P. 1
Apostila de Direito Do or CDC

Apostila de Direito Do or CDC

|Views: 591|Likes:
Publicado porRudini Rodarte

More info:

Published by: Rudini Rodarte on Jan 18, 2012
Direitos Autorais:Attribution Non-commercial

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as PDF, TXT or read online from Scribd
See more
See less

03/27/2014

pdf

text

original

DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS

1. INTRODUÇÃO AO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR 2. FUNDAMENTOS CONSTITUCIONAIS DO CDC 3. CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR: NORMAS DE ORDEM PÚBLICA E INTERESSE SOCIAL 4. PRINCÍPIOS CONTRATUAIS DO DIREITO DO CONSUMIDOR 5. RELAÇÃO JURÍDICA DE CONSUMO 5.1 O conceito de consumidor 6. CONCEITO DE FORNECEDOR 7. OBJETO DA RELAÇÃO DE CONSUMO: PRODUTOS E SERVIÇOS 8. RESPONSABILIDADE CIVIL NO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR 9. PRESCRIÇÃO E DECADÊNCIA NO DIREITO DO CONSUMIDOR 10. DESCONSIDERAÇÃO DA PERSONALIDADE JURÍDICA 11. OFERTA 12. PUBLICIDADE 13. PRÁTICAS ABUSIVAS 14. COBRANÇA DE DÍVIDAS 15. BANCO DE DADOS DE FORNECEDORES 16. PROTEÇÃO CONTRATUAL 17. CLAUSULAS ABUSIVAS 18. AÇÕES COLETIVAS PARA DEFESA DE INTERESSES INDIVIDUAIS HOMOGENEOS 19. DAS AÇÕES DE RESPONSABILIDADE DO FORNECEDOR DE PRODUTOS E SERVIÇOS 20. Lei nº 8.078, de 11 de setembro DE 1990. 21. Decreto no 2.181, de 20 de março de 1997. 22. Decreto no 5.903, de 20 de setembro de 2006. 23. Decreto no 6.523, de 31 de julho de 2008. 24. Lei federal n.º 7.347, de 24 de julho de 1985. 25. Lei federal no 10.962, de 11 de outubro de 2004. 26. Lei Distrital no 1.418, de 11 de abril de 1997. 27. Lei Distrital no 2.547, de 12 de maio de 2000. 28. Lei Distrital no 2.656, de 28 de dezembro de 2000. 29. Lei Distrital no 2.810, de 29 de outubro de 2001. 30.Lei Distrital no 3.278, de 31 de dezembro de 2003 31. Lei Distrital no 3.683, de 13 de outubro de 2005. 32. Lei Distrital no 3.941, de 2 de janeiro de 2007. 33. Lei Distrital no 4.029, de 16 de outubro de 2007. 34. Lei Distrital no 4.083, de 4 de janeiro de 2008. 35. Lei Distrital no 4.111, de 26 de março de 2008. 36 Lei Distrital no 4.225, de 24 de outubro de 2008. 37. Lei Distrital no 4.277, de 19 de dezembro de 2008.

1
Profa. Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail.com

DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS
38. Lei Distrital no 4.309, de 9 de fevereiro de 2009. 39. Lei Distrital no 4.311, de 9 de fevereiro de 2009.

2
Profa. Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail.com

DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS
1. INTRODUÇÃO AO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR

O Código de Defesa do Consumidor surgiu de uma série de movimentos históricos de grande repercussão social e econômica. A começar pela Revolução Francesa que foi o mote para o Estado liberal, possibilitando à burguesia a ampliação de suas atividades, obstaculizada pelas dificuldades de circulação da riqueza em razão do regime absolutista até então vigente. Os ideais do Estado liberal logo se espalharam por outros países, levando consigo a ordem da não-intervenção estatal nos negócios privados permitindo-se que estes fluíssem livremente segundo as regras de mercado. O fenômeno que mais ilustra esse período foi a Revolução Industrial, onde surgiram as grandes corporações com produção mecanizada em larga escala que se valiam da exploração de uma grande massa de trabalhadores. Todavia, em razão dessa exploração em massa de trabalhadores, tornou-se necessária uma maior intervenção do Estado nas questões sociais e econômicas. No Brasil o fenômeno foi bastante semelhante. A partir de 1934, as constituições, além das regras de regência do Estado Brasileiro, passaram a dispor de forma mais detalhada sobre a ordem social e econômica. É imperioso destacar que, antes da década de 30 a maioria da população do país vivia em áreas rurais. As relações de consumo eram travadas com uma maior proximidade e pessoalidade entre consumidor e fornecedor, sendo este último, geralmente, um comerciante ou o empresário de pequeno porte; o processo de fabricação de produtos era basicamente artesanal. Todavia, a partir da década de 30 houve uma grande migração para os centros urbanos. O desenvolvimento de nossos centros urbanos, através da proliferação de indústrias e de maior oferta de serviços nas regiões metropolitanas deu origem a grandes pólos de concentração populacional, reduzindo aquela proximidade entre fornecedor e consumidor. As atividades dos pequenos comerciantes ou empresários logo foram absorvidas pelas grandes companhias que passaram a produzir produtos em série e em larga escala. A relação de consumo passou a ter maior complexidade, tornando-se impessoal e indireta. Desta feita com o crescimento do poderio econômico de grandes empresas, a sofisticação dos produtos e serviços e os riscos à saúde e à segurança que estes produtos eventualmente poderiam causar, a relação de consumo passou a representar um vínculo jurídico marcado essencialmente pelo desequilíbrio entre consumidor e fornecedor. Diante disso, a tendência foi implantar regras que abrandassem esse desequilíbrio que a norma à época, o Código Civil de 1916, não conseguia abrandar. Ao longo do século XX vários diplomas normativos foram criados, revelando a crescente preocupação do Brasil com a defesa do consumidor, embora não tratassem especificamente sobre o tema. Dentre os diplomas, pode-se destacar o Decreto 22.626/33 (lei da usura), a Lei 1.621/51 (lei dos crimes contra a economia popular), a Lei 4.137/62 (lei da repressão ao abuso do poder econômico), a Lei n.º 7.347/85 (lei da ação civil pública) e a Lei 7.492/86 (lei dos crimes contra o sistema financeiro nacional). O legislador constitucional de 1988, ciente de que as normas até então vigentes não se mostravam totalmente eficazes para eliminar as desigualdades existentes nas relações de consumo, fez inserir no texto da Carta Magna alguns dispositivos de conteúdo programático que assegurassem um tratamento mais direto ao tema.

2. FUNDAMENTOS CONSTITUCIONAIS DO CDC A Constituição Federal traz referências sobre o direito do consumidor, vejamos:

Art. 5º, XXXII - o Estado promoverá, na forma da lei, a defesa do consumidor;

Art. 24. Compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente sobre: (...) V - produção e consumo (...) VIII - responsabilidade por dano ao meio ambiente, ao consumidor, a bens e direitos de valor artístico, estético, histórico, turístico e paisagístico;

3
Profa. Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail.com

dentro de cento e vinte dias da promulgação da Constituição. tem por fim assegurar a todos existência digna.. revela que os preceitos contidos no código não buscam o acirramento de eventuais conflitos entre a classe fornecedora e a classe consumidora.1990. ainda que o consumidor esteja plenamente informado. que refletem um acentuado intervencionismo estatal sobre a relação de consumo. 1º do CDC assim dispõe: O presente código estabelece normas de proteção e defesa do consumidor.09. Já o entendimento de que o CDC contém normas de interesse social.DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS Art. quase dois anos após a entrada em vigor da Constituição Federal. onde sobrelevam os interesses particulares.. as normas contidas no CDC são normas tidas como de ORDEM PÚBLICA e de INTERESSE SOCIAL. 48 da ADCT – Atos das disposições Constitucionais Transitórias determinou que “o Congresso Nacional. de modo que é possível que cada Estado.defesa do consumidor. 48 de suas Disposições Transitórias. inciso XXXII. nos termos do art. 5°.) V . por tal competência cabe à União a edição de normas gerais. mas tal fato não acarretou nenhum vício formal naquele diploma legislativo. observados os seguintes princípios: (. de ordem pública e interesse social. Desta feita. e. Todavia. em atendimento às suas peculiaridades regionais. ou seja. é uma norma destinada essencialmente a regular relações privadas. Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail.com . Diante disso. Normas de ordem pública são aquelas que são consideradas cogentes. ciente e de acordo com a inserção de uma cláusula contratual que se enquadre em alguma vedação legal e aceite abrir mão dos direitos que o CDC lhe assegura. da Constituição Federal e art. imperativas e inderrogáveis. a vontade por ele manifestada não terá qualquer valor jurídico. mas sim visam à harmonização de seus 4 Profa. As normas do CDC abrandam o princípio da autonomia da vontade. É importante destacar que o art. como fornecedor ou consumidor. 24.  ATENÇÃO: Apesar do Direito do Consumidor regular. elaborará código de defesa do consumidor”. O Código de Defesa do Consumidor pertence ao ramo do Direito Privado. desde que o consumidor suscite essa questão em juízo. nos termos dos arts. editarem leis específicas sobre relações de consumo. É possível se concluir pelos dispositivos acima que a Constituição determina ao Estado que tome e elabore medidas necessárias à garantida da defesa do consumidor. 170. o Congresso Nacional elaborou o CDC que foi promulgado em 11. o Distrito Federal e os municípios utilizando-se de sua competência suplementar. as relações privadas é possível a aplicação do CDC às relações em que o Estado participe de uma relação de consumo. CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR: NORMAS DE ORDEM PÚBLICA E INTERESSE SOCIAL O art. 3. A ordem econômica. fundada na valorização do trabalho humano e na livre iniciativa. 170. tanto que as cláusulas que infringem o contido no CDC podem ser declaradas nulas de ofício pelo Poder Judiciário. conforme os ditames da justiça social. via de regra. inciso V.  TOME NOTA: a União possui competência concorrente para editar normas sobre consumo.

com . relatividade e da boa-fé. II a IX. 4. que por sua vez rege-se por alguns princípios elencados tradicionalmente em cinco: autonomia da vontade. visando o adequado atendimento de suas necessidades materiais e econômicas. constituindo em prática abusiva a sua recusa.2 Obrigatoriedade A obrigatoriedade decorre da expressão “pacta sunt servanda” – o pactuado deve ser cumprido -. É comum falar-se em responsabilidade pré-contratual e responsabilidade pós-contratual. 17 do CDC em que se tem. obrigatoriedade. onde e o quê contratar). PRINCÍPIOS CONTRATUAIS DO DIREITO DO CONSUMIDOR A principal fonte do direito do consumidor foi. É possível ao consumidor escolher qual contrato de adesão lhe afigure mais interessante. em razão do interesse social. as 5 Profa. o contrato se aperfeiçoa no momento em que o vendedor aceita o preço oferecido. de modo a proporcionar segurança ao pacto. por exemplo.3 Relatividade De acordo com tal princípio. o CDC ao mesmo tempo em que prevê diversos mecanismos de proteção ao consumidor. onde o consumidor não tem possibilidade de discutir cláusulas. do fechamento do negócio de consumo. 4.1 autonomia da vontade Tal princípio parte da premissa de que todos têm plena liberdade para contratar (estabelecer quando. Veja-se por exemplo que num contrato de compra e venda. como. não lhe cabendo qualquer margem de liberdade para avaliar a conveniência. De acordo com o CDC o princípio do consensualismo vigora com grande força. mas também durante as etapas que antecedem a sua celebração. 4. 39. também procurar garantir o desenvolvimento das atividades dos fornecedores em geral. não interferindo na situação jurídica de terceiros. como ocorre no caso do consumidor por equiparação. existem situações que abrandam tal princípio. 4. restringindo o princípio da autonomia da vontade. também causa danos a outras pessoas que nada contrataram com a empresa de avião.5 A boa-fé Pelo princípio da boa-fé as partes devem formar o contrato com boas intenções. conforme previsto no art.DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS respectivos interesses. com a preservação da integridade dos bens e direitos de cada parte. Tais pessoas serão consideradas consumidoras por equiparação. deve-se atentar para o fato de que é possível a modificação ou a revisão dos contratos.4 Consensualismo O princípio do consensualismo parte da premissa de que o contrato se aperfeiçoa com simples acordo de vontades (consenso) entre as partes. independentemente da entrega da coisa. em razão da existência de cláusulas abusivas ou de situações que onerem sobremaneira uma das partes do contrato. uma vez que celebrado o contrato. determina que o fornecedor poderá ser compelido a concretizar as vendas. não podendo uma delas. devem as partes cumpri-lo fielmente. A boa-fé deve nortear a conduta das partes não somente ao longo da execução do contrato. Assim. Ressalte-se que. os efeitos do contrato só se produzem em relação às partes que a ela aderirem. um acidente de avião em que além de causar danos aos passageiros. 4. Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail. o CDC no seu art. nivelando os desequilíbrios e as desigualdades que normalmente caracterizam as relações jurídicas dessa natureza. No entanto. Todavia. o contrato. livremente. sem dúvida. Ressalte-se que. eis que não são necessárias maiores formalidades para a formação dos contratos. é livre a este contratar ou não. se eximir das obrigações contratadas. ou não. 4. Mesmo quando se está diante de contratos de adesão. consensualismo.

DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS partes devem agir de forma correta antes. Atualmente. Por tal princípio parte-se da premissa de que o consumidor é a parte mais fraca da relação de consumo.6. III do código. reveladora da vulnerabilidade do consumidor. A fragilidade do consumidor é presumida mesmo que ele seja dotado de excelente nível cultural ou de elevados conhecimentos técnicos. Trata-se de consectário lógico do princípio da vulnerabilidade do consumidor.6. O princípio da transparência está atrelado ao dever do fornecedor de prestar informações. Deve-se procurar ao máximo manter o contrato firmado pelas partes. Essa condição econômica avantajada permitirá ao fornecedor contratar bons advogados em qualquer localidade do país. Tal princípio pode ser manifestado principalmente através das campanhas educativas.1 Princípio da preservação dos contratos É possível no decorrer da execução de um contrato sobrevirem fatos imprevisíveis que possam alterar sobremaneira as condições inicialmente pactuadas. mercadológicos e comerciais de seu interesse. A fragilidade do consumidor tem a ver com a sua manifesta inferioridade frente ao fornecedor no que concerne ao poder aquisitivo. pois é quem apresenta maiores sinais de fragilidade técnica e econômica frente ao fornecedor. a proibição de publicidade enganosa e abusiva também se insere no princípio da intervenção estatal com vistas à proteção do consumidor.5 Princípio da confiança 6 Profa. ao poder financeiro.3 Princípio da transparência Tal princípio está previsto no art. durante a execução e depois do contrato. busca-se a revisão do contrato ao invés de sua rescisão. seja em sede judicial. Assim. 46 do CDC que está atrelado ao direito básico do fornecedor de ser informado de acordo com o art. tais como a garantia do produto ou do serviço.6. 4.6. Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail. estará sempre e invariavelmente em qualquer relação de consumo.com .2 Princípio da vulnerabilidade do consumidor Trata-se de uma das maiores premissas do direito do consumidor. deve-se buscar preservar o contrato e eliminar apenas os fatores de desequilíbrio detectados. a guarda.6 Outros princípios 4. constituindo em verdadeira presunção absoluta no sistema do CDC. De igual modo. manter um nível de organização que propicie com maior eficiência. 4. evitando-se ao máximo promover-se a sua extinção. pelo não admite prova em contrário. 4.4 Princípio da intervenção do Estado Por tal princípio cabe ao Estado proteger o consumidor. I do CDC. 4. pois mesmo após o seu cumprimento pode sobrar-lhe efeitos residuais. produzir provas com maior facilidade. TOME NOTA: a fragilidade técnica. a fim de proporcionar ao consumidor um melhor discernimento para fazer as escolhas que efetivamente vão atender às suas necessidades de consumo. bem como todas as condições que envolvem a sua aquisição e utilização. É extreme de dúvidas que o fornecedor sempre terá melhores condições de se defender em qualquer litígio que venha a travar com o consumidor. 4. o entendimento que se aplica é o de que antes de se buscar a rescisão contratual em razão de tais fatos imprevistos. 4. 6º. seja em sede administrativa. 4º do CDC e determina que o fornecedor deve dar ao consumidor pleno e prévio conhecimento acerca dos produtos e serviços que são oferecidos. O princípio da vulnerabilidade do consumidor se encontra o art.6. contido no art. a coleta de dados técnicos.

E o elemento finalístico significa a condição de destinatário final do consumidor que adquire ou utiliza um produto ou serviço. na qualidade de destinatário final – estará enquadrado no conceito de consumidor. sobre a qual incidirá o CDC. de modo que a identificação de um deles em uma dada relação jurídica pressupõe a presença do outro na mesma relação. RELAÇÃO JURÍDICA DE CONSUMO Relação jurídica é o vínculo que une duas ou mais pessoas. intuitivo se afigura que aquele consumidor deposita confiança nas informações prestadas. se determinada pessoa se dirige a um supermercado e lá adquiro carne para um churrasco que efetivamente é realizado. conforme se verá a seguir. 2º da citada norma: Consumidor é toda pessoa física ou jurídica que adquire ou utiliza produto ou serviço como destinatário final. que haja intervindo nas relações de consumo. a aplicação do CDC só se possível se de um lado figurar alguém que se enquadre no conceito de consumidor e na outra ponta situa alguém que se enquadre como fornecedor. tanto a pessoa como seu amigo ou a família ao utilizarem-se dos produtos em proveito próprio serão todos considerados como consumidores. 5. se determinada pessoa comparece a um estabelecimento e adquire um produto para a própria utilização.com . Assim. negociá-lo ou utilizá-lo profissionalmente – ou seja. O elemento subjetivo diz respeito aos partícipes dessa relação jurídica. O elemento objetivo tem a ver com a existência de um produto ou serviço que constitua objeto de uma relação jurídica de consumo. ainda que indetermináveis. Parágrafo único.  TOME NOTA: A relação jurídica de consumo apresenta três elementos: o subjetivo. ou seja. esse amigo também será consumidor na medida em que utilize o produto em proveito próprio. na qualidade e na eficiência do produto ou serviço adquirido. 5. Tais elementos devem ser analisados sob o enfoque do CDC.DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS Quando alguém mantém uma relação de consumo com um determinado fornecedor. caracterizando-se uma como sujeito ativo e a outra como sujeito passivo. Tal vínculo decorre de lei ou de contrato. na segurança. Assim. Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail. Equipara-se a consumidor a coletividade de pessoas. entre elas houver nexo de causalidade (vínculo) capaz de obrigar uma a entregar a outra uma prestação. sem a intenção de revendê-lo. Se por ventura. Os conceitos de consumidor e fornecedor se interagem mutuamente. ocasionando a responsabilidade do fornecedor. Toda vez que uma relação de consumo se perfaz. estaremos diante de uma relação jurídica de consumo. o amigo e a família são considerados consumidores por equiparação. Se uma das partes se enquadrar no conceito de consumidor e a outra no de fornecedor.1 O conceito de consumidor Para compreender o CDC com enfoque nas questões de concursos públicos é de extrema relevância compreender o conceito de consumidor que se encontra no art. Dessa forma. De igual modo. 7 Profa. determinada pessoa resolve adquirir um produto para presentear um amigo. o fornecedor e o consumidor. Diante disso. TOME NOTA: neste exemplo. onde toda minha família comparece para consumir a carne. eventual vício no produto ou no serviço irá gerar a quebra desse princípio. Desta feita. objetivo e o finalístico. todos são considerados como consumidores. evidencia-se a presença da confiança que o consumidor deposita no fornecedor que fabrica e comercializa o produto. consumidor é qualquer pessoa física ou jurídica que adquire ou utiliza o produto ou serviço como destinatário final.

2º do CDC deixou claro que consumidor pode ser pessoa física ou jurídica e no caso da pessoa jurídica para que se enquadre no conceito de consumidor é necessário que o produto ou serviço adquirido não guarde vinculação direta com a atividade-fim explorada economicamente pela pessoa jurídica. Para que o consumidor seja considerado como destinatário final (encaixando-se no conceito de consumidor) o produto ou serviço não deve guardar conexão direta ou indiretamente com a atividade econômica por ele desenvolvida. 8 Profa. pessoa física ou jurídica. Nesse caso. entende que se a aquisição do produto ou utilização do serviço estiver ligada ao desempenho da atividade econômica da pessoa jurídica que adquire esse produto ou serviço. Tal teoria tem sido adotada freqüentemente pelo Superior Tribunal de Justiça em seus julgados e parte da doutrina destaca que é essa teoria aplicada pelo CDC. Nessas situações. Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail. fornecimento e manufaturação de alimentos (restaurantes. 17 do CDC assim dispõe: Para os efeitos desta Seção.1.com . Segundo a teoria maximalista ou objetiva. Tratam-se das teorias maximalista e finalista. já que não estariam revestidas a qualidade de destinatárias finais de tais produtos.DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS nos termos do parágrafo único do art. Dessa forma. atividades essas que. quanto à pessoa jurídica consumidora é necessário distinguir vários pontos relevantes. Para se chegar a tal conclusão sobre o conceito de consumidor é imprescindível distinguir as duas teorias. equipara-se a consumidor. para se enquadrar no conceito de consumidor. supermercados. a confeitaria ao contratar a mesma empresa de dedetização.1 O consumidor por equiparação O art. que haja intervindo nas relações de consumo. Por outro lado. ou uma montadora de veículos que adquire peças para serem utilizadas na linha de produção de seus veículos. se vai estar ligada ou não à finalidade da pessoa jurídica. lanchonetes. não se enquadrará como consumidor. Já a teoria finalista ou subjetiva. basta ser destinatário final. etc) não serão consumidoras ao contratar uma empresa de dedetização de seus respectivos estabelecimentos. procura-se atribuir o conceito de consumidor. 5. estiver atuando como intermediário do ciclo de produção. imagine um confeitaria que adquire matérias-primas para manufaturação (frutas. Quando o consumidor é pessoa física o seu enquadramento como consumidor se mostra sem maiores dificuldades.  TOME NOTA: quando o adquirente do produto. como vimos nos exemplos acima. é possível identificar a relação entre a montadora e a empresa de dedetização como uma relação de consumo. O art. Por não guardar qualquer vinculação direta com a produção e montagem dos veículos. ainda que indetermináveis. pois a higiene de suas instalações é essencial para a manutenção de um mínimo de qualidade na elaboração de seus produtos. por não ser destinatário final. Diante disso. qualquer estabelecimento que explore atividades econômicas relacionadas à venda. em tese podem perfeitamente ser desenvolvidas mesmo que as instalações daquela indústria permaneçam infestadas de moscas e baratas. 2º que diz que a coletividade de pessoas. Imagine-se agora que a montadora de veículos contrate o serviço de dedetização para eliminar insetos em sua sede. não poderia ser classificada como consumidora. já que a infestação de insetos poderia acarretar inclusive a interdição de suas atividades pela Vigilância Sanitária. esta não será considerada consumidora. açúcar). Desta feita. Por essa corrente é irrelevante perquirir qual a finalidade do ato de consumo. equiparam-se aos consumidores todas as vítimas do evento. tais sociedades empresárias não serão consideradas consumidoras. dando-se uma interpretação ampla do termo “destinatário final”. considerando como sendo a pessoa (física ou jurídica) que encerra a cadeira produtiva. se enquadraria como destinatário final aquele que retira o produto ou serviço do mercado. todavia.

pois esses fatores normalmente propiciam grande vantagem ao fornecedor devido ao planejamento. Logo. 3º do CDC: fornecedor é toda pessoa física ou jurídica. de modo que a existência daquele pressupõe a existência deste. basta a mera exposição da pessoa às práticas comerciais ou contratuais para que se esteja diante de um consumidor a merecer a cobertura do Código. equiparam-se aos consumidores todas as pessoas determináveis ou não. importação. construção. mas poderá valer-se dos preceitos do CDC que tratam das práticas comerciais. transformação. mas que podem vir a ser. Para tanto. que exercem atividades não remuneradas. exportação.  ATENÇÃO: não se esqueça que o conceito de fornecedor está necessariamente atrelado ao de consumidor. Ainda é possível enquadrar como fornecedor pessoa física o profissional liberal. ter firmado um contrato para isso. Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail. universidades. além de provocar mortes e ferimentos em vários passageiros. como médicos. os passageiros. CONCEITO DE FORNECEDOR O conceito de fornecedor se encontra no art. O profissão liberal é aquela caracterizada pelo exercício de uma atividade técnica em área de conhecimento específica sem qualquer vinculação hierárquica. Por outro lado. Verifica-se assim que a lei estendeu a definição de consumidor a qualquer pessoa eventualmente atingida por acidente de consumo. Nesse caso. Não restam dificuldades em visualizar o fornecedor pessoa jurídica que numa relação de consumo realize atividade de produção. o destinatário da mensagem publicitária ainda não chegou a realizar qualquer contrato como fornecedor. 29 do CDC: Para os fins deste Capítulo e do seguinte. Nos termos do que dispõe o art. também poderão ter seus direitos tutelados pelo CDC. 3º do CDC é fundamental que a atividade desempenhada seja em caráter profissional e contínuo. a título de exemplo de fornecedor pessoa física podemos citar o empresário individual que vende produtos ou presta serviços para pessoas que adquirem os produtos ou serviços como consumidoras finais. doces em escolas. expostas às práticas nele previstas. não sendo necessário. montagem. experiência de mercado e conhecimentos técnicos que lhes são inerentes. ou seja. Por outro lado. as pessoas atingidas na terra que nada convencionaram com a empresa de aviação. eis que são vítimas do evento assim como os passageiros. montagem. importação. criação. mesmo que nada tenha utilizado ou adquirido do fornecedor. distribuição ou comercialização de produtos ou prestação de serviços. bem como os entes despersonalizados. daí 9 Profa. vem a atingir pessoas e bens situados na terra. as pessoas que efetivamente celebraram um contrato de consumo com a empresa de aviação. a proteção ao consumidor pode se dar mesmo antes da existência de um contrato. via de regra. Tais profissionais também se encontram submetidos às regras do CDC. dentistas contadores etc. pública ou privada. distribuição ou comercialização de produtos ou prestação de serviços. 6. 29 do CDC a qualificação de alguém como consumidor pode se dar em um nível pré ou extracontratual. Por fim registre-se o que consta no art. que faz de seu conhecimento o instrumento de sua sobrevivência. a visualização de um fornecedor pessoa física talvez demonstre uma certa dificuldade. Nesse caso. Dessa forma. que desenvolvem atividade de produção. criação.  TOME NOTA: em qualquer caso.DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS O citado artigo traz o que chamamos de consumidor por equiparação. construção. seja pessoa física ou jurídica. com isso desenvolvendo atividade econômica de modo a auferir recursos para sua sobrevivência. como na hipótese de uma pessoa se sentir seduzida por uma mensagem publicitária e se motivar a adquirir o produto ou serviço ofertado. nacional ou estrangeira. Um exemplo é capaz de nos fazer compreender quem são os consumidores por equiparação: imagine-se um acidente aéreo que. Também são enquadrados como fornecedores pessoas físicas aqueles que modestamente vendem bijouterias. por também terem sido atingidas pelo acidente. clubes. na medida em que equiparam-se a consumidores.com . transformação. Quem se encontrar exposto às práticas comerciais pode invocar a condição de consumidor e requerer a aplicação do CDC. são considerados consumidoras do serviço prestado pela empresa. A equiparação a que se refere tal artigo refere-se àqueles que não são partes em contrato de consumo. exportação. para que alguém se enquadre na descrição do art. é o prestador de serviço autônomo.

10 Profa. por força do disposto no art. 6. O fornecedor do produto ou serviço é solidariamente responsável pelos atos de seus prepostos ou representantes autônomos Desta feita. pela prestação de serviços de energia elétrica ou de fornecimento de água. Explicando melhor: os serviços remunerados por taxa são disciplinados por normas de Direito Público. se através do trabalho de divulgação da mercadoria pelo representado. de modo que a relação jurídica mantida com o usuário do serviço público assume contornos nitidamente contratuais. É bem verdade que boa parte dos serviços públicos são delegados a particulares. 34 do CDC: Art. independentemente da vontade do contribuinte em recolher o tributo. é possível responsabilizar o Estado pela má prestação do serviço da delegatária. portanto a incidência do CDC. Nesse caso. 34. caso ostente a qualidade de consumidor e diante disso não caberá ao representado recusar-se a atender o pedido do cliente. deve-se aplicar o art. Tal relação pode se dar por exemplo. Ressalte-se que se esse cliente (angariado pelo representante comercial) se enquadrar no conceito de consumidor não poderá o representado recusar-se a celebrar a contratação. põem de forma subsidiária.2 A pessoa jurídica de direito público como fornecedora Nos termos do art. 3º do CDC também pode-se enquadrar como fornecedor as pessoas jurídicas de direito público pertencentes à Administração Pública. o recolhimento é obrigatório.  ATENÇÃO: caso o representante promova alguma oferta destinada a consumidor mesmo sem contar com a autorização expressa do representado. o representante lança alguma oferta a determinado cliente. Por outro lado. São os serviços remunerados por tarifas ou preços públicos. a cobrança das taxas de serviço se dá em razão da clara posição de superioridade do Estado em face do particular. são serviços públicos remunerados por tarifas e que não se revelam decorrentes do Poder de império do Estado. cujo pagamento se dá de forma coercitiva.078/90 pretende abrandar. A cobrança das taxas é feita com base no poder de império do Estado. não havendo opção pelo contribuinte. 34.DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS resultando sua manifesta supremacia frente ao consumidor – situação essa que a lei n. demonstrando a possibilidade de existência de uma relação de consumo entre o Estado e os particulares. Todavia. encontra-se diretamente responsável pelo serviço a empresa delegatária de serviço público.com . onde o particular tem a liberdade de contratar ou não tais serviços. este poderá exigir que a contratação seja realizada. a liberdade de escolha e a igualdade nas contratações. este último deverá honrá-la tal como se estivesse consentindo com o que fora divulgado. deve se voltar contra o representante comercial. Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail. o que não se admite é que o representado se exima de qualquer responsabilidade pelo compromisso assumido por seu representante frente a alguém que se qualifique como fornecedor. os serviços públicos objeto do CDC podem ser prestados pela própria Administração Pública ou por delegatários de serviços públicos.º8. uma vez que sendo uma relação de consumo. É o que ocorre no caso dos serviços públicos de energia elétrica ou fornecimento de água. qual seja. cabendo. no caso o Direito Tributário (já que as taxas são espécies de tributos). Destaque-se que os serviços públicos a serem objeto do CDC são aqueles remunerados através de tarifa ou preço pública. 6. Nesse caso. Assim. ele o faz desinvestido de seu poder de império. Os serviços remunerados por taxa não são suscetíveis de analise por meio do CDC. A prestação desses serviços é feita pelo Estado sem utilizar-se da condição de superioridade. caso o representado se sinta prejudicado. É o caso da cobrança da TLP – Taxa de Limpeza Pública que é feita independentemente da vontade do particular.1 Os representantes comerciais Os representantes comerciais quando angariarem clientes interessados em adquirir mercadorias produzidas ou comercializadas pelo representado serão juntamente com este considerados fornecedores – desde que o cliente se qualifique como consumidor. A cobrança de taxas de serviços é incompatível com os direitos assegurados ao consumidor pelo CDC.

mas sim em favor de terceiros. onde a arrecadação com a venda é destinada à realização de objetivos filantrópicos. São bens imóveis o solo e tudo quanto se lhe incorporar natural ou artificialmente. móvel ou imóvel. não está por óbvio comerciando produtos originais. § 1º do CDC: Produto é qualquer bem. camelôs ou através de sacoleiros e ambulantes são produtos pirateados.5 Fornecedores que oferecem produtos roubados ou pirateados É muito comum a aquisição de produtos em feiras livres. 79. sacoleiros. contrabandeados ou descaminhados. ambulantes. não tendo qualquer cabimento a aplicação do CDC nesses casos. Entretanto. O conceito de bem móvel se encontra no Código Civil. podemos citar as sociedades despersonalizadas (irregulares). Dessa forma. Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail. vejamos: Art. o adquirente de tais produtos não faz jus à proteção jurídica conferida pelo CDC. embora na maioria das vezes o lucro esteja presente. 3º do CDC.4 O objetivo de lucro é necessário para a caracterização de alguém como fornecedor? Para a caracterização de alguém como fornecedor não é necessário o objetivo de lucro em proveito de quem exerce alguma das atividades mencionadas no art. Bens são coisas que são suscetíveis de apropriação e tem valor econômico. É intuitivo ao homem médio que o vendedor que expõe na rua óculos.1 conceito de produto O conceito de produto está disposto no art. 11 Profa. como bazares e eventos filantrópicos. Tais pessoas revestem por completo a condição de fornecedor. Nesse caso. simplesmente por que sua conduta pode ser enquadrada como criminosa. DVD’s. camelôs. Já os bens imóveis também estão definidos no Código Civil: Art. os espólios e as massas falidas. 3º do CDC. Geralmente. frente aos clientes que adquirem seus produtos que se revestem também por completo da condição de consumidor.~ 7. justamente pela origem ilícita que se presume sobre tais produtos. sem alteração da substância ou da destinação econômico-social. mesmo nas atividades em que não se persegue nenhum proveito econômico em benefício daqueles que as promovem. eis que tipifica o delito de receptação em suas formas dolosa ou culposa. ou de remoção por força alheia. relógios. é o produto ou o serviço oferecido. roubados. 82. os produtos vendidos em feiras. Nessa hipótese o consumidor não teria qualquer proteção do CDC. OBJETO DA RELAÇÃO DE CONSUMO: PRODUTOS E SERVIÇOS A relação de consumo não existe sem o elemento objetivo da relação que. será possível vislumbrar uma relação de consumo nas vendas realizadas.3 O ente despersonalizado como fornecedor Os entes despersonalizados também ostentam a condição de fornecedor nos termos do art.DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS 6. podendo o adquirente invocar em seu favor os preceitos do CDC frente aquele que lhe vendeu a mercadoria.com . 6. 3º. no caso. 6. 7. CD’s e perfumes a preços bem abaixo do valor de mercado. material ou imaterial. São móveis os bens suscetíveis de movimento próprio. etc.

definindo-os da seguinte forma: Bens corpóreos (ou materiais) são os que têm existência física. 7. bebidas. 3º do CDC destaca que serviço para ser enquadrado como objeto de uma relação jurídica de consumo deve ser remunerado. caput do CDC. etc. sem diminuição de sua qualidade ou da sua substância. ou seja. material ou imaterial. de crédito e securitária. eletrodomésticos.material e podem ser tangidos pelo homem. com intuito lucrativo 12 Profa. É o caso dos alimentos. de transporte. desde que adquirido ou utilizado por alguém que se qualifique como destinatário final nos termos do art. como uma cirurgia plástica. tratando-se de fornecimento de serviço e de produtos duráveis Serviços não duráveis são aqueles cujos efeitos não se estendem no tempo. 26 do CDC: O direito de reclamar pelos vícios aparentes ou de fácil constatação caduca em: I . Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail. II . § 2º do CDC: Serviço é qualquer atividade fornecida no mercado de consumo. pode caracterizar-se como elemento objetivo de uma dada relação de consumo. exaurindo-se com a sua simples execução.DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS O CDC também faz referência aos bens materiais e imateriais.com . computadores. o objeto da relação de consumo envolve uma atividade a cargo do fornecedor. como o direito autoral.trinta dias. É o que o Código Civil classifica como bens corpóreos ou incorpóreos. planos de saúde.3 Produtos e serviços duráveis e não duráveis Produtos não duráveis são aqueles que se extinguem ou se destroem logo no primeiro uso. móvel ou imóvel. de hotelaria. tratando-se de fornecimento de serviço e de produtos não duráveis.noventa dias. etc. Bens incorpóreos (ou imateriais) são os que têm existência abstrata. realizada com o intuito lucrativo. automóveis. salvo as decorrentes das relações de caráter trabalhista. medicamentos. etc. roupas.  TOME NOTA: Art. Mercado de consumo significa que determinada relação jurídica de prestação de serviços somente se qualifica como objeto do direito do consumidor se oferecida de forma indistinta a todos os membros da comunidade. É caso dos livros. disponível ao público em geral. etc. oferecida ao público em geral. 7. mediante remuneração. Assim. 7. 2º. inclusive as de natureza bancária. 3º.  TOME NOTA: no conceito de serviço destaca-se a situação de que o serviço deve ser fornecido no mercado de consumo. qualquer bem. É o caso dos serviços de lavagem de automóveis. Produtos duráveis são aqueles que podem ser utilizados mais de uma vez. financeira. em caráter habitual/profissional do fornecedor.3 A remuneração dos produtos e serviços O § 2º do art. mas valor econômico. os serviços educacionais. ao menos vão se extinguindo gradativamente com o uso reiterado. Nesse caso. o serviço objeto de uma relação consumerista deve ter o caráter oneroso. Serviços duráveis são aqueles que produzem efeitos após a sua execução.2 Conceito de serviço Art. ou. o conserto de uma máquina. Nessa esteira.

em especial na estipulação contratual das taxas de juros por elas praticadas no desempenho da intermediação de dinheiro na economia.com . V. o que importa em que o custo das operações ativas e a remuneração das operações passivas praticadas por instituições financeiras na exploração da intermediação de dinheiro na economia estejam excluídas da sua abrangência. Isto por que. Se o serviço se der de forma gratuita.4 O CDC e os bancos Sobre a aplicação do CDC aos serviços bancários. Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail. Todavia. INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS. em relação ao qual descaberia a existência de um destinatário final (salvo no caso de colecionadores de moedas). 192 da Constituição abrange exclusivamente a regulamentação da estrutura do sistema financeiro. de eventual abusividade. O Banco Central do Brasil está vinculado pelo dever-poder de fiscalizar as instituições financeiras. é imprescindível destacar que em algumas situações que envolvam a prestação de um serviço sem pagamento. 3º. Além disso. DO CDC]. SUJEIÇÃO AO CÓDIGO CIVIL. EXIGÊNCIA DE LEI COMPLEMENTAR EXCLUSIVAMENTE PARA A REGULAMENTAÇÃO DO SISTEMA FINANCEIRO. 8. todas elas. Assim. a promoção do desenvolvimento equilibrado do País e a realização dos interesses da coletividade. EXCLUÍDAS DE SUA ABRANGÊNCIA A DEFINIÇÃO DO CUSTO DAS OPERAÇÕES ATIVAS E A REMUNERAÇÃO DAS OPERAÇÕES PASSIVAS PRATICADAS NA EXPLORAÇÃO DA INTERMEDIAÇÃO DE DINHEIRO NA ECONOMIA [ART. alcançadas pela incidência das normas veiculadas pelo Código de Defesa do Consumidor. VIII. É o caso. DEVER-PODER DO BANCO CENTRAL DO BRASIL. atividade bancária. XXXII. FUNCIONAMENTO E FISCALIZAÇÃO DAS INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS. Isto por que o dinheiro é apenas um meio de pagamento circulável na sociedade. pelo Banco Central do Brasil. como destinatário final. 192. é toda pessoa física ou jurídica que utiliza. de um shopping Center que oferece estacionamento livre aos seus freqüentadores. mas há remuneração indireta. § 2º. CONSELHO MONETÁRIO NACIONAL. financeiros e creditícios. ART. muita controvérsia se instaurou após o advento do código. o preço do estacionamento com certeza estará embutido nos preços comercializados pelo shopping Center. na medida em que tais serviços são realizados dentro de um contexto mercadológico que faz presumir a existência de uma remuneração indireta. 192 da Constituição do Brasil consubstancia norma-objetivo que estabelece os fins a serem perseguidos pelo sistema financeiro nacional. 5. Ao Conselho Monetário Nacional incumbe a fixação. A exigência de lei complementar veiculada pelo art. Ação direta julgada improcedente. da taxa base de juros praticável no mercado financeiro. SUJEIÇÃO DELAS AO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR. fator que irá captar clientes para o shopping. O preceito veiculado pelo art. 1. 3. DA LEI N. ART. e do controle e revisão. 2.DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS /especulativo por parte do fornecedor. nos termos do disposto no Código Civil.078/90] a definição do custo das operações ativas e da remuneração das operações passivas praticadas por instituições financeiras no desempenho da intermediação de dinheiro na economia. o shopping estará se beneficiando economicamente dessa atividade. a relação jurídica não se enquadrará nos preceitos do CDC e sim do Código Civil. a remuneração do serviço não se deu de forma direta. DA CB/88. 4. Nesse caso. 4º. em cada caso. 5o.595/64. 6. que é o produto oferecido pelas instituições financeiras. ILEGALIDADE DE RESOLUÇÕES QUE EXCEDEM ESSA MATÉRIA. "Consumidor". ART. financeira e de crédito. Todavia. chegou à conclusão por meio da ADIN 2. 13 Profa. 7. afastando-se a exegese que submete às normas do Código de Defesa do Consumidor [Lei n. após inúmeras controvérsias. CAPACIDADE NORMATIVA ATINENTE À CONSTITUIÇÃO. por exemplo.591. DA CB/88. revelam apenas uma aparência de gratuidade. eis que muitos doutrinadores sustentavam que o cliente do banco não seria o destinatário final do dinheiro. 7. do Código de Defesa do Consumidor deve ser interpretado em coerência com a Constituição. desde a perspectiva macroeconômica. NORMA-OBJETIVO. sem prejuízo do controle. 3º. O preceito veiculado pelo art. o Supremo Tribunal Federal. As instituições financeiras estão. MOEDA E TAXA DE JUROS. 170. onerosidade excessiva ou outras distorções na composição contratual da taxa de juros. § 2º. de que aos bancos aplica-se o disposto no CDC. para os efeitos do Código de Defesa do Consumidor. a possibilidade de estacionar o veículo sem nada pagar por isso é bastante atrativo. consolidando a jurisprudência que há tempos vinha sendo aplicado pelo Superior Tribunal de Justiça: EMENTA: CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR. ART. 8. 4. pelo Poder Judiciário. DA CB/88. por cortesia ou por benemerência.

sua apresentação. Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail. b) nexo de causalidade: vínculo entre o dano e a utilização do produto ou serviço... provando que não teve dolo e nem culpa no defeito ou vício do produto ou serviço. o produtor. 14 Profa.no exercício da qual lhe incumbe regular. é dispensada a prova da culpa do fornecedor. pela reparação dos danos causados aos consumidores por defeitos decorrentes de projeto. isto é. 8. TOME NOTA: o art. o desempenho de suas atividades no plano do sistema financeiro. 18 do CDC: Art. § 1° O produto é defeituoso quando não oferece a segurança que dele legitimamente se espera. além da constituição e fiscalização.1 Distinção entre fato e vício do produto Observe o que dispõe o art.DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS 9. 12. para a responsabilização do fornecedor basta a existência dos seguintes requisitos: a) Dano: que pode ser sobre o patrimônio do consumidor ou sua integridade física ou moral. ou seja. A produção de atos normativos pelo Conselho Monetário Nacional. 12 e art. O Conselho Monetário Nacional é titular de capacidade normativa --. decorrentes das relações de consumo. 23 do CDC determina que “ignorância do fornecedor sobre os vícios de qualidade por inadequação dos produtos e serviços não o exime de responsabilidade. individuais. Tudo o quanto exceda esse desempenho não pode ser objeto de regulação por ato normativo produzido pelo Conselho Monetário Nacional. construção. tampouco cabe ao fornecedor tentar se eximir de sua responsabilidade. apresentação ou acondicionamento de seus produtos. 11. basta que o dano ao consumidor seja causado pela utilização do produto ou serviço. basta provar a existência de um dano e do nexo causal.” Assim. fabricação. será responsabilizado pelos danos causados. II . O fabricante.a efetiva prevenção e reparação de danos patrimoniais e morais. Assim. independentemente da existência de culpa. quando não respeitem ao funcionamento das instituições financeiras. levando-se em consideração as circunstâncias relevantes. 8. Nessa esteira. RESPONSABILIDADE CIVIL NO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR O Código de Defesa do Consumidor assim determina: Art. o construtor. o funcionamento das instituições financeiras. Nessa esteira. A responsabilidade civil do fornecedor é do tipo objetiva. Na responsabilidade objetiva não há que se perquirir se o fornecedor agiu mediante culpa ou dolo. para a efetiva responsabilização do fornecedor.com . é abusiva. montagem.o uso e os riscos que razoavelmente dele se esperam. mesmo que o fornecedor desconheça o vício do produto ou serviço. manipulação. não cabe ao consumidor provar que o fornecedor agiu com culpa ou dolo para ver ressarcido seu prejuízo. bem como por informações insuficientes ou inadequadas sobre sua utilização e riscos. 6º São direitos básicos do consumidor: (.a chamada capacidade normativa de conjuntura --. entre as quais: I . coletivos e difusos. fórmulas. 10. e o importador respondem.) VI . nacional ou estrangeiro. consubstanciando afronta à legalidade. Desta feita o CDC assegura a efetiva reparação dos danos causados ao consumidor em decorrência de danos patrimoniais (ao patrimônio) e morais. Tais danos podem advir do fato do produto ou vício do produto.

Desta feita. o consumidor deve obter o ressarcimento do fabricante do produto ou do produtor ou construtor ou ainda do importador. § 2º O produto não é considerado defeituoso pelo fato de outro de melhor qualidade ter sido colocado no mercado. 8. ou seja. Não sendo isso possível em razão das causas elencadas no art. respeitadas as variações decorrentes de sua natureza. Art. quando um produto se encaixar no conceito de produto defeituoso. dispõe sobre a responsabilidade civil por fato (ou defeito) do produto.com . o produto não gerou um efetivo dano ao consumidor. para que o fornecedor seja responsável pelo dano causado pelo produto não há que se exigir prova de que tenha agido com culpa (negligência. Primeiro. o comerciante só será responsabilizado de forma SUBSIDIÁRIA. causando prejuízo ao consumidor. 13 assim determina: Art. o produtor ou o importador não puderem ser identificados. O comerciante é igualmente responsável. ou seja. Fato (ou defeito) do produto pressupõe uma repercussão externa. Trata-se apenas de um problema que faz com que o produto não funcione corretamente.o fabricante.2 Responsabilidade por fato do produto O art. A título de exemplo: um iogurte estragado adquirido por um consumidor poderá ser classificado como defeituoso (fato do produto) ou viciado (vício do produto). depois de esgotadas as possibilidades de responsabilizar o fabricante. 18 se refere à responsabilidade civil pelo VÍCIO do produto. por estar estragado. causando um dano maior que simplesmente o fato de estar estragado. Os fornecedores de produtos de consumo duráveis ou não duráveis respondem solidariamente pelos vícios de qualidade ou quantidade que os tornem impróprios ou inadequados ao consumo a que se destinam ou lhes diminuam o valor. 15 Profa. da embalagem. produtor. construtor ou importador. quando: I . Veja-se que em decorrência de uma imperfeição no produto. Será defeituoso se. independentemente de culpa. Isto é. conforme vimos. 18. tais como acidentes. com a indicações constantes do recipiente. estamos diante apenas de um vício no produto. Desta feita. basta a demonstração do dano e do nexo de causalidade (vínculo entre o produto e o dano suportado pelo consumidor). O art. construtor ou importador. causadora de dano ou prejuízo para o consumidor. rotulagem ou mensagem publicitária. O vício do produto é simplesmente uma imperfeição no produto sem causar efetivos prejuízos ao consumidor. construtor e importador. imprudência ou imperícia). Quanto ao comerciante o art. produtor. E tal dispositivo destaca que a responsabilidade do fornecedor é OBJETIVA.o produto for fornecido sem identificação clara do seu fabricante. causar um problema de saúde ao consumidor. 12 deixa claro que a responsabilidade civil pelo fato do produto recai sobre o fabricante. III . ou seja. Como visto o art. podendo o consumidor exigir a substituição das partes viciadas.DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS III . este causou um prejuízo ao consumidor. que o torna impróprio para o consumo ou que diminui o seu valor. assim como por aqueles decorrentes da disparidade. um problema extra. Por outro lado. 13. produtor. Assim. Aquele que efetivar o pagamento ao prejudicado poderá exercer o direito de regresso contra os demais responsáveis. construtor ou importador. deve-se buscar a reparação em face do fabricante. Assim. a responsabilidade do comerciante é secundária. o consumidor poderá responsabilizar o comerciante. nos termos do artigo anterior. produtor. Subsidiário é secundário. 13.12.não conservar adequadamente os produtos perecíveis. Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail. o produto causou uma repercussão externa. o construtor.a época em que foi colocado em circulação. se o consumidor ao abrir a embalagem do produto verifica de plano que ele está estragado e deixa de consumilo. II . eis que por não ter sido consumido. o defeito ocorrido na fabricação ou na comercialização do produto pode gerar conseqüências externas. Parágrafo único. 12 se refere à responsabilidade civil decorrente de DEFEITOS do produto e o art. desfalcando seu patrimônio ou atingindo algum atributo moral. segundo sua participação na causação do evento danoso.

para atenuar a responsabilidade do fornecedor. ou seja. que parte da doutrina entende que quando o dano decorre da má conservação de produtos perecíveis (art. Todavia. sob o mesmo argumento (de que não colocou o produto no mercado). Assim. III) ou mesmo quando se tratar de venda de produto com validade vencida. apesar de conter sua marca.com . produtor ou importador não forem identificados ou quando o produto não trouxer a identificação clara do fabricante. c) provar a culpa exclusiva do consumidor ou de um terceiro: caberá o afastamento da responsabilidade do fornecedor. expondo-se dessa forma a inevitáveis riscos. não existe. O fortuito interno é um fato imprevisível ocorrido no momento da fabricação do produto ou da realização do serviço. com base na doutrina.DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS  TOME NOTA: O comerciante só será responsabilizado pelo fato do produto se o fabricante. como ocorre. § 3º elenca as situações que excluem a responsabilidade do fornecedor. b) provar que o defeito inexiste: o fornecedor pode vir a provar que simplesmente a informação de defeito alardeada pelo consumidor não é verdadeira. eis que o comerciante foi o responsável pelo mau acondicionamento do produto ou pela inobservância do prazo de validade. o fornecedor se exime de responsabilidade pois provou que não colocou o produto no mercado. caso reste demonstrado que o dano decorreu de uso deliberadamente incorreto que o consumidor fez do produto. o fornecedor de serviços também responde civilmente pelos danos causados aos consumidores. com os produtos falsificados. poderá o fornecedor provar que determinada mercadoria que havia sido retirada de circulação. Todavia. a responsabilidade do comerciante será solidária com os demais fornecedores.2. 12. construtor.1 Causas excludentes da responsabilidade do fornecedor em caso de defeito do produto O art. por fim. construtor. Desta feita. Nesse caso. O código também não se manifestou sobre a exclusão da responsabilidade do fornecedor nas situações de caso fortuito ou força maior. ATENÇÃO: a simples alegação de que o funcionário. a responsabilidade do fornecedor será afastada. não será responsabilizado. 34 do CDC). quais sejam: a) provar que não colocou o produto no mercado: nesse caso. É importante destacar. não exime do fornecedor da responsabilidade dos atos de seus prepostos (art. foi furtada e comercializada pelo meliante e demais receptadores. o fornecedor deve ser responsabilizado. 14 do CDC: 16 Profa. Ressalte-se que é possível que o fornecedor venha a se eximir da responsabilidade. a jurisprudência tem levado em consideração na hora de pesar a responsabilidade do fornecedor a existência de culpa concorrente do consumidor no evento danoso. colocou no mercado. 8. de modo que nesse caso. produtor ou importador ou quando não conservar adequadamente os produtos perecíveis. 8. por óbvio. desconhecendo o vício. quando há uma parcela de culpa do consumidor e do fornecedor. 13.  TOME NOTA: O código do consumidor silencia quanto à culpa concorrente do consumidor. ocorrido em momento posterior ao momento da fabricação. caso prove que não fabricou o produto. se se tratar de fortuito externo.3 Responsabilidade civil pelo fato do serviço Assim como ocorre com o fornecedor de produtos. Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail. em razão dos riscos da atividade. conforme se depreende da leitura do art. Já o fortuito externo é um fato imprevisível que não guarda nenhuma relação com a atividade do fornecedor. por exemplo. é imperioso destacar que o fortuito é dividido em fortuito interno e fortuito externo.

levando-se em consideração as circunstâncias relevantes. Assim. de acordo com o citado art. entre as quais: I . poderá optar por reclamar para a concessionária (comerciante).com . 14 todos os fornecedores (originários e intermediários) são solidariamente responsáveis pelo fato do serviço.DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS Art. só haverá responsabilidade do profissional liberal (médico. O CDC destaca que os vícios podem ser de qualidade ou quantidade. § 4º do CDC criou uma exceção à responsabilidade objetiva do fornecedor de serviços. seja este o comerciante ou o fabricante ou qualquer outro integrante da cadeia produtiva. o defeito ocorrido na fabricação ou na comercialização do produto pode gerar conseqüências externas. O citado artigo determina que no caso dos profissionais liberais. 14. No caso de existência de vício do produto. contadores. tais como acidentes.o modo de seu fornecimento.4 Responsabilidade do profissional liberal O art. Desta feita. etc. será possível que o seu proprietário reclame do vício para qualquer um dos fornecedores. 14. caso comprove que não prestou o serviço defeituoso ao consumidor. dentistas. quando acaba por resultar em um dano. de modo que o produto não apresente todas as características que normalmente são esperadas. O fornecedor de serviços responde. causando prejuízo ao consumidor. II . causadora de dano ou prejuízo para o consumidor. que o torna impróprio para o consumo ou que diminui o seu valor. O vício do produto é simplesmente uma imperfeição no produto sem causar efetivos prejuízos ao consumidor. Assim. é possível reclamar a reparação contra qualquer fornecedor. são solidariamente responsáveis Diante disso. Todos.o resultado e os riscos que razoavelmente dele se esperam. independentemente da existência de culpa. imprudência e imperícia). convém esclarecer novamente a diferença entre fato do produto e vício do produto. conforme se observa no § 6º do art. no caso de um veículo que apresente um vício em uma de suas peças. 8. Vício de qualidade é aquele que tira do produto as condições de fruição plena.5 Responsabilidade por vício do produto Inicialmente. III . vimos que os fornecedores (exceto o comerciante) são solidariamente responsáveis pelo produto defeituoso. pela reparação dos danos causados aos consumidores por defeitos relativos à prestação dos § 1° O serviço é defeituoso quando não fornece a segurança que o consumidor dele pode esperar. etc).  TOME NOTA: as concessionárias de serviço público também são responsabilizadas de forma objetiva pelos danos causados aos usuários do serviço. Trata-se apenas de um problema que faz com que o produto não funcione corretamente. ou contra todos conjuntamente. Neste caso. Fato (ou defeito) do produto pressupõe uma repercussão externa. a responsabilidade de tais profissionais é considerada SUBJETIVA. eis que necessário a prova de culpa (negligencia. Assim.a época em que foi fornecido. para que os mesmos sejam responsabilizados. Destaque-se o fato de que o fornecedor de serviços pode se eximir da responsabilidade. Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail. tornando-o impróprio ou inadequado. ou para o fabricante ou para a montadora. No caso do fato (ou defeito) do produto. se for provado que tais profissionais negligenciaram na prestação do serviço. 8. § 2º O serviço não é considerado defeituoso pela adoção de novas técnicas. a responsabilidade dos mesmos será apurada mediante verificação de culpa. inclusive o comerciante. desfalcando seu patrimônio ou atingindo algum atributo moral. diferentemente do fato (ou defeito) do produto. 18: 17 Profa.

) § 1° Não sendo o vício sanado no prazo máximo de trinta dias. alterados. Observe que ao dar ciência ao fornecedor do vício de qualidade do produto. ou a restituição imediata da quantia paga. ainda. cabendo ao consumidor à sua livre escolha pleitear o abatimento proporcional do preço. o consumidor deverá aguardar o prazo de 30 dias para que o fornecedor. O art. 19 do CDC que assim destaca: Art.os produtos deteriorados. perigosos ou. o fornecedor não é obrigado a efetuar a sua troca. alternativamente e à sua escolha: I . É muito comum a 18 Profa. alternativamente e à sua escolha: I . 19. a substituição do produto por outro de mesma espécie sem o vício. 18 traz uma exceção à regra da responsabilidade solidária dos fornecedores do produto viciado. corrompido. No entanto. III . corrompidos.com . podendo o consumidor exigir. adulterados. caracterizado estará o vício de quantidade.os produtos que. rotulagem ou de mensagem publicitária. avariados.. para que o consumidor solicite a substituição das partes viciadas do produto também deve aguardar trintas dias após a ciência do fornecedor. Assim. sem prejuízo de eventuais perdas e danos. falsificados. Caso o problema não seja solucionado nesse prazo.a restituição imediata da quantia paga. 18 (. de algum modo.a restituição imediata da quantia paga. rotulagem ou mensagem publicitária. sem prejuízo de eventuais perdas e danos. é possível afirmar que quando o produto se apresentar estragado. II .. pode o consumidor exigir. marca ou modelo. Os fornecedores respondem solidariamente pelos vícios de quantidade do produto sempre que. no caso de produtos perecíveis. Uma vez verificado o vício de qualidade no produto. Ressalte-se que o § 5º do art. seu conteúdo líquido for inferior às indicações constantes do recipiente. sendo oriundos em sua grande maioria do meio rural. nocivos à vida ou à saúde. III . com prazo de validade vencido.a substituição do produto por outro da mesma espécie.a substituição do produto por outro da mesma espécie. como já visto. 18: a substituição do produto por outro de mesma espécie. se revelem inadequados ao fim a que se destinam Assim. respeitadas as variações decorrentes de sua natureza. sempre que um produto apresentar quantidade diferente daquela indicada em seu recipiente. distribuição ou apresentação. resolva o problema.o abatimento proporcional do preço. ocasionando a responsabilização de qualquer um dos fornecedores. configurado estará o seu vício de qualidade. O vício de quantidade possui previsão no art. sem os aludidos vícios. quando afirma que os vícios constantes em produtos in natura devem reclamados apenas do fornecedor imediato – geralmente o comerciante. em perfeitas condições de uso. ATENÇÃO: quando o produto não apresenta nenhum vício. embalagem. arranhado. Os produtos in natura são aqueles que não se submeteram a nenhum processo de industrialização. fraudados. se assim lhe aprouver. 18 em caput ainda traz uma outra opção ao consumidor no caso de vício de qualidade: substituição das partes viciadas. quebrado. II . a complementação do peso ou medida. monetariamente atualizada. ou abatimento proporcional do preço.DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS § 6° São impróprios ao uso e consumo: I . deteriorado. por qualquer motivo. III . aí sim terá o consumidor a possibilidade de formular uma das exigências previstas no § 1º do art. ou. IV . avariado. II .o abatimento proporcional do preço. aqueles em desacordo com as normas regulamentares de fabricação. ao consumidor são apresentadas as seguintes opções: Art. a restituição imediata da quantia paga. Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail. monetariamente atualizada. da embalagem.os produtos cujos prazos de validade estejam vencidos.complementação do peso ou medida.

noventa dias. ou seja. deverá aceitá-las caso o consumidor se apresente posteriormente para efetuar troca 8. 20 caberá ao consumidor escolher entre a reexecução dos serviços. conforme se depreende da leitura do art. ao efetuar a venda. o consumidor tem 30 dias para reclamar ao fornecedor pela existência de vícios no caso de fornecimento de serviço ou produtos não duráveis (ou seja. a restituição da quantia paga ou o abatimento proporcional do preço. Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail. II . não existir vício no produto. ou seja. O direito de reclamar pelos vícios aparentes ou de fácil constatação caduca em: I . A título de exemplo de um serviço viciado. de modo que não é obrigatório que o fornecedor proceda à sua troca. assim como por aqueles decorrentes da disparidade com as indicações constantes da oferta ou mensagem publicitária. como já dito. de modo que o início da contagem dos prazos decadências (de 30 ou 90 dias) ocorrerá com a efetiva entrega do produto ou do término da execução dos serviços. No entanto. § 3º: Tratando-se de vício oculto.6 Responsabilidade por vício do serviço A responsabilidade do fornecedor por vícios do serviço encontra-se no art. pode-se citar o serviço de dedetização que não elimina por completo os insetos e demais pragas indesejadas. 20 do CDC: Art. confirme que é possível efetuar posteriormente trocas. ante o fato de.a restituição imediata da quantia paga. O CDC destaca que os vícios em questão são aqueles aparentes ou de fácil constatação. 9. podendo o consumidor exigir. 20. O art. 26 do CDC dispõe que: Art. caso o fornecedor. perecíveis).o abatimento proporcional do preço. impede que a parte interessada possa ver garantido esse direito. o prazo decadencial iniciará no momento em que ficar evidenciado o vício.trinta dias. Em razão da constante evolução da tecnologia. No caso de vício oculto. Como visto no art. sem custo adicional e quando cabível. é impressionante a velocidade com a qual produtos mais modernos 19 Profa. Importante destacar que um vício oculto pode se manifestar quando o produto já se encontra obsoleto.DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS situação em que o consumidor adquire um produto e o modelo ou o tamanho não agrade ou não seja adequado ao consumidor e este decide por efetuar a sua troca por outro produto.com . sem prejuízo de eventuais perdas e danos. em razão da decadência. tratando-se de fornecimento de serviço e de produtos duráveis O dispositivo estabeleceu prazos decadenciais para que consumidor reclame sobre existência de vícios de qualidade e quantidade do produto. PRESCRIÇÃO E DECADÊNCIA NO DIREITO DO CONSUMIDOR 9.1 Decadência Inicialmente. monetariamente atualizada. o prazo decadencial inicia-se no momento em que ficar evidenciado o defeito. é importante destacar que a prescrição e a decadência se referem à perda de um direito ou da possibilidade de reclamar esse direito em razão da inércia do interessado. II . Se se tratar de produtos duráveis (não perecíveis). O fornecedor de serviços responde pelos vícios de qualidade que os tornem impróprios ao consumo ou lhes diminuam o valor. alternativamente e à sua escolha: I . não há vício no produto. Após o transcurso destes prazos sem que o consumidor não tenha feito a reclamação não poderá mais fazer. vícios facilmente perceptíveis.a reexecução dos serviços. 26. Nessa esteira. Logo. III . já se encontra ultrapassado. Nesses casos. existe um prazo para reclamar um direito que uma vez expirado. tratando-se de fornecimento de serviço e de produtos não duráveis. 26. o consumidor tem até 90 dias para reclamar a existência do vício. O CDC destaca que a decadência é a perda do direito de reclamar a existência de vício e a prescrição é a perda do direito de ajuizar a competente ação indenizatória em razão do fato (ou defeito) do produto.

levando em consideração fatores como características. bem como a forma. Neste caso. Diante disso. acompanhado de manual de instrução. não se pode esquecer que mesmo com a chegada de aparelhos mais modernos. 32 que “os fabricantes e importadores deverão assegurar a oferta de componentes e peças de reposição enquanto não cessar a fabricação ou importação do produto. o CDC dispõe em seu art. o prazo e o lugar em que pode ser exercitada e os ônus a cargo do consumidor.” E ainda destaca em seu parágrafo único que “cessadas a produção ou importação. a oferta deverá ser mantida por período razoável de tempo. devidamente preenchido pelo fornecedor. no ato do fornecimento. o prazo decadencial permanecerá suspenso. 50. 9. caso o consumidor.(Vetado). é possível que um vício só se manifeste quando o produto já se encontra ultrapassado. Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail.) §t 2° Obstam a decadência: I . Tais prazos correspondem à garantia legal dos produtos e serviços. o prazo de garantia contratual deve complementar o prazo da garantia legal. respectivamente. 26 (.3 Causas obstativas da decadência O CDC dispõe no § 2º do art. após detectar a existência de vício poderá encaminhar ao fornecedor uma reclamação informando o ocorrido. tais como ocorreu com os aparelhos de vídeos-cassetes que se tornaram obsoletos e ultrapassados pelos aparelhos de DVD’s. caso o fornecedor estipule uma garantia contratual de um ano para um produto durável. o CDC dispõe de prazos decadenciais para que o consumidor possa reclamar a existência de vícios nos produtos e serviços adquiridos. Vejamos: Art. no caso de produtos e serviços duráveis o prazo será de 90 dias.com . que suspendem o prazo decadencial. Logo.a reclamação comprovadamente formulada pelo consumidor perante o fornecedor de produtos e serviços até a resposta negativa correspondente. A garantia legal e complementar somam-se. O termo de garantia ou equivalente deve ser padronizado e esclarecer. devendo ser-lhe entregue.qualidades e durabilidade do produto ou serviço. Por conta dessa razão. como já dito. Assim. II . 26 situações que obstam a decadência. tornando seus antecessores ultrapassados. até que seja proferida uma resposta negativa. na forma da lei. 20 Profa. ou seja.DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS vão sendo apresentados. tal prazo só começará a correr após expirado o prazo da garantia legal de90 dias. de maneira adequada em que consiste a mesma garantia. Todavia. No caso de produtos não duráveis o prazo para reclamar tais vícios será de 30 dias. até seu encerramento Nesse diapasão. com ilustrações Como visto a garantia contratual é complementar à garantia legal. É comum o fabricante (ou outro fornecedor) estipular um outro prazo de garantia (geralmente um ano). boa parte dos consumidores não acompanha tal evolução e continua por utilizar os produtos considerados “ultrapassados”. Assim..” 9. Parágrafo único. de modo que só começa a contar após expirado o prazo de garantia legal.a instauração de inquérito civil. A garantia contratual corresponde àquela que é concedida pelo fornecedor no prazo que entender. a lei prevê a garantia de 30 ou 90 dias para o consumidor reclamar vícios existentes em produtos não duráveis e de produtos e serviços duráveis.. O CDC destaca que: Art.2 Garantia legal e garantia contratual Conforme visto. o consumidor terá 1 ano e 90 dias para reclamar a existência de vício no produto. de instalação e uso do produto em linguagem didática. A garantia contratual é complementar à legal e será conferida mediante termo escrito. que deve ser transmitida de forma inequívoca. III . ou seja.

Nesse caso. Assim. Enquanto não for encerrado o inquérito civil. 21 Profa. 28. 28 do CDC: Art. são subsidiariamente responsáveis pelas obrigações decorrentes deste código. infração da lei. pode-se citar um acidente ocasionado pela explosão de uma panela de pressão em decorrência de um vício em um de seus componentes. excepcionalmente. conforme se depreende da leitura do art. 27. excesso de poder. titularizando direitos e obrigações em nome próprio. alcançando o patrimônio pessoal dos sócios. não sendo suficiente o patrimônio da empresa para indenizar o consumidor. Destarte. estado de insolvência. é possível. a teoria da desconsideração da personalidade jurídica vem. Prescreve em cinco anos a pretensão à reparação pelos danos causados por fato do produto ou do serviço prevista na Seção II deste Capítulo.com . este dispõe de 5 anos para a propositura de ação judicial de ressarcimento dos danos causados. poderá o juiz desconsiderar a personalidade jurídica. eis que a sociedade possui personalidade jurídica própria. sempre que houver abuso de direito. Por fim o CDC destaca ainda as regras contidas nos parágrafos do art.4 Prazo prescricional O prazo prescricional se refere ao prazo que tem o consumidor para propor ação de reparação de danos decorrentes de fato do produto ou do serviço. os sócios e administradores de uma sociedade não respondem por obrigações assumidas por esta. 28: § 2° As sociedades integrantes dos grupos societários e as sociedades controladas. tais como eletrodomésticos que se encontravam próximos à panela de pressão. 10. há uma clara distinção entre a personalidade jurídica da sociedade e a dos sócioOcorre que em determinadas situações. caso um produto ou serviço cause um dano externo ao consumidor. com o intuito de evitar tais situações. A desconsideração também será efetivada quando houver falência. de modo que. 9. houver abuso de direito. em detrimento do consumidor. O juiz poderá desconsiderar a personalidade jurídica da sociedade quando. a responsabilização pessoal do sócio ou administrador da sociedade em determinados casos. infração da lei. Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail. DESCONSIDERAÇÃO DA PERSONALIDADE JURÍDICA Regra geral. excesso de poder. os sócios se utilizam dessa separação para fraudar o mercado e se isentarem de possíveis indenizações decorrentes da atividade de circulação de produtos ou prestação de serviços. Dessa forma. todas as vezes que a personalidade jurídica da sociedade for utilizada de forma abusiva e indevida.DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS Também suspenderá o prazo prescricional a instauração de inquérito civil. não correrá o prazo decadencial. fato ou ato ilícito ou violação dos estatutos ou contrato social. o consumidor terá o prazo de 5 anos para ajuizar ação de reparação de danos para obtenção de indenização pelos danos morais e materiais decorrentes do fato do produto. iniciando-se a contagem do prazo a partir do conhecimento do dano e de sua autoria. encerramento ou inatividade da pessoa jurídica provocados por má administração. Tal inquérito é uma espécie de reclamação feita perante o Ministério Público. não se trata de responsabilidade pelo vício do produto e sim por fato do produto. fato ou ato ilícito ou violação dos estatutos ou contrato social. Logo. Nessa esteira. de tal modo que a explosão acabou por ferir o consumidor e danificar outros bens. O CDC dispõe que: Art. trata-se de um procedimento administrativo de natureza investigatória para posterior propositura de ação civil pública. beneficiando injustamente seus sócios e prejudicando interesses legítimos de terceiros. A título de exemplo. cabendo a reparação por danos materiais e morais em razão da explosão.

Caso esse fornecedor for integrante de um grande grupo societário. no caso de sociedades coligadas entende que a responsabilidade delas será subjetiva. subisidiariamente.exigir o cumprimento forçado da obrigação. eis que a oferta integra as condições do contrato. § 4° As sociedades coligadas só responderão por culpa. ser ostensiva. quando utiliza expressões de fácil compreensão. veiculada por qualquer forma ou meio de comunicação com relação a produtos e serviços oferecidos ou apresentados. o CDC determina que a oferta deve correta. Toda informação ou publicidade. precisas. § 3° As sociedades consorciadas são solidariamente responsáveis pelas obrigações decorrentes deste código. Ressalte-se que a oferta vincula o fornecedor. preço. de alguma forma. caberá ao fornecedor mantê-la. ser precisa. Dessa forma. É através dela que será entabulado um contrato de prestação de serviço ou fornecimento de bens entre fornecedor e consumidor. apresentação ou publicidade. ostensivas e em língua portuguesa sobre suas características. 6º São direitos básicos do consumidor: III . é possível a desconsideração da personalidade jurídica. qualidades. que efetivamente lhe causou dano. o consumidor pode buscar o ressarcimento não apenas do fornecedor direto. 31 determina que: A oferta e apresentação de produtos ou serviços devem assegurar informações corretas. 30 do CDC: Art. O CDC. entre outros dados.com . Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail. qualidade e preço. Assim. o consumidor de acordo com o CDC. o art. claras. § 5° Também poderá ser desconsiderada a pessoa jurídica sempre que sua personalidade for. Tal regra decorre do princípio da vulnerabilidade do consumidor. ser clara. quantidade.DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS Por tal regra. suficientemente precisa. conforme se depreende da leitura do art. todas as empresas que compõe um consórcio são igualmente responsáveis pelo dano causado por uma delas a um consumidor. de modo que uma vez veiculada a informação. composição. 11. quando esclarece com exatidão os dados que são indispensáveis para pautar a escolha do consumidor. composição. E para tanto. devendo corresponder à verdade. características. garantia. com especificação correta de quantidade. prazos de validade e origem. quando se apresenta em tamanho suficiente à leitura. bem como sobre os riscos que apresentam à saúde e segurança dos consumidores.a informação adequada e clara sobre os diferentes produtos e serviços. E caso o fornecedor deixe de cumprir as condições presentes na oferta. bem como sobre os riscos que apresentem. poderá escolher entre (art. OFERTA A oferta é o ponto de partida da relação de consumo. as demais empresas poderão ser responsabilizadas. sem controlá-la. com vistas a evitar quaisquer danos e aborrecimentos para o consumidor. o CDC determina que: Art. São coligadas as sociedades quando uma participa com 10% ou mais do capital da outra. obriga o fornecedor que a fizer veicular ou dela se utilizar e integra o contrato que vier a ser celebrado. e finalmente a oferta deve ser dar em língua portuguesa. nos termos da oferta. Por tal regra. de modo que havendo obstáculos para o ressarcimento de seus prejuízos. 30. 22 Profa. obstáculo ao ressarcimento de prejuízos causados aos consumidores. 35): I .

qualidade. desempenho. são vedadas práticas veladas de publicidade. característica. a que incite à violência. Tais práticas estão previstas no art. a publicidade deve ser prontamente entendida com tal. e a perdas e danos. propriedades. alcançando uma significativa parcela de fornecedores. nos termos do art. durabilidade. O CDC prevê a tipificação penal para aquele que veicula publicidade enganosa ou abusiva: Art. o fornecedor. desrespeita valores ambientais.aceitar outro produto ou prestação de serviço equivalente. 12. o CDC prevê em seu at. bem como contra práticas e cláusulas abusivas ou impostas no fornecimento de produtos e serviços. Publicidade enganosa é aquela em que informação ou comunicação é inteira ou parcialmente falsa. caso as informações de seus produtos e serviços sejam divulgadas. Ressalte-se que para a caracterização de práticas abusivas 23 Profa. qualidade. ou omitir informação relevante sobre a natureza. tais como aquelas em que novelas e programas consomem produtos e serviços destacando suas marcas ou ainda mensagens subliminares veiculadas com o intuito de incutir na mente do consumidor o desejo para consumir determinado produto. métodos comerciais coercitivos ou desleais. É por meio da publicidade que o fornecedor seduz o consumidor para que este volte sua atenção para aquele produto ou para aquele serviço. mesmo por omissão. preço e quaisquer outros dados sobre produtos e serviços. 32. 6ª.Detenção de três meses a um ano e multa. origem.DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS II . convém destacar novamente que todo produto colocado no mercado deverá ter assegurada a oferta de peças de reposição. 39 do CDC que elenca um rol apenas exemplificativo das práticas abusivas. IV que: Art. Para a configuração de uma publicidade enganosa ou abusiva não é necessário que consumidor adquira o produto ou serviço. explore o medo. PUBLICIDADE A atividade do fornecedor ganha maior amplitude. que incite a violência. o fornecedor deixa de informar sobre dado essencial do produto ou serviço. PRÁTICAS ABUSIVAS As práticas abusivas são comportamentos irregulares praticados pelos fornecedores. quantidade. Parágrafo único. Para tanto. 66. por qualquer outro modo. Considera-se enganosa também a publicidade em que. discriminatórias. com direito à restituição de quantia eventualmente antecipada. Cessadas a produção ou importação. Abusiva é a publicidade discriminatória de qualquer natureza. quantidade.com . III . 13. Muitas vezes. 6º São direitos básicos do consumidor: IV . a oferta deverá ser mantida por período razoável de tempo. segurança.a proteção contra a publicidade enganosa e abusiva. no intuito de manipular os consumidores acaba por se utilizar de publicidade enganosa ou abusiva. Com vistas a coibir tais práticas.rescindir o contrato. ou. induzindo-o ao desejo pelo produto ou serviço. ou que seja capaz de induzir o consumidor a se comportar de forma prejudicial ou perigosa à sua saúde ou segurança. explore o medo ou a superstição. se aproveite da deficiência de julgamento e experiência da criança. Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail. potencialmente ofensiva ao consumidor. etc. características. O consumidor deve facilmente perceber a publicidade. em razão de uma omissão. preço ou garantia de produtos ou serviços: Pena . na forma da lei. monetariamente atualizada. Fazer afirmação falsa ou enganosa. 32: Art. Dessa forma. bastando para tanto a veiculação de informações falsas. é capaz de induzir em erro o consumidor a respeito da natureza. Por fim. a publicidade se mostra o meio mais adequado e eficaz para direcionar o consumidor a consumir. Em razão do princípio da boa-fé que lastreia as relações de consumo. Os fabricantes e importadores deverão assegurar a oferta de componentes e peças de reposição enquanto não cessar a fabricação ou importação do produto.

II do CDC que elenca como princípio básico do consumidor a liberdade de escolha. Ainda com base neste artigo é prática abusiva a imposição de limites quantitativos pelo fornecedor. como por exemplo. ou fornecer qualquer serviço (art. a) condicionar o fornecimento de produto ou de serviço ao fornecimento de outro produto ou serviço. V) O CDC não especifica que tipo de vantagem seria considerada prática abusiva nos termos deste artigo. bem como. equiparam -se às amostras grátis. 39. 39. d) exigir do consumidor vantagem manifestamente excessiva (art. o CDC determina que sendo possível (havendo disponibilidade em estoque) o consumidor que deseja adquirir o produto passa a ter direito de adquiri-lo. como por exemplo. Dessa a forma. sem justa causa. III) O envio de produtos sem que o consumidor tenha solicitado constitui prática abusiva. Trata-se do que se chama de venda casada. prática proibida em nosso ordenamento jurídico. para impingir-lhe seus produtos ou serviços (art. 39. caso o consumidor adquira outro produto. o fornecimento de gasolina está sofrendo um racionamento. 39. Em tal prática o fornecedor utiliza-se da vulnerabilidade do consumidor para obter vantagem. o art. 39. saúde. eis que em razão da crise. II) Considera-se abusiva a prática em que. I). parágrafo único do CDC dispõe que “os serviços prestados e os produtos remetidos ou entregues ao consumidor. ilegal se apresenta a conduta do supermercado que ao realizar uma promoção limita a venda do produto a uma determinada quantidade por cliente. já que deve considerar o envio do produto como uma amostra grátis. IV) Trata-se de comportamento inteiramente dissociado do conceito de boa-fé. ainda. c) prevalecer-se da fraqueza ou ignorância do consumidor. A possibilidade de limitação quantitativa só pode ocorrer quando houver justa causa para isso. basta o mero comportamento do fornecedor. o fornecedor se recusa e vender o produto ou prestar o serviço. Nesse diapasão. no caso do posto de gasolina que limita a quantidade de litros por veículo.DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS não é necessário nenhum prejuízo econômico concreto a ser suportado pelo consumidor. tendo em vista sua idade. Assim constitui prática abusiva exigência de que um determinado produto só possa ser fornecido. Não cabe ao fornecedor recusar a entrega do produto. Nesse mesmo sentido. Assim. o consumidor que é vítima dessa prática não é obrigado a efetuar qualquer pagamento. de conformidade com os usos e costumes (art. 39. conhecimento ou condição social. mesmo que a operação (venda ou contratação) não se opere. Ressalte-se que é possível a recusa do fornecedor quando houver justa causa para isso. 24 Profa. e. eis que com tal conduta o fornecedor está por compelir o consumidor a adquirir ou utilizar o produto ou serviço. 6.com . sem solicitação prévia. Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail. a limites quantitativos (art. inexistindo obrigação de pagamento”. sem que haja justa causa para isso. no caso do fornecedor que possui produtos em estoque. c) enviar ou entregar ao consumidor. havendo disponibilidade em estoque ou sendo possível a prestação do serviço. na exata medida de suas disponibilidades de estoque. não existe uma definição precisa do que venha a ser essa vantagem manifestamente excessiva. restará configurada a prática abusiva. Sempre que se verificar que o fornecedor exige vantagem manifestamente excessiva do consumidor. b) recusar atendimento às demandas dos consumidores. mas sem condições de uso e recusa vendê-los ao consumidor. qualquer produto. Dessa forma. é a situação concreta que demonstrará os elementos para que reste configurada a vantagem. Tal prática vai de encontro ao disposto no art. Ressalte-se que basta que o fornecedor explore a ignorância ou fraqueza do consumidor para ver caracterizada a prática abusiva. já que por esta prática abusiva o fornecedor se utiliza da fraqueza ou ignorância do consumidor para empurrar-lhe produtos ou serviços.

Dessa forma. ressalvadas as decorrentes de práticas anteriores entre as partes (art. VIII) Como já de conhecimento geral. existem órgãos e entidades que expedem normas com o intuito de resguardar o cidadão dos riscos de produtos que não atendam aos padrões mínimos de segurança. tais como ajuizamento de ações e o encaminhamento de reclamações. Ressalte-se que é possível a recusa da venda direta quando o fornecedor possui um intermediador (um representante comercial. VII) O CDC prevê uma série de medidas que podem ser tomadas pelo consumidor para o exercício de seus direitos. não cabe ao fornecedor a recusa em vendê-los diretamente para esse consumidor. A título de exemplo. Assim. Diante disso. e) executar serviços sem a prévia elaboração de orçamento e autorização expressa do consumidor. qualquer produto ou serviço em desacordo com as normas expedidas pelos órgãos oficiais competentes ou. a execução de serviços pelo fornecedor seja precedida da elaboração de orçamento com autorização expressa do fornecedor. 39. Essa é a regra. causaria constrangimento ao consumidor que poderia se sentir intimidado para exercitar seus direitos. g) colocar. para que o consumidor não seja surpreendido com a cobrança de valores referentes a serviços que não aprovou previamente. principalmente em negócios que envolvam a concessão de crédito. Tal orçamento terá validade pelo prazo de dez dias. 39. Desta feita.com . 4º do CDC que elenca o princípio da transparência. VI) O CDC impõe como regra que. no mercado de consumo. 39. se normas específicas não existirem. Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail. A exceção para a exigência do orçamento ocorrerá nos casos em que o serviço for decorrente de práticas anteriores entre fornecedor e consumidor. solicitando a ele que entre em contato com seu representante local. dos materiais e equipamentos a serem empregados. por exemplo) na localidade em que se encontra o consumidor. o consumidor seja recriminado por isso e passe a ser mal visto perante os fornecedores. caberá ao fornecedor de serviço entregar ao consumidor orçamento prévio discriminando o valor da mão-de-obra. não há a necessidade do consumidor providenciar um requerimento de autorização. IX) Caso o consumidor demonstre o desejo de adquirir determinados bens mediante pronto pagamento. pela Associação Brasileira de Normas Técnicas ou outra entidade credenciada pelo Conselho Nacional de Metrologia. referente a ato praticado pelo consumidor no exercício de seus direitos (art.DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS Ressalte-se por fim que não é necessário que o fornecedor venha a auferir a vantagem para restar configurada a prática abusiva basta que tal vantagem seja exigida do consumidor. Em razão do costume já consolidado entre as partes. O CDC determina que não cabe ao fornecedor repassar informações depreciativas desse consumidor em razão do exercício de seus direitos. 39. não há qualquer vedação no CDC no sentido de existir entre os fornecedores um intercambio de informações sobre a idoneidade financeira do consumidor. não cabe ao fornecedor executar serviços sem prévio orçamento. 40). as condições de pagamento. o Código tenta impedir que. se mostra abusiva a prática do fornecedor que coloca no mercado produto ou serviço que não atende às normas expedidas por tais órgãos e entidades colocando em risco a segurança do consumidor. 39. h) recusar a venda de bens ou a prestação de serviços. por buscar seus direitos. Normalização e Qualidade Industrial (Conmetro) (art. pode-se citar a situação em que um motorista semanalmente vai às compras e deixa seu veículo no lava-jato integrado ao supermercado para procederem a lavagem. tampouco sem a autorização do consumidor. Isto em razão do disposto no art. poderá o fornecedor iniciar o serviço. eis que tal prática já é recorrente entre as partes. f) repassar informação depreciativa. o fornecedor pode se recusar a vender diretamente ao consumidor. diretamente a quem se disponha a adquiri-los mediante pronto pagamento. X) 25 Profa. i) elevar sem justa causa o preço de produtos ou serviços (art. Tal fato (repasse de informações). ressalvados os casos de intermediação regulados em leis especiais (art. bem como as datas de início e término dos serviços (art. Nessa esteira. Todavia.

DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS
De acordo com o entendimento do CDC a elevação de preços sem justa causa pelo fornecedor constitui prática abusiva, eis que em razão do princípio da boa-fé, a relação de consumo não pode ser utilizada pelo fornecedor como meio para obtenção de vantagens que onerem o consumidor. Em diversas passagens, o CDC buscar harmonizar a relação entre fornecedor e consumidor dispensando ao consumidor uma maior proteção, com vistas a evitar o desequilíbrio da relação de consumo. Em razão disso, se afigura prática abusiva a elevação de preço dos produtos, eis que afastaria a relação de equilíbrio buscada pelo CDC. Por outro lado, em havendo justa causa é legítimo ao fornecedor a elevação de preços, tal como ocorre no caso de elevação da carga tributária de um produto, que ocasionará a elevação de preços, conseqüentemente.

j) deixar de estipular prazo para o cumprimento de sua obrigação ou deixar a fixação de seu termo inicial a seu exclusivo critério (art.39, XII). Sem a estipulação de um prazo para a fixação do cumprimento da obrigação assumida pelo fornecedor, o consumidor não terá meios de exigir o cumprimento da obrigação,pois não haver um termo (inicio) para configurar a mora. Assim, o fornecedor encontraria um campo fértil para protelar ao máximo o cumprimento de suas obrigações.

l) aplicar fórmula ou índice de reajuste diverso do legal ou contratualmente estabelecido (art. 39, XIII) O índice de reajuste a ser aplicado para as relações de consumo, deve estar previsto em lei ou contrato, de modo que não cabe ao fornecedor a aplicação de fórmula ou índice diferente do pactuado entre as parte ou daquilo que está na lei.

m) Deixar de dar cumprimento à oferta, informação ou publicidade (art. 30) O CDC dispõe em seu art. 30 que “toda informação ou publicidade, suficientemente precisa, veiculada por qualquer forma ou meio de comunicação com relação a produtos e serviços oferecidos ou apresentados, obriga o fornecedor que a fizer veicular ou dela se utilizar e integra o contrato que vier a ser celebrado.” Dessa forma, uma vez anunciada uma oferta, informação ou publicidade não poderá o fornecedor voltar atrás, retratar-se da obrigação assumida. É comum a aplicação de tal dispositivo no que se refere aos preços, condições de pagamento e prazos de entrega que uma vez anunciados de forma suficientemente precisa obrigam o fornecedor a mantê-las. E, caso o fornecedor decida não cumprir aquilo que restou anunciado, caberá ao consumidor se utilizar do art. 35 do CDC nos seguintes termos:

Art. 35. Se o fornecedor de produtos ou serviços recusar cumprimento à oferta, apresentação ou publicidade, o consumidor poderá, alternativamente e à sua livre escolha: I - exigir o cumprimento forçado da obrigação, nos termos da oferta, apresentação ou publicidade; II - aceitar outro produto ou prestação de serviço equivalente; III - rescindir o contrato, com direito à restituição de quantia eventualmente antecipada, monetariamente atualizada, e a perdas e danos. Ressalte-se que, havendo manifesto erro na publicidade de um produto ou serviço, não estará obrigado o fornecedor a manter a publicidade, como ocorre no exemplo de um televisor custar R$ 1.000,00 e ser anunciado por R$ 10,00. Em razão do manifesto erro, não haverá obrigação para que o fornecedor mantenha esse preço.

14. COBRANÇA DE DÍVIDAS O CDC, enaltecendo o princípio da dignidade e fazendo valer o princípio da vulnerabilidade do fornecedor, determ ina que “na cobrança de débitos, o consumidor inadimplente não será exposto a ridículo, nem será submetido a qualquer tipo de constrangimento ou ameaça.” Assim se mostra abusiva a conduta do fornecedor que efetua cobrança de dívidas por meio de ligações para o trabalho do consumidor ou cartas com identificação de aviso de cobrança, divulgação de lista aberta de devedores, dentre outras. Tal conduta possui inquestionável reprovação do CDC que prevê ainda punição criminal:

26
Profa. Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail.com

DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS
Art. 71. Utilizar, na cobrança de dívidas, de ameaça, coação, constrangimento físico ou moral, afirmações falsas incorretas ou enganosas ou de qualquer outro procedimento que exponha o consumidor, injustificadamente, a ridículo ou interfira com seu trabalho, descanso ou lazer: Pena Detenção de três meses a um ano e multa

14.1 Devolução em dobro O CDC destaca em seu art. 42, parágrafo único que: Art. 42. Na cobrança de débitos, o consumidor inadimplente não será exposto a ridículo, nem será submetido a qualquer tipo de constrangimento ou ameaça. “O consumidor cobrado em quantia indevida tem direito à repetição do indébito, por valor igual ao dobro do que pagou em excesso, acrescido de correção monetária e juros legais, salvo hipótese de engano justificável.” Assim, caso o consumidor seja cobrado indevidamente por dívida já paga, possui o direito de ser ressarcido em dobro do que pagou, salvo se o fornecedor provar que havia razões para ignorar a existência do pagamento.

15. BANCO DE DADOS DE FORNECEDORES O CDC permite que se mantenham bancos de dados que contenham informações sobre consumidores. Geralmente, tais bancos de dados se referem a cadastros de consumidores inadimplentes, como por exemplo, o SPC – Serviço de Proteção ao Crédito, o CCF – cadastro de cheques sem fundos, dentre outros. Seja qual for o tipo de banco de dados, o consumidor terá o direito de acesso ao conteúdo de tais registros. Caso haja recurso, o consumidor pode-se utilizar de uma Habeas Data para ter acesso a tais informações pessoais. A recusa do agente responsável pelo cadastro pode, inclusive, ter repercussão criminal: Art. 72. Impedir ou dificultar o acesso do consumidor às informações que sobre ele constem em cadastros, banco de dados, fichas e registros: Pena Detenção de seis meses a um ano ou multa. 15. 1 Comunicação prévia à inscrição Como já dito, o CDC permite que se mantenha banco de dados de fornecedores, todavia, caberá ao órgão cadastral a obrigação de comunicar o consumidor previamente à inscrição para que o mesmo prove que pagou ou realize o pagamento. Tal exegese encontra-se no § 2º do art. 43: a abertura de cadastro, ficha, registro e dados pessoais e de consumo deverá ser comunicada por escrito ao consumidor, quando não solicitada por ele.” Assim, quando a abertura do cadastro não ocorre a pedido do consumidor, este deverá ser avisado por escrito.

15.2 Prazo Os cadastros de devedores não poderão ultrapassar o período de 5 (cinco) anos, contados do prazo da inscrição. A entidade responsável pelo cadastro deve mantê-lo atualizado, de sorte que uma vez recebido o pagamento, deve providenciar em pouco espaço de tempo, o cancelamento do registro negativo do consumidor. Não o fazendo, além da possibilidade de responsabilização civil, haverá ainda, nos termos do CDC, responsabilização criminal: Art. 73. Deixar de corrigir imediatamente informação sobre consumidor constante de cadastro, banco de dados, fichas ou registros que sabe ou deveria saber ser inexata: Pena Detenção de um a seis meses ou multa.

16. PROTEÇÃO CONTRATUAL Em razão da condição de vulnerabilidade a que compete ao consumidor, o CDC prevê alguns dispositivos que servem como proteção ao consumidor. a) Informação prévia do contrato.

27
Profa. Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail.com

DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS
O art. 46 preceitua que “os contratos que regulam as relações de consumo não obrigarão os consumidores, se não lhes fo r dada a oportunidade de tomar conhecimento prévio de seu conteúdo, ou se os respectivos instrumentos forem redigidos de modo a dificultar a compreensão de seu sentido e alcance.” Para a validade do contrato, o consumidor deve saber previamente das condições, antes da contratação. Uma vez que não tomou conhecimento do conteúdo do contrato, não é possível obrigar o consumidor a cumpri-lo.

16.1 Orçamento O CDC impõe como regra que, a execução de serviços pelo fornecedor seja precedida da elaboração de orçamento com autorização expressa do fornecedor. Essa é a regra. Isto em razão do disposto no art. 4º do CDC que elenca o princípio da transparência. Diante disso, caberá ao fornecedor de serviço entregar ao consumidor orçamento prévio discriminando o valor da mão-de-obra, dos materiais e equipamentos a serem empregados, as condições de pagamento, bem como as datas de início e término dos serviços (art. 40). Tal orçamento terá validade pelo prazo de dez dias. Assim, não cabe ao fornecedor executar serviços sem prévio orçamento, tampouco sem a autorização do consumidor, para que o consumidor não seja surpreendido com a cobrança de valores referentes a serviços que não aprovou previamente. A exceção para a exigência do orçamento ocorrerá, como já vimos, nos casos em que o serviço for decorrente de práticas anteriores entre fornecedor e consumidor.

16.2 Garantia legal e garantia contratual Conforme visto, o CDC dispõe de prazos decadenciais para que o consumidor possa reclamar a existência de vícios nos produtos e serviços adquiridos. No caso de produtos não duráveis o prazo para reclamar tais vícios será de 30 dias; no caso de produtos e serviços duráveis o prazo será de 90 dias. Tais prazos correspondem à garantia legal dos produtos e serviços. Assim, a lei prevê a garantia de 30 ou 90 dias para o consumidor reclamar vícios existentes em produtos não duráveis e de produtos e serviços duráveis, respectivamente. A garantia contratual corresponde àquela que é concedida pelo fornecedor no prazo que entender. É comum o fabricante (ou outro fornecedor) estipular um outro prazo de garantia (geralmente um ano), levando em consideração fatores como características,qualidades e durabilidade do produto ou serviço. O CDC destaca que: a garantia contratual é complementar à legal e será conferida mediante termo escrito. Como visto a garantia contratual é complementar à garantia legal, ou seja, o prazo de garantia contratual deve complementar o prazo da garantia legal, de modo que só começa a contar após expirado o prazo de garantia legal. Logo, caso o fornecedor estipule uma garantia contratual de um ano para um produto durável, tal prazo só começará a correr após expirado o prazo da garantia legal de 90 dias. Assim, o consumidor terá 1 ano e 90 dias para reclamar a existência de vício no produto.

16.3. Direito de arrependimento Dispõe o CDC em seu art. 49 que “o consumidor pode desistir do contrato, no prazo de 7 dias a contar de sua assinatura ou do ato de recebimento do produto ou serviço , sempre que a contratação de fornecimento de produtos e serviços ocorrer fora do estabelecimento comercial, especialmente por telefone ou a domicílio.” Dessa forma, sempre que o consumidor contratar determinado serviço ou o fornecimento de um bem fora do estabelecimento comercial poderá se retratar no prazo de 7 dias. Ressalte-se que o CDC destaca que “fora do estabelecimento comercial” pode ser entendido como a contratação efetuada, em especial, por telefone ou a domicílio. É possível incluir também contratações via email, correspondência, dentre outros locais, tidos como fora do estabelecimento comercial.

TOME NOTA: ainda que a qualidade do produto ou serviço seja indiscutível, e ainda que não apresente qualquer vício ou manifeste qualquer defeito, poderá o consumidor, dentro do prazo referido, voltar

28
Profa. Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail.com

Tal vedação se faz necessária para impedir qualquer forma de desequilíbrio na relação contratual pactuada entre fornecedor e consumidor. em situações justificáveis. 17. eis que violam inúmeros preceitos elencados como direitos dos consumidores. por exemplo. O que não pode haver é perda do valor para o fornecedor. incompatíveis com a boa-fé ou a eqüidade. se afigura abusiva cláusula contratual que diminua ou até mesmo exonere a responsabilidade do fornecedor por vício no produto ou serviço. É abusiva a cláusula contratual que preveja. Havendo a retratação do consumidor no prazo estipulado.estabeleçam obrigações consideradas iníquas. Ressalte-se por fim. III . IV . que seja estipulado o pagamento de multas em razão da desistência. no sentido de proibir cláusulas que estipulem vantagens exageradas para o fornecedor em detrimento do consumidor. de modo que havendo prejuízos para o consumidor. ser devolvida ao consumidor.se mostra excessivamente onerosa para o consumidor.DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS atrás na contratação A contagem do prazo de 7 dias contar-se-ão da data da assinatura do contrato ou do recebimento do produto ou serviço. Qualquer quantia paga pelo consumidor deve. O CDC em seu art. Sabemos que as normas do CDC são de ordem pública e portanto. em situações justificáveis. nos casos previstos neste código . 51 elenca tais cláusulas: I . caberá ao fornecedor efetuar a devolução dos valores eventualmente pagos.subtraiam ao consumidor a opção de reembolso da quantia já paga. são nulas as clausulas que prevejam a renuncia de direitos do consumidor.com .transfiram responsabilidades a terceiros. Nas relações de consumo entre o fornecedor e o consumidor pessoa jurídica. II . Tal inciso destaca uma regra geral das relações de consumo. a vontade que: I . o interesse das partes e outras circunstâncias peculiares ao caso.impossibilitem. II . caberá ao fornecedor indenizá-lo afim de reparar tais prejuízos. Tais cláusulas são nulas. não podem ser afastadas. mesmo que existam cláusulas nesse sentido. È importante destacar que a manifestação do consumidor deve se dar dentro desse prazo de 7 dias. 29 Profa. não sendo necessário que chegue ao conhecimento do fornecedor dentro desse prazo. III . de forma imediata e monetariamente atualizados . Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail.ofende os princípios fundamentais do sistema jurídico a que pertence. por se presumir que a vulnerabilidade da pessoa jurídica é menor do que se fosse pessoa física. abusivas. como forma de indenização pelos prejuízos causados pela desistência. ou seja. exonerem ou atenuem a responsabilidade do fornecedor por vícios de qualquer natureza dos produtos e serviços ou impliquem renúncia ou disposição de direitos. não poderá o fornecedor original se eximir das responsabilidades. considerando-se a natureza e conteúdo do contrato. a indenização poderá ser limitada. caso este desista do contrato. Dessa forma. sejam elas quais forem. Além disso.restringe direitos ou obrigações fundamentais inerentes à natureza do contrato. entre outros casos. CLAUSULAS ABUSIVAS Cláusulas abusivas são aquelas que se apresentam claramente desfavoráveis ao consumidor que é a parte mais fraca da relação de consumo. poderá haver uma limitação da responsabilidade do fornecedor. VI . É possível. que havendo vício ou defeito no produto ou serviço prestado pelo subcontratado. Mesmo que o fornecedor venha a subcontratar terceiros para adimplir o contrato com o consumidor. Um dos princípios básicos da defesa do consumidor é o princípio da proteção integral. a princípio. de tal modo a ameaçar seu objeto ou equilíbrio contratual. que tal inciso destaca que se o consumidor for pessoa jurídica. ou até mesmo inexistente. 51 elenca as vantagens consideradas exageradas: § 1º Presume-se exagerada. que coloquem o consumidor em desvantagem exagerada. O § 1º do art.estabeleçam inversão do ônus da prova em prejuízo do consumidor. não poderá transferir a esse terceiro a responsabilidade pelo produto ou serviço.

não haverá abusividade se o direito de repassar custos da obrigação assumida também seja ofertado ao consumidor. sem que igual direito seja conferido ao consumidor. Ocorre que a utilização de um árbitro. Tal clausula se faz presente principalmente nas relações locatícias regidas pelo CDC. Dessa forma. é possível a utilização da arbitragem nas relações de consumo. Com essa procuração o fornecedor poderia nomear um terceiro que iria concluir com ele o negócio em nome do consumidor. porém com a previsão de cancelamento também para consumidor. VIII do CDC estabelece que é direito básico do consumidor a inversão do ônus da prova em seu benefício. antes de firmar um contrato o fornecedor estabelece as suas condições para a execução do serviço ou o fornecimento do produto. 6º. O Direito do consumidor é baseado. ou mesmo relativos. As partes componentes da relação de consumo. Para que o direito de cancelamento do fornecedor seja válido. 30 Profa. não podendo mais desistir. uma vez firmado o contrato. Dessa forma. Não se esqueça que desde o momento em que o fornecedor divulga a publicidade sobre o produto ou serviço já se encontra vinculado. o locatário) realize benfeitorias necessárias deverá ser indenizado por tais benfeitorias. Assim. unilateralmente. após sua celebração. Logo.estejam em desacordo com o sistema de proteção ao consumidor. sem que igual direito lhe seja conferido contra o fornecedor. XV .possibilitem a renúncia do direito de indenização por benfeitorias necessárias.com .autorizem o fornecedor a modificar unilateralmente o conteúdo ou a qualidade do contrato.infrinjam ou possibilitem a violação de normas ambientais.autorizem o fornecedor a cancelar o contrato unilateralmente. todavia. O CDC determina que tal cláusula será considerada como abusiva desde que tal direito não seja estendido ao consumidor. XI . É abusiva a cláusula que permita ao fornecedor alterar preço unilateralmente. Dessa forma. caso o consumidor (nesse caso. embora obrigando o consumidor. Qualquer variação de preço relativa ao contrato. no princípio da boa-fé. Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail. VII .determinem a utilização compulsória de arbitragem. a tarifas de processamento ou taxas bancárias. quais seja. dentre outros. É possível constar no contrato cláusula que preveja o cancelamento do mesmo pelo fornecedor. Tal inciso veda a utilização da chamada cláusula de mandato que ocorreria da seguinte forma: o fornecedor receber do consumidor uma procuração para agir em nome dele. é necessário estender tal direito também ao consumidor. Qualquer cláusula que afronte o sistema de proteção ao consumidor se afigura abusiva XVI . IX . deve ser efetivada mediante acordo entre as partes. VIII . uma vez firmado o contrato. o fornecedor é livre para estipular os preços de seus produtos ou serviços.imponham representante para concluir ou realizar outro negócio jurídico pelo consumidor. uma vez firmado contrato por certo preço. fornecedor e consumidor. Exemplo desse tipo de situação é aquela em que o fornecedor inclui em carnês e boletos bancários valores correspondentes aos custos de sua emissão. Não é incomum a situação em que o fornecedor obriga o consumidor a ressarcir os custos de cobrança de sua obrigação contratual.permitam ao fornecedor. direta ou indiretamente. o fornecedor repassa para o consumidor os custos de suas obrigações. XII . não caberá ao consumidor a opção de desistir dele. XIII . dentre outros. Caberá ao consumidor livremente aceitar tais condições. as condições iniciais não poderão ser alteradas unilateralmente pelo fornecedor. caberá ao fornecedor contar com a concordância do consumidor para ver alteradas tais cláusulas. não de forma compulsória. Toda e qualquer alteração superveniente ao contrato deve ser discutida entre fornecedor e consumidor. podem livremente estabelecer que um árbitro poderá solucionar as lides entre eles. Todavia. eis que é tida como cláusula abusiva. variar tal preço. Qualquer tentativa de atribuir o ônus da prova ao consumidor é nula de pleno direito. X . porém. A partir daí. em razão da presunção de sua condição de vulnerabilidade. Antes da contratação. não pode retirar do consumidor o direito de se socorrer do Poder Judiciário se assim entender. O CDC busca com a inclusão deste inciso dar efetividade à proteção de normas ambientes nas relações de consumo. de modo que não se afigura lícito ao fornecedor a opção de concluir ou não o contrato firmado com o consumidor. variação do preço de maneira unilateral.deixem ao fornecedor a opção de concluir ou não o contrato.obriguem o consumidor a ressarcir os custos de cobrança de sua obrigação. XIV . não caberá a ele.DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS O art. Como já dito.

com . IV .o Ministério Público.a União. a produção.as entidades e órgãos da Administração Pública. 18. III . Pode-se citar como exemplo. AÇÕES COLETIVAS PARA DEFESA DE INTERESSES INDIVIDUAIS HOMOGENEOS O CDC prevê a possibilidade de propositura de ações coletivas destinadas à proteção de interesse individuais e homogêneos. II . ação civil coletiva de responsabilidade pelos danos individualmente sofridos. estrutura. de modo que deverá o fornecedor indenizá-las. ressalvada a competência da Justiça Federal. Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail. o CDC prevê a possibilidade de propositura de ação coletiva com vistas à defesa dos interesses dessas vítimas. O direito a ser defendido nesse caso é de uma pluralidade de pessoas. atuará sempre como fiscal da lei. 82 elenca os legitimados para a propositura da referida ação. as vítimas de um acidente aéreo. eis que feitas em seu benefício. fixando a responsabilidade do réu pelos danos causados. vedada a integração do contraditório pelo Instituto de Resseguros do Brasil. será publicado edital no órgão oficial. se não ajuizar a ação. ou a determinar a alteração na composição. II . vejamos: I . 31 Profa. a fim de que os interessados possam intervir no processo como litisconsortes. os Estados. foram feitas para a conservação do bem. Em caso de procedência do pedido.as associações legalmente constituídas há pelo menos um ano e que incluam entre seus fins institucionais a defesa dos interesses e direitos protegidos por este código. O art. os Municípios e o Distrito Federal. para os danos de âmbito nacional ou regional. perfeitamente identificáveis. Os legitimados acima citados poderão propor.no foro da Capital do Estado ou no do Distrito Federal.o réu que houver contratado seguro de responsabilidade poderá chamar ao processo o segurador. especificamente destinados à defesa dos interesses e direitos protegidos por este código. sem prejuízo de ampla divulgação pelos meios de comunicação social por parte dos órgãos de defesa do consumidor. Um vez proposta a ação. quando de âmbito local. O Ministério Público. Para a propositura da referida ação coletiva. Interesses individuais homogêneos são os direitos individuais cujo titular é perfeitamente identificável e cujo objeto é divisível e cindível. cujo uso ou consumo regular se revele nocivo ou perigoso à saúde pública e à incolumidade pessoal. fórmula ou acondicionamento de produto. direta ou indireta.no foro do lugar onde ocorreu ou deva ocorrer o dano. serão observadas as seguintes normas: I .a ação pode ser proposta no domicílio do autor. ainda que sem personalidade jurídica. a condenação será genérica. divulgação distribuição ou venda. II . Os legitimados a agir na forma deste código poderão propor ação visando compelir o Poder Público competente a proibir. Se são necessárias. 19.DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS As benfeitorias necessárias são aquelas feitas em benefício da coisa pertencente ao fornecedor. dispensada a autorização assemblear. em nome próprio e no interesse das vítimas ou seus sucessores. aplicando-se as regras do Código de Processo Civil aos casos de competência concorrente. é competente para a causa a justiça local: . em todo o território nacional. DAS AÇÕES DE RESPONSABILIDADE DO FORNECEDOR DE PRODUTOS E SERVIÇOS Na ação de responsabilidade civil do fornecedor de produtos e serviços. Logo.

inclusive as de natureza bancária. de crédito e securitária. criação. Art.078. móvel ou imóvel. d) pela garantia dos produtos e serviços com padrões adequados de qualidade. o respeito à sua dignidade.harmonização dos interesses dos participantes das relações de consumo e compatibilização da proteção do consumidor com a necessidade de desenvolvimento econômico e tecnológico. 170. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA. CAPÍTULO II Da Política Nacional de Relações de Consumo Art. com vistas à melhoria do mercado de consumo. construção. Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail. durabilidade e desempenho. § 1° Produto é qualquer bem. material ou imaterial. Art. 170.3. 32 Profa.com . 5°. quanto aos seus direitos e deveres.DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS LEI Nº 8. montagem. sempre com base na boa-fé e equilíbrio nas relações entre consumidores e fornecedores.reconhecimento da vulnerabilidade do consumidor no mercado de consumo. da Constituição Federal e art. Parágrafo único. nacional ou estrangeira. 2° Consumidor é toda pessoa física ou jurídica que adquire ou utiliza produto ou serviço como destinatário final. atendidos os seguintes princípios: (Redação dada pela Lei nº 9.1995) I .educação e informação de fornecedores e consumidores. importação. faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte lei: TÍTULO I Dos Direitos do Consumidor CAPÍTULO I Disposições Gerais Art. Equipara-se a consumidor a coletividade de pessoas. da Constituição Federal). de 21. DE 11 DE SETEMBRO DE 1990. de ordem pública e interesse social.008. IV . 3° Fornecedor é toda pessoa física ou jurídica. III . bem como os entes despersonalizados. b) por incentivos à criação e desenvolvimento de associações representativas. pública ou privada. bem como a transparência e harmonia das relações de consumo. que desenvolvem atividade de produção. mediante remuneração. segurança. saúde e segurança. que haja intervindo nas relações de consumo. financeira. nos termos dos arts. Dispõe sobre a proteção do consumidor e dá outras providências. 4º A Política Nacional das Relações de Consumo tem por objetivo o atendimento das necessidades dos consumidores.ação governamental no sentido de proteger efetivamente o consumidor: a) por iniciativa direta. transformação. c) pela presença do Estado no mercado de consumo. 48 de suas Disposições Transitórias. 1° O presente código estabelece normas de proteção e defesa do consumidor. a proteção de seus interesses econômicos. II . distribuição ou comercialização de produtos ou prestação de serviços. exportação. inciso XXXII. de modo a viabilizar os princípios nos quais se funda a ordem econômica (art. § 2° Serviço é qualquer atividade fornecida no mercado de consumo. salvo as decorrentes das relações de caráter trabalhista. ainda que indetermináveis. inciso V. a melhoria da sua qualidade de vida.

VII .a efetiva prevenção e reparação de danos patrimoniais e morais. III . II . qualidade e preço. características. individuais.com . com especificação correta de quantidade. Art. quando. entre outros: I .racionalização e melhoria dos serviços públicos. que possam causar prejuízos aos consumidores. integral e gratuita para o consumidor carente. inclusive com a inversão do ônus da prova.manutenção de assistência jurídica. no âmbito do Ministério Público.criação de Juizados Especiais de Pequenas Causas e Varas Especializadas para a solução de litígios de consumo. VII .a facilitação da defesa de seus direitos.a educação e divulgação sobre o consumo adequado dos produtos e serviços. assegurada a proteção Jurídica. a critério do juiz. assim como de mecanismos alternativos de solução de conflitos de consumo. 5° Para a execução da Política Nacional das Relações de Consumo.o acesso aos órgãos judiciários e administrativos com vistas à prevenção ou reparação de danos patrimoniais e morais. composição.DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS V . bem como contra práticas e cláusulas abusivas ou impostas no fornecimento de produtos e serviços.coibição e repressão eficientes de todos os abusos praticados no mercado de consumo.criação de delegacias de polícia especializadas no atendimento de consumidores vítimas de infrações penais de consumo. VI .incentivo à criação pelos fornecedores de meios eficientes de controle de qualidade e segurança de produtos e serviços. IV . III . IX .a informação adequada e clara sobre os diferentes produtos e serviços. V .estudo constante das modificações do mercado de consumo. contará o poder público com os seguintes instrumentos. 33 Profa. VIII . Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail. segundo as regras ordinárias de experiências. VIII . coletivos e difusos. for verossímil a alegação ou quando for ele hipossuficiente. § 2º (Vetado). V . IV .a proteção da vida. 6º São direitos básicos do consumidor: I . a seu favor.concessão de estímulos à criação e desenvolvimento das Associações de Defesa do Consumidor. VI . inclusive a concorrência desleal e utilização indevida de inventos e criações industriais das marcas e nomes comerciais e signos distintivos. coletivos ou difusos.(Vetado). administrativa e técnica aos necessitados. individuais. no processo civil. métodos comerciais coercitivos ou desleais. CAPÍTULO III Dos Direitos Básicos do Consumidor Art.a modificação das cláusulas contratuais que estabeleçam prestações desproporcionais ou sua revisão em razão de fatos supervenientes que as tornem excessivamente onerosas. II . § 1° (Vetado). saúde e segurança contra os riscos provocados por práticas no fornecimento de produtos e serviços considerados perigosos ou nocivos. bem como sobre os riscos que apresentem. asseguradas a liberdade de escolha e a igualdade nas contratações.a proteção contra a publicidade enganosa e abusiva.instituição de Promotorias de Justiça de Defesa do Consumidor.

da Prevenção e da Reparação dos Danos SEÇÃO I Da Proteção à Saúde e Segurança Art. costumes e eqüidade. sem prejuízo da adoção de outras medidas cabíveis em cada caso concreto. 34 Profa. 9° O fornecedor de produtos e serviços potencialmente nocivos ou perigosos à saúde ou segurança deverá informar. apresentação ou acondicionamento de seus produtos. 10.com . Art. independentemente da existência de culpa.a adequada e eficaz prestação dos serviços públicos em geral. 11. II . Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail. § 1° O produto é defeituoso quando não oferece a segurança que dele legitimamente se espera. montagem. levando-se em consideração as circunstâncias relevantes. obrigando-se os fornecedores. entre as quais: I .a época em que foi colocado em circulação. § 2° Os anúncios publicitários a que se refere o parágrafo anterior serão veiculados na imprensa. Art. de maneira ostensiva e adequada.DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS X . o produtor. os Estados. O fabricante. § 1° O fornecedor de produtos e serviços que. 12. e o importador respondem. em qualquer hipótese.sua apresentação. fórmulas. Art. (Vetado). de regulamentos expedidos pelas autoridades administrativas competentes. através de impressos apropriados que devam acompanhar o produto. construção. Em se tratando de produto industrial. analogia. manipulação. da legislação interna ordinária. III . Parágrafo único.o uso e os riscos que razoavelmente dele se esperam. tiver conhecimento da periculosidade que apresentem. a União. rádio e televisão. deverá comunicar o fato imediatamente às autoridades competentes e aos consumidores. exceto os considerados normais e previsíveis em decorrência de sua natureza e fruição. mediante anúncios publicitários. o construtor. bem como por informações insuficientes ou inadequadas sobre sua utilização e riscos. bem como dos que derivem dos princípios gerais do direito. § 3° Sempre que tiverem conhecimento de periculosidade de produtos ou serviços à saúde ou segurança dos consumidores. ao fabricante cabe prestar as informações a que se refere este artigo. CAPÍTULO IV Da Qualidade de Produtos e Serviços. fabricação. Art. 8° Os produtos e serviços colocados no mercado de consumo não acarretarão riscos à saúde ou segurança dos consumidores. às expensas do fornecedor do produto ou serviço. 7° Os direitos previstos neste código não excluem outros decorrentes de tratados ou convenções internacionais de que o Brasil seja signatário. Tendo mais de um autor a ofensa. todos responderão solidariamente pela reparação dos danos previstos nas normas de consumo. SEÇÃO II Da Responsabilidade pelo Fato do Produto e do Serviço Art. posteriormente à sua introdução no mercado de consumo. a respeito da sua nocividade ou periculosidade. O fornecedor não poderá colocar no mercado de consumo produto ou serviço que sabe ou deveria saber apresentar alto grau de nocividade ou periculosidade à saúde ou segurança. pela reparação dos danos causados aos consumidores por defeitos decorrentes de projeto. Parágrafo único. a dar as informações necessárias e adequadas a seu respeito. o Distrito Federal e os Municípios deverão informá-los a respeito. nacional ou estrangeiro.

Art. assim como por aqueles decorrentes da disparidade. Parágrafo único. Art. 35 Profa. III .o produto for fornecido sem identificação clara do seu fabricante.o modo de seu fornecimento.a culpa exclusiva do consumidor ou de terceiro. § 4° A responsabilidade pessoal dos profissionais liberais será apurada mediante a verificação de culpa. 18. 13.DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS § 2º O produto não é considerado defeituoso pelo fato de outro de melhor qualidade ter sido colocado no mercado. (Vetado). (Vetado). pela reparação dos danos causados aos consumidores por defeitos relativos à prestação dos serviços.a época em que foi fornecido. Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail. Art. nos termos do artigo anterior. 14. Art. da embalagem. levando-se em consideração as circunstâncias relevantes. II .não conservar adequadamente os produtos perecíveis. O comerciante é igualmente responsável.que não colocou o produto no mercado. § 1° O serviço é defeituoso quando não fornece a segurança que o consumidor dele pode esperar. quando: I . rotulagem ou mensagem publicitária. o defeito inexiste. Aquele que efetivar o pagamento ao prejudicado poderá exercer o direito de regresso contra os demais responsáveis. o produtor ou o importador não puderem ser identificados. Para os efeitos desta Seção. 16.que. o defeito inexiste. § 3° O fabricante. II . o produtor ou importador só não será responsabilizado quando provar: I .o fabricante. o construtor. § 2º O serviço não é considerado defeituoso pela adoção de novas técnicas. respeitadas as variações decorrentes de sua natureza. 15. § 3° O fornecedor de serviços só não será responsabilizado quando provar: I .o resultado e os riscos que razoavelmente dele se esperam. II . 17. podendo o consumidor exigir a substituição das partes viciadas. O fornecedor de serviços responde. produtor. SEÇÃO III Da Responsabilidade por Vício do Produto e do Serviço Art. III . construtor ou importador.que. o construtor. embora haja colocado o produto no mercado. tendo prestado o serviço. III . com a indicações constantes do recipiente. bem como por informações insuficientes ou inadequadas sobre sua fruição e riscos. segundo sua participação na causação do evento danoso. equiparam-se aos consumidores todas as vítimas do evento. Os fornecedores de produtos de consumo duráveis ou não duráveis respondem solidariamente pelos vícios de qualidade ou quantidade que os tornem impróprios ou inadequados ao consumo a que se destinam ou lhes diminuam o valor. entre as quais: I . II . Art. independentemente da existência de culpa.com .a culpa exclusiva do consumidor ou de terceiro.

ainda. a cláusula de prazo deverá ser convencionada em separado. e não sendo possível a substituição do bem. sem prejuízo de eventuais perdas e danos. II . diminuir-lhe o valor ou se tratar de produto essencial. 19. da embalagem. II . alterados. mediante complementação ou restituição de eventual diferença de preço. por qualquer motivo. marca ou modelo. em razão da extensão do vício. sem prejuízo do disposto nos incisos II e III do § 1° deste artigo. III .a substituição do produto por outro da mesma espécie.DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS § 1° Não sendo o vício sanado no prazo máximo de trinta dias. se revelem inadequados ao fim a que se destinam. II . não podendo ser inferior a sete nem superior a cento e oitenta dias. perigosos ou. assim como por aqueles decorrentes da disparidade com as indicações constantes da oferta ou mensagem publicitária.o abatimento proporcional do preço.a restituição imediata da quantia paga.a reexecução dos serviços. monetariamente atualizada. II . sem prejuízo de eventuais perdas e danos. sem os aludidos vícios. falsificados.os produtos cujos prazos de validade estejam vencidos. O fornecedor de serviços responde pelos vícios de qualidade que os tornem impróprios ao consumo ou lhes diminuam o valor. IV . rotulagem ou de mensagem publicitária. podendo o consumidor exigir. será responsável perante o consumidor o fornecedor imediato. monetariamente atualizada.os produtos que. Os fornecedores respondem solidariamente pelos vícios de quantidade do produto sempre que. Art. 20. Art. exceto quando identificado claramente seu produtor. § 2° O fornecedor imediato será responsável quando fizer a pesagem ou a medição e o instrumento utilizado não estiver aferido segundo os padrões oficiais. fraudados.o abatimento proporcional do preço. avariados. III . corrompidos. respeitadas as variações decorrentes de sua natureza. alternativamente e à sua escolha: I . sem prejuízo de eventuais perdas e danos. distribuição ou apresentação. por meio de manifestação expressa do consumidor. poderá haver substituição por outro de espécie. sem custo adicional e quando cabível. § 2° Poderão as partes convencionar a redução ou ampliação do prazo previsto no parágrafo anterior. podendo o consumidor exigir.a substituição do produto por outro da mesma espécie.os produtos deteriorados. Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail. III .complementação do peso ou medida. § 6° São impróprios ao uso e consumo: I . em perfeitas condições de uso. seu conteúdo líquido for inferior às indicações constantes do recipiente.a restituição imediata da quantia paga. § 3° O consumidor poderá fazer uso imediato das alternativas do § 1° deste artigo sempre que. § 4° Tendo o consumidor optado pela alternativa do inciso I do § 1° deste artigo. 36 Profa. nocivos à vida ou à saúde. alternativamente e à sua escolha: I . § 1° Aplica-se a este artigo o disposto no § 4° do artigo anterior. pode o consumidor exigir. adulterados. marca ou modelo diversos.a restituição imediata da quantia paga. monetariamente atualizada. § 5° No caso de fornecimento de produtos in natura. aqueles em desacordo com as normas regulamentares de fabricação. a substituição das partes viciadas puder comprometer a qualidade ou características do produto. Nos contratos de adesão.com . alternativamente e à sua escolha: I .

SEÇÃO IV Da Decadência e da Prescrição Art. concessionárias. vedada a exoneração contratual do fornecedor. A ignorância do fornecedor sobre os vícios de qualidade por inadequação dos produtos e serviços não o exime de responsabilidade. II .DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS III . 26. No fornecimento de serviços que tenham por objetivo a reparação de qualquer produto considerar-se-á implícita a obrigação do fornecedor de empregar componentes de reposição originais adequados e novos. eficientes. ou que mantenham as especificações técnicas do fabricante. Nos casos de descumprimento. bem como aqueles que não atendam as normas regulamentares de prestabilidade. 22. II . 24. tratando-se de fornecimento de serviço e de produtos duráveis. construtor ou importador e o que realizou a incorporação. Art. § 1° Inicia-se a contagem do prazo decadencial a partir da entrega efetiva do produto ou do término da execução § 2° Obstam a decadência: I . contínuos. Art. até seu encerramento. todos responderão solidariamente pela reparação prevista nesta e nas seções anteriores.(Vetado).a instauração de inquérito civil. tratando-se de fornecimento de serviço e de produtos não duráveis.noventa dias. quanto a estes últimos. quanto aos essenciais. 23. 25. são obrigados a fornecer serviços adequados. O direito de reclamar pelos vícios aparentes ou de fácil constatação caduca em: I . Art. autorização em contrário do consumidor. § 1° A reexecução dos serviços poderá ser confiada a terceiros devidamente capacitados. A garantia legal de adequação do produto ou serviço independe de termo expresso. Art. por conta e risco do fornecedor. salvo. serão as pessoas jurídicas compelidas a cumpri-las e a reparar os danos causados. por si ou suas empresas. Art. exonere ou atenue a obrigação de indenizar prevista nesta e nas seções anteriores. § 3° Tratando-se de vício oculto. Art. III . que deve ser transmitida de forma inequívoca. total ou parcial. dos serviços.a reclamação comprovadamente formulada pelo consumidor perante o fornecedor de produtos e serviços até a resposta negativa correspondente. § 2° Sendo o dano causado por componente ou peça incorporada ao produto ou serviço.com . § 2° São impróprios os serviços que se mostrem inadequados para os fins que razoavelmente deles se esperam. 37 Profa. permissionárias ou sob qualquer outra forma de empreendimento. É vedada a estipulação contratual de cláusula que impossibilite. 27. o prazo decadencial inicia-se no momento em que ficar evidenciado o defeito. seguros e. Prescreve em cinco anos a pretensão à reparação pelos danos causados por fato do produto ou do serviço prevista na Seção II deste Capítulo.trinta dias. iniciando-se a contagem do prazo a partir do conhecimento do dano e de sua autoria. Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail. são responsáveis solidários seu fabricante. Os órgãos públicos. na forma prevista neste código.o abatimento proporcional do preço. Parágrafo único. 21. § 1° Havendo mais de um responsável pela causação do dano. das obrigações referidas neste artigo.

Art. É proibida a publicidade de bens e serviços por telefone. SEÇÃO V Da Desconsideração da Personalidade Jurídica Art. quando a chamada for onerosa ao consumidor que a origina. de 2009) Art. Para os fins deste Capítulo e do seguinte. quantidade. equiparam-se aos consumidores todas as pessoas determináveis ou não. de alguma forma. CAPÍTULO V Das Práticas Comerciais SEÇÃO I Das Disposições Gerais Art. estado de insolvência. § 5° Também poderá ser desconsiderada a pessoa jurídica sempre que sua personalidade for. 30. claras. O juiz poderá desconsiderar a personalidade jurídica da sociedade quando. suficientemente precisa. (Vetado). Art. encerramento ou inatividade da pessoa jurídica provocados por má administração. § 2° As sociedades integrantes dos grupos societários e as sociedades controladas. Em caso de oferta ou venda por telefone ou reembolso postal. infração da lei. excesso de poder. garantia. houver abuso de direito. § 4° As sociedades coligadas só responderão por culpa. 38 Profa. 31. A oferta e apresentação de produtos ou serviços devem assegurar informações corretas.989. SEÇÃO II Da Oferta Art. obstáculo ao ressarcimento de prejuízos causados aos consumidores. Parágrafo único. fato ou ato ilícito ou violação dos estatutos ou contrato social. deve constar o nome do fabricante e endereço na embalagem. nos produtos refrigerados oferecidos ao consumidor. entre outros dados. § 1° (Vetado). 34. 32. preço. bem como sobre os riscos que apresentam à saúde e segurança dos consumidores. de 2008). serão gravadas de forma indelével. prazos de validade e origem.800. 33. (Incluído pela Lei nº 11. veiculada por qualquer forma ou meio de comunicação com relação a produtos e serviços oferecidos ou apresentados.com . 29. ostensivas e em língua portuguesa sobre suas características. expostas às práticas nele previstas. composição. Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail. Os fabricantes e importadores deverão assegurar a oferta de componentes e peças de reposição enquanto não cessar a fabricação ou importação do produto. 28. obriga o fornecedor que a fizer veicular ou dela se utilizar e integra o contrato que vier a ser celebrado. § 3° As sociedades consorciadas são solidariamente responsáveis pelas obrigações decorrentes deste código. qualidades. publicidade e em todos os impressos utilizados na transação comercial. Parágrafo único. Parágrafo único. As informações de que trata este artigo. (Incluído pela Lei nº 11. Art.DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS Parágrafo único. são subsidiariamente responsáveis pelas obrigações decorrentes deste código. precisas. na forma da lei. Cessadas a produção ou importação. a oferta deverá ser mantida por período razoável de tempo. A desconsideração também será efetivada quando houver falência. em detrimento do consumidor. O fornecedor do produto ou serviço é solidariamente responsável pelos atos de seus prepostos ou representantes autônomos. Toda informação ou publicidade.

ainda.repassar informação depreciativa. 35. sem solicitação prévia. a identifique como tal. O fornecedor. 37. quantidade. alternativamente e à sua livre escolha: I .884. a que incite à violência. conhecimento ou condição social. II . mesmo por omissão. Se o fornecedor de produtos ou serviços recusar cumprimento à oferta. É vedado ao fornecedor de produtos ou serviços. sem justa causa. características. 36. nos termos da oferta. dentre outras práticas abusivas: (Redação dada pela Lei nº 8. Art. III . de 11. § 4° (Vetado). SEÇÃO III Da Publicidade Art. SEÇÃO IV Das Práticas Abusivas Art. saúde. IV . inteira ou parcialmente falsa. na exata medida de suas disponibilidades de estoque. a publicidade é enganosa por omissão quando deixar de informar sobre dado essencial do produto ou serviço. 38. os dados fáticos.condicionar o fornecimento de produto ou de serviço ao fornecimento de outro produto ou serviço.executar serviços sem a prévia elaboração de orçamento e autorização expressa do consumidor.aceitar outro produto ou prestação de serviço equivalente. monetariamente atualizada. É proibida toda publicidade enganosa ou abusiva. V .prevalecer-se da fraqueza ou ignorância do consumidor. com direito à restituição de quantia eventualmente antecipada. origem. qualidade. § 1° É enganosa qualquer modalidade de informação ou comunicação de caráter publicitário.enviar ou entregar ao consumidor.rescindir o contrato. a limites quantitativos. de conformidade com os usos e costumes. 39. ou. para informação dos legítimos interessados. e. II . bem como. dentre outras a publicidade discriminatória de qualquer natureza.DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS Art.com . A publicidade deve ser veiculada de tal forma que o consumidor. propriedades. § 2° É abusiva. ou que seja capaz de induzir o consumidor a se comportar de forma prejudicial ou perigosa à sua saúde ou segurança. o consumidor poderá. VI . Parágrafo único. na publicidade de seus produtos ou serviços. tendo em vista sua idade.6. técnicos e científicos que dão sustentação à mensagem. ou fornecer qualquer serviço. Art. 39 Profa. § 3° Para os efeitos deste código. VII . III . fácil e imediatamente. apresentação ou publicidade. O ônus da prova da veracidade e correção da informação ou comunicação publicitária cabe a quem as patrocina. qualquer produto.recusar atendimento às demandas dos consumidores.exigir o cumprimento forçado da obrigação. por qualquer outro modo. Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail. apresentação ou publicidade. capaz de induzir em erro o consumidor a respeito da natureza.1994) I . desrespeita valores ambientais. para impingir-lhe seus produtos ou serviços. explore o medo ou a superstição. e a perdas e danos. ressalvadas as decorrentes de práticas anteriores entre as partes. preço e quaisquer outros dados sobre produtos e serviços. em seu poder. manterá.exigir do consumidor vantagem manifestamente excessiva. referente a ato praticado pelo consumidor no exercício de seus direitos. se aproveite da deficiência de julgamento e experiência da criança.

contado de seu recebimento pelo consumidor. as condições de pagamento. no mercado de consumo.Dispositivo incluído pela MPV nº 1. Normalização e Qualidade Industrial (Conmetro). Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail. de 21. terá acesso às informações existentes em cadastros. acrescido de correção monetária e juros legais.1999 XII . o consumidor inadimplente não será exposto a ridículo.3.1999) Parágrafo único. claros.1995) XIII . verdadeiros e em linguagem de fácil compreensão. bem como sobre as suas respectivas fontes. sem prejuízo do disposto no art. se normas específicas não existirem. Art. salvo hipótese de engano justificável. Parágrafo único. o desfazimento do negócio. monetariamente atualizada.6. fichas. de 23. na hipótese prevista no inciso III. bem como as datas de início e término dos serviços. qualquer produto ou serviço em desacordo com as normas expedidas pelos órgãos oficiais competentes ou. deverão constar o nome. diretamente a quem se disponha a adquiri-los mediante pronto pagamento. 42-A. o valor orçado terá validade pelo prazo de dez dias. responderem pela restituição da quantia recebida em excesso. § 3° O consumidor não responde por quaisquer ônus ou acréscimos decorrentes da contratação de serviços de terceiros não previstos no orçamento prévio. de 22. 40 Profa.DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS VIII .aplicar fórmula ou índice de reajuste diverso do legal ou contratualmente estabelecido. O consumidor cobrado em quantia indevida tem direito à repetição do indébito. o orçamento obriga os contraentes e somente pode ser alterado mediante livre negociação das partes. pela Associação Brasileira de Normas Técnicas ou outra entidade credenciada pelo Conselho Nacional de Metrologia. 86. Art. transformado em inciso XIII.884. No caso de fornecimento de produtos ou de serviços sujeitos ao regime de controle ou de tabelamento de preços. inexistindo obrigação de pagamento.10. de 2009) SEÇÃO VI Dos Bancos de Dados e Cadastros de Consumidores Art. O consumidor. (Incluído pela Lei nº 9.890-67.6. 41. de 23.11. § 1º Salvo estipulação em contrário. Na cobrança de débitos.039. Os serviços prestados e os produtos remetidos ou entregues ao consumidor. O fornecedor de serviço será obrigado a entregar ao consumidor orçamento prévio discriminando o valor da mão-de-obra.008.870. por valor igual ao dobro do que pagou em excesso. o endereço e o número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas – CPF ou no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica – CNPJ do fornecedor do produto ou serviço correspondente.884. IX .colocar. de 11. (Incluído pela Lei nº 8.11. Em todos os documentos de cobrança de débitos apresentados ao consumidor. de 11.1994) X .1999. ressalvados os casos de intermediação regulados em leis especiais. (Incluído pela Lei nº 12.1994) XI . 40.elevar sem justa causa o preço de produtos ou serviços.(Incluído pela Lei nº 9. § 2° Uma vez aprovado pelo consumidor. SEÇÃO V Da Cobrança de Dívidas Art. nem será submetido a qualquer tipo de constrangimento ou ameaça. podendo o consumidor exigir à sua escolha. Art. dos materiais e equipamentos a serem empregados. 42. § 1° Os cadastros e dados de consumidores devem ser objetivos. sem prejuízo de outras sanções cabíveis.recusar a venda de bens ou a prestação de serviços. equiparamse às amostras grátis.com . 43. registros e dados pessoais e de consumo arquivados sobre ele. (Redação dada pela Lei nº 8. quando da converão na Lei nº 9.870. não podendo conter informações negativas referentes a período superior a cinco anos.deixar de estipular prazo para o cumprimento de sua obrigação ou deixar a fixação de seu termo inicial a seu exclusivo critério. os fornecedores deverão respeitar os limites oficiais sob pena de não o fazendo.

devendo o arquivista. especialmente por telefone ou a domicílio. Art. no ato do fornecimento. A garantia contratual é complementar à legal e será conferida mediante termo escrito. quando não solicitada por ele. serão devolvidos. § 4° Os bancos de dados e cadastros relativos a consumidores. CAPÍTULO VI Da Proteção Contratual SEÇÃO I Disposições Gerais Art. ensejando inclusive execução específica. 46. quaisquer informações que possam impedir ou dificultar novo acesso ao crédito junto aos fornecedores. ficha. Os órgãos públicos de defesa do consumidor manterão cadastros atualizados de reclamações fundamentadas contra fornecedores de produtos e serviços. 84 e parágrafos. 49. § 3° O consumidor. 44. § 2° Aplicam-se a este artigo. § 1° É facultado o acesso às informações lá constantes para orientação e consulta por qualquer interessado. SEÇÃO II Das Cláusulas Abusivas Art. os valores eventualmente pagos. 51. Parágrafo único. devidamente preenchido pelo fornecedor. de instalação e uso do produto em linguagem didática. os serviços de proteção ao crédito e congêneres são considerados entidades de caráter público. a qualquer título. no prazo de 7 dias a contar de sua assinatura ou do ato de recebimento do produto ou serviço. poderá exigir sua imediata correção. se não lhes for dada a oportunidade de tomar conhecimento prévio de seu conteúdo. ou se os respectivos instrumentos forem redigidos de modo a dificultar a compreensão de seu sentido e alcance. 22 deste código.DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS § 2° A abertura de cadastro. comunicar a alteração aos eventuais destinatários das informações incorretas. sempre que encontrar inexatidão nos seus dados e cadastros. entre outras. 48. acompanhado de manual de instrução. com ilustrações. durante o prazo de reflexão. § 5° Consumada a prescrição relativa à cobrança de débitos do consumidor. Parágrafo único. São nulas de pleno direito. registro e dados pessoais e de consumo deverá ser comunicada por escrito ao consumidor. não serão fornecidas. As cláusulas contratuais serão interpretadas de maneira mais favorável ao consumidor. Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail. de imediato. Art. as cláusulas contratuais relativas ao fornecimento de produtos e serviços que: 41 Profa. as mesmas regras enunciadas no artigo anterior e as do parágrafo único do art. As declarações de vontade constantes de escritos particulares. Art. (Vetado). o prazo e o lugar em que pode ser exercitada e os ônus a cargo do consumidor. Os contratos que regulam as relações de consumo não obrigarão os consumidores. 45. O consumidor pode desistir do contrato. no que couber.com . recibos e pré-contratos relativos às relações de consumo vinculam o fornecedor. Se o consumidor exercitar o direito de arrependimento previsto neste artigo. O termo de garantia ou equivalente deve ser padronizado e esclarecer. devendo ser-lhe entregue. pelos respectivos Sistemas de Proteção ao Crédito. Art. Art. de maneira adequada em que consiste a mesma garantia. no prazo de cinco dias úteis. monetariamente atualizados. devendo divulgá-lo pública e anualmente. 47. sempre que a contratação de fornecimento de produtos e serviços ocorrer fora do estabelecimento comercial. Art. A divulgação indicará se a reclamação foi atendida ou não pelo fornecedor. bem como a forma. nos termos do art. 50.

entre outros requisitos. entre outros casos. § 3° (Vetado). VI . o interesse das partes e outras circunstâncias peculiares ao caso.estabeleçam inversão do ônus da prova em prejuízo do consumidor.infrinjam ou possibilitem a violação de normas ambientais. ou sejam incompatíveis com a boa-fé ou a eqüidade. após sua celebração. § 4° É facultado a qualquer consumidor ou entidade que o represente requerer ao Ministério Público que ajuíze a competente ação para ser declarada a nulidade de cláusula contratual que contrarie o disposto neste código ou de qualquer forma não assegure o justo equilíbrio entre direitos e obrigações das partes.possibilitem a renúncia do direito de indenização por benfeitorias necessárias.restringe direitos ou obrigações fundamentais inerentes à natureza do contrato. embora obrigando o consumidor.permitam ao fornecedor. em situações justificáveis. XI .transfiram responsabilidades a terceiros.DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS I .se mostra excessivamente onerosa para o consumidor.impossibilitem. IX . Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail. nos casos previstos neste código. § 2° A nulidade de uma cláusula contratual abusiva não invalida o contrato.deixem ao fornecedor a opção de concluir ou não o contrato. considerando-se a natureza e conteúdo do contrato. § 1º Presume-se exagerada. XVI . o fornecedor deverá. Nas relações de consumo entre o fornecedor e o consumidor pessoa jurídica. V . decorrer ônus excessivo a qualquer das partes. a indenização poderá ser limitada. a vontade que: I . apesar dos esforços de integração. III .subtraiam ao consumidor a opção de reembolso da quantia já paga.estejam em desacordo com o sistema de proteção ao consumidor. II . XIV .estabeleçam obrigações consideradas iníquas. 52.determinem a utilização compulsória de arbitragem.imponham representante para concluir ou realizar outro negócio jurídico pelo consumidor. VIII .com . VII . Art. IV .obriguem o consumidor a ressarcir os custos de cobrança de sua obrigação.autorizem o fornecedor a modificar unilateralmente o conteúdo ou a qualidade do contrato.(Vetado).ofende os princípios fundamentais do sistema jurídico a que pertence. de tal modo a ameaçar seu objeto ou equilíbrio contratual. sem que igual direito seja conferido ao consumidor. exonerem ou atenuem a responsabilidade do fornecedor por vícios de qualquer natureza dos produtos e serviços ou impliquem renúncia ou disposição de direitos. No fornecimento de produtos ou serviços que envolva outorga de crédito ou concessão de financiamento ao consumidor. X . informá-lo prévia e adequadamente sobre: 42 Profa. que coloquem o consumidor em desvantagem exagerada. XV . II . variação do preço de maneira unilateral. exceto quando de sua ausência. abusivas. direta ou indiretamente.autorizem o fornecedor a cancelar o contrato unilateralmente. sem que igual direito lhe seja conferido contra o fornecedor. XIII . III . XII .

total ou parcialmente. baixando as normas que se fizerem necessárias. da informação e do bem-estar do consumidor. 54.8. distribuição. a publicidade de produtos e serviços e o mercado de consumo. § 1° (Vetado). Art. 55. § 2° Nos contratos de adesão admite-se cláusula resolutória. SEÇÃO III Dos Contratos de Adesão Art. § 1° A União. a compensação ou a restituição das parcelas quitadas. além da vantagem econômica auferida com a fruição.1996) § 2º É assegurado ao consumidor a liquidação antecipada do débito. na forma deste artigo.número e periodicidade das prestações. (Redação dada pela nº 11. terá descontada. 53.acréscimos legalmente previstos. cujo tamanho da fonte não será inferior ao corpo doze. da segurança. em caráter concorrente e nas suas respectivas áreas de atuação administrativa. § 3º (Vetado).DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS I . IV . no interesse da preservação da vida. II .soma total a pagar. de 1º.(Redação dada pela Lei nº 9. o Distrito Federal e os Municípios fiscalizarão e controlarão a produção. pleitear a resolução do contrato e a retomada do produto alienado. bem como nas alienações fiduciárias em garantia. Contrato de adesão é aquele cujas cláusulas tenham sido aprovadas pela autoridade competente ou estabelecidas unilateralmente pelo fornecedor de produtos ou serviços. 43 Profa. os Estados.656. de 1993) Art. § 2º Nos contratos do sistema de consórcio de produtos duráveis. A União. permitindo sua imediata e fácil compreensão. § 3° Os contratos de que trata o caput deste artigo serão expressos em moeda corrente nacional. de modo a facilitar sua compreensão pelo consumidor. industrialização. da saúde. desde que a alternativa. baixarão normas relativas à produção.298. ressalvando-se o disposto no § 2° do artigo anterior.785.preço do produto ou serviço em moeda corrente nacional. distribuição e consumo de produtos e serviços. em razão do inadimplemento. com e sem financiamento. § 1° As multas de mora decorrentes do inadimplemento de obrigações no seu termo não poderão ser superiores a dois por cento do valor da prestação. sem que o consumidor possa discutir ou modificar substancialmente seu conteúdo.montante dos juros de mora e da taxa efetiva anual de juros. industrialização. consideram-se nulas de pleno direito as cláusulas que estabeleçam a perda total das prestações pagas em benefício do credor que. III . Nos contratos de compra e venda de móveis ou imóveis mediante pagamento em prestações. cabendo a escolha ao consumidor. mediante redução proporcional dos juros e demais acréscimos.com . § 3o Os contratos de adesão escritos serão redigidos em termos claros e com caracteres ostensivos e legíveis. Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail. V . § 1° A inserção de cláusula no formulário não desfigura a natureza de adesão do contrato. os prejuízos que o desistente ou inadimplente causar ao grupo. § 5° (Vetado) CAPÍTULO VII Das Sanções Administrativas (Vide Lei nº 8. de 2008) § 4° As cláusulas que implicarem limitação de direito do consumidor deverão ser redigidas com destaque. os Estados e o Distrito Federal.

ou para os Fundos estaduais ou municipais de proteção ao consumidor nos demais casos. As penas de apreensão. penal e das definidas em normas específicas: I .cassação de licença do estabelecimento ou de atividade.apreensão do produto. § 4° Os órgãos oficiais poderão expedir notificações aos fornecedores para que. quando o fornecedor reincidir na prática das infrações de maior gravidade previstas neste código e na legislação de consumo.revogação de concessão ou permissão de uso. XII . 44 Profa.DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS § 2° (Vetado). 57. no âmbito de sua atribuição. Art. de obra ou de atividade.suspensão temporária de atividade.suspensão de fornecimento de produtos ou serviço. de cassação do registro do produto e revogação da concessão ou permissão de uso serão aplicadas pela administração. sendo obrigatória a participação dos consumidores e fornecedores. será aplicada mediante procedimento administrativo. X . Art. As infrações das normas de defesa do consumidor ficam sujeitas. § 1° A pena de cassação da concessão será aplicada à concessionária de serviço público. ou índice equivalente que venha a substituí-lo.656. II . VII . assegurada ampla defesa. (Redação dada pela Lei nº 8. Parágrafo único.9.347.1993) Parágrafo único. antecedente ou incidente de procedimento administrativo.5. de 24 de julho de 1985.intervenção administrativa. total ou parcial.imposição de contrapropaganda. resguardado o segredo industrial. III . V . IX . do Distrito Federal e municipais com atribuições para fiscalizar e controlar o mercado de consumo manterão comissões permanentes para elaboração.cassação do registro do produto junto ao órgão competente. de 6. VI . bem como a de intervenção administrativa. de suspensão do fornecimento de produto ou serviço. conforme o caso. A multa será em montante não inferior a duzentas e não superior a três milhões de vezes o valor da Unidade Fiscal de Referência (Ufir). de inutilização de produtos. XI . mediante procedimento administrativo. sob pena de desobediência. assegurada ampla defesa.inutilização do produto. a vantagem auferida e a condição econômica do fornecedor. às seguintes sanções administrativas. 59. (Parágrafo acrescentado pela Lei nº 8. quando forem constatados vícios de quantidade ou de qualidade por inadequação ou insegurança do produto ou serviço.multa. Art.703. 58. graduada de acordo com a gravidade da infração. revisão e atualização das normas referidas no § 1°. revertendo para o Fundo de que trata a Lei nº 7. A pena de multa.1993) Art. § 3° Os órgãos federais. de estabelecimento. de interdição e de suspensão temporária da atividade. estaduais. podendo ser aplicadas cumulativamente. inclusive por medida cautelar.proibição de fabricação do produto. Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail. prestem informações sobre questões de interesse do consumidor.com . sem prejuízo das de natureza civil. serão aplicadas mediante procedimento administrativo. de proibição de fabricação de produtos. de 21. As penas de cassação de alvará de licença. IV . quando violar obrigação legal ou contratual. As sanções previstas neste artigo serão aplicadas pela autoridade administrativa.interdição. VIII . 56. os valores cabíveis à União.

DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS
§ 2° A pena de intervenção administrativa será aplicada sempre que as circunstâncias de fato desaconselharem a cassação de licença, a interdição ou suspensão da atividade. § 3° Pendendo ação judicial na qual se discuta a imposição de penalidade administrativa, não haverá reincidência até o trânsito em julgado da sentença. Art. 60. A imposição de contrapropaganda será cominada quando o fornecedor incorrer na prática de publicidade enganosa ou abusiva, nos termos do art. 36 e seus parágrafos, sempre às expensas do infrator. § 1º A contrapropaganda será divulgada pelo responsável da mesma forma, freqüência e dimensão e, preferencialmente no mesmo veículo, local, espaço e horário, de forma capaz de desfazer o malefício da publicidade enganosa ou abusiva. § 2° (Vetado) § 3° (Vetado). TÍTULO II Das Infrações Penais Art. 61. Constituem crimes contra as relações de consumo previstas neste código, sem prejuízo do disposto no Código Penal e leis especiais, as condutas tipificadas nos artigos seguintes. Art. 62. (Vetado). Art. 63. Omitir dizeres ou sinais ostensivos sobre a nocividade ou periculosidade de produtos, nas embalagens, nos invólucros, recipientes ou publicidade: Pena - Detenção de seis meses a dois anos e multa. § 1° Incorrerá nas mesmas penas quem deixar de alertar, mediante recomendações escritas ostensivas, sobre a periculosidade do serviço a ser prestado. § 2° Se o crime é culposo: Pena Detenção de um a seis meses ou multa. Art. 64. Deixar de comunicar à autoridade competente e aos consumidores a nocividade ou periculosidade de produtos cujo conhecimento seja posterior à sua colocação no mercado: Pena - Detenção de seis meses a dois anos e multa. Parágrafo único. Incorrerá nas mesmas penas quem deixar de retirar do mercado, imediatamente quando determinado pela autoridade competente, os produtos nocivos ou perigosos, na forma deste artigo. Art. 65. Executar serviço de alto grau de periculosidade, contrariando determinação de autoridade competente: Pena Detenção de seis meses a dois anos e multa. Parágrafo único. As penas deste artigo são aplicáveis sem prejuízo das correspondentes à lesão corporal e à morte. Art. 66. Fazer afirmação falsa ou enganosa, ou omitir informação relevante sobre a natureza, característica, qualidade, quantidade, segurança, desempenho, durabilidade, preço ou garantia de produtos ou serviços: Pena - Detenção de três meses a um ano e multa. § 1º Incorrerá nas mesmas penas quem patrocinar a oferta.

45
Profa. Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail.com

DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS
§ 2º Se o crime é culposo; Pena Detenção de um a seis meses ou multa. Art. 67. Fazer ou promover publicidade que sabe ou deveria saber ser enganosa ou abusiva: Pena Detenção de três meses a um ano e multa. Parágrafo único. (Vetado). Art. 68. Fazer ou promover publicidade que sabe ou deveria saber ser capaz de induzir o consumidor a se comportar de forma prejudicial ou perigosa a sua saúde ou segurança: Pena - Detenção de seis meses a dois anos e multa: Parágrafo único. (Vetado). Art. 69. Deixar de organizar dados fáticos, técnicos e científicos que dão base à publicidade: Pena Detenção de um a seis meses ou multa. Art. 70. Empregar na reparação de produtos, peça ou componentes de reposição usados, sem autorização do consumidor: Pena Detenção de três meses a um ano e multa. Art. 71. Utilizar, na cobrança de dívidas, de ameaça, coação, constrangimento físico ou moral, afirmações falsas incorretas ou enganosas ou de qualquer outro procedimento que exponha o consumidor, injustificadamente, a ridículo ou interfira com seu trabalho, descanso ou lazer: Pena Detenção de três meses a um ano e multa. Art. 72. Impedir ou dificultar o acesso do consumidor às informações que sobre ele constem em cadastros, banco de dados, fichas e registros: Pena Detenção de seis meses a um ano ou multa. Art. 73. Deixar de corrigir imediatamente informação sobre consumidor constante de cadastro, banco de dados, fichas ou registros que sabe ou deveria saber ser inexata: Pena Detenção de um a seis meses ou multa. Art. 74. Deixar de entregar ao consumidor o termo de garantia adequadamente preenchido e com especificação clara de seu conteúdo; Pena Detenção de um a seis meses ou multa. Art. 75. Quem, de qualquer forma, concorrer para os crimes referidos neste código, incide as penas a esses cominadas na medida de sua culpabilidade, bem como o diretor, administrador ou gerente da pessoa jurídica que promover, permitir ou por qualquer modo aprovar o fornecimento, oferta, exposição à venda ou manutenção em depósito de produtos ou a oferta e prestação de serviços nas condições por ele proibidas. Art. 76. São circunstâncias agravantes dos crimes tipificados neste código: I - serem cometidos em época de grave crise econômica ou por ocasião de calamidade; II - ocasionarem grave dano individual ou coletivo; III - dissimular-se a natureza ilícita do procedimento;

46
Profa. Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail.com

DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS
IV - quando cometidos: a) por servidor público, ou por pessoa cuja condição econômico-social seja manifestamente superior à da vítima; b) em detrimento de operário ou rurícola; de menor de dezoito ou maior de sessenta anos ou de pessoas portadoras de deficiência mental interditadas ou não; V - serem praticados em operações que envolvam alimentos, medicamentos ou quaisquer outros produtos ou serviços essenciais . Art. 77. A pena pecuniária prevista nesta Seção será fixada em dias-multa, correspondente ao mínimo e ao máximo de dias de duração da pena privativa da liberdade cominada ao crime. Na individualização desta multa, o juiz observará o disposto no art. 60, §1° do Código Penal. Art. 78. Além das penas privativas de liberdade e de multa, podem ser impostas, cumulativa ou alternadamente, observado odisposto nos arts. 44 a 47, do Código Penal: I - a interdição temporária de direitos; II - a publicação em órgãos de comunicação de grande circulação ou audiência, às expensas do condenado, de notícia sobre os fatos e a condenação; III - a prestação de serviços à comunidade. Art. 79. O valor da fiança, nas infrações de que trata este código, será fixado pelo juiz, ou pela autoridade que presidir o inquérito, entre cem e duzentas mil vezes o valor do Bônus do Tesouro Nacional (BTN), ou índice equivalente que venha a substituí-lo. Parágrafo único. Se assim recomendar a situação econômica do indiciado ou réu, a fiança poderá ser: a) reduzida até a metade do seu valor mínimo; b) aumentada pelo juiz até vinte vezes. Art. 80. No processo penal atinente aos crimes previstos neste código, bem como a outros crimes e contravenções que envolvam relações de consumo, poderão intervir, como assistentes do Ministério Público, os legitimados indicados no art. 82, inciso III e IV, aos quais também é facultado propor ação penal subsidiária, se a denúncia não for oferecida no prazo legal. TÍTULO III Da Defesa do Consumidor em Juízo CAPÍTULO I Disposições Gerais Art. 81. A defesa dos interesses e direitos dos consumidores e das vítimas poderá ser exercida em juízo individualmente, ou a título coletivo. Parágrafo único. A defesa coletiva será exercida quando se tratar de: I - interesses ou direitos difusos, assim entendidos, para efeitos deste código, os transindividuais, de natureza indivisível, de que sejam titulares pessoas indeterminadas e ligadas por circunstâncias de fato; II - interesses ou direitos coletivos, assim entendidos, para efeitos deste código, os transindividuais, de natureza indivisível de que seja titular grupo, categoria ou classe de pessoas ligadas entre si ou com a parte contrária por uma relação jurídica base; III - interesses ou direitos individuais homogêneos, assim entendidos os decorrentes de origem comum. Art. 82. Para os fins do art. 81, parágrafo único, são legitimados concorrentemente: (Redação dada pela Lei nº 9.008, de 21.3.1995) I - o Ministério Público,

47
Profa. Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail.com

§ 5° Para a tutela específica ou para a obtenção do resultado prático equivalente.com . Art. § 2° A indenização por perdas e danos se fará sem prejuízo da multa (art. em honorários de advogados. Art. § 4° O juiz poderá.DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS II . Aplicam-se às ações previstas neste título as normas do Código de Processo Civil e da Lei n° 7. do Código de Processo Civil). sem prejuízo da responsabilidade por perdas e danos. Na ação que tenha por objeto o cumprimento da obrigação de fazer ou não fazer. Parágrafo único. 48 Profa. remoção de coisas e pessoas. fixando prazo razoável para o cumprimento do preceito. § 1° A conversão da obrigação em perdas e danos somente será admissível se por elas optar o autor ou se impossível a tutela específica ou a obtenção do resultado prático correspondente. 91 e seguintes. 87. poderá o juiz determinar as medidas necessárias. § 2° (Vetado). Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail. é lícito ao juiz conceder a tutela liminarmente ou após justificação prévia. Art.347. nem condenação da associação autora. a ação de regresso poderá ser ajuizada em processo autônomo. facultada a possibilidade de prosseguir-se nos mesmos autos. o juiz concederá a tutela específica da obrigação ou determinará providências que assegurem o resultado prático equivalente ao do adimplemento. os Municípios e o Distrito Federal. § 3° Sendo relevante o fundamento da demanda e havendo justificado receio de ineficácia do provimento final. custas e despesas processuais.as associações legalmente constituídas há pelo menos um ano e que incluam entre seus fins institucionais a defesa dos interesses e direitos protegidos por este código. impedimento de atividade nociva. quando haja manifesto interesse social evidenciado pela dimensão ou característica do dano. 85. além de requisição de força policial. na hipótese do § 3° ou na sentença. parágrafo único deste código. tais como busca e apreensão.as entidades e órgãos da Administração Pública. Art. a associação autora e os diretores responsáveis pela propositura da ação serão solidariamente condenados em honorários advocatícios e ao décuplo das custas. (Vetado). 287. ainda que sem personalidade jurídica. dispensada a autorização assemblear. 90. 89. Art. § 1° O requisito da pré-constituição pode ser dispensado pelo juiz. inclusive no que respeita ao inquérito civil. (Vetado) Art. vedada a denunciação da lide. 86. (Vetado). destinados à defesa dos interesses e direitos protegidos por este código. citado o réu. Para a defesa dos direitos e interesses protegidos por este código são admissíveis todas as espécies de ações capazes de propiciar sua adequada e efetiva tutela. especificamente IV . III . honorários periciais e quaisquer outras despesas. Nas ações coletivas de que trata este código não haverá adiantamento de custas. 83. (Vetado). Em caso de litigância de má-fé. § 3° (Vetado). independentemente de pedido do autor. direta ou indireta. 84. emolumentos. salvo comprovada má-fé. Art.a União. naquilo que não contrariar suas disposições. se for suficiente ou compatível com a obrigação. Parágrafo único. Art. de 24 de julho de 1985. impor multa diária ao réu. nas ações previstas nos arts. 13. Na hipótese do art. os Estados. desfazimento de obra. 88. ou pela relevância do bem jurídico a ser protegido.

82. Art. ação civil coletiva de responsabilidade pelos danos individualmente sofridos. sendo promovida pelos legitimados de que trata o art. 97.3. fixando a responsabilidade do réu pelos danos causados.008. sem prejuízo de ampla divulgação pelos meios de comunicação social por parte dos órgãos de defesa do consumidor. 100.1995) § 1° A execução coletiva far-se-á com base em certidão das sentenças de liquidação. II . a condenação será genérica. Os legitimados de que trata o art. de 24 de julho de 1985.da ação condenatória.° 7.DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS CAPÍTULO II Das Ações Coletivas Para a Defesa de Interesses Individuais Homogêneos Art. quando coletiva a execução. estas terão preferência no pagamento.no foro do lugar onde ocorreu ou deva ocorrer o dano. Art. 92. (Vetado). de acordo com o disposto nos artigos seguintes. Art. Parágrafo único. O Ministério Público. (Redação dada pela Lei nº 9.° 7. de 21. Parágrafo único.1995) Art. assim como pelos legitimados de que trata o art. Decorrido o prazo de um ano sem habilitação de interessados em número compatível com a gravidade do dano. Art. A liquidação e a execução de sentença poderão ser promovidas pela vítima e seus sucessores. 94. Em caso de concurso de créditos decorrentes de condenação prevista na Lei n. poderão os legitimados do art. será publicado edital no órgão oficial. aplicando-se as regras do Código de Processo Civil aos casos de competência concorrente. 96.347 de 24 de julho de 1985. da qual deverá constar a ocorrência ou não do trânsito em julgado. para os danos de âmbito nacional ou regional.no foro da Capital do Estado ou no do Distrito Federal. em nome próprio e no interesse das vítimas ou seus sucessores. Art. Em caso de procedência do pedido. 82 promover a liquidação e execução da indenização devida.da liquidação da sentença ou da ação condenatória. 98. CAPÍTULO III Das Ações de Responsabilidade do Fornecedor de Produtos e Serviços 49 Profa. 93. ficará sustada enquanto pendentes de decisão de segundo grau as ações de indenização pelos danos individuais. 95. (Redação dada pela Lei nº 9. Parágrafo único.3. quando de âmbito local. no caso de execução individual. se não ajuizar a ação. O produto da indenização devida reverterá para o fundo criado pela Lei n.com . Para efeito do disposto neste artigo. II . de 24 de julho de 1985 e de indenizações pelos prejuízos individuais resultantes do mesmo evento danoso. Parágrafo único. (Vetado). de 21. 99. a fim de que os interessados possam intervir no processo como litisconsortes. Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail.347. § 2° É competente para a execução o juízo: I .347. sem prejuízo do ajuizamento de outras execuções. abrangendo as vítimas cujas indenizações já tiveram sido fixadas em sentença de liquidação. 91. atuará sempre como fiscal da lei. (Vetado). Art. 82. Art.008. Art. A execução poderá ser coletiva. Ressalvada a competência da Justiça Federal. salvo na hipótese de o patrimônio do devedor ser manifestamente suficiente para responder pela integralidade das dívidas. é competente para a causa a justiça local: I . Proposta a ação. a destinação da importância recolhida ao fundo criado pela Lei n°7. 82 poderão propor.

de 24 de julho de 1985.a ação pode ser proposta no domicílio do autor. na hipótese do inciso III do parágrafo único do art. 81.ultra partes. estaduais. a produção. os órgãos federais.o réu que houver contratado seguro de responsabilidade poderá chamar ao processo o segurador. categoria ou classe. se procedente o pedido. vedada a denunciação da lide ao Instituto de Resseguros do Brasil e dispensado o litisconsórcio obrigatório com este. O Departamento Nacional de Defesa do Consumidor. Art. As ações coletivas. previstas nos incisos I e II e do parágrafo único do art. serão observadas as seguintes normas: I . § 2° Na hipótese prevista no inciso III. hipótese em que qualquer legitimado poderá intentar outra ação. combinado com o art. do grupo. é organismo de coordenação da política do Sistema Nacional de Defesa do Consumidor. 104. 101. em caso de improcedência do pedido. Se o réu houver sido declarado falido. nos termos do inciso anterior. estrutura. Art. Nas ações coletivas de que trata este código.347. ou a determinar a alteração na composição. mas os efeitos da coisa julgada erga omnes ou ultra partes a que aludem os incisos II e III do artigo anterior não beneficiarão os autores das ações individuais. em caso afirmativo. TÍTULO IV Do Sistema Nacional de Defesa do Consumidor Art. a sentença que julgar procedente o pedido condenará o réu nos termos do art. propostas individualmente ou na forma prevista neste código. vedada a integração do contraditório pelo Instituto de Resseguros do Brasil.DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS Art. § 2° (Vetado) CAPÍTULO IV Da Coisa Julgada Art. não prejudicarão as ações de indenização por danos pessoalmente sofridos. apenas no caso de procedência do pedido. 96 a 99. III . em todo o território nacional. Os legitimados a agir na forma deste código poderão propor ação visando compelir o Poder Público competente a proibir. quando se tratar da hipótese prevista no inciso II do parágrafo único do art. que poderão proceder à liquidação e à execução. beneficiarão as vítimas e seus sucessores. 105. categoria ou classe. Art. 80 do Código de Processo Civil. salvo improcedência por insuficiência de provas. 16. exceto se o pedido for julgado improcedente por insuficiência de provas. 81. a sentença fará coisa julgada: I . Nesta hipótese. nos termos dos arts. do Distrito Federal e municipais e as entidades privadas de defesa do consumidor. Na ação de responsabilidade civil do fornecedor de produtos e serviços. 13 da Lei n° 7. os interessados que não tiverem intervindo no processo como litisconsortes poderão propor ação de indenização a título individual. cujo uso ou consumo regular se revele nocivo ou perigoso à saúde pública e à incolumidade pessoal. cabendo-lhe: 50 Profa.com . ou órgão federal que venha substituí-lo. 81. § 3° Os efeitos da coisa julgada de que cuida o art. com idêntico fundamento valendo-se de nova prova. na hipótese do inciso I do parágrafo único do art. o síndico será intimado a informar a existência de seguro de responsabilidade. 81. § 1° (Vetado). § 1° Os efeitos da coisa julgada previstos nos incisos I e II não prejudicarão interesses e direitos individuais dos integrantes da coletividade. facultando-se. para beneficiar todas as vítimas e seus sucessores. § 4º Aplica-se o disposto no parágrafo anterior à sentença penal condenatória. 106. sem prejuízo do disposto nos Capítulos I e II deste título. se não for requerida sua suspensão no prazo de trinta dias. mas limitadamente ao grupo. 103. Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail. o ajuizamento de ação de indenização diretamente contra o segurador. mas.erga omnes. da Secretaria Nacional de Direito Econômico (MJ). fórmula ou acondicionamento de produto. II . a contar da ciência nos autos do ajuizamento da ação coletiva. não induzem litispendência para as ações individuais.erga omnes. divulgação distribuição ou venda. Integram o Sistema Nacional de Defesa do Consumidor (SNDC). 102. II .

do Distrito Federal e Municípios. VI . § 2° A convenção somente obrigará os filiados às entidades signatárias.(Vetado). 107. Acrescente-se o seguinte inciso IV ao art. Parágrafo único. a formação de entidades de defesa do consumidor pela população e pelos órgãos públicos estaduais e municipais. por convenção escrita. coordenar e executar a política nacional de proteção ao consumidor. denúncias ou sugestões apresentadas por entidades representativas ou pessoas jurídicas de direito público ou privado. VIII . Estados. 109. bem como auxiliar a fiscalização de preços.(Vetado).incentivar. X .levar ao conhecimento dos órgãos competentes as infrações de ordem administrativa que violarem os interesses difusos. § 3° Não se exime de cumprir a convenção o fornecedor que se desligar da entidade em data posterior ao registro do instrumento. V . o Departamento Nacional de Defesa do Consumidor poderá solicitar o concurso de órgãos e entidades de notória especialização técnico-científica. nos termos da legislação vigente. IV . 1° da Lei n° 7. Art. Art. VII .desenvolver outras atividades compatíveis com suas finalidades. TÍTULO VI Disposições Finais Art. 110.solicitar o concurso de órgãos e entidades da União. elaborar. As entidades civis de consumidores e as associações de fornecedores ou sindicatos de categoria econômica podem regular.representar ao Ministério Público competente para fins de adoção de medidas processuais no âmbito de suas atribuições. quantidade e segurança de bens e serviços.DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS I . analisar.347. avaliar e encaminhar consultas.prestar aos consumidores orientação permanente sobre seus direitos e garantias.solicitar à polícia judiciária a instauração de inquérito policial para a apreciação de delito contra os consumidores. 108.com . inclusive com recursos financeiros e outros programas especiais. abastecimento. IX . TÍTULO V Da Convenção Coletiva de Consumo Art. III .a qualquer outro interesse difuso ou coletivo". à garantia e características de produtos e serviços.receber.planejar. coletivos. ou individuais dos consumidores. bem como à reclamação e composição do conflito de consumo. Para a consecução de seus objetivos. à qualidade. (Vetado). de 24 de julho de 1985: "IV . à quantidade. conscientizar e motivar o consumidor através dos diferentes meios de comunicação. XII .informar. § 1° A convenção tornar-se-á obrigatória a partir do registro do instrumento no cartório de títulos e documentos. relações de consumo que tenham por objeto estabelecer condições relativas ao preço. XI . Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail. 51 Profa. (Vetado).(Vetado) XIII . II . propor.

15. que terá eficácia de título executivo extrajudicial". da Lei n. Aplicam-se à defesa dos direitos e interesses difusos. 5° da Lei n° 7. mediante combinações.° Admitir-se-á o litisconsórcio facultativo entre os Ministérios Públicos da União. Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail. (Vide Mensagem de veto) (Vide REsp 222582 /MG . 5° da Lei n° 7. 111. 18. de 24 de julho de 1985: "§ 4. 113. a associação autora e os diretores responsáveis pela propositura da ação serão solidariamente condenados em honorários advocatícios e ao décuplo das custas. Art. O § 3° do art. sem prejuízo da responsabilidade por perdas e danos”. 114. Em caso de litigância de má-fé. quando haja manifesto interesse social evidenciado pela dimensão ou característica do dano. do Distrito Federal e dos Estados na defesa dos interesses e direitos de que cuida esta lei. não haverá adiantamento de custas. os dispositivos do Título III da lei que instituiu o Código de Defesa do Consumidor". de 24 de julho de 1985. 119. o seguinte dispositivo. 169° da Independência e 102° da República. custas e despesas processuais". ou pela relevância do bem jurídico a ser protegido. ao consumidor. 15 da Lei n° 7. 117. Decorridos sessenta dias do trânsito em julgado da sentença condenatória. facultada igual iniciativa aos demais legitimados". 112.347.DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS Art. de 24 de julho de 1985. 115. 21. no que for cabível.° 7. o Ministério Público ou outro legitimado assumirá a titularidade ativa". nem condenação da associação autora. estético. Revogam-se as disposições em contrário. com a seguinte redação: “Art. Acrescente-se os seguintes §§ 4°. histórico. Art. emolumentos.347.347. a proteção ao meio ambiente. passa a ter a seguinte redação: "§ 3° Em caso de desistência infundada ou abandono da ação por associação legitimada. coletivos e individuais. Brasília. 5º. Dê-se a seguinte redação ao art.inclua. entre suas finalidades institucionais. de 24 de julho de 1985: "Art. 17 da Lei n° 7. passando o parágrafo único a constituir o caput. 118. de 24 de julho de 1985. em honorários de advogado. Art. Este código entrará em vigor dentro de cento e oitenta dias a contar de sua publicação. passa a ter a seguinte redação: "Art. ou a qualquer outro interesse difuso ou coletivo". ao patrimônio artístico. Cardoso de Mello Ozires Silva 52 Profa. Art. de 24 de julho de 1985. Acrescente-se à Lei n° 7. Art. 17.347.347. Nas ações de que trata esta lei. Suprima-se o caput do art. renumerando-se os seguintes: "Art. salvo comprovada má-fé.STJ) Art. deverá fazê-lo o Ministério Público. § 5. turístico e paisagístico.347. de 24 de julho de 1985.° O requisito da pré-constituição poderá ser dispensado pelo juiz. honorários periciais e quaisquer outras despesas. 17. O inciso II do art. 11 de setembro de 1990. FERNANDO COLLOR Bernardo Cabral Zélia M. 18 da Lei n° 7.STJ) § 6° Os órgãos públicos legitimados poderão tomar dos interessados compromisso de ajustamento de sua conduta às exigências legais.347. passa a ter a seguinte redação: "II . Art. 5° e 6° ao art.com . sem que a associação autora lhe promova a execução. 116. (Vide Mensagem de veto) (Vide REsp 222582 /MG . “Art. Art. O art.

de entidades com esse mesmo objetivo. da Constituição. dos Estados. 84. elaborar.181. II . O PRESIDENTE DA REPÚBLICA. conscientizar e motivar o consumidor.SNDC e estabelecidas as normas gerais de aplicação das sanções administrativas. 3º Compete ao DPDC. e tendo em vista o disposto na Lei nº 8. de 11 de setembro de 1990. e os demais órgãos federais. IX . VIII . nos termos da legislação vigente.representar ao Ministério Público competente.informar. estaduais. VII . e dá outras providências. propor. CAPíTULO II DA COMPETÊNCIA DOS ORGÃOS INTEGRANTES DO SNDC Art. de 9 julho de 1993. Dispõe sobre a organização do Sistema Nacional de Defesa do Consumidor SNDC. cabendo-lhe: I . 2º Integram o SNDC a Secretaria de Direito Econômico do Ministério da Justiça SDE. por intermédio dos diferentes meios de comunicação. a criação de órgãos públicos estaduais e municipais de defesa do consumidor e a formação. do Distrito Federal. bem como auxiliar na fiscalização de preços. DECRETA: Art. para fins de adoção de medidas processuais. pelos cidadãos.incentivar.levar ao conhecimento dos órgãos competentes as infrações de ordem administrativa que violarem os interesses difusos. 1º Fica organizado o Sistema Nacional de Defesa do Consumidor .078. coordenar e executar a política nacional de proteção e defesa do consumidor. no uso da atribuição que lhe confere o art. VI . municipais e as entidades civis de defesa do consumidor. penais e civis.receber. no âmbito de suas atribuições.prestar aos consumidores orientação permanente sobre seus direitos e garantias. coletivos ou individuais dos consumidores. inciso IV. DE 20 DE MARÇO DE 1997.DPDC. CAPíTULO I DO SISTEMA NACIONAL DE DEFESA DO CONSUMIDOR Art. nos termos da Lei nº 8. analisar. IV . por meio do seu Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor . V .solicitar o concurso de órgãos e entidades da União.planejar. revoga o Decreto Nº 861.DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS DECRETO Nº 2. de 11 de setembro de 1990. abastecimento.com . III . de 11 de setembro de 1990.078. quantidade e segurança de produtos e serviços. estabelece as normas gerais de aplicação das sanções administrativas previstas na Lei nº 8.solicitar à polícia judiciária a instauração de inquérito para apuração de delito contra o consumidor. a coordenação da política do Sistema Nacional de Defesa do Consumidor. inclusive com recursos financeiros e outros programas especiais. Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail. avaliar e apurar consultas e denúncias apresentadas por entidades representativas ou pessoas jurídicas de direito público ou privado ou por consumidores individuais. 53 Profa.078. do Distrito Federal e dos Municípios.

ainda: I . federal. Parágrafo único.CNPDC. 4º No âmbito de sua jurisdição e competência.347. destinado à defesa dos interesses e direitos do consumidor. XI . na forma da lei. nos termos do § 6º do art. § 3º O compromisso de ajustamento conterá. Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail.DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS X .347. de 24 de julho de 1985.pena pecuniária.com . no âmbito de sua competência. II .solicitar o concurso de órgãos e entidades de notória especialização técnico-científica para a consecução de seus objetivos. IV .planejar. eventual conflito de competência será dirimido pelo DPDC. § 1º A celebração de termo de ajustamento de conduta não impede que outro. 5º da Lei nº 7. regularmente. 44 da Lei nº 8. na forma do § 6º do art. elaborar. as reclamações fundamentadas. para apuração de infração decorrente de um mesmo fato imputado ao mesmo fornecedor. XII . que poderá ouvir a Comissão Nacional Permanente de Defesa do Consumidor .078. no âmbito de sua competência. pelo descumprimento do ajustado.desenvolver outras atividades compatíveis com suas finalidades. no âmbito de suas respectivas competências. pela legislação complementar e por este Decreto.078. de 1990.obrigação do fornecedor de adequar sua conduta às exigências legais.desenvolver outras atividades compatíveis com suas finalidades. o cadastro de reclamações fundamentadas contra fornecedores de produtos e serviços. determinando outras providências que se fizerem necessárias. XIII . Art. 6º As entidades e órgãos da Administração Pública destinados à defesa dos interesses e direitos protegidos pelo Código de Defesa do Consumidor poderão celebrar compromissos de ajustamento de conduta às exigências legais. de 1985.elaborar e divulgar anualmente. atribuição para apurar e punir infrações a este Decreto e à legislação das relações de consumo.078. dando-se seguimento ao procedimento administrativo eventualmente arquivado. retificar ou complementar o acordo firmado. no processo administrativo.fiscalizar e aplicar as sanções administrativas previstas na Lei nº 8. 44 da Lei nº 8.funcionar.dar atendimento aos consumidores. 5º da Lei nº 7. 5º Qualquer entidade ou órgão da Administração Pública. de 1990. de que trata o art. o órgão subscritor poderá. na órbita de suas respectivas competências.elaborar e divulgar o cadastro nacional de reclamações fundamentadas contra fornecedores de produtos e serviços. cláusulas que estipulem condições sobre: I . do Distrito Federal e municipal de proteção e defesa do consumidor. coordenar e executar a política estadual. Art.078. VI . levando-se em conta os seguintes critérios: 54 Profa. 3º deste Decreto e. processando. XIV . tem. § 2º A qualquer tempo. Se instaurado mais de um processo administrativo por pessoas jurídicas de direito público distintas. Art. seja lavrado por quaisquer das pessoas jurídicas de direito público integrantes do SNDC.fiscalizar as relações de consumo. estadual e municipal. como instância de instrução e julgamento.provocar a Secretaria de Direito Econômico para celebrar convênios e termos de ajustamento de conduta. V . especificamente para este fim. de 1990. exercitar as atividades contidas nos incisos II a XII do art. de 1990. propor. e em outras normas pertinentes à defesa do consumidor. levando sempre em consideração a competência federativa para legislar sobre a respectiva atividade econômica. III . a que se refere o art. diária. criado. entre outras. caberá ao órgão estadual. no prazo ajustado II . do Distrito Federal e municipal de proteção e defesa do consumidor. e remeter cópia ao DPDC. dentro das regras fixadas pela Lei nº 8. nas suas respectivas áreas de atuação. diante de novas informações ou se assim as circunstâncias o exigirem. desde que mais vantajoso para o consumidor. sob pena de invalidade imediata do ato.

oficialmente designados.078. bem como. 82 da Lei nº 8. que somente será arquivado após atendidas todas as condições estabelecidas no respectivo termo. este Decreto e as demais normas de defesa do consumidor será exercida em todo o território nacional pela Secretaria de Direito Econômico do Ministério da Justiça.representar o consumidor em juízo. de 1990. poderão: I . devidamente credenciados mediante Cédula de Identificação Fiscal. c) os antecedentes do infrator.com . SEÇÃO II Das Práticas Infrativas Art.078. vinculados aos respectivos órgãos de proteção e defesa do consumidor. do Distrito Federal e municipais que passarem a integrar o SNDC fiscalizar as relações de consumo.condicionar o fornecimento de produto ou serviço ao fornecimento de outro produto ou serviço. sem justa causa.DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS a) o valor global da operação investigada. no âmbito federal. do Distrito Federal e municipal. Distrito Federal e Municípios. DAS PRÁTICAS INFRATIVAS E DAS PENALIDADES ADMINISTRATIVAS SEÇÃO I Da Fiscalização Art. 55 Profa. Sem exclusão da responsabilidade dos órgãos que compõem o SNDC. os agentes de que trata o artigo anterior responderão pelos atos que praticarem quando investidos da ação fiscalizadora. A fiscalização de que trata este Decreto será efetuada por agentes fiscais. se instaurado. para as providências legais cabíveis. São consideradas práticas infrativa: I . 9º A fiscalização das relações de consumo de que tratam a Lei nº 8. 10. Il . Art.ressarcimento das despesas de investigação da infração e instrução do procedimento administrativo. d) a situação econômica do infrator. os responsáveis por práticas que violem os direitos do consumidor. 8º As entidades civis de proteção e defesa do consumidor. § 4º A celebração do compromisso de ajustamento suspenderá o curso do processo administrativo. e autuar. no âmbito de sua competência.exercer outras atividades correlatas. observado o disposto no inciso IV do art. Art. de 1990. pelos órgãos conveniados com a Secretaria e pelos órgãos de proteção e defesa do consumidor criados pelos Estados. por meio do DPDC. em suas respectivas áreas de atuação e competência. 12. 7º Compete aos demais órgãos públicos federais. estadual. CAPíTULO III DA FISCALIZAÇÃO. 11. a limites quantitativos. pelos órgãos federais integrantes do SNDC. na forma da legislação. legalmente constituídas. estaduais.encaminhar denúncias aos órgãos públicos de proteção e defesa do consumidor. Art. III . admitida a delegação mediante convênio. b) o valor do produto ou serviço em questão. III . Art. Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail.

no mercado de consumo. VII .CONMETRO. entre outros dados relevantes.DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS II . tendo em vista sua idade.executar serviços sem a prévia elaboração de orçamento e auto consumidor. VI .com . prazos de validade e origem. Art.deixar de comunicar à autoridade competente a periculosidade do produto ou serviço. sem custo adicional. condições de pagamento. ou quando da verificação posterior da existência do risco. pela Associação Brasileira de Normas Técnicas . sem prejuízo. II .repassar informação depreciativa referente a ato praticado pelo consumidor no exercício de seus direitos. se normas específicas não existirem. III .prevalecer-se da fraqueza ou ignorância do consumidor.deixar de cumprir a oferta. para impingir-lhe seus produtos ou serviços. precisa e ostensivas. práticas infrativas.deixar de reexecutar os serviços. composição. ressalvada a incorreção retificada em tempo hábil ou exclusivamente atribuível ao veículo de comunicação. d) impróprio ou inadequado ao consumo a que se destina ou que lhe diminua o valor. montagem.deixar de empregar componentes de reposição originais. respeitadas as variações decorrentes de sua natureza.exigir do consumidor vantagem manifestamente excessiva. ainda. conhecimento ou condição social. a periculosidade do produto ou serviço. publicitária ou não. ainda. sem motivo justificado. ressalvadas as decorrentes de práticas anteriores entre as partes.ofertar produtos ou serviços sem as informações corretas. IV . sem solicitação prévia.recusar.recusar atendimento às demandas dos consumidores na exata medida de sua disponibilidade de estoque e. ou quando da verificação posterior da existência do risco. assegurado o direito de regresso do anunciante contra seu segurador ou responsável direto. VIII . saúde. de 1990: I . qualidade. encargos. garantia. Serão consideradas. X . VI . apresentação ou acondicionamento de seus produtos ou serviços. na forma dos dispositivos da Lei nº 8. sobre suas características. suficientemente precisa. quando do lançamento dos mesmos no mercado de consumo. da embalagem. 56 Profa. juros.deixar de estipular prazo para o cumprimento de sua obrigação ou deixar a fixação ou variação de seu termo inicial a seu exclusivo critério. claras. manipulação. quando do lançamento dos mesmos no mercado de consumo. ou por informações insuficientes ou inadequadas sobre a sua utilização e risco. salvo se existir autorização em contrário do consumidor. Normalização e Qualidade Industrial . do cumprimento forçado do anunciado ou do ressarcimento de perdas e danos sofridos pelo consumidor. por meio de anúncios publicitários.colocar. ou que mantenham as especificações técnicas do fabricante. quantidade. inclusive nessas duas hipóteses. quando cabível. da rotulagem ou mensagem publicitária. b) que acarrete riscos à saúde ou à segurança dos consumidores e sem informações ostensivas e adequadas. V . IX . qualquer produto ou serviço: a) em desacordo com as normas expedidas pelos órgãos oficiais competentes. Ill . construção. fabricação. adequados e novos.ABNT ou outra entidade credenciada pelo Conselho Nacional de Metrologia. XI . V . Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail. de conformidade com os usos e costumes. 13. ou.078. IV .deixar de reparar os danos causados aos consumidores por defeitos decorrentes de projetos. atendimento à demanda dos consumidores de serviços. preço.deixar de comunicar aos consumidores.enviar ou entregar ao consumidor qualquer produto ou fornecer qualquer serviço. em língua portuguesa. c) em desacordo com as indicações constantes do recipiente.

fixados ou controlados pelo Poder Público. XXIV . dificultar ou negar a devolução dos valores pagos. XI . características. com ou sem financiamento. durante o prazo de reflexão. quando solicitado pelo consumidor. capaz de induzir a erro o consumidor a respeito da natureza. no prazo de cinco dias úteis.deixar de comunicar ao consumidor. XVII . qualidade. ficha.deixar de comunicar. por outro da mesma espécie. ou de restituir imediatamente a quantia paga. no caso de fornecimento de produtos e serviços. Art. fichas. prévia e adequadamente.deixar de assegurar a oferta de componentes e peças de reposição.propor ou aplicar índices ou formas de reajuste alternativos. preço e de quaisquer outros dados sobre produtos ou serviços. IX .impedir. ao consumidor a abertura de cadastro. a critério do consumidor. especialmente or telefone ou a domicílio. sempre que a contratação ocorrer fora do estabelecimento comercial.deixar de corrigir. arquivados sobre ele. É enganosa qualquer modalidade de informação ou comunicação de aráter publicitário inteira ou parcialmente falsa. Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail. caso cessadas. XIX .DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS VII . imediata e gratuitamente. de 1990. inclusive nas comunicações publicitárias. o número e a periodicidade das prestações e. recibos e précontratos concernentes às relações de consumo. XX . ou. na publicidade e nos impressos utilizados na transação comercial. devidamente preenchido com as informações previstas no parágrafo único do art. com igual destaque. X . origem.078. XXI .deixar de cumprir. quantidade. em caso de desistência do contrato pelo consumidor. o preço do produto ou do serviço em moeda corrente nacional. 57 Profa. ou de valor diminuído. sem justa causa. XXII . os acréscimos legal e contratualmente previstos. o nome e endereço do fabricante ou do importador na embalagem. dificultar ou negar a desistência contratual. as correções cadastrais por ele solicitadas. publicamente ofertados. XII .com . o montante dos juros de mora e da taxa efetiva anual de juros. catálogos ou comunicações. nunca inferior à vida útil do produto ou serviço.omitir em impressos.impedir ou dificultar o acesso gratuito do consumidor às informações xistentes em cadastros. nas ofertas ou vendas eletrônicas. XIV . e. devidamente corregida.deixar de trocar o produto impróprio. impedir. dificultar ou negar. a soma total a pagar. em perfeitas condições de uso.omitir. por escrito. quando não solicitada por ele. em contratos que envolvam vendas a prazo ou com cartão de crédito. de informar por escrito ao consumidor. enquanto não cessar a fabricação ou importação do produto. XVIII . diretamente a quem se dispõe a adquiri-los mediante pronto pagamento.submeter o consumidor inadimplente a ridículo ou a qualquer tipo de constrangimento ou ameaça. o regime de preços tabelados. 14. 50 da Lei nº 8. registros de dados pessoais e de consumo. administrados. monetariamente atualizados. por telefone ou reembolso postal. divergentes da proteção legal.deixar. de manter a oferta de componentes e peças de reposição por período razoável de tempo. XXIII . ressalvados os casos regulados em leis especiais. XV .recusar a venda de produto ou a prestação de serviços. VIII . no prazo de até sete dias a contar da assinatura do contrato ou do ato de recebimento do produto ou serviço.impedir. bem como sobre as respectivas fontes. propriedade.elaborar cadastros de consumo com dados irreais ou imprecisos. o cumprimento das declarações constantes de escritos particulares. ou fazer abatimento proporcional do preço. bem como fazê-lo em desacordo com aquele que seja legal ou contratualmente permitido. inadequado. registro de dados pessoais e de consumo.manter cadastros e dados de consumidores com informações negativas. congelados. esmo por omissão. a inexatidão de dados e cadastros. XVI . por qualquer outro modo. XIIII .deixar de entregar o termo de garantia.

entre outras.cassação do registro do produto junto ao órgão competente. de estabelecimento. VIII . explore o medo ou a superstição. Estando a mesma empresa sendo acionada em mais de um Estado federado pelo mesmo fato gerador de prática infrativa. inclusive de forma cautelar.inutilização do produto. desrespeite valores ambientais. que poderão ser aplicadas isolada ou cumulativamente.revogação de concessão ou permissão de uso.suspensão temporária de atividade. a publicidade que deixar de informar sobre dado essencial do produto ou serviço a ser colocado à disposição dos consumidores. e das demais normas de defesa do consumidor constituirá prática infrativa e sujeitará o fornecedor às seguintes penalidades. § 2º É abusiva. 18.proibição de fabricação do produto. A inobservância das normas contidas na Lei nº 8. 58 Profa. Art. SEÇÃO III Das Penalidades Administrativas Art. XII . seja capaz de induzir o consumidor a se comportar de forma prejudicial ou perigosa à sua saúde ou segurança. penal e das definidas em normas específicas: I . bem como as autoridades máximas dos sistemas estaduais. XI .DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS § 1º É enganosa. Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail.com . a publicidade discriminatória de qualquer natureza. de 1990. 15. 17. se aproveite da deficiência de julgamento e da inexperiência da criança. ouvida a Comissão Nacional Permanente de Defesa do Consumidor.cassação de licença do estabelecimento ou de atividade. II .apreensão do produto.multa. X . Nos casos de processos administrativos tramitando em mais de um Estado.suspensão de fornecimento de produtos ou serviços. que incite à violência. sem prejuízo das de natureza cível. II .intervenção administrativa. V . IX . As práticas infrativas classificam-se em: I .078. que apurará o fato e aplicará as sanções respectivas. Art. o DPDC poderá avocá-los. § 3º O ônus da prova da veracidade (não-enganosidade) e da correção (não-abusividade) da informação ou comunicação publicitária cabe a quem as patrocina. antecedente ou incidente no processo administrativo.leves: aquelas em que forem verificadas somente circunstâncias atenuantes. 16.graves: aquelas em que forem verificadas circunstâncias agravantes.interdição. que envolvam interesses difusos ou coletivos. Art. a autoridade máxima do sistema estadual poderá remeter o processo ao órgão coordenador do SNDC. VII . Ill . VI .imposição de contrapropaganda. IV . de obra ou de atividade. ou que viole normas legais ou regulamentares de controle da publicidade. total ou parcial. por omissão.

IV . utilização. 20. quem por ação ou omissão lhe der causa. 59 Profa. direta ou indiretamente. identificá-la como tal. proibida a venda. § 1º Os bens apreendidos. bancárias. juros. incidir sobre quantidade superior àquela necessária à Art. total ou parcial. VIII . V . forma de pagamento ou atualização monetária. técnicos e científicos que dão sustentação à mensagem publicitária. variação unilateral do preço. permissionárias ou sob qualquer outra forma de empreendimento. Incide também nas penas deste artigo o fornecedor que: a) deixar de organizar ou negar aos legítimos interessados os dados fáticos. Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail. Art. II . embora obrigando o consumidor. Será aplicada multa ao fornecedor de produtos ou serviços que. subtração ou remoção. cumulada com aquelas previstas no artigo anterior.permitir ao fornecedor.078. 18 terá lugar quando os produtos forem comercializados em desacordo com as especificações técnicas estabelecidas em legislação própria. 21. Parágrafo único. III . 22. nomeado fiel depositário. Art. mútuo ou financiamento. § 3º As penalidades previstas nos incisos III a XI deste artigo sujeitam-se a posterior confirmação pelo órgão normativo ou regulador da atividade. A aplicação da sanção prevista no inciso II do art. de 1990. Toda pessoa física ou jurídica que fizer ou promover publicidade enganosa ou abusiva ficará sujeita à pena de multa. qualquer que seja a modalidade do contrato de consumo.impossibilitar. nos casos previstos na Lei nº 8. preposto ou empregado que responda pelo gerenciamento do negócio. incompatíveis com a boa-fé ou a eqüidade.078. VI . sem prejuízo das atribuições do órgão normativo ou regulador da atividade.estabelecer obrigações consideradas iníquas ou abusivas. inserir. dos referidos bens. § 2º As penalidades previstas neste artigo serão aplicadas pelos órgãos oficiais integrantes do SNDC. por si ou suas empresas concessionárias. e neste Decreto. VII . de 1990. contínuos.estabelecer inversão do ônus da prova em prejuízo do consumidor.com . que coloquem o consumidor em desvantagem exagerada. sujeitando-se às sanções administrativas previstas neste Decreto. sem prejuízo da competência de outros órgãos administrativos. na Lei nº 8. depósito.deixar de reembolsar ao consumidor a quantia já paga.impuser representante para concluir ou realizar outro negócio jurídico pelo consumidor. Sujeitam-se à pena de multa os órgãos públicos que. quanto aos essenciais. de crédito direto ao consumidor. § 2º A retirada de produto por parte da autoridade fiscalizadora não poderá realização da análise pericial. e especialmente quando: I . a critério da autoridade. nos limites de sua competência. inclusive nas operações securitárias. 19. b) veicular publicidade de forma que o consumidor não possa. seguros e. Art. substituição. na forma da legislação vigente. poupança.DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS § 1º Responderá pela prática infrativa. eficientes.deixar ao fornecedor a opção de concluir ou não o contrato. fizer circular ou utilizar-se de cláusula abusiva. exonerar ou atenuar a responsabilidade do fornecedor por vícios de qualquer natureza dos produtos e serviços ou implicar renúncia ou disposição de direito do consumidor. direta ou indiretamente. mediante termo próprio. concorrer para sua prática ou dela se beneficiar. responsável. poderão ficar sob a guarda do proprietário.transferir responsabilidades a terceiros. fácil e imediatamente. IX . deixarem de fornecer serviços adequados. encargos.determinar a utilização compulsória de arbitragem.

autorizar o fornecedor a modificar unilateralmente o conteúdo ou a qualidade do contrato após sua celebração. Art. 12. nos contratos de longa duração ou de trato sucessivo. ou nas alienações fiduciárias em garantia.a ação do infrator não ter sido fundamental para a consecução do fato.elaborar contrato. 52 da Lei nº 8. XII . inadequado.restringir direitos ou obrigações fundamentais à natureza do contrato. inclusive seguro. em razão do inadimplemento. de 1990. Art. XVIII . de tal modo a ameaçar o seu objeto ou o equilíbrio contratual. 23. salvo nos casos previstos em lei. inclusive com a utilização de tipos de letra e cores diferenciados. por outro da mesma espécie.obrigar o consumidor a ressarcir os custos de cobrança de sua obrigação. mediante redução proporcional dos juros. na hipótese prevista no inciso IV do art. encargos e demais acréscimos. o interesse das partes e outras circunstâncias peculiares à espécie. II . em perfeitas condições de uso. ou fazer abatimento proporcional do preço. de 1º de agosto de 1996.onerar excessivamente o consumidor.DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS X .ser o infrator primário. 18. XIV . oferecer ou estipular pagamento em moeda estrangeira.com . XIII . XV . devidamente corrigido. em beneficio do credor que. com a redação dada pela Lei nº 9. equiparam-se às amostras grátis. Os serviços prestados e os produtos remetidos ou entregues ao consumidor.possibilitar a renúncia ao direito de indenização por benfeitorias necessárias.298. XIX . caracteres ostensivos e legíveis. 13 e deste artigo.cobrar multas de mora superiores a dois por cento. a perda total das prestações pagas.impedir.fizer constar do contrato alguma das cláusulas abusivas a que se refere o art.anunciar. Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail. XX . 25. Consideram-se circunstâncias atenuantes: I . XXII .que impeça a troca de produto impróprio. 24. ou de valor diminuído. XVI . XXIII . conforme o disposto no § 1º do art. XVII . dificultar ou negar ao consumidor a liquidação antecipada do débito. II . inexistindo obrigação de pagamento. Dependendo da gravidade da infração prevista nos incisos dos arts. nos termos do art. nos contratos de compra e venda mediante pagamento em prestações. o cancelamento sem justa causa e motivação. total ou parcialmente.078. a pena de multa poderá ser cumulada com as demais previstas no art. pleitear a resilição do contrato e a retomada do produto alienado. mesmo que dada ao consumidor a mesma opção. a critério do consumidor.as circunstâncias atenuantes e agravantes. 12 deste Decreto. ou permitir.determinar. que permitam sua imediata e fácil compreensão. ou a restituição imediata da quantia paga.infringir normas ambientais ou possibilitar sua violação. sem que igual direito lhe seja conferido contra o fornecedor.autorizar o fornecedor a cancelar o contrato unilateralmente. ressalvada a cobrança judicial de perdas e danos comprovadamente sofridos. 28 deste Decreto. 60 Profa. XI . considerando-se a natureza e o conteúdo do contrato. inclusive o de adesão. sem que igual direito seja conferido ao consumidor. decorrentes do inadimplemento de obrigação no seu termo. Art. entre outros recursos gráficos e visuais. sem prejuízo da competência de outros órgãos administrativos.os antecedentes do infrator. 56 deste Decreto. serão considerados: I . destacando-se as cláusulas que impliquem obrigação ou limitação dos direitos contratuais do consumidor. Parágrafo único. sem utilizar termos claros. XXI . Para a imposição da pena e sua gradação.

Art. a vantagem auferida com o ato infrativo e a condição econômica do infrator. Art. 28. IX . estaduais e municipais de defesa do consumidor. mental ou sensorial. Consideram-se circunstâncias agravantes: I . II . Parágrafo único.com . comprovadamente.ter o infrator adotado as providências pertinentes para minimizar ou de imediato reparar os efeitos do ato lesivo.ser o infrator reincidente. ou. 56 e caput do art. VIII . III . a extensão do dano causado aos consumidores. As multas arrecadadas pela União e órgãos federais reverterão para o Fundo de Direitos Difusos de que tratam a Lei nº 7. Para efeito de reincidência. por ocasião de calamidade. Considera-se reincidência a repetição de prática infrativa. com a defesa dos direitos básicos do consumidor e com a modernização administrativa dos órgãos públicos de defesa do consumidor. Parágrafo único. A multa de que trata o inciso I do art. IV . Observado o disposto no art. os recursos serão depositados no Fundo do respectivo Estado e. não prevalece a sanção anterior. Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail. gerido pelo respectivo Conselho Gestor. As multas arrecadadas serão destinadas ao financiamento de projetos relacionados com os objetivos da Política Nacional de Relações de Consumo. reverterá para o Fundo pertinente à pessoa jurídica de direito público que impuser a sanção. CAPíTULO IV DA DESTINAÇÃO DA MULTA E DA ADMINISTRAÇÃO DOS RECURSOS Art. 30. 31. 27. em cada unidade federativa.trazer a prática infrativa conseqüências danosas à saúde ou à segurança do consumidor.ocasionar a prática infrativa dano coletivo ou ter caráter repetitivo. Art. VI . punida por decisão administrativa irrecorrível.347. de 1990. 26. 24 deste Decreto pela autoridade competente.deixar o infrator. às normas de defesa do consumidor.DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS III . cometido a prática infrativa para obter vantagens indevidas. respeitados os parâmetros estabelecidos no parágrafo único do art.ser a conduta infrativa praticada aproveitando-se o infrator de grave crise econômica ou da condição cultural. de 21 de março de 1995. 29. faltando este. V . social ou econômica da vítima. 61 Profa. Na ausência de Fundos municipais. VII . Difusos poderá apreciar e autorizar recursos para projetos especiais de órgãos e entidades federais. O Conselho Federal Gestor do Fundo de Defesa dos Direitos.078. 57 da Lei nº 8. de tomar as providências para evitar ou mitigar suas conseqüências. e Lei nº 9.CFDD. Parágrafo único. de 1990. a pena de multa será fixada considerando-se a gravidade da prática infrativa. interditadas ou não. se entre a data da decisão administrativa definitiva e aquela da prática posterior houver decorrido período de tempo superior a cinco anos.008. 57 da Lei nº 8.ter o infrator. gerido pelo Conselho Federal Gestor do Fundo de Defesa dos Direitos Difusos . Art.dissimular-se a natureza ilícita do ato ou atividade. de 1985. após aprovação pelo respectivo Conselho Gestor. tendo conhecimento do ato lesivo. ainda. de qualquer natureza.ter o infrator agido com dolo. Art.ter a prática infrativa ocorrido em detrimento de menor de dezoito ou maior de sessenta anos ou de pessoas portadoras de deficiência física.078. no Fundo federal.

de 1990. a quaisquer dos órgãos oficiais de proteção e defesa do consumidor. fac-símile ou qualquer outro meio de comunicação.DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS Art. da autoridade competente. por escrito. d) o dispositivo legal infringido. O consumidor poderá apresentar sua reclamação pessoalmente. 32. SEÇÃO II Da Reclamação Art.ato. f) a identificação do agente autuante. na forma do disposto no § 4º do art. § 1º Antecedendo à instauração do processo administrativo. resguardado o segredo industrial. 33. Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail.078. § 2º A recusa à prestação das informações ou o desrespeito às determinações e convocações dos órgãos do SNDC caracterizam desobediência. 62 Profa. telex. que terá início mediante: I . o Conselho Federal Gestor do FDD restituirá aos fundos dos Estados envolvidos o percentual de até oitenta por cento do valor arrecadado. sua assinatura.o Auto de Infração: a) o local. 15 deste Decreto. na forma do art. 35. requisitar dos fornecedores informações sobre as questões investigados. ou por telegrama carta. para tanto.lavratura de auto de infração.com . III . I . 55 da Lei nº 8. o endereço e a qualificação do autuado. c) a descrição do fato ou do ato constitutivo da infração. Os Autos de infração. 330 do Código Penal. a indicação do seu cargo ou função e o número de sua matrícula. SEÇÃO III Dos Autos de Infração. Na hipótese de multa aplicada pelo órgão coordenador do SNDC nos casos previstos pelo art. numerados em série e preenchidos de forma clara e precisa. g) a designação do órgão julgador e o respectivo endereço.reclamação. cabendo. b) o nome. e) a determinação da exigência e a intimação para cumpri-la ou impugná-la no prazo de dez dias. CAPíTULO V DO PROCESSO ADMINISTRATIVO SEÇÃO I Das Disposições Gerais Art. de Apreensão e do Termo de Depósito Art. poderá a autoridade competente abrir investigação preliminar. a data e a hora da lavratura. ficando a autoridade administrativa com poderes para determinar a imediata cessação da prática. mencionando: I . As práticas infrativas às normas de proteção e defesa do consumidor serão apuradas em processo administrativo. sem entrelinhas. rasuras ou emendas. de Apreensão e o Termo de Depósito deverão ser impressos. 34. além da imposição das sanções administrativas e civis cabíveis.

a data e a hora da lavratura. composto de três vias. deverá este ser informado sobre as razões do arquivamento pela autoridade competente. 44 do presente Decreto. 33 deste Decreto poderá ser instaurado mediante reclamação do interessado ou por iniciativa da própria autoridade competente.com . Em caso de recusa do autuado em assinar os Autos de Infração. obrigatoriamente. oferta e apresentação de produtos não depender de perícia. 37. preferencialmente no local onde foi comprovada a irregularidade. ao receber cópias dos mesmos. b) o nome.o Auto de Apreensão e o Termo de Depósito: a) o local. com Aviso de Recebimento (AR) ou outro procedimento equivalente. o agente competente consignará o fato no respectivo Auto. 39. de Apreensão e o Termo de Depósito serão lavrados pelo agente autuante que houver verificado a prática infrativa. remetendo-os ao autuado por via postal. o Agente competente consignará o fato nos Autos e no Termo. sua assinatura. h) a assinatura do depositário. Art. para comprovação de infração. f) a quantidade de amostra colhida para análise. Os Autos de Infração. 36. sem implicar confissão. conter: I .a identificação do infrator. i) as proibições contidas no § 1º do art. de Apreensão e o Termo de Depósito serão lavrados em impresso próprio. Os Autos de Infração. d) as razões e os fundamentos da apreensão. II . § 1º Quando necessário. Art.DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS h) a assinatura do autuado. 40. tendo os mesmos efeitos do caput deste artigo. 38. II . Art. de Apreensão e no Termo de Depósito. Na hipótese de a investigação preliminar não resultar em processo administrativo com base em reclamação apresentada por consumidor. c) a descrição e a quantidade dos produtos apreendidos. para os fins do art. na forma deste Decreto. constitui notificação. por parte do autuado. de Apreensão e o Termo de Depósito. e) o local onde o produto ficará armazenado. o endereço e a qualificação do depositário. 63 Profa. SEÇÃO IV Da Instauração do Processo Administrativo por Ato de Autoridade Competente Art. § 2º Quando a verificação do defeito ou vício relativo à qualidade. Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail. a indicação do seu cargo ou função e o número de sua matrícula. os Autos serão acompanhados de laudo pericial. numeradas tipograficamente. Art. O processo administrativo. Parágrafo único. Parágrafo único. deverá. A assinatura nos Autos de Infração. g) a identificação do agente autuante. 21 deste Decreto.a descrição do fato ou ato constitutivo da infração. O processo administrativo de que trata o art.

na forma de ato próprio.com .a assinatura da autoridade competente. constatação preliminar da ocorrência de prática presumida. a natureza e gradação da pena. SEÇÃO VI Da Impugnação e do Julgamento do Processo Administrativo Art. IV .as razões de fato e de direito que fundamentam a impugnação. órgãos ou entidades públicas as necessárias informações. será feita a notificação por edital. Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail. o órgão julgador determinará as diligências cabíveis. de quaisquer pessoas físicas ou jurídicas. para apresentar defesa. esclarecimentos ou documentos. II . contados processualmente de sua notificação. § 1º A notificação. em lugar público. os valores recolhidos serão devolvidos ao recorrente na forma estabelecida pelo Conselho Gestor do Fundo. 46. fixando o prazo de dez dias. a serem apresentados no prazo estabelecido. 44 deste Decreto.as provas que lhe dão suporte. § 2º Julgado o processo e fixada a multa. a ser afixado nas dependências do órgão respectivo. seu mandatário ou preposto não puder ser notificado. 64 Profa.por carta registrada ao infrator. podendo dispensar as meramente protelatórias ou irrelevantes. com Aviso de Recebimento (AR). Art. 41. seu mandatário ou preposto. Art. será o infrator notificado para efetuar seu recolhimento no prazo de dez dias ou apresentar recurso. pelo menos uma vez. II .pessoalmente ao infrator. não estando vinculada ao relatório de sua consultoria jurídica ou órgão similar. a contar da data de seu recebimento. IV .a qualificação do impugnante.a autoridade julgadora a quem é dirigida. acompanhada de cópia da inicial do processo administrativo a que se refere o art. seu mandatário ou preposto. SEÇÃO V Da Notificação Art.DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS III . 43. pessoalmente ou por via postal. pelo prazo de dez dias. § 1º A autoridade administrativa competente. Decorrido o prazo da impugnação. A autoridade competente expedirá notificação ao infrator. A autoridade administrativa poderá determinar. far-se-á: I . Ill . sendo-lhe facultado requisitar do infrator. O infrator poderá impugnar o processo administrativo. se houver. no prazo de dez dias. se condenatória. § 3º Em caso de provimento do recurso. de ato de oficio de autoridade competente. Art. § 2º Quando o infrator. Art. o respectivo enquadramento legal e. 45. antes de julgar o feito. indicando em sua defesa: I . O processo administrativo decorrente de Auto de Infração. apreciará a defesa e as provas produzidas pelas partes. na forma do art. 40. na imprensa oficial ou em jornal de circulação local. ou divulgado.os dispositivos legais infringidos. 44. 42. ou de reclamação será instruído e julgado na esfera de atribuição do órgão que o tiver instaurado. A decisão administrativa conterá relatório dos fatos.

no prazo de dez dias. Sendo julgada insubsistente a infração. o processo poderá ser instruído com indicações técnico-publicitárias. 52. 54. a Secretaria de Direito Econômico divulgará. Na forma do art. cabendo recurso ao titular da Secretaria de Direito Econômico. 49. Das decisões da autoridade competente do órgão público que aplicou a sanção caberá recurso. para subseqüente cobrança executiva.com . 56. se não houver prejuízo para a defesa. SEÇÃO IX Da Inscrição na Dívida Ativa Art. elenco complementar de cláusulas contratuais consideradas abusivas. que proferirá decisão definitiva. 53. se for o caso. 55. como segunda e última instância recursal. 65 Profa. nos termos fixados nesta Seção. Não sendo recolhido o valor da multa em trinta dias. sem efeito suspensivo. Parágrafo único. SEÇÃO VII Das Nulidades Art. contados da data da intimação da decisão. com efeito suspensivo. as condições constantes do § 1º do art. 47. Quando a cominação prevista for a contrapropaganda. contados da data da intimação da decisão. 50. A nulidade prejudica somente os atos posteriores ao ato declarado nulo e dele diretamente dependentes ou de que sejam conseqüência. o recurso será recebido. 60 da Lei nº 8. na execução da respectiva decisão. pela autoridade superior. Parágrafo único. o julgamento do feito será de responsabilidade do Diretor daquele órgão. cabendo à autoridade que a declarar indicar tais atos e determinar o adequado procedimento saneador. No caso de aplicação de multas. de 1990. SEÇÃO VIII Dos Recursos Administrativos Art. 51 da Lei nº 8.078. Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail. e com o objetivo de orientar o Sistema Nacional de Defesa do Consumidor. CAPíTULO VI DO ELENCO DE CLÁUSULAS ABUSIVAS E DO CADASTRO DE FORNECEDORES SEÇÃO I Do Elenco de Cláusulas Abusivas Art. Não será conhecido o recurso interposto fora dos prazos e condições estabelecidos neste Decreto. Art. A inobservância de forma não acarretará a nulidade do ato. das quais se intimará o autuado. Art. A decisão é definitiva quando não mais couber recurso. anualmente.078. de 1990. Art. notadamente para o fim de aplicação do disposto no inciso IV do art. 48. obedecidas. será o débito inscrito em dívida ativa do órgão que houver aplicado a sanção. Quando o processo tramitar no âmbito do DPDC. 51.DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS Art. Todos os prazos referidos nesta Seção são preclusivos. Art. a seu superior hierárquico. a autoridade julgadora recorrerá à autoridade imediatamente superior. Art. seja de ordem formal ou material. mediante declaração na própria decisão. 22 deste Decreto. no prazo de dez dias.

gratuitamente.DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS § 1º Na elaboração do elenco referido no caput e posteriores inclusões. motivadamente.reclamação fundamentada: a notícia de lesão ou ameaça a direito de consumidor analisada por órgão público de defesa do consumidor. SEÇÃO II Do Cadastro de Fornecedores Art. considera-se: I . a retificação ou inclusão de informação e sua divulgação. no prazo deste artigo. 59. 57. Os órgãos públicos de defesa do consumidor devem providenciar a divulgação periódica dos cadastros atualizados de reclamações fundamentadas contra fornecedores. nos termos do art. no prazo de dez dias úteis. no órgão de imprensa oficial local. também. nos âmbitos federal e estadual.078. 58. § 1º O cadastro referido no caput deste artigo será publicado. devendo a entidade responsável dar-lhe a maior publicidade possível por meio dos órgãos de comunicação. Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail. a requerimento ou de ofício. Os cadastros específicos de cada órgão público de defesa do consumidor serão consolidados em cadastros gerais. e conterá informações objetivas. Art. podendo o órgão responsável fazê-lo em período menor. se dará de ofício ou por provocação dos legitimados referidos no art. pela procedência ou improcedência do pedido. ressalvada a hipótese de publicidade comparativa. 60. a consideração sobre a abusividade de cláusulas contratuais se dará de forma genérica e abstrata. sempre que julgue necessário. de 1990. não podendo conter informações negativas sobre fornecedores.078.cadastro: o resultado dos registros feitos pelos órgãos públicos de defesa do consumidor de todas as reclamações fundamentadas contra fornecedores. para fins de sua inclusão no elenco a que se refere o caput deste artigo. referentes a período superior a cinco anos. devendo os órgãos públicos competentes assegurar sua publicidade. por meio das devidas anotações. § 3º A apreciação sobre a abusividade de cláusulas contratuais. II . 44 da Lei nº 8. não impedindo que outras. Art. claras e verdadeiras sobre o objeto da reclamação. de 1990. Art. vedada a utilização abusiva ou. contabilidade e continuidade. estranha à defesa e orientação dos consumidores. considerada procedente. § 2º O cadastro será divulgado anualmente. por decisão definitiva. a identificação do fornecedor e o atendimento ou não da reclamação pelo fornecedor. 82 da Lei nº 8. sendo informações e fontes a todos acessíveis. Os cadastros de reclamações fundamentadas contra fornecedores são considerados arquivos públicos. bem como a inclusão de informação omitida. § 3º Os cadastros deverão ser atualizados permanentemente.com . Os cadastros de reclamações fundamentadas contra fornecedores constituem instrumento essencial de defesa e orientação dos consumidores. por qualquer outro modo. obrigatoriamente. CAPíTULO VII Das Disposições Gerais 66 Profa. § 2º O elenco de cláusulas consideradas abusivas tem natureza meramente exemplificativa. Art. 62. nos termos do § 1º do art. O consumidor ou fornecedor poderá requerer em cinco dias a contar da divulgação do cadastro e mediante petição fundamentada. Parágrafo único: No caso de acolhimento do pedido. possam vir a ser assim consideradas pelos órgãos da Administração Pública incumbidos da defesa dos interesses e direitos protegidos pelo Código de Defesa do Consumidor e legislação correlata. Para os fins deste Decreto. a retificação de informação inexata que nele conste. 61. 59 deste Decreto. contado da data da intimação da decisão definitiva. aos quais se aplica o disposto nos artigos desta Seção. inclusive eletrônica. pronunciar-se. devendo a autoridade competente. a autoridade competente providenciará. Art.

e dispõe sobre as práticas infracionais que atentam contra o direito básico do consumidor de obter informação adequada e clara sobre produtos e serviços. 64. de 1990.correção. definida e que esteja física ou visualmente ligada ao produto a que se refere. Art. de 11 de setembro de 1990. a Secretaria de Direito Econômico poderá expedir atos administrativos. ostensividade e legibilidade das informações prestadas. considera-se: I . e sem a necessidade de qualquer interpretação ou cálculo. § 1o Para efeito do disposto no caput deste artigo. no uso da atribuição que lhe confere o art. II . 66. sem nenhum embaraço físico ou visual interposto. 67. a fim de estabelecer a situação real de mercado.078.962. 20 de março de 1997. 67 Profa. 63. de 11 de setembro de 1990.962. de 11 de outubro de 2004. Art. e V . em determinado lugar e momento. ficam as autoridades competentes autorizadas a requisitar o emprego de força policial.precisão. e na Lei no 10. Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail. da Constituição. a informação que seja de fácil percepção.078. FERNANDO HENRIQUE CARDOSO Nelson A. Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação. DE 20 DE SETEMBRO DE 2006. 176º da Independência e 109º da República. a informação que seja visível e indelével. de 11 de setembro de 1990. e tendo em vista o disposto na Lei no 8. 3o O preço de produto ou serviço deverá ser informado discriminando-se o total à vista. IV . de 11 de outubro de 2004. Regulamenta a Lei no 10. previstas na Lei no 8.078. a informação que pode ser entendida de imediato e com facilidade pelo consumidor. Jobim DECRETO Nº 5. Poderão ser lavrados Autos de Comprovação ou Constatação. Art. Art. Fica revogado o Decreto nº 861. III .clareza. e a Lei no 8. Em caso de impedimento à aplicação do presente Decreto. de 9 de julho de 1993. a informação que seja exata. sem abreviaturas que dificultem a sua compreensão. Art. Brasília.DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS Art. 84. visando à fiel observância das normas de proteção e defesa do consumidor. Art. e legislação complementar. obedecido o procedimento adequado. a informação verdadeira que não seja capaz de induzir o consumidor em erro. inciso IV. clareza. dispensando qualquer esforço na sua assimilação.ostensividade.legibilidade.com . 2o Os preços de produtos e serviços deverão ser informados adequadamente. DECRETA: Art. de modo a garantir ao consumidor a correção. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA. 65. 1o Este Decreto regulamenta a Lei no 10. Com base na Lei nº 8.962. precisão.078.903. de 11 de outubro de 2004.

admitem as seguintes modalidades de afixação: I .os eventuais acréscimos e encargos que incidirem sobre o valor do financiamento ou parcelamento. Parágrafo único. sem a necessidade de qualquer esforço ou deslocamento de sua parte. como nas hipóteses de financiamento ou parcelamento. ou III .de código referencial. § 2o A utilização da modalidade de afixação de código referencial deverá atender às seguintes exigências: I . de que trata o inciso I do art. em contraste de cores e em tamanho suficientes que permitam a pronta identificação pelo consumidor. 5o deste Decreto. Entende-se como similar qualquer meio físico que esteja unido ao produto e gere efeitos visuais equivalentes aos da etiqueta. Art. a fim de garantir a pronta visualização do preço. 4 Os preços dos produtos e serviços expostos à venda devem ficar sempre visíveis aos consumidores enquanto o estabelecimento estiver aberto ao público. II .as informações relativas ao preço à vista. de 2004. deverão ser também discriminados: I . Art. características e código do produto deverão estar a ele visualmente unidas. periodicidade e valor das prestações. II . na área de vendas.o número. o o 68 Profa. III . e IV . Art. A montagem.os juros.DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS Parágrafo único.de código de barras.962.direta ou impressa na própria embalagem.a relação dos códigos e seus respectivos preços devem estar visualmente unidos e próximos dos produtos a que se referem. § 1o Na afixação direta ou impressão na própria embalagem do produto.com . Art. para consulta de preços pelo consumidor. 7o Na hipótese de utilização do código de barras para apreçamento. se em horário de funcionamento. independentemente de solicitação do consumidor ou intervenção do comerciante. equipamentos de leitura ótica em perfeito estado de funcionamento. e II . garantindo a pronta identificação pelo consumidor. § 1 Os leitores óticos deverão ser indicados por cartazes suspensos que informem a sua localização. os fornecedores deverão disponibilizar. 2º da Lei nº 10. será observado o disposto no art. rearranjo ou limpeza. e imediatamente perceptível ao consumidor. e III .o código referencial deve estar fisicamente ligado ao produto. 5o Na hipótese de afixação de preços de bens e serviços para o consumidor. em vitrines e no comércio em geral.o valor total a ser pago com financiamento. 6o Os preços de bens e serviços para o consumidor nos estabelecimentos comerciais de que trata o inciso II do art. Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail. deverão ser observados os seguintes requisitos: I . a etiqueta ou similar afixada diretamente no produto exposto à venda deverá ter sua face principal voltada ao consumidor. de 2004. quantidade e demais elementos que o particularizem.as informações deverão ser disponibilizadas em etiquetas com caracteres ostensivos e em cores de destaque em relação ao fundo. No caso de outorga de crédito.962. deve ser feito sem prejuízo das informações relativas aos preços de produtos ou serviços expostos à venda.a informação sobre as características do item deve compreender o nome. 2o da Lei no 10. § 3o Na modalidade de afixação de código de barras. Parágrafo único. II .

demonstrando graficamente o cumprimento da distância máxima fixada neste artigo. Art.informar preços apenas em parcelas. A aplicação do disposto neste Decreto dar-se-á sem prejuízo de outras normas de controle incluídas na competência de demais órgãos e entidades federais. Vigência Regulamenta a Lei n 8. de 11 de setembro de 1990. de 1990. V . de forma a garantir a pronta visualização do preço. § 1 A relação de preços de produtos ou serviços expostos à venda deve ter sua face principal voltada ao consumidor. Art. desacompanhados de sua conversão em moeda corrente nacional.atribuir preços distintos para o mesmo item. casas noturnas e similares.informar preços em moeda estrangeira. e VIII . Brasília. Art. 185o da Independência e 118o da República. os fornecedores deverão prestar as informações necessárias aos agentes fiscais mediante disponibilização de croqui da área de vendas. Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail. nas entradas de restaurantes. bares. LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA Marcio Thomaz Bastos o o o o DECRETO Nº 6. II . IV . § 3 Para efeito de fiscalização.expor preços com as cores das letras e do fundo idêntico ou semelhante. sujeitando o infrator às penalidades previstas na Lei no 8. externamente. § 2o A relação de preços deverá ser também afixada. VI .expor informação redigida na vertical ou outro ângulo que dificulte a percepção. Este Decreto entra em vigor noventa dias após sua publicação. 20 de setembro de 2006.utilizar caracteres apagados. 5o e 6o deste Decreto. o 69 Profa. em caracteres de igual ou superior destaque. observada a distância máxima de quinze metros entre qualquer produto e a leitora ótica mais próxima.com .SAC. considerada a distância normal de visualização do consumidor.078.078. rasurados ou borrados. 8 A modalidade de relação de preços de produtos expostos e de serviços oferecidos aos consumidores somente poderá ser empregada quando for impossível o uso das modalidades descritas nos arts. DE 31 DE JULHO DE 2008.utilizar referência que deixa dúvida quanto à identificação do item ao qual se refere. 9o Configuram infrações ao direito básico do consumidor à informação adequada e clara sobre os diferentes produtos e serviços. com a identificação clara e precisa da localização dos leitores óticos e a distância que os separa.523. as seguintes condutas: I . Art. 10. 11. III .DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS § 2 Os leitores óticos deverão ser dispostos na área de vendas. independentemente de solicitação do consumidor ou intervenção do comerciante. obrigando o consumidor ao cálculo do total. para fixar normas gerais sobre o Serviço de Atendimento ao Consumidor .utilizar letras cujo tamanho não seja uniforme ou dificulte a percepção da informação. VII .

ressalvado o disposto em normas específicas. § 2o O consumidor não terá a sua ligação finalizada pelo fornecedor antes da conclusão do atendimento. § 1 A opção de contatar o atendimento pessoal constará de todas as subdivisões do menu eletrônico.com . 1o Este Decreto regulamenta a Lei no 8. Parágrafo único. 2 Para os fins deste Decreto. 7 O número do SAC constará de forma clara e objetiva em todos os documentos e materiais impressos entregues ao consumidor no momento da contratação do serviço e durante o seu fornecimento. e tendo em vista o disposto na Lei no 8. inciso IV. de 11 de setembro de 1990.DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS O PRESIDENTE DA REPÚBLICA. em caráter preferencial. ainda que por meio de diversos números de telefone. suspensão ou cancelamento de contratos e de serviços. 4o O SAC garantirá ao consumidor.078. § 3 O acesso inicial ao atendente não será condicionado ao prévio fornecimento de dados pelo consumidor. dúvida. durante vinte e quatro horas por dia e sete dias por semana. de reclamação e de cancelamento de contratos e serviços. de 11 de setembro de 1990. reclamação. no âmbito dos fornecedores de serviços regulados pelo Poder Público federal. compreende-se por SAC o serviço de atendimento telefônico das prestadoras de serviços regulados que tenham como finalidade resolver as demandas dos consumidores sobre informação. e fixa normas gerais sobre o Serviço de Atendimento ao Consumidor . Art. a canal único que possibilite o atendimento de demanda relativa a qualquer um dos serviços oferecidos. no primeiro menu eletrônico. bem como na página eletrônica da empresa na INTERNET. 6o O acesso das pessoas com deficiência auditiva ou de fala será garantido pelo SAC. Art. Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail. ininterruptamente. no uso da atribuição que lhe confere o art. facultado à empresa atribuir número telefônico específico para este fim. será garantido ao consumidor o acesso. 84. CAPÍTULO I DO ÂMBITO DA APLICAÇÃO Art. o o o o 70 Profa. com vistas à observância dos direitos básicos do consumidor de obter informação adequada e clara sobre os serviços que contratar e de manter-se protegido contra práticas abusivas ou ilegais impostas no fornecimento desses serviços. quando essa opção for selecionada.SAC por telefone. Parágrafo único. da Constituição. No caso de empresa ou grupo empresarial que oferte serviços conjuntamente. Excluem-se do âmbito de aplicação deste Decreto a oferta e a contratação de produtos e serviços realizadas por telefone. as opções de contato com o atendente. DECRETA: Art. Art. 5o O SAC estará disponível. CAPÍTULO II DA ACESSIBILIDADE DO SERVIÇO Art. § 4o Regulamentação específica tratará do tempo máximo necessário para o contato direto com o atendente. Art.078. 3o As ligações para o SAC serão gratuitas e o atendimento das solicitações e demandas previsto neste Decreto não deverá resultar em qualquer ônus para o consumidor.

§ 2o Nos casos de reclamação e cancelamento de serviço. § 2 O registro numérico. Será permitido o acompanhamento pelo consumidor de todas as suas demandas por meio de registro numérico. eficiência. Art. o SAC garantirá a transferência imediata ao setor competente para atendimento definitivo da demanda. É vedada a veiculação de mensagens publicitárias durante o tempo de espera para o atendimento. Art. que lhe será informado no início do atendimento. Art. O consumidor terá direito de acesso ao conteúdo do histórico de suas demandas. boa-fé. devendo todos os atendentes possuir atribuições para executar essas funções. celeridade e cordialidade. deve ser capacitado com as habilidades técnicas e procedimentais necessárias para realizar o adequado atendimento ao consumidor. Art. 8 O SAC obedecerá aos princípios da dignidade. para exercer suas funções no SAC. Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail. quando solicitado. pelo prazo mínimo de noventa dias. § 3o É obrigatória a manutenção da gravação das chamadas efetuadas para o SAC. será informado ao consumidor e.DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS CAPÍTULO III DA QUALIDADE DO ATENDIMENTO Art. a critério do consumidor. 12. mantidos em sigilo e utilizados exclusivamente para os fins do atendimento. CAPÍTULO IV DO ACOMPANHAMENTO DE DEMANDAS Art. caso o primeiro atendente não tenha essa atribuição. durante o qual o consumidor poderá requerer acesso ao seu conteúdo. § 1 A transferência dessa ligação será efetivada em até sessenta segundos. CAPÍTULO V o o o o o 71 Profa. que lhe será enviado. É vedado solicitar a repetição da demanda do consumidor após seu registro pelo primeiro atendente. por correspondência ou por meio eletrônico. § 4 O registro eletrônico do atendimento será mantido à disposição do consumidor e do órgão ou entidade fiscalizadora por um período mínimo de dois anos após a solução da demanda.com . Ressalvados os casos de reclamação e de cancelamento de serviços. em linguagem clara. a segurança das informações e o respeito ao consumidor. Art. enviado por correspondência ou por meio eletrônico. 11. salvo se houver prévio consentimento do consumidor. 15. 14. Art. no prazo máximo de setenta e duas horas. 9o O atendente. Os dados pessoais do consumidor serão preservados. Art. não será admitida a transferência da ligação. se por este solicitado. será utilizada seqüência numérica única para identificar todos os atendimentos. O sistema informatizado deve ser programado tecnicamente de modo a garantir a agilidade. transparência. eficácia. a seu critério. § 3o O sistema informatizado garantirá ao atendente o acesso ao histórico de demandas do consumidor. hora e objeto da demanda. 16. § 1 Para fins do disposto no caput. 10. 13. com data.

Os direitos previstos neste Decreto não excluem outros. A inobservância das condutas descritas neste Decreto ensejará aplicação das sanções previstas no art. § 1o O consumidor será informado sobre a resolução de sua demanda e. 20. O SAC receberá e processará imediatamente o pedido de cancelamento de serviço feito pelo consumidor. § 3o Quando a demanda versar sobre serviço não solicitado ou cobrança indevida. decorrentes de regulamentações expedidas pelos órgãos e entidades reguladores. a cobrança será suspensa imediatamente. CAPÍTULO VI DO PEDIDO DE CANCELAMENTO DO SERVIÇO Art.DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS DO PROCEDIMENTO PARA A RESOLUÇÃO DE DEMANDAS Art. 21. § 3o O comprovante do pedido de cancelamento será expedido por correspondência ou por meio eletrônico. Os órgãos competentes.078. 19. e independe de seu adimplemento contratual. LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA Tarso Genro o o 72 Profa.com . 187o da Independência e 120o da República. § 2 A resposta do fornecedor será clara e objetiva e deverá abordar todos os pontos da demanda do consumidor. § 2o Os efeitos do cancelamento serão imediatos à solicitação do consumidor. desde que mais benéficos para o consumidor. ainda que o seu processamento técnico necessite de prazo. salvo se o fornecedor indicar o instrumento por meio do qual o serviço foi contratado e comprovar que o valor é efetivamente devido. Art. Art. 31 de julho de 2008. ser-lhe-á enviada a comprovação pertinente por correspondência ou por meio eletrônico. § 1o O pedido de cancelamento será permitido e assegurado ao consumidor por todos os meios disponíveis para a contratação do serviço. 18. sem prejuízo das constantes dos regulamentos específicos dos órgãos e entidades reguladoras. As informações solicitadas pelo consumidor serão prestadas imediatamente e suas reclamações. 56 da Lei no 8. Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail. resolvidas no prazo máximo de cinco dias úteis a contar do registro. a critério do consumidor. Brasília. CAPÍTULO VII DAS DISPOSIÇÕES FINAIS Art. 17. quando necessário. expedirão normas complementares e específicas para execução do disposto neste Decreto. sempre que solicitar. a seu critério. Art. de 1990. Este Decreto entra em vigor em 1 de dezembro de 2008. 22.

de 2001) Art. DE 24 DE JULHO DE 1985.448. empresa pública. (Redação dada pela Medida provisória nº 2. de 2007).a associação que. (Incluído pela Medida provisória nº 2. (Incluído pela Lei nº 11. objetivando.FGTS ou outros fundos de natureza institucional cujos beneficiários podem ser individualmente determinados. o Distrito Federal e os Municípios. de 2007). ll . o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço . estético. 4o Poderá ser ajuizada ação cautelar para os fins desta Lei. (Redação dada pela Lei nº 10. Art. de 2007).448. evitar o dano ao meio ambiente. 2º As ações previstas nesta Lei serão propostas no foro do local onde ocorrer o dano. II . (Redação dada pela Lei nº 11.7.448. (Incluído pela Lei nº 8. de 2001) Art. 73 Profa. (Incluído pela Medida provisória nº 2. contribuições previdenciárias. turístico e paisagístico (VETADO) e dá outras providências.a Defensoria Pública. V . as ações de responsabilidade por danos morais e patrimoniais causados: (Redação dada pela Lei nº 8.6. IV . sem prejuízo da ação popular.884. ao consumidor. os Estados.078 de 1990) V .257.448. (Redação dada pela Lei nº 11. 5 Têm legitimidade para propor a ação principal e a ação cautelar: (Redação dada pela Lei nº 11.180-35. histórico. estético.o Ministério Público.ao consumidor. inclusive. Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail. turístico e paisagístico (VETADO). (Incluído pela Medida provisória nº 2. de 2007). IV . de 10.por infração da ordem econômica e da economia popular. a) esteja constituída há pelo menos 1 (um) ano nos termos da lei civil. ao consumidor.180-35. I .à ordem urbanística.1994) l . 1º Regem-se pelas disposições desta Lei. de 2007).a qualquer outro interesse difuso ou coletivo. Não será cabível ação civil pública para veicular pretensões que envolvam tributos. cujo juízo terá competência funcional para processar e julgar a causa. turístico e paisagístico. 3º A ação civil poderá ter por objeto a condenação em dinheiro ou o cumprimento de obrigação de fazer ou não fazer. III – a bens e direitos de valor artístico.180-35.448. estético.DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS LEI No 7. (Incluído pela Lei nº 11.a União. de 2001) VI . histórico. (Incluído pela Lei nº 11.180-35. concomitantemente: (Incluído pela Lei nº 11. histórico. o Disciplina a ação civil pública de responsabilidade por danos causados ao meio-ambiente. III . fundação ou sociedade de economia mista.2001) Art.347.448. à ordem urbanística ou aos bens e direitos de valor artístico. faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: Art. Parágrafo único A propositura da ação prevenirá a jurisdição do juízo para todas as ações posteriormente intentadas que possuam a mesma causa de pedir ou o mesmo objeto. Regulamento Regulamento Regulamento Mensagem de veto O PRESIDENTE DA REPÚBLICA. de 2001) Parágrafo único.a autarquia. de 11.448. a bens e direitos de valor artístico. de 2007).ao meio-ambiente.com . de 2007).

sob pena de se incorrer em falta grave. esgotadas todas as diligências. de 2007). § 3º Em caso de desistência infundada ou abandono da ação por associação legitimada. promoverá o arquivamento dos autos do inquérito civil ou das peças informativas. § 1º Os autos do inquérito civil ou das peças de informação arquivadas serão remetidos. a recusa. a serem fornecidas no prazo de 15 (quinze) dias. ao Conselho Superior do Ministério Público. de 11.448. outro órgão do Ministério Público para o ajuizamento da ação.DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS b) inclua. § 3º A promoção de arquivamento será submetida a exame e deliberação do Conselho Superior do Ministério Público.° O requisito da pré-constituição poderá ser dispensado pelo juiz. entre suas finalidades institucionais. que serão juntados aos autos do inquérito ou anexados às peças de informação. mais multa de 10 (dez) a 1. à ordem econômica.078. 9º Se o órgão do Ministério Público. poderão as associações legitimadas apresentar razões escritas ou documentos. § 1º O Ministério Público poderá instaurar. de 1990) § 4. 10.078. informações. Art. Art.° Admitir-se-á o litisconsórcio facultativo entre os Ministérios Públicos da União. o interessado poderá requerer às autoridades competentes as certidões e informações que julgar necessárias. ou requisitar. quando haja manifesto interesse social evidenciado pela dimensão ou característica do dano. fazendo-o fundamentadamente.1990) (Vide Mensagem de veto) (Vide REsp 222582 /MG . sob sua presidência. 74 Profa. Art. ou pela relevância do bem jurídico a ser protegido. em sessão do Conselho Superior do Ministério Público. mediante cominações. do Distrito Federal e dos Estados na defesa dos interesses e direitos de que cuida esta lei. de qualquer organismo público ou particular.000 (mil) Obrigações Reajustáveis do Tesouro Nacional . os juízes e tribunais tiverem conhecimento de fatos que possam ensejar a propositura da ação civil. § 2º Fica facultado ao Poder Público e a outras associações legitimadas nos termos deste artigo habilitar-se como litisconsortes de qualquer das partes. (Redação dada pela Lei nº 8. § 4º Deixando o Conselho Superior de homologar a promoção de arquivamento. 6º Qualquer pessoa poderá e o servidor público deverá provocar a iniciativa do Ministério Público. Constitui crime. de 11. no exercício de suas funções.1990) (Vide Mensagem de veto) (Vide REsp 222582 /MG .078. seja homologada ou rejeitada a promoção de arquivamento. 7º Se. desde logo. o Ministério Público ou outro legitimado assumirá a titularidade ativa.9. de 11. no prazo de 3 (três) dias.STJ) § 6° Os órgãos públicos legitimados poderão tomar dos interessados compromisso de ajustamento de sua conduta às exigências legais. ministrando-lhe informações sobre fatos que constituam objeto da ação civil e indicando-lhe os elementos de convicção. Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail. estético. quando requisitados pelo Ministério Público. conforme dispuser o seu Regimento. o qual não poderá ser inferior a 10 (dez) dias úteis. o retardamento ou a omissão de dados técnicos indispensáveis à propositura da ação civil.STJ) Art.ORTN. certidões.1990) § 5. exames ou perícias.com . que terá eficácia de título executivo extrajudicial. remeterão peças ao Ministério Público para as providências cabíveis. se convencer da inexistência de fundamento para a propositura da ação civil.078. histórico. inquérito civil. § 2º Somente nos casos em que a lei impuser sigilo. Art. poderá ser negada certidão ou informação. atuará obrigatoriamente como fiscal da lei. (Incluído pela Lei nª 8. designará. se não intervier no processo como parte. § 2º Até que. (Incluído pela Lei nº 11. à livre concorrência ou ao patrimônio artístico. hipótese em que a ação poderá ser proposta desacompanhada daqueles documentos. a proteção ao meio ambiente.9. (Incluído pela Lei nª 8. turístico e paisagístico. (Incluído pela Lei nª 8. 8º Para instruir a inicial. punido com pena de reclusão de 1 (um) a 3 (três) anos. ao consumidor. § 1º O Ministério Público.9. cabendo ao juiz requisitá-los. no prazo que assinalar.

em honorários de advogado. (Incluído pela Lei nº 12. de 1990) Art. em decisão sujeita a agravo.288. 11.DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS Art. de 10.9. nem condenação da associação autora. (Redação dada pela Lei nº 9. Havendo condenação em dinheiro. Aplica-se à ação civil pública. poderá o Presidente do Tribunal a que competir o conhecimento do respectivo recurso suspender a execução da liminar. no que for cabível.288. valendo-se de nova prova. respectivamente. 17. em conta com correção monetária. hipótese em que qualquer legitimado poderá intentar outra ação com idêntico fundamento. à segurança e à economia pública. Art. § 1º A requerimento de pessoa jurídica de direito público interessada. A sentença civil fará coisa julgada erga omnes. 12. 14. (Redação dada pela Lei nº 8. (Renumerado do art. 13. de 1990) Art. Revogam-se as disposições em contrário. emolumentos. e para evitar grave lesão à ordem. de 11 de janeiro de 1973. (Incluído Lei nº 8. sem prejuízo da responsabilidade por perdas e danos. de 1990) Art. independentemente de requerimento do autor. Poderá o juiz conceder mandado liminar. à saúde. 22. Nas ações de que trata esta lei. de 2010) (Vigência) § 1 . Na ação que tenha por objeto o cumprimento de obrigação de fazer ou não fazer. coletivos e individuais. 23. na hipótese de extensão nacional. (Renumerado do art. no prazo de 5 (cinco) dias a partir da publicação do ato. pela Lei nº 8. sendo seus recursos destinados à reconstituição dos bens lesados. de 1990) Art. 18. facultada igual iniciativa aos demais legitimados. os dispositivos do Título III da lei que instituiu o Código de Defesa do Consumidor. naquilo em que não contrarie suas disposições. Em caso de litigância de má-fé. exceto se o pedido for julgado improcedente por insuficiência de provas. o juiz determinará o cumprimento da prestação da atividade devida ou a cessação da atividade nociva.288. custas e despesas processuais. Esta lei entra em vigor na data de sua publicação. para evitar dano irreparável à parte. honorários periciais e quaisquer outras despesas. nas hipóteses de danos com extensão regional ou local. mas será devida desde o dia em que se houver configurado o descumprimento. Art. Art. salvo comprovada má-fé.494. 13 desta Lei será regulamentado pelo Poder Executivo no prazo de 90 (noventa) dias. 19. 75 Profa.1997) Art. de 1990) Brasília. O juiz poderá conferir efeito suspensivo aos recursos.078.078. pela Lei nº 8. Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail.com . em 24 de julho de 1985. 22. de 2010) o o Art. não haverá adiantamento de custas. prevista nesta Lei. Decorridos sessenta dias do trânsito em julgado da sentença condenatória. da qual caberá agravo para uma das turmas julgadoras. (Renumerado do Parágrafo Único com nova redação pela Lei nº 8. Enquanto o fundo não for regulamentado.078. 16. O fundo de que trata o art. Aplicam-se à defesa dos direitos e interesses difusos. aprovado pela Lei nº 5. 1 desta Lei. sem que a associação autora lhe promova a execução. de 2010) § 2o Havendo acordo ou condenação com fundamento em dano causado por ato de discriminação étnica nos termos do disposto no art. nos limites da competência territorial do órgão prolator. 164º da Independência e 97º da República. Art. o Código de Processo Civil. conforme definição do Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial. com ou sem justificação prévia. 21. a associação autora e os diretores responsáveis pela propositura da ação serão solidariamente condenados em honorários advocatícios e ao décuplo das custas.078. a prestação em dinheiro reverterá diretamente ao fundo de que trata o caput e será utilizada para ações de promoção da igualdade étnica. ou de cominação de multa diária. 20. (Renumerado do parágrafo único pela Lei nº 12. o dinheiro ficará depositado em estabelecimento oficial de crédito. (Vide Lei nº 12. de 1990) Art. em decisão fundamentada. ou dos Conselhos de Promoção de Igualdade Racial estaduais ou locais. (Redação dada pela Lei nº 8. se esta for suficiente ou compatível. § 2º A multa cominada liminarmente só será exigível do réu após o trânsito em julgado da decisão favorável ao autor. Art. a indenização pelo dano causado reverterá a um fundo gerido por um Conselho Federal ou por Conselhos Estaduais de que participarão necessariamente o Ministério Público e representantes da comunidade.078. sob pena de execução específica.869.078. 21. deverá fazê-lo o Ministério Público. 15.

ou a afixação de código referencial. Parágrafo único. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: Art. dentro do estabelecimento. 183o da Independência e 116o da República. LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA Márcio Thomaz Bastos o o o o o LEI Nº 1. Art. 1o Esta Lei regula as condições de oferta e afixação de preços de bens e serviços para o consumidor. junto aos itens expostos. DE 11 DE ABRIL DE 1997 (Autoria do Projeto: Deputado Rodrigo Rollemberg) 76 Profa. Nos casos de utilização de código referencial ou de barras. informação relativa ao preço à vista do produto. § 2 Para os fins desta Lei. observados. deverão ser oferecidos equipamentos de leitura ótica para consulta de preço pelo consumidor. com a afixação de código de barras. 6 (VETADO) Art. localizados na área de vendas e em outras de fácil acesso. Art. considera-se área de vendas aquela na qual os consumidores têm acesso às mercadorias e serviços oferecidos para consumo no varejo. o comerciante deverá expor. 2 São admitidas as seguintes formas de afixação de preços em vendas a varejo para o consumidor: I – no comércio em geral.962. o tipo e o tamanho do estabelecimento e a quantidade e a diversidade dos itens de bens e serviços. o consumidor pagará o menor dentre eles. Mensagem de veto Regulamentação Dispõe sobre a oferta e as formas de afixação de preços de produtos e serviços para o consumidor. mediante a impressão ou afixação do preço do produto na embalagem. hipermercados.DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS JOSÉ SARNEY Fernando Lyra LEI No 10. sem intervenção do comerciante. mediante divulgação do preço à vista em caracteres legíveis.418. ou ainda. supermercados.com . a área máxima que deverá ser atendida por cada leitora ótica. e em vitrines. Art. de forma clara e legível. § 1o O regulamento desta Lei definirá. 2º. Art. dentre outros critérios ou fatores. DE 11 DE OUTUBRO DE 2004. 5 No caso de divergência de preços para o mesmo produto entre os sistemas de informação de preços utilizados pelo estabelecimento. é permitido o uso de relações de preços dos produtos expostos. 3o Na impossibilidade de afixação de preços conforme disposto no art. 7 Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail. 4o Nos estabelecimentos que utilizem código de barras para apreçamento. de forma escrita. mercearias ou estabelecimentos comerciais onde o consumidor tenha acesso direto ao produto. II – em auto-serviços. bem como dos serviços oferecidos. 11 de outubro de 2004. Art. por meio de etiquetas ou similares afixados diretamente nos bens expostos à venda. suas características e código. Brasília. clara e acessível ao consumidor.

II – artigos: Art. agências bancárias. concessionárias e permissionárias de serviço público do Distrito Federal. autuação e multa. O GOVERNADOR DO DISTRITO FEDERAL. repartições. Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail. eventos culturais. 1º Dê-se à ementa da Lei nº 2. cinemas e teatros a atender aos usuários dos seus serviços. Faço saber que a Câmara Legislativa do Distrito Federal decreta e eu sanciono a seguinte Lei: Art. 2º O Poder Executivo regulamentará esta Lei no prazo de quarenta e cinco dias a contar de sua publicação.DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS Dispõe sobre a fixação do número do telefone do PROCON/DF nos estabelecimentos comerciais. e a seus artigos a seguinte redação: I – ementa: Dispõe sobre a obrigatoriedade das empresas públicas e privadas. empresas de transportes aéreos e terrestres. shows artísticos. bem como cartórios. em local visível ao público.529. ambulatórios. shows artísticos. concessionárias e permissionárias de serviço público do Distrito Federal. bem como dos cartórios. Parágrafo único. que Dispõe sobre a obrigatoriedade das empresas. agências bancárias. ambulatórios. Excetuam-se do caput desta Lei as Unidades de Terapia Intensivas – UTIs e os Setores de Emergências dos hospitais públicos e privados. o tempo razoável de atendimento será de: I – até vinte minutos em dias normais. A inobservância do disposto no caput acarretará aos infratores procedimentos de advertência. DE 12 DE MAIO DE 2000 (Autoria do Projeto: Deputado Wilson Lima) Altera a Lei nº 2. financeiros e de prestação de serviços e dá outras providências. 1º Os estabelecimentos comerciais. em tempo razoável. Faço saber que a Câmara Legislativa do Distrito Federal decreta e eu sanciono a seguinte Lei: Art. 3º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. das repartições e dos hospitais públicos do Distrito Federal. Brasília. nacionais e internacionais. hospitais públicos e privados. Art. no máximo. a serem definidos no regulamento desta Lei. empresas de transportes aéreos e terrestres.com . de 21 de fevereiro de 2000. o tempo razoável de espera para o atendimento. Art. repartições. obrigados a atender aos usuários dos seus serviços. entende-se como sendo de trinta minutos. bem como cartórios. eventos culturais e esportivos. o número do telefone da Subsecretaria de Defesa do Consumidor – Procon/DF. de 21 de fevereiro de 2000. 4º Revogam-se as disposições em contrário.547. das agências bancárias e das concessionárias de serviço público. O GOVERNADOR DO DISTRITO FEDERAL. que operam em seu território. 1º Ficam as empresas públicas e privadas. cinemas e teatros. nacionais e internacionais que atuam em seu território. Art. 11 de abril de 1997 109º da República e 37º de Brasília CRISTOVAM BUARQUE LEI Nº 2. em tempo razoável. em atender aos usuários dos seus serviços em tempo razoável. Art. que atuam em seu território. Art. do sistema financeiro e de prestação de serviços no Distrito Federal ficam obrigados a afixar. Parágrafo único. 3º Tratando-se de agências bancárias. 2º Para os efeitos desta Lei.529. hospitais públicos e privados. 77 Profa.

de tributos e em véspera ou após feriados prolongados. 9º Revogam-se as disposições em contrário. 2º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. Art. Art. ficam obrigadas a prestar o atendimento no prazo máximo de trinta minutos. § 2º Deverá ser afixado. e o Decreto Federal nº 2. 4º Revogam-se as disposições em contrário. Parágrafo único. cartaz indicativo ou informações do tempo máximo para atendimento conforme o previsto nesta Lei. Art. dia de vencimento de contas de concessionárias. 7º A denúncia da infração poderá ser feita pelo usuário ou por procurador com poderes especiais. e o telefone do PROCON. 1º ficam desobrigados do pagamento de multas ou encargos por atraso até o limite de dez dias após o vencimento da fatura. Art. 5º O não cumprimento das disposições desta Lei sujeitará o infrator às penalidades que serão estipuladas pela Subsecretaria de Defesa do Consumidor – PROCON/DF. as infrações ocorridas em um mesmo dia. energia elétrica ou transmissão de dados. Art. 3º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. Art. não mencionadas no art. 9 de janeiro de 2001 DEPUTADO EDIMAR PIRENEUS Presidente 78 Profa. Brasília. se for o caso. 3º. 12 de maio de 2000 112º da República e 41º de Brasília JOAQUIM DOMINGOS RORIZ LEI Nº 2. oriunda de Projeto vetado pelo Governador do Distrito Federal e mantido pela Câmara Legislativa do Distrito Federal: Art. em local visível ao público. de 1997. de 11 de setembro de 1990.078. 2º Os clientes ou consumidores que receberem o documento de cobrança em prazo inferior ao estipulado no caput do art. documentos de cobrança ou similares por parte das empresas do setor público e privado para clientes residentes no Distrito Federal. Parágrafo único. Art. bem como seu número. Art. nos termos do § 6º do art. a seguinte Lei. 3º Revogam-se as disposições em contrário. Art. Brasília. Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail.DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS II – até trinta minutos nos dias de pagamento de pessoal. 1º Ficam as empresas do setor público e privado obrigadas a postar com antecedência mínima de dez dias da data do vencimento os boletos bancários de cobrança ou similares para os clientes residentes no Distrito Federal. O tempo máximo de atendimento a que se refere este artigo somente poderá ser exigido se não houver interrupção no fornecimento de serviços de telefonia. Art.181. acompanhada de provas materiais ou outro qualquer indicador. de conformidade com o que dispõe a Lei nº 8. a responsabilidade pelo atendimento é de seu respectivo dirigente. O Presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal promulga. Parágrafo único. será imposta a penalidade correspondente. DE 28 DE DEZEMBRO DE 2000 (Autoria do Projeto: Deputado Rodrigo Rollemberg) Dispõe sobre o prazo de postagem dos boletos bancários. § 1º Para controle do prazo de atendimento desta Lei deverá ser utilizada senha ou qualquer outro instrumento que possibilite a identificação de data e horário de chegada e de atendimento final do usuário pelo estabelecimento.com . deverá estar impressa a data de postagem no correio ou do envio da correspondência ao interessado. 6º No caso de cartórios. para efeito de reincidência.656. Não se consideram. Na face exterior do envelope de cobrança ou do documento de pagamento. 8º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. a quem. 4º As empresas e entidades sujeitas ao regime desta Lei. 74 da Lei Orgânica do Distrito Federal. repartições e hospitais públicos e privados. Art.

078. II – multa no valor de R$300. Art.000. estabelecendo o prazo de 72 (setenta e duas) horas para o cumprimento da norma instituída. shows artísticos. Parágrafo único. gestantes. congressos.001. O Presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal promulga. 2º A não-observância do disposto nesta Lei implicará ao estabelecimento infrator as seguintes sanções: I – notificação. em local visível ao público. idosos. Art.00 (trezentos reais). III – multa no valor de R$1.DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS LEI Nº 2. O GOVERNADOR DO DISTRITO FEDERAL. feiras de amostras. conferências. no caso de reincidência. Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail.00 (cem mil reais). 4º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. seminários. três salários mínimos. para o estabelecimento com faturamento anual de até R$100.00 (cem mil e um reais) a R$500. 3º Deverá ser afixado. Brasília.278. ginásios poliesportivos. cartaz indicativo ou informações sobre a disponibilidade dessas vagas. 1º Ficam os estabelecimentos destinados ao comércio de bens e de prestação de serviços obrigados a manter exposto em local visível e de fácil acesso exemplares do Código de Proteção e Defesa do Consumidor. 79 Profa. 1º Ficam reservados dez por cento dos assentos e vagas em teatros. nos termos do § 6º do art. conforme o disposto no art.com . DE 29 DE OUTUBRO DE 2001 (Autoria do Projeto: Deputado Wilson Lima) Dá tratamento preferencial a idosos. palestras. 1º desta Lei. de 11 de setembro de 1990. Art. 5º Revogam-se as disposições em contrário.000. 9 de novembro de 2001 DEPUTADO GIM ARGELLO LEI Nº 3. Art.00 (mil reais).810. Os assentos e vagas de que trata o caput permanecerão reservados até dez minutos após o início da cerimônia ou evento. menores de idade e aposentados. no caso de reincidência. simpósios e fóruns para as pessoas portadoras de deficiências físicas e de necessidades especiais. Faço saber que a Câmara Legislativa do Distrito Federal decreta e eu sanciono a seguinte Lei: Art. DE 31 DE DEZEMBRO DE 2003 (Autoria do Projeto: Deputado Izalci Lucas) Dispõe sobre a exposição do Código de Proteção e Defesa do Consumidor nos estabelecimentos comerciais e de prestação de serviços no âmbito do Distrito Federal. na reincidência. Parágrafo único. a seguinte Lei. A exposição do Código de Proteção e Defesa do Consumidor nos estabelecimentos previstos no caput destina-se à consulta e esclarecimento de dúvidas dos consumidores sobre os seus direitos e deveres. exposições. deficientes físicos e portadores de necessidades especiais nos locais que menciona.00 (quinhentos mil reais). nas primeiras filas.000. oriunda de Projeto vetado pelo Governador do Distrito Federal e mantido pela Câmara Legislativa do Distrito Federal: Art. 2º O não-cumprimento do disposto nesta Lei torna o infrator passível do pagamento de um salário mínimo vigente e. Art. instituído por meio da Lei federal nº 8. ressaltando-se o tempo de dez minutos após o início do evento para o preenchimento das vagas. no Distrito Federal. gestantes. sem prejuízo de outras sanções previstas na legislação em vigor e daquelas previstas no Código de Defesa do Consumidor. para o estabelecimento com faturamento anual de R$100. 74 da Lei Orgânica do Distrito Federal.

Art. O Presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal promulga. Brasília. Brasília. ou outro índice que venha substituí-lo. Art. na parte externa de restaurantes e similares e dá outras providências. 3º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. de 11 de setembro de 1990. DE 13 DE OUTUBRO DE 2005 (Autoria do Projeto: Deputado Chico Leite) Institui a obrigatoriedade de os estabelecimentos comerciais.000. a contar do respectivo protocolo. Art. Art. com seus respectivos preços. se têm acompanhamento. Parágrafo único. Art. oriunda de Projeto vetado pelo Governador do Distrito Federal e mantido pela Câmara Legislativa do Distrito Federal: Art. 2º Na elaboração dos cardápios. 1º Fica instituída a obrigatoriedade de colocação de cardápios. 26 de outubro de 2005 DEPUTADO FÁBIO BARCELLOS Presidente LEI Nº 3. na parte externa de restaurantes e similares.com . no período de cinco dias. Código do Consumidor. Art. as concessionárias e as permissionárias de serviços públicos enviarem ao Instituto de Defesa do Consumidor – PROCON cópia das reclamações dos consumidores. da Lei nº 8.941. cada estabelecimento deverá especificar as modalidades de pratos servidos. 3º A responsabilidade pela fiscalização do cumprimento desta Lei é do Instituto de Defesa do Consumidor do Distrito Federal – PROCON/DF.00 (quinhentos mil reais). 2º O Poder Executivo regulamentará esta Lei no prazo de noventa dias. 4º Revogam-se as disposições em contrário. a seguinte Lei. a obrigatoriedade de os estabelecimentos comerciais. Os valores instituídos neste artigo serão alterados anualmente com base na variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – IPCA .00 (cinco mil reais). as concessionárias e as permissionárias de serviços públicos enviarem ao Instituto de Defesa do Consumidor – PROCON cópia das reclamações dos consumidores e dá outras providências. DE 2 DE JANEIRO DE 2007 (Autoria do Projeto: Deputado Benício Tavares) Dispõe sobre a obrigatoriedade da colocação de cardápios.000. Faço saber que a Câmara Legislativa do Distrito Federal decreta e eu sanciono a seguinte Lei: Art. em local de fácil acesso e grande visibilidade para o consumidor. Parágrafo único. 74 da Lei Orgânica do Distrito Federal. no caso de reincidência. para o estabelecimento com faturamento anual superior a R$500. 5º Revogam-se as disposições em contrário. Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail. 80 Profa. Art. 31 de dezembro de 2003 116º da República e 44º de Brasília JOAQUIM DOMINGOS RORIZ LEI Nº 3. sem prejuízo de outras sanções cabíveis. nos termos do § 6º do art. O descumprimento deste artigo sujeita o infrator à multa prevista no art. parágrafo único. 1º Fica instituída.078. o preço total e se há opção de consumo em separado. O GOVERNADOR DO DISTRITO FEDERAL. 4º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. no âmbito do Distrito Federal. 57.683.DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS IV – multa no valor de R$5. no âmbito do Distrito Federal. medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE. com seus respectivos preços.

DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS Parágrafo único. as tabelas deverão especificar as vantagens para o cliente. Quando o estabelecimento promover ofertas especiais. Brasília. 3º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. Art. 3º Nos restaurantes do tipo self-service. 7º Revogam-se as disposições em contrário. Art. indo da advertência à aplicação de multa. Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail. Art. o tipo de comida servida e o tipo e preço de pratos que podem ser consumidos separadamente. 2 de janeiro de 2007 119º da República e 47º de Brasília JOSÉ ROBERTO ARRUDA LEI Nº 4. Art. 1º É obrigatória a inclusão de telefone e endereço do Procon na nota fiscal e no cupom fiscal de venda ao consumidor emitidos pelos estabelecimentos comerciais do Distrito Federal. Faço saber que a Câmara Legislativa do Distrito Federal decreta e eu sanciono a seguinte Lei: Art. 5º O Poder Executivo regulamentará esta Lei no prazo de sessenta dias. Brasília. Art. 4º O descumprimento do disposto nesta Lei implicará sanção para os proprietários do estabelecimento comercial. Art.com . 6º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. de 11 de setembro de 1990. 56 a 59 da Lei federal nº 8. o cardápio e a tabela deverão especificar o preço por quilo. até sua interdição.029. Art.078. O GOVERNADOR DO DISTRITO FEDERAL. 4º Revogam-se as disposições em contrário. DE 16 DE OUTUBRO DE 2007 (Autoria do Projeto: Deputado Aylton Gomes) Dispõe sobre a inclusão do telefone e do endereço do Procon na nota fiscal e no cupom fiscal de venda ao consumidor emitidos pelos estabelecimentos comerciais do Distrito Federal. 2º O descumprimento do disposto nesta Lei sujeita os responsáveis pela infração às sanções previstas nos arts. 16 de outubro de 2007 119º da República e 48º de Brasília JOSÉ ROBERTO ARRUDA 81 Profa. Art.

médio e superior públicas e privadas situadas no Distrito Federal a cobrança de qualquer taxa para emissão de diploma ou certificado de conclusão de curso. além de outras previstas na legislação vigente. O GOVERNADOR DO DISTRITO FEDERAL. 3º O descumprimento desta Lei acarretará ao infrator a aplicação das sanções previstas na Lei federal nº 8. 1º Fica vedada às instituições de ensino fundamental. além de sujeitá-lo às penalidades previstas no Código de Defesa do Consumidor e na legislação penal. DE 26 DE MARÇO DE 2008 (Autoria do Projeto: Deputado Reguffe) Dispõe sobre a proibição da cobrança de taxa de emissão do diploma de conclusão de cursos que especifica e dá outras providências.078. Art. 1º sujeitará o infrator a multa de mil reais por cada boleto ou carnê cobrado. Art. 4 de janeiro de 2008 120º da República e 48º de Brasília JOSÉ ROBERTO ARRUDA LEI Nº 4. água e telefonia. Art.com . Brasília. Art. IV – clubes sociais e recreativos. V – condomínios. Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail. de 23 de dezembro de 1997. 2º O descumprimento do disposto no art.111. Faço saber que a Câmara Legislativa do Distrito Federal decreta e eu sanciono a seguinte Lei: Art. VI – empresas de fornecimento de energia. 4º Revogam-se as disposições em contrário. 1º Ficam proibidas de cobrar taxa por emissão de carnê de pagamento ou boleto bancário de cobrança as seguintes instituições: I – imobiliárias. Art. O GOVERNADOR DO DISTRITO FEDERAL. Faço saber que a Câmara Legislativa do Distrito Federal decreta e eu sanciono a seguinte Lei: Art. Brasília. Art. de 11 de setembro de 1990 – Código de Defesa do Consumidor. Art. 26 de março de 2008 120º da República e 48º de Brasília JOSÉ ROBERTO ARRUDA 82 Profa. III – academias esportivas.083. 3º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. DE 4 DE JANEIRO DE 2008 (Autoria do Projeto: Deputado Benício Tavares) Proíbe a cobrança de taxa por emissão de carnê ou boleto bancário pelas instituições que menciona. no âmbito do Distrito Federal. 5º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. 4º O valor arrecadado pelas multas de que trata esta Lei será revertido ao Fundo de Defesa dos Direitos do Consumidor. 6º Revogam-se as disposições em contrário. 2º O Instituto de Defesa do Consumidor do Distrito Federal – PROCON-DF encarregar-se-á de fiscalizar o cumprimento desta Lei.DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS LEI Nº 4. II – escolas. Art. instituído pela Lei Complementar nº 50.

24 de outubro de 2008 120º da República e 49º de Brasília JOSÉ ROBERTO ARRUDA LEI Nº 4. com carteira comercial.DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS LEI Nº 4. 4º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. ficam obrigadas a instalar em suas agências pelo menos um terminal de auto-atendimento adaptado às pessoas com deficiência visual. Art. 1º No âmbito do Distrito Federal. para fazer as adaptações necessárias à utilização dos terminais de auto-atendimento por pessoas com deficiência visual. a declaração de próprio punho do interessado suprirá a exigência do comprovante de residência. A adaptação de que trata este artigo será feita com recursos de fonia para instrução do usuário. teclados em sistema braile e emissão de extratos e comprovantes em sistema braile. Brasília. Faço saber que a Câmara Legislativa do Distrito Federal decreta e eu sanciono a seguinte Lei: Art. como prova de residência. II – multa. Art. emitirá multa no valor mínimo de R$5. DE 24 DE OUTUBRO DE 2008 (Autoria do Projeto: Deputada Eurides Brito) Estabelece normas para a comprovação de residência no âmbito do Distrito Federal. Art. na reincidência. Parágrafo único.225. DE 19 DE DEZEMBRO DE 2008 (Autoria do Projeto: Deputado Milton Barbosa) Determina a instalação de terminais de auto-atendimento adaptados às pessoas com deficiência visual nas instituições bancárias do Distrito Federal. Para fazer a prova a que se refere o caput. Parágrafo único. 3º Caberá ao órgão de proteção ao consumidor (PROCON) a fiscalização da observância da norma. Brasília. Art. Art. a contar da data de publicação desta Lei. implicará ao infrator as seguinte penalidades: I – advertência. 3º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. Art.277. Faço saber que a Câmara Legislativa do Distrito Federal decreta e eu sanciono a seguinte Lei: Art. O GOVERNADOR DO DISTRITO FEDERAL. O GOVERNADOR DO DISTRITO FEDERAL. Parágrafo único. Parágrafo único. Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail. 2º A não-aceitação da declaração de próprio punho.000.000. 2º As instituições bancárias terão prazo de cento e vinte dias. Ao receber as denúncias. 4º Revogam-se as disposições em contrário. O descumprimento do disposto neste artigo sujeitará o infrator a multa diária de cinqüenta reais. na reincidência. 1º As instituições bancárias estabelecidas no Distrito Federal.00 (cinco mil reais) e máximo de R$50.com .00 (cinqüenta mil reais). o PROCON aplicará a pena de advertência e. Art. 5º Revogam-se as disposições em contrário. 19 de dezembro de 2008 121º da República e 49º de Brasília JOSÉ ROBERTO ARRUDA 83 Profa. será incluída na declaração manuscrita a ciência do autor de que a falsidade de informação o sujeitará às penas de legislação pertinente. para todos os fins.

de 1990. § 1º Na hipótese de o produto viciado ser recebido por terceiro encarregado do reparo. entregará ao consumidor.com . 5º A inobservância do disposto nos arts.078. Art. incluindo entre outros: a) número de série. a serem aplicadas pelos órgãos de proteção e defesa do consumidor competentes. Art. número no Cadastro Nacional das Pessoas Físicas – CPF. 2º. Art. 7º Revogam-se as disposições em contrário. contado desde a entrega do produto. Parágrafo único. O GOVERNADOR DO DISTRITO FEDERAL. os seguintes dados do terceiro que eleger para efetuar o reparo: I – razão ou denominação social.DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS LEI Nº 4. V – número no Cadastro Nacional das Pessoas Jurídicas – CNPJ ou. as seguintes informações: I – as especificações do produto. 2º desta Lei.078. III – o prazo estimado para o reparo do vício. 4º Aquele que receber o produto viciado para reparo emitirá ao consumidor. 9 de fevereiro de 2009 121º da República e 49º de Brasília JOSÉ ROBERTO ARRUDA 84 Profa. IV – telefone. c) relação de peças e de componentes. de 1990. constará no recibo a que alude o caput declaração de recebimento do produto em nome do fornecedor que autorizou o serviço. imediatamente. Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail. recibo no qual constarão. Art. Faço saber que a Câmara Legislativa do Distrito Federal decreta e eu sanciono a seguinte Lei: Art.309. § 1º. b) demais números e dados de identificação. IV – a data de vencimento do prazo previsto no art. Art. de 1990. V – os dados especificados no art. § 3º Ao consumidor que a requerer. III – endereço completo. 2º O fornecedor solicitado a reparar produto viciado. sem prejuízo das eventuais sanções civis e criminais aplicáveis à hipótese. Constarão na declaração a que alude o caput os mesmos dados especificados neste artigo referentes ao fornecedor. se for o caso. será entregue uma cópia do documento arquivado referido no parágrafo anterior. declaração por escrito em que constem. 3º É vedado ao fornecedor que optar por receber pessoalmente o produto objeto de reparo e que atender a mais de um estabelecimento obrigar o consumidor a entregar o produto viciado em local diverso daquele onde o negócio foi realizado. 1º Esta Lei regula deveres a serem observados na hipótese de entrega de produto viciado para reparo. nos termos da Lei federal nº 8. 18. entre outras. II – nome de fantasia. entre outros. 6º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. 3º ou 4º sujeitará o infrator às sanções administrativas previstas na Lei federal nº 8. da Lei federal nº 8.078. DE 9 DE FEVEREIRO DE 2009 (Autoria do Projeto: Deputado Bispo Renato) Dispõe sobre deveres no recebimento de produtos viciados para reparos e estabelece as informações que devem ser fornecidas ao consumidor. § 2º O fornecedor manterá consigo uma cópia do recibo a que alude o caput no qual constará a assinatura do consumidor. Brasília. imediatamente. Art. II – a data da entrega do produto. verbalmente ou por escrito.

Art. Parágrafo único. 8º Os casos omissos na presente Lei serão dirimidos de acordo com as disposições contidas no Código de Defesa do Consumidor e nas demais legislações vigentes. com 8 (oito) dias de antecedência do início das atividades na unidade. sob qualquer modalidade. a participação ou a permanência do aluno nas atividades escolares à aquisição ou ao fornecimento de livro didático ou material escolar. Para os efeitos desta Lei.078. no mínimo. 4º A lista de material poderá sofrer alterações no decorrer do período letivo. seguido da descrição da atividade didática para a qual se destina. considera-se material escolar todo aquele item de uso exclusivo e restrito ao processo didático-pedagógico e que tenha por finalidade o atendimento das necessidades individuais do educando durante a aprendizagem. a discriminação dos quantitativos de cada item de material escolar. Art. com seus respectivos objetivos e metodologia empregada. e não de uso individual e restrito do aluno matriculado e do qual o estudante não poderá dispor à vontade e levar consigo. a cobrança de taxa de material escolar além do estipulado nos quantitativos. III – a exigência de compra de material escolar no próprio estabelecimento de ensino. II – a exigência de compra de material de consumo ou de expediente de uso genérico e abrangente da instituição. Art. excetuando o uniforme. a entrega do material deverá ser feita. caso a escola tenha marca registrada. DE 9 DE FEVEREIRO DE 2009 (Autoria do Projeto: Deputado Raimundo Ribeiro) Dispõe sobre os critérios para a adoção de material pelos estabelecimentos de ensino da rede privada e dá outras providências. Faço saber que a Câmara Legislativa do Distrito Federal decreta e eu sanciono a seguinte Lei: Art.com . Art. Art. 9 de fevereiro de 2009 121º da República e 49º de Brasília JOSÉ ROBERTO ARRUDA 85 Profa. da Lei federal nº 8. 10 Revogam-se as disposições em contrário. 5º Fica vedada. Art.DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS LEI Nº 4. arts. Parágrafo único. 6º Fica vedado condicionar o comparecimento. no regresso ao lar. § 3º No caso de parcelamento. 7º O descumprimento das disposições contidas nesta Lei acarretará a imposição das sanções administrativas previstas no Capítulo VII. em caso de sobra. Aquele material que exceder à cota fixada neste artigo deverá ser suplementado pelo estabelecimento de ensino que o exigir. de 11 de setembro de 1990 (Código de Defesa do Consumidor). 55 a 60. 3º Fica vedada ao estabelecimento de ensino. Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail.311. Art. Art. modelo ou estabelecimento de venda do material escolar a ser consumido pelo aluno. acompanhada do respectivo plano de execução ou utilização dos materiais estabelecidos na referida relação. 2º Os estabelecimentos de ensino da rede privada deverão divulgar durante o período de matrícula a lista de material escolar necessária ao aluno. § 1º Constará do plano de execução. § 2º Será facultado aos pais ou responsáveis do aluno optar entre fornecimento integral do material escolar no ato da matrícula ou pela entrega parcial e segundo os quantitativos de cada unidade. Brasília. sob qualquer pretexto: I – a indicação da marca. Art. de forma detalhada e com referência a cada unidade de aprendizagem do período letivo. O GOVERNADOR DO DISTRITO FEDERAL. não podendo exceder a 15% (quinze por cento) do originalmente solicitado. 1º A adoção de material escolar pelos estabelecimentos de ensino da rede privada reger-se-á pelos critérios definidos na presente Lei. 9º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

b) a fábrica não pode se valer do Código de Proteção e Defesa do Consumidor porque não é considerada como uma consumidora. que desenvolve atividade de produção. Uma fábrica de automóveis adquiriu pneus para serem utilizados em sua linda de produção. é qualquer bem. d) a fábrica pode se valer do Código de Proteção e Defesa do Consumidor por não se tratar de serviço público. o mais completo instrumento de defesa do consumidor do mundo. os quais responderão solidariamente sempre que ocorrer dano indenizável ao consumidor. o importador e o comerciante. mediante remuneração. exportação. b) O conceito de fornecedor envolve o fabricante. distribuição ou comercialização de produtos ou prestação de serviços. o construtor.NM) O Código Brasileiro de Defesa do Consumidor (CDC) é considerado. assinale a opção correta. nacional ou estrangeira. c) Fornecedor é a pessoa jurídica. 3. montagem. a) O conceito de consumidor restringe-se às pessoas físicas que adquirem produtos como destinatárias finais da comercialização de bens no mercado de consumo. inclusive as de natureza bancária. salvo as decorrentes das relações de caráter trabalhista. d) de ordem privada e pública. pública ou privada. de crédito e securitária. Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail. tanto que. Logo. 6.3) No que se refere ao campo de aplicação do Código de Defesa do Consumidor (CDC). aquela que não é considerada “prest ação de serviços” para fins de aplicação das regras e princípios contidos no Código do Consumidor: 86 Profa. Pode ser equiparado a consumidor: a) a coletividade de pessoas indeterminadas b) coletividade de pessoas desde que sejam determináveis c) a coletividade de pessoas que adquirem produtos de uma mesma empresa.com . b) de ordem pública e interesse social. 5. é correto afirmar que: a) a fábrica não pode se valer do Código de Proteção e Defesa do Consumidor uma vez que não adquiriu bem. nesse Código. por muitos estudiosos. como fonte de referência. e aquelas decorrentes das relações de caráter trabalhista.DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS QUESTÕES DE CONCURSOS 1. (MAGISTRATURA Santa Catarina/2003) Assinale dentre as alternativas abaixo mencionadas. c) apenas de ordem particular. remunerada ou não. a definição de consumidor é a pessoa física que adquire ou utiliza produto ou serviço como destinatário final. para a confecção de códigos em seus países. d) Uma coletividade de pessoas equipara-se a consumidor. d) O conceito de serviço engloba qualquer atividade oferecida no mercado de consumo. e) objetivo do CDC é a defesa dos menos favorecidos. Com relação a esse assunto. para efeito de consumo. importação. b) são inderrogáveis por vontade dos interessados c) são inderrogáveis apenas para o fornecedor d) o contrato assinado pelo consumidor terá validade mesmo que contrarie seus interesses. As normas inscritas no Código de Proteção e Defesa do Consumidor são de ordem pública. b) Produto. móveis ou imóveis. julgue os itens subseqüentes. fornecedor e produto. Com base no CDC. o produtor. criação. c) O conceito de produto é definido como o conjunto de bens corpóreos. construção. As normas de proteção do consumidor são: a) exclusivas de ordem pública. financeira.Técnico Bancário . d) A coletividade de pessoas que adquirem produtos e utilizem os serviços de um mesmo fornecedor. material ou imaterial. transformação. 4. salvo se houver manifestação expressa do consumidor em contrário. marque a opção correta: a) são inderrogáveis. Vários observadores internacionais já o estudaram. c) a fábrica pode se valer do Código de Proteção e Defesa do Consumidor uma vez que estão presentes: consumidor. a) Serviço é qualquer atividade fornecida no mercado de consumo. nem serviços. que sejam oferecidos pelos fornecedores para consumo pelos adquirentes. 7.2006 . (CESPE .Caixa . (OAB/CESPE – 2007. desde que os membros dessa coletividade sejam devidamente determinados e identificados e que tenham participado nas relações de consumo. móvel ou imóvel. 2.

material ou imaterial. III e IV estão corretas. 9. b. financeira. Apenas as assertivas II e III estão incorretas. de eficácia relativa. d. Em conformidade com as normas aplicáveis. montagem. pública ou privada.com . que haja intervindo nas relações de consumo. de natureza e eficácia contida. 10. submete-se ao Código de Defesa do Consumidor. 2° e 3°: elementos subjetivos. é subsidiária d) incide o Código de Defesa do Consumidor no tocante à limitação das taxas de juros praticadas por instituições públicas ou privadas que integrem o sistema financeiro nacional. Consumidor é toda pessoa física ou jurídica que adquire ou utiliza produto ou serviço como destinatário final. de aplicação imediata permitindo a prevalência contratual.078/1990 define os elementos que compõem a relação de consumo. Marque a alternativa correta. c) a coletividade também pode ser equiparada a consumidor. importação. (PROCURADOR DA REPÚBLICA – 19º concurso) Conforme entendimento do Superior Tribunal de Justiça. construção. d) Quando uma concessionária de energia elétrica oferece um produto aos cidadãos. por ser pessoa jurídica de direito público. Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail. móvel ou imóvel. Apenas as assertivas I.DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS a) tratamento odontológico b) contratação de seguro c) empregada doméstica d) agenciamento de viagens e) fornecimento de energia elétrica. que desenvolvem atividade de produção. inclusive as de natureza bancaria. d. (MAGISTRATURA FEDERAL 3ª REGIÃO 11º concurso) A relação jurídica de consumo. Serviço é qualquer atividade fornecida no mercado de consumo.078/1990) são: a. bem como os entes despersonalizados. IV. de natureza cogente. (MINITÉRIO PÚBLICO DE TOCANTINS/2004) Na defesa dos consumidores. b. III. e) Uma indústria asiática que exporta produtos para o Brasil enquadra-se no conceito de fornecedor. 87 Profa. mediante remuneração. (Juiz Substituto do Paraná 2010) A Lei n° 8. a. c) dois fornecedores. b) dois consumidores. produtos e serviços respectivamente. tendo por objeto a aquisição de um produto ou a prestação de um serviço. Equipara-se a consumidor a coletividade de pessoas. podemos afirmar: I. 11. permitindo a prevalência contratual. tendo por objeto a prestação de um serviço com vínculo empregatício. de credito e securitária e as decorrentes das relações de caráter trabalhista. elementos objetivos. transformação. II. c. tendo por objeto a aquisição de um produto ou a prestação de um serviço d) um consumidor e um fornecedor. 8. não pode ser enquadrada no conceito de consumidor. salvo se se revestirem de natureza de leasing. no caso. nacional ou estrangeira. em seus arts. Apenas as assertivas II e III estão corretas. (OAB-MT 2006) As regras de defesa inseridas no Código do Consumidor (Lei nº 8. Apenas a assertiva I está correta. c. assinale a opção incorreta com relação a esses conceitos: a) O Estado de Tocantins. quando intervier nas relações de consumo. b) um mesmo estabelecimento comercial pode ser fornecedor e consumidor em operações distintas. 12. Produto é qualquer bem. em sentido estrito. consumidor e fornecedor. Segundo estas definições. c) a aplicação do Código de Defesa do Consumidor. tendo por objeto a aquisição de um produto ou a prestação de um serviço. é aquela que se estabelece entre: a) um consumidor e um fornecedor. Fornecedor é toda pessoa física ou jurídica. criação. um aspecto primordial é a definição do que é consumidor e fornecedor. distribuição ou comercialização de produtos ou prestação de serviços. ainda que indetermináveis. sobre os contratos bancários: a) aplica-se o Código de Defesa do Consumidor b) não incide o Código de Defesa do Consumidor. exportação.

respeitadas as variações decorrentes de sua natureza. Segundo a doutrina finalista. b. admite-se cláusula resolutória. pessoa física ou jurídica. Consumidor é a pessoa física ou jurídica que adquire ou utiliza produto ou serviço como destinatário final. II. No sistema do CDC. a reclamação comprovadamente formulada pelo consumidor perante o fornecedor de produtos e serviços até a resposta negativa correspondente. desde que alternativa. 88 Profa. C) Somente as assertivas I. sempre que a contratação de fornecimento de produtos e serviços ocorrer fora do estabelecimento comercial.com . d. V. A jurisprudência do STJ superou a discussão acerca do alcance da expressão destinatário final e consolidou a teoria maximalista como aquela que indica a melhor interpretação do conceito de consumidor. ou ainda a coletividade indeterminada de pessoas que adquire um produto ou contrata um serviço necessário ao desempenho de sua atividade lucrativa ou simplesmente como seu destinatário final. Consumidor é tão somente a pessoa física destinatária de produto ou serviço necessário ao desempenho de sua atividade lucrativa. com as indicações constantes do recipiente. entre outras situações. Obsta a decadência. a. de fornecimento de serviço e de produtos duráveis. II. ou se os respectivos instrumentos forem redigidos de modo a dificultar a compreensão de seu sentido e alcance. III e V estão corretas. assim como por aqueles decorrentes da disparidade. III. D) O consumidor pode desistir do contrato. pleitear a resolução do contrato e a retomada do produto alienado. e. parte mais vulnerável na relação contratual. em se tratando de fornecimento de serviço e de produtos não duráveis. a. Sobre os contratos de consumo. merece especial tutela jurídica. o prazo decadencial inicia-se no momento em que ficar evidenciado o defeito. cabendo a escolha ao fornecedor. consideram-se válidas as cláusulas que estabeleçam a perda total das prestações pagas em benefício do credor que. é sempre presumida. 16. (Juiz Federal da 2° Região) Assinale a opção correta quanto à disciplina jurídica do CDC. O direito de reclamar pelos vícios aparentes ou de fácil constatação caduca em: I. em razão do inadimplemento. B) Somente as assertivas II. Consumidor é a pessoa física ou jurídica destinatária de produto necessário ao desempenho de sua atividade lucrativa. IV e V estão corretas. da embalagem. ou subjetiva. III e V estão incorretas. IV e V estão incorretas. que deve ser transmitida de forma inequívoca. Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail. Inicia-se a contagem do prazo decadencial a partir da compra do produto ou do início da execução dos serviços. o consumidor apenas é o não profissional. as cláusulas contratuais relativas ao fornecimento de produtos e serviços que estabeleçam inversão do ônus da prova a favor do consumidor. entre outras. Marque a alternativa CORRETA: A) Somente as assertivas I. 90 (noventa dias). e. a interpretação da expressão destinatário final deve ser restrita e somente o consumidor. c. (Procurador do Estado do Paraná 2007) Assinale a alternativa correta. 15. D) Somente as assertivas I.078/90) expressa que os contratos que regulam as relações de consumo não obrigarão os consumidores. 30 (trinta dias). c. aquela que adquire ou utiliza um produto para uso próprio ou de sua família. se não lhes for dada a oportunidade de tomar conhecimento prévio de seu conteúdo.DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS 13. (Juiz Substituto 2010 TJ/PR PUC/PR) Os fornecedores de produtos de consumo duráveis ou não duráveis respondem solidariamente pelos vícios de qualidade ou quantidade que os tornem impróprios ou inadequados ao consumo a que se destinam ou lhes diminuam o valor. a vulnerabilidade cientifica do consumidor. especialmente por telefone ou em domicílio. 14. A vulnerabilidade fática é aquela em que o comprador não possui conhecimentos específicos acerca do objeto que adquire e poder ser facilmente ludibriado no momento da contratação. II. podendo o consumidor exigir a substituição das partes viciadas. d. (Juiz Substituto 2010 TJ/PR PUC/PR) O Código de Defesa do Consumidor (8. IV. B) Nos contratos de compra e venda de móveis ou imóveis mediante pagamento em prestações. Para a corrente maximalista. b. é CORRETO afirmar: A) São nulas de pleno direito. Consumidor é tão somente a pessoa física que adquire ou utiliza produto ou serviço como destinatário final. no prazo de 7 (sete) dias a contar de sua assinatura ou do ato de recebimento do produto ou serviço. rotulagem ou mensagem publicitária. Consumidor é a pessoa física ou jurídica. Em se tratando de vício oculto. C) Nos contratos de adesão. bem como nas alienações fiduciárias em garantia.

b. sendo que essa dívida vem sendo cobrada reiteradamente por dois meses consecutivos. pelo valor igual ao que pagou em excesso. assinale a opção correta. com relação às normas que regem as relações consumeristas. 19. sob pena de responder civil e criminalmente. prestes a contrair núpcias. e. pois havia lido. 22. constrangimento físico ou moral. d. por três vezes. a contratual é opcional e não se somam. e a contratual são compulsórias e não se somam. d. acrescido de correção monetária e juros legais. b. 18. Com relação a essa situação hipotética. 7 dias. 30 dias. a) Ricardo. injustificadamente. salvo disposição estabelecida em sentido diverso. d. que o referido estilista utilizava tecidos importados e sofisticadas rendas na feitura de suas peças. não correspondia à realidade. (CESPE/Defensor Público AC 2006) Cecília. B) Na cobrança de débitos. fora do estabelecimento comercial. deverão constar o nome. por valor igual ao dobro do que pagou em excesso. exigindo que este pague por uma dívida vencida e paga. é compulsória. b) O fato de o carro ter sido vendido com defeito assegura a Ricardo direito à indenização por perdas e danos. (FCC/ARCED Advogado CE 2006) O direito de arrependimento aplica-se a produtos comprados ou serviços contratados no prazo de: a. acrescido de correção monetária e juros legais. em estabelecimento comercial. não conseguiu trancar a porta do veiculo. Se o estilista se abstivesse de estipular prazo para o término de seu serviço. e a contratual são compulsórias e se somam. antes disso. (OAB MT/2005) Consumidor cobrado indevidamente tem direito: a) ao ressarcimento da quantia paga mais perdas e danos. c) à repetição do indébito.DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS 17. em anuncio publicitário. 89 Profa. e a contratual são opcionais e não se somam. (Defensoria Pública da União/2010) Ricardo adquiriu um carro há cerca de um mês e. fora ou em estabelecimento comercial. 30 dias. Sendo constatado que o anuncio publicitário. b. 7dias. 21. Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail. conceder prazo para o fornecedor sanar o defeito. é compulsória e a contratual é opcional e se somam. em estabelecimento comercial. D) É vedado ao fornecedor utilizar. ainda que deseje a substituição imediata do produto comprado. afirmações falsas incorretas ou enganosas ou de qualquer outro procedimento que exponha o consumidor. ao ridículo ou interfira no seu trabalho. e. c. desde que não houvesse sido iniciado o serviço. 15 dias. O orçamento eventualmente entregue a Cecília deveria ter validade de 30 dias. ele incorreria em prática considerada abusiva pelo Código de Defesa do Consumidor. o endereço e o número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas – CPF – ou no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica – CNPJ – do fornecedor do produto ou serviço correspondente. Ainda que Cecília tenha concordado com o orçamento. deverá. o consumidor inadimplente não será exposto a ridículo. c. descanso ou lazer. a garantia legal: a. este poderia ter sido alterado unilateralmente. nem será submetido a qualquer tipo de constrangimento ou ameaça. quanto aos serviços prestados pelo estilista. de ameaça. Sobre a cobrança de dívidas. solicitou orçamento de prestação de serviços de renomado estilista para que este confeccionasse o seu vestido de noiva. fora do estabelecimento comercial. acrescido de correção monetária e juros legais. coação.com . b) à repetição do indébito. é INCORRETO afirmar: A) O consumidor cobrado em quantia indevida tem direito à repetição do indébito. ainda que o fornecedor demonstre o engano justificável. 20. c. d) à repetição do indébito por valor igual ao triplo ao que pagou em excesso. Tendo como base essa situação hipotética. o anuncio deveria ser considerado publicidade abusiva. na cobrança de dívidas. julgue os itens subseqüentes. neste período. o faz mediante a cobrança via telefone ao trabalho do consumidor. a. ao cobrar supostos débitos do consumidor. C) Em todos os documentos de cobrança de débitos apresentados ao consumidor. (Juiz Substituto 2010 TJ/PR PUC/PR) O fornecedor. (FCC/ARCED Advogado CE/2006) Segundo o Código de Defesa do Consumidor. pelo valor igual ao dobro do que pagou em excesso.

IV. posteriormente à aquisição. de maneira adequada. 26. b. ou do ato de recebimento do produto ou serviço. c) Apenas as alternativas I. b. II – Os contratos que regulam as relações de consumo somente não obrigarão os consumidores se estes não tiverem a oportunidade de tomar conhecimento prévio de seu conteúdo. IV – A nulidade de uma cláusula contratual abusiva sempre invalida o contrato. devidamente preenchido pelo fornecedor. monetariamente atualizados. c. a. estabelece I. (MPE-MG PROMOTOR/2010) Código de Defesa do Consumidor (Lei nº 8. mesmo quando objeto de prévia convenção. III – A cláusula contratual que estabeleça a inversão do ônus da prova será nula de pleno direito. em que consiste a mesma garantia. especialmente por telefone ou em domicílio. 180 dias. acompanhado de manual de instrução. (FCC/Defensoria Pública Estado de SP 2006) Na existência de vício do produto. O termo de garantia ou equivalente deve ser padronizado e esclarecer. II. se não lhes for dada a oportunidade de tomar conhecimento prévio de seu conteúdo ou se os respectivos instrumentos forem redigidos de modo a dificultar a compreensão de seu sentido e alcance. pois seu direito caducou após 90 dias da aquisição. o prazo decadencial iniciouse no momento em que o consumidor retirou o produto da loja. se importar em prejuízo ao consumidor. Se um consumidor adquirir produto não durável. II e III são verdadeiras. salvo convenção. e. d. (FCC/ARCED Advogado-CE 2006) Tratando-se de vicio oculto de um bem durável. ou se os respectivos instrumentos forem redigidos de modo a dificultar a compreensão de seu alcance. 25. de instalação e uso de produto em linguagem didática. pode reclamar no prazo de até 5 anos a partir do momento em que ficar evidenciado o vicio. b. sempre que a contratação de fornecimento de produtos e serviços ocorrer fora do estabelecimento comercial.DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS c) O fabricante e o comerciante responderão solidariamente pelo defeito do veiculo. 10 dias. pois seu direito caduca após 30 dias da aquisição. a qualquer título. no prazo máximo de: a. pode reclamar no prazo de até 30 dias a partir do momento em que ficar evidenciado o vicio. 90 Profa. o fornecedor tem o direito de reparar o defeito. 27. d. O consumidor pode desistir do contrato. 15 dias. durante o prazo de reflexão. cláusula de prazo diferenciado. e. A garantia contratual é complementar à legal e será conferida mediante termo escrito. (Promotor de Justiça GO/2004) Sobre os contratos que regulam as relações de consumo é correto afirmar: I – O Código de Defesa do Consumidor expressamente prevê a boa-fé e o equilíbrio das relações de consumo com princípios básicos das relações de consumo. (Defensor Público do Estado do Espírito Santo/2009) A respeito da decadência no CDC. Os contratos que regulam as relações de consumo não obrigarão os consumidores. por constituir-se em vício insanável do ato praticado. V. devendo ser-lhe entregue. com relação à decadência. Se o consumidor exercitar o direito de arrependimento.078. b) Apenas as alternativas III e IV são verdadeiras. de 11 de setembro de 1990). pode reclamar no prazo de até 90 dias a partir do momento em que ficar evidenciado o vicio. 24. ao dispor sobre a proteção contratual. tornando-se seu proprietário. um vicio oculto. Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail. bem como a forma. III. serão devolvidos. ensejando inclusive execução específica. 7 dias. As cláusulas contratuais serão interpretadas de maneira mais favorável ao consumidor. no ato do fornecimento. não pode mais reclamar. no prazo de sete dias a contar de sua assinatura.com . julgue os itens a seguir. a) todas as alternativas são verdadeiras. 23. c. o prazo e o lugar em que pode ser exercitada e os ônus a cargo do consumidor. de imediato. não pode mais reclamar. As declarações de vontade constantes de escritos particulares. Caso um consumidor tenha adquirido um produto que apresentou. o consumidor: a. 30 dias. d) Todas as alternativas são falsas. recibos e pré-contratos relativos às relações de consumo vinculam o fornecedor. iniciando-se a contagem do prazo decadencial a partir da entrega efetiva do produto. os valores eventualmente pagos. seu direito de reclamar pelos vícios aparentes ou de fácil constatação caducará em 90 dias. com ilustrações. ou manifestação expressa do consumidor em sentido contrario.

d) estabelece a remessa do nome do consumidor inadimplente para bancos de dados ou cadastros de consumidores. c) determina a utilização compulsória de arbitragem. 29. d) a interpretação das cláusulas contratuais deve ocorrer de forma a não favorecer nem prejudicar o consumidor. b) Caso um cliente solicite a uma oficina mecânica um orçamento para consertar seu veículo. Nessa situação. 28. (OAB/CESPE – 2007. 91 Profa. afirmando que não havia sacado as referidas quantias e que. 34. é correto afirmar que a) a pessoa jurídica não sofre dano moral indenizável. III. preferencialmente mediante abatimento do valor da indenização nas prestações vincendas. (OAB/CESPE – 2007. II. se a garantia do fornecedor contra defeitos aparentes ou ocultos que ocorram no produto adquirido será ou legal ou contratual. III e IV estão corretas. D deve ser imediatamente indenizado caso o produto apresente problemas.3) Considerando-se a relação jurídica em face da proteção contratual ordenada pelo CDC. (CESPE/BB 2/2008) Julgue os itens seguintes. c) a reparação do dano moral coletivo está prevista no Código de Defesa do Consumidor. 30. 33. d) I. não é considerada abusiva a cláusula que a) transfere responsabilidades a terceiros. II. por expressa disposição do Código de Defesa do Consumidor. III e V estão corretas.2) Em um contrato de consumo. a responsabilidade do Banco (A) pode ser afastada apenas na hipótese de prova de culpa exclusiva da vítima. é correto afirmar que um consumidor que tenha comprado produto mediante pagamento em 10 prestações A dispõe de até 7 dias para desistir da compra realizada. b) é isento de responsabilidade o fornecedor que não tenha conhecimento dos vícios de qualidade por inadequação de produtos e serviços de consumo. (CESGRANRIO/BB/2010) Maria é poupadora do Banco Ypsilon e constatou o saque de valores em sua conta poupança. IV e V estão corretas. desde que ela tenha sido efetuada no estabelecimento comercial do fornecedor. o valor orçado terá validade pelo prazo de dez dias. aquilo era um defeito na prestação do serviço. b) estabelece a inversão do ônus da prova em prejuízo do consumidor. sob pena de prescrição. a contar da ocorrência do evento danoso. Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail.com . B pode escolher. acerca do Código de Defesa do Consumidor. exigindo redução proporcional dos juros cobrados. tendo direito ao ressarcimento em razão da responsabilidade do Banco.3) No tocante às relações de consumo. (E) é inexistente. (C) é integral e não há excludentes. (D) é factível. 32. (B) independe da existência de culpa. b) I. no ato da compra. C pode liquidar antecipadamente o débito em questão. II. total ou parcialmente. salvo estipulação em contrário. c) II. mesmo quando cessadas a produção ou importação desses produtos. 31.DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS Marque a opção CORRETA. desde que comprovada sua culpa ou negligência. b) É lícito que certa instituição bancária condicione a celebração de contrato de conta-corrente à contratação de plano de previdência complementar. pois as instituições financeiras são isentas do cumprimento do Código de Defesa do Consumidor. (OAB/CESPE – 2008. (CESPE/OAB/2009 3ª PROVA) Assinale a opção correta a respeito dos bancos de dados e cadastros de consumidores. e) Todas estão corretas. IV e V estão corretas. a) O consumidor que sofrer dano físico grave por manusear objeto que tenha defeito de fabricação deve acionar o fabricante do objeto defeituoso no prazo máximo de dois anos. (CESPE/ADAGRI-CE/2009) Julgue os itens a) Os importadores de produtos eletrônicos devem garantir aos consumidores a oferta das peças de reposição por período razoável de tempo. Procurou um funcionário do banco. para ela. cotados da data em que o cliente a recebeu. a) I.

excetuada a possibilidade de execução específica. Para efetuar uma obra em uma de suas salas comerciais.DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS a) O consumidor deverá ser informado verbalmente toda vez que ocorrer alteração de cadastro. Pela previsão do artigo 28 do Código de Defesa do Consumidor. será responsável perante o consumidor o fornecedor imediato. 40. Nessa situação. caso Sérgio tivesse precisado reclamar de eventuais vícios aparentes decorrentes da obra realizada. o juiz poderá desconsiderar a personalidade jurídica da sociedade quando. a) É lícito que o fabricante de produtos duráveis condicione o fornecimento de seus produtos à prestação de determinados serviços. d) O consumidor que receber produto em sua residência. teria tido noventa dias. dos valores pagos indevidamente. excesso de poder. é CORRETO afirmar: A) Também poderá ser desconsiderada a pessoa jurídica sempre que sua personalidade for. e não devolvê-lo. no caso de cobrança indevida. mesmo sem solicitação. b. fato ou ato ilícito ou violação dos estatutos ou contrato social. para exercer esse direito. as cláusulas não obrigam consumidores. acrescido de juros e correção monetária. deve efetuar o pagamento do respectivo preço. comprovar não ter atuado com culpa. 37. Sobre a desconsideração da personalidade jurídica no CDC. d. D) As sociedades coligadas só responderão por dolo. recibos e pré-contratos. (CESPE/OAB/2009 3ª PROVA) Acerca das práticas comerciais dispostas no Código de Defesa do Consumidor. 36. salvo hipótese de engano justificável. poderá exigir imediata correção. (CESPE/BB 1/2008) Sérgio contratou os serviços da JJ Construtora Ltda. A) É permitida a estipulação contratual de cláusula que impossibilite. infração da lei. c. registro e dados pessoais e de consumo. Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail. D) A ignorância do fornecedor sobre os vícios de qualidade por inadequação dos produtos e serviços o exime de responsabilidade. e. eventualmente as cláusulas contratuais podem ser interpretadas a favor do consumidor. em dobro. (Defensoria Pública SP 2006 – FCC) Nos contratos que regulam as relações de consumo: a. pode o consumidor exigir o abatimento proporcional do preço. A obra começou no dia 6 de novembro de 2007 e terminou quinze dias depois. b) O consumidor tem o direito de receber o dobro do que tenha pago em excesso.com . b. sempre que encontrar inexatidão nos seus dados e cadastros. mesmo se identificado claramente o produtor. assinale a opção correta. assinale a opção correta. o consumidor tem direito à repetição. c) Considera-se publicidade abusiva a comunicação de caráter publicitário inteiramente falsa que induza a erro. d) O consumidor. B) As sociedades integrantes dos grupos societários e as sociedades controladas são solidariamente responsáveis pelas obrigações decorrentes do Código de Defesa do Consumidor. C) As sociedades consorciadas são subsidiariamente responsáveis pelas obrigações decorrentes do Código de Defesa do Consumidor. o consumidor pode validamente exercer seu direito de arrependimento em qualquer hipótese. se não lhes foi dado conhecimento prévio do conteúdo. o engano justificável somente é causa de isenção da responsabilidade se houver culpa concorrente do consumidor. d. e. C) No caso de fornecimento de produtos in natura. ficha. contados a partir do dia 6 de novembro de 2007. 92 Profa. comprovar ter incidido em engano justificável. a existência de culpa concorrente do consumidor é causa de isenção da responsabilidade do fornecedor. de alguma forma. b) Somente poderão constar nos bancos de dados as informações negativas sobre consumidores relativas aos últimos dois anos. (CESPE/OAB – 2009) Acerca da responsabilidade no Código de Defesa do Consumidor. o fornecedor fica vinculado às cláusulas. o fornecedor é legalmente dispensado do preenchimento do termo de garantia. houver abuso de direito. comprovar não ter agido culposamente ou por engano justificável. relativos a seu nome. B) Caso o vício do produto ou do serviço não seja sanado no prazo legal. obstáculo ao ressarcimento de prejuízos causados aos consumidores. (Magistratura SC/2002) Nos contratos consumeristas. 39. em detrimento do consumidor. desde que não a tenha solicitado. 35. 38. exonere ou atenue a obrigação de indenizar. E o fornecedor somente se exime de responsabilidade se: a. c) Os serviços de proteção ao crédito e congêneres são considerados entidades que prestam serviços de caráter privado. c.

Mesmo que o consumidor ao firmar um contrato com o fornecedor renuncie a alguns de seus direitos. 2. criação. 3º é considerado consumidor. ainda que indeterminável. a qual preceitua que. a fábrica não se inclui no conceito de consumidor em razão da adoção. Nos termos do art. transformação. distribuição ou comercialização de produtos ou prestação de serviços. para que o consumidor seja considerado como destinatário final (encaixando-se no conceito de consumidor). letra a. 7. exportação. mediante remuneração. ou seja. 2° Consumidor é toda pessoa física ou jurídica que adquire ou utiliza produto ou serviço como destinatário final. ainda que indetermináveis. § 2º do CDC: serviço é qualquer atividade fornecida no mercado de consumo. financeira. letra c. 3º. As normas de proteção ao consumidor são consideradas de ordem pública.Correto. mediante remuneração. Enquadra-se no conceito de consumidor toda pessoa física ou jurídica que adquire ou utiliza produto ou serviço como destinatário final. Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail. que haja intervindo nas relações de consumo. tal renuncia não deve ser acatada. de crédito e securitária. letra b. letra b. ainda que indetermináveis. importação. Mesmo havendo vontade das partes. as normas de proteção ao consumidor são de ordem pública. montagem. ou seja. mesmo que o consumidor aceite abrir mão de alguns de seus direitos. letra d. A corrente finalista continua sendo prevalente. inclusive as de natureza bancária. transformação. letra b. se o Estado contrata serviços que estejam compreendidos no conceito apresentado no §2º do art. de crédito e securitária. como já dito.em casos excepcionais o STJ aplica a corrente maximalista. pública ou privada. 8. Conforme jurisprudência pacificada do STJ. 13. móvel ou imóvel. material ou imaterial. não podem ser afastadas da relação de consumo. no ordenamento jurídico brasileiro. A coletividade de pessoas é equiparada a consumidor. Parágrafo único. os serviços de natureza trabalhista. as normas do CDC. nacional ou estrangeira. construção.Errado. por serem consideradas como de ordem pública. salvo as decorrentes das relações de caráter trabalhista. tal acordo não teria efeito por que o CDC contém normas cogentes (imperativas). Nos termos do art. letra a.” O conceito de consumidor previsto no CDC se utiliza da teoria finalista que entende que. material ou imaterial. nos termos do art. 14. estaremos diante de uma relação jurídica de consumo. letra c. O CDC tem como objetivo a proteção e defesa do consumidor. Errado. Art. de crédito e securitária. salvo as decorrentes das relações de caráter trabalhista 6. 4. inclusive as de natureza bancária. § 1° Produto é qualquer bem. letra c. 2º. exportação. Nos termos do art. § 1º produto é qualquer bem móvel ou imóvel. bem como os entes despersonalizados.Errado. 3º que fornecedor é toda pessoa física ou jurídica. são aquelas que são consideradas cogentes. Segundo o art. bem como os entes despersonalizados. letra a. Por ter adquirido produtos que serão destinados a sua atividade comercial. que desenvolvem atividade de produção. pública ou privada. financeira. 9. inafastáveis. equipara-se a consumidor a coletividade de pessoas.Errado. 2º “consumidor é toda pessoa física ou jurídica que adquire ou utiliza produto ou serviço como destinatário final. ou seja. Se uma das partes se enquadrar no conceito de consumidor e a outra no de fornecedor. são inderrogáveis. letra a. o produto ou serviço não deve guardar conexão direta ou indiretamente com a atividade econômica por ele desenvolvida 5. da teoria finalista. 3º do CDC: serviço é qualquer atividade fornecida no mercado de consumo. Dessa forma. para que o consumidor seja considerado como destinatário final (encaixando-se no conceito de consumidor). imperativas e inderrogáveis. Equipara-se a consumidor a coletividade de pessoas. 11. distribuição ou comercialização de produtos ou prestação de serviços. As normas do CDC são consideradas como de ordem pública. além de ser de interesse social.com . pois.DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS GABARITO COMENTADO: 1. importação. 3º Fornecedor é toda pessoa física ou jurídica. 3. Não se enquadra no conceito de serviço regido pelo CDC. 93 Profa. Por ser norma de ordem pública. mediante remuneração. de todos. montagem. que desenvolvem atividade de produção. criação. letra b. nacional ou estrangeira. letra d. 10. salvo as decorrentes das relações de caráter trabalhista.parágrafo único. § 2° Serviço é qualquer atividade fornecida no mercado de consumo. O CDC dispõe no art. inclusive as de natureza bancária. entre elas houver nexo de causalidade (vínculo) capaz de obrigar uma a entregar a outra uma prestação. o produto ou serviço não deve guardar conexão direta ou indiretamente com a atividade econômica por ele desenvolvida. aplicam-se aos bancos as normas contidas no CDC. 12. 3º. financeira. De acordo com o CDC: Art. inafastáveis pela vontade das partes. construção.

quais sejam. que suspendem o prazo decadencial. o consumidor cobrado em quantia indevida tem direito à repetição do indébito. 23. 26. letra a. 50). nos termos do art. As ações tendentes a reparação de danos decorrentes de fato (ou defeito) do produto prescreve em 5 anos. sob pena de decadência. 20. 27. 18. após a reclamação expressa do consumidor. não sendo ilegal que tais bancos de dados se refiram a cadastro de consumidores inadimplentes. Nos contratos decorrentes das relações de consumo. O anuncio publicitário que contem informações que não correspondem à realidade é considerado enganoso e não abusivo. o CDC determina que o prazo decadencial para reclamar será de 90 dias a partir do momento em que o vício ficar evidenciado. 49 do CDC. não estará obrigado a cumpri-lo. No caso de produto durável com vício oculto. letra c. Nos termos do art. O consumidor tem até 30 dias para reclamar os vícios constantes em produtos ou serviços não duráveis e no que se refere a produtos duráveis o consumidor tem 90 dias para reclamar. Dentre elas encontra-se a regra de que a cobrança de dívidas não pode dar mediante sua exposição a ridículo. letra c. Segundo o CDC o orçamento tem validade por 10 dias. Tais prazos decadenciais iniciam-se a partir da entrega efetiva do produto ou do término da execução dos serviços (art. Errado. letra c. 25. 49). somando-se os dois prazos de garantia (art. tal direito lhe é assegurado pelo § 2º do art. A garantia legal é obrigatória para qualquer relação de consumo. São princípios básicos da relação de consumo: boa-fé e equilíbrio. que assegura o direito à repetição (devolução) do valor pago em excesso em dobro. após fazer a reclamação o consumidor deve aguardar 30 dias para a resposta do fornecedor e caso este não solucione o problema. já a garantia contratual (aquela livremente estipulada pelo fornecedor é opcional. O CDC dispõe de normas que protegem o consumidor.Correto. letra a. O CDC prevê causas obstativas da decadência. Contrato que contenha clausula contratual abusiva não será todo considerado nulo. 17. 27 do CDC. 42. por valor igual ao dobro do que pagou em excesso. todos os fornecedores (inclusive o comerciante) são solidariamente responsáveis. 46 a 50 do CDC. 22.DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS 15.com . 28. ela será complementar à garantia legal. o consumidor tem 7 dias para exercer seu direito de arrependimento da contratação feita fora do estabelecimento comercial. o consumidor poderá optar. 39 do CDC. Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail. Caso o consumidor não tenha prévio conhecimento do conteúdo do contrato. acrescido de correção monetária e juros legais. O CDC prevê a possibilidade de reparação de danos morais. Em se tratando de produto não durável o prazo decadencial para reclamar os vícios é de 30 dias. além da correção monetária e dos juros. letra e. Se assim ocorrer. É o disposto no parágrafo único do art. 30. a reclamação comprovadamente formulada pelo consumidor perante o fornecedor de produtos e serviços até a resposta negativa correspondente. 19. Caso o consumidor pretenda saldar seu débito antes do prazo estipulado. o fornecedor tem o prazo de 30 dias para solucionar o problema. 94 Profa. No caso de vício oculto o prazo decadencial só se inicia momento em que o defeito ficar evidenciado. letra d. apenas a clausula abusiva será declarada nula. 29. o orçamento obriga os contraentes e somente pode ser alterado mediante livre negociação das partes. 18. 24. 42). 21. tratando-se de vício oculto. o prazo decadencial inicia-se no momento em que ficar evidenciado o defeito. que deve ser transmitida de forma inequívoca. 52 que lhe garante a redução proporcional dos juros e demais encargos. 26) 16. O caso em questão se refere à responsabilidade do comerciante pelo vício do produto. Em se tratando de responsabilidade por vício do produto. letra c. Correto. Nos termos do art. ou seja. 26). Havendo a estipulação de uma garantia contratual.Correto. O CDC prevê o direito de arrependimento para o consumidor que contrate serviços ou o fornecimento de produtos fora do estabelecimento no prazo de até 7 dias da assinatura do contrato ou do recebimento do produto (Art. até seu encerramento. salvo hipótese de engano justificável (art. Por fim. § 1º do CDC. 31. entre outras alternativas. letra c. Em se tratando de vício do produto. nos termos do art. pela substituição do produto por outro. letra d. e a instauração de inquérito civil. Os itens encontram no arts. É prática abusiva a conduta do fornecedor de deixar de estipular prazo para o cumprimento de sua obrigação ou deixar a fixação de seu termo inicial a seu exclusivo critério. (§ 3º art. nula é cláusua que inverte o ônus da prova em desfavor do consumidor. letra d. Errado. uma vez aprovado pelo consumidor. letra b. O CDC autoriza a criação de bancos de dados de consumidores. para a inclusão de qualquer informação para o cadastro é necessário comunicação prévia ao consumidor. letra b. letra c. nem será submetido a qualquer tipo de constrangimento ou ameaça. Todavia. Errado.Errado. contados da data da efetiva entrega do produto.

Nos termos do art. em perfeitas condições de uso. o § 5º do art. 18.DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS É considerada pratica abusiva a “venda casada”. não sendo necessário perquirir a existência ou não de culpa do fornecedor. Correto. letra d. alternativamente e à sua escolha: I . No caso de cobrança indevida. bem como. Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail. I). A responsabilidade civil em razão de fato ou vício do produto é objetiva.não estará obrigado a cumpri-lo. fato ou ato ilícito ou violação dos estatutos ou contrato social. parágrafo único. Se o fornecedor comprova que se enganou de forma justificável se exime da devolução em dobro do valor indevidamente cobrado. 36. 40. exceto no caso de engano justificável (art. 37. 32. letra a. Errado. O prazo decadencial para reclamar vícios aparentes inicia com o término da execução do serviço e não na data de seu inicio (art. obstáculo ao ressarcimento de prejuízos causados aos consumidores.a substituição do produto por outro da mesma espécie. 34. Todavia. Nos termos do art. letra b. letra b. 33. Caso o consumidor não tenha conhecimento do conteúdo do contrato. 42.” 38. § 1º) 39. letra c. 35. 26. Assim a desconsideração da personalidade jurídica ocorrerá nos casos de abuso de direito. 42.com . letra c. letra b. O CDC elenca no art.o abatimento proporcional do preço. excesso de poder. onde o fornecedor condiciona o fornecimento de produto ou de serviço ao fornecimento de outro produto ou serviço. § 3º quando o consumidor encontrar inexatidão nos seus dados cadastrais poderá exigir a sua imediata correção. 28 as hipóteses em eu será desconsiderada a personalidade jurídica da sociedade para responsabilizar seus sócios por eventuais danos causados ao consumidor. infração da lei. o consumidor tem direito à repetição do indébito (devolução do dinheiro) em dobro. III . 95 Profa. § 1º do CDC: § 1° Não sendo o vício sanado no prazo máximo de trinta dias. sem prejuízo de eventuais perdas e danos.a restituição imediata da quantia paga. 28 prevê que “também poderá ser desconsiderada a pessoa jurídica sempre que sua personalidade for. monetariamente atualizada. É o que conta no art. de alguma forma. crescido de juros e correção monetária. a limites quantitativos (art. Nos termos do art.43. sem justa causa. pode o consumidor exigir. II . 39. parágrafo único).

You're Reading a Free Preview

Descarregar
scribd
/*********** DO NOT ALTER ANYTHING BELOW THIS LINE ! ************/ var s_code=s.t();if(s_code)document.write(s_code)//-->