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LEGISLAÇÃO AMBIENTAL DE EFLUENTES LÍQUIDOS - UMA

LEGISLAÇÃO AMBIENTAL DE EFLUENTES LÍQUIDOS - UMA

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XXVII Congresso Interamericano de Engenharia Sanitári a e Ambient al

IX-020 - LEGISLAÇÃO AMBIENTAL DE EFLUENTES LÍQUIDOS - UMA ANÁLISE COMPARATIVA DAS METODOLOGIAS ADOTADAS NOS ESTADOS UNIDOS, BRASIL E FRANÇA
Eduardo Souto Ferreira(1) Engenheiro Químico, pós graduado em Controle Ambiental. Especialista em remoção de nitrogênio de efluentes líquidos, separação água-óleo, clarificação, tratamento biológico e tratamento d’água. Coordenou a implantação de todo tratamento de efluentes líquidos da Refinaria Ipiranga, onde atualmente exerce as funções de Chefe de Projetos. José Luiz dos Santos Tavares Engenheiro Químico, trabalhou na Refinaria Ipiranga de 1980 até 1983 e na Silinor – Pólo Petroquímico do Nordeste de 1983 até 1992. Como Gerente de Produção, tendo acompanhado as atividades de desenvolvimento do projeto, nos Estados Unidos, e sua implantação, comissionamento e operação. Trabalha na Refinaria Ipiranga, onde atuou na Engenharia de Processos, e atualmente desempenha suas funções na área de Controle de Qualidade e Meio Ambiente. Endereço(1): Refinaria Ipiranga S/A - Rua Heitor A. Barcellos - Rio Grande - RS - CEP: 96202-900 - Brasil Tel: (53) 233-8131 - Fax: (53) 231-1009 - e-mail: esf@ipiranga.com.br ou esf@vetorialnet.com.br RESUMO As emissões de efluentes líquidos e seus padrões de qualidade são estabelecidas de uma forma característica, que varia de país para país. Um grande número de literaturas disponíveis mostram como os órgãos ambientais atuam em função da legislação de cada país e dos limites aí estabelecidos. Os critérios adotados variam muito mais em função de premissas escolhidas por cada organização que cuida do assunto, em seu país, do que propriamente como função das características hidrográficas, embora estas sejam consideradas em estudos de sensitividde a poluentes. A comparação das diversa metodologias adotadas, pelos órgãos responsáveis pelo meio ambiente, em países como França , Estados Unidos PALAVRAS-CHAVE: Legislação, Efluentes Líquidos, Padrões de Qualidade, Águas, Poluentes, Substâncias Tóxicas, Padrões de Emissão de Efluentes Líquidos.

INTRODUÇÃO Quando se estuda a legislação de efluentes líquidos de diferentes países, como Brasil, Estados Unidos, Espanha e França, encontram-se alguns pontos em comum e muitas diferenças peculiares, principalmente nas estratégias e maneiras de atuação e operação dos órgãos ambientais de cada país. Este trabalho não pretende esgotar o assunto nem tratar todos os aspectos da legislação ambiental, mas sim mostrar os pontos de rigor, de flexibilidade, de abrangência da autoridade, os limites adotados para lançamentos de efluentes hídricos e seu respectivo gerenciamento, dos órgão ambientais nestes países. Nos Estados Unidos o programa NPDES - National Pollution Discharge Elimination System (NPDES) é um programa federal para eliminação de descargas de fontes pontuais e de águas de chuvas nos corpos receptores americanos. Este programa é estabelecido pelo Clean Water Act – lei federal que é administrada pela U.S. EPA, a qual tem autoridade de delegar o programa a estados individuais. Atualmente o estado da Florida, por exemplo, tem a autorização de gerenciar e descargas de fontes pontuais, devendo receber a autorização para o controle das águas pluviais durante o ano de 2000. As instalações lançadoras de efluentes requerem a permissão do NPDES são licenciadas através de um Distrito Regulador, aonde a mesma instalação está ligada devido a sua localização. No licenciamento são estabelecidos limites para águas pluviais e efluentes a serem lançados, constando ainda na licença exigências adicionais relativas a padrões de qualidade das águas receptoras.

ABES - Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental

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ABES . ou qualquer outra deterioração das águas superficiais ou subterrâneas .Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental 2 . agrícolas. industriais. A lei prevê a preparação de um inventário de todas as águas superficiais . Na lei Suíça de 1955 diz em seu artigo segundo : “Se tomarão todas as medidas necessárias para controlar a poluição. as atividades recreativas . Como indicado anteriormente nas leis de alguns países não aparece uma definição direta de poluição devido a este conceito ser de difícil formulação. pesqueiros e outros .a proteção das construções fluviais e impedir a desfiguração da paisagem”. aliados a um aumento regular dos níveis de nitrogênio após várias décadas.ou seja . De acordo com este conceito geral as definições diretas que existem podem se agrupar em aquelas que fazem menção à mudanças nocivas e aquelas outras que vão mais além e se referem à um efeito que é nocivo para a utilização da água. a pesca . biológicas e bacteriológicas. quando possível. a possibilidade de utilizar os mananciais e águas subterrâneas para a bebida . fizeram com que os principais países. o tratamento das águas superficiais para o consumo industrial e doméstico . A Franca ao promulgar sua legislação de 16 de dezembro de 1964 parcialmente orientada ao controle da poluição das águas considerava a necessidade de incluir certas disposições que não se limitassem a reconhecer uma situação de fato no que diz respeito à qualidade das águas mas sim que contribuíssem para a melhoria desta qualidade. tanto desenvolvidos como em desenvolvimento. Já países como Bélgica e Suíça apesar de não definirem diretamente a poluição se reportam aos dados necessários para que não haja dúvida quanto ao significado do termo. materiais radioativos ou quaisquer outras substâncias ou materiais . químicas e biológicas da água como conseqüência da introdução de quantidades excessivas de matérias sólidas. os critérios desenvolvidos e adotados para compor um conjunto de definições que se transformem em normas ou na legislação como um todo. químicas. pela mão do homem. se preocupassem e desenvolvessem suas “polícias” de controle desta forma de poluição. Países como a Grã-Bretanha limitam-se a proibir poluição em termos vagos concedendo às autoridades administrativas e judiciais o conteúdo efetivo do termo poluição através do seu “Water Resources Act” de 1963. No entanto parece que atualmente tende-se a considerar como poluição as variações na qualidade das águas produzidas de modo artificial . Já a maioria das legislações consideram os efeitos nocivos para a utilização das águas citando como exemplo o artigo 82 do código de águas polonês que diz : “A poluição prejudicial consiste na transformações físicas. tentando apresentar.tanto públicas quanto privadas.XXVII Congresso Interamericano de Engenharia Sanitári a e Ambient al LEGISLAÇÃO INTERNACIONAL Como resultado de uma variedade de problemas derivados da presença de nitrogênio e fósforo em habitats aquáticos. as que recorrem a definições indiretas e as que optam por definições diretas. LEGISLAÇÃO NA EUROPA Na origem das legislações européias que regem a descarga de águas residuais estão relacionados três aspectos que são: ♦ ♦ ♦ Como se define a poluição Qual é a política geral estabelecida Que medidas concretas têm sido tomadas As legislações podem dividir-se entre aquelas que definem poluição. para alcançar a proteção sanitária de homens e animais . energia. O objetivo deste capítulo é mostrar de forma geral como foram formadas e elaboradas as diversas legislações. líquidas ou gasosas. Uma definição típica do grupo que se atém à mudança nociva é a definição francesa de 1964 que diz: Ä poluição da água consiste no derramamento de resíduos sólidos ou líquidos. a deposição de materiais ou qualquer outra ação capaz de deteriorar ou intensificar a deterioração da qualidade das águas. modificando suas características físicas.até inabilitar estas águas para sua utilização normal com fins domésticos . cujos níveis de poluição terão de ser especificados de acordo com suas características físicas.

Porém neste último caso. A lei contempla tanto as águas superficiais e subterrâneas quanto as costeiras jurisdicionais . créditos em condições muito favoráveis para a construção de plantas de tratamento. tendo em vista satisfazer as exigências dos usuários de todos os setores : alimentação. Acima destas medidas.000 pessoas. Este esquema legislativo tem por objeto elevar o nível de qualidade das águas. ajudas na investigação e outras. A diretiva de efluentes urbanos também é aplicável para zoneamento de áreas sensíveis. em um caso. para se ter elemento de comparação. O objetivo desta é muito amplo e afeta tanto o regime de águas e sua distribuição como a luta contra as contaminações. as linhas mestras estão sendo modificadas e a escalada do tratamento intensificada. Na França estes dois estágios tem sido finalizados e os planos de ação estão em vias de serem finalizados. o tratamento terciário para controle de nitrogênio tem que ser implantado. o Canal e mais geral. No entanto em alguns países a legislação tem um sentido mais construtivo . conforme tabela abaixo: ABES . valendo-se de incentivos econômicos para intensificar a luta contra a poluição. as zonas “problema” do Atlântico como concebido no corpo das convenções de Oslo e Paris. A diretiva dos nitratos envolve a identificação de áreas sensíveis à poluição por nitrato. O país se divide em seis áreas principais de drenagem. pesqueiras. química. a França juntamente com outras partes igualmente preocupadas. os termos e condições não são os mesmos e em regra geral se limitam à concessão de créditos. e por outro. totalmente inadequada para combater a crescente poluição de suas águas.com medidas punitivas do tipo econômica quando se burla a lei. Estes incentivos podem consistir de redução de impostos .985 que alcançam as águas marítimas que vieram com a reunião da Conferência do Mar do Norte por um lado. sua redução se ajusta em uma larga estrutura para controle de poluição de origem doméstica e urbana. tem se empenhado para reduzir 50 % o nível de nitrogênio nutriente na base dos níveis de 1. No que diz respeito ao descarte de efluentes industriais exige-se uma autorização prévia ainda que com algumas limitações . notavelmente em relação à eutrofização. A Franca contava com uma legislação heterogênea e antiquada. a elaboração de um código de boas práticas em agricultura. adotadas em determinados intervalos próximos de tempo. Em áreas expostas à eutrofização. transporte. e podem reforçar-se ainda mais . e em outro. do nordeste do Atlântico. até que se criou a lei de 16 de dezembro de 1964 . agricultura. a diretiva dos efluentes domésticos faz com que a coleta. conhecida como diretiva do nitrato.(de fato isto está ocorrendo) . ao controle da poluição agrícola a respeito da contaminação de águas pela poluição do nitrato. Todos os aspectos até agora considerados sobre a legislação em águas residuais têm um aspecto repressivo e preventivo. a respeito do tratamento de efluentes urbanos. transporte e tratamento sejam compulsórias em municipalidades de população equivalente de mais de 2. Apenas como exemplo citaremos alguns parâmetros da legislação da Espanha. Ao concluir o inventário prevê-se a promulgação de decretos que para cada curso de água sejam estabelecidas as qualidades física. Para efluentes industriais. indústria. conhecida com diretiva dos efluentes urbanos. Cada uma sob a jurisdição de um Comitê de Área no qual participam os usuários das águas. Nestas áreas sensíveis. ao controle da poluição urbana. em áreas sensíveis. tem procurado. recreio etc. Assim como para o nitrogênio de origem doméstica. biológica e bacteriológica que deverão ser alcançados em um determinado prazo com o fim de satisfazer ou reconciliar os diversos interesses enumerados no artigo 1 da lei . Estes impostos se baseiam tanto em critérios de oxidação (DBO e DQO) como na quantidade de matéria em suspensão. fixando linhas mestras de acordo com o tamanho de cada municipalidade envolvida. que serão tributados de acordo com a sua contribuição à poluição. e em vista do incremento nos problemas de eutrofização encontrados no Mar do Norte. Então.XXVII Congresso Interamericano de Engenharia Sanitári a e Ambient al químicas . levando a cabo planos de ação. Em contra partida se concedem subsídios e empréstimos para a construção de plantas de tratamento de águas residuais ajudas que podem chegar até a 50% do imobilizado. Duas diretivas européias. Em duas destas áreas também leva-se em conta a matéria dissolvida. Também podem outorgar-se assistência financeira para introduzir modificações técnicas nos processos de fabricação quando estas modificações se orientam no sentido de reduzir a poluição .Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental 3 . o controle de nitrogênio é incluído como uma ordem integrada com respeito àquelas instalações em falha com a classificação de proteção ambiental. biológicas e bacteriológicas.

1 mg/l < 5 mg/l < 0. Grupo 1º Cursos Protegidos Temperatura PH Turbidez Matéria em suspensão DBO Oxigênio dissolvido Nitrogênio (NH3) Nitrogênio (nitratos) Cloretos Arsênio Cromo Cianetos livres Fluoretos Chumbo Selênio Cobre Manganês Ferro Zinco Fenóis 25 ºC 5.4 mg/l < 3 mg/l < 0.7 1º Sílica < 30 mg/l < 10 mg/l > 5 mg/l < 0.01 mg/l < 1.1 mg/l < 10 mg/l < 0.05 mg/l < 0.Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental 4 .4 mg/l < 5 mg/l < 15 mg/l < 0. se está bem seriam 500 ppm ABES .5 ppm).5 mg/l < 0.5 mg/l < 100 mg/l < 250 mg/l < 0.05 mg/l < 0.XXVII Congresso Interamericano de Engenharia Sanitári a e Ambient al Tabela 1: Legislação na Espanha.5 g/l (c) Óleos e Graxas Negativo Indícios (a) Em rios salobros menos de 20 ºC (b) Conforme seu destino (c) Deve querer dizer 0.5 mg/l (0.2 mg/l < 0.1 mg/l < 0.4º Sílica < 60 mg/l < 15 mg/l > 3 mg/l < 1 mg/l < 200 mg/l < 400 mg/l < 4 mg/l < 0.001 mg/l Grupo 2º Cursos Vigiados 25 °C (a) 5.05 mg/l < 0.6 – 8.5 .3 – 9 1.5 mg/l < 0.002 mg/l Grupo 3º Cursos Normais 30 °C 5 – 10 6º Sílica < 100 mg/l < 30 mg/l > 1 mg/l (b) “ “ “ “ “ “ “ “ “ “ “ “ “ < 0.2 mg/l < 0.05 mg/l < 0.

5 mg/l 45 mg/l 1. Responsabilidade por levantar uma proposição de área sensível lies com a comissão de área responsável. e 10 mg/L em nitrogênio total para aquelas de população equivalente maiores de 100.5 mg/l 0. compostos ou indicadores de poluição Sólidos totais dissolvidos Ferro Manganês Cobre Zinco Magnésio + sulfato sódico Sulfonato de alquilbenzeno (SAB:detergentes) Nitratos Fluoretos Compostos fenólicos Arsênio Cádmio Cromo Cianetos Chumbo Selênio Radionuclídeos (atividade beta total) DQO DBO Nitrogênio total (excluídos os nitratos) Amoníaco Contaminantes orgânicos Graxas Para despejo de águas residuárias industriais segundo a legislação espanhola vigente (*) 0. isto se deve a que a legislação espanhola não contempla o elemento. A demarcação é efetuada através de ordem ministerial. composto ou indicador de que se trata.OMS Elementos. ABES . Em áreas sujeitas à eutrofização.05 mg/l 0. Levando em conta o parâmetro do nitrogênio ou o do fósforo. o processo de tratamento terciário para nitrogênio é requerido para zonas crescimento de população equivalente de mais do que 10. com zoneamento largamente baseado na exposição à eutrofização.01 mg/l 0.2 mg/l 0.05 mg/l 0.000 a 100. Para nitrogênio.01 mg/l 1000 pCi/l 10 mg/l 6 mg/l 1 mg/l 0.5 mg/l 1 mg/l (*) Quando não aparece nenhum valor.05 mg/l 10 mg/l Para águas potáveis segundo a OMS 1500 mg/l 1 mg/l 0. Consultas ao Conselho Governamental são obrigatórias.1 mg/l 0.5 mg/l 15 mg/l 1000 mg/l 0.01 mg/l 0. sendo que todos os valores de nitrogênio são médias anuais.5 mg/l 1. Os prefeitos das respectivas localidades poderão fazer as exigências mais restritas se a proteção do meio ambiente necessitar tal medida.05 mg/l 0. depende de qual deles é o fator determinante no controle da eutrofização.5 mg/l 1.5 mg/l 0. ou ambos.000 habitantes.05 mg/l 0.Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental 5 .5 mg/l 0.000 habitantes. para locais com população equivalente maior o limite de nitrogênio total é de 1.XXVII Congresso Interamericano de Engenharia Sanitári a e Ambient al Tabela 2: Parâmetros de águas segundo a Organização Mundial de Saúde .002 mg/l 0. Elas tem sido revisadas a cada quatro anos.2 mg/l 0.0 mg/L. concentração máxima para despejo de efluentes é 15 mg/L de nitrogênio total para locais que possuam população equivalente de 10.001 mg/l 0.1 mg/l 0.5 mg/l 0.000 habitantes. PROCEDIMENTO COM NITROGÊNIO DENTRO DA ESTRUTURA DA LEGISLAÇÃO As áreas sensíveis na França tem sido definidas pela ordem de 23 de novembro de 1994.

Nos dias atuais. em 1977. se necessidades do ambiente ou do habitat justificam. levam a níveis de tratamento menores do que aqueles fixados pela ordem de 22 de dezembro de 1994.000 habitantes.XXVII Congresso Interamericano de Engenharia Sanitári a e Ambient al Fora das áreas sensíveis acima descritas. para diligenciamento das estipulações. O “CWA” transforma em transgressor da lei qualquer pessoa que descarregue qualquer poluente de uma fonte pontual em qualquer água navegável. os objetivos podem requerer que os níveis de tratamento sejam reforçados. que diz respeito ao uso e consumo de água assim como os tipos de disposição de despejos por instalações que requerem autorização e classificadas sob proteção dos regulamentos ambientais. EPA – Environmental Protection Agency a autoridade para fixar padrões de efluentes industriais e domésticos e dar continuidade na fixação de padrões de qualidade de água para todos contaminantes de águas superficiais. Por outro lado.. Além disso. aplicar maiores restrições do que aquelas fornecidas pela ordem ministerial. LEGISLAÇÃO NOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA Dentro da Legislação Americana “a divisora de águas” foi exatamente a promulgação.Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental 6 . a circular de 12 de maio de 1995 fornece dois níveis de nitrificação dependendo do habitat: nitrificação clássica com TKN ≤ 15 mg/L e nitrificação intensificada com TKN ≤ 5 mg/L. em áreas onde a proteção da fauna aquática justifica. Assim. com uma possível compensação se a purificação do nitrogênio é melhor do que 80 %. especifica para cada industria relevante os níveis a serem obedecidos para disposição dos despejos em consideração a vários parâmetros. Para o nitrogênio o conteúdo da ordem é o seguinte: Média mensal global de 30 mg/L quando a máxima vazão diária permitida é maior ou igual a 50 Kg/dia. ou seja nitrificação. processos de pré-tratamento e tratamento final. a menos que tenha uma permissão ( “permit” ) obtida dentro dos critérios do ato. o prefeito determina para cada conglomerado urbano as metas de redução nos despejos de substâncias poluentes. em algumas circunstâncias.”. que fixou a estrutura básica de regulamentação de descargas de poluentes nas águas dos Estados Unidos. este ato e suas emendas em 1977 e 1987 tornaram-se conhecidos como “Clean Water Act” – CWA. Os objetivos do prefeito. a ordem de 2 de fevereiro de 1998 especifica: “Os limites superiores para os níveis de despejos em águas são compatíveis com os objetivos de qualidade e usos da pescaria para o habitat receptor . especialmente em habitats aquáticos. com uma possível compensação se a purificação do nitrogênio conseguida é melhor do que 80 % em instalações novas ou 70 % em plantas já existentes. transporte e desempenho de tratamento e plantas projetadas para acordar com efluentes de conglomerados de população equivalente de mais de 2. como uma função da expectativa de qualidade do ambiente circunvizinho. da emenda “Clean Water Act” ( Ato da Água Limpa ). CONTROLE DE EFLUENTES INDUSTRIAIS A ordem de 2 de Fevereiro de 1999. Para o decréscimo global do nitrogênio em áreas onde a proteção dos habitats justificam isto. o qual detalha os requerimentos técnicos para coleta. Isto significa que o prefeito pode. método de descarga. outras condições podem ser aplicadas: ♦ ♦ Para tratamento de amônia. Esta lei deu à U. Em áreas sensíveis. como seus padrões de qualidade. O programa NPDES – National Pollutant Discharge Elimination System foi primeiramente introduzido pelo “Federal Water Pollution Control Act Amendments” em 1972. ABES . toxidez do efluente tratado. inclusive em áreas não sensíveis..S. programas de redução de poluentes. emenda ao “Federal Water Pollution Control Act” de 1972.. os requerimentos estipulados ajusta-se com aqueles exigidos em plantas urbanas de tratamento: Média mensal global de 15 mg/L quando a máxima vazão diária permitida é maior ou igual a 150 Kg/dia e 10 mg/L se a máxima vazão diária for maior ou igual a 300 Kg/dia. o qual estabelece e determina uma série de critérios no âmbito do tratamento de efluentes líquidos. se a qualidade do habitat receptor necessita. etc.

Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental 7 . materiais biológicos. são regulamentados como lançadores diretos. que descarregam efluentes tratados nas águas americanas. Environmental Protection Agency – EPA estipula Limites de Descarga. podemos afirmar que a U. Cada descarga de efluentes autorizada por uma licença do NPDES é obrigada a obedecer a todas limitações contidas nesta licença. De uma maneira simplificada. Todas licenças do NPDES contêm limitação de efluentes que incorpora tecnologia embasada nos padrões desenvolvidos pela U.A. rios. Uma categoria ampla de poluentes não convencionais. como industrias. hospitais. Em adição as instalações industriais. EPA mantém ainda a responsabilidade supervisória. As instalações industriais que descarregam seus efluentes para as POTWs são consideradas como lançadoras “indiretas”. Em 1987 os “CWA” foi reautorizado. não são suficientes para protegerem as águas receptoras.S. baseadas na qualidade das águas. as estações públicas. As licenças ( “permits” ) do NPDES podem sujeitar as instalações lançadoras a uma variedade de termos e condições. O CWA exige do estados americanos a divisão dos corpos de águas em segmentos e a definição dos objetivos de qualidade da águas e seus usos ( recreação. EPA. Esta definição geral inclui qualquer material descarregado. e a maior parte lagos.S. Em adição aos padrões desenvolvidos pela U. materiais radioativos e despejos industriais. incluindo galvanoplastia e acabamento de metais.S. resíduo de incinerador. Instalações que descarregam poluentes de suas fontes nestes corpos receptores são conhecidos como lançadores “diretos” e são obrigados a obter licença do NPDES. provisão de recursos para cidadãos e para implantação de plantas de tratamento de esgotos. de uma determinada instalação. indiferente da localização da instalação ou da qualidade das águas receptoras. SST. que pode ser lançada por estas instalações na águas dos E. tem sido interpretada para incluir todas águas interestaduais. ) para cada segmento. e pântanos. sendo que os estados que tenham sido autorizados pela U. sob um programa chamado “Construction Grants Program” ou Programa de Concessão de Construções. chave para determinar quais instalações estão cobertas pelo programa NPDES. córregos. resíduo sólido. mananciais de areia e lodo. de uma instalação industrial. pântanos interestaduais. O CWA define o termo poluente como incluindo resíduos de dragagem. ou concentração dos poluentes presentes nos diversos efluentes líquidos. Mesmo nos estados que tenham autoridade para implantar os programas do CWA. EPA contidos numa licença. incluindo limitações aos efluentes e seu monitoramento e requisitos de relatos. Os padrões de qualidade de toxidez aguda e crônica foram ABES . esgoto. O CWA focaliza três categorias gerais de poluentes: ♦ ♦ ♦ Cinco poluentes convencionais – DBO. primariamente em efluentes líquidos. As indústrias que escolherem descarregar seus efluentes diretamente para as estações públicas de tratamento (POTW’s). os oceanos. lodo de esgoto. antes de efetuar qualquer tipo de descarga ou lançamento. limitações adicionais. embasadas tanto tecnologicamente como pela qualidade das águas receptoras. esgotos públicos e etc. EPA. Coliformes fecais e Óleos e Graxas. despejos químicos. lixo. A definição de “As águas dos Estados Unidos”. Estes padrões nacionais fazem com que cada lançador direto em uma categoria particular de indústria aplique um nível mínimo designado de tecnologia de controle da poluição da água.S. suprimento público. definidos como poluentes não listados como tóxicos ou convencionais. munições.XXVII Congresso Interamericano de Engenharia Sanitári a e Ambient al A emenda de 1977 focava os poluentes tóxicos.S. seu foco mantido nas substâncias tóxicas.S. As instalações licenciadas pelo NPDES tem que monitorar e relatar os níveis de poluentes em suas descargas para determinar se os limites estipulados estão sendo cumpridos. As limitações aos efluentes restringe concentrações de poluentes específicos e sua quantidade total mássica. serão incluídas à licença.U. a U. passam por processo de licenciamento legal no que diz respeito ao prétratamento requerido e a descarga dos efluentes. 126 poluentes tóxicos listados.. EPA para categorias industriais especiais. municipais e agrícolas lançados na água. Se os padrões desenvolvidos pela U. uma instalação licenciada pelo NPDES pode estar também sujeita a limites mais restritos desenvolvidos pelos estados. onde podem ser tratados efluentes da municipalidade. pH. etc. O estado pode então estabelecer critérios necessários para manter ou atingir metas de qualidade das águas e proteger os usos designados. designadas como POTW – “public owned treatment works”. de regular a qualidades das águas dos POTW – “public owned treatment works”.

em concordância com os requisitos da certificação. DIRETRIZES GERAIS E REGULAMENTAÇÃO DOS LIMITES DE EFLUENTES A U. O efeito resultante é que indústrias que descarregam para POTW’s podem estar agora sujeitas à limites que são tão estritos como aqueles que regulam as indústrias de lançamento direto a corpos receptores. Desta forma a U. Os limites são baseados na aplicação de processos específicos ou tecnologias de tratamento para o controle efetivo dos poluentes contidos em correntes de despejos industriais que são descarregadas em águas superficiais ou estações públicas de tratamento (POTWs). transferido a um novo proprietário ou operador. Fundamentos Diretrizes de efluentes líquidos são regulações nacionais que especificam limites numéricos para poluentes específicos em efluentes líquidos das diversas categorias de lançadores. Em geral os permits ou licenças requerem monitoramento da qualidade das águas pluviais. pode ser citado que. uma seção do “Clean Water Act” ampliou o procedimento de licenciamento do NPDES para incluir etapas de prevenção da poluição. tendo permissão para descarga direta. Assim tanto instituições como empresas privadas.S. mas também exigindo das indústrias a prevenção da contaminação destas águas. EPA. Quando novos padrões de qualidade são estipulados ou novas exigências ou regulamentos são requeridos. Indústrias que descarregam águas pluviais através de sistemas municipais de cidades com população maior que 100. revogados e reeditados. e desta forma. Assessoria de minimização de despejos. os lançadores estarão sujeitos a novas limitações de efluentes. Em 1990 U.S. EPA para 105 substâncias químicas e suportados pelas estações públicas de tratamento e por estações privadas de tratamento. EPA administra o programa de licenciamento do NPDES.S.000 habitantes. Este ato exigiu das companhias o estabelecimento de planos de prevenção da poluição. passam por licenciamento ambiental. a 8 ABES .S. ou liquidado. elaborado segundo normas do NPDES – National Pollutant Discharge Elimination System. no passado. que poderia despejar. Em adição a estes programas. Em 1989 a U. Como exemplo. os “permits” podem ser modificados. Alocação de custos e Transferência de tecnologia. os lançadores de efluentes podem satisfazer suas exigências escolhendo e combinando tecnologias de tratamento com alterações que escolherem. chamada de “permit” tem validade de no máximo cinco anos. EPA tem selecionado quatro categorias industriais para as quais diretrizes para limitação de efluentes e para padrões serão desenvolvidos. Gerenciamento. Sob certas condições. no âmbito das seguintes áreas: Caracterização dos despejos. tão ou mais restritivos do que os da U. resultando em limites mais rígidos e estreitos quanto ao pré-tratamento. A Agencia desenvolverá regras propostas para estas categorias. no mínimo. . EPA exigiu das companhias o controle e monitoramento das descargas de águas de chuva. de modo a atender as novas exigências. nos parâmetros de descarga licenciados. sendo que o pedido de renovação deve ser submetido no mínimo a cento e oitenta dias antes da data de expiração da licença. Mudanças nos Padrões de Qualidade das Águas podem diminuir as concentrações permissíveis de orgânicos e metais nas descargas industriais. uma indústria que descarregava seus efluentes para estações públicas ou municipais – POTW. Apesar das diretrizes estarem fundamentadas em tecnologias particulares. para tratamento pagava uma taxa ou sobretaxa à municipalidade que operava o POTW e recebia o “permit” que definia a quantidade total de efluentes e a concentração de poluentes. incluindo estas regulamentações no sistema de “permits” do NPDES. EPA editou o “Waste Minimization Act”. A licença obtida.S. Desde que as diretrizes de efluentes foram primeiramente editadas em 1. a estação de tratamento tem que executar as modificações necessárias em seu processo. EPA foi direcionada para desenvolver um policiamento nacional a fim de reduzir as quantidades de poluentes descarregados nos corpos receptores americanos.S.974. uma lista de diretrizes para assistir geradores de despejos perigosos.XXVII Congresso Interamericano de Engenharia Sanitári a e Ambient al estabelecidos pela U. sofrerão limites locais mais restritivos. com sistema próprio de tratamento de efluentes líquidos. pois estão sob pressão para reduzir concentrações ou a massa total lançada de poluentes. Assim muitas companhias encontram dificuldades ao tentarem renovar suas licenças no NPDES. Os Estados podem ter delegada esta responsabilidade se seus programas de licenciamento forem. A U.Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental . S. e com a sua promulgação. obter a renovação da licença.

como definido na Seção 303(a)(4) da FWPCA. os quais tem sido identificados como substanciais contribuidores de nutrientes em águas de superfície que apresentam anoxia severa ( baixos níveis de oxigênio dissolvido ) e problemas de aparecimento de algas. Essas regulamentações vão ser revisadas para contemplar duas necessidades específicas: remining and mining in the arid west. (1) – Limitações de Efluentes baseada na Disponibilidade de Tecnologia. 1977. Categorias Selecionadas Estas categorias foram selecionadas com base nos estudos conduzidos pela EPA. 1. como definido pelas especificações de limitações dos efluentes editada pelo Administrador da United States Environmental Protection Agency (EPA) de acordo com a Seção 304(b)(1). Isto se deve ao fato de que estes fluidos sintéticos não são adequadamente enquadrados pelas limitações legais destes efluentes quanto ao óleo livre e toxidez. foram obrigados a aplicar a BCT como definido pelas limitações dos efluentes editada pelo Administrador de acordo com a Seção 304(b)(4) da FWPCA. como definido pelas limitações de efluentes editada pelo Administrador de acordo com a Seção 304(b)(2) da FWPCA. Estas regulações. Alimentação Animal – Subcategorias de Aves e Porcos. O segundo nível é definido tanto como "melhor tecnologia disponível e economicamente viável” (“best available technology economically achievable – BAT”) como "melhor tecnologia convencional de controle da poluição” (“best conventional pollutant control technology – BCT”). Até 01de Julho. não tendo sido suficiente para resolver a qualidade da água prejudicada das operações de alimentação de animais. Mineração de Carvão. 1989. EPA pretende editar uma regra proposta para as Subcategorias de Aves e Porcos até Dezembro de 1999 e tomar ação final em Dezembro de 2001. a qual considera o estado corrente do controle de efluentes e a oportunidade de ganhos ambientais significativos.S. exceto em situações extremas de tempestades. os quais são usados em vez de fluidos base óleo. Estão estabelecidos dois níveis de limitações de efluentes. como redigida. foram obrigados a aplicar a BAT. A U. 2. lançadores de poluentes convencionais. como um mínimo. EPA tem promulgado limitações e padrões para 51 categorias de indústrias. as empresas foram obrigadas a aplicar a BPT. especialmente em águas estuarinas. (a) Seção 301 da Lei Pública 92-500 – “Federal Water Pollution Control Act Amendments” de 1972. que requerem as maiores operações confinadas de alimentação de animais para alcançar descarga zero de despejos para águas de superfície. 1989. (FWPCA) ou “ As Emendas ao Ato Federal de Controle da Poluição”. Também até 31 de Março. conforme definido na Section 307 do FWPCA.S.XXVII Congresso Interamericano de Engenharia Sanitári a e Ambient al U. os lançadores de poluentes tóxicos. Limitações dos Efluentes. Extração de Óleo e Gás Este projeto regulatório estabelecerá limitações para o uso de fluidos de perfuração de base sintética. em certas operações de perfuração de alta performance. As atividades de mineração de carvão estão cobertas por diretrizes existente no “Federal Register 40 CFR Part 434”. As operações com alimentação animais estão cobertas por diretrizes de efluentes existente em 40 CFR Parte 412. Até 31 de Março. O primeiro nível é definido como “melhor tecnologia de controle prático disponível” ("best practical control technology currently available" – BPT). e o efeito combinado das descargas permitidas de unidades menores tem levado a uma amplitude de problemas ambientais e de saúde. desde morte de peixes e eutrofização acelerada de águas de superfície até contaminação de águas potáveis. agricultura e outras instalações. escoamento de despejos de aplicação em terra. A Agência pretende desenvolver diretrizes de uma maneira expedita através da implementação das recomendações da Força Tarefa de Diretrizes de Efluentes Líquidos. Os despejos de derramamentos e vazamentos de lagoas de estocagem. As limites para efluentes apresentados a seguir aplicam-se à plantas e instalações que descarregam seus despejos em águas do estado. Este projeto regulatório tem foco nas operações com aves e porcos. ABES .Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental 9 . exige que todas as descargas de fontes pontuais existentes alcancem as limitações embasadas em tecnologia uniforme.

13 mg/L 3 mg/L 0. conforme constam no “United States Code of Federal Regulations”.S. PARÂMETRO Biochemical Oxygen Demand(5) Chemical Oxygen Demand Total Suspended Solids Oil and Grease Nitrate + Nitrite Nitrogen. e o Ato estabeleceu.5-9) Ammonia Antimony.Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental .55 mg/L 0.16854 mg/L 0. A BAT permanecerá válida para todos poluentes não-convencionais e tóxicos. e está com valendo plenamente na data de adoção desta seção. Total (c) Benzene Beryllium. será considerada violação ao FWPCA ( Ato Federal de Controle da poluição da Água ) operar qualquer fonte nova violando estes padrões.0636 mg/L 1.75 mg/L 19 mg/L 0. conforme a Seção 510 do FWPCA. (b) O objetivo do FWPCA é restaurar e manter a integridade física. Total Arsenic. Total Phosphorus pH Acrylonitrile (c) Aluminum.01 mg/L 0.68 mg/L 2.0 – 9. Após a data efetiva do estabelecimento dos padrões de efluentes. como meta nacional.0159 mg/L 860 mg/L 0. “fontes novas" são definidas como quaisquer fontes que tenham suas construções começadas após a publicação das regulamentações propostas. as seguintes Diretrizes e Padrões da U. Após a data efetiva da padronização das novas fontes. assim como certos outros requerimentos.XXVII Congresso Interamericano de Engenharia Sanitári a e Ambient al 3. é uma violação do FWPCA to operar qualquer fonte em violação a tais padrões ou proibição. (c) O FWPCA reserva a cada estado o poder de adotar ou reforçar qualquer padrão ou limitação de efluentes com relação à descarga de poluição ou controle ou abatimento da poluição a qual seja tão ou mais restritiva do que o padrão ou limitação federal de efluentes. (e) O Departamento tem revisto e avaliado as diretrizes e padrões da EPA que tem sido publicadas como regulações finais no Código Americano de Regulamentações ( United States Code of Federal Regulations ). Em nenhum caso a BCT terá limitações menos restritivas do que a BPT. A Seção 307(a) do FWPCA exige e autoriza o Administrador a estabelecer e promulgar as limitações de efluentes para poluentes tóxicos. química e biológica das águas da nação. mas melhor do que isto substitui a BAT para o controle de poluentes convencionais.0 mg/L FONTE 4 5 7 8 7 6 4 2 1 1 9 9 10 2 3 9 1 9 11 10 ABES . as quais não são suscetíveis ao tratamento por tais estações ou ainda que poderiam interferir com a operação de tratamento nestas estações. Total (H) Chloride Copper. Tabela 3: Valores dos Parâmetros de Referência. Com respeito a cada classe ou categoria particular de fontes.636 mg/L 0. 5. EPA tem promulgado e prescrito diretrizes e padrões ( limitações ) de efluentes para fontes pontuais novas e existentes que descarregam poluentes. As limitações dos efluentes representadas pela BCT podem não ser mais restritivas do que a BAT. prescrevendo padrões para estas fontes. O emissores são obrigados a aceitar estas regulamentações e as licenças ( permits ) do NPDES editados de acordo com a Seção 402 do Ato tendo que ser condicionado aos requerimentos da Seção 301 e 306. 4. Total (H) Dimethyl Phthalate LIMITE DE REFERÊNCIA 30 mg/L 120 mg/L 100 mg/L 15 mg/L 0. os quais tem o poder de incluir a proibição da descarga de tais poluentes ou a combinação dos mesmos. Para este propósito.0 7.0 mg/L 6. A Seção 307(b) do FWPCA exige e autoriza o Administrador a estabelecer e promulgar padrões de pré-tratamento para introdução de poluentes em estações de tratamento públicas ( POTW ). conforme Seção 101(a) do FWPCA.S. a U. EPA. Total (c) Butylbenzyl Phthalate Cadmium. A BCT não é uma limitação adicional de efluentes para indústrias e instalações. Total (pH 6. 6. que a descarga de poluentes em águas navegáveis está eliminada em 1985. A FWPCA Seção 306 requer do Administrador que estabeleça limitações de efluentes contendo padrões de performance para fontes novas. (d) De acordo com as seções do FWPCA.

Total (H) Fontes LIMITE DE REFERÊNCIA 3. acima listado.' Acute Aquatic Life Freshwater 2.'' Chronic Aquatic Life Freshwater 13.10 mg/L 0.Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental 11 . EPA Recommended Ambient Water Quality Criteria.000477 mg/L 1.117 mg/L FONTE 3 3 6 12 1 13 1 1 9 10 9 10 9 10 9 11 10 9 9 3 3 1 1.' Human Health Criteria for Consumption of Water and Organisms 4.10 mg/L 0.0027 mg/L 0.8 Dureza da água receptora CaCO3 100 mg/L Salinidade água receptora -20 g/kg Taxa toxidez aguda para crônica (ACR)--10 Note-se que o que o valor padrão para Mercúrio total.c) Selenium. Total Pyrene (PAH.0 mg/L 0. (c) carcinogenico (H) dependente de dureza (PAH) Polynuclear Aromatic Hydrocarbon Bases Estabelecidas Temperatura da Água receptora--20 C pH da água receptora--7. North Carolina storm water benchmark derived from NC Water Quality Standards 7.0318 mg/L 10. EPA Recommended Ambient Water Quality Criteria.XXVII Congresso Interamericano de Engenharia Sanitári a e Ambient al PARÂMETRO Ethylbenzene Fluoranthene Fluoride Iron. Total (*) Silver. Laboratory derived Minimum Level (ML) 11. Total (H) Manganese Mercury. Discharge limitations and compliance data 12. National Urban Runoff Program (NURP) median concentration 8.002544 mg/L 0. Total Lead.8 mg/L 1.000127 mg/L 0.0 mg/L 0.0024 mg/L 1.000318 mg/L 0.' LOEL Acute Freshwater 3.042 mg/L 1. Secondary Treatment Regulations (40 CFR 133) 5.0 mg/L 0.00020 mg/L 0. Median concentration of Storm Water Effluent Limitation Guideline (40 CFR Part 419) 9.01 mg/L 0.417 mg/L 0.2385 mg/L 0. Colorado--Chronic Aquatic Life Freshwater--Water Quality Criteria Notas (*) Limite estabelecido somente para exploração de Óleo e Gas e Unidades de Produção. Factor of 4 times BOD5 concentration--North Carolina benchmark 6. Minimum Level (ML) based upon highest Method Detection Limit (MDL) times a factor of 3.0816 mg/L 1.1 mg/L 0.0 mg/L 0. Total Nickel. Total (H) Toluene. Trichloroethylene (c) Zinc. está correto como 0. ``EPA Recommended Ambient Water Quality Criteria. O valor padrão para Mercúrio total na publicação original do MSGP (60 FR 50826) foi incorretamente listado como ABES . EPA Recommended Ambient Water Quality Criteria.0024 mg/L.18 10. Total (H) PCB-1016 (c) PCB-1221 (c) PCB-1232 (c) PCB-1242 (c) PCB-1248 (c) PCB-1254 (c) PCB-1260 (c) Phenols.

Para instalações que são transferidas do MSGP da linha básica do “permit” industrial.óleos minerais até 20 mg/l. direta ou indiretamente.XXVII Congresso Interamericano de Engenharia Sanitári a e Ambient al 10. em uma instalação industrial se as atividades nessas instalações tiverem sido mudadas numa medida que os resultados mais recentes do monitoramento não reflitam as descargas das atividades atuais. o monitoramento não é requerido no quarto ano para poluentes em particular se a média dos dois mais recentes resultados do monitoramento forem menores que o valor padrão do permit. Os resultados trimestrais de exames visuais não necessitam ser submetidos. .0024 mg/L.S. Deve ser apontado também que as isenções de monitoramento discutidas acima baseado na ausência de exposição de uma instalação está disponível no quarto ano do MSGP independente dos resultados de monitoramento anteriores. os valores padrão para zinco estão corretamente listados acima como 0. Em adição a isenção não será aplicável.S. Entretanto.117 mg/l ao invés de 0. Instalações que estão sujeitas ao monitoramento anual foram requeridas a reter os resultados no local. Para o lançamentos em lagos e lagoas.065 mg/l que foi um erro no MSGP original. cuja velocidade de circulação seja praticamente nula. A U. U. Em adição.S. A linha de base dos “permits” requerem monitoramento analítico contínuo para certas categorias de instalações através dos termos do “permit” indiferentemente dos resultados da amostras. d) regime de lançamento com vazão máxima de até 1.0 ml/l em teste de 1 hora em cone de Imhoff.óleos vegetais e gorduras até 50 mg/l.5 vezes a vazão média do período de atividade diária do agente poluidor. de 9 de fevereiro de 1996 (61 FR 5248). Esta isenção está disponível já cobertas pela MSGP e aquelas a serem transferidas da MSGP para linha de base do “permit”. EPA acredita que a isenção proporciona um incentivo para as instalações eliminarem a exposição de materiais e atividades à água de chuva e desta maneira diminuindo a descarga de poluentes. g) valores máximos admissíveis das seguintes substâncias: ABES . em seu artigo 21. A isenção também proporciona um incentivo para instalações implementarem um efetivo SWPPP que reduza a descarga de poluentes. sendo que a elevação da temperatura do corpo receptor não deverá exceder a 3oC. EPA acredita que o monitoramento dos resultados abaixo destes valores padrões indica que um efetivo SWPPP está sendo implementado nas instalações e que um monitoramento posterior não seja mais requerido. O MSGP requer que os resultados do monitoramento sejam submetidos à autoridade licenciadoras ao final de cada ano em que a amostragem é exigida. Exigências de Relatórios A linha de base do “permit” requer relatórios anuais com resultados do monitoramento das análises para estas instalações sujeitas ao monitoramento semi-anual. f) ausência de materiais flutuantes. LEGISLAÇÃO NOS BRASIL De acordo com a resolução CONAMA no 20 de 18 de junho de 1986. nos corpos de água desde que obedeçam às seguintes condições: a) pH entre 5 e 9. c) materiais sedimentáveis: até 1. mas devem ser arquivados no local no SWPPP. como discutido posteriormente em notas de correção técnica da U. os efluentes de qualquer fonte poluidora somente poderão ser lançados. b) temperatura: inferior a 40oC.Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental 12 . e) óleos e graxas: . se o monitoramento não for conduzido para os poluentes apropriados então a isenção não será aplicável. EPA. os materiais sedimentáveis deverão estar virtualmente ausentes.

necessária para que se investigue e analise as principais diferenças. como referência e como sugestão para estudos no Brasil. se provierem de hospitais e outros estabelecimentos nos quais haja despejos infectados com microorganismos patogênicos. Amônia 5.5 mg / l Cr +6 Estanho 4. Ao largo dos comentários realizados ao longo de todo este trabalho.0 mg / l Tricloroeteno 1. a fim de que a comparação.0 mg / l NH3 Arsênio total 0. implementar programa de monitoramento local. das exigências legais e dos critérios adotados para se fiscalizar as instalações emissoras de efluentes líquidos.Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental .2 mg / l CN Cobre 1.0 mg / l Clorofórmio 1.) h) outras substâncias em concentrações que poderiam ser prejudiciais: de acordo com limites a serem fixados pelo CONAMA. unificar-se. Identificar segmentos de limitação na qualidade da água e fixar prioridades de controle. em diferentes países. solventes.5 mg / l As Bário 5.0 mg / l Mn Mercúrio 0. Esta tem sido a solução adotada em muitos países através da criação de ministérios de Meio Ambiente e de Agências Governamentais com amplo espectro de atuação.0 mg / l B Cádmio 0.2 mg / l Cd Chumbo 0. é preciso destacar que as legislações sobre o meio ambiente deverão atualizar-se e. 13 ABES . para preservação de mananciais de águas. se necessário. etc.01 mg / l Hg Níquel 2.5 mg / l C6H5OH Ferro Solúvel 15. porém inoperante devido à multiplicidade de órgão com capacidade de interferir e também da ineficiência da fiscalização Citaremos.0 mg / l em Paration Sulfeto de carbono 1.XXVII Congresso Interamericano de Engenharia Sanitári a e Ambient al Tabela 4: Limites de lançamentos de efluentes líquidos. CONCLUSÕES É importante que se divulguem as diversas legislações aplicáveis a efluentes líquidos.0 mg / l Ni Prata 0. quando possível.0 mg / l Sn Índice de Fenóis 0. seja feita e sirva como base para avaliação de desvios.05 mg / l (pesticidas.0 mg / l Cr +3 Cromo hexavalente 0.0 mg / l Dicloroeteno 1.0 mg / l Zn Compostos organo fosforados e carbamatos totais 1.0 mg / l Cu Cromo trivalente 2.1 mg / l Ag Selênio 0. 2.0 mg / l S-2 Sulfitos 1.0 mg / l Compostos organo clorados não listrados acima 0.0 mg / l Fe Fluoretos 10. a seqüência de consolidação de padrões de qualidade para efluentes líquidos: 1. Rever e revisar ou reafirmar os padrões de qualidade da água. a contaminação é bastante exigente. No entanto pode deduzir-se também que a Legislação(XX) vigente. i) Tratamento especial.0 mg / l Ba Boro 5.5 mg / l Pb Cianetos 0.05 mg / l Se Sulfetos 1.0 mg / l SO3 Zinco 5.0 mg / l F Manganês solúvel 1.

1983. Design of Municipal Wastewater Treatment Plants. ABES . DC. 7. prioridades. 1992. EPA. Manual of Practice Nº 8. Washington. CECIL. METCALF & EDDY: Wastewater Engineering. Monitorar fontes municipais e industriais para .S. U. DC. 1993. Water Quality Standards Handbook. MIRO.Editores.XXVII Congresso Interamericano de Engenharia Sanitári a e Ambient al 3. Washington. Incorporar segmentos identificados de limites de qualidade de água. 5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 1. 3. 6. J.. DE LORA. K.S. U. New York. 1978. . Tecncias de Defensa del Medio Ambiente. 4. revisar reafirmar padrões. EPA. Ambient Water Quality criteria for ammonia. 5. Chemical Engineering.S. 6. F. WATER ENVIRONMENT FEDERATION. L. Washington. 4. limites de efluentes e de vazão e controle de fontes não pontuais nos planos de gerenciamento das águas. Editar as licenças de lançamento de efluentes. EPA. Nitrogenous compounds in the environment. implementar controle de fontes não pontuais. Desenvolver requisitos de controle baseados na qualidade da água.Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental 14 . 1984. baseados na qualidade das águas.. realizar monitoramento ambiental para proteger as águas em seus usos designados. DC. U. 2. 1973. 1969.

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