P. 1
TCC 2 Final Tiago Maggi

TCC 2 Final Tiago Maggi

4.0

|Views: 880|Likes:
Publicado porTiago Maggi

More info:

Published by: Tiago Maggi on Jan 11, 2012
Direitos Autorais:Attribution Non-commercial

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as PDF, TXT or read online from Scribd
See more
See less

06/27/2013

pdf

text

original

UNIVERSIDADE DE CAXIAS DO SUL – UCS CAMPUS UNIVERSITÁRIO DA REGIÃO DOS VINHEDOS – CARVI CENTRO DE CIÊNCIAS EXATAS DA NATUREZA E DE TECNOLOGIA

– CENT DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA ENGENHARIA ELÉTRICA

TIAGO MAGGI

ESTUDO E IMPLEMENTAÇÃO DE LÂMPADAS DE LEDS PARA SUBSTITUIÇÃO DE LÂMPADAS HALÓGENAS

BENTO GONÇALVES 2009

TIAGO MAGGI

ESTUDO E IMPLEMENTAÇÃO DE LÂMPADAS DE LEDS PARA SUBSTITUIÇÃO DE LÂMPADAS HALÓGENAS

Trabalho de conclusão de curso de graduação, apresentado ao Centro de Ciências Exatas da Natureza e de Tecnologia da Universidade de Caxias do Sul, como requisito para a obtenção do grau de Engenheiro Eletricista. Orientador: Prof. Me. Marcelo Toss

BENTO GONÇALVES 2009

meus pais Alfeu e Ivete e minha irmã Silviane. dedico este trabalho a minha família.DEDICATÓRIA Pela confiança. amor e carinho sempre demonstrados e pela educação dada a mim. .

A toda equipe da engenharia do produto da empresa Intral S/A. Marcelo Toss pela orientação final. . Aos meus grandes amigos. pelo apoio técnico e permanente disponibilidade. Marco Antônio Dalla Costa pela orientação na parte inicial deste trabalho e ao Professor Mestre Eng°. A Intral S/A pelo espaço oportunizado para o desenvolvimento deste trabalho e apoio financeiro. Ao professor Doutor Eng°. pelo companheirismo alegrias e amizade incondicional de tantos anos.AGRADECIMENTOS Ao final deste trabalho agradeço à minha família por todo o apoio e força dedicados a mim em todos estes anos.

“Nas grandes batalhas da vida. o primeiro passo para a vitória é o desejo de vencer!” Mahatma Gandhi .

que são os elementos chaves deste método de geração luminosa. O trabalho incorpora uma revisão bibliográfica da literatura sobre as fontes de emissão luminosa. um sistema baseado em LEDs que pode substituir as lâmpadas halógenas diretamente. onde são apresentadas todas as particularidades dos LEDs. Conversores . usualmente utilizadas. É proposto então. . Palavras-Chave: LEDs. Neste caso. quando comparados com as lâmpadas halógenas. passando pelos conceitos luminotécnicos básicos. proposta e confecção de um protótipo de lâmpada a base de LEDs para substituir as lâmpadas halógenas com refletor dicróico. Lâmpadas. que visa garantir o mesmo desempenho luminoso com as vantagens principais de economia de energia e diminuição dos custos de manutenção do sistema. São descritas ainda. Isto é devido a maior durabilidade e eficiência luminosa dos LEDs. de forma detalhada. bem como realizando uma abordagem sobre as características e princípios básicos dos vários tipos de lâmpadas existentes no mercado. É apresentada também uma metodologia para a avaliação luminosa deste tipo de lâmpada. as características das lâmpadas halógenas. O enfoque principal é voltado para as características da iluminação de estado sólido. alimentadas em baixa tensão.RESUMO O presente trabalho trata da análise. que também será avaliado e implementado. bem como é realizado um estudo sobre seu desempenho com as fontes de baixa tensão. MR16. é necessário a utilização de um driver eletrônico para o controle dos LEDs.

with dichroic reflector. as well as a study of its performance with the low voltage sources usually used. from the basic lighting design concepts to the characteristics and basic principles of various types of lamps available in the market. The main focus turns to the characteristics of solid-state lighting. Then. Converters . Lamps.ABSTRACT This work deals with the analysis. where are presented all the details of the LEDs. it is necessary to use an electronic driver for the LEDs control. proposal and construction of a prototype of a LED lamp to replace halogen lamp. Keywords : LEDs. Also. In this case. . This is due to better durability and luminous efficiency of LEDs when compared with halogen lamps. with the advantages of energy saving and reduction of system maintenance costs. fed in low voltage. which will also be evaluated and implemented in this work. which are the key elements of this method of light generation. is presented a methodology for evaluate the luminous characteristics of this type of light bulb. aimed at providing the same performance light. MR16. The work includes a literature review of light emitting sources. is proposed a system based on LEDs that can replace halogen lamps directly. The characteristics of halogen lamps are also described in detail.

..............Relação da manutenção luminosa pela corrente de funcionamento ..........................Faixa de atuação dos tipos de visão...........Estrutura do LED de potência........Comprimento de onda das cores............................................ ............................(a)5 mm (b)perfil baixo (c)Perfil baixo com lead frame estendido (d) pad de dissipação (heatsink slug) (e) pad de dissipação mondado em placa de circuito impresso....... ....... .........................Influência do material de interface térmica no caminho térmico entre dois ......Relação da manutenção luminosa pela temperatura na junção do LED ................................................(d e e – LUMILEDS Corp.................................................Resistência térmica dos encapsulamentos de LEDs ............................................................... 18 Figura 1-2 ....................................Manutenção luminosa pelo tempo de operação LED LUXEON K2 .......... ....................Estrutura da Lâmpada Fluorescente......... .. 30 Figura 1-14 ......................................................... 22 Figura 1-5 .......Evolução das fontes luminosas .. 40 Figura 2-4 ...........Controle de LEDs de sistema de RGB..............)....................... 43 Figura 2-7 ... 48 Figura 2-13 ................................................................Curva de distribuição de intensidades luminosas para uma lâmpada fluorescente isolada (A) ou associada a um refletor (B)....................Manutenção luminosa de diferentes fontes de luz ...............Influência do IRC ............. 48 Figura 2-12 ............... 23 Figura 1-6 ............................... 40 Figura 2-5 .. ................. 31 Figura 2-1 ......................... 47 Figura 2-10 ......Diagrama CIE 1931. .... ......... 21 Figura 1-4 ..Geração de LUZ branca pelo sistema de RGB ......... 29 Figura 1-12 ................. ...Eficiência de cada modelo de lâmpada...................................................Curva de sensibilidade visual do olho humano................Relação da manutenção luminosa pela temperatura na junção do LED e corrente de operação ........................ .......................Marcas da indústria sobre eficácia dos LEDs L ...... .............................................LISTA DE ILUSTRAÇÕES Figura 1-1 ....................... ........... 28 Figura 1-10 ............................................................... Os nomes comerciais para estes encapsulamentos são “piranha”(b e c – Hewlett Packard Corp...... 25 Figura 1-8 .......Divisão do Espectro Eletromagnético.......) .......Prize Competition.... 19 Figura 1-3 .................................................Emissão espectral do LED Branco baseado em conversão por fósforo...................Estrutura da lâmpada incandescente.......................................... 28 Figura 1-11 .......... .................. 44 Figura 2-8 ...... “Barracuda”................ 37 Figura 2-3 .........Temperatura de cor............................... 27 Figura 1-9 ...................................... .... ) e “Dragon”(d e e – Osram Opto Semiconductors Corp...........Iluminação para atividade laborativa – escritório.... 30 Figura 1-13 .................... 45 Figura 2-9 ........ 24 Figura 1-7 .............................. 35 Figura 2-2 .....Sensibilidade das células sensoras do olho humano............................. 47 Figura 2-11 .... .. 42 Figura 2-6 ....Iluminação para atividade não laborativa – residência............................................

.............................................................. 63 Figura 4-5 ........................................... ......................................................................... 67 Figura 4-10 ................ ...................Circuito equivalente dos diodos .......................................................................................................Curva de distribuição luminosa Lâmpada Decostar 20W .............Regulador chaveado ..................Lâmpada Halógena MR16 Decostar 51S da OSRAM ...Regulador de corrente constante tipo Buck .......................... 69 Figura 4-12 ..............Câmara de ensaio luminoso desenvolvida ................... 88 Figura 6-3 .......Regulador de tensão rebaixador ..............Circuito transformador eletrônico ..............Regulador Linear com resistor .Conversor CUK ........................................ 70 Figura 4-13 .................................................TIR .................................................................... 53 Figura 3-2 ...........................Ambiente de medição de intensidade luminosa ......................Definição de ângulo sólido ...................................................... 57 Figura 3-4 .........materiais ............Lâmpada halógena com refletor MR16 ..............................Buck ...Ângulo de abertura ........Elemento óptico secundário para LEDs .........................Tensão direta x corrente direta (Rebel) ......... 76 Figura 5-3 ............................................................ 66 Figura 4-9 ...... 65 Figura 4-8 .. 62 Figura 4-4 .... 54 Figura 3-3 ............................ 90 Figura 6-5 ...................................... 80 Figura 5-7 .............. 79 Figura 5-5 ......................Esquema da câmara de medição de intensidade luminosa proposta ......Conversor SEPIC.................................Vista explodida de uma Lâmpada de LED .LED modelo Rebel (LUMILEDS) ........... 60 Figura 4-2 ........................................................... 71 Figura 4-14 ...... 80 Figura 5-6 ............................ 65 Figura 4-7 ..............Cálculo de resistência dinâmica (LED REBEL) ................... 72 Figura 4-16 ...................Regulador tipo Boost................... 87 Figura 6-2 ........... 58 Figura 4-1 ............................. 95 ................................ ................................................................................................................Ângulo sólido entre dois ângulos paralelos ..Distribuição espectral da energia das lâmpadas incandescentes .. 78 Figura 5-4 .........................Regulador linear a transistor .............. 64 Figura 4-6 ..........................Fluxo Luminoso x corrente direta do LED Rebel ...................................................................Conversor Buck-Boost típico..... 89 Figura 6-4 .....................................Sistema de controle do conversor Flyback com controle em laço fechado...................................................Elemento óptico secundário para LEDs ..........................................................................................................Tensão direta pela corrente de trabalho LED Branco ...Temperatura do pad térmico versus Fluxo luminoso (LED Rebel) . 68 Figura 4-11 ............................................................. 76 Figura 5-2 ......Emissão da Luz MR16 com lâmpada halógena ............... 73 Figura 4-17 .....CREE-Xlamp XP-E.............................. 61 Figura 4-3 ....................................Desempenho lâmpadas halógenas pela variação da tensão de alimentação ........................ 74 Figura 5-1 ....................... 71 Figura 4-15 .............. 49 Figura 3-1 ............. 94 Figura 6-6 ... 82 Figura 6-1 ............Forma de onda na saída dos transformadores eletrônicos ...........................................Refletor ............

..... 97 Figura 6-10 ................ 111 Figura 7-4 .......Formas de onda no conversor Buck-Boost proposto ...........................0 ............ 102 Figura 6-14 ...................................................................................................................................................... 102 Figura 6-13 .............................Circuito básico da topologia buck-boost com carga de LEDs .................. 119 . 103 Figura 6-15 ............. 109 Figura 7-3 ..8V......................8V ..................Forma de onda nos LEDs do conversor buck-boost simulado .................................. 115 Figura 7-8 ..Corrente nos LEDs com tensão de alimentação de 12V............Circuito Buck-Boost para alimentação dos 3 LEDs conectados em série ....Sinal de controle da Chave..... 108 Figura 7-2 .................Característica da carga do driver ............... 114 Figura 7-7 .Protótipo da Lâmpada de LED ...............................Circuito Buck-Boost clássico ..................................Corrente sobre os LEDs ................. 104 Figura 6-16 ................................. com circuito alimentado em 12V ......................................Formas de onda do conversor Buck-Boost ...................... 112 Figura 7-5 ...Ripple típico de 25% de um conversor tipo Buck .... 105 Figura 6-17 ...............Ripple de corrente medida sobre os 3 LEDs conectados em série ................Corrente nos LEDs com indutor alterado ...................... 98 Figura 6-11 .............................Distribuição luminosa da Lâmpada de LED proposta ..............Circuito Buck-Boost com chave referenciada ao terra.................Gerador de PWM implementado..............Modelagem elétrica de três LEDs REBEL ligados em série ..... 106 Figura 7-1 .....................Circuito integrado SG3524 ..Figura 6-7 ......................... 96 Figura 6-8 ............................. 101 Figura 6-12 ...................... 105 Figura 6-18 ............................Corrente nos LEDs com tensão de alimentação de 7. 97 Figura 6-9 ...................Circuito Buck-boost montado no simulador PSIM 6........ 117 Figura 7-11 ..........Corrente nos LEDs com tensão de alimentação de 13.................................................... 116 Figura 7-10 ........................... 114 Figura 7-6 .... 116 Figura 7-9 ..Circuito montado com a Lâmpada proposta ............................................................................

..LISTA DE TABELAS Tabela 1-1 ............................ 90 Tabela 6-3 ........... 81 Tabela 5-3 .............................................................Razão cíclica x Tensão de entrada .......Fluxo luminoso da Lâmpada halógena com transformadores eletrônicos................................ 81 Tabela 5-2 ....................2008) ............ 27 Tabela 3-1 ......................Medidas Lâmpada MR16 20W .......Dados da lâmpada Decostar OSRAM ......................... 84 Tabela 6-1 .........................................IRC x Incicações (OSRAM.................... 93 Tabela 7-1 ............................................... 58 Tabela 5-1 ........Ensaio com o transformador Eletrônico Fabricante A .......Fluxo Luminoso real dos LEDs na operação proposta (REBEL) .......................................... 115 Tabela 7-2 .... 118 ................. 87 Tabela 6-2 ...................Características da tensão de entrada do driver ......Medidas luminosas da Lâmpada de LED proposta.......... ..........................................Dados do LED Rebel da Philips LUMILEDs ......

www.org Alliance for Solid-State Illumination Systems and Technologies Corrente alternada Corrente contínua Circuito integrado Comission Internationale de l`Eclaire (comissão internacional de iluminação) Department of Energy USA (Departamento de energia dos Estados Unidos da Full width Half Maximum (ângulo onde a emissão luminosa é a metada da máxima encontrada) IESNA IRC LED PC PCB PTH RGB SMD SPD TIR Illuminating Engineering Society of North America.ansi.org Indice de reproducão de cores Light Emitting Diode (Diodo emissor de luz) Phosphor-conversion (Conversão por fósforo) Print circuit board (Placa de circuito impresso) Pin Throught Hole (Pinos através de furos) Red.iesna.LISTA DE SIGLAS ABNT ANSI ASSIST CA CC CI CIE DOE América) FWHM Associação Brasileira de Normas Técnicas American National Standards Institute . verde e azul) Surface Mount Devices (Dispositivos de montagem em superfície) Spectral power distribution (Distribuição espectral da potência) Total internal reflecting (Refletância interna total) .www. Green and Blue (Padrão de cores primárias vermelho.

.................................................................................................................................. 63 CONVERSOR TIPO BUCK ...................................................................2 3.............................................1 1.......................................................1.......................................................................................................................................... 35 TIPOS DE LED ........................... 41 LED AZUL RECOBERTO POR CAMADA DE FÓSFORO .............................................................................................................2 2................................. 42 CONJUNTO DE LEDS DE DIFERENTES CORES ......................... 32 LED ..3......................................................1 1......1 3.............................................1 4.1 2...................6 1................................................ 60 CONSTRUÇÃO DAS LÂMPADAS DE LED NO PADRÃO MR16 ...............2..................2 1...............................................2 O MODELO MR 16 ............................................................................................................SUMÁRIO INTRODUÇÃO ........................................... 43 GERENCIAMENTO TÉRMICO ...........................................................................2 2...........2................ 55 TRANSFORMADORES ELETRÔNICOS ........................2 ILUMINAÇÃO DE AMBIENTES .....2........................6.................DIODOS EMISSORES DE LUZ ........................................................... 61 CONTROLADORES PARA LEDS – DRIVER DE CORRENTE ......................................................... 44 3 AS LÂMPADAS INCANDESCENTES TRADICIONAIS ................ 31 OS SISTEMAS DE ILUMINAÇÃO ............................1.................................2............................. 29 CONFORTO LUMISOSO .............................................................2................................................................................................................................................................... 68 .......................................................... 41 LED ULTRAVIOLETA RECOBERTO POR UMA CAMADA DE FÓSFORO .......................... 17 1 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA ............................. 56 2 LEDS – DIODOS EMISORES DE LUZ ....................1............................................................................. 48 LÂMPADAS HALÓGENAS .................... 21 PADRONIZAÇÃO DA COR ..................... 22 FONTES PARA GERAÇÃO DE LUZ ..... 34 MANUTENÇÃO DO FLUXO LUMINOSO DOS LEDS .................................1 3.......................................................1 3.1 2........................1................................................................................ 51 4 LÂMPADAS DE LED COMO SUBSTITUTAS DAS LÂMPADAS HALÓGENAS MR16 DE BAIXA TENSÃO ...........................................................1 2...1.............................................................................. 55 TRANSFORMADORES ELETROMAGNÉTICOS .................................1 2..................................3.............................................. 59 4................................... 67 CONVERSOR TIPO BOOST...4 1...............................3 2.......................................................1 4............................2 1..................2...................................................................................................................................................2 4......3 2.......................................................................2...............2 2................................................................ 25 SENSIBILIDADE VISUAL ..................................................1..................................................................................................................... 23 GRANDEZAS E UNIDADES DE ILUMINAÇÃO ..............3 1.........2.....1..........................................................................1 4............................................. 18 A LUZ E SUAS CARACTERÍSTICAS ........... 18 1..... 15 OBJETIVO ...................................................................................... 19 A COR ..................................... 34 CARACTERÍSTICAS DOS LEDS .................................1................ 52 CONVERSORES DE BAIXA TENSÃO .................................3... 39 LED DE LUZ BRANCA ...........................5 1..............................................................

107 COMPONENTES DO CONVERSOR BUCK-BOOST ........................................ 113 ENSAIO ELÉTRICO................................................2 5.......... 71 CONVERSOR CUK .......................................................................................................................1 7........................ 77 MEDIÇÃO DA INTENSIDADE LUMINOSA ............... 70 CONVERSOR TIPO SEPIC ...3.....2....... 72 5 AVALIAÇÃO LUMINOTÉCNICA DAS LÂMPADAS HALÓGENAS PADRÃO MR16 ....................................................................................4...................................................................1....3.............4 7...............................................................................................................................................................6 4..................................................................................2...................1.......................................................................................................1 5. 96 CÁLCULO DO CONVERSOR BUCK-BOOST ..................3...................... 78 MEDIÇÃO FLUXO LUMINOSO DA LAMPADA HALÓGENA DE 20W MR16 .................................................................... 114 ENSAIO LUMINOSO .......... 97 CIRCUITO BUCK-BOOST PROPOSTO ....4 5....................1 6..................................................1 5........2 6............ 86 SELEÇÃO DO TIPO DO CONVERSOR ..............................................................................................1.............3 7........................................................... 75 ÂNGULO SÓLIDO ......... 69 REGULADOR TIPO FLYBACK (BUCK-BOOST ISOLADO) ............... 80 FLUXO LUMINOSO PRÁTICO DAS LÂMPADAS HALÓGENAS: .....1 7...................... 86 7 IMPLEMENTAÇÃO DO CIRCUITO .......................1......... 83 SELEÇÃO DO TIPO E QUANTIDADE DE LEDS ........................................................................ 94 CORRENTE DE RIPPLE ADMISSÍVEL ....1 6.................................................................3 7..........4.......................2....................................................... 122 ..............................................................................................................................................................1 6...............................5 4...................2 5............ 109 GERADOR DE PWM ............................................................. 75 CÁLCULO DO FLUXO LUMINOSO .................................5 CONVERSOR TIPO BUCK-BOOST ............................................................. 77 CÂMARA DE MEDIÇÃO DE INTENSIDADE LUMINOSA .2................................2 7................1................................................................................................. 72 ELEMENTO ÓPTICO SECUNDÁRIO ....................................................................................... 110 LÂMPADA PROPOSTA ....................... 117 6 AVALIAÇÃO DOS COMPONENTES PARA A LÂMPADA PROPOSTA ..................................... 91 CONFIGURAÇÃO DO DRIVER BUCK-BOOST ...............2.............3 5.....................................3 6..........3 4........4 4.......... 120 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS...................................................................................................................................................... 107 CONCLUSÃO ...............................................................................................................................................................................2 6................... 93 RESISTÊNCIA DINÂMICA DOS LEDS ...........2.........................

A iluminação é responsável por cerca de 17 % do total da eletricidade utilizada no país. pois podem ser fabricadas em tamanhos reduzidos. contribuindo. tanto na diminuição do desperdício de materiais. como a crise do petróleo ocorrida na década de 70 e. decorativa e até mesmo vem tomando corpo na iluminação pública. automotiva. Com inúmeras vantagens sobre as formas de iluminação convencional. este tipo de fonte de luz está começando a ser utilizado em todos os ramos da iluminação. O processo de globalização e a instauração de uma economia altamente competitiva vêm exigindo das empresas maiores eficiências em todos os sentidos. quanto na redução no consumo de energia elétrica. como o impacto gerado pelo “apagão” em 2001. e menos eficiente. 2000). nos projetos arquitetônicos deve-se levar em consideração tanto a questão do conforto ambiental interno quanto a eficiência energética. Dessa forma com a crescente demanda por novas opções para o mercado de iluminação. sendo que 19 % do consumo total são usados em edifícios comerciais e públicos (BONATES. Uma das formas mais comuns de . é utilizada para a obtenção de energia luminosa (COSTA. por possuírem a menor eficiência luminosa e vida útil dentre as lâmpadas disponíveis atualmente. a ser substituída pelos LEDs. possibilitando seu uso com pequenos refletores. a população de uma maneira em geral. para a melhoria da qualidade das edificações. Esta constante exploração dos bens naturais acaba por gerar problemas em nível mundial. nota-se um crescimento na solicitação por soluções a base de LEDs. muitos investimentos estão sendo realizados para melhorar a eficiência energética e disponibilizar esta tecnologia para o mercado em geral. Os LEDs estão evoluindo a cada dia e sua utilização está se tornando universal. conseqüentemente. ou seja. apesar de apresentarem um rendimento luminoso levemente aprimorado. cerca de 40 % a 45 % da eletricidade consumida por um prédio comercial. seja a geral. tendem a ser substituídas rapidamente. são as lâmpadas incandescentes. vem a informação que nos últimos dezoito anos. Sendo que. e do uso dos recursos do meio ambiente. o consumo total de energia quase triplicou. em nível nacional.INTRODUÇÃO Nos últimos tempos. Desta forma. Atrelado a este cenário. As lâmpadas halógenas que são uma variação destas. vem acompanhando a exploração das reservas naturais para obtenção de energia. 2004). principalmente voltadas para o consumo de energia elétrica e longa durabilidade. A primeira forma de geração luminosa. Elas têm seu uso voltado a iluminação decorativa direcionada.

é possível alterar a cor da luz gerada. e para tanto fazem necessário o uso de um transformador para reduzir a tensão de rede elétrica. a redução nos custos de manutenção e a melhora do conforto térmico do ambiente. conhecidos como MR16.calor. o que amplia as possibilidades para a utilização do modelo proposto. Assim o usuário poderá simplesmente retirar a lâmpada halógena de sua aplicação e colocar uma outra lâmpada de mesmas características físicas. móveis ou iluminação de destaque. poderão ser utilizadas também em aplicações sensíveis a este tipo de radiação. São amplamente utilizados em decorações de vitrines. juntamente com a luz. porém acredita-se que em breve começarão a surgir as primeiras normas nacionais para reger este tipo de produtos. utilizando diferentes tipos de LEDs. 12 volts. Tipicamente operam em baixa tensão.16 se encontrar este tipo de lâmpadas. onde as halógenas não são aptas. não há ainda padrões brasileiros para tal. é em refletores dicróicos. porém ganhando com a redução no consumo de energia. Além disso. Por não emitir radiação infra-vermelha . sem a necessidade da troca do transformador da instalação. . Como se trata de uma tecnologia recente. Neste contexto este trabalho visa o estudo e a avaliação e proposta de uma solução a base de LEDs que substitua estas lâmpadas.

por estas que são propostas neste trabalho. É objetivo também que a lâmpada proposta apresente as mesmas ou melhores características luminosas e que possibilite sua ligação na mesma instalação onde as lâmpadas halógenas estão conectadas. o aumento na durabilidade da lâmpada e a geração de luz livre de radiação infra-vermelha e ultra-violeta. uma análise das fontes utilizadas para alimentação destas lâmpadas e a análise elétrica e luminotécnica da lâmpada a base de LED proposta. Esta substituição trará benefícios como a redução no consumo de energia.17 OBJETIVO O objetivo geral deste trabalho é propor e implementar uma topologia de lâmpada a base de LED para ser uma alternativa na substituição das tradicionais lâmpadas halógenas do tipo MR16. . Assim as lâmpadas atuais desde modelo poderão ser substituídas de maneira simples e diretamente. Os objetivos específicos do trabalho são a análise dos LEDs de potência. a avaliação luminotécnica lâmpadas halógenas.

segurança e orientação dentro de um determinado ambiente. o primeiro e mais importante parâmetro a ser determinado é qual será o propósito da iluminação.18 1 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA Será apresentada a seguir a referência bibliográfica referente aos conceitos luminotécnicos. seja na criação de efeitos especiais com a própria luz como no destaque de objetos e superfícies ou mesmo do próprio espaço.1 ILUMINAÇÃO DE AMBIENTES Para um projeto de iluminação. 2008 O segundo tipo utiliza a luz como instrumento de ambientação do espaço. bibliotecas. Fonte: OSRAM. e uma breve abordagem sobre os tipos de lâmpadas existentes no mercado atualmente. não produtivas. restaurantes. Para este tipo de aplicação são utilizadas lâmpadas de cor fria. Um exemplo de aplicação para este tipo de iluminação pode ser visto na figura 1-1. Este irá determinar o tipo de luz que o ambiente necessita. Está intimamente associado às atividades não laborativas. seja ela natural ou artificial. indústrias etc. 1. escolas. Em iluminação de ambientes citam-se dois tipos principais. estar e religiosas – residências. de lazer. bancos. museus e galerias. Está intimamente associado às atividades laborativas e produtivas – escritórios. O primeiro visa à obtenção de boas condições de visão associadas à visibilidade.Iluminação para atividade laborativa – escritório. Figura 1-1 . que estimulam a atividade. igrejas .

Fonte: OSRAM. Assim como a luz visível. ondas de rádio. cuja tonalidade da cor emitida é conhecida como cor quente. . 1. radiação infravermelha. podem-se citar os raios x. radiação ultravioleta. As características e efeitos destas radiações são determinados pela sua frequência e. por exemplo. Figura 1-2 .2 A LUZ E SUAS CARACTERÍSTICAS A luz. Comprimentos de onda não compreendidos nessa faixa possuem outras funções como pode ser visto na figura 1-3 e não podem ser detectados pelo olho humano. Os comprimentos de onda que podem produzir uma sensação visual estão compreendidos na faixa de 380 à 740nm. pode ser traduzida como uma radiação eletromagnética que tem a propriedade de impressionar o olho humano. raios gama. geram uma sensação de conforto e relaxamento (OSRAM. dentre outros. 2008). 2008 Possui um tom mais amarelado. existem outros tipos de radiação eletromagnética como. pelo seu comprimento de onda. dita visível. consequentemente. observado devido a sua natureza ondulatória. Um exemplo de aplicação para este tipo pode ser observado na figura 1-2.19 etc.Iluminação para atividade não laborativa – residência.

. A cor é a componente da sensação visual que depende fundamentalmente da distribuição espectral da luz. sofre desvio e continua em seguida o trajeto retilíneo (OSRAM. 2008). Quando refletida ou refratada.Divisão do Espectro Eletromagnético. cada cor está associada a um comprimento específico como pode ser visto na figura 1-3 que apresenta o espectro de luz visível ao ser humano e as cores com seus respectivos comprimentos de onda. 2008 A luz possui uma velocidade aproximada de 3x108 m/s em linha reta no vácuo. Dentro da faixa de comprimentos de onda da luz. quando o seu estímulo é processado pelo sistema nervoso do olho e interpretado pelo cérebro. Uma cor específica somente consegue ser distinguida de outra. Fonte: OSRAM. 2008).2. 1. A cor branca pura é gerada quando todos os comprimentos de onda visíveis são gerados ao mesmo tempo (OSRAM.1 A Cor A colorimetria é a ciência que estuda os fenômenos relacionados com a cor.21 Figura 1-3 . A colorimetria na prática utiliza métodos comparativos “color matching” associados com medições de fenômenos físicos correlatos com a percepção da cor.

a CIE elaborou o primeiro modelo para a cor.22 1. A premissa do modelo foi a padronização dos iluminantes (fontes de luz) e das características do observador. Figura 1-4 .comission Internationale de l`Eclaire ou em português comissão internacional de iluminação Tristímulos – refere-se prática de criar e especificar cores utilizando os três estímulos de cor: vermelho. Fonte: SCHUBERT. dessa forma é possível expressar o diagrama de cromaticidade em uma representação em duas dimensões. Por meio de uma transformação matemática. os 3 valores XYZ são normalizados para que Y sempre assuma o valor de 100. conforme apresentada na figura 1-4. . verde e azul. 2008 1 2 CIE .Diagrama CIE 1931. A quantidade de RGB necessária para gerar uma cor em particular é chamada de tristimulus values.CIE1 foi criada em 1913.2.2 Padronização da cor A Comissão Internacional de Iluminação . Em 1931. como fórum para troca de informações e padronização de grandezas relacionadas à iluminação. e são denotadas por X. Z (GAMBA. Y. 2008). baseado na percepção de cor e totalmente independente de qualquer dispositivo e das características da fonte e da emissão. A CIE elaborou um diagrama de cromaticidade utilizando os valores das grandezas matemáticas dos tristímulos2.

1. lâmpadas de descarga e lâmpadas de estado sólido. Basicamente estas lâmpadas se dividem em três grandes grupos. uma corrente elétrica circula através de um filamento de tungstênio que o faz brilhar. Com características específicas. O esquema desta lâmpada pode ser visto na figura 1-5. Fonte: ANDRÉ. Em um bulbo selado cheio de gás. Com esse método de geração de luz. As cores situadas na borda do diagrama são as cores monocromáticas (SCHUBERT. é possível separar a família de lâmpadas halógenas que é um tipo de lâmpada incandescente com o bulbo de vidro compreendendo um . e o resto é perdido como calor.23 A curva em forma de ferradura é o lugar geométrico das cores espectrais. e o espaço limitado em seu interior. Lâmpadas Incandescentes – Neste tipo de lâmpada a emissão de luz é resultado da incandescência de um filamento espiralado devido à passagem da corrente elétrica. Figura 1-5 . 2008). Estes são formados respectivamente pelas lâmpadas incandescentes. elétricas. seja por características mecânicas.Estrutura da lâmpada incandescente.3 FONTES PARA GERAÇÃO DE LUZ Para a geração de luz artificial utilizando a eletricidade como fonte de energia. 2004 Dentre as lâmpadas incandescentes. As lâmpadas incandescentes são irradiadores térmicos. apenas cerca de 5% da energia consumida é convertida em luz. cada fonte luminosa é ajustada para que possibilite o melhor resultado para a aplicação a que é desenvolvida. representa toda a gama de cores possíveis. de aquecimento e principalmente pelas características da luz. foram desenvolvidas lâmpadas que realizam a transformação desta em energia luminosa. A seguir será apresentada uma breve explicação referente ao princípio de funcionamento de cada uma.A vida útil de uma lâmpada incandescente comum fica em torno de mil horas.

Lâmpadas de Descarga – A geração de luz é efetuada pela passagem da corrente elétrica em um gás ou uma mistura de gases. contra a durabilidade normal de mil horas das incandescentes. criando assim um ciclo regenerativo. 2009). Fonte: ANDRÉ. As lâmpadas de descarga de alta pressão também operam a partir de arcos de descarga. Por isso a durabilidade das lâmpadas halógenas é superior a das lâmpadas incandescentes comuns com aproximadamente duas mil horas de operação (OSRAM.24 gás inerte e halogênio. as fluorescentes chegam a ter vida útil acima de dez mil horas de uso. que transforma a radiação ultravioleta da descarga elétrica em luz visível. Figura 1-6 . 2004 Além de serem de duas a quatro vezes mais eficientes em relação às lâmpadas incandescentes. Lâmpadas de Estado sólido – Neste tipo de lâmpada a geração de luz se dá pela passagem de corrente elétrica por um material semicondutor. Este princípio pode ser obtido através de diferentes metais e materiais de preenchimento interno. Essa combinação. faz com que as partículas se depositem de volta no filamento. o invólucro apresenta uma cobertura de fósforo. Neste material ocorrem as . dentre estas as mais comuns pode-se citar as de vapor de sódio. Além das lâmpadas fluorescentes à baixa pressão. Nas lâmpadas fluorescentes. porém neste caso há um arco constante entre dois eletrodos que fornecem a luz. vapor mercúrio e Multi-vapor metálico. somada à corrente térmica dentro da lâmpada. existem lâmpadas que trabalham com gás a alta pressão. Estes gases se combinam com as partículas de tungstênio desprendidas do filamento. Uma descarga elétrica é estabilizada entre os eletrodos que ficam alojados em um invólucro de óxido de alumínio sinterizado. 2009). O esquema interno das lâmpadas fluorescentes é mostrado na figura 1-6.Estrutura da Lâmpada Fluorescente. Praticamente todas as lâmpadas de descarga necessitam de reatores e ignitores para dar partida e limitar a corrente que circula por seu interior (OSRAM. daí surge o nome dos diferentes tipos destas lâmpadas.

com o uso de outros materiais. portanto. . Fonte: LUMILEDS. 2008 Atualmente. e a cor é. que acabam por liberar energia na forma de calor e fótons de luz. percebida pelo olho humano. Sua unidade é o 3 LEDs – Lighting emmiting diodes ou em português Diodos emissores de luz. de acordo com a concentração. 2007). a emissão pode ser vermelha ou amarela.4 GRANDEZAS E UNIDADES DE ILUMINAÇÃO Os conceitos apresentados nesta seção darão auxílio para o entendimento dos elementos da luminotécnica que são de grande relevância para a interpretação dos parâmetros ópticos das lâmpadas. dentro destes estão os LEDs brancos que possibilitaram a utilização destes dispositivos para a iluminação em geral. da construção e da impureza de dopagem do semicondutor. 1. Dopando-se com fósforo.Estrutura do LED de potência. Eles podem ser construídos de formas diferentes e este assunto será abordado detalhadamente mais a frente (OLIVEIRA. entre os limites de comprimento de onda de 380 nm a 780 nm. A luz emitida por eles é monocromática. a luz emitida pode ser verde ou amarela. dependente do cristal. Fluxo Luminoso (φ) – É a radiação total da fonte luminosa. Utilizando-se fosfeto de gálio com dopagem de nitrogênio. Figura 1-7 . o qual é o foco deste trabalho. A construção básica de um LED de potência pode ser vista na figura 1-7. consegue-se fabricar LEDs que emitem luz de todas as cores. Os conhecidos LEDs3 são os componentes que possibilitam esta transformação.25 interações energéticas dos elétrons.

isto é. É expressa em candela (cd). Iluminância ou Iluminamento (E) – É a luz que uma lâmpada irradia. Existem normas especificando o valor mínimo da iluminância média. Como o fluxo luminoso não é distribuído uniformemente. é a Intensidade Luminosa que emana de uma superfície. relacionada à superfície a qual incide. 1998). para ambientes diferenciados pela atividade exercida e relacionados ao conforto visual. Toda a intensidade de luz medida pode ser traçada em candelas (SCHUBERT. A “luz branca natural” é aquela emitida pelo sol em céu aberto ao meio-dia. Na prática. Considera-se por isso a iluminância média (Em). 1998). A definição para a leitura de uma intensidade luminosa de 1 cd pode ser entendida como a potência óptica emitida por uma luz monocromática de 1/683 W com um comprimento de onda de 555 nm. os raios de luz não são vistos. 2006). Sua unidade é o Kelvin (K) (COSTA. Uma luz monocromática emitindo uma potência óptica de 1/683 W com comprimento de onda de 555nm tem fluxo luminoso de 1 lúmen. A “luz quente” é a que tem aparência amarelada e temperatura de cor baixa: 3000 K ou menos. Comparando com candelas pode-se dizer que 1 cd é igual a 1 lúmen por esterroradiano (SCHUBERT. Essa sensação de claridade é chamada de Luminância. ao contrário. . Quanto mais alta a temperatura de cor. 2006). cuja temperatura de cor é de 5800K. Temperatura de Cor – É a grandeza que expressa a aparência de cor da luz. tem aparência azul-violeta. nenhuma é visível. pela sua superfície aparente. Luminância (L) – Das grandezas mencionadas. Sua unidade é a candela por metro ao quadrado (cd/m2) (COSTA. Indica o fluxo luminoso de uma fonte de luz que incide sobre uma superfície situada a certa distância desta fonte. com temperatura de cor elevada: 6000 K ou mais. Intensidade Luminosa (I) – É o fluxo luminoso irradiado na direção de um determinado ponto.26 lúmen (lm). Em outras palavras. dentro de um ângulo sólido de 1 esferoradiano. é a quantidade de luz dentro de um ambiente e pode ser medida com o auxílio de um luxímetro. mais branca é a cor da luz. Na figura 1-8 é mostrada esta relação. a iluminância não será a mesma em todos os pontos da área em questão. Sua unidade de medida é o LUX (COSTA. A “luz fria”. a menos que sejam refletidos em uma superfície e aí transmitam a sensação de claridade aos olhos. 1998).

Indústrias Vias de tráfego. .2008) IRC 100 80 60 40 QUALIDADE Excelente / Muito bom Bom / Razoável Regular Ruim USOS Testes de cor. quando iluminando um determinado objeto (ANDRÉ. lojas.27 Figura 1-8 . É possível observar na tabela 1-1 os índices de IRC usualmente utilizados em vários tipos de ambientes. residências. Os índices variam conforme a natureza da luz e são indicados de acordo com o uso de cada ambiente. 2004). Fonte: OSRAM. Canteiros de obras. ou o mais próximo possível da luz natural. Postos de gasolina. Lâmpadas com IRC de 100 % apresentam as cores com total fidelidade e precisão. Escadas. Oficinas. 2008 Índice de Reprodução de Cores (IRC) – É a medida de correspondência entre a cor real de um objeto ou superfície e sua aparência diante de uma fonte de luz.IRC x Incicações (OSRAM. como regra. deve permitir ao olho humano perceber as cores corretamente. Tabela 1-1 . Quanto mais baixo o índice. estacionamentos Na figura 1-9 é ilustrada a influência do índice de reprodução de cores. Ginásios Depósitos. mais deficiente é a reprodução de cores.Temperatura de cor. A luz artificial. escritórios Áreas de circulação.

120 100 80 lm/W 60 40 17 20 0 19 20 50 80 113 100 104 IN C A N D . 2008 Curva de Distribuição Luminosa . varrendo toda a circunferência ao redor da fonte. Na figura 1-10 é apresentado um gráfico com a eficiência das principais fontes de luz. com paredes que reflitam a luz ao mínimo. 1998). 2008 Eficácia Energética – As lâmpadas se diferenciam entre si não só pelos diferentes fluxos luminosos que irradiam. deve ser uma fonte luminosa .28 Figura 1-9 .Influência do IRC Fonte: OSRAM. partindo do centro do diagrama. São adquiridos valores sempre em candelas. mas também pelas diferentes potências que consomem. a não ser que esteja especificado diferentemente. como pode ser visto na figura 1-11. Esta. Fonte: INTRAL. Assim esta relação é conhecida como eficiência energética e sua unidade de medida é o lúmen/Watt (lm/W) (COSTA. no qual se considera a lâmpada ou luminária como um ponto no centro do diagrama. As medidas são realizadas em uma sala completamente escura.Essa curva é representada em um diagrama polar. M IS T A LE D Luxe o n I M E R C ÚR IO M E T Á LIC A LE D R e be l F LUO R . Para poder compará-las é necessário que se saiba quantos lúmens são gerados por watt absorvido. A intensidade luminosa geralmente é representada na direção transversal e longitudinal. T 5 S Ó D IO Figura 1-10 .Eficiência de cada modelo de lâmpada.

Os bastonetes são mais abundantes e mais sensíveis que os cones. Internamente ao globo ocular existe a retina. São traçados vetores a partir do ponto central. Dentre os cones é possível identificar mais três divisões de células. As células responsáveis pela captura das cores são identificadas como cones e os bastonetes.29 de 1000 lúmens. . de acordo com a sensibilidade de cada uma das células do olho. sendo que a curva de distribuição luminosa é obtida ligando-se as extremidades desses vetores (OSRAM. as sensíveis a faixa de espectro correspondente a cor vermelha. 2008 1. A relação dos tipos de visão está representada na figura 1-12. para diferentes regimes de luminosidade.5 SENSIBILIDADE VISUAL O olho humano é receptor do corpo humano responsável pela captura do espectro visível emitido pelas fontes de luz. Fonte: OSRAM . cor verde e cor azul. Figura 1-11 .Curva de distribuição de intensidades luminosas para uma lâmpada fluorescente isolada (A) ou associada a um refletor (B). que é a parte sensora de luz. que formam o receptor RGB do olho. São identificados três diferentes tipos de visão. identificando a intensidade luminosa em cada abertura. 2008).

como a sensibilidade visual depende do comprimento de onda e da . a visão mesópica que se situa entre os níveis de luz da visão escotópica e fotópica. como a noite. Em situações de baixa luminosidade como uma noite sem lua. 2006 A visão fotópica refere-se a visão em ambientes com altos níveis de luminância.003 cd/m² até 3 cd/m². A visão escotópica refere-se à visão do olho humano quando os níveis de luminância são baixos. Este tipo de visão ocorre quando a luminosidade do ambiente está a níveis inferiores a 0. Fonte: SCHUBERT.Sensibilidade das células sensoras do olho humano. aparentando ter apenas diferentes tons de cinza. entretanto o senso de cor é essencialmente perdido no regime de visão escotópica. por fim. quando os sensores do olho são basicamente dos bastonetes. Figura 1-13 . Na figura 1-13 é possível observar a sensibilidade de cada célula do olho humano para os diferentes comprimentos de onda (SCHUBERT. acima de 3 cd/m². 2006 Então.30 Figura 1-12 . quando os níveis de luminância são de 0.003 cd/m². Fonte: SCHUBERT.Faixa de atuação dos tipos de visão. Eles têm muito mais sensibilidade que os cones. 2006). Existe. os objetos perdem sua cor.

figura 1-14 relata aproximadamente em que comprimentos de onda os maiores níveis de sensibilidade do olho humano são identificados. Para a área de conforto térmico. Fonte: OSRAM.31 luminosidade do ambiente. quanto menor o comprimento de onda (tons mais próximos ao violeta e azul). Figura 1-14 . a ventilação no ambiente. 2008 Por este motivo que uma cor branca fria (cor azulada) aparenta ter um melhor rendimento à noite. maior será a intensidade de sensação luminosa com pouca luz. teremos certo nível de barulho (ruído de fundo medido pelo seu nível de intensidade sonora em dB(A). a umidade relativa.6 CONFORTO LUMISOSO O primeiro nível para ser avaliado sobre o que é o conforto luminoso refere-se à resposta fisiológica do usuário. uma certa quantidade de . 1. e quanto maior comprimento de onda (tons mais próximos ao laranja e vermelho). sua distribuição e propagação etc). menor será a intensidade de sensação luminosa com pouca luz (SCHUBERT. as freqüências desse ruído. Para a área de acústica.Curva de sensibilidade visual do olho humano. Um determinado ambiente provido de luz natural e/ou artificial. contrastes dentre outros. um certo resultado em termos de quantidade. qualidade da luz e sua distribuição. 2006). O mesmo raciocínio serve para as outras áreas do conforto ambiental. Como resumo. teremos a temperatura do ar. produz estímulos ambientais. ou seja.

Exemplo: paredes. Iluminação de tarefa: as luminárias são instaladas perto da tarefa visual e do plano de trabalho iluminando uma área muito pequena. gôndolas. criando-se uma diferença 3. Iluminação localizada: concentra-se a luminária em locais de principal interesse. 1. para desenvolvermos determinadas atividades visuais. como um objeto ou uma superfície. 5 ou até 10 vezes maior em relação à luz geral ambiente. Este efeito pode ser obtido também posicionando a luz muito próxima à superfície a ser iluminada. O uso de LEDs adapta-se perfeitamente a este tipo de iluminação. Este tipo de iluminação é útil para áreas restritas de trabalho em fábrica. uniformidade.1 Os Sistemas de Iluminação Os sistemas de iluminação de ambientes podem ser divididos em dois grandes grupos.32 insolação dentre outros. Sistema secundário . esse efeito é obtido com o uso de pontos de luz. gerando visuais modernos e reduzindo o consumo de energia. auditivo e termo-metabólico e a elas responderá. Sistema Principal – caracteriza-se pela iluminação funcional do plano de trabalho. livre e não tão “funcional”. menor será o esforço físico que o olho terá de fazer para se adaptar às condições ambientais e desenvolver bem a atividade em questão. O usuário sentirá todas estas variáveis físicas do espaço por meio de seus sentidos. displays e .este sistema dá ênfase à “personalidade” do espaço. Do ponto de vista fisiológico. que são: Iluminação geral: distribuição aproximadamente regular das luminárias pelo teto. maior será sua sensação de conforto. Quanto menor for o esforço de adaptação do indivíduo. a sua “ambientação” por meio da luz.6. objetivos e quantificáveis. numa abordagem mais criativa. nosso olho necessita de condições específicas e que dependem muito das atividades que o usuário realiza. Geralmente. chamando a atenção do olhar. pois possibilita a formação de várias cores. Todos esses estímulos ambientais são físicos. Quanto melhores forem as condições propiciadas pelo ambiente. visual. É avaliado pela forma com que as luminárias são distribuídas no ambiente e pelos efeitos esperados. Este sistema ainda é dividido em três subgrupos. Esta parte do sistema pode ser ainda dividida em outros quatro grupos: Iluminação de destaque: coloca-se ênfase em determinados aspectos do interior arquitetônico. num primeiro momento. objetos. através de sensações.

contrastes de luz e sombra etc. Deve-se tomar cuidado com esse termo. Ou seja. destacando o objeto mais do que iluminando o próprio espaço. pois toda a luz deve ser. Iluminação de efeito: enquanto na luz de destaque procuramos destacar algo. sancas e corrimãos dentre outros. Iluminação decorativa: aqui não é o efeito de luz que importa. Nesse caso. Ex: Lustres antigos. arandelas coloniais e velas criam uma área de interesse no ambiente. arquitetônica. por definição. estão apenas sendo escolhidos elementos arquitetônicos para servirem de suporte à luz (OSRAM. estar em perfeita integração com a arquitetura. Iluminação arquitetônica: obtida quando posicionamos a luz dentro de elementos arquitetônicos do espaço. como cornijas. 2008). mas o objeto que produz a luz. aqui o objeto de interesse é a própria luz: jogos de fachos de luz nas paredes.33 quadros entre outros. .

têm se mostrado uma fonte luminosa promissora para o futuro. Eles têm chamado a atenção de pesquisadores e projetistas e estão sendo introduzidos no mercado principalmente como substitutos das lâmpadas de filamento. criando assim uma fonte luminosa.DIODOS EMISSORES DE LUZ A sigla em Inglês LED significa Light Emitting Diode. Os LEDs. ocorrem recombinações entre as lacunas e os elétrons. 2. que até então era livre. por possuírem um pequeno tamanho físico. amplamente utilizado na eletrônica. Neste capítulo serão apresentadas as principais características dos LEDs. Existem vários programas governamentais e fundos de investimento que são dedicados à pesquisa de produtos mais eficientes e que agridem menos o meio-ambiente. quando cientistas britânicos conduziram experimentos com Arseneto de Gálio (Gallium Arsenide – GaAs) e descobriram os primeiros diodos de luz que emitiam baixo nível de luz infravermelha. com uma junção tipo P-N. Essas recombinações forçam que a energia adquirida por esse elétron. principalmente devido a preocupação que o mundo tem demonstrado em relação ao esgotamento das fontes de energia. foi possível transformá-lo em um produto competitivo e atrativo para o mercado de iluminação (LUMIERE-2009).1 LED . em menos de 60 anos de sua descoberta. ou em português Diodo Emissor de Luz. Um diodo nada mais é. elétrica e luminosa. de forma que. não possuir metais pesados em sua fabricação (como no caso das lâmpadas fluorescentes) e estarem alcançando níveis de eficiência cada vez maiores. o que . Este processo de emissão de luz proveniente de uma fonte de energia elétrica é chamado de eletroluminescência. seja liberada. do que um dispositivo semicondutor. Em qualquer junção P-N polarizada de forma direta. Com algumas variações em sua construção. ele passa a emitir luz quando uma corrente elétrica interage com os elétrons de seu material. As elevadas expectativas acerca dos LEDs mobilizaram o avanço das pesquisas sobre esse produto. abrangendo a parte física.34 2 LEDS – DIODOS EMISORES DE LUZ A busca por fontes luminosas mais eficientes tem se intensificado nos últimos tempos. A luz gerada na pastilha é essencialmente monocromática e é produzida pelas interações energéticas do elétron.

Dentre esses elementos estão o gálio (Ga). alumínio (Al).1. 2007). os LEDs deixaram de ser componentes utilizados somente para sinalização de pequeno porte e passaram a ser empregados em aplicações em iluminação antes dificilmente abrangíveis. Os compostos mais usados são InGaN. Assim. de acordo com a relação de cada um destes componentes. Como a luz gerada é praticamente monocromática.Comprimento de onda das cores. verde e branca.2005). Comparações entre as eficiências . Como visto anteriormente. Na figura 2-1 é possível observar as cores geradas para cada comprimento de onda. e AlInGaP. também dependendo da relação utilizada na mistura destes componentes. fósforo (P). Figura 2-1 . laranja e amarela. 2005 O comprimento de onda resultante da excitação do cristal de um LED é determinado pelos elementos químicos utilizados na construção do cristal semicondutor. altera o comprimento de onda da luz emitida (OLIVEIRA. e a alteração da mistura desses elementos. ou da relação dessa mistura. portanto. a radiação emitida se concentra em uma faixa de comprimento de onda muito estreito. utilizada em LEDs emissores de luz azul.35 ocorre na forma de calor. dependente do cristal e da impureza de dopagem com que o componente é fabricado. índio (In) e nitrogênio (N). nos diodos comuns ou fótons de luz e calor nos diodos tipo LED.1 CARACTERÍSTICAS DOS LEDS Com as constantes melhorias apresentadas. 2. de forma a se obter várias cores no espectro. pode-se variar os comprimentos de onda emitidos. cada comprimento de onda emitido na faixa visível corresponde a uma cor específica (CERVI. arsênio (Ar). a cor emitida é. Fonte: CERVI. utilizada em LEDs emissores de luz vermelha.

Com estes dois combinados. A empresa CREE anunciou na revista Led Magazine. A medida da intensidade do brilho dos LEDs. para os LEDs tipo branco frio. Este valor deve ser aumentado ainda mais nos próximos anos devido ao crescente interesse de pesquisadores e governos nesta tecnologia. Radiometria . fluorescentes e de descarga e o seu tempo de vida útil. e acima de 200 lm/W ao final da próxima década. Sua unidade é o miliwatt (mW). Esses produtos já existem tecnicamente.S DOE . em lúmens. em termos de como seu brilho é percebido pelo olho humano. sendo assim representando quanto brilha e quanto o dispositivo é eficiente em termos de consumo de energia. Para comprimentos de onda que não estão visíveis ao olho humano.É o ramo da óptica que se preocupa em medir a luz. de forma fotométrica4. Conforme pesquisa realizada pelo U. é medida geralmente. como royal blue a medida é feita pelo método radiométrico5. deve-se obter valores acima de 150 lm/W em 2010. dado em mW. 2008). tem-se uma definição da eficiência óptica da potência consumida. uma vez que a eficiência luminosa máxima (teórica) obtida a partir de LEDs brancos é entre 160 e 250 lm/W. DOE. 5 . mostram o potencial que estes dispositivos têm. para serem inseridos em maior volume em inúmeras aplicações do mercado. 4 Fotometria .S. Na figura 2-2 pode ser vista a projeção da evolução dos LEDs segundo o U.É é a ciência que mede a luz em termos de sua potência absoluta.S. 2008). Mesmo assim isto representa que ainda há espaço para o incremento de eficiência destes dispositivos (LED MAGAZINE. dependendo da temperatura de cor e índice de reprodução de cores obtidos. apresentada em setembro de 2008. em 20 de novembro de 2008. Lúmen é a medida da intensidade percebida da luz e Watt é a medida padrão para potência. DOE (U. um LED de potência com eficácia luminosa de 161 lm/W para LEDs na cor branco frio com 4689K utilizando uma corrente de 350 mA o que consagraria seu uso na iluminação pública. descreve a potência radiante associada a um dado comprimento de onda. quando o comprimento de onda emitido por ele está no espectro visível do olho humano. O desafio agora é conseguir fabricá-lo em escala comercial.36 luminosas das lâmpadas incandescentes.

Os LEDs apresentam outros benefícios. 2008). DOE. 2008 Um detalhe importante a ser analisado é que o fluxo luminoso característico de uma lâmpada convencional é irradiado em todas as direções e.Marcas da indústria sobre eficácia dos LEDs L . assim. Também não apresentam gás ou filamento para 6 A expectativa de 20 anos é considerando o uso de 8 horas por dia e 30 dias por mês do LED K2 da Philips .000 horas.37 Figura 2-2 . Nos LEDs é possível a utilização de lentes refletoras diretamente sobre a pastilha emissora de luz. grande parte deste fluxo é irradiado em direções onde não há interesse e acaba sendo absorvido pelas superfícies sem contribuir de forma plena para a iluminação do ambiente mesmo com o uso de luminárias para o direcionamento da luz. Apresentam também um baixo custo de manutenção. se forem utilizados valores de corrente abaixo de seus limites máximos e um bom gerenciamento térmico (LUMILEDS. pois podem atingir uma vida útil elevada. chegando a casa dos 20 anos6. dos quais é possível citar sua confiabilidade. podendo ultrapassar às 100.S. resistência a grandes variações de temperatura (de -20 ºC a 120 ºC) e a vibrações. o que direciona a luz e pode representar um aproveitamento de praticamente 100% da energia luminosa produzida dependendo da aplicação (OLIVEIRA. garantindo assim a continuidade de operação independentemente das condições do local de uso. Fonte: U. Os LEDs apresentam uma vida útil muito elevada. 2007).Prize Competition.

2005) Os LEDs possuem um grande mérito com as questões ambientais.38 geração de luz. cita-se que o famoso quadro “Mona lisa” de Leonardo Da Vinci. É conhecido que a iluminação representa uma grande porcentagem da energia consumida no mundo (segundo o U. Como curiosidade. exposto no Museu de Louvre em Paris. Devido às baixas tensões a que os LEDs operam. Lumileds. Como não necessitam de ignitores ou como as lâmpadas fluorescentes e HID. Como é possível delimitar os comprimentos de onda a serem emitidos. radiação esta que é intrínseca nas lâmpadas de filamento.S. como lâmpadas fluorescentes e HID. no processo de fabricação. bem como a emissão de radiação ultravioleta que podem causar a degradação da imagem. incluindo as lâmpadas compactas (U. para gerar um pulso de alta tensão para sua partida. DOE cerca de 22 % do total de energia consumida nos Estados Unidos é para iluminação) e que a queima de carvão e petróleo ainda é uma das principais fontes de energia elétrica. Assim foi possível evitar o efeito de aquecimento (radiação infra-vermelha). devido ao seu menor consumo de energia. bem como a eficiência e a coloração dos LEDs. Assim com a adoção das lâmpadas de estado sólido para a iluminação em geral. Com essa nova tecnologia o sistema de dimerização também se torna mais simples. é proporcionada uma maior segurança ao usuário. nas fontes luminosas convencionais de alta eficiência. 2008). é diretamente dependente da temperatura da junção semicondutora e da forma como a energia é fornecida a eles. a emissão de carbono na atmosfera também seria reduzida (PERIN. caso que. evita-se a geração de radiação infravermelha responsável pelo aquecimento do ambiente. passou a ser iluminado por uma luminária com sete LEDs reunidos de forma que alcançassem um IRC maior que 90. pois não necessitam de mercúrio (considerado altamente tóxico) como todas as lâmpadas fluorescentes. operando com corrente de 700mA e temperaturas de junção de até 140 ºC. (LED MAGAZINE. Um dispositivo eletrônico de alta confiabilidade e um bom sistema de estabilização térmica deve ser utilizado para prover o correto desempenho de uma luminária de LEDs (PERIN. DOE. o que resulta em uma baixa irradiação de calor. Entretanto. 2007). este processo é bastante complicado e por isso pouco comum na maioria das aplicações gerais.S. os dispositivos de acionamento também se apresentam mais seguros. todas estas vantagens. 2007). .

verde e amarela. A máxima temperatura de operação é determinada pelas considerações de desempenho.2 Tipos de LED Existem disponíveis no mercado várias formas e tamanhos de LEDs. têm uma resistência térmica de aproximadamente 250 K/W. sendo aplicados em projetos arquitetônicos e vitrines. resultando em diferenciados tipos de feixes luminosos com ângulos de abertura específicos. dentre outros. Os encapsulamentos que utilizam pads de dissipação feitos de alumínio ou cobre. Seu encapsulamento não propicia uma troca térmica com o dissipador. muitos estudos vêm sendo executados para a utilização destes LEDs em luminárias de iluminação pública (OLIVEIRA. painéis eletrônicos. introduzidos no final de 1960 e ainda utilizados para itens de baixa potência até os dias atuais. Os mais antigos. 2007). sendo que cada tipo apresenta um encapsulamento próprio.39 2. . Basicamente. • LEDs de potência: Por convenção. juntamente com a máxima temperatura de operação. que transferem o calor diretamente a partir do chip para a placa de circuito impresso. pequenas lanternas. Estes LEDs são usualmente aplicados onde não se necessita de uma grande intensidade luminosa.1. caracteriza-se como LEDs de potência os que trabalham com correntes maiores que 350 mA. o que permite a extração de um fluxo luminoso maior. o que representa uma vida útil menor se comparado com os LEDs de potência. 2006). A resistência térmica do encapsulamento dos LEDs. estes LEDs são geralmente transparentes e possuem uma eficiência maior que a dos LEDs indicadores. Apostando nas inúmeras vantagens destes dispositivos. como em semáforos. Possuem um invólucro colorido que tem a função de filtro óptico. Na figura 2-3 são apresentados diversos tipos de encapsulamento dos LEDs e suas resistências térmicas. possuem uma resistência térmica entre 6-12 K/W (SHCUBERT. determinará a máxima potência térmica que poderá ser dissipada pelo encapsulamento. • LEDs de alto brilho: emitem em um comprimento de onda específico e não necessitam de filtros ópticos. os LEDs se dividem em três categorias: • LEDs indicadores: geralmente utilizados em equipamentos eletro-eletrônicos para sinalização de status do equipamento. pela degradação do encapsulamento e pelas considerações de eficiência quântica interna. o que representa uma potência em torno de 1 W. são de baixa potência e funcionam com correntes na faixa dos 20 mA. As cores mais comuns destes tipos são vermelha. Estes LEDs já são utilizados para iluminação em ambientes internos. selecionando a cor emitida. Assim.

(a)5 mm (b)perfil baixo (c)Perfil baixo com lead frame estendido (d) pad de dissipação (heatsink slug) (e) pad de dissipação mondado em placa de circuito impresso. multiplicando sua eficiência luminosa algumas vezes.40 Figura 2-3 . uma nova concepção de design devido ao seu reduzido tamanho. mas possibilitam também.Resistência térmica dos encapsulamentos de LEDs .). Na figura 2-4 é possível observar a evolução das diferentes formas de fontes luminosas. “Barracuda”-(d e e – LUMILEDS Corp. Figura 2-4 .) Fonte: SCHUBERT. ) e “Dragon”(d e e – Osram Opto Semiconductors Corp. Esta tecnologia tem um potencial não só para alcançar os altos níveis de desempenho das mais eficientes fontes luminosas atuais. Os nomes comerciais para estes encapsulamentos são “piranha”(b e c – Hewlett Packard Corp.Evolução das fontes luminosas Fonte: LUMILEDS-2008 . 2006 A tecnologia de LEDs teve um avanço exponencial nos últimos 10 anos.

que tem comprimento de onda na faixa dos 450nm. os Leds coloridos já eram bastante utilizados na iluminação de fachadas. etc. 2. com intensidades similares (SCHUBERT. e gerar luz branca (LUMIERE-2009).3 LED de Luz Branca O primeiro passo que possibilitou o uso de LEDs como concorrentes das fontes tradicionais de luz foi a descoberta do diodo de luz branca. recoberto por uma camada de fósforo. usando Gallium Nitride (GaN). a utilização de um LED ultravioleta recoberto por uma camada de fósforo (similar as lâmpadas fluorescentes) e a utilização de um conjunto de LED’s de diferentes cores.1. Após a descoberta da luz azul. isto é. A outra parcela de energia é absorvida pela camada de fósforo e convertida nas porções do espectro complementar ao azul.41 2. 2006). o sistema RGB. sendo que. se os três tipos de cones localizados na retina do olho humano são excitados em uma determina razão. Parte da onda é absorvida pelo fósforo e retransmitida em uma vasta quantidade de comprimentos de onda complementares ao azul. Uma parcela da luz azul atravessa a camada de fósforo. Os primeiros Leds azuis surgiram nos anos 90.1 LED Azul Recoberto por Camada de Fósforo Este método é baseado no LED de cor azul.1. Conforme pode ser visto na figura 2-5 o resultado da combinação destas cores é a emissão de um feixe luminoso branco. os Leds verdes foram produzidos usando Gallium Phosphide (GaP).3. a utilização de um LED azul recoberto por uma camada de fósforo. que permitiu assim sua aplicação também na iluminação de ambientes. foi possível avançar ainda mais. que são. Existem basicamente três formas para a obtenção da luz branca nos LEDs. . A luz é percebida pelo olho humano com sendo branca. Em meados dos anos 70. dez anos após a descoberta dos LEDs vermelhos. sinalização de objetos. gerando a parte azul do espectro. até então.

Emissão espectral do LED Branco baseado em conversão por fósforo.42 Figura 2-5 .3. 2006 Essa técnica resulta em uma alta temperatura de cor e índice de reprodução de cor relativamente baixo. pois a banda deslocada está numa faixa praticamente invisível. atrelada a um simples processo de controle (U. isto não influencia na temperatura de cor. (OLIVEIRA. ainda é o método mais utilizado pois ainda gera uma eficiência energética aceitável. Esta redistribuição da onda também causa uma perda de eficiência. vermelho e verde) formando o sistema RGB (Red. Este método é similar ao utilizado em tubos de lâmpadas fluorescentes. 2007) A eficiência luminosa de LEDs baseados em conversores de radiação ultravioleta em luz branca é menor do que os baseados em LEDs azuis excitando fósforo amarelo (SCHUBERT.2 LED Ultravioleta Recoberto por uma Camada de Fósforo A segunda maneira de se obter a luz branca é a partir de um LED emissor de luz ultravioleta. DOE. As bandas visíveis são originadas pelos fósforos e são independentes da corrente de polarização. O fósforo absorve o ultravioleta e o converte em bandas nas cores primárias que quando combinados geram a luz branca. Blue). Esta configuração apresenta um deslocamento da banda relativo à variação da corrente de polarização. 2006). 2008).S. recoberto por camadas de fósforo diferentes. resultando em uma temperatura de cor estável.1. Fonte: SCHUBERT. que possam emitir as cores primárias (azul. Green. Entretanto. . 2.

devido à necessidade de sensoriamento e comandos independentes para as diferentes cores emitidas no espectro.3 Conjunto de LEDs de Diferentes Cores A terceira maneira de obter-se o LED de cor branca consiste em misturar radiações de LEDs coloridos em proporções determinadas. é que efeitos como temperatura de junção. o que causa um incremento significativo na complexidade do sistema de alimentação e controle (OLIVEIRA. 2005 . conforme pode ser visto na figura 2-7. reduzindo sua eficácia luminosa e alterando a temperatura de cor resultante. Combinando-se as cores vermelhas. que deve ser levada em conta. Uma característica importante dos LEDs. tempo de utilização e corrente de polarização direta de cada cor de LED podem alterar de forma diferente. verdes e azuis. tornando-a bastante promissora.Controle de LEDs de sistema de RGB. através de um controle de intensidade luminosa de cada um destes feixes luminosos.43 2. A obtenção da luz branca através desta metodologia é a mais eficiente de todas. Figura 2-6 .3.1. Fonte: CERVI. Entretanto os custos com o complexo circuito de controle vide figura 2-6 desse sistema são mais elevados que os utilizados nos LEDs a base de fósforo. pode-se obter um resultado que fique próximo a qualquer cor dentro do plano formado por estes comprimentos de onda. 2007).

sendo que sua intensidade luminosa diminui progressivamente. Na grande parte das instalações. até falhar e cessar a emissão de luz totalmente. Quando houver diminuição da intensidade luminosa do ambiente pela falha das lâmpadas ou pela redução da intensidade luminosa. Esta técnica de controle dos LEDs não deve ser analisada simplesmente como um método para a geração de um feixe de luz branca. 2003 Este sistema apresenta várias vantagens em relação às outras formas de geração de luz a partir de LEDs. por exemplo. mas sim a geração de qualquer cor de luz a partir da mesma fonte luminosa. Este trabalho de substituição tem um custo extremamente elevado e pode chegar a 16 vezes o custo da lâmpada segundo estudo realizado pela PHILIPS LUMILEDS. existe um valor mínimo de luz admissível pelos padrões impostos pelos clientes. um ambiente que altere a cor de tempos em tempos. 2005). fluorescentes e as lâmpadas de alta pressão mantém a emissão de luz com leve depreciação ao longo de sua vida útil. 2. Essa característica não é observada nos LEDs de potência. Isto porque este sistema é ideal para aplicações arquitetônicas ou decorativas onde há a necessidade de se iluminar com diferentes cores. possibilidade de ajuste da temperatura de cor e possibilidade para variação de cores. a substituição do sistema deve ser efetuada. ou pelas normas vigentes. A indústria de iluminação historicamente tem estipulado valores para permitir que os projetistas possam estimar os intervalos de troca de lâmpadas. dentre elas um alto índice de reprodução de cores. a alteração da cor conforme a temperatura ou conforme a estação do ano.Geração de LUZ branca pelo sistema de RGB Fonte: SERPENGUZEL.44 Figura 2-7 .2 MANUTENÇÃO DO FLUXO LUMINOSO DOS LEDS Geralmente as fontes de luz artificial tradicionais como as lâmpadas incandescentes. mas dificilmente se extinguirá totalmente. dentre outras inúmeras aplicações (CERVI. garantir nos níveis de .

Manutenção luminosa de diferentes fontes de luz Fonte: U. Figura 2-8 . Diferente das lâmpadas tradicionais. porém mesmo testando-os em regime permanente 24 horas por dia e 7 dias por semana para um LED com expectativa de 50. provavelmente os itens testados já estariam obsoletos.000 horas o teste levaria 5.7 anos. .45 iluminação mínima e comprovar os gastos do investimento inicial. um valor enquadrado na classificação B10 representa a quantidade de horas estimadas para que 10% da população de lâmpadas falhem totalmente. O tempo em que metade das lâmpadas falharem é indicado então como a vida média daquelas lâmpadas. 2008 Um LED raramente falha totalmente. DOE. Por exemplo.000 horas este processo leva em torno de 15 meses. ao término deste tempo. A vida útil das fontes de luz tradicionais é indicada através de procedimentos de testes já consagrados e normalizados. Baseado no rápido desenvolvimento desta tecnologia. Outra classificação comumente utilizada para as lâmpadas convencionais é o B50 conhecido também como vida média das lâmpadas.S. Para uma lâmpada com vida útil de 10. ao invés disto. Por exemplo. a expectativa de vida de uma lâmpada fluorescente compacta é encontrada de acordo com os testes da norma LM-65 publicada pela IESNA7. a aplicação de ciclos de liga e desliga não é um fator determinante da vida dos LEDs. Na figura 2-8 é possível visualizar a depreciação do fluxo de diferentes fontes de luz. Uma amostra estatística de lâmpadas é testada a uma temperatura ambiente de 25°C usando um ciclo de operação de 3 horas ligadas e 20 minutos desligadas.Illuminating Engineering Society of North America. diminui seu fluxo luminoso com 7 IESNA .

Osram Sylvania/Osram Opto Semiconductors. Então a intensidade luminosa é medida após este primeiro período de sazonamento e a partir daí é normalizada para 100%. 8 ASSIST .. Entretanto em aplicações mais específicas recomendase que este valor seja melhor analisado. que é publicado pelo LM 80. a ASSIST propõe basicamente dois padrões para estimar a vida útil de um LED: • • Tempo para manutenção da intensidade luminosa de 70 %. esses dados são extrapolados para assim estimar a sua expectativa de vida. quando a redução é gradual. 2009). Assim.é um comitê independente cujos participantes incluem a Boeing. GELcore. Pesquisas da ASSIST mostram que 30 % de redução na intensidade luminosa também é aceitável para a maioria das aplicações de iluminação em geral. A intensidade luminosa dos LEDs normalmente varia mais rapidamente durante as primeiras 1000 horas de operação. uma nova forma para estimar a durabilidade destes componentes precisou ser criada.(LUMILEDS². autoridades de pesquisa e desenvolvimento de energia de New York. America Corporation. Baseado nesta pesquisa. A ASSIST8 definiu que uma manutenção de fluxo luminoso de 70% entra no limite a que o olho humano consegue distinguir. Em grande parte das aplicações decorativas o valor de 50% de redução pode ser considerado. Na figura 2-9 é apresentado um gráfico representando as medidas adquiridas nas primeiras 6000 horas de funcionamento do LED Luxeon K2 da PHILIPS LUMILEDS (LUMILEDS². Se o nível L70 e L50 não forem atingidos durante as 6000 horas iniciais. 2009) . indicada por L50. Nichia. Tempo para manutenção da intensidade luminosa de 50 %. As medidas entre as 1000 e 6000 horas são comparadas com o nível de intensidade inicial (1000 horas). A IESNA desenvolveu um procedimento de teste para LEDs baseado em recomendações da ASSIST.Alliance for Solid-State Illumination Systems and Technologies.46 o passar do tempo. indicada por L70. Philips Lighting e a Agencia de proteção ambiental do s Estados Unidos.

47 Figura 2-9 . existem vários fatores. Figura 2-10 . externos a construção dos LEDs que influem no seu desempenho e vida útil. Nas figura 2-10 e figura 2-11 é possível visualizar os efeitos da redução da corrente e da redução da temperatura da junção na vida útil dos LEDs. embora o fabricante indique os valores de vida neste padrão. 2009 . Sua temperatura de trabalho e corrente de funcionamento são os principais fatores a serem analisados para garantir que seu desempenho seja de acordo com o esperado.Manutenção luminosa pelo tempo de operação LED LUXEON K2 Fonte: LUMILEDS².Relação da manutenção luminosa pela corrente de funcionamento Fonte: LUMILEDS². 2009 Entretanto.

representado pela figura 2-12. menor será a intensidade luminosa do dispositivo. A temperatura da junção é basicamente afetada pelos três parâmetros citados . A máxima temperatura de junção da pastilha interna do encapsulamento. para que seja possível uma correta avaliação faz-se necessário juntar essas duas características. Quanto maior for a temperatura na junção do LED. 2009 2. 2009 Sendo assim. O gráfico abaixo.1 GERENCIAMENTO TÉRMICO Um bom controle térmico de uma aplicação com LEDs é muito importante para garantir a expectativa de vida indicada e melhorar a performance do sistema de iluminação. é baseada no máximo estresse térmico do material que não pode ser excedido para evitar a falha precoce do semicondutor.Relação da manutenção luminosa pela temperatura na junção do LED e corrente de operação Fonte: LUMILEDS².48 Figura 2-11 . Figura 2-12 . dada pelo fabricante. traduz o tempo de manutenção da luminosidade levando em conta estes dois parâmetros (LUMILEDS².2009).Relação da manutenção luminosa pela temperatura na junção do LED Fonte: LUMILEDS².2.

para convenção natural de resfriamento.Caminho térmico entre a Junção do LED e as condições do ambiente. Figura 2-13 .Potência dissipada pelo LED.2008 . Quando um projeto utilizando LED de potência é realizado. permitindo um caminho desobstruído para o fluxo de ar. até o dissipador é por meio de condução. fonte de calor. o caminho térmico a partir da pastilha. Embora o calor removido do dissipador seja por convecção.49 abaixo: . Desta forma o calor gerado pelo driver não contribuirá para o aquecimento da junção do LED. .Melhorar a condutividade térmica entre o dissipador e o LED é muito útil para diminuir a temperatura da junção.A mais importante consideração para o sucesso do projeto é minimizar a quantidade de calor que precisa ser removida. Pode-se perceber que quando há um material de interface. devem ser realizadas as seguintes considerações: . os vãos de ar são preenchidos e a área de troca térmica é aumentada. e o calor gerado pelo LED também não afetará a vida útil do driver (CREE.Influência do material de interface térmica no caminho térmico entre dois materiais Fonte: BREIDENASSEL. Para isto devem ser analisadas as características da luminária. Na figura 2-13 pode ser vista a influência de um material de interface térmica. .Temperatura ambiente nas imediações do LED. geralmente é utilizada pasta térmica ou adesivos propriamente desenvolvidos para este fim.A segunda estratégia mais eficiente é minimizar a temperatura ambiente dentro da luminária. . Como material de interface. no caminho térmico entre dois materiais. . da pastilha do LED. 2008). Então é importante separar o sistema eletrônico de controle de corrente.

este bloqueará a formação de correntes de ar de convecção e reduzirá substancialmente a capacidade de resfriamento do sistema (CREE. 2008).Finalmente. É importante que a posição da placa/dissipador fique no plano vertical. .50 . a orientação da placa do LED e/ou dissipador deve ser considerada cuidadosamente. Se estiverem no plano horizontal.

que pretende extinguir o uso desses produtos nos próximos três anos. O mais radical é o governo da Austrália. Mesmo ainda não aplicando um programa de substituição compulsória destas lâmpadas. é que o país não fabrica as lâmpadas eficientes. 2007). representando aproximadamente 37. o que tornará estas opções ainda mais viáveis. Na época do racionamento. em 2002. Nos tópicos a seguir é possível ter uma idéia de como os países estão se planejando referente ao uso das lâmpadas incandescentes: . que farão aumentar a busca por outras tecnologias. Uma grande dificuldade em promover a substituição em massa das lâmpadas incandescentes no Brasil. não esta fora desse cenário. Estima-se que estas mudanças no cenário internacional provocarão queda de preços também no Brasil. também farão com que ocorra a redução em seu preço. 2007). Além de um consumo da energia mais eficiente. essa relação era de seis vezes (BRASIL ENERGIA. e assim abre-se a possibilidade das lâmpadas de LED também serem uma opção na substituição das lâmpadas incandescentes.1 % das lâmpadas dos domicílios brasileiros. principalmente por lâmpadas fluorescentes e LEDs. já em 2010. Este estudo mostra que de uma forma geral há uma grande preocupação com o consumo de energia eficiente no país.Austrália: O país deverá ser o primeiro a banir o uso de lâmpadas incandescentes. . sendo que a grande maioria é importada da China (ABILUMI. por meio do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel). Mesmo com a previsão da extinção das lâmpadas incandescentes. Estas lâmpadas de baixa eficiência já tiveram o fim de sua fabricação decretado em vários países Europeus que programam a descontinuidade de fabricação para os próximos dez anos. o país possui políticas para o uso mais eficiente da energia elétrica em iluminação. quando as lâmpadas eficientes invadiram o mercado brasileiro.Canadá : Anunciou a interrupção de vendas de lâmpadas incandescentes até 2012. Essas decisões. a extinção das lâmpadas incandescentes vai ser benéfica também para o bolso dos consumidores brasileiros. . Atualmente o preço médio de uma lâmpada fluorescente compacta é o triplo do valor de uma incandescente com características semelhantes. O Brasil apesar de possuir planos mais conservadores.51 3 AS LÂMPADAS INCANDESCENTES TRADICIONAIS Já é fato que em um breve futuro as lâmpadas incandescentes deixarão de ser utilizadas em todo o mundo. elas ainda mantêm seu uso em alta no Brasil.

3. atingindo aproximadamente 3. Ambas apresentam um filamento de tungstênio em seu interior. residenciais e/ou iluminação pública. Assim.000 ºC.México: implementação com a Noruega. em um futuro não tão distante estará presente na maioria das aplicações de iluminação. é possível deduzir que mesmo com um investimento inicial mais elevado. . o país europeu pagou pela troca de lâmpadas incandescentes por outras mais eficientes no México. ao longo de sua vida útil. Entretanto a correta comparação do preço das lâmpadas de LED com as lâmpadas comuns não possa ser feita levando em conta simplesmente a relação de intensidade luminosa por potência. em contra partida este vendeu cota de emissão de gás carbônico para a Noruega. 2009).Venezuela: tem como meta substituir 27 milhões de lâmpadas incandescentes por lâmpadas eficientes nos setores comerciais. 2009). aquece a altas temperaturas. industriais e oficiais.Nova Zelândia: estuda a adoção de medidas semelhantes às da Austrália. sejam elas comerciais. diante de US$27 por milhões de lúmens/hora de uma lâmpada incandescente (LUMIERE. 2007). e provavelmente. uma lâmpada de LED já se torna mais viável do que lâmpadas incandescentes convencionais. neste processo. .União Européia: As indústrias terão 8 anos para alterar a produção de lâmpadas incandescentes para a produção de lâmpadas de halogênio e fluorescentes e desenvolver lâmpadas incandescentes mais eficientes. mas sim a quantidade de lúmens/hora emitida pelo ponto de luz. . Com isso. tratam de ser um aperfeiçoamento das lâmpadas incandescentes comuns. um LED custa US$ 20 por milhões de lúmens/hora. Considerando o significante avanço na tecnologia. átomos de tungstênio evaporam do filamento.1 LÂMPADAS HALÓGENAS As lâmpadas halógenas. de acordo com estudo realizado pelo instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo (IPT). a principal dificuldade para desencadear a utilização de lâmpadas de LED em grande escala é o preço. durante sua vida útil. que quando este é percorrido por corrente elétrica. . O governo Americano já reconheceu o potencial dos LEDs e pretende utilizar esta tecnologia em todos os prédios do governo para também estimular o desenvolvimento da iluminação de estado sólido (FIMIANI. Lâmpadas incandescentes entre 25 e 100 W deverão ser extintas em 2015 (BRASIL ENERGIA.52 .

Desempenho lâmpadas halógenas pela variação da tensão de alimentação Fonte: OSRAM. assim. mais eficiente ele é na conversão da eletricidade em luz. No caso das lâmpadas halógenas. Figura 3-1 . 2008). nas lâmpadas incandescentes comuns. em relação a sua sensibilidade e a tensão de alimentação. sendo que sua vida é inversamente proporcional ao sentido da variação da alimentação (GOODMAN. 2009). quando o filamento opera muito quente a sua vida é encurtada. provoca variações de mais de 50% em sua vida útil. A luz é gerada pelo aquecimento do filamento até a incandescência. estas são preenchidas por uma mistura de gases inertes e halogênio. Este é o motivo porque lâmpadas de mesma potência (watts) podem ter diferentes fluxos luminosos (lúmens) e diferentes vidas (horas). estes átomos prendem-se na parte interna do bulbo. 2009 .conforme pode ser analisado na figura 3-1. Os átomos desses gases combinam-se com os átomos de tungstênio que se desprendem do filamento e os transportam de volta. Quanto mais quente o filamento. também compartilham dos mesmos problemas. As lâmpadas halógenas. Contudo. por isso necessitam de um bulbo suficientemente grande para evitar seu rápido escurecimento. Segundo matéria disponibilizada pela Philips uma variação de apenas 5% na tensão de alimentação da lâmpada.53 Desta forma. apesar de serem mais eficientes que as incandescentes comuns. Esta característica proporciona às lâmpadas halógenas um tamanho reduzido e uma durabilidade maior (OSRAM. o projeto de cada lâmpada é um equilíbrio entre eficiência e vida.

As curvas espectrais de energia mostrada na figura 3-2 apresentam os valores comumente encontrados nas lâmpadas de iluminação de diferentes temperaturas de cor. Se a lâmpada halógena for tocada com as mãos. ao se retirar da embalagem por exemplo. o bulbo da lâmpada pode vir a trincar. Quanto a distribuição da energia radiante produzida pelas lâmpadas. laranja e amarelo são enfatizadas na iluminação com estas lâmpadas enquanto as cores "frias" como azul e violeta sofrem suavização (GE. Assim que a lâmpada é colocada em operação. as cores "quentes". pode ser encontrada uma flutuação de 8% na potência consumida. a gordura presente nas mãos pode se depositar nestas ranhuras. pois não irá dilatar adequadamente devido aos obstáculos presentes nas ranhuras. não existe nenhuma banda ou comprimento de onda específicos no qual a radiação não ocorra. Neste caso. com essa mesma variação na tensão de alimentação. aumentando até seu ponto máximo na extremidade vermelha. ou seja. O quartzo possui pequenas ranhuras e sofre pequenas dilatações durante o funcionamento da lâmpada. 12 % na eficiência luminosa e 22% no fluxo luminoso emitido. Devido a esta característica de distribuição. 2002 ). Figura 3-2 . mas não em quantidades iguais. esta é distribuída no que é chamado de espectro contínuo. 2002 Elas são fabricadas com um bulbo à base de quartzo que resiste às altas temperaturas geradas. que significa que não existem falhas no espectro de energia de comprimentos de ondas. pode ocorrer a evaporação dos gases halógenos e . o que no caso do vidro.54 Além disso. que é emitido desde o ultravioleta até infravermelho. não seria possível. Notase que todos os comprimentos de onda estão presentes na faixa de emissão da lâmpada. É percebido que a energia é relativamente pequena nas faixas próximas ao azul do espectro.Distribuição espectral da energia das lâmpadas incandescentes Fonte: GE. como vermelho.

3. o qual perdeu força no mercado e cedeu seu lugar para os transformadores eletrônicos. A seguir será realizada uma análise mais detalhada sobre as duas topologias. . Desta forma necessitam de um conversor para prover esta baixa tensão a partir da rede elétrica principal.2 CONVERSORES DE BAIXA TENSÃO Como visto. Para a alimentação destas lâmpadas. O método mais comum para tanto. em instalações decorativas. 2009). 50 W. pois apresentam uma temperatura de cor quente.Extra Low voltage ou em português tensão extra baixa. que é ideal para ambientes de lazer. 12 V e 24 V. é comum a utilização de lâmpadas alimentadas em baixa tensão . A seguir será apresentada uma descrição destes conversores. Isso evitaria a necessidade de ter-se um pequeno 9 ELV. tipicamente utilizada para referenciar equipamentos/dispositivos que trabalham em baixa tensão.55 conseqüentemente a queima precoce do filamento (OSRAM. O sistema mais antigo para estes conversores é baseado no transformador eletromagnético. são de 10 W. para alimentação de lâmpadas de baixa tensão. o uso de um transformador de maior potência pode-se tornar vantajoso se o objetivo é instalar várias lâmpadas em uma mesma rede. sendo que as mais comuns são as de 12 V. 20 W. Inicialmente utilizadas basicamente em aplicações comerciais mais sofisticadas. torna-se necessária a utilização de um conversor que reduza a tensão da rede elétrica para a tensão adequada a seu funcionamento.ELV9.1 Transformadores Eletromagnéticos Este tipo de transformador já foi utilizado em grande escala. menos que 50V. Os valores de potência mais comuns para estas lâmpadas. principalmente na área de iluminação decorativa. 3. é a utilização de transformadores. 75 W e 100W . 127 V ou 220 V. Os transformadores eletromagnéticos são disponibilizados no mercado em várias faixas de potências para a utilização como fonte de alimentação destas lâmpadas.2. porém perdeu força e cedeu espaço para os transformadores eletrônicos. 35 W. sendo que o maior volume está centrado nas lâmpadas de potência igual ou inferior a 50 W. Estas lâmpadas absorveram uma grande parcela do mercado de iluminação nos últimos anos. passaram a ser utilizadas em grande escala também em casas e escritórios. Geralmente são disponíveis em tensões de 6 V. sejam eletromagnéticos ou eletrônicos.

Para esta corrente elevada os cabos da rede precisariam de uma bitola também elevada para evitar queda de tensão significativa o que. Seu controle poderia ser realizado com um circuito integrado. tamanho.2005). é colocado um retificador de ponte completa. sendo que na grande maioria das novas instalações os modelos eletrônicos são utilizados. a corrente para a alimentação de várias lâmpadas juntas pode acabar sendo muito elevada.2. Uma vez que o ciclo tenha iniciado. gerando uma tensão semi-senoidal com o dobro da freqüência de alimentação.56 transformador para cada lâmpada. o diodo “D” mantém a tensão em “C1” abaixo do nível de disparo do diac. . devido ao seu reduzido peso e tamanho. Ainda são inconvenientes devido ao seu elevado peso. 3. O princípio de funcionamento A partir de uma linha de tensão de 127 V ou 220 V. O tempo para o diac iniciar a condução pode ser modificado alterando a constante de tempo da rede RC formada pelo resistor “R” e o capacitor “C1”. Porém. 50 ou 60 Hz.2 Transformadores Eletrônicos Os transformadores eletrônicos têm tomado grandes proporções de venda para aplicação com lâmpadas halógenas. a eficiência energética de um transformador eletrônico fica na faixa de 90 %. Essa variação pode ser utilizada para prover a característica de dimerização para a lâmpada. conforme pode ser visto na figura 3-3. entretanto como é uma solução mais cara a grande maioria dos fabricantes opta por um circuito auto-oscilante. Além disso. São comuns em instalações mais antigas. Possibilitam a dimerização e eliminam o ruído audível. assim o transistor poderá desligar. e geração de ruído audível. se comparado com um modelo eletromagnético de mesma potência. pois operam em freqüências maiores que 20 kHz. dependendo da instalação pode não ser viável. A topologia para este circuito mais comum é o clássico half-bridge ou meia-ponte. com o desligamento de seu circuito e rearme automático quando o problema for resolvido. Os transformadores eletrônicos possibilitam a inclusão de um sistema de proteção contra curto circuito na saída. enquanto seu similar eletromagnético apresenta uma eficiência em torno de 75 % (ELLIS. como a tensão é baixa. geralmente 12 V. Um diac inicia a condução de um transistor da meia-ponte a cada ciclo iniciando a oscilação. onde os dois transistores são comandados por fases opostas provenientes da realimentação pela saída do circuito. por trabalhar em baixas freqüências.

. assim a freqüência de oscilação também é alterada. Os diodos. menos corrente circula pelo transformador de realimentação “T1” que polariza os transistores. tipicamente utilizada como sendo 10 vezes a freqüência natural do circuito (FICHIERA. Esta por sua vez depende da carga que está ligada em sua saída. permitem que a corrente circule quando estas estão desligadas. Neste ponto a alimentação da base do transistor é removida e uma vez que o storage-time tenha decorrido o transistor desliga. usualmente toroidal.57 A freqüência de oscilação depende principalmente do tamanho e da máxima densidade de fluxo do núcleo. Quando é aumentada a impedância de saída (cargas menores). Neste tipo de aplicação a freqüência de oscilação é em torno de 35kHz. sendo que esta é proporcional a corrente que circula no secundário. Experimentos práticos com um modelo de transformador eletrônico mostraram que a freqüência aumenta e a tensão eficaz diminui à medida que a impedância de saída aumenta. tempo para corrente do coletor diminuir de 100% para 90% de seu valor máximo. usado no transformador de realimentação bem como do storage-time10 do transistor. A tabela 3-1 mostra os valores obtidos no transformador 10 Storage-time. 1999).Circuito transformador eletrônico Fonte: FICHIERA. este é o tempo requerido para o transistor sair do etapa de saturação. Figura 3-3 . Quando o ciclo inicia a corrente no transformador de feedback aumenta até a saturação do núcleo.ts . 1999 O circuito de controle das chaves é dependente da corrente que circula no enrolamento primário do transformador de saída.Em um circuito com transistores BJT. Estes diodos são conhecidos como diodos de roda livre. em antiparalelo com as chaves.

5 44. estas lâmpadas deverão ser aptas a trabalhar com tensões mais baixas (em torno de 8 Vrms ) e altas freqüências (aproximadamente 100 kHz).7 9. .6 9.2 Fonte: O Autor.Forma de onda na saída dos transformadores eletrônicos Fonte: O Autor. logo. Tabela 3-1 .7 10. deixando de funcionar em certas ocasiões.1 9. com uma base de tempo menor. referenciado aqui como “A”. 2009 Frequência de operação (kHz) 100 66 50.Ensaio com o transformador Eletrônico Fabricante A Carga: 3W 6W 10 W 15 W 20 W 50 W Tensão na saída (Vrms) 8. que se a carga diminuir abaixo de 3 W o funcionamento do transformador torna-se instável. pode ser verificada sua componente em alta frequência. Abaixo é apresentada a forma de onda dos transformadores eletrônicos onde pode ser verificada a envoltória em baixa freqüência na figura 3-4 a. Figura 3-4 . que são o foco principal da utilização das lâmpadas MR16 a base de LEDs estudadas neste trabalho.5 38 31 Nota-se também.4 9. 2009 Este tipo de transformador eletrônico é utilizado em grande escala em instalações de cunho decorativo. e na figura 3-4 b.58 eletrônico de um determinado fabricante.

como a proposta é fazer a substituição das lâmpadas halógenas comuns. devido ao seu modo de construção. as lâmpadas fluorescentes compactas ainda são as mais competitivas como substitutas das incandescentes. as lâmpadas halógenas apresentam uma temperatura de cor na faixa próxima aos 3000 K. Porém. a supremacia dos LEDs é visualizada. e visto que o uso desta tecnologia está diminuindo. a análise deste trabalho fará a comparação na temperatura de cor do branco quente. devido ao seu baixo custo. Para permitir a substituição das tradicionais lâmpadas halógenas do modelo MR16. a eficiência luminosa nesta faixa de temperatura de cor é menor do que em temperaturas de cores maiores. 2009). Atualmente a eficiência luminosa dos LEDs comerciais que emitem cor branca. pois estas possuem todas as características desejáveis para um sistema de iluminação decorativa. Embora ainda apresentem desvantagens ambientais como o uso de mercúrio. atinge valores de aproximadamente 60 lm/W em temperaturas de cor quentes (3000 K) e 100 lm/W na cor branca fria (LUMILEDS. abre-se a oportunidade de substituição destas por modelos à base de LEDs. Para os LEDs. No âmbito da iluminação geral. construção ecologicamente correta e alta eficiência energética. amplamente utilizado em instalações decorativas. a seguir será avaliada a substituição das lâmpadas incandescentes halógenas de uso decorativo por lâmpadas de LED. tamanho reduzido. Mesmo assim. É importante que as características luminosas também sejam compatíveis. como: longa vida útil. . permite-se que a substituição seja realizada na grande maioria das luminárias desenvolvidas para as lâmpadas MR16.59 4 LÂMPADAS DE LED COMO SUBSTITUTAS DAS LÂMPADAS HALÓGENAS MR16 DE BAIXA TENSÃO Tendo em vista as inúmeras vantagens dos LEDs em relação às lâmpadas incandescentes. Desta forma. porém se a comparação for realizada com lâmpadas halógenas especiais que imitam cores frias. por produtos à base de LEDs. onde se necessita uma iluminação direcionada. na área da iluminação decorativa. Isso o torna menos competitivo com as halógenas comuns. estas lâmpadas não se adaptaram devido principalmente ao tamanho. Em vista disso. Como visto anteriormente. torna-se necessário que estes sejam similares em geometria e tamanho. este mercado torna-se promissor para as lâmpadas de LEDs. Assim.

Esse modelo é utilizado em grande escala para destaques de objetos. construção robusta. 2008). A figura 4-2 ilustra a relação entre intensidade luminosa central e seu ângulo de abertura. Figura 4-1 . que é ditado pelo modo de construção do refletor.Lâmpada halógena com refletor MR16 Fonte: CALIPER. larga faixa de abertura luminosa. O pequeno tamanho. .1 O MODELO MR 16 O modelo MR16 tornou-se conhecido como um refletor de lâmpada halógena originalmente utilizado em projetores de slides.60 4. 2008 Este modelo é geralmente caracterizado pelo ângulo de abertura luminosa. O ângulo de abertura é chamado de FWHM que é a sigla em inglês para o termo Full Width Half Maximum. fez do modelo MR16 uma opção muito utilizada. juntamente com as lâmpadas halógenas. a iluminação de quadros ou obras de arte em museus. e pela potência da lâmpada em seu interior. O ângulo de abertura é determinado. em iluminação decorativa. como por exemplo. medindo-se a intensidade do feixe luminoso de forma radial aumentando o ângulo de medição progressivamente. Na figura 4-1 é mostrado o esboço de uma lâmpada halógena montada em um refletor MR16. o ângulo de abertura é definido quando a intensidade luminosa atinge 50% do valor medido no ângulo de 0°. que significa o ângulo onde a emissão é a metade da máxima encontrada (CARCLO.

como pode ser visto na figura 4-3. Ele é emitido de forma similar em todas as direções em volta da lâmpada (360°). 2008). O fluxo luminoso das lâmpadas halógenas não é dirigido em uma determinada direção. em português refletor multifacetado. e o número “16” que está expresso em oitavos de polegada. há uma perda luminosa para a parte de trás da lâmpada e no próprio refletor. onde MR significa em multifaceted reflector. mas de menor expressão.2 CONSTRUÇÃO DAS LÂMPADAS DE LED NO PADRÃO MR16 Quando são utilizadas lâmpadas halógenas. são os modelos MR11 e MR8.Ângulo de abertura Fonte: CALIPER. o rendimento do conjunto é prejudicado. significa que o modelo possui um diâmetro de 50 mm. 2008 A sigla MR16 refere-se ao tipo de construção da lâmpada e o diâmetro de sua maior circunferência. após ser refletida pelo refletor. Outros modelos similares. para direcionar a luz com um determinado ângulo de abertura. Desta forma quando esta lâmpada é instalada em um refletor. .61 Figura 4-2 . Isto ocorre pois uma pequena parcela da luz gerada é direcionada diretamente sobre o alvo. sendo que a maior parte dos raios luminosos só é direcionada ao alvo. nos refletores do padrão MR. 4. Para fontes de luz direcionais a unidade de medida luminosa mais utilizada é a candela (CALIPER.

SSL – Solid State Lighting. em uma SSL12 uma mínima radiação infravermelha (calor) é projetada juntamente com a luz. Então.62 Figura 4-3 . utiliza-se uma lente colimadora secundária aplicada sobre estes dispositivos. as MR16 a base de 11 Lambertian – É a forma de espalhamento da luz. o ângulo de abertura luminosa é de 120° do modo lambertian11. descreve um modelo de superfície onde qualquer luz incidente é refletida uniformemente em todas as direções. não mais exercerá esta função. visto que a luz proveniente deles já é direcionada para a sua parte frontal. Assim para garantir sua expectativa de vida e qualidade da luz. a partir dos LEDs do que de uma lâmpada halógena que gera luz para todos os lados. que servia como refletor para as lâmpadas halógenas. mas será utilizado como dissipador térmico. Na grande maioria dos LEDs disponíveis no mercado.Emissão da Luz MR16 com lâmpada halógena Fonte: O Autor. Desta forma. visto ser um bom condutor térmico. porém uma grande quantidade de calor é gerada na pastilha do LED. para controlar o ângulo de abertura luminosa de uma lâmpada baseada em LEDs. que aumentam a superfície de contato com o ar e assim melhoram a troca térmica (CALIPER. este calor deve ser conduzido de forma eficiente para o ambiente. 12 . Como as lâmpadas do modelo MR geralmente são fabricadas apresentando um ângulo de abertura entre 10° e 60°. Comparado com as lâmpadas halógenas. torna-se mais fácil e eficiente dirigir a luz. Como as lâmpadas halógenas em questão são ligadas em 12 V. O corpo da lâmpada então. Uma opção bastante explorada neste tipo de projeto é a utilização de alumínio como material para fabricação do corpo. aliado à utilização de aletas. 2009 Nos LEDs esse efeito é reduzido. termo típico utilizado para referenciar-se a sistemas de iluminação a base de LEDs. o projeto do corpo da lâmpada e do tipo de material utilizado deverá ser um fator analisado na construção deste tipo de lâmpada. ou em português Iluminação de estado sólido. 2009).

primeiramente. é comum a utilização de resistores para limitar a corrente. conhecidos como drivers. faz-se necessário incorporar o uso de um dispositivo que controle a corrente que circulará por eles. como LEDs de sinalização de baixa potência. 4. Figura 4-4 . é necessário. Na figura 4-4 é mostrado um esquema proposto dos componentes de uma lâmpada de LED. nota-se que estes dispositivos são muito mais sensíveis à variação de tensão do .Vista explodida de uma Lâmpada de LED Fonte: O Autor. que converta esta tensão de alimentação. para a corrente adequada para os LEDs. esta solução se torna inviável devido às altas perdas de potência que teríamos nestes componentes. no âmbito dos LEDs de potência. Porém. a definição do tipo e quantidade de LEDs necessários.2. Os LEDs geram luz de acordo com o valor médio de corrente que circula por eles. Em aplicações mais simples. Sendo assim. como pode ser visto na figura 4-5. 2009 Para a definição da topologia do driver de corrente a ser utilizada na lâmpada.1 CONTROLADORES PARA LEDS – DRIVER DE CORRENTE Os LEDs são dispositivos que funcionam com um baixo nível de tensão e necessitam de um limitador de corrente. para seu correto funcionamento.63 LEDs substitutas necessitam de um driver interno. A seguir serão apresentados mais detalhadamente os sistemas disponíveis para estes controladores de corrente. O fluxo de corrente pelo seu interior é proporcional à tensão aplicada a ele.

um LED individual poderá não ser suficiente para prover toda a luz necessária. Figura 4-5 . maiores tensões de fonte são necessárias. são observadas variações nos valores de tensão direta de cada um.CREE-Xlamp XP-E. por isso uma preocupação maior com o controle de corrente deve ser tomada. necessita entre 2 a 4 VDC e algumas centenas de mili-Ampères de corrente. Dependendo da aplicação. porém nesse caso devem ser utilizadas algumas técnicas para equalização das correntes em cada ramo (RICHARDSON. o uso de uma maior quantidade de LEDs se faz necessária. a divisão da corrente não será igual em cada LED. se eles forem conectados em paralelo. utilizando-se apenas um dispositivo para controle de corrente. A técnica de colocar LEDs conectados em série garante que a mesma corrente circule através de cada um deles. neste caso torna-se necessário controlar a corrente em cada LED.Tensão direta pela corrente de trabalho LED Branco . é possível trabalhar com tensões mais reduzidas. é utilizada uma técnica de conexão mista. Conectando-os em paralelo. sem algum dispositivo que compense estas variações de tensão. São apresentadas a seguir algumas técnicas para a conexão de vários LEDs. mas. do tipo série-paralela. Em aplicações onde uma maior intensidade luminosa é requerida. por causa de seu processo de construção.64 que à variação de corrente. . para serem alimentados pela mesma fonte. Fonte: CREE. Geralmente. porém. Assim. 2008 Um LED de potência branco. Até em LEDs de mesma referência e mesmo fabricante. 2007). Isto poderá acarretar em aquecimento e geração de luz não uniforme em todos eles. torna-se necessária a utilização de mais de um. quando utilizado individualmente. Assim.

tornando a solução pouco eficiente. A seleção do driver e da topologia apropriada depende dos seguintes fatores: • • • • A relação da tensão do LED em relação à tensão da fonte de alimentação. os lineares.65 Os circuitos dos drivers de LEDs podem ser divididos basicamente em dois tipos: baseados em fontes chaveadas e baseados fontes lineares.Regulador linear a transistor Fonte: O Autor. os constituídos por uma fonte de tensão e um componente ou conjunto de componentes que atuam como limitadores de corrente vide figura 4-6 e figura 4-7. Tamanho e custo. Figura 4-6 . uma parcela significativa de potência será desperdiçada nos componentes lineares de controle. Características de controle de fluxo luminoso. porém.Regulador Linear com resistor Fonte: O Autor. é recomendada somente para LEDs de baixa potência ou sinalização. e quando é possível que a tensão dos LEDs seja levemente inferior a . pois caso seja utilizada para LEDs que necessitem correntes maiores. como por exemplo. 2009 Figura 4-7 . Pode-se controlar a corrente nos LEDs com sistemas simples e baratos. 2009 Esta opção é geralmente utilizada em LEDs de alto brilho cuja corrente de operação é na faixa dos 20 mA. Esta aplicação. A eficiência desejada do driver.

vêm à custas da redução da confiabilidade. No modo de condução contínuo. O modo contínuo possibilita um menor valor de corrente de pico sobre . Já no modo de condução crítico. esta corrente permanece em nível zero por um determinado período. conhecidos como modo de condução contínuo. Os conversores chaveados podem operar em diferentes modos de condução. se comparado com as soluções lineares. O método mais eficiente para este tipo de controle são os baseados em fontes chaveadas vide figura 4-8. a corrente alcança o nível zero. e elevação do custo devido ao aumento do número de componentes.66 tensão de alimentação. 2007). que podem ser construídas em diversas topologias. Dessa forma a topologia selecionada deve combinar alto desempenho com a mínima quantidade de componentes possível. A interrupção do fluxo de potência representa uma tensão ou corrente pulsada e assim necessita o uso de elementos armazenadores de energia (indutores e/ou capacitores) para filtrar estas formas de ondas pulsadas. Figura 4-8 – Regulador chaveado Fonte: O Autor. cada um com características específicas para diferentes aplicações. A flexibilidade de aplicações e a melhoria da eficiência. modo descontínuo e modo crítico. No modo de condução descontínuo. a corrente sobre o indutor nunca alcança o nível zero. 2009 Dentre as configurações mais populares de reguladores chaveados podem-se citar os tipos Buck. para melhorar a confiabilidade e diminuir os custos (RICHARDSON. Buck-Boost. porém não permanece neste estágio e volta a subir. Flyback e Sepic. Boost. assim menos perdas ocorrem nos elementos de controle de corrente. da maior complexidade do circuito. Reguladores chaveados de potência operam com a interrupção do fluxo de potência (responsável pelo alto rendimento) através do controle do ciclo de trabalho (duty-cycle). que permitem realizar as funções de elevação (Boost). redução (Buck) ou elevação e redução juntos (Buck-Boost) dos níveis de tensão e corrente.

enquanto o capacitor. A tensão desejada é mantida graças a um sensor que realimenta o circuito. é selecionado para garantir um determinado ripple de tensão e manter a tensão de saída. É indicado para aplicações onde a tensão necessária na carga é inferior a tensão de alimentação. o redutor tipo Buck.67 as chaves. reúne todas as características de um driver eficiente e de baixo custo. . 4. mesmo com a variação da tensão de alimentação. ideal para o uso com LEDs. Figura 4-9 . A corrente média no indutor do conversor Buck é igual à corrente de carga. e assim.Buck Fonte: RICHARDSON. 2007). A figura 4-10 ilustra o regulador de corrente constante tipo Buck. é indicado para conversores de baixo potência. por isso é o modelo que deve ser escolhido sempre que possível.2. porém seu sistema de controle torna-se mais complexo. O modo descontínuo é um meio termo entre os dois e é indicado para conversores de média potência. 2007 O indutor L é selecionado para configurar a corrente de ripple pico-a-pico. mesmo sob os transientes da carga. Isto simplifica significativamente a conversão de uma fonte de tensão constante em uma fonte de corrente constante. tipicamente em torno de 150 W (RICHARDSON. é possível ajustar a corrente da carga controlando a corrente de pico a pico do indutor. pois varia o ciclo de trabalho (duty-cycle) ou a freqüência de chaveamento.1 Conversor tipo Buck É o mais simples modelo de reguladores chaveados. Na figura 4-9 é apresentado o esquema de um regulador de tensão tipo buck. Co. O controle de realimentação mantém a tensão de saída constante. O modo descontínuo apresenta um controle mais simplificado porém a corrente de pico sobre as chaves é maior.1.Regulador de tensão rebaixador .

com a função de sensor. como . Os novos drivers de bom rendimento dedicados para LEDs. caso tensão de referência do CI for alta. o conversor Boost. O uso deste capacitor. melhora-se a capacidade do conversor para regular rapidamente a tensão de saída e assim manter uma corrente sobre os LEDs sempre constante (RICHARDSON. reguladores de corrente do tipo Buck podem ser configurados sem o capacitor de saída.2 Conversor tipo Boost Quando há a necessidade de se controlar vários LEDs juntos. que é a topologia mais simples para esta aplicação. Muitos projetos de fontes luminosas já contam com sistemas que utilizam vários LEDs. Excepcionalmente. então se torna necessário o uso de um conversor elevador. 2008). Entretanto pode ocorrer uma perda excessiva de potência sobre este resistor. 2008). assim se for inserido um resistor em série com o circuito. nestes reguladores é limitado para filtrar o nível de corrente AC.2. 2008 A variação de corrente admissível para o uso com LEDs é tipicamente em torno de 5 a 15 %. é possível assegurar que IF ficará dentro destes limites. 4. geralmente oferecem tensões de referência (Feedback Voltages) na faixa de 50 mV a 200 mV.Regulador de corrente constante tipo Buck Fonte: RICHARDSON. a tensão da saída pode passar a ser maior do que a de entrada. considerando situações onde não haja transientes provenientes da carga e o quando controlador tenha saída de corrente constante.68 Figura 4-10 . aumenta-se a impedância de saída do circuito e por vezes.1. Por isso é importante a utilização de controladores que necessitem uma baixa tensão de realimentação. para assim utilizar resistores menores e conseqüentemente reduzir as perdas (RICHARDSON. Quando esta configuração é escolhida. Co. RFB.

Por essa razão um capacitor acoplado a saída do circuito torna-se necessário para manter a tensão. em geral é o mais aconselhado para uso em drivers de LEDs. e então.69 exemplo estão as aplicações em iluminação pública. iluminação decorativa e iluminação arquitetônica que necessitam de milhares de lúmens. Quanto menor for o capacitor de saída. “dimerização” (RICHARDSON. possibilitará uma resposta mais rápida do conversor para alterar a corrente de saída e conseqüentemente melhorar a resposta dinâmica dos LEDs quando operando com sistema de controle de luminosidade. tem como principal diferença. 2008 Diferentemente dos reguladores tipo Buck com seu indutor em série com a saída. O valor de capacitância deve ser estipulado como o menor possível para garantir corrente de ripple desejada. cada um tem suas restrições e nem sempre podem ser utilizados. porém. a característica de nunca conectar a fonte de alimentação diretamente na saída.3 Conversor tipo Buck-Boost Como visto anteriormente o sistema tipo Buck. seguido pelo sistema tipo Boost. enquanto em um regulador de corrente ele funcionará somente como um filtro de corrente alternada AC. além de manter o custo e o tamanho reduzidos. a corrente de saída constante. 2008). e assim arranjos com vários LEDs. Na figura 4-11 é possível visualizar o esquema elétrico de um conversor tipo Boost. Figura 4-11 . Tanto o sistema tipo Buck quanto o tipo . iluminação geral residencial e comercial. Da mesma forma que no sistema linear e no sistema tipo Buck. 4. em relação aos outros dois mencionados.Regulador tipo Boost. O sistema Buck-Boost. mostrado na figura 4-12. os conversores Boost se caracterizam por uma corrente de saída descontínua. Fonte: RICHARDSON. a principal questão é garantir uma corrente constante circulando pelos LEDs.2. o capacitor de saída é projetado para atuar como filtro e estabilizador da tensão de saída durante os transientes da carga. Em um regulador de tensão.1.

2. o uso de transformadores também é conveniente para evitar. . O transformador nestes casos faz a adequação das tensões para valores mais próximos entre entrada e saída. Figura 4-12 . durante um período dos seus ciclos de chaveamento.70 Boost conectam a fonte de alimentação com a carga através de um indutor e/ou uma chave ou diodo. entregue para a carga. é armazenada ou por um campo magnético (indutor ou transformador) ou por um campo elétrico (capacitor). No caso dos conversores tipo Buck-Boost. Esta conexão direta possibilita a eles uma maior eficiência. o que diminui a estabilidade do sistema. sendo que para isso.4 Regulador Tipo Flyback (Buck-Boost Isolado) Este tipo de conversor utiliza um indutor acoplado em sua construção.Conversor Buck-Boost típico Fonte: POMÍLIO. principalmente por motivos de segurança. é necessário que a saída esteja eletricamente isolada da entrada. os transformadores são utilizados para a função de isoladores. eles tem uma corrente de saída descontínua. isto significa que. o emprego de ciclos de trabalho muito estreitos ou muito largos. 2008). o conversor Buck-Boost para uma determinada potência será de dimensões maiores que um conversor tipo Buck ou tipo Boost. é então. para a mesma potência. além de menos eficiente. Em muitas aplicações de drivers para LEDs. A figura 4-13 mostra o circuito de um conversor flyback. em um primeiro ciclo. Em geral.1. a energia entregue pela fonte de alimentação. Na outra etapa de operação a energia armazenada.2009 Da mesma forma que os conversores Boost. dados os valores de tensões de entrada e de saída. 4. Em outros casos. e requerem um capacitor de saída para manter uma corrente contínua nos LEDs (RICHARDSON.

ele requer um capacitor de saída para manter a corrente de saída constante. Fonte: MOSELY.Sistema de controle do conversor Flyback com controle em laço fechado. devido ao indutor na entrada e a tensão positiva de saída.1. entretanto. O transformador isolador realiza a transferência de potência do lado primário para o secundário.2. é necessário que haja um isolador para a etapa de controle também. e a chave a ser controlada no lado primário. Da mesma forma que o conversor tipo BuckBoost. Não é uma técnica muito utilizada pois necessita de um maior número de componentes e com isso torna o sistema mais caro. possui a vantagem de ter uma corrente de entrada contínua. O esquema do conversor SEPIC é mostrado na figura 4-14. 4. 2008 O sistema de controle dos conversores flyback como nos outros sistemas já vistos também deverá ser feito pela corrente que circulará pelos LEDs.Conversor SEPIC Fonte: RICHARDSON. que geralmente é um opto-acoplador. 2007 .71 Figura 4-13 . como o sensor de corrente fica na carga. Figura 4-14 .5 Conversor tipo SEPIC O conversor tipo SEPIC é outra configuração que pode ser utilizada para o controle de corrente dos LEDs.

Figura 4-15 .6 Conversor CUK Este conversor é raramente utilizado como regulador de tensão e tem emergido como driver de corrente para LEDs. que reúnem a luz em um feixe. 2009).2.2 ELEMENTO ÓPTICO SECUNDÁRIO É entendido como o elemento necessário a ser acoplado aos LEDs para direcionar a luz emitida de acordo com o ângulo de abertura requerido. O esquema deste conversor é mostrado na figura 4-15.72 4. porém neste conversor o capacitor de saída pode ser eliminado da mesma forma que ocorre no conversor Buck. Este tipo pode alcançar eficiências superiores a 90%. e elementos ópticos colimadores. (até 80 graus FWHM) a melhor escolha é o uso de refletores feitos de metal prensado ou de plástico moldado com uma cobertura de material refletivo.2. são de modo contínuo.Conversor CUK Fonte: RICHARDSON. A polaridade da tensão de saída é invertida como no caso dos conversores Buck-Boost. Para aplicações simples e onde o ângulo de abertura necessário é bastante largo. elementos ópticos divergentes. O conversor CUK é o único sistema não isolado que tem esta habilidade.1. São basicamente divididos em duas categorias. que espalham a luz. São comumente utilizados para garantir que a saída luminosa total da fonte seja totalmente transferida para a direção requerida de forma eficiente. 2007 4. . Na figura 4-16 tem-se a ilustração de uma aplicação de LED com refletor (EKSPOLED. Neste regulador a corrente de entrada e corrente de saída.

sendo que o policarbonato apresenta uma maior resistência à temperatura.Refletor Fonte: CARCLO. Este tipo de elemento óptico também permite uma distribuição luminosa de forma elíptica. A eficiência típica deste tipo de elemento é de 85%.73 Figura 4-16 . incluindo o efeito Fresnel.Elemento óptico secundário para LEDs . caso seja projetado para este fim. Podem ser fabricadas em policarbonato ou acrílico. . 125°C contra 95°C do acrílico. e a impactos físicos. com ângulo de abertura entre 12° e 35° o elemento óptico secundário do tipo TIR é a solução mais utilizada. é importante que o LED seja posicionado exatamente sobre o eixo óptico da lente e a uma altura correta. 2009). que está sempre presente quando a luz atravessa um meio (EKSPOLED. A sigla TIR significa total internal reflecting. É um componente óptico que utiliza uma combinação de uma lente central e um sistema de espelho de reflexão interna para direcionar toda a luz proveniente da fonte. Para obter uma correta distribuição de luz.2008 Para produzir uma distribuição luminosa circular. Uma forma de garantir esta posição é com o uso de suportes especiais conhecidos como holders. Na figura 4-17 é apresentada a aplicação de um elemento óptico do tipo TIR.

74 Figura 4-17 .Elemento óptico secundário para LEDs .TIR Fonte: CARCLO. 2008 Baseado nestas características e como a lâmpada proposta visa atingir uma abertura luminosa próximas aos 36° da lâmpada halógena. o modelo de lente utilizado na avaliação será o tipo TIR. .

como o ângulo de abertura. Para tanto é necessário conhecer alguns conceitos que também são mostrados a seguir. área igual ao quadrado do raio da esfera. Assim um [sr] é o ângulo sólido que. O ângulo sólido expresso por “ω” em esterroradianos. Em lâmpadas que não possuem a luz dirigida em uma estreita faixa angular. e temperatura de cor. dado pela equação 5-1. Em fontes luminosas direcionais.1 ÂNGULO SÓLIDO Como o estudo da visão é voltado para a visão no espaço. que expressa a intensidade luminosa. 5. [sr]. tendo o vértice no centro da esfera. e a intensidade luminosa. intensidade luminosa e o fluxo luminoso. A seguir será mostrada a relação entre a unidade básica. Na figura 5-1 é possível visualizar o ângulo formado. Todas as outras unidades são suas derivadas. em geometria conhecidos como ângulos sólidos. a maneira mais usual dos fabricantes disporem da informação é através do fluxo luminoso gerado. dada em candelas que são indispensáveis nos projetos de iluminação A unidade básica do sistema internacional em luminotécnica é a candela. é o quociente entre uma área “A” situada na superfície de uma esfera e o quadrado de seu raio. representa em sua superfície. sendo que as mais conhecidas e importantes são o fluxo luminoso dado em lúmens. é comum os fabricantes disporem as características em função da intensidade luminosa e o seu ângulo de abertura. é indispensável o trabalho com ângulos tridimensionais. 5-1 . bem como por suas grandezas luminotécnicas. = Onde: A= área da superfície da esfera [m²] R= raio da esfera [m] ω = ângulo sólido [sr] Eq.75 5 AVALIAÇÃO LUMINOTÉCNICA DAS LÂMPADAS HALÓGENAS PADRÃO MR16 Cada tipo de fonte luminosa é identificado pelas características de emissão de luz.

1998 Resumindo as definições. .Definição de ângulo sólido Fonte: COSTA. Entretanto. o ponto mais ao sul tem um ângulo de 0° e o seu oposto. trata de encontrar um ângulo sólido delimitado por meio de dois ângulos planos α1 e α2 conforme pode ser visto na figura 5-2. denominado fator zonal. que tem grande aplicação no cálculo do fluxo luminoso de uma fonte simétrica. 5-2 Considerando um plano. o contorno do ângulo torna-se irregular e seu cálculo se torna mais complexo. O fator zonal é então calculado pela equação 5-2: .Ângulo sólido entre dois ângulos paralelos Fonte: COSTA. temos a geração de um valor. = ( − ) Eq. O processo matemático para determinar outros ângulos sólidos. tem-se que o valor do ângulo sólido para a esfera será de 4π [sr]. e têm formas específicas. quando a superfície analisada não é toda a esfera.76 Figura 5-1 . Estes fatores zonais serão utilizados para determinação do fluxo luminoso.1998 Pela fórmula da área da superfície da esfera (4πR²). e pela definição acima. Figura 5-2 . mais ao norte 180°.

. tem-se que a intensidade luminosa está relacionada com a razão do fluxo luminoso que é emitido por uma fonte e propagado em um determinado ângulo sólido. . 5-3 Iα : intensidade para o ângulo médio entre αi e αi+l . que afirma que a iluminância em um ponto perpendicular à linha que liga este ponto e a fonte luminosa é igual à intensidade desta fonte dividida pelo quadrado da distância entre a fonte e o ponto em questão.1998). 5. Quando é somado o fluxo de cada faixa tem-se o fluxo luminoso total da fonte luminosa. = . obterem valores discretos da intensidade luminosa de uma fonte luminosa colocada no centro de uma esfera. resultará no fluxo luminoso de cada faixa analisada. Pela definição. é procedimento comum dos laboratórios fotométricos.77 5. Esta relação é mostrada na equação 5-4. Para cálculo do fluxo luminoso de forma simplificada.2 CÁLCULO DO FLUXO LUMINOSO De forma simplificada. na direção do feixe luminoso.2. Onde: αi e αi+l : são os respectivos ângulos de abertura ( ) Eq. Os valores são adquiridos em determinadas direções. é possível encontrar o fluxo luminoso através da aplicação da equação 5-3 (COSTA. uma candela é a intensidade luminosa de uma fonte puntiforme numa certa direção.1 Medição da intensidade Luminosa A medição da intensidade luminosa é realizada através da aplicação da Lei de Bouguer ou também conhecida como lei do inverso das distâncias. na qual um ângulo sólido de 1 esterradiano emite 1 lúmen. sendo que a partir destes.medido em candelas [cd] Φ : Fluxo luminoso em lúmens Tem-se que o produto do fator zonal pela intensidade luminosa.

78

=
Onde: E = Iluminância, medida em lux [lx] I = Intensidade luminosa, medida em candela[cd] d = distância da fonte ao ponto analisado, dada em metros [m]

Eq. 5-4

Assim, com a utilização de um simples luxímetro e uma fita métrica, é possível encontrar a intensidade luminosa da fonte sob análise. Como há a necessidade de medir-se somente a radiação perpendicular proveniente da fonte, o ambiente utilizado deve ser totalmente escuro, com as paredes pintadas de preto fosco. Também devem ser inseridos anteparos negros nas laterais do caminho entre a fonte e a célula do luxímetro, com o objetivo de evitar qualquer reflexão ou difusão de luz (COSTA-1998). O modelo de um ambiente de medição para intensidade luminosa é apresentado na figura 5-3.

Figura 5-3 - Ambiente de medição de intensidade luminosa Fonte: COSTA, 1998

Onde [1] representa a fonte luminosa, [2] representa a o guia e anteparos para o feixe de luz, [3] é a célula de carga e [4] é o equipamento de medição. 5.3 CÂMARA DE MEDIÇÃO DE INTENSIDADE LUMINOSA Com base na teoria vista, foi desenvolvida a fim experimental, uma câmara de medição para intensidade luminosa. O objetivo da construção desta câmara é medir o fluxo

79 luminoso real de uma lâmpada halógena, quando alimentada com transformadores eletrônicos (aplicação típica). E, com base nos valores encontrados, estipular qual o fluxo luminoso ideal que a lâmpada de LED deva possuir para substituir a halógena, sem perdas. A câmara construída conta com um tubo com diâmetro de 200 mm, acoplado a outro tubo com diâmetro de 75 mm, que por sua vez é acoplado em um terceiro tubo de 50 mm de diâmetro. O acoplamento de tubos com diâmetros menores gera anteparos que barram possíveis feixes de luz refletidos. Desta forma, a luz incidente sobre o sensor do luxímetro é somente a luz que provém diretamente da fonte luminosa. Dentro da câmara, a fonte luminosa é fixada em um eixo que permite o movimento rotatório. Neste eixo foi fixado um transferidor, que medirá o ângulo de inclinação da fonte luminosa. Como a análise será realizada em lâmpadas simétricas, isto é, a intensidade luminosa longitudinal é a mesma da transversal, um eixo de liberdade é suficiente para determinar o ângulo de abertura da fonte.

Figura 5-4 - Esquema da câmara de medição de intensidade luminosa proposta Fonte: O Autor, 2009

De acordo com o esquema da figura 5-4 foi desenvolvida a câmara conforme é mostrada na figura 5-5. A idéia da câmara é possibilitar uma medição aproximada do fluxo luminoso das lâmpadas halógenas quando alimentadas por um transformador eletrônico.

80

Figura 5-5 - Câmara de ensaio luminoso desenvolvida Fonte: O Autor, 2009

Para comprovar a funcionalidade da câmara, foi realizado o teste com uma lâmpada halógena com refletor dicróico MR16 de um fabricante mundialmente conhecido e os dados encontrados foram comparados com os dados especificados pelo fabricante, conforme pode ser visto na próxima seção. 5.4 MEDIÇÃO FLUXO LUMINOSO DA LAMPADA HALÓGENA DE 20W MR16 A lâmpada escolhida para análise, foi a lâmpada modelo Decostar 51S da OSRAM de 20 W. Esta lâmpada foi escolhida por ser de uso geral e facilmente encontrada no comércio. As potências mais comuns para este tipo de lâmpada são de 20 W e 50 W. Dentre as duas, a lâmpada de 20 W foi escolhida por possuir uma potência e fluxo luminoso menor, assim torna o projeto da lâmpada de LED mais competitivo, visto que para ser compatível com a lâmpada de 50 W seria necessária o arranjo de vários LEDs, o que encareceria o projeto. A lâmpada em questão é mostrada na figura 5-6.

Figura 5-6 - Lâmpada Halógena MR16 Decostar 51S da OSRAM Fonte: OSRAM, 2009

As características desta lâmpada são apresentadas na tabela 5-1.

4 8.3 36.3 12.0 97.9 Fonte: O Autor.9 30.6 7.0 4.2 40.Medidas Lâmpada MR16 20W Lâmpada OSRAM 20W DECOSTAR 51S 12VAC Ângulo (°) 0 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50 55 60 65 70 75 80 85 90 Luminância (cd) 513.0 228.1 11.5 89.1 7.0 498. Para sua alimentação foi utilizado um transformador eletromagnético de 220V para 12V.8 158.1 45.5 4.3 Luminância Média (cd) 513.4 9.9 36.9 235.Dados da lâmpada Decostar OSRAM Fabricante: Referência: Potência: Tensão de Alimentação: Vida Média: Ângulo de abertura: Intensidade Luminosa: Temperatura de cor: Fonte: OSRAM.3 146.2 18.6 233.7 25.3 2.0 505.5 219.4 43.7 226.1 33.1 206.0 Fluxo Luminoso acumulado (lm) 12.0 34.5 5.4 126.81 Tabela 5-1 .8 41.5 3.0 435.0 143. Na tabela 5-2 são apresentados os valores de intensidade luminosa medidos na faixa angular de 0° a 90°.5 370. o que representa a partir da equação 5-4 que a quantidade de lux medida será equivalente a intensidade de candelas.9 5.9 231.0 3.000h 36° 510 cd 3000K A lâmpada em questão foi então ensaiada na câmara de ensaio construída.2 8.5 466.7 3.2 3.6 Fluxo Luminoso parcial (lm) 12.7 11.3 4.9 4.6 2. 2009 Osram Decostar 51S 20W 12V 2.6 182.9 2.8 28. a distância do luxímetro até a lâmpada foi ajustada para 1 metro.5 11. 2009 .9 47.0 222.9 195.9 12.9 20.0 224. sendo que a tensão de saída foi ajustada para ser exatamente 12V.8 170.2 5.3 2. Com estes valores e a partir da equação 5-3 é possível calcular o fluxo luminoso da lâmpada em questão.6 6.6 39.0 305.0 52.5 214.9 11.6 4. Tabela 5-2 .9 32. Na câmara.

foi possível calcular a quantidade do fluxo luminoso emitido. é possível verificar que o ângulo de abertura desta lâmpada ficou muito próximo do valor dado pelo fabricante. o que é uma variação desprezível. Com esses dados é possível também traçar a curva da distribuição luminosa. Pelo gráfico da figura 5-7. O valor do ângulo que corresponde à intensidade de 256 cd é de aproximadamente 18°. quando é considerado o intervalo de 0 a 90°. Na coluna referente ao fluxo luminoso acumulado da tabela 5-2 é encontrado o valor total de 235. exatamente o valor dado pelo fabricante. Como o ângulo de abertura é dado no ângulo onde a intensidade luminosa atinge 50% do valor máximo.9 lúmens. conforme pode ser vista na figura 5-7.Curva de distribuição luminosa Lâmpada Decostar 20 W Fonte: O Autor. no caso 36°. o que indica que a câmara de teste proposta pode gerar um resultado confiável para a utilização proposta. a distribuição luminosa entre os ângulos de 90° e 0° será esta mesma só rebatida sobre o eixo vertical. Ensaio Luminoso 600 Intensidade Luminosa (cd) 500 400 300 200 100 0 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 Angulo (° ) Figura 5-7 . 2009 Como se trata de uma fonte simétrica. que corresponde a um ângulo de abertura do dobro de seu valor. nota-se que na lâmpada em questão há uma diminuição gradual da intensidade luminosa na medida em que o ângulo de abertura é incrementado. cerca de 0.01%. Essa . Aplicando-se os valores de luminância médios calculados em intervalos de 5° na equação 5-4.82 Comparando-se os ensaios realizados e demonstrados na tabela 5-2 com os dados do fabricante descritos na tabela 5-1 é possível visualizar que a variação entre a luminância teórica (510 cd) e a medida (513 cd) foi de 3 cd.

a redução da tensão de saída acaba diminuindo também a luminosidade emitida por elas. 5. causada pela ineficiência do refletor dicróico em centralizar toda a luz para a parte frontal. Visto que as lâmpadas halógenas apresentam uma carga resistiva. Entretanto. não realimentados. .83 diminuição gradual se dá de forma praticamente linear até o ângulo de aproximadamente 30° ou ângulo de abertura da lâmpada de 60°. apresentam uma variação nas características da tensão de saída quando a carga instalada varia. A metodologia de ensaio foi a mesma utilizada anteriormente com o transformador eletromagnético. Para as aberturas maiores que este ângulo é medida uma pequena emissão luminosa. Ocorre que.4. porém agora alimentada com transformadores eletrônicos de marcas diferentes. É apresentada na tabela 5-3 o fluxo luminoso resultante desta lâmpada quando alimentada com transformadores eletrônicos de dois fabricantes diferentes. os transformadores eletrônicos utilizados para este propósito. será considerado o fluxo luminoso útil. Baseado nesta característica. doravante denominados como fabricante A e fabricante B. nos tipos mais comuns. que totaliza 159 lúmens. aquele emitido até o ângulo de 30°. utilizada anteriormente. como forma de verificar qual é o fluxo luminoso que realmente é emitido por estas lâmpadas nas instalações comerciais de um modo geral. tem-se verificado uma redução significativa no uso de transformadores eletromagnéticos pelo mercado em uma forma geral. como visto anteriormente. não há um limite normalizado para as tensões geradas por esses transformadores. Como o interesse deste tipo de aplicação é direcionar a luz. sua freqüência de operação aumenta e a tensão de saída diminui. redução do custo e aumento da eficiência. foi realizado o ensaio luminoso da mesma lâmpada halógena de 20 W. Como alternativa estão sendo utilizados os transformadores eletrônicos que são disponibilizados em versões compactas e com maior eficiência.1 FLUXO LUMINOSO PRÁTICO DAS LÂMPADAS HALÓGENAS: Em busca da diminuição do tamanho. A alimentação dos transformadores foi de 220 V. Como não existem normas nacionais que regulamentem este tipo de produto. quando se reduz a carga aplicada à sua saída.

41 9. é obtido na lâmpada halógena ensaiada cerca de 81 lúmens com o transformador do fabricante A e 110 lúmens com o do fabricante B de fluxo luminoso útil.48 117.24 115.04 155. o que representa que há uma parcela de emissão luminosa.6 Nota-se que a tensão de saída dos transformadores ficou abaixo dos 12 V o que representou uma diminuição significativa na quantidade de lúmens gerados pela lâmpada.38 74. No caso do fabricante A .12 86.01 22. Ângulo (°) 0 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50 55 60 65 70 75 80 85 90 Tensão de saída do transformador (Vrms) Potência sobre a lâmpada (W) Fluxo luminoso acumulado (lm) Fabricante A Fabricante B 5.82 120.14 134. . dentro da abertura de interesse.1 Fonte: O Autor. considerando o intervalo de 0° a 90°. alcançou 162 lúmens.52 150.65 99.26 147. além da emissão luminosa para a parte frontal da lâmpada.4 44. Dessa forma.8 13.93 8.84 Tabela 5-3 .76 101.27 60. conforme a tabela 5-3.06 141.24 119. embora seja de pequena intensidade. a lâmpada alcançou 120 lúmens já com o fabricante B. será considerado como abertura limite para o cálculo do fluxo luminoso o ângulo de 30°. Como visto no gráfico da distribuição luminosa desta lâmpada vide figura 5-7.53 157. pela parte lateral da lâmpada.37 153. Assim. ocorre uma emissão luminosa de fuga em ângulos de abertura que saem da faixa de interesse.42 63.06 160.9 125.47 116.24 162.87 159.Fluxo luminoso da Lâmpada halógena com transformadores eletrônicos.66 117. Isto indica uma emissão em ângulos acima de 30°.01 80.5 14.64 86.77 109. 2009 10.78 113.61 111.07 105.87 109.39 30.07 92.

obtidos com os transformadores eletrônicos. o fluxo luminoso gerado pela lâmpada teve uma redução de cerca de 32%. for extrapolada. será obtida uma relação de diminuição luminosa muito próxima à esta encontrada na prática. são condizentes com a relação de performance das lâmpadas incandescentes.5V (13% a menos que a nominal). Considerando a tensão de saída do transformador eletrônico como sendo 10. Se a reta do gráfico mostrado na figura 3-1. apresentada anteriormente. Neste gráfico há a indicação que uma diminuição de cerca de 10% na tensão de alimentação já representa uma redução de 25% no fluxo luminoso. considerando a tensão de alimentação. embora bem abaixo do obtido quando a lâmpada foi alimentada com sua tensão nominal.85 Estes valores de fluxo. . conforme foi apresentado no gráfico da figura 3-1.

Lumileds. a quantidade de fluxo luminoso emitido pela lâmpada halógena MR16 de 20 W. que os LEDs deverão gerar um fluxo luminoso de no mínimo 130 lúmens. até 30°. eficiência luminosa do LED e o rendimento do componente óptico secundário utilizado para controlar a abertura luminosa. Filtrando o fluxo emitido para o ângulo de interesse. o qual despreza o fluxo emitido pela lateral da lâmpada. foi de 120 lúmens quando utilizada com o transformador eletrônico do fabricante A e 162 lúmens com o transformador do fabricante B. Nichia e Everlight sendo que para esta análise foram escolhidos para análise os LEDs do fabricante LUMILEDs. basicamente. é possível estipular quais são as características necessárias dos LEDs para que a lâmpada proposta possa atingir as mesmas características luminotécnicas. são a temperatura de cor da luz emitida. e de seu desempenho prático. deverá ser de no mínimo 110 lúmens. 6. Tendo como referência o transformador que apresentou um maior rendimento luminoso para a lâmpada. . Tendo como base a eficiência típica das lentes colimadoras do tipo TIR como sendo de 85 %. é calculado conforme equação 6-1. o fluxo luminoso alvo para a lâmpada de LED substituta.86 6 AVALIAÇÃO DOS COMPONENTES PARA A LÂMPADA PROPOSTA Com base nas características encontradas nas lâmpadas halógenas. cuja imagem é apresentada na figura 6-1. Os principais dados que devem ser avaliados. como Cree. 6-1 Foi realizada uma pesquisa com os maiores fabricantes mundiais de LEDs de potência. = . A família analisada é chamada de Rebel. tem-se um fluxo útil resultante de 81 lúmens e 110 lúmens respectivamente para os dois transformadores ensaiados.1 SELEÇÃO DO TIPO E QUANTIDADE DE LEDS Conforme analisado anteriormente. ≈ ú Eq. = = .

para 13 Pad térmico – É a região metálica sob o LED que serve como caminho térmico entre a junção do componente e o dissipador (CREE. 2008).Rj-c) Temperatura de cor: Fonte: LUMILEDs. Tabela 6-1 .2009 Modelo 2 LXML_PWW1_0050 1000 mA 50. 2009 Para a faixa de cor similar às lâmpadas halógenas (cor branca quente).87 Figura 6-1 . em um protótipo.LED modelo Rebel (LUMILEDS) Fonte: LUMILEDS. em que a lâmpada será instalada.Dados do LED Rebel da Philips LUMILEDs LUMILEDS Modelo 1 Referência: Corrente máxima: Vida Média (B50/L70): If=700mA e Tj = 135°C Fluxo luminoso: @ 350mA e Tc=25°C Resistência térmica: (junção/pad térmico . será considerada a temperatura máxima no pad térmico. . A temperatura exata no pad térmico deverá ser calculada posteriormente. A temperatura no pad térmico do LED irá depender diretamente do dissipador térmico utilizado. esta família apresenta três versões dadas em catálogo. conforme podem ser vistas na tabela 6-1. Em nível de projeto. da potência aplicada sobre ele e da temperatura ambiente. Quando se aumenta essa temperatura o fluxo luminoso emitido é reduzido de forma proporcional.000h Modelo 3 LXML_PWW1_0060 LXML_PWW1_0040 40 lm 50 lm 10 °C/W 3100K 60 lm Nota-se que as características luminosas são apresentadas a uma temperatura de 25°C no pad térmico13.

88 que a temperatura na junção atinja no máximo 135 °C. e é dada pelo gráfico da figura 6-2. = × Eq. tem-se: = 3. com uma corrente de 700 mA. a potência total pode ser calculada diretamente pela equação 6-2. Assim. A queda de tensão sobre o LED também é relativa à sua corrente direta. 6-2 Aproximando os valores encontrados no gráfico. na qual é garantida a expectativa de 50.38 Onde: P é a potência total Vf é a tensão direta sobre o LED .Tensão direta x corrente direta (Rebel) Fonte: LUMILEDS.4 × 0. que é a temperatura dada pelo fabricante.700 = 2.000 horas. esta também será calculada para a corrente de 700 mA. Figura 6-2 . que para este tipo de LED é de 10 °C/W. 2009 Com se trata de uma carga linear. Como essa temperatura dependerá também da potência dissipada pelo LED. deverá ser levada em consideração a resistência térmica entre o pad térmico e a junção.

Figura 6-3 .Temperatura do pad térmico versus Fluxo luminoso (LED Rebel) Fonte: LUMILEDS. irá gerar um fluxo luminoso de 81 % do disposto em seu datasheet. tal que seja a máxima para garantir ao menos 50000 horas de operação. = −( × ) Eq.38 × 10) = 111. o LED em questão quando operar com uma tempera de junção.89 If é a corrente que circula pelo LED Sabendo que a resistência térmica entre o pad térmico e a junção de LED é de Tj-c = 10 °C/W pode-se calcular a máxima temperatura no pad térmico para que a temperatura da junção não ultrapasse os 135 °C pela equação 6-3. porém este tipo de LED . 6-3 Assim a temperatura máxima no pad térmico deverá ser: = 135 − (2. Estes valores são dados a uma corrente nominal de 350 mA.2 °C Agora com a temperatura do pad térmico é possível encontrar qual será o rendimento luminoso relativo deste LED pelo gráfico apresentado na figura 6-3. 2009 De acordo com a figura 6-3 tem-se que.

Figura 6-4 .8 lm 80.4 lm 66. Essa corrente será adotada como sendo o limite máximo para esta aplicação. quanto maior a corrente. A relação do acréscimo do fluxo luminoso em função da corrente aplicada é dada pela figura 6-4 onde é constatado que o fluxo luminoso não aumenta linearmente com o aumento da corrente. sendo que o fluxo luminoso do chip aumenta à medida que uma corrente maior é aplicada. Porém. 700 mA.Fluxo Luminoso real dos LEDs na operação proposta (REBEL) LUMILEDS Modelo 1 Referência: Fluxo luminoso: @ 700mA e Tj=135°C Modelo 2 Modelo 3 LXML_PWW1_0040 LXML_PWW1_0050 LXML_PWW1_0060 53. maior será também a temperatura da junção. Dobrando-se a corrente aplicada ao LED aumenta-se o fluxo luminoso em aproximadamente 65 %. são alcançados os valores de fluxo luminoso apresentado na tabela 6-2.90 pode operar até 1000 mA. 2009 .2 lm Fonte: O Autor. em relação à corrente aplicada. O fabricante indica como corrente nominal máxima para garantir a expectativa de vida proposta.2009 Considerando a redução do fluxo luminoso em relação à temperatura de operação. e o acréscimo deste. e assim menor sua expectativa de vida. Tabela 6-2 .Fluxo Luminoso x corrente direta do LED Rebel Fonte: LUMILEDS.

Torna-se necessário então. Parte-se então. utilizando-se os três LEDs.2 Onde: Φl = é o fluxo produzido pela lâmpada Φled= é o fluxo luminoso de cada LED N= é a quantidade de LEDs utilizada Assim.4 ∗ 3 = 160. com dois LEDs do modelo 2 seria possível atingir a quantidade necessária. mesmo com o modelo 1. assim este será o modelo escolhido. é necessário saber qual será a tensão de alimentação. é de 130 lúmens. a tensão necessária na saída e a corrente a ser utilizada. onde uma geração luminosa circular pode ser atingida mais facilmente. Como serão utilizados 3 LEDs. porém como se necessita de uma geração luminosa circular. Em relação ao fluxo luminoso. seguido do modelo 2 e do modelo 3. é possível constatar que um único LED deste modelo. Conforme avaliado anteriormente não é possível atingir o fluxo alvo. para uma solução com 3 LEDs. Desta forma ainda tem-se um percentual de garantia de cerca de 20 %. 6. conforme foi proposto é possível garantir que a quantidade de fluxo luminoso gerado pelos semicondutores será de 160.2 SELEÇÃO DO TIPO DO CONVERSOR Para selecionar o tipo do conversor (driver) a ser utilizado. o fluxo luminoso proposto é atingido conforme a equação 6-4. utilizar um arranjo com mais LEDs. = Assim: ∗ Eq. 6-4 Φ = 53. sendo proporcional à sua eficiência.2 lúmens. torna-se inviável esta aplicação. O preço dos LEDs acaba de uma forma geral. mesmo operando com uma corrente de 700 mA. sendo que o necessário para garantir o mesmo fluxo da halógena de 20 W. similar às lâmpadas halógenas. com a utilização de um .91 Com esses dados. o que indica que o preço do modelo 1 é o mais baixo dos três. que é no mínimo 130 lúmens. não alcançará o valor dado pela equação 6-1.

ocasionando diferenças na luz emitida por cada um. . a ligação em série ou a ligação em paralelo. Para a conexão destes LEDs. Assim.Caso contrário. ou uma criteriosa seleção para que os três LEDs apresentassem a mesma queda de tensão.4 = 10. com uma tensão de aproximadamente 10. Assim. 6-5 Assim. esta é dependente do tipo da fonte a ser utilizada. são possíveis duas configurações. além também de ser compatível com fontes de tensão contínua. conforme mostrado na tabela 6-3. será a utilização dos LEDs conectados em série. A solução a ser utilizada então. é possível montar relação das características do tipo de alimentação às quais o driver estará sujeito. o driver deverá fornecer uma corrente constante de 700 mA em sua saída. a tensão necessária na saída do driver será dada pela equação 6-5. Considerando as fontes citadas.2 Quanto à tensão de entrada.92 único LED. A proposta desta lâmpada é possibilitar sua utilização tanto com transformadores eletrônicos como com eletromagnéticos. deverá ser de 10. = 3 ∗ 3. a corrente não seria distribuída igualmente a todos eles.2 V.2 V conforme calculado abaixo. Assim torna-se necessária a utilização de três LEDs. baseado na queda de tensão sobre o LED quando alimentado em 700 mA. tem-se que a tensão de saída do driver. Para a ligação em paralelo seria necessário um controle individual de cada LED. Essa diferença poderia ocasionar uma geração de luz não homogênea do conjunto. = Onde: Vo = tensão de saída do driver Vf = Tensão dos LEDs ∗ Eq.

podendo ser de forma contínua. é considerada a freqüência disponível da rede elétrica. Quanto à fonte de tensão contínua. porém tomando como base os valores de tensão medidos na prática (Tabela 3-1). (Rsns). menor poderá ser resistor sensor. o valor . Para o controle da corrente de saída. O sistema de controle do driver utilizará a queda de tensão sobre este resistor como parâmetro de realimentação para atuar no controle da corrente. a variação foi estipulada de forma arbitrária. quanto menor for o valor desta tensão admissível para o correto funcionamento do controle.93 Tabela 6-3 .10% ** Para o transformador eletromagnético. Esta.2 10. Para o transformador eletrônico.2 Vrms. Com base nestas informações os limites para a tensão de alimentação na qual o driver deverá funcionar são de 7. Como a tensão de saída encontrada foi de 10.8 AC 50 – 60 Hz Transformador eletrônico 12 13.8 AC 30 kHz – 100 kHz Fonte de tensão contínua 12 13.10%. foi aplicada esta variação. utiliza-se um resistor conectado em série com os LEDs para atuar como sensor. A especificação chave é a habilidade de medir e controlar a corrente de saída com precisão e eficiência.2 7.2V. Para o transformador eletrônico.8 a 13. Assim. como geralmente possui algum tipo de regulador de tensão. tem-se que a tensão de entrada poderá ser menor.2 10. dessa forma o driver indicado para esta aplicação é o do tipo Buck-Boost. 6. o valor mínimo foi baseado tolerância permitida para a rede elétrica de +/.8 DC - Fonte: O Autor.3 CONFIGURAÇÃO DO DRIVER BUCK-BOOST Um driver dedicado para o controle da corrente em LEDs de potência possui algumas características que o difere dos outros conversores para uso comum. e assim menores as perdas de potência sobre ele. ou alternada de até 100 kHz. Entretanto. na grande maioria das aplicações. 2009 *Baseada na tolerância permitida para a rede elétrica de +/. foram utilizados os valores obtidos na prática conforme a tabela 3-1. *** Para o transformador eletromagnético.Características da tensão de entrada do driver Tensão Nominal (Vrms) Tensão Máxima* (Vrms) Tensão Mínima** (Vrms) Característica Frequência*** Transformador eletromagnético 12 13. maior ou igual à tensão de saída.

a seguir. Porém. é necessário verificar qual é a característica da carga.94 desta tensão (Vsns) não deve ser tão baixo que comprometa a relação sinal-ruído (SNR14) (RICHARDSON. no caso dos LEDs esta resistência é dinâmica (rd). 2009 Para determinar a resistência dinâmica deve ser traçada um linha tangente à curva IxV. onde o diodo “D” indica um diodo ideal. 14 SNR. podem ocorrer problemas no controle do regulador. e a resitência “rd” significa sua resistência série dinâmica. . Assim. Para tanto é feita. realizando a simples divisão da tensão direta do LED pela sua corrente. Em drivers de LEDs isso é utilizado também para definir a capacitância de saída necessária para alcançar o ripple desejado de corrente. que deve ser fornecida pelo fabricante (RICHARDSON. a resistência pode ser calculada simplesmente pela relação entre a tensão de saída e a corrente de saída. Figura 6-5 . conforme mostrado na figura 6-6. se este valor for muito alto. após identificada a topologia proposta. e é alterada com a mudança da corrente.3. Para o desenvolvimento do conversor. Trata-se da curva do LED Rebel. pode-se ter um resultado na faixa de 5 a 10 vezes maior que o verdadeiro valor de rd. 6. Em uma fonte simples que regula a tensão de saída. O circuito equivalente de um LED é demonstrado na figura 6-5.Circuito equivalente dos diodos Fonte: O Autor. uma análise da resistência dinâmica dos LEDs. significa a taxa de sinal pelo ruído criado. A resistência dinâmica é geralmente disponibilizada por alguns fabricantes para uma determinada corrente. a fonte “Vd” indica a queda de tensão direta sobre o diodo. 2009). 2008). mas na maioria dos casos pode ser calculada pela curva de tensão por corrente. já proposto anteriormente.Signal-noise-ratio. particularmente para o laço de controle.1 RESISTÊNCIA DINÂMICA DOS LEDS A resistência de carga é um importante parâmetro a ser analisado para o projeto de fontes de potência.

6 − 3. Figura 6-6 . assim para os três LEDs ligados em série como proposto esta resistência será: = ∗ = 3 ∗ 0. até as extremidades faz-se uma linearização da curva.55 = 0.49 = 1.47Ω . é possível calcular a resistência dinâmica para a corrente em questão.95 Estendendo a reta. levando em consideração a variação da corrente (∆If) e da tensão (∆Vf).2009 Assim pela equação 6-6: ∆ ∆ = Eq.125 = A resistência dinâmica se combina em série e em paralelo como resistores lineares.55 = 1125 − 0 = 1125 0.49Ω 1. a partir do ponto de interesse.05 = 0.Cálculo de resistência dinâmica (LED REBEL) Fonte: LUMILEDS. 6-6 E sabendo que: ∆ ∆ Tem-se: = 3.

Torna-se limitado pela relação não linear. É típico que uma fonte de tensão deva trabalhar com ripple de até 4 %. 2009 Nota-se que a modelagem é composta por um diodo ideal. este pode ser admitido como sendo de 10 % a 40 % p-p da corrente direta If. que pode significar em redução da PCB e diminuição dos custos de matéria prima. Por essa razão. 6.Modelagem elétrica de três LEDs REBEL ligados em série Fonte: O Autor. Em geral. Figura 6-7 . Acima de 40 % de ripple.2 CORRENTE DE RIPPLE ADMISSÍVEL Nestes drivers a corrente de ripple sobre os LEDs (∆I) é equivalente à tensão de ripple (∆V) em reguladores de tensão. resultando em um aquecimento excessivo e redução da vida útil do LED. Permitir um maior ripple significa diminuir a indutância e a capacitância do filtro de saída.96 Desta forma o modelo completo é mostrado na figura 6-7. Desta forma é possível visualizar o comportamento dinâmico da carga a ser utilizada no conversor. (RICHARDSON-2009) Na figura 6-8 é apresentada a forma de onda respectiva um valor de ripple de 25 % em corrente de um conversor do tipo buck. Esta larga tolerância é aceitável por que o ripple está em uma freqüência elevada.3. geralmente. de modo a aproximar da situação real. Em drivers de corrente para LEDs . a valores imperceptíveis ao olho humano. . uma fonte de tensão e um resistor em série. Este modelo também será utilizado como carga para a simulação do circuito via software. a tensão direta sobre os LEDs também aumenta. os requisitos para a ondulação de corrente nos LEDs não são tão restritos quanto para as ondulações em fontes de tensão. a pastilha do LED sofre um aquecimento. nos picos de corrente. entre o calor e a quantidade de luz gerada nos picos de corrente através do LED. ele é definido como sendo o maior valor possível. sendo que à medida em que a corrente é incrementada. maior do que consegue resfriar durante os períodos do vale.

neste primeiro ciclo é transferida energia da fonte para o indutor “L”. Na figura 6-9 é possível visualizar a topologia geral para o circuito com três LEDs como carga. . 2009 Quando a chave denominada como “T” é ligada. esta característica deve ser analisada na construção do driver.Ripple típico de 25% de um conversor tipo Buck Fonte: RICHARDSON. Assim. a tensão de saída tem polaridade oposta à da tensão de entrada. ocorre a continuidade da corrente no indutor pela condução do diodo “D”.3. A energia armazenada em “L” é então entregue ao capacitor e à carga. e como o diodo “D” não conduz. Quando a chave “T” desliga. 2009 6. Figura 6-9 . Enquanto a chave “T” está conduzindo é o capacitor que fornece a energia para a carga.3 CÁLCULO DO CONVERSOR BUCK-BOOST No conversor Buck-Boost.97 Figura 6-8 .Circuito básico da topologia buck-boost com carga de LEDs Fonte: O Autor.

A relação da tensão de entrada pela tensão de saída é dada pela equação 6-7. Figura 6-10 . ∗ = ( − ) Eq. aqui denominadas respectivamente por “E” e “Vo”. 2009 Este tipo de conversor é uma junção de um conversor boost (elevador) com um conversor Buck (redutor). Se d< 0.5 sua característica será de elevador.Formas de onda do conversor Buck-Boost Fonte: POMILIO. a tensão . 6-7 A partir desta equação conclui-se que para o modo de condução contínuo. O que definirá em que método ele trabalhará será o duty-cycle (d) ou ciclo de trabalho.98 Nesta topologia tanto a corrente de entrada quanto a de saída são descontínuas. A tensão a ser suportada pelo diodo e pelo transistor será a soma das tensões de entrada e de saída.5 possuirá características de redução de tensão enquanto que se trabalhar com d>0. Na figura 6-10 são apresentadas as formas de onda esperadas sobre cada um dos principais componentes quando o conversor opera em modo de condução contínuo e descontínuo.

≥ Onde: ∗ ∗∆ Eq. Sua corrente média de descarga durante este período será a própria corrente média na carga. de modo a manter a tensão média na carga constante (BARBI. a razão cíclica máxima será quando a tensão de alimentação atingir seu valor mínimo. 6-10 ∆V = Variação de tensão admissível na carga Is = Corrente de saída . O capacitor pode ser calculado a partir da equação 6-10 (MELLO. que se a tensão na carga for mantida constante. as variações na tensão podem ser compensadas atuando-se na razão cíclica. De outra forma esta relação pode ser dada pela equação 6-8.1996). é utilizada a relação da equação 6-9 (MELLO. desta forma. A relação inversa ocorre para a razão cíclica mínima. Para o dimensionamento do indutor.1996). ≥ Onde: Ps= Potência de Saída f = frequência de operação E =tensão de entrada d = duty-cycle ∗ ∗ ∗ Eq. Assim. = Eq. para o modo de condução contínua. 6-8 Observa-se. 2000).99 média na carga depende apenas da tensão de alimentação e da razão cíclica. 6-9 No período em que a chave está conduzindo. é o capacitor que fornece a energia para a carga.

no caso será admitido 25 % de ripple de corrente.425 Logo. a corrente de ripple pode variar entre 10 % e 40 %.7*1. Tendo em vista a modelagem do LED.2V (considerando o modelo visto anteriormente para os 3 LED operando em 700mA.8V: = + = 0.2V) Po = 10.700 A a máxima corrente será de 0. Foi considerada a condição onde será necessário o maior indutor no caso alimentação de 13.93 Agora. assim será considerado o valor médio desta relação.875 A que fica abaixo do limite de 1 A definido para o LED em questão.8 V Emin = 7.15V + 0. Como parâmetros de entrada nominais serão considerados os seguintes valores: E = 12 V Emáx = 13. para o cálculo do capacitor utiliza-se a equação 6-10.18 ≅ 10. calcular os valores aproximados dos capacitores e indutores a serem utilizados na simulação. Como visto anteriormente.8 V f = 500kHz Vo = 10. para o cálculo do indutor pela equação 6-9. então. tem-se Vo= 9.700A = 7. é possível definir qual será a variação de .47 = 10.100 Com as relações dadas acima é possível.14W Então pela equação 6-8 é possível encontrar o valor de duty-cycle para a condição de análise. que garante que para uma corrente média de 0.2V * 0. tem-se: L≥ E ∗d 2 ∗ Ps ∗ f ≥ 4.

se: ∗ ∗∆ Δ = 10. 2009 Pela avaliação da malha.7 A. para garantir que a ondulação na corrente seja de 25 % p-p.101 tensão admissível para este ripple de corrente. .2 V. ≥ Logo. (0.0.612 A a 0.2 ∗ 0. Figura 6-11 .Característica da carga do driver Fonte: O Autor.97 Com os valores calculados foi realizada a simulação por meio do software PSIM 6.306 Tem-se: = 1.787 A) para uma corrente média de 0.03 = 0.3 V. Na figura 6-12 é apresentado o circuito buck-boost implementado. a variação de tensão deverá ser de aproximadamente 0. A figura 6-11 apresenta a etapa de saída do conversor. Considerando a tensão nominal de saída de 10.esta variação representa cerca de 3 %.

0 Fonte: O Autor. 2009 Como apresentado anteriormente.47 Ω. um oscilador (OSC). realiza o comando da chave. C1=2.46. de freqüência fixa. Para atuar como elemento de chaveamento foi utilizado um transistor do tipo Mosfet (T1).15 V. referente a corrente na carga. Figura 6-13 . OSC= 500 kHz com duty-cycle igual a 0. 2009 .Circuito Buck-boost montado no simulador PSIM 6. Na figura 6-13 é apresentada a resposta do circuito. Rd = 1. um diodo ideal (D2) e um resistor em série (Rd). foi utilizado o modelo elétrico dos LEDs conectados em série. Vd = 9. para estes valores. O qual é constituído por uma fonte de tensão (Vd). L1=10 uH. para simulação da carga.102 Figura 6-12 .Forma de onda nos LEDs do conversor buck-boost simulado Fonte: O Autor. Os valores calculados e utilizados na simulação são: E=12 V. Assim atribuindo ao circuito os valores calculados. torna-se possível a obtenção de uma resposta aproximada.2 uF. Como o circuito simulado é em laço aberto.

que na partida a corrente atingiu picos acima de 1. Figura 6-14 . desta forma tem-se: Para E=7.566 e para E= 13. foi aumentado o indutor. O valor do indutor foi alterado de 10 uH para 70 uH.8 A que poderiam danificar os LEDs. quando a tensão de alimentação está em seu limite mínimo ou máximo. Nota-se. melhora-se a resposta do sistema e consegue-se um menor valor de pico de corrente na partida. Sendo assim. Como visto anteriormente. para reduzir este pico de corrente na partida. A figura 6-14 mostra a resposta do circuito após esta alteração.103 Como esperado. Porém. 2009 Esta simulação foi realizada considerando a tensão de alimentação nominal. porém. conforme a figura 6-13 a corrente apresentou um valor médio em regime de aproximadamente 700 mA. Desta forma.425 . a tensão de saída é dependente da tensão de entrada e do ciclo de trabalho utilizado.8V = + = 0. o sistema deve apresentar as mesmas características na saída em toda a faixa de tensão estipulada.Corrente nos LEDs com indutor alterado Fonte: o autor. para garantir a mesma corrente nos LEDs.8 V = + = 0. deve ser realizada a compensação no duty-cycle de acordo com a equação 6-8. assim.

figura 6-16 e figura 6-17. A figura 6-15. Com estes valores foi realizada novamente a simulação para as tensões de alimentação mínima. Desta forma para garantir os valores de ripple definidos anteriormente. 7.Corrente nos LEDs com tensão de alimentação de 7. Embora exista diferença. 12 V e 13. foi alterado o valor do indutor de 70 uH para 100 uH . ou seja.8 V.8 V. 12 V e 13. respectivamente. Como se trata de um sistema para iluminação geral. este tempo torna-se ínfimo. nominal e máxima. Figura 6-15 . houve acréscimo no valor do ripple.8 V .8V Fonte: O Autor. No caso da tensão no limite inferior. fazendo a simulação no software.8 V. apresentam os resultados obtidos respectivamente para as tensões de alimentação de 7. os tempos são bastante curtos sendo que no pior caso a estabilização ocorre em 1 ms.104 Da mesma forma. 2009 . é possível observar o comportamento do sistema. a seguir. mesmo utilizando um dutycycle maior. Analisando a estas figuras é possível perceber que o tempo de estabilização é maior na medida em que a tensão de alimentação é diminuída.

cujas formas de onda são apresentadas na figura 6-18. .8V Fonte: O Autor.Corrente nos LEDs com tensão de alimentação de 13. 2009 Figura 6-17 . 2009 Após a análise da saída do conversor é realizada a avaliação das formas de ondas nos componentes do circuito proposto.105 Figura 6-16 .Corrente nos LEDs com tensão de alimentação de 12V Fonte: O Autor.

106

Figura 6-18 - Formas de onda no conversor Buck-Boost proposto Fonte: O Autor, 2009

Comparando as formas de onda sobre os componentes, capturadas no simulador, com as formas de onda típicas do conversor buck-boost, quando operando em condução contínua, é possível perceber a similaridade entre ambas. Como pode ser vista na figura 6-18, o primeiro gráfico I(L1), representa a corrente no indutor. O segundo I(D1), representa a corrente no diodo do conversor, o terceiro I(T1) a corrente sobre o transistor e no último (VT) a tensão sobre o transistor. Nota-se que a corrente no indutor nunca chega a zero, permanecendo entre os níveis de 1,25 A e 1,40 A , o que comprova que o conversor está operando no modo de condução continuo. Desta forma, fica também comprovado pela simulação, que o circuito apresenta as características necessárias para o controle dos LEDs da solução proposta. Esta característica foi avaliada nas tensões identificadas como mínima, nominal e máxima. As simulações foram realizadas utilizando uma fonte de tensão contínua ideal. No caso de se utilizar fontes de tensão alternada, será necessário o acréscimo de um retificador e filtro capacitivo. A etapa analisada foi a etapa de potência, sendo que para realizar o controle do dutycycle a ser aplicado no transistor é necessária também uma etapa de controle. Será realizada a montagem do circuito em laço aberto. Assim a parte de realimentação em corrente não será abordada neste trabalho.

107 7 IMPLEMENTAÇÃO DO CIRCUITO Com base na avaliação realizada nos capítulos anteriores será realizada a implementação do circuito do conversor Buck-Boost proposto com vista a confirmar os dados da simulação realizada.

7.1

CIRCUITO BUCK-BOOST PROPOSTO O circuito Buck-boost proposto anteriormente, foi calculado para a operar em 500 kHz.

Esta freqüência foi escolhida por existirem disponíveis no mercado, alguns circuitos integrados específicos para controle de conversores como estes, que podem operar nesta faixa de frequência. Operando em frequências elevadas como esta, é possível a diminuição dos componentes, principalmente o indutor e capacitor, o que permite que o circuito final possua um tamanho reduzido. Esta é uma característica imprescindível pois o espaço disponível para o circuito é restrito. Porém, operando em freqüências tão elevadas, é necessário que seja implementada uma placa de circuito impresso dedicada a operar nessa freqüência, visto que os efeitos das impedâncias parasitas se intensificam na medida em que a frequência é elevada. É recomendado também o uso de componentes em SMD15, que reduzem os efeitos das impedâncias parasitas dos terminais dos tradicionais componentes PTH16. No protótipo será utilizada a frequência de 100 kHz. Esta freqüência foi escolhida pois como o circuito será montado de forma discreta e com componentes PTH, freqüências mais elevadas gerariam altos níveis de ruído e mau funcionamento do circuito devido às impedâncias parasitas. Foram realizados testes com o circuito discreto e foi constatado que com esta faixa de frequência o circuito apresenta um resultado satisfatório. Alterando a frequência de operação o funcionamento do circuito permanece o mesmo, entretanto os componentes deverão ser recalculados. Como o intuito deste trabalho não é realizar a análise da parte de controle, foi realizada a implementação do circuito em malha aberta. Para o controle da chave comutadora do

15

SMD – Sigla corresponde a Surface-Mount Devices, ou em português, dispositivos de montagem em superfície. São componentes eletrônicos com tamanho reduzido que permitem serem soldados em placas de circuito impresso sem a necessidade de longos terminais. PTH – Sigla corresponde a Pin Throught Hole, ou em protuguês pino através de furos, são os componentes eletrônicos que possuem terminais de conexão que geralmente atravessam a placa de circuito impresso e são soldados na face oposta a que são inseridos.

16

108 conversor, será utilizado um circuito integrado que gera um sinal com frequência fixa e possibilita o controle da largura do pulso de saída, método PWM17. Este controle é realizado pelo ajuste da tensão aplicada em seu pino de controle. O circuito integrado utilizado foi o SG 3524. Este componente permite configurar sua frequência de comutação em uma faixa de 200 Hz até 450 kHz, por meio do ajuste de componentes externos. Na topologia padrão do circuito Buck-Boost analisada anteriormente, e apresentada novamente na figura 7-1, a chave comutadora “T1”, não é referenciada ao terra da fonte. Esta topologia gera um problema para o controle da chave. Visto que esta chave é um transistor tipo MOSFET, que necessita de uma tensão entre gate e source para entrar em estado de condução, o sinal de controle precisaria ser referenciado no mesmo ponto que o pino source do MOSFET. O problema ocorre que neste ponto a tensão é variável, visto que está conectado na parte superior do indutor, que recebe diferentes valores de tensão e assim impossibilita a referência direta do sistema de controle. Neste caso seria necessária a utilização de um driver especial para comandar esta chave, como por exemplo o circuito IR2117 da empresa International Rectifier, que por intermédio de capacitores cria uma referência dinâmica para o controle da chave. Para contornar este problema foi alterada a disposição dos componentes do circuito de modo que a chave comutadora fosse referenciada ao mesmo terra da fonte de alimentação, o que torna o sistema de controle da chave simplificado. A figura 7-2 apresenta a solução proposta, com esta disposição dos componentes.

Figura 7-1 - Circuito Buck-Boost clássico Fonte: O Autor, 2009

17

PWM – Sigla corresponde a Pulse Width Modulation, ou em português, modulação por largura de pulso. É uma técnica comum em eletrônica para transportar informações ou servir como sinal de controle em fontes chaveadas.

considerando os seguintes dados: f = 100 kHz Ps = 7.1.14 W E = 13. Como a frequência de operação será de 100 kHz. enquanto que se o duty-cicle for maior que 50 % então a tensão de saída também será maior.1 COMPONENTES DO CONVERSOR BUCK-BOOST Conforme já visto anteriormente o conversor Buck-Boost tem a propriedade de elevar ou diminuir a tensão de saída em relação a tensão de entrada. tem-se que esta será proporcional a tensão e assim o controle baseado na corrente pode ser realizado da mesma forma. 2009 Nota-se nesta nova disposição o funcionamento do conversor se dá de forma semelhante sendo que a disposição dos componentes permite o acionamento do MOSFET referenciado pelo terra da fonte (ZETEX SEMICONDUCTORS. 7. então os componentes serão ajustados para esta frequência.109 Figura 7-2 .8 V (condição mais crítica para o cálculo do indutor) d = 0. Dessa forma de acordo com a equação 6-9 . se o duty-cicle do conversor for menor que 50 % a tensão de saída será menor que a de entrada. 2008).08 mH . Assim.425 Assim: L ≥ 24. Fazendo-se uma relação com a corrente na carga.Circuito Buck-Boost com chave referenciada ao terra Fonte: O Autor. é calculado o novo valor para o indutor.

8 V ) Is = 0.08mH será utilizado um indutor de 47 mH. pela aplicação da equação 6-10.9 uF Da mesma forma o capacitor deverá ser de valor superior a 12. na situação mais crítica no circuito proposto esta tensão não será superior a 30V. como este. Assim como o transistor escolhido apresenta tensão de bloqueio máxima de 55V. que é um valor comercial e permite uma folga em relação ao valor calculado. Assim será utilizado o próximo valor comercial típico que é de 22 uF. sendo 18 19 RDson – É a resistência interna dos Mosfets. Para o diodo.566 ( maior duty-cicle. Possui tensão de bloqueio de 40V e capacidade de condução de corrente de até 3 Àmperes. como no caso do transistor escolhido que é de 17. O cálculo do capacitor é realizado considerando os seguintes dados: d = 0. Como elemento comutador foi utilizado o transistor MOSFET modelo IRFZ44N da International Rectifier (IR).110 Como o indutor deverá ser maior que 24. tem-se: C ≥ 12.2 GERADOR DE PWM Como descrito anteriormente será utilizado o Circuito integrado SG3524 para geração dos pulsos de comando da chave. 7. o modelo escolhido foi do tipo Schottky19 do tipo 1N5822. este atende a aplicação. Este componente disponibiliza duas saídas de PWM. Utilizando um MOSFET com a tensão de bloqueio baixa. calculado na menor tensão de alimentação .7.306 V Assim.5 m .9 uF. como o conversor trabalha em alta frequência. Diodo Schottky – É um modelo de Diodo que possui uma baixa queda de tensão de condução direta e é caracterizado como ultra rápido e assim ideal para circuitos de alta freqüência. . é possível um valor de RDson18 reduzido. responsável pelo aquecimento nos períodos de condução.7 A f = 100 kHz ∆V = 0. A tensão máxima sobre a chave será a tensão da carga mais a tensão de alimentação.

“0 %” e com uma tensão de 3. Aplicando-se a este pino uma tensão de 1 V é gerada a mínima razão cíclica possível. Dessa forma.6 %. ∗ Eq. Como o componente permite a ligação de suas duas saídas em paralelo. O circuito integrado é apresentado na figura 7-3. Figura 7-3 . para o controle do duty-cicle foi . o componente permite a regulação do duty-cicle em toda a faixa que foi calculada anteriormente. ou seja de 42. 7-1 Assim foi estipulado o valor do capacitor em 1 nF. 2003 A frequência de trabalho deste dispositivo é configurada por meio de um circuito RC que pode ser calculado pela equação 7-1. no caso “90 %”.Circuito integrado SG3524 Fonte: TEXAS INSTRUMENTS. Para o controle do duty-cicle. o circuito integrado dispõe de um pino que está internamente conectado a um comparador.111 que cada uma permite uma variação de duty-clicle de 0 % até 45 %. = Onde: Rt = Valor do resitor em K Ct = Valor do capacitor em µF f = Frequência em kHz . Desta forma.5 V a razão cíclica gerada é a máxima. de acordo com a indicação do fabricante para a frequência de 100 kHz e foi calculado o valor do resistor “RT” que conforme a equação 7-1 foi de 13 K .5 % até 56. o intervalo de controle da largura de pulso poderá ser de 0 % até 90 % (TEXAS INSTRUMENTS. 2003).

Gerador de PWM implementado Fonte: O Autor. . que atuará como resistor de pull-up20. Figura 7-4 . gerando nos pinos de saída um pulso PWM controlado. Segue na figura 7-4 o circuito gerador de PWM montado. como os dipositivos com saida de coletor aberto. como é o caso do CI SG3524 em questão. Assim. que é gerada pelo próprio CI (TEXAS INSTRUMENTS. 2009 Desta forma. é necessário a conexão de um resistor de coletor “R5”. o resistor foi calculado pela equação 7-2. 20 Resistores de pull-up – Os resistores pull-up podem ser usados em saídas lógicas onde o dipositivo lógico não pode fornecer corrente necessária para o controle da carga. que é alimentado por uma tensão de referência de 5 V. Como a corrente máxima de saída do CI é de 200 mA e será utilizado 12 V como tensão de alimentação do circuito de controle. tanto o coletor quanto o emissor destes transistores são disponibilizados em pinos para conexão externa. 2003). pinos 12 e 13 referente aos coletores e pinos 11 e 14 referente aos emissores dos dois transistores respectivamente. por intermédio do potenciômetro “P1” é possível variar a tensão no pino 2 e assim alterar o duty-cicle de acordo com o necessário. Este circuito integrado possui internamente dois transistores responsáveis pelo sinal de saída.112 implementado um divisor resistivo regulável por um trimpot.

113 ≥ Eq.2 A e Vin= 12 V tem-se: ≥ 60 Por segurança para não ultrapassar a corrente máxima do CI foi utilizado um resistor de 100 . Assim considerando Iomax= 0.3 LÂMPADA PROPOSTA Foi construído um protótipo para a lâmpada proposta. MCPCB – Sigla de Metal Core Print Circuit Board ou em português. 22 . especial para uso em situações onde os componentes eletrônicos necessitem de melhor troca térmica com o dissipador/ambiente. Esta abertura foi escolhida por ser similar a abertura luminosa das lâmpadas halógenas com refletor dicróico analisadas anteriormente. 7. Para direcionar a luz emitida pelos LEDs foi utilizada uma lente tripla que permite uma abertura luminosa de 38°.321. foi utilizado alumínio como material metálico responsável pela dissipação térmica dos LEDs. Foram soldados os três LEDs em uma placa de alumínio. 21 Soquete GU 5. usualmente utilizada com LEDs de potência. É o padrão utilizado para estas lâmpadas quando são alimentadas em 12 Volts. Iomax = é a máxima corrente de saída do CI. que permite que o protótipo possa ser testado no mesmo suporte da câmara de ensaio vide figura 5-5.3 – soquete com dois pinos metálicos geralmente utilizados como suporte para os refletores MR utilizados em lâmpadas halógenas. A figura 7-5 apresenta o protótipo da lâmpada construída. que é a base para a comparação luminosa. Como o nome sugere. a qual permite a conexão elétrica e garante um caminho térmico de resistência reduzida entre os LEDs e o corpo de alumínio. Na peça estampada em alumínio foi adaptado um soquete do tipo GU5. 7-2 Onde: Rpu = Resistor de pull-up. chamada de MCPCB22. no caso 36°. Vin = Tensão de alimentação do circuito. placa de circuito impresso de núcleo metálico. com baixa resistência térmica. trata-se de uma placa de circuito impresso que utiliza material metálico em sua estrutura. Para a construção deste protótipo. utilizado para testar a lâmpada halógena MR16 de 20W.

8 V. 2009 Assim realizando o controle do potenciômetro P1.8 V a 13. Figura 7-6 . que foi de 7.Protótipo da Lâmpada de LED Fonte: O Autor. em toda a faixa de tensão avaliada. apresentado no circuito da figura 7-6.4 ENSAIO ELÉTRICO DO PROTÓTIPO Acrescendo o circuito de controle de duty-cicle do transistor ao circuito Buck-Boost proposto. Na figura 7-7 é apresentado o circuito montado com a lâmpada proposta .114 Figura 7-5 . é possível controlar a razão cíclica (duty-cicle) do conversor e assim foi possível manter uma corrente constante sobre eles de 700 mA. foi possível realizar a alimentação dos três LEDs conectados em série. 2009 7. O circuito completo é apresentado na figura 7-6. montados na lâmpada proposta.Circuito Buck-Boost para alimentação dos 3 LEDs conectados em série Fonte: O Autor.

115 conectada.

Figura 7-7 - Circuito montado com a Lâmpada proposta Fonte: O Autor, 2009

Conforme apresentado anteriormente, aumentando a razão cíclica, aumenta-se a tensão de saída e conseqüentemente a corrente de saída. Da mesma forma quando diminui-se a razão cíclica do conversor, a tensão de saída então diminui e assim também a corrente nos LEDs. A tabela 7-1 apresenta os valores de razão cíclica utilizados para cada tensão de alimentação analisada, para manter a corrente constante nos LEDs.

Tabela 7-1 - Razão cíclica x Tensão de entrada

Tensão de entrada (V) 7,8 12,0 13,8

Razão-cíclica (%) 61,2 47,0 33,0

Corrente de Saída (mA) 705 703 710

Tensão sobre os LED (V) 10,0 10,0 10,1

Fonte: O Autor, 2009

Na figura 7-8 é apresentada a forma de onda de controle da chave, com o circuito

116 alimentado em 12 V. Nota-se que o sinal é similar a uma onda quadrada, porém apresenta uma certa inclinação na rampa de subida e descida, o que pode explicar que o a razão cíclica calculada tenha apresentado uma faixa um pouco estreita se comparado com a razão cíclica encontrada na prática. A faixa calculada foi de 42,5 % para a tensão de 13,8 V e 56,6 % para a tensão de 7,8 V, enquanto na prática os valores encontrados foram de 33% e 61,2 % respectivamente.

Figura 7-8 - Sinal de controle da Chave, com circuito alimentado em 12 V Fonte: O Autor, 2009

Na figura 7-9 é apresentada a corrente respectiva sobre os LEDs quando operando na mesma tensão de alimentação de 12 V.

Figura 7-9 - Corrente sobre os LEDs Fonte: O Autor, 2009

Diminuindo-se a janela de tempo analisado, na tela do oscilospópio, é possível visualizar a forma de onda do ripple gerado sobre os LEDs, este é apresentado na figura 7-10.

117

Figura 7-10 - Ripple de corrente medida sobre os 3 LEDs conectados em série Fonte: O Autor, 2009

Nota-se que o ripple de corrente sobre os LEDs foi de aproximadamente 176mA sobre uma corrente média de 700mA, representa um valor de ripple de 25,1% . Conforme analisado anteriormente no capítulo 6, é admissível um ripple na corrente de 10 até 40% para frequências elevadas, acima de 100Hz que já são imperceptíveis ao olho humano. O valor de ripple de corrente encontrado no ensaio prático foi praticamente o valor considerado no cálculo dos componentes, que foi de 25% sendo assim a aplicação atendeu as expectativas. Na tensão nominal de operação, a eficiência do circuito foi de 65%. Esta eficiência é relativamente reduzida se comparada a eficiência declarada por fabricantes de circuitos integrados dedicados a estes conversores. Um exemplo é o do circuito integrado ZXLD1322 da ZETEX semiconductors , que é indicado como uma eficiência típica superior a 80%. Porém tendo em vista que o circuito foi desenvolvido de maneira discreta pode-se considerar que a eficiência foi satisfatória. Tendo em vista estes dados, com o aprimoramento dos componentes utilizados e com um sistema de controle dedicado, é possível esperar por rendimentos maiores, similares aos declarados pelo fabricante citado.

7.5

ENSAIO LUMINOSO Com o protótipo da lâmpada de LED construído, acoplado ao conversor buck-boost, foi

possível realizar o ensaio luminoso na câmara apresentada anteriormente. Este ensaio visa avaliar a relação do fluxo luminoso gerado pela lâmpada de LED proposta, frente a lâmpada

5 170.2 187.1 184. Assim.1 3. Esta abertura é a mesma considerada anteriormente para a avaliação do fluxo luminoso prático das lâmpadas halógenas no item 5.0 Fonte: O Autor.0 146.5 . Como visto no sub-capítulo 4.3 5.0 179.2 11.2 4.0 16.8 9.3 158.4.1 do capítulo 5.8 3. Tabela 7-2 .3 2.0 240.9 192. Como pretende-se analisar toda a luz gerada para a parte frontal da lâmpada.7 25.1. com abertura luminosa em torno de 36°.3 186.Medidas luminosas da Lâmpada de LED proposta Ângulo (°) 0 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50 55 60 65 70 75 80 85 90 Lâmpada MR16 Protótipo Intensidade Luminosa (cd) Fluxo acumulado (lm) 482.0 182. Aplicando-se os valores das intensidades luminosas medidas nos diferentes intervalos angulares.0 361. 2009 11.1 132.0 83.6 76. onde foi também apresentada uma câmara de ensaio luminoso vide figura 5-5.4 190.6 175. Esta câmara foi construída para permitir a aquisição da intensidade luminosa das lâmpadas sob análise.2 40. Para a comparação luminosa foi utilizada a teoria vista no capítulo 5.3 108.6 165.8 3.0 460. dado em lúmens. Na tabela 7-2 são apresentados os valores medidos com a lâmpada de LED proposta.1 148. a análise será realizada no intervalo de 0° a 30°. em diferentes aberturas luminosas. As lâmpadas analisadas possuem luz dirigida.3 44. o ângulo de abertura luminosa é declarado para a abertura onde é medida a metade da intensidade luminosa máxima da lâmpada.118 halógena de 20W considerada como referência. a câmara permite analisar a intensidade luminosa no intervalo de 0° a 180°.0 2. na equação 5-3 é obtido então o valor de fluxo luminoso.8 189. que permite a comparação entre as duas lâmpadas.8 8.

119 Na segunda coluna da tabela 7-2.3 lúmens/Watt (110 lúmens e consumo de 15 W). utilizando-se LEDs com eficiências maiores é possível aumentar ainda esta relação. o que representa um rendimento luminoso do circuito de cerca de 14 lúmens / Watt dentro da faixa de abertura luminosa analisada. Assim mesmo considerando a reduzida eficiência do conversor. Ensaio Luminoso Intensidade Luminosa (cd) 500 450 400 350 300 250 200 150 100 50 0 0 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50 55 60 65 70 75 80 85 90 95 ângulo (° ) Figura 7-11 . foi possível traçar a curva demonstrada na figura 7-11. fazendo a interpolação dos pontos.3 lúmens. o que significa que o resultado foi satisfatório visto que o valor de referência medido com a lâmpada halógena de 20 W foi de 110 lúmens. com a lâmpada proposta foi encontrado um fluxo luminoso de 148. foi praticamente o dobro do rendimento da lâmpada halógena. Com a qual foi possível a geração de 148. dada em candelas. Desta forma foi atingido o fluxo estimado para os três LEDs conforme calculado no sub-capítulo 6. a potência total do circuito foi de 10. são apresentados os valores da intensidade luminosa. Conforme pode ser visto na tabela 7-2. sendo que. Isto representa que o resultado de rendimento luminoso com a lâmpada de LED proposta.3 lúmens até o ângulo de 30°.1.Distribuição luminosa da Lâmpada de LED proposta Fonte: O Autor. Com a lâmpada halógena este rendimento atinge um valor em torno de 7. de 65 %.8 W. Aplicando-se a equação 5-3 são obtidos os valores de fluxo luminoso demonstrados na terceira coluna. Com estes dados. . em cada um dos ângulos analisados. 2009 Nota-se que a maior parte da energia luminosa encontra-se na faixa até 30° que foi o valor estipulado para a comparação.

8 V a 13. Este conversor pode manter sua tensão de saída constante. O circuito do driver proposto foi implementado. Foi apresentada uma solução à base de LEDs que seja apta a substituir este tipo de lâmpadas.8 V. visto a maior eficiência luminosa dos LEDs. As vantagens em realizar esta substituição são o ganho em economia de energia elétrica. que pode ultrapassar 50. Foi avaliada a corrente nos LEDs com as diferentes tensões de entrada de 7. a qual teve o foco no uso de LEDs para a substituição de lâmpadas halógenas dicróicas. O controle é realizado pela variação da razão cíclica da chave do circuito. e realizando o devido ajuste na razão cíclica. diversas topologias de conversores são utilizadas para reduzir a tensão da rede. . Assim a avaliação luminotécnica das lâmpadas halógenas foi realizada com este tipo de conversor.120 CONCLUSÃO O presente trabalho procurou apresentar uma abordagem consistente sobre o uso de LEDs em iluminação decorativa. com um ripple de aproximadamente 25 %. Como operam em tensão de 12 V. contra cerca de 2000 horas das lâmpadas halógenas e a ausência de radiação infravermelha e ultravioleta na luz emitida. mesmo quando há variação da tensão de alimentação. mantendo as suas características luminosas. foi realizado o levantamento das características luminosas das lâmpadas halógenas usualmente utilizadas no mercado. que está de acordo com o calculado no projeto. O circuito de controle do driver foi realizado em malha aberta. Para controle da corrente sobre eles foi necessária a utilização de um conversor CC/CC do tipo buck-boost visto que a tensão de alimentação pode ser maior ou menor do que a tensão sobre os LEDs. por intermédio da variação do duty-cycle de comando de sua chave.000 horas de operação. a maior durabilidade. tornou-se necessária a utilização de três LEDs de potência de cor branca quente. Como forma de avaliação. que pôde ser ajustado por intermédio de um potenciômetro. Para garantir a equivalência luminosa entre a lâmpada halógena e a lâmpada de LED proposta. Os três LEDs foram conectados em série para garantir a mesma corrente em todos sem a necessidade de um controle complexo. sendo que a mais usual é o transformador eletrônico. bem como a construção de um protótipo para a lâmpada. a corrente foi mantida sempre constante em 700 mA. A solução apresentada visou a construção de uma lâmpada alternativa para as lâmpadas halógenas com refletor dicróico de 20 W / 12 V.

Além disso devido as suas características os LEDs permitem ser dimerizados facilmente. . possibilitando assim uma alternativa para sua substituição. realizado pela Universidade de Caxias do Sul . Este fluxo ficou dentro do esperado. visto que o projeto dos LEDs já foi feito considerando os limites mínimos de eficiência. espera-se que ganhe volume no mercado e seja melhor explorada. de atingir o mesmo fluxo luminoso da lâmpada halógena em questão. do fluxo luminoso emitido pelo conjunto proposto de lâmpada e driver. A tecnologia de iluminação por LEDs é ainda muito recente se comparada com as tecnologias atuais e continua sendo aprimorada constantemente. Assim o projeto alcançou o objetivo proposto. A grande parte do material encontrado sobre o assunto foi retirado de web-sites de fabricantes ou de outros trabalhos de pesquisa relacionados ao assunto. quando não há intensa circulação de pessoas.121 Foi realizada a análise luminotécnica. Os LEDs além de já alcançar um rendimento luminoso muito próximo ao destas lâmpadas. como as lâmpadas de vapor de sódio. o que ainda pode gerar economia de energia se for implementado um circuito que faça a redução do fluxo luminoso em intervalos determinados. o que pode reduzir consideravelmente os gastos com a manutenção do sistema. apresentam vida útil superior. Como sugestão para futuros trabalhos. como por exemplo no período da madrugada. Tendo em vista as inúmeras vantagens desta tecnologia.UCS. Este trabalho foi publicado e apresentado no XVII Encontro de Jovens Pesquisadores. sendo este comparado com a lâmpada halógena de 20 W de referência. bem como no XXIII Congresso Regional de Iniciação Científica e Tecnológica em Engenharia (CRICTE). cita-se o desenvolvimento de soluções à base de LEDs para a substituição das fontes luminosas utilizadas em iluminação pública. realizado pela Universidade do Estado de Santa Catarina – UDESC. O conjunto proposto apresentou um fluxo luminoso de cerca de 34% superior ao fluxo da lâmpada halógena de 20 W.

. 2009.brasilenergia. UFSC. HUBER. Eletrônica de Potência:Conversores CC-CC Básicos não Isolados.br/eficienciaenergetica. disponível em: <http://www. 2009.C. DA SILVA L. Florianópolis.osramos. Acesso em 10 mar.pdf> Acesso em: 03 mar 2009 ANDRÉ.MARTINS. 2009 ABILUMI Brasil Energia N°324.abilumi.com/catalogue/catalogue.R. . 2004.Avaliação da eficiência energética do sistema de iluminação artificial de um ambiente de trabalho – estudo de caso.carclooptics. Sistema eletrônico para lâmpada Vapor de Sódio de Alta Pressão. “Apaga ali. CARCLO OPTICS . mar.com.abilumi. BONATES. Guide to choosing secondary optics. revista n° 324. F..Thermal Management of OSTAR® Projection Light Source – OSRAM. 2009 .Florianópolis.. B.br. I. 2000.. BREIDENASSEL. M. Acende Aqui ”.br/pdf/Brasil%20Energia%20Nov_2007%20n324. 2004.122 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ABILUMI. E. . SC. DE BRITO.do?favOid=000000020002369d00510023&act=showBookmark> Acesso em: 12 mar. Disponível em: <www. STICH. D. disponível em: <http://catalog. Florianópolis: Edição dos Autores. A.. setembro de 2007. novembro de 2007 disponível em: <http://www.com> Acesso em: 24 abr. A. BARBI. Brasil. XXIV Encontro Nacional de Engenharia de Produção .org.org. 03 a 05 de nov de 2004 BRASIL ENERGIA.pdf> Acesso: 02 – Eficiência energética. Universidade Federal de Florianópolis. novembro 2007 disponível em: www. Dissertação (Mestrado em Engenharia Elétrica). S.N. L.

123 CERVI. – Electronic transformer for a 12V Halogen lamp – ST semiconductors Application note 1999. Disponível em: <http://www.com/xlamp> Acesso em: 25 out. BELETICH. Disponível em: <www. R. Processamento e análise de imagens. 2008. Power Integrations. 2008.M. 2004. 2009 FURASTÉ.com/stonline/products/ literature/an/3707.lt/files/File/Designing%20with%20lenses%20and% 20secondary%20optics.pdf> Acesso em: 26 mai.C. . Analysis of the Potential for Minimum Energy Performance Standards For Power Supply Units for Extra Low Voltage Tungsten Halogen Lighting – National Appliance and Equipment energy Efficiency Program Report No: 2005/13.st.ekspoled. 14.energyrating. Universidade Federal de Santa Maria.au/library/pubs/200513mepshalogentrans. G..Solving the LED-driver challenge for light-bulb replacement.gov. S.edn. EKSPOLED . XLamp LED Thermal Management. 2009 FICHIERA.ed.br/Members/humberto/disciplinas/pdi/slidespdf/color_image_1_s em_06.com/contents/images/6648790. 1998.S. 2005.cefetpr. P.pdf> Acesso em: 01 jun.htm> Acesso em: 15 abr.labiem. Dissertação (Mestrado em Engenharia Elétrica).cpgei. 2008. J. Iluminação econômica. CREE. GAMBA. Disponível em: <www. Rede de Iluminação Semicondutora para Aplicação Automotiva. Abril de 2005 Disponível em: <http://www. Normas técnicas para o trabalho científico: elaboração e formatação. ELLIS. A. 2009 FIMIANI .cree. Porto Alegre: EDIPUCRS. S. Porto Alegre: Educs. H. M. UFSM Santa Maria.Designing with Lenses and Secondary Optics for High-Brightness LEDs Disponível em: <http://www. .pdf > Acesso em: 12 ago.pdf> Acesso em: 27 set. EDN Special Section – abril de 2009 Disponível em: <http://www. 2007 COSTA.

FEIRA DE ILUMINAÇÃO EXPOLUZ. E. LUMILEDS Corporate website. Anais.com>.com/features/5/4/9> Acesso em 23 nov. J. E. Disponível em: <www.P.gelampadas.março de 2008. Universidade Federal de Santa Maria. Dissertação (Mestrado em Engenharia Elétrica).1996. A.pdf> Acesso em: 15 set. Análise e projeto de Fontes Chaveadas.. I.São Paulo:2008. São Paulo. Sistema de Iluminação Distribuída Utilizando LEDs Acionados por Dois Conversores Flyback Integrados (TLM). 2008 OLIVEIRA.124 GE – Princípios de iluminação . Iluminação . 2009 MELLO. J. MOSELY.philipslumileds. Disponível em: <http://www. P.pdf> Acesso em: 17 de mai.F. LUMIERE. São Paulo: Editora Erica.com/pdfs/NA04. Disponível em: <http://www.com.Revista 119.p. 2009 GOODMAN.ed. INTRAL. 2007.ledsmagazine. BEDIN..pdf> Acesso em: 21 ago.br/download/Incandescentes.. LUMILEDS². In: 9º Brazilian Power Electronics conference. Understanding power LED lifetime analysis. Santa Maria: UFSM. A. 2008. 2008. Design Of An Electronic Driver For LEDs. Constant Power LED Driver Architecture Reduces Cost for Offline LED Ballasts. AGOSTINI. 2007. Disponível em: <http://www. White papers. Acesso em: 21 mar. A. Avoiding Current Spikes with LEDs – Philips LUMILEDS.com/pdf/WP12.1-23. L. PERIN.. M. 2007. Energia.lumileds. .. 1. Reatores eletrônicos para lâmpadas HID: Conceitos e tendências. 2009. Editora Lumiére . Março de 2002.philipslumileds. I. Disponível em: <http://www. Lâmpadas indandescentes. S. Eletricidade. PEREIRA. MINEIRO. J. J.. E.

com. SARHAN.osram. Dimming InGaN LEDs.pdf> Acesso em: 20 set.pdf> Acesso em: 20 out. RICHARDSON. OSRAM. Design Challenges of Switching LED Drivers Application Note AN1656 –National Semiconductors – Disponível em: <http://www. TEXAS INSTRUMENTS. Disponível em: < http://br. Second edition. 2008.com/ onlineseminar /2007/led/ national LEDseminar. A Matter of Light. 2009 OSRAM.pdf> Acesso em: 12 abr. SCHUBERT. Disponível em: <http://www.125 OSRAM Corporate website Disponível em : <http://www. L. Regulating Pulse Width Modulators SG2524 SG3524 – Fevereiro de 2003. POMÍLIO. 2008. H.powermanagementdesignline.info/ download /manual/manual_parte01. C. Solid state lamp: The new paradigm in illumination. In: World Congress on Housing.C.fee. A. F.. 2009.national. S. Fontes Chaveadas –Topologias Básicas de Conversores CC-CC NãoIsolados. Montreal. National Semiconductors. C. Disponível em: <http://focus. Disponível em: < http://www.pdf> Acesso em .pdf> Acesso em: 10 de Nov. J. Canada. National Semiconductor Corporation. LED Applications and Driving Techniques.jhtml. 2003..ti. PLOTZ. OTT.com/an/AN/AN1656. jsessionid= PEZW4BVUVNL1UQSNDLOSKHSCJUNN2JVN?c1=All&queryText=matter+light&site_i d=Power+Management+DesignLine&Site+ID=Power+Management+DesignLine&sortSpec= score+desc> Acesso em: 15 nov.com/lit/ds/symlink/sg2524.2008. Iluminação Conceitos e Projetos.unicamp. E. Cambridge.osram.2006 SERPENGUZEL.A. 2007 Disponível em: <http://www.dsce.national. 2003.br/~antenor/pdffiles/CAP1.com/TechSearch/Search. 2009 RICHARDSON. RICHARDSON.br> Acesso em: 21 abr. Light-Emitting Diodes.

Disponível em: <http://www. 2008 ZETEX SEMICONDUCTORS.pdf> Acesso em 7 jul. ZXLD1322 – Agosto de 2008.diodes. .lightingprize. 2009.S. 2009.com/datasheets/ZXLD1322.org> Acesso em: 15 nov. Solid-State Lighting Webcast L Prize Competition. Disponível em: <http://www.126 10 out. Buck/boost mode DC-DC converter for LED driving with 700mA output and current control.DOE. U.

You're Reading a Free Preview

Descarregar
scribd
/*********** DO NOT ALTER ANYTHING BELOW THIS LINE ! ************/ var s_code=s.t();if(s_code)document.write(s_code)//-->