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Aula_Teoria Do Desenho Projetivo

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DESENHO TÉCNICO Lia Tavares

Teoria do Desenho Projetivo: projeções ortogonais. Suas aplicações e normalização correspondente.

DESENHO TÉCNICO

Conteúdo Programático:

1. Introdução 2. Contextualização 3. Teoria do Desenho Projetivo 4. Projeção Ortogonal 5. Conclusão e Demonstração de um exercício

DESENHO TÉCNICO

Introdução
O Desenho é uma forma de comunicação, que utiliza a imagem, tentando representar uma realidade ou uma idéia, exposta através de símbolos. É elaborado com diversos meios (papel, argila, pedra, etc) e ferramentas (cinzel, lápis, caneta, pincel, esquadro, escalímetro, programas de computador, etc). Assim como a escrita, o desenho é uma forma de expressão gráfica, que necessita de uma superfície e de instrumentos. Para compreender esta linguagem é necessário seu estudo, pois possui uma gramática, uma ortografia e uma caligrafia própria.

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DESENHO TÉCNICO

Introdução

Este é um desenho que está no livro Pequeno Príncipe. Segundo Antoine de Saint-Exupéry, o autor: “Nem sempre as pessoas [...] tem a capacidade de compreender um desenho [...].”

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DESENHO TÉCNICO

Introdução

Assim para tornar o desenho mais próximo do que se pretende representar acrescentasse descrições em cortes e planos, como demonstrado nesta imagem, esclarecendo as percepções, que passaram de “chapéu” para um “elefante dentro de uma jiboia”.

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Imagem Descascada. M. C. tanto do autor quanto das pessoas que o admiram.sapo. Em sua execução há mais liberdade de criação.DESENHO TÉCNICO Introdução Há dois tipos principais de desenho: • Desenho Artístico Se propõe especificamente a revelar uma mensagem.blogs.html 5 .pt/arquivo/519729. Escher (1898 – 1972) Fonte: http://cognosco. possibilitando a expressão de subjetividades.

2. arquitetos. 3.DESENHO TÉCNICO Introdução • Desenho Técnico Tem por intenção representar objetos de forma objetiva e padronizada. A elaboração de um Desenho Técnico requer: 1. entre outros profissionais que utilizam o desenho como ferramenta importante de comunicação. desenhistas. para que outros profissionais executem suas criações. Domínio de uma representação gráfica Conhecimento de uma padronização 6 . Ferramentas Comprenssão espacial dos objetos. Desempenha um papel preponderante na vida profissional de engenheiros. 4.

1290 – 1224 a. em placas de argila. Fonte:www.DESENHO TÉCNICO Contextualização As primeiras tentativas de representação de desenhos técnicos datam de muitos séculos atrás: . de projetos executados pelos egípcios e pelos povos da Mesopotâmia para a construção de monumentos e edificações. Planta de Kadesh. Egito.uned.C. Ramsés II.es_geo-1-historiaantigua-universal 7 .Existem testemunhos de desenhos.

C.150 a.DESENHO TÉCNICO Contextualização Gudea com planta arquitetônica sobre as pernas – Suméria 2.blogspot.com_2009_12_01_archive.html 8 . Fonte: tochoocho.

Desenhos executados pelos romanos para a construção de edifícios. aquedutos e fortalezas.es_geo-1-historia-antigua-universal 9 . Livro De Architecture. Marcus Vitruvio Fonte:www.DESENHO TÉCNICO Contextualização .uned.

DESENHO TÉCNICO Contextualização A Idade Moderna é um marco para o mundo ocidental. Perspectiva Fonte:www. novos comportamentos.es_geo-1-historia-antigua-universal 10 . Desenhos de Leonardo da Vinci. .No séc. através do estudo da teoria do desenho e da pintura. exigiam novas formas de representar a realidade. Novas idéias. XV – Leonardo da Vinci trouxe algum progresso aos métodos de representação gráfica. descobertas.uned.

procurando resolver problemas de padronização na confecção de projetos durante o processo industrial incipiente na Europa.DESENHO TÉCNICO Contextualização . XVIII – Gaspar Monge. Desenho Técnico .Método de Monge Fonte: inked-neuron. introduziu a técnica da geometria descritiva.com 11 . um matemático francês.No séc. lançando as bases dos sistemas de representação do desenho técnico.blogspot.

e: • a sua execução. como um processo de expressão da linguagem. tais normas são definidas pela ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas). que permitem a leitura dos desenhos técnicos. No Brasil. 12 . funcionando como uma gramática gráfica. se faz através das normas padronizadas de códigos.DESENHO TÉCNICO Contextualização Na elaboração de um Desenho Técnico deve-se considerar: • a sua concepção.

Princípios gerais de representação em Desenho Técnico. NBR 10068:1987 . 13 .Aplicação de linhas em desenhos – Tipos de linhas – Larguras de linhas. NBR 12298:1995 – Representação de área de corte por meio de hachuras em desenho técnico. NBR 10067:1995 . NBR 8403:1984 . Outras normas necessárias para o desenho técnico: NBR 8402:1994 – Execução de caracter para escrito em desenho técnico. NBR 10126:1987 – Cotagem em desenho técnico. NBR 8196:1999 – Desenho Técnico – Emprego de escalas.Folha de desenho – Leiaute e dimensões.Documentação técnica de produto – Vocabulário Parte 2: Termos relativos aos métodos de projeção.DESENHO TÉCNICO Contextualização Dentre as normas de desenho técnico que serão expostas nesta aula serão: NBR 10647:2004 .

] 6 Geom Figura que se obtém fazendo incidir sobre um plano perpendiculares tiradas de todas as extremidades das linhas de outra figura...je.DESENHO TÉCNICO Teoria do Desenho Projetivo O que é projeção? Segundo o dicionário Michaelis pro. [..ção sf (lat projectione) 1 Ato ou efeito de projetar. [.] P. 14 . [. também chamada projeção ortográfica.. ortogonal: aquela em que as retas projetantes são perpendiculares ao plano de projeção..] 3 Ato de projetar uma imagem sobre uma superfície..

altura largura comprimento O Desenho Técnico irá representar objetos tridimensionais em projeções gráficas bidimensionais. 15 .DESENHO TÉCNICO Teoria do Desenho Projetivo A projeção de um objeto é sua representação gráfica em um plano de projeção.

DESENHO TÉCNICO Teoria do Desenho Projetivo Sistema de Representação Gráfica – Projeção Cônica ou Central 5. Objeto 2. Centro de projeção ou Ponto de Vista 16 . Projeção ou Vista do Objeto 4. Plano de projeção ou quadro 3. Raio ou linha projetante 1.

Plano de projeção ou quadro 3. Objeto 2.DESENHO TÉCNICO Teoria do Desenho Projetivo Sistema de Representação Gráfica – Projeção Cilíndrica Paralela ou Ortogonal 5. Projeção ou Vista do Objeto 4. Centro de projeção ou Ponto de Vista 17 . Raio ou linha projetante 1.

Centro de projeção ou Ponto de Vista 18 . Projeção ou Vista do Objeto 4. Objeto 2. Plano de projeção ou quadro 3.DESENHO TÉCNICO Teoria do Desenho Projetivo Sistema de Representação Gráfica – Projeção Cilíndrica Oblíqua 5. Raio ou linha projetante 1.

DESENHO TÉCNICO Teoria do Desenho Projetivo – NBR 10647:2004 19 .

DESENHO TÉCNICO Compreendendo o Método de Monge Projeção Ortogonal 1) São definidos dois planos perpendiculares entre si. Horizontal Anterior 20 . Horizontal Posterior 4°Diedro: S. um vertical outro horizontal. P. P. Horizontal Posterior 3°Diedro: S. P. P. Vertical Superior + S. Vertical Inferior + S. Horizontal Anterior 2°Diedro: S. 2) Os dois planos delimitam 4 regiões denominada de DIEDROS. cada uma definida por dois semi planos: 1°Diedro: S. gerando a LINHA DE TERRA. que se interceptam. Vertical Superior + S. P. Vertical Inferior + S. P. P. P.

DESENHO TÉCNICO A Épura Projeção Ortogonal 21 .

DESENHO TÉCNICO Como localizar um ponto? Projeção Ortogonal Definem-se as coordenadas: • Abscissa – distância no plano de origem (Linha de Terra) • Afastamento – distância no plano vertical • Cota – distância no plano horizontal Afastamento 1° Diedro 2° Diedro 3° Diedro 4° Diedro Cota + + + + 22 .

Inglaterra. as normas de Desenho Técnico. O uso de um ou do outro sistema dependerá das normas adotadas por cada país. Japão 23 . internacional. Europa EUA. é importante a familiarização com os dois sistemas de representação. A interpretação errônea de um desenho técnico poderá causar grandes prejuízos. fixaram a utilização das projeções ortogonais somente em dois sistemas: o 1º diedro e o 3º diedro.DESENHO TÉCNICO Projeção Ortogonal – NBR 10067/1995 A partir dos princípios da Geometria Descritiva. 1° Diedro 3° Diedro Brasil.

DESENHO TÉCNICO Projeção Ortogonal – NBR 10067/1995 1°Diedro 1) O objeto a ser representado deve estar entre o observador e o plano de projeção. 24 . 2) Considere-se um objeto no interior de uma caixa. com faces transparentes. de forma cúbica. 5) Suprime-se as linhas correspondentes. Todas as faces ficam contidas no mesmo plano. 4) Abre-se a caixa. 3) Projeta-se ortogonalmente a referida peça sobre as seis faces da caixa.

DESENHO TÉCNICO Projeção Ortogonal – NBR 10067/1995 1°Diedro A B C D E F Vista Frontal (Principal) Superior Lateral Esquerda Lateral Direita Inferior Posterior Posição relativa Referência para as outras vistas Abaixo À direita À esquerda Acima À direita ou a esquerda 25 .

4) Abre-se a caixa. 26 .DESENHO TÉCNICO Projeção Ortogonal – NBR 10067/1995 3°Diedro 1) O plano de projeção deve estar entre o observador e o objeto. 3) Projeta-se ortogonalmente a referida peça sobre as seis faces da caixa. 2) Considere-se um objeto no interior de uma caixa. de forma cúbica. 5) Suprime-se as linhas correspondentes. a ser representado. Todas as faces ficam contidas no mesmo plano. com faces transparentes.

DESENHO TÉCNICO Projeção Ortogonal – NBR 10067/1995 3°Diedro A B C D E F Vista Frontal (Principal) Superior Lateral Esquerda Lateral Direita Inferior Posterior Posição relativa Referência para as outras vistas Acima À esquerda À direita Abaixo À direita ou a esquerda 27 .

3) Deve-se procurar escolher uma vista que não apresente configurações ocultas. 2) Deve ser a vista mais importante. 28 .DESENHO TÉCNICO Projeção Ortogonal – NBR 10067/1995 Como escolher as vistas? • Vista Principal 1) Deve representar o objeto na sua posição de utilização. que dê o máximo de informação sobre o objeto.

29 .DESENHO TÉCNICO Projeção Ortogonal – NBR 10067/1995 Vistas Ortográficas Plano Vertical 3°Plano de projeção VISTA DE FRENTE VISTA LATERAL VISTA SUPERIOR Plano Horizontal Dependendo da complexidade do objeto. ele pode ser representado por até 6 vistas ou ainda por vistas especiais.

30 . a menos que se recorra a certos sinais.DESENHO TÉCNICO Projeção Ortogonal – NBR 10067/1995 Cuidado: 1) Nenhum objeto deve ser representado com uma só vista.

pode ter vários signficados.DESENHO TÉCNICO Projeção Ortogonal – NBR 10067/1995 Cuidado: 2) Uma área limitada numa vista por um contorno fechado. 31 .

DESENHO TÉCNICO Projeção Ortogonal – NBR 8403/1984 Linhas . deve-se utilizar uma legenda. O desenho técnico é compreendido pela largura e tipo de linha. Se forem necessárias outras cores.normalização • • • A cor das linhas que representam o desenho técnico deve ser preta. 32 .

DESENHO TÉCNICO Projeção Ortogonal – NBR 8403/1984 Tipos de linhas • • • • • • • Contínua Fractura Tracejada Eixo Simetria Interseção Diagonal 33 .

DESENHO TÉCNICO Projeção Ortogonal – NBR 8403/1984 O Significado das linhas • Contínua Face vista de perfil (AB) e (CD) Interseção de duas superfícies planas ou não (A1B1) Contorno aparente de uma superfície curva (C1D1) 34 .

Peças cônicas e inclinadas 35 .DESENHO TÉCNICO Projeção Ortogonal – NBR 8403/1984 • Linha de Fractura Representação de vistas parciais de um objeto com características uniformes em todo o seu comprimento. Peça encurtada.

DESENHO TÉCNICO Projeção Ortogonal – NBR 8403/1984 36 .

DESENHO TÉCNICO Projeção Ortogonal – NBR 8403/1984 Significado das linhas A1 B1 B2 B3 B4 B5 B6 B7 D1 Contorno visível Linha de interseção imaginária Linha de cota Linha auxiliar Linha de chamada hachura Contorno de seção rebatido Linha de centro curta Linha de fractura 37 .

OBS: Traço com a mesma espessura do traço cheio dos contornos visíveis 38 .DESENHO TÉCNICO Projeção Ortogonal – NBR 8403/1984 • Linha Tracejada .Oculta Representa arestas ou linhas de contorno que são invisíveis na vista representada.

DESENHO TÉCNICO Projeção Ortogonal – NBR 8403/1984 • Linha de Eixo Assinalam eixos de simetria do objeto Vista de topo Vista longitudinal 39 .

DESENHO TÉCNICO Projeção Ortogonal – NBR 8403/1984 • Linha de Simetria Peças simétricas podem ser representados por uma parte do todo. perpendicular na extremidade da linha de eixo duas partes iguais quatro partes iguais 40 . curtos e paralelos. As linhas de simetria são indicadas com dois traços estreitos.

dois cilindros 41 . Representar tais arestas com traço mais fino do que as linhas de contorno. CASOS ESPECIAIS: 1 – dois cilindros 2 . As linhas das arestas fictícias não devem cruzar-se entre si.DESENHO TÉCNICO Projeção Ortogonal – NBR 8403/1984 • Linha de Interseção Interseção de superfícies de peças sem aresta viva. nem tocar as linhas de contorno visíveis.

A peça adjacente. não deve encobrir a peça desenhada em linha larga. Em corte as peças não devem ser hachuradas. 42 .DESENHO TÉCNICO Projeção Ortogonal – NBR 8403/1984 • Linha de Partes adjacentes Parte contígua a uma peça. adjacente à uma peça principal.

utiliza-se linhas diagonais estreitas.Utilizadas para identificar faces laterais de um prisma. na parte plana de uma vista.DESENHO TÉCNICO Projeção Ortogonal – NBR 8403/1984 • Linha de extremidade de eixos com seção quadrada Identificar superfícies planas na extremidade de eixo.Indicar furo passante ou retangular. tronco de pirâmide ou um rebaixo. 1 . 1 – Tronco de pirâmide 1 – Prisma 2 – Furo Passante 43 . É traçado linhas diagonais continua estreita. 2 .

DESENHO TÉCNICO Projeção Ortogonal – NBR 8403/1984 44 .

DESENHO TÉCNICO Projeção Ortogonal – NBR 8403/1984 Significado das linhas F1 G1 G3 J1 K1 K2 Contorno não visível Linha de centro Trajetória Linhas c/ indicação especial Contorno peça adjacente Posição limite de peças móveis 45 .

DESENHO TÉCNICO Projeção Ortogonal – NBR 8403/1984 Prioridade das linhas Se ocorrer coincidência de duas ou mais linhas diferentes. deve-se observar a prioridade: 1° Linhas visíveis / 2 ° Linha ocultas / 3 ° Linhas de eixo Vista Principal Vista Lateral Direita Vista Principal Vista Superior Vista Superior 46 .

4) Traçar as linhas auxiliares. 7) Executar os tracejados dos cortes e secções. 3) Escolher a escala do desenho e o formato do papel a ser adotado. 2) Escolher as vistas que melhor definem o objeto. ocultas e de eixo.DESENHO TÉCNICO Para a execução de um Desenho Técnico Conclusão 1) Escolher a posição mais adequada para a representação do objeto (posição de serviço ou mais representativa). eixo de simetria do objeto e os contornos das vistas. 9) Verificar cuidadosamente todo o desenho. 47 . 5) Reforçar as linhas visíveis. 6) Inscrever cotas e outras indicações escritas. 8) Preencher a legenda da prancha.

2) Observar o significado de linhas e áreas. 3) Compreensão progressiva do objeto pelo exame comparado de todas as vistas.DESENHO TÉCNICO Conclusão Leituras de Projeções Ortogonais 1) Identificar pela simbologia em qual diedro as vistas estão representadas. Idéia da distribuição dos volumes do objeto + Examinar as configurações pormenores = Compreensão integral do objeto 48 .

DESENHO TÉCNICO 49 .

MONTENEGRO..br/geometrica/php/gd_t/gd_1t. São Paulo: Hemus. São Paulo: Editora Blucher. Desenho Técnico: uma linguagem básica. 2001. C. ed. Carlos. ________________. Ana Angélica. Salvador: Quarteto Editora. São Paulo: Editora Blucher. Desenho Técnico. Ed. Lisboa: Fundação Caloueste Gulbenkian. ed. 1978. Luis Veiga da. E. 4. Rio de Janeiro: Edição Independente. 2004. ed. Desenho Arquitetônico. 13.H.uel. 3. 1981. 2007. Desenho e Geometria Online: http://www.) Geometria Descritiva: noções básicas. CARVALHO. Antonio Pedro.php 50 .DESENHO TÉCNICO Livros Consultados CUNHA. PEDROSO. Gilberto (org. Gildo.rev. 2004. Desenho Técnico. ESTEPHANIO. São Paulo: Editora Blucher. MAGUIRE. SIMMONS. Desenho de Projetos em arquitetura • projeto de produto • comunicação visual • design de interiores. ________________. 1999. D. 4.mat. FONSECA. A Perspectiva dos profissionais.

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