Página 1 DIREITO ADMINISTRATIVO TOMBAMENTO 2.

0 Tombamento:

15/01/2012

O Tombamento significa um conjunto de ações realizadas pelo poder público com o objetivo de preservar, através da aplicação de legislação específica, bens de valor histórico, cultural, arquitetônico, ambiental e também de valor afetivo para a população, impedindo que venham a ser destruídos ou descaracterizados.1 No tombamento, sempre se avalia o interesse público em detrimento do particular, considerando o valor histórico ou artístico do bem, o Poder Público determina a inscrição nos Livros do Tombo, com isso pretendendo preservar a memória nacional. O interesse Tombamento cultural pode ou ser aplicado quais de a bens sejam: móveis e imóveis de

ambiental, obras

fotografias, ruas,

livros, praças,

mobiliários,

utensílios,

arte,

edifícios,

cidades, regiões, florestas, cascatas, etc. Somente é aplicado a bens materiais de interesse para a preservação da memória coletiva.2 Com efeito, os bens susceptíveis de tombamento são aqueles que traduzem aspectos de relevância para a noção de patrimônio cultural brasileiro, ou seja, bens do patrimônio histórico e artístico. Destarte, consoante ao que destaca o Mestre Hely Lopes Meirelles, é equivocado o tombamento de florestas, reservas naturais e parques ecológicos, haja vista que estes são objeto de proteção do Poder Público. O Tombamento como não é uma ato autoritário, Federal, em primeiro ou lugar o

Tombamento,

qualquer

outra

Lei

Estadual

Municipal

estabelece limites aos direitos individuais com o objetivo de resguardar e garantir direitos e interesses de conjunto da sociedade.

1

É de bom alvitre citarmos alguns conceitos que a nossa doutrina nos dá sobre tombamento: Segundo Maria Sylvia Zanella de Pietro, tombamento pode ser definido como “o procedimento administrativo pelo qual o Poder Público sujeita as restrições parciais os bens de qualquer natureza cuja conservação seja de interesse público, por sua vinculação a fatos memoráveis da história ou por seu excepcional valor arqueológico ou etnológico, bibliográfico ou artístico.” O professor Diogo de Figueiredo Moreira Neto, nos diz que tombamento “é a intervenção ordinária e concreta do Estado na propriedade privada, limitativa de exercício de direitos de utilização e disposição, gratuita, permanente e indelegável, destinada à preservação, sob regime especial, dos bens de valor cultural, histórica, arqueológico, artístico, turístico ou paisagístico.”
2

§ 2º do artigo 1º do Decreto-lei n.º 25/37, podem ser sujeitos de tombamento “os monumentos naturais, bem como os sítios e paisagens que importem conservar e proteger pela feição notável com que tenham sido dotados pela natureza ou agenciados pela indústria humana”

Página 2 A definição de critérios para intervenções físicas

15/01/2012 em bens

culturais tombados objetiva assegurar sua integridade, considerando-se o interesse da coletividade. Não é autoritário porque sua aplicação é avaliada e deliberada por um Conselho formado por representantes da sociedade civil e de órgãos públicos, com poderes estabelecidos pela legislação. O ato do Tombamento não é igual à desapropriação, pois são atos totalmente diferentes. O Tombamento não altera a propriedade de um bem; apenas proíbe que venha a ser destruído ou descaracterizado. Logo, um bem tombado não necessita ser desapropriado. 2.1 Fundamentos:

O fundamento principal para o tombamento, assim como para toda forma de intervenção na propriedade, é o interesse público, especificamente, a adequação do domínio particular às necessidades de interesse público, ou seja, novamente a supremacia do interesse público sobre o particular, como reza a Carta Magna art. 5º XXIII e art. 170, III3 Pode-se notar que o legislador se preocupou com o patrimônio histórico e artístico nacional, notadamente no art. 216, onde elenca o rol do que pode ser considerado patrimônio cultural brasileiro, nos parágrafos do mesmo, mostra a preocupação com a conservação do patrimônio, quando fala no § 1º que o Poder Público, com a colaboração da comunidade promoverá e protegerá o patrimônio cultural brasileiro, e nos outros parágrafos, que fala dos incentivos para a produção e o conhecimento de bens e valores culturais (§ 3º), dos danos e ameaças ao patrimônio cultural (§ 4º) e que “ficam tombados todos os documentos e os sítios detentores de reminiscências históricas dos antigos quilombos” (§ 5º).4

3

Art.5. Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e a propriedade, nos termos seguintes XXIII – a propriedade atenderá sua função social Art. 170. A ordem econômica, fundada na valorização do trabalho humano e na livre iniciativa, tem por fim assegurar a todos a existência digna, conforme os ditames da justiça social, observados os seguintes princípios: III – função social da propriedade;” 4 Art. 216. Constituem patrimônio cultural brasileiro os bens de natureza material e imaterial, tomados individualmente ou em conjunto, portadores de referência à identidade, à ação, à memória dos diferentes grupos formadores da sociedade brasileira, nos quais se incluem: I - as formas de expressão; II - os modos de criar, fazer e viver; III - as criações científicas, artísticas e tecnológicas; IV - as obras, objetos, documentos, edificações e demais espaços destinados às manifestações artísticoculturais;

O Poder Público. por meio de inventários.1985.1965. de 19. Ficam tombados todos os documentos e os sítios detentores de reminiscências históricas dos antigos quilombos. cultural. de 08. 8. o entendimento de ser servidão administrativa . 8. notáveis monumentos. há quem diga tratar-se de bem de interesse público. E no art. Já em relação uma outra concepção considera não se tratar de servidão pelo fato de não haver a coisa dominante. § 1º.845. e da Constituição bens de apregoa que a 15/01/2012 proteção artístico e dos e documentos. de 26. 2. e de outras formas de acautelamento e preservação. registros.159. artístico. Os danos e ameaças ao patrimônio cultural serão punidos. ecológico e científico. de 23..07. paleontológico. 7. entendendo que tal preocupação seria importante para o desenvolvimento desta.1961. Outros sustentam a tese de natureza de limitação administrativa.01.1965. tombamento e desapropriação. artigos 163.924. E.2 Natureza Jurídica: Tema de grande divergência doutrinária está envolto ao aspecto da natureza jurídica desse instituto. DL nº 25. § 4º.11.1992.os conjuntos urbanos e sítios de valor histórico. é de competência comum da União.o tombamento tem em comum com a limitação administrativa o fato de ser imposto em benefício de interesse público. § 2º.849. paisagens sítios arqueológicos. considera o tombamento como sendo ato derivado do poder discricionário.07. Cabem à administração pública. Lei nº 8. 24. Lei nº 4.1991. III. Nota: Legislação anterior a 1988: CP. 23. VII. 165 e 166. observada a legislação e a ação fiscalizadora federal e estadual. na forma da lei. Para a Professora Maria Sylvia. essencial para caracterizar a servidão. 5 Para a Professor. porém dela difere por individualizar a imóvel”. de 24.91 (Lei Rouanet). Uma corrente doutrinária trata o tombamento como uma servidão administrativa.06.1937. Nota: Dispositivo regulamentado pela Lei nº 8. de 30.12. promoverá e protegerá o patrimônio cultural brasileiro. A lei estabelecerá incentivos para a produção e o conhecimento de bens e valores culturais. a gestão da documentação governamental e as providências para franquear sua consulta a quantos dela necessitem. legislar sobre proteção ao patrimônio histórico. não se enquadrando nem como simples limitação administrativa. 2) Legislação correlata: DL nº 1. obras outros valor naturais histórico. “. § 5º. de 29. Estados e Distrito Federal. também. Se posiciona por considerar que o tombamento tem categoria própria.1993. vigilância. de 08. adotando. em primeiro lugar. Notas: 1) Dispositivo regulamentado pelas Leis nº 8. dos Estados.347.Página 3 O cultural. assemelhando-se com o instituto por individualizar o bem. tampouco como servidão. Ficando para os Municípios “promover a proteção do patrimônio histórico-cultural local. que fala que também é de competência comum a União. arqueológico. de 28. de 21..5 V .313. de 20.1981. do Distrito Federal e dos Municípios.01.401.717. 4. na forma da lei. assim. § 3º. paisagístico. com a colaboração da comunidade.11.07. Leis nºs 3.” Estes artigos mostram quanto a Constituição resguarda a conservação do patrimônio histórico-cultural da sociedade brasileira.900.685. art.1994.12.01.

ou lhe subtraiam um utilidade. porém dela difere por individualizar administrativa. enquanto que as limitações. devem ser indenizadas sempre que impliquem real declínio da expressão economica do bem. Curso de Direito Administrativo. . não há qualquer prejuízo para o prédio serviente. porque. 7 a imóvel.9 Quanto constituição à DE OFÍCIO VOLUNTÁRIO espécies de de tombamento: voluntário a) ou quanto à constituição b) quanto ou à ofício. Pelo contrário no caso de tombamento pelo Patrimônio Histórico ou de declaração que a área passa a ser reserva florestal. o ato como sendo. 2000. pág. 7 O Professor Celso Antonio Bandeira e Mello. Celso Antônio Bandeira. há uma individualização do bem objeto de ato imperativo da administração conseqüentemente prejuízo 8 manifesto proprietário dele. compulsório. visto que essa avaliação é privativa da Administração. o ato é discricionário. há anuência ou pedido do proprietário 6 No que concerne “à valoração da qualificação do bem” como de natureza histórica ou mesmo artística e da necessidade de sua proteção.” Espécie: Existem procedimento: ou individual. “embora freqüentemente se afirme que as servidões são sempre indenizáveis. e em conseqüências um as árvores não poderem para ser o cortadas. na maioria dos casos. portanto se trata de uma servidão Como nos ensina o Professor Celso Antônio Bandeira de Mello. ou relacionado à eficácia do ato. tal assertiva não é verdadeira.” 8 MELLO. vinculado e discricionário. o tombamento tem em comum com a limitação administrativa o fato de ser imposto em benefício de interesse público. 6 Posicionamo-nos. basta lembrar o caso das placas indicativas de ruas que os particulares são obrigados a aceitar que sejam postas em frente as suas residências. o ato é vinculado. ao mesmo tempo. voluntário ou compulsório. nos ensina que “as limitações não obrigam o Poder Público a indenizar o proprietário dos bens afetados. Caracteriza. ainda. pois como nos ensina José dos Santos. 704 9 Essa divisão não é considerada pela doutrina como sendo absoluta. com efeito. concebe o tombamento como sendo intervenção do Estado consistente na restrição do uso de propriedades determinadas. ed. em se tratando do aspecto de que o tombamento tem como pressuposto a defesa do patrimônio cultural. podendo ser provisório ou definitivo. eficácia: provisório ou definitivo ou c) quanto aos destinatários: geral Recai sobre bem público Não há resistência por parte do proprietário.Página 4 15/01/2012 O doutrinador José dos Santos. Malheiros. as espécies de tombamento podem ser de acordo com a manifestação da vontade. pois. com a hermenêutica da Professora Maria Sylvia.

se o consideração a resistência ou inconformismo do proprietário. o tombamento pode ser provisório pela o processo administrativo iniciado notificação. Estado ou Município) ou sob cuja guarda estiver o bem. salvo quanto à transcrição no Registro de Imóveis. E o compulsório se dá tombado. se o bem tiver natureza particular. que tem Quanto eficácia DEFINITIVO Quanto aos GERAL destinatários INDIVIDUAL à PROVISÓRIO como efeito a impossibilidade de modificação do bem. que ocorre com a simples notificação da entidade a quem pertencer (União. bem como com a notificação sem levar no em sentido da inscrição do bem nos Livros do Tombo. . ou definitivo quando. bem tiver natureza pública tem-se o tombamento de ofício. que se ou procedimento COMPULSÓRIO dias opõe da à pretensão notificação de tombar de do poder de público. seja por pedido dele próprio ao Poder Público. que pode ser individual. O tombamento provisório produz os mesmos efeitos que o definitivo. quando a coisa se revestir dos requisitos necessários para constituir parte integrante do patrimônio histórico e artístico nacional. quando o seja Poder quando público concorda. Quanto enquanto está à eficácia em curso do o ato. previsto no artigo 5º. A notificação gera efeitos de um tombamento provisório É gerado pela simples notificação. temos o tombamento voluntário que se dá quando o proprietário consente no tombamento. quando atinge todos os bens situados em um bairro ou uma cidade. após concluído o procedimento. A oposição ocorrerá no prazo de 15 interesse tombamento do bem. quando atinge um bem determinado. somente exigível para o tombamento definitivo Quanto ao destinatário. ou geral. inscreve por o escrito. por exemplo. Poder Público procede à inscrição do bem no Livro do Tombo. Mas.Página 5 15/01/2012 Há resistência por parte do proprietário. em caso de impugnação do proprietário Ocorre com o efetivo registro no livro do tombo Que atinge todos os bens situados em um bairro ou em uma cidade Que atinge um bem determinado Quanto à manifestação da vontade ou procedimento.

ou seja. é submetido à deliberação de um Conselho.Página 6 Processo de Tombamento: 15/01/2012 O Tombamento é uma ação administrativa que se inicia com o pedido de abertura ou de processo ou por da iniciativa de qualquer cidadão (pessoa após física jurídica) própria Administração. homologação pelo ministro da cultura. porém a lei exige ainda que. o bem em exame terá o mesmo regime de preservação do bem tombado. no prazo de 15 dias. Em caso de manutenção. O tombamento é um ato final do processo administrativo que a lei exige para com a finalidade de analisar os aspectos que levam à intervenção na propriedade para a proteção do bem tombado. Nesta situação são proibidas as demolições e as reformas sem prévia autorização do Conselho. Entende-se essa transcrição no Registro de Imóveis não integra o procedimento devido ao fato de mesmo que sem ela o tombamento continua a produzir efeitos para o proprietário. será a resolução homologada pelo Prefeito. notificação ao proprietário. em se tratando de bem público. O procedimento do tombamento compulsório pode ser descrito da seguinte forma: manifestação do órgão técnico. O procedimento se encerra com a inscrição do bem no livro do tombo. O tombamento é efetivado por ato do Secretário Municipal da Cultura com publicação no Diário Oficial do Município. decisão pelo órgão técnico. Examinadas as contestações pelo Conselho. O processo não tem um rito pré-definido. Caso seja aprovada a abertura do processo. do qual caberá contestação. junto ao Conselho que foi formado. avaliação técnica preliminar. o proprietário do bem será notificado e a resolução publicada no Diário Oficial do Município. a autoridade administrativa determina a inscrição do bem no livro do tombo. manifestação do órgão que tomou a iniciativa do tombamento. em se tratando de bens imóveis. se faça a transcrição ao lado no da registro transcrição de do bens imóveis. averbando-se que o tombamento domínio. . estará legalmente protegido. inscrição no livro do tombo. este opinará pela manutenção ou não do tombamento. impugnação. variando conforme a modalidade do tombamento. até a deliberação final pelo tombamento ou não. Com a abertura do processo. Este pedido. notificando a pessoa jurídica de direito público titular do bem ou que o tenha sob sua guarda.

interessado deverá encaminhar seu parecer através de correspondência para a Presidência do Conselho. as etapas do procedimento encontra-se o 15/01/2012 direito de recorrer . Porém. Outra situação é a dos edifícios que contêm muitos elementos decorativos o que e artísticos mão-de-obra ou técnicas construtivas 10 excepcionais. atendendo a motivos de interesse público. Tombamento muitos conforme por tratar-se devem ser de uma decisão para caso importante instrução e do criteriosa.Página 7 Dentre tombamento.11. Um imóvel tombado ou em processo de Tombamento pode ser reformado. . do princípio fundamental do devido processo legal. LV. requer especializada. Um imóvel tombado pode mudar de uso. utilizando-se inclusive a mesma mão-de-obra. ao Estado.41. demandará prazos diferenciados. de acordo com o Decreto-lei nº 25. de 3-11-37”. Conselho. o custo de uma obra de conservação é semelhante a qualquer obra convencional. Obras de conservação e restauração tornam-se onerosas quando o imóvel encontra-se em péssimo estado de conservação. por isso o termo restauração é utilizado para denominar qualquer obra executada em prédios de valor histórico. Na maioria dos casos.10 Não é somenos mencionar a existência. poderá determinar. esse dispositivo ficou revogado pelo decreto-lei nº 3.por parte do proprietário do bem tombado . desta forma. aos Municípios ou a pessoas naturais ou jurídicas de direito privado. O custo de uma obra de restauração ou conservação é elevado. Qualquer pessoa pode opinar sobre um processo de Tombamento. interposto por qualquer legítimo interessado. percebe-se a possibilidade de ser cancelado o tombamento.contra ato de Analisando este aspecto. da Constituição Federal. A aprovação depende do nível de preservação do bem e está sempre vinculada à obrigatoriedade de serem mantidas as características que justificaram o Tombamento.. de 29. tombados ou não. de ofício ou em grau de recurso. toda e qualquer obra deverá ser previamente aprovada pelo Conselho. feito no IPHAN. estudos sua realizados cada Todos os documentos e pareceres serão anexados ao processo de tombamento para análise tanto do DPH como do complexidade. corolários dos princípios da ampla defesa e do contraditório aplicando-se. seja cancelado o tombamento de bens pertencentes à União.866. “o Presidente da República. o que será considerado é a harmonia entre a preservação das características do edifício e as adaptações necessárias ao novo uso. Não existem prazos determinados para a deliberação final de um processo processo de e. Pelo artigo 10 do Decreto-lei nº 25 a decisão não era passível de recurso. a norma do artigo 5°.

estes exemplares são poucos e constituem. pintura. geralmente. 3. 032 e Nº 10. O tombamento acarreta restrições ao uso da propriedade. Compete ao órgão que efetuou o Tombamento estabelecer os limites e as diretrizes para as intervenções nas áreas de entorno de bens tombados. Destruição. 11 Caso o bem seja alienado. Haverá ainda uma multa de 1% do valor venal. 2. até o início da reconstrução ou restauração do bem imóvel O Tombamento preserva. é a primeira ação a ser tomada para a preservação dos bens culturais na medida que impede legalmente a sua destruição. por dia. Existem descaracterizar penalidades um bem para tombado. Reforma. sujeitará o proprietário à aplicação das seguintes sanções conforme a natureza da infração: 1.236. sendo averbado ao lado da transcrição do imóvel.Página 8 15/01/2012 elevando o custo dos serviços. . o proprietário também fica obrigado a reconstruir ou restaurar o bem tombado às suas custas e de conformidade com as diretrizes traçadas pelo DPH. sem prévia autorização: multa no valor correspondente a no mínimo 10 (dez) e no máximo 100% do valor venal. propiciando sua plena utilização. Além destas sanções. prédios públicos. Efeitos: O Decreto-lei nª25/37 em seu capítulo III descreve os efeitos do tombamento. demolição ou mutilação do bem tombado: multa no valor correspondente a no mínimo 1 (uma) e no máximo 10 (dez) vezes o respectivo valor venal. A preservação somente torna-se visível para todos quando um bem cultural encontra-se em bom estado de conservação. Contudo. o adquirente Entorno do imóvel tombado é a área de projeção localizada na vizinhança dos imóveis tombados que é delimitada com objetivo de preservar a sua ambiência e impedir que novos elementos obstruam ou reduzam sua visibilidade. no que toca ao uso e à alienação do bem tombado. Não observância de normas estabelecidas para os bens da área de entorno11: multa no valor correspondente a no mínimo 10 (dez) e no máximo 50% do valor venal. reparação. por qualquer forma. devendo haver o Registro no Ofício de Registro de Imóveis. o o proprietário descumprimento que das demolir ou obrigações previstas pelas Leis Nº 10. restauração ou alteração.

bem como para comunicar a transferência ao órgão público competente. e for o caso. tendo o prazo e 30 dias. utilizado as vezes como instrumento para com a contrapor interesses individuais ao dever que o poder público tem em direcionar transformações tombar urbanas não necessárias). a proteção do patrimônio ambiental urbano está diretamente vinculada à melhoria da qualidade de vida da população. ou inscrição no livro do tombo. nessa ordem. na verdade. 12 fazendo obras para mantê-lo dentro de suas características culturais. significa cristalizar perpetuar edifícios ou áreas urbanas inviabilizando toda e qualquer obra que venha contribuir para a melhoria da cidade. seu direito. É de bom alvitre salientarmos que uma vez tombado o bem não impede o proprietário de gravá-lo livremente através de penhor. Um bem tombado pode ser alugado ou vendido. Essa servidão é derivada de um ato do tombamento. dentro de trinta dias. importante aliás. a onde dominante tombada serviente os prédios vizinhos. sob pena de incorrer em multa correspondente ao dobro da importância em que foi avaliado o dano sofrido pela coisa . ou o termo de contrato. desde que o bem continue sendo preservado. pressão acordo ou Tombamento não tem por objetivo “congelar” a cidade (termo este que é. O Tombamento de edifícios ou bairros inteiros não “congela” a cidade impedindo sua modernização. aluguel ou herança de um bem tombado. Quem servidão possui imóvel vizinho o ao tombado. O proprietário antes de alienar o bem tombado. hipoteca ou anticrese. é a também coisa sofre e as o conseqüências do tombamento Entende-se que se cria. seja.Página 9 15/01/2012 tem a obrigação de levar ao registro de imóveis a escritura pública. evidente. com isso deve necessariamente haver a transcrição no Registro de imóveis. Preservação e revitalização são 12 Caso o proprietário não disponha de recursos para tais obras de conservação e reparação. deve notificar a União. para fazê-lo sob pena de multa correspondente a dez por cento do valor do negócio jurídico. deve comunicar a sua necessidade ao órgão competente. para que possa exercer o direito de preferência. o Estado e o Município onde se situe. uma administrativa. Compete ao proprietário o dever de conservar o bem tombado. Não existe qualquer impedimento para a venda. pois a preservação qualquer muitas da memória atendida um é uma pelo demanda serviço de De social tão O quanto outra público. para exercerem. Constituição Federal.

ao patrimônio histórico e cultural. consoante a doutrina. 5º. LXXIII. ou seja. artístico e científico do país.65 e depende da observância de uma condição especial: a legitimação ativa para a causa é privativa do cidadão. mediante certas condições. .são a todos assegurados. Em algumas ocasiões.06.717. é correto afirmar que ele não impede a alienação do bem onerado. Prevista no art. esse instituto é cabível para a anulação de atos lesivos ao patrimônio público e. é a ação popular. especificamente. conquanto gere direito de preempção em favor do poder público.qualquer cidadão é parte legítima para propor ação popular que vise a anular ato lesivo ao patrimônio público ou de entidade de que o Estado participe. o direito Fixado de no art. a coletividade tem o direito de acioná-lo para diligenciar essa necessária proteção. de 24. 5º. histórico. agora em via judicial. Um dos instrumentos é o direito de petição. da Carta Magna14. aqueles interesses transindividuais que têm natureza indivisível e que hoje são objeto de profundos estudos e debates dentro da doutrina moderna.347.07. que ocorre na mesma via administrativa. Em relação ao tombamento como meio de proteção dos bens de valor artístico. O tombamento não é a única forma de proteção cultural. 13 XXXIV . a “a”. Outro meio de proteção. salvo comprovada má-fé. estético. petição encerra possibilidade pessoa requerer ao Poder Público competente a providência pretendida pela lei e estabelecida como dever de agir. 14 LXXIII . Outro instrumento é a ação civil pública. é possível que o Poder Público esteja negligenciando em seu dever inafastável de proteger o patrimônio histórico. isento de custas judiciais e do ônus da sucumbência. de 29. que permite a reforma do bem. A ação é regulada pela Lei nº 4. da Constituição de qualquer Federal13. Ocorrendo isto por parte do Estado.85. ficando o autor. turístico e paisagístico. que gera efeitos também para vizinhos do bem e que.Página 10 15/01/2012 ações que se complementam e juntas podem valorizar bens que se encontram deteriorados. tem natureza de servidão administrativa. O grande objetivo da lei é a proteção dos interesses coletivos e difusos da coletividade. independentemente do pagamento de taxas: a) o direito de petição aos Poderes Públicos em defesa de direitos ou contra ilegalidade ou abuso de poder. XXXIV. à moralidade administrativa. ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural. regulada pela Lei nº 7.

quando importar esvaziamento do valor econômico da propriedade. DIREITO DE PROPRIEDADE – TOMBAMENTO – INDENIZAÇÃO. ( S. cabe ao proprietário requerer que seja cancelado o tombamento da coisa.J. Min.T. Min. – Rec. Não arcando. DEMÓCRITO REINALDO – RDA 194/244). O tombamento. Consoante dispõe a lei (Decreto-lei nº 25/37).174 – Rel. incumbindo-lhe conservação da coisa tombada. 127. permanecendo o respectivo o ônus da proprietário na condição de administrador. . (S.371 – 1a Turma – Rel. impõe ao Estado o dever de indenizar. ocorrendo o tombamento. nº 25. a execução das obras necessárias à conservação do bem. Instr. O Estado só assume esse encargo quando o proprietário por ausência de meios não possa efetivar a conservação.Página 11 15/01/2012 3. o bem a este submetido adquire regime jurídico sui generis. Esp. CELSO DE MELLO – RDA 200/158). e não ocorrendo desapropriação.F.T. – Agr. a entidade de Direito Público.0 Jurisprudência: TOMBAMENTO – CONSERVAÇÃO – CANCELAMENTO.

Dispõe o art. aos Estados e ao Distrito Federal competência concorrente para legislar sobre proteção ao patrimônio artístico.Questão O Poder Público protegerá o patrimônio cultural brasileiro por meio de: I)Tombamento. Distrito Federal e Municípios a proteção de bens de valor artístico histórico. Estados e Distrito Federal para legislar sobre a proteção do patrimônio artístico e histórico nacional. eles não têm competência legislativa nessa matéria. a) b) c) d) Todas estão corretas Nenhuma está correta Somente I e IV estão corretas Somente a III está incorreta A resposta certa é a letra A. IV) Desapropriação. O art. III . II)Registro. 3.É função de competência da União. registro. histórico.Página 12 QUESTÕES DE PROVAS SOBRE TOMBAMENTO: 15/01/2012 1. logo. II e III estão incorretas Todas estão corretas Somente a I está correta A resposta certa é a letra C.Questão Os Municípios têm competência para legislar patrimônio artístico e histórico nacional? a) Sim b) Não c) Somente quanto ao patrimônio local d) Somente quando a legislação for omissa. CF. CF). sobre a proteção do A resposta certa é a letra B. Estados. 23. na forma dos §§ 1° a 4° do art 24 da CF. que o Poder Público protegerá o patrimônio cultural brasileiro por meio de inventário. vigilância. turístico e paisagístico. V) Vigilância. a) b) c) d) I e III estão corretas.A União estabelecerá normas gerais sobre a proteção do patrimônio artístico e histórico nacional. IX. O art. III. as paisagens naturais notáveis e os sítios arqueológicos. a proteção dos documentos. os monumentos. 2. cultural. dentre outras formas de acautelamento e preservação. conferiu à União. da Constituição Federal inclui entre as funções de competência comum da União. II . observada a legislação e a ação fiscalizadora federal e estadual" (art. 30. Estados. § 1°. 216.Há competência concorrente entre União. desapropriação. obras e outros bens de valor histórico. Distrito Federal e Municípios. III)Inventário.Questão I . artístico e cultural. o que significa que a União limitar-se-á a estabelecer normas gerais. 24. exercendo os Estados a competência suplementar. . VII também da CF. Aos Municípios foi dada a atribuição de "promover a proteção de patrimônio histórico-cultural local. tombamento.

1º do Decreto-lei 25/37).717/65) ação civil pública.Questão Considerando as afirmações abaixo: I) O tombamento é restrição parcial. são sujeitos a tombamento "os monumentos naturais. § 2°. 7. não impedindo ao particular o exercício dos direitos inerentes ao domínio. 5. educativas comerciais. ou . bem como os sítios e paisagens que importem conservar e proteger pela feição notável com que tenham sido dotados pela natureza ou agenciados pela indústria humana". logo não enseja direito a indenização. LXXIII (Lei de ação popular . 2º do Decreto-lei 25/37). do Decreto-lei 25/37.347/85).Questão. A resposta certa é a letra C. Quando a restrição for integral caberá ao Poder Público desapropriar o bem e indenizar o proprietário. III) O tombamento acarreta indenização ao proprietário. ação popular e mandado de segurança A resposta certa é a letra A. art. III (Lei 7. 6. a) b) c) d) I e III estão incorretas I e II estão corretas Somente a I está correta Todas estão corretas A resposta certa é a letra C. art. O tombamento é restrição parcial. II) que sejam trazidas para exposições comemorativas.Lei 4.Página 13 15/01/2012 4. públicos ou privados (art.Questão Não podem ser objeto de tombamento obras de origem estrangeira: I) que pertençam as casas de comércio de objetos históricos. II) A desapropriação por motivo de proteção ao patrimônio artístico e histórico nacional não acarreta indenização ao proprietário. 129. 5°.Questão São instrumentos de tutela ao patrimônio artístico e histórico nacional: a) b) c) d) Ação popular e ação civil pública Somente ação popular Somente ação civil pública Ação civil pública. materiais ou imateriais (art. Assinale a alternativa incorreta: a) b) c) d) O tombamento atinge O tombamento atinge O tombamento atinge Paisagens podem ser bens materiais e imateriais bens públicos ou privados apenas bens imóveis. O tombamento pode atingir bens de qualquer natureza: móveis ou imóveis. São instrumentos de tutela ao patrimônio artístico e histórico nacional ação popular e a ação civil pública ação popular. 1°. objeto de tombamento. De acordo com o art.

216. CF). I e II estão corretas. a critério do órgão técnico competente. do Decreto-lei 25/37. 5º e 6º do Decreto-lei 25/37. a critério do órgão técnico competente. voluntário ou compulsório. II) provisório ou definitivo. III) gratuito ou oneroso a) b) c) d) Todas estão corretas. não impedindo ao particular o exercício dos direitos inerentes ao domínio. Voluntário A resposta certa é a letra A. todas as alternativas citadas não podem ser objeto de tombamento. do Decreto-lei 25/37 (Lei do Tombamento).Página 14 15/01/2012 III) que pertençam as representações diplomáticas ou consulares acreditadas no país. 10. O tombamento é restrição parcial. à notificação que se lhe fizer para que a coisa seja inscrita em um dos Livros do Tombo. O tombamento voluntário ocorre quando art. A resposta certa é a letra D. b)o proprietário anuir. A única incorreta é a II A resposta certa é a letra B. 8. não há que se falar em tombamento gratuito ou oneroso.Questão Quando o tombamento incide sobre bens públicos. à notificação que se lhe fizer para que a coisa seja inscrita em um dos Livros do Tombo. d) Todas estão corretas. fala-se em tombamento: a) b) c) d) De ofício. por escrito. §1°. Quando o tombamento incide sobre bens públicos temos tombamento de ofício.Questão O tombamento voluntário ocorre quando: a) O proprietário pede o tombamento e a coisa se reveste dos requisitos necessários para tanto. 10 do Decreto-lei 25/37. Público. Assim. c) As alternativas acima estão corretas. O item II está correto conforme art. d) Nenhumas das alternativas é correta. I e III estão corretas. Compulsório. O item I está correto conforme art. por escrito. 7°. Conforme o art. IV) importadas por empresas brasileiras expressamente para adorno dos seus estabelecimentos. logo não enseja direito a indenização. . 5°. 3°. A resposta certa é a letra C. conforme dispõe o art. 9.Questão O tombamento pode ser I) de ofício. a) I e IV estão incorretas b) II e IV estão corretas c) Somente a I está incorreta. b) O proprietário anuir. Quando a restrição for integral caberá ao Poder Público desapropriar o bem e indenizar o proprietário (art. Decreto-lei 25/37 (Lei do Tombamento): a) o proprietário pede o tombamento e a coisa se reveste dos requisitos necessários para tanto.

3). o diretor do Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional mandará por simples despacho que se proceda à inscrição da coisa no competente Livro do Tombo. A alternativa "B" está incorreta pois da decisão do Conselho Consultivo do Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional não caberá recurso (art. última parte. oferecendo no prazo legal as razões de sua impugnação. 9º. parte mais fraca na relação. 2) Livro do Tombo Histórico. A alternativa "A" está incorreta. quais sejam: 1) Livro do Tombo Arqueológico.Questão No procedimento do tombamento há possibilidade proprietário da coisa. . Etnográfico e Paisagístico. Etnográfico e Paisagístico. 1). por simples despacho. basta impugnar. do Decreto-lei 25/37). do Decreto-lei 25/37: no caso de não haver impugnação dentro do prazo assinado. pois havendo impugnação dentro do prazo legal (15 dias). pois o art. b) Ministro da Cultura c) Presidente do Senado ou da Câmara. 9º. A alternativa "D" está incorreta. 9º. dentro de outros quinze dias fatais.Questão Não está entre os Livros do Tombo: a) b) c) d) O O O O Livro Livro Livro Livro do do do do Tombo Tombo Tombo Tombo Arqueológico. das Artes Plásticas. A resposta certa é a letra C. Sendo assim. 12. 3) Livro do Tombo das Belas Artes. Decreto-lei 25/37 determina que o Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional possuirá quatro Livros do Tombo. a contar do seu recebimento (art. far-se-á vista da mesma. 13. Assim é certo que: de 15/01/2012 impugnação pelo a) Havendo impugnação. 4°. dentro do prazo de sessenta dias. que é fatal. b) Se a decisão for favorável ao proprietário o poder público deverá promover a desapropriação do bem. 9º. 4) Livro do Tombo das Artes Aplicadas. 2). poderá impugnar o tombamento. O art. não sendo preciso oferecer suas razões. será o processo remetido ao Conselho Consultivo do Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. não está entre os livros de Tombo: o Livro do Tombo das Artes Plásticas. que proferirá decisão a respeito. do Decreto-lei 25/37 determina que se o proprietário quiser.Página 15 11. Histórico. afim de sustentá-la. mas sim o Livro do Tombo das Artes Aplicadas. a coisa será inscrita no competente Livro do Tombo. das Belas Artes. ao órgão de que houver emanado a iniciativa do tombamento. d) Ao proprietário da coisa. 3). A alternativa "C" está correta conforme dispõe o art. Em seguida. do Decreto-lei 25/37).Questão O cancelamento do tombamento cabe ao: a) Presidente da República. c) Não havendo impugnação. cabe ao judiciário analisar se é caso ou não de tombamento. independentemente de custas.

Questão Do tombamento resulta servidão administrativa em que dominante é a coisa tombada e serviente. art. 15. Pelo Decreto-lei 25/37 o tombamento não podia ser cancelado. pintadas ou restauradas. d) O governo do local onde se encontra o bem. que não dispuser de recursos para proceder às obras de conservação e reparação que a mesma requerer.Instituto do Patrimônio Histórico Artístico Nacional. c) O IPHAN . poderá determinar. atendendo a motivos de interesse público. não cabendo ao proprietário mais esse ônus. sob pena de multa de 50% do dano causado. demolidas ou mutiladas. A resposta certa é a letra D. Nenhuma das alternativas anteriores.Questão Quanto ao bem tombado. Porém. Cabe indenização somente aos prédios vizinhos contíguos. Desse encargo: a) b) c) d) Cabe indenização. Do tombamento resulta servidão administrativa em que dominante é a coisa tombada e serviente. esse dispositivo ficou revogado pelo Decreto-lei 3. levará ao conhecimento do Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional a necessidade das mencionadas obras.Questão Quem deve fazer as obras de conservação necessárias à preservação do bem tombado? a) O órgão que tombou. ser reparadas. Art. aos Municípios ou as pessoas naturais ou jurídicas de direito privado. Cabe desconto no imposto de renda.Instituto do Patrimônio Histórico Artístico Nacional: a) b) c) d) Repará-lo. ao Estado. 19: O proprietário de coisa tombada. de 3/11/37". sob pena de multa correspondente ao dobro da importância em que for avaliado o dano sofrido pela mesma coisa. pois o interesse é público. em caso nenhum ser destruídas.Página 16 d) O tombamento não pode ser cancelado. nem. A resposta certa é a letra B. e se não tiver meios deverá comunicar sua necessidade ao órgão competente. o proprietário pode. Decreto-lei 25/37. ao estabelecer que "o Presidente da República. 17: As coisas tombadas não poderão. Decreto Lei 25/37. Essa servidão impõe aos vizinhos a obrigação de não fazer obra que impeça ou reduza a visibilidade da coisa tombada e de não . Essa servidão impõe aos vizinhos a obrigação de não fazer obra que impeça ou reduza a visibilidade da coisa tombada e de não colocar cartazes ou anúncios. Não cabe indenização. os prédios vizinhos. 14. 16. Pintá-lo. 15/01/2012 A resposta certa é a letra A. sem prévia autorização do IPHAN . de acordo com o Decreto-lei n. b) O proprietário. de ofício ou em grau de recurso.866/41. feito no IPHAN. sem prévia autorização especial do Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. seja cancelado o tombamento de bens pertencentes à União. A resposta certa é a letra B. Restaurá-lo. os prédios vizinhos.° 25. interposto por qualquer legítimo interessado.

em caso de bens particulares. 18. d) Providenciar. A alternativa "B" está entre as obrigações do IPHAN. c) Não há que se falar em composição dos prejuízos.Página 17 colocar cartazes ou anúncios.independendo da transcrição no Registro de Imóveis. conforme art. qualquer indenização. Com a inscrição no Livro do Tombo. d) O proprietário do bem tombado é responsável pelos prejuízos. em sendo necessário. Com a notificação do proprietário da coisa.Questão Se o tombamento não foi transcrito no Registro de Imóveis e um terceiro de boa-fé tem sua obra embargada apesar de ter obtido autorização para a construção na Prefeitura. 19. A resposta certa é a letra B.Instituto do Patrimônio Histórico Artístico Nacional . 20. b) Caberá ao IPHAN .Instituto do Patrimônio Histórico Artístico Nacional . c) Mandar executar as obras de conservação do bem quando o proprietário não puder fazê-lo. a transcrição do tombamento no Registro de Imóveis. conforme art. pois ao IPHAN . Não é uma obrigação inspecionar a coisa a cada 3 (três) meses.Instituto do Patrimônio Histórico Artístico Nacional: a) Inspecionar a coisa obrigatoriamente a cada 3 (três) meses. 13 do Decreto-lei 25/37.cabe inspecionar a coisa sempre que julgar conveniente (art. A publicidade e o efeito constitutivo do direito real visam assegurar o respeito a boa-fé de terceiros e o direito de preferência das entidades públicas sobre as coisas tombadas. é certo que caberá ao IPHAN . Desse encargo não prevê a 15/01/2012 legislação A resposta certa é a letra C. com a notificação dos vizinhos. 20. de modo que. As alternativas "C" e "D" estão entre as obrigações do Instituto do Patrimônio Histórico Artístico Nacional.Instituto do Patrimônio Histórico Artístico Nacional . a desapropriação da coisa. Com a transcrição no Registro de Imóveis. uma vez que é sua obrigação providenciar a transcrição do tombamento no Registro de Imóveis.Questão Não é obrigação do IPHAN .responder por perdas e danos. está incorreta a alternativa "A".Questão O procedimento do tombamento compulsório compreende os seguintes atos: . 17.Questão A servidão resultante do tombamento surge: a) b) c) d) Após o tombamento. b) Providenciar. Decreto-lei 25/37). em caso de alienação. A resposta certa é a letra A. 19 § 1º do Decreto-lei 25/37. A servidão surge no ato do tombamento inscrição no Livro do Tombo . Se o tombamento não foi transcrito no Registro de Imóveis e um terceiro de boa-fé tem sua obra embargada apesar de ter obtido autorização para a construção na Prefeitura.responder por perdas e danos. é certo que: a) Caberá à Prefeitura responder pelos prejuízos.

notificação ao proprietário. impugnação.Questão. homologação pelo Ministro da Cultura. A resposta certa é a letra A. notificação ao proprietário. homologação pelo Ministro da Cultura. decisão pelo órgão técnico. o diretor do Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional mandará por simples despacho que se proceda à inscrição da coisa no competente Livro do Tombo. manifestação do órgão que tomou a iniciativa do tombamento. DECRETA: CAPÍTULO I DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO E ARTÍSTICO NACIONAL Art. depois de inscritos separada ou agrupadamente num dos quatro Livros do Tombo. bibliográfico ou artístico. notificação ao proprietário. § 2º Equiparam-se aos bens a que se refere o presente artigo e são também sujeitos a tombamento os monumentos naturais. 180 da Constituição. manifestação do órgão que tomou a iniciativa do tombamento. inscrição no Livro do Tombo. impugnação. c) Manifestação do órgão técnico. o diretor do Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional mandará por simples despacho que se proceda à inscrição da coisa no competente Livro do Tombo. quer por sua vinculação a fatos memoráveis da história do Brasil. notificação ao proprietário. O Presidente da República dos Estados Unidos do Brasil. 21. Manifestação do órgão técnico. decisão pelo órgão técnico. de que trata o art. atribuição que lhe confere o art. 1º Constitui o patrimônio histórico e artístico nacional o conjunto dos bens móveis e imóveis existentes no país e cuja conservação seja de interesse público. inscrição no Livro do Tombo. DECRETO-LEI Nº 25. 4º desta lei.Página 18 15/01/2012 a) Manifestação do órgão técnico. d) Manifestação do órgão técnico. impugnação. bem como os sítios e paisagens que importe conservar e proteger pela feição notável com que tenham sido dotados pela natureza ou agenciados pela indústria humana. decisão pelo órgão técnico. usando da . Organiza a proteção do patrimônio histórico e artístico nacional. impugnação. § 1º Os bens a que se refere o presente artigo só serão considerados parte integrante do patrimônio histórico o artístico nacional. inscrição no Livro do Tombo. inscrição no Livro do Tombo (ver arts. O tombamento de bens móveis não impede que o mesmo possa sair do país. manifestação do órgão que tomou a iniciativa do tombamento. manifestação do órgão que tomou a iniciativa do tombamento. notificação ao proprietário. 4º ao 10 do Decreto-lei 25/37). b) Manifestação do órgão técnico. decisão pelo órgão técnico. DE 30 DE NOVEMBRO DE 1937. manifestação do órgão que tomou a iniciativa do tombamento. quer por seu excepcional valor arqueológico ou etnográfico. inscrição no Livro do Tombo.

Belas Artes. 3) que se incluam entre os bens referidos no art. . 2º A presente lei se aplica às coisas pertencentes às pessoas naturais. as coisas de arte erudita. por ordem do diretor do Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. § 2º Os bens. § 1º Cada um dos Livros do Tombo poderá ter vários volumes. Art. as obras que se incluírem na categoria das artes aplicadas. As obras mencionadas nas alíneas 4 e 5 terão guia de licença para livre trânsito. que façam carreira no país. ameríndia e popular. as coisas de interesse histórico e as obras de arte histórica. 2. 4) que pertençam artísticos. bem como às pessoas jurídicas de direito privado e de direito público interno. e que continuam sujeitas à lei pessoal do proprietário. 4º O Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional possuirá quatro Livros do Tombo. 1º desta lei. CAPÍTULO II DO TOMBAMENTO Art. fornecida pelo Serviço ao Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. 3º Excluem-se do patrimônio histórico e artístico nacional as obras de origem estrangeira: 1) que pertençam acreditadas no país. às representações diplomáticas ou consulares 2) que adornem quaisquer veículos pertencentes a empresas estrangeiras. 3 e 4 do presente artigo. nos quais serão inscritas as obras a que se refere o art. nacionais ou estrangeiras. as coisas pertencentes às categorias de arte arqueológica. aos Estados e aos Municípios se fará de ofício. a saber: 1) no Livro do Tombo Arqueológico. que se incluem nas categorias enumeradas nas alíneas 1. 5º O tombamento dos bens pertencentes à União. mas deverá ser notificado à entidade a quem pertencer. etnográfica. 2) no Livro do Tombo Histórico. serão definidos e especificados no regulamento que for expedido para execução da presente lei. 5) que sejam comerciais: a casas de comércio de objetos históricos ou trazidas para exposições comemorativas. ou sob cuja guarda estiver a coisa tombada. e bem assim as mencionadas no § 2º do citado art. educativas ou 6) que sejam importadas por empresas estrangeiras expressamente para adorno dos respectivos estabelecimentos. 10 da Introdução do Código Civil. Art. 1º. 4) no Livro do Tombo das Artes Aplicadas. 3) no Livro do Tombo das nacional ou estrangeira. Parágrafo único. afim de produzir os necessários efeitos.Página 19 15/01/2012 Art. Etnográfico e Paisagístico.

ou para. Em seguida. só poderão ser transferidas de uma à outra das referidas entidades. a contar do seu recebimento. O tombamento dos bens. 13 desta lei. a contar do recebimento da notificação. Art. oferecer dentro do mesmo prazo as razões de sua impugnação. 13. o diretor do Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional mandará por simples despacho que se proceda à inscrição da coisa no competente Livro do Tombo. 7º Proceder-se-á ao tombamento voluntário sempre que o proprietário o pedir e a coisa se revestir dos requisitos necessários para constituir parte integrante do patrimônio histórico e artístico nacional. 6º desta lei. por seu órgão competente. O tombamento definitivo dos bens de propriedade particular será. será o processo remetido ao Conselho Consultivo do Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. A alienabilidade das obras históricas ou artísticas tombadas. Art. 6º O tombamento de coisa pertencente à pessoa natural ou à pessoa jurídica de direito privado se fará voluntária ou compulsoriamente. que é fatal. 9º O tombamento processo: compulsório se fará de acordo com o seguinte 1) o Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. dela deve o adquirente dar imediato conhecimento ao Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. CAPÍTULO III DOS EFEITOS DO TOMBAMENTO Art. que proferirá decisão a respeito. dentro do prazo de sessenta dias. conforme esteja o respectivo processo iniciado pela notificação ou concluído pela inscrição dos referidos bens no competente Livro do Tombo. ou sempre que o mesmo proprietário anuir. independentemente de custas. para a inscrição da coisa em qualquer dos Livros do Tombo. à notificação. afim de sustentá-la. que pertençam à União. As coisas tombadas. transcrito para os devidos efeitos em . 10. Art. a que se refere o art. por iniciativa do órgão competente do Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Parágrafo único. Para todas os efeitos. será considerado provisório ou definitivo.Página 20 15/01/2012 Art. Art. Art. Parágrafo único. Dessa decisão não caberá recurso. 2) no caso de não haver impugnação dentro do prazo assinado. salvo a disposição do art. dentro de outros quinze dias fatais. que se lhe fizer. 11. ao órgão de que houver emanado a iniciativa do tombamento. inalienáveis por natureza. o tombamento provisório se equiparará ao definitivo. si o quiser impugnar. dentro do prazo de quinze dias. 8º Proceder-se-á ao tombamento compulsório quando o proprietário se recusar a anuir à inscrição da coisa. aos Estados ou aos Municípios. notificará o proprietário para anuir ao tombamento. de propriedade de pessoas naturais ou jurídicas de direito privado sofrerá as restrições constantes da presente lei. far-se-á vista da mesma. 3) se a impugnação for oferecida dentro do prazo assinado. Feita a transferência. por escrito. a juízo do Conselho Consultivo do Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Art. 12.

incorrerá. fazer construção que lhe impeça ou reduza a visibílidade.Página 21 15/01/2012 livro a cargo dos oficiais do registro de imóveis e averbado ao lado da transcrição do domínio. Tentada. a juízo do Conselho Consultivo do Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Art. O proprietário de coisa tombada. inscrevê-los no registro do lugar para que tiverem sido deslocados. Sem prévia autorização do Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. dentro do prazo de trinta dias. sem prévia autorização especial do Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. e a deslocação pelo proprietário. Art. a exportação. ser-lhe-á imposta a multa de cinqüenta por cento do valor da coisa. não se poderá. deverá o adquirente. § 3º A pessoa que tentar a exportação de coisa tombada. 15. dentro do prazo de cinco dias. a multa será elevada ao dôbro. levará ao conhecimento do Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional a necessidade das mencionadas obras. sem transferência de domínio e para fim de intercâmbio cultural. o respectivo proprietário deverá dar conhecimento do fato ao Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. § 1º Apurada a responsabilidade do proprietário. § 1º No caso de transferência de propriedade dos bens de que trata este artigo. sob pena de ser mandada destruir a obra ou retirar o objeto. fazê-la constar do registro. ser reparadas. sob pena de multa de dez por cento sobre o valor da coisa. Art. Art. Parágrafo único. nem. 19. sob pena de multa de cinqüenta por cento do dano causado. ao Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. demolidas ou mutiladas. dentro do mesmo prazo e sob a mesma pena. As coisas tombadas não poderão. na vizinhança da coisa tombada. nas penas cominadas no Código Penal para o crime de contrabando. No caso de extravio ou furto de qualquer objeto tombado. § 2º Na hipótese de deslocação de tais bens. Art. dentro do mesmo prazo e sob pena da mesma multa. . senão por curto prazo. Tratando-se de bens pertencentes á União. § 2º No caso de reincidência. a autoridade responsável pela infração do presente artigo incorrerá pessoalmente na multa. § 3º A transferência deve ser comunicada pelo adquirente. aos Estados ou aos municípios. coisa tombada não poderá sair do país. em caso nenhum ser destruídas. pintadas ou restauradas. alem de incidir na multa a que se referem os parágrafos anteriores. nem nela colocar anúncios ou cartazes. que permanecerá seqüestrada em garantia do pagamento. 16. sob pena de multa de dez por cento sobre o respectivo valor. e até que este se faça. que não dispuser de recursos para proceder às obras de conservação e reparação que a mesma requerer. deverá o proprietário. 14. Art. A. sob pena de multa correspondente ao dobro da importância em que for avaliado o dano sofrido pela mesma coisa. impondo-se neste caso a multa de cinqüenta por cento do valor do mesmo objeto. a não ser no caso previsto no artigo anterior. será esta seqüestrada pela União ou pelo Estado em que se encontrar. da coisa tombada. 17. para fora do país. ainda que se trate de transmissão judicial ou causa mortis. 18.

tiverem a faculdade de remir. 20. de penhor. os titulares do direito de preferência sejam disso notificados judicialmente. na forma da lei. Em face da alienação onerosa de bens tombados. se dela não lançarem mão. pertencentes a pessoas naturais ou a pessoas jurídicas de direito privado.Página 22 15/01/2012 § 1º Recebida a comunicação. poderá o Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional tomar a iniciativa de projetálas e executá-las. na forma da lei. nesta ordem. O proprietário deverá notificar os titulares do direito de preferência a usá-lo. § 2º É nula alienação realizada com violação do disposto no parágrafo anterior. Art. As coisas tombadas ficam sujeitas à vigilância permanente do Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. a expensas da União. anticrese ou hipoteca. 21. e consideradas necessárias as obras. a expensas da União. os Estados e os municípios terão. que serão por ela solidariamente responsáveis. a União. ou providenciará para que seja feita a desapropriação da coisa. A nulidade será pronunciada. poderá o proprietário requerer que seja cancelado o tombamento da coisa. que poderá inspecioná-los sempre que for julgado conveniente. o diretor do Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional mandará executá-las. devendo as mesmas ser iniciadas dentro do prazo de seis meses. CAPÍTULO IV DO DIREITO DE PREFERÊNCIA Art. as pessoas que. § 5º Aos titulares do direito de preferência assistirá o direito de remissão. bem como ao Estado e ao município em que se encontrarem. o qual só será levantado depois de paga a multa e se qualquer dos titulares do direito de preferência não tiver adquirido a coisa no prazo de trinta dias. sob pena de nulidade. . independentemente da comunicação a que alude este artigo. pelo mesmo preço. sob pena de multa de cem mil réis. 22. § 1º Tal alienação não será permitida. por parte do proprietário. gravar § 4º Nenhuma venda judicial de bens tombados se poderá realizar sem que. antes de feita a notificação. ficando qualquer dos titulares do direito de preferência habilitado a seqüestrar a coisa e a impor a multa de vinte por cento do seu valor ao transmitente e ao adquirente. à União. sem que prèviamente sejam os bens oferecidos. o direito de preferência. Art. pelo juiz que conceder o seqüestro. não podendo os respectivos proprietários ou responsáveis criar obstáculos à inspeção. prèviamente. 1º desta lei são equiparados aos cometidos contra o patrimônio nacional. § 3º O direito de preferência não inibe o proprietário de livremente a coisa tombada. § 2º À falta de qualquer das providências previstas no parágrafo anterior. dentro de trinta dias. Os atentados cometidos contra os bens de que trata o art. até a assinatura do auto de arrematação ou até a sentença de adjudicação. não podendo os editais de praça ser expedidos. § 3º Uma vez que verifique haver urgência na realização de obras e conservação ou reparação em qualquer coisa tombada. elevada ao dobro em caso de reincidência. sob pena de perdê-lo.

instituições científicas.Página 23 15/01/2012 § 6º O direito de remissão por parte da União. bem como do Estado e do município em que os bens se encontrarem. CAPÍTULO V DISPOSIÇÕES GERAIS Art. Só terão prioridade sobre o privilégio a que se refere este artigo os créditos inscritos no registro competente. 26. que exceder. salvo se o arrematante ou o adjudicante for qualquer dos titulares do direito de preferência. Sempre que os agentes de leilões tiverem de vender objetos de natureza idêntica à dos mencionados no artigo anterior. O Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional procurará entendimentos com as autoridades eclesiásticas. 28. não se podendo extraír a carta. 25. A União manterá. sob pena de incidirem na multa de cinqüenta por cento sobre o valor dos objetos vendidos. . com o objetivo de obter a cooperação das mesmas em benefício do patrimônio histórico e artístico nacional. com finalidades similares. enquanto não se esgotar este prazo. apresentar semestralmente ao mesmo relações completas das coisas históricas e artísticas que possuírem. Art. 29. poderá ser exercido. Parágrafo único. para melhor coordenação e desenvolvimento das atividades relativas à proteção do patrimônio histórico e artístico nacional e para a uniformização da legislação estadual complementar sobre o mesmo assunto. 24. A. antes do tombamento da coisa pelo Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. além do Museu Histórico Nacional e do Museu Nacional de Belas Artes. Art. autenticação do mencionado objeto será feita mediante o pagamento de uma taxa de peritagem de cinco por cento sobre o valor da coisa. Art. para a conservação e a exposição de obras históricas e artísticas de sua propriedade. 26 desta lei poderá ser posto à venda pelos comerciantes ou agentes de leilões. Nenhum objeto de natureza idêntica à dos referidos no art. e de mais cinco mil réis por conto de réis ou fração. quanto ao pagamento de multas impostas em virtude de infrações da presente lei. Os negociantes de antiguidades. O Poder Executivo providenciará a realização de acordos entre a União e os Estados. Art. deverão apresentar a respectiva relação ao órgão competente do Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. de obras de arte de qualquer natureza. sem que tenha sido previamente autenticado pelo Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. 27. se este for inferior ou equivalente a um conto de réis. Parágrafo único. cumprindo-lhes. históricas ou artísticas e pessoas naturais o jurídicas. de manuscritos e livros antigos ou raros são obrigados a um registro especial no Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. ou por perito em que o mesmo se louvar. devendo outrossim providenciar no sentido de favorecer a instituição de museus estaduais e municipais. O titular do direito de preferência goza de privilégio especial sobre o valor produzido em praça por bens tombados. dentro de cinco dias a partir da assinatura do auto da arrematação ou da sentença de adjudicação. tantos outros museus nacionais quantos se tornarem necessários. sob pena de multa de cinqüenta por cento sobre o valor atribuído ao objeto. 23. outrossim. Art. Art.

Gustavo Capanema. 30 de novembro de 1937. GETULIO VARGAS. 30. 116º da Independência e 49º da República. . Revogam-se as disposições em contrário.Página 24 Art. 15/01/2012 Rio de Janeiro.

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful