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01. CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL DE UMA VARIÁVEL (CÁLCULO I)

01. CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL DE UMA VARIÁVEL (CÁLCULO I)

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Cálculo Diferencial e Integral de uma variável

para os cursos de Engenharia e CC Anotações de Aula Eurípedes Machado Rodrigues
0
UNIP UNIDADE UNIVERSITÁRIA DE SOROCABA

ENGENHARIA MECATRÔNICA / ELÉTRICA-1ºANO









CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL
DE UMA VARIÁVEL
(CÁLCULO I)



ALUNO:_______________________________ RA.:___________

TURMA:______________________________ SALA:__________


PROF. MACHADO







AGOSTO/2010





Cálculo Diferencial e Integral de uma variável
para os cursos de Engenharia e CC Anotações de Aula Eurípedes Machado Rodrigues
1
INDICE
1. Sistema Cartesiano Ortogonal....................................................................................02
2. Variáveis e Constantes...............................................................................................02
3. Funções......................................................................................................................03
3.1. Função Constante...............................................................................................03
3.2. Função Afim.........................................................................................................04
3.3. Equação da reta que “passa” por um ponto dado...............................................05
3.4. Função Quadrática..............................................................................................06
3.5. Exercícios de Funções........................................................................................07
3.6. Funções Trigonométricas....................................................................................11
3.6.1. Função Seno.............................................................................................11
3.6.2. Função Co-seno........................................................................................12
3.6.3. Função Tangente.......................................................................................13
3.6.4. Função Co-tangente, Secante e Co-secante............................................13
3.6.5. Exercícios propostos de trigonometria......................................................13
3.7. Função Exponencial............................................................................................14
3.8. Logaritmo.............................................................................................................15
3.9. Função Logaritmo................................................................................................16
4. Derivadas....................................................................................................................17
4.1. Taxa de variação.................................................................................................17
4.2. Noções intuitiva de Derivada...............................................................................18
4.3. A Derivada como Velocidade..............................................................................21
4.4. Regras de Derivação...........................................................................................23
4.5. Exercícios resolvidos...........................................................................................24
4.6. Exercícios propostos...........................................................................................25
4.7. Regra da Cadeia..................................................................................................26
4.8. Derivada Implícita................................................................................................27
4.9. Exercícios propostos...........................................................................................28
5. Noções de Integração.................................................................................................30
5.1. Integral Indefinida................................................................................................30
5.2. Regras de Integração..........................................................................................30
5.3. Exercícios Resolvidos..........................................................................................31
5.4. Exercícios Propostos...........................................................................................32
5.5. Método da Substituição.......................................................................................32
5.6. Exercícios Resolvidos..........................................................................................33
5.7. Método da Integração por Partes........................................................................34
5.8. Tabela de Integrais imediatas..............................................................................36
5.9. Integrais Definidas...............................................................................................36
5.10. Propriedades da Integral Definida.....................................................................38
5.11. Exercícios Resolvidos........................................................................................39
5.12. Exercícios Propostos.........................................................................................40
5.13. Exercícios Gerais de Integral.............................................................................41
5.14. Exercícios Resolvidos........................................................................................43
6. Gabarito dos Exercícios Propostos (livro indicado pela Unip)....................................48
Cálculo Diferencial e Integral de uma variável
para os cursos de Engenharia e CC Anotações de Aula Eurípedes Machado Rodrigues
2
SISTEMA CARTESIANO ORTOGONAL
*

1. Coordenadas cartesianas ortogonais

Seja α αα α o plano determinado por dois eixos Ox e Oy perpendiculares em O.
Considere um ponto P qualquer do plano, e conduza por ele as paralelas aos eixos, que
interceptarão Ox e Oy respectivamente em P
1
e P
2
.
Escolhida uma unidade de medida (geralmente a mesma sobre os dois eixos), adota-
se a seguinte nomenclatura:
a) Abscissa de P é o número real x
P
= OP
1
;
b) Ordenada de P é o número real y
P
= OP
2
;
c) Coordenadas de P são os números reais x
P
e y
P
indicados na forma de um par
ordenado (x
P
; y
P
);
d) O eixo dos x ou Ox será chamado eixo das abscissas;
e) O eixo dos y ou Oy será chamado eixo das ordenadas;
f) O plano formado pelo par de eixos Oy e Ox será chamado plano cartesiano;
g) O sistema de eixos formados por Oy e Ox é chamado sistema cartesiano
ortogonal (ou ortonormal ou retangular);
h) O ponto O é chamado de origem do sistema cartesiano ortogonal.

y

x
P
(abscissa de P)
P(x ; y)
P
2


y
P
(ordenada de P)


O P
1
x

α αα α



NOTA: Os eixos coordenados Oy e Ox dividem o plano cartesiano em quatro regiões
angulares que são denominadas quadrantes:
y


2º quadrante 1º quadrante
(- ; +) (+ ; +)

O x

3º quadrante 4º quadrante
(- ; -) (+ ; -)





* A palavra “cartesiano” refere-se ao nome do criador da Geometria Analítica, René Descartes, o qual assinava as obras
escrevendo seu nome em latim: Cartesius.
A palavra “ortogonal” é utilizada aqui pelo fato de os eixos OX e OY formarem ângulo reto.
Cálculo Diferencial e Integral de uma variável
para os cursos de Engenharia e CC Anotações de Aula Eurípedes Machado Rodrigues
3

Representar no sistema de eixos cartesianos ortogonais os pontos:
A(4 ; 3) , B(−1; 3) , C(−3 ; −4) , D(4 ; −2) , E(2 ; 0) , F(0 ; 4)
y











VARIÁVEIS E CONSTANTES

A grande finalidade dos números é sua utilização no sistema de medidas das
grandezas do mundo real.
Uma constante é uma quantidade cujo valor permanece invariável num problema
particular, como por exemplo: altitude de uma região, temperatura em que a água
ferve, etc.
Uma variável é uma quantidade que assume diversos valores num determinado
problema particular, como por exemplo: temperatura ambiente, uma distância
percorrida, etc.
A matemática trabalha basicamente com variáveis e constantes. As variáveis ou
quantidades que mudam na realidade ou nas nossas simulações são em geral
representadas pelas últimas letras do alfabeto: x, y, z, .... . As constantes são em geral
representadas pelas primeiras letras do alfabeto: a, b, c, .....
Existem dois tipos de constantes:
a) constantes absolutas que sempre têm o mesmo valor: números ou símbolos
denotando números (ex. temperatura em que a água ferve, valor de π, etc.);
b) constantes paramétricas que têm o mesmo valor em cada problema dado,
mas podem ter valores diferentes em problemas diferentes. Tais
quantidades dependem da situação particular representada no problema.
Exemplo:
1) Na equação da área de um círculo, A = π ππ πr
2
temos que:
π ππ π é uma constante numérica (aproximadamente igual a 3,1416);
A e r são variáveis .

2) Na equação segmentaria da reta 1
b
y

a
x
= + , temos:
1 é constante numérica;
a e b são parâmetros;
x e y são variáveis

NOTA: Na matemática aplicada freqüentemente convenciona-se representar uma variável
pela primeira letra do seu nome – por exemplo: p para preço, q para quantidade, c para
custo, d para demanda, o para oferta, r para receita e assim por diante.

x
Cálculo Diferencial e Integral de uma variável
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4
FUNÇÕES

1. Definição – dizemos que uma relação f de um conjunto A em um conjunto B, não
vazios, é uma função de A em B, se e somente se, cada elemento (x) de A se
relaciona com um único elemento (y) de B. Essa relação é denotada por y = f(x).
Notação:
f : A B
x y = f(x)

NOTA: x é denominado de variável independente e y de variável dependente, ou
seja, o valor de y depende do valor de x que geralmente é expresso por uma lei de
formação ou lei de dependência, por exemplo: y = 2.x + 3

2. Domínio – o conjunto A é denominado de domínio da função , indicado por D(f) e
representa os valores que a variável independente x pode assumir;
3. Contradomínio – o conjunto B é denominado contradomínio da função, indicado
por CD(f) e representa os valores da variável y;
4. Imagem – o conjunto imagem da função é o conjunto de valores que a variável
dependente y pode assumir para cada x correspondente.
A B
A é o domínio ou seja, conjunto de partida
B é o contradomínio– conjunto de chegada
x f y
Conjunto Imagem da função : Im (f)
y é a imagem do domínio x

Im(f) = { y ∈ B | ∃ x ∈ A com y = f(x) }

Observações:
1. Uma função definida em valores reais f: A B , A e B são subconjuntos reais;
2. Por simplificação, deixamos muitas vezes de explicitar o domínio e o contradomínio
da função f, falando apenas da lei y = f(x). Neste caso, fica implícito que o
contradomínio é real e o domínio o “maior” subconjunto dos reais para o qual a
função está definida (ou seja, para que faça sentido a lei);
3. Algumas funções que comumente são usadas na matemática e por serem utilizadas
muitas vezes em operações na própria matemática ou nas aplicações de
fenômenos físicos, químicos ou biológicos, ou na área econômica, são
denominadas funções elementares. No estudo de tais funções, necessitamos
sempre de informações, tais como: Domínio, Imagem, Raízes, gráficos e suas
principais propriedades.
I. FUNÇÃO CONSTANTE

1. Definição – f: R R é uma função constante se para cada x ∈ D(f) existe um
único y tal que f(x) = k ou y = k, k é uma constante real
f: R R
x y = k

2. O gráfico da função constante é uma reta paralela ao eixo Ox pelo ponto (o ; k)
y

k (0; k)
Im(f) = { k }



x
Cálculo Diferencial e Integral de uma variável
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5
II. FUNÇÃO AFIM (ou função polinomial do 1º grau)


1. Definição – denomina-se função afim a função
f: R R
x y = ax + b , com a ≠ 0

2. Gráfico – o gráfico da função afim é uma reta (não vertical)de coeficiente angular a
e coeficiente linear b, ou seja, a reta que “passa” pelos pontos (0 ; b) e (−b/a ; 0).

Para a > 0 Para a < 0
y y

(0 ; b)
−b/a b
(−b/a ; 0) x
b (−b/a ; 0)
(0 ; b) −b/a x


Nota: o ponto onde a reta “corta“ o eixo x recebe o nome de raiz da função e é obtido
fazendo y = o

Temos: y = ax + b

se y = 0 ax + b = 0 ax = − b x = − b/a que é a raiz ou zero da função

se x = 0 y = 0.x + b y = b, ou seja, b corresponde ao valor de y onde a reta
“corta” o eixo dos y .

3. Inclinação
A inclinação da reta é o ângulo “convexo”α entre o eixo x e a reta r, sempre medido de
x para r no sentido anti-horário. As únicas situações possíveis são:

Reta Horizontal Reta “Crescente” Reta Vertical Reta “Decrescente”

y y y y

r r r r

α α α

x x x x

α αα α = 0º 0º < α αα α < 90º α αα α = 90º 90º < α αα α < 180º


4. Coeficiente angular da reta
O coeficiente angular, ou declividade da reta r, não vertical, é a tangente trigonométrica
do ângulo α, ou seja, a = tg α αα α

NOTA: Alguns autores denotam a função do 1º grau por y = mx + n, neste caso: m = tg α αα α







(f é estritamente
crescente)
(f é estritamente
decrescente)
Cálculo Diferencial e Integral de uma variável
para os cursos de Engenharia e CC Anotações de Aula Eurípedes Machado Rodrigues
6
y
P
y

∆y = y – n
(0 ; n)

∆x
α
0 x x

A partir do ponto (0 ; n), para uma variação ∆x de x haverá uma correspondente
variação ∆y de y.
No triângulo retângulo do gráfico acima temos que:
tg α =
x
n y

x
y −
=


x . tg α = y – n y = tg α . x + n
m
Portanto, m = tg α αα α

4.1. Como obter o coeficiente angular “m” sendo dados dois pontos:
y
r
P
2

y
2

y
2
– y
1
P
1

y
1


x
2
– x
1


x
1
x
2
x

Seja r uma reta, não vertical, e sejam P
1
(x
1
; y
1
) e P
2
(x
2
; y
2
) dois pontos distintos de r.
No triângulo retângulo da figura, temos:

tg α =
1 2
1 2
x x
y y


m =
1 2
1 2
x x
y y





5. Equação da reta que passa por um ponto P
o
(x
o
; y
o
)
Se Q(x ; y) é qualquer outro ponto da reta (isto é, um ponto genérico), então pode ser
usado, juntamente com o ponto P
o
(x
o
; x
o
) para determinar o coeficiente angular ou
declividade da reta: m =
o
o
x x
y y


e, como a declividade é constante, podemos
escrever:
y – y
o
= m . (x – x
o
)





α
α αα α




α
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7
III. FUNÇÃO QUADRÁTICA (ou polinomial do 2º grau)

1. Definição – denomina-se função quadrática ou função polinomial do 2º grau a
função
f : R R
x y = ax
2
+ bx + c , com a ≠ 0

Ex.: y = x
2
– 5x + 6 ; f(x) = – x
2
– 4 ; y = 2x
2
; etc.

2. Gráfico – o gráfico da função polinomial do 2º grau é uma parábola nas seguintes
condições:

∆ > 0 ∆ = 0 ∆ < 0

y y y


a > 0


x
1
x
2
x x
1
= x
2
x
x
x
1
≠ x
2
x ∈ ∃ R

y y x
1
= x
2
y x ∈ ∃ R

x x
a < 0 x

x
1
≠ x
2


Os pontos onde o gráfico intercepta os eixos cartesianos Ox e Oy, denominam-se
interceptos. No eixo x temos os interceptos (x
1
; 0) e (x
2
; 0) e, no eixo y, o intercepto
(0 ; c).

∆ ∆∆ ∆ = b
2
– 4ac é o discriminante (determina o nº de raízes reais da função).
As raízes ou zeros da função polinomial do 2º grau são obtidas através da fórmula de
Báscara : x =
2a
b ∆ ± −

NOTA 1: Se ∆ ∆∆ ∆ > 0, a função tem duas raízes reais e distintas:
x
1
=
2a
b ∆ + −
e x
2
=
2a
b ∆ − −
, podemos escrever:

f(x) = a . (x – x
1
) . (x – x
2
)

NOTA 2: Se ∆ ∆∆ ∆ = 0, a função tem uma única raiz real de multiplicidade 2:
x
1
= x
2
=
2a
b −
, neste caso, podemos escrever:

f(x) = a . (x – x
1
)
2


Cálculo Diferencial e Integral de uma variável
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8

y a > 0 y a < 0
NOTA 3 :

y
V
V(x
V
; y
V
)

x
V

x
V
x
x
y
V
V (x
V
; y
V
)
eixo de simetria


As coordenadas do vértice da parábola são :

x
V
=
2a
b −
e y
V
=
4a
∆ −
, logo: V = |
¹
|

\
| ∆ − −
a 4

;
a 2
b

OBSERVAÇÃO:

1. Se a > 0 , V é ponto de mínimo (ou minimante) da função. A imagem da
função neste caso, será: Im(f) =

¸

¸

∞ +
∆ −
;
4a


2. Se a < 0 , V é ponto de máximo (ou maximante) da função. A imagem da
função neste caso, será: Im(f) =
(
¸
(
(
¸
( ∆ −
∞ −
4a
;

EXERCÍCIOS GERAIS DE FUNÇÃO

1. Se (a + 2b, a – 4) e (2 – a, 2b) representam o mesmo ponto do plano
cartesiano, determine o valor de a
b
.

2. Sejam os conjuntos A = {1; 2; 3} e B = {0; 1; 3; 5}. Represente num diagrama de
flechas as seguintes relações binárias de A em B:
a. f = { (x; y) ∈ A x B | y = x + 2};
b. g = { (x; y) ∈ A x B | y > x};
c. h = { (x; y) ∈ A x B | y = 2x – 1}

3. Sendo A = {0; 2; 4} e B = {1; 3; 5}, represente no gráfico cartesiano de A x B a relação
y = x + 1, com x ∈ A e y ∈ B.

4. Represente graficamente a função f: R R, definida por y = x + 1.

5. Quais dos seguintes diagramas definem uma função de A ={a, b, c, d} em B = {x, y,z,w}
A B A B A B A B A B





(I) (II) (III) (IV) (V)

a) II, III e IV b) I e IV c) IV e V d) I, III e V e) I, IV e V
a
b
c
d

x
y
z
w
a
b
c
d

x
y
z
w
a
b
c
d

x
y
z
w
a
b
c
d

x
y
z
w
a
b
c
d

x
y
z
w

(Concavidade para cima)

(Concavidade para baixo)
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9

6. “Quando uma máquina tem t anos de idade, seu valor de revenda é de:
v(t) = 4800 . e
-t/5
+ 400 reais.” Qual era o preço, em reais, da máquina nova?

7. Considere as funções f(x) = 3x – 5, g(x) = 3x
2
+ 2x – 4, h(x) = x – x
2
e o número real
A =
|
|
¹
|

\
| − ÷
h(2)
1) g( f(0)
. Determine o valor de 5 . A
1 −


8. O preço a ser pago por uma corrida de táxi inclui uma parcela fixa, denominada bandei-
rada, e uma parcela que depende da distância percorrida. Se a bandeirada custa
R$ 3,44 e cada quilômetro rodado custa R$ 0,86, calcule:
a) o preço de uma corrida de 11 km;
b) a distância percorrida por um passageiro que pagou R$ 21,50 pela corrida.

Solução:
Seja P(x) o preço, em reais, a ser pago por uma corrida de x km.
De acordo com o enunciado, temos:
P(x) = 3,44 + 0,86 . x
a) Para x = 11 P(11) = 3,44 + 0,86 . 11 = 3,44 + 9,46 P(11) = R$ 12,90
b) Para P(x) = 21,50, teremos:
3,44 + 0,86 . x = 21,50 0,86x = 18,06 x = 21 km


9. O diagrama abaixo representa uma função f de A em B. Determine o domínio e a
imagem dessa função.

A B
f
D(f) =

Im(f) =



10. Determine o domínio das funções:
a) y =
4
2
− x
b) f(x) = 5 − x c) y =
4
2
2
− x

d) f(x) = (2x – 6)
... 333 , 0
e) y =
5
5
− x
f) f(x) =
3
2


x
x

g) y =
4 4
2
2
+ −

x x
x
h) f(x) =
3
2


x
x
i) y =
3
2


x
x


11. Qual dos gráficos seguintes representa uma função f de R
*
+
em R ?
R R R
a) b) c)





R R R

0
1
2
3
2
4
10
0
9
Cálculo Diferencial e Integral de uma variável
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10

R R
d) e)



R
R


12. O gráfico de f(x) = x
2
+ bx + c, em que b e c são constantes, passa pelos pontos (0; 0)
e (1; 2). Determine a imagem do domínio x = −2/3

13. Seja f: R R a função definida por f(x) = 2x – 4. Construa o gráfico de f e
complete as sentenças abaixo:
a) O conjunto solução da equação f(x) = 0 ou 2x – 4 = 0 é S = { }
b) O conjunto solução de f(x) > 0 ou 2x – 4 > 0 é S = { }
c) O conjunto solução de f(x) < 0 ou 2x – 4 < 0 é S = { }

14. Seja g: R R a função definida por g(x) = – x + 3. Construa o gráfico de g e
complete as sentenças abaixo:
a) O conjunto solução da equação g(x) = 0 ou – x + 3 = 0 é S = { }
b) O conjunto solução de g(x) > 0 ou – x + 3 > 0 é S = { }
c) O conjunto solução de g(x) < 0 ou – x + 3 < 0 é S = { }

15. A função f, do 1º grau, é definida por f(x) = 3x + k. Determine:

a) O valor de k para que o gráfico de f “corte” o eixo das ordenadas no ponto de
ordenada 5;
b) O ponto em que o gráfico de f “corta” o eixo das abscissas.


16. Determine a função polinomial do 1º grau que contém os pontos (1; 3) e (3; 7)


17. Esboce o gráfico da função f :R R definida por f(x) = x
2
– 4x + 3 e determine
o conjunto solução das inequações abaixo:
a) x
2
– 4x + 3 > 0 b) x
2
– 4x + 3 ≥ 0
c) x
2
– 4x + 3 < 0 d) x
2
– 4x + 3 ≤ 0

18. Esboce o gráfico da função f :R R definida por f(x) = x
2
– 4x + 4 e determine
o conjunto solução das inequações abaixo:
a) x
2
– 4x + 4 > 0 b) x
2
– 4x + 4 ≥ 0
c) x
2
– 4x + 4 < 0 d) x
2
– 4x + 4 ≤ 0

19. Um homem-bala é lançado de um canhão e sua trajetória descreve uma parábola.
Considerando que no instante de lançamento (t = 0) ele está a 3 metros do solo, 1
segundo após ele atinge a altura de 4 metros e 3 segundos após o lançamento ele
atinge o solo, pede-se:
a) A altura h do homem-bala, medida em metros e a partir do chão, em função do
tempo t, medido em segundos; Resp.: h(t) = − t
2
+ 2t + 3
b) O valor de h para t = 2. Resp.: 3 metros

Cálculo Diferencial e Integral de uma variável
para os cursos de Engenharia e CC Anotações de Aula Eurípedes Machado Rodrigues
11
20. Determine o vértice da parábola de função y =
4
1
(x + 4) (x – 8)

21. Obtenha o vértice e o conjunto-imagem da função f : R R definida por
f(x) = x
2
– 6x + 5

22. Determine o conjunto-imagem da função f : R R definida por f(x) = −x
2
+ 8x – 12.

23. Esboçar o gráfico e obter o conjunto-imagem da função f : [−1; 4] R definida por
f(x) = x
2
– 2x – 3.

24. Esboce o gráfico da função f : [0; 5] R definida por f(x) = x
2
– 4x + 3. Ache o
máximo e o mínimo de f.
25. Nas funções polinomiais do 2º grau abaixo, determine os interceptos e construa o seu
gráfico:
a) f(x) = x
2
– 2x
b) f(x) = x
2
– 4
c) y = – x
2
+ 2x + 3
d) y = x
2
– 6x + 8

26. Uma indústria produz óculos de sol pelo preço de R$ 20,00 cada. Calcula-se que se
cada óculos for vendido por p reais, os consumidores comprarão 120 – p unidades.
a) expresse o lucro L(p) da indústria em função do preço de venda;
b) esboçar o gráfico;
c) calcular o preço para o qual o lucro será máximo
Resolução:
a) O lucro é expresso pelo produto : (preço vendido – custo de fabricação) . (unidades
vendidas) , ou seja:

L(p) = (p – 20) . (120 – p) L(p) = – p
2
+ 140 p – 2400

b) As raízes ou zeros da função são dadas por – p
2
+ 140 p – 2400 = 0 ou então, por
(p – 20) . (120 – p) = 0

p – 20 = 0 p
1
= R$ 20,00 I
1
(20 ; 0)
ou
120 – p = 0 p
2
= R$ 120,00 I
2
(120 ; 0)

O vértice é dado por : x
V
=
2 2
120 20

p p
2 1
+
=
+
= 70 x
V
= R$ 70,00 e
y
V
= L(x
V
) = L(70) = (70 – 20) . ( 120 – 70) = 50 . 50 y
V
= R$ 2500,00
que representa o preço máximo de lucro, ou seja, L
MÀX
= R$ 2.500,00
L(p)


2500





20 70 120 p
c) do gráfico e do cálculo do
item (b) , concluímos que
o lucro será máximo
quando o preço p for igual
ao x
V
, ou seja:

p = R$ 70,00
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12
IV. FUNÇÕES TRIGONOMÉTRICAS

1. FUNÇÃO SENO
A) Definição: é uma função de IR em IR, tal que a cada x associa um y = sen x.

f : IR IR | y = sen x
Geometricamente, o valor do seno de x é a medida algébrica do segmento ON
obtido pela projeção ortogonal do raio OP em que AP é um arco trigonométrico.











B) Gráfico: O gráfico da função seno é uma curva chamada “senóide”.









Do gráfico, temos:
1) sen x = sen (x ± 2π), pois x e (x ± 2π) são arcos de mesma extremidade no
ciclo trigonométrico;
2) D(f) = IR e Im(f) = [−1; 1] ou Im(f) = {y ∈ IR | −1 ≤ y ≤ 1};
3) a função é crescente no 1º e no 4º quadrantes;
4) a função é decrescente no 2º e 3º quadrantes;
5) o período (comprimento da senóide) da função seno é 2π;
6) a função seno é ímpar, pois sen (−x) = −sen x

2. FUNÇÃO CO-SENO
A) Definição: é uma função de IR em IR, tal que a cada x associa um y = cos x.

f : IR IR | y = cos x
Geometricamente, o valor do co-seno de x é a medida algébrica do segmento
OM obtido pela projeção ortogonal do raio OP em que AP é um arco trigonométrico.









Sinal do Seno :
⊕ ⊕
Θ Θ
Iº Q
IIº Q
IIIº Q
IVº Q
x y
0º = 0 rad 0
30º = π/6 1/2
45º = π/4
2 /2
60º = π/3
3 /2
90º = π/2 1
180º = π 0
270º = 3π/2 −1
360º = 2π 0

1
−1
0
2
π

π
2



2π 4π
2
π

−π

2


−2π
⊕ ⊕
Θ Θ
Sinal do co-seno :


Θ
Θ
Iº Q
IIº Q
IIIº Q
IVº Q
Eixo dos senos
N
O
P
A
x
Sen x

y = sen x = ON

Θ
1
y = cos x = OM
Eixo dos
co-senos
M O
P
A
x
cos x


Θ
1
Cálculo Diferencial e Integral de uma variável
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13
B) Gráfico: O gráfico da função co-seno é uma curva chamada “co-senóide”.









Do gráfico, temos:
1) cos x = cos (x ± 2π), pois x e (x ± 2π) são arcos de mesma extremidade no
ciclo trigonométrico;
2) D(f) = IR e Im(f) = [−1; 1] ou Im(f) = {y ∈ IR | −1 ≤ y ≤ 1};
3) a função é crescente no 3º e no 4º quadrantes;
4) a função é decrescente no 1º e 2º quadrantes;
5) o período (comprimento da co-senóide) da função co-seno é 2π;
6) a função co-seno é par, pois cos (−x) = cos x.

3. FUNÇÃO TANGENTE
A) Definição: é uma função de IR – {
2
π
+ n π, n ∈ Z } em IR, tal que a cada x associa
um único y = tg x, ou seja:
f : IR – {
2
π
+ n π, n ∈ Z } IR | y = tg x
Geometricamente, o valor da tangente de x é a medida algébrica do segmento
AT obtido pela projeção ortogonal do segmento OT no eixo das tangentes, em que
AP é um arco trigonométrico, conforme figura:












B) Gráfico: o gráfico da função tangente é uma curva chamada “tangentóide”.








D(f) = { x ∈ IR| x ≠
2
π
+ n π, n ∈ Z }, Im(f) = IR e período = π

x y
0º = 0 rad 1
30º = π/6
3 /2
45º = π/4
2 /2
60º = π/3 1/2
90º = π/2 0
180º = π −1
270º = 3π/2 0
360º = 2π 1

x
1
−1
0
2
π

π
2



2π 4π
2
π

−π

2


−2π


Θ Θ
y
Sinal da tangente:

⊕ Θ
Θ
Iº Q
IIº Q
IIIº Q
IVº Q
0
2
π
π
2



2
π

−π


2


−2π
x
y
x y
0º = 0 rad 0
30º = π/6
3 /3
45º = π/4 1
60º = π/3
3
90º = π/2 ∫
180º = π 0
270º = 3π/2 ∫
360º = 2π 0

Eixo das tangentes
T
O
P
A
x
tg x
y = tg x = AT

Θ
1

Cálculo Diferencial e Integral de uma variável
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14
4. FUNÇÃO COTANGENTE, SECANTE E CO-SECANTE

O estudo das funções Cotangente, Secante e Co-secante pode ser feito a partir
das três funções já vistas (seno, co-seno e tangente), pois elas são funções inversas.
Assim, podemos escrever:
FUNÇÃO COTANGENTE: f(x) = cotg x =
x tg
1
, com tg x ≠ 0 e
x cos
x sen
x tg =
FUNÇÃO SECANTE: f(x) = sec x =
x cos
1
, com cosx ≠ 0
FUNÇÃO CO-SECANTE: f(x) = cossec x =
x sen
1
, com sen x ≠ 0

NOTA: A relação fundamental da trigonometria é: 1 x cos x sen
2 2
= + .
Dessa relação, obtemos duas relações auxiliares:
1) x tg 1 x sec
2 2
+ =
2) x cotg 1 x sec cos
2 2
+ =


EXERCÍCIOS


1. Esboce os gráficos das funções e determine a sua imagem:

a) y = | sen x| e) y = 2. cos x

b) f(x) = | cos x| f) y = 1 + sen x
c) y = | tg x | , para
2
x
2
π
< <
π
− g) f(x) = 1 + cos x
d) y = 2. sen x h) y = − sen x i) f(x) = − cos x

2. Faça o estudo do sinal das funções:

a) y = sen x, para 0 ≤ x ≤ 2π

b) f(x) = cos x, para 0 ≤ x ≤ 2π
c) y = tg x, para
2
x
2
π
≤ ≤
π


3. Qual o ponto de máximo e de mínimo das funções:

a) y = sen x, para 0 ≤ x ≤ π

b) y = cos x , para π ≤ x ≤ 2π
c) y = tg x, para
2
x 0
π
≤ ≤
d) y = | sen x |, para 0 ≤ x ≤ 2π

e) y = | cos x |, para 0 ≤ x ≤ 2π


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15
V. FUNÇÃO EXPONENCIAL

Dado um número real a > 0 e a ≠ ≠≠ ≠1, chama-se função exponencial de base a à
função f: IR IR
*
+
definida por f(x) = a
x


• Domínio = IR
• Contradomínio = Conjunto Imagem = IR
*
+


Em a > 0 e a ≠ ≠≠ ≠1, temos: 0 1
a
0<a<1 ou a>1

Gráfico: O gráfico da função exponencial é uma curva exponencial do tipo:

A) Crescente se a > 1 B) Decrescente se 0 < a < 1
y y




a
1
1
a

1 x 1 x

Exemplo 1.

Esboçar o gráfico da função definida em IR por f(x) = 2
x




Exemplo 2.

Esboçar o gráfico da função exponencial definida em IR por f(x) =
x
2
1
|
¹
|

\
|

x y = 2
x

-3 1/8
-2 1/4
-1 1/2
0 1
1 2
2 4
3 8




Cálculo Diferencial e Integral de uma variável
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16

















PROPRIEDADES:

P
1
: ∀ x ∈ IR, a
x
> o

P
2
: f(0) = a
o
= 1

f(1) = a
1
= a

Se x
1
, x
2
∈ IR e 0 < a ≠ 1 , então:

P
3
:
2 1
2
x
1
x
x x a a = ⇔ =

P
4
:
¹
´
¦
< < ≤
> ≥
⇒ ≥
1 a 0 se , x x
1 a se , x x
a a
2 1
2 1
2
x
1
x


NOTA: Um caso particular importante é o número de Euler “e” = 2, 7182818184...,
que é usado no cálculo dos logaritmos naturais ou neperianos (em homenagem
ao seu criador John Napier 1550 - 1617) cuja base usa a constante de “Néper”
que é o número de Euler. Assim, f(x) = e
x
é a função exponencial natural.


LOGARITMO – Chama-se logaritmo de um número N, numa base a o expoente x que se
deve elevar a base a para se obter o número N, ou seja:

N a x N log
x
a
= ⇔ = , onde N e a são números reais, tais que N > 0 e
0 < a ≠ ≠≠ ≠ 1


Exemplos:
a) log
2
8 = 3 , pois, 2
3
= 8
b) log
2 / 1
4 / 1 = 2 , pois,
4
1

2
1
2
= |
¹
|

\
|

x y=(1/2)
x


-3 8
-2 4
-1 2
0 1
1 1/2
2 1/4
3 1/8


Cálculo Diferencial e Integral de uma variável
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17
c) log
4
x = 2 x = 4
2
x = 16 (x > 0)
d) log
x
64 = 3 x
3
= 64 x
3
= 4
3
x = 4 (0 < x ≠ 1)
e) log
3
(x
2
– 1) = 1 x
2
– 1 = 3
1
x
2
= 4 x = ± 2


VI. FUNÇÃO LOGARITMO

Dado um número real a, tal que, 0 < a ≠ ≠≠ ≠ 1, chama-se função logarítmica de base a
a função f: IR
*
+
IR definida por f(x) = log
a
x
• Domínio = IR
*
+

• Contradomínio = Imagem = IR

Gráfico: O gráfico da função logarítmica é uma curva logarítmica do tipo:

A) Crescente se a > 1 B) Decrescente se 0 < a < 1
y y



1
1
1 a x

a 1 x


NOTA: A função logarítmica é inversa da função exponencial.

Exemplo 1.

Esboçar o gráfico da função definida em por IR
*
+
por f(x) = log
2
x






-1 0 1 2 3 4 5 6 7 8 x








Exemplo 2.
Esboçar o gráfico da função definida em IR
*
+
por f(x) = log
2 / 1
x
x y

1/8 -3
1/4 -2
1/2 -1
1 0
2 1
4 2
8 3




4 y

3

2

1

0

-1

-2

-3


Cálculo Diferencial e Integral de uma variável
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18
tabela












PROPRIEDADES:

P
1
: log
a
x
1
= log
a
x
2
x
1
= x
2
, se 0 < a ≠ 1
P
2
: log
a
x
1
≤ log
a
x
2
0 < x
1
≤ x
2
, se a > 1
P
3
: log
a
x
1
≤ log
a
x
2
x
1
≥ x
2
, se 0 < a < 1
P
4
: para a > 1, temos:
¹
´
¦
≤ < ⇔ ≤
≥ ⇔ ≥
1 x 0 0 x log
1 x 0 x log

a
a

P
5
: para 0 < a < 1 , temos:
¹
´
¦
≥ ⇔ ≤
≤ < ⇔ ≥
1 x 0 x log
1 x 0 0 x log

a
a



DERIVADAS (Resumo)

1. TAXA DE VARIAÇÃO

Dada a função f(x) = 2x + 3, quando atribuímos valores para a variável x, obtemos
valores correspondentes para a variável y ou f(x):

x y = 2x + 3 (x ; y)

0 y = f(0) = 2 . 0 + 3 = 3 (0 ; 3)
1 y = f(1) = 2 . 1 + 3 = 5 (1 ; 5)
2 y = f(2) = 2 . 2 + 3 = 7 (2 ; 7)
3 y = f(3) = 2 . 3 + 3 = 9 (3 ; 9)

De acordo com os valores da tabela, notamos que, a medida que x varia de 0 até 3,
a variável y varia de 3 até 9, ou seja:
x
1
= 0 y
1
= 3
x
2
= 3 y
2
= 9

∆x = x
2
– x
1
= 3 ∆y = y
2
– y
1
= 6
(a variação de x foi de 3 unidades) (a variação de y foi de 6 unidades)

A taxa de variação de uma função em relação a sua variável independente x, dada
no caso por
x
y


, representa o coeficiente angular da reta ou a sua inclinação, e que é
sempre constante, quando a função dada é linear. Vejamos a tabela para y = 2x + 3:
x y

1/8 3
1/4 2
1/2 1
1 0
2 -1
4 -2
8 -3


Cálculo Diferencial e Integral de uma variável
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19

x
1
x
2
∆x = x
2
– x
1
y
1
= f(x
1
) y
2
= f(x
2
) ∆y = y
2
– y
1
x
y



0 1 1 – 0 = 1 3 5 5 – 3 = 2 2 ÷ ÷÷ ÷1 = 2
1 3 3 – 1 = 2 5 9 9 – 5 = 4 4 ÷ ÷÷ ÷2 = 2
2 5 5 – 2 = 3 7 13 13 – 7 = 6 6 ÷ ÷÷ ÷3 = 2
3 6 6 – 3 = 3 9 15 15 – 9 = 6 6 ÷ ÷÷ ÷3 = 2

Assim, a taxa de variação
x
y


= 2 , isto significa que o coeficiente angular da reta (m)
é constante e igual a 2, ou seja, m = 2 na reta de equação y = mx + n.

Para uma função do 2º grau, a taxa de variação não será mais uma constante, por
exemplo, seja a função f(x) 2x
2
– 1

x
1
x
2
∆x = x
2
– x
1
y
1
= f(x
1
) y
2
= f(x
2
) ∆y = y
2
– y
1
x
y



0 –1 –1 – 0 = –1 –1 1 1 – (–1) = 2 –2
1 –2 –2 – 1 = –3 1 7 7 – 1 = 6 –2
2 4 4 – 2 = 2 7 31 31 – 7 = 24 12
3 5 5 – 3 = 2 17 49 49 – 17 = 32 16



Veja a situação dos dois gráficos: y
y = x
2
– 1
y y = 2x + 3

7
2=(∆y)
5 =(∆y)
1=(∆x)
2=(∆y)
3 = (∆x)
1=(∆x)

1 2 x x


Taxa de variação constante: Taxa de variação não constante:

x
y


=
1
2
=
1
2
= 2
x
y


=
1
6

1
2



2. NOÇÃO INTUITIVA DE DERIVADA

Seja a função y = f(x) contínua num intervalo [a ; b], com a ≤ x
1
≤ x
2
≤ b.
Se ∆x = x
2
– x
1
e ∆y = y
2
– y
1
= f(x
2
) – f(x
1
) , então a taxa de variação é dada
por:
1 2
1 2
1 2
1 2
x x
) f(x ) f(x

x x
y - y

x
y


=

=


(I)
=(∆y)
=(∆x)
Cálculo Diferencial e Integral de uma variável
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20
x
y
Como ∆x = x
2
– x
1
x
2
= x
1
+ ∆x

Substituindo em (I) , teremos:
x
) f(x x) f(x

x x
) f(x ) f(x

x
y
1 1
1 2
1 2

− ∆ +
=


=



y f(x)

reta secante
Q
y
2

∆y = y
2
– y
1

P
y
1


∆x = x
2
– x
1

x
1
x
2
= x
1
+ ∆x x

Sendo ∆x um acréscimo dado em x (positivo ou negativo) e ∆y um acréscimo dado
em y (positivo ou negativo), a taxa de variação
x
y


, que é um quociente de acréscimos,
pode ser também positiva ou negativa, significando coeficiente angular ou inclinação
positiva ou negativa . Essa taxa de variação
x
y


também é chamada de razão
incremental ou taxa média de variação. Na figura acima, a taxa de variação
x
y



representa o coeficiente angular da reta secante à curva determinada pelos pontos
P(x
1
; y
1
) e Q(x
2
; y
2
). Quando o ponto Q tende a P, isto é, o ponto Q desloca-se sobre a
curva até coincidir com o ponto P, a reta secante se aproxima da reta tangente à curva.
Isto faz com que ∆x 0 (lê-se: delta x tende a zero).

reta





reta







Como vimos no gráfico, à medida que x
2
x
1
(x
2
tende a x
1
), ∆x vai tendendo a zero,
conseqüentemente , a reta secante vai se aproximando da reta tangente.
Usando a teoria dos limites, podemos escrever:


1 2
1 2
o x x x
) f(x ) f(x
lim


→ ∆
=
x
) f(x ) x f(x
lim
1 1
o x ∆
− ∆ +
→ ∆
=
x
y
lim
o x ∆

→ ∆
que é o coeficiente
angular da reta secante quando Q P, ou seja, Q tende a coincidir com P.
a
b
Cálculo Diferencial e Integral de uma variável
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21

A esse limite,
x
y
lim
o x ∆

→ ∆
, que é o limite de uma taxa instantânea de variação ou
simplesmente, taxa de variação quando ∆x → 0, chamamos de derivada da função
f(x) no ponto x
1
∈D(f) e indicamos por f’(x
1
), quando o limite existe e é finito.

Portanto: f’(x
1
) =
x
) f(x ) x f(x
lim
1 1
o x ∆
− ∆ +
→ ∆
=
x
y
lim
o x ∆

→ ∆


NOTA: Se um ponto P(x
0
; y
0
) pertence a uma função y = f(x), então o coeficiente
angular da reta tangente à curva dada pela função será:

m = f’(x
0
) =
x
y
lim
o x ∆

→ ∆
=
x
) f(x ) x f(x
lim
0 0
o x ∆
− ∆ +
→ ∆



A derivada de uma função y = f(x) é a função denotada por y’ ou f’(x), tal que, seu
valor em qualquer x do domínio de f é dado por:

y’ = f’(x) =
x
) f(x ) x f(x
lim
o x ∆
− ∆ +
→ ∆
, se o limite existir.

NOTA: Dizemos que uma função é derivável quando existe a derivada para todos
os pontos do seu domínio.

OBSERVAÇÃO: A derivada de uma função pode ser denotada por:

y’ ou f’(x) ou
dx
dy
ou
dx
df
ou D
x
(y) ou Df(x)

Exemplos:

1) Calcular a derivada da função f(x) = 3x
2

f’(x) =
x
) f(x ) x f(x
lim
o x ∆
− ∆ +
→ ∆
=
x
x 3 ) x 3.(x
lim
2 2
o x ∆
− ∆ +
→ ∆


f’(x) =
x
3x ) x x 2x x .( 3
lim
2 2 2
o x ∆
− ∆ + ∆ +
→ ∆
=
x
x 3 x 3 x 6x 3x
lim
2 2 2
o x ∆
− ∆ + ∆ +
→ ∆


f’(x) =
x
x 3 x x 6
lim
2
o x ∆
∆ + ∆
→ ∆
=
x
x) 3 6x ( . x
lim
o x ∆
∆ + ∆
→ ∆
= x 3 6x lim
o x
∆ +
→ ∆
= 6x + 3.0

Portanto : f’(x) = 6x ou y’ = 6x

2) Calcular o coeficiente angular da reta tangente à curva f(x) = 3x
2
no ponto P( 1 ; 3 )
Solução:
Da questão (1) vimos que f’(x) = 6x e, sabendo que m = f’(x
0
) , onde x
o
é a
abscissa de um ponto pertencente à curva dada, concluímos que:

m = f’(x
o
) = f’(1) = 6 .1 m = 6



0
x
o
y
o
notação de Leibniz
Cálculo Diferencial e Integral de uma variável
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22
y

reta tangente (y = mx + n)

3 P(1 ; 3)


x


3) Determine a equação da reta tangente à curva f(x) = 3 x
2
, no ponto P(1; 3)

Solução:
A equação da reta tangente pode ser obtida pela fórmula:

y – y
o
= m . ( x – x
o
)

Das questões (1) e (2) , temos que: m = 6, x
o
= 1 e y
o
= 3

Portanto: y – 3 = 6 . (x – 1) y – 3 = 6x – 6 y = 6x – 3 que é a

equação da reta tangente representada no gráfico acima.

A) A DERIVADA COMO VELOCIDADE

S(t)

S(t + ∆t)
∆S ∆S = S(t+∆t) – S(t) é o
S(t) deslocamento


t
t (t + ∆t)

∆t

Temos que:
t
S(t) t) S(t

t
S
∆ ∆∆ ∆
− −− − ∆ ∆∆ ∆ + ++ +
= == =
∆ ∆∆ ∆
∆ ∆∆ ∆
= v
m


Quando ∆t→0 , obtemos a velocidade instantânea, ou velocidade no instante t,
que é o limite das velocidades médias, ou seja:

v(t) =
dt
dS

t
S(t) t) S(t
lim
0 t
= == =
∆ ∆∆ ∆
− −− − ∆ ∆∆ ∆ + ++ +
→ →→ → ∆ ∆∆ ∆
ou v(t) = (t) S'
dt
dS
= == =

Esse valor é o que se vê no velocímetro de um auto.



B) ACELERAÇÃO – De modo análogo à velocidade, temos:
A aceleração média no instante t é dada por:
1
Cálculo Diferencial e Integral de uma variável
para os cursos de Engenharia e CC Anotações de Aula Eurípedes Machado Rodrigues
23

a
m
=
t
v(t) t) t ( v
∆ ∆∆ ∆
− −− − ∆ ∆∆ ∆ + ++ +


Quando ∆t→0 , obtemos a aceleração instantânea, ou aceleração no instante t,
que é o limite das acelerações médias, ou seja:

a(t) =
dt
dv

t
v(t) t) v(t
lim
0 t
= == =
∆ ∆∆ ∆
− −− − ∆ ∆∆ ∆ + ++ +
→ →→ → ∆ ∆∆ ∆
ou a(t) = (t) v'
dt
dv
= == =

EXEMPLO 1:
No instante t = 0 um corpo inicia um movimento em linha reta. Sua
posição no instante t é dada por S(t) = 16t – t
2
.
Determinar:
a) a velocidade média do corpo no intervalo de tempo [2 ; 4];
b) a velocidade do corpo no instante t = 2;
c) a aceleração média no intervalo [0 ; 4];
d) a aceleração no instante t = 4
Resolução:
a) V
m
=
t
S


= vel. unid. 10
2
28 48
2
) 2 2 . 16 ( ) 4 4 . 16 (
2 4
) 2 ( S ) 4 ( S
2 2
= == =
− −− −
= == =
− −− − − −− − − −− −
= == =
− −− −
− −− −

b) V(t) = S’(t) = 16 – 2t
no instante t = 2, temos: v(2) = 16 – 2 . 2 = 12 unid. vel.
c) a
m
=
t
V


= acel. unid. 2
4
8
4
16 8
4
) 0 . 2 16 ( ) 4 . 2 16 (
0 4
) 0 ( v ) 4 ( v
− −− − = == =
− −− −
= == =
− −− −
= == =
− −− − − −− − − −− −
= == =
− −− −
− −− −

d) a(t) = V’(t) = S’’(t) = −2
no instante t = 4, temos: a(4) = −2 unid. acel.

2. Calcular a taxa de variação da função f(x) = x
2
+ 3x – 1, quando
x varia de 1 para 3.

x
y
∆ ∆∆ ∆
∆ ∆∆ ∆
= 7
2
14
2
3 17
2
) 1 1 . 3 1 ( ) 1 3 . 3 3 (
1 3
) 1 ( f ) 3 ( f
2 2
= == = = == =
− −− −
= == =
− −− − + ++ + − −− − − −− − + ++ +
= == =
− −− −
− −− −


3. Dada a função y = x
2
+ x + 1, determinar a taxa de variação da
função quando x aumenta de 0 para 1.

x
y
∆ ∆∆ ∆
∆ ∆∆ ∆
= 2
1
2
1
1 3
1
) 1 0 0 ( ) 1 1 1 (
0 1
) 0 ( f ) 1 ( f
2 2
= == = = == =
− −− −
= == =
+ ++ + + ++ + − −− − + ++ + + ++ +
= == =
− −− −
− −− −


4. Uma cidade é atingida por uma moléstia epidêmica. Os setores
de saúde calculam que o número de pessoas atingidas pela
moléstia depois de um tempo t (medido em dias a partir do
primeiro dia da epidemia) é, aproximadamente, dado por:

3
t
64t ) (
3
− = t f .
a) qual a razão da expansão da epidemia no tempo t = 4 ?;
b) qual a razão da expansão da epidemia no tempo t = 8 ?;
c) quantas pessoas serão atingidas pela epidemia no 5º dia ?
Resolução:
Cálculo Diferencial e Integral de uma variável
para os cursos de Engenharia e CC Anotações de Aula Eurípedes Machado Rodrigues
24
Para um tempo t qualquer, a taxa é dada por f’(t) = 64 – t
2
a) no tempo t = 4 , temos: f’(4) = 64 – 4
2
= 64 – 16 = 48 pessoas / dia;
b) no tempo t = 8 , temos: f’(8) = 64 – 8
2
= 64 – 64 = 0 a epidemia está
totalmente controlada.
c) Como o tempo foi contado em dias a partir do 1º dia de epidemia, o 5º dia
corresponde à variação de t do 4º para o 5º dia.
O número de pessoas atingidas pela moléstia durante o 5º dia foi:
f(5)–f(4) =
3
64
256
3
125
320
3
4
4 . 64
3
5
5 64
3 3
+ − − =
|
|
¹
|

\
|
− −
|
|
¹
|

\
|
− . ≅ 43 pessoas
OBSERVAÇÃO:
* A taxa de variação da função horária é chamada de velocidade escalar V
dt
dS
= ;
* A taxa de variação da velocidade é chamada de aceleração escalar a
dt
dv
= .

Para facilitar o cálculo das derivadas das funções, evitando o uso da definição, podemos
usar as regras de derivação a seguir:

REGRAS DE DERIVAÇÃO:
(derivadas de algumas funções elementares)
Função Derivada
y = k y’ = 0 K = constante real;
y = x y’ = 1 u e v são funções de x;
y = k . x y’ = k n é um número natural.
y = x
n
y’ = n . x
n – 1

y = k . x
n
y’ = k . n . x
n − 1

y = k . u y’ = k . u’
y = u
n
y’ = n . u
n – 1
. u’
y = u ± v y’ = u’ ± v’
y = u . v y’ = u’.v + v’. u
y =
v
u
y’ =
2
v
u . v' v '. u −


y = e
u
y’ = e
u
. u’
y = ln u y’ =
u
' u

Obtidas a partir da
Regra da Cadeia
y = a
u
y’ = a
u
. ln a . u’
y = log
a
u
y’ =
u
' u
. log
a
e ou y’ =
a ln . u
' u


y = sen u y’ = u’ . cos u
y = cos u y’ = − u’ . sen u
y = tg u y’ = u’ . sec
2
u
y = cotg u y’ = − u’ . cossec
2
u

Exemplos:

I) Calcular pela regra de derivação a derivada das seguintes funções:
Cálculo Diferencial e Integral de uma variável
para os cursos de Engenharia e CC Anotações de Aula Eurípedes Machado Rodrigues
25

1) f(x) = 5 f’(x) = D(k) = 0

2) f(x) = 3 . x f’(x) = D(k . x) = k f’(x) = 3

3) f(x) = x
3
f’(x) = D(x
n
) = n . x
n – 1
, n = 3

f’(x) = 3 . x
3 – 1
f’(x) = 3 x
2


4) f(x) = 3x + 2 f’(x) = D(u + v) = u’ + v’ = 3 + 0 = 3

5) f(x) = (2x + 3)
3
f’(x) = D(u
n
) = n . u
n – 1
. u’
n = 3
u = 2x + 3 u’ = 2 + 0 = 2

f’(x) = 3 . (2x + 3)
3 – 1
. 2 f’(x) = 6 . (2x + 3)
2


6) y = x
3
– 12x + 5 y’ = 3x
2
– 12

7) y = x 3 x
2
− y = (x
2
– 3x)
2
1
y’ = D(u
n
) = n . u
n−1
. u’
n = 1/2
u = x
2
– 3x u’ = 2x – 3
y’ =
2
1
. (x
2
– 3x)
1
2
1

. (2x – 3) y’ =
2
1
. (x
2
– 3x)
2
1 −
. (2x – 3)

8) y = (2 + 3x).(5 – 2x) y’ = D(u . v) = u’.v + v’. u
u = 2 + 3x u’ = 3
v = 5 – 2x v’ = −2

y’ = 3 . (5 – 2x) + (−2) . (2 + 3x) = 15 – 6x – 4 – 6x y’ = 11 – 12x

9) y =
1 x 3
4 x 2

+
y’ = D |
¹
|

\
|
v
u
=
2
v
u . v' v '. u −

u = 2x + 4 u’ = 2
v = 3x – 1 v’ = 3

y’ =
2
) 1 x 3 (
4) (2x . 3 1) (3x . 2

+ − −
=
2
) 1 x 3 (
12 x 6 2 x 6

− − −
y’ =
2
) 1 x 3 (
14




10) f(x) = ln (x
3
– 2) f’(x) = D(ln u) =
u
' u

u = x
3
– 2 u’ = 3x
2
y’ =
2 x
x 3
3
2


11) f(x) = e
5x –2
f’(x) = D(e
u
) = e
u
. u’
u = 5x – 2 u’ = 5 y’ = 5. e
5x – 2


12) y = 2
x 3 x
2

y’ = D(a
u
) = a
u
. ln a . u’ a = 2 , u = x
2
– 3x u’ = 2x – 3
y’ = 2
x 3 x
2

. ln 2 . (2x – 3)
13) y = log (2x + 3) y’ = D(log u) =
a ln . u
' u

u = 2x + 3 u’ = 2 y’ =
10 ln . ) 3 x 2 (
2
+

14) y = sen 5x y’ = D(sen u) = u’ . cos u
Cálculo Diferencial e Integral de uma variável
para os cursos de Engenharia e CC Anotações de Aula Eurípedes Machado Rodrigues
26
u = 5x u’ = 5 y’ = 5 . cos 5x

15) y = cos (2x + 3) y’ = D(cos u) = − u’ . sen u
u = 2x + 3 u’ = 2 y’ = − 2 . sen (2x + 3)

16) y = tg (x
2
– 4x) y’ = D(tg u) = u’ . sec
2
u
u = x
2
– 4x u’ = 2x – 4 y’ = (2x – 4) . sec
2
(x
2
– 4x)

II) Dada a função f(x) = x
2
+ 2x –1 , determine:

1) a variação de y quando x aumenta de 1 para 3

para x
1
= 1 , temos: y
1
= 1
2
+ 2 . 1 – 1 = 1 + 2 – 1 y
1
= 2

para x
2
= 3 , temos: y
2
= 3
2
+ 2 . 3 – 1 = 9 + 6 – 1 y
2
= 14

Temos: quando x varia de 1 para 3, y varia de 2 para 14

2) a taxa de variação
x
y




6
2
12

1
2 14

x x
y y

x
y

1 2
1 2
= =


=


=


3


EXERCÍCIOS
1) Calcular a primeira derivada das seguintes funções:

a) f(x) = – 10 b) f(x) = 4x c) y = 5x
2
+ 6x - 2
d) f(x) = x
e) y = (x
2
– 3x).(x + 1)
f) y =
3 x
2 x
+


g) y = x
3
1

h) y =
2 x
1
+

i) y =
3
3 x +
j) f(x) = (2x + 3)
5
k) y = 4x
2
+ 2x
l) y = x + 4
m) y = 9x
3
+ 5 x
4
1


n) y = (7 – x)(7 + x)
o) y =
x
3 x
2


p) y = 4x
3
+ 5x
2
+10x – 3 q) y = (2x + 2)
2
+ (x –1)
2
r) y = (2x + 4)
0,5
s) y =
4 x
x
2
+

t) y = 3 x . ) 3 x (
5
+ +
u) y =
3
1
x
x 2 1
|
¹
|

\
| +

v) y =
4 x 2
3
+
x) f(x) = log
3
(x
2
+5) z) y = ln (x
3
– 3x)

2) Se λ é a curva de equação y = x
3
– 12x, determine a equação da reta tangente à
curva, no ponto de abscissa 4, ou seja, x
o
= 4.

3) Determine a taxa de variação da função f(x) = x
2
+ 1 quando x varia de 1 para 3.

4) O lucro semanal de uma fábrica em função do preço de venda, é dado pela lei
denominada função lucro por: L(p) = 20.(10 – p).(p – 2) . Determinar a taxa de variação
do lucro se o preço p variar de R$ 2,00 para R$ 6,00.

Cálculo Diferencial e Integral de uma variável
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27
REGRA DA CADEIA (Derivada da função composta)

Seja y = g(u), u = f(x) e se as derivadas
dx
du
e
du
dy
existem, então a
função composta y = g[f(x)] tem derivada que é dada por:

du
dy

dx
dy
= .
dx
du
ou y’(x) = g’(u) . f
'
(x)

Exemplo: Determine as derivadas
dx
dy
:
a) y = (x
2
+ 3x + 4)
5
. A função equivale a y = u
5
, então:

du
dy
= 5.u
4
; sendo u = x
2
+ 3x + 4, temos
dx
du
= 2x + 3 . Logo:

du
dy

dx
dy
= .
dx
du
= 5. u
4
. (2x + 3) = 5.(x
2
+ 3x + 4)
4
.(2x + 3)

Obs.: Note que: se y = u
n
, então y’ = n.u
n− −− −1
.u’



b) y = (2x +1)
100
y = u
n

u = 2x + 1
dx
du
= 2 e
du
dy
= 100.u
99

∴ ∴∴ ∴
du
dy

dx
dy
= .
dx
du
= 100.u
99
.2 = 200.(2x + 1)
99


c) y = ln(x
2
+ 1) y = ln u
u = x
2
+ 1
dx
du
= 2x e
du
dy
=
u
1

∴ ∴∴ ∴
du
dy

dx
dy
= .
dx
du
=
u
1
. 2x =
1 x
x 2
2
+

dx
dy
= y’ =
1 x
x 2
2
+


d) y = 5 . 3 x
2
+ y = 5 . (x
2
+ 3)
1/2
y = a.u
n

y’ =
dx
dy
= a.n.u
n−1
.u’
a = 5 , n = ½
u = x
2
+ 3 u’ =
dx
du
= 2x

dx
dy
= y’ = 5 .
2
1
. (x
2
+ 3)
1
2
1

. 2x = 5x . (x
2
+ 3)
2
1 −
=
2
1
2
) 3 x (
x 5
+
ou

dx
dy
= y’ =
3 x
x 5
2
+






Cálculo Diferencial e Integral de uma variável
para os cursos de Engenharia e CC Anotações de Aula Eurípedes Machado Rodrigues
28
DERIVADA IMPLÍCITA

Seja F(x; y) = 0 uma equação nas variáveis x e y. Se existir uma função
f, tal que para todo x pertencente ao seu domínio [∀x∈D(f)] se tenha F(x; y) =
0, dizemos que f é dada implicitamente por essa equação.

Exemplos:
a) A equação 0 1 y
2
1
x
2
= − + define implicitamente a função y = 2.(1- x
2
)
Verificação: substituindo y = 2.(1 – x
2
) na equação dada, temos:

2
1
x
2
+ . 2 . (1 – x
2
) – 1 = 0 x
2
+ 1 – x
2
– 1 = 0 0 = 0 (V)

b) A equação x
2
+ y
2
= 4 (que é a equação de uma circunferência de centro
na origem e raio igual a 2) define, implicitamente, as funções:
x
2
+ y
2
= 4 y
2
= 4 –x
2
y = ±
2
x 4 −

y =
2
x 4 −
ou funções na forma implícita
y = −
2
x 4 −




A DERIVADA DE UMA FUNÇÃO NA FORMA IMPLÍCITA

Suponhamos que F(x; y) = 0 defina implicitamente uma função derivável
y = f(x). Podemos determinar y’, sem explicitar y (sem precisar isolar y),
usando a regra da cadeia.

Exemplos: 1) Determinar as derivadas implicitamente:
a) x
2
+ y
2
= 4
derivando ambos os membros em relação a x, temos:

dx
d ) y x (
2 2
+
=
dx
) 4 ( d
ou (x
2
+ y
2
)’ = (4)’
0
dx
dy
dx
dx
2 2
= + ou (x
2
)’ + (y
2
)’ = 0
2x + 2y .
dx
dy
= 0 ou 2x + 2y . y’ = 0
isolando-se
dx
dy
ou y’ , temos:
2y .
dx
dy
= − 2x ou 2y . y’ = − 2x

dx
dy
=
y
x
y 2
x 2
− =

ou y’ =
y
x
y 2
x 2
− =



b) x
2
+
2
1
y – 1 = 0
derivando membro a membro, temos:
Cálculo Diferencial e Integral de uma variável
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29

'
2
1 y
2
1
x |
¹
|

\
|
− + = 0’ (x
2
)’ +
'
y
2
1
|
¹
|

\
|
- (1)’ = 0 2x + |
¹
|

\
|
' y
2
1
- 0 = 0
y
2
1
’ = − 2x y’ = − −− − 4x

c) x
2
+ 5y
3
– x = 5
temos: (x
2
+ 5y
3
– x )’ = 5’ 2x + 15y
2
.y’ – 1 = 0
15y
2
. y’ = 1 – 2x y’ =
2
y 15
x 2 1 −


d) x . y – ln y = 2
temos: (x . y – ln y)’ = 2’ 1 . y + y’ . x -
y
1
. y’ = 0
y’ .
|
|
¹
|

\
|
− x
y
1
= y y’ .
|
|
¹
|

\
| −
y
xy 1
= y y’ =
xy 1
y
2



e) x
2
.y + 3x.y
3
– 3 = x
temos: (x
2
.y + 3x.y
3
– 3)’ = x’ (x
2
.y)’ + 3(x.y
3
)’ – 3’ = 1
2x.y + x
2
.y’ + 3.(1.y
3
+ 3x
2
.y’) – 0 = 1
2xy + x
2
y’ + 3y
3
+ 9x
2
.y’ = 1 y’.(x
2
+ 9xy
2
) = 1 – 2xy – 3y
3

y’ =
2 2
3
xy 9 x
y 3 xy 2 1
+
− −

2) Determinar a equação da reta tangente à curva x
2
+
2
1
y – 1 = 0 no
ponto (−1 ; 0).

Solução:
I) Derivando implicitamente em relação a x, temos:
2x +
2
1
y’ = 0
2
1
y’ = −2x y’ = − 4x ou f’(x) = − 4x
II) No ponto de abscissa x
o
= −1 determinamos o coeficiente angular da
reta: m = f’(x
o
) = f’(−1) = −4.(−1) m = 4
III) Equação da reta: y – y
o
= m.(x – x
o
) y – 0 = 4 . [x – (-1)]
y = 4 . (x + 1) y = 4x + 4

EXERCÍCIOS DO LIVRO: UM CURSO DE CÁLCULO – HAMILTON
LUIZ GUIDORIZZI, indicados no cronograma do programa.

Página 148:
Cálculo Diferencial e Integral de uma variável
para os cursos de Engenharia e CC Anotações de Aula Eurípedes Machado Rodrigues
30
Exercícios 7.3

2. Calcule g’(x) sendo g dada por:
a) g(x) = x
6
b) g(x) = x
100
c) g(x) =
x
1
d) g(x) = x
2

e) g(x) =
3
1
x
f) g(x) =
7
1
x
g) g(x) = x h) g(x) = x
−3

Página 159:
Exercícios 7.7

1. Calcule f ’(x).
a) f(x) = 3x
2
+ 5x b) f(x) = x
3
+ x
2
+ 1 c) f(x) = 3x
3
– 2x
2
+ 4

d) f(x) = 3x + x e) f(x) = 5 + 3x
−2
f) f(x) = 2
3
x
g) f(x) = 3x +
x
1
h) f(x) =
x
4
+
2
5
x
i) f(x) =
3
2
x
3
+
4
1
x
2

j) f(x) =
3
x + x l) f(x) = 2x +
x
1
+
2
1
x
m) f(x) = 6x
3
+
3
x
n) f(x) = 5x
4
+ bx
3
+ cx
2
+ k, onde a, b, c e k são constantes.

7. Calcule F’(x) onde F(x) é igual a:
a)
1
2
+ x
x
b)
1
1
2
+

x
x
c)
3 5
3 3
2

+
x
x
d)
1 + x
x

Página 160: Exercícios 7.7

9. Calcule f ’(x) onde f(x) é igual a:
a) 3x
2
+ 5cos x b)
1
cos
2
+ x
x
c) x . sen x d) x
2
. tgx

12. Calcule f ’(x).
a) f(x) = x
2
. e
x
b) f(x) = 3x + 5 ln x c) f(x) = e
x
. cos x

e) f(x) = x
2
. ln x + 2e
x
i) f(x) =
x
x ln


Página 179: Exercícios 7.11

1.Determine a derivada.
a) y = sen 4x b) y = cos 5x c) f(x) = e
3x
d) f(x) = cos 8x

e) y = sen t
3
f) g(t) = ln (2t + 1) g) y = e
sen t
h) f(x) = cos e
x


i) y = (sen x + cos x)
3
j) y = 1 3 + x

Página 180: Exercícios 7.11 (regra da cadeia - funções compostas)

4.Derive.
a) y = x e
3x
b) y = e
x
cos 2x c) y = e
−x
sen x

d) y = e
−2t
sen 3t e) f(x) = e
2
x −
+ ln (2x + 1) g) y =
x sen
x
2
5 cos

Cálculo Diferencial e Integral de uma variável
para os cursos de Engenharia e CC Anotações de Aula Eurípedes Machado Rodrigues
31
NOÇÕES DE INTEGRAÇÃO
I) INTEGRAL INDEFINIDA

A integral é a operação inversa da derivada, ou seja, conhecida a derivada de uma
função, a integração ou antiderivação desta gera a função que originou a derivada.
Exemplo: a derivada da função f(x) = x
3
+ C é a função f’(x) = 3x
2
, então a integral
ou integração da função f’(x) = 3x
2
é a função f(x) = x
3
+ C , onde C = constante real.
Simbolicamente podemos escrever:

2
3x
dx
dy
= , cuja diferencial é representada por dy = 3x
2
. dx

∫ ∫
= dx . 3x dy
2
y = x
3
+ C ou f(x) = x
3
+ C



símbolo da operação integração (lê-se: integral)

Definições:

I. Uma função F(x) é chamada uma primitiva da função f(x) em um intervalo dado,
se para todo valor de x pertencente ao intervalo dado, tem-se F’(x) = f(x);

II. Se F(x) é uma primitiva de f(x), a expressão F(x) + C, onde C é uma constante é
chamada integral indefinida da função f(x) e é denotada por:



) x ( f dx = F(x) + C (notação de Leibniz)
III. Da definição de integral indefinida, decorre que:



) x ( f dx = F(x) + C F’(x) = f(x)

f(x) é a função integrando;
F(x) é uma integral;
F(x) + C é a integral indefinida;
C é uma constante de integração

Obs.: O processo que permite achar a integral indefinida de uma função é chamado
Integração.

PROPRIEDADES DA INTEGRAL INDEFINIDA

I.

) x ( f . k dx = k

) x ( f dx , k = constante real
II.

± .dx g(x)] ) x ( f [ =

) x ( f dx ±

) x ( g dx
III. | |

dx . ) x ( f
dx
d
= f(x) , ou seja, a derivada da integral de uma função é a própria
função.


REGRAS DE INTEGRAÇÃO:
Considerando: C ∈ IR, K ∈ IR, u = f(x) , v = g(x) e n ≠ −1, temos as seguintes
integrais (elementares) imediatas:
Cálculo Diferencial e Integral de uma variável
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32

1.

dx = x + C 2.

dx k = k

dx = k . x + C
3.

dx x
n
=
1 n
x
1 n
+
+
+ C 4.


dx x
1
=

dx
x
1
= ln |x| + C
5.

dx a
x
=
a ln
a
x
+ C , 0 < a ≠ 1 6.

dx e
x
=
x
e + C
7.
∫ ∫ ∫
± = ± dv du dv) du (

Exemplo 1:

Calcular as integrais indefinidas:

a)

dx 5 = 5

dx = 5 x + C , C∈IR
b)
∫ ∫
+ − = +
+
− = − = −
+
C
2
x
C
1 1
x
dx x dx x
2 1 1
, C∈IR
c) dx 5 dx x 3 dx 5 dx 3x dx 5) x 3 (
∫ ∫ ∫ ∫ ∫
= + = + = +
C 5x x
2
3
C x 5
1 1
x
. 3
2
1 1
+ + = + +
+
=
+


d)
∫ ∫ ∫ ∫
= − + = − + dx x 2 dx x dx x dx 2x) x x (
3 2 3 2

= C
1 1
x
2
1 3
x

1 2
x
1 1 1 3 1 2
+
+

+
+
+
+ + +
=
= C x
4
x

3
x
2
4 3
+ − + , C∈IR
e)
∫ ∫ ∫ ∫
+ − = − = − = − + C x
3
x
dx dx x dx 1) (x dx 1) (x . 1) x (
3
2 2
, C∈IR
f)
∫ ∫ ∫ ∫ ∫
= + + = + + = + dx 9 dx x 6 dx x dx 9) x 6 (x dx 3) x (
2 4 2 4 2 2

= C 9x x 2
5
x
C 9x
3
x
6
5
x
3
5 3 5
+ + + = + + + , C∈IR
g) C
x
1
C
1
x
C
1 2
x
dx x dx
x
1
1 1 2
2
2
+ − = +

= +
+ −
= =
− + −

∫ ∫
, C∈IR
h) C | x | ln dx
x
1
dx x
1
+ = =
∫ ∫

, C∈IR
i) C x
3
2
C x
3
2
C
x
C
1
x
dx x dx x
3
2
3
2
3
2
3
2
1
1
2
1
2
1
+ = + = + = +
+
= =
+
∫ ∫
, C∈IR
j)
∫ ∫ ∫
+ + = + = + C
2 ln
2
e 2 dx 2 dx e 2 dx ) 2 e 2 (
x
x x x x x
, C∈IR


EXERCÍCIOS

Calcular as integrais indefinidas:
Cálculo Diferencial e Integral de uma variável
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33

a)

dx x b)

dx x 5 c)

dx x 6
2

d)

dx x
2 / 1
e)

dx x .
3
4
3
f)


dx x
3 / 1

g)


dt t
2
h)

dx x . 2
3
2
i)

dt . t 3
j)

+ dx ) 3 x 2 ( k)

+ dx . x 1 l)

dx x 3
2

m)

+ + dx . 4) 3x x 1 , 0 (
2
n)

− dx . 9) x (
2
o)

+ − dx 5). 4x x 3 (
2

p)

− dx . 1) (x x
2
q)

+ dt . 3) (2t
2
r)

− + dx ). 1 x 2 ).( 3 x (
s)
∫ 3
t
dt
t)

+1 x
dx
u)

+
dx .
3 x
1


Respostas:

a) C x .
2
1
2
+ b) C x .
2
5
2
+ c) C 2x
3
+
d) C x .
3
2 2
3
+ e) C x
3
4
+ f) C x .
2
3
2/3
+
g) C
t
1
+ − h) C x .
5
6
3
5
+ i) C t . 3 .
3
2
3/2
+
j) C 3x x
2
+ + k) C x) .(1
3
2
3/2
+ + l) C x
3
+
m) C 4x x .
2
3
x .
30
1
2 3
+ + + n) C 9x x .
3
1
3
+ − o) C 5x 2x x
2 3
+ + −
p) C x .
3
1
x .
4
1
3 4
+ − q) C 9t 6t t .
3
4
2 3
+ + + r) C 3x x .
2
5
x .
3
2
2 3
+ − +
s) C
t 2
1

2
+ − t) C 1) 2(x
1/2
+ + u) Ln |x + 3| + C

MÉTODO DA SUBSTITUIÇÃO OU MUDANÇA DE VARIÁVEL PARA INTEGRAÇÃO

Sejam f(x) e F(x) duas funções tais que F’(x) = f(x). Se g(x) é uma função derivável
tal que Im(g) ⊂ D(F), podemos considerar a função composta F[g(x)].
Pela regra da cadeia, temos:

F[g(x)]’ = F’[g(x)] . g’(x) = f[g(x)] . g’(x), isto é, F[g(x)] é uma primitiva de f[g(x)].g’(x).
Então, podemos escrever:
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34


] ) ( [ x g f . g’(x) dx = F[g(x)] + C
Fazendo u = g(x), du = g’(x) dx, temos:


] ) ( [ x g f . g’(x) dx =

du ) (u f = F(u) + C
Exemplos: Calcular as integrais por substituição:
a)

+
2
) 3 (x dx
Fazendo u = x + 3 du = dx, então,

+
2
) 3 (x dx =

u
n
du =
1
1
+
+
n
u
n
+ C


+
2
) 3 (x dx =
3
) 3 (
3
+ x
+ C
b)

+
2
) 3 2 ( x dx
Fazendo u =2x + 3 du = 2dx, então,

+
2
) 3 2 ( x dx =
2
1

u
n
du =
2
1
.
1
1
+
+
n
u
n
+ C


+
2
) 3 2 ( x dx =
2
1
.
3
) 3 2 (
3
+ x
+ C =
6
) 3 2 (
3
+ x
+ C

c)

−1 5x dx =


2
1
) 1 5 ( x dx
Fazendo u = 5x – 1 du = 5 dx
Então:


2
1
) 1 5 ( x dx =
5
1
.


2
1
) 1 5 ( x .5dx =
5
1

u
n
du =
5
1
.
1
1
+
+
n
u
n
+ C


−1 5x dx =
5
1
.
1
) 1 5 (
2
1
1
2
1
+

+
x
+ C =
5
1
.
2
3
2
3
) 1 5 ( − x
+ C =
15
2
.
3
) 1 5 ( − x + C

d)

2
9t .
3 3
10 + t dt =

+
3
1
) 10 (
3
t .
2
9t dt
Fazendo u = t
3
+ 10 du = 3t
2
dt
Então:

+
3
1
) 10 (
3
t .
2
9t dt = 3 .

+
3
1
) 10 (
3
t .
2
3t dt = 3 .

u
n
du = 3 .
1
1
+
+
n
u
n
+ C


2
9t .
3 3
10 + t dt = 3 .
1
) 10 (
3
1
1
3
3
1
+
+
+
t
+ C = 3 .
3
4
3
3
4
) 10 ( + t
+ C =
4
9
.
3
4
) 10 (
3
+ t + C

e)

+
2
1
2
x
x
dx
Fazendo u = 1 + x
2
du = 2x dx
Então:

+
2
1
2
x
x
dx =

u
du
= ln |u| + C = ln |1 + x
2
| + C

f)

+
2 2
) 1 (
dx 3
x
x
= 3 .


+
2 2
) 1 (x . x dx
Fazendo u = x
2
+ 1 du = 2x dx
Então: 3 .


+
2 2
) 1 (x . x dx =
2
3
.


+
2 2
) 1 (x . 2x dx =
2
3
.

u
n
du =
2
3
.
1
1
+
+
n
u
n
+ C
Cálculo Diferencial e Integral de uma variável
para os cursos de Engenharia e CC Anotações de Aula Eurípedes Machado Rodrigues
35


+
2 2
) 1 (
dx 3
x
x
=
2
3
.
1 2
) 1 (
1 2 2
+ −
+
+ −
x
+ C =
2
3
.
1
) 1 (
1 2

+

x
+ C =
) 1 .( 2
3
2
+

x
+ C

g)


3 2
x 8
dx 4x
= 4 .


3
1
) (8
dx
2
x
x
= 4 .



3
1
) 8 (
2
x . x dx
Fazendo u = 8 – x
2
du = − 2x dx
Então: 4.



3
1
) 8 (
2
x . x dx =
2
4

.



3
1
) 8 (
2
x .(−2)x dx = −2.

u
n
du = −2 .
1
1
+
+
n
u
n
+ C



3 2
x 8
dx 4x
= −2 .
1
) 8 (
3
1
1
2
3
1
+ −

+ −
x
+ C = −2 .
3
2
2
3
2
) 8 ( x −
+ C = − 3 . (8 – x
2
)
3
2
+ C
h)

) 5 cos( x dx
Fazendo u = 5x du = 5 dx
Então:

) 5 cos( x dx =
5
1
.

) 5 cos( x . 5 dx =
5
1
.

u cos du =
5
1
. senu + C


) 5 cos( x dx =
5
1
. sen(5x) + C

i)

− ) 1 3 ( x sen dx
Fazendo u = 3x – 1 du = 3 dx
Então:

− ) 1 3 ( x sen dx =
3
1
.

− ) 1 3 ( x sen . 3 dx =
3
1
.

u sen du =
3
1
. (−cos u) + C


− ) 1 3 ( x sen dx = −
3
1
. cos (3x – 1) + C

j)

x sen
2
. cos x dx
Fazendo u = sen x du = cos x dx
Então:

x sen
2
. cos x dx =

u
n
du =
1
1
+
+
n
u
n
+ C =
1 2
x) (
1 2
+
+
sen
+ C =
3
3
x sen
+ C


MÉTODO DE INTEGRAÇÃO POR PARTES

Sejam f(x) e g(x) duas funções deriváveis num intervalo. A derivada do produto

[f(x) . g(x)]’ = f(x) . g’(x) + g(x) . f’(x) f(x) . g’(x) = [f(x) . g(x)]’ – g(x) . f’(x) .

Integrando membro a membro, temos:


) (x f . g’(x) dx =

) ( [ x f . g(x)]’ dx −

) (x g . f’(x) dx
Fazendo
¹
´
¦
=
=
) (
) (
x g v
x f u
temos:



u. dv = u . v −

v du

Exemplos: Calcular as integrais por partes:
du = f’(x) dx
dv = g’(x) dx
dx
Cálculo Diferencial e Integral de uma variável
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36
Fazendo
a)

x . e
X
dx
u = x du = dx
dv = e
x
dx v = e
x


Temos:

x . e
X
dx = x . e
x


x
e dx = x . e
x
– e
x
+ C = e
x
. (x – 1) + C

b)

x ln dx
Fazendo u = ln x du =
x
1
dx e dv = dx v = x
Temos:

x ln dx = u . v −

vdu = ln x . x −

x.
x
1
dx = x . ln x −

dx = x . ln x – x + C
c)

x. sen x dx
Fazendo: u = x du = dx e dv = sen x dx v = − cos x
Então:

x. sen x dx = u . v −

vdu = x . (−cos x) −

− ) cos ( x dx = − x cosx +

x cos dx


x. sen x dx = − x cosx + senx + C

d)

x. cos x dx
Fazendo: u = x du = dx e dv = cos x dx v = sen x
Então:

x. cos x dx = u . v −

vdu = x . sen x −

sen x dx = x sen x −(−cos x) + C


x. cos x dx = x sen x + cos x + C

e)

x. sen(3x) dx
Fazendo: u = x du = dx e
dv = sen(3x) dx v =
3
1
.

) 3 ( x sen . 3dx = −
3
1
. cos (3x)
Temos:

x. sen(3x) dx = u . v −

vdu = x . |
¹
|

\
|
− ) 3 cos( .
3
1
x −

− ) 3 cos( .
3
1
x dx =
= −
3
1
x . cos (3x) +
3
1
.

) 3 ( cos x dx =
= −
3
1
x . cos (3x) +
3
1
.
3
1
.

) 3 ( cos x . 3dx =
= −
3
1
x . cos (3x) +
9
1
. sen (3x) + C
f)

x. x + 1 dx =

x.
2
1
) 1 ( x + dx
Fazendo: u = x du = dx e
dv = (1 + x)
2
1
dx v =

+
2
1
) 1 ( x dx =
1
) 1 (
2
1
1
2
1
+
+
+
x
=
3
2
. (1 + x)
2
3

Temos:

x.
2
1
) 1 ( x + dx = u . v −

vdu = x .
3
2
. (1 + x)
2
3


+
2
3
) 1 .(
3
2
x dx=
= x .
3
2
. (1 + x)
2
3

3
2
.

+
2
3
) 1 ( x dx =
Cálculo Diferencial e Integral de uma variável
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37
= x .
3
2
. (1 + x)
2
3

3
2
.
1
) 1 (
2
3
1
2
3
+
+
+
x
+ C =
= x .
3
2
. (1 + x)
2
3

3
2
.
5
2
. (1 + x)
2
5
+ C =
=
3
2x
. (1 + x)
2
3

15
4
. (1 + x)
2
5
+ C

TABELA DE INTEGRAIS IMEDIATAS:

1)

du = u + C 2)

u
du
= ln |u| + C 3)

u
e du =
u
e + C
4)

n
u du =
1
1
+
+
n
u
n
+ C (n é constante ≠ −1) 5)

u
a du =
a ln
u
a
+ C
6)

u sen du = − cos u + C 7)

u cos du = sen u + C
8)

u
2
sec du = tg u + C 9)

u ec
2
cos du = −cotg u + C
10)

u sec . tg u du = sec u + C 11)

u cosec . cotg u du = −cosec u + C

II) INTEGRAIS DEFINIDAS

No desenvolvimento do cálculo integral uma das suas aplicações é o cálculo das
áreas de figuras de formas variadas, que é uma forma de se apresentar a integral
definida.
Seja y = f(x) uma função contínua num intervalo real [a ; b]. A integral definida de
f(x), de a até b , é um número real, simbolizado por:


b
a
dx x f ) ( , onde:
• a é o limite inferior de integração;
• b é o limite superior de integração;
• f(x) é o integrando

Geometricamente, a integral definida corresponde a área destacada na figura:

y
f(x)


A


a b x
A área limitada pela curva contínua positiva y = f(x), pelo eixo x e pelas retas x = a
e x = b é obtida dividindo-se a base [a ; b] em n subintervalos: a = x
1
, x
2
, x
3
, ..... , x
n
,
x
n+1
= b e os comprimentos dos n subintervalos por ∆x
i
= x
i + 1
– x
i
, i = 1 ; 2 ; ... ; n. A
partir daí, a área destacada (figura acima) será a soma das áreas dos retângulos obtidos
nesses subintervalos.



Cálculo Diferencial e Integral de uma variável
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38

y f(c
i
) f(x)



c
i

a=x
1
x
i
x
i + 1
x
n+1
= b x

∆x
i
= x
i+1
– x
i


A medida que cada retângulo é construído com a menor base possível, a base
superior do mesmo se confundi com a curva da função, ou seja, se aproxima de uma reta.
Isto significa que quando n→ ∞ , ∆x
i
0 → e a área total da curva, no intervalo [a ; b] será
o limite das somas das áreas de todos os retângulos possíveis de serem inscritos na
mesma, ou seja:
A =


= ∆
=
∞ →
b
a
n
1 i
i i
n
dx f(x) x . f(c ) lim

OBS: Esse somatório é chamada soma de Riemann (Geog Friedrich Bernhard
Riemann , 1826 – 1866) da função f(x).
Para facilitar o cálculo da integral definida de uma maneira rápida e simples,
considere a área das figuras abaixo quando deslocamos a extremidade direita:


y y y

f(x) f(x) f(x)


A(x) A(b) A(x+∆ ∆∆ ∆x) – A(x)
x x x
a x a b a x x+∆x



x
a
dx x f ) (

b
a
dx x f ) (

∆ + x x
x
dx x f ) (


Temos: A’(x) =
x
A(x) x) A(x
lim
dx
dA
0 x

− ∆ +
=
→ ∆
, então A(x) é uma das
antiderivadas de f(x). Se F(x) é a antiderivada qualquer de f(x), então A(x) = F(x) + C.

Fazendo x = a , teremos:
A(a) = F(a) + C. Por outro lado, A(a) =

a
a
dx x f ) ( = 0
Logo : F(a) + C = 0 C = – F(a)

Então: A(x) = F(x) – F(a)
Portanto:

b
a
dx x f ) ( = A(b) = F(b) – F(a)
ou ainda:

b
a
dx x f ) ( = F(x)
b
a
= | |
b
a
x F ) ( = F(b) – F(a)
Cálculo Diferencial e Integral de uma variável
para os cursos de Engenharia e CC Anotações de Aula Eurípedes Machado Rodrigues
39
Casos particulares:
1. Se f(x) ≥ 0 ,

b
a
dx x f ) ( representa a área entre o eixo x e a curva f(x), para
a ≤ x ≤ b y
f(x)


A

a b x

2. Se f(x) ≥ g(x),


b
a
dx x g x f )] ( ) ( [ representa a área entre as curvas, para
a ≤ x ≤ b
y
f(x)

A

g(x)


a b x
3. Se f(x) ≥ 0 para a ≤ x ≤ c e f(x) ≤ 0 para c ≤ x ≤ b , então a área entre f(x) e o
eixo x, para a ≤ x ≤ b é dada por:

y
f(x)

b
a c x


4. Se f(x) ≥ g(x), a ≤ x ≤ c e f(x) ≤ g(x), c ≤ x ≤ b , então a área entre f(x) e g(x),
para a ≤ x ≤ b é dada por:

y
g(x)

A =


c
a
dx x g x f )] ( ) ( [ +


b
c
dx x f x g )] ( ) ( [


f(x)

a c b x

PROPRIEDADES DA INTEGRAL DEFINIDA

I.
∫ ∫
=
b
a
b
a
dx f(x) k dx f(x) . k , k = constante real
A =

b
a
dx x f ) (
A =


b
a
dx x g x f )] ( ) ( [
A =

c
a
dx x f ) ( +


b
c
dx x f )] ( [

A
c
Cálculo Diferencial e Integral de uma variável
para os cursos de Engenharia e CC Anotações de Aula Eurípedes Machado Rodrigues
40
II. 0 dx f(x)
a
a
=

, pois = =

F(x) dx f(x)
a
a
a
a
F(a) − F(a) = 0
III.
∫ ∫
− =
a
b
b
a
dx f(x) dx f(x) , pois F(b) F(a) dx f(x)
a
b
− =


IV.
∫ ∫ ∫
+ =
b
c
c
a
b
a
dx f(x) dx f(x) dx f(x) , a ≤ c ≤ b
Exemplos:
1. Calcular as integrais definidas:
a)
3
1
0
3
1

3
0

3
1

3
x
dx . x
3 3 1
0
3
1
0
2
= − = − = =


b)
6
63

6
1

6
64

6
1

6
2

6
x
dx . x
6 6 2
1
6
2
1
5
= − = − = =


c) 0 2 2
2
2
x
4
x 4
dx . x 4
4 4 4
4
2
2
3
= − = = =


d) 1 . 4
3
1
3 . 4
3
2

1
2
4x
3
x
dx 4). x (
3 3 3
2
1
2
=
|
|
¹
|

\
|
+ −
|
|
¹
|

\
|
+ = + = +


=
3
31
8
3
7
4
3
1
12
3
8
= + = − − +

2. Calcular a área limitada pela curva y = 2x – x
2
e o eixo x
Solução:
Os pontos interceptos da curva com o eixo x são obtidos fazendo y = 0.
Logo: 2x – x
2
= 0 x . (2 – x) = 0 x = 0 ou x = 2
y

f(x)

A


0 2 x

A =
|
|
¹
|

\
|
− −
|
|
¹
|

\
|
− = − = − = −

3
0
0
3
2
2
0
2

3
x
x
3
x

2
2x
dx . x (2x
3
2
3
2
3
2
3 2
2
0
2
) =
= 0
3
8
4 − − A =
3
4
u.a. (unidades de área)

3. Determine a área da curva f(x) = x
3
no intervalo [0 ; 4]
y f(x) = x
3




A

0 4 x

A =

4
0
3
dx x . =
4
0

4
4

0
4

4 4
4
x
4
− = = 0
4
256


A = 64 – 0 A = 64 u. a.
Cálculo Diferencial e Integral de uma variável
para os cursos de Engenharia e CC Anotações de Aula Eurípedes Machado Rodrigues
41
4. Calcular a área limitada pelas curvas : y = x
2
e y = 3x

Solução:
Os pontos de intersecção entre as curvas dadas são obtidos resolvendo-
se o sistema de equações formado pelas curvas:

¦
¹
¦
´
¦
=
=
x 3 y
x y
2
x
2
= 3x x
2
– 3x = 0 x . (x – 3) = 0
¹
´
¦
=
=
3 x
0 x


Como não usaremos os valores de y, os mesmos não serão por nós obtidos.

y y = x
2
y = 3x




A


0 3 x



EXERCÍCIOS
1. Calcular as intergrais definidas:
a)

2
1
4
dx x , Resp.: 6,2 b)

1
1 -
dx x , Resp.: 0
c)

2
2
3
dx x 4 , Resp.: 0 d)

+ +
1
0
2
dx 3) 2x x ( , Resp.: 13/3
e)

+
1
0
dt t 1 , Resp.: ( ) 1 2 2
3
2
− f)

− −
1
2 -
2
dx ) x x 2 ( , Resp.: 4,5
g)

1
0
x 2
dx e , Resp.: ( ) 1 e
2
1
2
− h)

+
3
0
dx .
3 x
1
, Resp.: ln 2

2. Calcular a área limitada pela curva y = 2x + 3 , o eixo x e as retas x = 3 e x = 4
Resp.: 10 u.a.
3. Determinar a área limitada pela curva y =
2
x
+ 1 e o eixo x, no intervalo [0 ; 5].
Resp.: 11,25 u.a.
4. Achar a área limitada pela parábola y =
2
x
2
e o eixo x, no intervalo [0 ; 2].
Resp.: 4/3 u.a.
5. Determine a área limitada pela parábola cúbica y =
3
x e o eixo x , no intervalo [0 ;4].
Resp.: 64 u.a.

6. Calcular a área limitada pela curva y = x
2
+ 4 e a reta y = 5 Resp.: 4/3 u.a.

7. Determinar a área limitada pela curva y = x e o eixo x, no intervalo [0 ; 9]
Resp.: 18 u.a.
A =
0
3

3
x

2
3x
dx x - (3x
3 2
3
0
2
− =

).
A =
|
|
¹
|

\
|
− −
|
|
¹
|

\
|

3
0
2
0 . 3
3
3
2
3 . 3
3 2 3 2

A = 9
2
27
0
3
27

2
27
− = − −
∴ ∴∴ ∴ A =
2
9
u. a.
Cálculo Diferencial e Integral de uma variável
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42
8. Calcular a área limitada por:
a) y = 2x – x
2
e o eixo x, acima do eixo x; Resp.: 4/3 u.a.
b) y = x
2
e y = 2 – x Resp.: 4,5 u.a.
c) y = x
2
e y = 8 – x
2
Resp.: 64/3 u.a.

9. Calcule a área da região indicada na figura:

y y = e
x





1 Resp.: (e
2
– 1) u.a.


0 2 x


EXERCÍCIOS DO LIVRO: UM CURSO DE CÁLCULO – HAMILTON
LUIZ GUIDORIZZI, indicados no cronograma do programa.

Página 296: (Integral) - Exercícios 10.2
1. Calcule.
a)

xdx b)

3 dx c)

+ ) 1 3 ( x dx
d)

+ + ) 1 (
2
x x dx e)

3
x dx f)

+ + ) 3 2 (
3
x x dx
g)
∫ 2
1
x
dx h)

|
¹
|

\
|
+
3
1
x
x dx i)

x dx
j)

3
x dx l)

|
¹
|

\
|
+
x
x
1
dx m) ) 2 (
4

+ x dx
n)

+ ) ( b ax dx, a e b constantes o)

|
¹
|

\
|
+ +
3
2
1
3
x
x x dx
p)

|
¹
|

\
|
+
2
1
x
x dx q)

|
¹
|

\
|
+
2
3 2
x
x
dx r)

|
¹
|

\
|
+ 3 3
5 2
x dx
s)

|
¹
|

\
|

4
3
1
2
x
x dx t)

+
x
x 1
2
dx
Página 351: (Integral) − Exercícios 12.2 (métodos de integração – Substituição)
1. Calcule.
a)


3
) 2 3 ( x dx b)

− 2 3x dx c)

− 2 3
1
x
dx
d)


2
) 2 3 (
1
x
dx e)

2
x sen x dx f)

2
x
e x dx
g)

3
x 2
e x dx h)

x sen5 dx i)

4 3
x cos x dx
j)

x 6 cos dx l)

x sen cos
3
x dx m)

x cos
5
x sen dx
n)

+ 3
2
x
dx o)

+ 3 4
5
x
dx p)

+
2
4 1 x
x
dx
Cálculo Diferencial e Integral de uma variável
para os cursos de Engenharia e CC Anotações de Aula Eurípedes Machado Rodrigues
43
q)

+
2
6 5
3
x
x
dx r)

+
2 2
) 4 1 ( x
x
dx s)

+
2
3x 1 x dx
t)

+
x
e 1
x
e dx u)


3
) 1 (
1
x
dx v)

x cos
x
2
sen
dx x)


2
e
x
x dx
Página 360: (Integral) − Exercícios 13.3 (métodos de integração – Partes)
1. Calcule.
a)

x
e x dx b)

x sen x dx c)

x 2
e x dx
d)

x ln . x dx e)

x ln dx f)

x ln .
2
x dx
g)

x x
2
sec dx h)

2
x) (ln . x dx i)

2
x) (ln dx
j)

2x
e x dx l)

x cos
x
e dx m)


x sen
2x
e dx
n)

2
x 3
e x dx o)

2 3
x cos x dx p)


2x cos
x
e dx
q)

x sen
2
x dx

Página 311: (Integral - soma de Geog Friedrich Bernhard Riemann , 1826 – 1866)
Exemplo1. Calcule a área do conjunto do plano limitado pelas retas x = 0,
x = 1, y = 0 e pelo gráfico de f(x) = x
2
.
Solução:







Página 313:
Exemplo 3.
a) Calcule a área da região limitada pelo gráfico de f(x) = x
3
, pelo eixo x e
pelas retas x =−1 e x = 1.
Solução:











x = −1 x = 1

b) Calcule
4
1

4
1

4
x

1
1
4
1
1
3
− =
(
(
¸
(

¸

=



dx x = 0 = Área A
2
– Área A
1

Área A =
3
1

3
0

3
1

3
x
dx
3 3
1
0
3
1
0
2
= − =
(
(
¸
(

¸

=

x u.a.
Área A = área A
1
+ área A
2


Área A
1
= −
4
1

1
0
4
x

1
4
3
=

− =


o
dx x

Área A
2
=
4
1

0
1
4
x

1

4
3
= =

o
dx x
Portanto:
Área =
2
1

4
1

4
1
= + = 0,5 u.a.
y = x
2
0 1
y
x
−1
y = x
3
0 1
y
x
A
1
A
2
Cálculo Diferencial e Integral de uma variável
para os cursos de Engenharia e CC Anotações de Aula Eurípedes Machado Rodrigues
44
Página 314:
Exemplo 4. Calcule a área da região limitada pelas retas x = 0, x = 1,
y = 2 e pelo gráfico de y = x
2
.
Solução:













EXERCÍCIOS RESOLVIDOS
1. Calcular:
a)
6
1

6
64

6
1

6
2

1
2

6
x

6 6 6
2
1
5
= − = − = =

dx x
6
63


b)


1
1

3
1
dx x = 1) ( .
4
3
1 .
4
3

1
1
x
4
3

1
1
x

1
1

1
3 4 3 4 3 4
3
4
3
1
1
3
4
3
1
|
¹
|

\
|
− − |
¹
|

\
|
=

=

=
− +
+
x
=
=
4
3

4
3
1 .
4
3
1 .
4
3
= − = |
¹
|

\
|
− |
¹
|

\
|
0

c) ( ) 1 1 ) 1 ( ) 1 ( )] ( cos [ cos

cosx dx


= − = − + − − = π − − − π − =
π −
π
− =

π
π −
senx 0

d) 0 0 0 sen sen
0
x sen dx cos

0
= − = − π =
π
=

π
x 0

2. Achar a área entre as curvas, em cada caso:

a) y = x e y = x
2


Pontos interceptos: x
2
= x x
2
– x = 0 x(x – 1) = 0
x = 0 ou x = 1
Gráfico:

y = x
2
y = x A =


1
0
2
] [ dx x x
A =
0
1
3
x

2
3 2

x

A =
|
|
¹
|

\
|
− −
|
|
¹
|

\
|

3
0
2
0

3
1
2
1
3 2 3 2

A =
6
1

3
1
2
1
= − u.a.
y = 2
y = x
2
0 1
y
x
2
x = 0 x = 1
Área A =
1
0
3
1
0
2
3
x
2x ) 2 (
(
(
¸
(

¸

− = −

dx x =


3
5

3
1
2
3
0
0 . 2
3
1
1 . 2
3 3
= − =
|
|
¹
|

\
|
− −
|
|
¹
|

\
|


Portanto: Área A =
3
5
u.a.
Cálculo Diferencial e Integral de uma variável
para os cursos de Engenharia e CC Anotações de Aula Eurípedes Machado Rodrigues
45
b) y = x e y = x
3

Pontos interceptos: x
3
= x x
3
– x = 0 x(x
2
– 1) = 0
x = 0 ou x
2
= 1 x = 0 ou x = ± 1
Gráfico:

A
1
= A
2
A
T
=2.A
1

y = x y = x
3
A
1
=


1
0
3
] [ dx x x
A
1


A
2






Portanto: A
T
= 2 . A
1
= 2 .
4
1
A
T
=
2
1
u.a.
OBS.: Se considerar A =



1
1
3
] [ dx x x , obtém-se A = 0 (verifique.)
c) y = x
2
e y = x
3

Pontos interceptos: x
3
= x
2
x
3
– x
2
= 0 x
2
(x – 1) = 0
x
2
= 0 ou x – 1 = 0 x = 0 ou x = 1

Gráfico:




y= x
2

y= x
3









A =
4
1
3
1
0
4
1
3
1

0
1
4
x
3
x
dx ] x x [
4 3 1
0
4 3
3 2
− = −
|
|
¹
|

\
|
− = − = −

A =
12
1
u.a.

3. Achar a área entre a curva y = (x – 1).(x – 2).(x – 3) e o eixo dos x.
(esboçar o gráfico)

A curva intercepta o eixo x em y = 0 , logo:
(x – 1).(x – 2).(x – 3) = 0 x = 1 ou x = 2 ou x = 3
(que são as abscissas dos pontos onde a curva “corta” o eixo x)
Gráfico:
A
1
=
0
1
4 2
4 2
x x

A
1
= 0
4
1
2
1
4 2

|
|
¹
|

\
|

A
1
=
4
1
4
1
2
1
= − u.a.
Cálculo Diferencial e Integral de uma variável
para os cursos de Engenharia e CC Anotações de Aula Eurípedes Machado Rodrigues
46

y = (x-1)(x-2)(x-3)


y = (x
2
–3x+2)(x-3)

y = x
3
– 6x
2
+ 11x – 6


A
1
A
T
= A
1
+ A
2



A
2





y = (x – 1).(x – 2).(x – 3)



A
T
=
∫ ∫
− +
3
2
2
1
)] ( [ ) ( dx x f dx x f

I) A
1
=
1
2
6
2
11
3
6
4
x
) 6 11 6 (x
2 3 4
2
1
2 3
x
x x
dx x x − + − = − + −

=
1
2
6
2
11 2
4
x
2
3
4
x
x
x − + −

A
1=
( ) |
¹
|

\
|
− + − − − + − =
|
|
¹
|

\
|
− + − −
|
|
¹
|

\
|
− + − 6
2
11
2
4
1
12 22 16 4 1 . 6
2
1
. 11 1 . 2
4
1
2 . 6
2
2
. 11 2 . 2
4
2
2
3
4 2
3
4

A
1
= − 2 – (4 +
4
23
) = − 2 + 8 −
4
23
= 6 –
4
23
=
4
1
u.a.

II) A
2
=
2
3
6
2
11
3
6
4
x
) 6 11 6 (x
2 3 4
3
2
2 3
x
x x
dx x x + − + − = − + − −

=
=
2
3
6
2
11 2
4
x
2
3
4
x
x
x + − + −
A
2
=
|
|
¹
|

\
|
+ − + − 3 . 6
2
3
. 11 3 . 2
4
3
2
3
4

|
|
¹
|

\
|
+ − + − 2 . 6
2
2
. 11 2 . 2
4
2
2
3
4

A
2
= ( ) 12 22 16 4 18
2
99
54
4
81
+ − + − − |
¹
|

\
|
+ − + −
A
2
= 72 −
4
279
− ( 2) = 70
4
279
− A
2
=
4
1
u.a.
III) A
T
= A
1
+ A
2
=
4
1
+
4
1
=
4
2
A
T
=
2
1
u.a.

4. Achar a área entre a curva y = (x + 1).(x – 1).(x + 2) e o eixo dos x.
(esboçar o gráfico)

A curva intercepta o eixo x em y = 0 , logo:
(x + 1).(x – 1).(x + 2) = 0 x =− 1 ou x = 1 ou x =− 2 (que são as
abscissas dos pontos onde a curva “corta” o eixo x)

OBS.: Se considerar a
Integral da função no
intervalo 1 ≤ x ≤ 3 ,
obtemos área igual a
zero. Faça a Verificação.
Cálculo Diferencial e Integral de uma variável
para os cursos de Engenharia e CC Anotações de Aula Eurípedes Machado Rodrigues
47

Gráfico:


y=(x+1)(x-1)(x+2)

y = (x
2
–1)(x+2)

A
1
y = x
3
– x + 2x
2
– 2

A
2
A
1
≠ ≠≠ ≠ A
2
, então:

A
T
= A
1
+ A
2
y=(x+1)(x-1)(x+2)


A
T
=
∫ ∫



− +
1
1
1
2
)] ( [ ) ( dx x f dx x f

I) A
1
= ) (
1
2



dx x f =


− −

− + − = − + −
1
2
3 2 4
2 3
2
1
2
3
. 2
2 4
x
dx ) 2 2 ( x
x x
x x x

A
1
= −
(
(
¸
(

¸

− −

+



) 1 .( 2
3
) 1 (
. 2
2
) 1 (
4
) 1 (
3 2 4
(
(
¸
(

¸

− −

+



) 2 .( 2
3
) 2 (
. 2
2
) 2 (
4
) 2 (
3 2 4


A
1
= −
(
¸
(

¸

+ − − 2
3
2
2
1
4
1
(
¸
(

¸

+

+ − 4
3
8
. 2
2
4
4
16
= − |
¹
|

\
| + − −
12
24 8 6 3
|
¹
|

\
|
+ − − 4
3
16
2 4

A
1
= |
¹
|

\
|
− − |
¹
|

\
|
3
16
6
12
13
=
12
5
12
8 13
3
2
12
13
=

= − u.a.


II) A
2
=



1
1
)] ( [ dx x f =

− −
+ − + − = − + − −
1
1
3 2 4
2 3
1
1
2
3
. 2
2 4
x
dx ) 2 2 ( x
x x
x x x

A
2
= −
(
(
¸
(

¸

+ − + − 1 . 2
3
1
. 2
2
1
4
1
3 2 4
(
(
¸
(

¸

− +



+

− ) 1 .( 2
3
) 1 (
. 2
2
) 1 (
4
) 1 (
3 2 4


A
2
= −
(
¸
(

¸

+ − + − 2
3
2
2
1
4
1
(
¸
(

¸

− + + − 2
3
2
2
1
4
1
= − |
¹
|

\
| + − + −
12
24 8 6 3
|
¹
|

\
| − + + −
12
24 8 6 3


A
2
= |
¹
|

\
|
− − |
¹
|

\
|
12
13
12
19
=
12
13
12
19
+ =
12
32
=
12
32
u.a.

III) A
T
= A
1
+ A
2
=
12
32
12
5
+ A
T
=
12
37
u.a.



Cálculo Diferencial e Integral de uma variável
para os cursos de Engenharia e CC Anotações de Aula Eurípedes Machado Rodrigues
48

5. Achar a área entre as curvas y = senx, y = cosx, o eixo y e o primeiro
ponto onde essas curvas se interceptam para x positivo (x>0).

Solução:
senx = cosx x = π/4, com x ∈ 1º quadrante.


Gráfico:





A y = senx


π/4


y = cosx





A =

π

4
0
] [cos dx senx x =
o
x senx

) cos (
4
π
− − =
o
x senx

cos
4
π
+
A = ( ) 0 cos 0
4
cos
4
+ − |
¹
|

\
| π
+
π
sen sen = ) 1 0 (
2
2
2
2
+ −
|
|
¹
|

\
|
+

A =
2
2 2
− 1 A = ( 1 2 − ) u.a.
















Cálculo Diferencial e Integral de uma variável
para os cursos de Engenharia e CC Anotações de Aula Eurípedes Machado Rodrigues
49
ENGENHARIA MECATRÔNICA/ELÉTRICA – CÁLCULO DIF. E INTEGRAL – 1º ANO
GABARITO DOS EXERCÍCIOS DO LIVRO DO GUIDORIZZI

CAPÍTULO 7
7.3




7.7


























7.11














Cálculo Diferencial e Integral de uma variável
para os cursos de Engenharia e CC Anotações de Aula Eurípedes Machado Rodrigues
50
























CAPÍTULO 10 CAPÍTULO 12
10.2 12.2















CAPÍTULO 13
13.3






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