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aula_1_gestão_financeira

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MBA em Gestão Estratégica de Negócios Gestão Financeira

Professora Elis Angela dos Anjos
Administradora, Técnica em Contabilidade e Ciências Contábeis. Especialista em Gestão Empresarial com Ênfase em Finanças, em Marketing e Docência no Ensino Superior contato: elisanjos@yahoo.com.br
Prof.(a) Elis Anjos Material ± Alexandre Assaf Neto e outros

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INTRODUÇÃO ÀS FINANÇAS CORPORATIVAS Finanças Corporativas: incorporaram em seu escopo as grandes evoluções do mundo contemporâneo Profissional de finanças: necessidade de visão integrativa da empresa e seu relacionamento com o ambiente externo Contabilidade: informações relevantes do comportamento do mercado e do desempenho interno da empresa Realidade empresarial brasileira: demanda um conjunto de ajustes e reflexões de conceitos financeiros consagrados em outros ambientes econômicos
Prof.(a) Elis Anjos Material ± Alexandre Assaf Neto e outros

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Evolução da Administração Financeira A crescente complexidade assumida pelos negócios e operações de mercado fez com que as finanças empresarias se separassem das Ciências Econômicas Até 1929/30 - Predomínio da abordagem tradicional: Finanças voltadas para instrumentos de captação de recursos Depressão de 1929/30 - Enfoque administrativo e preocupação com solvência e liquidez das empresas Década de 40 até meados de 50 ± Enfoque da empresa como aplicadora (empréstimo) de recursos
Prof.(a) Elis Anjos Material ± Alexandre Assaf Neto e outros

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Evolução da Administração Financeira Década de 50 ± Ênfase aos investimentos e geração de riqueza e preocupação com alocação eficiente de recursos Os conceitos de Retorno do investimento e custo de capital são desenvolvidos ± ativos e passivos em destaque Final de 50 e início de 60 ± Modigliani e Miller dão início à moderna teoria de finanças com estudos sobre a irrelevância da estrutura de capital Prof. Prêmio Nobel de Economia em 1990 4 . Prêmio Nobel de Economia em 1985 Merton H.(a) Elis Anjos Material ± Alexandre Assaf Neto e outros Franco Modigliani. Miller.

Financeira Eficiência na captação e alocação de recursos de capital Visualização da empresa como um todo Cuidados especiais no uso e interpretação dos modelos financeiros Postura questionadora e reveladora em relação ao comportamento de mercado 5 Prof.Responsabilidades Contemporâneas da Adm.(a) Elis Anjos Material ± Alexandre Assaf Neto e outros .

(a) Elis Anjos Material ± Alexandre Assaf Neto e outros 6 . desajustes futuros e rentabilidade sobre os investimentos b) controle financeiro Análise e correção de desvios entre previsto e realizado c) administração de ativos Melhor estrutura dos investimentos em termos de risco e retorno d) administração de passivos Gerenciamento de composição de financiamento Prof.Dinâmica das Decisões Financeiras a) planejamento financeiro Necessidades de expansão.

Dinâmica das Decisões Financeiras Decisões de financiamento Decisões de investimento Aplicação de recursos Decisões de dividendos Financiamento das atividades Captação de recursos Prof.(a) Elis Anjos Material ± Alexandre Assaf Neto e outros 7 .

avaliação e seleção das alternativas de aplicações na expectativa de benefícios econômicos futuros São avaliadas pela relação risco-retorno São atraentes quando o retorno esperado da alternativa supera o retorno exigido pelos proprietários de capital Prof.Dinâmica das Decisões Financeiras Decisões de investimento Envolve todo o processo de identificação.(a) Elis Anjos Material ± Alexandre Assaf Neto e outros 8 .

Dinâmica das Decisões Financeiras Decisões de financiamento Escolha das melhores ofertas de recursos e grau de alavancagem Descrevem as taxas de retorno exigidas pelos detentores de capital Devem adequar o passivo às características de rentabilidade e liquidez das aplicações de recursos Prof.(a) Elis Anjos Material ± Alexandre Assaf Neto e outros 9 .

(a) Elis Anjos Material ± Alexandre Assaf Neto e outros 10 .Dinâmica das Decisões Financeiras Integração das decisões de investimento e financiamento Estabelecem um portfólio de oferta de fundos para investimento e alternativas de aplicações Política de dividendos: reinvestir lucro ou distribuí-lo? Avaliação dos respectivos ganhos para o acionista Decisão do volume de capital próprio ou de terceiros financiando os investimentos Prof.

(a) Elis Anjos Material ± Alexandre Assaf Neto e outros 11 .Interdependência econômica e financeira Resultado operacional Define os limites de remuneração das fontes de capital da empresa Quantifica o retorno produzido pelas decisões de investimento Permite a avaliação da atratividade econômica do negócio Sinaliza as decisões de financiamento (custo de captação) Prof.

(a) Elis Anjos Material ± Alexandre Assaf Neto e outros 12 . maior o risco Prof.Interdependência econômica e financeira Tomada de decisões financeiras Agregação valor econômico: lucro operacional > custo capital Equilíbrio financeiro: Interdependência de prazos entre ativos e passivos Risco econômico (operacional): Relacionado às decisões de investimento Risco financeiro: Quanto maior o nível de endividamento.

(a) Elis Anjos Material ± Alexandre Assaf Neto e outros 13 .Decisões Financeiras em Ambiente de Inflação A inflação atua sobre a economia de maneira desproporcional. gerando desigual distribuição de riqueza Provoca resultados distorcidos e decisões financeiras comprometedoras Distorce o valor de elementos patrimoniais com diferentes intensidades Prof.

(a) Elis Anjos Material ± Alexandre Assaf Neto e outros 14 .Decisões Financeiras em Ambiente de Inflação Os modelos financeiros devem incluir a problemática inflacionária para não comprometer as análises Decisões de maior maturidade podem ser equivocadas pelo uso de valores não corrigidos monetariamente Brasil: sistemática legal de correção monetária extinta em 1995. Atualmente uso de valores nominais Prof.

Administração Financeira e Objetivo da empresa Objetivo da empresa: Satisfação do retorno exigido pelos proprietários ou bem-estar social do público em geral? Economia de mercado ± empresas atraídas pelas possibilidades de lucros e guiadas por seus próprios objetivos Adam Smith ± benefícios para a sociedade causados automaticamente pela maximização da riqueza do empresário Prof.(a) Elis Anjos Material ± Alexandre Assaf Neto e outros 15 .

Administração Financeira e Objetivo da empresa Economia moderna ± baseadas nas idéias liberais de Adam Smith. Suposição da existência de mercados eficientes Intervenção estatal ou outras imperfeições no mercado reduziriam a atuação da mão invisível Mundo atual ± questões econômicas essenciais de toda a sociedade são respondidas pelas forças de mercado Prof.(a) Elis Anjos Material ± Alexandre Assaf Neto e outros 16 .

maximizando a riqueza da economia como um todo 17 Prof. financiamento e de dividendos de maneira a promover a riqueza dos acionistas As decisões financeiras de maximização de riqueza reflete nos recursos da sociedade.(a) Elis Anjos Material ± Alexandre Assaf Neto e outros .Objetivo da Administração Financeira Maximização da riqueza (bem estar econômico) dos proprietários de capital Foco nas decisões de investimento.

Medição do objetivo da empresa Lucro contábil Não define a capacidade financeira de pagamento da empresa.(a) Elis Anjos Material ± Alexandre Assaf Neto e outros 18 . pois é apurado no regime de competência Não leva em consideração os riscos inerentes à atividade da empresa nem aos fluxos esperados de rendimento Não representa o efetivo desempenho da empresa por ser um único componente isolado Ignora o valor da moeda no tempo isolado. Prof.

participação de mercado. liquidez etc. endividamento. rentabilidade. Não podem constituir-se sozinhas no objetivo do processo de tomada de decisões financeiras Não reconhecem as dimensões necessárias à maximização da riqueza dos proprietários de capital Prof.Medição do objetivo da empresa Outras medidas Crescimento das vendas.(a) Elis Anjos Material ± Alexandre Assaf Neto e outros 19 .

Medição do objetivo da empresa Valor de mercado da empresa Valor presente dos benefícios econômicos esperados.(a) Elis Anjos Material ± Alexandre Assaf Neto e outros 20 . descontados a uma taxa que representa o a remuneração mínima exigida pelos proprietários de capital Reflete o risco associado a esses resultados Prof.

Medição do objetivo da empresa O processo de decisões financeiras deve levar em conta o equilíbrio entre risco e retorno Para maiores riscos. os investidores esperam auferir maiores retornos e vice-versa A empresa deve trabalhar dentro da expectativa de promover um retorno condizente ao risco assumido Prof.(a) Elis Anjos Material ± Alexandre Assaf Neto e outros 21 .

Medição do objetivo da empresa Problemática da informação contábil Tem como objetivo a apuração do lucro e não a mensuração do valor de mercado Preços históricos (custo) que refletem resultados acumulados em exercícios passados Ativos registrados pelos valores de compra que não revelam a capacidade de geração de benefícios futuros Prof.(a) Elis Anjos Material ± Alexandre Assaf Neto e outros 22 .

Medição do objetivo da empresa Administração Financeira Avalia a capacidade de um bem em gerar riqueza Leva em conta o equilíbrio entre risco e retorno Tem o objetivo de promover a maximização do valor de mercado da ação da empresa Prof.(a) Elis Anjos Material ± Alexandre Assaf Neto e outros 23 .

(a) Elis Anjos Material ± Alexandre Assaf Neto e outros 24 .Ambiente Financeiro e Valor da Empresa O mercado financeiro possui um sistema de equilíbrio entre agentes superavitários e deficitários A convivência da empresa no mercado é fundamental para a formação de uma estrutura de capital adequada O valor de mercado das ações revela um importante parâmetro da avaliação do desempenho da empresa Prof.

Dinâmica das decisões Financeiras no Brasil Economia brasileira Insuficiência de recursos de longo prazo para as empresas Volume de empréstimos aquém das necessidades do mercado Linhas de crédito oficiais limitadas e direcionadas a programas específicos Prof.(a) Elis Anjos Material ± Alexandre Assaf Neto e outros 25 .

(a) Elis Anjos Material ± Alexandre Assaf Neto e outros 26 .Dinâmica das decisões Financeiras no Brasil Economia brasileira Dificuldade de captação de poupança pelas instituições financeiras Empresas financiadas por meio de recursos próprios e com dívidas de curto prazo Decisões das empresas privilegiam a sobrevivência e não a competitividade Prof.

Dinâmica das decisões Financeiras no Brasil Conseqüências Necessidade de maior atenção na elaboração dos modelos identificadores dessa realidade Limitação da capacidade de crescimento das empresas nacionais Falta de recursos de maior maturidade para gerar maior capacidade competitiva no atual mundo globalizado Prof.(a) Elis Anjos Material ± Alexandre Assaf Neto e outros 27 .

(a) Elis Anjos Material ± Alexandre Assaf Neto e outros 28 .Ambiente Financeiro Brasileiro Sistema Financeiro Brasileiro Faz a intermediação e distribuição de recursos no mercado Advindos de poupança e destinados ao financiamento de investimentos em setores produtivos da economia Administrador Financeiro Identifica as melhores oportunidades de alocação de recursos corporativos Prof.

Sistema Financeiro Nacional Definição: Conjunto de instituições financeiras públicas e privadas que atuam por meio de diversos instrumentos financeiros. distribuição e transferências de valores entre agentes econômicos SFN _ Sistema Financeiro Nacional CMN ± Conselho Monetário Nacional Bacen ± Banco Central do Brasil CVM ± Comissão de Valores Mobiliários Prof. na captação de recursos.(a) Elis Anjos Material ± Alexandre Assaf Neto e outros 29 .

GESTÃO BASEADA EM VALOR Gestão Baseada no Valor: enfoque na criação de riqueza aos acionistas e não somente na geração de lucros A supremacia da empresa no atual mundo globalizado encontra-se em descobrir suas ineficiências antes de seus rivais de mercado A estratégia competitiva de qualidade é oferecer o produto que o consumidor deseja adquirir pelo preço que esteja disposto a pagar Prof.(a) Elis Anjos Material ± Alexandre Assaf Neto e outros 30 .

Custo Oportunidade e Criação de Valor Custo de Oportunidade: quanto uma empresa sacrificou de sua remuneração por ter aplicado seus recursos em um investimento alternativo de risco equivalente quesito fundamental na comparação de dois investimentos Alternativas com diferentes níveis de risco não permitem uma comparação homogênea dos retornos produzidos Prof.(a) Elis Anjos Material ± Alexandre Assaf Neto e outros 31 .

(a) Elis Anjos Material ± Alexandre Assaf Neto e outros 32 .Custo Oportunidade e Criação de Valor Criação de Valor: capacidade de geração de resultados pela empresa acima das expectativas mínimas de ganho dos credores e acionistas proprietários de capital que realizam investimento de risco Uma empresa tem seu valor de mercado aumentado quando melhor remunera o custo de oportunidade de seus proprietários Prof.

(a) Elis Anjos Material ± Alexandre Assaf Neto e outros 33 .Custo Oportunidade e Criação de Valor Dificuldades da consolidação de uma gestão baseada no valor: Cultura tradicional da empresa Resistência às mudanças Conflito entre lucro e valor Prof.

registrado nos demonstrativos financeiros Prof.Valor para o acionista Market Value Added (MVA) Indica agregação de riqueza ocorrida quando o valor de mercado da empresa excede ao montante que se despenderia para construí-la Considera a criação de riqueza pelo valor contábil dos ativos.(a) Elis Anjos Material ± Alexandre Assaf Neto e outros 34 .

produzirem um VPL positivo Considera a criação de riqueza pelo valor de reposição dos investimentos Prof.Valor para o acionista Goodwill Conceito equivalente de MVA Um ativo só agrega valor se os seus fluxos de caixa esperados. descontados a uma taxa que reflete o risco.(a) Elis Anjos Material ± Alexandre Assaf Neto e outros 35 .

(a) Elis Anjos Material ± Alexandre Assaf Neto e outros 36 .Modelo de Gestão Baseada no Valor Visão sintética de uma gestão baseada no valor: VALOR DE MERCADO ± RIQUEZA CRIAÇÃO DE VALOR ESTRATÉGIAS FINANCEIRAS E CAPACIDADES DIFERENCIADORAS Prof.

que se realiza mediante a adoção eficiente de estratégias financeiras e capacidades diferenciadoras Direcionador de valor : variável que exprime efetivamente uma influência sobre o valor da empresa Ex: Um maior giro dos estoques é conseqüência da necessidade de um menor volume de investimentos em giro. promovendo um maior retorno aos proprietários e maior valor agregado Prof.Modelo de Gestão Baseada no Valor O principal indicador de agregação de riqueza é a criação de valor econômico.(a) Elis Anjos Material ± Alexandre Assaf Neto e outros 37 .

Modelo de Gestão Baseada no Valor CAPACIDADES DIFERENCIADORAS Estratégias adotadas pelas empresas que permitem um nível de diferenciação em relação a seus concorrentes de mercado Permitem que a empresa apure um retorno esperado que exceda ao custo de oportunidade do capital investido Se forem implantadas com sucesso.(a) Elis Anjos Material ± Alexandre Assaf Neto e outros 38 . promoverá vantagem competitiva e a continuidade dos negócios da empresa Prof.

DIRECIONADORES DE VALOR fidelidade dos clientes. satisfação dos clientes com novos produtos. satisfação dos empregados. medidas de redução de custos.(a) Elis Anjos Material ± Alexandre Assaf Neto e outros 39 . distribuição. atendimento dos fornecedores. tempo de lançamento de novos produtos. Qualidade Inovação Atuar com vantagem competitiva em mercado de forte concorrência. alternativas de financiamento. valor da marca. tempo de produção. rapidez no atendimento. criando alternativas inovadoras no atendimento. clientes e empregados. ganhos de escala. Visa ao efetivo conhecimento de suas oportunidades e mais eficientes estratégias de agregar valor. dimensão e potencial do mercado. Conhecimento do negócio necessidades dos clientes. Prof. Desenvolver o produto que o consumidor deseja adquirir pelo preço que se mostra disposto a pagar. produtos com maior giro. ganhos de eficiências operacionais. redução na falta de estoques. vendas.Capacidades diferenciadoras e direcionadores de valor CAPACIDADES DIFERENCIADORAS Relações de negócios OBJETIVO ESTRATÉGICO Conhecer a capacidade de relacionamento da empresa com o mercado financeiro. produção etc. preço de venda mais baixo. fornecedores. Ter a visão ampla da empresa a sinergia do negócio. como fundamento diferenciador do sucesso empresarial.

Possuem três dimensões: operacionais. destruirão valor Prof.Modelo de Gestão Baseada no Valor ESTRATÉGIAS FINANCEIRAS Têm o objetivo de criar valor aos acionistas.(a) Elis Anjos Material ± Alexandre Assaf Neto e outros 40 . financiamento e investimento O sucesso na criação de valor envolve a implementação de uma combinação de estratégias financeiras Se não produzirem retorno suficiente para remunerar o custo de oportunidade dos acionistas.

Financiamento Investimento investimento em capital de giro. oportunidades de investimentos. por meio da obtenção de uma taxa de retorno maior que o custo de capital. Implementar estratégias de investimento voltadas a agregar valor aos acionistas. voltadas a criar valor. análise giro X margem. risco financeiro. estrutura de capital. Prof. vendas e estoques etc. procura-se minimizar o custo de capital da empresa. margem de lucro.Estratégias financeiras e direcionadores de valor ESTRATÉGIAS FINANCEIRAS Operacionais OBJETIVO ESTRATÉGICO Maximizar a eficiência das decisões operacionais. promovendo o incremento de seu valor de mercado. compras. Por meio das decisões de financiamento.(a) Elis Anjos Material ± Alexandre Assaf Neto e outros 41 . custo do capital próprio. risco operacional. estabelecendo políticas de preços. custo do capital de terceiros. giro dos estoques. DIRECIONADORES DE VALOR crescimento das vendas. investimento em capital fixo. prazos operacionais de cobrança e pagamentos.

Modelo de Gestão Baseada no Valor CONFLITO VALOR X LUCRO Algumas estratégias financeiras voltadas a criar valor aos acionistas podem reduzir os lucros da empresa Ex: substituição de capital próprio por recursos de terceiros mais baratos. aumentam as despesas financeiras (juros) mas alavancam o valor de mercado das ações Prof.(a) Elis Anjos Material ± Alexandre Assaf Neto e outros 42 .

(a) Elis Anjos Material ± Alexandre Assaf Neto e outros 43 .VEA Medida de criação de valor identificada no desempenho operacional da própria empresa É o resultado apurado pela sociedade que excede à remuneração mínima exigida pelos proprietários de capital Associa o custo de oportunidade do capital ao investimento realizado. ressaltando a eficácia empresarial Prof.Valor Econômico Agregado VALOR ECONÔMICO AGREGADO .

6 milhões (60%) Prof.a.Valor Econômico Agregado Exemplo ilustrativo: Bancos Investimento Investimento 10 milhões Ki:10% a.a.(a) Elis Anjos Material ± Alexandre Assaf Neto e outros 44 . 4 milhões (40%) Capital Próprio Ke: 15% a.

(a) Elis Anjos Material ± Alexandre Assaf Neto e outros 45 .Avaliação do Desempenho pelo MVA Valor Agregado de Mercado (Market Value Added .MVA) (Market Quanto a empresa vale adicionalmente ao que se gastaria para repor todos os seus ativos a preço de mercado Calculado com base nas expectativas do mercado com relação ao potencial do empreendimento em criar valor O valor da empresa pode ser determinado pelo preço de mercado das ações x qtde ações em circulação ou pelo free operating cash flow (FLUXO DE CAIXA DESCONTADO) Prof.

de maneira a atingir o objetivo de maximização da riqueza de seus proprietários Medidas convencionais de avaliação com base no lucro são falhos por não considerarem o custo de oportunidade e o risco da decisão O VEA.Conclusões A empresa deve reconhecer suas estratégias financeiras e capacidades diferenciadoras. por considerar a remuneração exigida pelos proprietários de capital.GESTÃO BASEADA EM VALOR . constitui-se na melhor medida de avaliação do sucesso empresarial Prof.(a) Elis Anjos Material ± Alexandre Assaf Neto e outros 46 .

(a) Elis Anjos Material ± Alexandre Assaf Neto e outros 47 .Medidas de Valor de Para o Acionista e Variáveis de Mercado Representa o montante devido pela empresa a seus credores de empréstimos e financiamentos Valor Total da Entidade Valor de Mercado da Dívida Valor de Mercado do Patrimônio Líquido Preço de mercado das ações x quantidade de ações Prof.

Medidas de Valor de Para o Acionista e Variáveis de Mercado O preço de uma ação é formado por seus benefícios econômicos esperados de caixa No Brasil existe pouca circulação de ações ordinárias com direito a voto. sendo atreladas ao fluxo de dividendos prometidos aos acionistas Prof.(a) Elis Anjos Material ± Alexandre Assaf Neto e outros 48 . o que não reflete a expectativa do mercado em relação ao desempenho da empresa As ações preferenciais não incorporam o valor do controle da sociedade emitente.

(a) Elis Anjos Material ± Alexandre Assaf Neto e outros 49 .Risco e Retorno As decisões financeiras são tomadas em um ambiente de incerteza com relação ao futuro Parte-se do pressuposto que todo investidor tem aversão ao risco e prefere maximizar o retorno de seus investimentos Risco: capacidade de se mensurar o estado de incerteza de uma decisão mediante o conhecimento das probabilidades de ocorrência de determinados resultados Prof.

(a) Elis Anjos Material ± Alexandre Assaf Neto e outros .Mercado Eficiente É aquele onde os preços refletem as informações disponíveis e apresentam grande sensibilidade a novas informações relevantes O valor de um ativo é reflexo do consenso dos participantes com relação ao seu desempenho esperado Nenhum investidor é capaz de identificar ativos com preço em desequilíbrio 50 Prof.

Mercado Eficiente Hipóteses básicas do mercado eficiente Hipótese a Nenhum participante tem a capacidade de influenciar o preço das negociações Hipótese b O mercado é constituído de investidores racionais Hipótese c As informações são instantâneas e gratuitas aos participantes do mercado Prof.(a) Elis Anjos Material ± Alexandre Assaf Neto e outros 51 .

Mercado Eficiente Hipótese d O mercado trabalha com inexistência de racionamento de capital Hipótese e Os ativos são divisíveis e negociados sem restrições Hipótese f As expectativas dos investidores são homogêneas 52 Prof.(a) Elis Anjos Material ± Alexandre Assaf Neto e outros .

Mercado Eficiente Aspectos de imperfeição de mercado As informações muitas vezes não estão igualmente disponíveis para todos os investidores Há um grande número de participantes com menor qualificação para interpretar as informações relevantes O mercado sofre influência de políticas adotadas pelo governo Prof.(a) Elis Anjos Material ± Alexandre Assaf Neto e outros 53 .

(a) Elis Anjos Material ± Alexandre Assaf Neto e outros 54 .Mercado Eficiente Mercado de baixa eficiência Há preocupação em avaliar se os modelos financeiros produzem resultados significativos Os investidores tentam tirar proveito econômico dos desvios temporários dos preços de certos ativos O ajuste de preços às novas informações depende da capacidade de interpretação dos participantes Prof.

Fundamentos de Probabilidade e Medidas Estatística O conceito básico de probabilidade refere-se à possibilidade de ocorrência de determinado evento Variáveis aleatórias: conjunto de eventos incertos representado pelos resultados possíveis de ser gerados Distribuição de probabilidades: divisão dos resultados esperados pelos valores possíveis de se verificar uma probabilidade de ocorrência 55 Prof.(a) Elis Anjos Material ± Alexandre Assaf Neto e outros .

sobre os quais não se tem nenhuma experiência prévia relevante Prof.(a) Elis Anjos Material ± Alexandre Assaf Neto e outros 56 .Fundamentos de Probabilidade e Medidas Estatística DEFINIÇÕES DE PROBABILIDADE: Probabilidade objetiva Quando se adquire uma experiência passada sobre a qual há uma expectativa de que se repetirá no futuro Probabilidade subjetiva Decorre de eventos novos.

de mercado e do próprio planejamento e gestão da empresa RISCO FINANCEIRO Está relacionado com o endividamento da empresa e sua capacidade de solvência Prof.Risco e Retorno Esperados Componentes do RISCO: RISCO ECONÔMICO Advindo de conjunturas econômicas.(a) Elis Anjos Material ± Alexandre Assaf Neto e outros 57 .

Risco e Retorno Esperados Componentes do RISCO: RISCO SISTEMÁTICO É inerente a todos os ativos e determinado por eventos externos à empresa e não pode ser eliminado ou reduzido RISCO NÃO SISTEMÁTICO (Diversificável) Identificado nas características do próprio ativo (intríseco) e pode ser total ou parcialmente diluído pela diversificação da carteira Prof.(a) Elis Anjos Material ± Alexandre Assaf Neto e outros 58 .

(a) Elis Anjos Material ± Alexandre Assaf Neto e outros 59 .Relação risco. retorno e investidor O objetivo do investidor é selecionar um ativo que lhe proporcione maior nível de satisfação em sua combinação de risco e retorno TEORIA DA PREFERÊNCIA Revela o posicionamento de um investidor diante de investimentos com diferentes riscos e retornos ESCALA DE PREFERÊNCIA Possibilidades de investimento igualmente atraentes em relação ao risco/retorno esperados Prof.

como ações. etc Prof. o risco da carteira se mantém praticamente estável.(a) Elis Anjos Material ± Alexandre Assaf Neto e outros 60 .Diversificação do risco Conforme se amplia a diversificação da carteira por meio da inclusão de mais títulos. correspondendo unicamente a sua parte não diversificável a diversificação pode ser adotada em carteiras de diferentes naturezas. projetos de investimentos. seu risco total decresce em função da eliminação do risco não sistemático A partir de certo número de títulos.

podendo ser separados em diversas classes em função do risco apresentado: CLASSE I ± Ações CLASSE II ± Títulos de Renda Fixa Privados CLASSE III ± Títulos de Renda Fixa Públicos CLASSE IV ± Bens Imóveis Prof.Gestão de Portfólio e Classes de Ativos Existem inúmeros tipos de ativos que podem compor uma carteira.(a) Elis Anjos Material ± Alexandre Assaf Neto e outros 61 .

Gestão de Portfólio e Classes de Ativos AÇÕES Ações locais ± Setor de atividade ± Tamanho da empresa ± Grau de alavancagem financeira Ações internacionais ± Países desenvolvidos/emergentes TÍTULOS DE RENDA FIXA PÚBLICOS Títulos do tesouro nacional Títulos do Banco Central BENS IMÓVEIS Imóveis comerciais Imóveis residenciais TÍTULOS DE RENDA FIXA PRIVADOS Títulos locais Títulos internacionais Rating do título Títulos de alto risco e retorno (junk bond) Prof.(a) Elis Anjos Material ± Alexandre Assaf Neto e outros 62 .

(a) Elis Anjos Material ± Alexandre Assaf Neto e outros 63 . descontado por uma taxa que reflete o custo de oportunidade dos provedores de capital Prof.Introdução Todas as decisões financeiras da empresa estão ligadas ao objetivo de criação de valor e maximização da riqueza dos acionistas Os modelos de avaliação mais coerentes com a moderna teoria das finanças são baseados nos fluxos de caixa descontado (FDC) Um ativo é avaliado por sua riqueza econômica esperada no futuro.Avaliação de Empresas .

(a) Elis Anjos Material ± Alexandre Assaf Neto e outros .Avaliação de Empresas .Introdução Por se basear em resultados esperados. os modelos de avaliação possuem certo grau de subjetividade O analista financeiro também imprime sua margem de arbítrio ao retratar a realidade da empresa com base em algumas premissas e hipóteses comportamentais Existe uma relação de risco e retorno no processo de avaliação. 64 Prof.

27.1 Métodos Patrimoniais e Critérios de Mensuração de Ativos Os métodos patrimoniais chegam ao valor da empresa através do valor contábil do patrimônio líquido AC PC VALOR DA EMPRESA = PASSIVO TOTAL + PATRIMÔNIO LÍQUIDO AP ELP RLP Prof.(a) Elis Anjos PL 65 Material ± Alexandre Assaf Neto e outros .

(a) Elis Anjos Material ± Alexandre Assaf Neto e outros 66 .Métodos Patrimoniais e Critérios de Mensuração de Ativos Principais conceitos de mensuração de ativos: Valor histórico Valor histórico corrigido Valor de realização de mercado Valor realizado líquido Valor de liquidação Valor de reposição Prof.

Métodos Patrimoniais e Critérios de Mensuração de Ativos 1 VALOR HISTÓRICO Está fundamentado no princípio do valor registrado no momento da aquisição ou elaboração dos ativos A determinação do valor patrimonial admite a hipótese de preços constantes ao longo do tempo Principal limitação: baseado em valores passados e não em expectativas futuras de resultados Prof.(a) Elis Anjos Material ± Alexandre Assaf Neto e outros 67 .

permite uma avaliação com valores monetariamente comparáveis Tem pouca relevância na determinação do valor da empresa.(a) Elis Anjos Material ± Alexandre Assaf Neto e outros 68 . pois está vinculado ao capital aplicado na sua aquisição Prof.Métodos Patrimoniais e Critérios de Mensuração de Ativos 2 VALOR HISTÓRICO CORRIGIDO Realiza uma correção dos valores originais. atualizando-os para moeda de mesmo poder de compra Ao depurar o efeito da inflação.

(a) Elis Anjos Material ± Alexandre Assaf Neto e outros 69 .Métodos Patrimoniais e Critérios de Mensuração de Ativos 3 VALOR DE REALIZAÇÃO DE MERCADO Determina o valor dos ativos a partir do preço que se pode conseguir na sua venda em uma mercado organizado O mercado costuma apresentar um bom parâmetro do valor esperado de uma ativo no curto prazo Limitações: não leva em consideração a possível sinergia dos ativos e possui dificuldades naturais de avaliação Prof.

Métodos Patrimoniais e Critérios de Mensuração de Ativos

4

VALOR REALIZADO LÍQUIDO

Medido pela diferença entre o valor de venda do ativo e os custos incorridos na transação

Custos venda: produção, comissões, etc. Custos entrega: fretes e outros

O preço líquido permite uma melhor aproximação do valor corrente de mercado
Prof.(a) Elis Anjos Material ± Alexandre Assaf Neto e outros

70

Métodos Patrimoniais e Critérios de Mensuração de Ativos

5

VALOR DE LIQUIDAÇÃO

Representa o valor de mercado que se obteria dos ativos em caso de um encerramento das atividades da empresa O custo de liquidação é estabelecido em condições desvantajosas de mercado, valorando os ativos a preços reduzidos e abaixo de seus custo Obrigações ocultas devem ser consideradas na determinação dos passivos (ex.: passivos trabalhistas)
Prof.(a) Elis Anjos Material ± Alexandre Assaf Neto e outros

71

Métodos Patrimoniais e Critérios de Mensuração de Ativos

6

VALOR DE REPOSIÇÃO

Equivale ao preço de repor os ativos da empresa ao custo de mercado admitindo-se que se encontram em estado de novo

Baseia-se no pressuposto da continuidade do empreendimento, preocupando-se com as variações nos preços específicos dos ativos As diferenças com relação aos valores históricos apontam os ganhos ou perdas de estocagem
Prof.(a) Elis Anjos Material ± Alexandre Assaf Neto e outros

72

mediante uma correção do preço de compra Muitos bens e serviços apresentam evoluções peculiares de preço. já considerada a inflação Os ganhos ou perdas são realizados no momento da venda. não acompanhando os níveis de preços da economia Prof.Métodos Patrimoniais e Critérios de Mensuração de Ativos Ganhos ou perdas nos valores de reposição Um ganho de estocagem ocorre quando o custo do produto estocado sobe no mercado mais que o preço pago.(a) Elis Anjos Material ± Alexandre Assaf Neto e outros 73 .

a contabilidade a valores históricos apura um resultado (lucro) bruto nominal igual a $ 12. 100 unidades de mercadorias a um preço unitário de $ 500 Ao final do período seguinte.000 Prof.Métodos Patrimoniais e Critérios de Mensuração de Ativos Exemplo ilustrativo Uma empresa adquiriu. no início de determinado período. essa empresa vende 60 unidades de seus estoques a um preço de $ 700/unidade Nessas condições.(a) Elis Anjos Material ± Alexandre Assaf Neto e outros 74 .

000 Se na data de realização da venda a empresa tivesses de despender de $ 620/unidade para repor as 60 unidades em estoque.200) = $ 4. x $ 700 = $ 42. x $ 500 = ($ 30. teríamos: Receitas de Vendas: Custo de Venda Corrente: Lucro Bruto Corrente 60 un.000 40 unid.800 = $ 24. x $ 620 Prof.000 60 un.800 75 Estoque Final a Valores Correntes: 40 un.(a) Elis Anjos Material ± Alexandre Assaf Neto e outros .000) = $ 12.000 60 un.Métodos Patrimoniais e Critérios de Mensuração de Ativos Receitas de Vendas: Custo de Venda Histórico: Lucro Bruto Histórico Estoque Final Histórico: 60 un. x $ 700 = $ 42. x $ 620 = ($ 37. x $ 500= $ 20.

200 Esse lucro de $ 7.200 precisará ser reinvestido na renovação do estoque para a empresa manter sua sobrevivência As disponibilidades de caixa da empresa.Métodos Patrimoniais e Critérios de Mensuração de Ativos Análise dos resultados Custo de reposição Corrente = 37.800 em função do preço de reposição do produto vendido Prof. após a venda descrita.(a) Elis Anjos Material ± Alexandre Assaf Neto e outros 76 . estão superavitárias em apenas $ 4.200 (-) Custo histórico = 30.000 Ganho de estocagem = 7.

x $ 500 x 1.(a) Elis Anjos Material ± Alexandre Assaf Neto e outros = ($ 21. x $ 500 = $ 20.) tiveram uma valorização de estocagem não realizada Estoques em Valores Históricos: 40 un.000) = $ 3.05 Economia de Custo Não Realizada Corrigida Prof.Métodos Patrimoniais e Critérios de Mensuração de Ativos Economias de custo não realizadas As mercadorias que ainda não foram vendidas (40 un.000 Estoques a Preços de Reposição: 40 un.800 77 . x $ 620 = $ 24.800 Supondo uma inflação de 5% no período. temos: Estoques em Valores Históricos Corrigidos: 40 un.

000 4.000 (31.300 78 42.000 Material ± Alexandre Assaf Neto e outros .000 ± 12.000 37.500 RESULTADO CORRENTE PURO 42.800 7.800 5.000) 12.800 14.500 ± 10.800 16.500 3.700 10.200 4.200 12.000) ± 12.(a) Elis Anjos RESULTADO HISTÓRICO CORRIGIDO 42.500 ± 10.000 37.500) 10.200 4.800 RESULTADO CORRENTE CORRIGIDO 42.Métodos Patrimoniais e Critérios de Mensuração de Ativos Análise das influências dos valores correntes RESULTADO HISTÓRICO PURO Receitas de Vendas Custo de Vendas Lucro Bruto: Economia de Custo Realizada Lucro Realizado: Economia de Custo Não Realizada Lucro Global: Prof.000 (30.

porém.(a) Elis Anjos Material ± Alexandre Assaf Neto e outros 79 .500.Métodos Patrimoniais e Critérios de Mensuração de Ativos Análise das influências dos valores correntes O resultado histórico corrigido apura um lucro de maior qualidade. não leva em conta os preços de reposição O resultado a valores correntes corrigidos mostra o acréscimo patrimonial global da empresa segregando o que está embutido nos estoques (economia de custo não realizada) Fica evidenciado que.800 Prof. do lucro realizado de $ 10. estão financeiramente disponíveis apenas $ 4.

são geralmente adotadas comparações com ativos que prestam serviços aceitos como equivalentes Prof.Métodos Patrimoniais e Critérios de Mensuração de Ativos Observações finais sobre os custos de reposição Os custos de reposição possuem caráter muitas vezes subjetivo quando aplicado a produtos sazonais e de moda Em segmentos com acentuada evolução tecnológica. tornase complicado apurar os respectivos valores de reposição Para superar essa dificuldade.(a) Elis Anjos Material ± Alexandre Assaf Neto e outros 80 .

(a) Elis Anjos Material ± Alexandre Assaf Neto e outros 81 . nada têm a ver com o genuíno valor de mercado da empresa Prof. O montante do patrimônio líquido ou o valor patrimonial de uma ação.Valor da Empresa e Valor dos Balanços Deficiência dos números contábeis como estimativa de valor O uso de balanços patrimoniais elaborados pela Contabilidade não evidenciam os valores de venda dos ativos A Contabilidade expressa seus valores com base no princípio do custo com o objetivo de apurar o lucro custo.

(a) Elis Anjos Material ± Alexandre Assaf Neto e outros 82 . deduzido as obrigações passivas O investidor será atraído a desembolsar um valor maior que o patrimônio da empresa a preços de mercado se ela for capaz de produzir lucros acima do padrão do seu setor de atividade Prof.Valor da Empresa e Valor dos Balanços Goodwill como indicativo de valor da empresa Goodwill = quando uma empresa tem seu valor de mercado fixado acima do valor de reposição de seu patrimônio líquido Valor individual de compra que cada um de seus ativos poderiam alcançar no mercado em determinado momento.

(a) Elis Anjos Material ± Alexandre Assaf Neto e outros 83 . a fragilidade do mercado de capitais no Brasil impõe inúmeras restrições à adoção desse método Prof.Método de Múltiplos de Mercado ou de Transações Comparáveis Método de Múltiplos de Mercado Consiste em determinar o valor da empresa comparando seu desempenho com o de outras empresas cotadas em bolsa A comparação seria uma indicação de quanto o mercado estaria disposto a pagar pela empresa em avaliação Porém.

Método de Múltiplos de Mercado ou de Transações Comparáveis Método de Múltiplos de Transações Comparáveis Refere-se à aplicação de múltiplos pagos em vendas de ativos semelhantes à empresa em avaliação Problemas do método: Diferentes momentos de vendas implicam diferentes avaliações As características de mercado em que atua cada empresa implicam diferentes potenciais de riqueza futuros Prof.(a) Elis Anjos Material ± Alexandre Assaf Neto e outros 84 .

algumas análises de sensibilidades devem ser incorporadas nos cálculos.(a) Elis Anjos Material ± Alexandre Assaf Neto e outros . tornando os resultados mais representativos do efetivo valor da empresa 85 Prof. previstos e do retorno requerido pelos proprietários de capital As expectativas inseridas na avaliação podem alterar-se ao longo do tempo e em função das oscilações conjunturais Por se trabalhar com valores esperados.Método do Fluxo de Caixa Descontado (FDC) O valor de uma empresa é função dos benefícios econômicos esperados de caixa do risco associado a esses resultados caixa.

(a) Elis Anjos Material ± Alexandre Assaf Neto e outros 86 . estando perfeitamente consistente com o objetivo de maximização do valor da empresa Prof.Método do Fluxo de Caixa Descontado (FDC) Na avaliação econômica de investimentos. o método de Fluxo de Caixa Descontado é o que representa o maior rigor técnico e conceitual para expressar o valor econômico Está voltado para apuração da riqueza absoluta do investimento.

Método do Fluxo de Caixa Descontado (FDC) Princípio do Método de Fluxo de Caixa Descontado Uma empresa é avaliada por sua riqueza econômica expressa a valor presente.(a) Elis Anjos Material ± Alexandre Assaf Neto e outros 87 . dimensionada pelos benefícios de caixa esperados no futuro e descontados por uma taxa de atratividade que reflete o custo de oportunidade dos vários provedores de capital Prof.

respeitadas as preferências do investidor a decisão identifica o valor presente do ativo com base na taxa de desconto apropriada a remunerar o capital Prof.(a) Elis Anjos Material ± Alexandre Assaf Neto e outros 88 .Método do Fluxo de Caixa Descontado (FDC) Princípios gerais: a avaliação do investimento é processada com base nos fluxos de caixa de natureza operacional o risco é incorporado na avaliação econômica de investimento.

definidos em termos operacionais 89 Prof.Método do Fluxo de Caixa Descontado (FDC) O FCD pressupõe de que um investidor somente abre mão de um consumo atual em troca de um consumo maior no futuro A taxa de atratividade definida para a avaliação econômica é a que proporciona a remuneração do capital A base de avaliação do modelo são os fluxos de caixa.(a) Elis Anjos Material ± Alexandre Assaf Neto e outros .

.   2 3 N ..Método do Fluxo de Caixa Descontado (FDC) Expressão de cálculo: FCO1 FCO2 FCO3 FCO N Valor !    .

1  K .

1  K .

1  K .

1  K Valor = valor econômico (presente) do investimento FCO = fluxo de caixa operacional K= taxa de desconto que representa o custo médio ponderado de capital Prof.(a) Elis Anjos Material ± Alexandre Assaf Neto e outros 90 .

Método do Fluxo de Caixa Descontado (FDC) De forma resumida. admitindo-se um FCO constante e perpétuo. o valor admitindoeconômico pode ser representado pela expressão: Valor ! n § FCO J .

1  K J j !1

Admitindo a perpetuidade e a manutenção dos valores de fluxo de caixa, tem-se:

Valor !
Prof.(a) Elis Anjos

n

§

FCO J
91

1  K J j !1

Material ± Alexandre Assaf Neto e outros

Avaliação
92

Prof.(a) Elis Anjos

Material ± Alexandre Assaf Neto e outros

Introdução Metodologia de determinação do valor de mercado de uma empresa a b c d Prof.(a) Elis Anjos fluxos de caixa taxa de desconto (taxa mínima de atratividade) horizonte de tempo das projeções risco Material ± Alexandre Assaf Neto e outros 93 .Avaliação ± Aplicação Prática .

utilizado como taxa de desconto dos fluxos de caixa Prof.(a) Elis Anjos Material ± Alexandre Assaf Neto e outros 94 .Fluxos de Caixa Estabelecido com base nas informações conjunturais. no desempenho esperado do mercado e na empresa em avaliação Os valores relevantes para a avaliação são os provenientes da atividade operacional da empresa e disponíveis a todos os provedores de capital: próprios ou de terceiros O impacto do financiamento oneroso deve refletir-se inteiramente sobre o custo total de capital.

Fluxos de Caixa Free Operating Cash Flow Lucro Operacional Líquido do IR (+) Despesas Não Desembolsáveis (±) Investimentos em Capital Fixo (±) Variações de Capital de Giro (=) Fluxo de Caixa Operacional Disponível Prof.(a) Elis Anjos Material ± Alexandre Assaf Neto e outros 95 .

201 (363) 5.729 19X8 35.604) 4.230 (17.337) 1.462 20X1 40.070 (21.034) (134) (1.891 1.517) (135) (1.827) (1.641) 4.406 1.449) 13.865 (2.387 (578) 1.626 (1.652 (975) (810) (143) (896) 1.832 19X3 22.293 (14.290) 2.454) 4.295 (3.792) 4. Lucro Operacional Após IR Depreciação do Período Variações Invest.924 (1.958) 10.484) (820) (149) (1. Antes IR Imp.290 (466) 3.244 (409) 5.040) (1.251 19X7 33.337 (219) 2.232 (24.046 (440) 6.754 1.774 1.694 19X4 23.312) 15.444) (1.484) (135) (1.082) 10. Disponível 19.096 (2.316 (23.351) (134) (1.156) (1.256) (1.230 19X6 30.120 (434) 5.159) (129) (1. Depreciação Período Lucro Operac.600 (18.691 (23. Adm.244) 5.046) 10.961 (555) 2.545 (22.808 (1. Operac.238) (919) (105) (1.416 1.585 20X0 39.726) 6.000 19X5 26.(a) Elis Anjos Material ± Alexandre Assaf Neto e outros 96 .868) 4.660 (2.244 (4.927) 15.205) 11.558 896 (622) 1.251 (2.Fluxos de Caixa Projeção dos fluxos de caixa operacionais para avaliação ± Cia.735 (4. Value.187 (19.541) 4.360) 4.870 (1.201) 7.650 (19.160 (422) 5.470) 5. Total Fluxo Caixa Op. s/ Lucro Operac.547 Prof.383) (134) (1.120) 8.941 1. e Gerais Despesas de Vendas Outras Desp.828 (270) 1.899 1.794) 5.031) 13.389 (2.082 (394) 6.235) (138) (1.505) (1. 19X2 Receita Operacional Custo dos Produtos Resultado Bruto Desp.018 (136) 882 1.492 ($ 000) 19X9 36.920 (2.487) (1.387) 977 (92) 885 1.160) 8.229 (1.767 (3.

(a) Elis Anjos Material ± Alexandre Assaf Neto e outros 97 .Fluxos de Caixa O comportamento crescente esperado do valor da empresa revela um otimismo com relação ao desempenho futuro A evolução projetada dos custos foi menos que proporcional à das receitas de vendas. motivadas por uma expectativa de queda dos preços das matérias-primas As despesas operacionais foram previstas com base nos valores médios apresentados em anos precedentes Prof.

(a) Elis Anjos Material ± Alexandre Assaf Neto e outros 98 . Value As variações no investimento total referem-se às necessidades previstas de aplicações em bens permanentes e capital de giro nos anos considerados Prof.Fluxos de Caixa Não se prevê que esses valores sofram alterações relevantes no período de previsão Os valores projetados dos impostos sobre o lucro operacional consideram as isenções fiscais previstas em áreas incentivadas de atuação da Cia.

‡ Também compreende passivos circulantes. instituições financeiras a pagar (empréstimos bancários) e despesas a pagar. Prof.(a) Elis Anjos Material ± Alexandre Assaf Neto e outros 99 . ou seja. incluindo contas a pagar (fornecedores).Capital de giro líquido ‡ O capital de giro inclui os ativos circulantes de uma empresa. além de contas a receber e estoques. caixa e títulos negociáveis de curto prazo. ‡ Capital de giro líquido é a diferença entre ativos circulantes e passivos circulantes.

(a) Elis Anjos Material ± Alexandre Assaf Neto e outros 100 .Capital de giro líquido µRentabilidade¶ versus µliquidez¶ ‡ É indispensável observar que µrentabilidade¶ e µliquidez¶ (ou fluxo de caixa) não são necessariamente a mesma coisa. ‡ A chave está na duração do ciclo de capital de giro ± ou seja. quanto tempo é necessário para converter caixa novamente em caixa. ‡ Uma empresa pode ser rentável e ainda assim passar por sérios problemas de fluxos de caixa. Prof.

600 Passivos circulantes Fornecedores Inst. a pagar Despesas a pagar $ 600 800 200 A Berenson será capaz de pagar suas contas? Prof.(a) Elis Anjos Material ± Alexandre Assaf Neto e outros 101 .200 2.700 Total $ 1. fin.Capital de giro líquido µRentabilidade¶ versus µliquidez¶ Posição corrente da Berenson Com pany Ativos circulantes Caixa Tít. negociáveis Contas a receber Estoques Total $ $ 500 200 800 1.

Compensação entre rentabilidade e risco Capital de giro líquido positivo (baixo retorno e baixo risco) Ativos circulantes Passivos circulantes Baixo custo Baixo retorno Capital de giro líquido > 0 Alto retorno Exigível de longo prazo Alto custo Ativos permanentes Prof.(a) Elis Anjos Capital próprio Custo mais alto 102 Material ± Alexandre Assaf Neto e outros .

(a) Elis Anjos Capital próprio Material ± Alexandre Assaf Neto e outros .Compensação entre rentabilidade e risco Capital de giro líquido negativo (alto retorno e alto risco) Baixo retorno Ativos circulantes Passivos circulantes Capital de giro líquido < 0 Exigível de longo prazo Baixo custo Alto retorno Alto custo Custo mais alto 103 Ativos permanentes Prof.

(a) Elis Anjos Material ± Alexandre Assaf Neto e outros 104 .Compensação entre rentabilidade e risco Prof.

Ciclo de conversão de caixa ‡ Gestão financeira de curto prazo ± a gestão de ativos e passivos circulantes ± é uma das atividades mais importantes e que consomem mais tempo do administrador financeiro. Prof.(a) Elis Anjos Material ± Alexandre Assaf Neto e outros 105 . ‡ Essencial para a gestão financeira da empresa é uma compreensão do ciclo de conversão de caixa. ‡ O objetivo da gestão financeira de curto prazo é administrar cada um dos ativos e passivos circulantes da empresa para obter um equiíbrio entre rentabilidade e risco que contribua positivamente para o valor da empresa.

O ciclo de conversão de caixa (CCC) é o prazo desde o pagamento aos fornecedores até o recebimento com a venda do produto final.(a) Elis Anjos Material ± Alexandre Assaf Neto e outros 106 .Cálculo do ciclo de conversão de caixa O ciclo operacional (CO) é o prazo desde a encomenda de materiais até o pagamento de contas a receber. Prof.

Ciclo Operacional e Ciclo de Caixa
Prof.(a) Elis Anjos Material ± Alexandre Assaf Neto e outros

107

Capital de GIRO ‡ ...´a administração do CG está relacionada com os problemas de gestão dos ativos e passivos circulantes e com as inter-relações entre esses grupos patrimoniais.´
Prof.(a) Elis Anjos Material ± Alexandre Assaf Neto e outros

108

Capital Circulante Líquido - CCL
‡ Excedente do Capital de Giro utilizado. ‡ ³indica a folga financeira da empresas, ou seja, o excesso ou falta de AC em relação aos PC.´ ‡ CCL = AC ± PC
‡ É também uma medida de liquidez da empresa
109

Prof.(a) Elis Anjos

Material ± Alexandre Assaf Neto e outros

(a) Elis Anjos Material ± Alexandre Assaf Neto e outros 110 .Capital Circulante Líquido = CCL Prof.

(a) Elis Anjos Material ± Alexandre Assaf Neto e outros 111 .PCO Necessidade Líquida de CG Prof.NCG = ACO .

(a) Elis Anjos Material ± Alexandre Assaf Neto e outros 112 .Necessidade Líquida de CG Prof.

Financiamento do CCL FCCL = (PELP + PL) ± (ARLP + AP) FCCL é o montante de recursos que financiam o Ativo Circulante e que não vieram do Passivo Circulante Quanto maior for o CCL. Prof. menor será o risco de Insolvência e menor serão as dívidas de curto prazo onerando as contas do Capital de Giro.(a) Elis Anjos Material ± Alexandre Assaf Neto e outros 113 .

(a) Elis Anjos Material ± Alexandre Assaf Neto e outros 114 . o financiamento interno ³banca´ todo o investimento em estoque e vendas. ‡ Se a necessidade é positiva ± Indica que a empresa necessita de investimentos em estoques e vendas e não possui investimento interno suficiente Prof. a situação operacional da empresa é suficiente. ou seja.Necessidade CG ‡ Se a necessidade é negativa ± As fontes são superiores ás aplicações.

‡ PMRE = Estoque CMV X 360 * Estoque .(a) Elis Anjos Material ± Alexandre Assaf Neto e outros 115 .Médio Prof.Prazo Médio de Rotação dos Estoques ‡ PMRE = tempo de giro médio dos estoques da empresa (compra e estocagem).

Médio Prof. ‡ PMRV = Clientes .DR Vendas X 360 * Clientes .(a) Elis Anjos Material ± Alexandre Assaf Neto e outros 116 .Prazo Médio de Recebimento das Vendas ‡ PMRV = tempo que demora para recebimento das vendas na companhia.

(a) Elis Anjos Material ± Alexandre Assaf Neto e outros 117 .Médio Prof.Prazo Médio do Pagamento das Compras ‡ PMPC = tempo médio que a empresa tem para pagar suas compras a prazo. ‡ PMPC = Fornecedores Compras X 360 * Fornecedores .

Ciclo Operacional ‡ Tempo correspondente ao intervalo entre a compra das MP e o recebimento das vendas CO = PMRE + PMRV ‡ PMRE = Estoque CMV Dup. Receber Vendas X 360 X ‡ PMRV = 360 118 Prof.(a) Elis Anjos Material ± Alexandre Assaf Neto e outros .

Ciclo de Caixa ou Ciclo Financeiro ‡ Período de Necessidade do Capital de GIRO. se inicia com o pagamento dos fornecedores e termina com o recebimento das vendas CF = PMRE + PMRV .PMPC ‡ PMPC = Fornecedores Compras X 360 119 Prof.(a) Elis Anjos Material ± Alexandre Assaf Neto e outros .

Giro de Caixa e Desembolso Financeiro ‡ Desembolso Operacional ± pagamentos necessários à operação da empresa. para custear o desembolso operacional Prof. ‡ Giro de Caixa ± quantidade de vezes que o volume necessário de recursos disponíveis gira no período (360/CF). ‡ Caixa Operacional ± montante de recursos necessários.(a) Elis Anjos Material ± Alexandre Assaf Neto e outros 120 .

taxa de desconto.(a) Elis Anjos Material ± Alexandre Assaf Neto e outros 121 . para gerar uma quantia futura. ‡ A taxa de desconto também é comumente conhecida como custo de oportunidade. ‡ Representa a quantia que deve ser aplicada hoje. Prof.Valor presente ‡ Valor presente é o valor monetário corrente de uma quantia futura. ‡ O cálculo de valor presente também é chamado de desconto. a certa taxa de juros. ‡ Baseia-se na idéia de que um dólar hoje vale mais do que um dólar amanhã. retorno exigido ou custo de capital.

000 x FVP6%.000 daqui a cinco anos caso receba 6% de juros no depósito? $ 2.Exemplo de valor presente Algebricamente e usando tabelas de FVP Quanto você deve depositar hoje para ter $ 2.000 x [1/(1.74758 = $ 2.52 Prof.494.06)5] = $ 2.(a) Elis Anjos Material ± Alexandre Assaf Neto e outros 122 .5 $ 1.000 x 0.

06. ? . VF) = VP (0. 5. pmt.(a) Elis Anjos $ 2.Exemplo de valor presente Usando Excel Quanto você deve depositar hoje para ter $ 2. períodos.000 daqui a cinco anos caso receba 6% de juros no depósito? PV k n FV? Prof.000 6. 2000) Material ± Alexandre Assaf Neto e outros 123 .00% 5 $2.676 Função de Excel = VP (juros.

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