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NBR5052 - M_quina S_ncrona - Ensaios

NBR5052 - M_quina S_ncrona - Ensaios

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de Normas Técnicas
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Impresso no Brasil
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Sede:
Rio de Janeiro
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NORMATÉCNICA
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Brasileira de
Normas Técnicas
Palavra-chave: Máquina síncrona 70 páginas
Máquina síncrona - Ensaios
NBR 5052 JAN 1984
SUMÁRIO
1 Objetivo
2 Documentos complementares
3 Ensaios
ANEXO A - Método da superposição
ANEXO B - Modelos de formulários para relatórios de
ensaios
Índice alfabético
1 Objetivo
1.1 Esta Norma prescreve os métodos de ensaio desti-
nados a verificar a conformidade de máquinas síncronas
com a NBR 5117 e determinar as suas características.
1.2 Esta Norma abrange as seguintes máquinas:
- geradores, exceto de pólos não salientes;
- motores, exceto os de pequena potência;
- compensadores;
- conversores de freqüência;
- conversores de fase.
2 Documentos complementares
Na aplicação desta Norma é necessário consultar:
NBR 5117 - Máquinas síncronas - Especificação
NBR 5165 - Máquinas de corrente contínua - Ensaios
gerais - Método de ensaio
NBR 5383 - Máquinas elétricas girantes - Máquinas
de indução - Determinação das características - Mé-
todo de ensaio
NBR 5389 - Técnicas de ensaios elétricos de alta
tensão - Método de ensaio
IEC 51 - Measuring instruments and their acessories
3 Ensaios
3.1 Resistência do isolamento
3.1.1 A resistência do isolamento pode oferecer uma in-
dicação útil de que a máquina está ou não em condições
adequadas para sofrer os ensaios dielétricos ou outros,
e, no caso de instalação nova ou máquina que esteve
parada por um certo tempo, que a máquina está em con-
dições para o serviço. Um valor alto da resistência do iso-
lamento não é por si mesmo prova de que a isolação não
tem rachas ou outros defeitos que possam causar avarias
após a aplicação da tensão, embora não afetem substan-
cialmente o valor medido da resistência do isolamento. É
muitas vezes útil como ensaio periódico de máquinas em
serviço, para detectar enfraquecimento da isolação, acu-
mulação de umidade ou sujeira, o que é indicado por
uma acentuada redução no valor medido.
3.1.2 A resistência do isolamento é sujeita a uma larga va-
riação com a temperatura, umidade e limpeza das partes.
Quando a resistência do isolamento cai, pode, na maioria
dos casos de bom projeto e quando não existem defeitos,
Origem: ABNT - MB-470/1982
CB-03 - Comitê Brasileiro de Eletricidade
CE-03:002.02 - Comissão de Estudo de Máquinas Síncronas
NBR 5052 - Rotating electrical machines - Synchronous machines - Testing -
Method of test
Descriptors: Electrical machines. Synchronous machines. Rotating machines
Método de ensaio
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NBR 5052/1984
ser levada a um valor apropriado pela limpeza, com um
solvente adequado, se necessário, e pela secagem.
3.1.3 Se a máquina foi exposta a umidade excessiva, a
secagem pode ser feita pela circulação de corrente nos
enrolamentos ou por aquecedores, preferivelmente man-
tendo-se a temperatura constante em 75°C; em nenhum
caso, porém, deve a temperatura exceder a temperatura
para a qual a máquina foi projetada. Se a máquina apre-
senta uma resistência do isolamento muito baixa, é acon-
selhável secá-la parada, ou então girando com uma ve-
locidade de rotação nominal e com uma corrente de curto-
circuito da armadura no máximo igual à corrente nominal.
Com a aplicação de calor, a resistência do isolamento
usualmente decrescerá rapidamente, porém, logo que o
processo de secagem fizer efeito, ela crescerá, atingindo
finalmente um valor aproximadamente constante. A se-
cagem deve prosseguir, além do momento em que a re-
sistência do isolamento começou a crescer depois de
atingir um mínimo, até que se possa assegurar que a es-
tabilidade do valor de resistência do isolamento foi atin-
gido.
3.2 Valor mínimo da resistência do isolamento
3.2.1 É difícil prescrever regras fixas para o valor real da
resistência do isolamento de uma máquina, uma vez que
ela varia com o tipo, tamanho, tensão nominal, qualidade
e condições do material isolante usado, método de cons-
trução e os antecedentes da isolação da máquina. Consi-
derável dose de bom senso, fruto da experiência, deverá
ser usada para concluir quando uma máquina está ou
não apta para o serviço. Registros periódicos são úteis
para esta conclusão.
3.2.2 As regras seguintes indicam a ordem de grandeza
dos valores que podem ser esperados em máquina limpa
e seca, a 40°C, quando a tensão de ensaio é aplicada
durante 1 min. Valem tanto para enrolamentos de corrente
contínua como de corrente alternada, seja para os en-
rolamentos das armaduras, seja para os enrolamentos
de excitação.
R
m
= mínima resistência do isolamento recomendada, em
megaohms, obtida somando-se a unidade ao valor
numérico da tensão nominal em quilovolts
Se o ensaio é feito em temperatura diferente, será neces-
sário corrigir a leitura para 40°C, utilizando-se uma curva
de variação da resistência do isolamento em função da
temperatura, levantada com a própria máquina. Se não
se dispõe desta curva pode-se empregar a correção apro-
ximada, fornecida pela curva da Figura 1; nota-se aqui
que a resistência praticamente dobra para cada 10°C
que baixa a temperatura da isolação.
3.2.3 Em máquinas novas, muitas vezes podem ser obtidos
valores inferiores, devido à presença de solvente nos
vernizes isolantes que posteriormente se volatizam du-
rante a operação normal. Isto não significa necessaria-
mente que a máquina está inapta para o ensaio dielétrico
ou para a operação, uma vez que a resistência do iso-
lamento ordinariamente se elevará depois de um período
em serviço. Em máquinas velhas, em serviço, podem ser
obtidos freqüentemente valores muito maiores. A compa-
ração com valores obtidos em ensaios anteriores na
mesma máquina, em condições similares de carga, tem-
peratura e umidade, serve como uma melhor indicação
das condições da isolação do que o valor obtido num
único ensaio, sendo considerada suspeita qualquer re-
dução grande ou brusca.
3.2.4 O ensaio de resistência do isolamento deve ordi-
nariamente ser realizado com todos os circuitos de igual
tensão em relação à terra interligados. Se a leitura para o
conjunto dos enrolamentos indica um valor anormalmente
baixo, o estado de qualquer um dos enrolamentos pode
ser verificado pelo ensaio de cada enrolamento sepa-
radamente.
3.2.5 A resistência do isolamento pode ser medida com
um instrumento de medida direta, tal como o ohmímetro
indicador do tipo gerador, bateria ou eletrônico, ou com
uma ponte de resistência, com um miliamperímetro, um
voltímetro e uma fonte de corrente contínua adequada, e,
na falta de outro dispositivo para ensaio da isolação, com
um voltímetro de alta resistência e uma fonte de corrente
contínua adequada. A medida da resistência deve ser
tomada depois que o potencial do ensaio foi aplicado à
isolação durante 1 minuto, para evitar influência da va-
riação da polarização do dielétrico. Devem ser tomadas
precauções quando forem usados instrumentos de me-
dida direta ou uma fonte de corrente contínua, para que a
tensão aplicada aos enrolamentos fique adstrita a um va-
lor compatível com o estado da isolação e com a tensão
nominal do enrolamento a ser ensaiado.
3.2.6 O método do voltímetro é baseado na comparação
das correntes que circulam quando uma tensão contínua
constante é sucessivamente aplicada a uma resistência
conhecida e a mesma resistência em série com uma des-
conhecida. Na aplicação do método, a resistência do vol-
tímetro é a resistência conhecida. A sensibilidade do ins-
trumento tem influência direta sobre os valores da resis-
tência do isolamento que podem ser medidos com razoá-
vel precisão. Para os voltímetros comerciais comuns
(100 ohms por volt), a aplicação com uma fonte de cor-
rente contínua de 500 V deve ficar restrita à medição de
1 MΩ ou 2 MΩ no máximo. A resistência máxima que
pode ser medida em tensões inferiores a 500 V é pro-
porcionalmente menor. Para instrumentos de maior sen-
sibilidade, o valor máximo de resistência de isolamento
que pode ser medido é aumentado proporcionalmente à
sensibilidade em ohms por volt. A Figura 2 dá o diagrama
de ligações. Fazem-se duas leituras de tensão: a primeira
da fonte sem a resistência do isolamento e a segunda co-
locando-se a resistência do isolamento em série com o
voltímetro.
V = leitura da tensão da fonte
V
1
= leitura do voltímetro quando este está em série
com a resistência do isolamento
R = resistência do voltímetro
R
1
= resistência do isolamento
então: R
R (V - V)
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NBR 5052/1984 3
Figura 1 - Determinação da resistência do isolamento
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NBR 5052/1984
3.3 Ensaio dielétrico
3.3.1 Execução do ensaio
O ensaio deve ser executado de acordo com a NBR 5389.
3.3.2 Ensaio de máquinas novas e completas
3.3.2.1 As prescrições seguintes aplicam-se somente a
máquinas novas e completas, com todas as partes no
seu devido lugar, sob condições equivalentes às condi-
ções normais de funcionamento.
3.3.2.2 A tensão de ensaio deve ser aplicada entre os en-
rolamentos e a carcaça. O núcleo deve ser ligado à car-
caça e aos enrolamentos não sob ensaio.
3.3.2.3 Quando ambos os terminais de cada fase forem
individualmente acessíveis, a tensão de ensaio deve ser
aplicada a cada fase e à carcaça. O núcleo deve ser liga-
do à carcaça e aos enrolamentos não sob ensaio.
3.3.3 Ensaio em enrolamentos parcialmente substituídos
A parte velha do enrolamento deve ser cuidadosamente
limpa e seca antes do ensaio.
3.3.4 Ensaio em máquinas submetidas a revisão
As máquinas devem ser limpas e secas antes do ensaio.
3.4 Ensaio de resistência ôhmica (resistência dos
enrolamentos da armadura e de excitação)
3.4.1 Generalidades
3.4.1.1 As medições de resistência são usadas para três
fins: para calcular as perdas I
2
R, para determinar a com-
ponente ativa da queda de tensão interna em carga, e
para determinar a temperatura dos enrolamentos. Dois
métodos são comumente usados para determinar a re-
sistência: o método de tensão e corrente e o método de
comparação, no qual a resistência desconhecida é com-
parada com uma resistência conhecida por alguma ponte
adequada.
3.4.1.2 Todas as precauções possíveis devem ser tomadas
para se obter a temperatura exata do enrolamento quando
se mede a resistência a frio. A temperatura do ar ambiente
não deve ser considerada como a temperatura do enro-
lamento. A temperatura do enrolamento deve ser tomada
por termômetros localizados em vários pontos do enro-
lamento ou por detectores embutidos, em máquinas com
eles equipadas.
3.4.1.3 Se a resistência de um enrolamento de cobre ou
de alumínio é conhecida numa temperatura t
1
ela pode
ser calculada para qualquer outra temperatura t
2
, por meio
da seguinte fórmula:
R =
K + t
K + t
. R
2
2
1
1
R
1
= a resistência medida na temperatura t
1
, em graus
Celsius
R
2
= a resistência desejada na temperatura t
2
, em
graus Celsius
Onde:
para o cobre, K = 235
para o alumínio, K = 228
Para os enrolamentos constituídos em parte de fios de
cobre e em parte de fios de alumínio, deve ser usado um
valor intermediário da constante K, em proporção às res-
pectivas quantidades de cada metal.
3.5 Ensaios de espiras curto-circuitadas de
enrolamento de excitação
3.5.1 Objetivo
Estes ensaios têm por objetivo a detecção de bobinas de
campo com:
a) espiras em curto-circuito;
b) número incorreto de espiras ou;
c) dimensões incorretas do condutor.
3.5.2 Método 1: Queda de tensão, corrente contínua
Este método pode ser utilizado para a detecção de espiras
curto-circuitadas somente se as conexões entre as bobi-
nas forem acessíveis. O ensaio é executado fazendo-se
passar uma corrente contínua constante pelo enrolamento
Figura 2 - Medição da resistência do isolamento - Método do voltímetro
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de excitação inteiro. A queda de tensão em cada bobina
ou par de bobinas é medida por meio de voltímetro. Se a
variação destas leituras for superior a 2% da média, isto
poderá constituir indicação da existência de espiras curto-
circuitadas na bobina ou de que parte do enrolamento foi
enrolada com número errado de espiras ou dimensões
de condutor erradas.
3.5.3 Método 2: Queda de tensão, corrente alternada
3.5.3.1 Efetua-se um ensaio mais sensível para a detecção
de espiras curto-circuitadas, fazendo-se passar corrente
alternada constante pelo enrolamento de excitação
inteiro. Se houver acesso às conexões entre bobinas,
deverá ser medida queda de tensão em cada bobina ou
par de bobinas. A queda de tensão numa bobina com
uma espira curto-circuitada será substancialmente inferior
à queda de tensão numa bobina sã. A queda de tensão
numa bobina sã, adjacente à bobina com uma espira
curto-circuitada, será ligeiramente inferior à queda de
tensão em outras bobinas sãs, devido ao fluxo reduzido
na bobina curto-circuitada. A comparação das tensões
medidas permitirá a pronta localização das bobinas
defeituosas.
3.5.3.2 Se as conexões entre bobinas não forem aces-
síveis, deverão ser medidas a corrente e a queda de ten-
são no enrolamento inteiro. A impedância de um enro-
lamento de um circuito único, no qual existe uma bobina
com uma espira curto-circuitada, será reduzida a aproxi-
madamente (m-1)/m vezes o valor num enrolamento são,
sendo m o número de bobinas de enrolamento. Este en-
saio é útil para a detecção de uma espira curto-circuitada
existente na máquina somente em operação. Se variar a
velocidade de rotação durante a aplicação de corrente
alternada, uma descontinuidade nas leituras de corrente
ou de tensão poderá indicar o aparecimento e desapa-
recimento de um curto-circuito.
Nota: A sensibilidade deste método de ensaio é muito mais baixa
para rotores cilíndricos, nos quais o enrolamento de ex-
citação se acha colocado em ranhuras, especialmente
para rotores de aço maciço. A sensibilidade varia na de-
pendência de qual das bobinas possui a espira curto-
circuitada. Ensaios de fábrica, nos quais são aplicados
curto-circuitos temporários, poderão servir de base para
análise futura, quando se suspeitar de espiras curto-
circuitadas. Para máquinas de rotor cilíndrico, poderão
ser preferidos os métodos 3 e 4.
3.5.4 Método 3: Resistência sob corrente contínua
3.5.4.1 Neste método, efetua-se uma comparação entre a
resistência do enrolamento de excitação e um valor obtido
previamente por ensaio ou cálculo.
3.5.4.2 Depois de o rotor ter ficado exposto à temperatura
ambiente durante tempo suficiente para o enrolamento
do rotor inteiro adquiri-la, mede-se a resistência do enrola-
mento de excitação pelo método da ponte dupla. A tempe-
ratura do rotor é medida por meio de vários termômetros
ou pares termoelétricos localizados em pontos adequa-
dos. A resistência é então corrigida para uma temperatura
na qual a resistência foi determinada previamente por
meio de um ensaio semelhante ou, no caso de uma má-
quina nova, por cálculo. Se o valor corrigido da resistência
medida no presente ensaio for significativamente inferior
ao valor de referência, poderá haver espiras curto-
circuitadas.
3.6 Ensaio de polaridade para bobinas de campo
A polaridade dos pólos de campo pode ser verificada por
meio de um pequeno ímã permanente, montado de modo
a poder girar e inverter a sua direção livremente. O enrola-
mento de excitação deve ser energizado com 5% a 10%
da corrente nominal. O ímã indica a polaridade pela inver-
são da sua direção ao passar de pólo para pólo. O ímã
deve ser verificado para certificar-se de que não perdeu
o seu magnetismo ou sofreu inversão de polaridade pelo
fluxo de campo.
3.7 Ensaio de tensão no eixo e isolação de mancal
3.7.1 Generalidades
3.7.1.1 Irregularidades do circuito magnético podem fazer
uma pequena quantidade de fluxo enlaçar o eixo e assim
gerar uma força eletromotriz entre as suas extremidades.
Esta força eletromotriz pode causar a circulação de uma
corrente através de eixo, mancais, pedestais dos mancais
e carcaça, retornando à outra extremidade, a menos que
o circuito esteja interrompido por uma isolação.
3.7.1.2 Para os métodos 1 a 3, a máquina deve ser operada
à velocidade de rotação nominal e excitada para tensão
nominal da armadura em vazio, salvo quando forem espe-
cificadas outras condições de operação.
3.7.2 Método 1: Através da película de óleo do mancal,
mancais não isolados
Este método requer que as propriedades isolantes da
película de óleo do mancal sejam adequadas para su-
portar a tensão no eixo sem descarga disruptiva. A exis-
tência de tensão ou corrente no eixo pode ser determi-
nada, operando-se a máquina com tensão e velocidade
de rotação nominais e ligando-se um condutor de baixa
resistência do eixo à carcaça em um mancal e um voltí-
metro de corrente alternada de faixa reduzida (ou um
amperímetro de corrente alternada de faixa ampla), com
terminais de baixa resistência do eixo à carcaça num
outro mancal. A deflexão do aparelho de medição indica
a existência de tensão que pode produzir correntes no
eixo. Se não houver deflexão do aparelho de medição, a
tensão existente é insuficiente ou a película de óleo do
mancal não está atuando como isolante adequado.
3.7.3 Método 2: Através da isolação do mancal
Em muitas máquinas um ou mais mancais são isolados
para eliminar correntes no eixo. Nos itens seguintes admi-
te-se a isolação localizada entre o mancal e a carcaça.
Para verificar, nessas máquinas, a existência de tensão
que poderia produzir corrente no eixo, liga-se um con-
dutor de baixa resistência do eixo ao mancal não isolado
para curto-circuitar a película de óleo e um voltímetro de
corrente alternada de faixa reduzida (ou um amperímetro
de corrente alternada de faixa ampla) entre o eixo e, suces-
sivamente, cada mancal isolado. A deflexão do aparelho
de medição indica a existência de tensão que poderia
produzir corrente no eixo, se não houvesse a isolação do
mancal.
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3.7.4 Método 3: Isolação do mancal
A isolação pode ser ensaiada, ligando-se em paralelo à
mesma um voltímetro de corrente alternada de faixa re-
duzida (ou um amperímetro de corrente alternada de faixa
ampla). Um condutor de baixa resistência pode ser ligado
do eixo e cada mancal para curto-circuitar a película de
óleo. A deflexão do instrumento, neste caso, prova que a
efetividade da isolação é pelo menos apenas parcial. Se
não houver deflexão do instrumento, a isolação está com
defeito ou não há tensão no eixo.
3.7.5 Método 4: Isolação do mancal
Coloca-se uma camada de papel pesado em torno do
eixo, a fim de isolar os assentos dos mancais não isolados.
O acoplamento das unidades de acionamento ou acio-
nadas deve ser desembreado, se não for isolado. Em pa-
ralelo com a isolação, ligam-se dois cabos, um do mancal
isolado e outro da carcaça, a uma fonte de tensão de
110 V - 125 V. Em série com esta fonte de tensão acham-
se ou uma lâmpada de filamento adequada para a tensão
do circuito ou um voltímetro, cuja escala plena seja de
aproximadamente 150 V, e um resistor de 100 Ω a
300 Ω. Se o filamento da lâmpada não apresentar colo-
ração, ou se a leitura do voltímetro não exceder 60 V, a
isolação poderá ser considerada satisfatória. Pode ser
utilizado também um megger de 500 V. Este é muito mais
sensível e poderá causar a rejeição de uma isolação na
realidade adequada para evitar danos causados pela
corrente resultante da baixa tensão no eixo.
3.7.6 Método 5: Isolação dupla
Em algumas máquinas os mancais são providos de duas
camadas de isolação com um separador metálico entre
elas. O ensaio do método 5 é aplicado entre o separador
metálico e a carcaça da máquina. Este ensaio deve ser
executado sobre cada um dos vários múltiplos trajetos
entre o eixo e a carcaça, onde são utilizados mancais
isolados (por exemplo: tubos de termômetros, tubos de
controle para uma turbina hidráulica, selos para hidro-
gênio e acoplamento isolado). Este ensaio pode ser efe-
tuado com a máquina parada ou em movimento. Ele deve
ser suplementado por inspeção visual cuidadosa para
certificar-se da inexistência de possíveis trajetos paralelos
não providos de isolação.
3.8 Ensaio de seqüência de fases
3.8.1 Generalidades
O ensaio de seqüência de fases é feito para verificar a
concordância das marcações dos terminais com as que
forem especificadas pelo comprador ou pelas normas.
Os resultados são utilizados na ligação da linha aos termi-
nais da máquina para obter a operação em paralelo cor-
reta para geradores, ou o correto sentido de rotação para
motores. A seqüência de fases em máquinas trifásicas
pode ser invertida pela troca das ligações de linha com
dois terminais de armadura quaisquer. A seqüência de
fases em máquinas bifásicas pode ser invertida pela troca
de dois terminais de qualquer fase.
3.8.2 Método 1: Indicadores de seqüência de fases
3.8.2.1 A seqüência de fases é determinada operando-se
a máquina como gerador no sentido de rotação para o
qual foi projetada e ligando-se aos seus terminais um in-
dicador de seqüência de fases ou um motor de indução,
cujo sentido de rotação para determinada seqüência de
fases aplicada aos seus terminais é conhecido.
3.8.2.2 A Figura 3 é um diagrama de um tipo de indicador
de seqüência de fases que consta de enrolamentos co-
locados num núcleo de ferro laminado, com uma barra
de aço montada no centro. Os terminais da máquina em
ensaio, seja trifásica ou bifásica, devem ser ligados aos
terminais correspondentes do indicador ou motor. O indi-
cador mostrado na Figura 3 operará no sentido dos pon-
teiros do relógio se a seqüência de fases for 1, 2, 3 e no
sentido contrário ao dos ponteiros do relógio se a se-
qüência de fases for 1, 3, 2.
3.8.2.3 A Figura 4 mostra esquematicamente um outro tipo
de indicador de seqüência de fases sem partes móveis,
utilizado para máquinas trifásicas. O indicador utiliza um
pequeno capacitor e duas lâmpadas néon ligados em
estrela através do circuito trifásico a ser ensaiado. Para
seqüência de fases 1, 2, 3, acenderá a lâmpada ligada
ao terminal nº 1 e para a seqüência de fases 1, 3, 2, acen-
derá a lâmpada ligada ao terminal nº 3. Para a verificação
do indicador, o interruptor da Figura 4 deve ser fechado.
Se o indicador estiver operando corretamente, ambas as
lâmpadas brilharão com a mesma intensidade.
3.8.2.4 Quando for necessário ligar o indicador de seqüên-
cia de fases aos terminais da máquina através de transfor-
madores de potencial, as ligações destes deverão ser
verificadas cuidadosamente, visto que a inversão de pola-
ridade de qualquer enrolamento do transformador modi-
ficará as relações de fase entre as tensões aplicadas ao
indicador. Para ligação estrela-estrela, devem ser esco-
lhidos determinados terminais dos enrolamentos de alta-
tensão dos transformadores de potencial e ligados para
formar o neutro primário. Os terminais correspondentes
dos enrolamentos de baixa tensão devem ser ligados pa-
ra formar o neutro secundário. Se for utilizada ligação
triângulo ou triângulo aberto, impor-se-ão providências
análogas para assegurar seqüência de fases adequada
no sistema secundário. Para quaisquer dos casos pre-
cedentes é importante conservar a identificação da se-
qüência de fases apropriada no sistema secundário.
3.8.3 Método 2: Indicação por diferença de tensão
Uma verificação conveniente e prática da seqüência de
fases de um gerador síncrono, comparada à do sistema
ao qual ele deve ser ligado, pode ser feita da seguinte
forma: ligam-se quatro transformadores de potencial como
indicado na Figura 5 para máquinas trifásicas. É neces-
sário muito cuidado para manter a polaridade correta das
ligações do transformador. O asterisco (*) mostra os
terminais correspondentes dos enrolamentos primário e
secundário. Por meio desta ligação, a ligação das lâm-
padas indicadoras é efetivamente realizada entre o ge-
rador e o sistema através de chaves desligadoras abertas.
Deve-se levar o gerador até a velocidade de rotação cor-
respondente à sua tensão nominal e aplicar a excitação
correspondente a esta. Ao aproximar-se do sincronismo,
as lâmpadas ligadas aos secundários dos transforma-
dores de potencial se acenderão ou apagarão simulta-
neamente se o gerador tiver a mesma seqüência de fases
que o sistema, ao passo que elas se apagarão suces-
sivamente, se as seqüências de fases forem opostas.
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Figura 3 - Indicador de seqüência de fases
Figura 4 - Indicador de seqüência de fases com lâmpadas néon
Figura 5 - Esquema de ligações para comparação da seqüência de fase de um gerador com a do sistema pela
indicação de tensão através de uma chave desligadora
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3.9 Irregularidade da forma de onda - Determinação do
fator de interferência telefônica (FIT)
3.9.1 A faixa de freqüência medida deve cobrir todos os
harmônicos desde a freqüência nominal até 5000 Hz.
3.9.2 A determinação do FIT deve ser efetuada por um
dos dois procedimentos alternativos de 3.9.2.1 a 3.9.2.3.
3.9.2.1 Diretamente por meio de um dispositivo de medição
e de um sistema associado, especialmente projetados
para este fim.
3.9.2.2 Análise da tensão em vazio e cálculo do valor eficaz
ponderado mediante a seguinte fórmula:
FIT (%) =
U
100
E E E ... E

1
2
1
2
2
2
2
2
3
2
3
2
n
2
n
2
λ λ λ λ + + +
Onde:
E
n
= valor eficaz do harmônico de ordem n da tensão
de linha nos terminais da máquina
U = valor eficaz de tensão da linha nos terminais
da máquina
λ
n
= fator de ponderação para a freqüência corres-
pondente harmônico de ordem n
3.9.2.3 Os valores numéricos do fator de ponderação para
as diferentes freqüências devem ser obtidos na Tabela 1;
o gráfico da Figura 6 pode ser utilizado para facilitar a in-
terpolação.
Freqüência Fator de Freqüência Fator de Freqüência Fator de
Hz ponderação Hz ponderação Hz ponderação
60 0,0002594 1500 1,61 2940 1,97
120 0,00221 1560 1,63 3000 1,97
180 0,00333 1620 1,65 3060 1,95
240 0,0489 1680 1,67 3120 1,93
300 0,111 1740 1,70 3180 1,90
360 0,180 1800 1,71 3240 1,87
420 0,276 1860 1,72 3300 1,83
480 0,379 1920 1,74 3360 1,78
540 0,487 1980 1,76 3420 1,73
600 0,595 2040 1,79 3480 1,67
660 0,711 2100 1,81 3540 1,59
720 0,832 2160 1,82 3600 1,51
780 0,958 2220 1,84 3720 1,32
840 1,08 2280 1,87 3840 1,13
900 1,21 2340 1,89 3960 0,950
960 1,34 2400 1,90 4080 0,770
1020 1,42 2460 1,91 4200 0,610
1080 1,47 2520 1,93 4320 0,476
1140 1,49 2580 1,94 4440 0,365
1200 1,50 2640 1,95 4560 0,278
1260 1,53 2700 1,96 4680 0,210
1320 1,55 2760 1,96 4800 0,158
1380 1,58 2820 1,97 4920 0,120
1440 1,60 2880 1,97
Tabela 1 - Fatores de ponderação
3.8.4 Método 3: Comparação com a tensão do sistema
Este método oferece uma verificação absoluta da seqüên-
cia de fases de um gerador síncrono em comparação
com a do sistema ao qual se destina a ser ligado. É neces-
sário que o gerador seja separado do sistema por meio
de um disjuntor e devem ser providenciados meios para
desligar o gerador do disjuntor. Um indicador da seqüên-
cia de fases deve ser ligado ao disjuntor, ao lado do gera-
dor, por meio de transformadores de potencial adequa-
dos. Deve-se fechar o disjuntor com o gerador desligado
e anotar a indicação do indicador de seqüência de fases.
Com o gerador ligado ao disjuntor aberto, deve ser anota-
da a indicação do indicador de seqüência de fases, quan-
do o gerador for operado na velocidade de rotação no-
minal e excitado para tensão normal. Se as duas indica-
ções de seqüência de fases forem as mesmas, a se-
qüência de fases do gerador é igual à do sistema.
3.8.5 Método 4: Sentido de rotação para motores
No caso de um motor, a seqüência de fases pode ser ve-
rificada, pondo-o em movimento por meio da sua fonte
normal de alimentação e observando-se o seu sentido
de rotação. Se um sentido de rotação incorreto puder
causar danos, o motor deve ser desligado do equipa-
mento suscetível a ser danificado. Em, alguns dados este
equipamento, tal como uma catraca, não pode ser desli-
gado. Neste caso deve ser aplicada tensão suficiente-
mente baixa para não danificar o equipamento ou empre-
gado outro procedimento, como o método 1 ou uma adap-
tação do método 2 ou 3.
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3.10 Ensaio de sobrevelocidade
3.10.1 Antes de ser realizado um ensaio de sobrevelocida-
de, a máquina deve ser cuidadosamente inspecionada,
para assegurar que todos os parafusos e partes girantes
estão apertados e em boas condições. O rotor deve estar
no melhor equilíbrio mecânico possível, antes de ser ini-
ciado o ensaio. Todas as precauções devem ser tomadas
para proteger vidas e propriedades em caso de impre-
vistos. A velocidade de rotação deve ser lida com um ta-
cômetro ou outro dispositivo preciso, indicador de velo-
cidade de rotação à distância. O tacômetro deve ser cali-
brado com os terminais usados no ensaio e a leitura veri-
ficada na velocidade de rotação normal, antes de ser ini-
ciado o ensaio. A máquina deve ser cuidadosamente
inspecionada depois do ensaio.
3.10.2 Normalmente o ensaio de sobrevelocidade é efe-
tuado com a máquina não excitada. Se, contudo, houver
excitação durante o ensaio, ela deve ser reduzida, de
modo que a tensão não ultrapasse 105% da tensão nomi-
nal.
3.11 Característica em V
3.11.1 As características em V, são gráficos da corrente
da armadura em função da corrente de excitação, para
cargas constantes (isto é, com fator de potência variável).
São usualmente levantadas para velocidade de rotação
e tensão nominais. A Figura 7 mostra um conjunto de cur-
vas típicas; cada característica apresenta um definido
em que a corrente da armadura é mínima, e que corres-
ponde ao fator de potência unitário para aquela carga
particular.
3.11.2 Para levantar a característica em V em vazio, gira-
se a máquina como motor síncrono em vazio, sob tensão
e freqüência nominais. Começa-se com a corrente mínima
da armadura. A corrente de excitação correspondente à
corrente mínima da armadura numa característica em V
em vazio deve ser igual à correspondente à tensão no-
minal na característica em vazio. Aumenta-se a corrente
de excitação e lê-se a corrente da armadura, a tensão e a
corrente de excitação até uma corrente da armadura 50%
Figura 6 - Fatores de ponderação
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acima da corrente nominal da máquina. Em máquinas
com enrolamentos de excitação projetados para fator de
potência unitário, isto pode requerer uma corrente de
excitação excessiva. Usualmente a tensão de excitação
não deve ser superior a 150% da tensão de excitação
com carga nominal. Reduz-se, então, a corrente de ex-
citação abaixo do valor correspondente à corrente mínima
da armadura e tomam-se leituras da corrente da arma-
dura, da tensão e da corrente de excitação, como ante-
riormente, até um valor da corrente de excitação zero,
para máquinas de pólos salientes.
do gerador para absorver potência reativa é igual
à potência fornecida em kVA.
3.13 Perdas e rendimentos
3.13.1 Prescrições gerais
3.13.1.1 Os ensaios devem ser executados em máquinas
em perfeito estado.
3.13.1.2 Salvo acordo diferente entre fabricante e compra-
dor, todos os dispositivos para regulação automática, que
não fazem parte integrante da máquina, devem ser postos
fora de operação.
3.13.1.3 Todas as tampas devem ser colocadas como para
operação normal.
3.13.1.4 Os instrumentos de medição e os seus acessórios,
tais como transformadores para instrumentos, derivadores
e pontes utilizados nos ensaios, devem, salvo especifi-
cação diferente, se de classe de precisão 1,0 ou melhor,
de acordo com a Publicação IEC 51, enquanto não vigorar
norma brasileira equivalente. Os instrumentos utilizados
para a determinação de resistência com corrente contínua
devem ser de classe de precisão 0,5 ou melhor, de acordo
com a Publicação IEC 51, enquanto não houver norma
brasileira equivalente.
3.13.1.5 Os instrumentos devem ser escolhidos de modo
a obterem-se leituras na parte útil da escala, de forma tal
que uma fração de divisão, correspondente à pequena
parte da leitura total, possa ser estimada facilmente.
3.13.1.6 Em máquinas com escovas ajustáveis, estas de-
vem ser colocadas na posição correspondente aos valo-
res nominais especificados. Para medição em vazio, as
escovas devem ser colocadas no eixo neutro.
3.13.1.7 A velocidade de rotação pode ser medida por
método estroboscópico, por meio de contador digital ou
por meio de tacômetro. Na medição do escorregamento,
a velocidade síncrona deve ser determinada a partir da
freqüência de alimentação durante o ensaio.
3.13.1.8 O rendimento pode ser obtido por meio de medi-
ção direta ou por meio de medição indireta.
3.13.1.8.1 A medição direta do rendimento deve ser feita
medindo-se diretamente a potência fornecida pela
máquina e a potência absorvida pela mesma.
3.13.1.8.2 A medição indireta do rendimento deve ser feita
medindo-se as perdas da máquina. Estas perdas são
somadas à potência fornecida pela máquina, dando assim
a potência absorvida.
3.13.1.8.3 A medição indireta pode ser executada pelos
procedimentos seguintes:
a) determinação das perdas em separado;
b) determinação das perdas totais.
Nota: Os métodos para determinação do rendimento das má-
quinas são baseados em determinadas hipóteses, não é,
portanto, possível comparar as perdas obtidas pelo método
direto com as obtidas pelo método de perdas em separado.
Figura 7 - Conjunto de curvas em V típicas
3.11.3 As características em V com carga devem ser deter-
minadas do mesmo modo que as características em vazio,
mantendo-se constantes, contudo, além da carga espe-
cificada, também a tensão da armadura e a velocidade
de rotação. Com carga haverá, em geral, um valor mínimo
da corrente de excitação abaixo do qual a máquina sairá
de sincronismo. Deve ser evitado aquecimento excessivo
dos enrolamentos.
3.12 Capacidade dos geradores para absorver
potência reativa
A capacidade de um gerador para absorver potência rea-
tiva pode ser determinada por um dos seguintes métodos:
a) o gerador é operado como motor síncrono em
vazio, com tensão e freqüência nominais, e com a
excitação reduzida a zero. A capacidade do gera-
dor para absorver potência reativa é aproxima-
damente igual à potência absorvida em kVA;
b) o gerador, com tensão e freqüência nominais, e
com a excitação reduzida a zero, é conectado a
máquinas síncronas sobreexcitadas, operando
como motores em vazio. A capacidade do gerador
para absorver potência reativa é aproximadamente
igual à potência fornecida em kVA;
c) o gerador é ligado a seções de linha de trans-
missão de capacidade suficiente para manter
aproximadamente a tensão nominal, quando a ex-
citação do gerador é reduzida a zero. A capacidade
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3.13.1.9 As perdas são medidas, em geral, com a máquina
sem carga, fazendo-se duas séries de operação, uma
com os terminais da armadura em circuito aberto e outra
com os referidos terminais em curto-circuito. Durante as
operações da mesma série, é muitas vezes conveniente
obter dados para o traçado da característica em vazio e
da característica em curto-circuito.
3.13.2 Classes de ensaio para a determinação do rendimento
3.13.2.1 Os ensaios podem ser agrupados em uma das
três seguintes classes:
a) medição das potências absorvida e fornecida por
uma só máquina: consiste geralmente na medição
da potência mecânica absorvida ou fornecida por
uma só máquina;
b) medição das potências absorvida e fornecida por
duas máquinas em oposição (por exemplo, duas
máquinas idênticas ou uma máquina em ensaio
acoplada a uma máquina calibrada): permite
eliminar a medição da potência mecânica absor-
vida ou fornecida pela máquina;
c) medição das perdas reais de uma máquina em
condições determinadas: estas perdas não cons-
tituem geralmente as perdas totais, mas compreen-
dem certas perdas particulares. O método pode,
contudo, ser utilizado para o cálculo das perdas
totais ou de determinadas perdas componentes.
3.13.3 Ensaios para medição das perdas e determinação do
rendimento
3.13.3.1 Este item tem por fim estabelecer métodos para
determinar o rendimento da máquina a partir de ensaios,
e também prescrever métodos para se obterem deter-
minadas perdas, quando estas forem necessárias para
outros fins.
3.13.3.2 São os seguintes:
a) ensaio do freio;
b) ensaio da máquina calibrada;
c) ensaio de oposição mecânica;
d) ensaio de oposição elétrica;
e) ensaio com fator de potência nulo;
f) ensaio de retardamento;
g) ensaio calorimétrico.
3.13.4 Escolhas dos ensaios
A escolha dos ensaios depende da informação desejada,
da precisão exigida e do tamanho da máquina na con-
siderada. Quando há diversos métodos disponíveis, o
método preferencial é indicado.
3.13.5 Precisão
Quando o rendimento ou as perdas totais são obtidas a
partir da potência absorvida e da potência fornecida me-
didas, qualquer imprecisão nessas medições da potência
não melhor de 1%, pode haver nas perdas totais um erro
de 2% da potência absorvida total ou um erro de 2% no
rendimento. Este método apresenta precisão suficiente
em máquinas de rendimento relativamente baixo (inferior
a aproximadamente 90%), para as quais se torna con-
veniente. Alta precisão no rendimento, porém nestas e
em outras máquinas, pode ser obtida pelo cálculo das
perdas a partir de medição direta.
3.13.6 Métodos e ensaios preferenciais
3.13.6.1 O método recomendado para a determinação do
rendimento é o cálculo pela adição das perdas.
3.13.6.2 O ensaio recomendado para determinação das
perdas independentes da corrente é o ensaio fator de
potência unitário sob tensão e freqüência nominais.
3.13.7 Determinação do rendimento pelo ensaio do freio
Quando a máquina for operada com velocidade de rota-
ção, tensão e corrente nominais, o rendimento é tomado
como a relação entre a potência fornecida e a potência
absorvida. Não deve ser feita correção de temperatura
para a resistência do enrolamento.
3.13.8 Determinação do rendimento pelo ensaio com
máquina calibrada
Quando a máquina for operada com velocidade de rota-
ção, tensão e corrente nominais, o rendimento é tomado
como a relação entre a potência fornecida e a potência
absorvida. Não deve ser feita correção de temperatura
para a resistência do enrolamento.
3.13.9 Determinação do rendimento pelo ensaio de oposição
mecânica
Quando máquinas idênticas forem operadas em condi-
ções essencialmente iguais, admitem-se perdas como
distribuídas igualmente e o rendimento é calculado a partir
da potência elétrica absorvida pela máquina que funciona
como motor e de metade das perdas totais.
3.13.10 Determinação do rendimento pelo método de
oposição elétrica
Quando máquinas idênticas forem operadas em con-
dições nominais essencialmente iguais, admitem-se as
perdas supridas pelo sistema elétrico como distribuídas
igualmente e o rendimento é calculado a partir da potência
elétrica absorvida pela máquina que funciona como motor
e de metade das perdas totais.
3.13.11 Determinação do rendimento pelo ensaio de fator
de potência nulo
Quando a máquina for operada com velocidade de ro-
tação, tensão e corrente nominais, as perdas totais serão
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equivalentes à potência absorvida durante o ensaio, cor-
rigida para a diferença entre as correntes de excitação
respectivamente no ensaio e com carga nominal. Ver
3.13.13.3.
3.13.12 Determinação do rendimento pela edição das perdas
No cálculo do rendimento admite-se que a soma das
perdas obtidas da seguinte forma equivale às perdas totais
conforme 3.13.12.1 a 3.13.12.4.
3.13.12.1 Perdas no circuito de excitação
3.13.12.1.1 Perdas I R
e
2
no enrolamento de excitação
São calculadas pela fórmula I R,
e
2
adotando-se para R a
resistência do enrolamento de excitação, corrigida para
a temperatura de referência, e para I
e
o valor da corrente
de excitação correspondente aos valores nominais parti-
culares da máquina, medido durante o ensaio em carga,
ou calculado quando este ensaio não é possível. Se o
valor for determinado por cálculo, o método de cálculo
deve ser fixado mediante acordo entre fabricante e com-
prador.
3.13.12.1.2 Perdas no reostato principal
Estas perdas são calculadas pela fórmula I R,
e
2
onde R é
a resistência da parte do reostato em circuito para os
valores nominais considerados e I
e
é o valor da corrente
de excitação para os valores nominais considerados defi-
nidos como em 3.13.12.1.1. São iguais também ao produto
I
e
U da corrente de excitação, correspondente àqueles
valores nominais particulares, pela tensão U nos terminais
do reostato.
3.13.12.1.3 Perdas elétricas nas escovas
A soma destas perdas deve ser tomada como o produto
da corrente de excitação, nos valores nominais consi-
derados, por uma queda de tensão fixa. A queda de ten-
são admitida para todas as escovas de cada polaridade
é de:
1,0 V para escovas de carbono ou de grafite
0,3 V para escovas de carbono metalizadas
ou seja,
uma queda total de tensão para todas as escovas de
ambas as polaridades de:
2,0 V para escovas de carbono ou de grafite
0,6 V para escovas de carbono metalizadas
A soma das perdas de 3.13.12.1.1 + 3.13.12.1.2 +
3.13.12.1.3 é também igual ao produto I
e
U
e
, sendo I
e
a
corrente de excitação e U
e
a tensão de excitação total.
3.13.12.1.4 Perdas na excitatriz
Nota: O procedimento descrito a seguir aplica-se somente no
caso em que a excitatriz é acionada a partir do eixo principal
e utilizada somente para excitar a máquina síncrona.
a) estas perdas incluem a diferença entre a potência
absorvida no eixo da excitatriz e a potência fornecida
por ela nos seus terminais
(1)
, e as perdas de excitação
de excitatriz, se esta última máquina possuir excitação
independente;
b) se a excitatriz puder ser desacoplada da máquina principal
e ensaiada em separado, a potência absorvida por ela
poderá ser medida pelo ensaio da máquina acionadora
calibrada;
c) se a excitatriz não puder ser desacoplada da máquina
principal, a potência absorvida por ela poderá ser medida
seja pelo ensaio da máquina acionadora calibrada, seja
pelo ensaio de retardamento aplicado ao grupo completo.
Nestes dois ensaios, a potência absorvida pela excitatriz
é obtida como a diferença entre as perdas totais do grupo
medidas sob condições idênticas, primeiro com a
excitatriz em carga, depois com a excitatriz não excitada,
sendo a excitação fornecida por fonte independente;
d) se nenhum destes métodos for aplicável, as perdas
individuais devem ser determinadas de acordo com a
NBR 5165;
e) o método para determinação das perdas no equipamento
de auto-excitação e de regulagem, que recebe a sua
potência absorvida das linhas de corrente alternada
ligadas aos terminais de máquina, deve ser fixado
mediante acordo entre fabricante e comprador.
3.13.12.2 Perdas independentes da corrente
3.13.12.2.1 Ensaio de fator de potência unitário sob tensão
e freqüência nominal
A soma das perdas independentes da corrente é geral-
mente determinada operando-se a máquina como motor
em vazio. A máquina é alimentada com tensão e freqüên-
cia nominais, de modo a funcionar como motor em vazio.
A excitação é ajustada de modo que a máquina absorva
o mínimo de corrente alternada. A potência elétrica absor-
vida menos as perdas I
2
R nos enrolamentos primários e,
se cabível, menos a potência absorvida pela excitatriz,
dá a soma das perdas independentes da corrente.
3.13.12.2.2 Ensaio em circuito aberto
A soma das perdas independentes da corrente de
5.8.5.2.1 + 5.8.5.2.2 + 5.8.5.2.3 da NBR 5117, as perdas
de 5.8.5.2.1 da NBR 5117 e a soma das perdas de
5.8.5.2.2 + 5.8.5.2.3 da NBR 5117 podem ser determi-
nadas, acionando-se a máquina na sua velocidade de
rotação nominal por meio de um motor calibrado. A máqui-
na é excitada por fonte separada, de modo a trabalhar
como gerador em vazio com tensão igual à sua tensão
(1)
A potência fornecida nos terminais da excitatriz é igual à soma das perdas de 3.13.12.1.1 + 3.13.12.1.2 + 3.13.12.1.3 da máquina
principal.
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nominal. A potência absorvida por ela no seu eixo, e que
pode ser calculada a partir da potência absorvida pelo
motor calibrado, dá a soma das perdas independentes
da corrente de 5.8.5.2.1 + 5.8.5.2.2 + 5.8.5.2.3 da
NBR 5117. A soma das perdas de 5.8.5.2.2 + 5.8.5.2.3
da NBR 5117, é obtida de forma idêntica, operando-se a
máquina sem excitação. As perdas no ferro, de 5.8.5.2.1
da NBR 5117, são obtidas por subtração. Em face do
pequeno número de escovas utilizadas em máquinas sín-
cronas, não é, geralmente, possível separar as perdas
por atrito nas escovas da soma das demais perdas in-
dependentes da corrente por meio de ensaio com es-
covas levantadas.
3.13.12.2.3 Ensaio de retardamento
A soma das perdas independentes da corrente de
5.8.5.2.1 + 5.8.5.2.2 + 5.8.5.2.3 da NBR 5117, as perdas
de 5.8.5.2.1 da NBR 5117 e a soma das perdas de 5.8.5.2.2
+ 5.8.5.2.3 da NBR 5117 podem ser determinadas pelo
ensaio de retardamento.
3.13.12.2.4 Ensaio com fator de potência unitário sob tensão
variável
As perdas de 5.8.5.2.1 + 5.8.5.2.2 + 5.8.5.2.3 da
NBR 5117 podem ser separadas, operando-se a máqui-
na como motor na freqüência nominal, mas sob diferentes
tensões. Os valores obtidos, subtraindo-se da potência
absorvida as perdas I
2
R no enrolamento primário, são
postos em gráfico contra o quadrado da tensão. Desta
forma, a baixa saturação, obtém-se uma linha reta que,
extrapolada até tensão nula, dará a soma das perdas de
5.8.5.2.2 + 5.8.5.2.3 da NBR 5117. Em tensão muito bai-
xa, as perdas podem ser elevadas devido a perdas cres-
centes nos enrolamentos secundários com escor-
regamento crescente. Na construção da linha reta, esta
parte do gráfico não deve ser levada em consideração.
Pelo procedimento supra-indicado obtém-se a soma das
perdas de 5.8.5.2.2 + 5.8.5.2.3 e conseqüentemente de
5.8.5.2.1 da NBR 5117. Se for dada partida à máquina,
operada como motor, com o enrolamento secundário
curto-circuitado e se as escovas forem levantadas (o que
é possível se ao gerador de alimentação for dada partida
simultaneamente com o motor), as perdas por atrito nos
mancais e as perdas totais por ventilação são obtidas
sob tensão nula por extrapolação.
3.13.12.2.5 Ensaio com densidade diferentes de hidrogênio
As perdas totais por ventilação podem ser separadas das
perdas por atrito por meio de ensaios a densidade dife-
rentes do gás refrigerante, no caso de máquinas resfriadas
a hidrogênio.
3.13.12.2.6 Ensaio calorimétrico
Em certos casos, as perdas nos mancais podem ser deter-
minadas em separado pelo método calorimétrico. Ensaios
de perdas em mancais de escora, possivelmente combi-
nados com mancais de guia, em máquinas de eixo verti-
cal, devem ser executados somente mediante acordo en-
tre fabricante e comprador.
3.13.12.3 Perdas devidas à carga
3.13.12.3.1 As perdas I
2
R nos enrolamentos da armadura
são normalmente medidas durante o ensaio de curto-
circuito descrito em 3.13.12.4.
3.13.12.3.2 Quando estas perdas devem ser indicadas em
separado, são calculadas a partir da corrente nominal e
da resistência dos enrolamentos, corrigidas para a tem-
peratura de referência.
3.13.12.4 Perdas suplementares
3.13.12.4.1 Salvo especificação diferentes, as perdas de
5.8.5.4.1 + 5.8.5.4.2 da NBR 5117 devem ser deter-
minadas por meio de um ensaio de curto-circuito. A máqui-
na a ser ensaiada é operada na sua velocidade de rotação
nominal, com seu enrolamento primário curto-circuitado;
e excitada de modo a que neste circule a corrente nominal.
O valor obtido subtraindo-se a soma das perdas mecâ-
nicas de 5.8.5.2.2 + 5.8.5.2.3 da NBR 5117 da potência
absorvida no eixo, somado, se cabível, à potência absor-
vida pela excitatriz, representa a soma das perdas devidas
à carga (5.8.5.3 da NBR 5117) e das perdas suple-
mentares de 5.8.5.4 da NBR 5117. Se a reatância de dis-
persão for anormalmente elevada, como no caso de má-
quina de alta freqüência, deve também ser feita correção
para as perdas no ferro. As perdas devidas à carga e as
perdas suplementares variam em sentidos diferentes em
função da temperatura. Considera-se a sua soma inde-
pendente da temperatura, não se fazendo correção à tem-
peratura de referência.
Nota: Reconhece-se que a soma das perdas de 5.8.5.4.1
+ 5.8.5.4.2 da NBR 5117, determinadas desta forma, é ge-
ralmente um pouco mais elevada que as perdas realmente
existentes na carga nominal.
3.13.12.4.2 A potência absorvida no eixo da máquina du-
rante o ensaio de curto-circuito pode ser medida pelo
método da máquina acionadora calibrada de 3.13.13.2,
ou pelo método de retardamento de 3.13.4.
3.13.13 Descrição dos métodos para determinação do
rendimento
3.13.13.1 Generalidades
3.13.13.1.1 O método mais conveniente para se determinar
o rendimento consiste em se medirem separadamente
as perdas. O rendimento em porcentagem é:
gerador
Para um
: Rendimento = 100 -
Perdas x 100
fornecida
Potência
+ Perdas


motor
Para um
: Rendimento = 100 -
Perdas x 100
Pot ência absorvida
3.13.13.1.2 Nos casos em que o motor ou gerador é usado
para se determinar a carga de algum dispositivo acionado
ou acionador, os rendimentos devem ser calculados
usando-se perdas no cobre calculadas na temperatura
real dos enrolamentos durante o ensaio. Se as perdas
I
2
R são dadas a 75°C ou 115°C, elas podem ser corrigidas
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para a temperatura real, multiplicando-se pela relação
dada em 3.4.1.3 em medições de resistência.
3.13.13.1.3 É muitas vezes necessário ensaiar um gerador
para turbina hidráulica com a turbina sem água ou desa-
coplada de algum modo. Neste caso, outra máquina deve
estar disponível para dar partida à máquina em ensaio,
ligando-se eletricamente quando paradas, com a corrente
de excitação, em ambas, aproximadamente igual ao valor
correspondente à tensão nominal em vazio. Na máquina
que funciona como gerador, pode ser necessária uma
corrente um pouco maior que a acima referida. Se a má-
quina deve girar em diversas velocidades de rotação, a
energia deve ser fornecida por uma fonte de freqüência
variável.
3.13.13.1.4 Deve-se esvaziar a água de turbina seguindo
as instruções do seu fabricante. As turbinas de impulso,
em geral, podem ser esvaziadas mesmo durante o seu
acionamento por motor à velocidade de rotação nominal.
As turbinas francis e helicoidais, com algumas exceções,
devem ser esvaziadas quando paradas. Nestas, drena-
se o tubo de sucção pelas válvulas de ar da turbina, se o
rotor se localiza acima do nível jusante. Caso contrário
deve-se deprimir a água neste tubo por ar comprimido ou
bombagem. Os caracóis também devem estar vazios,
para evitar quaisquer vazamentos pelas pás do distri-
buidor, e, a menos que haja válvula borboleta à entrada
do caracol, deve-se drenar todo o conduto forçado. A
água dos seios de turbina causa perdas apreciáveis;
portanto, é preferível fazer o ensaio sem água neles, para
o que se requer a aprovação do fabricante da turbina. Se
os selos não podem funcionar a seco, haverá imprecisão
nos resultados do ensaio.
3.13.13.1.5 Quando os ensaios de geradores para turbina
hidráulica forem feitos com a turbina acoplada, as perdas
totais por atrito e ventilação das unidades devem ser
divididas entre o gerador e a turbina, numa proporção de
acordo com as melhores estimativas dos valores es-
perados para as duas máquinas. Quando houver dados
disponíveis de ensaios em turbinas semelhantes, deve-
se fazer uma estimativa baseada neles.
3.13.13.1.6 Em alguns casos, excitatrizes direta ou indi-
retamente acopladas ao eixo da máquina são usadas
para a excitação durante os ensaios de perdas. A potência
ativa absorvida pela excitatriz deve, neste caso, ser dedu-
zida da potência ativa absorvida total, na determinação
das perdas. Não é recomendado o acoplamento por cor-
reia nos ensaios de determinação de perdas.
3.13.13.2 Ensaio com máquina calibrada
3.13.13.2.1 A máquina, cujas perdas se desejam medir, é
desligada da rede, desacoplada, se necessário, do seu
motor de acionamento e acionada na sua velocidade de
rotação nominal por um motor calibrado, isto é, por um
motor elétrico cujas perdas foram determinadas pre-
viamente com grande precisão, de modo a tornar possível
determinar a potência mecânica que fornece no seu eixo,
conhecendo-se a potência elétrica que absorve e a velo-
cidade de rotação. A potência mecânica transmitida pelo
motor calibrado ao eixo da máquina sob ensaio constitui
uma medida das perdas desta última máquina para as
condições de operação sob as quais o ensaio é realizado.
Neste método, a máquina ensaiada pode ser operada
em vazio, com ou sem excitação, com ou sem escovas,
ou curto-circuitada, o que permite separar as categorias
de perdas.
3.13.13.2.2 O motor calibrado poderá ser um motor de deri-
vação, de preferência do tipo de pólo de comutação, um
motor de indução, um motor síncrono ou uma excitatriz
diretamente acoplada. De preferência, a potência nominal
do motor calibrado deve ser tal que ele opere a não menos
de 25% da sua potência nominal, quando supre as perdas
por atrito e ventilação da máquina na acionada; e a não
mais de 125%, quando supre as perdas por atrito e venti-
lação e as perdas no ferro ou as perdas por atrito e venti-
lação perdas I
2
R na armadura e perdas suplementares.
Isto permite ao motor calibrado operar na parte achatada
da sua característica de rendimento e muitas vezes podem
não ser necessárias correções devidas à variação do ren-
dimento. Para extrema precisão de medição é requerida
uma característica de perdas em função da potência
absorvida, no motor calibrado.
3.13.13.2.3 Este método poderá introduzir grandes erros,
se as máquinas forem aceleradas ou desaceleradas. Por
isso, as leituras devem ser tomadas somente quando a
velocidade de rotação é mantida absolutamente constante
e no valor correto.
3.13.13.2.4 As Figuras 8-a) e 8-b) mostram diagramas de
ligações para os ensaios, com um motor de corrente con-
tínua para acionamento separado. O procedimento usual
consiste em se acionar a máquina na sua velocidade de
rotação nominal até que os mancais atinjam uma tem-
peratura constante e o atrito se torne constante; estas
condições ocorrem quando a potência absorvida do motor
de acionamento se torna constante. A diferença entre a
potência absorvida do motor de acionamento e suas
perdas é igual às perdas da máquina ensaiada.
3.13.13.2.5 Alternativamente o motor calibrado pode ser
substituído por um dinamômetro ou por qualquer outro
motor que acione a máquina sob ensaio por meio de me-
didor de conjugado. Isto permite conhecer o conjugado
transmitido à máquina sob ensaio e conseqüentemente
a potência absorvida por esta última máquina. A potência
ativa absorvida ou fornecida, em quilowatts, é então obtida
pela fórmula:
P =
Cn
9552
Onde:
C = conjugado no dinamômetro, em N x metros
n = velocidade de rotação, em rotação por minuto
(r.p.m)
3.13.13.2.6 Quando esta alternativa for empregada, a velo-
cidade de rotação deve ser medida com extremo cuidado,
por entrar a mesma diretamente no cálculo da potência
absorvida.
3.13.13.2.7 Recomenda-se não fazer o acionamento por
meio de correias.
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3.13.13.3 Ensaio com fator de potência nulo
3.13.13.3.1 A máquina é operada como motor em vazio,
sob velocidade de rotação nominal, com fator de potência
aproximadamente nulo, sendo a corrente de excitação
ajustada de modo a fazer circular a corrente nominal na
armadura.
3.13.13.3.2 Deve ser aplicada uma tensão que produza
perdas magnéticas de mesmo valor que na operação em
vazio sob tensão nominal. Em princípio, a potência reativa
deve ser positiva, ou seja, sobreexcitada, mas se isto for
impossível devido à tensão de excitação insuficiente, o
ensaio pode ser efetuado com absorção de potência
reativa, ou seja, subexcitada.
Nota: A precisão deste método depende da precisão a baixo fa-
tor de potência dos wattímetros utilizados.
Figura 8-a) - Diagrama de ligações para os ensaios em vazio
Figura 8-b) - Diagrama de ligações para os ensaios de curto-circuito
3.13.13.4.1 Este ensaio é particularmente aplicável a má-
quinas síncronas grandes, com considerável inércia. É
empregado principalmente em ensaios feitos após a ins-
talação. Pode ser utilizado também para máquinas de in-
dução e de corrente contínua para as perdas apropriadas
a estas máquinas.
3.13.13.4.2 Mede-se o tempo de retardamento e a veloci-
dade de rotação da máquina, quando esta última diminui
sob diferentes condições entre dois valores predetermi-
nados, por exemplo de 110% a 90% da velocidade de
rotação nominal ou de 105% a 95% da velocidade de
rotação nominal. O tempo variará inversamente com as
perdas médias durante o tempo considerado.
3.13.13.4.3 Este método permite a medição da perda me-
cânica (atrito nos mancais, perdas totais por ventilação e
atrito nas escovas) perdas no ferro com excitações dife-
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rentes e perdas devidas à carga em curto-circuito sob ex-
citações diferentes.
3.13.13.4.4 Para o ensaio, a máquina funciona como motor
em vazio, alimentado por um gerador, durante tempo su-
ficiente para estabilização da temperatura dos mancais.
Se as perdas nos mancais forem garantidas a uma tempe-
ratura determinada destes últimos, a vazão da água no
sistema de refrigeração dos mancais deverá ser ajustada
de modo a obter-se a temperatura especificada.
3.13.13.4.5 A máquina em ensaio é acelerada até uma ve-
locidade de rotação suficientemente acima da velocidade
de rotação a partir da qual o tempo de retardamento é
medido. Desliga-se então a máquina sob ensaio da má-
quina que a alimenta e estabelecem-se as condições de
conexão do enrolamento primário e de excitação a en-
saiar. Isto deve ser feito com rapidez suficiente para que
as condições elétricas permanentes de ensaio tenham
sido atingidas antes do momento em que a velocidade
de rotação decrescente da máquina, durante este inter-
valo, passe pelo limite superior a partir do qual o tempo
de retardamento é medido.
3.13.13.4.6 Nos ensaios de retardamento em vazio, a cor-
rente de excitação e a tensão do estator são medidos
quando a máquina passa pela velocidade de rotação no-
minal. Nos ensaios de retardamento em curto-circuito, a
corrente de excitação e a corrente no estator são medidas
no mesmo instante. O ensaio deve ser executado para
diversas excitações, tanto em vazio como em curto-
circuito.
3.13.13.4.7 O tempo entre os dois limites deve ser medido
com precisão de 2%. O intervalo entre os dois limites es-
colhidos depende da precisão da medição. Um gerador
de ímã permanente ou uma excitatriz pode ser utilizado
como tacômetro.
3.13.13.4.8 No ensaio de retardamento, as medições de-
vem ser efetuadas na mesma faixa de tensão.
3.13.13.4.9 Para obter-se o valor absoluto das perdas, que
ocorrem na máquina durante o correspondente ensaio
de retardamento em vazio no instante da passagem pela
velocidade de rotação nominal, devem ser feitas medições
operando-se a máquina como motor em vazio, a velo-
cidade de rotação nominal e fator de potência unitário e
sob tensão igual a uma das tensões utilizadas em uma
das medições de retardamento, de preferência a tensão
nominal. A potência absorvida, isto é, as perdas, devem
ser medidas com grande precisão.
3.13.13.4.10 Se a inércia da máquina não for conhecida
com suficiente precisão, ela poderá ser determinada por
um ensaio de retardamento com perdas conhecidas
medidas por outro método.
3.13.13.4.11 Repete-se a medição diversas vezes e calcula-
se o valor médio. Em lugar de medir-se diversas vezes
na mesma tensão, podem-se medir diversos pontos em
tensões diferentes, numa faixa de 95% a 105% da tensão
nominal, a fim de obter-se a curva de perdas em função
da tensão em torno da tensão nominal. Estabelece-se a
relação entre as perdas e o tempo de retardamento.
3.13.13.4.12 As perdas em qualquer condição (por exem-
plo: em vazio, em curto-circuito) podem ser calculadas
como o valor da potência absorvida, medida no ensaio
acima, multiplicado pela relação entre o tempo de retar-
damento, no ensaio acima, e o tempo de retardamento
no ensaio real.
3.13.13.4.13 O momento de inércia pode ser calculado de
um ensaio de retardamento pela equação:
J =
45600 Pt

2
δ η
Onde:
45600 =
60 . 10
8
2 3
2
π
Sendo:
J = momento de inércia, em quilogramas metro
quadrado
P = potência absorvida = perdas, em watts
n = velocidade de rotação nominal, em rotações por
minuto
n (1 + δ) = velocidade de rotação superior à nominal,
em relações por minuto, a partir da qual se
iniciam as medições
n (1 - δ ) = velocidade de rotação inferior à nominal,
em rotações por minuto, na qual se termi-
nam as medições
t = tempo, em segundos, entre os dois instantes em
que as velocidades de rotação são respectiva-
mente n (1 + δ) e n (1 - δ).
3.13.13.4.14 O ensaio de retardamento é feito a partir de
uma velocidade de rotação n (1 + δ) até uma velocidade
de rotação n (1 - δ).
3.13.13.4.15 No ensaio de retardamento, a excitação da
máquina ensaiada deve ser de preferência excitação em
separado. Serão assegurados resultados mais satisfató-
rios, se a excitação em separado utilizada for variável, de
modo a permitir o ajuste da corrente de excitação para os
vários valores de excitação requeridos e mantidos cons-
tantes durante o ensaio. Pode ser utilizada, no entanto,
uma excitatriz diretamente acoplada, se o intervalo de
velocidade de rotação no retardamento for pequeno (por
exemplo, 105% a 95%). Neste caso, a corrente de excita-
ção deve ser mantida tão constante quanto possível e a
potência absorvida pela excitatriz deve ser considerada
no cálculo dos resultados. Deve ser feita a correção ade-
quada para as perdas no circuito de excitação levando-
se em conta também que pode haver certa diferença entre
a corrente de excitação no ensaio de retardamento e a
corrente de excitação no ensaio em vazio, se bem que a
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tensão seja a mesma. É, no entanto, necessária excitação
em separado para a excitatriz.
3.13.13.4.16 Os ensaios de retardamento não devem ser
realizados com os transformadores ligados, porque as
perdas nos transformadores serão incluídas.
3.13.13.4.17 A máquina em ensaio deve ser levada meca-
nicamente até a sobrevelocidade desejada por meio de
um motor de acionamento ou uma excitatriz diretamente
acoplada, se de capacidade suficiente, ou pela própria
turbina (ver 3.13.13.1) ou eletricamente por meio de uma
máquina alimentadora. Em alguns casos pode ser ne-
cessário partir por meio da turbina e em seguida operar a
máquina como motor até que o nível de água no tubo de
sucção esteja abaixo do rotor.
3.13.13.4.18 Na medição das perdas pelo método de retar-
damento pode ser feita uma considerável economia de
tempo ressincronizando-se as máquinas alimentadora e
em ensaio, sem pará-las. Logo que a máquina em ensaio
é desconectada, a chave de campo da máquina alimen-
tadora é aberta e esta é imediatamente levada até 20%
ou 25% abaixo da velocidade de rotação inicial, sendo
deixado em vazio. Logo que a máquina em ensaio atinge
10% abaixo da velocidade de rotação nominal, a corrente
de excitação é ajustada no valor usado para a sincroni-
zação das duas máquinas e a sua chave de campo é
aberta. Após alguns segundos para deixar a corrente de
excitação extinguir-se, as duas máquinas sem excitação
são interconectadas e ambas as chaves de campo fe-
chadas simultaneamente. Se a velocidade de rotação da
máquina em ensaio não caiu abaixo da velocidade de
rotação da máquina alimentadora, as duas máquinas
arrancarão juntas e poderão ser levadas até a sobreve-
locidade para outro ensaio.
3.13.13.4.19 Em algumas montagens de usinas são omi-
tidos os equipamentos de manobra de baixa tensão e a
única ligação de baixa tensão possível entre máquina é
através de chaves desligadoras na barra de transferência
de baixa tensão. Em tal arranjo é possível realizar os
ensaios de retardamento como indicado acima, levando-
se as máquinas até aproximadamente 15% de sobre-
velocidade, abrindo-se ambas as chaves do campo, e,
após deixar um tempo adequado (5 s a 10 s) para o campo
se extinguir, abrindo-se chaves desligadoras e fechando-
se o campo da máquina em ensaio com a tensão de ex-
citação ajustada para dar a corrente de excitação reque-
rida. Deve ser admitida uma sobrevelocidade inicial su-
ficiente para permitir o crescimento da corrente de ex-
citação até o seu valor estável antes de a velocidade de
rotação da máquina cair a 10% de sobrevelocidade. Este
tempo é mais longo quando se medem perdas em vazio
do que quando se medem perdas em curto-circuito,
devido à diferença entre as constantes de tempo em vazio
e em curto-circuito; como é necessária, porém, manobra
adicional para se estabelecer o curto-circuito da máquina
no caso das perdas em curto-circuito, a sobrevelocidade
inicial requerida para ambas as condições é aproxima-
damente do mesmo valor. O efeito do crescimento do
campo é bastante perceptível na parte inicial da curva de
retardamento e as leituras desta parte não deveriam ser
usadas na determinação das perdas.
3.13.13.4.20 Para obtenção de valores precisos de velo-
cidade de rotação e, se necessário, leituras correspon-
dentes e simultâneas de outras grandezas, pode ser em-
pregado um contador eletrônico de tempo, que, atuando
por impulsos proporcionais à velocidade de rotação da
máquina em ensaio, exponha a leitura durante um período
de tempo determinado também por certo número de ro-
tações. O sinal “LER” é dado quando a mudança de
“CONTAR” para “EXPOR” ocorre. O número de impulsos
correspondentes à duração de cada um dos períodos é
dado por dispositivos internos do contador ou por unida-
des lógicas digitais associadas ou não a dispositivos inter-
nos do contador. O intervalo de cada um dos períodos
“EXPOR” pode ser considerado como a média dos dois
períodos “LER” imediatamente antecedente e subse-
qüente a ele. As leituras de valores elétricos são consi-
deradas como ocorrendo no centro do intervalo “EXPOR”.
A secante aos outros intervalos de tempo entre leituras
sucessivas pode ser considerada como a tangente à cur-
va; por meio de interpolação podem ser obtidos valores
mais precisos. O método acima exposto permite leituras
bastante precisas e a tangente obtida por interpolação
calculada é bastante mais precisa que a obtida por in-
terpolação gráfica. A análise dos resultados, sendo in-
dependente de gráficos, pode ser feita no campo com
uma régua de cálculo, evitando-se retorno aos ensaios,
devido a resultados espúrios, erros grosseiros, etc. O
impulso de controle pode ser formado em um pick-up
atuado por um ímã permanente, por uma célula fotoelétrica
atuada por um disco perfurado preso a uma parte rotativa
da máquina, ou método equivalente.
3.13.13.4.21 O método abaixo de tomar leituras da velo-
cidade de rotação dará curvas tempo-velocidade de
rotação muito coerentes e precisas. Se a máquina em
ensaio tiver uma excitatriz diretamente acoplada, deve-
se de preferência excitar esta por meio de uma bateria de
tensão constante. Se não houver excitatriz diretamente
acoplada, um pequeno gerador de corrente contínua, ex-
citado em separado por uma bateria de tensão constante,
deve ser montado no eixo do gerador. Devem ser feitas
ligações adequadas, de modo que a tensão de armadura
da excitatriz ou do gerador de corrente contínua esteja
em oposição à tensão de outra bateria. A escolha de ba-
terias para este fim dependerá da tensão da excitatriz ou
do gerador de corrente contínua. Ver Figura 9 para um
diagrama típico de ligações.
3.13.13.4.22 Devem ser escolhidos dois voltímetros de
baixa tensão, um para ler a tensão da bateria aproxima-
damente no fim da escala e outro, com uma escala cerca
de cinco vezes menor que a anterior, para ler a diferença
entre a tensão da bateria e a tensão da excitatriz. A tensão
da bateria deve ser tal que a diferença de tensão entre a
excitatriz seja aproximadamente zero a uma velocidade
de rotação 10% abaixo da velocidade de rotação nominal
da máquina em ensaio. A tensão do voltímetro diferencial
será lida, portanto, no fim da escala a 10% de sobreve-
locidade. A velocidade de rotação é proporcional ao valor
que se obtém somando a tensão da bateria com a di-
ferença de tensões. Se, por meio da freqüência do sis-
tema, de um tacômetro de precisão, for determinada uma
velocidade de rotação correspondente a um valor da di-
ferença de tensão compreendido na sua faixa de variação,
as velocidades de rotação desconhecidas, durante os
L
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c
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n
ç
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18
NBR 5052/1984
ensaios de retardamento, podem ser obtidas por propor-
ção direta como segue:
Seja:
U
B
= tensão da bateria
U
D
= diferença de tensão
n
C
= velocidade de rotação conhecida
U
DC
= diferença de tensão na velocidade de rotação
conhecida n
C
n = velocidade de rotação a ser determinada
Figura 9 - Medição de velocidade de rotação por meio de tensões contínuas
Então:
n = n
U + U
U + U
U .
n
U + U

c
D B
Dc B
D
c
DC B
·
Di ferença
de velocidade de rotação em relação à velo-
cidade de rotação base.
=U
n
U + U
+
n . U
U + U

n . U
U + U
=
D
c
Dc

B
c B
Dc

B
c B
Dc

B

¸

1
]
1

¸

1
]
1 V e l o c i -
dade de rotação na qual U
D
= 0
3.13.13.4.23 A precisão deste método repousa no fato de
que a quantidade de n
1
- n
2
medida com a mesma ordem
de precisão que n e t. Como as perdas são proporcionais
a
n - n
t
,
1 2
o valor de (n
1
- n
2
) deve ter a mesma precisão
de n e t. Esta precisão é obtida pelo uso de um voltímetro
diferencial que na realidade mede o valor (n
1
- n
2
). Ver
3.13.13.4.26 e 3.13.13.4.30 para explicação dos símbolos
acima. Como todas as leituras são do mesmo grau de
precisão, a velocidade de rotação pode ser lida a
intervalos de tempo constantes com a mesma precisão
que as leituras de tempo. Tomando-se as leituras a inter-
valos de tempo constantes, os resultados são mais facil-
mente marcados e verificados.
3.13.13.4.24 Algumas precauções devem ser tomadas para
assegurar a obtenção de valores precisos da velocidade
de rotação. A tensão da bateria (U
B
) deve ser da ordem
de 10% ou menos da tensão nominal de excitatriz, para
que o campo da excitatriz possa ser alimentado por baixa
corrente, que não produza aumento de temperatura su-
ficiente para alterar substancialmente o valor da resis-
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tência do campo. A tensão da bateria (U
B
) e a diferença
de tensão conhecida (U
DC
) devem ser verificadas de hora
em hora, para assegurar que os valores não foram alte-
rados pela descarga da bateria ou pela variação da tem-
peratura ambiente. Uma verificação útil, após o ensaio
em vazio para determinação das perdas no ferro, consiste
em traçar U
D
em função da tensão do gerador de corrente
alternada, desde que a excitação do gerador tenha sido
mantida constante durante o ensaio; o traçado será uma
reta cortando a ordenada de tensão zero em -U
B
, sempre
que a velocidade de rotação da máquina usada como ta-
cômetro for proporcional à velocidade de rotação da
máquina em ensaio. Esta verificação deve ser feita sempre
que se usar como tacômetro uma excitatriz ou um gerador
de corrente contínua acionado por correia, para compro-
var que sua velocidade de rotação é proporcional à da
máquina em ensaio. Em caso contrário, o prolongamento
da reta não interceptará a ordenada de tensão zero em
-U
B
. Pela mesma razão o voltímetro diferencial deve ser
cuidadosamente aferido com o voltímetro da bateria.
3.13.13.4.25 Para vários intervalos (quando se usa o con-
tador eletrônico de tempo) ou para várias velocidades de
rotação (quando é usado o tacômetro), acima e abaixo
da velocidade de rotação nominal, devem ser registradas
a corrente de excitação e a tensão ou a corrente de arma-
dura. Devem ser realizadas operações sem corrente de
excitação e operações com quatro a sete valores dife-
rentes da corrente de excitação nas condições em vazio
e em curto-circuito.
3.13.13.4.26 Com os dados de ensaio pode ser traçada
uma série de curvas velocidades de rotação-tempo. A Fi-
gura 10 mostra curvas de retardamento levantadas para
um gerador. Para cada curva, as perdas em qualquer ve-
locidade de rotação podem ser calculadas pela seguinte
fórmula:
P = 0,2796 . 10 GD n
dn
dt
-6 2
Onde:
P = perdas, em quilowatts
G = peso das partes girantes, em Newton
D = diâmetro de giração das partes girantes, em
metros
n = velocidade de rotação em rotações por minuto,
na qual as perdas devem ser determinadas
dn
dt
= inclinação da curva velocidade de rotação-
tempo na velocidade de rotação n, em rotações
por minuto por segundo
Figura 10 - Curvas de retardamento
1 - Máquina em vazio não excitada
2 - Máquina em vazio excitada à tensão nominal
3 - Máquina em curto-circuito com 85% da corrente nominal
4 - Máquina em curto-circuito com corrente nominal
5 - Máquina em curto-circuito com 110% da corrente nominal
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NBR 5052/1984
3.13.13.4.27 Um método preciso para levantamento
das curvas de velocidade de rotação-tempo, a partir da
contagem de rotações, é traçar um gráfico do número
de rotações em função do tempo, para pequenos
intervalos de tempo iguais, unindo-se com linhas retas
os pontos obtidos das leituras feitas. O número de rotações
que ocorre em cada intervalo de tempo, dividido pelo
intervalo de tempo, é a velocidade de rotação média. O
intervalo de tempo deve ser suficientemente longo para
permitir uma precisa contagem de rotações e sufi-
cientemente curto para que se possa admitir que a
velocidade de rotação média ocorre quase exatamen-
te no meio do intervalo. As velocidades de rotação em
função do tempo devem ser marcadas no meio do
intervalo de tempo considerado, unindo-se depois os
pontos obidos por uma curva, para eliminar irregu-
laridades devidas a erros nos pontos individuais. O valor
de declividade da curva, no meio do intervalo de tem-
po, é determinado dividindo-se a diferença entre as
velocidades de rotação no início e no fim do interva-
lo pelo intervalo de tempo. Os valores da declivida-
de
dn
dt
devem ser marcadas e os pontos obtidos unidos
por uma curva. Todas as curvas velocidade de rotação-
tempo devem ser traçadas em uma mesma folha de papel
e todas as curvas velocidade de rotação
dn
dt
em uma
folha.
3.13.13.4.28 Os resultados de ensaios obtidos com tacô-
metro são analisados de maneira similar, mas neste caso
as curvas velocidade de rotação-tempo são traçadas dire-
tamente a partir das leituras. As declividades são deter-
minadas como descrito em 3.13.13.4.27, para intervalos
de tempo iguais, ou traçando-se tangentes às curvas velo-
cidade de rotação-tempo.
3.13.13.4.29 As perdas em quilowatts são determinadas
pela fórmula de 3.13.13.4.26 e marcadas em função de
velocidade de rotação, desenhando-se uma curva suave
através dos pontos. As perdas na velocidade de rotação
nominal são, então, lidas diretamente nesta curva.
3.13.13.4.30 Um método prático para se obterem as perdas
na velocidade de rotação nominal, a partir da curva velo-
cidade de rotação-tempo, é escolher velocidade de rota-
ção n
1
e n
2
, “A” rpm acima e abaixo, respectivamente, da
velocidade de rotação nominal n
n
. Os valores t
1
e t
2
obtidos
da curva são os tempos correspondentes em segundos.
As perdas são:
P = 0,5591 . 10
GD . n . A
t - t
-6
2
n
2 1
3.13.13.4.31 No caso de as curvas de retardamento serem
levantadas para velocidades de rotação decrescentes a
partir de velocidade de rotação abaixo da nominal, isto é,
quando a máquina é levada até a velocidade de rotação
inicial de ensaio pela corrente alternada de freqüência
nominal, as perdas devem ser calculadas nas várias
velocidades de rotação abaixo da nominal e tão próximas
dela quanto possível, para cada condição de excitação.
As curvas de perdas em função da velocidade de rotação
podem ser traçadas e extrapoladas até a velocidade de
rotação nominal para se obter o valor aproximado das
perdas na velocidade de rotação nominal.
3.13.13.4.32 O ensaio do motor calibrado pode ser utilizado
na obtenção do valor absoluto das perdas em lugar do
método em vazio.
3.13.13.5 Ensaio em oposição
3.13.13.5.1 Este método é aplicável quando houver dispo-
níveis duas máquinas idênticas. Elas são acopladas me-
cânica e eletricamente de forma a funcionarem respec-
tivamente como motor e gerador, com velocidade de rota-
ção nominal. O acoplamento mecânico deve ser efetuado
de modo a manter a relação correta entre ângulos de fa-
se. O valor da potência transmitida depende da diferença
entre ângulos de fase das máquinas. A temperatura real,
na qual são efetuadas as medições, deve ser a mais próxi-
ma possível da temperatura de operação e não deve ser
feita correção ulterior. As perdas de máquinas acopladas
são fornecidas por uma rede à qual são ligadas, ou por
um motor de acionamento calibrado, ou por um variador
de tensão ou então por uma combinação destes meios.
3.13.13.5.2 O valor médio das correntes de armadura é
ajustado para o seu valor nominal; o valor médio das ten-
sões das duas armaduras é superior ou inferior à tensão
nominal de um valor igual à queda de tensão, depen-
dendo de as máquinas se destinarem ao emprego, res-
pectivamente como gerador ou como motor.
3.13.13.6 Determinação do rendimento pelo método
calométrico
3.13.13.6.1 Generalidades
A máquina funciona nas condições para as quais deve
ser determinado o rendimento. As perdas totais são obti-
das, calculando-se o calor absorvido pelo meio refrige-
rante e adicionando-lhe as perdas não determinadas ca-
lorimetricamente. O cálculo calorimétrico pode ser reali-
zado das duas seguintes maneiras:
a) medem-se a vazão do meio refrigerante bem como
a elevação de temperatura, calculando-se através
destas as perdas absorvidas;
b) a elevação de temperatura do meio refrigerante
na máquina sob carga é comparada com a eleva-
ção de temperatura resultante da absorção de uma
potência qualquer eletricamente mensurável, sob
vazão constante (método calorimétrico compa-
rativo).
Nota: O método calorimétrico permite a determinação direta do
rendimento, mesmo quando este for muito elevado, bem
como das perdas individuais. Requer certa perícia na técni-
ca de medição, sendo em alguns casos o único método
aplicável. No caso de máquinas resfriadas a ar ou outro
gás, devem-se empregar dutos especiais para execução
do ensaio; o método é de aplicação menos difícil para o
caso de máquinas resfriadas a água. Em cada ponto de
medição deve ser aguardado o regime contínuo. Na de-
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terminação das perdas totais devem ser computadas as
seguintes perdas, desde que não tenham sido determi-
nadas pelo método calorimétrico:
a) perdas nas excitatrizes e seus reostatos, quando
aqueles forem acionadas pelo eixo da máquina;
b) perdas nos anéis coletores;
c) perdas nos mancais e retentores;
d) perdas por irradiação e convecção.
No caso de sistema de resfriamento em circuito fechado,
mede-se geralmente o calor absorvido pelo refrigerante
líquido.
3.13.13.6.2 Procedimento
a) máquinas resfriadas a ar:
Para determinação da vazão e da elevação de
temperatura do ar refrigerante, subdividem-se os
dutos de entrada e saída adequadamente, por
exemplo, por meio de arames ou fios, em número
suficiente de seções parciais z, de acordo com a
seguinte fórmula:
z = (50 ... 100) A ∑
Onde ∑A é a seção transversal total do duto de ar
em metros quadrados. Devem ser feitas medições
de velocidade e de elevação de temperatura em
cada uma das seções transversais parciais, e deve
ser calculada a média de cada uma destas gran-
dezas, a qual será considerada média parcial. De-
ve ser calculada a média global das médias par-
ciais respectivamente, de velocidade e de eleva-
ção de temperatura. Se nenhuma média parcial
tiver afastamento maior de 10% em relação à mé-
dia global de cada uma dessas grandezas, os res-
pectivos valores dessas médias globais serão con-
siderados os valores de velocidade e de elevação
de temperatura. Se a dispersão dos valores excede
o especificado acima, a potência absorvida pela
corrente de ar deve ser calculada de acordo com
as fórmulas seguintes para cada seção parcial na
entrada e na saída de ar, computando-se a potên-
cia acima do nível de referência arbitrário (por
exemplo, temperatura ambiente e velocidade do
ar nulas). Estas potências são somadas tanto para
as seções parciais de entrada, como para as se-
ções parciais de saída, e os dois valores subtraídos
um do outro para determinação da potência total
absorvida pela corrente de ar. Para uma medição
tão precisa quanto possível os dutos devem ser
dispostos de forma a permitir escoamento de ar
bem homogêneo. A velocidade do ar é medida em
cada seção parcial por meio de anemômetro (roda
com hélices: aferir, se possível, antes e depois da
medição) e cronômetro, ou por meio de tubo de
Pitot tipo Prandtl. A velocidade resulta da diferença
das pressões Pd nos dois tubos:
V =
0,204 Pd
ρ
Onde:
V = velocidade do ar, em metros por se-
gundo
Pd= pressão dinâmica, em Pa
ρ = 3,48 x 10
-3
.
P
T
é a massa específica do
ar, em quilogramas por metro cúbico
T = temperatura absoluta do ar, em
Kelvins
P = pressão estática, em Pa
O valor médio das pressões dinâmicas medidas
P , P , ... P
d
1
d
2
d
n
é determinado pela fórmula:
P
P + P + ... P
n
dmed
d1 d2 dn
·
A vazão do ar refrigerante em metros cúbicos por
segundo é então:
Q = V
med
∑A
Onde:
∑A = soma de todas as seções parciais (igual
à seção transversal total do duto), em
metros quadrados
V
med
= média das velocidades do ar me-
didas nas seções parciais
Nota: Se, nos casos de circulação fechada, a vazão do
ar que sai nos refrigeradores deve ser medida
próxima dos mesmos, então é necessário tomar
cuidado para que a medição não seja falseada
devido a contrações locais entre os radiadores e
pontos de medição, ou devido ao represamento
entre o fim do duto de medição e a parede do duto
de circulação.
Se as condições mencionadas de homogeneidade
da correnteza estiverem cumpridas, mede-se a
elevação de temperatura média do ar refrigerante
∆θ, de preferência por meio de pares termoelétricos,
os quais são distribuídos pelas seções parciais dos
dutos de entrada e saída e ligados em série. Se
estiverem dispostos pares termoelétricos em
número igual nos dutos de entrada e saída e o flu-
xo de ar for homogêneo, a precisão da medida
pode ser aumentada, pela ligação em oposição
dos dois grupos de pares termoelétricos. As perdas
absorvidas pelo ar são, então:
P
v
= Qρ cp ∆θ
onde se substituem de preferência grandezas do
sistema internacional (SI).
P
v
= perdas, em quilowatts
cp = 1,00 é o calor de massa do ar sob pres-
são constante em quilojoules por quilo-
grama por grau Celsius
ρ = conforme fórmula acima
L
i
c
e
n
ç
a

d
e

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s
o

e
x
c
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i
v
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p
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A
.
22
NBR 5052/1984
Se a velocidade do ar na saída for diferente daquela
na entrada, deve ser adicionada, às perdas P
v
obtidas da vazão do ar e da elevação de tempera-
tura, a potência P
c
, gasta na aceleração do ar v
o
até v. Esta é:
P =
Q .
2000
. (v - v ), em quilowatts c
2
o
ρ
No método calorimétrico comparativo monta-se no
duto de ar, depois da seção de saída da máquina,
uma resistência elétrica uniformemente distribuída
sobre a seção transversal do duto. Mede-se a dife-
rença de temperatura antes e depois desta resis-
tência. Se, para uma potência P
v
na resistência
elétrica, o ar se aquece de ∆θ°C, então o calor
retirado pelo ar de resfriamento na máquina sob
carga é:
P . P v v

·


θ
θ
Onde:
∆ θ · elevação de temperatura do ar de
resfriamento na máquina sob carga
Uma variante do método calorimétrico comparativo
consiste em se medirem as diferenças de tempe-
ratura para duas condições de funcionamento da
máquina nas quais as perdas podem ser determi-
nadas por meio de aparelhos elétricos de medição.
A máquina é acionada, por exemplo, como motor
em vazio e de preferência em tensões a mais baixa
possível e a mais alta possível. Medem-se, no pri-
meiro caso, as perdas P
V1
e a diferença de tempe-
ratura ∆θ
1
e, no segundo caso, P
V2
e ∆θ
2
. As perdas
totais da máquina sob carga, correspondentes a
uma elevação de temperatura medida ∆θ do ar
refrigerante, são:
P =
-
. (P - P )
v
2 1
v2 v1

∆ ∆
θ
θ θ
Nesta variante do método calorimétrico compa-
rativo não é necessário levar em conta o calor reti-
rado por outro meio a não ser pelo ar refrigerante
mensurável. Nos casos em que deve ser levado
em conta o calor retirado por outros meios que o ar
refrigerante, determina-se a potência cedida por
irradiação e convecção, por exemplo, pela seguin-
te fórmula aproximada:
P
s
= 10 ... 20 ∆θ
s
A
s
em watts, onde:
∆θ = elevação de temperatura da superfície
radiante sobre a temperatura do ar am-
biente, em graus Celsius
A
s
= área radiante da máquina, em me-
tros quadrados
b) procedimento para máquinas resfriadas a líquido:
Para medição da vazão empregam-se contadores
de vazão de líquidos, bocais ou tubos Venturi, mon-
tados no encanamento ou pesa-se o líquido refri-
gerante escoado num intervalo de tempo deter-
minado, recolhido num recipiente. As temperaturas
do líquido refrigerante devem ser medidas com
precisão de no mínimo 0,1°C, visto ser geralmente
muito pequena a diferença entre as temperaturas
de entrada e de saída. Em certas circunstâncias é
necessário, para maior precisão de medida, au-
mentar a elevação de temperatura do líquido re-
frigerante em cerca de 10°C pela redução da va-
zão do mesmo. As perdas absorvidas pelo líquido
refrigerante são calculadas pela fórmula:
P
v
= c ∆θ Q
m
Onde se substituem vantajosamente as grandezas
do sistema internacional:
P
v
= perdas, em quilowatts
c = 4,1842 é o calor de massa da água a
15°C; em quilojoules por quilograma
por grau Celsius
Q
m
= ao fluxo da água refrigerante, em qui-
logramas por segundo
∆θ = diferença de temperatura entre en-
trada e saída, em graus Celsius
3.14 Ensaio de elevação de temperatura
3.14.1 Método termométrico de medição da temperatura
3.14.1.1 Procedimento
3.14.1.1.1 Na medição da temperatura por meio de ter-
mômetros de resistência ou pares termoelétricos, estes
instrumentos devem ser aplicados à parte mais quente
da máquina acessível aos termômetros de mercúrio ou
de álcool.
3.14.1.1.2 Nos termômetros de mercúrio ou de álcool deve
ser examinada a continuidade da coluna. Os termômetros
de mercúrio ou álcool devem ser colocados nas máqui-
nas, de modo que o bulbo fique abaixo de qualquer outra
parte do termômetro. Cada bulbo de termômetro ou ele-
mento sensível do dispositivo de medição deve estar em
contato com a parte da qual se deseja medir a temperatura
e isolado do ar circundante por uma almofada ou apenas
pela massa suficiente para assegurar o contato. Não
deverá haver uma restrição apreciável da ventilação na-
tural da máquina pelos instrumentos de medição. Não se
deve usar termômetros de mercúrio onde haja campos
magnéticos variáveis ou móveis.
3.14.1.1.3 O núcleo e bobinas de armadura de algumas
máquinas fechadas podem não ser facilmente acessíveis.
Se, para obtenção das temperaturas, for usado o método
termométrico, os termômetros utilizados podem ser colo-
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cados sobre estas partes e os terminais levados para fo-
ra do invólucro.
3.14.2 Método de medição da temperatura por resistência
3.14.2.1 Procedimento
a) a elevação de temperatura dos enrolamentos pode
ser obtida pela seguinte proporção:
t + k
t + k
=
R
R
2
1
2
1
Onde:
k = inverso do coeficiente de temperatura
da resistência 0°C do material consi-
derado
= 235 para o cobre
= 228 para o alumínio
R
2
= resistência do enrolamento no fim do
ensaio, em ohms
R
1
= resistência inicial do enrolamento (a
frio), em ohms
t
2
= temperatura do enrolamento no fim do
ensaio, em graus Celsius
t
1
= temperatura do enrolamento (a frio) no
momento da resistência inicial, em
graus Celsius
t
a
= temperatura do meio refrigerante no fim
do ensaio, em graus Celsius
Para fins práticos utiliza-se a seguinte fórmula
alternativa:
t - t =
R - R
R
(k + t ) + t - t
2 a
2 1
1
1 1 a
Para enrolamentos compostos de materiais
diferentes (por exemplo, cobre e alumínio), deve
ser utilizado um valor intermediário da constante
k, proporcionalmente às respectivas quantidades
de cada material;
b) quando a temperatura de um enrolamento é de-
terminada pela resistência, a temperatura inicial
do enrolamento (a frio), medida com termômetro,
deve ser praticamente a do meio refrigerante.
3.14.3 Método de medição da temperatura por superposição
Ver Anexo A.
3.14.4 Generalidades
3.14.4.1 Na preparação de um ensaio de elevação de
temperatura, a máquina deve ser isolada de correntes de
ar oriundas de polias, correias e outras máquinas adjacen-
tes, pois ao contrário os resultados obtidos não merece-
riam confiança. Uma levíssima corrente de ar pode causar
discrepâncias nos resultados do ensaio de elevação de
temperatura; portanto, quando necessário, um adequado
anteparo de lona deve ser usado para proteger a máqui-
na. Deve-se ter cuidado, entretanto, para que o anteparo
não interfira na ventilação natural da máquina, e para
que, no piso, haja suficiente distância entre as máquinas,
para permitir a livre circulação do ar. Em condições nor-
mais, uma distância de 2 m é suficiente.
3.14.4.2 Ao se iniciar o ensaio de elevação de temperatura,
todos os instrumentos devem ser calibrados, para segu-
rança de que não haja erros nos instrumentos ou efeitos
de fluxo de dispersão. Os instrumentos ligados no circuito
de excitação devem ser lidos e a resistência calculada e
comparada com a medição anterior (ver 3.14.7.3). Quando
há instrumentos ligados ligados nos circuitos de entrada
e saída, convém calcular o rendimento da máquina ou
grupo. Não se determina assim o rendimento com preci-
são, porém pode-se controlar eventuais erros. O fator de
potência deve, também, ser verificado no início da ope-
ração.
3.14.4.3 No início do ensaio de elevação de temperatura
da máquina do regime de tempo limitado, a temperatura
da máquina não deve diferir em mais de 5°C da tempe-
ratura ambiente.
3.14.5 Medição da temperatura do meio refrigerante durante
os ensaios de elevação de temperatura
3.14.5.1 Temperatura do meio refrigerante
Como valor da temperatura do meio refrigerante num en-
saio de elevação de temperatura deve ser adotada a mé-
dia das leituras dos termômetros tomadas em intervalos
iguais de tempo durante a última quarta parte da duração
do ensaio.
3.14.5.2 Variação de temperatura do meio refrigerante
A fim de se evitarem erros devidos à variação lenta da
temperatura de máquinas grandes e às variações rápidas
de temperatura do meio refrigerante, devem ser tomadas
as precauções razoáveis para reduzir estas variações e
os erros resultantes.
Nota: Uma forma conveniente para tal recipiente de óleo consiste
em um cilindro de metal com um furo aberto axialmente no
seu interior. Este furo é cheio com óleo e o termômetro é
colocado dentro dele com o seu bulbo completamente
imerso. A velocidade de resposta do termômetro às va-
riações de temperatura dependerá muito do tamanho, qua-
lidade do material e massa do recipiente, podendo ser,
além disso, regulada pelo ajuste da quantidade de óleo no
reservatório. Quanto maior a máquina em ensaio, maior
deve ser o cilindro de metal empregado como recipiente
de óleo na determinação da temperatura do ar de resfria-
mento. O menor tamanho do recipiente de óleo empregado
em qualquer caso deve ser um cilindro de metal de 25 mm
de diâmetro e 50 mm de altura.
3.14.5.3 Máquinas abertas resfriadas por ar ambiente ou
por gás
A temperatura do ar ambiente ou do gás deve ser medida
por meio de vários termômetros, colocados em vários
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pontos em torno da máquina, a meia altura da mesma,
distantes 1 m ou 2 m dela e protegidos de correntes e de
irradiação de calor.
3.14.5.4 Máquinas fechadas com trocadores de calor
externos, ventilação forçada, com dutos de ventilação
A temperatura do meio refrigerante deve ser medida na
entrada da máquina.
3.14.5.5 Máquinas fechadas com trocadores de calor internos
3.14.5.5.1 A temperatura do meio refrigerante é medida
na saída dos trocadores de calor. No caso de máquinas
com trocadores de calor resfriados a água, a temperatura
da mesma deve ser medida na entrada do trocador de
calor.
3.14.5.5.2 Quando máquinas abertas são localizadas par-
cialmente abaixo do nível do piso, em poço, a temperatura
do rotor é referida à média ponderada das temperaturas
do poço e da sala; o peso de cada uma das temperaturas
deve ser baseado nas porcentagens da máquina situadas
dentro e acima do poço. As partes do estator constante-
mente dentro do poço devem ser referidas à temperatura
ambiente dentro do mesmo.
3.14.6 Método de aplicação da carga
3.14.6.1 Sempre que praticável, as máquinas síncronas
devem ser ensaiadas em condições tais que as suas per-
das se aproximem o mais possível daquelas que exis-
tiriam sob condições nominais ou especificadas de carga.
O ensaio de elevação de temperatura deve de preferência
ser realizado sob condições nominais de tensão, corrente,
fator de potência e freqüência até a máquina atingir equi-
líbrio térmico.
3.14.6.2 Quando não for praticável o ensaio nas condições
de carga nominal, podem ser empregados outros méto-
dos, entre os quais os seguintes:
a) método de fator de potência nulo;
b) método de circuito aberto e de curto-circuito;
c) método de circuito aberto e de curto-circuito, inter-
mitentemente.
3.14.6.3 Entre os métodos indicados em 3.14.6.2, usa-se
de preferência o do fator de potência nulo. Este método
consiste em se fazer circular corrente na armadura, sob
tensão nominal ou reduzida e a um fator de potência
aproximadamente igual a zero, mediante a sobre-
excitação da máquina em ensaio. Os valores de tensão e
da corrente da armadura devem ser escolhidos levando-
se em consideração os valores relativos das perdas no
ferro e nos enrolamentos. As perdas do sistema podem
ser supridas mecanicamente, acionando-se a máquina
em ensaio a partir de uma máquina motriz separada, ou
podem ser supridas eletricamente operando-se a má-
quina em ensaio como um motor síncrono sobreexcitado.
Este método é aplicável a muitas máquinas de freqüências
normalizadas conforme exposto a seguir:
a) compensadores síncronos: para compensadores
síncronos, este método reproduz as condições de
carga nominais e nenhuma correção é necessária
nas elevações de temperatura observadas;
b) geradores e motores com fator de potência nomi-
nal igual ou inferior a 0,9: as elevações de
temperatura da armadura de geradores e motores
síncronos com fator de potência nominal igual ou
inferior a 0,9, quando ensaiados com fator de
potência nulo, podem diferir um pouco das
elevações de temperatura com o fator de potência
nominal, porém a diferença não justifica uma
correção da elevação de temperatura observada,
exceto em certos casos como os de máquinas
abertas de baixa velocidade de rotação. As perdas
no enrolamento de excitação diferem consi-
deravelmente daquelas nas condições nominais
de funcionamento e as elevações de temperatura
dos enrolamentos de excitação observadas de-
vem ser adequadamente corrigidas;
c) geradores e motores com fator de potência no-
minal superior a 0,9: em geradores e motores com
fator de potência nominal superior a 0,9 (e par-
ticularmente aqueles com fator de potência
unitário), o método do fator de potência nulo pode
ser impraticável a não ser que se ensaie a máquina
com potência aparente reduzida, em condições
que resultem em perdas nos enrolamentos de
excitação correspondentes à carga nominal. A
decisão de reduzir a tensão ou a corrente da
armadura depende da grandeza relativa das
perdas no ferro e nos enrolamentos em caso
particular.
3.14.6.4 O método de circuito aberto e de curto-circuito
consiste em dois ensaios separados, um em circuito aberto
e tensão nominal e o outro em curto-circuito e corrente
nominal da armadura. A elevação de temperatura nos
dois ensaios, da qual deve ser deduzida uma vez a ele-
vação de temperatura correspondente às perdas por atrito
e ventilação que, na soma, aparece duplicada. Esta ele-
vação de temperatura será obtida de um ensaio de ele-
vação de temperatura com excitação nula. Para resultados
precisos podem ser necessárias correções adicionais de
pequena importância. Outro ensaio de elevação de tem-
peratura, sem carga e com sobretensão, pode ser ne-
cessário à obtenção de resultados significativos para a
elevação de temperatura dos enrolamentos de excitação.
3.14.6.5 O método de circuito aberto e de curto-circuito in-
termitente consiste em operar a máquina alternativamente
em circuito aberto e em curto-circuito com o campo ajus-
tado em cada condição para se obterem as perdas totais
aproximadamente iguais às perdas com a carga nominal.
As corrente de excitação para as duas condições são de-
terminadas pelo ensaio das perdas no ferro em circuito
aberto e pelo ensaio das perdas suplementares. O tempo
para cada condição no início da operação pode ser
30 min, e no fim da operação deve ser reduzido a 5 min.
3.14.7 Leituras de temperatura
3.14.7.1 As temperaturas obtidas pelo método do termô-
metro devem ser medidas durante o ensaio e, também,
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após a parada da máquina. Os instrumentos de medição
devem ser dispostos de modo que indiquem as mais altas
temperaturas, exceto os destinados à medição da tem-
peratura do ar na entrada e saída, que devem indicar os
valores médios. As partes onde devem ser feitas medi-
ções de temperatura são as seguintes:
- bobina da armadura, pelo menos em quatro lu-
gares (ver 3.14.1.1.3);
- núcleo da armadura, pelo menos em quatro
lugares (ver 3.14.1.1.3);
- para máquinas fechadas, ar de entrada, 4 a 6
termômetros;
- ar expelido da carcaça ou dos dutos de des-
carga;
- carcaça;
- mancais (quando parte da máquina).
3.14.7.2 A temperatura do enrolamento da armadura das
máquinas equipadas com detectores embutidos devem
ser determinadas pelo método do detector embutido, du-
rante o ensaio de elevação de temperatura e, também,
após a parada da máquina, até que as temperaturas co-
mecem a decrescer.
3.14.7.3 Quando as temperaturas do enrolamento de ex-
citação são determinadas pelo método da resistência, as
medições devem ser feitas durante o ensaio de elevação
de temperatura e a temperatura final deve ser calculada
a partir da última leitura da tensão e da corrente de ex-
citação tomada antes da parada. A tensão de excitação
deve ser medida nos anéis coletores e não nas escovas,
e deve ser assegurado um contato contínuo, especial-
mente no caso de anéis coletores ranhurados. Quando
as máquinas têm bobinas de campo acessíveis a termô-
metros após a parada, as temperaturas tomadas por este
método fornecem uma ventilação útil da temperatura
obtida pelo método da resistência (ver 3.14.8.2).
3.1.4.8 Duração do ensaio
3.1.4.8.1 Em máquinas para regime contínuo ou para regi-
me contínuo equivalente, o ensaio de elevação de tem-
peratura deve prosseguir até o equilíbrio térmico. No caso
de máquinas para regime de tempo limitado, para as
quais não se estabeleceu um regime contínuo equiva-
lente, o ensaio de elevação de temperatura deve prosse-
guir durante o tempo especificado para o regime de tempo
limitado.
3.14.8.2 Devem ser colocados termômetros nos anéis co-
letores, pontas dos pólos, enrolamentos de gaiola, e enro-
lamentos de excitação, tão rapidamente quanto possível,
após as partes girantes terem parado. As temperaturas
máximas devem ser registradas.
3.14.8.3 Quaisquer medições de resistência necessárias
à determinação da temperatura, que não possam ser to-
madas durante o ensaio, devem ser efetuadas tão rapi-
damente quanto possível após a parada.
3.14.8.4 Nos casos em que a temperatura pode ser medida
somente depois da parada da máquina, a curva de resfria-
mento deve ser traçada, determinando-se os primeiros
pontos o mais rapidamente possível. Existem duas pos-
sibilidades:
a) se a curva de resfriamento obtido a partir do instante
da parada da máquina apresentar valores de-
crescentes uniformemente, a temperatura no ins-
tante de desligamento pode ser obtida por ex-
trapolação;
b) se medições sucessivas efetuadas depois do des-
ligamento indicarem temperaturas que primeiro
crescem para depois decrescerem, a extrapolação
indicada em a) torna-se inaplicável. Admite-se
então a maior temperatura observada como tem-
peratura máxima medida, exceto se na vizinhança
dos pontos de medição houver outros pontos da
mesma parte com limites de elevação de tem-
peratura superiores aos do ponto de medição con-
siderado. Neste último caso é suficiente adotar a
primeira das leituras feitas.
3.14.8.5 A extrapolação deve ser efetuada somente se a
primeira medida de temperatura for efetuada após os
seguintes intervalos de tempo depois do desligamento.
Potência nominal Intervalo de tempo decorrido
após o desligamento
kVA (kW) s
≤ 50 30
> 50 ≤ 200 90
3.14.8.6 Em máquinas com um lado de bobina por ranhura
pode ser utilizado o método da resistência, desde que a
parada da máquina ocorra em tempo suficientemente cur-
to, como, por exemplo, dentro de 90 s depois de desligada
a energia. Se a parada ocorrer mais de 90 s depois de
desligada a energia, mediante acordo entre fabricante e
comprador, pode ser utilizado o método da superposição.
3.14.8.7 No caso de máquinas com inércia considerável,
o método da extrapolação deve ser utilizado somente
mediante acordo entre fabricante e comprador.
3.14.8.8 Em mui tos casos as temperaturas mai s
importantes podem ser obtidas durante o ensaio por meio
de termômetros, detectores embutidos e resistências
determinadas quando a máquina está girando. Pode ser
impraticável parar a máquina num tempo suficientemente
curto para se obterem leituras de confiança pelos
termômetros aplicados após a parada. Em tais casos é
permissível omitir a leitura da temperatura após a parada.
3.15 Ensaio velocidade de rotação-conjugado para
motor síncrono
3.15.1 Método com motor acoplado à carga
3.15.1.1 Ensaio
3.15.1.1.1 Um método muito usado para se fazer o ensaio
de velocidade de rotação-conjugado consiste em se aco-
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plar um gerador de corrente contínua ao motor em ensaio.
Durante este ensaio o campo do motor é fechado através
do seu resistor de partida normal. Este ensaio deve ser
executado com uma tensão tão alta quanto possa ser
aplicada aos terminais do motor sem aquecimento ex-
cessivo, e que deve ser pelo menos 50% da tensão no-
minal. A velocidade de rotação do motor para uma tensão
nos terminais é ajustada pela variação da carga do ge-
rador.
3.15.1.1.2 Neste ensaio, as leituras são tomadas desde a
velocidade de rotação zero até a velocidade de rotação
máxima, como se o motor fosse de indução. Para cada
velocidade de rotação, tomam-se leituras de velocidade
de rotação, tensão, corrente e potência ativa do motor
síncrono e tensão, corrente da armadura e corrente de
excitação do gerador de corrente contínua, e registra-se
o valor da resistência de campo. Deve-se tomar cuidado
para não sobreaquecer o rotor nas velocidades de ro-
tação reduzidas.
3.15.1.2 Cálculo dos resultados
A potência ativa fornecida do motor é a soma da potência
fornecida do gerador de corrente contínua e suas perdas.
As perdas do gerador usado no ensaio, devem ser pre-
viamente determinadas.
Conjugado do motor (por unidade) =
·
soma da potência fornecida do gerador e suas perdas
em kW
potência nominal do motor em kW
x


x
velocidade de rotação nominal do motor
velocidade de rotação real do motor
Este valor do conjunto deve ser corrigido para a tensão
nominal pelo fator:
tensão nominal
tensão do ensaio


2
¸
¸

_
,

O valor assim obtido é apenas aproximado.
3.15.2 Método de aceleração
3.15.2.1 No método de aceleração o motor simplesmente
gira em vazio em seus mancais, partindo com uma tensão
reduzida, escolhida de modo que a sua velocidade de
rotação leve cerca de 1,5 min para crescer de 30% a
100%: o conjugado é computado pelas leituras da potên-
cia ativa ou pelas curvas velocidade de rotação-tempo.
Em alguns casos, a velocidade de rotação mínima de
partida é tal que a máquina atinge a velocidade de rotação
plena em menos de 1,5 min. Neste caso deve ser mantida
uma tensão mais baixa e a máquina deve partir, usando-
se polias ou aplicando-se momentaneamente uma tensão
maior.
3.15.2.2 O método de aceleração pode também ser usado
se a máquina está em carga, desde que sejam tomadas
leituras simultâneas de potência ativa à velocidade de
rotação. O método velocidade de rotação-tempo, en-
tretanto, não deve ser usado no cálculo do conjugado.
3.15.2.3 O motor síncrono deve ser ligado a uma fonte de
corrente alternada de potência adequada, freqüência
nominal constante e tensão ajustável. A corrente de linha
pode exceder consideravelmente a corrente nominal, mes-
mo com tensão reduzida, de modo que se deve tomar
cuidado para não sobreaquecer os enrolamentos. O mo-
tor deve partir com o campo curto-circuitado através do
seu resistor, que deve ser usado durante todo o ensaio.
O tacômetro deve ser rigorosamente ajustado, de modo
a não haver deslizamento durante a rápida aceleração.
Leituras à velocidade de rotação zero devem ser feitas
como segue. Depois de uma experiência preliminar para
assegurar que o motor partirá, a tensão deve ser reduzida
até o ponto exato em que o motor deixa de partir (se esta
tensão é muito baixa, por exemplo, 10% da nominal, o
rotor deve ser bloqueado e usada uma tensão maior).
Devem, então, ser feitas leituras de: tensão de linha (as
três tensões); corrente de linha (em todas as fases);
potênci a ati va de l i nha (com doi s wattímetros);
temperatura do enrolamento do estator (ao se completar
cada conjunto de ensaio).
3.15.2.4 Estas leituras devem ser repetidas pelo menos
para três diferentes posições do rotor em relação ao
estator. Em uma das posições, as leituras devem ser to-
madas à metade da tensão previamente usada. Se a
corrente de linha não for proporcional à tensão, leituras
devem ser tomadas em várias outras tensões para se
estabelecer uma curva de impedância.
3.15.3 Leituras durante a aceleração
3.15.3.1 Preliminarmente dá-se partida no motor com a
mínima tensão com que ele parte e observam-se as lei-
turas de potência ativa, corrente e tensão de linha. Esta
operação deve ser repetida para várias posições do rotor.
Ajusta-se em seguida a tensão, de modo que o motor
leve cerca de 1,5 min para ir de 30% a 100% de velocidade
de rotação. Em geral nenhuma leitura, exceto velocidade
de rotação e tempo, precisa ser tomada entre 0% e 30%
de velocidade de rotação, pois nesta gama a tensão e a
corrente de linha serão provavelmente muito desequi-
libradas, de modo que seriam necessárias leituras em to-
das as fases, Por coincidência, nesta gama, as leituras
(médias) variam pouco. De 30% de velocidade de rotação
até sincronismo, devem ser tomadas leituras simultâneas,
a intervalos de 5 s de: tensão de linha (uma tensão); cor-
rente de linha (em uma fase) potência ativa absorvida
(com dois wattímetros); corrente induzida no enrolamento
de excitação; velocidade de rotação pelo tacômetro; tempo
em segundos; temperatura do enrolamento do estator ao
se completar cada conjunto de leituras. Algumas vezes
pode ser necessário usar uma tensão diferente para uma
parte da operação de aceleração, a fim de obterem-se
leituras satisfatórias, especialmente quando há uma que-
da considerável no conjunto a meia velocidade de ro-
tação. Isto deve ser feito, entretanto, como operação sepa-
rada, uma vez que a tensão deve ser sempre mantida
aproximadamente constante enquanto as leituras estão
sendo tomadas. Cada ensaio deve ser efetuado pelo me-
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nos duas vezes, preferivelmente três vezes, e à mesma
tensão, para assegurar dados precisos. Numa máquina
trifásica, a leitura de um wattímetro será usualmente
negativa; isto deve, naturalmente, ser verificado antes de
se iniciar o ensaio.
3.15.3.2 Além destas leituras na aceleração, dados para
uma curva velocidade de rotação-tempo, podem ser to-
mados no retardamento. Partindo-se da velocidade sín-
crona, abrem-se os circuitos da armadura e do enrola-
mento de excitação e lê-se o tacômetro a intervalos re-
gulares, freqüentemente o bastante para se terem 20 ou
mais leituras entre 100% e 30% da velocidade de rotação
nominal. Filmagem de todas as leituras dos instrumentos
pode ser útil na obtenção de leituras precisas.
3.15.4 Cálculo dos resultados
3.15.4.1 O primeiro passo é marcar num gráfico todos os
dados obtidos nas repetidas operações, em função das
leituras do tacômetro. Marcam-se as leituras dos medi-
dores, incluindo-se as leituras de ambos os wattímetros e
o tempo em segundos. Incluem-se, também, os valores
médicos das leituras à velocidade de rotação zero. Tra-
çam-se, então, curvas médias suaves através dos pontos
marcados. Se não for possível traçar curvas suaves, há
provavelmente alguma coisa errada e os ensaios devem
ser repetidos.
3.15.4.2 A fim de corrigir o atraso de tempo inerente aos
tacômetros, é aconselhável considerar como 100% da
velocidade de rotação o valor no qual a corrente induzida
no enrolamento de excitação chega a zero. Se a leitura
da corrente induzida no enrolamento de excitação não
chegar a zero, é porque o motor não conseguiu atingir a
velocidade síncrona; neste caso as curvas devem ser
extrapoladas até a corrente de excitação zero ou o ensaio
deve ser repetido a uma tensão maior. Calculam-se em
seguida a potência ativa absorvida, as perdas no estator
e as perdas no rotor todas as tensão de ensaio. As perdas
no estator incluem as perdas I
2
R, calculadas com a cor-
rente observada e com a resistência na temperatura dos
enrolamentos durante o ensaio, perdas suplementares e
perdas no ferro na tensão de ensaio. A diferença entre a
potência ativa absorvida e as perdas no estator dá as
perdas no rotor, na tensão de ensaio. Estas naturalmente
incluem as perdas por atrito e ventilação, que não devem
ser subtraídas.
3.15.4.3 A seguir os dados são corrigidos para a tensão
nominal: as leituras de corrente de linha e da corrente
induzida no enrolamento de excitação são aumentadas
em proporção direta; as perdas no rotor e a potência ativa
absorvida com o quadrado da relação das tensões. A
leitura da corrente induzida no enrolamento de excitação
aparece, então, em ampéres, porém a corrente de linha e
o conjugado (originado no rotor) são expressos em por
unidade dos nominais. O conjugado em por unidade do
nominal é igual à potência ativa absorvida do rotor, em
quilowatts, dividida pela potência nominal, em quilowatts.
Traçam-se então, curvas do conjugado, da corrente de
linha e da corrente induzida no enrolamento de excitação
em função da velocidade de rotação entre 0% e 100%, e
para a tensão nominal entre linhas, usando-se uma escala
adequada. Os pontos de ensaio devem ser assinalados
nessas curvas. Nota-se que haverá uma certa porção de
conjugado síncrono a 100% de velocidade de rotação
que deve ser desprezada (a curva do conjugado deve
sempre atingir o valor zero a 100% de velocidade de ro-
tação).
3.15.5 Método substitutivo para levantar a curva do
conjugado
Nas máquinas sem carga externa, duas curvas veloci-
dade de rotação-tempo, uma durante a aceleração com a
máquina ligada à rede e outra durante o retardamento,
com a máquina desligada, oferecem um meio conveniente
para se determinar o conjugado. Estas curvas devem ser
traçadas numa escala ampla. Inicialmente devem-se
dispor em tabelas os valores da aceleração e do retar-
damento para os pontos de mesma velocidade de rotação
das duas curvas; estes valores são expressos conveni-
entemente em rotações por minutos por segundo, e
podem ser obtidos traçando-se tangentes à curva ve-
locidade de rotação-tempo. Somam-se então, os valores
de aceleração e retardamento para cada ponto (deve-
se notar que os mesmos valores de retardamento podem
ser usados com diferentes curvas de aceleração). Esta
soma deve ser multiplicada pelo seguinte fator:
K =
GD x velocidade síncrona (em rpm)
197000 x potência nominal (em kW)
2

O produto dá o conjugado expresso em “por unidade” do
conjugado nominal, para a tensão de ensaio, e deve ser
corrigido para a tensão nominal, multiplicando-se pela
relação:
tensão nominal
tensão de ensaio

2
¸
¸

_
,

3.15.6 Freio de Prony ou método do dinamômetro
A curva velocidade de rotação-conjugado pode, também,
ser levantada usando-se um freio de Prony ou um dina-
mômetro.
3.15.7 Corrente com rotor bloqueado e conjugado com rotor
bloqueado
3.15.7.1 Estes dois ensaios são efetuados para se deter-
minar a potência necessária para partida do motor e o
conjugado desenvolvido. O ensaio pode ser efetuado com
um freio de Prony ou uma viga rigidamente presa ao eixo
do motor e com sua extremidade livre repousando sobre
uma balança, para medir o conjugado desenvolvimento.
Deve ser empregada fonte de corrente alternada de
tensão variável. O campo deve ser posto em curto-circuito
através de seu resistor, se for usada a partida com o campo
fechado. Neste ensaio, os enrolamentos do estator e o
enrolamento amortecedor aquecem-se muito rapida-
mente e, portanto, o ensaio deve ser feito tão rapidamente
quanto possível. Devem ser tomadas leituras para cada
uma de várias tensões sucessivamente menores, a maior
tensão deve dar uma corrente máxima com rotor
bloqueado não superior a duas e meia vezes a corrente
nominal. Diversos pontos devem ser levantados para
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várias posições diferentes do rotor. Devem ser regis-
trados, em cada ponto, tensão, corrente, potência ativa e
conjugado. A corrente com o rotor bloqueado e a potência
ativa variam proporcionalmente à tensão e ao quadrado
da tensão respectivamente, salvo efeitos de saturação
em máquinas grandes de alta velocidade de rotação,
máquinas para com enrolamento reduzido ou máquinas
construídas com ranhuras fechadas para o enrolamento
amortecedor. Os dados dos ensaios podem ser marcados
como mostra a Figura 11.
3.15.7.2 Se não houver meios de se medir o conjugado, o
rotor deve ser bloqueado e as mesmas leituras elétricas
devem ser tomadas. Subtraindo-se da potência ativa
absorvida do motor, para cada tensão aplicada, as cor-
respondentes perdas suplementares do estator, obtém-
se a potência transferida ao rotor ou o conjugado com
rotor bloqueado, em quilowatts. O conjugado sob tensão
nominal é calculado multiplicando-se qualquer um dos
valores já obtidos pelo quadrado da relação entre a
tensão nominal nominal e a tensão de ensaio. Para má-
quinas que partem com o enrolamento reduzido ou má-
quinas com enrolamentos de excitação para duas
velocidades de rotação, este método dá erros que podem
ser apreciáveis e, portanto, o conjugado com rotor blo-
queado deve ser determinado om o emprego do freio,
como descrito em 3.15.6.
3.16 Conjugado máximo em sincronismo
3.16.1 O conjugado máximo em sincronismo pode ser de-
terminado carregando-se a máquina como motor síncrono
até que ela saia de sincronismo e lendo-se a potência
ativa absorvida do instante de saída de sincronismo.
3.16.2 Se for impraticável a realização deste ensaio, o
conjugado máximo em sincronismo pode ser calculado
pela seguinte fórmula:
Conjugado máximo em sincronismo, por unidade
=
K . I
cos I
fn
fk
(baseado no conjugado correspondente à potência ativa
nominal).
I
fn
= corrente de excitação com carga nominal
cos = fator de potência nominal
I
fk
= corrente de excitação obtida da característica
em curto-circuito no ponto correspondente à
corrente nominal
K = fator devido ao conjugado de relutância. Este
fator pode ser obtido do fabricante da má-
quina (variação usual de K: 1,0 a 1,25)
3.17 Grandezas de máquinas síncronas
3.17.1 Generalidades
3.17.1.1 Os ensaios descritos a seguir têm por objetivo a
determinação de grandezas características de máquinas
síncronas trifásicas.
3.17.1.2 Não se exige a execução, em dada máquina, de
um ou todos os ensaios descritos a seguir. A execução
de determinados ensaios deve ser feita mediante acordo
entre fabricante e comprador.
3.17.1.3 Os ensaios para a determinação de grandezas
de máquinas síncronas devem ser executados em má-
quina isenta de defeitos, depois de desligados todos os
dispositivos de regulação automática. Salvo especificação
diferente, os ensaios devem ser realizados na velocidade
de rotação nominal.
Figura 11 - Características com rotor bloqueado
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3.17.1.4 Os instrumentos indicadores de medição e os
seus acessórios devem, salvo especificação diferente,
ser de classe de precisão 1,0 ou melhor e os instrumentos
utilizados na determinação das resistências em corrente
contínua devem ser de classe de precisão 0,5 ou melhor,
ambos de acordo com a Publicação IEC 51, enquanto
não vigorar norma brasileira equivalente. Não se espe-
cifica a classe de precisão do equipamento oscilográfico
de medição; entretanto, este deve ser escolhido, levando-
se em conta a freqüência nominal da máquina a ser en-
saiada, de modo que as leituras sejam feitas na parte
retilínea da amplitude de oscilação do equipamento
móvel, em função da freqüência. A medição da velocidade
de rotação das máquinas síncronas pode ser feita por
meio do método estroboscópico ou por meio de ta-
cômetros (mecânicos ou elétricos). Quando a máquina
gira na velocidade síncrona, acionada por seus próprios
meios ou por outra máquina, é permitido medir-se a fre-
qüência por meio de frequencímetro em lugar de medir-
se a velocidade de rotação.
3.17.1.5 A temperatura dos enrolamentos da máquina deve
ser medida em todos os casos em que as grandezas a
determinar dependem da mesma, ou quando é neces-
sário conhecê-la, devido a condições de segurança da
máquina durante os ensaios. Nos casos em que as tem-
peraturas possam exceder transitoriamente valores se-
guros, recomenda-se iniciar os ensaios somente depois
de a máquina ter girado em vazio com resfriamento nor-
mal ou tenha ficado em repouso durante tempo suficiente
para assegurar baixa temperatura de partida. As tem-
peraturas devem ser cuidadosamente vigiadas ou pre-
determinadas, de forma que o ensaio possa ser suspenso
antes de elas se tornarem excessivas.
3.17.1.6 Durante o ensaio, os enrolamentos devem ser
geralmente ligados como para operação normal. A
determinação de todas as grandezas é feita, consi-
derando-se os enrolamentos da máquina ligados em
estrela, salvo quando forem usadas conexões especiais,
por exemplo em triângulo aberto. Se na realidade o enro-
lamento da armadura estiver em triângulo, os valores das
grandezas obtidas, procedendo-se de acordo com esta
Norma, corresponderão a um enrolamento equivalente
ligado em estrela.
3.17.1.7 Todas as grandezas características devem ser
designadas em valores por unidade, considerando-se
como básicos os valores nominais de tensão (U
n
) e de
potência (S
n
). Neste caso, a corrente básica será:
I =
S
3 U
n
n
n
e a impedância básica:
Z =
U
S
=
S
3 I
n
n
2
n
n
n
2
Quando for conveniente, os cálculos intermediários po-
derão ser efetuados com grandezas físicas, com subse-
qüente conversão da grandeza ao valor por unidade.
Recomenda-se exprimir o tempo em segundos. Nos cál-
culos de características e no traçado de gráficos, a corrente
de excitação correspondente à tensão nominal na ca-
racterística em vazio é tomada como valor básico da cor-
rente de excitação. Se a máquina possuir diversos valores
nominais, devem ser indicados aqueles escolhidos como
básicos. Salvo especificação diferente, o sistema acima
indicado é o adotado nesta Norma. As grandezas em va-
lores por unidade são indicadas por letras minúsculas e
as grandezas em valores físicos por letras maiúsculas.
3.17.1.8 Nas fórmulas dadas nesta Norma para a de-
terminação das reatâncias de máquinas síncronas, a re-
sistência de seqüência positiva de armadura, salvo espe-
cificação diferente, é considerada desprezível. Nos casos
em que a resistência de seqüência positiva da armadura
for superior a 0,2 da reatância medida, as fórmulas devem
ser consideradas aproximadas.
3.17.1.9 Os métodos experimentais de determinação
descritos nesta Norma correspondem à teoria largamente
aceita dos dois eixos das máquinas síncronas, com repre-
sentação aproximada de todos os circuitos adicionais ao
enrolamento de excitação e aos circuitos estacionários
relacionados a este, por meio de dois circuitos equiva-
lentes, um ao longo do eixo direto e outro ao longo do ei-
xo em quadratura desprezando-se a resistência da ar-
madura ou levando-a em conta somente de maneira apro-
ximada. Em conseqüência desta representação aproxi-
mada de uma máquina, consideram-se nesta Norma as
seguintes grandezas no estudo dos fenômenos transi-
tórios:
a) três reatâncias (síncrona, transitória e subtran-
sitória) e duas constantes de tempo (transitória e
subtransitória) ao longo do eixo direto;
b) duas reatâncias (síncrona e subtransitória) e uma
constante de tempo (subtransitória) ao longo do
eixo em quadratura;
c) a constante de tempo de curto-circuito da ar-
madura.
Admite-se como base para estas constantes de tempo
um decréscimo exponencial das componentes das
grandezas consideradas (corrente, tensões, etc.). Se a
curva dos valores medidos da componente em questão
não decrescer como uma exponencial pura, como, por
exemplo, no caso de uma máquina de rotor cilíndrico, a
constante de tempo deve normalmente ser interpretada
como o tempo necessário para a componente decrescer
até 1/ε ≈ 0,368 do seu valor inicial. As curvas de decrés-
cimo exponencial correspondentes a estas constantes
de tempo devem ser consideradas como curvas equi-
valentes que substituem as curvas reais resultantes das
medições.
3.17.1.10 As grandezas de máquinas síncronas variam
com a saturação dos circuitos magnéticos. Na prática utili-
zam-se tanto os valores saturados como os valores não
saturados. Nesta Norma, salvo especificação diferente,
considera-se como “valor saturado” de uma grandeza o
seu valor sob tensão nominal (da armadura) e como “valor
não saturado” o seu valor sob corrente nominal (da arma-
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dura), para todas as grandezas exceto a reatância sín-
crona, que não é definida como valor saturado. O valor
sob tensão nominal (da armadura) de uma grandeza
correspondente às condições do campo da máquina no
momento de um curto-circuito instantâneo do enrolamento
da armadura a partir de condições de operação em vazio,
sob tensão e velocidade de rotação nominais. O valor
sob corrente nominal (da armadura) de uma grandeza
corresponde a uma condição, na qual o valor nominal da
componente simétrica fundamental da corrente da ar-
madura, que determina esta grandeza particular, é igual
à corrente nominal.
3.17.2 Métodos de determinação
3.17.2.1 Reatância síncrona do eixo direto X
d
A reatância síncrona de eixo direto X
d
, correspondente
ao estado não saturado, é determinada a partir da ca-
racterística em vazio e da característica em curto-circuito
trifásico permanente.
3.17.2.2 Relação de curto-circuito K
c
É determinada a partir da característica em vazio e da
característica em curto-circuito trifásico permanente.
3.17.2.3 Reatância síncrona de eixo em quadratura X
q
É determinada pelos seguintes ensaios:
a) excitação negativa;
b) baixo escorregamento;
c) ensaio em carga, com medição do ângulo de car-
ga.
Os ensaios a) e b) são recomendados.
3.17.2.4 Reatância transitória de eixo direto X
d’
É determinada pelos seguintes ensaios:
a) curto-circuito trifásico instantâneo;
b) restabelecimento da tensão;
c) por cálculo a partir dos valores de X
d
e de τ
do’
e de
τ
d’
, determinados em ensaios, efetuando-se este
cálculo por meio da fórmula dada em 3.17.3.48. O
ensaio de curto-circuito trifásico instantâneo é
recomendado. Permite determinar os valores sa-
turado e não saturado de X
d’
.
3.17.2.5 Reatância subtransitória de eixo X
d"
3.17.2.5.1 É determinada pelos seguintes ensaios:
a) curto-circuito trifásico instantâneo;
b) restabelecimento da tensão;
c) aplicação de tensão com o rotor em ambas as po-
sições relativas ao eixo do campo do enrolamento
da armadura;
d) aplicação de tensão numa posição arbitrária do
eixo polar.
O ensaio de curto-circuito trifásico instantâneo é reco-
mendado. Permite determinar os valores saturado e não
saturado de X
d"
. Os métodos de aplicação de tensão (c e
d) podem ser utilizados no caso do valor não saturado de
X"
d
, mas geralmente não são praticáveis no caso do valor
saturado, em vista das elevadas exigidas e do possível
aquecimento excessivo das partes maciças.
3.17.2.6 Reatância subtransitória de eixo em quadratura
X
q
"
É determinada pelos seguintes ensaios:
a) aplicação de tensão com o rotor em ambas as po-
sições relativas ao campo do enrolamento da ar-
madura: eixo direto e eixo em quadratura;
b) aplicação de tensão numa posição arbitrária do
eixo polar.
Estes dois ensaios são praticamente equivalentes e são
empregados para determinar o valor não saturado. Estes
ensaios geralmente não são praticáveis no caso do valor
saturado em vista das elevadas correntes exigidas e do
possível aquecimento excessivo das partes maciças.
3.17.2.7 Reatância de seqüência negativa X
2
É determinada pelos seguintes ensaios:
a) curto-circuito permanente entre duas fases;
b) seqüência negativa.
O ensaio de curto-circuito permanente é recomendado.
Esta reatância também pode ser obtida por cálculo a partir
dos valores X"
d
e X"
q
obtidos em ensaios; o cálculo é
efetuado por meio da equação de 3.17.3.48.2.
Nota: Quando a corrente circulante contém harmônicos, obtêm-
se para X
2
um valor diferente do valor que se obteria na
pressuposição de corrente senoidal pura. O valor correto
de X
2
, no entanto, é o determinado com corrente senoidal
pura.
3.17.2.8 Resistência de seqüência negativa R
2
É determinada como indicada em 3.17.2.7.
Nota: Para esta resistência pode ser obtido um valor diferente,
se for utilizada a componente fundamental de uma corrente
que também contenha harmônicos.
3.17.2.9 Reatância de seqüência zero X
0
É determinada pelos seguintes ensaios:
a) aplicação de uma tensão monofásica às três fases
ligadas em série (em triângulo aberto) ou em pa-
ralelo;
b) curto-circuito permanente entre dois condutores
de linha e neutro.
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O ensaio de aplicação de uma tensão monofásica às três
fases ligadas em série é preferencial.
3.17.2.10 Resistência de seqüência zero R
0
É determinada como indicado em 3.17.2.9.
3.17.2.11 Reatância de Potier X
p
É determinada de acordo com 3.17.3.6.
3.17.2.12 Resistência sob corrente contínua da armadura
R
a
e do enrolamento de excitação R
f
São determinadas pelos seguintes ensaios:
a) tensão e corrente;
b) ponte simples ou ponte dupla.
O ensaio da ponte simples não é permitido para a medição
de resistências inferiores a 1 Ω.
3.17.2.13 Resistência de seqüência positiva R
1
A resistência de seqüência positiva do enrolamento da
armadura é determinada como indicado em 3.17.3.48.
3.17.2.14 Constante de tempo transitória de eixo direto, em
circuito aberto τ ττ ττ’
do
É determinada pelos seguintes métodos:
a) corrente de excitação decrescente com o enro-
lamento da armadura em vazio;
b) restabelecimento da tensão;
c) cálculo a partir dos valores de X
d
(ver 3.17.2.1) de
X’
d
(ver 3.17.2.4) e de τ’
do
(ver 3.17.2.14) obtidos
em ensaio por meio da fórmula dada em 3.17.3.48.
O ensaio de corrente de excitação decrescente é reco-
mendado.
3.17.2.15 Constante de tempo transitória de eixo direto, em
curto-circuito τ ττ ττ’
d
É determinada pelos seguintes ensaios:
a) curto-circuito trifásico instantâneo;
b) corrente de excitação decrescente com o enro-
lamento da armadura em curto-circuito;
c) cálculo a partir dos valores de X
d
(ver 3.17.2.1), de
X’
d
(ver 3.17.2.4) e de T’
do
(ver 3.17.2.14), obtidos
em ensaio, por meio da fórmula dada em 3.17.3.48.
Se X’
d
for determinada por meio de um ensaio de curto-
circuito trifásico instantâneo, τ’
d
deve ser determinada por
meio do mesmo ensaio; em todos os outros casos o ensaio
da corrente de excitação decrescente com o enrolamento
da armadura em curto-circuito é recomendado.
3.17.2.16 Constante de tempo subtransitória de eixo direto,
em curto-circuito τ ττ ττ"
d
É determinada pelo ensaio de curto-circuito trifásico ins-
tantâneo.
3.17.2.17 Constante de tempo de curto-circuito da armadura
τ ττ ττ
a
É determinada por meio de um ensaio de curto-circuito
trifásico instantâneo pelos seguintes métodos:
a) por decréscimo da componente periódica da cor-
rente no enrolamento de excitação (ver 3.17.3.16
e 3.17.3.17-e));
b) por decréscimo das componentes aperiódicas da
corrente nos enrolamentos de fase da armadura
(ver 3.17.3.16 e 3.17.3.17-e));
c) por cálculo a partir dos valores de K
2
(ver 3.17.2.17)
e de R
a
(ver 3.17.2.12) por meio da fórmula dada
em 3.17.3.48.4.
O método do decréscimo da componente periódica da
corrente no enrolamento de excitação é recomendado.
3.17.2.18 Tempo de aceleração τ ττ ττ
j
O tempo de aceleração de uma ou mais máquinas é de-
terminado pelos seguintes ensaios:
a) oscilação do rotor suspenso por um cabo;
b) oscilação com pêndulo auxiliar;
c) retardamento em vazio;
d) retardamento com carga, operando-se a máquina
como motor;
e) aceleração depois de remoção instantânea da car-
ga, operando-se a máquina como gerador.
Todos os ensaios mencionados são praticamente equi-
valentes. A escolha do ensaio depende do projeto e da
potência nominal da máquina sob ensaio.
Nota: Quando o tempo de aceleração é determinado para um
grupo de máquinas mecanicamente acopladas, o conjugado
de aceleração é calculado para potência ativa e velocidade
angular nominais da máquina síncrona básica.
3.17.2.19 Constante de energia armazenada H
É determinada como indicado em 3.17.2.18.
3.17.2.20 Corrente de excitação nominal I
fn
É determinada pelos seguintes métodos:
a) medição direta durante operação nos valores no-
minais;
b) graficamente, pelo gráfico vetorial de Potier ou pelo
gráfico ASA ou pelo gráfico sueco.
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O método de medição direta é recomendado; os métodos
gráficos são praticamente equivalentes.
3.17.2.21 Regulação da tensão nominal ∆ ∆∆ ∆∆U
n
a) medição direta;
b) graficamente, a partir da característica em vazio e
da corrente nominal de excitação (ver 3.17.2.20),
obtidas por meio de ensaios.
3.17.3 Descrição dos ensaios e determinação das grandezas
das máquinas a partir dos mesmos
3.17.3.1 Ensaio de saturação em vazio
3.17.3.1.1 O ensaio de saturação em vazio é executado:
a) acionando-se a máquina sob ensaio como gerador
por meio de um motor apropriado;
b) operando-se a máquina sob ensaio como motor
em vazio por meio de uma fonte de tensão trifásica
simétrica;
c) durante o retardamento da máquina sob ensaio.
Durante o ensaio de saturação em vazio a corrente de
excitação, tensão de linha e freqüência (ou velocidade)
devem ser medidas simultaneamente. Ao fazer o ensaio
em vazio, a excitação deve ser modificada gradualmente,
em degraus das tensões mais elevadas às mais baixas,
com pontos distribuídos uniformemente; se possível, a
partir do valor de tensão correspondente à excitação com
carga nominal, mas não com menos de 1,3 vez a tensão
nominal da máquina sob ensaio, prosseguindo-se até
0,2 vez esta tensão nominal, salvo se a tensão residual
for maior. Quando a corrente de excitação é reduzida a
zero, mede-se a tensão residual do gerador. Se o ensaio
de saturação em vazio for realizado quando a máquina
síncrona estiver funcionando como motor em vazio, torna-
se necessário medir a corrente da armadura adicional-
mente aos valores antes mencionados. A cada degrau
de tensão devem ser feitas várias leituras, a fim de deter-
minar-se o menor valor de corrente que corresponde a
um fator de potência unitário. O ensaio de saturação em
vazio durante o retardamento da máquina sob ensaio
pode ser executado com a precisão necessária, desde
que a sua taxa de deceleração não seja superior a 0,04
vez a velocidade de rotação nominal por segundo. Para
uma máquina sob ensaio, cuja taxa de deceleração é
superior a 0,02 vez a velocidade de rotação nominal por
segundo, é preferível excitação independente, a fim de
tornar esta mais estável durante a deceleração. Antes de
desligar a máquina da rede, ela deve ser excitada até a
tensão mais elevada considerada necessária, ou seja, a
que corresponde à excitação com carga nominal, mas
não inferior a 1,3 vez a tensão nominal da máquina sob
ensaio. Em seguida, a excitação é reduzida por de-
graus, e, a cada degrau, são feitas leituras simultâneas
da tensão da armadura e da velocidade de rotação (fre-
qüência), mantendo-se a corrente de excitação inalte-
rada. O ensaio de retardamento pode ser repetido, a fim
de obter-se todos os degraus necessários.
3.17.3.1.2 A característica em vazio é traçada com base
nos dados do ensaio em vazio. Se a característica em va-
zio começar acima da origem, devido a uma tensão re-
sidual elevada, torna-se necessário aplicar uma correção.
Para este fim deve-se prolongar a parte reta desta curva,
geralmente chamada “linha do entreferro”, até a sua inter-
secção com o eixo das abscissas. O comprimento do eixo
das abscissas, limitado pela intersecção com o prolon-
gamento da curva, representa o valor da correção a ser
somado a todos os valores medidos da corrente de exci-
tação (Figura 12). Se a freqüência durante o ensaio for
diferente da nominal, todos os valores medidos da tensão
devem ser referidos à freqüência nominal.
Figura 12 - Determinação da relação de curto-circuito
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P
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b
r
á
s

S
.
A
.
NBR 5052/1984 33
3.17.3.2 Ensaio de curto-circuito trifásico permanente
3.17.3.2.1 Este ensaio pode ser realizado:
a) acionando-se a máquina sob ensaio como ge-
rador, por meio de um motor apropriado;
b) durante o retardamento da máquina sob ensaio.
O curto-circuito deve ser realizado o mais perto possível
dos terminais da máquina, aplicando-se a corrente de
excitação depois do fechamento do curto-circuito. Durante
o ensaio de curto-circuito trifásico permanente, a corrente
de excitação e a corrente de linha da armadura devem
ser medidas simultaneamente. Uma das leituras é feita
próxima da corrente nominal da armadura. A velocidade
de rotação (ou freqüência) pode diferir do seu valor no-
minal, mas não deve ser inferior a 0,2 vez este valor. O
ensaio de curto-circuito trifásico permanente pode ser
efetuado com precisão adequada durante o retardamento
da máquina, desde que a sua taxa de deceleração não
seja superior a 0,10 vez a velocidade de rotação nominal
por segundo. Uma máquina sob ensaio, cuja taxa de de-
celeração é superior a 0,04 vez a velocidade de rotação
nominal por segundo, deve ter excitação independente,
a fim de manter-se a excitação mais estável durante a de-
celeração.
3.17.3.2.2 A característica em curto-circuito trifásico per-
manente é traçada com base nos dados do ensaio de
curto-circuito trifásico permanente.
3.17.3.3 Determinação de grandezas a partir da característica
em vazio e da característica em curto-circuito trifásico
permanente
3.17.3.3.1 A reatância síncrona de eixo direto (3.17.2.1) é
determinada a partir da característica em vazio e da ca-
racterística em curto-circuito trifásico permanente como o
quociente da tensão que, sobre a parte reta prolongada
da característica em vazio, corresponde a uma corrente
de excitação determinada, e do valor da corrente de curto-
circuito, que corresponde a esta mesma corrente de exci-
tação sobre a característica em curto-circuito trifásico per-
manente (Figura 12):
X =
U
3 I
; x =
AC
BC
=
OH
OC
=
i
i
d
N
BC
d
fk
fg

¸

1
]
1
O valor de x
d
, determinado desta forma, corresponde a
um estado não saturado da máquina.
3.17.3.3.2 A relação de curto-circuito é determinada a partir
da característica em vazio e da característica em curto-
circuito trifásico permanente como quociente da corrente
de excitação, correspondente à tensão nominal na ca-
racterística em vazio, pela corrente de excitação, corres-
pondente à corrente nominal na característica em curto-
circuito trifásico permanente (Figura 12):
K =
OD
OH
=
1
OH
=
i
i
c
fo
fk
3.17.3.4 Ensaio com fator de potência nulo
É executado operando-se a máquina como gerador ou
como motor. Quando a máquina é operada como gerador,
a potência fornecida deve ser igual a zero. Quando a má-
quina é operada como motor, a potência no eixo deve ser
igual a zero. Durante o ensaio determinam-se os valores
de corrente de excitação correspondentes a valores de
tensão e de corrente da armadura que não difiram de
mais de 0,15 por unidade dos respectivos valores nomi-
nais, para fator de potência nulo com sobreexcitação.
3.17.3.5 Determinação da corrente de excitação
correspondente à tensão nominal e à corrente nominal da
armadura a fator de potência nulo (sobreexcitação)
3.17.3.5.1 Se durante o ensaio de fator de potência nulo a
tensão diferir dos valores nominais de menos de 0,15 por
unidade, a corrente de excitação correspondente à tensão
nominal e à corrente nominal pode ser determinada por
meio de um método gráfico, a partir dos resultados do en-
saio da característica em vazio (ver 3.17.3.1.2) e da
característica em curto-circuito trifásico permanente (ver
3.17.3.2.2). Para este fim marca-se no gráfico onde foi
traçada a característica em vazio o ponto C (Figura 13)
correspondente aos valores de corrente i, da tensão u e
de corrente de excitação i
f
, medidas no ensaio de fator de
potência nulo. Toma-se sobre o eixo das abscissas um
vetor OD igual à corrente de excitação correspondente à
corrente da armadura i na característica em curto-circuito
trifásico permanente. A partir do ponto C marca-se um
comprimento CF = OD paralelamente ao eixo das abscis-
sas e no sentido da característica em vazio. Traça-se uma
reta FH paralela ao prolongamento da parte reta da ca-
racterística em vazio e que intercepta esta em H. Pro-
longa-se HC até um ponto N tal que:
HN
HC
=
1
i
Sendo i a corrente correspondente ao ponto C.
Submete-se em seguida a característica em vazio à
translação HN para a direita e para baixo. A abscissa OB
do ponto A desta nova curva, cuja ordenada é a tensão
nominal, representa a corrente de excitação correspon-
dente à tensão e às corrente nominais para fator de potên-
cia nulo (sobreexcitação).
3.17.3.6 Determinação da reatância de Potier a partir da
característica em vazio, da característica em curto-circuito
trifásico permanente e da corrente de excitação
correspondente à tensão nominal e à corrente nominal da
armadura a fator de potência nulo (sobreexcitação)
3.17.3.6.1 A reatância de Potier é determinada grafica-
mente. A característica em vazio e a característica em
curto-circuito trifásico permanente são colocadas no mes-
mo gráfico (Figura 14). Toma-se neste gráfico um pon-
to A, cuja ordenada é a tensão nominal e cuja abscissa é
a corrente de excitação medida correspondente à corrente
nominal da armadura a fator de potência nulo com sobre-
excitação. Sobre a paralela ao eixo das abscissas pelo
ponto A, toma-se, à esquerda deste, um comprimento igual
L
i
c
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A
.
34
NBR 5052/1984
à corrente de excitação (i
fk
), que corresponde à corrente
nominal da armadura na característica em curto-circuito
trifásico permanente. Pelo ponto F traça-se uma paralela
à parte inferior reta da característica em vazio até a sua
intersecção com a parte superior desta no ponto H. O
comprimento da perpendicular HG baixada do ponto H
sobre a reta AF representa a queda de tensão na resis-
tência x
p
sob a corrente nominal da armadura. Em valores
por unidade x
p
= HG.
3.17.3.7 Determinação da corrente de excitação nominal
por meio do gráfico de Potier
3.17.3.7.1 Na determinação da corrente de excitação no-
minal por meio do gráfico de Potier utilizam-se a caracte-
rística em vazio, a característica em curto-circuito trifásico
permanente (ver 3.17.3.2.2) e a reatância de Potier x
p
.
Toma-se sobre o eixo das abscissas o vetor da corrente
nominal (i
n
) da armadura da máquina sob ensaio e, pela
origem, formando com o eixo das abscissas um ângulo
ϕ
n
(considerado positivo no caso de gerador sobreex-
citado) o vetor da tensão, nominal u
n
correspondente ao
fator de potência nominal (Figura 15). Da extremidade
livre do vetor da tensão traça-se uma perpendicular ao
vetor da corrente da armadura, a qual representa o vetor
da queda de tensão (i
n
x
p
) da reatância de Potier x
p
. A
queda de tensão da resistência do enrolamento da ar-
madura é geralmente desprezada. Se necessário, pode
ser levada em conta, traçando-se o vetor da queda de
tensão de seqüência positiva na resistência do enro-
lamento da armadura a partir da extremidade livre do ve-
tor de tensão paralelamente ao vetor de corrente e dando-
se a ele no gráfico (Figura 15) o sentido do vetor da cor-
rente da armadura, quando a máquina sob ensaio
funciona como gerador, e o sentido contrário, quando
funciona como motor. A soma vetorial da tensão nominal
e da queda de tensão na reatância x
p
dá o vetor e da for-
ça eletromotriz. A corrente de excitação i
fp
, correspondente
a esta força eletromotriz, é determinada sobre a caracte-
rística em vazio e é traçada no gráfico a partir da origem,
a 90° do vetor da força eletromotriz. A componente da
corrente de excitação que compensa a reação da ar-
madura sob a corrente nominal da armadura (i
fa
) é de-
terminada como a diferença entre a corrente de excitação,
correspondente à corrente nominal da armadura na ca-
racterística em curto-circuito trifásico permanente, e a
corrente de excitação, correspondente à queda de tensão
em x
p
devida à corrente nominal da armadura na caracte-
rística em vazio (Figura 14). O vetor i
fa
é traçado a partir
da extremidade do vetor i
pf
paralelamente ao vetor da
corrente da armadura. A corrente de excitação nominal i
fn
é a soma vetorial de i
fp
e i
fa
. Se a reatância de Potier x
p
não for conhecida, ela pode ser substituída na construção
da Figura 15 por (ax
a
), na qual x
a
designa a reatância da
armadura medida com o rotor removido e onde se admite
o fator “a” igual a 1,0, salvo se valores mais precisos pu-
derem ser obtidos como resultado de experiência anterior
em máquinas de construção semelhante.
3.17.3.7.2 O ensaio com o rotor removido é efetuado, apli-
cando-se uma tensão trifásica de freqüência nominal aos
terminais do enrolamento da armadura. A tensão aplicada
deve ser escolhida de maneira tal que a corrente na ar-
madura seja próxima da nominal. Durante o ensaio me-
dem-se a tensão nos terminais (U), a corrente de linha (I)
e a potência ativa fornecida (P).
3.17.3.7.3 A reatância da armadura com o rotor removido
(X
a
) é calculada por meio das seguintes equações:
X = Z - R
a
2 2
Onde:
Z =
U
3 I
; R =
P
3 I
2
x = z - r ; z =
u
i
; r =
P
i
a
2 2
2
Figura 13 - Determinação da corrente de excitação, correspondente à tensão e correntes nominais da armadura,
pelo ensaio de fator de potência nulo
L
i
c
e
n
ç
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x
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.
NBR 5052/1984 35
Figura 14 - Determinação da reatância de Potier
Figura 15 - Determinação da corrente de excitação nominal por meio do gráfico de Potier
3.17.3.8 Determinação da corrente de excitação nominal
por meio do gráfico ASA
3.17.3.8.1 Na determinação da corrente de excitação no-
minal por meio do gráfico vetorial ASA (Figura 16),
utilizam-se a característica em vazio, a característica em
curto-circuito trifásico permanente e a reatância de Potier
x
p
. A determinação da força eletromotriz e
p
é feita de acor-
do com 3.17.3.7.1. A corrente de excitação corresponden-
te à parte retilínea da curva para a tensão nominal da
armadura (i
fg
) é determinada a partir da característica em
vazio. Toma-se o vetor da corrente i
fg
sobre o eixo das
abscissas, a partir da origem. Pela extremidade deste
vetor traça-se o vetor i
jk
da corrente de excitação corres-
pondente à corrente nominal da armadura na caracte-
rística em curto-circuito trifásico permanente, de modo a
formar com a vertical um ângulo ϕ
n
correspondente ao
fator de potência nominal (marcado à direita no caso de
gerador sobreexcitado e à esquerda no caso de gerador
subexcitado). O vetor correspondente à diferença ∆
if
entre
a corrente de excitação (i
fp
), medida na característica em
vazio, e a corrente de excitação (i
fep
), medida no prolon-
gamento do trecho retilíneo da característica em vazio,
ambas para a tensão e
p
, é traçado sobre a direção da so-
ma vetorial das correntes de excitação i
fg
e i
fk
. A soma
destes três vetores corresponde à corrente de excitação
L
i
c
e
n
ç
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e

u
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x
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36
NBR 5052/1984
nominal. A corrente de excitação nominal pode também
ser determinada por meio da fórmula seguinte:
i = + (i + i sen ) + (i cos )
fn if fg fk n
2
fk n
2
∆ ϕ ϕ
Se a reatância de Potier for desconhecida, ela pode ser
substituída na construção da Figura 16 por ax
a
, como ex-
plicado em 3.17.3.7.1.
3.17.3.9 Determinação da corrente de excitação nominal
por meio do gráfico sueco
Na determinação da corrente de excitação nominal por
meio do gráfico sueco, utilizam-se a característica em va-
zio, a característica em curto-circuito trifásico permanente
e a corrente de excitação correspondente à tensão no-
minal e à corrente nominal da armadura a fator de po-
tência nulo (sobreexcitado). Sobre a abscissa tomam-se
três valores da corrente de excitação (Figura 17):
OD correspondente à tensão nominal na característica
em vazio;
OB correspondente à tensão nominal e à corrente no-
minal armadura a fator de potência nulo;
OC correspondente à corrente nominal de armadura na
característica em curto-circuito trifásico permanente.
No ponto D levanta-se uma perpendicular ao eixo das
abscissas, sobre a qual se toma um comprimento
FD = 1,05 OC. Ligam-se os pontos F e B por meio de uma
reta e levanta-se uma mediatriz desta reta até sua inter-
secção com o ponto M no eixo das abscissas. Pelos
pontos F e B traça-se um arco de círculo de centro M.
Pelo ponto D traça-se uma reta FD, formando um ângulo
ϕ
n
(considerado positivo para um gerador sobreexcitado),
correspondente ao fator de potência nominal, que inter-
cepta o arco FB no ponto K. O comprimento OK corres-
ponde à corrente de excitação nominal da máquina. Se
necessário, a queda de tensão na resistência da arma-
dura pode ser levada em conta da seguinte forma: toma-
se um comprimento KL sobre o arco FKB. Este com-
primento é igual à componente EP da corrente de
excitação necessária para aumentar a tensão em vazio
do valor PG, este representando a queda de tensão na
resistência de seqüência positiva da armadura sob a cor-
rente nominal. O comprimento OL representa a corrente
de excitação procurada. Quando a máquina é operada
como motor, a queda de tensão na resistência da se-
qüência positiva da armadura é tomada a partir do ponto
E para baixo e o ponto L é tomado à esquerda do ponto
K. Se a corrente de excitação correspondente à tensão
nominal e à corrente nominal da armadura a fator de po-
tência nulo não for conhecida, o método seguinte pode
ser usado para a sua determinação de acordo com o
gráfico sueco. Sobre o eixo das ordenadas, soma-se à
tensão nominal da armadura a queda de tensão em ax
a
sob corrente nominal da armadura (ponto H’, Figura 14).
Pelo ponto H’ traça-se uma paralela ao eixo das abscissas
até a sua intersecção com a característica em vazio no
ponto H. Do ponto H baixa-se uma perpendicular ao eixo
das abscissas (ponto D, Figura 14). À direita do ponto D,
toma-se sobre o eixo das abscissas um vetor DB igual a
i
fa
(ver 3.17.3.7.1). A corrente de excitação representada
pelo vetor OB é a corrente a ser utilizada na construção
do gráfico sueco.
3.17.3.10 Ensaio de excitação negativa
Neste ensaio opera-se a máquina em vazio em paralelo
com a rede. Reduz-se a corrente de excitação progres-
sivamente a zero, inverte-se a polaridade e aumenta-se
o seu valor até a máquina, saindo de sincronismo com a
rede, atingir um escorregamento de um passo polar. Os
valores da tensão, da corrente da armadura e da corrente
de excitação são medidas durante o ensaio até o mo-
mento da máquina sair de sincronismo.
3.17.3.11 Determinação de x
q
a partir do ensaio de excitação
negativa
É feita por meio da seguinte fórmula:
x = (x )
u
u (e)

q d
r
r +
Onde (e) é a força eletromotriz em vazio correspondente
à corrente de excitação i
fr
para a qual o escorregamento
da máquina é de um passo polar (Figura 18). Ela é de-
terminada por meio de uma reta que liga a origem ao
ponto da característica em vazio correspondente à tensão
no momento de o escorregamento atingir um passo polar
(Figura 18).
u
r
= tensão no momento de o escorregamento
atingir um passo polar
x
d
= reatância síncrona no eixo direto, determinada
pela mesma reta que liga a origem à ca-
racterística em vazio
Se a corrente da armadura (i
r
), no momento de o escor-
regamento atingir um passo polar, for medida durante o
ensaio, x
q
é determinada por meio da fórmula:
x =
U
3 i
; x =
U
i
q
r
r
q
r
r

¸

1
]
1
O valor de x
q
obtido a partir deste ensaio pode, depen-
dendo do valor de u, incluir o efeito de saturação. Para
obter um valor não saturado, deve-se, geralmente, aplicar
à armadura uma tensão igual ou inferior a 0,6 vez o valor
nominal.
3.17.3.12 Ensaio de baixo escorregamento
Neste ensaio é aplicado aos terminais da armadura da
máquina sob ensaio uma tensão trifásica simétrica muito
baixa (0,01 a 0,2 U
n
). A tensão deve ser tal que não haja
risco de a máquina entrar em sincronismo. O enrolamento
de excitação é colocado em circuito aberto e o rotor é
acionado por um motor, de modo a girar com escorrega-
L
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A
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mento inferior a 1%, a fim de tornar desprezível a influên-
cia sobre os valores medidos, da corrente induzida nos
circuitos de amortecimento durante operação síncrona.
A fim de evitar danos ao enrolamento de excitação, este
deve ser curto-circuitado, diretamente ou por meio de
uma resistência de descarga, durante a ligação e o desli-
gamento da fonte de alimentação. A corrente e a tensão
do enrolamento da armadura e a tensão nos anéis cole-
tores, bem como o escorregamento, são medidos por meio
dos aparelhos indicadores ou registrados por meio de
oscilógrafo. Se a tensão residual medida antes do ensaio
for superior a 30% da tensão de alimentação usada no
mesmo, o rotor deve ser desmagnetizado. Esta desmag-
netização pode-se efetuar, por exemplo, alimentando-se
o enrolamento de excitação por uma fonte de muito baixa
freqüência com corrente aproximadamente igual a 50%
da corrente de excitação para tensão nominal em vazio e
reduzindo-se gradualmente a corrente de excitação e
freqüência.
3.17.3.13 Determinação de X
q
pelo ensaio de baixo
escorregamento
A tensão e a corrente da armadura devem ser medidas
no momento em que a tensão nos terminais do enrola-
mento de excitação U
fo
é máxima. X
q
é calculada de acordo
com a fórmula:
X =
U
3 I
; x =
u
i
q
mín.
máx.
q
mín.
máx.

¸

1
]
1
Nota: Se I
máx.
não coincidir com U
mín.
convém tomar como base
para os cálculos I
máx.
, bem como a tensão correspondente
a esta corrente.
Se, durante o ensaio, a tensão residual (U
res
) estiver com-
preendida entre 10% e 30% da tensão de alimentação
utilizada no ensaio, o valor da corrente será determinado
por meio da fórmula:
I = i -
U
3 X
máx. av
2 res
d
2
¸
¸

_
,

i = i -
u
x
máx. av
2 res
d
2
¸
¸

_
,

¸

1
]
1
1
Onde:
I
av
= é a semi-soma de dois máximos consecutivos
da envolvente (Figura 19)
De acordo com o procedente, pode ser conseguida uma
verificação do valor obtido, calculando-se X
d
durante o
mesmo ensaio. Para isto empregam-se os resultados das
medições de tensão e de corrente efetuadas no momento
em que a tensão nos terminais do enrolamento de exci-
tação em circuito aberto é nula e compara-se o valor de
X
d
assim obtido com o seu valor real.
Então:
X =
U
3 I
d
máx.
mín.
X =
U
i
d
máx.
mín.

¸

1
]
1
Para uma tensão residual inferior a 0,3 vez a tensão de
alimentação, I
mín.
é representado pela semi-soma de duas
mínimas consecutivas da envolvente. Os resultados de
medição de X
q
obtidos pelo ensaio de baixo escorrega-
mento somente podem ser considerados corretos se o
valor de X
d
obtido no mesmo ensaio coincide praticamente
com o obtido de acordo com o ensaio de 3.17.3.3.1. Caso
contrário, o ensaio deve ser recomeçado com valores
cada vez mais baixos do escorregamento e os valores
sucessivos de X
q
devem ser extrapolados até escorrega-
mento nulo. O valor da reatância síncrona no eixo em
quadratura corresponde praticamente ao valor não satu-
rado.
3.17.3.14 Ensaio em carga com medição de ângulo de
carga δ δδ δδ
O ensaio é executado com a máquina funcionando em
paralelo com a rede sob uma carga no mínimo igual à
metade da potência nominal, sob fator de potência no-
minal. Durante o ensaio medem-se a corrente na arma-
dura (i), a tensão nos terminais da armadura (u), o ângulo
ϕ entre a tensão e a corrente (pelo método dos dois wattí-
metros) e ângulo δ (ângulo interno entre a tensão nos ter-
minais e a força eletromotriz). O ângulo de carga pode
ser medido pelo método estroboscópico ou qualquer outro
método de precisão.
3.17.3.15 Determinação de X
q
pela medição do ângulo de
carga no ensaio em carga
A determinação de X
q
pelo método da medição do ângulo
de carga efetua-se utilizando-se a fórmula:
X =
U tg
3 I (cos - sen tg )
; q
δ
δ ϕ ϕ
X =
u tg
i (cos - sen tg
q
δ
δ ϕ ϕ

¸

1
]
1
3.17.3.16 Ensaio de curto-circuito trifásico instantâneo
O ensaio é executado na velocidade de rotação nominal
da máquina, aplicando-se um curto-circuito nos terminais
do enrolamento da armadura, na tensão desejada, em
vazio. A excitação da máquina sob ensaio é geralmente
obtida da sua própria excitatriz, a qual, porém, deve ser
excitada independentemente. Se a excitatriz própria da
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38
NBR 5052/1984
máquina não puder ser utilizada, poderá ser empregada
uma excitatriz separada. A corrente normal desta não
deve ser inferior ao dobro da corrente de excitação para
funcionamento em vazio da máquina excitada. A sua re-
sistência da armadura não deve ser superior à da ex-
citatriz-piloto. Neste caso, a excitatriz deve ter excitação
em separado. As três fases devem ser curto-circuitadas
praticamente no mesmo instante. O fechamento dos con-
tatos de fase deve ocorrer dentro de 15° elétricos uma da
outra. Este valor pode ser ultrapassado no ensaio, se a
componente assimétrica da armadura for pouco impor-
tante. Para a a medição da corrente de curto-circuito po-
dem ser utilizados derivados não indutivos, transformado-
res sem núcleo ou transformadores de corrente ade-
quados. Os transformadores de corrente devem ser uti-
lizados somente para a medição das componentes si-
métricas da corrente e devem ser escolhidos de modo
que o valor inicial da componente subtransitória da cor-
rente de curto-circuito se encontre na parte reta da ca-
racterística do transformador. Os transformadores sem
núcleo são ligados ao oscilógrafo por meio de um am-
plificador integrador. Neste caso, quando for necessário
determinar somente os valores máximos da corrente de
curto-circuito assimétrica e da componente simétrica, po-
derá ser utilizada um galvanômetro oscilográfico inte-
grador. A resistência total dos aparelhos de medição e
dos condutores que os ligam ao secundário dos trans-
formadores de corrente não devem ultrapassar o valor
nominal admitido para o tipo de transformador utilizado.
A tensão nos terminais da máquina, a corrente de exci-
tação e a temperatura do enrolamento de excitação de-
vem ser medidas imediatamente antes do curto-circuito.
Para obter as grandezas correspondentes ao estado não
saturado da máquina, o ensaio deve ser efetuado a várias
tensões da armadura de 0,1 a 0,4 vez a tensão nomi-
nal. As grandezas são determinadas para cada ensaio e
postas em gráfico em função dos valores iniciais das
correntes simétricas transitórias e subtransitórias da ar-
madura. Desta cuva podem-se obter as grandezas dese-
jadas para corrente simétrica da armadura correspon-
dente aos respectivos valores nominais. Para obter as
grandezas correspondentes ao estado saturado da má-
quina, o ensaio é executado com tensão nominal nos ter-
minais da máquina antes de curto-circuitar o enrolamento
da armadura, e o ensaio de curto-circuito trifásico ins-
tantâneo não pode ser executado sob tensão nominal da
armadura; recomenda-se efetuá-lo por várias tensões da
armadura (por exemplo: 0,3; 0,5 e 0,7 vez a tensão no-
minal) e determinar as grandezas para cada um destes
ensaios. Os resultados são postos em gráficos em função
da tensão em vazio antes da realização do curto-circuito,
e as grandezas correspondentes à tensão nominal da ar-
madura são determinadas aproximadamente por extra-
polação. Para determinar as grandezas características
da máquina, fazem-se oscilogramas da corrente da arma-
dura em cada fase e da corrente no circuito de excitação.
O registro oscilográfico deve continuar após a realização
do curto-circuito durante um intervalo de tempo não inferior
a τ’
d
+ 0,2 s. Os valores permanentes também devem ser
registrados, reiniciando-se o oscilograma em seguida ao
estabelecimento do regime contínuo. Para verificação,
os valores finais devem ser medidos por meio de instru-
mentos. Podem se efetuados registros oscilográficos de
duração mais curta, se ensaios realizados em máquinas
semelhantes demonstrarem que o valor da corrente de-
cresce exponencialmente. As variações com o tempo da
componente aperiódica e da componente periódica da
corrente em cada uma das fases do enrolamento da ar-
madura são determinadas por meio dos oscilogramas de
curto-circuito trifásico instantâneo, achando-se respecti-
vamente a semi-soma algébrica e a semidiferença algé-
brica das ordenadas das envolventes superior e inferior
da corrente de curto-circuito nas diferentes fases. A com-
ponente periódica da corrente de curto-circuito da arma-
dura é determinada como a média dos valores da com-
ponente periódica da corrente nas três fases. Para
determinar a componente transitória (∆i’
k
) e a com-
ponente subtransitória (∆i"
k
), subtrai-se da curva de
variação da componente periódica da corrente da
armadura o valor da corrente permanente de curto-circuito
i (∞). A diferença que representa a soma ∆ i’
k
+ i"
k
, é posta
em gráfico sobre papel semilogarítmico. Este gráfico pode
ser constituído por uma linha predominantemente reta
ou por uma curva contínua:
a) quando a última parte deste gráfico constituir uma
linha reta (caso de uma exponencial), o prolonga-
mento desta até a reta t = 0 dará o valor inicial ∆ i’
k
(0) da componente transitória da corrente de curto-
circuito (Figura 20-a);
b) quando a última parte deste gráfico constituir uma
curva, a amplitude da corrente i
A
será medida
(Figura 20-b) no instante OA’ tomado igual a 0,2 s
ou no instante a partir do qual os fenômenos
subtransitórios se tornarem desprezíveis. Mede-
se o tempo OB’, no qual a corrente é
i =
1
i
b A
ε
.
Toma-se a constante de tempo τ’
d
= (OB’ - OA’)
segundos. A reta que liga os pontos representati-
vos das correntes i
B
e i
A
é considerada como
representando o valor equivalente de ∆ i’
k
e a sua
extrapolação até a reta t = 0 dá o valor inicial
∆ i’
k
(0) da componente transitória da corrente de
curto-circuito. A componente subtransitória da cor-
rente de curto-circuito é definida como a diferença
entre a curva ∆ i’
k
+ ∆"
k
e a reta representativa do
valor de

∆ i’
k
. A variação da componente subtran-
sitória da corrente em função do tempo é posta em
gráfico também sobre papel semilogarítmico
(Figura 20-a). As componentes aperiódicas das
correntes das três fases postas em gráfico sobre
papel semilogarítmico. A extrapolação destas cur-
vas até a origem dos tempos dá o valor inicial das
correntes correspondentes. Para determinar o
maior valor possível da componente aperiódica,
os valores iniciais das componentes aperiódicas
das três fases, obtidos por extrapolação, são
tomados como vetores sobre três retas que, a partir
de uma origem comum, fazem entre si ângulos de
60°. O maior destes vetores é tomado sobre a reta
do meio. Levantam-se perpendiculares aos ve-
tores nas suas extremidades. O vetor que liga
a origem ao centro do triângulo determinado por
estas perpendiculares representa o maior valor
possível da componente aperiódica, igual ao valor
inicial da amplitude periódica (Figura 20-c). O
maior valor possível da componente aperiódica
da corrente pode ser determinado analiticamen-
L
i
c
e
n
ç
a

d
e

u
s
o

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x
c
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s
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b
r
á
s

S
.
A
.
NBR 5052/1984 39
te pela fórmula (em valores por unidade ou em
valores físicos):
i =
2
3
i + i + i + i
a máx. a2
2
a2
2
a2 a3
Onde i
a3
é o maior valor algébrico inicial das componentes
aperiódicas da corrente e i
a2
é a componente aperiódica
da corrente em qualquer uma das duas outras fases.
A variação em função do tempo da componente periódica
da corrente de excitação é determinada a partir do oscilo-
grama da corrente de excitação e é traçado em coorde-
nadas semilogarítmicas. A extrapolação da curva obtida
até a origem dos tempos fornece o valor inicial de compo-
nente periódica da corrente de excitação.
3.17.3.17 Determinação de grandezas a partir do ensaio
de curto-circuito trifásico instantâneo
a) reatância transitória de eixo direto:
- é determinada como a relação entre a tensão
em vazio [u(o)], medida imediatamente antes do
ensaio de curto-circuito trifásico instantâneo, e o
valor inicial da componente periódica da corrente
de curto-circuito, desprezando-se a componente
subtransitória (Figura 20-a);
X =
U (O)
3 I ( ) + I (O)
d
k


¸

1
]
1

x

=
u (o)
i ( ) + i

(O)
d
k

¸

1
]
1
1
b) reatância subtransitória de eixo direto:
- é determinada como a relação da tensão em va-
zio, medida imediatamente antes do curto-cir-
cuito, e o valor inicial da componente periódica
da corrente de curto-circuito obtida por análise
dos oscilogramas (Figura 20-a);
X
"
=
U (O)
3 I ( ) + I

(O) + I
"
(O)
d
k k

¸

1
]
1
∆ ∆
x
"
=
u (o)
i ( ) + i

(O) + i
"
(O)
d
k k

¸

1
]
1
1 ∆ ∆
c) constante de tempo transitória de eixo direto, em
curto-circuito:
- é determinada neste ensaio como o tempo ne-
cessário para a componente transitória da cor-
rente da armadura decrescer até 1/ε ≈ 0,368 do
seu valor inicial;
d) constante de tempo subtransitório de eixo direto,
em curto-circuito:
- é determinada neste ensaio como o tempo ne-
cessário para a componente subtransitória da
corrente da armadura decrescer até 1/ε ≈ 0,368
do seu valor inicial;
e) constante de tempo de curto-circuito da armadura:
- é determinada neste ensaio como o tempo ne-
cessário para a componente periódica da cor-
rente de excitação decrescer até 1/ε ≈ 0,368 do
seu valor inicial (ver 3.17.2.17). Esta grandeza,
quando obtida pelo descréscimo das componen-
tes aperiódicas das correntes em cada fase da
armadura, é determinada como o tempo neces-
sário para estas componentes decrescerem até
1/ε ≈ 0,368 do seu valor inicial. O valor médio
destas grandezas é considerado como a cons-
tante de tempo de curto-circuito. Qualquer fase
em que a componente aperiódica inicial é inferior
a 0,4 vez o valor inicial encontrado, deve ser
desprezada na determinação da constante de
tempo de curto-circuito da armadura. A deter-
minação da constante de tempo de curto-circuito
da armadura será permitida somente se a cor-
rente da armadura for medida no ensaio de curto-
circuito trifásico instantâneo por meio de deri-
vadores não indutivos;
f) valor maior possível da corrente inicial de curto-
circuito:
- é determinado neste ensaio como a soma dos
valores das componentes periódica e aperiódica
um semiciclo após o instante de curto-circuito. O
valor da componente periódica neste instante é
igual à soma das componentes permanente,
transitória e subtransitória da corrente de curto-
circuito instantâneo. O valor da componente ape-
riódica é dado pela fórmula (em valores por uni-
dade ou em grandezas físicas):
-
0,5
f . a τ
i = i máx.
a a
ε
Onde:
i
a
máx.= valor maior possível da componente
aperiódica da corrente, no curto-
circuito instantâneo
ε = base dos logaritmos naturais (nepe-
rianos)
τ
a
= constante de tempo de curto-circuito
da armadura
f = freqüência em Hz;
0,5
f
¸
¸

_
,
= intervalo
correspondente a meio período
L
i
c
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n
ç
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x
c
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b
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s

S
.
A
.
40
NBR 5052/1984
Figura 16 - Determinação da corrente de excitação nominal por meio do gráfico ASA
Figura 17 - Determinação da corrente de excitação nominal por meio do gráfico sueco
L
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c
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S
.
A
.
NBR 5052/1984 41
Figura 18 - Determinação de X
q
a partir do ensaio de excitação negativa
Figura 19 - Determinação de X
q
pelo ensaio de baixo escorregamento
L
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.
42
NBR 5052/1984
Figura 20-a) - Variação da componente periódica da
corrente da armadura em função do
tempo - Última parte do gráfico consti-
tuída por linha reta
Figura 20-b) - Variação da componente periódica da
corrente da armadura em função do
tempo - Última parte do gráfico consti-
tuída por curva
Figura 20-c) - Determinação do maior valor possível da componente aperiódica da corrente de curto-circuito
L
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b
r
á
s

S
.
A
.
NBR 5052/1984 43
3.17.3.18 Ensaio de restabelecimento da tensão
O ensaio de restabelecimento da tensão, depois da su-
pressão de um curto-circuito trifásico permanente, é efe-
tuado na velocidade de rotação nominal da máquina com
o enrolamento da armadura curto-circuitado por um dis-
juntor no ínicio do ensaio. A máquina é posta em movi-
mento com o seu enrolamento da armadura curto-circui-
tado e a sua corrente de excitação mantida num valor
correspondente à parte reta da característica em vazio,
para a qual a tensão geralmente não superior a 0,7 vez
a tensão nominal da armadura em vazio, em condições
de regime contínuo no instante de abertura do disjuntor.
As grandezas obtidas neste ensaio correspondem ao es-
tado não saturado da máquina. Com relação ao sistema
de excitação devem ser observadas as precauções indi-
cadas em 3.17.3.16. O curto-circuito trifásico permanente
deve ser desligado de modo praticamente simultâneo
nas três fases, devendo as três correntes ser interrom-
pidas dentro de um intervalo de tempo correspondente a
meio ciclo (180°elétricos). Registram-se no oscilograma
o restabelecimento de uma tensão de linha e uma cor-
rente de linha. A diferença entre a tensão permanente e a
tensão determinada pelas envolventes da tensão de
restabelecimento é posta em gráfico em função do tempo
sobre papel semilogarítmico e extrapolada até o instante
de supressão do curto-circuito (curva 1, Figura 21). A extra-
polação da parte reta da curva 1 até o eixo das ordenadas
dá o valor inicial da componente transitória da tensão
∆u’ (O). A diferença entre a tensão determinada pela cur-
va 1 e a componente transitória (∆u’) da tensão dá o va-
lor da componente subtransitória (∆u") da tensão no
mesmo instante.
3.17.3.19 Determinação de grandezas a partir do ensaio de
restabelecimento da tensão
a) reatância transitória no eixo direto:
- é determinada neste ensaio como a relação da
diferença entre a tensão permanente u (∞) e o
valor inicial da componente transitória da tensão
∆ u’ (O) para a corrente da armadura (i
k
) medida
imediatamente antes da supressão do curto-
circuito (Figura 21):
X

= U ( ) - U’(O)
3 l
d
k

x

=
u ( ) - u’(O)
i
d
k

¸

1
]
1
b) reatância subtrânsitória no eixo direto:
- é determinada neste ensaio como a relação da
diferença entre a tensão permanente u (∞) e a
soma dos valores iniciais das componentes tran-
sitórias ∆u’ (O) e subtransitórias ∆u" (O) para a
corrente da armadura medida imediatamente
antes da supressão do curto-circuito (Figura 21):
x" =
U ( ) - U

O + U
"
(O)
3 I
d
k
∞ ∆ ( )
x" =
u ( ) - u’ (O) + u" (O)
i
d
k

¸

1
]
1

c) constante de tempo transitória de eixo direto em
circuito aberto:
- é determinada neste ensaio como o tempo ne-
cessário para a componente transitória da tensão
∆u’ decrescer até 1/ε ≈ 0,368 do seu valor inicial.
Figura 21 - Determinação de grandeza a partir do ensaio de restabelecimento da tensão
L
i
c
e
n
ç
a

d
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u
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x
c
l
u
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b
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á
s

S
.
A
.
44
NBR 5052/1984
3.17.3.20 Ensaio de aplicação de tensão nas posições do
rotor de eixo direto e de eixo em quadratura com relação ao
eixo de campo do enrolamento da armadura
Aplica-se uma tensão alternada sob freqüência nominal
a dois terminais de linha quaisquer do enrolamento da
armadura. O enrolamento de excitação deve ser curto-
circuitado. O tempo de aplicação da tensão deve ser limi-
tado, a fim de evitar aquecimento excessivo das partes
maciças. O rotor deve ser girado lentamente, a fim de de-
terminar as duas posições angulares correspondentes
ao valor máximo e ao valor praticamente nulo da corrente
no enrolamento de excitação. A primeira posição cor-
responde ao eixo direto, a segunda ao eixo em quadratura.
Em cada uma destas duas posições do rotor, devem-se
medir a tensão de alimentação, a corrente da armadura e
a potência absorvida. A corrente no enrolamento de exci-
tação é medida somente para determinar as duas
posições (eixo direto e eixo em quadratura) do rotor. A
sua medição não exige necessariamente instrumento de
alta precisão. Se os ensaios não puderem ser executados
sob corrente ou tensão nominais da armadura, a determi-
nação das grandezas referidas ao estado saturado ou
não saturado da máquina deve ser realizada por meio de
vários ensaios sob diferentes tensões de alimentação
(U,2 a U,7)U
n
. As grandezas são postas em gráfico em
função da tensão aplicada ou da corrente da armadura e
os valores procurados são determinados por extrapo-
lação. Para as máquinas de ranhuras da armadura fe-
chadas ou semifechadas e ranhuras do enrolamento de
amortecimento fechdaas, a tensão de alimentação não
deve ser inferior a 0,2 vez a tensão nominal.
3.17.3.21 Determinação de grandezas a partir de ensaio de
aplicação de tensão nas posições do rotor de eixo direto e
de eixo em quadratura com relação ao eixo de campo do
enrolamento da armadura
a) reatância subtrânsitória no eixo direto:
- é determinada por meio da fórmula:
X" = Z" - R"
d d
2
d
2
Onde:
Z" =
U
21
; R" =
P
21
d d
2
x" = z" - r" ; z" =
3
2
.
U
i
; r" =
3
2
.
P
i
d d
2

d
2
d
2

¸

1
]
1
1
Os valores da tensão aplicada da corrente e da
potência absorvida devem ser medidos na posição
do rotor em que a corrente no enrolamento de
excitação é máxima;
b) reatância subtrânsitória de eixo em quadratura
X" = Z" - R" q q
2
q
2
Onde:
Z" =
U
21
; R" =
P
21
d
2
x" = z" - r" ; z" =
3
2
.
U
i
; r" =
3
2
.
p
i
q q
2
q
2

2

¸

1
]
1
1
Os valores da tensão aplicada da corrente e da
potência absorvida devem ser medidos para a
posição do rotor em qua a corrente no enrolamento
de excitação é praticamente nula.
3.17.3.22 Ensaio de aplicação de tensão para uma posição
arbitrária do rotor
Aplica-se uma tensão alternada sucessivamente a cada
par de terminais de linha do enrolamento da armadura
da máquina sob ensaio. O enrolamento de excitação deve
ser curto-circuitado. A posição do rotor deve ser mantida
inalterada para as três aplicações da tensão de ensaio.
Se necessário, o rotor deve ser bloqueado. O tempo de
aplicação da tensão deve ser limitado, a fim de evitar
aquecimento excessivo das partes maciças. Os valores
da tensão aplicada, corrente circulante e potência absor-
vida pelo enrolamento da armadura, bem como a corrente
induzida no enrolamento de excitação, devem ser medi-
dos para cada par de terminais a que se aplica tensão
alternada. A determinação das grandezas referidas ao
estado saturado ou não saturado da máquina é análoga
à de 3.17.3.30.
3.17.3.23 Determinação de grandezas a partir do ensaio de
aplicação de tensão para uma posição arbitrária do rotor
a) reatância subtrânsitória de eixo direto:
- calculam-se as reatâncias entre cada par de ter-
minais de linha do enrolamento da armadura x
12
,
x
23
e x
31
. Estas reatâncias são calculadas por meio
das fórmulas de 3.17.3.1-a). A reatância sub-
trânsitória no eixo direto é calculada por meio da
fórmula (em valores por unidade ou em gran-
dezas físicas):
x "
d
= x
med
± ∆ x
Onde:
x =
x + x + x
3
med
12 23 31
x
2
3
x (x - x ) + x (x - x ) + x (x - x )
12 12 23 23 23 31 31 31 12
·
O sinal que precede ∆ x é determinado de acordo
com a seguinte regra: positivo, se a maior das
três correntes no enrolamento de excitação cor-
responder à maior reatância medida da arma-
dura; negativo, se a maior das três corresponder
à menor das reatâncias medidas entre um par
de terminais de linha do enrolamento da arma-
dura;
L
i
c
e
n
ç
a

d
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u
s
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x
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P
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b
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á
s

S
.
A
.
NBR 5052/1984 45
b) reatância subtrânsitória de eixo em quadratura:
- é determinada por um procedimento análogo ao
descrito em a). O sinal que precede ∆x é deter-
minado de acordo com a seguinte regra: positivo,
se a menor das três correntes medidas no enrola-
mento de excitação corresponder à maior das
reatâncias medidas entre um par de terminais
de linha de enrolamento da armadura; negativo,
se a menor das três correntes medidas no enrola-
mento de excitação corresponder à menor rea-
tância medida da armadura.
3.17.3.24 Ensaio de curto-circuito monofásico permanente
Curto-circuitam-se dois terminais de linha quaisquer e
aciona-se a máquina na sua velocidade síncrona por meio
de um motor qualquer (Figura 22). Medem-se a corrente
de curto-circuito (I
k2
), a corrente de excitação e a tensão
(U
k2
) entre o terminal em circuito aberto e os dois terminais
em curto-circuito. Para aumentar a precisão das medições
em presença de harmônicos da tensão e da corrente,
recomenda-se medir a potência ativa (P) e a potência
reativa (Q). As medições são feitas para vários valores da
corrente de curto-circuito. Para evitar aquecimento
excessivos das peças maciças, o tempo do ensaio de
curto-circuito monofásico permanente para correntes
superiores a 0,3 I
n
deve ser limitado ao intervalo de tempo
necessário à leitura dos instrumentos. A corrente poderá
ser aumentada até o seu valor nominal, se a vibração da
máquina não exceder valores admissíveis.
3.17.3.25 Determinação de grandezas a partir do ensaio de
curto-circuito monofásico permanente
a) reatância de seqüência negativa:
- é determinada aplicando-se as fórmulas:
x =
P
3 I
; x = 3 .
P
i
2
k2
2
2
k2
2

¸

1
]
1
A fórmula acima é aplicável quando os harmôni-
cos da corrente ou da tensão podem ser despre-
zados.
Figura 22 - Esquema para o ensaio de curto-circuito trifásico permanente
X =
1
3
.
U
p
.
P
p Q
; x =
1
3
.
u
p
.
p
p q
2
2 2
2 2
2
2 2
2 2
+ +

¸

1
]
1
1
A fórmula acima é aplicável quando os harmô-
nicos da tensão ou da corrente devem ser levados
em conta. A reatância de seqüência negativa é
determinada para cada um dos valores medidos
da corrente de curto-circuito. Com base nos dados
de ensaio, X
2
, é posta em gráfico em função da
corrente.
Nota: O valor de X
2
, obtido por uma corrente igual a
3 vezes a corrente de fase nominal, será
considerado como o valor sob corrente nominal.
b) resistência de seqüência negativa:
- é determinada aplicando-se a fórmula:
R =
1
3
.
U
Q
.
Q
p + Q
; r =
1
3
.
u
q
.
q
p + q
2
2 2
2 2
2
2 2
2 2

¸

1
]
1
1
A resistência de seqüência negativa é determi-
nada para cada um dos valores medidos da cor-
rente de curto-circuito. Com base nos dados do
ensaio, R
2
é posta em gráfico em função da cor-
rente.
Nota: O valor de R
2
, obtido por uma corrente igual a
3 vezes a corrente de fase nominal, será consi-
derado como valor sob corrente nominal.
3.17.3.26 Ensaio de seqüência negativa
É executado aplicando-se à máquina uma tensão simé-
trica reduzida (0,02 U
n
a 0,2 U
n
), fornecida por uma fonte
independente com sucessão de fases negativas, isto é,
operado como freio eletromagnético com escorregamento
2. O enrolamento de excitação deve ser curto-circuitado.
Se a tensão residual da máquina sob ensaio é superior a
30% da tensão de alimentação, o rotor deve ser desmag-
netizado pelo procedimento descrito em 3.17.3.12. A
tensão e a corrente nas três fases e a potência absorvida
devem ser medidas neste ensaio.
L
i
c
e
n
ç
a

d
e

u
s
o

e
x
c
l
u
s
i
v
a

p
a
r
a

P
e
t
r
o
b
r
á
s

S
.
A
.
L
i
c
e
n
ç
a

d
e

u
s
o

e
x
c
l
u
s
i
v
a

p
a
r
a

P
e
t
r
o
b
r
á
s

S
.
A
.
46
NBR 5052/1984
3.17.3.27 Determinação de grandezas a partir do ensaio de
seqüência negativa
A reatância de seqüência negativa e a resistência de se-
qüência negativa são determinadas aplicando-se as fór-
mulas:
X = Z - R ; Z =
U
I 3
; R =
P
3 I
2 2
2 2
2 2
2
x = z - z ; z =
u
i
; r =
P
i
2 2
2
2
2
2 2
2

¸

1
]
1
Onde:
P = potência absorvida
I = corrente média medida
U = valor médio medido da tensão aplicada
A reatância de seqüência negativa e a resistência de se-
qüência negativa são determinadas para cada um dos
valores medidos da tensão de alimentação. Com base
nos dados de ensaio, X
2
e R
2
são postas em gráfico em
função da corrente.
3.17.3.28 Ensaio de alimentação monofásica das três fases
O ensaio de aplicação de uma tensão monofásica aos
terminais das três fases ligadas em série ou em paralelo
é executado sobre a máquina à velocidade de rotação
nominal ou próxima desta. As ligações das fases devem
ser dispostas de tal forma que as correntes nas três fases,
em qualquer instante, circulem no mesmo sentido, por
exemplo da extremidade do neutro para a extremidade
de linha, ou contrário, como definido para a seqüência
zero. O enrolamento de excitação deve ser curto-circui-
tado. O valor da tensão aplicada é escolhido de forma tal
que a corrente no enrolamento da armadura seja da or-
dem de grandeza da corrente nominal. As grandezas me-
didas são a tensão, a corrente e a potência absorvida, a
vários valores da tensão de alimentação.
3.17.3.29 Determinação de grandezas a partir do ensaio de
alimentação monofásica das três fases
A reatância de seqüência zero e a resistência de seqüên-
cia zero são determinadas pela fórmula:
X = Z - R ; x = z - r
o o
2
o
2
o o
2
o
2
quando as três fases do enrolamento são ligadas em sé-
rie:
Z =
U
3 I
; R =
P
3 I
o o
2
z =
1
3
.
u
i
; r =
P
i
o o
2
quando as três fases do enrolamento são ligadas em
paralelo:
Z =
3 U
I
; R =
3 P
I
o o
2
z = 3 3
u
i
; r =
9p
i
o o
2

¸

1
]
1
3.17.3.30 Ensaio de curto-circuito permanente entre dois
terminais de linha e neutro
O enrolamento da armadura é ligado em estrela, dois ter-
minais de linha são ligados diretamente ao neutro, a má-
quina é acionada na sua velocidade de rotação nominal
e excitada (Figura 23). As grandezas medidas são a ten-
são entre o terminal em circuito aberto e o neutro (U
o
) e a
corrente na conexão que liga os terminais curto-circui-
tados ao neutro (I
o
). Medem-se a potência ativa e a po-
tência reativa, a fim de se levarem em conta os harmônicos.
As medições são feitas para vários valores da corrente
no neutro. Os valores da corrente e o tempo de ensaio
são limitados pelo aquecimento excessivo do rotor e pelas
vibrações.
Figura 23 - Esquema para o ensaio de curto-circuito trifásico permanente entre dois terminais de linha e neutro
L
i
c
e
n
ç
a

d
e

u
s
o

e
x
c
l
u
s
i
v
a

p
a
r
a

P
e
t
r
o
b
r
á
s

S
.
A
.
L
i
c
e
n
ç
a

d
e

u
s
o

e
x
c
l
u
s
i
v
a

p
a
r
a

P
e
t
r
o
b
r
á
s

S
.
A
.
NBR 5052/1984 47
3.17.3.31 Determinação de grandezas a partir do ensaio de
curto-circuito permanente entre dois terminais de linha e
neutro
a) reatância de seqüência zero:
- é determinada pela formula:
X =
U
I
; x =
3u
i
o
o
o
o
o
o

¸

1
]
1
que é aplicável, quando os harmônicos de cor-
rente ou de tensão podem ser desprezados, ou
pela formúla:
X =
U
Q
.
Q
P + Q
; o
o
2 2
2 2
x =
u
q
.
q
p + q
o
o
2 2
2 2

¸

1
]
1
que é aplicável, quando os harmônicos de cor-
rente ou de tensão devem ser levados em conta.
Nestas fórmulas, U
o
, P e Q são respectivamente
os valores medidos da tensão, da potência ativa
e da potência reativa. A reatância de seqüência
zero é determinada para vários valores da cor-
rente no neutro. Com base nos dados do ensaio,
X
o
é posta em gráfico em função da corrente no
neutro.
Nota: O valor de X
o
será o valor sob corrente nominal,
quando a corrente no neutro for igual a três vezes
a corrente nominal de fase.
b) resistência de seqüência zero:
- é determinada para vários valores da corrente
no neutro, pela fórmula:
R =
U
P
.
P
P + Q
; r =
u
p
.
p
p + q
o
o
2 2
2 2
o
o
2 2
2 2

¸

1
]
1
com base nos resultados do ensaio, R
o
é posta
em gráfico em função da corrente no neutro.
Nota: O valor de R
o
será o valor sob corrente nominal,
quando a corrente no neutro for igual a três vezes
a corrente nominal de fase.
3.17.3.32 Medições da resistência dos enrolamentos: sob
corrente contínua, pelo método de tensão e corrente ou
pelo método da ponte
Para a medição da resistência sob corrente contínua pelo
método de tensão e corrente ou pelo método da ponte,
pode ser empregada qualquer fonte de corrente contínua
(bateria, gerador, etc.) que tenha potência suficiente e
forneça tensão estável. A resistência deve ser medida
diretamente nos terminais do enrolamento com o rotor
parado. A resistência do enrolamento da armadura deve
ser medida em cada fase separadamente. Se, por uma
razão qualquer, a resistência de cada fase não puder ser
medida diretamente, as medições devem ser efetuadas
sucessivamente entre cada par de terminais de linha do
enrolamento da armadura. Durante a medição da
resistência sob corrente contínua, o valor da corrente deve
ser tal que a elevação de temperatura do enrolamento
durante o ensaio não exceda 1°C, admitindo-se aque-
cimento adiabático. Para o cálculo do aquecimento
adiabático, deve ser empregada a fórmula:
∆θ =
j
c
C/ s
2
°
Onde:
j = densidade de corrente durante o ensaio, em
ampéres por milímetro quadrado
c = constante igual a 200 para o cobre e a 86 para o
alumínio
Se a elevação de temperatura do enrolamento não for
conhecida, o valor da corrente não deve ser superior a
10% da corrente nominal do enrolamento e ela não deve
ser aplicada durante mais de 1 min. As medições devem
ser efetuadas quando, no instante de efetuarem-se as
leituras, os ponteiros estiverem imóveis, isto é, os fenô-
menos transitórios tenham cessado tanto nos instru-
mentos de medição, como nos circuitos cujas resistências
estão sendo medidas. Durante as medições, a tempe-
ratura do enrolamento deve ser determinada por meio de
detectores de temperatura embutidos se houver. Os ter-
mômetros ou pares termoelétricos utilizados na medição
da temperatura do enrolamento devem estar no seu lugar
durante pelo menos 15 min e devem ser protegidos contra
qualquer influência externa.
3.17.3.33 Determinação da resistência sob corrente contínua
pelo método de tensão e corrente e pelo método da ponte
a) resistência do enrolamento da armadura e resis-
tência do enrolamento de excitação pelo método
de tensão e corrente:
- para se medirem as resistências pelo método de
tensão e corrente, recomenda-se fazer três a cinco
leituras, com vários valores estáveis da corrente.
Adota-se a média das resistências obtidas. Na
determinação deste valor médio não se consi-
deram as resistências que difiram de mais de
1% do valor médio. Para o esquema de ligações,
ver Figura 24. No cálculo das resistências empre-
gam-se as fórmulas seguintes:
- enrolamento de excitação e enrolamento da ar-
madura que podem ser medidos individualmente.
R =
U
I
;
r = 3 .
u
i
para o enrolamento da armadura
U = tensão aplicada ao enrolamento, em volts
I = corrente do enrolamento, em ampéres
L
i
c
e
n
ç
a

d
e

u
s
o

e
x
c
l
u
s
i
v
a

p
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P
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t
r
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b
r
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A
.
L
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c
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i
v
a

p
a
r
a

P
e
t
r
o
b
r
á
s

S
.
A
.
48
NBR 5052/1984
- enrolamentos de armadura nos quais as medi-
ções são feitas sucessivamente entre cada par
de terminais de linha (em valores por unidade
ou em grandezas físicas). Caso de ligações em
estrela:
R =
1
2
(R - R + R )
1 12 23 31
analogamente para R
2
e R
3
.
caso de ligação em triângulo:
R =
2R . R
R - R + R
-
R - R + R
2
1
12 23
12 23 31
12 23 31
analogamente para R
2
e R
3
.
R
12
, R
23
e R
31
designam respectivamente as
resistências, medidas entre os terminais 1-2, 2-3
e 3-1;
b) resistência do enrolamento da armadura e re-
sistência do enrolamento de excitação pelo método
da ponte:
- devem ser efetuadas pelo menos três leituras,
modificando-se de cada vez o equilíbrio da ponte.
A resistência deve ser medida nos anéis coleto-
res ou nos terminais dos enrolamentos, de modo
a não incluir a resistência das escovas e dos
seus contatos. A média dos resultados é consi-
derada como o valor da resistência. Na determi-
nação deste valor médio não se consideram as
resistências que difiram de mais de 1% do valor
médio. Se as medições da resistência forem
feitas sucessivamente entre cada par de termi-
nais do enrolamento da armadura, as resistên-
cias de fase serão calculadas como indicado
em a).
3.17.3.34 Ensaio de decréscimo da corrente de excitação
com o enrolamento da armadura em vazio
É efetuado nas seguintes condições: a máquina deve ser
excitada para tensão nominal, acionada por um motor
apropriado. O enrolamento de excitação deve ser curto-
circuitado instantaneamente. Em caso de necessidade,
a fonte de alimentação do enrolamento de excitação deve
ser desligada dentro de 0,02 s após o estabelecimento
do curto-circuito. Para limitar a corrente de curto-circuito
da fonte de corrente contínua, podem-se ligar em série
com o enrolamento de excitação resistências limitadoras
de corrente. Registram-se no oscilógrafo a tensão nos
terminais do enrolamento da armadura, a corrente no en-
rolamento de excitação e a tensão nos anéis coletores.
Os oscilogramas servem para a determinação precisa do
instante em que começa o decréscimo da corrente de ex-
citação (instante zero) e do valor da tensão inicial neste
instante. A diferença entre a tensão transitória obtida do
oscilograma e a tensão residual é posta em gráfico em
função do tempo sobre papel semilogarítmico.
3.17.3.35 Determinação de τ ττ ττ’
do
a partir do ensaio de
decréscimo da corrente de excitação com o enrolamento
da armadura em vazio
A constante de tempo transitória, de eixo direto, em cir-
cuito aberto é determinada como o tempo necessário para
a di ferença entre a tensão transi tóri a obti da no
oscilograma de 3.17.3.34 e a tensão residual decrescer
até 1/ε ≈ 0,368 do seu valor inicial.
3.17.3.36 Ensaio de decréscimo da corrente de excitação
com o enrolamento da armadura em curto-circuito
É efetuado nas seguintes condições: o enrolamento da
armadura deve ser curto-circuitado e a máquina acionada
por um motor apropriado, de modo a fazer circular no en-
rolamento da armadura a corrente nominal. O enrola-
mento de excitação deve ser curto-circuitado instantanea-
mente. A limitação da duração e do valor da corrente de
curto-circuito da fonte de alimentação do enrolamento de
excitação deve ser efetuada como indicado em 3.17.3.34.
Registram-se em oscilograma a corrente de excitação,
ou a tensão nos anéis coletores, e um dos valores da cor-
rente de linha. A diferença entre a corrente transitória
obtida do oscilograma e da corrente devida à tensão
residual é posta em gráfico em função do tempo sobre
papel semilogarítmico.
Enrolamento ligado em estrela Enrolamento ligado em triângulo
Figura 24 - Esquema para determinação da resistência da armadura e resistência do enrolamento de excitação
pelo método de tensão e corrente
L
i
c
e
n
ç
a

d
e

u
s
o

e
x
c
l
u
s
i
v
a

p
a
r
a

P
e
t
r
o
b
r
á
s

S
.
A
.
L
i
c
e
n
ç
a

d
e

u
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o

e
x
c
l
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s
i
v
a

p
a
r
a

P
e
t
r
o
b
r
á
s

S
.
A
.
NBR 5052/1984 49
3.17.3.37 Determinação de τ ττ ττ’
do
a partir do ensaio de
decréscimo da corrente de excitação com o enrolamento
da armadura em curto-circuito
A constante de tempo transitória de eixo direto em curto-
circuito é determinada como o tempo necessário para a
diferença entre a corrente transitória obtida do oscilo-
grama de 3.17.3.36 e a corrente devida à tensão resisual
atingir 1/ε ≈ 0,368 do seu valor inicial.
3.17.3.38 Ensaio de oscilação do rotor suspenso
Para efetuar este ensaio o rotor deve ser suspenso por
um cabo ou por dois cabos paralelos, de modo que o
seu eixo fique na posição vertical. Girando-se o rotor,
provocam-se oscilações em torno do seu eixo geomé-
trico. Registra-se o tempo necessário para efetuar
diversas oscilações e calcula-se a duração média de
um período de oscilação. No caso de suspensão por um
só cabo, o ensaio é executado duas vezes: uma com o
rotor somente e a segunda com o rotor ao qual se junta
um volante ou uma polia, com efeito de inércia conhecido.
O deslocamento angular unidirecional não deve
ultrapassar 45°, no caso de suspensão por um só cabo,
e 10°, no caso de suspensão por dois cabos.
3.17.3.39 Determinação de τ ττ ττ
j
e de H a partir do ensaio do
rotor suspenso
O tempo de aceleração e a constante de energia arma-
zenada são calculados por meio das seguintes fórmulas:
τ
ω
j
2
-3
=
J
Pn
. 10
H =
J
2 S
. 10
2
n
-3
ω
As fórmulas são expressas no Sistema Internacional de
Unidades.
J = momento de inércia, em quilogramas-metro
quadrado
=
πn
30
= velocidade angular, em radianos por
segundo
n = velocidade de rotação nominal, em rotações
por minuto
P
n
= potência ativa nominal, em quilowatts
S
n
= potência aparente nominal, em quilovolt-
ampéres
O momento e inércia é calculado por meio das fórmulas
seguintes:
- no caso do rotor suspenso por um só cabo:
J = J
T
T T
p
2
p
2 2

- no caso do rotor suspenso por dois cabos:
J =
T . a
L
.
mg
(4 )
2 2
2
π
Onde:
J
p
= momento de inércia conhecido da polia, em
quilogramas-metro-quadrado
g = aceleração da gravidade, em metros por se-
gundo quadrado
T = período de oscilação do rotor, em segundos
T
p
= período de oscilação do rotor, com uma polia
ou um volante adicionados, em segundos
a = distância entre os pontos de supensão, em
metros
L = comprimento de suspensão, em metros
m = massa do rotor, em quilogramas
3.17.3.40 Ensaio de oscilação com pêndulo auxiliar
Para realizar este ensaio, fixa-se um pêndulo auxiliar (uma
massa colocada na extremidade de uma alavanca) per-
pendicularmente ao eixo da máquina, este na posição
horizontal. A massa da própria alavanca, que é conhecida,
deve ser a menor possível. Em lugar de um pêndulo auxi-
liar, uma massa conhecida pode ser fixada na periferia
do rotor ou da polia. O pêndulo auxiliar é deslocado da
sua posição de equilíbrio de um ângulo de aproxima-
damente 5°. Mede-se o período de uma oscilação. Este
ensaio é recomendado para máquinas equipadas com
rolamentos de esferas ou de cilindros.
3.17.3.41 Determinação de τ ττ ττ
j
e H a partir do ensaio de
oscilação com pêndulo auxiliar
O tempo de aceleração e a constante de energia arma-
zenada são calculados a partir da fórmula:
J = m L
T g
4
- L p
p
2
2
π
¸
¸

_
,

Onde:
m
p
= massa do pêndulo auxiliar, em quilogramas
L = distância do centro do eixo ao centro de gravi-
dade do pêndulo ou ao centro de gravidade
da massa fixa na periferia do rotor ou da polia,
em metros
g = aceleração da gravidade, em metros por se-
gundo quadrado
T
p
= período de uma oscilação, em segundos
L
i
c
e
n
ç
a

d
e

u
s
o

e
x
c
l
u
s
i
v
a

p
a
r
a

P
e
t
r
o
b
r
á
s

S
.
A
.
L
i
c
e
n
ç
a

d
e

u
s
o

e
x
c
l
u
s
i
v
a

p
a
r
a

P
e
t
r
o
b
r
á
s

S
.
A
.
50
NBR 5052/1984
3.17.3.42 Ensaio de retardamento em vazio
Este ensaio é excutado quando não existe volante suple-
mentar no eixo da máquina sob ensaio. A excitação deve
ser fornecida por uma fonte independente e deve perma-
necer inalterada durante o ensaio. A máquina é levada a
sobrevelocidade pelo aumento da freqüência ou por meio
de um motor equipado com embreagem. Em seguida,
suprime-se a alimentação. O ensaio consiste na medição
do tempo de retardamento ∆t entre duas velocidades de
rotação predeterminadas ∆ω, por exemplo, entre 1,10 e
0,90 (valor por unidade) ou entre 1,05 e 0,95 (valor por
unidade).
3.17.3.43 Determinação de τ ττ ττ
j
e de H a partir de ensaio de
retardamento em vazio
O tempo de aceleração e a constante de energia arma-
zenada são determinados pelas fórmulas:
τ ω
ω
j n
mec Fe
n
=
t
.
(P + P )
P


H =
2
.
t

(P + P )
S
n mec Fe
n
ω
ω


Onde:
P
mec
= perdas mecânicas, em quilowatts
P
Fe
= perdas no circuito magnético, na velocidade
de rotação nominal e tensão corresponden-
te, em quilowatts
P
n
= potência ativa nominal, em quilowatts
ω
n
= velocidade angular nominal, em radianos
por segundo
S
n
= potência aparente nominal, em quilovolt-
ampéres
3.17.3.44 Ensaio de restardamento de máquinas acopladas
mecanicamente, operando-se a máquina síncrona como
motor
Para a realização do ensaio, opera-se a máquina como
motor em carga. Antes de desligar a unidade da fonte de
alimentação, a sua velocidade de rotação deve ser igual
à nominal. A potência absorvida antes desse desliga-
mento não deve ser inferior a 60% da potência nominal;
o fator de potência deve ser o mais próximo possível da
unidade. A excitação da máquina deve permanecer inal-
terada durante o ensaio. Logo após o desligamento da
fonte de alimentação, determina-se a variação de velo-
cidade de rotação da máquina durante os primeiros se-
gundos. Traça-se a curva de variação da velocidade de
rotação em função do tempo, bem como uma tangente
ao ponto inicial da curva. Esta tangente é utilizada na de-
terminação da variação de velocidade de rotação durante
o intervalo de tempo ∆t.
3.17.3.45 Determinação de τ ττ ττ
j
e de H de máquinas acopladas
mecanicamente, a partir do ensaio de retardamento,
operando-se a máquina síncrona como motor
O tempo de aceleração e a constante de energia arma-
zenada da máquina com a carga acionada por ela são
determinados pelas fórmulas:
τ ω
ω
j n
1 sup cu
n
=
t
.
P - (P + P )
P

H =
2
.
t

P - (P + P )
S
n 1 sup cu
n
ω
ω


Onde:
P
1
= potência absorvida pelo motor imediatamente
antes do desligamento da fonte de alimentação,
em quilowatts
P
sup
e P
cu
= perdas no enrolamento da armadura
(perdas supl ementares + perdas
Joule) imediatamente antes do d e s l i -
gamento da fonte de alimentação, em
quilowatts
ω
n
= velocidade angular nominal, em radianos por
segundo
Este método de determinação não é muito preciso.
3.17.3.46 Ensaio de aceleração após supressão instantânea
da carga, com a máquina operada como gerador
Antes do ensaio, a carga deve ser da ordem de 10% a
20% da sua potência nominal (o fator de potência é regu-
lado para um valor próximo da unidade) o regulador de
velocidade de rotação do motor de acionamento é colo-
cado fora de serviço. A excitação do gerador deve perma-
necer inalterada durante o ensaio. Após o desligamento
instantâneo do gerador da rede, determina-se a variação
de velocidade de rotação em função do tempo. Quando a
velocidade de rotação atingir cerca de 1,07 a 1,1 vez o
seu valor nominal, coloca-se o sistema de regulagem de
velocidade de rotação fora de operação ou interrompe-
se a admissão do vapor. Traça-se o gráfico de aceleração.
Traça-se uma tangente à curva de aceleração no ponto
correspondente à velocidade de rotação nominal e deter-
mina-se a variação de velocidade de rotação durante o
intervalo de tempo.
3.17.3.47 Determinação de τ ττ ττ
j
e de H a partir do ensaio de
aceleração após a supressão instantânea de carga com a
máquina operada como gerador
O tempo de aceleração da máquina e do seu motor de
acionamento e a constante de energia armazenada são
determinados pelas fórmulas:
τ ω
ω
j n
1
n
=
t
.
P
P
s


H =
2
.
t
.
P
S
n 1
n
ω
ω


Onde:
P
1
= potência fornecida pelo gerador imediatamente
antes do desligamento da rede
Este método de determinação não é muito preciso.
L
i
c
e
n
ç
a

d
e

u
s
o

e
x
c
l
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s
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v
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p
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r
a

P
e
t
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b
r
á
s

S
.
A
.
L
i
c
e
n
ç
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d
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o

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x
c
l
u
s
i
v
a

p
a
r
a

P
e
t
r
o
b
r
á
s

S
.
A
.
NBR 5052/1984 51
3.17.3.48 Determinação de grandezas por meio de cálculos,
utilizando-se grandezas obtidas de ensaios
3.17.3.48.1 As grandezas x’
d’
, x
d’
, τ’
do
e τ’
d
são relacionados
entre si pela equação:
x
d
. τ’
d
=

x’
d
. τ’
do
Esta equação é aplicada na determinação de x’
d
ou τ’
d
ou τ
do
a partir dos valores conhecidos de x
d
e das duas
outras grandezas.
3.17.3.48.2 A reatância de seqüência negativa x
2
pode ser
calculada a partir dos valores x"
d
e de x"
q
, obtidos de
ensaios, pela fórmula:
x =
x" + x"
2
2
d q
3.17.3.48.3 A resistência de seqüência positiva do enro-
lamento da armadura é determinada a partir das perdas
Joule (P
cu
) conhecidas 3 I
2
R
a
e das perdas suplementares
(P
sup
) no enrolamento da armadura, medidas de acordo
com 3.13, pela fórmula:
R =
P + P
3 I n
1
cu sup
2
r = P + P
1 cu sup
Onde:
P
cu
= 3 I
2
R
a
= perdas Joule
P
sup
= perdas suplementares
Este valor de R
1
corresponde à temperatura do enro-
lamento na qual foram realizadas as medições das perdas.
3.17.3.48.4 A constante de tempo de curto-circuito da ar-
madura, sob freqüência nominal, é calculada a partir dos
valores de X
2
e de r
a
, obtidos de ensaios, por meio da
fórmula:
τ
π
a
2
n a
=
x
2 f r
Nota: Deve ser utilizado o valor saturado de x
2
.
Métodos de ensaio
Valor saturado Indicação de
Grandeza Itens ou não ensaios
Designação do ensaio saturado recomendados
X
d
Ensaios de saturação em vazio e de curto- 3.17.3.1 não saturado
circuito trifásico permanente
K
o
Ensaios de saturação em vazio e de curto- 3.17.3.1
circuito trifásico permanente 3.17.3.2
X
q
Ensaio de excitação negativa 3.13.3.10 saturado
não saturado
Ensaio de baixo escorregamento 3.17.3.12 não saturado
Ensaio em carga com medição de ângulo de 3.17.3.14 saturado
carga
Ensaio de curto-circuito trifásico instantâneo 3.17.3.16 não saturado
X’
d
saturado
Ensaio de restabelecimento de ensaio não saturado
Ensaio de curto-circuito trifásico instantâneo 3.17.3.16 não saturado
saturado
Ensaio de restabelecimento da tensão 3.17.3.18 não saturado
X"
d
Ensaio de aplicação de tensão nas posições 3.17.3.20 não saturado
do rotor de eixo direto e de eixo em quadratura (saturado)
Ensaio de aplicação de tensão para posição 3.17.3.22 não saturado
arbitrária do rotor (saturado)

recomendado
¹
;
¹
¹
¹

recomendado
¹
;
¹
¹
¹

recomendado
¹
;
¹
¹
¹
Tabela 2 - Relação de métodos de ensaio
/continua
L
i
c
e
n
ç
a

d
e

u
s
o

e
x
c
l
u
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52
NBR 5052/1984
/continuação
Métodos de ensaio

recomendado
¹
;
¹
¹
¹

recomendado
¹
;
¹
¹
¹

recomendado
¹
;
¹
¹
¹

recomendado
¹
;
¹
¹
¹
Valor saturado Indicação de
Grandeza Itens ou não ensaios
Designação do ensaio saturado recomendados
Ensaio de aplicação de tensão nas posições 3.17.3.20 saturado
X"
q
do rotor de eixo direto e de eixo em quadratura não saturado
Ensaio de aplicação de tensão para uma 3.17.3.22 saturado
posição arbitrária do rotor (não saturado)
Ensaio de curto-circuito monofásico 3.17.3.24 não saturado
X
2
permanente
Ensaio de seqüência negativa 3.17.3.26 não saturado
Ensaio de curto-circuito monofásico 3.17.3.24 não saturado
R
2
permanente
Ensaio de seqüência negativa 3.17.3.26 não saturado
Ensaio de alimentação monofásica das três 3.17.3.28 não saturado
x
o
fases
Ensaio de curto-circuito permanente entre 3.17.3.30 não saturado
dois terminais de linha e neutro
Ensaio de alimentação monofásico das três 3.17.3.28 não saturado
R
o
três fases
Ensaio de curto-circuito permanente entre não saturado
dois terminais de linha e neutro
Ensaio de saturação em vazio, ensaio de 3.17.3.1
x
p
curto-circuito permanente, ensaio com fator de 3.17.3.2
potência nulo 3.17.3.4
R
a
Método de tensão e corrente ou da ponte 3.17.3.32
R
f
Método de tensão e corrente ou da ponte 3.17.3.32
R
1
Resistência de seqüência positiva do 3.17.3.48.3 ver 3.13
enrolamento da armadura
Ensaio do decréscimo da corrente de excitação 3.17.3.34
τ
do
com o enrolamento da armadura em vazio
Ensaio de restabelecimento da tensão 3.17.3.18
Ensaio de decréscimo da corrente de 3.17.3.36
excitação com o enrolamento da armadura em
τ’
d
curto-circuito
Ensaio de curto-circuito trifásico 3.17.3.16
τ"
d
Ensaio de curto-circuito trifásico 3.17.3.16
τ
a
Ensaio de curto-circuito trifásico 3.17.3.16
τ
j
Ensaio de oscilação do rotor suspenso 3.17.3.38
Ensaio de oscilação com pêndulo auxiliar 3.17.3.40
} recomendado
/continua

recomendado
¹
;
¹
¹
¹
L
i
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ç
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o

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x
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NBR 5052/1984 53
/continuação
Métodos de ensaio
Valor saturado Indicação de
Grandeza Itens ou não ensaios
Designação do ensaio saturado recomendados
Ensaio de retardamento em vazio 3.17.3.40
Ensaio de retardamento em curva com a 3.17.3.44
τ’
j
máquina operada com o motor
Ensaio de aceleração após supressão de 3.17.3.46
carga, com a máquina operada como
gerador
Ensaio de oscilação do rotor suspenso 3.17.3.38
Ensaio de oscilação com pêndulo auxiliar 3.17.3.40
H Ensaio de retardamento em vazio 3.17.3.42
Ensaio de retardamento em carga com a 3.17.3.44
máquina operada como motor
Ensaio de aceleração após supressão ins- 3.17.3.46
tantânea da carga, com a máquina operada
como gerador
Medição direta 3.17.3.1
i
fn
Gráfico vetorial: de Potier 3.17.3.7
da ASA 3.17.3.8
SUECO 3.17.3.9
Medição direta 3.17.3.1
U
n
Por meio do gráfico da característica em vazio 3.17.3.7
e do valor conhecido da corrente i
fn
/ANEXO A

recomendado
¹
;
¹
¹
¹
L
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S
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A
.
NBR 5052/1984 55
a) o valor da corrente contínua sobreposta, que circula
no enrolamento;
b) a queda de tensão nos terminais deste enrola-
mento, devido à corrente contínua sobreposta.
Isto constitui, portanto, uma medição de resistência por
leitura de tensão e corrente.
A-3.1.2 Este procedimento é aplicável qualquer que seja
o modo de conexão dos enrolamentos (estrela com neutro
acessível ou inacessível, triângulo), porém, o esquema
do circuito de ensaio variará com o modo de conexão. A
seguir são dados três esquemas a título de exemplo:
A Figura 25-a) fornece os detalhes do esquema de ensaio
para a medição, em carga, da elevação de temperatura
de um enrolamento ligado em estrela com neutro
acessível. A Figura 25-b) mostra o esquema básico para
o ensaio de curto-circuito na mesma máquina. A Figura
25-c) mostra o esquema básico para um enrolamento
ligado em estrela com neutro inacessível. Deste esquema
pode ser deduzido facilmente o esquema de ensaio de
um enrolamento ligado em triângulo.
A-3.1.3 No caso de um enrolamento ligado em estrela, a
sobreposição da corrente contínua é feita pelo neutro. É
necessário providenciar também um neutro de retorno, o
qual, para um ensaio em carga, pode ser o do enrolamento
do estator de outro gerador de corrente alternada ou do
transformador principal, ou do enrolamento paralelo do
gerador sob ensaio, se houver, ou ainda de um transfor-
mador auxiliar ou de reatores ligados em zigue-zague e,
no caso de um ensaio de curto-circuito, as conexões de
curto-circuito dos terminais de linha.
A-3.1.4 No caso de um enrolamento com neutro inaces-
sível, a corrente contínua deve ser sobreposta entre uma
fase e o terminal correspondente de um indutor trifásico.
Como na prática a resistência do sistema é muito mais
baixa que a do enrolamento em ensaio, é necessário im-
pedir a passagem da corrente contínua para o sistema.
Para este fim, devem ser ligados capacitores ou resistores
entre o sistema e os pontos por onde é feita a sobreposição
de corrente contínua. O esquema (Figura 24-c) mostra
um resistor em cada fase, mas um resistor na fase sob
ensaio será suficiente. A sua resistência deve ser normal-
mente igual à da fase sob ensaio.
A-3.1.5 Os capacitores ou resistores são normalmente
curto-circuitados. Os interruptores que os curto-circuitam
são abertos somente durante as medições
A-3.2 Método de medição
A-3.2.1 A descrição a seguir é limitada ao caso de um en-
rolamento em estrela com neutro acessível (Figu-
ra 25-a)).
A-3.2.2 A corrente contínua é medida nos terminais de um
derivador colocado em série com a conexão do neutro:
representa desta forma três vezes o valor médio das cor-
ANEXO A - Método da superposição
Nota: Ver 3.14.3 da NBR 5383.
A-1 Execução do ensaio
A-1.1 Mediante acordo prévio, as medições de resistência
podem ser feitas, sem interrupção do ensaio, pelo método
da superposição que consiste na aplicação aos enrola-
mentos de uma pequena corrente contínua de medição,
sobreposta à corrente de carga.
A-2 Princípios do método
A-2.1 Pela aplicação de uma tensão contínua aos enrola-
mentos do estator de uma máquina de corrente alternada
em carga superpõe-se à corrente alternada uma compo-
nente de corrente contínua.
A-2.2 Por meio de reatâncias podem-se separar as com-
ponentes contínua e alternada. A medição da resistência
dos enrolamentos primários, empregando-se corrente
contínua, pode ser feita pelo procedimento da ponte ou
por medição de tensão e de corrente. A escolha do mé-
todo e do circuito a adotar depende da potência e da ten-
são da máquina a ensaiar, do modo de conexão dos
seus enrolamentos de estator e do modo de execução
do ensaio de elevação de temperatura.
Notas: a)O valor da corrente contínua superposta deve ser su-
ficientemente baixo e o seu tempo de circulação su-
ficientemente curto, a fim de não influenciar a elevação
de temperaturas dos enrolamentos. Se não for possível
evitar essa influência, a correção eventualmente a ser
aplicada deve ser determinada por cálculo ou por
ensaio. A correção na prática não é considerada ne-
cessária se a corrente contínua superposta não ultra-
passar em 5% a corrente alternada de carga e se não
circular mais de 5 min. Para medições em máquinas
de alta-tensão, o método descrito pode ser aplicado
com corrente contínua de valores muito mais baixos,
inferiores mesmo a 1% da corrente de carga. O valor
mínimo da tensão contínua medida nos terminais do
enrolamento e do derivador deve ser da ordem de
10 mV.
b) As medições de resistência, antes e durante o ensaio
em carga, devem ser feitas pelo mesmo método.
c) O método de medição de tensão e corrente é preferível
em máquinas de alta-tensão, devido à sua simplicidade;
melhor precisão, contudo, será obtida com o método
da ponte.
Dois procedimentos específicos de aplicação deste mé-
todo são descritos a seguir, a título de exemplo, sendo o
primeiro o procedimento da ponte e o segundo de medi-
ção de tensão e corrente. Podem ser empregados outros
circuitos na dependência das conexões dos enrola-
mentos e do tipo de máquina.
A-3 Medição da elevação de temperatura dos
enrolamentos em máquinas de alta-tensão pela
medição de tensão e corrente
A-3.1 Procedimento
A-3.1.1 Sobrepõe-se uma corrente contínua fornecida, por
exemplo, por uma bateria de acumuladores à corrente
alternada de carga e medem-se os valores seguintes:
L
i
c
e
n
ç
a

d
e

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s
o

e
x
c
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A
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56
NBR 5052/1984
rentes sobrepostas a cada uma das três fases. O valor
médio das tensões contínuas aplicadas às três fases do
enrolamento é obtido pela leitura num microamperímetro
ligado entre o neutro do enrolamento e o neutro de três
impedâncias de resistências iguais e ligadas em estrela
nos terminais de saída dos enrolamentos.
A-3.2.3 Para este fim, podem-se utilizar os enrolamentos
primários de elevada reatância de transformadores de
potencial, a qual limita a circulação de corrente alternada
nos circuitos de medição de corrente contínua.
A-3.2.4 Se R/3 for a resistência equivalente a três fases
do enrolamento sob ensaio, r
a
a resistência de uma im-
pedância, r a resistência do circuito do microamperímetro
de medição da tensão, obtém-se a seguinte relação entre
a corrente sobreposta I
1
e a corrente i no microam-
perímetro:
i =
RI / 3
r + r / 3
1
a
a qual fornece a resistência procurada:
R =
i
I
(3r + r )
1
a
Como se trata de medir uma elevação de temperatura,
isto é , uma variação relativa da resistência, não é neces-
sário medir os valores verdadeiros de R em vazio e sob
carga, mas apenas valores que lhes sejam proporcionais.
É suficiente, portanto, que os instrumentos de medição
tenham deflexões proporcionais, na faixa de medição,
uma deles à tensão contínua nos terminais do enrola-
mento sob ensaio e o outro à corrente contínua que circula
neste enrolamento.
A-3.3 Aparelhagem de medição
A-3.3.1 Derivadores
A-3.3.1.1 O derivador colocado em série com as conexões
de neutro será percorrido por corrente alternada de valor
muito baixo, não acarretando problema algum de projeto.
A-3.3.1.2 No caso de enrolamento em triângulo, ou em
estrela com neutro inacessível, deve ser empregado um
derivador cuja resistência não seja afetado sensivelmente
pela elevação de temperatura resultante da corrente al-
ternada de carga que o percorre. Um seccionador ligado
aos seus terminais permitirá ligá-lo somente no momento
das medições.
A-3.3.1.3 O transformador de filtragem com relação uni-
tária, ligado aos terminais do derivador, deve ter re-
sistência elevada em comparação com a deste, a fim de
a componente de corrente contínua, que circula através
dele, não influenciar sensivelmente o seu estado de sa-
turação magnética.
A-3.3.2 Microamperímetro e milivoltímetro
Estes documentos devem ser precisos e lineares. A sua
classe de precisão deve ser 0,5 de acordo com a Pu-
blicação nº 51 da Comissão Eletrotécnica Internacional,
enquanto não vigorar norma brasileira equivalente. De-
vem ser dotados de filtros, a fim de evitar interferência de
corrente alternada nas medições. A resistência r do cir-
cuito do microamperímetro deve ser superior a:
10
3
r
a
Para reduzir as variações de r
a
resultantes da elevação
de temperatura do reator, convém dar a r um valor não
inferior a 100 r
a
. Usam-se geralmente aparelhos de feixe
luminoso.
A-3.3.3 Transformadores de potencial usados nos circuitos
de medição
Estes três transformadores devem ter reatâncias tão próxi-
mas uma da outra quanto possível, a fim de reduzir a
componente alternada residual transmitida ao circuito de
medição. Se as suas resistências não forem iguais, podem
ser equilibradas por meio de resistores adicionais, ou a
relação r
a
/3 pode ser substituída na fórmula pelo valor
calculado de resistência equivalente destas três impe-
dâncias em paralelo. Se r tiver valor elevado com relação
ao de r
a
(r ≥ 100 r
a
), esta correção é desnecessária. Reco-
menda-se escolhê-los com tensão nominal superior à da
máquina, a fim de reduzir a influência das suas elevações
de temperatura sobre o valor da sua resistência.
A-3.3.4 Transformador auxiliar
Quando, na ausência de um ponto neutro de retorno no
circuito de alimentação, for usado transformador auxiliar,
é necessário certificar-se de que a corrente contínua não
causa elevação exagerada de temperatura deste
aparelho, deslocamento do neutro ou de armação apre-
ciável da forma de onda (terceiro harmônico). Por estas
razões, será geralmente preferível usar reatores em zigue-
zague especialmente projetados para estes ensaios.
A-3.3.5 Isolação do circuito de medição
Apesar do circuito de medição estar a uma tensão próxima
ao potencial de terra, no caso de uma máquina de alta
tensão com neutro acessível, podem surgir tensões peri-
gosas no caso de falta para a terra numa fase, o que tor-
na necessário isolar todos os circuitos de medição para a
tensão nominal da máquina, fazer leituras à distância e
usar interruptores acionáveis por meio de haste.
A-3.3.6 Alimentação da corrente contínua
A-3.3.6.1 É satisfatória qualquer fonte de corrente contínua
de tensão estável, porém, no caso de máquinas de alta-
tensão onde esta fonte deve ser isolada, isto torna-se
mais fácil mediante o emprego de uma bateria de acu-
muladores.
A-3.3.6.2 O ajuste da corrente contínua pode ser executado
mediante um resistor adicional variável, o qual também
serve para limitar a corrente alternada, especialmente de
terceiro harmônico que circula entre neutros, ou mediante
L
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NBR 5052/1984 57
a inserção de um número maior ou menor dos elementos
de bateria.
A-3.3.7 Precauções a observar nas medições
A-3.3.7.1 Como não se mede a corrente contínua real no
enrolamento e a tensão correspondente, mas valores que
lhes são proporcionalidade, é importante serem os fatores
de proporcionalmente iguais nas medições feitas em vazio
e sob carga. Decorre daí que alteração alguma deve ser
feita durante o ensaio, nas características dos elementos
do circuito, especialmente na sensibilidade dos instru-
mentos.
A-3.3.7.2 Fenômenos transitórios, especialmente varia-
ções de carga, podem dar origem a componentes con-
tínuas capazes de falsear os resultados. Recomenda-se
por isso tomar leituras somente depois das indicações
terem permanecido constantes durante 10 s e que as
medições de tensão e de correntes sejam feitas simul-
taneamente.
A-3.3.7.3 Como o zero mecânico dos aparelhos pode variar
ligeiramente durante o ensaio e não pode ser regulado
devido ao perigo de alta-tensão aplicada, ele deve ser
deslocado para frente ou para trás de algumas divisões,
a fim de deduzir a deflexão do zero mecânico, controlado
depois de cada medição, das deflexões lidas durante o
ensaio.
A-3.3.7.4 Deve ser verificado, se os aparelhos de medição
de corrente contínua não se desviam sob a influência da
corrente alternada de carga, quando não circula corrente
contínua.
A-3.3.7.5 Nos casos especiais de máquinas de corrente
nominal elevada, isto é, máquinas de terminais de grande
porte, as diferenças de potencial porventura existente ao
longo dos terminais poderão influenciar o grau de pre-
cisão da medição da queda de tensão contínua no en-
rolamento sob ensaio. Esta causa de erro poderá ser eli-
minada, ligando-se o circuito de medição de tensão con-
tínua aos terminais do enrolamento por meio de resis-
tores equalizadores de aproximadamente 1 Ω, de acordo
com a Figura 26.
A-4 Métodos baseados no emprego de ponte
A-4.1 Aplicabilidade dos métodos
Estes métodos, aplicáveis aos diversos modos de ligação
dos enrolamentos (ligação em estrela com neutro aces-
sível ou não, ligação em triângulo), são utilizados prin-
cipalmente em máquinas de baixa tensão.
A-4.2 Aplicabilidade das pontes
Podem ser utilizadas pontes simples ou duplas. Reco-
menda-se o emprego de ponte simples na medição de
resistências de valor superior a 10 Ω. Os esquemas mais
usuais são descritos a seguir.
A-4.3 Medição da elevação de temperatura dos
enrolamentos em máquina de baixa tensão pelo
procedimento da ponte dupla
A-4.3.1 De acordo com o método de conexão do enro-
lamento, deve ser usado o circuito de ensaio indicado na
Figura 24-b (conexão em estrela com neutro acessível)
ou na Figura 27 (conexão em triângulo).
Onde:
R
1
= resistência de um enrolamento de fase
R
2
= resistor calibrado da ponte
R
3
, R
4
= resistores ajustáveis da ponte
D = i mpedores de reatânci a el evada de
limitação da corrente alternada
R
D
= resistência dos impedores D
Z = interruptor para ligação em curto-circuito
W = interruptor
A = amperímetro de bobina móvel
F = filtro
A-4.3.2 O resistor calibrado R
2
deve ser dimensionado
para a corrente de carga I
p
. Recomenda-se que:
R
2
≤ 0,1 R
1
A-4.3.3 Os resistores ajustáveis R
3
e R
4
devem ter a pre-
cisão usual dos resistores para pontes de laboratório, ou
seja, de aproximadamente 0,02%.
A-4.3.4 Os impedores D devem ser enrolados com fio de
baixo coeficiente de temperatura. O valor de sua resis-
tência deve ser conhecido com a mesma precisão que os
valores dos resistores R
3
e R
4
.
A-4.3.5 A ligação dos circuitos de medição é feita por meio
do interruptor W, com o interruptor para ligação em curto-
circuito Z aberto.
A-4.3.6 São desligados, abrindo-se o interruptor W e fe-
chando-se o interruptor para ligação em curto-circuito Z.
A-4.3.7 A corrente contínua indicada pelo amperímetro
deve ser da ordem de: 5% de I
p
no caso da Figura 28 (li-
gação em estrela); 10% a 15% de I
p
no caso da Figura 27
(ligações em triângulo) sendo I
p
o valor da corrente al-
ternada de fase da máquina durante o ensaio de elevação
de temperatura.
A-4.3.8 Em máquinas que podem ser ligadas em estrela
ou triângulo, recomenda-se a escolha da ligação estrela
para o ensaio.
A-4.3.9 A resistência de uma fase do enrolamento é calcu-
lada, com a ponte em equilíbrio, pela fórmula:
R = R
R + R
R
1 2
a D
4
L
i
c
e
n
ç
a

d
e

u
s
o

e
x
c
l
u
s
i
v
a

p
a
r
a

P
e
t
r
o
b
r
á
s

S
.
A
.
L
i
c
e
n
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d
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s
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x
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s
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p
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r
a

P
e
t
r
o
b
r
á
s

S
.
A
.
58
NBR 5052/1984
A-4.4 Medição da elevação de temperatura dos
enrolamentos em máquinas de baixa tensão pelo
procedimento da ponte simples
A-4.4.1 A Figura 29 mostra o esquema básico. O trans-
formador de potencial T, de relação 1:1, serve para reduzir
a zero a tensão alternada entre os terminais da ponte,
enquanto o capacitor é utilizado no desacoplamento do
sistema do enrolamento sob ensaio, para corrente
contínua. Sem este capacitor, a resistência medida seria
a do enrolamento em paralelo com a resistência do
sistema.
A-4.4.2 O esquema mostra que a resistência medida é a
soma das resistências dos enrolamentos e do secundário
do transformador de potencial.
A-4.4.3 A resistência do enrolamento é obtida, subtraindo-
se a resistência do transformador da resistência medida.
Um interruptor de quatro pólos, como indicado na Figu-
ra 30, evita o aquecimento do transformador de potencial
e a variação da sua resistência durante os ensaios. Deve
ser levada em conta a resistência dos elementos auxiliares
e, se houver, a sua variação com a temperatura.
A-4.4.4 A necessidade de manter baixa a queda de tensão
da corrente de carga alternada que percorre os capa-
citores utilizados neste circuito, limita este método a má-
quinas de potência relativamente baixa, da ordem de
20 kVA a 30 kVA.
A-4.4.5 A Figura 29 mostra as disposições necessárias à
aplicação deste método a uma máquina trifásica ligada
em estrela. A resistência medida corresponde à de duas
fases em série. Com enrolamentos ligados em triângulo,
o circuito de ensaio é o mesmo, mas a resistência medida
é a de uma fase ligada em paralelo com a resistência das
outras duas fases ligadas em série. Se o neutro de enrola-
mento sob ensaio for ligado à terra, deve ser inserido um
capacitor em cada fase do sistema.
A-4.4.6 O interruptor de quatro pólos indicados na Figu-
ra 30 serve para vários fins:
a) ligação do transformador de potencial somente du-
rante as medições de resistência, de forma a re-
duzir a sua elevação de temperatura. Deve-se no-
tar também que a finalidade do transformador de
potencial consiste em fornecer tensão em oposição
à tensão alternada entre os terminais da ponte,
mas não em fornecer energia. Nestas condições a
elevação de temperatura capaz de afetar a resis-
tência do seu enrolamento secundário é conside-
ravelmente mais baixa;
b) curto-circuitar os bancos de capacitores durante
os períodos em que não são efetuadas medidas;
c) permitir verificação periódica da resistência do en-
rolamento secundário do transformador de po-
tencial, antes de efetuar as medições, para cons-
tatação de eventual variação. Deve-se notar que
dois pólos do interruptor são utilizados em paralelo
para reduzir e tornar mais estáveis as resistências
de contato neste circuito.
A-4.4.7 Se, em lugar de medir as elevações de tempera-
tura em intervalos, se desejar observar a sua variação
contínua, será necessário manter o transformador do po-
tencial ligado até atingir o seu equilíbrio térmico antes do
início e medir a resistência do enrolamento a frio.
A-4.4.8 O capacitor ligado aos terminais da ponte de me-
dição tem por fim reduzir os efeitos de sobretensões de
manobra no circuito de ensaio.
A-4.5 Medição da elevação de temperatura dos
enrolamentos em máquinas de alta-tensão com o
emprego de ponte
A-4.5.1 A Figura 31 mostra o esquema de ligação para
uma máquina ligada em estrela com neutro acessível.
A-4.5.2 A tensão contínua de alimentação da ponte é apli-
cada entre os pontos neutros da máquina e de um trans-
formador T.
A-4.5.3 Um reator L
1
opõe-se à circulação de correntes de
terceiro harmônico entre os dois pontos neutros.
A-4.5.4 A filtragem das componentes de corrente alternada
do circuito de medição é assegurada de um lado por
meio de um transformador T
1
de relação unitária, com en-
rolamento primário de resistência elevada em relação ao
derivador R
2
, entre cujos terminais está ligado, e de outro
lado por meio de um reator L
2
, série com um resistor R
3
e
de um capacitor ligado em paralelo com o braço R
3
R
4
da
ponte.
A-4.5.5 As condições necessárias para a precisão das
medidas, relativas a reatores e derivadores e as medidas
de segurança contra alta-tensão são as mesmas que para
o método de medição de tensão e corrente. Se o neutro
da máquina for diretamente aterrado, o circuito da ponte
pode ser protegido simplesmente por meio de um cente-
lhador de esferas.
L
i
c
e
n
ç
a

d
e

u
s
o

e
x
c
l
u
s
i
v
a

p
a
r
a

P
e
t
r
o
b
r
á
s

S
.
A
.
L
i
c
e
n
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a

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s
o

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c
l
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s
i
v
a

p
a
r
a

P
e
t
r
o
b
r
á
s

S
.
A
.
NBR 5052/1984 59
F = filtro
L
1
= reatância eventual para limitação das correntes de 3ª harmônica
T
a
= transformador auxiliar
Figura 25-a) - Ensaio em carga
Figura 25-b) - Ensaio em curto-circuito - Esquema básico
F = filtro
L
i
c
e
n
ç
a

d
e

u
s
o

e
x
c
l
u
s
i
v
a

p
a
r
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t
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.
A
.
L
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c
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a

p
a
r
a

P
e
t
r
o
b
r
á
s

S
.
A
.
60
NBR 5052/1984
F = filtro
Nota: Em máquinas de potência relativamente baixa, os resistores R
1
, R
2
ou R
3
podem ser substituídos por capacitores. O esquema
não mostra os diversos interruptores necessários para o ensaio.
Figura 25-c) - Enrolamento em estrela com neutro inacessível - Esquema básico
Figura 26 - Resistores equalizadores
L
i
c
e
n
ç
a

d
e

u
s
o

e
x
c
l
u
s
i
v
a

p
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r
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r
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t
r
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r
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s

S
.
A
.
NBR 5052/1984 61
F = filtro
Figura 27 - Enrolamento ligado em triângulo
F = filtro
Figura 28 - Medição em enrolamento de baixa tensão ligado em estrela pelo procedimento da ponte dupla
L
i
c
e
n
ç
a

d
e

u
s
o

e
x
c
l
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S
.
A
.
62
NBR 5052/1984
Figura 29 - Esquema básico de medição pelo procedimento da ponte simples
T
1
= transformador de potencial
T
1
= transformador de potencial
S = lâmpada de sinalização
Figura 30 - Esquema prático de medição de um enrolamento trifásico de baixa tensão ligado em estrela pelo
procedimento da ponte simples
/ANEXO B
L
i
c
e
n
ç
a

d
e

u
s
o

e
x
c
l
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p
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P
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t
r
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b
r
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s

S
.
A
.
L
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c
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S
.
A
.
NBR 5052/1984 63
ANEXO B - Modelos de formulário para relatórios de ensaios
Formulário 1
Especificação do desempenho de geradores síncronos, com acionamento por turbina hidráulica, resfriados a ar
Característica nominal Data ___________
Potência Fator de Potência Velocidade Número Freqüência Tensão Corrente Tipo ou
nominal potência ativa de rotação de fases nominal nominal nominal carcaça
nominal
kVA kW rpm Hz V A
Descrição
A carga admissível no mancal de escora (gerador de eixo vertical), adicionalmente ao peso das partes girantes de gerador e excitatriz
(quando fornecida) é de........................................................................ kgf
Efeito de inércia do rotor não inferior a .................................................. kgf m
2
Sobrevelocidade - Velocidade de rotação máxima do gerador (e da excitatriz diretamente acoplada, quando fornecida),
sem danos mecânicos: ......................................... rpm
O enrolamento amortecedor
está
não está
incluído.
Isolação: Enrolamento da armadura, classe de temperatura...................................
Enrolamento de excitação, classe de temperatura...................................
Elevações de temperatura Ensaios dielétricos
Elevações de temperatura máximas permitidas
°C
Núcleo da Enrolamento da armadura
armadura,
para Termômetro Resistência Detectores
kVA h resistência embutidos
Enrolamento de
excitação para
resistência
Tensão de ensaio *
kV
Aplicada ao enrolamento
da armadura de excitação
AC* ou DC* AC* ou DC*
Os valores nominais e elevações de temperaturas são baseados em temperatura do ar de resfriamento
de 40°C e altitude não superior a 1000 m.
Rendimento
* Indicar qual
Potência Fator de Potência Rendimento
nominal potência ativa %
Para
Corrente 3/4 da 1/2 da
kVA kW nominal corrente corrente
Água de resfriamento
Vazão Temperatura
aproximada máxima
1/min °C
Na determinação do rendimento acham-se incluídas as perdas nos enrolamentos da armadura e de excitação a ..... °C, as perdas em
vazio e suplementares. As perdas por atrito e ventilação, excluída a parte das perdas nos mancais produzidas pelo peso externo ou
empuxo hidráulico
são
não são
incluídas. As perdas na excitatriz e no reostato de campo da excitatriz
não são
são
incluídas. As perdas no
reostato de campo do gerador não são incluídas. Quando o gerador não for fornecido com o jogo completo de mancais, as perdas por
atrito e ventilação (quando incluídas) serão baseadas no uso de mancais para ensaio. As perdas e elevação de temperatura são de-
teminadas de acordo com o MB-470 - ...........
Excitação Excitatriz
Potência requerida para carga Tensão nominal Relação de resposta de Tensão teto de excitação
nominal da máquina principal e excitação aproximada nominal
tensão nominal da excitatriz
kW V V
Peso aproximado, em quilogramas-força
Total líquido Rotor líquido Parte mais pesada para o Total para expedição
guindaste (líquido)
Reatâncias (valores calculados em "por unidade")
Síncrona Transitória, de eixo direto, sob corrente nominal Subtransitória, de eixo direto, sob tensão nominal
Fator de
potência
Potência
nominal
Tempo até a
estabilidade
térmica
L
i
c
e
n
ç
a

d
e

u
s
o

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x
c
l
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A
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á
s

S
.
A
.
64
NBR 5052/1984
Formulário 2
Especificação do desempenho de compensadores síncronos
Característica nominal Data ___________
Velocidade Número Freqüência Tensão Corrente Tipo ou
de rotação de fases nominal nominal nominal carcaça
Subexcitado Sobreexcitado nominal Gás Pressão
kVAr kVAr rpm Hz kV A kgf/cm
2
Descrição __________________________________________________________________________________________________
Sobrevelocidade - Velocidade de rotação máxima do gerador (e da excitatriz diretamente acoplada, quando fornecida),
sem danos mecânicos .......................................... rpm
Elevações de temperatura Ensaios dielétricos
Meio de Resfriamento
Potência nominal
Os valores nominais e elevações de temperatura são baseados na temperatura de ...°C do gás de resfriamento, na saída dos tro-
cadores de calor ou (se não houver trocadores de calor) nas aberturas de admissão de ar da máquina, e em altitude não superior a
1000 m para máquinas resfriadas a ar. Em máquinas resfriadas a hidrogênio, funcionando em qualquer altitude, a pressão do hidro-
gênio deve ser mantida em valor absoluto igual ao correspondente ao funcionamento ao nível do mar com a pressão do hidrogênio, em
quilogramas-força por centímetro quadrado, à qual é referida a característica nominal.
Perdas
As perdas do compensador, quando funcionar na sua característica nominal, não excederão ............. kW
As perdas consistem nas perdas nos enrolamentos da armadura e de excitação a .....°C, nas perdas em vazio, suplementares, por
atrito e ventilação, na excitatriz e no reostato de campo da excitatriz.
As perdas e elevações de temperatura são determinadas de acordo com o MB-470 - ............
Dados de operação
Tensão de ensaio *
kV
Aplicada ao enrolamento
da armadura de excitação
AC* ou DC* AC* ou DC*
Elevações de temperatura máximas permitidas
°C
Subexcitado Sobreexcitado
Núcleo da armadura, Enrolamento de Enrolamento de
por termômetro armadura, por excitação, por
kVAr kVAr detector embutido resistência
Potência nominal
* Indicar qual
Peso aproximado, em quilogramas-força
Total líquido Rotor líquido Parte mais pesada para o Total para expedição
guindaste (líquido)
Potência de partida, em quilovolt-ampéres
Quando dor dada partida com ....... % da tensão nominal, a potência nos terminais do compensador será de aproximadamente .... kVAr
Efeito de inércia do rotor não inferior a ...................... kgf m
2
Água de resfriamento Excitação Excitatriz
Vazão Temperatura Potência requerida Tensão nominal Relação de Tensão teto de
aproximada máxima para carga nominal resposta de excitação
da máquina principal excitação nominal
e tensão nominal aproximada
da excitatriz
kVAr 1/min °C kW V
Reatâncias (valores calculados em "por unidade")
Síncrona Transitória, de eixo direto, sob corrente nominal Subtransitória, de eixo direto, sob tensão nominal
Potência nominal
capacitativo (sem
excitação)
L
i
c
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ç
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S
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A
.
NBR 5052/1984 65
Característica nominal Data ___________
Potência Fator de Potência Velocidade Número Freqüência Tensão Corrente Tipo ou
nominal potência ativa de rotação de fases nominal nominal nominal carcaça
nominal
kVA kW rpm Hz kV A
Formulário 3
Especificação do desempenho de geradores síncronos, com acionamento outro que por turbina hidráulica,
resfriados a ar
Descrição __________________________________________________________________________________________________
Isolação: Enrolamento da armadura, classe de temperatura...................................
Enrolamento de excitação, classe de temperatura...................................
O enrolamento amortecedor
está
não está
incluído.
Elevações de temperatura Ensaios dielétricos
Elevações de temperatura máximas permitidas
°C
Potência Fator de Tempo até a Núcleo da Enrolamento da armadura
nominal potência estabilidade armadura,
térmica por Termômetro Resistência Detectores
kVA h resistência embutidos
Enrolamento de
excitação, por
resistência
Tensão de ensaio *
kV
Aplicada ao enrolamento
da armadura de excitação
AC* ou DC* AC* ou DC*
Peso aproximado, em quilogramas-força
Total líquido Rotor líquido Parte mais pesada para o Total para expedição
guindaste (líquido)
Potência Fator de Potência Rendimento
nominal potência ativa %
Para
Corrente 3/4 da 1/2 da
kVA kW nominal corrente corrente
nominal nominal
Potência Tensão
requerida para nominal da
carga nominal excitatriz
da máquina
principal e
tensão nominal
da excitatriz
kW V
Os valores nominais e elevações de temperaturas são baseados em temperatura do ar de resfriamento
de 40°C e altitude não superior a 1000 m.
* Indicar qual
Sobrevelocidade - Velocidade de rotação máxima do gerador (e da excitatriz diretamente acoplada, quando fornecida),
sem danos mecânicos: ......................................... rpm
Rendimento Excitação
Na determinação do rendimento acham-se incluídas as perdas nos enrolamentos da armadura e de excitação a ........ °C, as perdas em
vazio e suplementares. As perdas por atrito e ventilação
são
não são
incluídas. As perdas na excitatriz e no reostato de campo da excitatriz
são
não são
incluídas. As perdas no reostato de campo do gerador não são incluídas. Quando o gerador não for fornecido com o jogo com-
pleto de mancais, as perdas por atrito e ventilação (quando incluídas) serão baseadas no uso de mancais para ensaio. As perdas e ele-
vações de temperatura são determinadas de acordo com o MB-470 - ...............
Efeito de inércia do rotor não inferior a ................................... kgf m
2
.
Coeficiente de sincronização: aproximadamente ................. kW/rad elétrico
L
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NBR 5052/1984
Característica nominal Data ___________
Potência Fator de Velocidade Número de Freqüência Tensão Corrente Tipo ou
nominal potência de rotação nominal nominal nominal carcaça
Pólos Fases
kW rpm Hz V A
Formulário 4
Especificação do desempenho de motores síncronos
Descrição __________________________________________________________________________________________________
Isolação: Enrolamento da armadura, classe de temperatura...................................
Ligações da armadura, classe de temperatura ........................................
Enrolamento de excitação, classe de temperatura...................................
Elevações de temperatura Excitação
Potência Tensão
nominal nominal da
requerida na excitatriz
carga nominal
do motor e
tensão nominal
da excitatriz
kW V
Elevações de temperatura máximas permitidas
°C
Potência Fator de Tempo até a Núcleo da Enrolamento da armadura
nominal potência estabilidade armadura,
térmica por Termômetro Resistência Detectores
kW h resistência embutidos
Enrolamento de
excitação por
resistência
Potência com Conjugado com Conjugado máximo mantido
rotor bloqueado rotor bloqueado durante 1 min com excitação
Conjugado Efeito de inércia normal da carga sobre o para carga nominal
kVA qual o conjugado é baseado
Conjugado de sincronização
Recomendadas partida com ............. % da tensão nominal e sincronização com .............. % da tensão nominal.
No caso de partida sob tensão reduzida, com autotransformador, o conjugado e a potência do motor, com rotor bloqueado, devem ser
reduzidos aproximadamente, em proporção ao quadrado da tensão reduzida aplicada.
Rendimento Peso aproximado, em quilogramas-força
Os ensaios dielétricos são executados de acordo com o MB-470 -
Os valores nominais e elevação de temperaturas são baseados em temperatura do ar de resfriamento de 40°C e altitude não superior a
1000 m -
Conjugados e potência com rotor bloqueado (em porcentagem dos valores nominais, sob tensão nominal)
Potência Fator de Rendimento
nominal potência %
Para
Corrente 3/4 da 1/2 da
nominal corrente corrente
kW nominal nominal
Total Rotor Parte mais Total
líquido líquido pesada para para
o guindaste expedição
(líquido)
Na determinação do rendimento, acham-se incluídas as perdas nos enrolamentos da armadura e de excitação a .... °C, as perdas em
vazio e suplementares. As perdas por atrito e ventilação, excluída a parte das perdas nos mancais produzidas pelo peso externo ou
empuxo hidráulico,
são
não são
incluídas. As perdas na excitatriz e no reostato de campo da excitatriz
são
não são
incluídas. As perdas no
reostato de campo do motor não são incluídas. Quando o motor não for fornecido como o jogo completo de mancais, as perdas por
atrito e ventilação (quando incluídas) serão baseadas no uso de mancais para ensaio.
/ÍNDICE ALFABÉTICO
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NBR 5052/1984 67
Índice alfabético
1 Objetivo ........................................................................................................................................................ 1
2 Documentos complementares ..................................................................................................................... 1
3 Ensaios ........................................................................................................................................................ 1
3.1 Resistência do isolamento ........................................................................................................................... 1
3.2 Valor mínimo da resistência do isolamento.................................................................................................. 2
3.3 Ensaio dielétrico .......................................................................................................................................... 4
3.4 Ensaio de resistência ôhmica ...................................................................................................................... 4
3.5 Ensaio de espiras curto-circuitadas do enrolamento de excitação .............................................................. 4
3.6 Ensaio de polaridade para bobinas de campo............................................................................................. 5
3.7 Ensaio de tensão no eixo e isolação de mancal ........................................................................................... 5
3.8 Ensaio de seqüência de fases ..................................................................................................................... 6
3.9 Irregularidade da forma de onda - Determinação do fator de interferência telefônica (FIT) ......................... 8
3.10 Ensaio de sobrevelocidade ......................................................................................................................... 9
3.11 Característica em V ...................................................................................................................................... 9
3.12 Capacidade dos geradores para absorver potência reativa ...................................................................... 10
3.13 Perdas e rendimento .................................................................................................................................. 10
3.13.1 Prescrições gerais ..................................................................................................................................... 10
3.13.2 Classes de ensaio para a determinação do rendimento ............................................................................ 11
3.13.3 Ensaios para medição das perdas e determinação do rendimento ........................................................... 11
3.13.4 Escolha dos ensaios .................................................................................................................................. 11
3.13.5 Precisão ..................................................................................................................................................... 11
3.13.6 Métodos e ensaios preferenciais ............................................................................................................... 11
3.13.7 Determinação do rendimento pelo ensaio do freio .................................................................................... 11
3.13.8 Determinação de rendimento pelo ensaio com máquina calibrada .......................................................... 11
3.13.9 Determinação do rendimento pelo ensaio de oposição mecânica ............................................................ 11
3.13.10 Determinação do rendimento pelo ensaio de oposição elétrica ................................................................ 11
3.13.11 Determinação do rendimento pelo ensaio de fator de potência nulo ......................................................... 11
3.13.12 Determinação do rendimento pela adição das perdas .............................................................................. 12
3.13.13 Descrição dos métodos para determinação do rendimento ...................................................................... 13
3.14 Ensaio de elevação de temperatura .......................................................................................................... 22
3.14.1 Método termométrico de medição da temperatura..................................................................................... 22
3.14.2 Método de medição da temperatura por resistência .................................................................................. 23
3.14.3 Método de medição da temperatura por superposição.............................................................................. 23
3.14.4 Generalidades ........................................................................................................................................... 23
3.14.5 Medição da temperatura do meio refrigerante durante os ensaios de elevação de temperatura .............. 23
3.14.6 Métodos de aplicação da carga ................................................................................................................. 24
3.14.7 Leituras de temperatura ............................................................................................................................. 24
3.14.8 Duração do ensaio ..................................................................................................................................... 25
3.15 Ensaio velocidade de rotação-conjugado para motor síncrono ................................................................ 25
3.16 Conjugado máximo em sincronismo.......................................................................................................... 28
3.17 Grandezas de máquinas síncronas ........................................................................................................... 28
3.17.1 Generalidades ........................................................................................................................................... 28
3.17.2 Métodos de determinação ......................................................................................................................... 30
3.17.3 Descrição dos ensaios e determinação das grandezas das máquinas a partir dos mesmos .................... 32
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NBR 5052/1984
3.17.3.1 Ensaio de saturação em vazio ................................................................................................................... 32
3.17.3.2 Ensaio de curto-circuito trifásico permanente ............................................................................................ 33
3.17.3.3 Determinação de grandezas a partir da característica em vazio e da característica em curto-circuito trifási-
co permanente ........................................................................................................................................... 33
3.17.3.4 Ensaio com fator de potência nulo ............................................................................................................. 33
3.17.3.5 Determinação da corrente de excitação correspondente à tensão nominal e à corrente nominal da armadura
a fator de potência nulo (sobreexcitação) .................................................................................................. 33
3.17.3.6 Determinação da reatância de Potier a partir da característica em vazio, da característica em curto-circuito
trifásico permanente e da corrente de excitação correspondente à tensão nominal e à corrente nominal da
armadura a fator de potência nulo (sobreexcitação) .................................................................................. 33
3.17.3.7 Determinação da corrente de excitação nominal por meio do gráfico de Potier ........................................ 34
3.17.3.8 Determinação da corrente de excitação nominal por meio do gráfico ASA................................................ 35
3.17.3.9 Determinação da corrente de excitação nominal por meio do gráfico sueco ............................................. 36
3.17.3.10 Ensaio de excitação negativa .................................................................................................................... 36
3.17.3.11 Determinação de x
q
a partir do ensaio de excitação ................................................................................... 36
3.17.3.12 Ensaio de baixo escorregamento .............................................................................................................. 36
3.17.3.13 Determinação de x
q
pelo ensaio de baixo escorregamento ....................................................................... 37
3.17.3.14 Ensaio em carga com medição do ângulo de carga δ ......................................................................................... 37
3.17.3.15 Determinação de X
q
pela medição medição do ângulo de carga no ensaio em carga............................... 37
3.17.3.16 Ensaio de curto-circuito trifásico instantâneo............................................................................................. 37
3.17.3.17 Determinação de grandezas a partir do ensaio de curto-circuito trifásico instantâneo .............................. 39
3.17.3.18 Ensaio de restabelecimento da tensão ...................................................................................................... 43
3.17.3.19 Determinação de grandezas a partir do ensaio de restabelecimento da tensão ....................................... 43
3.17.3.20 Ensaio de aplicação de tensão nas posições do rotor de eixo direto e de eixo em quadratura com relação
ao eixo de campo do enrolamento da armadura ........................................................................................ 44
3.17.3.21 Determinação de grandezas a partir do ensaio de aplicação de tensão nas posições do rotor de eixo direto
e de eixo em quadratura com relação ao eixo de campo do enrolamento da armadura ............................ 44
3.17.3.22 Ensaio de aplicação de tensão para uma posição arbitrária do rotor ......................................................... 44
3.17.3.23 Determinação de grandezas a partir do ensaio de aplicação de tensão para uma posição arbitrária do
rotor ............................................................................................................................................................ 44
3.17.3.24 Ensaio de curto-circuito monofásico permanente ...................................................................................... 45
3.17.3.25 Determinação de grandezas a partir do ensaio de curto-circuito monofásico permanente ....................... 45
3.17.3.26 Ensaio de seqüência negativa ................................................................................................................... 45
3.17.3.27 Determinação de grandezas a partir do ensaio de seqüência negativa .................................................... 46
3.17.3.28 Ensaio de alimentação monofásica das três fases..................................................................................... 46
3.17.3.29 Determinação de grandezas a partir do ensaio de alimentação monofásica das três fases ...................... 46
3.17.3.30 Ensaio de curto-circuito permanente entre dois terminais de linha e neutro .............................................. 46
3.17.3.31 Determinação de grandezas a partir do ensaio de curto-circuito permanente entre dois terminais de linha e
neutro ......................................................................................................................................................... 47
3.17.3.32 Medições da resistência dos enrolamentos: sob corrente contínua, pelo método de tensão e corrente ou
pelo método da ponte................................................................................................................................. 47
3.17.3.33 Determinação da resistência sob corrente contínua pelo método de tensão e corrente e pelo método da
ponte .......................................................................................................................................................... 47
3.17.3.34 Ensaio de decréscimo da corrente de excitação com o enrolamento da armadura em vazio .................... 48
3.17.3.35 Determinação de τ’
do
a partir do ensaio de decréscimo da corrente de excitação com o enrolamento da
armadura em vazio..................................................................................................................................... 48
3.17.3.36 Ensaio de decréscimo da corrente de excitação com o enrolamento da armadura em curto-circuito ........ 48
3.17.3.37 Determinação de τ’
do
a partir do ensaio de decréscimo da corrente de excitação com o enrolamento da
armadura em curto-circuito ........................................................................................................................ 49
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NBR 5052/1984 69
3.17.3.38 Ensaio de oscilação do rotor suspenso...................................................................................................... 49
3.17.3.39 Determinação de τ
j
e de H a partir do ensaio do rotor suspenso ................................................................ 49
3.17.3.40 Ensaio de oscilação com pêndulo auxiliar ................................................................................................. 49
3.17.3.41 Determinação de τ
j
e H a partir do ensaio de oscilação em pêndulo auxiliar ............................................. 49
3.17.3.42 Ensaio de retardamento em vazio.............................................................................................................. 50
3.17.3.43 Determinação de τ
j
e de H a partir do ensaio do retardamento em vazio ................................................... 50
3.17.3.44 Ensaio de retardamento de máquinas acopladas mecanicamente, operando-se a máquina síncrona como
motor .......................................................................................................................................................... 50
3.17.3.45 Determinação de τ
j
e de H de máquinas acopladas mecanicamente, a partir do ensaio de retardamento,
operando-se a máquina síncrona como motor ........................................................................................... 50
3.17.3.46 Ensaio de aceleração após supressão instantânea da carga, com a máquina operada como gerador .... 50
3.17.3.47 Determinação de τ
j
e de H a partir do ensaio de aceleração após a supressão instantânea da carga com a
máquina operada como gerador ................................................................................................................ 50
3.17.3.48 Determinação de grandezas por meio de cálculos, utilizando-se grandezas obtidas de ensaios............. 51
Tabela 1 Fatores de ponderação ................................................................................................................................ 8
Tabela 2 Relação de métodos de ensaio.................................................................................................................. 51
Figura 1 Determinação da resistência do isolamento ................................................................................................ 3
Figura 2 Medição da resistência do isolamento - método do voltímetro ..................................................................... 4
Figura 3 Indicador de seqüência de fases.................................................................................................................. 7
Figura 4 Indicador de seqüência com fases de lâmpadas néon ................................................................................ 7
Figura 5 Esquema de ligações para comparação da seqüência de fase de um gerador com a do sistema pela
indicação de tensão através de uma chave desligadora ............................................................................. 7
Figura 6 Fatores de ponderação ................................................................................................................................ 9
Figura 7 Conjunto de curvas em V típicas ................................................................................................................ 10
Figura 8-a) Diagrama de ligações para os ensaios em vazio ....................................................................................... 15
Figura 8-b) Diagrama de ligações para os ensaios de curto-circuito............................................................................ 15
Figura 9 Medição de velocidade de rotação por meio de tensões contínuas ........................................................... 18
Figura 10 Curvas de retardamento ............................................................................................................................ 19
Figura 11 Características com rotor bloqueado ......................................................................................................... 28
Figura 12 Determinação da relação de curto-circuito ................................................................................................ 32
Figura 13 Determinação da corrente de excitação, correspondente à tensão e correntes nominais da armadura, pelo
ensaio de fator de potência nulo ................................................................................................................ 34
Figura 14 Determinação da reatância de Potier ......................................................................................................... 35
Figura 15 Determinação da corrente de excitação nominal por meio do gráfico de Potier ........................................ 35
Figura 16 Determinação da corrente de excitação nominal por meio do gráfico ASA................................................ 40
Figura 17 Determinação da corrente de excitação nominal por meio do gráfico sueco ............................................. 40
Figura 18 Determinação de X
q
a partir do ensaio de excitação negativa ................................................................... 41
Figura 19 Determinação de X
q
pelo ensaio de baixo escorregamento ...................................................................... 41
Figura 20-a) Variação da componente periódica da corrente da armadura em função do tempo - Última parte do gráfico
constituída por linha reta ............................................................................................................................ 42
Figura 20-b) Variação da componente periódica da corrente de armadura em função do tempo - Última parte do gráfico
constituída por curva .................................................................................................................................. 42
Figura 20-c) Determinação do maior valor possível da componente aperiódica da corrente de curto-circuito.............. 42
Figura 21 Determinação de grandezas a partir do ensaio de restabelecimento da tensão ....................................... 43
Figura 22 Esquema para o ensaio de curto-circuito trifásico permanente ................................................................. 45
Figura 23 Esquema para o ensaio de curto-circuito trifásico permanente entre dois terminais de linha e neutro ...... 46
Figura 24 Esquema para determinação da resistência da armadura e resistência do enrolamento de excitação pelo
método de tensão e corrente ...................................................................................................................... 48
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NBR 5052/1984
Anexo A Método da superporição ............................................................................................................................ 55
Figura 25-a) Ensaio em carga ........................................................................................................................................ 59
Figura 25-b) Ensaio em curto-circuito, esquema básico................................................................................................. 59
Figura 25-c) Enrolamento em estrela com neutro inacessível, esquema básico ........................................................... 60
Figura 26 Resistores equalizadores .......................................................................................................................... 60
Figura 27 Enrolamento ligado em triângulo ............................................................................................................... 61
Figura 28 Medição em enrolamento de baixa tensão ligado em estrela pelo procedimento da ponte dupla............. 61
Figura 29 Esquema básico de medição pelo procedimento da ponte simples .......................................................... 62
Figura 30 Esquema prático de medição de um enrolamento trifásico de baixa tensão ligado em estrela pelo
procedimento da ponte simples ................................................................................................................. 63
Anexo B Formulários para relatórios de ensaios ...................................................................................................... 63
Formulário 1 Especificação do desempenho de geradores síncronos com acionamento por turbina hidráulica, resfriados
a ar ............................................................................................................................................................. 63
Formulário 2 Especificação do desempenho de compensadores síncronos ................................................................. 64
Formulário 3 Especificação do desempenho de geradores síncronos, com acionamento outro que por turbina hidráulica,
resfriados a ar ............................................................................................................................................. 65
Formulário 4 Especificação do desempenho de motores síncronos............................................................................... 66

2

NBR 5052/1984

ser levada a um valor apropriado pela limpeza, com um solvente adequado, se necessário, e pela secagem.
3.1.3 Se a máquina foi exposta a umidade excessiva, a

secagem pode ser feita pela circulação de corrente nos enrolamentos ou por aquecedores, preferivelmente mantendo-se a temperatura constante em 75°C; em nenhum caso, porém, deve a temperatura exceder a temperatura para a qual a máquina foi projetada. Se a máquina apresenta uma resistência do isolamento muito baixa, é aconselhável secá-la parada, ou então girando com uma velocidade de rotação nominal e com uma corrente de curtocircuito da armadura no máximo igual à corrente nominal. Com a aplicação de calor, a resistência do isolamento usualmente decrescerá rapidamente, porém, logo que o processo de secagem fizer efeito, ela crescerá, atingindo finalmente um valor aproximadamente constante. A secagem deve prosseguir, além do momento em que a resistência do isolamento começou a crescer depois de atingir um mínimo, até que se possa assegurar que a estabilidade do valor de resistência do isolamento foi atingido. 3.2 Valor mínimo da resistência do isolamento

mesma máquina, em condições similares de carga, temperatura e umidade, serve como uma melhor indicação das condições da isolação do que o valor obtido num único ensaio, sendo considerada suspeita qualquer redução grande ou brusca.
3.2.4 O ensaio de resistência do isolamento deve ordi-

3.2.1 É difícil prescrever regras fixas para o valor real da

resistência do isolamento de uma máquina, uma vez que ela varia com o tipo, tamanho, tensão nominal, qualidade e condições do material isolante usado, método de construção e os antecedentes da isolação da máquina. Considerável dose de bom senso, fruto da experiência, deverá ser usada para concluir quando uma máquina está ou não apta para o serviço. Registros periódicos são úteis para esta conclusão.
3.2.2 As regras seguintes indicam a ordem de grandeza

dos valores que podem ser esperados em máquina limpa e seca, a 40°C, quando a tensão de ensaio é aplicada durante 1 min. Valem tanto para enrolamentos de corrente contínua como de corrente alternada, seja para os enrolamentos das armaduras, seja para os enrolamentos de excitação. R m = mínima resistência do isolamento recomendada, em megaohms, obtida somando-se a unidade ao valor numérico da tensão nominal em quilovolts Se o ensaio é feito em temperatura diferente, será necessário corrigir a leitura para 40°C, utilizando-se uma curva de variação da resistência do isolamento em função da temperatura, levantada com a própria máquina. Se não se dispõe desta curva pode-se empregar a correção aproximada, fornecida pela curva da Figura 1; nota-se aqui que a resistência praticamente dobra para cada 10°C que baixa a temperatura da isolação.
3.2.3 Em máquinas novas, muitas vezes podem ser obtidos

valores inferiores, devido à presença de solvente nos vernizes isolantes que posteriormente se volatizam durante a operação normal. Isto não significa necessariamente que a máquina está inapta para o ensaio dielétrico ou para a operação, uma vez que a resistência do isolamento ordinariamente se elevará depois de um período em serviço. Em máquinas velhas, em serviço, podem ser obtidos freqüentemente valores muito maiores. A comparação com valores obtidos em ensaios anteriores na

de nça Lice

nariamente ser realizado com todos os circuitos de igual tensão em relação à terra interligados. Se a leitura para o conjunto dos enrolamentos indica um valor anormalmente baixo, o estado de qualquer um dos enrolamentos pode ser verificado pelo ensaio de cada enrolamento separadamente.
3.2.5 A resistência do isolamento pode ser medida com

S.A. brás etro ra P a pa usiv excl uso

um instrumento de medida direta, tal como o ohmímetro indicador do tipo gerador, bateria ou eletrônico, ou com uma ponte de resistência, com um miliamperímetro, um voltímetro e uma fonte de corrente contínua adequada, e, na falta de outro dispositivo para ensaio da isolação, com um voltímetro de alta resistência e uma fonte de corrente contínua adequada. A medida da resistência deve ser tomada depois que o potencial do ensaio foi aplicado à isolação durante 1 minuto, para evitar influência da variação da polarização do dielétrico. Devem ser tomadas precauções quando forem usados instrumentos de medida direta ou uma fonte de corrente contínua, para que a tensão aplicada aos enrolamentos fique adstrita a um valor compatível com o estado da isolação e com a tensão nominal do enrolamento a ser ensaiado.
3.2.6 O método do voltímetro é baseado na comparação

das correntes que circulam quando uma tensão contínua constante é sucessivamente aplicada a uma resistência conhecida e a mesma resistência em série com uma desconhecida. Na aplicação do método, a resistência do voltímetro é a resistência conhecida. A sensibilidade do instrumento tem influência direta sobre os valores da resistência do isolamento que podem ser medidos com razoável precisão. Para os voltímetros comerciais comuns (100 ohms por volt), a aplicação com uma fonte de corrente contínua de 500 V deve ficar restrita à medição de 1 MΩ ou 2 MΩ no máximo. A resistência máxima que pode ser medida em tensões inferiores a 500 V é proporcionalmente menor. Para instrumentos de maior sensibilidade, o valor máximo de resistência de isolamento que pode ser medido é aumentado proporcionalmente à sensibilidade em ohms por volt. A Figura 2 dá o diagrama de ligações. Fazem-se duas leituras de tensão: a primeira da fonte sem a resistência do isolamento e a segunda colocando-se a resistência do isolamento em série com o voltímetro. V = leitura da tensão da fonte

V1 = leitura do voltímetro quando este está em série com a resistência do isolamento R = resistência do voltímetro

R 1 = resistência do isolamento então: R1 = R (V - V1) V1

de nça Lice

S.A. brás etro ra P a pa usiv excl uso

NBR 5052/1984

Lice nça de

uso excl usiv a pa ra P etro brás S.A.

Figura 1 - Determinação da resistência do isolamento

Lice nça de

uso excl usiv a pa ra P etro brás S.A.
3

A temperatura do enrolamento deve ser tomada de nça Lice S.1.3. c) dimensões incorretas do condutor.2 A tensão de ensaio deve ser aplicada entre os enrolamentos e a carcaça.2 Método 1: Queda de tensão. O ensaio é executado fazendo-se passar uma corrente contínua constante pelo enrolamento de nça Lice curto-circuitadas de S. em graus Celsius R 2 = a resistência desejada na temperatura t2.1 Generalidades 3.4.1. brás etro ra P a pa usiv excl uso .3 Quando ambos os terminais de cada fase forem individualmente acessíveis.4 Ensaio de resistência ôhmica (resistência dos enrolamentos da armadura e de excitação) 3. K = 228 Para os enrolamentos constituídos em parte de fios de cobre e em parte de fios de alumínio.5. K = 235 para o alumínio. O núcleo deve ser ligado à carcaça e aos enrolamentos não sob ensaio. sob condições equivalentes às condições normais de funcionamento.3.1 As medições de resistência são usadas para três fins: para calcular as perdas I2R.2 Ensaio de máquinas novas e completas 3. 3.4.1 Execução do ensaio O ensaio deve ser executado de acordo com a NBR 5389. brás etro ra P a pa usiv excl uso Figura 2 .A. por meio da seguinte fórmula: R2 = K + t2 .A.3.1 Objetivo Estes ensaios têm por objetivo a detecção de bobinas de campo com: a) espiras em curto-circuito.5 Ensaios de espiras enrolamento de excitação 3. a tensão de ensaio deve ser aplicada a cada fase e à carcaça.3. em graus Celsius Onde: para o cobre. com todas as partes no seu devido lugar. 3.3.3 Ensaio em enrolamentos parcialmente substituídos A parte velha do enrolamento deve ser cuidadosamente limpa e seca antes do ensaio.3 Se a resistência de um enrolamento de cobre ou de alumínio é conhecida numa temperatura t1 ela pode ser calculada para qualquer outra temperatura t2. corrente contínua Este método pode ser utilizado para a detecção de espiras curto-circuitadas somente se as conexões entre as bobinas forem acessíveis. O núcleo deve ser ligado à carcaça e aos enrolamentos não sob ensaio.4. 3. 3.2. 3.1.Medição da resistência do isolamento .3.5. 3.3. no qual a resistência desconhecida é comparada com uma resistência conhecida por alguma ponte adequada.3 Ensaio dielétrico 3.Método do voltímetro por termômetros localizados em vários pontos do enrolamento ou por detectores embutidos.2.4 NBR 5052/1984 3. para determinar a componente ativa da queda de tensão interna em carga. em máquinas com eles equipadas. e para determinar a temperatura dos enrolamentos. em proporção às respectivas quantidades de cada metal. A temperatura do ar ambiente não deve ser considerada como a temperatura do enrolamento. deve ser usado um valor intermediário da constante K.4 Ensaio em máquinas submetidas a revisão As máquinas devem ser limpas e secas antes do ensaio. 3.4.2 Todas as precauções possíveis devem ser tomadas para se obter a temperatura exata do enrolamento quando se mede a resistência a frio. R1 K + t1 R 1 = a resistência medida na temperatura t1.1 As prescrições seguintes aplicam-se somente a máquinas novas e completas. 3.2. 3. b) número incorreto de espiras ou. 3. Dois métodos são comumente usados para determinar a resistência: o método de tensão e corrente e o método de comparação.

4. a tensão existente é insuficiente ou a película de óleo do mancal não está atuando como isolante adequado.1. quando se suspeitar de espiras curtocircuitadas. medida no presente ensaio for significativamente inferior ao valor de referência. fazendo-se passar corrente alternada constante pelo enrolamento de excitação inteiro.2 Para os métodos 1 a 3. nos quais são aplicados curto-circuitos temporários. mede-se a resistência do enrolamento de excitação pelo método da ponte dupla. A existência de tensão ou corrente no eixo pode ser determinada. nos quais o enrolamento de excitação se acha colocado em ranhuras. A queda de tensão em cada bobina ou par de bobinas é medida por meio de voltímetro.1 Efetua-se um ensaio mais sensível para a detecção de espiras curto-circuitadas. Se o valor corrigido da resistência Lice nça de resistência do enrolamento de excitação e um valor obtido previamente por ensaio ou cálculo.7. adjacente à bobina com uma espira curto-circuitada.3 Método 2: Queda de tensão. 3. 3. A deflexão do aparelho de medição indica a existência de tensão que poderia produzir corrente no eixo.7. Para verificar. a menos que o circuito esteja interrompido por uma isolação.A. deverão ser medidas a corrente e a queda de tensão no enrolamento inteiro. Este ensaio é útil para a detecção de uma espira curto-circuitada existente na máquina somente em operação. O ímã indica a polaridade pela inversão da sua direção ao passar de pólo para pólo. A temperatura do rotor é medida por meio de vários termômetros ou pares termoelétricos localizados em pontos adequados.1 Irregularidades do circuito magnético podem fazer uma pequena quantidade de fluxo enlaçar o eixo e assim gerar uma força eletromotriz entre as suas extremidades. mancais. a existência de tensão que poderia produzir corrente no eixo.5.7. corrente alternada 3. poderão servir de base para análise futura.2 Método 1: Através da película de óleo do mancal. no qual existe uma bobina com uma espira curto-circuitada.5.5.4 Método 3: Resistência sob corrente contínua uso excl usiv a pa ra P etro brás S.5. se não houvesse a isolação do mancal. O ímã deve ser verificado para certificar-se de que não perdeu o seu magnetismo ou sofreu inversão de polaridade pelo fluxo de campo. montado de modo a poder girar e inverter a sua direção livremente.7. será reduzida a aproximadamente (m-1)/m vezes o valor num enrolamento são. a máquina deve ser operada à velocidade de rotação nominal e excitada para tensão nominal da armadura em vazio.2 Depois de o rotor ter ficado exposto à temperatura ambiente durante tempo suficiente para o enrolamento do rotor inteiro adquiri-la. mancais não isolados Nota: A sensibilidade deste método de ensaio é muito mais baixa para rotores cilíndricos. poderão ser preferidos os métodos 3 e 4. Nos itens seguintes admite-se a isolação localizada entre o mancal e a carcaça.2 Se as conexões entre bobinas não forem aces- 3.4.3 Método 2: Através da isolação do mancal 3.1 Neste método. síveis. sucessivamente.7 Ensaio de tensão no eixo e isolação de mancal 3. A queda de tensão numa bobina sã. Se não houver deflexão do aparelho de medição. Se a variação destas leituras for superior a 2% da média. A resistência é então corrigida para uma temperatura na qual a resistência foi determinada previamente por meio de um ensaio semelhante ou. por cálculo.3. de excitação inteiro. será ligeiramente inferior à queda de tensão em outras bobinas sãs. devido ao fluxo reduzido na bobina curto-circuitada. especialmente para rotores de aço maciço.3. poderá haver espiras curtocircuitadas.6 Ensaio de polaridade para bobinas de campo A polaridade dos pólos de campo pode ser verificada por meio de um pequeno ímã permanente. Lice nça de uso excl usiv a pa ra P etro brás S.A. 3. nessas máquinas. cada mancal isolado. no caso de uma máquina nova. Este método requer que as propriedades isolantes da película de óleo do mancal sejam adequadas para suportar a tensão no eixo sem descarga disruptiva.1. com terminais de baixa resistência do eixo à carcaça num outro mancal. Se houver acesso às conexões entre bobinas. sendo m o número de bobinas de enrolamento. 3. operando-se a máquina com tensão e velocidade de rotação nominais e ligando-se um condutor de baixa resistência do eixo à carcaça em um mancal e um voltímetro de corrente alternada de faixa reduzida (ou um amperímetro de corrente alternada de faixa ampla). A deflexão do aparelho de medição indica a existência de tensão que pode produzir correntes no eixo.5. 3. uma descontinuidade nas leituras de corrente ou de tensão poderá indicar o aparecimento e desaparecimento de um curto-circuito.7. A impedância de um enrolamento de um circuito único. 3. O enrolamento de excitação deve ser energizado com 5% a 10% da corrente nominal. Para máquinas de rotor cilíndrico. isto poderá constituir indicação da existência de espiras curtocircuitadas na bobina ou de que parte do enrolamento foi enrolada com número errado de espiras ou dimensões de condutor erradas. Em muitas máquinas um ou mais mancais são isolados para eliminar correntes no eixo. Ensaios de fábrica. Se variar a velocidade de rotação durante a aplicação de corrente alternada. salvo quando forem especificadas outras condições de operação.1 Generalidades 3. liga-se um condutor de baixa resistência do eixo ao mancal não isolado para curto-circuitar a película de óleo e um voltímetro de corrente alternada de faixa reduzida (ou um amperímetro de corrente alternada de faixa ampla) entre o eixo e. A sensibilidade varia na dependência de qual das bobinas possui a espira curtocircuitada. retornando à outra extremidade. efetua-se uma comparação entre a 3. . Esta força eletromotriz pode causar a circulação de uma corrente através de eixo. deverá ser medida queda de tensão em cada bobina ou par de bobinas.5. pedestais dos mancais e carcaça.NBR 5052/1984 5 3. A queda de tensão numa bobina com uma espira curto-circuitada será substancialmente inferior à queda de tensão numa bobina sã. A comparação das tensões medidas permitirá a pronta localização das bobinas defeituosas.

seja trifásica ou bifásica. brás etro ra P a pa usiv excl uso . Para quaisquer dos casos precedentes é importante conservar a identificação da seqüência de fases apropriada no sistema secundário.8.4 Quando for necessário ligar o indicador de seqüência de fases aos terminais da máquina através de transformadores de potencial. Os terminais correspondentes dos enrolamentos de baixa tensão devem ser ligados para formar o neutro secundário. Se não houver deflexão do instrumento. brás etro ra P a pa usiv excl uso Uma verificação conveniente e prática da seqüência de fases de um gerador síncrono. Para seqüência de fases 1.8.7.7.125 V.2. selos para hidrogênio e acoplamento isolado). O indicador mostrado na Figura 3 operará no sentido dos ponteiros do relógio se a seqüência de fases for 1. 3. Este ensaio pode ser efetuado com a máquina parada ou em movimento. Se for utilizada ligação triângulo ou triângulo aberto.2 Método 1: Indicadores de seqüência de fases 3.A. 2. comparada à do sistema ao qual ele deve ser ligado. 3. Por meio desta ligação.7. 3. Ele deve ser suplementado por inspeção visual cuidadosa para certificar-se da inexistência de possíveis trajetos paralelos não providos de isolação.8. 3. 3. 2.8 Ensaio de seqüência de fases 3. Este é muito mais sensível e poderá causar a rejeição de uma isolação na realidade adequada para evitar danos causados pela corrente resultante da baixa tensão no eixo.8. a fim de isolar os assentos dos mancais não isolados. 2. utilizado para máquinas trifásicas. O indicador utiliza um pequeno capacitor e duas lâmpadas néon ligados em estrela através do circuito trifásico a ser ensaiado. 3. 3.2. visto que a inversão de polaridade de qualquer enrolamento do transformador modificará as relações de fase entre as tensões aplicadas ao indicador.4 Método 3: Isolação do mancal A isolação pode ser ensaiada. se as seqüências de fases forem opostas. onde são utilizados mancais isolados (por exemplo: tubos de termômetros. prova que a efetividade da isolação é pelo menos apenas parcial.6 Método 5: Isolação dupla Em algumas máquinas os mancais são providos de duas camadas de isolação com um separador metálico entre elas.3 A Figura 4 mostra esquematicamente um outro tipo de indicador de seqüência de fases sem partes móveis. ambas as lâmpadas brilharão com a mesma intensidade. 3. ao passo que elas se apagarão sucessivamente.8. o interruptor da Figura 4 deve ser fechado. A seqüência de fases em máquinas bifásicas pode ser invertida pela troca de dois terminais de qualquer fase.5 Método 4: Isolação do mancal dicador de seqüência de fases ou um motor de indução.8. com uma barra de aço montada no centro. tubos de controle para uma turbina hidráulica. impor-se-ão providências análogas para assegurar seqüência de fases adequada no sistema secundário.2. um do mancal isolado e outro da carcaça. se não for isolado. pode ser feita da seguinte forma: ligam-se quatro transformadores de potencial como indicado na Figura 5 para máquinas trifásicas. Um condutor de baixa resistência pode ser ligado do eixo e cada mancal para curto-circuitar a película de óleo.A. ou o correto sentido de rotação para motores. a isolação poderá ser considerada satisfatória. Ao aproximar-se do sincronismo. Os terminais da máquina em ensaio. cuja escala plena seja de aproximadamente 150 V. ligando-se em paralelo à mesma um voltímetro de corrente alternada de faixa reduzida (ou um amperímetro de corrente alternada de faixa ampla). 3. ligam-se dois cabos. as lâmpadas ligadas aos secundários dos transformadores de potencial se acenderão ou apagarão simultaneamente se o gerador tiver a mesma seqüência de fases que o sistema. devem ser ligados aos terminais correspondentes do indicador ou motor. a ligação das lâmpadas indicadoras é efetivamente realizada entre o gerador e o sistema através de chaves desligadoras abertas. acenderá a lâmpada ligada ao terminal nº 3. devem ser escolhidos determinados terminais dos enrolamentos de altatensão dos transformadores de potencial e ligados para formar o neutro primário. Se o indicador estiver operando corretamente. É necessário muito cuidado para manter a polaridade correta das ligações do transformador. O ensaio do método 5 é aplicado entre o separador metálico e a carcaça da máquina. as ligações destes deverão ser verificadas cuidadosamente. O acoplamento das unidades de acionamento ou acionadas deve ser desembreado.8.1 A seqüência de fases é determinada operando-se a máquina como gerador no sentido de rotação para o qual foi projetada e ligando-se aos seus terminais um in- de nça Lice S. Para a verificação do indicador. 3. a uma fonte de tensão de 110 V .2. Se o filamento da lâmpada não apresentar coloração. acenderá a lâmpada ligada ao terminal nº 1 e para a seqüência de fases 1.6 NBR 5052/1984 3. Em série com esta fonte de tensão achamse ou uma lâmpada de filamento adequada para a tensão do circuito ou um voltímetro. a isolação está com defeito ou não há tensão no eixo. Em paralelo com a isolação. de nça Lice S. Deve-se levar o gerador até a velocidade de rotação correspondente à sua tensão nominal e aplicar a excitação correspondente a esta. Este ensaio deve ser executado sobre cada um dos vários múltiplos trajetos entre o eixo e a carcaça. neste caso. cujo sentido de rotação para determinada seqüência de fases aplicada aos seus terminais é conhecido. ou se a leitura do voltímetro não exceder 60 V. O asterisco (*) mostra os terminais correspondentes dos enrolamentos primário e secundário. 3 e no sentido contrário ao dos ponteiros do relógio se a seqüência de fases for 1. 2.1 Generalidades O ensaio de seqüência de fases é feito para verificar a concordância das marcações dos terminais com as que forem especificadas pelo comprador ou pelas normas. A seqüência de fases em máquinas trifásicas pode ser invertida pela troca das ligações de linha com dois terminais de armadura quaisquer.2 A Figura 3 é um diagrama de um tipo de indicador de seqüência de fases que consta de enrolamentos colocados num núcleo de ferro laminado. Para ligação estrela-estrela.3 Método 2: Indicação por diferença de tensão Coloca-se uma camada de papel pesado em torno do eixo. e um resistor de 100 Ω a 300 Ω. Pode ser utilizado também um megger de 500 V. A deflexão do instrumento. Os resultados são utilizados na ligação da linha aos terminais da máquina para obter a operação em paralelo correta para geradores. 3.

Figura 4 .Indicador de seqüência de fases Figura 5 .A.NBR 5052/1984 7 Figura 3 . .Esquema de ligações para comparação da seqüência de fase de um gerador com a do sistema pela indicação de tensão através de uma chave desligadora Lice nça de uso excl usiv a pa ra P etro brás S.Indicador de seqüência de fases com lâmpadas néon Lice nça de uso excl usiv a pa ra P etro brás S.A.

55 1. Neste caso deve ser aplicada tensão suficientemente baixa para não danificar o equipamento ou empregado outro procedimento.90 1.72 1.78 1.61 1.2. Com o gerador ligado ao disjuntor aberto. por meio de transformadores de potencial adequados.9 Irregularidade da forma de onda .5 Método 4: Sentido de rotação para motores harmônicos desde a freqüência nominal até 5000 Hz.276 0.958 1.9.A. Tabela 1 .595 0. o gráfico da Figura 6 pode ser utilizado para facilitar a interpolação.74 1..83 1.96 1.8. É necessário que o gerador seja separado do sistema por meio de um disjuntor e devem ser providenciados meios para desligar o gerador do disjuntor. brás etro ra P a pa usiv excl uso . Se as duas indicações de seqüência de fases forem as mesmas.2. Em.71 1.111 0.1 A faixa de freqüência medida deve cobrir todos os Este método oferece uma verificação absoluta da seqüência de fases de um gerador síncrono em comparação com a do sistema ao qual se destina a ser ligado.3 Os valores numéricos do fator de ponderação para as diferentes freqüências devem ser obtidos na Tabela 1.8 NBR 5052/1984 3.1 Diretamente por meio de um dispositivo de medição e de um sistema associado.76 1.Determinação do fator de interferência telefônica (FIT) 3.32 1.0002594 0.97 Freqüência Hz 2940 3000 3060 3120 3180 3240 3300 3360 3420 3480 3540 3600 3720 3840 3960 4080 4200 4320 4440 4560 4680 4800 4920 Fator de ponderação 1.120 de nça Lice S. não pode ser desligado.53 1.97 1..60 1500 1560 1620 1680 1740 1800 1860 1920 1980 2040 2100 2160 2220 2280 2340 2400 2460 2520 2580 2640 2700 2760 2820 2880 Onde: En = valor eficaz do harmônico de ordem n da tensão de linha nos terminais da máquina U = valor eficaz de tensão da linha nos terminais da máquina λn = fator de ponderação para a freqüência correspondente harmônico de ordem n 3.00221 0. o motor deve ser desligado do equipamento suscetível a ser danificado.87 1.9.950 0.278 0.94 1. Um indicador da seqüência de fases deve ser ligado ao disjuntor.49 1.9.70 1.82 1. Deve-se fechar o disjuntor com o gerador desligado e anotar a indicação do indicador de seqüência de fases.770 0.50 1. deve ser anotada a indicação do indicador de seqüência de fases. 3.2 A determinação do FIT deve ser efetuada por um No caso de um motor.95 1.9. En λ2 n 1 2 2 3 U S. 3. quando o gerador for operado na velocidade de rotação nominal e excitado para tensão normal.1 a 3.2.42 1.59 1.65 1.84 1.08 1.8. Freqüência Hz 60 120 180 240 300 360 420 480 540 600 660 720 780 840 900 960 1020 1080 1140 1200 1260 1320 1380 1440 de nça Lice dos dois procedimentos alternativos de 3.87 1.9.58 1.158 0.365 0.67 1.47 1.96 1.97 1. especialmente projetados para este fim.2.0489 0.9.210 0. como o método 1 ou uma adaptação do método 2 ou 3.Fatores de ponderação Freqüência Hz Fator de ponderação 1.89 1.832 0.13 0.476 0. pondo-o em movimento por meio da sua fonte normal de alimentação e observando-se o seu sentido de rotação.51 1. tal como uma catraca. Se um sentido de rotação incorreto puder causar danos.3.90 1.487 0.73 1.63 1.95 1.4 Método 3: Comparação com a tensão do sistema 3.00333 0.21 1.97 1. a seqüência de fases do gerador é igual à do sistema.9.79 1.93 1. a seqüência de fases pode ser verificada.81 1. ao lado do gerador.34 1.610 0. alguns dados este equipamento.67 1.711 0. brás etro ra P a pa usiv excl uso Fator de ponderação 0. 3.A. 3.2 Análise da tensão em vazio e cálculo do valor eficaz ponderado mediante a seguinte fórmula: 2 2 FIT (%) = 100 E1 λ2 + E2 λ2 + E2λ23 + .93 1.2.180 0.91 1.379 0.

3.11. para cargas constantes (isto é. girase a máquina como motor síncrono em vazio.10. São usualmente levantadas para velocidade de rotação e tensão nominais. Começa-se com a corrente mínima da armadura.2 Normalmente o ensaio de sobrevelocidade é efetuado com a máquina não excitada. sob tensão e freqüência nominais. A velocidade de rotação deve ser lida com um tacômetro ou outro dispositivo preciso. . cada característica apresenta um definido em que a corrente da armadura é mínima. A Figura 7 mostra um conjunto de curvas típicas.1 Antes de ser realizado um ensaio de sobrevelocidade. contudo. O tacômetro deve ser calibrado com os terminais usados no ensaio e a leitura verificada na velocidade de rotação normal. a tensão e a corrente de excitação até uma corrente da armadura 50% 3.10.2 Para levantar a característica em V em vazio.A. 3. houver excitação durante o ensaio.11. Aumenta-se a corrente de excitação e lê-se a corrente da armadura. O rotor deve estar no melhor equilíbrio mecânico possível. indicador de velocidade de rotação à distância. A máquina deve ser cuidadosamente inspecionada depois do ensaio.A. A corrente de excitação correspondente à corrente mínima da armadura numa característica em V em vazio deve ser igual à correspondente à tensão nominal na característica em vazio. são gráficos da corrente da armadura em função da corrente de excitação. e que corresponde ao fator de potência unitário para aquela carga particular.NBR 5052/1984 9 3. Figura 6 .10 Ensaio de sobrevelocidade uso excl usiv a pa ra P etro brás S.1 As características em V. para assegurar que todos os parafusos e partes girantes estão apertados e em boas condições. Lice nça de Lice nça de uso excl usiv a pa ra P etro brás S. com fator de potência variável). a máquina deve ser cuidadosamente inspecionada.11 Característica em V 3. de modo que a tensão não ultrapasse 105% da tensão nominal. antes de ser iniciado o ensaio. Todas as precauções devem ser tomadas para proteger vidas e propriedades em caso de imprevistos. Se. ela deve ser reduzida.Fatores de ponderação 3. antes de ser iniciado o ensaio.

brás etro ra P a pa usiv excl uso 3.1 Prescrições gerais 3.13.1.8. dando assim a potência absorvida. Em máquinas com enrolamentos de excitação projetados para fator de potência unitário.13.1. em geral. estas devem ser colocadas na posição correspondente aos valores nominais especificados. de acordo com a Publicação IEC 51.3 Todas as tampas devem ser colocadas como para operação normal.3 A medição indireta pode ser executada pelos procedimentos seguintes: a) determinação das perdas em separado.5 ou melhor. 3. da tensão e da corrente de excitação. operando como motores em vazio.1.2 A medição indireta do rendimento deve ser feita medindo-se as perdas da máquina. Usualmente a tensão de excitação não deve ser superior a 150% da tensão de excitação com carga nominal. A capacidade de nça Lice S.1. 3. com tensão e freqüência nominais. b) determinação das perdas totais. se de classe de precisão 1. do gerador para absorver potência reativa é igual à potência fornecida em kVA.1. devem.A. de forma tal que uma fração de divisão. então.4 Os instrumentos de medição e os seus acessórios. de acordo com a Publicação IEC 51.2 Salvo acordo diferente entre fabricante e comprador. Figura 7 . b) o gerador.1 Os ensaios devem ser executados em máquinas em perfeito estado.13.3 As características em V com carga devem ser deter- minadas do mesmo modo que as características em vazio.13. também a tensão da armadura e a velocidade de rotação. Reduz-se.A.1. com tensão e freqüência nominais.8. possa ser estimada facilmente. 3.13.10 NBR 5052/1984 acima da corrente nominal da máquina. enquanto não houver norma brasileira equivalente. 3. Estas perdas são somadas à potência fornecida pela máquina.7 A velocidade de rotação pode ser medida por método estroboscópico.0 ou melhor.13. mantendo-se constantes. como anteriormente. devem ser postos fora de operação. quando a excitação do gerador é reduzida a zero. todos os dispositivos para regulação automática. enquanto não vigorar norma brasileira equivalente. a corrente de excitação abaixo do valor correspondente à corrente mínima da armadura e tomam-se leituras da corrente da armadura.Conjunto de curvas em V típicas 3. 3.1 A medição direta do rendimento deve ser feita medindo-se diretamente a potência fornecida pela máquina e a potência absorvida pela mesma. possível comparar as perdas obtidas pelo método direto com as obtidas pelo método de perdas em separado. tais como transformadores para instrumentos.13 Perdas e rendimentos 3. A capacidade do gerador para absorver potência reativa é aproximadamente igual à potência absorvida em kVA. Com carga haverá. 3. Na medição do escorregamento. a velocidade síncrona deve ser determinada a partir da freqüência de alimentação durante o ensaio. 3.13. que não fazem parte integrante da máquina. um valor mínimo da corrente de excitação abaixo do qual a máquina sairá de sincronismo.8 O rendimento pode ser obtido por meio de medição direta ou por meio de medição indireta. 3. c) o gerador é ligado a seções de linha de transmissão de capacidade suficiente para manter aproximadamente a tensão nominal. contudo. derivadores e pontes utilizados nos ensaios. de nça Lice S. Nota: Os métodos para determinação do rendimento das máquinas são baseados em determinadas hipóteses.1.1. Os instrumentos utilizados para a determinação de resistência com corrente contínua devem ser de classe de precisão 0.12 Capacidade dos geradores para absorver potência reativa A capacidade de um gerador para absorver potência reativa pode ser determinada por um dos seguintes métodos: a) o gerador é operado como motor síncrono em vazio. e com a excitação reduzida a zero. para máquinas de pólos salientes.13. A capacidade do gerador para absorver potência reativa é aproximadamente igual à potência fornecida em kVA.11. até um valor da corrente de excitação zero. as escovas devem ser colocadas no eixo neutro.5 Os instrumentos devem ser escolhidos de modo a obterem-se leituras na parte útil da escala. brás etro ra P a pa usiv excl uso . Para medição em vazio. salvo especificação diferente. e com a excitação reduzida a zero. não é. além da carga especificada.13.1. portanto.1.13. correspondente à pequena parte da leitura total. isto pode requerer uma corrente de excitação excessiva. 3.6 Em máquinas com escovas ajustáveis.8. por meio de contador digital ou por meio de tacômetro.13. Deve ser evitado aquecimento excessivo dos enrolamentos. 3. 3.13. é conectado a máquinas síncronas sobreexcitadas.1.

4 Escolhas dos ensaios A escolha dos ensaios depende da informação desejada.13.9 Determinação do rendimento pelo ensaio de oposição mecânica a) ensaio do freio.13. O método pode.13.13. pode haver nas perdas totais um erro de 2% da potência absorvida total ou um erro de 2% no rendimento. 3. porém nestas e em outras máquinas. Quando máquinas idênticas forem operadas em condições nominais essencialmente iguais.3.13.3 Ensaios para medição das perdas e determinação do rendimento 3. c) ensaio de oposição mecânica.9 As perdas são medidas. Alta precisão no rendimento.1 Os ensaios podem ser agrupados em uma das três seguintes classes: a) medição das potências absorvida e fornecida por uma só máquina: consiste geralmente na medição da potência mecânica absorvida ou fornecida por uma só máquina. 3. as perdas totais serão Lice nça de uso excl usiv a pa ra P etro brás S. admitem-se as perdas supridas pelo sistema elétrico como distribuídas igualmente e o rendimento é calculado a partir da potência elétrica absorvida pela máquina que funciona como motor e de metade das perdas totais. 3.5 Precisão 3. o rendimento é tomado como a relação entre a potência fornecida e a potência absorvida.13. mas compreendem certas perdas particulares. tensão e corrente nominais. 3.8 Determinação do rendimento pelo ensaio com máquina calibrada uso excl usiv a pa ra P etro brás S. qualquer imprecisão nessas medições da potência não melhor de 1%. g) ensaio calorimétrico. quando estas forem necessárias para outros fins.2. pode ser obtida pelo cálculo das perdas a partir de medição direta. Quando há diversos métodos disponíveis. Quando máquinas idênticas forem operadas em condições essencialmente iguais.1.13.13. b) medição das potências absorvida e fornecida por duas máquinas em oposição (por exemplo. Lice nça de Quando a máquina for operada com velocidade de rotação. b) ensaio da máquina calibrada.13. o rendimento é tomado como a relação entre a potência fornecida e a potência absorvida.13. admitem-se perdas como distribuídas igualmente e o rendimento é calculado a partir da potência elétrica absorvida pela máquina que funciona como motor e de metade das perdas totais.1 O método recomendado para a determinação do rendimento é o cálculo pela adição das perdas. 3.2 São os seguintes: Quando a máquina for operada com velocidade de rotação. .1 Este item tem por fim estabelecer métodos para 3.NBR 5052/1984 11 3. 3.7 Determinação do rendimento pelo ensaio do freio Quando a máquina for operada com velocidade de rotação.13. f) ensaio de retardamento. da precisão exigida e do tamanho da máquina na considerada. para as quais se torna conveniente. Quando o rendimento ou as perdas totais são obtidas a partir da potência absorvida e da potência fornecida medidas. fazendo-se duas séries de operação. com a máquina 3. determinar o rendimento da máquina a partir de ensaios. d) ensaio de oposição elétrica. c) medição das perdas reais de uma máquina em condições determinadas: estas perdas não constituem geralmente as perdas totais. duas máquinas idênticas ou uma máquina em ensaio acoplada a uma máquina calibrada): permite eliminar a medição da potência mecânica absorvida ou fornecida pela máquina.A.6. Durante as operações da mesma série.13. uma com os terminais da armadura em circuito aberto e outra com os referidos terminais em curto-circuito.2 O ensaio recomendado para determinação das perdas independentes da corrente é o ensaio fator de potência unitário sob tensão e freqüência nominais.6. é muitas vezes conveniente obter dados para o traçado da característica em vazio e da característica em curto-circuito. contudo.13. tensão e corrente nominais. Este método apresenta precisão suficiente em máquinas de rendimento relativamente baixo (inferior a aproximadamente 90%). Não deve ser feita correção de temperatura para a resistência do enrolamento. em geral.13. ser utilizado para o cálculo das perdas totais ou de determinadas perdas componentes. e também prescrever métodos para se obterem determinadas perdas. 3. Não deve ser feita correção de temperatura para a resistência do enrolamento.13. sem carga.10 Determinação do rendimento pelo método de oposição elétrica e) ensaio com fator de potência nulo.11 Determinação do rendimento pelo ensaio de fator de potência nulo 3.A. tensão e corrente nominais. o método preferencial é indicado. 3.13.6 Métodos e ensaios preferenciais 3.2 Classes de ensaio para a determinação do rendimento 3.3.

12. medido durante o ensaio em carga.13.1.13.13.3 da máquina principal.5.13.12.13.13.8.1.2.1 a 3. as perdas de 5. corrigida para a diferença entre as correntes de excitação respectivamente no ensaio e com carga nominal.12. A máquina é alimentada com tensão e freqüência nominais. dá a soma das perdas independentes da corrente.13. brás etro ra P a pa usiv excl uso 2 e b) se a excitatriz puder ser desacoplada da máquina principal e ensaiada em separado.5. a potência absorvida por ela poderá ser medida pelo ensaio da máquina acionadora calibrada.12. Ver 3.0 V para escovas de carbono ou de grafite 0. o método de cálculo deve ser fixado mediante acordo entre fabricante e comprador.12.1 da NBR 5117 e a soma das perdas de 5. 3. A máquina é excitada por fonte separada.13.5. 3.13. de nça Lice S.2. menos a potência absorvida pela excitatriz. 3.12.2.13. A excitação é ajustada de modo que a máquina absorva o mínimo de corrente alternada. corrigida para a temperatura de referência.5.1. Nestes dois ensaios. que recebe a sua potência absorvida das linhas de corrente alternada ligadas aos terminais de máquina.12.5. depois com a excitatriz não excitada.12.12.8.1 + 3. sendo a excitação fornecida por fonte independente.12 Determinação do rendimento pela edição das perdas 3. nos valores nominais considerados.8. ou calculado quando este ensaio não é possível.8. brás etro ra P a pa usiv excl uso .2 + 5.3 é também igual ao produto IeUe. 3.1 + 5.2. adotando-se para R a e resistência do enrolamento de excitação.0 V para escovas de carbono ou de grafite 0. a) estas perdas incluem a diferença entre a absorvida no eixo da excitatriz e a potência por ela nos seus terminais(1). e) o método para determinação das perdas no equipamento de auto-excitação e de regulagem.12. primeiro com a excitatriz em carga. pela tensão U nos terminais do reostato. A potência elétrica absorvida menos as perdas I2R nos enrolamentos primários e.1 Perdas IeR no enrolamento de excitação São calculadas pela fórmula I2R.2 + 3.5.8. as perdas individuais devem ser determinadas de acordo com a NBR 5165.4 Perdas na excitatriz Nota: O procedimento descrito a seguir aplica-se somente no caso em que a excitatriz é acionada a partir do eixo principal e utilizada somente para excitar a máquina síncrona.12.2.2 Perdas no reostato principal Estas perdas são calculadas pela fórmula I R.1. deve ser fixado mediante acordo entre fabricante e comprador.2 Perdas independentes da corrente 3.13. e para Ie o valor da corrente de excitação correspondente aos valores nominais particulares da máquina. 3. acionando-se a máquina na sua velocidade de rotação nominal por meio de um motor calibrado.13.1 + 3.12. (1) A potência fornecida nos terminais da excitatriz é igual à soma das perdas de 3.13.3. potência fornecida excitação excitação No cálculo do rendimento admite-se que a soma das perdas obtidas da seguinte forma equivale às perdas totais conforme 3.12.12 NBR 5052/1984 equivalentes à potência absorvida durante o ensaio. por uma queda de tensão fixa.4.13.A. uma queda total de tensão para todas as escovas de ambas as polaridades de: 2. seja pelo ensaio de retardamento aplicado ao grupo completo.13. a potência absorvida pela excitatriz é obtida como a diferença entre as perdas totais do grupo medidas sob condições idênticas. se esta última máquina possuir independente. correspondente àqueles valores nominais particulares.3 V para escovas de carbono metalizadas ou seja.2. d) se nenhum destes métodos for aplicável.1.A.2 Ensaio em circuito aberto A soma das perdas independentes da corrente de 5.12.1.2 + 5.1 Perdas no circuito de excitação 2 3.12.3 Perdas elétricas nas escovas A soma destas perdas deve ser tomada como o produto da corrente de excitação.6 V para escovas de carbono metalizadas A soma das perdas de 3.2. a potência absorvida por ela poderá ser medida seja pelo ensaio da máquina acionadora calibrada.1.3 da NBR 5117 podem ser determinadas.13. São iguais também ao produto IeU da corrente de excitação. se cabível.12.13.1.8.1 Ensaio de fator de potência unitário sob tensão e freqüência nominal A soma das perdas independentes da corrente é geralmente determinada operando-se a máquina como motor em vazio.13. c) se a excitatriz não puder ser desacoplada da máquina principal. A queda de tensão admitida para todas as escovas de cada polaridade é de: 1. 3.1. e as perdas de de excitatriz. sendo Ie a corrente de excitação e Ue a tensão de excitação total. onde R é a resistência da parte do reostato em circuito para os valores nominais considerados e Ie é o valor da corrente de excitação para os valores nominais considerados definidos como em 3.1.1.13.12.2.13. de modo a funcionar como motor em vazio.3 da NBR 5117. Se o valor for determinado por cálculo.1. de modo a trabalhar como gerador em vazio com tensão igual à sua tensão de nça Lice S.2 + 3.

3 da NBR 5117) e das perdas suplementares de 5.13. 3.3. é geralmente um pouco mais elevada que as perdas realmente existentes na carga nominal. 3. Na construção da linha reta. possível separar as perdas por atrito nas escovas da soma das demais perdas independentes da corrente por meio de ensaio com escovas levantadas.13 Descrição dos métodos para determinação do rendimento 3. com o enrolamento secundário curto-circuitado e se as escovas forem levantadas (o que é possível se ao gerador de alimentação for dada partida simultaneamente com o motor).8.8.8.3 da NBR 5117 podem ser determinadas pelo ensaio de retardamento.2 + 5.1. à potência absorvida pela excitatriz.8.2.12.8.12. com seu enrolamento primário curto-circuitado.2.3 da NBR 5117.12.2.5.8.5. O rendimento em porcentagem é: Lice nça de As perdas totais por ventilação podem ser separadas das perdas por atrito por meio de ensaios a densidade diferentes do gás refrigerante.5.1 da NBR 5117. as perdas por atrito nos mancais e as perdas totais por ventilação são obtidas sob tensão nula por extrapolação.5.8. operando-se a máquina sem excitação.12.4. operada como motor. as perdas de 5.4 da NBR 5117. operando-se a máquina como motor na freqüência nominal.2.2.5.2.2 da NBR 5117.12.3 Perdas devidas à carga 3.13.8. em máquinas de eixo vertical.5.5 Ensaio com densidade diferentes de hidrogênio Nota: Reconhece-se que a soma das perdas de 5.12.5.8.2.3 da NBR 5117 podem ser separadas.2.1 + 5.13. Em face do pequeno número de escovas utilizadas em máquinas síncronas.12.5.A.2 + 5.3 da NBR 5117. no caso de máquinas resfriadas a hidrogênio.5.8.8.8.13.8.8.13. as perdas nos mancais podem ser determinadas em separado pelo método calorimétrico.5. Se for dada partida à máquina.13.2 da NBR 5117 devem ser determinadas por meio de um ensaio de curto-circuito. Pelo procedimento supra-indicado obtém-se a soma das perdas de 5. Se a reatância de dispersão for anormalmente elevada. possivelmente combinados com mancais de guia. deve também ser feita correção para as perdas no ferro. 3. é obtida de forma idêntica.12.3 Ensaio de retardamento 3.5.2 Nos casos em que o motor ou gerador é usado para se determinar a carga de algum dispositivo acionado ou acionador. devem ser executados somente mediante acordo entre fabricante e comprador.2 + 5. as perdas podem ser elevadas devido a perdas crescentes nos enrolamentos secundários com escorregamento crescente. mas sob diferentes tensões. O valor obtido subtraindo-se a soma das perdas mecânicas de 5.2 Quando estas perdas devem ser indicadas em separado.2 + 5. Os valores obtidos. Em tensão muito baixa. A máquina a ser ensaiada é operada na sua velocidade de rotação nominal.4.13.2.2. não se fazendo correção à temperatura de referência.1 da NBR 5117. A soma das perdas de 5.1 + 5.1 As perdas I2R nos enrolamentos da armadura .2.1 da NBR 5117 e a soma das perdas de 5.8.8.5. são postos em gráfico contra o quadrado da tensão. dará a soma das perdas de 5. 3.2.2.8. subtraindo-se da potência absorvida as perdas I2R no enrolamento primário.5. geralmente. Considera-se a sua soma independente da temperatura.8.13.1.5. de 5. obtém-se uma linha reta que.13.4. não é.12. As perdas no ferro.13.12.13.1 Salvo especificação diferentes.12. dá a soma das perdas independentes da corrente de 5. corrigidas para a temperatura de referência.13.NBR 5052/1984 13 são normalmente medidas durante o ensaio de curtocircuito descrito em 3. esta parte do gráfico não deve ser levada em consideração.13.5.3 da NBR 5117.2. como no caso de máquina de alta freqüência.2.5.13.8.4. As perdas devidas à carga e as perdas suplementares variam em sentidos diferentes em função da temperatura.5. se cabível.1 Generalidades 3.3 e conseqüentemente de 5.3.8.2.13.6 Ensaio calorimétrico Em certos casos.2.13.13.2.13.2.3 da NBR 5117 da potência absorvida no eixo.8. Ensaios de perdas em mancais de escora.A.4.4.5. os rendimentos devem ser calculados usando-se perdas no cobre calculadas na temperatura real dos enrolamentos durante o ensaio.4 Ensaio com fator de potência unitário sob tensão variável uso excl usiv a pa ra P etro brás S. são obtidas por subtração. 3. 3.5. são calculadas a partir da corrente nominal e da resistência dos enrolamentos.13.3 da NBR 5117. ou pelo método de retardamento de 3.4.5.1 O método mais conveniente para se determinar o rendimento consiste em se medirem separadamente as perdas. 3.5. as perdas de 5.8.4 Perdas suplementares 3. nominal.5.5.2 + 5.8.2. e excitada de modo a que neste circule a corrente nominal. 3. Perdas x 100 Para um : Rendimento = 100 gerador Potência + Perdas fornecida Perdas x 100 Para um : Rendimento = 100 motor Pot ência absorvida uso excl usiv a pa ra P etro brás S.2 A potência absorvida no eixo da máquina durante o ensaio de curto-circuito pode ser medida pelo método da máquina acionadora calibrada de 3.8.13.4.8. representa a soma das perdas devidas à carga (5. determinadas desta forma. 3.2. A potência absorvida por ela no seu eixo.5.5. somado. elas podem ser corrigidas Lice nça de A soma das perdas independentes da corrente de 5.2 + 5.2 + 5.2. As perdas de 5.2. Desta forma. a baixa saturação.13.8.2 + 5.1 + 5.2.2.5.5.5.2.1 + 5. extrapolada até tensão nula.1 + 5. e que pode ser calculada a partir da potência absorvida pelo motor calibrado. Se as perdas I2R são dadas a 75°C ou 115°C.8.2.8.

no motor calibrado.2. quando supre as perdas por atrito e ventilação e as perdas no ferro ou as perdas por atrito e ventilação perdas I2R na armadura e perdas suplementares. Não é recomendado o acoplamento por correia nos ensaios de determinação de perdas.1.13.13.m) 3. outra máquina deve estar disponível para dar partida à máquina em ensaio. isto é. A potência ativa absorvida ou fornecida.13. 3. as leituras devem ser tomadas somente quando a velocidade de rotação é mantida absolutamente constante e no valor correto. do seu motor de acionamento e acionada na sua velocidade de rotação nominal por um motor calibrado.13. em rotação por minuto (r. com a corrente de excitação. se as máquinas forem aceleradas ou desaceleradas. Nestas. neste caso. com algumas exceções. 3. conhecendo-se a potência elétrica que absorve e a velocidade de rotação.5 Alternativamente o motor calibrado pode ser substituído por um dinamômetro ou por qualquer outro motor que acione a máquina sob ensaio por meio de medidor de conjugado. com ou sem escovas.3 em medições de resistência.13.13. pode ser necessária uma corrente um pouco maior que a acima referida. de preferência do tipo de pólo de comutação. As turbinas francis e helicoidais. em ambas.13.14 NBR 5052/1984 para a temperatura real.p.13. ser deduzida da potência ativa absorvida total. se necessário. numa proporção de acordo com as melhores estimativas dos valores esperados para as duas máquinas. por um motor elétrico cujas perdas foram determinadas previamente com grande precisão.13. excitatrizes direta ou indi- retamente acopladas ao eixo da máquina são usadas para a excitação durante os ensaios de perdas.13. é preferível fazer o ensaio sem água neles.13. na determinação das perdas. quando supre as perdas por atrito e ventilação da máquina na acionada. em geral. desacoplada.2. se o rotor se localiza acima do nível jusante.6 Em alguns casos.1.13. .2 O motor calibrado poderá ser um motor de derivação.13.3 Este método poderá introduzir grandes erros. brás etro ra P a pa usiv excl uso P = de nça Lice Cn 9552 S. é então obtida pela fórmula: para turbina hidráulica com a turbina sem água ou desacoplada de algum modo. deve-se drenar todo o conduto forçado.13. A potência mecânica transmitida pelo motor calibrado ao eixo da máquina sob ensaio constitui uma medida das perdas desta última máquina para as condições de operação sob as quais o ensaio é realizado. com ou sem excitação. devem ser esvaziadas quando paradas. 3. O procedimento usual consiste em se acionar a máquina na sua velocidade de rotação nominal até que os mancais atinjam uma temperatura constante e o atrito se torne constante.6 Quando esta alternativa for empregada. com um motor de corrente contínua para acionamento separado. em N x metros n = velocidade de rotação. Se a máquina deve girar em diversas velocidades de rotação. ligando-se eletricamente quando paradas.A. brás etro ra P a pa usiv excl uso Onde: C = conjugado no dinamômetro.13.4 Deve-se esvaziar a água de turbina seguindo as instruções do seu fabricante. aproximadamente igual ao valor correspondente à tensão nominal em vazio.1. as perdas totais por atrito e ventilação das unidades devem ser divididas entre o gerador e a turbina.1.2. de nça Lice S.4. haverá imprecisão nos resultados do ensaio.13. podem ser esvaziadas mesmo durante o seu acionamento por motor à velocidade de rotação nominal. A potência ativa absorvida pela excitatriz deve. para evitar quaisquer vazamentos pelas pás do distribuidor. De preferência. A diferença entre a potência absorvida do motor de acionamento e suas perdas é igual às perdas da máquina ensaiada. Se os selos não podem funcionar a seco.13. por entrar a mesma diretamente no cálculo da potência absorvida.13. de modo a tornar possível determinar a potência mecânica que fornece no seu eixo. devese fazer uma estimativa baseada neles.13. 3. Caso contrário deve-se deprimir a água neste tubo por ar comprimido ou bombagem.13. Os caracóis também devem estar vazios. a máquina ensaiada pode ser operada em vazio. a velocidade de rotação deve ser medida com extremo cuidado. multiplicando-se pela relação dada em 3.3 É muitas vezes necessário ensaiar um gerador Neste método. Isto permite conhecer o conjugado transmitido à máquina sob ensaio e conseqüentemente a potência absorvida por esta última máquina. ou curto-circuitada.13.5 Quando os ensaios de geradores para turbina hidráulica forem feitos com a turbina acoplada. e a não mais de 125%. drenase o tubo de sucção pelas válvulas de ar da turbina.1 A máquina.2 Ensaio com máquina calibrada 3. a potência nominal do motor calibrado deve ser tal que ele opere a não menos de 25% da sua potência nominal. 3. 3. portanto. estas condições ocorrem quando a potência absorvida do motor de acionamento se torna constante. 3. Na máquina que funciona como gerador. o que permite separar as categorias de perdas.13. Por isso. cujas perdas se desejam medir. Isto permite ao motor calibrado operar na parte achatada da sua característica de rendimento e muitas vezes podem não ser necessárias correções devidas à variação do rendimento. para o que se requer a aprovação do fabricante da turbina. um motor de indução. um motor síncrono ou uma excitatriz diretamente acoplada.2. a energia deve ser fornecida por uma fonte de freqüência variável.A. e. A água dos seios de turbina causa perdas apreciáveis.2. a menos que haja válvula borboleta à entrada do caracol. As turbinas de impulso. é desligada da rede.2. Quando houver dados disponíveis de ensaios em turbinas semelhantes. em quilowatts.2. Neste caso.4 As Figuras 8-a) e 8-b) mostram diagramas de ligações para os ensaios.13.13. 3.1. 3.7 Recomenda-se não fazer o acionamento por meio de correias. 3. Para extrema precisão de medição é requerida uma característica de perdas em função da potência absorvida.

13.3 Este método permite a medição da perda me- cânica (atrito nos mancais. É empregado principalmente em ensaios feitos após a instalação. sob velocidade de rotação nominal. Figura 8-b) .13. o ensaio pode ser efetuado com absorção de potência reativa.13.1 A máquina é operada como motor em vazio.4.3 Ensaio com fator de potência nulo uso excl usiv a pa ra P etro brás S. Em princípio. Pode ser utilizado também para máquinas de indução e de corrente contínua para as perdas apropriadas a estas máquinas. Nota: A precisão deste método depende da precisão a baixo fator de potência dos wattímetros utilizados. .13.1 Este ensaio é particularmente aplicável a má- 3.13. ou seja. sobreexcitada.3. com considerável inércia.Diagrama de ligações para os ensaios de curto-circuito 3.4.Diagrama de ligações para os ensaios em vazio 3.NBR 5052/1984 15 Figura 8-a) . sendo a corrente de excitação ajustada de modo a fazer circular a corrente nominal na armadura. 3.13.3.13. perdas totais por ventilação e atrito nas escovas) perdas no ferro com excitações dife- Lice nça de uso excl usiv a pa ra P etro brás S.13. por exemplo de 110% a 90% da velocidade de rotação nominal ou de 105% a 95% da velocidade de rotação nominal.4. quando esta última diminui sob diferentes condições entre dois valores predeterminados. com fator de potência aproximadamente nulo.13. mas se isto for impossível devido à tensão de excitação insuficiente.13.2 Mede-se o tempo de retardamento e a veloci- Lice nça de 3. ou seja.2 Deve ser aplicada uma tensão que produza perdas magnéticas de mesmo valor que na operação em vazio sob tensão nominal. dade de rotação da máquina.13. 3. subexcitada. O tempo variará inversamente com as perdas médias durante o tempo considerado. quinas síncronas grandes. a potência reativa deve ser positiva.13.A.A.

3.5 A máquina em ensaio é acelerada até uma ve- plo: em vazio.13. as perdas. alimentado por um gerador. Desliga-se então a máquina sob ensaio da máquina que a alimenta e estabelecem-se as condições de conexão do enrolamento primário e de excitação a ensaiar.12 As perdas em qualquer condição (por exem- em vazio.9 Para obter-se o valor absoluto das perdas. em rotações por minuto n (1 + δ) = velocidade de rotação superior à nominal.A.13.11 Repete-se a medição diversas vezes e calculase o valor médio. a partir da qual se iniciam as medições n (1 . a corrente de excitação e a corrente no estator são medidas no mesmo instante. devem ser feitas medições operando-se a máquina como motor em vazio.δ).4.8 No ensaio de retardamento.13. 3. Deve ser feita a correção adequada para as perdas no circuito de excitação levandose em conta também que pode haver certa diferença entre a corrente de excitação no ensaio de retardamento e a corrente de excitação no ensaio em vazio.A. Se as perdas nos mancais forem garantidas a uma temperatura determinada destes últimos.δ). O intervalo entre os dois limites escolhidos depende da precisão da medição.10 Se a inércia da máquina não for conhecida com suficiente precisão. brás etro ra P a pa usiv excl uso .13. a cor- rente de excitação e a tensão do estator são medidos quando a máquina passa pela velocidade de rotação nominal.13. de preferência a tensão nominal. brás etro ra P a pa usiv excl uso Onde: 45600 = 602 . em relações por minuto.4.13. se o intervalo de velocidade de rotação no retardamento for pequeno (por exemplo. Nos ensaios de retardamento em curto-circuito.13.13. podem-se medir diversos pontos em tensões diferentes. a fim de obter-se a curva de perdas em função da tensão em torno da tensão nominal.4.6 Nos ensaios de retardamento em vazio. 3.4.4. tanto em vazio como em curtocircuito. em watts n = velocidade de rotação nominal. Serão assegurados resultados mais satisfatórios. se a excitação em separado utilizada for variável.15 No ensaio de retardamento.13. e o tempo de retardamento no ensaio real. 3. na qual se terminam as medições t = tempo. 3.13. 3. no ensaio acima.13.4.4. entre os dois instantes em que as velocidades de rotação são respectivamente n (1 + δ) e n (1 . Isto deve ser feito com rapidez suficiente para que as condições elétricas permanentes de ensaio tenham sido atingidas antes do momento em que a velocidade de rotação decrescente da máquina.13. de modo a permitir o ajuste da corrente de excitação para os vários valores de excitação requeridos e mantidos constantes durante o ensaio. passe pelo limite superior a partir do qual o tempo de retardamento é medido.13.13. Estabelece-se a relação entre as perdas e o tempo de retardamento. a máquina funciona como motor 3. A potência absorvida.14 O ensaio de retardamento é feito a partir de uma velocidade de rotação n (1 + δ) até uma velocidade de rotação n (1 .16 NBR 5052/1984 rentes e perdas devidas à carga em curto-circuito sob excitações diferentes. durante este intervalo. 3.7 O tempo entre os dois limites deve ser medido com precisão de 2%. multiplicado pela relação entre o tempo de retardamento. a corrente de excitação deve ser mantida tão constante quanto possível e a potência absorvida pela excitatriz deve ser considerada no cálculo dos resultados.13. em quilogramas metro quadrado P = potência absorvida = perdas.13. 3. O ensaio deve ser executado para diversas excitações.13. Neste caso.4.4.δ ) = velocidade de rotação inferior à nominal. 3.13.13. 3. Um gerador de ímã permanente ou uma excitatriz pode ser utilizado como tacômetro. isto é. de nça Lice um ensaio de retardamento pela equação: J = 45600 Pt δ η2 S.13 O momento de inércia pode ser calculado de locidade de rotação suficientemente acima da velocidade de rotação a partir da qual o tempo de retardamento é medido. em segundos. Em lugar de medir-se diversas vezes na mesma tensão. as medições de- vem ser efetuadas na mesma faixa de tensão. ela poderá ser determinada por um ensaio de retardamento com perdas conhecidas medidas por outro método. em curto-circuito) podem ser calculadas como o valor da potência absorvida.13. 103 8 π2 Sendo: J = momento de inércia.13.4. uma excitatriz diretamente acoplada. devem ser medidas com grande precisão. 3. em rotações por minuto.4 Para o ensaio.13.13. 105% a 95%). a excitação da máquina ensaiada deve ser de preferência excitação em separado. a vazão da água no sistema de refrigeração dos mancais deverá ser ajustada de modo a obter-se a temperatura especificada.13. que ocorrem na máquina durante o correspondente ensaio de retardamento em vazio no instante da passagem pela velocidade de rotação nominal. numa faixa de 95% a 105% da tensão nominal. a velocidade de rotação nominal e fator de potência unitário e sob tensão igual a uma das tensões utilizadas em uma das medições de retardamento. Pode ser utilizada.4. medida no ensaio acima.4. se bem que a de nça Lice S. durante tempo suficiente para estabilização da temperatura dos mancais. no entanto.

A análise dos resultados.13. por uma célula fotoelétrica atuada por um disco perfurado preso a uma parte rotativa da máquina. Logo que a máquina em ensaio atinge 10% abaixo da velocidade de rotação nominal.17 A máquina em ensaio deve ser levada meca- nicamente até a sobrevelocidade desejada por meio de um motor de acionamento ou uma excitatriz diretamente acoplada.22 Devem ser escolhidos dois voltímetros de baixa tensão. necessária excitação em separado para a excitatriz. Este tempo é mais longo quando se medem perdas em vazio do que quando se medem perdas em curto-circuito. Devem ser feitas ligações adequadas.13.13. uso excl usiv a pa ra P etro brás S. O sinal “LER” é dado quando a mudança de “CONTAR” para “EXPOR” ocorre.19 Em algumas montagens de usinas são omi- cidade de rotação e.18 Na medição das perdas pelo método de retar- damento pode ser feita uma considerável economia de tempo ressincronizando-se as máquinas alimentadora e em ensaio. 3. A escolha de baterias para este fim dependerá da tensão da excitatriz ou do gerador de corrente contínua.4.4. 3. A secante aos outros intervalos de tempo entre leituras sucessivas pode ser considerada como a tangente à curva. de modo que a tensão de armadura da excitatriz ou do gerador de corrente contínua esteja em oposição à tensão de outra bateria. Em alguns casos pode ser necessário partir por meio da turbina e em seguida operar a máquina como motor até que o nível de água no tubo de sucção esteja abaixo do rotor.4.20 Para obtenção de valores precisos de velo- realizados com os transformadores ligados. sendo independente de gráficos. para ler a diferença entre a tensão da bateria e a tensão da excitatriz.13. levandose as máquinas até aproximadamente 15% de sobrevelocidade. 3. por meio de interpolação podem ser obtidos valores mais precisos. durante os Lice nça de Lice nça de uso excl usiv a pa ra P etro brás S.21 O método abaixo de tomar leituras da velo- tidos os equipamentos de manobra de baixa tensão e a única ligação de baixa tensão possível entre máquina é através de chaves desligadoras na barra de transferência de baixa tensão. devido à diferença entre as constantes de tempo em vazio e em curto-circuito. manobra adicional para se estabelecer o curto-circuito da máquina no caso das perdas em curto-circuito. no fim da escala a 10% de sobrevelocidade.13.4. Após alguns segundos para deixar a corrente de excitação extinguir-se.4. 3.13. as duas máquinas arrancarão juntas e poderão ser levadas até a sobrevelocidade para outro ensaio.A.1) ou eletricamente por meio de uma máquina alimentadora. Se não houver excitatriz diretamente acoplada.13. Em tal arranjo é possível realizar os ensaios de retardamento como indicado acima.4. se necessário.13.13. Se. a corrente de excitação é ajustada no valor usado para a sincronização das duas máquinas e a sua chave de campo é aberta. devido a resultados espúrios. com uma escala cerca de cinco vezes menor que a anterior.NBR 5052/1984 17 tensão seja a mesma. as duas máquinas sem excitação são interconectadas e ambas as chaves de campo fechadas simultaneamente.13. atuando por impulsos proporcionais à velocidade de rotação da máquina em ensaio.A. porém. 3. deve ser montado no eixo do gerador. As leituras de valores elétricos são consideradas como ocorrendo no centro do intervalo “EXPOR”. evitando-se retorno aos ensaios. que. A tensão da bateria deve ser tal que a diferença de tensão entre a excitatriz seja aproximadamente zero a uma velocidade de rotação 10% abaixo da velocidade de rotação nominal da máquina em ensaio. cidade de rotação dará curvas tempo-velocidade de rotação muito coerentes e precisas. porque as perdas nos transformadores serão incluídas.4.13. um pequeno gerador de corrente contínua. Se a velocidade de rotação da máquina em ensaio não caiu abaixo da velocidade de rotação da máquina alimentadora. de um tacômetro de precisão. devese de preferência excitar esta por meio de uma bateria de tensão constante.13.13. pode ser empregado um contador eletrônico de tempo. for determinada uma velocidade de rotação correspondente a um valor da diferença de tensão compreendido na sua faixa de variação. ou pela própria turbina (ver 3. Ver Figura 9 para um diagrama típico de ligações. O método acima exposto permite leituras bastante precisas e a tangente obtida por interpolação calculada é bastante mais precisa que a obtida por interpolação gráfica.13. sem pará-las. ou método equivalente. excitado em separado por uma bateria de tensão constante. leituras correspondentes e simultâneas de outras grandezas. as velocidades de rotação desconhecidas. Logo que a máquina em ensaio é desconectada. 3. Deve ser admitida uma sobrevelocidade inicial suficiente para permitir o crescimento da corrente de excitação até o seu valor estável antes de a velocidade de rotação da máquina cair a 10% de sobrevelocidade. a sobrevelocidade inicial requerida para ambas as condições é aproximadamente do mesmo valor. como é necessária. Se a máquina em ensaio tiver uma excitatriz diretamente acoplada. um para ler a tensão da bateria aproximadamente no fim da escala e outro.13. O intervalo de cada um dos períodos “EXPOR” pode ser considerado como a média dos dois períodos “LER” imediatamente antecedente e subseqüente a ele. etc. O número de impulsos correspondentes à duração de cada um dos períodos é dado por dispositivos internos do contador ou por unidades lógicas digitais associadas ou não a dispositivos internos do contador. A tensão do voltímetro diferencial será lida. sendo deixado em vazio.13. após deixar um tempo adequado (5 s a 10 s) para o campo se extinguir. A velocidade de rotação é proporcional ao valor que se obtém somando a tensão da bateria com a diferença de tensões. se de capacidade suficiente. erros grosseiros. É. O impulso de controle pode ser formado em um pick-up atuado por um ímã permanente. . exponha a leitura durante um período de tempo determinado também por certo número de rotações. abrindo-se chaves desligadoras e fechandose o campo da máquina em ensaio com a tensão de excitação ajustada para dar a corrente de excitação requerida. portanto. e.16 Os ensaios de retardamento não devem ser 3. por meio da freqüência do sistema. abrindo-se ambas as chaves do campo. a chave de campo da máquina alimentadora é aberta e esta é imediatamente levada até 20% ou 25% abaixo da velocidade de rotação inicial. O efeito do crescimento do campo é bastante perceptível na parte inicial da curva de retardamento e as leituras desta parte não deveriam ser usadas na determinação das perdas. no entanto. pode ser feita no campo com uma régua de cálculo.

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ensaios de retardamento, podem ser obtidas por proporção direta como segue: Seja: U B = tensão da bateria UD = diferença de tensão n C = velocidade de rotação conhecida UDC = diferença de tensão na velocidade de rotação conhecida nC

Então:

n = nc

UD + UB UDc + UB

UD .

nc = Diferença UDC + UB

de velocidade de rotação em relação à velocidade de rotação base.
   nc . UB  nc . UB nc = UD  = Veloci +   UDc + UB    UDc + UB  UDc + UB

de nça Lice

S.A. brás etro ra P a pa usiv excl uso

dade de rotação na qual UD = 0

n

= velocidade de rotação a ser determinada

Figura 9 - Medição de velocidade de rotação por meio de tensões contínuas
3.13.13.4.23 A precisão deste método repousa no fato de

que a quantidade de n1 - n2 medida com a mesma ordem de precisão que n e t. Como as perdas são proporcionais n1 - n2 , o valor de (n - n ) deve ter a mesma precisão a 1 2 t de n e t. Esta precisão é obtida pelo uso de um voltímetro diferencial que na realidade mede o valor (n1 - n2). Ver 3.13.13.4.26 e 3.13.13.4.30 para explicação dos símbolos acima. Como todas as leituras são do mesmo grau de precisão, a velocidade de rotação pode ser lida a intervalos de tempo constantes com a mesma precisão

que as leituras de tempo. Tomando-se as leituras a intervalos de tempo constantes, os resultados são mais facilmente marcados e verificados.
3.13.13.4.24 Algumas precauções devem ser tomadas para assegurar a obtenção de valores precisos da velocidade de rotação. A tensão da bateria (UB) deve ser da ordem de 10% ou menos da tensão nominal de excitatriz, para que o campo da excitatriz possa ser alimentado por baixa corrente, que não produza aumento de temperatura suficiente para alterar substancialmente o valor da resis-

de nça Lice S.A. brás etro ra P a pa usiv excl uso

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3.13.13.4.25 Para vários intervalos (quando se usa o con-

tador eletrônico de tempo) ou para várias velocidades de rotação (quando é usado o tacômetro), acima e abaixo da velocidade de rotação nominal, devem ser registradas a corrente de excitação e a tensão ou a corrente de armadura. Devem ser realizadas operações sem corrente de excitação e operações com quatro a sete valores dife-

1 - Máquina em vazio não excitada 2 - Máquina em vazio excitada à tensão nominal 3 - Máquina em curto-circuito com 85% da corrente nominal 4 - Máquina em curto-circuito com corrente nominal 5 - Máquina em curto-circuito com 110% da corrente nominal

Lice nça de

uso excl usiv a pa ra P etro brás S.A.

Figura 10 - Curvas de retardamento

Lice nça de
n

tência do campo. A tensão da bateria (UB) e a diferença de tensão conhecida (UDC) devem ser verificadas de hora em hora, para assegurar que os valores não foram alterados pela descarga da bateria ou pela variação da temperatura ambiente. Uma verificação útil, após o ensaio em vazio para determinação das perdas no ferro, consiste em traçar UD em função da tensão do gerador de corrente alternada, desde que a excitação do gerador tenha sido mantida constante durante o ensaio; o traçado será uma reta cortando a ordenada de tensão zero em -UB, sempre que a velocidade de rotação da máquina usada como tacômetro for proporcional à velocidade de rotação da máquina em ensaio. Esta verificação deve ser feita sempre que se usar como tacômetro uma excitatriz ou um gerador de corrente contínua acionado por correia, para comprovar que sua velocidade de rotação é proporcional à da máquina em ensaio. Em caso contrário, o prolongamento da reta não interceptará a ordenada de tensão zero em -UB. Pela mesma razão o voltímetro diferencial deve ser cuidadosamente aferido com o voltímetro da bateria.

rentes da corrente de excitação nas condições em vazio e em curto-circuito.

P = 0,2796 . 10-6 GD2 n Onde: P

= perdas, em quilowatts

G = peso das partes girantes, em Newton D

= diâmetro de giração das partes girantes, em metros = velocidade de rotação em rotações por minuto, na qual as perdas devem ser determinadas

dn = inclinação da curva velocidade de rotaçãodt tempo na velocidade de rotação n, em rotações por minuto por segundo

uso excl usiv a pa ra P etro brás S.A.
dn dt

3.13.13.4.26 Com os dados de ensaio pode ser traçada uma série de curvas velocidades de rotação-tempo. A Figura 10 mostra curvas de retardamento levantadas para um gerador. Para cada curva, as perdas em qualquer velocidade de rotação podem ser calculadas pela seguinte fórmula:

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3.13.13.4.27 Um método preciso para levantamento das curvas de velocidade de rotação-tempo, a partir da contagem de rotações, é traçar um gráfico do número de rotações em função do tempo, para pequenos intervalos de tempo iguais, unindo-se com linhas retas os pontos obtidos das leituras feitas. O número de rotações que ocorre em cada intervalo de tempo, dividido pelo intervalo de tempo, é a velocidade de rotação média. O intervalo de tempo deve ser suficientemente longo para permitir uma precisa contagem de rotações e suficientemente curto para que se possa admitir que a velocidade de rotação média ocorre quase exatamente no meio do intervalo. As velocidades de rotação em função do tempo devem ser marcadas no meio do intervalo de tempo considerado, unindo-se depois os pontos obidos por uma curva, para eliminar irregularidades devidas a erros nos pontos individuais. O valor de declividade da curva, no meio do intervalo de tempo, é determinado dividindo-se a diferença entre as velocidades de rotação no início e no fim do intervalo pelo intervalo de tempo. Os valores da declividadn devem ser marcadas e os pontos obtidos unidos de dt por uma curva. Todas as curvas velocidade de rotaçãotempo devem ser traçadas em uma mesma folha de papel dn e todas as curvas velocidade de rotação em uma dt folha. 3.13.13.4.28 Os resultados de ensaios obtidos com tacô-

rotação nominal para se obter o valor aproximado das perdas na velocidade de rotação nominal.
3.13.13.4.32 O ensaio do motor calibrado pode ser utilizado

na obtenção do valor absoluto das perdas em lugar do método em vazio.
3.13.13.5 Ensaio em oposição 3.13.13.5.1 Este método é aplicável quando houver dispo-

metro são analisados de maneira similar, mas neste caso as curvas velocidade de rotação-tempo são traçadas diretamente a partir das leituras. As declividades são determinadas como descrito em 3.13.13.4.27, para intervalos de tempo iguais, ou traçando-se tangentes às curvas velocidade de rotação-tempo.
3.13.13.4.29 As perdas em quilowatts são determinadas

pela fórmula de 3.13.13.4.26 e marcadas em função de velocidade de rotação, desenhando-se uma curva suave através dos pontos. As perdas na velocidade de rotação nominal são, então, lidas diretamente nesta curva.
3.13.13.4.30 Um método prático para se obterem as perdas

na velocidade de rotação nominal, a partir da curva velocidade de rotação-tempo, é escolher velocidade de rotação n1 e n2, “A” rpm acima e abaixo, respectivamente, da velocidade de rotação nominal nn. Os valores t1 e t2 obtidos da curva são os tempos correspondentes em segundos. As perdas são: GD2 . nn . A t 2 - t1

P = 0,5591 . 10-6

3.13.13.4.31 No caso de as curvas de retardamento serem

levantadas para velocidades de rotação decrescentes a partir de velocidade de rotação abaixo da nominal, isto é, quando a máquina é levada até a velocidade de rotação inicial de ensaio pela corrente alternada de freqüência nominal, as perdas devem ser calculadas nas várias velocidades de rotação abaixo da nominal e tão próximas dela quanto possível, para cada condição de excitação. As curvas de perdas em função da velocidade de rotação podem ser traçadas e extrapoladas até a velocidade de

de nça Lice

níveis duas máquinas idênticas. Elas são acopladas mecânica e eletricamente de forma a funcionarem respectivamente como motor e gerador, com velocidade de rotação nominal. O acoplamento mecânico deve ser efetuado de modo a manter a relação correta entre ângulos de fase. O valor da potência transmitida depende da diferença entre ângulos de fase das máquinas. A temperatura real, na qual são efetuadas as medições, deve ser a mais próxima possível da temperatura de operação e não deve ser feita correção ulterior. As perdas de máquinas acopladas são fornecidas por uma rede à qual são ligadas, ou por um motor de acionamento calibrado, ou por um variador de tensão ou então por uma combinação destes meios.
3.13.13.5.2 O valor médio das correntes de armadura é

S.A. brás etro ra P a pa usiv excl uso

ajustado para o seu valor nominal; o valor médio das tensões das duas armaduras é superior ou inferior à tensão nominal de um valor igual à queda de tensão, dependendo de as máquinas se destinarem ao emprego, respectivamente como gerador ou como motor.
3.13.13.6 Determinação do rendimento pelo método calométrico 3.13.13.6.1 Generalidades

A máquina funciona nas condições para as quais deve ser determinado o rendimento. As perdas totais são obtidas, calculando-se o calor absorvido pelo meio refrigerante e adicionando-lhe as perdas não determinadas calorimetricamente. O cálculo calorimétrico pode ser realizado das duas seguintes maneiras: a) medem-se a vazão do meio refrigerante bem como a elevação de temperatura, calculando-se através destas as perdas absorvidas; b) a elevação de temperatura do meio refrigerante na máquina sob carga é comparada com a elevação de temperatura resultante da absorção de uma potência qualquer eletricamente mensurável, sob vazão constante (método calorimétrico comparativo).
Nota: O método calorimétrico permite a determinação direta do rendimento, mesmo quando este for muito elevado, bem como das perdas individuais. Requer certa perícia na técnica de medição, sendo em alguns casos o único método aplicável. No caso de máquinas resfriadas a ar ou outro gás, devem-se empregar dutos especiais para execução do ensaio; o método é de aplicação menos difícil para o caso de máquinas resfriadas a água. Em cada ponto de medição deve ser aguardado o regime contínuo. Na de-

de nça Lice

S.A. brás etro ra P a pa usiv excl uso

de velocidade e de elevação de temperatura. . pela ligação em oposição dos dois grupos de pares termoelétricos.. d) perdas por irradiação e convecção. a qual será considerada média parcial.A.6. c) perdas nos mancais e retentores. A velocidade do ar é medida em cada seção parcial por meio de anemômetro (roda com hélices: aferir. como para as seções parciais de saída. Pd 2 . mede-se geralmente o calor absorvido pelo refrigerante líquido.00 é o calor de massa do ar sob pressão constante em quilojoules por quilograma por grau Celsius ρ = conforme fórmula acima uso excl usiv a pa ra P etro brás S. ou por meio de tubo de Pitot tipo Prandtl. em número suficiente de seções parciais z. P = pressão estática. temperatura ambiente e velocidade do ar nulas). então: Pv = Qρ cp ∆θ onde se substituem de preferência grandezas do sistema internacional (SI). mede-se a elevação de temperatura média do ar refrigerante ∆θ.48 x 10-3 ..13. b) perdas nos anéis coletores. Se a dispersão dos valores excede o especificado acima.. em quilowatts cp = 1. Deve ser calculada a média global das médias parciais respectivamente. Para uma medição tão precisa quanto possível os dutos devem ser dispostos de forma a permitir escoamento de ar bem homogêneo. então é necessário tomar cuidado para que a medição não seja falseada devido a contrações locais entre os radiadores e pontos de medição.. subdividem-se os dutos de entrada e saída adequadamente. As perdas absorvidas pelo ar são. em Kelvins . n Pdn a) máquinas resfriadas a ar: Para determinação da vazão e da elevação de temperatura do ar refrigerante. quando aqueles forem acionadas pelo eixo da máquina.204 Pd ρ Lice nça de Onde: A vazão do ar refrigerante em metros cúbicos por segundo é então: Q = Vmed ∑A ∑A = soma de todas as seções parciais (igual à seção transversal total do duto). e os dois valores subtraídos um do outro para determinação da potência total absorvida pela corrente de ar. P v = perdas. ou devido ao represamento entre o fim do duto de medição e a parede do duto de circulação. a potência absorvida pela corrente de ar deve ser calculada de acordo com as fórmulas seguintes para cada seção parcial na entrada e na saída de ar.. Lice nça de V = 0. a vazão do ar que sai nos refrigeradores deve ser medida próxima dos mesmos. de acordo com a seguinte fórmula: z = (50 . antes e depois da medição) e cronômetro. A velocidade resulta da diferença das pressões Pd nos dois tubos: uso excl usiv a pa ra P etro brás S. No caso de sistema de resfriamento em circuito fechado. os quais são distribuídos pelas seções parciais dos dutos de entrada e saída e ligados em série.A. a precisão da medida pode ser aumentada. e deve ser calculada a média de cada uma destas grandezas.. em Pa P é a massa específica do T ar. nos casos de circulação fechada. Devem ser feitas medições de velocidade e de elevação de temperatura em cada uma das seções transversais parciais. por meio de arames ou fios. computando-se a potência acima do nível de referência arbitrário (por exemplo. se possível. de preferência por meio de pares termoelétricos.2 Procedimento Onde: V = velocidade do ar. Se nenhuma média parcial tiver afastamento maior de 10% em relação à média global de cada uma dessas grandezas.13. por exemplo. em Pa ρ = 3.NBR 5052/1984 21 terminação das perdas totais devem ser computadas as seguintes perdas. O valor médio das pressões dinâmicas medidas Pd 1 . Estas potências são somadas tanto para as seções parciais de entrada. desde que não tenham sido determinadas pelo método calorimétrico: a) perdas nas excitatrizes e seus reostatos. em quilogramas por metro cúbico T = temperatura absoluta do ar. Se as condições mencionadas de homogeneidade da correnteza estiverem cumpridas. em metros por segundo Pd= pressão dinâmica. 3. os respectivos valores dessas médias globais serão considerados os valores de velocidade e de elevação de temperatura. 100) ∑ A Onde ∑A é a seção transversal total do duto de ar em metros quadrados. Pd n é determinado pela fórmula: Pdmed = Pd1 + Pd2 + . em metros quadrados Vmed = média das velocidades do ar medidas nas seções parciais Nota: Se. Se estiverem dispostos pares termoelétricos em número igual nos dutos de entrada e saída e o fluxo de ar for homogêneo.

uma resistência elétrica uniformemente distribuída sobre a seção transversal do duto. as perdas PV1 e a diferença de temperatura ∆θ1 e. no segundo caso. brás etro ra P a pa usiv excl uso . (v 2 . então o calor retirado pelo ar de resfriamento na máquina sob carga é: Pv = ∆θ . A máquina é acionada. 3. deve ser adicionada.1. ρ . em metros quadrados de nça Lice Pc = Pv = Q. Em certas circunstâncias é necessário. aumentar a elevação de temperatura do líquido refrigerante em cerca de 10°C pela redução da vazão do mesmo.22 NBR 5052/1984 Se a velocidade do ar na saída for diferente daquela na entrada.1842 é o calor de massa da água a 15°C. Nos casos em que deve ser levado em conta o calor retirado por outros meios que o ar refrigerante.2 Nos termômetros de mercúrio ou de álcool deve ser examinada a continuidade da coluna. para uma potência Pv na resistência elétrica. em quilowatts c = 4.14. depois da seção de saída da máquina.14. brás etro ra P a pa usiv excl uso Qm = ao fluxo da água refrigerante. para maior precisão de medida..1 Procedimento 3.1°C.14.3 O núcleo e bobinas de armadura de algumas máquinas fechadas podem não ser facilmente acessíveis.14.1. o ar se aquece de ∆θ°C.14 Ensaio de elevação de temperatura 3.1 Na medição da temperatura por meio de termômetros de resistência ou pares termoelétricos. Não deverá haver uma restrição apreciável da ventilação natural da máquina pelos instrumentos de medição. em graus Celsius A s = área radiante da máquina. Os termômetros de mercúrio ou álcool devem ser colocados nas máquinas. recolhido num recipiente. gasta na aceleração do ar vo até v. às perdas Pv obtidas da vazão do ar e da elevação de temperatura. por exemplo. Pv ’ ∆θ Onde: Uma variante do método calorimétrico comparativo consiste em se medirem as diferenças de temperatura para duas condições de funcionamento da máquina nas quais as perdas podem ser determinadas por meio de aparelhos elétricos de medição. a potência Pc. os termômetros utilizados podem ser colo- de nça Lice S. em graus Celsius 3.1. são: ∆θ .1. 3. para obtenção das temperaturas. As perdas totais da máquina sob carga. onde: ∆θ = elevação de temperatura da superfície radiante sobre a temperatura do ar ambiente. montados no encanamento ou pesa-se o líquido refrigerante escoado num intervalo de tempo determinado. em quilogramas por segundo ∆θ = diferença de temperatura entre entrada e saída. PV2 e ∆θ2.1. de modo que o bulbo fique abaixo de qualquer outra parte do termômetro. for usado o método termométrico. Esta é: b) procedimento para máquinas resfriadas a líquido: Para medição da vazão empregam-se contadores de vazão de líquidos. (Pv 2 . Se. Mede-se a diferença de temperatura antes e depois desta resistência. bocais ou tubos Venturi.1 Método termométrico de medição da temperatura 3..1. estes instrumentos devem ser aplicados à parte mais quente da máquina acessível aos termômetros de mercúrio ou de álcool. por exemplo. Cada bulbo de termômetro ou elemento sensível do dispositivo de medição deve estar em contato com a parte da qual se deseja medir a temperatura e isolado do ar circundante por uma almofada ou apenas pela massa suficiente para assegurar o contato. em quilowatts 2000 ∆ θ = elevação de temperatura do ar de resfriamento na máquina sob carga S. Se. correspondentes a uma elevação de temperatura medida ∆θ do ar refrigerante.A.v o ).Pv1 ) ∆θ 2 .1.14. 20 ∆θsAs em watts.∆θ 1 Nesta variante do método calorimétrico comparativo não é necessário levar em conta o calor retirado por outro meio a não ser pelo ar refrigerante mensurável. As perdas absorvidas pelo líquido refrigerante são calculadas pela fórmula: Pv = c ∆θ Qm Onde se substituem vantajosamente as grandezas do sistema internacional: P v = perdas. determina-se a potência cedida por irradiação e convecção.A. no primeiro caso. pela seguinte fórmula aproximada: Ps = 10 . As temperaturas do líquido refrigerante devem ser medidas com precisão de no mínimo 0. visto ser geralmente muito pequena a diferença entre as temperaturas de entrada e de saída. Não se deve usar termômetros de mercúrio onde haja campos magnéticos variáveis ou móveis. Medem-se. como motor em vazio e de preferência em tensões a mais baixa possível e a mais alta possível. em quilojoules por quilograma por grau Celsius No método calorimétrico comparativo monta-se no duto de ar.

para segurança de que não haja erros nos instrumentos ou efeitos de fluxo de dispersão. para permitir a livre circulação do ar. Uma levíssima corrente de ar pode causar discrepâncias nos resultados do ensaio de elevação de temperatura. em ohms R 1 = resistência inicial do enrolamento (a frio).3 Máquinas abertas resfriadas por ar ambiente ou por gás Para enrolamentos compostos de materiais diferentes (por exemplo.14. qualidade do material e massa do recipiente.A. Deve-se ter cuidado. correias e outras máquinas adjacentes.2 Ao se iniciar o ensaio de elevação de temperatura. ser verificado no início da operação. a temperatura inicial do enrolamento (a frio). convém calcular o rendimento da máquina ou grupo. porém pode-se controlar eventuais erros. no piso.ta = A fim de se evitarem erros devidos à variação lenta da temperatura de máquinas grandes e às variações rápidas de temperatura do meio refrigerante. em graus Celsius 3. medida com termômetro. a temperatura da máquina não deve diferir em mais de 5°C da temperatura ambiente. além disso. regulada pelo ajuste da quantidade de óleo no reservatório. haja suficiente distância entre as máquinas.3 No início do ensaio de elevação de temperatura da máquina do regime de tempo limitado. Em condições normais.1 Procedimento a) a elevação de temperatura dos enrolamentos pode ser obtida pela seguinte proporção: t2 + k R2 = t1 + k R1 Onde: k = inverso do coeficiente de temperatura da resistência 0°C do material considerado = 235 para o cobre = 228 para o alumínio R 2 = resistência do enrolamento no fim do ensaio. 3. também. para que o anteparo não interfira na ventilação natural da máquina.3).5. 3.14. Como valor da temperatura do meio refrigerante num ensaio de elevação de temperatura deve ser adotada a média das leituras dos termômetros tomadas em intervalos iguais de tempo durante a última quarta parte da duração do ensaio. portanto. uso excl usiv a pa ra P etro brás S. cobre e alumínio). deve ser praticamente a do meio refrigerante.5. Não se determina assim o rendimento com precisão. Quando há instrumentos ligados ligados nos circuitos de entrada e saída.14. uma distância de 2 m é suficiente.1 Na preparação de um ensaio de elevação de Lice nça de temperatura.1 Temperatura do meio refrigerante ta uso excl usiv a pa ra P etro brás S.14. um adequado anteparo de lona deve ser usado para proteger a máquina. Os instrumentos ligados no circuito de excitação devem ser lidos e a resistência calculada e comparada com a medição anterior (ver 3. entretanto.2 Método de medição da temperatura por resistência 3.A.ta R1 t2 .14. b) quando a temperatura de um enrolamento é determinada pela resistência.14. maior deve ser o cilindro de metal empregado como recipiente de óleo na determinação da temperatura do ar de resfriamento. colocados em vários Lice nça de 3. quando necessário. A velocidade de resposta do termômetro às variações de temperatura dependerá muito do tamanho.2.4 Generalidades 3.4. deve ser utilizado um valor intermediário da constante k.3 Método de medição da temperatura por superposição Ver Anexo A. Quanto maior a máquina em ensaio.14. ar oriundas de polias.4. 3. Nota: Uma forma conveniente para tal recipiente de óleo consiste em um cilindro de metal com um furo aberto axialmente no seu interior.14.5 Medição da temperatura do meio refrigerante durante os ensaios de elevação de temperatura 3. 3.14.4.5. . todos os instrumentos devem ser calibrados. a máquina deve ser isolada de correntes de A temperatura do ar ambiente ou do gás deve ser medida por meio de vários termômetros. podendo ser.14.7. pois ao contrário os resultados obtidos não mereceriam confiança. em graus Celsius = temperatura do meio refrigerante no fim do ensaio.2 Variação de temperatura do meio refrigerante Para fins práticos utiliza-se a seguinte fórmula alternativa: R2 . em graus Celsius = temperatura do enrolamento (a frio) no momento da resistência inicial. O menor tamanho do recipiente de óleo empregado em qualquer caso deve ser um cilindro de metal de 25 mm de diâmetro e 50 mm de altura.NBR 5052/1984 23 cados sobre estas partes e os terminais levados para fora do invólucro. O fator de potência deve.R1 (k + t1) + t1 . 3. em ohms t2 t1 = temperatura do enrolamento no fim do ensaio. e para que. 3. devem ser tomadas as precauções razoáveis para reduzir estas variações e os erros resultantes. Este furo é cheio com óleo e o termômetro é colocado dentro dele com o seu bulbo completamente imerso.14.14. proporcionalmente às respectivas quantidades de cada material.

14. As perdas do sistema podem ser supridas mecanicamente.7 Leituras de temperatura 3.6. 3.24 NBR 5052/1984 pontos em torno da máquina.5 Máquinas fechadas com trocadores de calor internos 3.6 Método de aplicação da carga 3.4 O método de circuito aberto e de curto-circuito A temperatura do meio refrigerante deve ser medida na entrada da máquina. mediante a sobreexcitação da máquina em ensaio.5. c) geradores e motores com fator de potência nominal superior a 0.14. distantes 1 m ou 2 m dela e protegidos de correntes e de irradiação de calor. c) método de circuito aberto e de curto-circuito. 3.4 Máquinas fechadas com trocadores de calor externos.14. um em circuito aberto e tensão nominal e o outro em curto-circuito e corrente nominal da armadura.14. As perdas no enrolamento de excitação diferem consideravelmente daquelas nas condições nominais de funcionamento e as elevações de temperatura dos enrolamentos de excitação observadas devem ser adequadamente corrigidas.9 (e particularmente aqueles com fator de potência unitário).5.A. podem diferir um pouco das elevações de temperatura com o fator de potência nominal. 3. O tempo para cada condição no início da operação pode ser 30 min.7.1 Sempre que praticável.5. A elevação de temperatura nos dois ensaios.6. Este método consiste em se fazer circular corrente na armadura.14. Para resultados precisos podem ser necessárias correções adicionais de pequena importância. b) geradores e motores com fator de potência nominal igual ou inferior a 0. fator de potência e freqüência até a máquina atingir equilíbrio térmico.14. na soma. 3.5. podem ser empregados outros métodos. brás etro ra P a pa usiv excl uso consiste em dois ensaios separados.5. com dutos de ventilação carga nominais e nenhuma correção é necessária nas elevações de temperatura observadas. b) método de circuito aberto e de curto-circuito.2. Esta elevação de temperatura será obtida de um ensaio de elevação de temperatura com excitação nula. No caso de máquinas com trocadores de calor resfriados a água.14.9: as elevações de temperatura da armadura de geradores e motores síncronos com fator de potência nominal igual ou inferior a 0. e no fim da operação deve ser reduzido a 5 min. sem carga e com sobretensão.1 As temperaturas obtidas pelo método do termô- metro devem ser medidas durante o ensaio e.5 O método de circuito aberto e de curto-circuito in- termitente consiste em operar a máquina alternativamente em circuito aberto e em curto-circuito com o campo ajustado em cada condição para se obterem as perdas totais aproximadamente iguais às perdas com a carga nominal.14.14. em condições que resultem em perdas nos enrolamentos de excitação correspondentes à carga nominal.2 Quando máquinas abertas são localizadas parcialmente abaixo do nível do piso. pode ser necessário à obtenção de resultados significativos para a elevação de temperatura dos enrolamentos de excitação. sob tensão nominal ou reduzida e a um fator de potência aproximadamente igual a zero. brás etro ra P a pa usiv excl uso . intermitentemente.6. o método do fator de potência nulo pode ser impraticável a não ser que se ensaie a máquina com potência aparente reduzida. exceto em certos casos como os de máquinas abertas de baixa velocidade de rotação. Este método é aplicável a muitas máquinas de freqüências normalizadas conforme exposto a seguir: a) compensadores síncronos: para compensadores síncronos. também. de nça Lice S.3 Entre os métodos indicados em 3. a temperatura do rotor é referida à média ponderada das temperaturas do poço e da sala. entre os quais os seguintes: a) método de fator de potência nulo. acionando-se a máquina em ensaio a partir de uma máquina motriz separada. A decisão de reduzir a tensão ou a corrente da armadura depende da grandeza relativa das perdas no ferro e nos enrolamentos em caso particular. a meia altura da mesma.6. ventilação forçada. corrente. o peso de cada uma das temperaturas deve ser baseado nas porcentagens da máquina situadas dentro e acima do poço. usa-se de preferência o do fator de potência nulo.14. O ensaio de elevação de temperatura deve de preferência ser realizado sob condições nominais de tensão.2 Quando não for praticável o ensaio nas condições de carga nominal. 3.1 A temperatura do meio refrigerante é medida na saída dos trocadores de calor. em poço. 3. da qual deve ser deduzida uma vez a elevação de temperatura correspondente às perdas por atrito e ventilação que. 3. quando ensaiados com fator de potência nulo. As corrente de excitação para as duas condições são determinadas pelo ensaio das perdas no ferro em circuito aberto e pelo ensaio das perdas suplementares.14. aparece duplicada. Os valores de tensão e da corrente da armadura devem ser escolhidos levandose em consideração os valores relativos das perdas no ferro e nos enrolamentos. as máquinas síncronas devem ser ensaiadas em condições tais que as suas perdas se aproximem o mais possível daquelas que existiriam sob condições nominais ou especificadas de carga. 3.9.9: em geradores e motores com fator de potência nominal superior a 0.6.6. porém a diferença não justifica uma correção da elevação de temperatura observada. As partes do estator constantemente dentro do poço devem ser referidas à temperatura ambiente dentro do mesmo. 3. ou podem ser supridas eletricamente operando-se a máquina em ensaio como um motor síncrono sobreexcitado.14. a temperatura da mesma deve ser medida na entrada do trocador de calor.5.A. Outro ensaio de elevação de temperatura. este método reproduz as condições de de nça Lice S.14.

3. que não possam ser tomadas durante o ensaio. . as medições devem ser feitas durante o ensaio de elevação de temperatura e a temperatura final deve ser calculada a partir da última leitura da tensão e da corrente de excitação tomada antes da parada.1. 3. e enrolamentos de excitação.8.8. Potência nominal kVA (kW) ≤ 50 > 50 ≤ 200 Lice nça de uso excl usiv a pa ra P etro brás S.7 No caso de máquinas com inércia considerável. e deve ser assegurado um contato contínuo.8. mediante acordo entre fabricante e comprador. 3. desde que a parada da máquina ocorra em tempo suficientemente curto.6 Em máquinas com um lado de bobina por ranhura pode ser utilizado o método da resistência.4. durante o ensaio de elevação de temperatura e.1.para máquinas fechadas. como.2). o método da extrapolação deve ser utilizado somente mediante acordo entre fabricante e comprador. Neste último caso é suficiente adotar a primeira das leituras feitas. 4 a 6 termômetros. Se a parada ocorrer mais de 90 s depois de desligada a energia. especialmente no caso de anéis coletores ranhurados. uso excl usiv a pa ra P etro brás S.14. até que as temperaturas comecem a decrescer. pelo menos em quatro lugares (ver 3. determinando-se os primeiros pontos o mais rapidamente possível. Pode ser impraticável parar a máquina num tempo suficientemente curto para se obterem leituras de confiança pelos termômetros aplicados após a parada.3 Quando as temperaturas do enrolamento de ex- 3. que devem indicar os valores médios.15. tão rapidamente quanto possível. citação são determinadas pelo método da resistência.8. as temperaturas tomadas por este método fornecem uma ventilação útil da temperatura obtida pelo método da resistência (ver 3.bobina da armadura. a curva de resfriamento deve ser traçada.8. a extrapolação indicada em a) torna-se inaplicável. a temperatura no instante de desligamento pode ser obtida por extrapolação.7.14. Quando as máquinas têm bobinas de campo acessíveis a termômetros após a parada. 3.15 Ensaio velocidade de rotação-conjugado para motor síncrono 3. A tensão de excitação deve ser medida nos anéis coletores e não nas escovas.1 Ensaio 3. o ensaio de elevação de temperatura deve prosseguir até o equilíbrio térmico. o ensaio de elevação de temperatura deve prosseguir durante o tempo especificado para o regime de tempo limitado.1. após a parada da máquina. .NBR 5052/1984 25 .1.3).1.14. máquinas equipadas com detectores embutidos devem ser determinadas pelo método do detector embutido.7.núcleo da armadura.4 Nos casos em que a temperatura pode ser medida somente depois da parada da máquina.14. Em tais casos é permissível omitir a leitura da temperatura após a parada.14. Admite-se então a maior temperatura observada como temperatura máxima medida. As temperaturas máximas devem ser registradas. 30 90 após a parada da máquina. . 3. Os instrumentos de medição devem ser dispostos de modo que indiquem as mais altas temperaturas.1.14.8.2 Devem ser colocados termômetros nos anéis co- Lice nça de me contínuo equivalente.3 Quaisquer medições de resistência necessárias à determinação da temperatura.1 Um método muito usado para se fazer o ensaio de velocidade de rotação-conjugado consiste em se aco- letores. .5 A extrapolação deve ser efetuada somente se a primeira medida de temperatura for efetuada após os seguintes intervalos de tempo depois do desligamento. para as quais não se estabeleceu um regime contínuo equivalente.14.1.8.8 Duração do ensaio 3.8. exceto se na vizinhança dos pontos de medição houver outros pontos da mesma parte com limites de elevação de temperatura superiores aos do ponto de medição considerado. também.8. pelo menos em quatro lugares (ver 3. pode ser utilizado o método da superposição. b) se medições sucessivas efetuadas depois do desligamento indicarem temperaturas que primeiro crescem para depois decrescerem.ar expelido da carcaça ou dos dutos de descarga. devem ser efetuadas tão rapidamente quanto possível após a parada.15.A.2 A temperatura do enrolamento da armadura das a) se a curva de resfriamento obtido a partir do instante da parada da máquina apresentar valores decrescentes uniformemente.3). importantes podem ser obtidas durante o ensaio por meio de termômetros. As partes onde devem ser feitas medições de temperatura são as seguintes: 3. enrolamentos de gaiola.14.15. pontas dos pólos. 3. por exemplo.14.14. No caso de máquinas para regime de tempo limitado. exceto os destinados à medição da temperatura do ar na entrada e saída.14.14.1 Método com motor acoplado à carga 3.carcaça.8 Em muitos casos as temperaturas mais 3.mancais (quando parte da máquina).1. após as partes girantes terem parado.1 Em máquinas para regime contínuo ou para regi- 3. detectores embutidos e resistências determinadas quando a máquina está girando.1. dentro de 90 s depois de desligada a energia.A. 3.4. . Existem duas possibilidades: Intervalo de tempo decorrido após o desligamento s . ar de entrada.

não deve ser usado no cálculo do conjugado. nesta gama. A corrente de linha pode exceder consideravelmente a corrente nominal. corrente induzida no enrolamento de excitação. A velocidade de rotação do motor para uma tensão nos terminais é ajustada pela variação da carga do gerador. partindo com uma tensão reduzida. ser feitas leituras de: tensão de linha (as três tensões). corrente e potência ativa do motor síncrono e tensão.1. Algumas vezes pode ser necessário usar uma tensão diferente para uma parte da operação de aceleração. de modo que se deve tomar cuidado para não sobreaquecer os enrolamentos.26 NBR 5052/1984 plar um gerador de corrente contínua ao motor em ensaio.3 O motor síncrono deve ser ligado a uma fonte de A potência ativa fornecida do motor é a soma da potência fornecida do gerador de corrente contínua e suas perdas. pois nesta gama a tensão e a corrente de linha serão provavelmente muito desequilibradas. Isto deve ser feito. uma vez que a tensão deve ser sempre mantida aproximadamente constante enquanto as leituras estão sendo tomadas.1. tempo em segundos. corrente e tensão de linha. mesmo com tensão reduzida. que deve ser usado durante todo o ensaio. Deve-se tomar cuidado para não sobreaquecer o rotor nas velocidades de rotação reduzidas.A. Este ensaio deve ser executado com uma tensão tão alta quanto possa ser aplicada aos terminais do motor sem aquecimento excessivo. velocidade de rotação pelo tacômetro. então. Em alguns casos. corrente de linha (em todas as fases).15. escolhida de modo que a sua velocidade de rotação leve cerca de 1.4 Estas leituras devem ser repetidas pelo menos para três diferentes posições do rotor em relação ao estator. Durante este ensaio o campo do motor é fechado através do seu resistor de partida normal. 3. As perdas do gerador usado no ensaio.1 No método de aceleração o motor simplesmente gira em vazio em seus mancais. brás etro ra P a pa usiv excl uso . Para cada velocidade de rotação.15. precisa ser tomada entre 0% e 30% de velocidade de rotação. temperatura do enrolamento do estator (ao se completar cada conjunto de ensaio). Depois de uma experiência preliminar para assegurar que o motor partirá. Esta operação deve ser repetida para várias posições do rotor. Conjugado do motor (por unidade) = soma da potência fornecida do gerador e suas perdas em kW x = potência nominal do motor em kW corrente alternada de potência adequada. as leituras são tomadas desde a velocidade de rotação zero até a velocidade de rotação máxima. O tacômetro deve ser rigorosamente ajustado. a tensão deve ser reduzida até o ponto exato em que o motor deixa de partir (se esta tensão é muito baixa. 3. entretanto. Em geral nenhuma leitura.A. as leituras devem ser tomadas à metade da tensão previamente usada. brás etro ra P a pa usiv excl uso mínima tensão com que ele parte e observam-se as leituras de potência ativa. Leituras à velocidade de rotação zero devem ser feitas como segue.15. Em uma das posições. devem ser tomadas leituras simultâneas.15. O método velocidade de rotação-tempo.2. corrente da armadura e corrente de excitação do gerador de corrente contínua.15. O motor deve partir com o campo curto-circuitado através do seu resistor. 10% da nominal.3 Leituras durante a aceleração 3.5 min para ir de 30% a 100% de velocidade de rotação. como se o motor fosse de indução. 3. 3. Ajusta-se em seguida a tensão. devem ser previamente determinadas. tomam-se leituras de velocidade de rotação. especialmente quando há uma queda considerável no conjunto a meia velocidade de rotação.1. e que deve ser pelo menos 50% da tensão nominal. como operação separada. usandose polias ou aplicando-se momentaneamente uma tensão maior. de modo que seriam necessárias leituras em todas as fases. 3. de modo a não haver deslizamento durante a rápida aceleração. a velocidade de rotação mínima de partida é tal que a máquina atinge a velocidade de rotação plena em menos de 1.15.2 Neste ensaio. desde que sejam tomadas de nça Lice S.2. o rotor deve ser bloqueado e usada uma tensão maior). De 30% de velocidade de rotação até sincronismo. freqüência nominal constante e tensão ajustável. potência ativa de linha (com dois wattímetros). Por coincidência.15. 3. 3.2 O método de aceleração pode também ser usado se a máquina está em carga. as leituras (médias) variam pouco.5 min. leituras devem ser tomadas em várias outras tensões para se estabelecer uma curva de impedância. Se a corrente de linha não for proporcional à tensão. entretanto. corrente de linha (em uma fase) potência ativa absorvida (com dois wattímetros).15. a intervalos de 5 s de: tensão de linha (uma tensão).5 min para crescer de 30% a 100%: o conjugado é computado pelas leituras da potência ativa ou pelas curvas velocidade de rotação-tempo. Neste caso deve ser mantida uma tensão mais baixa e a máquina deve partir. e registra-se o valor da resistência de campo.2. de modo que o motor leve cerca de 1.2.2 Método de aceleração 3. a fim de obterem-se leituras satisfatórias. tensão.15. exceto velocidade de rotação e tempo.3. Cada ensaio deve ser efetuado pelo me- de nça Lice S.2 Cálculo dos resultados leituras simultâneas de potência ativa à velocidade de rotação. por exemplo. Devem.1 Preliminarmente dá-se partida no motor com a x velocidade de rotação nominal do motor velocidade de rotação real do motor Este valor do conjunto deve ser corrigido para a tensão nominal pelo fator:  tensão nominal     tensão do ensaio  2 O valor assim obtido é apenas aproximado. temperatura do enrolamento do estator ao se completar cada conjunto de leituras.

Se não for possível traçar curvas suaves. a maior tensão deve dar uma corrente máxima com rotor bloqueado não superior a duas e meia vezes a corrente nominal. em quilowatts. nos duas vezes.15. Traçam-se. estes valores são expressos convenientemente em rotações por minutos por segundo. multiplicando-se pela relação:  tensão nominal     tensão de ensaio  2 uso excl usiv a pa ra P etro brás S.15. porém a corrente de linha e o conjugado (originado no rotor) são expressos em por unidade dos nominais. Partindo-se da velocidade síncrona.7 Corrente com rotor bloqueado e conjugado com rotor bloqueado 3.4. para a tensão de ensaio. Diversos pontos devem ser levantados para 3. podem ser tomados no retardamento.4. curvas do conjugado. que não devem ser subtraídas. com a máquina desligada.1 O primeiro passo é marcar num gráfico todos os dados obtidos nas repetidas operações. então. Os pontos de ensaio devem ser assinalados nessas curvas.15. Marcam-se as leituras dos medidores. O ensaio pode ser efetuado com um freio de Prony ou uma viga rigidamente presa ao eixo do motor e com sua extremidade livre repousando sobre uma balança.NBR 5052/1984 27 3. Incluem-se. 3. duas curvas velocidade de rotação-tempo. os enrolamentos do estator e o enrolamento amortecedor aquecem-se muito rapidamente e. para assegurar dados precisos. curvas médias suaves através dos pontos marcados.3 A seguir os dados são corrigidos para a tensão nominal: as leituras de corrente de linha e da corrente induzida no enrolamento de excitação são aumentadas em proporção direta. dados para 3. dividida pela potência nominal. Filmagem de todas as leituras dos instrumentos pode ser útil na obtenção de leituras precisas. As perdas no estator incluem as perdas I2R. 3. a leitura de um wattímetro será usualmente negativa. A diferença entre a potência ativa absorvida e as perdas no estator dá as perdas no rotor. preferivelmente três vezes. então. Nota-se que haverá uma certa porção de Lice nça de Lice nça de K = Nas máquinas sem carga externa. incluindo-se as leituras de ambos os wattímetros e o tempo em segundos. Calculam-se em seguida a potência ativa absorvida. ser levantada usando-se um freio de Prony ou um dinamômetro.1 Estes dois ensaios são efetuados para se determinar a potência necessária para partida do motor e o conjugado desenvolvido. Inicialmente devem-se dispor em tabelas os valores da aceleração e do retardamento para os pontos de mesma velocidade de rotação das duas curvas. Devem ser tomadas leituras para cada uma de várias tensões sucessivamente menores. em quilowatts.2 A fim de corrigir o atraso de tempo inerente aos tacômetros.A. em ampéres. Estas curvas devem ser traçadas numa escala ampla. O campo deve ser posto em curto-circuito através de seu resistor. é aconselhável considerar como 100% da velocidade de rotação o valor no qual a corrente induzida no enrolamento de excitação chega a zero. usando-se uma escala adequada. A leitura da corrente induzida no enrolamento de excitação aparece. naturalmente.4. as perdas no rotor e a potência ativa absorvida com o quadrado da relação das tensões. calculadas com a corrente observada e com a resistência na temperatura dos enrolamentos durante o ensaio. as perdas no estator e as perdas no rotor todas as tensão de ensaio. os valores médicos das leituras à velocidade de rotação zero. e à mesma tensão. Esta soma deve ser multiplicada pelo seguinte fator: GD2 x velocidade síncrona (em rpm) 197000 x potência nominal (em kW) uso excl usiv a pa ra P etro brás S. há provavelmente alguma coisa errada e os ensaios devem ser repetidos.15. para medir o conjugado desenvolvimento. conjugado síncrono a 100% de velocidade de rotação que deve ser desprezada (a curva do conjugado deve sempre atingir o valor zero a 100% de velocidade de rotação).4 Cálculo dos resultados 3. é porque o motor não conseguiu atingir a velocidade síncrona. e para a tensão nominal entre linhas. ser verificado antes de se iniciar o ensaio. uma durante a aceleração com a máquina ligada à rede e outra durante o retardamento. o ensaio deve ser feito tão rapidamente quanto possível.15.2 Além destas leituras na aceleração. Somam-se então. também.15. Deve ser empregada fonte de corrente alternada de tensão variável. e deve ser corrigido para a tensão nominal. O conjugado em por unidade do nominal é igual à potência ativa absorvida do rotor. abrem-se os circuitos da armadura e do enrolamento de excitação e lê-se o tacômetro a intervalos regulares.A. os valores de aceleração e retardamento para cada ponto (devese notar que os mesmos valores de retardamento podem ser usados com diferentes curvas de aceleração).15. da corrente de linha e da corrente induzida no enrolamento de excitação em função da velocidade de rotação entre 0% e 100%. isto deve. na tensão de ensaio.15. 3. O produto dá o conjugado expresso em “por unidade” do conjugado nominal. e podem ser obtidos traçando-se tangentes à curva velocidade de rotação-tempo. Se a leitura da corrente induzida no enrolamento de excitação não chegar a zero. portanto.5 Método substitutivo para levantar a curva do conjugado uma curva velocidade de rotação-tempo.3. Numa máquina trifásica. freqüentemente o bastante para se terem 20 ou mais leituras entre 100% e 30% da velocidade de rotação nominal. oferecem um meio conveniente para se determinar o conjugado. perdas suplementares e perdas no ferro na tensão de ensaio. se for usada a partida com o campo fechado. Traçam-se então. 3. Estas naturalmente incluem as perdas por atrito e ventilação. em função das leituras do tacômetro. Neste ensaio.15.6 Freio de Prony ou método do dinamômetro A curva velocidade de rotação-conjugado pode. . também.7. neste caso as curvas devem ser extrapoladas até a corrente de excitação zero ou o ensaio deve ser repetido a uma tensão maior.

por unidade K . como descrito em 3. brás etro ra P a pa usiv excl uso . em quilowatts.1. as correspondentes perdas suplementares do estator. em dada máquina.15.2 Se não houver meios de se medir o conjugado.16 Conjugado máximo em sincronismo 3. A corrente com o rotor bloqueado e a potência ativa variam proporcionalmente à tensão e ao quadrado da tensão respectivamente. os ensaios devem ser realizados na velocidade de rotação nominal.0 a 1. máquinas para com enrolamento reduzido ou máquinas construídas com ranhuras fechadas para o enrolamento amortecedor. Ifn = corrente de excitação com carga nominal rotor deve ser bloqueado e as mesmas leituras elétricas devem ser tomadas. tensão. em cada ponto. este método dá erros que podem ser apreciáveis e. portanto. para cada tensão aplicada.15. depois de desligados todos os dispositivos de regulação automática. 3. Devem ser registrados. Figura 11 .17.1 Generalidades 3. O conjugado sob tensão nominal é calculado multiplicando-se qualquer um dos valores já obtidos pelo quadrado da relação entre a tensão nominal nominal e a tensão de ensaio.1 O conjugado máximo em sincronismo pode ser determinado carregando-se a máquina como motor síncrono até que ela saia de sincronismo e lendo-se a potência ativa absorvida do instante de saída de sincronismo.7.16. Os dados dos ensaios podem ser marcados como mostra a Figura 11. 3.6. Para máquinas que partem com o enrolamento reduzido ou máquinas com enrolamentos de excitação para duas velocidades de rotação.3 Os ensaios para a determinação de grandezas de máquinas síncronas devem ser executados em máquina isenta de defeitos. corrente.A.16. Salvo especificação diferente.17.17 Grandezas de máquinas síncronas 3.25) S.1 Os ensaios descritos a seguir têm por objetivo a determinação de grandezas características de máquinas síncronas trifásicas.A.1. 3.2 Não se exige a execução. Este fator pode ser obtido do fabricante da máquina (variação usual de K: 1. o Conjugado máximo em sincronismo.17. Subtraindo-se da potência ativa absorvida do motor.Características com rotor bloqueado de nça Lice S. obtémse a potência transferida ao rotor ou o conjugado com rotor bloqueado.1. de um ou todos os ensaios descritos a seguir. 3.2 Se for impraticável a realização deste ensaio. o conjugado máximo em sincronismo pode ser calculado pela seguinte fórmula: de nça Lice cos = fator de potência nominal Ifk = corrente de excitação obtida da característica em curto-circuito no ponto correspondente à corrente nominal = fator devido ao conjugado de relutância.28 NBR 5052/1984 várias posições diferentes do rotor. A execução de determinados ensaios deve ser feita mediante acordo entre fabricante e comprador. brás etro ra P a pa usiv excl uso K 3. o conjugado com rotor bloqueado deve ser determinado om o emprego do freio. potência ativa e conjugado. Ifn = cos Ifk (baseado no conjugado correspondente à potência ativa nominal). 3.17. salvo efeitos de saturação em máquinas grandes de alta velocidade de rotação.

1.7 Todas as grandezas características devem ser designadas em valores por unidade. Neste caso. 3. As curvas de decréscimo exponencial correspondentes a estas constantes de tempo devem ser consideradas como curvas equivalentes que substituem as curvas reais resultantes das medições. é permitido medir-se a freqüência por meio de frequencímetro em lugar de medirse a velocidade de rotação.1. enquanto não vigorar norma brasileira equivalente. os valores das grandezas obtidas. salvo quando forem usadas conexões especiais. 3. um ao longo do eixo direto e outro ao longo do eixo em quadratura desprezando-se a resistência da armadura ou levando-a em conta somente de maneira aproximada.17. por exemplo.368 do seu valor inicial. As temperaturas devem ser cuidadosamente vigiadas ou predeterminadas.A. Salvo especificação diferente. entretanto. a corrente básica será: In = Sn 3 Un e a impedância básica: 2 Un Sn = 2 Sn 3 In Lice nça de Admite-se como base para estas constantes de tempo um decréscimo exponencial das componentes das grandezas consideradas (corrente. c) a constante de tempo de curto-circuito da armadura.17. etc. os enrolamentos devem ser geralmente ligados como para operação normal. é considerada desprezível. uso excl usiv a pa ra P etro brás S.1. b) duas reatâncias (síncrona e subtransitória) e uma constante de tempo (subtransitória) ao longo do eixo em quadratura.A. Em conseqüência desta representação aproximada de uma máquina. Nesta Norma.17. A determinação de todas as grandezas é feita. transitória e subtransitória) e duas constantes de tempo (transitória e subtransitória) ao longo do eixo direto. Na prática utilizam-se tanto os valores saturados como os valores não saturados. os cálculos intermediários poderão ser efetuados com grandezas físicas. as fórmulas devem ser consideradas aproximadas.1. por exemplo em triângulo aberto. ambos de acordo com a Publicação IEC 51.8 Nas fórmulas dadas nesta Norma para a determinação das reatâncias de máquinas síncronas. acionada por seus próprios meios ou por outra máquina.17. de forma que o ensaio possa ser suspenso antes de elas se tornarem excessivas. ou quando é necessário conhecê-la. a resistência de seqüência positiva de armadura. a corrente de excitação correspondente à tensão nominal na característica em vazio é tomada como valor básico da corrente de excitação.17. ser de classe de precisão 1.1.NBR 5052/1984 29 3. de modo que as leituras sejam feitas na parte retilínea da amplitude de oscilação do equipamento móvel.1. Se a curva dos valores medidos da componente em questão não decrescer como uma exponencial pura. no caso de uma máquina de rotor cilíndrico. com representação aproximada de todos os circuitos adicionais ao enrolamento de excitação e aos circuitos estacionários relacionados a este.9 Os métodos experimentais de determinação descritos nesta Norma correspondem à teoria largamente aceita dos dois eixos das máquinas síncronas. considerando-se os enrolamentos da máquina ligados em estrela. 3. considera-se como “valor saturado” de uma grandeza o seu valor sob tensão nominal (da armadura) e como “valor não saturado” o seu valor sob corrente nominal (da arma- Zn = Quando for conveniente. Não se especifica a classe de precisão do equipamento oscilográfico de medição. levandose em conta a freqüência nominal da máquina a ser ensaiada. salvo especificação diferente. . Nos cál- Lice nça de seus acessórios devem. Quando a máquina gira na velocidade síncrona. Se a máquina possuir diversos valores nominais.17. este deve ser escolhido.5 ou melhor. salvo especificação diferente. culos de características e no traçado de gráficos. Nos casos em que a resistência de seqüência positiva da armadura for superior a 0.10 As grandezas de máquinas síncronas variam com a saturação dos circuitos magnéticos.0 ou melhor e os instrumentos utilizados na determinação das resistências em corrente contínua devem ser de classe de precisão 0. salvo especificação diferente. Se na realidade o enrolamento da armadura estiver em triângulo. procedendo-se de acordo com esta Norma. o sistema acima indicado é o adotado nesta Norma. consideram-se nesta Norma as seguintes grandezas no estudo dos fenômenos transitórios: a) três reatâncias (síncrona. considerando-se como básicos os valores nominais de tensão (Un) e de potência (Sn). por meio de dois circuitos equivalentes. 3. devido a condições de segurança da máquina durante os ensaios. recomenda-se iniciar os ensaios somente depois de a máquina ter girado em vazio com resfriamento normal ou tenha ficado em repouso durante tempo suficiente para assegurar baixa temperatura de partida. com subseqüente conversão da grandeza ao valor por unidade.). A medição da velocidade de rotação das máquinas síncronas pode ser feita por meio do método estroboscópico ou por meio de tacômetros (mecânicos ou elétricos).17.5 A temperatura dos enrolamentos da máquina deve ser medida em todos os casos em que as grandezas a determinar dependem da mesma. 3. corresponderão a um enrolamento equivalente ligado em estrela.2 da reatância medida.1. a constante de tempo deve normalmente ser interpretada como o tempo necessário para a componente decrescer até 1/ε ≈ 0. Recomenda-se exprimir o tempo em segundos.4 Os instrumentos indicadores de medição e os 3. tensões. As grandezas em valores por unidade são indicadas por letras minúsculas e as grandezas em valores físicos por letras maiúsculas. em função da freqüência.6 Durante o ensaio. devem ser indicados aqueles escolhidos como básicos. Nos casos em que as temperaturas possam exceder transitoriamente valores seguros. uso excl usiv a pa ra P etro brás S. como.

o cálculo é efetuado por meio da equação de 3. 3.4 Reatância transitória de eixo direto Xd’ É determinada pelos seguintes ensaios: a) curto-circuito trifásico instantâneo. na qual o valor nominal da componente simétrica fundamental da corrente da armadura. obtêmse para X2 um valor diferente do valor que se obteria na pressuposição de corrente senoidal pura.17.17.2. Os métodos de aplicação de tensão (c e d) podem ser utilizados no caso do valor não saturado de X"d. O valor correto de X2. que determina esta grandeza particular. 3.48. 3.17.2.17. O valor sob tensão nominal (da armadura) de uma grandeza correspondente às condições do campo da máquina no momento de um curto-circuito instantâneo do enrolamento da armadura a partir de condições de operação em vazio. 3. em vista das elevadas exigidas e do possível aquecimento excessivo das partes maciças.17. efetuando-se este cálculo por meio da fórmula dada em 3.7.2.48. de nça Lice S. 3. c) aplicação de tensão com o rotor em ambas as posições relativas ao eixo do campo do enrolamento da armadura.17.17.2.2. b) curto-circuito permanente entre dois condutores de linha e neutro. c) por cálculo a partir dos valores de Xd e de τdo’ e de τd’.7 Reatância de seqüência negativa X2 É determinada pelos seguintes ensaios: a) curto-circuito permanente entre duas fases.3 Reatância síncrona de eixo em quadratura Xq É determinada pelos seguintes ensaios: a) excitação negativa.17. brás etro ra P a pa usiv excl uso É determinada pelos seguintes ensaios: a) aplicação de tensão com o rotor em ambas as posições relativas ao campo do enrolamento da armadura: eixo direto e eixo em quadratura. 3.8 Resistência de seqüência negativa R2 É determinada como indicada em 3. Nota: Quando a corrente circulante contém harmônicos. 3. para todas as grandezas exceto a reatância síncrona. Permite determinar os valores saturado e não saturado de Xd’.A.2. O ensaio de curto-circuito permanente é recomendado. com medição do ângulo de carga. 3. brás etro ra P a pa usiv excl uso .2. O valor sob corrente nominal (da armadura) de uma grandeza corresponde a uma condição.1 Reatância síncrona do eixo direto Xd A reatância síncrona de eixo direto Xd. Estes ensaios geralmente não são praticáveis no caso do valor saturado em vista das elevadas correntes exigidas e do possível aquecimento excessivo das partes maciças.2. é determinada a partir da característica em vazio e da característica em curto-circuito trifásico permanente. Os ensaios a) e b) são recomendados.5 Reatância subtransitória de eixo Xd" 3.2 Relação de curto-circuito Kc É determinada a partir da característica em vazio e da característica em curto-circuito trifásico permanente. correspondente ao estado não saturado.2. Esta reatância também pode ser obtida por cálculo a partir dos valores X"d e X"q obtidos em ensaios. c) ensaio em carga. mas geralmente não são praticáveis no caso do valor saturado. determinados em ensaios. de nça Lice S. Nota: Para esta resistência pode ser obtido um valor diferente.3. sob tensão e velocidade de rotação nominais. b) restabelecimento da tensão. b) seqüência negativa.9 Reatância de seqüência zero X0 É determinada pelos seguintes ensaios: a) aplicação de uma tensão monofásica às três fases ligadas em série (em triângulo aberto) ou em paralelo. é o determinado com corrente senoidal pura. no entanto.3. se for utilizada a componente fundamental de uma corrente que também contenha harmônicos. O ensaio de curto-circuito trifásico instantâneo é recomendado.2 Métodos de determinação d) aplicação de tensão numa posição arbitrária do eixo polar. Permite determinar os valores saturado e não saturado de Xd".2. é igual à corrente nominal. b) restabelecimento da tensão.2.1 É determinada pelos seguintes ensaios: a) curto-circuito trifásico instantâneo.30 NBR 5052/1984 dura).17.17.6 Reatância subtransitória de eixo em quadratura X q" 3. 3. b) baixo escorregamento.17. que não é definida como valor saturado.2. Estes dois ensaios são praticamente equivalentes e são empregados para determinar o valor não saturado.17.17.A.17. b) aplicação de tensão numa posição arbitrária do eixo polar.5. O ensaio de curto-circuito trifásico instantâneo é recomendado.

17.17.18 Tempo de aceleração τj O tempo de aceleração de uma ou mais máquinas é determinado pelos seguintes ensaios: a) oscilação do rotor suspenso por um cabo.3. 3. Se X’d for determinada por meio de um ensaio de curtocircuito trifásico instantâneo.3.17. São determinadas pelos seguintes ensaios: a) tensão e corrente.2.2.3.2. c) por cálculo a partir dos valores de K2 (ver 3. operando-se a máquina como gerador.17.17.A.17 Constante de tempo de curto-circuito da armadura τa É determinada de acordo com 3.48. obtidos em ensaio.3.2.4) e de T’do (ver 3.17.17. τ’d deve ser determinada por meio do mesmo ensaio.3.2.17.10 Resistência de seqüência zero R0 da corrente de excitação decrescente com o enrolamento da armadura em curto-circuito é recomendado.1).A.17.4. em todos os outros casos o ensaio Lice nça de uso excl usiv a pa ra P etro brás S. uso excl usiv a pa ra P etro brás S. 3. Todos os ensaios mencionados são praticamente equivalentes. b) graficamente. c) retardamento em vazio.2. 3.17-e)).3.3. O ensaio da ponte simples não é permitido para a medição de resistências inferiores a 1 Ω. b) corrente de excitação decrescente com o enrolamento da armadura em curto-circuito.2.17. b) por decréscimo das componentes aperiódicas da corrente nos enrolamentos de fase da armadura (ver 3.2.17-e)).17.48.1) de X’d (ver 3.2.17. A escolha do ensaio depende do projeto e da potência nominal da máquina sob ensaio.NBR 5052/1984 31 O ensaio de aplicação de uma tensão monofásica às três fases ligadas em série é preferencial.14). o conjugado de aceleração é calculado para potência ativa e velocidade angular nominais da máquina síncrona básica.16 e 3.12) por meio da fórmula dada em 3.17. Nota: Quando o tempo de aceleração é determinado para um grupo de máquinas mecanicamente acopladas. 3. em curto-circuito τ ’d É determinada pelos seguintes ensaios: Lice nça de a) curto-circuito trifásico instantâneo. b) restabelecimento da tensão. 3. c) cálculo a partir dos valores de Xd (ver 3.17. É determinada como indicado em 3.17.48. 3.17.18. por meio da fórmula dada em 3.3. em circuito aberto τ’do O método do decréscimo da componente periódica da corrente no enrolamento de excitação é recomendado.16 Constante de tempo subtransitória de eixo direto.2. 3. É determinada como indicado em 3. de X’d (ver 3.20 Corrente de excitação nominal Ifn É determinada pelos seguintes métodos: a) medição direta durante operação nos valores nominais.14) obtidos em ensaio por meio da fórmula dada em 3. b) oscilação com pêndulo auxiliar. pelo gráfico vetorial de Potier ou pelo gráfico ASA ou pelo gráfico sueco. O ensaio de corrente de excitação decrescente é recomendado.2. e) aceleração depois de remoção instantânea da carga.2.17) e de Ra (ver 3.4) e de τ’do (ver 3.16 e 3.17.3.2.13 Resistência de seqüência positiva R1 A resistência de seqüência positiva do enrolamento da armadura é determinada como indicado em 3.48.2.2. operando-se a máquina como motor.2. 3.14 Constante de tempo transitória de eixo direto.17.17.17. b) ponte simples ou ponte dupla.19 Constante de energia armazenada H É determinada pelos seguintes métodos: a) corrente de excitação decrescente com o enrolamento da armadura em vazio. 3.17. c) cálculo a partir dos valores de Xd (ver 3.6.17.17. 3.15 Constante de tempo transitória de eixo direto.11 Reatância de Potier Xp É determinada pelo ensaio de curto-circuito trifásico instantâneo. d) retardamento com carga.2.2. 3.2.17.17.2.17.17.2.9.12 Resistência sob corrente contínua da armadura Ra e do enrolamento de excitação Rf É determinada por meio de um ensaio de curto-circuito trifásico instantâneo pelos seguintes métodos: a) por decréscimo da componente periódica da corrente no enrolamento de excitação (ver 3.17.17.17. em curto-circuito τ"d .

17. O ensaio de saturação em vazio durante o retardamento da máquina sob ensaio pode ser executado com a precisão necessária. cuja taxa de deceleração é superior a 0. mas não com menos de 1.1 Ensaio de saturação em vazio 3.17. Para este fim deve-se prolongar a parte reta desta curva. Quando a corrente de excitação é reduzida a zero. mas não inferior a 1. de nça Lice S. e. b) graficamente. 3.17.20). Se o ensaio de saturação em vazio for realizado quando a máquina síncrona estiver funcionando como motor em vazio. a fim de determinar-se o menor valor de corrente que corresponde a um fator de potência unitário. se possível.21 Regulação da tensão nominal ∆Un a) medição direta. ela deve ser excitada até a tensão mais elevada considerada necessária.2 vez esta tensão nominal. Ao fazer o ensaio em vazio.1. a excitação deve ser modificada gradualmente.3 vez a tensão nominal da máquina sob ensaio. limitado pela intersecção com o prolongamento da curva. brás etro ra P a pa usiv excl uso Figura 12 . mede-se a tensão residual do gerador.3 vez a tensão nominal da máquina sob ensaio. c) durante o retardamento da máquina sob ensaio. obtidas por meio de ensaios.02 vez a velocidade de rotação nominal por segundo. O comprimento do eixo das abscissas. a partir do valor de tensão correspondente à excitação com carga nominal. desde que a sua taxa de deceleração não seja superior a 0. brás etro ra P a pa usiv excl uso . a partir da característica em vazio e da corrente nominal de excitação (ver 3. Se a característica em vazio começar acima da origem. tornase necessário medir a corrente da armadura adicionalmente aos valores antes mencionados. representa o valor da correção a ser somado a todos os valores medidos da corrente de excitação (Figura 12).17.2. Antes de desligar a máquina da rede.3. a fim de tornar esta mais estável durante a deceleração.A.17.32 NBR 5052/1984 O método de medição direta é recomendado. b) operando-se a máquina sob ensaio como motor em vazio por meio de uma fonte de tensão trifásica simétrica.3 Descrição dos ensaios e determinação das grandezas das máquinas a partir dos mesmos 3. geralmente chamada “linha do entreferro”.2 A característica em vazio é traçada com base nos dados do ensaio em vazio. Durante o ensaio de saturação em vazio a corrente de excitação. em degraus das tensões mais elevadas às mais baixas.A.04 vez a velocidade de rotação nominal por segundo. a que corresponde à excitação com carga nominal.1 O ensaio de saturação em vazio é executado: a) acionando-se a máquina sob ensaio como gerador por meio de um motor apropriado. são feitas leituras simultâneas da tensão da armadura e da velocidade de rotação (freqüência).17. a cada degrau. prosseguindo-se até 0. é preferível excitação independente. tensão de linha e freqüência (ou velocidade) devem ser medidas simultaneamente. ou seja.3. com pontos distribuídos uniformemente. a fim de obter-se todos os degraus necessários.Determinação da relação de curto-circuito de nça Lice S.2.1. Se a freqüência durante o ensaio for diferente da nominal. devido a uma tensão residual elevada. Em seguida. 3. até a sua intersecção com o eixo das abscissas.3. A cada degrau de tensão devem ser feitas várias leituras. os métodos gráficos são praticamente equivalentes. O ensaio de retardamento pode ser repetido. a excitação é reduzida por degraus. torna-se necessário aplicar uma correção. salvo se a tensão residual for maior. todos os valores medidos da tensão devem ser referidos à freqüência nominal. Para uma máquina sob ensaio. 3. mantendo-se a corrente de excitação inalterada.

3.3.3. Uma máquina sob ensaio. Quando a máquina é operada como gerador.2.5 Determinação da corrente de excitação correspondente à tensão nominal e à corrente nominal da armadura a fator de potência nulo (sobreexcitação) 3. a fim de manter-se a excitação mais estável durante a deceleração.15 por unidade dos respectivos valores nominais.A. toma-se. 3. .A.3.1 A reatância síncrona de eixo direto (3.17. mas não deve ser inferior a 0.2 A relação de curto-circuito é determinada a partir da característica em vazio e da característica em curtocircuito trifásico permanente como quociente da corrente de excitação.6 Determinação da reatância de Potier a partir da característica em vazio. corresponde a um estado não saturado da máquina. deve ter excitação independente.NBR 5052/1984 33 3.2. determinado desta forma.1. e do valor da corrente de curtocircuito. Durante o ensaio determinam-se os valores de corrente de excitação correspondentes a valores de tensão e de corrente da armadura que não difiram de mais de 0. Traça-se uma reta FH paralela ao prolongamento da parte reta da característica em vazio e que intercepta esta em H.3.4 Ensaio com fator de potência nulo a) acionando-se a máquina sob ensaio como gerador. É executado operando-se a máquina como gerador ou como motor.3.17.3.17. Toma-se sobre o eixo das abscissas um vetor OD igual à corrente de excitação correspondente à corrente da armadura i na característica em curto-circuito trifásico permanente.6.17. a partir dos resultados do ensaio da característica em vazio (ver 3.17. correspondente à corrente nominal na característica em curtocircuito trifásico permanente (Figura 12): Lice nça de Kc = OD 1 ifo = = OH OH ifk mente. Toma-se neste gráfico um ponto A. A abscissa OB do ponto A desta nova curva. 3.17.2. a corrente de excitação e a corrente de linha da armadura devem ser medidas simultaneamente. aplicando-se a corrente de excitação depois do fechamento do curto-circuito. Prolonga-se HC até um ponto N tal que: uso excl usiv a pa ra P etro brás S.3. 3.3.10 vez a velocidade de rotação nominal por segundo.3. da tensão u e de corrente de excitação if. xd = = = fk  BC OC ifg  3 IBC  O valor de xd.1 A reatância de Potier é determinada grafica- Xd =  UN AC OH i  .17.3 Determinação de grandezas a partir da característica em vazio e da característica em curto-circuito trifásico permanente 3. A característica em vazio e a característica em curto-circuito trifásico permanente são colocadas no mesmo gráfico (Figura 14).17. à esquerda deste.3.3. para fator de potência nulo com sobreexcitação. cuja taxa de deceleração é superior a 0. um comprimento igual Lice nça de HN = HC 1 i uso excl usiv a pa ra P etro brás S. a potência fornecida deve ser igual a zero. Uma das leituras é feita próxima da corrente nominal da armadura.17.2. Para este fim marca-se no gráfico onde foi traçada a característica em vazio o ponto C (Figura 13) correspondente aos valores de corrente i.2 vez este valor.3. desde que a sua taxa de deceleração não seja superior a 0. sobre a parte reta prolongada da característica em vazio.2). Sobre a paralela ao eixo das abscissas pelo ponto A. O ensaio de curto-circuito trifásico permanente pode ser efetuado com precisão adequada durante o retardamento da máquina. Sendo i a corrente correspondente ao ponto C. corresponde a uma corrente de excitação determinada. A velocidade de rotação (ou freqüência) pode diferir do seu valor nominal. A partir do ponto C marca-se um comprimento CF = OD paralelamente ao eixo das abscissas e no sentido da característica em vazio.3.17. medidas no ensaio de fator de potência nulo.17.2 Ensaio de curto-circuito trifásico permanente 3.17. a potência no eixo deve ser igual a zero. O curto-circuito deve ser realizado o mais perto possível dos terminais da máquina. por meio de um motor apropriado. Submete-se em seguida a característica em vazio à translação HN para a direita e para baixo.1 Se durante o ensaio de fator de potência nulo a tensão diferir dos valores nominais de menos de 0. Durante o ensaio de curto-circuito trifásico permanente.3. cuja ordenada é a tensão nominal e cuja abscissa é a corrente de excitação medida correspondente à corrente nominal da armadura a fator de potência nulo com sobreexcitação. pela corrente de excitação.04 vez a velocidade de rotação nominal por segundo.2 A característica em curto-circuito trifásico permanente é traçada com base nos dados do ensaio de curto-circuito trifásico permanente.1 Este ensaio pode ser realizado: 3. correspondente à tensão nominal na característica em vazio. b) durante o retardamento da máquina sob ensaio. Quando a máquina é operada como motor.1) é determinada a partir da característica em vazio e da característica em curto-circuito trifásico permanente como o quociente da tensão que. cuja ordenada é a tensão nominal. representa a corrente de excitação correspondente à tensão e às corrente nominais para fator de potência nulo (sobreexcitação). da característica em curto-circuito trifásico permanente e da corrente de excitação correspondente à tensão nominal e à corrente nominal da armadura a fator de potência nulo (sobreexcitação) 3.17. 3.2) e da característica em curto-circuito trifásico permanente (ver 3.15 por unidade. a corrente de excitação correspondente à tensão nominal e à corrente nominal pode ser determinada por meio de um método gráfico.17. que corresponde a esta mesma corrente de excitação sobre a característica em curto-circuito trifásico permanente (Figura 12): 3.5.

Se a reatância de Potier xp não for conhecida.0. pelo ensaio de fator de potência nulo de nça Lice S.Determinação da corrente de excitação.7.3. formando com o eixo das abscissas um ângulo ϕn (considerado positivo no caso de gerador sobreexcitado) o vetor da tensão.A. a corrente de linha (I) e a potência ativa fornecida (P). brás etro ra P a pa usiv excl uso Xa = Onde: Z = Z 2 .17. brás etro ra P a pa usiv excl uso .3. pode ser levada em conta. correspondente a esta força eletromotriz.34 NBR 5052/1984 à corrente de excitação (ifk).2. correspondente à queda de tensão em xp devida à corrente nominal da armadura na característica em vazio (Figura 14).1 Na determinação da corrente de excitação nominal por meio do gráfico de Potier utilizam-se a característica em vazio.7.r = 2 i i xa = z2 . pela origem. nominal un correspondente ao fator de potência nominal (Figura 15).r 2 . que corresponde à corrente nominal da armadura na característica em curto-circuito trifásico permanente. e o sentido contrário. A componente da corrente de excitação que compensa a reação da armadura sob a corrente nominal da armadura (ifa) é determinada como a diferença entre a corrente de excitação. Em valores por unidade xp = HG. a qual representa o vetor da queda de tensão (inxp) da reatância de Potier xp. salvo se valores mais precisos puderem ser obtidos como resultado de experiência anterior em máquinas de construção semelhante. A queda de tensão da resistência do enrolamento da armadura é geralmente desprezada. A corrente de excitação nominal ifn é a soma vetorial de ifp e ifa. A tensão aplicada deve ser escolhida de maneira tal que a corrente na armadura seja próxima da nominal.7. na qual xa designa a reatância da armadura medida com o rotor removido e onde se admite o fator “a” igual a 1.17. R = P 3 I2 P u . correspondente à corrente nominal da armadura na característica em curto-circuito trifásico permanente.2 O ensaio com o rotor removido é efetuado. 3.7 Determinação da corrente de excitação nominal por meio do gráfico de Potier 3.3.17. O comprimento da perpendicular HG baixada do ponto H sobre a reta AF representa a queda de tensão na resistência xp sob a corrente nominal da armadura. 3.3. Se necessário. A corrente de excitação ifp. a característica em curto-circuito trifásico permanente (ver 3.3. Toma-se sobre o eixo das abscissas o vetor da corrente nominal (in) da armadura da máquina sob ensaio e.A.17. O vetor ifa é traçado a partir da extremidade do vetor ipf paralelamente ao vetor da corrente da armadura. ela pode ser substituída na construção da Figura 15 por (axa). quando a máquina sob ensaio funciona como gerador. correspondente à tensão e correntes nominais da armadura. é determinada sobre a característica em vazio e é traçada no gráfico a partir da origem. Durante o ensaio medem-se a tensão nos terminais (U).R2 U 3I . aplicando-se uma tensão trifásica de freqüência nominal aos terminais do enrolamento da armadura. a 90° do vetor da força eletromotriz. Pelo ponto F traça-se uma paralela à parte inferior reta da característica em vazio até a sua intersecção com a parte superior desta no ponto H. e a corrente de excitação. traçando-se o vetor da queda de tensão de seqüência positiva na resistência do enrolamento da armadura a partir da extremidade livre do vetor de tensão paralelamente ao vetor de corrente e dandose a ele no gráfico (Figura 15) o sentido do vetor da corrente da armadura. 3. quando funciona como motor. z = de nça Lice S. A soma vetorial da tensão nominal e da queda de tensão na reatância xp dá o vetor e da força eletromotriz.2) e a reatância de Potier xp.3 A reatância da armadura com o rotor removido (Xa) é calculada por meio das seguintes equações: Figura 13 . Da extremidade livre do vetor da tensão traça-se uma perpendicular ao vetor da corrente da armadura.17.

A determinação da força eletromotriz ep é feita de acordo com 3. medida na característica em vazio. .17.3. A corrente de excitação correspondente à parte retilínea da curva para a tensão nominal da armadura (ifg) é determinada a partir da característica em vazio. Pela extremidade deste Lice nça de 3.8 Determinação da corrente de excitação nominal por meio do gráfico ASA uso excl usiv a pa ra P etro brás S. Toma-se o vetor da corrente ifg sobre o eixo das abscissas.Determinação da reatância de Potier 3.A. a partir da origem.3.17.1 Na determinação da corrente de excitação nominal por meio do gráfico vetorial ASA (Figura 16).17. de modo a formar com a vertical um ângulo ϕn correspondente ao fator de potência nominal (marcado à direita no caso de gerador sobreexcitado e à esquerda no caso de gerador subexcitado). é traçado sobre a direção da soma vetorial das correntes de excitação ifg e ifk.8. medida no prolongamento do trecho retilíneo da característica em vazio.NBR 5052/1984 35 Figura 14 .7.A. O vetor correspondente à diferença ∆if entre a corrente de excitação (ifp). utilizam-se a característica em vazio. ambas para a tensão ep. Figura 15 . A soma destes três vetores corresponde à corrente de excitação Lice nça de uso excl usiv a pa ra P etro brás S.3.1.Determinação da corrente de excitação nominal por meio do gráfico de Potier vetor traça-se o vetor ijk da corrente de excitação correspondente à corrente nominal da armadura na característica em curto-circuito trifásico permanente. e a corrente de excitação (ifep). a característica em curto-circuito trifásico permanente e a reatância de Potier xp.

for medida durante o ensaio.3.1). A corrente de excitação nominal pode também ser determinada por meio da fórmula seguinte: ifn = ∆ if + (ifg + ifk sen ϕ n )2 + (ifk cos ϕ n )2 das abscissas (ponto D.05 OC. a característica em curto-circuito trifásico permanente e a corrente de excitação correspondente à tensão nominal e à corrente nominal da armadura a fator de potência nulo (sobreexcitado). atingir um escorregamento de um passo polar. Figura 14). como explicado em 3. aplicar à armadura uma tensão igual ou inferior a 0.7. 3. o método seguinte pode ser usado para a sua determinação de acordo com o gráfico sueco.3. da corrente da armadura e da corrente de excitação são medidas durante o ensaio até o momento da máquina sair de sincronismo. A corrente de excitação representada pelo vetor OB é a corrente a ser utilizada na construção do gráfico sueco.2 Un). Do ponto H baixa-se uma perpendicular ao eixo de nça Lice Neste ensaio opera-se a máquina em vazio em paralelo com a rede.12 Ensaio de baixo escorregamento Neste ensaio é aplicado aos terminais da armadura da máquina sob ensaio uma tensão trifásica simétrica muito baixa (0.17. Sobre a abscissa tomam-se três valores da corrente de excitação (Figura 17): OD correspondente à tensão nominal na característica em vazio.3. formando um ângulo ϕn (considerado positivo para um gerador sobreexcitado). toma-se sobre o eixo das abscissas um vetor DB igual a ifa (ver 3. soma-se à tensão nominal da armadura a queda de tensão em axa sob corrente nominal da armadura (ponto H’.6 vez o valor nominal. 3. correspondente ao fator de potência nominal. sobre a qual se toma um comprimento FD = 1.17. Se necessário.36 NBR 5052/1984 nominal. O comprimento OK corresponde à corrente de excitação nominal da máquina. Pelo ponto D traça-se uma reta FD. Se a corrente de excitação correspondente à tensão nominal e à corrente nominal da armadura a fator de potência nulo não for conhecida.01 a 0.A. utilizam-se a característica em vazio. Quando a máquina é operada como motor. geralmente. Pelos pontos F e B traça-se um arco de círculo de centro M. inverte-se a polaridade e aumenta-se o seu valor até a máquina. xq = ir    xq = O valor de xq obtido a partir deste ensaio pode.17. xq é determinada por meio da fórmula: Ur 3 ir Ur   .3. Figura 14). brás etro ra P a pa usiv excl uso É feita por meio da seguinte fórmula: ur ur + (e) x q = (x d ) Onde (e) é a força eletromotriz em vazio correspondente à corrente de excitação ifr para a qual o escorregamento da máquina é de um passo polar (Figura 18).17.3.11 Determinação de xq a partir do ensaio de excitação negativa S. Pelo ponto H’ traça-se uma paralela ao eixo das abscissas até a sua intersecção com a característica em vazio no ponto H. O comprimento OL representa a corrente de excitação procurada.1. O enrolamento de excitação é colocado em circuito aberto e o rotor é acionado por um motor.17. a queda de tensão na resistência da seqüência positiva da armadura é tomada a partir do ponto E para baixo e o ponto L é tomado à esquerda do ponto K. Este comprimento é igual à componente EP da corrente de excitação necessária para aumentar a tensão em vazio do valor PG. deve-se.9 Determinação da corrente de excitação nominal por meio do gráfico sueco Na determinação da corrente de excitação nominal por meio do gráfico sueco. de modo a girar com escorrega- de nça Lice S. No ponto D levanta-se uma perpendicular ao eixo das abscissas.17.7. OC correspondente à corrente nominal de armadura na característica em curto-circuito trifásico permanente.A. 3. Sobre o eixo das ordenadas. brás etro ra P a pa usiv excl uso . A tensão deve ser tal que não haja risco de a máquina entrar em sincronismo. a queda de tensão na resistência da armadura pode ser levada em conta da seguinte forma: tomase um comprimento KL sobre o arco FKB. Os valores da tensão. no momento de o escorregamento atingir um passo polar. Para obter um valor não saturado. saindo de sincronismo com a rede. que intercepta o arco FB no ponto K. OB correspondente à tensão nominal e à corrente nominal armadura a fator de potência nulo.10 Ensaio de excitação negativa Se a reatância de Potier for desconhecida. Ela é determinada por meio de uma reta que liga a origem ao ponto da característica em vazio correspondente à tensão no momento de o escorregamento atingir um passo polar (Figura 18). 3. ur = tensão no momento de o escorregamento atingir um passo polar xd = reatância síncrona no eixo direto. À direita do ponto D. determinada pela mesma reta que liga a origem à característica em vazio Se a corrente da armadura (ir). Ligam-se os pontos F e B por meio de uma reta e levanta-se uma mediatriz desta reta até sua intersecção com o ponto M no eixo das abscissas. dependendo do valor de u.3. ela pode ser substituída na construção da Figura 16 por axa. Reduz-se a corrente de excitação progressivamente a zero. este representando a queda de tensão na resistência de seqüência positiva da armadura sob a corrente nominal. incluir o efeito de saturação.

este deve ser curto-circuitado. o valor da corrente será determinado por meio da fórmula: uso excl usiv a pa ra P etro brás S. a tensão residual (Ures) estiver compreendida entre 10% e 30% da tensão de alimentação utilizada no ensaio. Imín. porém.3.17. Xq é calculada de acordo com a fórmula: Para uma tensão residual inferior a 0. é representado pela semi-soma de duas mínimas consecutivas da envolvente. Se a excitatriz própria da Lice nça de Xq =   u tg δ Xq =   i (cos ϕ . A fim de evitar danos ao enrolamento de excitação. av    xd     Onde: Lice nça de Iav = é a semi-soma de dois máximos consecutivos da envolvente (Figura 19) 3. Caso contrário. o ângulo ϕ entre a tensão e a corrente (pelo método dos dois wattímetros) e ângulo δ (ângulo interno entre a tensão nos terminais e a força eletromotriz). durante o ensaio. a tensão nos terminais da armadura (u). . 2   ures   =  i2 .3.16 Ensaio de curto-circuito trifásico instantâneo De acordo com o procedente. av   3 Xd  2 A determinação de Xq pelo método da medição do ângulo de carga efetua-se utilizando-se a fórmula: U tg δ . Os resultados de medição de Xq obtidos pelo ensaio de baixo escorregamento somente podem ser considerados corretos se o valor de Xd obtido no mesmo ensaio coincide praticamente com o obtido de acordo com o ensaio de 3.    Nota: Se Imáx. 3 I (cos ϕ .  X d = i  mín.  . a fim de tornar desprezível a influência sobre os valores medidos.NBR 5052/1984 37 Então: Xd = Umáx.3.14 Ensaio em carga com medição de ângulo de carga δ Xq = Umín. bem como a tensão correspondente a esta corrente. A corrente e a tensão do enrolamento da armadura e a tensão nos anéis coletores.1. bem como o escorregamento.3. 3 Imáx.17.17.  umín.3.sen ϕ tg δ   uso excl usiv a pa ra P etro brás S. mento inferior a 1%. =  Ures  i2 . tação em circuito aberto é nula e compara-se o valor de Xd assim obtido com o seu valor real. por exemplo. em vazio. convém tomar como base para os cálculos Imáx. O valor da reatância síncrona no eixo em quadratura corresponde praticamente ao valor não saturado. Para isto empregam-se os resultados das medições de tensão e de corrente efetuadas no momento em que a tensão nos terminais do enrolamento de exci- O ensaio é executado na velocidade de rotação nominal da máquina.17. o rotor deve ser desmagnetizado. são medidos por meio dos aparelhos indicadores ou registrados por meio de oscilógrafo. xq = imáx. A excitação da máquina sob ensaio é geralmente obtida da sua própria excitatriz. alimentando-se o enrolamento de excitação por uma fonte de muito baixa freqüência com corrente aproximadamente igual a 50% da corrente de excitação para tensão nominal em vazio e reduzindo-se gradualmente a corrente de excitação e freqüência..13 Determinação de X q pelo ensaio de baixo escorregamento A tensão e a corrente da armadura devem ser medidas no momento em que a tensão nos terminais do enrolamento de excitação Ufo é máxima. na tensão desejada. não coincidir com Umín. Se. sob fator de potência nominal. deve ser excitada independentemente. 3. calculando-se Xd durante o mesmo ensaio. o ensaio deve ser recomeçado com valores cada vez mais baixos do escorregamento e os valores sucessivos de Xq devem ser extrapolados até escorregamento nulo. Se a tensão residual medida antes do ensaio for superior a 30% da tensão de alimentação usada no mesmo.15 Determinação de X q pela medição do ângulo de carga no ensaio em carga Imáx.   3.sen ϕ tg δ ) imáx. 3. pode ser conseguida uma verificação do valor obtido.  Umáx. diretamente ou por meio de uma resistência de descarga.3.A.A. O ensaio é executado com a máquina funcionando em paralelo com a rede sob uma carga no mínimo igual à metade da potência nominal. 3 Imín.3 vez a tensão de alimentação. aplicando-se um curto-circuito nos terminais do enrolamento da armadura.17. Esta desmagnetização pode-se efetuar. da corrente induzida nos circuitos de amortecimento durante operação síncrona. durante a ligação e o desligamento da fonte de alimentação. Durante o ensaio medem-se a corrente na armadura (i). O ângulo de carga pode ser medido pelo método estroboscópico ou qualquer outro método de precisão. a qual.

A componente subtransitória da corrente de curto-circuito é definida como a diferença entre a curva ∆ i’k + ∆"k e a reta representativa do valor de ∆ i’k. A sua resistência da armadura não deve ser superior à da excitatriz-piloto. poderá ser empregada uma excitatriz separada. A extrapolação destas curvas até a origem dos tempos dá o valor inicial das correntes correspondentes. Mede1 iA .1 a 0. ε Toma-se a constante de tempo τ’d = (OB’ . a amplitude da corrente iA será medida (Figura 20-b) no instante OA’ tomado igual a 0. Neste caso. o ensaio deve ser efetuado a várias tensões da armadura de 0. Para determinar a componente transitória (∆i’k) e a componente subtransitória (∆i"k). transformadores sem núcleo ou transformadores de corrente adequados. O vetor que liga a origem ao centro do triângulo determinado por estas perpendiculares representa o maior valor possível da componente aperiódica. a corrente de excitação e a temperatura do enrolamento de excitação devem ser medidas imediatamente antes do curto-circuito.OA’) segundos. Para a a medição da corrente de curto-circuito podem ser utilizados derivados não indutivos.2 s ou no instante a partir do qual os fenômenos subtransitórios se tornarem desprezíveis. os valores finais devem ser medidos por meio de instrumentos. O maior valor possível da componente aperiódica da corrente pode ser determinado analiticamen- de nça Lice S.2 s.5 e 0. A componente periódica da corrente de curto-circuito da armadura é determinada como a média dos valores da componente periódica da corrente nas três fases. Podem se efetuados registros oscilográficos de duração mais curta. O maior destes vetores é tomado sobre a reta do meio. A resistência total dos aparelhos de medição e dos condutores que os ligam ao secundário dos transformadores de corrente não devem ultrapassar o valor nominal admitido para o tipo de transformador utilizado. no qual a corrente é ib = de nça Lice S. Para verificação. achando-se respectivamente a semi-soma algébrica e a semidiferença algébrica das ordenadas das envolventes superior e inferior da corrente de curto-circuito nas diferentes fases. reiniciando-se o oscilograma em seguida ao estabelecimento do regime contínuo. As três fases devem ser curto-circuitadas praticamente no mesmo instante. Neste caso. Os transformadores sem núcleo são ligados ao oscilógrafo por meio de um amplificador integrador. fazem-se oscilogramas da corrente da armadura em cada fase e da corrente no circuito de excitação. Para obter as grandezas correspondentes ao estado saturado da máquina. o prolongamento desta até a reta t = 0 dará o valor inicial ∆ i’k (0) da componente transitória da corrente de curtocircuito (Figura 20-a). brás etro ra P a pa usiv excl uso .38 NBR 5052/1984 máquina não puder ser utilizada. As variações com o tempo da componente aperiódica e da componente periódica da corrente em cada uma das fases do enrolamento da armadura são determinadas por meio dos oscilogramas de curto-circuito trifásico instantâneo. Este valor pode ser ultrapassado no ensaio. recomenda-se efetuá-lo por várias tensões da armadura (por exemplo: 0. se a componente assimétrica da armadura for pouco importante. Desta cuva podem-se obter as grandezas desejadas para corrente simétrica da armadura correspondente aos respectivos valores nominais. é posta em gráfico sobre papel semilogarítmico. e as grandezas correspondentes à tensão nominal da armadura são determinadas aproximadamente por extrapolação. A reta que liga os pontos representativos das correntes iB e iA é considerada como representando o valor equivalente de ∆ i’k e a sua extrapolação até a reta t = 0 dá o valor inicial ∆ i’k (0) da componente transitória da corrente de curto-circuito. b) quando a última parte deste gráfico constituir uma curva. Para obter as grandezas correspondentes ao estado não saturado da máquina. A corrente normal desta não deve ser inferior ao dobro da corrente de excitação para funcionamento em vazio da máquina excitada.A. a excitatriz deve ter excitação em separado. obtidos por extrapolação. fazem entre si ângulos de 60°.7 vez a tensão nominal) e determinar as grandezas para cada um destes ensaios. poderá ser utilizada um galvanômetro oscilográfico integrador. Levantam-se perpendiculares aos vetores nas suas extremidades. Para determinar as grandezas características da máquina. Os transformadores de corrente devem ser utilizados somente para a medição das componentes simétricas da corrente e devem ser escolhidos de modo que o valor inicial da componente subtransitória da corrente de curto-circuito se encontre na parte reta da característica do transformador. quando for necessário determinar somente os valores máximos da corrente de curto-circuito assimétrica e da componente simétrica. brás etro ra P a pa usiv excl uso se o tempo OB’. A variação da componente subtransitória da corrente em função do tempo é posta em gráfico também sobre papel semilogarítmico (Figura 20-a). As grandezas são determinadas para cada ensaio e postas em gráfico em função dos valores iniciais das correntes simétricas transitórias e subtransitórias da armadura. O registro oscilográfico deve continuar após a realização do curto-circuito durante um intervalo de tempo não inferior a τ’d + 0.3. se ensaios realizados em máquinas semelhantes demonstrarem que o valor da corrente de- cresce exponencialmente. 0. a partir de uma origem comum. subtrai-se da curva de variação da componente periódica da corrente da armadura o valor da corrente permanente de curto-circuito i (∞). Para determinar o maior valor possível da componente aperiódica. As componentes aperiódicas das correntes das três fases postas em gráfico sobre papel semilogarítmico.4 vez a tensão nominal.A. e o ensaio de curto-circuito trifásico instantâneo não pode ser executado sob tensão nominal da armadura. Os valores permanentes também devem ser registrados. O fechamento dos contatos de fase deve ocorrer dentro de 15° elétricos uma da outra. A tensão nos terminais da máquina. igual ao valor inicial da amplitude periódica (Figura 20-c). os valores iniciais das componentes aperiódicas das três fases. Os resultados são postos em gráficos em função da tensão em vazio antes da realização do curto-circuito. A diferença que representa a soma ∆ i’k + i"k. são tomados como vetores sobre três retas que. Este gráfico pode ser constituído por uma linha predominantemente reta ou por uma curva contínua: a) quando a última parte deste gráfico constituir uma linha reta (caso de uma exponencial). o ensaio é executado com tensão nominal nos terminais da máquina antes de curto-circuitar o enrolamento da armadura.

= valor maior possível da componente aperiódica da corrente. 0.17. U (O) I (∞ ) + ∆ I’ (O) + ∆ I" (O) 3  k k    uso excl usiv a pa ra P etro brás S.17). A extrapolação da curva obtida até a origem dos tempos fornece o valor inicial de componente periódica da corrente de excitação.17 Determinação de grandezas a partir do ensaio de curto-circuito trifásico instantâneo .368 do seu valor inicial. A variação em função do tempo da componente periódica da corrente de excitação é determinada a partir do oscilograma da corrente de excitação e é traçado em coordenadas semilogarítmicas.5   = freqüência em Hz. quando obtida pelo descréscimo das componentes aperiódicas das correntes em cada fase da armadura.é determinada como a relação da tensão em vazio. em curto-circuito: .é determinada neste ensaio como o tempo necessário para a componente transitória da cor- uso excl usiv a pa ra P etro brás S. 3.368 do seu valor inicial. Qualquer fase em que a componente aperiódica inicial é inferior a 0. é determinada como o tempo necessário para estas componentes decrescerem até 1/ε ≈ 0. medida imediatamente antes do curto-circuito.  ’  u (o) x d =  ’ (O)   i (∞ ) + ik   Lice nça de Onde: ε τa f f) valor maior possível da corrente inicial de curtocircuito: .5 f .é determinada neste ensaio como o tempo necessário para a componente periódica da corrente de excitação decrescer até 1/ε ≈ 0. a) reatância transitória de eixo direto: .A. e o valor inicial da componente periódica da corrente de curto-circuito. deve ser desprezada na determinação da constante de tempo de curto-circuito da armadura. Esta grandeza.2. ia máx. em curto-circuito: .   f  = intervalo correspondente a meio período c) constante de tempo transitória de eixo direto. τa ia = ia máx.é determinado neste ensaio como a soma dos valores das componentes periódica e aperiódica um semiciclo após o instante de curto-circuito. = 2 3 i 2 a2 + i 2 a2 + ia 2 + ia 3 Onde ia 3 é o maior valor algébrico inicial das componentes aperiódicas da corrente e ia 2 é a componente aperiódica da corrente em qualquer uma das duas outras fases. e o valor inicial da componente periódica da corrente de curto-circuito obtida por análise dos oscilogramas (Figura 20-a). e) constante de tempo de curto-circuito da armadura: .3.A. O valor da componente aperiódica é dado pela fórmula (em valores por unidade ou em grandezas físicas): X" = d Lice nça de   u (o) x" =   d ’ (O) + ∆ i" (O)   i (∞ ) + ∆ ik k   ia máx. transitória e subtransitória da corrente de curtocircuito instantâneo.NBR 5052/1984 39 te pela fórmula (em valores por unidade ou em valores físicos): rente da armadura decrescer até 1/ε ≈ 0. no curtocircuito instantâneo = base dos logaritmos naturais (neperianos) = constante de tempo de curto-circuito da armadura  0. A determinação da constante de tempo de curto-circuito da armadura será permitida somente se a corrente da armadura for medida no ensaio de curtocircuito trifásico instantâneo por meio de derivadores não indutivos.4 vez o valor inicial encontrado.368 do seu valor inicial.368 do seu valor inicial (ver 3.é determinada como a relação entre a tensão em vazio [u(o)].17.é determinada neste ensaio como o tempo necessário para a componente subtransitória da corrente da armadura decrescer até 1/ε ≈ 0. ε d) constante de tempo subtransitório de eixo direto. U (O) 3 I (∞) + ∆I’ (O) k     X’ = d b) reatância subtransitória de eixo direto: . O valor médio destas grandezas é considerado como a constante de tempo de curto-circuito. desprezando-se a componente subtransitória (Figura 20-a). O valor da componente periódica neste instante é igual à soma das componentes permanente. medida imediatamente antes do ensaio de curto-circuito trifásico instantâneo.

Determinação da corrente de excitação nominal por meio do gráfico ASA Figura 17 .40 NBR 5052/1984 de nça Lice Figura 16 .A. brás etro ra P a pa usiv excl uso .A.Determinação da corrente de excitação nominal por meio do gráfico sueco S. brás etro ra P a pa usiv excl uso de nça Lice S.

NBR 5052/1984 41 Figura 18 .A.A. .Determinação de Xq a partir do ensaio de excitação negativa Lice nça de uso excl usiv a pa ra P etro brás S. Figura 19 .Determinação de Xq pelo ensaio de baixo escorregamento Lice nça de uso excl usiv a pa ra P etro brás S.

Determinação do maior valor possível da componente aperiódica da corrente de curto-circuito de nça Lice S. brás etro ra P a pa usiv excl uso Figura 20-b) .Última parte do gráfico constituída por curva de nça Lice S. brás etro ra P a pa usiv excl uso .Última parte do gráfico constituída por linha reta Figura 20-c) .Variação da componente periódica da corrente da armadura em função do tempo .42 NBR 5052/1984 Figura 20-a) .A.A.Variação da componente periódica da corrente da armadura em função do tempo .

3.7 vez a tensão nominal da armadura em vazio. A diferença entre a tensão determinada pela curva 1 e a componente transitória (∆u’) da tensão dá o valor da componente subtransitória (∆u") da tensão no mesmo instante. O curto-circuito trifásico permanente deve ser desligado de modo praticamente simultâneo nas três fases. A diferença entre a tensão permanente e a tensão determinada pelas envolventes da tensão de restabelecimento é posta em gráfico em função do tempo sobre papel semilogarítmico e extrapolada até o instante de supressão do curto-circuito (curva 1.17. A máquina é posta em movimento com o seu enrolamento da armadura curto-circuitado e a sua corrente de excitação mantida num valor correspondente à parte reta da característica em vazio. U (∞) . para a qual a tensão geralmente não superior a 0.Determinação de grandeza a partir do ensaio de restabelecimento da tensão Lice nça de x"d = .u’(O)   ’ x d =  ik   b) reatância subtrânsitória no eixo direto: a) reatância transitória no eixo direto: Lice nça de uso excl usiv a pa ra P etro brás S.∆u’ (O) + u" (O)   x"d =  ik   c) constante de tempo transitória de eixo direto em circuito aberto: .∆U’ (O) + U" (O) 3 Ik valor inicial da componente transitória da tensão ∆ u’ (O) para a corrente da armadura (ik) medida imediatamente antes da supressão do curtocircuito (Figura 21): . Com relação ao sistema de excitação devem ser observadas as precauções indicadas em 3. 3. Registram-se no oscilograma o restabelecimento de uma tensão de linha e uma corrente de linha.U’(O) 3 lk u (∞ ) .19 Determinação de grandezas a partir do ensaio de restabelecimento da tensão X’d = U (∞) .16.3.é determinada neste ensaio como o tempo necessário para a componente transitória da tensão ∆u’ decrescer até 1/ε ≈ 0.A.é determinada neste ensaio como a relação da diferença entre a tensão permanente u (∞) e o Figura 21 .17.3.368 do seu valor inicial. uso excl usiv a pa ra P etro brás S.A. devendo as três correntes ser interrompidas dentro de um intervalo de tempo correspondente a meio ciclo (180° elétricos).NBR 5052/1984 43 3. A extrapolação da parte reta da curva 1 até o eixo das ordenadas dá o valor inicial da componente transitória da tensão ∆u’ (O). depois da supressão de um curto-circuito trifásico permanente. Figura 21).é determinada neste ensaio como a relação da diferença entre a tensão permanente u (∞) e a soma dos valores iniciais das componentes transitórias ∆u’ (O) e subtransitórias ∆u" (O) para a corrente da armadura medida imediatamente antes da supressão do curto-circuito (Figura 21): u (∞ ) .17.18 Ensaio de restabelecimento da tensão O ensaio de restabelecimento da tensão. As grandezas obtidas neste ensaio correspondem ao estado não saturado da máquina. em condições de regime contínuo no instante de abertura do disjuntor. é efetuado na velocidade de rotação nominal da máquina com o enrolamento da armadura curto-circuitado por um disjuntor no ínicio do ensaio. .

se a maior das três corresponder à menor das reatâncias medidas entre um par de terminais de linha do enrolamento da armadura.x 23 ) + x 23 (x 23 . a fim de determinar as duas posições angulares correspondentes ao valor máximo e ao valor praticamente nulo da corrente no enrolamento de excitação. a fim de evitar aquecimento excessivo das partes maciças.22 Ensaio de aplicação de tensão para uma posição arbitrária do rotor U P . Em cada uma destas duas posições do rotor. O tempo de aplicação da tensão deve ser limitado.30. o rotor deve ser bloqueado. 2 2 i 2 i   Z" = Aplica-se uma tensão alternada sob freqüência nominal a dois terminais de linha quaisquer do enrolamento da armadura.17. bem como a corrente induzida no enrolamento de excitação.R"2 d X"d = Onde: Z"d =  x" d =   Os valores da tensão aplicada da corrente e da potência absorvida devem ser medidos na posição do rotor em que a corrente no enrolamento de excitação é máxima.17. de nça Lice x= 2 3 x12 + x 23 + x 31 3 x12 (x12 . As grandezas são postas em gráfico em função da tensão aplicada ou da corrente da armadura e os valores procurados são determinados por extrapolação. devem-se medir a tensão de alimentação.17.1-a). brás etro ra P a pa usiv excl uso Aplica-se uma tensão alternada sucessivamente a cada par de terminais de linha do enrolamento da armadura da máquina sob ensaio.3.x12 ) S. A posição do rotor deve ser mantida inalterada para as três aplicações da tensão de ensaio.r"q 2 .17. 3. a tensão de alimentação não deve ser inferior a 0. corrente circulante e potência absorvida pelo enrolamento da armadura. Estas reatâncias são calculadas por meio das fórmulas de 3. a determinação das grandezas referidas ao estado saturado ou não saturado da máquina deve ser realizada por meio de vários ensaios sob diferentes tensões de alimentação (U. A corrente no enrolamento de excitação é medida somente para determinar as duas posições (eixo direto e eixo em quadratura) do rotor.calculam-se as reatâncias entre cada par de terminais de linha do enrolamento da armadura x12. A reatância subtrânsitória no eixo direto é calculada por meio da fórmula (em valores por unidade ou em grandezas físicas): x "d = xmed ± ∆ x Onde: xmed = O sinal que precede ∆ x é determinado de acordo com a seguinte regra: positivo. x23 e x31.21 Determinação de grandezas a partir de ensaio de aplicação de tensão nas posições do rotor de eixo direto e de eixo em quadratura com relação ao eixo de campo do enrolamento da armadura a) reatância subtrânsitória no eixo direto: . A sua medição não exige necessariamente instrumento de alta precisão. A determinação das grandezas referidas ao estado saturado ou não saturado da máquina é análoga à de 3.é determinada por meio da fórmula: 2 Z"d . r" = .3.3.R"q2 de nça Lice  x" q =   z" q 2 . A primeira posição corresponde ao eixo direto. devem ser medidos para cada par de terminais a que se aplica tensão alternada. brás etro ra P a pa usiv excl uso . Se necessário.20 Ensaio de aplicação de tensão nas posições do rotor de eixo direto e de eixo em quadratura com relação ao eixo de campo do enrolamento da armadura Onde: U P .17.3. O rotor deve ser girado lentamente. O tempo de aplicação da tensão deve ser limitado. Os valores da tensão aplicada. r" = . O enrolamento de excitação deve ser curtocircuitado. a segunda ao eixo em quadratura.2 a U. a corrente da armadura e a potência absorvida. R"d = 21 212 3 U 3 P .44 NBR 5052/1984 3. R"d = 21 212 3 U 3 p .A.17.2 vez a tensão nominal.7)Un.r" d 2 .3. Se os ensaios não puderem ser executados sob corrente ou tensão nominais da armadura. 3. . . 3.23 Determinação de grandezas a partir do ensaio de aplicação de tensão para uma posição arbitrária do rotor a) reatância subtrânsitória de eixo direto: . 2 2 i 2 i   z" d 2 .x 31) + x 31 (x 31 . a fim de evitar aquecimento excessivo das partes maciças.A. negativo. se a maior das três correntes no enrolamento de excitação corresponder à maior reatância medida da armadura. b) reatância subtrânsitória de eixo em quadratura X"q = Z"q 2 . z"d = S.3. O enrolamento de excitação deve ser curto-circuitado. Para as máquinas de ranhuras da armadura fechadas ou semifechadas e ranhuras do enrolamento de amortecimento fechdaas. z" = Os valores da tensão aplicada da corrente e da potência absorvida devem ser medidos para a posição do rotor em qua a corrente no enrolamento de excitação é praticamente nula.

3.NBR 5052/1984 45 b) reatância subtrânsitória de eixo em quadratura: .25 Determinação de grandezas a partir do ensaio de curto-circuito monofásico permanente b) resistência de seqüência negativa: . 3. Medem-se a corrente de curto-circuito (Ik2). recomenda-se medir a potência ativa (P) e a potência reativa (Q). O sinal que precede ∆x é determinado de acordo com a seguinte regra: positivo.é determinada aplicando-se a fórmula: Lice nça de R2 = A resistência de seqüência negativa é determinada para cada um dos valores medidos da corrente de curto-circuito. Para evitar aquecimento excessivos das peças maciças.A. 2 2  u p  .3. se a vibração da máquina não exceder valores admissíveis. X2.17. x2 = A fórmula acima é aplicável quando os harmônicos da corrente ou da tensão podem ser desprezados. Curto-circuitam-se dois terminais de linha quaisquer e aciona-se a máquina na sua velocidade síncrona por meio de um motor qualquer (Figura 22). o tempo do ensaio de curto-circuito monofásico permanente para correntes superiores a 0. x = 2 p  p + Q  1 3 . A tensão e a corrente nas três fases e a potência absorvida devem ser medidas neste ensaio. a corrente de excitação e a tensão (Uk2) entre o terminal em circuito aberto e os dois terminais em curto-circuito. As medições são feitas para vários valores da corrente de curto-circuito.Esquema para o ensaio de curto-circuito trifásico permanente uso excl usiv a pa ra P etro brás S. o rotor deve ser desmagnetizado pelo procedimento descrito em 3. x2 =  3. isto é.é determinada por um procedimento análogo ao descrito em a). 2 2 p p + q   A fórmula acima é aplicável quando os harmônicos da tensão ou da corrente devem ser levados em conta.12.17. se a menor das três correntes medidas no enrolamento de excitação corresponder à maior das reatâncias medidas entre um par de terminais de linha de enrolamento da armadura. será considerado como valor sob corrente nominal. Para aumentar a precisão das medições em presença de harmônicos da tensão e da corrente. A reatância de seqüência negativa é determinada para cada um dos valores medidos da corrente de curto-circuito.24 Ensaio de curto-circuito monofásico permanente X2 = 1 3 . negativo. Com base nos dados do ensaio.17. se a menor das três correntes medidas no enrolamento de excitação corresponder à menor reatância medida da armadura. 1 . R2 é posta em gráfico em função da corrente. O enrolamento de excitação deve ser curto-circuitado.A.3 In deve ser limitado ao intervalo de tempo necessário à leitura dos instrumentos.2 Un). Nota: O valor de R2. 2 . Se a tensão residual da máquina sob ensaio é superior a 30% da tensão de alimentação.3.3. fornecida por uma fonte independente com sucessão de fases negativas. 2 2  u q  . Nota: O valor de X2. é posta em gráfico em função da corrente. será considerado como o valor sob corrente nominal. A corrente poderá ser aumentada até o seu valor nominal. Com base nos dados de ensaio. 2 2 q p + q   . 3.26 Ensaio de seqüência negativa a) reatância de seqüência negativa: . P 2  ik 2  Figura 22 . Lice nça de uso excl usiv a pa ra P etro brás S. P 3I 2 k2  . 3 2 2  U Q . r2 = 2 Q  p + Q  1 3 .17. 2 2  2 U P .é determinada aplicando-se as fórmulas: É executado aplicando-se à máquina uma tensão simétrica reduzida (0. 2 . operado como freio eletromagnético com escorregamento 2. obtido por uma corrente igual a 3 vezes a corrente de fase nominal. obtido por uma corrente igual a 3 vezes a corrente de fase nominal.02 Un a 0. 3.

a corrente e a potência absorvida.ro2 X2 =  x 2 =  Onde: P = potência absorvida I = corrente média medida U = valor médio medido da tensão aplicada A reatância de seqüência negativa e a resistência de seqüência negativa são determinadas para cada um dos valores medidos da tensão de alimentação.29 Determinação de grandezas a partir do ensaio de alimentação monofásica das três fases A reatância de seqüência negativa e a resistência de seqüência negativa são determinadas aplicando-se as fórmulas: A reatância de seqüência zero e a resistência de seqüência zero são determinadas pela fórmula: Xo = 2 Z o .3. dois terminais de linha são ligados diretamente ao neutro. Ro = 2 I I Zo = u 9p   zo = 3 3 i . ro = i2    3.3.30 Ensaio de curto-circuito permanente entre dois terminais de linha e neutro O enrolamento da armadura é ligado em estrela.46 NBR 5052/1984 3.28 Ensaio de alimentação monofásica das três fases O ensaio de aplicação de uma tensão monofásica aos terminais das três fases ligadas em série ou em paralelo é executado sobre a máquina à velocidade de rotação nominal ou próxima desta. a máquina é acionada na sua velocidade de rotação nominal e excitada (Figura 23).17.Esquema para o ensaio de curto-circuito trifásico permanente entre dois terminais de linha e neutro de nça Lice 2 Z 2 .R2 .17. ro = 2 i i quando as três fases do enrolamento são ligadas em paralelo: 3P 3U .3. ou contrário. As medições são feitas para vários valores da corrente no neutro.27 Determinação de grandezas a partir do ensaio de seqüência negativa 3. por exemplo da extremidade do neutro para a extremidade de linha. Medem-se a potência ativa e a potência reativa.z2 . Os valores da corrente e o tempo de ensaio são limitados pelo aquecimento excessivo do rotor e pelas vibrações.A.3. a vários valores da tensão de alimentação. como definido para a seqüência zero. Z2 = U I P . O enrolamento de excitação deve ser curto-circuitado. de nça Lice S.17. circulem no mesmo sentido.17. brás etro ra P a pa usiv excl uso . Ro = 3 I2 3I 2 z2 . x o = o 2 zo . 3. R2 = 3 I2 3 quando as três fases do enrolamento são ligadas em série: P U .A. u P . Figura 23 . O valor da tensão aplicada é escolhido de forma tal que a corrente no enrolamento da armadura seja da ordem de grandeza da corrente nominal.R2 . brás etro ra P a pa usiv excl uso u P . a fim de se levarem em conta os harmônicos. r2 = 2  i i  Zo = zo = 1 3 . em qualquer instante. As grandezas medidas são a tensão. z2 = 2 S. As grandezas medidas são a tensão entre o terminal em circuito aberto e o neutro (Uo) e a corrente na conexão que liga os terminais curto-circuitados ao neutro (Io). Com base nos dados de ensaio. X2 e R2 são postas em gráfico em função da corrente. As ligações das fases devem ser dispostas de tal forma que as correntes nas três fases.

com vários valores estáveis da corrente. a temperatura do enrolamento deve ser determinada por meio de detectores de temperatura embutidos se houver. a resistência de cada fase não puder ser medida diretamente. em ampéres por milímetro quadrado c = constante igual a 200 para o cobre e a 86 para o alumínio Se a elevação de temperatura do enrolamento não for conhecida. isto é. ou pela formúla: U2 Q2 o . Nestas fórmulas. I a) resistência do enrolamento da armadura e resistência do enrolamento de excitação pelo método de tensão e corrente: . Q P + Q2 Onde: j = densidade de corrente durante o ensaio. Os termômetros ou pares termoelétricos utilizados na medição da temperatura do enrolamento devem estar no seu lugar durante pelo menos 15 min e devem ser protegidos contra qualquer influência externa. b) resistência de seqüência zero: . 3. No cálculo das resistências empregam-se as fórmulas seguintes: . Adota-se a média das resistências obtidas. Durante as medições. A resistência deve ser medida diretamente nos terminais do enrolamento com o rotor parado.A. o valor da corrente não deve ser superior a 10% da corrente nominal do enrolamento e ela não deve ser aplicada durante mais de 1 min. quando a corrente no neutro for igual a três vezes a corrente nominal de fase. Ro é posta em gráfico em função da corrente no neutro. recomenda-se fazer três a cinco leituras. o valor da corrente deve ser tal que a elevação de temperatura do enrolamento durante o ensaio não exceda 1°C.31 Determinação de grandezas a partir do ensaio de curto-circuito permanente entre dois terminais de linha e neutro a) reatância de seqüência zero: . 2 . 2  P P + Q2 p p + q2   uso excl usiv a pa ra P etro brás S. 3. Ro = com base nos resultados do ensaio. admitindo-se aquecimento adiabático. Com base nos dados do ensaio.32 Medições da resistência dos enrolamentos: sob corrente contínua.) que tenha potência suficiente e forneça tensão estável. P e Q são respectivamente os valores medidos da tensão. Para o cálculo do aquecimento adiabático. ro = . no instante de efetuarem-se as leituras.A. I r = 3. U = tensão aplicada ao enrolamento. etc.é determinada pela formula: 3uo  Uo  . ver Figura 24. como nos circuitos cujas resistências estão sendo medidas. pode ser empregada qualquer fonte de corrente contínua (bateria. pelo método de tensão e corrente ou pelo método da ponte Para a medição da resistência sob corrente contínua pelo método de tensão e corrente ou pelo método da ponte. x o = io  Io   Xo = ∆θ = j2 °C / s c que é aplicável. em ampéres uso excl usiv a pa ra P etro brás S. Xo é posta em gráfico em função da corrente no neutro. gerador. pela fórmula:  U2 P2 u2 p2  o o .17. Para o esquema de ligações.17.17. Na determinação deste valor médio não se consideram as resistências que difiram de mais de 1% do valor médio. as medições devem ser efetuadas Lice nça de Lice nça de R = U . quando a corrente no neutro for igual a três vezes a corrente nominal de fase. sucessivamente entre cada par de terminais de linha do enrolamento da armadura. os ponteiros estiverem imóveis. em volts = corrente do enrolamento. As medições devem ser efetuadas quando. A resistência do enrolamento da armadura deve ser medida em cada fase separadamente. Nota: O valor de Xo será o valor sob corrente nominal.é determinada para vários valores da corrente no neutro. quando os harmônicos de corrente ou de tensão devem ser levados em conta. Durante a medição da resistência sob corrente contínua. quando os harmônicos de corrente ou de tensão podem ser desprezados.enrolamento de excitação e enrolamento da armadura que podem ser medidos individualmente. 2  x o = q p + q2   que é aplicável.3.NBR 5052/1984 47 3. Uo. Se. Nota: O valor de Ro será o valor sob corrente nominal.3.33 Determinação da resistência sob corrente contínua pelo método de tensão e corrente e pelo método da ponte Xo =  u2 q2  o . deve ser empregada a fórmula: u para o enrolamento da armadura i . 2 .3.para se medirem as resistências pelo método de tensão e corrente. da potência ativa e da potência reativa. A reatância de seqüência zero é determinada para vários valores da corrente no neutro. os fenômenos transitórios tenham cessado tanto nos instrumentos de medição. por uma razão qualquer.

02 s após o estabelecimento do curto-circuito. 3. as resistências de fase serão calculadas como indicado em a). Registram-se em oscilograma a corrente de excitação. A resistência deve ser medida nos anéis coletores ou nos terminais dos enrolamentos. brás etro ra P a pa usiv excl uso A constante de tempo transitória. O enrolamento de excitação deve ser curto-circuitado instantaneamente. R12. em circuito aberto é determinada como o tempo necessário para a diferença entre a tensão transitória obtida no oscilograma de 3.368 do seu valor inicial. 3.36 Ensaio de decréscimo da corrente de excitação com o enrolamento da armadura em curto-circuito É efetuado nas seguintes condições: o enrolamento da armadura deve ser curto-circuitado e a máquina acionada por um motor apropriado.enrolamentos de armadura nos quais as medições são feitas sucessivamente entre cada par de terminais de linha (em valores por unidade ou em grandezas físicas). e um dos valores da corrente de linha.17. Caso de ligações em estrela: R1 = 1 (R12 .A.R23 + R31 R12 .17. 3.34 Ensaio de decréscimo da corrente de excitação com o enrolamento da armadura em vazio É efetuado nas seguintes condições: a máquina deve ser excitada para tensão nominal. O enrolamento de excitação deve ser curtocircuitado instantaneamente. Em caso de necessidade.Esquema para determinação da resistência da armadura e resistência do enrolamento de excitação pelo método de tensão e corrente de nça Lice analogamente para R2 e R3.A.3. de modo a não incluir a resistência das escovas e dos seus contatos. Registram-se no oscilógrafo a tensão nos terminais do enrolamento da armadura. A diferença entre a tensão transitória obtida do oscilograma e a tensão residual é posta em gráfico em função do tempo sobre papel semilogarítmico. Enrolamento ligado em estrela S.17. Para limitar a corrente de curto-circuito da fonte de corrente contínua. Na determinação deste valor médio não se consideram as resistências que difiram de mais de 1% do valor médio. de eixo direto. podem-se ligar em série com o enrolamento de excitação resistências limitadoras de corrente. de nça Lice Enrolamento ligado em triângulo S. A média dos resultados é considerada como o valor da resistência. Os oscilogramas servem para a determinação precisa do instante em que começa o decréscimo da corrente de excitação (instante zero) e do valor da tensão inicial neste instante. R23 R12 . 2-3 e 3-1.3.R23 + R31 2 apropriado. acionada por um motor Figura 24 . brás etro ra P a pa usiv excl uso . de modo a fazer circular no enrolamento da armadura a corrente nominal.35 Determinação de τ ’do a partir do ensaio de decréscimo da corrente de excitação com o enrolamento da armadura em vazio b) resistência do enrolamento da armadura e resistência do enrolamento de excitação pelo método da ponte: .34.17. caso de ligação em triângulo: R1 = 2R12 .3. modificando-se de cada vez o equilíbrio da ponte. a fonte de alimentação do enrolamento de excitação deve ser desligada dentro de 0.34 e a tensão residual decrescer até 1/ε ≈ 0.devem ser efetuadas pelo menos três leituras. a corrente no enrolamento de excitação e a tensão nos anéis coletores. A limitação da duração e do valor da corrente de curto-circuito da fonte de alimentação do enrolamento de excitação deve ser efetuada como indicado em 3.3.48 NBR 5052/1984 .R23 + R31) 2 analogamente para R2 e R3. medidas entre os terminais 1-2. ou a tensão nos anéis coletores. A diferença entre a corrente transitória obtida do oscilograma e da corrente devida à tensão residual é posta em gráfico em função do tempo sobre papel semilogarítmico. Se as medições da resistência forem feitas sucessivamente entre cada par de terminais do enrolamento da armadura. R23e R 31 designam respectivamente as resistências.3.17.

em quilovoltampéres J = Jp Lice nça de g a = distância entre os pontos de supensão. a2 mg .17.A. em quilogramas-metro quadrado = uso excl usiv a pa ra P etro brás S.17. deve ser a menor possível. e 10°. em metros m = massa do rotor.3. em metros = aceleração da gravidade. no caso de suspensão por dois cabos. A massa da própria alavanca. 3. o ensaio é executado duas vezes: uma com o rotor somente e a segunda com o rotor ao qual se junta um volante ou uma polia. Registra-se o tempo necessário para efetuar diversas oscilações e calcula-se a duração média de um período de oscilação.38 Ensaio de oscilação do rotor suspenso Onde: Jp = momento de inércia conhecido da polia. este na posição horizontal. em quilogramas Tp = período de uma oscilação. com uma polia ou um volante adicionados. em quilogramas L = distância do centro do eixo ao centro de gravidade do pêndulo ou ao centro de gravidade da massa fixa na periferia do rotor ou da polia.17. Girando-se o rotor. com efeito de inércia conhecido.no caso do rotor suspenso por dois cabos: T2 .3. No caso de suspensão por um só cabo. uma massa conhecida pode ser fixada na periferia do rotor ou da polia. em radianos por 30 segundo O tempo de aceleração e a constante de energia armazenada são calculados a partir da fórmula:   Tp2 g J = mpL  .368 do seu valor inicial. em metros por segundo quadrado n = velocidade de rotação nominal. 10 -3 Pn Jω 2 .17.L   4 π2 Onde: mp = massa do pêndulo auxiliar. que é conhecida. O pêndulo auxiliar é deslocado da sua posição de equilíbrio de um ângulo de aproximadamente 5°.39 Determinação de τj e de H a partir do ensaio do rotor suspenso 3. em quilogramas-metro-quadrado g = aceleração da gravidade.17. em metros por segundo quadrado T = período de oscilação do rotor. em rotações por minuto Pn = potência ativa nominal. fixa-se um pêndulo auxiliar (uma massa colocada na extremidade de uma alavanca) perpendicularmente ao eixo da máquina.3. de modo que o seu eixo fique na posição vertical.A.NBR 5052/1984 49 3. 3.17. Em lugar de um pêndulo auxiliar.3. 3. Este ensaio é recomendado para máquinas equipadas com rolamentos de esferas ou de cilindros.36 e a corrente devida à tensão resisual atingir 1/ε ≈ 0. H = Para realizar este ensaio. L (4 π )2 J = A constante de tempo transitória de eixo direto em curtocircuito é determinada como o tempo necessário para a diferença entre a corrente transitória obtida do oscilograma de 3. em segundos Para efetuar este ensaio o rotor deve ser suspenso por um cabo ou por dois cabos paralelos.no caso do rotor suspenso por um só cabo: T2 T − T2 2 p Lice nça de Sn = potência aparente nominal. em segundos Tp = período de oscilação do rotor. provocam-se oscilações em torno do seu eixo geométrico. em quilowatts O momento e inércia é calculado por meio das fórmulas seguintes: .3. em segundos uso excl usiv a pa ra P etro brás S.40 Ensaio de oscilação com pêndulo auxiliar O tempo de aceleração e a constante de energia armazenada são calculados por meio das seguintes fórmulas: Jω 2 . . Mede-se o período de uma oscilação. em metros L = comprimento de suspensão. no caso de suspensão por um só cabo.41 Determinação de τ j e H a partir do ensaio de oscilação com pêndulo auxiliar πn = velocidade angular. 10-3 2 Sn τj = As fórmulas são expressas no Sistema Internacional de Unidades.37 Determinação de τ ’do a partir do ensaio de decréscimo da corrente de excitação com o enrolamento da armadura em curto-circuito . J = momento de inércia. O deslocamento angular unidirecional não deve ultrapassar 45°.3.

de nça Lice Para a realização do ensaio.42 Ensaio de retardamento em vazio τ j = ωn Este ensaio é excutado quando não existe volante suplementar no eixo da máquina sob ensaio.17. A excitação deve ser fornecida por uma fonte independente e deve permanecer inalterada durante o ensaio. em quilowatts = potência ativa nominal. coloca-se o sistema de regulagem de velocidade de rotação fora de operação ou interrompese a admissão do vapor. ∆ω 2 Sn S. Após o desligamento instantâneo do gerador da rede. A excitação do gerador deve permanecer inalterada durante o ensaio.A. bem como uma tangente ao ponto inicial da curva. em quilowatts ωn = velocidade angular nominal. .17. Traça-se a curva de variação da velocidade de rotação em função do tempo. Traça-se o gráfico de aceleração. em quilowatts Psup e Pcu = perdas no enrolamento da armadura (perdas suplementares + perdas Joule) imediatamente antes do d e s l i gamento da fonte de alimentação. por exemplo. 3.45 Determinação de τj e de H de máquinas acopladas mecanicamente.10 e 0. A excitação da máquina deve permanecer inalterada durante o ensaio. Quando a velocidade de rotação atingir cerca de 1. 3.(Psup + Pcu ) . em quilowatts PFe = perdas no circuito magnético. 3. ∆ω Pn ωn ∆t (Pmec + PFe ) . em radianos por segundo = potência aparente nominal. em quilowatts = velocidade angular nominal.17. determina-se a variação de velocidade de rotação da máquina durante os primeiros segundos.(Psup + Pcu ) . a partir do ensaio de retardamento. brás etro ra P a pa usiv excl uso Onde: O tempo de aceleração e a constante de energia armazenada da máquina com a carga acionada por ela são determinados pelas fórmulas: P1 = potência fornecida pelo gerador imediatamente antes do desligamento da rede Este método de determinação não é muito preciso.90 (valor por unidade) ou entre 1. em quilovoltampéres de nça Lice Onde: P1 = potência absorvida pelo motor imediatamente antes do desligamento da fonte de alimentação.46 Ensaio de aceleração após supressão instantânea da carga. determina-se a variação de velocidade de rotação em função do tempo. com a máquina operada como gerador ∆t (Pmec + PFe ) . opera-se a máquina como motor em carga.3. ω Pn H = ωn ∆t P1 .43 Determinação de τj e de H a partir de ensaio de retardamento em vazio ∆t P1 .3. 2 Sn ∆ω O tempo de aceleração e a constante de energia armazenada são determinados pelas fórmulas: τ j = ωn H = Onde: Pmec = perdas mecânicas. entre 1. suprime-se a alimentação. em radianos por segundo Este método de determinação não é muito preciso.17. a sua velocidade de rotação deve ser igual à nominal.3. . brás etro ra P a pa usiv excl uso Pn ωn Sn 3.95 (valor por unidade). A potência absorvida antes desse desligamento não deve ser inferior a 60% da potência nominal.3.50 NBR 5052/1984 3.47 Determinação de τj e de H a partir do ensaio de aceleração após a supressão instantânea de carga com a máquina operada como gerador O tempo de aceleração da máquina e do seu motor de acionamento e a constante de energia armazenada são determinados pelas fórmulas: τ j = ωn ∆t P1 . ∆ω Sn 2 S. s ∆ω Pn H = ωn ∆t P1 . Esta tangente é utilizada na determinação da variação de velocidade de rotação durante o intervalo de tempo ∆t.17. na velocidade de rotação nominal e tensão correspondente. O ensaio consiste na medição do tempo de retardamento ∆t entre duas velocidades de rotação predeterminadas ∆ω. operando-se a máquina síncrona como motor 3. Traça-se uma tangente à curva de aceleração no ponto correspondente à velocidade de rotação nominal e determina-se a variação de velocidade de rotação durante o intervalo de tempo. Em seguida.A. Logo após o desligamento da fonte de alimentação.05 e 0.44 Ensaio de restardamento de máquinas acopladas mecanicamente. Antes de desligar a unidade da fonte de alimentação.07 a 1. a carga deve ser da ordem de 10% a 20% da sua potência nominal (o fator de potência é regulado para um valor próximo da unidade) o regulador de velocidade de rotação do motor de acionamento é colocado fora de serviço.3. o fator de potência deve ser o mais próximo possível da unidade. operando-se a máquina síncrona como motor Antes do ensaio.3.1 vez o seu valor nominal. A máquina é levada a sobrevelocidade pelo aumento da freqüência ou por meio de um motor equipado com embreagem.17.

17.1 3.1 As grandezas x’d’ . utilizando-se grandezas obtidas de ensaios 3. Lice nça de τa = x2 2 π fnra 3.20 X"d 3.2 A reatância de seqüência negativa x2 pode ser r1 = Pcu + Psup Onde: Pcu = 3 I2Ra= perdas Joule Psup = perdas suplementares calculada a partir dos valores x"d e de x"q.4 A constante de tempo de curto-circuito da ar- lamento da armadura é determinada a partir das perdas Joule (Pcu) conhecidas 3 I2Ra e das perdas suplementares (Psup) no enrolamento da armadura.48.48.22 uso excl usiv a pa ra P etro brás S.48. pela fórmula: x"d + x"q x2 = 2 3.3.A.3.17.48 Determinação de grandezas por meio de cálculos. obtidos de ensaios.17.2 3. sob freqüência nominal. saturado não saturado não saturado saturado não saturado saturado não saturado não saturado saturado não saturado não saturado (saturado) não saturado (saturado)    recomendado      recomendado      recomendado   /continua .3.3.3.A.17.3.3.16 Lice nça de Ensaio de restabelecimento da tensão Ensaio de aplicação de tensão nas posições do rotor de eixo direto e de eixo em quadratura Ensaio de aplicação de tensão para posição arbitrária do rotor 3. obtidos de ensaios.3.12 3. pela fórmula: R1 = Pcu + Psup 3 I2n entre si pela equação: xd . τ’do e τ’d são relacionados com 3.17.17.17.3.3.17. 3. 3.3.16 X’d Ensaio de restabelecimento de ensaio Ensaio de curto-circuito trifásico instantâneo 3. xd’.17.10 madura.48.3. τ’do Esta equação é aplicada na determinação de x’d ou τ’d ou τdo a partir dos valores conhecidos de xd e das duas outras grandezas.17. τ’d = x’d .3.1 Itens Valor saturado ou não saturado não saturado Indicação de ensaios recomendados Ko uso excl usiv a pa ra P etro brás S. Tabela 2 . é calculada a partir dos valores de X2 e de ra.13.17.3 A resistência de seqüência positiva do enro- Este valor de R1 corresponde à temperatura do enrolamento na qual foram realizadas as medições das perdas.17.3. medidas de acordo Nota: Deve ser utilizado o valor saturado de x2.17.17. por meio da fórmula: Xq Ensaio de baixo escorregamento 3.14 Ensaio em carga com medição de ângulo de carga Ensaio de curto-circuito trifásico instantâneo 3.3.18 3.NBR 5052/1984 51 3.17.3.13.Relação de métodos de ensaio Métodos de ensaio Grandeza Designação do ensaio Xd Ensaios de saturação em vazio e de curtocircuito trifásico permanente Ensaios de saturação em vazio e de curtocircuito trifásico permanente Ensaio de excitação negativa 3.

24 não saturado não saturado    recomendado      recomendado   3.3.17.16 3.17.28 não saturado não saturado xo Ensaio de alimentação monofásica das três fases Ensaio de curto-circuito permanente entre dois terminais de linha e neutro Ensaio de alimentação monofásico das três três fases Ensaio de curto-circuito permanente entre dois terminais de linha e neutro Ensaio de saturação em vazio.36 τ’d 3.24 3.17.17.17.2 3. ensaio com fator de potência nulo Método de tensão e corrente ou da ponte Método de tensão e corrente ou da ponte Resistência de seqüência positiva do enrolamento da armadura Ensaio do decréscimo da corrente de excitação com o enrolamento da armadura em vazio Ensaio de restabelecimento da tensão Ensaio de decréscimo da corrente de excitação com o enrolamento da armadura em curto-circuito 3.30 não saturado 3.17.A.17.3.3.26 3.3.32 3.17.17.3.4 3.17. brás etro ra P a pa usiv excl uso Ensaio de curto-circuito monofásico permanente Ensaio de seqüência negativa Ensaio de curto-circuito trifásico Ensaio de curto-circuito trifásico Ensaio de curto-circuito trifásico 3.1 3.28 não saturado Ro não saturado    recomendado   xp Ra Rf R1 3.48.17.40 } recomendado τ"d τa τj Ensaio de oscilação do rotor suspenso Ensaio de oscilação com pêndulo auxiliar /continua .20 Itens Valor saturado ou não saturado saturado não saturado saturado (não saturado) não saturado    recomendado   Indicação de ensaios recomendados X"q X2 R2 de nça Lice 3.3.3.17.17.3 3.32 3.17.18 3.3.17.3.3.16 3.17.52 NBR 5052/1984 /continuação Métodos de ensaio Grandeza Designação do ensaio Ensaio de aplicação de tensão nas posições do rotor de eixo direto e de eixo em quadratura Ensaio de aplicação de tensão para uma posição arbitrária do rotor Ensaio de curto-circuito monofásico permanente Ensaio de seqüência negativa 3.3.3.17.3.17.3.17.3.3.16 3. ensaio de curto-circuito permanente.3.3.17.3.38 3.3.17.3.3.26 3.34 de nça Lice ver 3.3.13    recomendado   τdo S.22 S. brás etro ra P a pa usiv excl uso 3.17.A.17.

46 3.46 3.A.3.3.17.NBR 5052/1984 53 /continuação Métodos de ensaio Grandeza Designação do ensaio Ensaio de retardamento em vazio τ’ j Ensaio de retardamento em curva com a máquina operada com o motor Ensaio de aceleração após supressão de carga.17.9 3.17.    recomendado   /ANEXO A .17.17.3.17.3.17.40 3.8 3.17.40 3.17.3.1 3.3.3.7 uso excl usiv a pa ra P etro brás S.3.3.3. com a máquina operada como gerador Medição direta i fn Gráfico vetorial: de Potier da ASA SUECO Medição direta Un Por meio do gráfico da característica em vazio e do valor conhecido da corrente ifn Itens Valor saturado ou não saturado Indicação de ensaios recomendados 3.A.3.7 3.3.42 3.17.3.38 3.17.17.3.1 3.44 Lice nça de 3. Lice nça de uso excl usiv a pa ra P etro brás S.44 3.17. com a máquina operada como gerador Ensaio de oscilação do rotor suspenso Ensaio de oscilação com pêndulo auxiliar H Ensaio de retardamento em vazio Ensaio de retardamento em carga com a máquina operada como motor Ensaio de aceleração após supressão instantânea da carga.17.

A. brás etro ra P a pa usiv excl uso . brás etro ra P a pa usiv excl uso de nça Lice 54 S.NBR 5052/1984 de nça Lice S.A.

c) O método de medição de tensão e corrente é preferível em máquinas de alta-tensão. para um ensaio em carga. Podem ser empregados outros circuitos na dependência das conexões dos enrolamentos e do tipo de máquina.1. o esquema do circuito de ensaio variará com o modo de conexão.A. b) a queda de tensão nos terminais deste enrolamento.Método da superposição Nota: Ver 3. o qual. se houver. inferiores mesmo a 1% da corrente de carga. é necessário impedir a passagem da corrente contínua para o sistema. Deste esquema pode ser deduzido facilmente o esquema de ensaio de um enrolamento ligado em triângulo. sendo o primeiro o procedimento da ponte e o segundo de medição de tensão e corrente. pelo método da superposição que consiste na aplicação aos enrolamentos de uma pequena corrente contínua de medição.2 Método de medição A-3. devem ser feitas pelo mesmo método. o método descrito pode ser aplicado com corrente contínua de valores muito mais baixos. devem ser ligados capacitores ou resistores entre o sistema e os pontos por onde é feita a sobreposição de corrente contínua. . que circula no enrolamento.1 Sobrepõe-se uma corrente contínua fornecida. A Figura 25-a) fornece os detalhes do esquema de ensaio para a medição. O valor mínimo da tensão contínua medida nos terminais do enrolamento e do derivador deve ser da ordem de 10 mV.2 Por meio de reatâncias podem-se separar as componentes contínua e alternada.1.2 Este procedimento é aplicável qualquer que seja o modo de conexão dos enrolamentos (estrela com neutro acessível ou inacessível. a título de exemplo. devido à corrente contínua sobreposta. Para este fim. É necessário providenciar também um neutro de retorno. sível. no caso de um ensaio de curto-circuito.1. A-3.NBR 5052/1984 55 ANEXO A . a correção eventualmente a ser aplicada deve ser determinada por cálculo ou por ensaio. A Figura 25-c) mostra o esquema básico para um enrolamento ligado em estrela com neutro inacessível. mas um resistor na fase sob ensaio será suficiente. será obtida com o método da ponte.1 Procedimento A-3. A-2. sobreposta à corrente de carga. em carga. A-3. Os interruptores que os curto-circuitam são abertos somente durante as medições A-3. pode ser o do enrolamento do estator de outro gerador de corrente alternada ou do transformador principal. sem interrupção do ensaio. por uma bateria de acumuladores à corrente alternada de carga e medem-se os valores seguintes: derivador colocado em série com a conexão do neutro: representa desta forma três vezes o valor médio das cor- Lice nça de uso excl usiv a pa ra P etro brás S. a corrente contínua deve ser sobreposta entre uma fase e o terminal correspondente de um indutor trifásico. A escolha do método e do circuito a adotar depende da potência e da tensão da máquina a ensaiar. empregando-se corrente contínua. Como na prática a resistência do sistema é muito mais baixa que a do enrolamento em ensaio. por exemplo. A-1 Execução do ensaio A-1. uma medição de resistência por leitura de tensão e corrente.5 Os capacitores ou resistores são normalmente curto-circuitados. antes e durante o ensaio em carga. O esquema (Figura 24-c) mostra um resistor em cada fase.4 No caso de um enrolamento com neutro inaces- b) As medições de resistência. as medições de resistência podem ser feitas. Para medições em máquinas de alta-tensão. Isto constitui. a fim de não influenciar a elevação de temperaturas dos enrolamentos. A correção na prática não é considerada necessária se a corrente contínua superposta não ultrapassar em 5% a corrente alternada de carga e se não circular mais de 5 min.1.1 Mediante acordo prévio.1 Pela aplicação de uma tensão contínua aos enrolamentos do estator de uma máquina de corrente alternada em carga superpõe-se à corrente alternada uma componente de corrente contínua.3 da NBR 5383. A sua resistência deve ser normalmente igual à da fase sob ensaio. contudo.2. Lice nça de Dois procedimentos específicos de aplicação deste método são descritos a seguir. A-3. A Figura 25-b) mostra o esquema básico para o ensaio de curto-circuito na mesma máquina. A medição da resistência dos enrolamentos primários. as conexões de curto-circuito dos terminais de linha. a uso excl usiv a pa ra P etro brás S. devido à sua simplicidade. da elevação de temperatura de um enrolamento ligado em estrela com neutro acessível. A-3. A seguir são dados três esquemas a título de exemplo: A-2 Princípios do método A-2. ou do enrolamento paralelo do gerador sob ensaio. a) o valor da corrente contínua sobreposta.1 A descrição a seguir é limitada ao caso de um enrolamento em estrela com neutro acessível (Figura 25-a)).2. ou ainda de um transformador auxiliar ou de reatores ligados em zigue-zague e. portanto. pode ser feita pelo procedimento da ponte ou por medição de tensão e de corrente.3 No caso de um enrolamento ligado em estrela. sobreposição da corrente contínua é feita pelo neutro. Notas: a)O valor da corrente contínua superposta deve ser suficientemente baixo e o seu tempo de circulação suficientemente curto. Se não for possível evitar essa influência.14.2 A corrente contínua é medida nos terminais de um A-3 Medição da elevação de temperatura dos enrolamentos em máquinas de alta-tensão pela medição de tensão e corrente A-3. A-3. triângulo).1. melhor precisão.A. porém. do modo de conexão dos seus enrolamentos de estator e do modo de execução do ensaio de elevação de temperatura.

brás etro ra P a pa usiv excl uso . deve ser empregado um derivador cuja resistência não seja afetado sensivelmente pela elevação de temperatura resultante da corrente alternada de carga que o percorre.3. a fim de evitar interferência de corrente alternada nas medições. convém dar a r um valor não inferior a 100 ra. A-3. porém. a fim de reduzir a influência das suas elevações de temperatura sobre o valor da sua resistência. A-3. a fim de a componente de corrente contínua.6. podem surgir tensões perigosas no caso de falta para a terra numa fase. na ausência de um ponto neutro de retorno no circuito de alimentação. ra a resistência de uma impedância. A-3. deslocamento do neutro ou de armação apreciável da forma de onda (terceiro harmônico). não é necessário medir os valores verdadeiros de R em vazio e sob carga. O valor médio das tensões contínuas aplicadas às três fases do enrolamento é obtido pela leitura num microamperímetro ligado entre o neutro do enrolamento e o neutro de três impedâncias de resistências iguais e ligadas em estrela nos terminais de saída dos enrolamentos.1 O derivador colocado em série com as conexões de neutro será percorrido por corrente alternada de valor muito baixo.3.4 Transformador auxiliar Quando. A-3. A-3.3. no caso de uma máquina de alta tensão com neutro acessível. a fim de reduzir a componente alternada residual transmitida ao circuito de medição. que os instrumentos de medição tenham deflexões proporcionais. isto é .1 É satisfatória qualquer fonte de corrente contínua de tensão estável.3.1. uma deles à tensão contínua nos terminais do enrolamento sob ensaio e o outro à corrente contínua que circula neste enrolamento.A. não acarretando problema algum de projeto. A-3. A-3. Por estas razões.3 Transformadores de potencial usados nos circuitos de medição primários de elevada reatância de transformadores de potencial.1 Derivadores A-3.3.3.4 Se R/3 for a resistência equivalente a três fases do enrolamento sob ensaio. A resistência r do circuito do microamperímetro deve ser superior a: 10r3a Para reduzir as variações de ra resultantes da elevação de temperatura do reator. Recomenda-se escolhê-los com tensão nominal superior à da máquina. podem ser equilibradas por meio de resistores adicionais. A-3. esta correção é desnecessária.1. na faixa de medição. Usam-se geralmente aparelhos de feixe luminoso. deve ter resistência elevada em comparação com a deste.5 de acordo com a Pu- mediante um resistor adicional variável. fazer leituras à distância e usar interruptores acionáveis por meio de haste. podem-se utilizar os enrolamentos blicação nº 51 da Comissão Eletrotécnica Internacional. não influenciar sensivelmente o seu estado de saturação magnética.3. mas apenas valores que lhes sejam proporcionais.2.3. ligado aos terminais do derivador. que circula através dele. no caso de máquinas de altatensão onde esta fonte deve ser isolada. enquanto não vigorar norma brasileira equivalente.5 Isolação do circuito de medição estrela com neutro inacessível. Se r tiver valor elevado com relação ao de ra (r ≥ 100 ra).3 O transformador de filtragem com relação uni- Apesar do circuito de medição estar a uma tensão próxima ao potencial de terra. brás etro ra P a pa usiv excl uso i = a qual fornece a resistência procurada: R = Como se trata de medir uma elevação de temperatura. ou mediante de nça Lice S.A. uma variação relativa da resistência.3.3. A-3. o qual também serve para limitar a corrente alternada. for usado transformador auxiliar. ou a relação ra/3 pode ser substituída na fórmula pelo valor calculado de resistência equivalente destas três impedâncias em paralelo. será geralmente preferível usar reatores em ziguezague especialmente projetados para estes ensaios. A-3. A sua classe de precisão deve ser 0.3 Aparelhagem de medição A-3. a qual limita a circulação de corrente alternada nos circuitos de medição de corrente contínua. portanto. Um seccionador ligado aos seus terminais permitirá ligá-lo somente no momento das medições.6 Alimentação da corrente contínua tária. r a resistência do circuito do microamperímetro de medição da tensão. isto torna-se mais fácil mediante o emprego de uma bateria de acumuladores.6.1.56 NBR 5052/1984 rentes sobrepostas a cada uma das três fases. ou em Estes três transformadores devem ter reatâncias tão próximas uma da outra quanto possível.3.3 Para este fim.2. Devem ser dotados de filtros.2 Microamperímetro e milivoltímetro A-3. É suficiente. obtém-se a seguinte relação entre a corrente sobreposta I1 e a corrente i no microamperímetro: RI1 / 3 r + ra / 3 de nça Lice i (3r + ra ) I1 S.2 O ajuste da corrente contínua pode ser executado Estes documentos devem ser precisos e lineares.2 No caso de enrolamento em triângulo. o que torna necessário isolar todos os circuitos de medição para a tensão nominal da máquina. A-3. Se as suas resistências não forem iguais. especialmente de terceiro harmônico que circula entre neutros. é necessário certificar-se de que a corrente contínua não causa elevação exagerada de temperatura deste aparelho.

8 Em máquinas que podem ser ligadas em estrela Estes métodos. ele deve ser deslocado para frente ou para trás de algumas divisões.3. especialmente varia- = resistência de um enrolamento de fase = resistor calibrado da ponte R3. abrindo-se o interruptor W e fe- A-4 Métodos baseados no emprego de ponte A-4. controlado depois de cada medição.3. Os esquemas mais usuais são descritos a seguir.1 Como não se mede a corrente contínua real no Figura 24-b (conexão em estrela com neutro acessível) ou na Figura 27 (conexão em triângulo). Recomenda-se que: A-4.9 A resistência de uma fase do enrolamento é calcu- lada.1 Aplicabilidade dos métodos chando-se o interruptor para ligação em curto-circuito Z. máquinas de terminais de grande porte.3.1 R1 R1 = R2 ções de carga.3.7. pela fórmula: Ra + RD R4 lamento. O valor de sua resistência deve ser conhecido com a mesma precisão que os valores dos resistores R3 e R4. de acordo com a Figura 26. deve ser usado o circuito de ensaio indicado na Lice nça de A F = filtro R2 ≤ 0. de aproximadamente 0.7.6 São desligados.5 A ligação dos circuitos de medição é feita por meio do interruptor W. Esta causa de erro poderá ser eliminada. com a ponte em equilíbrio.3. A-3.3. Recomenda-se por isso tomar leituras somente depois das indicações terem permanecido constantes durante 10 s e que as medições de tensão e de correntes sejam feitas simultaneamente. Decorre daí que alteração alguma deve ser feita durante o ensaio.3. A-3.3. se os aparelhos de medição de corrente contínua não se desviam sob a influência da corrente alternada de carga. são utilizados principalmente em máquinas de baixa tensão. as diferenças de potencial porventura existente ao longo dos terminais poderão influenciar o grau de precisão da medição da queda de tensão contínua no enrolamento sob ensaio. A-4.3.NBR 5052/1984 57 a inserção de um número maior ou menor dos elementos de bateria.3. RD Z W = interruptor para ligação em curto-circuito = interruptor = amperímetro de bobina móvel uso excl usiv a pa ra P etro brás S.1 De acordo com o método de conexão do enro- Lice nça de ou triângulo. A-3.A. R4 = resistores ajustáveis da ponte D = impedores de reatância elevada de limitação da corrente alternada = resistência dos impedores D A-3.5 Nos casos especiais de máquinas de corrente A-4. A-4. ligação em triângulo). ligando-se o circuito de medição de tensão contínua aos terminais do enrolamento por meio de resistores equalizadores de aproximadamente 1 Ω. A-4. com o interruptor para ligação em curtocircuito Z aberto.7 Precauções a observar nas medições A-3. quando não circula corrente contínua. podem dar origem a componentes contínuas capazes de falsear os resultados. das deflexões lidas durante o ensaio. A-4. especialmente na sensibilidade dos instrumentos. recomenda-se a escolha da ligação estrela para o ensaio.A. mas valores que lhes são proporcionalidade.7. nominal elevada.2 O resistor calibrado R2 deve ser dimensionado para a corrente de carga Ip. ou seja. A-4. A-4. A-3.3. Onde: R1 R2 enrolamento e a tensão correspondente. A-4.7 A corrente contínua indicada pelo amperímetro deve ser da ordem de: 5% de Ip no caso da Figura 28 (ligação em estrela). é importante serem os fatores de proporcionalmente iguais nas medições feitas em vazio e sob carga.7. 10% a 15% de Ip no caso da Figura 27 (ligações em triângulo) sendo Ip o valor da corrente alternada de fase da máquina durante o ensaio de elevação de temperatura.3 Como o zero mecânico dos aparelhos pode variar ligeiramente durante o ensaio e não pode ser regulado devido ao perigo de alta-tensão aplicada.2 Aplicabilidade das pontes Podem ser utilizadas pontes simples ou duplas.4 Os impedores D devem ser enrolados com fio de uso excl usiv a pa ra P etro brás S. baixo coeficiente de temperatura. isto é. nas características dos elementos do circuito.02%.7. a fim de deduzir a deflexão do zero mecânico.3.3 Os resistores ajustáveis R3 e R4 devem ter a pre- cisão usual dos resistores para pontes de laboratório.3 Medição da elevação de temperatura dos enrolamentos em máquina de baixa tensão pelo procedimento da ponte dupla A-4.3.3. Recomenda-se o emprego de ponte simples na medição de resistências de valor superior a 10 Ω. A-4. aplicáveis aos diversos modos de ligação dos enrolamentos (ligação em estrela com neutro acessível ou não. .3.4 Deve ser verificado.2 Fenômenos transitórios.

5. A resistência medida corresponde à de duas fases em série. brás etro ra P a pa usiv excl uso .4.2 A tensão contínua de alimentação da ponte é aplicada entre os pontos neutros da máquina e de um transformador T. série com um resistor R3 e de um capacitor ligado em paralelo com o braço R3R4 da ponte. se houver. evita o aquecimento do transformador de potencial e a variação da sua resistência durante os ensaios. Com enrolamentos ligados em triângulo. A-4. A-4. formador de potencial T. o circuito da ponte pode ser protegido simplesmente por meio de um centelhador de esferas. Se o neutro da máquina for diretamente aterrado. para corrente contínua. Nestas condições a elevação de temperatura capaz de afetar a resistência do seu enrolamento secundário é consideravelmente mais baixa. como indicado na Figura 30. Deve-se notar que dois pólos do interruptor são utilizados em paralelo para reduzir e tornar mais estáveis as resistências de contato neste circuito.5. para constatação de eventual variação.58 NBR 5052/1984 A-4.3 A resistência do enrolamento é obtida. mas não em fornecer energia. Deve ser levada em conta a resistência dos elementos auxiliares e. A-4. A-4. será necessário manter o transformador do potencial ligado até atingir o seu equilíbrio térmico antes do início e medir a resistência do enrolamento a frio.6 O interruptor de quatro pólos indicados na Figu- ra 30 serve para vários fins: a) ligação do transformador de potencial somente durante as medições de resistência.7 Se. relativas a reatores e derivadores e as medidas de segurança contra alta-tensão são as mesmas que para o método de medição de tensão e corrente.4. A-4. serve para reduzir a zero a tensão alternada entre os terminais da ponte. deve ser inserido um capacitor em cada fase do sistema. e de outro lado por meio de um reator L2.4.4. em lugar de medir as elevações de temperatura em intervalos.5.5. A-4. A-4. limita este método a máquinas de potência relativamente baixa.4 A necessidade de manter baixa a queda de tensão da corrente de carga alternada que percorre os capacitores utilizados neste circuito. subtraindo- se a resistência do transformador da resistência medida. Se o neutro de enrolamento sob ensaio for ligado à terra.1 A Figura 31 mostra o esquema de ligação para uma máquina ligada em estrela com neutro acessível.4. antes de efetuar as medições.2 O esquema mostra que a resistência medida é a soma das resistências dos enrolamentos e do secundário do transformador de potencial.5 A Figura 29 mostra as disposições necessárias à aplicação deste método a uma máquina trifásica ligada em estrela.A.5 Medição da elevação de temperatura dos enrolamentos em máquinas de alta-tensão com o emprego de ponte A-4. a resistência medida seria a do enrolamento em paralelo com a resistência do sistema.3 Um reator L1 opõe-se à circulação de correntes de terceiro harmônico entre os dois pontos neutros. da ordem de 20 kVA a 30 kVA.A. a sua variação com a temperatura. O trans- b) curto-circuitar os bancos de capacitores durante os períodos em que não são efetuadas medidas. de nça Lice S. A-4. com enrolamento primário de resistência elevada em relação ao derivador R2.5. mas a resistência medida é a de uma fase ligada em paralelo com a resistência das outras duas fases ligadas em série.4 Medição da elevação de temperatura dos enrolamentos em máquinas de baixa tensão pelo procedimento da ponte simples A-4. A-4.5 As condições necessárias para a precisão das medidas.4. Deve-se notar também que a finalidade do transformador de potencial consiste em fornecer tensão em oposição à tensão alternada entre os terminais da ponte.1 A Figura 29 mostra o esquema básico. A-4. A-4. de forma a reduzir a sua elevação de temperatura. Sem este capacitor.4 A filtragem das componentes de corrente alternada do circuito de medição é assegurada de um lado por meio de um transformador T1 de relação unitária.4. de relação 1:1. brás etro ra P a pa usiv excl uso A-4. enquanto o capacitor é utilizado no desacoplamento do sistema do enrolamento sob ensaio. entre cujos terminais está ligado. c) permitir verificação periódica da resistência do enrolamento secundário do transformador de potencial. se desejar observar a sua variação contínua. o circuito de ensaio é o mesmo. de nça Lice S. Um interruptor de quatro pólos.8 O capacitor ligado aos terminais da ponte de medição tem por fim reduzir os efeitos de sobretensões de manobra no circuito de ensaio.4.

Figura 25-b) .NBR 5052/1984 59 F = filtro L1 = reatância eventual para limitação das correntes de 3ª harmônica Ta = transformador auxiliar Figura 25-a) . .A.Esquema básico Lice nça de uso excl usiv a pa ra P etro brás S.Ensaio em carga F = filtro Lice nça de uso excl usiv a pa ra P etro brás S.A.Ensaio em curto-circuito .

Esquema básico Figura 26 . brás etro ra P a pa usiv excl uso . os resistores R1.60 NBR 5052/1984 de nça Lice S.A.Resistores equalizadores de nça Lice S.A. R2 ou R3 podem ser substituídos por capacitores. brás etro ra P a pa usiv excl uso F = filtro Nota: Em máquinas de potência relativamente baixa.Enrolamento em estrela com neutro inacessível . Figura 25-c) . O esquema não mostra os diversos interruptores necessários para o ensaio.

A.Medição em enrolamento de baixa tensão ligado em estrela pelo procedimento da ponte dupla uso excl usiv a pa ra P etro brás S.NBR 5052/1984 61 F = filtro Figura 27 . Lice nça de uso excl usiv a pa ra P etro brás S. .A.Enrolamento ligado em triângulo F = filtro Lice nça de Figura 28 .

Esquema básico de medição pelo procedimento da ponte simples de nça Lice S. brás etro ra P a pa usiv excl uso Figura 29 .A.62 NBR 5052/1984 T1 = transformador de potencial T1 = transformador de potencial S = lâmpada de sinalização Figura 30 .A. brás etro ra P a pa usiv excl uso /ANEXO B .Esquema prático de medição de um enrolamento trifásico de baixa tensão ligado em estrela pelo procedimento da ponte simples de nça Lice S.

................... Excitação Excitatriz Relação de resposta de excitação aproximada Tensão teto de excitação nominal Lice nça de Potência requerida para carga nominal da máquina principal e tensão nominal da excitatriz kW Tensão nominal V Reatâncias (valores calculados em "por unidade") Síncrona Transitória............. uso excl usiv a pa ra P etro brás S.... As perdas e elevação de temperatura são deteminadas de acordo com o MB-470 ...... sob corrente nominal Subtransitória..A..... Enrolamento de excitação.. de eixo direto.......... as perdas em vazio e suplementares........ excluída a parte das perdas nos mancais produzidas pelo peso externo ou são não são empuxo hidráulico incluídas. classe de temperatura ............. O enrolamento amortecedor Elevações de temperatura máximas permitidas °C kVA h Núcleo da Enrolamento da armadura Enrolamento de armadura........ Tensão nominal V Corrente nominal A AC* ou DC* * Indicar qual 1/min V Total para expedição Formulário 1 Especificação do desempenho de geradores síncronos. Rendimento Potência Fator de nominal potência Potência ativa Rendimento % Para Corrente nominal 3/4 da corrente 1/2 da corrente uso excl usiv a pa ra P etro brás S........ °C.............A............ As perdas por atrito e ventilação. resfriados a ar Data ___________ Tipo ou carcaça Ensaios dielétricos Tensão de ensaio * kV Aplicada ao enrolamento da armadura de excitação AC* ou DC* Água de resfriamento Vazão Temperatura aproximada máxima °C kVA kW Na determinação do rendimento acham-se incluídas as perdas nos enrolamentos da armadura e de excitação a ..... em quilogramas-força Total líquido Rotor líquido Parte mais pesada para o guindaste (líquido) ....... com acionamento por turbina hidráulica.. sob tensão nominal Peso aproximado...NBR 5052/1984 63 ANEXO B .... rpm Elevações de temperatura Potência Fator de Tempo até a nominal potência estabilidade térmica Lice nça de está incluído.. sem danos mecânicos: .. kgf m2 Sobrevelocidade .......... excitação para para Termômetro Resistência Detectores resistência resistência embutidos Os valores nominais e elevações de temperaturas são baseados em temperatura do ar de resfriamento de 40°C e altitude não superior a 1000 m...... As perdas no não são são reostato de campo do gerador não são incluídas..... As perdas na excitatriz e no reostato de campo da excitatriz incluídas..... kgf Efeito de inércia do rotor não inferior a ..... adicionalmente ao peso das partes girantes de gerador e excitatriz (quando fornecida) é de .... Quando o gerador não for fornecido com o jogo completo de mancais................ as perdas por atrito e ventilação (quando incluídas) serão baseadas no uso de mancais para ensaio................ quando fornecida)...... não está Isolação: Enrolamento da armadura........................ de eixo direto...Modelos de formulário para relatórios de ensaios Característica nominal Potência nominal kVA Fator de potência Potência ativa kW Velocidade de rotação nominal rpm Número de fases Freqüência nominal Hz Descrição A carga admissível no mancal de escora (gerador de eixo vertical).............. classe de temperatura ...........Velocidade de rotação máxima do gerador (e da excitatriz diretamente acoplada....

Velocidade de rotação máxima do gerador (e da excitatriz diretamente acoplada. na saída dos trocadores de calor ou (se não houver trocadores de calor) nas aberturas de admissão de ar da máquina. por detector embutido * Indicar qual Temperatura Potência requerida Tensão nominal máxima para carga nominal da máquina principal e tensão nominal da excitatriz kW Parte mais pesada para o guindaste (líquido) de nça Lice Excitatriz Relação de resposta de excitação aproximada Tensão teto de excitação nominal Subtransitória..64 NBR 5052/1984 Formulário 2 Especificação do desempenho de compensadores síncronos Característica nominal Velocidade de rotação Subexcitado Sobreexcitado nominal kVAr kVAr rpm Potência nominal Número de fases Freqüência nominal Hz Tensão nominal kV Corrente nominal A Data ___________ Meio de Resfriamento Gás Pressão kgf/cm2 Tipo ou carcaça Descrição __________________________________________________________________________________________________ Sobrevelocidade .. e em altitude não superior a 1000 m para máquinas resfriadas a ar...............A...... em quilovolt-ampéres Quando dor dada partida com .. brás etro ra P a pa usiv excl uso Núcleo da armadura.. a potência nos terminais do compensador será de aproximadamente ...... sob tensão nominal S.....°C. As perdas e elevações de temperatura são determinadas de acordo com o MB-470 . % da tensão nominal.. kgf m2 Peso aproximado. funcionando em qualquer altitude.... sob corrente nominal Potência de partida.. Dados de operação Potência nominal capacitativo (sem excitação) Água de resfriamento Vazão aproximada Excitação Reatâncias (valores calculados em "por unidade") Síncrona Transitória... de eixo direto..........°C do gás de resfriamento... por resistência da armadura de excitação AC* ou DC* AC* ou DC* kVAr Os valores nominais e elevações de temperatura são baseados na temperatura de ....... brás etro ra P a pa usiv excl uso V Total para expedição .. quando fornecida). kW As perdas consistem nas perdas nos enrolamentos da armadura e de excitação a .. sem danos mecânicos . Perdas As perdas do compensador....... suplementares.. rpm Elevações de temperatura Potência nominal Subexcitado Ensaios dielétricos Tensão de ensaio * kV Aplicada ao enrolamento Enrolamento de excitação...... kVAr Efeito de inércia do rotor não inferior a . a pressão do hidrogênio deve ser mantida em valor absoluto igual ao correspondente ao funcionamento ao nível do mar com a pressão do hidrogênio. em quilogramas-força por centímetro quadrado.. por atrito e ventilação.. Em máquinas resfriadas a hidrogênio.......A. nas perdas em vazio. em quilogramas-força Total líquido Rotor líquido de nça Lice kVAr Sobreexcitado S.... quando funcionar na sua característica nominal..... à qual é referida a característica nominal.. na excitatriz e no reostato de campo da excitatriz......... não excederão . por termômetro kVAr 1/min °C Elevações de temperatura máximas permitidas °C Enrolamento de armadura... de eixo direto......

....A.. resfriados a ar Característica nominal Potência nominal kVA Fator de potência Potência ativa kW Velocidade de rotação nominal rpm Número de fases Freqüência nominal Hz Descrição __________________________________________________________________________________________________ Isolação: Enrolamento da armadura.................A.. °C........ Efeito de inércia do rotor não inferior a . Sobrevelocidade . As perdas por atrito e ventilação incluídas.... Enrolamento de excitação...... sem danos mecânicos: .. por térmica por Termômetro Resistência Detectores resistência kVA h resistência embutidos Os valores nominais e elevações de temperaturas são baseados em temperatura do ar de resfriamento de 40°C e altitude não superior a 1000 m................. classe de temperatura ......... As perdas na excitatriz e no reostato de campo da excitatriz não são são incluídas.. kW/rad elétrico Peso aproximado.............. kgf m2..... As perdas e elevações de temperatura são determinadas de acordo com o MB-470 ..... quando fornecida). Coeficiente de sincronização: aproximadamente . Quando o gerador não for fornecido com o jogo comnão são pleto de mancais... as perdas por atrito e ventilação (quando incluídas) serão baseadas no uso de mancais para ensaio....... As perdas no reostato de campo do gerador não são incluídas.....NBR 5052/1984 65 Formulário 3 Especificação do desempenho de geradores síncronos.. rpm Rendimento Excitação Potência Fator de nominal potência Potência ativa Rendimento % Para 3/4 da corrente nominal 1/2 da corrente nominal Potência Tensão requerida para nominal da carga nominal excitatriz da máquina principal e tensão nominal da excitatriz kW V kVA Na determinação do rendimento acham-se incluídas as perdas nos enrolamentos da armadura e de excitação a .. kW Corrente nominal uso excl usiv a pa ra P etro brás S.. Tensão nominal kV Corrente nominal A AC* ou DC* * Indicar qual Data ___________ Tipo ou carcaça Ensaios dielétricos Tensão de ensaio * kV Aplicada ao enrolamento da armadura de excitação AC* ou DC* ......... O enrolamento amortecedor está incluído....................Velocidade de rotação máxima do gerador (e da excitatriz diretamente acoplada. excitação.. não está Elevações de temperatura Lice nça de Elevações de temperatura máximas permitidas °C Potência Fator de Tempo até a Núcleo da Enrolamento da armadura Enrolamento de nominal potência estabilidade armadura...... as perdas em são vazio e suplementares....... em quilogramas-força Total líquido Rotor líquido Parte mais pesada para o guindaste (líquido) Total para expedição Lice nça de uso excl usiv a pa ra P etro brás S..... com acionamento outro que por turbina hidráulica................................ classe de temperatura ........

% da tensão nominal..... com autotransformador. o conjugado e a potência do motor. Quando o motor não for fornecido como o jogo completo de mancais...... brás etro ra P a pa usiv excl uso Elevações de temperatura máximas permitidas °C de nça Lice S..... de nça Lice S........A.... sob tensão nominal) Potência com Conjugado com rotor bloqueado rotor bloqueado Conjugado kVA Conjugado de sincronização Efeito de inércia normal da carga sobre o qual o conjugado é baseado Conjugado máximo mantido durante 1 min com excitação para carga nominal Recomendadas partida com .... Elevações de temperatura Excitação Potência Tensão nominal nominal da requerida na excitatriz carga nominal do motor e tensão nominal da excitatriz kW V Potência Fator de Tempo até a Núcleo da Enrolamento da armadura Enrolamento de nominal potência estabilidade armadura..A.... com rotor bloqueado.... excluída a parte das perdas nos mancais produzidas pelo peso externo ou são são empuxo hidráulico.......... % da tensão nominal e sincronização com ..... acham-se incluídas as perdas nos enrolamentos da armadura e de excitação a ....... °C.66 NBR 5052/1984 Formulário 4 Especificação do desempenho de motores síncronos Característica nominal Potência nominal kW Fator de potência Velocidade de rotação rpm Número de Pólos Fases Hz V A Freqüência nominal Tensão nominal Data ___________ Corrente nominal Tipo ou carcaça Descrição __________________________________________________________________________________________________ Isolação: Enrolamento da armadura.. devem ser reduzidos aproximadamente........ as perdas em vazio e suplementares.................... em proporção ao quadrado da tensão reduzida aplicada.. Ligações da armadura. as perdas por atrito e ventilação (quando incluídas) serão baseadas no uso de mancais para ensaio.................. As perdas no não são não são reostato de campo do motor não são incluídas.. No caso de partida sob tensão reduzida... As perdas por atrito e ventilação...... Enrolamento de excitação.... As perdas na excitatriz e no reostato de campo da excitatriz incluídas....... classe de temperatura ..... classe de temperatura . excitação por térmica por Termômetro Resistência Detectores resistência kW h resistência embutidos Os ensaios dielétricos são executados de acordo com o MB-470 Os valores nominais e elevação de temperaturas são baseados em temperatura do ar de resfriamento de 40°C e altitude não superior a 1000 m Conjugados e potência com rotor bloqueado (em porcentagem dos valores nominais.. brás etro ra P a pa usiv excl uso Total para expedição /ÍNDICE ALFABÉTICO .. em quilogramas-força Total líquido Rotor líquido Parte mais pesada para o guindaste (líquido) Na determinação do rendimento...... incluídas... classe de temperatura .... Rendimento Potência Fator de nominal potência Rendimento % Para Corrente nominal kW 3/4 da corrente nominal 1/2 da corrente nominal Peso aproximado......

......................................................................4 3...................................................................... 6 Irregularidade da forma de onda ............ 12 Descrição dos métodos para determinação do rendimento .............................................................................................................. 11 Escolha dos ensaios ..............................14 3...........3 3........................................................2 3.......................................................................................... 4 Ensaio de resistência ôhmica ...................................................................................................................5 3................9 3...................................... 9 Capacidade dos geradores para absorver potência reativa ......13 3.........................12 3.......................................................................................................... 28 Grandezas de máquinas síncronas .....................................................5 3...............14......................................................................................................NBR 5052/1984 67 Índice alfabético 1 2 3 3.................................................17.2 3........... 10 Perdas e rendimento ........... 1 Valor mínimo da resistência do isolamento ......................................................................................................................14...............................13................................................................1 3..................................................2 3.14...................................................... 22 Método termométrico de medição da temperatura ........17........ 4 Ensaio de polaridade para bobinas de campo .............14............... .................................................13.......................... 28 Generalidades .....................9 3....13 3.......................13...................17 3..... 5 Ensaio de tensão no eixo e isolação de mancal .. 11 Precisão .......................................................... 9 uso excl usiv a pa ra P etro brás S..........13........... 23 Generalidades ....................5 3......................13.............. 1 Resistência do isolamento ......2 3........1 3............................. 32 Lice nça de Ensaio de sobrevelocidade ...................14................................................................................................................................................................ 11 Determinação de rendimento pelo ensaio com máquina calibrada ....................... 25 Ensaio velocidade de rotação-conjugado para motor síncrono ................ 30 Descrição dos ensaios e determinação das grandezas das máquinas a partir dos mesmos ..........13.........................................................................................................................................................13........................................................................................ 25 Conjugado máximo em sincronismo ...... 11 Ensaios para medição das perdas e determinação do rendimento .........................13.........................................14.................................................13..... 11 Determinação do rendimento pela adição das perdas ...............................................8 3.... 23 Método de medição da temperatura por superposição ..............................................................................1 3.............................................................15 3... 10 Classes de ensaio para a determinação do rendimento ..................................... 11 3................................................................................................... 10 Prescrições gerais ..................................11 3...... Determinação do rendimento pelo ensaio de oposição elétrica ..................................7 3.................................... 13 Ensaio de elevação de temperatura ...................................................... 1 Ensaios ......... 24 Duração do ensaio ............................. 11 Determinação do rendimento pelo ensaio de fator de potência nulo ..................... 1 Documentos complementares ..............3 3...........................................................................11 3..................... 23 Medição da temperatura do meio refrigerante durante os ensaios de elevação de temperatura ............................................................................................................................................................... 11 Determinação do rendimento pelo ensaio de oposição mecânica .........................................4 3..........................................7 Objetivo ................................................... 11 Métodos e ensaios preferenciais ............................................. 5 Ensaio de seqüência de fases ................ 23 Métodos de aplicação da carga ....................3 Lice nça de uso excl usiv a pa ra P etro brás S....6 3....A.. 28 Métodos de determinação ...............................14.................................1 3................................................................................................................13......10 3............................................... 2 Ensaio dielétrico ..8 3.....................................16 3.................17...................................................... 24 Leituras de temperatura .....................................................3 3....................13..............................14.........13......................12 3..................................................................................Determinação do fator de interferência telefônica (FIT) .............................................................. 22 Método de medição da temperatura por resistência ............................................... 11 Determinação do rendimento pelo ensaio do freio ..............6 3.................................................................8 3............................... 8 Característica em V ..............................6 3......................................................................................10 3.................. 4 Ensaio de espiras curto-circuitadas do enrolamento de excitação ................................................................................A........4 3................7 3...........13.......................

.................................68 NBR 5052/1984 3.................... 37 Ensaio em carga com medição do ângulo de carga δ ..............3.................................3...................................................17...........7 3...............17..........................20 3..........................17................. brás etro ra P a pa usiv excl uso ................ 43 Ensaio de aplicação de tensão nas posições do rotor de eixo direto e de eixo em quadratura com relação ao eixo de campo do enrolamento da armadura ........................3.......19 3....................................................... 33 de nça Lice Determinação da corrente de excitação correspondente à tensão nominal e à corrente nominal da armadura a fator de potência nulo (sobreexcitação) ............... 37 Determinação de grandezas a partir do ensaio de curto-circuito trifásico instantâneo ............17............17................................................. 33 S.............................. 44 Ensaio de aplicação de tensão para uma posição arbitrária do rotor ................................................................28 3... 44 Determinação de grandezas a partir do ensaio de aplicação de tensão nas posições do rotor de eixo direto e de eixo em quadratura com relação ao eixo de campo do enrolamento da armadura .........................................4 3.................................................3................3......................................3.................29 3.................. 45 Ensaio de seqüência negativa ......37 Determinação da corrente de excitação nominal por meio do gráfico de Potier ......21 3..........................3......................17.......13 3..5 3.........17................................17......................... 46 Ensaio de alimentação monofásica das três fases .............17..........................17..........................................10 3...........................3....17........................3..........17....................... 43 Determinação de grandezas a partir do ensaio de restabelecimento da tensão ....................3................. 35 Determinação da corrente de excitação nominal por meio do gráfico sueco ....3 3....................16 3..................... 48 Determinação de τ’do a partir do ensaio de decréscimo da corrente de excitação com o enrolamento da armadura em curto-circuito .........17..................17...... 39 Ensaio de restabelecimento da tensão ....24 3...........................................................3.................17.............................. 36 Ensaio de excitação negativa ....12 3..................3.........A................................................................................................3....................... 45 Determinação de grandezas a partir do ensaio de seqüência negativa .....................17.....17...............3........................30 3......... 36 Determinação de xq a partir do ensaio de excitação ...............32 3..........................6 Ensaio de saturação em vazio ........................................15 3...................................................... 47 Medições da resistência dos enrolamentos: sob corrente contínua............. 33 Determinação da reatância de Potier a partir da característica em vazio..............3.3............. da característica em curto-circuito trifásico permanente e da corrente de excitação correspondente à tensão nominal e à corrente nominal da armadura a fator de potência nulo (sobreexcitação) ..............17......... 44 Determinação de grandezas a partir do ensaio de aplicação de tensão para uma posição arbitrária do rotor .17. 45 Determinação de grandezas a partir do ensaio de curto-circuito monofásico permanente .........................17...........................26 3.......17..........17......33 3..........................................................18 3..................................17 3.......................................17.........23 3......17......................A.........................3........ 47 Ensaio de decréscimo da corrente de excitação com o enrolamento da armadura em vazio ..14 3...................3................3...... 49 de nça Lice S.................3..............3..............................17............... 46 Ensaio de curto-circuito permanente entre dois terminais de linha e neutro .............17.........................17..........36 3. 36 Determinação de xq pelo ensaio de baixo escorregamento ...3................3..................... 46 Determinação de grandezas a partir do ensaio de curto-circuito permanente entre dois terminais de linha e neutro ........................17.....................3......3..35 3.....................31 3........................17..............17............................3..............34 3...................8 3.........................17........... 33 Ensaio com fator de potência nulo ...............3..................25 3.................3.............17........................3............ 47 Determinação da resistência sob corrente contínua pelo método de tensão e corrente e pelo método da ponte ......................................... 37 Ensaio de curto-circuito trifásico instantâneo .......3...............3............3............ 32 Ensaio de curto-circuito trifásico permanente .. 48 Determinação de τ’do a partir do ensaio de decréscimo da corrente de excitação com o enrolamento da armadura em vazio ............17........................3................................17.............3..17.............17..............................................................................................................................11 3........................... 34 Determinação da corrente de excitação nominal por meio do gráfico ASA .......... pelo método de tensão e corrente ou pelo método da ponte ...........22 3....... 33 Determinação de grandezas a partir da característica em vazio e da característica em curto-circuito trifásico permanente ...........3..................3.................................................. 46 Determinação de grandezas a partir do ensaio de alimentação monofásica das três fases ................................................................... 36 Ensaio de baixo escorregamento ................... 37 Determinação de Xq pela medição medição do ângulo de carga no ensaio em carga .2 3....................... 48 Ensaio de decréscimo da corrente de excitação com o enrolamento da armadura em curto-circuito ...17......9 3.........................................1 3....... 44 Ensaio de curto-circuito monofásico permanente .............................. brás etro ra P a pa usiv excl uso 3...........3...........27 3...

.................................................... 19 Características com rotor bloqueado ..................................................3....................................................................................3.17.............................3........ 49 ........47 3... 42 Figura 21 Determinação de grandezas a partir do ensaio de restabelecimento da tensão ............ correspondente à tensão e correntes nominais da armadura.....................................3......................................................... 35 Determinação da corrente de excitação nominal por meio do gráfico de Potier .............17....17...................................................3............17................. 28 Determinação da relação de curto-circuito ..............................................................................38 3.............43 3.. 15 Medição de velocidade de rotação por meio de tensões contínuas .......................................................................... 50 Ensaio de retardamento de máquinas acopladas mecanicamente..40 3..................................................................................... Curvas de retardamento ................................ 32 Determinação da corrente de excitação...............................................................17.................................. 34 Determinação da reatância de Potier ........... 50 Determinação de τj e de H de máquinas acopladas mecanicamente........................ 7 Indicador de seqüência com fases de lâmpadas néon ................3..... 3 Medição da resistência do isolamento .. 46 Esquema para determinação da resistência da armadura e resistência do enrolamento de excitação pelo método de tensão e corrente ............................................... 9 Conjunto de curvas em V típicas ..........................................................17.................44 3. 41 Lice nça de Fatores de ponderação ..................A.. 35 Determinação da corrente de excitação nominal por meio do gráfico ASA ......................................... operando-se a máquina síncrona como motor ......................................................... 50 Determinação de grandezas por meio de cálculos.......................... 51 Determinação da resistência do isolamento ............................. 42 uso excl usiv a pa ra P etro brás S.............................17.. 40 Determinação de Xq a partir do ensaio de excitação negativa ............................................................................................................ 51 Relação de métodos de ensaio ..................................................................42 3...... com a máquina operada como gerador ......3.........45 3.................................... 49 Ensaio de retardamento em vazio .................................................. 7 Fatores de ponderação ..........................................................................................................................................17......................................... 40 Determinação da corrente de excitação nominal por meio do gráfico sueco ............................ 50 Ensaio de aceleração após supressão instantânea da carga..........46 3.................A................................. a partir do ensaio de retardamento.............................................................................................................Última parte do gráfico constituída por linha reta .................................................................................... pelo ensaio de fator de potência nulo .... utilizando-se grandezas obtidas de ensaios ..............................3...................................... 49 Determinação de τj e de H a partir do ensaio do rotor suspenso .................. 48 Figura 22 Figura 23 Figura 24 Lice nça de Figura 20-a) Variação da componente periódica da corrente da armadura em função do tempo .................. 49 Determinação de τj e H a partir do ensaio de oscilação em pêndulo auxiliar .....................................................17...Última parte do gráfico constituída por curva ........... 41 Determinação de Xq pelo ensaio de baixo escorregamento .................método do voltímetro ................... operando-se a máquina síncrona como motor ............................ 50 Determinação de τj e de H a partir do ensaio do retardamento em vazio .............................................................................. 10 Diagrama de ligações para os ensaios em vazio ............................................3.........................................................................................................................................................................17..................... Ensaio de oscilação com pêndulo auxiliar ...........................................3............................................... 50 Determinação de τj e de H a partir do ensaio de aceleração após a supressão instantânea da carga com a máquina operada como gerador .................48 Tabela 1 Tabela 2 Figura 1 Figura 2 Figura 3 Figura 4 Figura 5 Figura 6 Figura 7 Figura 8-a) Figura 8-b) Figura 9 Figura 10 Figura 11 Figura 12 Figura 13 Figura 14 Figura 15 Figura 16 Figura 17 Figura 18 Figura 19 Ensaio de oscilação do rotor suspenso ....................................... 8 uso excl usiv a pa ra P etro brás S....... 45 Esquema para o ensaio de curto-circuito trifásico permanente entre dois terminais de linha e neutro ............................... 43 Esquema para o ensaio de curto-circuito trifásico permanente .. 15 Diagrama de ligações para os ensaios de curto-circuito ....39 3.................................. 42 Figura 20-c) Determinação do maior valor possível da componente aperiódica da corrente de curto-circuito ...........................................................................................................................................................................................................................41 3............................................................................................................................NBR 5052/1984 69 3................................................................ 7 Esquema de ligações para comparação da seqüência de fase de um gerador com a do sistema pela indicação de tensão através de uma chave desligadora ...............17................................................................................ 4 Indicador de seqüência de fases .................................................. 18 Figura 20-b) Variação da componente periódica da corrente de armadura em função do tempo .........................................3........................

..................................... 61 Medição em enrolamento de baixa tensão ligado em estrela pelo procedimento da ponte dupla ........................................................ 60 Figura 26 Figura 27 Figura 28 Figura 29 Figura 30 Anexo B Formulário 1 Especificação do desempenho de geradores síncronos com acionamento por turbina hidráulica................. 55 Figura 25-a) Ensaio em carga .................................... 60 Enrolamento ligado em triângulo ..................................... 59 Figura 25-c) Enrolamento em estrela com neutro inacessível... 63 S................................................................................................................................................................................. 59 Figura 25-b) Ensaio em curto-circuito..................................................................................... 63 Formulário 2 Especificação do desempenho de compensadores síncronos ......................................................................................A. 62 Esquema prático de medição de um enrolamento trifásico de baixa tensão ligado em estrela pelo procedimento da ponte simples ..................... brás etro ra P a pa usiv excl uso de nça Lice S...............................................................................70 NBR 5052/1984 Anexo A Método da superporição ....... 65 Formulário 4 Especificação do desempenho de motores síncronos .......................................................................................................................................................................................................... 61 Esquema básico de medição pelo procedimento da ponte simples .............................................. esquema básico ................................. resfriados a ar ... brás etro ra P a pa usiv excl uso .... esquema básico ........................ 63 Formulários para relatórios de ensaios .................................................................................................................................................................................................. 64 Formulário 3 Especificação do desempenho de geradores síncronos.................................................................. 66 de nça Lice Resistores equalizadores .................................................. resfriados a ar ...................................A................................................................... com acionamento outro que por turbina hidráulica.....................

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