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Atividades Para Jardim

Atividades Para Jardim

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Os segredos das abelhas

Fundamentação
Propiciar o conhecimento a partir de perspectivas criativas e originais oferecendo às crianças variadas oportunidades para aproximar-se a aspectos pouco conhecidos do ambiente, ou aos que estão fora do âmbito educativo e aos quais não teriam acesso por não formar parte de suas experiências cotidianas, é uma maneira de despertar um olhar diferente sobre o meio natural. Também, valorizar a cultura tecnológica assumindo uma atitude compreensiva e crítica perante a tecnologia constitui um meio para compreender e transformar a realidade. O desafio que temos como docentes é mobilizar os interesses das crianças tornando atraente e interessante para eles o que será objeto do conhecimento. O mel, junto com o pão e o leite, são alimentos naturais que contribuem para uma vida saudável em uma sociedade que nos bombardeia com produtos artificiais e prejudiciais no futuro. A natureza nos deu o mel com um selo próprio de garantia de pureza. Por que não aproveitá-lo então? • O registro de informação mediante representação gráfica.

Objetivos
• Desenvolver habilidades criativas construindo modelos simples de elementos da realidade para utilizar nas brincadeiras. • Resolver problemas através da observação e exploração. • Contribuir para problematizar o olhar em relação ao ambiente.

Tema escolhido:
Estabelecimento apícola
Perguntas que despertam a curiosidade •De onde vem o mel? •Quem o fabrica? •Que tarefas são necessárias para sua obtenção? •Quem se ocupa de sua elaboração? •Conhecem algum apicultor? O que ele faz?Por que as abelhas não o picam? Que cuidados ele toma? •Todas as abelhas nos dão mel?

Conteúdos
• Valorização da cultura tecnológica: processos e instrumentos. • Características dos objetos: propriedades. • Materiais, ferramentas, maquinarias e instrumentos: usos e características. • A compreensão dos resultados das atividades humanas através da observação, comparação e análise. • O trabalho e as ocupações das pessoas. • Circuitos produtivos: seus estágios.

Material complementar de Educação Infantil Nº 62 / Setembro 2011

Atividades
Atividade 1: Visita a um estabelecimento de elaboração de mel (apiário)
•Conhecimento prévio do lugar selecionado pela professora. •Comentar com o grupo a experiência. Se existirem folhetos sobre a atividade do lugar, é importante compartilhá-los com as crianças para despertar novas questões a indagar ou problemas para resolver. •Montar o questionário com as dúvidas das crianças para fazer uma entrevista ao apicultor encarregado (utilizar as perguntas gatilho). Negociar os meios para registrar a informação: gravador, câmara de fotos, etc. •Organizar com as crianças um “mapa de rota” para percorrer o lugar.

•Preparar tabelas de desenhos individuais para registrar de maneira gráfica ou escrita as diferentes impressões. •Para um melhor aproveitamento da visita, organizar as crianças em diferentes subgrupos destacandolhes um determinado papel ou função. No caso de não ter acesso próximo a um apiário, recorrer a profissionais como agrônomos ou à utilização de vídeos extraídos de diferentes páginas web.

Atividade 3: “Se não as incomodo, não me picam, mas vou me proteger de qualquer maneira”
Confeccionar diferentes elementos para enriquecer o jogo dramático. “Desenhando meu próprio traje de apicultor” Considerando as características próprias do trabalho do apicultor e a época em que desenvolve sua tarefa, levar em conta duas condições fundamentais da vestimenta do apicultor: •é cômoda, leve, larga e fresca; •é impenetrável para as abelhas. Traje: selecionar peças de cores claras, textura lisa e fina, preferentemente com zíper. Proteger os lugares mais vulneráveis (pescoço, punho, barras de calças) com elástico ou cordões.

Atividade 2: Jogo de sequências “Da flor ao meu café da manhã”
Socializar a sequência de fotos das páginas 22 e 23, da seção “A indústria em casa”.

Adivinhas de abelhas:
Vestimos trajes listrados, nossas asas são transparentes, nosso doce dourado agrada a muita gente.
(As abelhas)

Material complementar de Educação Infantil Nº 62 / Setembro 2011

O que é, o que é, o doce dourado Sobre meu pãozinho agora derramado?
(O mel)

Conhece bem seus costumes, e delas cuida este senhor , com cuidado colh e o mel , e se chama...
(apicultor)

Adapt. Zenaide Romanovsky

Construir colmeias formadas no chão, com uma ou várias caixas sobrepostas que constituem o corpo da colmeia, e um teto.

científica”
Ver página Nº 17.

Atividade 4: “A força do calor está sempre presente”
Chapéu: de palha ou tecido, nunca de feltro. Botas: de borracha ou couro. Véu: de tule transparente, malha fina presa ao chapéu de palha e ao pescoço. Luvas: de lona. Ferramentas básicas O defumador: confeccioná-lo com uma lata de cartão forrada de papel alumínio. Você sabia que…? Para poder realizar o trabalho de coleta de mel das colmeias se utiliza fumaça porque afugenta e adormece as abelhas. Pinça levanta molduras: utilizada para abrir a colmeia e separar o favo. Sugerimos brincar com pinças metálicas para salada ou macarrão. Alavanca do apicultor: para desgrudar as caixas ou painéis muito grudados. Problematização: retomar os saberes construídos a partir do conhecimento de elaboração do mel, que se encontra, em seu estado natural, sob a forma líquida. •Apresentar um frasco com mel líquido e outro com mel sólido. Questionar e apresentar hipóteses. •Trabalhar processos reversíveis da vida cotidiana nos quais diferentes agentes externos da natureza e artificiais (frio ou calor) modificam o estado da matéria. •Fazer a experiência colocando um pote de mel cristalizado em banho Maria sobre uma fonte de calor. Observar, retificar a hipótese inicial e construir uma conclusão. •Saborear um delicioso pão com mel.

Um toque doce para o fechamento da unidade:
•Ver as receitas da torta de mel e dos bolinhos de maçã na página Nº 26. •Anotar as receitas. Desenhar. Levar para casa.

Estratégias
•Oferecimento de uma ampla gama de situações e materiais que facilitem a exploração, observação, o ensaio e a chegada a conclusões. •Construção de aprendizagens através do raciocínio(construção inteligente). •Estimulação de novas buscas para chegar ao objetivo do estudo. •Orientação e guia ante a resolução de atividades conflitivas ou problemáticas

Avaliação
•Análise e avaliação dos processos de aprendizagem como fonte de conhecimento. •Individual e grupal: de início, desenvolvimento e final.

Material complementar de Educação Infantil Nº 62 / Setembro 2011

Atividade 5: “De flor em flor…mel de diferente cor”
Cores, aromas e texturas de nossos méis. As características do mel provém da região de produção, das flores escolhidas (néctar) pelas abelhas e pelo manejo de todas as etapas da cadeia (aquecimento e envelhecimento).

De abelhas e colmeias
Imitando as colmeias naturais: •A partir de placas de cartão das usadas para embalar maçãs ou ovos, confeccionar colmeias. Fazer esponjeados em tons de amarelos e marrons. •Colar bexigas e forrá-las com tiras de espuma, sisal, fitas e lã grossa. •Pendurá-las como móbiles decorando a sala. •Fazer abelhas com bolas de tênis, embalagens descartáveis, etc. Colmeias feitas pelo homem:

Jogo de correspondência em flanelógrafo
Material: imagens com desenhos de diferentes potes de mel e de diferentes tipos de flores: mel escuro: trigo sarraceno mel branco : assapeixe mel pardo: eucalipto mel marfim: citrus mel dourado: flores das almas.

Atividade 6: “Experiência

Associação por cores

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Recortar a flor desta página e as abelhinhas. Colá-las sobre um cartão resistente. A proposta do jogo consiste em que as crianças aproximem a abelha com a cesta à pétala da mesma cor.

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Pequenas dramatizações para a classe

Um jardim cheio de flores
Decoração
• No fundo do cenário, um jardim primaveril cheio de flores desenhadas, borboletas, joaninhas e passarinhos. vez um jardim cheio de flores lindas: flores brancas, amarelas, roxas, vermelhas… Flores de todas as cores. Só de falar nisto me coça o nariz! (Aparecem no palco os personagens disfarçados de flores e fazem uma roda. Quando acabam de dançar, colocam-se em grupos de dois ou três por todo o palco. Com as mãos para o alto dizem:) Flores.- Primavera, primaverinha..., que nasçam as florzinhas! Narrador.- As flores viviam muito felizes em seu jardim até que um dia… Atchim! Apareceu uma menina pequena, mas muito enfezada (Aparece uma menina com as roupas algo rasgadas e a cara manchada. Chega pulando.) Menina.- Não gosto destas flores, vou pisar em todas. (As flores começam a encolher e vão ficando pequeninas.)

Personagens
• Narrador. • Menina. • Grupo de meninas e meninos. • Flores. Narrador.- Atchim! Isto de ser narrador na primavera é muito difícil, claro, como tenho alergia, fico muito mal. Atchim! Era uma

Narrador.- A menina começou a saltar ao redor das flores; as flores sentiam muito medo. Se vocês olharem bem, poderão ver como tremem. Menina.- Não sei para que servem as flores, são tão tontas... (Imediatamente aparece um grupo de meninas e meninos que acodem rápidos ao escutar a menina.) Crianças.- O que você está fazendo? Vai assustar as flores. Menina.- Ha, ha, ha!as flores não se assustam e, além disto, não servem para nada. Crianças.- Como você pode dizer uma coisa destas? Menina 1.- As flores enchem nossa vida de cor. Menino 1.- As flores têm perfumes maravilhosos Menina 2.- Você imagina um mundo sem cores? Menino 2.- O que fariam os insetos se não existissem as flores? Menino 3.- As flores não são só

bonitas, são importantes para produzir sementes. Narrador.- O grupo de crianças tentava contar estas e outras histórias à menina. Crianças.- Sente-se aqui conosco e vamos ensiná-la a olhar, falar e sentir o perfume das flores. Narrador.- A menina não estava muito convencida sobre o que escutava, mas pensou que sempre estava sozinha e isto era muito chato. Talvez, se os escutasse depois poderia brincar com eles. (As crianças sentam-se no chão, perto das flores, e a menina se senta com eles. Fazem gestos, como se estivessem contando-lhe muitas coisas. Conforme passa o tempo, as flores vão se esticando mais e mais como se tivessem perdido o medo.) Menina.- Ohhh! Como eu me comportei mal com as flores! Menina 1.- Mas ainda está em tempo de ser sua amiga. Menino 1.- Você só tem de

aprender a ver as coisas que a rodeiam com carinho. Menina 2.- E a respeitar nossa amiga a Natureza, as árvores, as flores, os animais… Menina.- Nunca percebi como é importante tudo isto que me rodeia. Menina 3.- Não se preocupe. Acontece com muitas pessoas. Olham sem ver. Menina.- A partir de agora terei muito cuidado e me comportarei muito bem. Penso em cuidar e ajudar a todas estas lindas flores a crescer e ser sua amiga. Narrador.- A menina, ajudada por seus novos amigos, compreendeu como é importante cuidar, proteger e respeitar o meio onde vivemos. (As crianças ficam de pé e dançam ao redor das flores, que movem seus braços acompanhando a dança. Quando termina a dança, dão-se as mãos e recitam e representam estes versos de Manuel F. Juncos)

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Escondida no coração de uma pequena semente, debaixo da terra, uma planta dormia muito contente. Acorde! –disse o calor. Acorde! –falou a chuva fria. A planta, escutando a chamada, quis ver o que acontecia. Vestiu um vestido verde e esticou-se todinha e para toda planta que nasce, a história é igualzinha!
(Adapt. Heloísa Müller e Zenaide Romanovsky)

7 de setembro : Dia da independência do Brasil
Monumento à Independência Brasileira da Coroa Portuguesa (Parque do Ipiranga) localizado em São Paulo.

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Arte com material de reciclagem

Material reciclado:

isopor

O que é poliestireno?
É um tipo de plástico, mas é mais conhecido por seu nome comercial: isopor. O isopor não se encontra na natureza como o conhecemos. É obtido basicamente do petróleo. Foi criado industrialmente lá pelo ano de 1930. Sua cor natural é branco. Além disto caracteriza-se, por ser muito leve e resistente. Existem várias classes de isopor que se combinam entre si para melhorar os resultados. As aplicações deste material são muitas: embalagens variadas, garrafas, isolantes para tetos e paredes, embalagem de produtos frágeis, etc. Também pode ser utilizado para carcaças de televisores, interiores de geladeiras, brinquedos, caixas de CD, caixas de ovos, bandejas de carnes de supermercados e até algumas casas tipo iglu. Também é usado na fabricação de coletes salva-vidas por sua propriedade de flutuar na água. Uma de suas virtudes é a higiene, pois nele não se fixam os microorganismos.

Passos prévios ao trabalho em classe
Coletar bandejas de isopor de diferentes cores, tamanhos e aplicações. Considerar várias bandejas por aluno. Nota: está claro que este material pode ser conseguido em estabelecimentos comerciais que se dedicam à venda de embalagens, mas não nos esqueçamos que a ideia do projeto é reciclar, especialmente as bandejas de supermercados.

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Possíveis atividades a ser desenvolvidas
• Preparar uma sacola com bolinhas de isopor em seu interior e pedir às crianças que introduzam suas mãos para conhecer qual será o material do qual falaremos este mês. • Colocar, em um lugar da classe, uma caixa, uma estante com vários objetos fabricados com isopor, a saber: embalagens de sorvetes, carcaças de eletrodoméstico, bandejas de supermercados, outros. • Conversar com os alunos sobre as diferenças e semelhanças entre estes elementos expostos. Comentar que todos foram feitos com o mesmo material: o isopor. Compartilhar e analisar as qualidades deste material: se altera com o calor externo extremo, é inflamável, resistente à água

e ao frio; é frágil. Se tivermos tempo e espaço necessários, fazer a seguinte atividade: colocar uma bacia ou balde dentro da classe, colocar as bolinhas de isopor e permitir ao grupo brincar com as bolinhas e a água. Outra possibilidade será jogar sobre as crianças as bolinhas como se fosse neve (em ambos os casos, a melhor maneira de limpar a classe será passar o aspirador).

Opções artísticas
Gravação antiga
Materiais necessários: uma ou duas bandejas de isopor de supermercado brancas (uma ou duas por aluno), espetinhos de madeira, cera para sapatos colorida, luvas de borracha ou cirúrgicas e esponjas pequenas. Realização: cada criança gravará em sua bandeja com o espetinho, seu nome ou um desenho. Uma vez finalizado este processo e com as luvas vestidas, passarão suavemente a cera na bandeja. Ao finalizar, observarão que as linhas feitas com o espeto sobressairão. A seguir poderão ser colocados os nomes nas cadeiras da classe para que cada um possa distinguir a sua.

Barquinhos
Materiais necessários: bandejas de isopor brancas (várias por aluno), tintas acrílicas de cores diversas, cola especial para isopor, molde para a vela, caneta (uma por aluno), pincéis (pelo menos um por aluno), copos plásticos, água, panos para limpar os pincéis. Realização: colocar o molde da vela sobre a bandeja e marcar (calcando) com lápis ou caneta. Pegar outra bandeja para a base do barquinho. Pintar com a tinta acrílica escolhida. Deixar secar e unir a base à vela.

Realização: dividir os alunos em grupos de quatro ou cinco crianças. Entregar a cada grupo uma sacola com bolinhas de isopor de diferentes tamanhos. Permitir a exploração do material e dar a orientação: armar todos juntos uma estrutura, conhecida ou não, com as esferas. Colá-las na maneira desejada. Pintar com as cores escolhidas. Deixar secar adequadamente.

Figuras de isopor
Materiais necessários: bandejas de isopor coloridas, várias por aluno, tesouras adequadas para crianças, lápis, moldes de figuras simples: lua, sol, figuras geométricas, nuvens, entre outras, varias por aluno (podem se retiradas da revista Figuras de Professora de Infantil), durex, cartolina branca o de cor clara (uma por aluno). Realização: colocar em um lugar acessível da classe as bandejas de isopor de cores e os moldes das diversas figuras. Permitir que as crianças decalquem e marquem sobre a bandeja a forma escolhida, depois elas as cortarão para utilizá-la na confecção de um paisagem. Outras alternativas Com o isopor podemos enfeitar capas de livros e também podemos encher sacolinhas ou almofadas.

Estrutura
Materiais necessários: esferas de isopor de diferentes tamanhos, cola especial para este material, luvas de borracha, tintas acrílicas de cores variadas.

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Passo a passo

Entrelaçar tiras de papel jornal. Colar os extremos sobre uma base de cartão. Cortar círculos de diferentes diâmetros de papel jornal pintado e sobrepô-los formando uma flor com um palito de madeira.

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