DIREITO CONSTITUCIONAL I – FACULDADE DE DIREITO DA UNIVERSIDADE DE LISBOA CASOS PRATICOS COM SOLUÇÃO PROPOSTA POR PEDRO PINTO – ALUNO

- 2011/12 – NÃO CORRIGIDOS ----I. CASOS PRÁTICOS DE DIREITO DA NACIONALIDADE (DECRETO-LEI N.º 308-A/75) CASO N.º 1 António e Maria, nascidos em Barcelos, fixam residência em Luanda em 1870. Os seus bisnetos, nascidos em vários pontos do território da então Província de Angola, conservarão a nacionalidade portuguesa depois da independência de Angola, em 1975? Resolução Caso n.º 1 António e Maria nascidos em Barcelos, território português, são cidadãos portugueses à luz do Artigo 7.º da Carta Constitucional de 1826, Carta Constitucional em vigor pelo seu terceiro período que ocorreu de 1842 até 1910. Este casal fixa residência em Luanda em 1870. Os bisnetos são descendentes de António e Maria, sendo que a sua relação de parentesco dos primeiros com os segundos é de descendentes em 3.º grau em linha recta, nos termos do Artigo 1579.º e seguintes do Código Civil (em rigor de Direito, seria o artigo correspondente do CC vigente à data da independência). Angola obteve independência em 11 de Novembro de 1975. Os bisnetos do casal, nascidos no território da então província de Angola, mais propriamente nascidos antes da data de independência, conservam a nacionalidade portuguesa nos termos do disposto do n.º 2 articulado com o n.º 1 do Artigo 1.º do Decreto-Lei n.º 308-A/75 de 24 de Junho, sendo que são “descendentes até ao terceiro grau” de cidadão portugueses domiciliados em território ultramarino tornado independente. No entanto, conforme a parte final do mencionado n.º 2 do Artigo 1.º, no prazo de dois anos após a independência, existe a possibilidade de renuncia ao direito da conservação da nacionalidade portuguesa, desde que sendo maiores ou emancipados ou pelos seus representantes legais caso seja incapaz, expressem que não querem ser portugueses.

CASO N.º 2 Joaquim nasceu em Bissau em 1957, filho, neto e bisneto de pessoas nascidas no território da Província da Guiné. Prestou serviço militar no Exército português, na luta contra o PAIGC. Poderá conservar a nacionalidade portuguesa depois da independência da Guiné-Bissau? Resolução Caso n.º 2 Joaquim nasceu em 1957, em Bissau – território da então Província da Guiné. Joaquim não é filho nem descendente de cidadão português, pelo menos até ao 3.º grau de parentesco em linha recta, já que seu pai, avô e bisavô nasceram em Bissau, caso o fosse permitiria a conservação da nacionalidade à luz do Artigo 1.º do Decreto-Lei n.º 308-A/75. Joaquim, por sua vez, à data da 25 de Abril de 1974, presume-se que não reside em Portugal pelo menos à cinco anos, caso o fosse permitir-lhe-ia conservar a nacionalidade portuguesa, podendo na altura ter invocado a alínea a) do n.º 1 do Artigo 2.º do mesmo diploma legal, para esse efeito disporia de dois anos para requerer.

Em 1968. José tem dois anos para requerer.º grau de parentesco em linha recta.º do Decreto-Lei n. vivendo apenas em união de facto? Resolução Caso n. Manuel. em situações não previstas no próprio Decreto-Lei 308-A/75. poderá determinar a conservação da nacionalidade portuguesa” (5.º do mencionado diploma.º 308-A/75. caso o fossem. São casados. deste modo à data da independência de Moçambique em 1975. por motivos profissionais.º 2098.º 308-A/75 articulado com a Base XII e XIII da Lei n. invocando o Artigo 5.º 308-A/75). nascido em 1955.º 308-A/75. prevê-se a possibilidade de o Concelho de Ministros determinar a conservação da nacionalidade portuguesa a indivíduo ou indivíduos nascidos em território ultramarino. Assim à data de 25 de Abril de 1974.º 2 do mesmo Artigo e diploma legal. Não são descendentes de cidadão português.º 308-A/75.º do Decreto-Lei n. ora os indivíduos referidos na alínea anterior são referidos como os “nascidos em território ultramarino”.º 3 José e Adelina. o segundo filho. o “Conselho de Ministros.º 2098 e que por sua vez o dispensa da obrigatoriedade de ter domicilio em Portugal. na então Província de Moçambique. pode esse facto ser levado em ponderação e ser considerado como um facto de ter prestado um “serviço relevante ao Estado Português”. conforme exigido na alínea f) da Base XII. conforme anteriormente mencionado. referese “A mulher e os filhos menores dos indivíduos referidos na alínea anterior”. permitir-lhes-ia a conservação da nacionalidade portuguesa à luz do Artigo 1. diploma que determinava as bases sobre atribuição e aquisição de nacionalidade e que na altura de 1974 estava em vigor. dispensando em parte ou todos requisitos previstos na base XII da Lei n.º Decreto-Lei n. (João) que teria 15 anos e poderia conservar a nacionalidade portuguesa. conforme dispõe a alínea a) do n. já que seus pais. pode o Joaquim neste contexto requerer a conservação da nacionalidade portuguesa nos termos do parágrafo anterior. José é considerado cidadão nascido em território ultramarino tornado independente e encontra-se domiciliado em Portugal há mais de cinco anos.º 1 do Artigo 2. Em 1968. casados um com o outro. CASO N.º 1 do Artigo 2. no caso do filho primogénito (Manuel) já não. já que à luz do disposto da alínea b) do n. directamente ou por delegação sua. não seria possível conservarem a nacionalidade portuguesa. tendo em conta que Joaquim esteve integrado no Exercito Português. e que lutou contra o PAIGC (partido impulsionador do movimento de libertação da Guiné-Bissau). “em casos especiais devidamente justificados” conforme o Artigo 5. por motivos profissionais. nem o casal nem os filhos. Deste modo.º do Decreto-Lei n. avós e bisavós nasceram em Moçambique. nasceram em Quelimane. e João. pelo menos até ao 3. permanecendo em Quelimane Adelina com os dois filhos do casal. Conservam a nacionalidade portuguesa depois da independência de Moçambique? E se tivesse sido Adelina a fixar residência em Lisboa. sendo filhos. Assim. nasceram em Quelimane. A concessão da conservação da nacionalidade estende-se também à Adelina e filhos menores. conforme dispõe a Base XIII da Lei n. José fixou residência em Portugal. Caso tivesse sido Adelina a fixar a residência em Portugal. de 29 de Julho de 1959. na Província de Moçambique. Face ao requerimento. pois este à data de 1975 era maior de idade (20 anos de idade). Deste modo pode requerer a conservação da nacionalidade portuguesa e segundo o n. José fixa residência em Lisboa. nascido em 1960.No entanto. de 29 de Julho de 1959.º 2098. netos e bisnetos de pessoas nascidas em Moçambique.º do Decreto-Lei n. e não José? E se não fossem casados. logo implicitamente os titulares do direito para .º 3 José e Adelina.

e vivessem em união de facto permitiria conservar a nacionalidade portuguesa apenas a José e ao filho menor. Fernando não preenche nenhum dos requisitos previstos pelo Decreto-Lei 308-A/75. pelo que deste modo considerei a alínea b) do n. ora não me parece lógico ser exigido no Artigo 1. em 1975. mas não tem nem nunca teve nacionalidade portuguesa – o seu pai era cônsul da França. já que no alínea b) do n.º para mulheres casadas. já que formalmente não é expresso ipsis verbis “mulheres casadas”. Caso não fossem casados. adquiri-la. logo ser se casado é condição sine qua non para que seja extensível o disposto da b) do n.º 4 Fernando nasceu em Luanda em 1942.º. Aliás. Acrescenta-se ainda que a exigência de pelo menos cinco anos de domicílio em Portugal antes de 1974 não é formalmente exigida à mulher nem aos filhos.requerer a conservação da nacionalidade portuguesa correspondem exclusivamente ao marido.. que se não fossem casados. Face ao exposto.º 1 do Artigo 1.º a lei prevê “mulher casada com”.º 1 do Artigo 2. nem descende de cidadão nascido em território ultramarino que à data de 25/4/1974 residia à mais de cinco anos em Portugal. (OBS.º 4 Fernando nasceu em Luanda em 1942. pela aplicação do Decreto-Lei n.º 2098 de 29 de Julho de 1959 e caso pretendesse aquisição de nacionalidade seria por este ultimo comando normativo.º 1 do Artigo 2º a lei prevê “mulher de” e na alínea f) do n.º 1 do Artigo 2. CASO N.º.Neste ponto eu tenho duvidas na parte que toca à união de facto. tendo sempre aí residido. Fernando não adquire nem conserva a nacionalidade Portuguesa por não se encontrar num dos pressupostos do diploma invocado. já que na mencionada alínea b) refere-se a “mulher” e não a “companheira”. não é descendente nem de cidadão português conforme é previsto no Artigo 1.º para mulheres num sentido mais amplo do que mulheres casadas. o DL 308-A/75 não é um diploma que regula a aquisição da nacionalidade portuguesa. não era deste modo possível caso vivessem apenas em união de facto. Deste modo. para que possa conservar a nacionalidade portuguesa.º como mulheres casadas).º 308A/75? Resolução Caso n. residiu sempre nessa localidade e é filho de pai francês cônsul da França em Angola. e no Artigo 2. Do mesmo modo. Poderá agora. . sobre essa matéria à data de 1975 estava em vigor a Lei de Bases da Nacionalidade Lei n.

Em 2008 a Senhora A casa com o Senhor F. E. E. senhor B. portuguesa. residir legalmente em Portugal pelo menos há 6 anos. seria português pela aquisição da nacionalidade pelo efeito da vontade.º 1 A Senhora A.º da Lei 37/81. pretender que o filho C. e o casal instala-se em Lisboa. Em 1993 o Senhor B é colocado na Embaixada de França no Japão. já que neste caso a oposição só se aplica à aquisição por efeito da vontade e pela adopção. em 1986.º da Lei 37/81 alterada pela Lei Orgânica 2/2006. a família constituída pelo Senhor B e Senhora A. perde a nacionalidade portuguesa. presumo que não terá efectuado tal declaração.º 1 do Artigo 1. venha a adquirir a nacionalidade francesa. D. à luz do disposto da alínea d) do n. o casal francês fixa-se em Macau e o senhor B deixa de ser funcionário do estado francês. que não era a Lei n. Resolução Caso n.º filho. e diplomata de profissão. Em 1984. Casa aí com o Senhor B. Macau possuiu uma larga . Em 1984 o Senhor B é colocado na Embaixada de França em Portugal. Em 1993. idêntica declaração é feita pelo Senhor B. e a família instala-se em Tóquio. é lhe aplicado o diploma da nacionalidade vigente na altura. C. onde nasce o 3. conhecer suficientemente a língua portuguesa e não ter sido condenado por sentença de crime com pena máxima superior a 3 anos.º do mesmo diploma legal.II. permite ao seu 1. emigra para França em 1972. o que segundo os dados do enunciado não é mencionado. no entanto. conforme Artigo 4. Aquele território torna-se independente da administração portuguesa em 20 Dezembro de 1999.º 37/81 mas sim a Lei n.º filho. filhos de estrangeiros tendo um dos progenitores nascido em Portugal e que residam em Portugal. nasce já em Macau território chinês. que é a dos progenitores. pode ser concedida pelo governo português a nacionalidade portuguesa por naturalização. CASOS PRÁTICOS DE DIREITO DA NACIONALIDADE (LEI N. apesar de Macau ser território chinês. casado com cidadã francesa nascida em território português. à luz dos ordenamentos jurídicos daqueles países respectivamente. que em 2010 faz a declaração para aquisição da cidadania portuguesa. em 2000.º 1 Artigo 6. em todo caso. salvo se não adquirir a nacionalidade do marido ou até a celebração do casamento declarar que pretende manter a nacionalidade portuguesa. Em 2005 a Senhora A e o Senhor B divorciam-se.º filho.º 1 A Senhora A.º que prevê essa possibilidade aos indivíduos nascidos no território português. não optando pela portuguesa. cidadão estrangeiro. na qual prevê na sua alínea c) da Base XVIII. Nesse mesmo ano. Existe também a possibilidade de o senhor B. logo para que este venha adquirir nacionalidade portuguesa terá que ser pela via da naturalização conforme o n. nascido em 1986. ambos franceses. no entanto se o filho C preencher os cumulativamente os requisitos do Artigo 6.º 2098 de 29 de Julho de 1959.º filho. que neste caso poderá adquirir a nacionalidade francesa ou japonesa. portuguesa. que a mulher portuguesa que case com estrangeiro. onde nasce o seu 1. O facto de o pai ter exercido serviço de funcionário a estado estrangeiro não é oponível à aquisição da nacionalidade conforme prevista no Capitulo IV. chinês. mas neste caso. onde nasce o 2. Em 1999. O filho do casal. quando o filho viesse a ganhar a capacidade jurídica.º filho C. Os requisitos são: ser maior ou emancipado. francês. pode ria este solicitar a nacionalidade portuguesa. ser considerado cidadão português de origem. onde nasce o 2. ao casar com um cidadão francês.º 37/81) CASO N. em 1994. D. fixam-se em Tóquio. estando a residirem em Portugal. Em 1999 o Senhor B desvincula-se da carreira diplomática e fixa residência com a sua família em Macau.

deste modo não pode de forma alguma que não seja a prevista no Artigo 8.º 3 do Artigo do Artigo 3. Está consignado no Artigo 8.º 6 do mesmo Artigo.º.º).º do Artigo 1. mas um dos requisitos para exercer esse direito.º do mesmo . o senhor F tem a possibilidade de adquirir a nacionalidade portuguesa pelo facto de ser ter casado com nacional português. já com a nacionalidade Portuguesa readquirida. Deste modo não lhe é aplicável a Lei 37/81.de um cidadão por motivo de sentença ter sido condenado a pena de prisão de 6 anos por ter cometido um crime de espionagem -. Para o estado português manifestar oposição da aquisição de nacionalidade referente a pessoas que sejam condenadas por práticas de crime com pena máxima superior a 3 anos à luz da alínea b) do Artigo 9. neste caso. contudo. português. pode a senhora A. já em 2010 adquirir a nacionalidade portuguesa pela naturalização. não sendo neste caso aplicável a oposição por parte do Ministério Publico prevista nos Artigos 9. que perdem a nacionalidade portuguesa. . residente em Macau desde 1999. Em 2010 o senhor B. é cidadão português. pois havia perdido a nacionalidade Portuguesa ao casar-se com o senhor B em 1973 nos termos da Lei 2098 de 29 de Julho de 1959. E. e deste modo. e um deles é residir em Portugal. CASO N.º da Lei 37/81 com a redacção dada pela Lei Orgânica 2/2006. Pode ser privado da cidadania portuguesa? E pode ser expulso do território português. sendo que conforme consignado no Artigo 30. e nos termos do n. neste caso.º 2 do Artigo 30. pode a vir a ser dispensado desse requisito caso seja o senhor F membro da comunidade de ascendência portuguesa existentes ainda em Macau território Chinês. logo se devidamente fundamentado e comprovado.º da Lei 37/81 com a redacção que lhe foi dada pela Lei Orgânica 2/2006. e para tal basta fazer declaração.º. casa-se com o senhor F de nacionalidade chinesa.º do mesmo diploma legal. a mesma produz efeitos desde a data do casamento (. foi condenado em Portugal a uma pena de seis anos de prisão por espionagem. para que o senhor A perdesse a nacionalidade portuguesa teria que o declarar expressamente de forma voluntária. Ao readquirir a nacionalidade Portuguesa nos termos do Artigo 30.º da Lei 37/81. nomeadamente o requisito da residência legal em Portugal há pelo menos 6 anos. depois de cumprida a pena? Resolução Caso n. e segundo os factos o mesmo não declarou. mas em virtude de estar já divorciado da senhora A. In casu. também não reúne cumulativamente todos os requisitos para ser naturalizado português. conforme dispõe o n.º. Em 2008 a senhora A. o não é o caso. quando requerer a sua naturalização poderá a vir ser dispensado de preencher os requisitos previstos na alínea b) e c) do n. já que casou em 2008 e em 2010 solicitou a declaração de aquisição. Não obstante da possibilidade de aquisição de nacionalidade pelo efeito da vontade pelo casamento com nacional português.comunidade de portuguesa.º 2 O Senhor A. conforme é previsto no n. e este em 2010 faz declaração de aquisição de nacionalidade Portuguesa.º 2 O Senhor A. seja por atribuição. poderá o senhor F. ser privado da cidadania portuguesa. adopção ou naturalização. o mesmo deixou de ter a possibilidade de adquirir a nacionalidade portuguesa pelo casamento à luz do Artigo 3. não pode assim adquirir a nacionalidade Portuguesa. e só o poderia declarar caso tivesse outra nacionalidade. Em 2005 o senhor B e senhora A divorciam-se. é de estar casado pelo menos há 3 anos.º. terá que preencher cumulativamente todos requisitos do n. independentemente do instituto jurídico que lhe determinou a nacionalidade portuguesa. seja por aquisição por efeito da vontade.º e 10.º do mesmo diploma legal. A senhora A integra-se dentro dos pressupostos do citado Artigo 30. nem preenche nenhum requisito que lhe permita a dispensa da exigência da residência em Portugal conforme dispõe o Artigo 6. declara que deseja adquirir a nacionalidade Portuguesa.º. readquirir a sua nacionalidade portuguesa. e ao que parece este cidadão F reside em Macau. de nacionalidade francesa. porque não se enquadra em nenhuma das situações previstas. os cidadãos que sejam nacionais de outro estado e que declarem que não querem ser portugueses. assim terá de esperar até 2011 para que possa prosseguir o processo de aquisição de nacionalidade.º 1 do Artigo 6. esta possibilidade de reaquisição da nacionalidade portuguesa para a mulher casada com cidadão estrangeiro existe desde que entrou em vigor a Lei 37/81.º da Lei 37/81.º 1 do Artigo 3.º.

neste caso. não interfere para o seu pedido de aquisição de nacionalidade. à data de nascimento seus progenitores residiam legalmente há mais de cinco anos em Portugal e para dar inicio à atribuição de nacionalidade deve ser o próprio individuo a declarar. o direito à cidadania é um dos direitos fundamentais consagrados na Constituição da Republica Portuguesa. Em 2010 C é condenado a uma pena de 4 anos de prisão. e não nos casos de atribuição de nacionalidade.º filho.º1) e que ninguém pode ser arbitrariamente privado da sua nacionalidade (n. pois no Artigo 3.º. uruguaios.º 2 do Artigo 16. desde 2008 até à data da sua prisão. não quando já o cidadão já é cidadão português. por sua vontade.º2). portuguesa. CASO N. é apenas durante o processo de aquisição de cidadania e num prazo de um ano. Sendo que o estado subordina-se à Constituição conforme dispõe o n. C. O facto de ter vivido em união de facto com D. nasce no Funchal seu 1. à luz do disposto da alínea e) do n.º refere entre outros direitos. sendo que neste caso o direito de oposição à aquisição da nacionalidade. com efeitos de atribuição de nacionalidade desde o seu nascimento (Artigo 11.º 2 do Artigo 3. não pode ao cidadão português ser lhe privado de cidadania nem por esse motivo de ser expulso do território português. onde no n.º 1 do seu Artigo 26.º filho. C. pelo menos naquela data. Em 1991. portuguesa. quando tiver capacidade jurídica para exercer esse direito. fixam residência em Portugal em 1981. ambos da nacionalidade portuguesa.º 3 A e B. portuguesa 2 anos não importa para a aquisição de nacionalidade. deste modo deve ser ponderado o Artigo 15. a) Pode C.diploma.º CRP.º da DUDH em que consagra que todo individuo tem direito à nacionalidade (n.º 3 A e B. nos termos do Artigo 9. Viveu em união de facto com D. preenche todos os requisitos previstos para atribuição de nacionalidade. Em 1991 nasce no Funchal o seu 1. Em conclusão. o que é o caso pois C já é maior de idade.º do mesmo diploma legal exige 3 anos em união de facto. . não prejudicando a responsabilidade penal e civil praticados pelo senhor A.º 1 do Artigo 1. por roubo.º da Lei 37/81 alterada pela Lei Organica 2/2006. só é aplicável nos casos de aquisição nacionalidade por efeito da vontade e adopção.º CRP e seus preceitos legais devem ser interpretados à luz da Declaração Universal dos Direitos do Homem conforme dispõe o n.º Lei 37/81). C. por roubo. Em 2010 C é condenado a uma pena de 4 anos de prisão. Viveu em união de facto com D. O facto de ter cometido um crime com pena superior a 3 anos. tornar-se cidadão português? b) A sua resposta seria diversa se C tivesse nascido em Espanha? c) Pode C prestar serviço militar nas forças armadas portuguesas? Resolução Caso n. deste 2008 até à data da sua prisão em 2010. Alem do mais já explanado. cidadão português por crime de espionagem. pois nasceu em território português. que a todos são reconhecidos o direito à cidadania. a) Face ao enunciado. é filho de estrangeiros. fixam residência em Portugal em 1981. pois para os devidos efeitos ele é um cidadão de nacionalidade originária.

está consagrado no n. constitui fundamento de oposição à aquisição de nacionalidade.º da Lei 37/81.º 1 do Artigo 1. pois para tal teria de ter nascido obrigatoriamente em território Português. mas não é o caso.º CRP. pois já havia sido condenado e a sentença havia transitado em julgado por crime cuja pena máxima era superior a 3 anos. independente da forma em que lhe determinou a nacionalidade. conclui-se que C. C nunca prestou serviço militar não obrigatório a estado estrangeiro.b) Caso tivesse nascido em Espanha. o mesmo pode prestar serviço militar nas forças armadas portuguesas. mas neste caso em concreto.º da CRP que a defesa da pátria é um direito e um dever fundamental de todos os portugueses. conforme dispõe a alínea c) do Artigo 9.º da CRP consigna que as forças armadas compõe-se exclusivamente de cidadãos portugueses e atendendo principio de igualdade previsto no Artigo 13. Para os indivíduos que prestaram serviço militar não obrigatório a estado estrangeiro. Deste modo o seu pedido de naturalização iria ser rejeitado liminarmente por não preenchimento de requisitos e não por oposição do Ministério Publico à luz do Artigo 6. deste modo.º do mesmo diploma. sendo que o n. C não preenchia o requisito da alínea d) daquele artigo.º da Lei 37/81. sendo cidadão português pode prestar serviço militar nas forças armadas portuguesas. já C não poderia ser-lhe atribuído a nacionalidade portuguesa à luz da alínea e) do n. seja por atribuição ou por aquisição. em virtude de residir em Portugal já há 19 anos. Aliás. sendo português.º 1 do Artigo 276. . é um direito e um dever fundamental que lhe assiste e não pode ser descriminado de forma alguma ou privado de direitos em relação aos outros cidadão portugueses baseado na sua ascendência ou território de origem. nos termos do Artigo 6. C. c) Sim. apenas poderia naquela data adquirir a nacionalidade pela aquisição da mesma pela via da naturalização. Nesse caso.º 2 do Artigo 275.º.

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