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Apostila - Fundamentos de CC

Apostila - Fundamentos de CC

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  • CAPÍTULO 1: Matemática Básica
  • 1.1 Equações
  • 1.2 Equações de 1º Grau
  • 1.3 Equações de 2º Grau
  • 1.4 Notação de Potência de 10
  • CAPÍTULO 2: Eletrostática
  • 2.1 Um Pequeno Histórico da Eletricidade
  • 2.2 Carga elétrica
  • 2.3 Estrutura da Matéria
  • 2.4 Condutores e Isolantes
  • 2.5 Eletrização
  • 2.5.1 Eletrização por Atrito
  • 2.5.2 Eletrização por Contato
  • 2.5.3 Eletrização por Indução
  • 2.6 Exercícios I
  • 2.7 Carga Elétrica Elementar
  • 2.8 Exercícios II
  • CAPÍTULO 3: Lei de Coulomb
  • 3.1 Exercícios
  • CAPÍTULO 4: Energia e Transferência de Energia
  • CAPÍTULO 5: Potencial Elétrico
  • 5.1 Diferença de Potencial (ddp)
  • CAPÍTULO 6: Corrente e Tensão Elétrica
  • 6.1 Corrente Elétrica
  • 6.2 Diferença de Potencial Elétrico ou Tensão Elétrica
  • 6.3 Fontes de Alimentação
  • 6.4 Terra (GND = Ground) ou Potencial de Referência
  • 6.5 Fonte de Corrente
  • 6.6 Exercícios
  • CAPÍTULO 7: Conversão de Valores
  • 7.1 Exercício
  • CAPÍTULO 8: Resistência Elétrica
  • 8.1 Tipos de Resistores
  • 8.1.1 Resistor de fio
  • 8.1.2 Resistor de filme de carbono (de carvão)
  • 8.1.3 Resistor de filme metálico
  • 8.3 Resistências variáveis
  • 8.4 Exercícios
  • CAPÍTULO 9: 2ª Lei de Ohm (Resistividade)
  • 9.1 Exercícios
  • CAPÍTULO 10: 1ª Lei de Ohm
  • 10.1 Exercícios
  • CAPÍTULO 11: Multímetro – Voltímetro, Amperímetro e Ohmímetro
  • 11.1 Multímetro
  • 11.2 Voltímetro
  • 11.3 Amperímetro
  • 11.4 Ohmímetro
  • 11.5 Cuidados com o Multímetro
  • CAPÍTULO 12: Associação de Resistores
  • 12.1 Associação Série
  • 12.2 Exercícios I
  • 12.3 Associação Paralela
  • 12.4 Exercícios II
  • 12.5 Associação Mista
  • 12.6 Exercícios III
  • CAPÍTULO 13: Leis de Kirchhoff
  • 13.1 Primeira Lei de Kirchhoff
  • 13.2 Exercícios I
  • 13.2 Segunda Lei de Kirchhoff
  • 13.3 Exercícios II
  • 13.4 Exercícios III
  • 13.5 Circuito Misto
  • 13.6 Exercícios IV
  • CAPÍTULO 14: Análise de Defeitos
  • 14.1 Curto Circuito
  • 14.1.1 Circuito Série
  • 14.2 Circuito Aberto
  • 14.2.1 Circuito Série
  • 14.2.2 Circuito Paralelo
  • 14.3 Exercícios
  • CAPÍTULO 15: Potência Elétrica
  • 15.1 Rendimento ou Eficiência (η)
  • 15.2 Energia Elétrica Consumida
  • 15.3 Exercícios
  • CAPÍTULO 16: Divisores de Tensão
  • 16.1 Divisor de Tensão com Carga
  • 16.2 Exercícios
  • CAPÍTULO 17: Geradores
  • 17.1 Força Eletromotriz (E) – f.e.m
  • 17.2 Gerador Ideal
  • 17.3 Associação de Geradores
  • 17.4 Associação em Série
  • 17.5 Associação em Paralelo
  • 17.6 Exercícios
  • CAPÍTULO 18: Capacitores
  • 18.1 Processo de Carga em C.C
  • 18.2 Tipos de Capacitores
  • 18.2.1 Plásticos
  • 18.2.2 Cerâmica
  • 18.2.3 Eletrolíticos
  • 18.3 Associação de Capacitores
  • 18.3.1 Associação Paralela
  • 18.3.2 Associação Série
  • 18.4 Exercícios

0

1
Sumár i o
CAPÍTULO 1: M at emát i ca Bási ca ................................ ................................ ................................ .................. 5
1.1 Equações ................................ ................................ ................................ ................................ ............ 5
1.2 Equações de 1º Gr au ................................ ................................ ................................ .......................... 5
1.3 Equações de 2º Gr au ................................ ................................ ................................ .......................... 5
1.4 Not ação de Pot ênci a de 10 ................................ ................................ ................................ ................. 6
1.5 Exer cíci os ................................ ................................ ................................ ................................ ........... 7
CAPÍTULO 2: El et r ost át i ca ................................ ................................ ................................ ............................ 8
2.1 Um Pequeno Hi st ór i co da El et r i ci dade................................ ................................ ................................ 8
2.2 Car ga el ét r i ca ................................ ................................ ................................ ................................ ..... 9
2.3 Est r ut ur a da M at ér i a ................................ ................................ ................................ .......................... 9
2.4 Condut or es e Isol ant es ................................ ................................ ................................ ...................... 10
2.5 El et r i zação ................................ ................................ ................................ ................................ ........11
2.5.1 El et r i zação por At r i t o ................................ ................................ ................................ .................. 12
2.5.2 El et r i zação por Cont at o ................................ ................................ ................................ ..............13
2.5.3 El et r i zação por Indução ................................ ................................ ................................ ..............13
2.6 Exer cíci os I ................................ ................................ ................................ ................................ ........14
2.7 Car ga El ét r i ca El ement ar ................................ ................................ ................................ ................... 14
2.8 Exer cíci os II ................................ ................................ ................................ ................................ .......15
CAPÍTULO 3: Lei de Coul omb................................ ................................ ................................ ....................... 16
3.1 Exer cíci os ................................ ................................ ................................ ................................ ..........18
CAPÍTULO 4: Ener gi a e Tr ansf er ênci a de Ener gi a ................................ ................................ ......................... 19
CAPÍTULO 5: Pot enci al El ét r i co................................ ................................ ................................ .................... 21
5.1 Di f er ença de Pot enci al (ddp) ................................ ................................ ................................ .............21
CAPÍTULO 6: Cor r ent e e Tensão El ét r i ca ................................ ................................ ................................ ......23
6.1 Cor r ent e El ét r i ca ................................ ................................ ................................ ............................... 23
6.2 Di f er ença de Pot enci al El ét r i co ou Tensão El ét r i ca ................................ ................................ ............24
6.3 Font es de Al i ment ação ................................ ................................ ................................ ...................... 26
6.4 Ter r a (GND = Gr ound) ou Pot enci al de Ref er ênci a ................................ ................................ .............27
2
6.5 Font e de Cor r ent e ................................ ................................ ................................ ............................. 27
6.6 Exer cíci os ................................ ................................ ................................ ................................ ..........28
CAPÍTULO 7: Conver são de Val or es ................................ ................................ ................................ .............29
7.1 Exer cíci o ................................ ................................ ................................ ................................ ............29
CAPÍTULO 8: Resi st ênci a El ét r i ca ................................ ................................ ................................ ................. 30
8.1 Ti pos de Resi st or es ................................ ................................ ................................ ............................ 30
8.1.1 Resi st or de f i o ................................ ................................ ................................ ............................ 30
8.1.2 Resi st or de f i l me de car bono (de car vão) ................................ ................................ .................... 30
8.1.3 Resi st or de f i l me met ál i co ................................ ................................ ................................ ..........30
8.2 Códi go de cor es ................................ ................................ ................................ ................................ .31
8.3 Resi st ênci as var i ávei s ................................ ................................ ................................ ........................ 33
8.4 Exer cíci os ................................ ................................ ................................ ................................ ..........33
CAPÍTULO 9: 2ª Lei de Ohm (Resi st i vi dade) ................................ ................................ ................................ .35
9.1 Exer cíci os ................................ ................................ ................................ ................................ ..........35
CAPÍTULO 10: 1ª Lei de Ohm ................................ ................................ ................................ ....................... 37
10.1 Exer cíci os ................................ ................................ ................................ ................................ ........37
CAPÍTULO 11: M ul t ímet r o – Vol t ímet r o, Amper ímet r o e Ohmímet r o ................................ .......................... 38
11.1 M ul t ímet r o................................ ................................ ................................ ................................ ......38
11.2 Vol t ímet r o ................................ ................................ ................................ ................................ .......39
11.3 Amper ímet r o ................................ ................................ ................................ ................................ ..39
11.4 Ohmímet r o ................................ ................................ ................................ ................................ .....40
11.5 Cui dados com o M ul t ímet r o ................................ ................................ ................................ ............41
CAPÍTULO 12: Associ ação de Resi st or es ................................ ................................ ................................ ......42
12.1 Associ ação Sér i e ................................ ................................ ................................ .............................. 42
12.2 Exer cíci os I ................................ ................................ ................................ ................................ ......42
12.3 Associ ação Par al el a ................................ ................................ ................................ ......................... 42
12.4 Exer cíci os II ................................ ................................ ................................ ................................ .....43
12.5 Associ ação M i st a ................................ ................................ ................................ ............................. 44
12.6 Exer cíci os III ................................ ................................ ................................ ................................ ....45
3
CAPÍTULO 13: Lei s de Ki r chhof f ................................ ................................ ................................ ................... 48
13.1 Pr i mei r a Lei de Ki r chhof f ................................ ................................ ................................ ................. 48
13.2 Exer cíci os I ................................ ................................ ................................ ................................ ......48
13.2 Segunda Lei de Ki r chhof f ................................ ................................ ................................ ................. 48
13.3 Exer cíci os II ................................ ................................ ................................ ................................ .....49
13.4 Exer cíci os III ................................ ................................ ................................ ................................ ....49
13.5 Ci r cui t o M i st o................................ ................................ ................................ ................................ ..51
13.6 Exer cíci os IV ................................ ................................ ................................ ................................ ....51
CAPÍTULO 14: Anál i se de Def ei t os ................................ ................................ ................................ ...............53
14.1 Cur t o Ci r cui t o ................................ ................................ ................................ ................................ ..53
14.1.1 Ci r cui t o Sér i e ................................ ................................ ................................ ................................ 53
14.1.2 Ci r cui t o Par al el o ................................ ................................ ................................ ........................... 53
14.2 Ci r cui t o Aber t o ................................ ................................ ................................ ................................ 53
14.2.1 Ci r cui t o Sér i e ................................ ................................ ................................ ................................ 53
14.2.2 Ci r cui t o Par al el o ................................ ................................ ................................ ........................... 53
14.3 Exer cíci os ................................ ................................ ................................ ................................ ........54
CAPÍTULO 15: Pot ênci a El ét r i ca ................................ ................................ ................................ ................... 55
15.1 Rendi ment o ou Ef i ci ênci a (η) ................................ ................................ ................................ ...........56
15.2 Ener gi a El ét r i ca Consumi da ................................ ................................ ................................ .............56
15.3 Exer cíci os ................................ ................................ ................................ ................................ ........56
CAPÍTULO 16: Di vi sor es de Tensão ................................ ................................ ................................ ..............58
16.1 Di vi sor de Tensão com Car ga ................................ ................................ ................................ ...........58
16.2 Exer cíci os ................................ ................................ ................................ ................................ ........59
CAPÍTULO 17: Ger ador es ................................ ................................ ................................ ............................ 60
17.1 For ça El et r omot r i z (E) – f .e.m ................................ ................................ ................................ ..........60
17.2 Ger ador Ideal ................................ ................................ ................................ ................................ ..61
17.3 Associ ação de Ger ador es................................ ................................ ................................ ................. 61
17.4 Associ ação em Sér i e ................................ ................................ ................................ ........................ 61
17.5 Associ ação em Par al el o ................................ ................................ ................................ ................... 62
4
17.6 Exer cíci os ................................ ................................ ................................ ................................ ........62
CAPÍTULO 18: Capaci t or es ................................ ................................ ................................ .......................... 65
18.1 Pr ocesso de Car ga em C.C ................................ ................................ ................................ ...............65
18.2 Ti pos de Capaci t or es ................................ ................................ ................................ ....................... 65
18.2.1 Pl ást i cos ................................ ................................ ................................ ................................ .......65
18.2.2 Cer âmi ca ................................ ................................ ................................ ................................ ......65
18.2.3 El et r ol ít i cos ................................ ................................ ................................ ................................ ..66
18.3 Associ ação de Capaci t or es................................ ................................ ................................ ...............66
18.3.1 Associ ação Par al el a ................................ ................................ ................................ ...................... 66
18.3.2 Associ ação Sér i e ................................ ................................ ................................ ........................... 67
18.4 Exer cíci os ................................ ................................ ................................ ................................ ........68


















5
CAPÍ T ULO 1 : M at emáti ca Bási ca
1 .1 Equa ções

Equação (do grego “ίση”, que significa
“igualdade”) é definida por igualdades de
expressões matemáticas compostas por
incógnitas (letras) e coeficientes (números).

Quando desconhecemos o valor da incógnita,
não podemos afirmar a veracidade desta
igualdade.

Exemplos 1.1:
a) 1 = x
b) 1 3+ = a

1 .2 Equa ções de 1 º Gr a u

Equação de 1º grau é toda aquela que pode ser
representada por 0 = + b ax , onde x é a
incógnita e a e b são apresentados como
qualquer número pertencente aos reais, sendo
0 = a .
Uma equação de 1º grau pode ser resolvida
usando a seguinte propriedade:

a
b
x
÷
= ¬ ÷ = ¬ = + b ax b ax 0

Exemplos 1.2:
a) 8 x = ¬ = ÷ 0 8 x
b) 2 x = ¬ = ¬ = ¬ = ÷
3
6
6 3 0 6 3 x x x
c)




1 .3 Equa ções de 2 º Gr a u

Pode-se chamar de equação de 2º grau a
seguinte expressão: 0
2
= + + c bx ax .
Em uma equação 0 1 2
2
= + + x x , a é igual a
1, b é igual a 2 e c igual a 1.

Exemplos 1.3:
Equação a b C
1 3
2
+ + x x 1 3 1
5 2
2
+ + x x 2 1 5
1 2 5
2
÷ ÷ x x -2 5 -1

Para a resolução das equações dos exemplos
1.3 utilizamos Bháskara que é dada pela
seguinte expressão:
a
c a b b
x
·
· · ÷ ± ÷
=
2
4
2
.
As equações de 2º grau também podem ser
incompletas. Diz-se que uma equação de 2º
grau é incompleta quando, um dos termos é
nulo, ou seja, igual à zero.

Exemplos 1.3[2]:

Equação a b c
9
2
÷ x 1 0 -9
x x 9
2
÷ 1 -9 0
2
2x 2 0 0

Resolvendo a 1ª equação:
3 x ± = ¬ ± = ¬ = ¬ = ÷ 9 9 0 9
2 2
x x x

Resolvendo a 2ª equação:
0 9
2
= ÷ x x Para resolver, basta fatorar o
fator comum “x”.

1 2 x ÷ = ¬
÷
=
¬ · ÷ = ¬ ÷ = ¬ = +
2
24
3 8 2 8
3
2
0 8
3
2
x
x x x
6



Resolvendo a 3ª equação:
0 x = ¬ = 0 2
2
x

1 .4 Not a çã o de Pot ênci a de 1 0

Muitas vezes no estudo da Física nos
deparamos com números absurdamente
grandes ou extremamente pequenos. Se
disserem que a massa da terra é cerca de
5974200000000000000000000kg, ou então
que o raio do átomo de hidrogênio é igual a
0,000000005cm, seria muito difícil assimilar
estas ideias.

- Como escrever os números na notação
de potências de 10

Considerando um número qualquer, por
exemplo, 547. Com alguns conhecimentos de
Álgebra é possível compreender que este
número pode ser expresso da seguinte forma:
2
10 42 , 8 100 42 , 8 842 × = × =
Observe que o número 842 foi expresso como
sendo o produto de 8,42 por uma potência de
10 (no caso, 10²).
Tomemos um outro número, por exemplo,
0,0037. Podemos escrever:
3
3
10 7 , 3
10
7 , 3
1000
7 , 3
0037 , 0
÷
× = = =
Novamente, temos o número expresso pelo
produto de um número compreendido entre 1
e 10 (no caso 3,7) por uma potência de 10 (no
caso,
3
10
÷
).
Baseando-se nestes exemplos, chegamos à
seguinte conclusão:
Um número qualquer pode sempre ser
expresso como o produto de um número
compreendido entre 1 e 10, por uma potência
de 10 adequada.
Analise os exemplos seguintes:
Exemplos 1.4:
a)

b)
5
5
10 2
10
2
100000
2
00002 , 0
÷
× = = =
Para obtermos a potência de 10 adequada
podemos fazer o uso da seguinte regra prática:
a) Conta-se o número de casas que a vírgula
deve ser deslocada para a esquerda; este
número nos fornece o expoente de 10
positivo. Assim:



b) Conta-se o número de casas que a vírgula
deve ser deslocada para a direita: este número
nos fornece o expoente de 10 negativo.
Assim:

5
10 2 00002 , 0
÷
× =


- Operações com potências de 10

Você pode perceber facilmente que seria
complicado e trabalhoso efetuar operações
com os números muito grandes, ou muito
pequenos, quando escritos na forma comum.
Quando estes números são escritos na notação
de potência de 10, estas operações tornam-se
bem mais simples, seguindo as leis
estabelecidas na Álgebra, para as operações
com potências. Os Exemplos seguintes o
ajudarão a recordar estas leis:

( )
9
0
0 9
' '
'
=
=
= ÷
x
x
x x
4
10 23 , 6 10000 23 , 6 62300 × = × =
4
10 23 , 6 62300 × =
7
Exemplos 1.4[2]:
a)


b)
3
8
5
8
5
10 82 , 1
10
10
4
28 , 7
10 4
10 28 , 7
÷
× = × =
×
×


c) ( ) ( )
9
3
3 3
3
3
10 125 10 5 10 5
÷ ÷ ÷
× = × = ×
como
2
10 25 , 1 125 × = vem
7 9 2 9
10 25 , 1 10 10 25 , 1 10 125
÷ ÷ ÷
× = × × = ×

d)



- Algumas constantes Físicas que são
escritas em notação de potência de 10

Velocidade da luz
s m
8
10 0 , 3 ×
Constante
gravitacional
2 2 11
10 67 , 6 kg m N · ×
÷

Massa do elétron (em
repouso)
kg
31
10 11 , 9
÷
×
Massa do Próton (em
repouso)
kg
27
10 67 , 1
÷
×
Pressão atmosférica
normal
2 5
10 01 , 1 m N ×
Raio médio da Terra
m
6
10 37 , 6 ×
Distância média da
Terra ao Sol
km
8
10 49 , 1 ×
Distância média da
Terra à Lua
km
5
10 8 , 3 ×
Massa da Terra
kg
24
10 98 , 5 ×
Massa do Sol
kg
30
10 0 , 2 ×
Carga do elétron
(carga elementar)
C
19
10 6 , 1
÷
×
Constante da lei de
Coulomb (vácuo)
2 2 9
10 00 , 9 C m N · ×
Constante de Planck
s J · ×
÷34
10 63 , 6
1 .5 Exer cí ci os

1) Cite duas vantagens de se escrever os
números na notação de potência de 10.
2) Complete as igualdades seguintes,
conforme o modelo.
Modelo: cem = 100 =10²
a) mil = d) um centésimo =
b) cem mil = e) um décimo de milésimo =
c) um milhão = f) um milionésimo =
3) Complete as igualdades seguintes,
conforme o modelo.
Modelo: 340000 10 4 , 3
5
= ×
a) = ×
3
10 2 c) = ×
÷2
10 5 , 7
b) = ×
6
10 2 , 1 d) = ×
÷5
10 8
4) Com o uso da regra prática, escreva os
números seguintes em notação de potência de
10.
a) 382 = d) 0,042 =
b) 21200 = e) 0,75 =
c) 62000000 = f) 0,000069 =
5) a) Dados os números
6
10 3
÷
× e
6
10 7
÷
× ,
qual deles é o maior?
b) Coloque as potências de 10 seguintes
5
10 4
÷
× ;
2
10 2
÷
× e
7
10 8
÷
× em ordem
crescente de seus valores.
6) Efetue as operações indicadas:
a) = ×
5 2
10 10 f) = ÷
÷11 15
10 10
b) = ×
÷11 15
10 10 g) ( ) =
3
2
10
c) = × × ×
÷ ÷ 2 6
10 4 10 2 h) ( ) = ×
÷
2
5
10 2
d) = ÷
4 10
10 10 i) = ×
÷6
10 16
e) = × ÷ ×
÷ 4 3
10 2 , 1 10 8 , 4




( ) ( )
( ) ( )
4 7 3
7 3
10 3 , 6 10 10 3 1 , 2
10 3 10 1 , 2 30000000 0021 , 0
× = × × × =
= × × × = ×
÷
÷
2
4 4 5
10 5
10 25 10 25 10 5 , 2
× =
= × = × = ×
8
CAPÍ T ULO 2 : Eletr ostáti ca
A eletricidade é a parte da Física que analisa
os fenômenos que envolvem a carga elétrica e
é dividida, didaticamente, em três segmentos:
Eletrostática, Eletrodinâmica e
Eletromagnetismo.
A Eletrostática é o segmento da Eletricidade
que analisa os fenômenos relacionados às
cargas elétricas, com a particularidade de que
as partículas portadoras destas cargas estão
em repouso, em relação a um referencial
inercial.

2 .1 Um Pequeno Hi st ór i co da
El et r i ci da de

A seguir é colocado em ordem cronológica
alguns fatos de grande importância no
desenvolvimento de teorias e conceitos sobre
eletricidade. Estes fatos são essenciais para
que possamos entender os conceitos do
“mundo da eletricidade”.

600
a.C
Tales de Mileto – Observação de que um
pedaço de âmbar atrai pequenos fragmentos
de palha, quando previamente atritado.
1600 William Gilbert – Outras substâncias além do
âmbar são capazes de adquirir propriedades
elétricas. Estudos sobre imãs e interpretação
do magnetismo terrestre.
1672 Otto Von Guericke – Invenção da primeira
máquina eletrostática.
1729 Stephen Gray – Os metais tem a propriedade
de transferir a eletricidade de um corpo a
outro. Primeira caracterização de condutores
e isolantes.
Experiências sobre indução elétrica.
1763 Robert Symmer – Teoria dos Dois Fluidos: o
corpo neutro tem quantidade “normal” de
fluido elétrico. Quando é esfregado uma parte
do seu fluido é transferida de um corpo para
outro ficando um com excesso (carga
positiva) e outro com falta (carga negativa).
Fato importante: lei da conservação da carga.
1785 Charles A. Coulomb – Experiências
quantitativas sobre interação entre cargas
elétricas, com auxílio da balança de torção.
1800 Alessandro Volta – Invenção da Pilha.
1820 Hans Christian Oersted – Efeito Magnético
da Corrente Elétrica.
1825 Andre Marie Ampere – Lei que governa a
interação entre os imãs e correntes elétricas.
1827 George Simon Ohm – Conceito de resistência
elétrica de um fio. Dependência entre
diferença de potencial e corrente.
1831 Michael Faraday – Lei da indução
eletromagnética entre circuitos.
1832 Joseph Henry – Fenômenos da auto-indução.
1834 Heinrich Friedrich Lenz – Sentido da força
eletromotriz induzida.
1834 Michael Faraday – Leis da eletrólise:
evidência de que íons transportam a mesma
quantidade de eletricidade proporcional a sua
valência química.
1864 James Clerk Maxwell – Teoria do
Eletromagnetismo. Previsão da existência de
ondas eletromagnéticas. Natureza da luz.
1887 Heinrich Hertz – Produção de ondas
eletromagnéticas em laboratórios.
1897 Joseph John Thomson – Descoberta do
elétron.
1909 Robert Milikan – Medida da carga do elétron.
Quantização da carga.

9

2 .2 Ca r ga el ét r i ca

Em tempo seco, é possível produzir uma
fagulha simplesmente caminhando em certos
tipos de tapetes e depois aproximando a mão
de uma maçaneta, torneira ou mesmo um
amigo. Também podem surgir centelhas
quando você despe um suéter ou remove as
roupas de uma secadora. As centelhas e a
“atração eletrostática” são em geral
consideradas uma mera curiosidade.
Entretanto, se você produz uma centelha
elétrica ao manipular um microcircuito de um
computador, o componente pode ser
inutilizado.
Esses exemplos revelam que existem cargas
elétricas em nosso corpo, nos suéteres, nos
tapetes, nas maçanetas e nas torneiras. Na
verdade, todos os corpos contêm muitas
cargas elétricas. A carga elétrica é uma
propriedade intrínseca das partículas
fundamentais de que é feita a matéria; em
outras palavras, é uma propriedade associada
à própria existência dessas partículas.
A grande quantidade de cargas que existem
em qualquer objeto geralmente não pode ser
observada porque o objeto contém
quantidades iguais de dois tipos de cargas:
cargas positivas e cargas negativas. Quando
existe essa igualdade (ou equilíbrio) de
cargas, dizemos que o objeto é eletricamente
neutro, ou seja, sua carga total é zero. Quando
as quantidades dos dois tipos de cargas
contidas em um corpo são diferentes, a carga
total é diferente de zero e dizemos que o
objeto está eletricamente carregado. A
diferença entre as quantidades dos dois tipos
de cargas é sempre muito menor do que as
quantidades de cargas positivas e de cargas
negativas contidas no objeto.
Os objetos eletricamente carregados
interagem exercendo forças uns sobre os
outros.

2 .3 Est r ut ur a da M a t ér i a

Para explicar a eletrização dos corpos,
recorremos ao estudo de sua estrutura.
A matéria é constituída de pequenas partículas
denominadas átomos. Cada átomo, por sua
vez, é formado, basicamente, por uma parte
central denominada núcleo e por uma parte
periférica chamada eletrosfera.
No núcleo, a parte mais pesada do átomo,
encontram-se os prótons e os nêutrons. Na
eletrosfera encontram-se os elétrons, girando
em torno do núcleo em diferentes órbitas.

Figura 1: Át omo.
A carga elétrica é uma propriedade da matéria
que se apresenta tanto nos prótons como nos
elétrons com a mesma intensidade. A carga
elétrica do próton é positiva e igual em
10
módulo à carga elétrica do elétron, que é
negativa.
Um corpo, no seu estado normal, é
eletricamente neutro, porque seus átomos
possuem a mesma quantidade de cargas
positiva e negativa, isto é, as cargas se
anulam.
Como exemplo, temos o átomo de hélio, de
número atômico 2, que no seu estado natural é
neutro, pois apresenta dois prótons e dois
elétrons.

Figura 2: Át omo de Hélio.

Quando é alterado o equilíbrio natural do
átomo, ocorrendo com que ele perca ou
receba elétrons, passamos a chama-lo de íon.
O ÍON é um átomo que cede ou recebe
elétrons.
Existem dois tipos de íons, são eles: os
cátions e os ânions.
Cátion: Átomo que cede elétrons (+).
Ânion: Átomo que recebe elétrons (-).
Dizemos que ocorre um desequilíbrio elétrico
quando o átomo está ionizado.
Átomo ionizado negativamente: Quando
apresenta mais elétrons do que prótons.
Átomo ionizado positivamente: Quando
apresenta mais prótons do que elétrons.
É importante considerar que o número de
prótons é constante, o que se altera é o
número de elétrons, isto é, para ionizar o
átomo negativamente colocamos elétrons a
mais, e se quisermos ionizar positivamente,
retiramos elétrons.

2 .4 Condut or es e I sol a nt es

Podemos classificar os materiais de acordo
com a facilidade com a qual as cargas
elétricas se movem em seu interior. Os
condutores são materiais nos quais as cargas
elétricas se movem com facilidade, como os
metais (como o cobre dos fios elétricos), o
corpo humano e a água de torneira. Os não-
condutores, também conhecidos como
isolantes, são materiais nos quais as cargas
não podem se mover, como os plásticos
(usados para isolar fios elétricos), a borracha,
o vidro e a água destilada.

Figura 3: Exemplo de condut or e isolant e.

Os semicondutores são materiais com
propriedades elétricas intermediárias entre as
dos condutores e as dos não-condutores, como
o silício (usado nos microcircuitos dos
computadores) e o germânio. Os
supercondutores são condutores perfeitos, ou
11
seja, materiais nos quais as cargas se movem
sem encontrar nenhuma resistência.
Vamos começar com um exemplo de como a
condução de eletricidade pode eliminar o
excesso de cargas em um objeto. Quando
friccionamos uma barra de cobre com um
pedaço de lã, cargas são transferidas da lã
para o cobre. Entretanto, se você segurar ao
mesmo tempo a barra de cobre e uma torneira,
a barra de cobre não ficará carregada. O que
acontece é que você, a barra de cobre e a
torneira são condutores ligados, através do
encanamento, à Terra, que é um imenso
condutor. Como as cargas em excesso
depositadas no cobre pela lã se repelem,
afastam-se umas das outras passando primeiro
para a sua mão, depois para a torneira e
finalmente para a Terra, onde se espalham. O
processo deixa a barra de cobre eletricamente
neutra.
Quando estabelecemos um caminho
constituído por materiais condutores entre um
objeto e a Terra dizemos que o objeto está
aterrado; quando a carga de um objeto é
neutralizada pela eliminação do excesso de
cargas positivas ou negativas através da Terra
dizemos que o objeto foi descarregado. Se
em vez de segurar diretamente a barra de
cobre você a segura através de um cabo de
material não-condutor, o caminho de
condutores até a Terra fica interrompido, e a
barra pode ser carregada por atrito (a carga
permanece na barra), contanto que você não
toque nela com a mão.
As propriedades dos condutores e não-
condutores se devem à estrutura e à natureza
elétrica dos átomos. Como já vimos, os
átomos são formados por três tipos de
partículas: os prótons, que possuem carga
elétrica positiva, os elétrons, que possuem
carga elétrica negativa, e os nêutrons, que não
possuem carga elétrica.
As cargas de um próton isolado e de um
elétron isolado têm o mesmo valor absoluto e
sinais opostos; assim, um átomo eletricamente
neutro contém o mesmo número de prótons e
de elétrons. Os elétrons são mantidos nas
proximidades do núcleo porque possuem uma
carga elétrica oposta à dos prótons do núcleo
e , portanto, são atraídos pelo núcleo.
Quando os átomos de um material condutor
como o cobre se unem para formar um sólido,
alguns dos elétrons mais afastados do núcleo
(e que, portanto, são atraídos com uma força
menor) se tornam livres para vagar pelo
material, deixando para trás átomos
positivamente carregados (íons positivos).
Esses elétrons móveis recebem o nome de
elétrons de condução. Os materiais isolantes
possuem um número muito pequeno, ou
mesmo nulo, de elétrons de condução.
A tabela a seguir mostra a classificação de
alguns materiais.
CONDUTOR ISOLANTE SEMICONDUTOR
Prata Mica Germânio
Cobre Plástico Silício
Alumínio Vidro Madeira
Carvão Porcelana
Solo Vácuo
Corpo

2 .5 El et r i za çã o

As primeiras descobertas das quais se tem
notícia, relacionadas com fenômenos
elétricos, foram feitas pelos gregos, na
antiguidade. O filósofo e matemático Thales,
que vivia na cidade de Mileto no século VI
12
a.C., observou que um pedaço de âmbar, após
ser atritado com uma pele de animal, adquiria
a propriedade de atrair corpos leves (como
pedaços de palha e sementes de grama).
Somente cerca de 2000 anos mais tarde, é que
começaram a ser feitas observações
sistemáticas e cuidadosas de fenômenos
elétricos, destacando-se os trabalhos do
médico inglês W. Gilbert. Este cientista
observou que vários outros corpos, ao serem
atritados, se comportavam como o âmbar e
que a atração exercida por eles se manifestava
sobre qualquer outro corpo, mesmo que este
não fosse leve.
Como a palavra grega correspondente a âmbar
é eléctron, Gilbert passou a usar o termo
“eletrizado” ao se referir àqueles corpos que
se comportavam como o âmbar, surgindo
assim as expressões “eletrização”,
“eletricidade” etc.
Modernamente, sabemos que todas as
substâncias podem apresentar comportamento
semelhante ao âmbar, isto é, podem ser
eletrizadas ao serem atritadas com outra
substância. Por exemplo: uma régua de
plástico se eletriza ao ser atritada com seda e
atrai uma bola de isopor, um pente se eletriza
ao ser atritado nos cabelos de uma pessoa e
atrai esses cabelos ou um filete d’água, uma
roupa de náilon se eletriza ao se atritar com
nosso corpo, um automóvel em movimento se
eletriza pelo atrito com o ar etc.

2 .5 .1 El et r i za çã o por At r i t o

Um dos processos pelos quais se realiza a
eletrização de um corpo neutro é através do
atrito entre materiais diferentes. É o método
denominado triboeletrização ou eletrização
por atrito.
Quando dois corpos neutros, de materiais
diferentes, são atritados, ocorre uma troca de
elétrons entre eles, um cedendo para o outro.
Em consequência, um corpo eletriza-se,
positivamente, com quantidades de carga
elétrica iguais em valores absolutos.


Figura 4: Exemplo de elet rização por At rit o.
Para se conhecer os sinais das cargas elétricas
dos corpos, após o atrito, faz-se o uso de uma
tabela que ordena os materiais: a série
triboelétrica.


Quando dois materiais são atritados entre si,
aquele que ocupa a posição superior na série é
o que perde elétrons, eletrizando-se
positivamente.
13
Note-se que um determinado material pode
eletrizar-se tanto positiva como
negativamente, depende do outro material
com o qual é atritado.
Por exemplo, se o vidro for atritado com o
algodão, o algodão irá se eletrizar
negativamente. Já se o algodão for atritado
com cobre ele ficará eletrizado positivamente.

2 .5 .2 El et r i za çã o por Cont a t o

Quando um condutor eletrizado é posto em
contato com outro condutor neutro, há
eletrização deste último com o mesmo sinal
do primeiro.




2 .5 .3 El et r i za çã o por I nduçã o

A eletrização de um condutor neutro pode
ocorrer por simples aproximação de um outro
corpo eletrizado, sem que haja o contato entre
eles.
Consideremos um condutor inicialmente
neutro e uma esfera eletrizada negativamente.
Quando aproximamos a esfera eletrizada do
corpo neutro, as suas cargas negativas repeles
os elétrons livres do corpo neutro para
posições o mais distantes possível.

Desta forma, o corpo fica com falta de
elétrons numa extremidade e com excesso de
elétrons na outra.
O fenômeno da separação de cargas num
condutor, provocado pela aproximação de um
corpo eletrizado, é denominado indução
eletrostática.
Na indução eletrostática ocorre apenas uma
separação entre algumas cargas positivas e
negativas do corpo.
O corpo eletrizado que provocou a indução é
denominado indutor e o que sofreu a indução
é chamado induzido.
14
Se quisermos obter no induzido uma
eletrização com cargas de um só sinal, basta
liga-lo à Terra, na presença do indutor.


2 .6 Exer cí ci os I

1) Explique o que você entende por carga
elétrica.
2) Quais as partículas que constituem o
átomo?
3) Qual a condição necessária para que um
átomo esteja em equilíbrio elétrico?
4) Um átomo é capaz de perder prótons?
Justifique:
5) Como chamamos um átomo com excesso
de elétrons?
6) Cite 3 exemplos de condutores. Explique
por que são considerados condutores.
7) Baseado nos conhecimentos adquiridos
sobre eletrostática, explique como funciona o
Para-raios que foi inventado por Benjamin
Franklin.
8) Atrita-se uma barra de vidro com um pano.
Qual dos dois corpos fica eletrizado?
9) Uma mulher penteia o seu cabelo. Logo
depois verifica que o pente utilizado atrai
pedaços de papel. Dê a explicação plausível
para esse fato.
10) Explique como se pode eletrizar
negativamente uma esfera neutra através da
indução eletrostática.

2 .7 Ca r ga El ét r i ca El ement a r

Cada próton possui uma unidade de carga
positiva; cada elétron, uma unidade de carga
negativa. As cargas do elétron e do próton,
iguais em valor absoluto, são conhecidas
como cargas elementares (e), tratando-se,
por enquanto, da menor carga elétrica
encontrada na natureza. Sua intensidade é:
C e
19
10 6 , 1
÷
× =
Carga elétrica do próton = C
19
10 6 , 1
÷
×
Carga elétrica do elétron = C
19
10 6 , 1
÷
× ÷
Onde C (coulomb) representa no SI (Sistema
internacional de medidas), a unidade de
carga elétrica, tendo recebido essa
denominação em homenagem a Charles
Augustin Coulomb. Coulomb foi o primeiro
cientista a realizar a medição exata das cargas
elétricas de um corpo.
elétrons C
18
10 28 , 6 1 × =
O valor que foi obtido experimentalmente, em
1909, pelo físico norte-americano Robert
Andrews Millikan (1868-1953), ganhador do
prêmio Nobel de Física de 1923.
Como a menor carga possível é a do elétron,
conclui-se que a carga (q) de qualquer corpo
eletrizado é um múltiplo inteiro (n) da carga
elementar (e):

e n Q · ± =

Exemplos 2.7
a) De um corpo neutro foi retirado 1 milhão
de elétrons. Qual a sua carga final?
Como foram retirados elétrons temo que
C e
19
10 6 , 1
÷
× = , e a quantidade de elétrons
que foram retiradas é 1 milhão, logo,
6
10 1× = n elétrons. Temos que: e n q · ± = ,
então,
19 6
10 6 , 1 10 1
÷
× · × + = Q
15
C Q
13
10 6 , 1
÷
× =

b) Quantos elétrons precisam ser retirados de
um corpo para que ele fique com a carga de
1C?
Sabemos que a carga elétrica é de
C
19
10 6 , 1
÷
× e que e n q · ± = . Logo:
19
10 6 , 1
1
÷
×
= ¬ = n
e
Q
n
Então,
18
10 25 , 6 × = n elétrons, o que
comprova que o coulomb é uma unidade
muito grande. Assim, na eletrização dos
corpos, geralmente o número de elétrons
retirados ou colocados é menor que o
encontrado acima. Por isso, na prática, a
carga de um corpo é menor que 1C, o que
justifica o uso da notação de potência de 10.

2 .8 Exer cí ci os I I

1) Qual o número de elétrons retirados de um
corpo cuja carga elétrica é de C
6
10 32
÷
× ?
2) Um corpo condutor inicialmente neutro
recebe
18
10 15× elétrons. Calcule a carga em
Coulomb adquirida pelo corpo.
3) É dado um corpo eletrizado com carga
C
6
10 4 , 6
÷
× . Determine o número de elétrons
em falta no corpo.
4) Quantos elétrons devemos fornecer a um
corpo inicialmente neutro, para eletrizá-lo
com carga de C
6
10 48
÷
× ?
5) Quantos elétrons em excesso tem o corpo
eletrizado com carga de C
12
10 16
÷
× ÷ ?
6) um corpo possui
20
10 4× elétrons e
20
10 5 , 3 × prótons. Quanto à carga elétrica
desse corpo, determine:
a) o sinal; b) a intensidade.
7) Um corpo tem
18
10 2× elétrons e
18
10 4×
prótons. Como a carga elétrica de um elétron
(ou de um próton) vale, em módulo,
C
19
10 6 , 1
÷
× , podemos afirmar que o corpo
está carregado com uma carga elétrica de:
a) -0,32C c) 0,64C
b) 0,32C d) -0,64C
8) Considerando que C e
19
10 6 , 1
÷
× = ,
quantos elétrons devem ser retirados de um
corpo, para que sua carga elétrica final seja de
4C?































16
CAPÍ T ULO 3 : Lei de Coulomb
A força elétrica é proporcional às cargas -
Consideremos dois corpos eletrizados com
cargas Q1 e Q2, separados de uma distância d,
como mostra a figura.

Figura 5: Força de at ração ent re duas cargas
punt uais, de sinais cont rários, separadas pela
dist ância d.
Vamos supor que o tamanho destes corpos
eletrizados seja muito pequeno em relação à
distância d entre eles. Nestas condições,
consideramos as dimensões destes corpos
desprezíveis e nos referimos a eles como
“cargas puntuais”. Portanto

uma carga puntual é aquela que está
distribuída em um corpo cujas dimensões são
desprezíveis em comparação com as demais
dimensões envolvidas no problema.

Na figura 5, designamos por F o módulo da
força entre as cargas Q1 e Q2. Coulomb
verificou que, se a carga Q1 for duplicada (ou
triplicada, ou quadruplicada etc.), o valor da
força entre as cargas também duplicará (ou
triplicada, ou quadruplicada etc.), como está
mostrado na figura 6.

Figura 6: A força de int eração ent re duas cargas
punt uais, separadas por uma dist ância d, é
diret ament e proporcional ao produt o dest as cargas.

Então, ele concluiu que o valor da força é
proporcional à carga Q1, isto é
F ∝ Q1
Como era de se esperar, se o valor de Q1 não
fosse alternado e o valor de Q2 fosse
duplicado (ou triplicado etc.), o módulo da
força também duplicaria (ou triplicaria etc.),
como está representado na figura 6. Então
podemos escrever que também se tem
F ∝ Q2
Logo, como F ∝ Q1 e F ∝ Q2 vem
F ∝ Q1 Q2
ou seja

a força de interação entre duas cargas
elétricas puntuais é proporcional ao produto
destas cargas.

Assim, supondo, por exemplo, que o valor de
Q1 duplicado e o de Q2 fosse triplicado valor
da força entre estas cargas se tornaria 6 vezes
maior (figura 6).

A força elétrica depende da distância entre
as cargas – O fato de que a força entre corpos
eletrizados diminui quando aumentamos a
distância entre eles é conhecido há muitos
séculos.
Entretanto, o estabelecimento da relação
quantitativa entre a força F (que uma carga
puntual exerce sobre outra) e d (distância
entre as cargas) só veio a ser feito por
Coulomb, em suas experiências. Ele verificou
que
duplicando d  F torna-se 4 vezes menor
triplicando d  F torna-se 9 vezes menor
quadriplicando d F torna-se 16 vezes menor
17
Assim, Coulomb observou que quando a
distância d é multiplicada por um número, a
força F entre as cargas fica dividida pelo
quadrado deste número. Portanto,

a força, F, de atração ou repulsão entre duas
cargas puntuais é inversamente proporcional
ao quadrado da distância, d, entre elas, isto
é,
F ∝
2
1
r


Lei de Coulomb – Como já vimos que entre a
força F e as cargas Q1 e Q2 existe a relação
F ∝ Q1 Q2
e que entre esta mesma força e a distância d
tem-se
F ∝
2
1
d

podemos associar estas relações, obtendo
F ∝
2
2 1
d
Q Q ·

Como sabemos, esta relação poderá ser
transformada em uma igualdade introduzindo-
se nela uma constante de proporcionalidade
adequada. Consideramos, inicialmente, as
cargas Q1 e Q2 situadas no vácuo. Nesta
situação vamos designar por k a constante de
proporcionalidade a ser introduzida na relação
anterior. Teremos, então, para as cargas no
vácuo

2
2 1
d
Q Q
k F
·
· =

Chegamos, assim, à expressão matemática da
lei de Coulomb, para o vácuo. No S.I., onde F
é medido em Newton, Q1 e Q2 em Coulombs
e d em metros, o valor de k é:
2
2
9
10 0 , 9
C
m N
k
·
× =
Exemplos 3:
Uma carga puntual positiva
C Q
6
1
10 23 , 0
÷
× = , é colocada a uma
distância de 3,0cm de outra carga também
puntual, negativa, C Q
6
2
10 60 , 0
÷
× ÷ = (figura
7).

Fi gur a 7: Fi gur a do exempl o 3.
a) Supondo que Q1 e Q2 estejam no ar, calcule
o valor da força F1 que Q2 exerce sobre Q1.
Como a força entre duas cargas elétricas
situadas no vácuo ou no ar é praticamente a
mesma, o valor de
1
F

será dado por
2
2 1
1
d
Q Q
k F
·
· =
onde se tem, no Sistema Internacional:
2 2 9
10 0 , 9 C m N k · × =
C Q
7
1
10 3 , 2
÷
× =
C Q
7
2
10 0 , 6
÷
× ÷ =
m cm d
2
10 0 , 3 0 , 3
÷
× = =
Substituindo estes valores na expressão da lei
de Coulomb, obteremos o valor de F1 (não é
necessário levar em conta o sinal das cargas
pois, como já sabemos qual é o sentido da
força, desejamos calcular apenas o seu
módulo).
Temos, então
( )
( )
2
2
7 7
9
1
10 0 , 3
10 0 , 6 10 3 , 2
10 0 , 9
÷
÷ ÷
×
× · ×
· × = F
N F 38 , 1
1
= ¬

b) O valor da força
2
F

que Q1 exerce sobre
Q2 é maior, menor ou igual ao valor de
1
F

?
Pela 3ª lei de Newton sabemos que, se Q2
atrai Q1, esta carga Q1 atrairá a carga Q2 com
uma força igual e contrária. Em outras
palavras as forças
1
F

e
2
F

mostradas na
18
figura 7 constituem um par de ação e reação e,
portanto, seus módulos são iguais, isto é,
temos N F 38 , 1
2
=

3 .1 Exer cí ci os

1) Duas cargas puntuais negativas, cujos
módulos são C Q
6
1
10 3 , 4
÷
× = e
C Q
6
2
10 0 , 2
÷
× = , estão situadas no ar,
separadas por uma distância cm d 30 = (veja a
figura deste exercício).

Figura 8: Exercício 1 (Lei de Coulomb).
a) Desenhe, na figura 8, a força que Q1 exerce
sobre Q2. Qual é o valor desta força?
b) Desenhe, na figura 8, a força que Q2 exerce
sobre Q1. Qual é o valor desta força?
2) Suponha, no exercício anterior, que o valor
da carga Q1 tenha se tornado 10 vezes maior,
que o valor de Q2 tenha sido reduzido à
metade e que a distância entre elas tenha se
mantido constante.
a) Por qual fator ficaria multiplicado o valor
da força entre as cargas?
b) Então, qual seria o novo valor desta força?
3) Considere, ainda, o exercício 1 e suponha
que os valores de Q1 e Q2 tenham, agora, se
mantido constantes.
a) Se a distância entre estas cargas se tornar 5
vezes maior, a força entre elas aumentará ou
diminuirá? Quantas vezes?
b) Se a distância entre estas cargas for
reduzida a metade, a força entre elas
aumentará ou diminuirá? Quantas vezes?
4) Duas cargas puntiformes, C Q
6
1
10 5
÷
× = ,
no vácuo, estão separadas por uma distância
de 30cm. Determine a força elétrica entre
elas.
5) A intensidade da força elétrica entre duas
cargas elétricas puntiformes iguais, situada no
vácuo a uma distância de 2 m uma da outra, é
de 202, 5 N. Qual o valor das cargas?
6) (UTESC-SC) A lei de Coulomb afirma que
a força de interação elétrica de partículas
carregadas é proporcional:
a) à distancia entre as partículas;
b) às massas e à distancia das partículas;
c) às cargas das partículas;
d) às massas das partículas;
e) ao quadrado da distância entre as
partículas.
7) (CEUB-DF) Duas cargas elétricas
puntiformes se atraem; duplicando-se a
distancias entre elas, no mesmo meio, a força
de atração será:
a) o dobro; b) a metade; c) o quádruplo;
d) a Quarta parte; e) a mesma.
8) A que distância devem se encontrar duas
cargas elétricas, para que a força elétrica entre
elas seja de 0,6N, sabendo-se que o módulo
dessas cargas é C
6
10 6
÷
× e C
6
10 4
÷
× ?
9) Duas cargas elétricas iguais são colocadas
a uma distância de 8cm uma da outra. A força
de repulsão entre elas é de 90N. Determine o
valor das cargas.








19
Trabalho = f orça x dist ância
CAPÍ T ULO 4 : Ener gi a e Tr ansfer ênci a de Ener gi a
Para que possamos compreender melhor os
conteúdos a serem estudados, serão abordados
alguns conteúdos que detalharemos mais
tarde.
Trabalho: Realiza-se trabalho quando algo é
movido contra uma força resistiva. Por exemplo,
realizamos trabalho quando um peso é levantado
contra a atração da gravidade (figura 9), ou
quando empurramos uma caixa a uma
determinada distância (figura 10).

Figura 9: Halt erofilist a realiza t rabalho enquant o
ergue o peso.

Figura 10: Realização de t rabalho ao deslocar a caixa.
O trabalho realizado é obtido através do
produto da força aplicada pela distância
através da qual a força se move, isto é:

A unidade de trabalho no sistema
internacional de medidas (SI) é o joule
usualmente abreviado por J. O joule
representa o trabalho realizado quando uma
força de um newton age através de uma
distância de um metro (1 J = 1 N.m).
Energia: Energia é a capacidade de realizar
trabalho; o trabalho também pode ser visto
como uma transferência de energia. A energia
mecânica é medida nas mesmas unidades que
o trabalho. Por exemplo, quando um peso é
levantado, o corpo humano ou o dispositivo
que da início ao movimento depende de
energia. O peso, por outro lado, adquire
energia potencial, em virtude de haver sido
elevado acima do chão. Essa energia potencial
armazenada no peso pode ser utilizada, por
exemplo, para levantar outro peso através de
um sistema de polias ou pode ser deixado cair
como em um bate-estaca transferindo a sua
energia para a estaca no momento do impacto.

Figura 11: Transferência de energia at ravés de polias.

Figura 12: Transferência de energia em um bat e-
est aca.
Um princípio geral aplicável a todos o
sistemas físicos é o princípio da conservação
de energia, o qual estabelece que a energia
não é criada nem destruída, apenas muda de
forma. A energia pode ser transformada em
calor, em luz ou em som; ela pode ser energia
mecânica de posição ou de movimento, pode
20
ser armazenada numa bateria ou em uma
mola; mas não pode ser criada nem destruída.
Potência: Para propósitos práticos, existe
muito interesse na velocidade de realização de
trabalho ou liberação de energia. Esta
velocidade é chamada potência. No sistema
internacional de medidas, a potência é medida
em watts (abreviatura W), sendo um watt
igual a um joule por segundo. Então, a partir
da definição de potência, se W é o trabalho
realizado ou a energia dissipada ou liberada
no tempo t, a potência média neste período é:
t
W
P =
Devida à íntima relação entre potência e
energia, encontramos frequentemente a
energia expressa em tais unidades como watt-
segundo (W.s) ou quilowatt-horas (kWh)
(1kWh=1000 x 3600).



























































21
CAPÍ T ULO 5 : Pot enci al Elétr i co
Dizer que uma carga elétrica fica sujeita a
uma força quando está numa região
submetida a um campo elétrico significa dizer
que, em cada ponto dessa região existe um
potencial para a realização de trabalho. O
potencial elétrico (V) é expresso em volts e é
dado pela expressão:
d
Q k
V
·
=
O potencial elétrico é uma grandeza escalar,
podendo ser positivo ou negativo,
dependendo do sinal da carga elétrica. Pela
expressão acima, podemos verificar que o
potencial em uma superfície onde todos os
pontos estão a uma mesma distância da carga
geradora, possui sempre o mesmo valor.
Essas superfícies são denominadas de
superfícies equipotenciais.

Figura 13: Superfícies equipot enciais.

5 .1 Di fer ença de Pot enci a l ( ddp)

Seja uma região submetida a um campo
elétrico E criada por uma carga Q positiva
conforme mostra a figura 10. Colocando um
elétron –q no ponto A, situado a uma
distância dA da carga Q, ele se movimentará
no sentido contrário do campo, devido à força
F que surge no elétron, indo em direção ao
ponto B, situado a uma distância dB da carga
Q.

Figura 14: Carga -q colocada no pont o A de uma
região submet ida a um campo E.
Como dA > dB, o potencial do ponto A é
menor que o do ponto B, uma vez que o
potencial é dado pela expressão . Assim
podemos escrever que VA < VB.


Figura 15: Pot encial no pont o A é menor que no
pont o B.
Conclui-se, então, que uma carga negativa
move-se do potencial menor para o maior. Se
uma carga positiva +q fosse colocada no
ponto B, ela se movimentaria na mesma
direção do campo elétrico, indo do potencial
maior para o menor.


Figura 16: Carga +q colocada no pont o B de uma
região submet ida a um campo E.
Assim, para que uma carga se movimente,
isto é, para que haja condução de eletricidade,
é necessário que ela esteja submetida a uma
diferença de potencial ou ddp.
Agora já estamos em condições de relacionar
trabalho e transferência de energia com forças
elétricas. Suponha que movamos uma
partícula carregada positivamente em sentido
contrário ao de um campo elétrico no qual
22
esteja mergulhada, isto é, contra a força
exercida sobre elas por outras cargas elétricas.
Se por exemplo, o campo fosse devido à
presença de uma carga negativa próxima,
afastaríamos a carga positiva dela. Com isto,
ao mover-se a carga contra forças que atuam
sobre ela, seria realizado um trabalho
equivalente ao levantar-se um peso no campo
gravitacional terrestre. Além disso, seria
aplicável a lei da conservação da energia; isto
é, a partícula estaria agora em uma posição
potencial mais elevada, do mesmo modo que
um peso levantado possui maior energia
potencial. Já estamos familiarizados com os
dispositivos para realização de trabalho útil
através de pesos que passam a posições de
potencial mais baixo no campo gravitacional
da terra. Talvez o dispositivo que melhor
exemplifique este estudo seja uma roda
hidráulica obtendo trabalho a partir de uma
queda d’água. De um modo mais ou menos
análogo, podemos obter trabalho de um fluxo
de cargas que se movam sob a influência de
forças elétrica para uma posição de potencial
mais baixo.


Figura 17: Roda Hidráulica.






































23
CAPÍ T ULO 6 : Cor r ent e e Tensão Elétr i ca
6 .1 Cor r ent e El ét r i ca

Usualmente estamos mais interessados em
cargas em movimento do que cargas em
repouso, devido à transferência de energia que
pode estar associada às cargas móveis.
Estamos particularmente, interessados nos
casos em que o movimento de cargas esteja
confinado a um caminho definido formado de
materiais como cobre, alumínio, etc, devido a
serem bons condutores de eletricidade. Em
contraste, podemos utilizar materiais mal
condutores de eletricidade, chamados de
isoladores, para confinar a eletricidade a
caminhos específicos formando barreiras que
evitam a fuga das cargas elétrica. Os
caminhos por onde circulam as cargas
elétricas são chamados de circuitos.
Aplicando uma diferença de potencial num
condutor metálico, os seus elétrons livres
movimentam-se de forma ordenada no sentido
contrário ao do campo elétrico. O movimento
da carga elétrica é chamado de corrente
elétrica. A intensidade I da corrente elétrica é
a medida da quantidade de carga elétrica Q
(em coulombs) que atravessa a seção
transversal de um condutor por unidade de
tempo t (em segundos). A corrente tem um
valor constante dado pela expressão:

t
Q
I = =
tempo
coulombs em carga


t
Q
I =

A unidade de corrente é o ampère (abreviado
por A). Existe um ampère de corrente quando
as cargas fluem na razão de um coulomb por
segundo. Devemos especificar tanto a
intensidade quanto o sentido da corrente.

Exemplo 6.1
Se a carga que passa por uma lâmpada é de 14
coulombs por segundo, qual será a corrente?
A
segundo
coulombs
t
Q
I 14
1
14
= = =

Em uma corrente contínua, o fluxo de cargas é
unidirecional para o período de tempo em
consideração. A figura 18, por exemplo, mostra o
gráfico de uma corrente contínua em função do
tempo; mais especificamente, mostra uma
corrente contínua constante, pois sua intensidade é
constante, de valor I.
Em uma corrente alternada as cargas fluem
ora num sentido, ora noutro, repetindo este
ciclo com uma frequência definida como
mostra a figura 13.


Figura 18: Corrent e Cont ínua.


Figura 19: Corrent e Alt ernada.
A utilidade prática de uma corrente continua
ou alternada é o resultado dos efeitos por ela
causados. Os principais fenômenos que
24
apresentam uma grande importância prática e
econômica são:

1. Efeito Térmico (Joule): Quando flui
corrente através de um condutor, há produção
de calor. Este fenômeno será estudado na Lei
de Ohm.
Aplicações: chuveiro elétrico, ferro elétrico.

2. Efeito Magnético (Oersted): Nas
vizinhanças de um condutor que carrega uma
corrente elétrica, forma-se um segundo tipo
de campo de força, que fará as forças serem
exercidas sobre outros elementos condutores
de corrente ou sobre peças de ferro. Este
campo, chamado de Campo Magnético
coexiste com o Campo Elétrico causado pelas
cargas. Este fenômeno é o mesmo que ocorre
na vizinhança de um imã permanente.
Aplicações: telégrafo, relé, disjuntor.

3. Efeito Químico: Quando a corrente
elétrica passa por soluções eletrolíticas ela
pode separar os íons.
Aplicações: Galvanoplastia (banhos
metálicos).

4. Efeito Fisiológico: Efeito produzido pela
corrente elétrica ao passar por organismos
vivos

Corrente Elétrica Convencional: nos
condutores metálicos, a corrente elétrica é
formada apenas por cargas negativas
(elétrons) que se deslocam do potencial
menor para o maior (sentido real da
corrente). Assim, para evitar o uso frequente
de valor negativo para corrente, utiliza-se um
sentido convencional para ela, isto é,
considera-se que a corrente elétrica num
condutor metálico seja formada por cargas
positivas, indo, porém do potencial maior
para o menor.
Em um circuito, indica-se a corrente
convencional por uma seta, no sentido do
potencial maior para o menor como mostra a
figura, em que a corrente sai do pólo positivo
da fonte (maior potencial) e retorna ao seu
pólo negativo (menor potencial).

Figura 20: Sent ido Convencional da corrent e.
Exemplo 6.1[2]
a) Qual a intensidade da corrente elétrica que
passa pela seção transversal de um fio
condutor, sabendo-se que uma carga de
C
6
10 3600
÷
× leva 12 segundos para
atravessá-la?
A
s
C
t
Q
I
6
6
10 300
12
10 3600
÷
÷
× =
·
= =

b) Pela seção transversal de um fio condutor
passou uma corrente de A
3
10 2
÷
× durante 45
segundos. Quantos elétrons atravessaram essa
seção nesse intervalo de tempo?
C s A t I Q
t
Q
I
3 3
10 90 45 10 . 2
÷ ÷
· = · = · = ¬ =


Depois utilizamos a equação da Quantidade
de carga: e n Q · ± =
elétrons n n
15
19
3
10 5 , 562
10 6 , 1
10 90
· = ¬
·
·
=
÷
÷


6 .2 Di fer ença de Pot enci a l El ét r i co
ou Tensã o El ét r i ca
A figura 16 apresenta o diagrama de um circuito
elétrico simples. O objetivo desse circuito é
25
conduzir energia elétrica da bateria para uma
lâmpada distante. Isto é realizado através da
conexão de fios para levar e trazer a corrente I da
bateria até a lâmpada, uma chave e um fusível de
proteção para o circuito. Assim, quando a chave
esta fechada, um caminho completo de condução
é proporcionado e obtém-se um circuito completo
ou circuito fechado.


Figura 21: Diagrama Descrit ivo.


Figura 22: Diagrama Esquemát ico.
Por outro lado, se um dos fios fosse
desligado, ou a chave estiver aberta, teríamos
um circuito aberto, sendo nula a corrente I, e,
portanto, não havendo transferência de
energia. Outro caso ocorreria se ligássemos
um fio entre os pontos c e d da lâmpada ou
entre os pontos a e b da bateria. Neste caso,
teríamos um curto-circuito. A corrente de
saída da fonte seria elevada (frequentemente
destrutivamente elevada), mas somente uma
porção insignificante passaria pela lâmpada e
não haveria uma transferência eficiente de
energia para a lâmpada. Usualmente é feita
uma proteção contra esses problemas,
inserindo fusíveis ou disjuntores que abrem
automaticamente quando ocorrem tais falhas.
No circuito da figura utilizou-se o símbolo
padrão para uma bateria, com linhas paralelas
mais longas indicando o terminal positivo ou
aquele pelo qual a corrente sai da bateria ao
fornecer energia ao circuito. A figura 18
mostram outros tipos de simbologias padrões
para representar fontes de tensão CC.


Figura 23: Simbologias para font es de Tensão CC.
Considerando que o circuito da figura 21 não
possua nenhum tipo de problema de curto-
circuito ou circuito aberto. Para que se
mantenha a corrente I no circuito é necessário
gastar energia da mesma forma que para
manter o fluxo de água através de um sistema
de tubulações. Deve-se realizar trabalho para
dar às cargas elétricas a energia que elas
entregam ao fluir através dos fios e das
lâmpadas. Este trabalho ou energia deve, é
claro, ser obtido da fonte por conversão de
energia química em energia elétrica na bateria
da figura 21, por exemplo, ou conversão de
energia mecânica em elétrica no caso de um
gerador.
O trabalho realizado ao movimentar-se uma
carga positiva unitária entre dois pontos de
um circuito é chamado de diferença de
potencial ou tensão entre dois pontos. Em
outras palavras, tensão é o trabalho por
unidade de carga. Devem-se especificar dois
pontos no circuito, uma vez que o trabalho é
realizado ao mover-se a carga de um ponto
para outro. Se o trabalho realizado ao mover-
se uma carga de 1 C de um ponto a outro for
26
E = V
A
- V
B
= V
AB

de 1 J, a diferença de potencial entre esses
pontos será de 1 Volt (abrevia-se V). O
trabalho, ou energia total W associado com o
movimento de Q coulombs entre dois pontos,
é
Q E W · =
quando a diferença de potencial entre dois
pontos for de E volts.
Quando essa diferença de potencial é
fornecida por uma fonte de energia elétrica,
ela é frequentemente chamada de força
eletromotriz (abreviada FEM). Como os
circuitos contêm fontes e consumidores de
energia elétrica, devemos considerar
cuidadosamente se o trabalho é realizado
sobre a carga unitária, ou pela carga unitária
ao mover-se do primeiro até o segundo ponto.
No primeiro caso, a energia potencial da carga
é aumentada; no outro caso, é diminuída. Se o
trabalho for realizado sobre a carga positiva e
sua energia potencial é aumentada ao ir do
ponto a para o ponto b de um circuito, existe
uma subida de tensão no sentido de a para b.
Inversamente, existe uma queda de tensão no
sentido de b para a, porque a carga perderia
energia se fosse de b para a. Do ponto de vista
de ganho ou de perda de energia, subidas de
tensão são grandezas opostas a queda de
tensão.
O circuito da figura 22 ilustra estas
declarações. Devido à bateria existe uma
subida de tensão de a para b e haverá uma
queda de tensão de c para d.
Observação: Frequentemente utilizamos uma
nomenclatura do tipo VAB, para indicar um
valor de tensão entre dois pontos, por isso, é
importante saber o seu significado. Na figura
24 a tensão VA encontra-se no potencial de
maior valor (+) e a tensão VB no potencial de
menor valor (-).

Figura 24: Diferença de Pot encial.
A fonte de tensão E se encontra entre os dois
potenciais VA e VB, portanto, essa fonte
representa a diferença entre estes dois
potenciais. Matematicamente temos:



6 .3 Font es de Al i ment a çã o

O dispositivo que fornece tensão para um
circuito é chamado genericamente de fonte de
tensão ou fonte de alimentação. Exemplos de
fontes de tensão são as pilhas e as baterias.
Uma pilha comum, quando nova, possui
tensão de 1,5V. Estas podem ser associadas
em série, para aumentar a tensão, como por
exemplo, 3 pilhas de 1,5V cada fornecem
4,5V juntas. Tanto as baterias como as pilhas
produzem energia elétrica a partir de energia
liberada por reações químicas.
Com o tempo de uso, as reações
químicas dessas baterias ou pilhas liberam
cada vez menos energia, fazendo com que a
tensão disponível seja cada vez menor. Hoje
em dia, existem muitos tipos de baterias que
podem ser recarregados por aparelhos
apropriados, inclusive as pilhas comuns, o
que é um avanço importante, sobretudo no
que se refere ao meio ambiente.
Outro tipo de fonte de tensão são as
fontes de alimentação eletrônicas que utilizam
um circuito eletrônico para converter a tensão
27
alternada da rede elétrica em tensão contínua.
Esses dispositivos são conhecidos por
eliminadores de bateria, e são amplamente
utilizados em equipamentos portáteis como
aparelhos de som, vídeo games, etc.
Outro tipo de fonte de tensão muito
utilizado em laboratórios e oficinas de
eletrônicas são as fontes de tensão variáveis
(ou ajustáveis). Este tipo de fonte tem a
vantagem de fornecer tensão contínua e
constante, cujo valor pode ser ajustado
manualmente, conforme a necessidade. Nas
fontes variáveis mais simples, o único tipo de
controle é o ajuste de tensão. Nas mais
sofisticadas, existem ainda os controles de
ajuste fino de tensão e de limite de corrente.

6 .4 Ter r a ( GND = Gr ound) ou
Pot enci a l de Refer ênci a

Em circuitos elétricos, deve-se sempre
estabelecer um ponto cujo potencial elétrico
servirá de referência para medidas das
tensões. Em geral, a referência é o pólo
negativo da fonte de alimentação, que pode
ser considerado um ponto de potencial zero,
fazendo com que a tensão entre qualquer
outro ponto do circuito e essa referência seja o
próprio potencial elétrico do ponto
considerado.
Assim, se VB é a referência do
circuito da figura 24, a tensão VAB entre os
pontos A e B é dada por:

V
AB
= V
A
– V
B
= V
A
- 0 = V
A

A essa referência, damos o nome de terra,
massa ou GND (ground), cujos símbolos mais
utilizados são mostrados na figura 25.

Figura 25: Simbologia do t erra (GND).
Em um circuito podemos substituir a linha do
potencial de referência por símbolos de terra,
simplificando o seu circuito para um dos
seguintes diagramas mostrados na figura 27.
Em muitos equipamentos, o potencial de
referência do circuito é ligado à sua carcaça
(quando esta é metálica) e a um terceiro pino
do plug que vai ligado à tomada da rede
elétrica. Esse terceiro pino para conectar o
terra do circuito à malha de aterramento da
instalação elétrica, com o objetivo de proteger
o equipamento e o usuário de uma sobrecarga
elétrica.

Exemplo 6.4
a) Dado o circuito da figura 26, represente
seus dois diagramas elétricos equivalentes
utilizando o símbolo de terra.

Fi gur a 26: Ci r cui t o El ét r i co.

Fi gur a 27: Out r as f or mas de r epr esent ações de
ci r cui t os.

6 .5 Font e de Cor r ent e

A fonte de corrente, ao contrário da fonte de
tensão, não é um equipamento vastamente
utilizado, mas seu estudo é importante para a
28
compreensão futura de determinados dispositivos
e circuitos eletrônicos.
O símbolo para a fonte de corrente é um círculo
com uma seta dentro, que indica o sentido da
corrente. Este sentido deve ser o mesmo que o da
corrente produzida pela polaridade da fonte de
tensão correspondente. Lembre-se de que uma
fonte produz um fluxo de corrente que sai do
terminal positivo. A fonte de corrente ideal é
aquela que fornece uma corrente I sempre
constante, independente da carga alimentada, isto
é, para qualquer tensão V na saída. A figura 28
mostra a simbologia utilizada para indicar uma
fonte de corrente e a sua curva característica.

Figura 28: Font e de corrent e e sua curva
caract eríst ica.
6 .6 Exer cí ci os

1) Pode existir d.d.p entre dois corpos
eletrizados negativamente? Justifique sua
resposta.
2) Assinale as situações em que existe d.d.p:



























3) Relacione todas as grandezas já estudadas
com suas respectivas unidades de medida:
4) Faça o gráfico de uma pilha comum e
também a sua simbologia:
5) Conceitue, com suas próprias palavras,
carga, tensão e corrente:
6) Um fio de cobre é percorrido por uma
corrente de 4A, calcule a quantidade de carga
que atravessa o fio em 0,2s:
7) Calcule o tempo que um fio condutor deve
ser percorrido por uma corrente de 1,6A para
que a carga conduzida seja de 0,48C:
8) O gráfico abaixo refere-se a carga que
passa por um condutor. Qual a corrente nesse
condutor?









29
CAPÍ T ULO 7 : Conver são de Valor es
Os principais prefixos são:

Tera (T) =
12
10
Giga (G) =
9
10
Mega (M) =
6
10
Kilo (k) =
3
10
UNIDADE PADRÃO
Mili (m) =
3
10
÷

Micro (µ) =
6
10
÷

Nano (n) =
9
10
÷

Pico (p) =
12 ´
10
÷




Cálculos com múltiplos e submúltiplos:

Multiplicação:
M x m = k 
3 3 6
10 10 10 = ×
÷

M x µ = padrão 
0 6 6
10 10 10 = ×
÷

k x m = padrão 
0 3 3
10 10 10 = ×
÷

k x µ = m 
3 6 3
10 10 10
÷ ÷
= ×

Divisão:
M / m = G 
9 3 6
10 10 10 = ×
÷

M / µ = T 
12 6 6
10 10 10 = ×
÷

k / m = M 
6 3 3
10 10 10 = ×
÷

k / µ = G 
9 6 3
10 10 10 = ×
÷


Giga
G
Mega
M
Kilo
k

Padrão
Mili
m
Micro
µ
Nano
n
Pico
p

9
10
6
10
3
10
3
10
÷

6
10
÷

9
10
÷

12
10
÷

c d u c d u c d u c d u c d u c d u c d u c d u



7 .1 Exer cí ci o

1) Faça a conversão das unidades:
a) 0,8V =___________mV
b) 0,068V =__________µV
c) 26kV =___________V
d) 245mV =__________V
e) 200µA =__________A
f) 0,09A =___________mA
g) 1,0V =___________mV

h) 12123,43µV =____________mV
i) 0,056V =___________mV
j) 4,4MV =____________mV
k) 3100nA =___________pA
l) 0,015kV =___________GV
m) 0,52mA =___________µA
n) 200ns =____________s
o) 0,00020A =___________mA
p) 10000V =____________kV
q) 310pA =_____________A
r) 0,56kV =____________mV
30
CAPÍ T ULO 8 : Resi st ênci a Elétr i ca
Se um condutor for ligado a uma fonte, será
estabelecida uma tensão (V) entre os seus
terminais e consequentemente uma corrente
(i). A quantidade de corrente que será
atribuída ao circuito depende da oposição
causada pelo condutor.
A oposição a passagem dos elétrons
(corrente) é caracterizada por uma grandeza,
denominada resistência, e sua unidade de
medida é o ohm (Ω) representado pela letra
grega Omega.
Um condutor ideal é aquele cuja resistência é
desprezível. Caso a resistência seja
considerável, ele recebe o nome de resistor.

Figura 29: Simbologia do resist or.
8 .1 Ti pos de Resi st or es

Dentre os tipos de resistores fixos,
destacamos os de fio, de filme de carbono e o
de filme metálico.

8 .1 .1 Resi st or de fi o

Consiste basicamente em um tubo cerâmico,
que servirá de suporte para enrolarmos um
determinado comprimento de fio, de liga
especial para obter-se o valor de resistência
desejado. Os terminais desse fio são
conectados às braçadeiras presas ao tubo.
Além desse, existem outros tipos construtivos,
conforme mostra a figura 30.

Figura 30: Resist or de fio.
Os resistores de fio são encontrados com
valores de resistência de alguns ohms até
alguns kilo-ohms, e são aplicados onde se
exige altos valores de potência, acima de 5 W,
sendo suas especificações impressas no
próprio corpo.

8 .1 .2 Resi st or de fi l me de ca r bono
( de ca r vã o)


Figura 31: Resist or de filme de carbono.

8 .1 .3 Resi st or de fi l me met á l i co

Sua estrutura é idêntica ao de filme de
carbono. A diferença é que este utiliza liga
metálica (níquel-cromo) para formar a
película, obtendo valores mais precisos de
resistência, com tolerâncias de 1% a 2%.
O custo dos resistores está associado a sua
tolerância, sendo que resistores com menores
31
tolerâncias têm custo mais elevado. Um bom
projeto eletrônico deve considerar a tolerância
dos resistores a fim de diminuir o seu custo
final.

8 .2 Códi go de cor es

Alguns tipos de resistores de dimensões
grandes têm o valor de suas resistências e
tolerâncias escritas diretamente no corpo.
Porém, como muitos resistores têm dimensões
pequenas, seus valores foram codificados
através de anéis coloridos.
A tabela a seguir apresenta o código
de cores completo:

Cor
1ª Faixa 2ª Faixa 3ª Faixa 4ª Faixa
1ª Algarismo 2ª Algarismo Fator Multiplicador Tolerância
preto 0 0 x 10
0
÷
marrom 1 1 x 10
1
± 1%
vermelho 2 2 x 10
2
± 2%
laranja 3 3 x 10
3
÷
amarelo 4 4 x 10
4
÷
verde 5 5 x 10
5
÷
azul 6 6 x 10
6
÷
violeta 7 7 ÷ ÷
cinza 8 8 ÷ ÷
branco 9 9 ÷ ÷
ouro ÷ ÷ x 10
-1
± 5%
prata ÷ ÷ x 10
-2
±10%

Observação:
- A ausência da faixa de tolerância indica
que esta é de 20%
- Para os resistores de precisão encontramos
cinco faixas, onde as três primeiras
representam o primeiro, segundo o




terceiro algarismo significativo e as
demais, respectivamente, fator
multiplicativo e tolerância.


Valores padronizados para resistores de
película.

1 – Série: 5%, 10% e 20% de tolerância
10 12 15 18 22 27 33 39 47 56 68 82

2 – Série: 2% e 5% de tolerância
10 11 12 13 15 16 18 20 22 24 27 30
33 36 39 43 47 51 56 62 68 75 82 91
32
3 – Série: 1% de tolerância
100 102 105 107 110 113 115 118 121 124 127 130
133 137 140 143 147 150 154 158 162 165 169 174
178 182 187 191 196 200 205 210 215 221 226 232
237 243 249 255 261 267 274 280 287 294 301 309
316 324 332 340 348 357 365 374 383 392 402 412
422 432 442 453 464 475 487 499 511 523 536 549
562 576 590 604 619 634 649 665 681 698 715 732
750 768 787 806 825 845 866 887 909 931 953 976

A seguir, são apresentados alguns exemplos
de leitura, utilizando o código de cores:
1)




2)




3)




4)




5)





Além da resistência e da tolerância, o resistor
recebe uma capacidade nominal em watts.
Isto irá indicar quanto calor este resistor pode
suportar em uso normal sem queimar. A
figura 38 mostra a capacidade em watts de
resistores de carbono. Observe que a
capacidade é determinada pelo tamanho
físico.






























Figura 32: Tamanho físico dos resist ores de carbono
em relação a sua pot ência nominal.

our o
ver mel ho
vi ol et a
amar el o
47 x 100 ± 5% = 4,7kO ± 5% = 4k7O ± 5%
pr at a
pr et o
pr et o
mar r om
10 x 1 ± 10% = 10O ± 10%
our o
our o
ver mel ho
ver mel ho

22 x 0,1 ± 5% = 2,2O ± 5%
our o
ver de
azul
ver de
56 x 10
5
± 5% = 5,6MO ± 5% = 5M6O ± 5%
mar r om
pr et o
ci nza
amar el o
348 x 1 ± 1% = 348O ± 1%
33
8 .3 Resi st ênci a s va r i á vei s

A resistência variável é aquela que possui
uma haste variável para o ajuste manual da
resistência. Comercialmente, podem ser
encontrados diversos tipos de resistências
variáveis, tais como os potenciômetros de fio
e de carbono (com controle rotativo e
deslizante), trimpot, potenciômetro
multivoltas (de precisão), reostado (para altas
correntes) e a década resistiva (instrumento de
laboratório).
Os símbolos usuais para essas
resistências variáveis estão mostrados na
figura 33.


Figura 33: Simbologia para resist ores variáveis.
As resistências variáveis possuem três
terminais. A resistência entre as duas
extremidades é o seu valor nominal (RN) ou
resistência máxima, sendo que a resistência
ajustada é obtida entre uma das extremidades
e o terminal central, que é acoplado
mecanicamente à haste de ajuste, conforme
mostra a figura 34.

Figura 34: Resist ência variável.
A resistência variável, embora possua três
terminais, é também um bipolo, pois, após o
ajuste, ele se comporta com um resistor de
dois terminais como o valor desejado.
Uma resistência variável pode ser
linear, logarítmica, exponencial ou outra
conforme a variação de seu valor em função
da haste de ajuste.
Os gráficos das figuras 35 e 36 mostram a
diferença de comportamento da resistência
entre um potenciômetro rotativo linear e um
potenciômetro rotativo logarítmico.

Figura 35: Curva do pot enciômet ro linear.

Figura 36: Curva do pot enciômet ro logarit mo.

8 .4 Exer cí ci os

1) O que é resistência ôhmica e percentual de
tolerância?
2) Por que o valor dos resistores é dado, na
maioria das vezes, na forma de anéis
coloridos?
3) O que indica a ausência do quarto anel?
4) Determine a sequência de cores para os
resistores abaixo:
a) 10kΩ ±5% h) 560Ω ±10%
b) 390Ω ±10% i) 1600Ω ±10%
c) 5,6Ω ±2% j) 910Ω ±2%
d) 715Ω ±1% k) 2,7MΩ ±5%
e) 0,82Ω ±2% l) 0,39Ω ±20%
f) 470Ω ±10% m) 110Ω ±10%
g) 240Ω ±5% n) 6,8Ω ±1%
34
5) Determine o valor do resistor e calcule a
sua tolerância.
a) Azul, marrom, vermelho, prata
b) Branco, cinza, verde, prata
c) Violeta, azul, preto, dourado
d) Laranja, branco marrom, dourado
e) Amarelo, verde, cinza, prata
f) Azul, cinza, prata
g) Verde, branco, dourado
h) Amarelo, azul, prata

6) Determine o código de cores para cada
resistor de 5 faixas e calcule a tolerância.
a) 1350Ω ±2%
b) 698kΩ ±1%
c) 17,5Ω ±2%
d) 34,7Ω ±1%
e) 135Ω ±2%






























































35
CAPÍ T ULO 9 : 2 ª Lei de Ohm ( Resi sti vi dade)
A segunda Lei de Ohm mostra como a
resistência elétrica está relacionada com suas
dimensões e com a natureza do material com
que é feita.
A resistência elétrica de um condutor depende
de quatro fatores:

a) Comprimento do material: quanto maior o
comprimento, maior a resistência elétrica do
material.

b) Área de seção transversal: quanto maior a
área, menor a resistência elétrica do
material.

c) Resistividade específica do material: os
materiais com pequeno número de elétrons
livres em seus átomos, à temperatura
ambiente, possuem resistividade maior. Já os
que possuem muitos elétrons livres, como os
metais em geral, são bons condutores, logo
possuem baixa resistividade específica.

d) Temperatura: para a maioria dos
materiais, a resistência elétrica aumenta à
medida que a temperatura aumenta.

Matematicamente, a resistência pode ser
expressa na seguinte equação:

A
R

· = 

Onde:
= R Resistência elétrica (Ω)
=  Resistência específica |
.
|

\
| · O
m
mm²

=  Comprimento do condutor ( ) m
= A Área de seção transversal ( ) ² mm
A área de seção transversal também pode ser
calculada com as seguintes equações:

 · |
.
|

\
|
=
2
2
D
A ou ² r A · = 
Onde:
D = diâmetro r = raio

Eventualmente será preciso calcular o
comprimento do fio, para isso temos a
seguinte equação:
r C · = 

9 .1 Exer cí ci os

1) Explique o que é resistência:
2) Qual a resistividade de um fio condutor de
2m de comprimento, 0,0001
2
mm de seção
transversal se sua resistência elétrica é 4,8Ω ?
3) Um condutor de 1m de comprimento e
resistividade 3 m mm /
2
· O apresenta
resistência de 10kΩ. Calcule a seção
transversal do condutor:
4) Para construir uma resistência de 2,5Ω com
fio de níquel-cromo (
m
mm · O
1 , 1 ) com 0,5mm
de diâmetro qual será o comprimento
necessário?
5) Uma bobina de fio de cobre de 0,6mm de
diâmetro, tem 5000 espiras, com diâmetro
médio de 120mm. Qual sua resistência a 2°C?
(ρ do cobre = m mm / 01724 , 0
2
· O )
6) Calcular a resistência de um fio de
alumínio (ρ do alumínio = m mm / 028 , 0
2
· O )
de 200m de comprimento e 2 de seção
transversal.
36
7) Explique a diferença entre resistência e
resistividade.
8) Qual deve ser o comprimento de um fio de
alumínio de 4mm de diâmetro, para que ele
apresente uma resistência de 1Ω.










































































37
CAPÍ T ULO 1 0 : 1 ª Lei de Ohm
Estudamos as relações entre a diferença de
potencial aplicada a um condutor e a corrente
produzida neste. O cientista George Simon
Ohm formulou uma lei simples, mas de
grande aplicação no estudo da
eletroeletrônica.
A 1ª lei de Ohm diz que a corrente é
diretamente proporcional à tensão, e
inversamente proporcional à resistência
elétrica. Sua equação matemática é:
R
E
I =
Onde: I = intensidade de corrente (A)
E = tensão (V)
R = resistência (Ω)

1 0 .1 Exer cí ci os

1) Quais são os principais materiais usados
nas construções de resistores?
2) Calcule I quando E = 120V e R = 30Ω:
3) Calcule R quando E = 220V e I = 11A:
4) Calcule a corrente, quando a tensão for
55V e a resistência de 2Ω:
5) Determine a resistência em kΩ de um
resistor que quando submetido a uma tensão
de 260V, é percorrida uma corrente de 1mA:
6) Uma lâmpada incandescente é submetida a
uma ddp de 110V, sendo percorrida por uma
corrente elétrica de 5,5A. Qual é, nessas
condições, o valor da resistência elétrica do
filamento da lâmpada?

Figura 37: esquema para o exercício 5.
7) Um chuveiro elétrico é submetido a uma
d.d.p de 220V, sendo percorrido por uma
corrente elétrica de 10A. Qual a resistência
elétrica do chuveiro?
8) Conectando-se uma pilha de 1,5V em uma
lâmpada, cuja resistência do filamento é de
100Ω, qual a corrente que passa por ela?
9) Se a tensão aplicada a um circuito for
duplicada e a resistência permanecer
constante, a corrente no circuito aumentará
para _____________ do seu valor inicial.
10) A curva característica de um resistor
ôhmico é dada abaixo. Determine sua
resistência elétrica:

Figura 38: Gráfico para o exercício 10.
11) Num detector de mentiras, uma tensão de
6V é aplicada entre os dedos de uma pessoa.
Ao responder a uma pergunta, a resistência
entre os dedos caiu de 400kΩ para 300kΩ.
Nesse caso, a corrente no detector apresentou
variação, em µA, de:











38
CAPÍ T ULO 1 1 : M ul tí metr o – Vol tí metr o, Amper í metr o e
Ohmí metr o
1 1 .1 Mul t í met r o

O multímetro é muito utilizado em
laboratórios e oficinas de eletrônica, e têm por
finalidade medir grandezas elétricas como
tensão, corrente, resistência e outras funções.
O multímetro possui dois terminais nos quais
são ligadas as pontas de prova ou pontas de
teste. A ponta de prova vermelha deve ser
ligada ao terminal positivo do multímetro
(vermelho ou marcado com sinal +) e a ponta
de prova preta deve ser ligada ao terminal
negativo do multímetro (preto ou marcado
com sinal -).
Os multímetros possuem alguns controles,
sendo que o principal é a chave rotativa ou
conjunto de teclas para seleção da grandeza a
ser medida (tensão, corrente ou resistência)
com os respectivos valores de fundo de
escala.
Fundo de escala é o máximo valor medido,
por exemplo, quando giramos a chave seletora
do multímetro da figura 39 até a posição de
20 DC V, o fundo de escala é de 20 volts. Em
multímetros analógicos o fundo de escala é a
máxima deflexão do ponteiro.

Generalidades:

• Em qualquer valor medido está
associado um erro. O valor estimado para esse
erro pode ou não ser significante dependendo
da aplicação;
• erro depende não somente do
equipamento, como também do procedimento
de medida;
• Qualquer aparelho de medida interfere
no circuito que está sendo medido.

Os termos voltímetro, amperímetro e
ohmímetro correspondem ao multímetro
operando, respectivamente, nas escalas de
tensão, corrente e resistência.

Figura 39: M ult ímet ro digit al.

Figura 40: M ult ímet ro analógico.
39
1 1 .2 Vol t í met r o

É o instrumento utilizado para medir a tensão
(diferença de potencial) entre dois pontos de
um circuito elétrico. Para que o multímetro
funcione basta selecionar uma das escalas
para medida de tensão (CC ou CA). A
simbologia utilizada para voltímetro é
mostrada na figura 41.


Figura 41: Simbologia do volt ímet ro.
Para medir uma tensão, as ponteiras do
voltímetro devem ser ligadas aos dois pontos
do circuito em que se deseja conhecer a
diferença de potencial, isto é, em paralelo,
podendo envolver um ou mais dispositivos,
como mostra a figura 42.
Se a tensão a ser medida for contínua (CC), o
pólo positivo do voltímetro deve ser ligado
no ponto de maior potencial e o pólo
negativo no ponto de menor potencial.
Assim, o voltímetro indicará um valor
positivo de tensão.


Figura 42: Exemplo de uso do Volt ímet ro.
Cuidado! Estando a ligação dos terminais do
voltímetro invertida, sendo digital, o display
indicará valor negativo; sendo analógico, o
ponteiro tentará defletir no sentido contrário,
o que poderá danificá-lo.


Figura 43: Pont eiras do volt ímet ro ligadas invert idas.
Se a tensão a ser medida for alternada (CA),
os pólos positivo e negativo do voltímetro
podem ser ligados ao circuito sem levar em
conta a polaridade, resultando numa medida
sempre positiva.

Observação: Um voltímetro ideal tem
resistência interna infinita. Isto para que a
corrente do circuito não circule pelo
voltímetro e este não interfira no
comportamento do circuito. Um voltímetro
real possui uma resistência interna muito alta,
mas não infinita, que causa um pequeno erro.
Porém, esse erro, normalmente, pode ser
desprezado, pois geralmente é menor que as
tolerâncias dos componentes do circuito.

1 1 .3 Amper í met r o

O Amperímetro é utilizado para medir a
corrente elétrica que atravessa um condutor
ou um dispositivo. Para que o multímetro
funcione como um amperímetro, basta
selecionar uma das escalas para medida de
corrente (CC ou CA). A simbologia utilizada
para amperímetro é mostrada na figura 44.


Figura 44: Simbologia do Amperímet ro.
Para medir uma corrente, o circuito deve ser
aberto no ponto desejado, ligando o
40
amperímetro em série, para que a corrente
elétrica passe por ele. A corrente que passa
por um dispositivo pode ser medida antes ou
depois dele, já que a corrente que entra num
bipolo é a mesma que sai.
Se a corrente a ser medida for contínua (CC),
o pólo positivo do amperímetro deve ser
ligado ao ponto pelo qual a corrente
convencional entra, e o pólo negativo ao
ponto pelo qual ela sai.


Figura 45: Exemplo de uso do amperímet ro.
Cuidado! Se a ligação dos terminais do
amperímetro for invertida, sendo digital, o
display indicará valor negativo; sendo
analógico, o ponteiro tentará defletir no
sentido contrário, podendo danificá-lo.

Cuidado! Caso a corrente a ser medida for
alternada (CA), os pólos positivo e negativo
do amperímetro podem ser ligados ao circuito
sem levar em conta a polaridade, resultando
numa medida sempre positiva.

Observação: Um amperímetro ideal tem
resistência interna zero. Isto para que o
amperímetro não forneça resistência à
passagem de corrente do circuito e este não
interfira no comportamento do circuito. Um
amperímetro real possui uma resistência
interna muito baixa, mas não zero, que causa
um pequeno erro. Porém, esse erro,
normalmente, pode ser desprezado, pois
geralmente é menor que as tolerâncias dos
componentes do circuito.

Atenção! Nunca utilize a escala de corrente
do multímetro para medidas de tensão! Isso
danificará o aparelho.

1 1 .4 Ohmí met r o

O instrumento que mede resistência elétrica é
chamado de ohmímetro. Os multímetros
possuem escalas apropriadas para a medida de
resistência elétrica.
Para medir a resistência elétrica de uma
resistência fixa ou variável, ou ainda, de um
conjunto de resistores interligados, é preciso
que eles não estejam submetidos a qualquer
tensão, pois isso poderia acarretar em erro de
medida ou até danificar o instrumento. Por
isso, é necessário desconectar o dispositivo do
circuito para a medida de sua resistência.
Para a medida, os terminais do ohmímetro
devem ser ligados em paralelo com o
dispositivo ou circuito a ser medido, sem
importar-se com a polaridade dos terminais
do ohmímetro.
Cuidado! Nunca segure os dois terminais do
dispositivo a ser medido com as mãos, pois a
resistência do corpo humano pode interferir
na medida, causando um erro.
O ohmímetro analógico é bem diferente do
digital, tanto no procedimento quanto na
leitura de uma medida. No ohmímetro digital,
após a escolha do valor de fundo de escala
adequado, a leitura da resistência é feita
diretamente no display.
No ohmímetro analógico, a escala graduada é
invertida e não linear, iniciando com
resistência infinita (R = ) na extremidade
esquerda (correspondendo aos terminais do
ohmímetro em aberto e ponteiro na posição de
41
repouso) e terminando com resistência nula
(R = 0) na extremidade direita
(correspondendo aos terminais do ohmímetro
em curto e ponteiro totalmente defletido).
Assim sendo, o procedimento para a
realização da medida com o ohmímetro
analógico deve ser:
1. Escolhe-se a escala desejada, que é um
múltiplo dos valores da escala graduada: x1,
x10, x100, x10k e x 100k.
2. Curto-circuitam-se os terminais do
ohmímetro, provocando a deflexão total do
ponteiro.
3. Ajusta-se o potenciômetro de ajuste de zero
até que o ponteiro indique R = 0.
4. Abram-se os terminais e mede-se
resistência.
5. A leitura é feita multiplicando-se o valor
indicado pelo ponteiro pelo múltiplo da escala
selecionada.

Observações:

• Por causa da não-linearidade da escala, as
leituras mais precisas no ohmímetro analógico
são feitas na região central da escala
graduada.
• No procedimento de ajuste de zero (item 3),
caso o ponteiro não atinja o ponto zero,
significa que a bateria do multímetro está
fraca, devendo ser substituída.
• O procedimento de ajuste de zero deve ser
repetido a cada mudança de escala.

1 1 .5 Cui da dos com o Mul t í met r o

1. Atenção ao medir tensões elevadas:
- Maiores escalas do aparelho de medição
(1000VDC 750VAC);
- Não tocar na parte metálica;
- Verificar AC ou DC.
2. Nunca medir circuitos com alta tensão.
- Equipamentos e treinamentos especiais
3. Colocação correta dos conectores e
ponteiras.
4. Não colocar os dedos (ou qualquer outra
parte do corpo) nas partes metálicas.
5. JAMAIS MEDIR A RESISTÊNCIA DA
REDE ELÉTRICA.
6. Na dúvida, iniciar pelas maiores escalas.





























42
CAPÍ T ULO 1 2 : Associ ação de Resi st or es
Como o valor da resistência de um resistor é
padronizado, nem sempre é possível obter
certos valores de resistência. Associando-se
resistores entre si, podemos obter o valor que
quisermos.
Chama-se de Resistor Equivalente a um
resistor que pode substituir uma associação de
resistores, sem que o resto do circuito note a
diferença. Outra aplicação para associação de
resistores é a divisão de uma tensão, ou a
divisão de uma corrente.

1 2 .1 Associ a çã o Sér i e

Quando os resistores são ligados em série, a
resistência total do circuito é igual à soma de
todos os valores de resistência do circuito,
resultando uma resistência equivalente (Req).

Figura 46: Associação Série.

Figura 47: Resist or Equivalent e da associação série.
No circuito série, o valor de resistência
equivalente é dado pela seguinte equação:

¿
=
=
n
x
Rx q
1
Re


Rn R R R R q + + + + = ... 4 3 2 1 Re

1 2 .2 Exer cí ci os I

1) Determine a resistência equivalente entre
os pontos A e B.
a)

b)

2) Determine a resistência equivalente entre:
AB, AX e XB.


1 2 .3 Associ a çã o Pa r a l el a

Caracteriza-se pela polarização por dois
pontos entre cada resistência. Neste caso, os
pontos necessariamente serão nós elétricos.

Observação: Neste tipo de associação, a
resistência equivalente será sempre menor do
que a menor resistência do circuito.

43


No circuito paralelo o valor da resistência
equivalente é dado pela seguinte equação:

¿
=
=
n
x
Rx q
1
1
Re
1


Porém, existem diversas maneiras para se
calcular a resistência equivalente dos circuitos
paralelos, dependendo do caso em que a
associação se enquadra.

Para todos os casos:
Rn R R
q
1
...
2
1
1
1
1
Re
+ + +
=

Para dois resistores:
2 1
2 1
Re
R R
R R
q
+
·
=

Para resistores iguais:
resistores de n
resistor do valor
q
. º.
. .
Re =

1 2 .4 Exer cí ci os I I

1) Calcule a resistência equivalente.

a)


b)


c)


d)


e)


44
1 2 .5 Associ a çã o Mi st a

É aquela na qual encontramos, ao mesmo
tempo, resistores associados em série e em
paralelo.
A determinação do resistor equivalente final é
feita a partir da substituição de cada uma das
associações, em série ou em paralelo, que
compõem o circuito pela respectiva
resistência equivalente.

Exemplos 12.5

a)









2 1
2 , 1
R R R + =
20 30
2 , 1
+ = R  O = 50
2 , 1
R











n
R
n
R
AB R
eq
3
2 , 1
= = 
2
50
= AB R
eq

O = 25 AB R
eq


2 , 1
R
45
b)






2 1
2 1
2 , 1
R R
R R
R
+
×
=

30 20
30 20
2 , 1
+
·
= R
O =12
2 , 1
R






3
2 , 1
R R AB R
eq
+ =  50 12 + = AB R
eq

O = 62 AB R
eq

1 2 .6 Exer cí ci os I I I

1) Identifique os tipos de associação (série,
paralela, mista)
a) b)

c)

d) e)




f)






2 , 1
R
46
2) O que resistência total ou equivalente de
uma associação de resistores?
3) Determine a resistência equivalente das
associações série abaixo.
a)


b)


c)


d)


e)

4) Determine a resistência equivalente das
associações paralelas abaixo:
a)

b)

c)

5) Determine a resistência equivalente dos
circuitos.
a)

47
b)

c)

d)

e)

f)

g)

h)

i)

6) Qual o valor de R, sabendo que a
resistência equivalente do circuito abaixo é de
10Ω?

7) Sabendo que RT é 13kΩ, qual o valor de
R?




48
CAPÍ T ULO 1 3 : Lei s de Ki r chhoff
As Leis de Kirchhoff são utilizadas para a
resolução e análise de quaisquer circuitos
elétricos que trabalham em corrente contínua
ou alternada.
Com essas leis, é possível desenvolver
métodos para o cálculo de correntes, tensões,
potências e resistências equivalentes nos
diversos pontos dos circuitos elétricos.

1 3 .1 Pr i mei r a Lei de Ki r chhoff

A primeira lei de Kirchhoff diz que a soma
das correntes que chegam a um nó é igual à
soma das correntes que dele saem.
A lei se refere à forma de como a corrente
elétrica se distribui no circuito paralelo,
dividindo-se, proporcionalmente, de acordo
com a resistência imposta sob a passagem de
corrente.







O circuito paralelo apresenta características
importantes:
- Fornece mais de um caminho para a
circulação da corrente elétrica;

- A tensão em todos os componentes
associados é a mesma;

- O funcionamento dos componentes é
independente dos demais;
- A corrente divide-se
proporcionalmente entre os
componentes do circuito.

Equações:

n T
I I I I + + + = ...
2 1


n T
V V V V = = = = ...
2 1


1 3 .2 Exer cí ci os I

1) Calcule a resistência total, a corrente total,
as tensões e as correntes de cada resistor.
a)

b)

c)


1 3 .2 Segunda Lei de Ki r chhoff

A segunda Lei de Kirchhoff diz que a soma
das quedas de tensão nos componentes de
49
uma associação série é igual a tensão aplicada
nos seus terminais extremos.
A lei se refere à forma como a tensão se
distribui nos circuitos séries.

O circuito série apresenta algumas
características importantes:
- Fornece apenas um caminho para a
circulação da corrente elétrica;
- A corrente tem o mesmo valor em
qualquer ponto do circuito;
- O funcionamento dos componentes
depende dos demais;
- A tensão divide-se,
proporcionalmente, entre os
componentes do circuito.

Equações:

n T
V V V V + + + = ...
2 1


n T
I I I I = = = = ...
2 1


1 3 .3 Exer cí ci os I I

1) Calcule a resistência total, a corrente total,
as tensões e as correntes em cada resistor dos
circuitos a seguir:
a)

b)

c)


1 3 .4 Exer cí ci os I I I

1) Quais as correntes IT, I1 e I2?

2) Quais as correntes IT, I1, I2, I3 e I4?

50
3) Qual a intensidade da corrente IR3?

4) Quais as correntes I1, I2 e I3?

5) Determine as correntes que entram nos nós
1, 2 e 3.

6) Dado o circuito abaixo, qual a corrente I?

7) Determine a corrente que sai no nó 6.

8) Determine a corrente I.

9) Qual a intensidade de corrente no circuito
abaixo?

10) Quais as tensões sobre os resistores R1 e
R2?

11) Em relação ao pólo negativo da bateria,
qual a tensão no ponto A?

12) Em relação ao pólo negativo da bateria,
qual a tensão nos pontos A, B e C?

13) Quatro resistores R1 = 10Ω, R2 = 20Ω,
R3 = 40Ω e R4 = 80Ω são ligados em série.
Sabendo que a tensão em R3 é 20V,
determine Req, VT, I, e as tensões parciais:

14) Aplica-se uma d.d.p (tensão) de 80V ao
grupo de resistores, mostrado na figura, que
representa uma ligação em série. Dos trechos
AC, CB e AD, qual deles apresenta menor
queda de potencial?


51
15) Dois resistores, R1 e R2 devem ser tal
que, ao serem ligados em série e a uma tensão
de 120V, serão percorridos por uma corrente
de 0,2A, e a queda de tensão em cada um vale
60V. Quais os valores de R1 e R2?


16) Determinar V e R2 no circuito.


17) Dois resistores, R1 e R2, sendo R1 duas
vezes R2, são ligados em paralelo e a uma
fonte de 80V. Sabendo que a corrente
fornecida pela fonte é 2A, quais os valores de
R1 e R2?


1 3 .5 Ci r cui t o Mi st o

Como o circuito misto engloba as associações
série e paralelo, em cada trecho do circuito,
devemos analisar sua ligação e utilizar as
características específicas de cada caso.

Exemplos 13.5
Determine a resistência equivalente, as
correntes e as tensões em cada circuito (faça
os exemplos com o professor).

a)



b)




1 3 .6 Exer cí ci os I V

1) Determine a resistência equivalente, a
corrente total, as tensões e as correntes em
cada resistor dos circuitos a seguir:

a)



52
b)


c)


d)


e)


f)


g)

h)


i)


j)


2) Qual a corrente indicada?

3) Quais as correntes indicadas pelos
amperímetros?

53
CAPÍ T ULO 1 4 : Anál i se de Defei t os
1 4 .1 Cur t o Ci r cui t o

Ocorre quando interligamos dois pontos com
potenciais elétricos diferentes, através de um
condutor de resistência nula (zero). Neste
caso, irá ocorrer uma diminuição na
resistência elétrica total do circuito e,
consequentemente, um aumento na corrente
elétrica, podendo danificar alguns
componentes do mesmo, dependendo de suas
características construtivas.

1 4 .1 .1 Ci r cui t o Sér i e





1 4 .1 .2 Ci r cui t o Pa r a l el o



1 4 .2 Ci r cui t o Aber t o

1 4 .2 .1 Ci r cui t o Sér i e





1 4 .2 .2 Ci r cui t o Pa r a l el o




54
1 4 .3 Exer cí ci os

1) Determine a resistência total, a corrente
total, as correntes e as quedas de tensão em
cada resistor:
a)


b)


c)


d)


2) Calcule a resistência total, a corrente total,
as correntes e as tensões em cada resistor,
para cada um dos casos.
a)
V1
50 V
R1
100Ω
R2
300Ω
R3
200Ω
R4
300Ω
R5
200Ω

I) Em condições normais de funcionamento;
II) Com R3 aberto;
III) Com R4 em curto;
IV) Com R1 aberto.

b)
V1
12 V
R1
5kΩ
R2
4.7kΩ
R3
3.9kΩ
R4
2.2kΩ
R5
1.8kΩ

I) Em condições normais de funcionamento;
II) Com R3 aberto;
III) Com R5 aberto;
IV) Com R1 em curto.

c)
V1
70 V
R1
100Ω
R2
500Ω
R3
400Ω
R4
300Ω
R5
100Ω
R6
100Ω

I) Em condições normais de funcionamento;
II) Com R3 em curto;
III) Com R5 aberto;
IV) Com R2 e R3 abertos.
55
CAPÍ T ULO 1 5 : Pot ênci a Elétr i ca
A potência elétrica expressa a relação entre o
trabalho realizado e o tempo gasto para
realizá-lo, ou ainda, é a rapidez com que se
produz trabalho ou a rapidez com que se gasta
energia.
Sua unidade de medida no SI é o watt (W).
Cada componente de um circuito tem uma
potência específica.
Quanto mais tempo permanecer ligado, maior
será o consumo de energia elétrica.
Por exemplo, considere dois aquecedores de
água. O aquecedor “A” aquece 1 litro de água
em uma hora, enquanto que, no mesmo tempo
de uma hora, o aquecedor “B” aquece dois
litros de água.

Figura 48: Aquecedor de Água.
O aquecedor “B” é mais potente, pois realiza
mais trabalho que o outro, no mesmo tempo.
A potência é obtida através do produto da
tensão pela corrente elétrica.

I E P · =

Existem outras maneiras de realizar o cálculo
da potência, usando o parâmetro resistência
elétrica.

R
E
P
2
= R I P · =
2

Utiliza-se a equação mais conveniente para
cada tipo de circuito, de acordo com os dados
disponíveis.
Independente do tipo de associação dos
resistores do circuito elétrico, a potência total
fornecida pela fonte será igual à soma das
potências de cada resistor.
Observações:
1HP = 746 Watts (Horse Power / Cavalo
Força)
1CV = 736 Watts (Cavalo Vapor)

Exemplos 15
a) Calcule a potência dissipada por uma carga
de 100Ω ligada a uma fonte de 5V.
O
= =
100
) 50 (
2 2
V
R
V
P
W P 25 =

b) Em uma associação em paralelo de 4
resistores cujas potências são,
respectivamente, 10W, 25W, 100W e 50W,
qual será a potência total?
W W W W P P P P P
t
50 100 25 10
4 3 2 1
+ + + = + + + =
W P
t
185 =

c) Qual a potência dissipada por um resistor
de 120kΩ percorrido por uma corrente de
15mA?
O · = · = 000 , 120 ) 015 , 0 (
2 2
A R I P
W P 27 =

d) Qual será a potência de um circuito
alimentado por uma fonte de 12V e corrente
de 20mA?
I V P · =
A V P 02 , 0 12 · =
W P 24 , 0 =
56
1 5 .1 Rendi ment o ou Efi ci ênci a ( η)

Sempre que um dispositivo qualquer é usado
na transferência de energia, com ou sem
transformação de um tipo em outro (como s
geradores, motores, transformadores, etc),
uma parte da referida energia é transformada
para fazer funcionar o próprio aparelho,
constituindo o que chamamos de perda de
energia.
Assim, a potência entregue pelo aparelho é
sempre menor que a potência que ele recebe e
que, em condições ideais, deveria entregar
totalmente.
A relação entre a potência que o aparelho
entrega (potência de saída) e a potência que
ele recebe (potência de entrada) é o seu
rendimento ou eficiência.

PE
PS
= 

Onde:
η =rendimento;
PS=potência de saída;
PE=potência de entrada.

Como vimos, há sempre perdas e, portanto o
rendimento será sempre menor que 1 (um), só
o aparelho ideal (sem perdas) apresentaria
rendimento unitário.
O rendimento é expresso em número decimal
ou porcentagem.

1 5 .2 Ener gi a El ét r i ca Consumi da

ε= energia elétrica (Wh)
1kWh = J
5
10 36×
Para calcularmos a energia elétrica consumida
por um determinado aparelho, usamos uma
das seguintes equações, dependendo a
situação:

t I E × × = 

t P× = 

1 5 .3 Exer cí ci os

1) Um isqueiro de automóvel funciona em
12V fornecidos pela bateria. Sabendo que a
resistência dele é 3Ω, calcule a potência
dissipada (transformada em calor).
2) Um aquecedor elétrico tem uma resistência
de 8Ω e solicita uma corrente de 10A. Qual é
a sua potência?
3) Calcule a potência consumida pelo motor
de corrente contínua com tensão e corrente
nominais de 120V e 5A, respectivamente:
4) Um gerador de eletricidade exige uma
potência mecânica de 5HP e pode fornecer até
3200W. Qual o seu percentual de rendimento?
5) Um motor foi projetado para solicitar
30,4A de uma fonte de 230V. Sabendo que
sua eficiência é de 80%, determine sua
potência de saída:
6) Uma lâmpada tem as seguintes
especificações 120V/60W, calcular:
a) A intensidade de corrente que a percorre;
b) Energia consumida em 5h de
funcionamento.
7) Um chuveiro de 2400W é ligado na
posição inverno por 4 vezes em um dia
durante 10 minutos cada. Qual será a energia
elétrica consumida pelo equipamento em um
57
dia e quantos reais ele “gastará” considerando
1kWh=R$0,503?
8) Considerando a tensão do chuveiro
constante, para que a água flua a uma
temperatura mais quente, deve-se aumentar ou
diminuir a resistência do chuveiro? Justifique:
9) Considerando
R
E
P
2
= , se a tensão cair
pela metade, o que acontece com a potência?
10) Ao ser percorrido por uma corrente, um
resistor dissipa uma potência. Caso esta
corrente quadruplique e admitindo que a
resistência seja constante, a potência dissipada
será:
a) 16 vezes maior
b) 8 vezes maior
c) 4 vezes menor
11) Um freezer especificado para 110V, tem
um consumo médio mensal de 60kWh.
Determine o custo anual pelo uso do freezer
considerando 1kWh=R$0,31:
12) Qual é o custo total da utilização dos itens
a seguir, supondo que 1kWh=R$0,503?
a) torradeira=1200W por 30min;
b) 6 lâmpadas=50W por 4h cada;
c) máquina de lavar roupa=400W por 45 min;
d) secadora de roupa=4800W por 20min.
13) Calcule a potência de cada resistor nos
circuitos a seguir:
a)

b)


c)


d)











58
CAPÍ T ULO 1 6 : Divi sor es de Tensão
São circuitos utilizados quando se deseja
obter valores de tensão que não podem ser
conseguidos através de associação de pilhas
ou baterias, ou quando a tensão da fonte que
se possui é superior aos valores desejados.
O divisor de tensão é obtido com a
associação série de resistores.

Figura 49: Divisor de Tensão.

1 6 .1 Di vi sor de Tensã o com Ca r ga

A carga pode ser um circuito eletrônico ou
algum componente. Por este motivo, ela é
representada por um bloco geralmente
chamado de RL (L = load = carga). Qualquer
carga que seja conectada a um divisor, fica
sempre em paralelo com um dos resistores
que o compõe.


Figura 50: Divisor de Tensão com carga.
Através de alguns dados é possível
dimensionar os valores dos resistores do
divisor de tensão.

Exemplo 16.1
a) Deseja-se alimentar uma carga com as
especificações 6V/0,5W a partir de uma fonte
de 12V.
VT = 12V
VRL = 6V
PRL = 0,5W
RL = 0,5/ (83,33mA)² = 72Ω









• Dimensionando R2

A corrente da carga não é fornecida, mas pode
ser calculada por:
P = E x I  0,5 = 6 x I  IRL = 83,33mA
Como não se sabe a corrente de R2, é
necessário atribuir um valor para ela (vamos
adotar que ela seja 10% de IRL). Assim, I2 =
8,33mA, portanto, IDIVISOR = 8,33 + 83,33
= 91,66mA.
Assim, R2 = V2 / I2  R2 = 6V / 8,33mA =
720,288Ω

• Dimensionando R1

R1 = V1 / I1  R1 = (12-6)V / 91,66mA
 R1 = 65,459Ω
59
Como 720,288Ω e 65,459Ω não são valores
comerciais é necessário redimensionar o
circuito.




Os valores escolhidos foram R1 = 62Ω e
R2 = 750Ω. Agora, é só calcular novamente.
RT = (72Ω || 750Ω) + 62Ω = 127,693Ω
IT = 12/ 127,693 = 93,97mA
VR1 = 93,97mA x 62 = 5,82V (antes, 6V)
VR2 = VRL = 12- 5,82 = 6,18V (antes, 6V)
IRL = 5,82 / 72 = 80,83mA (antes, 83,33mA)
PRL = 6,18² / 72 = 0,53W
PR1 = 5,82² / 62 = 0,55W
PR2 = 6,18² / 750 = 0,051W








A resistência da carga continua a mesma,
72Ω, mas o que mudou foram os valores de
potência, tensão e corrente.
Para dimensionar a potência dos resistores,
deve-se multiplicar a potência dos mesmos
por 2. Exemplo: a potência de R1 é 0,55W.
0,55x2=1,1W Então, deve-se comprar um
resistor de 750Ω/1W.

1 6 .2 Exer cí ci os

1) Precisa-se alimentar uma carga de 12V e
400Ω a partir de uma fonte de 20V, utilizando
um divisor de tensão. Determine o valor dos
resistores.

2) Necessita-se alimentar um circuito
eletrônico que absorve 16mA em 10V a partir
de uma fonte de alimentação de 16V.
Dimensione o divisor de tensão.
3) Necessita-se alimentar um componente
eletrônico com uma tensão de 0,6V a 0,1mA
de consumo a partir de uma fonte de 12V.
Dimensione o divisor de tensão.
4) Qual a tensão aplicada a carga em cada um
dos divisores de tensão a seguir.
a)
V1
18 V
R1
180Ω
R2
820Ω
RL
1kΩ

b)

5) Dimensione os divisores:
a) VT = 22V; carga  8V/0,5W
b) VT = 40V; carga  RL = 100Ω/25V
c) VT = 12V; carga  10V/1W
60
CAPÍ T ULO 1 7 : Ger ador es
Em capítulos anteriores estudamos que a
corrente elétrica só flui através de um resistor
caso se estabeleça, entre os seus terminais,
uma ddp fornecida por um gerador.

Gerador Elétrico: Todo aparelho que
transforma em energia elétrica qualquer
outra modalidade de energia.

Como exemplos, podem-se citar as usinas
hidrelétricas (que transformam energia
mecânica em elétrica), as pilhas e as baterias
(que transformam energia química em
elétrica).


Figura 51: Gerador M ecânico.

Figura 52: Gerador Químico.
Basicamente, a função do gerador é a de
aumentar a energia potencial elétrica das
cargas que por ele passam, fornecendo
energia elétrica ao circuito externo. Note-se
que o circuito externo consome a energia
elétrica fornecida pelo gerador sob outras
formas.

1 7 .1 For ça El et r omot r i z ( E) – f.e.m

Chama-se de força eletromotriz E de um
gerador à ddp medida em seus terminais,
quando ele não é percorrido por corrente
elétrica. Por esta razão, pode ser também
chamada de tensão em vazio. Portanto, a sua
unidade, no SI, é o volt (V).
Quando o gerador é percorrido por corrente
elétrica, consome uma potência total não-
elétrica (Pt) dissipa internamente, por efeito
Joule, uma parte (Pd) e a restante é
eletricamente lançada (P) ao circuito externo.

Pt GERADOR P

Pd

Assim: Pd P Pt + =
Então, a f.e.m E é definida como sendo o
quociente entre a potência não-elétrica
consumida pelo gerador e a intensidade da
corrente que o atravessa, ou seja:




Observação: Quando se diz que uma pilha
tem 1,5V ou que a bateria de um automóvel é
de 12V, esses valores correspondem às fems
dos respectivos geradores.
I
P
E
t
=
61
1 7 .2 Ger a dor I dea l

É aquele que fornece uma tensão sempre
constante, independente da corrente que ele
fornece ao circuito.


Figura 53: Gerador I deal.
Na prática isso não acontece, porque os
elementos que formam o gerador não são
ideais e apresentam perdas pelo Efeito Joule.
A figura 54 mostra o esquema interno de um
gerador.


Figura 54: Esquema int erno do Gerador.
Caso nenhuma carga seja conectada ao
gerador, não haverá queda de tensão em Ri,
pois não haverá corrente circulando. Portanto,
a perda é nula (VS=VT).


Figura 55: Gerador sem carga.
Porém, se uma carga RL é ligada na saída,
este gerador fornecerá uma corrente, isto é,
VS será menor do que VT, devido à queda de
tensão em Ri.


Figura 56: Gerador com Carga.
Quanto maior for a corrente fornecida pelo
gerador à carga, menor é a sua tensão de
saída, pois maior é a tensão sobre Ri. A
equação de Vs com carga é:

VS= VT – Vri
Conclui-se que quanto menor a Ri do gerador,
menor é a perda e, portanto, melhor é o seu
rendimento. Gerador aberto VS=0V IS=0A.

1 7 .3 Associ a çã o de Ger a dor es

1 7 .4 Associ a çã o em Sér i e

Altera-se a tensão de alimentação da carga.
Ao medirmos as 3 pilhas fora de um circuito,
qual tensão aparecerá no instrumento de
medição?
VS=1,5 x 3=4,5V


Figura 57: Associação Série de 3 pilhas.

Figura 58: Esquema int erno da associação de pilhas.
62

Ao colocarmos as mesmas pilhas no circuito,
a tensão medida pelo instrumento será a
mesma de antes? Por quê?

Conclusões:
- A tensão total é calculada através da
soma de tensão individual.
- A corrente é igual para todos os
componentes.
- A Ri total é igual à soma de todas as
resistências internas.

1 7 .5 Associ a çã o em Pa r a l el o

Com esta associação, altera-se a capacidade
de fornecimento de corrente a uma carga
correspondente à ligação de pilhas em
paralelo, por exemplo. Esta associação aplica-
se principalmente para geradores de mesma
tensão. Senão, o gerador de menor tensão
poderá atuar como um “receptor”,
consumindo corrente ao invés de fornecê - la
ao circuito.

Figura 59: Associação paralela de pilhas.

Figura 60: Esquema int erno da associação de pilhas.
Conclusões:
n T
n
iT
n T
I I I I I
Ri Ri Ri Ri
R
V V V V V
+ + + =
+ + +
=
= = = =
3 2 1
3 2 1
3 2 1
1 1 1 1
1


1 7 .6 Exer cí ci os

1) Responda:

a) Quanto marca o voltímetro V?
b) Quanto marca o voltímetro V1?
c) Quanto marca o amperímetro?
d) Qual a tensão em Ri?
e) Qual é o RT considerando Ri?

2) Uma bateria de 9V alimenta uma carga de
100Ω. Determine a tensão que haverá sobre
RL:



3) Tem-se seis geradores de 9V num circuito
misto. Calcule IT, VRL e VT:
63

4) Considere o circuito abaixo:

a) Se E = 1,3V e Vri = 0,2V, quantos volts
serão entregues a um circuito?
b) Se o circuito ficar aberto, quantos volts
serão medidos nos seus terminais?
5) Um gerador tem 0,6kW quando percorrido
por uma corrente de 50A. Qual será a sua
tensão?
6) A força-eletro-motriz de um gerador é 10V,
quando a corrente que o atravessa é de 2A. A
d.d.p. entre os terminais do gerador é 9V.
Calcule sua resistência interna:

7) Calcular a resistência interna do gerador de
24V que está alimentando uma carga de 5Ω,
sabendo que a queda de tensão em Ri é 4V.
8) Dada a associação de resistores abaixo,
calcule:

a) A resistência total do circuito levado em
consideração à resistência interna do gerador.
b) Quanto marca o amperímetro?
c) Qual é a queda de tensão em Ri?
d) Quanto marca o voltímetro V?
e) Quanto marca o voltímetro V1?
9) Dada a associação de resistores abaixo,
calcule:

a) Qual a resistência total da associação
levando em consideração a Ri do gerador.
b) Quanto marca o amperímetro 1?
c) Quanto marca o amperímetro 2?
d) Quanto marca o voltímetro?
e) Qual a potência dissipada no resistor de
5Ω?
f) Qual a potência total dissipada?
10) Três geradores com as seguintes
características: V1 = 25V, Ri1 = 5Ω, V2
= 15V, Ri2 = 5Ω, V3 = 10V e Ri3 = 5Ω são
ligados em série. Um resistor de 25Ω
representa a carga ligada a essa associação.
Determine a tensão nos terminais de cada
gerador e a máxima potência que a associação
pode fornecer:
11) Dois geradores com as seguintes
características: V1= 20V, Ri1 = 3Ω, V2 =
20V, Ri2 = 6Ω, são associados em paralelo.
Um resistor de 8Ω é ligado à associação,
calcule a corrente na carga e a corrente em
cada gerador:
12) No circuito, determine qual deve ser o
valor de Rx, para que a potência elétrica
64
fornecida pela associação seja máxima, e
igual a 40W, sendo Ri=15Ω cada:

13) Determine a corrente fornecida pela
associação.























































65
CAPÍ T ULO 1 8 : Capaci t or es
É um componente que armazena cargas
elétricas em forma de campo elétrico.
Sua função é armazenar energia, e ele se
compõe de duas placas condutoras separadas
por um dielétrico (isolante).


Figura 61: Capacit or.
Capacitância: É a capacidade que um
capacitor possui de armazenar cargas
elétricas. Sua unidade no SI é o Farad (F).

1 8 .1 Pr ocesso de Ca r ga em C.C

Considerando o capacitor descarregado, ao
fechar a chave, começa a circular
instantaneamente a corrente elétrica, em
regime transitório, até que a tensão nos
terminais do capacitor chegue a um valor
próximo da tensão da fonte. Nesse momento a
corrente para de fluir, e o capacitor está
carregado com a mesma tensão da fonte. Ele
irá manter esta tensão (regime permanente)
até que seja descarregado.


Figura 62: Circuit o RC para carga e descarga do
capacit or.
Em regime permanente, não há corrente
elétrica entre as placas. Assim, o capacitor é
considerado como uma alta resistência para
circuitos de tensão contínua.

1 8 .2 Ti pos de Ca pa ci t or es

Os capacitores podem ser de três tipos.

1 8 .2 .1 Pl á st i cos

Normalmente utilizam poliestireno ou
poliéster como dielétrico.
Podem ser construídos com duas folhas de
alumínio bobinadas com uma folha de
material plástico, ou através da vaporização
do alumínio nas duas faces do dielétrico, num
processo conhecido como metalização.

Figura 63: Capacit or de Poliést er.

1 8 .2 .2 Cer â mi ca

O dielétrico é constituído de material
cerâmico, o que proporciona baixos valores
de capacitância e alta tensão de isolação.

66

Figura 64: Capacit or de Cerâmica.

Figura 65: Simbologia para capacit ores não
polarizados.

1 8 .2 .3 El et r ol í t i cos

Ao contrário dos cerâmicos, tem altas
capacitâncias com baixa tensão de isolação. O
dielétrico normalmente se constitui de óxido
de alumínio ou óxido de tântalo.
Exigem atenção na montagem, pois são
polarizados, e a montagem pode ser axial ou
radial.

Figura 66: Capacit ores Elet rolít icos.

Figura 67: Simbologia para capacit ores polarizados.

1 8 .3 Associ a çã o de Ca pa ci t or es

1 8 .3 .1 Associ a çã o Pa r a l el a

A associação paralela tem por objetivo obter
maiores valores de capacitância.

Figura 68: Associação paralela de capacit ores.
Matematicamente, a capacitância total de uma
associação paralela é dada pela seguinte
equação:
¿
=
=
n
x
Cx Ceq
1


n T
C C C C C + + + = ...
2 1


Para executar a soma todos os valores devem
ser convertidos para a mesma unidade.

Exemplo 18.3.1
a) Qual a capacitância total de associação
paralela de capacitores mostrada a seguir?
67





F C
F F F C
C C C C
T
T
T

  
727 , 1
68 , 0 047 , 0 1
3 2 1
=
+ + =
+ + =


Todos os capacitores associados em paralelo
recebem a mesma tensão. Assim, a máxima
tensão que pode ser aplicada a uma
associação paralela é daquele capacitor que
tem a menor tensão de trabalho.

Exemplo 18.3.1 [2]
b) Qual a máxima tensão que pode ser
aplicada nas associações apresentadas nas
figuras a seguir?


Observação: Deve-se evitar aplicar sobre um
capacitor a tensão máxima que este suporta.

1 8 .3 .2 Associ a çã o Sér i e

A associação série tem por objetivo obter
capacitâncias menores ou tensões de trabalhos
maiores.

Figura 69: Associação Série de capacit ores.
Quando se associam capacitores em série, a
capacitância total é menor que o valor do
menor capacitor associado.
A capacitância total de uma associação série é
dada pela equação:

¿
=
=
n
x
Cx Ceq
1
1 1


n
T
C C C
C
1
...
1 1
1
2 1
+ + +
=

Esta equação pode ser desenvolvida (como a
equação para RT de resistores em paralelo)
para duas situações particulares:

- Associação série de dois capacitores:

2 1
2 1
C C
C C
C
T
+
×
=

- Associação série de “n” capacitores de
mesmo valor:

n
C
C
T
=

Para calcularmos a tensão de trabalho em uma
associação série de capacitores podemos usar
a seguinte equação:

2
min al no
trab
V
V =

Exemplos 18.3.2
a) Calcule a capacitância equivalente:






68
F C
C
C C C
C
T
T
T
 059 , 0
17
1
2 5 10
1
5 , 0
1
2 , 0
1
1 , 0
1
1
1 1 1
1
3 2 1
=
=
+ +
=
+ +
=
+ +
=

b) Calcule a capacitância equivalente:




F C
n
C
C
T
T
 60
3
180
=
= =


c) Calcule a capacitância equivalente:






F C
C
C C
C C
C
T
T
T
 33 , 0
5 , 1
5 , 0
5 , 0 1
5 , 0 1
2 1
2 1
=
=
+
×
=
+
×
=


A distribuição da tensão nos capacitores em
série, ocorre de forma inversamente
proporcional à capacitância, ou seja:
Maior capacitância = menor tensão
Menor capacitância = maior tensão
A forma mais simples de se associar
capacitores em série é usar valores de mesma
capacitância e mesma tensão de trabalho.
Desta forma, a tensão aplicada se distribui
igualmente sobre todos os capacitores.

1 8 .4 Exer cí ci os

1) Calcule a capacitância total de um
capacitor de 3µF, um de 5µF e um de 10µF
associados em série:
2) Qual a capacitância total e a tensão de
trabalho de uma associação de capacitores em
série, se C1 e C2 forem capacitores de 20µF,
150V?
3) Qual o valor do capacitor equivalente da
associação série entre C1 = 18µF, C2 = 27µF
e C3 = 33µF?
4) Determine o valor do capacitor equivalente
da associação paralela entre C1= 33µF e C2 =
0,56mF:
5) Calcule a capacitância equivalente para
cada uma das associações a seguir:
a)


b)


c)




69
d)


e)


f)

1

Sumário
CAPÍTULO 1: Matemática Básica .................................................................................................................. 5 1.1 Equações ............................................................................................................................................ 5 1.2 Equações de 1º Grau .......................................................................................................................... 5 1.3 Equações de 2º Grau .......................................................................................................................... 5 1.4 Notação de Potência de 10 ................................................................................................................. 6 1.5 Exercícios ........................................................................................................................................... 7 CAPÍTULO 2: Eletrostática ............................................................................................................................ 8 2.1 Um Pequeno Histórico da Eletricidade................................................................................................ 8 2.2 Carga elétrica ..................................................................................................................................... 9 2.3 Estrutura da Matéria .......................................................................................................................... 9 2.4 Condutores e Isolantes ......................................................................................................................10 2.5 Eletrização ........................................................................................................................................11 2.5.1 Eletrização por Atrito..................................................................................................................12 2.5.2 Eletrização por Contato ..............................................................................................................13 2.5.3 Eletrização por Indução ..............................................................................................................13 2.6 Exercícios I ........................................................................................................................................14 2.7 Carga Elétrica Elementar ...................................................................................................................14 2.8 Exercícios II .......................................................................................................................................15 CAPÍTULO 3: Lei de Coulomb.......................................................................................................................16 3.1 Exercícios ..........................................................................................................................................18 CAPÍTULO 4: Energia e Transferência de Energia .........................................................................................19 CAPÍTULO 5: Potencial Elétrico....................................................................................................................21 5.1 Diferença de Potencial (ddp) .............................................................................................................21 CAPÍTULO 6: Corrente e Tensão Elétrica......................................................................................................23 6.1 Corrente Elétrica ...............................................................................................................................23 6.2 Diferença de Potencial Elétrico ou Tensão Elétrica ............................................................................24 6.3 Fontes de Alimentação ......................................................................................................................26 6.4 Terra (GND = Ground) ou Potencial de Referência .............................................................................27

2 6.5 Fonte de Corrente .............................................................................................................................27 6.6 Exercícios ..........................................................................................................................................28 CAPÍTULO 7: Conversão de Valores .............................................................................................................29 7.1 Exercício............................................................................................................................................29 CAPÍTULO 8: Resistência Elétrica .................................................................................................................30 8.1 Tipos de Resistores............................................................................................................................30 8.1.1 Resistor de fio ............................................................................................................................30 8.1.2 Resistor de filme de carbono (de carvão) ....................................................................................30 8.1.3 Resistor de filme metálico ..........................................................................................................30 8.2 Código de cores.................................................................................................................................31 8.3 Resistências variáveis ........................................................................................................................33 8.4 Exercícios ..........................................................................................................................................33 CAPÍTULO 9: 2ª Lei de Ohm (Resistividade) .................................................................................................35 9.1 Exercícios ..........................................................................................................................................35 CAPÍTULO 10: 1ª Lei de Ohm .......................................................................................................................37 10.1 Exercícios ........................................................................................................................................37 CAPÍTULO 11: Multímetro – Voltímetro, Amperímetro e Ohmímetro ..........................................................38 11.1 Multímetro......................................................................................................................................38 11.2 Voltímetro.......................................................................................................................................39 11.3 Amperímetro ..................................................................................................................................39 11.4 Ohmímetro .....................................................................................................................................40 11.5 Cuidados com o Multímetro ............................................................................................................41 CAPÍTULO 12: Associação de Resistores ......................................................................................................42 12.1 Associação Série ..............................................................................................................................42 12.2 Exercícios I ......................................................................................................................................42 12.3 Associação Paralela .........................................................................................................................42 12.4 Exercícios II .....................................................................................................................................43 12.5 Associação Mista .............................................................................................................................44 12.6 Exercícios III ....................................................................................................................................45

....4 Exercícios III ............................................................................................................................................................................................48 13..........................................................................................................1.....................................................48 13..................................................................49 13.....................58 16.........................................................................................................................................................................................................................61 17.......................59 CAPÍTULO 17: Geradores ...........................56 15..................2 Circuito Aberto ..........................................................56 CAPÍTULO 16: Divisores de Tensão ...............................................1................................................................................................................................................................................................................4 Associação em Série ....................61 17.........................................................................................1 Primeira Lei de Kirchhoff ....................................................2 Energia Elétrica Consumida .........................................................6 Exercícios IV .................................................1 Circuito Série ...........................................................................................................1 Divisor de Tensão com Carga .............................53 14..53 14.........................................................................................48 13.........................................................................48 13.......................................................................62 ..................2 Gerador Ideal ..5 Circuito Misto...........................................................53 14............................................................................................................2 Circuito Paralelo ..........................................................5 Associação em Paralelo ............m ................1 Curto Circuito ..........e..................3 CAPÍTULO 13: Leis de Kirchhoff .........2..................................................................53 14......................................................53 14.60 17.......................................................................2.............60 17................................................................................................55 15.......................................................58 16..........................................................................................................................................51 CAPÍTULO 14: Análise de Defeitos ............3 Exercícios II ......................................................................2 Segunda Lei de Kirchhoff .............................................................................................................56 15..................................2 Circuito Paralelo .......................................................3 Exercícios ......................................................................1 Rendimento ou Eficiência (η) .............51 13........................49 13...................53 14......2 Exercícios I .............1 Força Eletromotriz (E) – f................................................1 Circuito Série .......................................3 Exercícios ................54 CAPÍTULO 15: Potência Elétrica .......................................................................................................3 Associação de Geradores...................................................2 Exercícios ............................................................................................53 14................................................................61 17............................................................................................................................................................................................................................................................

..3................................3...........4 Exercícios ....................2...65 18.............2 Associação Série .......................................................................2 Tipos de Capacitores ............................................................................3 Associação de Capacitores.......................................................................62 CAPÍTULO 18: Capacitores ...........................................................................65 18.......................................66 18............................................................................C ..................................66 18.................................................................................................................................................................................................1 Plásticos .................................................2...................................65 18.......66 18..................................................4 17.....................1 Associação Paralela ..........................................................65 18...............................................................3 Eletrolíticos .............................................................................1 Processo de Carga em C...2 Cerâmica ..........................................................6 Exercícios ...................................................................................................................65 18..............67 18....................................................................................................68 ....2......................

Diz-se que uma equação de 2º grau é incompleta quando. Uma equação de 1º grau pode ser resolvida usando a seguinte propriedade: ax  b  0  ax  b  x  b a Para a resolução das equações dos exemplos 1. onde x é a incógnita e a e b são apresentados como qualquer número pertencente aos reais. basta fatorar o fator comum “x”. ou seja.1: a) x  1 b) a  3  1 x 2  3x  1 2x 2  x  5 5x  2 x 2  1 1.3[2]: Equação a 1 1 2 b 0 -9 0 c -9 0 0 x 9 Exemplos 1. 2a As equações de 2º grau também podem ser incompletas. Exemplos 1.3 Equações de 2º Grau Pode-se chamar de equação de 2º grau a seguinte expressão: ax 2  bx  c  0 .1 Equações Equação (do grego “ίση”. que significa “igualdade”) é definida por igualdades de expressões matemáticas compostas por incógnitas (letras) e coeficientes (números).3 utilizamos Bháskara que é dada pela  b  b2  4  a  c . não podemos afirmar a veracidade desta igualdade. b é igual a 2 e c igual a 1. igual à zero. 1. Quando desconhecemos o valor da incógnita.3: Equação a 1 2 -2 b 3 1 5 C 1 5 -1 Exemplos 1.2: a) x  8  0  x  8 6 b) 3 x  6  0  3x  6  x   x  2 3 c) 2 x  8  0  2 x  8  2 x  8  3  3 3  24 x  x  12 2 2 x 2  9x 2x 2 Resolvendo a 1ª equação: x 2  9  0  x 2  9  x   9  x  3 Resolvendo a 2ª equação: x 2  9 x  0 Para resolver. Em uma equação x 2  2 x  1  0 . um dos termos é nulo.2 Equações de 1º Grau Equação de 1º grau é toda aquela que pode ser representada por ax  b  0 . seguinte expressão: x  Exemplos 1.5 CAPÍTULO 1: Matemática Básica 1. a é igual a 1. . sendo a  0.

este número nos fornece o expoente de 10 positivo. Baseando-se nestes exemplos. seria muito difícil assimilar estas ideias.4 Notação de Potência de 10 Muitas vezes no estudo da Física nos deparamos com números absurdamente grandes ou extremamente pequenos.000000005cm. 547. chegamos à seguinte conclusão:  Operações com potências de 10 Você pode perceber facilmente que seria complicado e trabalhoso efetuar operações com os números muito grandes.7) por uma potência de 10 (no caso. por exemplo. quando escritos na forma comum.00002  2  10 5 Considerando um número qualquer. Com alguns conhecimentos de Álgebra é possível compreender que este número pode ser expresso da seguinte forma: 842  8. por exemplo.42 por uma potência de 10 (no caso.00002  podemos fazer o uso da seguinte regra prática: a) Conta-se o número de casas que a vírgula deve ser deslocada para a esquerda.7 0. 10 3 ). Assim: 62300  6. Analise os exemplos seguintes: Exemplos 1. 0.23  10 4 b) Conta-se o número de casas que a vírgula deve ser deslocada para a direita: este número nos fornece o expoente de 10 negativo.0037. para as operações com potências.42  10 2 Observe que o número 842 foi expresso como sendo o produto de 8.23  10000  6.0037   3  3. estas operações tornam-se bem mais simples. Se disserem que a massa da terra é cerca de 5974200000000000000000000kg.4: a) 62300  6. Quando estes números são escritos na notação de potência de 10.6 x x  9   0 x 0 x ''  9 Resolvendo a 3ª equação: 2x2  0  x  0 ' Um número qualquer pode sempre ser expresso como o produto de um número compreendido entre 1 e 10. ou muito pequenos.  Como escrever os números na notação de potências de 10 b) 0. Tomemos um outro número.7  10 3 1000 10 Novamente. seguindo as leis estabelecidas na Álgebra.23  10 4 2 2  5  2  10 5 100000 10 Para obtermos a potência de 10 adequada 1. Os Exemplos seguintes o ajudarão a recordar estas leis: . ou então que o raio do átomo de hidrogênio é igual a 0. temos o número expresso pelo produto de um número compreendido entre 1 e 10 (no caso 3. por uma potência de 10 adequada.7 3. 10²). 42  100  8. Podemos escrever: 3. Assim: 0.

3 10 7 4  7.0  10 8 m s 6.6  10 19 C 9. 2  10 6  d) 8  10 5  4) Com o uso da regra prática.82  10 3 8 4 4  10 10 c) 5  10 3  5 3  10 3  125  10 9 como 125  1.25  10 7 d)   3   3 2.11  10 31 kg 1. escreva os números seguintes em notação de potência de 10.37  10 6 m 1.8  10 3  1. conforme o modelo.28 10 5   8  1.1 10 3  3  10 7  1.8  10 5 km 5.67  10 27 kg 1. qual deles é o maior? b) Coloque as potências de 10 seguintes 4  10 5 .0  10 30 kg 1.5 Exercícios  2.5  10 5  25  10 4  25  10 4   5  10 2 1) Cite duas vantagens de se escrever os números na notação de potência de 10.4  10 5  340000 a) 2  10 3  c) 7.7 Exemplos 1.25  10 2  10 9  1.00  10 9 N  m 2 C 2 6.28  10 5 7.1 3 10 b)  3     10   6. conforme o modelo.67  10 11 N  m 2 kg 2 9. Modelo: 3.000069 = 5) a) Dados os números 3  10 6 e 7  10 6 .042 = b) 21200 = e) 0. 6) Efetue as operações indicadas: a) 10 2  10 5  f) 1015  10 11  b) 1015  10 11  c) 2  10 6  4  10 2  g) 10 2  Algumas constantes Físicas que são escritas em notação de potência de 10 Velocidade da luz Constante gravitacional 3.75 = c) 62000000 = f) 0.01  10 5 N m 2 6.4[2]: a) 0. 2  10 2 e 8  10 7 em ordem crescente de seus valores. a) 382 = d) 0. 2) Complete as igualdades seguintes.5  10 2  b) 1. 49  10 8 km 3.63  10 34 J  s Massa do elétron (em repouso) Massa do Próton (em repouso) Pressão atmosférica normal Raio médio da Terra Distância média da Terra ao Sol Distância média da Terra à Lua Massa da Terra Massa do Sol Carga do elétron (carga elementar) Constante da lei de Coulomb (vácuo) Constante de Planck   h) 2  10  3 5 2  d) 1010  10 4  i) 16  10 6  e) 4. Modelo: cem = 100 =10² a) mil = d) um centésimo = b) cem mil = e) um décimo de milésimo = c) um milhão = f) um milionésimo = 3) Complete as igualdades seguintes.0021  30000000  2.98  10 24 kg 2.2  10 4  . 25  10 2 vem 125  10 9  1.

1831 Michael Faraday – Lei da indução eletromagnética entre circuitos. 1729 Stephen Gray – Os metais tem a propriedade de transferir a eletricidade de um corpo a outro. 1909 Robert Milikan – Medida da carga do elétron. Experiências sobre indução elétrica. 1897 Joseph John Thomson – Descoberta do elétron. Previsão da existência de ondas eletromagnéticas. Dependência entre A seguir é colocado em ordem cronológica alguns fatos de grande importância no desenvolvimento de teorias e conceitos sobre eletricidade. 1827 George Simon Ohm – Conceito de resistência elétrica de um fio. com auxílio da balança de torção. 1785 Charles A. em três segmentos: Eletrostática.C Tales de Mileto – Observação de que um pedaço de âmbar atrai pequenos fragmentos de palha. . 1800 1820 Alessandro Volta – Invenção da Pilha. 1600 William Gilbert – Outras substâncias além do âmbar são capazes de adquirir propriedades elétricas. 1832 1834 Joseph Henry – Fenômenos da auto-indução. 1864 James Clerk Maxwell – Teoria do Eletromagnetismo. com a particularidade de que as partículas portadoras destas cargas estão em repouso. Coulomb – Experiências quantitativas sobre interação entre cargas elétricas.1 Um Pequeno Histórico da Eletricidade 1825 Andre Marie Ampere – Lei que governa a interação entre os imãs e correntes elétricas. 1672 Otto Von Guericke – Invenção da primeira máquina eletrostática. Estudos sobre imãs e interpretação do magnetismo terrestre. 1887 Heinrich Hertz – Produção de ondas eletromagnéticas em laboratórios. Eletrodinâmica e Eletromagnetismo. Quando é esfregado uma parte do seu fluido é transferida de um corpo para outro ficando um com excesso (carga positiva) e outro com falta (carga negativa). Natureza da luz. Primeira caracterização de condutores e isolantes. 1834 Michael Faraday – Leis da eletrólise: evidência de que íons transportam a mesma quantidade de eletricidade proporcional a sua valência química. Heinrich Friedrich Lenz – Sentido da força eletromotriz induzida. didaticamente. corpo neutro tem quantidade “normal” de fluido elétrico. 600 a. Fato importante: lei da conservação da carga.8 CAPÍTULO 2: Eletrostática A eletricidade é a parte da Física que analisa os fenômenos que envolvem a carga elétrica e é dividida. Estes fatos são essenciais para que possamos entender os conceitos do “mundo da eletricidade”. Hans Christian Oersted – Efeito Magnético da Corrente Elétrica. Quantização da carga. 1763 Robert Symmer – Teoria dos Dois Fluidos: o diferença de potencial e corrente. em relação a um referencial inercial. 2. quando previamente atritado. A Eletrostática é o segmento da Eletricidade que analisa os fenômenos relacionados às cargas elétricas.

encontram-se os prótons e os nêutrons. dizemos que o objeto é eletricamente neutro. nos tapetes. é possível produzir uma fagulha simplesmente caminhando em certos tipos de tapetes e depois aproximando a mão de uma maçaneta. Também podem surgir centelhas quando você despe um suéter ou remove as roupas de uma secadora. basicamente. No núcleo.3 Estrutura da Matéria Para explicar a eletrização dos corpos. Na eletrosfera encontram-se os elétrons. A diferença entre as quantidades dos dois tipos de cargas é sempre muito menor do que as quantidades de cargas positivas e de cargas negativas contidas no objeto. por sua vez. Esses exemplos revelam que existem cargas elétricas em nosso corpo. girando em torno do núcleo em diferentes órbitas. sua carga total é zero. é uma propriedade associada à própria existência dessas partículas. recorremos ao estudo de sua estrutura. A grande quantidade de cargas que existem em qualquer objeto geralmente não pode ser observada porque o objeto contém quantidades iguais de dois tipos de cargas: cargas positivas e cargas negativas. A matéria é constituída de pequenas partículas denominadas átomos. As centelhas e a “atração eletrostática” são em geral consideradas uma mera curiosidade. em outras palavras. Os objetos eletricamente carregados interagem exercendo forças uns sobre os outros. nos suéteres. Entretanto. 2. A carga elétrica é uma propriedade intrínseca das partículas fundamentais de que é feita a matéria. todos os corpos contêm muitas cargas elétricas. ou seja.9 2.2 Carga elétrica Em tempo seco. por uma parte central denominada núcleo e por uma parte periférica chamada eletrosfera. A carga elétrica do próton é positiva e igual em . Cada átomo. a parte mais pesada do átomo. se você produz uma centelha elétrica ao manipular um microcircuito de um computador. é formado. o componente pode ser inutilizado. Quando existe essa igualdade (ou equilíbrio) de cargas. A carga elétrica é uma propriedade da matéria que se apresenta tanto nos prótons como nos elétrons com a mesma intensidade. Na verdade. a carga total é diferente de zero e dizemos que o objeto está eletricamente carregado. torneira ou mesmo um amigo. Figura 1: Átomo. nas maçanetas e nas torneiras. Quando as quantidades dos dois tipos de cargas contidas em um corpo são diferentes.

que no seu estado natural é neutro. Como exemplo. são eles: os cátions e os ânions. Os condutores são materiais nos quais as cargas elétricas se movem com facilidade. como os metais (como o cobre dos fios elétricos). que é negativa. Dizemos que ocorre um desequilíbrio elétrico quando o átomo está ionizado. retiramos elétrons. pois apresenta dois prótons e dois elétrons. ocorrendo com que ele perca ou receba elétrons. a borracha. Um corpo. Os supercondutores são condutores perfeitos. para ionizar o átomo negativamente colocamos elétrons a mais. Os semicondutores são materiais com propriedades elétricas intermediárias entre as dos condutores e as dos não-condutores. ou . como o silício (usado nos microcircuitos dos computadores) e o germânio. 2. Figura 3: Exemplo de condutor e isolante. isto é. passamos a chama-lo de íon. Os nãocondutores. É importante considerar que o número de prótons é constante. no seu estado normal.10 módulo à carga elétrica do elétron. Átomo ionizado negativamente: Quando apresenta mais elétrons do que prótons. Quando é alterado o equilíbrio natural do átomo. Podemos classificar os materiais de acordo com a facilidade com a qual as cargas elétricas se movem em seu interior. Existem dois tipos de íons.4 Condutores e Isolantes Figura 2: Átomo de Hélio. Cátion: Átomo que cede elétrons (+). o vidro e a água destilada. Ânion: Átomo que recebe elétrons (-). o que se altera é o número de elétrons. o corpo humano e a água de torneira. também conhecidos como isolantes. e se quisermos ionizar positivamente. como os plásticos (usados para isolar fios elétricos). são materiais nos quais as cargas não podem se mover. isto é. as cargas se anulam. porque seus átomos possuem a mesma quantidade de cargas positiva e negativa. Átomo ionizado positivamente: Quando apresenta mais prótons do que elétrons. de número atômico 2. temos o átomo de hélio. é eletricamente neutro. O ÍON é um átomo que cede ou recebe elétrons.

a barra de cobre e a torneira são condutores ligados. os elétrons. portanto. contanto que você não toque nela com a mão. que não possuem carga elétrica. quando a carga de um objeto é neutralizada pela eliminação do excesso de cargas positivas ou negativas através da Terra dizemos que o objeto foi descarregado. o caminho de condutores até a Terra fica interrompido. assim.5 Eletrização As primeiras descobertas das quais se tem notícia. que possuem carga elétrica positiva. um átomo eletricamente neutro contém o mesmo número de prótons e de elétrons. que é um imenso condutor. Se em vez de segurar diretamente a barra de cobre você a segura através de um cabo de material não-condutor. se você segurar ao mesmo tempo a barra de cobre e uma torneira. Como já vimos. que possuem carga elétrica negativa. relacionadas com fenômenos elétricos. depois para a torneira e finalmente para a Terra. O processo deixa a barra de cobre eletricamente neutra. portanto. deixando para trás átomos positivamente carregados (íons positivos). ou mesmo nulo. Os elétrons são mantidos nas proximidades do núcleo porque possuem uma carga elétrica oposta à dos prótons do núcleo e . foram feitas pelos gregos.11 seja. os átomos são formados por três tipos de partículas: os prótons. Entretanto. O filósofo e matemático Thales. através do encanamento. Quando estabelecemos um caminho constituído por materiais condutores entre um objeto e a Terra dizemos que o objeto está aterrado. à Terra. de elétrons de condução. CONDUTOR ISOLANTE SEMICONDUTOR Prata Cobre Alumínio Carvão Solo Corpo Mica Plástico Vidro Porcelana Vácuo Germânio Silício Madeira 2. são atraídos com uma força menor) se tornam livres para vagar pelo material. Quando os átomos de um material condutor como o cobre se unem para formar um sólido. onde se espalham. O que acontece é que você. Quando friccionamos uma barra de cobre com um pedaço de lã. As propriedades dos condutores e nãocondutores se devem à estrutura e à natureza elétrica dos átomos. na antiguidade. Esses elétrons móveis recebem o nome de elétrons de condução. que vivia na cidade de Mileto no século VI . Vamos começar com um exemplo de como a condução de eletricidade pode eliminar o excesso de cargas em um objeto. alguns dos elétrons mais afastados do núcleo (e que. cargas são transferidas da lã para o cobre. e os nêutrons. Como as cargas em excesso depositadas no cobre pela lã se repelem. afastam-se umas das outras passando primeiro para a sua mão. materiais nos quais as cargas se movem sem encontrar nenhuma resistência. e a barra pode ser carregada por atrito (a carga permanece na barra). são atraídos pelo núcleo. A tabela a seguir mostra a classificação de alguns materiais. Os materiais isolantes possuem um número muito pequeno. a barra de cobre não ficará carregada. As cargas de um próton isolado e de um elétron isolado têm o mesmo valor absoluto e sinais opostos.

surgindo assim as expressões “eletrização”. podem ser eletrizadas ao serem atritadas com outra substância. um cedendo para o outro. de materiais diferentes. são atritados. Para se conhecer os sinais das cargas elétricas dos corpos. Gilbert passou a usar o termo “eletrizado” ao se referir àqueles corpos que se comportavam como o âmbar. positivamente. Figura 4: Exemplo de eletrização por Atrito. faz-se o uso de uma tabela que ordena os materiais: a série triboelétrica. adquiria a propriedade de atrair corpos leves (como pedaços de palha e sementes de grama). observou que um pedaço de âmbar. após o atrito. após ser atritado com uma pele de animal. Somente cerca de 2000 anos mais tarde. Como a palavra grega correspondente a âmbar é eléctron. Gilbert. um automóvel em movimento se eletriza pelo atrito com o ar etc. . Modernamente.. Este cientista observou que vários outros corpos. é que começaram a ser feitas observações sistemáticas e cuidadosas de fenômenos elétricos. isto é.C. sabemos que todas as substâncias podem apresentar comportamento semelhante ao âmbar. aquele que ocupa a posição superior na série é o que perde elétrons. um corpo eletriza-se. Em consequência. ocorre uma troca de elétrons entre eles. destacando-se os trabalhos do médico inglês W. denominado triboeletrização ou eletrização por atrito. uma roupa de náilon se eletriza ao se atritar com nosso corpo.1 Eletrização por Atrito Um dos processos pelos quais se realiza a eletrização de um corpo neutro é através do atrito entre materiais diferentes. Por exemplo: uma régua de plástico se eletriza ao ser atritada com seda e atrai uma bola de isopor. mesmo que este não fosse leve. Quando dois corpos neutros. 2.12 a. ao serem atritados. É o método Quando dois materiais são atritados entre si.5. um pente se eletriza ao ser atritado nos cabelos de uma pessoa e atrai esses cabelos ou um filete d’água. “eletricidade” etc. com quantidades de carga elétrica iguais em valores absolutos. se comportavam como o âmbar e que a atração exercida por eles se manifestava sobre qualquer outro corpo. eletrizando-se positivamente.

Quando aproximamos a esfera eletrizada do corpo neutro. 2. Na indução eletrostática ocorre apenas uma separação entre algumas cargas positivas e negativas do corpo. se o vidro for atritado com o algodão.5.3 Eletrização por Indução 2. é denominado indução eletrostática.5. provocado pela aproximação de um corpo eletrizado. . há eletrização deste último com o mesmo sinal do primeiro. O fenômeno da separação de cargas num condutor. Desta forma. Já se o algodão for atritado com cobre ele ficará eletrizado positivamente. sem que haja o contato entre eles. Quando um condutor eletrizado é posto em contato com outro condutor neutro. depende do outro material com o qual é atritado. o algodão irá se eletrizar negativamente.13 Note-se que um determinado material pode eletrizar-se tanto positiva como negativamente. as suas cargas negativas repeles os elétrons livres do corpo neutro para posições o mais distantes possível. Consideremos um condutor inicialmente neutro e uma esfera eletrizada negativamente.2 Eletrização por Contato A eletrização de um condutor neutro pode ocorrer por simples aproximação de um outro corpo eletrizado. Por exemplo. o corpo fica com falta de elétrons numa extremidade e com excesso de elétrons na outra. O corpo eletrizado que provocou a indução é denominado indutor e o que sofreu a indução é chamado induzido.

Explique por que são considerados condutores. por enquanto. a unidade de carga elétrica. em 1909. Temos que: q   n  e . As cargas do elétron e do próton. Coulomb foi o primeiro cientista a realizar a medição exata das cargas elétricas de um corpo. Qual a sua carga final? Como foram retirados elétrons temo que e  1.7 Carga Elétrica Elementar 2. 8) Atrita-se uma barra de vidro com um pano. 10) Explique como se pode eletrizar negativamente uma esfera neutra através da indução eletrostática. tendo recebido essa denominação em homenagem a Charles Augustin Coulomb. Sua intensidade é: e  1. Dê a explicação plausível para esse fato. cada elétron. Q  1  10 6  1.6  10 19 C Onde C (coulomb) representa no SI (Sistema internacional de medidas). 1C  6. tratando-se. Como a menor carga possível é a do elétron. na presença do indutor. conclui-se que a carga (q) de qualquer corpo eletrizado é um múltiplo inteiro (n) da carga elementar (e): 1) Explique o que você entende por carga elétrica.6  10 19 . da menor carga elétrica encontrada na natureza. são conhecidas como cargas elementares (e). Logo depois verifica que o pente utilizado atrai pedaços de papel. 7) Baseado nos conhecimentos adquiridos sobre eletrostática.6  10 19 C . Qual dos dois corpos fica eletrizado? 9) Uma mulher penteia o seu cabelo. pelo físico norte-americano Robert Andrews Millikan (1868-1953). logo.6  10 19 C Carga elétrica do próton = 1. 2) Quais as partículas que constituem o átomo? 3) Qual a condição necessária para que um átomo esteja em equilíbrio elétrico? 4) Um átomo é capaz de perder prótons? Justifique: 5) Como chamamos um átomo com excesso de elétrons? 6) Cite 3 exemplos de condutores. 2.6  10 19 C Carga elétrica do elétron =  1. Q  n  e Exemplos 2.28  1018 elétrons O valor que foi obtido experimentalmente. explique como funciona o Para-raios que foi inventado por Benjamin Franklin. então.7 a) De um corpo neutro foi retirado 1 milhão de elétrons. iguais em valor absoluto. e a quantidade de elétrons que foram retiradas é 1 milhão. ganhador do prêmio Nobel de Física de 1923. n  1 10 6 elétrons. basta liga-lo à Terra. uma unidade de carga negativa.6 Exercícios I Cada próton possui uma unidade de carga positiva.14 Se quisermos obter no induzido uma eletrização com cargas de um só sinal.

32C d) -0.32C c) 0. (ou de um próton) vale. o que comprova que o coulomb é uma unidade muito grande. Assim.25  1018 elétrons.64C b) 0. Determine o número de elétrons em falta no corpo. Quanto à carga elétrica desse corpo. em módulo. na eletrização dos corpos. geralmente o número de elétrons retirados ou colocados é menor que o encontrado acima. na prática. 4) Quantos elétrons devemos fornecer a um corpo inicialmente neutro. para que sua carga elétrica final seja de 4C? 2. podemos afirmar que o corpo está carregado com uma carga elétrica de: a) -0. b) a intensidade.5  10 20 prótons.6  10 19 C e que q   n  e .15 Q  1.8 Exercícios II 1) Qual o número de elétrons retirados de um corpo cuja carga elétrica é de 32  10 6 C ? 2) Um corpo condutor inicialmente neutro recebe 15  1018 elétrons. Por isso. quantos elétrons devem ser retirados de um corpo. Logo: Q 1 n n e 1. para eletrizá-lo com carga de 48  10 6 C ? 5) Quantos elétrons em excesso tem o corpo eletrizado com carga de  16  10 12 C ? 6) um corpo possui 4  10 20 elétrons e 3. Como a carga elétrica de um elétron . a carga de um corpo é menor que 1C. 3) É dado um corpo eletrizado com carga 6.6  10 19 C . determine: a) o sinal. 1.4  10 6 C . Calcule a carga em Coulomb adquirida pelo corpo. 7) Um corpo tem 2  1018 elétrons e 4  1018 prótons.6  10 13 C b) Quantos elétrons precisam ser retirados de um corpo para que ele fique com a carga de 1C? Sabemos que a carga elétrica é de 1.64C 8) Considerando que e  1.6  10 19 Então.6  10 19 C . o que justifica o uso da notação de potência de 10. n  6.

16 CAPÍTULO 3: Lei de Coulomb A força elétrica é proporcional às cargas Consideremos dois corpos eletrizados com cargas Q1 e Q2. Na figura 5. Ele verificou que duplicando d  F torna-se 4 vezes menor triplicando d  F torna-se 9 vezes menor quadriplicando d F torna-se 16 vezes menor Figura 5: Força de atração entre duas cargas puntuais. separados de uma distância d. separadas pela distância d. como está mostrado na figura 6. A força elétrica depende da distância entre as cargas – O fato de que a força entre corpos eletrizados diminui quando aumentamos a distância entre eles é conhecido há muitos séculos. o estabelecimento da relação quantitativa entre a força F (que uma carga puntual exerce sobre outra) e d (distância entre as cargas) só veio a ser feito por Coulomb. Coulomb verificou que. ou quadruplicada etc. se o valor de Q1 não fosse alternado e o valor de Q2 fosse duplicado (ou triplicado etc. Então. o módulo da força também duplicaria (ou triplicaria etc.). separadas por uma distância d. ou quadruplicada etc. que o valor de Q1 duplicado e o de Q2 fosse triplicado valor da força entre estas cargas se tornaria 6 vezes maior (figura 6). . como mostra a figura. designamos por F o módulo da força entre as cargas Q1 e Q2. Entretanto. como F ∝ Q1 e F ∝ Q2 vem F ∝ Q1 Q2 ou seja a força de interação entre duas cargas elétricas puntuais é proporcional ao produto destas cargas. Figura 6: A força de interação entre duas cargas puntuais. em suas experiências. o valor da força entre as cargas também duplicará (ou triplicada. de sinais contrários. Assim. ele concluiu que o valor da força é proporcional à carga Q1. por exemplo.). isto é F ∝ Q1 Como era de se esperar. Vamos supor que o tamanho destes corpos eletrizados seja muito pequeno em relação à distância d entre eles.). Nestas condições.). como está representado na figura 6. se a carga Q1 for duplicada (ou triplicada. Portanto uma carga puntual é aquela que está distribuída em um corpo cujas dimensões são desprezíveis em comparação com as demais dimensões envolvidas no problema. Então podemos escrever que também se tem F ∝ Q2 Logo. supondo. é diretamente proporcional ao produto destas cargas. consideramos as dimensões destes corpos desprezíveis e nos referimos a eles como “cargas puntuais”.

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Assim, Coulomb observou que quando a distância d é multiplicada por um número, a força F entre as cargas fica dividida pelo quadrado deste número. Portanto, a força, F, de atração ou repulsão entre duas cargas puntuais é inversamente proporcional ao quadrado da distância, d, entre elas, isto é, 1 F∝ 2 r Lei de Coulomb – Como já vimos que entre a força F e as cargas Q1 e Q2 existe a relação F ∝ Q1 Q2 e que entre esta mesma força e a distância d tem-se 1 F∝ 2 d podemos associar estas relações, obtendo Q Q F∝ 1 2 2 d Como sabemos, esta relação poderá ser transformada em uma igualdade introduzindose nela uma constante de proporcionalidade adequada. Consideramos, inicialmente, as cargas Q1 e Q2 situadas no vácuo. Nesta situação vamos designar por k a constante de proporcionalidade a ser introduzida na relação anterior. Teremos, então, para as cargas no vácuo
F k Q1  Q2 d2

Exemplos 3: Uma carga Q1  0,23  10 6 C ,

puntual é colocada

positiva a uma

distância de 3,0cm de outra carga também puntual, negativa, Q2  0,60  10 6 C (figura 7).

Figura 7: Figura do exemplo 3.

a) Supondo que Q1 e Q2 estejam no ar, calcule o valor da força F1 que Q2 exerce sobre Q1. Como a força entre duas cargas elétricas situadas no vácuo ou no ar é praticamente a  mesma, o valor de F1 será dado por Q Q F1  k  1 2 2 d onde se tem, no Sistema Internacional: k  9,0  10 9 N  m 2 C 2 Q1  2,3  10 7 C Q2  6,0  10 7 C d  3,0cm  3,0  10 2 m Substituindo estes valores na expressão da lei de Coulomb, obteremos o valor de F1 (não é necessário levar em conta o sinal das cargas pois, como já sabemos qual é o sentido da força, desejamos calcular apenas o seu módulo). Temos, então 2,3  10 7  6,0  10 7  F1  9,0  10 9  3,0  10 2 2

 F1  1,38 N
 b) O valor da força F2 que Q1 exerce sobre  Q2 é maior, menor ou igual ao valor de F1 ?

Chegamos, assim, à expressão matemática da lei de Coulomb, para o vácuo. No S.I., onde F é medido em Newton, Q1 e Q2 em Coulombs e d em metros, o valor de k é: N  m2 k  9,0  10 9 C2

Pela 3ª lei de Newton sabemos que, se Q2 atrai Q1, esta carga Q1 atrairá a carga Q2 com uma força igual e contrária. Em outras   palavras as forças F1 e F2 mostradas na

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figura 7 constituem um par de ação e reação e, portanto, seus módulos são iguais, isto é, temos F2  1,38 N

4) Duas cargas puntiformes, Q1  5  10 6 C , no vácuo, estão separadas por uma distância de 30cm. Determine a força elétrica entre elas. 5) A intensidade da força elétrica entre duas cargas elétricas puntiformes iguais, situada no vácuo a uma distância de 2 m uma da outra, é de 202, 5 N. Qual o valor das cargas? 6) (UTESC-SC) A lei de Coulomb afirma que a força de interação elétrica de partículas carregadas é proporcional: a) à distancia entre as partículas; b) às massas e à distancia das partículas; c) às cargas das partículas; d) às massas das partículas; e) ao quadrado da distância entre as partículas. 7) (CEUB-DF) Duas cargas elétricas puntiformes se atraem; duplicando-se a distancias entre elas, no mesmo meio, a força de atração será: a) o dobro; b) a metade; c) o quádruplo; d) a Quarta parte; e) a mesma. 8) A que distância devem se encontrar duas cargas elétricas, para que a força elétrica entre elas seja de 0,6N, sabendo-se que o módulo dessas cargas é 6  10 6 C e 4  10 6 C ? 9) Duas cargas elétricas iguais são colocadas a uma distância de 8cm uma da outra. A força de repulsão entre elas é de 90N. Determine o valor das cargas.

3.1 Exercícios

1) Duas cargas puntuais negativas, cujos módulos são Q1  4,3  10 6 C e Q2  2,0  10 6 C , estão situadas no ar, separadas por uma distância d  30cm (veja a figura deste exercício).

Figura 8: Exercício 1 (Lei de Coulomb).

a) Desenhe, na figura 8, a força que Q1 exerce sobre Q2. Qual é o valor desta força? b) Desenhe, na figura 8, a força que Q2 exerce sobre Q1. Qual é o valor desta força? 2) Suponha, no exercício anterior, que o valor da carga Q1 tenha se tornado 10 vezes maior, que o valor de Q2 tenha sido reduzido à metade e que a distância entre elas tenha se mantido constante. a) Por qual fator ficaria multiplicado o valor da força entre as cargas? b) Então, qual seria o novo valor desta força? 3) Considere, ainda, o exercício 1 e suponha que os valores de Q1 e Q2 tenham, agora, se mantido constantes. a) Se a distância entre estas cargas se tornar 5 vezes maior, a força entre elas aumentará ou diminuirá? Quantas vezes? b) Se a distância entre estas cargas for reduzida a metade, a força entre elas aumentará ou diminuirá? Quantas vezes?

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CAPÍTULO 4: Energia e Transferência de Energia
Para que possamos compreender melhor os conteúdos a serem estudados, serão abordados alguns conteúdos que detalharemos mais tarde.
Trabalho: Realiza-se trabalho quando algo é movido contra uma força resistiva. Por exemplo, realizamos trabalho quando um peso é levantado contra a atração da gravidade (figura 9), ou quando empurramos uma caixa a uma determinada distância (figura 10).

como uma transferência de energia. A energia mecânica é medida nas mesmas unidades que o trabalho. Por exemplo, quando um peso é levantado, o corpo humano ou o dispositivo que da início ao movimento depende de energia. O peso, por outro lado, adquire energia potencial, em virtude de haver sido elevado acima do chão. Essa energia potencial armazenada no peso pode ser utilizada, por exemplo, para levantar outro peso através de um sistema de polias ou pode ser deixado cair como em um bate-estaca transferindo a sua energia para a estaca no momento do impacto.

Figura 9: Halterofilista realiza trabalho enquanto ergue o peso.

Figura 11: Transferência de energia através de polias.

Figura 10: Realização de trabalho ao deslocar a caixa.

O trabalho realizado é obtido através do produto da força aplicada pela distância através da qual a força se move, isto é:
Trabalho = força x distância
Figura 12: Transferência de energia em um bateestaca.

A unidade de trabalho no sistema internacional de medidas (SI) é o joule usualmente abreviado por J. O joule representa o trabalho realizado quando uma força de um newton age através de uma distância de um metro (1 J = 1 N.m). Energia: Energia é a capacidade de realizar trabalho; o trabalho também pode ser visto

Um princípio geral aplicável a todos o sistemas físicos é o princípio da conservação de energia, o qual estabelece que a energia não é criada nem destruída, apenas muda de forma. A energia pode ser transformada em calor, em luz ou em som; ela pode ser energia mecânica de posição ou de movimento, pode

No sistema internacional de medidas. mas não pode ser criada nem destruída. . a potência média neste período é: W P t Devida à íntima relação entre potência e energia. encontramos frequentemente a energia expressa em tais unidades como wattsegundo (W. Então. sendo um watt igual a um joule por segundo.s) ou quilowatt-horas (kWh) (1kWh=1000 x 3600). Esta velocidade é chamada potência. a potência é medida em watts (abreviatura W). se W é o trabalho realizado ou a energia dissipada ou liberada no tempo t.20 ser armazenada numa bateria ou em uma mola. a partir da definição de potência. existe muito interesse na velocidade de realização de trabalho ou liberação de energia. Potência: Para propósitos práticos.

Agora já estamos em condições de relacionar trabalho e transferência de energia com forças elétricas. uma vez que o potencial é dado pela expressão . Essas superfícies são denominadas de superfícies equipotenciais. situado a uma distância dA da carga Q. Figura 16: Carga +q colocada no ponto B de uma região submetida a um campo E. indo em direção ao Assim. podendo ser positivo ou negativo. para que haja condução de eletricidade. devido à força F que surge no elétron. Figura 13: Superfícies equipotenciais. Como dA > dB.1 Diferença de Potencial (ddp) Seja uma região submetida a um campo elétrico E criada por uma carga Q positiva conforme mostra a figura 10. Suponha que movamos uma partícula carregada positivamente em sentido contrário ao de um campo elétrico no qual .21 CAPÍTULO 5: Potencial Elétrico Dizer que uma carga elétrica fica sujeita a uma força quando está numa região submetida a um campo elétrico significa dizer que. 5. possui sempre o mesmo valor. dependendo do sinal da carga elétrica. Conclui-se. isto é. para que uma carga se movimente. ela se movimentaria na mesma direção do campo elétrico. situado a uma distância dB da carga Q. Assim podemos escrever que VA < VB. indo do potencial maior para o menor. então. que uma carga negativa move-se do potencial menor para o maior. em cada ponto dessa região existe um potencial para a realização de trabalho. podemos verificar que o potencial em uma superfície onde todos os pontos estão a uma mesma distância da carga geradora. é necessário que ela esteja submetida a uma diferença de potencial ou ddp. Colocando um elétron –q no ponto A. o potencial do ponto A é menor que o do ponto B. Figura 15: Potencial no ponto A é menor que no ponto B. Se uma carga positiva +q fosse colocada no ponto B. O potencial elétrico (V) é expresso em volts e é dado pela expressão: k Q V  d O potencial elétrico é uma grandeza escalar. ponto B. ele se movimentará no sentido contrário do campo. Figura 14: Carga -q colocada no ponto A de uma região submetida a um campo E. Pela expressão acima.

Se por exemplo. do mesmo modo que um peso levantado possui maior energia potencial. Já estamos familiarizados com os dispositivos para realização de trabalho útil através de pesos que passam a posições de potencial mais baixo no campo gravitacional da terra. seria aplicável a lei da conservação da energia. Talvez o dispositivo que melhor exemplifique este estudo seja uma roda hidráulica obtendo trabalho a partir de uma queda d’água. isto é. isto é. . contra a força exercida sobre elas por outras cargas elétricas. Figura 17: Roda Hidráulica. podemos obter trabalho de um fluxo de cargas que se movam sob a influência de forças elétrica para uma posição de potencial mais baixo. Com isto. ao mover-se a carga contra forças que atuam sobre ela.22 esteja mergulhada. o campo fosse devido à presença de uma carga negativa próxima. seria realizado um trabalho equivalente ao levantar-se um peso no campo gravitacional terrestre. a partícula estaria agora em uma posição potencial mais elevada. De um modo mais ou menos análogo. afastaríamos a carga positiva dela. Além disso.

mais especificamente. alumínio. a Exemplo 6. Estamos particularmente. podemos utilizar materiais mal condutores de eletricidade. A unidade de corrente é o ampère (abreviado por A). Devemos especificar tanto intensidade quanto o sentido da corrente. A figura 18. Existe um ampère de corrente quando as cargas fluem na razão de um coulomb por A utilidade prática de uma corrente continua ou alternada é o resultado dos efeitos por ela causados. por exemplo. repetindo este ciclo com uma frequência definida como mostra a figura 13. Aplicando uma diferença de potencial num condutor metálico.1 Corrente Elétrica Usualmente estamos mais interessados em cargas em movimento do que cargas em repouso. ora noutro. A intensidade I da corrente elétrica é a medida da quantidade de carga elétrica Q (em coulombs) que atravessa a seção transversal de um condutor por unidade de tempo t (em segundos). mostra o gráfico de uma corrente contínua em função do tempo. Figura 18: Corrente Contínua. I carga em coulombs Q  tempo t I Q t Figura 19: Corrente Alternada. Os caminhos por onde circulam as cargas elétricas são chamados de circuitos. O movimento da carga elétrica é chamado de corrente elétrica. para confinar a eletricidade a caminhos específicos formando barreiras que evitam a fuga das cargas elétrica. os seus elétrons livres movimentam-se de forma ordenada no sentido contrário ao do campo elétrico. devido à transferência de energia que pode estar associada às cargas móveis. A corrente tem um valor constante dado pela expressão: segundo. interessados nos casos em que o movimento de cargas esteja confinado a um caminho definido formado de materiais como cobre. pois sua intensidade é constante. Em contraste. mostra uma corrente contínua constante. etc. devido a serem bons condutores de eletricidade. Em uma corrente alternada as cargas fluem ora num sentido.23 CAPÍTULO 6: Corrente e Tensão Elétrica 6. qual será a corrente? Q 14 coulombs I   14 A t 1 segundo Em uma corrente contínua. de valor I. o fluxo de cargas é unidirecional para o período de tempo em consideração. Os principais fenômenos que . chamados de isoladores.1 Se a carga que passa por uma lâmpada é de 14 coulombs por segundo.

5 1015 elétrons 19 1. Efeito Químico: Quando a corrente elétrica passa por soluções eletrolíticas ela pode separar os íons. indica-se a corrente convencional por uma seta. em que a corrente sai do pólo positivo da fonte (maior potencial) e retorna ao seu pólo negativo (menor potencial). ferro elétrico. disjuntor. Efeito Fisiológico: Efeito produzido pela corrente elétrica ao passar por organismos vivos Corrente Elétrica Convencional: nos condutores metálicos. Este fenômeno é o mesmo que ocorre na vizinhança de um imã permanente. sabendo-se que uma carga de 3600  10 6 C leva 12 segundos para atravessá-la? Q 3600  10 6 C I   300  10 6 A t 12 s b) Pela seção transversal de um fio condutor passou uma corrente de 2  10 3 A durante 45 segundos. 3. Aplicações: telégrafo.24 apresentam uma grande importância prática e econômica são: 1. que fará as forças serem exercidas sobre outros elementos condutores de corrente ou sobre peças de ferro.6  10 6. Aplicações: Galvanoplastia (banhos metálicos). Este campo. indo. considera-se que a corrente elétrica num condutor metálico seja formada por cargas positivas. Quantos elétrons atravessaram essa seção nesse intervalo de tempo? I Q  Q  I  t  2. Efeito Térmico (Joule): Quando flui corrente através de um condutor. há produção de calor. Aplicações: chuveiro elétrico. Este fenômeno será estudado na Lei de Ohm. a corrente elétrica é formada apenas por cargas negativas (elétrons) que se deslocam do potencial menor para o maior (sentido real da corrente). isto é. 4.2 Diferença de Potencial Elétrico ou Tensão Elétrica A figura 16 apresenta o diagrama de um circuito elétrico simples. utiliza-se um sentido convencional para ela. no sentido do potencial maior para o menor como mostra a figura. Em um circuito. relé.1[2] a) Qual a intensidade da corrente elétrica que passa pela seção transversal de um fio condutor. forma-se um segundo tipo de campo de força. Figura 20: Sentido Convencional da corrente. Efeito Magnético (Oersted): Nas vizinhanças de um condutor que carrega uma corrente elétrica. O objetivo desse circuito é . chamado de Campo Magnético coexiste com o Campo Elétrico causado pelas cargas. 2. Assim. Exemplo 6.10  3 A  45s  90  10  3 C t Depois utilizamos a equação da Quantidade de carga: Q   n  e n 90  10 3  n  562. para evitar o uso frequente de valor negativo para corrente. porém do potencial maior para o menor.

25 conduzir energia elétrica da bateria para uma lâmpada distante. sendo nula a corrente I. A corrente de saída da fonte seria elevada (frequentemente destrutivamente elevada). Devem-se especificar dois pontos no circuito. Figura 21: Diagrama Descritivo. com linhas paralelas mais longas indicando o terminal positivo ou aquele pelo qual a corrente sai da bateria ao fornecer energia ao circuito. quando a chave esta fechada. Se o trabalho realizado ao moverse uma carga de 1 C de um ponto a outro for . ou conversão de energia mecânica em elétrica no caso de um gerador. teríamos um circuito aberto. é claro. portanto. mas somente uma porção insignificante passaria pela lâmpada e não haveria uma transferência eficiente de energia para a lâmpada. Figura 22: Diagrama Esquemático. Em outras palavras. ser obtido da fonte por conversão de energia química em energia elétrica na bateria da figura 21. Este trabalho ou energia deve. No circuito da figura utilizou-se o símbolo padrão para uma bateria. inserindo fusíveis ou disjuntores que abrem automaticamente quando ocorrem tais falhas. Usualmente é feita uma proteção contra esses problemas. por exemplo. uma chave e um fusível de proteção para o circuito. não havendo transferência de energia. Por outro lado. tensão é o trabalho por unidade de carga. Outro caso ocorreria se ligássemos um fio entre os pontos c e d da lâmpada ou entre os pontos a e b da bateria. Assim. Deve-se realizar trabalho para dar às cargas elétricas a energia que elas entregam ao fluir através dos fios e das lâmpadas. Neste caso. e. Figura 23: Simbologias para fontes de Tensão CC. O trabalho realizado ao movimentar-se uma carga positiva unitária entre dois pontos de um circuito é chamado de diferença de potencial ou tensão entre dois pontos. um caminho completo de condução é proporcionado e obtém-se um circuito completo ou circuito fechado. A figura 18 mostram outros tipos de simbologias padrões para representar fontes de tensão CC. Para que se mantenha a corrente I no circuito é necessário gastar energia da mesma forma que para manter o fluxo de água através de um sistema de tubulações. ou a chave estiver aberta. teríamos um curto-circuito. uma vez que o trabalho é realizado ao mover-se a carga de um ponto para outro. se um dos fios fosse desligado. Considerando que o circuito da figura 21 não possua nenhum tipo de problema de curtocircuito ou circuito aberto. Isto é realizado através da conexão de fios para levar e trazer a corrente I da bateria até a lâmpada.

Na figura 24 a tensão VA encontra-se no potencial de maior valor (+) e a tensão VB no potencial de menor valor (-). A fonte de tensão E se encontra entre os dois potenciais VA e VB. as reações químicas dessas baterias ou pilhas liberam cada vez menos energia. O circuito da figura 22 ilustra estas declarações. a diferença de potencial entre esses pontos será de 1 Volt (abrevia-se V). é importante saber o seu significado. para aumentar a tensão.VB = VAB 6. ou pela carga unitária ao mover-se do primeiro até o segundo ponto. Exemplos de fontes de tensão são as pilhas e as baterias. portanto. existe uma subida de tensão no sentido de a para b. Como os circuitos contêm fontes e consumidores de energia elétrica. subidas de tensão são grandezas opostas a queda de tensão. devemos considerar cuidadosamente se o trabalho é realizado sobre a carga unitária. Se o trabalho for realizado sobre a carga positiva e sua energia potencial é aumentada ao ir do ponto a para o ponto b de um circuito. O trabalho.5V. Com o tempo de uso. ou energia total W associado com o movimento de Q coulombs entre dois pontos.5V juntas. é W  E Q Figura 24: Diferença de Potencial. Observação: Frequentemente utilizamos uma nomenclatura do tipo VAB. 3 pilhas de 1. inclusive as pilhas comuns. Do ponto de vista de ganho ou de perda de energia. existe uma queda de tensão no sentido de b para a. no outro caso. Matematicamente temos: E = VA .3 Fontes de Alimentação O dispositivo que fornece tensão para um circuito é chamado genericamente de fonte de tensão ou fonte de alimentação. Quando essa diferença de potencial é fornecida por uma fonte de energia elétrica. ela é frequentemente chamada de força eletromotriz (abreviada FEM). a energia potencial da carga é aumentada. o que é um avanço importante. quando nova. fazendo com que a tensão disponível seja cada vez menor.5V cada fornecem 4. No primeiro caso. quando a diferença de potencial entre dois pontos for de E volts. como por exemplo. Inversamente. essa fonte representa a diferença entre estes dois potenciais. sobretudo no que se refere ao meio ambiente. possui tensão de 1. Estas podem ser associadas em série. é diminuída. Uma pilha comum. Tanto as baterias como as pilhas produzem energia elétrica a partir de energia liberada por reações químicas. existem muitos tipos de baterias que podem ser recarregados por aparelhos apropriados. Devido à bateria existe uma subida de tensão de a para b e haverá uma queda de tensão de c para d. Hoje em dia. porque a carga perderia energia se fosse de b para a.26 de 1 J. por isso. Outro tipo de fonte de tensão são as fontes de alimentação eletrônicas que utilizam um circuito eletrônico para converter a tensão . para indicar um valor de tensão entre dois pontos.

6. represente seus dois diagramas elétricos equivalentes utilizando o símbolo de terra. massa ou GND (ground).4 a) Dado o circuito da figura 26. Figura 26: Circuito Elétrico. Este tipo de fonte tem a vantagem de fornecer tensão contínua e constante. e são amplamente utilizados em equipamentos portáteis como aparelhos de som. ao contrário da fonte de tensão. deve-se sempre estabelecer um ponto cujo potencial elétrico servirá de referência para medidas das tensões. o potencial de referência do circuito é ligado à sua carcaça (quando esta é metálica) e a um terceiro pino do plug que vai ligado à tomada da rede elétrica.5 Fonte de Corrente A fonte de corrente. não é um equipamento vastamente utilizado. se VB é a referência do circuito da figura 24. Figura 25: Simbologia do terra (GND).27 alternada da rede elétrica em tensão contínua.0 = VA A essa referência. vídeo games. Esses dispositivos são conhecidos por eliminadores de bateria. cujos símbolos mais utilizados são mostrados na figura 25. simplificando o seu circuito para um dos seguintes diagramas mostrados na figura 27. com o objetivo de proteger o equipamento e o usuário de uma sobrecarga elétrica. cujo valor pode ser ajustado manualmente.4 Terra (GND = Ground) ou Potencial de Referência Exemplo 6. o único tipo de controle é o ajuste de tensão. Assim. Em geral. fazendo com que a tensão entre qualquer outro ponto do circuito e essa referência seja o próprio potencial elétrico do ponto considerado. Nas fontes variáveis mais simples. conforme a necessidade. a referência é o pólo negativo da fonte de alimentação. Nas mais sofisticadas. que pode ser considerado um ponto de potencial zero. existem ainda os controles de ajuste fino de tensão e de limite de corrente. Em um circuito podemos substituir a linha do potencial de referência por símbolos de terra. Em muitos equipamentos. 6. Esse terceiro pino para conectar o terra do circuito à malha de aterramento da instalação elétrica. Outro tipo de fonte de tensão muito utilizado em laboratórios e oficinas de eletrônicas são as fontes de tensão variáveis (ou ajustáveis). damos o nome de terra. etc. a tensão VAB entre os pontos A e B é dada por: VAB = VA – VB = VA . mas seu estudo é importante para a . Em circuitos elétricos. Figura 27: Outras formas de representações de circuitos.

Lembre-se de que uma fonte produz um fluxo de corrente que sai do terminal positivo.48C: 8) O gráfico abaixo refere-se a carga que passa por um condutor. 6. O símbolo para a fonte de corrente é um círculo com uma seta dentro. para qualquer tensão V na saída. independente da carga alimentada. carga. que indica o sentido da corrente. Este sentido deve ser o mesmo que o da corrente produzida pela polaridade da fonte de tensão correspondente. 2) Assinale as situações em que existe d. A figura 28 mostra a simbologia utilizada para indicar uma fonte de corrente e a sua curva característica.d. tensão e corrente: 6) Um fio de cobre é percorrido por uma corrente de 4A. Qual a corrente nesse condutor? . A fonte de corrente ideal é aquela que fornece uma corrente I sempre constante.6 Exercícios 1) Pode existir d.p entre dois corpos eletrizados negativamente? Justifique sua resposta.28 compreensão futura de determinados dispositivos e circuitos eletrônicos. calcule a quantidade de carga que atravessa o fio em 0. isto é.6A para que a carga conduzida seja de 0. Figura 28: Fonte de corrente e sua curva característica.p: 3) Relacione todas as grandezas já estudadas com suas respectivas unidades de medida: 4) Faça o gráfico de uma pilha comum e também a sua simbologia: 5) Conceitue. com suas próprias palavras.d.2s: 7) Calcule o tempo que um fio condutor deve ser percorrido por uma corrente de 1.

43µV =____________mV i) 0.015kV =___________GV m) 0.52mA =___________µA n) 200ns =____________s o) 0.29 CAPÍTULO 7: Conversão de Valores Os principais prefixos são: Tera (T) = 1012 Giga (G) = 10 9 Mega (M) = 10 6 Kilo (k) = 10 3 UNIDADE PADRÃO Mili (m) = 10 3 Micro (µ) = 10 6 Nano (n) = 10 9 Pico (p) = 10´12 Cálculos com múltiplos e submúltiplos: Multiplicação: M x m = k  10 6  10 3  10 3 M x µ = padrão  10 6  10 6  10 0 k x m = padrão  10 3  10 3  10 0 k x µ = m  10 3  10 6  10 3 Divisão: M / m = G  10 6  10 3  10 9 M / µ = T  10 6  10 6  1012 k / m = M  10 3  10 3  10 6 k / µ = G  10 3  10 6  10 9 Kilo k Padrão Mili m Micro µ Nano n Pico p Giga G Mega M 10 9 10 6 10 3 c d u 10 3 10 6 10 9 10 12 c d u c d u c d u c d u c d u c d u c d u 7.056V =___________mV j) 4.0V =___________mV h) 12123.068V =__________µV c) 26kV =___________V d) 245mV =__________V e) 200µA =__________A f) 0.4MV =____________mV k) 3100nA =___________pA l) 0.00020A =___________mA p) 10000V =____________kV q) 310pA =_____________A r) 0.09A =___________mA g) 1.56kV =____________mV .8V =___________mV b) 0.1 Exercício 1) Faça a conversão das unidades: a) 0.

destacamos os de fio. Caso a resistência seja considerável. acima de 5 W. de liga especial para obter-se o valor de resistência desejado. Figura 29: Simbologia do resistor. A quantidade de corrente que será atribuída ao circuito depende da oposição causada pelo condutor. Além desse. obtendo valores mais precisos de resistência. denominada resistência. com tolerâncias de 1% a 2%.3 Resistor de filme metálico Consiste basicamente em um tubo cerâmico. A diferença é que este utiliza liga metálica (níquel-cromo) para formar a película.2 Resistor de filme de carbono (de carvão) 8.1 Tipos de Resistores Dentre os tipos de resistores fixos.1.1 Resistor de fio 8.1. sendo suas especificações impressas no próprio corpo.30 CAPÍTULO 8: Resistência Elétrica Se um condutor for ligado a uma fonte. será estabelecida uma tensão (V) entre os seus terminais e consequentemente uma corrente (i). Sua estrutura é idêntica ao de filme de carbono. Os resistores de fio são encontrados com valores de resistência de alguns ohms até alguns kilo-ohms. existem outros tipos construtivos. e são aplicados onde se exige altos valores de potência. A oposição a passagem dos elétrons (corrente) é caracterizada por uma grandeza.1. 8. sendo que resistores com menores . Figura 30: Resistor de fio. Um condutor ideal é aquele cuja resistência é desprezível. de filme de carbono e o de filme metálico. O custo dos resistores está associado a sua tolerância. e sua unidade de medida é o ohm (Ω) representado pela letra grega Omega. 8. Figura 31: Resistor de filme de carbono. que servirá de suporte para enrolarmos um determinado comprimento de fio. ele recebe o nome de resistor. conforme mostra a figura 30. Os terminais desse fio são conectados às braçadeiras presas ao tubo.

segundo o terceiro algarismo significativo e as demais. Valores padronizados para resistores de película. fator multiplicativo e tolerância. 10% e 20% de tolerância 10 12 15 18 22 2 – Série: 2% e 5% de tolerância 10 11 12 13 33 36 39 43 27 33 39 47 56 68 82 15 47 16 51 18 56 20 62 22 68 24 75 27 82 30 91 . seus valores foram codificados através de anéis coloridos.2 Código de cores Alguns tipos de resistores de dimensões grandes têm o valor de suas resistências e tolerâncias escritas diretamente no corpo. Porém. A tabela a seguir apresenta o código de cores completo: Cor preto marrom vermelho laranja amarelo verde azul violeta cinza branco ouro prata 1ª Faixa 1ª Algarismo 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9   2ª Faixa 2ª Algarismo 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9   3ª Faixa Fator Multiplicador x 10 x 10 x 10 x 10 x 10 x 10 0 1 2 3 4 5 4ª Faixa Tolerância   1%  2%     x 106    x 10 -1     5% 10% x 10-2 Observação:  A ausência da faixa de tolerância indica que esta é de 20%  Para os resistores de precisão encontramos cinco faixas. onde as três primeiras representam o primeiro. Um bom projeto eletrônico deve considerar a tolerância dos resistores a fim de diminuir o seu custo final.31 tolerâncias têm custo mais elevado. 1 – Série: 5%. 8. respectivamente. como muitos resistores têm dimensões pequenas.

Observe que a capacidade é determinada pelo tamanho físico. Isto irá indicar quanto calor este resistor pode suportar em uso normal sem queimar. o resistor recebe uma capacidade nominal em watts. .7k  5% = 4k7  5% 2) prata preto preto marrom 10 x 1  10% = 10  10% 3) ouro ouro vermelho vermelho 22 x 0.6M  5% = 5M6  5% 5) marrom preto cinza amarelo 348 x 1  1% = 348  1% Além da resistência e da tolerância. são apresentados alguns exemplos de leitura.1  5% = 2. utilizando o código de cores: 1) ouro vermelho violeta amarelo 47 x 100  5% = 4.32 3 – Série: 1% de tolerância 100 102 105 107 133 137 140 143 178 182 187 191 237 243 249 255 316 324 332 340 422 432 442 453 562 576 590 604 750 768 787 806 110 147 196 261 348 464 619 825 113 150 200 267 357 475 634 845 115 154 205 274 365 487 649 866 118 158 210 280 374 499 665 887 121 162 215 287 383 511 681 909 124 165 221 294 392 523 698 931 127 169 226 301 402 536 715 953 130 174 232 309 412 549 732 976 A seguir. A figura 38 mostra a capacidade em watts de resistores de carbono.2  5% 4) ouro verde azul verde 56 x 105  5% = 5. Figura 32: Tamanho físico dos resistores de carbono em relação a sua potência nominal.

7MΩ ±5% e) 0. que é acoplado mecanicamente à haste de ajuste.6Ω ±2% j) 910Ω ±2% d) 715Ω ±1% k) 2.33 8. ele se comporta com um resistor de dois terminais como o valor desejado. tais como os potenciômetros de fio e de carbono (com controle rotativo e deslizante). Figura 33: Simbologia para resistores variáveis.4 Exercícios Figura 34: Resistência variável. Uma resistência variável pode ser linear. podem ser encontrados diversos tipos de resistências variáveis. pois. na maioria das vezes.82Ω ±2% f) 470Ω ±10% g) 240Ω ±5% l) 0. Figura 35: Curva do potenciômetro linear. Os símbolos usuais para essas resistências variáveis estão mostrados na figura 33. A resistência variável.8Ω ±1% .3 Resistências variáveis A resistência variável é aquela que possui uma haste variável para o ajuste manual da resistência. 8. na forma de anéis coloridos? 3) O que indica a ausência do quarto anel? 4) Determine a sequência de cores para os resistores abaixo: a) 10kΩ ±5% h) 560Ω ±10% b) 390Ω ±10% i) 1600Ω ±10% c) 5. As resistências variáveis possuem três terminais. conforme a variação de seu valor em função da haste de ajuste. é também um bipolo. embora possua três terminais.39Ω ±20% m) 110Ω ±10% n) 6. Figura 36: Curva do potenciômetro logaritmo. potenciômetro multivoltas (de precisão). conforme mostra a figura 34. Comercialmente. logarítmica. reostado (para altas correntes) e a década resistiva (instrumento de laboratório). A resistência entre as duas extremidades é o seu valor nominal (RN) ou resistência máxima. após o ajuste. Os gráficos das figuras 35 e 36 mostram a diferença de comportamento da resistência entre um potenciômetro rotativo linear e um potenciômetro rotativo logarítmico. exponencial ou outra 1) O que é resistência ôhmica e percentual de tolerância? 2) Por que o valor dos resistores é dado. sendo que a resistência ajustada é obtida entre uma das extremidades e o terminal central. trimpot.

prata g) Verde. preto.34 5) Determine o valor do resistor e calcule a sua tolerância. dourado e) Amarelo. prata c) Violeta. marrom. branco. cinza. prata b) Branco. a) Azul. azul. prata 6) Determine o código de cores para cada resistor de 5 faixas e calcule a tolerância.5Ω ±2% d) 34. azul. verde.7Ω ±1% e) 135Ω ±2% . cinza. vermelho. cinza. verde. prata f) Azul. branco marrom. a) 1350Ω ±2% b) 698kΩ ±1% c) 17. dourado h) Amarelo. dourado d) Laranja.

028  mm 2 / m ) de 200m de comprimento e 2 transversal.0001 mm 2 de seção transversal se sua resistência elétrica é 4. logo possuem baixa resistividade específica. b) Área de seção transversal: quanto maior a área.01724  mm 2 / m ) 6) Calcular a resistência de um fio de alumínio (ρ do alumínio = 0.8Ω ? 3) Um condutor de 1m de comprimento e resistividade 3   mm 2 / m apresenta resistência de 10kΩ. com diâmetro médio de 120mm. são bons condutores.6mm de diâmetro.1 Exercícios 1) Explique o que é resistência: 2) Qual a resistividade de um fio condutor de 2m de comprimento.5Ω com   mm fio de níquel-cromo ( 1. como os metais em geral. tem 5000 espiras.1 ) com 0. de seção Onde: R  Resistência elétrica (Ω)    mm²    Resistência específica    m    Comprimento do condutor m  A  Área de seção transversal mm²  . Qual sua resistência a 2°C? (ρ do cobre = 0. d) Temperatura: para a maioria dos materiais. A resistência elétrica de um condutor depende de quatro fatores: a) Comprimento do material: quanto maior o comprimento.35 CAPÍTULO 9: 2ª Lei de Ohm (Resistividade) A segunda Lei de Ohm mostra como a resistência elétrica está relacionada com suas dimensões e com a natureza do material com que é feita.5mm m de diâmetro qual será o comprimento necessário? 5) Uma bobina de fio de cobre de 0. à temperatura ambiente. a resistência pode ser expressa na seguinte equação: R  A A área de seção transversal também pode ser calculada com as seguintes equações: D A      ou 2 2 A    r² Onde: D = diâmetro r = raio Eventualmente será preciso calcular o comprimento do fio. Já os que possuem muitos elétrons livres. Matematicamente. maior a resistência elétrica do material. a resistência elétrica aumenta à medida que a temperatura aumenta. menor a resistência elétrica do material. possuem resistividade maior. Calcule a seção transversal do condutor: 4) Para construir uma resistência de 2. para isso temos a seguinte equação: C  r 9. c) Resistividade específica do material: os materiais com pequeno número de elétrons livres em seus átomos. 0.

para que ele apresente uma resistência de 1Ω. . 8) Qual deve ser o comprimento de um fio de alumínio de 4mm de diâmetro.36 7) Explique a diferença entre resistência e resistividade.

1 Exercícios 1) Quais são os principais materiais usados nas construções de resistores? 2) Calcule I quando E = 120V e R = 30Ω: 3) Calcule R quando E = 220V e I = 11A: 4) Calcule a corrente. Determine sua resistência elétrica: 10. sendo percorrido por uma corrente elétrica de 10A.5A. Qual a resistência elétrica do chuveiro? 8) Conectando-se uma pilha de 1. o valor da resistência elétrica do filamento da lâmpada? Figura 38: Gráfico para o exercício 10.37 CAPÍTULO 10: 1ª Lei de Ohm Estudamos as relações entre a diferença de potencial aplicada a um condutor e a corrente produzida neste. uma tensão de 6V é aplicada entre os dedos de uma pessoa. mas de grande aplicação no estudo da eletroeletrônica. a corrente no circuito aumentará para _____________ do seu valor inicial. quando a tensão for 55V e a resistência de 2Ω: 5) Determine a resistência em kΩ de um resistor que quando submetido a uma tensão de 260V. nessas condições. Qual é. O cientista George Simon Ohm formulou uma lei simples. Ao responder a uma pergunta. em µA. Sua equação matemática é: E I R Onde: I = intensidade de corrente (A) E = tensão (V) R = resistência (Ω) 7) Um chuveiro elétrico é submetido a uma d. de: Figura 37: esquema para o exercício 5. Nesse caso. 11) Num detector de mentiras. é percorrida uma corrente de 1mA: 6) Uma lâmpada incandescente é submetida a uma ddp de 110V. a corrente no detector apresentou variação. 10) A curva característica de um resistor ôhmico é dada abaixo.p de 220V.5V em uma lâmpada. .d. e inversamente proporcional à resistência elétrica. qual a corrente que passa por ela? 9) Se a tensão aplicada a um circuito for duplicada e a resistência permanecer constante. cuja resistência do filamento é de 100Ω. sendo percorrida por uma corrente elétrica de 5. a resistência entre os dedos caiu de 400kΩ para 300kΩ. A 1ª lei de Ohm diz que a corrente é diretamente proporcional à tensão.

Os multímetros possuem alguns controles. resistência e outras funções. Amperímetro e Ohmímetro 11. respectivamente. sendo que o principal é a chave rotativa ou conjunto de teclas para seleção da grandeza a ser medida (tensão. O multímetro é muito utilizado em laboratórios e oficinas de eletrônica. Fundo de escala é o máximo valor medido. O valor estimado para esse erro pode ou não ser significante dependendo da aplicação. . Em multímetros analógicos o fundo de escala é a máxima deflexão do ponteiro. corrente ou resistência) com os respectivos valores de fundo de escala.1 Multímetro • Qualquer aparelho de medida interfere no circuito que está sendo medido. nas escalas de tensão. Figura 40: Multímetro analógico. corrente. O multímetro possui dois terminais nos quais são ligadas as pontas de prova ou pontas de teste. por exemplo. como também do procedimento de medida. amperímetro e ohmímetro correspondem ao multímetro operando. Os termos voltímetro. o fundo de escala é de 20 volts. quando giramos a chave seletora do multímetro da figura 39 até a posição de 20 DC V. A ponta de prova vermelha deve ser ligada ao terminal positivo do multímetro (vermelho ou marcado com sinal +) e a ponta de prova preta deve ser ligada ao terminal negativo do multímetro (preto ou marcado com sinal -). • erro depende não somente do equipamento. corrente e resistência. e têm por finalidade medir grandezas elétricas como tensão. Generalidades: • Em qualquer valor medido está associado um erro.38 CAPÍTULO 11: Multímetro – Voltímetro. Figura 39: Multímetro digital.

Cuidado! Estando a ligação dos terminais do voltímetro invertida. basta selecionar uma das escalas para medida de corrente (CC ou CA). o circuito deve ser aberto no ponto desejado. mas não infinita. Figura 41: Simbologia do voltímetro. 11. os pólos positivo e negativo do voltímetro podem ser ligados ao circuito sem levar em conta a polaridade.3 Amperímetro Figura 42: Exemplo de uso do Voltímetro. Para medir uma corrente. Se a tensão a ser medida for alternada (CA). pois geralmente é menor que as tolerâncias dos componentes do circuito. podendo envolver um ou mais dispositivos. Observação: Um voltímetro ideal tem resistência interna infinita. esse erro. pode ser desprezado. sendo analógico. o voltímetro indicará um valor positivo de tensão. O Amperímetro é utilizado para medir a corrente elétrica que atravessa um condutor ou um dispositivo. normalmente. o que poderá danificá-lo. A simbologia utilizada para amperímetro é mostrada na figura 44. A simbologia utilizada para voltímetro é mostrada na figura 41. o ponteiro tentará defletir no sentido contrário. Para que o multímetro funcione basta selecionar uma das escalas para medida de tensão (CC ou CA).39 11. isto é. Porém. Para medir uma tensão. o display indicará valor negativo. as ponteiras do voltímetro devem ser ligadas aos dois pontos do circuito em que se deseja conhecer a diferença de potencial.2 Voltímetro É o instrumento utilizado para medir a tensão (diferença de potencial) entre dois pontos de um circuito elétrico. ligando o . Figura 44: Simbologia do Amperímetro. Assim. que causa um pequeno erro. como mostra a figura 42. Figura 43: Ponteiras do voltímetro ligadas invertidas. Se a tensão a ser medida for contínua (CC). Isto para que a corrente do circuito não circule pelo voltímetro e este não interfira no comportamento do circuito. Para que o multímetro funcione como um amperímetro. o pólo positivo do voltímetro deve ser ligado no ponto de maior potencial e o pólo negativo no ponto de menor potencial. resultando numa medida sempre positiva. sendo digital. em paralelo. Um voltímetro real possui uma resistência interna muito alta.

os pólos positivo e negativo do amperímetro podem ser ligados ao circuito sem levar em conta a polaridade. o ponteiro tentará defletir no sentido contrário. iniciando com resistência infinita (R = ) na extremidade esquerda (correspondendo aos terminais do ohmímetro em aberto e ponteiro na posição de Figura 45: Exemplo de uso do amperímetro. pois a resistência do corpo humano pode interferir na medida. Os multímetros possuem escalas apropriadas para a medida de resistência elétrica. a escala graduada é invertida e não linear. para que a corrente elétrica passe por ele. causando um erro. podendo danificá-lo. esse erro. após a escolha do valor de fundo de escala adequado. mas não zero. Porém. já que a corrente que entra num bipolo é a mesma que sai. a leitura da resistência é feita diretamente no display. Se a corrente a ser medida for contínua (CC). de um conjunto de resistores interligados. Um amperímetro real possui uma resistência interna muito baixa. normalmente. que causa um pequeno erro. Cuidado! Caso a corrente a ser medida for alternada (CA). Para medir a resistência elétrica de uma resistência fixa ou variável. tanto no procedimento quanto na leitura de uma medida. Observação: Um amperímetro ideal tem resistência interna zero. o pólo positivo do amperímetro deve ser ligado ao ponto pelo qual a corrente convencional entra. sem importar-se com a polaridade dos terminais do ohmímetro. Isto para que o amperímetro não forneça resistência à passagem de corrente do circuito e este não interfira no comportamento do circuito. sendo digital. o display indicará valor negativo. ou ainda. resultando numa medida sempre positiva. O ohmímetro analógico é bem diferente do digital. 11. pois geralmente é menor que as tolerâncias dos componentes do circuito. é preciso que eles não estejam submetidos a qualquer tensão.4 Ohmímetro O instrumento que mede resistência elétrica é chamado de ohmímetro. Por isso. os terminais do ohmímetro devem ser ligados em paralelo com o dispositivo ou circuito a ser medido. A corrente que passa por um dispositivo pode ser medida antes ou depois dele. pode ser desprezado. Cuidado! Nunca segure os dois terminais do dispositivo a ser medido com as mãos. Para a medida. pois isso poderia acarretar em erro de medida ou até danificar o instrumento. e o pólo negativo ao ponto pelo qual ela sai.40 amperímetro em série. . No ohmímetro analógico. sendo analógico. é necessário desconectar o dispositivo do circuito para a medida de sua resistência. Cuidado! Se a ligação dos terminais do amperímetro for invertida. No ohmímetro digital. Atenção! Nunca utilize a escala de corrente do multímetro para medidas de tensão! Isso danificará o aparelho.

as leituras mais precisas no ohmímetro analógico são feitas na região central da escala graduada. 2.Verificar AC ou DC. .41 repouso) e terminando com resistência nula (R = 0) na extremidade direita (correspondendo aos terminais do ohmímetro em curto e ponteiro totalmente defletido). Ajusta-se o potenciômetro de ajuste de zero até que o ponteiro indique R = 0. • No procedimento de ajuste de zero (item 3).5 Cuidados com o Multímetro 1. Abram-se os terminais e mede-se resistência. 4. 4. x100. Colocação correta dos conectores e ponteiras. A leitura é feita multiplicando-se o valor indicado pelo ponteiro pelo múltiplo da escala selecionada. iniciar pelas maiores escalas. Na dúvida. 5. 2. x10k e x 100k. 3.Equipamentos e treinamentos especiais 3. devendo ser substituída. Nunca medir circuitos com alta tensão. x10. . Não colocar os dedos (ou qualquer outra parte do corpo) nas partes metálicas. JAMAIS MEDIR A RESISTÊNCIA DA REDE ELÉTRICA. que é um múltiplo dos valores da escala graduada: x1. Escolhe-se a escala desejada. provocando a deflexão total do ponteiro. • O procedimento de ajuste de zero deve ser repetido a cada mudança de escala. 5.Maiores escalas do aparelho de medição (1000VDC 750VAC). Observações: • Por causa da não-linearidade da escala.Não tocar na parte metálica. significa que a bateria do multímetro está fraca. Atenção ao medir tensões elevadas: . 11. Assim sendo. o procedimento para a realização da medida com o ohmímetro analógico deve ser: 1. . caso o ponteiro não atinja o ponto zero. . 6. Curto-circuitam-se os terminais do ohmímetro.

AX e XB.1 Associação Série b) Quando os resistores são ligados em série. ou a divisão de uma corrente. Figura 47: Resistor Equivalente da associação série.. Re q  R1  R 2  R3  R 4. Chama-se de Resistor Equivalente a um resistor que pode substituir uma associação de resistores. No circuito série. Neste caso.. resultando uma resistência equivalente (Req). sem que o resto do circuito note a diferença. Re q   Rx x 1 .42 CAPÍTULO 12: Associação de Resistores Como o valor da resistência de um resistor é padronizado. 12. 2) Determine a resistência equivalente entre: AB.2 Exercícios I 1) Determine a resistência equivalente entre os pontos A e B. Associando-se resistores entre si. o valor de resistência equivalente é dado pela seguinte equação: n Observação: Neste tipo de associação. Figura 46: Associação Série. a resistência total do circuito é igual à soma de todos os valores de resistência do circuito. Outra aplicação para associação de resistores é a divisão de uma tensão.  Rn 12.3 Associação Paralela Caracteriza-se pela polarização por dois pontos entre cada resistência. nem sempre é possível obter certos valores de resistência. a) 12. a resistência equivalente será sempre menor do que a menor resistência do circuito. os pontos necessariamente serão nós elétricos. podemos obter o valor que quisermos.

a) b) No circuito paralelo o valor da resistência equivalente é dado pela seguinte equação: n 1 1  Re q x 1 Rx c) Porém. dependendo do caso em que a associação se enquadra.  R1 R 2 Rn Para dois resistores: R1  R 2 Re q  R1  R 2 Para resistores iguais: valor..resistores d) e) .de.do.resistor Re q  n º.4 Exercícios II 1) Calcule a resistência equivalente.43 12. existem diversas maneiras para se calcular a resistência equivalente dos circuitos paralelos.. Para todos os casos: 1 Re q  1 1 1   .

Exemplos 12. 2 R1.5 a) A determinação do resistor equivalente final é feita a partir da substituição de cada uma das associações. que compõem o circuito pela respectiva resistência equivalente. em série ou em paralelo. R1. 2  50 Req AB  R1. 2  30  20  R1.5 Associação Mista É aquela na qual encontramos. resistores associados em série e em paralelo. 2 n  R3 50  Req AB  n 2 Req AB  25 . 2  R1  R 2 R1.44 12. ao mesmo tempo.

2  12 Req AB  R1. mista) a) b) f) c) . 2  R1  R 2 R1  R 2 20  30 20  30 R1. 2  R3  Req AB  12  50 Req AB  62 12.6 Exercícios III d) e) 1) Identifique os tipos de associação (série.45 b) R1. paralela. 2  R1. 2 R1.

a) .46 2) O que resistência total ou equivalente de uma associação de resistores? 3) Determine a resistência equivalente das associações série abaixo. a) 4) Determine a resistência equivalente das associações paralelas abaixo: a) b) b) c) c) d) e) 5) Determine a resistência equivalente dos circuitos.

qual o valor de R? g) .47 b) h) c) i) d) 6) Qual o valor de R. sabendo que a resistência equivalente do circuito abaixo é de 10Ω? e) f) 7) Sabendo que RT é 13kΩ.

. potências e resistências equivalentes nos diversos pontos dos circuitos elétricos. O funcionamento dos componentes é independente dos demais.2 Exercícios I A primeira lei de Kirchhoff diz que a soma das correntes que chegam a um nó é igual à soma das correntes que dele saem. a corrente total.1 Primeira Lei de Kirchhoff 13.  A corrente divide-se proporcionalmente entre os componentes do circuito. proporcionalmente.2 Segunda Lei de Kirchhoff  A segunda Lei de Kirchhoff diz que a soma das quedas de tensão nos componentes de . é possível desenvolver métodos para o cálculo de correntes. Com essas leis. A lei se refere à forma de como a corrente elétrica se distribui no circuito paralelo. tensões.. de acordo com a resistência imposta sob a passagem de corrente.  A tensão em todos os componentes associados é a mesma.. 13. dividindo-se..  Vn 13. as tensões e as correntes de cada resistor. 1) Calcule a resistência total.  I n VT  V1  V2  .48 CAPÍTULO 13: Leis de Kirchhoff As Leis de Kirchhoff são utilizadas para a resolução e análise de quaisquer circuitos elétricos que trabalham em corrente contínua ou alternada. Equações: I T  I 1  I 2  . a) b) c) O circuito paralelo apresenta características importantes:  Fornece mais de um caminho para a circulação da corrente elétrica.

A lei se refere à forma como a tensão se distribui nos circuitos séries.. as tensões e as correntes em cada resistor dos circuitos a seguir: .  I n 2) Quais as correntes IT.  A corrente tem o mesmo valor em qualquer ponto do circuito.3 Exercícios II 1) Calcule a resistência total.. I1.  Vn I T  I 1  I 2  . a corrente total.4 Exercícios III 1) Quais as correntes IT. I3 e I4? 13.  O funcionamento dos componentes depende dos demais.  A tensão divide-se. Equações: VT  V1  V2  . entre os componentes do circuito.49 uma associação série é igual a tensão aplicada nos seus terminais extremos. proporcionalmente.. I2. I1 e I2? 13. a) b) c) O circuito série apresenta algumas características importantes:  Fornece apenas um caminho para a circulação da corrente elétrica..

R3 = 40Ω e R4 = 80Ω são ligados em série. CB e AD. Dos trechos AC. 13) Quatro resistores R1 = 10Ω. qual a corrente I? 7) Determine a corrente que sai no nó 6. I. determine Req. qual deles apresenta menor queda de potencial? 9) Qual a intensidade de corrente no circuito abaixo? . 12) Em relação ao pólo negativo da bateria. 14) Aplica-se uma d.p (tensão) de 80V ao grupo de resistores. mostrado na figura. qual a tensão nos pontos A.50 3) Qual a intensidade da corrente IR3? 10) Quais as tensões sobre os resistores R1 e R2? 4) Quais as correntes I1. Sabendo que a tensão em R3 é 20V.d. VT. que representa uma ligação em série. e as tensões parciais: 8) Determine a corrente I. I2 e I3? 11) Em relação ao pólo negativo da bateria. R2 = 20Ω. 2 e 3. B e C? 6) Dado o circuito abaixo. qual a tensão no ponto A? 5) Determine as correntes que entram nos nós 1.

5 Determine a resistência equivalente. serão percorridos por uma corrente de 0.6 Exercícios IV 1) Determine a resistência equivalente. as correntes e as tensões em cada circuito (faça os exemplos com o professor). em cada trecho do circuito. Sabendo que a corrente fornecida pela fonte é 2A.5 Circuito Misto Como o circuito misto engloba as associações série e paralelo. ao serem ligados em série e a uma tensão de 120V. devemos analisar sua ligação e utilizar as características específicas de cada caso. são ligados em paralelo e a uma fonte de 80V.51 15) Dois resistores. e a queda de tensão em cada um vale 60V. quais os valores de R1 e R2? 13. R1 e R2 devem ser tal que. . R1 e R2. b) 17) Dois resistores. a corrente total. as tensões e as correntes em cada resistor dos circuitos a seguir: a) 13. sendo R1 duas vezes R2.2A. a) 16) Determinar V e R2 no circuito. Quais os valores de R1 e R2? Exemplos 13.

52 b) h) c) i) d) j) e) 2) Qual a corrente indicada? f) 3) Quais as amperímetros? g) correntes indicadas pelos .

dependendo de suas características construtivas. irá ocorrer uma diminuição na resistência elétrica total do circuito e.53 CAPÍTULO 14: Análise de Defeitos 14.1 Curto Circuito Ocorre quando interligamos dois pontos com potenciais elétricos diferentes. um aumento na corrente elétrica.2 Circuito Aberto 14. 14. através de um condutor de resistência nula (zero). podendo danificar alguns componentes do mesmo.2.1.2 Circuito Paralelo . Neste caso.1 Circuito Série 14.2 Circuito Paralelo 14.1 Circuito Série 14. consequentemente.1.2.

a corrente total.8kΩ I) Em condições normais de funcionamento.2kΩ R5 c) 1. IV) Com R1 aberto.9kΩ R4 2.3 Exercícios 1) Determine a resistência total.54 14. II) Com R3 aberto. III) Com R4 em curto.7kΩ R3 V1 12 V R1 5kΩ 3. as correntes e as quedas de tensão em cada resistor: a) 2) Calcule a resistência total. IV) Com R1 em curto. IV) Com R2 e R3 abertos. as correntes e as tensões em cada resistor. a) R1 100Ω R2 300Ω R4 300Ω R3 200Ω R5 200Ω V1 50 V b) I) Em condições normais de funcionamento. b) R2 4. para cada um dos casos. . c) R2 500Ω R3 400Ω R4 300Ω V1 70 V R5 100Ω R6 100Ω R1 d) 100Ω I) Em condições normais de funcionamento. II) Com R3 em curto. a corrente total. III) Com R5 aberto. III) Com R5 aberto. II) Com R3 aberto.

é a rapidez com que se produz trabalho ou a rapidez com que se gasta energia. qual será a potência total? Figura 48: Aquecedor de Água. enquanto que. pois realiza mais trabalho que o outro.000 P  27W Existem outras maneiras de realizar o cálculo da potência. Sua unidade de medida no SI é o watt (W).015 A) 2  120. Independente do tipo de associação dos resistores do circuito elétrico. o aquecedor “B” aquece dois litros de água. de acordo com os dados disponíveis.02 A P  0. a potência total fornecida pela fonte será igual à soma das potências de cada resistor. Cada componente de um circuito tem uma potência específica. P  EI c) Qual a potência dissipada por um resistor de 120kΩ percorrido por uma corrente de 15mA? P  I 2  R  (0. Quanto mais tempo permanecer ligado. Observações: 1HP = 746 Watts (Horse Power / Cavalo Força) 1CV = 736 Watts (Cavalo Vapor) Exemplos 15 a) Calcule a potência dissipada por uma carga de 100Ω ligada a uma fonte de 5V. Pt  P1  P2  P3  P4  10W  25W  100W  50W Pt  185W O aquecedor “B” é mais potente. 100W e 50W. O aquecedor “A” aquece 1 litro de água em uma hora. 25W. considere dois aquecedores de água. ou ainda.24W . Utiliza-se a equação mais conveniente para cada tipo de circuito. no mesmo tempo de uma hora. maior será o consumo de energia elétrica. respectivamente. V 2 (50V ) 2 P  R 100 P  25W b) Em uma associação em paralelo de 4 resistores cujas potências são. Por exemplo. A potência é obtida através do produto da tensão pela corrente elétrica. usando o parâmetro resistência elétrica. P E2 R P  I2 R d) Qual será a potência de um circuito alimentado por uma fonte de 12V e corrente de 20mA? P V I P  12V  0. 10W.55 CAPÍTULO 15: Potência Elétrica A potência elétrica expressa a relação entre o trabalho realizado e o tempo gasto para realizá-lo. no mesmo tempo.

PS=potência de saída. Para calcularmos a energia elétrica consumida por um determinado aparelho. transformadores. Assim. a potência entregue pelo aparelho é sempre menor que a potência que ele recebe e que. b) Energia consumida em 5h de funcionamento.4A de uma fonte de 230V. Qual será a energia elétrica consumida pelo equipamento em um .2 Energia Elétrica Consumida ε= energia elétrica (Wh) 1kWh = 36  10 5 J 1) Um isqueiro de automóvel funciona em 12V fornecidos pela bateria. 2) Um aquecedor elétrico tem uma resistência de 8Ω e solicita uma corrente de 10A. com ou sem transformação de um tipo em outro (como s geradores. 15. respectivamente: 4) Um gerador de eletricidade exige uma potência mecânica de 5HP e pode fornecer até 3200W.56 15. uma parte da referida energia é transformada para fazer funcionar o próprio aparelho. usamos uma das seguintes equações. PE=potência de entrada. O rendimento é expresso em número decimal ou porcentagem. 7) Um chuveiro de 2400W é ligado na posição inverno por 4 vezes em um dia durante 10 minutos cada. Qual é a sua potência? 3) Calcule a potência consumida pelo motor de corrente contínua com tensão e corrente nominais de 120V e 5A. etc). Sabendo que a resistência dele é 3Ω.1 Rendimento ou Eficiência (η) Sempre que um dispositivo qualquer é usado na transferência de energia. Sabendo que sua eficiência é de 80%. dependendo a situação:   E  I t   Pt 15. só o aparelho ideal (sem perdas) apresentaria rendimento unitário. constituindo o que chamamos de perda de energia. calcule a potência dissipada (transformada em calor). motores.3 Exercícios  PS PE Onde: η =rendimento. Como vimos. A relação entre a potência que o aparelho entrega (potência de saída) e a potência que ele recebe (potência de entrada) é o seu rendimento ou eficiência. determine sua potência de saída: 6) Uma lâmpada tem as seguintes especificações 120V/60W. Qual o seu percentual de rendimento? 5) Um motor foi projetado para solicitar 30. deveria entregar totalmente. em condições ideais. portanto o rendimento será sempre menor que 1 (um). calcular: a) A intensidade de corrente que a percorre. há sempre perdas e.

13) Calcule a potência de cada resistor nos circuitos a seguir: a) b) c) d) . supondo que 1kWh=R$0. deve-se aumentar ou diminuir a resistência do chuveiro? Justifique: E2 9) Considerando P  .503? 8) Considerando a tensão do chuveiro constante. b) 6 lâmpadas=50W por 4h cada. d) secadora de roupa=4800W por 20min. um resistor dissipa uma potência.31: 12) Qual é o custo total da utilização dos itens a seguir.57 dia e quantos reais ele “gastará” considerando 1kWh=R$0. se a tensão cair R pela metade. a potência dissipada será: a) 16 vezes maior b) 8 vezes maior c) 4 vezes menor 11) Um freezer especificado para 110V.503? a) torradeira=1200W por 30min. tem um consumo médio mensal de 60kWh. o que acontece com a potência? 10) Ao ser percorrido por uma corrente. Caso esta corrente quadruplique e admitindo que a resistência seja constante. Determine o custo anual pelo uso do freezer considerando 1kWh=R$0. para que a água flua a uma temperatura mais quente. c) máquina de lavar roupa=400W por 45 min.

• Dimensionando R2 A corrente da carga não é fornecida. R2 = V2 / I2  R2 = 6V / 8.33 = 91. Assim. mas pode ser calculada por: P = E x I  0. Assim.5W RL = 0.5W a partir de uma fonte de 12V. ela é representada por um bloco geralmente chamado de RL (L = load = carga). Através de alguns dados é possível dimensionar os valores dos resistores do divisor de tensão.288Ω • Dimensionando R1 R1 = V1 / I1  R1 = (12-6)V / 91. Exemplo 16.33mA Como não se sabe a corrente de R2. portanto.66mA.33mA.5 = 6 x I  IRL = 83. VT = 12V VRL = 6V PRL = 0.1 a) Deseja-se alimentar uma carga com as especificações 6V/0.33mA = 720. Por este motivo.33mA)² = 72Ω Figura 49: Divisor de Tensão. O divisor de tensão é obtido com a associação série de resistores. .33 + 83. ou quando a tensão da fonte que se possui é superior aos valores desejados.58 CAPÍTULO 16: Divisores de Tensão São circuitos utilizados quando se deseja obter valores de tensão que não podem ser conseguidos através de associação de pilhas ou baterias. Qualquer carga que seja conectada a um divisor.1 Divisor de Tensão com Carga A carga pode ser um circuito eletrônico ou algum componente.66mA  R1 = 65. I2 = 8. fica sempre em paralelo com um dos resistores que o compõe. IDIVISOR = 8.5/ (83. é necessário atribuir um valor para ela (vamos adotar que ela seja 10% de IRL). 16.459Ω Figura 50: Divisor de Tensão com carga.

288Ω e 65.2 Exercícios 5) Dimensione os divisores: a) VT = 22V.18² / 750 = 0. deve-se comprar um resistor de 750Ω/1W.82 / 72 = 80.1W Então.33mA) PRL = 6.5W b) VT = 40V. deve-se multiplicar a potência dos mesmos por 2.051W 2) Necessita-se alimentar um circuito eletrônico que absorve 16mA em 10V a partir de uma fonte de alimentação de 16V. é só calcular novamente.53W PR1 = 5.82² / 62 = 0. a) R1 180Ω V1 18 V R2 820Ω RL 1kΩ A resistência da carga continua a mesma. tensão e corrente. Para dimensionar a potência dos resistores. mas o que mudou foram os valores de potência.1mA de consumo a partir de uma fonte de 12V. 4) Qual a tensão aplicada a carga em cada um dos divisores de tensão a seguir. Dimensione o divisor de tensão. Os valores escolhidos foram R1 = 62Ω e R2 = 750Ω. 0. um divisor de tensão. b) 16.6V a 0. 6V) IRL = 5. Exemplo: a potência de R1 é 0. carga  RL = 100Ω/25V c) VT = 12V. 6V) VR2 = VRL = 12. utilizando .693 = 93. carga  8V/0. 83.55W PR2 = 6.97mA VR1 = 93. 3) Necessita-se alimentar um componente eletrônico com uma tensão de 0.82V (antes. Determine o valor dos resistores.55x2=1.59 Como 720.18V (antes.5.97mA x 62 = 5.82 = 6.693Ω IT = 12/ 127. RT = (72Ω || 750Ω) + 62Ω = 127.18² / 72 = 0. 72Ω.55W. carga  10V/1W 1) Precisa-se alimentar uma carga de 12V e 400Ω a partir de uma fonte de 20V.459Ω não são valores comerciais é necessário redimensionar o circuito. Agora.83mA (antes. Dimensione o divisor de tensão.

e. uma ddp fornecida por um gerador. Gerador Elétrico: Todo aparelho que transforma em energia elétrica qualquer outra modalidade de energia.e. é o volt (V). a f. consome uma potência total nãoelétrica (Pt) dissipa internamente. por efeito Joule. Basicamente. Pd Assim: Pt  P  Pd Então. 17. energia elétrica ao circuito externo. ou seja: E Pt I Figura 52: Gerador Químico.1 Força Eletromotriz (E) – f. Quando o gerador é percorrido por corrente elétrica. . entre os seus terminais. uma parte (Pd) e a restante é eletricamente lançada (P) ao circuito externo.m E é definida como sendo o quociente entre a potência não-elétrica consumida pelo gerador e a intensidade da corrente que o atravessa. Portanto. esses valores correspondem às fems dos respectivos geradores. fornecendo Observação: Quando se diz que uma pilha tem 1. podem-se citar as usinas hidrelétricas (que transformam energia mecânica em elétrica). a sua unidade. quando ele não é percorrido por corrente elétrica. Pt GERADOR P Figura 51: Gerador Mecânico.5V ou que a bateria de um automóvel é de 12V. a função do gerador é a de aumentar a energia potencial elétrica das cargas que por ele passam. no SI. pode ser também chamada de tensão em vazio. Como exemplos. Por esta razão.m Chama-se de força eletromotriz E de um gerador à ddp medida em seus terminais.60 CAPÍTULO 17: Geradores Em capítulos anteriores estudamos que a corrente elétrica só flui através de um resistor caso se estabeleça. as pilhas e as baterias (que transformam energia química em elétrica). Note-se que o circuito externo consome a energia elétrica fornecida pelo gerador sob outras formas.

Altera-se a tensão de alimentação da carga. 17. Portanto. pois não haverá corrente circulando. pois maior é a tensão sobre Ri.4 Associação em Série Caso nenhuma carga seja conectada ao gerador. não haverá queda de tensão em Ri. independente da corrente que ele fornece ao circuito. Ao medirmos as 3 pilhas fora de um circuito. portanto.5 x 3=4. se uma carga RL é ligada na saída.3 Associação de Geradores Figura 54: Esquema interno do Gerador. Figura 57: Associação Série de 3 pilhas. a perda é nula (VS=VT). qual tensão aparecerá no instrumento de medição? VS=1. A equação de Vs com carga é: VS= VT – Vri Conclui-se que quanto menor a Ri do gerador. Figura 56: Gerador com Carga. A figura 54 mostra o esquema interno de um gerador. porque os elementos que formam o gerador não são ideais e apresentam perdas pelo Efeito Joule. .2 Gerador Ideal É aquele que fornece uma tensão sempre constante. isto é. VS será menor do que VT. melhor é o seu rendimento. Porém. menor é a perda e.5V Figura 55: Gerador sem carga. Na prática isso não acontece. devido à queda de tensão em Ri. Figura 53: Gerador Ideal. 17. este gerador fornecerá uma corrente. menor é a sua tensão de saída.61 17. Gerador aberto VS=0V IS=0A. Figura 58: Esquema interno da associação de pilhas. Quanto maior for a corrente fornecida pelo gerador à carga.

por exemplo. . Senão. Conclusões: VT  V1  V2  V3  Vn RiT  1 1 1 1 1    Ri1 Ri2 Ri3 Rin I T  I1  I 2  I 3  I n 17.5 Associação em Paralelo Com esta associação.  A Ri total é igual à soma de todas as resistências internas.la ao circuito. altera-se a capacidade de fornecimento de corrente a uma carga correspondente à ligação de pilhas em paralelo. a tensão medida pelo instrumento será a mesma de antes? Por quê? Conclusões:  A tensão total é calculada através da soma de tensão individual. Esta associação aplicase principalmente para geradores de mesma tensão. o gerador de menor tensão poderá atuar como um “receptor”. VRL e VT: Figura 60: Esquema interno da associação de pilhas.6 Exercícios 1) Responda: 17. consumindo corrente ao invés de fornecê .62 Ao colocarmos as mesmas pilhas no circuito. 3) Tem-se seis geradores de 9V num circuito misto. Calcule IT.  A corrente é igual para todos os componentes. a) Quanto marca o voltímetro V? b) Quanto marca o voltímetro V1? c) Quanto marca o amperímetro? d) Qual a tensão em Ri? e) Qual é o RT considerando Ri? 2) Uma bateria de 9V alimenta uma carga de 100Ω. Determine a tensão que haverá sobre RL: Figura 59: Associação paralela de pilhas.

Qual será a sua tensão? 6) A força-eletro-motriz de um gerador é 10V. entre os terminais do gerador é 9V.d. sabendo que a queda de tensão em Ri é 4V. quando a corrente que o atravessa é de 2A. calcule a corrente na carga e a corrente em cada gerador: 12) No circuito. calcule: a) Qual a resistência total da associação levando em consideração a Ri do gerador. V3 = 10V e Ri3 = 5Ω são ligados em série. V2 = 15V. Ri1 = 5Ω. Calcule sua resistência interna: 7) Calcular a resistência interna do gerador de 24V que está alimentando uma carga de 5Ω. Ri2 = 5Ω.p. Um resistor de 8Ω é ligado à associação. Determine a tensão nos terminais de cada gerador e a máxima potência que a associação pode fornecer: 11) Dois geradores com as seguintes características: V1= 20V.6kW quando percorrido por uma corrente de 50A. V2 = 20V.63 a) A resistência total do circuito levado em consideração à resistência interna do gerador. para que a potência elétrica . b) Quanto marca o amperímetro? c) Qual é a queda de tensão em Ri? d) Quanto marca o voltímetro V? e) Quanto marca o voltímetro V1? 9) Dada a associação de resistores abaixo. A d. quantos volts serão entregues a um circuito? b) Se o circuito ficar aberto. b) Quanto marca o amperímetro 1? c) Quanto marca o amperímetro 2? d) Quanto marca o voltímetro? e) Qual a potência dissipada no resistor de 5Ω? f) Qual a potência total dissipada? 10) Três geradores com as seguintes características: V1 = 25V. calcule: 4) Considere o circuito abaixo: a) Se E = 1. 8) Dada a associação de resistores abaixo. determine qual deve ser o valor de Rx.2V. Ri1 = 3Ω. são associados em paralelo. Ri2 = 6Ω.3V e Vri = 0. Um resistor de 25Ω representa a carga ligada a essa associação. quantos volts serão medidos nos seus terminais? 5) Um gerador tem 0.

64 fornecida pela associação seja máxima. . sendo Ri=15Ω cada: e 13) Determine a corrente fornecida pela associação. igual a 40W.

2. Nesse momento a corrente para de fluir. Figura 63: Capacitor de Poliéster. Assim. em regime transitório. e ele se compõe de duas placas condutoras separadas por um dielétrico (isolante). ou através da vaporização do alumínio nas duas faces do dielétrico. 18. 18. num processo conhecido como metalização. 18.1 Processo de Carga em C.2. O dielétrico é constituído de material cerâmico. Sua função é armazenar energia. ao fechar a chave. até que a tensão nos terminais do capacitor chegue a um valor próximo da tensão da fonte. e o capacitor está carregado com a mesma tensão da fonte. começa a circular instantaneamente a corrente elétrica. Sua unidade no SI é o Farad (F).65 CAPÍTULO 18: Capacitores É um componente que armazena cargas elétricas em forma de campo elétrico. não há corrente elétrica entre as placas.2 Cerâmica Figura 62: Circuito RC para carga e descarga do capacitor. Figura 61: Capacitor. 18.C Considerando o capacitor descarregado. Ele irá manter esta tensão (regime permanente) até que seja descarregado. o que proporciona baixos valores de capacitância e alta tensão de isolação.1 Plásticos Capacitância: É a capacidade que um capacitor possui de armazenar cargas elétricas. Normalmente utilizam poliestireno ou poliéster como dielétrico. Podem ser construídos com duas folhas de alumínio bobinadas com uma folha de material plástico. Em regime permanente.2 Tipos de Capacitores Os capacitores podem ser de três tipos. o capacitor é considerado como uma alta resistência para circuitos de tensão contínua. .

tem altas capacitâncias com baixa tensão de isolação. Matematicamente.1 a) Qual a capacitância total de associação paralela de capacitores mostrada a seguir? . Exemplo 18.66 Figura 67: Simbologia para capacitores polarizados.2. pois são polarizados. O dielétrico normalmente se constitui de óxido de alumínio ou óxido de tântalo.3 Associação de Capacitores 18. A associação paralela tem por objetivo obter maiores valores de capacitância. 18. Exigem atenção na montagem. Figura 64: Capacitor de Cerâmica.  C n Para executar a soma todos os valores devem ser convertidos para a mesma unidade..3.3 Eletrolíticos Ao contrário dos cerâmicos. Figura 68: Associação paralela de capacitores.1 Associação Paralela Figura 65: Simbologia para capacitores não polarizados. a capacitância total de uma associação paralela é dada pela seguinte equação: n Ceq   Cx x 1 CT  C1  C 2  C.. 18. e a montagem pode ser axial ou radial.3. Figura 66: Capacitores Eletrolíticos.

.1 [2] b) Qual a máxima tensão que pode ser aplicada nas associações apresentadas nas figuras a seguir? CT  C1  C 2 C1  C 2  Associação série de “n” capacitores de mesmo valor: CT  C n Observação: Deve-se evitar aplicar sobre um capacitor a tensão máxima que este suporta..3.68F CT  1.67 A capacitância total de uma associação série é dada pela equação: n 1 1  Ceq x 1 Cx CT  C1  C 2  C 3 CT  1F  0.727 F Todos os capacitores associados em paralelo recebem a mesma tensão. Para calcularmos a tensão de trabalho em uma associação série de capacitores podemos usar a seguinte equação: Vtrab  Vno min al 2 18. a máxima tensão que pode ser aplicada a uma associação paralela é daquele capacitor que tem a menor tensão de trabalho.047 F  0. a capacitância total é menor que o valor do menor capacitor associado.2 a) Calcule a capacitância equivalente: Figura 69: Associação Série de capacitores.3. Exemplos 18. Assim.3. CT  1 1 1 1   . Quando se associam capacitores em série.  C1 C 2 Cn Esta equação pode ser desenvolvida (como a equação para RT de resistores em paralelo) para duas situações particulares:  Associação série de dois capacitores: Exemplo 18.2 Associação Série A associação série tem por objetivo obter capacitâncias menores ou tensões de trabalhos maiores. .

1 0.5 18.56mF: 5) Calcule a capacitância equivalente para cada uma das associações a seguir: a) CT  CT  C1  C 2 1  0. C2 = 27µF e C3 = 33µF? 4) Determine o valor do capacitor equivalente da associação paralela entre C1= 33µF e C2 = 0.2 0.4 Exercícios 1 1  10  5  2 17 CT  0. c) .5 b) 0. se C1 e C2 forem capacitores de 20µF.5 1.5  C1  C 2 1  0.059 F CT  b) Calcule a capacitância equivalente: C 180  n 3 CT  60F CT  c) Calcule a capacitância equivalente: 1) Calcule a capacitância total de um capacitor de 3µF.5 CT  0. Desta forma. a tensão aplicada se distribui igualmente sobre todos os capacitores. um de 5µF e um de 10µF associados em série: 2) Qual a capacitância total e a tensão de trabalho de uma associação de capacitores em série.33F A distribuição da tensão nos capacitores em série. ou seja: Maior capacitância = menor tensão Menor capacitância = maior tensão A forma mais simples de se associar capacitores em série é usar valores de mesma capacitância e mesma tensão de trabalho.68 CT  1 1  1 1 1 1 1 1     C1 C 2 C 3 0. 150V? 3) Qual o valor do capacitor equivalente da associação série entre C1 = 18µF. ocorre de forma inversamente proporcional à capacitância.

69 d) e) f) .

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