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Modificação petição inicial (Emenda a Inicial)

Modificação petição inicial (Emenda a Inicial)

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lbunais, São Paulo, n°
mstitucional positivo.
. 459.
MODIFICAÇÃO DA PETIÇÃO INICIAL
GelSOIl Amaro de Souza
I'ro!,esso/" de Direitu Processual Ci\'ill1a Faculdade de Direito
de Presidente Prudente-SI' (/TE). Procurador Aposentado do Estado
e Ac/vugado militante.
I - EMENDA DA PETIÇÃO INICIAL
A petiçào inicial pode ser emendada antes ou depois de
ocorrida a citação do réu. Entretanto, é de se ressalvar que, o
alcance desta modificação depende da atual posição do processo.
A emenda. antes da citação. terá um alcance e se após a citação o
alcance será outro. mais restrito.
2 - ANTES DA CITAÇÃO
Antes da citação, o autor poderá aditar o pedido, correndo à sua
conta as custas acrescidas em razão dessa iniciativa (art. 294,
CPC.)
Esta norma está com a nova redação dada peja Lei n° 8.718/93,
que antes dizia que quando o autor omitisse, na petição inicial,
algum pedido, SOmente através de outra ação poderia fazê-lo.
A intenção do legislador foi simplificar. pois, se ainda não
houve citação, não aperfeiçoou a relação processual e por isso,
nada obsta a emenda da inicial. Entretato, disse apenas que o autor
Revista do Instituto de Pesquisas e Estudos, n. 17, abr./jul. 1997
268 REVISTA JURíDICA - INSTITUiÇÃO TOI.EI)O DE ENSINO
poderá aditar o pedido. Parece-nos que a lei disse menos do que
pretendia. Não é crível que o legislador quisesse apenas referir-se
ao pedido e não às partes e à causa de pedir. Além do mais, está
autorizando incluir novos pedidos ou apenas aditar (alterar) aquele
já feito? Pensamos que a intenção do legislador foi autorizar a
inclusão de pedido novo e não simplesmente alterar aquele já
feito.
A seguir, uma interpretação pelo método histórico, é de se
concluir que antes do aperfeiçoamento da relação processual é
possível a alteração de quaisquer dos elementos identificadores da
ação que são o pedido, as partes e a causa de pedir.
3-APÓSA CITAÇÃO
A situação muda quando a citação já foi realizada. Neste caso,
incide a norma do art. 264, do CPC, que exige a anuência do réu
para que ocorra a modificação do pedido e da causa de pedir.
Todavia, restringe esta modificação. Admite-se a modificação
apenas do pedido e da causa de pedir, devendo ser mantidas as
mesmas partes, ressalvadas tão-somente as substituições
permitidas por lei (arts. 41/43, CPC). Em relação ao pedido e à
causa de pedir a regra do art. 264, CPC permite a modificação
com diminuição (retirada de algum pedido ou causa de pedir) ou
aumento com inclusão de algum pedido novo ou causa de pedir
nova. Com relação às partes, somente permite as substituições
previstas em lei e não a exc1usão (de quem está no processo) ou
inclusão de pessoas ainda não constantes do processo.
Nota-se que a norma é restritiva. Somente permite a
modificação das partes, ocorrentes as hipóteses dos arts. 41/43, do
CPC. Entre estas hipóteses, prevalecem as substituições
necessárias (art. 43, CPC). As substituições voluntárias somente
podem ocorrer estando de acordo a parte contrária (art. 42, § 1°,
CPC).
Pergunta-se: por que o legislador impôs esta restricão? A
resposta parece-nos intuitiva. Uma vez ocorrida a citação, forma-
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se ou aperfeiçoa-se a relação processual entre as partes originárias.
Ao pretender-se modificar o pedido e a causa de pedir, o autor
deve buscar a concordância do réu. O réu por sua vez poderá
concordar ou não com esta alteração. Como isto fica no poder de
disposição do réu, ele escolhe o que melhor lhe convier.
Por outro lado, a alteração da ação em relação às partes não
está no poder de disposição do réu e por isso ele não pode dispor
sobre interesse alheio, que é do terceiro que ainda não se encontra
nos autos.
Ao se falar em alteração das partes, necessariamente há de
incluir alguém que não participa do processo e o réu não pode
dispor em relação ao interesse alheio.
Enquanto a questão estiver entre causa de pedir e pedido contra
o réu, este poderá dispor. Mas, em relação à inclusão de terceiro
no processo, o réu não pode dispor. Esta inclusão está fora de seu
poder de disposição, pois envolve interesses de terceiro sobre os
quais o réu não pode dispor.
Esta é a razão da restrição da parte final do art. 264, do CPC
que expressamente impõe, ... mantendo-se as mesmas partes,
salvo as substituições permitidas por lei.
Por fim, uma última restrição encontra-se no parágrafo único,
que proíbe a alteração do pedido e da causa de pedir após o
saneamento (art. 331, CPC). Após o saneamento do processo não
haverá modificação, de nada adiantando eventual acordo entre as
partes.

devendo ser mantidas as mesmas partes. Uma vez ocorrida a citação. CPC permite a modificação com diminuição (retirada de algum pedido ou causa de pedir) ou aumento com inclusão de algum pedido novo ou causa de pedir nova.EI)O DE ENSINO poderá aditar o pedido. é de se concluir que antes do aperfeiçoamento da relação processual é possível a alteração de quaisquer dos elementos identificadores da ação que são o pedido. Admite-se a modificação apenas do pedido e da causa de pedir. 43. somente permite as substituições previstas em lei e não a exc1usão (de quem está no processo) ou inclusão de pessoas ainda não constantes do processo. 264. § 1°. Neste caso. Somente permite a modificação das partes. 41/43. restringe esta modificação. CPC). as partes e a causa de pedir. Além do mais. ressalvadas tão-somente as substituições permitidas por lei (arts. Com relação às partes. Não é crível que o legislador quisesse apenas referir-se ao pedido e não às partes e à causa de pedir. do CPC. Pergunta-se: por que o legislador impôs esta restricão? A resposta parece-nos intuitiva. As substituições voluntárias somente podem ocorrer estando de acordo a parte contrária (art. ocorrentes as hipóteses dos arts. forma- . Entre estas hipóteses. está autorizando incluir novos pedidos ou apenas aditar (alterar) aquele já feito? Pensamos que a intenção do legislador foi autorizar a inclusão de pedido novo e não simplesmente alterar aquele já feito.INSTITUiÇÃO TOI. Todavia. que exige a anuência do réu para que ocorra a modificação do pedido e da causa de pedir. do CPC. 41/43. 264.268 REVISTA JURíDICA . uma interpretação pelo método histórico. Nota-se que a norma é restritiva. 42. 3-APÓSA CITAÇÃO A situação muda quando a citação já foi realizada. incide a norma do art. Em relação ao pedido e à causa de pedir a regra do art. prevalecem as substituições necessárias (art. Parece-nos que a lei disse menos do que pretendia. CPC). CPC). A seguir.

264. Esta inclusão está fora de seu poder de disposição. o réu não pode dispor. ele escolhe o que melhor lhe convier. Ao se falar em alteração das partes. de nada adiantando eventual acordo entre as partes. uma última restrição encontra-se no parágrafo único. Ao pretender-se modificar o pedido e a causa de pedir. Mas. pois envolve interesses de terceiro sobre os quais o réu não pode dispor. do CPC que expressamente impõe. 331. Esta é a razão da restrição da parte final do art. este poderá dispor. Por outro lado. Como isto fica no poder de disposição do réu..GELSON AMARO DE SOUZA 269 se ou aperfeiçoa-se a relação processual entre as partes originárias. necessariamente há de incluir alguém que não participa do processo e o réu não pode dispor em relação ao interesse alheio. . Por fim. Enquanto a questão estiver entre causa de pedir e pedido contra o réu. que é do terceiro que ainda não se encontra nos autos. CPC). em relação à inclusão de terceiro no processo. que proíbe a alteração do pedido e da causa de pedir após o saneamento (art. O réu por sua vez poderá concordar ou não com esta alteração. mantendo-se as mesmas partes.. o autor deve buscar a concordância do réu. salvo as substituições permitidas por lei. Após o saneamento do processo não haverá modificação. a alteração da ação em relação às partes não está no poder de disposição do réu e por isso ele não pode dispor sobre interesse alheio. .

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