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2011-19-12-Manual_RTQ-R_T2

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Manual de aplicação do RTQ-R

(versão em desenvolvimento)
Este projeto foi desenvolvido pelo LabEEE, no âmbito do Programa Eletrobrás/Procel
Edifica

Eletrobrás/Procel:
Fernando Pinto Dias Perrone
Chefe do Departamento de Projetos de Eficiência Energética
Solange Nogueira Puente Santos
Chefe da Divisão de Eficiência Energética em Edificações

Equipe do Procel Edifica:
Estefânia Neiva de Mello
Frederico Guilherme Cardoso Souto Maior de Castro

Laboratório de Eficiência Energética em Edificações – LabEEE/UFSC
Autores:
Roberto Lamberts
Coordenador
Claudia Morishita
Marcio José Sorgato
Mariana Garnica Bottamedi
Michele Fossati
Rogério de Souza Versage
Veridiana Atanásio Scalco


2

Sumário
APRESENTAÇÃO....................................................................................................................... 6
OBJETIVOS DO MANUAL ................................................................................................................ 6
ESTRUTURA DO MANUAL ............................................................................................................... 7
1 DEFINIÇÕES, SÍMBOLOS E UNIDADES .................................................................................. 8
1.1 ABERTURA ...................................................................................................................... 8
1.1.1 DETALHAMENTO ......................................................................................................................... 8
1.1.2 EXEMPLOS ................................................................................................................................. 8
1.1.3 EXERCÍCIOS ................................................................................................................................ 8
1.2 ABERTURA PARA ILUMINAÇÃO ........................................................................................ 9
1.2.1 DETALHAMENTO ......................................................................................................................... 9
1.2.2 EXEMPLOS ................................................................................................................................. 9
1.2.3 EXERCÍCIO ............................................................................................................................... 10
1.3 ABERTURA PARA VENTILAÇÃO ....................................................................................... 11
1.3.1 DETALHAMENTO ....................................................................................................................... 11
1.3.2 EXEMPLO ................................................................................................................................ 13
1.3.3 EXERCÍCIOS .................................................................................. ERRO! INDICADOR NÃO DEFINIDO.
1.4 ABERTURA ZENITAL ....................................................................................................... 15
1.4.1 DETALHAMENTO ....................................................................................................................... 15
1.4.2 EXEMPLO ................................................................................................................................ 16
1.5 ABSORTÂNCIA (ADIMENSIONAL) ........................................................................................ 16
1.5.1 DETALHAMENTO ....................................................................................................................... 16
1.6 AMBIENTE..................................................................................................................... 17
1.6.1 DETALHAMENTO ....................................................................................................................... 17
1.6.2 EXEMPLO ................................................................................................................................ 18
1.6.3 EXERCÍCIOS .............................................................................................................................. 18
1.7 AMBIENTE CONDICIONADO ARTIFICIALMENTE ............................................................... 20
1.8 AMBIENTE DE PERMANÊNCIA PROLONGADA ................................................................. 20
1.9 ÁREA DA ABERTURA (AAB) (M²) ...................................................................................... 20
1.9.1 DETALHAMENTO ....................................................................................................................... 20
1.10 ÁREAS DE USO COMUM ............................................................................................... 20
1.10.1 DETALHAMENTO ..................................................................................................................... 21
1.10.2 ÁREAS COMUNS DE USO FREQUENTE .......................................................................................... 21
1.10.3 ÁREAS COMUNS DE USO EVENTUAL ............................................................................................ 21
1.11 ÁREA ÚTIL (AU) (M
2
) ..................................................................................................... 21
1.11.1 DETALHAMENTO ..................................................................................................................... 21
1.12 CAIXILHO .................................................................................................................... 21
1.13 CAPACIDADE TÉRMICA (CT) [KJ/(M².K)] ......................................................................... 21
1.13.1 DETALHAMENTO ..................................................................................................................... 22
1.13.2 EXERCÍCIOS ............................................................................................................................ 23
1.14 CARTAS SOLARES ......................................................................................................... 24
1.14.1 DETALHAMENTO ..................................................................................................................... 24
1.15 COBERTURA ................................................................................................................ 24
1.16 COEFICIENTE DE DESCARGA (C
D
) ................................................................................... 24
1.17 COEFICIENTE DE FLUXO DE AR POR FRESTAS (C
Q
) ........................................................... 25
1.18 COEFICIENTE DE PERFORMANCE (COP) (W/W) .............................................................. 25
1.19 COEFICIENTE DE PRESSÃO SUPERFICIAL (C
P
) .................................................................. 25
1.20 COEFICIENTE DE RUGOSIDADE DO ENTORNO ................................................................ 25
1.21 COLETOR SOLAR .......................................................................................................... 25
1.22 CONSUMO RELATIVO PARA AQUECIMENTO (C
A
) (KWH/M²) ............................................ 25
1.22.1 DETALHAMENTO ..................................................................................................................... 26
1.23 CONSUMO RELATIVO PARA REFRIGERAÇÃO (C
R
) (KWH/M²) ............................................ 26
1.23.1 DETALHAMENTO ..................................................................................................................... 26
1.24 DEMANDA DO ELEVADOR EM STANDBY (W) ................................................................. 26
1.25 DEMANDA EM VIAGEM (W) ......................................................................................... 26
1.26 DEMANDA ESPECÍFICA EM VIAGEM [MWH/(KG.M)] ........................................................ 26
1.27 DISPOSITIVO DE PROTEÇÃO SOLAR .............................................................................. 27
1.27.1 DETALHAMENTO ..................................................................................................................... 27
1.27.2 EXEMPLO .............................................................................................................................. 27
1.28 EDIFICAÇÃO MULTIFAMILIAR ....................................................................................... 27
1.28.1 DETALHAMENTO ..................................................................................................................... 27
1.28.2 EXEMPLOS ............................................................................................................................. 28
1.29 EDIFICAÇÃO RESIDENCIAL ............................................................................................ 28
1.30 EDIFICAÇÃO UNIFAMILIAR ........................................................................................... 28
1.31 EFICIÊNCIA LUMINOSA (Η) (LM/W) ................................................................................ 28
1.32 ETIQUETA NACIONAL DE CONSERVAÇÃO DE ENERGIA (ENCE) ........................................ 29
1.32.1 DETALHAMENTO ..................................................................................................................... 29
1.33 ENVOLTÓRIA (ENV) ...................................................................................................... 31
1.33.1 DETALHAMENTO ..................................................................................................................... 31
1.33.2 EXEMPLOS ............................................................................................................................. 31
1.34 EQNUM - EQUIVALENTE NUMÉRICO ..................................................................................... 32
1.35 EQNUMAA - EQUIVALENTE NUMÉRICO DO SISTEMA DE AQUECIMENTO DE ÁGUA ............................ 32
1.36 EQNUMB - EQUIVALENTE NUMÉRICO DAS BOMBAS CENTRÍFUGAS ............................................... 32
1.37 EQNUMEL - EQUIVALENTE NUMÉRICO DOS ELEVADORES ........................................................... 32
1.38 EQNUMENV - EQUIVALENTE NUMÉRICO DA ENVOLTÓRIA .......................................................... 33
1.39 EQNUMENVAMB - EQUIVALENTE NUMÉRICO DA ENVOLTÓRIA DO AMBIENTE ................................. 33
1.40 EQNUMEQ - EQUIVALENTE NUMÉRICO DOS EQUIPAMENTOS ...................................................... 33
1.41 EQNUMILUM – EQUIVALENTE NUMÉRICO DO SISTEMA DE ILUMINAÇÃO ARTIFICIAL .......................... 33
1.42 EQNUMS – EQUIVALENTE NUMÉRICO DA SAUNA .................................................................... 33
1.43 FACHADA ...................................................................................................................... 34
1.43.1 DETALHAMENTO ..................................................................................................................... 34
1.43.2 EXEMPLO .............................................................................................................................. 35
1.44 FACHADA LESTE ........................................................................................................... 37
1.45 FACHADA NORTE ......................................................................................................... 37
1.46 FACHADA OESTE .......................................................................................................... 37
1.47 FACHADA SUL .............................................................................................................. 37
1.48 FRAÇÃO SOLAR ............................................................................................................ 37
1.49 GRAUS HORA DE AQUECIMENTO ................................................................................. 37
1.50 GRAUS HORA DE RESFRIAMENTO ................................................................................. 37
1.51 INDICADOR DE GRAUS-HORA PARA RESFRIAMENTO (GH
R
) ............................................ 38
1.52 ORGANISMO DE INSPEÇÃO ACREDITADO (OIA) ............................................................. 38
1.53 PADRÃO DE OCUPAÇÃO (H) .......................................................................................... 38
1.54 PADRÃO DE USO (H) ..................................................................................................... 38
1.55 PAREDES EXTERNAS ..................................................................................................... 38
1.55.1 DETALHAMENTO ..................................................................................................................... 38
1.56 PILOTIS ....................................................................................................................... 39
1.57 PONTUAÇÃO TOTAL (PT) .............................................................................................. 39
1.58 POROSIDADE ............................................................................................................... 39
1.59 POTENCIAL DE VENTILAÇÃO ......................................................................................... 39
1.60 PROFUNIDADE DO AMBIENTE (P) (M) ........................................................................... 39
1.60.1 DETALHAMENTO ..................................................................................................................... 39
1.60.2 EXEMPLO .............................................................................................................................. 40
1.61 PROGRAMA BRASILEIRO DE ETIQUETAGEM (PBE) ......................................................... 40
1.62 RESISTÊNCIA TÉRMICA TOTAL (R
T
) [M².K)/W] ................................................................ 40
1.62.1 DETALHAMENTO ..................................................................................................................... 40
1.63 TEMPERATURA OPERATIVA (T
O
) (ºC) ............................................................................. 41
1.63.1 DETALHAMENTO ..................................................................................................................... 41
1.64 TRANSMITÂNCIA À RADIAÇÃO SOLAR .......................................................................... 41
1.65 TRANSMITÂNCIA TÉRMICA [W/(M².K)] ......................................................................... 41
1.65.1 DETALHAMENTO ..................................................................................................................... 41
1.65.2 EXERCÍCIO ............................................................................................................................. 42
1.66 TRANSMITÂNCIA TÉRMICA DA COBERTURA (U
COB
) [W/(M
2
.K)] ........................................ 43
1.66.1 DETALHAMENTO ..................................................................................................................... 43
1.67 TRANSMITÂNCIA TÉRMICA DAS PAREDES (U
PAR
) [W/(M².K)] ........................................... 43
1.67.1 DETALHAMENTO ..................................................................................................................... 43
1.67.2 EXEMPLO .............................................................................................................................. 44
1.68 UNIDADE HABITACIONAL AUTÔNOMA (UH) ................................................................. 44
1.69 VENTILAÇÃO CRUZADA ................................................................................................ 45
1.69.1 EXEMPLO .............................................................................................................................. 45
1.70 ZONA BIOCLIMÁTICA ................................................................................................... 45
1.70.1 DETALHAMENTO ..................................................................................................................... 46
2 INTRODUÇÃO................................................................................................................... 47
2.1 OBJETIVO ........................................................................................................................ 47
DETALHAMENTO ................................................................................................................................... 47
2.2 PRÉ-REQUISITO GERAL ........................................................................................................ 48
DETALHAMENTO ................................................................................................................................... 48
2.3 PROCEDIMENTOS PARA DETERMINAÇÃO DA EFICIÊNCIA ............................................................... 48
DETALHAMENTO ....................................................................................... ERRO! INDICADOR NÃO DEFINIDO.
2.3.1 UNIDADES HABITACIONAIS AUTÔNOMAS ...................................................................................... 51
2.3.2 EDIFICAÇÕES UNIFAMILIARES ...................................................................................................... 53
2.3.3 EDIFICAÇÕES MULTIFAMILIARES ................................................................................................... 53
DETALHAMENTO ....................................................................................... ERRO! INDICADOR NÃO DEFINIDO.
2.3.4 ÁREAS DE USO COMUM ............................................................................................................. 54
DETALHAMENTO ................................................................................................................................... 56
3 UNIDADES HABITACIONAIS AUTÔNOMAS......................................................................... 57
3.1 ENVOLTÓRIA ................................................................................................................. 57
DETALHAMENTO ................................................................................................................................... 57
3.1.1 PRÉ-REQUISITOS DA ENVOLTÓRIA ................................................................................................ 57
DETALHAMENTO ................................................................................................................................... 57
DETALHAMENTO ................................................................................................................................... 58
DETALHAMENTO ................................................................................................................................... 65
DETALHAMENTO ................................................................................................................................... 67
DETALHAMENTO ................................................................................................................................... 68
DETALHAMENTO ................................................................................................................................... 70
3.1.2 PROCEDIMENTO PARA DETERMINAÇÃO DA EFICIÊNCIA DA ENVOLTÓRIA: MÉTODO PRESCRITIVO .............. 72
DETALHAMENTO ................................................................................................................................... 72
DETALHAMENTO ................................................................................................................................... 74
DETALHAMENTO ................................................................................................................................... 77
DETALHAMENTO ................................................................................................................................... 84
3.1.3 PROCEDIMENTO PARA DETERMINAÇÃO DA EFICIÊNCIA DA ENVOLTÓRIA: MÉTODO DE SIMULAÇÃO .......... 94
3.2 SISTEMA DE AQUECIMENTO DE ÁGUA .................................................................................... 103
3.2.1 PRÉ-REQUISITOS DO SISTEMA DE AQUECIMENTO DE ÁGUA ............................................................. 103
3.2.2 PROCEDIMENTO PARA DETERMINAÇÃO DA EFICIÊNCIA ................................................................... 104
3.3 BONIFICAÇÕES ................................................................................................................. 130
3.3.1 VENTILAÇÃO NATURAL (ATÉ 0,40 PONTOS) ................................................................................. 132
3.3.2 ILUMINAÇÃO NATURAL (ATÉ 0,30 PONTOS) ................................................................................ 135
3.3.3 USO RACIONAL DE ÁGUA (ATÉ 0,20 PONTOS) .............................................................................. 137
3.3.4 CONDICIONAMENTO ARTIFICIAL DE AR (ATÉ 0,20 PONTOS) ............................................................ 139
3.3.5 ILUMINAÇÃO ARTIFICIAL (ATÉ 0,10 PONTOS) ............................................................................... 141
3.3.6 VENTILADORES DE TETO (0,10 PONTOS) ..................................................................................... 141
3.3.7 REFRIGERADORES (0,10 PONTOS) ............................................................................................. 142
3.3.8 MEDIÇÃO INDIVIDUALIZADA (0,10 PONTOS) ............................................................................... 142
4 EDIFICAÇÕES UNIFAMILIARES .......................................................................................... 144
4.1 PROCEDIMENTO PARA DETERMINAÇÃO DA EFICIÊNCIA ............................................................... 144
5 EDIFICAÇÕES MULTIFAMILIARES ...................................................................................... 145
5.1 PROCEDIMENTO PARA DETERMINAÇÃO DA EFICIÊNCIA ............................................................... 145
6 ÁREAS DE USO COMUM .................................................................................................. 147
6.1 ÁREAS COMUNS DE USO FREQUENTE ..................................................................................... 147
6.1.1 PRÉ-REQUISITOS ..................................................................................................................... 147
6.1.2 PROCEDIMENTO PARA DETERMINAÇÃO DA EFICIÊNCIA ................................................................... 148
6.2 ÁREAS COMUNS DE USO EVENTUAL ....................................................................................... 155
6.2.1 ENVOLTÓRIA DE ÁREAS COMUNS DE USO EVENTUAL ..................................................................... 155
6.2.2 PROCEDIMENTO PARA DETERMINAÇÃO DA EFICIÊNCIA ................................................................... 156
6.3 BONIFICAÇÕES ................................................................................................................. 163
6.3.1 USO RACIONAL DE ÁGUA (ATÉ 0,60 PONTOS) .............................................................................. 163
6.3.2 ILUMINAÇÃO NATURAL EM ÁREAS COMUNS DE USO FREQUENTE (ATÉ 0,20 PONTOS) ......................... 164
6.3.3 VENTILAÇÃO NATURAL EM ÁREAS COMUNS DE USO FREQUENTE (ATÉ 0,20 PONTOS) .......................... 164



6

Apresentação

Objetivos do manual
Este manual visa detalhar os tópicos do Regulamento Técnico da Qualidade (RTQ-R)
para o Nível de Eficiência Energética de Edificações Residenciais, de forma a esclarecer
possíveis dúvidas sobre os métodos de cálculo e aplicação de seu conteúdo. Para tal, os
conceitos e definições apresentados no RTQ-R são explicados e exemplificados. Espera-
se que, ao final da leitura, o leitor esteja apto a classificar edificações residenciais de
acordo com os requisitos do regulamento e a submeter apropriadamente o projeto ou
edificação à etiqueagem.
Cabe salientar que nenhuma regulamentação por si garante uma edificação de
qualidade. Maiores níveis de eficiência podem ser alcançados através de estratégias de
projeto e por iniciativas e cooperação dos diversos agentes envolvidos na construção
(arquitetos, engenheiros civis, eletricistas, mecânicos, empreendedores, etc). Igualmente,
tão importantes e frequentemente esquecidos, os usuários têm participação decisiva no
uso eficiente das edificações eficientes através dos seus hábitos, que podem reduzir de
forma significativa o consumo de energia, aumentando assim a eficiência das edificações
e reduzindo desperdícios. Todos os envolvidos na concepção e utilização das edificações
e seus sistemas podem contribuir para criar e manter edificações energeticamente
eficientes.
O regulamento deve ser considerado como um desafio para procurar e efetivamente
alcançar níveis mais elevados de eficiência energética nas edificações. A obtenção de
uma etiqueta de eficiência não é definitiva e pode ser continuamente melhorada com
inovações tecnológicas ao longo dos anos, criando um hábito do aprimoramento
constante em eficiência energética, da concepção ao uso da edificação.
A Figura A.1.1 representa os cinco níveis de eficiência possíves de serem obtidos com a
aplicação do RTQ-R e mostra como esta filosofia de contínuo aprimoramento está
embutida no regulamento. O RTQ-R não define limite superior para o nível A, uma vez
que desempenhos mais elevados de eficiência energética podem sempre ser
conseguidos.

Figura A.1.1. Níveis de eficiência
A B C E D
Neste sentido, a procura de maiores níveis de eficiência inclui o comissionamento. O
comissionamento consiste em planejar e executar os projetos de forma a garantir que os
mesmos apresentem efetivamente o desempenho esperado, corrigindo defeitos ou
ajustando equipamento se for necessário até alcançar os objetivos propostos.
Finalmente, para atingir e manter níveis mais elevados de eficiência é muito importante a
participação dos usuários. Uma edificação eficiente com usuários ineficientes pode
tornar-se uma edificação ineficiente. Da mesma forma, edificações ineficientes podem
aumentar de forma considerável a sua eficiência se houver um empenho dos seus
usuários nesse sentido.

Estrutura do manual
O conteúdo deste manual foi organizado para apresentar os conceitos e definições
utilizados no RTQ-R e segue a mesma estrutura do regulamento.
Cada um dos itens abordados transcreve integralmente o texto do RTQ-R, com exceção
das equações para determinação da eficiência da envoltória pelo método prescritivo, que
foram suprimidas ficando apenas um exemplo para uma Zona Bioclimática. O texto do
RTQ-R está representado neste Manual pelo texto com recuo, em itálico e com letra
menor que o restante do Manual. Após o texto do RTQ-R, há esclarescimentos das
intenções da redação e demais informações. Dependendo do caso, detalhamentos,
quadros, figuras, exemplos e exercícios são utilizados como recursos didáticos com a
intenção de esclarecer pontos de possível dificuldade de compreensão.


1 DEFINIÇÕES, SÍMBOLOS E UNIDADES
1.1 ABERTURA
Todas as áreas da envoltória do edifício, abertas ou com fechamento translúcido ou
transparente (que permitam a entrada da luz e/ou ar) incluindo, por exemplo, janelas, painéis
plásticos, portas de vidro (com mais da metade da área de vidro), paredes de blocos de vidro e
aberturas zenitais. A área da abertura exclui os caixilhos.

1.1.1 Detalhamento
É abertura toda e qualquer parte da fachada que seja aberta ou que possua material
transparente ou translúcido, permitindo a passagem de luz, ventilação e/ou radiação solar
direta ou indireta para o interior da edificação. Suas arestas podem estar em contato com
materiais opacos ou também transparentes ou translúcidos. Sacadas e varandas não são
consideradas aberturas. Um vão totalmente fechado com um material opaco, sem a
presença de parcela aberta ou material transparente ou translúcido, também não é
considerado abertura.
1.1.2 Exemplos
1.1.3 Exercícios
Exercício 1
Um ambiente apresenta uma fachada de 20m² em que metade da área é fechada por
vidro com a altura do pé direito e o restante da fachada é composta de tijolos de vidro.
É ABERTURA
Janelas;
Cobogós;
Paredes envidraçadas;
Paredes de tijolo de vidro;
Vãos fechados com placas de
policarbonato ou acrílico;
Janelas fechadas com vidro e com
venezianas.
NÃO É ABERTURA
Vãos descobertos;
Pórticos;
Varandas;
Sacadas;
Vãos fechados com material opaco.
Qual é a área de abertura nas fachadas de tal ambiente?
Resposta: 20m². Todos os materiais da fachada são transparentes ou translúcidos.

Exercício 2
Se, no caso anterior, metade da parede de vidro que fecha o vão fosse deixada sem
fechamento, isso aumentaria ou reduziria a área de aberturas da fachada?
Resposta: A área de abertura continua a mesma, 20 m².
1.2 ABERTURA PARA ILUMINAÇÃO
Parcela de área do vão que permite a passagem de luz.
1.2.1 Detalhamento
Abertura para iluminação compreende toda e qualquer parte da abertura que permita a
passagem de luz e/ou radiação solar direta ou indireta para o interior da edificação. Suas
arestas podem estar em contato com materiais opacos ou também transparentes ou
translúcidos.
Esta definição distingue materiais transparentes e translúcidos dos opacos (que não
deixam passar a luz/radiação solar), pelos seus desempenhos térmicos diferenciados.
1.2.2 Exemplos

É ABERTURA PARA ILUMINAÇÃO
Janelas de vidro;
Paredes envidraçadas;
Paredes de tijolo de vidro;
Vãos fechados com placas de policarbonato
ou acrílico;
NÃO É ABERTURA PARA ILUMINAÇÃO
Área da abertura ocupada por materiais
opacos, como vistas e caixilhos;
Aberturas com venezianas fixas.



Posição 1: veneziana fechada Posição 2: veneziana e vidro abertos
Figura 1.1 Em uma esquadria com três folhas de correr (uma folha de vidro, uma folha de
veneziana sem entrada de ar e uma folha de veneziana perfurada), a área de abertura para
iluminação é representada pela área branca da Posição 2.


Posição 1: vidros fechados
Posição 2: vidro aberto
Figura 1.2 Em uma esquadria com duas folhas de correr, a área de abertura para
iluminação é representada pelas áreas branca e azul da Posição 2.
1.2.3 Exercício
Exercício 1
Calcular a área de abertura para iluminação da janela a seguir:

Figura 1.3 Exemplo de janela para cálculo da área de abertura para iluminação.
Resposta:
Cálculo da área de abertura
Aa = 1,2 x 1,8
Aa = 2,16 m²

Cálculo da área de abertura para
iluminação
Ai = (0,34 * 0,39) *12
Ai = 1,59 m²
1.3 ABERTURA PARA VENTILAÇÃO
Parcela de área do vão que permite a passagem de ar.
1.3.1 Detalhamento
Abertura para ventilação compreende toda e qualquer parte da abertura que permita a
passagem de ventilação direta ou indireta para o interior da edificação. É a parcela da
abertura que não possui nenhum tipo de fechamento, seja opaco ou translúcido. Suas
arestas podem estar em contato com materiais opacos ou também transparentes ou
translúcidos.
1.3.2 Exemplos
Na Figura 1.1 a área de abertura para ventilação é a igual à área de abertura para
iluminação. Já na Figura 1.2, apenas a área efetiva de ventilação, representada pela
área em branco da Posição 2, corresponde à área de abertura para ventilação.
O cálculo da área de abertura para ventilação em janelas do tipo basculante, maxi air,
venezianas, entre outros deve ser realizado considerando a área perpendicular de
abertura entre os elementos que permitem a ventilação, conforme exemplos a seguir.

Figura 1.4 Janela tipo basculante cuja inclinação máxima das folhas é de 25º


Na janela com fechamento do tipo venezina aprasentada na Figura 1.5 a área de
ventilação a ser considerada será a área demarcada em azul, que deverá ser cálculada
levando em consideração a área perpendicular exitente entre as abas, apresentada em
mais detalhe na Figura 1..

Figura 1.5 Exemplo de área de ventilação de uma veneziana


Figura 1.6 Detalhe da área de ventilação de uma veneziana
Observação: A Erro! Fonte de referência não encontrada. apresenta um tipo de
abertura de ventilação que deve ser desconsiderado.


Figura 1.7 Abertura de ventilação desconsiderada em venezianas
1.3.3 Exercícios
Exercício 1
Calcular a área de abertura para ventilação da janela apresentada na Figura 1.8. A janela
tem duas folhas de correr horizontais e duas basculantes cuja inclinação máxima é de
45º. Destaca-se em azul as áreas de abertura para ventilação da janela.



Figura 1.8 Exemplo de janela para cálculo de abertura de ventilação

Resposta:
Cálulo da área de abertura: Aa = 1,20 * 1,10
Aa = 1,32 m²
Cálculo da área de ventilação janela de correr: A
vent1
= 0,54 x 0,81
A
vent1
= 0,4374 m²
Cálculo da área de ventilação janela de correr: A
vent2
= 4 x (0,51 x 0,0381)
A
vent2
= 0,077724 m²
Cálulo da área de ventilação: A
vent total
= A
vent1
+ A
vent2

A
vent
= 0,52 m²

Exercício 2
Calcular a área de abertura para ventilação do cobogó representado a seguir:

Figura 1.9 Exemplo de cobogó


Cálculo da área de abertura
Aa = 0,58 * 0,58
Aa = 0,34 m²
Cálculo da área de abertura para
ventilação
Ai = (0,08 * 0,08) * 25
Ai = 0,16 m²
1.4 ABERTURA ZENITAL
Abertura na cobertura para iluminação natural. Refere-se exclusivamente a aberturas em
superfícies com inclinação inferior a 60º em relação ao plano horizontal. Sua área deve ser
calculada a partir da projeção horizontal da abertura.
1.4.1 Detalhamento
Abertura para iluminação zenital compreende toda e qualquer parte da fachada com
inclinação inferior a 60º em relação ao plano horizontal cujo material é transparente ou
translúcido, permitindo a passagem de luz e/ou radiação solar direta ou indireta para o
interior da edificação. Suas arestas podem estar em contato com materiais opacos ou
também transparentes ou translúcidos.
1.4.2 Exemplo
1.5 ABSORTÂNCIA (adimensional)
Quociente da taxa de radiação solar absorvida por uma superfície pela taxa de radiação solar
incidente sobre esta mesma superfície. A absortância é utilizada apenas para elementos
opacos, com ou sem revestimento externo de vidro (exclui-se a absortância das parcelas
envidraçadas das aberturas).
1.5.1 Detalhamento
Absortância solar é uma propriedade do material referente à parcela da radiação
absorvida pelo mesmo, geralmente relacionada à cor. A NBR 15220-2 apresenta no
Anexo B uma lista de absortâncias para algumas cores e materiais, descritas a seguir.
Tabela 1.1 Absortância (o) para radiação solar (ondas curtas)
Tipo de Superfície o
Chapa de alumínio (nova e brilhante) 0,05
Chapa de alumínio (oxidada) 0,15
Chapa de aço galvanizada (nova e brilhante) 0,25
Caiação nova 0,12 / 0,15
Concreto aparente 0,65 / 0,80
Telha de barro 0,75 / 0,80
Tijolo aparente 0,65 / 0,80



Detalhamento abertura zenital

Figura 1.10 Projeção horizontal de aberturas zenitais.
Reboco claro 0,30 / 0,50
Revestimento asfáltico 0,85 / 0,98
Vidro incolor 0,06 / 0,25
Vidro colorido 0,40 / 0,80
Vidro metalizado 0,35 / 0,80
Pintura:
Branca
Amarela
Verde clara
“Alumínio”
Verde escura
Vermelha
Preta

0,20
0,30
0,40
0,40
0,70
0,74
0,97
1.6 AMBIENTE
Espaço interno de uma edificação, fechado por superfícies sólidas, tais como paredes ou
divisórias piso-teto, teto, piso e dispositivos operáveis tais como janelas e portas.
1.6.1 Detalhamento
Um ambiente é um espaço interno da edificação delimitado por divisórias ou paredes. Por
divisão, não se entende somente paredes de alvenaria ou concreto. Qualquer tipo de
divisória que crie espaços internos que são classificados como ambientes pelo RTQ-R
sendo necessário, no entanto, que tais divisórias vedem o espaço do piso até o teto.
Cozinhas e salas contíguas divididas por bancadas são consideradas como um único
ambiente. Varandas e sacadas que possuam fechamento também são consideradas
como um ambiente. Ambientes com mezanino são considerados um único ambiente. A
Figura 1.11 exemplifica este conceito, já que o líquido derramado em cada ambiente irá
preencher cada espaço que possuir fechamento do piso até o teto.
1.6.2 Exemplos



Figura 1.11 Caracterização de ambiente



Figura 1.12 Divisórias que não vedam por completo o espaço entre o piso e o teto não
criam ambientes internos. Portanto, na figura considera-se a existência de apenas um
ambiente de permanência prolongada (sala+cozinha)
1.6.3 Exercícios
Exercício 1
Em um apartamento, a área da sacada é fechada com vidro e retiram-se as portas-
janela entre a sala e a sacada. O ambiente “sala” continua com as mesmas
características?


Figura 1.13 Sacada fechada com vidro

Resposta: Não. Por não haver divisória entre o piso e o teto que separe por completo o
limite entre os dois ambientes, a sacada e a sala passam a ser contíguos sendo,
portanto, considerados como um único ambiente.

Exercício 2
De acordo com a figura a seguir, quantos ambientes são contabilizados?

Figura 1.14 Exemplo de ambiente integrado

Resposta: Um. Ambientes sem fechamentos piso-teto, são considerados um único
ambiente. Já no caso de existir uma divisória de vidro entre a área de jardim e a sala,
seriam considerados dois ambientes diferentes.
Observação: Deve-se verificar se a abertura zenital do ambiente corresponde a mais de
2% da área de cobertura do mesmo. Caso assim seja, a classificação do nível de
eficiência desta edificação deve ser submetida ao método de simulação computacional e
não ao método prescritivo.
1.7 AMBIENTE CONDICIONADO ARTIFICIALMENTE
Ambiente fechado (incluindo fechamento por cortinas de ar) atendido por sistema de
condicionamento de ar.
1.8 AMBIENTE DE PERMANÊNCIA PROLONGADA
Ambientes de ocupação contínua por um ou mais indivíduos, incluindo sala de estar, sala de
jantar, sala íntima, dormitórios, escritório, sala de TV ou ambientes de usos similares aos
citados. Não são considerados ambientes de permanência prolongada: cozinha, lavanderia ou
área de serviço, banheiro, circulação, varanda aberta ou fechada com vidro, solarium,
garagem, dentre outros que sejam de ocupação transitória. Os ambientes listados nesta
definição não excluem outros não listados.
Observação: varandas fechadas com vidro, cozinhas ou outros ambientes que não possuam
separação através de parede ou divisória até o forro com ambientes de permanência
prolongada são considerados extensão dos ambientes contíguos a eles.
1.9 ÁREA DA ABERTURA (AAb) (m²)
Área da abertura livre de obstrução por elementos fixos de sombreamento que sejam paralelos
ao plano de abertura.
1.9.1 Detalhamento
A área da abertura (AAb) é utilizada na equação de classificação da envoltória. É
caracterizada pelo vão existente na parede antes de ser colocada a esquadria. Exemplos
de cálculo da área de abertura podem ser consultados nos itens 1.2.3 e 1.3.3.
1.10 ÁREAS DE USO COMUM
Ambientes de uso coletivo de edificações multifamiliares ou de condomínios de edificações
residenciais.
1.10.1 Detalhamento
Compreende todas as áreas de uso coletivo por parte dos condôminos, sejam de uso
frequente ou de uso eventual. Ambientes destinados a áreas técnicas e outros que não
sejam frequentados por moradores tais como cisternas, casa de bombas, barriletes,
depósitos e similares não são considerados nesta definição.
1.10.2 Áreas comuns de uso frequente
São consideradas áreas comuns de uso frequente: circulações, halls, garagens, escadas,
antecâmaras, elevadores, corredores, estacionamento de visitantes, acessos externos ou
ambientes de usos similares aos citados. Os ambientes listados nesta definição não excluem
outros não listados.
1.10.3 Áreas comuns de uso eventual
São consideradas áreas comuns de uso eventual: salões de festa, piscina, brinquedoteca,
banheiros coletivos, bicicletário, quadra poliesportiva, sala de cinema, sala de estudo, sala de
ginástica, playground, churrasqueira, sauna e demais espaços coletivos destinados ao lazer e
descanso dos moradores. Os ambientes listados nesta definição não excluem outros não
listados.
1.11 ÁREA ÚTIL (AU) (m
2
)
Área disponível para ocupação, medida entre os limites internos das paredes que delimitam o
ambiente, excluindo garagens.
1.11.1 Detalhamento
Corresponde a toda área do ambiente possível de ser ocupada, desconsiderando as
áreas de parede e vazios. É medida internamente no ambiente.
1.12 CAIXILHO
Moldura opaca onde são fixados os vidros de janelas, portas e painéis.
1.13 CAPACIDADE TÉRMICA (CT) [kJ/(m².K)]
Quantidade de calor necessária para variar em uma unidade a temperatura de um sistema.
1.13.1 Detalhamento
A NBR 15220-2 apresenta o detalhamento completo do método de cálculo da capacidade
térmica dos materiais e inclui exemplos de cálculo. Recomenda-se que esta seja
consultada para maiores esclarescimentos.
A capacidade térmica (CT) de componentes formados por camadas homogêneas
perpendiculares ao fluxo de calor é obtida por meio da Equação 1.1.

Equação 1.1.
capacidade
térmica de
componentes
formados por
camadas
homogêneas

Onde:
CT é a capacidade térmica de componentes, (kJ/m².K);
ì
i
é a condutividade térmica da matéria da camada „i‟, [W/(m.K)];
R
i
é a resistência térmica da camada „i‟, [(m
2
.K)/W];
e
i
é a espessura da camada „i‟, (m);
c
i
é o calor específico do material da camada „i‟, [kJ/(kg.K)];
µ
i
é a densidade de massa aparente do material da camada „i‟, (kg/m³).

Para componentes com camadas homogêneas e não homogêneas, utiliza-se a Equação
1.2.

Equação 1.2.
capacidade
térmica de
componentes
formados por
camadas
heterogêneas
Onde:
CT
a
, CT
b
, ..., CT
n
, são as capacidades térmicas do componente para cada seção (a, b,
…, n), determinadas pela Equação 1.1, [kJ/(m².K)];
A
a
, A
b
, ..., A
n
são as áreas de cada seção, (m²).
1.13.2 Exercícios
O exercício a seguir faz parte do exercício C1 do anexo C da NBR15220-2, onde são
encontrados outros exemplos de cálculo.
Exercício C.1 - NBR15220-2, anexo C:
Calcular a capacidade térmica de uma parede de tijolos maciços rebocados em ambas
as faces, conforme a Figura 1.15.



Figura 1.15 Parede de tijolos maciços rebocados em ambas as faces
Dados:
Dimensões do tijolo: 5 cm x 9 cm x 19 cm;
µ
cerâmica
: 1600 kg/m³;
ì
cerâmica
: 0,90 w/(m.k);
c
cerâmica
: 0,92 kJ/(kg.k);
µ
argamassa
= µ
reboco
: 2000 kg/m³;
ì
argamassa
= ì
reboco
: 1,15 w/(m.k);
c
argamassa
= c
reboco
: 1,00 kJ/(kg.K).


Cálculo de todas as seções da parede:
Seção A (reboco + argamassa +reboco)

Seção B (reboco + tijolo +reboco)

Cálculo da capacidade térmica da parede

1.14 CARTAS SOLARES
Instrumentos para representação da geometria da insolação.
1.14.1 Detalhamento
As cartas solares compreendem uma representação da trajetória solar na abóbada
celeste para diferentes dias e épocas do ano de acordo com a latitude do local, podendo
ser representadas todas as posições do sol ao longo do ano. Conhecendo a posição do
edifício e a posição do sol é possível determinar onde e quando a edificação recebe
insolação, bem como projetar suas sombras em função do horário e data.
As instruções para utilização da carta solar são detalhadas no anexo I do RTQ-R.
1.15 COBERTURA
Parcela da área de fechamentos opacos superiores da edificação, com inclinação inferior a 60º
em relação ao plano horizontal.
1.16 COEFICIENTE DE DESCARGA (C
D
)
Coeficiente relacionado com as resistências de fluxo de ar encontradas nas aberturas de portas
e janelas. É uma função entre a diferença de temperatura do ar, a velocidade e direção do
vento e, principalmente, a geometria da abertura. É um coeficiente adimensional relacionado
com a taxa de fluxo de ar média que passa pelas aberturas e corresponde à diferença de
pressão através delas.
1.17 COEFICIENTE DE FLUXO DE AR POR FRESTAS (C
Q
)
Coeficiente relacionado à infiltração, que corresponde ao fluxo de ar que vem do exterior para o
interior da edificação através de frestas e outras aberturas não intencionais. Equivale ao
coeficiente de descarga de fluxo de ar relativo ao tamanho da abertura.
1.18 COEFICIENTE DE PERFORMANCE (COP) (W/W)
Definido para as condições de resfriamento ou aquecimento, segundo a ASHRAE 90.1. Para
resfriamento: razão entre o calor removido do ambiente e a energia consumida, para um
sistema completo de refrigeração ou uma porção específica deste sistema sob condições
operacionais projetadas. Para aquecimento: razão entre o calor fornecido ao ambiente e a
energia consumida, para um sistema completo de aquecimento por bomba de calor, incluindo o
compressor e, se aplicável, o sistema auxiliar de aquecimento, sob condições operacionais
projetadas.
1.19 COEFICIENTE DE PRESSÃO SUPERFICIAL (C
P
)
Número adimensional que indica as relações entre as pressões em diferentes pontos das
superfícies externas de um sólido. Cada ponto da edificação que sofre pressão do vento possui
seus próprios valores de CP para cada direção de vento. Os valores de CP dependem da forma
da edificação, da direção do vento e da influência de obstruções como edificações vizinhas,
vegetação e características locais do terreno.
1.20 COEFICIENTE DE RUGOSIDADE DO ENTORNO
Valor adimensional relacionado com o perfil de obstrução dos arredores da edificação. Este
valor é utilizado para corrigir os dados de velocidade de vento adquiridos em uma estação
meteorológica.
1.21 COLETOR SOLAR
Dispositivo que absorve a radiação solar incidente, transferindo-a para um fluido de trabalho
sob a forma de energia térmica.
1.22 CONSUMO RELATIVO PARA AQUECIMENTO (C
A
)
(kWh/m²)
Consumo anual de energia (em kWh) por metro quadrado necessário para aquecimento do
ambiente durante o período de 21 h às 8 h, todos os dias do ano, com manutenção da
temperatura em 22
o
C.
1.22.1 Detalhamento
O consumo relativo para aquecimento é um indicador utilizado para a avaliação do
desempenho da envoltória e não reflete o consumo real do ambiente.
1.23 CONSUMO RELATIVO PARA REFRIGERAÇÃO (C
R
)
(kWh/m²)
Consumo anual de energia (em kWh) por metro quadrado necessário para refrigeração do
ambiente durante o período de 21 h às 8 h, todos os dias do ano, com manutenção da
temperatura em 24
o
C.
1.23.1 Detalhamento
O consumo relativo para refrigeração é um indicador utilizado para a avaliação do
desempenho da envoltória e não reflete o consumo real do ambiente.
1.24 DEMANDA DO ELEVADOR EM STANDBY (W)
Demanda total de energia do elevador no modo standby, ou seja, em espera, disponível para
serviço. A demanda em standby é determinada cinco minutos depois que a última viagem tiver
terminado e inclui todos os componentes relevantes em prontidão para operação e
manutenção do elevador em standby.
1.25 DEMANDA EM VIAGEM (W)
Demanda total de energia do elevador durante as viagens, com ciclo e carga definidos. A
demanda em viagem é determinada por uma viagem de referência com uma carga nominal e
cobrindo um ciclo de viagem completo. O ciclo começa com a porta da cabine aberta no
primeiro pavimento. A porta fecha e o elevador viaja até o último pavimento onde as portas
abrem e fecham uma vez. A cabine viaja de volta ao ponto de origem e o ciclo de medição
termina quando as portas da cabine se abrem.
1.26 DEMANDA ESPECÍFICA EM VIAGEM [mWh/(kg.m)]
Demanda de energia do elevador em viagem com ciclo de viagem específico, dividido pela
carga nominal, em quilogramas e pela distância viajada, em metros.
1.27 DISPOSITIVO DE PROTEÇÃO SOLAR
Elementos externos que proporcionam sombreamento nas aberturas dos ambientes de
permanência prolongada, tais como venezianas, persianas, brises e cobogós.
1.27.1 Detalhamento
Os dispositivos de proteção solar podem ser verticais ou horizontais, contínuos ou
vazados, desde que sejam externos. Sacadas e planos do próprio edifício podem
funcionar como dispositivos de proteção solar, devendo ser calculados de acordo com o
anexo I do RTQ-R.
1.27.2 Exemplo
1.28 EDIFICAÇÃO MULTIFAMILIAR
Edificação que possui mais de uma unidade habitacional autônoma (UH) em um mesmo lote,
em relação de condomínio, podendo configurar edifício de apartamentos, sobrado ou
grupamento de edificações. (Observação: casas geminadas ou “em fita”, quando situadas no
mesmo lote, enquadram-se nesta classificação). Estão excluídos desta categoria hotéis,
motéis, pousadas, apart-hotéis e similares.
1.28.1 Detalhamento
A definição de lote para fins deste manual é aquele definido oficial e legalmente pela


(a) (b)
Figura 1.11 (a) Sombreamento das sacadas sobre as aberturas; (b) Sombreamento de
elemento vazado sobre a abertura, onde deve-se utilizar fator de correção FC = h/v
prefeitura do município, não sendo considerados como lotes aqueles resultantes de
parcelamentos de condomínios particulares. Hotéis e outros meios de hospedagem não
são consideradas edificações multifamiliares e são avaliados pelo RTQ-C.
1.28.2 Exemplos

Figura 1.12 Exemplo de grupamento de edificações, classificado como edificação
multifamiliar para efeito de classificação do RTQ-R
1.29 EDIFICAÇÃO RESIDENCIAL
Edificação utilizada para fins habitacionais, que contenha espaços destinados ao repouso,
alimentação, serviços domésticos e higiene, não podendo haver predominância de atividades
como comércio, escolas, associações ou instituições de diversos tipos, prestação de serviços,
diversão, preparação e venda de alimentos, escritórios e serviços de hospedagem, sejam eles
hotéis, motéis, pousadas, apart-hotéis ou similares. No caso de edificações de uso misto, que
possuem ocupação diversificada englobando mais de um uso, estes devem ser avaliados
separadamente.
1.30 EDIFICAÇÃO UNIFAMILIAR
Edificação que possui uma única unidade habitacional autônoma (UH) no lote.
1.31 EFICIÊNCIA LUMINOSA (η) (lm/W)
Quociente entre fluxo luminoso emitido, em lumens, pela potência consumida, em Watts.
1.32 ETIQUETA NACIONAL DE CONSERVAÇÃO DE
ENERGIA (ENCE)
Etiqueta concedida a produtos e edificações com eficiência avaliada através do Programa
Brasileiro de Etiquetagem (PBE).
1.32.1 Detalhamento
Três tipo de ENCE são possíveis de serem obtidas com a aplicação do RTQ-R: ENCE
das Unidades Habitacionais Autônomas, ENCE da Edificação Multifamiliar e ENCE das
Áreas de Uso Comum, sendo elas indepententes entre si.
Em edificações multifamiliares novas, é obrigatória a avaliação de todas as UHs. Já em
edificações existentes é possível avaliar UHs isoladamente, permitindo que o proprietário
solicite a etiqueta do apartamento em que more independentemente dos outros
moradores quererem ou não solicitar para os seus apartamentos.
Entretanto, para a obtenção da ENCE da Edificação Multifamiliar obrigatoriamente todas
as UHs devem ser avaliadas.
A ENCE pode ser solicitada em dois momentos: na etapa de projeto e quando a
edificação estiver construída (após expedido o Alvará de Conclusão ou feita a ligação
definitiva com a concessionária para fornecimento de energia elétrica e distribuidora de
gás combustível). Todas as edificações que forem avaliadas na etapa de projeto devem,
obrigatoriamente, ser avaliadas quando a edificações estiver concluída, a fim de verificar
se foi construída conforme projetada.
A metodologia para a avaliação da conformidade dos requisitos e solicitação das ENCEs
está presente nos Requisitos de Avaliação da Conformidade para o Nível de Eficiência
Energética de Edificações Residenciais (RAC-R).

(a) (b)

(c)
Figura 1.13 Exemplos dos três tipos de ENCE: (a) ENCE de Projeto da Unidade
Habitacional Autônoma para as Zonas Bioclimáticas 1 a 4. (b) ENCE de Projeto da
Edificação Multifamiliar. (c) ENCE de Projeto das Áreas de Uso comum

1.33 ENVOLTÓRIA (Env)
Conjunto de planos que separam o ambiente interno do ambiente externo, tais como fachadas,
empenas, cobertura, aberturas, assim como quaisquer elementos que os compõem. Não estão
incluídos pisos, estejam eles ou não em contato com o solo.
1.33.1 Detalhamento
A envoltória pode ser entendida como a pele da edificação, isto é, o conjunto de
elementos da edificação que estão em contato com o meio exterior e compõem os
fechamentos dos ambientes internos em relação ao ambiente externo. Meio externo, para
a definição de envoltória, exclui a parcela construída do subsolo da edificação, referindo-
se exclusivamente às partes construídas acima do solo.
Em geral, pisos e paredes em contato com o solo, no caso de ambientes localizados no
subsolo (garagens e depósitos, por exemplo), são considerados envoltória. Entretanto,
estas áreas não entram na definição de envoltória do RTQ-R, uma vez que não estão em
contato com o meio exterior.
Esta definição independe de material ou função na edificação. Qualquer tipo de elemento
acima do solo, que pertença à edificação e que permaneça em contato prolongado com o
exterior, pertence à envoltória.
1.33.2 Exemplos

Figura 1.14 Partes da edificação que compõem a envoltória. No RTQ-R o piso não é
considerado parte da envoltória
1.34 EqNum - Equivalente numérico
Número representativo da eficiência ou do desempenho de um sistema.
1.35 EqNumAA - Equivalente numérico do sistema de
aquecimento de água
Número representativo da eficiência do sistema de aquecimento de água.
1.36 EqNumB - Equivalente numérico das bombas
centrífugas
Número representativo da eficiência das bombas centrífugas.
1.37 EqNumEl - Equivalente numérico dos elevadores
Número representativo da eficiência energética dos elevadores.

Figura 1.15 Edificação com algumas paredes em contato com o solo, estas não fazendo
parte da envoltória. As paredes do subsolo que estão em contato com o ar são
consideradas como parte da envoltória
1.38 EqNumEnv - Equivalente numérico da envoltória
Número representativo do desempenho térmico da envoltória da unidade habitacional
autônoma. Pode ser desempenho para resfriamento (EqNumEnvResfr), para aquecimento
(EqNumEnvA) ou para ambientes condicionados artificialmente (EqNumEnvRefrig).
1.38.1 Detalhamento
O Equivalente numérico da envoltória para resfriamento (EqNumEnv
Resfr
) representa o
desempenho da envoltória para o verão. Já o Equivalente numérico da envoltória para
aquecimento (EqNumEnv
A
) representa o desempenho da envoltória para o inverno.
O Equivalente numérico da envoltória para refrigeração (EqNumEnv
Refrig
) representa o
desempenho da envoltória quando os ambientes são refrigerados artificialmente. Este
equivalente numérico, entretanto, é apenas informativo e não entra no cálculo do
desempenho da envoltória.
1.39 EqNumEnvAmb - Equivalente numérico da envoltória
do ambiente
Número representativo do desempenho térmico da envoltória de um ambiente de permanência
prolongada. Pode ser desempenho para resfriamento (EqNumEnvAmbResfr), para aquecimento
(EqNumEnvAmbA) ou para ambientes condicionados artificialmente (EqNumEnvAmbRefrig).
1.40 EqNumEq - Equivalente numérico dos equipamentos
Número representativo da eficiência dos equipamentos.
1.41 EqNumIlum – Equivalente numérico do sistema de
iluminação artificial
Número representativo da eficiência do sistema de iluminação artificial.
1.42 EqNumS – Equivalente numérico da sauna
Número representativo da eficiência da sauna.
1.43 FACHADA
Superfícies externas verticais ou com inclinação superior a 60º em relação à horizontal. Inclui
as superfícies opacas, translúcidas, transparentes e vazadas.
1.43.1 Detalhamento
Fachadas são compostas de elementos como paredes, aberturas, vãos sem
fechamentos, proteções solares e quaisquer outros elementos conectados fisicamente a
elas.
Deve-se diferenciar fachadas de paredes externas. Estas últimas referem-se a elementos
opacos, não incluem as aberturas e são usadas principalmente no cálculo da
transmitância térmica e absortância (assim como as coberturas). Já as fachadas referem-
se a todos os elementos que compõem o fechamento do edifício, incluindo elementos
opacos e translúcidos.
A orientação das fachadas influencia na eficiência da envoltória. Por este motivo é
necessário definir a orientação de cada uma. Esta determinação é feita através da
implantação de uma edificação dentro de um quadrante definido da seguinte forma:
I. De 0 a 45,0°e de 315,1°a 360,0°a orientação geográfica é Norte;
II. De 45,1°a 135,0°, a orientação geográfica é Leste;
III. De 135,1°a 225,0°, a orientação geográfica é Sul;
IV. De 225.1°a 315,0°, a orientação geográfica é Oeste.
A Figura 1.16 apresenta a rosa dos ventos com os quadrantes. Convém realçar que o
regulamento indica expressamente o uso do Norte geográfico e não do Norte magnético.

Figura 1.16 Quadrantes para definição da orientação de fachada

O exemplo é mostrado na Figura 1.17. Nela, é possível ver a implantação da planta de
uma edificação retangular, com a marcação do norte geográfico e de retas
perpendiculares aos planos de fachada. As imagens sobrepostas permitem o
posicionamento de cada reta perpendicular à sua fachada, mostrando a que orientação
cada fachada está direcionada.





Figura 1.17 Sobreposição da edificação sobre a rosa dos ventos para definição da
orientação de fachadas. Ver projeção da reta perpendicular às fachadas identificando as
suas orientações.
1.43.2 Exemplo
A Figura 1.2 mostra um exemplo para a determinação da orientação de fachadas. As
fachadas 1 a 8 estão marcadas em perspectiva e em planta. A planta é utilizada para
definir a orientação das fachadas 1 e 8. A partir da sobreposição da planta tem-se que a
fachada 1 possui orientação leste, e a fachada 8 com orientação sul.


Figura 1.2. Fachadas de edificação, marcadas em perspectiva e em planta, com a definição
da orientação de duas de suas fachadas

1.44 FACHADA LESTE
Fachada cuja normal à superfície está voltada para a direção de 90º em sentido horário a partir
do Norte geográfico. Fachadas cuja orientação variarem de - 45º a + 45º em relação a essa
orientação serão consideradas como fachadas Leste.
1.45 FACHADA NORTE
Fachada cuja normal à superfície está voltada para a direção de 0º a partir do Norte geográfico.
Fachadas cuja orientação variarem de - 45º a + 45º em relação a essa orientação serão
consideradas como fachadas Norte.
1.46 FACHADA OESTE
Fachada cuja normal à superfície está voltada para a direção de 270º em sentido horário a
partir do Norte geográfico. Fachadas cuja orientação variarem de - 45º a + 45º em relação a
essa orientação serão consideradas como fachadas Oeste.
1.47 FACHADA SUL
Fachada cuja normal à superfície está voltada para a direção de 180º em sentido horário a
partir do Norte geográfico. Fachadas cuja orientação variarem de - 45º a + 45º em relação a
essa orientação serão consideradas como fachadas Sul.
1.48 FRAÇÃO SOLAR
Parcela de energia requerida para aquecimento da água que é suprida pela energia solar, em
média anual.
1.49 GRAUS HORA DE AQUECIMENTO
É a somatória da diferença entre a temperatura de base e a temperatura operativa horária
quando esta está abaixo da temperatura de base.
1.50 GRAUS HORA DE RESFRIAMENTO
Somatório da diferença entre a temperatura operativa horária e a temperatura de base, quando
a primeira está acima da temperatura de base.
1.51 INDICADOR DE GRAUS-HORA PARA
RESFRIAMENTO (GH
R
)
Indicador de desempenho térmico da envoltória da edificação naturalmente ventilada, baseado
no método dos graus-hora, que utiliza uma temperatura base, independente de temperaturas
de conforto, consistindo em uma temperatura de referência para comparações. Neste RTQ, o
indicador representa o somatório anual de graus-hora, calculado para a temperatura de base
de 26°C para resfriamento. O cálculo é realizado através da temperatura operativa do
ambiente.
1.52 ORGANISMO DE INSPEÇÃO ACREDITADO (OIA)
Pessoa jurídica, de direito público ou privado, que obteve o reconhecimento formal da
Coordenação Geral de Acreditação do Inmetro quanto à sua competência para realizar os
serviços de inspeção de projeto e/ou de edificações construídas para determinar o nível de
eficiência energética da edificação, tendo como base o RTQ-R.
1.53 PADRÃO DE OCUPAÇÃO (h)
Número de horas em que um determinado ambiente é ocupado, considerando a dinâmica da
edificação (dias de semana e final de semana).
1.54 PADRÃO DE USO (h)
Número de horas em que um determinado equipamento é utilizado.
1.55 PAREDES EXTERNAS
Superfícies opacas que delimitam o interior do exterior da edificação. Esta definição exclui as
aberturas.
1.55.1 Detalhamento
Esta definição visa diferenciar as paredes externas das fachadas. Como visto, paredes
externas são as superfícies opacas, compostas de tijolos, blocos, painéis ou similares,
enquanto as fachadas contêm as paredes e ainda incluem outros componentes como
aberturas, proteções solares, cobogós e vãos sem fechamentos.
Ao longo do texto do RTQ-R, há diversas citações de paredes ou fachadas, que
apresentam objetivos distintos. O pré-requisito de transmitância térmica da envoltória,
bem como as variáveis referentes às propriedades das paredes nas equações de
determinação da eficiência da envoltória, referem-se somente às paredes externas.
1.56 PILOTIS
Consiste na área aberta, sustentada por pilares, que corresponde à projeção da superfície do
pavimento imediatamente acima.
1.57 PONTUAÇÃO TOTAL (PT)
Pontuação total alcançada pela edificação.
1.58 POROSIDADE
Relação entre as áreas efetivamente abertas para ventilação e as áreas impermeáveis à
passagem do vento.
1.59 POTENCIAL DE VENTILAÇÃO
Critério que visa avaliar a existência de condições que potencializem o escoamento do vento
através dos edifícios, favorecendo a utilização da ventilação natural como estratégia de
resfriamento passivo nos ambientes de longa permanência.
1.60 PROFUNIDADE DO AMBIENTE (P) (m)
Distância entre a parede que contém a(s) abertura(s) para iluminação e a parede oposta a
esta.
1.60.1 Detalhamento
Caso existam aberturas em paredes diferentes em um mesmo ambiente, é considerada a
menor profundidade.
1.60.2 Exemplo
1.61 PROGRAMA BRASILEIRO DE ETIQUETAGEM (PBE)
Programa de conservação de energia que atua através de etiquetas informativas, com o
objetivo de alertar o consumidor quanto à eficiência energética dos principais produtos
consumidores de energia comercializados no país.
1.62 RESISTÊNCIA TÉRMICA TOTAL (R
T
) [m².K)/W]
Somatório do conjunto de resistências térmicas correspondentes às camadas de um elemento
ou componente, incluindo as resistências superficiais, interna e externa.
1.62.1 Detalhamento
De acordo com a NBR 15220-2 (ABNT, 2005) a resistência térmica de ambiente a
ambiente é determinada de acordo com a Equação 1.3. A determinação das variáveis da
equação é descrita na referida norma.

Equação 1.3
Onde:
R
T
é a resistência térmica de ambiente a ambiente [(m².K)/W];
R
se
é a resistência superficial externa [(m².K)/W];
R
t
é resistência térmica de superfície a superfície [(m².K)/W];

Figura 1.3 Ambiente com aberturas em paredes diferentes. A distância de 3,00 m é
considerada como a profundidade do ambiente
R
si
é a resistência superficial interna [(m².K)/W].
1.63 TEMPERATURA OPERATIVA (T
O
) (ºC)
É o valor médio entre a temperatura do ar e a temperatura radiante média do ambiente.
1.63.1 Detalhamento
De acordo com a NBR 15220-1 (ABNT, 2005) temperatura operativa é a temperatura
uniforme de um ambiente com comportamento de corpo negro imaginário, no qual o
ocupante poderia trocar a mesma quantidade de calor por radiação e convecção que no
ambiente real não uniforme.
1.64 TRANSMITÂNCIA À RADIAÇÃO SOLAR
Quociente da taxa de radiação solar que atravessa um elemento pela taxa de radiação solar
incidente sobre este mesmo elemento.
1.65 TRANSMITÂNCIA TÉRMICA [W/(m².K)]
Transmissão de calor em unidade de tempo e através de uma área unitária de um elemento ou
componente construtivo; neste caso, dos vidros e dos componentes opacos das paredes
externas e coberturas, incluindo as resistências superficiais interna e externa, induzida pela
diferença de temperatura entre dois ambientes. A transmitância térmica deve ser calculada
utilizando o método de cálculo da NBR 15220-2 ou determinada através do método da caixa
quente protegida da NBR 6488.
1.65.1 Detalhamento
De acordo com a NBR 15220-2 (ABNT, 2005) a transmitância térmica de componentes é
o inverso da resistência térmica total, conforme a Equação 1.1.

Equação 1.1
Onde:
U é a transmitância térmica dos componentes, [W/m².K];
R
T
é a resistência térmica dos componentes, [(m
2
.K)/W].


1.65.2 Exercício
O exercício a seguir faz parte do exercício C.1 do anexo C da NBR15220-2, onde
se encontram outros exemplos de cálculo.
Exercício C.1 - NBR15220-2, anexo C:
Calcular a transmitância térmica de uma parede de tijolos maciços rebocados em
ambas as faces, cuja resistência térmica total é 0,2996 (m
2
.K)/W.
Dados:
R
T
: 0,2996 (m
2
.K)/W
Assim:

As Figura 1.20 e Figura 1.21 ilustram exemplos de camadas a serem consideradas
para a determinação da transmitância de uma cobertura com câmara de ar e de
uma parede de blocos cerâmicos rebocada em ambos os lados.
Camadas para cálculo da
transmitância da cobertura:
- telha cerâmica
- câmara de ar
- laje maciça


Camadas para cálculo da transmitância
da parede:
- argamassa
- bloco cerâmico
- argamassa
- pintura externa

Figura 1.20 Exemplo de camadas para
determinação da transmitância da
cobertura (U
cob
)
Figura 1.21 Exemplo de camadas para
determinação da transmitância da parede
(U
par
)

telha
cerâmica
laje maciça
10cm
câmara de ar
14cm
9cm
2,5cm
2,5cm
argamassa
2,5cm
pintura externa
bloco cerâmico
9cm
argamassa
2,5cm
argamassa de
assentamento
1,5cm
1.66 TRANSMITÂNCIA TÉRMICA DA COBERTURA (U
cob
)
[W/(m
2
.K)]
Transmitância térmica das coberturas da edificação.
1.66.1 Detalhamento
Deve ser calculada considerando-se todas as camadas da cobertura entre o interior e o
exterior de um ambiente.

1.67 TRANSMITÂNCIA TÉRMICA DAS PAREDES (U
par
)
[W/(m².K)]
Transmitância de paredes externas da edificação.
1.67.1 Detalhamento
Deve ser calculada considerando-se todas as camadas entre o interior e o exterior do
ambiente.
A Figura 1.20 ilustra exemplo de camadas a serem consideradas para a
determinação da transmitância de uma cobertura com câmara de ar.
Camadas para cálculo da transmitância da cobertura deve-se considerar:
- telha cerâmica;


- câmara de ar;
- laje maciça.

Figura 1.20 Exemplo de camadas para determinação da transmitância da cobertura
(U
cob
)


1.67.2 Exemplo


Figura 1.22 Parede de blocos de concreto de
dois furos, reboco e revestimento cerâmico,
com U = 2,44 W/m²K.
Figura 1.23 Parede dupla de tijolos de
cerâmica com isolamento térmico e
reboco, com U = 0,90 W/m²K.
1.68 UNIDADE HABITACIONAL AUTÔNOMA (UH)
Bem imóvel destinado à moradia e dotado de acesso independente, sendo constituído por, no
mínimo, banheiro, dormitório, cozinha e sala, podendo estes três últimos ser conjugados.
Corresponde a uma unidade de uma edificação multifamiliar (apartamento) ou a uma edificação
unifamiliar (casa).
A Figura 1.21 ilustra um exemplo de camadas a serem consideradas para a
determinação da transmitância de uma parede de blocos cerâmicos rebocada em
ambos os lados.
Camadas para cálculo da transmitância da parede deve-se considerar:
- Argamassa;

- Bloco cerâmico;
- Argamassa;
- Argamassa de
assentamento.

Figura 1.21 Exemplo de camadas para determinação da transmitância da parede (U
par
)

1.69 VENTILAÇÃO CRUZADA
Pode ser considerada em relação a uma unidade habitacional autônoma ou em relação a um
determinado ambiente da mesma e depende da configuração do conjunto de aberturas
localizadas nas fachadas e/ou coberturas e das aberturas que interligam os diversos ambientes
internos.
Ventilação cruzada através de uma unidade habitacional autônoma: caracterizada pelo
escoamento de ar entre aberturas localizadas nas fachadas orientadas a barlavento (zonas de
sobrepressão onde as aberturas se caracterizam como entradas de ar) e aquelas situadas nas
fachadas a sotavento (zonas de subpressão onde as aberturas se caracterizam como saídas
de ar), após esse escoamento ter cruzado um ou mais ambientes que se encontrem
interligados por aberturas que permitam a circulação do ar entre eles.
Ventilação cruzada através de um ambiente: caracterizada pelo escoamento de ar entre
aberturas localizadas em paredes opostas ou adjacentes desse ambiente, desde que sua
localização produza um escoamento de ar que cruze diagonalmente os ambientes.
1.69.1 Exemplo
1.70 ZONA BIOCLIMÁTICA
Região geográfica homogênea quanto aos elementos climáticos que interferem nas relações
entre ambiente construído e conforto humano de acordo com a NBR 15220 – 3.

Figura 1.24 Exemplo de ventilação cruzada. A Tipologia 1 possui ventilação cruzada por
possuir aberturas em duas fachadas diferentes. Já a Tipologia 2 não possui ventilação
cruzada pois todas as aberturas encontram-se na mesma fachada. Ventilação por dutos
não é considerada como abertura contabilizada na ventilação cruzada.
1.70.1 Detalhamento
A Zona Bioclimática (ZB) tem por objetivo determinar as estratégias que uma edificação
deve seguir para obter o conforto térmico dos seus ocupantes. Desta forma, uma ZB é o
resultado geográfico do cruzamento de três tipos diferentes de dados: zonas de conforto
térmico humano, dados objetivos climáticos e estratégias de projeto e construção para
atingir o conforto térmico. Determinadas as estratégias adequadas para cada cidade ou
localidade geográfica, as mesmas são agrupadas por uso de estratégias comuns criando
assim uma ZB.
No Brasil há 8 Zonas Bioclimáticas, definidas segundo dados climáticos (de temperatura
e umidade) para a determinação de estratégias de projeto necessárias para atingir o
conforto térmico de moradias de interesse social. Além do método de definição do
zoneamento pelas normais climatológicas brasileiras, a norma “NBR 15.220-3:
Zoneamento Bioclimático Brasileiro” apresenta a lista de 330 cidades brasileiras com
suas respectivas Zonas Bioclimáticas. Esta lista está disponível também no anexo deste
manual. Além destas 330, outras cidades tiveram suas ZBs definidas por interpolação e
estão disponíveis em www.labeee.ufsc.br. A Figura 1.25 apresenta um mapa com o
zoneamento bioclimático brasileiro.

Figura 1.25. Zoneamento bioclimático brasileiro (fonte: NBR 15.220-3)
47

2 INTRODUÇÃO
O presente documento especifica requisitos técnicos, bem como os métodos para classificação
de edificações residenciais quanto à eficiência energética. As edificações submetidas a este
RTQ devem atender às normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) vigentes
e aplicáveis. Cabe ressaltar que os Organismos de Inspeção Acreditados (OIAs) e o Inmetro se
eximem dos problemas que porventura possam ocorrer com a edificação pela não observância
das normas da ABNT.
2.1 Objetivo
Criar condições para a etiquetagem do nível de eficiência energética de edificações
residenciais unifamiliares e multifamiliares.
Detalhamento
O RTQ-R visa estabelecer as condições para a classificação do nível de eficiência
energética de edificações residenciais a fim de possibilitar a obtenção da Etiqueta
Nacional de Conservação de Energia (ENCE), concedida no âmbito do Programa
Brasileiro de Etiquetagem (PBE) do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e
Qualidade Industrial (Inmetro).
O caráter voluntário do RTQ-R visa preparar o mercado construtivo, de forma gradativa, a
assimilar a metodologia de classificação e obtenção da etiqueta. A metodologia de
classificação está presente no texto do Regulamento Técnico da Qualidade (RTQ-R) para
o Nível de Eficiência Energética de Edificações Residenciais, enquanto que a
metodologia para a avaliação da conformidade dos requisitos e solicitação da etiqueta
está presente nos Requisitos de Avaliação da Conformidade para o Nível de Eficiência
Energética de Edificações Residenciais (RAC-R).
Edificações de uso misto (uso residencial e comercial/de serviços em uma mesma
edificação) terão suas parcelas residenciais avaliadas separadamente. Como exemplo,
edificações cuja torre é de apartamentos e a base contém lojas, terá a torre avaliada pelo
RTQ-R e a base pelo RTQ-C.
Para a avaliação de unidades habitacionais autônomas e edificações unifamiliares a
avaliação da eficiência da envoltória pode ser realizada através do método prescritivo, no
qual são utilizadas equações de acordo com a Zona Bioclimática ou através de simulação
termoenergética. A avaliação dos sistemas de aquecimento de água é realizada através
de método prescritivo com exceção para sistemas de aquecimento solar que podem ser
avaliados também através de simulação.
Áreas de uso comum são avaliadas através de método prescritivo.
Os métodos de avaliação para UHs e edificações unifamiliares propostos pelo RTQ-R
foram desenvolvidos com base nos modelos mais utilizados no sistema construtivo
brasileiro e busca, portanto, avaliar a maior parte possível dos casos através de método
prescritivo, sem necessitar simulação. No entanto, existem casos para os quais o método
prescritivo não se apresente adequado, sendo necessário realizar sua avaliação através
do método de simulação.
2.2 Pré-requisito geral
Para obtenção dos níveis de eficiência A ou B, havendo mais de uma unidade habitacional
autônoma no mesmo lote, estas devem possuir medição individualizada de eletricidade e água.
Estão excluídas deste pré-requisito edificações construídas até a publicação deste RTQ.
Detalhamento
O atendimento ao pré-requisito geral é necessário para obtenção dos níveis de eficiência
A ou B. O não atendimento não impede a classificação da edificação, mas implica que
esta seja no máximo nível C. Ou seja, mesmo que a avaliação dos sistemas individuais
indique nível de eficiência A, a edificação obterá no máximo nível C com seu EqNum = 3.
2.3 Procedimentos para determinação da eficiência
Este RTQ especifica a classificação do nível de eficiência para edificações residenciais
conforme as prescrições descritas nos itens correspondentes:
- Item 3: Unidades Habitacionais Autônomas;
- Item 4: Edificações Unifamiliares;
- Item 5: Edificações Multifamiliares;
- Item 6: Áreas de Uso Comum de edificações multifamiliares ou de condomínios de
edificações residenciais.

A etiquetagem de eficiência energética para cada um dos itens acima é feita da seguinte forma:
a) Unidades Habitacionais Autônomas: avaliam-se os requisitos relativos ao desempenho
térmico da envoltória, à eficiência do(s) sistema(s) de aquecimento de água e a eventuais
bonificações;
b) Edificação Unifamiliar: aplica-se o procedimento descrito acima para a unidade habitacional
autônoma;
c) Edificações Multifamiliares: pondera-se o resultado da avaliação dos requisitos de todas as
unidades habitacionais autônomas da edificação;
d) Áreas de Uso Comum: avaliam-se os requisitos relativos à eficiência do sistema de
iluminação artificial, do(s) sistema(s) de aquecimento de água, dos elevadores, das bombas
centrífugas, dos equipamentos e de eventuais bonificações.
De acordo com a pontuação final obtida é atribuída uma classificação que varia do nível A
(mais eficiente) ao E (menos eficiente).
O nível de eficiência de cada requisito equivale a um número de pontos correspondentes,
atribuídos conforme a Tabela 2.1.
Tabela 2.1 Equivalente Numérico (EqNum) para cada nível de eficiência
Nível de Eficiência EqNum
A 5
B 4
C 3
D 2
E 1

Itens com pontuação em escala têm seu nível de eficiência obtido através da Tabela 2.2.
Tabela 2.2 Classificação do nível de eficiência de acordo com a pontuação obtida
Pontuação (PT) Nível de Eficiência
PT ≥ 4,5 A
3,5 ≤ PT < 4,5 B
2,5 ≤ PT < 3,5 C
1,5 ≤ PT < 2,5 D
PT < 1,5 E

Detalhamento
Para o item relativo a UHs e edificações unifamiliares há dois sistemas individuais que
estabelecem o seu nível de eficiência energética: a envoltória e o sistema de
aquecimento de água. Estes são avaliados separadamente, obtendo-se níveis de
eficiência para cada um deles, cuja combinação em uma equação, de acordo com a Zona
Bioclimática em que a edificação se encontra, resulta em uma pontuação para a UH. A
esta pontuação pode-se somar bonificações, que resultará na Pontuação Total da UH
(PT
UH
) e no seu nível de eficiência correspondente. Para o nível de eficiência da
edificação multifamiliar deve-se ponderar a pontuação total (PT
UH
) de todas as UHs pelas
suas áreas úteis, resultando na pontuação da Edificação Multifamiliar. Para o nível de
eficiência das áreas de uso comum são avaliadas as áreas comuns de uso frequente
(iluminação artificial, bombas centrífugas e elevadores) e as áreas comuns de uso
eventual (iluminação artificial, equipamentos, sistema de aquecimento de água para
banho e piscina e sauna). Os itens não aplicáveis ao empreendimento não são avaliados.
Por exemplo: se a edificação não possuir sauna, não se avalia este sistema individual.
Entretanto, caso existentes, sua avaliação é obrigatória. Para UHs, edificações
unifamiliares e áreas de uso comum podem ser somadas bonificações à classificação
final. Para as áreas de uso comum também é possível somar bonificações, resultando na
Pontuação Total das áreas de uso comum (PT
AC
).
Há cinco níveis de eficiência, tanto para a classificação dos sistemas individuais como
para a edificação geral. São eles: nível A (mais eficiente), B, C, D e E (menos eficiente).
Cada um corresponde a um equivalente numérico (EqNum), conforme observado na
Tabela 2.1 do RTQ-R. A classificação final da edificação e itens com classificação em
escala tem seu nível de eficiência obtido através da Tabela 2.2 do RTQ-R.
Somente é possível obter a classificação geral do nível de eficiência da edificação ou
empreendimento em avaliação, não havendo classificação parcial de seus sistemas
individuais. Por exemplo: para a UH, obrigatoriamente deve-se avaliar a envoltória e o
sistema de aquecimento de água (mas as possíveis bonificações). Não é possível avaliar
apenas a envoltória.
A classificação de áreas de uso comum é um item independente da classificação de UHs,
edificações unifamiliares e/ou edificações multifamiliares. Um condomínio composto por
torre(s) de edifício(s) e áreas comuns, por exemplo, não pode obter uma etiqueta global
do empreendimento. É possível obter a etiqueta da torre e das áreas comuns, porém de
modo independente.
A Tabela 2.1 e a Tabela 2.2 apresentam dois tipos de escala em relação ao nível de
eficiência. Para requisitos que são classificados através do seu nível de eficiência,
variando de “A” (mais eficiente) a “E” (menos eficiente) como, por exemplo, os
equipamentos classificados pelo PBE, sua classificação corresponde a um equivalente
numérico (EqNum) obtido na Tabela 2.1. Por sua vez, requisitos como a envoltória e os
sistemas de aquecimento de água, que possuem seu nível de eficiência classificados
através de cálculos realizados conforme a metodologia descrita no RTQ-R, podem
resultar em um número inteiro ou fracionado. Neste caso, a classificação corresponde a
um nível de eficiência, que também varia de “A” (mais eficiente) a “E” (menos eficiente),
mas deve ser obtido na Tabela 2.2.
2.3.1 Unidades habitacionais autônomas
A classificação do nível de eficiência de unidades habitacionais autônomas (UHs) é o resultado
da distribuição dos pesos através da Equação 2.1, utilizando os coeficientes da Tabela 2.3, de
acordo com a região geográfica na qual a edificação se localiza.

Equação 2.1.
pontuação total do
nível de eficiência
da UH

Onde:
PTUH: pontuação total do nível de eficiência da unidade habitacional autônoma;
a: coeficiente da Tabela 2.3 adotado de acordo com a região geográfica (mapa político do
Brasil) na qual a edificação está localizada;
EqNumEnv: equivalente numérico do desempenho térmico da envoltória da unidade
habitacional autônoma quando ventilada naturalmente, descrito no item 3.1.2.1 (método
prescritivo) ou 3.1.3 (método de simulação) e após a verificação dos pré-requisitos da
envoltória (item 3.1.1);
EqNumAA: equivalente numérico do sistema de aquecimento de água, conforme item 3.2;
Bonificações: pontuação atribuída a iniciativas que aumentem a eficiência da edificação,
definida no item 3.3.
Tabela 2.3. Coeficientes da Equação 2.1
Coeficiente
Região Geográfica
Norte Nordeste Centro-Oeste Sudeste Sul
a 0,95 0,90 0,65 0,65 0,65

Nota: O coeficiente da Tabela 2.3 deve ser alterado para o valor de 0,65 nas regiões Norte e
Nordeste sempre que houver um sistema de aquecimento de água projetado ou instalado.

Os equivalentes numéricos para os níveis de eficiência de cada requisito são obtidos na Tabela
2.1.
O número de pontos obtidos na Equação 2.1 irá definir a classificação final da UH, de acordo
com a Tabela 2.2.
Observação: O equivalente numérico do desempenho térmico da envoltória (EqNumEnv) a ser
utilizado na Equação 2.1 deve ser o referente à eficiência da edificação quando naturalmente
ventilada, calculado através do item 3.1.2.1 (método prescritivo) ou 3.1.3.5 (método de
simulação) e 3.1.1 (pré-requisitos da envoltória), de acordo com a Zona Bioclimática em que a
edificação está localizada. O nível de eficiência da envoltória quando condicionada
artificialmente (item 3.1.2.2) é de caráter informativo. A obtenção do nível A de eficiência
quando condicionada artificialmente é obrigatória para obtenção da bonificação de
condicionamento artificial de ar, descrita no item 3.3.4 deste RTQ.

EXEMPLO DE CÁLCULO
Uma vez avaliada uma UH localizada na cidade de Santa Maria–RS, esta obteve um
equivalente numérico para resfriamento (EqNumEnv
Resf
) = 2,91 (nível C); um equivalente
numérico para aquecimento (EqNumEnv
A
) = 4,07 (nível B) e um equivalente numérico
para refrigeração (EqNumEnv
Refig
) = 3,92 (nível B). O equivalente numérico do sistema de
aquecimento de água (EqNum
AA
) = 2,71 (nível C). As bonificações somaram 0,3 pontos.
Determinar a Pontuação Total (PT) alcançada pela UH.

Passo 1. Determinar a região geográfica do Brasil onde a UH se localiza e seu
respeitivo coeficiente “a”.
- Santa Maria - RS, pertence à Zona Bioclimática 2 e à região Sul do país
- Coeficiente “a” de acordo a região: Região Sul = coeficiente 0,65

Passo 2. Determinar o EqNumEnv alcanaçada pela edificação, aplicando a equação
respectiva à Zona Bioclimática 2.

Equação3.7 do
RTQ-R.
EqNumEnv
para ZB2

EqNumEnv = (0,44 x 2,91) + (0,56 x 4,07)
EqNumEnv = 3,56

Passo 3. Aplicar a Equação 2.1 do RTQ-R para determinação da Pontuação Total da UH
(PT
UH
)

PT
UH
= (0,65 x 3,56) + [(1 - 0,65) x 2,71] + 0,3
PT
UH
= 3,5625 ¬ PT
UH
= 3,6
Observação: Deve-se utilizar os valores sem arredondamento. O arredondamento deve
ser feito somente no final, para uma casa decimal.
O nível de eficiência alcaçado pela UH é "B". A Figura 2.1 apresenta o modelo da etiqueta
que seria entregue a esta UH.


Figura 2.1. Modelo da etiqueta da UH do exemplo
2.3.2 Edificações unifamiliares
A classificação do nível de eficiência de edificações unifamiliares é equivalente ao resultado da
classificação da unidade habitacional autônoma.
2.3.3 Edificações multifamiliares
A classificação do nível de eficiência de edificações multifamiliares é o resultado da
ponderação da classificação de todas as unidades habitacionais autônomas da edificação pela
área útil das UHs, excluindo terraços e varandas.
Observação: Quando da etiquetagem de edificações multifamiliares novas, todas as unidades
habitacionais autônomas devem, obrigatoriamente, ser avaliadas. Em edificações existentes
pode-se avaliar UHs individualmente.
O número de pontos obtidos com a ponderação irá definir a classificação final da edificação
multifamiliar, de acordo com a Tabela 2.2.
Detalhamento

Figura 2.2. Ilustração esquemática da determinação do equivalente numérico da
edificação multifamiliar
2.3.4 Áreas de uso comum
A classificação do nível de eficiência de áreas de uso comum é o resultado da distribuição dos
pesos através da Equação 2.2, de acordo com a avaliação dos requisitos apresentados no item
6.

Equação 2.2.
pontuação total do
nível de eficiência
das áreas de uso
comum
Onde:
PTAC: pontuação total do nível de eficiência da área de uso comum;
EqNumIlum: equivalente numérico do sistema de iluminação artificial;
PIlum: potência instalada para iluminação;
EqNumB: equivalente numérico das bombas centrífugas;
PB: potência instalada para bombas centrífugas;
EqNumEq: equivalente numérico dos equipamentos;
PEq: potência instalada para equipamentos;
EqNumElev: equivalente numérico dos elevadores;
EqNumAA: equivalente numérico do sistema de aquecimento de água;
PAA: potência instalada para aquecimento de água;
EqNumS: equivalente numérico da sauna;
PS: potência instalada para a sauna;
Bonificações: pontuação atribuída a iniciativas que aumentem a eficiência da edificação,
definida nos item 6.3;
F: corresponde às áreas comuns de uso frequente;
E: corresponde às áreas comuns de uso eventual.

Na ausência de elevadores, a fórmula a ser aplicada é reduzida à Equação 2.1.

Equação 2.1.
pontuação total do
nível de eficiência
das áreas de uso
comum

Na ausência de áreas comuns de uso eventual a fórmula a ser aplicada é reduzida à Equação
2.2.

Equação 2.2.
pontuação total do
nível de eficiência
das áreas de uso
comum

Na ausência de áreas comuns de uso eventual e de elevadores a fórmula a ser aplicada é
reduzida à Equação 2.3.

Equação 2.3.
pontuação total do
nível de eficiência
das áreas de uso
comum

Observação: pode-se calcular a pontuação total do nível de eficiência da área de uso comum
(PTAC) utilizando o consumo estimado do sistema de iluminação, das bombas centrífugas, dos
equipamentos, do sistema de aquecimento de água e da sauna, ao invés da potência, nas
Equações Equação 2.2, Equação 2.1, Equação 2.2 e Equação 2.3, permanecendo a
possibilidade de soma das bonificações. Para tanto, os consumos e horas de utilização de
todos os equipamentos devem ser justificados. Neste caso, nas EquaçõesEquação 2.2 e
Equação 2.1 os índices multiplicadores correspondentes às áreas comuns de uso frequente
(0,7) e áreas comuns de uso eventual (0,3) devem ser substituídos por 0,5.
O número de pontos obtidos nas Equações Equação 2.2 a Equação 2.3 irá definir a
classificação final das áreas de uso comum, de acordo com a Tabela 2.2.
Detalhamento
Para a classificação de áreas comuns o método adotado visa possibilitar a avaliação de
empreendimentos de diferentes magnitudes, visto a grande diversidade existente uma
vez que a área comum pode variar de um sistema simples de iluminação artificial em
corredores e escadas até grandes complexos destinados ao lazer.
A estratégia adotada foi a criação de dois grupos para avaliação: áreas comuns de uso
frequente e áreas comuns de uso eventual. As áreas comuns de uso frequente
compreendem aquelas presentes na grande maioria dos condomínios residenciais e que
são utilizadas no dia-a-dia dos condôminos, tais como corredores, halls e garagens. As
áreas comuns de uso eventual são aquelas destinadas ao lazer, presentes apenas em
parte dos empreendimentos. Estas podem possuir alta potência instalada, porém, devido
ao seu caráter de uso eventual, na maior parte dos casos consome menos energia que
as áreas de uso frequente.
As equações de avaliação das áreas comuns foram desenvolvidas de modo a englobar
as diferentes configurações possíveis para áreas comuns de condomínios residenciais.
Assim, em casos em que há áreas de uso frequente e áreas de uso eventual, 70% do
peso é referente às áreas de uso frequente e 30% às áreas de uso eventual. A
ponderação pela potência instalada permite que sejam avaliados apenas os requisitos
aplicáveis ao empreendimento.


57

3 UNIDADES HABITACIONAIS AUTÔNOMAS
Escopo: Este item tem por objetivo estabelecer os critérios para avaliação do nível de
eficiência energética das unidades habitacionais autônomas (UH), que serão utilizadas na
classificação das edificações unifamiliares e multifamiliares.
3.1 ENVOLTÓRIA
Esta seção descreve os critérios para avaliação do desempenho da envoltória de unidades
habitacionais autônomas.
Detalhamento
A classificação da envoltória é realizada através um indicador de graus hora e indicador
de consumo relativo para aquecimento e refrigeração, obtido através de equações
lineares nas quais são inseridos parâmetros relativos às características físicas e às
propriedades térmicas da envoltória. Para se obter a classificação final da edificação é
necessário realizar a avaliação da envoltória individualmente para cada um dos
ambientes de permanência prolongada da UH e ainda avaliar os pré-requisitos de cada
ambiente.
3.1.1 Pré-requisitos da envoltória
Os pré-requisitos da envoltória são avaliados em cada ambiente separadamente.
Detalhamento
Os pré-requisitos são referentes a características térmicas de absortância, transmitância
e capacidade térmica das superfícies e a características físicas relativas à iluminação e
ventilação natural.
3.1.1.1 Transmitância térmica, capacidade térmica e absortância solar das
superfícies
Os pré-requisitos de transmitância térmica, capacidade térmica e absortância solar das
paredes externas e coberturas de ambientes de permanência prolongada devem ser atendidos
de acordo com a Zona Bioclimática em que a edificação se localiza, conforme a Tabela 3.1. O
não atendimento a este pré-requisito implica em nível E nos equivalentes numéricos da
envoltória do ambiente (EqNumEnvAmb).
Detalhamento
O primeiro pré-requisito refere-se à transmitância térmica, à capacidade térmica e à
absortância solar de componentes opacos. Este pré-requisito distingue coberturas e
paredes exteriores ao exigir diferentes limites de propriedades térmicas para cada caso.
As aberturas e as paredes internas não entram no cálculo destes três parâmetros.
Este pré-requisito se aplica apenas a ambientes de permanência prolongada. Caso o pré-
requisito não seja atendido em algum ambiente, somente este ambiente obterá nível de
eficiência E (EqNum = 1) para a envoltória, e não a UH como um todo.
A Tabela 3.1 do RTQ-R apresenta os limites que devem ser atendidos por coberturas e
paredes externas, para cada Zona Bioclimática. Nela pode-se observar que não há limite
para a absortância. Este parâmetro serve para determinar os limites dos outros dois
parâmetros (transmitância e capacidade térmica).
Na sequencia à Tabela 3.1, são descritas algumas considerações a serem observadas
para os cálculos da transmitância e absortância.

Tabela 3.1. Pré-requisitos de absortância solar, transmitância térmica e capacidade térmica para as
diferentes Zonas Bioclimáticas (Fonte: NBR 15.575-4, NBR 15.575-5 e NBR 15220-3)
Zona Bioclimática Componente
Absortância solar
Transmitância
térmica
Capacidade térmica
(adimensional) [W/(m
2
K)] [kJ/(m²K)]
ZB1 e ZB2
Parede Sem exigência U ≤ 2,50 CT ≥ 130
Cobertura Sem exigência U ≤ 2,30 Sem exigência
ZB3 a ZB6
Parede
α ≤ 0,6 U ≤ 3,70 CT ≥ 130
α > 0,6 U ≤ 2,50 CT ≥ 130
Cobertura
α ≤ 0,6 U ≤ 2,30 Sem exigência
α > 0,6 U ≤ 1,50 Sem exigência
ZB7
Parede
α ≤ 0,6 U ≤ 3,70 CT ≥ 130
α > 0,6 U ≤ 2,50 CT ≥ 130
Cobertura
α ≤ 0,4 U ≤ 2,30 Sem exigência
α > 0,4 U ≤ 1,50 Sem exigência
ZB8
Parede
α ≤ 0,6 U ≤ 3,70 Sem exigência
α > 0,6 U ≤ 2,50 Sem exigência
Cobertura
α ≤ 0,4 U ≤ 2,30 Sem exigência
α > 0,4 U ≤ 1,50 Sem exigência

Nota1: Coberturas com telha de barro sem forro, que não sejam pintadas ou esmaltadas, na
Zona Bioclimática 8, não precisam atender às exigências da Tabela 3.1.
Nota2: Na Zona Bioclimática 8, também serão aceitas coberturas com transmitâncias térmicas
acima dos valores estipulados na Tabela 3.1, desde que atendam às seguintes exigências:
- contenham aberturas para ventilação em, no mínimo, dois beirais opostos; e
- as aberturas para ventilação ocupem toda a extensão das fachadas respectivas. Nestes
casos, em função da altura total para ventilação (ver Figura 1), os limites aceitáveis da
transmitância térmica poderão ser multiplicados pelo fator de correção da transmitância
(FT) indicado pela Equação 3.1.

Equação 3.1: fator
de correção da
transmitância
Onde:
FT: fator de correção da transmitância aceitável para as coberturas da Zona Bioclimática 8;
h: altura da abertura em dois beirais opostos (cm).

Figura 1. Abertura (h) em beirais para ventilação do ático

As seguintes considerações são feitas em relação à absortância solar e à transmitância
térmica:
a) Considerações sobre a transmitância térmica das superfícies externas que compõem os
ambientes
- coberturas de garagens, casa de máquinas e reservatórios de água não são considerados
para o cálculo da transmitância térmica da cobertura;
- a transmitância térmica a ser considerada para a avaliação do pré-requisito é a média das
transmitâncias de cada parcela das paredes externas (excluindo aberturas), ou cobertura,
ponderadas pela área que ocupam;
- aberturas zenitais com até 2,0% da área da cobertura devem ser desconsideradas na
ponderação da transmitância térmica;
- os pisos de áreas externas localizados sobre ambiente(s) de permanência prolongada
devem atender aos pré-requisitos de transmitância de coberturas. Pilotis e varandas são
exemplos deste item.
b) Considerações sobre a absortância solar das superfícies externas que compõem os
ambientes
- coberturas vegetadas (teto jardim) não precisam atender ao pré-requisito de absortância;
- a absortância solar a ser considerada para a avaliação do pré-requisito é a média das
absortâncias de cada parcela das paredes, ou cobertura, ponderadas pela área que
ocupam, excluindo a absortância das áreas envidraçadas das aberturas.
Observação: recomenda-se utilizar os valores de absortância resultantes de medições
realizadas de acordo com as normas da ASTM E1918-06, ASTM E903-96 e ASHRAE 74-1988.
A NBR 15220–2 fornece valores indicativos de absortância.
- aberturas zenitais com até 2,0% da área da cobertura devem ser desconsideradas na
ponderação da absortância solar;
- os pisos de áreas sem fechamentos laterais localizados sobre ambiente(s) de permanência
prolongada devem atender aos pré-requisitos de absortância solar de coberturas. Pilotis e
varandas são exemplos deste item;
- nas fachadas envidraçadas onde exista parede na face interna do vidro deve-se considerar
um dos casos abaixo:
i. vidro em contato direto com a parede: a absortância total é igual à absortância do
vidro somada ao produto entre a transmitância à radiação solar do vidro e absortância
da parede, conforme a Equação 3.2.

Equação 3.2.
absortância total
Onde:
α: valor da absortância total;
αvidro: absortância do vidro;
tvidro: transmitância à radiação solar do vidro;
αparede: absortância da parede.
ii. câmara de ar entre a parede e o vidro: a absortância da superfície é igual ao produto
do fator solar do vidro pela absortância da parede, conforme a Equação 3.3.

Equação 3.3.
absortância da
superfície
Onde:
α: valor da absortância da superfície;
FSvidro: fator solar do vidro;
α parede: absortância da parede.

- não fazem parte da ponderação de áreas para o cálculo da absortância:
i. aberturas;
ii. fachadas construídas na divisa do terreno, desde que encostadas em outra edificação;
iii. áreas cobertas por coletores ou painéis solares;
iv. paredes externas ou coberturas permanentemente sombreadas, sem considerar o
sombreamento do entorno.




EXEMPLO DE CÁLCULO
O EXEMPLO DA FIGURA 3.1 SERÁ UTILIZADO PARA A DETERMINAÇÃO DA
EFICIÊNCIA DA ENVOLTÓRIA DE UMA UNIDADE HABITACIONAL AUTÔNOMA. O
PASSO A PASSO DOS CÁLCULOS SERÁ DESCRITO EM SEUS ITENS
CORRESPONDENTES, INICIANDO AQUI, COM OS CÁLCULOS DOS PRÉ-
REQUISITOS DE TRANSMITÂNCIA, ABSORTÂNCIA E CAPACIDADE TÉRMICA

A UH representada pela Figura 3.1 está localizada na cidade de São Paulo-SP e é
composta por sala de estar, cozinha/área de serviço, banheiro e dois dormitórios. Possui
pé-direito de 2,55m. O detalhamento das portas e janelas encontra-se na Figura 3.2 e os
materiais constituintes das paredes e coberturas na Tabela 3.1. Determinar se os
ambientes atendem ou não aos pré-requisitos de transmitância, absortância e capacidade
térmica.

Figura 3.1 Planta da UH

Figura 3.2 Detalhamento de portas e janelas (Esquadrias de portas 0,05m de
espessura; esquadrias de janelas 0,03m de espessura)

Tabela 3.1 Detalhamento da construção de paredes e coberturas (Fonte: NBR 15220-3)
Item Descrição U
[W/(m²K)]
CT
[kJ/(m²K)]
Absortância


Construção das paredes externas das
fachadas norte e sul e das paredes
internas da edificação:
- Parede de tijolos 8 furos circulares,
assentados na menor dimensão.
- Dimensões do tijolo:
10,0x20,0x20,0 cm.
- Espessura da argamassa de
assentamento: 1,0 cm.
- Espessura de argamassa de
emboço: 2,5 cm.
- Espessura total da parede: 15,0
cm.




2,24




167


Cor externa:
Amarelo
envelhecido.

α = 0,45


Construção das paredes externas das
fachadas leste e oeste:
- Parede de tijolos maciços
assentados na menor dimensão.
- Dimensões do tijolo: 10x6x22 cm.
- Espessura da argamassa de
assentamento: 1,0 cm.
- Espessura da argamassa de
emboço: 2,5 cm.
- Espessura total da parede: 15,0
cm.




3,13




255


Cor externa:
Amarelo
envelhecido.

α = 0,45


Construção da cobertura sob a área
da sala:
- Cobertura de telha de barro com
forro de madeira.
- Espessura da telha: 1,0 cm.
- Espessura da madeira: 1,0 cm


2,00


32
Telha
cerâmica
vermelha

α = 0,60
Construção da cobertura sob a área Telha

dos dormitórios:
- Cobertura de telha de barro,
lâmina de alumínio polido e forro
de madeira.
- Espessura da telha: 1,0 cm.
- Espessura da madeira: 1,0 cm.

1,11

32
cerâmica
vermelha

α = 0,60


Resolução:

ETAPA 1: Identificar a Zona Bioclimática em que a UH está localizada
Cidade de São Paulo -> Zona Bioclimática 3
ETAPA 2: Identificar os limites aceitáveis para a Zona Bioclimática
Z
o
n
a

B
i
o
c
l
i
m
á
t
i
c
a

3

Componente
Absortância solar Transmitância térmica Capacidade térmica
(adimensional) [W/(m²K)] [kJ/(m²K)]
Parede
α ≤ 0,60 U ≤ 3,70 CT ≥ 130
α > 0,60 U ≤ 2,50 CT ≥ 130
Cobertura
α ≤ 0,60 U ≤ 2,30 Sem exigência
α > 0,60 U ≤ 1,50 Sem exigência
ETAPA 3: Identificar os ambientes de permanência prolongada da UH
Sala de estar, dormitório 1 e dormitório 2.
ETAPA 4: Verificar se os valores de projeto atendem aos pré-requisitos, em cada
ambiente individualmente
Para o exercício em questão foram utilizados materiais diferentes nas paredes externas
de um mesmo ambiente. Nestes casos, deve-se fazer a ponderação da transmitância
térmica e da capacidade térmica de cada parede pela a sua área. O mesmo deveria ser
feito com a absortância, caso se utilizasse mais de uma absortância por ambiente. A
Tabela 3.2 apresenta o cálculo da transmitância térmica final de cada ambiente.
Tabela 3.2 Cálculo da transmitância ponderada das paredes externas
Ambiente Item
Área U
Área
ponderada
U ponderada U final
m² W/(m²K) m² W/(m²K) W/(m²K)
Dormitório 1
Parede sul 9,15 2,24 0,62 1,38
2,58
Parede oeste 5,70 3,13 0,38 1,20
Dormitório 2
Parede norte 4,93 2,24 0,36 0,81
2,81
Parede oeste 8,67 3,13 0,64 1,99
Sala de estar
Parede norte 8,37 2,24 0,48 1,08
2,51
Parede leste 5,23 3,13 0,30 0,94
Parede sul 3,80 2,24 0,22 0,49

Observação: deve-se trabalhar com os valores sem arredondá-los. O arredondamento
deve ser feito apenas para a transmitância final, com duas casas decimais.

Tabela 3.3 Verificação do atendimento aos pré-requisitos nas paredes externas
Ambiente
o Upar
Atende?
CTpar
Atende?
(adimensional)
W/(m²K) kJ/(m²K)
Dormitório 1 0,45 2,58 Sim 200,76 Sim
Dormitório 2 0,45 2,81 Sim 223,09 Sim
Sala de
estar
0,45 2,51 Sim 194,44 Sim

Tabela 3.4 Verificação do atendimento aos pré-requisitos nas coberturas
Ambiente
o Upar
Atende?
CTpar
Atende?
(adimensional)
W/(m²K) kJ/(m²K)
Dormitório 1 0,60 1,11 Sim 32
Sem
exigência
Dormitório 2 0,60 1,11 Sim 32
Sem
exigência
Sala de
estar
0,60 2,00 Sim 32
Sem
exigência

Todos os ambientes de permanência prolongada atendem aos pré-requisitos de
absortância, capacidade térmica e transmitância térmica.

3.1.1.2 Ventilação natural
As UHs devem atender aos seguintes pré-requisitos de ventilação natural:
a) Percentual de áreas mínimas de abertura para ventilação
Ambientes de permanência prolongada e cozinhas devem possuir percentual de áreas mínimas
de aberturas para ventilação, conforme a Tabela 3.2. O não atendimento a este pré-requisito
implica em nível E nos equivalentes numéricos da envoltória do ambiente (EqNumEnvAmb).
Tabela 3.2. Percentual de áreas mínimas para ventilação em relação à área de piso
(Fonte: adaptado de NBR 15575–4)
Ambiente
Percentual de abertura para ventilação em relação à área de piso (A)
ZB 1 a ZB6 ZB 7 ZB 8
Ambientes de permanência
prolongada e cozinha
A > 8 A > 5 A ≥ 10

Nota: Nas ZB 1 a 7 e nas cidades que possuam médias mensais das temperaturas mínimas
abaixo de 20
o
C, as aberturas para ventilação devem ser passíveis de fechamento durante o
período de frio (excetuam-se as áreas de ventilação de segurança como as relativas às
instalações de gás).
O percentual de abertura para ventilação (A) é calculada de acordo com a Equação 3.4.

Equação 3.4.
abertura para
ventilação

Onde:
A: percentual de abertura para ventilação em relação à área de piso (%);
AA: área efetiva de abertura para ventilação (m
2
), sendo que para o cálculo desta área somente
são consideradas as aberturas que permitam a livre circulação do ar, devendo ser descontadas
as áreas de perfis, vidros e quaisquer outros obstáculos.
AP: área de piso do ambiente (m
2
).
Observação1: Em cozinhas ventiladas pela área de serviço, a abertura para ventilação (A) da
área de serviço deve atender ao prescrito na Tabela 3.2 para cozinhas, considerando a soma
das áreas de piso dos dois ambientes.
Observação2: Para a UH atingir nível A, a maioria dos banheiros, com exceção dos lavabos,
(50% mais 1) deve possuir ventilação natural. O não atendimento a este pré-requisito implica
em obtenção de no máximo nível B no equivalente numérico da envoltória da UH (EqNumEnv).
Detalhamento
O pré-requisito de percentual de áreas mínimas de abertura para ventilação deve ser
avaliado nos ambientes de permanência prolongada e também nas cozinhas. Em
cozinhas ventiladas pela área de serviço, a abertura para ventilação (A) da área de
serviço deve atender ao prescrito na Tabela 3.2 do RTQ-R para cozinhas, considerando a
soma das áreas de piso dos dois ambientes. Caso estes dois ambientes não sejam
integrados, também a abertura da cozinha para a área de serviço deve atender à
proporção indicada na Tabela 3.2. Em ambientes integrados (ex.: sala + cozinha) deve-se
considerar um único ambiente e aplicar o pré-requisito considerando como área de piso a
soma das áreas dos dois ambientes e área de abertura para ventilação a soma das áreas
das aberturas para ventilação existentes nestes ambientes.
Além do percentual de abertura, para as ZB 1 a 7 e nas cidades que possuam médias
mensais das temperaturas mínimas abaixo de 20
o
C, as aberturas devem ser passíveis de
fechamento.
Para os banheiros não há um percentual mínimo exigido. Porém, para obtenção do nível
A na envoltória, a maioria deles (50% mais um) deve possuir ventilação natural. Por
exemplo, se em uma UH que possui dois banheiros um deles possuir ventilação
mecânica, automaticamente a envoltória da edificação obterá no máximo nível B (EqNum
= 4). Em uma UH com três banheiros, se um deles possuir ventilação macânica e os
outros dois ventilação natural, o pré-requisito é atendido, possibilitando a envoltória da
UH atingir nível A (EqNum = 5). Os lavabos não são contabilizados neste cálculo.
Caso o pré-requisito não seja atendido em algum ambiente, somente este ambiente
obterá nível de eficiência E (EqNum = 1) para a envoltória, e não a UH como um todo.
EXEMPLO DE CÁLCULO
Considerando a UH da Figura 3.1, verificar o atendimento ao pré-requisito de percentual
de áreas mínimas de abertura para ventilação natural.

Resolução:
ETAPA 1: Identificar a Zona Bioclimática em que a UH está localizada
Cidade de São Paulo -> Zona Bioclimática 3
ETAPA 2: Identificar o limite aceitável para a Zona Bioclimática
ZB3 -> A > 8
ETAPA 3: Identificar os ambientes a serem avaliados
Sala de estar, dormitório 1, dormitório 2 e cozinha (iluminada pela área de serviço)
ETAPA 4: Calcular o percentual de abertura para ventilação em relação à área de piso
(%)
Tabela3.5 Determinação do percentual das aberturas de ventilação de cada ambiente.
Ambiente
AP
(m²)
AA
(m²)
A
(%)
Atende?
Possíveis
níveis
Dormitório 1 10,64 0,72 6,77 não E
Dormitório 2 8,74 0,72 8,23 sim A - E
Sala de Estar 15,85 1,63 10,28 sim A - E
Cozinha 6,40 0,29 4,53 não E
Considerando que o tamanho das aberturas do dormitório 1 e da cozinha não cumprem
com os pré requisitos de aberturas mínima para ventilação, esto implica em nível E nos
equivalentes numéricos da envoltória destes ambientes. Para melhoria deste nível, deve-
se propor soluções para que o tamanho das aberturas de ventilação se encaixem dentro
do percentual exigido.
ETAPA 5: Verificar se há ventilação natural nos banheiros
Ambiente Condição Atende?
Possíveis
níveis
Banheiro
50% mais um dos banheiros da UH possuem
ventilação natural?
sim A - E
ETAPA 6: Verificar se as aberturas são passíveis de fechamento
Sim.

b) Ventilação cruzada
A UH deve possuir ventilação cruzada proporcionada por sistema de aberturas compreendido
pelas aberturas externas e internas. Portas de acesso principal e de serviço não serão
consideradas como aberturas para ventilação. O projeto de ventilação natural deve promover
condições de escoamento de ar entre as aberturas localizadas em pelo menos duas diferentes
fachadas (opostas ou adjacentes) e orientações da edificação, permitindo o fluxo de ar
necessário para atender condições de conforto e higiene. As aberturas devem atender à
proporção indicada na Equação 3.5. Caso não possua ventilação cruzada, a UH atingirá no
máximo nível C no equivalente numérico da envoltória para resfriamento (EqNumEnvResfr).

Equação 3.5.
proporção das
aberturas para
ventilação natural

Onde:
A1: somatório das áreas efetivas de aberturas para ventilação localizadas nas fachadas da
orientação com maior área de abertura para ventilação (m²);
A2: somatório das áreas efetivas de aberturas para ventilação localizadas nas fachadas das
demais orientações (m²).
Detalhamento
O pré-requisito de ventilação cruzada é analisado para a UH como um todo e não de
cada ambiente individualmente. Caso não possuam ventilação cruzada, a envoltória da
UH atingirá no máximo nível C (EqNum = 3) no equivalente numérico para resfriamento.
EXEMPLO DE CÁLCULO
Considerando a UH da Figura 3.1, verificar o atendimento ao pré-requisito de ventilação
cruzada.

Resolução:

ETAPA 1: Identificar a fachada com maior área efetiva de abertura para ventilação
Norte

ETAPA 2: Somar as áreas de aberturas efetivas para ventilação da fachada identificada
na Etapa 1
A1 = 2,6353 m²

ETAPA 3: Somar as áreas efetivas de abertura para ventilação nas fachadas das demais
orientações
A2 = 1,0098 m²

ETAPA 4: Calcular a relação A2/A1
A2/A1 = 0,38

ETAPA 5: Verificar se o valor encontrado é maior que 0,25
Sim, portanto atende ao pré-requisito

c) Ventilação controlável
Como pré-requisito para nível A, nos ambientes de permanência prolongada deve-se garantir
condições de ventilação controlável com as devidas proteções à chuva e à segurança. Esta
ventilação deve garantir ao usuário a opção de utilizá-la quando desejado, permitindo a
regulagem do fluxo de ventilação quando este se tornar inconveniente. O não atendimento a
este pré-requisito implica na obtenção de no máximo nível B no equivalente numérico da
envoltória da UH (EqNumEnv).
Detalhamento
O pré-requisito de ventilação controlável é analisado para cada ambiente de permanência
prolongada individualmente. O fechamento pode ser qualquer um que proporcione
proteção à chuva e à segurança, como por exemplo vidro e/ou veneziana. Caso algum
ambiente não possua controle da ventilação (um ambiente que possua uma abertura sem
esquadria, por exemplo), este ambiente atingirá no máximo nível B (EqNum = 4) na
envoltória da UH.


EXEMPLO
Considerando a UH da Figura 3.1, verificar o atendimento ao pré-requisito de ventilação
controlável.

ETAPA 1: Identificar os ambientes de permanência prolongada
Sala de estar, dormitório 1 e dormitório 2.

ETAPA 2: Identificar o tipo de fechamento da abertura
Esquadria com duas folhas de vidro de correr. Nos dormitórios há veneziana.

ETAPA 3: Verificar, por ambiente, se as aberturas são passíveis de fechamento
Sim

Atenção: O pré-requisito de ventilação natural não se aplica à envoltória quando
condicionada artificialmente (EqNumEnvAmb
Refrig
e EqNumEnv
Refrig
).

3.1.1.3 Iluminação natural
Para o nível A, o acesso à iluminação natural em ambientes de permanência prolongada deve
ser garantido por uma ou mais aberturas para o exterior. A soma das áreas de aberturas para
iluminação natural desses ambientes deve corresponder a no mínimo 1/8 da área do piso. Para
o cômputo desta área é considerada apenas a área passível de desobstrução total, excluindo
caixilhos. O não atendimento a este pré-requisito implica na obtenção de no máximo nível B no
equivalente numérico da envoltória da UH (EqNumEnv).
Para o nível A, o acesso à iluminação natural em cozinhas, áreas de serviço/lavanderias e na
maioria dos banheiros, com exceção dos lavabos (50% mais 1), deve ser garantido por uma ou
mais aberturas para o exterior. A soma das áreas de aberturas para iluminação natural desses
ambientes deve corresponder a no mínimo 1/10 da área do piso. Para o cômputo desta área é
considerada apenas a área passível de desobstrução total, excluindo caixilhos. O não
atendimento a este pré-requisito implica na obtenção de no máximo nível B no equivalente
numérico da envoltória da UH (EqNumEnv).

Observação1: Em cozinhas iluminadas pela área de serviço, a abertura para iluminação da
área de serviço deve corresponder a no mínimo 1/10 da área do piso, considerando a soma
das áreas de piso da cozinha e da área de serviço.
Detalhamento
O pré-requisito de iluminação natural é analisado para cada ambiente individualmente.
Caso algum ambiente não atenda ao pré-requisito, este ambiente atingirá no máximo
nível B (EqNum = 4) na envoltória da UH.
A área de piso é igual à área útil do ambiente. 1/8 corresponde a 12,5%, ou seja, a área
de abertura para iluminação em ambientes de permanência prolongada deve ser de no
mínimo 12,5% em relação à área útil do ambiente.
Para cozinhas, áreas de serviço e na maioria dos banheiros (50% mais um), o percentual
exigido cai para 10% (1/10). Para os lavabos não há exigência de iluminação natural.
No caso de ambientes integrados (ex.: sala + cozinha) deve-se considerar um único
ambiente e aplicar o pré-requisito considerando como área de piso a soma das áreas dos
dois ambientes e área de abertura para iluminação a soma das áreas das aberturas para
iluminação existentes nestes ambientes. O criterio a ser adotado para a avaliação deverá
ser o mais restritivo, ou seja, neste caso a área de abertura para iluminação deverá ser
1/8 da área de piso.

EXEMPLO DE CÁLCULO
Considerando a UH da Figura 3.1, verificar o atendimento ao pré-requisito de iluminação
natural.

ETAPA 1: Identificar os ambientes de permanência prolongada
Sala de estar, dormitório 1 e dormitório 2.

ETAPA 2: Verificar se possuem uma ou mais aberturas para o exterior
Sim, cada ambiente possui uma abertura para o exterior

ETAPA 3: Determinar a área de piso, a área de abertura para iluminação e a relação entre
elas. Verificar se atender à proporção de 1/8
Tabela 3.6 Cálculo da área de iluminação natural em ambientes de permanência
prolongada
Ambiente
Ap
(m²)
Área de
iluminação
Requisito
1/8 Ap (12,5%)
Atende?
Possíveis
níveis
Dormitório 1 10,64 1,296 12,18% não B
Dormitório 2 8,74 1,296 14,83% sim A - E
Sala de Estar 15,85 2,9156 18,39% sim A - E

ETAPA 4: Verificar se a cozinha, área de serviço e a maioria dos banheiros possuem
abertura para o exterior
Sim, cada um desses ambientes possui uma abertura para o exterior

ETAPA 5: Determinar a área de piso, a área de abertura para iluminação e a relação entre
elas. Verificar se atender à proporção de 1/10
Tabela 3.7 Cálculo da área de iluminação natural de cozinhas, áreas de serviço/lavanderias
e banheiro
Ambiente
Ap
(m²)
Área de
iluminação
Requisito
1/10Ap (10%)
Cumprimento
do requisito?
Possíveis
níveis
Cozinha 6,40 0,2304 3,6% não B
Banheiro 2,90 0,2304 7,94% não B

A UH do exercício não atendeu ao pré-requisito de iluminação natural no dormitório 1,
cozinha e banheiro. Portanto, a envoltória da UH só poderá atingir no máximo nível B.

RESUMO DOS PRÉ-REQUISITOS DA ENVOLTÓRIA

Ventilação Natural
Iluminação Natural
Absortância (a)
PRÉ REQUISITOS ESPECÍFICOS
ENVOLTÓRIA
Transmitância (U)
Capac. Térmica (CT)
Atende?
Não
Sim
Nível E (EqNum= 1)
(EqNumEnvAmb)
Percentual de
Abertura Mínima
Ventilação cruzada
Ventilação controlável
Atende?
Não
Nível E (EqNum= 1)
(EqNumEnvAmb)
Maioria Wc’s com
ventilação natural
Atende?
Não
Nível B (EqNum= 4)
(EqNumEnv)
Atende?
Não
Nível C (EqNum= 3)
(EqNumEnvResf)
Atende?
Não
Nível B (EqNum= 4)
(EqNumEnv)
Atende?
Não
Nível B (EqNum= 4)
(EqNumEnv)
APP (1/8 área piso)
APT (1/10 área piso)
3.1.2 Procedimento para determinação da eficiência da
envoltória: método prescritivo
Neste método, o desempenho térmico da envoltória da UH é determinado pelo seu equivalente
numérico (EqNumEnv), estabelecido através das equações de regressão múltipla para
unidades habitacionais autônomas, de acordo com a Zona Bioclimática em que a edificação
está localizada.
O equivalente numérico do desempenho térmico da envoltória a ser utilizado para o cálculo da
pontuação geral da UH (Equação 2.1) deve ser o referente à eficiência quando naturalmente
ventilada, calculado através do item 3.1.2.1 e após verificados os pré-requisitos da envoltória
(item 3.1.1), de acordo com a Zona Bioclimática em que a edificação está localizada.
O nível de eficiência da envoltória quando condicionada artificialmente (item 0) é de caráter
informativo. A obtenção do nível A de eficiência neste item é obrigatória caso se deseje obter a
bonificação de condicionamento artificial de ar, descrita no item 3.3.4 deste RTQ.
Detalhamento
O cálculo do Equivalente Numérico da Envoltória (EqNumEnv) visa prever como a
envoltória de um edifício vai impactar o seu consumo de energia. Através do cálculo do
EqNumEnv é possível identificar envoltórias mais eficientes.
A envoltória protege o interior do edifício. Quanto mais expõe o interior do edifício, maior
a troca térmica permitida entre o interior e o exterior. Assim, envoltórias com maiores
trocas térmicas implicam em elevados ganhos de calor em climas mais quentes (radiação
solar, temperatura, etc.) ou maiores perdas de calor em climas frios (infiltração,
diferenças de temperatura, etc.).
O extenso território do Brasil abrange diferentes realidades climáticas que exigem
estratégias distintas para alcançar condições de conforto térmico e da eficiência
energética das edificações. Como estas estratégias alteram o consumo de energia, foram
elaboradas diferentes equações para o cálculo do Equivalente Numérico da Envoltória. O
RTQ-R usa a norma NBR 15.220 - Parte 3 (ABNT, 2005), que estabelece oito Zonas
Bioclimáticas (ZB) para o Brasil e contém uma lista contendo algumas cidades brasileiras
e as zonas bioclimáticas a que as mesmas pertencem. Esta tabela está transcrita no
Anexo A deste manual.
Ao todo são 13 equações a serem utilizadas são de acordo com a zona bioclimática em
que a edificação se encontra conforme observado na Tabela 3.2. A avaliação deve ser
realizada para a envoltória naturalmente ventilada e individualmente para cada um dos
ambientes de permanência prolongada e, através de ponderação pela área útil avaliada
se obtém a classificação final da unidade autônoma.
Tabela 3.2. Equações de acordo com a Zona Bioclimática
Zona Bioclimática
(ZB)
1 2 3 4 5 6 7 8
Resfriamento        
Aquecimento    


3.1.2.1 Eficiência quando naturalmente ventilada
O procedimento para obtenção do nível de eficiência da envoltória da UH quando naturalmente
ventilada é descrito nos itens “a” a “f”.

a) Cálculo do indicador de graus-hora para resfriamento
Calcula-se o indicador de graus-hora para resfriamento (GHR) de cada ambiente de
permanência prolongada da UH através de equações de acordo com a Zona Bioclimática em
que a edificação está localizada:
- Zona Bioclimática 1: Equação 3.11;
- Zona Bioclimática 2: Equação 3.13;
- Zona Bioclimática 3: Equação 3.15;
- Zona Bioclimática 4: Equação 3.17;
- Zona Bioclimática 6: Equação 3.19;
- Zona Bioclimática 7: Equação 3.20;
- Zonas Bioclimáticas 5 e 8: Equação 3.21.
Observação: Os números de graus-horas obtidos através das equações, por se tratarem de
valores estimados, são considerados indicadores de graus-hora para resfriamento (GHR). No
caso do resultado obtido ser um número negativo, o indicador deve ser considerado como zero.

b) Cálculo do consumo relativo para aquecimento
Calcula-se o consumo relativo anual para aquecimento (CA) de cada ambiente de permanência
prolongada da UH através de equações, de acordo com a Zona Bioclimática em que a
edificação está localizada:
- Zona Bioclimática 1: Equação 3.12;
- Zona Bioclimática 2: Equação 3.14
- Zona Bioclimática 3: Equação 3.16;
- Zona Bioclimática 4: Equação 3.18.
Observação1: O consumo relativo para aquecimento só é calculado para as Zonas
Bioclimáticas 1 a 4.
Observação2: O consumo relativo para aquecimento é um indicador utilizado para a avaliação
do desempenho da envoltória e não reflete o consumo real do ambiente.

c) Determinação dos equivalentes numéricos da envoltória dos ambientes para resfriamento e
aquecimento
Determina-se o equivalente numérico da envoltória do ambiente para resfriamento
(EqNumEnvAmbResfr) e o equivalente numérico da envoltória do ambiente para aquecimento
(EqNumEnvAmbA) de cada ambiente de permanência prolongada da UH, através das faixas
estabelecidas nas tabelas, de acordo com a Zona Bioclimática em que a edificação está
localizada:
- Zona Bioclimática 1: Tabelas 3.5 e 3.6;
- Zona Bioclimática 2: Tabelas 3.9 e 3.10;
- Zona Bioclimática 3: Tabelas 3.13 e 3.14;
- Zona Bioclimática 4: Tabelas 3.17 e 3.18;
- Zona Bioclimática 6: Tabela 3.20;
- Zona Bioclimática 7: Tabela 3.22;
- Zonas Bioclimáticas 5 e 8: Tabela 3.24.
Observação: O equivalente numérico da envoltória do ambiente para aquecimento
(EqNumEnvAmbA) só é calculado para as Zonas Bioclimáticas 1 a 4.
Detalhamento
Para a realização destes cálculos, está disponível no site do LabEEE
(http://www.labeee.ufsc.br/projetos/etiquetagem/residencial/downloads) uma planilha que
já contempla todas as equaçãoes, de todas as Zonas Bioclimáticas (Figura 3.3).

Figura 3.3 Visualização da planilha disponível no site do LabEEE para cálculo da
eficiência da envoltória pelo método prescritivo

Nesta planilha há comentários ao lado de cada variável a ser inserida, instruindo seu
preenchimento. Também são definidos alguns limites de utilização, que geram erros caso
valores fora dos limites sejam inseridos. A Figura 3.4 apresneta um exemplo do alerta
gerado ao tentar preencher o binário da CT
alta
com o valor “5” (observação: este binário
deve ser preenchido somente com os valores zero ou 1).


Figura 3.4 Visualização do alerta de erro gerado pela planilha

Preenchendo os dados do ambiente e definindo a Zona Bioclimática, os resultados para
GH
R
, C
A
e C
R
(variável explicada no item 3.1.2.2 do RTQ-R) são calculados
automaticamente. Somente os dados relacionados à avaliação em questão podem ser
alterados. O restante da planilha é bloqueada para edição. Esta planilha foi testada e
validada, por isso sugere-se seu uso ao invés da elaboração de novas planilhas.

d) Determinação do equivalente numérico da envoltória da unidade habitacional autônoma
para resfriamento
O equivalente numérico da envoltória da UH para resfriamento (EqNumEnvResfr) é obtido
através da ponderação dos EqNumEnvAmbResfr pelas áreas úteis dos ambientes avaliados
(AUamb).

e) Determinação do equivalente numérico da envoltória da unidade habitacional autônoma
para aquecimento
O equivalente numérico da envoltória da UH para aquecimento (EqNumEnvA) é obtido através
da ponderação dos EqNumEnvAmbA pelas áreas úteis dos ambientes avaliados (AUamb).

f) Determinação do equivalente numérico da envoltória da unidade habitacional autônoma
Para a ZB1, o equivalente numérico da envoltória da UH (EqNumEnv) é obtido por meio da
Equação 3.6.

Equação 3.6.
equivalente
numérico da
envoltória da UH
para ZB1

Para a ZB2, o equivalente numérico da envoltória da UH (EqNumEnv) é obtido por meio da
Equação 3.7.

Equação 3.7.
equivalente
numérico da
envoltória da UH
para ZB2

Para a ZB3, o equivalente numérico da envoltória da UH (EqNumEnv) é obtido por meio da
Equação 3.8.

Equação 3.8.
equivalente
numérico da
envoltória da UH
para ZB3

Para a ZB4, o equivalente numérico da envoltória da UH (EqNumEnv) é obtido por meio da
Equação 3.9.

Equação 3.9.
equivalente
numérico da
envoltória da UH
para ZB4

Para ZB5 a ZB8, o equivalente numérico da envoltória da UH (EqNumEnv) é obtido por meio
da Equação 3.10.

Equação 3.10.
equivalente
numérico da
envoltória da UH
para ZB5 a ZB8
Onde:
EqNumEnv: equivalente numérico da envoltória da UH;
EqNumEnvResfr: equivalente numérico da envoltória da UH para resfriamento;
EqNumEnvA: equivalente numérico da envoltória da UH para aquecimento.
Detalhamento
As Figuras 3.5 e 3.6 apresentam um resumo esquemático da metodologia de avaliação
da eficiência da envoltória da ZB3 e da ZB8, respectivamente.

Figura 3.5 Ilustração esquemática da determinação do equivalente numérico da envoltória
(EqNumEnv) de uma UH nas ZB1 a ZB4


Figura 3.6 Ilustração esquemática da determinação do equivalente numérico da envoltória
(EqNumEnv) de uma UH na ZB8


As seguintes variáveis são utilizadas para o cálculo dos indicadores de graus-hora e consumo
relativo para a determinação do equivalente numérico de cada Zona Bioclimática:
AAbL (m²): área de abertura, desconsiderando caixilhos, na fachada voltada para o Leste;
AAbN (m²): área de abertura, desconsiderando caixilhos, na fachada voltada para o Norte;
AAbO (m²): área de abertura, desconsiderando caixilhos, na fachada voltada para o Oeste;
AAbS (m²): área de abertura, desconsiderando caixilhos, na fachada voltada para o Sul;
A área de abertura a ser considerada é a área do vão ou do “buraco” existente na
alvenaria antes da colocação da esquadria.
¬
Figura 3.7. Área de abertura (AAb)

APambL (m²): área de parede externa do ambiente voltada para o Leste;
APambN (m²): área de parede externa do ambiente voltada para o Norte;
APambO (m²): área de parede externa do ambiente voltada para o Oeste;
APambS (m²): área de parede externa do ambiente voltada para o Sul;
A área de parede externa (APamb) a ser considerada é apenas a parcela referente
aos limites internos do ambiente em contato com o exterior. No exemplo ilustrado pela
Figura 3.8 apenas a área hachurada em azul corresponde à área de parede externa.
AAb

Figura 3.8. Área de parede (APamb)

AparInt (m²): área das paredes internas, excluindo as aberturas e as paredes externas;
Observação: os pilares podem ser desconsiderados, considerando-os como área de
parede.

AUamb (m²): área útil do ambiente analisado;
ocob (adimensional): absortância da superfície externa da cobertura. O valor deve situar-se
entre 0,10 e 0,90 ou 0 (zero) quando a cobertura do ambiente não estiver voltada para o
exterior;
opar (adimensional): absortância externa das paredes externas. O valor deve situar-se entre
0,10 e 0,90;
Caltura: coeficiente de altura, calculado pela razão entre o pé-direito e a área útil do ambiente;
cob: variável binária que define se o ambiente possui superfície superior voltada para o exterior
(cobertura). Se a superfície superior do ambiente estiver voltada para o exterior o valor deve
ser 1 (um), se não estiver, o valor deve ser 0 (zero);
Observação1: caso a cobertura do ambiente possuir abertura zenital de mais de
2% da área da cobertura, a avaliação deve ser feita pelo método de simulação.
CTalta [kJ/(m²K)]: variável binária que define se os fechamentos dos ambientes possuem
capacidade térmica alta, considerando a média ponderada das capacidades térmicas das
paredes externas, internas e cobertura pelas respectivas áreas, excluindo as aberturas. Para
este RTQ é considerada capacidade térmica alta valores acima de 250 kJ/m²K. Se o ambiente
possuir fechamentos com capacidade térmica alta o valor deve ser 1 (um), se não possuir, o
valor deve ser 0 (zero).
Observação: se entre as paredes existir pilares pode-se desconsiderar a capacidade
térmica destes e considerá-los como parede.

CTbaixa [kJ/(m²K)]: variável binária que define se os fechamentos dos ambientes possuem
capacidade térmica baixa, considerando a média ponderada das capacidades térmicas das
paredes externas, internas e cobertura pelas respectivas áreas, excluindo as aberturas. Para
este RTQ é considerada capacidade térmica baixa valores abaixo de 50 kJ/m²K. Se o ambiente
possuir fechamentos com capacidade térmica baixa o valor deve ser 1 (um), se não possuir, o
valor deve ser 0 (zero);
Observação2: Caso a capacidade térmica dos fechamentos seja um valor entre 50
kJ/m2K e 250 kJ/m2K deve-se adotar valor 0 (zero) tanto para CTbaixa como para
CTalta. Em nenhuma circunstância pode-se adotar o valor 1 (um) para CTbaixa e
CTalta simultaneamente.
Observação: se entre as paredes existir pilares pode-se desconsiderar a capacidade
térmica destes e considerá-los como parede.

CTcob [kJ/(m²K)]: capacidade térmica da cobertura. Deve ser calculada considerando-se todas
as camadas entre o interior e o exterior do ambiente. Se a cobertura do ambiente não estiver
voltada para o exterior o valor deve ser 0 (zero);
Observação: se o ambiente possuir cobertura com diferentes capacidades térmicas
deve-se calcular a média ponderada da capacidade térmica de cada parcela da
cobertura pelas respectivas áreas.

CTpar [kJ/(m²K)]: média ponderada da capacidade térmica das paredes externas e internas do
ambiente pelas respectivas áreas;
Atenção: a definição do RTQ-R está equivocada. CT
par
refere-se à capacidade
térmica das paredes externas apenas!

Fvent (adimensional): fator das aberturas para ventilação: valor adimensional proporcional à
abertura para ventilação em relação à abertura do vão. Os valores variam de 0 (zero) a 1 (um).
Por exemplo, se a abertura para ventilação for igual à abertura do vão, o valor deve ser 1 (um);
se a abertura estiver totalmente obstruída o valor deve ser 0 (zero); se a abertura possibilitar
metade da área da abertura para ventilação o valor deve ser 0,5.
isol: variável binária que representa a existência de isolamento nas paredes externas e
coberturas. São consideradas isoladas paredes externas e coberturas que apresentem
isolamento térmico e transmitância térmica menor ou igual a 1,00 W/(m²K);
Observação: Esta variável (isol) é aplicável apenas às Zonas Bioclimáticas 1 e 2.
O valor desta variável para as demais Zonas Bioclimáticas deve ser 0 (zero).

PambL (m²): variável binária que indica a existência de parede externa do ambiente voltada para
o Leste. Se o ambiente possuir parede externa voltada para o Leste o valor deve ser 1 (um), se
não possuir, o valor deve ser 0 (zero);
PambN (m²): variável binária que indica a existência de parede externa do ambiente voltada para
o Norte. Se o ambiente possuir parede externa voltada para o Norte o valor deve ser 1 (um), se
não possuir, o valor deve ser 0 (zero);
PambO (m²): variável binária que indica a existência de parede externa do ambiente voltada para
o Oeste. Se o ambiente possuir parede externa voltada para o Oeste o valor deve ser 1 (um),
se não possuir, o valor deve ser 0 (zero);
PambS (m²): variável binária que indica a existência de parede externa do ambiente voltada para
o Sul. Se o ambiente possuir parede externa voltada para o Sul o valor deve ser 1 (um), se não
possuir, o valor deve ser 0 (zero);
PD (m): pé-direito do ambiente analisado;
Atenção: Em ambientes com pé-direito variável, utilizar o pé-direito médio.

pil: variável binária que define o contato externo do piso do ambiente com o exterior através de
pilotis. Se o ambiente estiver sobre pilotis o valor deve ser 1 (um), se não estiver, o valor deve
ser 0 (zero);
solo: variável binária que define o contato do piso do ambiente com o solo (laje de terrapleno).
Se o piso estiver em contato com o solo o valor deve ser 1 (um), se não estiver, o valor deve
ser 0 (zero);
SomΑparext: somatório das áreas de parede externa do ambiente (APambN + APambS + APambL +
APambO);
somb: variável que define a presença de dispositivos de proteção solar externos às aberturas.
Os valores variam de 0 (zero), quando não houver dispositivos de proteção solar, a 1 (um),
quando houver venezianas que cubram 100% da abertura quando fechada. Caso se deseje
pontuar “somb” com valores diferentes de 0 (zero) utilizando dispositivos de proteção solar que
não venezianas, o percentual de sombreamento deve ser calculado de acordo com o método
prescritivo proposto no Anexo I. Quando o dispositivo de proteção solar bloquear mais de 75%
da incidência solar sobre as superfícies envidraçadas das aberturas, o valor de “somb” deve
ser 1 (um). Caso seja obtido um percentual de proteção menor que 75%, o valor a ser inserido
na variável “somb” é proporcional ao percentual obtido.
Observação6: No caso de dormitórios, o dispositivo de sombreamento deve
permitir escurecimento em todas as Zonas Bioclimáticas e ventilação nas Zonas
Bioclimáticas 2 a 8 para que “somb” seja igual a 1 (um).
Ucob [W/(m²K)]: transmitância térmica da cobertura. Deve ser calculada considerando-se todas
as camadas entre o interior e o exterior do ambiente. Se a cobertura do ambiente não estiver
voltada para o exterior o valor deve ser 0 (zero);
Observação: Se um ambiente possuir coberturas com diferentes transmitâncias
térmicas deve-se calcular a média ponderada da transmitância térmica de cada
parcela da cobertura pelas respectívas áreas.

Upar [W/(m²K)]: transmitância térmica das paredes externas. Deve ser calculada considerando-
se todas as camadas entre o interior e o exterior do ambiente;
Observação: Se um ambiente possuir paredes externas com diferentes
transmitâncias térmicas deve-se calcular a média ponderada da transmitância
térmica de cada parcela das paredes externas pelas respectívas áreas.

UVID [W/(m²K)]: transmitância térmica do vidro;
VID: variável binária que indica a existência de vidro duplo no ambiente. Se o ambiente possuir
vidro duplo o valor deve ser 1 (um), se não possuir, o valor deve ser 0 (zero);
Observação: As variáveis U
vid
e VID são aplicáveis apenas às Zonas Bioclimáticas
1 e 2. O valor desta variável para as demais Zonas Bioclimáticas deve ser 0 (zero).

volume (m³): volume do ambiente, obtido através da multiplicação entre o pé-direito e a área
útil do ambiente.

A seguir é apresentado apenas um exemplo das equações para obtenção do equivalente
numérico da envoltória (EqNumEnv) naturalmente ventilada. Estas equações referem-se
à ZB3. Optou-se por suprimir as demais pois o procedimento de cálculo não muda, não
haveno o que detalhar naquelas equações. As equações das ZBs 1, 2 e 4 a 8 devem ser
consultadas no RTQ-R. Todas elas estão contempladas na Planilha de cálculo da
eficiência da envoltória, disponibilizada no site do LabEEE (ver Figura 3.3).

Zona Bioclimática 3 (exemplo: cidade de Florianópolis-SC)
O indicador de graus-hora para resfriamento (GHR) é obtido através da Equação 3.15,
utilizando as constantes da Tabela 3.11.
GHR = (a) + (b X CTbaixa) + (c X αcob) + (d X somb) + (e X solo X AUamb)
+ (f X αpar) + (g X PD/AUamb) + (h X CTcob) + (i X AbS)
Equação 3.11.
indicador de graus-
hora para
+ (j X APambL X Upar X αpar) + (k X AparInt X CTpar) + (l X solo)
+ (m X Ucob X αcob X cob X AUamb) + (n X Fvent) + (o X AUamb) + (p X SomApar) + (q X
AAbO X (1-somb)) + (r X AAbL X Fvent) + (s X CTpar)
+ (t X AAbS X (1-somb)) + (u X APambN X Upar X αpar) + (v X pil)
+ (w X PambO) + (x X AAbN X somb) + (y X AbN) + (z X PambN)
+ (aa X APambN) + [ab X (Ucob X αcob/CTcob) X AUamb] + (ac X cob X AUamb)
+ (ad X CTalta) + (ae X Ucob) + (af X APambS X Upar X αpar) + (ag X PambL)
+ (ah X AparInt) + (ai X PD X AUamb) + (aj X PambS) + (ak X AAbS X Fvent)
+ (al X AAbO X Fvent) + (am X AAbN X Fvent) + (an X APambO X Upar X αpar)
+ (ao X APambS) + (ap X AAbN X (1-somb))
resfriamento da
ZB3


Tabela 3.11: Constantes da Equação 3.15
a 836,4188 l -605,5557 w 399,0021 ah 16,2740
b 1002,2853 m 25,1879 x 2,4466 ai -20,4181
c 1248,7615 n -830,6742 y -379,5777 aj 126,6339
d -1042,8507 o 34,1620 z 738,1763 ak 51,1530
e -7,9675 p -3,3292 aa -4,2304 al 55,4249
f 1007,6786 q 16,9856 ab 5,5988 am 79,2095
g 2324,8467 r 70,1758 ac -6,1829 an 15,3351
h -0,3032 s -0,0426 ad -200,9447 ao 26,0925
i -77,7838 t -54,1796 ae -103,1092 ap -34,7777
j 26,3363 u 14,1195 af 3,8400

k -0,0016 v -114,4985 ag 431,9407


O consumo relativo para aquecimento (CA) é obtido através da Equação 3.16, utilizando as
constantes da Tabela 3.12.

CA = [(a) + (b X CTpar) + (c X AUamb) + (d X PambS) + (e X CTbaixa) + (f X solo)
+ (g X pil) + (h X Ucob) + (i X αpar) + (j X CTcob) + (k X SomApar) + (l X AAbS)
+ (m X AbN) + [n X (Ucob X αcob/CTcob) X AUamb] + (o X CTalta) + (p X Upar)
+ (q X Fvent) + (r X cob) + (s X αcob) + (t X PD) + (u X SomAparExt X CTpar)
+ (v X APambN X αpar) + (w X APambS X αpar) + (x X PD/AUamb)]/1000
Equação 3.16 –
consumo
relativo para
aquecimento da
ZB3

Tabela 3.12: Constantes da Equação 3.16
a 6981,8136 g 2479,9604 m -543,4286 s -3315,0119
b 0,3717 h 394,0458 n 14,0555 t 1262,6737
c -122,4306 i -2521,9122 o -1583,9814 u -0,0219
d 1557,3444 j -1,2280 p 990,0915 v -75,9370
e 2109,4866 k 65,4370 q -1111,1099 w -80,3345
f 2802,3931 l 131,7352 r 4323,9241 x -15281,1938

Os equivalentes numéricos da envoltória do ambiente (EqNumEnvAmb) para resfriamento e
aquecimento são obtidos através da Tabela 3.13 e da Tabela 3.14, respectivamente.

Tabela 3.13: Equivalente numérico da envoltória do ambiente para resfriamento – Zona
Bioclimática 3
Eficiência EqNumEnvAmbResfr Condição
A 5 GHR ≤ 822
B 4 822 < GHR ≤ 1.643
C 3 1.643 < GHR ≤ 2.465
D 2 2.465 < GHR ≤ 3.286
E 1 GHR > 3.286


Tabela 3.14: Equivalente numérico da envoltória do ambiente para aquecimento – Zona
Bioclimática 3
Eficiência EqNumEnvAmbA Condição (kWh/m².ano)
A 5 CA ≤ 6,429
B 4 6,429 < CA ≤ 12,858
C 3 12,858 < CA ≤ 19,287
D 2 19,287 < CA ≤ 25,716
E 1 CA > 25,716

Detalhamento

EXEMPLO DE CÁLCULO
DETERMINAÇÃO DA EFICIÊNCIA DA ENVOLTÓRIA DE UMA UNIDADE
HABITACIONAL AUTÔNOMA NATURALMENTE VENTILADA

Considerando a UH da Figura 3.1, determinar a eficiência da envoltória.

ETAPA 1: Identificar e isolar cada ambiente de permanência prolongada


Figura 3.9 Ambientes de permanência prolongada da UH. As paredes hachuradas
correspondem às paredes internas dos ambientes

ETAPA 2: Levantar as variáveis a serem inseridas nas equações
Sala de estar Dormitório 1 Dormitório 2
AUAmb
15,85 10,64 8,75
UCOB
2,00 1,11 1,11
CTCOB
32,00 32,00 32,00
αCOB
0,60 0,60 0,60
UPAR
2,51 2,58 2,81
CTPAR
193,44 200,76 223,09
αPAR
0,45 0,45 0,45
CTbaixa
0 0 0
CTalta
0 0 0
cob
1 1 1
solo
1 1 1
pil
0 0 0
APambN
8,37 0,00 4,93
APambS
3,80 9,15 0,00
APambL
5,23 0,00 0,00
APambO
0,00 5,70 8,67
AAbN
3,36 0 1,62
AAbS
0 0 0
AAbL
0 1,62 0
AAbO
0 0 0
Fvent
0,5 0,5 0,5
Somb
1 1 1
PD
2,55 2,55 2,55
AparInt
18,50 15,23 13,54
Caltura
0,16 0,24 0,29
Isol
0 0 0
UVID
0 0 0
VID
0 0 0

ETAPA 3: Preencher, para cada ambiente, a planilha disponibilizada no site do LabEEE,
atentando para a correta definição da Zona Bioclimática

ETAPA 4: Verificar os valores obtidos para GH
Resfr
, C
A
e C
R
, assim como os níveis
correspondentes
Sala de estar Dormitório 1 Dormitório 2
GHR
1.764 1.396 1.618
C B B
CR
8.604 10.975 12.753
B B C
CA
14.216 13.848 11.498
C C B

ETAPA 5: Verificar se o não atendimento aos pré-requisitos da envoltória fazem com que
caia algum dos níveis do ambiente
Tabela 3.3 Equivalentes numéricos dos ambientes avaliados
Item Dormitório 1* Dormitório 2 Sala de estar
GHR (desconsiderado*) 1.618 1.764
EqNumEnvAmbResf 1 (E) 4 (B) 3 (C)
CA (desconsiderado*) 11.498 14.216
EqNumEnvAmbA 1 (E) 4 (B) 3 (C)
* Atenção: O EqNumEnvAmb do "Dormitório 1" é nível de eficiência E por este não
ter atendido o pré-requisito "percentual de área mínima de abertura para ventilação"
do item de ventilação natural.

ETAPA 6: Determinar o equivalente numérico da envoltória da unidade habitacional
autônoma para resfriamento (EqNumEnv
Resfr
) através da ponderação dos EqNumAmb
Resfr

pelas áreas úteis dos ambientes avaliados (AU
amb
).
Tabela 3.4 Cálculo do equivalente numérico da envoltória da UH para resfriamento
Ambiente EqNumEnvAmb
Resf

AU
amb

EqNumEnv
Resf

(m²)
Dormitorio 1 1 10,64
2,64 Dormitorio 2 4 8,74
Sala de estar
3 15,85

ETAPA 7: Determinação do equivalente numérico da envoltória da unidade habitacional
autônoma para aquecimento (EqNumEnv
A
) através da ponderação dos EqNumEnvAmb
A

pelas áreas úteis dos ambientes avaliados (AU
amb
).
Tabela 3.5 Cálculo do equivalente numérico da envoltória da UH para aquecimento
Ambiente EqNumEnvAmb
A

AU
amb

EqNumEnv
A

(m²)
Dormitorio 1 1 10,64
2,64 Dormitorio 2 4 8,74
Sala de estar
3 15,85

ETAPA 8: Determinação do equivalente numérico da envoltória naturalmente ventilada
(EqNumEnv) da unidade habitacional autônoma através da Equação 3.8.

Equação 3.12.
equivalente
numérico da
envoltória da
UH para ZB3
EqNumEnv = 0,64 x 2,64 + 0,36 x 2,64
EqNumEnv = 2,6

Com base no equivalente numérico obtido, a classificação da UH é de nível de eficiência
C.
Observação: Deve-se utilizar os valores sem arredondamento. O arredondamento deve
ser feito somente no final (EqNumEnv), para uma casa decimal.

ETAPA 9: Verificar demais pré-requisitos da envoltória
Além do dormitório 1 não ter atendido ao pré-requisito de percentual de área mínima de
abertura para ventilação natural, obtendo nível E neste ambiente, a UH não atendeu ao
pré-requisito de iluminação natural.

Pergunta: Poderia esta edificação ter alcançado nível de eficiência A?
Resposta: Não. Mesmo que a edificação tivesse alcançado uma pontuação equivalente
ao nível de eficiência A no EqNumEnv através da aplicação das equações, ela
automáticamente se converte a nível de eficência B por não cumprir com o pré-requisito
de iluminação natural. Por tanto, o nível máximo de eficiência a ser atingido por esta UH é
B.
3.1.2.2 Eficiência quando condicionada artificialmente
O nível de eficiência da envoltória quando condicionada artificialmente é de caráter informativo.
A obtenção do nível A de eficiência neste item é obrigatória para obtenção da bonificação de
condicionamento artificial de ar, descrita no item 3.3.4 deste RTQ.
O procedimento para obtenção do nível de eficiência da envoltória quando condicionada
artificialmente é descrito nos itens “a” a “f”.
Para a classificação da envoltória condicionada artificialmente utiliza-se o mesmo
processo utilizado para a classificação da envoltória naturalmente ventilada substituindo
as equações de cálculo de consumo relativo para resfriamento (GH
R
) pelas equações de
cálculo do consumo relativo para refrigeração (C
R
). As equações utilizadas para o cálculo
do consumo relativo para aquecimento permanecem as mesmas.
a) Cálculo do consumo relativo para refrigeração
Calcula-se o consumo relativo anual para refrigeração (CR) de cada dormitório (excluindo
dormitórios de serviço) através de equações, de acordo com a Zona Bioclimática em que a
edificação está localizada:
- Zona Bioclimática 1: Equação 3.27;
- Zona Bioclimática 2: Equação 3.28;
- Zona Bioclimática 3: Equação 3.29;
- Zona Bioclimática 4: Equação 3.30;
- Zona Bioclimática 6: Equação 3.31;
- Zona Bioclimática 7: Equação 3.32;
- Zonas Bioclimáticas 5 e 8: Equação 3.33.
Observação: O consumo relativo para refrigeração é um indicador utilizado para a avaliação
do desempenho da envoltória e não reflete o consumo real do ambiente.
Diferentemente da edificação naturalmente ventilada, onde são avaliados todos os
ambientes de permanência prolongada, o cálculo do consumo relativo para refrigeração
(C
R
) deve ser realizado apenas para os dormitórios da UH.

b) Cálculo do consumo relativo para aquecimento
Calcula-se o consumo relativo anual para aquecimento (CA) de cada ambiente de permanência
prolongada da UH através de equações, de acordo com a Zona Bioclimática em que a
edificação está localizada:
- Zona Bioclimática 1: Equação 3.12;
- Zona Bioclimática 2: Equação 3.14;
- Zona Bioclimática 3: Equação 3.16;
- Zona Bioclimática 4: Equação 3.18.
Observação1: O consumo relativo para aquecimento só é calculado para as Zonas
Bioclimáticas 1 a 4.
Observação2: O consumo relativo para aquecimento é um indicador utilizado para a avaliação
do desempenho da envoltória e não reflete o consumo real do ambiente.

c) Determinação dos equivalentes numéricos da envoltória dos ambientes para refrigeração e
aquecimento
Determina-se o equivalente numérico da envoltória do ambiente para refrigeração
(EqNumEnvAmbRefrig) dos dormitórios (excluindo dormitórios de serviço) e o equivalente
numérico da envoltória do ambiente para aquecimento (EqNumEnvAmbA) de cada ambiente de
permanência prolongada avaliado da UH, através das faixas estabelecidas nas tabelas, de
acordo com a Zona Bioclimática em que a edificação está localizada:
- Zona Bioclimática 1: Tabelas 3.26 e 3.6;
- Zona Bioclimática 2: Tabelas 3.28 e 3.10;
- Zona Bioclimática 3: Tabelas 3.30 e 3.14;
- Zona Bioclimática 4: Tabelas 3.32 e 3.18;
- Zona Bioclimática 6: Tabela 3.34;
- Zona Bioclimática 7: Tabela 3.36;
- Zonas Bioclimáticas 5 e 8: Tabela 3.38.
Observação: O equivalente numérico da envoltória do ambiente para aquecimento
(EqNumEnvAmbA) só é calculado para as Zonas Bioclimáticas 1 a 4.

d) Determinação do equivalente numérico da envoltória da unidade habitacional autônoma
para refrigeração
O equivalente numérico da envoltória da UH para refrigeração (EqNumEnvRefrig) é obtido
através da ponderação dos EqNumEnvAmbRefrig pelas áreas úteis dos ambientes avaliados
(AUAmb).

e) Determinação do equivalente numérico da envoltória da unidade habitacional autônoma
para aquecimento
O equivalente numérico da envoltória da UH para aquecimento (EqNumEnvA) é obtido através
da ponderação dos EqNumEnvAmbA pelas áreas úteis dos ambientes avaliados (AUAmb).

f) Determinação do equivalente numérico da envoltória da unidade habitacional autônoma
Para a ZB1, o equivalente numérico da envoltória da UH (EqNumEnv) é obtido por meio da
Equação 3.22.

Equação 3.22.
equivalente
numérico da
envoltória da UH
para ZB1

Para a ZB2, o equivalente numérico da envoltória da UH (EqNumEnv) é obtido por meio da
Equação 3.23.

Equação 3.23.
equivalente
numérico da
envoltória da UH
para ZB2

Para a ZB3, o equivalente numérico da envoltória da UH (EqNumEnv) é obtido por meio da
Equação 3.24.

Equação 3.24.
equivalente
numérico da
envoltória da UH
para ZB3

Para a ZB4, o equivalente numérico da envoltória da UH (EqNumEnv) é obtido por meio da
Equação 3.25.

Equação 3.25.
equivalente
numérico da
envoltória da UH
para ZB4

Para ZB5 a ZB8, o equivalente numérico da envoltória da UH (EqNumEnv) é obtido por meio
da Equação 3.26.

Equação 3.26.
equivalente
numérico da
envoltória da UH
para ZB5 a ZB8
Onde:
EqNumEnv: equivalente numérico da envoltória da UH;
EqNumEnvRefrig: equivalente numérico da envoltória da UH para refrigeração;
EqNumEnvA: equivalente numérico da envoltória da UH para aquecimento.

A seguir serão apresentadas apenas um exemplo das equações para obtenção do
equivalente numérico da envoltória (EqNumEnv) quando condicionada artificialmente.
Estas equações referem-se à ZB3. Optou-se por suprimir as demais pois o procedimento
de cálculo não muda, não haveno o que detalhar naquelas equações. As equações das
ZBs 1, 2 e 4 a 8 devem ser consultadas no RTQ-R.
Zona Bioclimática 3 (exemplo: cidade de Florianópolis-SC)
O consumo relativo para refrigeração de dormitórios (excluindo dormitórios de serviço)
condicionados artificialmente (CR) é obtido através da Equação 3.29, utilizando as constantes
da Tabela 3.29.

CR = [(a) + (b X PD/AUamb) + (c X CTbaixa) + (d X solo) + (e X αpar)
+ (f X CTcob) + (g X somb) + (h X AbS) + (i X AUamb)
+ (j X SomAparExt X CTpar) + (k X pil) + (l X cob)
+ (m X Ucob X αcob X cob X AUamb) + [n X (Ucob X αcob/CTcob) X AUamb]
+ (o X cob X AUamb) + (p X AbN) + [q X (Upar X αpar/CTpar) X SomApar]
+ (r X SomApar) + (s X αcob) + (t X AAbN X somb) + (u X AAbS X Fvent)
+ (v X AAbL X Fvent) + (w X AAbO X Fvent) + (x X AAbS) + (y X PambS)
+ (z X APambS X Upar X αpar) + (aa X APambS X αpar) + (ab X AAbN X Fvent)
+ (ac X AAbN X (1-somb))]/1000
Equação 3.29 –
consumo
relativo para
refrigeração de
dormitórios
condicionados
artificialmente
da ZB3


Tabela 3.29: Constantes da Equação 3.29
a 7867,8924 i -79,8228 q -7,4793 y -660,4513
b 33900,9915 j 0,0211 r 31,0384 z 73,9340
c -4066,2367 k -1185,7252 s 1977,0195 aa -112,7864
d -4446,9250 l -2582,5286 t 16,3096 ab 397,1551
e 6016,2116 m 92,4051 u 641,0082 ac -247,9866
f 1,8199 n -14,3024 v 493,2535

g -1827,6311 o -46,8056 w 485,5657

h -877,7417 p -351,0817 x -199,1908


O consumo relativo para aquecimento de ambientes condicionados artificialmente (CA) é obtido
através da Equação 3.16, utilizando as constantes da Tabela 3.12.
Os equivalentes numéricos da envoltória do ambiente condicionado artificialmente
(EqNumEnvAmb) para refrigeração e aquecimento são obtidos através da Tabela 3.30 e da
Tabela 3.14, respectivamente.

Tabela 3.30: Equivalente numérico da envoltória do ambiente condicionado
artificialmente para refrigeração – Zona Bioclimática 3
Eficiência EqNumEnvAmbRefrig Condição (kWh/m².ano)
A 5 CR ≤ 6,890
B 4 6,890 < CR ≤ 12,284
C 3 12,284 < CR ≤ 17,677
D 2 17,677 < CR ≤ 23,071
E 1 CR > 23,071

EXEMPLO DE CÁLCULO
DETERMINAÇÃO DA EFICIÊNCIA DA ENVOLTÓRIA DE UMA UNIDADE
HABITACIONAL AUTÔNOMA CONDICIONADA ARTIFICIALMENTE

Considerando a UH da Figura 3.1, e os dados obtidos para GH
Resfr
, C
A
e C
R

anteriormente, determinar a eficiência da envoltória refrigerada.
Observação: É importante ressaltar que a determinação da eficiência da
envoltória quando condicionada artificialmente é de caráter informativo, mas
deve sempre ser calculada, mesmo nas edificações naturalmente ventiladas.

Valores obtidos para GH
Resfr
, C
A
e C
R
, assim como os níveis correspondentes
Sala de estar Dormitório 1 Dormitório 2
GHR
1.764 1.396 1.618
C B B
CR
8.604 10.975 12.753
B B C
CA
14.216 13.848 11.498
C C B

ETAPA 1: Determinar os equivalentes numéricos da envoltória para refrigeração dos
dormitórios
Tabela 3.6 Equivalentes numéricos dos ambientes avaliados
Item Dormitório 1 Dormitório 2 Sala de estar
CR 10.975 12.753 (desconsiderado)
EqNumEnvAmbRefrig 4 (B) 3 (C) (-)

ETAPA 2: Verificar se o não atendimento aos pré-requisitos da envoltória fazem com que
caia algum dos níveis do ambiente. Observação: os pré-requisitos de ventilação natural
não se aplicam à envoltória quando condicionada artificalmente.

ETAPA 3: Determinar o equivalente numérico da envoltória da unidade habitacional
autônoma para refrigeração (EqNumEnv
Refrig
) através da ponderação dos
EqNumEnvAmb
Refrig
pelas áreas úteis dos ambientes avaliados (AU
amb
).
Tabela 3.7 Cálculo do equivalente numérico da envoltória da UH para refrigeração
Ambiente EqNumEnvAmb
Refrig

AUamb
EqNumEnv
Refrig

(m²)
Dormitorio 1 4 10,64
3,55
Dormitorio 2 3 8,74

O nível de eficiência alcançada pela edificação em base ao seu equivalente numérico é
de nível de eficiência B. A Figura 3.10 apresenta em destaque, a seção informativa da
classificação da unidade habitacional condicionada artificialmetne com nível de eficiência
B alcançada pela UH.

Figura 3.10 Exemplo classificação de UH condicionada artificialmente

3.1.3 Procedimento para determinação da eficiência da
envoltória: Método de simulação
Neste método, o desempenho da envoltória da edificação é determinado por meio de
simulação computacional. Para tanto, deve-se modelar a geometria da edificação sob
avaliação e realizar simulações para duas condições: uma para a edificação quando
naturalmente ventilada e outra para a edificação quando condicionada artificialmente, conforme
requisitos descritos a seguir.
O método de simulação compara o desempenho da edificação sob avaliação com os valores
de referência das tabelas de classificação dos níveis de eficiência energética da envoltória,
disponíveis no sitio www.procelinfo.com.br/etiquetagem_edificios, cujas características devem
estar de acordo com o nível de eficiência pretendido.
Para a avaliação do edifício utilizando a simulação deve-se atender aos pré-requisitos
estabelecidos quanto ao programa utilizado para a simulação e quanto ao arquivo
climático utilizado na simulação. Estas exigências têm a intenção de garantir a obtenção
de resultados coerentes, no que se refere ao programa e arquivo climático utilizados.

3.1.3.1 Pré-requisitos específicos do método de simulação
Para o método de simulação devem ser atendidos os pré-requisitos de ventilação natural (item
3.1.1.2), iluminação natural (item 3.1.1.3) e os seguintes pré-requisitos específicos:

a) Programa de simulação
O programa computacional de simulação termoenergética deve possuir, no mínimo, as
seguintes características:
- ser um programa para a análise do consumo de energia em edifícios;
- ser verificado de acordo com testes propostos pela ASHRAE Standard 140 - -2004:
Standard Method of Test for the Evaluation of Building Energy Analysis Computer
Programs.;
- modelar 8.760 horas por ano;
- modelar variações horárias de ocupação, potência de iluminação e equipamentos, rede de
ventilação natural e sistemas de condicionamento artificial, definidos separadamente para
cada dia da semana e feriados;
- modelar efeitos de inércia térmica;
- modelar efeitos de multizonas térmicas;
- ter capacidade de simular as estratégias bioclimáticas adotadas no projeto;
- determinar a capacidade solicitada pelo sistema de condicionamento de ar;
- produzir relatórios horários das trocas de ar e das infiltrações;
- produzir relatórios horários do uso final de energia.
-
b) Arquivo climático
O arquivo climático utilizado deve possuir, no mínimo, as seguintes características:
- fornecer valores horários para todos os parâmetros relevantes requeridos pelo programa de
simulação, tais como temperatura e umidade, direção e velocidade do vento e radiação
solar;
- os dados climáticos devem ser representativos da Zona Bioclimática onde o projeto sob
avaliação será locado e, caso o local do projeto não possua arquivo climático, deve-se
utilizar dados climáticos de uma região próxima que possua características climáticas
semelhantes;
- devem ser utilizados arquivos climáticos disponibilizados pelo Departamento de Energia
dos Estados Unidos (www.eere.energy.gov) ou os arquivos climáticos publicados no sitio
www.procelinfo.com.br/etiquetagem_edificios, em formatos tais como TRY e TMY.
3.1.3.2 Condições para a modelagem da envoltória
A modelagem da envoltória da edificação deve considerar que:
- para as UHs, cada ambiente deve ser modelado como uma única zona térmica, com as
características geométricas, propriedades térmicas dos elementos construtivos e orientação
conforme o projeto sob avaliação;
- para as edificações multifamiliares de até 10 pavimentos, todas as UHs do pavimento tipo,
do térreo e da cobertura devem ser modeladas, com as características geométricas,
propriedades térmicas dos elementos construtivos e orientação conforme o projeto sob
avaliação. Cada ambiente da UH deve ser modelado como uma zona térmica;
- para as edificações multifamiliares que possuem mais de 10 pavimentos deve-se seguir as
orientações do item anterior, com exceção dos pavimentos tipo, que não precisam ser
todos modelados: deve-se modelar um pavimento a cada 5 pavimentos tipo;
- os dispositivos de sombreamento devem ser modelados conforme o projeto sob avaliação;
- o ático da cobertura pode ser modelado como uma zona térmica;
- os ambientes comuns das edificações multifamiliares, tais como circulação vertical,
corredores, hall de entrada e similares, podem ser modelados agrupados em uma única
zona térmica, desde que esta modelagem não interfira na ventilação natural das UHs;
- as garagens que tiverem contato com UHs devem ser simuladas como uma zona térmica.
3.1.3.3 Procedimentos para simulação da edificação naturalmente ventilada
A metodologia de avaliação compara os indicadores de graus-hora de resfriamento (GHR) dos
ambientes de permanência prolongada da UH com os níveis de eficiência das tabelas do
arquivo climático utilizado na simulação (as tabelas estão disponíveis no sitio
www.procelinfo.com.br/etiquetagem_edificios). Os indicadores de graus-hora dos ambientes de
permanência prolongada do projeto devem ser iguais ou menores que os níveis de eficiência
das tabelas. As condições para modelagem do sistema de ventilação natural são apresentadas
a seguir.

a) Condições para o cálculo do indicador de graus-hora
Calcular a temperatura operativa horária por meio do programa computacional de simulação ou
da Equação 3.13.

Equação 3.13.
temperatura
operativa
Onde:
To: temperatura operativa horária (°C);
Ta: temperatura do ar no ambiente (°C);
Tr: temperatura radiante média (°C);
A: constante que varia com a velocidade do ar no ambiente (Var, em m/s), conforme segue:
A = 0,5 para Var ≤ 0,2 m/s;
A = 0,6 para 0,2 m/s < Var ≤ 0,6 m/s;
A = 0,7 para 0,6 m/s < Var ≤ 1,0m/s.
Observação: Na ausência de dados de velocidade do ar no ambiente deve ser considerado o
coeficiente da velocidade do ar de A = 0,5 na Equação 3.13.

A temperatura base para o cálculo dos graus-hora de resfriamento é de 26ºC. Através da
Equação 3.14 calcula-se o indicador de graus-hora de resfriamento para a temperatura
operativa horária para cada ambiente de permanência prolongada.

Equação 3.14.
temperatura
operativa
Onde:
GHR: indicador de graus-hora para resfriamento;
To: temperatura operativa horária (°C).

b) Modelagem do sistema de ventilação natural
A modelagem do sistema de ventilação natural da edificação deve considerar que:
- todos os ambientes da UH que possuem aberturas para ventilação devem ser modelados
no sistema de ventilação natural. As aberturas que proporcionam a ventilação (portas e
janelas) devem possuir as mesmas coordenadas cartesianas do projeto sob avaliação;
- o coeficiente de rugosidade do entorno (α) deve ser de 0,33, que representa um terreno de
centro urbano no qual pelo menos 50% das edificações possuem altura maior que 21 m.
Mesmo que a UH não esteja em centro urbano, este valor deve ser utilizado na simulação;
Observação: O valor recomendado é baseado na ASHRAE Handbook of Fundamentals (2009)
que estabelece o expoente α = 0,33 e δ = 460 para a camada limite.
- os coeficientes de pressão superficial (CP) podem ser estimados através de experimentos
em túnel do vento, bancos de dados de medições em túnel de vento ou calculados pelas
equações de Swami e Chandra (1988) e Akins et al. (1979), que estimam os coeficientes
de pressão médios das superfícies de edificações baixas e altas, respectivamente. As
bases de dados de coeficientes de pressão recomendadas são Pressure Database
1
, CP
Generator
2
e o CPCALC+;
- o coeficiente de descarga (CD) para janelas e portas retangulares deve ser de 0,60. Para
outros formatos que não retangulares pode-se usar outros valores, desde que justificados;
- o coeficiente do fluxo de ar por frestas (CQ) para janelas e portas retangulares deve ser de
0,001 kg/s.m e o expoente do fluxo de ar (n) deve ser 0,65. Para outros formatos que não
retangulares pode-se usar outros valores, desde que justificados;
- o padrão de uso da ventilação natural pode ser através da estratégia de controle
automático, por temperatura ou entalpia. Também há a opção de controlar a ventilação por
períodos determinados, através de padrões horários.
Observação: O controle automático por temperatura é realizado através de um padrão de uso
de temperatura que controla a abertura das janelas, a qual habilita a abertura da janela quando
a temperatura do ar do ambiente (Tint) é igual ou superior à temperatura do termostato (Tint ≥
Ttermostato) e também quando a temperatura do ar do ambiente é superior à temperatura externa
(Tint ≥ Text). Nas simulações do método prescritivo deste RTQ foi adotada a temperatura de
termostato (Ttermostato) de 20
o
C.

c) Padrão de ocupação
O padrão mínimo de ocupação dos dormitórios deve ser de duas pessoas por ambiente e a
sala deve ser utilizada por todos os usuários dos dormitórios. Caso exista mais de uma sala ou
ambiente de permanência prolongada que não dormitórios, a população descrita na coluna
“sala” da Tabela 3.3 pode ser distribuída entre estes ambientes.
Deve ser modelado um padrão de ocupação dos ambientes para os dias de semana e outro
para os finais de semana, conforme os horários de ocupação apresentados na Tabela 3.3. A
ocupação do ambiente é representada pela porcentagem das pessoas disponíveis no horário.
Tabela 3.3. Padrão de ocupação para dias de semana e final de semana
Hora
Dormitórios Sala
Dia de
Semana
Final de
Semana
Dia de
Semana
Final de
Semana
(%) (%) (%) (%)
1 h 100 100 0 0
2 h 100 100 0 0
3 h 100 100 0 0
4 h 100 100 0 0
5 h 100 100 0 0
6 h 100 100 0 0
7 h 100 100 0 0


1
http://wind.arch.t-kougei.ac.jp/system/eng/contents/code/tpu
2
www.cpgen.bouw.tno.nl/cp/
8 h 0 100 0 0
9 h 0 100 0 0
10 h 0 50 0 0
11 h 0 0 0 25
12 h 0 0 0 75
13 h 0 0 0 0
14 h 0 0 25 75
15 h 0 0 25 50
16 h 0 0 25 50
17 h 0 0 25 50
18 h 0 0 25 25
19 h 0 0 100 25
20 h 0 0 50 50
21 h 50 50 50 50
22 h 100 100 0 0
23 h 100 100 0 0
24 h 100 100 0 0

Em função do tipo de atividade desempenhada em cada ambiente deve ser adotada a taxa
metabólica para cada atividade, conforme recomendado na Tabela 3.4. Os valores
recomendados para as taxas foram baseados na ASHRAE Handbook of Fundamentals (2009),
considerando uma área de pele média de 1,80 m² (equivalente à área de pele de uma pessoa
média). Quando a cozinha for ocupada por mais de uma pessoa, somente uma estará com
taxa metabólica de 95 W/m², os outros ocupantes podem estar com taxas metabólicas de 60
W/m².
Tabela 3.4. Taxas metabólicas para cada atividade
Ambiente Atividade realizada
Calor produzido
Calor produzido para área de
pele = 1,80 m²
(W/m²) (W)
Sala Sentado ou assistindo TV 60 108
Dormitórios Dormindo ou descansando 45 81

d) Padrão de uso da iluminação
A modelagem deve ser realizada para os ambientes de permanência prolongada, considerando
dois padrões de uso da iluminação: um para os dias de semana e outro para os finais de
semana, conforme apresentado na Tabela 3.5.
Os valores 100% representam os horários do uso da iluminação e os valores 0% representam
que a iluminação do ambiente está desligada.
Caso exista mais de uma sala ou ambiente de permanência prolongada que não dormitórios, o
padrão de uso da iluminação descrito na coluna “sala” da Tabela 3.5 deve ser utilizado para
estes ambientes.
Tabela 3.5. Padrão de uso da iluminação
Hora
Dormitórios Sala
Dia de
Semana
Final de
Semana
Dia de
Semana
Final de
Semana

(%) (%) (%) (%)
1 h 0 0 0 0
2 h 0 0 0 0
3 h 0 0 0 0
4 h 0 0 0 0
5 h 0 0 0 0
6 h 0 0 0 0
7 h 100 0 0 0
8 h 0 0 0 0
9 h 0 100 0 0
10 h 0 0 0 0
11 h 0 0 0 100
12 h 0 0 0 100
13 h 0 0 0 0
14 h 0 0 0 0
15 h 0 0 0 0
16 h 0 0 0 0
17 h 0 0 100 100
18 h 0 0 100 100
19 h 0 0 100 100
20 h 0 0 100 100
21 h 100 100 100 100
22 h 100 100 0 0
23 h 0 0 0 0
24 h 0 0 0 0

Os ambientes de permanência prolongada devem ser modelados com densidades de potência
instalada de iluminação conforme a Tabela 3.6.

Tabela 3.6. Densidade de potência instalada de iluminação
Ambiente
DPI
(W/m²)
Dormitórios 5,0
Sala 6,0

e) Cargas internas de equipamentos
As cargas internas de equipamentos devem ser modeladas para a sala. O período e a potência
das cargas internas são apresentados na Tabela 3.7.

Tabela 3.7. Cargas internas de equipamentos
Ambiente Período
Potência
(W/m²)
Sala 24 h 1,5

Observação: Para a simulação do ambiente devem ser consideradas as potências dos
equipamentos para o período de 24 horas do dia durante todo o período de simulação.

f) Temperatura do solo dos modelos
Nas UHs em que o piso dos ambientes estiver em contato com o solo, devem ser calculadas as
temperaturas médias do solo para cada mês do ano, com base nos valores médios das
temperaturas internas e externas da edificação, para o clima que será simulado. A temperatura
do solo deve ser calculada com a geometria da edificação, propriedades térmicas dos
elementos construtivos, padrões de uso e com a estratégia de ventilação do projeto sob
avaliação. Modelos dinâmicos mais detalhados, considerando a transferência de calor no solo
de forma integrada com a simulação, também podem ser utilizados.
Observação: Os valores de temperatura do solo dos arquivos climáticos não são
recomendados para o uso em simulações térmicas e energéticas. Para as simulações do
método prescritivo deste RTQ utilizou-se o programa Slab, que está vinculado ao EnergyPlus,
para calcular as temperaturas do solo. O programa calcula a temperatura média do solo para
cada mês do ano, com base nos valores médios de temperaturas internas e externas da
edificação, para o clima escolhido.
3.1.3.4 Procedimentos para simulação da edificação condicionada
artificialmente
A metodologia de avaliação compara os consumos relativos para aquecimento (CA) e consumo
relativo para refrigeração (CR) dos ambientes de permanência prolongada da UH com os níveis
de eficiência das tabelas do arquivo climático utilizado na simulação (as tabelas estão
disponíveis no sitio www.procelinfo.com.br/etiquetagem_edificios). Os consumos relativos dos
ambientes de permanência prolongada do projeto devem ser iguais ou menores que os níveis
de eficiência das tabelas disponíveis no sitio supracitado, de acordo com o nível pretendido.
a) Condições para cálculo do consumo relativo de energia
Calcular o consumo relativo de energia para refrigeração (CR) dos dormitórios (excluindo
dormitórios de serviço) e o consumo relativo para aquecimento (CA) de todos os ambientes de
permanência prolongada da UH. Estes consumos são calculados no período das 21 h às 8 h,
sendo que no período restante deve-se considerar a edificação naturalmente ventilada
(simulada de acordo com as características do item 3.1.3.3), com a estratégia de ventilação
controlada automaticamente através do critério de temperatura. A temperatura do termostato
de refrigeração é de 24°C e de aquecimento é de 22°C. As condições para modelagem do
sistema são apresentadas a seguir.
Observação: o consumo relativo para aquecimento (CA) só é calculado para as Zonas
Bioclimáticas 1 a 4.
b) Modelagem do sistema de condicionamento de ar
A modelagem do sistema de condicionamento de ar da UH deve considerar:
- sistema de condicionamento de ar instalado nos ambientes de permanência prolongada
das UHs, excluindo dormitórios de serviço. Para a sala deve-se utilizar o mesmo padrão
adotado nos dormitórios;
- temperatura do termostato de refrigeração de 24°C, para todas as Zona Bioclimáticas;
- temperatura do termostato de aquecimento de 22°C, somente para as Zonas Bioclimáticas
1 a 4;
- condicionamento artificial no período das 21 h às 8 h;
- edificação ventilada naturalmente no período das 9 h às 20 h, modelada conforme item
3.1.3.3;
- taxa de fluxo de ar por pessoa de 0,00944 m³/s;
- modo de operação do ventilador contínuo;
- eficiência do ventilador de 0,7 e eficiência do motor de 0,9;
- razão entre o calor retirado do ambiente e a energia consumida pelo equipamento (COP)
de 3,00 W/W;
- razão entre o calor fornecido ao ambiente e a energia consumida pelo equipamento (COP)
de 2,75 W/W;
- número máximo de horas não atendidas do sistema de condicionamento de ar de 10%;
- capacidade do sistema de condicionamento de ar dos ambientes dimensionada
automaticamente pelo programa de simulação, de forma que atenda à exigência do limite
de horas não atendidas.
3.1.3.5 Determinação do equivalente numérico da envoltória
O equivalente numérico da envoltória a ser utilizado para o cálculo da pontuação geral da UH
(Equação 2.1) é calculado conforme descrito a seguir.

a) Determinação dos equivalentes numéricos da envoltória dos ambientes para resfriamento e
aquecimento
De acordo com os valores obtidos para indicador de graus hora (GHR) e o consumo relativo
para aquecimento (CA) obtidos na simulação, determina-se o equivalente numérico da
envoltória do ambiente para resfriamento (EqNumEnvAmbResfr) e o equivalente numérico da
envoltória do ambiente para aquecimento (EqNumEnvAmbA) de cada ambiente de
permanência prolongada avaliado da UH, através das Tabelas obtidas no sitio
www.procelinfo.com.br/etiquetagem_edificios. O equivalente numérico da envoltória do
ambiente para aquecimento só é calculado para as Zonas Bioclimáticas 1 a 4.

b) Determinação do equivalente numérico da envoltória da unidade habitacional autônoma
para resfriamento
O equivalente numérico da envoltória da UH para resfriamento (EqNumEnvResfr) é obtido
através da ponderação dos EqNumEnvAmbResfr pelas áreas úteis dos ambientes avaliados
(AUamb).

c) Determinação do equivalente numérico da envoltória da unidade habitacional autônoma
para aquecimento
O equivalente numérico da envoltória da UH para aquecimento (EqNumEnvA) é obtido através
da ponderação dos EqNumEnvAmbA pelas áreas úteis dos ambientes avaliados (AUamb).

d) Determinação do equivalente numérico da envoltória da unidade habitacional autônoma
Para a ZB1, o equivalente numérico da envoltória da UH (EqNumEnv) é obtido por meio da
Equação 3.36.

Equação 3.36.
equivalente
numérico da
envoltória da UH
para ZB1

Para a ZB2, o equivalente numérico da envoltória da UH (EqNumEnv) é obtido por meio da
Equação 3.37.

Equação 3.37.
equivalente
numérico da
envoltória da UH
para ZB2

Para a ZB3, o equivalente numérico da envoltória da UH (EqNumEnv) é obtido por meio da
Equação 3.38.

Equação3.38.
equivalente
numérico da
envoltória da UH
para ZB3

Para a ZB4, o equivalente numérico da envoltória da UH (EqNumEnv) é obtido por meio da
Equação 3.39.

Equação 3.39.
equivalente
numérico da
envoltória da UH
para ZB4

Para ZB5 a ZB8, o equivalente numérico da envoltória da UH (EqNumEnv) é obtido por meio
da Equação 3.40.

Equação 3.40.
equivalente
numérico da
envoltória da UH
para ZB5 a ZB8

Onde:
EqNumEnv: equivalente numérico da envoltória da UH;
EqNumEnvResfr: equivalente numérico da envoltória da UH para resfriamento;
EqNumEnvA: equivalente numérico da envoltória da UH para aquecimento.

Observação: O nível de eficiência da envoltória quando condicionada artificialmente é de
caráter informativo. A obtenção do nível A de eficiência nesta situação é obrigatória para
obtenção da bonificação de condicionamento artificial de ar, descrita no item 3.3.4 deste RTQ.
O procedimento de cálculo é o mesmo descrito acima, com a diferença de que na
determinação do equivalente numérico do item “a” ao invés do indicador de graus-hora para
resfriamento (GHR) deve-se utilizar o consumo relativo para refrigeração (CR).
3.2 Sistema de aquecimento de água
Esta seção descreve os critérios para avaliação da eficiência de sistemas de aquecimento de
água. São avaliados os sistemas que serão entregues instalados pelo empreendedor. Sistemas
de espera para futura instalação de sistemas de aquecimento de água não são considerados.
Neste item são descritos os métodos de avaliação dos sistemas de aquecimento de
água. Para sistemas de aquecimento solar, a avaliação pode ser realizada pelo método
do dimensionamento proposto no RTQ-R ou pelo método de simulação utilizando a
metodologia da “Carta F”. Para sistemas de aquecimento a gás, o RTQ-R apresenta duas
alternativas, para aquecedores classificados pelo PBE e aquecedores não classificados
pelo PBE. Bombas de calor são classificadas de acordo com seu coeficiente de
performance (COP), medido em unidades de W/W. Caldeiras são classificadas de acordo
com o tipo de combustível utilizado. Para sistemas de aquecimento elétrico de passagem
e para hidromassagem a classificação é obtida de acordo com a potência do
equipamento. Para sistemas de aquecimento elétrico por acumulação do tipo boiler a
classificação é realizada através da classificação no PBE, exceto para boilers que
possuam resistência térmica como sistema complementar de sistemas de aquecimento
solar.
3.2.1 Pré-requisitos do sistema de aquecimento de água
As tubulações para água quente devem ser apropriadas para a função de condução a que se
destinam e devem atender às normas técnicas de produtos aplicáveis.
Para reservatórios de água quente instalados em sistemas que não sejam de aquecimento
solar deve-se comprovar que a estrutura do reservatório apresenta resistência térmica mínima
de 2,20 [(m².K)/W].
Como pré-requisito para os níveis A e B, o projeto de instalações hidrossanitárias deve
comprovar que as tubulações metálicas para água quente possuem isolamento térmico com
espessura mínima determinada pela Tabela 3.44, de acordo com o comprimento da tubulação.
Nas tubulações não metálicas para água quente, a espessura mínima do isolamento deve ser
de 1 cm, para qualquer comprimento de tubulação, com condutividade térmica entre 0,032 e
0,040 [W/(m.K)].

Tabela 3.44. Espessura mínima de isolamento de tubulações para aquecimento de água
Temperatura da água Condutividade térmica
Comprimento (c) da tubulação
c < 100 c ≥ 100
(
o
C) [W/(m.K)] (cm) (cm)
T ≥ 38 0,032 a 0,040 1,0 2,5

Para isolamentos cuja condutividade térmica esteja fora da faixa estipulada na Tabela 3.44, a
espessura mínima (E) deve ser determinada pela Equação 3.41.

Equação 3.41.
espessura mínima
de isolamento para
isolantes com
condutividade
térmica fora da
faixa estipulada na
Tabela 3.44
Onde:
E: espessura mínima de isolamento (cm);
r: raio externo da tubulação (cm);
e: espessura de isolamento listada na Tabela 3.44 para a temperatura da água e tamanho da
tubulação em questão (cm);
ì: condutividade do material alternativo à temperatura média indicada para a temperatura da
água (W/m.K);
ì’: valor superior do intervalo de condutividade listado na Tabela 3.44 para a temperatura da
água (W/m.K).
3.2.2 Procedimento para determinação da eficiência
Este RTQ-R busca priorizar a utilização de sistemas mais eficientes em relação ao gasto
de energia e aos impactos ambientais. Deve-se dar preferência a sistemas de
aquecimento solar, a gás classificados pelo PBE e bombas de calor de alto coeficiente de
performance que, se dimensionados e instalados corretamente, podem suprir a totalidade
ou grande parte da demanda de água quente em uma residência. Caso seja necessário
combinar diferentes sistemas, o método proposto pelo RTQ-R permite combinar
diferentes sistemas de aquecimento de água, sendo a classificação final obtida de acordo
com suas demandas e respectivos níveis de eficiência.
O sistema de aquecimento de água deve ter sua eficiência estabelecida através do equivalente
numérico obtido na Tabela 2.1, utilizando resultados de um dos itens de 3.2.2.1 a 3.2.2.5.
Nas regiões Norte e Nordeste, caso não exista sistema de aquecimento de água instalado na
UH, deve-se adotar equivalente numérico de aquecimento de água (EqNumAA) igual a 2, ou
seja, nível D. Nas demais regiões, caso não exista sistema de aquecimento de água instalado
na UH, deve-se adotar equivalente numérico de aquecimento de água (EqNumAA) igual a 1, ou
seja, nível E.
Observação: O baixo nível de eficiência atribuído a UHs que não possuem sistema de
aquecimento de água se justifica pois caso o usuário queira aquecer a água para o banho fica
restrito à instalação de chuveiro elétrico . O nível D atribuído às regiões Norte e Nordeste
equivale ao nível máximo possível de ser atingido por sistemas de aquecimento elétrico (ver
item 3.2.2.4). Nas demais regiões não é aceitável a ausência de sistema de aquecimento de
água instalado na UH, portanto, nestes casos, é atribuído o menor nível possível (nível E).

O nível de eficiência de sistemas mistos de aquecimento de água em uma mesma UH é:
- o maior dos equivalentes numéricos obtidos quando houver a combinação de sistemas de
aquecimento solar com aquecimento a gás ou bomba de calor; e
- o equivalente numérico do sistema de aquecimento solar, quando este for combinado com
aquecimento elétrico, desde que o aquecimento solar corresponda a uma fração solar
mínima de 70%.

Para os demais casos de sistemas mistos de aquecimento de água, o nível de eficiência é a
combinação das porcentagens de demanda de aquecimento de água de cada sistema
multiplicado pelo seu respectivo equivalente numérico, de acordo com a Equação 3.42. A
classificação geral é obtida por meio da Tabela 2.2.


Equação 3.42.
equivalente
numérico de
sistemas mistos
de aquecimento
de água
Onde:
EqNumAA: Equivalente numérico do sistema de aquecimento de água;
%: porcentagem da demanda atendida pelo referido sistema de aquecimento de água;
EqNumAA1: Equivalente numérico do sistema de aquecimento de água 1, obtido de um dos
itens: 3.2.2.2 a 3.2.2.5;
EqNumAA2: Equivalente numérico do sistema de aquecimento de água 2, obtido de um dos
itens: 3.2.2.2 a 3.2.2.5;
EqNumAAn: Equivalente numérico do sistema de aquecimento de água n, obtido de um dos
itens: 3.2.2.2 a 3.2.2.5.

EXEMPLO DE CÁLCULO

a) Uma edificação multifamiliar tem o sistema de aquecimento de água atendido por
um sistema misto composto por um sistema de aquecimento solar e uma bomba
de calor. O sistema de aquecimento solar obteve nível B e a bomba de calor nível
D. Qual o nível de eficiência alcançado pelo sistema de aquecimento?
Resposta: O nível de eficiência do sistema de aquecimento de água é B, por ser o
maior dos equivalentes obtidos na combinação dos sistemas de aquecimento solar e
bomba de calor.

b) Uma edificação multifamiliar tem o sistema de aquecimento de água atendido por
uma combinação de aquecimento solar e elétrico. O sistema de aquecimento
solar corresponde a uma fração solar de 67%, atendendo a 55% da demanada de
água quente e com uma eficiência nível A (EqNum = 5). Os 45% restantes da
demanda de água quente serão atendidos por chuveiros elétricos com potência
de 4.500 W. Qual a classificação alcanzada pelo sistema de aquecimento?
Resposta: Como a fração solar do sistema de aquecimento solar foi menor que 70%,
deve-se calcular as porcentagens de demanda de aquecimento de água de cada
sistema multiplicando-as pelo seu respectivo equivalente numérico (se a fração solar
fosse maior ou igual a 70%, utilizar-se-ia o equivalente numérico do sistema de
aquecimento solar). De acordo com o Item 3.2.2.4 do RTQ-R, chuveiros elétricos com
potência ≤ 4.600W tem uma classificação nível D (EqNum = 2). Aplicando a Equação
3.42 do RTQ-R temos:

Equação 3.42.
equivalente
numérico de
sistemas mistos
de aquecimento
de água
EqNumAA = 0,55% x 5 + 0,45% x 2
EqNumAA = 3,65
O EqNumAA (3,65) obtido pelo sistema de aquecimento de água corresponde ao nível
de eficiência B.


3.2.2.1 Sistema de aquecimento solar
O método prescritivo para classificação de sistemas de aquecimento solar busca
proporcionar correto dimensionamento e instalação, com o objetivo de que o sistema seja
utilizado do modo mais eficiente possível de acordo com a localidade e disponibilidade de
radiação solar. Um sistema de aquecimento solar bem projetado e bem executado
fornece água quente em quantidade suficiente, de modo contínuo e na temperatura
adequada, proporcionado nível adequado de conforto ao usuário e racionalizando o
consumo de energia.
a) Pré-requisitos do sistema de aquecimento solar
Os coletores solares devem ser instalados com orientação e ângulo de inclinação conforme
especificações, manual de instalação e projeto.
Observação1: a orientação ideal dos coletores é voltada para o Norte Geográfico com desvio
máximo de até 30º desta direção, quando no hemisfério sul.
Observação2: a inclinação ideal dos coletores é a da latitude local acrescida de 10º.
Para obtenção dos níveis A ou B os coletores solares para aquecimento de água (aplicação:
banho) devem possuir ENCE A ou B ou Selo Procel. Os reservatórios devem possuir Selo
Procel. Reservatórios com volumes superiores aos etiquetados pelo Inmetro devem apresentar
o projeto do reservatório térmico com desempenho igual ou superior ao reservatório com maior
volume etiquetado pelo Inmetro. Em todos os casos, o reservatório de água quente deve ter
isolamento térmico adequado e capacidade de armazenamento mínimo compatível com o
dimensionamento proposto nos itens a seguir.
Os coletores solares e os reservatórios térmicos devem atender aos requisitos das normas
brasileiras aplicáveis.
Na instalação do sistema de aquecimento solar deve-se dar preferência a instaladores que
fazem parte do Programa de qualificação de fornecedores de sistemas de aquecimento solar -
QUALISOL BRASIL.



b) Procedimento para determinação da eficiência: método do dimensionamento
O Programa de qualificação de fornecedores de sistemas de aquecimento solar
(Qualisol) é resultante de um protocolo firmado entre o INMETRO, o Procel e a
Associação Brasileira de Refrigeração, Ar condicionado, Ventilação e Aquecimento
(ABRAVA). A adesão das empresas é voluntária e tem por objetivo agregar mais
segurança e qualidade nas instalações de sistemas de aquecimento solar através
da orientação e capacitação dos fornecedores de produtos relacionados.
A eficiência do sistema de aquecimento solar deve ser definida em duas etapas. Na primeira
etapa realiza-se o dimensionamento do sistema para a edificação sob avaliação, de acordo
com os itens descritos a seguir na Etapa 1. Na segunda etapa compara-se o dimensionamento
realizado na primeira etapa com as características do projeto sob avaliação. A classificação da
eficiência do sistema de aquecimento solar é obtida na Tabela 3.45. Sistemas que
apresentarem o volume de armazenamento (Varmaz) entre 40 e 50 litros por metro quadrado de
coletor, ou superior a 150 litros por m
2
de coletor, atingirão no máximo nível D. Sistemas que
apresentarem o volume de armazenamento (Varmaz) inferior a 40 litros por m
2
de coletor
atingirão nível E.
Em edificações multifamiliares onde o sistema de aquecimento solar é individual, a análise
deve ser feita individualmente, para cada UH.

Tabela 3.45. Classificação da eficiência de sistemas de aquecimento solar
Dimensionamento Classificação
Maior ou igual ao dimensionamento obtido na Etapa 1 (equivalente à
fração solar anual mínima de 70%)
A
Até 10% menor que o dimensionamento obtido na Etapa 1 (equivalente
à fração solar anual entre 60 e 69%)
B
De 10% a 20% menor que o dimensionamento obtido na Etapa 1
(equivalente à fração solar anual entre 50 e 59%)
C
Mais de 20% menor que o dimensionamento obtido na Etapa 1
(equivalente à fração solar anual menor que 50%)
D

Etapa 1: Dimensionamento do sistema de aquecimento solar de água

1) Calcular o volume do sistema de armazenamento, de acordo com a Equação 3.43.

Equação 3.43.
volume de
armazenamento
Onde:
Varmaz: volume de armazenamento do sistema de aquecimento solar (m
3
).
Vconsumo: volume de consumo diário de água a ser aquecida (m
3
). Deve-se considerar no
mínimo 50 litros/pessoa/dia (0,05 m
3
/pessoa/dia) e a existência de duas pessoas por dormitório
social e uma pessoa por dormitório de dependências de serviço;
Tconsumo: temperatura de consumo de utilização (ºC). Deve ser adotado no mínimo 40ºC (para
as regiões Norte e Nordeste pode-se adotar 38ºC).
Tarmaz: temperatura de armazenamento da água (ºC). Esta temperatura deve ser, no mínimo,
igual à temperatura de consumo;
Tambiente: temperatura ambiente média anual do local de instalação (ºC), de acordo com o Anexo
D da NBR 15569.

2) Calcular a demanda de energia útil considerando os valores de radiação solar mês a
mês, de acordo com a Equação 3.44.

Equação 3.44.
demanda de
energia útil
Onde:
DEmês: demanda de energia (kWh/mês);
Qdia: consumo diário de água quente à temperatura de referência TACS (litros/dia);
N: número de dias do mês considerado (dias/mês);
TACS: temperatura utilizada para a quantificação do consumo de água quente (ºC);
TAF: temperatura da água fria da rede (ºC).
Observação: numa análise mensal é possível utilizar valores variáveis conforme as condições
climáticas da região, como por exemplo, o consumo diário de água quente e a temperatura da
água fria. No caso da temperatura de água fria é possível adotar valores variáveis com a
temperatura ambiente média mensal da região.

3) Calcular a eficiência das placas coletoras, de acordo com a Equação 3.45.

Equação 3.45.
eficiência das
placas coletoras
Onde:
η: rendimento do coletor (%);
FR (to)n: fator de eficiência óptica do coletor, obtido nas tabelas do PBE para coletores solares
(adimensional);
FRUL: coeficiente global de perdas do coletor, obtido nas tabelas do PBE para coletores solares
[W/(m².K)];
Te: temperatura de entrada do coletor (K);
TAMB: temperatura ambiente exterior (K);
I: intensidade da radiação solar incidente no plano do coletor (W/m²). Deve-se adotar valores
específicos para a região onde o sistema será instalado. Há diversas fontes de pesquisas que
fornecem a radiação incidente específica para cada região, ou através do Atlas Solarimétrico
da região.

4) Calcular a produção energética da instalação por meio da determinação da fração solar
anual (ou porcentagem da demanda energética que é coberta pela instalação solar),
através do procedimento descrito nos itens 4.1 a 4.6.
4.1) Calcular a radiação solar mensal incidente sobre a superfície inclinada dos coletores
(EImês), de acordo com aEquação 3.46.

Equação 3.46.
radiação solar
mensal
Onde:
EImês: energia incidente no coletor (kWh/m²);
Hdia: radiação solar incidente no plano inclinado [kWh/(m².dia)], obtida em mapas
solarimétricos, variável em função da região (disponível no sitio do CRESESB para latitude e
longitude do local);
N: número de dias do mês.
Observação: os valores da energia incidente no coletor (EImês) devem ser calculados em cada
mês do ano e o EImês final é a média dos resultados encontrados mês a mês.

4.2) Calcular o parâmetro D1, de acordo com a Equação 3.47.

Equação 3.47 -
parâmetro D1

Onde:
DEmês: demanda de energia (kWh/mês), calculada por meio da Equação 3.44;
EAmês: energia solar mensal absorvida pelos coletores (kWh/mês), calculada por meio da
Equação 3.48.

Equação 3.48 -
energia absorvida
pelo coletor
Onde:
SC: superfície do coletor (m²);
EImês: energia solar mensal incidente sobre superfície dos coletores [kWh/(m².mês)];
F’R (to): fator adimensional, calculado por meio da Equação 3.49.

Equação 3.49 -
fator adimensional
Onde:
F'R (to)n: fator de eficiência óptica do coletor, obtido nas tabelas do PBE para coletores solares
(adimensional);

: modificador do ângulo de incidência (na ausência desta informação recomenda-se
adotar 0,96 para coletores com cobertura de vidro);

: fator de correção do conjunto coletor/trocador (na ausência desta informação recomenda-
se adotar 0,95).
Observação: a superfície do coletor deve ser estimada ou arbitrada em função da área
disponível para utilização dos coletores solares.

4.3) Calcular o parâmetro D2, de acordo com a Equação 3.50.

Equação 3.50 -
parâmetro D2

Sendo que o cálculo da energia solar mensal não aproveitada pelos coletores (EPmês) é
realizado por meio da Equação 3.51.

Equação 3.51 -
energia solar não
aproveitada
Onde:
EPmês: energia solar mensal não aproveitada pelos coletores (kWh/mês);
SC: superfície do coletor solar (m²);
F’RUL: fator, em [kW/(m².K)], calculado pela Equação 3.52.

Equação 3.52 -
fator

Onde:
FRUL: coeficiente global de perdas do coletor [W/(m².K)];

: fator de correção do conjunto coletor/trocador (na ausência desta informação recomenda-se
adotar 0,95);
TAMB: temperatura média mensal do local de instalação do coletor (°C);
: período de tempo considerado (horas);
K1: fator de correção para armazenamento, calculado pela Equação 3.53;

Equação 3.53 -
fator de correção
para
armazenamento
Onde:
V: volume de acumulação solar (litros) (recomenda-se que o valor de V seja tal que obedeça a
condição 50 <

< 100)
K2: fator de correção para o sistema de aquecimento solar que relaciona as diferentes
temperaturas, calculado pela Equação 3.54;

Equação 3.54 -
fator de correção

Onde:
TAC: temperatura mínima admissível da água quente. Deve-se utilizar 45°C.

4.4) Calcular a fração solar mensal], a partir dos valores de D1 e D2, utilizando a Equação 3.55.

Equação 3.55 -
fração solar mensal
4.5) Calcular a energia útil mensal coletada (EUmês) pela instalação solar para a produção de
água quente, através da Equação 3.56.

Equação 3.56 -
energia útil mensal
coletada
Onde:
EUmês: energia útil mensal coletada (kWh/mês);
]: fração solar mensal;
DEmês: demanda de energia (kWh/mês), calculada por meio da Equação 3.44.

4.6) Calcular a fração solar anual, de acordo com a Equação 3.57.


Equação 3.57 -
fração solar anual

Observação: a fração solar anual é função da área coletora SC adotada. Caso a fração solar
anual obtida não seja satisfatória, os cálculos devem ser repetidos, alterando-se a superfície de
captação SC, até que uma determinada condição estabelecida seja atendida.

Etapa 2: Comparar o dimensionamento da Etapa 1 com as características do projeto
1) Identificar a fração solar anual do projeto e comparar com fração solar obtida através da
Equação 3.57. A classificação da eficiência do sistema de aquecimento solar é obtida na
Tabela 3.45.
2) Verificar o volume de armazenamento do projeto. Este volume deve ser superior a 50 litros
por metro quadrado de coletor ou inferior a 150 litros por m² de coletor. Caso contrário, o
sistema de aquecimento de água atingirá no máximo nível D (se o volume de armazenamento
estiver entre 40 e 50 litros por m
2
de coletor ou superior a 150 litros por m
2
de coletor) ou nível
E (se o volume de armazenamento for inferior a 40 litros por m
2
de coletor).

EXEMPLO DE CÁLCULO
Para demonstrar as etapas do dimensionamento do sistema de aquecimento solar, foi
utilizado como exemplo um edifício de apartamentos residenciais de 8 andares, com 4
apartamentos por andar, totalizando 32 apartamentos, sendo que a configuração de
cada apartamento contempla dois dormitórios e dois banheiros.

- CÁLCULO DA DEMANDA DE ÁGUA QUENTE
Parâmetros utilizados:
▫ População: 2 pessoa por dormitório (dado no RTQ-R)
▫ Consumo de água: 50 litros por pessoa por dia (volume mínimo dado no RTQ-R)
A população residente no edifício é calculada da seguinte forma:

pessoas apto total
N N N × =

onde:
N
total
:

número total de pessoas na edificação
N
apto
: número de apartamentos do edifício
N
pessoas
: número de pessoas por apartamento

pessoas dormitório pessoas s dormitório andar por aptos andares total
N 128 2 2 4 8
/ . .
= × × × =


O volume de água consumido diariamente na edificação é calculado por:
total dia consumo
N V V × =
onde:
V
consumo
= Volume de consumo diário de água a ser aquecida (litros)
V
dia
= Volume diário de água quente por pessoa
N
total
:

número total de pessoas na edificação

dia por litros pessoas dia pessoa litros consumo
V
. . / /
400 . 6 128 50 = × =



- CÁLCULO DO RESERVATÓRIO DO SISTEMA CENTRAL COLETIVO

Parâmetros utilizados:
▫ Temperatura de consumo: 45°C (RTQ-R determina que seja adotado no mínimo 40
o
C. Para
as regiões Norte e Nordeste pode-se adotar 38
o
C)
▫ Temperatura de armazenamento: 60°C (RTQ-R determina que esta temperatura seja, no
mínimo, igual à temperatura de consumo)
▫ Temperatura ambiente: 20,2°C (temperatura ambiente média do local de instalação)


O volume de armazenamento é:
( )
( )
ambiente armaz
ambiente consumo consumo
armaz
T T
T T V
V
÷
÷ ×
=
.


( )
( )
litros armaz
V 988 . 3
2 , 20 60
2 , 20 45 400 . 6
.
=
÷
÷ ×
=


- CÁLCULO DA ÁREA DE COLETORES

1- Calcular a demanda de energia útil mês a mês (DE
mês
)
Parâmetros utilizados:

▫ Consumo diário de água quente: 6.400 litros
▫ Temperatura da água fria: variável ao longo do ano, conforme temperatura ambiente
▫ Temperatura de consumo: 45°C

Qdia 6.400 litros/dia
TACS 45 °C
N T
AF
DE
mês
(dias/mês) (°C) (kWh/mês)
Jan 31 22,0 5.293,31
Fev 28 22,4 4.697,91
Mar 31 21,8 5.339,34
Abr 30 20,1 5.545,73
Mai 31 17,0 6.444,03
Jun 30 16,4 6.369,79
Jul 31 15,7 6.743,22
Ago 31 17,4 6.351,97
Set 30 18,0 6.013,44
Out 31 19,6 5.845,66
Nov 30 20,2 5.523,46
Dez 31 21,5 5.408,38
Mês



2- Calcular a produção energética de uma instalação

2.1- Calcular a radiação solar mensal incidente sobre a superfície inclinada
dos coletores (EI
mês
)
Parâmetros utilizados:

▫ Radiação solar incidente no plano inclinado: baseada em valores disponíveis no Anexo
D da NBR 15569

N Hdia EI mês
(dias/mês) (kWh/(m²xdia)) (kWh/m²)
Jan 31 4,17 129,27
Fev 28 4,83 135,24
Mar 31 4,16 128,96
Abr 30 4,01 120,30
Mai 31 3,84 119,04
Jun 30 3,7 111,00
Jul 31 4,01 124,31
Ago 31 4,31 133,61
Set 30 3,95 118,50
Out 31 3,96 122,76
Nov 30 4,67 140,10
Dez 31 4,16 128,96
Mês



2.2- Calcular o parâmetro D1, que expressa a relação entre EA
mês
e DE
mês

Onde a energia solar mensal absorvida pelos coletores, EA
mês
, é dada por:

Parâmetros utilizados:

▫ S
c
: Superfície de coletores disponíveis para instalação na edificação: 60 m²
(considerando 60 coletores do coletor escolhido (tabela INMETRO))
▫ F
R
(τα)
n
: fator de eficiência óptica do coletor: 0,755 (tabela INMETRO para o coletor
escolhido)

: modificador do ângulo de incidência: 0,96 (adotado conforme recomendação do RTQ-
R)

fator de correção para o conjunto coletor/trocador: 0,95 (adotado conforme
recomendação do RTQ-R)

S
c
60 m²
FR (τα)n 0,755
F‟R (τα) 0,68856


DE mês EI mês EA mês
(kWh/mês) (kWh/m²) (kWh/mês)
Jan 5.293,31 129,27 5.340,61 1,008935251
Fev 4.697,91 135,24 5.587,25 1,189306435
Mar 5.339,34 128,96 5.327,80 0,997838882
Abr 5.545,73 120,30 4.970,03 0,896190019
Mai 6.444,03 119,04 4.917,97 0,763182266
Jun 6.369,79 111,00 4.585,81 0,719930823
Jul 6.743,22 124,31 5.135,69 0,761608582
Ago 6.351,97 133,61 5.519,91 0,869006981
Set 6.013,44 118,50 4.895,66 0,814119971
Out 5.845,66 122,76 5.071,66 0,867594013
Nov 5.523,46 140,10 5.788,04 1,047901053
Dez 5.408,38 128,96 5.327,80 0,985100514
Mês D
1


2.3- Calcular o parâmetro D2, que expressa a relação entre EP
mês
e DE
mês

Para o cálculo de EP
mês
(energia solar mensal não aproveitada pelos coletores) utiliza-se a
seguinte sequência:

Parâmetros utilizados:

▫ F
R
U
L
: 4,716 (tabela INMETRO para o coletor escolhido)

: fator de correação para o conjunto coletor/trocador: 0,95 (adotado conforme
recomendação do RTQ-R)

F‟
R
U
L
= 4,716 x 0,95 x 10
-3
= 0,00448

Parâmetros utilizados:

▫ Volume de água armazenada: 4.000 litros

Parâmetros utilizados:

▫ Temperatura mínima admissível de água quente: 45°C (dado do RTQ-R)
▫ Temperatura ambiente: variável ao longo do ano
▫ Temperatura de água fria: variável ao longo do ano

S
c
60 m²
V 4.000 litros
T
AC
45 °C
FR (τα)n 0,755
F‟R (τα) 0,68856


DE
mês
T
AMB
T
AF
Δt* EP
mês
(kWh) (°C) (°C) (horas) (kWh)
Jan 5.293,31 24,0 22,0 744 1,029883572 1,236052632 19.349,08 3,655382102
Fev 4.697,91 24,4 22,4 672 1,029883572 1,250740741 17.591,19 3,744473092
Mar 5.339,34 23,8 21,8 744 1,029883572 1,228766404 19.285,64 3,611988646
Abr 5.545,73 22,1 20,1 720 1,029883572 1,168344031 18.141,68 3,271289019
Mai 6.444,03 19,0 17,0 744 1,029883572 1,064691358 17.763,09 2,756517651
Jun 6.369,79 18,4 16,4 720 1,029883572 1,045539216 17.005,91 2,669774088
Jul 6.743,22 17,7 15,7 744 1,029883572 1,023547995 17.350,73 2,573063404
Ago 6.351,97 19,4 17,4 744 1,029883572 1,077617866 17.889,97 2,816441947
Set 6.013,44 20,0 18,0 720 1,029883572 1,09725 17.497,05 2,90965752
Out 5.845,66 21,6 19,6 744 1,029883572 1,151071429 18.587,80 3,179762487
Nov 5.523,46 22,2 20,2 720 1,029883572 1,171825193 18.172,38 3,290037196
Dez 5.408,38 23,5 21,5 744 1,029883572 1,217908497 19.190,48 3,548283359
Mês K
1
K
2
D
2
*At = número de dias do mês x 24 horas

2.4- Calcular a fração solar mensal

Com os valores de D
1
e D
2
calcula-se o valor de f, utilizando a seguinte expressão:

Mês D
1
D
2
f
Jan 1,008935251 3,655382102 0,597329465
Fev 1,189306435 3,744473092 0,695270919
Mar 0,997838882 3,611988646 0,592899292
Abr 0,896190019 3,271289019 0,547510075
Mai 0,763182266 2,756517651 0,486675486
Jun 0,719930823 2,669774088 0,461142274
Jul 0,761608582 2,573063404 0,495749659
Ago 0,869006981 2,816441947 0,554509651
Set 0,814119971 2,90965752 0,513058049
Out 0,867594013 3,179762487 0,533893711
Nov 1,047901053 3,290037196 0,639627892
Dez 0,985100514 3,548283359 0,588492167


2.5- Calcular a energia útil mensal coletada (EU
mês
)

DE
mês
EU
mês
(kWh) (kWh)
Jan 5.293,31 0,597329465 3.161,85
Fev 4.697,91 0,695270919 3.266,32
Mar 5.339,34 0,592899292 3.165,69
Abr 5.545,73 0,547510075 3.036,34
Mai 6.444,03 0,486675486 3.136,15
Jun 6.369,79 0,461142274 2.937,38
Jul 6.743,22 0,495749659 3.342,95
Ago 6.351,97 0,554509651 3.522,23
Set 6.013,44 0,513058049 3.085,24
Out 5.845,66 0,533893711 3.120,96
Nov 5.523,46 0,639627892 3.532,96
Dez 5.408,38 0,588492167 3.182,79
TOTAL 69.576,24 38.490,87
Mês f

2.6- Calcular a fração solar anual

Para identificar o nível obtido pelo sistema deve-se verificar a Fração solar obtida pelo
projeto com os valores da Tabela 3.45 do RTQ-R. Para o exemplo em questão, obtém a
classificação nível C (fração solar anual entre 50 e 59%)
Ainda deve-se verificar a relação entre o volume de armazenamento e a área de coletores
para ver se o nível permanece o mesmo ou cai para D ou E em função do sistema estar sub
ou superdimensionado:
“O volume de armazenamento do projeto deve ser superior a 50 litros por metro quadrado de
coletor ou inferior a 150 litros por m² de coletor. Caso contrário, o sistema de aquecimento de
água atingirá no máximo nível D (se o volume de armazenamento estiver entre 40 e 50 litros
por m
2
de coletor ou superior a 150 litros por m
2
de coletor) ou nível E (se o volume de
armazenamento for inferior a 40 litros por m
2
de coletor).”
V
armaz
= 4.000 litros
Área dos coletores = 60 m
2

V
armaz
/área_coletores = 66,67 ¬ O projeto permanece com nível C.

Para finalizar a classificação do sistema de aquecimento de água, deve-se verificar os
pré-requisitos específicos do sistema de aquecimento solar (item 3.2.2.1a do RTQ-R) e
os pré-requisitos do sistema de aquecimento de água (item 3.2.1 do RTQ-R).
c) Procedimento para determinação da eficiência: método de simulação
Como alternativa ao método do dimensionamento recomenda-se a utilização de estimativas
obtidas a partir de simulações, utilizando a metodologia “Carta F” (BECKMAN, KLEIN e
DUFFIE, 1977) ou similares. Deve-se dimensionar o sistema considerando fração solar mínima
de 70%.
O método “Carta F” (F-Chart) visa estimar o desempenho de sistemas de água quente
com armazenamento. Através deste método determina-se a fração solar, que consiste na
parcela de água quente fornecida pelo sistema de aquecimento solar.
3.2.2.2 Sistema de aquecimento a gás
a) Pré-requisitos do sistema de aquecimento a gás
Para obtenção do nível A, os aquecedores a gás do tipo instantâneo e de acumulação devem
possuir ENCE A ou B. Nos casos em que seja utilizado reservatório de água quente, este deve
possuir isolamento térmico e capacidade de armazenamento compatíveis com o
dimensionamento proposto a seguir.
Os aquecedores a gás e reservatórios térmicos devem atender aos requisitos das normas
técnicas brasileiras aplicáveis. Na ausência destas, devem ser atendidas as normas
internacionais aplicáveis.
Os aquecedores devem estar instalados em lugares protegidos permanentemente contra
intempéries, com ventilação adequada para não interferir em sua eficiência e instalados
conforme a NBR 13103.
Na instalação do sistema de aquecimento a gás deve-se dar preferência a instaladores que
fazem parte do Programa de Qualificação de Fornecedores de Instalações Internas de Gases
Combustíveis e Aparelhos a Gás – QUALINSTAL GÁS.


O dimensionamento do sistema de aquecimento a gás deve ser definido através das etapas
descritas a seguir. Para classificação nos níveis A ou B a potência do sistema de aquecimento
e o volume de armazenamento devem estar dentro de uma variação de 20%, para mais ou
para menos, do cálculo realizado.
A seguir são descritos os dimensionamentos a serem verificados para três tipos de
aquecimento a gás: 1) aquecedores a gás do tipo instantâneo; 2) sistema de acumulação
individual e 3) sistema central coletivo a gás. A verificação do dimensionamento da
potência e do volume de armazenamento é pré-requisito para os níveis A e B do sistema
de aquecimento a gás. Ou seja, se a potência e o volume de armazenamento de projeto
variarem em até 20% para mais ou para menos do dimensionamento proposto no RTQ-R
o pré-requisito é atendido. Caso contrário, o sistema de aquecimento de água atingirá no
máximo nível C.

Dimensionamento de aquecedor a gás do tipo instantâneo

1) Determinar as vazões instantâneas de água quente
A vazão do aquecedor a gás do tipo instantâneo deve ser igual ou maior ao somatório das
vazões dos pontos de consumo (mmáxima) que podem estar simultaneamente em
funcionamento.
Observação1: Para o levantamento das vazões instantâneas máximas deve-se levar em
consideração o perfil dos usuários e a quantidade de pessoas da UH. Deve-se considerar no
mínimo 50 litros/pessoa/dia (0,05 m
3
/pessoa/dia) e a existência de duas pessoas por dormitório
social e uma pessoa por dormitório de dependências de serviço.
Observação2: Recomenda-se que as vazões dos pontos de consumo sejam determinadas
através de consulta aos fabricantes das peças hidráulicas (duchas, torneiras, etc.) a serem
instaladas nas dependências da UH.
O Qualinstal Gás é um programa voluntário de qualificação de empresas
instaladoras de gás combustível. É integrante do Programa de qualificação de
empresas instaladoras (Qualinstal) que tem por objetivo estabelecer requisitos
técnicos e de gestão às empresas instaladoras na execução dos serviços de
instalação para oferecer segurança aos usuários, abrangendo os serviços de
instalação elétrica, hidrossanitária, gases combustíveis, sistemas de prevenção e
combate a incêndio e telecomunicações.

2) Determinar a potência do aquecedor a gás do tipo instantâneo, de acordo com a
Equação 3.58.

Equação 3.58.
potência do
aquecedor a gás do
tipo instantâneo
Onde:
Q: potência útil do(s) aquecedor(es) (kW);
mmáxima: vazão máxima de água demandada simultaneamente (litros/h);
c: calor específico da água (igual a 1,00 cal/(g.°C));
Tconsumo: temperatura de consumo de utilização (ºC). Deve ser adotado no mínimo 40ºC (para
as regiões Norte e Nordeste pode-se adotar 38ºC).
Tágua fria: temperatura da água fria do local de instalação (ºC).
EXEMPLO DE CÁLCULO
DIMENSIONAMENTO DE AQUECEDOR A GÁS DO TIPO INSTANTÂNEO INDIVIDUAL
(em desenvolvimento)

Dimensionamento de sistema de acumulação individual
1) Calcular o volume de pico de água quente, através da Equação 3.59 (considera-se o
período de 1 hora no período de maior consumo (first-hour rating))

Equação 3.59 -
volume de pico de
água quente
Onde:
Vpico: volume de água quente máximo consumido em uma hora no período de maior consumo
(litros);
Vindividual: volume de consumo diário de água quente por UH (litros);
FSindividual: fator que representa a simultaneidade de uso em uma UH. Na ausência deste fator,
recomenda-se adotar o valor de 0,45;
Observação1: Recomenda-se que o volume diário de água quente seja obtido através do
levantamento dos consumos individuais de cada aparelho sanitário que possui previsão de
consumo. Nesse levantamento podem ser verificadas as vazões de funcionamento desses
aparelhos, considerando principalmente a pressão de trabalho da rede hidráulica.
Alternativamente, pode ser utilizada uma estimativa do consumo per capta.
Observação2: Para o levantamento do volume diário de água quente deve-se levar em
consideração o perfil dos usuários e a quantidade de pessoas da UH. Deve-se considerar no
mínimo 50 litros/pessoa/dia (0,05 m
3
/pessoa/dia) e a existência de duas pessoas por dormitório
social e uma pessoa por dormitório de dependências de serviço.

2) Calcular o volume mínimo de água quente armazenada, de acordo com a Equação
3.60.

Equação 3.60 -
volume mínimo de
água quente

Onde:
Varmaz: volume mínimo de água quente armazenada no sistema de aquecimento a gás (litros);
Vpico: volume de água quente máximo consumido em uma hora no período de maior consumo
(litros), calculado de acordo com a Equação 3.59;
Farmaz: fator de minoração para determinar o volume mínimo de armazenamento.
Observação: Deve-se adotar 100 litros de água quente como volume mínimo de água quente
armazenada de forma a garantir uma temperatura mínima de estagnação.

3) Calcular o volume de recuperação, de acordo com a Equação 3.61.

Equação 3.61 -
volume de
recuperação
Onde:
Vrecup: volume necessário para recuperação do sistema na hora mais crítica (litros/h);
Vpico: volume de água quente máximo consumido em uma hora no período de maior consumo
(litros), calculado de acordo com a Equação 3.59;
Varmaz: volume mínimo de água quente armazenada no sistema de aquecimento a gás (litros),
calculado de acordo com a Equação 3.60.

4) Calcular a potência do aquecedor, de acordo com a Equação 3.62.

Equação 3.62.
potência do
aquecedor
Onde:
Q: potência útil do(s) aquecedor(es) (kW);
Vrecup: volume necessário para recuperação do sistema na hora mais crítica (litros/h), calculado
através da Equação 3.61;
c: calor específico da água (igual a 0,001163 kW/g°C);
Tarmaz: temperatura de armazenamento da água (ºC). Esta temperatura deve ser, no mínimo,
igual à temperatura de consumo;
Tágua fria: temperatura da água fria do local de instalação (ºC).
Observação: Deve-se utilizar um queimador ou aquecedor a gás com potência igual ou
superior à calculada, conforme disponibilidade de mercado.
EXEMPLO DE CÁLCULO
DIMENSIONAMENTO DE AQUECEDOR A GÁS DO TIPO ACUMULAÇÃO INDIVIDUAL
(em desenvolvimento)


Dimensionamento do sistema central coletivo a gás

1) Calcular o volume diário de água quente armazenada, de acordo com a Equação 3.63.

Equação 3.63 -
volume diário de
água quente
Onde:
Vdiário: volume diário consumido de água quente armazenada (litros);
Vconsumo: volume total de água quente consumido diariamente na edificação (litros/dia);
Tconsumo: temperatura de consumo de utilização (ºC). Deve ser adotado no mínimo 40ºC (para
as regiões Norte e Nordeste pode-se adotar 38
o
C).
Tarmaz: temperatura de armazenamento da água (ºC). Esta temperatura deve ser, no mínimo,
igual à temperatura de consumo;
Tágua fria: temperatura da água fria do local de instalação (ºC).

2) Calcular o volume de pico de água quente, através da Equação 3.64 (considera-se o
período de 1 hora no período de maior consumo (first-hour rating)).

Equação 3.64 -
volume de pico de
água quente

Onde:
Vpico: volume de água quente máximo consumido em uma hora no período de maior consumo
(litros);
Vdiário: volume diário de água quente consumido (litros/dia);
FS: fator que representa a simultaneidade de uso em uma hora.
Alternativamente, o volume de pico pode ser obtido diretamente do gráfico de simultaneidade
apresentado na Figura 2.

Figura 2. Fator de simultaneidade do consumo de água quente

3) Calcular o volume mínimo de água quente armazenada, de acordo com a Equação 3.65.

Equação 3.65 -
volume mínimo de
água quente
Onde:
Varmaz: volume mínimo de armazenamento de água quente do sistema de aquecimento a gás
(litros);
Vpico: volume de água quente máximo consumido em uma hora no período de maior consumo
(litros), calculado de acordo com a Equação 3.64 ou através da Figura 2;
Farmaz: fator de minoração para determinar o volume mínimo de armazenamento, obtido na
Tabela 3.46.

Tabela 3.46: Fatores de armazenamento em função do volume de água quente
consumido no horário de pico
Volume na hora de maior consumo
(Vpico)
Fator de armazenamento (Farmaz)
(litros) (adimensional)
0 < Vpico < 1.500
1
/3
1.501 < Vpico < 6.000
1
/4
6.001 < Vpico < 12.000
1
/5
12.001 < Vpico < 20.000
1
/6
Vpico > 20.001
1
/7


4) Calcular o volume de recuperação, de acordo com a Equação 3.66.

Equação 3.66 -
volume de
0
5,000
10,000
15,000
20,000
25,000
30,000
35,000
40,000
45,000
50,000
500 900 1,600 2,100 2,800 3,900 5,100 6,500 10,500
V
d
i
á
r
i
o

-
v
o
l
u
m
e


d
i
á
r
i
o

d
e

á
g
u
a

q
u
e
n
t
e

(
l
/
d
i
a
)
V
pico -
volume de água quente na hora de maior demanda (l)
Gráfico de simultaneidade de água quente
recuperação

Onde:
Vrecup: volume necessário para recuperação do sistema na hora mais crítica (litros/h);
Vpico: volume de água quente máximo consumido em uma hora no período de maior consumo
(litros), calculado de acordo com a Equação 3.64 ou através da Figura 2;
Varmaz: volume mínimo de armazenamento de água quente do sistema de aquecimento a gás
(litros), calculado de acordo com a Equação 3.65.

5) Calcular a potência dos aquecedores, de acordo com a Equação 3.67.

Equação 3.67 -
potência do
aquecedor

Onde:
Q: potência útil do(s) aquecedor(es) (kW);
Vrecup: volume necessário para recuperação do sistema na hora mais crítica (litros/h), calculado
através da Equação 3.66;
c: calor específico da água (igual a 0,001163 kW/g°C);
Tarmaz: temperatura de armazenamento da água (ºC);
Tágua fria: temperatura da água fria do local de instalação (ºC).
Observação: Deve-se utilizar um queimador(es) ou aquecedor(es) a gás com potência igual ou
superior à calculada, conforme disponibilidade de mercado.
ambiente pelas respectivas áreas;


EXEMPLO DE CÁLCULO
DIMENSIONAMENTO DOS SISTEMAS DE AQUECIMENTO A GÁS COLETIVO

Para demonstrar as etapas do dimensionamento de um sistema de aquecimento coletivo
a gás natural foi utilizado como exemplo um edifício de apartamentos residenciais de 8
andares, com 4 apartamentos por andar, totalizando 32 apartamentos, sendo que a
configuração de cada apartamento contempla dois dormitórios e dois banheiros.

1) Cálculo do volume diário de água quente
Parâmetros utilizados:
▫ População: 2 pessoa por dormitório (dado no RTQ-R)
▫ Consumo de água: 50 litros por pessoa por dia (volume mínimo dado no RTQ-R)
▫ Temperatura água fria: 20,2 °C;
▫ Temperatura de consumo: 45°C;
▫ Temperatura de armazenamento: 60°C;

A população residente no edifício é calculada da seguinte forma:

pessoas apto total
N N N × =

onde:
N
total
:

número total de pessoas na edificação
N
apto
: número de apartamentos do edifício
N
pessoas
: número de pessoas por apartamento

pessoas dormitório pessoas s dormitório andar por aptos andares total
N 128 2 2 4 8
/ . .
= × × × =


O volume de água consumido diariamente na edificação é calculado por:
total dia consumo
N V V × =
onde:
V
consumo
= Volume de consumo diário de água a ser aquecida (litros)
V
dia
= Volume diário de água quente por pessoa
N
total
:

número total de pessoas na edificação

dia por litros pessoas dia pessoa litros consumo
V
. . / /
400 . 6 128 50 = × =



( )
( )
fria água armaz
fria água consumo consumo
diário
T T
T T V
V
.
.
.
÷
÷ ×
=

( )
( )
litros diário
V 988 . 3
2 , 20 60
2 , 20 45 400 . 6
.
=
÷
÷ ×
=



2) Cálculo do volume pico de água quente
Para o cálculo do volume de água quente necessário na primeira hora deve-se utilizar um
fator de simultaneidade para se obter o volume de água quente máximo possível
consumido durante uma hora. O fator de simulataneidade (FS) pode ser obtido
diretamente do gráfico apresentado na Figura 2 do RTQ-R
FS V V
diário pico
× =
Com o volume diário de 3.988 litros temos:
litros pico
V 700 . 2 =


3) Cálculo do volume mínimo de água quente armazenada
armaz pico armaz
F V V × =
O Fator de armazenamento deve ser obtido na Tabela 3.46 do RTQ-R, em função do
volume de água quente no horário de pico (V
pico
). Para o exemplo em questão temos o
Fator de armazenamento é igual a ¼
.

litros armaz
V 675
4
1
700 . 2 = × =


4) Cálculo do volume de recuperação
armaz pico recup
V V V ÷ =
hora litros recup
V
/
025 . 2 675 700 . 2 = ÷ =

Definido o volume necessário de recuperação do sistema é preciso calcular as potências
dos aquecedores que atendem a estas condições.

5) Determinação da potência dos aquecedores a gás natural
( )
fria água armaz recup
T T c V Q
.
÷ × × =
kW
Q 73 , 93 ) 2 , 20 60 ( 001163 , 0 025 . 2 = ÷ × × =



b) Aquecedores a gás classificados pelo PBE
Os aquecedores a gás do tipo instantâneo e de acumulação devem possuir ENCE e estar de
acordo com normas técnicas brasileiras para aquecedores a gás. Deve-se adotar a
classificação da ENCE obtida na Tabela do PBE, considerando a última versão publicada na
página do Inmetro, e identificar o equivalente numérico na Tabela 2.1.
Verificados os pré-requisitos procede-se a determinação do nível de eficiência do sistema
de aquecimento a gás. Duas são as possibilidades: ou os aquecedores fazem parte do
PBE e são classificados de acordo com a sua ENCE (conforme descrito no item “b”
acima); ou os aquecedores não fazem parte do PBE e sua classificação é calculada
conforme apresentado no item “c” a seguir.
c) Aquecedores a gás não presentes no PBE
Os aquecedores a gás não enquadrados no item “b” devem ser classificados de acordo com os
níveis e requisitos a seguir:
- Níveis A e B: os aquecedores de água devem atender aos requisitos mínimos de eficiência
apresentados na Tabela 3.47;
- Nível C: os aquecedores de água devem atender aos requisitos mínimos de eficiência
apresentados na Tabela 3.48; e
- Nível D: quando o sistema não se enquadrar nos níveis acima.

Tabela 3.47: Eficiência mínima de aquecedores a gás para classificação nos níveis A e B
(Fonte: ASHRAE Standard 90.1-2007)
Tipo de
equipamento
Capacidade (c)
Subcategoria (sc)
Eficiência mínima
Procedimento
de teste
(kW) (W)
Aquecedor de
acumulação
c ≤ 22,98 sc ≥ 75,5 (litros)
DOE 10 CFR
Part 430
c > 22,98 sc < 309,75 (W/l) ANSI Z21.10.3
Aquecedor
do tipo
instantâneo
14,66 < c < 58,62
309,75 (W/l) ≤ sc <
7,75 (litros)

DOE 10 CFR
Part 430
c ≥ 58,62
309,75 (W/l) ≤ sc <
37,85 (litros)
ANSI Z21.10.3
c ≥ 58,62
sc ≥ 309,75 (W/l) e sc
≥ 37,85 (litros)
ANSI Z21.10.3
Tabela 3.48: Eficiência mínima de aquecedores a gás para classificação no nível C
(Fonte: ASHRAE Standard 90.1-1999)
Tipo de
equipamento
Capacidade (c)
Subcategoria (sc)
Eficiência mínima
Procedimento
de teste
(kW) (W)
Aquecedor de
acumulação
c ≤ 22,98 sc ≥ 75,7 (litros)
DOE 10 CFR
Part 430
22,98 < c ≤ 45,43 sc < 309,75 (W/l)


ANSI Z21.10.3
c > 45,43 sc < 309,75 (W/l)


ANSI Z21.10.3
Aquecedor
do tipo
instantâneo
14,66 < c < 58,62
309,75 (W/l) ≤ sc <
7,75 (litros)

DOE 10 CFR
Part 430
c ≥ 58,62
309,75 (W/l) ≤ sc <
37,85 (litros)
ANSI Z21.10.3
c > 58,62
sc ≥ 309,75 (W/l) e sc
≥ 37,85 (litros)


ANSI Z21.10.3

Onde:
V: volume (litros);
EF: Fator energético;
Et: Eficiência térmica;
Q: potência nominal de entrada (W);
SL: perdas em standby (W), considerando uma diferença de temperatura de 38,9
o
C entre a
água quente acumulada e as condições térmicas do ambiente interno.
3.2.2.3 Bombas de calor
Sistemas de aquecimento de água utilizando bombas de calor recebem eficiência de acordo
com o coeficiente de performance (COP), medido de acordo com as normas ASHRAE
Standard 146, ASHRAE 13256 ou AHRI 1160. O nível de eficiência é obtido através da Tabela
3.49 e o equivalente numérico identificado na Tabela 2.1.
Tabela 3.49: Nível de eficiência para bombas de calor
COP (W/W) Nível de eficiência
COP ≥ 3,0 A
2,0 ≤ COP < 3,0 B
COP < 2,0 C

Nas bombas de calor não devem ser utilizados gases refrigerantes comprovadamente nocivos
ao meio ambiente (por exemplo, R22). Recomenda-se equipamentos que utilizem os gases R
134, R 407 ou similares.
As bombas de calor não devem utilizar gases refrigerantes com Potencial de Destruição
de Ozônio (ODP > 0), tais como os Clorofluorcarbonos - CFCs (R-11, R-12, R-13) ou
os Hidroclorofluorcarbonos - HCFCs (R-22, R-123) por serem prejudiciais ao meio
ambiente. Dentre os gases refrigerantes com ODP = 0, e portanto permitidos, encontram-
se o R-134a, R-407C e o R-410A, entre outros. A Enrvironmental Protection Agency
(EPA) dos Estados Unidos disponibiliza para consulta, uma lista de gases refrigerantes
com os seus respectivos valores de ODPs.
3.2.2.4 Sistema de aquecimento elétrico
a) Aquecedores elétricos de passagem, chuveiros elétricos e torneiras elétricas
Aos sistemas de aquecimento de água com aquecedores elétricos de passagem, chuveiros
elétricos e torneiras elétricas é atribuída eficiência em função da potência do aparelho, desde
que façam parte do PBE. Deve-se considerar a última versão publicada na página do Inmetro.
A classificação dos aparelhos recebe eficiência:
- D, para aparelhos com potncia P ≤ 4.600 W;
- E, para aparelhos com potência P > 4.600 W.
Equipamentos com potência regulável serão classificados pela maior potência.
Equipamentos não classificados pelo Inmetro receberão classificação nível E.
Um chuveiro elétrico é um exemplo de um equipamento com potência regulável. Um
chuveiro com a chave na posição “inverno” utiliza sua potência máxima, enquanto com a
chave na posição “verão” utiliza, em média, 70% da potência máxima. O mesmo ocorre
para chuveiro do tipo multitemperaturas. Para a classificação destes, deve-se adotar a
maior potência.

b) Aquecedores elétricos de hidromassagem
Aos aquecedores elétricos de hidromassagem é atribuída eficiência em função da potência do
aparelho, desde façam parte do PBE. Deve-se considerar a última versão publicada na página
do Inmetro.
A classificação dos aparelhos recebe eficiência:
- D, para aparelhos com potncia P ≤ 5.000 W;
- E, para aparelhos com potência P > 5.000 W.
Equipamentos não classificados pelo Inmetro receberão classificação nível E.

c) Aquecedores elétricos por acumulação (boiler)
Os aquecedores elétricos de água por acumulação (boiler) devem possuir ENCE e estar de
acordo com normas técnicas brasileiras para aquecedores elétricos por acumulação. Os
aquecedores devem possuir timer para evitar seu uso no horário de ponta. A classificação dos
boilers é:
- D, para boilers com classificação A ou B no PBE;
- E, para outros.
Equipamentos não classificados pelo Inmetro receberão classificação nível E.
Observação: Estão excluídos desta categoria os reservatórios do sistema de aquecimento
solar de água que possuem resistência elétrica para aquecimento complementar.
3.2.2.5 Caldeiras a óleo
Caldeiras que utilizam como combustível fluidos líquidos como óleo diesel ou outros derivados
de petróleo receberão classificação nível E.

3.3 Bonificações
Iniciativas que aumentem a eficiência da UH poderão receber até 1 (um) ponto na classificação
geral da UH somando os pontos obtidos por meio das bonificações. Para tanto, estas iniciativas
devem ser justificadas e comprovadas. As bonificações, descritas nos itens 3.3.1 a 3.3.8, são
independentes entre si e podem ser parcialmente alcançadas. A bonificação total alcançada é
a somatória das bonificações obtidas em cada item, de acordo com a Equação 3.68.


Equação 3.68 -
bonificações

Onde:
Bonificações: pontuação atribuída a iniciativas que aumentem a eficiência da edificação;
b1: bonificação referente à ventilação natural (item 3.3.1), cuja pontuação varia de zero a 0,40
pontos;
b2: bonificação referente à iluminação natural (item 3.3.2), cuja pontuação varia de zero a 0,30
pontos;
b3: bonificação referente ao uso racional de água (item 3.3.3), cuja pontuação varia de zero a
0,20 pontos;
b4: bonificação referente ao condicionamento artificial de ar (item 3.3.4), cuja pontuação varia
de zero a 0,20 pontos;
b5: bonificação referente à iluminação artificial (item 3.3.5), cuja pontuação varia de zero a 0,10
pontos;
b6: bonificação referente a ventiladores de teto instalados na UH (item 3.3.6), cuja pontuação
obtida é zero ou 0,10 pontos;
b7: bonificação referente a refrigeradores instalados na UH (item 3.3.7), cuja pontuação obtida
é zero ou 0,10 pontos; e
b8: bonificação referente à medição individualizada (item 3.3.8), cuja pontuação obtida é zero
ou 0,10 pontos.
Observação: A pontuação máxima em bonificações a ser somada na Equação 2.1 é 1 (um)
ponto.
A Equação 2.1 do RTQ-R apresenta uma variável relativa às bonificações, ou seja, uma
pontuação extra que visa incentivar o uso de soluções que elevem a eficiência energética
da UH. A pontuação adquirida através da implementação destas bonificações pode variar
entre 0,00 e 1,50 pontos, sendo 0,00 quando não há nenhuma bonificação e 1,50 quando
todas as bonificações são atingidas. Entretanto, 1,00 (um) é a pontuação máxima a ser
utilizada da Equação 2.1.
EXEMPLO DE CÁLCULO
DETERMINAÇÃO DA PONTUAÇÃO OBTIDA POR BONIFICAÇÕES

Uma UH foi submetida à avaliação do nível de eficiência obtendo uma pontuação de
3,2 na envoltória e sistema de aquecimento de água, equivalente a um nível de
eficência C de acordo com a Tabela 2.2 do RTQ-R. No entanto, a UH apresenta
iniciativas que aumentam a sua eficiência, sendo necessário determinar a bonificação
total alcançada:
- 0,16 pontos - utilização de dispositivos que favorecem o desempenho da
ventilação natural;
- 0,12 pontos - existência de porosidade mínima de 20% em duas das suas
fachadas com distintas orientações;
- 0,20 pontos - ambientes de permanência prolongada com iluminação natural
lateral;
- 0,10 pontos - refletância de tetos acima de 60% em ambientes de
permanência, cozinhas e área de serviço; e.
- 0,10 pontos – ventiladores de teto entregues instalados nos ambientes de
permanência prolongada
Bonificações = 0,16 + 0,12 + 0,20 +0,10 + 0,10
Bonificações = 0,68 pontos
Determinando a Pontuação final da UH = PT + Bonificação
Pontuação final da UH = 3,2 + 0,68
Pontuação final da UH = 3,88 = 3,9
Com as bonificações de 0,68 pontos, a UH melhora a sua classificação geral (PT
UH
=
3,9), alcaçando a classificação de nível B.

Atenção: Para a obtenção de bonificação com os itens 3.3.4 (condicionamento
artificial de ar), 3.3.5 (iluminação artificial), 3.3.6 (ventiladores de teto) e 3.3.7
(refrigeradores); é necessário que estes equipamentos sejam entregues instalados
na UH. As condições sob as quais a edificação foi classificada, de acordo com cada
um destes itens, estarão constatados no memorial da etiqueta.
3.3.1 Ventilação natural (até 0,40 pontos)
As UHs de até dois pavimentos devem comprovar a existência de porosidade mínima de 20%
em pelo menos duas fachadas com orientações distintas, expressa pela relação entre a área
efetiva de abertura para ventilação e a área da fachada (a verificação da porosidade é feita
para cada fachada). Em edifícios verticais, essa porosidade pode ser reduzida em função da
altura das aberturas de entrada do vento, medida em relação ao nível médio do meio-fio e o
centro geométrico dessas aberturas, multiplicando-a pelo valor do coeficiente de redução da
porosidade obtido na Tabela 3.50 (0,12 pontos).
Tabela 3.50: Coeficiente de redução da porosidade
Pavimento
Altura da abertura
Coeficiente redutor da
porosidade
(m) (adimensional)
3 7,5 0,8
4 10,5 0,7
5 13,5 0,7
6 16,5 0,6
7 19,5 0,6
8 22,5 0,6
9 25,5 0,5
10 28,5 0,5
11 31,5 0,5
12 34,5 0,5
13 37,5 0,5
14 40,5 0,5
15 43,5 0,5
...

Todos os ambientes de permanência prolongada da UH devem atender aos seguintes
requisitos:
- utilização de dispositivos especiais (como venezianas móveis, peitoris ventilados, torres de
vento e outros), que favoreçam o desempenho da ventilação natural mas permitam o
controle da luz natural, da incidência de chuvas e dos raios solares e a manutenção da
privacidade (0,16 pontos);
- existência de aberturas externas (janelas, rasgos, peitoris ventilados, etc.) cujo vão livre
tenham o centro geométrico localizado entre 0,40 e 0,70 m medidos a partir do piso (0,06
pontos);
- na Zona Bioclimática 8, as aberturas intermediárias (portas, rasgos, etc.) devem apresentar
permeabilidade em relação à circulação do ar, quer seja na própria folha da esquadria, quer
na forma de bandeiras móveis ou rasgos verticais. A área livre desses componentes deve
corresponder a, no mínimo, 30% da área da abertura intermediária quando a mesma
estiver fechada e devem ser passíveis de fechamento (0,06 pontos).

EXEMPLO DE CÁLCULO
VERIFICAR A BONIFICAÇÃO POR VENTILAÇÃO NATURAL - POROSIDADE

A tabela a seguir apresenta um resumo das áreas de fachada e de aberturas para
ventilação do cada UH.
UH
Área fachada
(m²)
Área abertura
ventilação (m²)
1A, 2A 18,118 1,66
2A, 2B 18,118 1,66
3A, 3B 18,118 1,66
4A, 4B 18,118 1,66

Verificando a existência de porosidade mínima da fachada em análise tem-se:
UH
Área fachada
(m²)
Área abertura
ventilação (m²)
Porosidade
Exigência
RTQ-R
1A, 2A 18,118 1,66 9,16% 20%
2A, 2B 18,118 1,66 9,16% 20%
3A, 3B 18,118 1,66 9,16% 16%
4A, 4B 18,118 1,66 9,16% 14%

Observa-se que esta fachada não atendeu à porosidade mínima exigida pelo RTQ-R
em nenhuma das UHs. Da mesma forma, deve-se proceder o cálculo da porosidade
para as demais fachadas da UH. Se no mínimo duas fachadas atenderem à
porosidade exigida, a UH recebe esta bonificação.

Atenção: a porosidade é calculada por UH. A área de fachada deve ser calculada
imaginando que se está dentro da UH e não considerar a área da fachada vista
de fora.

3.3.2 Iluminação natural (até 0,30 pontos)
3.3.2.1 Método prescritivo
a) Profundidade de ambientes com iluminação natural proveniente de aberturas laterais (0,20
pontos)
A maioria dos ambientes de permanência prolongada, cozinha e área de serviço/lavanderia
(50% mais 1) com iluminação natural lateral deve ter profundidade máxima calculada através
da Equação 3.69. Caso existam aberturas em paredes diferentes em um mesmo ambiente, é
considerada a menor profundidade.

Equação 3.69 -
profundidade
máxima de
ambientes

Onde:
P: profundidade do ambiente (m);
ha: distância medida entre o piso e a altura máxima da abertura para iluminação (m), excluindo
caixilhos.
Observação: para os casos não enquadrados nesta condição e que desejam pleitear a
bonificação deve-se utilizar o método de simulação (item 3.2.2.2).

b) Refletância do teto (0,10 pontos)
Cada ambiente de permanência prolongada, cozinha e área de serviço/lavanderia deve ter
refletância do teto acima de 60%.
Apesar de não cobrado no RTQ-R, faz-se uma observação quanto ao descarte das
lâmpadas. Lâmpadas incandescentes não são utilizadas para reciclagem e também não
causam impacto negativo no meio ambiente, portanto, elas podem ser depositadas no
lixo comum, assim como as lâmpadas halógenas. Já as lâmpadas fluorescentes
tubulares, fluorescentes compactas e descarga de alta pressão contêm pequenas
quantidades de mercúrio, substância tóxica e nociva para o ser humano e o meio
ambiente. Portanto, estas devem ser enviadas para reciclagem conforme recomendado
pelos fabricantes.

EXEMPLO DE CÁLCULO
VERIFICAR SE O AMBIENTE APRESENTADO A SEGUIR POSSUI BONIFICAÇÃO POR
ILUMINAÇÃO NATURAL
Exemplo 1:

Figura 3.11: Cozinha com iluminação natural por abertura lateral
Dados:
- profundidade do ambiente: 6,00 m.
- altura máxima da abertura para iluminação: 2,03 m
Verificação do requisito: P ≤ 2,4*h
a
6 ≤ 2,4*2,03
6 ≤ 4,872
O ambiente não recebe bonificação por ilumiação natural, pois não cumpre com o
requisito exigido.





Exemplo 2:

Figura 3.12 Cozinha com iluminação natural em duas paredes diferentes

Verificação do requisito: P ≤ 2,4 * h
a
2 ≤ 4,872

Neste caso, o ambiente ganharia a bonificação de 0,20 pontos no item de iluminação
natural proveniente de aberturas laterais, pois como existem aberturas em paredes
diferentes em um mesmo ambiente, é considerada a menor profundidade.

3.3.2.2 Método de simulação
A simulação deve ser realizada com programa de simulação dinâmica de iluminação natural,
utilizando arquivo climático com 8.760 horas em formato adequado. Alguns dos programas
sugeridos são DaySim, Apolux e Troplux.
Para a simulação do ambiente deve ser feita malha na altura do plano de trabalho, com no
mínimo 25 pontos de avaliação, e deve ser modelado o entorno do ambiente simulado.
Na maioria dos ambientes de permanência prolongada, cozinha e área de serviço/lavanderia
(50% mais 1) sem proteção solar deve-se comprovar a obtenção de 60 lux de iluminância em
70% do ambiente, durante 70% das horas com luz natural no ano.
Na maioria dos ambientes de permanência prolongada (50% mais 1) com proteção solar deve-
se comprovar a obtenção de 60 lux de iluminância em 50% do ambiente, durante 70% das
horas com luz natural no ano.
3.3.3 Uso racional de água (até 0,20 pontos)
As UHs devem possuir combinação de sistemas de uso de água da chuva e equipamentos
economizadores, conforme a Equação 3.70.

Equação 3.70 -
bonificação de
economia de água

Onde:
b3: bonificação de uso racional de água;
BSAP: quantidade de bacias sanitárias atendidas por água pluvial;
BS: quantidade de bacias sanitárias existentes;
BSE: quantidade de bacias sanitárias com sistema de descarga com duplo acionamento;
CHE: quantidade de chuveiros com restritor de vazão;
CH: quantidade de chuveiros existentes;
TE: quantidade de torneiras com arejador de vazão constante (6 litro/minuto), regulador de
vazão ou restritor de vazão;
T: quantidade de torneiras existentes na UH, excluindo as torneiras das áreas de uso comum;
OUTROSAP: quantidade de outros pontos atendidos por água pluvial, excluindo bacias
sanitárias.
OUTROS: quantidade de outros pontos passíveis de serem atendidos por água pluvial
(torneiras externas, que servirão para a limpeza de calçadas, lavagem de carros e rega de
jardim; máquina de lavar roupa, etc), excluindo as bacias sanitárias.

Atenção: a bonificação de uso racional de água pode ser obtida com o uso de
água da chuva E/OU equipamentos economizadores. Não é necessário que haja
obrigatoriamente a combinação de água da chuva com equipamentos
economizadores.

EXEMPLO DE CÁLCULO
Considerando os seguintes itens em uma residência:
- 1 bacias sanitárias atendida por água pluvial e com sistema de descarga com duplo
acionamento
- 1 chuveiro sem restritor de vazão
- 4 Torneiras: cozinha, banheiro, área de serviço e jardim, sendo que apenas a
torneira da cozinha possui arejador de vazão constante

Observação: na quantidade de torneiras existentes na UH são excluídas as
torneiras externas, por isso a quantidade inserida na fórmula foi 3 e não 4 (a
torneira do jardim foi excluída).

3.3.4 Condicionamento artificial de ar (até 0,20 pontos)
Para obtenção desta bonificação:
- a envoltória da UH deve atingir nível A de eficiência quando condicionada artificialmente,
conforme item 3.1.2.2;
- condicionadores de ar do tipo janela e do tipo split devem possuir ENCE A ou Selo Procel e
estar de acordo com as normas brasileiras de condicionadores de ar domésticos;
Observação1: Deve-se considerar a última versão das Tabelas do PBE para condicionadores
de ar, publicadas na página do Inmetro.
Observação2: Não havendo equipamentos com ENCE A na capacidade desejada, estes
podem ser divididos em dois ou mais equipamentos de menor capacidade.
- condicionadores de ar do tipo central ou condicionadores não regulamentados pelo Inmetro
devem atender aos parâmetros definidos nos Requisitos Técnicos da Qualidade para o
Nível de Eficiência Energética de Edifícios Comerciais, de Serviços e Públicos (RTQ-C),
publicado pelo Inmetro;
- as cargas térmicas de projeto do sistema de aquecimento e resfriamento de ar devem ser
calculadas de acordo com normas e manuais de engenharia, de comprovada aceitação
nacional ou internacional, com publicação posterior ao ano de 2000, como por exemplo o
ASHRAE Handbook of Fundamentals.
A bonificação varia de zero a 0,20 pontos e é atribuída proporcionalmente ao número de
ambientes de permanência prolongada.
EXEMPLO DE CÁLCULO
BONIFICAÇÃO DE CONDICIONAMENTO ARTIFICIAL DE AR
A UH apresentada a seguir obteve classificação A no EqNumEnv
Refrig
e será entregue
aos proprietários com os equipamentos de condicionamento de ar instalados de
acordo com as seguintes especificações de acordo as tabelas do INMETRO
atualizadas em 06/01/2011:
- Cada dormitório com um equipamento de condicionador de ar da marca
ELETROLUX, modelo EAM07FR de ciclo reverso, capacidade de 7500 BTU/h,
eficiência energética de 2,92 W/W e Selo PROCEL.
- Sala de estar com condicionador de ar da marca GREE, modelo GJ9-22RM/A
de ciclo reverso, capacidade de 9000 BTU/h, eficiência energética de 2,75
W/W e classificação B no PBE.

Figura 3.13 UH com condicionadores de ar

Tabela 3.18 Pontuação por bonificação de condicionamento artificial de ar em ambientes
de permanência prolongada
# Ambiente Classificação
Pontuação
Máxima
Pontuação
Bonificação
1 Dormitório Casal Selo Procel
0,20 0,13 2 Dormitório Solteiro Selo Procel
3 Sala de Estar B

Como a UH possui 3 ambientes de permanência prolongada mas apenas em dois
cumpriu com a exigência do RTQ-R (condicionadores de ar com ENCE A ou Selo
Procel), a pontuação alcançada com esta bonificação é de 0,13 pontos.

AC
AC AC
3.3.5 Iluminação artificial (até 0,10 pontos)
Os ambientes devem atender aos seguintes requisitos:
- Para obter 0,05 pontos, as UHs devem possuir 50% das fontes de iluminação artificial com
eficiência superior a 75 lm/W ou com Selo Procel em todos os ambientes;
- Para obter 0,10 pontos, as UHs devem possuir 100% das fontes de iluminação artificial com
eficiência superior a 75 lm/W ou com Selo Procel em todos os ambientes.
Observação: Deve-se considerar a última versão das Tabelas do PBE para lâmpadas,
publicadas na página do Inmetro. Para os tipos de lâmpada que não fazem parte do PBE, a
eficiência luminosa deve ser medida ou fornecida pelo fabricante. .
EXEMPLO DE CÁLCULO
BONIFICAÇÃO ILUMINAÇÃO ARTIFICIAL
Uma UH será entregue aos proprietários com as lâmpadas, de acordo com as
seguintes especificações:
Ambiente # Tipo de Lâmpada
Potência
(W)
Eficiência
Luminosa
(lm/W)
Classificação
Cozinha 1 Fluorescente compacta 14 56 Selo Procel
Área serviço 1 Fluorescente compacta 14 56 Selo Procel
Sala de estar 2 Fluorescente compacta 14 56 Selo Procel
Corredor 1 Incandescente 40 10,4 Nível G
Dormitório Casal 1 Fluorescente compacta 14 56 Selo Procel
Dormitório
Solteiro
1 Fluorescente compacta 14 56 Selo Procel
Banheiro
1 Fluorescente compacta 14 56 Selo Procel
1 Incandescente 14 56 Nível G

A UH receberia 0,05 pontos nesta bonificação, pois possui entre 50% e 100% dos ambientes
com iluminação artificial atendendo ao requisito do RTQ-R.

3.3.6 Ventiladores de teto (0,10 pontos)
As UHs devem possuir instalados ventiladores de teto com Selo Procel em 2/3 (dois terços)
dos ambientes de permanência prolongada para residências localizadas nas Zonas
Bioclimáticas 2 a 8.
Observação: Deve-se considerar a última versão das Tabelas do PBE para ventiladores de
teto, publicadas na página do Inmetro.

3.3.7 Refrigeradores (0,10 pontos)
As UHs devem possuir instalados refrigeradores com ENCE nível A ou Selo Procel e garantir
as condições adequadas de instalação conforme recomendações do fabricante,
especificamente no que se refere à distância mínima recomendada para ventilação da
serpentina trocadora de calor externa. Caso não haja no manual do refrigerador
recomendações em relação às distâncias de instalação, deve-se utilizar espaçamento de 10
cm nas laterais e de 15 cm na parte superior e atrás. Deve-se também garantir que o
refrigerador esteja sombreado e não seja instalado próximo a fontes de calor. Frigobares não
serão aceitos como refrigeradores.
Observação: Deve-se considerar a última versão das Tabelas do PBE para refrigeradores,
refrigeradores frost-free, combinados e combinados frost-free, publicadas na página do
Inmetro.
3.3.8 Medição individualizada (0,10 pontos)
Caso o sistema de aquecimento da água na edificação seja partilhado por mais de uma UH,
este deve possibilitar medição individualizada.
EXEMPLO
O esquema a seguir ilustra a medição de água quente vinculada a um sistema central de
aquecimento de água, utilizando um medidor na entrada de cada UH. Para o rateio do
consumo de água quente do sistema central, é feita a divisão proporcional ao volume de
água quente consumido em cada UH.







144

4 EDIFICAÇÕES UNIFAMILIARES
Escopo: Este item tem por objetivo estabelecer os critérios para avaliação do nível de eficiência
energética de edificações unifamiliares.
4.1 Procedimento para determinação da eficiência
A classificação do nível de eficiência de edificações unifamiliares é equivalente ao resultado da
classificação da unidade habitacional autônoma (calculada por meio do item 2.3.1).

145

5 EDIFICAÇÕES MULTIFAMILIARES
Escopo: Este item tem por objetivo estabelecer os critérios para avaliação do nível de eficiência
energética de edificações multifamiliares.
5.1 Procedimento para determinação da eficiência
A classificação do nível de eficiência de edificações multifamiliares é o resultado da
ponderação da classificação de suas unidades habitacionais autônomas (calculada por meio do
item 2.3.1) pela área útil das UHs, excluindo terraços e varandas. O número de pontos obtidos
com a ponderação irá definir a classificação final da edificação multifamiliar, de acordo com a
Tabela 2.2.
A Figura 5.1 representa graficamente uma edificação multifamiliar, com a classificação de
cada uma de suas UHs. A classificação da edificação multifamiliar será a ponderação da
pontuação de suas UHs pela sua área útil.

Figura 5.1: Exemplo de avaliação de edificação multifamiliar

EXEMPLO DE CÁLCULO

Uma edificação possui 12 pavimentos e oito apartamentos por pavimento, todos eles com
a mesma área útil (56,00 m
2
). Determine o nível de eficiência da edificação multifamiliar,
sendo que suas UHs obtiveram os seguintes resultados:
8 UHs = nível A (PT
UH
= 4,57);
80 UHs = Nível B (PT
UH
= 3,63);
8 UHs = nível C (PT
UH
= 2,91).

Resolução:
Número UHs Pontuação (PT
UH
) Área útil (m
2
) ENCE multi
8 4,57 56,00
3,65 B 80 3,63 56,00
8 2,91 56,00

Atenção: O valor a ser utilizado na ponderação é o valor da Pontuação Total das UH
(PT
UH
) e não o valor do equivalente numérico do nível obtido.


147

6 ÁREAS DE USO COMUM
Escopo: Este item tem por objetivo estabelecer os critérios para avaliação de ambientes de uso
coletivo de edificações multifamiliares ou de condomínios de edificações residenciais (não se
aplica a edificações unifamiliares). Estão incluídos neste item áreas comuns de uso frequente e
áreas comuns de uso eventual. Não estão incluídos neste item áreas comuns não frequentadas
pelos moradores, tais como: áreas de depósito de lixo, GLP, medidores, baterias, depósitos do
condomínio, casa de máquinas, barrilete, casa de bombas, subestação e gerador.
6.1 Áreas comuns de uso frequente
6.1.1 Pré-requisitos
Motores elétricos de indução trifásicos instalados na edificação devem atender aos
rendimentos nominais mínimos previstos na Portaria Interministerial nº 553, de 8 de dezembro
de 2005, publicada pelo Inmetro. Caso este pré-requisito não seja atendido, as áreas comuns
de uso frequente receberão nível E.
Para obtenção do nível A, todos os motores elétricos trifásicos devem ser de alto rendimento e
as garagens sem ventilação natural devem dispor de sistemas de ventilação mecânica com
controle do nível de concentração de monóxido de carbono (CO).

EXEMPLO DE MOTORES ELÉTRICOS TRIFÁSICOS

- Lava jatos portáteis;
- Motor de portão;
- Exaustor (frequentemente utilizados em estacionamentos subterrâneos);
- Cancelas automáticas com motor trifásico;
- Motor de churrasqueira;
- Moedor de cana (utilizados para fazer caldo de cana no espaço gourmet); entre
outros.

Observação: Motores trifásicos que fazem parte do sistema de operação de
elevadores não são avaliados avaliados neste item, pois estes são classificados na
avaliação do conjunto “elevador”, conforme descrito no Item 6.1.2.3.


6.1.2 Procedimento para determinação da eficiência
Para classificação do nível de eficiência das áreas comuns de uso frequente devem ser
atendidos os requisitos dos itens 6.1.2.1 a 6.1.2.3 aplicáveis ao empreendimento. Requisitos
aplicáveis ao empreendimento são aqueles referentes aos espaços e equipamentos existentes
nas áreas de uso comum. Por exemplo: se a edificação não possuir elevadores, o item 6.1.2.3
não é aplicável e pode ser desconsiderado da classificação geral das áreas comuns de uso
frequente.
Observação: Se o empreendimento for entregue sem os equipamentos das áreas comuns, o
empreendedor deve entregar a especificação mínima ao futuro proprietário para o caso de
instalação posterior dos equipamentos, sendo esta utilizada para a avaliação.
6.1.2.1 Iluminação artificial
Para classificação do sistema de iluminação artificial de áreas comuns de uso frequente devem
ser respeitados os critérios da Tabela 6.1, de acordo com o nível de eficiência pretendido.
Tabela 6.1. Critérios para classificação da iluminação artificial de áreas comuns de uso frequente de
acordo com o nível pretendido
Dispositivo Nível A Nível B Nível C Nível D
Fluorescentes
Tubulares
η* ≥ 84 lm/W 75 ≤ η < 84 lm/W 70 ≤ η < 75 lm/W 60 ≤ η < 70 lm/W
Reatores para
fluorescentes
tubulares
Eletrônicos com Selo
Procel
Eletrônicos com Selo
Procel
Fator de potncia ≥
0,95
Fator de potência <
0,95
Fluorescentes
Compactas
Selo Procel ENCE B ENCE C ENCE D
LED** η ≥ 75 lm/W 50 ≤ η < 75 lm/W 30 ≤ η < 50 lm/W η < 30 lm/W
Lâmpadas de
vapor de sódio
Selo Procel ENCE B ENCE C ENCE D
Reatores para
lâmpadas de
vapor de sódio
Eletromagnéticos
com Selo Procel
Eletromagnéticos com
Selo Procel
Fator de potncia ≥
0,90
Fator de potência <
0,90
Automação na
iluminação
intermitente
Sim Sim Não Não
* η: Eficincia luminosa
** Light Emitting Diode (diodo emissor de luz)
Observação1: Deve-se considerar a última versão das Tabelas do PBE para lâmpadas,
publicada na página do Inmetro. Para os tipos de lâmpada que não fazem parte do PBE, a
eficiência luminosa deve ser medida ou fornecida pelo fabricante.
Observação2: Para sistemas de iluminação intermitente com automação (tais como, sensor de
presença ou minuterias) podem ser utilizadas outras fontes que não as descritas acima.
Observação3: Lâmpadas incandescentes e halógenas receberão classificação nível E.
Atenção: As lâmpadas incandescentes quando utilizadas com sistemas de
automação para iluminação intermitente não recebem nível E. Somente nestes, é
atribuído nível A ao uso de lâmpadas incandescentes.

Para os níveis A e B, a iluminação artificial de áreas comuns externas como jardins,
estacionamentos externos, acessos de veículos e pedestres que não for projetada para
funcionar durante todo o dia deve possuir uma programação de controle por horário ou um
fotosensor capaz de desligar automaticamente o sistema de iluminação artificial quando houver
luz natural suficiente ou quando a iluminação externa não for necessária. Exceção é feita à
iluminação de entrada ou saída de pessoas e veículos que exijam segurança ou vigilância.

EXEMPLO DE CÁLCULO
Em um condomínio de 6 torres multifamiliares de 4 pavimentos, tem-se que as áreas
comuns de uso frequente são as circulações externas entre blocos, a área de
circulação entre pavimentos, as escadas e o estacionamento no subsolo de cada
bloco. Não há minuterias ou sensores de presença em nenhum ambiente. As
características das lâmpadas utilizadas em cada ambiente estão descritas a seguir.
Ambiente Qtidade
Tipo de
Lâmpada
Potência
(W)
Fluxo
Luminos
o (lm/W)
Eficiência
Circulação
pavimentos
2* Incandescente 60 11,9 E
Escada 2* Incandescente 60 11,9 E
Estacionamento 14**
Fluorescente
compacta
24 59 Selo Procel
Circulação externa 12**
Fluorescente
compacta
16 60 Selo Procel
* Quantidade por pavimento
** Quantidade por bloco

Resolução:
Etapa 1: Determinar dos equivalentes numéricos e as potências do sistema de iluminação
artificial
Ambiente Quant. Potência (W) EqNum
Potência
Total (W)
Circulação
pavimentos
2 x 4 x 6 60 1 2.880
Escada 2 x 4 x 6 60 1 2.880
Estacionamento 14 x 6 24 5 2.016
Circulação externa 12 x 6 16 5 1.152


TOTAL 8.928
Etapa 2: Determinar a eficiência do sistema de iluminação artificial
Eficiência do sistema de iluminação =

Eficiência do sistema de iluminação = 2,42 = Nível D

A eficiência do sistema de iluminação artificial das áreas comuns de uso frequente é
indicada na ENCE, conforme apresentado na Figura 6.1.

Figura 6.1: Localização da informação sobre a eficiência do sistema de iluminação
artificial das áreas comuns de uso frequente na ENCE

Para encontrar a eficiência das áreas comuns de uso frequente é necessário saber a
eficiência das bombas centrífugas e dos elevadores, caso existentes na edificação sob
análise. Da mesma forma, para encontrar a Pontuação Total das Áreas Comuns (PT
AC
)
é necessário saber a eficiência dos sistemas individuais das áreas de uso eventual
(iluminação artificial, equipamentos, aquecimento de água e sauna). A seguir é
apresentada na equação da PT
AC
a parcela referente à iluminação artificial e a
substituição dos valores do exemplo de cálculo apresentado.

Se o sistema possuísse apenas um tipo de lâmpada, ou seja, um único equivalente
numérico, os valores de EqNumIlum
F
e PIlum
F
entrariam diretamente na fórmula para
cálculo da Pontuação Total das áreas comuns (PT
AC
). Mas como tem equivalentes
numéricos diferentes, faz-se uma ponderação destes pela potência.

6.1.2.2 Bombas centrífugas
As bombas centrífugas instaladas na edificação devem ter eficiência atribuída em função do
rendimento percentual do conjunto, conforme Tabela 6.2, e devem fazer parte do PBE. Bombas
centrífugas que não fizerem parte do PBE receberão nível E, com exceção das bombas cuja
potência não é coberta pelo PBE. Estas devem estar dimensionadas corretamente para a
vazão e pressão requeridas.
Tabela 6.2. Classificação da eficiência das bombas centrífugas
Rendimento do conjunto (R)
Nível de eficiência
(%)
R > 59,0 A
47,5 < R < 58,9 B
36,0 < R < 47,4 C
24,5 < R < 35,9 D
R < 24,4 E

EXEMPLO DE CÁLCULO
DETERMINAÇÃO DO NÍVEL DE EFICIENCIA DAS BOMBAS CENTRÍFUGAS

Uma edificação conta com 6 (seis) bombas centrífugas. Três delas são da marca
Schneider, modelo BCV, tensão de 220V, potência de 1,5kW, vazão de 24,40 m³/h e
rendimento do conjunto de 51,23%.
As outras três são do mesmo fabricante e modelo, porém possuem potência de 1,1kW,
vazão de 22,0 m
3
/h e rendimento do conjunto de 45,90%

Resolução:
ETAPA 1: Verificar se as bombas especificadas para a edificação fazem parte do
PBE/Inmetro.
Atenção: consultar sempre a última versão publicada na página do Inmetro.

ETAPA 2: Determinar o EqNumB em função ao seu rendimento, conforme Tabela 6.2 do
RTQ-R e suas potências.
Aplicação Quantidade
Rendimento
conjunto %
Eficiência EqNum
Potência
individual
(W)
Potência
Total
(W)
Bombeamento de
água
3 51,23 B 4 1.500 4.500
Bombeamento de
água
3 45,90 C 3 1.100 3.300
TOTAL 7.800


ETAPA 3: Determinar a eficiência das bombas
Eficiência do sistema de iluminação =

Eficiência do sistema de iluminação = 3,58 = Nível B
A eficiência das bombas centrífugas é indicada na ENCE, conforme apresentado na
Figura 6.2.

Figura 6.2: Localização da informação sobre a eficiência das bombas na ENCE

Para o cálculo da Pontuação Total das Áreas Comuns (PT
AC
) substitui-se na equação os
dados referentes às bombas centrífugas

Se o sistema possuísse apenas um tipo bomba, ou seja, um único equivalente numérico,
os valores de EqNumB
F
e PB
F
entrariam diretamente na fórmula para cálculo da
Pontuação Total das áreas comuns (PT
AC
). Mas como tem equivalentes numéricos
diferentes, faz-se uma ponderação destes pela potência.

6.1.2.3 Elevadores
Os elevadores devem ter eficiência atribuída em função da demanda específica de energia,
que é baseada na demanda de energia em standby e na demanda em viagem. Para tanto,
deve-se definir a categoria de uso do elevador dentre as quatro categorias apresentadas na
Tabela 6.3.
Tabela 6.3. Categorias de uso dos elevadores de acordo com a VDI 4707
Categoria de
uso
1 2 3 4
Intensidade/
frequência de uso
muito baixa
muito raramente
baixa
raramente
média
ocasionalmente
alta
frequentemente
Tempo médio de
viagem (h/dia)*
0,2
(≤ 0,3)
0,5
(de 0,3 a 1)
1,5
(de 1 a 2)
3
(de 2 a 4,5)
Tempo médio em
standby (h/dia)
23,8 23,5 22,5 21
Tipos de
edificações
Edificações
residenciais de até 6
UHs
Edificações
residenciais de 7 até
20 UHs
Edificações
residenciais de 21
até 50 UHs
Edificações
residenciais com
mais de 50 UHs
* Nota: Pode ser determinado a partir do número médio de viagens e a duração da viagem
média.
Estabelecida a categoria de uso, deve-se calcular a demanda específica de energia do
elevador, de acordo com a metodologia estabelecida pela VDI4707-2009. Os limites da
demanda específica de energia para cada nível de eficiência energética em função da
categoria de uso são apresentados na Tabela 6.4, onde:
QN: carga nominal do elevador (kg);
vN: velocidade nominal do elevador (m/s).
Encontrado o nível de eficiência do elevador, seu equivalente numérico deve ser obtido na
Tabela 2.1.
Tabela 6.4. Limites da demanda específica de energia para cada nível de eficiência energética em
função da categoria de uso do elevador (Fonte: VDI 4707)
Nível de
eficiência
energética
Demanda específica de energia do elevador [mWh/(kg.m)]
Categoria de uso
1 2 3 4
A

0,56 mWh/(kg.m)+
50W . 23,8h . 1000
0,56 mWh/(kg.m)+
50W . 23,5h . 1000
0,56 mWh/(kg.m)+
50W . 22,5h . 1000
0,56 mWh/(kg.m)+
50W . 21,0h . 1000
QN . VN . 0,2h . 3600 QN . VN . 0,5h . 3600 QN . VN . 1,5h . 3600 QN . VN . 3h . 3600
B
0,84 mWh/(kg.m)+
100W . 23,8h . 1000
0,84 mWh/(kg.m)+
100W . 23,5h . 1000
0,84 mWh/(kg.m)+
100W . 22,5h . 1000
0,84 mWh/(kg.m)+
100W . 21,0h .
1000
QN . VN . 0,2h . 3600 QN . VN . 0,5h . 3600 QN . VN . 1,5h . 3600 QN . VN . 3h . 3600
C
1,26 mWh/(kg.m)+
200W . 23,8h . 1000
1,26 mWh/(kg.m)+
200W . 23,5h . 1000
1,26 mWh/(kg.m)+
200W . 22,5h . 1000
1,26 mWh/(kg.m)+
200W . 21,0h .
1000
QN . VN . 0,2h . 3600 QN . VN . 0,5h . 3600 QN . VN . 1,5h . 3600 QN . VN . 3h . 3600
D

1,89 mWh/(kg.m)+
400W . 23,8h . 1000
1,89 mWh/(kg.m)+
400W . 23,5h . 1000
1,89 mWh/(kg.m)+
400W . 22,5h . 1000
1,89 mWh/(kg.m)+
400W . 21,0h .
1000
QN . VN . 0,2h . 3600 QN . VN . 0,5h . 3600 QN . VN .1,5h . 3600 QN . VN . 3h . 3600
E

> 2,80
mWh/(kg.m)+ 800W
. 23,8h . 1000
> 2,80
mWh/(kg.m)+ 800W
. 23,5h . 1000
> 2,80
mWh/(kg.m)+ 800W
. 22,5h . 1000
> 2,80
mWh/(kg.m)+
800W . 21,0h .
1000
QN . VN . 0,2h . 3600 QN . VN . 0,5h . 3600 QN . VN . 1,5h . 3600 QN . VN . 3h . 3600


Nota: o tempo médio de viagem (h/dia) e o tempo médio em standby (h/dia) podem ser
alterados em função de medições específicas realizadas no elevador, de acordo com a
metodologia proposta pela VDI4707.

EXEMPLO DE CÁLCULO
DETERMINAÇÃO DO NÍVEL DE EFICIENCIA DOS ELEVADORES
(em desenvolvimento)


6.2 Áreas comuns de uso eventual
6.2.1 Envoltória de áreas comuns de uso eventual
Caso as áreas comuns de uso eventual sejam construídas separadas das edificações
residenciais, a sua envoltória deve atender aos pré-requisitos de transmitância térmica,
capacidade térmica e absortância solar das superfícies (item 3.1.1.1)
6.2.2 Procedimento para determinação da eficiência
Para classificação do nível de eficiência das áreas comuns de uso eventual devem ser
atendidos os requisitos dos itens 6.2.2.1 a 6.2.2.4 aplicáveis ao empreendimento. Requisitos
aplicáveis ao empreendimento são aqueles referentes aos espaços e equipamentos existentes
nas áreas de uso comum. Por exemplo: se nas áreas comuns não houver condicionadores de
ar, o subitem “a” do item 6.2.2.2 não é aplicável e pode ser desconsiderado da classificação
geral das áreas comuns de uso eventual.
Observação: Se o empreendimento for entregue sem os equipamentos nas áreas comuns, o
empreendedor deve entregar a especificação mínima ao futuro proprietário para o caso de
instalação posterior dos equipamentos, sendo esta usada para a avaliação.
6.2.2.1 Iluminação artificial
Para classificação do sistema de iluminação artificial de áreas de uso eventual devem ser
respeitados os critérios da Tabela 6.1, de acordo com o nível de eficiência pretendido,
excluindo o critério de “Automação na iluminação intermitente”, não aplicável às áreas comuns
de uso eventual.
EXEMPLO DE CÁLCULO

Entre as áreas comuns de uso eventual do condomínio a seguir, há um um salão de
festas, uma churrasqueira externa, um playground infantil e duas piscinas, como
apresentado na Figura 6.3.

Figura 6.3 Área social de condomínio residencial

As lâmpadas utilizadas em cada ambiente possuem as características descritas na
Tabela 25.

Tabela 25: Caracterísitcas das lâmpadas das áreas comum de uso eventual
Ambiente Quant.
Tipo de
Lâmpada
Potência
(W)
Fluxo
Luminoso
(lm/W)
Eficiência
Playground 4
Fluorescente
compacta
16 60 Selo Procel
Sala de festas 11
Fluorescente
compactas
20 62 ENCE B
Banheiros - sala de
festas
5 Incandescente 60 11,9 ENCE E
Churrasqueira 6
Fluorescente
compacta
20 62 ENCE B
Área externa da área
social
24
Fluorescente
compacta
18 57 Selo Procel

Resolução
ETAPA 1: Cálculo do sistema de iluminação artificial de áreas de uso eventual.

Ambiente Quant. Potência (W) EqNum
Potência
Total (W)
Playground 4 16 5 64
Salão de festas 11 20 4 220
Banheiros - salão de
festas
5 60 1 300
Churrasqueira 6 20 4 120
Área externa da área
social
24 18 5 432


TOTAL 1.136

Etapa 2: Determinar a eficiência do sistema de iluminação artificial das áreas de uso
eventual
Eficiência do sistema de iluminação =

Eficiência do sistema de iluminação = 3,64 = Nível B

A eficiência do sistema de iluminação artificial das áreas comuns de uso eventual é
indicada na ENCE, conforme apresentado na Figura 6.4.

Figura 6.4: Localização da informação sobre a eficiência do sistema de iluminação
artificial das áreas comuns de uso eventual na ENCE

Para o cálculo de PT
AC
substitui-se na equação os valores referentes à iluminação
artificial nas áreas de uso eventual.

Se o sistema possuísse apenas um tipo de lâmpada, ou seja, um único equivalente
numérico, os valores de EqNumIlum
F
e PIlum
F
entrariam diretamente na fórmula para
cálculo da Pontuação Total das áreas comuns (PT
AC
). Mas como tem equivalentes
numéricos diferentes, faz-se uma ponderação destes pela potência.

6.2.2.2 Equipamentos
a) Condicionadores de ar
Os condicionadores de ar do tipo janela e do tipo split devem possuir ENCE ou Selo Procel.
Deve-ser adotar a classificação da ENCE obtida nas Tabelas do PBE para condicionadores de
ar, considerando a última versão publicada na página do Inmetro, e identificar o equivalente
numérico na Tabela 2.1. Condicionadores de ar com Selo Procel receberão classificação nível
A.
Condicionadores de ar do tipo central ou condicionadores não regulamentados pelo Inmetro
devem seguir os parâmetros definidos nos Requisitos Técnicos da Qualidade para o Nível de
Eficiência Energética de Edifícios Comerciais, de Serviços e Públicos (RTQ-C), publicado pelo
Inmetro.
As cargas térmicas de projeto do sistema de aquecimento e resfriamento de ar devem ser
calculadas de acordo com normas e manuais de engenharia de comprovada aceitação
nacional ou internacional, com publicação posterior ao ano de 2000, como por exemplo o
ASHRAE Handbook of Fundamentals.

b) Eletrodomésticos e equipamentos
Refrigeradores, frigobares, congeladores, lavadoras de roupa, ventiladores de teto, televisores
e outros eletrodomésticos e equipamentos participantes ou que venham a fazer parte do PBE
devem possuir ENCE ou Selo Procel. Caso contrário, sua classificação será nível E. Deve-ser
adotar a classificação da ENCE obtida nas Tabelas do PBE para tais eletrodomésticos,
considerando a última versão publicada na página do Inmetro, e identificar o equivalente
numérico na Tabela 2.1. Eletrodomésticos e equipamentos com Selo Procel ou Selo Conpet
receberão classificação nível A.
Para obtenção dos níveis A e B, fogões e fornos domésticos a gás devem possuir Selo Conpet.
Estes, entretanto, não entram no cálculo da potência instalada dos equipamentos (PEq) nas
Equações Equação 2.2 e Equação 2.1.

EXEMPLO DE CÁLCULO
DETERMINAÇÃO DO NÍVEL DE EFICIENCIA DOS EQUIPAMENTOS

O empreendimeto será entregue com equipamentos no salão de festas cujas
características são descritas a seguir:
▫ 3 (três) condicionadores de ar split, do tipo reverso, com capacidade de
refrigeração de 9.000 BTU/h, potência de 840W e nível de eficiência B.
▫ Geladeira de 240 L, potência de 22,7 W e nível de eficiência A.
▫ Fogão de 6 bocas com Selo Conpet

Resolução:
ETAPA 1: Características dos equipamentos utilizados

Ambiente Quantidade
Potência
(W)
Potência
Total (W)
Eficiência EqNum
Condicionadores de ar
split
3 840 2.520 B 4
Geladeiras 1 22,7 22,7 A 5
Fogão 1 - - Selo Conpet 5

TOTAL 2.542,70


O fogão a ser utilizado possui selo Conpet, por isso cumpre com os requisitos para
obtenção dos níveis A e B. Este, entretanto, não entra no cálculo da potência
Etapa 2: Determinar a eficiência dos equipamentos
Eficiência dos equipamentos =

Eficiência dos equipamentos = 4,00 = Nível B


6.2.2.3 Sistemas de aquecimento de água
a) Sistema de aquecimento de água de chuveiros, torneiras e hidromassagem
O sistema de aquecimento de água de chuveiros, torneiras e hidromassagem deve ter sua
classificação obtida conforme o item 3.2.
b) Sistema de aquecimento de piscinas
Para obtenção do nível A, o sistema de aquecimento de água de piscinas deve ser feito através
de aquecimento solar, a gás ou por bomba de calor e deve atender aos pré-requisitos gerais e
aos pré-requisitos para sistema de aquecimento solar ou por bomba de calor, dependendo do
sistema utilizado. Caso algum dos pré-requisitos não seja atendido, o sistema de aquecimento
de piscinas receberá nível C.
Piscinas com aquecimento por resistência elétrica receberão classificação nível E.

Pré-requisitos gerais
- o sistema de aquecimento da piscina deve ser instalado conforme especificações do
manual de instalação e/ou projeto;
- a piscina deve ser entregue com uma capa térmica que a cubra na sua totalidade, para ser
utilizada quando a piscina não estiver em uso.

Pré-requisitos para sistemas de aquecimento solar
- não devem ser utilizados coletores de cobre, que sofrem a corrosão pelo cloro presente no
tratamento de piscinas, no caso de sistemas de aquecimento direto;
- os coletores solares devem ser instalados com orientação conforme especificações,
manual de instalação e projeto. Na ausência desses documentos, sugere-se que os
coletores sejam instalados voltados para o Norte geográfico com desvio máximo de até 30º
desta direção, quando no hemisfério sul;
- os coletores solares devem ser instalados com ângulo de inclinação conforme
especificações, manual de instalação e projeto. Na ausência desses documentos, sugere-
se que o ângulo de inclinação seja igual ao da latitude do local acrescido de 10º;
- a área dos coletores para aquecimento de piscinas das Zonas Bioclimáticas 1 a 4 deve ser
no mínimo igual à área da piscina;
- os coletores solares (aplicação: piscina) devem possuir ENCE A ou B no PBE,
considerando a última versão publicada na página do Inmetro, ou Selo Procel.

Pré-requisitos para sistemas de aquecimento por bomba de calor
- sistemas de aquecimento de piscinas utilizando bombas de calor devem possuir COP maior
ou igual a 6W/W, medido de acordo com as normas ASHRAE Standard 146, ASHRAE
13256 ou AHRI 1160;
- nas bombas de calor não devem ser utilizados gases refrigerantes comprovadamente
nocivos ao meio ambiente (por exemplo, R22). Deve-se dar preferência a equipamentos
que utilizem os gases R 134, R 407 ou similares.

EXEMPLO DE CÁLCULO
DETERMINAÇÃO DO SISTEMA DE AQUECIMENTO DE ÁGUA PARA PISCINAS
(em desenvolvimento)
6.2.2.4 Sauna
Para obtenção do nível A, o aquecimento da sauna deve ser realizado por equipamentos a gás
GLP, gás natural ou lenha e as paredes e portas devem possuir isolamento térmico mínimo de
0,5 m
2
K/W. Saunas a gás ou a lenha sem o referido isolamento receberão nível C. Saunas com
aquecimento elétrico receberão classificação nível E.

163

6.3 Bonificações
Iniciativas que aumentem a eficiência das áreas de uso comum poderão receber até 1 (um)
ponto na classificação geral das áreas de uso comum somando os pontos obtidos por meio das
bonificações. Para tanto, estas iniciativas devem ser justificadas e comprovadas. As
bonificações, descritas nos itens 6.3.1 a 6.3.3, são independentes entre si e podem ser
parcialmente alcançadas. A bonificação total alcançada é a somatória das bonificações
parciais, de acordo com a Equação 6.1.


Equação 6.1.
bonificação das
áreas de uso
comum

Onde:
Bonificações: pontuação atribuída a iniciativas que aumentem a eficiência das áreas de uso
comum;
B1: bonificação referente ao uso racional de água (item 6.3.1), cuja pontuação varia de zero a
0,60 pontos;
B2: bonificação referente à iluminação natural em áreas comuns de uso frequente (item 6.3.2),
cuja pontuação varia de zero a 0,20 pontos;
B3: bonificação referente à ventilação natural em áreas comuns de uso frequente (item 6.3.3),
cuja pontuação varia de zero a 0,20 pontos.
6.3.1 Uso racional de água (até 0,60 pontos)
A bonificação pode ser obtida com a combinação de sistemas e equipamentos que
racionalizem o uso da água, tais como: torneira com arejadores e/ou temporizadores, chuveiros
com regulador de pressão, sanitários com descarga de duplo acionamento, mictórios com
sensores, reuso de águas cinzas e aproveitamento de água pluvial para descarga de bacias
sanitárias, irrigação de jardins, limpeza de áreas externas e fachadas e uso em torneiras
externas. Para tanto, deve-se comprovar economia mínima de 40% no consumo anual de
água, considerando o dimensionamento para sistemas não economizadores nas mesmas
condições de uso.
Observação: economias menores que 40% receberão pontuação proporcional à economia
gerada.
Deve-se garantir a segurança na utilização de água de fontes alternativas (água pluvial, água
de reuso, ou água proveniente de outras fontes alternativas como poços) para evitar o
consumo inadvertido por moradores e crianças. Dentre as alternativas estão:
- identificação da tubulação por cores diferenciadas, assegurando que os sistemas prediais
que transportam água potável sejam diferenciados dos sistemas que transportam água não
potável, reduzindo os riscos de ligação acidental - e a consequente utilização da água para
finalidades que não as especificadas - e a contaminação da água potável transportada;
- identificação do sistema de reserva e distribuição da água de fontes alternativas, realizada
pelo emprego de placas indicativas nos reservatórios, na tubulação e nas torneiras,
alertando os usuários de que se trata de água não potável;
- utilização de torneiras de acesso restrito, operadas com sistema de chaves destacáveis
para evitar o consumo de forma incorreta.
6.3.2 Iluminação natural em áreas comuns de uso frequente (até
0,20 pontos)
Para obter 0,10 pontos, garagens internas mais 75% dos ambientes internos das áreas comuns
de uso frequente devem apresentar dispositivos de iluminação natural como janelas,
iluminação zenital ou de função similar, com área de no mínimo 1/10 da área do piso do
ambiente.
Para obter 0,10 pontos, garagens internas mais 75% dos ambientes internos das áreas comuns
de uso frequente devem ter refletância do teto acima de 60%.

6.3.3 Ventilação natural em áreas comuns de uso frequente (até
0,20 pontos)
Garagens mais 75% dos ambientes internos das áreas comuns de uso frequente devem
possuir aberturas voltadas para o exterior com área de abertura efetiva para ventilação mínima
de 1/12 da área do piso do ambiente.






.
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ANEXO I – DISPOSITIVOS DE PROTEÇÃO SOLAR EM EDIFICAÇÕES RESIDENCIAIS

EXEMPLO DE CÁLCULO DE “SOMB”

1) Obter no link www.procelinfo.com.br/etiquetagem_edificios a carta solar referente à cidade onde
se localiza o projeto sob avaliação. Exemplo para a cidade de São Paulo:




2) Verificar se a área de janela é maior ou menor que 25% da área do piso.
Exemplo: Dados:
- Área de piso: 27 m
2

- Área de janela: 5,30 m
2

Aj/Ap = 19,63%
Área de janela < 25% da área de piso

3) Verificar os ângulos recomendados
Edificações Residenciais Edificações Residenciais Edificações Residenciais
Área da janela < 25% área do piso Área da janela < 25% área do piso Área da janela < 25% área do piso
α βd βe γd γe α βd βe γd γe α βd βe γd γe
-- -- -- -- -- 65° -- -- 20° 20° -- -- -- -- --
Área da janela > 25% área do piso Área da janela > 25% área do piso Área da janela > 25% área do piso
α βd βe γd γe α βd βe γd γe α βd βe γd γe
15° -- -- 50° 60° 75° -- -- 30° 30° -- -- -- -- --
Área da janela > 25% área do piso (2ª opção) Área da janela > 25% área do piso (2ª opção) Área da janela > 25% área do piso (2ª opção)
α βd βe γd γe α βd βe γd γe α βd βe γd γe
-- -- -- -- -- -- -- -- -- -- -- -- -- -- --
Edificações Residenciais Edificações Residenciais Edificações Residenciais
Área da janela < 25% área do piso Área da janela < 25% área do piso Área da janela < 25% área do piso
α βd βe γd γe α βd βe γd γe α βd βe γd γe
-- -- -- -- -- -- -- -- -- -- -- -- -- -- --
Área da janela > 25% área do piso Área da janela > 25% área do piso Área da janela > 25% área do piso
α βd βe γd γe α βd βe γd γe α βd βe γd γe
-- -- -- -- -- 70° -- -- 20° 10° 70° -- -- 10° 55°
Área da janela > 25% área do piso (2ª opção) Área da janela > 25% área do piso (2ª opção) Área da janela > 25% área do piso (2ª opção)
α βd βe γd γe α βd βe γd γe α βd βe γd γe
-- -- -- -- -- -- -- -- -- -- -- -- -- -- --
Edificações Residenciais Edificações Residenciais
Área da janela < 25% área do piso Área da janela < 25% área do piso
α βd βe γd γe α βd βe γd γe
-- -- -- -- -- -- -- -- -- --
Área da janela > 25% área do piso Área da janela > 25% área do piso
α βd βe γd γe α βd βe γd γe
-- -- -- -- -- -- 50° -- 20° --
Área da janela > 25% área do piso (2ª opção) Área da janela > 25% área do piso (2ª opção)
α βd βe γd γe α βd βe γd γe
-- -- -- -- -- -- -- -- -- --
FACHADA SUL São Paulo
FACHADA SUDESTE FACHADA NORTE São Paulo
FACHADA LESTE São Paulo FACHADA SUDOESTE São Paulo
São Paulo
FACHADA NORDESTE São Paulo FACHADA NOROESTE São Paulo
FACHADA OESTE São Paulo


Só há ângulos recomendados para a fachada oeste.

4) Verificar a orientação das fachadas, considerando 8 orientações, conforme a Figura a seguir




5) Verificar os ângulos de projeto, por fachada. Mas como, neste caso, só há ângulos recomendados
para oeste, só é necessário levantar os ângulos desta fachada:



Ângulos recomendados (oeste) Ângulos de projeto (oeste)
α = 65° αp = 29 º
Edificações Residenciais Edificações Residenciais Edificações Residenciais
Área da janela < 25% área do piso Área da janela < 25% área do piso Área da janela < 25% área do piso
α βd βe γd γe α βd βe γd γe α βd βe γd γe
-- -- -- -- -- 65° -- -- 20° 20° -- -- -- -- --
Edificações Residenciais Edificações Residenciais Edificações Residenciais
Área da janela < 25% área do piso Área da janela < 25% área do piso Área da janela < 25% área do piso
α βd βe γd γe α βd βe γd γe α βd βe γd γe
-- -- -- -- -- -- -- -- -- -- -- -- -- -- --
Edificações Residenciais Edificações Residenciais
Área da janela < 25% área do piso Área da janela < 25% área do piso
α βd βe γd γe α βd βe γd γe
-- -- -- -- -- -- -- -- -- --
FACHADA SUL São Paulo
FACHADA SUDESTE FACHADA NORTE São Paulo
FACHADA LESTE São Paulo FACHADA SUDOESTE São Paulo
São Paulo
FACHADA NORDESTE São Paulo FACHADA NOROESTE São Paulo
FACHADA OESTE São Paulo
|e = -- |ep = -
|d = -- |dp = -
γd = 20º γdp = 18º
γe = 20° γep = 24º

6) Ponderar ângulos para encontrar somb
abertura
:

α γ γ
α γ γ


p = ângulos coletados em projeto
r = ângulos recomendados

somb
abertura
= 0,676

7) Determinar “somb”

considerar que 0,75 de “sombabertura” corresponde a um valor de somb igual a 1. O valor de somb deve ser obtido por
regra de três.
somb
abertura
= 0,75 ¬ somb = 1
somb
abertura
= 0,676 ¬ somb = 0,90



ANEXO A
Lista de cidades e respectivas zonas bioclimáticas
Tabela A.1: Lista de cidades e respectivas zonas bioclimáticas (Fonte: “NBR 15220-3: Zoneamento
Bioclimático Brasileiro”)
UF Cidade Estratégia ZB
AC Cruzeiro do Sul FJK 8
AC Rio Branco FIJK 8
AC Tarauacá FJK 8
AL Água Branca CFI 5
AL Anadia FIJ 8
AL Coruripe FIJ 8
AL Maceió FIJ 8
AL Palmeira dos Índios FIJ 8
AL Pão de Açucar FIJK 8
AL Pilar FIJ 8
AL Porto de Pedras FIJ 8
AM Barcelos FJK 8
AM Coari FJK 8
AM Fonte Boa FJK 8
AM Humaitá FIJK 8
AM Iaurete FJK 8
AM Itacoatiara FJK 8
AM Manaus FJK 8
AM Parintins JK 8
AM Taracua FJK 8
AM Tefé FJK 8
AM Uaupes FJK 8
AP Macapá FJK 8
BA Alagoinhas FIJ 8
BA Barra do Rio Grande CDFHI 6
BA Barreiras DFHIJ 7
BA Bom Jesus da Lapa CDFHI 6
BA Caetité CDFI 6
BA Camaçari FIJ 8
BA Canavieiras FIJ 8
BA Caravelas FIJ 8
BA Carinhanha CDFHI 6
BA Cipó FIJK 8
BA Correntina CFHIJ 6
BA Guaratinga FIJ 8
BA Ibipetuba CFHIJ 6
BA Ilhéus FIJ 8
BA Irecê CDFHI 6
BA Itaberaba FI 8
BA Itiruçu CFI 5
BA Ituaçu CDFHI 6
BA Jacobina FI 8
BA Lençóis FIJ 8
Tabela A.1: Lista de cidades e respectivas zonas bioclimáticas (Fonte: “NBR 15220-3: Zoneamento
Bioclimático Brasileiro”) - continuação
UF Cidade Estratégia ZB
BA Monte Santo CFHI 6
BA Morro do Chapéu CFI 5
BA Paratinga FHIJK 7
BA Paulo Afonso FHIJK 7
BA Remanso DFHI 7
BA Salvador (Ondina) FIJ 8
BA Santa Rita de Cássia CFHIJ 6
BA São Francisco Conde FIJ 8
BA São Gonçalo dos Campos FIJ 8
BA Senhor do Bonfim FHI 7
BA Serrinha FIJ 8
BA Vitória da Conquista CFI 5
CE Barbalha DFHIJ 7
CE Campos Sales DFHIJ 7
CE Crateús DFHIJ 7
CE Fortaleza FIJ 8
CE Guaramiranga CFI 5
CE Iguatu DFHIJ 7
CE Jaguaruana FIJK 8
CE Mondibim FIJ 8
CE Morada Nova FHIJK 7
CE Quixadá FHIJK 7
CE Quixeramobim FHIJK 7
CE Sobral FHIJK 7
CE Tauá DFHIJ 7
DF Brasília BCDFI 4
ES Cachoeiro de Itapemirim FIJK 8
ES Conceição da Barra FIJ 8
ES Linhares FIJ 8
ES São Mateus FIJ 8
ES Vitória FIJ 8
GO Aragarças CFHIJ 6
GO Catalão CDFHI 6
GO Formosa CDFHI 6
GO Goiânia CDFHI 6
GO Goiás FHIJ 7
GO Ipamerí BCDFI 4
GO Luziânia BCDFI 4
GO Pirenópolis CDFHI 6
GO Posse CDFHI 6
GO Rio Verde CDFHI 6
MA Barra do Corda FHIJK 7
MA Carolina FHIJ 7
MA Caxias FHIJK 7
MA Coroatá FIJK 8
MA Grajaú FHIJK 7
MA Imperatriz FHIJK 7
MA São Bento FIJK 8
MA São Luiz JK 8
Tabela A.1: Lista de cidades e respectivas zonas bioclimáticas (Fonte: “NBR 15220-3: Zoneamento
Bioclimático Brasileiro”) - continuação
UF Cidade Estratégia ZB
MA Turiaçu FIJ 8
MA Zé Doca FIJK 8
MG Aimorés CFIJK 5
MG Araçuai CFIJ 5
MG Araxá BCFI 3
MG Bambuí BCFIJ 3
MG Barbacena BCFI 3
MG Belo Horizonte BCFI 3
MG Caparaó ABCFI 2
MG Capinópolis CFIJ 5
MG Caratinga BCFI 3
MG Cataguases CFIJ 5
MG
Conceição do Mato
Dentro BCFI 3
MG Coronel Pacheco BCFIJ 3
MG Curvelo BCFIJ 3
MG Diamantina BCFI 3
MG Espinosa CDFHI 6
MG Frutal CFHIJ 6
MG Governador Valadares CFIJ 5
MG Grão Mogol BCFI 3
MG Ibirité ABCFI 2
MG Itabira BCFI 3
MG Itajubá ABCFI 2
MG Itamarandiba BCFI 3
MG Januária CFHIJ 6
MG João Pinheiro CDFHI 6
MG Juiz de Fora BCFI 3
MG Lavras BCFI 3
MG Leopoldina CFIJ 5
MG Machado ABCFI 2
MG Monte Alegre de Minas BCFIJ 3
MG Monte Azul DFHI 7
MG Montes Claros CDFHI 6
MG Muriaé BCFIJ 3
MG Oliveira BCDFI 4
MG Paracatu CFHIJ 6
MG Passa Quatro ABCFI 2
MG Patos de Minas BCDFI 4
MG Pedra Azul CFI 5
MG Pirapora BCFHI 4
MG Pitangui BCFHI 4
MG Poços de Calda ABCF 1
MG Pompeu BCFIJ 3
MG Santos Dumont BCFI 3
MG São Francisco CFHIJ 6
MG São João Del Rei ABCFI 2
MG São João Evangelista BCFIJ 3
MG São Lourenço ABCFI 2
MG Sete Lagoas BCDFI 4
Tabela A.1: Lista de cidades e respectivas zonas bioclimáticas (Fonte: “NBR 15220-3: Zoneamento
Bioclimático Brasileiro”) - continuação
UF Cidade Estratégia ZB
MG Teófilo Otoni CFIJ 5
MG Três Corações ABCFI 2
MG Ubá BCFIJ 3
MG Uberaba BCFIJ 3
MG Viçosa BCFIJ 3
MS Aquidauana CFIJK 5
MS Campo Grande CFHIJ 6
MS Corumbá FIJK 8
MS Coxim CFHIJ 6
MS Dourados BCFIJ 3
MS Ivinhema CFIJK 5
MS Paranaíba CFHIJ 6
MS Ponta Porã BCFI 3
MS Três Lagoas CFHIJ 6
MT Cáceres FIJK 8
MT Cidade Vera CFIJK 5
MT Cuiabá FHIJK 7
MT Diamantino FHIJK 7
MT Meruri CFHIJ 6
MT Presidente Murtinho BCFIJ 3
PA Altamira FJK 8
PA Alto Tapajós FJK 8
PA Belém FJK 8
PA Belterra FJK 8
PA Breves FJK 8
PA Conceição do Araguaia FIJK 8
PA Itaituba FJK 8
PA Marabá FJK 8
PA Monte Alegre FIJ 8
PA Óbidos FJK 8
PA Porto de Moz FJK 8
PA Santarém (Taperinha) FJK 8
PA São Félix do Xingú FIJK 8
PA Soure JK 8
PA Tiriós FIJ 8
PA Tracuateua FIJK 8
PA Tucuruí FJK 8
PB Areia FIJ 8
PB Bananeiras FIJ 8
PB Campina Grande FIJ 8
PB Guarabira FIJK 8
PB João Pessoa FIJ 8
PB Monteiro CFHI 6
PB São Gonçalo FHIJK 7
PB Umbuzeiro FI 8
PE Arco Verde FHI 7
PE Barreiros FJK 8
PE Cabrobó DFHI 7
PE Correntes FIJ 8
Tabela A.1: Lista de cidades e respectivas zonas bioclimáticas (Fonte: “NBR 15220-3: Zoneamento
Bioclimático Brasileiro”) - continuação
UF Cidade Estratégia ZB
PE Fernando de Noronha FIJ 8
PE Floresta FHIK 7
PE Garanhuns CFI 5
PE Goiana FIJ 8
PE Nazaré da Mata FIJ 8
PE Pesqueira FI 8
PE Petrolina DFHI 7
PE Recife FIJ 8
PE São Caetano FIJ 8
PE Surubim FIJ 8
PE Tapera FIJ 8
PE Triunfo CFHI 6
PI Bom Jesus do Piauí DFHIJ 7
PI Floriano FHIJK 7
PI Parnaíba FIJ 8
PI Paulistana DFHIJ 7
PI Picos DFHIJ 7
PI Teresina FHIJK 7
PR Campo Mourão BCFI 3
PR Castro ABCF 1
PR Curitiba ABCF 1
PR Foz do Iguaçu BCFIJ 3
PR Guaíra BCFIJ 3
PR Guarapuava ABCF 1
PR Ivaí ABCFI 2
PR Jacarezinho BCFIJ 3
PR Jaguariaiva ABCFI 2
PR Londrina BCFI 3
PR Maringá ABCD 1
PR Palmas ABCF 1
PR Paranaguá BCFIJ 3
PR Ponta Grossa ABCFI 2
PR Rio Negro ABCFI 2
RJ Angra dos Reis FIJ 8
RJ Barra do Itabapoana CFIJ 5
RJ Cabo Frio FIJ 8
RJ Campos CFIJ 5
RJ Carmo BCFIJ 3
RJ Cordeiro BCFIJ 3
RJ Escola Agrícola CFIJ 5
RJ Ilha Guaíba FIJ 8
RJ Itaperuna CFIJ 5
RJ Macaé CFIJ 5
RJ Niterói CFIJ 5
RJ Nova Friburgo ABCFI 2
RJ Petrópolis BCF 3
RJ Piraí BCFIJ 3
RJ Rezende BCFIJ 3
RJ Rio de Janeiro FIJ 8
Tabela A.1: Lista de cidades e respectivas zonas bioclimáticas (Fonte: “NBR 15220-3: Zoneamento
Bioclimático Brasileiro”) - continuação
UF Cidade Estratégia ZB
RJ Rio Douro CFIJ 5
RJ Teresópolis ABCFI 2
RJ Vassouras BCFIJ 3
RJ Xerém CFIJ 5
RN Apodí FIJK 8
RN Ceará Mirim FIJ 8
RN Cruzeta FHIJK 7
RN Florania FHIJ 7
RN Macaiba FIJ 8
RN Macau FIJ 8
RN Mossoró FHIJK 7
RN Natal FIJ 8
RN Nova Cruz FIJ 8
RO Porto Velho FIJK 8
RS Alegrete ABCFI 2
RS Bagé ABCFI 2
RS Bom Jesus ABCF 1
RS Caxias do Sul ABCF 1
RS Cruz Alta ABCFI 2
RS Encruzilhada do Sul ABCFI 2
RS Iraí BCFIJ 3
RS Passo Fundo ABCFI 2
RS Pelotas ABCFI 2
RS Porto Alegre BCFI 3
RS Rio Grande BCFI 3
RS Santa Maria ABCFI 2
RS Santa Vitória do Palmar ABCFI 2
RS São Francisco de Paula ABCF 1
RS São Luiz Gonzaga ABCFI 2
RS Torres BCFI 3
RS Uruguaiana ABCFI 2
SC Araranguá ABCFI 2
SC Camboriu BCFIJ 3
SC Chapecó BCFI 3
SC Florianópolis BCFIJ 3
SC Indaial BCFIJ 3
SC Lages ABCF 1
SC Laguna ABCFI 2
SC Porto União ABCFI 2
SC São Francisco do Sul CFIJ 5
SC São Joaquim ABCF 1
SC Urussanga ABCFI 2
SC Valões ABCFI 2
SC Xanxerê ABCFI 2
SE Aracajú FIJ 8
SE Itabaianinha FIJ 8
SE Propriá FIJK 8
SP Andradina CFHIJ 6
SP Araçatuba CFIJK 5
Tabela A.1: Lista de cidades e respectivas zonas bioclimáticas (Fonte: “NBR 15220-3: Zoneamento
Bioclimático Brasileiro”) - continuação
UF Cidade Estratégia ZB
SP Avaré BCFIJ 3
SP Bandeirantes BCFI 3
SP Bariri BCFI 3
SP Barra Bonita BCFI 3
SP Campinas BCFI 3
SP Campos do Jordão ABCF 1
SP Casa Grande ABCFI 2
SP Catanduva CFHIJ 6
SP Franca BCDF 4
SP Graminha BCFI 3
SP Ibitinga BCFIJ 3
SP Iguape CFIJ 5
SP Itapeva ABCFI 2
SP Jau BCDFI 4
SP Juquiá CFIJ 5
SP Jurumirim BCFI 3
SP Limeira BCDFI 4
SP Limoeiro BCDFI 4
SP Mococa BCDFI 4
SP Mogi Guaçu (Campininha) BCFIJ 3
SP Paraguaçu Paulista CDFI 6
SP Pindamonhangaba BCFIJ 3
SP Pindorama CDFHI 6
SP Piracicaba ABCFI 2
SP Presidente Prudente CDFHI 6
SP Ribeirão das Antas BCFI 3
SP Ribeirão Preto BCDFI 4
SP Salto Grande BCFIJ 3
SP Santos CFIJ 5
SP São Carlos BCDFI 4
SP São Paulo BCFI 3
SP São Simão BCDFI 4
SP Sorocaba BCFI 3
SP Tietê BCFI 3
SP Tremembé BCFI 3
SP Ubatuba BCFIJ 3
SP Viracopos BCDFI 4
SP Votuporanga CDFHI 6
TO Paranã CFHIJ 6
TO Peixe FHIJK 7
TO Porto Nacional FHIJK 7
TO Taguatinga DFHIJ 7



Sumário
APRESENTAÇÃO....................................................................................................................... 6 OBJETIVOS DO MANUAL ................................................................................................................ 6 ESTRUTURA DO MANUAL ............................................................................................................... 7 1 DEFINIÇÕES, SÍMBOLOS E UNIDADES .................................................................................. 8 1.1 ABERTURA ...................................................................................................................... 8 1.1.1 DETALHAMENTO......................................................................................................................... 8 1.1.2 EXEMPLOS ................................................................................................................................. 8 1.1.3 EXERCÍCIOS ................................................................................................................................ 8 1.2 ABERTURA PARA ILUMINAÇÃO ........................................................................................ 9 1.2.1 DETALHAMENTO......................................................................................................................... 9 1.2.2 EXEMPLOS ................................................................................................................................. 9 1.2.3 EXERCÍCIO ............................................................................................................................... 10 1.3 ABERTURA PARA VENTILAÇÃO ....................................................................................... 11 1.3.1 DETALHAMENTO....................................................................................................................... 11 1.3.2 EXEMPLO ................................................................................................................................ 13 1.3.3 EXERCÍCIOS .................................................................................. ERRO! INDICADOR NÃO DEFINIDO. 1.4 ABERTURA ZENITAL ....................................................................................................... 15 1.4.1 DETALHAMENTO....................................................................................................................... 15 1.4.2 EXEMPLO ................................................................................................................................ 16 1.5 ABSORTÂNCIA (ADIMENSIONAL) ........................................................................................ 16 1.5.1 DETALHAMENTO....................................................................................................................... 16 1.6 AMBIENTE..................................................................................................................... 17 1.6.1 DETALHAMENTO....................................................................................................................... 17 1.6.2 EXEMPLO ................................................................................................................................ 18 1.6.3 EXERCÍCIOS .............................................................................................................................. 18 1.7 AMBIENTE CONDICIONADO ARTIFICIALMENTE ............................................................... 20 1.8 AMBIENTE DE PERMANÊNCIA PROLONGADA ................................................................. 20 1.9 ÁREA DA ABERTURA (AAB) (M²) ...................................................................................... 20 1.9.1 DETALHAMENTO....................................................................................................................... 20 1.10 ÁREAS DE USO COMUM ............................................................................................... 20 1.10.1 DETALHAMENTO..................................................................................................................... 21 1.10.2 ÁREAS COMUNS DE USO FREQUENTE .......................................................................................... 21 1.10.3 ÁREAS COMUNS DE USO EVENTUAL ............................................................................................ 21 1.11 ÁREA ÚTIL (AU) (M2) ..................................................................................................... 21 1.11.1 DETALHAMENTO..................................................................................................................... 21 1.12 CAIXILHO .................................................................................................................... 21 1.13 CAPACIDADE TÉRMICA (CT) [KJ/(M².K)] ......................................................................... 21 1.13.1 DETALHAMENTO..................................................................................................................... 22 1.13.2 EXERCÍCIOS ............................................................................................................................ 23 1.14 CARTAS SOLARES ......................................................................................................... 24 1.14.1 DETALHAMENTO..................................................................................................................... 24 1.15 COBERTURA ................................................................................................................ 24 1.16 COEFICIENTE DE DESCARGA (CD) ................................................................................... 24
2

1.17 COEFICIENTE DE FLUXO DE AR POR FRESTAS (CQ)........................................................... 25 1.18 COEFICIENTE DE PERFORMANCE (COP) (W/W) .............................................................. 25 1.19 COEFICIENTE DE PRESSÃO SUPERFICIAL (CP) .................................................................. 25 1.20 COEFICIENTE DE RUGOSIDADE DO ENTORNO ................................................................ 25 1.21 COLETOR SOLAR .......................................................................................................... 25 1.22 CONSUMO RELATIVO PARA AQUECIMENTO (CA) (KWH/M²)............................................ 25 1.22.1 DETALHAMENTO..................................................................................................................... 26 1.23 CONSUMO RELATIVO PARA REFRIGERAÇÃO (CR) (KWH/M²)............................................ 26 1.23.1 DETALHAMENTO..................................................................................................................... 26 1.24 DEMANDA DO ELEVADOR EM STANDBY (W) ................................................................. 26 1.25 DEMANDA EM VIAGEM (W) ......................................................................................... 26 1.26 DEMANDA ESPECÍFICA EM VIAGEM [MWH/(KG.M)] ........................................................ 26 1.27 DISPOSITIVO DE PROTEÇÃO SOLAR .............................................................................. 27 1.27.1 DETALHAMENTO..................................................................................................................... 27 1.27.2 EXEMPLO .............................................................................................................................. 27 1.28 EDIFICAÇÃO MULTIFAMILIAR ....................................................................................... 27 1.28.1 DETALHAMENTO..................................................................................................................... 27 1.28.2 EXEMPLOS ............................................................................................................................. 28 1.29 EDIFICAÇÃO RESIDENCIAL ............................................................................................ 28 1.30 EDIFICAÇÃO UNIFAMILIAR ........................................................................................... 28 1.31 EFICIÊNCIA LUMINOSA (Η) (LM/W) ................................................................................ 28 1.32 ETIQUETA NACIONAL DE CONSERVAÇÃO DE ENERGIA (ENCE) ........................................ 29 1.32.1 DETALHAMENTO..................................................................................................................... 29 1.33 ENVOLTÓRIA (ENV) ...................................................................................................... 31 1.33.1 DETALHAMENTO..................................................................................................................... 31 1.33.2 EXEMPLOS ............................................................................................................................. 31 1.34 EQNUM - EQUIVALENTE NUMÉRICO ..................................................................................... 32 1.35 EQNUMAA - EQUIVALENTE NUMÉRICO DO SISTEMA DE AQUECIMENTO DE ÁGUA ............................ 32 1.36 EQNUMB - EQUIVALENTE NUMÉRICO DAS BOMBAS CENTRÍFUGAS ............................................... 32 1.37 EQNUMEL - EQUIVALENTE NUMÉRICO DOS ELEVADORES ........................................................... 32 1.38 EQNUMENV - EQUIVALENTE NUMÉRICO DA ENVOLTÓRIA .......................................................... 33 1.39 EQNUMENVAMB - EQUIVALENTE NUMÉRICO DA ENVOLTÓRIA DO AMBIENTE ................................. 33 1.40 EQNUMEQ - EQUIVALENTE NUMÉRICO DOS EQUIPAMENTOS ...................................................... 33 1.41 EQNUMILUM – EQUIVALENTE NUMÉRICO DO SISTEMA DE ILUMINAÇÃO ARTIFICIAL .......................... 33 1.42 EQNUMS – EQUIVALENTE NUMÉRICO DA SAUNA .................................................................... 33 1.43 FACHADA ...................................................................................................................... 34 1.43.1 DETALHAMENTO..................................................................................................................... 34 1.43.2 EXEMPLO .............................................................................................................................. 35 1.44 FACHADA LESTE ........................................................................................................... 37 1.45 FACHADA NORTE ......................................................................................................... 37 1.46 FACHADA OESTE .......................................................................................................... 37 1.47 FACHADA SUL .............................................................................................................. 37 1.48 FRAÇÃO SOLAR............................................................................................................ 37 1.49 GRAUS HORA DE AQUECIMENTO ................................................................................. 37 1.50 GRAUS HORA DE RESFRIAMENTO ................................................................................. 37 1.51 INDICADOR DE GRAUS-HORA PARA RESFRIAMENTO (GHR) ............................................ 38 1.52 ORGANISMO DE INSPEÇÃO ACREDITADO (OIA)............................................................. 38 1.53 PADRÃO DE OCUPAÇÃO (H) .......................................................................................... 38 1.54 PADRÃO DE USO (H) ..................................................................................................... 38 1.55 PAREDES EXTERNAS..................................................................................................... 38 1.55.1 DETALHAMENTO..................................................................................................................... 38 1.56 PILOTIS ....................................................................................................................... 39

................................................... 43 1...................................................................................................57 PONTUAÇÃO TOTAL (PT) .1 DETALHAMENTO.................................................................................................................................................................................................................... 2..............................................................................................................................................................................................................................................................................1 DETALHAMENTO................................................ 57 DETALHAMENTO ........ 47 2................................................. 58 DETALHAMENTO .............. 43 1..............................................67............................................................ 47 2.. 57 DETALHAMENTO ........................................................................................................................................................ 39 1.................. ERRO! INDICADOR NÃO DEFINIDO................................. 39 1.............. 40 1.... 57 DETALHAMENTO ....... 67 ......................1 DETALHAMENTO............................. 57 3................................................................................K)/W] ...................... 39 1.................................67.... 53 2...................................................................................................................................... 40 1............. 46 2 INTRODUÇÃO.............................................. ERRO! INDICADOR NÃO DEFINIDO.............................................................................................. 43 1.................1 UNIDADES HABITACIONAIS AUTÔNOMAS ...........65............... 45 1.................59 POTENCIAL DE VENTILAÇÃO ..........65..............................................................................................................60...................1 DETALHAMENTO............ 44 1............................................ 41 1.....................3...........................................................................2 EXEMPLO ..........................................................................................................................................2 PRÉ-REQUISITO GERAL ................................1..................70 ZONA BIOCLIMÁTICA .............3 EDIFICAÇÕES MULTIFAMILIARES..........................................................................................60 PROFUNIDADE DO AMBIENTE (P) (M) ....................................................................................69. 48 DETALHAMENTO ................................................................ 41 1.......................................................................................1 DETALHAMENTO................................................ 54 DETALHAMENTO .......................................................................................................................................................................................62......................................70.............................................................................................................58 POROSIDADE................................................................................... 43 1................................ 51 2.................................... 48 DETALHAMENTO ..............67 TRANSMITÂNCIA TÉRMICA DAS PAREDES (UPAR) [W/(M².............................................................................66 TRANSMITÂNCIA TÉRMICA DA COBERTURA (UCOB) [W/(M2.... 53 DETALHAMENTO .....................................................1................................................... 41 1.............................................................................................3 PROCEDIMENTOS PARA DETERMINAÇÃO DA EFICIÊNCIA ..............2 EXEMPLO ........ 45 1....................................3..................K)] ...................... 47 DETALHAMENTO .................... 56 3 UNIDADES HABITACIONAIS AUTÔNOMAS..................... 41 1..... 44 1........60................ 42 1.........................................................................1 EXEMPLO ......................... 39 1....62 RESISTÊNCIA TÉRMICA TOTAL (RT) [M².....................................................1 PRÉ-REQUISITOS DA ENVOLTÓRIA ................................................................. 39 1.....................3..............................................................65 TRANSMITÂNCIA TÉRMICA [W/(M²................ 45 1............................. 40 1.............................................................................. 48 2..........................................63.........................................................................................1 DETALHAMENTO................. 41 1...............1 ENVOLTÓRIA ..........4 ÁREAS DE USO COMUM ..........2 EDIFICAÇÕES UNIFAMILIARES .............................................68 UNIDADE HABITACIONAL AUTÔNOMA (UH) ....................K)] ................................ 57 3.......................61 PROGRAMA BRASILEIRO DE ETIQUETAGEM (PBE) ......................................................................................63 TEMPERATURA OPERATIVA (TO) (ºC) .......................................................................69 VENTILAÇÃO CRUZADA ..1 DETALHAMENTO........................................................................................................................ 65 DETALHAMENTO ............. 40 1........................................................64 TRANSMITÂNCIA À RADIAÇÃO SOLAR ...........................K)] .............................................. 2...................3.........................................1 OBJETIVO .......2 EXERCÍCIO .............................................................................66............

......3................... 139 3......................3 BONIFICAÇÕES ....3........................................................................................ 104 3................................................................................................................................................10 PONTOS) ......................... 164 6....155 6....................................................................163 6...........103 3......................10 PONTOS) ................................. 141 3.................................. 156 6.........20 PONTOS) .............................................1..............................................3................................7 REFRIGERADORES (0............... 163 6.......................DETALHAMENTO ................2 PROCEDIMENTO PARA DETERMINAÇÃO DA EFICIÊNCIA...................................2..........1 USO RACIONAL DE ÁGUA (ATÉ 0.................3 PROCEDIMENTO PARA DETERMINAÇÃO DA EFICIÊNCIA DA ENVOLTÓRIA: MÉTODO DE SIMULAÇÃO .....1 PROCEDIMENTO PARA DETERMINAÇÃO DA EFICIÊNCIA .............3............................................................30 PONTOS) .................145 6 ÁREAS DE USO COMUM . 70 3...............................3 VENTILAÇÃO NATURAL EM ÁREAS COMUNS DE USO FREQUENTE (ATÉ 0...................... 84 3................................................................................................................2..........20 PONTOS) ..2.....................................3.............................2 ILUMINAÇÃO NATURAL EM ÁREAS COMUNS DE USO FREQUENTE (ATÉ 0............1.3.........................................................................................................144 4..........................40 PONTOS) ..........145 5...................3............................................................. 142 3......................................................................................................... 72 DETALHAMENTO .......................................10 PONTOS) ....................147 6....... 137 3..........3 BONIFICAÇÕES ..20 PONTOS)..............................2 ÁREAS COMUNS DE USO EVENTUAL ...............................3............................................................... 148 6....................................... 103 3..............144 5 EDIFICAÇÕES MULTIFAMILIARES.............................1 ENVOLTÓRIA DE ÁREAS COMUNS DE USO EVENTUAL ....................... 155 6................................................................1 PRÉ-REQUISITOS ......................3..................5 ILUMINAÇÃO ARTIFICIAL (ATÉ 0...................... 77 DETALHAMENTO .....................................................2 ILUMINAÇÃO NATURAL (ATÉ 0........ 147 6.....3 USO RACIONAL DE ÁGUA (ATÉ 0................................................................ 94 3...............................130 3...... 164 ..........................................................1..............6 VENTILADORES DE TETO (0........................................ 68 DETALHAMENTO ......................................2................................................................ 72 DETALHAMENTO .................3.........................................3..........................................147 6...................1 PROCEDIMENTO PARA DETERMINAÇÃO DA EFICIÊNCIA .......................................................2 PROCEDIMENTO PARA DETERMINAÇÃO DA EFICIÊNCIA....................1 PRÉ-REQUISITOS DO SISTEMA DE AQUECIMENTO DE ÁGUA .1 VENTILAÇÃO NATURAL (ATÉ 0.................................................. 132 3...........2 PROCEDIMENTO PARA DETERMINAÇÃO DA EFICIÊNCIA DA ENVOLTÓRIA: MÉTODO PRESCRITIVO ................8 MEDIÇÃO INDIVIDUALIZADA (0.... 141 3.......... 74 DETALHAMENTO ..............10 PONTOS) .........4 CONDICIONAMENTO ARTIFICIAL DE AR (ATÉ 0..................................................1............................................2 PROCEDIMENTO PARA DETERMINAÇÃO DA EFICIÊNCIA.........1 ÁREAS COMUNS DE USO FREQUENTE .......................................2 SISTEMA DE AQUECIMENTO DE ÁGUA .....................60 PONTOS) ........................ 142 4 EDIFICAÇÕES UNIFAMILIARES ....................................................................................................................................................................................................................... 135 3..........20 PONTOS) ....................

O regulamento deve ser considerado como um desafio para procurar e efetivamente alcançar níveis mais elevados de eficiência energética nas edificações. mecânicos. aumentando assim a eficiência das edificações e reduzindo desperdícios.1. da concepção ao uso da edificação. eletricistas. etc). tão importantes e frequentemente esquecidos. Igualmente. que podem reduzir de forma significativa o consumo de energia.1. de forma a esclarecer possíveis dúvidas sobre os métodos de cálculo e aplicação de seu conteúdo.1 representa os cinco níveis de eficiência possíves de serem obtidos com a aplicação do RTQ-R e mostra como esta filosofia de contínuo aprimoramento está embutida no regulamento. engenheiros civis.Apresentação Objetivos do manual Este manual visa detalhar os tópicos do Regulamento Técnico da Qualidade (RTQ-R) para o Nível de Eficiência Energética de Edificações Residenciais. Para tal. empreendedores. Maiores níveis de eficiência podem ser alcançados através de estratégias de projeto e por iniciativas e cooperação dos diversos agentes envolvidos na construção (arquitetos. Esperase que. A obtenção de uma etiqueta de eficiência não é definitiva e pode ser continuamente melhorada com inovações tecnológicas ao longo dos anos. Níveis de eficiência 6 . O RTQ-R não define limite superior para o nível A. ao final da leitura.1. A B C D E Figura A. Cabe salientar que nenhuma regulamentação por si garante uma edificação de qualidade. criando um hábito do aprimoramento constante em eficiência energética. uma vez que desempenhos mais elevados de eficiência energética podem sempre ser conseguidos. A Figura A. os conceitos e definições apresentados no RTQ-R são explicados e exemplificados. o leitor esteja apto a classificar edificações residenciais de acordo com os requisitos do regulamento e a submeter apropriadamente o projeto ou edificação à etiqueagem. Todos os envolvidos na concepção e utilização das edificações e seus sistemas podem contribuir para criar e manter edificações energeticamente eficientes. os usuários têm participação decisiva no uso eficiente das edificações eficientes através dos seus hábitos.

corrigindo defeitos ou ajustando equipamento se for necessário até alcançar os objetivos propostos. a procura de maiores níveis de eficiência inclui o comissionamento. Estrutura do manual O conteúdo deste manual foi organizado para apresentar os conceitos e definições utilizados no RTQ-R e segue a mesma estrutura do regulamento. Após o texto do RTQ-R. O texto do RTQ-R está representado neste Manual pelo texto com recuo.Neste sentido. Uma edificação eficiente com usuários ineficientes pode tornar-se uma edificação ineficiente. que foram suprimidas ficando apenas um exemplo para uma Zona Bioclimática. Cada um dos itens abordados transcreve integralmente o texto do RTQ-R. edificações ineficientes podem aumentar de forma considerável a sua eficiência se houver um empenho dos seus usuários nesse sentido. em itálico e com letra menor que o restante do Manual. com exceção das equações para determinação da eficiência da envoltória pelo método prescritivo. Dependendo do caso. Da mesma forma. para atingir e manter níveis mais elevados de eficiência é muito importante a participação dos usuários. Finalmente. exemplos e exercícios são utilizados como recursos didáticos com a intenção de esclarecer pontos de possível dificuldade de compreensão. detalhamentos. há esclarescimentos das intenções da redação e demais informações. quadros. . figuras. O comissionamento consiste em planejar e executar os projetos de forma a garantir que os mesmos apresentem efetivamente o desempenho esperado.

3 Exercícios Exercício 1 Um ambiente apresenta uma fachada de 20m² em que metade da área é fechada por vidro com a altura do pé direito e o restante da fachada é composta de tijolos de vidro.1.1.1 Detalhamento É abertura toda e qualquer parte da fachada que seja aberta ou que possua material transparente ou translúcido.1 DEFINIÇÕES. abertas ou com fechamento translúcido ou transparente (que permitam a entrada da luz e/ou ar) incluindo. Um vão totalmente fechado com um material opaco. sem a presença de parcela aberta ou material transparente ou translúcido. Vãos fechados com placas de NÃO É ABERTURA Vãos descobertos. policarbonato ou acrílico.1 ABERTURA Todas as áreas da envoltória do edifício. Suas arestas podem estar em contato com materiais opacos ou também transparentes ou translúcidos. ventilação e/ou radiação solar direta ou indireta para o interior da edificação. 1. SÍMBOLOS E UNIDADES 1. . Sacadas. Paredes de tijolo de vidro.1. 1. 1. Cobogós. permitindo a passagem de luz. paredes de blocos de vidro e aberturas zenitais. janelas. Janelas fechadas com vidro e com venezianas. portas de vidro (com mais da metade da área de vidro). também não é considerado abertura. Vãos fechados com material opaco. A área da abertura exclui os caixilhos. Pórticos. painéis plásticos.2 Exemplos É ABERTURA Janelas. Paredes envidraçadas. Sacadas e varandas não são consideradas aberturas. por exemplo. Varandas.

2 ABERTURA PARA ILUMINAÇÃO Parcela de área do vão que permite a passagem de luz.2. Exercício 2 Se. Esta definição distingue materiais transparentes e translúcidos dos opacos (que não deixam passar a luz/radiação solar). no caso anterior. 20 m². Aberturas com venezianas fixas. metade da parede de vidro que fecha o vão fosse deixada sem fechamento. como vistas e caixilhos. . Vãos fechados com placas de policarbonato ou acrílico. 1.2. 1. Suas arestas podem estar em contato com materiais opacos ou também transparentes ou translúcidos. Paredes de tijolo de vidro. Todos os materiais da fachada são transparentes ou translúcidos.2 Exemplos É ABERTURA PARA ILUMINAÇÃO Janelas de vidro. NÃO É ABERTURA PARA ILUMINAÇÃO Área da abertura ocupada por materiais opacos. pelos seus desempenhos térmicos diferenciados.1 Detalhamento Abertura para iluminação compreende toda e qualquer parte da abertura que permita a passagem de luz e/ou radiação solar direta ou indireta para o interior da edificação. isso aumentaria ou reduziria a área de aberturas da fachada? Resposta: A área de abertura continua a mesma. 1.Qual é a área de abertura nas fachadas de tal ambiente? Resposta: 20m². Paredes envidraçadas.

Posição 1: vidros fechados Posição 2: vidro aberto Figura 1. a área de abertura para iluminação é representada pelas áreas branca e azul da Posição 2.1 Em uma esquadria com três folhas de correr (uma folha de vidro.2 Em uma esquadria com duas folhas de correr.3 Exemplo de janela para cálculo da área de abertura para iluminação. uma folha de veneziana sem entrada de ar e uma folha de veneziana perfurada).3 Exercício Exercício 1 Calcular a área de abertura para iluminação da janela a seguir: Figura 1. 1. a área de abertura para iluminação é representada pela área branca da Posição 2.Posição 1: veneziana fechada Posição 2: veneziana e vidro abertos Figura 1. .2.

É a parcela da abertura que não possui nenhum tipo de fechamento. apenas a área efetiva de ventilação.16 m² Ai = (0.8 Aa = 2. corresponde à área de abertura para ventilação. Suas arestas podem estar em contato com materiais opacos ou também transparentes ou translúcidos. Figura 1. 1.2. entre outros deve ser realizado considerando a área perpendicular de abertura entre os elementos que permitem a ventilação.3.2 Exemplos Na Figura 1. Já na Figura 1. venezianas. representada pela área em branco da Posição 2.3. maxi air. O cálculo da área de abertura para ventilação em janelas do tipo basculante.34 * 0.4 Janela tipo basculante cuja inclinação máxima das folhas é de 25º .Resposta: Cálculo da área de abertura Cálculo da área de abertura para iluminação Aa = 1.59 m² 1.3 ABERTURA PARA VENTILAÇÃO Parcela de área do vão que permite a passagem de ar.1 a área de abertura para ventilação é a igual à área de abertura para iluminação.2 x 1. seja opaco ou translúcido. conforme exemplos a seguir.1 Detalhamento Abertura para ventilação compreende toda e qualquer parte da abertura que permita a passagem de ventilação direta ou indireta para o interior da edificação. 1.39) *12 Ai = 1.

que deverá ser cálculada levando em consideração a área perpendicular exitente entre as abas. apresentada em mais detalhe na Figura 1..6 Detalhe da área de ventilação de uma veneziana .Na janela com fechamento do tipo venezina aprasentada na Figura 1. Figura 1.5 a área de ventilação a ser considerada será a área demarcada em azul.5 Exemplo de área de ventilação de uma veneziana Figura 1.

7 Abertura de ventilação desconsiderada em venezianas . Figura 1.Observação: A Erro! Fonte de referência não encontrada. apresenta um tipo de abertura de ventilação que deve ser desconsiderado.

4374 m² Cálculo da área de ventilação janela de correr: A vent2 = 4 x (0.10 Aa = 1.54 x 0.1.8.20 * 1.51 x 0.0381) A vent2 = 0. Figura 1.81 A vent1 = 0.8 Exemplo de janela para cálculo de abertura de ventilação Resposta: Cálulo da área de abertura: Aa = 1.077724 m² Cálulo da área de ventilação: Avent total = Avent1 + Avent2 Avent = 0.32 m² Cálculo da área de ventilação janela de correr: Avent1 = 0.3 Exercícios Exercício 1 Calcular a área de abertura para ventilação da janela apresentada na Figura 1. A janela tem duas folhas de correr horizontais e duas basculantes cuja inclinação máxima é de 45º.52 m² .3. Destaca-se em azul as áreas de abertura para ventilação da janela.

9 Exemplo de cobogó Cálculo da área de abertura Aa = 0. Sua área deve ser calculada a partir da projeção horizontal da abertura.1 Detalhamento Abertura para iluminação zenital compreende toda e qualquer parte da fachada com inclinação inferior a 60º em relação ao plano horizontal cujo material é transparente ou translúcido.58 Aa = 0.4.08) * 25 Ai = 0. . permitindo a passagem de luz e/ou radiação solar direta ou indireta para o interior da edificação.16 m² Cálculo da área de abertura para ventilação 1.Exercício 2 Calcular a área de abertura para ventilação do cobogó representado a seguir: Figura 1.4 ABERTURA ZENITAL Abertura na cobertura para iluminação natural. Refere-se exclusivamente a aberturas em superfícies com inclinação inferior a 60º em relação ao plano horizontal. Suas arestas podem estar em contato com materiais opacos ou também transparentes ou translúcidos.58 * 0.08 * 0.34 m² Ai = (0. 1.

Tabela 1.80 0. 1.1 Absortância () para radiação solar (ondas curtas) Tipo de Superfície Chapa de alumínio (nova e brilhante) Chapa de alumínio (oxidada) Chapa de aço galvanizada (nova e brilhante) Caiação nova Concreto aparente Telha de barro Tijolo aparente  0. A absortância é utilizada apenas para elementos opacos. geralmente relacionada à cor.25 0.4.1.65 / 0.05 0. A NBR 15220-2 apresenta no Anexo B uma lista de absortâncias para algumas cores e materiais.10 Projeção horizontal de aberturas zenitais.2 Exemplo Detalhamento abertura zenital Figura 1. 1.15 0.1 Detalhamento Absortância solar é uma propriedade do material referente à parcela da radiação absorvida pelo mesmo. descritas a seguir.65 / 0.5.80 . com ou sem revestimento externo de vidro (exclui-se a absortância das parcelas envidraçadas das aberturas).80 0.75 / 0.5 ABSORTÂNCIA (adimensional) Quociente da taxa de radiação solar absorvida por uma superfície pela taxa de radiação solar incidente sobre esta mesma superfície.15 0.12 / 0.

80 0.30 0.25 0. Ambientes com mezanino são considerados um único ambiente. Por divisão. A Figura 1.97 1.40 0.40 / 0.11 exemplifica este conceito. 1. Varandas e sacadas que possuam fechamento também são consideradas como um ambiente.20 0.98 0. que tais divisórias vedem o espaço do piso até o teto. já que o líquido derramado em cada ambiente irá preencher cada espaço que possuir fechamento do piso até o teto.Reboco claro Revestimento asfáltico Vidro incolor Vidro colorido Vidro metalizado Pintura: Branca Amarela Verde clara “Alumínio” Verde escura Vermelha Preta 0. piso e dispositivos operáveis tais como janelas e portas. não se entende somente paredes de alvenaria ou concreto.35 / 0. no entanto.70 0. fechado por superfícies sólidas.30 / 0.80 0.1 Detalhamento Um ambiente é um espaço interno da edificação delimitado por divisórias ou paredes. . teto.74 0.50 0. Qualquer tipo de divisória que crie espaços internos que são classificados como ambientes pelo RTQ-R sendo necessário.06 / 0.85 / 0.6.6 AMBIENTE Espaço interno de uma edificação. tais como paredes ou divisórias piso-teto. Cozinhas e salas contíguas divididas por bancadas são consideradas como um único ambiente.40 0.

1.2 Exemplos Figura 1. na figura considera-se a existência de apenas um ambiente de permanência prolongada (sala+cozinha) . Portanto.12 Divisórias que não vedam por completo o espaço entre o piso e o teto não criam ambientes internos.11 Caracterização de ambiente Figura 1.6.

13 Sacada fechada com vidro Resposta: Não. a área da sacada é fechada com vidro e retiram-se as portasjanela entre a sala e a sacada.6. Por não haver divisória entre o piso e o teto que separe por completo o limite entre os dois ambientes. quantos ambientes são contabilizados? Figura 1.1.14 Exemplo de ambiente integrado Resposta: Um.3 Exercícios Exercício 1 Em um apartamento. são considerados um único . portanto. a sacada e a sala passam a ser contíguos sendo. considerados como um único ambiente. O ambiente “sala” continua com as mesmas características? Figura 1. Ambientes sem fechamentos piso-teto. Exercício 2 De acordo com a figura a seguir.

3. 1. banheiro. Não são considerados ambientes de permanência prolongada: cozinha.3. sala de TV ou ambientes de usos similares aos citados. cozinhas ou outros ambientes que não possuam separação através de parede ou divisória até o forro com ambientes de permanência prolongada são considerados extensão dos ambientes contíguos a eles. Observação: Deve-se verificar se a abertura zenital do ambiente corresponde a mais de 2% da área de cobertura do mesmo. 1.9 ÁREA DA ABERTURA (AAb) (m²) Área da abertura livre de obstrução por elementos fixos de sombreamento que sejam paralelos ao plano de abertura. Exemplos de cálculo da área de abertura podem ser consultados nos itens 1. a classificação do nível de eficiência desta edificação deve ser submetida ao método de simulação computacional e não ao método prescritivo. .7 AMBIENTE CONDICIONADO ARTIFICIALMENTE Ambiente fechado (incluindo fechamento por cortinas de ar) atendido por sistema de condicionamento de ar. Caso assim seja. Observação: varandas fechadas com vidro. Os ambientes listados nesta definição não excluem outros não listados.2. dormitórios. 1. É caracterizada pelo vão existente na parede antes de ser colocada a esquadria.8 AMBIENTE DE PERMANÊNCIA PROLONGADA Ambientes de ocupação contínua por um ou mais indivíduos.10 ÁREAS DE USO COMUM Ambientes de uso coletivo de edificações multifamiliares ou de condomínios de edificações residenciais. 1.1 Detalhamento A área da abertura (AAb) é utilizada na equação de classificação da envoltória. garagem.ambiente. 1. seriam considerados dois ambientes diferentes. solarium.3 e 1. incluindo sala de estar.9. varanda aberta ou fechada com vidro. escritório. dentre outros que sejam de ocupação transitória. circulação. lavanderia ou área de serviço. sala de jantar. Já no caso de existir uma divisória de vidro entre a área de jardim e a sala. sala íntima.

playground. estacionamento de visitantes. 1. elevadores. Os ambientes listados nesta definição não excluem outros não listados. sauna e demais espaços coletivos destinados ao lazer e descanso dos moradores. sala de estudo. portas e painéis.13 CAPACIDADE TÉRMICA (CT) [kJ/(m². excluindo garagens. piscina. 1. quadra poliesportiva. banheiros coletivos.1. casa de bombas. corredores.K)] Quantidade de calor necessária para variar em uma unidade a temperatura de um sistema.11 ÁREA ÚTIL (AU) (m2) Área disponível para ocupação.10.2 Áreas comuns de uso frequente São consideradas áreas comuns de uso frequente: circulações. sejam de uso frequente ou de uso eventual. brinquedoteca. churrasqueira. depósitos e similares não são considerados nesta definição.12 CAIXILHO Moldura opaca onde são fixados os vidros de janelas. .11. escadas. 1. garagens. sala de cinema.1 Detalhamento Compreende todas as áreas de uso coletivo por parte dos condôminos.10. 1. halls.3 Áreas comuns de uso eventual São consideradas áreas comuns de uso eventual: salões de festa. desconsiderando as áreas de parede e vazios. Os ambientes listados nesta definição não excluem outros não listados. Ambientes destinados a áreas técnicas e outros que não sejam frequentados por moradores tais como cisternas.10. acessos externos ou ambientes de usos similares aos citados. É medida internamente no ambiente.1 Detalhamento Corresponde a toda área do ambiente possível de ser ocupada. 1. 1. antecâmaras. bicicletário. barriletes. medida entre os limites internos das paredes que delimitam o ambiente. sala de ginástica.

capacidade térmica de componentes formados por camadas heterogêneas Onde: CTa. . determinadas pela Equação 1. . ei é a espessura da camada „i‟.. [kJ/(m². [kJ/(kg.1. Equação 1.K).K)]. [W/(m. CTn.K)].2.1... capacidade térmica de componentes formados por camadas homogêneas Onde: CT é a capacidade térmica de componentes. Ri é a resistência térmica da camada „i‟. b. Equação 1. i é a densidade de massa aparente do material da camada „i‟.1 Detalhamento A NBR 15220-2 apresenta o detalhamento completo do método de cálculo da capacidade térmica dos materiais e inclui exemplos de cálculo. são as capacidades térmicas do componente para cada seção (a. (m). n).2. Recomenda-se que esta seja consultada para maiores esclarescimentos. utiliza-se a Equação 1. CTb. Ab. A capacidade térmica (CT) de componentes formados por camadas homogêneas perpendiculares ao fluxo de calor é obtida por meio da Equação 1. i é a condutividade térmica da matéria da camada „i‟. An são as áreas de cada seção. (kJ/m².. Aa.K)/W]. Para componentes com camadas homogêneas e não homogêneas. [(m2.K)]. ci é o calor específico do material da camada „i‟. ….1. (kg/m³). .. (m²)..1.13.

Exercício C.15 Parede de tijolos maciços rebocados em ambas as faces Dados: Dimensões do tijolo: 5 cm x 9 cm x 19 cm.90 w/(m. conforme a Figura 1.k).K).15.k). ccerâmica: 0.15 w/(m.2 Exercícios O exercício a seguir faz parte do exercício C1 do anexo C da NBR15220-2. onde são encontrados outros exemplos de cálculo.NBR15220-2.00 kJ/(kg.13.1 .92 kJ/(kg. argamassa = reboco: 1. Cálculo de todas as seções da parede: Seção A (reboco + argamassa +reboco) Seção B (reboco + tijolo +reboco) . cerâmica: 0. Figura 1. anexo C: Calcular a capacidade térmica de uma parede de tijolos maciços rebocados em ambas as faces. cargamassa = creboco: 1.k). cerâmica: 1600 kg/m³. argamassa = reboco: 2000 kg/m³.1.

Cálculo da capacidade térmica da parede

1.14 CARTAS SOLARES
Instrumentos para representação da geometria da insolação.

1.14.1 Detalhamento
As cartas solares compreendem uma representação da trajetória solar na abóbada celeste para diferentes dias e épocas do ano de acordo com a latitude do local, podendo ser representadas todas as posições do sol ao longo do ano. Conhecendo a posição do edifício e a posição do sol é possível determinar onde e quando a edificação recebe insolação, bem como projetar suas sombras em função do horário e data. As instruções para utilização da carta solar são detalhadas no anexo I do RTQ-R.

1.15 COBERTURA
Parcela da área de fechamentos opacos superiores da edificação, com inclinação inferior a 60º em relação ao plano horizontal.

1.16 COEFICIENTE DE DESCARGA (CD)
Coeficiente relacionado com as resistências de fluxo de ar encontradas nas aberturas de portas e janelas. É uma função entre a diferença de temperatura do ar, a velocidade e direção do vento e, principalmente, a geometria da abertura. É um coeficiente adimensional relacionado com a taxa de fluxo de ar média que passa pelas aberturas e corresponde à diferença de pressão através delas.

1.17 COEFICIENTE DE FLUXO DE AR POR FRESTAS (CQ)
Coeficiente relacionado à infiltração, que corresponde ao fluxo de ar que vem do exterior para o interior da edificação através de frestas e outras aberturas não intencionais. Equivale ao coeficiente de descarga de fluxo de ar relativo ao tamanho da abertura.

1.18 COEFICIENTE DE PERFORMANCE (COP) (W/W)
Definido para as condições de resfriamento ou aquecimento, segundo a ASHRAE 90.1. Para resfriamento: razão entre o calor removido do ambiente e a energia consumida, para um sistema completo de refrigeração ou uma porção específica deste sistema sob condições operacionais projetadas. Para aquecimento: razão entre o calor fornecido ao ambiente e a energia consumida, para um sistema completo de aquecimento por bomba de calor, incluindo o compressor e, se aplicável, o sistema auxiliar de aquecimento, sob condições operacionais projetadas.

1.19 COEFICIENTE DE PRESSÃO SUPERFICIAL (CP)
Número adimensional que indica as relações entre as pressões em diferentes pontos das superfícies externas de um sólido. Cada ponto da edificação que sofre pressão do vento possui seus próprios valores de CP para cada direção de vento. Os valores de CP dependem da forma da edificação, da direção do vento e da influência de obstruções como edificações vizinhas, vegetação e características locais do terreno.

1.20 COEFICIENTE DE RUGOSIDADE DO ENTORNO
Valor adimensional relacionado com o perfil de obstrução dos arredores da edificação. Este valor é utilizado para corrigir os dados de velocidade de vento adquiridos em uma estação meteorológica.

1.21 COLETOR SOLAR
Dispositivo que absorve a radiação solar incidente, transferindo-a para um fluido de trabalho sob a forma de energia térmica.

1.22 CONSUMO RELATIVO PARA AQUECIMENTO (CA) (kWh/m²)
Consumo anual de energia (em kWh) por metro quadrado necessário para aquecimento do ambiente durante o período de 21 h às 8 h, todos os dias do ano, com manutenção da temperatura em 22 C.
o

1.22.1 Detalhamento
O consumo relativo para aquecimento é um indicador utilizado para a avaliação do desempenho da envoltória e não reflete o consumo real do ambiente.

1.23 CONSUMO RELATIVO PARA REFRIGERAÇÃO (CR) (kWh/m²)
Consumo anual de energia (em kWh) por metro quadrado necessário para refrigeração do ambiente durante o período de 21 h às 8 h, todos os dias do ano, com manutenção da temperatura em 24 C.
o

1.23.1 Detalhamento
O consumo relativo para refrigeração é um indicador utilizado para a avaliação do desempenho da envoltória e não reflete o consumo real do ambiente.

1.24 DEMANDA DO ELEVADOR EM STANDBY (W)
Demanda total de energia do elevador no modo standby, ou seja, em espera, disponível para serviço. A demanda em standby é determinada cinco minutos depois que a última viagem tiver terminado e inclui todos os componentes relevantes em prontidão para operação e manutenção do elevador em standby.

1.25 DEMANDA EM VIAGEM (W)
Demanda total de energia do elevador durante as viagens, com ciclo e carga definidos. A demanda em viagem é determinada por uma viagem de referência com uma carga nominal e cobrindo um ciclo de viagem completo. O ciclo começa com a porta da cabine aberta no primeiro pavimento. A porta fecha e o elevador viaja até o último pavimento onde as portas abrem e fecham uma vez. A cabine viaja de volta ao ponto de origem e o ciclo de medição termina quando as portas da cabine se abrem.

1.26 DEMANDA ESPECÍFICA EM VIAGEM [mWh/(kg.m)]
Demanda de energia do elevador em viagem com ciclo de viagem específico, dividido pela carga nominal, em quilogramas e pela distância viajada, em metros.

1. em relação de condomínio.28. motéis.28 EDIFICAÇÃO MULTIFAMILIAR Edificação que possui mais de uma unidade habitacional autônoma (UH) em um mesmo lote. (b) Sombreamento de elemento vazado sobre a abertura. sobrado ou grupamento de edificações.11 (a) Sombreamento das sacadas sobre as aberturas. tais como venezianas. 1. Sacadas e planos do próprio edifício podem funcionar como dispositivos de proteção solar. podendo configurar edifício de apartamentos.2 Exemplo (a) (b) Figura 1. enquadram-se nesta classificação). onde deve-se utilizar fator de correção FC = h/v 1. quando situadas no mesmo lote. desde que sejam externos. brises e cobogós.27 DISPOSITIVO DE PROTEÇÃO SOLAR Elementos externos que proporcionam sombreamento nas aberturas dos ambientes de permanência prolongada. apart-hotéis e similares. 1. (Observação: casas geminadas ou “em fita”.1 Detalhamento Os dispositivos de proteção solar podem ser verticais ou horizontais.27.27.1.1 Detalhamento A definição de lote para fins deste manual é aquele definido oficial e legalmente pela . persianas. devendo ser calculados de acordo com o anexo I do RTQ-R. contínuos ou vazados. pousadas. Estão excluídos desta categoria hotéis.

motéis. apart-hotéis ou similares.prefeitura do município.28. classificado como edificação multifamiliar para efeito de classificação do RTQ-R 1. diversão. prestação de serviços. 1. associações ou instituições de diversos tipos. em lumens. não sendo considerados como lotes aqueles resultantes de parcelamentos de condomínios particulares. pela potência consumida. pousadas.12 Exemplo de grupamento de edificações. 1.30 EDIFICAÇÃO UNIFAMILIAR Edificação que possui uma única unidade habitacional autônoma (UH) no lote. que contenha espaços destinados ao repouso. No caso de edificações de uso misto. estes devem ser avaliados separadamente. sejam eles hotéis. serviços domésticos e higiene. escolas. preparação e venda de alimentos.29 EDIFICAÇÃO RESIDENCIAL Edificação utilizada para fins habitacionais. não podendo haver predominância de atividades como comércio.31 EFICIÊNCIA LUMINOSA (η) (lm/W) Quociente entre fluxo luminoso emitido. que possuem ocupação diversificada englobando mais de um uso. em Watts.2 Exemplos Figura 1. . Hotéis e outros meios de hospedagem não são consideradas edificações multifamiliares e são avaliados pelo RTQ-C. escritórios e serviços de hospedagem. 1. alimentação.

a fim de verificar se foi construída conforme projetada.32. Todas as edificações que forem avaliadas na etapa de projeto devem. ser avaliadas quando a edificações estiver concluída. Já em edificações existentes é possível avaliar UHs isoladamente.1. ENCE da Edificação Multifamiliar e ENCE das Áreas de Uso Comum.1 Detalhamento Três tipo de ENCE são possíveis de serem obtidas com a aplicação do RTQ-R: ENCE das Unidades Habitacionais Autônomas. sendo elas indepententes entre si. Em edificações multifamiliares novas. é obrigatória a avaliação de todas as UHs. 1. para a obtenção da ENCE da Edificação Multifamiliar obrigatoriamente todas as UHs devem ser avaliadas. obrigatoriamente. permitindo que o proprietário solicite a etiqueta do apartamento em que more independentemente dos outros moradores quererem ou não solicitar para os seus apartamentos. A ENCE pode ser solicitada em dois momentos: na etapa de projeto e quando a edificação estiver construída (após expedido o Alvará de Conclusão ou feita a ligação definitiva com a concessionária para fornecimento de energia elétrica e distribuidora de gás combustível).32 ETIQUETA NACIONAL DE CONSERVAÇÃO DE ENERGIA (ENCE) Etiqueta concedida a produtos e edificações com eficiência avaliada através do Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE). . Entretanto. A metodologia para a avaliação da conformidade dos requisitos e solicitação das ENCEs está presente nos Requisitos de Avaliação da Conformidade para o Nível de Eficiência Energética de Edificações Residenciais (RAC-R).

13 Exemplos dos três tipos de ENCE: (a) ENCE de Projeto da Unidade Habitacional Autônoma para as Zonas Bioclimáticas 1 a 4. (c) ENCE de Projeto das Áreas de Uso comum .(a) (b) (c) Figura 1. (b) ENCE de Projeto da Edificação Multifamiliar.

o conjunto de elementos da edificação que estão em contato com o meio exterior e compõem os fechamentos dos ambientes internos em relação ao ambiente externo.33.2 Exemplos Figura 1. cobertura.33. pisos e paredes em contato com o solo. empenas. Entretanto. 1. por exemplo).1. Não estão incluídos pisos.1 Detalhamento A envoltória pode ser entendida como a pele da edificação. Em geral. exclui a parcela construída do subsolo da edificação. no caso de ambientes localizados no subsolo (garagens e depósitos. No RTQ-R o piso não é considerado parte da envoltória . Qualquer tipo de elemento acima do solo.14 Partes da edificação que compõem a envoltória. tais como fachadas. aberturas. Esta definição independe de material ou função na edificação. são considerados envoltória.33 ENVOLTÓRIA (Env) Conjunto de planos que separam o ambiente interno do ambiente externo. estas áreas não entram na definição de envoltória do RTQ-R. Meio externo. isto é. 1. uma vez que não estão em contato com o meio exterior. para a definição de envoltória. estejam eles ou não em contato com o solo. pertence à envoltória. assim como quaisquer elementos que os compõem. referindose exclusivamente às partes construídas acima do solo. que pertença à edificação e que permaneça em contato prolongado com o exterior.

Equivalente numérico das bombas centrífugas Número representativo da eficiência das bombas centrífugas. estas não fazendo parte da envoltória. .Figura 1. As paredes do subsolo que estão em contato com o ar são consideradas como parte da envoltória 1. 1. 1.15 Edificação com algumas paredes em contato com o solo.37 EqNumEl .35 EqNumAA .Equivalente numérico do sistema de aquecimento de água Número representativo da eficiência do sistema de aquecimento de água. 1.34 EqNum .Equivalente numérico dos elevadores Número representativo da eficiência energética dos elevadores.36 EqNumB .Equivalente numérico Número representativo da eficiência ou do desempenho de um sistema.

Já o Equivalente numérico da envoltória para aquecimento (EqNumEnvA) representa o desempenho da envoltória para o inverno. para aquecimento (EqNumEnvAmbA) ou para ambientes condicionados artificialmente (EqNumEnvAmb Refrig).1. para aquecimento (EqNumEnvA) ou para ambientes condicionados artificialmente (EqNumEnv Refrig).Equivalente numérico dos equipamentos Número representativo da eficiência dos equipamentos. Pode ser desempenho para resfriamento (EqNumEnvAmbResfr). é apenas informativo e não entra no cálculo do desempenho da envoltória. 1.41 EqNumIlum – Equivalente numérico do sistema de iluminação artificial Número representativo da eficiência do sistema de iluminação artificial.42 EqNumS – Equivalente numérico da sauna Número representativo da eficiência da sauna. 1. 1. Pode ser desempenho para resfriamento (EqNumEnv Resfr).38. entretanto.Equivalente numérico da envoltória do ambiente Número representativo do desempenho térmico da envoltória de um ambiente de permanência prolongada. Este equivalente numérico.38 EqNumEnv . 1.Equivalente numérico da envoltória Número representativo do desempenho térmico da envoltória da unidade habitacional autônoma.1 Detalhamento O Equivalente numérico da envoltória para resfriamento (EqNumEnvResfr) representa o desempenho da envoltória para o verão. 1.39 EqNumEnvAmb . O Equivalente numérico da envoltória para refrigeração (EqNumEnvRefrig) representa o desempenho da envoltória quando os ambientes são refrigerados artificialmente.40 EqNumEq . .

De 135.16 apresenta a rosa dos ventos com os quadrantes. A Figura 1.1 Detalhamento Fachadas são compostas de elementos como paredes. III. A orientação das fachadas influencia na eficiência da envoltória. proteções solares e quaisquer outros elementos conectados fisicamente a elas. Figura 1.0°. transparentes e vazadas. incluindo elementos opacos e translúcidos. a orientação geográfica é Leste. Já as fachadas referemse a todos os elementos que compõem o fechamento do edifício. vãos sem fechamentos.0°. De 225. translúcidas.1° a 315. II. Por este motivo é necessário definir a orientação de cada uma. Inclui as superfícies opacas.1° a 360. a orientação geográfica é Oeste. De 45. aberturas.1. Estas últimas referem-se a elementos opacos. Deve-se diferenciar fachadas de paredes externas.0° a orientação geográfica é Norte. De 0 a 45. Esta determinação é feita através da implantação de uma edificação dentro de um quadrante definido da seguinte forma: I.43.0°. IV.16 Quadrantes para definição da orientação de fachada .0° e de 315. 1.1° a 135. não incluem as aberturas e são usadas principalmente no cálculo da transmitância térmica e absortância (assim como as coberturas).1° a 225. Convém realçar que o regulamento indica expressamente o uso do Norte geográfico e não do Norte magnético.43 FACHADA Superfícies externas verticais ou com inclinação superior a 60º em relação à horizontal. a orientação geográfica é Sul.

Nela. mostrando a que orientação cada fachada está direcionada.17 Sobreposição da edificação sobre a rosa dos ventos para definição da orientação de fachadas.43.2 Exemplo A Figura 1. As fachadas 1 a 8 estão marcadas em perspectiva e em planta. com a marcação do norte geográfico e de retas perpendiculares aos planos de fachada. A planta é utilizada para definir a orientação das fachadas 1 e 8. Ver projeção da reta perpendicular às fachadas identificando as suas orientações. As imagens sobrepostas permitem o posicionamento de cada reta perpendicular à sua fachada. e a fachada 8 com orientação sul. 1. A partir da sobreposição da planta tem-se que a fachada 1 possui orientação leste. Figura 1.O exemplo é mostrado na Figura 1. . é possível ver a implantação da planta de uma edificação retangular.2 mostra um exemplo para a determinação da orientação de fachadas.17.

Fachadas de edificação.Figura 1. com a definição da orientação de duas de suas fachadas .2. marcadas em perspectiva e em planta.

46 FACHADA OESTE Fachada cuja normal à superfície está voltada para a direção de 270º em sentido horário a partir do Norte geográfico. Fachadas cuja orientação variarem de . Fachadas cuja orientação variarem de .45º a + 45º em relação a essa orientação serão consideradas como fachadas Leste. 1. Fachadas cuja orientação variarem de . em média anual.45 FACHADA NORTE Fachada cuja normal à superfície está voltada para a direção de 0º a partir do Norte geográfico.47 FACHADA SUL Fachada cuja normal à superfície está voltada para a direção de 180º em sentido horário a partir do Norte geográfico. quando a primeira está acima da temperatura de base. 1.48 FRAÇÃO SOLAR Parcela de energia requerida para aquecimento da água que é suprida pela energia solar. Fachadas cuja orientação variarem de .44 FACHADA LESTE Fachada cuja normal à superfície está voltada para a direção de 90º em sentido horário a partir do Norte geográfico.45º a + 45º em relação a essa orientação serão consideradas como fachadas Sul. 1. 1.1.49 GRAUS HORA DE AQUECIMENTO É a somatória da diferença entre a temperatura de base e a temperatura operativa horária quando esta está abaixo da temperatura de base.45º a + 45º em relação a essa orientação serão consideradas como fachadas Oeste. . 1.50 GRAUS HORA DE RESFRIAMENTO Somatório da diferença entre a temperatura operativa horária e a temperatura de base. 1.45º a + 45º em relação a essa orientação serão consideradas como fachadas Norte.

painéis ou similares.54 PADRÃO DE USO (h) Número de horas em que um determinado equipamento é utilizado. há diversas citações de paredes ou fachadas. que apresentam objetivos distintos. 1. 1.53 PADRÃO DE OCUPAÇÃO (h) Número de horas em que um determinado ambiente é ocupado. O pré-requisito de transmitância térmica da envoltória. paredes externas são as superfícies opacas. 1. considerando a dinâmica da edificação (dias de semana e final de semana).1 Detalhamento Esta definição visa diferenciar as paredes externas das fachadas. que obteve o reconhecimento formal da Coordenação Geral de Acreditação do Inmetro quanto à sua competência para realizar os serviços de inspeção de projeto e/ou de edificações construídas para determinar o nível de eficiência energética da edificação. tendo como base o RTQ-R. 1. compostas de tijolos.55 PAREDES EXTERNAS Superfícies opacas que delimitam o interior do exterior da edificação. independente de temperaturas de conforto. que utiliza uma temperatura base. consistindo em uma temperatura de referência para comparações.51 INDICADOR DE GRAUS-HORA PARA RESFRIAMENTO (GHR) Indicador de desempenho térmico da envoltória da edificação naturalmente ventilada.55. Esta definição exclui as aberturas. blocos. baseado no método dos graus-hora. o indicador representa o somatório anual de graus-hora. Como visto. proteções solares. enquanto as fachadas contêm as paredes e ainda incluem outros componentes como aberturas. 1.1. bem como as variáveis referentes às propriedades das paredes nas equações de .52 ORGANISMO DE INSPEÇÃO ACREDITADO (OIA) Pessoa jurídica. calculado para a temperatura de base de 26°C para resfriamento. Ao longo do texto do RTQ-R. Neste RTQ. cobogós e vãos sem fechamentos. O cálculo é realizado através da temperatura operativa do ambiente. de direito público ou privado.

que corresponde à projeção da superfície do pavimento imediatamente acima. 1. favorecendo a utilização da ventilação natural como estratégia de resfriamento passivo nos ambientes de longa permanência. 1.60.56 PILOTIS Consiste na área aberta. .58 POROSIDADE Relação entre as áreas efetivamente abertas para ventilação e as áreas impermeáveis à passagem do vento. 1. 1. é considerada a menor profundidade.1 Detalhamento Caso existam aberturas em paredes diferentes em um mesmo ambiente.determinação da eficiência da envoltória.59 POTENCIAL DE VENTILAÇÃO Critério que visa avaliar a existência de condições que potencializem o escoamento do vento através dos edifícios. referem-se somente às paredes externas.57 PONTUAÇÃO TOTAL (PT) Pontuação total alcançada pela edificação. 1.60 PROFUNIDADE DO AMBIENTE (P) (m) Distância entre a parede que contém a(s) abertura(s) para iluminação e a parede oposta a esta. 1. sustentada por pilares.

3. Rt é resistência térmica de superfície a superfície [(m².2 Exemplo Figura 1.K)/W] Somatório do conjunto de resistências térmicas correspondentes às camadas de um elemento ou componente.1. 1.00 m é considerada como a profundidade do ambiente 1. com o objetivo de alertar o consumidor quanto à eficiência energética dos principais produtos consumidores de energia comercializados no país.K)/W]. interna e externa.K)/W]. 2005) a resistência térmica de ambiente a ambiente é determinada de acordo com a Equação 1.60.K)/W]. 1. A distância de 3. . Equação 1. Rse é a resistência superficial externa [(m².3 Onde: RT é a resistência térmica de ambiente a ambiente [(m².62 RESISTÊNCIA TÉRMICA TOTAL (RT) [m².62.1 Detalhamento De acordo com a NBR 15220-2 (ABNT.61 PROGRAMA BRASILEIRO DE ETIQUETAGEM (PBE) Programa de conservação de energia que atua através de etiquetas informativas. incluindo as resistências superficiais. A determinação das variáveis da equação é descrita na referida norma.3 Ambiente com aberturas em paredes diferentes.

A transmitância térmica deve ser calculada utilizando o método de cálculo da NBR 15220-2 ou determinada através do método da caixa quente protegida da NBR 6488. conforme a Equação 1. incluindo as resistências superficiais interna e externa. Equação 1.1 Detalhamento De acordo com a NBR 15220-2 (ABNT. 1.65.K]. 2005) temperatura operativa é a temperatura uniforme de um ambiente com comportamento de corpo negro imaginário. induzida pela diferença de temperatura entre dois ambientes. 1. 2005) a transmitância térmica de componentes é o inverso da resistência térmica total. no qual o ocupante poderia trocar a mesma quantidade de calor por radiação e convecção que no ambiente real não uniforme.63. 1.1. 1.65 TRANSMITÂNCIA TÉRMICA [W/(m².1 Detalhamento De acordo com a NBR 15220-1 (ABNT. neste caso.1 Onde: U é a transmitância térmica dos componentes.63 TEMPERATURA OPERATIVA (TO) (ºC) É o valor médio entre a temperatura do ar e a temperatura radiante média do ambiente.K)] Transmissão de calor em unidade de tempo e através de uma área unitária de um elemento ou componente construtivo. [W/m². dos vidros e dos componentes opacos das paredes externas e coberturas.K)/W]. . [(m2. RT é a resistência térmica dos componentes.Rsi é a resistência superficial interna [(m².64 TRANSMITÂNCIA À RADIAÇÃO SOLAR Quociente da taxa de radiação solar que atravessa um elemento pela taxa de radiação solar incidente sobre este mesmo elemento.K)/W]. 1.

cuja resistência térmica total é 0.1 do anexo C da NBR15220-2. onde se encontram outros exemplos de cálculo.1 .2 Exercício O exercício a seguir faz parte do exercício C.5cm argamassa 2.21 Exemplo de camadas para determinação da transmitância da parede (Upar) 1. Dados: RT: 0.21 ilustram exemplos de camadas a serem consideradas para a determinação da transmitância de uma cobertura com câmara de ar e de uma parede de blocos cerâmicos rebocada em ambos os lados. Camadas para cálculo da transmitância da cobertura:    telha cerâmica câmara de ar laje maciça Camadas para cálculo da transmitância da parede:     argamassa bloco cerâmico argamassa pintura externa argamassa de assentamento 1. Exercício C.As Figura 1.K)/W Assim: . anexo C: Calcular a transmitância térmica de uma parede de tijolos maciços rebocados em ambas as faces.65.5cm laje maciça 10cm 9cm 14cm Figura 1.20 Exemplo de camadas para determinação da transmitância da cobertura (Ucob) Figura 1.5cm pintura externa 2.2996 (m2.2996 (m2.K)/W.20 e Figura 1.5cm câmara de ar telha cerâmica argamassa 2.5cm bloco cerâmico 9cm 2.NBR15220-2.

Camadas para cálculo da transmitância da cobertura deve-se considerar:    telha cerâmica.20 ilustra exemplo de camadas a serem consideradas para a determinação da transmitância de uma cobertura com câmara de ar. câmara de ar.K)] Transmitância térmica das coberturas da edificação.67 TRANSMITÂNCIA TÉRMICA DAS PAREDES (Upar) [W/(m². 1.1 Detalhamento Deve ser calculada considerando-se todas as camadas da cobertura entre o interior e o exterior de um ambiente. .20 Exemplo de camadas para determinação da transmitância da cobertura (Ucob) 1. Figura 1. 1.67.66 TRANSMITÂNCIA TÉRMICA DA COBERTURA (Ucob) [W/(m2. laje maciça.66.K)] Transmitância de paredes externas da edificação.1 Detalhamento Deve ser calculada considerando-se todas as camadas entre o interior e o exterior do ambiente.1. A Figura 1.

1.90 W/m²K.21 ilustra um exemplo de camadas a serem consideradas para a determinação da transmitância de uma parede de blocos cerâmicos rebocada em ambos os lados.67. com U = 0.44 W/m²K. com U = 2. Corresponde a uma unidade de uma edificação multifamiliar (apartamento) ou a uma edificação unifamiliar (casa). Argamassa.A Figura 1.68 UNIDADE HABITACIONAL AUTÔNOMA (UH) Bem imóvel destinado à moradia e dotado de acesso independente.23 Parede dupla de tijolos de cerâmica com isolamento térmico e reboco. sendo constituído por.21 Exemplo de camadas para determinação da transmitância da parede (U par) 1. Argamassa de assentamento. Figura 1. banheiro. Bloco cerâmico. cozinha e sala. . Figura 1.2 Exemplo Figura 1. reboco e revestimento cerâmico. podendo estes três últimos ser conjugados. dormitório. no mínimo. Camadas para cálculo da transmitância da parede deve-se considerar:     Argamassa.22 Parede de blocos de concreto de dois furos.

24 Exemplo de ventilação cruzada. A Tipologia 1 possui ventilação cruzada por possuir aberturas em duas fachadas diferentes.1.69. após esse escoamento ter cruzado um ou mais ambientes que se encontrem interligados por aberturas que permitam a circulação do ar entre eles.70 ZONA BIOCLIMÁTICA Região geográfica homogênea quanto aos elementos climáticos que interferem nas relações entre ambiente construído e conforto humano de acordo com a NBR 15220 – 3.1 Exemplo Figura 1. Ventilação cruzada através de uma unidade habitacional autônoma: caracterizada pelo escoamento de ar entre aberturas localizadas nas fachadas orientadas a barlavento (zonas de sobrepressão onde as aberturas se caracterizam como entradas de ar) e aquelas situadas nas fachadas a sotavento (zonas de subpressão onde as aberturas se caracterizam como saídas de ar). . 1. Ventilação por dutos não é considerada como abertura contabilizada na ventilação cruzada.69 VENTILAÇÃO CRUZADA Pode ser considerada em relação a uma unidade habitacional autônoma ou em relação a um determinado ambiente da mesma e depende da configuração do conjunto de aberturas localizadas nas fachadas e/ou coberturas e das aberturas que interligam os diversos ambientes internos. 1. Ventilação cruzada através de um ambiente: caracterizada pelo escoamento de ar entre aberturas localizadas em paredes opostas ou adjacentes desse ambiente. Já a Tipologia 2 não possui ventilação cruzada pois todas as aberturas encontram-se na mesma fachada. desde que sua localização produza um escoamento de ar que cruze diagonalmente os ambientes.

220-3: Zoneamento Bioclimático Brasileiro” apresenta a lista de 330 cidades brasileiras com suas respectivas Zonas Bioclimáticas. Esta lista está disponível também no anexo deste manual. Desta forma.labeee. Além destas 330. definidas segundo dados climáticos (de temperatura e umidade) para a determinação de estratégias de projeto necessárias para atingir o conforto térmico de moradias de interesse social. Figura 1.1 Detalhamento A Zona Bioclimática (ZB) tem por objetivo determinar as estratégias que uma edificação deve seguir para obter o conforto térmico dos seus ocupantes.220-3) . No Brasil há 8 Zonas Bioclimáticas. Determinadas as estratégias adequadas para cada cidade ou localidade geográfica. Zoneamento bioclimático brasileiro (fonte: NBR 15.br. A Figura 1. Além do método de definição do zoneamento pelas normais climatológicas brasileiras. as mesmas são agrupadas por uso de estratégias comuns criando assim uma ZB.25 apresenta um mapa com o zoneamento bioclimático brasileiro.1. a norma “NBR 15. uma ZB é o resultado geográfico do cruzamento de três tipos diferentes de dados: zonas de conforto térmico humano. outras cidades tiveram suas ZBs definidas por interpolação e estão disponíveis em www.70. dados objetivos climáticos e estratégias de projeto e construção para atingir o conforto térmico.ufsc.25.

O caráter voluntário do RTQ-R visa preparar o mercado construtivo. de forma gradativa. Cabe ressaltar que os Organismos de Inspeção Acreditados (OIAs) e o Inmetro se eximem dos problemas que porventura possam ocorrer com a edificação pela não observância das normas da ABNT. edificações cuja torre é de apartamentos e a base contém lojas. Detalhamento O RTQ-R visa estabelecer as condições para a classificação do nível de eficiência energética de edificações residenciais a fim de possibilitar a obtenção da Etiqueta Nacional de Conservação de Energia (ENCE). Edificações de uso misto (uso residencial e comercial/de serviços em uma mesma edificação) terão suas parcelas residenciais avaliadas separadamente. a assimilar a metodologia de classificação e obtenção da etiqueta. Como exemplo. bem como os métodos para classificação de edificações residenciais quanto à eficiência energética.1 Objetivo Criar condições para a etiquetagem do nível de eficiência energética de edificações residenciais unifamiliares e multifamiliares. Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro). terá a torre avaliada pelo RTQ-R e a base pelo RTQ-C. concedida no âmbito do Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE) do Instituto Nacional de Metrologia. no qual são utilizadas equações de acordo com a Zona Bioclimática ou através de simulação termoenergética. As edificações submetidas a este RTQ devem atender às normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) vigentes e aplicáveis. enquanto que a metodologia para a avaliação da conformidade dos requisitos e solicitação da etiqueta está presente nos Requisitos de Avaliação da Conformidade para o Nível de Eficiência Energética de Edificações Residenciais (RAC-R). 2. Para a avaliação de unidades habitacionais autônomas e edificações unifamiliares a avaliação da eficiência da envoltória pode ser realizada através do método prescritivo.2 INTRODUÇÃO O presente documento especifica requisitos técnicos. A avaliação dos sistemas de aquecimento de água é realizada através de método prescritivo com exceção para sistemas de aquecimento solar que podem ser 47 . A metodologia de classificação está presente no texto do Regulamento Técnico da Qualidade (RTQ-R) para o Nível de Eficiência Energética de Edificações Residenciais.

b) Edificação Unifamiliar: aplica-se o procedimento descrito acima para a unidade habitacional autônoma. Os métodos de avaliação para UHs e edificações unifamiliares propostos pelo RTQ-R foram desenvolvidos com base nos modelos mais utilizados no sistema construtivo brasileiro e busca. Detalhamento O atendimento ao pré-requisito geral é necessário para obtenção dos níveis de eficiência A ou B. Ou seja. Item 4: Edificações Unifamiliares. Item 6: Áreas de Uso Comum de edificações multifamiliares ou de condomínios de edificações residenciais. Estão excluídas deste pré-requisito edificações construídas até a publicação deste RTQ. à eficiência do(s) sistema(s) de aquecimento de água e a eventuais bonificações.3 Procedimentos para determinação da eficiência Este RTQ especifica a classificação do nível de eficiência para edificações residenciais conforme as prescrições descritas nos itens correspondentes:     Item 3: Unidades Habitacionais Autônomas. mesmo que a avaliação dos sistemas individuais indique nível de eficiência A. havendo mais de uma unidade habitacional autônoma no mesmo lote. Item 5: Edificações Multifamiliares. O não atendimento não impede a classificação da edificação.avaliados também através de simulação. Áreas de uso comum são avaliadas através de método prescritivo. portanto. avaliar a maior parte possível dos casos através de método prescritivo. sem necessitar simulação. mas implica que esta seja no máximo nível C. 2. existem casos para os quais o método prescritivo não se apresente adequado. A etiquetagem de eficiência energética para cada um dos itens acima é feita da seguinte forma: a) Unidades Habitacionais Autônomas: avaliam-se os requisitos relativos ao desempenho térmico da envoltória. sendo necessário realizar sua avaliação através do método de simulação. a edificação obterá no máximo nível C com seu EqNum = 3.2 Pré-requisito geral Para obtenção dos níveis de eficiência A ou B. 2. . estas devem possuir medição individualizada de eletricidade e água. No entanto.

dos equipamentos e de eventuais bonificações. resulta em uma pontuação para a UH. A esta pontuação pode-se somar bonificações. Tabela 2.2.2 Classificação do nível de eficiência de acordo com a pontuação obtida Pontuação (PT) PT ≥ 4. O nível de eficiência de cada requisito equivale a um número de pontos correspondentes.1. do(s) sistema(s) de aquecimento de água.5 PT < 1.5 3. de acordo com a Zona Bioclimática em que a edificação se encontra. obtendo-se níveis de eficiência para cada um deles. dos elevadores. cuja combinação em uma equação.1 Equivalente Numérico (EqNum) para cada nível de eficiência Nível de Eficiência A B C D E EqNum 5 4 3 2 1 Itens com pontuação em escala têm seu nível de eficiência obtido através da Tabela 2.c) Edificações Multifamiliares: pondera-se o resultado da avaliação dos requisitos de todas as unidades habitacionais autônomas da edificação.5 2. De acordo com a pontuação final obtida é atribuída uma classificação que varia do nível A (mais eficiente) ao E (menos eficiente).5 Nível de Eficiência A B C D E Detalhamento Para o item relativo a UHs e edificações unifamiliares há dois sistemas individuais que estabelecem o seu nível de eficiência energética: a envoltória e o sistema de aquecimento de água. atribuídos conforme a Tabela 2.5 1. Estes são avaliados separadamente. que resultará na Pontuação Total da UH . Tabela 2. d) Áreas de Uso Comum: avaliam-se os requisitos relativos à eficiência do sistema de iluminação artificial. das bombas centrífugas.5 ≤ PT < 3.5 ≤ PT < 4.5 ≤ PT < 2.

não pode obter uma etiqueta global do empreendimento. Entretanto. bombas centrífugas e elevadores) e as áreas comuns de uso eventual (iluminação artificial. B.(PTUH) e no seu nível de eficiência correspondente. resultando na Pontuação Total das áreas de uso comum (PTAC). variando de “A” (mais eficiente) a “E” (menos eficiente) como. Por exemplo: se a edificação não possuir sauna. não se avalia este sistema individual. A classificação de áreas de uso comum é um item independente da classificação de UHs. É possível obter a etiqueta da torre e das áreas comuns. os equipamentos classificados pelo PBE.1 do RTQ-R. Para o nível de eficiência da edificação multifamiliar deve-se ponderar a pontuação total (PTUH) de todas as UHs pelas suas áreas úteis.2 do RTQ-R. Somente é possível obter a classificação geral do nível de eficiência da edificação ou empreendimento em avaliação.2 apresentam dois tipos de escala em relação ao nível de eficiência. Por exemplo: para a UH. que possuem seu nível de eficiência classificados através de cálculos realizados conforme a metodologia descrita no RTQ-R. Neste caso. conforme observado na Tabela 2.1. D e E (menos eficiente).1 e a Tabela 2. Para UHs. Para o nível de eficiência das áreas de uso comum são avaliadas as áreas comuns de uso frequente (iluminação artificial. resultando na pontuação da Edificação Multifamiliar. a classificação corresponde a . porém de modo independente. por exemplo. equipamentos. Cada um corresponde a um equivalente numérico (EqNum). C. requisitos como a envoltória e os sistemas de aquecimento de água. Para as áreas de uso comum também é possível somar bonificações. Um condomínio composto por torre(s) de edifício(s) e áreas comuns. Há cinco níveis de eficiência. sistema de aquecimento de água para banho e piscina e sauna). sua avaliação é obrigatória. A Tabela 2. Os itens não aplicáveis ao empreendimento não são avaliados. edificações unifamiliares e/ou edificações multifamiliares. Para requisitos que são classificados através do seu nível de eficiência. por exemplo. obrigatoriamente deve-se avaliar a envoltória e o sistema de aquecimento de água (mas as possíveis bonificações). São eles: nível A (mais eficiente). caso existentes. A classificação final da edificação e itens com classificação em escala tem seu nível de eficiência obtido através da Tabela 2. sua classificação corresponde a um equivalente numérico (EqNum) obtido na Tabela 2. não havendo classificação parcial de seus sistemas individuais. Não é possível avaliar apenas a envoltória. Por sua vez. edificações unifamiliares e áreas de uso comum podem ser somadas bonificações à classificação final. tanto para a classificação dos sistemas individuais como para a edificação geral. podem resultar em um número inteiro ou fracionado.

de acordo com a região geográfica na qual a edificação se localiza.1 Unidades habitacionais autônomas A classificação do nível de eficiência de unidades habitacionais autônomas (UHs) é o resultado da distribuição dos pesos através da Equação 2.2. utilizando os coeficientes da Tabela 2. conforme item 3. de acordo com a Tabela 2.3.um nível de eficiência.2.90 Centro-Oeste 0.3. descrito no item 3.95 Nordeste 0.1.1 Região Geográfica Coeficiente Norte a 0. 2. pontuação total do nível de eficiência da UH Onde: PTUH: pontuação total do nível de eficiência da unidade habitacional autônoma.3.1 (pré-requisitos da envoltória).2. O número de pontos obtidos na Equação 2. Coeficientes da Equação 2.2.1 (método prescritivo) ou 3.1.1.65 Sudeste 0.3 adotado de acordo com a região geográfica (mapa político do Brasil) na qual a edificação está localizada.5 (método de simulação) e 3.1. EqNumAA: equivalente numérico do sistema de aquecimento de água.2. de acordo com a Zona Bioclimática em que a edificação está localizada. que também varia de “A” (mais eficiente) a “E” (menos eficiente).1 (método prescritivo) ou 3.1 irá definir a classificação final da UH. Tabela 2. Observação: O equivalente numérico do desempenho térmico da envoltória (EqNumEnv) a ser utilizado na Equação 2.3.1).1. definida no item 3.3 (método de simulação) e após a verificação dos pré-requisitos da envoltória (item 3. EqNumEnv: equivalente numérico do desempenho térmico da envoltória da unidade habitacional autônoma quando ventilada naturalmente.3.1. mas deve ser obtido na Tabela 2.65 Sul 0.3 deve ser alterado para o valor de 0.65 Nota: O coeficiente da Tabela 2. a: coeficiente da Tabela 2. calculado através do item 3.1.1 deve ser o referente à eficiência da edificação quando naturalmente ventilada. Os equivalentes numéricos para os níveis de eficiência de cada requisito são obtidos na Tabela 2. Bonificações: pontuação atribuída a iniciativas que aumentem a eficiência da edificação. Equação 2.1.1.65 nas regiões Norte e Nordeste sempre que houver um sistema de aquecimento de água projetado ou instalado. O nível de eficiência da envoltória quando condicionada .

3.0. esta obteve um equivalente numérico para resfriamento (EqNumEnvResf) = 2. aplicando a equação respectiva à Zona Bioclimática 2. As bonificações somaram 0.1 do RTQ-R para determinação da Pontuação Total da UH (PTUH) PTUH = (0. Determinar a Pontuação Total (PT) alcançada pela UH.92 (nível B).07) EqNumEnv = 3.71] + 0. O equivalente numérico do sistema de aquecimento de água (EqNumAA) = 2.56) + [(1 . Equação3. pertence à Zona Bioclimática 2 e à região Sul do país Coeficiente “a” de acordo a região: Região Sul = coeficiente 0.   Santa Maria .56 x 4.3 PTUH = 3. .56 Passo 3. Determinar o EqNumEnv alcanaçada pela edificação. O arredondamento deve ser feito somente no final. descrita no item 3.2.7 do RTQ-R. para uma casa decimal.91 (nível C). A obtenção do nível A de eficiência quando condicionada artificialmente é obrigatória para obtenção da bonificação de condicionamento artificial de ar. Determinar a região geográfica do Brasil onde a UH se localiza e seu respeitivo coeficiente “a”.65 x 3.65) x 2.71 (nível C). um equivalente numérico para aquecimento (EqNumEnvA) = 4.artificialmente (item 3.07 (nível B) e um equivalente numérico para refrigeração (EqNumEnvRefig) = 3.1 apresenta o modelo da etiqueta que seria entregue a esta UH.RS.1. O nível de eficiência alcaçado pela UH é "B".6 Observação: Deve-se utilizar os valores sem arredondamento. EqNumEnv para ZB2 EqNumEnv = (0.2) é de caráter informativo.3 pontos. EXEMPLO DE CÁLCULO Uma vez avaliada uma UH localizada na cidade de Santa Maria–RS.91) + (0. A Figura 2.44 x 2. Aplicar a Equação 2.5625  PTUH = 3. Passo 1.65 Passo 2.4 deste RTQ.

obrigatoriamente. Em edificações existentes pode-se avaliar UHs individualmente.3. Modelo da etiqueta da UH do exemplo 2.2. excluindo terraços e varandas. .3 Edificações multifamiliares A classificação do nível de eficiência de edificações multifamiliares é o resultado da ponderação da classificação de todas as unidades habitacionais autônomas da edificação pela área útil das UHs. Observação: Quando da etiquetagem de edificações multifamiliares novas. O número de pontos obtidos com a ponderação irá definir a classificação final da edificação multifamiliar. 2. ser avaliadas. de acordo com a Tabela 2. todas as unidades habitacionais autônomas devem.Figura 2.2 Edificações unifamiliares A classificação do nível de eficiência de edificações unifamiliares é equivalente ao resultado da classificação da unidade habitacional autônoma.3.1.

pontuação total do nível de eficiência das áreas de uso comum Onde: PTAC: pontuação total do nível de eficiência da área de uso comum. EqNumElev: equivalente numérico dos elevadores. PIlum: potência instalada para iluminação. PEq: potência instalada para equipamentos. .2. PB: potência instalada para bombas centrífugas.2. EqNumIlum: equivalente numérico do sistema de iluminação artificial. Ilustração esquemática da determinação do equivalente numérico da edificação multifamiliar 2.3.Detalhamento Figura 2. EqNumEq: equivalente numérico dos equipamentos. Equação 2. EqNumB: equivalente numérico das bombas centrífugas.4 Áreas de uso comum A classificação do nível de eficiência de áreas de uso comum é o resultado da distribuição dos pesos através da Equação 2. de acordo com a avaliação dos requisitos apresentados no item 6.2.

F: E: corresponde às áreas comuns de uso frequente.3. nas EquaçõesEquação 2. de acordo com a Tabela 2. Equação 2. corresponde às áreas comuns de uso eventual.3.3.2 e Equação 2. das bombas centrífugas. definida nos item 6. Para tanto.1. PAA: potência instalada para aquecimento de água. Neste caso.2.2.1. EqNumS: equivalente numérico da sauna. Equação 2. Equação 2.1. .2 a Equação 2. pontuação total do nível de eficiência das áreas de uso comum Na ausência de áreas comuns de uso eventual a fórmula a ser aplicada é reduzida à Equação 2. os consumos e horas de utilização de todos os equipamentos devem ser justificados. pontuação total do nível de eficiência das áreas de uso comum Observação: pode-se calcular a pontuação total do nível de eficiência da área de uso comum (PTAC) utilizando o consumo estimado do sistema de iluminação. Bonificações: pontuação atribuída a iniciativas que aumentem a eficiência da edificação. Equação 2. Na ausência de elevadores.3. O número de pontos obtidos nas Equações Equação 2.2. a fórmula a ser aplicada é reduzida à Equação 2.EqNumAA: equivalente numérico do sistema de aquecimento de água. do sistema de aquecimento de água e da sauna. nas Equações Equação 2.7) e áreas comuns de uso eventual (0.3 irá definir a classificação final das áreas de uso comum. ao invés da potência. permanecendo a possibilidade de soma das bonificações. pontuação total do nível de eficiência das áreas de uso comum Na ausência de áreas comuns de uso eventual e de elevadores a fórmula a ser aplicada é reduzida à Equação 2.2 e Equação 2. PS: potência instalada para a sauna.2. Equação 2. dos equipamentos.1 os índices multiplicadores correspondentes às áreas comuns de uso frequente (0.3) devem ser substituídos por 0.5.

As equações de avaliação das áreas comuns foram desenvolvidas de modo a englobar as diferentes configurações possíveis para áreas comuns de condomínios residenciais. em casos em que há áreas de uso frequente e áreas de uso eventual. tais como corredores. A estratégia adotada foi a criação de dois grupos para avaliação: áreas comuns de uso frequente e áreas comuns de uso eventual. . presentes apenas em parte dos empreendimentos. visto a grande diversidade existente uma vez que a área comum pode variar de um sistema simples de iluminação artificial em corredores e escadas até grandes complexos destinados ao lazer.Detalhamento Para a classificação de áreas comuns o método adotado visa possibilitar a avaliação de empreendimentos de diferentes magnitudes. A ponderação pela potência instalada permite que sejam avaliados apenas os requisitos aplicáveis ao empreendimento. Assim. As áreas comuns de uso eventual são aquelas destinadas ao lazer. devido ao seu caráter de uso eventual. halls e garagens. porém. 70% do peso é referente às áreas de uso frequente e 30% às áreas de uso eventual. Estas podem possuir alta potência instalada. na maior parte dos casos consome menos energia que as áreas de uso frequente. As áreas comuns de uso frequente compreendem aquelas presentes na grande maioria dos condomínios residenciais e que são utilizadas no dia-a-dia dos condôminos.

1. Detalhamento A classificação da envoltória é realizada através um indicador de graus hora e indicador de consumo relativo para aquecimento e refrigeração. obtido através de equações lineares nas quais são inseridos parâmetros relativos às características físicas e às propriedades térmicas da envoltória.1 ENVOLTÓRIA Esta seção descreve os critérios para avaliação do desempenho da envoltória de unidades habitacionais autônomas. 3.3 UNIDADES HABITACIONAIS AUTÔNOMAS Escopo: Este item tem por objetivo estabelecer os critérios para avaliação do nível de eficiência energética das unidades habitacionais autônomas (UH).1 Transmitância térmica. 57 . que serão utilizadas na classificação das edificações unifamiliares e multifamiliares.1 Pré-requisitos da envoltória Os pré-requisitos da envoltória são avaliados em cada ambiente separadamente.1. Detalhamento Os pré-requisitos são referentes a características térmicas de absortância. conforme a Tabela 3. 3. capacidade térmica e absortância solar das paredes externas e coberturas de ambientes de permanência prolongada devem ser atendidos de acordo com a Zona Bioclimática em que a edificação se localiza.1. 3.1. Para se obter a classificação final da edificação é necessário realizar a avaliação da envoltória individualmente para cada um dos ambientes de permanência prolongada da UH e ainda avaliar os pré-requisitos de cada ambiente. transmitância e capacidade térmica das superfícies e a características físicas relativas à iluminação e ventilação natural. capacidade térmica e absortância solar das superfícies Os pré-requisitos de transmitância térmica. O não atendimento a este pré-requisito implica em nível E nos equivalentes numéricos da envoltória do ambiente (EqNumEnvAmb).

70 U ≤ 2.50 U ≤ 3. Nela pode-se observar que não há limite para a absortância. Caso o prérequisito não seja atendido em algum ambiente.30 U ≤ 1. .30 U ≤ 1. As aberturas e as paredes internas não entram no cálculo destes três parâmetros.6 Parede ZB8 Cobertura α > 0.6 Parede ZB7 Cobertura α > 0.1.4 α ≤ 0. Tabela 3. à capacidade térmica e à absortância solar de componentes opacos.50 Capacidade térmica [kJ/(m²K)] CT ≥ 130 Sem exigência CT ≥ 130 CT ≥ 130 Sem exigência Sem exigência CT ≥ 130 CT ≥ 130 Sem exigência Sem exigência Sem exigência Sem exigência Sem exigência Sem exigência Nota1: Coberturas com telha de barro sem forro.50 U ≤ 2. transmitância térmica e capacidade térmica para as diferentes Zonas Bioclimáticas (Fonte: NBR 15.50 U ≤ 3.4 Sem exigência Transmitância térmica [W/(m2K)] U ≤ 2. na Zona Bioclimática 8.70 U ≤ 2. Este pré-requisito se aplica apenas a ambientes de permanência prolongada. para cada Zona Bioclimática.4 α > 0.6 α ≤ 0.6 α ≤ 0.6 α > 0.575-5 e NBR 15220-3) Absortância solar Zona Bioclimática Componente (adimensional) Parede ZB1 e ZB2 Cobertura Parede ZB3 a ZB6 Cobertura Sem exigência α ≤ 0. NBR 15. Pré-requisitos de absortância solar.30 U ≤ 1. A Tabela 3. Este parâmetro serve para determinar os limites dos outros dois parâmetros (transmitância e capacidade térmica).50 U ≤ 2. e não a UH como um todo.70 U ≤ 2. Este pré-requisito distingue coberturas e paredes exteriores ao exigir diferentes limites de propriedades térmicas para cada caso.6 α ≤ 0.6 α ≤ 0.50 U ≤ 2.Detalhamento O primeiro pré-requisito refere-se à transmitância térmica.1. não precisam atender às exigências da Tabela 3.30 U ≤ 3.1. Na sequencia à Tabela 3. somente este ambiente obterá nível de eficiência E (EqNum = 1) para a envoltória.4 α > 0. são descritas algumas considerações a serem observadas para os cálculos da transmitância e absortância.1 do RTQ-R apresenta os limites que devem ser atendidos por coberturas e paredes externas.575-4. que não sejam pintadas ou esmaltadas.50 U ≤ 2.6 α > 0.

. Equação 3. também serão aceitas coberturas com transmitâncias térmicas acima dos valores estipulados na Tabela 3. a absortância solar a ser considerada para a avaliação do pré-requisito é a média das absortâncias de cada parcela das paredes. ponderadas pela área que ocupam.1. os limites aceitáveis da transmitância térmica poderão ser multiplicados pelo fator de correção da transmitância (FT) indicado pela Equação 3. h: altura da abertura em dois beirais opostos (cm). Pilotis e varandas são exemplos deste item. Abertura (h) em beirais para ventilação do ático As seguintes considerações são feitas em relação à absortância solar e à transmitância térmica: a) Considerações sobre a transmitância térmica das superfícies externas que compõem os ambientes   coberturas de garagens. desde que atendam às seguintes exigências:   contenham aberturas para ventilação em. ponderadas pela área que ocupam. b) Considerações sobre a absortância solar das superfícies externas que compõem os ambientes   coberturas vegetadas (teto jardim) não precisam atender ao pré-requisito de absortância. os pisos de áreas externas localizados sobre ambiente(s) de permanência prolongada devem atender aos pré-requisitos de transmitância de coberturas. excluindo a absortância das áreas envidraçadas das aberturas. Nestes casos. ou cobertura. no mínimo.0% da área da cobertura devem ser desconsideradas na ponderação da transmitância térmica. Figura 1.1. a transmitância térmica a ser considerada para a avaliação do pré-requisito é a média das transmitâncias de cada parcela das paredes externas (excluindo aberturas).Nota2: Na Zona Bioclimática 8. em função da altura total para ventilação (ver Figura 1). ou cobertura.1: fator de correção da transmitância Onde: FT: fator de correção da transmitância aceitável para as coberturas da Zona Bioclimática 8.   aberturas zenitais com até 2. casa de máquinas e reservatórios de água não são considerados para o cálculo da transmitância térmica da cobertura. e as aberturas para ventilação ocupem toda a extensão das fachadas respectivas. dois beirais opostos.

áreas cobertas por coletores ou painéis solares. câmara de ar entre a parede e o vidro: a absortância da superfície é igual ao produto do fator solar do vidro pela absortância da parede. Equação 3. iv.3. vidro: transmitância à radiação solar do vidro. paredes externas ou coberturas permanentemente sombreadas. A NBR 15220–2 fornece valores indicativos de absortância.  não fazem parte da ponderação de áreas para o cálculo da absortância: i. aberturas. absortância total Onde: α: valor da absortância total.3. ASTM E903-96 e ASHRAE 74-1988. ii. vidro em contato direto com a parede: a absortância total é igual à absortância do vidro somada ao produto entre a transmitância à radiação solar do vidro e absortância da parede. os pisos de áreas sem fechamentos laterais localizados sobre ambiente(s) de permanência prolongada devem atender aos pré-requisitos de absortância solar de coberturas.  nas fachadas envidraçadas onde exista parede na face interna do vidro deve-se considerar um dos casos abaixo: i.Observação: recomenda-se utilizar os valores de absortância resultantes de medições realizadas de acordo com as normas da ASTM E1918-06. α parede: absortância da parede. conforme a Equação 3. αparede: absortância da parede. Equação 3.2. desde que encostadas em outra edificação. . sem considerar o sombreamento do entorno.2.0% da área da cobertura devem ser desconsideradas na ponderação da absortância solar. fachadas construídas na divisa do terreno.   aberturas zenitais com até 2. absortância da superfície Onde: α: valor da absortância da superfície. iii. Pilotis e varandas são exemplos deste item. FSvidro: fator solar do vidro. αvidro: absortância do vidro. conforme a Equação 3. ii.

absortância e capacidade térmica.1 SERÁ UTILIZADO PARA A DETERMINAÇÃO DA EFICIÊNCIA DA ENVOLTÓRIA DE UMA UNIDADE HABITACIONAL AUTÔNOMA. INICIANDO AQUI. COM OS CÁLCULOS DOS PRÉREQUISITOS DE TRANSMITÂNCIA.2 e os materiais constituintes das paredes e coberturas na Tabela 3. O PASSO A PASSO DOS CÁLCULOS SERÁ DESCRITO EM SEUS ITENS CORRESPONDENTES. ABSORTÂNCIA E CAPACIDADE TÉRMICA A UH representada pela Figura 3. Possui pé-direito de 2. O detalhamento das portas e janelas encontra-se na Figura 3. cozinha/área de serviço.55m.EXEMPLO DE CÁLCULO O EXEMPLO DA FIGURA 3. Figura 3. banheiro e dois dormitórios. Determinar se os ambientes atendem ou não aos pré-requisitos de transmitância.1.1 está localizada na cidade de São Paulo-SP e é composta por sala de estar.1 Planta da UH .

0 cm.05m de espessura.03m de espessura) Tabela 3. Espessura da argamassa assentamento: 1.60 Construção da cobertura sob a área da sala:    Cobertura de telha de barro com forro de madeira.Figura 3. Dimensões do 10.0 cm.0 cm.24 167 U [W/(m²K)] CT [kJ/(m²K)] Absortância Cor externa: Amarelo envelhecido.0 cm 2.45 de 3. Espessura da madeira: 1.00 32 Construção da cobertura sob a área Telha . α = 0.0 cm. de α = 0. Espessura de argamassa emboço: 2. Dimensões do tijolo: 10x6x22 cm.2 Detalhamento de portas e janelas (Esquadrias de portas 0.45 Espessura total da parede: 15. assentados na menor dimensão.1 Detalhamento da construção de paredes e coberturas (Fonte: NBR 15220-3) Item Descrição Construção das paredes externas das fachadas norte e sul e das paredes internas da edificação:      Parede de tijolos 8 furos circulares.0 cm. Espessura da argamassa assentamento: 1. Telha cerâmica vermelha α = 0.0x20.5 cm.5 cm. Construção das paredes externas das fachadas leste e oeste:      Parede de tijolos maciços assentados na menor dimensão.0 cm. Espessura total da parede: 15. esquadrias de janelas 0.13 255 Cor externa: Amarelo envelhecido. tijolo: de de 2. Espessura da telha: 1.0x20. Espessura da argamassa emboço: 2.

38 0.11 32 cerâmica vermelha α = 0.30 U ≤ 1.dos dormitórios:  Cobertura de telha de barro.38 1. com duas casas decimais.50 Capacidade térmica [kJ/(m²K)] CT ≥ 130 CT ≥ 130 Sem exigência Sem exigência Parede ETAPA 3: Identificar os ambientes de permanência prolongada da UH Sala de estar. 1. Tabela 3.80 U W/(m²K) 2.58 Observação: deve-se trabalhar com os valores sem arredondá-los. A Tabela 3.0 cm.37 5. Nestes casos.60 α > 0.93 8.81 U final W/(m²K) 2.24 3.60 Cobertura α ≤ 0.24 3.13 2.24 3.48 0.13 2.64 0.36 0.2 Cálculo da transmitância ponderada das paredes externas Ambiente Item Parede sul Parede oeste Dormitório 2 Parede norte Parede oeste Parede norte Sala de estar Parede leste Parede sul Área m² Dormitório 1 9. Espessura da madeira: 1. O arredondamento deve ser feito apenas para a transmitância final.60 α > 0. deve-se fazer a ponderação da transmitância térmica e da capacidade térmica de cada parede pela a sua área. em cada ambiente individualmente Para o exercício em questão foram utilizados materiais diferentes nas paredes externas de um mesmo ambiente.22 U ponderada W/(m²K) 1.13 2.15 5. dormitório 1 e dormitório 2.99 1.49 2.23 3.60   Resolução: ETAPA 1: Identificar a Zona Bioclimática em que a UH está localizada Cidade de São Paulo -> Zona Bioclimática 3 ETAPA 2: Identificar os limites aceitáveis para a Zona Bioclimática Zona Bioclimática 3 Componente Absortância solar (adimensional) α ≤ 0.0 cm.30 0.08 0.62 0. O mesmo deveria ser feito com a absortância. caso se utilizasse mais de uma absortância por ambiente.51 2.70 4. ETAPA 4: Verificar se os valores de projeto atendem aos pré-requisitos.2 apresenta o cálculo da transmitância térmica final de cada ambiente.70 U ≤ 2.60 Transmitância térmica [W/(m²K)] U ≤ 3. Espessura da telha: 1.67 8.94 0. .24 Área ponderada m² 0.20 0. lâmina de alumínio polido e forro de madeira.50 U ≤ 2.81 1.

11 2.11 1. o .1.1. Tabela 3.Tabela 3.60 Upar W/(m²K) 1.45 0.51 Sim Sim Sim Atende? CTpar kJ/(m²K) 200.09 194.81 2.3 Verificação do atendimento aos pré-requisitos nas paredes externas Ambiente Dormitório 1 Dormitório 2 Sala de estar  (adimensional) 0.60 0.4 Verificação do atendimento aos pré-requisitos nas coberturas Ambiente Dormitório 1 Dormitório 2 Sala de estar  (adimensional) 0.45 Upar W/(m²K) 2.44 Sim Sim Sim Atende? Tabela 3.2. 3.60 0.00 Sim Sim Sim Atende? CTpar kJ/(m²K) 32 32 32 Sem exigência Sem exigência Sem exigência Atende? Todos os ambientes de permanência prolongada atendem aos pré-requisitos de absortância.58 2. as aberturas para ventilação devem ser passíveis de fechamento durante o período de frio (excetuam-se as áreas de ventilação de segurança como as relativas às instalações de gás). capacidade térmica e transmitância térmica. conforme a Tabela 3. O não atendimento a este pré-requisito implica em nível E nos equivalentes numéricos da envoltória do ambiente (EqNumEnvAmb).45 0.76 223. Percentual de áreas mínimas para ventilação em relação à área de piso (Fonte: adaptado de NBR 15575–4) Percentual de abertura para ventilação em relação à área de piso (A) Ambiente ZB 1 a ZB6 Ambientes de permanência prolongada e cozinha A8 ZB 7 A5 ZB 8 A ≥ 10 Nota: Nas ZB 1 a 7 e nas cidades que possuam médias mensais das temperaturas mínimas abaixo de 20 C.2.2 Ventilação natural As UHs devem atender aos seguintes pré-requisitos de ventilação natural: a) Percentual de áreas mínimas de abertura para ventilação Ambientes de permanência prolongada e cozinhas devem possuir percentual de áreas mínimas de aberturas para ventilação.

Por exemplo.4. (50% mais 1) deve possuir ventilação natural. Observação2: Para a UH atingir nível A. Equação 3. considerando a soma das áreas de piso dos dois ambientes. para obtenção do nível A na envoltória. Além do percentual de abertura.2 do RTQ-R para cozinhas. 2 2 Detalhamento O pré-requisito de percentual de áreas mínimas de abertura para ventilação deve ser avaliado nos ambientes de permanência prolongada e também nas cozinhas.2. também a abertura da cozinha para a área de serviço deve atender à proporção indicada na Tabela 3. para as ZB 1 a 7 e nas cidades que possuam médias mensais das temperaturas mínimas abaixo de 20oC. Em ambientes integrados (ex. a maioria deles (50% mais um) deve possuir ventilação natural. Porém. Para os banheiros não há um percentual mínimo exigido. O não atendimento a este pré-requisito implica em obtenção de no máximo nível B no equivalente numérico da envoltória da UH (EqNumEnv). devendo ser descontadas as áreas de perfis. a abertura para ventilação (A) da área de serviço deve atender ao prescrito na Tabela 3. abertura para ventilação Onde: A: percentual de abertura para ventilação em relação à área de piso (%). a abertura para ventilação (A) da área de serviço deve atender ao prescrito na Tabela 3. se um deles possuir ventilação macânica e os .4. sendo que para o cálculo desta área somente são consideradas as aberturas que permitam a livre circulação do ar. se em uma UH que possui dois banheiros um deles possuir ventilação mecânica. Caso estes dois ambientes não sejam integrados. AA: área efetiva de abertura para ventilação (m ). Observação1: Em cozinhas ventiladas pela área de serviço. Em uma UH com três banheiros. com exceção dos lavabos.: sala + cozinha) deve-se considerar um único ambiente e aplicar o pré-requisito considerando como área de piso a soma das áreas dos dois ambientes e área de abertura para ventilação a soma das áreas das aberturas para ventilação existentes nestes ambientes.O percentual de abertura para ventilação (A) é calculada de acordo com a Equação 3.2 para cozinhas. automaticamente a envoltória da edificação obterá no máximo nível B (EqNum = 4). as aberturas devem ser passíveis de fechamento. vidros e quaisquer outros obstáculos. AP: área de piso do ambiente (m ). considerando a soma das áreas de piso dos dois ambientes. Em cozinhas ventiladas pela área de serviço. a maioria dos banheiros.

Caso o pré-requisito não seja atendido em algum ambiente. verificar o atendimento ao pré-requisito de percentual de áreas mínimas de abertura para ventilação natural.29 (%) 6. EXEMPLO DE CÁLCULO Considerando a UH da Figura 3. e não a UH como um todo.1. dormitório 2 e cozinha (iluminada pela área de serviço) ETAPA 4: Calcular o percentual de abertura para ventilação em relação à área de piso (%) Tabela3. somente este ambiente obterá nível de eficiência E (EqNum = 1) para a envoltória.40 (m²) 0. Resolução: ETAPA 1: Identificar a Zona Bioclimática em que a UH está localizada Cidade de São Paulo -> Zona Bioclimática 3 ETAPA 2: Identificar o limite aceitável para a Zona Bioclimática ZB3 -> A  8 ETAPA 3: Identificar os ambientes a serem avaliados Sala de estar.64 8.outros dois ventilação natural.63 0.74 15. Os lavabos não são contabilizados neste cálculo.85 6. dormitório 1.23 10.53 não sim sim não AA A Atende? Possíveis níveis E A-E A-E E Considerando que o tamanho das aberturas do dormitório 1 e da cozinha não cumprem com os pré requisitos de aberturas mínima para ventilação. esto implica em nível E nos equivalentes numéricos da envoltória destes ambientes. AP Ambiente (m²) Dormitório 1 Dormitório 2 Sala de Estar Cozinha 10. possibilitando a envoltória da UH atingir nível A (EqNum = 5). Para melhoria deste nível.72 0. devese propor soluções para que o tamanho das aberturas de ventilação se encaixem dentro do percentual exigido.77 8. ETAPA 5: Verificar se há ventilação natural nos banheiros Ambiente Condição Atende? Possíveis níveis .72 1.28 4. o pré-requisito é atendido.5 Determinação do percentual das aberturas de ventilação de cada ambiente.

b) Ventilação cruzada A UH deve possuir ventilação cruzada proporcionada por sistema de aberturas compreendido pelas aberturas externas e internas.1. Caso não possua ventilação cruzada. EXEMPLO DE CÁLCULO Considerando a UH da Figura 3. A2: somatório das áreas efetivas de aberturas para ventilação localizadas nas fachadas das demais orientações (m²). Resolução: ETAPA 1: Identificar a fachada com maior área efetiva de abertura para ventilação .Banheiro 50% mais um dos banheiros da UH possuem ventilação natural? sim A-E ETAPA 6: Verificar se as aberturas são passíveis de fechamento Sim.5. Portas de acesso principal e de serviço não serão consideradas como aberturas para ventilação. a UH atingirá no máximo nível C no equivalente numérico da envoltória para resfriamento (EqNumEnvResfr). Equação 3. a envoltória da UH atingirá no máximo nível C (EqNum = 3) no equivalente numérico para resfriamento. Caso não possuam ventilação cruzada. Detalhamento O pré-requisito de ventilação cruzada é analisado para a UH como um todo e não de cada ambiente individualmente. proporção das aberturas para ventilação natural Onde: A1: somatório das áreas efetivas de aberturas para ventilação localizadas nas fachadas da orientação com maior área de abertura para ventilação (m²). verificar o atendimento ao pré-requisito de ventilação cruzada. As aberturas devem atender à proporção indicada na Equação 3. O projeto de ventilação natural deve promover condições de escoamento de ar entre as aberturas localizadas em pelo menos duas diferentes fachadas (opostas ou adjacentes) e orientações da edificação. permitindo o fluxo de ar necessário para atender condições de conforto e higiene.5.

O fechamento pode ser qualquer um que proporcione proteção à chuva e à segurança. Esta ventilação deve garantir ao usuário a opção de utilizá-la quando desejado. Caso algum ambiente não possua controle da ventilação (um ambiente que possua uma abertura sem esquadria. portanto atende ao pré-requisito c) Ventilação controlável Como pré-requisito para nível A.0098 m² ETAPA 4: Calcular a relação A2/A1 A2/A1 = 0. este ambiente atingirá no máximo nível B (EqNum = 4) na envoltória da UH.25 Sim. O não atendimento a este pré-requisito implica na obtenção de no máximo nível B no equivalente numérico da envoltória da UH (EqNumEnv). como por exemplo vidro e/ou veneziana.Norte ETAPA 2: Somar as áreas de aberturas efetivas para ventilação da fachada identificada na Etapa 1 A1 = 2. Detalhamento O pré-requisito de ventilação controlável é analisado para cada ambiente de permanência prolongada individualmente. nos ambientes de permanência prolongada deve-se garantir condições de ventilação controlável com as devidas proteções à chuva e à segurança. permitindo a regulagem do fluxo de ventilação quando este se tornar inconveniente. por exemplo).6353 m² ETAPA 3: Somar as áreas efetivas de abertura para ventilação nas fachadas das demais orientações A2 = 1. .38 ETAPA 5: Verificar se o valor encontrado é maior que 0.

3. se as aberturas são passíveis de fechamento Sim Atenção: O pré-requisito de ventilação natural não se aplica à envoltória quando condicionada artificialmente (EqNumEnvAmbRefrig e EqNumEnvRefrig). excluindo caixilhos. dormitório 1 e dormitório 2. ETAPA 3: Verificar. áreas de serviço/lavanderias e na maioria dos banheiros. verificar o atendimento ao pré-requisito de ventilação controlável. ETAPA 1: Identificar os ambientes de permanência prolongada Sala de estar. A soma das áreas de aberturas para iluminação natural desses ambientes deve corresponder a no mínimo 1/8 da área do piso. o acesso à iluminação natural em ambientes de permanência prolongada deve ser garantido por uma ou mais aberturas para o exterior. excluindo caixilhos.1. Observação1: Em cozinhas iluminadas pela área de serviço. o acesso à iluminação natural em cozinhas. A soma das áreas de aberturas para iluminação natural desses ambientes deve corresponder a no mínimo 1/10 da área do piso.EXEMPLO Considerando a UH da Figura 3. Para o cômputo desta área é considerada apenas a área passível de desobstrução total. O não atendimento a este pré-requisito implica na obtenção de no máximo nível B no equivalente numérico da envoltória da UH (EqNumEnv). Para o nível A.1. O não atendimento a este pré-requisito implica na obtenção de no máximo nível B no equivalente numérico da envoltória da UH (EqNumEnv). com exceção dos lavabos (50% mais 1). deve ser garantido por uma ou mais aberturas para o exterior.3 Iluminação natural Para o nível A. Nos dormitórios há veneziana. a abertura para iluminação da área de serviço deve corresponder a no mínimo 1/10 da área do piso. por ambiente. Para o cômputo desta área é considerada apenas a área passível de desobstrução total.1. ETAPA 2: Identificar o tipo de fechamento da abertura Esquadria com duas folhas de vidro de correr. . considerando a soma das áreas de piso da cozinha e da área de serviço.

ETAPA 2: Verificar se possuem uma ou mais aberturas para o exterior Sim. Caso algum ambiente não atenda ao pré-requisito. o percentual exigido cai para 10% (1/10). ou seja.: sala + cozinha) deve-se considerar um único ambiente e aplicar o pré-requisito considerando como área de piso a soma das áreas dos dois ambientes e área de abertura para iluminação a soma das áreas das aberturas para iluminação existentes nestes ambientes. 1/8 corresponde a 12. áreas de serviço e na maioria dos banheiros (50% mais um). O criterio a ser adotado para a avaliação deverá ser o mais restritivo.18% não Possíveis níveis B .64 Área de iluminação 1. No caso de ambientes integrados (ex. cada ambiente possui uma abertura para o exterior ETAPA 3: Determinar a área de piso.Detalhamento O pré-requisito de iluminação natural é analisado para cada ambiente individualmente. este ambiente atingirá no máximo nível B (EqNum = 4) na envoltória da UH. A área de piso é igual à área útil do ambiente. ou seja.5%) 12. EXEMPLO DE CÁLCULO Considerando a UH da Figura 3. Verificar se atender à proporção de 1/8 Tabela 3. dormitório 1 e dormitório 2. verificar o atendimento ao pré-requisito de iluminação natural.296 Requisito Atende? 1/8 Ap (12. a área de abertura para iluminação em ambientes de permanência prolongada deve ser de no mínimo 12. a área de abertura para iluminação e a relação entre elas. ETAPA 1: Identificar os ambientes de permanência prolongada Sala de estar.5%. Para os lavabos não há exigência de iluminação natural. neste caso a área de abertura para iluminação deverá ser 1/8 da área de piso.5% em relação à área útil do ambiente. Para cozinhas.6 Cálculo da área de iluminação natural em ambientes de permanência prolongada Ap Ambiente (m²) Dormitório 1 10.1.

7 Cálculo da área de iluminação natural de cozinhas. Portanto. áreas de serviço/lavanderias e banheiro Ap Ambiente (m²) Cozinha Banheiro 6.Dormitório 2 Sala de Estar 8.90 Área de iluminação 0.94% Cumprimento do requisito? não não Possíveis níveis B B A UH do exercício não atendeu ao pré-requisito de iluminação natural no dormitório 1.9156 14. Verificar se atender à proporção de 1/10 Tabela 3.6% 7.83% 18. a área de abertura para iluminação e a relação entre elas.39% sim sim A-E A-E ETAPA 4: Verificar se a cozinha. área de serviço e a maioria dos banheiros possuem abertura para o exterior Sim. cozinha e banheiro. RESUMO DOS PRÉ-REQUISITOS DA ENVOLTÓRIA PRÉ REQUISITOS ESPECÍFICOS ENVOLTÓRIA Absortância (a) Transmitância (U) Capac.85 1. a envoltória da UH só poderá atingir no máximo nível B.40 2. Térmica (CT) Percentual de Abertura Mínima Atende? Sim Não Nível E (EqNum = 1) (EqNumEnvAmb) Atende? Atende? Atende? Atende? Não Nível E (EqNum = 1) (EqNumEnvAmb) Ventilação Natural Maioria Wc’s com ventilação natural Ventilação cruzada Não Não Nível B (EqNum = 4) (EqNumEnv) Nível C (EqNum = 3) (EqNumEnvResf) Ventilação controlável Iluminação Natural APP (1/8 área piso) Não Nível B (EqNum = 4) (EqNumEnv) Atende? Não Nível B (EqNum = 4) (EqNumEnv) APT (1/10 área piso) .2304 0. cada um desses ambientes possui uma abertura para o exterior ETAPA 5: Determinar a área de piso.74 15.2304 Requisito 1/10Ap (10%) 3.296 2.

1. O extenso território do Brasil abrange diferentes realidades climáticas que exigem estratégias distintas para alcançar condições de conforto térmico e da eficiência energética das edificações.1). estabelecido através das equações de regressão múltipla para unidades habitacionais autônomas. Como estas estratégias alteram o consumo de energia.2. o desempenho térmico da envoltória da UH é determinado pelo seu equivalente numérico (EqNumEnv). descrita no item 3. que estabelece oito Zonas Bioclimáticas (ZB) para o Brasil e contém uma lista contendo algumas cidades brasileiras e as zonas bioclimáticas a que as mesmas pertencem. etc.1 e após verificados os pré-requisitos da envoltória (item 3. Quanto mais expõe o interior do edifício. Assim.3. maior a troca térmica permitida entre o interior e o exterior.2 Procedimento para determinação da eficiência da envoltória: método prescritivo Neste método. de acordo com a Zona Bioclimática em que a edificação está localizada. foram elaboradas diferentes equações para o cálculo do Equivalente Numérico da Envoltória. A envoltória protege o interior do edifício. A avaliação deve ser realizada para a envoltória naturalmente ventilada e individualmente para cada um dos ambientes de permanência prolongada e.2. 2005). A obtenção do nível A de eficiência neste item é obrigatória caso se deseje obter a bonificação de condicionamento artificial de ar. Esta tabela está transcrita no Anexo A deste manual. calculado através do item 3. de acordo com a Zona Bioclimática em que a edificação está localizada.1.220 . através de ponderação pela área útil avaliada se obtém a classificação final da unidade autônoma. envoltórias com maiores trocas térmicas implicam em elevados ganhos de calor em climas mais quentes (radiação solar.) ou maiores perdas de calor em climas frios (infiltração. O RTQ-R usa a norma NBR 15. temperatura. Detalhamento O cálculo do Equivalente Numérico da Envoltória (EqNumEnv) visa prever como a envoltória de um edifício vai impactar o seu consumo de energia.3.1. Ao todo são 13 equações a serem utilizadas são de acordo com a zona bioclimática em que a edificação se encontra conforme observado na Tabela 3. etc.4 deste RTQ. diferenças de temperatura.1) deve ser o referente à eficiência quando naturalmente ventilada. O equivalente numérico do desempenho térmico da envoltória a ser utilizado para o cálculo da pontuação geral da UH (Equação 2.Parte 3 (ABNT. . Através do cálculo do EqNumEnv é possível identificar envoltórias mais eficientes.). O nível de eficiência da envoltória quando condicionada artificialmente (item 0) é de caráter informativo.

Zona Bioclimática 2: Equação 3. Zona Bioclimática 2: Equação 3.14 Zona Bioclimática 3: Equação 3.15.2.11. Zona Bioclimática 7: Equação 3. Zona Bioclimática 4: Equação 3.16.12.19.1. b) Cálculo do consumo relativo para aquecimento Calcula-se o consumo relativo anual para aquecimento (CA) de cada ambiente de permanência prolongada da UH através de equações. Zonas Bioclimáticas 5 e 8: Equação 3. Zona Bioclimática 4: Equação 3.2. Zona Bioclimática 6: Equação 3.18.Tabela 3.1 Eficiência quando naturalmente ventilada O procedimento para obtenção do nível de eficiência da envoltória da UH quando naturalmente ventilada é descrito nos itens “a” a “f”. o indicador deve ser considerado como zero. Equações de acordo com a Zona Bioclimática Zona Bioclimática (ZB) Resfriamento Aquecimento 1   2   3   4   5  6  7  8  3.17.13.20. de acordo com a Zona Bioclimática em que a edificação está localizada:     Zona Bioclimática 1: Equação 3. No caso do resultado obtido ser um número negativo. Zona Bioclimática 3: Equação 3. são considerados indicadores de graus-hora para resfriamento (GHR). .21. a) Cálculo do indicador de graus-hora para resfriamento Calcula-se o indicador de graus-hora para resfriamento (GHR) de cada ambiente de permanência prolongada da UH através de equações de acordo com a Zona Bioclimática em que a edificação está localizada:        Zona Bioclimática 1: Equação 3. por se tratarem de valores estimados. Observação: Os números de graus-horas obtidos através das equações.

de todas as Zonas Bioclimáticas (Figura 3.Observação1: O consumo relativo para aquecimento só é calculado para as Zonas Bioclimáticas 1 a 4. Observação2: O consumo relativo para aquecimento é um indicador utilizado para a avaliação do desempenho da envoltória e não reflete o consumo real do ambiente. Zona Bioclimática 3: Tabelas 3. Zonas Bioclimáticas 5 e 8: Tabela 3.9 e 3. Observação: O equivalente numérico da envoltória do ambiente para aquecimento (EqNumEnvAmbA) só é calculado para as Zonas Bioclimáticas 1 a 4. Zona Bioclimática 2: Tabelas 3.20.17 e 3.14.18.13 e 3.ufsc. Detalhamento Para a realização destes cálculos.22.3 Visualização da planilha disponível no site do LabEEE para cálculo da eficiência da envoltória pelo método prescritivo . Figura 3.6.5 e 3. de acordo com a Zona Bioclimática em que a edificação está localizada:        Zona Bioclimática 1: Tabelas 3. está disponível no site do LabEEE (http://www.br/projetos/etiquetagem/residencial/downloads) uma planilha que já contempla todas as equaçãoes.10. c) Determinação dos equivalentes numéricos da envoltória dos ambientes para resfriamento e aquecimento Determina-se o equivalente numérico da envoltória do ambiente para resfriamento (EqNumEnvAmbResfr) e o equivalente numérico da envoltória do ambiente para aquecimento (EqNumEnvAmbA) de cada ambiente de permanência prolongada da UH. Zona Bioclimática 4: Tabelas 3.3). Zona Bioclimática 7: Tabela 3.labeee.24. através das faixas estabelecidas nas tabelas. Zona Bioclimática 6: Tabela 3.

2. por isso sugere-se seu uso ao invés da elaboração de novas planilhas. d) Determinação do equivalente numérico da envoltória da unidade habitacional autônoma para resfriamento O equivalente numérico da envoltória da UH para resfriamento (EqNumEnvResfr) é obtido através da ponderação dos EqNumEnvAmbResfr pelas áreas úteis dos ambientes avaliados (AUamb). que geram erros caso valores fora dos limites sejam inseridos. O restante da planilha é bloqueada para edição.Nesta planilha há comentários ao lado de cada variável a ser inserida. CA e CR (variável explicada no item 3. Também são definidos alguns limites de utilização.4 Visualização do alerta de erro gerado pela planilha Preenchendo os dados do ambiente e definindo a Zona Bioclimática. Esta planilha foi testada e validada. os resultados para GHR. e) Determinação do equivalente numérico da envoltória da unidade habitacional autônoma para aquecimento .4 apresneta um exemplo do alerta gerado ao tentar preencher o binário da CTalta com o valor “5” (observação: este binário deve ser preenchido somente com os valores zero ou 1). A Figura 3. instruindo seu preenchimento.2 do RTQ-R) são calculados automaticamente. Figura 3. Somente os dados relacionados à avaliação em questão podem ser alterados.1.

EqNumEnvResfr: equivalente numérico da envoltória da UH para resfriamento. Equação 3.6. f) Determinação do equivalente numérico da envoltória da unidade habitacional autônoma Para a ZB1. Equação 3. o equivalente numérico da envoltória da UH (EqNumEnv) é obtido por meio da Equação 3.7. o equivalente numérico da envoltória da UH (EqNumEnv) é obtido por meio da Equação 3. equivalente numérico da envoltória da UH para ZB5 a ZB8 Onde: EqNumEnv: equivalente numérico da envoltória da UH.8. equivalente numérico da envoltória da UH para ZB3 Para a ZB4.9. o equivalente numérico da envoltória da UH (EqNumEnv) é obtido por meio da Equação 3.10.7.10.O equivalente numérico da envoltória da UH para aquecimento (EqNumEnvA) é obtido através da ponderação dos EqNumEnvAmbA pelas áreas úteis dos ambientes avaliados (AUamb). EqNumEnvA: equivalente numérico da envoltória da UH para aquecimento. Equação 3.8. Equação 3.9. equivalente numérico da envoltória da UH para ZB1 Para a ZB2. equivalente numérico da envoltória da UH para ZB4 Para ZB5 a ZB8. . Equação 3. equivalente numérico da envoltória da UH para ZB2 Para a ZB3.6. o equivalente numérico da envoltória da UH (EqNumEnv) é obtido por meio da Equação 3. o equivalente numérico da envoltória da UH (EqNumEnv) é obtido por meio da Equação 3.

respectivamente.5 e 3.6 apresentam um resumo esquemático da metodologia de avaliação da eficiência da envoltória da ZB3 e da ZB8.5 Ilustração esquemática da determinação do equivalente numérico da envoltória (EqNumEnv) de uma UH nas ZB1 a ZB4 Figura 3.Detalhamento As Figuras 3. Figura 3.6 Ilustração esquemática da determinação do equivalente numérico da envoltória (EqNumEnv) de uma UH na ZB8 .

desconsiderando caixilhos. desconsiderando caixilhos. A área de parede externa (APamb) a ser considerada é apenas a parcela referente aos limites internos do ambiente em contato com o exterior. AAbN (m²): área de abertura. . AAbO (m²): área de abertura. na fachada voltada para o Norte.7. desconsiderando caixilhos. APambO (m²): área de parede externa do ambiente voltada para o Oeste.As seguintes variáveis são utilizadas para o cálculo dos indicadores de graus-hora e consumo relativo para a determinação do equivalente numérico de cada Zona Bioclimática: AAbL (m²): área de abertura. AAb  Figura 3. A área de abertura a ser considerada é a área do vão ou do “buraco” existente na alvenaria antes da colocação da esquadria. na fachada voltada para o Leste. AAbS (m²): área de abertura.8 apenas a área hachurada em azul corresponde à área de parede externa. desconsiderando caixilhos. APambS (m²): área de parede externa do ambiente voltada para o Sul. Área de abertura (AAb) APambL (m²): área de parede externa do ambiente voltada para o Leste. na fachada voltada para o Oeste. APambN (m²): área de parede externa do ambiente voltada para o Norte. No exemplo ilustrado pela Figura 3. na fachada voltada para o Sul.

cob: variável binária que define se o ambiente possui superfície superior voltada para o exterior (cobertura). calculado pela razão entre o pé-direito e a área útil do ambiente.8. Observação: os pilares podem ser desconsiderados. par (adimensional): absortância externa das paredes externas.10 e 0. excluindo as aberturas. Observação1: caso a cobertura do ambiente possuir abertura zenital de mais de 2% da área da cobertura. considerando-os como área de parede. O valor deve situar-se entre 0.10 e 0. . internas e cobertura pelas respectivas áreas. considerando a média ponderada das capacidades térmicas das paredes externas. o valor deve ser 0 (zero).90 ou 0 (zero) quando a cobertura do ambiente não estiver voltada para o exterior. CTalta [kJ/(m²K)]: variável binária que define se os fechamentos dos ambientes possuem capacidade térmica alta. se não possuir.Figura 3. AUamb (m²): área útil do ambiente analisado. a avaliação deve ser feita pelo método de simulação. excluindo as aberturas e as paredes externas. o valor deve ser 0 (zero). cob (adimensional): absortância da superfície externa da cobertura. O valor deve situar-se entre 0. Se a superfície superior do ambiente estiver voltada para o exterior o valor deve ser 1 (um). se não estiver.90. Área de parede (APamb) AparInt (m²): área das paredes internas. Caltura: coeficiente de altura. Se o ambiente possuir fechamentos com capacidade térmica alta o valor deve ser 1 (um). Para este RTQ é considerada capacidade térmica alta valores acima de 250 kJ/m²K.

considerando a média ponderada das capacidades térmicas das paredes externas. Por exemplo.Observação: se entre as paredes existir pilares pode-se desconsiderar a capacidade térmica destes e considerá-los como parede. Deve ser calculada considerando-se todas as camadas entre o interior e o exterior do ambiente. Atenção: a definição do RTQ-R está equivocada.5. se a abertura para ventilação for igual à abertura do vão. se não possuir. Para este RTQ é considerada capacidade térmica baixa valores abaixo de 50 kJ/m²K. CTbaixa [kJ/(m²K)]: variável binária que define se os fechamentos dos ambientes possuem capacidade térmica baixa. se a abertura estiver totalmente obstruída o valor deve ser 0 (zero). Observação: se entre as paredes existir pilares pode-se desconsiderar a capacidade térmica destes e considerá-los como parede. internas e cobertura pelas respectivas áreas. isol: variável binária que representa a existência de isolamento nas paredes externas e coberturas. Observação2: Caso a capacidade térmica dos fechamentos seja um valor entre 50 kJ/m2K e 250 kJ/m2K deve-se adotar valor 0 (zero) tanto para CTbaixa como para CTalta. CTcob [kJ/(m²K)]: capacidade térmica da cobertura.00 W/(m²K). Observação: se o ambiente possuir cobertura com diferentes capacidades térmicas deve-se calcular a média ponderada da capacidade térmica de cada parcela da cobertura pelas respectivas áreas. o valor deve ser 0 (zero). o valor deve ser 1 (um). Em nenhuma circunstância pode-se adotar o valor 1 (um) para CTbaixa e CTalta simultaneamente. se a abertura possibilitar metade da área da abertura para ventilação o valor deve ser 0. excluindo as aberturas. Os valores variam de 0 (zero) a 1 (um). Se a cobertura do ambiente não estiver voltada para o exterior o valor deve ser 0 (zero). São consideradas isoladas paredes externas e coberturas que apresentem isolamento térmico e transmitância térmica menor ou igual a 1. CTpar [kJ/(m²K)]: média ponderada da capacidade térmica das paredes externas e internas do ambiente pelas respectivas áreas. . Se o ambiente possuir fechamentos com capacidade térmica baixa o valor deve ser 1 (um). CTpar refere-se à capacidade térmica das paredes externas apenas! Fvent (adimensional): fator das aberturas para ventilação: valor adimensional proporcional à abertura para ventilação em relação à abertura do vão.

o valor a ser inserido na variável “somb” é proporcional ao percentual obtido. Se o ambiente possuir parede externa voltada para o Norte o valor deve ser 1 (um). PD (m): pé-direito do ambiente analisado. Se o ambiente possuir parede externa voltada para o Sul o valor deve ser 1 (um). Atenção: Em ambientes com pé-direito variável. solo: variável binária que define o contato do piso do ambiente com o solo (laje de terrapleno). somb: variável que define a presença de dispositivos de proteção solar externos às aberturas. Observação6: No caso de dormitórios. PambS (m²): variável binária que indica a existência de parede externa do ambiente voltada para o Sul. o valor deve ser 0 (zero). o valor deve ser 0 (zero). Os valores variam de 0 (zero).Observação: Esta variável (isol) é aplicável apenas às Zonas Bioclimáticas 1 e 2. utilizar o pé-direito médio. . o valor de “somb” deve ser 1 (um). quando não houver dispositivos de proteção solar. a 1 (um). Se o piso estiver em contato com o solo o valor deve ser 1 (um). se não possuir. PambN (m²): variável binária que indica a existência de parede externa do ambiente voltada para o Norte. se não possuir. Se o ambiente estiver sobre pilotis o valor deve ser 1 (um). PambO (m²): variável binária que indica a existência de parede externa do ambiente voltada para o Oeste. Se o ambiente possuir parede externa voltada para o Oeste o valor deve ser 1 (um). o valor deve ser 0 (zero). quando houver venezianas que cubram 100% da abertura quando fechada. Se o ambiente possuir parede externa voltada para o Leste o valor deve ser 1 (um). o dispositivo de sombreamento deve permitir escurecimento em todas as Zonas Bioclimáticas e ventilação nas Zonas Bioclimáticas 2 a 8 para que “somb” seja igual a 1 (um). se não estiver. o valor deve ser 0 (zero). o valor deve ser 0 (zero). se não possuir. Caso seja obtido um percentual de proteção menor que 75%. se não estiver. SomΑparext: somatório das áreas de parede externa do ambiente (AP ambN + APambS + APambL + APambO). Quando o dispositivo de proteção solar bloquear mais de 75% da incidência solar sobre as superfícies envidraçadas das aberturas. PambL (m²): variável binária que indica a existência de parede externa do ambiente voltada para o Leste. Caso se deseje pontuar “somb” com valores diferentes de 0 (zero) utilizando dispositivos de proteção solar que não venezianas. se não possuir. pil: variável binária que define o contato externo do piso do ambiente com o exterior através de pilotis. O valor desta variável para as demais Zonas Bioclimáticas deve ser 0 (zero). o valor deve ser 0 (zero). o percentual de sombreamento deve ser calculado de acordo com o método prescritivo proposto no Anexo I.

Deve ser calculada considerandose todas as camadas entre o interior e o exterior do ambiente. Optou-se por suprimir as demais pois o procedimento de cálculo não muda. As equações das ZBs 1. Se a cobertura do ambiente não estiver voltada para o exterior o valor deve ser 0 (zero). 2 e 4 a 8 devem ser consultadas no RTQ-R. Observação: As variáveis Uvid e VID são aplicáveis apenas às Zonas Bioclimáticas 1 e 2. obtido através da multiplicação entre o pé-direito e a área útil do ambiente. Observação: Se um ambiente possuir paredes externas com diferentes transmitâncias térmicas deve-se calcular a média ponderada da transmitância térmica de cada parcela das paredes externas pelas respectívas áreas.15. VID: variável binária que indica a existência de vidro duplo no ambiente. UVID [W/(m²K)]: transmitância térmica do vidro. Todas elas estão contempladas na Planilha de cálculo da eficiência da envoltória. Se o ambiente possuir vidro duplo o valor deve ser 1 (um). Observação: Se um ambiente possuir coberturas com diferentes transmitâncias térmicas deve-se calcular a média ponderada da transmitância térmica de cada parcela da cobertura pelas respectívas áreas. A seguir é apresentado apenas um exemplo das equações para obtenção do equivalente numérico da envoltória (EqNumEnv) naturalmente ventilada. Upar [W/(m²K)]: transmitância térmica das paredes externas. utilizando as constantes da Tabela 3. disponibilizada no site do LabEEE (ver Figura 3. indicador de graushora para . Zona Bioclimática 3 (exemplo: cidade de Florianópolis-SC) O indicador de graus-hora para resfriamento (GHR) é obtido através da Equação 3. se não possuir.3). GHR = (a) + (b X CTbaixa) + (c X αcob) + (d X somb) + (e X solo X AUamb) + (f X αpar) + (g X PD/AUamb) + (h X CTcob) + (i X AbS) Equação 3. Deve ser calculada considerando-se todas as camadas entre o interior e o exterior do ambiente.11. não haveno o que detalhar naquelas equações. Estas equações referem-se à ZB3. volume (m³): volume do ambiente.11. o valor deve ser 0 (zero).Ucob [W/(m²K)]: transmitância térmica da cobertura. O valor desta variável para as demais Zonas Bioclimáticas deve ser 0 (zero).

1099 4323.5988 -6.9814 990.0016 l m n o p q r s t u v -605.6339 51.0021 2.4985 w x y z aa ab ac ad ae af ag 399.9370 -80.8136 0.0555 -1583.3444 2109.3363 -0.0925 -34.1763 -4.9447 -103.9241 s t u v w x -3315.4370 131.4306 1557.0426 -54.0219 -75.9856 70.0915 -1111.1938 .3717 -122.4188 1002.11: Constantes da Equação 3.4866 2802. CA = [(a) + (b X CTpar) + (c X AUamb) + (d X PambS) + (e X CTbaixa) + (f X solo) + (g X pil) + (h X Ucob) + (i X αpar) + (j X CTcob) + (k X SomApar) + (l X AAbS) + (m X AbN) + [n X (Ucob X αcob/CTcob) X AUamb] + (o X CTalta) + (p X Upar) + (q X Fvent) + (r X cob) + (s X αcob) + (t X PD) + (u X SomAparExt X CTpar) + (v X APambN X αpar) + (w X APambS X αpar) + (x X PD/AUamb)]/1000 Equação 3.2740 -20.1195 -114.16 a b c d e f 6981.4181 126.2304 5.12: Constantes da Equação 3.1620 -3.3345 -15281.1530 55.1829 -200.7777 O consumo relativo para aquecimento (CA) é obtido através da Equação 3.9675 1007.3931 g h i j k l 2479.1092 3.6742 34.1796 14.7838 26.4466 -379.7352 m n o p q r -543.4249 79.1758 -0.+ (j X APambL X Upar X αpar) + (k X AparInt X CTpar) + (l X solo) + (m X Ucob X αcob X cob X AUamb) + (n X Fvent) + (o X AUamb) + (p X SomApar) + (q X AAbO X (1-somb)) + (r X AAbL X Fvent) + (s X CTpar) + (t X AAbS X (1-somb)) + (u X APambN X Upar X αpar) + (v X pil) + (w X PambO) + (x X AAbN X somb) + (y X AbN) + (z X PambN) + (aa X APambN) + [ab X (Ucob X αcob/CTcob) X AUamb] + (ac X cob X AUamb) + (ad X CTalta) + (ae X Ucob) + (af X APambS X Upar X αpar) + (ag X PambL) + (ah X AparInt) + (ai X PD X AUamb) + (aj X PambS) + (ak X AAbS X Fvent) + (al X AAbO X Fvent) + (am X AAbN X Fvent) + (an X APambO X Upar X αpar) + (ao X APambS) + (ap X AAbN X (1-somb)) resfriamento da ZB3 Tabela 3.4286 14. utilizando as constantes da Tabela 3.5557 25.9604 394.3351 26.3032 -77.9122 -1.12.2280 65.8507 -7.0458 -2521.16.9407 ah ai aj ak al am an ao ap 16.3292 16.1879 -830.2853 1248.8400 431.8467 -0.6786 2324.0119 1262.6737 -0.7615 -1042.15 a b c d e f g h i j k 836.5777 738.2095 15.16 – consumo relativo para aquecimento da ZB3 Tabela 3.

465 < GHR ≤ 3. Tabela 3.14.858 12.286 Tabela 3.643 1. ETAPA 1: Identificar e isolar cada ambiente de permanência prolongada .287 < CA ≤ 25.13: Equivalente numérico da envoltória do ambiente para resfriamento – Zona Bioclimática 3 Eficiência A B C D E EqNumEnvAmbResfr 5 4 3 2 1 Condição GHR ≤ 822 822 < GHR ≤ 1.287 19.14: Equivalente numérico da envoltória do ambiente para aquecimento – Zona Bioclimática 3 Eficiência A B C D E EqNumEnvAmbA 5 4 3 2 1 Condição (kWh/m².13 e da Tabela 3.716 Detalhamento EXEMPLO DE CÁLCULO DETERMINAÇÃO DA EFICIÊNCIA DA ENVOLTÓRIA DE UMA UNIDADE HABITACIONAL AUTÔNOMA NATURALMENTE VENTILADA Considerando a UH da Figura 3.1.643 < GHR ≤ 2.716 CA > 25.ano) CA ≤ 6. respectivamente.429 6. determinar a eficiência da envoltória.465 2.Os equivalentes numéricos da envoltória do ambiente (EqNumEnvAmb) para resfriamento e aquecimento são obtidos através da Tabela 3.286 GHR > 3.429 < CA ≤ 12.858 < CA ≤ 19.

09 0.45 0 0 1 1 0 8.00 0.76 0.45 0 0 1 1 0 0.51 193.85 2.00 0.00 Dormitório 2 8.81 223.Figura 3.00 9. As paredes hachuradas correspondem às paredes internas dos ambientes ETAPA 2: Levantar as variáveis a serem inseridas nas equações Sala de estar AUAmb UCOB CTCOB αCOB UPAR CTPAR αPAR CTbaixa CTalta cob solo pil APambN APambS APambL 15.00 0.00 32.60 2.11 32.23 Dormitório 1 10.60 2.00 .80 5.44 0.37 3.60 2.64 1.11 32.45 0 0 1 1 0 4.58 200.93 0.15 0.9 Ambientes de permanência prolongada da UH.75 1.00 0.

5 1 2. assim como os níveis correspondentes Sala de estar GHR 1.975 B 13.216 C Dormitório 1 1.23 0.764 3 (C) 14.498 4 (B) Sala de estar 1.54 0.24 0 0 0 8.604 B 14.5 1 2.618 4 (B) 11.5 1 2.29 0 0 0 ETAPA 3: Preencher.216 3 (C) * Atenção: O EqNumEnvAmb do "Dormitório 1" é nível de eficiência E por este não ter atendido o pré-requisito "percentual de área mínima de abertura para ventilação" .618 B 12.764 C 8.396 B 10.APambO AAbN AAbS AAbL AAbO Fvent Somb PD AparInt Caltura Isol UVID VID 0.3 Equivalentes numéricos dos ambientes avaliados Item GHR EqNumEnvAmbResf CA EqNumEnvAmbA Dormitório 1* (desconsiderado*) 1 (E) (desconsiderado*) 1 (E) Dormitório 2 1. CA e CR.62 0 0 0 0.67 1.498 B CR CA ETAPA 5: Verificar se o não atendimento aos pré-requisitos da envoltória fazem com que caia algum dos níveis do ambiente Tabela 3.55 13.00 3.36 0 0 0 0.50 0.753 C 11. para cada ambiente.62 0 0.55 18.70 0 0 1. atentando para a correta definição da Zona Bioclimática ETAPA 4: Verificar os valores obtidos para GHResfr.16 0 0 0 5.55 15. a planilha disponibilizada no site do LabEEE.848 C Dormitório 2 1.

Tabela 3. O arredondamento deve ser feito somente no final (EqNumEnv).64 ETAPA 7: Determinação do equivalente numérico da envoltória da unidade habitacional autônoma para aquecimento (EqNumEnvA) através da ponderação dos EqNumEnvAmbA pelas áreas úteis dos ambientes avaliados (AUamb).do item de ventilação natural.8.5 Cálculo do equivalente numérico da envoltória da UH para aquecimento Ambiente Dormitorio 1 Dormitorio 2 Sala de estar EqNumEnvAmbA 1 4 3 AUamb (m²) 10.85 EqNumEnvA 2.6 Com base no equivalente numérico obtido.64 EqNumEnv = 2.64 ETAPA 8: Determinação do equivalente numérico da envoltória naturalmente ventilada (EqNumEnv) da unidade habitacional autônoma através da Equação 3. Observação: Deve-se utilizar os valores sem arredondamento.64 x 2.36 x 2. equivalente numérico da envoltória da UH para ZB3 EqNumEnv = 0. Equação 3. ETAPA 9: Verificar demais pré-requisitos da envoltória . para uma casa decimal.12. ETAPA 6: Determinar o equivalente numérico da envoltória da unidade habitacional autônoma para resfriamento (EqNumEnvResfr) através da ponderação dos EqNumAmbResfr pelas áreas úteis dos ambientes avaliados (AUamb).4 Cálculo do equivalente numérico da envoltória da UH para resfriamento Ambiente Dormitorio 1 Dormitorio 2 Sala de estar EqNumEnvAmbResf 1 4 3 AUamb (m²) 10. a classificação da UH é de nível de eficiência C.64 8.64 8.64 + 0.74 15.85 EqNumEnvResf 2.74 15. Tabela 3.

Além do dormitório 1 não ter atendido ao pré-requisito de percentual de área mínima de abertura para ventilação natural, obtendo nível E neste ambiente, a UH não atendeu ao pré-requisito de iluminação natural.

Pergunta: Poderia esta edificação ter alcançado nível de eficiência A? Resposta: Não. Mesmo que a edificação tivesse alcançado uma pontuação equivalente ao nível de eficiência A no EqNumEnv através da aplicação das equações, ela automáticamente se converte a nível de eficência B por não cumprir com o pré-requisito de iluminação natural. Por tanto, o nível máximo de eficiência a ser atingido por esta UH é B.

3.1.2.2 Eficiência quando condicionada artificialmente
O nível de eficiência da envoltória quando condicionada artificialmente é de caráter informativo. A obtenção do nível A de eficiência neste item é obrigatória para obtenção da bonificação de condicionamento artificial de ar, descrita no item 3.3.4 deste RTQ. O procedimento para obtenção do nível de eficiência da envoltória quando condicionada artificialmente é descrito nos itens “a” a “f”.

Para a classificação da envoltória condicionada artificialmente utiliza-se o mesmo processo utilizado para a classificação da envoltória naturalmente ventilada substituindo as equações de cálculo de consumo relativo para resfriamento (GHR) pelas equações de cálculo do consumo relativo para refrigeração (CR). As equações utilizadas para o cálculo do consumo relativo para aquecimento permanecem as mesmas.
a) Cálculo do consumo relativo para refrigeração

Calcula-se o consumo relativo anual para refrigeração (CR) de cada dormitório (excluindo dormitórios de serviço) através de equações, de acordo com a Zona Bioclimática em que a edificação está localizada:        Zona Bioclimática 1: Equação 3.27; Zona Bioclimática 2: Equação 3.28; Zona Bioclimática 3: Equação 3.29; Zona Bioclimática 4: Equação 3.30; Zona Bioclimática 6: Equação 3.31; Zona Bioclimática 7: Equação 3.32; Zonas Bioclimáticas 5 e 8: Equação 3.33.

Observação: O consumo relativo para refrigeração é um indicador utilizado para a avaliação do desempenho da envoltória e não reflete o consumo real do ambiente.

Diferentemente da edificação naturalmente ventilada, onde são avaliados todos os

ambientes de permanência prolongada, o cálculo do consumo relativo para refrigeração (CR) deve ser realizado apenas para os dormitórios da UH.

b)

Cálculo do consumo relativo para aquecimento

Calcula-se o consumo relativo anual para aquecimento (CA) de cada ambiente de permanência prolongada da UH através de equações, de acordo com a Zona Bioclimática em que a edificação está localizada:     Zona Bioclimática 1: Equação 3.12; Zona Bioclimática 2: Equação 3.14; Zona Bioclimática 3: Equação 3.16; Zona Bioclimática 4: Equação 3.18.

Observação1: O consumo relativo para aquecimento só é calculado para as Zonas Bioclimáticas 1 a 4. Observação2: O consumo relativo para aquecimento é um indicador utilizado para a avaliação do desempenho da envoltória e não reflete o consumo real do ambiente.

c)

Determinação dos equivalentes numéricos da envoltória dos ambientes para refrigeração e aquecimento

Determina-se o equivalente numérico da envoltória do ambiente para refrigeração (EqNumEnvAmbRefrig) dos dormitórios (excluindo dormitórios de serviço) e o equivalente numérico da envoltória do ambiente para aquecimento (EqNumEnvAmbA) de cada ambiente de permanência prolongada avaliado da UH, através das faixas estabelecidas nas tabelas, de acordo com a Zona Bioclimática em que a edificação está localizada:        Zona Bioclimática 1: Tabelas 3.26 e 3.6; Zona Bioclimática 2: Tabelas 3.28 e 3.10; Zona Bioclimática 3: Tabelas 3.30 e 3.14; Zona Bioclimática 4: Tabelas 3.32 e 3.18; Zona Bioclimática 6: Tabela 3.34; Zona Bioclimática 7: Tabela 3.36; Zonas Bioclimáticas 5 e 8: Tabela 3.38.

Observação: O equivalente numérico da envoltória do ambiente para aquecimento (EqNumEnvAmbA) só é calculado para as Zonas Bioclimáticas 1 a 4.

d)

Determinação do equivalente numérico da envoltória da unidade habitacional autônoma para refrigeração

O equivalente numérico da envoltória da UH para refrigeração (EqNumEnvRefrig) é obtido através da ponderação dos EqNumEnvAmbRefrig pelas áreas úteis dos ambientes avaliados (AUAmb).

e)

Determinação do equivalente numérico da envoltória da unidade habitacional autônoma para aquecimento

O equivalente numérico da envoltória da UH para aquecimento (EqNumEnvA) é obtido através da ponderação dos EqNumEnvAmbA pelas áreas úteis dos ambientes avaliados (AUAmb).

f)

Determinação do equivalente numérico da envoltória da unidade habitacional autônoma

Para a ZB1, o equivalente numérico da envoltória da UH (EqNumEnv) é obtido por meio da Equação 3.22. Equação 3.22. equivalente numérico da envoltória da UH para ZB1

Para a ZB2, o equivalente numérico da envoltória da UH (EqNumEnv) é obtido por meio da Equação 3.23. Equação 3.23. equivalente numérico da envoltória da UH para ZB2

Para a ZB3, o equivalente numérico da envoltória da UH (EqNumEnv) é obtido por meio da Equação 3.24. Equação 3.24. equivalente numérico da envoltória da UH para ZB3

Para a ZB4, o equivalente numérico da envoltória da UH (EqNumEnv) é obtido por meio da Equação 3.25. Equação 3.25. equivalente numérico da envoltória da UH para ZB4

Para ZB5 a ZB8, o equivalente numérico da envoltória da UH (EqNumEnv) é obtido por meio da Equação 3.26. Equação 3.26. equivalente numérico da envoltória da UH para ZB5 a ZB8 Onde: EqNumEnv: equivalente numérico da envoltória da UH;

29 – consumo relativo para refrigeração de dormitórios condicionados artificialmente da ZB3 Tabela 3.29.2116 1. respectivamente. EqNumEnvA: equivalente numérico da envoltória da UH para aquecimento. . CR = [(a) + (b X PD/AUamb) + (c X CTbaixa) + (d X solo) + (e X αpar) + (f X CTcob) + (g X somb) + (h X AbS) + (i X AUamb) + (j X SomAparExt X CTpar) + (k X pil) + (l X cob) + (m X Ucob X αcob X cob X AUamb) + [n X (Ucob X αcob/CTcob) X AUamb] + (o X cob X AUamb) + (p X AbN) + [q X (Upar X αpar/CTpar) X SomApar] + (r X SomApar) + (s X αcob) + (t X AAbN X somb) + (u X AAbS X Fvent) + (v X AAbL X Fvent) + (w X AAbO X Fvent) + (x X AAbS) + (y X PambS) + (z X APambS X Upar X αpar) + (aa X APambS X αpar) + (ab X AAbN X Fvent) + (ac X AAbN X (1-somb))]/1000 Equação 3.2367 -4446. 2 e 4 a 8 devem ser consultadas no RTQ-R. não haveno o que detalhar naquelas equações. A seguir serão apresentadas apenas um exemplo das equações para obtenção do equivalente numérico da envoltória (EqNumEnv) quando condicionada artificialmente. utilizando as constantes da Tabela 3.29. As equações das ZBs 1.0211 -1185.0817 q r s t u v w x -7. Zona Bioclimática 3 (exemplo: cidade de Florianópolis-SC) O consumo relativo para refrigeração de dormitórios (excluindo dormitórios de serviço) condicionados artificialmente (CR) é obtido através da Equação 3.1551 -247.9915 -4066. Estas equações referem-se à ZB3. Optou-se por suprimir as demais pois o procedimento de cálculo não muda.7864 397.8924 33900.8199 -1827.14.1908 y z aa ab ac -660.9250 6016. utilizando as constantes da Tabela 3.7252 -2582.0082 493.29 a b c d e f g h 7867.30 e da Tabela 3.3096 641.5657 -199.EqNumEnvRefrig: equivalente numérico da envoltória da UH para refrigeração.4513 73.9866 O consumo relativo para aquecimento de ambientes condicionados artificialmente (CA) é obtido através da Equação 3.6311 -877.29: Constantes da Equação 3.7417 i j k l m n o p -79.9340 -112.2535 485.3024 -46.0384 1977.8056 -351.16. Os equivalentes numéricos da envoltória do ambiente condicionado artificialmente (EqNumEnvAmb) para refrigeração e aquecimento são obtidos através da Tabela 3.8228 0.0195 16.5286 92.4051 -14.4793 31.12.

CA e CR anteriormente.071 EXEMPLO DE CÁLCULO DETERMINAÇÃO DA EFICIÊNCIA DA ENVOLTÓRIA DE UMA UNIDADE HABITACIONAL AUTÔNOMA CONDICIONADA ARTIFICIALMENTE Considerando a UH da Figura 3.890 < CR ≤ 12.604 B 14.975 B 13.ano) CR ≤ 6. e os dados obtidos para GHResfr.753 3 (C) Sala de estar (desconsiderado) (-) .1.216 C Dormitório 1 1.618 B 12.764 C 8.975 4 (B) Dormitório 2 12.753 C 11. determinar a eficiência da envoltória refrigerada.848 C Dormitório 2 1.498 B CR CA ETAPA 1: Determinar os equivalentes numéricos da envoltória para refrigeração dos dormitórios Tabela 3.890 6.6 Equivalentes numéricos dos ambientes avaliados Item CR EqNumEnvAmbRefrig Dormitório 1 10.677 < CR ≤ 23. assim como os níveis correspondentes Sala de estar GHR 1.677 17.30: Equivalente numérico da envoltória do ambiente condicionado artificialmente para refrigeração – Zona Bioclimática 3 Eficiência A B C D E EqNumEnvAmbRefrig 5 4 3 2 1 Condição (kWh/m². mas deve sempre ser calculada. mesmo nas edificações naturalmente ventiladas. Observação: É importante ressaltar que a determinação da eficiência da envoltória quando condicionada artificialmente é de caráter informativo.071 CR > 23.284 < CR ≤ 17. CA e CR.Tabela 3. Valores obtidos para GHResfr.284 12.396 B 10.

10 Exemplo classificação de UH condicionada artificialmente .55 O nível de eficiência alcançada pela edificação em base ao seu equivalente numérico é de nível de eficiência B. a seção informativa da classificação da unidade habitacional condicionada artificialmetne com nível de eficiência B alcançada pela UH. Tabela 3.10 apresenta em destaque.64 8.ETAPA 2: Verificar se o não atendimento aos pré-requisitos da envoltória fazem com que caia algum dos níveis do ambiente.74 EqNumEnvRefrig 3. Figura 3. A Figura 3. ETAPA 3: Determinar o equivalente numérico da envoltória da unidade habitacional autônoma para refrigeração (EqNumEnvRefrig) através da ponderação dos EqNumEnvAmbRefrig pelas áreas úteis dos ambientes avaliados (AUamb).7 Cálculo do equivalente numérico da envoltória da UH para refrigeração Ambiente Dormitorio 1 Dormitorio 2 EqNumEnvAmbRefrig 4 3 AUamb (m²) 10. Observação: os pré-requisitos de ventilação natural não se aplicam à envoltória quando condicionada artificalmente.

disponíveis no sitio www. .3. potência de iluminação e equipamentos.1. deve-se modelar a geometria da edificação sob avaliação e realizar simulações para duas condições: uma para a edificação quando naturalmente ventilada e outra para a edificação quando condicionada artificialmente. produzir relatórios horários do uso final de energia.1.1.-2004: Standard Method of Test for the Evaluation of Building Energy Analysis Computer Programs. no que se refere ao programa e arquivo climático utilizados.3) e os seguintes pré-requisitos específicos: a) Programa de simulação O programa computacional de simulação termoenergética deve possuir.2). no mínimo.1 Pré-requisitos específicos do método de simulação Para o método de simulação devem ser atendidos os pré-requisitos de ventilação natural (item 3.com. O método de simulação compara o desempenho da edificação sob avaliação com os valores de referência das tabelas de classificação dos níveis de eficiência energética da envoltória.        modelar efeitos de inércia térmica.3. cujas características devem estar de acordo com o nível de eficiência pretendido. produzir relatórios horários das trocas de ar e das infiltrações.1. Para a avaliação do edifício utilizando a simulação deve-se atender aos pré-requisitos estabelecidos quanto ao programa utilizado para a simulação e quanto ao arquivo climático utilizado na simulação. iluminação natural (item 3.3 Procedimento para determinação da eficiência da envoltória: Método de simulação Neste método. Para tanto. ter capacidade de simular as estratégias bioclimáticas adotadas no projeto..760 horas por ano. determinar a capacidade solicitada pelo sistema de condicionamento de ar.procelinfo.br/etiquetagem_edificios.1. modelar variações horárias de ocupação. conforme requisitos descritos a seguir. o desempenho da envoltória da edificação é determinado por meio de simulação computacional. Estas exigências têm a intenção de garantir a obtenção de resultados coerentes. definidos separadamente para cada dia da semana e feriados.   modelar 8. modelar efeitos de multizonas térmicas. as seguintes características:   ser um programa para a análise do consumo de energia em edifícios.1. 3. rede de ventilação natural e sistemas de condicionamento artificial. ser verificado de acordo com testes propostos pela ASHRAE Standard 140 .

procelinfo.3.b) Arquivo climático O arquivo climático utilizado deve possuir. hall de entrada e similares. deve-se utilizar dados climáticos de uma região próxima que possua características climáticas semelhantes. caso o local do projeto não possua arquivo climático. corredores. podem ser modelados agrupados em uma única zona térmica.procelinfo. propriedades térmicas dos elementos construtivos e orientação conforme o projeto sob avaliação. tais como circulação vertical. Cada ambiente da UH deve ser modelado como uma zona térmica. o ático da cobertura pode ser modelado como uma zona térmica.energy.  para as edificações multifamiliares que possuem mais de 10 pavimentos deve-se seguir as orientações do item anterior.br/etiquetagem_edificios.3 Procedimentos para simulação da edificação naturalmente ventilada A metodologia de avaliação compara os indicadores de graus-hora de resfriamento (GHR) dos ambientes de permanência prolongada da UH com os níveis de eficiência das tabelas do arquivo climático utilizado na simulação (as tabelas estão disponíveis no sitio www. com as características geométricas. Os indicadores de graus-hora dos ambientes de permanência prolongada do projeto devem ser iguais ou menores que os níveis de eficiência das tabelas.  os dados climáticos devem ser representativos da Zona Bioclimática onde o projeto sob avaliação será locado e. direção e velocidade do vento e radiação solar.com. propriedades térmicas dos elementos construtivos e orientação conforme o projeto sob avaliação.  para as edificações multifamiliares de até 10 pavimentos.  devem ser utilizados arquivos climáticos disponibilizados pelo Departamento de Energia dos Estados Unidos (www. desde que esta modelagem não interfira na ventilação natural das UHs.1.com.eere.  as garagens que tiverem contato com UHs devem ser simuladas como uma zona térmica. com as características geométricas.1.br/etiquetagem_edificios).2 Condições para a modelagem da envoltória A modelagem da envoltória da edificação deve considerar que:  para as UHs. As condições para modelagem do sistema de ventilação natural são apresentadas a seguir.    os dispositivos de sombreamento devem ser modelados conforme o projeto sob avaliação.3. no mínimo. em formatos tais como TRY e TMY. os ambientes comuns das edificações multifamiliares. todas as UHs do pavimento tipo. 3. do térreo e da cobertura devem ser modeladas. as seguintes características:  fornecer valores horários para todos os parâmetros relevantes requeridos pelo programa de simulação.gov) ou os arquivos climáticos publicados no sitio www. com exceção dos pavimentos tipo. 3. . tais como temperatura e umidade. cada ambiente deve ser modelado como uma única zona térmica. que não precisam ser todos modelados: deve-se modelar um pavimento a cada 5 pavimentos tipo.

As aberturas que proporcionam a ventilação (portas e janelas) devem possuir as mesmas coordenadas cartesianas do projeto sob avaliação.  o coeficiente de rugosidade do entorno (α) deve ser de 0. A: constante que varia com a velocidade do ar no ambiente (Var.2 m/s.14.2 m/s < Var ≤ 0. . conforme segue: A = 0. To: temperatura operativa horária (°C). temperatura operativa Onde: To: temperatura operativa horária (°C).a) Condições para o cálculo do indicador de graus-hora Calcular a temperatura operativa horária por meio do programa computacional de simulação ou da Equação 3.5 para Var ≤ 0. em m/s). Mesmo que a UH não esteja em centro urbano. b) Modelagem do sistema de ventilação natural A modelagem do sistema de ventilação natural da edificação deve considerar que:  todos os ambientes da UH que possuem aberturas para ventilação devem ser modelados no sistema de ventilação natural. A = 0.13.6 m/s. A temperatura base para o cálculo dos graus-hora de resfriamento é de 26ºC.6 para 0. Equação 3.7 para 0. temperatura operativa Onde: GHR: indicador de graus-hora para resfriamento. Observação: O valor recomendado é baseado na ASHRAE Handbook of Fundamentals (2009) que estabelece o expoente α = 0.33. Observação: Na ausência de dados de velocidade do ar no ambiente deve ser considerado o coeficiente da velocidade do ar de A = 0. Através da Equação 3. que representa um terreno de centro urbano no qual pelo menos 50% das edificações possuem altura maior que 21 m. A = 0.13.6 m/s < Var ≤ 1. Equação 3. Tr: temperatura radiante média (°C).33 e δ = 460 para a camada limite. este valor deve ser utilizado na simulação.14 calcula-se o indicador de graus-hora de resfriamento para a temperatura operativa horária para cada ambiente de permanência prolongada.0m/s.5 na Equação 3.13. Ta: temperatura do ar no ambiente (°C).

através de padrões horários.3.65.bouw.nl/cp/ .ac. que estimam os coeficientes de pressão médios das superfícies de edificações baixas e altas. Padrão de ocupação para dias de semana e final de semana Dormitórios Hora Dia de Semana (%) 1h 2h 3h 4h 5h 6h 7h 100 100 100 100 100 100 100 Final de Semana (%) 100 100 100 100 100 100 100 Dia de Semana (%) 0 0 0 0 0 0 0 Sala Final de Semana (%) 0 0 0 0 0 0 0 1 2 http://wind. Para outros formatos que não retangulares pode-se usar outros valores.3. Também há a opção de controlar a ventilação por períodos determinados. CP Generator e o CPCALC+. 2 1   o coeficiente de descarga (CD) para janelas e portas retangulares deve ser de 0. Observação: O controle automático por temperatura é realizado através de um padrão de uso de temperatura que controla a abertura das janelas. Para outros formatos que não retangulares pode-se usar outros valores. conforme os horários de ocupação apresentados na Tabela 3. Nas simulações do método prescritivo deste RTQ foi adotada a temperatura de termostato (Ttermostato) de 20 C. os coeficientes de pressão superficial (CP) podem ser estimados através de experimentos em túnel do vento. por temperatura ou entalpia.001 kg/s.tno. bancos de dados de medições em túnel de vento ou calculados pelas equações de Swami e Chandra (1988) e Akins et al.3 pode ser distribuída entre estes ambientes.jp/system/eng/contents/code/tpu www. desde que justificados. desde que justificados. Deve ser modelado um padrão de ocupação dos ambientes para os dias de semana e outro para os finais de semana.60.cpgen.t-kougei. (1979). A ocupação do ambiente é representada pela porcentagem das pessoas disponíveis no horário. respectivamente. a qual habilita a abertura da janela quando a temperatura do ar do ambiente (Tint) é igual ou superior à temperatura do termostato (T int ≥ Ttermostato) e também quando a temperatura do ar do ambiente é superior à temperatura externa (Tint ≥ Text). Tabela 3. Caso exista mais de uma sala ou ambiente de permanência prolongada que não dormitórios.  o padrão de uso da ventilação natural pode ser através da estratégia de controle automático. a população descrita na coluna “sala” da Tabela 3.m e o expoente do fluxo de ar (n) deve ser 0. o c) Padrão de ocupação O padrão mínimo de ocupação dos dormitórios deve ser de duas pessoas por ambiente e a sala deve ser utilizada por todos os usuários dos dormitórios.arch. o coeficiente do fluxo de ar por frestas (C Q) para janelas e portas retangulares deve ser de 0. As bases de dados de coeficientes de pressão recomendadas são Pressure Database .

Tabela 3. o padrão de uso da iluminação descrito na coluna “sala” da Tabela 3. considerando uma área de pele média de 1.4.4. os outros ocupantes podem estar com taxas metabólicas de 60 W/m². conforme recomendado na Tabela 3.8h 9h 10 h 11 h 12 h 13 h 14 h 15 h 16 h 17 h 18 h 19 h 20 h 21 h 22 h 23 h 24 h 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 50 100 100 100 100 100 50 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 50 100 100 100 0 0 0 0 0 0 25 25 25 25 25 100 50 50 0 0 0 0 0 0 25 75 0 75 50 50 50 25 25 50 50 0 0 0 Em função do tipo de atividade desempenhada em cada ambiente deve ser adotada a taxa metabólica para cada atividade.5. considerando dois padrões de uso da iluminação: um para os dias de semana e outro para os finais de semana. conforme apresentado na Tabela 3. somente uma estará com taxa metabólica de 95 W/m².5.5 deve ser utilizado para estes ambientes. Os valores recomendados para as taxas foram baseados na ASHRAE Handbook of Fundamentals (2009). Taxas metabólicas para cada atividade Calor produzido Ambiente Atividade realizada (W/m²) Sala Dormitórios Sentado ou assistindo TV Dormindo ou descansando 60 45 Calor produzido para área de pele = 1. Padrão de uso da iluminação Dormitórios Hora Dia de Semana Final de Semana Dia de Semana Sala Final de Semana . Caso exista mais de uma sala ou ambiente de permanência prolongada que não dormitórios. Tabela 3. Quando a cozinha for ocupada por mais de uma pessoa. Os valores 100% representam os horários do uso da iluminação e os valores 0% representam que a iluminação do ambiente está desligada.80 m² (equivalente à área de pele de uma pessoa média).80 m² (W) 108 81 d) Padrão de uso da iluminação A modelagem deve ser realizada para os ambientes de permanência prolongada.

0 e) Cargas internas de equipamentos As cargas internas de equipamentos devem ser modeladas para a sala.6. Densidade de potência instalada de iluminação DPI Ambiente (W/m²) Dormitórios Sala 5.(%) 1h 2h 3h 4h 5h 6h 7h 8h 9h 10 h 11 h 12 h 13 h 14 h 15 h 16 h 17 h 18 h 19 h 20 h 21 h 22 h 23 h 24 h 0 0 0 0 0 0 100 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 100 100 0 0 (%) 0 0 0 0 0 0 0 0 100 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 100 100 0 0 (%) 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 100 100 100 100 100 0 0 0 (%) 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 100 100 0 0 0 0 100 100 100 100 100 0 0 0 Os ambientes de permanência prolongada devem ser modelados com densidades de potência instalada de iluminação conforme a Tabela 3. O período e a potência das cargas internas são apresentados na Tabela 3. Tabela 3.5 .0 6.7. Tabela 3. Cargas internas de equipamentos Potência Ambiente Sala Período (W/m²) 24 h 1.7.6.

com base nos valores médios das temperaturas internas e externas da edificação. 3. para o clima que será simulado. que está vinculado ao EnergyPlus. O programa calcula a temperatura média do solo para cada mês do ano. padrões de uso e com a estratégia de ventilação do projeto sob avaliação. propriedades térmicas dos elementos construtivos.procelinfo. f) Temperatura do solo dos modelos Nas UHs em que o piso dos ambientes estiver em contato com o solo. com a estratégia de ventilação controlada automaticamente através do critério de temperatura.br/etiquetagem_edificios).1.3. A temperatura do termostato de refrigeração é de 24°C e de aquecimento é de 22°C.Observação: Para a simulação do ambiente devem ser consideradas as potências dos equipamentos para o período de 24 horas do dia durante todo o período de simulação. de acordo com o nível pretendido. para calcular as temperaturas do solo.3.1.3). para o clima escolhido. Os consumos relativos dos ambientes de permanência prolongada do projeto devem ser iguais ou menores que os níveis de eficiência das tabelas disponíveis no sitio supracitado. Observação: Os valores de temperatura do solo dos arquivos climáticos não são recomendados para o uso em simulações térmicas e energéticas.4 Procedimentos para simulação da edificação condicionada artificialmente A metodologia de avaliação compara os consumos relativos para aquecimento (CA) e consumo relativo para refrigeração (CR) dos ambientes de permanência prolongada da UH com os níveis de eficiência das tabelas do arquivo climático utilizado na simulação (as tabelas estão disponíveis no sitio www. também podem ser utilizados. Observação: o consumo relativo para aquecimento (CA) só é calculado para as Zonas Bioclimáticas 1 a 4. Estes consumos são calculados no período das 21 h às 8 h. com base nos valores médios de temperaturas internas e externas da edificação. considerando a transferência de calor no solo de forma integrada com a simulação. a) Condições para cálculo do consumo relativo de energia Calcular o consumo relativo de energia para refrigeração (CR) dos dormitórios (excluindo dormitórios de serviço) e o consumo relativo para aquecimento (CA) de todos os ambientes de permanência prolongada da UH. Para as simulações do método prescritivo deste RTQ utilizou-se o programa Slab. b) Modelagem do sistema de condicionamento de ar A modelagem do sistema de condicionamento de ar da UH deve considerar: . sendo que no período restante deve-se considerar a edificação naturalmente ventilada (simulada de acordo com as características do item 3. A temperatura do solo deve ser calculada com a geometria da edificação.com. devem ser calculadas as temperaturas médias do solo para cada mês do ano. Modelos dinâmicos mais detalhados. As condições para modelagem do sistema são apresentadas a seguir.

capacidade do sistema de condicionamento de ar dos ambientes dimensionada automaticamente pelo programa de simulação.com.00 W/W. somente para as Zonas Bioclimáticas 1 a 4. razão entre o calor fornecido ao ambiente e a energia consumida pelo equipamento (COP) de 2.            temperatura do termostato de refrigeração de 24°C. de forma que atenda à exigência do limite de horas não atendidas.7 e eficiência do motor de 0. condicionamento artificial no período das 21 h às 8 h. b) Determinação do equivalente numérico da envoltória da unidade habitacional autônoma para resfriamento O equivalente numérico da envoltória da UH para resfriamento (EqNumEnv Resfr) é obtido através da ponderação dos EqNumEnvAmbResfr pelas áreas úteis dos ambientes avaliados (AUamb).3. para todas as Zona Bioclimáticas. a) Determinação dos equivalentes numéricos da envoltória dos ambientes para resfriamento e aquecimento De acordo com os valores obtidos para indicador de graus hora (GHR) e o consumo relativo para aquecimento (CA) obtidos na simulação.3.1) é calculado conforme descrito a seguir. modo de operação do ventilador contínuo. taxa de fluxo de ar por pessoa de 0.5 Determinação do equivalente numérico da envoltória O equivalente numérico da envoltória a ser utilizado para o cálculo da pontuação geral da UH (Equação 2. temperatura do termostato de aquecimento de 22°C. sistema de condicionamento de ar instalado nos ambientes de permanência prolongada das UHs. excluindo dormitórios de serviço. determina-se o equivalente numérico da envoltória do ambiente para resfriamento (EqNumEnvAmbResfr) e o equivalente numérico da envoltória do ambiente para aquecimento (EqNumEnvAmb A) de cada ambiente de permanência prolongada avaliado da UH.00944 m³/s. Para a sala deve-se utilizar o mesmo padrão adotado nos dormitórios. O equivalente numérico da envoltória do ambiente para aquecimento só é calculado para as Zonas Bioclimáticas 1 a 4.75 W/W. 3. modelada conforme item 3.1.1. razão entre o calor retirado do ambiente e a energia consumida pelo equipamento (COP) de 3.9. .br/etiquetagem_edificios.3.procelinfo. eficiência do ventilador de 0. através das Tabelas obtidas no sitio www. número máximo de horas não atendidas do sistema de condicionamento de ar de 10%. edificação ventilada naturalmente no período das 9 h às 20 h.

equivalente numérico da envoltória da UH para ZB5 a ZB8 Onde: .40. equivalente numérico da envoltória da UH para ZB3 Para a ZB4. Equação 3.37. o equivalente numérico da envoltória da UH (EqNumEnv) é obtido por meio da Equação 3.39. o equivalente numérico da envoltória da UH (EqNumEnv) é obtido por meio da Equação 3. Equação 3. Equação 3. d) Determinação do equivalente numérico da envoltória da unidade habitacional autônoma Para a ZB1.38.36.38.36. o equivalente numérico da envoltória da UH (EqNumEnv) é obtido por meio da Equação 3. o equivalente numérico da envoltória da UH (EqNumEnv) é obtido por meio da Equação 3.40.37. Equação 3.c) Determinação do equivalente numérico da envoltória da unidade habitacional autônoma para aquecimento O equivalente numérico da envoltória da UH para aquecimento (EqNumEnv A) é obtido através da ponderação dos EqNumEnvAmbA pelas áreas úteis dos ambientes avaliados (AUamb). Equação3. o equivalente numérico da envoltória da UH (EqNumEnv) é obtido por meio da Equação 3. equivalente numérico da envoltória da UH para ZB1 Para a ZB2.39. equivalente numérico da envoltória da UH para ZB4 Para ZB5 a ZB8. equivalente numérico da envoltória da UH para ZB2 Para a ZB3.

Como pré-requisito para os níveis A e B.1 Pré-requisitos do sistema de aquecimento de água As tubulações para água quente devem ser apropriadas para a função de condução a que se destinam e devem atender às normas técnicas de produtos aplicáveis. O procedimento de cálculo é o mesmo descrito acima. Para sistemas de aquecimento elétrico de passagem e para hidromassagem a classificação é obtida de acordo com a potência do equipamento.20 [(m².2. Observação: O nível de eficiência da envoltória quando condicionada artificialmente é de caráter informativo.44. Bombas de calor são classificadas de acordo com seu coeficiente de performance (COP). o RTQ-R apresenta duas alternativas. Para sistemas de aquecimento a gás.K)/W]. com a diferença de que na determinação do equivalente numérico do item “a” ao invés do indicador de graus-hora para resfriamento (GHR) deve-se utilizar o consumo relativo para refrigeração (CR). EqNumEnvA: equivalente numérico da envoltória da UH para aquecimento. 3. Para sistemas de aquecimento elétrico por acumulação do tipo boiler a classificação é realizada através da classificação no PBE. Neste item são descritos os métodos de avaliação dos sistemas de aquecimento de água. 3. descrita no item 3. Para sistemas de aquecimento solar. medido em unidades de W/W. EqNumEnvResfr: equivalente numérico da envoltória da UH para resfriamento. a avaliação pode ser realizada pelo método do dimensionamento proposto no RTQ-R ou pelo método de simulação utilizando a metodologia da “Carta F”. Para reservatórios de água quente instalados em sistemas que não sejam de aquecimento solar deve-se comprovar que a estrutura do reservatório apresenta resistência térmica mínima de 2. Caldeiras são classificadas de acordo com o tipo de combustível utilizado.2 Sistema de aquecimento de água Esta seção descreve os critérios para avaliação da eficiência de sistemas de aquecimento de água.EqNumEnv: equivalente numérico da envoltória da UH. exceto para boilers que possuam resistência térmica como sistema complementar de sistemas de aquecimento solar. de acordo com o comprimento da tubulação. para aquecedores classificados pelo PBE e aquecedores não classificados pelo PBE. A obtenção do nível A de eficiência nesta situação é obrigatória para obtenção da bonificação de condicionamento artificial de ar. Sistemas de espera para futura instalação de sistemas de aquecimento de água não são considerados.3. São avaliados os sistemas que serão entregues instalados pelo empreendedor. .4 deste RTQ. o projeto de instalações hidrossanitárias deve comprovar que as tubulações metálicas para água quente possuem isolamento térmico com espessura mínima determinada pela Tabela 3.

. a espessura mínima (E) deve ser determinada pela Equação 3.032 a 0. o método proposto pelo RTQ-R permite combinar diferentes sistemas de aquecimento de água. Tabela 3. ’: valor superior do intervalo de condutividade listado na Tabela 3.040 [W/(m. Caso seja necessário combinar diferentes sistemas.K)]. Equação 3.2. para qualquer comprimento de tubulação. 3.44 para a temperatura da água (W/m.040 (cm) 1.44 para a temperatura da água e tamanho da tubulação em questão (cm). com condutividade térmica entre 0.K).44. : condutividade do material alternativo à temperatura média indicada para a temperatura da água (W/m.0 c ≥ 100 (cm) 2.2 Procedimento para determinação da eficiência Este RTQ-R busca priorizar a utilização de sistemas mais eficientes em relação ao gasto de energia e aos impactos ambientais. Espessura mínima de isolamento de tubulações para aquecimento de água Comprimento (c) da tubulação Temperatura da água (oC) T ≥ 38 Condutividade térmica c < 100 [W/(m. espessura mínima de isolamento para isolantes com condutividade térmica fora da faixa estipulada na Tabela 3. a gás classificados pelo PBE e bombas de calor de alto coeficiente de performance que. sendo a classificação final obtida de acordo com suas demandas e respectivos níveis de eficiência.K)] 0.5 Para isolamentos cuja condutividade térmica esteja fora da faixa estipulada na Tabela 3. e: espessura de isolamento listada na Tabela 3. se dimensionados e instalados corretamente.032 e 0.44 Onde: E: espessura mínima de isolamento (cm). a espessura mínima do isolamento deve ser de 1 cm.41. podem suprir a totalidade ou grande parte da demanda de água quente em uma residência.44.K). r: raio externo da tubulação (cm).41. Deve-se dar preferência a sistemas de aquecimento solar.Nas tubulações não metálicas para água quente.

equivalente numérico de sistemas mistos de aquecimento de água Onde: EqNumAA: Equivalente numérico do sistema de aquecimento de água. utilizando resultados de um dos itens de 3. deve-se adotar equivalente numérico de aquecimento de água (EqNumAA) igual a 1. obtido de um dos itens: 3. EqNumAA1: Equivalente numérico do sistema de aquecimento de água 1.5.2.2. Nas regiões Norte e Nordeste.2.2.42. é atribuído o menor nível possível (nível E).2. desde que o aquecimento solar corresponda a uma fração solar mínima de 70%. de acordo com a Equação 3. Para os demais casos de sistemas mistos de aquecimento de água.2.2. O nível de eficiência de sistemas mistos de aquecimento de água em uma mesma UH é:   o maior dos equivalentes numéricos obtidos quando houver a combinação de sistemas de aquecimento solar com aquecimento a gás ou bomba de calor.4). deve-se adotar equivalente numérico de aquecimento de água (EqNumAA) igual a 2.2. obtido de um dos itens: 3. ou seja. Nas demais regiões não é aceitável a ausência de sistema de aquecimento de água instalado na UH. EqNumAAn: Equivalente numérico do sistema de aquecimento de água n. Nas demais regiões. Observação: O baixo nível de eficiência atribuído a UHs que não possuem sistema de aquecimento de água se justifica pois caso o usuário queira aquecer a água para o banho fica restrito à instalação de chuveiro elétrico . caso não exista sistema de aquecimento de água instalado na UH. obtido de um dos itens: 3.2. nível D.1. EqNumAA2: Equivalente numérico do sistema de aquecimento de água 2. e o equivalente numérico do sistema de aquecimento solar.2.2.5. quando este for combinado com aquecimento elétrico.2. A classificação geral é obtida por meio da Tabela 2.2.2 a 3. .2 a 3.2.2.1 a 3. O nível D atribuído às regiões Norte e Nordeste equivale ao nível máximo possível de ser atingido por sistemas de aquecimento elétrico (ver item 3. o nível de eficiência é a combinação das porcentagens de demanda de aquecimento de água de cada sistema multiplicado pelo seu respectivo equivalente numérico.5.O sistema de aquecimento de água deve ter sua eficiência estabelecida através do equivalente numérico obtido na Tabela 2.5.42. Equação 3. nestes casos.2. caso não exista sistema de aquecimento de água instalado na UH.2.2 a 3. portanto.2. %: porcentagem da demanda atendida pelo referido sistema de aquecimento de água.2. ou seja. nível E.

b) Uma edificação multifamiliar tem o sistema de aquecimento de água atendido por uma combinação de aquecimento solar e elétrico. utilizar-se-ia o equivalente numérico do sistema de aquecimento solar).42 do RTQ-R temos: Equação 3.500 W.2.55% x 5 + 0.EXEMPLO DE CÁLCULO a) Uma edificação multifamiliar tem o sistema de aquecimento de água atendido por um sistema misto composto por um sistema de aquecimento solar e uma bomba de calor. Os 45% restantes da demanda de água quente serão atendidos por chuveiros elétricos com potência de 4. por ser o maior dos equivalentes obtidos na combinação dos sistemas de aquecimento solar e bomba de calor. O sistema de aquecimento solar corresponde a uma fração solar de 67%.600W tem uma classificação nível D (EqNum = 2). atendendo a 55% da demanada de água quente e com uma eficiência nível A (EqNum = 5). equivalente numérico de sistemas mistos de aquecimento de água EqNumAA = 0. Qual a classificação alcanzada pelo sistema de aquecimento? Resposta: Como a fração solar do sistema de aquecimento solar foi menor que 70%.4 do RTQ-R. De acordo com o Item 3. Aplicando a Equação 3. O sistema de aquecimento solar obteve nível B e a bomba de calor nível D.42. Qual o nível de eficiência alcançado pelo sistema de aquecimento? Resposta: O nível de eficiência do sistema de aquecimento de água é B.65 O EqNumAA (3. chuveiros elétricos com potência ≤ 4.2. deve-se calcular as porcentagens de demanda de aquecimento de água de cada sistema multiplicando-as pelo seu respectivo equivalente numérico (se a fração solar fosse maior ou igual a 70%.65) obtido pelo sistema de aquecimento de água corresponde ao nível de eficiência B. .45% x 2 EqNumAA = 3.

2. a) Pré-requisitos do sistema de aquecimento solar Os coletores solares devem ser instalados com orientação e ângulo de inclinação conforme especificações.2. Em todos os casos.3. o Procel e a Associação Brasileira de Refrigeração. Observação1: a orientação ideal dos coletores é voltada para o Norte Geográfico com desvio máximo de até 30º desta direção. Na instalação do sistema de aquecimento solar deve-se dar preferência a instaladores que fazem parte do Programa de qualificação de fornecedores de sistemas de aquecimento solar QUALISOL BRASIL. Os reservatórios devem possuir Selo Procel. Observação2: a inclinação ideal dos coletores é a da latitude local acrescida de 10º. Para obtenção dos níveis A ou B os coletores solares para aquecimento de água (aplicação: banho) devem possuir ENCE A ou B ou Selo Procel.1 Sistema de aquecimento solar O método prescritivo para classificação de sistemas de aquecimento solar busca proporcionar correto dimensionamento e instalação. Ar condicionado. Os coletores solares e os reservatórios térmicos devem atender aos requisitos das normas brasileiras aplicáveis. b) Procedimento para determinação da eficiência: método do dimensionamento . o reservatório de água quente deve ter isolamento térmico adequado e capacidade de armazenamento mínimo compatível com o dimensionamento proposto nos itens a seguir. Ventilação e Aquecimento (ABRAVA). Um sistema de aquecimento solar bem projetado e bem executado fornece água quente em quantidade suficiente. de modo contínuo e na temperatura adequada. proporcionado nível adequado de conforto ao usuário e racionalizando o consumo de energia. quando no hemisfério sul. O Programa de qualificação de fornecedores de sistemas de aquecimento solar (Qualisol) é resultante de um protocolo firmado entre o INMETRO. A adesão das empresas é voluntária e tem por objetivo agregar mais segurança e qualidade nas instalações de sistemas de aquecimento solar através da orientação e capacitação dos fornecedores de produtos relacionados. manual de instalação e projeto. Reservatórios com volumes superiores aos etiquetados pelo Inmetro devem apresentar o projeto do reservatório térmico com desempenho igual ou superior ao reservatório com maior volume etiquetado pelo Inmetro. com o objetivo de que o sistema seja utilizado do modo mais eficiente possível de acordo com a localidade e disponibilidade de radiação solar.

Esta temperatura deve ser. Deve-se considerar no mínimo 50 litros/pessoa/dia (0. no mínimo. atingirão no máximo nível D. 3 3 3 . igual à temperatura de consumo. Tarmaz: temperatura de armazenamento da água (ºC). Tambiente: temperatura ambiente média anual do local de instalação (ºC).45. para cada UH. Na segunda etapa compara-se o dimensionamento realizado na primeira etapa com as características do projeto sob avaliação.45. Sistemas que apresentarem o volume de armazenamento (Varmaz) entre 40 e 50 litros por metro quadrado de coletor.43.43. Deve ser adotado no mínimo 40ºC (para as regiões Norte e Nordeste pode-se adotar 38ºC). A classificação da eficiência do sistema de aquecimento solar é obtida na Tabela 3.05 m /pessoa/dia) e a existência de duas pessoas por dormitório social e uma pessoa por dormitório de dependências de serviço. Na primeira etapa realiza-se o dimensionamento do sistema para a edificação sob avaliação. ou superior a 150 litros por m de coletor. de acordo com a Equação 3. Sistemas que apresentarem o volume de armazenamento (Varmaz) inferior a 40 litros por m de coletor atingirão nível E.A eficiência do sistema de aquecimento solar deve ser definida em duas etapas. Vconsumo: volume de consumo diário de água a ser aquecida (m ). de acordo com o Anexo D da NBR 15569. Classificação da eficiência de sistemas de aquecimento solar Dimensionamento Maior ou igual ao dimensionamento obtido na Etapa 1 (equivalente à fração solar anual mínima de 70%) Até 10% menor que o dimensionamento obtido na Etapa 1 (equivalente à fração solar anual entre 60 e 69%) De 10% a 20% menor que o dimensionamento obtido na Etapa 1 (equivalente à fração solar anual entre 50 e 59%) Mais de 20% menor que o dimensionamento obtido na Etapa 1 (equivalente à fração solar anual menor que 50%) Classificação A B C D Etapa 1: Dimensionamento do sistema de aquecimento solar de água 1) Calcular o volume do sistema de armazenamento. Equação 3. a análise deve ser feita individualmente. 2 2 Tabela 3. de acordo com os itens descritos a seguir na Etapa 1. Em edificações multifamiliares onde o sistema de aquecimento solar é individual. Tconsumo: temperatura de consumo de utilização (ºC). volume de armazenamento Onde: Varmaz: volume de armazenamento do sistema de aquecimento solar (m ).

de acordo com aEquação 3. o consumo diário de água quente e a temperatura da água fria. Equação 3.44.44. Qdia: consumo diário de água quente à temperatura de referência T ACS (litros/dia). demanda de energia útil Onde: DEmês: demanda de energia (kWh/mês). radiação solar mensal Onde: . de acordo com a Equação 3. Há diversas fontes de pesquisas que fornecem a radiação incidente específica para cada região. eficiência das placas coletoras Onde: η: rendimento do coletor (%).2) Calcular a demanda de energia útil considerando os valores de radiação solar mês a mês. TAMB: temperatura ambiente exterior (K). Deve-se adotar valores específicos para a região onde o sistema será instalado. TACS: temperatura utilizada para a quantificação do consumo de água quente (ºC).46. 4) Calcular a produção energética da instalação por meio da determinação da fração solar anual (ou porcentagem da demanda energética que é coberta pela instalação solar). obtido nas tabelas do PBE para coletores solares [W/(m². No caso da temperatura de água fria é possível adotar valores variáveis com a temperatura ambiente média mensal da região.46.K)]. de acordo com a Equação 3. TAF: temperatura da água fria da rede (ºC). ou através do Atlas Solarimétrico da região. como por exemplo. N: número de dias do mês considerado (dias/mês). Observação: numa análise mensal é possível utilizar valores variáveis conforme as condições climáticas da região. FR ()n: fator de eficiência óptica do coletor. obtido nas tabelas do PBE para coletores solares (adimensional). 4. Equação 3.1) Calcular a radiação solar mensal incidente sobre a superfície inclinada dos coletores (EImês). através do procedimento descrito nos itens 4.1 a 4.45. FRUL: coeficiente global de perdas do coletor.6. 3) Calcular a eficiência das placas coletoras. Equação 3.45. I: intensidade da radiação solar incidente no plano do coletor (W/m²). Te: temperatura de entrada do coletor (K).

obtida em mapas solarimétricos. EAmês: energia solar mensal absorvida pelos coletores (kWh/mês). 4. Hdia: radiação solar incidente no plano inclinado [kWh/(m².2) Calcular o parâmetro D1.96 para coletores com cobertura de vidro). : modificador do ângulo de incidência (na ausência desta informação recomenda-se adotar 0. EImês: energia solar mensal incidente sobre superfície dos coletores [kWh/(m².49. obtido nas tabelas do PBE para coletores solares (adimensional).dia)].95). Equação 3. de acordo com a Equação 3.47 parâmetro D1 Onde: DEmês: demanda de energia (kWh/mês). Equação 3.47. Equação 3. de acordo com a Equação 3.50. : fator de correção do conjunto coletor/trocador (na ausência desta informação recomendase adotar 0. calculado por meio da Equação 3. calculada por meio da Equação 3. Observação: os valores da energia incidente no coletor (EImês) devem ser calculados em cada mês do ano e o EImês final é a média dos resultados encontrados mês a mês. calculada por meio da Equação 3.48 energia absorvida pelo coletor Onde: SC: superfície do coletor (m²).EImês: energia incidente no coletor (kWh/m²). F’R (): fator adimensional. variável em função da região (disponível no sitio do CRESESB para latitude e longitude do local).48.44. Observação: a superfície do coletor deve ser estimada ou arbitrada em função da área disponível para utilização dos coletores solares. 4. N: número de dias do mês.49 fator adimensional Onde: F'R ()n: fator de eficiência óptica do coletor.3) Calcular o parâmetro D2.mês)]. .

em [kW/(m².53 fator de correção para armazenamento Onde: V: volume de acumulação solar (litros) (recomenda-se que o valor de V seja tal que obedeça a condição 50 < < 100) K2: fator de correção para o sistema de aquecimento solar que relaciona as diferentes temperaturas.52 - Onde: FRUL: coeficiente global de perdas do coletor [W/(m².54. Equação 3.53. TAMB: temperatura média mensal do local de instalação do coletor (°C). K1: fator de correção para armazenamento.55 fração solar mensal . Equação 3.51.K)]. SC: superfície do coletor solar (m²). calculado pela Equação 3. Equação 3.52. Equação 3.50 parâmetro D2 Sendo que o cálculo da energia solar mensal não aproveitada pelos coletores (EP mês) é realizado por meio da Equação 3. F’RUL: fator.95).K)]. a partir dos valores de D1 e D2. Deve-se utilizar 45°C.54 fator de correção Onde: TAC: temperatura mínima admissível da água quente. calculado pela Equação 3.4) Calcular a fração solar mensal.55. : período de tempo considerado (horas). 4.51 energia solar não aproveitada Onde: EPmês: energia solar mensal não aproveitada pelos coletores (kWh/mês). utilizando a Equação 3. calculado pela Equação 3. : fator de correção do conjunto coletor/trocador (na ausência desta informação recomenda-se adotar 0.Equação 3. Equação fator 3.

de acordo com a Equação 3.4. sendo que a configuração de cada apartamento contempla dois dormitórios e dois banheiros.  CÁLCULO DA DEMANDA DE ÁGUA QUENTE Parâmetros utilizados: ▫ População: 2 pessoa por dormitório (dado no RTQ-R) . 4. até que uma determinada condição estabelecida seja atendida. foi utilizado como exemplo um edifício de apartamentos residenciais de 8 andares. Caso contrário. através da Equação 3. Equação 3. totalizando 32 apartamentos. Equação 3. calculada por meio da Equação 3. Etapa 2: Comparar o dimensionamento da Etapa 1 com as características do projeto 1) Identificar a fração solar anual do projeto e comparar com fração solar obtida através da Equação 3. 2) Verificar o volume de armazenamento do projeto. A classificação da eficiência do sistema de aquecimento solar é obtida na Tabela 3.57. 2 2 2 EXEMPLO DE CÁLCULO Para demonstrar as etapas do dimensionamento do sistema de aquecimento solar. DEmês: demanda de energia (kWh/mês). com 4 apartamentos por andar. os cálculos devem ser repetidos.44. : fração solar mensal.56 energia útil mensal coletada Onde: EUmês: energia útil mensal coletada (kWh/mês).6) Calcular a fração solar anual.57. alterando-se a superfície de captação SC. Este volume deve ser superior a 50 litros por metro quadrado de coletor ou inferior a 150 litros por m² de coletor.45.57 fração solar anual Observação: a fração solar anual é função da área coletora S C adotada. Caso a fração solar anual obtida não seja satisfatória.56. o sistema de aquecimento de água atingirá no máximo nível D (se o volume de armazenamento estiver entre 40 e 50 litros por m de coletor ou superior a 150 litros por m de coletor) ou nível E (se o volume de armazenamento for inferior a 40 litros por m de coletor).5) Calcular a energia útil mensal coletada (EU mês) pela instalação solar para a produção de água quente.

por.andar  2 dormitórios  2 pessoas/ dormitório  128 pessoas O volume de água consumido diariamente na edificação é calculado por: Vconsumo  Vdia  N total onde: Vconsumo = Volume de consumo diário de água a ser aquecida (litros) Vdia = Volume diário de água quente por pessoa Ntotal: número total de pessoas na edificação Vconsumo  50litros / pessoa/ dia  128 pessoas  6. igual à temperatura de consumo) ▫ Temperatura ambiente: 20. no mínimo.dia  CÁLCULO DO RESERVATÓRIO DO SISTEMA CENTRAL COLETIVO Parâmetros utilizados: ▫ Temperatura de consumo: 45°C (RTQ-R determina que seja adotado no mínimo 40oC.2°C (temperatura ambiente média do local de instalação) . por. Para as regiões Norte e Nordeste pode-se adotar 38 C) o ▫ Temperatura de armazenamento: 60°C (RTQ-R determina que esta temperatura seja.400litros.▫ Consumo de água: 50 litros por pessoa por dia (volume mínimo dado no RTQ-R) A população residente no edifício é calculada da seguinte forma: N total  N apto  N pessoas onde: Ntotal: número total de pessoas na edificação Napto: número de apartamentos do edifício Npessoas: número de pessoas por apartamento N total  8andares  4 aptos.

400 litros ▫ Temperatura da água fria: variável ao longo do ano.400 45 litros/dia °C Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez N (dias/mês) 31 28 31 30 31 30 31 31 30 31 30 31 T AF (°C) 22.03 6.545.369.79 6.O volume de armazenamento é: Varmaz.31 4.  Vconsumo  Tconsumo  Tambiente  Tarmaz  Tambiente  Varmaz.351.22 6.697.73 6.743.408.1.Calcular a demanda de energia útil mês a mês (DEmês) Parâmetros utilizados: ▫ Consumo diário de água quente: 6.1 17.0 16.34 5.013.91 5.66 5.4 15.0 19. conforme temperatura ambiente ▫ Temperatura de consumo: 45°C Qdia TACS 6.  6.4 18.2 21.2  3.Calcular a radiação solar mensal incidente sobre a superfície inclinada dos coletores (EImês) .8 20.293.44 5.97 6.Calcular a produção energética de uma instalação 2.7 17.988litros 60  20.5 DE mês (k Wh/mês) 5.444.0 22.400  45  20.339.46 5.38 2.4 21.845.6 20.2  CÁLCULO DA ÁREA DE COLETORES 1.523.

96 120.27 135.95 3.Parâmetros utilizados: ▫ Radiação solar incidente no plano inclinado: baseada em valores disponíveis no Anexo D da NBR 15569 Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez N (dias/mês) 31 28 31 30 31 30 31 31 30 31 30 31 Hdia (k Wh/(m²xdia)) 4. EAmês.2.67 4.04 111.7 4.17 4. é dada por: Parâmetros utilizados: ▫ Sc: Superfície de coletores disponíveis para instalação na edificação: 60 m² (considerando 60 coletores do coletor escolhido (tabela INMETRO)) ▫ FR (τα)n: fator de eficiência óptica do coletor: 0.76 140.96 2.96 (adotado conforme recomendação do RTQfator de correção para o conjunto coletor/trocador: 0.61 118.31 133.10 128.01 4.24 128.84 3. que expressa a relação entre EAmês e DEmês Onde a energia solar mensal absorvida pelos coletores.96 4.31 3.30 119.01 3.Calcular o parâmetro D1.50 122.95 (adotado conforme recomendação do RTQ-R) .755 (tabela INMETRO para o coletor escolhido) ▫ R) ▫ : modificador do ângulo de incidência: 0.16 EI mês (k Wh/m²) 129.83 4.16 4.00 124.

91 4.76 140.00448 .327.763182266 0.814119971 0.013.869006981 0.79 6.755 0.69 5.845.008935251 1.327.716 x 0.895.10 128.135.46 5.523.719930823 0.716 (tabela INMETRO para o coletor escolhido) ▫ : fator de correação para o conjunto coletor/trocador: 0.38 EI mês (k Wh/m²) 129.97 6.761608582 0.50 122.071.96 120.95 x 10-3 = 0. que expressa a relação entre EPmês e DEmês Para o cálculo de EPmês (energia solar mensal não aproveitada pelos coletores) utiliza-se a seguinte sequência: Parâmetros utilizados: ▫ FRUL: 4.91 5.743.00 124.68856 m² Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez DE mês (k Wh/mês) 5.917.97 4.Calcular o parâmetro D2.03 4.25 5.73 6.66 5.444.189306435 0.80 4.61 5.340.697.047901053 0.369.408.985100514 2.04 5.44 5.66 5.31 133.03 6.545.27 135.66 5.339.970.587.519.95 (adotado conforme recomendação do RTQ-R) F‟RUL = 4.867594013 1.585.34 5.997838882 0.80 D1 1.96 EA mês (k Wh/mês) 5.3.351.61 118.896190019 0.24 128.293.Sc FR (τα)n F‟R (τα) 60 0.31 4.22 6.04 111.788.81 5.30 119.

408.755 0.064691358 1.19 19.31 4.591.90965752 3.029883572 1.66 5.64 18.09725 1.029883572 1.73 17.5 Δ t* (horas) 744 672 744 720 744 720 744 744 720 744 720 744 EP mês K1 1.5 T AF (°C) 22.0 24.190.03 6.4 17.290037196 3.669774088 2.029883572 (k Wh) 5.8 20.339.08 17.000 litros Parâmetros utilizados: ▫ Temperatura mínima admissível de água quente: 45°C (dado do RTQ-R) ▫ Temperatura ambiente: variável ao longo do ano ▫ Temperatura de água fria: variável ao longo do ano Sc V T AC FR (τα)n F‟R (τα) 60 4.005.73 6.000 45 0.4 15.79 6.0 21.029883572 1.80 18.141.151071429 1.655382102 3.029883572 1.4.029883572 1.09 17.6 22.023547995 1.077617866 1.4 18.172.029883572 1.029883572 1.816441947 2.271289019 2.0 19.236052632 1.293.029883572 1.228766404 1.444.4 21.029883572 1.697.Parâmetros utilizados: ▫ Volume de água armazenada: 4.0 16.587.171825193 1.573063404 2.349.756517651 2.97 6.611988646 3.97 17.350.013.351.285.545.7 17.0 18.38 19.029883572 1.1 19.845.889.744473092 3.91 17.523.8 22.68 17.6 20.217908497 (k Wh) 19.4 23.2 21.05 18.34 5.44 5.1 17.22 6.Calcular a fração solar mensal Com os valores de D1 e D2 calcula-se o valor de f.0 22.91 5.497.46 5.7 19.369.38 K2 1.2 23.68856 m² litros °C DE mês Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez T AMB (°C) 24. utilizando a seguinte expressão: .250740741 1.168344031 1.179762487 3.48 D2 3.548283359 *t = número de dias do mês x 24 horas 2.045539216 1.743.029883572 1.4 20.763.

869006981 0.165.66 5.79 38.597329465 0.495749659 0.136.547510075 0.486675486 0.69 3.896190019 0.867594013 1.588492167 2.756517651 2.34 5.554509651 0.611988646 3.744473092 3.369.408.461142274 0.444.695270919 0.Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez D1 1.31 4.845.73 6.588492167 EU mês (k Wh) 3.013.271289019 2.533893711 0.120.85 3.38 3.290037196 3.34 3.87 2.533893711 0.545.95 3.513058049 0.669774088 2.6.91 5.697.639627892 0.Calcular a energia útil mensal coletada (EUmês) Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez TOTAL DE mês (k Wh) 5.639627892 0.085.03 6.937.90965752 3.592899292 0.44 5.46 5.293.490.189306435 0.816441947 2.23 3.Calcular a fração solar anual .719930823 0.351.573063404 2.96 3.036.743.38 69.97 6.15 2.522.495749659 0.161.342.24 3.461142274 0.047901053 0.24 f 0.486675486 0.339.22 6.532.597329465 0.655382102 3.79 6.266.96 3.763182266 0.523.985100514 D2 3.513058049 0.997838882 0.814119971 0.008935251 1.592899292 0.547510075 0.5.554509651 0.182.548283359 f 0.576.761608582 0.179762487 3.32 3.695270919 0.

devem ser atendidas as normas internacionais aplicáveis. . Deve-se dimensionar o sistema considerando fração solar mínima de 70%.2. os aquecedores a gás do tipo instantâneo e de acumulação devem possuir ENCE A ou B. obtém a classificação nível C (fração solar anual entre 50 e 59%) Ainda deve-se verificar a relação entre o volume de armazenamento e a área de coletores para ver se o nível permanece o mesmo ou cai para D ou E em função do sistema estar sub ou superdimensionado: “O volume de armazenamento do projeto deve ser superior a 50 litros por metro quadrado de coletor ou inferior a 150 litros por m² de coletor. o sistema de aquecimento de água atingirá no máximo nível D (se o volume de armazenamento estiver entre 40 e 50 litros por m de coletor ou superior a 150 litros por m de coletor) ou nível E (se o volume de armazenamento for inferior a 40 litros por m de coletor). Na ausência destas.1a do RTQ-R) e os pré-requisitos do sistema de aquecimento de água (item 3.1 do RTQ-R). 1977) ou similares.” 2 2 2 Varmaz = 4.2. deve-se verificar os pré-requisitos específicos do sistema de aquecimento solar (item 3. Nos casos em que seja utilizado reservatório de água quente. que consiste na parcela de água quente fornecida pelo sistema de aquecimento solar. O método “Carta F” (F-Chart) visa estimar o desempenho de sistemas de água quente com armazenamento.Para identificar o nível obtido pelo sistema deve-se verificar a Fração solar obtida pelo projeto com os valores da Tabela 3. Para finalizar a classificação do sistema de aquecimento de água.67  O projeto permanece com nível C.2 a) Sistema de aquecimento a gás Pré-requisitos do sistema de aquecimento a gás Para obtenção do nível A.2.2. Os aquecedores devem estar instalados em lugares protegidos permanentemente contra intempéries. 3.2.000 litros Área dos coletores = 60 m2 Varmaz/área_coletores = 66. KLEIN e DUFFIE. Os aquecedores a gás e reservatórios térmicos devem atender aos requisitos das normas técnicas brasileiras aplicáveis.45 do RTQ-R. Para o exemplo em questão. utilizando a metodologia “Carta F” (BECKMAN. com ventilação adequada para não interferir em sua eficiência e instalados conforme a NBR 13103. este deve possuir isolamento térmico e capacidade de armazenamento compatíveis com o dimensionamento proposto a seguir. c) Procedimento para determinação da eficiência: método de simulação Como alternativa ao método do dimensionamento recomenda-se a utilização de estimativas obtidas a partir de simulações. Através deste método determina-se a fração solar. Caso contrário.

O dimensionamento do sistema de aquecimento a gás deve ser definido através das etapas descritas a seguir. etc. A seguir são descritos os dimensionamentos a serem verificados para três tipos de aquecimento a gás: 1) aquecedores a gás do tipo instantâneo. se a potência e o volume de armazenamento de projeto variarem em até 20% para mais ou para menos do dimensionamento proposto no RTQ-R o pré-requisito é atendido. Ou seja. sistemas de prevenção e combate a incêndio e telecomunicações. O Qualinstal Gás é um programa voluntário de qualificação de empresas instaladoras de gás combustível. o sistema de aquecimento de água atingirá no máximo nível C. gases combustíveis. abrangendo os serviços de instalação elétrica. Deve-se considerar no mínimo 50 litros/pessoa/dia (0. para mais ou para menos. 3 .) a serem instaladas nas dependências da UH. hidrossanitária. É integrante do Programa de qualificação de empresas instaladoras (Qualinstal) que tem por objetivo estabelecer requisitos técnicos e de gestão às empresas instaladoras na execução dos serviços de instalação para oferecer segurança aos usuários. do cálculo realizado. 2) sistema de acumulação individual e 3) sistema central coletivo a gás. torneiras. Dimensionamento de aquecedor a gás do tipo instantâneo 1) Determinar as vazões instantâneas de água quente A vazão do aquecedor a gás do tipo instantâneo deve ser igual ou maior ao somatório das vazões dos pontos de consumo (mmáxima) que podem estar simultaneamente em funcionamento.05 m /pessoa/dia) e a existência de duas pessoas por dormitório social e uma pessoa por dormitório de dependências de serviço. Caso contrário. Para classificação nos níveis A ou B a potência do sistema de aquecimento e o volume de armazenamento devem estar dentro de uma variação de 20%. Observação1: Para o levantamento das vazões instantâneas máximas deve-se levar em consideração o perfil dos usuários e a quantidade de pessoas da UH.Na instalação do sistema de aquecimento a gás deve-se dar preferência a instaladores que fazem parte do Programa de Qualificação de Fornecedores de Instalações Internas de Gases Combustíveis e Aparelhos a Gás – QUALINSTAL GÁS. A verificação do dimensionamento da potência e do volume de armazenamento é pré-requisito para os níveis A e B do sistema de aquecimento a gás. Observação2: Recomenda-se que as vazões dos pontos de consumo sejam determinadas através de consulta aos fabricantes das peças hidráulicas (duchas.

Deve-se considerar no mínimo 50 litros/pessoa/dia (0.°C)). considerando principalmente a pressão de trabalho da rede hidráulica. de acordo com a Equação 3. recomenda-se adotar o valor de 0.05 m /pessoa/dia) e a existência de duas pessoas por dormitório social e uma pessoa por dormitório de dependências de serviço. Alternativamente.00 cal/(g. pode ser utilizada uma estimativa do consumo per capta. potência do aquecedor a gás do tipo instantâneo Onde: Q: potência útil do(s) aquecedor(es) (kW). mmáxima: vazão máxima de água demandada simultaneamente (litros/h). Tágua fria: temperatura da água fria do local de instalação (ºC).45. através da Equação 3.59 volume de pico de água quente Onde: Vpico: volume de água quente máximo consumido em uma hora no período de maior consumo (litros). EXEMPLO DE CÁLCULO DIMENSIONAMENTO DE AQUECEDOR A GÁS DO TIPO INSTANTÂNEO INDIVIDUAL (em desenvolvimento) Dimensionamento de sistema de acumulação individual 1) Calcular o volume de pico de água quente. Na ausência deste fator.58. Nesse levantamento podem ser verificadas as vazões de funcionamento desses aparelhos. c: calor específico da água (igual a 1. 3 . Vindividual: volume de consumo diário de água quente por UH (litros). Equação 3.58. Tconsumo: temperatura de consumo de utilização (ºC).2) Determinar a potência do aquecedor a gás do tipo instantâneo.59 (considera-se o período de 1 hora no período de maior consumo (first-hour rating)) Equação 3. Observação2: Para o levantamento do volume diário de água quente deve-se levar em consideração o perfil dos usuários e a quantidade de pessoas da UH. Observação1: Recomenda-se que o volume diário de água quente seja obtido através do levantamento dos consumos individuais de cada aparelho sanitário que possui previsão de consumo. Deve ser adotado no mínimo 40ºC (para as regiões Norte e Nordeste pode-se adotar 38ºC). FSindividual: fator que representa a simultaneidade de uso em uma UH.

2)

Calcular o volume mínimo de água quente armazenada, de acordo com a Equação 3.60. Equação 3.60 volume mínimo de água quente

Onde: Varmaz: volume mínimo de água quente armazenada no sistema de aquecimento a gás (litros); Vpico: volume de água quente máximo consumido em uma hora no período de maior consumo (litros), calculado de acordo com a Equação 3.59; Farmaz: fator de minoração para determinar o volume mínimo de armazenamento. Observação: Deve-se adotar 100 litros de água quente como volume mínimo de água quente armazenada de forma a garantir uma temperatura mínima de estagnação.

3)

Calcular o volume de recuperação, de acordo com a Equação 3.61. Equação 3.61 volume de recuperação

Onde: Vrecup: volume necessário para recuperação do sistema na hora mais crítica (litros/h); Vpico: volume de água quente máximo consumido em uma hora no período de maior consumo (litros), calculado de acordo com a Equação 3.59; Varmaz: volume mínimo de água quente armazenada no sistema de aquecimento a gás (litros), calculado de acordo com a Equação 3.60.

4)

Calcular a potência do aquecedor, de acordo com a Equação 3.62. Equação 3.62. potência do aquecedor

Onde: Q: potência útil do(s) aquecedor(es) (kW); Vrecup: volume necessário para recuperação do sistema na hora mais crítica (litros/h), calculado através da Equação 3.61; c: calor específico da água (igual a 0,001163 kW/g°C); Tarmaz: temperatura de armazenamento da água (ºC). Esta temperatura deve ser, no mínimo, igual à temperatura de consumo; Tágua fria: temperatura da água fria do local de instalação (ºC). Observação: Deve-se utilizar um queimador ou aquecedor a gás com potência igual ou superior à calculada, conforme disponibilidade de mercado.

EXEMPLO DE CÁLCULO

DIMENSIONAMENTO DE AQUECEDOR A GÁS DO TIPO ACUMULAÇÃO INDIVIDUAL

(em desenvolvimento)

Dimensionamento do sistema central coletivo a gás

1)

Calcular o volume diário de água quente armazenada, de acordo com a Equação 3.63.

Equação 3.63 volume diário de água quente Onde: Vdiário: volume diário consumido de água quente armazenada (litros); Vconsumo: volume total de água quente consumido diariamente na edificação (litros/dia); Tconsumo: temperatura de consumo de utilização (ºC). Deve ser adotado no mínimo 40ºC (para as regiões Norte e Nordeste pode-se adotar 38 C). Tarmaz: temperatura de armazenamento da água (ºC). Esta temperatura deve ser, no mínimo, igual à temperatura de consumo; Tágua fria: temperatura da água fria do local de instalação (ºC).
o

2)

Calcular o volume de pico de água quente, através da Equação 3.64 (considera-se o período de 1 hora no período de maior consumo (first-hour rating)). Equação 3.64 volume de pico de água quente

Onde: Vpico: volume de água quente máximo consumido em uma hora no período de maior consumo (litros); Vdiário: volume diário de água quente consumido (litros/dia); FS: fator que representa a simultaneidade de uso em uma hora. Alternativamente, o volume de pico pode ser obtido diretamente do gráfico de simultaneidade apresentado na Figura 2.

Gráfico de simultaneidade de água quente
Vdiário - volume diário de água quente (l/dia) 50,000 45,000 40,000 35,000 30,000 25,000 20,000 15,000 10,000 5,000 0 500 900 1,600 2,100 2,800 3,900 5,100 6,500 10,500

Vpico - volume de água quente na hora de maior demanda (l)

Figura 2. Fator de simultaneidade do consumo de água quente

3)

Calcular o volume mínimo de água quente armazenada, de acordo com a Equação 3.65. Equação 3.65 volume mínimo de água quente

Onde: Varmaz: volume mínimo de armazenamento de água quente do sistema de aquecimento a gás (litros); Vpico: volume de água quente máximo consumido em uma hora no período de maior consumo (litros), calculado de acordo com a Equação 3.64 ou através da Figura 2; Farmaz: fator de minoração para determinar o volume mínimo de armazenamento, obtido na Tabela 3.46.

Tabela 3.46: Fatores de armazenamento em função do volume de água quente consumido no horário de pico
Volume na hora de maior consumo (Vpico) (litros) 0 < Vpico < 1.500 1.501 < Vpico < 6.000 6.001 < Vpico < 12.000 12.001 < Vpico < 20.000 Vpico > 20.001 Fator de armazenamento (Farmaz) (adimensional)
1

/3 /4 /5 /6 /7

1

1

1 1

4)

Calcular o volume de recuperação, de acordo com a Equação 3.66. Equação 3.66 volume de

conforme disponibilidade de mercado.67 potência do aquecedor Onde: Q: potência útil do(s) aquecedor(es) (kW). Tarmaz: temperatura de armazenamento da água (ºC). 5) Calcular a potência dos aquecedores. sendo que a configuração de cada apartamento contempla dois dormitórios e dois banheiros.66. Vpico: volume de água quente máximo consumido em uma hora no período de maior consumo (litros). EXEMPLO DE CÁLCULO DIMENSIONAMENTO DOS SISTEMAS DE AQUECIMENTO A GÁS COLETIVO Para demonstrar as etapas do dimensionamento de um sistema de aquecimento coletivo a gás natural foi utilizado como exemplo um edifício de apartamentos residenciais de 8 andares. calculado de acordo com a Equação 3. Observação: Deve-se utilizar um queimador(es) ou aquecedor(es) a gás com potência igual ou superior à calculada. Equação 3. Vrecup: volume necessário para recuperação do sistema na hora mais crítica (litros/h). calculado de acordo com a Equação 3. ambiente pelas respectivas áreas.64 ou através da Figura 2. Varmaz: volume mínimo de armazenamento de água quente do sistema de aquecimento a gás (litros). totalizando 32 apartamentos. 1) Cálculo do volume diário de água quente Parâmetros utilizados: ▫ População: 2 pessoa por dormitório (dado no RTQ-R) . com 4 apartamentos por andar. de acordo com a Equação 3.001163 kW/g°C). c: calor específico da água (igual a 0. Tágua fria: temperatura da água fria do local de instalação (ºC).67.65. calculado através da Equação 3.recuperação Onde: Vrecup: volume necessário para recuperação do sistema na hora mais crítica (litros/h).

▫ Consumo de água: 50 litros por pessoa por dia (volume mínimo dado no RTQ-R) ▫ Temperatura água fria: 20.andar  2 dormitórios  2 pessoas/ dormitório  128 pessoas O volume de água consumido diariamente na edificação é calculado por: Vconsumo  Vdia  N total onde: Vconsumo = Volume de consumo diário de água a ser aquecida (litros) Vdia = Volume diário de água quente por pessoa Ntotal: número total de pessoas na edificação Vconsumo  50litros / pessoa/ dia  128 pessoas  6. A população residente no edifício é calculada da seguinte forma: N total  N apto  N pessoas onde: Ntotal: número total de pessoas na edificação Napto: número de apartamentos do edifício Npessoas: número de pessoas por apartamento N total  8andares  4 aptos. por.988litros 60  20.2 2) Cálculo do volume pico de água quente Para o cálculo do volume de água quente necessário na primeira hora deve-se utilizar um fator de simultaneidade para se obter o volume de água quente máximo possível . fria  Vdiário.400litros. por.dia Vconsumo  Tconsumo  Tágua.  6.2  3. ▫ Temperatura de consumo: 45°C. fria  Vdiário.400  45  20.  T armaz  Tágua. ▫ Temperatura de armazenamento: 60°C.2 °C.

988 litros temos: V pico  2. Varmaz  2.1.700 litros 3) Cálculo do volume mínimo de água quente armazenada Varmaz  V pico  Farmaz O Fator de armazenamento deve ser obtido na Tabela 3.2)  93.73kW b) Aquecedores a gás classificados pelo PBE Os aquecedores a gás do tipo instantâneo e de acumulação devem possuir ENCE e estar de acordo com normas técnicas brasileiras para aquecedores a gás. 5) Determinação da potência dos aquecedores a gás natural Q  Vrecup  c  Tarmaz  Tágua. Para o exemplo em questão temos o Fator de armazenamento é igual a ¼. considerando a última versão publicada na página do Inmetro.consumido durante uma hora.025  0. Verificados os pré-requisitos procede-se a determinação do nível de eficiência do sistema . fria  Q  2.700  675  2. Deve-se adotar a classificação da ENCE obtida na Tabela do PBE.001163  (60  20. e identificar o equivalente numérico na Tabela 2. O fator de simulataneidade (FS) pode ser obtido diretamente do gráfico apresentado na Figura 2 do RTQ-R V pico  Vdiário  FS Com o volume diário de 3.700  1  675litros 4 4) Cálculo do volume de recuperação Vrecup  V pico  Varmaz Vrecup  2. em função do volume de água quente no horário de pico (Vpico).46 do RTQ-R.025litros / hora Definido o volume necessário de recuperação do sistema é preciso calcular as potências dos aquecedores que atendem a estas condições.

10.48.47.66 < c < 58. ou os aquecedores não fazem parte do PBE e sua classificação é calculada conforme apresentado no item “c” a seguir.3 ANSI Z21.98 14.43 c > 45.62 c > 58.85 (litros) sc ≥ 309.10.3 Aquecedor de acumulação Tabela 3.1-2007) Tipo de equipamento Capacidade (c) Subcategoria (sc) (kW) c ≤ 22.10.10.5 (litros) sc < 309.3 DOE 10 CFR Part 430 ANSI Z21.3 DOE 10 CFR Part 430 ANSI Z21.62 sc ≥ 75.75 (W/l) ≤ sc < 37. e Nível D: quando o sistema não se enquadrar nos níveis acima.75 (W/l) ≤ sc < 7.75 (W/l) 309.98 c > 22.85 (litros) sc ≥ 309.10.62 c ≥ 58.75 (litros) 309.3 .75 (litros) 309.47: Eficiência mínima de aquecedores a gás para classificação nos níveis A e B (Fonte: ASHRAE Standard 90.75 (W/l) e sc ≥ 37.75 (W/l) sc < 309. Tabela 3.75 (W/l) e sc ≥ 37. Nível C: os aquecedores de água devem atender aos requisitos mínimos de eficiência apresentados na Tabela 3.1-1999) Tipo de equipamento Capacidade (c) Subcategoria (sc) (kW) c ≤ 22.43 14.98 Aquecedor de acumulação 22.62 sc ≥ 75.85 (litros) (W) Eficiência mínima Procedimento de teste DOE 10 CFR Part 430 ANSI Z21.75 (W/l) ≤ sc < 7.3 ANSI Z21.de aquecimento a gás.62 Aquecedor do tipo instantâneo c ≥ 58.75 (W/l) ≤ sc < 37.3 ANSI Z21. Duas são as possibilidades: ou os aquecedores fazem parte do PBE e são classificados de acordo com a sua ENCE (conforme descrito no item “b” acima).75 (W/l) 309.66 < c < 58.98 < c ≤ 45.85 (litros) (W) Eficiência mínima Procedimento de teste DOE 10 CFR Part 430 ANSI Z21.62 Aquecedor do tipo instantâneo c ≥ 58. c) Aquecedores a gás não presentes no PBE Os aquecedores a gás não enquadrados no item “b” devem ser classificados de acordo com os níveis e requisitos a seguir:    Níveis A e B: os aquecedores de água devem atender aos requisitos mínimos de eficiência apresentados na Tabela 3.48: Eficiência mínima de aquecedores a gás para classificação no nível C (Fonte: ASHRAE Standard 90.10.7 (litros) sc < 309.10.

R22). Recomenda-se equipamentos que utilizem os gases R 134. Deve-se considerar a última versão publicada na página do Inmetro. O nível de eficiência é obtido através da Tabela 3.4 a) Sistema de aquecimento elétrico Aquecedores elétricos de passagem. 3.0 2. considerando uma diferença de temperatura de 38. . chuveiros elétricos e torneiras elétricas é atribuída eficiência em função da potência do aparelho. SL: perdas em standby (W).2.1.2. para aparelhos com pot ncia P ≤ 4.CFCs (R-11. As bombas de calor não devem utilizar gases refrigerantes com Potencial de Destruição de Ozônio (ODP > 0). R 407 ou similares. para aparelhos com potência P > 4.0 COP < 2. Tabela 3.3 Bombas de calor Sistemas de aquecimento de água utilizando bombas de calor recebem eficiência de acordo com o coeficiente de performance (COP). Q: potência nominal de entrada (W).49: Nível de eficiência para bombas de calor COP (W/W) COP ≥ 3.9 C entre a água quente acumulada e as condições térmicas do ambiente interno. Et: Eficiência térmica. uma lista de gases refrigerantes com os seus respectivos valores de ODPs. e portanto permitidos. encontramse o R-134a. chuveiros elétricos e torneiras elétricas Aos sistemas de aquecimento de água com aquecedores elétricos de passagem. A Enrvironmental Protection Agency (EPA) dos Estados Unidos disponibiliza para consulta. Dentre os gases refrigerantes com ODP = 0. A classificação dos aparelhos recebe eficiência:   D.600 W. desde que façam parte do PBE. entre outros. tais como os Clorofluorcarbonos . E. o 3. R-407C e o R-410A. ASHRAE 13256 ou AHRI 1160.49 e o equivalente numérico identificado na Tabela 2. R-123) por serem prejudiciais ao meio ambiente.2. EF: Fator energético. medido de acordo com as normas ASHRAE Standard 146.0 Nível de eficiência A B C Nas bombas de calor não devem ser utilizados gases refrigerantes comprovadamente nocivos ao meio ambiente (por exemplo. R-13) ou os Hidroclorofluorcarbonos .600 W. R-12.2.HCFCs (R-22.0 ≤ COP < 3.Onde: V: volume (litros).

Deve-se considerar a última versão publicada na página do Inmetro. A classificação dos boilers é:   D. estas iniciativas devem ser justificadas e comprovadas. Um chuveiro com a chave na posição “inverno” utiliza sua potência máxima. Observação: Estão excluídos desta categoria os reservatórios do sistema de aquecimento solar de água que possuem resistência elétrica para aquecimento complementar. Um chuveiro elétrico é um exemplo de um equipamento com potência regulável.3.000 W. Para tanto. em média. 70% da potência máxima. deve-se adotar a maior potência. para outros.2. O mesmo ocorre para chuveiro do tipo multitemperaturas. A classificação dos aparelhos recebe eficiência:   D.000 W. 3. Equipamentos não classificados pelo Inmetro receberão classificação nível E.3.3 Bonificações Iniciativas que aumentem a eficiência da UH poderão receber até 1 (um) ponto na classificação geral da UH somando os pontos obtidos por meio das bonificações. para aparelhos com potência P > 5. c) Aquecedores elétricos por acumulação (boiler) Os aquecedores elétricos de água por acumulação (boiler) devem possuir ENCE e estar de acordo com normas técnicas brasileiras para aquecedores elétricos por acumulação. 3. enquanto com a chave na posição “verão” utiliza. E.2.1 a 3.8.5 Caldeiras a óleo Caldeiras que utilizam como combustível fluidos líquidos como óleo diesel ou outros derivados de petróleo receberão classificação nível E. Equipamentos não classificados pelo Inmetro receberão classificação nível E. E. descritas nos itens 3. Para a classificação destes. As bonificações. Equipamentos não classificados pelo Inmetro receberão classificação nível E. para boilers com classificação A ou B no PBE. Os aquecedores devem possuir timer para evitar seu uso no horário de ponta. para aparelhos com pot ncia P ≤ 5. desde façam parte do PBE.Equipamentos com potência regulável serão classificados pela maior potência. b) Aquecedores elétricos de hidromassagem Aos aquecedores elétricos de hidromassagem é atribuída eficiência em função da potência do aparelho. são .

1 é 1 (um) ponto. b6: bonificação referente a ventiladores de teto instalados na UH (item 3.20 pontos.3.68 bonificações Onde: Bonificações: pontuação atribuída a iniciativas que aumentem a eficiência da edificação.2). Entretanto.40 pontos.independentes entre si e podem ser parcialmente alcançadas.1 do RTQ-R apresenta uma variável relativa às bonificações. sendo 0. cuja pontuação varia de zero a 0. cuja pontuação varia de zero a 0. b5: bonificação referente à iluminação artificial (item 3.3. cuja pontuação obtida é zero ou 0. cuja pontuação varia de zero a 0.7).3.1). A pontuação adquirida através da implementação destas bonificações pode variar entre 0. Observação: A pontuação máxima em bonificações a ser somada na Equação 2. e b8: bonificação referente à medição individualizada (item 3.50 pontos. b7: bonificação referente a refrigeradores instalados na UH (item 3. cuja pontuação obtida é zero ou 0.3. b1: bonificação referente à ventilação natural (item 3. A Equação 2.8). A bonificação total alcançada é a somatória das bonificações obtidas em cada item. b3: bonificação referente ao uso racional de água (item 3. cuja pontuação varia de zero a 0.10 pontos. 1.3.50 quando todas as bonificações são atingidas.10 pontos.68. ou seja. EXEMPLO DE CÁLCULO DETERMINAÇÃO DA PONTUAÇÃO OBTIDA POR BONIFICAÇÕES Uma UH foi submetida à avaliação do nível de eficiência obtendo uma pontuação de 3.00 e 1. b4: bonificação referente ao condicionamento artificial de ar (item 3.30 pontos.3. uma pontuação extra que visa incentivar o uso de soluções que elevem a eficiência energética da UH.10 pontos.10 pontos. cuja pontuação obtida é zero ou 0. cuja pontuação varia de zero a 0.6). equivalente a um nível de .3. b2: bonificação referente à iluminação natural (item 3.5).1.20 pontos.3).00 quando não há nenhuma bonificação e 1.3.4).2 na envoltória e sistema de aquecimento de água.00 (um) é a pontuação máxima a ser utilizada da Equação 2. de acordo com a Equação 3. Equação 3.

expressa pela relação entre a área efetiva de abertura para ventilação e a área da fachada (a verificação da porosidade é feita para cada fachada). é necessário que estes equipamentos sejam entregues instalados na UH. No entanto.  0. .16 pontos .  0. 3.68 Pontuação final da UH = 3. multiplicando-a pelo valor do coeficiente de redução da porosidade obtido na Tabela 3.7 (refrigeradores).9 Com as bonificações de 0.12 pontos). 3.eficência C de acordo com a Tabela 2.2 do RTQ-R.10 Bonificações = 0. a UH melhora a sua classificação geral (PTUH = 3.20 pontos .refletância de tetos acima de 60% em ambientes de permanência.9). Em edifícios verticais.2 + 0. As condições sob as quais a edificação foi classificada.ambientes de permanência prolongada com iluminação natural lateral. medida em relação ao nível médio do meio-fio e o centro geométrico dessas aberturas.12 + 0.50 (0.88 = 3.3.4 (condicionamento artificial de ar).6 (ventiladores de teto) e 3.  0. a UH apresenta iniciativas que aumentam a sua eficiência. alcaçando a classificação de nível B. essa porosidade pode ser reduzida em função da altura das aberturas de entrada do vento.existência de porosidade mínima de 20% em duas das suas fachadas com distintas orientações.20 +0. cozinhas e área de serviço.12 pontos .3.68 pontos Determinando a Pontuação final da UH = PT + Bonificação Pontuação final da UH = 3. estarão constatados no memorial da etiqueta.10 pontos – ventiladores de teto entregues instalados nos ambientes de permanência prolongada Bonificações = 0.16 + 0.5 (iluminação artificial).40 pontos) As UHs de até dois pavimentos devem comprovar a existência de porosidade mínima de 20% em pelo menos duas fachadas com orientações distintas.68 pontos.utilização de dispositivos que favorecem o desempenho da ventilação natural. 3. e.3.  0.1 Ventilação natural (até 0. de acordo com cada um destes itens.3.10 pontos .3. Atenção: Para a obtenção de bonificação com os itens 3. sendo necessário determinar a bonificação total alcançada:  0.10 + 0.

Tabela 3.50: Coeficiente de redução da porosidade
Altura da abertura Pavimento (m) 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 ... 7,5 10,5 13,5 16,5 19,5 22,5 25,5 28,5 31,5 34,5 37,5 40,5 43,5 Coeficiente redutor da porosidade (adimensional) 0,8 0,7 0,7 0,6 0,6 0,6 0,5 0,5 0,5 0,5 0,5 0,5 0,5

Todos os ambientes de permanência prolongada da UH devem atender aos seguintes requisitos:  utilização de dispositivos especiais (como venezianas móveis, peitoris ventilados, torres de vento e outros), que favoreçam o desempenho da ventilação natural mas permitam o controle da luz natural, da incidência de chuvas e dos raios solares e a manutenção da privacidade (0,16 pontos);  existência de aberturas externas (janelas, rasgos, peitoris ventilados, etc.) cujo vão livre tenham o centro geométrico localizado entre 0,40 e 0,70 m medidos a partir do piso (0,06 pontos);  na Zona Bioclimática 8, as aberturas intermediárias (portas, rasgos, etc.) devem apresentar permeabilidade em relação à circulação do ar, quer seja na própria folha da esquadria, quer na forma de bandeiras móveis ou rasgos verticais. A área livre desses componentes deve corresponder a, no mínimo, 30% da área da abertura intermediária quando a mesma estiver fechada e devem ser passíveis de fechamento (0,06 pontos).

EXEMPLO DE CÁLCULO
VERIFICAR A BONIFICAÇÃO POR VENTILAÇÃO NATURAL - POROSIDADE

A tabela a seguir apresenta um resumo das áreas de fachada e de aberturas para ventilação do cada UH. UH 1A, 2A 2A, 2B 3A, 3B 4A, 4B Área fachada (m²) 18,118 18,118 18,118 18,118 Área abertura ventilação (m²) 1,66 1,66 1,66 1,66

Verificando a existência de porosidade mínima da fachada em análise tem-se: UH 1A, 2A 2A, 2B 3A, 3B 4A, 4B Área fachada (m²) 18,118 18,118 18,118 18,118 Área abertura ventilação (m²) 1,66 1,66 1,66 1,66 Porosidade 9,16% 9,16% 9,16% 9,16% Exigência RTQ-R 20% 20% 16% 14%

Observa-se que esta fachada não atendeu à porosidade mínima exigida pelo RTQ-R em nenhuma das UHs. Da mesma forma, deve-se proceder o cálculo da porosidade para as demais fachadas da UH. Se no mínimo duas fachadas atenderem à porosidade exigida, a UH recebe esta bonificação.

Atenção: a porosidade é calculada por UH. A área de fachada deve ser calculada imaginando que se está dentro da UH e não considerar a área da fachada vista de fora.

3.3.2 Iluminação natural (até 0,30 pontos)
3.3.2.1
a)

Método prescritivo
Profundidade de ambientes com iluminação natural proveniente de aberturas laterais (0,20 pontos) A maioria dos ambientes de permanência prolongada, cozinha e área de serviço/lavanderia (50% mais 1) com iluminação natural lateral deve ter profundidade máxima calculada através da Equação 3.69. Caso existam aberturas em paredes diferentes em um mesmo ambiente, é considerada a menor profundidade. Equação 3.69 profundidade máxima de ambientes

Onde: P: profundidade do ambiente (m); ha: distância medida entre o piso e a altura máxima da abertura para iluminação (m), excluindo caixilhos. Observação: para os casos não enquadrados nesta condição e que desejam pleitear a bonificação deve-se utilizar o método de simulação (item 3.2.2.2).

b)

Refletância do teto (0,10 pontos)

Cada ambiente de permanência prolongada, cozinha e área de serviço/lavanderia deve ter refletância do teto acima de 60%.

Apesar de não cobrado no RTQ-R, faz-se uma observação quanto ao descarte das lâmpadas. Lâmpadas incandescentes não são utilizadas para reciclagem e também não causam impacto negativo no meio ambiente, portanto, elas podem ser depositadas no lixo comum, assim como as lâmpadas halógenas. Já as lâmpadas fluorescentes tubulares, fluorescentes compactas e descarga de alta pressão contêm pequenas quantidades de mercúrio, substância tóxica e nociva para o ser humano e o meio ambiente. Portanto, estas devem ser enviadas para reciclagem conforme recomendado pelos fabricantes.

EXEMPLO DE CÁLCULO
VERIFICAR SE O AMBIENTE APRESENTADO A SEGUIR POSSUI BONIFICAÇÃO POR

altura máxima da abertura para iluminação: 2.4*2. pois não cumpre com o requisito exigido.00 m.872 O ambiente não recebe bonificação por ilumiação natural.4*ha 6 ≤ 2.03 m P ≤ 2.ILUMINAÇÃO NATURAL Exemplo 1: Figura 3. Verificação do requisito: Exemplo 2: .11: Cozinha com iluminação natural por abertura lateral Dados:   profundidade do ambiente: 6.03 6 ≤ 4.

utilizando arquivo climático com 8.872 Neste caso.2.2 Método de simulação A simulação deve ser realizada com programa de simulação dinâmica de iluminação natural. durante 70% das horas com luz natural no ano. pois como existem aberturas em paredes diferentes em um mesmo ambiente.760 horas em formato adequado.70. Na maioria dos ambientes de permanência prolongada (50% mais 1) com proteção solar devese comprovar a obtenção de 60 lux de iluminância em 50% do ambiente.Figura 3. com no mínimo 25 pontos de avaliação. cozinha e área de serviço/lavanderia (50% mais 1) sem proteção solar deve-se comprovar a obtenção de 60 lux de iluminância em 70% do ambiente. conforme a Equação 3. .3.3. durante 70% das horas com luz natural no ano. Na maioria dos ambientes de permanência prolongada. Apolux e Troplux. e deve ser modelado o entorno do ambiente simulado. Alguns dos programas sugeridos são DaySim.20 pontos) As UHs devem possuir combinação de sistemas de uso de água da chuva e equipamentos economizadores.4 * ha 2 ≤ 4.3 Uso racional de água (até 0. é considerada a menor profundidade. 3. Para a simulação do ambiente deve ser feita malha na altura do plano de trabalho.12 Cozinha com iluminação natural em duas paredes diferentes Verificação do requisito: P ≤ 2. 3.20 pontos no item de iluminação natural proveniente de aberturas laterais. o ambiente ganharia a bonificação de 0.

TE: quantidade de torneiras com arejador de vazão constante (6 litro/minuto). excluindo as torneiras das áreas de uso comum. sendo que apenas a torneira da cozinha possui arejador de vazão constante . OUTROS: quantidade de outros pontos passíveis de serem atendidos por água pluvial (torneiras externas. Não é necessário que haja obrigatoriamente a combinação de água da chuva com equipamentos economizadores.70 bonificação de economia de água Onde: b3: bonificação de uso racional de água. área de serviço e jardim. máquina de lavar roupa. CH: quantidade de chuveiros existentes. lavagem de carros e rega de jardim. BS: quantidade de bacias sanitárias existentes. banheiro. etc). regulador de vazão ou restritor de vazão. T: quantidade de torneiras existentes na UH. BSAP: quantidade de bacias sanitárias atendidas por água pluvial. excluindo as bacias sanitárias. excluindo bacias sanitárias. EXEMPLO DE CÁLCULO Considerando os seguintes itens em uma residência:  1 bacias sanitárias atendida por água pluvial e com sistema de descarga com duplo acionamento  1 chuveiro sem restritor de vazão  4 Torneiras: cozinha. Atenção: a bonificação de uso racional de água pode ser obtida com o uso de água da chuva E/OU equipamentos economizadores. BSE: quantidade de bacias sanitárias com sistema de descarga com duplo acionamento. CHE: quantidade de chuveiros com restritor de vazão. que servirão para a limpeza de calçadas. OUTROSAP: quantidade de outros pontos atendidos por água pluvial.Equação 3.

4 Condicionamento artificial de ar (até 0.  as cargas térmicas de projeto do sistema de aquecimento e resfriamento de ar devem ser calculadas de acordo com normas e manuais de engenharia. conforme item 3.20 pontos) Para obtenção desta bonificação:   a envoltória da UH deve atingir nível A de eficiência quando condicionada artificialmente. como por exemplo o ASHRAE Handbook of Fundamentals. por isso a quantidade inserida na fórmula foi 3 e não 4 (a torneira do jardim foi excluída). 3. estes podem ser divididos em dois ou mais equipamentos de menor capacidade. publicadas na página do Inmetro.2. de comprovada aceitação nacional ou internacional. com publicação posterior ao ano de 2000. de Serviços e Públicos (RTQ-C).Observação: na quantidade de torneiras existentes na UH são excluídas as torneiras externas. publicado pelo Inmetro.1. EXEMPLO DE CÁLCULO BONIFICAÇÃO DE CONDICIONAMENTO ARTIFICIAL DE AR .2. A bonificação varia de zero a 0. condicionadores de ar do tipo janela e do tipo split devem possuir ENCE A ou Selo Procel e estar de acordo com as normas brasileiras de condicionadores de ar domésticos.20 pontos e é atribuída proporcionalmente ao número de ambientes de permanência prolongada.  condicionadores de ar do tipo central ou condicionadores não regulamentados pelo Inmetro devem atender aos parâmetros definidos nos Requisitos Técnicos da Qualidade para o Nível de Eficiência Energética de Edifícios Comerciais. Observação1: Deve-se considerar a última versão das Tabelas do PBE para condicionadores de ar. Observação2: Não havendo equipamentos com ENCE A na capacidade desejada.3.

capacidade de 9000 BTU/h.  Sala de estar com condicionador de ar da marca GREE. capacidade de 7500 BTU/h.75 W/W e classificação B no PBE.20 Pontuação Bonificação 0. modelo EAM07FR de ciclo reverso. AC AC AC Figura 3.A UH apresentada a seguir obteve classificação A no EqNumEnvRefrig e será entregue aos proprietários com os equipamentos de condicionamento de ar instalados de acordo com as seguintes especificações de acordo as tabelas do INMETRO atualizadas em 06/01/2011:  Cada dormitório com um equipamento de condicionador de ar da marca ELETROLUX.13 1 Dormitório Casal 2 Dormitório Solteiro 3 Sala de Estar Como a UH possui 3 ambientes de permanência prolongada mas apenas em dois cumpriu com a exigência do RTQ-R (condicionadores de ar com ENCE A ou Selo Procel). . eficiência energética de 2. a pontuação alcançada com esta bonificação é de 0. eficiência energética de 2.13 UH com condicionadores de ar Tabela 3.92 W/W e Selo PROCEL.18 Pontuação por bonificação de condicionamento artificial de ar em ambientes de permanência prolongada # Ambiente Classificação Selo Procel Selo Procel B Pontuação Máxima 0. modelo GJ9-22RM/A de ciclo reverso.13 pontos.

.4 56 56 56 56 Classificação Selo Procel Selo Procel Selo Procel Nível G Selo Procel Selo Procel Selo Procel Nível G A UH receberia 0. as UHs devem possuir 100% das fontes de iluminação artificial com eficiência superior a 75 lm/W ou com Selo Procel em todos os ambientes. de acordo com as seguintes especificações: Ambiente Cozinha Área serviço Sala de estar Corredor Dormitório Casal Dormitório Solteiro Banheiro # 1 1 2 1 1 1 1 1 Tipo de Lâmpada Fluorescente compacta Fluorescente compacta Fluorescente compacta Incandescente Fluorescente compacta Fluorescente compacta Fluorescente compacta Incandescente Potência (W) 14 14 14 40 14 14 14 14 Eficiência Luminosa (lm/W) 56 56 56 10. publicadas na página do Inmetro.10 pontos) Os ambientes devem atender aos seguintes requisitos:   Para obter 0. Observação: Deve-se considerar a última versão das Tabelas do PBE para ventiladores de teto. .5 Iluminação artificial (até 0.10 pontos) As UHs devem possuir instalados ventiladores de teto com Selo Procel em 2/3 (dois terços) dos ambientes de permanência prolongada para residências localizadas nas Zonas Bioclimáticas 2 a 8. publicadas na página do Inmetro. as UHs devem possuir 50% das fontes de iluminação artificial com eficiência superior a 75 lm/W ou com Selo Procel em todos os ambientes.05 pontos. Para os tipos de lâmpada que não fazem parte do PBE. Observação: Deve-se considerar a última versão das Tabelas do PBE para lâmpadas. Para obter 0.3.3. 3.05 pontos nesta bonificação.10 pontos.6 Ventiladores de teto (0.3. EXEMPLO DE CÁLCULO BONIFICAÇÃO ILUMINAÇÃO ARTIFICIAL Uma UH será entregue aos proprietários com as lâmpadas. pois possui entre 50% e 100% dos ambientes com iluminação artificial atendendo ao requisito do RTQ-R. a eficiência luminosa deve ser medida ou fornecida pelo fabricante.

3.10 pontos) As UHs devem possuir instalados refrigeradores com ENCE nível A ou Selo Procel e garantir as condições adequadas de instalação conforme recomendações do fabricante.7 Refrigeradores (0.3. deve-se utilizar espaçamento de 10 cm nas laterais e de 15 cm na parte superior e atrás. refrigeradores frost-free. utilizando um medidor na entrada de cada UH. Observação: Deve-se considerar a última versão das Tabelas do PBE para refrigeradores. é feita a divisão proporcional ao volume de água quente consumido em cada UH. este deve possibilitar medição individualizada.10 pontos) Caso o sistema de aquecimento da água na edificação seja partilhado por mais de uma UH. .3. 3. especificamente no que se refere à distância mínima recomendada para ventilação da serpentina trocadora de calor externa. Frigobares não serão aceitos como refrigeradores. combinados e combinados frost-free. EXEMPLO O esquema a seguir ilustra a medição de água quente vinculada a um sistema central de aquecimento de água. Deve-se também garantir que o refrigerador esteja sombreado e não seja instalado próximo a fontes de calor.8 Medição individualizada (0. Caso não haja no manual do refrigerador recomendações em relação às distâncias de instalação. Para o rateio do consumo de água quente do sistema central. publicadas na página do Inmetro.

.

3.1).4 EDIFICAÇÕES UNIFAMILIARES Escopo: Este item tem por objetivo estabelecer os critérios para avaliação do nível de eficiência energética de edificações unifamiliares.1 Procedimento para determinação da eficiência A classificação do nível de eficiência de edificações unifamiliares é equivalente ao resultado da classificação da unidade habitacional autônoma (calculada por meio do item 2. 4. 144 .

de acordo com a Tabela 2. excluindo terraços e varandas. O número de pontos obtidos com a ponderação irá definir a classificação final da edificação multifamiliar. Figura 5.3.1 Procedimento para determinação da eficiência A classificação do nível de eficiência de edificações multifamiliares é o resultado da ponderação da classificação de suas unidades habitacionais autônomas (calculada por meio do item 2. com a classificação de cada uma de suas UHs.5 EDIFICAÇÕES MULTIFAMILIARES Escopo: Este item tem por objetivo estabelecer os critérios para avaliação do nível de eficiência energética de edificações multifamiliares.2.1 representa graficamente uma edificação multifamiliar.1) pela área útil das UHs. A classificação da edificação multifamiliar será a ponderação da pontuação de suas UHs pela sua área útil. 5.1: Exemplo de avaliação de edificação multifamiliar 145 . A Figura 5.

00 ENCE multi 3.EXEMPLO DE CÁLCULO Uma edificação possui 12 pavimentos e oito apartamentos por pavimento.91 56.63). .65 B Atenção: O valor a ser utilizado na ponderação é o valor da Pontuação Total das UH (PTUH) e não o valor do equivalente numérico do nível obtido.00 56. sendo que suas UHs obtiveram os seguintes resultados: 8 UHs = nível A (PTUH = 4.57 56.00 3. 80 UHs = Nível B (PTUH = 3.91). Resolução: Número UHs 8 80 8 Pontuação (PTUH) Área útil (m2) 4. todos eles com a mesma área útil (56.00 m2).63 2. 8 UHs = nível C (PTUH = 2.57). Determine o nível de eficiência da edificação multifamiliar.

 Cancelas automáticas com motor trifásico. Para obtenção do nível A.  Motor de portão.  Motor de churrasqueira. EXEMPLO DE MOTORES ELÉTRICOS TRIFÁSICOS  Lava jatos portáteis.1 Pré-requisitos Motores elétricos de indução trifásicos instalados na edificação devem atender aos rendimentos nominais mínimos previstos na Portaria Interministerial nº 553. casa de máquinas. barrilete. conforme descrito no Item 6.  Exaustor (frequentemente utilizados em estacionamentos subterrâneos). 6.  Moedor de cana (utilizados para fazer caldo de cana no espaço gourmet). Observação: Motores trifásicos que fazem parte do sistema de operação de elevadores não são avaliados avaliados neste item. tais como: áreas de depósito de lixo. Estão incluídos neste item áreas comuns de uso frequente e áreas comuns de uso eventual. as áreas comuns de uso frequente receberão nível E. depósitos do condomínio. publicada pelo Inmetro. casa de bombas. 147 . todos os motores elétricos trifásicos devem ser de alto rendimento e as garagens sem ventilação natural devem dispor de sistemas de ventilação mecânica com controle do nível de concentração de monóxido de carbono (CO).1. medidores.1 Áreas comuns de uso frequente 6. pois estes são classificados na avaliação do conjunto “elevador”. entre outros. Caso este pré-requisito não seja atendido. GLP. de 8 de dezembro de 2005. Não estão incluídos neste item áreas comuns não frequentadas pelos moradores. baterias. subestação e gerador.2.3.1.6 ÁREAS DE USO COMUM Escopo: Este item tem por objetivo estabelecer os critérios para avaliação de ambientes de uso coletivo de edificações multifamiliares ou de condomínios de edificações residenciais (não se aplica a edificações unifamiliares).

1. o item 6. o empreendedor deve entregar a especificação mínima ao futuro proprietário para o caso de instalação posterior dos equipamentos.1.2. Requisitos aplicáveis ao empreendimento são aqueles referentes aos espaços e equipamentos existentes nas áreas de uso comum.3 aplicáveis ao empreendimento.2.3 não é aplicável e pode ser desconsiderado da classificação geral das áreas comuns de uso frequente.1.1. publicada na página do Inmetro.6.1 a 6.1. . Para os tipos de lâmpada que não fazem parte do PBE. a eficiência luminosa deve ser medida ou fornecida pelo fabricante. Observação: Se o empreendimento for entregue sem os equipamentos das áreas comuns. Por exemplo: se a edificação não possuir elevadores.95 Fator de potência < 0.1.90 Sim Sim Não Não * η: Efici ncia luminosa ** Light Emitting Diode (diodo emissor de luz) Observação1: Deve-se considerar a última versão das Tabelas do PBE para lâmpadas. Observação2: Para sistemas de iluminação intermitente com automação (tais como.1 Iluminação artificial Para classificação do sistema de iluminação artificial de áreas comuns de uso frequente devem ser respeitados os critérios da Tabela 6. sendo esta utilizada para a avaliação.90 Fator de potência < 0.2.2. Critérios para classificação da iluminação artificial de áreas comuns de uso frequente de acordo com o nível pretendido Dispositivo Nível A Nível B Nível C Nível D Fluorescentes Tubulares Reatores para fluorescentes tubulares Fluorescentes Compactas η* ≥ 84 lm/W 75 ≤ η < 84 lm/W 70 ≤ η < 75 lm/W 60 ≤ η < 70 lm/W Eletrônicos com Selo Procel Eletrônicos com Selo Procel Fator de pot ncia ≥ 0.95 Selo Procel ENCE B ENCE C ENCE D LED** η ≥ 75 lm/W 50 ≤ η < 75 lm/W 30 ≤ η < 50 lm/W η < 30 lm/W Lâmpadas de vapor de sódio Reatores para lâmpadas de vapor de sódio Automação na iluminação intermitente Selo Procel ENCE B ENCE C ENCE D Eletromagnéticos com Selo Procel Eletromagnéticos com Selo Procel Fator de pot ncia ≥ 0.2 Procedimento para determinação da eficiência Para classificação do nível de eficiência das áreas comuns de uso frequente devem ser atendidos os requisitos dos itens 6. Tabela 6. 6. de acordo com o nível de eficiência pretendido.1. sensor de presença ou minuterias) podem ser utilizadas outras fontes que não as descritas acima. Observação3: Lâmpadas incandescentes e halógenas receberão classificação nível E.

estacionamentos externos.Atenção: As lâmpadas incandescentes quando utilizadas com sistemas de automação para iluminação intermitente não recebem nível E. tem-se que as áreas comuns de uso frequente são as circulações externas entre blocos. é atribuído nível A ao uso de lâmpadas incandescentes. EXEMPLO DE CÁLCULO Em um condomínio de 6 torres multifamiliares de 4 pavimentos. Somente nestes. As características das lâmpadas utilizadas em cada ambiente estão descritas a seguir. 2x4x6 2x4x6 14 x 6 12 x 6 Potência (W) 60 60 24 16 EqNum 1 1 5 5 Potência Total (W) 2.880 2.880 2.152 TOTAL 8. Ambiente Circulação pavimentos Escada Estacionamento Circulação externa Qtidade 2* 2* 14** 12** Tipo de Lâmpada Incandescente Incandescente Fluorescente compacta Fluorescente compacta Potência (W) 60 60 24 16 Fluxo Luminos o (lm/W) 11. a área de circulação entre pavimentos.928 . Não há minuterias ou sensores de presença em nenhum ambiente.016 1.9 59 60 Eficiência E E Selo Procel Selo Procel * Quantidade por pavimento ** Quantidade por bloco Resolução: Etapa 1: Determinar dos equivalentes numéricos e as potências do sistema de iluminação artificial Ambiente Circulação pavimentos Escada Estacionamento Circulação externa Quant. as escadas e o estacionamento no subsolo de cada bloco. Exceção é feita à iluminação de entrada ou saída de pessoas e veículos que exijam segurança ou vigilância.9 11. a iluminação artificial de áreas comuns externas como jardins. acessos de veículos e pedestres que não for projetada para funcionar durante todo o dia deve possuir uma programação de controle por horário ou um fotosensor capaz de desligar automaticamente o sistema de iluminação artificial quando houver luz natural suficiente ou quando a iluminação externa não for necessária. Para os níveis A e B.

aquecimento de água e sauna).Etapa 2: Determinar a eficiência do sistema de iluminação artificial Eficiência do sistema de iluminação = Eficiência do sistema de iluminação = 2. Da mesma forma. equipamentos. Figura 6. para encontrar a Pontuação Total das Áreas Comuns (PTAC) é necessário saber a eficiência dos sistemas individuais das áreas de uso eventual (iluminação artificial. caso existentes na edificação sob análise. conforme apresentado na Figura 6. . A seguir é apresentada na equação da PTAC a parcela referente à iluminação artificial e a substituição dos valores do exemplo de cálculo apresentado.1: Localização da informação sobre a eficiência do sistema de iluminação artificial das áreas comuns de uso frequente na ENCE Para encontrar a eficiência das áreas comuns de uso frequente é necessário saber a eficiência das bombas centrífugas e dos elevadores.1.42 = Nível D A eficiência do sistema de iluminação artificial das áreas comuns de uso frequente é indicada na ENCE.

2 Bombas centrífugas As bombas centrífugas instaladas na edificação devem ter eficiência atribuída em função do rendimento percentual do conjunto. Mas como tem equivalentes numéricos diferentes. com exceção das bombas cuja potência não é coberta pelo PBE.0 < R < 47. os valores de EqNumIlumF e PIlumF entrariam diretamente na fórmula para cálculo da Pontuação Total das áreas comuns (PTAC).2. um único equivalente numérico.9 36.5 < R < 58. conforme Tabela 6. e devem fazer parte do PBE. 6.0 47. Classificação da eficiência das bombas centrífugas Rendimento do conjunto (R) Nível de eficiência (%) R  59.4 24.Se o sistema possuísse apenas um tipo de lâmpada.9 R < 24.2. Tabela 6. Bombas centrífugas que não fizerem parte do PBE receberão nível E.5 < R < 35.2. faz-se uma ponderação destes pela potência. Estas devem estar dimensionadas corretamente para a vazão e pressão requeridas. ou seja.4 A B C D E .1.

0 m3/h e rendimento do conjunto de 45. tensão de 220V. Três delas são da marca Schneider.EXEMPLO DE CÁLCULO DETERMINAÇÃO DO NÍVEL DE EFICIENCIA DAS BOMBAS CENTRÍFUGAS Uma edificação conta com 6 (seis) bombas centrífugas.40 m³/h e rendimento do conjunto de 51.2.500 1. ETAPA 2: Determinar o EqNumB em função ao seu rendimento.2 do RTQ-R e suas potências.100 Potência Total (W) 4.23 45.1kW.500 3. conforme Tabela 6.58 = Nível B A eficiência das bombas centrífugas é indicada na ENCE. Aplicação Bombeamento de água Bombeamento de água Quantidade 3 3 Rendimento conjunto % 51.800 ETAPA 3: Determinar a eficiência das bombas Eficiência do sistema de iluminação = Eficiência do sistema de iluminação = 3.300 TOTAL 7. potência de 1. conforme apresentado na Figura 6.23%. .90% Resolução: ETAPA 1: Verificar se as bombas especificadas para a edificação fazem parte do PBE/Inmetro.5kW. porém possuem potência de 1. vazão de 22. vazão de 24.90 Eficiência B C EqNum 4 3 Potência individual (W) 1. Atenção: consultar sempre a última versão publicada na página do Inmetro. modelo BCV. As outras três são do mesmo fabricante e modelo.

Figura 6. .2: Localização da informação sobre a eficiência das bombas na ENCE Para o cálculo da Pontuação Total das Áreas Comuns (PTAC) substitui-se na equação os dados referentes às bombas centrífugas Se o sistema possuísse apenas um tipo bomba. ou seja. um único equivalente numérico.

5 Edificações residenciais de 21 até 50 UHs 21 Edificações residenciais com mais de 50 UHs Edificações Edificações residenciais de até 6 residenciais de 7 até UHs 20 UHs * Nota: Pode ser determinado a partir do número médio de viagens e a duração da viagem média.5 22. Tabela 6.5) 23.8 23. . deve-se calcular a demanda específica de energia do elevador.2 (≤ 0.4.os valores de EqNumBF e PBF entrariam diretamente na fórmula para cálculo da Pontuação Total das áreas comuns (PTAC).5 (de 1 a 2) alta frequentemente 3 (de 2 a 4.3 Elevadores Os elevadores devem ter eficiência atribuída em função da demanda específica de energia. Encontrado o nível de eficiência do elevador.1. Os limites da demanda específica de energia para cada nível de eficiência energética em função da categoria de uso são apresentados na Tabela 6.3 a 1) média ocasionalmente 1. Estabelecida a categoria de uso. faz-se uma ponderação destes pela potência.3) baixa raramente 0. onde: QN: carga nominal do elevador (kg).3. Categorias de uso dos elevadores de acordo com a VDI 4707 Categoria de uso 1 2 3 4 Intensidade/ frequência de uso Tempo médio de viagem (h/dia)* Tempo médio em standby (h/dia) Tipos de edificações muito baixa muito raramente 0. seu equivalente numérico deve ser obtido na Tabela 2. vN: velocidade nominal do elevador (m/s). que é baseada na demanda de energia em standby e na demanda em viagem.1.2. de acordo com a metodologia estabelecida pela VDI4707-2009. deve-se definir a categoria de uso do elevador dentre as quatro categorias apresentadas na Tabela 6. 6.3. Mas como tem equivalentes numéricos diferentes. Para tanto.5 (de 0.

26 mWh/(kg.2.56 mWh/(kg.1.5h . 1000 QN .m)+ 400W .5h .4.m)] Categoria de uso 2 0. 0.m)+ 800W .0h . 0. 21.5h . 1000 QN .m)+ 100W . VN . VN . 21. 1000 QN .5h .5h .8h .56 mWh/(kg. VN .2h .m)+ 50W . VN .2h . 1000 QN . 1000 QN .m)+ 800W .5h .5h . 3600 1.80 mWh/(kg. de acordo com a metodologia proposta pela VDI4707. 1000 QN .89 mWh/(kg.56 mWh/(kg.26 mWh/(kg.m)+ 200W . 23. 3600 1. 3600 0. 0. 3600 3 0.5h .5h . 0.m)+ 100W .5h . VN . 3h .m)+ 800W .89 mWh/(kg.m)+ 400W . 1000 QN . 3600 > 2. 1. 23.1 Envoltória de áreas comuns de uso eventual Caso as áreas comuns de uso eventual sejam construídas separadas das edificações residenciais.89 mWh/(kg. 23. VN . Limites da demanda específica de energia para cada nível de eficiência energética em função da categoria de uso do elevador (Fonte: VDI 4707) Nível de eficiência energética 1 A 0.56 mWh/(kg.5h . VN . VN .84 mWh/(kg.0h . 3600 0. VN . a sua envoltória deve atender aos pré-requisitos de transmitância térmica.8h . VN .m)+ 200W . 3600 E Nota: o tempo médio de viagem (h/dia) e o tempo médio em standby (h/dia) podem ser alterados em função de medições específicas realizadas no elevador. 22. 1000 QN . VN . 0.5h .0h . 3600 4 0.2h .80 mWh/(kg. 3600 1.5h .80 mWh/(kg. 0. 1.5h .26 mWh/(kg. VN . 0. 1000 QN .0h . 21. 3600 Demanda específica de energia do elevador [mWh/(kg.8h .0h .8h . 23. 3h . 3600 1. 1000 QN . 23.m)+ 400W .5h . 23. VN .5h .m)+ 400W .84 mWh/(kg.5h . VN . VN .80 mWh/(kg. 23. 22. 23. 3600 > 2. 3h .m)+ 100W .m)+ 50W . 3h . 1000 QN .Tabela 6. EXEMPLO DE CÁLCULO DETERMINAÇÃO DO NÍVEL DE EFICIENCIA DOS ELEVADORES (em desenvolvimento) 6. 22.1) . 3h .26 mWh/(kg. 1. 21.1.84 mWh/(kg. 3600 > 2. 3600 B 0. 1000 QN . 0. VN .89 mWh/(kg. 1000 QN . 1000 QN . 1000 QN .2 Áreas comuns de uso eventual 6. VN .m)+ 800W . 0.m)+ 200W .m)+ 50W . 1000 QN .m)+ 200W . 0. 3600 D 1. VN . 1000 QN . 22. 23. 1. 3600 > 2.8h .2h . 1000 QN . 3600 C 1.m)+ 50W . capacidade térmica e absortância solar das superfícies (item 3. VN . 1000 QN . 1000 QN .84 mWh/(kg. 3600 1.m)+ 100W . 3600 0. 3600 1.1. VN .5h .5h . 23.5h . 22.2h . 21.

excluindo o critério de “Automação na iluminação intermitente”.2 Procedimento para determinação da eficiência Para classificação do nível de eficiência das áreas comuns de uso eventual devem ser atendidos os requisitos dos itens 6. de acordo com o nível de eficiência pretendido.2. 6.2. não aplicável às áreas comuns de uso eventual. Figura 6.1 a 6.2.3 Área social de condomínio residencial As lâmpadas utilizadas em cada ambiente possuem as características descritas na Tabela 25. . sendo esta usada para a avaliação.2.2.2 não é aplicável e pode ser desconsiderado da classificação geral das áreas comuns de uso eventual.2.6.1.2. há um um salão de festas. Por exemplo: se nas áreas comuns não houver condicionadores de ar. um playground infantil e duas piscinas. o subitem “a” do item 6.3. EXEMPLO DE CÁLCULO Entre as áreas comuns de uso eventual do condomínio a seguir.1 Iluminação artificial Para classificação do sistema de iluminação artificial de áreas de uso eventual devem ser respeitados os critérios da Tabela 6. uma churrasqueira externa. como apresentado na Figura 6.2.4 aplicáveis ao empreendimento. Requisitos aplicáveis ao empreendimento são aqueles referentes aos espaços e equipamentos existentes nas áreas de uso comum. Observação: Se o empreendimento for entregue sem os equipamentos nas áreas comuns. o empreendedor deve entregar a especificação mínima ao futuro proprietário para o caso de instalação posterior dos equipamentos.2.

9 62 57 Eficiência Selo Procel ENCE B ENCE E ENCE B Selo Procel Resolução ETAPA 1: Cálculo do sistema de iluminação artificial de áreas de uso eventual.64 = Nível B A eficiência do sistema de iluminação artificial das áreas comuns de uso eventual é indicada na ENCE.salão de festas Churrasqueira Área externa da área social Quant.sala de festas Churrasqueira Área externa da área social Quant.Tabela 25: Caracterísitcas das lâmpadas das áreas comum de uso eventual Ambiente Playground Sala de festas Banheiros . 4 11 5 6 24 Potência (W) 16 20 60 20 18 EqNum 5 4 1 4 5 TOTAL 1. Potência Total (W) 64 220 300 120 432 Ambiente Playground Salão de festas Banheiros .136 Etapa 2: Determinar a eficiência do sistema de iluminação artificial das áreas de uso eventual Eficiência do sistema de iluminação = Eficiência do sistema de iluminação = 3. conforme apresentado na Figura 6.4. 4 11 5 6 24 Tipo de Lâmpada Fluorescente compacta Fluorescente compactas Incandescente Fluorescente compacta Fluorescente compacta Potência (W) 16 20 60 20 18 Fluxo Luminoso (lm/W) 60 62 11. .

Figura 6. Se o sistema possuísse apenas um tipo de lâmpada. um único equivalente . ou seja.4: Localização da informação sobre a eficiência do sistema de iluminação artificial das áreas comuns de uso eventual na ENCE Para o cálculo de PTAC substitui-se na equação os valores referentes à iluminação artificial nas áreas de uso eventual.

Deve-ser adotar a classificação da ENCE obtida nas Tabelas do PBE para tais eletrodomésticos. ventiladores de teto. considerando a última versão publicada na página do Inmetro. frigobares.1. As cargas térmicas de projeto do sistema de aquecimento e resfriamento de ar devem ser calculadas de acordo com normas e manuais de engenharia de comprovada aceitação nacional ou internacional.2. como por exemplo o ASHRAE Handbook of Fundamentals. considerando a última versão publicada na página do Inmetro.2 e Equação 2. de Serviços e Públicos (RTQ-C).2. faz-se uma ponderação destes pela potência. Condicionadores de ar com Selo Procel receberão classificação nível A. e identificar o equivalente numérico na Tabela 2. Condicionadores de ar do tipo central ou condicionadores não regulamentados pelo Inmetro devem seguir os parâmetros definidos nos Requisitos Técnicos da Qualidade para o Nível de Eficiência Energética de Edifícios Comerciais. Caso contrário. 6. com publicação posterior ao ano de 2000. publicado pelo Inmetro.1. e identificar o equivalente numérico na Tabela 2. entretanto. b) Eletrodomésticos e equipamentos Refrigeradores. sua classificação será nível E. Mas como tem equivalentes numéricos diferentes. Estes. os valores de EqNumIlumF e PIlumF entrariam diretamente na fórmula para cálculo da Pontuação Total das áreas comuns (PTAC). fogões e fornos domésticos a gás devem possuir Selo Conpet.1.numérico. . Deve-ser adotar a classificação da ENCE obtida nas Tabelas do PBE para condicionadores de ar.2 a) Equipamentos Condicionadores de ar Os condicionadores de ar do tipo janela e do tipo split devem possuir ENCE ou Selo Procel. não entram no cálculo da potência instalada dos equipamentos (PEq) nas Equações Equação 2. congeladores. Para obtenção dos níveis A e B. Eletrodomésticos e equipamentos com Selo Procel ou Selo Conpet receberão classificação nível A. lavadoras de roupa. televisores e outros eletrodomésticos e equipamentos participantes ou que venham a fazer parte do PBE devem possuir ENCE ou Selo Procel.

70 O fogão a ser utilizado possui selo Conpet. b) Sistema de aquecimento de piscinas Para obtenção do nível A.7 Potência Total (W) 2. potência de 840W e nível de eficiência B. entretanto. o sistema de aquecimento de água de piscinas deve ser feito através de aquecimento solar. torneiras e hidromassagem deve ter sua classificação obtida conforme o item 3. do tipo reverso. Fogão de 6 bocas com Selo Conpet Resolução: ETAPA 1: Características dos equipamentos utilizados Ambiente Condicionadores de ar split Geladeiras Fogão Quantidade 3 1 1 Potência (W) 840 22.520 22.2. dependendo do .2.000 BTU/h.2. a gás ou por bomba de calor e deve atender aos pré-requisitos gerais e aos pré-requisitos para sistema de aquecimento solar ou por bomba de calor. potência de 22.EXEMPLO DE CÁLCULO DETERMINAÇÃO DO NÍVEL DE EFICIENCIA DOS EQUIPAMENTOS O empreendimeto será entregue com equipamentos no salão de festas cujas características são descritas a seguir: ▫ 3 (três) condicionadores de ar split. torneiras e hidromassagem O sistema de aquecimento de água de chuveiros. Este.00 = Nível B 6. com capacidade de refrigeração de 9. por isso cumpre com os requisitos para obtenção dos níveis A e B.3 a) Sistemas de aquecimento de água Sistema de aquecimento de água de chuveiros.542. não entra no cálculo da potência Etapa 2: Determinar a eficiência dos equipamentos Eficiência dos equipamentos = Eficiência dos equipamentos = 4.7 Eficiência B A Selo Conpet EqNum 4 5 5 TOTAL 2. ▫ ▫ Geladeira de 240 L.7 W e nível de eficiência A.

Na ausência desses documentos. R22). Pré-requisitos gerais   o sistema de aquecimento da piscina deve ser instalado conforme especificações do manual de instalação e/ou projeto.   a área dos coletores para aquecimento de piscinas das Zonas Bioclimáticas 1 a 4 deve ser no mínimo igual à área da piscina. EXEMPLO DE CÁLCULO DETERMINAÇÃO DO SISTEMA DE AQUECIMENTO DE ÁGUA PARA PISCINAS (em desenvolvimento) . Piscinas com aquecimento por resistência elétrica receberão classificação nível E. Deve-se dar preferência a equipamentos que utilizem os gases R 134. Pré-requisitos para sistemas de aquecimento solar   não devem ser utilizados coletores de cobre. Caso algum dos pré-requisitos não seja atendido. medido de acordo com as normas ASHRAE Standard 146. a piscina deve ser entregue com uma capa térmica que a cubra na sua totalidade. R 407 ou similares. manual de instalação e projeto. os coletores solares devem ser instalados com orientação conforme especificações. considerando a última versão publicada na página do Inmetro. sugerese que o ângulo de inclinação seja igual ao da latitude do local acrescido de 10º. ou Selo Procel.  os coletores solares devem ser instalados com ângulo de inclinação conforme especificações. manual de instalação e projeto. Pré-requisitos para sistemas de aquecimento por bomba de calor  sistemas de aquecimento de piscinas utilizando bombas de calor devem possuir COP maior ou igual a 6W/W. Na ausência desses documentos.  nas bombas de calor não devem ser utilizados gases refrigerantes comprovadamente nocivos ao meio ambiente (por exemplo. ASHRAE 13256 ou AHRI 1160.sistema utilizado. sugere-se que os coletores sejam instalados voltados para o Norte geográfico com desvio máximo de até 30º desta direção. para ser utilizada quando a piscina não estiver em uso. os coletores solares (aplicação: piscina) devem possuir ENCE A ou B no PBE. o sistema de aquecimento de piscinas receberá nível C. que sofrem a corrosão pelo cloro presente no tratamento de piscinas. no caso de sistemas de aquecimento direto. quando no hemisfério sul.

gás natural ou lenha e as paredes e portas devem possuir isolamento térmico mínimo de 0. 2 .6.2.5 m K/W. Saunas a gás ou a lenha sem o referido isolamento receberão nível C.4 Sauna Para obtenção do nível A.2. Saunas com aquecimento elétrico receberão classificação nível E. o aquecimento da sauna deve ser realizado por equipamentos a gás GLP.

Para tanto.3. Deve-se garantir a segurança na utilização de água de fontes alternativas (água pluvial. ou água proveniente de outras fontes alternativas como poços) para evitar o consumo inadvertido por moradores e crianças. água de reuso. As bonificações. Observação: economias menores que 40% receberão pontuação proporcional à economia gerada. irrigação de jardins.20 pontos.3 Bonificações Iniciativas que aumentem a eficiência das áreas de uso comum poderão receber até 1 (um) ponto na classificação geral das áreas de uso comum somando os pontos obtidos por meio das bonificações.1).1 a 6.20 pontos.60 pontos. reuso de águas cinzas e aproveitamento de água pluvial para descarga de bacias sanitárias.3. bonificação das áreas de uso comum Onde: Bonificações: pontuação atribuída a iniciativas que aumentem a eficiência das áreas de uso comum. considerando o dimensionamento para sistemas não economizadores nas mesmas condições de uso. cuja pontuação varia de zero a 0. reduzindo os riscos de ligação acidental . 163 .3.2). B3: bonificação referente à ventilação natural em áreas comuns de uso frequente (item 6. cuja pontuação varia de zero a 0. chuveiros com regulador de pressão. estas iniciativas devem ser justificadas e comprovadas. descritas nos itens 6. assegurando que os sistemas prediais que transportam água potável sejam diferenciados dos sistemas que transportam água não potável. tais como: torneira com arejadores e/ou temporizadores.3. deve-se comprovar economia mínima de 40% no consumo anual de água. 6. Dentre as alternativas estão:  identificação da tubulação por cores diferenciadas.3). são independentes entre si e podem ser parcialmente alcançadas.e a consequente utilização da água para finalidades que não as especificadas . Equação 6. A bonificação total alcançada é a somatória das bonificações parciais.60 pontos) A bonificação pode ser obtida com a combinação de sistemas e equipamentos que racionalizem o uso da água. mictórios com sensores. B1: bonificação referente ao uso racional de água (item 6.1 Uso racional de água (até 0. cuja pontuação varia de zero a 0.e a contaminação da água potável transportada.1. sanitários com descarga de duplo acionamento. de acordo com a Equação 6. Para tanto.3.3.3. limpeza de áreas externas e fachadas e uso em torneiras externas. B2: bonificação referente à iluminação natural em áreas comuns de uso frequente (item 6.1.6.

realizada pelo emprego de placas indicativas nos reservatórios.10 pontos. 6. . alertando os usuários de que se trata de água não potável.3 Ventilação natural em áreas comuns de uso frequente (até 0. com área de no mínimo 1/10 da área do piso do ambiente. iluminação zenital ou de função similar.2 Iluminação natural em áreas comuns de uso frequente (até 0. garagens internas mais 75% dos ambientes internos das áreas comuns de uso frequente devem ter refletância do teto acima de 60%. na tubulação e nas torneiras. . Para obter 0.3. 6. garagens internas mais 75% dos ambientes internos das áreas comuns de uso frequente devem apresentar dispositivos de iluminação natural como janelas. operadas com sistema de chaves destacáveis para evitar o consumo de forma incorreta.10 pontos.3. identificação do sistema de reserva e distribuição da água de fontes alternativas.20 pontos) Para obter 0.  utilização de torneiras de acesso restrito.20 pontos) Garagens mais 75% dos ambientes internos das áreas comuns de uso frequente devem possuir aberturas voltadas para o exterior com área de abertura efetiva para ventilação mínima de 1/12 da área do piso do ambiente.

Exemplo para a cidade de São Paulo: FACHADA NORTE São Paulo Edificações Residenciais Área da janela < 25% área do piso α βd βe γd γe -----Área da janela > 25% área do piso α βd βe γd γe 15° --50° 60° Área da janela > 25% área do piso (2ª opção) α βd βe γd γe -----FACHADA SUL São Paulo Edificações Residenciais Área da janela < 25% área do piso α βd βe γd γe -----Área da janela > 25% área do piso α βd βe γd γe -----Área da janela > 25% área do piso (2ª opção) α βd βe γd γe -----FACHADA LESTE São Paulo Edificações Residenciais Área da janela < 25% área do piso α βd βe γd γe -----Área da janela > 25% área do piso α βd βe γd γe -----Área da janela > 25% área do piso (2ª opção) α βd βe γd γe ------ FACHADA OESTE São Paulo Edificações Residenciais Área da janela < 25% área do piso α βd βe γd γe 65° --20° 20° Área da janela > 25% área do piso α βd βe γd γe 75° --30° 30° Área da janela > 25% área do piso (2ª opção) α βd βe γd γe -----FACHADA NORDESTE São Paulo Edificações Residenciais Área da janela < 25% área do piso α βd βe γd γe -----Área da janela > 25% área do piso α βd βe γd γe 70° --20° 10° Área da janela > 25% área do piso (2ª opção) α βd βe γd γe -----FACHADA SUDOESTE São Paulo Edificações Residenciais Área da janela < 25% área do piso α βd βe γd γe -----Área da janela > 25% área do piso α βd βe γd γe -50° -20° -Área da janela > 25% área do piso (2ª opção) α βd βe γd γe ------ FACHADA SUDESTE São Paulo Edificações Residenciais Área da janela < 25% área do piso α βd βe γd γe -----Área da janela > 25% área do piso α βd βe γd γe -----Área da janela > 25% área do piso (2ª opção) α βd βe γd γe -----FACHADA NOROESTE São Paulo Edificações Residenciais Área da janela < 25% área do piso α βd βe γd γe -----Área da janela > 25% área do piso α βd βe γd γe 70° --10° 55° Área da janela > 25% área do piso (2ª opção) α βd βe γd γe ------ 2) Verificar se a área de janela é maior ou menor que 25% da área do piso.ANEXO I – DISPOSITIVOS DE PROTEÇÃO SOLAR EM EDIFICAÇÕES RESIDENCIAIS EXEMPLO DE CÁLCULO DE “SOMB” 1) Obter no link www. Exemplo: Dados:   Área de piso: 27 m 2 2 Área de janela: 5.procelinfo.63% Área de janela < 25% da área de piso 3) Verificar os ângulos recomendados 165 .br/etiquetagem_edificios a carta solar referente à cidade onde se localiza o projeto sob avaliação.com.30 m Aj/Ap = 19.

4) Verificar a orientação das fachadas. só há ângulos recomendados para oeste. considerando 8 orientações. só é necessário levantar os ângulos desta fachada: Ângulos recomendados (oeste) α = 65° Ângulos de projeto (oeste) αp = 29 º . Mas como. neste caso.FACHADA NORTE São Paulo Edificações Residenciais Área da janela < 25% área do piso α βd βe γd γe -----FACHADA SUL São Paulo Edificações Residenciais Área da janela < 25% área do piso α βd βe γd γe -----FACHADA LESTE São Paulo Edificações Residenciais Área da janela < 25% área do piso α βd βe γd γe ------ FACHADA OESTE São Paulo Edificações Residenciais Área da janela < 25% área do piso α βd βe γd γe 65° --20° 20° FACHADA NORDESTE São Paulo Edificações Residenciais Área da janela < 25% área do piso α βd βe γd γe -----FACHADA SUDOESTE São Paulo Edificações Residenciais Área da janela < 25% área do piso α βd βe γd γe ------ FACHADA SUDESTE São Paulo Edificações Residenciais Área da janela < 25% área do piso α βd βe γd γe -----FACHADA NOROESTE São Paulo Edificações Residenciais Área da janela < 25% área do piso α βd βe γd γe ------ Só há ângulos recomendados para a fachada oeste. por fachada. conforme a Figura a seguir 5) Verificar os ângulos de projeto.

676 7) Determinar “somb” considerar que 0.75  somb = 1 sombabertura = 0.676  somb = 0.75 de “sombabertura” corresponde a um valor de somb igual a 1.e = -d = -γd = 20º γe = 20° 6) Ponderar ângulos para encontrar sombabertura: α α γ γ γ γ ep = dp = γdp = 18º γep = 24º p = ângulos coletados em projeto r = ângulos recomendados sombabertura = 0. sombabertura = 0.90 . O valor de somb deve ser obtido por regra de três.

ANEXO A Lista de cidades e respectivas zonas bioclimáticas Tabela A.1: Lista de cidades e respectivas zonas bioclimáticas (Fonte: “NBR 15220-3: Zoneamento .1: Lista de cidades e respectivas zonas bioclimáticas (Fonte: “NBR 15220-3: Zoneamento Bioclimático Brasileiro”) UF AC AC AC AL AL AL AL AL AL AL AL AM AM AM AM AM AM AM AM AM AM AM AP BA BA BA BA BA BA BA BA BA BA BA BA BA BA BA BA BA BA BA BA Cidade Cruzeiro do Sul Rio Branco Tarauacá Água Branca Anadia Coruripe Maceió Palmeira dos Índios Pão de Açucar Pilar Porto de Pedras Barcelos Coari Fonte Boa Humaitá Iaurete Itacoatiara Manaus Parintins Taracua Tefé Uaupes Macapá Alagoinhas Barra do Rio Grande Barreiras Bom Jesus da Lapa Caetité Camaçari Canavieiras Caravelas Carinhanha Cipó Correntina Guaratinga Ibipetuba Ilhéus Irecê Itaberaba Itiruçu Ituaçu Jacobina Lençóis Estratégia FJK FIJK FJK CFI FIJ FIJ FIJ FIJ FIJK FIJ FIJ FJK FJK FJK FIJK FJK FJK FJK JK FJK FJK FJK FJK FIJ CDFHI DFHIJ CDFHI CDFI FIJ FIJ FIJ CDFHI FIJK CFHIJ FIJ CFHIJ FIJ CDFHI FI CFI CDFHI FI FIJ ZB 8 8 8 5 8 8 8 8 8 8 8 8 8 8 8 8 8 8 8 8 8 8 8 8 6 7 6 6 8 8 8 6 8 6 8 6 8 6 8 5 6 8 8 Tabela A.

continuação UF BA BA BA BA BA BA BA BA BA BA BA BA CE CE CE CE CE CE CE CE CE CE CE CE CE DF ES ES ES ES ES GO GO GO GO GO GO GO GO GO GO MA MA MA MA MA MA MA MA Cidade Monte Santo Morro do Chapéu Paratinga Paulo Afonso Remanso Salvador (Ondina) Santa Rita de Cássia São Francisco Conde São Gonçalo dos Campos Senhor do Bonfim Serrinha Vitória da Conquista Barbalha Campos Sales Crateús Fortaleza Guaramiranga Iguatu Jaguaruana Mondibim Morada Nova Quixadá Quixeramobim Sobral Tauá Brasília Cachoeiro de Itapemirim Conceição da Barra Linhares São Mateus Vitória Aragarças Catalão Formosa Goiânia Goiás Ipamerí Luziânia Pirenópolis Posse Rio Verde Barra do Corda Carolina Caxias Coroatá Grajaú Imperatriz São Bento São Luiz Estratégia CFHI CFI FHIJK FHIJK DFHI FIJ CFHIJ FIJ FIJ FHI FIJ CFI DFHIJ DFHIJ DFHIJ FIJ CFI DFHIJ FIJK FIJ FHIJK FHIJK FHIJK FHIJK DFHIJ BCDFI FIJK FIJ FIJ FIJ FIJ CFHIJ CDFHI CDFHI CDFHI FHIJ BCDFI BCDFI CDFHI CDFHI CDFHI FHIJK FHIJ FHIJK FIJK FHIJK FHIJK FIJK JK ZB 6 5 7 7 7 8 6 8 8 7 8 5 7 7 7 8 5 7 8 8 7 7 7 7 7 4 8 8 8 8 8 6 6 6 6 7 4 4 6 6 6 7 7 7 8 7 7 8 8 .Bioclimático Brasileiro”) .

continuação UF MA MA MG MG MG MG MG MG MG MG MG MG MG MG MG MG MG MG MG MG MG MG MG MG MG MG MG MG MG MG MG MG MG MG MG MG MG MG MG MG MG MG MG MG MG MG MG MG MG Cidade Turiaçu Zé Doca Aimorés Araçuai Araxá Bambuí Barbacena Belo Horizonte Caparaó Capinópolis Caratinga Cataguases Conceição do Mato Dentro Coronel Pacheco Curvelo Diamantina Espinosa Frutal Governador Valadares Grão Mogol Ibirité Itabira Itajubá Itamarandiba Januária João Pinheiro Juiz de Fora Lavras Leopoldina Machado Monte Alegre de Minas Monte Azul Montes Claros Muriaé Oliveira Paracatu Passa Quatro Patos de Minas Pedra Azul Pirapora Pitangui Poços de Calda Pompeu Santos Dumont São Francisco São João Del Rei São João Evangelista São Lourenço Sete Lagoas Estratégia FIJ FIJK CFIJK CFIJ BCFI BCFIJ BCFI BCFI ABCFI CFIJ BCFI CFIJ BCFI BCFIJ BCFIJ BCFI CDFHI CFHIJ CFIJ BCFI ABCFI BCFI ABCFI BCFI CFHIJ CDFHI BCFI BCFI CFIJ ABCFI BCFIJ DFHI CDFHI BCFIJ BCDFI CFHIJ ABCFI BCDFI CFI BCFHI BCFHI ABCF BCFIJ BCFI CFHIJ ABCFI BCFIJ ABCFI BCDFI ZB 8 8 5 5 3 3 3 3 2 5 3 5 3 3 3 3 6 6 5 3 2 3 2 3 6 6 3 3 5 2 3 7 6 3 4 6 2 4 5 4 4 1 3 3 6 2 3 2 4 .Tabela A.1: Lista de cidades e respectivas zonas bioclimáticas (Fonte: “NBR 15220-3: Zoneamento Bioclimático Brasileiro”) .

Tabela A.1: Lista de cidades e respectivas zonas bioclimáticas (Fonte: “NBR 15220-3: Zoneamento Bioclimático Brasileiro”) .continuação UF MG MG MG MG MG MS MS MS MS MS MS MS MS MS MT MT MT MT MT MT PA PA PA PA PA PA PA PA PA PA PA PA PA PA PA PA PA PB PB PB PB PB PB PB PB PE PE PE PE Cidade Teófilo Otoni Três Corações Ubá Uberaba Viçosa Aquidauana Campo Grande Corumbá Coxim Dourados Ivinhema Paranaíba Ponta Porã Três Lagoas Cáceres Cidade Vera Cuiabá Diamantino Meruri Presidente Murtinho Altamira Alto Tapajós Belém Belterra Breves Conceição do Araguaia Itaituba Marabá Monte Alegre Óbidos Porto de Moz Santarém (Taperinha) São Félix do Xingú Soure Tiriós Tracuateua Tucuruí Areia Bananeiras Campina Grande Guarabira João Pessoa Monteiro São Gonçalo Umbuzeiro Arco Verde Barreiros Cabrobó Correntes Estratégia CFIJ ABCFI BCFIJ BCFIJ BCFIJ CFIJK CFHIJ FIJK CFHIJ BCFIJ CFIJK CFHIJ BCFI CFHIJ FIJK CFIJK FHIJK FHIJK CFHIJ BCFIJ FJK FJK FJK FJK FJK FIJK FJK FJK FIJ FJK FJK FJK FIJK JK FIJ FIJK FJK FIJ FIJ FIJ FIJK FIJ CFHI FHIJK FI FHI FJK DFHI FIJ ZB 5 2 3 3 3 5 6 8 6 3 5 6 3 6 8 5 7 7 6 3 8 8 8 8 8 8 8 8 8 8 8 8 8 8 8 8 8 8 8 8 8 8 6 7 8 7 8 7 8 .

1: Lista de cidades e respectivas zonas bioclimáticas (Fonte: “NBR 15220-3: Zoneamento Bioclimático Brasileiro”) .Tabela A.continuação UF PE PE PE PE PE PE PE PE PE PE PE PE PI PI PI PI PI PI PR PR PR PR PR PR PR PR PR PR PR PR PR PR PR RJ RJ RJ RJ RJ RJ RJ RJ RJ RJ RJ RJ RJ RJ RJ RJ Cidade Fernando de Noronha Floresta Garanhuns Goiana Nazaré da Mata Pesqueira Petrolina Recife São Caetano Surubim Tapera Triunfo Bom Jesus do Piauí Floriano Parnaíba Paulistana Picos Teresina Campo Mourão Castro Curitiba Foz do Iguaçu Guaíra Guarapuava Ivaí Jacarezinho Jaguariaiva Londrina Maringá Palmas Paranaguá Ponta Grossa Rio Negro Angra dos Reis Barra do Itabapoana Cabo Frio Campos Carmo Cordeiro Escola Agrícola Ilha Guaíba Itaperuna Macaé Niterói Nova Friburgo Petrópolis Piraí Rezende Rio de Janeiro Estratégia FIJ FHIK CFI FIJ FIJ FI DFHI FIJ FIJ FIJ FIJ CFHI DFHIJ FHIJK FIJ DFHIJ DFHIJ FHIJK BCFI ABCF ABCF BCFIJ BCFIJ ABCF ABCFI BCFIJ ABCFI BCFI ABCD ABCF BCFIJ ABCFI ABCFI FIJ CFIJ FIJ CFIJ BCFIJ BCFIJ CFIJ FIJ CFIJ CFIJ CFIJ ABCFI BCF BCFIJ BCFIJ FIJ ZB 8 7 5 8 8 8 7 8 8 8 8 6 7 7 8 7 7 7 3 1 1 3 3 1 2 3 2 3 1 1 3 2 2 8 5 8 5 3 3 5 8 5 5 5 2 3 3 3 8 .

Tabela A.1: Lista de cidades e respectivas zonas bioclimáticas (Fonte: “NBR 15220-3: Zoneamento Bioclimático Brasileiro”) .continuação UF RJ RJ RJ RJ RN RN RN RN RN RN RN RN RN RO RS RS RS RS RS RS RS RS RS RS RS RS RS RS RS RS RS SC SC SC SC SC SC SC SC SC SC SC SC SC SE SE SE SP SP Cidade Rio Douro Teresópolis Vassouras Xerém Apodí Ceará Mirim Cruzeta Florania Macaiba Macau Mossoró Natal Nova Cruz Porto Velho Alegrete Bagé Bom Jesus Caxias do Sul Cruz Alta Encruzilhada do Sul Iraí Passo Fundo Pelotas Porto Alegre Rio Grande Santa Maria Santa Vitória do Palmar São Francisco de Paula São Luiz Gonzaga Torres Uruguaiana Araranguá Camboriu Chapecó Florianópolis Indaial Lages Laguna Porto União São Francisco do Sul São Joaquim Urussanga Valões Xanxerê Aracajú Itabaianinha Propriá Andradina Araçatuba Estratégia CFIJ ABCFI BCFIJ CFIJ FIJK FIJ FHIJK FHIJ FIJ FIJ FHIJK FIJ FIJ FIJK ABCFI ABCFI ABCF ABCF ABCFI ABCFI BCFIJ ABCFI ABCFI BCFI BCFI ABCFI ABCFI ABCF ABCFI BCFI ABCFI ABCFI BCFIJ BCFI BCFIJ BCFIJ ABCF ABCFI ABCFI CFIJ ABCF ABCFI ABCFI ABCFI FIJ FIJ FIJK CFHIJ CFIJK ZB 5 2 3 5 8 8 7 7 8 8 7 8 8 8 2 2 1 1 2 2 3 2 2 3 3 2 2 1 2 3 2 2 3 3 3 3 1 2 2 5 1 2 2 2 8 8 8 6 5 .

continuação UF SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP TO TO TO TO Cidade Avaré Bandeirantes Bariri Barra Bonita Campinas Campos do Jordão Casa Grande Catanduva Franca Graminha Ibitinga Iguape Itapeva Jau Juquiá Jurumirim Limeira Limoeiro Mococa Mogi Guaçu (Campininha) Paraguaçu Paulista Pindamonhangaba Pindorama Piracicaba Presidente Prudente Ribeirão das Antas Ribeirão Preto Salto Grande Santos São Carlos São Paulo São Simão Sorocaba Tietê Tremembé Ubatuba Viracopos Votuporanga Paranã Peixe Porto Nacional Taguatinga Estratégia BCFIJ BCFI BCFI BCFI BCFI ABCF ABCFI CFHIJ BCDF BCFI BCFIJ CFIJ ABCFI BCDFI CFIJ BCFI BCDFI BCDFI BCDFI BCFIJ CDFI BCFIJ CDFHI ABCFI CDFHI BCFI BCDFI BCFIJ CFIJ BCDFI BCFI BCDFI BCFI BCFI BCFI BCFIJ BCDFI CDFHI CFHIJ FHIJK FHIJK DFHIJ ZB 3 3 3 3 3 1 2 6 4 3 3 5 2 4 5 3 4 4 4 3 6 3 6 2 6 3 4 3 5 4 3 4 3 3 3 3 4 6 6 7 7 7 .1: Lista de cidades e respectivas zonas bioclimáticas (Fonte: “NBR 15220-3: Zoneamento Bioclimático Brasileiro”) .Tabela A.

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