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REVISOR DE TEXTOS TAQUIGRÁFICOS NO JUDICIÁRIO BRASILEIRO

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ENTENDER E FAZER ENTENDER COMO ESPECIFICIDADES DO TRABALHO
DE REVISOR DE TEXTOS TAQUIGRÁFICOS NO JUDICIÁRIO BRASILEIRO: O
DESAFIO DA RETEXTUALIZAÇÃO E DA COMPREENSÃO DE TERMOS
ERUDITOS/DIACRÔNICOS
ENTENDER E FAZER ENTENDER COMO ESPECIFICIDADES DO TRABALHO
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DESAFIO DA RETEXTUALIZAÇÃO E DA COMPREENSÃO DE TERMOS
ERUDITOS/DIACRÔNICOS

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Published by: Keimelion - revisão de textos on Jan 19, 2012
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03/18/2015

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Menezes (2007) afirma que “todas as línguas possuem diversas variedades.

Essas variedades possuem uma regra que garante a unidade linguística, porém uma

dessas variedades é institucionalizada como a norma padrão do idioma”.

A norma padrão seria, então, a variedade linguística que tem como objetivo

a padronização da língua, e qualquer variedade distinta dela seria considerada

“errada”. Tal objetivo culminou, segundo Bagno (2004, p. 15), na elaboração da

gramática tradicional, cuja origem se dá no séc. III a. C., na Grécia Antiga.

Faraco (in BAGNO, 2002, p. 40) define que “a cultura escrita, associada ao

poder social, desencadeou também, ao longo da história, um processo fortemente

unificador (que alcançará basicamente as atividades verbais escritas), que visou e

visa a uma relativa estabilização linguística, buscando neutralizar a variação e

controlar a mudança. Ao resultado desse processo, a esta norma estabilizada,

costumamos dar o nome de norma padrão ou língua padrão”.

Aryon Rodrigues (in BAGNO, 2002, p.13) acrescenta:

Frequentemente o padrão ideal é uma regra de comportamento
para a qual tendem os membros da sociedade, mas que nem
todos cumprem, ou não cumprem integralmente”. Tal ideia é
ratificada mais adiante, quando ele afirma que “comumente,
entretanto, o mesmo professor que ensina essa gramática não
consegue observá-la em sua própria fala nem mesmo na
comunicação dentro de seu grupo profissional” (p. 18).

Isso não significa que a norma padrão da língua não deva ser aprendida.

Longe disso. A linguística recomenda que a norma culta seja ensinada nas escolas,

pois “o domínio da língua padrão é requisito obrigatório para o desempenho em

eventos de fala formais e públicos e na língua escrita” (BORTONI-RICARDO, 2005,

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p. 27). O cuidado do educador, no entanto, deve ser no sentido de não permitir que

o estudante perca suas origens, sua identidade cultural.

A partir da definição de variação linguística, apresenta-se a seguir a variação

dialetal técnica do ambiente jurídico – a linguagem jurídica, conhecida também como

juridiquês. Entender as particularidades dessa linguagem auxiliará na compreensão

das especificidades da revisão de notas taquigráficas no contexto jurídico.

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