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40546067 a Saude No Brasil

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As diretrizes para a operacionalização do SUS são estabelecidas em normas operacionais básicas balizadas
na legislação orgânica da saúde. Atualmente está em execução a NOB 01/96 123

, que define a responsabilidade
gestora do SUS em cada nível de governo. Seu fim primordial é consolidar o pleno exercício, por parte do
poder público municipal e do Distrito Federal, das funções de gestão e de gerência da prestação de serviços aos
seus habitantes. Também promove o processo de descentralização da gestão, determinando mecanismos para a
transferência automática de recursos federais aos estados e municípios, desvinculados da remuneração por
serviços prestados. Além disso, fortalece os processos de gestão compartilhada entre os governos federal,
estaduais e municipais, por intermédio das comissões intergestores tripartite e bipartites, como espaços
permanentes de negociação e pactuação. O cartão SUS municipal estabelece um instrumento para aperfeiçoar
os vínculos entre o cidadão e o sistema de saúde. Trata-se de um documento de validade nacional que assegura
a atenção ao usuário do SUS fora do município de sua residência, com o correspondente reembolso dos custos
ao sistema que prestou o serviço.

A NOB 01/96 cria um mecanismo de programação, a Programação Pactuada e Integrada (PPI), que
compreende três campos de custeio da assistência do SUS: (i) assistência hospitalar e ambulatorial; (ii)
vigilância sanitária; e (iii) epidemiologia e controle de doenças. São definidas responsabilidades, requisitos e
prerrogativas para as condições de gestão nos níveis municipal e estadual. Os municípios podem habilitar-se
para a gestão plena da atenção básica ou para a gestão plena do sistema municipal; os que não querem
aderir, permanecem na condição de prestadores de serviços ao sistema estadual. Os estados, por sua vez,
podem habilitar-se para a gestão avançada ou gestão plena do sistema estadual.

As comissões intergestoras têm por finalidade assegurar a articulação entre as três esferas de governo, de
forma a garantir a direção única do Sistema em cada nível, sem que ocorra duplicidade ou omissão na
execução das ações. A Comissão Intergestora Tripartite (CIT) é constituída por igual número de representantes
do Ministério da Saúde, do Conselho Nacional de Secretários Estaduais de Saúde (CONASS) e do Conselho
Nacional de Secretários Municipais de Saúde (CONASEMS). É uma instância de negociação e acordo entre os
gestores dos três níveis do SUS, para a operacionalização das políticas e diretrizes de conteúdo nacional, em
parceria permanente no desenvolvimento das ações e serviços de saúde. Nas Comissões Intergestores Bipartites
(CIB) estão representadas, em partes iguais, a Secretaria Estadual de Saúde e a entidade a que se vinculam os
secretários municipais de saúde no estado.

Os conselhos de saúde são instâncias colegiadas de caráter permanente e deliberativo, constituídas em cada
esfera de governo. Suas funções principais são a formulação de estratégias para a operacionalização das
políticas setoriais e o controle da execução das políticas e ações de saúde, inclusive nos aspectos econômicos e
financeiros. Em sua composição há paridade entre o número de representantes dos usuários (sindicatos,
associações de moradores, aposentados, pacientes, incapacitados e outros grupos da sociedade civil) e os
representantes dos segmentos do setor: governo, prestadores de serviços e profissionais de saúde. No nível
federal, o Conselho Nacional de Saúde foi criado pelo Decreto 99.438/90 atendendo às disposições da Lei
8.142/90, e desde então tem funcionado regular e sistematicamente. Conselhos de saúde estão funcionando em
nível correspondente nos 26 estados, no Distrito Federal e em cerca de 3 mil municípios.

122

Nota: Informações obtidas na oficina de trabalho sobre sistemas complementares privados de assistência à saúde,
realizada na Representação da OPAS. Brasília, 1996.

123

MINISTÉRIO DA SAÚDE. Norma Operacional Básica do Sistema Único de Saúde (NOB-SUS/96). Portaria nº 2203,
publicada no Diário Oficial da União de 6.11.96

A SAÚDE NO BRASIL. Representação da OPS/OMS no Brasil, 1998.

33

As conferências de saúde são instâncias colegiadas ampliadas que permitem a participação social no
desenvolvimento do sistema de saúde. São convocadas a cada quatro anos, com o objetivo de avaliar a
situação de saúde e propor diretrizes para a formulação da política correspondente. A partir da convocação da
Conferência Nacional - a Décima foi realizada em setembro de 1996 -, celebram-se as conferências municipais
de saúde, seqüenciadas pelas conferências estaduais e, finalmente, a nacional. A participação do usuário é
sempre paritária em relação ao conjunto dos demais segmentos.

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