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O QUE É SÍNDROME DO IMPACTOvaleria

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O QUE É SÍNDROME DO IMPACTO?

SÍNDROME CAUSADA PELO DESGASTE DO MANGUITO ROTADOR (CONJUNTO DE TENDÕES) POR CONTA DE ATRITO COM O ACRÔMIO, UM DOS OSSOS DO OMBRO. O IMPACTO PROVOCA INFLAMAÇÕES NO TENDÃO (TENDINITE) OU NA BURSA (BURSITE). SINTOMAS FORTES DORES NO OMBRO. ESTÃO MAIS VULNERÁVEIS À SÍNDROME DO IMPACTO PROFISSIONAIS QUE REALIZAM REPETIDOS MOVIMENTOS COM O BRAÇO ACIMA DO OMBRO: PROFESSORES, JOGADORES DE VÔLEI, DONAS DE CASAS E CARREGADORES, POR EXEMPLO. COMPLICAÇÕES QUANDO NÃO TRATADA ADEQUADAMENTE E A TEMPO, A SÍNDROME DO IMPACTO PODE PERDER BOA PARTE DA AMPLITUDE DE MOVIMENTOS DO OMBRO. PREVENÇÃO EVITAR MOVIMENTOS EXCESSIVAMENTE REPETITIVOS. TRATAMENTO MEDICAÇÃO A BASE DE ANTIINFLAMATÓRIOS E ANALGÉSICOS E, EM ALGUNS CASOS, FISIOTERAPIA. CASO MAIS GRAVES EXIGEM INFILTRAÇÕES ATENÇÃO ESTAS SÃO INFORMAÇÕES GERAIS SOBRE O ASSUNTO, DESCRITAS EM LITERATURA MÉDICA OU POR MÉDICOS ESPECIALIZADOS. ESTE TEXTO NÃO DEVE SER USADO PARA QUALQUER TIPO DE DIAGNÓSTICO OU AUTOMEDICAÇÃO. EM CASO DE QUALQUER SUSPEITA, PROCURE IMEDIATAMENTE SEU MÉDICO

A síndrome do impacto é semelhante a umaler/dort, que pode ser causada pelo excesso de movimentos com o ombro em abdução maior do que 90º de amplitude ou por um trauma. Por isso não devemos dizer que asíndrome do impacto é uma patologia específica, e sim uma denominação geral de algumas lesões no ombro, como por exemplo as tendinites, as bursites, além de outras. A síndrome do impacto evolui em três estágios anátomo-patológicos relacionados com os grupos etários em que incide. O primeiro acomete jovens em torno de 20 anos de idade, principalmente esportistas que fazem movimentos repetitivos e vigorosos de abdução e flexão do braço acima de 90º. É caracterizado por edema, hemorragia e bursa. O segundo estágio, que atinge pessoas com até 40 anos de idade, é caracterizado por tendinite e fibrose do manguito rotador (principalmente do supraespinhoso) bursite subacromial,esta quase sempre secundária ao processo patológico dos tendões). Acredita-se que a maior incidência de casos no músculo supraespinhoso seja devido a sua maior exposição ao impacto e sua precária vascularização. O terceiro estágio atinge indivíduos acima de 40 anos, é caracterizado pelo aparecimento de osteófitos no acrômio, articulação acrômio-clavicular e tubérculo maior do úmero, bem como, por ruptura do manguito rotador. Existem 3 tipos de localização da síndrome: O primeiro chama-se posterior, mais benigno, deve-se a lesão do supra espinhoso e ou redondo menor, evolui bem com o tratamento conservador. O segundo ou anterior, também benigno, deve-se a lesão do tendão do músculo subescapular. O terceiro, o superior é o mais resistente ao tratamento conservador, deve-se a lesão do tendão do supraespinhoso.

o fator que desencadeia o processo é a compressão exercida pelo coracoacromial sobre o manguito rotador. Daí um dos motivos de nós. exercida por parte da escápula quando o braço é elevado acima de 90º (aproximadamente a altura dos ombros). Isto pode causar dor e limitação de movimentos. do tendão do supra-espinhoso. ocorre um impacto entre o acrômio e os tendões do manguito rotador. Nos casos de laceração do manguitorotador. Funcionalmente. acentuada fraqueza de abdução ou incapacidade de mante-lo em 90 graus contra a gravidade ou uma pequena resistência. Por . Quando o braço é elevado. Fonte: Jenner Randam SINDROME DO IMPACTO NO OMBRO A síndrome do impacto é uma das causas mais comuns de dores no ombro em adultos. A causa anatômica mais freqüente do impacto é a diminuição do espaço subacromial e tem relação com a anatomia do acrômio. profissionais da saúde. A dor persistente por uma hora ou mais após atividade intensiva geralmente sugere tendinite do supraespinhoso ou rotura parcial do manguito rotador. em pacientes mais jovens. são fator etiológico importante no desencadeamento da dor por microtraumas de repetição contra o arco coracoacromial. os achados constantes são: movimentos passivos irrestritos atrofia seletiva dos músculos que surgem dentro de 2 semanas após a ruptura . isso ocorre principalmente devido a desequilíbrios funcionais causados por contraturas capsulares localizadas. enquanto. sempre salientarmos a importância de atividade física constante e bem realizada. No entanto. Em alguns pacientes a hipovascularidade e degeneração tendinosa do manguito dos rotadores e. o formato do acrômio não é a determinante principal na instalação da doença. A dor pode ser originada de uma inflamação da bursa (bursite) que cobre o manguito rotador ou uma inflamação dos tendões do próprio manguito (tendinite). mais precisamente. sinal da queda do braço e comunicação entre a articulação do ombro e a bolsa subdeltoídea. Resulta de uma pressão na musculatura e tendões do ombro (manguito rotador).Em todos os tipos. mas os autores chamam também a atenção para a participação da articulação acrômioclavicular na fisiopatologia da síndrome do tipo superior. em pacientes mais idosos estes microtraumas podem ocorrer devido enfraquecimento muscular global. O movimento desarmônico força a cabeça do úmero e os tendões do manguito que a recobrem contra o arco coracoacromial (constituído do acrômio e o ligamento córaco-acromial).

Os exames serão solicitados em caso de dúvidas ou lesões associadas. Diagnóstico Para o diagnóstico da síndrome do impacto. o que irá aumentar o impacto sobre o manguito rotador. algumas vezes pode mostrar um pequeno esporão sob o acrômio. Nas bursites agudas. o ortopedista avalia os sintomas e o exame físico do ombro. Pode haver dor e rigidez na elevação do braço. como ultrassonografia e ressonância magnética (RM). pode ajudar a confirmar o diagnóstico. Dor noturna. o ombro pode estar com dor intensa. a perda de movimento pode progredir para um “ombro congelado”. Atletas jovens do tênis. para vestir-se e pentear o cabelo.isso os termos “tendinites” e “ bursites” comumente são utilizados como sinônimos da síndrome do impacto. Com o progresso da doença. ocorre perda de força e de movimentos. vôlei e peteca podem sentir dor no saque ou nos golpes altos. Dificuldade de colocar o braço atrás do corpo. Algumas outras patologias são importantes diagnósticos diferenciais (doenças que confundem os sintomas . patologia secundária e complicadora da cura da doença. Pode haver dor que vai da parte frontal até a lateral do braço. um teste com injeção de anestésico local na bursa. independente do membro mais utilizado. com uma taxa de acerto bem superior a exames complementares quando a avaliação é realizada por médico experiente e atento. Normalmente os pacientes não procuram tratamento nas fases iniciais. Estes podem mostrar líquidos ou inflamação da bursa e do manguito rotador. peteca. vôlei. Pode acometer tanto o lado direito quanto o esquerdo. · · · · · Deve-se estar atento às dores leves que estão presentes tanto na atividade quanto no repouso. Uma incidência especial. chamada de “túnel do supra-espinal”. Entretanto o diagnóstico é eminentemente clínico. da natação e basquetebol são particularmente vulneráveis. Fatores de risco / prevenção A síndrome do impacto é comum tanto em atletas jovens como em pessoas da meia idade. Atletas do tênis. Pode ser necessário um exame de radiografia. Podem ser necessários outros exames. Algumas vezes. Pode haver dor súbita ao levantar o braço. Também o são aqueles que utilizam as mãos acima da cabeça e em atividades repetitivas. A dor também pode ser resultado de um pequeno trauma ou até mesmo sem causa aparente. Também pode haver dor ao se abaixar o braço após este estar elevado. Sintomas Os sintomas iniciais podem ser leves. Em casos avançados. A síndrome do impacto normalmente causa dor e inchaço na parte frontal do ombro. Todos os movimentos podem estar limitados e doloridos. Até uma ruptura parcial do manguito pode aparecer na RM realizada com contraste.

Muitos pacientes se beneficiam com a infiltração de corticóide com anestésicos locais. uma vez que o tratamento é longo e são sempre necessárias mudanças nas atividades esportivas ou de trabalho prévias do paciente. 3. A palavra chave do tratamento é paciência.Conceito . Artrite gleno-umeral Tendinite biciptal Hérnias discais da coluna cervical Capsulite adesiva (sobretudo nos estágios iniciais) Ruptura do manguito Fibromialgia Um exame clínico bem realizado é capaz de diferenciá-los para o tratamento adequado. O tratamento cirúrgico é um tratamento de exceção. normalmente 3-4 semanas) até curar a doença. 4. pergunte ao seu médico.com síndrome do impacto) como: 1. Antiinflamatórios normalmente são prescritos para aliviar os sintomas e em casos agudos (com pouco tempo de início. através de repouso. A cirurgia pode ser por forma aberta (com incisões) ou artroscópica (por perfurações). Orientações sobre como realizar os movimentos corretamente nos esportes e trabalhos são fundamentais. O tratamento pode levar várias semanas ou meses. e poucas vezes acaba sendo indicado. evitando atividades com os braços elevados acima da altura dos ombros. Exercícios de alongamentos para melhorar a mobilidade em ombros rígidos também podem ajudar. A acupuntura pode auxiliar no controle dos sintomas dolorosos. uma vez que tenha sido obtida a “cura”. 5. Opções de Tratamento O tratamento inicial é conservador (significa não-cirúrgico). Muitos pacientes melhoram gradualmente e retornam às suas atividades normais. Síndrome do Impacto Alexandre Garcia Acadêmico de Fisioterapia da UDESC 1 . 6. Também pode ser recomendada uma reabilitação na fisioterapia. 2.

O espaço entre a parte inferior do acrômio e a parte superior da cabeça umeral. fraqueza da musculatura da bainha rotatória (por isso tamanha importância a esses músculos).escaladores. se o úmero estiver em rotação externa ou neutra. Outro agravante desta área é em relação ao arco de elevação do ombro que segundo Brotzman (1996). tendões da bainha rotatória. isto porque seus movimentos induzem ao impacto. ligamento coracoacromial. a bursa subacromial até a articulação acromiocalvicular. logo. o impacto será contra o ligamento coracoacromial. Caracteriza-se por dor à elevação do membro superior em rotação interna entre 70 e 120 graus. também é uma área em que fica menos vascularizada ainda quando o braço está abduzido. além de ser uma área propícia às inflamações. pintores. porém este grupo de músculo. e sabendo que entre 70 e 120 graus de elevação glenoumeral a tuberosidade maior do úmero avança sobre o teto formado pelo acrômio e ligamento coracoacromial. é anterior e não lateral. qualquer condição que induza à uma diminuição deste espaço pode causar lesão. mais precisamente perto da inserção do tendão do supraespinhoso. 1998). traumas. que consequentemente corresponde para o local mais comum de inflamação. 2 . arremessadores. E qualquer estrutura ali presente pode ser acometida. 2000). é chamado de intervalo do impacto.A síndrome do impacto é geralmente a condição dolorosa em que os tecidos moles do espaço subacromial (bursa. ou o ligamento coracoclavicular se o úmero estiver em rotação interna e abduzido acima dos 80 graus. Atividades ocupacionais e esportivas que requeiram o uso repetitivo do braço acima da cabeça (carpinteiros. fica evidente a fragilidade e a grande probabilidade de ocorrer uma inflamação neste local.etc. zona semelhante foi encontrada no tendão do infraespinhoso. . impacto das estruturas supra-umerais contra a superfície anterior do acrômio. tendão do bíceps) são cronicamente induzidos entre a cabeça do úmero e o arco coracoacromial (acrômio anterior. (Fongemie et al. A causa do impacto pode ser devido a diversos fatores. se tornarem inflamados e edemasiados. segundo estudos. a bursa subacromial. sofre de uma hipovascularização. e se o úmero estiver rotado internamente. Se através de microtraumas de repetição o tendão do supraespinhoso.) também estão sujeitos à síndrome do impacto. pois diminui ainda mais o espaço de vascularização que já é pequeno. Sendo assim. nadadores. A síndrome do impacto pode resultar de compressões extrínsecas ou de perda de competência da bainha rotatória. devido ao impacto da inserção umeral do manguito rotador contra a borda ântero-inferior do terço anterior do acrômio (Valenzuela. desde o tendão do supraespinhoso. os cuidados com esta importante área. articulação acromioclavicular) (Rossi. A síndrome do impacto é uma das maiores causas de dor e disfunção. tais como variantes anatômicas. a cabeça longa do bíceps. 1998). Este espaço é muito estreito e o fica mais estreito ainda quando o braço é abduzido. Neste caso o manguito é em suma muito exigido. aumentando assim. instabilidade articular do ombro.. uma vez que estão todos esforçando o ombro em graus de maior tensão muscular do grupo do manguito rotador (importante estabilizador) e de menor espaço subacromial (90 a 120°). resultando assim. consequentemente o espaço subacromial se tornará mais restrito. o tendão bicipital ou qualquer estrutura ali presente.. Todos podem estar sujeitos a impactos de repetição entre a tuberosidade maior e o acromio. isso na abdução.Etiologia A síndrome do impacto resulta de microtraumas de repetições aos tecidos que estão no espaço umerocoracoacromial.

paralisia ou mobilidade limitada do serrátil anterior Articulação acromioclavicular – Anormalidade congênita.3 . má união em uma fratura. Úmero – Aumento da proeminência por tuberosidade maior devido a anomalia congênita ou má união Acrômio – Acrômio não fundido. paralisia do nervo subescapular.17-32% da população .segundo Neer apud Brotzman (1996) A sídrome do impacto é classificada segundo Neer apud Brotzman (1996) em três estágios: Estágio I – Envolve edema e hemorragia no tendão do supraespinhoso e bursa e atinge uma população com idade menor que 25 anos Estágio II – Envolve fibrose e tendinite atingindo uma população de faixa etária entre 25-40 anos. e por ruptura da cabeça longa do bíceps. superfície superior irregular devido rupturas total ou parcial. 4 . variante morfológica como: .acrômio tipo I (plano) .Fatores estruturais que contribuem para a síndrome do impacto Escápula – Posição anormal devido a cifose torácica.acrômio tipo II (curvo) – 40-45% da população . ou supra-escapular ou axial. o choque interno é incidente nos acrômios do tipo II e III. este estágio pode facilmente evoluir para o estágio III se não tratado corretamente Estágio III – Envolve ruptura parcial ou total do manguito rotador e normalmente atinge indivíduos maiores do que 40 anos de idade. Manguito Rotador – Perda do mecanismo depressor da cabeça do úmero ocasionado por radiculopatia em C5 e C6. tendão espessado após cirurgia ou trauma. degeneração na superfície com esporão.acrômio tipo III (ganchoso) – 26-40% da população De acordo com estudos. formação degenerativa do esporão. Espessamento do tendão por deposição de cálcio. calcificação do ligamento coracoacromial secundário a um trauma. Processo coracóide – Anomalia congênita e forma anormal após cirurgia ou trauma. . movimento anormal do trapézio. Ligamentos – Frouxidão ligamentar.Classificação .

geralmente.MÃO DOMINANTE – ATIVIDADE ESPORTIVA E OU PROFISSIONAL QUE EXERCE – QUESTÕES SOBRE OS SINTOMAS SENTIDOS – RELAÇÃO HISTÓRIA/DIAGNÓSTICO.Exame Como na maioria dos problemas médicos. A seguir deve-se inspecionar o pescoço e o cotovelo para excluir a possibilidade da dor ser referida de outras regiões do corpo. seguido de uma lesão. O início dos sintomas pode ser agudo. deformidades do ombro como o arredondamento do mesmo que ocorre com o deslocamento anterior. cicatrizes.FISIOTERAPIA 5. mas é mais freqüente com atividade de arremesso com a elevação do ombro e menos sintomática à noite. Um completo exame físico inclui a inspeção e palpação. taxação de grau de movimento e testes provocativos para síndrome do impacto e para diferenciar de ser uma síndrome primária ou secundária. Já o impacto secundário a dor também apresenta-se desta maneira. a assimetria. A história se inicia com: IDADE . fraqueza e perda de movimento são os sintomas mais comuns relatados (Forgemie et al. Após a história clínica parte-se para o exame físico propriamente dito. especialmente em pacientes mais velhos. distinguindo-os em primário e secundário. 1998).Neer também dividiu a síndrome do impacto conforme o mecanismo de lesão. Uma queixa freqüente é a dor noturna. os diagnósticos devem ser detalhados e baseados em histórias clínicas. 5 . onde nenhuma lesão específica ocorre. Deve-se observar ainda a presença ou não de edema. escápula alada. particularmente quando o paciente posiciona-se sobre o ombro. atrofia muscular. A dor.(Cavallo e Speer. a dor é exacerbada com atividades com que envolvam as mãos acima da cabeça e ou presente pela noite (paciente não consegue dormir sobre o ombro devido a dor). Secundário – Refere-se à diminuição do espaço subacromial causado pela instabilidade da articulação glenoumeral onde frequentemente é dado pela fraqueza da mecânica do manguito rotador e do tendão do bíceps. e . com distúrbio de sono freqüente. 1998). ou pela instabilidade funcional da escapulotorácica. O impacto primário. O exame físico também deve incluir a palpação das articulações. Primário – Choque puramente mecânico e a instabilidade da articulação glenoumeral não está presente. A dor é exacerbada pelas atividades com as mãos acima da cabeça. ou insidioso.1 .

ou seja. Teste de Hawkins. Teste de Ludington. 5.Ombros abduzidos a 90° e. Teste de Hawkins – Ombro abduzido a 90° e cotovelo fletido a 90°. Indica Síndrome do impacto com tendinite do infraespinhal. Teste de Jobe. Teste de Neer-Hawkins – Mesmo que anterior. Teste do bíceps (speed). Teste da queda do braço. Devese também mensurar o grau de amplitude de movimento de ambos os ombros para fins comparativos. . Examinador postado atrás do paciente com uma mão sobre a porção superior da escápula e outra ao nível do cotovelo. Teste de Jobe . A fraqueza indica déficit de força do supraespinhoso. Eleva-se o braço do paciente passivamente com o braço totalmente pronado e a escápula devem estar estabilizadas. Teste de Yergason. Na avaliação do manguito rotador deve-se observar fraqueza associada a dor caracteristico de síndrome do impacto por acometimento do manguito. Teste do impacto de Neer – Paciente sentado ou em pé. Os testes especiais incluem o Teste do impacto de Neer. Pode-se também pedir para o paciente abaixar lentamente o braço. Teste de Neer-Hawkins. a deve-se distinguir de fraqueza do manguito devido a dor associada. são executados os testes irritativos que associados aos exames de história.2 TESTES Para finalizar o exame físico. Teste de queda do braço – Paciente eleva o braço até 90° e é feito pelo examinador uma discreta pressão sobre o braço. Teste do subescapular de Gerber.sempre comparando o ombro afetado com o outro e observar a presença de dor associada. porém com abdução horizontal passiva. não conseguir executar um movimento de manguito devido a dor em outra estrutura como a bursa por exemplo. Teste de relocação. A dor é um sinal de impacto subacromial ou ruptura do manguito rotador. A dor indica impacto subacromial ou ruptura dos tendões da bainha rotatória. indicam problemas mais específicos. Examinador força ao nível dos cotovelos no sentido da adução. ou fraqueza. plano de escápula. Teste do sinal do sulco. indica tendinite ou até mesmo ruptura completa do tendão do supraespinhoso. O examinador força a nível do punho no sentido da extensão do ombro. não conseguindo manter o braço erguido. Examinador sustenta pelo cotovelo e roda internamente. Indica tenossinovite da cabeça longa do bíceps. se ele não conseguir e o braço cair abruptamente ou se referir dor. Teste do bíceps (speed) – Paciente com o ombro fletido a 90° e rodado externamente.

há provavelmente ruptura da cabeça longa do bíceps. espessamento dos tendões e em um indivíduo ativo seguido de uma falha do tratamento conservador. Indica impacto posterior do supraespinhal. ou deslocamento. Teste do subescapular de Gerber – O paciente coloca o dorso da mão ao nível de L5 e procura ativamente afastá-la das costas com uma leve pressão do examinador contra o movimento exercido. caso isso não ocorra é recomendado uma avaliação artroscópica. Sobre os pacientes com espessamento de tendão pode-se esperar melhora significativa com atendimento não operatório. há lesão da cabeça longa do bíceps. instabilidade anterior discreta e alguns casos ruptura do manguito rotador. A maioria dos autores recomenda continuar o tratamento por no mínimo 6 meses. podendo levar a uma bursectomia. Muitas roturas de manguito rotador são tão grandes que não podem ser reparadas sem que mude uma quantia desordenada de tensão no reparo. Se houver um sulco.TRATAMENTO A imobilização nunca é usada porque a capsulite adesiva pode resultar de uma imobilização. Se houver dor. ombro abduzido a 90° em máxima rotação externa e cotovelo fletido a 90°.Paciente em Decúbito dorsal. Pacientes.Teste de Yergason – Paciente com ombro em posição neutra e cotovelo em flexão de 90°. deslocando a cabeça umeral posteriormente. O examinador com a mão no cotovelo exerce uma tração caudal e com a outra mão examina a região subacromial. Teste de Relocação . O examinador solicita supinação ativa do paciente contra resistência e ao mesmo tempo faz rotação externa passiva do ombro. A incapacidade de execução deste movimento indica grave lesão do subescapular. a intervenção tanto clínica quanto cirúrgica em pacientes com síndrome do impacto é ampla e deve ser muito bem questionado por todo o corpo clínico que trata o paciente. O tratamento conservador das desordens do manguito rotador costuma dar bons resultados na maioria dos pacientes. 6 . Indicações para tratamento cirúrgico em desordens do manguito rotador só é feita com ruptura completa. Teste do sinal do sulco – Paciente sentado com o braço aduzido junto ao tronco. em presença de fraqueza ou ventre palpável distalmente. Em geral os . Em caso de dor. o examinador repete a manobra. A reparação do dano tecidual tem sido feito com tecido adjacente (tendão do bíceps ou do subescapular) Enfim. Solicita-se contração do bíceps. se a dor desaparecer o teste é positivo. Indica tenossinovite e/ou subluxação da cabeça longa do bíceps. no estágio I. geralmente têm bons resultados. Teste de Ludington – Paciente com as mãos no topo da cabeça. de até 1 cm é normal. mais do que isso indica instabilidade inferior.

BIBLIOGRAFIA BROTZMAN. . Management of shoulder impingement and rotator cuff tears. J. 1999 PALASTANGA. FIELD. LEHMKUHL. WEISS.ed. 1997 VALENZUELA NETO. Porto alegre.pacientes nos estágios menos avançados apresentam uma melhor evolução e resolve-se o caso com apenas o tratamento conservador para os sintomas de dor.. F. D. E. Medicine & Science in Sport & Exercice 1998 FONGEMIE. C. Saint Louis: Mosby.No entanto isto não é uma regra e vários destes pacientes acabam tendo que se submeter a um ato cirúrgico. Anatomia e movimento humano: estrutura e função 3° ed. R. 1992 ROSSI. . S. S. . N. Clinical Orthopedic Rehabilitation.Centro avançado de fisioterapia Ltda. . São Paulo: Manole. Cinesiologia Clínica de Brunnstrom. L. R. ANATOMIA HUMANA – Atlas Fotográfico de Anatomia Sistêmica e Regional 3°ed. J. J. 5. Fisiomaster . . K. J. W. L. BUSS.. L. Shoulder impingement syndromes. ROLNICK. limitação de ADM. A. D. M. Aula ministrada durante o curso de fisioterapia nas patologias do ombro. Guia Clínico de avaliação ortopédica São Paulo: Manole. . Shoulder instability and impingement in throwing athletes. D . S. 1996 CAVALLO. D. L. C. YOKOCHI. B. E. . & SPEER. JOHNSTON. . J. BELL.SOAMES. K. K. European journal of radiology 1998 SMITH. Fisioterapia na Síndrome do impacto do ombro. São Paulo: Manole. 2000 ROHEN. etc. American Family Physican 1998 LONDON. 2000 . P. São Paulo: Manole.

As razões mais freqüentes das consultas foram queixas sobre joelhos. bursite. Termos. 5. pelo ligamento córaco-acromial e pela articulação acrômio clavicular. 2. em primeiro lugar estão as afecções da coluna. descrita em 1927 só foi entendida e estadiada em 1983 por Neer. acumula traumatismos com o passar dos anos que aumentam os riscos de surgir a síndrome do impacto. Consiste no choque da grande tuberosidade do úmero. Essa síndrome é confundida com a "bursite" e outros designações. periartrite etc. na fase aguda. denominada de área crítica. na ativa. a cabeça longa do bíceps e a bursa subacromial são continuamente comprimidos pela porção anterior e inferior (terço anterior) do acrômio.09 a 12.26) entre os que estavam trabalhando. foi descrita uma alteração anatômica que causa uma síndrome específica que para ser resolvida deve-se em muitos casos recorrer à cirurgia.. a parte final do tendão do supra-espinhal. Quando alguém eleva o braço acima da cabeça. em segundo o joelho e em terceiro o ombro.(1). que com o passar do tempo acabam levando a um processo crônico irritativo. Os autores concluem que o trabalho intenso com o ombro. visitas de pós operatório. durante o movimento de elevação do braço. Com a dificuldade de definir os quadros clínicos nas diversas afeções específicas dessa região. que se traduz clinicamente por dor na região antero lateral do ombro. ombro congelado e tendinite do bíceps. Dentre os 20. esta . tendinite.Síndrome do Impacto do Ombro Prof. É a síndrome do impacto. As queixas crônicas do ombro que são incluídas nessas denominações genéricas são: a síndrome do impacto. acompanhadas de medidas fisioterápicas como a "roda de ombro". na articulação gleno-umeral ou na bolsa subacromial. que é pouco conhecida. infecções. encontraram um índice de prevalência de 5.5 milhões de consultas realizadas durante o período de 1995-1996 nos Estados Unidos. calcificação. e 7. Síndrome do Impacto Frost e colaborador analisam o risco da síndrome do impacto em 1. Desde 1983.18) entre os trabalhadores já aposentados. comprimida) entre duas estruturas rígidas. O tratamento dessa síndrome consistia.3% foram ao consultório do ortopedista. sem qualquer fundamentação científica. 21% no pescoço e 20% nos ombros. Neer(1) também delineou as normas para seu tratamento e diagnóstico. a grande tuberosidade do úmero e a porção ântero-inferior do acrômio junto com o ligamento córaco-acromial. através de radiografias com posicionamento especial do membro superior e ombro que permite uma correta avaliação do quadro fisiopatólogico e até ergonômico da articulação.5 milhões de aposentados por invalidez nos Estados Unidos. na Inglaterra sobre as dores que sentiram nas articulações na última semana. Dr. como Duplay. a dor e a incapacidade funcional do ombro mas não caracterizam o verdadeiro problema ou suas causas. As estruturas do manguito rotador. problemas de coluna e do ombro.546 pessoas que responderam a um questionário. tendão do supra-espinhal e a cabeça longa do bíceps de encontro ao arco córaco-acromial. é espremida (apertada. frente ao freqüente insucesso dessas medidas. O paciente. têm como base apenas a descrição dos sintomas.90 (95% CI.3% de todos os acidentados. no movimento de elevação do braço. assim como o clínico e até o ortopedista e o reumatologista tinham uma resignação.591 trabalhadores que usavam o ombro intensamente no seu trabalho de açougueiro num período de 1986 a 1993. que causam problemas de afastamento do trabalho e de queixas que afetam a qualidade de vida das pessoas. Introdução De 38. sendo que em inglês é designada de "impingement syndrome". 30% responderam que tiveram dor na coluna.27(95% intervalo de confiança (IC). José Knoplich Segundo as estatísticas o ombro é a terceira articulação mais importante em relação às patologias osteomusculares. 2. Em algumas pessoas existem certas altercações anatômicas na grande tuberosidade ou no arco córacoacromial. antes dessa nova concepção em repetidas infiltrações ora no tendão. De 1. em pessoas anteriormente sem queixas (3) A síndrome do impacto. traumatismos e atritos causados pelo trabalho e o esporte que são rotulados como sendo "bursite" do ombro. Existem pois uma série de fatores ligados a patologia do ombro resultantes de degenerações.94 to 21. mas que correspondia a 28. o conjunto dos distúrbios do ombro passam a receber o nome genérico de bursites.

força normal sem dor. descritas: A primeira é chamada de céfalo-caudal e é feita com uma incidência simples antero posterior de ombro. uma tendinite aguda cuja dor aparece apenas durante a atividade física. fase 2 -força normal com dor e fase 3. além de estimular o equilíbrio muscular em volta das articulações gleno umeral e escapulo torácica. com a dor manifestando-se durante e após a atividade física. feita com o paciente exercendo força contra a pressão do examinador. ultra-sonografia ou ressonância nuclear magnética. identifica-se o chamado "esporâo do acrômio". curvo e "em gancho".41. surge edema e hemorragia do tendão. pode-se avaliar o arco córaco-acromial através de duas incidências. que provavelmente surge por tração do ligamento córaco-acromial ao longo do tempo. chamada de "túnel do supra-espinhal". Diagnóstico por imagens Radiograficamente. Classifica-se o formato do acrômio em três tipos. a mais freqüente é o chamado esporâo ântero-inferior do acrômio. persistindo à noite. com a ampola inclinada 30 graus no sentido caudal. As manobras propedêuticas mais importantes para o diagnóstico são a "manobra de Neer" ou "teste do impacto". e mostra bem o formato do acrômio. Os autores concluem que essas três alterações encontradas na grande tuberosidade não estão associadas a doenças do manguito rotador tendo um valor preditivo baixo de 14 a 48%. ou seja. segurando os braços em 90 graus de elevação e rotação interna. já aparece a fibrose do tendão. plano. A incidência de Neer. na segunda fase. A ultra-sonografia por ser prática. o excesso de acrômio ântero-inferior. esclerose subcortical e lesões semelhantes a cistos. podem ser utilizadas uma pneumoartrografia de ombro. Sinais clínicos Clinicamente. a síndrome do impacto se caracteriza por ser evolutiva e foi dividido em três fases: na primeira. em que o doente deve referir dor.entidade é chamada de "síndrome do impacto". de rotura do tendão do manguito rotador. Três radiologistas independentes reviram as ressonâncias que apresentavam na grande tuberosidade umeral imagens de espessamento cortical. evitando-se o traumatismo e fazendo exercícios de resistência nos nadadores pré-adolescentes. Na avaliação do estado dos tendões do manguito rotador. Nesses casos deve ser feito reabilitação funcional intensa e se não resolver deve-se fazer uma descompressão cirúrgica sub acromial e se as dores persistirem deve-se fazer. O acordo intra observacional dos três radiologistas foi de fraca a média concordância com valores Kapa variando de 0.(7) O grupo de ombro do Departamento de Ortopedia e Traumatologia da . relacionando principalmente os dois últimos tipos com a gênese da síndrome do impacto. Tratamento cirúrgico A tentativa de resolver a síndrome do impacto pela artroscopia não teve muito sucesso(6). mas vários autores admitem que deve haver uma concomitante instabilidade gleno umeral que deve participar do processo devido a um desequilíbrio muscular da região(5). é o exame mais adequado para o diagnóstico. uma reconstrução capsulolabral anterior. A curto e longo prazo esses procedimentos são de pequeno sucesso em nadadores de elite. barata. A prevenção é ainda a melhor conduta. na terceira fase. Grande número de relatos na literatura tem confirmado a eficácia da acromioplastia ântero-inferior no tratamento da síndrome do impacto. As dores na face anterior do ombro em nadadores tem sido diagnosticado como síndrome do impacto. devido a enorme quantidade de vezes que realizam o movimento com o ombro causando uma tendinite do manguito. é feita como um perfil de escápula. Huang e colaboradores radiologistas americanos (4) estudaram em 108 ombros de pacientes sintomáticos com diagnóstico de portadores de doenças do manguito rotador do ombro. além da dor. não invasiva e bastante precisa. com a ampola inclinada de 15 a 25 graus no sentido caudal. Esse teste pode ter três resultados: fase 1. Os autores procuraram correlacionar as imagens das alterações da grande tuberosidade da radiografia simples se tinham correspondência na ressonância magnética com lesões do manguito. ou seja.06 a 0 . e a "manobra de Jobe". que consiste na elevação passiva do braço em rotação interna. surge uma disfunção progressiva. Etiologia Dentre as causas da síndrome do impacto.força diminuída com dor já há lesão do manguito rotador.

1992. Os primeiros 30 casos foram operados utilizando-se a via de acesso ântero-lateral com abertura em "L" do deltóide anterior e sua ressutura. porque.Santa Casa de São Paulo.Santos.Occup . 3) A recidiva da dor pré-operatória geralmente se deve a uma res-secção insuficiente do acrômio e pode ser minimizada com diagnóstico preciso e manobras intra-operatórias. Shoulder impingement syndrome in relation to shoulder intensive work. 1992 3-Frost P. nesses casos. foi avaliado no pré-operatório através de uma pneumoartrografia ou de uma ultra-sonografia. para se determinar o tipo e o formato do acrômio através de duas incidências. Os restantes 109 casos foram abordados pela modificação da via de acesso. Clin. Síndrome do Impacto: Tratamento cirúrgico. quatro maus resultados e três pacientes não retornaram ao controle. Bras. A idade média foi de 50 anos (variando de 19 a 72). Andersen JH. "Os acramiale" e outras anomalias foram encontrados em quatro ombros. associada ou não à lesão do manguito rotador. C. 0rthop. Cecchia e colaborador (2) encontraram nesses pacientes: dois acrômios tipo 1. com soltura mais lateral do deltóide.Checchia. com 42 ombros. de julho de 1987 a junho de 1991. de três a seis meses. No grupo A. regular em cinco e mau em três. Todos os pacientes foram avaliados no pré-operatório com radiografias simples. Apenas 18 ombros (13%) apresentavam calcificações visíveis aos raios-X. (que foi ressecada como tempo complementar à cirurgia) apenas nos pacientes que apresentem especificamente dor nessa articulação ao exame clínico pré-operatório. Vários autores demonstraram que a forma do acrômio realmente tem importância na gênese da síndrome do impacto. Concluem os autores que: 1) Na falha do tratamento clínico por três a seis meses. Rev. mesmo assim.26: 65-70. com sutura (grupo B) e debridamento do manguito rotador(grupo C). em 20 o resultado foi bom.S.1983. O membro não dominante foi operado 32 vezes (23%). foram divididos baseados no estado do manguito rotador visto no ato cirúrgico em três grandes grupos: sem sutura (grupo A). Referências Bibliográficas 1. quatro foram bons. Todos os pacientes foram submetidos a tratamento clínico fisioterápico. Em 12 ombros. com o diagnóstico da síndrome do impacto. a que se mostrou mais precisa (88% contra 66%). sendo 28 homens e 107 mulheres (proporção de 4 para 1). Ortop. O estado do manguito rotador. pois com o tempo a lesão do manguito pode se agravar e. 5) A cirurgia da acromioplastia ântero-inferior. deve ser cuidadosamente avaliada nos pacientes jovens (perigo maior de desinserção do deltóide) e nunca ser feita em pacientes em que foi debridado o manguito rotador. sendo esta última. tendão a tendão.Neer. ressecção do ligamento córaco-acromial e a sutura de eventual lesão do manguito rotador é um procedimento eficaz e de eleição para o tratamento da síndrome do impacto. em quase todos os pacientes. por uma técnica cirúrgica acurada e um acompanhamento cuidadoso no pós-operatório precoce. mau em um caso e dois pacientes não retomaram ao controle. operaram 139 ombros (135 pacientes). ântero-inferior e o túnel do supra-espinhal. prévio à cirurgia. conseqüentemente. o índice de bons resultados diminuir. P. 4) A ressecção associada da extremidade distal da clavícula deve ser feita apenas nos pacientes que tenham especificamente. 2) A desinserção pós-operatória do deltóide pode ser evitada. divulsão lateral e reinserção do músculo ao acrôrnio anterior com pontos transósseos. Em 73 ombros com média de seguimento de 18 meses. um regular.D. ele se constitui no último obstáculo à ascensão da cabeça do úmero. Os autores fizeram 11 (8%) ressecções de "os acromiale" e 42 (30%) do extremo distal da clavícula. o resultado foi bom em 34 ombros. dor nessa articulação e não apresentem sinais radiográficos de artrose. o que da maior segurança no pós-operatório imediato e uma firme fixação do tendão ao acrômio após a cicatrização. do grupo C com prognóstico reservado. 86 acrômios tipo 2 e 36 acrômios tipo 3. porém sem melhora. SL. a cirurgia não deve ser protelada. não importando o aspecto radiográfico como parâmetro indicativo de ressecção.173: 70-79 2. No grupo B com 23 pacientes. Impingement lesions.

1999 Jul. 2000 . Quando a força de elevação do músculo deltóide não é adequadamente balanceado pelos tendões no manguito rotador surge uma resultante de ascenção da cabeça do úmero que colide contra o arco coraco acromial.Connor PM.172(5):1381-8. Quando levantamos o braço contraímos vários músculos sinergicamente . Flinkkila T. Em estágios mais avançados lesa a cartilagem articular ou seja pode atirgir todas as estruturas ao redor do ombro. principalmente quando deitam sobre o ombro doente. Nontraumatic glenohumeral instability and coracoacromial impingement in swimmers. Pollock RG. Rubin DA. sem tratamento.56(7):494-8. A rutura do tendões na síndrome de impacto pode ocorrer expontaneamente.Esses músculos devem estar balanceados para que a resultante do movimento não produza atrito ou impacto em nenhuma direção. Como é feito o diagnóstico da síndrome de impacto do ombro? . Early recovery of isometric shoulder muscle strength after open acromioplasty in stage II impingement syndrome. músculos. ligamento coraco acromial e processo coracóide. o tendão mostra alterações crônicas de espessamento e degeneração que caracterizam a tendinose. Britton CA. na verdade. 4-Huang LF. Temos também o impacto interno que ocorre entre a mesma região do úmero e a borda superior da glenóide ( osso da junta do ombro onde a cabeça do úmero de articula). a patologia esta restrita ao ombro porém envolve tendões. Jalovaara P. Caso a doença evolua surgem as microrupturas e o tendão arrebenta. com o passar dos meses e dos anos. 7. Scand J Med Sci Sports 1996 Jun. Greater tuberosity changes as revealed by radiography: lack of clinical usefulness in patients with rotator cuff disease.Hyvonen P. No caso da síndrome de impacto do ombro. Como ocorre a síndrome de Impacto? A síndrome de impacto ocorre quando a região supero lateral do úmero colide contra alguma região do arco coraco acromial. bursa. porém. Quais os sintomas da síndrome de impacto? A síndrome de impacto provoca dor durante os movimentos do ombro.Orthopedics. Leppilahti J. AJR Am J Roentgenol.Environ Med. Quais estruturas são lesadas na síndrome de impacto ? As estruturas que mais sofrem na síndrome de impacto são os tendões do manguito rotador. comumente ocorre depois de um pequeno trauma. Copyright © 2000 eHealth Latin America Sindrome de Impacto no Ombro O que é a síndrome de impacto? O nome síndrome descreve em medicina um conjunto de sinais e sintomas presentes numa patologia que envolve vários órgãos ou regiões. alguns pacientes também reclamam de dor noturna. 5-Bak K. Bigliani LU. Yamaguchi K. cápsula. Inicialmente o tendão inflama e surge uma tendinite. O arco coraco acromial é formado pelo acrômio. Arch Orthop Trauma Surg. Quais as causas da síndrome de impacto? A síndrome de impacto é causado por um imbalanço muscular no ombro. Esse impacto é chamado de impacto externo.120(5-6):290-3. Comparison of arthroscopic and open revision decompression for failed anterior acromioplasty. não é o osso e sim as estruturas que estão entre os ossos ou seja os tendões e a bursa. Flatow EL. principalmente o supra espinal. 2000. O exame clínico com as provas de Neer e Hawkins em geral são positivas. 1999 May. em geral não há dor durante o repouso.6(3):132-44 6.23(6):549-54. Na Sindrome de Imapcto o que colide.

O.O diagnóstico da síndrome de impacto é clínico. descrevendo sua fisiopatologia e quadro clínico em seus diferentes estágios.I.). Mesmo havendo divergência de datas. Portanto. A dor ocorre em várias situações: à noite. CARVALHO. 1995). Alline Oliveira da Silva Fisioterapeuta graduada pela Universidade Tiradentes (Aracaju-SE) Pós-graduanda em Correção Postural pela EMSP (Salvador . e contínua. REIS. interferindo no sono. foi em 1788. em 1834 (ANDREWS. a síndrome é caracterizada principalmente por dor. infra espinal e redondo menor). 1998). O. 1996). Em fases mais avançadas quando o paciente exibe lesões tendinosas ( tendinose ou ruptura do tendão) podemos indicar a a cirurgia. principalmente dos rotadores internos e externos ( subscapular. Efeitos da Cinesioterapia na Síndrome do Impacto do Ombro Dra.. WILK. o . prejudicando seriamente a qualidade de vida do paciente (BARBIERI et al. embora alguns autores defendam que a primeira ruptura do manguito tenha sido descrita por Smith. Principalmente nos pacientes que não responderam ao tratamento fisioterapico e também naqueles com ruptura do tendão afim de reinseri-los no osso. I... Porém. que a primeira ruptura do manguito rotador foi descrita. Tratando-se de uma patologia que envolve a compressão de estruturas periarticulares (manguito rotador. bem como as propostas terapêuticas e cirúrgicas (MOREIRA. interferindo nas atividades cotidianas. Neer individualizou a patologia Síndrome do Impacto no Ombro (S. O exame de ultrassom também mostra as lesões. tendão da cabeça longa do bíceps e bursa subacromial) no espaço subacromial (COELHO. por Monro (MOREIRA. 1994). Como é feito o tratamento da síndrome de impacto? A chave do tratamento da síndrome de impacto é o reestabelecimento do equilíbrio muscular do ombro.1 Delimitação do problema Em 1972. em repouso.BA) I INTRODUÇÃO 1. O exame de radiografia simples pode mostrar algumas alterações ósseas com osteofitos e esporões e esclerose na região da grande tuberosidade e na região antero inferior do acrômio. Os exames complementares ajudam na determinação da extensão das lesões. o exame com padrão ouro para diagnóstico das lesões na síndrome de impacto é o exame de ressonância. CARVALHO. quanto às conseqüências da S. 1996). a qual acomete principalmente mulheres entre a quarta e quinta décadas e é eventualmente bilateral (BARBIERI et al. Em geral isso é conseguido através do reforço dos musculos do manguito rotador . 1995). Como é feita a cirurgia para tratamento do síndrome de impacto? Hoje em dia preferimos a cirurgia artroscopica com a reinserção dos tendões lesados e desbridamento dos osteófitos. aos esforços. Outras medidas fisioterápicas podem ser necessárias como por exemplo o alongamento da cápsula posterior. porém. hoje esta é considerada consensualmente como a afecção mais freqüente da cintura escapular.

O. evitando recidivas e proporcionando uma melhor qualidade de vida. 1. . se estes pacientes não forem submetidos ao tratamento fisioterapêutico precoce. gerando em alguns casos. Além disso.3. ou após diagnóstico imediato. possibilitando uma melhor coaptação articular entre a cabeça umeral e cavidade glenóide. que ser encaminhado a uma aposentadoria precoce. Promover alívio do quadro álgico. etc. em muitos casos.2 Específicos Elaborar um protocolo de avaliação. esta pesquisa implicará em grande contribuição para a comunidade científica. ficará. quer seja com seus resultados.3 Objetivos 1. tornando esta síndrome uma das mais incidentes nos consultórios ortopédicos perdendo apenas para a dor lombar.3. Aumentar ou manter a amplitude de movimento do ombro. as quais exigem a elevação deste. tais como: pentear-se. acelerando a recuperação. Um paciente portador de S. onde conseqüentemente poderá haver um grande número de indivíduos afastados das atividades ocupacionais. Elaborar um protocolo de tratamento. diminuindo custos.1 Gerais Verificar os efeitos terapêuticos da cinética articular no desarranjo biomecânico na Síndrome do Impacto do Ombro. Portanto. impossibilitado de realizar algumas atividades essenciais da vida diária. acarretando em custos elevados para a previdência. o qual será aplicado com todos os pacientes da pesquisa. o qual é invasivo. quer seja abrindo caminho para novas pesquisas.paciente estará impedido de realizar tarefas relacionadas ao trabalho e atividades da vida diária.2 Justificativa Dos eventos semiológicos da S. como por exemplo aposentadoria precoce.O. em pessoas incapazes de realizar suas funções. 1. tendo. vestir-se. por ser uma fonte de estudo para a instituição. complicações cirúrgicas ou pós-cirúrgicas.. a dor é o fator mais agravante. através das técnicas cinesioterápicas promovendo um equilíbrio entre as forças do manguito rotador e deltóide.I. O grande fator responsável pela grande incidência dessa patologia nos últimos anos é o uso demasiado do membro superior para as atividades da vida diária. na maioria dos casos. incluindo lazer. poderá implicar após alguns anos. Avaliar os eventos semiológicos da Síndrome do Impacto do Ombro através da avaliação prévia. podendo evitar o tratamento cirúrgico. A fisioterapia terá um papel fundamental na volta deste paciente a um estado prépatologia. comer. 1. estender roupas. Promover equilíbrio entre as forças exercidas pelos músculos do manguito rotador e deltóide.I. diminuindo o impacto do supra-espinhoso e bursa subacromial contra o acrômio. o qual será aplicado com os pacientes.

4 Hipóteses H0: A cinesioterapia é capaz de controlar a sintomatologia álgica da Síndrome do Impacto do Ombro.Proporcionar uma melhor qualidade de vida ao paciente. não proporcionando ganho de amplitude de movimento e reequilíbrio muscular nesta articulação. Analisar através da fotometria comparativa o ganho de amplitude de movimento de ombro Promover ganho de força muscular. Protocolar os achados clínicos. H1: A cinesioterapia é capaz de controlar a sintomatologia álgica da Síndrome do Impacto do Ombro. reintegrando-o as suas atividades funcionais. . 1. Analisar através da goniometria o ganho de amplitude de movimento do ombro. proporcionando ganho de amplitude de movimento e reequilíbrio muscular nesta articulação.

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