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Apostila de Contabilidade Tributária

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2011

APOSTILA DE CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA

APOSTILA PARA ACOMPANHAMENTO DO MÓDULO PROF. ORLEANS MARTINS

[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL]

PROGRAMA
1. PRINCIPAIS FUNÇÕES E ATIVIDADES DA CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA Sistema Tributário Nacional; Legislação Tributária; Tributos – federais, estaduais e municipais; Princípios Constitucionais Tributários; Elementos Fundamentais do Tributo; Obrigação Tributária; Imunidades e Isenção Tributária; Regulamento do Imposto de Renda; Responsabilidade do Contador; Contabilidade Tributária; Planejamento Tributário. 2. TRIBUTOS INCIDENTES SOBRE A RECEITA PIS/PASEP e COFINS; ICMS; IPI; ISS. 3. TRIBUTOS INCIDENTES SOBRE O LUCRO IRPJ; CSLL; Regimes de Tributação do IRPJ e CSLL. 4. SISTEMA DE TRIBUTAÇÃO SIMPLIFICADA Simples Nacional. 5. IMPOSTO SOBRE CIRCULAÇÃO DE MERCADORIAS E SERVIÇOS (ICMS) Contabilização do ICMS em empresas em regime normal de apuração. 6. IMPOSTO SOBRE SERVIÇOS DE QUALQUER NATUREZA (ISS) Breve descrição do tributo; Descrição dos eventos relacionados ao tributo; Contabilização dos eventos. 7. IMPACTOS DOS TRIBUTOS SOBRE RECEITAS E CUSTOS Aquisição de matéria prima; Aquisição de embalagens; Consumo de matéria prima e material de embalagem na produção; Folha de pagamento. 8. IMPACTOS DOS TRIBUTOS SOBRE O LUCRO CSLL; IRPJ. 9. O PROCESSO DE INTERNACIONALIZAÇÃO DA CONTABILIDADE BRASILEIRA A instituição da Lei nº 11.638/07; O pronunciamento CPC 32.

CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. Orleans Martins

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[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL]
1. 1.1. PRINCIPAIS FUNÇÕES E ATIVIDADES DA CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA Sistema Tributário Nacional

Direito e Contabilidade são ciências que caminham juntas e complementam-se, desde longa data, acompanhando a natural evolução das diversas sociedades. Direito é a ciência das normas obrigatórias que disciplinam as relações dos homens em sociedade, existindo para isso as diversas jurisprudências. É o conjunto das normas jurídicas vigentes num país. Entre essas, destacam-se as normas gerais de direito tributário aplicáveis à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios, constituindo o Sistema Tributário Nacional, que disciplina a arrecadação e distribuição de rendas. A Contabilidade, por sua vez, é a ciência que estuda e pratica as funções de orientação, controle e registro dos atos e fatos de uma administração econômica, servindo como ferramenta para o gerenciamento da evolução do patrimônio de uma entidade e, principalmente, para a prestação de contas entre os sócios e demais usuários, entre os quais se destacam as autoridades responsáveis pela arrecadação dos tributos de uma nação ou região. No exercício de suas funções, claro está que o contador deve obedecer, além das normas e dos princípios fundamentais de contabilidade, também à legislação tributária concernente à correta apuração, registro, divulgação e arrecadação dos diversos tributos que incidem nas diversas fases de atividade das empresas e, principalmente, sobre a obtenção de renda e lucro em determinado período. Justifica-se, portanto, a imperiosa necessidade de os contadores conhecerem determinados aspectos da legislação tributária, devido à grande influência nas rotinas das organizações. 1.2. Legislação Tributária

É oportuno, de início, transcrever o conceito dado pelo Código Tributário Nacional à legislação tributária, conforme o art. 96 da Lei nº 5.172/66, de 25 de outubro de 1966: “Art. 96. A expressão 'legislação tributária' compreende as leis, os tratados e as convenções internacionais, os decretos e as normas complementares que versem, no todo ou em parte, sobre tributos e relações jurídicas a eles pertinentes." A Constituição Federal de 1988 trouxe profundas alterações no Sistema Tributário Nacional, não só em relação à quantidade e ao campo de incidência dos tributos, mas também quanto à própria distribuição dos valores arrecadados entre União, Estados e Municípios, o que atualmente vem comprometendo uma razoável reforma tributária principalmente em razão de não haver consenso entre os governantes de como devem ser repartidos os valores arrecadados. 1.2.1. Leis, tratados, convenções internacionais e decretos De acordo com o art. 97 do Código Tributário Nacional: "Somente a lei pode estabelecer: I. II. III. IV. V. VI. A instituição de tributos, ou a sua extinção; A majoração de tributos, ou sua redução, ressalvado o disposto nos arts. 21, 26, 39, 57 e 65; A definição do fato gerador da obrigação tributária principal, ressalvado o disposto no inciso I do § 3 Q do art. 52, e do seu sujeito passivo; A fixação da alíquota do tributo e da sua base de cálculo, ressalvado o disposto nos arts. 21, 26, 39, 57 e 65; A cominação de penalidades para as ações ou omissões contrárias a seus dispositivos, ou para outras infrações nelas definidas; As hipóteses de exclusão, suspensão e extinção de créditos tributários, ou de dispensa ou redução de penalidades. § 1 º Equipara-se à majoração do tributo a modificação de sua base de cálculo, que importe em torná-lo mais oneroso.

CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. Orleans Martins

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• Taxas: que estão vinculadas à utilização efetiva ou potencial por parte do contribuinte. dos tratados e das convenções internacionais e dos decretos: I. • Contribuições de melhoria: que são cobradas quando do benefício trazido aos contribuintes por obras públicas. ESPÉCIES DE TRIBUTOS No que se refere às espécies de tributos. o pagamento de tributo não decorre de infração de determinada norma ou descumprimento da lei. a lei já estabelece todos os passos a serem seguidos. 98. instituída em lei e cobrada mediante atividade administrativa plenamente vinculada. e serão observados pela que lhes sobrevenha. que não constitua sanção por ato ilícito. • Instituída em lei: só existe a obrigação de pagar o tributo se uma norma jurídica com força de lei estabelecer essa obrigação. • Em moeda ou cujo valor se possa exprimir: os tributos são expressos em moeda corrente nacional (reais) ou por meio de indexadores (ORTN.Conceitos e Espécies O Código Tributário Nacional conceitua tributo como toda prestação pecuniária compulsória. As práticas reiteradamente observadas pelas autoridades administrativas. Já os impostos representam. como ao impacto causado no contribuinte. o Sistema Tributário Nacional está estruturado de forma a permitir ao Estado a cobrança de: • Impostos: que decorrem de situação geradora independente de qualquer contraprestação do Estado em favor do contribuinte. II. 100. São normas complementares das leis. Art. tanto no que se refere ao montante arrecadado. inexistindo o pagamento in natura ou in labore. Seção III Normas complementares Art. Para melhor entendimento sobre a definição de tributo. A destinação legal do produto da sua arrecadação. Os atos normativos expedidos pelas autoridades administrativas. é possível decompor sua definição nas seguintes características: • Prestação pecuniária: significa que o tributo deve ser pago em unidades de moeda corrente. determinados com observância das regras de interpretação estabelecidas nesta Lei. IV. A natureza jurídica específica do tributo é determinada pelo fato gerador da respectiva obrigação. OTN.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] § 2 º Não constitui majoração de tributo.3. Ufir). BTN. o que é pago em bens ou em trabalho ou prestação de serviço. III. II. • Que não constitua sanção de ato ilícito: as penalidades pecuniárias ou multas não se incluem no conceito de tributo. Os convênios que entre si celebrem a União. em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir. As decisões dos órgãos singulares ou coletivos de jurisdição administrativa. O conteúdo e o alcance dos decretos restringem-se aos das leis em função das quais sejam expedidos. Orleans Martins 4 . Os tratados e as convenções internacionais revogam ou modificam a legislação tributária interna. A denominação e demais características formais adotadas pela lei. a atualização do valor monetário da respectiva base de cálculo. os Estados. o Distrito Federal e os Municípios." 1. • Cobrada mediante atividade administrativa plenamente vinculada: a autoridade não possui liberdade para escolher a melhor oportunidade de cobrar o tributo. Tributos . As taxas e contribuições de melhoria têm pouco significado. de serviços públicos específicos e divisíveis. sendo irrelevantes para qualificá-Ia: I. para os fins do disposto no inciso II deste artigo. ou seja. assim. Art. • Compulsória: obrigação independente da vontade do contribuinte. de CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. a que a lei atribua eficácia normativa. 99.

Algumas sugestões primam pela radicalidade. ainda que as operações e as prestações se iniciem no exterior. surgiram para financiamento das atividades sociais as contribuições sociais. ressalvadas as exceções legais. 1. que. • Operações de crédito. Com a edição da Constituição Federal de 1988. ou seja. consequentemente. 1. sem contar as possibilidades de ocorrência de sonegação. • Produtos industrializados. segundo a Constituição Federal. • Exportação. entre os diversos níveis de governo. • Serviços de qualquer natureza. Princípios Constitucionais Tributários Os princípios constitucionais tributários prevalecem sobre todas as demais normas jurídicas. buscam aproximar o Brasil das nações do Primeiro Mundo. Essa amplitude e o detalhamento dado pelo texto constitucional promoveram um crescimento desordenado dos tributos cobrados nos últimos anos. • Propriedade territorial rural. e simplificando o processo de arrecadação. são subdivididas em contribuições ao INSS. de bens imóveis e de direitos reais sobre imóveis. Compete aos Estados e ao Distrito Federal instituir impostos sobre: • Transmissão causa mortis e doação de quaisquer bens e direitos. como para direcionar o comportamento da economia. As contribuições sociais instituídas têm corno base os lucros das sociedades.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] fato. reduzindo a quantidade de tributos. as quais só têm validade se editadas em rigorosa consonância com eles. Compete aos Municípios instituir impostos sobre: • Propriedades predial e territorial urbana. • Transmissão intervivos. Contribuição Sindical. • Rendas e proventos de qualquer natureza. assumem as características destes para fazer face aos investimentos do governo nesse setor. ao Distrito Federal e aos Municípios: CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. de outro. Orleans Martins 5 . de produtos nacionais ou nacionalizados. a tributação sobre a renda. câmbio e seguro. embora tenham sido tratadas no capítulo dos tributos. Estaduais e Municipais A Constituição em vigor assim distribui. a folha de pagamento dos empregados e o faturamento das empresas. Tributos Federais.5. são vistos a seguir. o que tem provocado constantes recordes de arrecadação. Assim. o instrumento do qual o Estado dispõe tanto para angariar recursos para gerir a Administração Pública e permitir investimentos em obras públicas. para o exterior. Atualmente. corno é o caso do imposto único.4. de um lado aumenta a indústria da arrecadação e fiscalização e. mas mantendo na essência o que hoje se realiza. chegando ao patamar no ano 2000 de 32. aos Estados. os custos necessários a sua apuração e recolhimento. que passa por urna revisão de texto constitucional. vemos hoje urna situação em que o governo e os empresários estão onerados pelo excesso de tributos em vigor. a competência de estabelecer os tributos: Compete à União instituir impostos sobre: • Importação de produtos estrangeiros. Essa situação tem causado forte campanha em favor da mudança do Sistema Tributário Nacional. Contribuição ao PIS/Pasep. o consumo e a propriedade. é vedado à União. com isso. por ato oneroso. ou relativas a títulos ou valores imobiliários. • Operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação. mais racionais. Outras. • Grandes fortunas. Tais princípios. • Propriedades de veículos automotores. Contribuição Social sobre o Lucro Líquido e Contribuição para o Fundo de Investimento Social (COFINS).34% do Produto Interno Bruto (PIB). Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte.

152. portanto. seria a possibilidade econômica de pagar tributos. Princípio da tipologia tributária As taxas e os impostos não podem ter a mesma base de cálculo. § 6Q. em razão de prévia determinação legal ou de manifestação de vontade (como." III. Princípio da autoridade tributária No art. ao Estado ou ao Município. 1. 145. conforme se depreende do art. o pagamento de prêmio em um concurso. títulos ou direitos (Princípio da isonomia tributária). independentemente da denominação jurídica dos rendimentos. títulos etc. visando à procedência e ao destino dos bens. Elementos Fundamentais do Tributo 1. proibida qualquer distinção em razão de ocupação profissional ou junção por eles exercida. a tributação da União deverá ser uniforme em todo o território nacional. "Exigir ou aumentar tributo sem lei que o estabeleça (Princípio da legalidade). não sendo permitida qualquer delegação ou prorrogação desta competência para outro ente que não seja aquele expressamente previsto na Constituição Princípio da uniformidade geográfica Nos termos do art. . Princípio da competência Previsto no art. que. 150. estabelece o princípio da capacidade econômica do contribuinte.2. é possível afirmar que obrigação tributária é a relação de Direito Público na qual o Estado (sujeito ativo) pode exigir do contribuinte (sujeito passivo) uma prestação (objeto) nos termos e nas condições descritos na lei (fato gerador). 145.signos presuntivos de capacidade tributária ou riqueza). é importante destacar que nasce uma obrigação quando. Princípio da capacidade contributiva O art. Elementos fundamentais da obrigação tributária Dessa forma.6. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. dos Estados ou dos Municípios. por meio de sua Casa Legislativa. 151. exercitarão as competências tributárias. II. da Constituição Federal o exercício da competência tributária é dado à União. b) No mesmo exercício financeiro em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou (Princípio da anterioridade). 1. encontram-se os três elementos básicos da obrigação tributária: a) A lei. por mera definição. a satisfação de um pagamento pela utilização ou disposição de um serviço público etc. § 1 º. 145.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] I.6. 151. Princípio da não discriminação tributária O art. b) O objeto. por meio de uma relação jurídica. é objetiva quando leva em conta manifestações objetivas de riqueza do contribuinte (bens imóveis. inciso III. Instituir tratamento desigual entre contribuintes que se encontrem em situação equivalente. § 1 º. Assim.1. Orleans Martins 6 . determinada pessoa (credor) pode exigir de outra (devedor) uma prestação (objeto).). c) O fato gerador. proíbe a manipulação de alíquotas. o recebimento do preço de um bem em um contrato. § 2º.6. aparece o princípio da autoridade tributária. e são justificadas as prerrogativas da administração tributária. e no art. inciso I. bases de cálculo ou qualquer outra fórmula tributária em benefício ou prejuízo da economia da União. que. as espécies tributárias são definidas pela distinção de dois fatores: hipótese de incidência e base de cálculo. por exemplo. É considerada subjetiva quando se refere à condição pessoal do contribuinte (capacidade econômica real). não podendo criar distinções em relação aos Estados. Cobrar tributos: a) Em relação a fatos geradores ocorridos antes do início da vigência da lei que os houver instituído ou aumentado (Princípio da irretroatividade tributária). aos Municípios e ao Distrito Federal. Obrigação tributária Inicialmente.

na fixação dos elementos imprescindíveis à cobrança do tributo (e/ou penalidade) incidente (CTN. Basicamente. O sujeito passivo. Orleans Martins 7 . deve ser definida em lei complementar.6. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. vedada a reedição após esse prazo. em pelo menos duas ocasiões. Um ponto que gerou muitas controvérsias foi a possibilidade de o governo criar e majorar tributos por meio da edição de Medidas Provisórias (MP). aplicado sobre a base de cálculo. a alteração da alíquota também está sujeita aos princípios constitucionais da legalidade. O fato gerador Fato gerador da obrigação principal é a situação definida em lei como necessária e suficiente para sua ocorrência. a escrituração de livros fiscais. Alíquota É o percentual definido em lei que. Essa prática já foi atestada. 142). Obrigação Tributária 1. Sujeito passivo Denomina-se sujeito passivo o devedor da obrigação tributária. A base de cálculo. 1. destinadas a comprovar a existência e os limites da operação tributada e a exata observância da legislação aplicável (obrigação acessória).7. o preenchimento de formulários etc. em concreto. formas diferentes de expressão. com base na ocorrência do fato gerador. De forma mais simples. a partir de um texto fundamental (Constituição). por pessoas físicas ou jurídicas. O fato gerador da obrigação acessória é qualquer situação que. impõe a prática ou a abstenção de ato que não configure obrigação principal. O objeto O objeto representa as obrigações que o sujeito passivo (contribuinte) deve cumprir. as quais. Importante registrar que qualquer inobservância de obrigação acessória é possível de ser convertida em obrigação principal em razão da aplicação de multas previstas na legislação específica. têm força de Lei. da anterioridade (a lei deve estar vigente antes de iniciada a ocorrência do fato gerador) e da irretroatividade (a norma não pode atingir fatos passados). art. pode ser classificado como contribuinte ou responsável. da anterioridade e da irretroatividade.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] A lei A lei é o principal elemento da obrigação.7. conceitua-se como "o fato" que gera a obrigação de pagar o tributo. estando sua alteração sujeita aos princípios constitucionais da legalidade (mudança somente por outra lei). é a obtenção de renda e proventos de qualquer natureza. a apresentação de declarações de rendimentos.4. Exemplo O fato gerador da obrigação fiscal com o Imposto de Renda. enquanto não apreciadas pelo Congresso Nacional. segundo as determinações legais. Contudo. conforme a Constituição Federal. pois cria os tributos e determina as condições de sua cobrança (princípio da legalidade dos tributos). da obrigação principal. na forma da legislação aplicável.6. mister se faz o respectivo lançamento. Assim como a base de cálculo. e não houve maioria absoluta. as regras ordinárias de convivência (leis em sentido restrito). este deve ser satisfeito pelo devedor por meio do pagamento ou da compensação. pela maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal.1. 1. as prestações consistem em: pagamento do valor em dinheiro referente ao tributo devido ou à multa imposta por não atendimento à determinação legal (obrigação principal) ou cumprimento de formalidades complementares. conforme definido no Regulamento do Imposto de Renda. assume. a depender de sua relação com o fato gerador da obrigação. Base de cálculo É o valor sobre o qual se aplica o percentual (ou alíquota) com a finalidade de apurar o montante a ser recolhido. 1. determina o montante do tributo a ser recolhido.5. em um sistema jurídico. por exemplo. Para a exigência. que define e formaliza o crédito tributário. Uma vez constituído o crédito tributário. que consiste. perdendo eficácia após 45 dias de sua edição. como.

ou tenha indevidamente se omitido.2. perante eles. tintas e vernizes. em função de seu ofício. e pressupõe duas condições: I. • Os tabeliães. escrivães e demais serventuários de ofício. pelos tributos devidos sobre os atos praticados por eles ou. pelos tributos devidos pelo espólio. 1. Em relação a infrações fiscais. no entanto. seja pelo montante elevado de tributos. Solidariedade em relação à obrigação tributária A responsabilidade pelos tributos pode ser atribuída de forma solidária a terceiros. pelos tributos devidos por seus tutelados ou curatelados. O empregado que recebe salário é o contribuinte do imposto de renda. • Os tutores e curadores. os arts. se devido. por não portar o documento fiscal. normalmente naquele em que a fiscalização pode ser mais eficaz. Que o terceiro tenha participado do ato caracterizado como fato gerador do tributo. pelos tributos devidos pelos filhos menores. 1. • O inventariante.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Contribuinte é aquele que tem relação pessoal e direta com a situação que constitua o fato gerador. num elo seguinte da cadeia produtiva. tendo em vista que o tributo acaba incidindo sobre um valor estimado. Que o contribuinte não possa cumprir sua obrigação. que é o contribuinte responsável pelo pagamento do tributo cujo fato gerador deverá ocorrer posteriormente. No caso do ICMS. a legislação encarrega o empregador (responsável) de reter do empregado (contribuinte) o valor do imposto. no caso de liquidação de sociedade de pessoas. que pode ser superior ao valor final da venda. Responsável é aquele a quem. o transportador.7. Orleans Martins 8 . seja pelo número reduzido de contribuintes. providenciando seu recolhimento aos cofres públicos. e II. 128 a 135 do CTN preveem a possibilidade de transferência a terceiros dos débitos fiscais. toma-se responsável. Crimes tributários São considerados crimes contra a ordem tributária (arts. 128 a 135 do CTN) aquelas ações que envolvem dolo. o transportador de mercadorias desacompanhadas dos documentos fiscais legalmente exigíveis toma-se responsável pelo pagamento deste imposto. como é o caso. A responsabilidade atribuída a terceiros pelo CTN só se aplica aos tributos e penalidades de caráter moratório. Embora o contribuinte seja o comerciante. no caso da impossibilidade de cumprimento da obrigação principal pelo contribuinte. cigarros e bebidas. e combustíveis. com o objetivo de simplificar a fiscalização. produtos farmacêuticos. no caso de atraso por tributos declarados ou erros não intencionais. que podem ser de vários tipos: CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. No caso do imposto de renda sobre salários. O contribuinte do ICMS é o comerciante ou o industrial que promove a saída de mercadoria de seu estabelecimento. pelos tributos devidos por estes. tem surgido questionamentos por parte de algumas empresas sujeitas a esse tipo de tributação. No caso em que haja infração de natureza criminal. por exemplo. não sendo o contribuinte. a responsabilidade é de ordem pessoal e intransferível. levando o contribuinte a recolher mais do que seria pago no sistema normal. Substituição tributária Uma outra modalidade de contribuinte responsável é a figura do substituto tributário. surgiu a figura da tributação monofásica. • O síndico e o comissário. que consiste na incidência do tributo em apenas um dos elos da cadeia produtiva.7. a lei estabelece a obrigação de pagar o tributo. • Os administradores de bens de terceiros. Apesar de a substituição tributária ser um mecanismo aparentemente interessante para o governo. Tributação monofásica Para o governo se ver livre desses questionamentos. Respondem solidariamente: • Os pais. São exemplos de produtos em que ocorre a substituição tributária: automóveis e autopeças. e • Os sócios. antecipar a arrecadação de tributos e/ou evitar a sonegação fiscal. da indústria de medicamentos. má-fé e intenção. pelos tributos devidos pela massa falida ou pelo concordatário.3.

No caso em que o contribuinte antecipa o tributo sem prévio exame da autoridade. no todo ou em parte. O lançamento direto ou de ofício. 1. O lançamento pode se dar de várias formas: de ofício.4. e que a suspensão é sempre temporária. Lançamento A materialização do crédito é denominada lançamento. recurso administrativo. Suspensão. Vale destacar que. desde que não lançados ainda de outra forma. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. da cobrança do crédito tributário (depósito judicial. durante o prazo da moratória ou do julgamento do recurso administrativo ou processo judicial. o Estado constitui um crédito tributário. 1. Orleans Martins 9 . não há dispensa das obrigações acessórias.7.6. por declaração ou por homologação. diz-se que o lançamento se dá por homologação. o contribuinte ou um terceiro presta informações à autoridade fiscal para que possa ser estabelecido o valor do tributo.7.5. e só depois tem seus cálculos verificados. Crédito tributário Como vimos. Mesmo os tributos não lançados normalmente por esta modalidade podem ser lançados de ofício. por iniciativa do próprio poder público (moratória. É o caso do Imposto sobre a Propriedade Territorial Urbana (IPTU). o Estado possui o direito de exigir o objeto da obrigação tributária. Com a concretização do fato gerador da obrigação tributária. parcelamento) ou por iniciativa do sujeito passivo de discutir a validade.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] 1. extinção e exclusão do crédito tributário Suspensão Uma vez lançado o crédito tributário. O Imposto sobre Transmissão Inter Vivos de Bens Imóveis (ITBI) é um exemplo de tributo lançado por declaração. é feito por iniciativa da autoridade administrativa. extinto ou excluído.7. A suspensão corresponde ao impedimento temporário de exigir o crédito tributário. independentemente de qualquer colaboração do sujeito passivo. processo judicial). ele pode ser suspenso. É o caso do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Na modalidade de lançamento por declaração. mesmo suspensa a obrigação principal. para materializar o seu direito.

a extinção se dá após a constatação de que o imposto pago corresponde ao montante homologado. Extinção A extinção corresponde ao término do direito do sujeito ativo de cobrar a obrigação tributária. de depósito judicial constituído em seu favor. mas com concessão de prazo adicional. em que se faz a cobrança de tributos já vencidos sem dispensa dos encargos. A extinção ocorre basicamente em quatro situações: • A obrigação é quitada pelo contribuinte. • Concessão de medida liminar ou de tutela antecipada. juros de mora e correção monetária.depósito judicial efetuado pelo sujeito passivo diante de recusa de recebimento.no lançamento por homologação. com decisão pró-contribuinte. mas que terá de ocorrer mediante previsão em lei. São situações em que ocorre extinção em razão de a cobrança do tributo ser considerada indevida: • Decisão administrativa irreformável . Depois de extinto o crédito tributário.semelhantemente ao que ocorre com mandados de segurança. A obrigação é quitada pelo contribuinte de várias formas.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] As modalidades de suspensão são previstas no art.término de processo no âmbito interno da administração pública. o pagamento precede o lançamento. podendo ser condicional e exigir garantias. • Compensação com outros tributos de mesma espécie . • Reclamações e recursos administrativos . • Transação .ocorrem por meio de consulta (quando ainda não houve notificação por parte da autoridade administrativa) ou de recurso (quando já houve notificação).quando ocorreu o lançamento. • Concessão de medida liminar em mandado de segurança .quando o contribuinte aproveita créditos anteriores junto ao fisco para fazer um "encontro de contas". perdão total ou parcial do crédito vencido. • A autoridade administrativa perde o prazo legal para efetuar o lançamento ou iniciar o processo de cobrança judicial. • Depósito judicial . • Consignação em pagamento . na forma e condições estabelecidas em lei. • A cobrança é considerada indevida.repactuação da dívida fiscal. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. • Dação em pagamento em bens imóveis. em outras espécies de ação judicial . • Conversão de depósito em renda . quando ocorre: • Prescrição . • Lançamento por homologação. desrespeitando direito líquido e certo do contribuinte. • Parcelamento . sem cobrança de multa.efetuado pelo contribuinte que pretende discutir judicialmente a cobrança do crédito tributário. 151 do CTN: • Moratória . de imposto pago antecipadamente . Pode ocorrer por: • Pagamento em dinheiro do exato valor devido.término de processo no âmbito do Poder Judiciário. pelo sujeito ativo. • É concedido. Orleans Martins 10 . com decisão pró-contribuinte. • Decisão judicial transitada em julgado . em outros tipos de ação judicial também pode ocorrer por determinação judicial a suspensão do crédito tributário até o julgamento final da ação. A medida liminar suspende a cobrança do crédito tributário enquanto se discute o direito que está sendo questionado judicialmente. mas o sujeito ativo perdeu o direito de ação de cobrar o crédito tributário já constituído em função de não ter tomado nenhuma iniciativa dentro do prazo legal.acordo de concessão mútua entre os sujeitos ativo e passivo.o mandado de segurança é a ação judicial cabível na hipótese de a autoridade pública agir com ilegalidade ou abuso de direito.concessão pelo sujeito ativo de um prazo maior para pagamento integral do crédito tributário. A autoridade administrativa perde o prazo legal para efetuar o lançamento ou iniciar o processo de cobrança judicial. a obrigação tributária também deixa de existir. Neste caso.retirada. por lei.

no caso da isenção. que não se confundem com imunidade. Exclusão A exclusão do crédito tributário corresponde à renúncia do direito do sujeito ativo de exigir o crédito tributário.2. • Vedação de entes estatais instituírem impostos sobre o patrimônio. Estabelece o CTN que a isenção estará sempre atrelada a uma lei que especifique as condições e requisitos exigidos para a sua concessão. a imunidade. periódicos e papel destinado à impressão destes. Imunidade As imunidades podem ser classificadas como privilégios dados a alguém para que se livre ou se isente de certas imposições legais em virtude de que não é obrigado a fazer ou cumprir certo encargo de obrigação de caráter legal: • Imunidade diplomática.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] • Decadência . Ocorre por isenção ou anistia. que continua sendo devido.não alcança as atividades econômicas reguladas pelo direito privado. esquivar ou desobrigar de algum encargo que a todos pesa. sendo caso. A imunidade tributária é estabelecida pela Constituição e abrange os seguintes aspectos: • Vedação de entes estatais instituírem impostos sobre o patrimônio. desde que não haja ato ilícito. a concessão atribuída a alguma coisa ou alguma pessoa. mas opta por conceder o benefício de não tributar um determinado contribuinte ou uma determinada situação. Orleans Martins 11 . instituições de educação e de assistência sem fins lucrativos. A anistia refere-se somente à dispensa das penalidades pecuniárias pelo não recolhimento do tributo. em função de condições a ela peculiares e. ou para que se livre de qualquer obrigação.8. Quando a extinção do crédito tributário é concedida por lei: • Remissão . ou seja. limitandose a um tributo determinado ou região específica ou ainda ao atendimento de determinadas condições. a renda e os serviços das entidades representativas de partidos políticos. A isenção pode ser restrita a determinada região do território da entidade tributante. a renda ou os serviços. muitas vezes. com o propósito de estimular o seu desenvolvimento por meio da atração de investimentos privados.8. os tributos a que se aplica e. a renda e os serviços das entidades mantenedoras de templos de qualquer culto. não permitindo que a autoridade administrativa efetue o lançamento. que somente pode ser concedido por lei.quando não ocorreu o lançamento dentro do prazo legalmente estabelecido. 1. sindicatos dos trabalhadores. Imunidade e Isenção Tributária 1. 1. uns dos outros .8. configurando-se como uma concessão de benefício em favor do sujeito passivo. • Vedação de entes estatais instituírem impostos sobre livros. o prazo de sua duração. • Imunidade parlamentar. a entidade tributante (União. A isenção é concedida por lei. podendo ser de caráter geral ou específico. jornais. Enquanto que a imunidade determina uma proibição para a instituição de impostos.1. Isenção Entende-se na linguagem jurídica como isenção a dispensa.corresponde ao perdão total ou parcial do crédito principal vencido. • Imunidade tributária. para que se possa livrar. Estados ou Municípios) tem o poder de tributar. • Vedação de entes estatais instituírem impostos sobre o patrimônio. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. • Imunidade judicial.

...... e Entidade sindical de trabalhadores." CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. o convento e os anexos. às repartições lançadoras do imposto...... IV. Sancionar. Para todos os efeitos... desde que não empregada para fins econômicos... mas todos os que se dedicam à educação e à cultura em geral. 4.... o que facilita a consulta sobre determinado item........ São necessárias as seguintes condições para o gozo da imunidade: a) Não distribuir a qualquer parcela de seu patrimônio ou de suas rendas o título de lucro ou participação no resultado... o ginásio de desportos.. não apenas o de caráter estritamente didático..Templo de qualquer culto Edificação pública dirigida ao culto religioso...... inclusive a casa ou residência especial do pastor ou pároco....... o ateliê de pintura ou escultura.... Os serviços são: (a) proteção à família.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] 1.... 5... Instituição de assistência social. o museu. 84.... corno o laboratório. III ..Partido político Organização cujos membros programam e realizam ações comuns.. as academias de letras... Compete privativamente ao Presidente da República: . sinagoga ou edifício principal onde se celebra a cerimônia pública. inciso IV...8. segregando os contribuintes pessoas físicas das jurídicas. Regulamento do Imposto de Renda Devido à importância para o profissional da Contabilidade.. promulgar e jazer publicar as leis. Principais casos de imunidade e isenção tributária do Imposto de Renda 1.. c) Manter escrituração de suas receitas e despesas em livros revestidos de formalidades capazes de assegurar sua exatidão.... O Regulamento do Imposto de Renda é a consolidação das Leis e Dispositivos que regulamentam e normatizam o Imposto de Renda tanto das Pessoas Físicas como Jurídicas... II ..... 84.... Partido político... cuja redação é a seguinte: "Art...... b) Aplicar integralmente os recursos no Brasil. Instituição de educação sem finalidades lucrativas........ pertencente à comunidade religiosa... (b) amparo às crianças e aos adolescentes carentes. Templo de qualquer culto.... as formalidades determinadas em lei e recolher os tributos retidos sobre os rendimentos pagos por elas.... à maternidade.... na manutenção de seus objetivos institucionais.9. a imunidade abrange os resultados relacionados com as atividades essenciais das entidades....... 1...Entidade sindical de trabalhadores Sociedade que dirige as atividades duma classe social... V . O Regulamento é organizado por assuntos. É aprovado pelo Presidente da República. d) Prestar... IV ... sem intuitos lucrativos. e essa atribuição é-lhe dada pela Constituição em seu art.. toma-se fácil saber qual o dispositivo que se aplica a cada caso particular... transcrevem-se a seguir alguns comentários preliminares sobre o Imposto de Renda das pessoas jurídicas..... 2..........Instituição de educação sem finalidades lucrativas É o estabelecimento de ensino........ Orleans Martins 12 .. à habilitação e reabilitação das pessoas portadoras de deficiência e à promoção de sua integração à vida comunitária etc... o centro de pesquisa.. bem como expedir decretos e regulamentos para sua fiel execução. com fins políticos e sociais. 3. Nesse sentido. artes e ciências.. à adolescência e à velhice.... I ..... É a igreja.Instituição de assistência social É a entidade sem fins lucrativos que presta serviços de natureza aos membros da comunidade social.....3. à infância.

Isso porque. em particular a dos profissionais da controladoria e contabilidade. caso as demonstrações e os relatórios contábeis sejam elaborados com informações errôneas.de determinado exercício fiscal. citam-se: • Instituições financeiras consultadas para a concessão de empréstimos e financiamentos. 1. cresce sensivelmente a responsabilidade de todos os gestores da empresa. com ou sem má-fé.11. por culpa ou dolo. o Sistema Tributário brasileiro é um dos mais complexos do mundo. decisões de investimentos. eles podem causar prejuízos a terceiros. entre outros. Funções e atividades da contabilidade tributária As principais funções e atividades da Contabilidade Tributária podem ser classificadas como: • Apuração com exatidão do resultado tributável . Portanto. Os empresários e executivos já estão cientes. de forma a não expor a entidade às possíveis sanções fiscais e legais. Além da elevada carga tributária. Portanto.1. adaptando ao dia-a-dia empresarial as obrigações tributárias. com base na legislação pertinente. • Sindicatos e funcionários que participam dos resultados. Nesses casos. a elaboração e assinatura de qualquer documento e/ou demonstração contábil com informações inverídicas.10. na média dos últimos cinco anos. Tais fatores penalizam sobremaneira o custo da maioria das empresas e acarretam grandes transtornos para o gerenciamento contábil e financeiro dos impostos e demais tributos. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. tendenciosas ou preparadas de má-fé. ou em desacordo com as normas e os princípios fundamentais de contabilidade. como concessões de créditos e financiamentos. Os documentos e as demonstrações contábeis são frequentemente utilizados pelo mercado para obtenção de informações da empresa.11. Conceito Pode-se entender Contabilidade Tributária como: • Especialização da contabilidade que tem como principais objetivos o estudo da teoria e a aplicação prática dos princípios e normas básicas da legislação tributária. com diversas Leis. mais do que qualquer outro profissional das áreas administrativa ou financeira. seja qual for o setor de atividade.2. 1. tanto sobre a pessoa jurídica como sobre a pessoa física. • Autoridades fiscais. além de perder prestígio profissional em razão de quaisquer falhas mais relevantes na interpretação ou na aplicação no dia-a-dia das normas tributárias.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] 1. mas algo estratégico dentro das organizações de médio e grande porte. o contador precisa conhecer com grande profundidade a legislação tributária. Nesse ambiente. Da mesma forma. Responsabilidades do Contador A carga tributária no Brasil é extremamente elevada. Estima-se a existência de aproximadamente 60 tributos vigentes. Regulamentos e Normas constantemente alteradas. tendo em vista que induzem a determinados atos. podem vir a ser processados e condenados por perdas e danos. as empresas e os profissionais responsáveis que assim procederem. Contabilidade Tributária 1. pode ser responsabilizado por possíveis prejuízos que causar no exercício profissional. para cálculo e formação das provisões contábeis destinadas ao pagamento dos tributos incidentes sobre o lucro da entidade. O Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT) estima que a carga tributária em nosso país representa. • Investidores do mercado de capitais. devido a suas responsabilidades quanto à eficácia e eficiência nesse gerenciamento. constitui crime a elaboração de demonstrações contábeis sem embasamento em documentos e informações hábeis e legais. Entre os usuários que podem ser prejudicados ou enganados em decorrência de fraudes e irregularidades na escrituração contábil e fiscal. para todos os efeitos legais e judiciais. Orleans Martins 13 . de que o gerenciamento das obrigações tributárias já não pode ser considerado uma necessidade quotidiana. • Fornecedores. Caracteriza-se como ato criminoso. podendo ser condenado a indenizar o empresário que for prejudicado. ou ainda com valores divergentes dos contidos nos livros contábeis da empresa.11. • Ramo da contabilidade responsável pelo gerenciamento dos tributos incidentes nas diversas atividades de uma empresa.ou do lucro real . mais de 32% do Produto Interno Bruto (PIE). ou grupo de em12resas. há mais de duas décadas. • Acionistas não controladores.

1. • • • • As principais funções e atividades podem ser sintetizadas no Quadro a seguir. 1. para obter o melhor resultado numa economia tão instável como a brasileira. fábricas. sem afrontar as diversas legislações que regem os mais diversificados tributos. fábricas. o contador tem principalmente nas atividades de planejamento tributário a grande oportunidade de dar enormes contribuições à alta direção da empresa. Escrituração e controle Escrituração fiscal das atividades do dia-a-dia da empresa e dos livros fiscais Apuração dos tributos a recolher. permitindo melhor gerenciamento do fluxo de caixa.12. de um planejamento tributário criterioso e criativo. treinamento e constante supervisão dos funcionários do setor de impostos. • Todas as situações em que for possível o deferimento (postergação) dos recolhimentos dos impostos. o valor das diversas provisões para recolhimento dos tributos. em todo o mundo globalizado. Orientação. que possa resguardar seus direitos de contribuinte e. Orleans Martins 14 . Conceito de planejamento tributário A despeito da grande importância de todas as supracitadas atribuições. cada vez mais. além de emitir e providenciar a entrega aos respectivos órgãos competentes dos formulários estabelecidos pela legislação pertinente. conforme os princípios fundamentais de contabilidade Assessoria para o correto registro contábil das provisões relativas aos tributos a recolher Planejamento Tributário Orientação Orientação. Escrituração dos documentos fiscais em livros fiscais próprios ou registros auxiliares. para que possam racionalizar seus custos tributários. ou mesmo o local de origem de determinadas matérias-primas. informando o Setor Financeiro de Contas a Pagar da entidade sobre o valor e os prazos de recolhimento. departamentos) ou das empresas controladas e coligadas. departamentos) ou das sociedades coligadas e controladas. as empresas necessitam. é o planejamento tributário. a Contabilidade Tributária tem a responsabilidade de informar. principalmente em relação aos chamados impostos não cumulativos ICMS e IPI. • Todas as despesas e provisões permitidas pelo fisco como dedutíveis da receita. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. Redução de custos é a estratégia que mais se ouve ser empregada nos dias atuais. para apurar e determinar o montante do tributo a ser recolhido dentro do prazo após encerramento do período de apuração. em todas as fases da cadeia de valores do ciclo produtivo e comercial. Orientação fiscal para todas as unidades da empresa (filiais. proteger seu patrimônio. preenchimento das guias de recolhimento e remessa para o Departamento de Contas a Pagar Controle sobre os prazos para os recolhimentos Assessoria para a correta apuração e registro do lucro tributável do exercício social. pode significar menor carga tributária. ao mesmo tempo. Preenchimento de guias de recolhimento.12.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] • Registro contábil das provisões relativas aos tributos a recolher. correta e oportunamente. de acordo com o princípio contábil da competência de exercícios. A correta orientação fiscal e tributária para as demais unidades ou empresas pode representar relevantes economias com os impostos. treinamento e constante supervisão dos funcionários do setor de impostos Orientação fiscal para as demais unidades da empresa (filiais. Discute-se a urgente mudança de nosso sistema tributário e a adoção de novos mecanismos para simplificação das rotinas tributárias. Por exemplo. pois. • • • • • • • 1. Sem dúvida. visando padronizar procedimentos Planejamento tributário Estudo das diversas alternativas legais para a redução da carga fiscal. como parte integrante do sistema de informações da empresa. Enquanto isso não ocorre. em obediência aos Princípios Fundamentais de Contabilidade. tais como: • Todas as operações em que for possível o crédito tributário. o local de instalação da fábrica. um dos mais significativos instrumentos de que dispõem as empresas.

de fazer com que sua materialidade ocorra na medida ou no tempo que lhe sejam mais propícios. simulação. Contudo. 1." Dessa maneira.consiste em organizar os empreendimentos econômico-mercantis da empresa. • Conhecer todas as despesas e provisões permitidas pelo fisco como dedutíveis da receita. Trata-se do conceito de tax saving. de um comportamento técnico-funcional. então. Planejar é escolher. entre as opções legais disponíveis. Nas palavras do saudoso tributarista Nilton Latorraca: "Costuma-se. mediante o emprego de estruturas e formas jurídicas capazes de bloquear a concretização da hipótese de incidência tributária ou. Trata-se do estudo prévio à concretização dos fatos administrativos. antes da ocorrência do fato gerador. a economia de impostos. gerando um desgaste desnecessário de investimentos forçado para cobertura de gastos que não estavam previstos. Cotejando as várias opções legais. • Conhecer todas as situações em que é possível o deferimento (postergação) dos recolhimentos dos impostos. desenvolvendo-se de forma estritamente preventiva. Com esse procedimento. o administrador obviamente procura orientar os seus passos de forma a evitar. adotado no universo dos negócios.3. dos efeitos jurídicos. por sua vez. assim. Trata-se. Legislação Tributária e Planejamento Tributário Legal De acordo com os preceitos tributários. que visa excluir. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. menciona que "a natureza ou essência do Planejamento Fiscal . O objeto do planejamento tributário é. pode-se verificar que a falta de planejamento estratégico tributário pode deixar a empresa mal preparada para os investimentos futuros. o procedimento mais oneroso do ponto de vista fiscal. nada impede que o contribuinte antecipe a ocorrência do fato gerador e comece a projetá-lo e a dimensioná-lo. para que. o contribuinte tem a vantagem de adotar. reduzir ou adiar os respectivos encargos tributários. Para a correta execução das tarefas inerentes ao planejamento tributário. Entende-se ainda por sonegação toda a ação ou omissão dolosa tendente a impedir ou a retardar.ou Tributário .. o conhecimento por parte da autoridade fazendária da ocorrência do fato gerador da obrigação principal. sempre que possível. por sua vez. com profundidade: • Conhecer todas as situações em que é possível o crédito tributário. para que o contribuinte possa optar pela que apresente o menor ônus tributário." Borges. objetivando a economia de impostos. Condições necessárias para um adequado planejamento tributário Qualquer que seja a forma de tributação escolhida pela empresa. a que resulte no menor imposto a pagar.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Entende-se por planejamento tributário uma forma lícita de reduzir a carga fiscal. devido a urna possível insuficiência de caixa. o contador precisa. Planejamento tributário não se confunde com sonegação fiscal. Para alcançar êxito nessa atividade. 1. Orleans Martins 15 .2. para tanto ficando atento às mudanças nas normas e aos impactos nos resultados da empresa. denominar de Planejamento Tributário a atividade empresarial que. as que com certeza lhe forem mais satisfatórias. sem infringir a legislação. total ou parcialmente. em última análise. • Ser oportuno e aproveitar as lacunas deixadas pela legislação. possa planejar com bastante antecedência a melhor alternativa para a empresa executar suas operações comerciais. permitindo melhor gerenciamento do fluxo de caixa.ICMS e IPI. é utilizar meios ilegais. torna-se claro o entendimento de que o planejamento tributário é o estudo das alternativas lícitas de formalização jurídica de determinada operação. com o objetivo de encontrar a alternativa legal menos onerosa para o contribuinte.12. principalmente com relação aos chamados impostos não cumulativos . projeta os atos e fatos administrativos com o objetivo de informar quais os ônus tributários em cada uma das opções legais disponíveis. corno fraude. A finalidade principal de um bom planejamento tributário é. então. após o fato gerador ter ocorrido. a economia tributária. o contador precisa aplicar todos os seus conhecimentos sobre a legislação do tributo a ser reduzido. fiscais e econômicos de determinada decisão gerencial. o que exige alta dose de conhecimento técnico e bom-senso dos responsáveis pelas decisões estratégicas no ambiente corporativo. sem dúvida. dissimulação etc. para deixar de recolher o tributo devido. entre duas ou mais opções lícitas. bastante praticado pelos norte-americanos. a partir desses cenários.12. Sonegar. a vontade das partes não pode ser alterada ou modificada.

concretamente localizada no tempo e no espaço. 2. como é o caso das contribuições para: 1. em favor do Estado. o tributo incide. COFINS. Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS). c) Atividades de prestação de serviços estão sujeitas ao Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS). Para poder usufruir em toda a sua plenitude de todas as formas legais de planejamento tributário. Um só evento. também preste serviços de assistência técnica estará sujeita ao IPI. a venda de um produto industrializado. Também procura projetar de forma clara os atos e fatos administrativos. Orleans Martins 16 . por exemplo. independentemente da denominação contábil por estas recebida.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Fato gerador é a obrigação tributária principal. PIS/PASEP e COFINS O PIS/PASEP e a COFINS são contribuições sociais com funções fiscais. inclusive as empresas públicas e as sociedades de economia mista e suas subsidiárias Faturamento mensal (receitas auferidas pela pessoa jurídica. por exemplo: a) Atividades de comercialização estão sujeitas à incidência do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS). Alguns atingem a maior parte das empresas e das receitas por elas obtidas. a empresa passa a desenvolver suas atividades de forma estritamente preventiva.PIS Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público – PASEP Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social – COFINS Contribuições sociais União Fiscal Auferir receita Pessoas jurídicas de direito privado e as que lhes são equiparadas pela legislação do imposto de renda. independentemente de sua denominação ou classificação contábil) para as pessoas jurídicas em geral CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. alterar ou esconder as obrigações quando o fato gerador assim o exigir. Quadro-Resumo Tributos Espécie Competência Função Fato gerador Contribuinte Base de cálculo Programa de Integração Social . Nesse mesmo momento. normalmente. o sujeito que praticou o ato previsto em lei. IPI e ICMS. 2. ao ICMS e ao ISS. independentemente do setor de atividade. é o fato gerador e não a natureza jurídica da empresa. pode gerar a obrigação de pagar vários tributos simultaneamente: PIS. b) Atividades de industrialização estão sujeitas ao Imposto sobre Produtos Industrializados (IP!). 3. TRIBUTOS INCIDENTES SOBRE A RECEITA Diversos são os tributos que incidem sobre a receita das empresas. Em outros casos. ou encontrou-se na situação de fato. uma vez ocorrida. da titularidade de certa quantia. sobre as receitas de determinadas atividades. determina a transferência jurídica. mas não de outras. Num planejamento tributário estratégico. que tem como objetivo o pagamento do tributo. além de fabricar e vender um determinado produto. como. Incidem sobre as receitas auferidas por todas as entidades. Da mesma forma. procurando atender às possíveis formas da legislação fiscal. ou seja. O planejamento tributário estratégico tem como objetivo fundamental a economia tributária de impostos. como. 2. nesse caso. é necessário que o contribuinte esteja bem assessorado por uma equipe especializada que saiba realizar o planejamento de tributos sem distorcer. de modo a deixar transparentes para todos os envolvidos as informações sobre os ônus tributários em cada uma das opções legais disponíveis. a que vale. Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PASEP). é a situação descrita em lei que. evitando perdas desnecessárias para a organização. deixa de ser titular dessa mesma quantia.1. uma única indústria que. de arrecadação. Programa de Integração Social (PIS).

Regime de incidência não cumulativo A opção pelo regime de incidência não cumulativo implica na necessidade de informações adicionais. A lógica de tributação do PIS/PASEP e da COFINS A tributação do faturamento das empresas pelo PIS/PASEP e COFINS pode se dar de duas formas: a) No regime de incidência cumulativa. de 22 de novembro de 2005. depreciação e amortização. aluguel e energia elétrica. Implicações dos PIS/COFINS nas transações de importação de mercadorias e serviços De acordo com Instrução Normativa SRF nº 572.gov. No entanto.fazenda. 1 º.1. para fins de apuração da contribuição devida.receita. 2. pois a empresa tem o direito de creditar a si própria o montante da alíquota aplicada sobre compras de mercadorias ou insumos para a produção. = • • • • • • ×[ × × ] VA = Valor Aduaneiro a = alíquota do Imposto de Importação (lI) b = alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) c = alíquota da Contribuição para o PIS/PASEP. bem como para algumas receitas em especial. mas permite-se também que o contribuinte reduza o valor da contribuição devida no montante relativo à mesma alíquota aplicada aos valores de compras de bens para revenda. ajustada por algumas exclusões permitidas na legislação. abatimentos.2.Importação) serão obtidos pela aplicação das seguintes fórmulas. aluguéis pagos a pessoa jurídica.Importação e à Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS . as alíquotas são aplicadas à receita ajustada na mesma forma da base cumulativa. além de algumas despesas como depreciação.65% no regime de incidência não cumulativa COFINS: 3% no regime de incidência cumulativa 7.Na importação de bens: COFINSIMPORTAÇÃO = d x (VA x X) e PISIMPORTAÇÃO = c x (VA x X) Onde. Para a maioria dos casos. em geral relacionadas a itens que não se configuram como receitas (devoluções. os valores a serem pagos relativamente à Contribuição para o PIS/PASEP .br> Alíquotas Lançamento Onde pesquisar mais detalhes 2. elas estarão sujeitas ao pagamento de PIS e COFINS. o regime de incidência é uma escolha que cabe à própria empresa.Importação e = alíquota do Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestação de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (ICMS) Na hipótese das empresas realizarem a importação de serviços.1. as alíquotas são aplicadas ao valor da receita bruta. arrendamento.6% no regime de incidência não cumulativa Por homologação Página da Receita Federal: <www. insumos utilizados na produção de produtos ou serviços. b) No regime de incidência não cumulativa. exceto quando a alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IP!) for específica: I . alguns produtos. além das informações a respeito das receitas auferidas pela empresa. conforme art. Orleans Martins 17 . e as despesas e custos com energia elétrica.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] PIS/PASEP: 0. a legislação estabelece a adoção obrigatória do regime cumulativo para alguns setores de atividade econômica. dentro das condições estabelecidas na legislação.Importação d = alíquota da COFINS .1. condicionada à escolha do regime de tributação de Imposto de Renda escolhido. reversões de provisões). que deverão assim ser calculados: CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.65% no regime de incidência cumulativa 1.

o valor do ICMS diferido compõe a base de cálculo da Contribuição para o PIS/PASEP .Importação d = alíquota da COFINS . de 18 de outubro de 2004.Importação d = alíquota da COFINS . VA = Valor Aduaneiro a = alíquota do II β = alíquota específica do IPI c = alíquota da Contribuição para o PIS/PASEP . isenção ou redução. 2º define que na hipótese de a alíquota do IPI ser específica. o art. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.Importação em razão da utilização das fórmulas constantes da Instrução Normativa RFB nº 571.X) Onde.637. terá direito a restituição da diferença de valores. definidas pelo art. 3º. de 30 de dezembro de 2002. o art. de 3 de julho de 2002. não compõe a base de cálculo da Contribuição para o PIS/PASEP . que seria devido caso não houvesse imunidade. 4º define que se o contribuinte comprovar recolhimento de valores a maior que o devido da Contribuição para o PIS/PASEP . isenção ou redução do ICMS. • Suspensão do pagamento do IPI vinculado à importação de que tratam as Leis nº 9. de 20 de outubro de 2005. ou redução de suas respectivas bases de cálculo. os valores a serem pagos serão obtidos pela aplicação das seguintes fórmulas: COFINSIMPÓRTAÇÃO = d x (VA x Y + W x Q) Onde. Esclareça-se que.Importação e da COFINS.Importação e da COFINS . conforme o § 3º. creditado.Importação e da COFINS . com a redação dada pela Lei nº 10.485. antes da publicação desta Instrução Normativa. = • • • • V = o valor pago.Na importação de serviços: COFINSIMPORTAÇÃO = d x (VA x X) e PISlMPORTAÇÃO = c x (VA x. antes da retenção do Imposto de Renda c = alíquota da Contribuição para o PIS/PASEP . isenção ou da suspensão do IPI vinculado à importação de que trata o inciso III do § 1 º deste artigo. Destaca-se que se aplica também o disposto no caput nas hipóteses de: • Imunidade.Importação f = alíquota do Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza Para as empresas que realizarem a importação de mercadorias que tenha a incidência de alíquota específica. na hipótese de deferimento do pagamento do ICMS. ou ainda de redução das alíquotas ou da base de cálculo do tributo. empregado ou remetido para o exterior. Orleans Martins 18 . entregue.Importação. • Aplicação dos regimes aduaneiros aplicados em áreas especiais. No entanto.826. deve ser informada a alíquota real empregada na operação.Importação e = alíquota do ICMS Destaca-se também que nas operações que incorram nas hipóteses de imunidade ou de isenção ou redução do 11 ou do IPI. nos casos de redução. deve-se informar o valor zero para a alíquota correspondente de cada tributo e. nº 10.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] II . e nº 10. redução das alíquotas dos respectivos tributos. de 23 de agosto de 1999. nos termos da Instrução Normativa SRF nº 460. de 30 de maio de 2002. PISIMPORTAÇÃO = C x (VA x Y + W x Q) = • • • • • • • × × = × × Q = Quantidade do produto importada na unidade de medida compatível com a alíquota específica do IPI.684. Portanto. o § 2º define que nos casos de imunidade. o valor correspondente a qualquer deles.Importação.

a emissão.sp.prestação onerosa de serviços de comunicação. (b) compreendidos na competência tributária dos Municípios. como regra geral. a Secretaria da Fazenda fixa um valor mínimo para a operação. ou o preço do serviço respectivo.a entrada. por indicação expressa de lei complementar. a retransmissão.fornecimento de mercadorias com prestação de serviços: (a) não compreendidos na competência tributária dos Municípios. A Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo disponibiliza link para as demais secretarias nos endereços: <http://www. VII .gov.o serviço prestado no exterior ou cuja prestação se tenha iniciado no exterior. VI . por qualquer via.fazenda.fazenda. VIII . de petróleo. Várias Secretarias de Fazenda estaduais disponibilizam a legislação em seus sites na Internet. I . prestação de serviços interestaduais e intermunicipais. no âmbito de sua jurisdição.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] 2. realizam operações de circulação de mercadorias ou prestam serviços de transporte interestadual ou intermunicipal ou serviços de comunicação. III . por qualquer meio. bebidas e outras mercadorias em qualquer estabelecimento. Quadro-Resumo Tributo Espécie Competência Função Hipótese de incidência Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços – ICMS Imposto Estados e Distrito Federal Predominantemente fiscal Operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação.operação relativa à circulação de mercadorias. Variáveis em função do tipo de bem ou serviço e também do domicílio do vendedor e comprador. e serviços de comunicação. inclusive lubrificantes e combustíveis líquidos e gasosos dele derivados.2.Mesmo sem habitual idade. inclusive o fornecimento de alimentação. mas que. a repetição e a ampliação de comunicação de qualquer natureza.gov. V . de modo habitual ou em volume que caracterize intuito comercial. mas não se incluem os descontos incondicionais.asp> < http://www.a venda do bem ao arrendatário. decorrente de operações interestaduais. a transmissão. Orleans Martins 19 . ainda que as operações e prestações se iniciem no exterior Cada Estado regulamenta.Aqueles (pessoas físicas ou jurídicas) que. na operação de arrendamento mercantil. II . inclusive a geração. e de energia elétrica. que incide sobre as operações relativas à circulação de mercadorias. quando não destinados à comercialização ou à industrialização. Por homologação. o fato gerador do ICMS. ainda que iniciados no exterior. qualquer que seja a sua finalidade. destacamos os fatos geradores previstos pelo Regulamento do ICMS do Estado de São Paulo: I . ICMS O ICMS é um imposto de competência dos Estados. bem como os descontos condicionais a este concedidos. II . A base de cálculo do ICMS. é o valor da operação relativa à circulação da mercadoria. os importadores ou arrematantes dos bens ou beneficiários dos serviços listados nos itens VI a VIII do quadro Fato Gerador. a recepção. sujeitem-se à incidência do imposto de competência estadual.prestação de serviços de transporte interestadual e intermunicipal.entrada de mercadoria ou bem.br/confaz> Fato gerador Contribuinte Base de cálculo Alíquotas Lançamento Onde pesquisar mais detalhes CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. Na base de cálculo se incluem as despesas recebidas do adquirente. Em alguns casos. ou a este debitadas. no território paulista.br/links/faz65. IV . A título de exemplo. importados do exterior por pessoa física ou jurídica. porque evidentemente não integram estes no valor da operação. Na legislação específica de cada Estado.

dentre outras questões. Observe que esta metodologia de cálculo implica em uma alíquota real maior do que a nominal. No entanto. Ao realizar uma operação sujeita à incidência de ICMS. Neste tipo de situação. SC.2. PR. Esse procedimento provoca a divisão do tributo gerado pela circulação de bens e serviços interestaduais. isto é. a lógica primária do imposto é preservada. 2. visando atrair investimentos para o seu território.00). MG. A lógica de tributação do ICMS O ICMS é um imposto não cumulativo. Nordeste e Espírito Santo. para o desenvolvimento de determinada atividade ou região. buscando. funcionando no sistema de débitos e créditos. O fato de o ICMS ser um tributo de competência estadual implica em que cada Estado tenha a sua legislação própria relativa ao tributo. IPI O IPI é um imposto de competência da União. que aumenta ou reduz alíquotas visando incentivar ou desestimular a produção de alguns produtos. Nordeste e ES Na operação seguinte. qual seja: o imposto é calculado com base em um suposto valor final de venda do bem.R$17.1. RJ São Paulo Centro-Oeste. Tendo em vista esta função extrafiscal. Por exemplo. Essa é uma das principais razões do alto grau de complexidade operacional desse tributo. Ao adquirir bens ou serviços tributados pelo ICMS.00.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] 2. tendendo a aplicar alíquotas menores aos produtos considerados necessários. passa a ter um débito (obrigação de pagamento futuro) junto ao fisco. seria tributada a 12% e.00 dos R$ 100. Em síntese: Imposto ICMS ICMS ICMS Alíquota 18% 12% 7% Tipo de transação Destino Origem São Paulo São Paulo Tipo Venda interna Venda interestadual Venda interestadual São Paulo RS. a Constituição Federal permite que o IPI tenha sua alíquota majorada pelo Poder Executivo. uma mesma mercadoria vendida por um distribuidor situado na cidade de São Paulo. muitas vezes. Além disso.00 e é tributado a 17%.00. por conta dos demais elos da cadeia. ou seja. de competência estadual. se destinada a consumidor final dentro do próprio Estado. e maiores aos considerados supérfluos. seria tributada à alíquota de 18% (operações internas. deverá somar ao preço cobrado o imposto incidente nas operações subsequentes. No caso de substituição tributária. se um bem é vendido ao preço de R$ 100. que consiste na prática de alíquotas diferenciadas e/ou concessão de benefícios fiscais por determinados Estados. a alíquota incide sobre o preço do bem ou serviço.00 cobrados de imposto correspondem a 20. Em relação às alíquotas. observadas as condições estabelecidas em lei. atribui-se a um determinado elo da cadeia a responsabilidade de antecipar os recolhimentos que ocorreriam nas transações subsequentes. esse fato favorece o que se denomina "guerra fiscal".3. sendo que. o contribuinte adquire um crédito (direito de compensação futura) junto ao fisco. relativo ao imposto pago em sua aquisição. os Estados de origem e de destino possuem alíquotas e obrigações acessórias diferentes. o vendedor cobrará do comprador R$ 100. entre Estados comprador e vendedor. que onera os produtos de acordo com sua utilidade. se vendida a empresas situadas nas regiões Centro-Oeste. 17% para a maioria dos bens na maioria dos Estados). um melhor controle da arrecadação. referente ao bem. os Estados criaram a figura da substituição tributária. Norte. Norte. que tem duas funções extrafiscais: uma função reguladora.00 cobrados referem-se ao imposto. e destacará na nota fiscal que R$ 17. O problema é que as mercadorias circulam não apenas dentro dos limites territoriais de um único Estado. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. Orleans Martins 20 . que correspondem à receita líquida (R$ 100. se vendida para empresas situadas em outros Estados das regiões Sudeste ou Sul. 7%. O ICMS é um imposto "por dentro". o contribuinte responsável pelo recolhimento do ICMS.00 . se vendida para empresas situadas dentro do próprio Estado.48% dos R$ 83. os R$ 17. e também reduz a anterioridade para 90 dias. Assim. e outra função protecionista. Em alguns casos. destaca-se que as alíquotas do ICMS podem sofrer variações em relação aos produtos e serviços e regiões. mas considera-se que integra o próprio preço. seria aplicável a alíquota de 17%.

o desembaraço aduaneiro de produto de procedência estrangeira.TIPI. ou sendo omissos os documentos respectivos. que os forneça aos industriais ou aos a estes equiparados.modifica funcionamento. obedecidas as especificações constantes da Tabela de Incidência do Imposto sobre Produtos Industrializados (TlPI). • Montagem . Em se tratando de produto leiloado.produto deteriorado ou inutilizado em condições de utilização. porém a maioria das alíquotas está abaixo de 20%. Por homologação Na página da Receita Federal «www.br». o preço da respectiva arrematação. ou a sua arrematação em leilão. No caso de ad vaIorem. utilização. A legislação estabelece o que se considera produto industrializado e o que não é considerado industrialização. pois eventuais diferenças de alíquotas ou isenções nas fases precedentes alteram a carga tributária final. Aparentemente este procedimento é semelhante a tributar o valor agregado no processo de industrialização. Veja também a seção Perguntas e Respostas. e passa a ter um débito (obrigação de pagamento futuro) junto ao fisco. a base de cálculo será o preço corrente da mercadoria ou de sua similar no mercado atacadista da praça do contribuinte.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] O IPI incide sobre os produtos industrializados. considera-se industrializado o produto que tenha sido submetido a qualquer operação que lhe modifique a natureza ou a finalidade. o arrematante de produtos apreendidos ou abandonados levados a leilão. acabamento ou aparência. Após efetuar o processo industrial. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. sofre a incidência de IPI. Nos tributos não cumulativos. Contribuinte Base de cálculo Alíquotas Lançamento Onde pesquisar mais detalhes 2.IPI Imposto União Extrafiscal O imposto incide sobre produtos industrializados.63%.fazenda.gov. Orleans Martins 21 .1. funcionando de maneira semelhante à do ICMS. Quadro-Resumo Tributo Espécie Competência Função Hipótese de incidência Fato gerador Imposto sobre Produtos Industrializados . as alíquotas vão de zero até 365. relativo ao imposto pago na aquisição do insumo. • Acondicionamento ou reacondicionamento . A alíquota aplicável em cada caso é obtida na Tabela de Incidência do Imposto sobre Produtos Industrializados . mas isto não ocorre necessariamente.obtenção de espécie nova. Alguns produtos estão sujeitos a alíquotas específicas e outros a ad valorem. nacionais e estrangeiros. considerados como tais tanto os produtos produzidos no país quanto os importados do exterior. • Beneficiamento . A lógica de tributação do IPI O IPI é um imposto não cumulativo. ou equiparado a industrial.a saída de produto do estabelecimento industrial.reunião que resulte em nova unidade. Em linhas gerais. o comerciante de produtos sujeitos ao imposto. exceto apenas para transporte. Ao adquirir insumos tributados pelo IPI. e • Renovação ou recondicionamento . no caso de produtos apreendidos pelo fisco ou abandonados pelo importador. o montante devido resulta da diferença entre o imposto devido na operação posterior e o exigido na anterior. É possível baixar o Regulamento do IPI (RIPI) e a tabela de alíquotas (TIPI). o industrial ou a quem a lei o equiparar. O contribuinte do IPI é o importador ou a quem a lei o equiparar.altera apresentação pela colocação de embalagem.receita. a indústria adquire um crédito (direito de compensação futura) junto ao fisco. I . Não tendo valor a operação. tais como: • Transformação .3. ao vender produtos industrializados. A base de cálculo do IPI é o valor da operação de que decorrer a saída dos produtos industrializados do estabelecimento do contribuinte. II .

ISS O ISS é um imposto de competência dos Municípios e do Distrito Federal. Para alguns serviços. segundo dados da Secretaria do Tesouro Nacional. decoração e jardinagem. • Alguns serviços ligados à construção civil. definida em lei complementar. Embora de competência dos Municípios. Tem função predominantemente fiscal. 2. o vendedor cobrará do comprador R$ 105. Em alguns casos em que a legislação especifica a tributação pelo ICMS dos materiais fornecidos pelo prestador de serviços. referente ao preço do produto mais IPI. ou seja. cessão de mão de obra e empreitada. havia muita controvérsia quanto ao local da prestação do serviço. • Serviços de limpeza. portanto. a alíquota incide sobre o preço do produto. a incidência do ISS está limitada à lista dos serviços que podem ser objeto de tributação. Na esteira desta discussão. nas quais a alíquota de ISS era mais baixa. e é somada ao valor do produto. é necessário consultar a legislação específica A íntegra da Lei Complementar nº 116/03. A LC 116/03 estabeleceu que o local da prestação de serviços (e. No entanto. ou seja.00 e é tributado a 5%. Quadro-Resumo Tributo Espécie Competência Função Hipótese de incidência Fato gerador Contribuinte Base de cálculo Alíquotas Lançamento Outras considerações Onde pesquisar mais detalhes Imposto sobre serviço de qualquer natureza (ISS) Imposto Municípios e Distrito Federal Predominantemente fiscal Prestação de serviços informados na lista constante em lei complementar (atualmente. conforme o caso. o ISS foi responsável por 42% da receita tributária consolidada de todos os Municípios brasileiros.00. Outra observação importante é que o ISS e o ICMS não podem incidir sobre a mesma operação.4. para alguns serviços a Lei Complementar nº 116/03 determina que o ISS deve ser pago em favor do Município onde o serviço foi prestado ou está localizado o tomado r. Em 2004. o Município a quem é devido o imposto) é o do estabelecimento prestador dos serviços ou. entre os quais se destacam: • Importação de serviços. Assim. a lei complementar esclarece em cada caso qual Município tem direito ao imposto Para cada Município. • Vigilância e segurança. na sua falta.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Em relação ao preço do produto. Lei Complementar nº116. o IPI é um imposto "por fora". Anteriormente à Lei Complementar nº 116/03. os Municípios têm a faculdade de reduzir a alíquota mínima Por homologação Quando o prestador de serviço está localizado em um determinado município e o serviço é prestado em outro município. quando o prestador e o adquirente dos serviços estavam em Municípios diferentes.br>) CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. o valor destes materiais não deve compor a base de cálculo do ISS. muitas empresas prestadoras de serviços transferiram suas matrizes para cidades vizinhas às grandes metrópoles.gov. o local de domicílio do prestador de serviços. bem como qualquer outra lei federal. Orleans Martins 22 . de 31 de julho de 2003) O fato gerador desse imposto é o descrito em lei ordinária do Município. pode ser encontrada na página do 5enado Federal (<www.senado. se um produto é vendido ao preço de R$ 100. de fornecer recursos financeiros para o Município. obedecidas as regras determinadas na Lei Complementar nº 116/03 e pela Constituição Federal O contribuinte do ISS é a empresa ou o trabalhador que presta o serviço tributável O preço cobrado pelos serviços A Constituição Federal estabelece uma alíquota mínima de 2% e a Lei Complementar nº 116/03 determina uma alíquota máxima de 5%.

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2.4.1. A lógica de tributação do ISS

O ISS é um imposto cumulativo, ou seja, o ISS cobrado em operações anteriores não é compensado nas operações posteriores. Por exemplo, se um hotel contrata uma lavanderia para lavar toda a roupa de cama, mesa e banho, sobre o valor dos serviços prestados pela lavanderia ao hotel incide ISS, o qual é embutido no preço. O hotel, por sua vez, ao prestar serviços de hospedagem aos seus clientes, também terá que pagar ISS, sem direito à compensação do ISS pago no preço dos serviços de lavanderia que comprou. 3. TRIBUTOS INCIDENTES SOBRE O LUCRO

Incidem sobre o lucro das empresas dois tributos: o Imposto sobre a Renda e Proventos de Qualquer Natureza (IR) e a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). O IR incide tanto sobre a renda das pessoas como das empresas (pessoas jurídicas). Quando se trata do IR relativo às pessoas jurídicas, é costume usar a sigla IRPJ. A base de cálculo dos dois tributos é o lucro, na forma definida na legislação. Uma vez que cada tributo tem a sua legislação específica, o valor em reais da base de cálculo de cada um dos dois tributos pode ser diferente. Segundo a legislação do IRPJ, o lucro tributável pode ser apurado de três formas, ou regimes de tributação: Lucro Real, Lucro Presumido ou Lucro Arbitrado. O contribuinte pode optar em qual modalidade de apuração quer ser tributado, observadas algumas restrições ligadas à atividade realizada ou ao volume de receitas - no caso do Lucro Real ou Presumido -, e de eventos justificadores do tratamento excepcional no caso do Lucro Arbitrado. O Lucro Real corresponde ao lucro apurado pela contabilidade, ajustado por adições exigidas e exclusões e compensações permitidas pela legislação. O Lucro Presumido corresponde ao lucro calculado pela aplicação, ao valor do faturamento, de um percentual de margem de lucro determinado na legislação, ou seja, o lucro não é apurado pelo encontro entre receitas e despesas do período, mas sim presumido. Corresponde a um processo de apuração simplificada da base de cálculo do imposto. O Lucro Arbitrado é apurado de forma semelhante ao presumido, com acréscimo de 20%, quando a receita é conhecida, ou por parâmetros técnicos, em situações especiais em que não é possível determinar o montante do faturamento. A opção pelo regime de tributação do IRPJ não traz consequências apenas para este tributo, mas condiciona também a base de cálculo da CSLL (com base no lucro contábil ajustado, lucro presumido ou lucro arbitrado), PIS/PASEP e COFINS (na forma cumulativa ou não cumulativa). 3.1. IRPJ

O Imposto sobre a Renda e Proventos de Qualquer Natureza é um imposto direto, de natureza basicamente fiscal, ou seja, arrecadatória, de competência da União, que tem como fato gerador a aquisição da disponibilidade econômica o jurídica de renda. O IR atinge tanto pessoas físicas (IRPF) quanto pessoas jurídicas (IRPJ). No caso das pessoas jurídicas, a base de cálculo é o lucro, que pode ser calculado de formas alternativas apontadas na legislação. Quadro-Resumo Tributo Espécie Competência Função Fato gerador Contribuinte Base de cálculo Alíquotas Imposto sobre a Renda e Proventos de Qualquer Natureza - IR Imposto União Fiscal É a aquisição da disponibilidade econômica ou jurídica de renda, assim entendido o produto do capital, do trabalho ou da combinação de ambos; e de proventos de qualquer natureza, assim entendidos os acréscimos patrimoniais não compreendidos no conceito de renda. Pessoas físicas e jurídicas A base de cálculo do imposto é o montante real, arbitrado ou presumido da renda ou dos proventos tributáveis. Pessoas físicas: 15% e 27,5%, em tabela progressiva Pessoas jurídicas: 15%, mais adicional de 10% sobre a parcela de lucro que exceder a R$ 20.000,00 mensais.

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Lançamento Por homologação Sobre alguns pagamentos a pessoas físicas ou jurídicas, a pessoa jurídica que efetuou pagamento deve atuar como contribuinte responsável, efetuando a retenção do Imposto de Renda Retido na Fonte - IRRF, e posterior recolhimento. O imposto retido, na maioria dos casos, é compensável na apuração do imposto devido pelo contribuinte que sofreu a retenção. Alguns exemplos de rendimentos sujeitos à retenção, e alíquotas respectivas: • Rendimentos do trabalho: 15% e 27,5% conforme tabela progressiva mensal • Rendimentos de capital: fundos de longo prazo e aplicações de renda fixa, em geral de 15% a 22,5% conforme o prazo da aplicação. • Fundos de curto prazo - 20% ou 22,5% conforme o prazo. Fundos de ações: 15% • Prêmios e sorteios pagos em dinheiro: 30% • Remuneração de serviços de propaganda: 1,5% • Remuneração de serviços profissionais prestados por PJ: 1,5% Na página da Receita Federal (<www.receita.fazenda.gov.br>). É possível baixar o Regulamento do Imposto de Renda, programas para preenchimento das declarações e cálculo de tributos em atraso, dentre outras funcionalidades. Veja também a seção Perguntas e Respostas.

Outras considerações

Onde pesquisar mais detalhes 3.1.1.

A lógica de tributação do IRPJ

O IRPJ é calculado mediante aplicação da alíquota ao lucro tributável, apurado nas modalidades Lucro Real, Lucro Presumido ou Lucro Arbitrado. Sobre o lucro que exceder a R$ 20.000,00 no mês, é devido ainda um adicional de 10%. O contribuinte do IRPJ pode optar em apurar o imposto em períodos trimestrais ou anuais, sendo que este último condiciona o contribuinte a apurar o lucro tributável pela modalidade Lucro Real. Optando pela apuração trimestral, o contribuinte deverá pagar o imposto de uma só vez ou em até três parcelas, com base no valor efetivamente apurado. Já se optar pela apuração anual, o contribuinte está obrigado a fazer antecipações mensais do IRPJ, que serão compensadas com o IRPJ devido, calculado na Declaração de Ajuste. O valor da antecipação, por sua vez, pode ser calculado de acordo com as regras do Lucro Real, ou basear-se em uma estimativa de lucro, efetuada a partir do faturamento da empresa. Qualquer que seja a modalidade de apuração escolhida, o contribuinte pode descontar, no momento do pagamento, o Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) que tenha sido retido por ocasião de recebimento de rendimentos. 3.2. CSLL

A criação da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) amparou-se no art. 195 da Constituição Federal, que trata das contribuições para o custeio da seguridade social. A CSLL é uma contribuição social, de competência da União, incidente sobre o lucro das pessoas jurídicas, incluídos nesse grupo aqueles que são equiparados à pessoa jurídica para fins de tributação do Imposto de Renda. Quadro-Resumo Tributo Espécie Competência Função Fato gerador Contribuinte Base de cálculo Alíquota Lançamento Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) Contribuição Social. União Fiscal O fato gerador é a obtenção de lucro no exercício. São contribuintes as pessoas jurídicas domiciliadas no país e as que Ihes são equiparadas pela legislação do Imposto de Renda. Resultado apurado pela contabilidade, ajustado conforme determinações legais, resultado presumido ou arbitrado. 9% Por homologação

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Outras considerações Onde pesquisar mais detalhes 3.2.1. Por ser uma contribuição social, este tributo está sujeito à anterioridade de 90 dias. Na página da Receita Federal (<www.receita.fazenda.gov.br>)

A lógica de tributação da CSLL

A lógica de tributação da CSLL segue a do IRPJ. As opções de regime de tributação são semelhantes, ou seja, existe a possibilidade de apurar a base de cálculo da CSLL a partir do resultado contábil, ajustado pelas adições, exclusões e compensações descritas na legislação, ou com base em Resultado Presumido ou Arbitrado. Embora semelhantes na forma de apuração, as bases de cálculo do IRPJ ou CSLL não são necessariamente iguais. Existem diferenças quanto aos ajustes (adições, exclusões e compensações) feitas ao lucro contábil para apuração do Lucro Real (IRPJ) ou do Resultado Ajustado (CSLL), bem como nos percentuais aplicáveis ao faturamento para determinação do Resultado Presumido ou Arbitrado. A CSLL é calculada mediante aplicação da alíquota ao resultado tributável, apurado nas modalidades Resultado Ajustado, Resultado Presumido ou Resultado Arbitrado. A apuração e o recolhimento da CSLL estão atrelados à escolha de regime de tributação do IRPJ, e seguem o mesmo modelo de antecipações mensais, caso a empresa tenha optado pela apuração anual. 3.3. Regimes de tributação do IRPJ e CSLL

Conforme explicamos ao descrever a lógica de tributação do IRPJ, o que muda na apuração dos tributos na modalidade de lucro real, presumido ou arbitrado é a metodologia de apuração da base de cálculo, e não a metodologia de cálculo do imposto. Lucro Real é o lucro líquido do período de apuração, apurado de acordo com a legislação societária e ajustado pelas adições, exclusões ou compensações prescritas ou autorizadas pela legislação do IR. Qualquer empresa pode optar pela tributação pelo lucro real, mas algumas são obrigadas a utilizar esta modalidade, em função de características relacionadas a tamanho e tipo de atividade desenvolvida. Lucro Presumido consiste em uma modalidade mais simplificada de apuração em relação ao lucro real, na qual o lucro é estimado (presumido) pela aplicação de um percentual sobre a receita bruta obtida pelo contribuinte. O percentual representa, portanto, a suposta margem de lucro que a empresa obteve no período. O percentual é estabelecido em legislação, e tem variações em função do porte e atividade da empresa. Lucro Arbitrado também consiste na aplicação de percentual sobre a receita bruta, e diferencia-se do lucro presumido por ser aplicado, em geral, por iniciativa da autoridade fiscal, quando diante de situações tais como enquadramento indevido no lucro presumido, ausência ou vícios na escrituração contábil, dentre outras. Os percentuais para estimativa do lucro são os mesmos do lucro presumido acrescidos em 20%. O contribuinte também pode optar pelo lucro arbitrado, o que só se justifica em situações-limite, uma vez que esta opção é sempre pior do que a tributação pelo lucro presumido. A escolha da modalidade de tributação do IRPJ condiciona os regimes de tributação da CSLL, e regime de incidência do PIS/PASEP e COFINS, a saber: Regime de tributação do IRPJ Lucro presumido Lucro Real Lucro Arbitrado Regime de tributação da CSLL Resultado presumido Resultado contábil ajustado Resultado arbitrado Regime de incidência do PIS/PASEP e COFINS Incidência cumulativa Incidência não cumulativa PIS/COFINS cumulativa

A opção pelo regime de tributação é feita no início de cada ano, no momento do primeiro recolhimento e vale para todo o exercício financeiro. A opção condicionada de diversos tributos e o fato de que é realizada antes da ocorrência dos fatos geradores torna necessário realizar projeções de resultado, considerando o efeito conjunto de todos os tributos nos diversos itens (faturamento, aquisição de insumos ou mercadorias, gastos com energia elétrica etc.) que compõem o resultado projetado, de forma a poder determinar a opção que minimiza o gasto tributário de uma determinada empresa.

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os ajustes e resultados anteriores. • Provisões consideradas indedutíveis em período-base anterior. efetuados a crédito da conta de Lucros ou Prejuízos Acumulados. podemos citar as multas por infração à legislação. ajustado por adições. como forma de benefício fiscal caso da depreciação incentivada deduzida em períodos anteriores e realização do lucro inflacionário. Exclusões Para fins de apuração do lucro real. • Valores excluídos do lucro real de períodos anteriores. instituições financeiras. • Benefício fiscal . ser excluído para fins de apuração do lucro real. Estes valores são controlados na parte B do LALUR. • Receitas tributáveis não incluídas no resultado contábil .no período em que foi efetuado o registro contábil. rendimentos. Um exemplo de despesa submetida a algumas condições para que seja considerada dedutível é a constituição de provisão para perdas em créditos de clientes.a reversão de provisão é contabilizada como receita aumentando. INSS Patronal e IPI (se for contribuinte do IP!). dividendos recebidos de outras empresas e resultado positivo de participações societárias avaliadas pelo método da equivalência patrimonial. Regime de Tributação . a provisão foi considerada não dedutível e adicionada ao lucro real. que consiste em depreciar um bem em período inferior à depreciação contábil.3. por exemplo. COFINS. exceto as de natureza compensatória e CSLL (a respeito desta última. Orleans Martins 26 . ou impondo algumas condições para que algumas dessas despesas reduzam o lucro contábil e. PIS. aumentando a base de cálculo do IR.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Existe ainda uma quarta opção. que é a apuração do SIMPLES NACIONAL. Quando se referir à provisão considerada indedutível no passado. Adições Para fins de apuração do lucro real.como. portanto. devendo.Lucro Real CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. portanto. mas não afetou o resultado contábil.o fisco se reserva o direito de impor limites à apuração do lucro por parte do contribuinte. 3. não admitindo algumas despesas. e que será tratado no capítulo seguinte. por conseguinte. IRPJ O Regulamento do Imposto de Renda estabelece a obrigatoriedade da adoção do regime de apuração pelo Lucro Real Empresas que excedam um determinado limite de receita total. veja a nota de rodapé 3 deste capítulo). o lucro contábil. a base de cálculo do IRPJ. um sistema de tributação nacional que consiste no pagamento unificado de IRPJ. exclusões ou compensações prescritas ou autorizadas pela legislação do IR. receitas e outros valores não tributáveis inclusos no lucro líquido . e que atingiram condições de dedutibilidade . sua reversão em contrapartida também não será tributável. quando se referirem a receitas tributáveis. devem ser acrescidos ao cálculo do lucro real.caso da depreciação incentivada. são excluídos do lucro contábil: • Resultados. o valor anteriormente provisionado atingiu os requisitos para ser considerado dedutível (por exemplo: para alguns créditos de liquidação duvidosa. CSLL. Em período seguinte. são adicionados ao lucro contábil: • Custos e despesas considerados indedutíveis pela legislação do IRPJ . o fisco determina como condição que tenha sido iniciada medida de cobrança judicial para que a perda seja considerada dedutível). Como exemplo de despesas indedutíveis.1. factorings e empresas que usufruem de benefícios fiscais de isenção ou redução do IR são alguns exemplos de contribuintes obrigados a apurar o IRPJ devido utilizando o Lucro Real como base de cálculo. já que não foram incluídos no resultado do exercício. podendo incluir também ICMS e ISS. O Lucro Real é calculado a partir do lucro contábil? apurado pela empresa e escriturado em seus livros contábeis. • Reversão de provisão não dedutível de período anterior .

que não residam no país 21. A legislação estabelece limitações para compensação destes prejuízos. Apresenta-se uma lista de transações que são dedutíveis para fins de cálculo de IRPJ e CSL. 19. são compensados prejuízos fiscais (isto é. Ajustes credores de exercícios anteriores 2. 20. Adição Adição Adição Adição Adição Adição Adição Adição Adição Adição Adição Adição Adição Adição Exclusão Exclusão Adição 10. 4. Adição Adição Adição Exclusão Adição 9. 17. Pagamento a sociedade civil de profissão regulamentada controlada por pessoa física controladora da fonte pagadora Adição Adição 13. Investimentos em atividades audiovisuais 25. 5. 24.A. apurados conforme a sistemática do lucro real) obtidos em períodos anteriores. ficam salvas as de natureza compensatória e as impostas por descumprimento de obrigações tributárias meramente acessórias de que não resultem falta ou insuficiência de Adição pagamento de tributo). 8. Multas impostas por infrações ou transgressões de leis de natureza não tributária. Alimentação de empregados quando não fornecida indistinta mente a todos 14. equivalência patrimonial 16. coligadas e controladas) Adição Multas por infrações fiscais cobradas DE OFICIO (portanto. controlados na parte B do LALUR. Remuneração de diretores de S. 7. Excesso relativo aos preços de transferências (transfer price) arbitrados Adição mediante ajustes pelos métodos admitidos pela legislação Lucros disponibilizados no exterior (filiais. Lucro inflacionário realizado 22. Aquisição com cupom fiscal que não atender as exigências da legislação 18. Perdas incorridas no mercado de renda variável que excederem os ganhos no período de apuração Perdas incorridas em operações day-trade no período de apuração (renda fixa ou variável) Participações e gratificações a administradores e dirigentes IRPJ Adição Adição CSLL 3. que devem ser considerados pelos seus valores antes de descontado o tributo pago no país de Exclusão origem. Prejuízo na baixa de investimento adquirido por incentivo fiscal Amortização de ágio na aquisição de investimento avaliado pela equivalência patrimonial Amortização de deságio na aquisição de investimento avaliado pela 15. sucursais. Seguro de vida de sócios ou acionistas Prejuízo por desfalque. apropriação indébita ou furto praticado por sócios ou acionistas. Perdas em operações no exterior exceto hedge (adição somente em dezembro) Adição Rendimentos e ganhos de capital auferidos no exterior. Juros sobre o patrimônio líquido. Lucros distribuídos disfarçadamente 11.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Compensações Para fins de apuração do lucro real. excedentes ao limite admitido. Ganho na desapropriação para reforma agrária Adição Adição Adição Adição CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. 6. LIVRO DE APURAÇÃO DO LUCRO REAL (LALUR) LISTA DE ADIÇÕES E EXCLUSÕES PARA APURAÇÃO DE IRPJ E CSLL 1 . Comissões condicionadas ao recebimento do cliente 12. Tributos e contribuições com exigibilidade suspensa 23. Orleans Martins 27 .

como pela avaliação do estoque a preço de mercado. Adição de renda na fonte (art. assessores. As doações em geral Adição 41. para empregados e dirigentes As contribuições não compulsórias. Resultado da equivalência patrimonial ou Adição 29. Adição imóveis. computados em conta de resultado.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] 26. Adição reavaliação) efetivada em 1991. aquisição (inclusive de sociedade em conta de participação). exceto as destinadas a custear benefícios complementares assemelhados ao da previdência social. 50% dos empregados). dirigentes. Reversão de provisões não dedutíveis Adição Adição Exclusão Parcela não recebida dos lucros de contratos de construção por empreitada ou Exclusão 32. As despesas com brindes Adição Lucros e dividendos derivados de investimentos avaliados pelo custo de 43. Computados como Exclusão receita. qualquer título. acionistas e administradores Adição As contribuições não compulsórias. animais e extrativos destinados à venda. somados. que corresponderem à diferença de correção monetária entre o IPC e o BTNF do ano de 1990 Custos ou despesas com leasing. Adição planos de saúde. Depreciação ou amortização acelerada incentivada Exclusão CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. Pagamento sem causa ou a beneficiário não identificado. Reserva de reavaliação realizada durante o período-base 30. do RIR/99). e cujos ônus sejam da Adição pessoa jurídica.IPC/BTNF e parcela do custo de bem baixado a 34. que comporá a base de cálculo no período de apuração em que ocorrer a venda dos respectivos estoques. 40. Provisões não dedutíveis 31. 46. que este atinja. As doações aos Fundos da Criança e Adolescente Adição 42.Fapi desde 39. Exclusão tanto em virtude do registro no estoque de crias nascidas no período de 48. Ganho em desapropriação com diferimento da tributação Exclusão Exclusão Exclusão ou Adição Adição Adição Exclusão Exclusão ou Adição Adição Adição Adição Adição Adição Adição Ganho na venda de ativo permanente a longo prazo com recebimento do preço. realizada no período Encargos de depreciação. excederem a 20% do total dos salários dos empregados e da remuneração dos dirigentes da empresa. Orleans Martins 28 . Adição relacionados intrinsecamente com a atividade Custos ou despesas de depreciação e demais gastos com bens móveis ou 36. 358. 27. constitui receita Adição operacional. Alimentação de sócios. amortização e exaustão de bens relativo à diferença de correção monetária . após o ano calendário seguinte Exclusão 28. Exclusão de consumo). Depreciação acelerada incentivada Adição Exclusão ou Adição Adição Adição Adição Adição Exclusão Exclusão Adição Exclusão ou Adição Exclusão ou Adição A contra partida do aumento do ativo. para empregados e dirigentes (e ao Fundo de Aposentadoria Programada Individual . § 3º. ou apuração. exceto as destinadas a custear seguros e 38. aluguel de móveis ou imóveis. 49. vinculados ao referido plano. em decorrência da atualização do valor dos estoques de produtos agrícolas. Resultados negativos com atos cooperativos 47. exceto quando 35. exceto quando relacionados com a atividade 37. celebrados com entidades governamentais. não identificados e não individualizados os beneficiários assim como o imposto 44. Remuneração Indireta de administradores. no mínimo. Resultados positivos relativos aos atos cooperativos (exceto para cooperativas 45. gerentes. de fornecimento de serviços. que. que ou serão adicionados quando efetivamente recebidos Adição Reserva especial de correção monetária do ativo permanente (equivalente à 33. Exclusão no todo ou em parte.

pagos a pessoas físicas ou jurídicas residentes e domiciliadas no país Os valores relativos aos dispêndios incorridos em instalações fixas e na aquisição de aparelhos. de participação societária de titularidade da empresa que efetuar a subscrição e integralização. Ganho com bens ou direitos recebidos em devolução de participação no capital registrados pelo valor de mercado Total dos custos e despesas vinculados às receitas da atividade imobiliária que foram tributadas pelo RET patrimônio de afetação Total das receitas próprias vinculadas a atividade imobiliária que foram tributadas pelo RET patrimônio de afetação Ajuste por diminuição no valor de investimentos avaliados pelo PL Exclusão Adição Adição 52. contabilizada pelo regime de competência. Lucro de exploração correspondente a exportação incentivada 68. destinados à utilização em projetos de pesquisa e desenvolvimentos tecnológicos. contabilizada pelo regime de competência. O valor total da variação cambial passiva. no período de apuração em que concluída sua utilização. adicionada em período anterior. Perda na alienação de bens que serão tomados em arrendamento pelo próprio vendedor do bem Prejuízo na alienação de participações não integrantes do ativo permanente. e o valor dessa participação societária registrado na escrituração contábil desta mesma pessoa jurídica. Lucro inflacionário diferido Receitas ou rendimentos incluídos na apuração do lucro líquido que não são 73. 62. Perda de equivalência patrimonial 70. Exclusão Exclusão 60. podendo o saldo não depreciado ser excluído na determinação do lucro real. Contingências 71. aplicáveis a produtos. não tenha sido efetuada por meio de leilão público. Exaustão Incentivada 51. As despesas operacionais relativas aos dispêndios realizados com pesquisa tecnológica e desenvolvimento de inovação tecnológica de produtos. Garantias 72. O valor total da variação cambial ativa. poderão ser depreciados na forma da legislação vigente. Royalties e assistência técnica não dedutíveis 67. Exclusão Adição Exclusão Adição Adição Adição Exclusão Adição Exclusão 65. ou onde esta não existir. com deságio superior a 10% dos respectivos valores de aquisição. licenças. homologações e suas formas correlatas. procedimentos de autorização de registros. quando a opção for pelo regime de caixa O valor total da variação cambial ativa. bem como relativos a procedimentos de proteção de propriedade intelectual. metrologia. Adição 54. 57. quando a opção for pelo regime de caixa. 56. máquinas e equipamentos. quando a opção for pelo regime de caixa O valor total da variação cambial passiva. 55. 64. Prejuízo na venda de ações em tesouraria 53. admitidos pela legislação do imposto de renda Exclusão Exclusão Adição Adição Adição Exclusão Exclusão CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. Lucro de exploração negativo (atividade rural) 66. durante 3 dias no período de um mês. pagos a pessoas físicas ou jurídicas residentes e domiciliadas no país. Lucro da exploração correspondente a atividade rural 69. caso a venda não tenha sido realizada em bolsa de valores. normalização técnica e avaliação da conformidade. processos. Adição Exclusão Exclusão Adição Adição Exclusão Exclusão Adição 58. 63. na forma da lei. liquidada no período de apuração.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] 50. resultante da incorporação ao patrimônio de outra pessoa jurídica. A parcela correspondente à diferença entre o valor de integralização de capital. Orleans Martins 29 . quando a opção for pelo regime de caixa. Exclusão Exclusão 59. com divulgação do respectivo edital. Exclusão Exclusão 61. sistemas e pessoal. excluída em período anterior e que tenha sido liquidada no período de apuração.

br>.100. apenas para permitir a comparação entre os regimes de tributação. depreciação acelerada incentivada e provisões momentaneamente não dedutíveis. que afetam apenas a base de cálculo do IRPJ.00 = Lucro antes do IRPJ e CSLL Adição Adição Exclusão R$ 1.com.portaltributario. ou com pessoa física que seja acionista 75. controlador. Fontes: Receita Federal do Brasil Portal de auditoria: <www. o ponto de partida é o lucro contábil. pelo regime de tributação pelo resultado ajustado. um lucro de R$ 400. na parte B. que afetam apenas a base de cálculo da contribuição social. LALUR Os ajustes mencionados são realizados. Uma empresa obteve. 74. amortizações e exaustões incentivadas. como. separadamente.00 (-) Impostos incidentes s/vendas = Receita líquida operacional (-) Custo das mercadorias e serviços vendidos = Lucro bruto (-) Despesas com vendas .000.00 CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. recebidos a título de devolução de participação no capital social de outra sociedade. inclusive com escrituração do LALUR e registros contábeis. Portal tributário: <www. o Livro de Apuração do Lucro Real (LALUR). mas nem todos são realizados em ambas as bases de cálculo. sócio. titular ou administrador da pessoa jurídica credora ou parente até terceiro grau. tais como prejuízos a compensar.000. CSLL Quanto ao cálculo da Contribuição Social sobre Lucro Líquido. Diferença entre o valor de mercado e o valor contábil de bens e direitos 76. Perdas no recebimento de créditos com pessoa jurídica que seja controladora.400.00 500.00 (+) Resultado da equivalência patrimonial 20. que houverem sido computadas no resultado sem observância dos limites previstos na legislação.000.00 (+) Receitas financeiras 50.500. e as parcelas não realizadas de lucros em contratos de empreitada com órgãos públicos.00 . em livro específico.130.600. Da mesma forma que na apuração do lucro real. O LALUR é composto de duas partes: na parte A. Boa parte dos ajustes coincidem.000.000.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Perdas decorrentes de créditos não liquidados. são lançados os valores que afetarão o lucro real de períodos futuros. controlada.00 (-) Despesas administrativas . por exemplo.000.000. a base de cálculo muito se assemelha à apuração IRPJ pelo lucro real. são escriturados os ajustes ao lucro e é transcrita a demonstração do lucro real. Ao final do capítulo será apresentado um exemplo mais completo. que tenha sido creditada ao resultado.00 .portaldeauditoria.00 . exclusões e compensações previstas pela legislação.00 1.000.00 Venda de serviços 500.1º TRIMESTRE .2006 ITENS R$ RECEITA DA VENDA DE MERCADORIAS E SERVIÇOS Venda de mercadorias 1.000.00 assim discriminado: DRE DO PERÍODO . coligada ou interligada.000.00 400. ao qual são realizadas adições. no primeiro trimestre do ano.000.100. Exemplo de cálculo O exemplo apresentado a seguir é bastante simplificado.40.com.000.000. Orleans Martins 30 .000.br>. as depreciações.000.

00 Menos: Exclusões Resultado da Equivalência Patrimonial (R$ 20. Tabela: Percentuais de presunção.000. tais corno ganhos de capital e receitas financeiras. R$ 2. inclusive do adicional.000. algumas deduções são permitidas.000.300.380.000.2.00 referem-se a despesas não dedutíveis conforme a legislação do IRPJ.00 (R$ 400.000. não impede o exercício da opção pelo regime de tributação com base no lucro presumido. transporte de carga e serviços hospitalares Revendas. R$ 365. • Soma de receitas computadas integralmente como lucro.000.380.00 R$ 89.R$ 60. O fato de a pessoa jurídica não ter efetuado o pagamento do imposto no prazo legal ou ter efetuado com insuficiência. A base de cálculo da CSLL é.3.00 Lucro Presumido (IRPJ)/Resultado Presumido (CSLL) CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. Calculando o Lucro Real: Lucro Antes do IRPJ e CSLL Mais: Adições Despesas Indedutíveis CSLL Menos: Exclusões Resultado da Equivalência Patrimonial Base de Cálculo da CSLL O IRPJ devido é: Alíquota normal.00 R$ 34. combustível derivado de petróleo.000. O Lucro Presumido é apurado mediante: • Aplicação do percentual correspondente ao tipo de atividade sobre a receita bruta auferida para aquela atividade no período.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Dentre as despesas administrativas.00.00 b) exclusivamente superior a R$ 120.00) Base de Cálculo da CSLL R$ 382.00 R$ 32.000.00 .00 Adicional.000. descontos incondicionais e vendas canceladas.00) Total IRPJ devido 3. portanto: Lucro Antes do IRPJ e CSLL R$ 400. Para apuração da base de cálculo do IRPJ (Lucro Real).15% x R$ 382. Também para a CSLL o somatório de despesas indedutíveis da base de cálculo é igual a R$ 2.00.000.10% x (R$ 382. ou seja. No cálculo da receita bruta.500. Atividade Comercial. apura-se o montante devido de CSLL para o trimestre: 9% x 382. álcool etílico carburante e gás natural Prestação de serviços: a) exclusivamente prestação de serviços: faturamento anual até R$ 120. no ano calendário anterior.000.6% 16% 32% 16% R$ 57.00 Aplicando-se a alíquota de 9% sobre a base de cálculo. industrial.00 R$ 365.00 anuais e demais serviços não exclusivamente c) transporte (exceto carga) % de Presunção 8% 1.000.R$ 34.00). Orleans Martins 31 . tais como IPI. IRPJ Poderão optar pelo regime de tributação com base no lucro presumido as pessoas jurídicas cuja receita bruta total.00 (R$ 20.380.620.200.000.00 R$ 2.00 = 34.00 Mais: Adições Despesas Indedutíveis R$ 2.00) R$ 382.000. para consumo.620.00 .000. o ponto de partida é o lucro contábil após computada a CSLL. tiver sido igual ou inferior a 48 milhões de reais ou ao limite proporcional de R$ 4 milhões multiplicados pelo número de meses de atividades no ano.000.

teríamos: Tabela: Receita bruta no trimestre.15% x R$ 290.00 Adicional. obrigado à tributação com base no Lucro Real. O lucro arbitrado pode ser aplicado nas situações em que a escrituração contábil e fiscal do contribuinte for desclassificada por parte da autoridade fiscal.000.00. APURAÇÃO .000.00 R$ 23. ignora-se o lucro contábil apurado. e factoring.3.000.000.00 50.00 32% Receitas financeiras Lucro presumido R$ 43.000.000. na página 31.00 8% Serviços 500.000.00 330.700. administração.000.00 .00 120. ou deixar de elaborar as demonstrações financeiras exigidas pela legislação fiscal.10% x CR$ 290.000.000. ou seja. que pode arbitrar o resultado para o cálculo do imposto e da contribuição social.000. Exemplo de cálculo Considerando o mesmo exemplo utilizado para demonstração do cálculo do IRPJ/CSLL com base no lucro real.00 % de Presunção 12% 32% 80. 3. A escrituração revelar evidentes indícios de fraude ou contiver erros ou deficiências que a tomem imprestável para: CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. quando: • O contribuinte. Tabela: Receita bruta no trimestre.00 R$ 66.3. na forma da lei.000.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] CSLL Na apuração da base de cálculo da CSLL com base no resultado presumido.000.00 50. devidos no período no decorrer do ano calendário pelas pessoas jurídicas. para fins de tributação. retornamos à demonstração de resultados do primeiro trimestre de 2006. Orleans Martins 32 .000. Atividade Pessoas jurídicas em geral Prestação de serviços.00 Aplicando-se a alíquota de 9% sobre a base de cálculo.R$ 60.00 290. Na apuração do lucro presumido.00 160. em função da receita bruta. móveis e direitos de qualquer natureza. apura-se o montante devido de CSLL para o trimestre: 9% x R$ 330.LUCRO PRESUMIDO R$ Alíquota Venda de mercadorias 1.00 12% Serviços 500. APURAÇÃO .00 160.500. não mantiver escrituração na forma das leis comerciais ou fiscais.000. mas os percentuais são diferentes dos adotados para apuração do lucro presumido: Tabela: Percentuais de presunção.00) Total IRPJ devido No cálculo da CSLL.000.000. intermediação de negócios. também ocorre a aplicação de percentuais sobre a receita bruta.00 = R$ 29.LUCRO PRESUMIDO R$ Alíquota Venda de mercadorias 1. exceto hospitalares.000. locação ou cessão de bens imóveis. Lucro Arbitrado (IRPJ)/Resultado Arbitrado (CSLL) O Lucro Arbitrado é uma prerrogativa do Fisco.500. e calcula-se um lucro estimado.00 32% Receitas financeiras Lucro presumido O IRPJ devido é: Alíquota normal.000.

bancos e assemelhados Factoring Suspensão/redução do IR A pessoa jurídica poderá suspender ou reduzir o pagamento do imposto devido em cada mês. variáveis conforme o tipo de atividade explorada. através de balanços ou balancetes mensais. • Ganhos de capital. arts. e a empresa deverá providenciar o recolhimento da diferença. calculado com base no lucro real do período em curso. O lucro estimado para servir de base ao cálculo à antecipação do IRPJ e CSLL consiste na soma das seguintes parcelas (RIR/1999. apenas nos casos em que for possível apurar a sua receita bruta. deverão recolher mensalmente antecipações de IRPJ e CSLL com base em lucro estimado ou Lucro Real apurado em balancete de suspensão/redução. O montante do tributo pago em antecipações mensais será compensado com o montante devido com base no Lucro Real. inclusive bancária. acrescidos em 20%. os lançamentos efetuados no livro-diário. o livro-razão ou fichas para resumir e totalizar. Os percentuais aplicáveis para apuração do Lucro Arbitrado são os mesmos do Lucro Presumido. O contribuinte optar indevidamente pelo regime de tributação com base no Lucro Presumido. Orleans Martins 33 . O contribuinte não mantiver.4. que o valor acumulado já pago excede o valor do imposto. 3. 518) Revenda de combustíveis Serviços de transporte (exceto transporte de carga) Serviços de transporte de cargas Serviços em geral (exceto serviços hospitalares) Serviços hospitalares Intermediação de negócios Administração. inclusive bancária. Tabela: Percentuais por atividades. inclusive adicional. conforme tabela de percentuais a seguir. se houver.Recolhimento por Estimativa As empresas tributadas pelo Lucro Real.por ocasião da entrega da DIPJ. art. o Determinar o Lucro Real. • • • • Autoarbitramento É possível ao contribuinte autoarbitrar a base de cálculo do IRPJ e CSLL. Percentuais 8% 1.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] o Identificar a efetiva movimentação financeira.60% 16% 8% 32% 8% 32% 32% 16% 32% CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. por conta ou subconta. locação ou cessão de bens e direitos de qualquer natureza (inclusive imóveis) Instituições financeiras. que optaram pela apuração anual. Este "encontro de contas" acontece por ocasião da entrega da Declaração de Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas . em boa ordem e segundo as normas contábeis recomendadas.3. sobre a receita bruta auferida mensalmente. desde que demonstre. 223 e 225): • Valor resultante da aplicação dos percentuais fixados na lei. O comissário ou representante de pessoa jurídica estrangeira deixar de escriturar e apurar o lucro de sua atividade separadamente do lucro do comi tente residente ou domiciliado no exterior. Atividades Atividades em geral (RIR/1999. das demais receitas e dos resultados positivos decorrentes de receitas não compreendidas na atividade. IRPJ e CSLL pelo Lucro Real Anual . nos quais deverá estar escriturada toda a movimentação financeira. O contribuinte não apresentar à autoridade tributária os livros e documentos da escrituração comercial ou fiscal ou o livro-caixa.

00 432.00 150.00 1.000. Mar.000. Jul.000.00 1.00 20.000. Ago.00 19.00 7.60 501.00 7. 8. Set.00 248. Nesta empresa.00 9.00 20.00 Jan.368.00 1. Para tanto.00 Ajustes Lucro Real / (Adições menos Exclusões) Base de cálculo CSLL Acumulado no ano No mês Acumulado no ano Acumulado no ano 8.40 23.00 4.12 x (A) (F) = (C) + (E) (B) x 0.00 200.00 100.00 14.00 300.80 22.800.000.00 Jul.00 300.000. Dez.00 1.000.080.08 x (A) (D)=0.00 21.00 2.00 9.00 18.00 100.000.00 46.000.300.00 60.00 23. Fev. 45.200.600.00 O IRPJ e CSLL estimados em função do faturamento mensal são: Meses Faturamento Base cálculo IRPJ IRPJ Base cálculo CSLL IRPJ + CSLL no mês Estimativa Estimativa CSLL Estimativa Estimativa (C) = (E) = (A) (B) = 0.000.300.00 8.450.00 7.00 24.00 3.00 51.00 276.00 15.00 756.500.00 237.00 40.600.400.00 3.700.00 1.00 (3.80 1.000.00 200. Orleans Martins 34 .00 486.00 19. Resultado contábil No mês Jan.400.200.00 2. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.900.800.900.00 600. Maio Jun. Ago.500.100.00 1.1512 (D) x 0.520.00 216.00 16.00 4.00 456.000.000.00 2.700.000.40 524.00 3.900.440. a empresa precisa acompanhar os ajustes (adições e exclusões).000.00 612.00 720.00 (4. os ajustes são .00 480. Para apuração do valor devido de IRPJ e CSLL.00 600.00 100. Abr.500.40 46. Out.00 51. Nov.600.00 3.00 18.760.00 70.00 700.00 1.00 1.550.100. Nov.00 8.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Para uma demonstração de como se faz o cálculo.700.00) 5.00 5. Fev.00 2.00 240.596.000.800.026. não tendo obtido no período ganhos de capital e outras receitas não compreendidas na atividade.00 1. Out. 22.80 1.00 Meses A partir do Lucro Real/Base de cálculo da CSLL acumulado ao final de cada mês. Maio Jun.00 840.00 264. Abr. Ago.000.760.000.400.000. Set. Maio Jun.00.162.000. é necessário acompanhar o lucro tributável acumulado mês a mês.00 400. Mar.00 5.400.400.550.00 17.00 912.00 16. com aplicação das alíquotas de 15% para IRPJ e 9% para CSLL.00 2.900.00 162.00 11. Meses Faturamento no mês Jan.600.850. Out.00 11.000.40 410.00 14.680.200.00 3.00 2.00 1.80 60.00 35.00 7.048.000.500.00 1.640.00 216. Dez.000. Set.00 5. Dez.60 18.000.000.600.000.00 40. Mar.00 1.050.00 2.000. Fev.00 1.600.00 496.00) (5.000.840.00 500.00) (2. Nov. considere uma empresa comercial com faturamento de R$ 480.00 70.800.596.400.800.00 6.00 2.00 27. Os valores mensais e acumulados no ano do resultado contábil e ajustes (adições menos exclusões) encontram-se demonstrados a seguir.09 45.00 540. além de apurar o resultado contábil.000. calcula-se os valores devidos de IRPJ e CSLL.00 2.700.00 1.00 552. Abr.00 648.400.00 70.00 194.00 6.600.00 70.00 342.000.00 1.00 180.120.00 756.950.600. cujo detalhe mês a mês encontra-se na tabela a seguir.00) 4.160.00 2.00 4.500.00 15.00 840.200.00 5.600.000.000.000.00 5.00) 5.00 39.00 550. Jul.00 (200.000.300.mesmos para apuração do lucro real e da base de cálculo da CSLL.00 50.000.00 11.

00 3. 5.00 3.285.80 estimativa 1. 4.710.80 Jul.00 3. Em fevereiro. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.350.00 540. que passou a ser de R$ 240.040.40 suspensão 0.00 21.09 (E) = (B) + (O) 810.00 Out.00 Em janeiro.40 410.R$ 1. 21.175.00 11. 9.00 19. e o IRPJ e CSLL devidos no ano passou a ser de R$ 1.500.000.000.440.026. 39.440.050.00 19.00 1.968.596.160.00 1.00 Abr.00 Set.00 3.000. Caso a empresa não obtivesse mais lucro nem faturamento durante o ano. a empresa fica autorizada a não proceder a recolhimento de antecipação. 1. 1.00 1.00. Orleans Martins 35 .430.40 suspensão 0.360.368.00 suspensão 0.00 1.00. 1.925.680.00 Jun. 19.00 1.00 7.00 4.000.305. de R$ 1.680.00 4.080.00 2.R$1.00 6. 19. o lucro real acumulado no ano caiu de R$ 9.080.256.00 4.000.026.00 O montante a ser recolhido mensalmente a título de antecipação pode basear-se no valor estimado. 4.550. Como já foram recolhidos R$ 1. teria que recolher por ocasião da entrega da declaração de ajuste a diferença entre tributo devido e tributo antecipado.00 (R$ 2. 14.00 414.00 Maio 2.00 6.000.00 9.00 Dez.60 Nov.00 3. apurado com base no lucro real/base de cálculo da CSLL.00 150.500.00 Out.048.00 Fev.15 (C) Jan.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Lucro Real IRPJ devido Base de cálculo acumulado até o acumulado até o CSLL acumulada até Meses mês mês o mês (A) (B) = A* 0.60 1. e o IRPJ e CSLL devidos com base no lucro real apurado no mês era R$ 2.440.000.640. Como já recolheu até fevereiro R$ 1.050. 6.000. 9.890.00 4.026.00 1.000.00 2.00 14.00).850.00 240.00 Ago.680.00 .480.00 1. novos prejuízos reduziram ainda mais o tributo devido no ano.160.000.00 = R$ 456.256.00 2.00 estimativa 912.00 1.00 912.500. 6.00 990.00 Abr.80 1.00 Jun. a antecipação a ser paga se adotado o critério de estimativa seria R$ 456.00 .00 27.00 456.00 2.560.134. A opção é conjunta para IRPJ e CSLL.00 5.000. comprovando essa situação com levantamento de balancete que justifica a suspensão do recolhimento de antecipações de IRPJ e CSLL.480. efetuando recolhimento da antecipação com base em estimativa a empresa recolheria mais tributo do que o devido relativo ao ano CR$ 1.754. ou no efetivamente devido (balancete de suspensão/redução).530.00 Mar. 240.026.00 2.00 Set. tornando mais atraente o recolhimento por estimativa.026.00. IRPJ + CSLL Recolhimento com Recolhimento devidos base em balancete Recolhimento Opção IRPJ + CSLL a Meses acumulado até acumulado no de suspensão/ por estimativa escolhida recolher o mês anterior ano redução Jan.680.850.440.20 501.000.00).160.592.00 1.000.00 redução 240.00 4.00 Jul.00 para R$ 6.00 2.00 1.00 900. a melhor alternativa é transcrever para o LALUR o balancete que justifica a redução do valor da antecipação dos tributos para R$ 414.026. 7.00 redução 414.480.00 4.640.755.596.00 6. Assim. que é o montante que iguala tributos devidos e antecipados. a antecipação a ser paga se adotado o critério de estimativa seria R$ 1.00 1.360.00 Nov.000.00 estimativa 1.00 1.00 2.040.00 1.312.00 90.00 (R$ 1.00 2.162.00 4.596.00 39.00 1.048.00 1.40 423.162.00 342.000.00.00 1.00 4.00 Maio 11.00 9.000.000.482.00 em janeiro.160.60 Ago. 17.000.00 1.00 Fev.00 CSLL devida acumulada até o IRPJ + CSLL mês (O) = (C)*0.00 1.440. 3. 27.00 1. Em março.00 17.560.00 Dez. 4.500.680.480.000.00).368.000.00 1.00 240.00 estimativa 1.650.256.00 estimativa 1.60 estimativa 501.00 1.510.00 5.150.00 Mar.440.00 + R$ 1.000. A tabela a seguir evidencia a melhor opção de recolhimento da antecipação a cada mês.026.00.160.800.00 960.80 redução 423.00 2.40 524.00. 2.000.680. Em decorrência do registro de prejuízo contábil no mês.00 1.440.026. considerando-se o menor desembolso possível.00 630.00.

00 (redução). e não precisaria fazer recolhimento complementar na declaração de ajuste). Utilizando as alternativas descritas.estadual).municipal) e o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias . só é necessário recolher um complemento de R$ 240. existem alguns eventos que geram direitos de compensação futura ou postergação de pagamento de tributo. Assim. mês a mês (e nesse caso a nossa empresa encerraria o ano tendo recolhido R$ 9.360. Esse direito de redução futura das bases de cálculo de IRPJ e CSLL constitui-se em um ativo para a empresa que apurou o prejuízo fiscal (base de cálculo negativa) desde que existam perspectivas de lucros futuros. Prejuízo fiscal (IRPJ) e base de cálculo negativa (CSLL) As empresas tributadas com base no Lucro Real têm direito de compensar e períodos futuros o prejuízo fiscal (base de cálculo negativa) calculado com base na legislação específica do IRPJ (CSLL).680. na declaração de ajuste a empresa deverá recolher a diferença de R$ 1. Note que o ponto fundamental para que o direito legal de compensação se torne efetivamente um direito para a empresa tributada pelo Lucro Real é a existência de resultados tributáveis no futuro.00. Atentos a este fato. Nada impede que a empresa recolha antecipações com base no valor apurado pelo lucro real.00.000. pois permitia efetuar um recolhimento inferior ao devido com base no lucro real.00.644.00. Uma vez que até março haviam sido recolhidos R$ 1. estadual e municipal) de uma única vez.00 até R$ 2. como o Conselho Federal de Contabilidade. a estimativa tornou-se novamente mais atrativa.00. Uma vez que o tributo devido no ano é de R$ 9. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. 4. estabelecem que a constituição do ativo fiscal diferido deve estar atrelada à possibilidade de utilização destes valores nos próximos períodos. diversos órgãos que emitem normas contábeis. No entanto. As empresas que se enquadrarem no regime simplificado recolhem oito impostos das três esferas (federal. Com o Simples Nacional. SISTEMAS DE TRIBUTAÇÃO SIMPLIFICADA Um tributo que resume diversos outros: SIMPLES Nacional Simples Nacional é o nome dado ao novo tratamento tributário para microempresas e empresas de pequeno porte instituído pela Lei Complementar nº 123.000. de 14/12/2006 (Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas). como a apuração de prejuízo fiscal/base de cálculo negativa e ajustes temporários ao lucro. os quais eram considerados no sistema simplificado. Em novembro e dezembro.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] O IRPJ e CSLL devidos no ano com base no lucro real acumulado até abril foi de R$ 1.00. Definição ampla de Micro e Pequena Empresa: a definição ampla está atrelada ao valor Receita Bruta de Vendas que uma empresa obtém durante o ano fiscal.400. 3. somente mediante convênio do Município e do Estado com o governo federal.360. O Simples abrange o ISS (Imposto sobre Serviços . a empresa deverá apresentar histórico de rentabilidade. a empresa recolheria até dezembro R$ 7.644.440.00. a Comissão de Valores Mobiliários e o Banco Central do Brasil.360. ensejando o registro de Ativos e Passivos Fiscais Diferidos.1.3. do ponto de vista de administração dos recursos financeiros. Vale ressaltar que o recolhimento da antecipação por estimativa é uma faculdade que é concedida às empresas. junho e julho. quando permitido. setembro e outubro. Ativos e passivos fiscais diferidos Na apuração do IRPJ e CSLL devidos. anterior ao Simples Nacional. Microempresa: receitas brutas anuais até R$ 240. o recolhimento por estimativa mostrou-se mais interessante. Nos meses de maio.716. há uma simplificação no recolhimento e na burocracia administrativa da gestão de tributos das empresas enquadradas. parece-nos estranho que a empresa não opte por postergar o pagamento dos tributos.000.00 (R$ 9.00).00. o processo de abrangência ficou automatizado. expectativa de geração de lucros tributáveis futuros fundamentada em estudos técnicos de viabilidade que permitam a realização deste ativo fiscal. quando a empresa beneficiou-se da possibilidade de reduzir ou suspender o recolhimento das antecipações de IRPJ e CSLL. Portanto. Orleans Martins 36 . Pequena Empresa: vendas anuais acima de R$ 240. 4.R$ 7. através do Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS) uma vez por mês. situação que se inverteu em agosto.5.

Pode-se verificar que as exceções que a lei trata estão atreladas a negócios que não têm natureza comercial ou industrial e sim a serviços de natureza financeira. e constam no anexo da Lei nº 123/06. na condição de Empresa de Pequeno Porte (EPP).00. como.000. ao SEBRAE e seus congêneres. entendida como tal o produto da venda de bens e serviços nas operações de conta própria. excluídas as vendas canceladas e os descontos incondicionais concedidos. por exemplo.000. por exemplo: seguradoras que são supervisionadas pela SUSEP. ao SESI. imobiliárias e prestadoras de serviços típicos de profissões regulamentadas. ao SENAI.00. são empresas de porte naturalmente maior e que podem buscar recursos no mercado acionário (negociadas em bolsa e supervisionadas pela CVM). Isto tira a possibilidade de um grupo de empresas fazer uso da lei.sociedades de cujo capital participe estrangeiro residente no exterior ou outra pessoa jurídica. estão entre as empresas que não podem optar pelo SIMPLES.00 no ano anterior e. As sociedades por ações. uma empresa que participa em diversas outras empresas não tem perfil de empresa pequena para a lei.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Obs. • Forma de organização social . mas na essência econômica é um grupo que não pode ter as vantagens tributárias da lei.000. A possibilidade de optar pelo SIMPLES Nacional está condicionada ao atendimento de uma série de condições relacionadas a: • Tipo de atividade econômica desenvolvida . • Origem do capital social . bem como as relativas ao salário-educação e à Contribuição Sindical Patronal. Por exemplo. Independentemente do percentual de participação. Sigla do Tributo IRPJ CSLL IPI PIS COFINS ICMS ISS INSS Patronal Municipal Estadual Federal X X X X X X X X A inscrição no SIMPLES Nacional também dispensa a pessoa jurídica do pagamento das contribuições instituídas pela União. as empresas que obtiveram receita bruta anual até R$ 240.00 e R$ 2. instituições financeiras. Orleans Martins 37 . ao SENAC.por exemplo. pois mesmo tendo receita bruta na faixa permitida. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. mas que a receita bruta de todas as empresas não ultrapasse o valor máximo. Por exemplo. construtoras. participa em outras empresas que podem ter suas receitas brutas acima.400. A lei tem a preocupação de dar vantagem para a empresa que realmente é pequena. dentre outros. individualmente ou em conjunto. como as destinadas ao SESC. os valores máximos da receita bruta para micro e pequena empresa serão respectivamente R$ 200.000. financeiras pelo BACEN. o que evidencia uma preocupação em relação à participação de um acionista pessoa física. No quadro abaixo está a relação de tributos e suas respectivas esferas que fazem parte do regime simplificado nacional.as empresas que exercem determinadas atividades. a lei exige que se somem as receitas totais e não apenas a proporção de participação do sócio que detém outras participações. sua forma jurídica poderia até se enquadrar. deverá ser considerada a proporcionalidade. • Limite máximo de faturamento . geralmente. A lei permite que um sócio tenha participação em uma outra empresa. empresas organizadas na forma de sociedade por ações estão impedidas. ou seja. A base de cálculo do SIMPLES Nacional é a receita bruta. com algumas exceções.: em caso da empresa começar a operar durante o ano. na condição de Microempresa (ME). em que geralmente dependem de um capital maior para suas operações como também têm regulação específica. empresas cuja receita bruta anual atingiu o limite máximo de R$ 2. o preço dos serviços prestados e o resultado nas operações em conta alheia.só poderão optar pelo SIMPLES. como. não podem optar. As alíquotas aplicáveis variam por faixa de faturamento e atividade. do limite imposto.000. para uma empresa que começou a operar em 1 Q de março.

artes. ou seja. o que faz sentido. Devem ser separados os seguintes tipos de receitas: Tipos de receitas (por atividade) Receitas decorrentes da revenda de mercadorias Receitas decorrentes da venda de mercadorias industrializadas pelo contribuinte Receitas decorrentes da prestação de serviços. academias de atividades físicas. A lei trata as receitas por "atividades". 4. existe um tipo de tabela. estadual e municipal) terá seus respectivos representantes em um comitê que irá gerir e normatizar os aspectos tributários do Estatuto Nacional da Microempresa e Empresa de Pequeno Porte. desportivas. de línguas estrangeiras. há a necessidade de segregação. A lógica de tributação e cálculo do SIMPLES Nacional A apuração do tributo devido pelo SIMPLES Nacional ocorre mediante aplicação da alíquota devida ao valor da receita bruta mensal auferida pela empresa. produção cultural e artística e produção cinematográfica e de artes cênicas Cumulativamente. administração e locação de imóveis de terceiros. de natação e escolas de esportes. Para encontrar a alíquota devida. elaboração de programas de computadores. planejamento. empresas montadoras de estandes para feiras.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Como é administrado o SIMPLES Nacional entre as três esferas? Cada esfera (federal. inclusive as vendas realizadas por meio de comercial exportadora ou do consórcio previsto na lei complementar Construção de imóveis e obras de engenharia em geral. Sua apuração deve ser efetuada após a empresa ter todos os dados mensais sobre suas receitas brutas. Para cada tipo de receita. inclusive jogos eletrônicos. inclusive sob a forma de subempreitada. de ioga e de artes marciais. comércio serviços. licenciamento ou cessão de direito de uso de programas de computação. bem como a de locação de bens móveis e outras que não relacionadas como vetadas na Lei Complementar nº 123/06 Receitas decorrentes da venda de mercadorias sujeitas a substituição tributária Receitas decorrentes da exportação de mercadorias para o exterior. a empresa deve considerar o tipo de atividade e a receita bruta acumulada no ano. cursos técnicos e gerenciais. academias de dança. locação de bens e móveis). ela é aplicada ao valor do faturamento obtido no mês. Tal comitê está vinculado ao Ministério da Fazenda e tem a seguinte estrutura normatizada em lei: Secretaria-Executiva do Comitê Gestor de Tributação das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (CGSN/SE) A Secretaria-Executiva tem por finalidade prestar apoio institucional e técnico-administrativo necessários ao desempenho das competências do CGSN.1. manutenção e atualização de páginas • • • • • • • CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. consultando a tabela correspondente (indústria. confecção. Orleans Martins 38 . Urna vez encontrada a alíquota. chamado de Comitê Gestor de Tributação das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte. de capoeira. escolas livres. pois urna empresa que presta serviço e revende mercadorias não poderia aplicar a mesma alíquota para a atividade serviços e de revenda respectivamente. que varia de alíquota por total das respectivas receitas.1. corno também qual a faixa de alíquota em que se enquadra. desde que desenvolvidos em estabelecimento do optante.

• Manter o livro-caixa em que será escriturada sua movimentação financeira e bancária. • Posse do livro intitulado "Inspeção do Trabalho". Desta maneira. Créditos As empresas que estão enquadradas no SIMPLES Nacional não geram crédito de impostos (PIS. escritórios de serviços contábeis. COFINS. a partir da publicação pela Receita Federal de um Ato Declaratório Interpretativo (nº 15). na conformidade do que dispuser o Comitê Gestor. Obrigações acessórias O SIMPLES Nacional traz uma grande simplificação em relação às obrigações acessórias exigidas pelo Fisco. pois não permite que a empresa enquadrada possa se utilizar de créditos relativos a impostos. • Comunicar ao Ministério do Trabalho e Emprego a concessão de férias coletivas. Tal fator gera uma limitação na cadeia de valor de grandes distribuidores que não podem se creditar destes impostos. foi a solução encontrada para o impasse do art. Além disso.impostos não cumulativos) para as empresas compradoras ou clientes. limpeza ou conservação • Transporte municipal e interestadual de passageiros. as pessoas jurídicas não optantes pelo SIMPLES Nacional terão direito a crédito correspondente ao ICMS incidente sobre as suas aquisições de mercadorias de microempresa ou empresa de pequeno porte optante pelo SIMPLES Nacional. o ICMS efetivamente devido pelas optantes pelo SIMPLES Nacional em relação a essas aquisições. que deverão ser disponibilizadas aos órgãos de fiscalização tributária e previdenciária. e a micro ou pequena empresa poderá abater este valor do ISS que deve conforme o respectivo anexo. 6º da Lei Complementar nº 116/03) . como limite. 23 que impedia o uso de créditos de ICMS e de IPI por compradores de mercadorias de empresas que optaram pelo SIMPLES Nacional. conforme descrito pelo art. desde que destinadas a comercialização ou industrialização e observado. Mas permitir ao tomador de serviço ou o comprador. da Lei Complementar nº 123/06. 23. § 1 º. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. pode-se perceber que tal regime de tributação tem uma certa rigidez quanto a planejamento de cadeia de suprimentos no tocante a impostos. A alíquota segue a tabela da legislação da localidade ou Município.esta lei permite que seja retido na fonte o valor do ISS no Município onde a micro ou pequena empresa estiver prestando o serviço. observados prazo e modelos aprovados pelo Comitê Gestor. a empresa enquadrada no SIMPLES Nacional deverá: • Fazer declaração única e simplificada de informações socioeconômicas e fiscais. • Empregar e matricular seus aprendizes nos cursos dos Serviços Nacionais de Aprendizagem. • Anotação das férias dos empregados nos respectivos livros ou fichas de registro. que foi alterado pela Lei Complementar nº 128/08. ICMS . Obrigações trabalhistas Da mesma maneira que a simplificação em relação às obrigações acessórias. de acordo com instruções expedidas pelo Comitê Gestor. pois a diferença na receita líquida é um percentual considerável. • Entregar declaração eletrônica que deva conter os dados referentes aos serviços prestados ou tomados de terceiros. serviço de vigilância. aproveitassem o crédito destas contribuições ao adquirir produtos e serviços de empresas enquadradas no SIMPLES Nacional. proibia que empresas tributadas pelo lucro real. • Emitir documento fiscal de venda ou prestação de serviço.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] eletrônicas. Retenções de ISS Retenções de ISS pelas micro e pequenas empresas (relação de serviços conforme art. sujeitas ao regime não cumulativo de PIS/COFINS. Desse modo. Além de manter em boa ordem e guarda os documentos que fundamentaram a apuração dos impostos. desde que realizados em estabelecimento do optante. IPI. das trabalhistas foram dispensadas as seguintes exigências: • Afixação de quadro de trabalho em suas dependências. Orleans Martins 39 .

000.00 De 1.200.000.000.00.000.47%. optante pelo SIMPLES Nacional na condição de ME.00 respectivamente.00 4. Cálculo e contabilização do SIMPLES Nacional .000.000.560.000.Impostos e contribuições incidentes s/Vendas SIMPLES (Resultado) C .000.01 a 1.000.000.000.00.00 De 960.00 De 1.080. O registro contábil do SIMPLES relativo ao mês de agosto seria: D .00 De 1. obteve.00 De 360.440. Orleans Martins 40 . • Alíquota aplicável (conforme receita bruta acumulada) = 5.2. • Alíquota aplicável (conforme receita bruta acumulada) = 5.000. A tabela para comércio é o Anexo de alíquotas vigente para empresas comerciais: Receita Bruta em 12 meses (em R$) Alíquota Até 120.000.000.00 De 1.000.000.000.000.1.01 a 2.32% 11.00 De 1.00 x 5.01 a 1.47% = R$ 3.320.00. • Imposto devido = R$ 60.SIMPLES a Recolher (Passivo) R$ 547.00 (receita bruta acumulada efetiva).00% 5.01 a 360.040.000.23% 11.SIMPLES a Recolher (Passivo) No mês de setembro: • Receita bruta acumulada de janeiro a setembro = R$ 170.00 De 240.00 R$ 3.00 De 1.200.000. Nos meses de agosto e setembro.Impostos e contribuições incidentes s!Vendas/SIMPLES (Resultado) C .800. enquanto não prescreverem essas obrigações. • Apresentação da Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social (GFIP).01 a 240.36% 8.000.01 a 1.000.00 De 120.000.000.47% 6.84% 7.000.000.00 De 720.00 e R$ 10.00 De 600. • Apresentação das Relações Anuais de Empregados e da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) e do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED).000.04% 10.00.00 De 1.03% 9.01 a 840.282.000.000.00 De 1.00 Note que a mudança de faixa faz com que a empresa aplique a nova alíquota sobre o valor do faturamento no mês sem distinção entre a parcela que teoricamente ainda estaria dentro do limite anterior de faturamento.47% = R$ 547.01 a 1.00 x 5.000.800.60% 8.000.95% 10.000.440. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.23% 10.01 a 1. 4.00 De 480.680.01 a 1.28% 8.320.exemplo prático A empresa comercial A.000. • Arquivamento dos documentos comprobatórios de cumprimento das obrigações trabalhistas e previdenciárias.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] O que foi mantido como obrigatório: • Anotações na carteira de trabalho e previdência social.000.12% 9.680.00 De 840.01 a 960.000. auferiu receita de R$ 60.920.13% 10.01 a 720. • Imposto devido = R$ 10.01 a 1.01 a 480.282. até julho de 2007.560.000.01 a 600.000. o valor do imposto devido seria: • Receita bruta acumulada de janeiro a agosto = R$160.32% No mês de agosto.45% 9.000. O registro contábil do SIMPLES relativo ao mês de setembro seria: D . receita bruta acumulada de R$ 100.01 a 1.080.54% 7.920.000.47%.000.

sendo que ambas faturaram no total R$ 70. • Alíquota aplicável (conforme receita bruta acumulada) = 5.00 x 9. Porém.000.000.78% = 58.00.00.00 Apuração do imposto simples para empresa Y: • Valor da receita bruta de comércio x alíquota conforme a Tabela (Anexo O: R$ 600. • Imposto devido = R$ 60.00 até julho.47%.000. se a empresa tivesse um tipo de receita.00 em agosto e R$ 60.000.000.00.00. a empresa passou do patamar de tributação de 4% para 5. enquanto a outra só mudou de faixa em setembro.000. com as mesmas características da empresa A e faturamento até julho também de R$ 100.00. X e Y.00 nos dois meses considerados no exemplo. • Total empresa Y = R$ 108.682. • Valor da receita bruta de serviços x alíquota conforme a Tabela (Anexo IV): R$ 600. Alíquota aplicável (conforme receita bruta acumulada) = 4%. cada receita alcançando um total de R$ 1.00 x 4% = R$ 3. A empresa comercial B.000. por exemplo.829. tende a ter um valor menor de imposto a pagar devido à sistemática da apuração que a lei codificou. que tinha a abrangência automática dos mesmos impostos abrangidos pelo SIMPLES Nacional (da esfera federal) quando do enquadramento da empresa. Veja que.00. • Receita bruta de comércio empresa Y: R$ 600.000. somando-se os meses de agosto e setembro. que tem uma diversificação maior da natureza de suas receitas.000.28% = R$ 49.200.00 x 9.00 em setembro).000.00 x 8. acabaria pagando um valor a maior do que se tivesse mais de um tipo.000. só que em ordem inversa (ou seja. serviços e comércio. tiveram um total de receitas brutas iguais. tendo que sujeitar toda a receita do mês (R$ 60.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] No mês de agosto. enquanto que a empresa B pagou R$ 3. Vamos ver por quê: • Receita bruta de comércio empresa X: R$ 1. quando parte destas vendas ainda estaria no limite anterior. Evidentemente.00. Apuração do imposto simples para empresa X: • Valor da receita bruta de comércio x alíquota conforme a Tabela (Anexo O: R$ 1.000.00. O fato de uma empresa ter mudado de faixa no mês de agosto. • Total empresa X = R$ 119. como.000.47%.00.000.00. temos que considerar o limite total de receita bruta de modo a totalizar tais valores. Para melhor compreender os efeitos desta regra estabelecida pelo fisco para apuração do tributo devido. R$ 10.680.00.95% = R$ 119.400.00 com um total de receitas brutas anuais no valor de R$ 2. uma vez que a empresa faturou R$ 100. há a possibilidade de uma empresa enquadrada no regime simplificado (EPP) ter dois tipos diferentes de receita bruta.000.000.00 que é o valor limite máximo de receita bruta para o enquadramento ao regime do SIMPLES Nacional.47%. Convênios anteriores: antes do SIMPLES Nacional havia o SIMPLES.00. para o ICMS e ISS havia necessidade de que a respectiva esfera CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.00 x 4% = R$ 400.00) à alíquota de 5.000. Orleans Martins 41 . Apuração com mais de um tipo de receita bruta Pelo fato da apuração e cálculo do Imposto Simplificado nacional levar em consideração o tipo de receita.00 no bimestre agosto/setembro.000.680.200. No mês de setembro: • Receita bruta acumulada de janeiro a setembro = R$ 170. Imposto devido = R$ 10. que faturasse os mesmos R$ 70. Veja que o imposto para negócio.282.360.400. As duas empresas.400. fez com que a empresa A tenha pago R$ 3.00. a empresa comercial X tem um tipo de receita e a empresa Y tem receitas originárias de revenda (comercial) e de serviços. considere o caso da empresa B. mas apuraram o valor de seu imposto simples diferentemente. Por exemplo.200. apuraria os seguintes valores: Em • • • agosto: Receita bruta acumulada de janeiro a agosto = R$ 110.00 de imposto. • Receita bruta de serviços empresa X: zero.000. • Receita bruta de serviços empresa Y: R$ 600.

Com o SIMPLES Nacional. b) acarretará a anulação do crédito relativo às operações anteriores. de 2001) b) sobre o valor total da operação. nas operações relativas à circulação de mercadorias e nas prestações de serviços. b) a alíquota interna. IX . mediante resolução de iniciativa de um terço e aprovada pela maioria absoluta de seus membros. adotar-se-á: a) a alíquota interestadual. tal unificação de impostos federais.em relação às operações e prestações que destinem bens e serviços a consumidor final localizado em outro Estado. sob competência tributária dos Estados e do Distrito Federal. VI . b) fixar alíquotas máximas nas mesmas operações para resolver conflito específico que envolva interesse de Estados. X . qualquer que seja a sua finalidade. III . compensando-se o que for devido em cada operação relativa à circulação de mercadorias ou prestação de serviços com o montante cobrado nas anteriores pelo mesmo ou outro Estado ou pelo Distrito Federal. VIII . aprovada pela maioria absoluta de seus membros.operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação. cabendo o imposto ao Estado onde estiver situado o domicílio ou o estabelecimento do destinatário da mercadoria. caberá ao Estado da localização do destinatário o imposto correspondente à diferença entre a alíquota interna e a interestadual. quando o destinatário for contribuinte do imposto. assim como sobre o serviço prestado no exterior.poderá ser seletivo. 155. IMPOSTO SOBRE CIRCULAÇÃO DE MERCADORIAS E SERVIÇOS (ICMS) O Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços de Transporte e Comunicação (lCMS). I . quando o destinatário não for contribuinte dele. De acordo com o art. ainda que as operações e as prestações se iniciem no exterior. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 33. é um imposto previsto na Constituição Federal.a isenção ou não incidência. IV . ainda que não seja contribuinte habitual do imposto. estabelecerá as alíquotas aplicáveis às operações e prestações. as alíquotas internas. estadual e/ou municipal. VII . o que deixa a empresa menos refém de sua respectiva jurisdição tributária local. Ainda segundo a Constituição Federal: § 2º O imposto previsto no inciso II atenderá ao seguinte: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 3. interestaduais e de exportação. 155.será não cumulativo.não incidirá: a) sobre operações que destinem mercadorias para o exterior. bem ou serviço. nos termos do disposto no inciso XII. nem sobre serviços prestados a destinatários no exterior.incidirá também: a) sobre a entrada de bem ou mercadoria importados do exterior por pessoa física ou jurídica. salvo determinação em contrário da legislação: a) não implicará crédito para compensação com o montante devido nas operações ou prestações seguintes. II . Compete aos Estados e ao Distrito Federal instituir impostos sobre: II .resolução do Senado Federal. de iniciativa do Presidente da República ou de um terço dos Senadores. assegurada a manutenção e o aproveitamento CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. estadual (ICMS) e municipal (ISS) está sendo tratada em lei. mediante resolução de iniciativa da maioria absoluta e aprovada por dois terços de seus membros. de 1993). 5. em função da essencialidade das mercadorias e dos serviços.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] local. aderisse ao sistema de modo que se fizesse um convênio aceitando que o imposto que esta tributa possa estar incluso na alíquota única do imposto simplificado. quando mercadorias forem fornecidas com serviços não compreendidos na competência tributária dos Municípios.na hipótese da alínea "a" do inciso anterior.salvo deliberação em contrário dos Estados e do Distrito Federal. V .é facultado ao Senado Federal: a) estabelecer alíquotas mínimas nas operações internas. inciso 11: Art. g. não poderão ser inferiores às previstas para as operações interestaduais. Orleans Martins 42 .

12. h) definir os combustíveis e lubrificantes sobre os quais o imposto incidirá urna única vez. VI . mercadoria ou serviço. e energia elétrica.na entrada. IV . b. e) excluir da incidência do imposto. para efeito de sua cobrança e definição do estabelecimento responsável. VII . em estabelecimento de contribuinte. o montante do imposto sobre produtos industrializados. 2º [ . de serviços e de mercadorias. qualquer que seja a sua finalidade.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] do montante do imposto cobrado nas operações e prestações anteriores. quando a operação. indicação expressa de lei complementar.. o local das operações relativas à circulação de mercadorias e das prestações de serviços. de mercadoria ou bem importados do exterior e apreendidos ou abandonados. configure fato gerador dos dois impostos. II . III .001/01. 153. inclusive lubrificantes.na transmissão de propriedade de mercadoria depositada em armazém geral ou em depósito fechado.529 de 04. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 42. nas exportações para o exterior. 2º. c) sobre o ouro. f) prever casos de manutenção de crédito.2002. XII .. de 2001) De acordo com a legislação vigente (será considerado o Regulamento do ICMS do estado de São Paulo. nas hipóteses definidas no art. IX . 1º.12. VIII). CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. em licitação promovida pelo Poder Público. VIII . d) fixar.2001) IV . c) disciplinar o regime de compensação do imposto. hipótese em que não se aplicará o disposto no inciso X.2002. mediante deliberação dos Estados e do Distrito Federal. de estabelecimento de contribuinte. DOE 05. relativamente à remessa para outro Estado e exportação para o exterior. incentivos e benefícios fiscais serão concedidos e revogados.no desembaraço aduaneiro de mercadoria ou bem importados do exterior. em sua base de cálculo.12. a qualquer título. b) compreendidos na competência tributária dos municípios.2003) b) sobre operações que destinem a outros Estados petróleo. isenções.na aquisição.374/89. de lubrificantes e combustíveis líquidos e gasosos derivados de petróleo e de energia elétrica oriundos de outro Estado. efeitos a partir de 22. de 19. sujeitem-se à incidência do imposto de competência estadual. art.no desembaraço aduaneiro de mercadoria ou bem importados do exterior. d) nas prestações de serviço de comunicação nas modalidades de radiodifusão sonora e de sons e imagens de recepção livre e gratuita. incluídos os serviços que lhe sejam inerentes.na saída de mercadoria. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 42. na redação da Lei 11.no fornecimento de mercadoria com prestação de serviços: a) não compreendidos na competência tributária dos municípios. para fins de legislação base). serviços e outros produtos além dos mencionados no inciso X. (Incluída pela Emenda Constitucional nº 33. Orleans Martins 43 .cabe à lei complementar: a) definir seus contribuintes.02. IV. mas que.no fornecimento de alimentação. ainda que para outro estabelecimento do mesmo titular. ocorre o fato gerador do ICMS: Art. de 2001) i) fixar a base de cálculo. observado o disposto no § 1º (Lei 6.02.na transmissão de propriedade de mercadoria ou de título que a represente. combustíveis líquidos e gasosos dele derivados. realizada entre contribuintes e relativa a produto destinado à industrialização ou à comercialização. (Redação dada ao inciso IV pelo inciso II do art. V . de mercadoria oriunda de outro Estado destinada a uso ou consumo ou ao ativo permanente. bebidas e outras mercadorias qualquer estabelecimento. art. quando esta não transitar pelo estabelecimento do transmitente. de 19. b) dispor sobre substituição tributária.na entrada.não compreenderá. a. quando não destinados à comercialização ou à industrialização. no território paulista. ] I . g) regular a forma corno. 1 º do Decreto nº 46. de modo que o montante do imposto a integre também na importação do exterior de bem. (Incluída pela Emenda Constitucional nº 33. § 5º.2003) XI .

b) se autorizada pelo órgão responsável pelo seu desembaraço. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.por ocasião da venda do bem arrendado. por qualquer via.12.529 de 04.02. considera-se ocorrido o fato gerador quando do fornecimento ou disponibilidade desses instrumentos pelo prestador. se for o caso.02. o título jurídico pelo qual o bem. efeitos a partir de 22. a entrega pelo depositário. o pagamento do imposto. ainda que por débito em conta corrente ou meio eletrônico de dados. após o desembaraço aduaneiro. ou por qualquer outro instrumento liberatório do serviço.no recebimento. utilizado para a prestação do serviço. 1º. emissão. autorização esta dada à vista do comprovante de pagamento do imposto incidente no ato do despacho aduaneiro. da mercadoria ou bem importados do exterior somente se fará se autorizada pelo órgão responsável pelo seu desembaraço. a natureza jurídica das operações de que resultem as situações previstas neste artigo. ou quando do seu pagamento. o título jurídico pelo qual a mercadoria. § 1º Na hipótese do inciso IV (Lei 6. autorização esta dada à vista do comprovante de pagamento do imposto incidente no ato do despacho aduaneiro. § 1º. art. XV . pelo destinatário.no início da prestação de serviços de transporte interestadual e intermunicipal. repetição e ampliação de comunicação de qualquer natureza. por contribuinte. XIV . IV): (Redação dada ao § 1 º pelo inciso 11 do art. § 2º Na hipótese do inciso XII. art. de serviço prestado ou iniciado no exterior. se tal pagamento se fizer em momento anterior. inclusive na geração.2002. se a entrega da mercadoria ou bem importados do exterior ocorrer antes da formalização do desembaraço aduaneiro.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] X .374/89. tiver estado na posse do respectivo titular. considera-se ocorrido o fato gerador no momento da entrega. sobre a ulterior transmissão de propriedade de mercadoria que. DOE 06. recepção. e § 6º. também. na redação da Lei 10.na utilização. 3.2002. na operação de arrendamento mercantil.02.626 de 05. 2. os efeitos dos fatos efetivamente ocorridos. 1 º do Decreto nº 47. DOE 05. transmissão. após o desembaraço aduaneiro. 11. a validade jurídica do ato praticado. XI . oportunidade em que o contribuinte deverá comprovar. 3. retransmissão. 5. e de outros documentos previstos na legislação. § 1 º Na hipótese do inciso Iv.2003.2001) 1. tiver estado na posse do prestador.12. da mercadoria ou bem importados do exterior somente se fará se autorizada pelo órgão responsável pelo seu desembaraço. salvo disposição em contrário prevista na legislação. 2. 4.2003. cartão ou assemelhados. a entrega pelo depositário. acrescentado pela Lei 11.na prestação onerosa de serviços de comunicação feita por qualquer meio. XII . 1 º do Decreto 46.02. saída ou consumida no estabelecimento. Orleans Martins 44 .143/02): (Redação dada ao item 2 pelo inciso I do art. a entrega. autorização esta dada à vista do comprovante de pagamento do imposto incidente no ato do despacho aduaneiro. art.2002) a) à vista do comprovante de recolhimento do imposto ou do comprovante de exoneração do pagamento.619/00. 2º. da mercadoria ou bem importados do exterior somente se fará (Convênio ICMS . pelo depositário. de serviço cuja prestação se tenha iniciado em outro Estado e não esteja vinculada a operação ou prestação subsequente alcançada pela incidência do imposto. salvo disposição em contrário prevista na legislação. § 3º O imposto incide. caso o serviço seja prestado mediante pagamento em ficha. deste tenha saído sem pagamento do imposto em decorrência de operações não tributadas. efeitos a partir de 19. tendo transitado pelo estabelecimento transmitente. XIII . § 4º São irrelevantes para a caracterização do fato gerador: 1. salvo disposição em contrário.no ato final do transporte iniciado no exterior. salvo disposição em contrário prevista na legislação. 2º.0001/2001. após o desembaraço aduaneiro.

sendo que. 5. Sempre que ocorrido o fato gerador do ICMS.00 Pelo aproveitamento do ICMS destacado na Nota Fiscal: D . em pagar o imposto correspondente à diferença entre a alíquota interna e a interestadual. o saldo a pagar ou a recuperar do tributo. Orleans Martins 45 . com o registro de créditos e débitos de imposto. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.200. há diversos eventos econômicos que podem ocorrer. b) Regime de Substituição Tributária .00 Dessa forma.Fornecedores R$ 8. as indústrias possuem o direito de recuperar o crédito do ICMS destacado na Nota Fiscal. como a aquisição de materiais secundários de produção e material de embalagem. produtos. Serão expostos.com. afinal. quando das operações corriqueiras. nas fases subsequentes. o custo de aquisição efetivo da matéria-prima corresponde a R$ 8. a saber: a) Regime Normal de Apuração . Aquisição de matérias-primas Quando da aquisição de matérias-primas. no dia a dia das empresas. apresentando especificidades quanto às formas de arrecadação. gerando lançamentos contábeis de média complexidade. entre outros. Por ter natureza não cumulativa. relativas ao ICMS. compensando os referidos créditos com os débitos oriundos da venda de produtos e mercadorias. ao final do mês.pdf>). é um dos tributos que apresenta maior número de eventos econômicos.00 Lançamento contábil . o ICMS possui basicamente duas formas de apuração. para as indústrias. as formas de contabilização mais comuns. A seguir. Dentre as suas características.200.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] § 5º Nas hipóteses dos incisos VI e XIv.000. que serão posteriormente utilizados em sua atividade-fim.800. mercadorias. conforme estudos realizados pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT).Pela aquisição de matérias-primas (valor líquido): D .1. serão apresentados os eventos. pelo valor de R$ 10. a obrigação do contribuinte consistirá. Evento: aquisição de matérias-primas. relativos apenas às operações realizadas por ele mesmo.regime de apuração pelo qual a empresa realiza o aproveitamento dos créditos provenientes da aquisição de matérias-primas destinadas à produção e de mercadorias destinadas à revenda. pois o mesmo já foi recolhido pelo contribuinte eleito como substituto tributário. dentre outros.00.regime pelo qual o ICMS é recolhido na fonte em determinada fase de sua circulação.Estoque de Matérias-primas C . não há débito ou créditos de imposto.00 ICMS destacado na Nota Fiscal: R$ 1. com os respectivos registros contábeis das operações. realizadas com a aquisição e comercialização de matérias-primas. O mesmo procedimento deve ser aplicado a todas as aquisições que resultem em recuperação do ICMS. Contabilização do ICMS de empresas em regime normal de apuração Quando a empresa está sujeita ao regime normal de tributação. pois o produto de sua arrecadação corresponde.800. ao final. O ICMS é caracterizado como um dos principais impostos. para constituir seus estoques. haja vista que o ICMS é um imposto recuperável. têm-se operações nas quais deverá haver o respectivo lançamento contábil.ICMS a Recuperar C .br/img/_publicacao/13710/181.ibpt.Fornecedores R$ 1. visando-se apurar. nos tópicos seguintes. Por esse regime. <http://www. a aproximadamente 20% do total de tributos arrecadados por todas as esferas de governo (Fonte: IBPT. as empresas devem apurar o saldo a pagar ou a recuperar do imposto.

00 Pelo aproveitamento do ICMS destacado na Nota Fiscal: D . a empresa adquirente poderá se creditar do ICMS destacado no CTRC.000.Contas a Pagar R$ 12.Estoque de Mercadorias .00 Evento: aquisição de mercadorias para revenda.Estoque de Mercadorias . em alguns estados. A seguir. devoluções de compras. pelo valor de R$ 1. juntamente com as operações de compra de mercadorias.00 (Inventário permanente) ICMS destacado na Nota Fiscal: R$ 120. devoluções de vendas.Fornecedores R$ 880. juntamente com essas mercadorias. não há a possibilidade de aproveitamento do crédito do ICMS correspondente. com tributação pelo ICMS Quando uma empresa adquire mercadorias e.000. como aquisição de frete.00 D . quando as empresas aderem a determinada tributação simplificada. salvo situações específicas vedadas em lei.Fornecedores R$ 1. de acordo com o tipo de inventário adotado pela empresa.ICMS si Compras R$ 120. Além das operações de aquisição de mercadorias.Produto X C . Evento: pagamento de frete no valor de R$ 100.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Aquisição de mercadorias para revenda Da mesma forma que as empresas industriais. Nesse caso.000. recebimento de bonificação de mercadorias. Todas essas operações podem ser tributadas pelo ICMS. como não há o destaque do ICMS. realiza o pagamento do transporte. as empresas comerciais.Contas a Pagar R$ 88. por intermédio do Conhecimento de Transporte Rodoviário de Cargas (CTRC).Pela aquisição de mercadorias (valor líquido): D . diversas operações.ICMS a Recuperar C .Compra de Mercadorias C . Orleans Martins 46 . Evento: aquisição de mercadorias para revenda. como. com incidência do ICMS pela alíquota de 12% (Inventário Permanente) D .Pela aquisição de mercadorias: D . as empresas podem realizar. mas no interior do mesmo Estado a operação de transporte de cargas não tem o destaque do ICMS. As empresas comerciais podem efetuar o registro contábil de seus estoques por intermédio de dois sistemas: o sistema de registro permanente de estoques (inventário permanente) e o sistema de registro periódico (também conhecido como inventário periódico). Destaca-se que.ICMS a Recuperar C .00 CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. entre outras.00.00 Pelo aproveitamento do ICMS destacado na Nota Fiscal: D . em virtude da legislação específica do Estado. bem como o custo de aquisição da mercadoria.Produto X (pelo valor líquido) C . também possuem o direito de se creditar do imposto. veremos os lançamentos relativos a cada um dos sistemas de registro de estoques.00 Lançamento contábil . no curso das atividades normais. por exemplo. pelo valor de R$ 1. possuindo um tratamento distinto. proveniente de aquisição de mercadorias. têm-se registros contábeis distintos. quando adquirem mercadorias para revenda.00 Verifica-se que.Fornecedores R$ 120. quando da realização de transporte intermunicipal.00 (Inventário periódico) ICMS destacado na Nota Fiscal: R$ 120. Aquisição de fretes em operações de compra de mercadorias. de acordo com o sistema de inventário adotado pela empresa.00 Lançamento contábil .ICMS a Recuperar C . embora a operação de compra de mercadorias seja a mesma.

por R$ 20. deduzindo-se os impostos recuperáveis incidentes sobre o mesmo. Orleans Martins 47 . nas operações a vista.ICMS si Fretes R$ 100.00 Pelo ICMS incidente sobre as vendas: D .00 R$ 3.Venda de Mercadorias R$ 20. com incidência do ICMS pela alíquota de 12% . Quando isso ocorre.000.Contas a Pagar D . CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.600. compensando-se os créditos provenientes da aquisição de mercadorias. na conta Fornecedores (por opção do contador/empresa) ou contas a pagar.Frete sobre Compras C . no valor de R$ 150. a operação de contratação de fretes pode ser contabilizada.ICMS s/ Vendas C . deverá ser realizada uma contabilização diferenciada.ICMS a Recuperar C .Inventário Periódico D . com a finalidade de posteriormente realizar a venda das mesmas.00 ICMS incidente sobre a venda: R$ 3. nas operações a prazo.00 De acordo com os princípios de custo. Evento: responsabilidade pelo pagamento do frete. debitados no Conhecimento de Transporte Rodoviário de Carga (CTRV). Quando da realização de operações de venda de mercadorias.00 Pela venda de mercadorias: D . Operações de venda de mercadorias As empresas adquirem mercadorias.000.ICMS a Recuperar C . bem como proporcionar um retorno ao capital investido pelo sócio ou acionista. ocorre o débito do ICMS. tendo como objetivo cobrir todas as despesas e custos. ou então a crédito da conta Caixa. ao qual a empresa deverá realizar a apuração do mesmo.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Evento: pagamento de frete no valor de R$ 100.Fornecedores/Contas a Pagar/Caixa D .ICMS a Recolher Fretes sobre vendas de mercadorias As empresas.00 Corno se pode observar. ocasionalmente podem ficar responsáveis pelo pagamento dos fretes incidentes sobre as vendas.Caixa/Duplicatas a Receber C . por motivos diversos.600.00 ICMS incidente na operação: R$ 18.Fretes sobre Vendas C . se na operação de transporte de cargas ocorrer incidência do ICMS. de acordo com o sistema de inventário. em operação de venda de mercadorias ou produtos. obtendo uma margem de lucro.00. Operações de devoluções de compras de mercadorias No curso normal das atividades empresariais.00 R$ 18. o frete incidente sobre compras integra o custo da mercadoria vendida. Evento: venda de mercadorias a vista/a prazo. proveniente de aquisição de mercadorias. quando vendem mercadorias.00 R$ 12. Dessa forma.ICMS de Fretes s/ Vendas R$ 150. corno não conformidade com o pedido ou mercadoria deteriorada.00 D . eventualmente ocorrem situações onde o fornecedor de determinada mercadoria recebe de seu cliente a mercadoria em devolução. a empresa responsável pelo pagamento terá o direito de recuperar os referidos créditos de ICMS.

constituição de um direito (créditos a receber).Fornecedores/Caixa/Créditos a Receber C . quando da aquisição de mercadorias. contabiliza-se o ICMS sobre devolução de compras separadamente. é a venda de mercadorias.00 Corno se pode observar pelos registros acima. tem natureza Devedora. de acordo com as condições comerciais estabelecidas. no caso em questão. nesse caso. toma-se necessário o registro correspondente do imposto incidente sobre as referidas operações.00 Observe-se que.00 Evento: devolução de compras mercadorias. Adota-se. Evento: devolução de compras mercadorias. que poderá ser utilizado quando a empresa vier a realizar novas compras junto ao seu fornecedor. independe o tipo de inventário adotado pela empresa. cria-se uma conta redutora. Isso decorre da necessidade de informação por parte dos usuários da contabilidade. no valor de R$ 500. Na saída por ocasião de urna devolução.ICMS s/ Devolução de Compras C . destacando-se os efeitos tributários das operações de devoluções de mercadorias.00 D .[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Nessas situações. Há três opções na conta devedora.ICMS a Recolher R$ 5.Estoque de Mercadorias D . correspondente a despesas.00 R$ 60. a empresa possui o direito de creditar-se do ICMS correspondente. pois a operação a ser considerada. Quando ocorre essa situação. Orleans Martins 48 .000. As contas de resultado.000. no valor de R$ 5.ICMS a Recolher R$ 4. uma conta redutora da conta devolução de vendas. usualmente. no caso de devolução de vendas o tratamento seria o mesmo. ocasionando o que comum ente é chamado de devolução de mercadorias de clientes.00 R$ 600. ou ainda vendas canceladas.Devolução de Vendas C .Fornecedores/Caixa/Créditos a Receber C . no valor de R$ 5. ocorrerá o débito correspondente. do que a contabilização diretamente na conta ICMS sobre vendas. o valor debitado por ocasião da devolução de vendas será aquele correspondente ao valor total da nota fiscal. restituição em dinheiro do valor correspondente às mercadorias devolvidas (caixa) ou ainda.Devoluções de Compras D . Da mesma forma que. por ocasião da devolução de compras. Outro fator a ser considerado é a natureza da conta. Nesse caso específico.00 D . para fins tributários. em determinadas situações os clientes das empresas também podem efetuar essa operação. Evento: devolução de vendas de mercadorias.ICMS sobre Devolução de Vendas R$ 500. no momento da negociação: abatimento do valor da mercadoria devolvida nas duplicatas a pagar (fornecedores). há reflexos no ICMS que foi debitado. além de realizar a devolução das mercadorias.Duplicatas a Receber/Caixa D . caso elas sejam operações tributadas pelo ICMS. Dessa forma.00 (Inventário permanente) ICMS destacado no valor de R$ 600.00 D .00 R$ 600. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.00 ICMS incidente sobre a devolução de R$ 60.400.ICMS a Recuperar C .000. recebendo créditos apenas quando do encerramento para apuração do Resultado do Exercício.Fornecedores/Caixa/Créditos a Receber C .00 (Inventário periódico) ICMS destacado no valor de R$ 600. Operações de devoluções de vendas de mercadorias Da mesma forma que as empresas podem devolver mercadorias aos seus fornecedores. por ocasião da venda de mercadorias. denominada "ICMS sobre devolução de vendas". Entendemos tratar-se de uma técnica mais adequada.

então.000. Essa operação consiste no envio. a empresa Beta S. de uma operação de consignação de mercadorias. a mercadoria continua de propriedade do consignador.00 D . Se a mercadoria circulou da empresa A para a empresa B. quando tributadas.000. para a empresa que efetuou a remessa em consignação. no comércio. Entretanto. Orleans Martins 49 .000. no valor de R$ 3. quando do lançamento de um novo produto.ICMS a Recuperar C . e o crédito do ICMS.00 Evento: recebimento de mercadorias em bonificação. ocorre por ocasião da circulação das mercadorias. segue abaixo um exemplo prático. na operação de consignação.ICMS s/ Mercadorias Recebidas em Bonificação Operações de consignação de mercadorias Dentre as diversas atividades desenvolvidas pela empresa. o fato gerador do ICMS.000.00.00 D . sendo que este emitirá. pois foram enviadas a outra empresa em consignação. que havia vendido 30 unidades. no valor de R$ 3. Evento: recebimento de mercadorias em bonificação. R$ 3.00 R$ 360. ocorreu o fato gerado do ICMS. A empresa Gama S. que não são de sua propriedade.00 R$ 360.000. quotidianamente. O ICMS incidente sobre todas as operações é de 12%. pois não possuíram custos de aquisição. se essas forem tributadas. não tendo qualquer benefício específico. A No dia 31 de janeiro de 20xO. Note-se.00 CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. ao valor unitário de R$ 100.00. uma nota de venda de mercadorias (para simples faturamento). pode ocorrer uma operação denominada consignação de mercadorias. mas não a propriedade. pela empresa vendedora (denominada consignadora).Receita de Bonificação de Mercadorias D . Quando ocorre a comunicação da venda. A comunicou à empresa Gama S. No entanto.Mercadorias Recebidas em Bonificação C . mas não serem de sua propriedade. a empresa consignatária efetua a devolução das vendas. O custo das unidades. 100 unidades da mercadoria Y.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Recebimento de bonificação de mercadorias É prática costumeira.Estoque de Mercadorias C . a empresa consignatária deverá emitir uma nota fiscal de devolução simbólica para o consignador. tem o direito de recuperar o ICMS incidente sobre as mercadorias recebidas em bonificação.00 (Inventário Periódico) ICMS sobre as mercadorias bonificadas: R$ 360. via de regra. para a empresa que recebeu as mercadorias em consignação. bem como há a possibilidade de inexistência de mercadorias na empresa. A. era de R$ 600. A diferença existente entre uma compra e venda comum reside no fato de que. para a empresa Gama S. A. para que outra empresa (consignatária) realize a venda das referidas mercadorias. em 2 de janeiro de 20xO.00 (Inventário Permanente) ICMS sobre as mercadorias bonificadas: R$ 360. no que diz respeito ao ICMS.Receita de Bonificação de Mercadorias D . seja total ou parcialmente. a utilização do recurso de bonificação de mercadorias. ou ainda. a empresa que recebe as bonificações. em regime de consignação para a empresa Beta S. nesse caso. gerando uma margem de lucro maior para o vendedor. essas serão tributadas normalmente. A remeteu. pois quando da venda das mercadorias.ICMS a Recuperar C . até a empresa consignatária realizar a venda para terceiros. a existência de conceitos distintos: há mercadorias que podem estar fisicamente no estoque da empresa. Visando esclarecer essas questões. que detém a posse das mercadorias. A empresa que fornece as mercadorias em bonificação deve tratá-Ias como vendas normais.640.00 e o preço de venda da empresa Beta S. devendo haver o respectivo débito de ICMS. Caso não ocorra a venda das mercadorias. entre duas empresas comerciais. para aqueles clientes que realizam compras em grande quantidade. A foi de R$ 2.Receita de Bonificação de Mercadorias R$ 2.

além da operação envolver o ICMS incidente sobre as denominadas "operações próprias".Consignação de Mercadorias (contas de compensação) Evento: recebimento de mercadorias em consignação D . em todas as operações anteriormente relacionadas. Um dos tributos que mais se utiliza do recurso da denominada Substituição Tributária é o ICMS. recebimento em bonificação ou consignação de mercadorias.00 CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. por intermédio do § 7º do art. por meio da Emenda Constitucional nº 3. contudo. devolução. de 1993. Esse fato decorre de que. nesse regime.00 D . 150 da Constituição Federal.200.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Evento: remessa de mercadorias em consignação D .ICMS si Mercadorias Recebidas em Consignação R$ 12.00 R$ 100. a outro sujeito passivo. pneus. conforme será observado no tópico a seguir. fretes e outros.00 D . automóveis etc. cujo fato gerador deva ocorrer posteriormente. tintas.000.000.00 Valor total da Nota Fiscal: R$ 10.Mercadorias Consignadas (contas de compensação) C .000.Estoque de Mercadorias R$ 60.00 ICMS das operações próprias: R$ 1. em produtos como combustíveis. basta o comerciante substituído agregar todos os custos pagos pelo produto como custos de comercialização e/ou produção.Mercadorias Consignadas (contas de compensação) R$ 100. assegurada a imediata e preferencial restituição da quantia paga.ICMS si Mercadorias em Consignação C . venda.00 ICMS das operações subsequentes: R$ 600.ICMS a Recolher D . quando da ocorrência de fato gerador do ICMS.00 Como se pode observar. não há qualquer compensação do imposto pago nas operações anteriores.1. em que.000. caso não se realize o fato gerador presumido. relativo às operações de aquisição. retenção e recolhimento do ICMS sobre duas ou mais operações da cadeia produtiva.00 Valor de venda varejo . uma vez que. Para fins de exemplificar.000. da possibilidade de atribuição.00 R$ 12. Já para o substituto. em um regime conhecido como Substituição Tributária.ICMS a Recuperar C . das operações subsequentes.600. de fatos tributários posteriores. As operações ocorridas sob esse regime devem ser objeto de contabilização distinta. Orleans Martins 50 .1. Há situações.000.Mercadorias Recebidas em Consignação (contas de compensação) C . o contribuinte torna-se responsável pelo cálculo. 5. ele deverá observar a segregação entre o tributo devido nas próprias operações do tributo retido por substituição tributária. Contabilização do ICMS para empresas em regime de Substituição Tributária A figura da substituição tributária teve seu ápice com a introdução. O tratamento contábil da substituição tributária deve ser observado com muito mais cuidado pelo substituto (aquele que vende o produto com substituição tributária). temos a seguinte operação de um produto vendido por substituição tributária: Valor de venda pelo substituto: R$ 10. nas operações de produtos adquiridos pelo regime de tributação pela substituição tributária. Todo o tributo já foi todo retido e recolhido nas operações anteriores.000.substituído: R$ 15. do que por aquele que recebe o produto em substituição tributária. deve ocorrer o registro dos fatos contábeis relativos às denominadas operações próprias.Mercadorias em Consignação (estoque em poder de terceiros) C . Diz o referido artigo: § 7º A lei poderá atribuir a sujeito passivo de obrigação tributária a condição de responsável pelo pagamento de imposto ou contribuição.

.1.00 Quando da realização da venda. No exemplo em questão. dessa forma.Fornecedores/Caixa R$ 10. para melhor compreensão: Exemplo de cálculo do FATOR a ser utilizado no cálculo do aproveitamento do ICMS incidente sobre aquisição de ativo permanente.00 Evento: aquisição de produto pelo substituído . os lançamentos seriam os seguintes: Evento: aquisição de produto pelo substituído .. não constitui um elemento de sua Receita Operacional Bruta.ICMS .Substituição Tributária a Recolher Evento: contabilização do ICMS .600.ICMS s/ Vendas C ..Faturamento Bruto R$ 10. O fator deverá ser igual ao produto entre 1/48 (um quarenta e oito avos) com a relação entre a soma das saídas e prestações tributadas e o total das saídas e prestações escrituradas no mês. pois o valor corresponde ao ICMS a ser recolhido pelo substituto. Basta contabilizar o valor efetivamente pago como estoque. ficaria assim expressa: Faturamento Bruto 10.600.00 (-) ICMS s/ Vendas (1. às empresas. a recuperação imediata de todo o ICMS incidente em uma operação de aquisição de ativo imobilizado.Estoques C . a aquisição de um ativo imobilizado é considerada uma operação de longo prazo... Esse processo de recuperação. destinado às suas atividades. pelo contribuinte substituído.200. a operação é bem simples. não é realizado qualquer débito de imposto. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. seja pelo regime de substituição tributária.Compras de Mercadorias C .Inventário Permanente D . de acordo com a legislação vigente. em razão das operações posteriores realizadas pelo contribuinte substituído.ICMS a Recolher R$ 1. Já para o contribuinte substituído.00) (-) ICMS Substituição Tributária Receita Operacional Bruta 10. que o ICMS por substituição tributária.operações próprias D .ICMS por Substituição Tributária C . deverá ocorrer nos 48 meses seguintes à aquisição do imobilizado.600.00 (600.200.. não havendo qualquer possibilidade de creditarnento do ICMS das operações anteriores. Entretanto.000.00 R$ 600. destinado à manutenção das atividades da empresa.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Evento: venda de produto com substituição tributária D .Inventário Periódico D .Duplicatas a Receber/Caixa (Cliente Alfa) C . embora integrante do faturamento da empresa.00 Verifica-se. ao contrário do ICMS incidente sobre as operações mensais da empresa. 5. Aproveitamento de créditos de ICMS sobre venda de Ativos Imobilizados e a contabilidade As empresas sujeitas à tributação do ICMS. não é permitida pela legislação vigente.. quando realizam operações de aquisição de ativo fixo. dessa operação.00 Evento: contabilização do ICMS por substituição tributária D .00) . possuem o direito de recuperar o ICMS sobre essa aquisição. de acordo com determinado fator. Vamos a um exemplo.600.Fornecedores/Caixa R$ 10.2. Orleans Martins 51 . em virtude do imposto já ter sido recolhido nas fases anteriores. seja pelo regime normal. Dessa forma.. A parte inicial da Demonstração do Resultado do Exercício. .

0159313. Então.00 Outras 200.0159313 Neste mês em questão.Data operação: 20.083333%. O fator para utilização.800. e uma parcela que será utilizada após o término do exercício social subsequente.00. será realizado em um prazo previsto de 48 meses.00 R$ 7. que é inerente à aplicação do fator. A seguir.00 > parcela máxima mensal do ICMS a ser aproveitada. Os lançamentos correspondentes seriam os seguintes: Evento: apropriação do ICMS incidente sobre aquisição de bem do Ativo Imobilizado D .000.000.00.00 ICMS 12.000.00 --281. a serem aproveitados no curto prazo.Máquinas e Equipamentos C . o saldo de créditos do ICMS sobre aquisição de determinado ativo.00 200.00 R$ 52.000. deverá ser cancelado.00 500.00.00) FATOR = 0. então.00 50.950. A diferença do ICMS não aproveitado. sendo que o saldo restante. o percentual a ser utilizado seria de 2.Caixa/Bancos Conta Movimento R$ 60.200.000. venda e cancelamento de créditos decorrentes de operações com ativo imobilizado.000.00 em operações tributadas. ou seja.00 CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. O ICMS incidente sobre as operações de aquisição de imobilizado.202 CFOP 6.00 60.000.59313% do valor total do ICMS.000. para um total de saídas no valor de R$ 850.000.200.000.000. Ao final dos 48 meses. deverá ser calculado da seguinte forma: FATOR = 1/48 * (650. Orleans Martins 52 . No exemplo em questão: R$ 7.02083333 * (0.000. a empresa teve um total de R$ 650. Dessa forma. caso a empresa possuísse créditos de ICMS sobre aquisição de Ativo Imobilizado. no valor de R$ 5.00 será aproveitado no longo prazo..000. 13 meses a R$ 150.00 Nesse caso em questão. não poderá ser aproveitada nos meses subsequentes. deve ser realizada a segregação entre o ICMS a ser aproveitado no curto prazo (ativo circulante) e a parcela a ser aproveitada no longo prazo (ativo não circulante).000.ICMS sobre aquisição de Ativo Imobilizado (Ativo Circulante) C .00/48 = R$ 150.950.00 9.00 O custo de aquisição do veículo será representado pelo valor de aquisição do bem.12. que resultam em um montante de R$ 1. Caso a empresa apresentasse somente saídas tributadas.00 50.00 850. teve as seguintes operações registradas em seu Livro de Registro de Saídas: CFOP 5. que não for aproveitado.000. 1.000.000.000.250. o fator a ser multiplicado pelo ICMS incidente sobre aquisição de ativo imobilizado seria 0.102 CFOP 6.00 500.102 CFOP 5. para as empresas que promovem saídas não tributadas. como já vimos anteriormente. Meses nos quais irão ser creditados os valores do ICMS: De dezembro de 20x0 a dezembro de 20x1 = 13 meses Após dezembro de 20x1 = 35 meses Têm-se. serão abordados todos os eventos provenientes de situações envolvendo aquisição.76470588) FATOR = 0. deduzido dos impostos recuperáveis incidentes sobre a operação. Aquisição de ativo imobilizado Evento: aquisição de ativo imobilizado tributado pelo ICMS a vista Bem: Máquina Empacotadora .00 BC 100. A.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] A empresa ALFA S.20x0 Valor do bem adquirido: ICMS incidente sobre a aquisição: D .000.00/850.949 Totais Valor Contábil 100. teremos uma parcela do ICMS a ser aproveitado que será utilizado no exercício social imediatamente posterior.00 --650. ao final do mês de janeiro de 20xO.Caixa/Bancos Conta Movimento R$ 1.

ao final de 48 meses: R$ 3.Outras despesas operacionais (ICMS si Ativo Imobilizado Não Utilizado) C . Orleans Martins 53 . A primeira situação decorre do fato de a empresa promover saídas não tributadas. o fator de aproveitamento do ICMS seria 0. após 24 meses de aquisição Custo contábil do bem: Depreciação acumulada do bem: ICMS si Ativo Imobilizado a Recuperar . vamos considerar que. a partir do primeiro mês de aquisição. pois devem receber tratamento contábil distinto. ao final dos 48 meses previstos para aproveitamento Situação: Valor total do ICMS sobre ativo imobilizado: Saldo remanescente.200. Ele é creditado diretamente na apuração do ICMS. no primeiro mês.250. os créditos remanescentes. à razão de 1/48. podendo ocorrer variações no valor a ser aproveitado. antes do término desse prazo.00 R$ 5. Evento: alienação de ativo imobilizado.ICMS si Ativo Imobilizado a Recuperar (Ativo Circulante) R$ 455. são aproveitados créditos em percentual inferior a 1/48. Aproveitamento mensal de ICMS incidente sobre ativo imobilizado Após a aquisição.Caixa/Bancos Conta Movimento R$ 5.00 0. Embora haja uma parcela que. devem ser cancelados.Ativo não Circulante: R$ 26.00 R$ 455. Cancelamento de crédito do ICMS sobre ativo imobilizado não utilizado Ao final do período de 48 meses.00 Verifica-se a apropriação do saldo do ICMS sobre ativo imobilizado como despesa. a empresa em questão teve 80% de suas saídas tributadas. ao final de 48 meses. deduzido dos impostos recuperáveis.00 Importante é ressaltar que o aproveitamento do crédito do ICMS sobre aquisição de ativo imobilizado não ocorre juntamente com os créditos provenientes da aquisição de mercadorias. mensalmente. não utilizados.Ativo Circulante: ICMS si Ativo Imobilizado a Recuperar . a empresa poderá aproveitar o crédito do ICMS.ICMS sobre Aquisição de Ativo Imobilizado (Ativo Circulante) R$ 120. as duas situações anteriormente descritas.ICMS a Recuperar C .[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] D . pois não é permitida pela legislação a sua utilização. no Livro de Registro de Entradas.ICMS sobre Aquisição de Ativo Imobilizado (Ativo Não Circulante) C . O lançamento contábil correspondente a essa operação seria: Evento: aproveitamento mensal do ICMS sobre aquisição de Ativo Imobilizado D . Dessa forma. proporcionalmente às saídas tributadas. a seguir.0166667 R$ 120. Evento: cancelamento do ICMS sobre ativo imobilizado. teríamos uma situação onde o custo de aquisição do imobilizado será representado pelo valor de aquisição.0166667. Em relação ao ativo imobilizado adquirido: Valor total do ICMS a recuperar: Fator: Valor do ICMS a recuperar no primeiro mês: R$ 7.00 Após os referidos lançamentos. com saldo de créditos de ICMS a recuperar Operação: Venda de Ativo Imobilizado. possa não ser aproveitada. perdendo as suas características intrínsecas de ativo. ou por ocasião da venda do ativo imobilizado. devendo ser provisionado pelo seu total.400.00 A apuração do fator de aproveitamento do crédito do ICMS sobre ativo imobilizado ocorrerá mensalmente. Máquinas e Equipamentos.00 D . Dessa forma. Serão analisadas. Utilizando-se o exemplo anterior. em um saldo de créditos. resultado. uma vez que tais valores não poderão ser recuperados no futuro. proveniente de saldo remanescente.000.00 R$ 900. não utilizados. a possibilidade de recuperação do ICMS na aquisição do Ativo Imobilizado existe.280. de acordo com o percentual de saídas tributadas em relação às saídas totais.00 CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.00 R$ 900.

bens ou valores. especificamente. no item em questão. 11. 7. quando tomarem ou intermediarem serviços: a) Dos quais resultem remunerações ou comissões. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. b) De conserto e restauração de bens sinistrados por elas segurados. corretagens ou intermediações de seguro.00 R$ 5. objetos. com ou sem estabelecimento fixo.Município de São Paulo Breve descrição do tributo Fato gerador Constitui fato gerador do Imposto sobre Serviços (lSS) no município de São Paulo a prestação.8 aIO. não inscritos no Cadastro de Prestadores de Outros Municípios. III. IMPOSTO SOBRE SERVIÇOS DE QUALQUER NATUREZA (ISS) . 7.02. deverá integrar o custo do bem vendido.12.ICMS si Ativo Imobilizado a Recuperar .01.05 e 17. 7. realizados por prestadores de serviços estabelecidos no Município de São Paulo.15.17 e 16. b) Subitens 7. 7. 7.20. pelos agenciamentos. o saldo do ICMS. 6. 4 a 6.01 a eles prestados dentro do território do Município de São Paulo por prestadores de serviços estabelecidos fora do Município de São Paulo. 7. 2. II.896/2009: a) Subitens 3.03.Máquinas e Equipamentos C . 18. 7. remessa ou entrega de correspondências.Ativo Circulante Evento: cancelamento do saldo do ICMS a recuperar.05 e 17. Sociedades seguradoras.18.ICMS si Ativo Imobilizado a Recuperar . quando tomarem ou intermediarem os seguintes serviços listados no art.13. 19 e 21 a 40. Tomadores ou intermediários de serviços provenientes do exterior do País ou cuja prestação se tenha iniciado no exterior do País.Outras Despesas Operacionais (Custo da Venda de Ativo Imobilizado) Evento: cancelamento do saldo do ICMS a recuperar.10. quando tomarem ou intermediarem serviços de coleta. 7.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Evento: venda do bem do ativo imobilizado D .09).06.00 R$ 26.09. a prestação dos serviços constantes da relação do art.00 Observe-se que. 7. Instituições financeiras. 13 a 15. inclusive imunes ou isentas.00 R$ R$ 900. 1Q do Decreto nº 50. 7. documentos. 1 Q da Lei nº 13.02. não aproveitado em virtude da alienação do bem. 6.701/2003.03 e 12.07.13. 7. corretores ou intermediários estabelecidos no Município de São Paulo. executados por prestadores de serviços que emitam nota fiscal ou outro documento fiscal equivalente autorizado por outro município ou pelo Distrito Federal. 11. 3 (exceto o subitem 3.19.1. por elas pagas a seus agentes. 7.280. 17. 17 (exceto os subitens 17.Outras Despesas Operacionais (Custo da Venda de Ativo Imobilizado) C . no Ativo Circulante D .08. Orleans Martins 54 .04.14. bem como nos subitens 7. Pessoas jurídicas. prestados por prestadores de serviços estabelecidos no Município de São Paulo.Máquinas e Equipamentos Evento: lançamento da depreciação acumulada do bem D . IV.Depreciação Acumulada .Ativo Não Circulante R$ 900.09 a eles prestados dentro do território do Município de São Paulo.05. e condomínios edifícios residenciais ou comerciais. 7.04. 7. por pessoa física ou jurídica.400. no Ativo Não Circulante D . 7. de serviço não compreendido na competência da União ou dos Estados e.04). 7.Outras Despesas Operacionais (Custo da Venda de Ativo Imobilizado) C .Outras Despesas Operacionais (Custo da Venda de Ativo Imobilizado) C . 7. São responsáveis pela retenção do Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza e compreendem fatos geradores passíveis para talos serviços prestados nas condições que seguem: I.11. c) Itens 1.

V. VII. laboratórios de análises. b) coleta. movimentação de aeronaves. prestados dentro do território do Município de São Paulo. para cálculo do imposto a ser retido na fonte. Sujeito passivo O contribuinte de fato consiste do prestador de serviços. tem-se como sujeito ativo o Município de São Paulo. objetos.01. pelos agenciamentos. b) de hospitais. o momento de incidência/retenção do ISSQN ocorre quando do recebimento/pagamento do serviço prestado. realizados por prestadores de serviços estabelecidos no Município de São Paulo. deve ser considerada. Empresas administradoras de aeroportos e de terminais rodoviários. IX. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. VIII. casas de saúde e de recuperação. compete o recolhimento do valor retido na fonte no dia 10 ou dia útil posterior do mês subsequente ao mês de ocorrência do fato gerador. tratado na Lei Complementar Federal nº 123/2006. a partir de 01. remessa ou entrega de correspondências. corretagens ou intermediações de planos ou convênios. de olhos. os responsáveis tributários ficam desobrigados da retenção e do pagamento do imposto. a alíquota prevista nos Anexos III. Orleans Martins 55 . corretores ou intermediários estabelecidos no Município de São Paulo. movimentação de passageiros.2009. entre outros). de sêmen e congêneres. o mês de emissão do documento fiscal (nota fiscal de serviço. Momento de incidência/retenção/recolhimento Fundamentado o fato gerador. em relação aos serviços tomados ou intermediados de prestadores de serviços estabelecidos no Município de São Paulo e nos enquadramentos que seguem. capatazia. movimentação de mercadorias. quando tomarem ou intermediarem os serviços aeroportuários. armazenagem de qualquer natureza. Tal alíquota deve ser destacada pelo prestador de serviço em documento fiscal fornecido à fonte pagadora. então. de eletricidade médica. de patologia. quando tomarem ou intermediarem os serviços de coleta. utilização de aeroporto. corretagens ou intermediações de planos e títulos de capitalização. remessa ou entrega de correspondências. fornecidos por prestadores de serviços estabelecidos no Município de São Paulo. bens ou valores. por elas pagas a seus agentes. de inspeção e avaliação de riscos para cobertura de contratos de seguros e de prevenção e gerência de riscos seguráveis. serviços acessórios. corretores ou intermediários estabelecidos no Município de São Paulo. documentos. logística e congêneres. recibo de profissional autônomo. fornecidos por prestadores de serviços estabelecidos no Município de São Paulo. bens ou valores. gozar de isenção ou gozar de imunidade. Entretanto. sendo o tomador do serviço caracterizado como o contribuinte responsável pela retenção e recolhimento do tributo.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] c) De regulação de sinistros vinculados a contratos de seguros. bancos de sangue. Sociedades de capitalização. VI. no caso dos serviços prestados pelas Microempresas (ME) e Empresas de Pequeno Porte (EPP) optantes pelo SIMPLES Nacional. quando tomarem ou intermediarem serviços dos quais resultem remunerações ou comissões. de pele. Sujeito ativo Decorrente desse Imposto. prontos-socorros. IV ou V da Lei Complementar nº 123/2006 considerando-se a faixa de receita bruta a que a ME ou EPP estiver sujeita no mês anterior ao da prestação dos serviços. por elas pagas a seus agentes. pelos agenciamentos. Empresas de aviação. Também. quando tomarem ou intermediarem serviços: a) dos quais resultem remunerações ou comissões. quando tomarem ou intermediarem os seguintes serviços fornecidos por prestadores de serviços estabelecidos no Município de São Paulo: a) tinturaria e lavanderia. Ao tomador do serviço. documentos. Sociedades que explorem serviços de planos de medicina de grupo ou individual e convênios ou de outros planos de saúde. comprovado via declaração cadastral (profissional autônomo). serviços de apoio aeroportuários. Hospitais e prontos-socorros. objetos. clínicas. qual seja. ambulatórios.

Receita de Serviços D .Despesas com ISS (redutora da receita) C .00. constituindo obrigação de retenção pelo tomador do serviço.Disponibilidades C . com retenção do ISS pelo tomador do serviço. implicando no seguinte acréscimo legal sobre o valor do principal devido e não recolhido no prazo estipulado pela legislação vigente: (I) multa moratória de 0.Serviços Prestados por Terceiros R 50.Disponibilidades R$ 50. Para o tomador do serviço.3. Orleans Martins 56 . ocorre o seguinte evento relacionado ao tributo: • Recebimento de serviços prestados com retenção do ISS pelo tomador do serviço.33% por dia de atraso. a contabilização dos eventos relacionados ao tributo recolhido.ISS a Recolher .Serviços de Terceiros a Pagar D .2.000. no curso regular da obediência à legislação vigente. com exceção de descontos e abatimentos concedidos independentemente de condição.Serviços Prestados por Terceiros C .896/2009. Para o tomador do serviço. 1º do Decreto nº 50. com retenção do ISS de 5% pelo tomador do serviço: R$ 50.00 D . sem dedução. R$ 950. D .Despesas com Serviços Prestados por Terceiros C . Base de cálculo e alíquotas A base de cálculo do ISSQN compreende o preço do serviço prestado. • Pagamento do respectivo valor de ISS dentro do prazo de recolhimento. compreende: • Incidência do fato gerador. no curso irregular da obediência à legislação vigente. 6. constituindo obrigação de retenção pelo tomador do serviço.00 D .Receita de Serviços Para o tomador do serviço.ISS a Recolher .Despesas com Serviços Prestados por Terceiros C . o ISS constitui-se numa despesa que deve ser assim contabilizada: • Recebimento de serviços prestados no valor de R$ 1. Descrição dos eventos relacionados ao tributo Para o prestador de serviço.00 • Pagamento do respectivo valor de ISS dentro do prazo de recolhimento.00 R$ 950. os eventos relacionados ao tributo compreendem a(o): • Incidência do fato gerador. Apurada a base de cálculo. os eventos atrelados ao tributo consistem dos que seguem: • Pagamento em atraso de ISS retido na fonte. Contabilização dos eventos Para o prestador de serviço.5% a 5% segundo normatização pela Portaria SF nº 014/2004 aos serviços nela expressos. no prazo estabelecido pela legislação.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Aspecto geográfico A retenção é aplicável aos sujeitos passivos prestadores dos serviços listados no art. quando do recebimento do serviço prestado. a receita bruta a ele correspondente. isto é. aplicam-se alíquotas de 2.00 CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. limitada a 20%. 6.

compreende: • Incidência do fato gerador. D . Orleans Martins 57 . A Cia.00 555.000. onde construiu suas instalações industriais com o objetivo de acondicionamento das bebidas importadas.00 555.896/2009.ISS a Recolher .Despesa com Serviços Prestados por Terceiros C . Fontes • Lei nº 13.00 15. que serão comercializadas no território nacional. • Decreto nº 50.000.000.00 265.701/2003.000.00 Capital Social 40.Serviços Prestados por Terceiros Valores hipotéticos.00 555. Atenas é uma empresa que atua no ramo de importação.000. C .00 285. industrialização (acondicionamento) e comercialização de bebidas. A empresa iniciou suas atividades no final de 2006.00 150. D . constituindo obrigação de retenção pelo tomador do serviço.Escritório (sede) Imóveis .[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Para o tomador do serviço. situada na zona rural.00 Passivo Não Circulante 265.Despesa com Serviços Prestados por Terceiros C . Os valores deverão respeitar a legislação vigente no município onde ocorrer o fato gerador. 7.000.000. tais como: vodca. A posição patrimonial da Cia. a empresa adquiriu uma propriedade. era a apresentada no quadro da página seguinte. apenas para exemplificar o lançamento contábil.00 25.Lojas (comercialização) Equipamentos e utensílios Veículos (-) Depreciação Acumuladas Total BALANÇO PATRIMONIAL 31/12/2006 PASSIVO 290. ATENAS A Cia.00 Passivo Circulante 5.00 Total 31/12/2006 555.Serviços Prestados por Terceiros • Provisão do acréscimo legal referente à multa moratória. IMPACTOS DOS TRIBUTOS SOBRE RECEITAS E CUSTOS O CASO DA CIA.00 Patrimônio Líquido 35.000.Disponibilidades D . vinho e uísque.Serviços de Terceiros a Pagar D . Atenas possui um limite de crédito junto ao Banco "X".ISS a Recolher . Atenas.00 CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. • Portaria SF nº 14/2004. No ano de 2006.Serviços Prestados por Terceiros • Pagamento do respectivo valor de ISS com acréscimo legal fora do prazo de recolhimento.000. que funciona de forma semelhante ao cheque especial de pessoa física.000.Despesa de Multa com Caráter Compensatório C .000. ATIVO Ativo Circulante Caixa Bancos conta Movimento Ativo Não Circulante Imobilizado Instalações industriais (produção) Imóvel .000. fora do prazo estabelecido pela legislação.ISS a Recolher . a contabilização dos eventos relacionados ao tributo recolhido. Atenas foi constituída com o objetivo de importar bebidas e recondicioná-las para a comercialização no mercado brasileiro.000. em 31/12/2006.000. denominado "conta empresarial". A Cia.

Atenas contratou ambos por U$ 5. e.46 importação de insumos (bebidas). incluídos os vinhos enriquecidos com álcool. representam. PIS e COFINS importação.188. Imposto de Importação Na apuração do Imposto de Importação.1.052.361.261. a Cia. a prazo.89 Uísque 200 2. para o exercício.Estoque/Matéria-Prima/Bebidas em tonéis (Ativo) C . foram de responsabilidade do importador (FOB . em volume. em recipientes de capacidade 2208.00 1. os quais também devem integrar o custo de aquisição da bebida em tonéis: D . Seguro e Frete internacional). A composição do CIF deverá ser o valor FOB da fatura comercial. Orleans Martins 58 . irá arbitrar um valor para o frete e o seguro internacional para se chegar ao preço CIF que é a base de cálculo do II.1. Quando não há o valor do seguro ou o frete internacional. mostos de 22.89. Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). a base de cálculo é formada pela soma dos custos de importação (matéria-prima. a empresa realizou a importação de bebidas a serem acondicionadas e. que.22 403. posteriormente. que estipula e/ou modifica o percentual aplicável. multiplicada pela alíquota incidente. em reais. comercializadas.555.Bancos conta Movimento/Banco "X" Na impostos: • • • • R$ 10.. 7. mais o valor do frete e seguro internacional. superior a 50% vol. A base de cálculo do II é o Valor CIF .052. Aquisição de matéria-prima No dia 2 de janeiro de 2007. no valor de R$ 1.10 12 superior ou igual a 50 litros Vinhos de uvas frescas.00 Vodca 20 Uísques 2208. em operações com importação de mercadorias e serviços.222. através do SISCOMEX.75.78.04 uvas. Os cálculos dos tributos incidentes nesta operação iniciaram-se pelo Imposto de Importação.: Cada tonel de bebida tem capacidade de 100 litros.777.777.Free on Board).573.78 Vinho Seco Fino 300 1.Tonéis Preço por Tonel U$ Vodka Ballaloc 250 1.33 Total 750 Obs. As importações das bebidas.1. Os custos referentes ao frete das mercadorias adquiridas.000.78 O valor da aquisição (compra) dos tonéis de bebidas totalizou U$ 1. foram: Tabela: Volume de bebidas importadas. O percentual a ser cobrado de imposto (alíquota) fica a cargo do órgão regulador.56 472. com 120 dias de prazo para o pagamento. nessa transação.863. será: D .172.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] 7.Fornecedores (Passivo) R$ 2.12.09 CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. fretes e seguros).361. a Receita Federal.30 Com um teor alcoólico. Insurance and Freight (Custo. R$ 2. Deve-se observar que a alíquota. Produto (tonel) QTOE . Total U$ 297.017. pode variar de acordo com a natureza/tipo de produto e/ou serviço.60. a serem acondicionados.Estoque/Matéria-Prima/Bebidas em tonéis (Ativo) C .172. As alíquotas são as seguintes: Cod TEC Descrição Aliq % 2208. Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços de Transporte Interestadual ou de Comunicação (ICMS).12 Uma vez que seguro e frete corriam por sua conta. O registro contábil da aquisição de matéria-prima. ocorre a incidência dos seguintes Imposto de Importação (II). excluídos os da posição 20. geralmente em moeda estrangeira.Cost.30. convertido pela taxa de câmbio do dia.

10.744.12 10. demonstramos o cálculo do Imposto de Importação por tipo de bebida adquirida. representa R$ 355.129.744. Taxa aduaneira Sobre as mercadorias importadas.Estoque/ Matéria Prima/Bebidas em tonéis (Ativo) C .Bancos conta Movimentol Banco "X" (Ativo) R$ 26.622.50 R$ 355.025.Bancos conta Movimento/ Banco "X" (Ativo) 7.10.687.97 355.753.86 2.57 A seguir. Tabela: Apuração do Imposto de Importação. nesta operação.062. portanto.67 • Taxa do dólar ou moeda estrangeira negociada 1.57 Alíquota do II Total Imposto de Importação a recolher Valor CIF x 5% 20% 12% 20% 104.744.39 166.387. Contas Preço da matéria-prima adquirida (bebida em tonéis) Fretes e Seguros Imposto de Importação Taxas aduaneiras Valor total dos Estoques R$ 2.261.620.78 + 5.33 CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.22 830. a empresa pagou as seguintes taxas aduaneiras. Produtos (tonel) Vodca Ballaloc Uísque Vinho Seco Fino Total Contabilização D .26 20 20 O valor do Imposto de Importação.622.26 O valor dos estoques.1.172.178.10 Tipo champanha (champagne) 2204. • CIF em dólar = 1.26 e o registro se faz a débito da conta de estoque: Contabilização D .90 85.2. dos impostos não recuperáveis e taxas aduaneiras.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] 2204. é representado pela soma dos custos das matérias-primas adquiridas mais o valor do frete e seguros.739.90 Outros Adotando-se as alíquotas conforme TEC.777.Estoquei Matéria Prima/Bebidas em tonéis (Ativo) C .052.75 • Valor CIF em reais 2.754.080.46 355.744. Orleans Martins 59 .89 1.10 Vinhos espumantes e vinhos espumosos 2204.170.361. de forma a apurar a base de cálculo e o imposto devido.547.062.387. que define os imposto de importação por mercadoria.387. distribuindo-se proporcionalmente o valor do seguro e frete.26 26.00 10.444.50 2.50 Taxas aduaneiras 6.863. conforme demonstrado a seguir: Tabela: Valor das compras (estoque de matérias-primas).50 9. Produtos (tonel) Valor ClF da Importação (MP) R$ Vodca Ballaloc Uísque Vinho Seco Fino Total 522.49 709.641.00 26.

R$ 1.00 Vodca 22. obtido de cevada maltada 40 60 30 Descrição Aliq % 60 Tabela: Apuração do IPI.1.710.60. ocorre fato gerador do Imposto de Circulação de Mercadorias e Serviços de Transporte Interestadual e de Comunicação. além dos encargos efetivamente pagos pelo importador.024.30.93 241. mostos de uvas.RICMS.IOF e despesas aduaneiras.RIPI.10 Com um teor alcoólico.33 1. do porto e de xerez 2208. em volume.003.89 804.69 1. A composição da base de cálculo é feita da seguinte forma: A lógica de tributação do IPI na IMPORTAÇÃO Base de cálculo do IPI dos produtos importados: é o valor que serviu de base de cálculo do Imposto de Importação (Valor CIF). Cod TIPI 2208.384. após desembaraço.444.IPI a Recuperar (Ativo) C . a empresa enquadra-se como contribuinte de fato do IPI.359.Alíquota do ICMS) Veja que a base de cálculo do ICMS é feita como se o valor da sua respectiva alíquota entrasse "por dentro".050.409.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] 7. pela importação de mercadoria.014. incluídos os vinhos enriquecidos com álcool.82 1.35 1. em recipientes de capacidade superior ou igual a 50 litros Ex 01 .296. Ex 01 .16 3. superior a 50% vol. Imposto sobre Produtos Industrializados e Imposto sobre Operações de Crédito. Orleans Martins 60 .296.204.68 O valor do IPI a ser pago pela empresa poderá ser recuperado em operações posteriores.Bancos conta Movimento/ Banco "X" (Ativo) 7.974.33 60% 30% 40% 380.35 Imposto sobre as Operações Relativas a Circulação de Mercadorias e Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação Para os produtos importados pela Cia.754. conforme regulamento do IPI .045. Imposto sobre Produtos Industrializados Para os produtos importados pela Cia. Produtos (tonel) Base de Cálculo Alíquota (IPI ) Total do IPI si e a matéria-prima Total c/ IPI Vodca Ballaloc Uísque Vinho Seco Fino Total 633. Câmbio e Seguro e sobre Operações Relativas a Títulos e Valores Mobiliários .08 402. as operações de importações realizadas sofrem incidência do respectivo imposto. conforme regulamento do ICMS .006.201.469. Atenas.024.3. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.775.Vinhos da madeira. de forma que o registro contábil fica: Contabilização D . Base de cálculo do ICMS A composição da base de cálculo é assim formada: (Valor CIF + 11 + IPI + IOC + IOF + Despesas Aduaneiras)j(l.Destilado alcoólico chamado uísque de malte (malt whisky) com teor alcoólico em volume superior a 54% e inferior a 70%. A lógica de tributação do ICMS na IMPORTAÇÃO O valor da operação (mercadoria mais serviços) ou importação.04 Vinhos de uvas frescas. Base de cálculo do IPI = valor CIF + valor do II Para este caso. incluindo o Imposto de Importação. por isso é que se divide por 1 menos a alíquota do ICMS. Atenas.4. utilizaram-se as alíquotas descritas na TIPI. devido à importação dos tonéis de bebidas.09.1. pois. acrescido do imposto de importação.486. excluídos os da posição 20. por determinação legal.83 2.61 1..

Para as empresas que estão sob o regime de tributação não cumulativo de PIS e COFINS. PIS e COFINS Importação R$ 1.350. • Os gastos relativos à carga.69 1.1.486. • O custo do seguro da mercadoria durante as operações.5. Cálculo de X: = • • • • • • ×[ × × ] VA = Valor Aduaneiro a = alíquota do Imposto de Importação (lI) b = alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) c = alíquota da Contribuição para o PIS/PASEP.204.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Na importação o IPI faz parte da base de cálculo do ICMS.72 3.828. Orleans Martins 61 . Cabe ao poder público (Receita Federal do Brasil .045. independentemente do método de valoração utilizado: • O custo de transporte da mercadoria importada até o porto ou o aeroporto alfandegado de descarga ou o ponto de fronteira alfandegado. o que não acontece nas operações de compra realizadas no país.156. que dispõe sobre o cálculo das referidas contribuições. o ICMS a ser pago na importação será recuperado nas operações posteriores: Contabilização D . até a chegada aos locais. associados ao transporte da mercadoria importada. mas para as empresas que estão sob o regime cumulativo (lucro presumido e simples) deverão considerar tais valores como custo das compras. de 22 de novembro de 2005.ICMS a Recuperar (Ativo) C . tais valores podem ser compensados.625.119. e. ou seja.400.Bancos conta Movimento! Banco "x" (Ativo) 7. entendese que integram o valor aduaneiro.68 4.350.014.Importação d = alíquota da COFINS .469.82 1. A composição da base de cálculo é assim formada: Tabela: Apuração do ICMS.Importação e = alíquota do ICMS CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.359.90 1. já que não poderão compensar com os valores de saída.Aduana) realizar o controle.606. não agregarão ao custo dos estoques.409.050.16 1. Produtos (tonel) Vodca Ballaloc Uísque Vinho Seco Fino Total Base de cálculo colocando Base de cálculo Alíquota Total Imposto de ICMS o ICMS “por dentro" (MP + IPI) recuperar ICMS = (3) x 25% (3) = (2) / (1-0.23 A apuração do PIS e COFINS incidentes de transações de importação devem orientar-se pela instrução normativa da Receita Federal do Brasil nº 572.76 25% 338.94 1.156.479.56 1.25 25% 348.25) 1.393. Assim.23 Da mesma forma que ocorre com o IPI. que consiste na verificação da conformidade do valor aduaneiro declarado pelo importador com as regras estabelecidas no Acordo de Valoração Aduaneira. onde devam ser cumpridas as formalidades de entrada no território aduaneiro.879.401.352. à descarga e ao manuseio.314. A fórmula padrão para apuração da base de cálculo é a seguinte: Base de Cálculo do PIS e COFINS: COFINSIMPORTAÇÃO = d x (VA x X) PISIMPORTAÇÃO = C x (VA x X) O Valor Aduaneiro representa toda mercadoria submetida a despacho de importação está sujeita ao controle do correspondente valor aduaneiro.89 25% 469.

Atenas: Tabela: Composição do gasto total com aquisição de matéria-prima.50 108.170.350.753.4% em relação ao valor total da transação.533.287. PIS* COFINS* TOTAL 15.35 1.296. ×[ .Bancos conta Movimento/ Banco "X" (Ativo) R$ 268.739.63 4.675.545. % % .50 1.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Cálculo dos parâmetros para apuração do PIS e da COFINS Importação: = = . % % .32 88.080. (*) Imposto a recuperar. representa uma média de 58.3% Uísque 47.587.06 1.56 Vinho 830.60% Total de COFINS 71. Orleans Martins 62 .00 402.129.061. % % % ×[ .42% 100. Imp.710. Os valores por produto estão descritos na tabela abaixo.8072 ×[ % = 1.011.534.18% 0.28 Expostos todos os tributos incidentes sobre aquisição de matéria-prima importada.32 1. Taxas Produtos MP+ Frete e IPI* ICMS* Importação Aduaneiras Seguro (1) (1) (1) Vodca 522. PIS Total de PIS Aliq COFINS 1.119.26 26.3% Média 41.97 10.PIS a recuperar(Ativo) C .795.235.300.622.3% Vinho Seco Fino 41.862.28 268.86 1.90 6.60% 7.167.312.94 Ballaloc Uísque 709.72 2.53% 20.7% 58.739.384.01 2.427.7% 52.93 338. tem-se as seguintes bases de cálculo e a apuração dos respectivos tributos: Tabela: Apuração do PIS e COFINS Importação Produtos Vodca 8allaloc Uísque Vinho Seco Fino Total VA (CIF) X Base cálculo Pis/ Cofins 944.63% Carga Tributária 63.65% do total gasto com a aquisição.67. considerando apenas transações de importação.062.65% 15.63 522. Produtos Custo da Matéria-prima Vodca Ballaloc 36.22 19.39 58.28 7.744.534.37% CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.30 1.COFINS a recuperar(Ativo) C .167.795. observa-se que o valor pago pela Cia.156.81 1.025.50 58.129.60% 7.57 355.641.64 23.350.287.33 469.753. % % × × % % × % × % × % ] % ] = 1.63 R$ 58.81 709. quando somados os tributos que a empresa teve que pagar.50 380.14 19. equivalente a R$ 2.30 108. Tabela: Carga tributária por produtos.062.300.57 Contabilização do PIS D .23 % 41.39 9.49 104.622.65% 1. A tabela a seguir demonstra a composição do gasto total da Cia.687.86 166.37 Aliq.000.35% (1) Custo.387.547. a carga tributária da empresa.7190 Assim.024.64 830.452.401.452.501.7% 58.622.22 1.062.300.00 241. % % % × = 1.57) corresponde a 41.439.09 3.00% No entanto.952.161.65% 7.534.675.22 1.178.6367 % % ] = .64 88.620.22 85.14 71.08 348.72 Seco Fino Total 2.65% 1.01 268. incluindo frete e seguros.545.20 23.68% 23.201.828.49 1.Bancos conta Movimento/ Banco "X" (Ativo) Contabilização da COFINS D . Atenas pela aquisição da matéria-prima propriamente dita (US$ 1.18% 5.587.

IPI a Recuperar (Ativo) D .alíquota de 18% PIS/PASEP . PIS = (246. Tabela: Quantidade e preço de aquisição das embalagens.00 224.006.00 COFINS = (246.536.IPI .00 R$ 17.alíquota 1.81 805.Valor total da NF ICMS . posteriormente. pode ser recuperada. Tabela: Custo de aquisição da matéria-prima importada.754.(8) 1.39 4.Valor das embalagens sem IPI .00 40.439.000.862.312. a nota fiscal da compra totalizou R$ 246.00 246.004. Os demais tributos (ICMS.500.48 633.000 Total (R$) 62.89 804. o que se encontra evidenciado na tabela a seguir. ou seja. a Cia.061. O valor do PIS e COFINS a recuperar é calculado aplicando o valor da fatura de Embalagens menos o IPI (receita bruta) multiplicado pela alíquota respectiva. Valor da Matéria-Prima Valor do Custo dos produtos Impostos a Creditar (8) + Tributos (A) importados (A) .75 30. PIS/PASEP e COFINS) estão embutidos no preço das embalagens.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Parte dos tributos.011.400.507.PIS a Recuperar (Ativo) D . possibilita que a empresa credite (recupere) o valor dos tributos pagos no momento da venda (comercialização) de seus produtos.00 79.00.235. que será utilizado no processo de acondicionamento. Produtos Preço Unitário R$ Total de Garrafas Vodca Ballaloc 2. o custo do estoque é representado pelo total do gasto com a aquisição.ICMS a Recuperar (Ativo) D .COFINS a Recuperar (Ativo) C .696.00 R$ 246.Fornecedores (Passivo) R$ 162.400.400. no entanto.000.974. Atenas adquiriu embalagens no mercado nacional.000 .00 R$ 40.00 CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.00 D .887.65% COFINS . comercializadas.00 17.00 82. PIS e COFINS pagos.952.000 Total 75.501.22.alíquota de 7.400.00 22. Atenas irá recuperar.alíquota de 10% (destacada na nota fiscal) .59 1.00 Somando-se ao preço cobrado pelas embalagens o IPI incidente sobre as compras.33 Aquisição de embalagens A Cia.000.696.000 Vinho Seco Fino 2.00 Esta transação de aquisição de insumos.024.83 2.2.003.444.696.057.22.22 1.20 2.775. irá compensar com o imposto devido incidente nas operações de vendas os valores de IPI.6% R$ 224.00 R$ 22.400) x 7.65% = 3. Compra de Embalagens .61 1.33 697. Atenas adquiriu bebidas em tonéis para serem acondicionadas e.000 .00 3.000 Uísque 3. Produtos Vodca Ballaloc Uísque Vinho Seco Fino Total 7.Estoque/Material de Embalagem (Ativo) D .481.400) x 1.960. ICMS. Orleans Martins 63 .400.95 20. tanto pela legislação do IPI quanto do ICMS.024.60% = 17.320.00 R$ 3.024.56 2. menos os impostos recuperáveis. Para a realização do acondicionamento das bebidas importadas. também foi adquirido material de embalagens.50 25. Tabela: Compra de embalagens. Considerando que a Cia.500.320.

960.Estoques/Custos de Produção/Matéria-Prima (Ativo) C . Fazem jus a salário-maternidade as empregadas em gozo de licençamaternidade por nascimento ou adoção de filho.400. o valor de PIS e COFINS embutidos na NF de compra compõe o custo de aquisição do estoque. temos: Folha de Pagamento Salários Brutos Mais: Salário-família Salário-maternidade Menos: INSS funcionários IR retido na fonte Salários Líquidos Contabilização do custo com mão de obra Registrando a folha de pagamento do pessoal encarregado da produção: Pelo salário e descontos dos empregados encarregados da produção: D .Estoque/ Material de Embalagem (Ativo) R$ 162. D .Estoques/Custos de Produção/Salários (Ativo) C .00 2.996.74 Acima de 654. todo o estoque de matéria-prima e de material de embalagem foi utilizado na produção. consulte o site do MPAS: <http://www.400. Folha de pagamento da ClA.40 716.00 Nem todos os empregados fazem jus a salário-família.00 26.376. 7.R retido na fonte a pagar (Passivo) C . Uma funcionária encontra-se em licençamaternidade. e faz jus a um salário de R$ 716. a tabela de faixas salariais e valores de salário-família eram (para consulta do valor atualizado.br/>): Critérios p/ Cálculo do Salário-Família Remuneração (R$) Salário-Família (R$) Até 435. cujo ônus financeiro é da empresa.400.444.INSS a recolher (Passivo) R$ 26. ocorreram pagamentos de saláriofamília e salário-maternidade.Estoques/Custos de Produção/Material de Embalagem (Ativo) C . ATENAS A Cia.68 0. a empresa terá que desembolsar R$ 157.027.50 20. Orleans Martins 64 . cujos salários brutos somaram R$ 26.00 R$ 19.33 D .50 CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.376. Em janeiro de 2007. Consumo de matéria-prima e material de embalagem na produção Durante o mês de janeiro de 2007.00 157.50 R$ 4.40. Além da folha de pagamento. conforme portaria do Ministério da Previdência e Assistência Social (MPAS).00 7. No regime cumulativo.3.50 R$ 2.57 até 654.gov. Somando-se os empregados que fazem jus a salário-família.00.00 no mês de janeiro.Salários a pagar (Passivo) C .Estoques/Matéria-Prima (Ativo) R$ 2.56 22. Atenas possui 24 funcionários na área de produção da empresa.00 4.4.34 De 435.027. Resumindo os valores a receber e descontos. e fazem jus ao salário-família os empregados que percebem até uma determinada faixa salarial.869.mpas.67 15.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Voltamos a ressaltar que PIS/PASEP e COFINS estão sendo lançados em conta de ativo porque a nossa empresa exemplo é tributada pelo regime não cumulativo.754.

Pelos encargos devidos ao INSS incidentes sobre remuneração paga ao pessoal encarregado da produção (mão de obra): D . incidem FGTS.Estoques/ Custos de Produção/ FGTS (Ativo) C .Provisões Trabalhistas/Provisão para Férias (Passivo) R$ 2.67 Provisão de 13º 2.33 CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.00 Da mesma forma que em relação à folha de pagamento.70% 7.Estoques/Custos de Produção/ Férias (Ativo) C .).4.112.00 INSS Empresa 27.53 FGTS 8% 234. O somatório das contribuições incidentes sobre remuneração de empregados a serem recolhidas ao INSS totalizou 27. Provisões trabalhistas R$ 2. Orleans Martins 65 .80 FGTS 8.933.00 Em observância ao regime de competência.40 A empresa está obrigada ao pagamento de tributos que incidem sobre a remuneração do trabalho.INSS a recolher (Passivo) C . Alíquotas Produção Salários Brutos 26. INCRA etc.FGTS a recolher (Passivo) 7.2. SESI. As contribuições a terceiros são recolhidas juntamente com as devidas ao INSS. Transações Alíquotas R$ Provisão de Férias + 1/3 de férias 2.40 FGTS 8% 176.312.33 INSS Empresa 27.70% 609. A tabela seguir apresenta o resumo" dos valores a serem registrados. contribuição previdenciária e contribuições a terceiros (SESC. Tabela: Provisões e encargos sobre 13º e férias do pessoal da produção. SEBRAE.112.Estoques/Custo de Produção/INSS (Ativo) C .INSS a Recolher (Passivo) R$ 7.00 INSS Empresa 27.7%.80 Pelo FGTS incidente sobre remuneração paga ao pessoal encarregado da produção (mão de obra): D .1. o registro dos encargos sociais incidentes sobre a remuneração paga ao pessoal encarregado da produção impacta o custo da produção. mas tem o direito de recuperar estes valores. Sobre a remuneração de empregados.00 Total 6. Tabela: Encargos sociais sobre remuneração a empregados da produção.00% 2. que repassa às demais entidades.312.59 Pelas provisões de férias e adicional de férias relativas ao pessoal encarregado da produção (mão de obra): D .991.933.Salários a pagar (Passivo) 7.4.200. a empresa realiza a contabilização da provisão de décimo-terceiro salário. reduzindo-os do montante a recolher ao INSS: D .400. e também os encargos trabalhistas (INSS empresa e FGTS) sobre o valor das provisões.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Pelo salário-família e salário-maternidade dos empregados encarregados da produção: A empresa paga salário-família e salário-maternidade. Encargos sociais (INSS e FGTS) R$ 873. férias e adicional de férias (1/3).70% 812.

00 Total 42.Provisões Trabalhistas /Provisão INSS s/ 13º Salário (Passivo) R$ 609.80 FGTS 2.50 sem contar o salário-família e maternidade) o custo total com mão de obra corresponde a 214% do salário líquido. há a incidência dos seguintes tributos: • Imposto de Renda Pessoa Jurídica e • Contribuição Social Sobre o Lucro.00 Provisão de férias 2. conforme discriminado a seguir.400.Estoques/Custos de Produção/INSS (Ativo) C . Atenas.00 INSS Empresa 609. IMPACTOS DOS TRIBUTOS SOBRE O LUCRO Sobre o lucro auferido pela Cia. A Cia.67 obra): Pela provisão de FGTS incidente sobre 13Q salário do pessoal encarregado da produção (mão de D . CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.67 Provisão de 132 Salário 2.33 INSS Empresa 812. O custo total com mão de obra corresponde. Salários + encargos de pessoal da produção = Custo total com mão de obra Custo total com mão de obra Salários Brutos 26.73 8.Provisões Trabalhistas/ Provisão 13º Salário (Passivo) R$ 2.00).[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Pela provisão do 13º salário relativo ao pessoal encarregado da produção (mão de obra): D .400.Estoques/Custos de Produção/ Décimo terceiro Salário (Ativo) C .790.73.200.Provisões Trabalhistas /Provisão FGTS s/ 13º Salário (Passivo) R$ 176. o que lhe permite recolher as antecipações do IRPJ e CSLL mensalmente por estimativa' ou com base em balancete de suspensão/redução.Estoques/Custos de Produção/FGTS (Ativo) C . encargos e provisões. neste caso.Provisões Trabalhistas /Provisão FGTS s/ Férias (Passivo) R$ 234. Orleans Martins 66 . Assim.933. é necessário que se faça mensalmente o cálculo do tributo devido com base no Lucro Real (IRPJ) e Resultado Ajustado (CSLL).996. o custo total com mão de obra da empresa somou R$ 42.53 Pela provisão de encargos devidos ao INSS incidente sobre 13º salário do pessoal encarregado da produção (mão de obra): D .40 FGTS 176.53 FGTS 234. adota a tributação pelo Lucro Real anual.00 Pela provisão de encargos devidos ao INSS incidente sobre férias e adicional de férias do pessoal encarregado da produção (mão de obra): D .00 Somando-se salários. a 162% dos salários brutos (R$ 26. Se compararmos este montante com o salário líquido que os empregados irão receber (R$ 19.Estoques/Custos de Produção/INSS (Ativo) C .00 INSS Empresa 7.312.Estoques/Custos de Produção/FGTS (Ativo) C .200.112.40 Pela provisão de FGTS incidente sobre férias e adicional de férias do pessoal encarregado da produção (mão de obra): D .790.Provisões Trabalhistas/Provisão INSS s/ Férias (Passivo) R$ 812.

105.33 4.CSLL a pagar (Passivo) R$ 486.33 Pela CSLL incidente sobre provisão para créditos de liquidação duvidosa (Ativo Diferido) Ativo Diferido CSLL = R$ 399. é o lucro após computada a CSLL.998. 8. tal como definida no Capítulo II do Título VIII da Constituição Federal de 1988 (art.66 .947. A provisão para créditos de liquidação duvidosa também foi considerada indedutível.900.Provisão para CSLL (Resultado) R$ 35.497.593.000.105.00) CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. foi considerada indedutível.000.405.000.00. em 15 de dezembro de 1988. com a finalidade de custear os benefícios da seguridade social do país. A base de cálculo e o valor da CSLL devida no período são.00 8. uma vez que os créditos em atraso não atendiam os requisitos para que fossem considerados como perda efetiva nos moldes da legislação tributária. Foi instituído pela Lei nº 7.80 D .947.497.00) 12.947.00) (209. ao qual serão feitos os ajustes determinados pela legislação. mantidas a base de cálculo e as alíquotas previstas na legislação específica em vigor. Orleans Martins 67 . Aplicam-se à CSLL as mesmas normas de apuração e de pagamento estabelecidas para o imposto de renda das pessoas jurídicas.00 399. A determinação do lucro real será precedida da apuração do lucro líquido de cada período de apuração com observância das disposições das leis comerciais. No período. no caso do IRPJ.00 5. I).87 9.998.0% 486. Contribuição Social sobre o Lucro Líquido .000.420.80 O valor da despesa com CSLL no período é R$ 417.2.525.072.220.000.Imposto de Renda Pessoa Jurídica O lucro real é o lucro líquido do período de apuração.420. no valor de R$ 8.1.87 apurado conforme demonstração do resultado do exercício. por não contar com documentação adequada. 195.752.Ativo Diferido CSLL (Ativo Realizável a Longo Prazo) C . O ponto de partida no cálculo é o resultado parcial de R$ 4.541.00 (4. exclusões ou compensações prescritas ou autorizadas pela legislação.420.680.342.80).00 (5.86 (R$ 453. Transcrevemos a seguir a demonstração do resultado antes do IRPJ: Demonstração de Resultado Mensal Faturamento Bruto IPI Receita Bruta de Vendas Impostos incidentes sobre vendas PIS 17. ajustado pelas adições.Provisão para CSLL (Resultado) C . Lucro antes do IR e CSLL Adições Despesas não dedutíveis (Administrativas e Vendas) Provisão para créditos de liquidação duvidosa Exclusões Base de Cálculo para Contribuição Social sobre o Lucro Líquido Alíquota CSLL devida no Período Contabilização Pela CSLL devida no período: D . portanto: Tabela: Apuração da CSLL.CSLL A contribuição social é um tributo incidente sobre o lucro das pessoas jurídicas. uma parcela das despesas administrativas e de vendas. o que.87 407.689.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] 8. IRPJ .00 x 9% = R$ 35.R$ 35.

88 538.653.80.41 ) (75.998. para efeito de IRPJ e CSLL.608.00 x 25% = R$ 35.683.20.002) IRPJ devido no Período Contabilização Pelo IRPJ devido no período: D .546.000.381.00) (3.105.IRPJ a Pagar (Passivo) R$ 1.93) 5.59 1.000.420. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.452.20) (91.420.00) 8. Lucro antes do Imposto de Renda Adições Despesas não dedutíveis (Administrativas e Vendas) Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa Exclusões Lucro Real (Base de cálculo do IRPJ) IRPJ Alíquota Normal (15% x 5.47 Pelo IRPJ incidente sobre provisão para créditos de liquidação duvidosa (Registro de Ativo Diferido) Ativo Diferido IRPJ = R$ 399. despesas administrativas e de vendas.87 4.525.497. sem sua respectiva contabilização.538.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] (OFINS ICMS sobre Vendas Receita Líquida de Vendas Custo dos Produtos Vendidos Lucro Bruto Despesas de Vendas Despesas Financeiras Despesas Administrativas Lucro Operacional Resultado não Operacional Lucro Antes do IRPJ e CSLL CSLL Lucro Antes do IRPJ (963.105.07 (518.47 4. foram consideradas despesas indedutíveis.039.433. Orleans Martins 68 .00. pois na contabilidade foram consideradas despesas.855.75) IRPJ Alíquota Adicional (10% x (5.828.Provisão IRPJ (Resultado) R$ 99.000.87 .00 8.511.87 407.349. D .Provisão para IRPJ (Resultado) C .680.Ativo Diferido IRPJ (Ativo) C .351.405. A provisão para créditos de liquidação duvidosa também foi considerada indedutível.87 486.420. O Lucro Real e o valor do IRPJ devida no período são.87 810.00 O diferimento de impostos segue o regime de competência. porém a dedutibilidade.00 399.381. tal diferimento não deverá ser efetuado.525. deverá ser considerada quando da realização financeira de tal despesa.349. Caso a sua realização seja colocada em dúvida.561.59) 4.100.552.998. uma vez que os créditos em atraso não atendiam os requisitos para que fossem considerados como perda efetiva nos moldes da legislação tributária.337.00 (2. portanto: Tabela: Apuração do IRPJ.405.000. no valor de R$ 8.33 4.00 5.998.170.947.54 No período.105.

uma vez que o modelo de contabilidade que está sendo implementado é aderente ao modelo internacional delineado pelo IASB . • CFC .Conselho Federal de Contabilidade. Um grande passo concreto dado nessa direção foi a criação do CPC (o Comitê de Pronunciamentos Contábeis). que é uma entidade ligada à Universidade de São Paulo e que.Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais.Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis.Bolsa de Valores de São Paulo. como convidados permanentes do Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC). de 4 de dezembro de 2008. os elaboradores da Lei nº 11.1. fariam os ajustes necessários a atender aos novos critérios contábeis trazidos pela Lei nº 11. em referência ao "LALUR Livro de Apuração do Lucro Real". tornando obrigatória a partir de 2010. existente na legislação do Imposto de Renda. Regime Tributário de Transição Em linhas gerais.1. de 27 de maio de 2009. Fazem parte também.Associação Brasileira das Companhias Abertas. • IBRACON .International Accounting Standards Board. convertida na Lei 11. foi criado o que passou a ser chamado de "LALUC . Assim. Com as alterações introduzidas pela Lei nº 11.Regime Tributário de Transição. da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). em um livro à parte. as autoridades fiscais deverão ajustar a legislação fiscal à nova configuração contábil.638. Cabe destacar que a neutralidade fiscal! proposta pelo Regime Tributário de Transição (RTT) para empresas optantes do regime do lucro real vigerá até a entrada em vigor de lei que discipline os efeitos tributários dos novos métodos e critérios contábeis.1. E o que isso tem a ver com a questão tributária? Tudo. Orleans Martins 69 . uma vez que a lei traz em seu texto a possibilidade de normas adicionais.941. que coordena e congrega os auditores independentes. • FIPECAFI . representa a academia. e as demais que estão por vir. A publicação da Lei 11. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. que representa os analistas de mercado. "congelou" os métodos e critérios contábeis.Livro de Apuração do Lucro Contábil". em dezembro de 2007.638. que congrega os profissionais da área de contabilidade. 9. composto por um conjunto de normas orientativas: IFRS . inclusive para a apuração do imposto sobre a renda com base no lucro presumido ou arbitrado. será optativo apenas nos anos de 2008 e 2009. através da emissão de uma lei específica.638.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] 9.638/07 veio atender a questões que já vinham sendo discutidas pelos contabilistas brasileiros há cerca de duas décadas. Atuariais e Financeiras.International Pinancial Reporting Standards. em seguida. este regime oferece às empresas contribuintes maior segurança jurídica no momento da apuração das bases de cálculo do tributos federais. que efetuou alguns ajustes na Lei nº 11. • BOVESPA . o Banco Central do Brasil. pode-se dizer de forma simplificada. após a consolidação das mudanças no plano contábil. Posteriormente. a Comissão de Valores Mobiliários (CVM). • APIMEC NACIONAL . da contribuição para o PIS/PASEP e da contribuição para o financiamento da seguridade social (COFINS). portanto. emitidas pela Comissão de Valores Mobiliários. em especial daqueles incidentes sobre o lucro. que representa o mercado de títulos e valores imobiliários. e. O PROCESSO DE INTERNACIONALIZAÇÃO DA CONTABILIDADE BRASILEIRA A instituição da Lei nº 11.638 preocuparam-se em garantir que os novos critérios contábeis não afetariam a base de cálculo dos tributos. O RTT. apuração de resultados . as quais deverão ser elaboradas em consonância com os padrões internacionais de contabilidade. As autoridades tributárias baseiam-se nos números contábeis (aos quais alguns ajustes são feitos) para tributar as empresas. a Medida Provisória 449. muitos dos critérios para avaliação de ativos e passivos . a Receita Federal do Brasil e a SUSEP (Superintendência de Seguros Privados). que foi criado por um resolução do Conselho Federal de Contabilidade e que é formado por seis entidades: • ABRASCA . 9. Mudando-se os critérios contábeis. para fins de tributação.Instituto dos Auditores Independentes do Brasil. A expectativa presente é que. A ideia era a seguinte: as empresas fariam os seus registros contábeis conforme os critérios aceitos pela legislação tributária. Conscientes do problema que seria gerado.e consequentemente. revogou o parágrafo que criava o LALUC e garantiu a neutralidade tributária criando o RTT . seria afetada. a base de cálculo dos tributos.638/07 A contabilidade brasileira encontra-se num processo de convergência aos padrões internacionais contábeis.mudaram. que representa as companhias abertas.

16 da Lei nº 11. as empresas optantes poderão continuar realizando as apurações do IRPJ e da CSLL com base nos métodos e critérios contábeis vigentes em 31/12/2007. A Instrução Normativa da Receita Federal do Brasil nº 949/09.COFINS. Portanto. Orleans Martins 70 . para fins de aplicação do RTT. recomenda-se avaliar as especificidades de cada empresa. recebem isenção ou redução de impostos. poderão ser realizados outros ajustes no LALUR (adição. a empresa optante poderá efetuar as adições e exclusões inerentes às diferenças de critério contábil diretamente no Livro de Apuração do Lucro Real (LALUR). o parágrafo único do art. a não tributação pelo IRPJ. O detalhamento deste ajuste global será objeto do FCONT (Controle Fiscal Contábil de Transição). Assim. Portanto. 9. estabelece que. PIS e COFINS. Para garantir a neutralidade. considerando os métodos e critérios contábeis vigentes em 31 de dezembro de 2007). inclusive o PIS e a COFINS somente ocorre se a PJ optar pelo RTT. CSL.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Às empresas optantes do RTT segundo o art. com as modificações introduzidas pela Lei nº 11. que estabelece que. Dentre as hipóteses em que a opção pelo RTT pode ser uma alternativa para a manutenção da carga tributária: • Empresas que possuem incentivos fiscais considerados como subvenção para investimento: como tais subvenções passam a ser contabilizadas no resultado do exercício. o bem estará sujeito à depreciação. em partidas dobradas.941/09 fica estabelecido que a sua adoção para fins de apuração do IRPJ implicará na adoção automática para os demais tributos federais: Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). a dedutibilidade da amortização com base no critério vigente em 31/12/2007. no LALUR. 17 da Lei nº 11. • Empresas que operam com contratos de arrendamento mercantil (leasing): para fins contábeis. A formalização da opção ocorreu no momento da entrega da DIPJ. com a finalidade de reverter o efeito da utilização de métodos e critérios contábeis diferentes daqueles vigentes em 31 de dezembro de 2007. referente ao ano calendário de 2008.1. 21 da Lei nº 11. 9. alguns destes contratos deverão ser considerados como uma operação de compra e venda a prazo.638/07. a opção pelo RTT parece assegurar. Destaca-se também que as companhias abertas e outras que fizerem a opção deverão aplicar as normas emitidas pela CVM.2. normalmente com taxas que levam em conta a vida útil efetiva. 941/09 estabelece que as pessoas jurídicas deverão primeiramente apurar o resultado do exercício de acordo com as disposições da Lei nº 6. De acordo com as instruções do RTT.941/09 será também aplicável para a apuração do Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas (IRPJ). ao menos para 2008 e 2009. O art.941/09. definido como uma escrituração das contas patrimoniais e de resultado. as pessoas jurídicas que fizerem opção pelo REGIME TRIBUTÁRIO DE TRANSIÇÃO deverão realizar os ajustes específicos no lucro líquido do período.941/09 deixa claro que as normas expedidas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e pelos demais órgãos reguladores que visem alinhar a legislação específica com os padrões internacionais contábeis também não poderão alterar a base de cálculo do IRPJ. Empresas tributadas pelo lucro presumido e real A Lei nº 11. cabe destacar que as empresas que não optaram pelo RTT não terão a neutralidade assegurada. para apuração da base de cálculo do imposto.404/76. Possam existir situações em que adesão ao RTT poderá ser menos complexa. No entanto. resultando em apropriação de despesas relativas a estes contratos num período de tempo superior. para empresas optantes da sistemática do lucro presumido. Lembrando que. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. as empresas devem fazer um ajuste global do lucro líquido societário (ou seja. no Livro de Apuração do Lucro Real (LALUR). CSLL e. que regulamentou o RTT. a Contribuição para o Programa de Integração Social (PIS) e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social.1. Além disso. • Empresas que estão amortizando ágio justificado por rentabilidade futura (após incorporação): considerando que as novas práticas determinam que este ativo diferido não será mais amortizado.2.1. que serão concedidas como estímulo à implantação ou/e expansão de empreendimentos econômicos. mas sim submetido ao teste de recuperação. considerando os critérios contábeis aplicáveis à legislação tributária. Subvenções para investimento As transações relacionadas a subvenções para investimento é disciplinada pelo artigo 18 da Lei nº 11. conforme os novos métodos e critérios contábeis) para o lucro líquido para fins tributários (ou seja. exclusão e compensação) de valores prescritos ou/e autorizados pela legislação tributária.

o valor do prêmio na emissão de debêntures será tributado caso seja dada destinação nas seguintes hipóteses: • Capitalização do valor e posterior restituição de capital aos sócios ou ao titular.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Destaca-se também que as doações realizadas pelo Poder Público deverão ser registradas em conta do resultado pelo regime de competência. conforme refere o art. • Restituição de capital aos sócios ou ao titular. destaca-se que as empresas deveriam identificar que ajustes podem e são aplicáveis às demonstrações contábeis. 9. é exigido que as subvenções para investimentos e as doações recebidas do Poder Público deverão ser mantidas em conta de reserva de lucros. hipótese em que a base para a incidência será o valor restituído. os valores das subvenções para investimento e doações recebidas do Poder Público serão tributadas caso seja dada destinação nas seguintes hipóteses: • Capitalização do valor e posterior restituição de capital aos sócios ou ao titular. • Restituição de capital aos sócios ou ao titular. Esta nova regra assegura a não tributação das subvenções para investimentos. apresentam-se algumas transações que poderão provocar efeitos tributários em função da opção do RTT. se considerarmos que não ocorre mudança de critério contábil. hipótese em que a base para a incidência será o valor restituído.1. Entretanto. Descrição Ágio fundamentado por rentabilidade futura (após incorporação) Arrendamento mercantil Leasing Depreciação . limitado ao valor total das exclusões decorrentes de prêmios na emissão de debêntures. com posterior capitalização do valor da doação ou subvenção. sendo necessária a avaliação do efeito do teste de recuperação Passará a registrar a depreciação dedutível do bem ativado e encargos financeiros do passivo registrado Mesmos efeitos da opção. Sendo que. 9. hipótese em que a base para a incidência será o valor restituído. De acordo com as orientações constantes das normas expedidas pela CVM. limitado ao valor total das exclusões decorrentes de doações ou subvenções governamentais para investimentos. enquanto mantidas em reservas e não disponibilizadas aos sócios. limitado ao valor total das exclusões decorrentes de prêmio na emissão de debêntures. mediante redução do capital social. somente revisão de estimativa da vida útil CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. Ágio na emissão de debêntures No caso de haver ágio na emissão de debêntures. hipótese em que a base para a incidência será o valor restituído. será necessária a comprovação para atendimento inclusive do Fisco NÃO Opção Em princípio. Entretanto. Orleans Martins 71 . mediante redução do capital social. de acordo com o critério vigente em 31/12/2007 Se a taxa for aumentada.alteração de vida útil econômica Opção pelo RTI Dedutibilidade da amortização assegurada. A lógica subjacente refere-se ao fato de que não se devem onerar benefícios fiscais cedidos pelo próprio Poder Público. desde que esse valor seja mantido em urna reserva de lucro específica. limitado ao valor total das exclusões decorrentes de doações ou subvenções governamentais para investimentos. excluir o valor do prêmio de emissão nas debêntures do LALUR para fins de determinação da base de cálculo do IRPJ e da CSL e da base de cálculo do PIS e da COFINS. mediante redução do capital social nos 5 (cinco) anos anteriores à data da emissão das debêntures corno prêmio. para fins de apuração do lucro real e da base de cálculo do PIS e da COFINS posteriormente. ou • Integração à base de cálculo dos dividendos obrigatórios.2.404/76. os gestores terão condições de realizar urna avaliação mais precisa e decidir sobre a viabilidade da opção ou não ao RTT. Transações contábeis que provocam efeitos tributários em função da opção da RTT Dentre as orientações e recomendações em relação ao RTT. A partir desta avaliação sobre os reflexos fiscais que podem decorrer dos respectivos ajustes. as empresas optantes do regime tributário transitório deverão reconhecer o prêmio recebido em conta do resultado pelo regime de competência. de acordo com o critério vigente em 31/12/2007 (Benefício via LALUR) Dedutibilidade da contra prestação paga assegurada.3. 195-A da Lei nº 6.1. Na tabela a seguir. posteriormente.1. as companhias abertas e outras poderão. ou • Integração à base dos dividendos obrigatórios. No entanto. não aproveita fiscal mente. nos 5 (cinco) anos anteriores à data de doação ou subvenção. esses valores poderão ser excluídos do LALUR. mediante redução do capital social. com posterior capitalização do valor do prêmio.

A questão principal do CPC 32 são as consequências fiscais atuais e futuras da futura recuperação do valor contábil de ativos (por venda ou uso). • Lucro tributável é o lucro para um período. Pois têm-se observado diversas discussões que destacam que estas medidas instituídas restringem alguns dos direitos das empresas.despesas pré. conforme o caso Será tributado para fins de IRPJ. 9. determinado de acordo com as regras estabelecidas pelas autoridades tributárias. 941/09. Em relação às opções de tributação do IPRJ e CSLL. que pareciam perfeitamente estabelecidos. sobre o qual os tributos sobre o lucro são recuperáveis.IAS 12 . O Pronunciamento CPC 32 Tributos sobre o lucro . cabe destaque para a apuração com base no lucro real trimestral.Income Taxes.2. CSLL. o pronunciamento do CPC reproduz . • Tributo corrente é o valor do tributo devido (ou recuperável) sobre o lucro tributável (ou prejuízo fiscal) do período. de acordo com o critério vigente em 31/12/2007 emissão de ações Dedutibilidade ocorrerá pelo critério Ativo diferido . que é a norma internacional. 9. • Ativo fiscal diferido é o valor do tributo sobre o lucro recuperável em período futuro relacionado a: a) Diferenças temporárias dedutíveis. qual seja. • Passivo fiscal diferido é o valor do tributo sobre o lucro devido em período futuro relacionado às diferenças temporárias tributáveis.1.o IAS 12 .638/07 e das medidas instituídas pela Lei 11. • Diferença temporária é a diferença entre o valor contábil de ativo ou passivo no balanço e sua base fiscal. Algumas definições importantes utilizadas pelo pronunciamento são: • Resultado contábil é o lucro ou prejuízo para um período antes da dedução dos tributos sobre o lucro. O pronunciamento também trata de reconhecimento de ativos fiscais diferidos decorrentes de prejuízos e créditos fiscais não usados. que prescreve o tratamento contábil para os tributos sobre o lucro. 327 do RIR) (adição temporária) Teste de recuperação Tratamento de provisão (lmpairment) temporariamente indedutível Fonte: Terco Grant Throrntton (2009).[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Efeitos de natureza credora ou devedora serão neutralizados no LALUR (adição/exclusão) Reserva para subvenção na Não tributação assegurada. Orleans Martins 72 .vigente em 1/12/2007. • Prejuízo fiscal é o prejuízo para um período. não obteve-se o consenso esperado. • Despesa tributária (receita tributária) é o valor total incluído na determinação do lucro ou prejuízo para o período relacionado com o tributo sobre o lucro corrente ou diferido. operacionais recuperação.2. da apresentação dos tributos sobre o lucro nas demonstrações contábeis e da divulgação das informações relacionadas aos tributos sobre o lucro. e. Ajustes a valor presente de contas a receber e a pagar Os ajustes aumentarão ou reduzirão o lucro tributável. determinado de acordo com as regras estabelecidas pelas autoridades tributárias. o pronunciamento CPC 32. que veda a compensação das estimativas de IRPJ e CSL1. pois reduziria os efeitos impostos pela MP 448. Como tem ocorrido em relação a outros assuntos contábeis. que pode ser uma alternativa viável. PIS e COFINS Também deverá cumprir o critério fiscal previsto no artigo 327 do RIR (cinco anos) Tratamento de provisão temporariamente indedutível Diante das mudanças introduzidas pela Lei nº 11.Income Taxes O Comitê de Pronunciamentos Contábeis aprovou. Cita-se como exemplo vedação da compensação dos valores de IRPJ e CSLL devidos por estimativa. c) Compensação futura de créditos fiscais não utilizados. da futura liquidação de passivos. As diferenças temporárias podem ser tanto: CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. que teve como finalidade a neutralidade fiscal. sobre o qual os tributos sobre o lucro são devidos. e das transações e eventos no período atual reconhecidas nas demonstrações contábeis. que já estão sendo questionadas judicialmente pelos contribuintes. não inferior a cinco anos (art. b) Compensação futura de prejuízos fiscais não utilizados.exceto em relação a pequenas adaptações para tornar a tradução melhor compreensível . em 17 de julho de 2009.

Diferença temporária dedutível. conforme o CPC 32/IAS 12: Em relação aos ativos: O pronunciamento torna obrigatório o reconhecimento de passivo fiscal diferido para todas as diferenças temporárias tributáveis. exceto quando o passivo fiscal diferido advenha de: • Reconhecimento inicial de ágio derivado da expectativa de rentabilidade futura (goodwill). a qual é a diferença temporária que resulta em valores que são dedutíveis para determinar o lucro tributável (prejuízo fiscal) de futuros períodos quando o valor contábil do ativo ou passivo é recuperado ou liquidado. • • As figuras a seguir ilustram de forma gráfica o tratamento prescrito para registro de ativos e passivos fiscais diferidos. a qual é a diferença temporária que resulta em valores tributáveis para determinar o lucro tributável (prejuízo fiscal) de períodos futuros quando o valor contábil de ativo ou passivo é recuperado ou liquidado. não afeta nem o lucro contábil nem o lucro tributável (prejuízo fiscal). o CPC destaca que tais ativos só deverão ser reconhecidos na medida em que seja provável a existência de lucro tributável contra o qual a diferença temporária dedutível possa ser utilizada. A figura a seguir ilustra o modelo de decisão para o reconhecimento de ativos e passivos fiscais diferidos: CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. Orleans Martins 73 . além das mesmas exceções relacionadas para os passivos fiscais diferidos. Base fiscal de ativo ou passivo é o valor atribuído àquele ativo ou passivo para fins fiscais.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] • Diferença temporária tributável. Já para o reconhecimento de ativos fiscais diferidos. e no momento da transação. ou • Reconhecimento inicial de ativo ou passivo em uma transação que: não é uma combinação de negócios. ou.

Orleans Martins 74 .[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.

Paulo E. 9. e ampl. Contabilidade Tributária na Prática. Gustavo Pedro de. V.com. Silvério das. Roberta Carvalho de. 2010. 2010. São Paulo: Atlas. NEVES.blogspot. São Paulo: Atlas. GOMES. Contabilidade Tributária: entendendo a lógica dos tributos e seus reflexos sobre os resultados das empresas. 13. decretos e normas). ed. José Hernandez. Barros. atual. Láudio Camargo. Érica Gadêlha. ALENCAR. OLIVEIRA. Curso Prático de Imposto de Renda: pessoa jurídica e tributos conexos. Carlos Alberto. São Paulo: IOB – Thonsom. Luciano Gomes dos. Orleans Martins 75 . Contabilidade Tributária. PEREIRA. Manual de Contabilidade Tributária: textos e testes com as respostas. PEREIRA. Renato. ORLEANS SILVA MARTINS Doutorando e Mestre em Ciências Contábeis pela UnB Email: orleansmartins@yahoo. ed. Legislações específicas (leis. Imposto de Renda Pessoa Jurídica para Contadores. Carlos Alberto. OLIVEIRA. São Paulo: Fase Editora.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] BIBLIOGRAFIA BÁSICA: FABRETTI. 2010. ed. São Paulo: Atlas. Cleônimo dos Santos. Sidney Ferro. REZENDE. 2009. 3. São Paulo: Atlas. 11. Mauro Fernando. 2010. SANTOS. VICECONTI. rev. 2007. Contabilidade Tributária. ed.br Web site: informacaocontabil. REIS. Luís Martins de. São Paulo: Saraiva. 2007. Manual de Contabilização de Tributos e Contribuições Sociais. PEREZ JÚNIOR.com CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. CHIEREGATO. São Paulo: Atlas. Marilete Bezerra. BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR: CHAVES. Francisco Coutinho. GALLO. MUNIZ. 2009. Amaury José.

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