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8ACIDENTES E COMPLICAÇÕES EM ANESTESIA LOCAL

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ANESTESIOLOGIA

Bernardes, P.

´Todos merecem um atendimento digno, de qualidade e, principalmente, com Biossegurançaµ.

ACIDENTES E COMPLICAÇÕES
Qualquer desvio do padrão normal esperado durante ou após o desenvolvimento de uma técnica anestésica. 

Lima, 1996.

ACIDENTES E COMPLICAÇÕES
Fogem à expectativa do profissional.

ACIDENTES E COMPLICAÇÕES
Acidentes mais comuns:
† Fratura

de instrumental, causada pelo uso de material impróprio, de má qualidade, ou movimentos exagerados. † Infecções no uso de material impróprio, de má qualidade, ou movimentos exagerados. † Infecções no uso de material não estéril ou soluções contaminadas, podendo ser fatal em anestesias profundas.

ACIDENTES E COMPLICAÇÕES
Acidentes mais comuns:
† Paralisia

quando se anestesia um nervo motor. † Parestesia quando há um toque da agulha no nervo, podendo ser permanente se houver rompimento de tal nervo. † Trauma de lábios e bochechas crianças.

ACIDENTES E COMPLICAÇÕES GERAIS
Sobrecarga emotiva elevado grau de ansiedade.

Ansiedade + agitação normal do homem = reação psicogênica de origem vasomotora. Reação pode gerar diminuição de oxigenação cerebral = lipotímia.

LIPOTÍMIA
Vertigem ou ligeiro desmaio, acompanhada de palidez facial, relaxamento muscular, resfriamento perceptível das extremidades e reflexo óculopalpebral lento e fraco. Modo geral = hipotensão arterial.

LIPOTÍMIA
Tratamento colocar o paciente em decubito dorsal, com a cabeça mais baixa que o coração e os pés = posição de Trendelemburg. Paciente não recuperado da lipotímia síncope.

SÍNCOPE
Perda completa da consciência, parada cardiorespiratória, ausência de movimentos, dilatação pupilar e face cadavérica. Tratamento
† Se

mesmo da lipotímia.

houver parada cardio-respiratória, há necessidade do emprego de métodos de ressuscitação.

HIPERVENTILAÇÃO
Excesso da captação de oxigênio (O2) e eliminação de dióxido de carbono (CO2). Resulta aumento do volume, quanto da frequência respiratória ou ainda combinação de ambos.

HIPERVENTILAÇÃO
Originado acidose metabólica, intoxicação por drogas, cirrose, intensa sensação dolorosa e alterações do sistema nervoso central, além, principalmente, como resposta a condiçoes de ansiedade. Atendimento de emergência cobrir nariz e boca com um saco plástico e respirar dentro da embalagem.

ASMA
Se leve não há necessidade de tratamento de urgência. Crise administrar norepinefrina ou aminofilina intravenosa, ou broncodilatador spray (isoproterenol).

HIPERSENSIBILIDADE
Baixa frequência. Forma branda eczematosas.

Severa choque anafilático, se não tratado a tempo pode ser fatal.

ACIDENTES E COMPLICAÇÕES EM ANESTESIA LOCAL

ACIDENTES E COMPLICAÇÕES
FRATURA DE AGULHA; HEMATOMA; PARALISIA; PARESTESIA; TRISMO; EDEMA; TROCA DE TUBETES OU SOLUÇÕES; NECROSE DE EXTREMIDADES; TRAUMA DE MORDIDA.

DOR
Dor na injeção pacientes. fonte de ansiedade para alguns

Anestésicos tipo amida (lidocaína/bupivacaína) conhecidos por sua propensão a causar desconforto quando são infiltrados.

PRINCIPAIS CAUSAS DOR
Técnica de injeção descuidada e atitudes insensíveis. A punção e lesão de um determinado nervo dor que persistirá horas ou dias, além de lesões dos tecidos gengivais e, sobretudo do periósteo. Prevenção:
† † † † †

Técnicas apropriadas de injeção; Respeitar limites anatômicos; Usar de condutas psicológicas adequadas para com o paciente; Utilizar soluções anestésicas estéreis e injetá-las lentamente; Certificar-se da temperatura desta solução.

FRATURA DE AGULHA
Ocorre no ponto de junção entre a agulha e o intermediário. Ocorre em qualquer tipo de técnica anestésica maior frequência na anestesia por bloqueio regional dos nervos alveolar inferior, lingual e bucal.

FRATURA DE AGULHA
Primeira providência feche a agulha. impedir que o paciente

Caso a agulha fraturada apareça pinça hemostática.

retirar com

Caso a agulha desapareça realizar remoção cirúrgica, localizando-a radiograficamente.

HEMATOMA
Pode ocorrer pelo trauma causado pela passagem da agulha no interior dos tecidos. Áreas mais comuns:
† Tuberosidade

maxilar; † Região pterigomandibular; † Região infra-orbital; † Região Mentoniana.

HEMATOMA
Não há tratamento desaparece espontaneamente em uma ou duas semanas. Compressa quente ou pomada ainticoaculantes ou fibrinolíticas aceleram processo de disseminação do hematoma.

PARALISIA
Ocorre quando há o bloqueio de terminações nervosas motoras. Maior incidência anestesia por bloqueio regional dos NAI, lingual e bucal, quando a agulha alcança a parótida, bloqueando o nervo facial unilateralmente. Mm da expressão facial paralisam impede paciente de piscar, sorrir ou movimentar a boca.

PARALISIA
Recomendações:
† Colocar

vaselina estéril no olho proteger a córnea de ressecação e de corpos estranhos. † Informar que cessará assim que efeito do anestésico acabar.

PARESTESIA
Sintomas de anestesia depois de cessado efeito da solução anestésica. Insensibilização da área sensitivos da região. trauma dos nervos

Devido alta diferenciação do tecido nervoso difícil regeneração.

PARESTESIA
Novas fibras nervosas se formarão restauração da inervação da região afetada após meses ou anos. Complexo B vitamínico acelerar o processo de reparo do tecido nervoso lesado.

TRISMO
Ocorre quando solução anestésica é injetada no interior de um músculo, anestesiando as fibras motoras. Passageiro anestésico. coincide com o término do efeito

EDEMA
Relacionado com a administração de anestésico local raramente produzirá problemas significativos com a obstrução das vias aéreas. Maioria dos pacientes sentirá dor e disfunção na região. Principais causas: traumatismos durante a injeção, infecção, alergia, hemorragias e injeção de soluções irritantes (tubetes contendo álcool ou soluções esterilizantes).

EDEMA
Causado:
† injeção

traumática e hemorragia não requer tratamento; † Infecção antibioticoterapia; † Alergia especial atenção ² pode levar ao óbito.

TROCA DE TUBETES OU SOLUÇÕES
Hábito de alguns CD·s de acondicionar em tubetes anestésicos já utilizados, outras soluções.
† Ex:

Hipoclorito de Sódio; EDTA (Etileno Diamino Tetra Acético), Água Oxigenada, etc« necrose tecidual.

Pode causar danos irreparáveis

NECROSE DE EXTREMIDADE
Raro mas não infreqüente.

Pessoas acidentadas com dilaceração da língua necessário anestesia sem vasoconstritor. Uso com anestésico com vaso pode levar à necrose e perda parcial da língua. Necrose do Palato área pouco vascularizada, vasoconstritor usado em maior quantidade. Único local da boca a ocorrer este fenômeno.

Trauma de Mordida
Crianças bloqueio regional.

Orientar pais.

REAÇÕES TÓXICAS
Administração excessiva de uma droga. Afeta sistema nervoso central, respiratório ou circulatório.

REAÇÕES TÓXICAS
Ocorrem devido:
† Dose

elevada da droga anstésica; † Absorção rápida da droga; † Injeção intravascular; † Biotransformação lenta; † Eliminação.

REAÇÕES TÓXICAS
Sintomas:
† Excitação

do paciente torna-se falante, apreensivo, aumento dos batimentos cardíacos, da PA. † Podem ocorrer náusea e vômitos. † Casos graves contrações face, mãos e convulsões. Após, depressão do SNC, levando a perda da consciência e se houver depressão respiratória associada a falência cardíaca Óbito.

REAÇÕES TÓXICAS
Em geral Severa brandas e ransitórias. manisfesta-se por uma convulsão.

REAÇÕES TÓXICAS - SEVERA
Paciente deve ser protegido braços e pernas imobilizados e sucção bucal (remoção de saliva ou vômito). Administrar Benzodiazepan intravenosamente = 0,01 mg/Kg (crianças). Pulso e pressão monitorados e oxigênio administrado, até biotransformação da droga. Recomendar um médico.

PREVENÇÃO
Anamnese; Conhecimento so anestésico usado; Manutenção da dose total abaixo da máxima permitida; Evitar injeção intravascular usando a técnica de aspiração; Utilização de vasoconstritor para diminuir a absorção; Injeção lenta da solução anestésica para diminuir a ocorrência de concentrações sanguíneas altas. 
MARZOLA, 1999; WATSON, 1997.

REAÇÕES ALÉRGICAS
Hipersensibilidade específica a uma droga a um agente químico. 1% das reações é de origem alérgica.

REAÇÕES ALÉRGICAS
Sinais e Sintomas Imediatos
†

imediatos ou retardados.

segundos ou horas após agente ofensivo.

Afetam pele ou mucosas, causando urticária e angioedema. Pode ser a primeira indicação quee há mais grave esteja por vir. Vários sistemas podem ser afetados: 
 

†

Respiratório acarretando reação asmática; Gastrointestinal causando náuseas, vômitos, cólicas abdominais e diarréia; Cardiovascular variações na frequência e e ritmo cardíaco, podendo levar à perda de consciência e parada cardíaca.

ANAFILAXIA GENERALIZADA
QUANDO TODOS SINAIS E SINTOMAS OCORREM SIMULTANEAMENTE. 
MATTOS; GLEISER; PRIMO, 1999.

TRATAMENTO
Injeção subcutânea ou intramuscular epinefrina a 1:1000. 0,1 ² 0,3 ml de

Caso não ocorra melhora ser administrado após 5 a 15 minutos. Simultaneamente fazer ventilação com oxigênio. Caso haja parada respiratória, administra-se oxigênio sob pressão ou respiração boca a boca.

TRATAMENTO
Se persistir administrar 250 ² 500mg de aminofilina, lentamente, por via intravenosa. Após estabilização, podem ser administrados, por via intramuscular. Corticosteróides e antihistamínicos para evitar recorrência. Assim que possível, encaminhar paciente ao médico.

REAÇÕES RETARDADAS
Ocorrem após 48 horas da exposição.

CUIDADOS
Pacientes asmáticos alérgicos, principalmente, os dependente de corticosteróides, pois geralmente apresentam alergia aos sulfitos encontrados nas soluções contendo aminas simpatomiméticas, sendo nesse caso indicado soluções com felipressina. 

(Araújo; Amaral, 2004; Berkun et al.,2003; Mariano; Santana; Coura, 2000).

CUIDADOS
Metahemoglobinemia. Trata-se de uma cianose que ocorre na ausência de anormalidades cardíacas e/ou respiratórias, podendo ser congênita ou adquirida.

CUIDADOS
Os anestésicos que mais causam a metahemoglobinemia:
prilocaína, † articaína † benzocaína (uso tópico)
†

Devem ser evitados: grandes cirurgias, portadores de insuficiência cardíaca, respiratória ou doenças metabólicas e em gestantes, por causa do risco do feto vir a contrair a doença.

CUIDADOS
Paciente se apresenta letárgico, mucosas cianóticas, dificuldades respiratórias e a pele em tom cinza pálido. Tratamento administração intravenosa de azul-demetileno a 1% (1,5mg/Kg), podendo a dose ser repetida a cada 4 horas até a cianose ser debelada. 
(De Castro et al.,2002; Malamed, 2004; Ferreira, 1999; Souza; Faria,1991).

CONCLUSÃO
Determinados erros e complicações por analgesia local podem ser evitados por adequados treinamento e conduta dos profissionais, diante da utilização de técnicas anestésicas corretas, do total conhecimento anatômico e suas variações, ideal armazenamento das soluções anestésicas bem como dos materiais utilizados e prevenção dessas complicações. Se, de fato ocorrerem, ter o conhecimento científico para tratá-las, tranqüilizar o paciente e instruí-lo quanto ao erro.

USO EM GESTANTES
Observar técnica anestésica, quantidade da droga administrada, ausência/presença de vasoconstritor e os efeitos citotóxicos. 
(Scavuzzi; Rocha, 1999).

O anestésico local pode afetar o feto de duas maneiras: diretamente (quando ocorrem altas concentrações na circulação fetal) e indiretamente (alterando o tônus muscular uterino ou deprimindo os sistemas cardiovascular e respiratório da mãe). 
(Oliveira, 1990).

USO EM GESTANTES
Lidocaína anestésico mais apropriado para as gestantes. Prilocaína e articaína não devem ser usadas por poderem levar à metahemoglobinemia, tanto na mãe quanto no feto (Malamed, 2004). Bupivacaína apresenta a maior cardiotoxicidade, maior penetrabilidade nas membranas do coração e maior resistência após eventual parada cardíaca. Mepivacaína mais pesquisas devem ser realizadas já que seus riscos para o feto não são bem detalhados, portanto, seu uso é desaconselhado.

USO EM GESTANTES
Vasoconstrictores quando os benefícios superarem os riscos, os mesmos devem ser utilizados. Sem vasoconstrictor anestésico pode não ser eficaz, efeito passa mais rapidamente. Dor resultante pode levar o paciente ao estresse, fazendo com que haja liberação de catecolaminas endógenas em quantidades muito superiores àquelas contidas em tubetes anestésicos e, consequentemente, mais prejudiciais.

USO EM GESTANTES
Felipressina deve ser evitada por ser derivada da vasopressina e, teoricamente, ter capacidade de levar à contração uterina. Noradrenalina concentração 1:25.000 e 1:30.000 não devem ser usadas, tendo em vista o grande número de complicações cardiovasculares e neurológicos causados por essa substância. Concentração 1:50.000 a mais indicada. 
(De Castro et al., 2002).

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