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Orientações Metodologia de Pesquisa

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NOTAS SOBRE METODOLOGIA CIENTÍFICA – PROJETO DE PESQUISA

De acordo com Oliveira (1984)1, o processo de pesquisa tem início com a colocação, pelo pesquisador, de uma questão para a qual ele quer achar respostas. Para tanto ele necessitará coletar dados, organizar e relacionar esses dados de modo a possibilitar uma leitura e interpretação dos mesmos, relacionando-os com a questão que pretendia responder. Cabe ao pesquisador definir quais os tipos de dados deverá coletar para obter respostar ao seu problema, e como vai fazer isso. Primeiramente o pesquisador aponta um foco de interesse (tema) e define o seu campo de estudo (delimitação do tema); identifica um ponto que merece esclarecimento (problematização); concebe o que quer mostrar (hipóteses) e aonde quer chegar (objetivos). Suas razões para empreender este estudo devem estar claras (justificativa), bem como de que forma ele pretende alcançar os seus objetivos (metodologia). É importante saber quem já abordou o assunto, e quais orientações podem ser colhidas para clarear o caminho (fundamentação teórica), e estabelecer uma estimativa de tempo cumprir as etapas programadas (cronograma). As fontes teóricas que ele utilizou para sustentar as suas idéias sobre o tema devem ser registradas, com créditos aos autores mencionados (referências bibliográficas). Usando de analogias, podemos dizer que a pesquisa científica é uma viagem, uma atitude prática com o fim de buscar o conhecimento. Nessa viagem, a metodologia é o caminho traçado, no qual os métodos (instrumental) são os marcos ou placas indicativas sinalizando o caminho e a teoria utilizada é a luz que vai clarear o fenômeno a ser estudado. O Projeto propriamente dito é o mapa da trajetória escolhida, e a escolha do itinerário (caminho) vai depender de fatores técnicos, ideológicos e científicos. O Projeto de Pesquisa tem por fim mostrar, com detalhes, o planejamento do caminho a ser seguido na construção de um trabalho científico de pesquisa. É um planejamento que impõe ao autor ordem e disciplina para execução do trabalho a ser empreendido. Finalidades do projeto de pesquisa • mapear o caminho a ser seguido durante a investigação • permitir que outros membros da comunidade acadêmica possam conhecer o trabalho e emitir opiniões sobre o mesmo Um projeto de pesquisa deve responder as perguntas básicas: O que pesquisar? – é a definição do problema/problemática (objeto de pesquisa). Regras para a formulação do problema de pesquisa: • deve ser formulado sob a forma de pergunta; • a questão deve ser especificada com clareza; deve-se evitar questões gerais, de grande amplitude, pois tais questões não fornecem direções para a busca de respostas; • o problema deve ser claro e preciso quanto aos termos, evitando-se conotações; • os termos do problema devem ser observáveis, mesmo que de forma indireta e deve expressar relações entre duas ou mais variáveis; • o problema deve ser apresentado de uma forma que implique possibilidades de testagem empírica. Por que pesquisar? – é a justificativa da escolha do objeto A justificativa deve mostrar o grau de importância pessoal (para o pesquisador) e teórica (para a área de conhecimento) da pesquisa proposta. Deve explicar por que vale a pena pesquisar aquele objeto para você (a sua motivação/ importância pessoal) e para a área de conhecimento na qual ele está inserido (importância teórica), porque convém
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OLIVEIRA, Maria Martha. Ciência e Pesquisa em Psicologia. São Paulo : EDU, 1984.

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especificamente aborda-lo neste curso; porque utilizar o marco teórico-metodológico x ou y. É importante lembrar que o projeto (objeto de pesquisa) deve estar adequado aos propósitos do curso/programa de graduação ou pós-graduação. Critérios a serem atendidos pelo projeto a) relevância pessoal e social • quais foram as prioridades do pesquisador na escolha do tema? Qual a sua motivação • quais as conseqüências da realização deste projeto para a sociedade ? • quem se beneficiará com o projeto? qual parcela da população será beneficiada com o projeto ? b) relevância científica • trará novos conhecimentos ? • indicará com clareza o estado atual do conhecimento a respeito de um determinado assunto ? • poderá gerar novas aplicações ou tecnologias ? Etc... Para que pesquisar? – refere-se aos propósitos ou objetivos da pesquisa O objetivo geral traduz a resposta geral ao problema proposto e os objetivos específicos mostram o detalhamento da resposta geral. Os objetivos específicos devem estar contidos no objetivo geral, de forma que se esses passos forem alcançados, se chegue à meta final. Observar os verbos utilizados, observando a adequação do emprego dos verbos de acordo com a busca dos resultados. Como pesquisar? – trata da metodologia a ser empregada para pesquisar Justifique e descreva a abordagem metodológica que você pretende adotar – método científico e técnicas de pesquisa. Nesta seção você deverá explicar como irá fazer ou conduzir a sua pesquisa. Deve ser caracterizado o tipo de pesquisa quanto aos objetivos, quanto aos meios, e quanto à abordagem dos dados (quantitativa ou qualitativa), universo e a amostra de estudo, os instrumentos de coleta de dados e a forma de análise dos dados. Quem já pesquisou? – trata do referencial teórico; mostra o “estado da arte”, quem estudou o assunto, que estudos foram feitos; deve enfocar o aspecto histórico e as correlações entre estudos. Mostra que você sabe a respeito. Na fundamentação teórica deve-se expor e explicar princípios e conceitos já existentes sobre o tema, citando autores que estudam ou estudaram o assunto em questão. A menção a esses teóricos é fundamental, devendo-se apontar também as suas contribuições para a área de estudo em que se situa a pesquisa. Ao delimitar seu objeto de estudo, a bibliografia surge naturalmente, como também os teóricos que deverão embasar suas análises. Alguns autores denominam esta parte de revisão da literatura, outros como referencial teórico. Não se trata de uma relação de referências bibliográficas (nomes de livros, artigos e autores), mas da construção de um texto sobre o tema que será pesquisado, mostrando ligações entre o pensamento dos autores sobre o tema pesquisado e a situação problema que se pretende solucionar. Faça citações literais e indiretas e discuta pelo menos um estudo que tenha relação com o tema que você pretende desenvolver. Quando pesquisar? – é o cronograma de execução do proposto. Com o que? – orçamento Por quem? – pesquisador ou grupo de pesquisa

TEMA Deve ser um problema interessante, que mereça ser estudado, um fenômeno que se deseje analisar, ou um fato novo que se pretenda compreender. É importante avaliar o
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que já se sabe sobre o assunto, ou seja, ter um conhecimento preliminar mínimo do que se pretende estudar. COMO PASSAR DO TEMA PARA O PROBLEMA? 1. Revisar a literatura, buscando lacuna no já conhecido. 2. Correlacionar o tema com alguma variável. Ex: Saúde Mental e Programa Saúde da Família e percepção dos profissionais; Saúde Mental e Programa Saúde da Família e perfil da clientela. 3. Formular uma pergunta. 4. O problema deve ser claro e preciso. 5. Exemplo de identificação do problema: Tema: Saúde Mental e Programa Saúde da Família em Manaus Delimitação do tema: eleição de um foco específico dentro do tema; escolha de um dos aspectos do assunto que possa ser explorado. Problema: é o tema delimitado, em forma de pergunta. Exs: • Quais as ggggrepresentações de Doença Mental dos Agentes Comunitários de Saúde? • Qual a prevalência de Transtornos Mentais na população coberta pelo Programa Saúde da Família na zona leste de Manaus? • Quais as motivações dos profissionais do Programa Saúde da Família na Zona Norte de Manaus para prescrever benzodiazepínicos? DEFINIÇÃO DA BASE TEÓRICA E CONCEITUAL - é um momento crucial da investigação, pois constitui a sua base de sustentação. Na sua composição deve-se: a) Apresentar os estudos sobre o tema, mais especificamente sobre o problema, realizados por outros autores. b) Estabelecer um diálogo entre esses autores e entre a teoria e o problema investigado. c) Evidenciar a historicidade da abordagem do problema. d) Mostrar estudos mais recentes sobre o assunto. e) Esclarecer a formulação do problema (posição do pesquisador) Na fundamentação teórica o pesquisador vai decompor as idéias principais de seu objeto de pesquisa e articular essas idéias de acordo com a fala dos autores, buscando responder a estas perguntas: a) O que sabemos até hoje sobre o assunto? b) Quem estudou a respeito? c) Como foi estudado? d) Há mais de uma posição com relação a esta temática? e) Que posições (diferentes opiniões sobre o tema)? f) Qual é a posição do pesquisador em relação ao problema? OBS: Na fundamentação teórica o pesquisador vai sinalizar a base teórica que pretende usar para sustentar a sua investigação. Essa indicação vai ser dada pela escolha dos autores e sua linha de abordagem do tema, assim como a posição que o autor vai assumir na discussão do tema, concordando ou dando ênfase a um ou outro autor. A fundamentação teórica deve decompor, articular e responder questões sobre o assunto. Exemplo: Problema: Qual a prevalência de transtornos mentais na população coberta pelo Programa Saúde da Família na zona Leste de Manaus? Decompor: - Estratégia Saúde da Família e outros modelos de atenção. - Princípios e diferentes estudos de perfil do cliente em saúde mental. - Métodos de investigação em saúde mental - Diferentes serviços etc.
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Articular: - Saúde Mental e Programa Saúde da Família Responder: - O que se sabe até hoje sobre saúde da família e saúde mental? - Quem estudou saúde mental (autores clássicos e novos estudos) - Há mais de uma posição sobre o tema? (controvérsias, diferentes ângulos sobre a mesma questão) Quais? - Qual a posição do pesquisador a respeito? (concorda com um autor especificamente?) - Por que da sua posição (justificar a sua escolha por determinado ângulo/teoria). JUSTIFICATIVA A justificativa deve mostra a relevância do estudo. Em que grau o estudo é importante? Qual a área de atuação em que o autor atua ou busca formação? Deve indicar a relevância pessoal (a relação do autor com o objeto de estudo) e técnica ou profissional (em que o estudo proposto pode contribuir para a área de conhecimento em que está inserido). Verificar na justificativa se as seguintes questões são respondidas: a) Por que vale a pena estudar determinado problema de pesquisa? b) Por que convém aborda-lo neste curso especificamente? c) Por que convém aborda-lo com o marco teórico-metodológico proposto? OBJETIVOS Geral – refere-se à resposta ao problema proposto e deve, portanto, ser coerente com o problema. Exemplo: Problema: Quais as motivações dos médicos do Programa Saúde da Família para prescrever benzodiazepínicos? Objetivo Geral: Analisar as situações clínicas e contextuais para prescrição de benzodiazepínicos por médicos do Programa Saúde da Família de Manaus. Objetivos Específicos: - Explorar os conhecimentos dos médicos do PSF Manaus sobre a prescrição de benzodiazepínicos. - Identificar os principais sintomas e situações envolvidos na prescrição de benzodiazepínicos por médicos do PSF em Manaus. - Descrever as principais situações que envolvem a prescrição de benzodiazepínicos por médicos do PSF em Manaus. ATENÇÃO para os verbos utilizados, observando a sua adequação ao que se pretende: Analisar = decompor, dissecar, aprofundar o conhecimento. Explorar = descobrir, indagar, fazer pela primeira vez etc. Identificar = encontrar relações, associar, listar em menu de opções. Descrever = delinear, desenhar etc. METODOLOGIA Na metodologia deve-se: a) definir o tipo de pesquisa; b) definir a amostra (recorte dentro de um universo); c) definir os instrumentos de coleta de dados; d) definir um plano para análise dos dados. Quanto aos objetivos a pesquisa pode ser: a) b) c) d) exploratória descritiva explicativa metodológica

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e) aplicada f) intervencionista

a) Exploratória – é feita quando há escasso conhecimento acumulado e
sistematizado. Tem por objetivo proporcionar informações sobre o assunto a ser investigado, facilitar a delimitação do tema, orientar a fixação dos objetivos e a formulação das hipóteses ou descobrir uma nova possibilidade de enfoque para o assunto. Ex: Como está sendo feito o acompanhamento de egressos de internação psiquiátrica nas cidades do interior do Amazonas? Descritiva – expõe características de determinada população ou determinado fenômeno. Pode também esclarecer conclusões entre variáveis. Os fatos são observados, registrados, analisados, classificados e interpretados, sem que o pesquisador faça qualquer interferência. Ex: pesquisa de opinião, mercadológicas, levantamentos socioeconômicos e psicossociais. Não tem compromisso explicativo. Ex: Qual é o perfil sócio-demográfico e clínico dos pacientes com múltiplas internações no Centro Psiquiátrico Eduardo Ribeiro?

b)

c) Explicativa – o principal objetivo é tornar inteligível e justificar os motivos de um
fenômeno. Esclarecer que fatores contribuem, de alguma forma, para a existência de determinado fenômeno e como estes estão associados entre si. Seu objetivo é aprofundar o conhecimento da realidade, indo em busca da razão, do porquê das coisas. Ex: Quais os motivos para o estado do Amazonas não ter instalado uma rede substitutiva de assistência em saúde mental?

d) Metodológica – se refere a instrumento de captação, coleta e/ou intervenção na
realidade. Ex: Como investigar as motivações dos psicólogos para atuarem junto a pacientes psicóticos graves?

e) Aplicada – motivada pela necessidade de encontrar soluções para problemas
concretos, mais ou menos imediatos. Ex: Que estratégias podem ser utilizadas para sensibilizar os gestores municipais e estaduais para implantação de serviços substitutivos em saúde mental em Manaus?

f) Intervencionista (pesquisa-ação) – o principal objetivo é interferir na realidade
estudada para modificá-la (não somente explica-la). É diferente da aplicada, visto que aquela não tem o compromisso com a resolução do problema concretamente, e sim encontrar soluções. Ex: Como reduzir o desperdício de medicamentos fornecidos a pacientes ambulatoriais do CPER? Quanto aos meios a pesquisa pode ser:

a) Pesquisa de campo – empírica, realizada no lugar onde ocorre o fenômeno. Ex:
Estudo da satisfação dos usuários do programa Saúde da Família em Manaus.

b) Pesquisa de laboratório – reservada em lugar circunscrito e controlado. Ex:
Prevalência de hipotireoidismo em pacientes deprimidos atendidos pela primeira no Ambulatório Rosa Blaya.

c) Pesquisa documental – feita com documentos, registros públicos e privados,
atas, diários, leis etc. Ex: Evolução da legislação sobre saúde mental no Brasil; Representação da loucura nos jornais de Manaus do século XIX.

d) Pesquisa bibliográfica – estudo sistematizado desenvolvido a partir de material
publicado em livros, jornais e outras publicações de acesso geral. Geralmente resulta em material analítico para embasar outro tipo de pesquisa, mas pode se esgotar em si mesma, exigindo, neste caso, ampla cobertura de material e maior detalhamento. È feito o levantamento dos temas e tipos de abordagens já

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trabalhados por outros estudiosos, assimilando-se os conceitos e explorando os aspectos já publicados, com o objetivo de rever, reanalisar, interpretar e criticar considerações teóricas ou paradigmas, ou ainda criar novas proposições. Ex: Análise dos estudos sobre esquizofrenia publicados no Brasil na década de 90.

e) Experimental – estudo empírico onde há manipulação e controle de variável. Não
é igual à pesquisa de laboratório, porque não é feita em ambiente circunscrito. Manipulam-se uma ou mais variáveis independentes (causas) sob um controle adequado, com a finalidade de observar e interpretar as reações e as modificações ocorridas no objeto de pesquisa. Ex: Impacto do aconselhamento pós-alta hospitalar na re-internação de pacientes psicóticos em hospital psiquiátrico.

f) Ex-post facto – estudo no qual o pesquisador não pode controlar as variáveis, seja
porque já ocorreram, seja porque não são manipuláveis. Ex: Impacto da greve dos médicos psiquiatras que fazem atendimento ambulatorial na demanda de atendimento de emergência e internação em Manaus.

g) Estudo de caso – é circunscrito a poucas unidades de análise, entendidas estas
como pessoas, famílias, produtos, instituições, comunidades etc. A riqueza não está na extensão, mas na profundidade deste tipo de pesquisa. Ex: Estudo das relações interpessoais de um casal que tem 3 filhos com esquizofrenia. Definição da AMOSTRA Definir a amostra é definir a unidade de análise dentro de um universo. Ex: Todos os enfermeiros do HUGV (universo) / Enfermeiros do setor de traumatologia (amostra). A forma de selecionar a amostra dependerá de algumas questões: a) é possível trabalhar com o universo? b) Trata-se de um estudo quantitativo (aleatório, representativo)? c) Trata-se de um estudo qualitativo (intencional, paradigmático)?

Métodos Científicos Um método é um conjunto de etapas, ordenamente dispostas, a serem vencidas na investigação da verdade, no estudo de uma ciência ou para alcançar determinado fim. Técnicas distintas podem ser utilizadas ao se empregar um mesmo método, sendo umas mais adequadas que outras de acordo com o método escolhido. a) Método da observação Na observação são aplicados atentamente os sentidos a um objeto. De acordo com a estruturação, pode ser assistemática ou sistemática; quanto ao critério de participação do observador, pode ser participante ou não-participante; quanto ao número de observadores pode ser individual ou em grupo; e quanto ao local de observação, pode ser observação em campo ou observação em laboratório. b) Método indutivo - partindo-se de dados particulares, devidamente constatados, pode-se inferir uma verdade geral ou universal não contida nas partes examinadas. c) Método Dedutivo - vale-se da racionalização ou combinação de idéias em sentido interpretativo, utilizando-se um raciocínio que caminha do geral para o particular (dedução) d) Método Experimental - realizada em laboratório, com o controle de circunstância e variáveis capazes de interferir na relação causa/efeito estudada, procurando-se verificar, por meio da experimentação, se a relação existe mesmo e em que proporção. e) Método da Diferença (ou das variações concomitantes) - nele se faz variar a intensidade da causa a fim de verificar as variações do fenômeno.

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Procedimentos e instrumentos para COLETA DE DADOS

a) Entrevista – destinada a fornecer informações pertinentes para com o objetivo da
pesquisa. É uma situação de interação na qual as informações podem ser profundamente afetadas pela natureza de suas relações com o entrevistador. Tipos: estruturada; semi-estruturada e não-estruturada. - Entrevista estruturada – utiliza-se de questionários com perguntas fechadas com opções de escolha a respostas diretas. Pode ser padronizada (questionários desenvolvidos por órgãos autorizados; testes) ou desenvolvida pelo próprio pesquisador. Mais utilizada em pesquisas quantitativas. - Entrevista semi-estruturada – elenca temas/tópicos que precisam ser abordados, direcionando o entrevistado para o foco que interessa ao pesquisador, não o deixando solto. Muito utilizada em pesquisas qualitativas, porque facilita a sistematização dos dados. - Entrevista não-estruturada – neste tipo, o tom é de uma conversa informal, na qual o entrevistado pode se abrir e expressar-se com mais liberdade. Utilizada com freqüência em pesquisas qualitativas, particularmente em estudos de caso. Seu inconveniente é a dificuldade de sistematização dos dados. • • • Sugestões de planejamento para se realizar uma entrevista Procure selecionar pessoas que realmente têm o conhecimento necessário para satisfazer suas necessidades de informação. Prepare com antecedência as perguntas a serem feitas ao entrevistado e a ordem em que elas devem acontecer. Procure realizar uma entrevista com alguém que poderá fazer uma crítica de sua postura antes de se encontrar com o entrevistado de sua escolha.

b) Grupo Focal – neste tipo de coleta os informantes interagem entre si e com o
pesquisador, visando a obtenção de informações. O grupo focal pode ser constituído mais de uma vez, idealmente com 5 a 12 pessoas, que vão discutir tópicos específicos, fazendo emergir informações importantes do interesse do pesquisador, que deve ter familiaridade com técnicas grupais.

c) Observação participante – acontece no próprio campo de estudo, onde o
observador/pesquisador se coloca “dentro” do fenômeno. Deve-se ter o cuidado para não interferir na dinâmica do fenômeno a ser observado. Sugestões para uma observação satisfatória • Conhecimento prévio do que observar: antes de iniciar o processo de observação, procure examinar o local. • Determine que tipo de fenômenos merecerão registros: procure estipular algumas categorias dignas de observação • Planejamento de um método de registro: crie com antecedência uma espécie de lista ou mapa de registro de fenômenos. • Esteja preparado para o registro de fenômenos que surjam durante a observação, que não eram esperados no seu planejamento.

d) Questionário - é um instrumento ou programa de coleta de dados. Se sua
confecção é feita pelo pesquisador, seu preenchimento é realizado pelo informante. A linguagem utilizada no questionário deve ser simples e direta para que o respondente compreenda com clareza o que está sendo perguntado, por isso não é recomendado o uso de gírias, a não ser que se faça necessário, devido a características de linguagem do grupo (grupo de surfistas, por exemplo). Todo

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questionário a ser enviado deve passar por uma etapa de pré-teste, num universo reduzido, para que se possam corrigir eventuais erros de formulação. Procedimentos para TRATAMENTO E ANÁLISE DOS DADOS Os dados podem ser tratados de forma quantitativa, utilizando-se os procedimentos estatísticos, de forma qualitativa, ou de ambas as formas, já que não são mutuamente excludentes os métodos, embora prevaleça em pesquisas em ciências humanas e sociais o método qualitativo, por suas possibilidades de aprofundamento da questão. A teoria utilizada para o tratamento e análise dos dados vai depender do domínio do pesquisador com relação às técnicas de análise. A análise de conteúdo, de Bardin, é uma técnica; a hermenêutica dialética, de Minayo, é outra, a etnografia (Geertz) é outra forma de organizar dados, assim como a análise temática (Minayo). Essas técnicas têm que ser aprofundadas em leituras de obras específicas, mas podem ser mencionadas (uma delas) no Projeto sem necessidade de aprofundamento, o que deverá obrigatoriamente ser feito na apresentação dos resultados (na monografia, dissertação ou tese). REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Consultar Normas da ABNT para organização das referências, citações, notas de rodapé e bibliografia. Obras como a de Furasté (v. apoio bibliográfico), que trazem atualizações dessas normas, podem servir de orientação. ATENÇÃO A estrutura formal do trabalho (forma de apresentação científica) geralmente obedece a padrões estabelecidos pelas próprias instituições de ensino, que fazem adaptações a partir dos autores que trabalham com metodologia. Se não houver orientação definida, pode-se usar a proposta de autores como Furasté e Severino. ............................................... ÉTICA EM PESQUISA COM SERES HUMANOS (ver www.bioetica.ufrgs) OBS: As informações sobre os procedimentos éticos devem ser colocadas no projeto. Autonomia Termo de compromisso livre e esclarecido. Beneficência O projeto deve obrigatoriamente visar o bem, por isso há necessidade de ponderação dos riscos e benefícios da pesquisa, comprometendo-se o pesquisador ao máximo com o benefício dos sujeitos. Não-beneficência Obrigação de não infligir dano. Garantia de que os danos previsíveis vão ser evitados. Justiça e equidade Equidade entre riscos e benefícios. Buscar garantir igual consideração dos riscos e benefícios e minimização dos riscos sociais e maximização dos benefícios. EXIGÊNCIAS 1. obedecer uma metodologia adequada.
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2. contar com o consentimento livre e esclarecido (TCLE) para todos os sujeitos da pesquisa 3. adequar a competência do pesquisador ao projeto 4. assegurar a confiabilidade, privacidade e não utilização das informações em prejuízo das pessoas e/ou da comunidade. Quando se pretender utilizar imagens (fotos, filmes), questionar a relevância do uso. 5. desenvolver, preferencialmente, pesquisa com sujeitos com plena autonomia, exceto se os resultados puderem efetivamente resultar em benefícios para os envolvidos, ou quando não por possível trabalhar com grupos não-vulneráveis 6. respeitar valores culturais, sociais, morais, religiosos e éticos, bem como hábitos e costumes dos sujeitos. 7. garantir que os resultados se traduzam em benefícios e, sempre que possível, esses benefícios permaneçam após o término da pesquisa 8. justificar com clareza os motivos da pesquisa quando se tratar de grupos especialmente vulneráveis e aqueles sujeitos que se encontram expostos a condicionamentos específicos (militares, estudantes, empregados, presidiários, internos de instituições etc 9. obter obrigatoriamente, em comunidades diferenciadas (indígenas, organizações fechadas, escolas etc), o consentimento da liderança e de cada sujeito participante da pesquisa 10. garantir que, ainda que a pesquisa não produza benefício direto, não haja malefício com a sua realização.

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GLOSSÁRIO Agradecimento - é a manifestação de gratidão do autor da pesquisa às pessoas que colaboraram no seu trabalho. Deve ter a característica de ser curto e objetivo. Amostra - é uma parcela significativa do universo pesquisado ou de coleta de dados. Análise – é o trabalho de avaliação dos dados recolhidos. Sem ela não há relatório de pesquisa. Anexo - é uma parte opcional de um relatório de pesquisa. Nele deve constar o material que contribui para melhor esclarecer o texto do relatório de pesquisa. Trata-se de dados que não integram propriamente o corpo do trabalho, como fichas, roteiros, questionários, gráficos etc. Apêndice - o mesmo que Anexo. Bibliografia – é a lista de obras utilizadas ou sugeridas pelo autor do trabalho de pesquisa. Capítulo – é uma das partes da divisão do relatório de pesquisa. Lembrando que o primeiro capítulo será a Introdução e o último as Conclusões do autor. Entre eles o texto da pesquisa. Citação – é quando se transcreve ou se refere o que um outro autor escreveu. Coleta de Dados - é a fase da pesquisa em que se reúnem dados através de técnicas específicas. Conclusão – é a parte final do trabalho onde o autor se coloca com liberdade científica, avaliando os resultados obtidos, propondo soluções e aplicações práticas. Conhecimento Científico - é o conhecimento racional, sistemático, exato e verificável da realidade. Sua origem está nos procedimentos de verificação baseados na metodologia científica. Podemos então dizer que o Conhecimento Científico, cf. Galliano, 1979, p. 2430, "É racional e objetivo. Atém-se aos fatos. Transcende aos fatos. É analítico. Requer exatidão e clareza. É comunicável. É verificável. Depende de investigação metódica. Busca e aplica leis. É explicativo. Pode fazer predições. É aberto. É útil" . Conhecimento Empírico (ou conhecimento vulgar): É o conhecimento obtido ao acaso, o conhecimento adquirido através de ações não planejadas. Conhecimento Filosófico: É fruto do raciocínio e da reflexão humana. É o conhecimento especulativo sobre fenômenos, gerando conceitos subjetivos. Busca dar sentido aos fenômenos gerais do universo, ultrapassando os limites formais da ciência.

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Conhecimento Teológico: Conhecimento revelado pela fé divina ou crença religiosa. Não pode, por sua origem, ser confirmado ou negado. Depende da formação moral e das crenças de cada indivíduo. Corpo do Texto: É o desenvolvimento do tema pesquisado, dividido em partes, capítulos ou itens, excluindo-se a Introdução e a Conclusão. Cronograma: É o planejamento das atividades da pesquisa, descrito na Metodologia, dentro de um espaço pré-determinado de tempo. Normalmente é demonstrado através de um gráfico. Dedicatória: Parte opcional que abre o trabalho homenageando afetivamente algum indivíduo, grupos de pessoas ou outras instâncias. Dedução: Conclusão baseada em algumas proposições ou resultados de experiências. Dissertação: É um trabalho de pesquisa, com aprofundamento superior a uma monografia, para obtenção do grau de Mestre. Entrevista: É um instrumento de pesquisa utilizado na fase de coleta de dados. Experimento: Situação provocada com o objetivo de observar a reação de determinado fenômeno. Fichamento: São as anotações de coletas de dados registradas em fichas para posterior consulta. Folha de Rosto: É a folha seguinte a capa e deve conter as mesmas informações contidas na Capa e as informações essenciais da origem do trabalho. Glossário: São as palavras de uso restrito ao trabalho de pesquisa, acompanhadas de definição. Gráfico: É a representação gráfica das escalas quantitativas recolhidas durante o trabalho de pesquisa. Hipótese: É a suposição de uma resposta para o problema formulado em realção ao tema. A Hipótese pode ser confirmada ou negada. Índice (ou Índice Remissivo): É uma lista que pode ser de assuntos, de nomes de pessoas citadas, com a indicação da(s) página(s) no texto onde aparecem. Indução: "Processo mental por intermédio do qual, partindo de dados particulares, suficientemente constatados, infere-se uma verdade geral ou universal, não contida nas partes examinadas" (Lakatos, Marconi, 1991: 47). Instrumento de Pesquisa: Material utilizado pelo pesquisador para colher dados para a pesquisa. Introdução: É o primeiro capítulo de um relatório de pesquisa, onde o pesquisador irá apresentar, em linhas gerais, o que o leitor encontrará no corpo do texto. Por isso, apesar do nome Introdução, é a última parte a ser escrita pelo autor. Justificativa: É a parte mais importante de um projeto de pesquisa já que é nesta parte que se formularão todas as intenções do autor da pesquisa. A justificativa num projeto de pesquisa, como o próprio nome indica, é o convencimento de que o trabalho de pesquisa é fundamental de ser efetivado. O tema escolhido pelo pesquisador e a hipótese levantada são de suma importância, para a sociedade ou para alguns indivíduos, de ser comprovada. Deve-se tomar o cuidado, na elaboração da justificativa, de não se tentar justificar a hipótese levantada, ou seja: tentar responder ou concluir o que vai ser buscado no trabalho de pesquisa. A justificativa exalta a importância do tema a ser estudado, ou justifica a necessidade imperiosa de se levar a efeito tal empreendimento. Método: A palavra método deriva do grego e quer dizer caminho. Método então, no nosso caso, é a ordenação de um conjunto de etapas a serem cumprias no estudo de uma ciência, na busca de uma verdade ou para se chegar a um determinado conhecimento. Metodologia: "Methodo" significa caminho; "logia" significa estudo. É o estudo dos caminhos a serem seguidos para se fazer ciência. Monografia: "Mono" significa um, "grafia" significa escrita, ou seja, escrito por um. É um estudo científico, com tratamento escrito individual, de um tema bem determinado e limitado, que venha contribuir com relevância à ciência. Objetivos: A definição dos objetivos determina o que o pesquisador quer atingir com a realização do trabalho de pesquisa. Objetivo é sinônimo de meta, fim. Os objetivos podem ser separados em Objetivos Gerais e Objetivos Específicos. Paráfrase: É a citação de um texto, escrito por um outro autor, sem alterar as idéias originais. Ou seja, a reprodução, com minhas próprias palavras, das idéias desenvolvidas por um outro autor. Pesquisa: É a ação metódica para se buscar uma resposta; busca; investigação.
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Premissas: São proposições que vão servir de base para uma conclusão. Problema: É o marco referencial inicial de uma pesquisa. É a dúvida inicial que lança o pesquisador ao seu trabalho de pesquisa. Resenha: É uma descrição minuciosa de um livro, de um capítulo de um livro ou de parte deste livro, de um artigo, de uma apostila ou qualquer outro documento. Revisão de Literatura : A Revisão ou Levantamento de Literatura é a localização e obtenção de documentos para avaliar a disponibilidade de material que subsidiará o tema do trabalho de pesquisa. Este levantamento é realizado junto às bibliotecas ou serviços de informações existentes. Técnica: É a forma mais segura e ágil para se cumprir algum tipo de atividade, utilizandose de um instrumental apropriado. Teoria: "É um conjunto de princípios e definições que servem para dar organização lógica a aspectos selecionados da realidade empírica. As proposições de uma teoria são consideradas leis se já foram suficientemente comprovadas e hipóteses se constituem ainda problema de investigação" (Goldenberg, 1998: 106-107) Tese: É um trabalho semelhante a Dissertação, distinguindo-se pela efetiva contribuição na solução de problemas, e para o avanço científico na área em que o tema for tratado. Tópico: É a subdivisão do assunto ou do tema. Universo: É o conjunto de fenômenos a serem trabalhados, definido como critério global da pesquisa. PALAVRAS OU EXPRESSÕES LATINAS UTILIZADAS EM PESQUISA apud: Significa "citado por". Nas citações é utilizada para informar que o que foi transcrito de uma obra de um determinado autor na verdade pertence a um outro. Ex.: (Napoleão apud Loi) ou seja, Napoleão "citado por" Loi et al. (et alli): Significa "e outros". Utilizado quando a obra foi executada por muitos autores. Ex.: Numa obra escrita por Helena Schirm, Maria Cecília Rubinger de Ottoni e Rosana Velloso Montanari escreve-se: SCHIRM, Helena et al. ibid ou ibdem: Significa "na mesma obra". idem ou id: Significa "igual a anterior". In: Significa "em". ipsis litteris: Significa "pelas mesmas letras", "literalmente". Utiliza-se para expressar que o texto foi transcrito com fidelidade, mesmo que possa parecer estranho ou esteja reconhecidamente escrita com erros de linguagem. ipsis verbis: Significa "pelas mesmas palavras", "textualmente". Utiliza-se da mesma forma que ipsis litteris ou sic. opus citatum ou op.cit.: Significa "obra citada" passim: Significa "aqui e ali". É utilizada quando a citação se repete em mais de um trecho da obra. sic: Significa "assim". Utiliza-se da mesma forma que ipsis litteris ou ipsis verbis, ou seja, é a transcrição literal de determinada fala. supra: Significa "acima", referindo-se a nota imediatamente anterior. ....................................................................... REDAÇÃO CIENTÍFICA Com características e normas específicas, o estilo da redação científica possui certos princípios básicos, que colaboram para o desempenho eficiente da redação científica: Objetividade e coerência • abordagem simples e direta do tema; • seqüência lógica e ordenada de idéias; • coerência e progressão na apresentação do tema conforme objetivo proposto; • conteúdo apoiado em dados e provas, não opinativo; Clareza e precisão • evita comentários irrelevantes e redundantes; • vocabulário preciso (evita linguagem rebuscada e prolixa);
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• nomenclatura aceita no meio científico; Imparcialidade • evita idéias pré-concebidas; • não faz prevalecer seu ponto de vista; Uniformidade • uniformidade ao longo de todo texto (tratamento, pessoa gramatical, números, abreviaturas, siglas, títulos de seções); Conjugação • uso preferencial da forma impessoal dos verbos; Simplicidade • afirmativas compactas e claras; • evita substantivos abstratos e sentenças vagas; • usa termos correntes e aceitos; • visão objetiva dos fatos, sem envolvimento pessoal; • usa linguagem precisa (correspondência entre a linguagem e o fato comunicado); • texto sem complicações e explicações longas Seletividade • redação clara, compreendida na 1ª leitura; • as partes do texto são interligadas; • indica o caminho que vai seguir (unidade de pensamento); • imparcialidade na redação; • prioriza conteúdos importantes O texto científico tem a finalidade de comunicar os conhecimentos elaborados a partir dos critérios da ciência. A sua elaboração deve respeitar uma organização própria, constituída de uma estrutura básica e uma uniformização redacional e gráfica, contendo informações imprescindíveis para o entendimento do tema, da sua fundamentação e da autoria do trabalho. APOIO BIBLIOGRÁFICO METODOLOGIA DE PESQUISA ANDERY, Ma. Amália et al. Para compreender a ciência. São Paulo: Espaço e Tempo, 1988. BARROS, Aidil de Jesus Paes de; LEHFELD, Neide Aparecida de Souza. Projeto de Pesquisa: propostas metodológicas. 9 ed. Petrópolis: Vozes, 1999. BASTOS, Lília et al. Manual para elaboração de projetos e relatórios de pesquisa, teses, dissertações e monografias. 5ª ed. Rio de Janeiro: LTC, 2000. CARVALHO, Antonio José de. Monografia ao alcance de todos. 1. ed. São Paulo: Vozes, 1999. p. 57. CAVALARI, Roberto. A coleta de dados na pesquisa de campo. 2. ed. Curitiba: Atlas, 1998. p. 95 – 220. CHIZZOTTI, Antônio. Pesquisa em Ciências Humanas e Sociais. São Paulo: Cortez, 1992. DEMO, Pedro. Metodologia científica em ciências sociais. 3. ed. São Paulo: Atlas, 1995. DEMO, Pedro. Educar pela pesquisa. 5ª ed. Campinas: Autores Associados, 2002. ECO, Umberto. Como se faz uma tese. São Paulo: Perspectiva, 1983. FRANÇA, Júnia Lessa. Manual para normalização de publicações técnico-científicas. 5. ed. Belo Horizonte: UFMG, 2001. FURASTÉ, Pedro Augusto. Normas Técnicas para o Trabalho Científico. 13 ed. Porto Alegre: [s.ed.], 2004. GIL, Antônio Carlos. Métodos e técnicas de pesquisa social. São Paulo: Atlas, 1991. GONDIM, Linda M. Pontes. Pesquisa em Ciências Sociais: o projeto de dissertação de Mestrado. Fortaleza: UFC, 1999. HÜBNER, M. Martha. Guia para elaboração de monografias e projetos de dissertação e doutorado. São Paulo: Pioneira/Mackenzie, 1998. HÜHNE, Leda Miranda (org.). Metodologia científica. 7.ed. Rio de Janeiro: Agir, 1997. LAKATOS, Eva Maria, Metodologia do trabalho científico. São Paulo: Atlas, 1992.
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LAKATOS, E. M.; MARCONI, M. A. Fundamentos da Metodologia Científica. São Paulo: Atlas, 1986. LODI, J.B. A entrevista: teoria e prática. 7 ed. São Paulo : Pioneira, 1991. LUNA, Sérgio Vasconcelos de. Planejamento de Pesquisa. São Paulo: Hucitec, 1994. MINAYO, Maria Cecília. O desafio do conhecimento: pesquisa qualitativa em saúde. São Paulo: Hucitec-Abrasco, 1996. MINAYO, Maria Cecília de S. (org). Pesquisa Social: Teoria, Método e Criatividade. Petrópolis: Vozes, 1994. RIZZATO, Luiz Antonio. Manual da Monografia: como se faz uma monografia, uma dissertação, uma tese. São Paulo: Saraiva, 2000. RUDIO, Franz Victor. Introdução ao projeto de pesquisa científica. Petrópolis: Vozes, 1986. SEVERINO, Antônio Joaquim. Metodologia do Trabalho Científico. 21 ed. São Paulo: Cortez, 2000. SALOMON, Delcio Vieira. Como se faz uma monografia. São Paulo: Martins Fontes, 1993. TAFNER, Malcon Anderson; TAFNER, José; FISCHER, Julianne. Metodologia do Trabalho Acadêmico. Curitiba: Juruá, 1999. TOBIAS, José Antônio. Como Fazer sua Pesquisa. 4 ed. São Paulo: AM Edições, 1992.

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