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Os Répteis do Município de São Paulo

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Biota Neotrop., vol. 9, no.

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Os Répteis do Município de São Paulo: diversidade e ecologia da fauna pretérita e atual
Otavio Augusto Vuolo Marques1, Donizete Neves Pereira1,3, Fausto Erritto Barbo1,4, Valdir José Germano2 & Ricardo Jannini Sawaya1 Laboratório Especial de Ecologia e Evolução, Instituto Butantan, Av. Dr. Vital Brasil, 1500, CEP 05503-900, São Paulo, SP, Brasil 2 Laboratório de Herpetologia, Instituto Butantan, Av. Dr. Vital Brasil, 1500, CEP 05503-900, São Paulo, SP, Brasil 3 Programa de Pós Graduação Interunidades em Biotecnologia, Instituto de Ciências Biomédicas, Universidade de São Paulo – USP. Av. Prof. Lineu Prestes, 1730. Ed. ICB-IV, Ala Norte, sala 3, Cidade Universitária, CEP 05508-900, São Paulo, SP, Brasil 4 Programa de Pós Graduação em Biologia Animal, Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas, Universidade Estadual Paulista – UNESP, Rua Cristóvão Colombo, 2265, CEP 15054-000, CEP 15054-000, São José do Rio Preto, SP, Brasil 5 Autor para correspondência: Otavio Augusto Vuolo Marques, e-mail: otaviomarques@butantan.gov.br MARQUES, O.A.V., PEREIRA, D.N., BARBO F.E., GERMANO, V.J. & SAWAYA, R.J. Reptiles in São Paulo municipality: diversity and ecology of the past and present fauna. Biota Neotrop., 9(2): http://www. biotaneotropica.org.br/v9n2/en/abstract?article+bn02309022009. Abstract: The reptile fauna in the municipality of São Paulo is well sampled due to intensive collection in the last 100 years. In the present work we provide a checklist of reptile species in São Paulo municipality based on preserved specimens in scientific collections. The reptile fauna was also characterized by three ecological parameters: habitat use, substrate use, and diet. We recorded a total of 97 reptile species (two turtles, one crocodilian, 19 lizards, seven amphisbaenians, and 68 snakes). Approximately 70% of the lizards and 40% of the snakes are typical of forest habitats of the Serra do Mar mountain range. Other squamates are typical of open formations that occur mainly on inland Cerrado habitats. All turtles and the crocodilian are associated to riparian habitats. Approximately 63% of the lizards are predominantly terrestrial, and the remaining species are arboreal. Most species of snakes are terrestrial (38%) or subterranean/criptozoic (25%) whereas a smaller proportion are arboreal (18%) or aquatic (9%). Lizards feed upon arthropods. Almost 50% of the snake species are specialized or feed mainly upon anuran amphibians. Other important items consumed by snakes are mammals (24%), lizards (18%), subterranean vertebrates (10%), and invertebrates (earthworms, mollusks and arthropods; 15%). A total of 51 reptile species have not been recorded for the last six years. Probably many of these species are extinct in the region due the intense local urbanization and habitat loss. The survey of species collected in São Paulo municipality and received in the Instituto Butantan in recent years allowed the identification of 10 lizards at least 42 snake species already occurring in the region. The high species richness of the original fauna seems related to the geographic location of the municipality, in a contact zone between forested areas of the Atlantic Forest (ombrophilous forest) and open formations (savannas, high-altitude grassland). Thus, the original habitat composition probably allowed sympatry among different species pools typical of both open and forested formations. The extant snake fauna recorded in the last three years indicates a higher loss of the species in open formations when compared to the forested areas. Keywords: reptiles, diversity, municipality of São Paulo, richness, ecological tendency.
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MARQUES, O.A.V., PEREIRA, D.N., BARBO F.E., GERMANO, V.J. & SAWAYA, R.J. Os Répteis do Município de São Paulo: diversidade e ecologia da fauna pretérita e atual. Biota Neotrop., 9(2): http://www. biotaneotropica.org.br/v9n2/pt/abstract?article+bn02309022009. Resumo: O Município de São Paulo é uma área bem amostrada em relação à fauna de répteis devido à coleta intensiva feita pela população local nos últimos 100 anos. Neste trabalho consultamos registros e examinamos exemplares de coleções científicas para elaborar uma lista das espécies da região. A fauna de répteis também foi caracterizada em relação a três parâmetros ecológicos: uso do ambiente, uso de substrato e hábitos alimentares. Registramos um total de 97 espécies de répteis (dois quelônios, um crocodiliano, 19 lagartos, sete anfisbenídeos e 68 serpentes). Aproximadamente 70% da fauna de lagartos e 40% das serpentes é composta por espécies típicas de ambientes florestais e ocorrem na Serra do Mar. Outros squamata são característicos de formações abertas e são encontrados, sobretudo nas formações abertas de Cerrado do interior paulista. Todas tartarugas e o crodiliano

http://www.biotaneotropica.org.br/v9n2/pt/abstract?article+bn02309022009

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1991). de outros pesquisadores e da literatura (e. 2008). onde os registros de procedência podiam ser facilmente confundidos (q. Um total de 51 espécies não tem sido registrado ao longo dos últimos seis anos no município.7%) correspondem a áreas urbahttp://www. Ao longo de três anos (agosto de 2003 e julho de 2006) todos exemplares coletados dentro do limite do Município de São Paulo e recebidos pelo IBSP foram tombados na coleção herpetológica denominada MSP. Cada espécie foi caracterizada em relação ao bioma de ocorrência e aos seus principais atributos ecológicos. considerando o tamanho desse continente.v. Tais informações são essenciais para avaliar as condições locais que permitem a ocorrência desses répteis na região (e. Excluímos registros de coleção e/ou da literatura com registro único para o Município de São Paulo e com distribuição conhecida distante dessa localidade (>400 km).org. Quase 50% das espécies de serpentes alimentam-se exclusivamente ou predominantemente de anfíbios anuros. muitos estudos conduzidos nesta região devem representar subamostragens das espécies que lá ocorrem (q. Incluímos espécies observadas por nós dentro do limite do Município de São Paulo. O. Martins 1991.g. Sazima & Manzani 1995. permitem caracterizar a riqueza de espécies de uma região.v. Além disso. dos quais 35. A suposta localidade desse espécime (holótipo) está situada à cerca de 400 km da ocorrência dos limites dos outros exemplares conhecidos da espécie.br Métodos Uma quantidade significativa dos espécimes de répteis coletados desde o início do século passado no Município de São Paulo foi tombada nas coleções do Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo (MZUSP) e do Instituto Butantan (IBSP). 2006). A comparação (usando teste qui-quadrado) foi feita considerando apenas as serpentes. O levantamento de espécies coletadas no Município de São Paulo e recebidas pelo Instituto Butantan em anos recentes permitiu identificar pelo menos 42 espécies de serpentes e 10 lagartos que ainda ocorrem na região.g. Este trabalho faz parte de uma série de estudos que estão sendo desenvolvidos sobre a fauna de répteis da área urbana do Município de São Paulo. 15%). A maior parte das espécies de serpentes é terrícola (38%) ou subterrânea/criptozóica (25%). Após esse procedimento. não permitem uma boa avaliação da diversidade de espécies.br/v9n2/pt/abstract?article+bn02309022009 . porém a coleta intensiva de material testemunho pela população local iniciou-se há cerca de 100 anos. com registro na literatura para localidade de Rio Pequeno. Nosso objetivo é listar as espécies de répteis registradas no Município de São Paulo ao longo dos últimos 100 anos e caracterizar as tendências ecológicas desta fauna. Área de estudo O Município de São Paulo (Figura 1) apresenta área total de 62. no passado. França et al. 1994. Um exemplo foi o cágado Mesoclemmys hogei. Para determinar os parâmetros ecológicos de cada espécie. tamanho de fragmentos. dando ênfase à caracterização taxonômica das espécies (e.A. Registros de répteis na região remontam do século XVI (ver Papavero & Teixeira 2007). 2004. a região deveria permitir originalmente a ocorrência concomitante de muitas espécies de áreas florestais e abertas. resultados prévios em Puorto et al. Artrópodes são o item predominante na dieta de lagartos. incluindo a utilização de ambiente (área florestal e/ou aberta) e dos recursos associados incluindo o uso de substrato e a dieta.140 Marques. vol. grau de preservação de vegetação.. o Município de São Paulo certamente é uma das localidades mais bem amostradas. et al. Vários trabalhos abordando a história natural e ecologia de répteis de uma dada localidade foram feitos no Brasil (e. lagartos (18%). Marques & Sazima 2004. Vanzolini 1948. Aproximadamente 63% dos lagartos são predominantemente terrícolas e os demais são arborícolas. tendências ecológicas. foram utilizadas informações prévias obtidas pelos autores deste trabalho. todos os exemplares com identificação duvidosa ou questionável foram examinados para sua determinação correta.biotaneotropica. Strüssmann & Sazima 1993. no. Souza 2004. Sazima & Abe 1991. 9. A elevada riqueza desta fauna pretérita parece ser decorrente da localização geográfica do município. Sawaya et al. moluscos e artrópodes. riqueza. que recebe grande quantidade desses animais da população de todo o município. Desse modo. 2008. uma vez que é o único grupo que pode ser considerado bem amostrado nos últimos anos em função do Instituto Butantan.g.. comentários em Vanzolini 1948 e Sazima & Haddad 1992) e.356 ha. http://www. Provavelmente muitas dessas espécies já estão extintas na região em função da intensa urbanização e perda de hábitats. Vitt & Vangilder 1983. Zimmerman & Rodrigues 1990.v. 2 estão associados a corpos da água. apresentava um mosaico de áreas florestais de Mata Atlântica e formações naturais abertas (cerrados. com ênfase em serpentes. substrato e dieta) da fauna de répteis atual (2003-2006) e pretérita (últimos 100 anos). Município de São Paulo. Para elaborar a lista das espécies dessa região consultamos inicialmente os registros de ambas as coleções. 1. desde que envolvam grande esforço de coleta.g.b. Nessa região. recursos disponíveis). Esses estudos pretendem disponibilizar dados sobre distribuição e história natural das espécies no município (cf. também outros argumentos em Rhodin et al. Estudos com esse enfoque. Comparamos as tendências ecológicas (uso de ambiente.V. Palavras-chave: répteis. Barbo & Sawaya 2008). campos de altitude). Marques 1998. Além disso. Ribas & Monteiro-Filho 2002. Biota Neotrop.950 ha (57. Alguns trabalhos listam os répteis de determinada localidade. A fauna de serpentes atual registrada ao longo dos últimos três anos indica que houve uma perda maior da biodiversidade de espécies de formações abertas em relação àquelas de formações florestais. 1982). Barbo 2008a. Marques et al. Sazima & Haddad 1992. apresentamos a abundância relativa das serpentes registradas no município entre 2003 e 2006..biotaneotropica. Além disso. incluindo a porção sudeste (Sazima & Haddad 1992. no Município de São Paulo (SMF 62530). este exemplar foi obtido no serpentário do Instituto Butantan. Sazima & Haddad 1992. Introdução A América do Sul apresenta grande diversidade de ambientes e abriga uma das herpetofaunas mais ricas do mundo. Vanzolini 1948). Dixon & Soini 1977.. Sawaya et al. que. porém estudos sobre a diversidade de répteis de uma dada localidade ainda são escassos. portanto. Cunha & Nascimento 1978).org. Outros itens alimentares importantes são mamíferos (24%). menor parte é arborícola (18%) ou aquática (9%). Porém. vertebrados subterrâneos (10%) e invertebrados (minhocas. Esses dados são fundamentais para detectar quais espécies de répteis ainda ocorrem em uma região perturbada como o Município de São Paulo e quais são as prováveis necessidades ecológicas de cada espécie (q.. vinculada no momento ao laboratório de Herpetologia do IBSP. Rodrigues 1990. a fauna de serpentes continua sendo bem muito amostrada atualmente em função da presença do Instituto Butantan na cidade de São Paulo.

Porém. 9. vol.360 ha) na zona urbana e 6. esquerda (Parque da Estadual Fontes do Ipiranga.org.biotaneotropica.br .Biota Neotrop. zona sul). campo de altitude. com áreas de várzea e campos de altitude (Usteri 1911) (Figura 2). Figure 2. eventualmente com a presença de araucária (Araucaria angustifolia) e ocorrência de Cerrado em campos confinados a áreas com condições de solo particulares (Ab’Saber 1963.. 1970). que provavelmente já modificavam a vegetação original (Petrone 1995).803 ha) na zona rural (Silva 1993). Vegetação Mesmo antes do descobrimento. em Franco da Rocha. Duas fisionomias ainda presentes e dominantes na paisagem pretérita do Município de São Paulo: Floresta semi-decidual. dominado por Cerrado.1% (3. Um dos primeiros trabalhos sobre a vegetação do Município de São Paulo (Usteri 1911) já relata a ausência de Mata Atlântica primária na região. direita (Núcleo do Curucutu do Parque Estadual da Serra do Mar.br/v9n2/pt/abstract?article+bn02309022009 http://www. a região do Planalto Paulistano já era um núcleo de povoamento importante ocupado por índios tupiniquins. no. zona sul). apenas 16.4% (10.226 ha) são ocupados por áreas verdes. 47° W 46° 45' W 46° 30' W 46° 15' W 46° W 23° 30' S 23° 45' S N O S 24° S L 10 0 10 20 km Figura 1. Localization and range of the municipality of São Paulo. left (Parque da Estadual Fontes do Ipiranga. não existem dados precisos sobre a vegetação original do Município de São Paulo.2% (6. Two current physiognomies which were dominant in the past landscape of the municipality of São Paulo: semi deciduous forest. O Parque Estadual do Juquery. south zone). http://www. 2 Répteis do Município de São Paulo 141 nizadas e alteradas onde vive cerca de 65% da população. south zone).org. 2. Entre estas áreas urbanizadas e alteradas. Acredita-se que a região apresentava uma paisagem original predominantemente florestal. Localização e limites do Município de São Paulo. Figura 2.biotaneotropica. high-altitude grassland right (Núcleo do Curucutu do Parque Estadual da Serra do Mar. Figure 1. sendo 10. estimada em 10 milhões de habitantes (Prefeitura do Município de São Paulo 2002).

AR = arborícola. F F F F A F F F F F F F A F A AR AR AR AR AR AR TE TE TE TE TE AR TE TE TE ar ar ar ar ar ar ar ar ar ar ar ar ar ar. AQ = aquatic). Atualmente a vegetação é constituída basicamente por fragmentos de vegetação secundária. AQ = aquático). uma de crocodiliano. av = aves. mo = molusco. MA MA A F AQ AQ ar ar. sendo duas de quelônios. et al. ol = oligoquetos. principal bioma em que ocorrem (CE = Cerrado e MA = Mata Atlântica) e atributos ecológicos: uso do ambiente (A = área aberta e F = área florestada). indicando que originalmente havia manchas naturais deste tipo de ambiente na região. O extremo leste do município. Atualmente existem cerca de 700 fragmentos no Município de São Paulo. 9. e dieta (ve = vegetais. Ao norte. and diet (ve = vegetables. Parentheses indicate species recorded between 2003-2006 (data from reception of Instituto Butantan and personal observations of authors). vr. vr MA F AQ vr CE. vol. Ao sul.A. ar = arthropods. pe = fishes. 19 de lagartos. TE = terrícola. MA MA(pl) MA MA CE MA(pl) MA MA MA MA MA MA CE MA CE A. ca = cecilídeos ou anfisbenídeos. abriga as APAs do Carmo e Iguatemi. Os maiores maciços florestais nativos estão confinados nos limites do município. la = lagartos. no. AR = arboreal. com remanescentes de floresta ombrófila.biotaneotropica.org. se = snakes. ol = earthworms. av = birds. apresentando-se como uma ilha de vegetação com formações significativas. TE = terrestrial.biotaneotropica. principalmente na Área de Proteção Ambiental (APA) de Capivari – Monos (na península do Bororé) e na margem direita da Represa Guarapiranga. Ao longo do município existem sete unidades de conservação que correspondem a 7. uso do substrato (SU = subterrâneo. Reptiles recorded in São Paulo municipality. Bioma Quelonia CHELIDAE Acanthochelys spixii Hydromedusa tectifera Crocodila ALLIGATORIDAE *Caiman latirostris1 Lacertilia GEKONIDAE *Hemidactylus mabouia2 POLYCHRIDAE Anisolepis grilii Enyalius iheringii Enyalius perditus Polychrus acutirostris Urostrophus vautieri GYMNOPHTALMIDAE Colobodactylus taunayi Ecpleopus gaudichaudii Heterodactylus imbricatus Pantodactylus quadrilineatus Pantodactylus schreibersii Placosoma glabelum TEIIDAE *Ameiva ameiva * Tupinambis merianae TROPIDURIDAE *Tropidurus itambere Hábitat Substrato Dieta CE. Resultados Foram registradas ao longo dos últimos 100 anos no Município de São Paulo 97 espécies de répteis. vr = vertebrates. the main biome of occurrence (CE = Cerrado e MA = Atlantic Forest) and ecological atributes:habitat use (A = open area e F = forested area). A maioria (65%) possui áreas inferiores a 10 ha e poucos (3%) possuem extensão superior a 200 ha. se = serpentes. vr = vertebrados. Tabela 1. Asteriscos indicam espécies registradas entre 2003-2006 (dados da recepção do Instituto Butantan e observação pessoal do autores). an = anuran amphibians.V. sete de anfisbenídeos e 68 de serpentes (Tabela 1). substrate use (SU = subterranean. ca = caecilids or amphisbenids. Répteis registrados no Município de São Paulo. mo = mollusks. ar = artrópodes.br http://www. ve ar http://www. além dos campos naturais e formações de várzea. O. O Parque Estadual das Fontes do Ipiranga (“Parque do Estado”) se destaca por estar totalmente envolvido por área urbana. incluem significativos remanescentes de floresta ombrófila e campos de altitude (Prefeitura do Município de São Paulo 2002). nos Parques Estaduais do Jaraguá e da Cantareira e no Parque Municipal do Anhangüera. que ainda resistem ao processo de expansão urbana (Mantovani 2000) (Figura 2). características de floresta ombrófila densa. an = anfíbios anuros.org. ma = mammals. se destacam as formações de floresta ombrófila densa e mata nebular.br/v9n2/pt/abstract?article+bn02309022009 .142 Marques. ma = mamíferos.733 ha de áreas protegidas. floresta estacional e cerrado (Prefeitura do Município de São Paulo 2002).. 2 está muito próximo do limite noroeste do Município de São Paulo. Biota Neotrop. Table 1. la = lizards. pe = peixes.

ma an an an an se.. TE TE AQ. MA CE CE MA CE F F A A F F F A F F A.Biota Neotrop.. ar TE. la. MA MA MA MA MA MA CE. F F A.biotaneotropica. MA MA MA CE MA CE CE MA CE. F A. 9.org.biotaneotropica. A F F A F A A F A. ar Dieta ar ar ar ar MA CE CE CE CE CE MA CE CE MA(pl) MA A A F A A A F SU SU SU SU SU SU SU ar ar ar ar ar ar ol. ma http://www. TE TE TE TE TE TE ar an ca ca ol ol ol se.. se an an an an ca se ol pe pe an an an an. vol. Bioma ANGUIDAE Ophiodes fragilis Ophiodes striatus SCINCIDAE Mabuya dorsivittata Mabuya frenata Amphisbaenia AMPHISBAENIDAE *Amphisbaena alba *Amphisbaena dubia Amphisbaena hogei *Amphisbaena mertensi *Amphisbaena trachura Cercolophia roberti *Leposternon microcephalum Serpentes ANOMALEPIDIDAE *Liotyphlops beui TROPIDOPHIIDAE *Tropidophis paucisquamis COLUBRIDAE *Apostolepis assimilis Apostolepis dimidiata *Atractus pantostictus *Atractus reticulatus *Atractus zebrinus Boiruna maculata *Chironius bicarinatus *Chironius exoletus Chironius flavolineatus Chironius quadricarinatus Clelia plumbea *Clelia quimi Echinanthera amoena *Echinanthera cephalostriata Echinanthera cyanopleura *Echinanthera undulata Elapomorphus quinquelineatus *Erythrolamprus aesculapii Gomesophis brasiliensis *Helicops carinicaudus *Helicops modestus Liophis atraventer Liophis almadensis Liophis flavifrenatus *Liophis miliaris *Liophis jaegeri *Liophis poecilogyrus Liophis reginae *Liophis typhlus Mastigodryas bifossatus http://www. MA(pl) CE. Continuação. ar MA(pl) MA(pl) CE CE CE. la. ma ma. la. pe an an an an an.br . F A F A SU AR SU SU SU SU SU TE AR AR AR AR TE TE TE TE TE TE SU TE AQ AQ AQ TE AQ. 2 Répteis do Município de São Paulo 143 Tabela 1. MA(pl) MA CE MA MA CE CE MA CE. F A.org.br/v9n2/pt/abstract?article+bn02309022009 Hábitat F A A F Substrato TE TE TE. no. F F F F F F F.

e mesmo entre as espécies mais típicas de Cerrado. av an an an an ar an an. la an.biotaneotropica. mas existem relatos de exemplares nos rios Tietê e Pinheiros dentro dos limites do município. *Oxyrhopus clathratus *Oxyrhopus guibei Phalotris mertensi Philodryas aestivus *Philodryas olfersii Philodryas mattogrossensis *Philodryas patagoniensis Phimophis guerini Pseudoboa serrana *Sibynomorphus mikanii *Sibynomorphus neuwiedii Simophis rhinostoma *Siphlophis longicaudatus Siphlophis pulcher Sordellina punctata *Spilotes pullatus *Taeniophallus affinis Taeniophallus bilineatus Taeniophallus occipitalis Taeniophallus persimilis *Tantilla melanocephala Thamnodynastes cf. AR TE.. geralmente em altitudes > 600 m. 9. moluscos e artrópodes. 1-sem espécimes testemunho em coleção. an ma (pl) Encontrada exclusiva ou predominantemente na Mata Atlântica de planalto. no. ma la la.br/v9n2/pt/abstract?article+bn02309022009 .g.org. MA CE CE. AR TE AR AR AQ AR. Continuação. sobre a vegetação (18%) ou vivem associadas a corpos d’água (9%). TE AR. 2-espécie exótica. 3-inclui vertebrados. MA(pl) MA CE MA(pl) MA MA MA MA MA CE MA CE MA CE. MA MA MA MA(pl) MA CE MA MA(pl) MA CE MA MA CE Hábitat F A. AR TE. AR TE TE.A.org. ma mo mo an la la ol ma. Sawaya et al. as demais usam substratos subterrâneos ou sob a serapilheira (25%).. F A A F F A A F A. AR AR TE TE SU SU SU SU TE TE Dieta ma. ma an.. Entre agosto de 2003 e julho de 2006 foram recebidas pelo Instituto Butantan 1370 serpentes de 37 espécies (Figura 3). 15%). la an an an ca ca ca ca ma. A maioria dos répteis registrados vive em áreas florestadas. Outros itens alimentares incluem lagartos (18%).V. Algumas espécies também podem ser encontradas nas duas regiões indistintamente. 2008). ma an. Atractus pantostictus) (cf. TE AR. MA CE MA(pl) CE. algumas vivem associadas às áreas florestadas. http://www. la ma. Todas as tartarugas e o jacaré são típicos de ambientes aquáticos e possuem dieta baseada em peixes e invertebrados aquáticos.. F A. ma an.br A maior parte das serpentes possui hábitos exclusivamente terrícolas (38%). e invertebrados (minhocas. F F F F F A F F F A. Aproximadamente 60% das espécies registradas ocorrem usualmente na Mata Atlântica da Serra do Mar e as demais são registradas em áreas abertas do domínio de Cerrado no interior do estado. F A. Biota Neotrop. la ma. F F A Substrato TE TE SU AR. O. nattereri Thamnodynastes hypoconia *Thamnodynastes strigatus *Tomodon dorsatus Tropidodryas serra *Tropidodryas striaticeps Uromacerina ricadinii Waglerophis merremii *Xenodon neuwiedii ELAPIDAE Micrurus decoratus *Micrurus corallinus Micrurus frontalis *Micrurus lemniscatus VIPERIDAE *Bothrops jararaca *Crotalus durissus Bioma MA(pl) CE CE CE CE. vertebrados subterrâneos (10%). TE TE TE TE TE.144 Marques. TE CR CR CR CR CR TE. MA CE. ma mo ma.biotaneotropica. 2 Tabela 1. vol. TE AR. Entre os lagartos há espécies arborícolas (32%) e terrícolas (68%) e quase todos dependem de artrópodes para sua alimentação (ver Tabela 1). As espécies mais freqüentes foram Oxyrhopus guibei (25% do número total de http://www. F F A F F F F F F A F A F A. AR TE. Praticamente metade das serpentes alimenta-se exclusivamente ou predominantemente de anfíbios anuros e cerca de um quarto (24%) utilizam mamíferos. et al. la ca an. como matas de galeria (e.

os dados sobre regiões de Mata Atlântica na baixada litorânea indicam riqueza bem menor.org. 9. Aret = Atractus reticulatus. Eund = Echinanthera undulata. Tstr = Tropidodryas striaticeps. Ljae = Liophis jaegeri.g. Figure 3. Ltyp = Liophis typhlus. Lpoe = Liophis poecilogyrus.000 ha) em relação à região de Juréia-Itatins (80. Cdur = Crotalus durissus. p = 0. Aret = Atractus reticulatus. Tpau = Tropidophis paucisquamis.br/v9n2/pt/abstract?article+bn02309022009 Museu de Zoologia na região desde o início do século XX certamente garantiram essa boa amostragem ao longo dos últimos 100 anos. cf. Em parte essa elevada riqueza de espécies do MSP deve-se ao fato dessa área ter sido muita bem amostrada. possui 80 espécies de serpentes (Marques et al. Eund = Echinanthera undulata.org. Azeb = Atractus zebrinus. Polf = Philodryas olfersii. Hcar = Helicops carinicaudus. Entretanto.37. A Estação Ecológica Juréia-Itatins.08 para áreas florestais e χ2 = 0. Marques & Sazima 2004). Legenda: Aass = Apostolepis assimilis. Tper = Taeniophallus persimilis. Slon = Siphlophis longicaudatus. são semelhantes às da fauna de serpentes registrada últimos 100 anos. a fauna pretérita apresentava número de espécies de áreas abertas significativamente maior do que a atual (χ2 = 7. Ogui = Oxyrhopus guibei. Lmil = Liophis miliaris. Ecep = Echinanthera cephalostriata. Portanto. ver Figura 4). no. Abundância relativa das serpentes do Município de São Paulo trazidas ao Instituto Butantan entre agosto de 2003 e julho de 2006 (N = 1372). Figura 4). Cqui = Clelia quimi.35. Lmil = Liophis miliaris. Lbeu = Liotyphlops beui.br .. Mcor = Micrurus corallinus. Sneu = Sibynomorphus neuwiedi. Cexo = Chironius exoletus. devido a deficiências de amostragem (e. Tper = Taeniophallus persimilis. Sneu = Sibynomorphus neuwiedi. Outras espécies relativamente comuns foram Philodryas patagoniensis (6%). Bjar = Bothrops jararaca.000 ha). Lbeu = Liotyphlops beui. Tomodon dorsatus (5%) e Liotyphlops beui (4%) (Figura 2). vol. Emon = Erythrolamprus aesculapii monozona. Even = Erythrolamprusa. com área de 80. Ocla = Oxyrhopus clathratus. venustissimus. Apan = Atractus pantostictus. Cqui = Clelia quimi. Hcar = Helicops carinicaudus.biotaneotropica. Relative abundance of the snakes of São Paulo municipality brought by lay people to the Instituto Butantan between August of 2003 and July of 2006 (N = 1372). Entretanto. Tmel = Tantilla melanocephala. Spul = Spilotes pullatus. Cdur = Crotalus durissus. esse número atinge cerca de 50 espécies (cf. Taff = Taeniophallus affinis. venustissimus.biotaneotropica. A Serra do Mar. Apan = Atractus pantostictus. Ogui = Oxyrhopus guibei. Ltyp = Liophis typhlus. Ljae = Liophis jaegeri. que se estende em uma faixa desde Santa Catarina até o Rio de Janeiro. Sibynomorphus mikanii (24%) e Bothrops jararaca (13%). Slon = Siphlophis longicaudatus. Xneu = Xenodon neuwiedii. p = 0.16. Azeb = Atractus zebrinus. Smik = Sibynomorphus mikanii. A presença do Instituto Butantan e do http://www. Ppat = Philodryas patagoniensis. 2004). Hmod = Helicops modestus. Tdor = Tomodon dorsatus.000 ha. Mlem = Micrurus lemniscatus. mas tal diferença não foi significativa quando consideradas espécies que usam áreas florestais ou ambas as áreas (abertas/florestais) (χ2 = 3. Serra do Japi. Ocla = Oxyrhopus clathratus. Cbic = Chironius bicarinatus. Thst = Thamnodynastes strigatus. Thst = Thamnodynastes strigatus.01. Mlem = Micrurus lemniscatus. Porém. Polf = Philodryas olfersii. ao passo que http://www. outras áreas dentro do domínio da Mata Atlântica também foram bem amostradas e apresentam riqueza menor de espécies. Cexo = Chironius exoletus. Tpau = Tropidophis paucisquamis. Tdor = Tomodon dorsatus. Bjar = Bothrops jararaca. Haddad & Sazima 1992) ou ausência de compilação de dados. Não estão disponíveis estimativas precisas da riqueza da fauna de répteis em regiões de Mata Atlântica no Planalto Paulistano. 2 Répteis do Município de São Paulo 145 450 400 350 300 250 200 150 100 50 0 Aret Thst Mle Xneu Apan Sneu Even Eund Ecep Azeb Cexo Tpau Ogui Smik Ppat Lbeu Aass Hmo Ocla Spul Ltyp Lpoe Emo Tmel Lmil Cbic Slon Cqui Mcor Tdor Cdur Tper Ljae Bjar Polf Taff Tstr Figura 3. Xneu = Xenodon neuwiedii. Ppat = Philodryas patagoniensis. litoral sul de São Paulo. Even = Erythrolamprus a. Legend: Aass = Apostolepis assimilis. p < 0. Discussão O Município de São Paulo (MSP) está inserido no domínio da Mata Atlântica e a riqueza de répteis parece ser bastante elevada quando comparada a outras regiões dentro desse domínio. Emon = Erythrolamprus aesculapii monozona. Tmel = Tantilla melanocephala. As tendências ecológicas da fauna atual (registrada entre 2003 e 2006) em relação proporção de espécies que utilizam determinado recurso (alimento e substrato). Spul = Spilotes pullatus. Mcor = Micrurus corallinus.80. Smik = Sibynomorphus mikanii. possui 36 espécies de répteis registrados. parece existir praticamente o dobro de espécies de répteis no Município de São Paulo (ca 60. Taff = Taeniophallus affinis. Tstr = Tropidodryas striaticeps. pois há regiões bem amostradas com material disponível nas coleções MZUSP e IBSP. A alta riqueza de répteis do Município de São Paulo também é evidente quando consideradas somente as serpentes. Quando acrescentados dados de municípios nos arredores incluindo áreas de maior altitude.. Ecep = Echinanthera cephalostriata. Lpoe = Liophis poecilogyrus. para ambas áreas. Hmod = Helicops modestus. Cbic = Chironius bicarinatus. indivíduos).Biota Neotrop.

Chironius bicarinatus) e outras de típicas de altitudes superiores a 600 m (e. Placosoma glabelum. Serra da Cantareira e Parque do Carmo) devem permitir a existência de maior diversidade. Portanto.g. Enyalius iheringi. Faria et al. Ainda é difundida a idéia que espécies de áreas abertas sejam em geral menos afetadas por mudanças no hábitat que aquelas vivem em áreas florestais.146 Marques. pess.biotaneotropica. a amostra de serpentes entre o http://www.biotaneotropica. Embora alguns elementos da fauna de répteis de florestas sejam suscetíveis às alterações antrópicas (q...) e. A terceira (Bothrops jararaca) se restringe às áreas mais preservadas de mata nas zonas sul e norte do município e aos parques do Estado e do Carmo. 2008. > 40 espécies. há espécies noturnas. campos e principalmente florestas (Usteri 1911). Entretanto.. um mosaico de áreas florestais (Mata Atlântica) e de formações abertas (e. Porém. Portanto. são mais sensíveis e dependem de áreas preservadas com vegetação nativa (Marques & Sazima 2004).b. baseado em coleta pela população local. deve subamostrar espécies de hábitos subterrâneos (e. 2 40 35 30 25 20 15 10 5 0 A pretérita atual Fisionomia A. F). Duas dessas serpentes (Liotyphlops beui e Sibynomorphus mikanii) parecem ser abundantes em ambientes muito alterados (e. Silvano et al..b). Tropidophis paucisquamis). Há registros de espécies que ocorrem usualmente na baixada litorânea (e. A região abriga várias espécies típicas das florestas úmidas da vertente oceânica da Serra do Mar (e. Ainda existem poucos estudos do efeito da fragmentação sobre a comunidade de répteis (ver Colli 2003. A existência de um mosaico ambiental no Município de São Paulo com predominância de áreas florestais.br período de 2003-2006 é grande (n = 1370) e deve refletir a riqueza atual de serpentes (q. Atractus reticulatus e Sibynomorphus mikanii) e roedores (Oxyrhopus guibei e Bothrops jararaca). 2007).b) e poderiam ser classificadas como sinantrópicas. Estudos incluindo a coleta com armadilhas de interceptação e queda (“pitfall traps”) poderiam auxiliar na compreensão dessa questão. 9.. Strüssmann.g. Puorto et al. Micrurus corallinus. Puorto et al. Tais atributos ecológicos (hábito noturno e dieta baseada em invertebrados ou roedores) parecem possibilitar a subsistência destas serpentes com relativo sucesso em uma área altamente urbanizada como São Paulo (cf. Atractus reticulatus). com. Provavelmente.g. GO. estudos futuros nos remanescentes naturais do Município de São Paulo poderão ser fundamentais para monitorar e compreender melhor como a fragmentação afeta a comunidade de répteis.g. Liotyphlops beui foi a mais coletada.v.g. no. campos de várzea e de altitude e Cerrado) (Usteri 1911). no MSP foram registradas aproximadamente 70 espécies (presente trabalho).org.. O Município de São Paulo está localizado no Planalto Atlântico próximo a Serra do Mar (Almeida 1964) em região originalmente recoberta por vegetação de várzea. Enyalius iheringhi.A. in the municipality of São Paulo. Martins & Oliveira 1999. The past fauna was obtained through the records in Herpetological Collections. Provavelmente. a riqueza de espécies registradas para o Município de São Paulo é de fato bastante elevada. que predam invertebrados (Liotyphlops beui.br/v9n2/pt/abstract?article+bn02309022009 . Outras serpentes e lagartos registrados no município dependem da estrutura complexa da vegetação e de recursos alimentares escassos em áreas urbanizadas (e. Parpinelli. Número de espécies de serpentes que ocorrem em áreas abertas (A) e florestadas (F) ou em ambas (A. Barbo 2008a para estimativas de riqueza em diferentes regiões do município). nas primeiras décadas do século passado.v. Number of snake species recorded in open areas (A) and forests areas (F) or in both (A. Barbo 2008a. Parpinelli & Marques 2008). Marques et al. Zimmerman & Rodrigues 1990. em prep. beui seja. a espécie mais abundante do Município de São Paulo. Acredita-se inclusive que as espécies de áreas abertas poderiam colonizar e até expandir sua ocorrência para ambientes antrópicos. Atractus zebrinus. C. outras espécies (e. Região do Manso. 1991). ao passo que áreas isoladas (e...g.) e da Amazônia (e.g. Mais de metade das serpentes encontradas atualmente no município pertencem a 3 espécies.000 ha. terrenos baldios) (cf. Figure 4. portanto. assim como quais espécies podem ser mantidas em fragmentos isolados. Entre as serpentes subterrâneas. 2005. inclusive. Dixo & Verdade 2006. mas outras comuns em florestas semideciduais do planalto (e. Valdujo et al.g. O. embora apresente pequeno porte. A fauna pretérita corresponde a lista elaborada por consulta à coleções e a atual aos animais coletados entre agosto de 2003 e julho de 2006. Portanto.org. Entre as serpentes mais freqüentes no Município de São Paulo. 86 espécies em 130. Micrurus decoratus). mas com várias porções de fisionomias abertas permitiu a ocorrência concomitante de espécies com exigências ecológicas distintas. Além das extinções. and data on extant fauna is based in snakes brought by lay people to the Instituto Butantan between August of 2003 and July of 2006. F). MT. 2004). De fato. Barbo & Sawaya 2008). As regiões mais preservadas e conectadas com áreas de preservação de grande extensão (e. Portanto. Crotalus durissus) podem ter invadido e colonizado algumas áreas em função das alterações ocorridas nas fisionomias nativas (cf.g. Apostolepis assimilis. sendo comparável inclusive com àquelas de regiões estudadas do Cerrado (e. uma vez que esse método permite amostrar de forma eficiente serpentes de hábitos subterrâneos (Martins & Oliveira 1999. F F Figura 4. a heterogeneidade ambiental.. Chironius spp. (cf.g.. Sawaya 2004). Parque do Estado) devem apresentar uma fauna mais depauperada.. Flutuações naturais da composição de répteis podem ocorrer e o curto período de amostragem da fauna atual (2003-2006) impossibilitam afirmar com segurança quais espécies devem ter desaparecido do Município de São Paulo. indicando que poucas espécies serão acrescentadas nesta lista e que praticamente metade das espécies que ocorriam originalmente na região foram extintas. parece ser fator determinante da elevada riqueza local de espécies. Pseudoboa serrana. Dixon & Soini 1977). isto se deve ao fato de ter existido em boa parte do município. Parque Nacional das Emas.g. que inclui áreas abertas e formações vegetais distintas com altitude variável. Marques & Sazima http://www. é possível que a cobra-cega L. a fauna de répteis registrada para o Município de São Paulo inclui diversas espécies características de áreas florestais e outras típicas de áreas abertas (Barbo 2008a. Biota Neotrop. Portanto. uma parcela significativa das espécies conhecidas para a região já foi extinta localmente devido à intensa urbanização local.. Tropidodryas serra. Liotyphlops beui.g. as demais estão associadas a fragmentos florestais (Barbo 2008a. 1998. tenha hábito estritamente noturno e seja a mais subterrânea entre todas as espécies amostradas (cf. et al..V.g. a manutenção de fragmentos florestais é fundamental para manutenção de grande parte das espécies encontradas no município. O modo de coleta das serpentes. 1991) e a perda de 84% dos hábitats originais locais. Urostrophus vautieri). É necessária uma avaliação mais detalhada dessas áreas para avaliar a composição e diversidade de espécies. As duas mais comuns (Oxyrhopus guibei e Sibynomorphus mikanii) são freqüentemente encontradas dentro da região urbana. vol...

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Butantã (IBSP 3083. 9575. Butantã (MZUSP 13594). Helicops modestus Freguesia do Ó (IBSP 28510). Santo Amaro (IBSP 34484. 55740. 24585. Liophis poecilogyrus (IBSP 5603. 7359). Jardim Bonfiglioli (IBSP http://www. 36665). (MCP 6884. Santana (IBSP 28458). Itaquera (IBSP 23362). 36619. 36617. Liophis almadensis (IBSP 6424. Ipiranga (MZUSP 47888). 29013. Jardim Brasil (IBSP 56014). 3190. Enyalius iheringiii (MZUSP 3140. 59533. 78204. 78205. 68650). Liophis atraventer Perdizes (IBSP 25295). 89140). 79685). 4461). Jaguaré (IBSP 7558). Parelheiros (IBSP 23156.Biota Neotrop. Butantã (MZUSP 4518). 36621. 29608). Echinanthera cyanopleura (IBSP 877. 1257. Ipiranga (MZUSP 2842). 4494. 62395. 473. Ecpleopus gaudichaudi (MZUSP 1966). 28045). 1946-47). Santo Amaro (IBSP 63899). Vila Galvão (MZUSP 4493). 78958). 55155. Heterodactylus imbricatus Parque Estadual da Cantareira-Núcleo Pedra Grande (MZUSP 89185. Santo Amaro (IBSP 32520). 88894.biotaneotropica. 26526. 28104). 10420). Atractus zebrinus Parelheiros – Núcleo Curucutu (IBSP 76785). 54664. Vila Maria (IBSP 842). Vila Galvão (IBSP 4780). 62396. Jardim Morumbi (IBSP 21536). 880. Ophiodes striatus (MZUSP 468. Amphisbaena trachura Pinheiros (IBSPH 444). 10520. 61476). Butantã (IBSP 42178). Vila Indiana (IBSP 33131). Bothrops jararaca (IBSP 17741). 59414. 711. Pirituba (MZUSP 57853). Amphisbaena hogei (MZUSP 6633. 17203. 630. 62322). 67170. Butantã (IBSP 2744). Parque do Estado (MZUSP 92183). 486. Butantã (IBSP 28103). 22609). 23157). 40751. Mabuya frenata (MZUSP 389. Itaim (MZUSP 10317). Santo Amaro (IBSP 16091). List of specimens examined in collections of Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo (MZUSP) and Instituto Butantan (IBSP). 78202. 480. Butantã (IBSP 1816-fornecedorhttp://www. Cidade Jardim (IBSP 25652). 32140. 18854. 17003). Santo Amaro (Campo Limpo) (MZUSP 44693). 774. Rio Pinheiros (MZUSP 40757). 18170. Atractus pantostictus (IBSP 63496. Horto Florestal (IBSP 25806). Hemidactylus mabouia (MZUSP 2755. Liophis miliaris Itaim-Bibi (IBSP 18169. Cantareira (IBSP 69965). Santo Amaro (IBSP 4328. 56640). Rio Pequeno (MZUSP 42780). Santo Amaro (MZUSP 60424). Pirituba (IBSP 41712). 4873. Itaquera (MZUSP 56705). Parelheiros (IBSP 50236). 11327). 1350. Pico do Jaraguá (IBSP 63467). 4391). 36618. Guaianases (MCP 6887). São Miguel Paulista (IBSP 13818). Horto Florestal (IBSP 46346. 57746. Taipas (MZUSP 8482). CRIBSP Appendix 1. 10249). 60694. Enyalius perditus (MZUSP 835). Pantodactylus schreibersii Alto de Pinheiros (MZUSP 40732. Cidade Universitária (IBSP 61425). Interlagos (IBSP 55640). Tupinambis merianae (MZUSP 2648. 28133. Santo Amaro (MZUSP 76284. 60697). São Paulo (LAROF 342. 87768. Cidade Universitária (MZUSP 36346. Clelia quimi Butantã (IBSP 380. Perus (IBSP 6657). Elapomorphus quinquelineatus (IBSP 49786). 6928. 59766. João XXIII (IBSP 72641). 4329. 341. Micrurus decoratus (IBSP 6884). 28810). Amphisbaenia: Amphisbaena alba (MZUSP 77582. Represa do Guarapiranga (IBSP 69876). Cercolophia roberti (MZUSP 755. vol. 10199). 19505. Alto de Pinheiros (MZUSP 52446). 27132). 46378). Caxingui (IBSP 22105). Jaguaré (MZUSP 6922). Ipiranga (MZUSP 2863. 6634. (MZUSP 475. Vila Nova Conceição (IBSP 58309). Morumbi (IBSP 18920). Itaquera (IBSP 10206. 4328. 22785. Santo Amaro (IBSP 24901). 7329. 58477. no. 17044. 26528. 89663). Anisolepis grilii (MZUSP 286. 4066. Barro Branco (IBSP 16845). 6036. 66859). São Miguel Paulista (IBSP 27499). Santana (IBSP 191). 29607. 27631. Vila Matilde (IBSP 56479). 66997). Erythrolamprus aesculapii Bairro Campo Grande (IBSP 7432). Hydromedusa tectifera (MZUSP 330. Ipiranga (IBSP 11867. Santo Amaro (IBSP 16088). Bororé (MZUSP 92269. Cidade Universitária (MZUSP 54840. 78206). 33242). 10208. 78203. 21524). Butantã (IBSP 33020). 10582. 40754). Micrurus corallinus (IBSP 6970. 26678. Ipiranga (MZUSP 11968). 9. Amphisbaena dubia (MZUSP 87767. Chironius bicarinatus (IBSP 16138. Gomesophis brasiliensis (IBSP 9648. Pirituba (IBSP 19034). 509. Urostrophus vautieri (MZUSP 2549. Liophis flavifrenatus Bairro Cidade Jardim (IBSP 5962). 10207. 36553. 7019. 45479). Echinanthera amoena (IBSP 40233). 36555). 2 Répteis do Município de São Paulo 149 Apêndice 1. Horto Florestal (IBSP 3093. Pirituba (IBSP 60762. 92270). 23854. 6886. 40752. Jaraguá (IBSP 42404. Butantã (IBSP 66761). Santo Amaro (IBSP 12915). 40733). Clelia plumbea (IBSP 27285. Santo Amaro (IBSP 19694).biotaneotropica. 68356). 9074. 67905. Parque Estadual da Cantareira-Núcleo Pedra Grande (MZUSP 88182). 29424). Bairro Jaceguava (IBSP 60556). Santo Amaro (IBSP 194. Echinanthera undulata (IBSP 5422. 46653). Jaçanã (IBSP 69260). 26527. 63638. 36625).br .br/v9n2/pt/abstract?article+bn02309022009 45926). Vila Gustavo (MZUSP 88661). (IBSP 2296. Ophiodes fragilis Cantareira (MZUSP 3707). 6691. Polychrus acutirostris Butantã (MZUSP 4388. 10036. 69982. 79688. 53826). 8436. Echinanthera cephalostriata Jd. 25632). Crotalus durissus Bairro Teotônio Vilela (IBSP 69973). Caxingui (MZUSP 3616). Santo Amaro (IBSP 16223. Caxingui (IBSP 15666). 1937. Heliópolis (MZUSP 36550. 24180. Colobodactylus taunayi (MZUSP 40083). 36622. São Miguel Paulista (IBSP 11863). 64100). 36620. 87769. Parelheiros (IBSP 31272). Amphisbaena mertensi (MZUSP 8770. Indianópolis (MZUSP 4550). 53727). Pico do Jaraguá (IBSP 62162). 18171). Vila dos Remédios (IBSP 56255). Chironius quadricarinatus Pinheiros (IBSP 822). Vila dos Remédios (IBSP 876). 60159). Atractus reticulatus (IBSP 62394. Leposternon microcephalum (MZUSP 77011. 6885. São Miguel Paulista (IBSP 8224). Santo Amaro (IBSP 16092. 36623. Represa do Guarapiranga (MZUSP 3992). 36616. Liotyphlops beui Perdizes (IBSP 62944). 10209). Represa do Guarapiranga (MZUSP 8404). 69983). 40753. Liophis jaegeri Itaquera (IBSP 10198. 55135). Vila Galvão (IBSP 6076). 79690). Jaraguá (IBSP 61998). 87771. 1322.org. São Miguel Paulista (IBSP 26525. 4519). Mabuya dorsivittata (MZUSP 90002). 763. Parada de Taipas (IBSP 69981). 3141. Lacertilia: Ameiva ameiva (MZUSP 89524). 490. 7355. Água Funda (IBSP 60178). Helicops carinicaudus (IBSP 57659. IBSPirapuera (IBSP 37464). Lapa (MZUSP 42779).. 36551. 16706. Liophis typhlus Bairro Guarapiranga (IBSP 58342. 36554. 36552. Brooklin (IBSP 20718. 91344). 4495. Ipiranga (MZUSP 2796). 8042. Morumbi (IBSP 27136). 55530). Chironius exoletus (IBSP 5580. 56934). Bairro Ponte Lavrada (IBSP 7717). Guarapiranga (IBSP 62145). Cidade Universitária (MZUSP 39474). Sumaré (MZUSP 4787). 347). Jaraguá (IBSP 54614. 30312). Alto de Pinheiros (MZUSP 90931). 89186). Bairro do Pari (IBSP 60296). 28809. 55592). Boiruna maculata (IBSP 9388. Santo Amaro (IBSP 1636. Heliópolis (MZUSP 36615. Parelheiros (IBSP 69884. Pirituba (IBSP 62942. Liophis reginae Butantã (IBSP 27639. 62285). 64621. 4201). 77517. 2865). Pinheiros (IBSP 5516. 5200).org. 60530). Horto Florestal (IBSP 8750. 64495). 36624. Tropidurus itambere (IBSPH 462468). 561. Jardim Arpoador (IBSP 61961). Brooklin (IBSP 42256). Jabaquara (MZUSP 79348). Quelonia: Acanthochelys spixii Ipiranga (MZUSP 302). Itaquera (IBSP 30758). 64071. 2864. 7333). 474. Lista do material examinado nas coleções do Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo (MZUSP) e do Instituto Butantan (IBSP). Brás (MZUSP 40734). Educandário (MZUSP 4687). Vila Indiana (IBSP 28112). 4460. 56412). Santo Amaro (MZUSP 4254). 6675. 63860). Cidade Tiradentes (IBSP 62996). Tremembé (IBSP 10368). Serpentes: Apostolepis assimilis Parque São Domingos (IBSP 59332. Interlagos (MZUSP 88855). Apostolepis dimidiata Cerqueira Cesar (IBSP 12745). Pantodactylus quadrilineatus (MZUSP 2280. 23723). 30023. Mastigodryas bifossatus Bairro Cidade Jardim (IBSP 56077). Parelheiros (MZUSP 91597).

Jardim Aeroporto (IBSP 49190). 24541). Butantã (IBSP 3271). Jardim Martinica (IBSP 55623. 67275). Jardim Bonfiglioli (IBSP 30947). 51863. Sibynomorphus mikanii (IBSP 3277. Parque Nova FrIBSPurgo (IBSP 43198). 21687). São Mateus (IBSP 53547). Tropidodryas serra (IBSP 370. Uromacerina ricardinii Bom Retiro (IBSP 32046). 55624). vol. 27813). 23350.biotaneotropica. 68035). 3320. 53557. Morumbi (IBSP 43292). Jaguaré (IBSP 19739). Horto Florestal (IBSP 24053). Philodryas patagoniensis (IBSP 2680. 2935. 53744). Phalotris mertensi (IBSP 57340). 52523). Pirituba (IBSP 67501). 42180. 61796). 59606. Santana (IBSP 6083). Phimophis guerini (IBSP 43463). 25348). Taeniophallus occipitalis Brooklin (IBSP 17837). Vila dos Remédios (IBSP 10842). 2920. 56454). Santo Amaro (IBSP 22936. 34290. 20991.Bela Vista (IBSP 24449). 61348. Butantã (IBSP 3250). Simophis rhinostoma (IBSP 168. Pico do Jaraguá (IBSP 57705). Parelheiros (IBSP 59949). 18165. 734. Itaquera (IBSP 29509. Pirituba (IBSP 10962. 53752. Philodryas mattogrossensis Pico do Jaraguá (IBSP 58308). Vila Carrão (IBSP 10272. São Miguel Paulista (IBSP 26529. 70245. Pinheiros (IBSP 18600). 9. 59623.150 Marques. Santo Amaro (IBSP 41190. 18183). Oxyrhopus guibei (IBSP 387. 398. 43313. 16090. 58729. 16189. 13155. 3325. Pinheiros (IBSP 2921. Siphlophis pulcher Tucuruvi (IBSP 49849). Waglerophis merremii (IBSP 52497. 3266). Sordellina punctata Butantã (IBSP 6791). Siphlophis longicaudatus Santo Amaro (IBSP 54957). Vila Nova Conceição (IBSP 24455). 59983. Oxyrhopus clathratus (IBSP 50064. Tantilla melanocephala Bairro Catanduva (IBSP 43642). 42914). 710. 16089. 52511). 52531. 11411). Santo Amaro (IBSP 122. Piqueri (IBSP 4765). 21937. Butantã (IBSP 68384). Micrurus lemniscatus Butantã (IBSP 5824). 5519. Jardim Shangrilá (IBSP 59421). 7536. Parelheiros (IBSP 34286. 29182. nattereri (IBSP 896). Guarapiranga (IBSP 45670). Parada de Taipas (IBSP 12873). 60934. 54943). 3171. Thamnodynastes hypoconia Itaim (IBSP 18182. Philodryas aestivus (IBSP 736. Spilotes pullatus (IBSP 2769). 5123). Tropidodryas striaticeps (IBSP 9912. Xenodon neuwiedii Água Funda (IBSP 24959.org. O. Santo Amaro (IBSP 59398. Santo Amaro (IBSP 12304. Tomodon dorsatus Interlagos (IBSP 62050). 57586. Butantã (IBSP 5122. Tremembé (IBSP 10369). 10273).org. Vila Albertina (IBSP 57324). 2940. 60935). Jabaquara (IBSP 60156). Vila Jaguara (IBSP 61981). Taeniophallus persimilis Cantareira (IBSP 71893). 25951.biotaneotropica.A. no. Taeniophallus affinis Água Funda (IBSP 69610. Guaianases (IBSP 23284). Thamnodynastes cf. Pseudoboa serrana Bº Campo Grande(IBSP 5874). Pirituba (IBSP 11189). Água Fria (IBSP 57497).br/v9n2/pt/abstract?article+bn02309022009 . 28560. 60573. 17942. 2936. Perus (IBSP 44660). Parque da Água Funda (IBSP 24540. Parelheiros (IBSP 52467. Vila Ipojuca (IBSP 42390). 30384). 52530. Philodryas olfersii (IBSP 2756. 16350. 33201). 28312. Água Funda (IBSP 53672. 64013). 17948. et al. 64221. Santo Amaro (IBSP 54457). 41221. 2 Vital Brazil filho). Riviera Paulista (IBSP 55022). Pico do Jaraguá (IBSP 31709). Taeniophallus bilineatus (IBSP 190). Horto Florestal (IBSP 52415). Micrurus frontalis (IBSP 8822). 54939. 52515. Thamnodynastes strigatus Jardim Peri-Peri (IBSP 28820). Tropidophis paucisquamis Vila Jaguara (IBSP 74110). Serra da Cantareira (IBSP 44337). 52500. 45809). 29342. 25965). Butantã (IBSP 393.. 2760. Cidade Tiradentes (IBSP 68707). 62119). Guarapiranga (IBSP 19591). 52525. 22937. 70246). 9921. Parelheiros (IBSP 26868). 394. 6778.V. 25969). 59357).br http://www. Sibynomorphus neuwiedi (IBSP 13009. 42179. 60543). Pirituba (IBSP 59989). 41262. 53742. Vila Progresso (IBSP 53631). Biota Neotrop. Lapa (IBSP 42327). 44612. 62499). 25964. Santo Amaro (IBSP 59988. Serra da Cantareira (IBSP 25950. 7914. 26530). Vila Nova Conceição (IBSP 48605). 54511). http://www. Santo Amaro (IBSP 21938). 10588. Santo Amaro (IBSP 9933).

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