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Google Educacional

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Lauro Martins João Batista Bottentuit Junior, Clara Pereira Coutinho, Eliana Santana Lisbôa Google Educacional: Utilizando

Ferramentas Web 2.0 em Sala de Aula

A esta ficha de leitura subjaz o artigo Google Educacional: Utilizando Ferramentas Web 2.0 em Sala de Aula, da autoria de João Battista Bottentuit Junior, Clara Pereira Coutinho e Eliana Santana Lisbôa, publicado em 2011 na Revista EducaOnline. Neste texto, os autores têm como objetivo dar a conhecer o contributo da empresa Google ao nível das ferramentas com potencialidades em contexto educativo. Na primeira parte da estrutura do artigo, é feita uma introdução que faz referência ao surgimento da Web 2.0 e à forma como modificou a postura funcional do utilizador. Na segunda parte, são apresentadas as ferramentas da Google com potencial educativo. Nas considerações finais, os autores apontam para o benefício educacional destas diversas ferramentas, já que tornam o processo ensino-aprendizagem mais atrativo para os jovens que nasceram e cresceram rodeados pelas tecnologias e, concomitantemente, contribuem para o aperfeiçoamento da sua dimensão humana. A Web 2.0 veio revolucionar a atitude do utilizador perante a informação. Se numa primeira fase, era um mero consumidor do que era disponibilizado online, numa segunda, passou a produtor e participante ativo na construção das informações e conteúdos disponibilizados na rede. E esta revolução tornou-se possível graças ao desenvolvimento de diversos aplicativos que facilitaram a práxis de criação e gestão de espaços virtuais, contribuindo para a sua democraticidade já que permite a qualquer pessoa mostrar ao mundo o que deseja divulgar. Esta nova era, que surgiu com o advento da Web 2.0, foi indelevelmente influenciada pela Google através das suas ferramentas de inúmeras funcionalidades. Os autores relevam o facto de a Google ter sido no passado um simples motor de busca para, na atualidade, se ter transformado numa empresa gigante que fornece um conjunto de ferramentas e serviços que permitem à educação a exploração de cenários para o desenvolvimento de experiências e desafios. Esta empresa, de facto, tem-se implantado no mercado, renovando-se e inovando, desenvolvendo novas funcionalidades, muito úteis em contexto educativo. Os aplicativos desenvolvidos permitem aos utilizadores o desenvolvimento de várias competências, e.g. a escrita online (pessoal ou colaborativa), o estímulo visual através de imagens e o auditivo através da gravação e reprodução de arquivos em formato de som. A diversidade de ferramentas disponibilizada é tão grande que permite aos cibernautas realizarem todas as atividades de criação, edição, gravação, divulgação e armazenamento de dados a partir da Web. Todas estas funcionalidades exploradas pela criatividade de um docente poderão potenciar estratégias didáticas em sala de aula. É, pois, o propósito dos autores apresentar e caracterizar sucintamente as ferramentas disponibilizadas pela Google, apresentando, também, algumas sugestões de aplicação em contexto educativo, com o fim de sensibilizar professores das potencialidades educativas que elas oferecem e que muitas vezes são desconhecidas. Acreditam eles, que o uso destes aplicativos pode promover o desenvolvimento de competências e habilidades indispensáveis

ao novo modelo social em que vivemos onde a informação, a criatividade, a colaboração têm um valor acrescido. Nesta circunstância, Bottentuit, Coutinho e Lisbôa referem, posteriormente, as ferramentas com potencial educativo disponibilizadas pela Google que, na sua perspetiva, em sala de aula, podem ser instrumentos para desenvolver habilidades importantes como, por exemplo, o desenvolvimento da escrita, a capacidade de aprender a aprender através do manancial de fontes online, a capacidade de interagir com ambientes interativos e colaborativos e outras. Referem, em primeiro lugar, o Motor de Busca da Google, que pode ser utilizado para a pesquisa imediata de uma infinidade de textos, imagens, e recursos em múltiplos formatos. Em contexto educativo esta ferramenta poderá ser usada de forma diversificada, ou seja, como complemento às atividades letivas, bem como fonte de pesquisa para trabalhos e resolução de exercícios, em que o professor não deixe cair os alunos na tentação do copiar e colar, mas incentive à criação e reflexão das informações consultadas. Em segundo lugar, fazem referência ao Google Académico, que fornece uma maneira simples de pesquisar literatura académica de forma abrangente, ou seja, artigos, livros, citações e referências académicas. As redes sociais virtuais, como falam os autores, ganharam corpo e amplitude com o advento da internet e da Web 2.0, contribuindo nitidamente para enriquecer o ciberespaço em simultaneidade com uma maior difusão da informação. Acrescem a ideia, de estas se integrarem na categoria de ferramentas da Web 2.0 por agregarem um universo de pessoas que partilham os mesmos interesses ou afinidades e que usam o espaço virtual para comunicar e interagir. Fazem assim referência à rede social Orkut, filiada na Google, criada em Janeiro de 2004, com o objetivo de fazer com que os seus membros criassem novas amizades e mantivessem relacionamentos, procurando estabelecer um círculo social. Neste ambiente, em que os jovens assumem presença maioritária, o professor poderá atrair a atenção dos alunos para os objetivos educacionais que se pretende atingir. Poderá, por exemplo, construir a comunidade da sua disciplina e estimular a discussão, realizar pequenos inquéritos online, recolher opiniões, realizar análise de ideias e outras coisas mais. No encadeamento do artigo, é feita referência a ferramentas de localização geográfica, que em ambiente escolar poderão constituir-se grandes aliados dos alunos e professores, em especial na disciplina de Geografia. A este nível é oferecido o Google Maps e a Google Earth. A primeira, é uma tecnologia e um serviço de mapeamento e cartografia na Web, que permite a localização de cidades, ruas e diferentes pontos geográficos e a segunda, é uma ferramenta que permite a visualização de imagens de satélite de muitas cidades do planeta, incluindo estradas, estações de metro e outras. Posteriormente, os autores referem-se a ferramentas de tradução, destacando o Google Tradutor, ferramenta de tradução que permite a realização de conversões de texto online, ou seja, pode-se fazer a tradução de diversos conteúdos de forma imediata para diversos idiomas, permitindo uma maior democratização da informação, já que qualquer pessoa pode aceder a qualquer conteúdo disponível no ciberespaço independentemente do idioma. No processo

ensino-aprendizagem esta ferramenta poderá ser útil para as disciplinas de línguas estrangeiras e poderá ser utilizada para tradução de textos e ampliação do vocabulário. As ferramentas de colaboração e escrita colaborativa são relevadas pelo autores, uma vez que esses ambientes primam por uma aprendizagem que tem como lema o aprender fazendo em que o contributo e colaboração dos cibernautas constituem uma mais-valia na construção do conhecimento. O importante é o facto de o produto final ser o contributo de constantes análises reflexivas e reorganização do pensamento, em que a descoberta e a mutação contínuas subjazem ao ato interventivo do utilizador. Bottentuit, Coutinho e Lisbôa realçam a posição de Vygostky, que diz que o ser humano aprende em constante interação com o meio social. Deste modo. O Blogger e o Google Docs são destacados como ferramentas modelares na interação e colaboração dos utilizadores. A primeira, é uma das ferramentas da Web 2.0 mais conhecida e utilizada em contexto educativo, e caracteriza-se por ser uma página Web que se pressupõe ser atualizada com frequência, através da colocação de mensagens ( posts ) constituídas por imagens e/ou textos. Esta ferramenta costuma ter sucesso junto à comunidade escolar e é ideal porque permite a discussão e troca de ideias na rede e a criação de comunidades de interesses em torno de diversos temas. Outros defendem que a construção de blogs encoraja o desenvolvimento do pensamento crítico e oferece aos alunos a oportunidade de confrontarem as suas ideias num plano social, participando na construção social do conhecimento. Os autores deste artigo advogam a favor do enorme potencial educativo desta ferramenta, já que também são versáteis em termos de exploração pedagógica, fáceis de conceber e atualizar. A segunda, o Google Docs, é uma ferramenta que possui múltiplas possibilidades de uso quer a nível pessoal quer pedagógico, ou seja, o autor pode controlar a partilha dos documentos com outros utilizadores, permitindo ou não, a sua visualização ou edição. Os documentos aí criados ficam online e nem o autor nem os colaboradores necessitam de descarregá-los no seu computador. O princípio do trabalho colaborativo subjaz a esta ferramenta, uma vez que o utilizador poderá compartilhar o seu trabalho com outros colegas e a construção de um mesmo texto com a participação de outras pessoas geograficamente dispersas. O Google Sites é referido como um editor de texto gratuito disponibilizado pela Google para a criação rápida de sites sem necessidade de grandes conhecimentos técnicos, e permite que professores e alunos procedam à criação de páginas Web, adicionando conteúdo, anexos e média a partir de serviços da própria Google, incluindo o Picasa, o Youtube, o Google Docs e muitos outros. Os alunos podem utilizar este editor de sites para criar o seu próprio site pessoal com currículo, atividades realizadas, produções, áreas e assuntos de interesse entre muitas possibilidades. As ferramentas de vídeo digital online são também realçadas pelos autores pelo sucesso que têm na internet, pois permitem a veiculação de uma série de conteúdos produzidos pelos educadores e até mesmo pelos alunos. O vídeo é sensorial, visual, falado, escrito, musical, e daí a sua força. Destaca-se o You Tube, que é mais uma das ferramentas da Google que permite aos utilizadores o envio, publicação e visualização de videos. Em contexto educativo, esta ferramenta poderá ser usada sob duas perspetivas: i) o professor poderá utilizar os vídeos

para complementar abordagens temáticas em sala de aula, e ii) poderá solicitar aos alunos a criação de vídeos educativos para serem disponibilizados no próprio You Tube. O processo ensino-aprendizagem torna-se atrativo e eficaz quando ocorre a inclusão deste recurso em contexto de sala de aula. Posteriormente, os autores remetem-nos para a utilidade da Google Livros, uma vez que esta ferramenta permite aos utilizadores a consulta online de diversos livros. Dizem que os livros físicos estão a ser substituídos pelo livros eletrónicos também chamados e-books, e que muitos podem ser consultados na íntegra, enquanto que outros apenas capítulos. Na sala de aula, o professor poderá sugerir a consulta de livros para a realização de trabalhos, pesquisas ou mesmo para esclarecimento de dúvidas, incentivando assim a prática de leitura de livros. Nas Considerações finais referem que ato de aprender e de ensinar pode ser mais atraente e eficaz, se houver recurso às ferramentas que a Google disponibiliza, uma vez que os jovens nasceram e cresceram rodeados pelas tecnologias e que são o que Prensky, segundo eles dizem, denomina de nativos digitais . A escola precisa de se adaptar a esta nova realidade e os professores também, porque um novo modelo social está a ser vivenciado, isto é, uma sociedade em que a informação e o conhecimento assumem uma importância acrescida. Deste modo, referem que os aplicativos da Google são úteis e apresentam potencialidades educativas enormes, como a escrita colaborativa, a tradução instantânea, a criação de páginas pessoais e principalmente a publicação de conteúdos online de forma facilitada, o que suscita no aluno o desejo de não ser mais sujeito passivo face ao conhecimento e às informações, mas participante ativo na construção do saber baseado na interação e na aprendizagem colaborativa. Não se trabalha apenas o lado intelectual, mas também o social, baseado em princípios éticos de solidariedade e respeito mútuo. Após a leitura deste artigo, importa notar a sua pertinência, uma vez que vivenciamos a utilização de algumas destas ferramentas em contexto educativo e constatamos da sua utilidade didática e pedagógica perante uma geração que incorporou na sua vida as tecnologias porque nasceram e cresceram com elas. Acresce o facto de as mesmas suscitarem a participação ativa dos mesmos na construção do conhecimento, não os remetendo para um papel passivo de aprendizagem. Um dos modelos da pedagogia contemporânea o puerocentrismo -, ganhou um aliado de peso com a utilização das ferramentas que a Google disponibiliza, e não só, uma vez que os alunos são o centro da sua aprendizagem e aportam conhecimento ao objeto a ser trabalhado.

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