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Estilo de Vida Indígena

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Published by: Thierry Berny on Jan 12, 2012
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Estilo de Vida Indígena

O contato com o branco, desde o início da colonização, sempre foi prejudicial ao índio e à cultura indígena em geral, pois funciona como elemento destribalizador, provocando perda das terras e dos valores culturais. Com o tempo, perdeu-se a imensa diversidade cultural que as tribos representavam sem que chegassem a ser estudadas. Por outro lado, adaptados ao seu meio ambiente, não possuindo defesas contra as doenças da civilização, muitos sucumbiram pelas gripes, sarampo, sífilis e outras doenças. Assim, dos milhões que aqui habitavam na época do descobrimento do Brasil, somam hoje 350 mil. Foram 500 anos onde houve escravidão, catequização, miscigenação e dizimação. Qualquer coisa que se diga sobre os índios do Brasil será pouco. A dívida do branco civilizado para com o indígena é alta e pesada demais. Mas um fator é positivo e devemos nos orgulhar dele. Um estudo recente do geneticista brasileiro Sérgio Danilo Pena mostrou que 70% dos brasileiros que se dizem brancos têm índios ou negros entre seus antepassados. Ou seja, a maioria de nós tem sangue mestiço. Se não justifica, pelo menos o peso de nossa consciência se torna mais leve, pois somos um povo que trás no sangue a herança das minorias ou indígena ou negra.

Crenças As crenças religiosas e superstições tinham um importante papel dentro da cultura indígena. Fetichistas, os indígenas temiam ao mesmo tempo um bom Deus – Tupã – e um espírito maligno, tenebroso, vingativo – Anhangá, ao sul e Jurupari, ao norte. Algumas tribos pareciam evoluir para a astrolatria, embora não possuíssem templos, e adoravam o Sol (Guaraci – mãe dos viventes) e a Lua (Jaci – nossa mãe). Tupã O culto dos mortos era rudimentar. Algumas tribos incineravam seus mortos, outras os devoravam, e a maioria, como não houvesse cemitérios, encerrava seus cadáveres na posição de fetos, em grandes potes de barro (igaçabas), encontrados suspensos tanto nos tetos de cabanas abandonadas como no interior de sambaquis. Os mortos eram pranteados obedecendo-se a uma hierarquia. O comum dos mortais era chorado apenas por sua família; o guerreiro, conforme sua fama, poderia ser chorado pela taba ou pela tribo. No caso de um guerreiro notável, seria pranteado por todo o grupo.

Paraguai. onde habitam várias famílias. fabricam arcos perfeitos.: Esta descrição descreve um tipo de aldeia e maloca. Nordeste e Tietê-Uruguai. Hábeis artesãos. a própria preservação de nossas matas e florestas dependem dele. mas de acordo com o grupo indígena e região onde habitem existem outras variedades de malocas. eles costumam usar diversos tipos de cocares. consanguíneos (parentesco). obedecendo aos ciclos de atividades de subsistêndica da Floresta Tropical. que medem mais ou menos 20 metros de comprimento por 10 metros de largura e 6 metros de altura. no seu interior bastante agradável. Pindaré-Gurupi. chuvas. que assumem. Preservam a infância da mulher que só pode se tornar esposa após a primeira menstruação (acompanhada de ritual especial. Vitimados por doenças trazidas pela civilização. ou uma esposa com vários maridos).com uniões que podem ser dissolvidas) e poligamia (um esposo com várias esposas. mitos. Na maioria dos grupos o casamento pode ser dissolvido. pilão que é muito utilizado na maioria das tribos. outras de joelho. Podemos estimar a ex Os grupos indígenas do Brasil foram classificados em 11 áreas culturais: Norte-Amazônica. enfeites plumarios. Temos tribos matriarcais. um deles é morar em ocas ou malocas. como suas armas. Guaporé. os índios produzem diversos tipos de artefatos para atender suas necessidades cotidianas e rituais. Não existem padrões morais de virgindade ou adultério. patriarcais. Obs. Essas diferenças não podem ser explicadas apenas em decorrência de fatores ecológicos ou razões econômicas.Costumes. instrumentos cortantes feitos com bicos de aves. Paraná. estiagem e seca. Eles também costumam construir seus próprios acessórios. ou simplesmente incorporados à nossa cultura. seja no frio ou no calor. e para cada necessidade adaptam sua construção com muita habilidade e funcionalidade. enchentes. monogamia (um só esposo ou esposa . a maneira de socar varia. Cada maloca possui um chefe daquele grupo. braceletes. Juruá-Purus. Como sabemos os indígenas tem costumes bem diferentes dos costumes de nos urbanos. Assim . Tapajós-Madeira. traços de caráter. No entanto. tornando o ambiente. de acordo com a tribo). hoje. línguas distintas. algumas índias socam de pé. cintos. As sociedades indígenas são diferenciadas entre si. brincos. pois ninguém melhor do que o índio sabe viver em harmonia com a natureza tirando dela o melhor proveito sem com ela sucumbir. Um outro costume que os índios tem de diferente de nós. tudo se resolve com conversas entre parentes próximos e com acordos entre as famílias. Uma aldeia é composta de várias malocas. o importante papel de gerador de recursos financeiros. intercasamento e relações de servidão. Reunem-se em grupos que podem ser: de casais. beneficiando as Comunidades com uma renda complementar. Fazem uma espécie de parede dupla com um espaço entre ambas o que permite uma ventilação adequada. que quando reunidos formam uma espécie de "colegiado". Tocantins-Xingu. Alto-Xingu. Os índios sabem muito bem onde e como construir suas aldeias. Produção e Habilidade Nossos índios foram dizimados. da pesca e coleta de vegetais silvestres. é o modo de viver deles: eles da caça.

Em algumas tribos como a dos VAI-VAI (transamazônica) as mulheres tecem e usam uma tanga de miçangas. entalham a madeira da qual nascem armas. não devemos chamá-la de primitiva. máscaras e esculturas. bancos de madeira. às atividades envolvidas na exploração do ambiente e na adaptação ecológica. com os quais um grupo humano busca facilitar sua sobrevivência. sementes. instrumentos musicais. está ligada à escolha e utilização das matérias-primas disponíveis. recebiam correntes frias dos Andes e usavam o "cushmã" uma especie de bata (as índias eram ótimas tecelãs). As canoas maiores são construídas de troncos de árvores rijas e chamam-se igaras. conchas que. As canoas ligeiras –ubás – eram feitas de grossas cascas vegetais. unhas. mas ao contrário do que se pensa. plantam algodão e fazem vários enfeites. pequenas e velozes. Usam diversos tipos de cocares. As jangadas.surgem fantásticos trançados que tomam a forma de cestos. A sua vestimenta não está associada à aspectos morais. à observação da natureza e aos seus ritos e festas. Canoas O indígena usa o leito dos rios ou o mar para transportar com rapidez. Tecidos Alguns índios.A Arte Plumária é exuberante e praticamente restrita aos homens. ferramentas. e movidas a remo de palheta redonda ou oval ou ainda a vela. são discretas. As vestimentas usadas pelos índios estão relacionadas às necessidades climáticas. onde as mulheres usam penas. utensílios e ornamentos. constituíam-se de vários paus amarrados uns aos outros por fibras vegetais. Esta é a razão de usarem quase nada para se cobrirem. como material. Usam uma tinta preta extraída do suco de jenipapo. Algumas tribos como a dos índios tucuna (praticamente extintos) na região do Acre. navegando em canoas ou em jangadas. como os usados em seus pentes. uma vez que vivemos em país tropical. braceletes. Partem do elemento natural para torná-lo geométrico. que guardam enroladas em esteiras para conservar melhor. igaratés ou igaraçus. Madeira talhada: Fazem remos. Geralmente não matam as aves para comer. com habilidade e tecnologia. à utilidade e finalidade prática dos objetos e instrumentos produzidos. Observam a natureza mas não a desenham. ou em caixas bem fechadas com cera e algodão. instrumentos. usam apenas suas penas coloridas. A produção de variados objetos da cultura indígena. Pintura Os índios pintam seu corpo. ao desenvolvimento da técnica adequada de manufatura. cintos. . Nas tribos. além das plumárias e adornos de materiais diversos como cocos. máscaras de madeira pintada com dentes de piranha. são transformados em verdadeiras obras de arte. sua cerâmica e seus tecidos com um estilo que podemos chamar "abstrato". moldam a cerâmica que dá origem a panelas e esculturas. colocadas nos tornozelos e pulsos. como os Vaurá. brincos. ossos. bolsas e esteiras. geralmente em cerimônias especiais.

podem-se citar os cestos-coadores. mágicos e lúdicos. que se destinam a filtrar líquidos. apresentam uma alça para pendurar na testa e têm o formato paneiriforme. para o processamento da mandioca. identificando o artesão que a produziu e aquela sociedade da qual ela é cultura material. destinados ao transporte de cargas. O conjunto de objetos incorporados à vivência de uma determinada sociedade indígena expressa concretamente significados e concepções daquela sociedade. que se destinam a peneirar a farinha e os cestos-recipientes. A cestaria diz respeito ao conhecimento tecnológico. Em geral. principal característica humana. à adaptação ecológica e à cosmologia. utilizando-se delas para a confecção de cestos. bem como a representa e a identifica. que dispõem de duas alças para carregar às costas. Os cestos cargueiros. que estão entre os objetos mais usados. forma de concepção do mundo daquelas sociedades. sendo conhecido pelo nome de aturá. A cestaria produzida e utilizada por uma determinada sociedade indígena está associada à sua cultura. em cada peça produzida existe também uma preocupação estética. Para uso e conforto doméstico. com base retangular e borda redonda. Enquanto arte. como diz o nome. que se destinam a receber um conteúdo sólido ou armazená-lo. sendo também utilizados para a caça e a pesca. os cestos-tamises. tipo mochila.Cestaria As sociedades indígenas no Brasil são detentoras das mais variadas técnicas de confecção de trançados. . pois estão associados a vários fins. jamaxim. Também são muito utilizados os cestoscargueiros de três lados. esse cesto suporta até dez quilos de mandioca. para o transporte e para a guarda de objetos rituais.

cachimbos. Finalmente. para auxiliar na confecção das peças. como é comumente conhecida. etc. utilizando-se instrumentos rústicos. os objetos produzidos são simples. é totalmente manual. Todas aprendem a fazê-la mas. entre os povos indígenas que vivem no Brasil. após o contato com não índios e com o passar do tempo. objetos votivos ou rituais. deixaram de fazê-lo. objetos de adorno e outros. a louça de barro. Entre alguns povos ceramistas. bem variados. confeccionada pelas mulheres. que não permitem o contato com o oxigênio. a produção da cerâmica. Nem todos os povos indígenas produzem cerâmica e alguns. a cerâmica é. polida. panelas. que tradicionalmente produziam. instrumentos musicais. A confecção de cerâmica é muito antiga e surgiu ainda no período Neolítico. alisada. etc. Tradicionalmente. como cacos quebrados de potes antigos para ajudar a alisar os roletes. há aquelas com mais habilidade e/ou criatividade.). a que se dá o nome de engobo.Cerâmica No contato manual com a terra. pincéis feitos com penas de aves ou com raízes para pintar a superfície. Entre outros. Entre as sociedades indígenas brasileiras. O tratamento dado à superfície das peças varia muito de povo para povo e de acordo com o uso que será dado a cada objeto. alguidares. A argila (composto de sílica. . Atualmente. o homem descobriu o barro como forma de expressão. geralmente. pode ser queimada ao ar livre (exposta ao oxigênio). como em qualquer outra atividade. decorada (com pinturas ou de outras maneiras) e até mesmo revestida por uma outra camada de argila especialmente preparada para este fim. ficando com uma coloração alaranjada ou avermelhada. alúmen e água) é a matéria-prima básica empregada na confecção da cerâmica.. A superfície pode apresentar-se tosca. são muito elaborados e valorizados pelos membros da sociedade. Desta forma são produzidos objetos utilitários (como potes. ou pode ser queimada em fornos de barro. A técnica mais usual para produzir os vasilhames é a da união sucessiva de roletes (feitos manualmente). pelas diversas regiões da Terra. espalhando-se. o que deixa uma coloração acinzentada ou negra. fechados. algumas já se utilizam de tintas e instrumentos industrializados para produzir sua cerâmica. aos poucos.

sobrancelha. pelo fato de eles terem sua própria maneira de viver. As mulheres o deixavam crescer até a cintura e o prendiam quando trabalhavam. Podemos comparar o homem indígena com o homem pré-histórico. nas orelhas e nas fontes. armas e etc. pêlos pubianos. Eles também não tem obrigação de se casar. assim como o homem pré-histórico o índio constrói seus próprios adereços e etc. Homens e mulheres raspavam os pêlos do corpo – barba. Algumas mulheres tupinambás comportavam-se como aldeões e eram tratadas como tal. fazem suas próprias roupas. Para os europeus. Os homens usavam colares de búzios.Música São amantes da música. osso ou madeira era um símbolo de masculinidade. podem ter varias mulheres ao mesmo tempo (em algumas aldeias). . que pintavam (com jenipapo e urucum) e untavam (com óleos). nos ritos da puberdade e nas cerimônias de guerra e religiosas. Homens e mulheres tatuavam o corpo. o mimbi (buzina) e o uaí (tambor de pele e de madeira).. Furar o lábio inferior para colocar objetos de pedra. nos braços e nas orelhas. que praticam em festas de plantação e de colheita. Curiosidade sobre o índio: Hábitos “Estranhos”: Os homens usavam o cabelo curto na testa e longo na nuca. participavam das discussões masculinas. etc.. panelas. Os instrumentos musicais são: toró (flauta de taquara). criam suas próprias tintas para fazer suas pinturas tanto no corpo como em suas roupas. era também motivo de espanto que os tupinambás assumissem tendencialmente papéis sociais segundo suas inclinações sexuais profundas. A tranqüilidade relativa com que os brasis aceitavam a homossexualidade masculina e feminina escandalizou os lusitanos. de ossos de animais e dentes de inimigos e enfeitavam-se com penas de aves. iam à guerra. As mulheres usavam enfeites no pescoço. boré (flauta de osso). de construir seu próprio mundo. etc. Vivam com suas esposas nas residências coletivas.

hoje.000 Yanomami situados nos Estados do Amazonas e de Roraima. com a construção da estrada Perimetral Norte cortando seu território. No Brasil existem cerca de 10. a operação de mineradores e. com uma praça aberta ao centro. costumes e tradições. Os Yanomami têm como território tradicional extensa área da floresta tropical no Brasil e na Venezuela. Várias famílias vivem sob o teto circular comum. considerados um dos grupos indígenas mais primitivos da América do Sul. cuja população está sob séria ameaça de desaparecimento. O número de moradores varia entre trinta e cem pessoas. sem paredes dividindo os espaços ocupados. Possuem uma população em torno de 25.Yanomamis Como exemplo de cultura indígena. Maloca Yanomani Desde a década de 70. convém ressaltar a dos Yanomami. Falam a língua Yanomami e mantêm ainda vivos os seus usos. com topo cônico. . a presença de milhares de garimpeiros têm resultado na destruição da floresta e trazido muitas doenças para os Yanomami. Vivem em grandes casas comunais. A maloca consiste numa moradia redonda.000 índios.

a necessidade do combate aproximado. o que fez com que fossem desenvolvidas armas específicas para a luta corpo-a-corpo. como o quartzo e o sílex. portanto. Esta era parte fundamental de sua cultura. ossos e. reiniciando todo o processo. quase como se em um espetáculo. pedras. bem diferente de uma guerra total. onde os guerreiros procuravam afirmar sua masculinidade através da forma como lutavam e capturavam os inimigos para o sacrifício. como na captura de mulheres para casamento ou no esquema que se chama de guerra de reinvidita (vingança): os conflitos se iniciavam para vingar ofensas passadas. Naturalmente estes rituais – e as baixas em combate – levavam a necessidade de novas vinganças. Uma das conseqüências desse modo de fazer a guerra era todo um procedimento ritual de combater. sendo que os elementos cortantes eram feitos com as matérias primas disponíveis na natureza – adeira (endurecida a fogo ou não). completando a vingança. que se somavam ao arco e flecha. vingando a morte de guerreiros ocorrida em outros conflitos. em diversos momentos. de uso cotidiano de todas as culturas indígenas. As armas usadas não empregavam metais (desconhecidos no Brasil pré-colonial). .As Armas e a Guerra Indígena De uma forma geral podemos dizer que os grupos indígenas davam uma grande importância à guerra. Havia. O objetivo maior era a captura de prisioneiros para que estes fossem sacrificados e devorados de forma ritual. principalmente.

demonstram grande obstinação e coragem. ululando e gritando com tal estridor que não se conseguiria ouvir o ronco de um trovão. agarramse pelos braços ou pelas orelhas. Cavalos. devorar-vos-emos!”. devoram-nos ali mesmo. ao contrário do que se poderia supor. então. hoje. postam-se no campo onde se travará o combate. . fazendo uns para os outros as mais cruéis e medonhas caretas que podem. levam os cativos para a sua aldeia. um dia inteiro). é a de devorar os inimigos. ninguém utiliza. Caos contrário. especialmente no caso de terem sofrido alguma agressão recente. Antes de entrarem em luta aberta. enquanto vociferam: “Nós somos valentes! Ontem. mas ali também o devorarão posteriormente. Onde quer que se encontrem. Revelam ainda suas terríveis intenções por meio de gestos. Nas guerras. nem mesmo os mais fortes. Aí. Quando capturam prisioneiros de guerra e não têm condições de conduzi-los à sua aldeia. A maior das vinganças praticadas pelos selvagens. Sempre que podem. ficam trocando injúrias e ameaças. batem-se com flechas até que se aproximam suficientemente para passar ao corpo-a-corpo. cortam-lhes os braços ou as pernas e. se houver tempo antes de recomeçar o combate. esmurrando-se firmemente. erguendo seus braços e mãos. afastados do inimigo à distância de um tiro de arcabuz.Assim sendo. e exibindo suas clavas e tacapes. reúnem-se os índios em grande número e partem para atacar os inimigos. cada um leva seu pedaço maior ou menor. Durante um certo tempo (às vezes. a que me parece ser a mais cruel e indigna. enquanto não chega a hora de se retirarem do local. devoramos vossos pais.

htm .br/Armas %20Brasil/Indio/guerra_ind.portalsaofrancisco.nom.Bibliografia: http://www.com.paula.php http://www.francisco.br/alfa/indios-brasileiros/historia-dosindios-brasileiros-2.

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