BENEFÍCIO DE PRESTAÇÃO CONTINUADA O BPC é regido pela Lei nº 8.742, de 07/12/1993, e é regulamentado pelo Decreto nº 6.214, de 26/09/2007.

O BPC é um dos objetivos da Assistência Social previstos na nossa Constituição Federal em seu art. 203, inciso V, conforme transcrevemos a seguir: “Art. 203 A assistência social será prestada a quem dela necessitar, independentemente de contribuição à seguridade social, e tem por objetivos: .................................................... V - a garantia de um salário mínimo de benefício mensal à pessoa portadora de deficiência e ao idoso que comprovem não possuir meios de prover à própria manutenção ou de tê-la provida por sua família, conforme dispuser a lei.” O Benefício de Prestação Continuada integra a proteção social básica no âmbito do Sistema Único de Assistência Social - SUAS, instituído pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, em consonância com o estabelecido pela Política Nacional de Assistência Social – PNAS. O Benefício de Prestação Continuada é constitutivo da PNAS e integrado às demais políticas setoriais, e visa ao enfrentamento da pobreza, à garantia da proteção social, ao provimento de condições para atender contingências sociais e à universalização dos direitos sociais. Compete ao Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, por intermédio da Secretaria Nacional de Assistência Social, a implementação, a coordenação-geral, a regulação, financiamento, o monitoramento e a avaliação da prestação do beneficio, sem prejuízo das iniciativas compartilhadas com Estados, Distrito Federal e Municípios, em consonância com as diretrizes do SUAS e da descentralização político-administrativa, prevista no inciso I do art. 204 da Constituição Federal. O Instituto Nacional do Seguro Social - INSS é o responsável pela operacionalização do Benefício de Prestação Continuada. As ações governamentais na área da assistência social serão realizadas com recursos do orçamento da seguridade social, além de outras fontes, e organizadas com base nas seguintes diretrizes: • descentralização político-administrativa, cabendo a coordenação e as normas gerais à esfera federal e a coordenação e a execução dos respectivos programas às esferas estadual e municipal, bem como a entidades beneficentes e de assistência social; • participação da população, por meio de organizações representativas, na formulação das políticas e no controle das ações em todos os níveis. É facultado aos Estados e ao Distrito Federal vincular a programa de apoio à inclusão e promoção social até 0,5% de sua receita tributária líquida, sendo vedada a aplicação desses recursos no pagamento de: I - despesas com pessoal e encargos sociais; II - serviço da dívida; III - qualquer outra despesa corrente não vinculada diretamente aos investimentos ou ações apoiados. 1. 1. Conceito e requisitos básicos O BPC é um benefício pago no valor de 1 salário mínimo mensal à pessoa com deficiência e ao idoso, com idade de sessenta e cinco anos ou mais, que comprovem não possuir meios para prover a própria manutenção e nem de tê-la provida por sua família. A condição de acolhimento em instituições de longa permanência, como abrigo, hospital ou instituição congênere não prejudica o direito do idoso ou da pessoa com deficiência ao Benefício de Prestação Continuada.

• não possuir meios para prover a própria manutenção e nem de tê-la provida por sua família. 1. 1. basta dividir a renda mensal bruta familiar pelo número de seus integrantes. deverá ser avaliada a existência da deficiência e o seu impacto na limitação do desempenho de atividade e restrição da participação social. compatível com a idade. os requisitos iniciais para iniciar a análise se o indivíduo tem direito ao BPC são: • pessoa com deficiência ou idoso. 1. os filhos e enteados solteiros e os menores tutelados. • pensões. 1. as pessoas que são as consideradas para o cálculo da renda per capita: o requerente. • pensões alimentícias. com idade de sessenta e cinco anos ou mais.3.2. a madrasta ou o padrasto. ou seja. os pais e. se esta for inferior a um quarto do salário mínimo. em interação com diversas barreiras. Reconhecimento do portador deficiência para efeitos de percepção do BCP Se a pessoa portadora de deficiência for uma criança ou adolescente menor de 16 anos de idade. naturalizado ou nato. A renda mensal bruta familiar é a soma dos rendimentos brutos auferidos mensalmente pelos membros da família composta por: • salários. os quais. . o cônjuge. Comprovação da impossibilidade de ter provida a subsistência pelo próprio indivíduo ou sua família Tanto para o idoso como para o deficiente é exigida a comprovação de não possuírem meios para sua manutenção e nem serem mantidos por suas famílias. e de que forma isso acontece? O cálculo é simples. a pessoa tem impedimentos de longo prazo de natureza física. intelectual ou sensorial. • proventos.1. a incapacidade abrange limitação do desempenho de atividade e restrição da participação. seguro-desemprego.2. Resumindo. fica determinado que aquele núcleo familiar não possui condições econômicas de manter o idoso ou deficiente. É considerado impedimento de longo prazo aquele que produza efeitos pelo prazo mínimo de 2 anos. mental. Para haver reconhecimento do direito do portador de deficiência é necessário comprovar que : 1. em correspondência à interação entre a pessoa com deficiência e seu ambiente físico e social. o companheiro. Tipos de rendimentos considerados como renda familiar O último passo é entender quais são as rendas consideradas para o cálculo da renda per capita familiar. podem obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições com as demais pessoas.3. Membros da família considerados para o cálculo Entretanto.3. a companheira.O BPC somente poderá ser pago ao brasileiro. que comprove domicílio e residência no Brasil. na ausência de um deles. • benefícios de previdência pública ou privada. é necessário entender quais membros estão abrangidos pelo conceito de família. com redução efetiva e acentuada da capacidade de inclusão social. 2. desde que vivam sob o mesmo teto. os irmãos solteiros.

• rn : rendimento do membro da família.3. no caso de sua incapacidade para os atos da vida civil. • outros rendimentos do trabalho não assalariado. benefícios e auxílios assistenciais de natureza eventual e temporária. A comprovação da não acumulação poderá ser feita mediante declaração do idoso ou. Se este resultado for inferior a um quarto do salário mínimo o requerente terá direito a receber o BPC.• comissões. 3.5. o qual será devido a mais de um membro da mesma família enquanto forem atendidos os requisitos legalmente exigidos para a sua concessão. • comprovação da impossibilidade de ter provida a subsistência pelo próprio indivíduo ou sua família. bem como a remuneração advinda de contrato de aprendizagem no caso da pessoa com deficiência. • Renda Mensal Vitalícia. Habilitação ao recebimento do BPC Para fazerem jus ao BPC. • e Benefício de Prestação Continuada. do seu curador.3. e 6. 5. • membros da família considerados no cálculo. 2. ressalvados o de assistência médica e a pensão especial de natureza indenizatória. 1. o idoso e o portador de deficiência. Rendimentos não considerados para o cálculo da RMFB Os seguintes rendimentos não serão computados como renda mensal bruta familiar: 1. • os rendimentos considerados e os não considerados para o cálculo da RMBF. • rendimentos do mercado informal ou autônomo. onde n é a quantidade total de familiares do requerente considerado para o cálculo. Rendimentos que podem ser acumulados com o recebimento do BPC A acumulação do benefício com a remuneração advinda do contrato de aprendizagem pela pessoa com deficiência está limitada ao prazo máximo de dois anos.4. O último passo é calcular a Renda Mensal Familiar Bruta per Capita que consiste em dividir RMFB pelo número de familiares considerados para o cálculo. 1. A Renda Mensal Familiar Bruta é resultado do somatório soma dos rendimentos de cada membro integrante do grupo familiar. • rendimentos auferidos do patrimônio. Fórmula para o cálculo da Renda Mensal Familiar Bruta por Pessoa Assim.3. valores oriundos de programas sociais de transferência de renda.3. 4.3. 2. deverão comprovar: HABILITAÇÃO AO BPC IDOSO PORTADOR DE DEFICIÊNCIA Contar com 65 anos de idade ou mais Qualquer idade . • pro-labore. após internalizarmos as informações relativas a: • requisitos básicos do beneficiário do BPC.6. inclusive o seguro-desemprego. pensão especial de natureza indenizatória e benefícios de assistência médica. Rendimentos que não podem ser acumulados com o recebimento do BPC O beneficiário não pode acumular o BPC com qualquer outro benefício no âmbito da Seguridade Social ou de outro regime. rendas de natureza eventual ou sazonal. bolsas de estágio curricular. 1. remuneração da pessoa com deficiência na condição de aprendiz. 1.

quando necessário.Renda mensal bruta familiar. assinada pelo requerente ou seu representante legal. confrontada com os documentos pertinentes. Documentos do requerente a serem apresentados Para fins de identificação da pessoa com deficiência e do idoso e de comprovação da idade do idoso. 2) certidão de casamento. mas não para o requerimento e análise do processo administrativo. Renda familiar mensal per capita: A comprovação da renda familiar mensal per capita será feita mediante Declaração da Composição e Renda Familiar. Inscrição no CPF: A inscrição no Cadastro de Pessoa Física é condição para a concessão do benefício. 2) contracheque de pagamento ou documento expedido pelo empregador. e 2) carteira de identidade ou carteira de trabalho e previdência social. em formulário instituído para este fim. do seu curador. a existência de registro de benefício previdenciário. 2. a existência de benefício ou de renda em nome do requerente ou beneficiário e dos integrantes da família.GPS. mediante consulta a cadastro específico. 4) carteira de identidade. No caso de brasileiro naturalizado. Compete ao INSS e aos órgãos autorizados pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. deverá o requerente apresentar um dos seguintes documentos: 1) certidão de nascimento. Obrigação do servidor do INSS de consultar os sistemas corporativos: O INSS verificará. salvo o de assistência médica e a pensão especial de natureza indenizatória. deverão ser apresentados os seguintes documentos: 1) título declaratório de nacionalidade brasileira. Membro da família sem atividade remunerada: O membro da família sem atividade remune-rada ou que esteja impossibilitado de comprovar sua renda terá sua situação de rendimento informada na Declaração da Composição e Renda Familiar. no caso de Contribuinte Individual. dividida pelo número de seus integrantes. no caso de sua incapacidade para os atos da vida civil. 3) certificado de reservista. ou 4) extrato de pagamento de benefício ou declaração fornecida por outro regime de previdência social público ou previdência social privada. . Documentos referentes aos integrantes da família a serem apresentados Os rendimentos dos componentes da família do requerente deverão ser comprovados median-te a apresentação de um dos seguintes documentos: 1) carteira de trabalho e previdência social com as devidas atualizações.1.* *Comprovação dessa condição poderá ser feita mediante declaração do idoso ou. verificar junto a outras instituições.2. de emprego e renda do requerente ou beneficiário e dos integrantes da família. inclusive o seguro-desemprego. inclusive de previdência. ou 5) carteira de trabalho e previdência social. inferior a 1/4 do salário mínimo Não possuir outro benefício no âmbito da Seguridade Social ou de outro regime. ficando o declarante sujeito às penas previstas em lei no caso de omissão de informação ou declaração falsa. 2. 3) guia da Previdência Social .

CIF. devendo ser assinado pelo requerente ou procurador.4. A existência de formulário próprio não impedirá que seja aceito qualquer requerimento pleiteando o beneficio. e . de pessoas com as quais mantém relação de proximidade. a madrasta ou o padrasto. o INSS ou órgãos responsáveis pelo recebi-mento do requerimento do benefício deverão elucidá-la. na falta deste. com base nos princípios da Classificação Internacional de Funcionalidades. o cônjuge. como referência. Requerente sem endereço formal: Quando o requerente for pessoa em situação de rua deve ser adotado. Na hipótese de não ser o requerente alfabetizado ou de estar impossibilitado para assinar o pedido. neste caso. devendo. tutor ou curador. desde que convivam com o requerente na mesma situação. na ausência de um deles. o conjunto de pessoas composto pelo requerente. Local onde deve ser apresentado o requerimento do BPC O Benefício de Prestação Continuada deverá ser requerido junto às agências da Previdência Social ou aos órgãos autorizados para este fim. sociais e pessoais. Família do requerente sem endereço formal: Será considerado família do requerente em situação de rua. sempre de forma acessível. o endereço do serviço da rede sócio assistencial pelo qual esteja sendo acompanhado. os pais e.Servidor constatando dúvida na veracidade das informações: Havendo dúvida fundada quanto à veracidade das informações prestadas. desde que vivam sob o mesmo teto. A apresentação de documentação incompleta não constitui motivo de recusa liminar do requerimento do benefício. O requerimento será feito em formulário próprio. preferencialmente pelo requerente. ou. será admitida a aposição da impressão digital na presença de funcionário do órgão recebedor do requerimento. estabelecida por Resolução da Organização Mundial da Saúde. ser relacionadas na Declaração da Composição e Renda Familiar. O exame da deficiência e do grau de impedimento será realizada por meio de avaliação social e médica. adotando as providências pertinentes. A primeira leva em conta os fatores ambientais. juntamente com os documentos necessários.3.1. INSS. Os formulários utilizados para o requerimento do benefício serão disponibilizados pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. Requisitos do requerimento do BPC A habilitação ao benefício dependerá da apresentação de requerimento. órgãos autorizados ou direta-mente em meios eletrônicos oficiais. Incapacidade e Saúde . Pessoa portadora de deficiência A concessão do benefício à pessoa com deficiência ficará sujeita à avaliação da deficiência e do grau de impedimento. os irmãos solteiros. 2. enquanto a segunda considera as deficiências nas funções e nas estruturas do corpo. o companheiro. a companheira. 2. os filhos e enteados solteiros e os menores tutelados. 3. Sendo que relação de proximidade é aquela que se estabelece entre o requerente em situação de rua e as pessoas indicadas pelo próprio requerente como pertencentes ao seu ciclo de convívio que podem facilmente localizá-lo. desde que nele constem os dados imprescindíveis ao seu processa-mento. Concessão do BPC 3.

A avaliação da deficiência e do grau de impedimento tem por objetivo comprovar a existência de impedimentos de longo prazo de natureza física. a viagem deste deverá ser autorizada pelo INSS. segundo suas especificidades. respectivamente. O valor do Benefício de Prestação Continuada concedido a idoso não será computado no cálculo da renda mensal bruta familiar bruta. 3. pelo serviço social e pela perícia médica do INSS. . Caso o requerente ou beneficiário necessite de acompanhante. Caso o requerente ou beneficiário esteja impossibilitado de se apresentar no local de realização da avaliação da deficiência e do grau de impedimento de longo prazo de natureza física. O Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome e o INSS têm a obrigação de garantir as condições necessárias para a realização da avaliação social e da avaliação médica para fins de acesso ao Benefício de Prestação Continuada. decorrente da interação desses impedimentos com barreiras diversas. 3. para fins de concessão do Benefício de Pres-tação Continuada a outro idoso da mesma família. devendo o INSS realizar o pagamento das despesas de transporte e diárias com recursos oriundos do Fundo Nacional de Assistência Social. intelectual ou sensorial. mas exista a possibilidade de que se estendam por longo prazo. fica assegurado o seu encaminhamento ao município mais pró-ximo que contar com tal estrutura. As avaliações social e médica serão realizadas.ambas conside-ram a limitação do desempenho de atividades e a restrição da participação social. por meio de instrumentos desenvolvidos especificamente para este fim. mental.2. Nessa situação esses beneficiários deverão ser prioritariamente submetidos a novas avaliações social e médica. mental. O benefício poderá ser concedido nos casos em que não seja possível prever a duração dos referidos impedimentos. O valor da diária paga ao requerente ou beneficiário e seu acompanhante será igual ao valor da diária concedida aos beneficiários do Regime Geral de Previdência Social. Pagamento de despesas de transporte e diárias: Na hipótese de não existirem serviços pertinentes para avaliação da deficiência e do grau de impedimento no município de residência do requerente ou beneficiário. a cada 2 anos. intelectual ou sensorial e aferir o grau de restrição para a participação plena e efetiva da pessoa com deficiência na sociedade.3. Interdição judicial do requerente A concessão do Benefício de Prestação Continuada independe da interdição judicial do idoso ou da pessoa com deficiência. que arcará com as despesas transporte e diárias deste último. os profissionais deverão deslocar-se até o interessado. instituídos por ato conjunto do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome e do INSS. O BPC pode ser recebido por mais de um membro da família O Benefício de Prestação Continuada poderá ser pago a mais de um membro da mesma família desde que atendidos os requisitos legalmente exigidos para a sua concessão.

4. O benefício será pago diretamente ao beneficiário ou ao procurador. não constituem motivo de suspensão ou cessação do benefício da pessoa com deficiência. Antecipação do Pagamento: Os pagamentos dos benefícios de prestação continuada não poderão ser antecipados. Recebimento de renda A fruição de qualquer benefício no âmbito da Seguridade Social ou de outro regime. serão aplicados os mesmos critérios adotados pela legislação previdenciária. O procurador. o INSS poderá. a sua admissão em emprego ou a percepção de renda de qualquer natureza. Pagamento do BPC ao procurador: O instrumento de procuração poderá ser outor-gado em formulário próprio do INSS. Observações relevantes sobre o pagamento do BPC Não sofre qualquer desconto: O BPC não está sujeito a desconto de qualquer contribuição e não gera direito ao pagamento de abono anual. 3. na forma da lei civil. mediante comprovação do motivo da ausência do beneficiário.5. reconhecidos por ato do Governo Federal. nos casos de estado de calamidade pública decorrente de desastres naturais. o valor do resíduo não recebido em vida pelo beneficiário será pago aos seus herdeiros ou sucessores. Prazo para o início do recebimento do BPC O Benefício de Prestação Continuada deverá o seu pagamento ser efetuado em até 45 dias após cumpridas as exigências. e sua validade deverá ser renovada a cada 12 meses. mediante opção dos beneficiários. Alteração de dados cadastrais O beneficiário. nas localidades onde não houver estabelecimento bancário. excetuados os temporários. Fatos que não suspendem o pagamento do benefício: O desenvolvimento das capacidades cognitivas. neste caso. O INSS tem a obrigação de emitir e enviar ao requerente o aviso de concessão ou de indeferimento do benefício. nos termos de ato do Ministro de Estado da Previdência Social. não gerando direito à pensão por morte aos herdeiros ou sucessores. Entretanto. n o valor correspondente a uma renda mensal do benefício devido. Pagamento do BPC: O benefício será pago pela rede bancária autorizada e. antecipar aos beneficiários domiciliados nos respectivos municípios. enquanto perdurar o estado de calamidade. Excepcionalmente.3. Intransferível: O BPC é intransferível. dentre outras. o pagamento será efetuado por órgãos autorizados pelo INSS. e.4. tutor ou curador. ou seu representante legal. endereço e estado civil.6. deve informar ao INSS alterações dos dados cadastrais correspondentes à mudança de nome. Para fins de atualização dos valores pagos em atraso. o dos benefícios de prestação continuada previdenciária e assistencial. com indicação do motivo. motoras ou educacionais e a realização de atividades não remuneradas de habilitação e reabilitação. tutor ou . 3.

por escrito que cancela a procuração existente. O perío-do mencionado poderá ser prorrogado por iguais períodos. na sua falta.curador do beneficiário deverá firmar. desde que comprovado o andamento do processo legal de tutela ou curatela. 5) por interdição de uma das partes. tutor ou curador. exceto se assistido ou emancipado após os dezesseis anos. 3) pela expiração do prazo fixado ou pelo cumprimento ou extinção da finalidade outorgada. O tutor ou . principalmente o óbito do outorgante. que pode ser mandatário. pois aos menores se aplicam as regras gerais previstas no Código Civil relativas às obrigações contraídas elos mesmos. sob pena de incorrer nas sanções criminais e civis cabíveis. declarando. Perda de validade da procuração: A procuração perderá a validade ou eficácia nos seguintes casos: 1) quando o outorgante passar a receber pessoalmente o benefício. Não podem outorgar procuração: o menor de dezoito anos. e o incapaz para os atos da vida civil que deverá ser representado por seu representante legal. Beneficio devido ao beneficiário incapaz: será pago ao cônjuge. subsidiariamente. e por período não superior a seis meses. 2) quando for constituído novo procurador. o instrumento de procuração coletiva. mediante termo de compromisso firmado no ato do recebimento. Procurador com mais de uma procuração: é aceita a constituição de procurador com mais de um instrumento de procuração. ou 6) por renúncia do procurador. o pagamento a herdeiro necessário. desde que por escrito. sendo admitido também. 4) por morte do outorgante ou do procurador. mas o mandante não tem ação contra ele. ressalvado o maior de dezesseis e menor de dezoito anos não emancipado. tutela ou curatela. neste último caso. o Código Civil. poderão recusá-los. tutor ou curador. mãe. Transferência do beneficiário para outra localidade: o procurador fica obrigado a apresentar novo instrumento de mandato na localidade de destino. Existência de indícios de inidoneidade relativa à procuração ou ao procurador: O INSS ou qualquer um dos órgãos autorizados pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. perante o INSS ou outros órgãos autorizados pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome termo de responsabilidade mediante o qual se comprometa a comunicar qualquer evento que possa anular a procuração. sem prejuízo das providências que se fizerem necessá-rias para a apuração da responsabilidade e aplicação das sanções criminais e civis cabíveis. Nas demais disposições relativas à procuração deverá ser observado. salvo se parentes do beneficiário até o segundo grau e o incapaz para os atos da vida civil. pai. admitindo-se. nos casos de beneficiários representados por parentes de primeiro grau e nos casos de beneficiários representados por dirigentes de instituições nas quais se encontrem acolhidos. Pessoas impedidas de ser procuradores: Não poderão ser procuradores o servidor público civil e o militar em atividade.

Competências do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome O Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. sociais. genético ou de afinidade. em articulação com o Distrito Federal. como critério de habilitação dos municípios e Distrito Federal a um nível de gestão mais elevado no âmbito do SUAS. bem como de acompanhamento de seus beneficiários. socioculturais para suprir as necessidades de subsistência. motoras ou educacionais e a realização de atividades não remuneradas de habilitação e reabilitação. . desenvolver capacidades e talentos para a convivência familiar e comunitária. socieducativas. nesta hipótese.CadÚnico. não constituem motivo constitui motivo para o indeferimento do benefício. no que couber. previsto no Decreto no 6. Municípios e. O acompanhamento do beneficiário e de sua família visa a favorecer-lhes a obtenção de aquisições materiais. no prazo de 30 dias. O desenvolvimento das capacidades cognitivas. 3) manter e coordenar o Programa Nacional de Monitoramento e Avaliação do Benefício de Prestação Continuada. 6. Do indeferimento do benefício caberá recurso à Junta de Recursos do Conselho de Recursos da Previdência Social. com produção de dados e análise de resultados do impacto do BPC na vida dos beneficiários. Gestão O Sistema Único de Assistência Social – SUAS tem como garantias: • o acompanhamento do beneficiário e de sua família. por intermédio da Secretaria Nacional da Assistência Social. obrigatoriamente. 2) considerar a participação dos órgãos gestores de assistência social nas ações de monitoramento e avaliação do BPC.1. a contar do recebimento da comunica-ção. a procuração será outorgada mediante instrumento público. 6. com os Estados. 5.135. conjugal. visando a inseri-los nos programas e serviços da assistência social e demais políticas. e • a inserção destes à rede de serviços socioassistenciais e de outras políticas setoriais. tem como competências: 1) acompanhar os beneficiários do BPC no âmbito do SUAS. A procuração não isenta o tutor ou curador da condição original de mandatário titular da tutela ou curatela. que tem a finalidade de acompanhar o beneficiário e sua família e subsidiar o processo de reavaliação bienal do benefício. dentre outras. Indeferimento do BPC O não atendimento das exigências legais pelo requerente ensejará o indeferimento do benefício. o protagonismo e a autonomia. Os beneficiários e suas famílias deverão ser cadastrados no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal .curador poderá outorgar procuração a terceiro com poderes para receber o benefício e. de 26 de junho de 2007. O acompanhamento deverá abranger as pessoas que vivem sob o mesmo teto com o beneficiário e que com este mantém vínculo parental.

suspensão. monitoramento e avaliação do BPC. cessação. gerando relatórios gerenciais e subsidiando a atuação dos demais órgãos no acompanhamento do beneficiário e na defesa de seus direitos. operacionalização. 3) realizar a avaliação médica e social da pessoa com deficiência. 5) descentralizar recursos do orçamento do Fundo Nacional de Assistência Social ao INSS para as despesas de pagamento. suspender ou fazer cessar o benefício. do Distrito Federal e dos Municípios. cessação. sistemas de informação. 6. concessão. ressarci-mento e revisão do BPC. promover ações que assegurem a articulação do BPC com os programas voltados ao idoso e à inclusão da pessoa com deficiência. formulários e modelos de documentos necessários à operacionalização do BPC. instruir e encaminhar os processos à Junta de Recursos. 7) articular políticas intersetoriais. visando à facilidade de acesso e bem-estar dos usuários desses serviços. ressarcimento e revisão do beneficio. 6) analisar defesas. desenvolver ações necessárias ao ressarcimen-to do benefício e participar de seu monitoramento e avaliação. atuar nas contestações. 7) efetuar o repasse de recursos para pagamento do benefício junto à rede bancária autorizada ou entidade conveniada.2. operacionalização. 9) submeter à apreciação prévia do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome quaisquer atos em matéria de regulação e procedimentos técnicos e administrativos que repercutam no reconhecimento do direito ao acesso. manter. conceder. revisar. 2) verificar o registro de benefícios previdenciários e de emprego e renda em nome do requerente ou beneficiário e dos integrantes do grupo familiar. manutenção e pagamento do BPC. manutenção e revisão dos benefícios. intergovernamentais e interinstitucionais que afiancem a completude de atenção às pessoas com deficiência e aos idosos. de acordo com as normas a serem disciplinadas em atos específicos. receber recursos pelo indeferimento e suspensão do benefício. 8) participar juntamente com o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome da instituição de sistema de informação e alimentação de bancos de dados sobre a concessão. na operacionalização do BPC: 1) receber os requerimentos. 4) realizar o pagamento de transporte e diária do requerente ou beneficiários e seu acompanhante.4) destinar recursos do Fundo Nacional de Assistência Social para pagamento. com vistas ao aperfeiçoamento da gestão do BPC. monitora-mento e avaliação do BPC. com recursos oriundos do FNAS. informatização. e no acompanhamento de seus beneficiários. gestão. e 8) atuar junto a outros órgãos. indeferi-mento. nas três esferas de governo. Compete aos órgãos gestores da assistência social dos Estados. pesquisa. Competências do INSS Compete ao INSS. suspensão. . e 11) apresentar ao Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome relatórios periódicos das atividades desenvolvidas na operacionalização do BPC na execu-ção orçamentária e financeira dos recursos descentralizados. 5) realizar comunicações sobre marcação de perícia médica. indeferimento. manutenção. em conjunto com o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. 10) instituir. 6) fornecer subsídios para a formação de profissionais envolvidos nos processos de concessão.

6) a organização e manutenção de um sistema de informações sobre o BPC. A defesa dos direitos e o controle social O Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome tem o dever de articular os Conselhos de Assistência Social. O monitoramento e a avaliação do BPC O Programa Nacional de Monitoramento e Avaliação do BPC da Assistência Social. com vistas ao planejamento. desenvolvimento e avaliação das ações. morbidade.1. ouvido o INSS. os Estados. estratificada a partir das características do ciclo de vida do requerente. sua família e da região onde vive. por intermédio da Secretaria Nacional de Assistência Social. passando o processo de reavaliação a integrar o Programa Nacional de Monitoramento e Avaliação do BPC. da Criança e do Ado-lescente e da Saúde para que desenvolvam o controle e a defesa dos direitos dos beneficiários do BPC. baseado em um conjunto de indicadores e de seus respectivos índices. do Idoso. A reavaliação do benefício será feita na forma disciplinada em ato conjunto específico do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome e do Ministério da Previdência Social. O BPC deverá ser revisto a cada 2 anos. da Pessoa com Deficiência.7. nos quais se inclui a tipologia das famílias dos beneficiários e das instituições em que eventualmente viva ou conviva. 4) a instituição e manutenção de banco de dados sobre os processos desenvolvidos pelos gestores dos estados. para avaliação da continuidade das condições que lhe deram origem. 3) o desenvolvimento de estudos intersetoriais que caracterizem comportamentos da população beneficiária por análises geo-demográficas. em parceria com o INSS. o Distrito Federal e os Municípios. Denúncia sobre irregularidades . 5) a promoção de estudos e pesquisas sobre os critérios de acesso. compreende: 1) o monitoramento da incidência dos beneficiários e dos requerentes por município bra-sileiro e no Distrito Federal. 2) o tratamento do conjunto dos beneficiários como uma população com graus de risco e vulnerabilidade social variados. implementação do BPC e impacto do benefício na redução da pobreza e das desigualdades sociais. As despesas decorrentes da implementação do Programa correrão à conta das dotações orçamentárias consignadas anualmente ao Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. O Programa Nacional de Monitoramento e Avaliação do BPC. índices de mortalidade. e 7) a realização de estudos longitudinais dos beneficiários do BPC. será mantido e coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. entre outros. 8. do Distrito Federal e dos municípios para inclusão do beneficiário ao SUAS e demais políticas setoriais. como parte da dinâmica do SUAS. 8.

para oferecer defesa. independentemente de outras penalidades legais. notificado o beneficiário. o benefício será cessado. Na impossibilidade de notificação do beneficiário por via postal com aviso de recebimento. comunicando-se a deci-são ao interessado. Prática de infração penal quanto à concessão ou manutenção do BPC Constatada a prática de infração penal decorrente da concessão ou da manutenção do BPC. Esgotados os prazos sem manifestação do interessado ou não sendo a defesa acolhida. deverá ser efetuada notificação por edital e concedido o prazo de 15 dias. especialmente os Conselhos de Direitos.Qualquer pessoa física ou jurídica de direito público ou privado. contado a partir do primeiro dia útil seguinte ao dia da publicação. mediante notificação por via postal com aviso de recebimento. 8. 9. para apresentação de defesa. é parte legítima para provocar a iniciativa das autoridades do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. do Ministério Público e órgãos de controle social. será suspenso o pagamento do benefício e. quando for o caso. Suspensão do BPC O BPC será suspenso se identificada qualquer irregularidade na sua concessão ou manutenção.2. ou caso não seja o recurso provido. Denúncia a restrições ao usufruto do BPC Qualquer restrição ao usufruto do BPC mediante retenção de cartão magnético ou qualquer outra medida congênere praticada por terceiro será objeto das medidas cabíveis. Nessas situações previstas será concedido ao interessado o prazo de 10 dias. o INSS aplicará os procedimentos cabíveis. observadas as atribuições de cada órgão e em conformidade com as disposições específicas de cada Pasta. inclusive na condição de . provas ou documentos de que dispuser. provas ou documentos pelo interessado. os Conselhos de Assistência Social e as Organizações Representativas de pessoas com deficiência e de idosos. 8. será aberto o prazo de 30 dias para interposição de recurso à Junta de Recursos do Conselho de Recursos da Previdência Social. do INSS. Decorrido o prazo concedido para interposição de recurso sem manifestação do beneficiário. do Ministério da Previdência Social. ou se verificada a não continuidade das condições que deram origem ao benefí-cio. Qualquer cidadão que observar irregularidade ou falha na prestação de serviço referente ao BPC poderá comunicá-las às Ouvidorias do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome e do Ministério da Previdência Social. fornecendo-lhes informações sobre irregularidades relativas a aplicação da legislação que rege o BPC.3. O edital deverá ser publicado em jornal de grande circulação na localidade do domicílio do beneficiário. Suspensão em caráter especial: O BPC será suspenso em caráter especial quando a pessoa com deficiência exercer atividade remunerada.

não impede nova concessão do benefício desde que atendidos os requisitos exigidos legalmente. o INSS deverá. conforme o caso. quando requerido após 90 dias. respeitado o prazo para a reavaliação bienal. sem prejuízo da aplicação de outras medidas legais. ou • a partir da data do protocolo do requerimento. e. Restabelecimento do BPC O benefício será restabelecido: • a partir do dia imediatamente posterior. da cessação do contrato de trabalho. 11. adotar as providências necessárias à restituição do valor do benefício pago indevidamente. c) caso de morte presumida ou de ausência do beneficiário. da última competência de contribuição previdenciária recolhida como contribuinte individual ou do en-cerramento do prazo de pagamento do seguro-desemprego. b) em caso de morte do beneficiário. . O pagamento do benefício suspenso nesse caso será restabelecido mediante requerimento do interessado que comprove a extinção da relação trabalhista ou da atividade empreendedora. da cessação do contrato de trabalho. declarada em juízo. da última competência de contribuição previdenciária recolhida como contribuinte individual ou do encerramento do prazo de pagamento do segurodesemprego. ou d) em caso de constatação de irregularidade na sua concessão ou manutenção. o encerramento do prazo de pagamento do seguro-desemprego. a partir do dia do reinício do pagamento do benefício O restabelecimento do pagamento do benefício prescinde de nova avaliação da deficiência e do grau de impedimento. o prazo para a reavaliação bienal do benefício será suspenso. se for o caso. No caso de restabelecimento do benefício. conforme o caso. sem que tenha o beneficiário adquirido direito a qualquer benefício no âmbito da Previdência Social.microempreendedor individual. voltando a correr. mediante comprovação da relação trabalhista ou da atividade empreendedora. Em caso de falta de comunicação desses fatos ou em caso de prática. A cessação do BPC concedido à pessoa com deficiência. fraude ou má-fé. pelo beneficiário ou terceiros. 10. A pessoa com deficiência contratada na condição de aprendiz terá seu benefício suspenso somente após o período de dois anos de recebimento concomitante da remuneração e do benefício. Cessação do BPC O pagamento do benefício cessa: a) no momento em que forem superadas as condições que lhe deram origem. de ato com dolo. inclusive em razão do seu ingresso no mercado de trabalho. O beneficiário ou seus familiares são obrigados a informar ao INSS a ocorrência das três primeiras situações arroladas anteriormente. quando for o caso.

Pagamento consignado: Na hipótese de o beneficiário permanecer com direito ao recebimen-to do BPC ou estar em usufruto de outro benefício previdenciário regularmente concedido pelo INSS. atualizado. no prazo de 60 dias contados da data da notificação. poderá devolver o valor indevido de forma parcelada. Destinação do ressarcimento: O valor ressarcido será repassado pelo INSS ao Fundo Nacional de Assistência Social. em tantas parcelas quantas forem necessárias à liquidação do débito de valor equivalente a 30% do valor do benefício em manutenção. e deverá ser restituído. Operacionalização da suspensão e cessação do BPC: O Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome e o INSS disporão sobre a operacionalização da suspensão e ces-sação do BPC. sob pena de inscrição em Dívida Ativa e cobrança judicial. o INSS tomará providências para inclusão do débito em Dívida Ativa. ou mediante acordo de parcelamento. Vencido o prazo de 60 dias. Vedação a consignação de débitos previdenciários em BPC: Em nenhuma hipótese serão consignados débitos originários de benefícios previdenciários em BPC. . Restituição em parcela única: A restituição do valor devido deverá ser feita em única parcela. ressalvado o pagamento em consignação mencionado anteriormente.Correção do dos valores indevidamente pagos: O montante indevidamente pago será corri-gido pelo mesmo índice utilizado para a atualização mensal dos salários de contribuição utili-zados para apuração dos benefícios do Regime Geral de Previdência Social. em até 60 meses.

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