também serão expostos. (PAES.ed. Tais avanços contribuíram para o aumento da produção de documentos.

no seu próprio setor de trabalho seria uma ótima alternativa. chegar ao seu destinatário Para isto. devem ser distribuídos e classificados da forma correta. Algumas rotinas devem ser adotadas no registro documental. em duas vias. as pessoas que lidam com o recebimento de documentos não sabem. Rio de Janeiro: Senac. 2004. pelas devidas pessoas. afim de que não se perca o controle. Técnicas de arquivo e protocolo. Após essa etapa. requisitando a existência de antecedentes. Rio de Janeiro: FGV. D. N. mas que na maioria das vezes é feito de forma errônea). Destinação) vamos dar atenção especial ao Protocolo. . Para tentar sanar esse e outros problemas. tão logo cheguem às instituições. ou seja. / PAES. Dentre as recomendações de recebimento e registro (SENAC. Marilena Leite. destaca-se: y Receber as correspondências.): y y y y y y Separar as correspondências de caráter ostensivo das de caráter sigiloso.despertado nas pessoas a importância dos arquivos. Marilena Leite. p.. agora com os dados das fichas de protocolo. Tal ação diminuiria o montante de documentos que chegam as instituições. a acumulação de massas documentais desnecessárias foi um problema que foi surgindo. 1999. E é neste ponto que os problemas têm seu início. N. mas sequer tiveram sua tramitação ou destinação registrada. que é recomendável o uso de um sistema de protocolo. registro. recomenda-se (SENAC. permitindo que. Arquivo: teoria e prática. p. separando as de caráter oficial da de caráter particular.ed. D. Técnicas de arquivo e protocolo. daí a denominação comum de alguns órgãos como Protocolo e Arquivo. seja por descaso ou mesmo por falta de conhecimento. Empréstimo e Consulta. bem como surjam problemas que facilmente poderiam ser evitados (como o preenchimento do campo Assunto.ed. 3. Arquivo: teoria e prática. / PAES. Rearquivar as fichas de procedência e assunto. Essas massas acabam por inviabilizar que os arquivos cumpram suas funções fundamentais. os documentos devem seguir seu curso. movimentação e expedição de documentos). Classificar o documento de acordo com o método da instituição. cumprem suas funções. 53-60. Para que este problema inicial seja resolvido. Rio de Janeiro: FGV. É sabido que durante a sua tramitação. 2004. 1999. Geralmente. Preparar a ficha de protocolo. ou mesmo não foram orientadas sobre como proceder para o documento cumpra a sua função na instituição. os arquivos correntes podem exercer funções de protocolo (recebimento. 37-44. distribuindo as de caráter particular a seus destinatários. anexando a segunda via da ficha ao documento. encaminhado as de caráter sigiloso aos seus respectivos destinatários.). se existirem. p. 3744. 53-60. Para que isto ocorra. Elaborar um resumo e encaminhar os documentos ao protocolo. Dentre os cinco setores distintos das atividades dos arquivos correntes (Protocolo. Rio de Janeiro: Senac. os documentos fossem registrados. a implantação de um sistema de base de dados. 3. distribuição. Arquivamento. p. a fim de cumprirem suas funções. carimbando-o em seguida. Entretanto. Tomar conhecimento das correspondências de caráter ostensivos por meio da leitura. de preferência simples e descentralizado. de muita importância. Expedição.

seus métodos de classificação. seja este a sua eliminação ou recolhimento. para que possam executar essa tarefa da forma correta. com o auxílio do protocolo. por exemplo. É nesta etapa que a expedição de documentos torna-se importante. como a não localização de documentos. seus dados principais. Após cumprirem suas respectivas funções. É válido ressaltar que as rotinas acima descritas não valem como regras. fica mais fácil entender porque as grandes instituições optam por um sistema de protocolo. o destino do documento. não se podendo assim. Esperamos que tenha ficado claro que de nada adianta apenas idealizar e . Portanto. é essencial que as pessoas que trabalham diretamente com o recebimento e registro de documentos. deve-se pensar num sistema simples de inserção de dados. Após a discussão das vantagens de implantação de um sistema de protocolo. enfim. expedindo o original. que venha a atender as necessidades da empresa.. pois por meio dela.y Arquivar as fichas de protocolo. Dentre as recomendações com relação a expedição de documentos. A própria conscientização dos funcionários. acompanhar o desenrolar de suas funções dentro da instituição. desde que utilizado da forma correta. visto que cada instituição possui suas tipologias documentais. recebam um treinamento adequado. Independente do tamanho da instituição. os documentos devem ter seu destino decidido. todo o trâmite do documento pode ser comprometido. que todos os problemas serão resolvidos. A tramitação de um documento dentro de uma instituição depende diretamente se as etapas anteriores foram feitas da forma correta. podendo-se assim decidir de uma forma mais confiável. saber sua exata localização. cabe avaliar as desvantagens do uso deste sistema. surgem situações diversas. Encaminhar as cópias ao Arquivo. destacam-se: y y y Receber a correspondência. Se feitas. fica mais fácil fazer uma avaliação do documento. Num primeiro momento. verificando a falta de anexos e completando dados. processos que anteriormente encontravam dificuldades. Conclusão Diante do quadro exposto. a idéia da implantação de um sistema de protocolo é válida. enfim. Servem apenas como exemplos para a elaboração de rotinas em cada instituição. a implantação deste sistema pode ocasionar outros problemas. talvez de cunho ainda maior. acelerando assim. visto que. como data de entrada. Separar as cópias. Contudo. proporcionado assim um melhor rendimento de todo o pessoal. se organizados e devidamente registrados. se feita da forma errada. setores por que já passou. no sentido de que. as tarefas que necessitam do uso de documentos se tornarão mais fáceis para todos que venham a executá-las. se feito de forma errônea. desde que algumas ações sejam tomadas no sentido de colaborar para que este sistema atenda às necessidades para que foi criado. usá-los no sentido de valor probatório. Isso agiliza as ações dentro da instituição. fica claro que o protocolo pode ser uma saída para os problemas mais comuns de tramitação documental. Do contrário. Deve-se esquecer a idéia de que basta inserir dados e números num sistema. fica mais fácil.

implantar um sistema de protocolo se não houver uma colaboração instituição / funcionários. É um procedimento relativamente simples. se comparado as facilidades que pode trazer. Referências Bibliográficas . Fica ainda a idéia que não se deve parar os estudos sobre tal assunto. visto que os suportes estão sempre em transformação. necessitando assim de melhores condições na manutenção destes.

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