ELETRICIDADE BÁSICA

TÉCNICO EM MONTAGEME MANUTENÇÃO DE COMPUTADORES E REDES

ELETRICIDADE BÁSICA
Técnico em Montagem e Manutenção de Computadores e Redes

Alcides Leandro da Silva

BRASÍLIA, 2005

1

ELETRICIDADE BÁSICA

TÉCNICO EM MONTAGEME MANUTENÇÃO DE COMPUTADORES E REDES

Técnico em Montagem e Manutenção de Computadores e Redes

ELETRICIDADE BÁSICA

APRESENTAÇÃO

Alcides Leandro da Silva

2

ELETRICIDADE BÁSICA

TÉCNICO EM MONTAGEME MANUTENÇÃO DE COMPUTADORES E REDES

Técnico em Montagem e Manutenção de Computadores e Redes

Eletricidade Básica

SUMÁRIO MÓDULO 1 - Grandezas elétricas e parâmetros de circuitos 1.1. 1.2. 1.3. 1.4. 1.5. 1.6. 1.7. Introdução: geração, transmissão, distribuição e utilização de energia elétrica Tensão, corrente, potência e energia Fontes, condutores e cargas Circuitos elétricos Resistência, indutância e capacitância Lei de Ohm Exercícios

MÓDULO 2 – Circuitos de corrente contínua 2.1. 2.2. 2.3. 2.4. 2.5. 2.6. Circuito série Circuito paralelo Circuito série-paralelo Leis de Kirchhoff Cálculos de potências Exercícios

MÓDULO 3 - Circuitos de corrente alternada 3.1. 3.2. 3.3. 3.4. 3.5. 3.6. 3.7. 3.8. 3.9. 3.10. Geração de corrente alternada Valor máximo e valor eficaz Circuitos RLC Circuitos trifásicos Impedâncias Ligação estrela-triângulo Potências monofásicas e trifásicas Triângulo das potências Fator de potência Exercícios

MÓDULO 4 - Transformadores 4.1. 4.2. 4.3. 4.4. 4.5. O transformador ideal Relação de transformação Transformador monofásico e trifásico Potências de entrada e saída Exercícios

3

ELETRICIDADE BÁSICA

TÉCNICO EM MONTAGEME MANUTENÇÃO DE COMPUTADORES E REDES

MÓDULO 5 – Medidas elétricas 5.1. 5.2. 5.3. 5.4. 5.5. 5.6. 5.7. 5.8. Instrumentos de medição analógicos e digitais Grandezas Ohmímetro Voltímetro Amperímetro Wattímetro Multímetro Exercícios

MÓDULO 6 – Motores elétricos 6.1. 6.2. 6.3. 6.4. 6.5. 6.6. 6.7. 6.8. Conceitos Classificação de motores Motor de corrente contínua Motor de indução Motor monofásico e motor trifásico Parâmetros do motor Circuito de comando e de força Exercícios

MÓDULO 7 – Noções de instalações elétricas 7.1. 7.2. 7.3. 7.4. 7.5. 7.6. 7.7. 7.8. Simbologia e conceitos preliminares Pontos de ativos e pontos de comando Divisão de circuitos Diagramas unifilares Quadros de cargas Dimensionamento de condutores e da proteção Cálculo de demandas Exercícios

MÓDULO 8 – Aterramento e segurança em eletricidade 8.1. 8.2. 8.3. 8.4. 8.5. 8.6. Aterramento de fontes e equipamentos Equipotencialidade Prevenção ao choque elétrico Sobrecargas elétricas Legislação Exercícios

4

podemos citar os combustíveis fósseis e nucleares. Por meio de tubulação. 5 . faz com que ele entre em movimento gerando a eletricidade. a energia não pode ser criada. onde é grande o número de rios. que também pode ser convertida em energia elétrica. eletromagnética. A liberação da água para a tubulação . No Brasil. Em todas as transformações de energia há completa conservação dela. isso é. A energia potencial da água de um reservatório. também. apenas transformada. Fig. Para transformar a força cinética em energia elétrica. luminosa. potencial.usp. serão apresentadas noções sobre geração e transporte da energia elétrica até o consumidor. Geração de energia A energia. como as originadas da força das águas e dos ventos.dutos forçados .ELETRICIDADE BÁSICA TÉCNICO EM MONTAGEME MANUTENÇÃO DE COMPUTADORES E REDES MÓDULO 1 Grandezas elétricas e parâmetros de circuitos Neste módulo. pode-se converter energia térmica em energia luminosa e energia mecânica em calorífica. por exemplo. é necessário regularizar sua vazão para o funcionamento continuado da usina represando as águas em lagos. por estar interligada ao eixo do gerador. os parâmetros e as leis básicas de componentes elétricos fundamentais para a análise de circuitos. para aproveitar bem as possibilidades de fornecimento de energia. A energia elétrica pode ser gerada por meio de fontes renováveis de energia. Cada forma de energia é capaz de provocar fenômenos bem determinados e característicos nos sistemas físicos. 1. a maior parte da energia elétrica disponível é gerada por hidrelétricas (Figura 1). É possível converter energia de uma forma em outra. química. Apenas uma pequena parte da energia elétrica utilizada é gerada a partir de combustíveis fósseis em usinas termelétricas (Figura 2).br/licenciatura/2001/energia/transmiss aoedistribuicaodaenergiaeletrica. Assim.é controlada por comportas. Introdução: geração. etc. transmissão. a água represada passa por dutos forçados e gira a turbina que. 1. nuclear. A represa é formada pela retenção das águas de rios. Como exemplo de fontes de energia não-renováveis.1. Como o volume de água dos rios varia com as estações ao longo do ano. distribuição e utilização de energia elétrica 1. cinética. pode ser convertida em energia cinética. que pode ser definida como a capacidade que os objetos ou sistemas têm de realizar trabalho a partir de seu estado ou movimento. Serão estudados. calorífica. a água é canalizada até as turbinas.sc.htm). Esboço de uma usina hidrelétrica. por sua vez.(Fonte: http://educar. que são grandes máquinas que transformam a energia cinética da água em energia elétrica por conversão eletromagnética.1. da energia do sol e a partir do uso de biomassa. pode se apresentar de diversas formas: energia elétrica.1.

Em seguida.1. ela percorre as linhas de distribuição. Com adaptações). Na utilização. a energia elétrica precisa ser reduzida por meio de transformadores em subestações abaixadoras próximas aos centros consumidores.1. Com níveis elevados de tensão. 500kV.htm). (Fonte: http://educar. Figura 3. Assim. Fig. Transmissão de energia Após ser gerada. distribuição e utilização da energia elétrica. a eletricidade pode percorrer longas distâncias pelas linhas de transmissão. 2 – Esboço de uma usina termelétrica. a energia elétrica é conduzida por cabos até a subestação elevadora. as perdas por aquecimento nos fios de transmissão são minimizadas e a energia elétrica é transportada em baixa corrente e alta tensão (exemplos: 138kV. 1. faz com que ele entre em movimento e gere eletricidade. até chegar às proximidades de seu local de consumo. Esboço de um sistema de transmissão.). 230kV. por estar interligada ao eixo do gerador. Distribuição de energia Para efetuar a distribuição. 1. 1. Conforme o estado brasileiro. sistema fase e neutro pode ser de 127 ou de 220V e 60Hz.ELETRICIDADE BÁSICA TÉCNICO EM MONTAGEME MANUTENÇÃO DE COMPUTADORES E REDES Em uma usina termelétrica. que podem ser subterrâneas ou por redes aéreas.br/licenciatura/2001/energia/transmissaoedistribuic aodaenergiaeletrica.sc. na qual transformadores elevam o valor da tensão elétrica (voltagem).2.3. a energia de uso doméstico. monofásico. etc.4. o jato de vapor extraído da caldeira gira a turbina que. Finalmente. sustentadas por torres. (Fonte: Eletropaulo. a energia elétrica é transformada novamente para os padrões de consumo local e chega às residências e outros estabelecimentos (Figura 3).usp. 6 .1. Utilização da energia O consumo de energia elétrica registrado pelo medidor de energia depende da potência do aparelho utilizado e do tempo de utilização.

O coulomb é a quantidade de carga que passa por um conduto em um segundo quando a corrente é de um ampère.2. 2. Ele é definido em termos da unidade de corrente elétrica: o ampère. Ela é transformada em energia térmica no ferro de passar roupa. Caracterizar linha de transmissão (LT) e linha de distribuição (LD). A d. denominada em circuitos elétricos pelas letras V. portanto. Por que a tensão não é gerada nas usinas já no nível de tensão para a transmissão em longas distâncias sem utilização de subestações elevadoras? 3. o nome se deve ao físico britânico James Joule. 1volt = 1 joule 1coulomb Onde: V = tensão em volt. a diferença algébrica entre os potenciais individuais de dois pontos ou. q = carga em coulomb. E ou U.d.5. Qual usina fornece energia para sua cidade e em que nível de tensão? Qual a tensão disponibilizada para utilização em sua comunidade? 3. etc.1. A unidade de carga elétrica.p. tem o volt por unidade e é medida com um voltímetro conectado entre dois pontos do circuito em paralelo com o elemento em análise. corrente. Exercícios de aplicação 1.). é o coulomb (C).1. A diferença de potencial elétrico é. 1. é uma homenagem ao físico italiano Alessandro Volta. 1.2. O potencial elétrico de um ponto é comumente definido como o trabalho necessário para mover uma unidade de carga de um ponto de referência até o ponto em questão. A diferença de potencial necessária para a realização de trabalho de um joule (1J) pela transferência de uma carga de um coulomb (1C) é representada por um volt (1V). aspirador de pó. é convertida em energia luminosa nas lâmpadas e convertida em energia mecânica nos motores (ventilador. dizemos que há uma diferença de potencial (ddp) ou uma tensão elétrica. potência e energia 1. máquina de lavar roupa.ELETRICIDADE BÁSICA TÉCNICO EM MONTAGEME MANUTENÇÃO DE COMPUTADORES E REDES as transformações da energia elétrica ocorrem de forma variada em cada equipamento. Força eletromotriz 7 . 1 coulomb é a quantidade de carga elétrica carregada pela corrente de 1 ampére durante 1 segundo. 1. Tensão.2. Daí.1. inventor da pilha elétrica. 1 ampère ( A) = 1 coulomb (C ) 1 segundo ( s ) A ddp (ou tensão). a tensão elétrica existente entre esses dois pontos dada em volts. então. 1C equivale a 6. w = energia em joule. é uma homenagem ao físico francês Charles Coulomb.24 x 1018 de carga elementar (elétrons ou prótons). é definida como a quantidade de trabalho necessária para conduzir uma unidade de quantidade de eletricidade de um ponto a outro em um circuito elétrico.1. pelo Sistema Internacional de Unidades-SI. Tensão Se entre dois pontos de um circuito existe diferença entre as concentrações de carga elétrica (elétrons).

A corrente elétrica ou intensidade de corrente pode ser definida. também expressa em volt. Corrente Os dois tipos de cargas. chamados de positivo e negativo. já existe movimento de cargas elétricas. em que a energia interna na reação química é transferida aos elétrons. o fluxo positivo de corrente elétrica em um condutor é aquele do sentido da movimentação das cargas positivas (prótons) oposto ao fluxo de elétrons. nos terminais da fonte. polaridade positiva. é o trabalho exercido pelas forças internas de um gerador para transferir a unidade de carga elétrica de um pólo a outro. Fig.2. que dá origem a uma corrente elétrica. A fem (força eletromotriz). mesmo antes da aplicação da diferença de potencial. conseqüentemente. visa restabelecer o equilíbrio desfeito pela ação de um campo elétrico. A fem. Eletricidade industrial São Paulo: Hemus. (Fonte: MARTINO. p. por isso.4 . 1. como o fluxo de cargas que atravessa a seção reta de um condutor na unidade de tempo.7). a ação química na pilha provoca forças internas capazes de transportar os elétrons da placa de cobre à placa de zinco que. Deslocamento de elétrons em um condutor. expressa em coulombs por segundo ou ampères e representada: Q I= t Esse deslocamento de cargas. como ocorre nas baterias.. Em um fio metálico.ELETRICIDADE BÁSICA TÉCNICO EM MONTAGEME MANUTENÇÃO DE COMPUTADORES E REDES A fem e a queda de tensão são conceitos e aplicações relacionados à tensão elétrica.G. assume polaridade negativa simultaneamente à placa de cobre que assume. ilustrado na figura 5.2. Na figura 4. 1982. Considerando Q a quantidade de carga que passa por determinado ponto em um condutor. são transportados respectivamente por prótons e elétrons e têm a unidade Coulomb (C). FLUXO DE ELÉTRONS R3 Fig.Deslocamento de cargas elétricas no interior de uma bateria. I R1 FLUXO CONVENCIONAL DA CORRENTE + V R2 Por convenção. Todos os elétrons livres estão em movimento devido à agitação 8 . portanto. é definida a taxa na qual a carga se move nesse ponto como a corrente i. 5. é chamada de tensão ou diferença de potencial.

ELETRICIDADE BÁSICA TÉCNICO EM MONTAGEME MANUTENÇÃO DE COMPUTADORES E REDES térmica.2. potência é a energia gasta por unidade de tempo para realizar trabalho.3.55 A V 220 1. os elétrons livres passam a se deslocar ao longo do fio. Seção de um condutor com deslocamento de elétrons dando origem a uma corrente elétrica.2kW. então. (Fig. o movimento é caótico e não há corrente elétrica.000W quando alimentado por uma tensão de 220V. É formada. a potência é definida como a taxa de transferência de energia. Em física. No entanto. Quando se aplica uma diferença de potencial. a corrente elétrica. 2. Se duas máquinas realizam a mesma quantidade de trabalho. G.2. esse movimento caótico continua a existir. Em eletricidade. Pelo Sistema Internacional de Unidade-SI.3. P = VI → I = P 1000 = = 4.i (watt) Com P em watts (W). A potência das lâmpadas é de P = VI = 220 x 10 = 2200W = 2. 6). Calcule a corrente de um aquecedor que tem potência nominal de 1. Eletricidade industrial. em média. é necessário ter energia. Para produzir luz. 1. a tensão V será representada em volts (V) e a corrente I em ampéres (A). Dados: V = 220V e I = 10A. Calcule a potência de duas lâmpadas que absorvem uma corrente total de 10 A quando ligadas a uma rede de 220V. potência é uma unidade escalar (grandeza que possui magnitude. ela possui duas vezes mais potência. Pode ser calculada pela seguinte fórmula: p = v.4. (Fonte: MARTINO. A potência elétrica é uma grandeza freqüentemente utilizada.6. p. calor ou realizar qualquer movimento. Potência Os conceitos de potência e energia estão intimamente relacionados.2. Fig. por exemplo. Energia 9 . São Paulo: Hemus. A energia é o produto da potência no tempo. Exercícios de aplicação 1. mas a ele se sobrepõe um movimento ordenado de forma que.12) 1.1. mas uma delas gasta apenas metade do tempo gasto pela outra máquina. 1982. mas não direção) medida em e equivale a um joule por segundo.

segundo (Ws).4 x 45 = 243kWh. Como watt.ELETRICIDADE BÁSICA TÉCNICO EM MONTAGEME MANUTENÇÃO DE COMPUTADORES E REDES Admitindo que a potência é a energia gasta na unidade de tempo. P potência em watt (W) e t igual ao tempo em segundo (s).3. condutores e cargas Todo circuito ou sistema de elétrico de energia. Calcule a energia consumida por um chuveiro elétrico de 5. p.t = 5. substituiremos o watt por quilowatt (kW) e o segundo por hora (h) para obter a energia em kWh.3. 1. Assim.4. Os condutores podem ser cabos. Fonte. necessita de pelo menos três componentes fundamentais (fig. Calcule a energia consumida diariamente pelas lâmpadas do exercício anterior quando ligadas por um tempo de 10 horas.400W = 5. fios de cobre ou alumínio ou.t = 2. a carga.400 W ligado por 1.2 x 10 = 22 kWh. condutores e carga. (Fonte: MARTINO. 1982.. Fontes.1. Tempo: t = 1. Resposta: A energia consumida pelo chuveiro no mês corresponde a E = P. trocaremos W por E. então.t. Dados: P = 2200W = 2.5x30 = 45h. Ilustração de uma fonte de tensão (bateria química) transferindo energia por meio de condutores (corrente elétrica) para acendimento de uma lâmpada (carga). Eletricidade industrial São Paulo: Hemus. Resposta: A energia consumida pelas lâmpadas no dia corresponde a E = P. apenas filetes em circuitos impressos para placas de equipamentos eletrônicos.9) 1. w = pt Para evitar confundir energia (W) com a unidade de potência (watt-W). Exercícios de aplicação 1. Tempo: t = 10h. a energia será a potência consumida por um elemento ao longo de um tempo considerado.1. que é o elemento consumidor que transforma energia elétrica em trabalho útil e os condutores.2 kW. As fontes podem ser de corrente contínua ou de corrente alternada. E = P.2.4 kW. Fonte de Tensão 10 . Dados: P = 5. 7): a fonte que proporciona a energia.7. 2. com E em watt. que transferem a energia da fonte para a carga.5 horas diárias durante 30 dias.G. para operar. com energia originada por transformação química ou por processos eletromagnéticos. (quilowatt-hora) 1. Fig.segundo não é uma unidade prática e usual no sistema de consumo de energia elétrica.

Existem apenas aproximações.ELETRICIDADE BÁSICA TÉCNICO EM MONTAGEME MANUTENÇÃO DE COMPUTADORES E REDES Considera-se uma fonte o elemento que fornece energia ao circuito. Qualquer que seja a corrente i a percorrer a fonte. capacitores e indutores. Fig. E E Fig. Uma fonte de tensão ideal não existe no mundo físico. L e C (elementos que serão estudados posteriormente). i  → + Vs R L Z Exemplo de uma fonte com cargas resistivas (R). Baterias em paralelo com respectivas resistências Fig. Exemplo de uma fonte de tensão. Circuito equivalente a) I L = E 6V 6V = = = 2A RL + ri (2.5 A N 4 11 . que pode conter R. 1. a tensão nos terminais de fonte independe da carga conectada aos seus terminais. no caso ideal.1. conforme ilustrada na figura 9. calcule: a) A corrente IL no circuito da figura 10.a. indutivas (L) e carga Z. Exercícios de aplicação 1.95V c) Como as baterias são idênticas (fem e ri). 8).9.8. Verifique que é igual à tensão VL. a tensão em seus terminais será igual a E.i i= →  (R + r) r + E - Vβ R Fig.r. Com base nas figuras apresentadas a seguir. Uma fonte de energia tem uma fem. E.975 + 0. o que o diferencia dos elementos passivos como resistores. resistência da fonte. Expressão da fonte de tensão.b. a tensão é constante e igual à fem. a corrente total é a contribuição das quatro baterias: I 2A I1 = T = = 0.10. Um elemento de dois terminais é chamado de fonte de tensão ideal quando mantém uma tensão especificada E nos terminais do circuito ao qual está ligado.1. 10b. e uma resistência interna r. representada pela seguinte expressão: E i V = E . c) A corrente liberada por cada uma das quatro baterias da figura 10. Se r = 0. Assim. (fig.3.025)Ω 3Ω b) VL = I L RL = (2 A)(2. b) A tensão Vab = VL.a. d) A ddp nos terminais a e b.975Ω) = 5.

Uma instalação deve ser dividida em vários circuitos para eliminar as conseqüências de uma falta. linhas elétricas. transformação. máquinas. Em função dos componentes e dos parâmetros (tensão. 11. caixas de passagem e suportes. conversão. constituídos para atingir um objetivo. podem ser materiais.ELETRICIDADE BÁSICA TÉCNICO EM MONTAGEME MANUTENÇÃO DE COMPUTADORES E REDES d) Como a corrente em cada fonte é de 0. segmentos ou partes da instalação como. d) Componente de uma instalação elétrica é o termo empregado para designar itens da instalação que. conjuntos.95V 1. pode-se calcular a tensão em cada terminal de bateria. VT = E − Ir = 6 − (0. armazenamento. resistência. c) Instalação elétrica é um conjunto de componentes elétricos associados e com características coordenadas entre si destinado a um fim específico. verificações e os ensaios. Um sistema elétrico é essencialmente formado por componentes elétricos que conduzem ou podem conduzir corrente elétrica. corrente. Fig.5A. medidos e analisados. Desenho de um circuito eletrônico: representação e simbologia dos componentes. equipamentos (de geração.5 A)(0. os fenômenos eletromagnéticos processados em um circuito elétrico podem ser descritos. dispositivos. As figuras apresentadas a seguir mostram componentes de um circuito eletrônico (transistor.4. distribuição ou utilização de eletricidade). dependendo do contexto. indutância e capacitância). Fazem parte de uma instalação: fiação. transmissão. instrumentos. eletrodutos. capacitor. b) Sistema elétrico é formado por um circuito ou conjunto de circuitos elétricos interrelacionados.1Ω) = 5. acessórios. 12 . Circuitos elétricos – Conceitos básicos a) Circuito elétrico é um conjunto de componentes interligados através dos quais uma corrente elétrica pode circular. indutor e fonte de tensão). evitar perigos e facilitar as manutenções. por exemplo.

Placa de circuito impresso com os componentes em que os filetes são os condutores. A forma como os componentes se conectam também interfere nos resultados dos sinais. Resistência. 11. 12 e 13: Revista Saber Eletrônica.5. tem por unidade o ohm (Ω) e por símbolo: ou 1. capacitores.85).5.1. 12. Exercícios de aplicação 1. indutores. indutância e capacitância 1. calcule: 13 . maio 1986.84 . p. representada pela letra r ou R. A constante de proporcionalidade é chamada resistência.5.ELETRICIDADE BÁSICA TÉCNICO EM MONTAGEME MANUTENÇÃO DE COMPUTADORES E REDES Fig. Essa constante (ou parâmetro de circuito) está intimamente associada à dissipação de energia sob a forma de calor. As relações matemáticas são obtidas por meio de uma série de medidas das grandezas elétricas para cada tipo de componente. Os elementos ou componentes de um circuito podem ser classificados em ativos ou passivos. Resistência O valor e a natureza dos componentes determinam a relação entre a saída e a entrada de um circuito. Exemplos: resistores.1. Os elementos passivos nunca fornecem uma quantidade líquida de energia para o restante do circuito. Resistor é o elemento de circuito que exige uma tensão diretamente proporcional à corrente e que atende à Lei de Watt. são utilizados modelos ideais com formulação matemática adequada para representação dos componentes físicos e de suas respectivas curvas características. A resistência. Na teoria de circuitos. São Paulo: Editora Saber Ltda.13. Os ativos fornecem energia para o circuito (fontes de tensão e fontes de correntes). Posicionamento físico dos componentes (Fonte das figs. Com base no circuito apresentado a seguir.1. que é tida como a oposição à passagem da corrente elétrica. Fig. 1.

A agitação interfere no deslocamento dos elétrons periféricos e provoca aumento da resistência elétrica do condutor.1. para I = 2.339W R 25 b) P = V2 → V 2 = P.5. dada em tabela. Circuito para cálculo de potência e tensão. encontram-se tabelas com α20 para temperatura de 20ºC. para Vs = 220V e R = 25Ω.ELETRICIDADE BÁSICA TÉCNICO EM MONTAGEME MANUTENÇÃO DE COMPUTADORES E REDES + - Vs R Fig. c) A tensão Vs.5 c) P = VI → V = 1. Usualmente. a) A potência dissipada no resistor. de seu comprimento e de sua seção transversal.5.3. Esses parâmetros estão relacionados pela seguinte L fórmula: R=ρ S Em que: R = resistência do condutor dada em ohms (Ω). quando R = 40 Ω e P = 250 W. 14 .mm 2 . b) A tensão Vs.5 A e P = 500W. normalmente em 20ºC. Variação da resistência em função do comprimento A resistência de determinado condutor depende da resistividade do material.resistência final do condutor obtida após variação da temperatura. aumentam as vibrações de seus átomos. Respostas: a) P = V 2 220 2 = = 1. α ( /ºC) . Variação da resistência em função da temperatura Quando um material é aquecido.resistência do condutor na temperatura inicial. m 1. ρ = resistividade ou resistência específica do material do condutor em Ω. Esse coeficiente indica o aumento de resistência que um condutor de resistência unitária (1Ω) sofre quando sua temperatura aumenta 1ºC.R → V = PR = 250 x 40 = 100 volts R P 500 = = 200V I 2. S = seção transversal do condutor em milímetros quadrados (mm2).2.1.14. que varia com o tipo do material. que é relacionada pela expressão seguinte: R2 = R1(1 + α ∆T ) R2 = R1[1 + α 20 (T2 − T1 )] ohms(Ω) Em que: R2 ( ) . L = comprimento do condutor em metros (m).coeficiente de temperatura. R1 ( ) .

1. têm valor fixo e são construídos de carbono com valores entre miliohms até gigaohms e com tolerâncias entre 1% a 20%.65Ω S 0.017 = 4.6mm2 alimenta duas lâmpadas m incandescentes que absorvem 1.6mm2.5V c) Tensão nas lâmpadas. a tensão efetiva nos terminais da carga.5. ρ = 0.I = 4.6 2.4. Exercícios de aplicação Ω.055x = 1. Vfonte – VLinha = 220 – 5.32) Rt = 15(1. VLinha = R.25Ω 1.mm 2 Dados: L = 200 + 200 = 400m e V = 220V.ELETRICIDADE BÁSICA TÉCNICO EM MONTAGEME MANUTENÇÃO DE COMPUTADORES E REDES ∆Τ .1.0042 /ºC.5. Um fio de tungstênio tem resistência de 15ohms a 20ºC. Calcule a resistência de um fio de tungstênio ( ρ = 0.017 m Solução: a) Resistência total dos condutores.25x1. Código de cores de resistores Os resistores utilizados em circuitos eletrônicos.055 comprimento com uma seção de 0. S = 1.0042(95 − 20)] = 15(1 + 0. Uma linha de fio de cobre ( ρ = 0.5V 3. Solução: Rt = R 0 (1 + α∆T ) = 15[1 + 0. Dado: α = 0.variação da temperatura.mm 2 ) de seção 1. 15 .4 Ω. Calcule sua resistência a 95ºC. Ω.5.4 mm2.mm 2 ) de 12 metros de m 1.017 b) Queda de tensão na linha.73Ω 1.1.5 = 214. Calcule a queda de tensão (VLinha) na linha.32) = 19. 400 R = 0. Resposta: R=ρ L 12 = 0. normalmente.3A e está distante 200m do quadro de disjuntores com tensão de 220V.3 = 5. Os valores de potência que variam conforme suas aplicações específicas.

16). Disposição das listras nos resistores. Para aplicação de quatro listras. mediante quatro ou cinco listras coloridas (Fig. c) A 3ª listra corresponde ao multiplicador. Pode-se. Fig. utiliza-se de um código de cores. Código de cores para 4 listras Cor 1ª listra 2ªlistra 3ªlistra 4ªlistra 1º algarismo 2º algarismo Multiplicador Tolerância Preta 0 0 ×1 16 . (Fonte: http://pt. Tabela 1. o código de cores é regulamentado pela NBR 5311: Esta norma padroniza a indicação do valor e da tolerância de resistores fixos. A maioria tem suas características nominais representadas por listras pintadas diretamente em seu corpo (Fig. conhecer o valor do resistor por meio de um instrumento.org/wiki/Resistores). 15). a tolerância será de ±20%.wikipedia. 15. 16. d) A 4ª listra corresponde à tolerância. Fotos ilustrativas de resistores visão de dimensões. a leitura deve obedecer à tabela 1. seguindo-se as restantes de modo que não causem erros ou dúvidas na leitura do código. b) A 2ª listra corresponde ao 2º algarismo. Fig. na seqüência: a) A lª listra corresponde ao 1º algarismo. No Brasil. Quando não houver a 4ª listra.ELETRICIDADE BÁSICA TÉCNICO EM MONTAGEME MANUTENÇÃO DE COMPUTADORES E REDES Alguns tipos de resistores de alta potência trazem as especificações impressas diretamente em seus encapsulamentos. Para a interpretação do valor de resistor. também. A primeira listra deve estar colocada visivelmente deslocada para uma das extremidades do componente. padronizado internacionalmente.

Para completar a série dos 10 dígitos decimais foram usados o preto (0). 17 . A cor para o "zero" é o preto. (4. é o branco: a presença de todas as cores do espectro. Resposta: 27k . b) A 2ª listra corresponde ao 2º algarismo. d) A 4ª listra corresponde ao multiplicador. violeta. Para aplicação de cinco listras. se necessário.1 ×0. da freqüência mais baixa para a mais alta: "vermelho" (2). a última listra poderá ser mais larga. ±5% de tolerância. com 5% de tolerância.05% ±5% ±10% ±20% Para evitar confusão na marcação de pequenos resistores. vermelho (102 = 100) e dourado (±5% de tolerância). a leitura deve obedecer à seqüência: a) A lª listra corresponde ao 1º algarismo. que em física. 2. Solução Pela tabela 1.01 - ±1% ±2% ±0. "amarelo" (4). A cor para o "nove". o marrom (1).5. "laranja" (3). Finalmente os dígitos "um" e "oito" foram definidos como cores neutras: o "marrom" e o "cinza". 1.7kΩ). "verde" (5). vermelho e dourado.1. violeta(7). "azul" (6) e "violeta" (7). amarelo(4). mas a ausência de cor. na verdade. Determinar o valor do resistor identificado abaixo. Determinar o valor do resistor com as seguintes cores: amarelo. o dígito mais alto.5.ELETRICIDADE BÁSICA TÉCNICO EM MONTAGEME MANUTENÇÃO DE COMPUTADORES E REDES Marrom Vermelha Laranja Amarela Verde Azul Violeta Cinza Branca Ouro Prata Sem cor 1 2 3 4 5 6 7 8 9 - 1 2 3 4 5 6 7 8 9 - ×101 ×102 ×103 ×104 ×105 ×106 ×107 ×108 ×109 ×0. o que resulta em um resistor de 4700 Ohms.1% ±0. o cinza (8) e o branco (9). não é considerado uma cor. c) A 3ª listra corresponde ao 3º algarismo.1.25% ±0. Exercícios de aplicação 1.5% ±0. Pode-se notar uma lógica no código de cores: Na medida do possível elas seguem as cores do espectro eletromagnético. Essas cores não foram definidas arbitrariamente.

(6. o que resulta em um resistor de 68100Ohms. Exercícios de aplicação 1.if.05% ±5% ±10% ±20% ×105 6 7 ×108 9 ×0. Dois desses acessos são mostrados a seguir.1. cinza(8). um fornece os dados de maneira simples e direta (em inglês) e outro desenvolvido pelo Instituto de Física da USP aplica uma forma de exercícios. Determinar o valor do resistor com as seguintes cores: amarelo. Determinar o valor do resistor identificado abaixo. preto(1) e vermelho(102 e vermelho (±2% de tolerância). Resposta: 249kΩ).81kΩ).2.com/resist_calc/resist_calc. vermelho e dourado.htm http://www.1 ×0. http://www. Solução Pela tabela 2.br/ripe/codcores.5% ±0.usp.electrician.ludoteca.5.01 - 1. ±1% de tolerância.1% ±0. azul(6). violeta.ELETRICIDADE BÁSICA TÉCNICO EM MONTAGEME MANUTENÇÃO DE COMPUTADORES E REDES e) A 5ª listra corresponde à tolerância.25% ±0.html 18 . Tabela 2. Código de cores para 5 listras Cor Preta Marrom Vermelha Laranja Amarela Verde Azul Violeta Cinza Branca Ouro Prata Sem cor 1ª listra 2ªlistra 3ªlistra 3º algarismo 4ªlistra Multiplicador 5ªlistra Tolerância 1º algarismo 2º algarismo 1 2 3 4 5 6 7 8 9 - 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 - 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 - ×1 ×10 ×10 ×10 ×10 ×10 ×10 ×10 1 2 3 4 ±1% ±2% ±0.5. Alguns sites oferecem formas práticas de se calcular resistores por meio do código de cores. 2. com 2% de tolerância.

3. onde são usados para prover uma curta rajada de corrente na bobina quando o aparelho é ligado. Quando a temperatura se eleva.V. Um reostato é um resistor variável com dois terminais.2. Um resistor PTC é um resistor dependente de temperatura com coeficiente de temperatura positivo. Capacitância Capacitor (Fig. Seu símbolo é ma bobina: 1. dá origem a um campo magnético. quando percorrido por uma corrente.ELETRICIDADE BÁSICA TÉCNICO EM MONTAGEME MANUTENÇÃO DE COMPUTADORES E REDES 1. um fixo e o outro deslizante.5. e instrumentos de medidas. comumente utilizado para controlar o volume em amplificadores de áudio. O indutor é representado ela letra L e tem por unidade o henry (H).5. mas com coeficiente negativo. feita de Sulfeto de Cádmio. que é constituída de espiras de condutor em volta de um núcleo que. 1. Ele é usado geralmente para proteção contra curtos-circuitos em extensões ou pára-raios usados nos postes de ruas. Diversos componentes pode ser vistos na figura 18. 19 . em série com a bobina desmamagnetizadora.5. Indutância O indutor é um dispositivo elétrico formado basicamente por uma bobina. nos postes de iluminação pública para acender as luzes ao anoitecer. Um potenciômetro é um tipo de resistor variável. sua resistência cai. NTX são freqüentemente usados em detectores simples de temperaturas. Um Resistor NTC também é um resistor dependente da temperatura. A indutância (ou auto-indutância) é a capacidade que possui um componente de induzir tensão em si mesmo quando a corrente varia.3. um valor muito alto em baixas voltagens (abaixo de uma voltagem específica). e outro valor baixo de resistência se submetido a altas voltagens (acima da voltagem específica do varistor). Quando a temperatura sobre. é um tipo especial de resistor que tem dois valores de resistência muito diferentes. a resistência do PTC aumenta.5.1.O. PTCs são freqüentemente encontrados em televisores. Geralmente são utilizados com altas correntes. O LDR (do inglês Light Dependent Resistor) é um tipo de resistor cuja resistência varia conforme a quantidade de luz que incide na sua parte sensível. REOSTATO Um Metal Óxido Varistor ou M. 17)é um dispositivo constituído por duas placas metálicas separadas por um meio isolante denominado dielétrico. A capacitância é a capacidade de armazenamento de carga elétrica como propriedade fundamental do capacitor. Esse tipo de sensor é usado em automatismos como alarmes. ou como "trava" em circuitos eletromotores. Resistores diversos Existem resistores variáveis como os reostatos o os potenciômetros.

17.htm) 1. A constante de proporcionalidade R existe entre a tensão aplicada (causa) e a corrente (efeito) que resulta. calcula-se a potência do circuito pelas seguintes expressões: V2 P = VI = RI 2 = R 20 . R a resistência em ohms (Ω) e V a tensão em volts (V). – Placa de circuito impresso com diversos componentes eletroeletrônicos: indutores.terra. R = V =k I A Lei de Ohm prescreve que o valor da tensão aplicada às extremidades de um condutor é dado pelo produto da resistência pela intensidade de corrente que percorre o condutor e é apresentada pela expressão V = RI e por suas expressões deduzidas. V  R = I  V = RI ⇒  I = V  R  Em que I representa a corrente em ampéres (A). Georg mostrou que a corrente é proporcional à diferença de potencial aplicada a um resistor. Isso é: se a tensão aplicada for duplicada. a) Foto de capacitores b) circuito básico com capacitor. resistores (Fonte:http://paginas.ELETRICIDADE BÁSICA TÉCNICO EM MONTAGEME MANUTENÇÃO DE COMPUTADORES E REDES a) b) Fig.br/arte/sarmentoc ampos/AlfredoMeurer. a relação entre corrente. capacitores. Figura 18. tensão e resistência é chamada de Lei de Ohm.com.6. a corrente também será. Lei de Ohm Georg Simon Ohm foi o cientista que primeiro reconheceu a dependência da corrente em função da tensão e da resistência. A partir da Lei de Ohm. Por isso.

Calcule sua resistência a: a) 70ºC (setenta graus positivos).7. determine I e V (queda de tensão) no resistor R = 0. calcule. 21 a .1 Ω e E = 12V.19.5Ω.0042 /ºC. Exercícios propostos Mod.3) A potência dissipada pelo resistor R (PR). Dado: α = 0. Um gerador de 110V alimenta um circuito que consome 40A. configura-se um circuito aberto.4) A potência na resistência interna r (Pr) 6. b) Determine a energia consumida pela carga em 20 horas de operação. calcule a potência de cada componente e a potência total do circuito. 7.7 Ω e V em R de 5V. Dado: fio de cobre ( ρ = 0. Circuito fonte resistência interna e carga. Quando a resistência tende a um valor demasiadamente grande (R ⇒ ∞). é de 5. Se cada LED consome 10mA.1A quando alimentada por 12V.000W para uma tensão de 220V.1) A fem E. Um ferro elétrico de passar tem potência nominal de 1. Uma lâmpada de sinalização consome 0. b. a) Para r = 0.2 20ºC. Dois LEDs são ligados em paralelo a uma pilha de 1. b) -10ºC (dez graus negativos).ELETRICIDADE BÁSICA TÉCNICO EM MONTAGEME MANUTENÇÃO DE COMPUTADORES E REDES Quando a resistência tende a zero (R ⇒ 0). 3. Calcule a resistência do filamento. para I = 2A: b.5V. b) Para r = 0. o circuito configura-se em curto-circuito. Considerar constante o valor da resistência. do filamento de lâmpada incandescente.017 Ω. b. b.1 1. Observe o circuito da figura apresentada a seguir. 1. A resistência de um fio de tungstênio. a) Calcule a potência liberada. 4. Determine a seção do condutor de cobre para alimentação de uma rede de computadores distante 180 m (F e N) para uma resistência total igual a 2 . r + R 2 m E Fig. 5.mm ) 2.2) A potência fornecida pela fonte E (PE).

prata. amarela. marrom. Estudo de potências e leis das malhas serão também vistos neste módulo. 9. vermelha.ELETRICIDADE BÁSICA TÉCNICO EM MONTAGEME MANUTENÇÃO DE COMPUTADORES E REDES a) Calcule a corrente por ele absorvida. d) Branca. b) Preta. a) 4. MÓDULO 2 Circuito de corrente contínua Cálculos de correntes em circuitos série e paralelos são estudados.3 . ±20% d) 6150Ω. ouro. Determinar o valor dos resistores com as seguintes cores: a) Marrom. vermelha. c) Marrom. cinza. b) 160k . c) 71k . ±5%. violeta. Determinara as cores para os resistores seguintes. prata. 22 . prata. preta. ±2%. b) Calcular o valor da resistência do ferro c) Se o ferro de passar for alimentado por uma rede de 110V. que potência terá? 8. laranja. vermelho.

há duas maneiras de se associar ou combinar resistências: associação em série e associação em paralelo.4. v Tem-se: v (t ) = v1 + v 2 + v3 + v 4 . Exercícios. 3.2. ↑i + R1 R2 + v1 v2 v3 v4 - v R3 R4 Fig. nas informações de corrente. tensão e potência permanecem constantes para o restante do circuito.1.5. ao se aplicar uma mesma tensão nos seus terminais obtém-se uma mesma corrente (fig. R Assim. i 23 .ELETRICIDADE BÁSICA TÉCNICO EM MONTAGEME MANUTENÇÃO DE COMPUTADORES E REDES MÓDULO 2 – Circuitos de corrente contínua. Circuito paralelo. Circuito série Os componentes de um circuito estão conectados em série quando são percorridos por uma mesma corrente. Circuito série. As associações mistas são formadas por resistências em série e em paralelo. Pela Lei de Ohm V = Ri ⇒ i = .1). Dois circuitos são considerados equivalentes quando. 3. Circuito série-paralelo. diretamente.1 – Circuitos equivalentes: (1) ≅ (2) para Vs1 = Vs 2 e i1 = i2 Como será visto a seguir. 3. v = R1 i1 + R 2 i 2 + R 3 i 3 + R 4 i 4 e como i1 = i2 = i3 = i4 = i v = ( R1 + R2 + R3 + R4 )i v = R1 + R2 + R3 + R4 = Re q. Leis de Kirchhoff.6. Circuito série.3. i1 → + Vs1 - (1) Ra i2 → + Vs2 (2) - Rb Fig.2.1. 3. Circuitos podem ser simplificados por meio de substituição de associações complicadas de resistores por um único resistor equivalente. Cálculos de Potências. A tensão da fonte é igual ao somatório das quedas de tensão de cada resistor. 2. tensão ou potência de algum dos resistores da associação. Os circuitos são descritos por sistemas de equações obtidas das leis das correntes e das tensões de Kirchhoff (KCL e KVL) e das equações de definição dos elementos individuais dos circuitos. 3. sempre que não estivermos interessados. As relações de corrente. 3.

Se R2i2 = 10V → R2 = 10 = i 10 = 1. calcular: a) A resistência equivalente para R1 = 10 . b) A corrente i para v = 127V. 24 .010 2. Pelos diagramas abaixo. R3 = 5 e R4 =20 . c) O valor de R2.1.000Ω → R2 = 1kΩ 0.000 x 0. = R1 + R 2 + R3 + R 4 b) Cálculo da diferença de potencial -ddp no resistor R2. A corrente do circuito é de 10mA. Para o circuito da fig.000 X 0. R2 = 15 . Um circuito com uma fonte de 60V alimenta 3 resistores em série: R1 = 2k .54 A R 50 2. i1 = i2 = i3 = i4 = i A resistência total ou equivalente é igual à soma de todas as resistências. Exercícios de aplicação 1. observa-se que a corrente total liberada pela fonte é igual ao somatório das correntes de cada ramo. Solução. a) Re q = 10 + 15 + 5 + 20 = 50Ω v 127 b) i = = = 2.2 – Circuito paralelo Os componentes de um circuito estão conectados em paralelo quando têm o mesmo potencial aplicado em seus terminais. R2 (valor desconhecido) e R3 = 3k .ELETRICIDADE BÁSICA TÉCNICO EM MONTAGEME MANUTENÇÃO DE COMPUTADORES E REDES Resistência equivalente de uma associação em série é igual à soma das resistências individuais. v = R1i1 + R2 i 2 + R3 i3 = 60 2. Respostas: a) A tensão da fonte é igual à soma das quedas de tensão em cada componente: v (t ) = v1 + v 2 + v3 + v 4 A corrente é única em qualquer componente. 2.2.010 + R2 i 2 + 3.1. b) O valor da ddp em R2. Re q.010 = 60 ⇒ R2 i 2 = 60 − (20 + 30) R2 i 2 = 60 − 50 = 10V c) Determinação de R2. Determinar: a) As equações do circuito série.

Circuito série-paralelo Em um circuito série-paralelo. a resistência equivalente é dada multiplicando-se a quantidade por uma resistência. -ramos em paralelo. Casos particularizados a) Para apenas 2 resistências em paralelo: R eq = 1 1 + 1 R1 R 2 = R1+ R 2 R1 .1. R eq = n x R 2.ELETRICIDADE BÁSICA TÉCNICO EM MONTAGEME MANUTENÇÃO DE COMPUTADORES E REDES It + Vs1 I1 R1 I2 R2 I3 R3 I4 R4 It I1 R1 I2 R2 I3 R3 I4 R4 V Fig.3 . a resistência equivalente é obtida dividindo-se uma resistência pela quantidade. R eq = R n c) Para n resistências de igual valor em série.Resistências em paralelo It = I1 + I 2 + I 3 + I 4 It V ⇒ It = V R1 V V V + R 2 + R3 + R4 ⇒ 1 1 1 1 It = ( R1 + R 2 + R 3 + R 4 )V 1 1 1 = ( R1 + R 2 + R 3 + R14 ) = 1 R eq ⇒ R eq = 1 1 + 1 + 1 + 1 R1 R 2 R 3 R 4 A resistência equivalente de uma associação em paralelo é igual ao inverso da soma dos inversos.3. R 2 1 ⇒ R eq = R1R 2 R1 + R 2 b) Para n resistências em paralelo. e componentes com suas próprias correntes. 5 + 48V V R3 4 R1 R2 7 25 . -ramo em série-.2. Calcular a corrente da fonte.3. há componentes interligados que dependem de uma única corrente. a queda de tensão em cada resistor e a potência consumida no circuito. 2. Exercícios de aplicação 1.1. 2. de igual valor individual.

. têm resistência zero. cada ramo terá uma única corrente. gh.. 2. Preferencialmente. professor universitário alemão. realmente. e estão intimamente relacionadas ás noções de nó. se iniciarmos por um determinado nó e traçarmos pelo circuito uma linha fechada contínua. o que permite a passagem de correntes sem absorver qualquer potência. Entretanto. 2.. enquanto a carga possui uma massa em um tamanho finito. malha. Daí. i Ramos: ab. a princípio. este caminho é um laço. laço.Resistências em série. em circuitos elétricos.4.4. Leis de Kirchhoff Os circuitos elétricos são constituídos através de conexões dos seus terminais de diversas maneiras.caminho fechado por onde passa fluir corrente.7. Essas conexões. c. a carga não pode ser armazenada porque a junção é um ponto matematicamente infinitesimal. em qualquer instante. 4 . NÓ – ponto onde dois ou mais elementos têm uma conexão comum. Malhas e Ramos. RAMO – é o cominho único contendo um elemento que conecta um nó a outro nó qualquer. d. a carga que chega num ponto de junção. e. Essas conexões são. f. LAÇO . Nós e ramos. bc. deve deixá-lo imediatamente. b. As leis básicas que disciplinam as interconexões dos elementos de circuitos elétricos foram estabelecidas por Gustav Robert Kirchhoff. Assim. h.Definições 1 • • 2 • 4 5 • 3 • Fig. Junção ou Nó principal possui 3 ou mais elementos unidos. passando apenas uma vez em cada nó e terminando no nó de partida.ELETRICIDADE BÁSICA TÉCNICO EM MONTAGEME MANUTENÇÃO DE COMPUTADORES E REDES Fig. dois elementos em série constituirão apenas um ramo. ef. 2. a b c Nós: a.1. g. As Leis de Kirchhoff são uma conseqüência das leis da conservação de energia e da conservação de cargas. Laços. Identificação de malhas e laços Exemplos de Nós. A conservação da carga postula que carga não é criada nem destruída. curtos-circuitos. ramo. MALHA – um laço que não contém nenhum outro por dentro. Assim. f d e 26 i g h . a carga que entra num ponto de junção de uma rede deve: ou deixá-lo instantaneamente ou ser armazenada lá.

4.3. Solução . Lei das tensões de Kirchhoff (Kirchhoff´s Voltage Law .ilustrativo 1. e). d.Um grande nó. Lei das correntes de Kirchhoff (Kirchhoff´s Current Law . afirma que a soma algébrica de todas as tensões tomadas num sentido determinado. a corrente total que entra em qualquer nó de um circuito é igual à corrente total que deixa esse nó. c).KVL) A lei das tensões de Kirchhoff ou lei das malhas. I1+I2 +I3 = I4+I5+I6+I7 2.passos: 27 . em torno de um caminho fechado. pois inclui outros laços) abehgd-a (laço. R + Va L i + Vb - Fig. Malhas: efih-e. c. 9 . 11 . Isto é.2.4.4.4. Fig. Calcular as correntes nos ramos do circuito abaixo. bcfe-b. Ramos: 6 Ramos com suas próprias correntes c d Fig. abed (laço e malha).8 – Malhas e laços 2. I2 I1 I4 I5 I6 I7 I3 • Fig. não malha).ELETRICIDADE BÁSICA TÉCNICO EM MONTAGEME MANUTENÇÃO DE COMPUTADORES E REDES Laços:abcfihgd-a (não malha. Exercício de aplicação .KCL) A lei das correntes de Kirchhoff ou lei dos nós anuncia: a soma algébrica das correntes que fluem para um nó de um circuito é igual a zero. Nós principais: 2 (a. é nula (zero). b. I1 I3 + Vs1 80V a R2 4 Vs2 64V I2 3 R3 e I R1 6 b + II R4 1 Nós: 5 ( a.Cálculo de corrente nos ramos.10 – Malha com fontes em oposição 2. A tensão aplicada a um circuito fechado (malha) é igual à soma das quedas de tensão do mesmo circuito.

ELETRICIDADE BÁSICA

TÉCNICO EM MONTAGEME MANUTENÇÃO DE COMPUTADORES E REDES

a) fixar um sentido positivo de corrente em cada ramo, exemplo sentido do relógio; b) cada ramo da rede transporta a sua própria corrente; Laço I : I1R 1 − E1 − I 2 R 2 − E 2 = 0 ⇒ I1R 1 − I 2 R 2 = E1 + E 2
Laço II: E 2 + I 2 R 2 + I3 R 3 + I3 R 4 = 0 ⇒

I 2 R 2 + I 3 ( R 3+ R 4 ) = − E 2

Resp. I1 = 14A; I2 = -15A; I3 = -1A.
2.5. Cálculos de potências

Em circuitos com mais de uma resistência, a potência total é obtida pelo somatório das potências individuais desses elementos ou pela relação entre a corrente total fornecida pela carga e a resistência equivalente do circuito. Relembrando as fórmulas, obtém-se a potência por

V2 P = VI = I R = R
2

2.6. Exercícios propostos
28

ELETRICIDADE BÁSICA

TÉCNICO EM MONTAGEME MANUTENÇÃO DE COMPUTADORES E REDES

1. Simplifique o circuito da figura abaixo, reduzindo-o a uma fonte com apenas uma resistência, calcule: a) A ddp entre os pontos e e f(Vef); b) A ddp entre os pontos c e d (Vcd) c) Calcular a ddp entre os pontos a e b (Vab); d) A potência dissipada em R1.

2. Uma associação paralela de dois resistores de 15 e 5 está conectada em série com um resistor de 10 . Para uma corrente de 6A no resistor de 5 , calcular a potência total do circuito. 3. Calcular Req nos circuitos abaixo
R1 4 R4 e b 7 R5 c 7 R6 7 f d R7 1 R8 2 R9 5 R10 7 R12 4 3 R11

a a

R2 2 R3 3

a)

b)

c)

Fig.5 – Associação de resistores série-paralela.

4. Calcular Req. Considerando cada resistor igual a 10
R4 R2

R5

R3

R1

Fig.6 - Associação de resistores.

MÓDULO 3 Circuito de corrente alternada
Cálculos de circuitos equivalentes, com RLC, correntes, potências e circuitos equivalentes em sistemas alternados serão trabalhados.

MÓDULO 3 - Circuitos de corrente alternada.
3.1. 3.2. Geração de corrente alternada Valor máximo e valor eficaz.

29

ELETRICIDADE BÁSICA

TÉCNICO EM MONTAGEME MANUTENÇÃO DE COMPUTADORES E REDES

3.3. 3.4. 3.5. 3.6. 3.7. 3.8. 3.9. 3.10.

Circuitos RLC Impedâncias Circuitos trifásicos Ligação estrela-triângulo. Potências monofásicas e trifásicas. Triângulo das potências. Fator de Potência. Exercícios.

Estima-se que mais de 90% do total da energia elétrica que se emprega para fins comerciais seja produzida sob a forma de corrente alternada, fig. 1.(ca ou AC- alternating current). Essa preferência não representa, necessariamente, superioridade da ca sobre a corrente contínua, fig.2 (cc ou DC - direct current) no que se refere a sua aplicabilidade nos usos industriais e domésticos. Em muitos casos a cc apresenta-se indispensável a certas atividades industriais, como nos processos eletrolíticos, em galvanoplastias, nos serviços de trens metropolitanos, em bondes elétricos. A ca pode ser gerada em elevadas tensões e podem ser novamente elevadas ou abaixadas por meio de transformadores, (fig. 1) o que permite seu transporte a distâncias consideráveis sob altas diferenças de potencial. Essa é uma das razões que justificam a preferência pela produção de energia elétrica sob a forma alternada.

Fig. 1.a) Transformador com alimentação em corrente alternada. b) Símbolo de fonte de tensão alternada. c) Forma de onda alternada. (Fonte: http://www.feiradeciencias.com.br/sala12/12_24.asp, com adaptações).

a)

b)

c)

Fig. 2. a) Exemplo de fonte de corrente contínua . b) Símbolo de fonte de tensão contínua. c) Forma de onda de saída de uma fonte CC. (Fonte: http://www.feiradeciencias.com.br/sala12/12_24.asp, com adaptações).

a)

b)

c)

3.1.

Geração de corrente alternada

As máquinas geradoras de corrente alternada, chamadas de alternadores, fornecem força eletromotriz-fem alternadas com forma senoidal, devido à facilidade de geração e de transmissão e simplicidade de tratamento matemático. É alternada uma grandeza que, no tempo, satisfaz à condição de ser periódica, isto é, de assumir a mesma série de valores em intervalos de tempo, chamados ciclos periódicos, iguais e sucessivos. O período é divisível em duas metades, ou semiperíodos. No segundo semi-período a grandeza assume valores idênticos aos assumidos na primeira metade, porém com sinal trocado.

30

ELETRICIDADE BÁSICA

TÉCNICO EM MONTAGEME MANUTENÇÃO DE COMPUTADORES E REDES

Chama-se senoidal a grandeza alternada que varia, no tempo (fig.3), proporcionalmente ao seno de um ângulo descrito por um segmento que gira em torno da origem, com velocidade angular uniforme.

Fig.3. Forma de onda de uma grandeza variando senoidalmente no tempo.

Na figura 3, T representa o tempo gasto por um ciclo completo de variações ou período. O inverso do período é chamado de freqüência e representado por
f = 1 T

O número de ciclos efetuados num segundo é a freqüência da ca, em ciclos por segundo ou hertz (Hz), em homenagem ao físico alemão Heirinch Hertz. A fem senoidal pode ser obtida através de um gerador elementar onde uma bobina se move no interior de um campo magnético fixo ou um campo magnético se movimenta e enlaça uma bobina estacionária, conforme visto na figura 4.

Fig.4. Gerador elementar (Fonte: http://www.copel.com/pagcopel.nsf).

Embora diversas formas de energia (mecânica, térmica, química etc.) possam ser convertidas em eletricidade, o termo "gerador elétrico" é atribuído às máquinas que convertem energia mecânica em elétrica. Conforme as características da corrente elétrica que produzem, os geradores podem ser de corrente contínua (dínamos) ou de corrente alternada (alternadores).
3.2. Valor máximo e valor eficaz.

Os valores médios da corrente e da tensão alternadas, expressos em função do valor máximo, são:
2 I med = π I M
2 2 Emed = π E M ; Vmed = π VM

31

com a relação abaixo: I rms ou I ef = IM 2 = 0.ELETRICIDADE BÁSICA TÉCNICO EM MONTAGEME MANUTENÇÃO DE COMPUTADORES E REDES É usual utilizar-se o valor eficaz ou rms. Solução: A tensão comercial é fornecida em valor RMS ou eficaz. a pessoa poderá receber uma diferença de potencial com valor máximo. É calculada pela fórmula X L = 2πfL . no Brasil. onde f é a freqüência a que está submetido o indutor. A potência média de 400W é dissipada em um resistor de 25Ω. formando circuitos.2. 2πfC O quadro abaixo é um resumo do comportamento de cada componente R. 3. Circuitos RLC Os circuitos são constituídos por resistências (R). Resposta: IM = 5. Podem ter um desses componentes como predominante ou por todos entre eles. por exemplo. onde f é a freqüência a que está submetido o capacitor. Exercícios de aplicação 1. como E. 2 . não em valores máximos. usando-se os índices M para os valores máximos. É calculada pela fórmula.1.707 E M e Vef = VM = 0. I M = 2I ef A tensão disponível nas tomadas das residências. I. RL. VM. dado em ohms (Ω). R.13V 2. Logo. como em IM. RC. Do visto acima. A capacitância C tem a característica de opor-se à variação da tensão no circuito. representada por XC. costuma-se omitir o índice ef (eficaz). Características dos componentes R. A indutância L tem a característica de opor-se à variação da corrente no circuito. indutâncias (L) e por capacitâncias (C) em associações série. Quando submetida a um choque elétrico. 1 XC = . RLC. conforme o estado.707 I M Eef = EM 2 = 0. representando-se esses valores com letras maiúsculas. Calcular o valor máximo da corrente senoidal. VM = 2 Vef = 2 x 220 = 311.707VM 2 No uso cotidiano dos valores eficazes. é uma tensão senoidal com freqüência de 60Hz e tensão eficaz de 220V ou 127V. Essa oposição é chamada de Reatância Capacitiva.3. V. representada por XL. 3. paralela ou série-paralela. nota-se que a relação entre o valor máximo e o valor eficaz é dado pela raiz quadra de 2. 60Hz utilizada nas instalações residenciais. dado em ohms (Ω). L nos circuitos 32 . L ou C.66A. Calcular o valor máxima da tensão comercial de 220V. Essa oposição é chamada de Reatância Indutiva.

. Req = 1 1 1 1 + + + . X T = 10.I Req = R1 + R2 + R3 + .I X L = 2πfL Leq = L1 + L2 + L3 + . Impedâncias. Circuito série-paralelo com capacitores.. sendo dada em ohms. Calcular a capacitância equivalente do circuito abaixo.. Um indutor de 6H e outro de 22H estão ligados em série e conectados a uma tomada de 120V. eq XC = C1 C2 C3 2πfC 3.I Ceq = C = C1 + C2 + C3 + .3.L3 0.4 H 4.9 L1 200mH L3 600mH Fig.37 mA 5.6 0. X L1 = 2.261. foram conectadas em série a outra indutância pura L1 = 0. 1 1 1 1 + + + .2 + 0. R1 R2 R3 INDUTÂNCIA (L) Henry (H) VL = X L .2 H L2 + L3 0..1. 3. L2 Solução 300mH Para o bloco em paralelo LeqP = 1 1 1 + L2 L3 = L2 .ELETRICIDADE BÁSICA TÉCNICO EM MONTAGEME MANUTENÇÃO DE COMPUTADORES E REDES Elemento RESISTÊNCIA (R) Unidade Lei de Ohm Em série Em paralelo Ohm (Ω) VR = R. Calcular a indutância equivalente do conjunto. e o valor eficaz da corrente resultante num circuito. I = 11. Calcular: a) As reatâncias indutivas XL1 e XL2... e designada pelo símbolo Z.2 = 0.60Ω. É a combinação da resistência R e a reatância X. Exercícios de aplicação 3. ou qualquer outra corrente 33 .6.289.5.2H.551Ω..6H..3 + 0.. X L 2 = 8.95Ω.3 x0. 60Hz.2H e L3 = 0. L2= 0.. Circuito série-paralelo com indutores. A Impedância é a relação entre o valor eficaz da diferença de potencial entre os terminais em consideração. Leq = 1 1 1 1 + + + .. Duas indutâncias puras. Indica a oposição total que um circuito oferece ao fluxo de corrente alternada.18 = = = 0. L1 L2 L3 CAPACITÂNCIA (C) Farad (F) 1 VC = X C .4. b) A reatância equivalente XL..6 0. Ceq = 3x6 + 4 = 2 + 4 = 6 µF 3+6 Fig. Considerar que as suas resistências sejam desprezíveis. Re spostas : c) A corrente do circuito. ligadas em paralelo. Leq = L1 + LeqP = 0.

ELETRICIDADE BÁSICA TÉCNICO EM MONTAGEME MANUTENÇÃO DE COMPUTADORES E REDES variável numa dada freqüência. Circuito RLC paralelo. Circuito RLC série. b) A Corrente. 9. p. Fig.4. L e C e sua influências no comportamento dos ângulos de fase entre corrente e tensão. Para circuito paralelo.9.1. 7 e 8) a impedância é determinada pelas seguintes expressões: ZT = R 2 + ( X L − X C ) 2 Para X L > X C IT = Fig. M.142 x60 x50 x10 −6 34 .5 = 188. 1996. 3. Para as configurações básicas em série e em paralelo (figs. respectivamente) dos componentes R e L ou C. c) A queda de tensão em cada componente.5Ω 1 1 1 XC = = = = 53. mostram as relações entre R.05Ω wC 2πfC 2 x3. Tabelas resumo de cálculo de impedâncias e ângulos de defasamento entre correntes e tensões. L= 0. alimentado com 220V. Exercícios de aplicação 7. VT IT As tabelas abaixo.7.7.5H e C = 50µF calcular: a) A impedância ZT. VT ZT O comportamento dos parâmetros de um circuito RLC tem relação de ortogonalidade entre a ddp ou a corrente (série ou paralelo. 328. tem-se: IT = I 2 R + ( I L − I C )2 Para I L > I C V R L C ZT = Fig. (Fonte: Eletricidade básica. Para o circuito série da fig. fig. GUSSOV. 359. Solução a) X L = wL = 2πfL = 2 x3. 60Hz e com R = 8 .142 x60 x0. 8. São Paulo: Makron books.

8V VC = X C . Para o circuito abaixo.5 x1. Exercício 8 – RLC em série Solução a) As reatâncias X L = 2πfL = wL = 400(25 x10 −3 ) = 10Ω 1 1 1 XC = = = = 50Ω 2πfC wC 400(50 x10 −6 ) b) A impedância total.68 VR = RI = 8 x1.94V V fonte = VR2 + (VL − VC ) 2 = 12.8 − 134) 2 = 2872.94) 2 = 220V 8. V = VR + (VL − VC ) 2 = 53.96 2 + (305. L = 25mH e C = 50µF.68 A Z 44.6 53.05) 2 = 135.96V VL = X L I = 188.68 = 53. 10.I = 50 x 2.4º VR 53.5 − 53.6 2 + (26. Fig.6V VL = X L .68Ω b) I = c) V 220 = = 1.I = 20 x 2. Calcular a) As reatâncias.8 = 120V d2) Ângulo de defasagem entre a tesão e a corrente 2 θ = arctg (− Ou VC − VL 134 − 26.72Ω c) A corrente.62 A Z 135.37V VC = X C I = 53.96 + 11491.37 − 85.8 = 14364.68 = 26. b) A impedância total. A fonte de alimentação é de 120V e a freqüência de 400Hz.62 = 12. Z 2 = R 2 + ( X L − X C ) 2 = 20 2 + (10 − 50) 2 → Z = 20 2 + (−40) 2 = 400 + 1600 = 44. c) A corrente.ELETRICIDADE BÁSICA TÉCNICO EM MONTAGEME MANUTENÇÃO DE COMPUTADORES E REDES Z = R 2 + ( X L − X C ) 2 = 82 + (188. d) A queda de tensão em cada componente. V 120 I= = = 2.62 = 85.2 ) = arctg (− ) = arctg (− ) = 63. R = 20Ω.62 = 305.8 107.68 = 134V d1)Para comprovação: a tensão de entrada é igual à soma vetorial das tensões nos componentes.72 d) A queda de tensão em cada componente.05 x1.6 35 .I = 10 x 2. VR = R.

6% de sua máxima amplitude e são de sinais contrários. Além disso. Pela figura 17. Embora os circuitos monofásicos sejam amplamente usados em sistemas elétricos. equivalente a um reagrupamento de três circuitos monofásicos. e com um fio neutro. permitem flexibilidade na escolha das tensões. a maior parte da geração e distribuição da corrente elétrica alternada é trifásica. Considerações econômicas. fornecido por um gerador de corrente alternada defasadas de 120°. c) quando uma grandeza está em seu valor zero. Fig.5. o que requer menor número de condutores.4º R 20 20 3. Vetores de um sistema trifásico e seqüência de deslocamento. a terceira tem sinal oposto.6. deduz-se que. Assim. d) quando qualquer das três grandezas atinge sem ponto máximo. Circuitos trifásicos Um conjunto de três senoides. e podem ser usados para cargas monofásicas. Deve-se isto ao fato de ser ele dentre os sistemas polifásicos simétricos. Os tipos mais comuns dessas 36 . 11. permite utilizar dois valores diferentes de tensão. cada enrolamento do gerador poderia ser ligado à sua carga por dois fios. os equipamentos trifásicos são de menores dimensões. a cada instante: a) A soma algébrica dos vetores instantâneos das três grandezas é zero. Ligação estrela-triângulo. b) enquanto duas grandezas têm o mesmo sinal. 3. Então. Uma fonte de fem alternada pode ser ligada à sua carga lhe estará associada de várias maneiras. 12.5.1 Vantagens de um sistema trifásico O trifásico é o mais comum dos sistemas polifásicos. de transmissão e de distribuição exigem interligação dos enrolamentos das fases. as outras duas estão a 86. da mesma freqüência e amplitude. seriam totalizados 6 condutores no sistema. 3. tem as tensões de linha iguais. as duas outras estão a 50% de seu valor máximo. são mais leves e mais eficientes do que as máquinas monofásicas de mesma capacidade. defasadas de 120° entre si constituem um sistema de tensões trifásico simétrico. Os circuitos trifásicos exigem peso menor dos condutores do que os circuitos monofásicos de mesma especificação de potência. Ondas senoidais de um sistema trifásico. Fig.ELETRICIDADE BÁSICA TÉCNICO EM MONTAGEME MANUTENÇÃO DE COMPUTADORES E REDES θ = arctg (− XC − XL 50 − 10 40 ) = arctg (− ) = arctg (− ) = 63.

Já no sistema em triângulo (∆). . o final da ∆ primeira fase do gerador é ligada ao início da segunda fase. P. como não há extremidade aberta. os geradores são compostos por três enrolamentos. desde que não haja carga ligada nos terminais A. 3. Electricidade aplicada para engenheiros. Como resultado. 37 .1. ∆ espera-se correntes consideráveis internamente ao gerador. o número de condutores do sistema é reduzido a três ou quatro cabos. B. 218. sem qualquer conexão a cagas. Por isso.corrente na carga ou nas bobinas do gerador. Os mesmos pontos de ligação constituem os próprios terminais do sistema trifásico que alimentarão as cargas. a) b) c) Fig. cujo final liga-se ao começo da primeira. Sendo os inícios das fases os pontos para conexão às cargas.ELETRICIDADE BÁSICA TÉCNICO EM MONTAGEME MANUTENÇÃO DE COMPUTADORES E REDES interconexões são as ligações em estrela (Y) e em triângulo ou delta (∆). fazendo. No entanto. os enrolamentos têm seus finais ligados entre si. Na ligação em estrela. Os enrolamentos têm seus começos identificados pelas letras A. Porto: Lopes da Silva. as correntes de linha são iguais às correntes de fase ( I L = I f ) . Para ligação em triângulo (delta-∆). o valor das fem do triângulo fechado é zero.corrente que circula nos condutores de interligação do gerador à . em em módulo (VL = 3 V f ) . É curioso observar os dois tipos de ligação de geradores quando a vazio. simetricamente dispostos de modo a darem uma diferença de fase de 120°. Ver-se.é a tensão existente entre os condutores de linha. C. 219). também. (Fonte: BESSONOV. Tensões e correntes trifásicas Algumas definições são importantes para compreensão do diagrama mostrado na figura 16 carga (condutores de linha ). B. Percebe-se que nos diagramas acima. C.tensão entre qualquer um dos condutores de linha e o neutro. 13rela com identificação do neutro do sistema. Corrente de fase ( I f ) Tensão de linha (VL ) Tensão de fase (V f ) . Corrente de linha ( I L ) . ligações simétricas cíclicas.6. as tensões de linha (VL ) corresponde a 3 vezes as tensões de fase 3 vezes a corrente de fase. o que possibilita tensões trifásicas e monofásicas. a corrente de linha equivale a módulo ( I L = 3 I f ) . o fim desta com o princípio da terceira. ambas aplicáveis tanto ∆ ao gerador quanto à carga do sistema. não haverá corrente nos enrolamentos geradores. assim. formando um ponto comum chamado de ponto neutro. Na ligação em triângulo. Nas ligações em estrela (Y) o gerador mantém-se em circuito aberto. Para ligação em estrela. B ou C. a conexão estrela-estrela com identificação do neutro. Não há corrente nas fases A.

Potência trifásica A potência ativa total de um sistema trifásico é a soma das potências ativas de cada fase (fases a. Potência monofásica A potência monofásica em corrente alternada é dada pela expressão: P = VI cos α P é a potência efetiva em watts. Se o circuito contém componentes reativos. b.7.Sistemas estrela e delta. o valor da potência será dada por Q = senα chamada de potência reativa em volt-ampère-reativa (VAr). 14 . Potências monofásicas e trifásicas. a potência reativa será a soma das potências reativas em cada fase. com respectivas correntes e tensões.2. QT = Qa + Qb + Qc A potência aparente (S). S 2 = P 2 + Q 2 O módulo é obtido por S = P 2 + Q 2 Para uma carga trifásica equilibrada. L ou C. Q = 3Vf I f sen ϕ.7. 3. S = 3Vf I f Pa = Pb = Pc = Vf I f cos ϕ P = 3VL I L cos ϕ f [ watt ] Q = 3VL I L sen ϕ f [ VAr] S = 3VL I L [VA ] S = 3VL I* L = P + jQ 38 .7. 3. A potência total será expressa por P = 3Vf I f cos ϕ. c ). tem-se Q a = Q b = Q c = Vf I f sen ϕ Onde ϕ é o ângulo de defasagem entre a tensão e a corrente. PT = Pa + Pb + Pc De forma semelhante.1. VI exprime a potência aparente em volt-ampères (VA) e cosα é o fator de potência do circuito. 3. obtém-se pela soma vetorial das potências ativa (P) e reativa (Q). que é a potência total do sistema alternado.ELETRICIDADE BÁSICA TÉCNICO EM MONTAGEME MANUTENÇÃO DE COMPUTADORES E REDES Fig.

9. a impedância dos equipamentos elétricos é indutiva nos seus efeitos. também.ELETRICIDADE BÁSICA TÉCNICO EM MONTAGEME MANUTENÇÃO DE COMPUTADORES E REDES Onde VL e I L são a tensão e a corrente de linha. fator de potência ( FP) = cos α Na maioria dos casos. abaixo têm-se as representações de circuitos indutivos (fig. ativa (P) e reativa (Q) são relacionadas em um triângulo retângulo.16. para qualquer que seja o tipo de ligação. 39 . c) Componentes da potência reativa capacitiva. c) Componentes da potência reativa indutiva. se não se tomarem precauções. portanto. O quociente entre P e S é chamado de fator de potência (FP). As equações das potências aparente. As potências aparente (S). Um método de reduzir a reatância indutiva de um circuito é fazer a corrente avançar. estrela ou triângulo. ativa e reativa podem ser desenvolvidas geometricamente em um triângulo retângulo chamada de triângulo de potências. o FP de uma linha indutiva será muito baixo e onera o sistema. A corrente numa indutância está sempre em atraso relativamente à tensão. 3. Fig. por meio de ligação de capacitores estáticos em paralelo com a carga. Circuito com capacitância. Por causa disso. a) b) c) 3. o cosseno do ângulo de defasagem entre a tensão e a corrente. Tomando a tensão como referência. a) Mostra a corrente atrasada. a) b) c) Fig. a) Mostra a corrente avançada.15) e capacitivos (fig. respectivamente. b) Os componentes da corrente.16). Triângulo das potências. Um diagrama vetorial é uma representação gráfica de vetores de quantidades senoidais num plano complexo. através da fórmula S2 = P2 + Q2 .15. b) Os componentes da corrente. obtido por: fator de potência = P = S VI cos α VI = cos α O fator de potência é. As quantidades são tomadas na mesma frequência e com as respectivas diferenças de fase. Circuito com indutância. reduzir a corrente total do circuito. o que faz. Fator de Potência. triângulo de potência.8.

a fem é 141.60 = 31º RT 5 FP = cos 31 = 0.15) 2 x3 = 882.83 b) quedas de tensão VR1 = R1 I = 3x17.86 Ou : FP = cos θ = RT 5 = = 0. c) As potências S.ELETRICIDADE BÁSICA TÉCNICO EM MONTAGEME MANUTENÇÃO DE COMPUTADORES E REDES 3.15 = 34.715VA # Potência real ou ativa: P = I 2 RT = (17.30V VL = LI = 3x17. potência aparente S 2 = P 2 + Q 2 → S = P 2 + Q 2 = (882.relações trigonométricas (módulos) Dados : E = 100V .15 = 51. Determinar: a) A corrente.4) 2 + (1470. b) As quedas de tensão em cada um dos elementos.00955 henrys e a freqüência angular w = 314rads/seg. R1 R2 L + d) O diagrama de potências.15) 2 x5 = 1470. fem (e) - Fig.86 Z 5.4VAr # Comprovação do cálculo da potência total. 25. R2 = 2Ω. Solução pelo método do triângulo retângulo .715VA # Cálculo do Fator de Potência X 3 θ = arctg L = arctg = arctg 0.5 senwt (o que corresponde a uma tensão eficaz = 100V) e os parâmetros característicos são: R1 = 3ohms.83 40 .83Ω a) Cálculo da corrente I= E 100 = = 17.45V c) Cálculo das potências e do FP # Potência aparente: S = VI = 100 x17.10.15 A Z 5. Exercícios de aplicação 9.45V VR2 = R2 I = 2 x17. P e Q. R2 = 2 ohms.6W # Potência reativa: Q = I 2 X L = (17.6) 2 = (778529. R1 = 3Ω. L = 0. Exercício 9.76 + 2162564.00955 = 3Ω Z 2 = R 2 + X 2 → Z = R 2 + X 2 = (3 + 2) 2 + (3) 2 = 25 + 9 = 5.36) = 1. X L = 2πfL = wL = 314 x0. No circuito da fig. 17 – Circuito para cálculo de potências.15 = 1.15 = 51.

Exercícios 9.2 = 1. b) P = 3VL . Determinar: a) Para ligação em ESTRELA (fig. Diagrama de potências. 18.8 = 6.6 = 4.8 A → I L = I ∆ = 3I f = 3 x3.2 A 100 100 Fig . 28) a1) A intensidade de corrente na linha. fórmula básica das relações de transformação será estudada.8 = =3 PY 1.448W Mantendo-se a mesma tensão de alimentação. P θ = 31º S Q Fig. Três resistências elétricas.6 A 100 Fig . observa-se que as resistências ligadas em triângulo absorvem uma potência três vezes maior do que quando elas estão ligadas em estrela.338.I Y = 3 x380 x2. Solução a1) Na ligação estrela a corrente de linha é igual à corrente 380 de fase: I f = I Y = 2 220 = = 2.338. de 100Ω cada.ELETRICIDADE BÁSICA TÉCNICO EM MONTAGEME MANUTENÇÃO DE COMPUTADORES E REDES d) Diagrama de potências. 10. são alimentadas por uma rede trifásica 380V.448W b) Para ligação em TRIÂNGULO (fig. 60Hz. nas configurações mostradas nas figuras 19 e 20. Ligação Triângulo . 41 . b2) A potência absorvida. MÓDULO 4 Transformadores Conceitos e aplicações de transformadores monofásicos e trifásicos.I ∆ = 3 x380 x6. a2) P = 3VL . b3) A relação entre a potência absorvida pelas resistências quando ligadas em estrela e em triângulo. Exercício 10 . Ligação Estrela .19 . a2) A potência absorvida. Exercício 10 .8W c) P∆ 4. Solução a) I f = 380 = 3.20 . 29) b1) A intensidade de corrente na linha.

4.4.1). e induzirá uma tensão cujo valor dependerá do número de espiras do secundário. portanto. Relação de transformação 4. O transformador é também amplamente utilizado em circuitos eletrônicos e de controle de baixa potência e baixa corrente. nos circuitos de corrente alternada. o transformador funciona sob carga.3. Fig. os dois enrolamentos se diferenciam em enrolamento a alta tensão (A.5. conforme se alimenta um ou outro enrolamento.2. nos quais é instalado e seu fenômeno se baseia no fenômeno da indução mútua. é a máquina elétrica estática destinada a transformar os fatores e potência elétrica: tensão e corrente. Se o secundário está aberto. Construtivamente. É constituído de um circuito magnético formado por finas chapas metálicas.ELETRICIDADE BÁSICA TÉCNICO EM MONTAGEME MANUTENÇÃO DE COMPUTADORES E REDES MÓDULO 4 . Exercícios Essencialmente. Um transformador.1. as perdas no ferro por correntes parasitas e no circuito magnético e as perdas no cobre são desprezadas e as resistências ôhmicas dos enrolamentos são nulas. o primário. Potência de entrada e de saída 4. e enrolamento de baixa tensão (B. isolamento entre circuitos ou isolamento para corrente contínua mantendo continuidade para ca. Se um desses enrolamentos. chamado núcleo do transformador e de dois circuitos elétricos: o primário e o secundário (Fig. Transformador monofásico e trifásico 4.T. com o menor número de espiras.) o de maior número de espiras. o secundário. for ligado a um gerador de tensão alternada. na hipótese de secundário fechado. o transformador funciona em vazio. Foto de um transformador monofásico. com N1 espiras (fig.1). 1. Desenho esquemático de um transformador.Transformadores. nessa situação. um transformador é constituído por dois ou mais enrolamentos concatenados por um campo magnético mútuo. Se.1. surgirá uma tensão induzida E1 nesse enrolamento primário e uma tensão E2 no 42 .T. O fluxo mútuo concatenar-se-á com o outro enrolamento. para desempenhar funções como casamento de impedância de uma fonte á carga para máxima transferência de potência. O transformador ideal 4. será produzido um fluxo alternado. cuja amplitude dependerá da tensão e número de espiras do primário. O transformador ideal No transformador ideal. A relação entre essas tensões chama-se Relação de Transformação . 4. aplica-se a tensão alternada eficaz V1 no enrolamento primário.). 2. Fig. Nos transformadores pode-se inverter a função do primário e do secundário dos dois enrolamentos. em um circuito de consumo.RT.

O lado de primário de um transformador tem 500 espiras (Np) enquanto o secundário tem 100 espiras (Ns).1) e para o transformador sem perdas. Solução: RT = V1 240 = = 10 V2 24 3. a tensão V2 é igual a E2 (fig. E1 N1ωφ E N = ⇒ 1 = 1 E 2 N 2ωφ E2 N 2 . Solução: RT = N 1 500 = =5 N 2 100 Fig. Exercícios de aplicação 1. Em cada espira (parte elementar de um enrolamento. Esta relação é chamada de Relação de Transformação (RT) V1 E1 N1 = = = RT V2 V2 N 2 Para o transformador a vazio. 2. cada volta do condutor) primária ou secundária se induz uma fem elementar de valor ωφ. b) O número de espiras do primário.ELETRICIDADE BÁSICA TÉCNICO EM MONTAGEME MANUTENÇÃO DE COMPUTADORES E REDES enrolamento secundário N2. O transformador disponibilizará uma tensão alternada de V2 na saída do enrolamento secundário. transformador obtém-se no secundário a ddp V2 = N2 • V1 N1 Deduz-se das equações acima que ao se aplicar uma ddp de V1 volts no primário do O transformador é chamado de abaixador quando a tensão de saída é menor que a tensão de entrada.2. 3. da fonte de alimentação (RT > 1). Calcular a relação de transformação. A corrente magnetizante que circulará no enrolamento primário dá origem a um fluxo alternado φ que envolverá ambos enrolamentos. 4. Chama-se de elevador ao transformador que tem sua tensão no secundário maior que a do primário (RT < 1). Então.2.1. Um transformador de fonte de computador reduz a tensão de entrada de 220 para 24V. E para N espiras obtém-se a relação: E1 = N1ωφ E 2 = N 2ωφ 4. V2 = E 2 e V1 = E1 obtém-se a relação. Um transformador de alimentação de um determinado equipamento tem uma relação de transformação de 1:5. calcular: a) A tensão no primário. Calcular a relação de transformação. Representação de um transformador monofásico. V1 será igual a E1. Se o enrolamento do secundário tiver 1. 43 . Relação de transformação Pelo observado acima a fem primária e a fem secundária estão entre si em proporção ao número das espiras dos respectivos enrolamentos.000 espiras e a tensão no secundário for de 30V.

1. Transformador monofásico Os transformadores monofásicos possuem dois terminais para. como para 22O ou 110V.3.yahoo.4. partindo-se da geração.ELETRICIDADE BÁSICA TÉCNICO EM MONTAGEME MANUTENÇÃO DE COMPUTADORES E REDES Solução: a) RT = b) RT = Vp Vs Np Ns = 1 1 1 → V p = Vs = x30 = 6V 5 5 5 1 1 1 → N p = N s = x1000 = 200 esp..br/saladefisica7/funciona/transformador. os transformadores monofásicos trazem 44 . servirem de ligação à entrada da alimentação. Fig. até níveis adequados para utilização direta nos eletrodomésticos e equipamentos eletrônicos. 4. Transformador monofásico e trifásico Os transformadores são aplicados para alterar níveis de tensão.3. efetivamente. 5 5 5 = O transformador é elevador: Vs > Vp e conseqüentemente RT < 1. Quando para são fabricados com possibilidades de ligação de mais de um nível de tensão.htm) 4.com. Aplicação de transformador em sistemas elétricos de potências (Fonte:http://geocities.

Transformador trifásico O transformador trifásico configura-se como três transformadores monofásicos.Ligações de transformador trifásico. um autotransformador de 220/12V pode provocar choque elétrico nos terminais de 12V. Fig. ligados adequadamente a uma rede trifásica. 5.3. Autotransformadores Os autotransformadores possuem estrutura magnética idêntica à dos transformadores normais. Julio. quando são abaixadores) não formam dois complexos de espiras.ELETRICIDADE BÁSICA TÉCNICO EM MONTAGEME MANUTENÇÃO DE COMPUTADORES E REDES três condutores de ligação. como pode ser visto na figura 6. 2 e fig. Dependendo das saídas.3. Por exemplo.27. Rio de Janeiro: LTC. p. Fig.Transformador monofásico para duas tensões de alimentação e duas saídas. N1 N2 a) Abaixador b) Elevador 45 . 6. 4.3. 2005LTC. Fonte: NISKIER. Manual de instalações elétricas.2. 5). 4. Falta isolação elétrica entre Primário e Secundário. mas diferem na parte elétrica: os dois enrolamentos de AT e de BT (primário e secundário. são agrupados em um único enrolamento. podem ter vários bornes de conexão (fig.

V1 N1 V 24 = ∴ N 2 = 2 N1 = x 200 = 40 espiras V2 N 2 V1 120 4. Autotransformador variável. para uma tensão de entrada de 220 e relação de transformação igual a 18.8. observa-se que há uma corrente comum aos dois enrolamentos. Autotransformadores: abaixador e elevador. P = V1 I1 e P2 = V2 I 2 ∴V1 I1 = V2 I 2 → 1 4. conforme figura 8. 46 . a potência de entrada (P1) é igual à potência de saída (P2).I2. IC. com indicação de correntes de entrada e da carga.ELETRICIDADE BÁSICA TÉCNICO EM MONTAGEME MANUTENÇÃO DE COMPUTADORES E REDES Fig. Calcular o número de espiras para obter-se uma tensão de 24V na saída.3. Exercícios 1. Fig. Variac. De P1 = V1I1 e P2 = V2. das expressões acima. Potência de entrada e de saída No transformador ideal.7. Para transformador abaixador: I 2 = I1 + I C Para transformador elevador: I1 = I 2 + I C O autotransformador de tensão variável. Exercício de aplicação Um autotransformador com 200 espiras é ligado a uma fonte de tensão de 120V. Na figura 7. b) A corrente de saída. Um pequeno transformador para alimentação de um ventilador do sistema de cooler de um equipamento tem 15VA. Calcular: a) A tensão do secundário. muito útil em laboratórios.5. c) A corrente do primário. consiste de um simples enrolamento em núcleo de ferro toroidal. obtêm-se as relações: V1 I 2 = V2 I 1 Deduz-se. chamado de VARIAC.2. com as relações seguintes. 4.4. Possui uma escova de carvão solidária a um eixo rotativo que faz contato com as espira expostas do enrolamento do transformador. que o transformador apresenta relação direta entre número de espira do primário e do secundário com as respectivas tensões primaria e secundária e apresenta relação inversa entre as tensões e as correntes.

Calcular. Introdução: Sistema de Medidas 47 . MÓDULO 5 – Medidas Elétricas. c) A corrente no secundário.ELETRICIDADE BÁSICA TÉCNICO EM MONTAGEME MANUTENÇÃO DE COMPUTADORES E REDES 2. alimentado por tensão de 13. Um transformador de 240 espiras no primário e 30 espiras no secundário absorve 300mA de uma fonte de tensão de 120V. alimenta residências em 220V.8kV. 5. desprezando-se as perdas: a) A relação de transformação. 3. b) A corrente no primário. Calcular a corrente do secundário.1. Um transformador trifásico de potência utilizado em rede de distribuição de 150kVA. MÓDULO 5 Medidas Elétricas Noções básicas sobre unidades internacionais de medidas e características dos aparelhos de medição serão estudados neste módulo.

Medir significa comparar quantitativamente uma grandeza física com uma unidade através de uma escala pré-definida.5. que podem ser utilizados. Teoria dos erros Instrumentos de medição analógicos e digitais Ohmímetro Voltímetro Amperímetro Wattímetro Multímetro Exercícios. As unidades de base do Sistema Internacional estão reunidas no Quadro 1.3.9. o SI. temperatura. as grandezas sempre devem vir acompanhadas de unidades.inmetro. Nas medições. com os respectivos símbolos dos múltiplos e submúltiplos. diversas receberam nome especial e símbolo particular.1. 5. com os símbolos de outras unidades de base ou derivadas para expressar unidades de outras grandezas.8.ELETRICIDADE BÁSICA TÉCNICO EM MONTAGEME MANUTENÇÃO DE COMPUTADORES E REDES 5. 5. massa. Fonte: http://www. estruturado ou não.6. 5.1. Uma padronização dessas unidades viabiliza a comparação de um dado e.4. Exemplos de grandezas: comprimento. 5. Sistema Internacional de Medidas Para obter-se uma medida é necessário conhecer a grandeza em análise e a unidade a ser utilizada. por sua vez. utilizando símbolos matemáticos de multiplicação e de divisão. 5.2. conseqüentemente.br/infotec/publicacoes/Si. O Quadro 2 fornece alguns exemplos de unidades derivadas expressas diretamente a partir de unidades de base.pdf As unidades derivadas são unidades que podem ser expressas a partir das unidades de base. velocidade. 5. conforme mostrados nos quadros seguintes. 5. Medida é uma noção envolvida com o que se poderia chamar de "tamanho" de um conjunto. 5. 48 . o entendimento. adota-se o Sistema Internacional de Unidades.gov. Grandeza é tudo aquilo que envolva medidas. Dentre essas unidades derivadas. Introdução: Sistema de Medidas e Teoria dos erros 5. É um sistema prático que traz as unidades de base e as unidades derivadas.1. e deve estar associada com alguma uma unidade.7. No Brasil.

pdf 5. homenagem a André-Marie Ampère. a respectiva unidade pode ser escrita por 49 .gov. kelvin.br/infotec/publicacoes/Si. newton) exceção para Celsius.inmetro. se o nome da unidade deriva de um nome próprio.pdf Os prefixos e símbolos de prefixos. minúsculos. a primeira letra do símbolo é maiúscula (A. ampère. ampère.gov. volt. V.br/infotec/publicacoes/Si. Na expressão do valor numérico de uma grandeza. devido a Alessandro Volta). Quadro 3 – Prefixos do SI Fonte: http://www.2.inmetro. Entretanto.Grafia dos nomes de unidades Os símbolos das unidades são expressos em caracteres romanos (verticais) e. Quando escritos por extenso.1. múltiplos e submúltiplos decimais das unidades SI constam do Quadro 3.ELETRICIDADE BÁSICA TÉCNICO EM MONTAGEME MANUTENÇÃO DE COMPUTADORES E REDES Fonte: http://www. mesmo quando têm o nome de um cientista (por exemplo. em geral. os nomes de unidades começam por letra minúscula.

de acordo com a origem. Estes erros podem ser atenuados. O material de fabricação dos equipamentos podem sofrer interferência significativa da temperatura.2. por descuido ou por falta de habilidade. O erro absoluto se manifesta por excesso ou por falta. de campos eletromagnéticos originando erros sistemáticos ambientais.8V foi medida nas duas pilhas conectadas em série. vibração. A medição de pequenos consumos de corrente de circuitos digitais com aparelho que apresenta consumo maior ou igual à do circuito em observação leva ao erro sistemático de método por ineficiência do instrumento. quilovolts por milímetro ou kV/mm). para mais ou para menos do resultado esperado. Uma mesma pessoa realizando os mesmos ensaios com os mesmos elementos contitutivos de um circuito elétrico não consegue obter. do material (interferência ambiental) e da apreciação do experimentador (observação).br/infotec/publicacoes/Si. Por exemplo. o técnico anota na planilha o valor em ampère (A).100 50 . 5. São erros grosseiros: ligações erradas. de forma não previsível. b) Os erros sistemáticos aparecem em uma série de medidas com uma certa constância. não sendo admitidas combinações de partes escritas por extenso com partes expressas por símbolo. ao fazer uma medição de corrente de alimentação de uma impressora em miliampère (mA).ELETRICIDADE BÁSICA TÉCNICO EM MONTAGEME MANUTENÇÃO DE COMPUTADORES E REDES extenso ou representada pelo símbolo (por exemplo. Normalização e Qualidade Industrial sobre o SI.inmetro. um observador lê uma tensão de 21. ∆V = Vm − Ve O erro relativo ε é definido como a relação entre o erro absoluto ∆V e o valor verdadeiro Ve da grandeza medida.1. o mesmo resultado. Como erros sistemáticos de apreciação citam-se os erros cometidos pelo operador no arredondamento de dados. a) Os erros grosseiros ou pessoais são causados por falha do operador.Instituto Nacional de Metrologia. Erros absoluto e relativo Tomando-se erro como a diferença entre o valor medido (Vm) de uma grandeza e o seu valor verdadeiro. exato ou aceito como verdadeiro (Ve). erros de paralaxe.pdf 5. obtém-se a relação: ∆V = Vm − Ve Ao módulo da expressão chama-se erro absoluto. troca de algarismos na leitura. estão relacionados às deficiências do método utilizado (instrumental). Está disponibilizada para consulta uma publicação do INMETRO . emprego inadequado de constantes das escalas dos instrumentos.2. umidade. Quando multiplicado por 100.7V. sistemáticos e acidentais. mas não completamente eliminados.gov. Exemplo: uma diferença de potencial de 2. c) Os erros acidentais ou aleatórios têm origem em causas indeterminadas que atuam em ambos os sentidos. ε% = ∆V Ve . obtém-se o erro relativo percentual. Os símbolos das unidades permanecem invariáveis no plural e não são seguidos por ponto.7V e registra 12. podem ser classificados como grosseiros. cada vez. no endereço: http://www. Teoria dos Erros Os erros.

No segundo caso. Exercícios de aplicação 1.3.5 mm.ELETRICIDADE BÁSICA TÉCNICO EM MONTAGEME MANUTENÇÃO DE COMPUTADORES E REDES 5.01%. magnético. 5. 5.000 2. A figura 2 mostra um ohmímetro. com erro de apenas 0. mede-se um comprimento de 5cm.5 ε% = . Solução: 0.Instrumentos de medição: de bancada digital. 1.4. dinâmico etc. Calcular o erro relativo percentual.: Só o erro absoluto não define a qualidade de uma medida. enquanto o erro relativo foi bem diferente: na primeira medida pode ser considerada boa. 0. Deseja-se medir um comprimento de 500 cm com uma vareta graduada cuja menor divisão seja de 0. portátil digital e analógico.5 Solução: ε% = .2. uma fonte de tensão contínua e uma resistência limitadora de corrente. Constituído basicamente por um medidor (galvanômetro) sensível de corrente. Ohmímetro O ohmímetro é um instrumento utilizado para medir resistência elétrica de um componente ou para testar continuidade em circuitos ou para verificar componentes defeituosos. Muitos ohmímetros têm várias escalas que varia de alguns ohms até megohms. atingiu um erro relativo de 100 vezes maior que da primeira medida. (Fonte: sites diversos). Os instrumentos analógicos empregados para medições de grandezas elétricas possuem um conjunto móvel que é deslocado pelo efeito da corrente elétrica que dá origem a um ou mais dos efeitos: térmico. Podem ser de bancada ou portáteis (convencionais ou tipo alicate) ou de bancada.2. Com a mesma régua graduada. (Fotos ilustrativas na figura 1).01% 5. O erro absoluto é de 0. multímetro. Fig. voltímetro amperímetro. Os aparelhos mais comumente aplicados em laboratórios são: ohmímetro.(convencionais e tipo alicate). Calcular o erro relativo percentual. wattímetro.100 = 1% 50 Obs. 51 . Instrumentos de medição analógicos e digitais Os instrumentos podem ser analógicos ou digitais com princípio de funcionamento eletromecânico ou totalmente eletrônico.100 = 0.5 mm nos dois casos (precisão do instrumento). com escalas selecionadas por comutador.

3. 5). Rs. 2. Calcular a resistência multiplicadora. tensão.95kΩ ≈ 50kΩ Volt RS = 5. Alves.5. (Fonte: CRUZ. Os pontos a e b fazem o contato com a resistência sob verificação. Um galvanômetro (medidor) com fundo de escala de 1mA e com uma resistência interna (RM) de 50 é usado para a construção de um voltímetro (fig. O amperímetro deve oferecer mínima 52 . lâmpada. Ele é colocado em série com o circuito onde se deseja conhecer a corrente. Voltímetro simples com resistência em série Rs. 5. Na figura 3 tem-se um diagrama de um voltímetro com uma chave seletora para possibilitar diferentes escalas de medição. Fig.6. 4. Solução: V = I M R S + I M RM I M RS = V − I M RM V 50 − RM = − 50 = IM 1x10 −3 1000Ω RV = x50V = 50. RM = 50Ω. Amperímetro Amperímetro é o instrumento destinado a medir corrente elétrica. IM = 1mA = 1x10-3ª. mantendo-se baixas correntes. Fig. é constituído de um resistor em serie com um galvanômetro. 5. Praticando eletricidade. Na sua forma básica. Esquema básico de um voltímetro com seletor (K) de capacidade escalas para diversos valores de tensão. Circuito básico com ohmímetro. para ajuste do zero.5. (Ω) com resistência variável. em paralelo com a carga ou o ponto que se deseja analisar. 5.ELETRICIDADE BÁSICA TÉCNICO EM MONTAGEME MANUTENÇÃO DE COMPUTADORES E REDES Fig. Circuito ilustrativo de utilização de um voltímetro medindo ddp em paralelo com a carga. Voltímetro Voltímetro é o instrumento utilizado para medir diferenças de potenciais. A inserção de valores de resistência possibilita a averiguação de maior nível de tensão. Fig. 1997). Exercício de aplicação 1. Eduardo C. necessária para que o voltímetro possa medir uma tensão de fundo de escala de 50V. R0. Dados: V = 50V.000Ω = 49.1. São Paulo: Érica.

Fig. o amperímetro é constituído de um seletor com diversas resistências. Para possibilitar diversas escalas. São Paulo: Érica. 6 e 7). 8. obtém-se a potência. Fig. Eduardo C. respectivamente. Diagrama básico de um wattímetro. (Fonte: CRUZ.(Figs.1. 5.7. Circuito com amperímetro em série com a com a carga. Circuito com amperímetro em série com a com a carga. Wattímetro Instrumento que mede potência. com a carga (Z). para diferentes capacidades de medição. Pois o Galvanômetro suportam correntes bem pequenas (mA ou µA). Praticando eletricidade. para derivar a corrente. As correntes excedentes passam por esses resistores chamados de shunt ou derivador. Com os valores de corrente e de tensão. o wattímetro é constituído basicamente por uma bobina de corrente (BC) e uma de potencial (BP). 7. como mostrados na figura 8. 1997). como se fosse um amperímetro e um voltímetro ligados em série e em paralelo. Cada uma dessas especificações deve ser bem observada apara evitar danos ao instrumento. 5. conforme figura 10. Fig.7. 53 . IT e RV. Desenvolver a expressão para cálculo da potência cc em função de VL. 9. Alves. 6. mostrados na figura 9. Um voltímetro e um amperímetro cc são conectados para medir potência cc. O wattímetro é especificado em termos de sua corrente. 1. Fig. Circuitos básicos de galvanômetros com derivadores para diversas escalas de corrente.ELETRICIDADE BÁSICA TÉCNICO EM MONTAGEME MANUTENÇÃO DE COMPUTADORES E REDES resistência ao circuito para não alterar significativamente as características do circuito onde está ligado. tensão e potência máxima. Exercício de aplicação: Determinação de potência com voltímetro e amperímetro.

TV. uma bateria e vários resistores internos. como computadores. Solução:   P = VL I L  VL V2  I T = IV + I L ) = VL I T − L  P = VL ( I T − RV RV V  I L = I T − IV = I T − L  RV   5.tensão sobre a carga. Os multímetros com galvanômetro são chamados de multímetros analógicos. Fig. Exercícios 54 . alguns aparelhos possibilitam a seleção das grandezas por meio de botões. Amperímetro e voltímetro para medição de potência.corrente no voltímetro. consiste basicamente de um galvanômetro. 11. capacímetro. IT . 5. A figura 11 mostra um multímetro digital com as pontas de prova. Multímetro Um multímetro ou multitestes (multimeter em inglês) é um instrumento analógico ou digital que serve para efetuar diversas medições elétricas. em oposição aos multímetros digitais. esse multímetro possui uma chave seletora central. que possuem um mostrador de cristal líquido. ligado a uma chave seletora. Fig. pois são os instrumentos mais usados na pesquisa de defeitos em aparelhos eletroeletrônicos.corrente total lida pelo amperímetro.ELETRICIDADE BÁSICA TÉCNICO EM MONTAGEME MANUTENÇÃO DE COMPUTADORES E REDES Dados: RV . VL . amperímetro e ohmímetro. Multímetro digital. IV .resistência do voltímetro. 10. O multímetro o principal instrumento de teste e reparo de circuitos eletrônicos. freqüencímetro.corrente na carga. IL .8. Incorpora diversos instrumentos de medida. DVD player. termômetro e outros como opcionais conforme o fabricante do instrumento disponibilizar. Tem ampla utilização entre os técnicos em eletrônica. para optarmos pelo seu funcionamento. num único aparelho como voltímetro. Com display de cristal líquido.9. por padrão.

000Ω = 50kΩ = 50x103Ω Dados: Resistência do voltímetro = Rin = RV = Volt Tensão sobre a carga: VL= 40V Corrente na carga: IL = 50mA = 50x10-3A MÓDULO 6 55 . Um voltímetro de 50V cc com uma sensibilidade de 1. Calcular a potência dissipada pela carga. Um técnico em manutenção de microcomputador mede com um voltímetro uma ddp de 12. A leitura do voltímetro é 40 V e a do amperímetro 50 mA. 2.5V sobre um resistor de um circuito de polarização em uma placa de circuito impresso. 1000Ω x50V = 50.000 /V. Sendo o valor exato Ve = 12V. e um amperímetro de 100 mA estão conectados para medir a potência em uma carga (Fig. calcule: a) O erro absoluto (∆V).ELETRICIDADE BÁSICA TÉCNICO EM MONTAGEME MANUTENÇÃO DE COMPUTADORES E REDES 1. b) O erro relativo (ε) c) O erro relativo percentual (ε%). 11).

mediante os quais. 6. pois combina as vantagens da utilização de energia elétrica . facilidade de transporte. 56 .8. É o mais usado de todos os tipos de motores. imerso num campo magnético. condutores situados em um campo magnético e atravessados por correntes elétricas sofrem a ação de uma força mecânica advindos de eletroímãs originados das correntes sobre as bobinas. custo reduzido. Princípio da conversão de energia elétrica em mecânica pelo motor. faz girar o eixo do motor. Conceitos Classificação de motores Motor de corrente contínua Motor de indução Motor monofásico e motor trifásico Parâmetros do motor Circuito de comando e de força Exercícios 6. Esse campo. 6. Motor elétrico é uma máquina destinada a transformar energia elétrica em mecânica. Motor de indução em corte: as bobinas e o rotor em evidência. 6. imersa no campo elétrico das bobinas e solidária ao eixo.1. o gerador é chamado de alternador e quando a tensão gerada é em corrente contínua. pode sofrer a ação de uma força. Fig. grande versatilidade de adaptação às cargas dos mais diversos tipos e melhores rendimentos. 2. conclui-se que todo condutor percorrido por uma corrente elétrica.6. aquela de converter o movimento mecânico na energia elétrica. eletroímãs exercem forças de atração ou repulsão sobre outros materiais magnéticos. faz surgir correntes no rotor que constitui as parte metálica. um motor em corte mostra as bobinas onde há o campo eletromagnético formado pela corrente elétrica.3. por indução.7. Conceitos Todos os motores elétricos valem-se dos princípios do eletromagnetismo. 6. 6. MÓDULO 6 – Motores Elétricos 6. é realizada por gerador. O rotor. Na figura 1. 6. pela ação magnética.ELETRICIDADE BÁSICA TÉCNICO EM MONTAGEME MANUTENÇÃO DE COMPUTADORES E REDES Motores Elétricos Princípios fundamentais de funcionamento e classificação geral de motores elétricos serão tratados nesse módulo.4. Quando há geração de corrente alternada.2. limpeza e simplicidade de comando – com sua construção simples. A tarefa reversa. Um campo magnético pode exercer força sobre cargas elétricas em movimento. 1. o gerador é chamado de dínamo.baixo custo. Fig.5. 6.1. sem qualquer contato físico. Como uma corrente elétrica é um fluxo de cargas elétricas em movimento num condutor.

mundialmente. substituíram os grupos conversores rotativos. 3. graças à eletrônica de potência. podem ser classificados em monofásicos ou trifásicos. Isto porque fontes de tensão e freqüência controladas. como em computadores (drives. 6. Classificação de motores elétricos. Os pequenos motores de corrente contínua são amplamente utilizados em equipamentos eletrônicos. já estão se transformando em opções mais atraentes. Os motores de corrente alternada. São bem utilizados em aplicações que exigem tais características. por sua vez. Os motores de corrente alternada.3. custo relativamente reduzido e manutenção simples. Motor de corrente contínua Os motores de corrente contínua têm controle preciso de velocidade. p. Os monofásicos. Os motores de corrente contínua sofreram um grande incremento nos últimos anos. 6ª ed. Fontes estáticas de corrente contínua com tiristores confiáveis.2. são amplamente aplicados em indústrias: por sua robustez e simplicidade de funcionamento e por apresentarem vida mais longa. em impressoras. Instalações elétricas industriais. João. de baixo custo e manutenção simples. quanto ao ajuste e ao controle de velocidade. Com isso.. diversas freqüências dos sistemas de alimentação. Rio de Janeiro: LTC.(Fonte: MAMEDE FILHO. Salienta-se que o constante desenvolvimento da eletrônica de potência deverá levar a um progressivo abandono dos motores de corrente contínua. cooler-Fig. Fig. Cada motor traz sua peculiaridade de utilização.ELETRICIDADE BÁSICA TÉCNICO EM MONTAGEME MANUTENÇÃO DE COMPUTADORES E REDES 6. são chamados de motor universal. motores de corrente contínua passaram a constituir alternativa mais atrativa em uma série de aplicações. Os motores universais foram concebidos para atender. pelo menos por um bom tempo.4a). que podem ser alimentados por corrente contínua ou corrente alternada. Classificação de motores Os motores elétricos são divididos em dois grandes grupos. como será visto adiante. 3). com base na forma de tensão de alimentação: motores de corrente contínua e motores de corrente alternada (fig.221. 57 . alimentando motores de corrente alternada. principalmente os de indução.).

4a. exaustores. Nos computadores. A potência é a potência que o motor pode fornecer. dentro de suas características nominais. b Fig. e b). está intimamente ligada à elevação de temperatura do enrolamento. compressores.ELETRICIDADE BÁSICA TÉCNICO EM MONTAGEME MANUTENÇÃO DE COMPUTADORES E REDES CD/DVD-player. ou seja. por ação eletromagnética. rotação. Parâmetros do motor Para selecionar um motor é preciso conhecer a carga que ele irá acionar. 5. Estudos posteriores possibilitaram a criação de campos magnéticos girantes com bobinas alimentadas por corrente alternada. Exemplos de motor para eletrodomésticos (a) e motor trifásico de uso industrial (b). O conceito de potência nominal. processamento de produtos agrícolas. na época. c) Para brinquedos e pequenos aparelhos eletrônicos (Fonte: http://www. 6) diretamente e ao rotor (solidário ao eixo) por meio de indução.5. 4. São informações importantes: Potência mecânica requerida. formando o sistema cooler (fig. que um ímã rotativo era capaz de fazer girar um disco metálico pela ação da indução.500 a 15. em regime contínuo. isto é. Motor monofásico e motor trifásico O motor de indução trifásico foi concebido por volta de 1889. a potência que o motor pode fornecer. os ventiladores e dissipadores de calor sobre os microprocessadores.rotações por minuto.. Motor universal pode ser utilizado tanto em corrente contínua quanto em corrente alternada. manipulação de cargas. Motor de indução No motor de indução a corrente alternada é fornecida ao estator (enrolamento mostrado na fig. Usualmente operam em alta velocidade.4. b) Para drives de computador. já comentado antes. em ventiladores. Verificava-se.6.directindustry. na Alemanha. entre 1. a b c Fig. 6. como em aspiradores de pó. Daí a necessidade de atentar-se para as características do equipamento e para um bom sistema de refrigeração. Os pequenos motores universais são usados onde é importante haver pouco peso.Micromotores: a) Para sistema de refrigeração de computador. 6. diminutas cargas.com-com adaptações). os ventiladores são importantes para refrigeração dos circuitos 58 . tensão da rede de alimentação. Os motores de indução ou assíncronos são amplamente utilizados em máquinasferramentas para processamento de materiais.000 rpm . Os computadores modernos têm sistemas de refrigeração forçada. ferramentas portáteis. O princípio de funcionamento advém dos estudos de Michael Faraday. a 6. secador de cabelo.

] b) O componente acionado pelo usuário emite ondas eletromagnéticas para o circuito do motor. ] d) O preço e condições de fornecimento e pagamento. chamada de circuito de comando e outro para alimentação do motor. para seu adequado funcionamento. ] c) A freqüência da rede elétrica. ] e) Se as rodas do carrinho ficarem presas por sujeira de terra.7. Na figura 6. julgue V ou F se for importante ou não saber antecipadamente . Exercícios 1.(Fonte: Guia de aplicação de inversores de freqüência . requerem dois circuitos distintos: um para controle. 59 .ELETRICIDADE BÁSICA TÉCNICO EM MONTAGEME MANUTENÇÃO DE COMPUTADORES E REDES eletrônicos e do próprio micromotor: se não há manutenção adequada acumulam-se impurezas e comprometem o desempenho do equipamento. Circuito de comando e de força Os motores. ] b) A carga a ser acionada. Partes de um motor de indução. 6. o motor sofrerá sobrecarga e aquecerá. Fig. ] c) As pilhas do carrinho fornecem corrente alternada. um motor em corte com identificação de suas partes. freqüência de utilização. 2.22). Analise as afirmativas seguintes a respeito de um carrinho de controle remoto e julgue Verdadeira (V) ou Falsa (F). onde o sistema de refrigeração é composto por um ventilador na parte traseira do eixo. [ [ [ [ [ ] a) O nível de tensão de alimentação da rede do usuário. que é o circuito de força.Jaraguá do Sul: WEG Automação. 6. [ [ [ [ [ ] a) O componente responsável pelo circuito de força fica no próprio carro. ] d) Quando as pilhas são colocadas em paralelo aumenta-se a capacidade de corrente e quando em série. p. por exemplo. visando ao adequado desempenho do equipamento e justifique as respostas. 6.8. Para aquisição de um motor. ] e) O número de rotações por minuto – RPM do motor. incrementa-se o valor da tensão de saída.

Em um posto de trabalho.ELETRICIDADE BÁSICA TÉCNICO EM MONTAGEME MANUTENÇÃO DE COMPUTADORES E REDES 3. ] c) Microcomputador. julgue os itens V ou F com respeito aos equipamentos que possuem ou não motor para seu funcionamento normal. ] d) Modem ] e) Fonte estabilizada de 1. com dispositivos para informática e internet em banda larga.000VA MÓDULO 7 Noções de instalações elétricas 60 . Identifique a função de cada motor encontrado. [ [ [ [ [ ] a) Impressora. ] b) Scanner.

3.2. proporcionarão melhor entendimento da simbologia aplicada nas Normas e nos desenhos dos projetos: • Componentes de uma instalação elétrica representam itens da instalação que. Simbologia e conceitos preliminares A simbologia usa de elementos representativos para substituir algo que tanto pode ser um objeto como um conceito ou idéia. por meio de 4 elementos geométricos básicos: o traço. como resistores. podem ser materiais. MÓDULO 7 – Noções de instalações elétricas 7. público. distribuição ou utilização de eletricidade). hortigranjeiro etc) incluindo as préfabricadas.1.500V em corrente contínua) a fim de garantir a segurança das pessoas e animais. capacitores. vistos a seguir. eletrodutos. Aplica-se principalmente às instalações elétricas de edificações. transmissão.6. interruptores.8. instrumentos. 61 . • Instalação elétrica é o conjunto de componentes elétricos associados e coordenados entre si. • Circuito Elétrico é um conjunto de componentes ou meios no qual é possível que haja corrente elétrica. qualquer que seja seu uso (residencial.7. motores. sobretudo sob os pontos de vista da segurança contra choques elétricos. dependendo do contexto. (igual o inferior a 1. 7. A Norma Brasileira de Regulamentação NBR 5444 trata de símbolos gráficos para instalações elétricas prediais.000V em corrente alternada com freqüência inferior a 400Hz ou a 1. 7. Simbologia e conceitos preliminares Pontos ativos e pontos de comando Divisão de circuitos Diagramas unifilares Quadros de carga Dimensionamento de condutores e da proteção Cálculo de demandas Exercícios No Brasil a norma ABNT NBR 5410:2004 estabelece as condições a que devem satisfazer as instalações elétricas de baixa tensão. determinada quantidade ou qualidade. caixas de passagem. 7. botão de campainha. armazenamento. Componentes. mostrados no anexo. transformação. transistores. 7.4. agropecuário. 7. não constituem circuitos elétricos se não estiverem eletricamente conectados e com finalidade específica.5. equipamentos (de geração. 7. linhas elétricas). da segurança contra incêndios e efeitos térmicos prejudiciais e da compatibilidade eletromagnética. objetivo claro. o funcionamento da instalação e a conservação dos bens. 7. conjuntos ou mesmo segmentos ou partes da instalação (por exemplo. o triângulo eqüilátero e o quadrado.1. Esta Norma se aplica às linhas de sinal na prevenção dos riscos decorrentes das influências mútuas entre essas linhas e as demais linhas elétricas da instalação. é um sistema físico. fusíveis etc. tomadas de corrente. de serviços. condutores. industrial. • Ponto designa aparelhos fixos de consumo. o círculo. dispositivos. disjuntores. contendo componentes elétricos que conduzem e que não conduzem a corrente elétrica: abraçadeiras. Alguns conceitos básicos. comercial. conversão.ELETRICIDADE BÁSICA TÉCNICO EM MONTAGEME MANUTENÇÃO DE COMPUTADORES E REDES Informações básicas de Instalações Elétricas e componentes comumente aplicados em projetos e em utilização de computadores serão vistos nesse módulo. 7. máquinas. isoladores. acessórios.

7. f) F (Parafusadeira é equipamento portátil e manual -suportado pelas mãos do usuário) g) V h) F (Interruptor é elemento de comando. Exemplo: tomada onde se liga um computador. tanto de telecomunicações. de controle de proteção. luminosa (abajur). intercâmbio de dados. quanto à instalação podem ser fixos (aparelho de ar condicionado de janela). manuais (ferro de passar roupa). analise as afirmativas a seguir e julgue-as Verdadeiras (V) ou Falsas (F) a) Os equipamentos fixos são projetados para serem instalados permanentemente em um lugar determinado. que exerce uma ou mais funções elétricas relacionadas com geração. Exercícios Quanto à utilização de componentes e equipamentos. Ponto de entrega é o ponto de conexão do sistema elétrico da empresa distribuidora de eletricidade (concessionária) com a instalação elétrica da unidade consumidora.1. d) Equipamentos estacionários não são movimentados quando em funcionamento. Linha externa é a linha que entra ou sai de uma edificação. 62 . c) V d) V e) F (Disjuntor no quadro é equipamento fixo). g) O Multímetro usado pelo técnico para medições de tensão da rede e verificação de continuidade de cabos de alimentação de computadores é um equipamento manual. como máquina. distinta. Aparelho de utilização é um equipamento elétrico destinado a converter energia elétrica e outra forma de energia diretamente utilizável: sonora (rádio). estacionários (microcomputador). Pontos ativos e pontos de comando Ponto útil ou ponto ativo é o dispositivo onde a corrente elétrica é realmente utilizada ou produz efeito ativo. Os equipamentos. aparelhos de medição. portáteis (enceradeira). e) O disjuntor geral do quadro de alimentação do CPD – Centro de Processamento de Dados é um equipamento manual. distribuição ou utilização de energia elétrica. b) A máquina de lavar roupa de uso doméstico é um equipamento portátil. f) Parafusadeira a bateria usada para montagem /desmontagem de microcomputador é um equipamento portátil. térmica (ferro de soldar). transformadores.ELETRICIDADE BÁSICA TÉCNICO EM MONTAGEME MANUTENÇÃO DE COMPUTADORES E REDES • • • • • Linha de sinal é a linha que possibilita o tráfego de sinais eletrônicos. 7. não carga). Equipamento elétrico é uma unidade funcional. seja a linha de energia ou de sinal.1. h) Um interruptor é um equipamento que consome energia elétrica. quanto de controle e de automação.2. c) São classificados como manuais os equipamentos projetados para serem suportados pelas mãos durante a utilização. transmissão. receptáculo para lâmpada. Respostas a) V b) F (Lavadora é um equipamento estacionário).

ainda que tenha seu plugue de conexão à tomada do escritório com apenas 2 pinos.ELETRICIDADE BÁSICA TÉCNICO EM MONTAGEME MANUTENÇÃO DE COMPUTADORES E REDES Ponto de tomada é o ponto de utilização em que a conexão do equipamento ou equipamentos a serem alimentados é feita através de tomada de corrente (Fig. Os interruptores podem ser de uma seção. Tomada e interruptor conjugados. Por segurança das instalações e dos equipamentos. cortando o pino terra ou fazendo furo no adaptador tipo Benjamin (Fig. entre outros critérios. tem aterramento adequado.3. não é recomendado fazer adaptação do plugue do computador (3 pinos.2. Neutro e Terra) Por vista de frente. para conexão dos periféricos do computador. three-way. Tomada com nova disposição dos pólos e plugue com alongamento do pino de terra central.2). Benjamin ou Benjamim é um acessório elétrico também conhecido por "T" utilizado para dividir uma única saída de uma tomada elétrica em mais de uma. de acordo com a tensão do circuito que o alimenta. 2. O Ponto de comando é o dispositivo por meio do qual se aciona um ponto ativo. três seções. O risco aumenta quando se efetua uma ligação em série com vários benjamins. para 2 pinos. Fig. Fig. 2. O uso do benjamin pode sobrecarregar a rede elétrica. Julgue verdadeiro ou falso a) O pino terra do plugue do computador pode ser cortado sem prejuízo para o funcionamento do equipamento b) Uma régua com tomadas 2P + T. interruptor de duas seções = 2 pontos de comando. 63 . disjuntor ( Fig. Respostas 1) a) Pontos ativos ou úteis = 2: receptáculos onde se instalam as lâmpadas. b) Uma caixa 4x4 polegadas com 2 tomadas para alimentação de um computador e uma impressora. Benjamin (“T”) e adaptador pino-redondo/pino-chato 7. 2P + T). Um ponto de tomada pode ser classificado. Exemplos: interruptor.3). o número de tomadas de corrente nele previsto. o tipo de equipamento a ser alimentado (quando houver algum que tenha sido especialmente previsto para utilização do ponto) e a corrente nominal da ou das tomadas de corrente nele utilizadas. o pólo à direita é a fase. de duas. 1).1. Fig. Exercícios 1. 1 – Tomadas de 3 pólos (2P + T: Fase. Identificar os pontos de comando e pontos ativos em: a) Circuito com interruptor de 2 seções para acionamento de uma lâmpada no hall e uma na sala. geralmente três no formato da letra T. Um ponto de tomada pode conter uma ou mais tomadas de corrente. four-way.

Divisão de circuitos A instalação deve ser dividida em tantos circuitos quanto necessários. ma também na taxa de ocupação dos condutores e dos quadros de distribuição.4. Devem ser previstos circuitos distintos para partes da instalação que requeiram controle específico. • Funcionais: viabiliza a criação de diferentes ambientes. Exercício opcional 1. b) F (Não há aterramento passando pela régua). circuitos de supervisão de segurança da edificação. Descrever sobre 2 dos objetivos de se efetuar divisão de circuitos em uma instalação. devem ser previstos circuitos terminais distintos para pontos de iluminação e para pontos de tomadas. de tal forma que estes circuitos não sejam afetados pelas falhas de outros. 7. que provocará. entre outras. devendo cada circuito ser concebido de forma a poder ser seccionado sem risco de realimentação inadvertida através de outro circuito. As ampliações previsíveis devem se refletir não só na potência de alimentação. a) F (O pino terra é proteção do equipamento e evita choque elétrico às pessoas). limita as conseqüências de uma falta. Os circuitos terminais devem ser individualizados pela função dos equipamentos de utilização que alimentam. como os necessários em auditórios.ELETRICIDADE BÁSICA TÉCNICO EM MONTAGEME MANUTENÇÃO DE COMPUTADORES E REDES b) Dois pontos ativos (2 tomadas). sem afetar outras cargas. recintos de lazer etc. A divisão deve atender. as seguintes exigências: • Segurança: evita que a falha em um circuito prive de alimentação toda uma área. espaços de demonstração. como exemplo.1. por meio de dispositivo de proteção. os quais. 7. Diagramas unifilares O esquema unifilar representa um sistema elétrico simplificado que identifica o número de condutores e seus trajetos por um único traço. • De produção: minimiza as paralisações resultantes de uma ocorrência. Exemplo: circuito para iluminação da cozinha deve ser independente dos circuitos das tomadas desse ambiente. as cargas devem ser distribuídas entre as fases. por sua vez. • De manutenção: facilita ou possibilita ações de inspeção e de reparo. representa a posição dos 64 . 7.3. Em particular. • Conservação de energia: possibilita que cargas como de iluminação e climatização sejam acionadas na justa medida das necessárias. 2. devem ser separados dos circuitos para computadores. apenas o seccionamento (desligamento) do circuito atingido. Geralmente. salas de reuniões. Quando a alimentação for trifásica. Na divisão da instalação devem ser consideradas também as necessidades futuras.3. de modo a obter-se o maior equilíbrio possível.

104). Tomada de corrente na parede Disjuntor de proteção. Exercício 1. rede de eletrodutos e fiação. dois condutores neutro. [vide Anexo e Tabela 1] Resposta 1. G. Condutor terra no interior do eletroduto. 7 e 8). Fig.5. um terra e um retorno de fase. Simbologia aplicada na figura 4 (Consultar Anexo). lâmpada incandescente. CERVELIN. Fig. usados nos quadros de distribuição (Fig. tomada. Condutor fase no interior do eletroduto. Quadros de carga 65 . Disjuntores monopolar. p. Paulo: Érica. identificado por meio traço.4. 4. para circuito de acionamento de uma lâmpada (circuito 1) e ligação de uma tomada com 3 pólos (circuito 2). representa saída de um elemento de comando. Diagrama unifilar. Instalações elétricas prediais. porém sem clareza de funcionamento e seqüência funcional dos circuitos. Na figura 5 há amostras de disjuntores. 7.. O retorno. Condutor retorno no interior do eletroduto. com uma lâmpada incandescente comandada por um interruptor simples e uma tomada.ELETRICIDADE BÁSICA TÉCNICO EM MONTAGEME MANUTENÇÃO DE COMPUTADORES E REDES componentes da instalação. Condutor fase no interior do eletroduto. S.5. S. 7. há um diagrama de um circuito elétrico composto de interruptor simples. bipolar e tripolar. Na figura 4. Identificar os traços de um eletroduto contendo um condutor fase. 2000. (Fonte: CAVALIN. todos representados na forma unifilar.1.

também chamada de PE. onde diversas tabelas orientam os projetistas. g) Seção dos condutores. do inglês Protection Earth). e) Correntes. Os limites das capacidades dos condutores e da proteção são influenciados pelas condições das instalações. neutro e de proteção (condutor terra. as tabelas 1. d) Potência. A seguir. em circuito monofásico.ELETRICIDADE BÁSICA TÉCNICO EM MONTAGEME MANUTENÇÃO DE COMPUTADORES E REDES O quadro de distribuição das cargas reúne as informações relativas às cargas dos circuitos terminais de uma instalação. Tabela 1 – Seções mínimas de condutores fase Tabela 2 – Condutor neutro em função da seção do condutor fase Tabela 3 – Seção mínima do condutor de proteção (PE) 66 . assegurando desempenho dentro do limite de temperatura. deve ter a mesma seção do condutor fase. queda de tensão. tais como: quantidade de condutores em um mesmo eletroduto. c) Local das cargas. Os circuitos terminais alimentam cargas e não outros quadros de distribuição. mostram as seções mínimas para utilização de condutores fase. temperatura ambiente. O condutor neutro não pode ser comum a mais de um circuito e. 2 e 3. qualidade do material empregado. Parâmetros para definição de projetos estão prescritos na NBR 5410. f) Distribuição das fases. Nos quadros de cargas são resumidos os dados relativos a: a) Tensão nominal do circuito. b) Número do circuito. da NBR 5410:2004. dentro do tempo de atuação e limites dos condutores. É necessário haver uma coordenação entre os diversos componentes de uma instalação. 7. Dimensionamento de condutores e da proteção Dimensionar um circuito é definir a seção dos condutores e da proteção para garantir o funcionamento da instalação. instalação embutida ou aparente. atuação no curto circuito e capacidade de condução da corrente das cargas. Instalações Elétricas de Baixa Tensão.6.

os condutores e os dispositivos de proteção devem ser redimensionados para se evitar transtornos: superaquecimento. Quando uma instalação sofre acréscimo de cargas. Que procedimento deve ser adotado quando o disjuntor de alimentação de posto de trabalho desarma após 2 horas de funcionamento do computador? 67 . atentando-se para as condições da instalação. Analisar as afirmativas a seguir e julgar verdadeiras (V) ou falsas (F) a) Pela figura abaixo. periféricos. Daí a diferença entre a potência instalada e a potência demandada.0mm2. com o pólo terra com potencial zero em relação ao pólo terra da tomada de alimentação. 7. disparos constantes de disjuntores. conforme ilustração. indústria. pode-se deduzir que as 4 tomadas têm aterramento apropriado. corrente de projeto (Ip). As cargas não ficam constantemente em operação e a toda carga nominal individualmente. conjugada com interruptor. interruptor com tomada de embutir. queima de fusíveis. b) Por prescrição da NBR 5410. pode ser projetado para cozinha.8.30m do piso acabado. e) Os estabilizadores deverão ser bem aterrados. 7. tomadas. chuveiros. aparelho de ar condicionado. Este fator é levado em consideração nos dimensionamentos. isto é: Ip ≤ In ≤ Iz . curtos-circuitos. escritório. Cálculo de demandas É de fácil constatação que a potência elétrica consumida em uma instalação é variável a cada instante. aquecedores etc). sobrecorrentes.7. A demanda considera a potência realmente absorvida pelos equipamentos ou por toda a instalação. A potência instalada é a soma de todas as cargas (aparelhos de iluminação. 2. são consideradas diversas tabelas de fatores de demanda em função do tipo de carga e da finalidade de uso (residência. o neutro e o terra serão da mesma seção transversal. d) Uma instalação de tomada para alimentação de computadores com o condutor fase de 4. c) O símbolo com triângulo eqüilátero cheio indica tomada acima de 1. Para desenvolvimento dos projetos. Exercícios 1.ELETRICIDADE BÁSICA TÉCNICO EM MONTAGEME MANUTENÇÃO DE COMPUTADORES E REDES Como regra geral. a capacidade do disjuntor (In) deve situar entre a capacidade de condução decorrente do condutor (Iz) e a corrente da carga. computadores. motores etc).

ELETRICIDADE BÁSICA TÉCNICO EM MONTAGEME MANUTENÇÃO DE COMPUTADORES E REDES 3. Discorrer sobre a importância do pólo terra nos plugues e nas tomadas para ligação dos computadores. O neutro pode ser usado como aterramento do computador. pesquisar). 68 . interligando-se o pólo terra com o pólo neutro da tomada? (fundamentar. 4.

ELETRICIDADE BÁSICA TÉCNICO EM MONTAGEME MANUTENÇÃO DE COMPUTADORES E REDES MÓDULO 7 ANEXO NBR 5444: Símbolos gráficos para instalações elétricas prediais 69 .

ELETRICIDADE BÁSICA TÉCNICO EM MONTAGEME MANUTENÇÃO DE COMPUTADORES E REDES 70 .

ELETRICIDADE BÁSICA TÉCNICO EM MONTAGEME MANUTENÇÃO DE COMPUTADORES E REDES 71 .

ELETRICIDADE BÁSICA TÉCNICO EM MONTAGEME MANUTENÇÃO DE COMPUTADORES E REDES 72 .

ELETRICIDADE BÁSICA TÉCNICO EM MONTAGEME MANUTENÇÃO DE COMPUTADORES E REDES 73 .

segurança pessoal e proteção contra descargas atmosféricas. difundindo-se. reduzindo os potenciais até a atuação de dispositivos de proteção.4. prevenindo a ocorrência de potenciais perigosos. 8. circuitos e sistemas. o objetivo do aterramento é interligar eletricamente objetos condutores ou carregados. 8. em geral o neutro. Ao fio que faz essa ligação denominamos "fio terra".6. O solo é um condutor através do qual a corrente elétrica pode fluir.1. de maneira a ter as menores diferenças de potencial possíveis.ELETRICIDADE BÁSICA TÉCNICO EM MONTAGEME MANUTENÇÃO DE COMPUTADORES E REDES MÓDULO 8 Noções fundamentais sobre segurança em serviços com eletricidade e importância de sistemas de aterramento serão apresentados nesse módulo. 8. 8. Aterram-se os sistemas elétricos basicamente por três motivos: controle de sobretensões.1. que possam causar um arco ou centelha. • Percurso preferencial entre o ponto de ocorrência de uma descarga atmosférica em objeto exposto e o solo. Aterramento de proteção O aterramento de proteção nada mais é do que a ligação à terra das massas dos elementos condutores estranhos à instalação. 8. Tipos de aterramento Nas instalações elétricas consideram-se três tipos de aterramento: Aterramento funcional O aterramento funcional é basicamente a ligação de um dos condutores do sistema. Trata-se de aterramento provisório. MÓDULO 8 – Aterramento e segurança em eletricidade 8. Aterramento de fontes e equipamentos Eqüipotencialidade Prevenção ao choque elétrico Sobrecargas elétricas Legislação Exercícios 8. • Percurso para sangria de descargas eletrostáticas.1.3. 74 . 8. a terra. Essencialmente. para minimizar os riscos pessoais no caso de defeito interno no equipamento. Este aterramento está relacionado ao bom desempenho do sistema. posta fora de serviços para este fim. Quando se diz que algum aparelho está aterrado (ou eletricamente aterrado) significa que um dos fios de seu cabo de ligação está propositalmente ligado à terra. • Criação de um plano comum de baixa impedância relativa entre dispositivos eletrônicos. oferecendo um percurso de retorno entre o ponto de defeito e a fonte.2. Funcionalmente. visando à proteção contra choque elétrico por contato indireto.5. Aterramento de fontes e equipamentos A palavra aterramento refere-se à terra propriamente dita.1. • Percurso de baixa resistência entre equipamento elétrico ou eletrônico e objetos metálicos próximos. o aterramento proporciona: • Ligação de baixa resistência com a terra. Aterramento de trabalho Tem por objetivo permitir ações seguras de manutenção em partes da instalação normalmente sob tensão.

1. e) Os aterramentos fornecem altas resistências aos circuitos. Cada circuito deve ter seu próprio neutro. deve-se praticar aterramento funcional. podem ocorrer. Na saída do quadro. Respostas a) F (o condutor deve ter contato com o planeta Terra. oscilações internas que podem criar danos. Fig. d) A carcaça (massa) dos equipamentos devem ter potencial elétrico nulo.2. o solo. julgue os itens seguintes (V ou F) a) Aterrar significa colocar um fio em contato com uma boa quantidade de terra b) Para manutenção preventiva em um transformador de rede pública. evitando interferências eletromagnéticas e reduzindo ou eliminando a possibilidade de choque elétrico aos usuários. o condutor neutro deve ser aterrado normalmente pela concessionária de energia a alimentação de entrada elétrica de edifícios. deve estar com referencial zero.1 – Carcaça. por meio de eletrodos). de forma muito aleatória. Caso este aterramento não seja feito. Neutro e terra são diferentes em suas finalidades e nunca devem ser interligados em pontos de utilização. ele é o retorno da fase. Para isto. A respeito de aterramentos. 8. Este não é o caso do fio terra que é apenas um referencial com um potencial nulo. e) F (baixa resistência elétrica) 75 . como em tomadas. Ele não tem o objetivo de ser um referencial. Com relação à alimentação. A fase e o neutro formam a alimentação do sistema trazendo toda a energia para os aparelhos. O neutro da concessionária e o terra. Por ambos flui corrente. c) O sistema de fornecimento de energia das Concessionárias tem aterramento funcional. d) V. Exercícios de aplicação 1. é necessário se fazer um aterramento interno no aparelho. residências e indústrias. o qual fornecerá um referencial seguro para o funcionamento correto do equipamento. b) F (aterramento temporário. Aterramento de equipamentos Em todos os sistemas eletro-eletrônicos é necessário se ter uma tensão de referência. c) V. parte metálica de um computador. Dentro dos aparelhos existem várias níveis de tensão. neutro e terra terão condutores independentes. originadas de transformadores e de circuitos divisores de tensão.3. onde o neutro (condutor de cor azul) propiciará alimentação das tomadas e iluminação e o condutor terra (verde ou verde-amarelo) será interligado ao terceiro pino das tomadas. este obtido de um sistema de aterramento próprio devem ser interligados apenas no quadro elétrico geral de entrada.1. Todas estas tensões devem estar correlacionadas entre si de uma forma preestabelecida. de trabalho).ELETRICIDADE BÁSICA TÉCNICO EM MONTAGEME MANUTENÇÃO DE COMPUTADORES E REDES 8.

É preciso utilizá-la corretamente nos equipamentos: não anule o terceiro pino que vem na ponta do fio de força de seu aparelho. a terra. Dentro do âmbito da Norma ABNT NBR 5410.ELETRICIDADE BÁSICA TÉCNICO EM MONTAGEME MANUTENÇÃO DE COMPUTADORES E REDES 8. a eqüipotencialização é um recurso usado na proteção contra choques elétricos e na proteção contra sobretensões e perturbações eletromagnéticas.2. mas insuficiente sob o ponto de vista da proteção contra perturbações eletromagnéticas. Fig. Nenhuma fonte está totalmente protegida contra raios e descargas elétricas. ou eqüipotencialização local. Por extensão. Um aterramento permite que a descarga elétrica tenha um ponto de escape.2. a um mesmo e único sistema de aterramento. a energia que iria para a terra irá diretamente para o equipamento eletrônico conectado à tomada (Fig. Conceitos básicos Eqüipotencialização é o procedimento que consiste na interligação de elementos especificados. em toda sua extensão. Proteção básica é o meio destinado a impedir contato com partes vivas perigosas em condições normais. ou barramento de eqüipotencialização local (BEL): Barramento destinado a servir de via de interligação de todos os elementos incluíveis numa eqüipotencialização suplementar. é ele que permitirá o seu aterramento e evitará que seu micro se danifique ou provoque choque. Uma determinada eqüipotencialização pode ser satisfatória para a proteção contra choques elétricos. 2. O aterramento deve ser executado por profissional habilitado. 2). Barramento de eqüipotencialização suplementar. Barramento de eqüipotencialização principal (BEP) é o barramento destinado a servir de via de interligação de todos os elementos incluíveis na eqüipotencialização principal. Não basta apenas ter a rede elétrica aterrada. Proteção supletiva é o meio destinado a suprir a proteção contra choques elétricos quando massas ou partes condutivas acessíveis tornam-se acidentalmente vivas. Ilustração de um sistema de aterramento escoando a corrente para o solo.1. visando obter a eqüipotencialidade necessária para os fins desejados. Eqüipotencialidade Todas as massas da instalação situadas em uma mesma edificação devem estar vinculadas à eqüipotencialização principal da edificação e. 8. A melhor forma de proteção para esses fenômenos é o aterramento da rede elétrica que vai ser utilizada para seu computador e periféricos. 76 . a própria rede de elementos interligados resultante. Se uma tomada não tiver aterrada. Todo circuito deve dispor de condutor de proteção. dessa forma.

Toda a atividade biológica seja ela glandular.2. A passagem da corrente elétrica ocorre quando o corpo é submetido a uma tensão elétrica suficiente para vencer a sua impedância. • Tensão (voltagem) de contato. recomenda-se cortar o 3º pino do cabo de alimentação do equipamento. e) Isolar partes vivas de contato de transeuntes é uma forma de proteção básica. 8. • Duração do contato. b) O BEL é mais importante para uma instalação que o BEP c) Quando a proteção atua após verificada massa sob potencial. c) V. • Umidade da superfície de contato. Exercícios de aplicação 1. A gravidade do choque elétrico é determinada pela intensidade de corrente que o provocou e que depende basicamente dos seguintes fatores: • Diferença de potencial a que foi submetido o corpo. é originada de impulsos de corrente elétrica. d) V. ocorrerão no organismo humano alterações das funções vitais normais.ELETRICIDADE BÁSICA TÉCNICO EM MONTAGEME MANUTENÇÃO DE COMPUTADORES E REDES Eletrodo de aterramento é o condutor ou o conjunto de condutores enterrados no solo e eletricamente ligados(s) a terra para fazer o aterramento. Se a essa corrente fisiológica for acrescentada uma outra corrente externa. • Pressão de contato. Prevenção ao choque elétrico O choque elétrico é um estímulo rápido e acidental do sistema nervoso do corpo humano causado pela passagem de uma corrente elétrica. 8. além da sensação de dor pode ocorrer lesão muscular ou até mesmo a paralisação do coração e do sistema respiratório.2. Qual o objetivo da eqüipotencialização? 2. 77 . a) F – Deve-se trocar a tomada e instalar uma com sistema de aterramento. essa proteção é chamada supletiva. b) F – BEP é um mais importante de uma edificação. e) V. Manter todos os pontos de aterramento em um mesmo referencial de aterramento 2. nervosa ou muscular. d) Um cano de ferro galvanizado enterrado no solo poder formar um eletrodo de aterramento. • Área de contato do corpo.3. No caso de intensidade de correntes maiores. Julgue Verdadeiro ou Falso a) Quando não temos tomada de 3 pinos (2P+T). Respostas 1. Como resultado da passagem da corrente elétrica pelo corpo humano podemos ter desde uma sensação de formigamento até sensações dolorosas com contração muscular. O tipo e a profundidade de instalação dos eletrodos de aterramento devem ser de acordo com as condições do solo. devido a um contato elétrico.

A corrente contínua. estes se somam. Quando a freqüência dos estímulos ultrapassar um certo limite o músculo é levado à contração completa. As freqüências usuais de 50 e 60 Hz são mais que suficientes para produzir uma tetanização completa. 142) Os principais efeitos que uma corrente (externa) pode produzir no corpo humano são fundamentalmente quatro: . a intensidade de corrente pode assumir valores muito elevados. . Seguidamente pode ocorrer um terceiro estímulo antes do músculo voltar ao repouso e assim sucessivamente. sob ação de um estímulo devido à aplicação de uma diferença de potencial elétrico a uma fibra nervosa.Parada respiratória. lembrando também que mesmo para pequenos valores de corrente há um grande risco. Verifica-se que. pode também produzir a tetanização.ELETRICIDADE BÁSICA TÉCNICO EM MONTAGEME MANUTENÇÃO DE COMPUTADORES E REDES Esses fatores basicamente definem a intensidade de corrente que irá circular pelo corpo.Tetanização.(Fonte: Niskier. após o que lentamente retorna ao estado de repouso. . desde que de intensidade e duração suficientes. da mão esquerda para os pés ou da cabeça para os pés. A excitação muscular pode ser suficientemente violenta de modo a provocar uma repulsão. corrente essa geralmente expressa em miliamperes (tabela 1) O percurso e o tempo de duração da passagem da corrente são também muito importantes nos efeitos que serão produzidos no corpo.Queimadura. pois afetam diretamente o coração. Tetanização É um fenômeno decorrente da contração muscular produzida por impulso elétrico. podendo até o indivíduo ser atirado a uma certa distância. no corpo humano atravessado por uma corrente elétrica. 78 . isto porque a impedância do corpo diminui com a duração do contato. Se a superfície de contato do corpo estiver úmida ou suada e os pés molhados. O mesmo fenômeno descrito para uma fibra nervosa elementar ocorre. a este fenômeno dá-se o nome de contração tetânica. . Para valores mais elevados de corrente elétrica não ocorre a tetanização. de forma muito mais complexa. As correntes mais perigosas são as que atravessam o corpo de mão a mão. Tabela 1 A Tabela 1 revela informações constantemente observadas nas pessoas quando submetidas a correntes elétricas de fontes externas. Se antes de ele retornar ao estado de repouso um segundo estímulo ocorrer.Fibrilação ventricular. produzindo efeitos gravíssimos. o músculo se contrai voltando ao estado de repouso logo em seguida. permanecendo nessa condição até que cessem os estímulos.

em particular. Em alguns casos pode haver desprendimentos de partículas incandescentes que irão produzir o mesmo efeito. Se o indivíduo permanecer exposto a esta corrente perderá a consciência e poderá morrer sufocado. Todo este processo é denominado fibrilação ventricular. o calor produz a destruição dos tecidos superficiais e profundos bem como o rompimento de artérias que desencadeiam hemorragia. Proteção total é destinada a impedir todo contato com as partes vivas da instalação elétrica. caso em que a vítima morre se não for socorrida a tempo. Em alta tensão predominam-se os efeitos térmicos da corrente. Se a esta atividade elétrica normal sobrepuser uma corrente elétrica de ordem externa bem maior do que a corrente biológica as fibras do coração passarão a receber sinais elétricos excessivos e irregulares. Para corrente alternada de 50/60 Hz há uma diferença entre homens e mulheres. Em corrente contínua os valores médios são 51 mA para as mulheres e 76 mA para os homens. as contrações musculares tornam-se mais violentas e podem chegar a ponto de impedir que a vítima se liberte do contato com o circuito. A situação torna-se mais crítica nos pontos de entrada e saída da corrente. seja em condições normais. isto porque a pele tem uma alta resistência elétrica enquanto os tecidos internos são bons condutores. causados pela contração dos músculos ligados à respiração. desde que a intensidade não exceda o valor de 9 mA. e a densidade de corrente é maior nos pontos de entrada e de saída da corrente. uma independente da outra. como se fosse uma bomba.60 Hz). mesmo quando atuam durante curto tempo. que promovem o enchimento de ar nos pulmões). As queimaduras agravam-se numa relação direta com a densidade de corrente. podendo ainda largá-lo usando os músculos completamente estimulados pela corrente.ELETRICIDADE BÁSICA TÉCNICO EM MONTAGEME MANUTENÇÃO DE COMPUTADORES E REDES Parada Respiratória Correntes superiores ao limite de largar podem provocar parada respiratória. a circulação sanguínea nos vasos. Queimadura A corrente elétrica ao atravessar o corpo elétrico pode produzir queimadura por efeito Joule. Estas correntes produzem sinais de asfixia no indivíduo. Neste caso podemos verificar a grande importância da respiração artificial. • massas ou partes condutivas acessíveis não devem oferecer perigo. cuja temperatura indica um defeito de sobrecarga na instalação. da rapidez de sua aplicação e do tempo pelo qual ela é realizada. e sustenta. as fibras ventriculares ficarão superestimuladas de maneira caótica e passarão a contrairse de maneira desordenada.é uma proteção de caráter específico aplicável somente em alguns dos pontos da instalação elétrica especificados 79 . quando a corrente ultrapassa 9 mA. O indivíduo pode também entrar em contato com superfícies aquecidas por corrente elétrica. A contração muscular é produzida por impulsos elétricos. isto é. Fibrilação Ventricular O músculo cardíaco contrai-se ritmicamente de 60 a 90 vezes por minuto. de modo que o coração não pode mais exercer sua função. São algumas das premissas para se prevenir do choque: • partes vivas perigosas não devem ser acessíveis. podendo levar a morte por insuficiência renal.aplicável a todos os pontos da instalação . o choque não produz conseqüências graves. se a região torácica for atingida poderão ocorrer asfixia e morte aparente. Correntes maiores que 20 mA são muito perigosas. As queimaduras provenientes de choques elétricos são mais profundas e de mais difícil cura. em caso de alguma falha que as tornem acidentalmente vivas. Caso haja formação de arco elétrico a temperatura pode atingir valores bastante elevados que certamente destruirá qualquer tecido humano atingido. Também a resistência de contato entre a pele e a superfície sob tensão soma-se à resistência da pele. Define-se o limite de largar como sendo a máxima corrente que uma pessoa pode tolerar ao segurar um eletrodo. Para as freqüências industriais (50 . As proteções de caráter geral . devido a tetanização do diafragma (músculo que divide o tórax do abdômen e é responsável pelos movimentos de contração e relaxamento. em média são 10 mA para as mulheres e 16 mA para os homens. seja. tanto quanto for pequena a área de contato.

d) Para uma mesma condição de exposição a potencial elétrico. • limitação da tensão. Exercícios de aplicação 1. b) V. devido a temperaturas elevadas ou arcos elétricos. d) V.1. 8. executadas profissionais. Para a proteção básica são apresentadas pela norma três medidas de proteção: • isolação básica. e) F – a corrente elétrica provoca queimaduras. As instalações devem ser projetadas com as proteções bem dimensionadas e condutores adequados.ELETRICIDADE BÁSICA TÉCNICO EM MONTAGEME MANUTENÇÃO DE COMPUTADORES E REDES na norma. Para a proteção supletiva são apresentadas pela norma quatro medidas de proteção: • eqüipotencialização e seccionamento automático da alimentação. A instalação elétrica deve ser concebida e construída de maneira a excluir qualquer risco de incêndio de materiais inflamáveis. • uso de separação elétrica individual. • isolação dupla ou reforçada. aos conceitos de “proteção contra contatos diretos” e de “proteção contra contatos indiretos”. Sobrecargas elétricas As pessoas. conforme critérios previstos em normas. A proteção de caráter específico é denominada na norma de proteção adicional. não deve haver riscos de queimaduras para as pessoas e os animais. • limitação da tensão. A proteção de caráter geral compreende dois tipos: proteção básica e proteção supletiva. e) A corrente elétrica não tem capacidade de provocar aquecimento da pele. 8. respectivamente. c) A tetanização é uma das conseqüências de um choque elétrico. c) V. mas não os contatos voluntários por uma tentativa deliberada de contorno da proteção. A proteção parcial é destinada a impedir os contatos fortuitos com partes vivas. a) V. Respostas 1. os animais e os bens devem ser protegidos contra os efeitos negativos de temperaturas ou solicitações eletromecânicas excessivas de sobrecorrentes a que os condutores vivos possam ser submetidos. Para esta proteção são apresentadas duas medidas: eqüipotencialização suplementar e uso de dispositivo diferencial-residual de alta sensibilidade (Dispositivo DR). a gravidade do choque varia de pessoa a pessoa. • uso de barreira ou invólucro.3. b) A pressão que se faz em um condutor sob potencial influencia no choque elétrico. Julgar V ou F a) Uma pessoa sob choque elétrico significa que a vítima está submetida a uma corrente elétrica. Ale disso. 80 . Os conceitos de “proteção básica” e de “proteção supletiva” correspondem. São considerados medidas de proteção parcial contra choques elétricos o uso de obstáculos e a colocação fora de alcance.4.

Esta Norma aplica-se às instalações novas e a reformas em instalações existentes. estabelece os requisitos e condições mínimas objetivando a implementação de medidas de controle e sistemas preventivos. Aterramento de trabalho 1. bem como de pessoas e instalações no seu aspecto físico dentro o volume protegido. direta ou indiretamente. de forma a garantir a segurança e a saúde no trabalho. 8. Em todas as intervenções em instalações elétricas devem ser adotadas medidas preventivas de controle do risco elétrico e de outros riscos adicionais. Norma Regulamentadora NR 10.3. instalação e manutenção de sistemas de proteção contra descargas atmosféricas (SPDA) de estruturas. Numere a segunda coluna em relação aos conceitos apresentados na primeira. 1. o funcionamento adequado da instalação e a conservação dos bens. Legislação A NBR 5410:2004. mediante técnicas de análise de risco. Norma Brasileira de Regulamentação. ( ) Permite ações seguras de manutenção em partes da instalação normalmente sob tensão. interajam em instalações elétricas e serviços com eletricidade.5. 81 .1. Exercícios 1. ( ) Ligação à terra das massas dos elementos condutores estranhos à instalação. Segurança em instalações e serviços em eletricidade. A NBR 51 19:2001 fixa as condições exigíveis ao projeto. Aterramento funcional 1.ELETRICIDADE BÁSICA TÉCNICO EM MONTAGEME MANUTENÇÃO DE COMPUTADORES E REDES 8. e está relacionado ao bom desempenho do sistema. a fim de garantir a segurança de pessoas e animais. Aterramento de proteção ( ) Este tipo de aterramento basicamente é uma ligação de um dos condutores do sistema. de forma a garantir a segurança e a saúde dos trabalhadores que. da Associação Brasileira de Normas Técnicas –ABNT estabelece as condições a que devem satisfazer as instalações elétricas de baixa tensão.2.6.

Citar 2 conseqüências de um choque elétrico com os valores mínimos das correntes. Resumir 3 parâmetros que contribuem para o choque elétrico 4. Anexo: Ilustração de Eqüipotencialização Principal . 82 .ELETRICIDADE BÁSICA TÉCNICO EM MONTAGEM E MANUTENÇÃO DE COMPUTADORES E REDES 2.NBR 5410:2004. Citar o papel do Neutro e do terra na instalação de computadores. 5. Diferenciar BEP de BEL em sua aplicação 3.

ELETRICIDADE BÁSICA TÉCNICO EM MONTAGEM E MANUTENÇÃO DE COMPUTADORES E REDES 83 .