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40546067 a Saude No Brasil

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De acordo com as disposições constitucionais, o financiamento do SUS integra o da Seguridade Social,
organizada pelo poder público e que abarca os setores de saúde, previdência e assistência social. Os recursos
provêm dos orçamentos públicos dos três níveis, além de contribuições sociais incidentes sobre os salários, o
faturamento, o lucro e as movimentações financeiras. Todos os recursos transferidos ao município, pela União
e pelo estado, devem ser identificados no fundo municipal de saúde e utilizados na execução das ações
previstas nos respectivos planos de saúde. No marco do projeto REFORSUS serão aplicados recursos externos
na infra-estrutura de prestação de serviços, na capacitação gerencial das secretarias estaduais e municipais de
saúde e no programa de saúde da família 119
.

O gasto público com saúde nos três níveis de governo, que em 1989 foi de 13,2 bilhões de dólares (96 per
capita), diminuiu nos anos subseqüentes atingindo em 1992 apenas 8,7 bilhões de dólares (63 per capita) 196
.
Essa forte redução foi paralela à do gasto federal, que historicamente integra três quartas partes do gasto
público total e que, em 1992, foi 42% menor que em 1989. A partir de 1993, o gasto público federal voltou
gradualmente a crescer, chegando em 1996 a 14 bilhões de dólares, cerca de 25% superior ao de 1989 (10,9
bilhões de dólares). Estima-se, para 1996 - mantido o percentual histórico de participação do gasto federal -,
um gasto público total de 17,5 bilhões de dólares, o que representaria valor per capita da ordem de 110.83
dólares. Desde janeiro de 1997 está sendo arrecadada a contribuição provisória sobre movimentação
financeira
- CPMF, destinada ao atendimento de necessidades urgentes do setor saúde. Com essa contribuição
se espera arrecadar cerca de 4,8 bilhões de dólares, que elevarão o orçamento federal da saúde em
aproximadamente 30%. Espera-se que após a extinção da CPMF o novo patamar de gastos possa basear-se em

193

NERY GUIMARÃES, RF E MELLO VIANNA, C. Ciência e tecnologia em saúde: tendências mundiais, diagnóstico
global e estado da arte no Brasil
. In: Anais da I Conferência Nacional de Ciência e Tecnologia em Saúde, pg. 115-
235. Ministério da Saúde. Brasília, 1994.

194

OLIVEIRA, CESAR L e col. Regulação da ciência e tecnologia em saúde. In: Anais da I Conferência Nacional de
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, pg. 262-311. Ministério da Saúde. Brasília, 1994.

195

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. In: Informe Epidemiológico do SUS, Ano V nº 2, abril a junho de
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196

MEDICI, AC. Necessidades de financiamento do setor saúde no Brasil em 1995. Mimeo, 19 páginas, 1995.

A SAÚDE NO BRASIL. Representação da OPS/OMS no Brasil, 1998.

47

fontes alternativas de recursos para a saúde, instituída a partir de emenda constitucional originada no
Congresso Nacional e em negociação com o Governo Federal.

Os planos e seguros privados de saúde movimentaram, em 1995, recursos de prêmios ou contribuições da
ordem de 6,4 bilhões de dólares. O valor médio per capita dos recursos manejados por planos e seguros
privados oscila entre 83 e 150 dólares mensais 122
.

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