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PPRA_Posto de Gasolina

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  • INTRODUÇÃO
  • TEMA
  • OBJETIVOS
  • PROBLEMA
  • HIPÓTESES
  • JUSTIFICATIVA
  • METODOLOGIA
  • Estratégia de pesquisa
  • CAPÍTULO 1
  • 1 FUNDAMENTOS TEÓRICOS
  • 1.1 DESENVOLVIMENTO DA SAÚDE E SEGURANÇA NO BRASIL
  • 1.2 LEGISLAÇÃO E SST:
  • 1.3 SEGURANÇA E SAÚDE OCUPACIONAL
  • 1.3.1 Acidentes, incidentes e desvios
  • Figura 1 – Pirâmide de Bird
  • 1.3.3 Perigos e riscos
  • 1.3.4.1 Agentes de riscos físicos
  • 1.3.4.3 Riscos Químicos
  • 1.3.5 Áreas classificadas
  • Figura 5 – Atmosfera explosiva gasosa
  • CAPÍTULO 2
  • 2. CARACTERIZAÇÃO DOS POSTOS REVENDEDORES DE COMBUSTÍVEIS
  • 2.1 Combustíveis manuseados em postos de revenda
  • 2.2- AÇÕES EM EMERGÊNCIA
  • 2.2.1- Medidas de combate a incêndio
  • 2.2.2- Proteção ao meio ambiente
  • 2.2.3- Manuseio e armazenamento:
  • 2.2.4- Controle de Exposição e Proteção Pessoal:
  • Tabela 1 – Limites de Tolerância do álcool, gasolina e óleo diesel
  • CAPÍTULO 3
  • 3.1 CARACTERIZAÇÃO DAS EMPRESAS
  • Tabela 4: Características do posto A
  • Tabela 5: Características de reservação dos combustíveis do posto A
  • Tabela 6: Volume comercializado no posto A no mês de março/2008
  • Tabela 7: Características do posto B
  • Tabela 8: Características de reservação dos combustíveis do posto B
  • Tabela 9: Volume comercializado no posto B no mês de março/2008
  • Tabela 10: Características do posto C
  • Tabela 11: Características de reservação dos combustíveis do posto C
  • Tabela 12: Volume comercializado no Posto C no mês de março/2008
  • 3.2 COLETA DOS DADOS
  • Gráfico 1 – Caracterização do questionário SINPOSBA
  • Gráfico 2 – Caracterização do questionário gerente/frentista
  • Tabela 13 – Comparativo requisitos legais/boas práticas nos postos
  • Tabela 14: Número de postos por bandeira em Salvador
  • 3.3 RESULTADOS OBTIDOS DOS QUESTIONÁRIOS
  • 3.3.1 Questionário aplicados no SINPOSBA
  • 3.3.2 Questionários aplicados aos Gerentes dos Postos de Combustíveis
  • questionários aplicados aos gerentes dos postos de combustíveis
  • Gráfico 4 – Áreas utilizadas pelos postos estudados
  • 3.3.3 Questionários aplicados aos frentistas
  • Gráfico 7 – Relação percentual de frentistas que sabem o que é um EPI
  • 3.3.4 Análise Preliminar de Perigo
  • CAPÍTULO 4
  • 4.2 RECOMENDAÇÕES
  • REFERÊNCIAS
  • APÊNDICE

UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA

Escola Politécnica Departamento de Engenharia Mecânica Pós-graduação em Engenharia de Segurança

Curso de Especialização em Engenharia de Segurança do Trabalho

CEEST
2007
Daniella de Oliveira Lima Francisco Afonso da Costa Júnior Nilton Bacelar Neto

ANÁLISE DE EXPOSIÇÃO A RISCOS DOS FRENTISTAS EM POSTOS REVENDEDORES DE COMBUSTIVEIS NA CIDADE DE SALVADOR
Salvador 2008

Daniella de Oliveira Lima Francisco Afonso da Costa Júnior Nilton Bacelar Neto

ANÁLISE DE EXPOSIÇÃO A RISCOS DOS FRENTISTAS EM POSTOS REVENDEDORES DE COMBUSTIVEIS NA CIDADE DE SALVADOR
Monografia apresentada ao Curso de Especialização em Engenharia de Segurança do Trabalho – CEEST, Escola Politécnica, Universidade Federal da Bahia, como requisito parcial para obtenção do grau de Especialista. Orientador: Prof. Aurinésio Calheira Barbosa Co-orientador: Prof. Antônio Ribeiro

Salvador

FICHA DE AVALIAÇÃO
UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA
ESCOLA POLITÉCNICA DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA MECÂNICA ESPECIALIZAÇÃO EM ENGENHARIA DE SEGURANÇA DO TRABALHO

2008 Titulo da monografia: ANÁLISE DE EXPOSIÇÃO A RISCOS

DOS FRENTISTAS EM POSTOS REVENDEDORES DE COMBUSTIVEIS NA CIDADE DE SALVADOR
Autores: Daniella de Oliveira Lima Francisco Afonso da Costa Júnior Nilton Bacelar Neto

Nome do Orientador: Aurinésio Calheira Barbosa Nome do Co-orientador: Antônio Ribeiro

Declaração do Professor Orientador / Avaliador:

Comentários e Observações:

Conceito:

Local e data: Salvador, 14 de Maio de 2008 ________________________ Assinatura

incentivo e apoio incondicional. . porém muito valorizado atualmente. disciplina e interesse.AGRADECIMENTOS Somos gratos primeiramente a Deus por esta oportunidade de agregar e compartilhar conhecimentos que nos deram condições de sermos profissionais que zelam pela segurança do trabalho das pessoas. e nos deu a oportunidade do contato com um universo desconhecido. Estamos felizes na conclusão de mais esta etapa que nos exigiu perseverança. dinamizando sua capacidade produtiva com mais qualidade e condições salubres. E aos familiares pelo tempo abdicado. que nos atendem com toda disposição sempre que solicitados. Também aos professores e funcionários desta instituição.

RESUMO O presente trabalho tem por objetivo a análise dos riscos aos quais estão expostos os frentistas em três postos de revenda de combustíveis localizados na cidade de Salvador, especificamente os riscos químicos, físicos e de acidentes. O estudo compreende uma análise bibliográfica sobre o tema, buscando-se identificar junto à literatura os principais fatores que interferem na saúde dos frentistas, como ruído, calor, umidade, contato com combustíveis e outros produtos químicos, condições de higiene nas instalações internas e externas, pressão em relação ao tempo para realização da atividade, além da atividade apresentar risco permanente de acidente, os pontos de maior exposição toxicológica aos quais estes profissionais estão ambientalmente expostos e seus efeitos nocivos à saúde. Observa-se que muitos riscos são inerentes à própria atividade, porém alguns são causados pelos próprios funcionários ou pela desatenção dos proprietários de postos e até mesmo pelos clientes. Após análise constata-se a necessidade de implantação de um programa contínuo de treinamento visando eliminar algumas situações encontradas e adaptar a cultura de segurança com a utilização de equipamentos de proteção individual e coletiva.

Palavras-chave: Frentista, Postos de Combustível, Segurança.

ABSTRACT

The present academic study has an objective to analyze the risk that employees of a gas station are exposed, those gas station are located in the city of Salvador – Bahia – Brazil, specifically the chemical, physical, biological and ergonomic risks. The study understands a bibliographical analysis on the theme, seeking to identify with literature the main factors that affect the health of employees, like noise, heat, humidity, contact with fuels and other chemical products, hygiene conditions in the internal and external facilities, pressure in relation to the time for accomplishment of the activities, besides the activity to present permanent risk of accident, the points of larger toxicological exhibition to the which these professionals are exposed and its noxious effects to the health. It is observed that many risks are inherent to the activity, even so some are caused by the own employees or the owners and even for the customers. After analysis is clear the need of a continuous program of training in order to eliminate some situations found and to adapt safety's culture with the use of equipments of individual and collective protection.

Key Words: Gas Station workers, Gas Stations, Safety.

LISTA DE FIGURAS Figura 1 – Pirâmide de Bird ........................................................................................... 28 Figura 2 - Classificação dos riscos ocupacionais de acordo com a sua natureza ........ 33 Figura 3 – Áreas classificadas em zonas de atmosferas explosivas .................... ........ 36 Figura 4 – Exemplo de formação de atmosferas explosivas ................................. ........ 37 Figura 5 – Atmosfera explosiva gasosa................................................................. ........ 38

............... 73 Gráfico 7 – Relação percentual de frentistas que sabem o que é um EPI ..................... 71 Gráfico 5 – Relação percentual de reconhecimento pelos frentistas dos riscos dos produtos que manuseiam .................................... ................................................ 62 Gráfico 4 – Áreas utilizadas pelos postos estudados .......................... 60 Gráfico 2 – Caracterização do questionário gerente/frentista ....................................................................................................................LISTA DE GRÁFICOS Gráfico 1 – Caracterização do questionário SINPOSBA ......... 73 Gráfico 6 – Relação percentual de frentistas que sabem que na atividade laboral mantêm contato com agentes químicos prejudiciais à saúde .. ............................ .............. .................................................. 74 Gráfico 9 – Relação percentual de frentistas que receberam treinamento para ações de emergência ..Distribuição percentual dos postos revendedores de combustíveis por bandeira em Salvador................................................................................................................. ................................. ........ 75 ....... .......................... ....................... ......................... 61 Gráfico 3 .................... . 74 Gráfico 8 – Relação percentual de frentistas que receberam treinamento para uso do EPI ...........

........................... 55 Tabela 8: Características de reservação dos combustíveis do posto B ...... 64 .. ................................................................................................ ........ gasolina e óleo diesel .............. no comércio a varejo de combustíveis – 2004 a 2006 ........ .. 51 Tabela 3: Quantidade de acidentes do trabalho na Bahia......................... ...... 49 Tabela 2: Quantidade de acidentes do trabalho no Brasil.... .... ..... no comércio a varejo de combustíveis – 2004 a 2006 ...................... 57 Tabela 11: Características de reservação dos combustíveis do posto C ................... 56 Tabela 9: Volume comercializado no posto B no mês de março/2008 ............................... 62 Tabela 15 – Distribuição dos trabalhadores formais no comércio varejista de combustíveis segundo gênero.............. 58 Tabela 13 – Comparativo requisitos legais/boas práticas nos postos ......................... 58 Tabela 12: Volume comercializado no Posto C no mês de março/2008 .................... 61 Tabela 14: Número de postos por bandeira em Salvador ..................... 54 Tabela 6: Volume comercializado no posto A no mês de março/2008 . ........................................... .............................................. ............... ....................................................... 54 Tabela 7: Características do posto B ........ .......................................... 56 Tabela 10: Características do posto C .......................................... 52 Tabela 4: Características do posto A ... ......... . 53 Tabela 5: Características de reservação dos combustíveis do posto A .LISTA DE TABELAS Tabela 1: Limites de Tolerância do álcool.................................... ........ por regiões – 2005.............................. ...........

LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas ACGIH – American Conference of Governmental Industrial Hygienists ANP – Agênica Nacional do Petróleo CAT – Comunicação de Acidente de Trabalho CBO – Classificação Brasileira de Ocupação CID – Classificação Internacional de Doenças CIPA – Comissão Interna de Prevenção de Acidentes CLT – Consolidação das Leis do Trabalho CNAE – Classificação Nacional de Atividades Econômicas CNPBz – Comissão Nacional Permanente do Benzeno CONAMA – Conselho Nacional de Meio Ambiente CRA – Centro de Recursos Ambientais CREA .Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura DIEESE – Departamento intersindical de Estatística e Estudos Econômicos DORT – Doença Ocupacional Relativa ao Trabalho EPI – Equipamento de Proteção Individual FORUMAT – Forum de Proteção ao Meio Ambiente do trabalho no Estado da Bahia FUNDACENTRO – Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho GNV – Gás Natural Veicular IARC – International Agency to Research on Cancer IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística ISR – Instalação de Sistema Retalhista LER – Lesão por Esforço Repetitivo LT – Limite de Tolerância MEC – Ministério da Educação e Cultura MPS – Ministério da Previdência Social MPT – Ministério Público do Trabalho MTE – Ministério do Trabalho e Emprego NBR – Normas Técnicas Brasileiras NR – Norma Regulamentadora .

Threshold Limit Value-Short-Term Exposure Limit TLV-TWA .Posto de Revenda de Combustíveis PVC – Poli Cloreto de Vinila RAIS – Relação Anual de Informações Sociais do Ministério do Trabalho RMS – Região Metropolitana de Salvador SASC – Sistema de Armazemanento Subterrâneo de Combustíveis SESMT – Serviço Especializado em Segurança e Medicina do Trabalho SINPOSBA – Sindicato dos Trabalhadores em Postos de Serviços de Combustíveis e Derivados de Petróleo no Estado da Bahia SM – Salário Mínimo SST – Segurança e Saúde do Trabalho TLV-STEL .Threshold Limit Value-Time-Weighted Average .OIT – Organização Internacional do Trabalho OSHAS – Ocupational Safety and Health Assessment Serie (Série de Avaliação da Segurança e Saúde do Trabalho) PA – Posto de Abastecimento PCMSO – Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional PF – Posto Flutuante PPRA – Programa de Prevenção de Risco Ambiental PR – Posto Revendedor PRC .

.

3 1.1 2.4 1.2 2.1 1.4.3. incidentes e desvios Condições inseguras e atos inseguros Perigos e riscos Riscos Ambientais Agentes de Riscos Físicos Riscos Ergonômicos Riscos Químicos Áreas Classificadas CAPÍTULO 2 COMBUSTÍVEIS MANUSEADOS EM POSTOS DE REVENDA AÇÕES EM EMERGÊNCIA Medidas de Combate a Incêndio Proteção ao Meio Abiente Manuseio e Armazenamento 14 14 15 15 15 15 16 16 17 17 18 18 18 21 25 25 30 31 33 32 35 35 35 39 41 44 44 46 47 CARACTERIZAÇÃO DOS POSTOS DE REVENDA DE COMBUSTÍVEIS 39 .3.3 1.1 1.3 FUNDAMENTOS TEÓRICOS DESENVOLVIMENTO DA SAÚDE E SEGURANÇA DO BRASIL LEGISLAÇÃO E SST SEGURANÇA E SAÚDE OCUPACIONAL Acidentes.4.1 1.SUMÁRIO INTRODUÇÃO TEMA OBJETIVOS Objetivo Geral Objetivos Específicos PROBLEMA HIPÓTESES JUSTIFICATIVA METODOLOGIA Estratégia de Pesquisa CAPÍTULO 1 1.3.3.2.4. 2.4 2. 1.1 2.4.3.2 1.3.3.2.3 1.2 1.2 1.2.2 2.3.

3.4 4.2 3.2 AVALIAÇÃO DOS RISCOS À SAÚDE E SEGURANÇA DOS FRENTISTAS CARACTERIZAÇÃO DAS EMPRESAS COLETA DE DADOS RESULTADOS OBTIDOS DO QUESTIONÁRIO Questionário aplicado do SINPOSBA Questionários aplicados aos Gerentes dos Postos de Combustíveis Questionários aplicados aos frentistas Análise Preliminar de Perigo CAPÍTULO 4 CONCLUSÃO RECOMENDAÇÕES REFERÊNCIAS APÊNDICE .3.2.4 2.3.1.3 3. 4. 3.2.2 3.3.3 3.1 3.1 3.3 Controle de Exposição e Proteção Pessoal EFEITOS NA SAÚDE DOS TRABALHADORES FRENTISTAS EM POSTOS DE COMBUSTÍVEIS CAPÍTULO 3 48 50 53 53 53 59 66 66 70 72 76 78 78 83 85 90 3.

14 . no tocante especial aos postos na cidade de Salvador.INTRODUÇÃO O presente trabalho pontua dados referentes à saúde e segurança do trabalho em postos de revenda de combustíveis na sociedade brasileira. O presente estudo se apresenta organizado nos capítulos abaixo discriminados: Capítulo 1: Será feita uma abordagem teórica do tema escolhido e a legislação pertinente a este tema. ações preventivas e corretivas. Capítulo 4: Conclusão e recomendações TEMA Segurança e Saúde do Trabalho. Capítulo 2: Análise das condições de trabalho em postos de combustíveis com dados nacionais e fazendo uma referência aos postos baianos e da cidade de Salvador. Será analisado o surgimento de leis e normas quanto à saúde e segurança do trabalho no posto de serviço. na busca de melhores condições de trabalho do frentista. O Capítulo 3 refere-se à coleta e análise de dados obtidos através das entrevistas e pesquisas nos postos estudados e entidades que interfiram diretamente na rotina laboral dos frentistas. sua aplicabilidade. considerando a função do frentista. ressaltando a importância da realização da análise de risco.

considerando redução de riscos ocupacionais. Analisar a aplicabilidade das normas vigentes quanto à saúde e segurança do trabalho aplicado atualmente na função dos frentistas. diminuição de faltas ao trabalho. melhoria da satisfação e ganho de produtividade. Específicos • • Identificar inconformidades no exercício do trabalho do frentista. saúde e segurança dos frentistas em postos revendedores de combustíveis de Salvador. tomandose como base uma amostra de três estabelecimentos de revenda.OBJETIVOS Geral O objetivo deste estudo consiste na análise das condições de trabalho. • Identificar e analisar riscos de exposição PROBLEMA Existe relação entre as reclamações mais comuns relatadas por trabalhadores frentistas de três postos revendedores de combustíveis pesquisados em Salvador e os riscos existentes no desenvolvimento de suas atividades? 15 . • Propor sugestões para uma melhor adequação ambiental do posto de trabalho do frentista.

SST do frentista 16 . demonstrando uma preocupação com a produtividade e o bem estar do frentista. emprego da força. A ausência de uma legislação específica que discrimine detalhadamente os pontos questionáveis quanto a questão da Segurança e Saúde no Trabalho . condições de higiene inadequadas das instalações internas e externas. • Os postos estudados obedecem apenas à legislação vigente. uso de ferramentas manuais inadequadas. segurança e bem estar do frentista. • Os postos estudados não obedecem à legislação vigente. porém não aplicam nem incentivam a cultura de gestão em saúde e segurança do trabalho. além da atividade apresentar risco permanente de acidente. estaria aumentando sua produtividade garantido a segurança e bem estar do trabalhador. umidade. em sua rotina laboral. JUSTIFICATIVA Nos postos de revenda de combustíveis. pressão em relação ao tempo para realização da atividade. não aplicando uma cultura de gestão em saúde e segurança do trabalho. contato com combustíveis e outros produtos químicos.HIPÓTESES • Os postos estudados obedecem à legislação vigente e aplica a cultura de gestão em saúde e segurança do trabalho e boas práticas implantadas. repetitividade e postura dos membros superiores. os trabalhadores frentistas estão potencialmente expostos a agentes de risco ocupacional: ruído. não havendo qualquer preocupação com a saúde. calor. demonstrando não haver consciência de que praticando uma política prevencionista.

METODOLOGIA Estratégia de pesquisa Serão consideradas. do sindicato dos frentistas e destes profissionais em sua rotina laboral. Avaliação dados obtidos. Elaboração e aplicação de entrevista e questionário visando compor uma base estruturada de dados de modo a gerar inferências e propor melhorias da gestão de Segurança e Saúde do Trabalho. de mesma bandeira. para expor a diferentes realidades na rotina de trabalho do frentista e as diferentes formas de aplicação da SST nos postos de revenda. buscando estabelecer um comparativo entre diferentes estabelecimentos que trabalherem com a mesma bandeira. As questões abordadas referem-se à cultura e aplicabilidade da SST. artigos acadêmicos e internet. 17 . informações referentes a três postos de combustíveis. • Levantamento de dados referentes à cultura de SST em três postos de revenda de combustíveis através de questionário. Na realização do estudo foram realizados os seguintes procedimentos: • • Revisão bibliográfica em livros. sendo operacional ou ambiental. neste estudo. comprometimento da gerência nesta cultura.dificulta os órgãos fiscalizadores na gestão desta cultura e no envolvimento dos proprietários e do poder público nesta questão. cumprimento das condições mínimas na realização segura deste serviço. analisando a cultura de SST no oficio do frentista. A escolha dos 3 postos foi realizada. • • Análise de risco. revistas técnicas. Foram analisadas as respostas dos gerentes dos referidos postos.

insalubre e perigoso.CAPÍTULO 1 1 FUNDAMENTOS TEÓRICOS 1. quando um dique erguido no leito de um rio rompeu e matou sessenta escravos que trabalhavam na extração de pedras preciosas. com o advento do Taylorismo. 2006 apud Engels. onde o número de acidentes de trabalho cresceu consideravelmente. O Brasil teve seu primeiro grande acidente de trabalho oficialmente registrado ocorrido em 1765 no estado de Minas Gerais. Em meados do século XIX verificou-se uma maior consciência sobre os efeitos das más condições de trabalho. No início do século XX. sendo adotadas medidas de proteção sobre situações de trabalho penosas ou mais sujeitas a riscos graves (formação das corporações do trabalho nos países europeus). 1985). apareceram as primeiras noções de higiene e segurança do trabalho (Freitas e Suett. (REVISTA PROTEÇÃO.1 DESENVOLVIMENTO DA SAÚDE E SEGURANÇA NO BRASIL Ao longo dos tempos a segurança e saúde no trabalho têm despertado crescente preocupação nas sociedades. Naquele período as condições de trabalho poderiam ser classificadas como subumanas. considerando o ambiente sem higiene. intensificando-se na Revolução Industrial. 18 . quando surgiram novos riscos para os trabalhadores. 2007). a partir da metade do século XVIII.

teria direito aos seus vencimentos normalmente. (REVISTA PROTEÇÃO. desde que a inabilitação não excedesse três meses contínuos. originárias da primeira entidade de defesa dos trabalhadores do Brasil: o Quilombo dos Palmares. No governo de D. Este código é tido como a primeira norma de proteção social do trabalhador. Segundo a Revista Proteção (2007). como a Caixa de Pensão dos Carpinteiros. o Código Comercial que determinava que o trabalhador.Outras manifestações que ocorreram podem ser relatadas. Pedro II surgiram instituições assistenciais para proteger e dar apoio a trabalhadores incapacitados. ações estas que refletem diretamente na produção e que criação e evolução de uma legislação focada na SST: 19 . bem como. com o intuito de promover uma condição de trabalho livre e digna. como a organização de trabalhadores livres na Bahia em 1791. Ainda segundo a Revista Proteção (2007) foram observadas algumas ocorrências históricas referente à preocupação ambiental e com o bem estar do trabalho. que formaram cooperativas. a iniciativa de um índio Manuel que. Nesta mesma época foi criada no Rio de Janeiro por diversas categorias a União Operária. em 1850. em 1713. envolvido em acidente sem culpa e que ficasse impedido de trabalhar. foi promulgado. organizou uma mobilização reivindicando a fixação da jornada de trabalho e o repouso semanal. 2007).

foi preciso construir o moderno hospital de Candelária.− Em 1891 foi publicado o Decreto 1. reivindicando melhores condições de trabalho. visando verificar as condições de trabalho das crianças nas fábricas. − A Consolidação das Leis do Trabalho – CLT foi criada em 1943 e dedicava o Capítulo V às questões de saúde e segurança do trabalho. − Em 1919 o seguro contra acidentes foi instituído bem como a definição das conseqüências para indenização – Lei da Teoria do Risco Profissional. − Na construção da estrada de ferro Madeira-Mamoré (1907-1912). − Em 1918 o estado de São Paulo promulgou seu Código Sanitário estabelecendo normas de segurança para trabalhadores de usinas. primeira lei de proteção do trabalhador. em plena selva Amazônica. instituindo a Inspeção do Trabalho. − No final do século XIX o médico Osvaldo Cruz elabora um dos primeiros trabalhos médicos sobre saúde pública e ocupacional no país. 20 . as péssimas condições de trabalho motivaram diversos movimentos e greves. oficinas e garagens. − Em 1934 cria-se o cargo de inspetor médico do trabalho. principalmente por parte dos imigrantes. primeira instituição do mundo com o objetivo de atender trabalhadores. − O governo do presidente Prudente de Morais (1894-898) estabelece como meta o incentivo ao parque industrial brasileiro e a promoção de melhores condições de trabalho. com 636 fábricas instaladas no país e cerca de 54 mil empregados. − No início da República. No mesmo ano o Legislativo Federal aprovou a Lei Sobre Acidentes do Trabalho.313 pelo Marechal Deodoro da Fonseca. por imposição das condições ambientais.

Segundo a Constituição Federal de 1988. passaram a ser mais rápidas. embora não sendo o ideal. sem excluir a indenização quando comprovado 21 . foram criadas leis.214 do Ministério do Trabalho instituiu as Normas Regulamentadoras – NR. o artigo 7º. que trouxe relevantes avanços para os trabalhadores. − Em 1967 foi feita a inclusão do Serviço Especializado em Segurança e Medicina do Trabalho . em 1978. álcool e outras substâncias tóxicas. como também o monitoramento da qualidade do solo e dos recursos hídricos nas áreas de influência dos postos de combustíveis. 1. − No ano de 1972 foi instituída a obrigatoriedade de se instalar serviços médicos nas empresas. − A portaria 3. decretos.2 LEGISLAÇÃO E SST: Tendo em vista a poluição ambiental provocada por combustíveis derivados de petróleo.− Em 1944 foi criada a nova lei de Acidentes do Trabalho e regulamentação da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes . as atualizações da legislação.SESMT na CLT. resoluções e normas para proteção. estabelece como a jornada de trabalho máxima 8 horas diária e 44 horas semanais. 2007) Um importante marco na história do Brasil foi a publicação da Constituição Federal de 1988. Com as publicações das NR’s.CIPA. O inciso XXVIII institui ao trabalhador o direito ao seguro contra acidentes a cargo do empregador. inciso XIII. (ANP.

004 que classifica o óleo lubrificante usado como “Resíduo classe – I”. o controle dos impactos ambientais referentes à poluição causada por postos de combustíveis é normatizada. Esses dentre outros aspectos trazem questões relativas aos direitos e deveres dos trabalhadores. modificada pela Resolução nº 15. Considerando o cenário nacional. de 05/07/2000. De acordo com a Revista Proteção (2007). A contaminação ambiental é considerada crime ambiental pela Lei Federal 9. a Constituição Federal de 1988 incluiu capítulo exclusivo sobre a proteção ao meio ambiente como forma de garantir qualidade de vida à população. as empresas se viram obrigadas a seguir alguns padrões e ainda hoje buscam se adequar às novas regras que lhes foram impostas. conforme os termos da Portaria ANP nº 116. baseando-se em um extenso amparo legal. regulamentada pelo Decreto 3. de 14/05/2007. por apresentar toxidade. 22 .179/99.605/98. pela Norma Brasileira .847/99 e exercida por postos revendedores que tenham registro de revendedor varejista expedido pela ANP.NBR 10. O objetivo destas leis é atribuir responsabilidades aos empreendimentos potencialmente impactantes. elaborada pela ANP: “A revenda de combustíveis é uma atividade de utilidade pública. no tocante à tomada de precauções cabíveis. órgãos de normatização técnica vêm se manifestando a este tipo de atividade. Segundo Marques e outros (2004).dolo ou culpa pela ocorrência. como a Associação Brasileira de Normas Técnicas. regulamentada pela Lei 9. Assim. perigoso. Citando a Cartilha de Procedimentos para Revendedores de Combustíveis.

NBR13788 – Proteção catódica para SASC em posto de serviço. jaquetado. 23 .Seleção de equipamentos e sistemas para instalações subterrâneas de combustíveis. NBR13783 – Instalação hidráulica de tanque atmosférico subterrâneo em postos de serviço. NBR13212 – Refere à construção de tanques subterrâneos em resina termofixa reforçada com fibras de vidro.Sistema de drenagem oleosa. para armazenamento de líquidos em postos de revenda e abastecimento.Construção de tanque atmosférico de parede dupla. NBR13785 – Posto de serviço .SASC nos postos de serviço.Outras normas da ABNT consideradas no licenciamento ambiental em postos de revenda de combustíveis são: NBR13312 – Refere à construção de tanques subterrâneos em aço carbono. NBR13784 – Detecção de vazamento em postos de serviço. de parede simples ou dupla. NBR13782 – Posto de serviço . quanto ao armazenamento de líquidos inflamáveis e combustíveis em postos de revenda veicular (serviço). NBR13781 – Posto de serviço – Manuseio e instalação de tanque subterrâneo de combustíveis. NBR5244 NB 370 – Determinação da resistência relativa de isolantes sólidos à ruptura causada por descargas superficiais. NBR13786 – Posto de serviço . NBR13787 – Controle de estoque dos sistemas de armazenamento subterrâneo de combustíveis . NBR14605 – Posto de serviço .Sistemas de proteção externa para tanque atmosférico subterrâneo em aço-carbono.

ABNT ISO/IEC GUIA58 – Sistemas de credenciamento de laboratórios de calibração e ensaios . A NR 16. NBR14623 – Posto de serviço .Requisitos gerais para operação e reconhecimento. de tanque subterrâneo instalado. ABNT ISO/IEC GUIA7 – Diretrizes para elaboração de normas adequadas ao uso em avaliação de conformidade. a NR16 menciona que operações de transporte de inflamáveis líquidos ou gasosos liquefeitos. NBR14639 – Posto de serviço . considera combustível todo aquele que possua ponto de fulgor igual ou superior a 70ºC (setenta graus centígrados) e inferior a 93. NBR14722 – Posto de serviço . Marques e outros (2004).Procedimentos para recuperação.NBR14606 – Postos de serviço . NBR14973 – Posto de serviço .Tubulação não-metálica. NBR14867 – Posto de serviço . Com referência ao transporte de cargas perigosas.Poço de monitoramento para detecção de vazamento. ABNT ISO/IEC GUIA22 – Critérios gerais para a declaração de conformidade pelo fornecedor. que se referem à SST em postos de combustíveis. Além destas normas. com resinas termofixas reforçadas com fibra de vidro.Entrada em espaço confinado. existem também citações nas Normas Brasileiras.Instalações elétricas.Tubos metálicos flexíveis.3ºC (noventa e três graus e três décimos de graus centígrados). em quaisquer recipiente ou à 24 . NBR14632 – Postos de serviço . por exemplo.Remoção e destinação de tanques subterrâneos usados.

até o limite de duzentos litros para os inflamáveis líquidos e cento e trinta e cinco quilos para os inflamáveis gasosos liquefeitos. estão em condições de periculosidade. Vale ressaltar que as quantidades de inflamáveis. pois gera dificuldades no campo da sua prevenção em função de admitir as idéias incorretas seguintes: acidentes ocorrem por acaso.1 Acidentes. (MARQUES E OUTROS. o conceito de acidente. 3.” 1. visto apenas por esse ângulo. ocasionando danos pessoais. não serão consideradas para efeito desta Norma. 2004) Citando o Anexo 2 da NR 16 da Portaria n. excluindo o transporte em pequenas quantidades.214/78 do MTb. contidas nos tanques de consumo próprio dos veículos. 25 . a palavra “acidente” expressa uma idéia de algo que acontece de forma repentina. Entretanto.granel. não sendo necessário para a configuração da periculosidade que o empregado opere a bomba e labore diretamente na movimentação de combustíveis. incidentes e desvios Segundo Benite (2004). as conseqüências ocorrem imediatamente após o evento.3 SEGURANÇA E SAÚDE OCUPACIONAL 1.3.: “ a permanência em área de risco gera direito ao adicional de periculosidade. não é adequado. ambientais ou materiais. bastando para a caracterização do trabalho em ambiente perigoso que o trabalhador opere ou trabalhe em área de risco. os acidentes necessariamente resultam em danos pessoais.

OHSAS 18002:2000. 11 desta Lei. que envolva dano.Segundo Houaiss (2001). lesão. A definição de acidente dada pela Lei nº 8. basta se reportar às doenças ocupacionais que são consideradas acidentes e normalmente levam um tempo de latência até que as conseqüências se tornem visíveis. Do ponto de vista legal os acidentes são tidos apenas como eventos que ocasionam danos pessoais. da capacidade para o trabalho. provocando lesão corporal ou perturbação funcional que cause a morte ou a perda ou redução. é a seguinte: Acidente do trabalho é o que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da empresa ou pelo exercício do trabalho dos segurados referidos no inciso VII do art.280/01 e da Occupational Health and Safety Assessement Series . A análise feita dessa forma não contempla nenhuma relação de temporalidade entre o evento e suas conseqüências. o que representa um erro.213 de 24 de junho de 2004 que dispõe sobre os Planos de Benefícios da Previdência Social e dá outras providências. ou ainda “qualquer acontecimento. 26 . apresentadas a seguir. inesperado. fortuito. Essa definição trás a idéia de que um acidente tanto pode ser casual como não. as definições de acidentes que se aplicam melhor. Para isso. desagradável ou infeliz. sofrimento ou morte”. não levando em consideração os danos materiais e ambientais e os transtornos que geram. permanente ou temporária. acidente é “acontecimento casual. são a da NBR 14. ocorrência”. Pelo ponto de vista prevencionista. perda.

instantânea ou não.2). Muitos estudos buscaram estabelecer uma relação entre os quase-acidentes e os acidentes. 27 . Citando a OHSAS 18002:2000.4). Os registros dos incidentes são de uma relevância muito grande para as organizações identificarem suas deficiências e estabelecerem as devidas medidas de controle. Incidente é: “Evento que deu origem a um acidente ou que tinha o potencial de levar a um acidente”. p. lesão. Em estudos realizados no período de 1959 a 1966. existiam 100 lesões não incapacitantes e 500 acidentes com danos à propriedade. (PASSOS. a partir de 1931. A teoria de que os incidentes também poderiam causar danos à propriedade foi introduzida por H. doença. p. dano ou outra perda também é chamado de "quase-acidente". outros estudiosos puderam aprofundar nessas pesquisas. W. o engenheiro Frank Bird Jr.O acidente de trabalho é definido como “Ocorrência imprevista e indesejável. acidente é: “Evento não-planejado que resulta em morte.280. Após esse. lesão. chegou à conclusão de que para cada uma lesão incapacitante. Outro termo que merece atenção é o “incidente”. 2001. Heinrich. 2004). O termo incidente" inclui "quaseacidente" (OHSAS 18002. dano ou outra perda”. de que resulte ou possa resultar lesão pessoal” (NBR 14. relacionada com o exercício do trabalho. 2000. permitindo eliminar ou reduzir a probabilidade de que se tornem acidentes reais em uma situação futura (BENITE. 2003). Um incidente em que não ocorre doença.

a realidade é ainda mais grave. 1985). sabe-se que os números oficiais não abragem a totalidade dos acontecimentos ocorridos no país.750. 30 acidentes com danos à propriedade e 600 acidentes sem lesão ou danos visíveis (quase-acidentes). 28 . havia 10 acidentes com lesões leves. Os dados mostram redução nesses números ao longo das décadas englobadas no levantamento. com um total de 1. Bird ainda ampliou o seu referencial de estudo analisando acidentes ocorridos em 297 empresas. Entretanto.Segundo Passos (2003 apud TAVARES. LESÃO SÉRIA OU INCAPACITANTE LESÕES DE MENOR GRAVIDADE INCAPACITANTE) (NÃO ACIDENTES COM DANO AO PATRIMÔNIO INCIDENTES QUE NÃO APRESENTEM LESÕES OU DANOS O Ministério da Previdência Social – MPS (2007). Figura 1 – Pirâmide de Bird 1 10 30 600 Fonte: Adaptado de Passos apud TAVARES. 1996. Estes dados podem ser melhor compreendidos observando-se a figura 1.000 operários que trabalharam mais de 3 bilhões de horas durante o período de exposição e chegou a seguinte proporção: 1:10:30:600. 1996 e DE CiCCO & FANTAZZINI. através da publicação do Anuário Estatístico da Previdência Social de 2006 revelou as ocorrências de acidentes ocorridos no Brasil no período de 1970 a 2006. Para cada acidente com lesão incapacitante.

401 acidentes/100 mil trabalhadores.9% e traumatismo superficial do punho e da mão (S60) com 5. Nas doenças do trabalho os CID mais incidentes foram sinovite e tenossinovite (M65) com 21. 2. contra 503. o que representa uma redução de 1.77%.84%.648 acidentes. 1.830 óbitos. Observando-se os mesmos dados para o período de 2000 a 2006.A análise dos dados divulgados pelo Ministério da Previdência Social (MPS) permite observar que houve um incremento no número de acidentes ocorridos entre 2005 e 2006.604 óbitos. 3. Isso significa um aumento de 0. Pode-se observar que a média anual dos acidentes da década de 70 era de 1. dentre os 50 códigos Internacionais de doenças – CID’s com maior incidência nos acidentes de trabalho registrados. Em 2005 foram 499. Segundo o MPS (2007).2 Condições inseguras e atos inseguros Conforme BENITE (2004) a causa de acidentes é aquele fator que se não for removido do processo em tempo. temos 423.7% do total.680 acidentes. Embora o número total de acidentes tenha aumento no período. ou seja.717. ocasionará o acidente.2% e Dorsalgia (M54) com 7.7%.890 em 2006. 30 óbitos/100 mil trabalhadores ou 23/10 mil acidentes. lesões no ombro (M75) com 16. MPS (2007). ou ainda. os óbitos diminuíram de 2. fratura ao nível do punho ou da mão (S62) com 6.1% do total.3.6%. significando também dados médios anuais de 13.575.566 acidentes. A relevância dessa assertiva é a 29 . 9 óbitos/100 mil trabalhadores ou 68 /10 mil acidentes. os de maior participação foram ferimento do punho e da mão (S61)com 13.766 para 2. 1.696 acidentes/100 mil trabalhadores.

30 . desde que se conheçam e eliminem em tempo suas causas.o trabalhador pode conhecer ou desconhecer o perigo a que se expõe.de que os acidentes não são inevitáveis e não aparecem por acaso. segundo Samuel Gonçalves.quando há conhecimento do ato pelo trabalhador. já que são elas as responsáveis por promover seus ambientes de trabalho (BENITE. para os trabalhadores o fato de uma condição ser insegura impute responsabilidade às empresas. Esse termo pode ainda ser classificado como ato inseguro em três tipos: • Consciente . BENITE (2004 apud BRAUER. um frentista que se utiliza de um celular para iluminar o interior de um tanque de combustível. por exemplo. 1994) apresenta os termos “atos inseguros” e “condições inseguras” como sendo as duas causas fundamentais dos acidentes.quando o trabalhador desconhece o perigo ao qual se expõe. mas sim provocados e suscetíveis de prevenção. existe uma relevante dificuldade para se utilizar as expressões “condições inseguras” e “ atos inseguros”. ele sabe que está se expondo ao perigo. por exemplo. • Circunstancial . por exemplo. pois se para as organizações é mais prático colocar o homem como o responsável pelos acidentes. ato inseguro é a maneira pela qual o trabalhador se expõe ao perigo de acidentar-se. mas algo mais forte o leva a praticar uma ação insegura. 2002). Apesar de serem conceitos relativamente simples. • Inconsciente . expondo-se ao risco explosão. Antonio Xavier e João Kovaleski (2005 apud ZOCCHIO. quando um torneiro mecânico deixa de usar óculos de proteção para realizar suas atividades. ou seja. 2004) Do ponto de vista da segurança do trabalho.

Outra definição é “medida da capacidade que um perigo tem de se transformar em um acidente”. O termo “risco” também tem definição dada pelo OHSAS 18002 como sendo: “combinação da probabilidade de ocorrência e da(s) conseqüência(s) de um determinado evento perigoso”. Pode-se definir o “perigo” também como: “característica de uma atividade ou de uma substância (risco químico) que expressa sua condição de causar algum tipo de dano às pessoas. instalações ou ao meio ambiente”. dano ao meio ambiente do local de trabalho. dano à propriedade. doença. ou mesmo fazer algo errado por pressão da chefia. Proteger o trabalhador com medidas adequadas é a meta da segurança do trabalho.tentativa de salvar alguém de uma situação perigosa.3. utilizar balancins em pinturas de fachadas de prédios sem uso de cinto de segurança. O ato inseguro é fato cotidiano da segurança do trabalho.3 Perigos e riscos Segundo a OHSAS 18002 a definição de “perigo” é “fonte ou situação com potencial para provocar danos em termos de lesão. como trabalhar em uma obra de contenção de taludes muito íngreme sem uso de equipamentos de segurança adequados. (GONÇALVES. e muitos outros. 31 . ou uma combinação destes”. 1. Explicar o porquê desses atos é entrar no campo complexo da psicologia humana. Diversos atos inseguros podem ser facilmente exemplificados. tentativa de evitar algum prejuízo à empresa. 2005). XAVIER E KOVALESKI.

1. 1. 1. pois há um risco elevado de acidentes.4 Riscos ambientais De acordo com a NR-9. são considerados riscos ambientais.1.4. O perigo pode ter um risco alto ou baixo. concentração ou intensidade e tempo de exposição são capazes de causar danos à saúde do trabalhador.PPRA. reconhecimento. os agentes físicos.5.3.1 Agentes de riscos físicos Citando o item 9. avaliação e conseqüente controle da ocorrência de riscos ambientais existentes ou que venham a existir no ambiente de trabalho. Por exemplo: pode ser perigoso trafegar por uma rodovia extremamente movimentada. A Norma Regulamentadora “estabelece a obrigatoriedade da elaboração e implementação. Risco caracteriza o perigo. por parte de todos os empregadores e instituições que admitam trabalhadores como empregados.3.Os termos risco e perigo podem ser confundidos. químicos e biológicos existentes nos ambientes de trabalho que em função de sua natureza. com tráfego intenso de veículos. os agentes físicos são definidos como: 32 . tendo em consideração a proteção do meio ambiente e dos recursos naturais”. O programa de prevenção de riscos ambientais é tratado na NR-9. do Programa de Prevenção de Riscos Ambientais . visando à preservação da saúde e da integridade dos trabalhadores. é um adjetivo deste. através da antecipação.

radiações ionizantes. radiações ionizantes. pressões anormais. tais como: ruído. de acordo com a sua natureza e a padronização das cores (vide figura 2).Classificação dos riscos ocupacionais de acordo com a sua natureza. Fonte: Freitas e Suett adaptado de http://www.html (2006) 33 .com/sinais/mapaderisco. vibrações. Segundo Freitas e Suett (2006 apud Ministério do Trabalho e Emprego-MTE.“as diversas formas de energia a que possam estar expostos os trabalhadores. bem como o infra-som e o ultra-som”. temperaturas extremas. 2006) os agentes são classificados em cinco grandes grupos.areaseg. Figura 2 .

situação de estresse. trabalhos em período noturno. Diversos são os riscos ergonômicos aos quais podem estar expostos os trabalhadores. Esta divisão também pode ser apresentada por cores. poeiras. ideal entre o homem e o seu trabalho. 34 . postura inadequada. levantamento de peso. Conforme a Fiocruz (2005) os Riscos ergonômicos podem ser definidos como os fatores que podem afetar a integridade física ou mental do trabalhador. biológicos ergonômicos ou de acidentes. controle rígido de produtividade.2 Riscos ergonômicos A Organização Internacional do Trabalho – OIT define a ergonomia como “A aplicação das ciências biológicas humanas em conjunto com os recursos e técnicas da engenharia para alcançar o ajustamento mútuo. imposição de rotina intensa.A figura 2 apresenta a classificação de riscos dividindo-os por grupos que variam de I a V. correlacionando-os com seus agentes causadores. proporcionando-lhe desconforto ou doença. 2005). químicos. A ergonomia é uma ciência relativamente nova e está voltada para estudo das relações entre o homem e seu ambiente de trabalho. esforços físicos intensos e outros.3. e cujos resultados se medem em termos de eficiência humana e bem-estar no trabalho".4. jornada de trabalho prolongada. ex.: ruídos. Ainda segundo a Fiocruz (2008) os riscos ergonômicos podem ainda ocasionar problemas como distúrbios psicológicos e fisiológicos e provocar graves danos à saúde do trabalhador porque produzem alterações no organismo e no estado emocional. que remetem À estes grupos. podendo ser eles físicos. monotonia e repetitividade. 1. tais como: esforço físico. (FIOCRUZ.

DORT. (FIOCRUZ. doenças nervosas. vapor. de substâncias inflamáveis na forma de gás. diabetes. conforto físico e psíquico por meio de: melhoria no processo de trabalho. entre outras. melhoria no relacionamento entre as pessoas.3 Riscos Químicos São considerados como riscos químicos.3. doenças do aparelho digestivo (gastrite e úlcera).4. dores musculares. taquicardia. A análise ergonômica é ferramenta importante para evitar que estes riscos comprometam as atividades e a saúde do trabalhador. tais como: Lesão por Esforço Repetitivo – LER. modernização de máquinas e equipamentos. sob condições atmosféricas. neste trabalho. melhores condições no local de trabalho. notadamente. os presentes nas atividades realizadas em postos revendedores de combustíveis. hipertensão arterial. alteração no ritmo de trabalho. Doenças Ocupacionais Relacionadas ao Trabalho . alteração do sono. problemas de coluna. provenientes do manuseio direto ou indireto dos produtos ou pelo armazenamento. pois pode promover a implementação de ajuste entre as condições de trabalho e o homem sob os aspectos de praticidade. névoa ou 35 . 1. inclusive os provenientes de eletricidade estática.comprometendo sua produtividade. ansiedade. são considerados riscos químicos os relativos a incêndios e explosões. tensão. ferramentas adequadas. cansaço físico. 2008) 1.5 Áreas classificadas Segundo a NBR 60079-10/2006 atmosferas explosivas são misturas com ar. etc. postura adequada. saúde e segurança.3. Além desses.

na qual. após ignição.poeira. inicia-se uma combustão auto-sustentada através da mistura remanescente. A classificação das áreas são divididas em zonas que variam de acordo com o grau de risco. conforme a figura 3 Figura 3 – Áreas classificadas em zonas de atmosferas explosivas Fonte: Netto. Baldessar e Luca apud ESSO (1996) 36 .

emanam vapores. p. em postos de abastecimento de combustíveis. p. como exemplificado na figura 4 (VAZ 2005.22) a natureza das substâncias tratadas é que vai definir a classificação das zonas nas áreas com este tipo de atmosfera.22).A figura 3 apresenta a classificação das áreas das zonas de atmosferas explosivas conforme sua localização. Segundo Vaz (2005. São. Como substâncias inflamáveis se contam diversas matérias-primas. assim têm-se aquelas em que se manipulam gases. no seu processo de descarregamento ou vazamento. ainda. que. podem ocorrer riscos de explosão. produtos finais e resíduos do processo de trabalho quotidiano. Em todas as empresas ou comércios onde são utilizadas ou comercializadas substâncias inflamáveis. vapores ou névoas inflamáveis e aquelas em que se manipulam poeiras combustíveis. produtos intermédios. classificadas em função da freqüência e da duração da 37 . propiciando a formação de atmosfera explosiva. Figura 4 – Exemplo de formação de atmosferas explosivas Fonte: Vaz (2005) A figura 4 apresenta reservatórios e dutos contendo líquidos e gases inflamáveis.

presença de atmosferas explosivas. As providências de segurança em áreas classificadas, ou a envergadura das medidas a tomar, resulta da classificação que a seguir se apresenta:

Zona 0: Área onde existe continuamente, durante longos períodos de tempo, ou frequentemente, uma atmosfera explosiva constituída por uma mistura com o ar de substâncias inflamáveis, sob a forma de gás, vapor ou névoa.

Zona 1: Área onde é provável, em condições normais de funcionamento, a formação ocasional de uma atmosfera explosiva constituída por uma mistura com o ar de substâncias inflamáveis, sob a forma de gás, vapor ou névoa.

Zona 2: Área onde não é provável, em condições normais de funcionamento, a formação de uma atmosfera explosiva constituída por uma mistura com o ar de substâncias inflamáveis, sob a forma de gás, vapor ou névoa, ou onde, caso se verifique, essa formação seja de curta duração.
Figura 5 – Atmosfera explosiva gasosa

Fonte: Vaz (2005)

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A figura 5 exemplifica outros possíveis locais que apresentam atmosfera explosivas como tanques, esferas e zonas de carregamento de caminhões tanque. As zonas mais escuras são as que apresentam maior nível de risco de explosão.

CAPÍTULO 2

2. CARACTERIZAÇÃO DOS POSTOS REVENDEDORES DE COMBUSTÍVEIS

De acordo com a RESOLUÇÃO Nº 2986 DE 28 DE JUNHO DE 2002, o Conselho Nacional do Meio Ambiente – CONAMA, em sua resolução n° 273/2000, classifica os empreendimentos de comércio varejista de combustíveis líquidos derivados de petróleo, álcool carburante, gás natural veicular e óleos lubrificantes conforme discriminação abaixo:

• Posto Revendedor – PR: Instalação onde se exerça a atividade de revenda varejista de combustíveis líquidos derivados de petróleo, álcool combustível e outros combustíveis automotivos, dispondo de equipamentos e sistemas para

armazenamento de combustíveis automotivos e equipamentos medidores;

• Posto de Abastecimento – PA: Instalação que possua equipamentos e sistemas para o armazenamento de combustível automotivo, com registrador de volume apropriado para o abastecimento de equipamentos móveis, veículos automotores terrestres, aeronaves, embarcações ou locomotivas; e cujos produtos sejam destinados exclusivamente ao uso do detentor das instalações ou de grupos fechados de pessoas físicas ou jurídicas, previamente identificadas e associadas em formas de empresas, cooperativas, condomínios, clubes ou assemelhados;

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• Instalação de Sistema Retalhista – ISR: Instalação com sistema de tanques para o armazenamento de óleo diesel, óleo combustível, querosene iluminante, destinada a exercício da atividade de Transportador Revendedor Retalhista;

• Posto Flutuante – PF: Toda embarcação sem propulsão empregada para o armazenamento, distribuição e comércio de combustíveis que opera em local fixo e determinado;

A Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT define o empreendimento como Posto de Serviço, porém, através da NBR 13.786/97 classifica os empreendimentos em classes. A classe é definida pela análise do ambiente no entorno do posto de serviço, num raio de 100 m a partir do seu perímetro. Alguns fatores influenciam no surgimento crescente de postos de combustíveis. Um ponto importante é o crescente consumo proporcionalmente vinculado ao crescimento das frotas automobilísticas. E paralelo a este crescimento, também se popularizou o uso de carros com duas modalidades de combustíveis (bi-combustível), um aumento no consumo de álcool, além do óleo diesel, à gasolina e o surgimento do Gás Natural Veicular - GNV. Além dos combustíveis anteriormente mencionados, a unidade de revenda de combustíveis também manipulam outros resíduos potencialmente tóxicos, tais como óleos lubrificantes e aditivos, resíduos de lavagem, que podem contaminar a rede de esgotamento sanitário urbana e o lençol freático.

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se a vítima estiver respirando. levando o rótulo do produto sempre que possível. aplicar respiração artificial.1 Combustíveis manuseados em postos de revenda As informações relacionadas aos combustíveis abaixo discriminados foram extraídas das Fichas de Informações de Segurança de Produtos Químicos – FISPQ da Petrobrás Distribuidora e encontram-se no site da ANP. 41 . Em caso de contato com a pele. hidrocarbonetos aromáticos. deve-se manter sempre as pálpebras abertas lavar com água em abundância por pelo menos 30 minutos. Gasolina: É um líquido inflamável composta basicamente por hidrocarbonetos. As medidas de primeiros socorros em caso de inalação devem ser: remover a vítima para local arejado. administrar oxigênio a uma vazão de 10 a 15 litros/ minuto. hidrocarbonetos olefínicos. Procurar assistência médica imediatamente. dentre elas: Hidrocarbonetos saturados. Contato com os olhos.2. constando também do anexo. álcool etílico anidrido combustível e benzeno. retirar imediatamente as roupas e sapatos contaminados. se a vítima não estiver respirando. mas com dificuldade. álcool e ingredientes ou impurezas que contribuem para o perigo. lavar com água em abundância sob um chuveiro de emergência por no mínimo 30 minutos.

mas com dificuldade. aplicar respiração artificial. procurar assistência médica imediatamente. As medidas de primeiros socorros. caso esteja respirando. administrar oxigênio a uma vazão de 10 à 15 litros/minuto. 42 . levando se possível o rótulo do produto. enxofre máx:0. deve-se remover a vítima para local arejado. hidrocarbonetos naftênicos. Em caso de contato com os olhos. preferencialmente por chuveiro de emergência. compostos nitrogenados(impurezas). deve lavar os mesmos com água em abundância. em caso de inalação. caso a vítima nas esteja respirando. em hipótese alguma provocar vômito. Em caso de contato com a pele. são eles: hidrocarbonetos parafinicos. hidrocarbonetos aromáticos (10-40% v/v). com compostos que contribuem para o perigo. procurar assistência médica imediatamente. se a vítima estiver consciente lavar sua boca com água limpa em abundância e fazê-la ingerir azeite de oliva ou outro óleo vegetal.5% p/p. após os primeiros socorros citados anteriormente. Óleo diesel: É um hidrocarboneto líquido inflamável. no mínimo por 20mininutos. deve-se retirar imediatamente roupas e sapatos contaminados. Em ambos os casos de contato com a gasolina. procurar assistência médica imediatamente com o rótulo do produto. lavar o local com água em abundância. no mínimo durante 20 minutos.Em caso de ingestão. mantendo as pálpebras separadas. compostos oxigenados(impurezas) e aditivos.

pode ser encontrado no mercado também como álcool hidratado. incolor com odor característico. administrar oxigênio a uma vazão de 10 a 15 litros/ minuto. Em caso de contato com a pele. retirar imediatamente as roupas e sapatos contaminados. Procurar assistência médica imediatamente. 43 . em hipótese alguma provocar vômito.0 e composto basicamente de Etanol (92.8% p/p) e água (6. não se deve provocar vômito. pH:6. Contato com os olhos. em seguida procurar assistência médica imediatamente levando o rótulo do produto.0 à 8. levando o rótulo do produto sempre que possível. mantendo sempre as pálpebras abertas lavar com água em abundância por pelo menos 30 minutos. Ingestão.6 – 93. se a vítima não estiver respirando. lavar com água em abundância sob um chuveiro de emergência por no mínimo 30 minutos. Álcool Etílico Hidratado: É um líquido inflamável.4% p/p).Considerando a ingestão. se a vítima estiver respirando.2 – 7. lavar a sua boca com água limpa em abundância e fazê-la ingerir água. se a vítima estiver consciente lavar sua boca com água limpa em abundância. mas com dificuldade. Se a vítima estiver consciente. aplicar respiração artificial. As medidas de primeiros socorros em caso de inalação de álcool devem ser: remover a vítima pra local arejado.

2. poucos postos na região metropolitana de Salvador o estão comercializando. sonolência e lassidão. podendo alterar o comportamento do indivíduo. causa dor de cabeça.Medidas de combate a incêndio 44 . O álcool provoca irritação das vias aéreas superiores. absorvido em altas doses pode provocar torpor. absorvido em altas doses pode provocar torpor. alucinações visuais e embriaguez.2. alucinações visuais e embriaguez. sonolência e lassidão. Inalação: Provoca irritação das vias aéreas superiores. As informações disponíveis a respeito deste combustível ainda são escassas e pouco detalhadas.2. procurar assistência médica imediatamente.Em ambos os casos de contato com o álcool.AÇÕES EM EMERGÊNCIA 2. Desta forma o combustível GNV não será citado no trabalho.Causa dor de cabeça. Contato com os olhos: Irritação com congestão da conjuntiva. podendo alterar o comportamento do indivíduo. levando se possível o rótulo do produto. Embora considerando o crescente consumo do Gás Natural veicular – GNV. Contato com a pele: Provoca irritação e ressecamento da parte exposta. com sensação de ardência e causa tonteiras. após os primeiros socorros citados anteriormente.1. com sensação de ardência e causa tonteiras.

se isso puder ser feito sem exposição ao perigo assegurando sempre que há uma caminho de escape do fogo. pó químico e dióxido de carbono(CO2). Em hipótese alguma aplicar jato de água diretamente sobre o fogo e o uso de HALON deve ser evitado por razões ambientais. em ambientes fechados usar equipamentos de resgate com suprimento de ar. os métodos de extinção apropriados são. Os bombeiros devem usar equipamento de proteção individual. onde resfria-se tanques e containers expostos ao fogo com água. Para combate a incêndio com álcool. aplicação de espuma para hidrocarbonetos. composto de roupa de aproximação (nomex) e em ambientes fechados equipamentos de resgate com suprimento de ar. com neblina de água os recipientes que tiverem expostos ao fogo e remover os recipientes da área do incêndio se isso puder ser feito sem risco. Existe também os métodos especiais. pó químico. Existem também os métodos especiais que são resfriamento. assegurando que a água não espalhe o produto. dióxido de carbono (CO2). os métodos de extinção apropriados são. No caso do combustível óleo diesel. com neblina de água os 45 . remover os recipientes da área sinistrada. aplicação de espuma para álcool. pó químico.Quanto ao combustível gasolina. dióxido de carbono (CO2) e areia podem ser utilizados em pequenos os de incêndio. Existem também os métodos especiais que são resfriamento. os meios de extinção apropriados para combate a incêndio deve ser utilizado espuma para hidrocarbonetos. neblina d’água.

2. prevenir a entrada do produto em drenos. de forma a evitar contaminação. - Pequenos derramamentos: Absorver ou conter o produto com areia. não sendo permitido dispersar com água. de forma a evitar contaminação. No caso da manipulação do álcool. composto de roupa de aproximação (nomex) e em ambientes fechados equipamentos de resgate com suprimento de ar.2. utilizar neblina d’água para reduzir os vapores. Em hipótese alguma aplicar jato de água diretamente sobre o fogo e o uso de HALON deve ser evitado por razões ambientais. 46 . deve-se utilizar contenção adequada para os vasos de armazenamento. lembrando que isso não evitará ignição em locais fechados deve-se utilizar contenção adequada para os vasos de armazenamento. fossos. Os bombeiros devem usar equipamento de proteção individual. lagos ou mar. lagos ou mar. fossos. prevenir a entrada do produto em drenos. rios. pode-se permitir a evaporação ou colocar em recipiente selado e identificado para posterior descarte. 2.recipientes que tiverem expostos ao fogo e remover os recipientes da área do incêndio se isso puder ser feito sem risco.Proteção ao meio ambiente Quanto ao vazamento da gasolina em postos de revenda. rios. terra ou material de controle de derrame adequado.

não sendo permitido dispersar com água. . trate como pequeno derrame. Em caso de manutenções usar ferramentas anti-faiscantes e manipular respeitando as normas de segurança e higiene industrial.3. em caso de pequenos derramamentos deve-se absorver ou conter o produto com areia. estocar em local adequado com bacia de contenção para reter o produto. localize os tanques longe de calor. Em grandes derramamentos com álcool. Caso contrário. a disposição final desse material deverá ser acompanhada por especialista e de acordo com legislação ambiental vigente. terra ou material de controle de derrame adequado.Manuseio e armazenamento: Manuseio: Para um manuseio seguro do combustível.2. Caso contrário trate como pequeno derrame. 2.. mananciais ou solo. contatar órgão ambiental local. no caso de vazamento ou contaminação de águas superficiais.Grandes derramamentos: Deve ser transferido para um tanque identificado e selado para posterior recuperação ou descarte. Armazenamento: em caso de gasolina. de acordo com a deve-se prover ventilação local exaustora onde os processos assim exigirem e todos os elementos condutores do sistema em contato com o produto devem ser aterrados eletricamente.Considerando álcool. pode-se permitir a evaporação ou colocar em recipiente selado e identificado para posterior descarte. fontes de ignição e 47 . deve ser transferido para um tanque identificado e selado para posterior recuperação ou descarte.

perclorato e oxidantes em geral. nitrato de mercúrio. 2. vibra de vidro e plásticos. viton A.locais bem ventilados em caso de vazamento. recomenda-se o uso de matérias construtivo dos vasos: aço carbono. Para revestimento: tinta epóxi amina exposta curada. O alumínio pode também ser utilizado para aplicações que não tenham risco de fogo. equipamentos de manuseio.“teflon”). com permeabilidade permitida pela ABNTNBR-7505-1. viton B e PTFE (politetrafluoretileno. ácido permangânico. cloreto de acetila. o mesmo é incompatível com. sempre identificar os vasos que contenham o produto. aço inoxidável. No caso do alcool. Os produtos nunca devem ser armazenado em edificações ocupadas por pessoas. hipoclorito de cálcio. ligas de cobre(ferrosas e não ferrosas). matérias sintéticos devem ser evitados. peróxido de hidrogênio. ligas de zinco.Controle de Exposição e Proteção Pessoal: 48 . Não é permitido o uso de materiais para construção dos tanques. pentaflureto de bromo.2.4. distribuição e preparação tais como: cobre. para uso em selos e gaxetas de bombas fibra de asbestos comprimida. zinco. ácido nítrico. anidrido crômico. Para a manipulação com gasolina. nitrato de prata.

gasolina e óleo diesel Substância Parâmetro de controle Regulamentação Limite de tolerância (mg/m³) (ppm) Grau de insalubridade GASOLINA COMUM Limite de exposição ocupacional Valor limite Gasolina Valor limite Média Média ponderada ponderada (48h/semana)= Portaria MTb (48h/semana) 1. ACGIH TLV/STEL 500 ÓLEO DIESEL EUA. em baixas concentrações. ACGIH TLV/TWA .5 - Etanol - Névoa de óleo Valor limite Etanol ÁLCOOL ETÍLICO HIDRATADO E COMBUSTÍVEL Média Média ponderada ponderada (48h/semana)= Limite de Portaria MTb (48h/semana) 1.975 TLV/TWA EUA.Deve-se manipular a gasolina e o álcool com ventilação local exaustora ou ventilação geral diluidora.480 3214/78. ACGIH 1000 TLV/TWA 300 EUA. 49 .Equipamentos de Proteção Individual (EPI) Considerando o combustível gasolina: Proteção respiratória: Recomenda-se.219 máximo . ACGIH 1000 - Fonte: BR. Tabela 1 – Limites de Tolerância do álcool. usar equipamento de respiração autônomo ou conjunto de ar mandado. Em altas concentrações. FISPQ . usar respirador com filtro químico para vapores orgânicos.480 exposição 3214/78.219 máximo . de maneira que seja garantido que a concentração dos vapores fique inferior ao limite de tolerância. conforme tabela 1 a seguir.975 TLV/TWA Valor limite EUA. NR 15 – = 780 ocupacional Anexo 11 L T – Valor L T – Valor máximo – 1. NR 15 – = 780 Anexo 11 L T – Valor L T – Valor máximo – 1.

beber ou fumar ao manusear produtos químicos. - Proteção dos olhos: Quando da realização de atividades que possa ocorrer projeções ou respingos. - Medidas de higiene: Não comer. Precauções especiais: Garantir chuveiros de emergência e lavadores de olhos disponíveis nos locais onde haja manipulação do produto. Medidas de higiene: Não comer. recomenda-se o uso de óculos de segurança contra respingos - Precauções especiais: Garantir chuveiros de emergência e lavadores de olhos disponíveis nos locais onde haja manipulação do produto. Proteção das mãos: Luvas de PVC em atividades de contato direto com o produto. evitar contato com a pele e roupas. 2.PVC em atividades de contato direto com o produto. Separar roupas de trabalho das roupas comuns. Na manipulação do álcool: Proteção respiratória: Recomenda-se em baixas concentrações. beber ou fumar ao manusear produtos químicos.3 EFEITOS NA SAÚDE DOS TRABALHADORES FRENTISTAS EM POSTOS DE COMBUSTÍVEIS 50 . Proteção dos olhos: Quando realizar atividades que possa ocorrer projeções ou respingos. usar respirador com filtro químico para vapores orgânicos. Em altas concentrações. evitar contato com a pele e roupas. recomenda-se o uso de óculos de segurança. Separar roupas de trabalho das roupas comuns.- Proteção das mãos: Uso de luvas e avental de Poli Cloreto de Vinila . usar equipamento de respiração autônomo ou conjunto de ar mandado.

629 1. a venda a varejo de combustíveis para barcos de pequeno porte e a venda a varejo de álcool carburante e tem como grau de risco 3. grupo 473 e classe 4731-8 – comércio a varejo de combustíveis. a venda a varejo de gás natural de petróleo para veículos automotores.680 1. os acidentes ocorridos no Brasil e na Bahia nesse segmento de atividade econômica. Segundo o código CBO o frentista classifica-se com o número 7212.CBO do Ministério do Trabalho e Emprego e pela Classificação Nacional de Atividades Econômicas . CAT 51 . divisão 47.O anuário estatístico previdenciário detém dados de acidentes especificados pela Classificação Brasileira de Ocupações .001 981 553 583 624 94 96 80 Total Fonte: Adaptado de DATRAPREV.CNAE do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE. realizada em postos de combustíveis. Essa classe compreende a venda a varejo de combustíveis e lubrificantes para veículos. pelo CNAE.685 982 1. estão apresentados nas tabelas 1 e 2 seguintes: Tabela 2: Quantidade de acidentes do trabalho no Brasil.15. no comércio a varejo de combustíveis – 2004 a 2006 CNAE 4731 QUANTIDADE DE ACIDENTES DO TRABALHO REGISTRADOS Motivo Típico Trajeto Doença do Trabalho 2004 2005 2006 2004 2005 2006 2004 2005 2006 2004 2005 2006 1. está classificado na seção G. Segundo o anuário estatístico da Previdência Social. O trabalhador do segmento de venda a varejo de combustíveis.

representando 58. Desta forma observa-se que a análise da SST é algo mensurado e acompanhado. Em referência ao Estado da Bahia.22% do total de acidentes naquele ano. conforme apresentado na tabela 2. as doenças do trabalho.Tabela 3: Quantidade de acidentes do trabalho na Bahia. 52 . mas que objetiva sempre a redução dos acidentes e prevenção ambiental. destacam-se os acidentes de trajeto e por último. nos três períodos pesquisados. Em seguida vieram os acidentes de trajeto e as doenças ocupacionais.58% do total. serão mostrados a seguir os resultados obtidos dos estudos. visando fundamentar as hipóteses levantadas neste trabalho. No ano de 2005 houve um decréscimo e representou 59. com variação entre 62. Em segundo lugar. Em 2004 estes acidentes representaram 60. mantendo características idênticas às apresentadas a nível nacional. os acidentes típicos prevaleceram sobre os demais. CAT Conforme representado na tabela 1. Para um melhor entendimento do panorama apresentado anteriormente. ficou evidenciado que os acidentes típicos foram os que tiveram maior peso em relação aos valores totais de ocorrências.28% do total. para todos os anos. Decréscimo este que se manteve em 2006. pode-se observar que em relação à quantidade geral de acidentes computados. no comércio a varejo de combustíveis – 2004 a 2006 CNAE 4731 QUANTIDADE DE ACIDENTES DO TRABALHO REGISTRADOS Total Motivo Típico Trajeto Doença do Trabalho 2004 2005 2006 2004 2005 2006 2004 2005 2006 2004 2005 2006 54 50 55 34 25 36 17 15 12 3 10 7 Fonte: Adaptado de DATRAPREV.96% a 65% do total dos acidentes registrados.

O posto apresenta as características discriminadas de acordo com a tabela 3: Tabela 4: Características do posto A Área Total do Terreno Pista de Abastecimento Lavagem Troca de Óleo Loja de Conveniência. Conta atualmente com trinta e sete funcionários e mais trinta e três alunos em treinamento para frentistas. álcool e óleo diesel). calibração de pneus e loja de conveniências. em pontos de boa fluência de tráfego e funcionam em regime 24 horas.500 m2 1000 m2 800 m2 80 m2 80 m2 145 m2 07 53 . troca de óleo lubrificante. lavagem de veículos. POSTO A: Em funcionamento desde 2003. Eles exercem as atividades de revenda varejista de combustíveis (gasolina.CAPÍTULO 3 3. Eles trabalham em regime de oito horas diárias divididos em três turnos de trabalho.1 CARACTERIZAÇÃO DAS EMPRESAS Os postos revendedores de combustíveis – PRC escolhidos para este estudo estão localizados na Região Metropolitana de Salvador. localiza-se no centro novo de Salvador. Nas oito horas laborais incluem-se uma hora de repouso. AVALIAÇÃO DOS RISCOS À SAÚDE E SEGURANÇA DO FRENTISTA 3. vestiários e escritórios Coleta seletiva Área livre Tanques subterrâneos para combustíveis FONTE: Próprio Autor (2008) Combustíveis líquidos GNV 7. zona de alto fluxo.

05 3.Os tanques do Posto A possuem parede dupla para armazenamento dos combustíveis e o posto conta ainda com quinze bombas de abastecimento.55 27.000 01 15.000 400. da área de lavagem de veículos.000 40.000 01 15.000 180. da área de troca de óleo e da área livre restante é de concreto e da loja de conveniência é de revestimento cerâmico.000 01 30.71 O piso das pistas de abastecimento e descarregamento de combustível.. uma média de consumo segundo a tabela 5: Tabela 6: Volume comercializado no posto A no mês de março/2008 Combustível Gasolina Comum Gasolina Supra Aditivada Gasolina Podium Alcool Hidratado Diesel Comum Extra Biosiesel GNV Fonte: Próprio Autor (2008) Litragem 290. foi registrado no mês de março/2008.89 3. O Posto A possui canaletas de contenção ao redor da área de descarga de combustíveis. ao redor da pista de abastecimento. cada uma com dois bicos.000 30.000 Percentagem(%) 29.10 1.000 FONTE: Próprio Autor (2008) Combustível Gasolina Comum Gasolina Supra Aditivada Gasolina Podium Alcool Hidratado Diesel Comum Extra Biosiesel Bicos 08 08 02 08 02 02 Da vendagem do Posto A.000 01 15. conforme tabela 4: Tabela 5: Características de reservação dos combustíveis do posto A Qtde Capacidade (L) 02 30.09 17. Estas canaletas tem a função de convergir os efluentes para uma 54 .000 01 30. sob a projeção da cobertura. e também na área de lavagem.61 17.000 15.

Não consta horário para repouso. distribuídos entre novos e antigos.caixa separadora de água e óleo. por favor. O posto apresenta as características discriminadas de acordo com a tabela 6: Tabela 7: Características do posto B Área Total do Terreno Pista de Abastecimento Lavagem Troca de Óleo Loja de Conveniência. por favor. vestiários e escritórios Coleta seletiva Área livre Tanques subterrâneos para combustíveis FONTE: Próprio Autor (2008) Combustíveis líquidos GNV 2. sendo que.CRA. Os respiros dos tanques estão localizados próximo á área de descarga. desligue o celular. Eles trabalham em regime de oito horas diárias. POSTO B: Em funcionamento desde 1989. desligue o motor. e conta atualmente com oito funcionários e mais dez frentistas. Desta forma. com a bandeira em questão está desde meados de 2007. O Posto A está registrado junto à Agência Nacional do Petróleo e possui licença ambiental junto ao Centro de Recursos Ambientais . divididos em três turnos de trabalho. o profissional aproveita a redução do movimento para realizar suas pausas laborais. Todas as ilhas estão sinalizadas com placas de advertência contendo as seguintes informações: não fume. Localiza-se no Bairro de São Marcos.300 m2 200 m2 Não consta 30 m2 40 m2 80 m2 06 55 .

muito embora a mesma apresente-se protegida apenas por grades. facilitando que pessoas possam contaminá-la. Os respiros dos tanques estão localizados próximo á área de descarga. da área de troca de óleo.000 01 30.000 Percentagem(%) 60 24 16 O piso das pistas de abastecimento e descarregamento de combustível.000 40.000 01 30. cada uma com três bicos.000 FONTE: Próprio Autor (2008) Combustível Gasolina Comum Gasolina Pódium Gasolina Supra Aditivada Alcool Hidratado Diesel Comum Extra Biosiesel Bicos 02 01 02 02 01 01 Da vendagem do Posto B. Estas canaletas convergem os efluentes para uma caixa separadora de água e óleo. da área de lavagem de veículos e da área livre restante é de concreto. 56 . foi registrada no mês de março.000 60.000 01 15.000 01 15.000 01 15. conforme tabela 7: Tabela 8: Características de reservação dos combustíveis do posto B Tanques Capacidade (L) 01 30.Os tanques do Posto B possuem parede dupla para armazenamento dos combustíveis e o posto conta ainda com três bombas de abastecimento. sob a projeção da cobertura e também na área de lavagem. O Posto B possui canaletas de contenção ao redor da pista de abastecimento. uma média de consumo segundo a tabela 8: Tabela 9: Volume comercializado no posto B no mês de março/2008 Combustível Gasolina Comum e Aditivada Alcool Hidratado Diesel Comum e Extra Biodíesel FONTE: Próprio Autor (2008) Litragem 150. o da loja de conveniência é de revestimento cerâmico.

o profissional aproveita a redução do movimento para realizar suas pausas laborais. conforme tabela 10: 57 . mas mantendo a mesma bandeira. O Posto B está registrado junto à Agência Nacional do Petróleo e possui licença ambiental junto ao Centro de Recursos Ambientais .300 m2 200m2 Não consta 20 m2 20 m2 50 m2 06 Os tanques do Posto C possuem parede dupla para armazenamento dos combustíveis e o posto conta ainda com dezesseis bombas de abastecimento. cada uma com dois bicos. POSTO C: Em funcionamento desde 1988. porém em mudança de direção. O posto apresenta as características discriminadas de acordo com a tabela 9: Tabela 10: Características do posto C Área Total do Terreno Pista de Abastecimento Lavagem Troca de Óleo Loja de Conveniência. Eles trabalham em regime de oito horas diárias divididos em três turnos de trabalho. por favor.CRA.Todas as ilhas estão sinalizadas com placas de advertência contendo as seguintes informações: não fume. Conta atualmente com dezoito funcionários e mais quinze frentistas. Não consta horário para repouso. zona de alto tráfego da RMS. vestiários e escritórios Coleta seletiva Área livre Tanques subterrâneos para combustíveis FONTE: Próprio Autor (2008) Combustíveis líquidos GNV 2. Luiz Viana Filho. Desta forma. Localiza-se na Av. desligue o celular.

desligue o celular.000 Percentagem(%) 43.000 01 15. da área de lavagem de veículos e da área livre restante é de concreto.000 01 30.75 31. foi registrada no mês de março.000 01 15.000 50.00 O piso das pistas de abastecimento e descarregamento de combustível.Tabela 11: Características de reservação dos combustíveis do posto C Tanques Capacidade (L) 01 30. Estas canaletas convergem os efluentes para uma caixa separadora de água e óleo.000 40. 58 .000 01 15. por favor.000 FONTE: Próprio Autor (2008) Combustível Gasolina Comum Gasolina Pódium Gasolina Supra Aditivada Alcool Hidratado Diesel Comum Extra Biosiesel Bicos 01 01 01 01 01 01 Da vendagem do Posto C. o da loja de conveniência é de revestimento cerâmico.25 25. O Posto C possui canaletas de contenção ao redor da pista de abastecimento. Os respiros dos tanques estão localizados próximo á área de descarga.000 01 30. Todas as ilhas estão sinalizadas com placas de advertência contendo as seguintes informações: não fume. da área de troca de óleo. uma média de consumo segundo a tabela 11: Tabela 12: Volume comercializado no Posto C no mês de março/2008 Combustível Gasolina Comum e Aditivada Alcool Hidratado Diesel Comum e Extra Biodíesel FONTE: Próprio Autor (2008) Litragem 70. sob a projeção da cobertura e também na área de lavagem.

Centro/Mercês. de modo a tecer um perfil comparativo entre os profissionais em questão. O contato com combustíveis. nº 941.2 COLETA DOS DADOS O frentista é o trabalhador do posto de revenda de combustíveis que mais se encontra exposto a riscos referentes à funcionalidade do posto. buscou-se levantar informações. foi criado no dia 16 de novembro de 1991 e está sediado à Avenida Sete de Setembro. Na Bahia o sindicato que atende à esta classe é o Sindicato dos Trabalhadores em Postos de Serviços de Combustíveis e Derivados de Petróleo do Estado da Bahia – SINPOSBA. No SINPOSBA foi realizada entrevistas com base em questionário que continham 13 questões. visando estabelecer uma análise dos riscos expostos e das políticas de SST dos mesmos. calor. entretanto.O Posto C está registrado junto à Agência Nacional do Petróleo e possui licença ambiental junto ao Centro de Recursos Ambientais . através de aplicação de entrevistas e questionários investigativos junto ao SINPOSBA. à gerência e a profissionais dos três postos escolhidos. Conjunto 101. contato com combustíveis e outros produtos químicos ou mesmo ao risco de acidentes. estando sujeito a ruído. incêndios e explosões. configura-se como o principal risco à saúde destes profissionais.CRA. como atropelamentos. sendo 08 questões objetivas e 05 questões subjetivas. Para a fundamentação do estudo. Sendo que. 3. nestas questões foram analisadas a postura do sindicato junto aos profissionais quanto À 59 .

voltadas à estrutura e atividades da empresa. Para os frentistas foram aplicados questionários contendo 31 perguntas relacionadas às suas tarefas cotidianas. químicos.As questões se apresentavam obedecendo estatística do gráfico 1: Gráfico 1 – Caracterização do questionário SINPOSBA 6 5 4 3 2 1 0 Não se aplica Requisitos legais Boas práticas FONTE: Próprio Autor (2008) Para os gerentes de Postos de combustíveis. às questões de treinamentos e à SST 60 . à existência de riscos físicos. preocupação com a preservação do meio ambiente. com a questão da saúde do trabalhador e da segurança geral do posto e das pessoas que possam estar envolvidas na área de abrangência da organização. buscando-se se fazer uma caracterização geral da organização. biológicos. ergonômicos e de acidentes. foram realizadas entrevistas onde foram aplicados questionários contendo 29 perguntas.fiscalização da atuação destes profissionais e averiguação quanto à salubridade e cultua de SST nos postos de trabalho. ao uso de EPI. das atividades desenvolvidas.

Gráfico 2 – Caracterização do questionário gerente/frentista 30 25 20 15 10 5 0 Não se aplica Requisitos legais Boas práticas FONTE: Próprio Autor (2008) Os questionários acima descritos encontram-se no apêndice do estudo. Apenas em 33% dos postos foi verificado que os funcionários usam EPI De acordo com a ANP. ASO E PPRA Treinamento de SST Ações emergenciais Uso e treinamento de EPI FONTE: Próprio Autor (2008) 66% dos postos pesquisados têm indícios de política de SST 66% dos postos elaboram o PCMSO 100% dos postos elaboram o ASO 66% dos postos possuem PPRA Apenas 33% dos postos implementam treinamento de seus funcionários Em 33% dos postos pesquisados existem planos de ações emergenciais elaborados Não existe uso sistemático de EPI nos estabelecimentos pesquisados. 61 . Salvador hoje conta com 316 postos de revenda de combustíveis. Após a análise dos dados coletados. O gráfico 3 e tabela 13 apresentadas a seguir mostram a distribuição percentual dos postos revendedores de combustíveis em Salvador e seus quantitativos. os resultados apresentados foram os seguintes: Tabela 13 – Comparativo requisitos legais/boas práticas nos postos Programa de SST Implantação de PCMSO.

2.48% 0.56% 19. Este representa um percentual elevado.856 PRC. cerca de 70% dos trabalhadores de postos de combustíveis são sindicalizados. BR 15.Distribuição percentual dos postos revendedores de combustíveis por bandeira em Salvador.62% ESSO CBPI CHEVRON ALE FONTE: ANP (2007) Tabela 14: Número de postos por bandeira em Salvador Bandeira BR SHELL BANDEIRA BRANCA SATELITE ESSO CBPI CHEVRON ALE Total FONTE: ANP (2007) Número de postos 108 62 46 3 35 50 11 1 316 Segundo o SINPOSBA.08% 0.95% 14.18% SHELL BANDEIRA BRANCA SATELITE 11. 62 . sendo que em aproximadamente 2000 desses postos os funcionários são filiados ao sindicato. junto à ANP.82% 3. Na Bahia existem registrados.32% 34.Gráfico 3 .

02% no número de trabalhadores no Brasil.40%. Destes. Esse número representa cerca de 16% do total da força de trabalho na categoria. a proporção dos trabalhadores por gênero e por regiões. em seu estudo intitulado “Subsídios para as Negociações dos Trabalhadores em Postos de Revenda de Combustíveis” é descrito um panorama do setor de combustíveis a nível regional. representando 81.Predominantemente os trabalhadores do sexo masculino são maioria nesse segmento do comércio. 3. A seguir são apresentados os principais resultados levantados pela pesquisa: .72% na Bahia e em Salvador o valor expressivo de 28. . proporcionalmente do que os trabalhadores do sexo masculino. pode-se perceber que as trabalhadoras estão enquadradas em uma faixa etária menor do que os homens. as mulheres que trabalham como frentistas são geralmente mais jovens.088 localizados nas região Nordeste. 2. Em relação ao ano de 2004.1% do total da RMS.893 encontram-se na capital baiana.608 na Região Metropolitana de Salvador – RMS. A tabela 14 apresentada a seguir mostra.Segundo o DIEESE – Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Econômicos (2007). 1. Ainda procurando estabelecer uma relação do gênero. de 2.707 trabalhadores frentistas na Bahia. desse total 40.Existiam em 2005 aproximadamente 241. ocorreu incremento 3. 11. Do total de 11. em termos de percentuais e de quantitativos. 63 . ou seja.470 trabalhadores formais no setor do comércio varejista de combustíveis no Brasil.707 na Bahia.880 são mulheres.

Outros 34% daqueles recebiam entre 1. já que 58% desses trabalhadores ganhavam entre 1.9% 81.608 2. Na região metropolitana 51.1% 15. A Bahia apresentava uma situação pior do que a nacional. quase a metade dos empregados desse setor no ano de 2005 estavam inseridos na faixa salarial de 2 e 3 salários mínimos (48%). 64 . Especificamente na Bahia esse percentual é de 32%.5% 16. A participação de trabalhadores em faixas maiores é pequena.A distribuição dos trabalhadores do segmento segundo as faixas de idade indica como principal faixa etária a compreendida entre 30 e 39 anos. mas em todas as demais regiões. não só na Bahia.Na Bahia as mulheres que trabalham nesse segmento ganham menos do que os homens e a proporção de mulheres que ganham até um 1. respectivamente.5 e 2 salários mínimos .9% Feminino 18.No Brasil.707 3.1% 18. .5 e 2 SM.1% 83. As pessoas com mais de 50 anos.9% 84. com 2% e 24%. A faixa de 40 a 49 anos representa apenas 15% dos funcionários de postos de combustíveis. com um percentual de 30%. de 18 a 24 anos e de 25 a 29 anos ficam em segundo e terceiro lugares.5% 83. por regiões – 2005 Região Brasil Nordeste Bahia RMS Salvador FONTE: RAIS/ MTE/ DIEESE Masculino 81. representam apenas 6% dos empregados desse comércio no Estado da Bahia.Tabela 15 – Distribuição dos trabalhadores formais no comércio varejista de combustíveis segundo gênero. já as duas faixas mais jovens.22% dos empregados estão dentro dessa faixa salarial e em Salvador 58.088 11.470 40.14%.893 .1% Total 241.9% 16.5 SM é maior do que a de homens nessa mesma faixa salarial.SM. .

. Na realidade a jornada tende a ser maior. constatou-se que cerca de 10% dos trabalhadores em todos os níveis geográficos verificados não permanecem no emprego mais do que 3 meses. cerca de 61% delas possuem 2º grau completo na Bahia. maior do que o do ano anterior que era de 37%. . os trabalhadores do comércio varejista de combustíveis são contratados para jornada diária de 8 horas em média. comprovaram que está havendo um crescente aumento pela exigência do aumento do grau de escolaridade para funcionários de postos de combustíveis. A proporção dos que saem do emprego até um ano é de 1/3 e metade não fica por mais de 2 anos. Já as mulheres trabalhadoras se apresentam mais qualificadas. . Na Bahia. Entretanto. Em 2005 foi verificado que o grau de escolaridade dos frentistas do Estado da Bahia era de 41% para pessoas com 2º grau completo. não considera as horas extras. 65 .Os dados levantados no estudo do DIEESE (2007).Em relação à permanência no emprego. portanto. apenas uma pequena parcela dos trabalhadores de postos de combustíveis (4%) permanecem nos seus empregos por mais de 10 anos. o estudo do DIEESE considerou a hora contratada e não a jornada efetiva.Em sua quase totalidade.

estes últimos com base no ano de 2005. São observadas as instalações sanitárias disponíveis. 70% dos frentistas dos postos de Salvador encontram-se atualmente sindicalizados.3. buscando-se diagnosticar queixas. Embora não sejam dados precisos. Quanto às ações do sindicato em relação ao tipo de fiscalização que realizam nos postos de combustíveis. Segundo as informações obtidas. com a respectiva causa e o número de pessoas que se aposentaram no ano anterior. 66 . baseiam-se em estimativas do sindicato. O número total de trabalhadores ligados ao sindicado. quinhentos e vinte e cinco) frentistas sindicalizados na RMS e 2. mas não dispunham das informações.525 (dois mil.3 RESULTADOS OBTIDOS DOS QUESTIONÁRIOS 3. São feitas entrevistas com os trabalhadores. baseado nessas informações e nos dados do estudo realizado pelo DIEESE (2007). não perdem a sua validade. Foi informado que existe sim um acompanhamento da representação sindical nos estabelecimentos. indicam que existem hoje aproximadamente 2. as quantidades de causas trabalhistas envolvendo frentistas e a quantidade de trabalhadores sindicalizados desse segmento que foram afastados do trabalho no mesmo período. O sindicato foi questionado ainda a respeito do número de acidentes registrados em 2007 com seus filiados.3.1 Questionário aplicados no SINPOSBA Os números resultantes da aplicação do questionário do SINPOSBA não são absolutos.025 (dois mil e vinte cinco) na capital.

a não ser quando é forçado pelo proprietário do posto ao qual está vinculado. Ainda em relação a treinamento. os profissionais formados naquela instituição são mais conscientizados e treinados. A representação sindical informou que tem buscado implementar treinamento junto a seus filiados. gasolina aditivada e outros produtos. notadamente através da conscientização por meios de seminários e audiências públicas. O estabelecimento de um programa mínimo para a formação do frentista enfrenta a dificuldade de se materializar junto ao órgão governamental responsável que é o Ministério da Educação e Cultura .Quando são encontradas irregularidades. principalmente buscando um programa mínimo de formação. O Posto 67 . são mantidos contados com o representante no intuito de se obter as correções. Outro problema enfrentado é a falta de interesse do próprio trabalhador. é que segundo o sindicato. estão previstas para o ano de 2008 oficinas sobre os riscos de exposição ao benzeno.MEC. esse normalmente não se dispõe a abdicar do seu horário de descanso para tomar cursos. O SINPOSBA informou que não tem como cobrar e fiscalizar a realização de treinamento dos funcionários dos PRC já que não existe um amparo legal para essa questão. Geralmente esse trabalhador age na base do empirismo e carrega consigo os vícios e erros ao longo de sua carreira. nem sempre o trabalhador que passa pelo Posto Escola é aproveitado pelo mercado de trabalho. Conforme dito. Outra questão levantada. Geralmente o treinamento que é oferecido a esse pessoal se restringe ao atendimento ao público ou à venda de óleos.

alguns empresários desse segmento. Segundo o sindicato. para serem mais competitivos. 68 . os abusos são mais freqüentes. para o estabelecimento trabalhar com o GNV é necessário ter registro no Conselho Regional de Engenharia Arquitetura e Agronomia – CREA. automaticamente passará a ser mais exigente em outros estabelecimentos. é a relacionada aos riscos químicos. como melhores noções de segurança. onde a fiscalização é mais difícil. só permitem férias com dois anos de trabalho e em postos do interior. armários para guarda de objetos pessoais e estarem submetidos plano anual de treinamento. Há uma reivindicação do SINPOSBA para que todos os trabalhadores sejam treinados e que exista a o registro documental do treinamento. Esse trabalhador. aumentam a carga de trabalho do frentista. Para a representação dos trabalhadores. principalmente à exposição ao Benzeno. banheiros mais apropriados.Escola Salvador oferece algumas condições que pode “mau acostumar” a pessoa. com o aumento da concorrência e o incremento do número de veículos. O registro do CREA é tirado para um grupo genérico de trabalhadores e das instalações. Muitas vezes os trabalhadores saem do posto e os outros que os substituem não são treinados para desenvolverem as atribuições de abastecimento de gás veicular. Segundo as informações. o uso de EPI. Ocorrem casos de não cumprimento de convenções coletivas e jornada de trabalho de até 24 horas. Outra queixa do sindicato se refere a alguns postos que comercializam Gás Natural Veicular – GNV. Para o SINPOSBA a maior preocupação existente hoje em relação às atividades do frentista. iniciativas têm sido tomadas pela entidade no sentido de diminuir a exposição ao benzeno dos trabalhadores em postos de combustíveis.

CNPBz de dezembro de 2007.O Benzeno é um produto reconhecidamente cancerígeno. com o intuito de levar à discussão a questão da exposição dos frentistas ao benzeno existente na gasolina. dentre outras. encaminhamento de providências aos órgãos competentes e outras medidas tendentes à defesa desse meio ambiente quando ocorrem agressões a este ou às normas de saúde. autoriza a presença de até 1% de benzeno na gasolina comum. representado pela sua Procuradora Regional do Trabalho. o FORUMAT é composto por diversos outros órgãos federais e estaduais e entidades de classe. Além do MPT. de 27 de dezembro de 2001. Essas comissões elaboraram propostas que geraram um relatório do 4º Encontro de Grupos de 69 . recebimento e formulação de denúncias.MPT. Cabe ressaltar que a ANP. A associação de trabalhadores tem freqüentado e opinado nas reuniões do Fórum de Proteção ao Meio Ambiente do Trabalho do Estado da Bahia – FORUMAT. ele faz parte do grupo 1. podendo levar ao benzenismo com conseqüências fatais. realizada na Bahia. por meio de sua Portaria nº 309. da Internacional Agency for Research on Cancer (IARC). O FORUMAT é uma instância para debate. O SINPOSBA tem atuado também a nível das Comissões Regionais Tripartites do Benzeno. higiene e segurança do trabalho. O último encontro ocorreu no âmbito da reunião da Comissão Nacional Permanente do Benzeno . A coordenação desse fórum está atualmente a cargo do Ministério Público do Trabalho . O Benzeno ao ser inalado pelos trabalhadores pode causar alterações hematológicas como leucopenia que é a diminuição do número dos glóbulos brancos no sangue.

.criar subgrupo na CNPBz para complementação do Acordo e legislação (Acordo e Legislação sobre o Benzeno) específica para o comércio de combustíveis.FUNDACENTRO.2 Questionários aplicados aos Gerentes dos Postos de Combustíveis Neste tópico serão apresentados os resultados das entrevistas com os respectivos questionários aplicados aos gerentes dos postos de combustíveis.Realizar seminário sobre risco de exposição ocupacional (exemplo: posto de gasolina). viabilizada através de solicitação da CNPBz à direção da Fundação Jorge Duprat de Medicina e Segurança do Trabalho . Todos os postos pesquisados possuem licenciamento ambiental e são registrados junto à ANP.Priorizar a discussão da redução do benzeno na gasolina e da proibição de outros usos da gasolina. 3.Trabalhos e Comissões Regionais Tripartites do Benzeno. . .3. dentre as quais se referem especificamente aos trabalhadores frentistas os seguintes tópicos: .organizar uma página na internet onde estejam catalogados assuntos técnicos. .criar dia de prevenção à exposição ao benzeno. As áreas disponíveis em cada um dos postos são as indicadas no gráfico seguinte: 70 .

como fazer a separação do óleo da água e dispor adequadamente os resíduos sólidos. do meio ambiente e da saúde e segurança do trabalho implantados. que indica existirem os sistemas de gestão da qualidade.Gráfico 4 – Áreas utilizadas pelos postos estudados Área de abastecimento C 150 1500 200 2300 1800 Área de ocupação Posto B A 7500 Área m² FONTE: Próprio Autor (2008) Para os gerentes dos postos. entretanto procuram implementar algumas boas práticas em relação ao meio ambiente. Os postos B e C não possuem nenhum tipo de certificação. 71 . entretanto ambos deixam a desejar quando o assunto é a SST. possuindo os certificados da ISO 9000 e da ISO 14000 e a OSHAS 18000. de um modo geral. com exceção o do posto C. ficou evidente que o posto A apresenta um padrão de muito boa qualidade. os estabelecimentos geridos por eles procuram implementar uma política de SST e estão voltados para a gestão do processo de aperfeiçoamento profissional. com política clara voltada para o sistema de gestão integrada – SGI. Para a equipe. que não fez questão de mascarar as suas deficiências.

tais como: O funcionário conhece os riscos dos produtos que manuseia? Na função tem contato físico a agentes químicos? (gasolina. de forma resumida.) O funcionário sabe o que é um EPI? O funcionário recebeu EPI? O funcionário recebeu treinamento para utilização de EPI’s? O funcionário recebeu treinamento para ações de emergência? E O funcionário sabe como proceder em casos de contato/contaminação com os produtos? Pode-se observar. a estatística observada para os sete tópicos abordados do questionário.3 Questionários aplicados aos frentistas A partir da interpretação dos questionários aplicados aos frentistas. Entretanto. querosene etc. 72 . As informações coletadas foram sintetizadas e destacados os itens mais relevantes e pertinentes ao tema em estudo. Os gráficos 5 a 10 seguintes apresentam. podem-se observar algumas peculiaridades. que 87% dos frentistas entrevistados responderam afirmativamente quando interrogados se conheciam os riscos dos produtos que manuseavam. alcool. através do gráfico 5. óleo diesel. há ainda um percentual de 13% que desconhecem aqueles riscos.3.3.

Gráfico 5 – Relação percentual de reconhecimento pelos frentistas dos riscos dos produtos que manuseiam 13% SIM NÃO 87% FONTE: Próprio Autor Ficou comprovado no horizonte de entrevistados que apenas 50% dos frentistas sabem que mantêm contato com produtos químicos prejudiciais a saúde devido às suas atividades laborais. Gráfico 6 – Relação percentual de frentistas que sabem que na atividade laboral mantêm contato com agentes químicos prejudiciais à saúde SIM 50% 50% NÃO FONTE: Próprio Autor 73 .

embora 75% dessas pessoas tenham sido treinadas para uso dos equipamentos e 100% tenham recebido os equipamentos apontados pela empresa. Isso parece ser algo contraditório. ou mesmo. entretanto. a inexistência de um programa continuado de aperfeiçoamento dos trabalhadores. Gráfico 7 – Relação percentual de frentistas que sabem o que é um EPI SIM 50% 50% NÃO FONTE: Próprio Autor (2008) Gráfico 8 – Relação percentual de frentistas que receberam treinamento para uso do EPI 25% SIM NÃO 75% FONTE: Próprio Autor 74 . acredita-se ser mais a ineficácia do treinamento.As entrevistas ainda revelaram que a metade dos frentistas desconhece o que é um EPI.

pode-se inferir que um percentual elevado de trabalhadores recebeu treinamento para ações de emergência. ou seja. mesmo que. Gráfico 9 – Relação percentual de frentistas que receberam treinamento para ações de emergência 13% SIM NÃO 87% FONTE: Próprio Autor 75 . agir corretamente seja ligar para um serviço de emergência. sendo que. para alguns. a totalidade desses se acha capaz de proceder de forma adequada em caso de acidente com contaminação por meio de produto químico.Do total de pesquisados por meio dos questionários. 87% dos entrevistados.

como. Na APP devem ser identificados os perigos. que podem ser ocasionados por eventos indesejáveis. as causas.4 Análise Preliminar de Perigo A Análise Preliminar de Perigos (PHA . pois podemos evidenciar itens importantes das recomendações da APP. sendo que o Posto A foi o que mais se destacou positivamente. esta técnica pode ser utilizada em instalações. na fase inicial de desenvolvimento. 2008). os efeitos (conseqüências) e as categorias de severidade correspondentes. de instrumentos e de materiais. existência de procedimento escrito de descarregamento do caminhão de combustível. como erros humanos. devendo os resultados ser apresentados em planilha padronizada (CETESB.3. Segundo a Cetesb (2008). 2008). por exemplo. A Análise preliminar do perigo (APP) deve focalizar todos os eventos perigosos cujas falhas tenham origem na instalação em análise. (CETESB. pode-se concluir que os três postos analisados possuem oportunidades de melhoria. nesse caso. permitindo. Trata-se de uma técnica estruturada que tem por objetivo identificar os perigos presentes numa instalação. bem como as observações e recomendações pertinentes aos perigos identificados. nas etapas de projeto ou mesmo em unidades já em operação.Preliminary Hazard Analysis) é uma técnica que teve origem no programa de segurança militar do Departamento de Defesa dos EUA. contemplando tanto as falhas intrínsecas de equipamentos. a realização de uma revisão dos aspectos de segurança existentes. A partir da APP.3. certificado de treinamento dos frentistas relacionados ao descarregamento 76 .

apesar de possuir procedimento escrito de descarregamento do caminhão de combustível. primeiros socorros e combate a incêndios. não se evidenciou. uma vez que ficavam com o rosto próximo ao tanque do veículo para saber o momento de parar o abastecimento. Na terceira colocação ficou o posto C. que. Em segundo lugar ficou o Posto B. emergências químicas. 77 . Apesar do posto possuir a tecnologia de bicos anti-gofamento. Observou-se a maior exposição aos vapores de combustível.de caminhões. plano de manutenção preventiva das bombas de abastecimento. mesmo possuindo instalações recém reformadas. o perímetro do pátio de abastecimento não encontravase completamente cercado pela calha. os trabalhadores não tinham conhecimento para realizar a atividade de abastecimento com segurança. nem o certificado de treinamento. Mesmo possuindo calhas contra derrames de combustíveis. desconhecimento por parte dos trabalhadores dos riscos a que estão expostos. porém não era confiável devido a falta de manutenção preventiva dos mesmos. expondo o restante da área ao risco de contaminação e explosão pelo resíduo possivelmente derramado na área de abastecimento. treinamento prático de combate a incêndio. junto aos frentistas. Foi constatado que este posto possuía bicos de abastecimento com tecnologia anti-gofamento. primeiros socorros. Constatou-se também que o posto possuía o laudo da empresa que faz o teste de estanqueidade dentro do prazo (1 ano). que. o conhecimento da atividade. ficou evidenciada a falta de treinamento dos frentistas no que diz respeito a emergências químicas.

capacitação essa disponibilizada pela própria distribuidora. a falta de uma fiscalização mais efetiva. apresentou PPRA e PCMSO conforme solicitado pela ANP. Havia frentistas que trabalhavam no posto desde a antiga bandeira. O Posto A. tais como limpeza. Vale ressaltar que os três postos utilizam a mesma bandeira.CAPÍTULO 4 4.1 CONCLUSÃO O que ficou evidente é que o Posto B ensaia aplicar a cultura de SST por estar atrelado aos princípios da bandeira ao qual está vinculado. apresentou os índices ideais de qualidade e gestão da Segurança. coleta seletiva. ocasiona uma série de deficiências. O Posto B. Porém. Fazendo-se uma análise do cotidiano dos três postos durante as visitas realizadas. na condição de ser um posto escola. distribuição e treinamento no uso de EPI’s e na promoção da cultura de SST. considerando que é a sua imagem que está exposta. e alguns profissionais treinados pelo Posto A. como o chefe de pista. tendo em vista sua recente mudança de bandeira. refeitório e banheiro para funcionários. exigir programas de capacitação e treinamento profissional dos funcionários de seus parceiros comerciais. que tem como uma de suas diretrizes. ou mesmo de uma avaliação do conhecimento assimilado nos treinamentos oferecidos aos funcionários dos postos de combustíveis. foram observadas as seguintes características: 78 . Saúde e Meio Ambiente (SSMA).

além da inalação continua dos gases provenientes dos combustíveis. que o chefe de pista do Posto B operava sem o uso dos EPI’s adequados (luva. porém não estavam inseridos quanto a cultura de SST (conhecimento dos EPI’s.). como o próprio cliente sob risco de explosão. As pausas para descanso e almoço estão condicionadas à movimentação dos clientes. - A canaleta. sendo passível de acumular esta substância na pista e colocar. podendo ocorrer contaminação do combustível. das substâncias armazenadas e do operário. neste mesmo ambiente. estando passível de contaminação e intoxicação. - Ainda neste descarregamento. o chefe de pista do Posto B portava óculos impróprios para o serviço de aferição da análise do combustível. - O Posto B apresenta local confinado para análise do combustível a ser recebido pelo posto e. sendo que o mesmo deveria ser vedado para evitar possibilidade de contaminação. etc. noções de segurança em emergência. que tem como objetivo contornar a área de abastecimento para escoar a mistura água/óleo. Esta ação provoca stress. quando descarregamento de combustível.- Foi observado. fadiga muscular por movimentos repetitivos. podendo gerar acidentes em frentistas e transeuntes. não estava envolvendo totalmente a área de abastecimento do Posto B. etc). havia diversos produtos químicos sem identificação. - Os frentistas do Posto B informaram que recebiam treinamento semestral ou sempre que era admitido um novo profissional. sem uma identificação. 79 . não só o operador. roupa com tecido apropriado. - No posto B as caixas para armazenamento da mistura água/óleo estavam protegidas apenas por grelhas. - Nos postos B e C não foi relatada pelos frentistas a existência de pausa laboral nos turnos de trabalho.

em caso de incêndio são apenas paliativas. nos atendimentos aos clientes e na habilidade de resolver possíveis problemas na ausência do chefe de pista. papeis. No Posto B o nível de escolaridade dos frentistas é 2º grau completo e o chefe de pista tem 3º grau incompleto. em situação de emergência. resíduos potencialmente recicláveis ( garrafas plásticas. É mais facilitada com a cooperação da gerência do Posto e com o senso crítico do profissional. - O ofício do frentista requer aplicação de treinamentos que contam com o conhecimento da substância química manuseada no decorrer do serviço e a conscientização da política de SST.) são coletados por uma cooperativa.A. porém o óleo usado encontrava-se 80 . Esse processo também é compartilhado pelo Posto B. succionada a mistura do óleo e a água encaminhada à rede pública de esgoto. - As políticas de segurança aplicadas nos Postos B e C. etc.- No Posto A é exigido a escolaridade mínima de 2º grau completo. que são coletados pelo sistema de coleta da RMS. Isto facilita a compreensão do frentista nos treinamentos nas ações de SST. o óleo usado é coletado pela CETREL – Empresa de Proteção Ambiental S. tais como em caso de emergência acionar o Serviço Ambulatorial Médico de Urgência – SAMU. No Posto A os resíduos são segregados em uma área anexa ao posto e realizada coleta seletiva dos resíduos orgânicos. O chefe de pista é quem fica responsável por encaminhar ao pronto socorro mais próximo o acidentado em caso de alguma emergência e reutilizar a flanela usada em caso de enxágüe de algum vazamento de combustível. O Posto A possui convênio com uma firma prestadora de serviço na área de saúde para realizar os primeiros socorros e encaminhamento ao hospital do acidentado. e a mistura água/óleo coletada é feita a decantação. em casos extremos. No Posto C a escolaridade varia de 1º grau ao 2º grau completo.

não estando com a limpeza e instalações ideais. justificando que tal consumo aliviaria os efeitos toxicológicos provocados pelos combustíveis. Também o sindicato incentiva o consumo de leite por parte dos frentistas. O Posto A possui refeitório e banheiro exclusivos para os funcionários. demissional e anual tipo ASO. porém os responsáveis pelos postos informaram que esta freqüência seria semestral ou anual. O sindicato tem dificuldade na fiscalização da aplicação das leis e normas. Em todos os três postos havia a divisão de banheiros masculino e feminino. demonstrando um desconhecimento a respeito do efeito medicinal do leite. porém. Os trabalhadores geralmente não estão dispostos a trocarem seus horários de descanso por cursos. pois o mesmo implica em ônus para o mesma. observase uma ausência de profissionais pela própria falta de interesse. já no Posto B o frentista utiliza o banheiro em anexo. os frentistas dos Postos B e C já trabalhavam na área a mais de cinco anos e informaram já estarem acostumados com o contato e cheiro dos combustíveis manuseados.armazenado em tonéis em estado de ferrugem avançada e o gerente tem dificuldade em realizar seu descarte. em especial com referência ao frentista. Os funcionários não manifestaram queixas laborais. O SINPOSBA promove alguns cursos. considerando que a presença dos frentistas são facultativas e os treinamentos não têem um escore de avaliação. Todos os três postos fazem exames admissional. No Posto C o banheiro utilizado pelos funcionário é o mesmo dos clientes do posto. O sindicato informa fazer visitas periódicas. existe excesso de carga de trabalho. A 81 . A quantidade de profissionais por estabelecimento de revenda é pequeno em relação ao universo de postos na RMS. Exceto os frentistas do Posto A. visto que se apresentam de forma generalizada em relação a postos de combustíveis. Outro aspecto é a falta de parceria com os postos na questão desses treinamentos.

de modo agirem na direção da proteção ao meio ambiente e preservação da saúde dos seus funcionários. ou seja. O SINPOSBA tem a fiscalização dos postos dificultada por não ter embasamento legal para realizá-la. treinamento e das boas práticas no dia-adia. segurança e meio ambiente. mas apenas o posto A pratica a cultura de SSMA de forma concreta. Com base no anteriormente exposto. Necessitam incorporar a cultura da saúde.ausência de avaliação do conteúdo de aprendizagem inviabiliza verificar se o funcionário assimilou o conteúdo O SINPOSBA informa não ter uma relação direta com a maioria dos postos para agir em parceria no treinamento e controle das atividades de risco. estimula as boas práticas no cotidiano e proporcionam boas condições de trabalho para os alunos em formação. 82 . para os demais profissionais e instrutores. Ficou latente que os Postos A e B tem uma boa margem para implementação de melhorias. seja na questão de conscientizarão. não tem poder de órgão fiscalizador. pode-se concluir que todos os postos obedecem à legislação vigente.

contribuindo para a disseminação da cultura de SSMA. E que esse treinamento esclareça para gerentes e frentistas. visando contribuir para a realização mais segura do ofício do frentista. Regulamentação da pausa laboral. PCMSO. sugere-se as seguinte medidas: Que as bandeiras aos quais os postos estão vinculados possam fiscalizar os estabelecimentos parceiros. testes de combustíveis e abastecimento.2 RECOMENDAÇÕES Considerando os dados coletados no estudo proposto. Que possa ser feita uma parceria entre o DRT e o SINPOSBA no intuito de agilizar a fiscalização e implementação das Normas junto aos postos revendedores de combustíveis. Sinalização e delimitação das áreas de risco. Jamais designar funcionário sem o devido treinamento e sem equipamentos adequados para recebimento. descarregamento. O treinamentos dos responsáveis pelo descarregamento dos combustíveis e sua fiscalização periódica.4. dos trabalhadores e da preservação ambiental. bem como o estudo de um espaço com as instalações ideais para que o frentista possa descansar ou fazer refeições neste e do 83 . conhecimento do uso correto do EPI. Treinamento para conscientização de 100% dos frentistas dos riscos dos produtos que manuseiam. Que os postos estabeleçam um plano anual de treinamento que englobe a difusão da importância em se praticar a cultura do SSMA para o bem da organização. Observação das recomendações técnicas no momento de realizar a coleta de amostras e os testes de qualidade. a importância da aplicação do PPRA.

com armários apropriados. Prover os postos de combustíveis com a quantidade adequada e suficiente de extintores. com isso.momento. instruir os frentistas sobre a tecnologia de bicos anti-gofamento. dotados de dois compartimentos para não misturar a roupa de trabalho com as demais. Nos estabelecimentos que comercializam GNV. programar treinamento específico para os frentistas que lidam com o produto para que possam realizar a tarefa com segurança e conhecimento de causa. No Posto C. considerando que os trabalhadores estão fazendo o uso do equipamento de forma inadequada. Manter sempre disponível material de primeiros socorros disponível e realização de treinamento dos operadores para prestação de socorro em uma situação de emergência e estabelecimento de plano de fuga. construído também de instalações sanitárias ideais e condições adequadas para vestiários. 84 . expondo-se mais aos gases emanados. e. providenciar que as calhas contra derrames de combustíveis fechem todo perímetro do pátio de abastecimento. No Posto B.

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5ª T. MG. P. Jorge. dez. v. Taguspark-Oeiras: Instituto de Soldadura e Qualidade. Atmosferas explosivas. 2005.Rel. n.51. 21.kit.net/adpericulosidade. 2007.01 disponnível em: http://www. 20 anos. TRT-RO-2492/01 .1ª T. MG. 05. 89 .aamachado. Vaz. TRT-RO-14733/00 .htm 22. 192.Publ.net/adpericulosidade. Juiz Eduardo Augusto Lobato .20. Novo Hamburgo: Proteção Publicações.05.Rel. 23. Tecnologia e Qualidade.htm.22-24.05. . Revista Proteção. Edição especial. Juiz José Eduardo de Resende Chaves Júnior . 12.Publ. 1987-2007.kit.aamachado.01 disponível em: http://www. .

2 O sindicato propõe algum treinamento.ROTEIRO DE ENTREVISTA – SINDICATO Data: ____ / _____ / _____ 1.: _________________________ Função: ______________________ _________________________________________________________________________________ 2.3 Quais as compensações do frentista em relação ao risco exposto? ________________________________________________________________________________ 3.APÊNDICE ___________________________________________________________________ APÊNDICE A .4 O Sindicato tem alguma parceria com órgão de apoio à questão da segurança do trabalho? Qual? Como é feita esta parceira? ________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ 90 .1 O sindicato realiza algum tipo de fiscalização nos postos de combustíveis ?Caso sim. AÇÕES: 3.3 Estatísticas de acidentes registrados em 2007 (por bandeira): Sem vítimas: ____________________ Com vítimas:_____________________________ 2.2 Frentistas sindicalizados: Bahia __________________________ Salvador: _______________________________ 2.2 Como o sindicato cobra ou fiscaliza o treinamento e capacitação do frentista nos postos de combustíveis? Existe algum tipo de acompanhamento? Exigência de atestado de treinamento por parte da empresa? ________________________________________________________________________________ 3. ESTATÍSTICAS: 2. capacitação ou reunião periódica com os frentistas? Quando e como é feita? ________________________________________________________________________________ 3.:_______________________________________ 1.2 End.1 Quantidade de postos cujos funcionários são filiados ao sindicato (por bandeira): Bahia __________________________ Salvador: _______________________________ 2.5 Quantidade de frentistas sindicalizados afastados ou aposentados em 2007 (por bandeira) e suas respectivas causas de afastamento: ______________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ 3.3 Entrevistado: ________________________________ Tel.1 Nome da Instituição:_____________________________________________________________ 1. DADOS DA INSTUIÇÃO: 1. como? ________________________________________________________________________________ 3.4 Quantidade de causas trabalhistas envolvendo frentistas em postos de combustíveis em 2007 (por bandeira): ______________________________________________________________________________ 2.

DADOS DA EMPRESA: Nome: Número de funcionários: Qual o ano de instalação do __________ posto?_________ Quantos frentistas: Qual a área total onde está __________ instalado o posto?________ Frentistas em regime noturno? □Sim □Não □N/A End. com definição de pontuação mínima? 91 .) GESTÃO DO PROCESSO DE APERFEIÇOAMENTO PROFISSIONAL Existe um gestor designado para desenvolver e administrar todo o programa de treinamento global da Empresa? As lideranças de áreas priorizam as necessidades de formação e treinamentos para o seu pessoal? Foi elaborado um planejamento global anual de formação/treinamento e do profissional? A integração de novos funcionários prevê a apresentação do sistema de gestão SST da empresa? Todos os funcionários.ASO? Existe local destinado a descarte de materiais contaminados com produto? O funcionário sabe como proceder. em caso de derramamento. dermatocitoses) O funcionário conhece os riscos dos produtos que manuseia? Na função tem contato físico a agentes químicos? (gasolina.A POLÍTICA DE SAÚDE E SEGURANÇA DO TRABALHO 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 Houve algum tipo de efeito em razão dos uso dos EPI’s(lesãoes. em caso de incêndio em seu posto de serviço? Foi realizado Programa de Prevenção de Riscos Ambientais – PPRA? O funcionário sabe como proceder. foram treinados no processo de integração? Existe um plano de treinamanto de tarefas críticas por posto de trabalho e por área? A empresa treina e capacita seu pessoal nas normas e procedimentos específicos.SAÚDE E SEGURANÇA DO TRABALHO EM POSTOS DE COMBUSTÍVEIS ITEM PERGUNTAS SIM NÃO N. calos. Sexo: End. efetivos e terceirizados. óleo diesel.APÊNDICE B . em seu posto de serviço? O funcionário já presenciou algum acidente dos citados anteriormente?Caso positivo. contato com produto e etc. avaliando retenção de conhecimento? O funcionário conhece o programa de treinamento para o seu posto de trabalho? O funcionário é avaliado após os treinamentos. querosene etc) O funcionário sabe o que é um EPI? O funcionário recebeu EPI? O funcionário recebeu treinamento para utilização de EPI’s? Faz uso de EPI’s? Quais? O funcionário recebeu treinamento para ações de emergência? O funcionário realiza exames periódicos? O trabalhador trabalha em regime noturno? Se sim qual regime de revezamento?___________ O funcionário sabe como proceder em casos de contato/contaminação com os produtos? Foi realizado Programa de Controle Médico e Saúde ocupacional .: O posto possui licenciamento ambiental? □Sim □Não □N/A Está registrado junto à ANP? □Sim □Não □N/A Qual a área disponível para abastecimento? _______________ QUESTIONÁRIO . Nasc. DADOS PESSOAIS DO EMPREGADOR: Nome: D.ROTEIRO DE ENTREVISTA – POSTO DE COMBUSTÍVEL/ FRENTISTA 1.: Escolaridade: 2.PCMSO? Foi realizado exames Periódicos nos funcionários. alcool. qual foi a medida tomada? O funcionário conhece o procedimento de descarregamento? O funcionário registra os incidentes? (derramamentos.

citar as certificações: 92 . incêndio.30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 42 43 44 45 46 47 48 49 50 51 52 53 54 55 56 57 58 59 60 61 62 Existe uma temporalidade mínima para reciclagem dos treinamentos? Existem equipes organizadas e formadas por trabalhadores da empresa para combate a emergência? Existe uma sistemática de avaliação da necessidade de treinamento mínimo para todos os funcionários da Empresa/Organização contemplando: Uso de EPI? Uso de extintores (Prática)? Primeiros Socorros? Organização a emergência? Educação Ambiental ? Ergonomia ? HISTÓRICO DO TRABALHADOR Empregos anteriores em postos de combustíveis Houve algum acidente laboral? Se sim. em Termos percentuais de cada produto? Gasolina:____% Álcool:____% Diesel:____% Existem postos de monitoramento de águas subterrâneas? O posto realiza teste de estanqueidade? O posto possui canaletas de contenção ao redor da área de descarga? O Posto realiza treinamento de saúde e segurança com os funcionários? Qual o destino do líquido coletado nas canaletas? Existe local destinado a descarte de materiais contaminados com produto? Existe as sinalizações de emergência? Existe o procedimento para descarregamento? Existe plano de emergência. está em nível satisfatório de manutenção e higiene? Empregos anteriores fora postos de combustíveis Quando saiu da ultima empresa foi apontado algum sintoma ocupacional? O empregado realiza as refeições regularmente? O empregado apresenta problemas de ordem respiratória? Qual? O empregado possui partes do corpo em contato com agentes químicos? CARACTERIZAÇÃO DA EMPRESA Quais as atividades exercidas pelo posto: □ Gasolina □ Álcool □óleo diesel □calibragem de pneus Qual o volume comercializado médio mensal. quantos:__________ O posto de trabalho consta de instalações sanitárias? Se a resposta anterior for sim. vazamento? Existe plano de emergência para acidentes com funcionários? Existe convênio com empresa de emergência química? A empresa tem alguma certificação (sistemas de Qualidade)? Se possível.

DOCUMENTAÇÃO FOTOGRÁFICA Foto 1 .Descarregamento do caminhão de combustível – Posto B. 93 . Foto 2 – Local onde é feita a análise do combustível antes de ser descarregado .APÊNDICE C .Posto B.

DOCUMENTAÇÃO FOTOGRÁFICA Foto 3 – Calha de contenção deficiente .Posto A. 94 . Foto 4 – Refeitório para os frentistas .Posto B.

Foto 6 – Vista das ilhas de abastecimento .Posto A.Foto 5 – Ponto de monitoramento de vazamento dos tanques subterrâneos .Posto A. 95 .

Perigo de afogamento. e. lavar com água quente e com água fria. ferver. taxa de exposição para radiação ionizante dentro dos limites aceitáveis.Presença de atmosfera inflamável ou tóxica. e. sentimento de insegurança. . Caso haja a necessidade do trabalhador fazer alguma verificação visual no tanque de combustível (espaço confinado). Boas Práticas Especiais de Trabalho .0%) de Oxigênio.0 %. exaurir. geração de vapores inflamáveis de limpeza com solventes etc. 96 .5%) ou excesso (> 23. não foi projetado para a ocupação contínua do trabalhador.). soprar (com ar e/ou vapor d’água).Deve-se atentar e alertar todas as pessoas próximas ao espaço confinado que não estejam envolvidas no trabalho. . possui no mínimo mais uma das seguintes características: . . equipe de resgate e uma adequada descontaminação do tanque. Descontaminação .Nunca operar ferramentas ou equipamentos pneumáticos dentro do espaço confinado utilizando Nitrogênio. ausência ou presença de produtos químicos com concentração igual ou inferior aos limites mínimos aceitáveis (Nível de Ação). exposição ao calor abaixo dos limites estabelecidos na legislação local em vigor e ausência de pós em suspensão. sendo necessário o acompanhamento por pessoa capacitada e treinada para acesso a espaço confinado que não necessariamente tem que ser um funcionário contratado do posto.Geração de atmosfera tóxica/explosiva durante a execução do serviço (exemplos: geração de fumos metálicos durante atividades de solda. Espaço Confinado Seguro – é aquele em que a atmosfera foi testada e foi constatada concentração de Oxigênio entre 20. limite de explosividade (LIE) igual a zero. Entrar em Espaço Confinado – Ação pela qual as pessoas ingressam através de uma abertura para o interior de um espaço confinado. etc.5 % e 23.Ventilação deficiente. . possui meios limitados e/ou restritos para a entrada e saída.é o processo operacional de limpeza do local para remover ou reduzir a níveis aceitáveis as substâncias que possam trazer risco à saúde. . Essa ação passa a ser considerada quando alguma parte do corpo do trabalhador ultrapassa o plano de acesso de uma abertura do espaço confinado.). e. vaporizar. Para uso de ferramentas pneumáticas o ar deve ser fornecido por um compressor dedicado.Perigo de aprisionamento.Deficiência (< 20. etc. será necessário que o mesmo esteja equipado com respirador adequado para evitar intoxicação com o combustível. . Ar de instrumento ou outros gases inertes. . Pode consistir em drenar. medo. . Qualquer outra atividade que necessite adentrar no tanque de armazenamento deve ser realizada por uma empresa especializada.Presença de produtos químicos e/ou resíduos.Possibilidade de alteração do estado emocional do executante (claustofobia.APÊNDICE D – Espaço confinado É todo local ou equipamento que é largo o suficiente e configurado de tal forma que permite ao trabalhador acessá-lo com o corpo.

3 Instrução Normativa nº 1.. REFERÊNCIAS: 6.NBR 14787 Espaço confinado 6.Os equipamentos movidos a bateria utilizados para a comunicação dentro do espaço confinado devem ser intrinsecamente seguros. abril/94 do MTE 97 .Norma regulamentadora nº 18 do MTE – condições e meio ambientede trabalho na industriada construção 6.2. 6.1.

JÚNIOR. da C . 14 de Maio de 2008.B. A. Monografia apresentada ao Curso de Especialização em Engenharia de Segurança do Trabalho – CEEST. D de O. N. F. Autorizamos a reprodução [parcial ou total] deste trabalho para fins de comutação bibliográfica. Salvador. Escola Politécnica. Daniella de Oliveira Lima Francisco Afonso da Costa Júnior Nilton Bacelar Neto 139 . Análise de Exposição a riscos dos frentistas em Postos Revendedores de Combustíveis na cidade de Salvador.137 f.. NETO. 2008. Universidade Federal da Bahia.LIMA. Salvador.il.

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