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avaliação do impacto ambiental

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  • I. INTRODUÇÃO
  • DEFINIÇÃO E OBJECTIVOS DE AVALIÇÃO DE IMPACTE AMBIENTAL
  • 1.1.Enquadramento legal
  • Processo de AIA e Participação
  • 1.2.Definição do Âmbito
  • 1.3.Estudo do impacte ambiental
  • Definição do Âmbito
  • Fases do Estudo de AIA
  • 1.4.Enquadramento legislativo
  • II. DESENVOLVIMENTO
  • 1. INTRODUÇÃO
  • Concelhos e Freguesias
  • Mapa de Localização
  • 2.1.OBJECTIVOS DO PROJECTO DE ALTA VELOCIDADE
  • Rede de TGV Europeia
  • Eixo Lisboa – Madrid TGV
  • 2.2.ASPECTOS PRINCIPAIS DO PROJECTO DO TROÇO MONTEMOR / ÉVORA
  • Tabela de Quilómetros
  • Tabela com os quilómetros e Soluções
  • Captação de Água
  • Construções Afectadas
  • Sítios Patrimoniais
  • Áreas a Expropriar
  • Viadutos
  • Afectação de Estradas Existentes
  • 2.3.DESCRIÇÃO DO ESTADO ACTUAL DO AMBIENTE
  • III. OS IMPACTES
  • 3.1. Análise de Impactes
  • 3.2. Aterros e Escavações
  • Escavação Solução 1
  • Aterro Solução 1
  • Aterro Solução 2
  • Escavação Solução 2
  • Aterro Solução 3
  • Escavação Solução 3
  • 3.3. Matriz Leopold
  • IV. A ESCOLHA DA SOLUÇÃO
  • V. AS MEDIDAS DE MINIMIZAÇÃO
  • VI. Conclusão
  • VII. Bibliografia

UNIVERSIDADE DE ÉVORA

MESTRADO DE ENG. CIVIL

Ligação Ferroviária de Alta Velocidade Lisboa/Madrid Troço Montemor-o-Novo/Évora

Estudo de Impacte Ambiental

Índice
I. INTRODUÇÃO................................................................................................................................. 4 1. DEFENIÇÃO E OBJECTIVOS DE AVALIÇÃO DE IMPACTE AMBIENTAL ................................................. 5 1.1.Enquadramento legal ............................................................................................................... 6 1.2.Definição do Âmbito................................................................................................................. 8 1.3.Estudo do impacte ambiental ................................................................................................... 8 1.4.Enquadramento legislativo ..................................................................................................... 12 II. DESENVOLVIMENTO..................................................................................................................... 14 2. INTRODUÇÃO ............................................................................................................................... 14 2.1.OBJECTIVOS DO PROJECTO DE ALTA VELOCIDADE................................................................... 16 2.2.ASPECTOS PRINCIPAIS DO PROJECTO DO TROÇO MONTEMOR / ÉVORA .................................. 18 2.3.DESCRIÇÃO DO ESTADO ACTUAL DO AMBIENTE ..................................................................... 27 III. OS IMPACTES ............................................................................................................................... 29 3.1. Análise de Impactes............................................................................................................... 29 3.2. Aterros e Escavações ............................................................................................................. 31 3.3. Matriz Leopold ...................................................................................................................... 36 IV. V. VI. VII. A ESCOLHA DA SOLUÇÃO ............................................................................................................. 41 AS MEDIDAS DE MINIMIZAÇÃO .................................................................................................... 42 Conclusão .................................................................................................................................... 43 Bibliografia .............................................................................................................................. 44

Avaliação de Impacte Ambiental

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Índice de Figuras Processo de AIA e Participação ............................................................................................................... 7 Definição do Âmbito …………………………………………………………………………………………………………………………..10 Fases do Estudo de AIA ........................................................................................................................ 12 Mapa de Localização ............................................................................................................................ 15 Mapa de Localização ............................................................................................................................ 16 Rede de TGV Europeia ........................................................................................................................ 17 Eixo Lisboa – Madrid TGV ..................................................................................................................... 18

Índice de Tabelas Concelhos e Freguesias ...................................................................................................................... 14 Tabela de Quilómetros ........................................................................................................................ 19 Tabela com os quilómetros e Soluções.................................................................................................. 19 Captação de Água................................................................................................................................. 20 Construções Afectadas ......................................................................................................................... 20 Sítios Patrimoniais ................................................................................................................................ 20 Áreas a Expropriar ................................................................................................................................ 22 Viadutos ............................................................................................................................................... 22 Afectação de Estradas Existentes .......................................................................................................... 22 Escavação Solução 1 ............................................................................................................................ 31 Aterro Solução 1................................................................................................................................... 32 Aterro Solução 2................................................................................................................................... 33 Escavação Solução 2 ............................................................................................................................. 34 Aterro Solução 3................................................................................................................................... 35 Escavação Solução 3 ............................................................................................................................. 36

Avaliação de Impacte Ambiental

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I. INTRODUÇÃO
O presente trabalho foi desenvolvido no âmbito da disciplina de Avaliação de Impacte Ambiental, leccionada no Mestrado em Engenharia Civil da Universidade de Évora e consiste num estudo de impacte ambiental referente ao projecto do troço Montemor-o-Novo / Évora da ligação Ferroviária de Alta Velocidade entre Lisboa e Madrid, contemplando as diferentes alternativas estabelecidas para este troço da citada ligação. Neste trabalho procurou-se num primeiro ponto abordar a questão da Avaliação de Impacte Ambiental como instrumento das políticas de Ambiente e de Ordenamento do Território e seu enquadramento legal. Desenvolveu-se de seguida o Estudo de Impacte Ambiental onde se pretendeu incluir os seguintes aspectos, considerados essenciais: - Descrição do projecto, sobretudo as suas componentes susceptíveis de causarem impactes ambientais; - Apreciação das diferentes alternativas; - Descrição do estado actual do ambiente, no que se refere aos descritores considerados mais significativos; - Análise dos impactes, envolvendo a identificação e previsão dos possíveis efeitos do projecto ao longo da sua vida útil; - Interpretação e apreciação dos impactes; - Medidas de minimização de impactes. Definir as medidas necessárias para evitar, reduzir, ou compensar os impactes negativos. O estudo de impacte ambiental apresentado tem como objectivo a caracterização e apresentação de todos os impactes significativos do projecto, negativos ou positivos, e de todas as medidas propostas para evitar, minimizar ou compensar os impactes negativos identificados, para as várias alternativas em estudo (quando em fase de estudo prévio) e descritores considerados.

Avaliação de Impacte Ambiental

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Permite. que assume uma particular relevância em todo o processo. comparadas com a situação que ocorreria. sustentado na realização de estudos e consultas. se utilizadas correctamente. com vista à eliminação ou minimização dos impactes negativos inevitáveis e potenciação dos impactes positivos. a saúde humana. desmatamentos. que formula um pedido de autorização ou de licenciamento de um projecto). desenvolvendo os sistemas de gestão ambiental a auditoria. ou privados. na fase inicial do processo de AIA. a integração do Ambiente nas decisões associadas ao desenvolvimento económico. A AIA prolonga-se para além da execução do projecto. Assim. etc). A avaliação de impacte ambiental assume-se como um processo de alguma complexidade exigindo um elevado rigor pelo impacte social e económico que envolve a grande dimensão da maioria dos investimentos públicos. se esse projecto não viesse a ter lugar. A ciência e a tecnologia podem. desenvolvido nas últimas décadas que melhor serve os objectivos das políticas públicas na área do ambiente e desenvolvimento sustentável. antes da decisão ser tomada. nesse período de tempo e nessa área. bem como sugerir modificações da acção. promovendo a participação do público. minimizem ou compensem esses efeitos. por realizar através da análise e integração de um conjunto de elementos ambientais e sociais. é o resultado da intervenção do ser humano sobre o meio ambiente. ter em conta os aspectos ambientais das acções propostas. A sua aplicação compreende a preparação de um Estudo de Impacte Ambiental (EIA). Ordenamento do Território e Ambiente.DEFINIÇÃO E OBJECTIVOS DE AVALIÇÃO DE IMPACTE AMBIENTAL A avaliação do impacte ambiental (AIA) é um instrumento de carácter preventivo da política do Ambiente. de um modo geral. serviços e/ou produtos de uma actividade natural (vulcões. 5 . terramotos e outras) ou antrópica (lançamento de efluentes. Impactes ambientais. a análise de risco e a avaliação estratégica. Pode ser positivo ou negativo. o principal objectivo da AIA é o de fornecer aos decisores informação sobre as implicações ambientais significativas de determinadas acções propostas. sendo da responsabilidade do Instituto do Ambiente. a avaliação de projectos mas também a avaliação de tecnologia. a condução de um processo administrativo – o processo de AIA propriamente dito – da responsabilidade do Ministério das Cidades. contribuir enormemente para que o impacto humano sobre a natureza seja positivo e não negativo. enchentes. a avaliação sistemática de todos os impactes de uma acção. tsunamis. Os efeitos no Ambiente (impactos ambientais) Impacte ambiental. ainda. são definidos como o conjunto das alterações favoráveis e desfavoráveis produzidas em parâmetros ambientais e sociais num determinado período de tempo e numa determinada área. são ainda entendidos como qualquer alteração benéfica ou adversa causada pelas actividades. resultantes da realização de um projecto. É consagrada. da responsabilidade do proponente (pessoa individual ou colectiva. pública ou privada. identificação e previsão dos efeitos ambientais de determinados projectos. na designada fase de pósavaliação. aos quais são aplicados. que tem por objecto a recolha de informação. com efectiva participação pública e análise das possíveis alternativas. a valorização do património cultural. a contribuição do público de um modo mais esclarecido e criar mais confiança nas decisões sobre os grandes projectos/obras. Deste modo. tendo em vista uma decisão sobre a viabilidade da execução de tais projectos e respectiva pós-avaliação. A avaliação de impacte ambiental (AIA) constitui o instrumento preventivo de decisão. Este processo inclui obrigatoriamente uma componente de participação pública. assegurando a biodiversidade. todo o trabalho subsequente de preparação do EIA poderá vir a Avaliação de Impacte Ambiental Pag. bem como a identificação e propostas de medidas que evitem. dependendo da qualidade da intervenção desenvolvida. Muitas vezes. a faculdade de um proponente de um projecto público ou privado apresentar e ver aprovada um Proposta de Definição do Âmbito do Estudo do Impacte Ambiental (EIA).

Apreciação Técnica do EIA 5. O Decreto-Lei nº 69/2000 reflecte ainda os compromissos assumidos pelo Governo. de 7 de Abril. de 10 de Outubro. de 17 de Dezembro.Enquadramento legal O actual regime jurídico de AIA (em Maio de 2004) encontra-se instituído pelo Decreto-Lei nº 69/2000. Pós-avaliação. Um Estudo de Impacte Ambiental tem portanto de ser realizado de acordo com a legislação nacional em vigor. muito em particular para o próprio proponente do projecto. As figuras seguintes integram o denominado procedimento de AIA: 1. para todas as partes envolvidas no respectivo processo de AIA e. É de referir que a Participação Pública (informação e consulta do público interessado – cidadãos no gozo dos seus direitos civis e políticos. Esta opção acarreta evidentes benefícios em termos de custos e tempo dispendido. Estudo de Impacte Ambiental (EIA) 4. Fases do processo de AIA. A adopção de decisões ambientalmente sustentável pela possibilidade de imposição de medidas tendentes a minorar. com residência principal ou secundária no concelho ou concelhos limítrofes da localização do projecto e suas organizações representativas. evitar ou compensar os impactes negativos dos projectos. e pelo Decreto Regulamentar nº 42/97. quadro legal complementado pela Portaria nº 590/97. (com as alterações introduzidas pela Declaração de Rectificação nº 13-H/2001). de 2 de Abril. O decreto-lei 69/2000 consagra os seguintes objectivos fundamentais de AIA: O conhecimento antecipado sobre as consequências dos projectos no ambiente natural e social. A garantia da participação do público no processo de tomada de decisões. desenvolve-se em 6 fases fundamentais esquematizadas. ou seja. aprovada pelo Decreto nº 59/99.focalizar sobre os aspectos mais relevantes para a caracterização das consequências ambientais relevantes do projecto em análise. de 3 de Maio. 45º do Decreto-Lei nº 69/2000. É de salientar que a AIA já se encontrava consagrada. Decisão 6. Definição do Âmbito 3. de 27 de Novembro. nos arts. o Decreto-Lei nº 186/90. 30º e 31º. de 26 de Fevereiro). prevista no art. 1. O acompanhamento e a avaliação à posteriori dos efeitos dos projectos executados sobre o ambiente. Selecção dos Projectos 2. de 6 de Junho e o Decreto Regulamentar nº 38/90. de 3 de Maio (com as alterações introduzidas pela Declaração de Rectificação nº 7-D/2000 e pelo Decreto-Lei nº 74/2001.1. 6 . no quadro da Convenção sobre Avaliação dos Impactes Ambientais num Contexto Transfronteiriço (Convenção de Espaço). em Portugal. A publicação da Portaria nº 330/2001. bem como Avaliação de Impacte Ambiental Pag. e posteriormente alterado pelo DecretoLei nº 278/97. de 8 de Outubro. nomeadamente com o decreto-lei nº 69/2000 e a portaria nº 330/2001. O processo de AIA. veio fixar as normas técnicas que devem ser tidas em consideração na elaboração de diversos documentos que constituem produtos do processo de AIA – estrutura da proposta de definição do âmbito (PDA) do Estudo de Impacte Ambiental (EIA) e estrutura do EIA. de 5 de Agosto. que veio revogar toda a legislação anterior. tal como definido pelo decreto-lei nº 69/2000. desde a publicação da Lei de Bases do Ambiente – Lei nº 11/87.

com a sua opinião. que visa a recolha de opiniões. Como entidade responsável pela gestão do processo de participação pública. de âmbito nacional. tal como reconhecido pela Constituição da República Portuguesa e por instrumentos jurídicos internacionais. uma vez que intersecta transversalmente várias fases do mesmo. no processo de tomada de decisão). Está presente nas fases de Definição do Âmbito (facultativa). o Instituto do Ambiente tem como competências: promover e assegurar o apoio técnico à participação pública. que permitem o seu registo histórico e que são objecto de publicação ou de consulta pública. Para uma participação activa e eficaz dos cidadãos é essencial garantir o acesso à informação. A participação e a informação em matéria de Ambiente são condições inerentes à promoção do direito ao Ambiente. 7 . A Consulta Pública é o procedimento compreendido no âmbito da participação pública. no Procedimento de AIA e na PósAvaliação. elaborar o Relatório da Consulta Pública. nomeadamente a Convenção de Aarhus. Avaliação de Impacte Ambiental Pag. embora sendo uma componente fundamental do processo de AIA não constitui uma fase distinta. Processo de AIA e Participação Os principais produtos de um processo de AIA correspondem aos resultados do processo que documentam diferentes fases do processo. que queiram participar. organizar e manter actualizada uma Base de Dados referente à AIA. publicitar os documentos relativos à AIA.organizações não governamentais. responder às solicitações que sejam apresentadas por escrito no âmbito da participação pública. sugestões e outros contributos dos interessados sobre cada projecto sujeito a AIA.

com possibilidade de auscultação da opinião pública. designadamente em relação à: Definição dos estudos ambientais de base e inventários a desenvolver. Relatório de Auditoria. de 2 de Abril. Deste modo. apesar de ser uma fase facultativa. Recursos Hídricos e Qualidade da Água. é de grande relevância para a eficácia do processo de AIA. A definição do âmbito constitui. A definição do âmbito permite assim o planeamento do EIA e o estabelecimento dos termos de referência. para as várias alternativas em estudo (quando em fase de estudo prévio) e descritores considerados – Clima. e de todas as medidas propostas para evitar. uma fase de extrema importância para a eficácia do processo de AIA. estando enquadrado pelo artigo 11º do Decreto-Lei 69/2000 e pelas normas técnicas de elaboração que se encontram no artigo 1º e Anexo I da Portaria nº 330/2001. Definição do Âmbito consiste na identificação e selecção das questões ambientais mais significativas que podem ser afectadas pelos potenciais impactes causados pelo projecto e que deverão ser objecto do EIA. Avaliação de Impacte Ambiental Pag. focalizando a elaboração do EIA nas questões ambientais significativas que podem ser afectadas pelos potenciais impactes causados pelo projecto.A legislação nacional de AIA identifica diversos documentos que são assim referidos como os produtos do processo de AIA: Proposta de Definição do Âmbito. dos recursos e das especialidades técnicas necessárias à realização do EIA. Parecer final. Baseia-se num acordo prévio entre o proponente e a comissão de avaliação relativamente ao conteúdo do EIA. 1. Ruído.Definição do Âmbito A Definição do Âmbito está integrada no novo regime jurídico de AIA. Estudo do Impacte Ambiental. Solos. 11º do DL nº 69/2000). Relatório de Consulta Pública. Património Cultural. Geologia e Geomorfologia. Componente Social. A proposta de definição do âmbito tem por objectivo identificar as questões e áreas temáticas que se antecipem de maior relevância em função dos impactes positivos e negativos que possam causar no ambiente e que devem ser tratadas e analisadas no EIA. o planeamento do EIA e o estabelecimento dos termos de referência deste. negativos ou positivos. Permite a definição do programa. Planeamento e Gestão do Território. bem como na sua apreciação técnica e na decisão. Relatório de Monitorização. assim. minimizar ou compensar os impactes negativos identificados. Diversidade Biológica. 8 . (ar t. pois. Pareceres das Entidades Públicas.3. Qualidade do Ar.Estudo do impacte ambiental O EIA tem como objectivo a caracterização e apresentação técnica de todos os impactes significativos do projecto. Paisagem. Esta focalização permitirá a posterior racionalização dos recursos e do tempo envolvida na elaboração do EIA. 1.2. Declaração de Impacte Ambiental. A definição do âmbito permite. Deliberação da Definição do Âmbito.

Definição do programa. O EIA é constituído pelo Relatório Síntese. As especialidades da equipa que vão realizar o EIA. Na maior parte dos países internacionalmente apontados como modelos de boa prática de AIA (como é o caso do Canadá. permitir o envolvimento antecipado das entidades e grupos do público com interesse. Avaliação de Impacte Ambiental Pag. Quanto ao conteúdo. a definição do âmbito constitui um passo obrigatório do procedimento de AIA. Selecção dos métodos a utilizar para previsão da magnitude Cios impactes. Definição dos critérios para apreciação da significância dos impactes. Constitui uma das inovações introduzidas pela revisão da Directiva Europeia de AIA como forma de garantir o célere desenrolar do processo de revisão do EIA e a tomada de decisão. está instituído no sistema europeu o direito do proponente recorrer ao apoio da autoridade competente de AIA. A elaboração do EIA. ou possa ser vista pelo mercado como uma etapa com mais um prazo que aumente. a Consulta Pública nesta fase raramente é solicitada. Talvez a indecisão tenha a ver com o seu carácter voluntário. dos recursos e das especialidades técnicas necessárias à realização do EIA. A definição do âmbito finalmente aprovada deverá permitir um adequado planeamento do EIA. Anexos e Resumo Não Técnico (RNT). Apreciação adequada das alternativas do projecto a desenvolver. A prática internacional tem vindo a demonstrar que a definição do âmbito é um dos passos cruciais do processo de AIA para garantir a qualidade do EIA. A estrutura e organização do EIA. antes de apresentar um pedido de aprovação. 9 . especialmente nas fases de estudo prévio ou de anteprojecto. No nosso país a experiência. na sua globalidade. a proposta de definição do âmbito deve identificar: As questões ambientais relevantes que podem ser afectadas pelos potenciais impactes causados pelo projecto. em função das questões ambientais consideradas como relevantes. que é da responsabilidade do proponente. nos últimos anos. As metodologias de caracterização do ambiente afectado e de previsão de impactes. uma maior eficácia da AIA. características e localização do projecto. Assim. O grupo afectado que interessa envolver num processo de participação pública. reduzir o potencial conflito de interesses no processo. alguns estados americanos e a Holanda). para além das inicialmente propostas. facilitar a decisão e assegurar. apesar de poder ser considerada uma fase de grande importância para certas tipologias de projectos e localizações. Identificação dos grupos que interessará envolver no processo de participação pública. o procedimento de AIA. solicitando um parecer sobre as informações a fornecer no EIA. que possam vir a ser consideradas mais adequadas face às circunstâncias ambientais e aos impactes potenciais esperados. As alternativas ao projecto. Os critérios relevantes para apreciação da significância dos impactes. Os prazos para o desenvolvimento dos diversos estudos e consultas. revela que a definição do âmbito é uma prática que ainda não encontrou confiança no mercado. A proposta de definição do âmbito deve conter ainda uma descrição sumária do tipo. deste modo. Relatórios Técnicos (quando necessário). deve ocorrer em fases precoces do desenvolvimento do projecto.

o que se tornará difícil integrar os comentários da comissão de avaliação (CA). verifica-se que apesar de as normas se encontrarem regulamentadas no anexo I da portaria n. Avaliação de Impacte Ambiental Pag. ou lacunas graves de informação. ou o EIA posteriormente apresentado para avaliação não tem em consideração os comentários que foram elaborados pela CA. apesar das normas serem muito exaustivas. ou então por este facto. verificaram-se dois tipos diferentes de problemas: a total escassez de informação – situação limite de uma simples folha A4. o procedimento é ineficaz utilizando recursos desnecessários da administração.º 330/2001. ou o EIA se encontra já em elaboração. 10 . dois casos são frequentes. o seu conteúdo não é. Nas situações em que a PDA foi desadequada. acompanhada de uma declaração da intenção de realizar o projecto. isto é. Em qualquer dos casos. em que a CA não se vinculou à Proposta. Da experiência obtida com este procedimento verifica-se que no caso de PDA que obtiveram pareceres positivos. incluindo omissões como as que se verificaram num projecto de grandes dimensões e elevado potencial impacte social e ambiental. Definição do Âmbito De acordo com o artigo 11º o proponente apresenta a autoridade de AIA uma proposta de definição do âmbito. cumprido devido a uma não adequação da informação.Relativamente aos aspectos técnicos que devem constar na Proposta de Definição do Âmbito. na maior parte das vezes.

11 . a proposta de definição do âmbito do EIA pode ser objecto de consulta pública. com base nos pareceres recolhidos. Deliberação da Comissão de Avaliação sobre a proposta – 30 dias a contar da recepção da proposta de definição do âmbito do EIA. Consulta pública – 20 a 30 dias. Por iniciativa do proponente e mediante decisão de Comissão de Avaliação. relatório de consulta pública e outros elementos.A autoridade de AIA solicita pareceres a entidades públicas com competência na apreciação do projecto e nomeia uma Comissão de Avaliação que procede à análise e deliberação sobre a proposta de definição do âmbito. subsequentes à realização da Consulta Pública. Avaliação de Impacte Ambiental Pag. da recepção do respectivo relatório. ou. recursos e especialidades técnicas necessárias. Relatório da Consulta Pública – 10 dias. caso tenha ocorrido consulta pública. Estudos ambientais de base e inventários a desenvolverem. A Comissão de Avaliação delibera sobre a proposta definição do âmbito. Contributo da definição do âmbito para outras fases do processo de AIA: Programa de realização do EIA. Métodos de previsão de impactes a utilizarem. A ausência de deliberação no prazo estipulado no Decreto-Lei é considerada como favorável à proposta apresentada pelo proponente. A consulta do público e o respectivo relatório são da responsabilidade do Instituto do Ambiente. Prazos: Pareceres das entidades competentes – 15 dias. Critérios para avaliação da significância dos impactes. indicando os aspectos que devem ser tratados no EIA. e notifica de imediato o proponente. A deliberação da Comissão de Avaliação sobre a proposta definição do âmbito caduca ao fim de 2 anos se não for apresentada a respectiva EIA.

concentra cerca de 90% dos processos sujeitos a avaliação de impacte ambiental. a Pós-Avaliação e um Conselho Consultivo.º 69/2000. a Definição do Âmbito.4.L n. dependendo da sua tipologia. tendo sido aprovadas a directiva 97/11/CE. daqueles localizados em áreas sensíveis para os quais os limiares são muito baixos ou incluem a totalidade dos projectos. surge após uma década de experiência com a aplicação. Nesta década desenvolveram-se progressos técnicos. tanto a nível da União Europeia como das Nações Unidas. é autoridade de AIA para todos os projectos do anexo I e sempre que a entidade licenciadora ou de Avaliação de Impacte Ambiental Pag. de 6 de Junho. através do D. A legislação nacional requer o procedimento de AIA para um conjunto de projectos incluídos numa lista positiva. O actual regime jurídico de AIA introduz inovação através de um conjunto de elementos que não eram utilizados nos processos de avaliação até à sua entrada em vigor. o anexo I de carácter obrigatório pela Directiva 97/11/CE. e o anexo II que estabelece uma distinção entre projectos incluídos no caso geral. instituído com a publicação do decreto-lei n. uma vez que segundo o DL 69/2000.Fases do Estudo de AIA 1. e institui as Autoridades de AIA.Enquadramento legislativo O novo regime jurídico de Avaliação de Impacte Ambiental. Das autoridades de AIA do continente. de 3 de Maio. o Instituto do Ambiente (IA). bem como a Convenção da UNECE relativa à avaliação de impacte ambiental num contexto transfronteiriço. bem como estabelece o carácter vinculativo da Declaração de Impacte Ambiental (DIA). distribuídos por dois anexos. que transpôs para o direito interno a directiva comunitária 85/337/CEE. 12 .º 186/90.

Avaliação de Impacte Ambiental Pag. um instituto sob tutela da administração central ou uma DRAOT. um aumento muito significativo do número global de projectos sujeitos a avaliação. parques temáticos). nomeadamente os projectos das grandes infraestruturas de iniciativa do Estado. Comparativamente à legislação anterior os projectos do anexo I sujeitos a avaliação passaram de um conjunto de 9 para 20 tipologias de projecto. 13 . Tem havido nestes últimos anos de vigência do DL 69/2000. havendo um ligeiro aumento de tipologias de projectos no anexo II (parques eólicos.autorização seja um serviço central não desconcentrado.

de 8 de Novembro). tendo-se desenvolvido três soluções alternativas com uma extensão aproximada de 34 km (Soluções 1. As freguesias interceptadas em cada concelho são as abaixo referenciadas: Concelhos e Freguesias Para o seu desenvolvimento considerou-se a existência exclusiva de tráfego de passageiros e tráfego de mercadorias (tráfego misto) e uma velocidade máxima de projecto de 350 km/hora. DESENVOLVIMENTO 1. 2 e 3) e que contemplam a localização de uma estação na zona de influência de Évora. A entidade responsável pelo projecto e posteriormente também pela sua construção e exploração é a RAVE – Rede Ferroviária de Alta Velocidade. com análise de possíveis alternativas. INTRODUÇÃO O presente trabalho de Impacte Ambiental é referente ao projecto do troço Montemor-o-Novo / Évora (Lote 3B) da Ligação Ferroviária de Alta Velocidade entre Lisboa e Madrid. sustentado na realização de estudos e consultas.A.lei nº 197 / 2005. que tem por objecto a recolha de informação e previsão dos efeitos ambientais de determinados projectos. De acordo com a legislação em vigor “os projectos de vias para o tráfego ferroviário de longo curso” estão sujeitas ao procedimento de Avaliação de Impacte Ambiental (AIA) (Decreto-Lei nº 69 / 2000. 14 . Avaliação de Impacte Ambiental Pag. Évora e Arraiolos. a Nordeste da cidade junto ao nó com a auto-estrada A6. O projecto em análise contempla as alternativas estabelecidas para este troço da Ligação Ferroviária de Alta Velocidade que se desenvolve na região do Alentejo. de 3 de Maio. consistindo este num instrumento da política do ambiente.II. S. minimizem ou compensem esses efeitos. Este último atravessado de uma forma marginal. que constitui a entidade criada pelo Governo Português para a implementação do projecto de alta velocidade em Portugal e sua ligação com a rede espanhola de igual natureza. bem como a proposta de medidas que evitem. atravessando os concelhos de Montemor-o-Novo. alterado e republicado pelo Decreto . tendo em vista uma decisão oficial sobre a viabilidade da sua execução.

CIVIL Mapa de Localização Avaliação de Impacte Ambiental Pag.UNIVERSIDADE DE ÉVORA MESTRADO DE ENG. 15 .

dominante e responsável por efeitos negativos significativos no ambiente.1. com vista à implementação de um modo de transporte atractivo e ambientalmente mais favorável capaz de funcionar como uma alternativa ao transporte rodoviário. minimizar e compensar os impactes negativos. ao qual se associam também maiores congestionamentos de tráfego e níveis de sinistralidade. apresentar as informações.UNIVERSIDADE DE ÉVORA MESTRADO DE ENG. conclusões e recomendações de maior relevo do relatório do Estudo de Impacte Ambiental. Avaliação de Impacte Ambiental Pag. propondo as medidas destinadas a evitar. garantindo a necessária integração da componente ambiental na decisão do traçado a adoptar para a fase de Projecto de Execução. Na figura seguinte apresenta-se a rede ferroviária europeia existente e prevista para 2020. CIVIL O Estudo de Impacte Ambiental elaborado tem como objectivo principal identificar e avaliar os impactes ambientais associados ao empreendimento e às alternativas consideradas. onde se verifica claramente a importância que é dada a este processo de construção de novas ligações de alta velocidade no espaço europeu.OBJECTIVOS DO PROJECTO DE ALTA VELOCIDADE O projecto de alta velocidade faz parte da política europeia e nacional de transportes. 16 . de uma forma simples e concisa. Através do presente Resumo Não Técnico pretende-se. particularmente ao nível da emissão de gases e elevados consumos de combustível. Mapa de Localização 2.

assumirá um papel fundamental no desenvolvimento económico e social de Portugal a partir do tráfego de passageiros e mercadorias. Efectivamente. à transferência de passageiros do modo rodoviário e. a natureza estruturante e mobilizadora desta infra-estrutura. da sinistralidade. a prioridade atribuída à rede da alta velocidade baseou-se na necessidade de garantir entre as duas principais cidades. 17 . sobretudo. Estes efeitos positivos devemse. O Eixo Lisboa – Madrid. em menor escala. Avaliação de Impacte Ambiental Pag. “Eixo Ferroviário de AV do Sudoeste Europeu” e o nº16 “Eixo ferroviário de mercadorias Sines / Algeciras – Madrid – Paris”. no âmbito dos Projectos Prioritários Comunitários nº 3. ao longo do eixo de maior densidade populacional do País e nas deslocações internacionais. para o modo ferroviário. Lisboa e Porto. tempos de percurso e padrões de mobilidade e de competitividade equivalentes aos alcançados nos principais eixos económicos europeus. mais qualidade e maior segurança. contribuindo significativamente para a redução dos tempos de percurso. e entre estas e Madrid. onde se insere o Troço Montemor / Évora figura seguinte faz parte dos Eixos Prioritários integrantes da Rede de Alta Velocidade prevista para o País. em que existem ofertas de serviços ferroviários de alta qualidade. que correspondem aos principais corredores de fluxos de pessoas e mercadorias. do modo aéreo.UNIVERSIDADE DE ÉVORA MESTRADO DE ENG. além de potenciar o papel dos portos portugueses em termos peninsulares. da redução das emissões de gases com efeito de estufa. O projecto contribuirá para promover a criação de um sistema de transportes eficiente que servirá a população com mais rapidez. contribuindo para alcançar um maior equilíbrio entre modos de transporte. CIVIL Rede de TGV Europeia Em Portugal.

em Madrid.2. No caso desta ligação estão previstas estações em Évora e na zona transfronteiriça com Espanha (Elvas/Badajoz). correspondentes ao Estudo de Viabilidade Técnica dos Corredores Transversais da Ligação Ferroviária de Alta Velocidade entre Lisboa / Porto e Madrid e aos estudos realizados já no âmbito da fase de Estudo Prévio. Talavera de la Reina e. deverá ser concluída até ao final do ano 2013 e será concebida para uma utilização mista apta. Encontra-se fixado o objectivo de percurso na ordem das 2. tendo em vista o reforço do papel de Portugal nas grandes cadeias de transporte de mercadorias que ligam a Europa aos restantes continentes. quer para o transporte de passageiros quer para o de mercadorias. por último.UNIVERSIDADE DE ÉVORA MESTRADO DE ENG.ASPECTOS PRINCIPAIS DO PROJECTO DO TROÇO MONTEMOR / ÉVORA O presente projecto resulta do desenvolvimento de estudos anteriores. tendo em conta o conceito geral desta linha que passou a incluir também o Avaliação de Impacte Ambiental Pag.45 horas na ligação directa de passageiros entre as duas capitais. primeira ligação internacional a concretizar da Rede de Alta Velocidade. CIVIL Eixo Lisboa – Madrid TGV A ligação Lisboa . portanto.Madrid. 2. bem como nas principais cidades da “Extremadura” (Mérida e Cáceres). 18 . inicialmente elaborados para tráfego de passageiros e posteriormente reformulados para a sua adaptação a tráfego misto.

também se pode ver quando estas soluções têm traçados iguais e diferentes. As soluções propostas têm assim um desenvolvimento geral Oeste – Este contornando por Norte o aproveitamento hidroagrícola e a albufeira dos Minutos e depois uma orientação geral para Sudeste. CIVIL tráfego de mercadorias.UNIVERSIDADE DE ÉVORA MESTRADO DE ENG.Soluções Iguais Tabela com os quilómetros e Soluções Avaliação de Impacte Ambiental Pag. de um importante aproveitamento hidroagrícola que se encontra associado à barragem e albufeira dos Minutos e pela necessidade de estabelecer a estação de Évora a Sul da A6. a Norte da A6. de uma forma sequencialmente mais aprofundada. que constituem alternativas completas entre si. 5. o mais próximo possível dos limites de cidade de Évora e seguir o alinhamento que foi definido como o mais favorável para o troço de alta velocidade a Nascente de Évora. A tabela seguinte tem as diferentes alternativas do traçado por quilómetros. estudar alternativas de traçado. 19 . de modo a atravessar a auto-estrada A6 e estabelecer a estação de Évora a Sul desta autoestrada e nas proximidades da EN 18 e do nó Nascente da A6 com vista a uma rápida ligação à cidade de Évora e região envolvente.Soluções Diferentes Alternativas = . Estas soluções que se representam na FIG. 2 e 3. Estes estudos permitiram. devidamente compatibilizados com o final e o início dos traçados dos lotes adjacentes: Tabela de Quilómetros O desenvolvimento dos traçados está condicionado na primeira parte do troço pela existência no concelho de Montemor-o-Novo. correspondem às Soluções 1. que culminaram nas três soluções agora apresentadas. iniciando-se e terminando em pontos comuns. Quilómetros Solução 1 Solução 2 Solução 3 Quilómetros Solução 1 Solução 2 Solução 3 Quilómetros Solução 1 Solução 2 Solução 3 Quilómetros Solução 1 Solução 2 Solução 3 0 = = = 11 D D D 22 1 = = = 12 D D D 23 2 = = = 13 D D D 24 3 = = = 4 5 S1=S3 S1=S3 S1=S3 S1=S3 S1=S3 S1=S3 6 D D D 7 D D D 8 D D D 9 D D D 10 D D D Alternativas 14 15 16 17 18 19 20 21 S1=S3 S1=S3 S1=S3 S1=S3 S1=S3 S1=S3 S1=S3 S1=S3 D D D D D D D D S1=S3 S1=S3 S1=S3 S1=S3 S1=S3 S1=S3 S1=S3 S1=S3 25 26 27 28 29 30 = = = 31 = = = 32 = = = Alternativas Alternativas S1=S3 S1=S3 S1=S3 S1=S3 S1=S3 S1=S3 S1=S3 S1=S3 D D D D D D D D S1=S3 S1=S3 S1=S3 S1=S3 S1=S3 S1=S3 S1=S3 S1=S3 33 = = = 34 = = = D .

A Solução 2 tem como principal diferença em relação à Solução 1. até sensivelmente ao km 5+000 e é coincidente com a Solução 1. A partir deste ponto apresenta um desenvolvimento a Sul. de modo a implantar a estação de Évora (cuja localização é igual para todas as soluções) mais próximo da área de influência desta cidade. A Solução 2. Alternativas Captação de Água Quilómetros 23+000 Solução 1 Solução 2 Solução 3 Captação de Água X Afectação de Construções já existentes. Em seguida iremos abordar algumas condicionantes ao projecto: Afectação de captações de Água. localizando-se paralelamente a ela. existem sempre algumas condicionastes ao projecto. atravessando mais a poente a auto-estrada A6 e 30+200 X X X 31 X X X Avaliação de Impacte Ambiental Pag. 20 . tendo em conta o maior interesse da Câmara Municipal por esta situação. Construções Afectadas Quilómetros 13+700 21+700 22+500 Solução 1 X Solução 2 X X Solução 3 X Construções Afectadas Afectação de sítios com alguma importância patrimonial. que põem em causa diversos aspectos. CIVIL Nas diversas alternativas no traçado de TGV.UNIVERSIDADE DE ÉVORA MESTRADO DE ENG. Até sensivelmente ao km 22+000 localiza-se a Norte da auto-estrada A6. Alternativas Sítios Patrimoniais Alternativas Quilómetros Solução 1 Solução 2 Solução 3 2+600 3+700 14+200 17 18+500 24 25 25+500 X X X X X X X X X X X Sítios Patrimoniais A Solução 1 apresenta um desenvolvimento mais a Norte contornando a povoação de Nossa Senhora da Graça do Divor. seguindo até sensivelmente ao km 28+000 a Norte da A6. A partir deste ponto e até ao final do traçado desenvolve-se a Sul da auto-estrada. até sensivelmente ao km 28+000 e unindo-se posteriormente à Solução 1 antes da estação de Évora. atravessando o limite Norte da Albufeira dos Minutos. o facto de passar a Sul da povoação de Nossa Senhora da Graça do Divor. A partir deste ponto apresenta um desenvolvimento mais para Sul.

por uma distância de 5. A via será vedada em toda a sua extensão. a exequibilidade da futura ligação da alta velocidade a Faro e a possibilidade de conjugação com a linha de mercadorias Sines – Caia da REFER. seguindo-se uma berma de balastro de cada lado com 1. A localização da Estação é a mesma nas três soluções. entre os km 32+200 – 33+200 da Solução 2 e entre os km 31+600 – 32+600 da Solução 3. sendo no restante traçado coincidente com a Solução 1. para permitir o acesso a veículos e pessoal de manutenção e de emergência. à A6 e ao futuro IP2.UNIVERSIDADE DE ÉVORA MESTRADO DE ENG. cruzamento e ultrapassagem dos comboios. adaptadas às necessidades de tráfego misto. CIVIL seguindo numa grande extensão ao longo do espaço canal por ela definido até estabelecer o mesmo alinhamento da Solução 1. estando os eixos da via ascendente e da via descendente. De acordo com os estudos de tráfego realizados pela RAVE. A Solução 3 que é coincidente com a Solução 1 até ao km 3+000. na qual serão previstas áreas de paragem para transportes públicos (autocarros e táxis) e áreas de estacionamento para transporte individual. O projecto em avaliação contempla um Posto de Ultrapassagem e Estacionamento de Comboios (PUEC) em todas as soluções. considera-se a construção de uma subestação eléctrica que será ligada à rede nacional de alta tensão. Parte da estação está localizada sobre um viaduto devido ao atravessamento da linha ferroviária da REFER e da ribeira de Vale Figueiras. Avaliação de Impacte Ambiental Pag. para o estabelecimento da estação de Évora. de um lado da plataforma ferroviária. são os seguintes os valores previstos para o ano horizonte de projecto (2025): A largura total da plataforma da via será de 14 m. centrada na actual linha da REFER Sines – Caia. estando previsto ao longo do seu desenvolvimento caminhos paralelos / caminhos de serviço que têm a dupla função de repor caminhos e/ou serventias que sejam afectados pelos limites de expropriação e de estabelecer um canal contínuo de acesso à via.10 m de largura. A sua implantação faz-se ao longo de um alinhamento recto com cerca de 2 km de extensão e com inclinação máxima de 2‰. separados entre si.0 m. outros aspectos que levaram à selecção da localização proposta para a Estação prendem-se com a garantia de acessibilidades rodoviárias privilegiadas e com qualidade à EN18. apresentando neste trajecto um desenvolvimento mais a Sul. estando localizada entre os km 31+700 – 32+700 da Solução 1. numa zona localizada entre o Rio Degebe e a Ribeira do Freixo. Esta instalação de apoio à exploração permite o estacionamento. pretende depois criar uma alternativa à Solução 1 até cerca do km 14+000. Salienta-se ainda que o Município de Évora manifestou preferência pela localização agora proposta para a Estação. A velocidade máxima é de 350 km / hora e mínima de 120 km/hora. Para assegurar a alimentação de energia à linha de alta velocidade. Estes caminhos encontram-se localizados sempre do lado exterior da vedação física de segurança sendo a sua largura de 4 m. permitindo a instalação de uma terceira via ferroviária paralela de Évora a Caia. A via será dupla. Os acessos serão efectuados a partir de uma nova via (com cerca de 600 m de extensão) que estabelecerá a ligação entre a rede viária existente (EN18) e a Estação através da interface que lhe está associada. quando circula na mesma linha ferroviária tráfego de natureza diversa e com velocidades de circulação diferentes. numa zona de montado mais periférica e menos densa. 21 . Para além da proximidade à cidade de Évora e da actual disponibilidade em termos de ocupação territorial.

A Solução 2 apresenta 4 viadutos e um atravessamento especial sob a A6 com uma extensão total de 2 469. EN4. considerando o espaço necessário para os aterros e escavações. correspondendo esta zona à faixa de segurança existente ao longo da via. 28 30/31 X X X X X 32+800/34 X X X Tipo de Estradas Quilómetros Solução 1 Solução 2 Solução 3 Afectação de Estradas Existentes A6 EN 4 EN 18 ER 114-4 32+100 27+900 9+500 X 13+700 22+200 9+900 X 27+900 7+900 X 13+700 Afectação de Estradas Existentes Alternativas ER 370 19+300 20+700 19+300 EM 527 EM 527-1 24+400 26+000 24+400 Avaliação de Impacte Ambiental Pag.UNIVERSIDADE DE ÉVORA MESTRADO DE ENG. 32 restabelecimentos. CIVIL A área a expropriar. sob a forma de passagem superior ou inferior à futura linha de alta velocidade e de que se destacam a EN2.0 m.0 m. Na Solução 3 esse número é de 30 restabelecimentos. 39 na Solução 2 e 46 na Solução 3. Para o restabelecimento das estradas e caminhos interceptados prevêem-se na Solução 1 e 2. a EN370 e a EN18. a Solução 1 apresenta 5 viadutos com uma extensão global de 3 101. prevêem-se também ainda passagens hidráulicas para restabelecer as restantes: 47 na Solução 1.0 m. 22 . Viadutos Alternativas Quilómetros Solução 1 Solução 2 Solução 3 12 12+500 X X X X Viadutos Para além dos viadutos que atravessam as principais linhas de água. No total. ao qual foi adicionada uma faixa paralela com 8 m de largura para cada um dos lados. previu-se a implantação de viadutos. A Solução 3 apresenta 5 viadutos com uma extensão total de 2 627. como a auto-estrada A6. Alternativas Áreas a Expropriar Área Hectare Solução 1 Solução 2 Solução 3 2 383 087 2 528 699 2 520 900 Áreas a Expropriar No sentido de assegurar a transposição de linhas de água ou de zonas onde o traçado cruza estradas importantes.

CIVIL Avaliação de Impacte Ambiental Pag.UNIVERSIDADE DE ÉVORA MESTRADO DE ENG. 23 .

24 .UNIVERSIDADE DE ÉVORA MESTRADO DE ENG. CIVIL Avaliação de Impacte Ambiental Pag.

CIVIL Avaliação de Impacte Ambiental Pag. 25 .UNIVERSIDADE DE ÉVORA MESTRADO DE ENG.

26 .UNIVERSIDADE DE ÉVORA MESTRADO DE ENG. CIVIL Avaliação de Impacte Ambiental Pag.

rio Xarrama. ribeira do Divor. correspondente a montes e quintas isoladas com localização dispersa no território. na envolvente da albufeira dos Minutos.UNIVERSIDADE DE ÉVORA MESTRADO DE ENG. surgem áreas de relevo mais ondulado que se encontram quase exclusivamente cobertas por montado e que se destacam na zona central do estudo. A zona é atravessada por alguns Cursos de Água. Na zona dos traçados dominam os Usos agro-florestais e agrícolas destacando-se a presença de uma importante infraestrutura rodoviária. Em termos da Paisagem. Dos Solos presentes. A grande propriedade é dominante com uma ocupação humana pouco densa e concentrada. embora na parte central da área. A constituição Geológica revela a presença de rochas em geral compactas (xistos. o sistema viário local é organizado de forma radial a partir de Montemor-o-Novo. no concelho de Évora. A Sul da auto-estrada A6. com maior expressão em toda a envolvente da Albufeira dos Minutos e no rio Degebe e à vegetação associada às linhas de água que apresenta por vezes uma variedade e riqueza apreciável com salgueiros. granitos e granodioritos) e que nalguns casos revelam uma grande alteração.3. A Qualidade da Água (subterrânea e superficial) revela alguma contaminação pelas descargas dos efluentes domésticos e de explorações pecuárias. e onde apenas as galerias de vegetação associadas às linhas de água principais vêm introduzir uma descontinuidade. com ligações a Évora (EN114). enquanto a Norte se verifica uma vocação claramente rural com extensas manchas de montado e espaços agrícolas reforçados pelo Aproveitamento Hidroagrícola dos Minutos. de que se destaca o rio Almansor no qual foi construída a barragem dos Minutos para aproveitamento do seu potencial hídrico para rega. que revelam um ambiente sonoro pouco perturbado. na envolvente da albufeira dos Minutos. Avaliação de Impacte Ambiental Pag. freixos. embora a maioria não tenha características originais de elevada aptidão agrícola. Para além da presença da A6. verifica-se que esta zona se insere numa região caracterizada por baixas concentrações de poluentes atmosféricos. com uma orientação Poente – Nascente.DESCRIÇÃO DO ESTADO ACTUAL DO AMBIENTE A área de implantação do projecto localiza-se nos concelhos de Montemor-o-Novo. A primeira corresponde aos locais próximos de estradas com maior tráfego que têm um ambiente sonoro mais ruidoso e a segunda relativa aos locais afastados das vias rodoviárias principais. conseguem no entanto ter um uso agrícola importante desde que se recorra à rega. e que ocorrem sobretudo no rio Almansor. O Relevo apresenta-se de um modo geral aplanado. Arraiolos (EN4) e Mora (IC10). se verifique um aumento da altitude e um relevo mais movimentado. 27 . identificaram-se duas soluções distintas. a região apresenta uma diversidade elevada. e a partir de Évora. em que neste caso apenas se utiliza a Albufeira do Monte Novo. A povoação de Graça do Divor é nesta zona a mais significativa. como o rio Degebe.. Évora e Arraiolos. O abastecimento público de água é feito através do recurso combinado a captações subterrâneas e superficiais. atestada pela presença na sua envolvente de áreas com interesse para a conservação (Sítio Rede Natura Monfurado e de Zonas Importantes para as Aves (IBA – Planície de Évora e IBA – Arraiolos). CIVIL 2. Quanto à Qualidade do Ar. No âmbito dos Factores Ecológicos. constituindo a circulação rodoviária a principal fonte de poluição. Mais localizadamente. que secciona de forma clara o território. Quanto à Fauna. numa zona a Norte das cidades de Évora e Montemor-o-Novo e próximo da auto-estrada A6. ribeira de Vale Figueiras e ribeira do Freixo. verifica-se que as áreas de maior valor correspondem ao montado. as cidades de Montemor-o-Novo e Évora são os factores dominantes. Para além deste rio atravessam ainda a zona outras linhas de água. amiais. auto-estrada A6. etc. Em termos de Ruído. a zona em estudo é dominada por uma imagem de grande homogeneidade.

A existência de um grande Aproveitamento Hidroagrícola que integra uma barragem e albufeira de dimensões apreciáveis (Barragem dos Minutos). a existência isolada de montes e habitações das herdades. um conjunto vasto de estradas e caminhos municipais de âmbito local. embora o sector agrícola ainda tenha um peso determinante em termos de absorção de mão-de-obra nos concelhos de Montemor-o-Novo e Arraiolos. de Montado de sobro e de azinho e ainda a presença do aproveitamento hidroagrícola – Aproveitamento Hidroagrícola dos Minutos e barragem associada. O sector dos serviços é predominante em qualquer um dos concelhos. Como principais Condicionantes. 28 . sobretudo na primeira parte do traçado até à albufeira dos Minutos. Em termos das actividades económicas também se verifica que o concelho de Arraiolos apresenta os indicadores mais desfavoráveis. com grande debilidade da estrutura produtiva. Avaliação de Impacte Ambiental Pag. desde 1981. Por fim. Neste perímetro já se desenvolve actualmente uma agricultura intensiva com sistemas de irrigação privados apoiados em açudes. No pólo oposto. refira-se a existência de extensas áreas de Reserva Agrícola Nacional (RAN) e Reserva Ecológica Nacional (REN). Em termos Socioeconómicos. e o concelho de Évora os mais favoráveis. enquanto Montemor-oNovo ocupa uma posição intermédia. A existência de vastas áreas de montado de sobro e azinho sendo a mais notável uma grande mancha que se desenvolve no sentido Norte / Sul sensivelmente a meio do troço na envolvente da albufeira dos Minutos. Marca ainda presença. A proximidade da área urbana de Évora que se prolonga até relativamente próximo da auto-estrada A6. Como situações de maior sensibilidade ou condicionamento na zona para o desenvolvimento dos traçados identificam-se as seguintes: A existência da auto-estrada A6 que constitui um corredor já estabelecido. mas com tendência para estabilizar na última década. Montemor-o-Novo apresenta um quadro global de perda demográfica. O sistema de propriedade apresenta dimensões média e grande. Arraiolos apresenta uma evolução negativa contínua.UNIVERSIDADE DE ÉVORA MESTRADO DE ENG. já referidos. A localização de alguns aglomerados urbanos nomeadamente Graça do Divor (a Norte. com explorações agrícolas e pecuárias bem estabelecidas e em alguns casos de valor patrimonial. no limite dos concelhos de Évora e Arraiolos) e as urbanizações periféricas a Norte da cidade de Évora (Bairro do Louredo) no limite Nordeste do concelho de Évora. a evolução da população residente mostra que apenas o concelho de Évora apresenta uma evolução positiva contínua. CIVIL com ligações na direcção de Estremoz (EN18) e de Arraiolos (EN114-4 e EN370). charcas e captações subterrâneas.

Globalmente. . a azinheira e o pinheiro. pela travessia da auto-estrada A6.Melhoria da qualidade do ar/redução de emissões. OS IMPACTES 3. Num estudo de mercado de avaliação socioeconómica e financeira da ligação Lisboa – Madrid foi efectuada a valoração económica dos benefícios destas transferências modais (de outros modos de transporte para o modo ferroviário) tendo-se estimado. O facto de o território atravessado ter diferentes usos e ocupações e diferenças de relevo faz com que a escolha do traçado seja um elemento fundamental para minimizar os impactes negativos e mesmo para reforçar os impactes positivos. Será assim muito significativa nos factores socioeconómicos e de ordenamento. Análise de Impactes Os impactes do projecto são principalmente determinados pelas alterações que se introduzem no território com a construção da via e todas as estruturas associadas como vedações. electrificações e a própria estação e posteriormente devido à circulação das composições e das pessoas e veículos no acesso à estação. Os impactes positivos que se aplicam a qualquer uma das soluções. pelo que assume particular importância evitar situações de agravamento e descaracterização suplementares. Avaliação de Impacte Ambiental Pag.Redução de acidentes. Estes impactes positivos são naturalmente reforçados pelos impactes mais localizados da fase de construção. no ano de 2025. favorecendo o desenvolvimento social e a constituição de uma centralidade regional muito dinamizadora. A zona atravessada apresenta como características fundamentais a intensa actividade agrícola. onde já são notórios os limites de expansão urbana da cidade. . com os postos de trabalhos que gera e pela dinâmica económica no consumo e serviços locais.UNIVERSIDADE DE ÉVORA MESTRADO DE ENG. equipamentos. A zona já foi afectada na sua unidade num passado recente. de modo a inserir-se de forma mais estruturada possível nas intenções de ordenamento da cidade de Évora e no seu processo de desenvolvimento e constitui um aspecto determinante na escolha da solução e do traçado mais favorável. CIVIL III. têm neste troço uma elevada magnitude devido essencialmente à existência da Estação de Évora. O povoamento disperso é essencialmente caracterizado por explorações agrícolas de qualidade com excepção da zona próxima de Évora. em infra-estruturas ou valores naturais. a implantação do Eixo Lisboa – Madrid trará também importantes benefícios decorrentes da transferência de passageiros e mercadorias de outros modos de transporte para o modo ferroviário. Para além disso. A localização da estação é assim um factor importante.Redução do tempo de viagem. que o benefício global. sendo por isso um factor determinante de todas as perspectivas de desenvolvimento. 29 . ligado à barragem dos Minutos e vastas áreas florestais onde predominam o sobreiro. que se prevê que seja um elemento fundamental no desenvolvimento económico da cidade e de todo o Distrito de Évora. nomeadamente quanto à: .486 milhões de euros. são ainda determinados pelo próprio serviço que justifica o projecto.1. pelo efeito de barreira e pela afectação que produz no uso do solo. Os impactes negativos neste troço estão essencialmente relacionados com a ocupação do solo pela via. seja da ordem dos 233. que influencia o desenvolvimento socioeconómico e a organização do território Os impactes podem assim ser positivos ou negativos e assumem importância diferente nas fases de construção e exploração do empreendimento. onde se destaca um grande Aproveitamento Hidroagrícola no concelho de Montemor Novo.

Ao nível específico das soluções. tem menor interferência com infraestruturas de aproveitamento de recursos hídricos. A Flora tem uma menor afectação de biótopos mais sensíveis e consequentemente uma menor importância na fragmentação de habitats. um menor número de captações afectadas. Os impactes acústicos foram assim também minimizados e foi possível estudar soluções diferentes na relação dos traçados com a auto-estrada A6 que minimizam os impactes cumulativos. evitando-se a maioria das ocupações humanas. Avaliação de Impacte Ambiental Pag. verificam-se os menores impactes na Solução 1. A Análise de Risco é a que em conjunto com a Solução 3 revela menores situações propícias à ocorrência de acidentes e respectivos riscos sobre a envolvente. a minimização da afectação dos recursos hídricos e a manutenção das principais manchas de montado. nos recursos hídricos e mesmo nos aspectos sociais e económicos. A Socio-económia por ser a Solução (em conjunto com a Solução 3) que revela menor atravessamento de áreas habitadas. uma maior diferença de impactes. uma intromissão visual menos significativa na zona. foram assim os critérios principais para a definição das soluções de traçado. nomeadamente charcas (1 charca) e tem menor superfície em áreas de máxima infiltração (em conjunto com a Solução 3). naturalmente com menores reflexos na redução da qualidade de espaço e de potencial desvalorização da propriedade. preservando os seus valores de qualidade de vida e paisagísticos. 30 . A Solução 2 tendo o início e o fim coincidentes com as restantes soluções é a que apresenta contudo no restante traçado maior divergência e comparativamente. devido à menor alteração da topografia. a par da Solução 3. por ser a solução que por um lado corresponde à que terá uma menor afectação da classe de uso do solo dominante (solo rural). considerando-se assim também mais reduzidas as perturbações quer durante a fase de construção quer de exploração. foi possível minimizar os impactes nos principais valores de solos e uso do solo. bem como menor efeito de barreira menor na criação de espaços sobrantes significativos. Os Recursos Hídricos Superficiais e Subterrâneos implicam uma menor necessidade de desviar linhas de água (apenas entre os km 3+520 – 3+600). Deste modo. a par de um saldo final de terras movimentadas pouco desequilibrado. menor atravessamento de cursos de água e de áreas agrícolas consideradas como tendo maior amplitude e valor visual e baixa capacidade de absorção face à introdução de novos elementos na paisagem e de não se desenvolve ainda junto a conjuntos edificados com valor patrimonial e paisagístico. de espaços com condicionamentos como o Aproveitamento Hidroagrícola dos Minutos e a zona de protecção da Albufeira dos Minutos.UNIVERSIDADE DE ÉVORA MESTRADO DE ENG. É também a solução que em conjunto com a Solução 3 evita a criação de extensa e estreita faixa ao longo da A6. CIVIL A manutenção da unidade do Aproveitamento Hidroagrícola. A Paisagem possui. A Fauna. Em termos comparativos e tendo em conta os diferentes factores ambientais. na flora e vegetação e na fauna. vinha e montado). essencialmente. possui uma menor afectação e perturbação de habitats importantes para a fauna como são as charcas que são afectadas em menor número nesta solução. já que: A Geologia tem a menor extensão de trechos de aterro/escavação com altura expressiva a que correspondem menores alterações na topografia e respectivas formações geológicas. assim como. O Ruído e Vibrações apresentam um menor número de receptores na envolvente e uma menor magnitude e significância dos impactes no ruído. cujos usos e funcionalidade ficam deste modo mais comprometidos. O Ordenamento do Território. O uso do Solo tem uma menor afectação permanente de usos de maior valor económico e ecológico (olival. a Solução 1 e 3 têm impactes semelhantes dado que o seu traçado é em grande parte coincidente.

Aterros e Escavações Esta obra trará uma grande transformação da paisagem. Também irão ser construídos alguns aterros com muita movimentação de terras e a realização de alguns taludes com uma elevada extracção de solos. CIVIL 3.UNIVERSIDADE DE ÉVORA MESTRADO DE ENG.2. pois irão fazer-se algumas obras de arte com alguma extensão e altura que vão alterar a paisagem do Alentejo. 31 . Para a Solução de construção 1 temos os seguintes volumes de aterros e escavações a serem executados: Escavação Solução 1 Avaliação de Impacte Ambiental Pag.

32 .UNIVERSIDADE DE ÉVORA MESTRADO DE ENG. CIVIL Aterro Solução 1 Avaliação de Impacte Ambiental Pag.

CIVIL Para a Solução de construção 2 temos os seguintes volumes de aterros e escavações a serem executados: Aterro Solução 2 Avaliação de Impacte Ambiental Pag.UNIVERSIDADE DE ÉVORA MESTRADO DE ENG. 33 .

CIVIL Escavação Solução 2 Avaliação de Impacte Ambiental Pag. 34 .UNIVERSIDADE DE ÉVORA MESTRADO DE ENG.

35 . CIVIL Para a Solução de construção 3 temos os seguintes volumes de aterros e escavações a serem executados: Aterro Solução 3 Avaliação de Impacte Ambiental Pag.UNIVERSIDADE DE ÉVORA MESTRADO DE ENG.

junto à auto-estrada A6 e no seu lado Sul. a Solução 2 apresenta-se como claramente menos favorável. a Alternativa Zero. embora se possa afirmar que não se apresenta como inviável. pela proximidade e afectação das nascentes de Metrogos e do Aqueduto da Água da Prata e pela criação de uma faixa confinada muito desvalorizada entre a A6 e a nova linha. Nas tabelas anteriores foram calculados os valores da valorização Qualitativa Simples e Completa através das seguintes equações: Avaliação de Impacte Ambiental Pag. embora pouco significativa também a prejudica em vários descritores que fazem quantificações. os Recursos Hídricos Superficiais e a Fauna favorecem a Solução 1. CIVIL Escavação Solução 3 3. apresentase como fortemente negativa em relação às expectativas de ordenamento e desenvolvimento social e económico que se prevê que seja induzido pelo comboio de Alta Velocidade e principalmente pela estação de Évora. A sua maior extensão.3. Em termos globais e por comparação com qualquer das soluções. 36 . em particular pela forma de atravessamento de auto-estrada. Por sua vez. Matriz Leopold A Solução 1 surge assim como a solução mais favorável. enquanto a Geologia. embora a uma distância próxima surja a Solução 3. Globalmente e na comparação entre o grupo das Soluções 1 e 3 e a Solução 2 mostra-se que esta é muito penalizada pelo último troço do traçado. Entre as Soluções 1 e 3 é o Património que favorece ligeiramente a Solução 3.UNIVERSIDADE DE ÉVORA MESTRADO DE ENG.

efeito cumulativo.(|Im| . efeito de aparecimento irregular. parcial. – Extensão (E) – pontual.(|Im| . – Acumulação (A) – simples.Mínimo) / (Máximo-Mínimo) Avaliação de Impacte Ambiental Pag. médio ou longo prazo. efeito contínuo ou descontínuo. Valorização qualitativa completa: ImF2= +-(A+E+In+P+Rv+Rc+PR+Mo+EF) Normalização In1=+. ou extenso – Momento (Mo) – efeito a curto.Efeitos cíclicos – efeito periódico. média ou baixa. indirecto ou secundário. local. 37 .Mínimo) / (Máximo-Mínimo) MESTRADO DE ENG.UNIVERSIDADE DE ÉVORA Valorização qualitativa simples: Im= +. efeito sinérgico – Intensidade (In) – elevada.(A+E+In+P+Rv+Rc) Normalização In1=+. CIVIL Legenda das Equações e Tabelas: – Relação causa-efeito (EF) – efeito directo. – Persistência (P) – efeito permanente ou temporário – Reversibilidade (Rv) – reversível ou irreversível – Recuperabilidade (Rc) – recuperável ou irrecuperável – Periodicidade (PR) .

CIVIL Avaliação de Impacte Ambiental Pag.UNIVERSIDADE DE ÉVORA MESTRADO DE ENG. 38 .

UNIVERSIDADE DE ÉVORA MESTRADO DE ENG. 39 . CIVIL Avaliação de Impacte Ambiental Pag.

UNIVERSIDADE DE ÉVORA MESTRADO DE ENG. CIVIL Avaliação de Impacte Ambiental Pag. 40 .

por sua vez. as principais manchas de montado e ocupações humanas. que se desenvolve mais a Sul e faz a aproximação mais rápida ao atravessamento da auto-estrada A6.UNIVERSIDADE DE ÉVORA IV. No entanto. em termos globais é a Solução 1 que surge como a mais favorável. revela-se mais desvantajosa. recursos hídricos superficiais e fauna. A Solução 1. ambas asseguram a não afectação dos principais condicionamentos a evitar. As Soluções 1 e 3 são bastante semelhantes pois para além de só divergirem cerca de 11. A ESCOLHA DA SOLUÇÃO Com os estudos desenvolvidos. pelo que é assim a mais pontuada e a que se apresenta mais favorável. A Solução 2. apresenta-se melhor na geologia. Avaliação de Impacte Ambiental . em praticamente todos os factores ambientais por ser mais extensa e essencialmente devido ao impacte do troço final paralelo à auto-estrada A6. Todas elas evitam o Aproveitamento Hidroagrícola dos Minutos. A Solução 3 aproxima-se mais da área do Aproveitamento Hidroagrícola dos Minutos apresentando-se apenas ligeiramente mais favorável no património do que a Solução 1.5 km no início do traçado. incluindo o seu atravessamento. fazendo a ligação entre o ponto terminal do troço anterior (Lote 3A2) e a Estação de Évora na continuidade da qual se desenvolve o troço seguinte (Lote 3C) que liga Elvas e Espanha. verifica-se que foram evitadas todas as condicionantes e situações que interessavam não afectar pelas três soluções.

águas. e fazendo-se o controle de terras. Para o Projecto de Execução serão adoptadas soluções que permitam reduzir o efeito barreira da via para a fauna com passagens de dimensão e localização adequada. Está prevista a plantação. Na fase de exploração. serão repostas todas as estruturas afectadas como captações e condutas e restabelecidas as ligações para o trânsito de pessoas e veículos para cada lado da via e ao longo desta. e controlar os impactes residuais. localizando as estruturas temporárias de apoio como estaleiros e acessos nos locais de menor valor. permitirão corrigir e melhorar as medidas de minimização e projectar novas acções correctivas. O enquadramento paisagístico da via e da estação permitirão uma melhor inserção no meio e a própria via será preparada para evitar impactes na envolvente devido ao trânsito das composições. a protecção da flora e vegetação e linhas de água permitirá evitar danos desnecessários e reduzir as perturbações na qualidade de vida local. de modo a compensar a sua perda. a gestão ambiental de obra. de um número semelhante de espécies arbóreas de valor que sejam necessárias remover. 42 . poeiras e ruído.UNIVERSIDADE DE ÉVORA MESTRADO DE ENG. constituem as medidas mais importantes para a minimização dos impactes do projecto. CIVIL V. a manutenção das medidas previstas e os planos de monitorização. Na fase de construção. o estudo identifica um vasto número de medidas que permitirão ainda minimizar os impactes identificados. sobretudo para a fase de construção. o próprio projecto desenvolvendo a melhor relação com o terreno e os recursos hídricos e os métodos construtivos adoptados. Avaliação de Impacte Ambiental Pag. onde tal for possível. Os impactes residuais que se prevêem são moderados ou pouco significativos e os impactes positivos são claramente superiores aos negativos. Para além disso. resíduos. reduzindo as áreas de intervenção ao mínimo. AS MEDIDAS DE MINIMIZAÇÃO Os estudos dos traçados alternativos e a escolha da melhor solução.

e assumem importância diferente nas fases de construção e exploração do empreendimento. Em termos comparativos e tendo em conta os diferentes factores ambientais. Ao nível específico das soluções. Avaliação de Impacte Ambiental Pag. que se prevê que seja um elemento fundamental no desenvolvimento económico da cidade e de todo o Distrito de Évora. em infra-estruturas ou valores naturais.UNIVERSIDADE DE ÉVORA MESTRADO DE ENG. podendo ser positivos ou negativos. os impactes positivos e que se aplicam a qualquer uma das soluções. Consideramos assim que projecto da Alta Velocidade neste troço se apresenta como altamente positivo para o desenvolvimento regional. já os impactes negativos neste troço estão essencialmente relacionados com a ocupação do solo pela via. a Solução 1 e 3 têm impactes semelhantes dado que o seu traçado é em grande parte coincidente. Conclusão Os impactes do projecto são principalmente determinados pelas alterações que se introduzem no território com a construção da via e todas as estruturas associadas. A Solução 2 tendo o início e o fim coincidentes com as restantes soluções é a que apresenta contudo no restante traçado maior divergência e comparativamente. pelo efeito de barreira e pela afectação que produz no uso do solo. verificam-se os menores impactes na Solução 1. CIVIL VI. sendo possível fazer a sua inserção na situação actual de uma forma equilibrada e sem afectar valores essenciais sendo os seus impactes negativos em geral moderados. 43 . favorecendo o desenvolvimento social e a constituição de uma centralidade regional muito dinamizadora. uma maior diferença de impactes. têm neste troço uma elevada magnitude devido essencialmente à existência da Estação de Évora. Como anteriormente referido.

rave. Mestrado em Engenharia Civil.pt • • Ligação Ferroviária de Alta Velocidade entre Lisboa e Madrid. lote 3B.UNIVERSIDADE DE ÉVORA MESTRADO DE ENG. Tabelas e Mapas fornecidos pela RAVE. Estudo Prévio-Tráfego Misto. Volume 18 “Estudo de Impacto Ambiental” de Setembro de 2007. 44 . da Avaliação de Impacte Ambiental Pag. • O sítio na Internet www. Bibliografia • Guia de Apoio ao Novo Regime de Avaliação de Impacte Ambiental – Ministério do Ambiente e do Ornamento do Território. Resumo Não Técnico. Troço Montemor-o-Novo/Évora. • Apontamentos da Cadeira “Avaliação de Impacte Ambiental” Universidade de Évora. CIVIL VII.

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