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montagem_caminhoes

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Instruções para Montagem

de Carroçarias e Equipamentos
em Caminhões
Mercedes-Benz do Brasil S.A.
1
Instruções para Montagem
de Carroçarias e Equipamentos
em Caminhões
Mercedes-Benz do Brasil S.A.
2
Atenção!
Os caminhões médios e semipesados Mercedes-Benz são produzidos nas execuções com cabina
semi-avançada e com cabina avançada. A identificação desses veículos neste manual é feita
como segue:
— Veículos com cabina semi-avançada
A designação numérica que identifica o modelo é precedida das siglas L, LB, LK, LA, LAK, de
acordo com o tipo do veículo.
Exemplo: LK 1218
L 1620
— Veículos com cabina avançada
A designação numérica que identifica o modelo aparece sozinha ou seguida da sigla K, confor-
me o tipo do veículo.
Exemplo: 1418
1718 K
Os caminhões de peso bruto total (pbt) até 11t e os extra-pesados são produzidos somente com
cabine semi-avançada.
Editado pela Mercedes-Benz do Brasil S.A.
XESG - Departamento Engenharia de Serviço e Garantia do Produto
Reprodução total ou parcial proibida sem autorização prévia por escrito.
Código: B09 925 003 — Edição: 07/96
3
Introdução
As presentes instruções servem como diretrizes para a montagem de carroçarias fabricadas por
terceiros. As referidas indicações devem ser rigorosamente observadas, para assegurar a dura-
bilidade do chassi e a segurança de marcha, bem como permitir eventuais reclamações de ga-
rantia.
A MERCEDES-BENZ DO BRASIL S.A. reserva-se o direito de modificar as especificações ou in-
troduzir melhoramentos nos veículos, motores ou chassis a qualquer momento, sem incorrer na
obrigação de efetuar as mesmas modificações nos produtos anteriormente fabricados.
Mercedes-Benz
4
(B09925003 - 07/96) 5
Índice
1. Generalidades A1 - 1
1.1 Aprovação das carroçarias A1 - 1
1.2 Estrela e emblemas Mercedes-Benz A2 - 1
1.3 Indicações de dimensões e pesos A2 - 1
1.4 Rodas A3 - 1
1.5 Acessibilidade para manutenção A3 - 1
1.6 Tomada-de-força A4 - 1
1.6.1 Tomada-de-força na caixa de mudanças A4 - 1
1.6.2 Tomada de força dianteira A4 - 3
1.7 Sistema elétrico A5 - 1
1.7.1 Indicações gerais A5 - 1
1.7.2 Prevenção de danos no alternador A5 - 2
1.7.3 Instalação de luzes adicionais de sinalização A5 - 2
1.8 Colocação de roda sobressalente A5 - 2
1.9 Acesso ao motor A6 - 1
1.9.1 Basculamento do capô do motor A6 - 1
1.9.2 Basculamento da cabina avançada A6 - 1
1.10 Perfil das longarinas do quadro do chassi A7 - 1
2. Modificações no chassi B1 - 1
2.1 Indicações gerais B1 - 1
2.1.1 Tomada de ar para serviços auxiliares B1 - 2
2.2 Furações no quadro do chassi B2 - 1
2.3 Alterações no balanço traseiro B3 - 1
2.3.1 Prolongamento do balanço traseiro B3 - 1
2.3.2 Encurtamento do balanço traseiro B3 - 3
2.4 Prolongamento de cabinas B4 - 1
2.4.1 Prolongamento de cabinas semi-avançadas B4 - 1
2.4.2 Prolongamento de cabinas avançadas B4 - 1
2.5 Instruções para adaptação de terceiro eixo veicular auxiliar B5 - 1
2.5.1 Objetivo B5 - 1
2.5.2 Campo de aplicação B5 - 1
2.5.3 Credencial do adaptador B5 - 1
2.5.4 Características básicas do veículo adaptado B5 - 1
2.5.4.1 Pesos máximos indicados B5 - 1
2.5.4.2 Dimensões e pesos de referência B5 - 2
2.5.4.3 Quadro do chassi B5 - 8
2.5.4.4 Suspensão nos eixos, Propulsor e 3º eixo B5 - 9
2.5.4.5 Terceiro eixo veicular auxiliar B5 - 9
2.5.4.6 Cubos das rodas B5 - 15
2.5.4.7 Sistemas de freios B5 - 15
2.5.5 Recomendações para montagem B5 - 19
2.5.5.1 Momento de força de aperto B5 - 19
2.5.5.2 Ajuste dos rolamentos dos cubos do sistema de rodagem B5 - 19
2.5.5.3 Lubrificação dos rolamentos dos cubos B5 - 19
2.5.6 Garantia B5 - 19
2.6 Alteração da distância entre-eixos B6 - 1
2.6.1 Introdução B6 - 1
2.6.2 Campo de aplicação B6 - 1
2.6.3 Aprovação da modificação da distância entre-eixos B6 - 1
6 (B09925003 - 07/96)
2.6.4 Secionamento das longarinas B6 - 1
2.6.5 Recomendações para soldagem elétrica B6 - 2
2.6.6 Reforços do chassi B6 - 3
2.6.7 Reposicionamento das travessas do quadro de chassi B6 - 6
2.6.8 Árvore de transmissão B6 - 8
2.6.8.1 Ângulo de acoplamento dos flanges B6 - 8
2.6.9 Sistema de freios B6 - 8
2.6.9.1 Ferramentas especiais para montagem das conexões nos tubos plásticos B6 - 9
2.6.9.2 Testes para verificação de vazamentos B6 - 10
2.6.10 Reposicionamento de componentes de chassi B6 - 11
3. Prescrições para montagem de carroçarias C1 - 1
3.1 Montagem de carroçarias C1 - 1
3.1.1 Quadros auxiliares C1 - 3
3.2 Fixação das carroçarias C2 - 1
3.2.1 Fixação por meio de grampos “U” C2 - 1
3.2.2 Fixação por meio de consoles C2 - 2
3.2.3 Fixação através de placas parafusadas C2 - 3
3.2.4 Normas técnicas para fixação de carga C2 - 4
3.3 Carroçarias basculantes C3 - 1
3.4 Guindastes montado atrás da cabina C4 - 1
3.5 Carroçaria tanque C5 - 1
3.6 Carroçarias e equipamentos para cargas perigosas C6 - 1
3.7 Carroçarias especiais C6 - 1
3.8 Instalação de acoplamento para reboque C7 - 1
3.9 Pára-choque e lanternas traseiras C8 - 1
3.10 Chassis para caminhões-tratores C9 - 1
3.10.1 Instruções para adaptação da 5ª roda C9 - 1
3.10.2 Conexões elétricas e pneumáticas para freio de reboque e semi-reboque C9 - 2
Esquemas de freio C9 - 4
(B09925003 - 09/98) A1 - 1
1. Generalidades
1.1 Aprovação das carroçarias
As carroçarias deverão ser fabricadas de acordo com as diretrizes estabelecidas neste Manual de
Instruções, bem como deverão ser observados os regulamentos e as disposições legais pertinen-
tes.
Para fins de aprovação e homologação deverá ser apresentada à MERCEDES-BENZ S.A. a corres-
pondente documentação, em 3 vias, contendo memorial descritivo, desenhos com vistas indican-
do as principais dimensões, indicações de pesos nos eixos, localização do centro de gravidade
(veículo vazio e carregado), detalhes dos pontos de fixação da carroçaria no chassi, dimensões
do quadro auxiliar, eventuais alterações no posicionamento de componentes (reservatórios de
ar, tanque de combustível, etc.) e quaisquer outros dados divergentes destas normas. A aprova-
ção da montagem da carroçaria pela MERCEDES-BENZ DO BRASIL S.A., será dada unicamente
com respeito à estática e à configuração da carroçaria e não desobriga o fabricante da mesma da
prestação de garantia para os trabalhos por ele realizados.
O fabricante de carroçarias/equipamentos deverá também assegurar que o projeto e a constru-
ção dos mesmos permitam a liberdade de movimentação e à segurança de funcionamento de to-
dos os componentes móveis do veículo, por exemplo, eixos, molas, árvores de transmissão,
direção, tirantes e tubulações do sistema de freio, alavanca da caixa de mudanças, etc., em rela-
ção aos elementos da carroçaria.
A segurança de funcionamento, de serviço e da condução do veículo, não deverá ser afetada pela
instalação da carroçaria.
Quaisquer reivindicações de garantia e/ou reclamações por danos ou defeitos nos produtos fa-
bricados pela Mercedes-Benz, não serão aceitas se não forem observadas as diretrizes para fa-
bricação/montagem das carroçarias/equipamentos.
A documentação acima mencionada relativa à aprovação de projeto, bem como consultas a res-
peito, deverão ser encaminhadas à:
MERCEDES-BENZ DO BRASIL S.A.
Depto.TCL
Caixa Postal 202
São Bernardo do Campo - SP
09701-970
Tel.: (011) 758-6726/6729/6731
Fax: (011) 758-7015
A1 - 2 (B09924003 - 09/98)
(B09925003 - 09/98) A2 - 1
1.2 Estrela e emblemas Mercedes-Benz
A estrela e os emblemas fornecidos com os respectivos chassis deverão ser mantidos, inclusive
no caso de montagem de carroçarias de micro-ônibus e furgões integrais por terceiros.
1.3 Indicações de dimensões e pesos
As dimensões e os pesos dos chassis poderão ser obtidos através de folhetos e demais materiais
informativos.
Tolerâncias de peso de + 5% na fabricação são admissíveis pela norma DIN 70020 e devem ser
consideradas nos respectivos cálculos.
Os dados estabelecidos para:
• peso total admissível
• carga admissível no eixo dianteiro e
• carga admissível no eixo traseiro,
não podem ser ultrapassados, em caso algum.
Ao projetar as carroçarias e equipamentos, evitar uma distribuição unilateral do peso. A carga
da roda (metade da carga do eixo), admite uma tolerância de + 4%.
A carga estática no eixo dianteiro, sob quaisquer condições de carregamento, deverá ser, no mí-
nimo, 25% do respectivo peso bruto total, para proporcionar boa dirigibilidade ao veículo. Para
veículos de 3 eixos, admite-se um valor mínimo de 20%.
As indicações de pesos contidas em nossos materiais informativos, referem-se aos veículos na
execução de série.
Em caso de montagem de equipamentos especiais ou opcionais, o peso do chassi se alterará con-
seqüentemente.
Determinar o peso efetivo do veículo através da pesagem do mesmo.
Nas tabelas seguintes estão indicados os pesos dos chassis em ordem de marcha, pesos disponí-
veis para carga + carroçaria, pesos brutos admissíveis por eixo e total, posição do centro de gra-
vidade para aplicação da carga + carroçaria, bem como as dimensões recomendadas para as
carroçarias.
É importante observar que uma carroçaria com o comprimento além do recomendado, pode ge-
rar sobrecarga no eixo traseiro e falta de aderência nas rodas dianteiras.
Por outro lado, uma carroçaria curta, com o comprimento abaixo do recomendado, pode ocasio-
nar sobrecarga no eixo dianteiro, tornando a direção pesada, dificultando as manobras, especi-
almente em operações urbanas.
As distâncias entre eixos disponíveis para cada modelo de veículo, podem ser vistas nas respec-
tivas tabelas de dimensões e pesos. Os modelos mais longos são mais apropriados ao transporte
de cargas volumosas, devendo ser observado, de qualquer forma, os pesos brutos especificados.
A
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9
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)

Tabela A2/1: Dimensões e pesos de referência
A B C
D E F
G H I J
M
(min)
ED ET T ED ET T ED ET T
712 C/31,5 4X2 3150 2020 920 2940 880 3880 4760 2900 4800 7700 9100 580 ±25 4,2
+0,40
2,25/2,40 440
712 C/37 4x2 3700 2080 930 3010 820 3870 4690 2900 4800 7700 9100 645 ± 25 5,0
+0,45
2,25/2,40 440
914 C/37 4x2 3700 2210 1020 3230 990 4880 5870 3200 5900 9100 10000 625 ± 25 5,0
+0,45
2,40 440
(
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9
9
2
5
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0
3

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0
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/
9
8
)
A
2

-

3
Legenda
A - Veículo
B - Tração
C - Distância entre eixos (mm)
D - Peso do chassi em ordem de marcha, sem motorista (kg)
E - Peso máximo para carroçaria e carga (kg)
F - Peso máximo admissível para veículo carregado, peso bruto (kg)
G - Peso bruto total combinado, kg (PBTC)
H - Centro de gravidade para carga e carroçaria (mm)
I - Comprimento externo recomendado para carroçaria (m)
J - Largura externa recomendada para carroçaria (m)
M - Distância mínima entre o eixo dianteiro e a carroçaria
ED - Eixo dianteiro
ET - Eixo traseiro
T - Peso total
Notas:
1. As tolerâncias indicadas para as carroçarias não são válidas para o transporte de líquidos, cargas uniformemente distribuídas e indivisíveis, ou ma-
terial a granel. Para utilização destas tolerâncias, o balanço traseiro deve ser prolongado devidamente (vide capítulo 2.3.1) e observadas as prescri-
ções para instalação do parachoque traseiro (vide capítulo 3.9). No caso de transporte de líquidos, carga a granel, embalagens padronizadas de
mesmo peso e volume e, equipamentos especiais, o dimensionamento deve observar o correto posicionamento do centro de gravidade (H), de forma
a obter-se correta distribuição de carga nos eixos.
2. Os pesos indicados referem-se à execução de série.
3. A COMPLEMENTAÇÃO DOS CHASSIS DEVE ATENDER ÀS PRESCRIÇÕES TÉCNICAS DA MERCEDES-BENZ.
A
2

-

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(
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9
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)

*) Para exportação
Tabela A2/2: Dimensões e pesos de referência
A B C
D E F
G H I
M
(min)
ED ET T ED ET T ED ET T
LK 1218R/42* 4x2 4200 2860 1880 4740 1240 6420 7560 4100 8300 12300 22500 660 ±50
4 a 5 m
3
160
L 1218R/51 4x2 5170 2830 1780 4610 1270 6520 7690 4100 8300 12300 22500 820 ±50 5,80 (+0,90) 160
L 1418R/51 4X2 5170 2920 1910 4830 1580 8090 9670 4500 10000 14500 27000 840 ±50 5,80 (+0,90) 160
LAK 1418/42 4x4 4200 3220 2030 5250 1280 7170 8250 4500 9200 13500 27000 600 ±50
5 m
3
100
LA 1418/51 4x4 5170 3250 2010 5260 1250 7190 8240 4500 9200 13500 27000 720 ±50
6,00
+0,30
100
LK 1620/42 4x2 4200 2850 2060 4910 2150 8440 10590 5000 10500 15500 32000 850 ±50
6 m
3
160
L 1620/51 4x2 5170 2970 1930 4900 2030 8570 10600 5000 10500 15500 32000 990 ±50 5,80 (+0,90) 160
L 2318/51 6x2 5170 2990 3640 6630 2010 13860 15870 5000 17500 22500 30000 740 ±25
7,40
+0,40
100
L 2318/51 6x4 5170 2990 3920 6910 2010 13580 15590 5000 17500 22500 30000 755 ±25
7,40
+0,40
100
LB 2318/42 6x4 4200 3060 3940 7000 1940 13560 15500 5000 17500 22500 30000 610 ±25 3) 100
LK 2318/42 6x4 4200 3040 3920 6960 1960 13580 15540 5000 17500 22500 30000 615 ±25
9 m
3
100
LK 2325/42 6x4 4200 3530 4100 7630 1470 13400 14870 5000 17500 22500 42000 480 ±25
9m
3
100
LB 2325/42 6x4 4200 3520 4100 7620 1480 13400 14880 5000 17500 22500 42000 485 ±25 3) 100
L 2325/51 6x4 5170 3580 4240 7820 1420 13260 14680 5000 17500 22500 42000 565 ±25
7,70
+0,40
100
L 2638/54 6x4 5350 4730 5500 10230
1270 11500 12770 6000 17000 23000 45000
615 ±25
7,80
+0,30
100
2370 20500 22870 7100 26000 33100 123000 7,80/8,40 (5) 100
LK 2638/40 6x4 3950 4410 4680 9090
1590 12320 13910 6000 17000 23000 45000
530 ±25
10 a 14 m
3
100
2690 21320 24010 7100 26000 33100 123000
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Legenda
A - Veículo
B - Tração
C - Distância entre eixos (mm)
D - Peso do chassi em ordem de marcha, sem motorista (kg)
E - Peso máximo para carroçaria e carga (kg)
F - Peso máximo admissível para veículo carregado, peso bruto (kg)
G - Peso bruto total combinado, kg (PBTC)
H - Centro de gravidade para carga e carroçaria (mm)
I - Comprimento externo recomendado para carroçaria (m) / Capacidade volumétrica para carroçarias basculantes (m
3
)
J - Largura externa recomendada para carroçaria (m)
M - Distância mínima entre a cabina e a carroçaria
ED - Eixo dianteiro
ET - Eixo traseiro
T - Peso total
Notas:
1. As tolerâncias indicadas entre parênteses referentes ao comprimento externo recomendado para as carroçarias, representam a diferença para atin-
gir o limite máximo regulamentar do balanço traseiro, que corresponde a 60% da distância entre-eixos, devendo o balanço traseiro ser prolongado
devidamente (vide capítulo 2.3.1.) e observadas as prescrições para instalação do pára-choque traseiro (vide capítulo 3.9.). Tolerâncias não são
aplicáveis para o transporte de líquidos, cargas uniformemente distribuídas e indivisíveis, ou material a granel. A montagem de carrocerias espe-
ciais e outros equipamentos, deve ser em função do centro de gravidade indicado na coluna H. Em quaisquer condições de carregamento, os pesos
brutos máximos especificados para os eixos dianteiro e traseiro, não devem ser ultrapassados, sendo que para garantir adequada dirigibilidade, o
peso no eixo dianteiro não deve ser inferior a 25% do peso bruto total para veículos de 2 eixos e, 20% do peso bruto total para veículos de 3 eixos.
As indicações de peso e centro de gravidade para L/LK 2635, destacadas em negrito, correspondem ao peso bruto total técnico e à capacidade máxi-
ma de tração (CMT).
2. A capacidade volumétrica recomendada para a montagem de básculas depende do peso do equipamento basculante e do peso específico do material
a transportar, devendo também ser observadas as prescrições contidas no cap. 3.3.
3. Veículos especiais para montagem de betoneiras.
4. Os pesos indicados referem-se à execução de série.
5. Comprimento de carroçaria para veículos com balanço traseiro prolongado.
6. A COMPLEMENTAÇÃO DOS CHASSIS DEVE ATENDER ÀS PRESCRIÇÕES TÉCNICAS DA MERCEDES-BENZ.
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)
*) Para exportação.
Tabela A2/3: Dimensões e pesos de referência
A B C
D E F
G H I M min
ED ET T ED ET T ED ET T
1214 K/36 4x2 3600 2650 1630 4280 1450 6670 8020 4100 8300 12300 20000 625±50
4 a 5 m
3
440
1214 C/48 4x2 4830 2590 1560 4150 1510 6740 8150 4100 8300 12300 20000 835±50 7,10 (+0,15) 440
1418 R/48 4x2 4830 2960 1820 4780 1540 8180 9720 4500 10000 14500 30000 765±50 7,00 (+0,10) 590
1718 K/36
*)
4x2 3600 2820 1860 4680 3180 8640 11820 6000 10500 16500 30000 970±50
6 a 7 m
3
590
1720 K/36 4x2 3600 3060 1650 4710 2940 8850 11790 6000 10500 16500 33000 900 ±50
6 a 7 m
3
590
1720/48 4x2 4830 3000 1910 4910 3000 8590 11590 6000 10500 16500 33000 1250±50 6,00 (+1,10)
590
1720/51
*)
4x2 5170 3070 1620 4690 2930 8880 11810 6000 10500 16500 33000 1280±50 6,60 (+1,05) 590
1723/51 4x2 5170 3210 1960 5170 2790 8540 11330 6000 10500 16500 35000 1270±50 6,60 (+1,05) 590
2418/48 6x2 4830 2960 3340 6300 3040 14160 17200 6000 17500 23500 31000 975 + 25 8,20 (+1,00) 440
2418/48 6x4 4830 3000 3700 6700 3000 13800 16800 6000 17500 23500 31000 985 + 25 8,20 (+1,00) 440
(
B
0
9
9
2
5
0
0
3

-

0
9
/
9
8
)
A
2

-

7
Legenda
A - Veículo
B - Tração
C - Distância entre eixos (mm)
D - Peso do chassi em ordem de marcha, sem motorista (kg)
E - Peso máximo para carroçaria e carga (kg)
F - Peso máximo admissível para veículo carregado, peso bruto (kg)
G - Peso bruto total combinado, kg
H - Centro de gravidade para carga e carroçaria (mm)
I - Comprimento externo recomendado para carroçaria (m) / Capacidade volumétrica para carroçarias basculantes (m
3
)
ED - Eixo dianteiro
ET - Eixo traseiro
T - Peso total
M - Afastamento mínimo do eixo dianteiro a carroçaria
Notas:
1. O comprimento padrão recomendado para a carroçaria, refere-se ao veículo na execução de série, considerando-se o afastamento da carroçaria em
relação à linha de centro do eixo dianteiro (medida M).
As tolerâncias indicadas entre parênteses na coluna I, representam a diferença para atingir o limite máximo regulamentar do balanço traseiro, o
qual corresponde a 60% da distância entre eixos.Para utilização destas tolerâncias nos veículos 2418/48, torna-se necessário o prolongamento do
balanço traseiro (vide capítulo 2.3.1) e a observância das prescrições para instalação do pára-choque traseiro (vide capítulo 3.9). Em quaisquer con-
dições de carregamento, os pesos brutos máximos especificados nos eixos dianteiro e traseiro não devem ser ultrapassados, sendo que para atingir
adequada dirigibilidade, o peso no eixo dianteiro não deve ser inferior a 25% do peso bruto total para veículos de 2 eixos e, 20% do peso bruto total
para veículos de 3 eixos.
Para o transporte de líquidos, cargas uniformemente distribuídas e indivisíveis, ou, materiais à granel, bem como a montagem de carroçarias espe-
ciais e outros equipamentos, deve ser observada a dimensão “H” para o correto posicionamento do centro de gravidade.
2. A capacidade volumétrica recomendada para montagem de básculas, depende do peso do equipamento basculante e do peso específico do material
a ser transportado, devendo ser observadas também as prescrições contidas no cap. 3.3.
3. Os pesos indicados para os chassis referem-se a veículos na execução de série.
4. AS COMPLEMENTAÇÕES DOS CHASSIS DEVEM ATENDER ÀS PRESCRIÇÕES TÉCNICAS DA MERCEDES-BENZ.
A
2

-

8
(
B
0
9
9
2
5
0
0
3

-

0
9
/
9
8
)
Legenda
A - Veículo G - Peso bruto total combinado, kg
B - Tração H - Posição da 5ª roda à frente do eixo traseiro
C - Distância entre eixos (mm) ED - Eixo dianteiro
D - Peso do chassi em ordem de marcha, sem motorista (kg) ET - Eixo traseiro
E - Peso máximo para semi-reboque + carga, no ponto de apoio da 5
a
roda (kg) T - Peso total
F - Peso máximo admissível para veículo carregado, peso bruto (kg)
Notas:
1. Indicações de peso referentes à capacidade autorizada pela legislação brasileira.
2. Indicações de peso referentes à capacidade técnica do veículo estabelecida pela fábrica.
Tabela A2/4: Dimensões e pesos de referência (para cavalos mecânicos)
A B C
D E F
G H
ED ET T ED ET T ED ET T
1723 S/32 4x2 3200 3120 2030 5150 2880
7970 (1)
8470 (2)
10850 (1)
11350 (2)
6000
10000 (1)
10500 (2)
16000 (1)
16500 (2)
33000 750±50
LS 1632/45 4x2 4500 4000 3100 7100 1000
6900 (1)
7400 (2)
7900 (1)
8400 (2)
5000
10000 (1)
10500 (2)
15000 (1)
15500 (2)
45000 (1)
66000 (2)
580±50
LS 1938/46 4x2 4600 4530 3050 7560 1470
6950 (1)
8950 (2)
8420 (1)
10420 (2)
6000
10000 (1)
12000 (2)
16000 (1)
18000 (2)
45000 (1)
80000 (2)
420 a
870±50
LS 2638/40 6x4 3950 4640 5310 9950
1360 (1)
2460 (2)
11690 (1)
20690 (2)
13050 (1)
23150 (2)
6000 (1)
7100 (2)
17000 (1)
26000 (2)
23000 (1)
33100 (2)
45000 (1)
123000 (2)
275±50
(B09925003 - 07/96) A3 - 1
1.4 Rodas
A carroçaria deverá ser montada de modo a garantir espaço suficiente para a livre movimentação
das rodas, sem interferências.
Se forem empregadas calotas, estas deverão ter furos ou serem dimencionadas de forma a per-
mitir a ventilação dos cubos das rodas.
1.5 Acessibilidade para manutenção
A carroçaria deverá prever livre acesso para execução dos serviços de manutenção (lubrificação,
reparos, regulagens, etc.), bem como possibilitar a remoção e instalação de quaisquer compo-
nentes do veículo, tais como: motor, caixa de mudanças, feixes de molas, etc.
Sempre que for necessário, dispor tampas removíveis e/ou portinholas que possibilitem a fácil
execução dos diversos serviços de manutenção e reparação do veículo. (Exemplo: remoção da
bóia do tanque de combustível).
A3 - 2 (B09925003 - 07/96)
(B09925003 - 09/98) A4 - 1
1.6 Tomada-de-força
1.6.1 Tomada-de-força na caixa de mudanças
Somente os chassis para caminhões basculantes (LK, K) são equipados, de série, com tomada-
de-força na caixa de mudanças para possibilitar o acionamento de equipamentos auxiliares, tais
como: carroçarias basculantes, guindastes, guinchos-socorros, etc. Na tabela a seguir estão indi-
cadas as características técnicas das tomadas-de-força correspondentes a cada aplicação.
Legenda
I. Veículo
II. Motor
III. Potência do motor, em kW/rpm
IV. Caixa de mudanças
V. Tomada-de-força
VI. Relação de transmissão da tomada-de-força (iTDF)
(Velocidade do eixo da tomada-de-força = iTDF x rpm do motor)
VII. Potência contínua da tomada-de-força em kW, a partir da rotação do motor
VIII. Momento de força em Nm, disponível na tomada-de-força à rotação de potência contínua
indicada.
IX. Disposição de montagem da tomada-de-força
Nota: Consultas sobre aplicação de tomadas-de-força na caixa de mudanças para outros ti-
pos de veículos, proceder conforme indicado no capítulo 1.1.
Tabela A4/1: Características técnicas das tomadas-de-força
I II III IV V VI VII VIII IX
LA/LAK 1418
L/LK 2318
OM 366 A 135/2600 G3/60-5/7,5 NA 3/60 1b 0,47 54/2400 456 A1
1214 K
1214 C
OM 364 LA 105/2600 G3/55-6/8,5 NA 3/60 1b 0,42 54/2400 514 A1
LK 1218 R
LK 1418 R
1718 K
OM 366 LA 125/2600 ZF S5-680/7,43 ZF N 353/1b 0,48 70/2400 600 A3
L/LK 1620
1720/1720 K
OM 366 LA 150/2600 ZF S5-680/7,43 ZF N 353/1b 0,48 70/2400 600 A3
L/LK 2325 OM 449 A 185/2100 ZF 8S-135 ZF N 70/1b 0,97 115/1900 600 A2
L/LK 2635 OM 447 LA 260/2100 ZF 16S-160 ZF N 70/1b 0,97/0,82 115/1900 600 A2
A4 - 2 (B09925003 - 09/98)
Fig. A1 - Tomada de força NA 3/60 1b acoplada às caixas de mudanças MB G3/50, G3/55 e G3/60
Fig. A2 - Tomada de força ZF N 70/1b acoplada à caixa de mudanças ZF 8S 135 e ZF 16 S 160
(B09925003 - 07/96) A4 - 3
Fig. A3 - Tomada de força ZF N 353/1b acoplada à caixa de mudança ZF S 5-680
1.6.2 Tomada de força dianteira
Para instalação de equipamentos frigoríficos, ar condicionado e outros, o veículo deverá dispor
de uma tomada-de-força dianteira para acionamento do compressor ou bomba hidráulica.
Tendo em vista que os veículos são equipados com um alternador previsto para atender aos equi-
pamentos básicos, deverá ser verificada a necessidade de equipá-los com um alternador de mai-
or capacidade, em razão do maior consumo de corrente exigida pela instalação desses
equipamentos adicionais. Consultas a respeito, vide capítulo 1.1.
A4 - 4 (B09925003 - 07/96)
(B09925003 - 09/98) A5 - 1
1.7 Sistema elétrico
1.7.1 Indicações gerais
O compartimento de bateria deve ser convenientemente ventilado e acessível para manutenção
da bateria e cabos.
Evitar chamas expostas e faíscas próximo à bateria, pois dela emanam gases inflamáveis que po-
dem causar explosões.
A central de distribuição elétrica está localizada em um compartimento no painel do veículo, (vi-
de Fig. B1). Os fusíveis e relés dos circuitos elétricos podem ser identificados através do adesivo
aderido na face interna da tampa da central elétrica (execução I) ou na face interna do pára-sol
(execução II).
Para instalações adicionais poderão ser utilizados os fusíveis disponíveis (reserva) e, se neces-
sário, prever a instalação de mais uma base de fusíveis no espaço disponível na central elétrica.
Se for necessário instalar relés adicionais, prever a montagem dos mesmos nos espaços vazios
previstos para esta finalidade.
Os chicotes da instalação elétrica formam um sistema totalmente protegido contra umidade, su-
jeira e outros materiais estranhos. Em hipótese alguma é admissível cortar o isolamento da ins-
talação elétrica do veículo.
ATENÇÃO!
QUANDO FOR EFETUAR TRABALHOS DE SOLDAGEM NA ESTRUTURA DO VEÍCULO, DES-
LIGAR PREVIAMENTE TODOS OS CHICOTES ELÉTRICOS DO PAINEL DE INSTRUMENTOS
E DOS MÓDULOS ELETRÔNICOS PARA EVITAR DANOS NESTES COMPONENTES.
Fig. B1 - Localização da central elétrica
Execução I - Veículos com painel modular
Execução II - Veículos com painel inteiriço
(Execução I) (Execução II)
A5 - 2 (B09925003 - 09/98)
1.7.2 Prevenção de danos aos módulos eletrônicos dos veículos com motor eletrônico
Os chassis de caminhões leves 712 C e 914 C, e os chassis de caminhões extra-pesados LS 1938
e L/LK/LS 2638 são equipados com motor gerenciado eletronicamente.
Para evitar danos aos módulos eletrônicos PLD e FMR/ADM destes veículos deverão ser rigoro-
samente observadas as seguintes medidas:
A) No encarroçamento, manuseio e manutenção:
• Jamais tentar acionar o motor, por quaisquer meios, sem que as baterias estejam conectadas;
• Jamais desconectar as baterias com o motor funcionando;
• A conexão errada (inversão dos pólos das baterias) pode danificar o módulo PLD;
• Para partir o motor, no caso de baterias descarregadas (auxílio de partida) não utilizar um car-
regador ligado em paralelo. O auxílio de partida pode ser feito somente com baterias auxilia-
res carregadas e ligadas em paralelo às baterias do veículo (“chupeta”);
• As baterias devem ser desconectadas para que seja feito o seu carregamento e deve ser ob-
servado o manual de instruções do carregador;
• Jamais conectar o PLD e/ou FMR/ADM com o KL. 15 acionado (chave de contato ligada);
• O chicote do motor (conector de 55 vias) não é protegido contra curto circuito ao positivo. Se
isto ocorrer, o módulo pode ser danificado. Curto circuitos contra o massa (negativo) não ofe-
recem danos ao módulo;
• Não se deve fazer medições nas conexões com material inadequado (ponta de prova, pedaços
de arame, etc). Isto pode gerar futuros problemas de mau contato;
• Ao realizar soldas com aparelho de solda elétrico, o massa do aparelho de solda deve estar
diretamente ligado à peça que vai ser soldada. Previamente deve-se desconectar as baterias
e todos os módulos de sistemas eletrônicos;
• Jamais realizar uma solda elétrica próximo a sensores, atuadores, módulos e chicotes elétri-
cos;
• Retirar os módulos do veículo, quando o mesmo for submetido a estufa em temperaturas aci-
ma de 80°C.
• Evitar acionar através de “tranco”;
• Não aplicar jato de água pressurizado para lavagem do motor, especialmente sobre o PLD, os
sensores e suas conexões;
• Não adicionar chave geral no circuito elétrico principal do veículo, especialmente nos veícu-
los encarroçados (manter apenas a chave geral original do veículo, caso exista);
• Jamais realizar ligação direta no motor de partida para acionar o motor Diesel;
• Na remoção do PLD não é necessário interromper o circuito de combustível de resfriamento.
A placa de resfriamento pode ser removida do PLD através da soltura de seus quatro parafu-
sos de fixação. O torque de reaperto destes parafusos é 8 ± 1,2 Nm. A contaminação dos co-
nectores pelo óleo Diesel deve ser evitada;
• Não utilize ferramentas para remoção dos conectores. Esta operação deve ser realizada ape-
nas com as mãos;
• Jamais realizar emendas nos chicotes conectados aos módulos.
B) No armazenamento:
• Manter os conectores protegidos de agentes contaminantes e de impactos mecânicos;
• Não expor a temperaturas acima de 60°C.
1.7.2.1 Compatibilidade eletromagnética (EMC)
A fim de se evitar problemas de compatibilidade eletromagnetica, os novos veículos com injeção
eletrônica de combustível terão o sistema de massa (retorno dos pontos negativos) ligados dire-
tamente ao polo negativo da bateria.
Desta forma, qualquer equipamento elétrico/eletrônico a ser instalado nesses veículos, deverão
ter o seu polo negativo, conectado ao polo negativo da bateria através do ponto de massa exis-
tente na longarina do veículo (dispositivo isola polo negativo da massa).
Haverá um ponto “negativo” na central elétrica.
Importante: Vide no item 3.10.3 as indicações para o circuito elétrico dos semi-reboques a se-
rem acoplados aos novos caminhões extra-pesados LS1938 e L/LK/LS 2638.
Assim, é necessário que sejam observados estes procedimentos para os novos veículos equipa-
(B09925003 - 09/98) A5 - 3
dos com o motor gerenciado eletronicamente, a fim de se evitar problemas de compatibilidade
eletromagnética (EMC) posteriores.
Será aplicada aos esquemas elétricos e a etiqueta de fusíveis a nota abaixo:
Nota: O circuito negativo deste veículo retorna ao polo negativo da bateria, estando portanto a
cabina, chassi e motor isolados. Qualquer sistema elétrico adicional deverá ter o circuito negati-
vo ligado diretamente ao polo negativo da bateria, através do ponto de conexão existente na lon-
garina.
1.7.2.2 Acionamentos auxiliares em veículos equipados com motor gerenciado eletrôni-
camente
Nos novos veículos equipados com motor gerenciado eletrônicamente existem recursos que po-
derão ser utilizados através do módulo de comando eletrônico do veículo - ADM, quando da ins-
talação de acionamentos auxiliares.
O módulo ADM já dispõe a função/parâmetros para controlador de rotação fixa e para controla-
dor de rotação variável (acelerador manual) habilitados/programados com valores de fábrica, o
que deve atender a maior parte das aplicações de implementos com acionamentos auxiliares.
Para ligação do acelerador manual ao módulo ADM, vide esquema na Fig. B2.
Fig. B2 - Esquema de ligação do acelerador manual ao módulo ADM
U27 - Módulo de comando eletrônico ADM
S1 - Interruptor a ser adaptado (tecla no painel de instrumentos)
S2 - Interruptor a ser adaptado (tecla no implemento)
- Negativo
Para aplicações especiais como instalação de ar condicionado, de indicadores adicionais (pres-
são de óleo do motor, temperatura do líquido de arrefecimento, tacômetro, etc.) e outros, alguns
recursos poderão ter seus parâmetros ajustados/alterados através do equipamento HHT, dispo-
nível nos escritórios regionais Mercedes-Benz, em alguns Concessionários e na nossa área de
Pós-Venda em Campinas (fone 725-3750).
A5 - 4 (B09925003 - 09/98)
1.7.3 Prevenção de danos no alternador
1. Não movimentar o veículo para funcionar o motor com a bateria desligada.
2. Não desligar os cabos da bateria ou outros cabos do sistema de carga com o motor funcionan-
do.
3. Não “carregar” a bateria com os cabos conectados.
4. Em veículos com acionamento mecânico de parada do motor, parar o motor antes de girar a
chave de contato para a posição desligada. Não desligar a chave de contato com o motor fun-
cionando.
5. Não soldar nenhuma parte do veículo com solda elétrica sem primeiro desconectar os cabos
da bateria e do alternador.
6. Não tentar polarizar o alternador. Para eventuais testes, utilizar voltímetro ou lâmpada de pro-
vas.
7. Não testar a bateria fechando seus terminais em curto-circuito.
1.7.4 Instalação de luzes adicionais de sinalização
Embora os nossos veículos sejam equipados, de série, com lanternas de sinalização que atendem
às normas vigentes no país, têm-se constatado casos de veículos que recebe, a aplicação de um
número excessivo de lanternas adicionais, sobrecarregando diversos componentes do sistema
elétrico e implicando, consequentemente, em possível falha prematura dos mesmos.
Visando evitar a sobrecarga de tais componentes, principalmente do interruptor das luzes, reco-
mendamos que na eventual aplicação de lanternas/lâmpadas adicionais, na cabina, carroçaria
ou semi-reboque, seja introduzido um circuito de proteção (composto por relé auxiliar).
1.8 Colocação de roda sobressalente
Se necessário, uma roda sobressalente adicional poderá ser instalada ou a original poderá ser
reposicionada, lateralmente no quadro, devendo-se instalar uma chapa de reforço na parte inter-
na da alma da longarina conforme figura abaixo.
Fig. C1 - Reforço para montagem de roda sobressalente
1. Quadro do chassi
2. Suporte da roda sobressalente
3. Chapa de reforço
4. Furações no quadro do chassi (vide capítulo 2.2)
(B09925003 - 07/96) A6 - 1
1.9 Acesso ao motor
1.9.1 Basculamento do capô do motor
Os veículos com cabina semi-avançada possuem o
capô do motor basculável para frente. Antes de
bascular o capô destes veículos, certificar-se de
que o espaço a frente do veículo seja suficiente e
que esteja livre de objetos que possam interferir
na abertura do capô e causar eventuais danos.
Fig. D1 -
1.9.2 Basculamento da cabina avançada
A cabina avançada tem como característica o
avanço em relação ao eixo dianteiro e o sistema
de basculamento. Portanto, para prevenir eventu-
ais acidentes ou danos ao bascular a cabina para
a frente, é importante observar as seguintes ori-
entações:
— estacionar o veículo em local plano e acionar o
freio de estacionamento;
— parar o motor;
— certificar-se que não haja objetos soltos no inte-
rior da cabina;
— observar que o espaço em frente ao veículo es-
teja livre de pessoas e objetos e, que seja sufici-
ente para permitir a inclinação total da cabina
para frente;
— fechar ou abrir completamente a tampa diantei-
ra da cabina.
Fig. D2 -
A6 - 2 (B09925003 - 07/96)
(B09925003 - 09/98) A7 - 1
1.10 Perfil das longarinas do quadro do chassi
Fig. E1 -
Fig. E2 -
*) Somente para referência
W
x
- Módulo resistente por longarina
Tabela A7/1: Perfil das longarinas do quadro do chassi
Modelo
A
(mm)
B
(mm)
C
(mm)
D
(mm)
E
(mm)
F
(mm)
W
x
(cm3) Execução Material
712 C
914C
147,6 182,6 132,6 65 852,6 6,3 92,2 Fig. E1*) LN 38
L/LK 1218 R 169,5 255 255 73,5 7 191,5 Fig. E2 LN 28
L 1418 R 169,5 255 255 73,5 7 191,5 Fig. E2 LN 50
LA/LAK 1418 174 254 190 65 8 194,7 Fig. E1 LN 28
L/LK 1620 169,5 255 255 73,5 7 191,5 Fig. E2 LN 50
1418 R
1718 K
1720/1720 K
1723
169,5 255 255 73,5 7 191,5 E2 LN 50
L/LK/LB 2318
L/LK/LB 2325
176 256 256 65 9 218,5 Fig. E2 LN 28
2414
2418
176 256 256 65 9 218,5 Fig. E2 LN 28
903
0 2 –
5 +
903
0 2 –
5 +
903
0 2 –
5 +
903
0 2 –
5 +
903
0 2 –
5 +
906
0 2 –
5 +
906
0 2 –
5 +
A7 - 2 (B09925003 - 09/98)
(B09925003 - 09/98) B1 - 1
2. Modificações no chassi
Atenção: As tubulações plásticas do sistema
de freio e de combustível, bem como o chicote
elétrico, deverão ser convenientemente prote-
gidas ou até desmontadas nas regiões críticas,
a fim de não danificá-las quando da execução
de soldas, furações, esmerilhamento e cortes
em geral, realizados durante a montagem de
carroçarias sobre o chassi.
Nos trabalhos de solda elétrica, desconectar os
cabos da bateria e do alternador e ligar o termi-
nal “massa” da máquina de soldar diretamente
na peça a ser soldada.
Fig. F1 -
2.1 Indicações gerais
Eventual aprovação de modificações em quadro de chassis, somente poderá ser concebida pela
Mercedes-Benz quando for possível determinar previamente, sem realizar testes experimentais
ou recálculos de resistência, que tais modificações não acarretarão problemas funcionais, nem
de resistência, nem de durabilidade.
Salientamos, ainda, que quaisquer alterações eventualmente processadas no quadro do chassi,
mesmo que previamente aprovadas pela Mercedes-Benz, serão de responsabilidade do fabrican-
te de carroçarias, tanto quanto ao funcionamento como à durabilidade.
Por questões de segurança veicular, não serão admitidas alterações no sistema de direção, siste-
mas de freios e fixação dos pedais.
Não é permitido fazer nenhum tipo de fixação através de qualquer processo de soldagem nas lon-
garinas do chassi sem nossa prévia autorização (com excessão das emendas provenientes do
prolongamento do balanço traseiro descrito no capítulo 2.3, ou das alterações da distância entre
eixos indicada no capítulo 2.6).
Também não serão admitidas soldas nos componentes do veículo, tais como motor, caixa de mu-
danças, eixos, etc.
As características da suspensão não poderão ser alteradas sem nossa autorização.
No Brasil, de acordo com a resolução do CONTRAN nº 727/89, o veículo que tiver modificadas
suas características básicas ou estruturas originais, como a distância entre-eixos (alongamento
ou encurtamento), somente será registrado, licenciado ou terá renovada a licença anual quando
a alteração for previamente autorizada pela Autoridade de Trânsito e comprovada a segurança
veicular por intermédio do “INSTITUTO TÉCNICO OFICIAL”.
B1 - 2 (B09925003 - 09/98)
Em outros países observar eventuais regulamentações.
Em casos especiais, serão permitidas furações no quadro do chassi, conforme descrito em “Fu-
rações no quadro do chassi”. (vide capítulo 2.2).
Se for prolongado o tubo de escapamento atrás do silencioso, não utilizar tubo de menor secção
interior devendo ser prevista a fixação deste prolongamento no chassi através de elementos elás-
ticos, idênticos aos originais do veículo.
Se houver necessidade de curvar o tubo de escapamento, não prever raios inferiores ao indicado
na Fig. F2.
As tubulações ou condutos de plástico, cabos elétricos e rodas com pneus de reserva deverão dis-
tar, no mínimo, 200 mm do sistema de escapamento. Não sendo possível, deverá ser prevista
proteção destes componentes ao calor.
Fig. F2 - Raio mínimo admissível de curvatura do tubo de escapamento.
2.1.1 Tomada de ar para serviços auxiliares (acessórios)
Para carroçarias/equipamentos montados sobre caminhões médios e semipesados (equipados
com motores OM 366) que necessitam de ar comprimido para acionamentos auxiliares (acessó-
rios) , por exemplo, pressurização de tanques de água e de combustível, cilindros de comando,
suspensor pneumático, etc., não é permitido seccionar tubos dos circuitos dos freios ou executar
furos em reservatórios, ou ainda fazer a tomada de ar em qualquer outro ponto que altere a efi-
ciência dos freios do veículo.
Para esta tomada de ar deverão ser consideradas as seguintes diretrizes:
1 - Nos veículos equipados com reservatório “úmido”, a tomada de ar deverá ser feita exclusiva-
mente na conexão múltipla conectada na saída 24 da válvula protetora de quatro circuitos,
prevista para esta finalidade (vide Fig. F3 e F4). A conexão múltipla possui rosca M12 x 1,5.
Para os veículos equipados com secador de ar comprimido, a tomada de ar deverá ser feita
sempre na saída 26 da central de válvulas da unidade modular localizada junto aos reserva-
tórios de ar, através de conexão de engate rápido Voss (vide Fig. F5).
2 - Para os casos em que a demanda de ar for superior a capacidade de alimentação do compres-
sor, de 260 litros/min, a pressão cairá e consequentemente haverá o fechamento do circuito
na válvula de proteção.
Desta forma, deverão ser previstos reservatórios de ar adicionais instalados nas carroçarias/
equipamentos com capacidade de ar adequada ao consumo dos acessórios. Quando instalar
reservatórios adicionais, considerar a montagem de válvulas de retenção para evitar even-
tuais quedas de pressão nos circuitos de freio do veículo.
É inaceitável a alteração na regulagem das pressões estabelecidas para os circuitos da válvula
protetora de 4 circuitos.
Nota: Para a adaptação de 3º eixo auxiliar não é necessária a instalação de reservatório adi-
cional (vide capítulo 2.5)
(B09925003 - 07/96) B1 - 3
Fig. F3 - Conexão múltipla para tomada de ar
comprimido para serviços auxiliares
Execução para caminhões médios e semipesa-
dos com cabina semi-avançada e circuito
pneumático com reservatório “úmido”
Fig. F4 - Conexão múltipla para tomada de ar
comprimido para serviços auxiliares
Execução para caminhões médios e semi-pe-
sados com cabina avançada e circuito pneu-
mático com reservatório “úmido”
Fig. F5 - Conexão para tomada de ar comprimido
para serviços auxiliares
Execução para caminhões médios e semipesados
com cabina semi-avançada com secador de ar
comprimido
B1 - 4 (B09925003 - 07/96)
(B09925003 - 07/96) B2 - 1
2.2 Furações no quadro do chassi
As furações, quando estritamente necessárias, poderão ser efetuadas na alma das longarinas do
quadro do chassi, desde que sejam observadas as prescrições a seguir:
1) Os furos deverão ter no máximo 15 mm de diâmetro e estar afastados pelo menos 50 mm um
do outro. A distância entre o furo e a borda da longarina (Fig. G1, medida “a”) não deverá ser
inferior a 20% da altura da longarina até o mínimo de 25 mm. Todos os furos deverão ser re-
barbados e escariados.
2) Não são permitidas furações:
— nas abas superior e inferior das longarinas.
— nas regiões de variação do perfil das longarinas (exemplo: curvaturas, estreitamentos ou re-
tração das longarinas).
— nos pontos de incidência de carga (exemplo: próximo aos suportes das molas).
Fig. G1 - Furações na longarina do quadro do chassi
B2 - 2 (B09925003 - 07/96)
(B09925003 - 07/96) B3 - 1
2.3 Alterações no balanço traseiro
As alterações no balanço traseiro serão permitidas desde que sejam observadas as prescrições
do peso bruto total, carga admissível por eixo e dos limites legais vigentes e/ou construtivos para
o balanço traseiro e também, deverá ser observado que o ângulo de saída seja mantido dentro
dos limites satisfatórios.
No Brasil o balanço traseiro não deverá ultrapassar a 60% da distância entre eixos extremos, não
podendo exceder a 3500 mm.
2.3.1 Prolongamento do balanço traseiro
Recomendamos que a extremidade final da estrutura da carroçaria ou equipamento não ultra-
passe a 450 mm da extremidade traseira das longarinas do chassi.
Para veículos em que a travessa do feixe de molas e a última travessa (de fechamento do quadro),
esta poderá ser recuada em até 350 mm, devendo neste caso, receber novas talas de ligação (vide
Fig. H1). Para prolongamentos superiores a esta medida, deverá ser instalada uma travessa adi-
cional para o fechamento do quadro do chassi. (Fig. H2 e H3).
Fig. H1 -
1. Longarina do quadro de chassi
2. Tala de ligação
3. Prolongamento do quadro de
chassi
4. Travessa final
5. Suporte da mola traseira
6. Apoio de mola auxiliar
Fig. H2 -
1. Longarina do quadro do chassi
2. Travessa
3. Prolongamento do quadro
4. Travessa final
5. Tala de fixação
6. Tirante
B3 - 2 (B09925003 - 07/96)
Fig. H3 -
1. Longarina do quadro do chassi
2. Travessa
3. Prolongamento do quadro
4. Travessa final
5. Reforço em cantoneira
6. Tirante
Para veículos que possuem outra travessa além da travessa do feixe de molas, para fechamento
do quadro, esta também poderá ser reposicionada.
Em ambos os casos o prolongamento do quadro do chassi deverá ser efetuado de acordo com as
prescrições técnicas à seguir:
1) A distância entre a travessa traseira do feixe de molas e a travessa final de fechamento do
quadro não deverá ser superior à 1500 mm. Para alongamentos em que esta medida precisar
ser ultrapassada, deverá ser instalada uma travessa adicional equidistante à travessa do feixe
de molas e à de fechamento do quadro do chassi ( vide Fig. H4).
Fig. H4 - Montagem de travessa adicional
2) O material utilizado para prolongamento do quadro e para confecção de novas travessas, talas
de fixação e reforços, deve ser de espessura e qualidade equivalentes às do material do quadro
do chassi.
3) A soldagem deverá ser efetuada exclusivamente com eletrodos bem secos, com revestimento
a base de calcário, de 2,5 mm de diâmetro. A corrente elétrica para soldar deverá ser no má-
ximo 40 A/mm de diâmetro do eletrodo (exemplo: 100 A para eletrodos de diâmetro 2,5 mm).
Os eletrodos recomendados deverão ser soldados somente com corrente contínua, através do
polo positivo. Por princípio, a soldagem deverá ser executada sempre de baixo para cima. O
terminal “massa” do aparelho de soldar deverá ser ligado diretamente à peça do quadro a ser
soldada. Não ligar o terminal massa do aparelho de soldar às molas, rodas e quaisquer outros
componentes do veículo.
(B09925003 - 07/96) B3 - 3
Para os veículos cujo material das longarinas é LN50 (vide tabela A7/1), a soldagem deverá
ser efetuada de acordo com as prescrições à seguir:
— Soldagem com eletrodos revestidos
Eletrodos: E 6013 3m CC. ou CA. ou, E 7018 em CC.
Parâmetros: — conforme especificado pelo fabricante dos eletrodos.
— stick-out de 10 a 15 mm.
— Soldagem a arco elétrico com gás de proteção ativo - MAG
Eletrodos: ER 70S-6, diâmetro 1,2 mm, vide norma AWS A5.18.
Gás: — CO
2
100% ou
— mistura gasosa Argônio 82% + CO
2
18%
Parâmetros: — devem atender a um caldeamento que garanta a resistência da solda sem cau-
sar danos às peças, por exemplo, perfuração.
— stick-out de 10 a 15 mm.
Atenção!
O bico da tocha deve estar no centro do bocal.
Tanto o bico de contato como o bocal devem estar isentos de respingos sendo, portanto, neces-
sário constante limpeza.
A soldagem vertical, quando necessária, deve ser executada de forma ascendente.
Certificar-se de que o material de deposição tenha as mesmas propriedades mecânicas das
longarinas.
4) Após a soldagem das longarinas do quadro do chassi, aplicar reforços simetricamente em am-
bos os lados do quadro. Para evitar trincas nas costuras de solda e conservar a elasticidade
das longarinas, rebitar ou parafusar reforços, abrangendo a alma e as abas das longarinas, em
forma de cantoneiras chanfradas nas extremidades. Na alma da longarina deverá ser mantida
uma distância suficiente entre as cantoneiras de reforço superior e inferior (vide Fig. H5).
Fig. H5 - Solução para emendas
de longarinas
A—Costura de solda
B—Prolongamento da longarina
5) Após a conclusão dos trabalhos de prolongamento do quadro do chassi, verificar a necessida-
de de reposicionar as lanternas traseiras do veículo, a fim de garantir a adequada visualização
destes indicadores luminosos quando o veículo estiver em operação.
2.3.2 Encurtamento do balanço traseiro
Para os casos em que for necessário encurtar o balanço traseiro, a última travessa (de fechamen-
to do quadro) não deverá ser dispensada e sim avançada para a nova posição, montando-se as
talas e os pontos de fixação conforme execução original.
Para veículos em que a última travessa (de fechamento do quadro) for a travessa do feixe de mo-
las esta não deverá ser avançada (vide Fig. H6).
Para os veículos que possuem outra travessa de fechamento além da travessa do feixe de molas
(vide Fig. H7), a última travessa deverá ser avançada e fixada na extremidade do quadro, man-
tendo assim, sua função de fechamento.
B3 - 4 (B09925003 - 07/96)
Quando o encurtamento for tal que a montagem da travessa interfira com a travessa do feixe de
molas ou esteja a menos de 350 mm desta, a travessa do feixe de molas poderá ser eliminada
mantendo-se a travessa final (vide Fig. H8).
Novas talas de fixação deverão ser instaladas desde o suporte traseiro da mola até a extremidade
traseira, conforme Fig. H8. Recomendamos que a extremidade final da estrutura da carroçaria
ou equipamento não ultrapasse a 450 mm da extremidade traseira das longarinas do chassi.
A fixação da travessa reposicionada deverá ser feita por parafusos conforme DIN 960, classe
10.9. A soldagem das travessas às longarinas não é admissível. Os detalhes de furação nas lon-
garinas para fixação das travessas podem ser vistas na Fig. H9.
Fig. H6 -
1. Travessa de fechamento do quadro de chassi
(travessa do feixe de molas)
2. Talas de fixação
3. Longarina do quadro de chassi
4. Parafusos de fixação
Fig. H7 -
1. Travessa do feixe
de molas
2. Talas de fixação
3. Longarina do qua-
dro de chassi
4. Talas de fixação
5. Travessa final
(B09925003 - 11/97) B3 - 5
Fig. H8 -
1. Longarina do quadro do chassi
2. Talas de fixação
3. Travessa de fechamento
4. Suporte do feixe de molas
5. Apoio do feixe de molas
auxiliar
Fig. H9 -
1 - Longarina do quadro de chassi
2 - Furação na longarina para furação das travessas
Diâmetro dos furos = 15 mm
Espaçamento entre furos = 87,5 mm
Veículos A B
LA/LAK 1418 174 100 ± 0,2
L/LK 2318
L/LK 2325
2418
234 142 ± 0,2
L/LK 1218 R
L 1418 R
1418 R
L/LK 1620
1718 K
1720/1720 K
1723
241 142 ± 0,2
B3 - 6 (B09925003 - 11/97)
(B09925003 - 09/98) B4 - 1
2.4 Prolongamento de cabinas
2.4.1 Prolongamento de cabinas semi-avançadas
Sendo necessário prolongar a cabina, por exemplo: veículos de combate a incêndios, equipamen-
tos de eletrificação, etc., deverá ser prevista suspensão traseira reforçada, com coxins de borra-
cha, similar a original, correpondente ao peso adicional da cabina e ocupantes.
Tanto quanto possível, o desenho original da cabina deverá ser mantido.
Cuidados especiais deverão ser tomados com o tanque de combustível: fácil acesso ao local de
abastecimento e manutenção do mesmo, devendo ser prevista portinhola com dimensões sufici-
entes, bem como tampa de inspeção no piso da cabina para remoção da bóia, quando for neces-
sário.
Nas partes prolongadas (laterais, piso e traseira) deverá ser previsto um tratamento acústico
com aplicação de material isolante.
As principais dimensões aproximadas estão indicadas na Fig. J1.
Fig. J1 - Dimensões aproximadas para prolongamento da cabina (exemplo)
2.4.2 Prolongamento de cabinas avançadas
A cabina avançada basculável não está dimensionada para eventuais prolongamentos e seu sis-
tema de articulação e sustentação é adequado somente para as condições originais.
Portanto, nos casos em que o prolongamento das cabinas avançadas for necessário, por exemplo:
veículos de combate a incêndio, equipamentos de eletrificação, cabina-leito, etc., o fabricante de
equipamentos responsável por tal modificação deverá desenvolver um projeto específico e enca-
minhar a Mercedes-Benz do Brasil S.A. para aprovação, conforme disposto no capítulo 1.1
B4 - 2 (B09925003 - 07/96)
(B09925003 - 09/98) B5 - 1
2.5 Instruções para adaptação de terceiro eixo veicular auxiliar
2.5.1 Objetivo
Estas instruções fixam as condições exigidas e recomendadas a adaptação de 3º eixo veicular em
caminhões, visando atender aos princípios da boa técnica e a manutenção da necessára seguran-
ça de tráfego, da adequada durabilidade e do bom desempenho do chassi e de seus componentes.
2.5.2 Campo de aplicação
Estas instruções aplicam-se aos veículos Mercedes-Benz com cabina semi-avançada, modelos
L/LK 1218, L 1418, L/LK 1620, e aos veículos com cabina avançada, modelos 1218, 1414,
1414 K, 1418, 1418 K, 1714 K, 1718, 1718 K e 1721.
NOTA: NÃO É RECOMENDADA A ADAPTAÇÃO DE 3º EIXO AUXILIAR EM VEÍCULOS DA
SÉRIE 1214.
2.5.3 Credencial do adaptador
No Brasil a adaptação do 3º eixo auxiliar veicular deve ser executada somente por firma especi-
alizada, credenciada junto ao INMETRO - Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qua-
lidade Industrial, nos termos da Resolução nº 597/82 do CONTRAN - Conselho Nacional de
Trânsito, e do acordo com as normas ABNT elaboradas para a finalidade.
2.5.4 Características básicas do veículo adaptado
2.5.4.1 Pesos Máximos indicados
O peso bruto total indicado e o peso máximo indicado por eixo veicular, devem obedecer aos va-
lores da tabela a seguir:
Os valores acima estão indicados em uma plaqueta fixada na coluna traseira da porta esquerda
do veículo, conforme determinam as resoluções nº 562/80 e 572/81 do CONTRAN.
Tabela B5/1: Pesos máximos indicados para veículos adaptados
Veículo
Peso bruto total (t)
eixo dianteiro eixo traseiro total
L/LK 1218 R 4,0 15,2 19,0
L 1418 R
1418 R
4,5 17,0 21,5
L/LK 1620 5,0 17,0 22,0
1718 K
1720/1720 K
1723
6,0 17,0 23,0
B5 - 2 (B09925003 - 09/98)
2.5.4.2 Dimensões e pesos de referência
Normalmente, o comprimento do compartimento de carga deve ser calculado de forma que o seu
centro simétrico coincida com o centro de gravidade, previsto para a carga e carroçaria, indica-
ção “G”, de forma a obter-se distribuição correta da carga sobre os eixos (vide Fig. K1 e K2).
O balanço traseiro deve ter no máximo 60% da distância entre rodas dos eixos extremos não po-
dendo exceder a 3,50 m.
No Brasil este comprimento é regulamentado pelo Decreto nº 88.686, de 06.09.83; esta limitação
visa a não restrição do ângulo de saída (α ).
Indicações de pesos e dimensões recomendadas para carroçaria, vide tabelas a seguir.
Os valores das dimensões de referência para montagem de carroçarias especiais ou outros equi-
pamentos, devem ser determinados em função do centro de gravidade previsto para a carga útil
máxima (carroçaria + carga) indicado na coluna “H” das tabelas de dimensões e pesos de refe-
rência a seguir.
(B09925003 - 09/98) B5 - 3
Fig. K1 - Dimensões de referência para caminhões com cabina semi-avançada
.
Fig. K2 - Dimensões de referência para caminhões com cabina avançada
Legenda referente às figuras K1 e K2
A. Centro de gravidade para aplicação de carga e carroçaria
B. Comprimento externo recomendado para carroçaria
D. Distância entre eixos extrenos
L. Distância entre eixos
M. Afastamento da carroçaria (medida M): vide cap. 3.1.
α Ângulo de saída
(*) Distância aproximada entre 2º e 3º eixos, podendo ser adotados outros valores a critério do
adaptador do 3º eixo, desde que observados os limites legais
B
5

-

4
(
B
0
9
9
2
5
0
0
3

-

0
9
/
9
8
)
Tabela B5/2: Dimensões e pesos de referência
A B C
D E F
G H I
M
Min
ED ET T ED ET T ED ET T
LK 1218 R/42 6x2 4200 2810 3180 5990 1290 12020 13010 4100 15200 19000 22500 425 ± 50 7 m
3
160
L 1218 R/51 6x2 5170 2780 3080 5860 1320 12120 13140 4100 15200 19000 22500 515 ± 55 7,70 (+0,70) 160
L 1418 R/51 6x2 5170 2870 3360 6230 1630 13640 15270 4500 17000 21500 27000 620 ± 25 7,40 (+1,00) 160
LK 1620/42 6x2 4200 2790 3620 6410 2210 13380 15590 5000 17000 22000 32000 685 ± 25 8 a 9 m3 160
L 1620/51 6x2 5170 2910 3490 6400 2090 13510 15600 5000 17000 22000 32000 775 ± 25 7,10 (+1,30) 160
(
B
0
9
9
2
5
0
0
3

-

0
9
/
9
8
)
B
5

-

5
Legenda
A - Veículo
B - Tração
C - Distância entre eixos (mm)
D - Peso do chassi em ordem de marcha, sem motorista (kg)
E - Peso máximo para carroçaria e carga (kg)
F - Peso máximo admissível para veículo carregado, peso bruto (kg)
G - Peso bruto total combinado, kg (PBTC)
H - Centro de gravidade para carga e carroçaria (mm)
I - Comprimento externo recomendado para carroçaria (m)
j - Largura externa recomendada para carroçaria (m)
ED - Eixo dianteiro
ET - Eixo traseiro
T - Peso total
Notas:
1. Os veículos LK com 3º eixo veicular auxiliar adaptado (6x2) não são recomendados para operações fora de estrada e em terrenos de pouca resis-
tência e baixa aderência.
2. As dimensões correspondentes à posição do centro de gravidade e ao comprimento das carroçarias (colunas H e I), assim com os pesos indicados
nas colunas (D) e (E) são aproximados, variando conforme os adaptadores de 3º eixo veicular auxiliar.
3. As tolerâncias indicadas entre parênteses (*) representam a diferença para atingir o limite máximo regulamentar do balanço traseiro, que corres-
ponde a 60% da distância entre-eixos extremos, devendo o balanço traseiro ser prolongado devidamente (vide capítulo 2.3.1) e observadas as pres-
crições para instalação do pára-choque traseiro (vide capítulo 3.9).
Estas tolerâncias não são aplicáveis para o transporte de líquidos ou material a granel.
A montagem de carroçarias especiais e outros equipamentos deve ser em função do centro de gravidade indicado na coluna “H”.
Em quaisquer condições de carregamento, os pesos brutos máximos especificados para os eixos dianteiro e traseiro não devem ser ultrapassados,
sendo que para garantir adequada dirigibilidade, o peso no eixo dianteiro não deve ser inferior a 20% do peso bruto total.
4. A capacidade volumétrica normal recomendada para as carroçarias dos chassis LK com 3º eixo veicular adaptado dependendo do peso do equipa-
mento basculante e do peso específico do material a transportar, deve ser conforme indicado na coluna “I” da tabela, devendo ser observadas tam-
bém as prescrições contidas no cap. 3.3.
5. AS COMPLEMENTAÇÕES DOS CHASSIS DEVEM ATENDER ÀS PRESCRIÇÕES TÉCNICAS DA MERCEDES-BENZ, INCLUSIVE A ADAPTAÇÃO DO
3º EIXO VEICULAR AUXILIAR, A QUAL DEVERÁ ESTAR TAMBÉM DE ACORDO COM AS NORMAS ABNT E CREDECIAMENTO JUNTO AO INME-
TRO.
B
5

-

6
(
B
0
9
9
2
5
0
0
3

-

0
9
/
9
8
)
*) Para exportação.
Tabela B5/3: Dimensões e pesos de referência
A B C
D E F
G H I
M
Min
ED ET T ED ET T ED ET T
1418 R/48 6x2 4830 2910 3270 6180 1590 13730 15320 4500 17000 21500 30000 565±25 8,60 (+0,35) 590
1718 K/36
*)
6x2 3600 2760 3420 6180 3240 13580 16820 6000 17000 23000 30000 815±25 9 a 10 m
3
590
1720 K/36 6X2 3600 3000 3210 6210 3000 13790 16790 6000 17000 23000 33000 755±25 9 a 10 m
3
590
1720/48 6X2 4830 2940 3470 6410 3060 13530 16590 6000 17000 23000 33000 1005±25 7,70 (+1,25) 590
1720/51
*)
6X2 5170 3010 3180 6190 2990 13820 16810 6000 17000 23000 33000 1030±25 8,40 (+0,90) 590
1723/51 6X2 5170 3150 3520 6670 2850 13480 16330 6000 17000 23000 35000 1010±25 8,40 (+0,90) 590
(
B
0
9
9
2
5
0
0
3

-

0
9
/
9
8
)
B
5

-

7
Legenda
A - Veículo
B - Tração
C - Distância entre eixos (mm)
D - Peso do chassi em ordem de marcha, sem motorista (kg)
E - Peso máximo para carroçaria e carga (kg)
F - Peso máximo admissível para veículo carregado, peso bruto (kg)
G - Peso bruto total combinado (kg)
H - Centro de gravidade para carga e carroçaria (mm)
I - Comprimento externo recomendado para carroçaria (m)
ED - Eixo dianteiro
ET - Eixos traseiros
T - Peso total
M - Afastamento da carroçaria
Notas:
1. Comprimento padrão indicado para carroçaria:
I1 - Comprimento indicado para carroçaria referente aos veículos com tomada de ar dianteira considerando o afastamento da carroçaria M = 440
mm.
I2 - Comprimento indicado para carroçaria referente aos veículos com tomada de ar superior considerando o afastamento da carroçaria M = 590
mm.
As tolerâncias indicadas entre parênteses na coluna I representam a diferença para atingir o limite máximo regulamentar do balanço traseiro, o
qual corresponde a 60% da distância entre eixos extremos, devendo o balanço traseiro ser prolongado devidamente (vide capítulo 2.3.1) e obser-
vadas as precrições para instalação do pára-choque traseiro (vide capítulo 3.9). Em quaisquer condições de carregamento, os pesos brutos máxi-
mos especificados nos eixos dianteiro e traseiro não devem ser ultrapassados, sendo que para garantir adequada dirigibilidade, o peso no eixo
dianteiro não deve ser inferior a 20% do peso bruto total.
Para o transporte de líquidos e outros materiais à granel, bem como para a montagem de carroçarias especiais e outros equipamentos, deve ser
observada a dimensão “H” para o correto posicionamento do centro de gravidade.
2. A capacidade volumétrica recomendada para montagem de básculas em chassis K, dependendo do peso do equipamento basculante e do peso
específico do material a ser transportado, deve ser conforme indicado na coluna “I” da tabela, devendo ser observadas também as prescrições con-
tidas no cap. 3.3.
3. As dimensões correspondentes à posição do centro de gravidade e aos comprimentos indicados para as carroçarias, assim como os pesos indicados
para o chassi em ordem de marcha e para a carga são aproximados, variando conforme o adaptador do 3º eixo auxiliar.
4. A COMPLEMENTAÇÃO DOS CHASSIS DEVEM ATENDER ÀS PRESCRIÇÕES TÉCNICAS DA MERCEDES-BENZ, INCLUSIVE A ADAPTAÇÃO DO 3º
EIXO VEICULAR AUXILIAR, O QUAL DEVERÁ ESTAR TAMBÉM DE ACORDO COM AS NORMAS ABNT E CREDENCIAMENTO JUNTO AO INME-
TRO.
B5 - 8 (B09925003 - 09/98)
2.5.4.3 Quadro do chassi
Para adaptação do 3º eixo, o quadro do chassi original deve ser reforçado observando-se as es-
pecificações prescritas a seguir:
— O prolongamento do quadro do chassi deve ser feito de tal maneira que a distribuição da carga
sobre os três eixos, fique dentro dos valores que constam nas Tabelas B5/2 e B5/3.
— Ao modificar o quadro do chassi original, cuidar para que a sua elasticidade, resistência e ca-
pacidade de torção sejam mantidas, principalmente na zona compreendida entre o eixo dian-
teiro e os suportes dos feixes de molas do eixo propulsor.
— Para atender às solicitações de esforços que são provocadas pelo aumento do peso bruto total
admissível indicado na adaptação do 3º eixo, as longarinas necessitam de reforços (aumento
do módulo de resistência ou seccional), que devem ser projetados de acordo com o diagrama
de momentos fletores resultantes para veículo de três eixos, conforme NBR 6749. Os reforços
não devem sofrer variações bruscas de perfis, terminando gradualmente, de tal maneira que
evitem a formação de picos de tensão, pois do contrário as longarinas podem romper-se.
Estes reforços poderão ter perfis em diferentes configurações, conforme indica Fig. K3. Toda-
via devem ser fixados nas almas das longarinas do chassis por meio de rebites, parafusos au-
totravantes, parafusos com porcas travadas com punção ou sistema similar. Para fixação
destes reforços nas longarinas não é admissível a utilização de soldas.
— Não são admissíveis soldas nas longarinas, salvo as da emenda do prolongamento, que deverão
ser executados conforme indicado no capítulo 2.3.1, ítem 3.
— A Fig. K4 representa solução que atende às condições de emenda das longarinas.
— Quando os reforços das emendas não forem soldados, recomenda-se fixá-los por meio de rebi-
tes ou parafusos autotravantes ou parafusos com porcas travadas com punção ou sistema si-
milar.
— O material do prolongamento das longarinas, das novas travessas e suas talas de fixação, e dos
reforços, deve ser da mesma qualidade do material das longarinas do quadro do chassi (vide
tabela no capítulo 1.10).
As furações, quando estritamente necessárias, devem ser feitas exclusivamente na alma das lon-
garinas, conforme indicado no capítulo 2.2.
Fig. K3 - Tipos de reforços para as longarinas
(B09925003 - 09/98) B5 - 9
.
Fig. K4 -
Solução para emendas de longarinas
A — Costura de solda
B — Prolongamento da longarina
2.5.4.4 Suspensão nos Eixos, Propulsor e 3º Eixo
A suspensão é projetada pela firma adaptadora, de modo a atender as distribuições de carga con-
forme especificado no capítulo 2.5.4.1.
O ângulo formado pelo eixo geométrico do pinhão do eixo veicular propulsor e a aba superior do
longarina, deve ser igual ao ângulo original, a fim de manter o paralelismo entre os flanges da
árvore de transmissão.
A curva descrita pela movimentação do eixo propulsor face a atuação de carga, não deve com-
prometer o perfeito deslocamento longitudinal da árvore de transmissão, mesmo nos pontos ex-
tremos do movimento do eixo. Caso contrário, a árvore de transmissão pode ser afetada,
comprometendo seriamente a segurança do veículo.
2.5.4.5 Terceiro eixo veicular auxiliar
No Brasil, o adaptador credenciado pelo INMETRO é obrigado a usar na adaptação do eixo veicu-
lar auxiliar com Marca Nacional de Conformidade, que atende às exigências estabelecidas pelos
métodos de ensaios:
NBR 6744: “VERIFICAÇÃO DE FADIGA POR FLEXÃO VERTICAL”
NBR 6745: “VERIFICAÇÃO DE FADIGA DOS ELEMENTOS DE FIXAÇÃO DO FREIO”
NBR 10.311: “PONTA DO EIXO VEICULAR AUXILIAR - DETERMINAÇÃO DA RESISTÊNCIA A
FADIGA”
Em outros países, por medida de segurança também deverão ser observadas estas normas.
— Usinagem da ponta do eixo:
Recomendamos, por questões de padronização de componentes, que a ponta do 3º eixo veicu-
lar seja usinada de acordo com a ponta do eixo propulsor do veículo, conforme tabela a seguir
e Fig. K5, K6, K7 e K8..
B5 - 10 (B09925003 - 09/98)
(*) execução especial
Tabela B5/4: Aplicação de eixos traseiros
Eixo traseiro Veículo Execução
HL 4/60D - 10
L/LK 1218 R
L 1418 R
1418 R
Fig. K6
HL 5/60 DZ - 10
1418 R
*)
L 1418 R
*)
L/LK 1620
*)
1718K
*)
1720/1720 K
*)
1723
*)
Fig. K6
RS 23-240
LK 1620/42
L 1620/51
1718 K
1720/1720 K
1723
Fig. K8
(B09925003 - 09/98) B5 - 11
Fig. K5 - Usinagem da ponta de eixo (HL 4/25D - 7,6; HL 4/60D - 7,6)
I — Oscilação lateral máxima 0,015 mm quando fixados nos pontos A e B.
II — Oscilação lateral máxima 0,03 mm quando fixado nos pontos A e B.
III — Após a soldagem do flange deve resistir a um momento de torção nos dois sentidos de 2700
Nm (2755 mkgf) estando fixo no assento da mola.
IV — Linha vertical perpendicular às abas das longarinas.
xxxx Têmpera por indução
Dureza: min. 35 HRC
Prof.: 0,5 até 1,5 mm (conf. DIN 59190)
VRz 100(V Rz 25: V Rz6,3: VRz 2,5)
Raios não indicados = 2,5 mm
Tolerâncias
65g5
29 –
10 –
80g6
29 –
10 –
156h8
53 –
0
86s8
71
93
126s8
92
155
B5 - 12 (B09925003 - 09/98)
Fig. K6 - Usinagem da ponta de eixo (HL 4/26D - 9,2; HL 4/27D - 10; HL 4/60D - 10; HL 5/2DZ - 10;
HL 5/60DZ - 10)
I — Oscilação lateral máxima 0,015 mm quando fixados nos pontos A e B.
II — Oscilação lateral máxima 0,03 mm quando fixado nos pontos A e B.
III — Após a soldagem do flange deve resistir a um momento de torção nos dois sentidos de 2700
Nm (2755 mkgf) estando fixo no assento da mola.
IV — Linha vertical perpendicular às abas das longarinas.
xxxx Têmpera por indução
Dureza: min. 35 HRC
Prof.: 0,5 até 1,5 mm (conf. DIN 59190)
VRz 100(V Rz 25: V Rz6,3: VRz 2,5)
Raios não indicados = 2,5
Tolerâncias
Eixo traseiro C D E α
HL 4/26D - 9,2 2040-2 398 329 0°
HL 4/27D - 10 2040-2 398 326 0°
HL 5/2D - 10 2040-2 367 324 10°42’51”
75g10
220 –
100 –
75g6
20 –
10 –
100h6
71
93
126s8
43
106
156s8
63 –
0
(B09925003 - 09/98) B5 - 13
.
Fig. K7 - Usinagem da ponta do eixo (HL 4/01D - 10)
I — Oscilação lateral máxima 0,015 mm quando fixados nos pontos A e B.
II — Oscilação lateral máxima 0,03 mm quando fixado nos pontos A e B.
III — Após a soldagem do flange deve resistir a um momento de torção nos dois sentidos de 2700
Nm (2755 mkgf) estando fixo no assento da mola.
IV — Linha vertical perpendicular às abas das longarinas.
xxxx Têmpera por indução
Dureza: min. 35 HRC
Prof.: 0,5 até 1,5 mm (conf. DIN 59190)
VRz 100(V Rz 25: V Rz6,3: VRz 2,5)
Raios não indicados = 2,5
Tolerâncias
Eixo traseiro A B C α
HL 4/01D - 10 2044 370 334 max 4°
85d10
260 –
120 –
85g6
34 –
12 –
105s8
79
101
126 h8 d
43
106
156s8
63
0
B5 - 14 (B09925003 - 09/98)
.
Fig. K8 - Usinagem da ponta do eixo (RS 23-240)
Tolerâncias: ± 0,40 para duas casas decimais
± 0,8 para uma casa decimal
± 1° para ângulos
Raios côncavos usinados = 0,80
Rugosidade superficial = XXXXX Raµm
Quebrar cantos vivos e remover rebarbas
= Usinado
(B09925003 - 09/98) B5 - 15
2.5.4.6 Cubos das rodas
A fim de possibilitar a utilização de rodas e pneus iguais, os cubos a serem montados no 3º eixo
veicular auxiliar deverão ser idênticos aos do veículo original, de modo a permitir a centragem
dos aros através dos mesmos.
Para isto devem ser utilizados:
— Cubos de rodas com guias de centralização
— Rodas sem escariado nos furos
— Porca chata com arruela integrada
— Parafusos de qualidade 10.9
— Torque de aperto das porcas de roda deve ser de 600 Nm
2.5.4.7 Sistemas de freios
As características básicas do sistema de freio de serviço de série, devem permanecer inalteradas
no que se refere a elementos de segurança e desempenho, mesmo após a adaptação do 3º eixo
auxiliar.
Em qualquer caso ou circunstância a eficiência de frenagem do 3º eixo veicular auxiliar, serviço
e estacionamento deverá ser comprovadamente a mesma do eixo propulsor.
O freio de estacionamento deve atuar também no 3º eixo auxiliar e que este tenha características
de funcionamento e de eficiência, iguais as do freio de estacionamento do eixo propulsor.
Os veículos com 3º eixo veicular adaptado devem atender aos requisitos estabelecidos nos mé-
todos de ensaios dos sistemas de freios de serviços, de emergência e de estacionamento confor-
me NBR NB 1254/1255 e MB 3160/3161.
A capacidade de ar dos reservatórios deve garantir após 8 acionamentos completos do pedal do
freio, pressão suficiente no sistema para efetuar uma parada de emergência.
Não são permitidas modificações no sistema de freio original do veículo, seja no freio do eixo di-
anteiro ou no do eixo propulsor.
O reservatório úmido não deverá ser reposicionado de sua posição no balanço traseiro. No caso
desta modificação ser inevitável, a tubulação de ar do mesmo não deverá ter comprimento infe-
rior a 6m.
Nos novos caminhões médios e semipesados (número de construção 695...), o reservatório úmi-
do foi substituido pelo secador de ar.
Encontra-se disponível, opcionalmente, a regulagem automática dos freios; em veículos com este
opcional deverá ser instalado pelo encarroçador, o mesmo sistema para o 3º eixo.
As curvaturas dos tubos devem ser suaves, isentas de dobras, rugas ou quaisquer defeitos que
venham provocar futuras quebras, vazamentos ou restrições a passagem do ar no sistema.
Para o sistema de freio do 3° eixo auxiliar adaptado, devem ser utilizados as mesmas dimensões
do freio do eixo propulsor, principalmente quanto ao cilindro combinado de freio (TRISTOP) (fa-
bricantes Wabco ou Knorr) e a alavanca de acionamento (vide dimensões na tabela B5/5).
A adaptação do 3º eixo veicular com freio pneumático deve obedecer aos esquemas constantes
da Fig. K9 e K10.
A pressão de trabalho do sistema pneumático original dos veículos Mercedes-Benz, deve perma-
necer inalterada após adaptação do 3º eixo.
O diâmetro da tubulação para o freio pneumático do 3º eixo é determinado em função do fluxo
necessário para que não haja defasagem de tempo na frenagem, entre acionamento do pedal e
acionamento efetivo do freio em cada uma das rodas.
O tubo plástico de suprimento deve ter diâmetro de 12 mm, espessura de 1,5 mm, conforme DIN
74324. Quando forem utilizados tubos plásticos de 1/2”, as conexões originais (métricas) de li-
gação destes tubos com as válvulas de freio, deverão ser substituídas por conexões com dimen-
sões em polegadas. O tubo plástico de sinal (piloto) deve ter diâmetro de 8 mm e espessura de 1
mm, conforme DIN 74324.
As tubulações para ligação do sistema de freio do eixo adaptado, deverão ser fixadas nas longa-
rinas e travessas, através de suportes similares aos do veículo original.
As mangueiras para ligação dos cilindros de freio combinados deverão ter um diâmetro inteiro
de 11 mm, resistência a ruptura mínima de 70 bar, dureza SHORE A de 60 a 80, resistir a ação
corrosiva de agentes químicos e da intempérie e ter comprimento suficiente de modo a garantir
que as mesmas não sejam tensionadas em razão das oscilações da suspensão. É inadmissível o
B5 - 16 (B09925003 - 09/98)
atrito dessas mangueiras com outras partes metálicas do chassi.
O acionamento do freio de estacionamento deve ser em um só ponto, para os dois eixos traseiros,
de modo que a atuação ocorra simultaneamente em ambos.
Atenção: As tubulações plásticas do sistema de freio e de combustível, bem como o chicote elé-
trico, deverão ser convenientemente protegidos ou até desmontados, a fim de não serem danifi-
cados quando da execução de soldas, furações, esmerilhamentos e cortes em geral, realizados
durante a adaptação do 3º eixo veicular auxiliar.
*) Com eixo HL 5/60 DZ - 10 opcional.
Tabela B5/5: Dimensões dos elementos básicos do freio de série
Veículos L 1218 R
LK 1218 R
L 1418 R
1418 R
L 1620
LK 1620
1718 K
1720
1723
Pressão de trabalho 1000 kpa
10 bar
1000 kpa
10 bar
1000 kpa
10 bar
Cilindro do freio dianteiro Tipo 14” 16” 20”
Curso do êmbolo (mm) 57 57 57
Cilindro do freio traseiro Tipo 12”/16” 16”/24” 16”/24”
Curso do êmbolo (mm) 57 57 57
Comprimento da alavanca de acionamento (mm) 145 145 145
Raio do came (mm) 48,5
15,5
48,5
15,5
48,5
15,5
Diâmetro do tambor de freio (mm) 410 410 410
Espessura da guarnição de freio mm 18 18 18
Largura da guarnição (mm) Dianteiro 140 140 160
Traseiro 140 140 160
Área de frenagem (cm
2
) Dianteiro 1846 1846 2129
Traseiro 1846 1846
2129
*)
2129
Reservatório pneumático (Quantidade x Capacidade litros) 2x30 2x40 2x40
Reservatório úmido (Capacidade em litros) — — —
Reservatório regenerativo (litros) 5 5 5
(B09925003 - 07/96) B5 - 17
Fig. K9 - Circuito de freio pneumático para caminhões com 3º eixo adaptado (veículos com equi-
pados com reservatório pneumático úmido)
COMPONENTES
A - Compressor
B - Regulador de pressão
C - Válvula protetora de 4 circuitos
D - Reservatórios
E - Válvula pedal de freio
F - Válvula manual do freio de estacionamento
G - Válvula relé
H - Válvula eletro-pneumática
I - Cilindro pneumático do freio motor
J - Cilindro combinado tristop
K - Cilindro de membrana
L - Manômetro duplo
M - Reservatório úmido
N - Válvula para encher pneus
CONEXÕES
1 - Entrada
11 - Entrada um
12 - Entrada dois
2 - Saída
21 - Saída um
22 - Saída dois
23 - Saída três
24 - Saída quatro
3 - Descarga
4 - Sinal
B5 - 18 (B09925003 - 07/96)
Fig. K10 - Circuito de freio pneumático para caminhões com 3º eixo adaptado (veículos com equi-
pados com secador de ar)
COMPONENTES
A - Compressor
D - Reservatórios
E - Válvula pedal de freio
F - Válvula manual do freio de estacionamento
G - Válvula relé
H - Válvula eletro-pneumática
I - Cilindro pneumático do freio motor
J - Cilindro combinado tristop
K - Cilindro de membrana
L - Manômetro duplo
APU - Unidade central de válvulas
(*) - A montagem da válvula relé no circuito do freio de serviço do 3º eixo é fundamental para o
atendimento das normas ABNT já mencionadas, quanto ao tempo de resposta do freio, bem como
ao atendimento das exigências legais. O diâmetro da linha de suprimento deve ser de 12 mm e
o diâmetro de sinal (piloto) deve ser de 8 mm.
CONEXÕES
1 - Entrada
11 - Entrada um
12 - Entrada dois
2 - Saída
21 - Saída um
22 - Saída dois
23 - Saída três
24 - Saída quatro
25 - Saída cinco
26 - Saída seis
3 - Descarga
4 - Sinal
(B09925003 - 07/96) B5 - 19
2.5.5 Recomendações para montagem
2.5.5.1 Momento de força de aperto.
a) Parafuso de fixação do suporte do freio:
— rosca M 16 x 1,5...............294 Nm (30,0 mkgf);
b) Porca da roda..................600 Nm (60 mkgf);
c) Parafuso de fixação dos reforços do quadro do chassi:
— rosca M 10.........................46 Nm (4,7 mkgf);
— rosca M 12..........................77 Nm (7,8 mkgf):
2.5.5.2 Ajuste dos rolamentos dos cubos do sistema de rodagem
Apertar a porca de ajuste com momento de força de 98 Nm (10 mkgf), girando o cubo simulta-
neamente para a frente e para trás. A seguir afrouxar a porca 1/8 de volta, colocar o anel e aper-
tar a contraporca com momento de força de 344 a 392 Nm (35 a 40 mkgf). Controlar, mais uma
vez, a folga axial que deve ser de 0,02 mm a 0,4 mm.
2.5.5.3 Lubrificação dos rolamentos dos cubos
Encher os cubos das rodas com 400 g de graxa para rolamentos, tipo “mobilgrease nº 5”.
2.5.6 Garantia
De acordo com o estabelecimento na Resolução 597/82 do CONTRAN, a firma adaptadora garan-
te a execução da adaptação e os materiais nela empregados, emitindo o correspondente Certifi-
cado de Garantia.
Para território brasileiro a garantia da Mercedes-Benz do Brasil S.A. é regida pelo seu “TERMO
DE GARANTIA”.
Para veículos destinados a exportação, valem as condições estabelecidas em contrato.
B5 - 20 (B09925003 - 07/96)
(B09925003 - 09/98) B6 - 1
2.6 Alteração da distância entre-eixos
2.6.1 Introdução
Importante: Para qualquer caso de alteração da distância entre-eixos, os pesos brutos resultan-
tes nos eixos e total, não deverão ultrapassar os valores máximos estabelecidos em nossa litera-
tura técnica.
Ressaltamos que, no Brasil, de acordo com a Resolução do CONTRAN nº 775/93, o veículo que
tiver modificadas suas características básicas ou estrutura original, como a distância entre-eixos
(alongamento ou encurtamento), somente será registrado, licenciado ou renovada a licença atual
quando a alteração for previamente autorizada pela Autoridade de Trânsito e comprovada a se-
gurança veicular por intermédio de Instituto Técnico credenciado pelo INMETRO.
2.6.2 Campo de aplicação
As presentes diretrizes são válidas para alteração da distância entre-eixos original do veículo
para outra distância padrão de veículos MERCEDES-BENZ, com a utilização de cardans e supor-
tes intermediários originais.
Consultas a respeito, deverão ser encaminhadas à MERCEDES-BENZ DO BRASIL S.A. conforme
indicado no capítulo 1.1.
2.6.3 Aprovação da modificação da distância entre-eixos
Alterações nas distâncias entre-eixos somente serão passíveis de eventual aprovação mediante
a apresentação dos correspondentes projetos, os quais deverão conter, de forma detalhada os se-
guintes quesitos:
a) Esquema de distribuição de pesos do veículo complementado, vazio e carregado, com indica-
ção dos correspondentes centros de gravidade.
b) Diagrama dos momentos fletores em toda extensão das longarinas do chassi, bem como os mo-
mentos resistentes correspondentes.
c) Desenhos com as alterações previstas no chassi que indiquem a localização das emendas, com
especificações das soldas, tipo de eletrodo, especificações dos materiais a serem utilizados
nos reforços, etc.
d) Desenhos apresentando disposição de todas as árvores de transmissão, e suporte(s) interme-
diário(s), com os respectivos ângulos de trabalho.
e) No veículo que, além da alteração do entre-eixos, terá adaptado o 3º eixo veicular auxiliar, é
necessário prever, nas travessas localizadas na região dos eixos traseiros, talas de união de
forma trapezoidal, suficientemente alongadas para reforçar o chassi no sentido longitudinal.
Todavia, tais reforços, não poderão prejudicar a elasticidade do quadro do chassi. Vide demais
prescrições, para adaptação de 3º eixo veicular auxiliar, no capítulo 2.5.
Após atendimento dos itens acima, a aprovação final da alteração da distância entre-eixos, fica
condicionada também a apresentação de uma unidade modificada para exames.
A aprovação dessas alterações da mesma forma que no caso de montagem de carroçarias, somen-
te poderá ser eventualmente concedidas unicamente com respeito a estática e a configuração do
veículo e quando for possível determinar previamente, sem realizar testes experimentais ou re-
cálculos de resistência, que tais modificações não acarretarão problemas funcionais, nem de re-
sistência, nem de durabilidade.
2.6.4 Secionamento das longarinas
O veículo deve ser estacionado numa superfície plana, com o chassi apoiado nas duas longari-
nas, na região onde será efetuada a modificação (vide Fig. L1).
Sugerimos marcar as longarinas do chassi, antes do secionamento das mesmas, para auxiliar no
alinhamento do quadro quando a modificação for completada (Fig. L2).
Alterações da distância entre eixos requerem modificações no quadro do chassi, adicionando ou
removendo uma secção da longarina.
Os veículos equipados com longarinas de perfil constante podem ter a sua distância entre eixos
alteradas através do deslocamento do eixo traseiro e reposicionamento das travessas.
As tubulações plásticas do sistema de freio e de combustível, bem como o chicote elétrico, os re-
servatórios de ar e de combustível, árvores de transmissão e outros componentes, deverão ser
convenientemente protegidos ou até desmontados na região da modificação, a fim de não serem
B6 - 2 (B09925003 - 09/98)
danificados quando da execução dos trabalhos correspondentes (cortes, soldas, furações, esme-
rilhamentos, etc).
O corte das longarinas deve ser efetuado a uma distância mínima de 700 mm a frente do centro
da travessa dos suportes dianteiros dos feixes de mola da suspensão traseira (Fig. L3). O proces-
so de corte utilizado não deve ser realizado a quente, a fim de minimizar as alterações nas ca-
racterísticas do material das longarinas.
Para aumento das distâncias entre eixos, os perfis adicionados devem ser de dimensões e mate-
rial idênticos ao da longarina original.
Antes da união total das seções, o alinhamento do chassi deve ser confirmado por medições com
instrumentos de controle, a fim de assegurar que o mesmo esteja correto.
Fig. L1 -
A — Seção da longarina a ser adi-
cionada ou extraída
Fig. L2 -
A — Seção da longarina adicionada ou a
ser extraída
B — Distância entre o ponto de marcação
e a linha de corte da longarina
C — Marcas para auxiliar o alinhamento
Fig. L3 -
LC- Linha de corte das longarinas
2.6.5 Recomendações para soldagem elétrica
Após o corte, as longarinas do quadro do chassi, bem como as seções a serem acrescentadas em
casos de alongamento da distância entre-eixos, deverão ser chanfradas conforme Fig. L4.
Para os trabalhos de solda elétrica, deve-se desconectar os cabos da bateria e os terminais do al-
ternador, a fim de evitar danos ao sistema elétrico.
A soldagem deverá ser executada por um soldador especializado, utilizando a preparação apro-
priada para soldas de juntas e o processo geral, observando-se as indicações contida no capítulo
2.3.1, ítem 3.
No caso de soldas nas proximidades do tanque de combustível, o mesmo deverá ser removido e
protegido.
Não é permitido a soldagem em componentes do veículo, tais como motor, caixas de mudanças,
árvores de transmissão, eixo dianteiro, carcaça do eixo traseiro, molas, travessas do quadro do
chassi, e outros bem como, soldar os suportes da carroçaria no quadro do chassi.
(B09925003 - 09/98) B6 - 3
Fig. L4 -
E = Espessura da longarina
2.6.6 Reforços do chassi
Após verificação do alinhamento do chassi, a região dos cortes/emendas deverá ser reforçada de
forma a garantir a resistência da mesma sem prejudicar a elasticidade do quadro do chassi (vide
Fig. L5 e L6).
Os reforços deverão ser fixados nas almas das longarinas, preferivelmente por meio de rebites
ou parafusos com porcas auto-travantes ou, ainda por parafusos com porcas travadas por meio
de punção ou sistema similar, utilizando a furação já existente nas longarinas do chassi. Não são
admissíveis pontos de fixação nas abas destas longarinas. Novos furos na alma da longarina,
quando estritamente necessários, deverão estar em conformidade com o capítulo 2.2.
Os reforços deverão ser de material idêntico aos das longarinas do quadro do chassi, em perfil
“L” de chapa de aço dobrada (não deverão ser empregados perfis laminados de uso comercial).
Fig. L5 - Reforços para chassi encurtado
Fig. L6 - Reforços para chassi alongado
A fim de que os reforços possam ser fixadas adequadamente, o excesso de solda nas superfícies
internas das emendas das longarinas devem ser esmerilhado. Para orientação na confecção des-
tes reforços, vide as dimensões indicadas nas Fig. L7 a L11. (A utilização de reforços com dimen-
sões e formatos diferentes dos indicados fica sujeita à aprovação prévia da Mercedes-Benz do
Brasil S.A.)
B6 - 4 (B09925003 - 09/98)
Fig. L7 - Reforços para emendas de longarinas
Veículos 1218
Fig. L8 - Reforços para emendas de longarinas
— Veículos 1414, 1418, 1714, 1718, 1721 (A = 238)
— Veículos L/LK 1218, L 1418, L/LK 1620 (A= 241)
Fig. L9 - Reforços para alongamento da
distância entre eixos
H — Altura da longarina
E — Região das emendas da longarina
L — Secção de longarinas acrescentada
Detalhe “B” - vide Fig. L11
(*) Os pontos de fixação não deverão incidir
sobre a região das emendas da longarina
(**) Atenção: Não são admissíveis furos nas
abas das longarinas
(B09925003 - 11/97) B6 - 5
Fig. L10 - Reforços para encurtamento da
distância entre eixos
H — Altura das longarinas
E — Região da emenda da longarina
Detalhe “B” - Fig. L11
(*) Os pontos de fixação dos reforços não
deverão incidir sobre a região da emenda
da longarina
(**) Atenção: Não são admissíveis furos nas
abas das longarinas
Fig. L11 - Detalhes dos reforços das longarinas
(I) Vista superior
(II) Vista lateral
A — Longarina do quadro de chassi
Detalhe B - Extremidades dos reforços
B6 - 6 (B09925003 - 11/97)
Para instalação de reforços fixados por meio de solda, observar as dimensões indicadas nas figuras
L12 e L13.
Fig. L12 - Fixação dos reforços por
soldagem
Fig. L13 - Fixação dos reforços por
soldagem
(B09925003 - 11/97) B6 - 7
2.6.7 Reposicionamento das travessas do quadro de chassi
Após a instalação dos reforços das travessas do quadro de chassi, algumas das travessas deverão
ser reposicionadas, adicionadas ou subtraídas. Para orientação da posição original das travessas
para veículos médios e semi-pesados de 2 eixos, vide Fig. L14.
Fig. L14 - Posição original das travessas (veículos médios e semi-pesados de 2 eixos)
ED- Linha de centro do eixo dianteiro
ET - Linha de centro do eixo traseiro
L - Distância entre eixos
Quando uma travessa for reposicionada e esta nova posição coincidir com a região da modifica-
ção das longarinas (região dos reforços), ela deverá ser substituída por uma travessa com com-
primento apropriado utilizando-se para este fim uma peça original Mercedes-Benz (vide Fig. L15
e L16).
A fixação destas travessas deverá ser feita por meio de rebites, parafusos com porcas autotra-
vantes ou ainda com porcas travadas por meio de punção ou sistema similar. Não é admissível
a fixação de travessas por meio de solda.
Quando a travessa substituída for a de fixação do suporte do mancal do rolamento da árvore de
transmissão, deverão ser previstos os furos necessários para a fixação deste suporte a fim de ga-
rantir a posição original da árvore de transmissão. Vide dimensões para esta furação na Fig. L17.
Fig. L15 -
1. Longarina do quadro de chassi
2. Travessa (MBB nº 345 312 75 17)
3. Escora (MBB nº 345 312 73 60)
4. Reforços
L A C D
Veículos com cabina semi-
avançada
4200 787,5 2012,5 1180
5170 787,5 2318,5 2100
Veículos com cabina avançada
3600 787,5 — 1180
4830
5170
787,5 2318,5
2440
2100
B6 - 8 (B09925003 - 11/97)
Fig. L16 -
1. Longarina do quadro de chassi
2. Travessa (MBB nº 384 312 75 17)
3. Escora (MBB nº 384 312 73 61)
4. Reforços
Fig. L17 - Furações para montagem de suporte para árvore de transmissão
(B09925003 - 11/97) B6 - 9
2.6.8 Árvore de transmissão
Para alterações nas dimensões da distância entre-eixos, torna-se necessária a adequação das ár-
vores de transmissão às novas condições, devendo ser observado o procedimento indicado no ca-
pítulo 2.6.3. Consultas a respeito conforme capítulo 1.1.
2.6.8.1 Ângulo de acoplamento dos flanges
Para a montagem de qualquer uma das árvores de transmissão dos veículos, deverão ser obser-
vados os seguintes cuidados:
— Fixação dos flanges das árvores de transmissão de maneira que as cruzetas das mesmas for-
mem entre si ângulos de fase, conforme mostrado na Fig. L18.
Fig. L18 -
CM — Caixa de mudanças
M — Mancal intermediário
ET — Eixo traseiro
2.6.9 Sistema de freios
Nas alterações das distâncias entre-eixos, as tubulações de freio devem merecer atenção e cui-
dados especiais, devendo ser manuseadas por profissionais qualificados.
Para os casos de encurtamento, os tubos plásticos deverão ser seccionados em uma das extremi-
dade, e em seguida conectados novamente a sua posição original.
A tubulação de entrada de ar do reservatório úmido, não deverá ter seu comprimento inferior a
6 m.
Nos casos de alongamento da distância entre-eixos, às tubulações adicionais devem ser conecta-
das as extremidades das tubulações de ar e aos correspondentes componentes (reservatórios de
ar, cilindro de freio, acionamento de redução e bloqueio do eixo traseiro). Sua emenda deve ser
executada de acordo com a Fig. L19.
O material e o diâmetro da nova tubulação devem ser os mesmos que o original, não podendo
haver restrição do fluxo de ar, para não afetar o tempo de atuação ou liberação do freio.
Fig. L19 - .Conexões para emendas da tubulação
pneumática
1. Conexão rosqueada
2. Inserto
3. Anilha (junta)
4. Flange (porca)
B6 - 10 (B09925003 - 11/97)
2.6.9.1 Ferramentas especiais para montagem das conexões nos tubos plásticos
Alicate de pressão para montagem dos conectores nos tubos plásti-
cos, de medidas 06, 08, 10, 11 e 12 mm. - Ferramentas básica.
Dispositivo de bater para montagem de conectores tipo “L” (nº 350
470 70 62) nos tubos plásticos. Usado em conjunto com o alicate de
pressão 387 589 02 37 00.
Dispositivo de bater, para montagem dos conectores tipo ¨L¨
(nº 308 476 71 24) nos tubos plásticos. Usado em conjunto com o
alicate de pressão 387 589 02 37 00.
Mandril guia para montagem dos conectores tipo ¨terminal¨(n 350
470 70 79 e 403 990 01 67) nos tubos plásticos. Usado em conjunto
com o alicate de pressão 387 589 02 37 00.
(B09925003 - 11/97) B6 - 11
2.6.9.2 Testes para verificação de vazamentos
Após completada a emenda das tubulações de ar, deve ser executado um dos testes descritos
abaixo, para verificação de vazamentos:
A - Para assegurar a máxima confiabilidade aos resultados a serem obtidos, torna-se imprescin-
dível a utilização de uma maleta de teste, tipo MBB, desenvolvida para testes do sistema de
freio pneumático. Informações referentes aos fabricantes homologados desta maleta, podem
ser obtidas em concessionário ou na MBB. Para verificar a estanqueidade do circuito de freio
de serviço traseiro deve-se conectar um manômetro da maleta à tomada de teste “A” (Fig.
L20). Assim que o sistema pneumático estiver pressurizado, deve-se acionar o pedal de freio
até obter no manômetro da maleta, pressão de frenagem de 300 KPa (3 bar). Sem alterar a
posição do pedal, não deverá haver queda de pressão, medida no manômetro durante 1 mi-
nuto, para que seja comprovada a correta emenda e conexões da tubulação do circuito de
freio.
Teste semelhante deve ser efetuado no circuito de freio de estacionamento, conectando outro
manômetro da maleta à tomada de teste “B” (Fig. L20). A partir do freio de mão acionado (sis-
tema de freio despressurizado) e veículo freado, efetuar a seguinte sequência para avaliar a
estanqueidade:
— Pressurizar o sistema de freio até descarga da válvula reguladora (pressão de trabalho)
— Desligar o motor
— Calçar as rodas traseiras do veículo
— Desaplicar o freio de estacionamento
— Verificar no manômetro “B” se a pressão do circuito está entre 7,5 e 8,1 bar para pressão de
trabalho de 8,1 bar ou, entre 9,6 e 10 bar para pressão de trabalho de 10 bar.
— Observar o manômetro “B” durante 1 minuto, e se não houver queda de pressão estará também
comprovada a estanqueidade de sistema do freio de estacionamento.
Fig. L20 -
1. Compressor de ar
2. Válvula reguladora de pressão
3. Válvula protetora de 4 circuitos
4. Válvula do pedal de freio
5. Válvula manual do freio de estacionamento
6. Reservatório pneumático
7. Válvula relé do freio de estacionamento
8. Cilindro de freio combinado (Tristop)
Pontos de medição:
A - Freio de serviço traseiro (conexão 11)
B - Freio de estacionamento (conexão 12)
B - Pode-se utilizar o manômetro original do painel do veículo para certificar-se que a pressão de
trabalho de 810 KPa (8,1 bar) do sistema pneumático permanece inalterada.
C - Pode-se também utilizar nas emendas da tubulação e conexão de freios, os métodos tradicio-
nais de verificação de vazamentos em sistemas pneumáticos, porém sempre em conjunto
com o sistema descrito no item B
B6 - 12 (B09925003 - 11/97)
2.6.10 Reposicionamento de componentes de chassi
Com a modificação da distância entre eixos, poderá haver a necessidade de reposicionar compo-
nentes, tais como tanque de combustível, caixa de bateria e reservatório de ar. Este reposiciona-
mento deverá ser minimizado e, quando realizado, deverão ser observadas as orientações
contidas nestas diretrizes.
Para reposicionamento do tanque de combustível deverá ser observado espaço livre suficiente
para manutenção, troca e abastecimento. Todas as linhas de combustíveis deverão ser protegi-
das e isentas de vazamentos.
Quando ocorrer o deslocamento da caixa de bateria deve ser previsto um espaço livre adequado
para manutenção/substituição, devendo as mesmas serem posicionadas o mais próximo possí-
vel do motor de partida.
Igualmente deve-se prever espaço livre para manutenção e drenagem dos reservatórios de ar.
O recálculo da distribuição de cargas nos eixos do veículo pode ser necessário devido ao reposi-
cionamento destes componentes.
Os suportes originais dos componentes reposicionados deverão ser mantidos.
Novos furos na alma da longarina, se estritamente necessários, deverão ser realizados conforme
indicado no capítulo 2.2.
(B09925003 - 09/98) C1 - 1
3. Prescrições para montagem de carroçarias
3.1 Montagem de carroçarias
As carroçarias e os equipamentos devem ser construidos de tal forma que, na montagem, assentem
isentos de quaisquer torções e tensões sobre as longarinas do quadro do chassi. Ao montar a carro-
çaria ou equipamentos, o chassi deverá estar sobre uma superfície plana e horizontal.
A fixação correta é importante para o comportamento de condução do veículo, bem como para a du-
rabilidade do quadro do chassi e da carroçaria.
A fixação da carroçaria e dos equipamentos do quadro do chassi deverá ser feita através de quadros
auxiliares com longarinas contínuas para assegurar uma distribuição uniforme de carga sobre o
quadro do chassi.
Ao proceder a montagem da carroçaria, deverá ser mantida uma distância mínima entre a cabina e
a parte mais proeminente da carroçaria, de acordo com o tipo de veículo, conforme indicado a se-
guir:
— Caminhões com cabina semi-avançada e capacidade de peso bruto total até 11 t.
Distância mínima admissível entre a cabina e a carroçaria = 50 mm.
— Caminhões com cabina semi-avançada e capacidade de peso bruto total à partir de 11,5 t.
Distância mínima admissível entre a cabine e a carroçaria = 160 mm para veículos com tomada
de ar atrás da cabina) e 100 mm para veículos com tomada de ar sob a cabina.
— Caminhões com cabine avançada
Nos veículos com cabine avançada deverá ser dispensada atenção especial quanto ao correto po-
sicionamento da carroçaria e respectivos equipamentos (por exemplo: protetores em carroçarias
basculantes, equipamentos de refrigeração em furgões frigoríficos, etc.), respeitando-se as medi-
das indicadas na Fig. M1, para assegurar o livre basculamento da cabina.
C1 - 2 (B09925003 - 09/98)
Fig. M1 - Dimensões para posicionamento da carroçaria em caminhões com cabina avançada
A. Distância entre a linha de centro do eixo dianteiro e a carroçaria
— Veículos com tomada de ar dianteira ou traseira embutida na cabina, A = 440 mm
— Veículos com tomada de ar traseira externa a cabina, A = 590 mm
B. Altura total do veículo complementado*) (A legislação de cada país deverá ser observada)
C. Projeção do equipamento sobre a cabina*)
D. Vão livre mínimo necessário, em relação as abas superiores das longarinas, na região imediata-
mente atrás da cabina, para permitir o livre basculamento da cabina, incluindo uma folga de 200
mm entre o raio de basculamento da cabina e o equipamento.
P. Ponto de articulação da cabina.
*) Relação entre as medidas C e D
A= 440 mm A= 590 mm
C D C D
0 1800 0
100 1880 100 2135
200 1955 200 2200
300 2020 300 2255
400 2075 400 2305
500 2125 500 2350
600 2165 600 2385
700 2200 700 2420
800 2235 800 2445
900 2260 900 2470
1000 2280 1000 2490
1100 2295 1100 2500
1200 2300 1200 2510
1300 2310 1300 2515
1355 2310 1355 2515
(B09925003 - 09/98) C1 - 3
3.1.1 Quadros auxiliares
As longarinas do quadro auxiliar deverão ser contínuas e assentar integralmente sobre as abas su-
periores do quadro do chassi (Fig. M2, M3 e M4). Ripas de madeiras entre as longarinas do chassi
e do quadro auxiliar não são admissíveis.
As longarinas deverão ter as suas extremidades dianteiras conformadas de tal maneira, que seja
assegurada uma transição gradual do seu perfil , conforme execuções mostradas na figura a seguir.
Fig. M5 - Perfis recomendados para a extremidade dianteira
das longarinas do quadro auxiliar (exemplos)
1. Quadro auxiliar
2. Quadro do chassi
O quadro auxiliar deverá ser fixado no sentido longitudinal. Para tal, aproveitar a furação existente
nas extremidades das longarinas do chassi, utilizando parafusos de classe 8.8. Nas abas inferiores
das longarinas auxiliares, deverão ser previstos furos para alojamentos dos rebites da travessa final
(Fig. M6 e M7).
Fig. M2 -
1. Quadro auxiliar
Fig. M3 -
1. Quadro auxiliar
Fig. M4 -
1. Quadro auxiliar
C1 - 4 (B09925003 - 09/98)
Fig. M6 - Fixação do quadro auxiliar
1. Quadro do chassi
2. Quadro auxiliar
3. Travessa
4. Furo para alojamento do rebite
5. Parafuso de fixação longitudinal
6. Placa de guia
Fig. M7 - Fixação do quadro auxiliar
1. Quadro do chassi
2. Quadro auxiliar
3. Travessa
4. Furo para alojamento do rebite
5. Parafuso de fixação longitudinal
6. Placa de guia
Quadros auxiliares de aço, prescritos pela Mercedes-Benz, não podem ter qualidade inferior a
ABNT-EB-593-LN 28 acalmado em alumínio. Nestes casos utilizar perfis “U” dobrados; não empre-
gar perfis laminados de uso comercial.
Quadros auxiliares de alumínio não deverão ser de qualidade inferior ao Almg SIL F 31 - DIN 1747
e recomenda-se aplicar proteção entre estes e o quadro do chassi para reduzir a corrosão eletrolítica
(tinta a base de cromato de zinco).
Em carroçarias de madeira de lei, poderão ser utilizadas as longarinas auxiliares de madeira de
mesma qualidade, as quais, no entanto, deverão ser reforçadas adequadamente, com tirantes lon-
gitudinais de aço, a fim de garantir a necessária resistência estrutural.
Com auxílio do diagrama A, poderão ser obtidas as dimensões das longarinas auxiliares, com perfil
“U”, em função dos módulos secionais (Wx).
Para as longarinas auxiliares em aço, os módulos secionais (Wx) mínimos recomendados, são os
indicados na tabela a seguir.
(B09925003 - 09/98) C1 - 5
Diagrama A - Dimensões do perfil para a longarina do quadro auxiliar (perfil aberto)
a) Altura do perfil
(*) Observações importantes:
Os módulos seccionais de resistência e as dimensões dos perfis indicados na tabela C1/1 e no
diagrama A, referem-se às longarinas auxiliares projetadas para distribuição de carga uniforme
na carroçaria.
Para o caso de cargas não distribuídas uniformemente ou equipamentos especiais onde ocor-
ram esforços localizados (como p. ex: basculantes, guindastes, plataformas elevadoras, bombas
de concreto, etc.) as longarinas do quadro auxiliar deverão ser dimensionadas em função das
cargas atuantes, assim como deve ser adotado o chassi com a distância entre eixos adequada
para a finalidade.
Para os veículos utilizados no transporte de cana-de-açúcar, na extração de madeira, na cons-
trução civil e na mineração, o módulo seccional ou momento resistente (Wx) do quadro auxiliar
deve ser dimensionado de forma que, composto com o módulo seccional da longarina, nos pos-
tos críticos (máximos momentos fletores), a tensão do material tenha um coeficiente de segu-
rança no mínimo igual a 3, em relação ao seu limite de escoamento.
Desta forma, recomendamos que, para os chassis L/LK/LB 2318 e L/LK/LB 2325, o módulo sec-
cional (Wx) de cada longarina do quadro auxiliar tenha no mínimo 240 cm
3
(perfis sugeridos
conforme Fig. M8, I e II) e, para os chassis LA/LAK 1418, tenha no mínimo 97 cm
3
(perfil su-
gerido conforme Fig. M8, III). O material deve possuir propriedades mecânicas não inferiores
ao especificado na norma NBR 6655 (EB 593) LN 28.
Utilizar somente perfis “U” de chapa dobrada; não empregar perfis laminados de uso co-
mercial.
Para o veículo L 2638 que dispõe de longarinas duplas, o módulo seccional (Wx) recomendado
para cada longarina auxiliar é de 80 cm
3
, perfil “U” sugerido de 150 mm (altura mínima) x 70
Tabela C1/1: Especificação recomendada para longarinas do quadro auxiliar
Veículos Módulo seccional de resistência (Wx)
por longarina em cm
3
(aço) (*)
Dimensões recomendadas para os
perfis de longarinas auxiliares
712 C 30
Vide diagrama A 914 C 45
1214 a 2325 45
C1 - 6 (B09925003 - 09/98)
x 6,35 mm, conforme Fig. M8, IV. Para não elevar a altura do centro de gravidade da carga em
relação ao solo não recomendamos a utilização de quadros auxiliares com altura superior a 200
mm.
Fig. M8 - Perfis sugeridos para longarinas de quadro auxiliar para veículos utilizados em transporte
de cana-de-açúcar, extração de madeira, construção civil e mineiração.
— Perfis I e II sugerido para L/LK/LB 2318 e L/LK/LB 2325
— Perfil III sugerido para LA/LAK 1418
— Perfil IV sugerido para L 2638 ( mínimo 150 mm / máximo 200 mm)
(B09925003 - 07/96) C2 - 1
3.2 Fixação das carroçarias
As fixações das carroçarias nas longarinas do quadro do chassi não poderão ser executadas por pro-
cesso de soldagem devendo serem feitas através de consoles, placas parafusadas ou ainda por meio
de grampos “U”. Não são admissíveis quaisquer tipo de fixação nas travessas do quadro de chassi
sem autorização da MERCEDES-BENZ DO BRASIL S.A.
Para as fixações parafusadas no chassi, placas e consoles, deverão ser utilizados parafusos confor-
me DIN 960, no mínimo de classe 8.8. Para execução de furos nas longarinas do quadro de chassi,
somente quando estritamente necessário deverão ser consideradas as diretrizes contidas no capí-
tulo 2.2. A fixação da carroçaria ao quadro de chassi deverá garantir que não haja deslocamentos
laterais e longitudinais, devendo-se considerar:
1. Para evitar deslocamentos laterais deverão ser previstas placas de guia laterais, entre os dois pri-
meiros pontos de fixação (grampos ou consoles).
2. Para evitar deslocamentos longitudinais deverão ser previstos parafusos que fixem o quadro au-
xiliar ao quadro de chassi utilizando-se os furos já existentes na aba superior das longarinas, na
última travessa do quadro, sendo permitida a retirada de rebites por processo a frio, substituin-
do-os por parafusos conforme indicado acima para as fixações por grampos ou consoles.
Para ambos os casos, vide figuras orientativas nos capítulos correspondentes a cada tipo de fixa-
ção.
3.2.1 Fixação por meio de grampos “U”.
Efetuar a fixação das carroçarias por intermédio das longarinas auxiliares, através de grampos “U”
(Fig. N1). Para proteção das abas inferiores das longarinas do quadro do chassi, deverão ser insta-
lados calços de alumínio ou ferro fundido maleável. Poderão ser utilizados também calços de ma-
deira de lei, exceto nas proximidades do escapamento (Fig. N2).
Não deverá haver atrito entre os grampos e componentes do chassi, por exemplo tubos plásticos de
ar e combustível, chicote de cabos elétrico, feixes de molas, etc.
Para outros exemplos de fixação da carroçaria por meio de grampos, vide Fig. N3.
Os grampos “U” não deverão interferir com a tubulação do sistema de freio, nem com quais-
quer outros componentes do chassi.
.
Fig. N1 -
1. Longarina do chassi
2. Longarina auxiliar de aço
3. Grampo “U” de fixação
4. Calço de madeira
5. Calço de proteção da aba inferior da longarina
C2 - 2 (B09925003 - 07/96)
Fig. N2 - Detalhes do calço do grampo de fixação
Fig. N3 - .
A e B — Execuções para carroçarias
metálicas
C — Execução somente para carroça-
rias em madeiras de lei
1. Longarina do chassi
2. Longarina auxiliar de aço
3. Grampo “U” de fixação
4. Calço de proteção da aba inferior
da longarina
5. Longarina auxiliar de madeira de
lei
3.2.2 Fixação por meio de consoles
Veículos complementados com carroçarias de estruturas rígidas a torção (como por exemplo tan-
ques) ou que venham a operar em terrenos irregulares (fora-de-estrada) deverão ter suas carroça-
rias fixadas ao quadro do chassi por meio de consoles providos de elementos elásticos atrás da
cabine (Fig. N4).
Fig. N4 - Fixação do quadro auxiliar por meio de consoles
1. Quadro do chassi
2. Quadro auxiliar
3. Console com elemento elástico
4. Placa de guia
(B09925003 - 11/97) C2 - 3
Fig. N5 - (corte A-B)
1. Longarinas do chassi
2. Console
3. Longarina auxiliar de aço
4. Mola helicoidal ou tipo prato
3.2.3 Fixação através de placas parafusadas
Veículos complementados com superestruturas nas quais ocorrem esforços localizados (como por
exemplo: basculantes, guindastes, plataformas elevatórias, bombas de concreto, etc.), as longarinas
auxiliares deverão ser fixadas ao quadro do chassi por meio de placas parafusadas, com os dois pri-
meiros pontos de fixação dianteiros fixados por consoles (Fig. N6) ou por grampos tipo “U” (Fig.
N7).
Fig. N6 - Fixação do quadro auxiliar através de placas parafusadas
1. Quadro do chassi
2. Quadro auxiliar
3. Console
4. Placa parafusada
5. Placa de guia
Fig. N7 - Fixação do quadro auxiliar através de placas parafusadas
1. Quadro do chassi
2. Quadro auxiliar
3. Grampos tipo “U”
4. Placa parafusada
5. Placa de guia
Em especial, os veículos utilizados no transporte de cana-de-açúcar (inteira ou picada), na extração
de madeira (toras ou toretes dispostos longitudinal ou transversalmente), na construção civil e na
mineração (basculantes), tendo visto que tais veículos operam usualmente em condições extrema-
mente severas e, muitas vezes, tracionando reboques, a fixação da carroçaria deverá garantir que
não ocorram deslocamentos longitudinais e laterais (fig. N8).
C2 - 4 (B09925003 - 11/97)
Fig. N8 - Fixação do quadro auxiliar através de placas parafusadas (execução sugerida para veículos
utilizados em condições extremamente severas)
1. Quadro do chassi
2. Quadro auxiliar
3. Console ou grampos tipo “U”
4. Placa parafusada
5. Placa de guia
(I) Travessa do motor
(II) Travessa
(III) Travessa do mancal intermediário
(IV) Travessa do mancal central da suspensão
Para evitar deslocamentos longitudinais, a fixação do quadro auxiliar ao chassi deve ser feita por
meio de placas parafusadas, com fixação através de grampos tipo “U” ou consoles na região dian-
teira do quadro auxiliar. Para impedir deslocamentos laterais, além das placas parafusadas, devem
ser previstas placas-guias laterais na região dianteira.
Se forem utilizados consoles na fixação dianteira do quadro auxiliar, os mesmos poderão servir
também de placas-guia, desde que o segmento inferior ultrapasse a aba superior da longarina do
chassi, conforme mostra a Fig. N9.
Fig. N9 - Console de fixação com função adicional de placa-guia
Para as fixações parafusadas, de placas e consoles, nas longarinas do chassi devem ser utilizados
parafusos conforme DIN 960, no mínimo de classe 8.8. Para executar eventuais furações nas lon-
garinas do quadro de chassi, somente quando estritamente necessário, devem ser consideradas as
diretrizes contidas no capítulo 2.2.
3.2.4 Normas técnicas para fixação de carga
A ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas, através da Comissão de Estudos CE 5:10.1 “Re-
boques e Semi-reboques”, tem elaborado normas técnicas relativas a sistemas de fixação e proteção
contra deslocamento de cargas em veículos rodoviários de carga, as quais, por questão de seguran-
ça, recomendamos que sejam observadas:
NBR 7468: “Proteção contra deslocamento ou quedas de carga em veículos rodoviários de carga”
(B09925003 - 07/96) C2 - 5
NBR 7469: “Sistema de fixação de cargas em veículos rodoviários de carga”
NBR7470: “Bloqueio e escoramento de cargas em veículos rodoviários de carga”
NBR 7475: “Container - Sistema de apoio e fixação em equipamento de transporte terrestre. Deter-
minação de resistência Métodos de ensaio”
NBR 7476: “Container - Dispositivo de fixação em equipamentos de transporte terrestre - Determi-
nação da resistência - Métodos de ensaio”
NBR 8688“Instalação de anteparos para evitar deslocamento da carga em veículos rodoviários de
carga”
NBR 9500: “Requisitos mínimos de projetos para veículos rodoviários porta-container”.
Em outros países, por medida de segurança, além de cumprirem as normas ABNT acima menciona-
das, deverão também cumprir a legislação vigente em cada país.
C2 - 6 (B09925003 - 07/96)
(B09925003 - ) C3 - 1
3.3 Carroçarias basculantes
Em razão dos esforços ocorrentes, as carroçarias basculantes somente deverão ser montadas em
chassi liberados para esta finalidade (LK, K). Para montagens em outros tipos de chassis, vide ca-
pítulo 1.1.
A montagem de carroçaria basculante sobre o chassi, deve ser efetuada por meio de um quadro au-
xiliar contínuo de aço, conforme capítulo 3.1.1.
O quadro auxiliar deve ser dotado de travessas para a fixação do suporte do cilindro hidráulico e
deve ser fixado diretamente sobre as longarinas do chassi por meio de placas parafusadas com os
dois primeiros pontos fixados por consoles (Fig. N6) ou por grampos tipo “U” (FIg. N7).
Na região das travessas, que devem ser dispostas, na medida do possível, sobre as travessas do
quadro do chassi, bem como na região do suporte do cilindro hidráulico, devem ser soldadas
placas no quadro auxiliar, para guia lateral.
Recomendamos que o ponto de ataque do sistema hidráulico de basculamento esteja a frente
do centro de gravidade da carroçaria + carga útil.
A articulação traseira da caçamba deve ser localizada próximo ao eixo traseiro.
As longarinas do quadro auxiliar devem dispor de um módulo resistente mínimo de 45 cm
3
, por
longarina (vide capítulo 3.1.1, diagrama A).
3.3.1 Sistemas hidráulicos de acionamento
Execuções recomendadas
Fig. P1 -
Ação direta
Baixa pressão
Capacidade volumétrica = 4 a 5m
3
Fig. P2 -
Ação indireta
Baixa pressão
Capacidade volumétrica = 6 a 7m
3
Fig. P3 -
Ação direta (com pistão telescópico frontal - pre-
ferível)
Alta pressão
Capacidade volumétrica = acima de 7m
3
Nota: Considera-se sistema hidráulico de alta pressão quando a pressão de trabalho é igual ou su-
perior a 100 bar (Kgf/cm
2
).
C3 - 2 (B09925003 - )
(B09925003 - 09/98) C4 - 1
3.4 Guindastes montado atrás da cabina
O guindaste montado atrás da cabina deve ser fixado num quadro auxiliar de aço (vide medidas na
tabela C4/1) ou no quadro auxiliar prolongado da carroçaria.
Nota importante:
Ultrapassados os momentos-de-carga máximos acima especificados, torna-se necessária a aplica-
ção de 4 sapatas de apoio, integradas à estrutura inferior do equipamento, as quais deverão supor-
tar e absorver todos os esforços decorrentes da operação do guindaste, ficando o chassi isento dos
mesmos.
Na região onde será montado o guindaste, as longarinas deverão ser do tipo caixa (fechada). A tran-
sição do perfil de caixa fechada para o perfil “U” deverá ser gradual (vide Fig. Q1 e Q2).
Quando à fixação do quadro auxiliar no chassi, vide capítulo 3.2.1 e 3.2.3.
Fig. Q1 -
1. Quadro do chassi
2. Quadro auxiliar
3. Travessa
4. Reforço
5. Parafuso para a fixa-
ção longitudinal
Fig. Q2 -
Tabela C4/1:
PBT
Momento-de-carga máxi-
mo,com 2 sapatas de apoio
(t.m.)
Módulo (momento) de re-
sistência mínimo, por lon-
garina, do quadro auxiliar
(cm
3
)
Medidas recomendadas
para o perfil das longari-
nas do quadro auxiliar
(mm)
Até 9,1 t 3,5 45 120 x 65 x 6
11,5 a 14,5 t 8,0 45 120 x 65 x 6
Acima
de 15,0 t
10,0 45 120 x 65 x 6
C4 - 2 (B09925003 - 09/98)
Para o guindaste deverão ser previstos dispositivos de apoio (disposição na Fig. Q3) os quais deve-
rão estar apoiados ao solo durante a operação.
O comprimento da caixa de carga, bem como o centro de gravidade da carroçaria e carga, devem
ser determinados de acordo com a posição e peso do guindaste, observando-se as cargas admissí-
veis por eixo.
Para montagem de guindaste especiais e no balanço traseiro, inclusive plataforma elevatória, vide
capítulo 1.1.
.
Fig. Q3 -
1. Dispositivo de apoio
2. Quadro do chassi
3. Quadro auxiliar
4. Placas de guia
5. Grampos de fixação
6. Parafusos para a fixação longitudinal do quadro auxiliar
(B09925003 - 07/96) C5 - 1
3.5 Carroçaria tanque
Carroçarias tanques poderão ainda ser montadas sobre o quadro auxiliar, em 3 ou 4 pontos, com
apoios elásticos na dianteira (veículos de combate a incêndios), de forma também a não restringir
a capacidade torsional do quadro do chassi (Fig. R1 e R2).
A fim de não comprometer a perfeita dirigibilidade do veículo, os apoios rígidos devem ser dispos-
tos na parte traseira, não ultrapassando a distância de 1.000 mm, ao centro do eixo traseiro (Fig.
R3).
Os tanques devem ser providos de quebra ondas a fim de atenuar os problemas provenientes da
movimentação dos líquidos transportados.
Para veículos destinados ao transporte de cargas perigosas (líquidos e gases) respeitar os regula-
mentos em vigor em cada país. Eventuais modificações necessárias, requerem aprovação conforme
capítulo 1.1.
Tanques para o transporte de líquido de pesos especificados diferentes, deverão apresentar marca-
ções de enchimento no recipiente, como indicações para a observação dos pesos máximos admissí-
veis.
Para tanques com sub-divisões em câmaras, o fabricante da carroçaria deverá colocar, bem visível
no veículo, os planos de carregamento e descarregamento. Em todo o caso deve haver a garantia de
que as cargas admissíveis sobre os eixos sejam observadas, bem como a carga estática mínima exi-
gida sobre o eixo dianteiro seja atingida sob quaisquer condições de carga.
Fig. R3 - Fixação traseira de carroçaria-tanque (exemplo)
Fig. R1 - Exemplo para fixação dianteira de
carroçarias-tanque (fixação em 4 pontos)
1. Quadro do chassi
2. Quadro auxiliar
3. Apoio elástico
Fig. R2 - Exemplo para fixação dianteira de
carroçaria-tanque (fixação em 3 pontos)
1. Quadro do chassi
2. Apoio elástico
3. Quadro auxiliar
C5 - 2 (B09925003 - 07/96)
(B09925003 - 09/98) C6 - 1
3.6 Carroçarias e equipamentos para cargas perigosas
Quando o veículo for destinado ao transporte de cargas perigosas (líquidos inflamáveis, produtos
químicos, corrosivos, etc.), deverá ser observada a legislação em vigor em cada país. Todas as mo-
dificações necessárias nos chassis estão sujeitas à prévia aprovação, conforme capítulo 1.1.
Os veículos com cabina avançada, quando forem equipados com carroçaria destinada ao transporte
de cargas perigosas, deverão receber uma cobertura de proteção na parte traseira da cabina, sobre
a região da caixa de mudanças, conforme indicada na Fig. S1. Esta cobertura deverá ser removível
para possibilitar a execução dos serviços de manutenção e de reparação do veículo.
Fig. S1 - Cobertura de proteção na parte traseira da
cabina avançada, sobre a região da caixa de mudan-
ças
3.7 Carroçarias especiais
A complementação de veículos especiais com carroçarias de combate e incêndios, coletores/com-
pactadores de lixo, varredeiras, bomba de concreto e outros, deve obedecer igualmente estas dire-
trizes, devendo a respectiva aprovação ser realizada conforme capítulo 1.1.
C6 - 2 (B09925003 - 07/96)
(B09925003 - 07/96) C7 - 1
3.8 Instalação de acoplamento para reboque
Nos veículos em que houver necessidade de um prolongamento do balanço traseiro para a instala-
ção de engate traseiro deverão ser consideradas as diretrizes contidas no capítulo 2.3 - Alterações
no balanço traseiro.
Para a instalação do engate traseiro a última travessa do quadro do chassi deverá ser reforçada de
acordo com a capacidade de tração do engate traseiro e dispor de tirantes ou talas de ligação con-
forme as seguintes situações:
1. Para os veículos que possuem a travessa do feixe de molas traseiro como última travessa (de fe-
chamento), esta poderá ser deslocada para trás, no máximo 350 mm, deverá receber novas talas
de ligação (capítulo 2.3.1, Fig. H1) e ser reforçada de acordo com a capacidade de engate a ser
montado.
2. Para os veículos que possuem uma travessa de fechamento além da travessa do feixe de molas
traseiro, ou quando for instalada uma travessa traseira adicional, deverá ser previsto novas talas
de ligação (capítulo 2.3.1, Fig. H1) ou, quando for instalada uma travessa intermediária, deverá
ser previsto elemento de ligação, tirante (capítulo 2.3.1, Fig. H2 e H3), a fim de assegurar o de-
vido reforço à estrutura de acordo com a capacidade do engate.
Entre as duas últimas travessas deverá ser mantida uma distância mínima de 350 mm para pos-
sibilitar a montagem e desmontagem do engate para reboque na travessa (capítulo 2.3.1, Fig. H2
e H3).
3. Para instalação das conexões de freio para reboque (serviço e emergência), bem como a instala-
ção elétrica para reboque vide capítulo 3.10.2.
4. Na Fig. T1 constam algumas dimensões mínimas recomendadas para possibilitar uma boa liber-
dade para a lança do reboque, podendo estas serem diferentes conforme as necessidades impos-
tas por condições especiais, porém, devendo ser observados os limites legais vigentes em cada
país.
Fig. T1 - Dimensões mínimas recomendadas para
instalação de acoplamento para reboque
C7 - 2 (B09925003 - 07/96)
(B09925003 - 07/96) C8 - 1
3.9 Pára-choque e lanternas traseiras
No Brasil, a instalação de pára-choques traseiros deve atender a legislação vigente, conforme reso-
lução do CONTRAN nº 805/95 e seu anexo. O posicionamento do pára-choque traseiro e suas di-
mensões estão indicadas na Fig. U1.
A resistência do pára-choque e de sua fixação devem ser verificadas através da aplicação de cargas
horizontais aos pontos P1, P2, e P3, cuja localização está indicada na Fig. U2.
Aos pontos P1 e P3, aplicar sucessivamente uma força horizontal igual a 12,5% do peso total máxi-
mo indicado do veículo, porem não superior a 25.000 N.
Os pontos P2, aplicar sucessivamente uma força horizontal igual a 50% do peso total máximo indi-
cado, porem não superior a 100.000 N.
Consultar resolução acima referida, para obtenção dos demais detalhes.
A sobreposição de carrocerias/implementos rodoviários em relação as lanternas traseiras conjuga-
das dos veículos não devem causar diminuição do seu campo de visualização, devendo ser obser-
vada a resolução do CONTRAN nº 692/88, que regulamenta o seu posicionamento e campo de
visualização mínimos necessários (vide Fig. U1.)
Fig. U1 - Posicionamento sugerido para o
pára-choque traseiro
Fig. U2 - Pontos de verificação de
resistência do pára-choque trasei-
ro
a = comprimento do maior eixo
veicular traseiro
C8 - 2 (B09925003 - 07/96)
(B09925003 - 09/98) C9 - 1
3.10 Chassis para caminhões-tratores
Para operação com semi-reboques deveriam ser utilizados somente os chassis liberados especial-
mente para este fim.
Em casos especiais, podem ser utilizados chassis curtos de caminhões médios e semi-pesados, para
aplicações específicas com semi-reboques de um ou de até dois eixos, dependendo do PBTC do ve-
ículo-trator.
3.10.1 Instruções para adaptação da 5ª roda
Estes chassis devem ser equipados com sobrequadro composto de 2 longarinas em perfil “L” para-
fusadas ou rebitadas no quadro do chassi, 2 reforços e 2 travessas localizadas na região da 5ª roda,
e 2 reforços em cantoneiras na extremidade traseira (vide Fig. V1), ou dispor de um quadro auxiliar
contínuo, de aço, integralmente apoiado sobre as longarinas do chassi, chanfrado em sua extremi-
dade dianteira, devendo ser fixado ao quadro do chassi por meio de placas parafusadas (vide capí-
tulo 3.2.3), com um módulo de resistência mínimo de 45 cm
3
por longarinas (perfil “U”
recomendado 120 x 60 x 6,5 mm), de material de qualidade não inferior ao aço ABNT EB-593 LN
28 + Al.
Para fixação do sobrequadro em perfil “L” ou das placas do quadro auxiliar em “U”, deverão ser
aproveitados os furos existentes nos chassis.
A montagem da 5ª roda deve ser efetuada sobre uma base de chapa perfilada, de largura no mínimo
igual a distância entre as superfícies externas do sobrequadro ou do quadro auxiliar, com espessura
de 8 mm e comprimento que proporcione quatro apoios na parte inferior, de 80 mm, no sentido lo-
gitudinal (vide Fig. V1).
As bases da placa na região de contato com a aba superior do sobrequadro ou quadro auxiliar, de-
verão ter os cantos dianteiros arredondados. Deverão ser soldados anteparos de aço na frente e
atrás das sapatas da 5ª roda.
A fim de possibilitar a intercambialidade e montagem da 5ª roda nos caminhões, a placa perfilada
deverá ser furada conforme norma NBR 8357 (ISO 3842), bem como a intercambialidade no acopla-
mento de caminhões-tratores e semi-reboques, a altura da 5ª roda ao solo, deverá ser de 1.250 a
1.350 mm (veículo carregado), conforme indicado na norma NBR 6607 (ISO 1726).
A distância superior dos pára-lamas a aba superior do sobrequadro ou quadro auxiliar (Fig. V1, me-
dida B), deverá ser prevista de tal forma que os mesmos não interfiram com as rodas traseiras do
caminhão-trator, assim como com a estrutura inferior do semi-reboque .
O centro de gravidade da 5ª roda completa (5ª roda, pára-lamas, chapas anti-derrapantes e de co-
bertura, cavalete, etc.) deverá coicindir com a medida “H” indicada nas tabelas de dimensões e pe-
sos contidas no capítulo 1.3, a fim de que se obtenha correta distribuição de pesos nos eixos do
caminhão-trator.
C9 - 2 (B09925003 - 09/98)
Fig. V1 - Montagem da 5ª roda
A. Distância do centro de gravidade ao eixo traseiro
B. Distância do pára-lama à aba superior do sobrequadro
C. Altura do veículo (1.250 a 1.350 mm)
D. Linha de centro do pino-rei
3.10.2 Conexões elétricas e pneumáticas para freio de reboque e semi-reboque
Opcionalmente estão disponíveis tomadas de freio, freio manual e tomada elétrica para reboque e
semi-reboque, conforme códigos de venda 40 B, 41 B e 45 E, respectivamente.
Tendo em vista que as tomadas indicadas na tabela são instaladas na extremidade traseira do qua-
dro do chassi, para operação com reboque, nos casos de utilização como caminhão-trator tracionan-
do semi-reboque, estas tomadas deverão ser instaladas em cavalete apropriado, localizado atrás da
cabina, de tal forma que as correspondentes tubulações de freio e o chicote elétrico não ultrapassem
os limites da aba superior do chassi, a fim de evitar danos às mesmas, por atrito ou enrolamento na
árvore de transmissão.
Os respectivos esquemas de freio básicos dos veículos e esquemas dos circuitos de freio para rebo-
que e semi-reboque, bem como o esquema de ligação da tomada elétrica estão indicadas nas pági-
nas seguintes.
Ref. Qtde Nº de peças Nome
1 1 384 311 76 60 Sobrequadro (perfil esquerdo)
1 1 384 311 77 60 Sobrequadro (perfil direito)
2 2 384 312 73 60 Reforço
3 2 345 312 71 25 Travessa
4 2 384 311 71 53 Cantoneira
5 4 — Anteparo
(B09925003 - 11/97) C9 - 3
Fig. V2 - Esquema da ligação elétrica da tomada para reboque ou semi-re-
boque.
J1 - Tomada para reboque ou semi-reboque
110 — luz de posição traseira esquerda
42 — luz indicadora de direção traseira esquerda
98 — luz de freio
49 — luz indicadora de direção traseira direita
95 — luz de marcha-à-ré
115 — luz de posição traseira direita
Código de cores dos cabos elétricos
gr = cinza
sw = preto
ws = branco
gn = verde
rt = vermelho
br = marrom
Nota: A conexão dos cabos elétricos da tomada para reboque deve ser feita
junto aos respectivos conectores traseiros.
3.10.3 Caminhões-tratores equipados com motor gerenciado eletronicamente
Tendo em vista que, de um modo geral, os semi-reboques tem seu negativo ligado à massa, nos ve-
ículos LS 1938 e L/LK/LS 2638 equipados com motor gerenciado eletronicamente o circuito dos
mesmos deverá ser alterado para utilizar o negativo da tomada do semi-reboque.
Na total impossibilidade de se alterar o circuito do semi-reboque, deverá ser ligado um cabo elétrico
(para aterrar o semi-reboque) no ponto de conexão de massa existente na longarina direita do veí-
culo-trator ao invés de conectá-lo à base da 5ª roda como é feito usualmente.
Veja também as prescrições contidas nos cápitulos 1.7.2 e 1.7.2.1, sobre prevenção de danos aos
módulos eletrônicos e compatibilidade eletromagnética em veículos equipados com motor gerenci-
ado eletronicamente.
C9 - 4 (B09925003 - 11/97)
Esquema básico do freio - L /LK 1218 R, L 1418 R, L/LK 1620 (694.0 e 695.0)
- 1718 K, 1720, 1723 (693.1)
Pressão de alimentação disponível no sistema
Pressão de frenagem
Pressão de alimentação para o acumulador de mola do freio de estacionamento
DE - Grupo gerador de energia
1.01 - Compressor de ar
4.03 - Válvula protetora de quatro circuitos
5.01 - Reservatório de ar comprimido (regenerador do elemento filtrante do secador de ar)
6.13 - Filtro secador de ar com válvula regulador de pressão integrada
DS - Grupo acumulador de energia
5.01 - Reservatórios de ar comprimido
BV - Grupo de válvulas de acionamento
13.02 - Válvula do pedal do freio de serviço
14.12 - Válvula manual do freio de estacionamento
16.01 - Válvula relé do freio de estacionamento
1A - Grupo do eixo dianteiro
20.02 - Cilindros pneumáticos de diafragma
38.02 - Tomada de teste
2A - Grupo do eixo traseiro motriz
22.01 - Cilindros de freio combinado “Tristop”
38.02 - Tomadas de teste
KO - Grupo de lâmpadas-piloto, manômetro e interruptores de pressão
9.01 - Lâmpadas-piloto
a - freio de estacionamento b - baixa pressão pneumática
10.01 - Interruptores da lâmpada-piloto de baixa pressão pneumática
11.02 - Manômetro duplo
MB - Grupo de acionamento do freio-motor
20.05 - Cilindro de acionamento do freio-motor
33.01 - Válvula eletropneumática de acionamento do freio-motor
MA - Grupo de acionamento de parada do motor
20.04 - Cilindro de acionamento da parada do motor
33.01 - Válvula eletropneumática de acionamento da parada do motor
22 24
26
12
1.01
6.13
5.01
4.03
5.01
5.01
20.05
33.01
16.01
14.12
13.02
11.02
10.01
10.01 10.01
9.01 (a) 9.01 (b)
38.02
38.02
20.02
22.01
33.01
20.04
38.02
22
21 23
11
42 41
5,5±0,2 bar 5,5±0,2 bar 5,5±0,2 bar
1
21
25
11
21
12
11
22
3
3
21
3
1
1
0
2
3
23
21
22
11
1
1
1
1
12 11
3
3
2
2
4
2
3
MB
DS
BV
1A
2A
MA
DE
KO
1
B 4 2 - 0 4 5 5 - 6 5
(B09925003 - 07/96) C9 - 5
Esquema básico do freio - LA/LAK 1418
Pressão de serviço
Pressão de atuação
Pressão de frenagem
Drenagem automática
1.1.Compressor de ar
2.1 Regulador de pressão
4.3 Válvula protetora de 4 circuitos
5.1 Reservatórios pneumáticos 40L (V1 e V2) e 20L (V3)
6.1 Válvula de drenagem manual
6.2 Válvula de drenagem automática
8.2 Válvula de retenção
10.2 Interruptores
(a) — da lâmpada-piloto do freio de estacionamento
(b) — da lâmpada-piloto de baixa pressão
11.2 Manômetro duplo
13.2 Válvula do pedal de freio
14.1 Válvula manual do freio de estacionamento
16.1 Válvula relé
20.1 Cilindros pneumáticos de êmbolo
(a) — do freio motor
(b) — da parada do motor
20.2 Cilindros pneumáticos de diafragma
22.1 Cilindros combinados (Tristop)
33.1 Válvulas eletromagnéticas
(a) — de acionamento do freio-motor
(b) — de acionamento de parada do motor
38.2 Tomadas de testes
C9 - 6 (B09925003 - 07/96)
Esquema básico do freio - L/LK/LB 2318, L/LK/LB 2325
Pressão de serviço
Pressão de atuação
Pressão de frenagem
Drenagem automática
1.1.Compressor de ar
2.1 Regulador de pressão
4.3 Válvula protetora de 4 circuitos
5.1 Reservatórios pneumáticos 40L (V1 e V2) e 20L (V3)
6.1 Válvula de drenagem manual
6.2 Válvula de drenagem automática
8.2 Válvula de retenção
10.2 Interruptores
(a) — da lâmpada-piloto do freio de estacionamento
(b) — da lâmpada-piloto de baixa pressão
11.2 Manômetro duplo
13.2 Válvula do pedal de freio
14.1 Válvula manual do freio de estacionamento
16.1 Válvula relé
20.1 Cilindros pneumáticos de êmbolo
(a) — do freio motor
(b) — da parada do motor
20.2 Cilindros pneumáticos de diafragma
22.1 Cilindros combinados (Tristop)
33.1 Válvulas eletromagnéticas
(a) — de acionamento do freio-motor
(b) — de acionamento de parada do motor
38.2 Tomadas de testes
pressão de serviço
pressão de atuação
pressão de frenagem
drenagem automática
(B09925003 - 11/97) C9 - 7
Esquema básico do freio
1218, 1414, 1414 K, 1418, 1418 K, 1714, 1718, 1718 K, 1720, 1721, 1723 (682.0 e 682.1)
Pressão de serviço
Pressão de atuação
Pressão de frenagem
1.1 Compressor de ar
2.1 Regulador de pressão
4.3 Válvula protetora de 4 circuitos
5.1 Reservatórios pneumáticos 40L (V1 e V2)
6.1 Válvula de drenagem manual
8.2 Válvula de retenção
10.2 Interruptores
(a) — da lâmpada-piloto de baixa pressão
(b) — da lâmpada-piloto do freio de estacionamento
11.2 Manômetro duplo
13.4 Válvula do pedal de freio
14.1 Válvula manual do freio de estacionamento
16.1 Válvula relé
20.1 Cilindros pneumáticos de êmbolo
(a) - freio-motor
(b) - parada do motor
20.2 Cilindros pneumáticos de diafragma (freio dianteiro)
22.1 Cilindros combinados Tristop (freio traseiro)
33.1 Válvulas eletromagnéticas
(a) - acionamento do freio-motor
(b) - acionamento da parada do motor
38.2 Tomadas de teste
009.4 Conector múltiplo
600 Placa de ligação
C9 - 8 (B09925003 - 11/97)
Esquema básico do freio - 2414/2418 (682.3)
Pressão de alimentação disponível no sistema
Pressão de frenagem
Pressão de comando do freio de estacionamento e emergência
DE - Grupo gerador de energia
1.01 - Compressor de ar
2.01 - Regulador de pressão
4.03 - Válvula protetora de quatro circuitos
38.02 - Tomadas de teste
DS - Grupo acumulador de energia
5.01 - Reservatórios de ar comprimido
6.01 - Válvula de drenagem de acionamento manual
BV - Grupo de válvulas de acionamento
8.02 - Válvula de retenção
13.02 - Válvula do pedal do freio de serviço
14.01 - Válvula manual do freio de estacionamento
16.01 - Válvula relé do freio de estacionamento
1A - Grupo do eixo dianteiro
20.02 - Cilindros pneumáticos de diafragma
38.02 - Tomada de teste
2A - Grupo do eixo traseiro motriz
22.01 - Cilindros de freio combinado
38.02 - Tomadas de teste
3A - Grupo do 3º eixo
22.01 - Cilindros de freio combinado
KO - Grupo de lâmpadas-piloto manômetro e interruptores de pressão
9.01 - Lâmpadas-piloto
10.01 - Interruptores de pressão
11.02 - Manômetro duplo
MB - MA - Grupos de acionamentos auxiliares
20.01 - Cilindro pneumático do freio-motor.
20.01A - Cilindro pneumático de parada do motor
33.01 - Válvula eletropneumática de comando do freio motor
33.01A - Válvula eletropneumática de comando do mecanismo de parada do motor
(B09925003 - 11/97) C9 - 9
Esquema básico do freio - 1214 C, 1214 K (693.0)
Pressão de alimentação disponível no sistema
Pressão de frenagem
Pressão de alimentação para o acumulador de mola do freio de estacionamento
DE - Grupo gerador de energia
1.01 - Compressor de ar
4.03 - Válvula protetora de quatro circuitos
5.01 - Reservatório de ar comprimido (regenerador do elemento filtrante do secador de ar)
6.13 - Filtro secador de ar com válvula regulador de pressão integrada
DS - Grupo acumulador de energia
5.01 - Reservatórios de ar comprimido
BV - Grupo de válvulas de acionamento
13.02 - Válvula do pedal do freio de serviço
14.12 - Válvula manual do freio de estacionamento
16.01 - Válvula relé do freio de estacionamento
1A - Grupo do eixo dianteiro
20.02 - Cilindros pneumáticos de diafragma
38.02 - Tomada de teste
2A - Grupo do eixo traseiro motriz
22.01 - Cilindros de freio combinado “Tristop”
38.02 - Tomadas de teste
KO - Grupo de lâmpadas-piloto, manômetro e interruptores de pressão
9.01 - Lâmpadas-piloto
10.01 - Interruptores da lâmpada-piloto de baixa pressão pneumática
11.02 - Manômetro duplo
MA - Grupo de acionamento de parada do motor
20.04 - Cilindro de acionamento da parada do motor
33.01 - Válvula eletropneumática de acionamento da parada do motor
B 4 2 - 0 4 6 3 - 6 5
C9 - 10 (B09925003 - 11/97)
Freio para reboque ou semi-reboque
Pressão de serviço
Pressão de atuação
Pressão de frenagem
8.2 Válvula de retenção
13.2 Válvula do pedal do freio
16.1 Válvula relé
18.1 Válvula distribuidora
35.2 Bocal de engate rápido
35.3 Bocal de engate rápido
Freio manual para reboque ou semi-reboque
Pressão de serviço
Pressão de atuação
Pressão de frenagem
4.3 Válvula protetora de 4 circuitos
10.2 Interruptor para luz de freio
13.2 Válvula do pedal de freio
15.1 Válvula manual do freio para reboque
18.1 Válvula distribuidora
28.1 Válvula bidirecional

Instruções para Montagem de Carroçarias e Equipamentos em Caminhões

Mercedes-Benz do Brasil S.A.

1

de acordo com o tipo do veículo.Departamento Engenharia de Serviço e Garantia do Produto Reprodução total ou parcial proibida sem autorização prévia por escrito. LA.A. LK. A identificação desses veículos neste manual é feita como segue: — Veículos com cabina semi-avançada A designação numérica que identifica o modelo é precedida das siglas L. conforme o tipo do veículo. Código: B09 925 003 — Edição: 07/96 2 . Editado pela Mercedes-Benz do Brasil S. XESG .Atenção! Os caminhões médios e semipesados Mercedes-Benz são produzidos nas execuções com cabina semi-avançada e com cabina avançada. Exemplo: LK 1218 L 1620 — Veículos com cabina avançada A designação numérica que identifica o modelo aparece sozinha ou seguida da sigla K. LAK. LB. Exemplo: 1418 1718 K Os caminhões de peso bruto total (pbt) até 11t e os extra-pesados são produzidos somente com cabine semi-avançada.

A. bem como permitir eventuais reclamações de garantia. Mercedes-Benz 3 . para assegurar a durabilidade do chassi e a segurança de marcha. As referidas indicações devem ser rigorosamente observadas. reserva-se o direito de modificar as especificações ou introduzir melhoramentos nos veículos. A MERCEDES-BENZ DO BRASIL S. sem incorrer na obrigação de efetuar as mesmas modificações nos produtos anteriormente fabricados. motores ou chassis a qualquer momento.Introdução As presentes instruções servem como diretrizes para a montagem de carroçarias fabricadas por terceiros.

4 .

6 2.5.3 A5 .1 B6 .1 B5 .2 2.1 A3 .9 B5 .6 2.1 A4 .4.1 B3 .3 2.5.1 A4 .7 1.5.9.5.6 2.2 2.7 2.1 A5 .5.6.19 B5 .6.1 B1 .1 B3 .9 B5 .2 B2 .5 2.1 B5 .7.5 2.19 B5 .4.1 A7 .Índice 1.5.2 1.4.1 1. Propulsor e 3º eixo Terceiro eixo veicular auxiliar Cubos das rodas Sistemas de freios Recomendações para montagem Momento de força de aperto Ajuste dos rolamentos dos cubos do sistema de rodagem Lubrificação dos rolamentos dos cubos Garantia Alteração da distância entre-eixos Introdução Campo de aplicação Aprovação da modificação da distância entre-eixos A1 .5.4 2.1 1.4.3 2.5.19 B5 .2 2.7.1 1.6.5.5.5.15 B5 .2 2.1 B4 .19 B6 .1.5.8 B5 .4.1 A5 .1 B1 .1 B5 .5.3 B4 . 1.15 B5 .2 A6 .4.07/96) .1 2.3.3 Generalidades Aprovação das carroçarias Estrela e emblemas Mercedes-Benz Indicações de dimensões e pesos Rodas Acessibilidade para manutenção Tomada-de-força Tomada-de-força na caixa de mudanças Tomada de força dianteira Sistema elétrico Indicações gerais Prevenção de danos no alternador Instalação de luzes adicionais de sinalização Colocação de roda sobressalente Acesso ao motor Basculamento do capô do motor Basculamento da cabina avançada Perfil das longarinas do quadro do chassi Modificações no chassi Indicações gerais Tomada de ar para serviços auxiliares Furações no quadro do chassi Alterações no balanço traseiro Prolongamento do balanço traseiro Encurtamento do balanço traseiro Prolongamento de cabinas Prolongamento de cabinas semi-avançadas Prolongamento de cabinas avançadas Instruções para adaptação de terceiro eixo veicular auxiliar Objetivo Campo de aplicação Credencial do adaptador Características básicas do veículo adaptado Pesos máximos indicados Dimensões e pesos de referência Quadro do chassi Suspensão nos eixos.4.1 B5 .4 1.1 A1 .4 2.1 A6 .5 2.5.6 1.1 A2 .3. 2.1 2.10 2.3 1.2 1.2 A5 .5.5.5.4.1 2.2 2.1 A2 .9.1 B6 .1 B1 .1 2.1 B5 .8 1.3 1.2 2.9 1.4.1 B6 .3 2.2 1.5 1.1 B3 .2 2.5.1 A3 .1 2.1 5 (B09925003 .1 2.1 B5 .6.2 1.1 B4 .1 B5 .1 2.19 B5 .1 A4 .1 A6 .2 A5 .2 B5 .1 1.4 2.7.6.3 2.5.1 2.

6.1 B6 .2.6 2.8 2.4 2.3 C2 .9.6.3 3.10 B6 .1 3.2.1 C7 .5 2.1 C1 .8 B6 .1 C6 .6.7 3.1 C2 .9 2.2.9.10.4 6 (B09925003 .11 C1 .4 C3 .1 C4 .6.6 B6 .1 C5 .1 3.8.2 3.1 3.1 3.2 3.8 B6 .1.1 C8 .1 2. 3.6.1 2.1 C9 .3 B6 .1 C9 .2 2.2.6 3.1 C9 .3 3.2 C9 .6.7 2.07/96) .3 C2 .6.6.1 C6 .10 3.8 B6 .9 3.9 B6 .8 3.4 3.10 3.2 Secionamento das longarinas Recomendações para soldagem elétrica Reforços do chassi Reposicionamento das travessas do quadro de chassi Árvore de transmissão Ângulo de acoplamento dos flanges Sistema de freios Ferramentas especiais para montagem das conexões nos tubos plásticos Testes para verificação de vazamentos Reposicionamento de componentes de chassi Prescrições para montagem de carroçarias Montagem de carroçarias Quadros auxiliares Fixação das carroçarias Fixação por meio de grampos “U” Fixação por meio de consoles Fixação através de placas parafusadas Normas técnicas para fixação de carga Carroçarias basculantes Guindastes montado atrás da cabina Carroçaria tanque Carroçarias e equipamentos para cargas perigosas Carroçarias especiais Instalação de acoplamento para reboque Pára-choque e lanternas traseiras Chassis para caminhões-tratores Instruções para adaptação da 5ª roda Conexões elétricas e pneumáticas para freio de reboque e semi-reboque Esquemas de freio B6 .1 C1 .6.4 3.2 B6 .2.6.10.5 3.1 C2 .2 C2 .

árvores de transmissão. A documentação acima mencionada relativa à aprovação de projeto.A. bem como deverão ser observados os regulamentos e as disposições legais pertinentes. etc. alavanca da caixa de mudanças. será dada unicamente com respeito à estática e à configuração da carroçaria e não desobriga o fabricante da mesma da prestação de garantia para os trabalhos por ele realizados. Depto. eixos. Generalidades 1. molas.. localização do centro de gravidade (veículo vazio e carregado). desenhos com vistas indicando as principais dimensões. em relação aos elementos da carroçaria. etc.SP 09701-970 Tel. bem como consultas a respeito. A segurança de funcionamento. A aprovação da montagem da carroçaria pela MERCEDES-BENZ DO BRASIL S. deverão ser encaminhadas à: MERCEDES-BENZ DO BRASIL S..A.1 . indicações de pesos nos eixos.A.) e quaisquer outros dados divergentes destas normas.: (011) 758-6726/6729/6731 Fax: (011) 758-7015 (B09925003 . O fabricante de carroçarias/equipamentos deverá também assegurar que o projeto e a construção dos mesmos permitam a liberdade de movimentação e à segurança de funcionamento de todos os componentes móveis do veículo. direção. tanque de combustível.09/98) A1 .TCL Caixa Postal 202 São Bernardo do Campo . não deverá ser afetada pela instalação da carroçaria.1 Aprovação das carroçarias As carroçarias deverão ser fabricadas de acordo com as diretrizes estabelecidas neste Manual de Instruções. detalhes dos pontos de fixação da carroçaria no chassi. não serão aceitas se não forem observadas as diretrizes para fabricação/montagem das carroçarias/equipamentos. Quaisquer reivindicações de garantia e/ou reclamações por danos ou defeitos nos produtos fabricados pela Mercedes-Benz. tirantes e tubulações do sistema de freio. dimensões do quadro auxiliar.1. de serviço e da condução do veículo. eventuais alterações no posicionamento de componentes (reservatórios de ar. Para fins de aprovação e homologação deverá ser apresentada à MERCEDES-BENZ S. por exemplo. em 3 vias. contendo memorial descritivo. a correspondente documentação.

A1 .2 (B09924003 .09/98) .

devendo ser observado. inclusive no caso de montagem de carroçarias de micro-ônibus e furgões integrais por terceiros. no mínimo. Ao projetar as carroçarias e equipamentos. Tolerâncias de peso de + 5% na fabricação são admissíveis pela norma DIN 70020 e devem ser consideradas nos respectivos cálculos. referem-se aos veículos na execução de série. pesos disponíveis para carga + carroçaria. Os dados estabelecidos para: • peso total admissível • carga admissível no eixo dianteiro e • carga admissível no eixo traseiro. evitar uma distribuição unilateral do peso. para proporcionar boa dirigibilidade ao veículo. 1.09/98) A2 . 25% do respectivo peso bruto total. o peso do chassi se alterará conseqüentemente. É importante observar que uma carroçaria com o comprimento além do recomendado. Para veículos de 3 eixos. A carga da roda (metade da carga do eixo). As indicações de pesos contidas em nossos materiais informativos. bem como as dimensões recomendadas para as carroçarias. em caso algum. tornando a direção pesada. deverá ser.2 Estrela e emblemas Mercedes-Benz A estrela e os emblemas fornecidos com os respectivos chassis deverão ser mantidos. pode ocasionar sobrecarga no eixo dianteiro. Determinar o peso efetivo do veículo através da pesagem do mesmo.1 . posição do centro de gravidade para aplicação da carga + carroçaria. Nas tabelas seguintes estão indicados os pesos dos chassis em ordem de marcha. podem ser vistas nas respectivas tabelas de dimensões e pesos. As distâncias entre eixos disponíveis para cada modelo de veículo. Os modelos mais longos são mais apropriados ao transporte de cargas volumosas.3 Indicações de dimensões e pesos As dimensões e os pesos dos chassis poderão ser obtidos através de folhetos e demais materiais informativos. pode gerar sobrecarga no eixo traseiro e falta de aderência nas rodas dianteiras. especialmente em operações urbanas. admite uma tolerância de + 4%. os pesos brutos especificados. uma carroçaria curta. Em caso de montagem de equipamentos especiais ou opcionais. com o comprimento abaixo do recomendado. pesos brutos admissíveis por eixo e total. sob quaisquer condições de carregamento. admite-se um valor mínimo de 20%. dificultando as manobras.1. Por outro lado. (B09925003 . de qualquer forma. A carga estática no eixo dianteiro. não podem ser ultrapassados.

2 Tabela A2/1: Dimensões e pesos de referência D A 712 C/31.45 (B09925003 .40 E F G H I J M (min) 440 440 440 9100 10000 625 ± 25 5.40 2.25/2.0+0.40 9100 645 ± 25 5.0+0.40 2.45 2.25/2.09/98) .A2 .5 712 C/37 914 C/37 B 4X2 4x2 4x2 C ED 3150 3700 3700 2020 2080 2210 ET 920 930 1020 T 2940 3010 3230 ED 880 820 990 ET 3880 3870 4880 T 4760 4690 5870 ED 2900 2900 3200 ET 4800 4800 5900 T 7700 7700 9100 580 ±25 4.2+0.

Peso total Notas: 1.Veículo B .Legenda A . 3.3 . o balanço traseiro deve ser prolongado devidamente (vide capítulo 2.Peso máximo para carroçaria e carga (kg) F . kg (PBTC) H .Peso máximo admissível para veículo carregado. (B09925003 . sem motorista (kg) E . carga a granel.Comprimento externo recomendado para carroçaria (m) J . Os pesos indicados referem-se à execução de série. A COMPLEMENTAÇÃO DOS CHASSIS DEVE ATENDER ÀS PRESCRIÇÕES TÉCNICAS DA MERCEDES-BENZ.Largura externa recomendada para carroçaria (m) M . 2.Eixo traseiro T .Distância mínima entre o eixo dianteiro e a carroçaria ED . peso bruto (kg) G .09/98) A2 .Peso do chassi em ordem de marcha. ou material a granel.Peso bruto total combinado. As tolerâncias indicadas para as carroçarias não são válidas para o transporte de líquidos.Eixo dianteiro ET . embalagens padronizadas de mesmo peso e volume e.3.9). cargas uniformemente distribuídas e indivisíveis.1) e observadas as prescrições para instalação do parachoque traseiro (vide capítulo 3.Distância entre eixos (mm) D . Para utilização destas tolerâncias.Tração C . No caso de transporte de líquidos. de forma a obter-se correta distribuição de carga nos eixos. o dimensionamento deve observar o correto posicionamento do centro de gravidade (H). equipamentos especiais.Centro de gravidade para carga e carroçaria (mm) I .

A2 .90) 5 m3 6.90) 7.80 (+0.4 Tabela A2/2: Dimensões e pesos de referência A LK 1218R/42* L 1218R/51 L 1418R/51 LAK 1418/42 LA 1418/51 LK 1620/42 L 1620/51 L 2318/51 L 2318/51 LB 2318/42 LK 2318/42 LK 2325/42 LB 2325/42 L 2325/51 L 2638/54 LK 2638/40 B 4x2 4x2 4X2 4x4 4x4 4x2 4x2 6x2 6x4 6x4 6x4 6x4 6x4 6x4 C 4200 5170 5170 4200 5170 4200 5170 5170 5170 4200 4200 4200 4200 5170 ED 2860 2830 2920 3220 3250 2850 2970 2990 2990 3060 3040 3530 3520 3580 4730 4410 D ET 1880 1780 1910 2030 2010 2060 1930 3640 3920 3940 3920 4100 4100 4240 5500 4680 T 4740 4610 4830 5250 5260 4910 4900 6630 6910 7000 6960 7630 7620 7820 10230 9090 ED 1240 1270 1580 1280 1250 2150 2030 2010 2010 1940 1960 1470 1480 1420 1270 2370 1590 2690 E ET 6420 6520 8090 7170 7190 8440 8570 13860 13580 13560 13580 13400 13400 13260 11500 20500 12320 21320 T 7560 7690 9670 8250 8240 10590 10600 15870 15590 15500 15540 14870 14880 14680 12770 22870 13910 24010 ED 4100 4100 4500 4500 4500 5000 5000 5000 5000 5000 5000 5000 5000 5000 6000 7100 6000 7100 F ET 8300 8300 10000 9200 9200 10500 10500 17500 17500 17500 17500 17500 17500 17500 17000 26000 17000 26000 T 12300 22500 660 ±50 12300 22500 820 ±50 14500 27000 840 ±50 13500 27000 600 ±50 13500 27000 720 ±50 15500 32000 850 ±50 15500 32000 990 ±50 22500 30000 740 ±25 22500 30000 755 ±25 22500 30000 610 ±25 22500 30000 615 ±25 22500 42000 480 ±25 22500 42000 485 ±25 22500 42000 565 ±25 23000 45000 615 ±25 33100 123000 23000 45000 530 ±25 33100 123000 G H I 4 a 5 m3 5.80/8.40 7.40 (5) 10 a 14 m3 M (min) 160 160 160 100 100 160 160 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 (B09925003 .70+0.40+0.30 6 m3 5.30 7.80+0.90) 5.00+0.09/98) 6x4 5350 6x4 3950 *) Para exportação .80 (+0.40+0.80 (+0.40 3) 9 m3 9m3 3) 7.40 7.

Comprimento de carroçaria para veículos com balanço traseiro prolongado. peso bruto (kg) G . As tolerâncias indicadas entre parênteses referentes ao comprimento externo recomendado para as carroçarias. devendo o balanço traseiro ser prolongado devidamente (vide capítulo 2.Peso bruto total combinado.Peso do chassi em ordem de marcha. 5. 3.Centro de gravidade para carga e carroçaria (mm) I .Tração C . Veículos especiais para montagem de betoneiras. que corresponde a 60% da distância entre-eixos. cargas uniformemente distribuídas e indivisíveis. sendo que para garantir adequada dirigibilidade. devendo também ser observadas as prescrições contidas no cap.Veículo B .11/97) A2 .9.Eixo dianteiro ET .Legenda A . ou material a granel.Peso máximo admissível para veículo carregado. representam a diferença para atingir o limite máximo regulamentar do balanço traseiro.3.1. correspondem ao peso bruto total técnico e à capacidade máxima de tração (CMT). destacadas em negrito. 6.Eixo traseiro T .Distância entre eixos (mm) D . Em quaisquer condições de carregamento.Distância mínima entre a cabina e a carroçaria ED .Largura externa recomendada para carroçaria (m) M . deve ser em função do centro de gravidade indicado na coluna H.). (B09925003 . os pesos brutos máximos especificados para os eixos dianteiro e traseiro. 4. 2. 3. A montagem de carrocerias especiais e outros equipamentos.) e observadas as prescrições para instalação do pára-choque traseiro (vide capítulo 3. sem motorista (kg) E . As indicações de peso e centro de gravidade para L/LK 2635.Comprimento externo recomendado para carroçaria (m) / Capacidade volumétrica para carroçarias basculantes (m3) J . A COMPLEMENTAÇÃO DOS CHASSIS DEVE ATENDER ÀS PRESCRIÇÕES TÉCNICAS DA MERCEDES-BENZ. kg (PBTC) H . 20% do peso bruto total para veículos de 3 eixos.Peso total Notas: 1. não devem ser ultrapassados. A capacidade volumétrica recomendada para a montagem de básculas depende do peso do equipamento basculante e do peso específico do material a transportar. Os pesos indicados referem-se à execução de série.Peso máximo para carroçaria e carga (kg) F .3. Tolerâncias não são aplicáveis para o transporte de líquidos. o peso no eixo dianteiro não deve ser inferior a 25% do peso bruto total para veículos de 2 eixos e.5 .

6 Tabela A2/3: Dimensões e pesos de referência A B C D ED 2650 2590 2960 2820 3060 3000 3070 3210 2960 3000 ET 1630 1560 1820 1860 1650 1910 1620 1960 3340 3700 T 4280 4150 4780 4680 4710 4910 4690 5170 6300 6700 ED 1450 1510 1540 3180 2940 3000 2930 2790 3040 3000 E ET 6670 6740 8180 8640 8850 8590 8880 8540 14160 13800 T 8020 8150 9720 11820 11790 11590 11810 11330 17200 16800 ED 4100 4100 4500 6000 6000 6000 6000 6000 6000 6000 F ET 8300 8300 10000 10500 10500 10500 10500 10500 17500 17500 T 12300 12300 14500 16500 16500 16500 16500 16500 23500 23500 G 20000 20000 30000 30000 33000 33000 33000 35000 31000 31000 H 625±50 835±50 765±50 970±50 900 ±50 1250±50 1280±50 1270±50 975 + 25 985 + 25 I 4 a 5 m3 7.00 (+0.A2 .20 (+1.10) 6.00) 8.00) M min 440 440 590 590 590 590 590 590 440 440 1214 K/36 4x2 3600 1214 C/48 4x2 4830 1418 R/48 4x2 4830 1718 K/36*) 4x2 3600 1720 K/36 4x2 3600 1720/48 4x2 4830 *) 4x2 5170 1720/51 1723/51 4x2 5170 2418/48 6x2 4830 2418/48 6x4 4830 *) Para exportação.60 (+1.10 (+0.05) 8.60 (+1.05) 6.10) 6 a 7 m3 6 a 7 m3 6.11/97) .15) 7.00 (+1. (B09925003 .20 (+1.

2. depende do peso do equipamento basculante e do peso específico do material a ser transportado. sem motorista (kg) E . materiais à granel.1) e a observância das prescrições para instalação do pára-choque traseiro (vide capítulo 3. A capacidade volumétrica recomendada para montagem de básculas.Peso máximo admissível para veículo carregado.3. representam a diferença para atingir o limite máximo regulamentar do balanço traseiro. considerando-se o afastamento da carroçaria em relação à linha de centro do eixo dianteiro (medida M).Centro de gravidade para carga e carroçaria (mm) I .Peso total M .Afastamento mínimo do eixo dianteiro a carroçaria Notas: 1. (B09925003 . peso bruto (kg) G .Peso bruto total combinado. O comprimento padrão recomendado para a carroçaria. 3. o peso no eixo dianteiro não deve ser inferior a 25% do peso bruto total para veículos de 2 eixos e. ou.9). Em quaisquer condições de carregamento. AS COMPLEMENTAÇÕES DOS CHASSIS DEVEM ATENDER ÀS PRESCRIÇÕES TÉCNICAS DA MERCEDES-BENZ. Para o transporte de líquidos.7 . Os pesos indicados para os chassis referem-se a veículos na execução de série.Peso máximo para carroçaria e carga (kg) F . torna-se necessário o prolongamento do balanço traseiro (vide capítulo 2.Veículo B . sendo que para atingir adequada dirigibilidade. kg H . 4.Eixo dianteiro ET . os pesos brutos máximos especificados nos eixos dianteiro e traseiro não devem ser ultrapassados. bem como a montagem de carroçarias especiais e outros equipamentos.Eixo traseiro T . o qual corresponde a 60% da distância entre eixos. 20% do peso bruto total para veículos de 3 eixos.09/98) A2 . cargas uniformemente distribuídas e indivisíveis.Tração C . 3.Comprimento externo recomendado para carroçaria (m) / Capacidade volumétrica para carroçarias basculantes (m3) ED .3. devendo ser observadas também as prescrições contidas no cap.Para utilização destas tolerâncias nos veículos 2418/48. refere-se ao veículo na execução de série.Peso do chassi em ordem de marcha.Legenda A . As tolerâncias indicadas entre parênteses na coluna I.Distância entre eixos (mm) D . deve ser observada a dimensão “H” para o correto posicionamento do centro de gravidade.

Indicações de peso referentes à capacidade técnica do veículo estabelecida pela fábrica. peso bruto (kg) Notas: 1.09/98) . (B09925003 .8 Tabela A2/4: Dimensões e pesos de referência (para cavalos mecânicos) A 1723 S/32 B 4x2 C 3200 4500 4600 3950 D ED 3120 4000 4530 4640 ET 2030 3100 3050 5310 T 5150 7100 7560 9950 ED E ET 7970 (1) 2880 8470 (2) 6900 (1) 1000 7400 (2) 6950 (1) 1470 8950 (2) 1360 (1) 11690 (1) 2460 (2) 20690 (2) T ED 10850 (1) 6000 11350 (2) 7900 (1) 5000 8400 (2) 8420 (1) 6000 10420 (2) 13050 (1) 6000 (1) 23150 (2) 7100 (2) F ET 10000 (1) 10500 (2) 10000 (1) 10500 (2) 10000 (1) 12000 (2) 17000 (1) 26000 (2) T 16000 (1) 16500 (2) 15000 (1) 15500 (2) 16000 (1) 18000 (2) 23000 (1) 33100 (2) G 33000 45000 (1) 66000 (2) 45000 (1) 80000 (2) 45000 (1) 123000 (2) H 750±50 580±50 420 a 870±50 275±50 LS 1632/45 4x2 LS 1938/46 4x2 LS 2638/40 6x4 Legenda A .A2 .Eixo dianteiro D .Peso máximo para semi-reboque + carga. no ponto de apoio da 5 F .Tração H .Veículo G . kg B .Peso total E . 2.Posição da 5ª roda à frente do eixo traseiro C . sem motorista (kg) ET .Distância entre eixos (mm) ED .Peso do chassi em ordem de marcha.Eixo traseiro a roda (kg) T .Peso máximo admissível para veículo carregado. Indicações de peso referentes à capacidade autorizada pela legislação brasileira.Peso bruto total combinado.

).1. bem como possibilitar a remoção e instalação de quaisquer componentes do veículo. 1. Sempre que for necessário. reparos.5 Acessibilidade para manutenção A carroçaria deverá prever livre acesso para execução dos serviços de manutenção (lubrificação. etc. sem interferências. regulagens. (B09925003 . feixes de molas. (Exemplo: remoção da bóia do tanque de combustível). etc. tais como: motor. estas deverão ter furos ou serem dimencionadas de forma a permitir a ventilação dos cubos das rodas.4 Rodas A carroçaria deverá ser montada de modo a garantir espaço suficiente para a livre movimentação das rodas.1 . dispor tampas removíveis e/ou portinholas que possibilitem a fácil execução dos diversos serviços de manutenção e reparação do veículo. Se forem empregadas calotas.07/96) A3 . caixa de mudanças.

07/96) .2 (B09925003 .A3 .

Caixa de mudanças V.97/0. etc.1 .48 0. Disposição de montagem da tomada-de-força Nota: Consultas sobre aplicação de tomadas-de-força na caixa de mudanças para outros tipos de veículos.6.97 0.1. Motor III.48 0. guinchos-socorros.5 V NA 3/60 1b NA 3/60 1b VI 0. tais como: carroçarias basculantes.43 ZF N 353/1b L/LK 1620 OM 366 LA 150/2600 ZF S5-680/7.42 0. Relação de transmissão da tomada-de-força (iTDF) (Velocidade do eixo da tomada-de-força = iTDF x rpm do motor) VII.47 0. a partir da rotação do motor VIII. em kW/rpm IV. de série.09/98) A4 .1. Potência do motor. disponível na tomada-de-força à rotação de potência contínua indicada. guindastes. Veículo II. Momento de força em Nm.6 Tomada-de-força 1. com tomadade-força na caixa de mudanças para possibilitar o acionamento de equipamentos auxiliares. Tabela A4/1: Características técnicas das tomadas-de-força I II III IV G3/60-5/7.5 G3/55-6/8. (B09925003 . proceder conforme indicado no capítulo 1. IX. Tomada-de-força VI. Potência contínua da tomada-de-força em kW.1 Tomada-de-força na caixa de mudanças Somente os chassis para caminhões basculantes (LK. Na tabela a seguir estão indicadas as características técnicas das tomadas-de-força correspondentes a cada aplicação.43 ZF N 353/1b 1720/1720 K L/LK 2325 L/LK 2635 OM 449 A 185/2100 OM 447 LA 260/2100 ZF 8S-135 ZF 16S-160 ZF N 70/1b ZF N 70/1b Legenda I.82 VII 54/2400 54/2400 70/2400 70/2400 115/1900 115/1900 VIII 456 514 600 600 600 600 IX A1 A1 A3 A3 A2 A2 LA/LAK 1418 OM 366 A 135/2600 L/LK 2318 1214 K 1214 C LK 1218 R LK 1418 R 1718 K OM 364 LA 105/2600 OM 366 LA 125/2600 ZF S5-680/7. K) são equipados.

G3/55 e G3/60 Fig. A1 .09/98) . A2 .Tomada de força NA 3/60 1b acoplada às caixas de mudanças MB G3/50.Fig.Tomada de força ZF N 70/1b acoplada à caixa de mudanças ZF 8S 135 e ZF 16 S 160 A4 .2 (B09925003 .

Fig. A3 - Tomada de força ZF N 353/1b acoplada à caixa de mudança ZF S 5-680 1.6.2 Tomada de força dianteira Para instalação de equipamentos frigoríficos, ar condicionado e outros, o veículo deverá dispor de uma tomada-de-força dianteira para acionamento do compressor ou bomba hidráulica. Tendo em vista que os veículos são equipados com um alternador previsto para atender aos equipamentos básicos, deverá ser verificada a necessidade de equipá-los com um alternador de maior capacidade, em razão do maior consumo de corrente exigida pela instalação desses equipamentos adicionais. Consultas a respeito, vide capítulo 1.1.

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A4 - 3

A4 - 4

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1.7 Sistema elétrico 1.7.1 Indicações gerais O compartimento de bateria deve ser convenientemente ventilado e acessível para manutenção da bateria e cabos. Evitar chamas expostas e faíscas próximo à bateria, pois dela emanam gases inflamáveis que podem causar explosões. A central de distribuição elétrica está localizada em um compartimento no painel do veículo, (vide Fig. B1). Os fusíveis e relés dos circuitos elétricos podem ser identificados através do adesivo aderido na face interna da tampa da central elétrica (execução I) ou na face interna do pára-sol (execução II). Para instalações adicionais poderão ser utilizados os fusíveis disponíveis (reserva) e, se necessário, prever a instalação de mais uma base de fusíveis no espaço disponível na central elétrica. Se for necessário instalar relés adicionais, prever a montagem dos mesmos nos espaços vazios previstos para esta finalidade. Os chicotes da instalação elétrica formam um sistema totalmente protegido contra umidade, sujeira e outros materiais estranhos. Em hipótese alguma é admissível cortar o isolamento da instalação elétrica do veículo. ATENÇÃO! QUANDO FOR EFETUAR TRABALHOS DE SOLDAGEM NA ESTRUTURA DO VEÍCULO, DESLIGAR PREVIAMENTE TODOS OS CHICOTES ELÉTRICOS DO PAINEL DE INSTRUMENTOS E DOS MÓDULOS ELETRÔNICOS PARA EVITAR DANOS NESTES COMPONENTES.

(Execução I) Fig. B1 - Localização da central elétrica Execução I - Veículos com painel modular Execução II - Veículos com painel inteiriço

(Execução II)

(B09925003 - 09/98)

A5 - 1

• Jamais realizar uma solda elétrica próximo a sensores. é necessário que sejam observados estes procedimentos para os novos veículos equipaA5 . etc). • Não utilize ferramentas para remoção dos conectores. os sensores e suas conexões. Se isto ocorrer. o módulo pode ser danificado. atuadores. A placa de resfriamento pode ser removida do PLD através da soltura de seus quatro parafusos de fixação.10. • As baterias devem ser desconectadas para que seja feito o seu carregamento e deve ser observado o manual de instruções do carregador. o massa do aparelho de solda deve estar diretamente ligado à peça que vai ser soldada. • Não expor a temperaturas acima de 60°C. • Para partir o motor. 15 acionado (chave de contato ligada).2 (B09925003 . especialmente sobre o PLD. • Ao realizar soldas com aparelho de solda elétrico. Esta operação deve ser realizada apenas com as mãos.09/98) . • Não aplicar jato de água pressurizado para lavagem do motor. • Na remoção do PLD não é necessário interromper o circuito de combustível de resfriamento. por quaisquer meios. • A conexão errada (inversão dos pólos das baterias) pode danificar o módulo PLD. qualquer equipamento elétrico/eletrônico a ser instalado nesses veículos. • O chicote do motor (conector de 55 vias) não é protegido contra curto circuito ao positivo. A contaminação dos conectores pelo óleo Diesel deve ser evitada. • Jamais conectar o PLD e/ou FMR/ADM com o KL. • Evitar acionar através de “tranco”.2 Prevenção de danos aos módulos eletrônicos dos veículos com motor eletrônico Os chassis de caminhões leves 712 C e 914 C.3 as indicações para o circuito elétrico dos semi-reboques a serem acoplados aos novos caminhões extra-pesados LS1938 e L/LK/LS 2638. conectado ao polo negativo da bateria através do ponto de massa existente na longarina do veículo (dispositivo isola polo negativo da massa). B) No armazenamento: • Manter os conectores protegidos de agentes contaminantes e de impactos mecânicos. os novos veículos com injeção eletrônica de combustível terão o sistema de massa (retorno dos pontos negativos) ligados diretamente ao polo negativo da bateria. • Jamais desconectar as baterias com o motor funcionando. sem que as baterias estejam conectadas. • Jamais realizar ligação direta no motor de partida para acionar o motor Diesel. deverão ter o seu polo negativo. quando o mesmo for submetido a estufa em temperaturas acima de 80°C. especialmente nos veículos encarroçados (manter apenas a chave geral original do veículo.2.1. Desta forma. manuseio e manutenção: • Jamais tentar acionar o motor. pedaços de arame. • Jamais realizar emendas nos chicotes conectados aos módulos. • Retirar os módulos do veículo. O auxílio de partida pode ser feito somente com baterias auxiliares carregadas e ligadas em paralelo às baterias do veículo (“chupeta”). Importante: Vide no item 3. Assim. Haverá um ponto “negativo” na central elétrica.1 Compatibilidade eletromagnética (EMC) A fim de se evitar problemas de compatibilidade eletromagnetica. Previamente deve-se desconectar as baterias e todos os módulos de sistemas eletrônicos. Para evitar danos aos módulos eletrônicos PLD e FMR/ADM destes veículos deverão ser rigorosamente observadas as seguintes medidas: A) No encarroçamento. caso exista). • Não adicionar chave geral no circuito elétrico principal do veículo. Isto pode gerar futuros problemas de mau contato.2 Nm.7. O torque de reaperto destes parafusos é 8 ± 1. módulos e chicotes elétricos. e os chassis de caminhões extra-pesados LS 1938 e L/LK/LS 2638 são equipados com motor gerenciado eletronicamente. no caso de baterias descarregadas (auxílio de partida) não utilizar um carregador ligado em paralelo.7. • Não se deve fazer medições nas conexões com material inadequado (ponta de prova. 1. Curto circuitos contra o massa (negativo) não oferecem danos ao módulo.

B2.3 . através do ponto de conexão existente na longarina. a fim de se evitar problemas de compatibilidade eletromagnética (EMC) posteriores. de indicadores adicionais (pressão de óleo do motor. Para ligação do acelerador manual ao módulo ADM. etc.Interruptor a ser adaptado (tecla no painel de instrumentos) S2 . Fig.Esquema de ligação do acelerador manual ao módulo ADM U27 . chassi e motor isolados. disponível nos escritórios regionais Mercedes-Benz. vide esquema na Fig. (B09925003 . em alguns Concessionários e na nossa área de Pós-Venda em Campinas (fone 725-3750). Será aplicada aos esquemas elétricos e a etiqueta de fusíveis a nota abaixo: Nota: O circuito negativo deste veículo retorna ao polo negativo da bateria.2. o que deve atender a maior parte das aplicações de implementos com acionamentos auxiliares. B2 .Negativo Para aplicações especiais como instalação de ar condicionado. tacômetro. quando da instalação de acionamentos auxiliares.Módulo de comando eletrônico ADM S1 . Qualquer sistema elétrico adicional deverá ter o circuito negativo ligado diretamente ao polo negativo da bateria.7. temperatura do líquido de arrefecimento.2 Acionamentos auxiliares em veículos equipados com motor gerenciado eletrônicamente Nos novos veículos equipados com motor gerenciado eletrônicamente existem recursos que poderão ser utilizados através do módulo de comando eletrônico do veículo .) e outros. alguns recursos poderão ter seus parâmetros ajustados/alterados através do equipamento HHT.Interruptor a ser adaptado (tecla no implemento) .ADM. 1.dos com o motor gerenciado eletronicamente. estando portanto a cabina.09/98) A5 . O módulo ADM já dispõe a função/parâmetros para controlador de rotação fixa e para controlador de rotação variável (acelerador manual) habilitados/programados com valores de fábrica.

Não desligar os cabos da bateria ou outros cabos do sistema de carga com o motor funcionando. 4. uma roda sobressalente adicional poderá ser instalada ou a original poderá ser reposicionada. Não “carregar” a bateria com os cabos conectados. com lanternas de sinalização que atendem às normas vigentes no país. a aplicação de um número excessivo de lanternas adicionais.7. Quadro do chassi 2. consequentemente. sobrecarregando diversos componentes do sistema elétrico e implicando. principalmente do interruptor das luzes.09/98) . têm-se constatado casos de veículos que recebe. Suporte da roda sobressalente 3. devendo-se instalar uma chapa de reforço na parte interna da alma da longarina conforme figura abaixo. 1.7. 1.8 Colocação de roda sobressalente Se necessário. 5. Chapa de reforço 4. Fig. de série. Não desligar a chave de contato com o motor funcionando. seja introduzido um circuito de proteção (composto por relé auxiliar).4 (B09925003 .Reforço para montagem de roda sobressalente 1.2) A5 . Não soldar nenhuma parte do veículo com solda elétrica sem primeiro desconectar os cabos da bateria e do alternador. Não tentar polarizar o alternador.1.4 Instalação de luzes adicionais de sinalização Embora os nossos veículos sejam equipados. 7. 6. utilizar voltímetro ou lâmpada de provas. em possível falha prematura dos mesmos. carroçaria ou semi-reboque. Em veículos com acionamento mecânico de parada do motor. C1 . Furações no quadro do chassi (vide capítulo 2. 3. parar o motor antes de girar a chave de contato para a posição desligada. Para eventuais testes. Visando evitar a sobrecarga de tais componentes. Não movimentar o veículo para funcionar o motor com a bateria desligada. recomendamos que na eventual aplicação de lanternas/lâmpadas adicionais. lateralmente no quadro. na cabina.3 Prevenção de danos no alternador 1. Não testar a bateria fechando seus terminais em curto-circuito. 2.

1. D1 1.1 . para prevenir eventuais acidentes ou danos ao bascular a cabina para a frente.9 Acesso ao motor 1. D2 - (B09925003 . — parar o motor.2 Basculamento da cabina avançada A cabina avançada tem como característica o avanço em relação ao eixo dianteiro e o sistema de basculamento. Portanto. certificar-se de que o espaço a frente do veículo seja suficiente e que esteja livre de objetos que possam interferir na abertura do capô e causar eventuais danos.9. Antes de bascular o capô destes veículos. Fig. é importante observar as seguintes orientações: — estacionar o veículo em local plano e acionar o freio de estacionamento.07/96) A6 . — certificar-se que não haja objetos soltos no interior da cabina. — fechar ou abrir completamente a tampa dianteira da cabina. Fig.1 Basculamento do capô do motor Os veículos com cabina semi-avançada possuem o capô do motor basculável para frente.9. — observar que o espaço em frente ao veículo esteja livre de pessoas e objetos e. que seja suficiente para permitir a inclinação total da cabina para frente.

A6 .2 (B09925003 .07/96) .

6 169.5 E (mm) 852.5 65 73.1 .5 E2 LN 50 176 176 256 256 256 256 65 65 906 906 +5 0–2 +5 0–2 9 9 218. E1 Fig.5 Execução Fig. E2 LN 28 LN 28 *) Somente para referência Wx .5 194. E2 Material LN 38 LN 28 LN 50 LN 28 LN 50 169.5 218.7 191.5 Fig.Módulo resistente por longarina (B09925003 .09/98) A7 .6 903 903 903 903 +5 0–2 +5 0–2 +5 0–2 +5 0–2 +5 0–2 F (mm) 6.5 255 255 73. E2 Tabela A7/1: Perfil das longarinas do quadro do chassi Modelo 712 C 914C L/LK 1218 R L 1418 R LA/LAK 1418 L/LK 1620 1418 R 1718 K 1720/1720 K 1723 L/LK/LB 2318 L/LK/LB 2325 2414 2418 A (mm) 147.10 Perfil das longarinas do quadro do chassi Fig.6 255 255 254 255 C (mm) 132.5 903 7 191.5 169.5 73. E1*) Fig. E2 Fig. E2 Fig.5 B (mm) 182.2 191.1. E2 Fig. E1 - Fig.3 7 7 8 7 Wx (cm3) 92.5 174 169.6 255 255 190 255 D (mm) 65 73.5 191.

09/98) .2 (B09925003 .A7 .

2. Também não serão admitidas soldas nos componentes do veículo.1 . o veículo que tiver modificadas suas características básicas ou estruturas originais. como a distância entre-eixos (alongamento ou encurtamento). bem como o chicote elétrico.6). serão de responsabilidade do fabricante de carroçarias. furações. Por questões de segurança veicular. a fim de não danificá-las quando da execução de soldas. ainda. desconectar os cabos da bateria e do alternador e ligar o terminal “massa” da máquina de soldar diretamente na peça a ser soldada. de acordo com a resolução do CONTRAN nº 727/89. (B09925003 . No Brasil. As características da suspensão não poderão ser alteradas sem nossa autorização.1 Indicações gerais Eventual aprovação de modificações em quadro de chassis.09/98) B1 . Salientamos. eixos. Não é permitido fazer nenhum tipo de fixação através de qualquer processo de soldagem nas longarinas do chassi sem nossa prévia autorização (com excessão das emendas provenientes do prolongamento do balanço traseiro descrito no capítulo 2. não serão admitidas alterações no sistema de direção. somente poderá ser concebida pela Mercedes-Benz quando for possível determinar previamente. F1 2. nem de resistência. caixa de mudanças. realizados durante a montagem de carroçarias sobre o chassi. Modificações no chassi Atenção: As tubulações plásticas do sistema de freio e de combustível. nem de durabilidade. que quaisquer alterações eventualmente processadas no quadro do chassi. sistemas de freios e fixação dos pedais. Fig. licenciado ou terá renovada a licença anual quando a alteração for previamente autorizada pela Autoridade de Trânsito e comprovada a segurança veicular por intermédio do “INSTITUTO TÉCNICO OFICIAL”. etc. ou das alterações da distância entre eixos indicada no capítulo 2. mesmo que previamente aprovadas pela Mercedes-Benz. deverão ser convenientemente protegidas ou até desmontadas nas regiões críticas. esmerilhamento e cortes em geral. somente será registrado. tanto quanto ao funcionamento como à durabilidade.3. que tais modificações não acarretarão problemas funcionais. Nos trabalhos de solda elétrica. sem realizar testes experimentais ou recálculos de resistência. tais como motor.

2). Em casos especiais. a tomada de ar deverá ser feita sempre na saída 26 da central de válvulas da unidade modular localizada junto aos reservatórios de ar. não prever raios inferiores ao indicado na Fig. suspensor pneumático.. Não sendo possível. Nota: Para a adaptação de 3º eixo auxiliar não é necessária a instalação de reservatório adicional (vide capítulo 2. deverá ser prevista proteção destes componentes ao calor. A conexão múltipla possui rosca M12 x 1. Quando instalar reservatórios adicionais. etc.5) B1 .Em outros países observar eventuais regulamentações. Se for prolongado o tubo de escapamento atrás do silencioso. As tubulações ou condutos de plástico. a tomada de ar deverá ser feita exclusivamente na conexão múltipla conectada na saída 24 da válvula protetora de quatro circuitos. 200 mm do sistema de escapamento. ou ainda fazer a tomada de ar em qualquer outro ponto que altere a eficiência dos freios do veículo. não é permitido seccionar tubos dos circuitos dos freios ou executar furos em reservatórios.Nos veículos equipados com reservatório “úmido”. Desta forma. É inaceitável a alteração na regulagem das pressões estabelecidas para os circuitos da válvula protetora de 4 circuitos. através de conexão de engate rápido Voss (vide Fig. Para esta tomada de ar deverão ser consideradas as seguintes diretrizes: 1 . Fig. prevista para esta finalidade (vide Fig.1. idênticos aos originais do veículo. F2. serão permitidas furações no quadro do chassi. conforme descrito em “Furações no quadro do chassi”. 2 .2 (B09925003 . 2. cabos elétricos e rodas com pneus de reserva deverão distar. Para os veículos equipados com secador de ar comprimido. no mínimo. F2 .1 Tomada de ar para serviços auxiliares (acessórios) Para carroçarias/equipamentos montados sobre caminhões médios e semipesados (equipados com motores OM 366) que necessitam de ar comprimido para acionamentos auxiliares (acessórios) . cilindros de comando. (vide capítulo 2. pressurização de tanques de água e de combustível. não utilizar tubo de menor secção interior devendo ser prevista a fixação deste prolongamento no chassi através de elementos elásticos. a pressão cairá e consequentemente haverá o fechamento do circuito na válvula de proteção. F5). considerar a montagem de válvulas de retenção para evitar eventuais quedas de pressão nos circuitos de freio do veículo. deverão ser previstos reservatórios de ar adicionais instalados nas carroçarias/ equipamentos com capacidade de ar adequada ao consumo dos acessórios.5.Raio mínimo admissível de curvatura do tubo de escapamento. F3 e F4). por exemplo. de 260 litros/min.Para os casos em que a demanda de ar for superior a capacidade de alimentação do compressor. Se houver necessidade de curvar o tubo de escapamento.09/98) .

F3 . F5 .07/96) B1 . F4 .Fig.3 .Conexão para tomada de ar comprimido para serviços auxiliares Execução para caminhões médios e semipesados com cabina semi-avançada com secador de ar comprimido (B09925003 .Conexão múltipla para tomada de ar comprimido para serviços auxiliares Execução para caminhões médios e semi-pesados com cabina avançada e circuito pneumático com reservatório “úmido” Fig.Conexão múltipla para tomada de ar comprimido para serviços auxiliares Execução para caminhões médios e semipesados com cabina semi-avançada e circuito pneumático com reservatório “úmido” Fig.

B1 .07/96) .4 (B09925003 .

07/96) B2 . medida “a”) não deverá ser inferior a 20% da altura da longarina até o mínimo de 25 mm.2. A distância entre o furo e a borda da longarina (Fig. G1. Fig. Todos os furos deverão ser rebarbados e escariados. desde que sejam observadas as prescrições a seguir: 1) Os furos deverão ter no máximo 15 mm de diâmetro e estar afastados pelo menos 50 mm um do outro.2 Furações no quadro do chassi As furações. quando estritamente necessárias. poderão ser efetuadas na alma das longarinas do quadro do chassi.1 . 2) Não são permitidas furações: — nas abas superior e inferior das longarinas. — nos pontos de incidência de carga (exemplo: próximo aos suportes das molas). estreitamentos ou retração das longarinas).Furações na longarina do quadro do chassi (B09925003 . G1 . — nas regiões de variação do perfil das longarinas (exemplo: curvaturas.

2 (B09925003 .B2 .07/96) .

H1). 2. Suporte da mola traseira 6. H2 1.07/96) B3 . devendo neste caso. receber novas talas de ligação (vide Fig. esta poderá ser recuada em até 350 mm. Tirante (B09925003 . Para prolongamentos superiores a esta medida. No Brasil o balanço traseiro não deverá ultrapassar a 60% da distância entre eixos extremos. Prolongamento do quadro 4. deverá ser observado que o ângulo de saída seja mantido dentro dos limites satisfatórios. Apoio de mola auxiliar Fig. Fig.3. Longarina do quadro do chassi 2. (Fig. Travessa final 5. H1 1. H2 e H3). Tala de fixação 6. Para veículos em que a travessa do feixe de molas e a última travessa (de fechamento do quadro).3 Alterações no balanço traseiro As alterações no balanço traseiro serão permitidas desde que sejam observadas as prescrições do peso bruto total.2.1 Prolongamento do balanço traseiro Recomendamos que a extremidade final da estrutura da carroçaria ou equipamento não ultrapasse a 450 mm da extremidade traseira das longarinas do chassi. Tala de ligação 3. não podendo exceder a 3500 mm.1 . Travessa 3. Longarina do quadro de chassi 2. Travessa final 5. Prolongamento do quadro de chassi 4. carga admissível por eixo e dos limites legais vigentes e/ou construtivos para o balanço traseiro e também. deverá ser instalada uma travessa adicional para o fechamento do quadro do chassi.

5 mm de diâmetro. Prolongamento do quadro 4. B3 .Montagem de travessa adicional 2) O material utilizado para prolongamento do quadro e para confecção de novas travessas. 3) A soldagem deverá ser efetuada exclusivamente com eletrodos bem secos. Não ligar o terminal massa do aparelho de soldar às molas. H4 . Travessa 3. para fechamento do quadro. deverá ser instalada uma travessa adicional equidistante à travessa do feixe de molas e à de fechamento do quadro do chassi ( vide Fig. Travessa final 5. H4). Tirante Para veículos que possuem outra travessa além da travessa do feixe de molas. Longarina do quadro do chassi 2.5 mm). a soldagem deverá ser executada sempre de baixo para cima. através do polo positivo. Por princípio.Fig. esta também poderá ser reposicionada. O terminal “massa” do aparelho de soldar deverá ser ligado diretamente à peça do quadro a ser soldada.2 (B09925003 . Reforço em cantoneira 6. deve ser de espessura e qualidade equivalentes às do material do quadro do chassi. de 2. A corrente elétrica para soldar deverá ser no máximo 40 A/mm de diâmetro do eletrodo (exemplo: 100 A para eletrodos de diâmetro 2. Em ambos os casos o prolongamento do quadro do chassi deverá ser efetuado de acordo com as prescrições técnicas à seguir: 1) A distância entre a travessa traseira do feixe de molas e a travessa final de fechamento do quadro não deverá ser superior à 1500 mm. H3 1.07/96) . Para alongamentos em que esta medida precisar ser ultrapassada. com revestimento a base de calcário. Fig. rodas e quaisquer outros componentes do veículo. Os eletrodos recomendados deverão ser soldados somente com corrente contínua. talas de fixação e reforços.

Para evitar trincas nas costuras de solda e conservar a elasticidade das longarinas.Para os veículos cujo material das longarinas é LN50 (vide tabela A7/1). — Soldagem a arco elétrico com gás de proteção ativo . H6). — stick-out de 10 a 15 mm. 2. montando-se as talas e os pontos de fixação conforme execução original. em forma de cantoneiras chanfradas nas extremidades. Fig. a última travessa deverá ser avançada e fixada na extremidade do quadro. Atenção! O bico da tocha deve estar no centro do bocal. diâmetro 1. Gás: — CO2 100% ou — mistura gasosa Argônio 82% + CO2 18% Parâmetros: — devem atender a um caldeamento que garanta a resistência da solda sem causar danos às peças. a última travessa (de fechamento do quadro) não deverá ser dispensada e sim avançada para a nova posição. Na alma da longarina deverá ser mantida uma distância suficiente entre as cantoneiras de reforço superior e inferior (vide Fig. A soldagem vertical. (B09925003 . verificar a necessidade de reposicionar as lanternas traseiras do veículo. aplicar reforços simetricamente em ambos os lados do quadro. vide norma AWS A5. perfuração. 4) Após a soldagem das longarinas do quadro do chassi.2 mm. Para veículos em que a última travessa (de fechamento do quadro) for a travessa do feixe de molas esta não deverá ser avançada (vide Fig. H5 . rebitar ou parafusar reforços. abrangendo a alma e as abas das longarinas. necessário constante limpeza. deve ser executada de forma ascendente. Parâmetros: — conforme especificado pelo fabricante dos eletrodos.07/96) B3 . quando necessária. Tanto o bico de contato como o bocal devem estar isentos de respingos sendo.3.MAG Eletrodos: ER 70S-6.Solução para emendas de longarinas A—Costura de solda B—Prolongamento da longarina 5) Após a conclusão dos trabalhos de prolongamento do quadro do chassi.2 Encurtamento do balanço traseiro Para os casos em que for necessário encurtar o balanço traseiro.18. Certificar-se de que o material de deposição tenha as mesmas propriedades mecânicas das longarinas. mantendo assim.3 . ou. a soldagem deverá ser efetuada de acordo com as prescrições à seguir: — Soldagem com eletrodos revestidos Eletrodos: E 6013 3m CC. H7). Para os veículos que possuem outra travessa de fechamento além da travessa do feixe de molas (vide Fig. E 7018 em CC. a fim de garantir a adequada visualização destes indicadores luminosos quando o veículo estiver em operação. — stick-out de 10 a 15 mm. H5). ou CA. sua função de fechamento. por exemplo. portanto.

Recomendamos que a extremidade final da estrutura da carroçaria ou equipamento não ultrapasse a 450 mm da extremidade traseira das longarinas do chassi.07/96) .Quando o encurtamento for tal que a montagem da travessa interfira com a travessa do feixe de molas ou esteja a menos de 350 mm desta. H9.9. A soldagem das travessas às longarinas não é admissível. Travessa final B3 . Talas de fixação 3. classe 10. H7 1. Os detalhes de furação nas longarinas para fixação das travessas podem ser vistas na Fig. Longarina do quadro de chassi 4. H6 1. H8. A fixação da travessa reposicionada deverá ser feita por parafusos conforme DIN 960. conforme Fig. Parafusos de fixação Fig.4 (B09925003 . a travessa do feixe de molas poderá ser eliminada mantendo-se a travessa final (vide Fig. Novas talas de fixação deverão ser instaladas desde o suporte traseiro da mola até a extremidade traseira. H8). Talas de fixação 3. Travessa do feixe de molas 2. Talas de fixação 5. Fig. Travessa de fechamento do quadro de chassi (travessa do feixe de molas) 2. Longarina do quadro de chassi 4.

Apoio do feixe de molas auxiliar Fig. H9 1 . Travessa de fechamento 4.2 241 142 ± 0.2 142 ± 0. Talas de fixação 3.5 mm Veículos LA/LAK 1418 L/LK 2318 L/LK 2325 2418 L/LK 1218 R L 1418 R 1418 R L/LK 1620 1718 K 1720/1720 K 1723 A 174 234 B 100 ± 0. H8 1.5 .2 (B09925003 . Suporte do feixe de molas 5.Fig.Furação na longarina para furação das travessas Diâmetro dos furos = 15 mm Espaçamento entre furos = 87.11/97) B3 .Longarina do quadro de chassi 2 . Longarina do quadro do chassi 2.

11/97) .B3 .6 (B09925003 .

Dimensões aproximadas para prolongamento da cabina (exemplo) 2.1 . equipamentos de eletrificação. J1. quando for necessário. As principais dimensões aproximadas estão indicadas na Fig..1 (B09925003 . para aprovação. correpondente ao peso adicional da cabina e ocupantes. Nas partes prolongadas (laterais.09/98) B4 .4 Prolongamento de cabinas 2. bem como tampa de inspeção no piso da cabina para remoção da bóia. Fig. por exemplo: veículos de combate a incêndios. conforme disposto no capítulo 1.4. o fabricante de equipamentos responsável por tal modificação deverá desenvolver um projeto específico e encaminhar a Mercedes-Benz do Brasil S. similar a original.2. Tanto quanto possível. Cuidados especiais deverão ser tomados com o tanque de combustível: fácil acesso ao local de abastecimento e manutenção do mesmo. devendo ser prevista portinhola com dimensões suficientes. etc.4. etc.. com coxins de borracha. piso e traseira) deverá ser previsto um tratamento acústico com aplicação de material isolante. Portanto.A. nos casos em que o prolongamento das cabinas avançadas for necessário. o desenho original da cabina deverá ser mantido. cabina-leito.2 Prolongamento de cabinas avançadas A cabina avançada basculável não está dimensionada para eventuais prolongamentos e seu sistema de articulação e sustentação é adequado somente para as condições originais. J1 . por exemplo: veículos de combate a incêndio.1 Prolongamento de cabinas semi-avançadas Sendo necessário prolongar a cabina. deverá ser prevista suspensão traseira reforçada. equipamentos de eletrificação.

07/96) .2 (B09925003 .B4 .

nos termos da Resolução nº 597/82 do CONTRAN .0 6.Instituto Nacional de Metrologia.1 . 2. devem obedecer aos valores da tabela a seguir: Tabela B5/1: Pesos máximos indicados para veículos adaptados Veículo L/LK 1218 R L 1418 R 1418 R L/LK 1620 1718 K 1720/1720 K 1723 eixo dianteiro 4. modelos L/LK 1218. e aos veículos com cabina avançada. L 1418. visando atender aos princípios da boa técnica e a manutenção da necessára segurança de tráfego. 1418.0 21. credenciada junto ao INMETRO . 1718. 1414 K.2 17.2 Campo de aplicação Estas instruções aplicam-se aos veículos Mercedes-Benz com cabina semi-avançada.1 Objetivo Estas instruções fixam as condições exigidas e recomendadas a adaptação de 3º eixo veicular em caminhões. (B09925003 . e do acordo com as normas ABNT elaboradas para a finalidade.0 Peso bruto total (t) eixo traseiro 15. da adequada durabilidade e do bom desempenho do chassi e de seus componentes. conforme determinam as resoluções nº 562/80 e 572/81 do CONTRAN.4 Características básicas do veículo adaptado 2. 1414.0 17.5 5.Conselho Nacional de Trânsito. 2. 1714 K.09/98) B5 .5 22.5.5.5 Instruções para adaptação de terceiro eixo veicular auxiliar 2.2.1 Pesos Máximos indicados O peso bruto total indicado e o peso máximo indicado por eixo veicular.5. 1718 K e 1721.5.0 23.0 17.0 4.0 total 19. L/LK 1620. Normalização e Qualidade Industrial.3 Credencial do adaptador No Brasil a adaptação do 3º eixo auxiliar veicular deve ser executada somente por firma especializada.0 Os valores acima estão indicados em uma plaqueta fixada na coluna traseira da porta esquerda do veículo. 2.4.5. NOTA: NÃO É RECOMENDADA A ADAPTAÇÃO DE 3º EIXO AUXILIAR EM VEÍCULOS DA SÉRIE 1214. modelos 1218. 1418 K.

de 06.2.83. o comprimento do compartimento de carga deve ser calculado de forma que o seu centro simétrico coincida com o centro de gravidade.09/98) .09.2 (B09925003 .2 Dimensões e pesos de referência Normalmente. devem ser determinados em função do centro de gravidade previsto para a carga útil máxima (carroçaria + carga) indicado na coluna “H” das tabelas de dimensões e pesos de referência a seguir.686. esta limitação visa a não restrição do ângulo de saída (α ). indicação “G”. O balanço traseiro deve ter no máximo 60% da distância entre rodas dos eixos extremos não podendo exceder a 3. Os valores das dimensões de referência para montagem de carroçarias especiais ou outros equipamentos.4. B5 .50 m.5. Indicações de pesos e dimensões recomendadas para carroçaria. de forma a obter-se distribuição correta da carga sobre os eixos (vide Fig. previsto para a carga e carroçaria. vide tabelas a seguir. K1 e K2). No Brasil este comprimento é regulamentado pelo Decreto nº 88.

Fig. α Ângulo de saída (*) Distância aproximada entre 2º e 3º eixos. Afastamento da carroçaria (medida M): vide cap.09/98) B5 . podendo ser adotados outros valores a critério do adaptador do 3º eixo. K2 . Distância entre eixos extrenos L. desde que observados os limites legais (B09925003 .Dimensões de referência para caminhões com cabina avançada Legenda referente às figuras K1 e K2 A. 3. K1 .Fig.Dimensões de referência para caminhões com cabina semi-avançada . Centro de gravidade para aplicação de carga e carroçaria B.3 . Distância entre eixos M.1. Comprimento externo recomendado para carroçaria D.

4 Tabela B5/2: Dimensões e pesos de referência A LK 1218 R/42 L 1218 R/51 L 1418 R/51 LK 1620/42 L 1620/51 B 6x2 6x2 6x2 6x2 6x2 C 4200 5170 5170 4200 5170 ED 2810 2780 2870 2790 2910 D ET 3180 3080 3360 3620 3490 T 5990 5860 6230 6410 6400 ED 1290 1320 1630 2210 2090 E ET 12020 12120 13640 13380 13510 T 13010 13140 15270 15590 15600 ED 4100 4100 4500 5000 5000 F ET 15200 15200 17000 17000 17000 T 19000 19000 21500 22000 22000 G 22500 22500 27000 32000 32000 H I M Min 160 160 160 160 160 425 ± 50 7 m3 515 ± 55 7.00) 685 ± 25 8 a 9 m3 775 ± 25 7.09/98) .30) (B09925003 .40 (+1.70) 620 ± 25 7.10 (+1.70 (+0.B5 .

1) e observadas as prescrições para instalação do pára-choque traseiro (vide capítulo 3. INCLUSIVE A ADAPTAÇÃO DO 3º EIXO VEICULAR AUXILIAR.Peso bruto total combinado.Peso máximo admissível para veículo carregado.9).3. deve ser conforme indicado na coluna “I” da tabela. 4. variando conforme os adaptadores de 3º eixo veicular auxiliar. 3.Peso total Notas: 1. Estas tolerâncias não são aplicáveis para o transporte de líquidos ou material a granel. A QUAL DEVERÁ ESTAR TAMBÉM DE ACORDO COM AS NORMAS ABNT E CREDECIAMENTO JUNTO AO INMETRO.Peso do chassi em ordem de marcha.Tração C . devendo ser observadas também as prescrições contidas no cap. 5.Peso máximo para carroçaria e carga (kg) F .Veículo B . sem motorista (kg) E . Em quaisquer condições de carregamento. As tolerâncias indicadas entre parênteses (*) representam a diferença para atingir o limite máximo regulamentar do balanço traseiro.Largura externa recomendada para carroçaria (m) ED . .3. As dimensões correspondentes à posição do centro de gravidade e ao comprimento das carroçarias (colunas H e I).Eixo dianteiro ET . o peso no eixo dianteiro não deve ser inferior a 20% do peso bruto total.5 Legenda A .(B09925003 . kg (PBTC) H . peso bruto (kg) G .Eixo traseiro T . os pesos brutos máximos especificados para os eixos dianteiro e traseiro não devem ser ultrapassados. assim com os pesos indicados nas colunas (D) e (E) são aproximados. A capacidade volumétrica normal recomendada para as carroçarias dos chassis LK com 3º eixo veicular adaptado dependendo do peso do equipamento basculante e do peso específico do material a transportar. sendo que para garantir adequada dirigibilidade.09/98) B5 . AS COMPLEMENTAÇÕES DOS CHASSIS DEVEM ATENDER ÀS PRESCRIÇÕES TÉCNICAS DA MERCEDES-BENZ.Distância entre eixos (mm) D . 2.Centro de gravidade para carga e carroçaria (mm) I .Comprimento externo recomendado para carroçaria (m) j . A montagem de carroçarias especiais e outros equipamentos deve ser em função do centro de gravidade indicado na coluna “H”. devendo o balanço traseiro ser prolongado devidamente (vide capítulo 2. que corresponde a 60% da distância entre-eixos extremos. 3. Os veículos LK com 3º eixo veicular auxiliar adaptado (6x2) não são recomendados para operações fora de estrada e em terrenos de pouca resistência e baixa aderência.

40 (+0.35) 9 a 10 m3 9 a 10 m3 7. (B09925003 .70 (+1.25) 8.6 Tabela B5/3: Dimensões e pesos de referência A 1418 R/48 1718 K/36*) 1720 K/36 1720/48 1720/51*) 1723/51 B 6x2 6x2 6X2 6X2 6X2 6X2 C 4830 3600 3600 4830 5170 5170 ED 2910 2760 3000 2940 3010 3150 D ET 3270 3420 3210 3470 3180 3520 T 6180 6180 6210 6410 6190 6670 ED 1590 3240 3000 3060 2990 2850 E ET 13730 13580 13790 13530 13820 13480 T 15320 16820 16790 16590 16810 16330 ED 4500 6000 6000 6000 6000 6000 F ET 17000 17000 17000 17000 17000 17000 T 21500 23000 23000 23000 23000 23000 G H I 8.09/98) .60 (+0.90) 8.90) M Min 590 590 590 590 590 590 30000 565±25 30000 815±25 33000 755±25 33000 1005±25 33000 1030±25 35000 1010±25 *) Para exportação.40 (+0.B5 .

3.Eixos traseiros T . 3.Comprimento externo recomendado para carroçaria (m) ED . A COMPLEMENTAÇÃO DOS CHASSIS DEVEM ATENDER ÀS PRESCRIÇÕES TÉCNICAS DA MERCEDES-BENZ.Comprimento indicado para carroçaria referente aos veículos com tomada de ar dianteira considerando o afastamento da carroçaria M = 440 mm.Peso máximo admissível para veículo carregado. INCLUSIVE A ADAPTAÇÃO DO 3º EIXO VEICULAR AUXILIAR. assim como os pesos indicados para o chassi em ordem de marcha e para a carga são aproximados. Comprimento padrão indicado para carroçaria: I1 . A capacidade volumétrica recomendada para montagem de básculas em chassis K. . deve ser conforme indicado na coluna “I” da tabela.Comprimento indicado para carroçaria referente aos veículos com tomada de ar superior considerando o afastamento da carroçaria M = 590 mm. Em quaisquer condições de carregamento.Centro de gravidade para carga e carroçaria (mm) I . bem como para a montagem de carroçarias especiais e outros equipamentos.3.1) e observadas as precrições para instalação do pára-choque traseiro (vide capítulo 3. 4. peso bruto (kg) G .Eixo dianteiro ET .Peso total M . sem motorista (kg) E . sendo que para garantir adequada dirigibilidade. o peso no eixo dianteiro não deve ser inferior a 20% do peso bruto total. deve ser observada a dimensão “H” para o correto posicionamento do centro de gravidade. devendo ser observadas também as prescrições contidas no cap.9).Distância entre eixos (mm) D .(B09925003 . Para o transporte de líquidos e outros materiais à granel.Peso do chassi em ordem de marcha.Peso máximo para carroçaria e carga (kg) F . 2. o qual corresponde a 60% da distância entre eixos extremos. I2 .3. devendo o balanço traseiro ser prolongado devidamente (vide capítulo 2.09/98) B5 .Afastamento da carroçaria Notas: 1.Peso bruto total combinado (kg) H . As dimensões correspondentes à posição do centro de gravidade e aos comprimentos indicados para as carroçarias. os pesos brutos máximos especificados nos eixos dianteiro e traseiro não devem ser ultrapassados. As tolerâncias indicadas entre parênteses na coluna I representam a diferença para atingir o limite máximo regulamentar do balanço traseiro. O QUAL DEVERÁ ESTAR TAMBÉM DE ACORDO COM AS NORMAS ABNT E CREDENCIAMENTO JUNTO AO INMETRO.7 Legenda A . dependendo do peso do equipamento basculante e do peso específico do material a ser transportado.Veículo B . variando conforme o adaptador do 3º eixo auxiliar.Tração C .

Para fixação destes reforços nas longarinas não é admissível a utilização de soldas. recomenda-se fixá-los por meio de rebites ou parafusos autotravantes ou parafusos com porcas travadas com punção ou sistema similar. das novas travessas e suas talas de fixação.1. o quadro do chassi original deve ser reforçado observando-se as especificações prescritas a seguir: — O prolongamento do quadro do chassi deve ser feito de tal maneira que a distribuição da carga sobre os três eixos. salvo as da emenda do prolongamento. K3.3.8 (B09925003 . Todavia devem ser fixados nas almas das longarinas do chassis por meio de rebites. pois do contrário as longarinas podem romper-se. de tal maneira que evitem a formação de picos de tensão. parafusos autotravantes. conforme indicado no capítulo 2. — A Fig. K4 representa solução que atende às condições de emenda das longarinas.5. que devem ser projetados de acordo com o diagrama de momentos fletores resultantes para veículo de três eixos. K3 . Estes reforços poderão ter perfis em diferentes configurações. as longarinas necessitam de reforços (aumento do módulo de resistência ou seccional). — O material do prolongamento das longarinas.09/98) .Tipos de reforços para as longarinas B5 . cuidar para que a sua elasticidade. Os reforços não devem sofrer variações bruscas de perfis. resistência e capacidade de torção sejam mantidas. devem ser feitas exclusivamente na alma das longarinas. conforme indica Fig. terminando gradualmente. — Não são admissíveis soldas nas longarinas.3 Quadro do chassi Para adaptação do 3º eixo. que deverão ser executados conforme indicado no capítulo 2. fique dentro dos valores que constam nas Tabelas B5/2 e B5/3. e dos reforços. Fig. — Quando os reforços das emendas não forem soldados.2.10). principalmente na zona compreendida entre o eixo dianteiro e os suportes dos feixes de molas do eixo propulsor. conforme NBR 6749. — Para atender às solicitações de esforços que são provocadas pelo aumento do peso bruto total admissível indicado na adaptação do 3º eixo. deve ser da mesma qualidade do material das longarinas do quadro do chassi (vide tabela no capítulo 1. parafusos com porcas travadas com punção ou sistema similar.2. As furações. — Ao modificar o quadro do chassi original. quando estritamente necessárias. ítem 3.4.

. mesmo nos pontos extremos do movimento do eixo. K5.5.5. A curva descrita pela movimentação do eixo propulsor face a atuação de carga. que atende às exigências estabelecidas pelos métodos de ensaios: NBR 6744: “VERIFICAÇÃO DE FADIGA POR FLEXÃO VERTICAL” NBR 6745: “VERIFICAÇÃO DE FADIGA DOS ELEMENTOS DE FIXAÇÃO DO FREIO” NBR 10. Caso contrário.1. a fim de manter o paralelismo entre os flanges da árvore de transmissão. Fig.4. 2. K7 e K8. K4 Solução para emendas de longarinas A — Costura de solda B — Prolongamento da longarina 2. que a ponta do 3º eixo veicular seja usinada de acordo com a ponta do eixo propulsor do veículo.9 . K6.4.311: “PONTA DO EIXO VEICULAR AUXILIAR . — Usinagem da ponta do eixo: Recomendamos. conforme tabela a seguir e Fig. o adaptador credenciado pelo INMETRO é obrigado a usar na adaptação do eixo veicular auxiliar com Marca Nacional de Conformidade. deve ser igual ao ângulo original. não deve comprometer o perfeito deslocamento longitudinal da árvore de transmissão. Propulsor e 3º Eixo A suspensão é projetada pela firma adaptadora. (B09925003 .5 Terceiro eixo veicular auxiliar No Brasil.DETERMINAÇÃO DA RESISTÊNCIA A FADIGA” Em outros países.. por medida de segurança também deverão ser observadas estas normas. de modo a atender as distribuições de carga conforme especificado no capítulo 2.5.4.4 Suspensão nos Eixos. a árvore de transmissão pode ser afetada.09/98) B5 . por questões de padronização de componentes. O ângulo formado pelo eixo geométrico do pinhão do eixo veicular propulsor e a aba superior do longarina. comprometendo seriamente a segurança do veículo.

Tabela B5/4: Aplicação de eixos traseiros Eixo traseiro HL 4/60D . K6 HL 5/60 DZ .09/98) .10 Fig. K6 RS 23-240 Fig. K8 (*) execução especial B5 .10 (B09925003 .10 Veículo L/LK 1218 R L 1418 R 1418 R 1418 R*) L 1418 R*) L/LK 1620*) 1718K*) 1720/1720 K*) 1723*) LK 1620/42 L 1620/51 1718 K 1720/1720 K 1723 Execução Fig.

7.7.Usinagem da ponta de eixo (HL 4/25D . HL 4/60D .5) Raios não indicados = 2. xxxx Têmpera por indução Dureza: min.11 .6) I — Oscilação lateral máxima 0.: 0.5 até 1. 35 HRC Prof.5 mm (conf.03 mm quando fixado nos pontos A e B. III — Após a soldagem do flange deve resistir a um momento de torção nos dois sentidos de 2700 Nm (2755 mkgf) estando fixo no assento da mola. IV — Linha vertical perpendicular às abas das longarinas.015 mm quando fixados nos pontos A e B.09/98) B5 .5 mm (B09925003 . DIN 59190) VRz 100(V Rz 25: V Rz6.6. K5 . II — Oscilação lateral máxima 0.3: VRz 2.Tolerâncias 65g5 –29 – 10 80g6 –29 – 10 156h8 –53 0 86s8 71 126s8 92 155 93 Fig.

9. xxxx Têmpera por indução Dureza: min.: 0.Tolerâncias 75g10 –220 75g6 –20 100h6 71 126s8 43 0 106 93 – 10 – 100 156s8 –63 Fig. K6 . DIN 59190) VRz 100(V Rz 25: V Rz6.09/98) . II — Oscilação lateral máxima 0. III — Após a soldagem do flange deve resistir a um momento de torção nos dois sentidos de 2700 Nm (2755 mkgf) estando fixo no assento da mola.10. HL 4/27D .03 mm quando fixado nos pontos A e B. IV — Linha vertical perpendicular às abas das longarinas.015 mm quando fixados nos pontos A e B.10. HL 5/2DZ .5) Raios não indicados = 2.12 (B09925003 .9.5 até 1.5 mm (conf.10) I — Oscilação lateral máxima 0.5 Eixo traseiro C D E α HL 4/26D .10 2040-2 367 324 10°42’51” B5 .10 2040-2 398 326 0° HL 5/2D .10.3: VRz 2. HL 4/60D .2 2040-2 398 329 0° HL 4/27D .Usinagem da ponta de eixo (HL 4/26D .2. 35 HRC Prof. HL 5/60DZ .

10) I — Oscilação lateral máxima 0.Usinagem da ponta do eixo (HL 4/01D .: 0.03 mm quando fixado nos pontos A e B..5 até 1. IV — Linha vertical perpendicular às abas das longarinas. II — Oscilação lateral máxima 0.13 . 35 HRC Prof. xxxx Têmpera por indução Dureza: min. K7 .015 mm quando fixados nos pontos A e B. DIN 59190) VRz 100(V Rz 25: V Rz6.5) Raios não indicados = 2. III — Após a soldagem do flange deve resistir a um momento de torção nos dois sentidos de 2700 Nm (2755 mkgf) estando fixo no assento da mola.09/98) B5 .3: VRz 2.5 mm (conf.5 Eixo traseiro A B C α HL 4/01D .10 2044 370 334 max 4° (B09925003 . Tolerâncias 85d10 –260 – 120 85g6 –34 – 12 105s8 79 101 126 dh8 43 106 156s8 63 0 Fig.

40 para duas casas decimais ± 0. K8 .8 para uma casa decimal ± 1° para ângulos Raios côncavos usinados = 0..80 Rugosidade superficial = XXXXX Raµm Quebrar cantos vivos e remover rebarbas = Usinado B5 .Usinagem da ponta do eixo (RS 23-240) Tolerâncias: ± 0.09/98) .14 (B09925003 . Fig.

através de suportes similares aos do veículo original. Encontra-se disponível. resistir a ação corrosiva de agentes químicos e da intempérie e ter comprimento suficiente de modo a garantir que as mesmas não sejam tensionadas em razão das oscilações da suspensão. em veículos com este opcional deverá ser instalado pelo encarroçador. deve permanecer inalterada após adaptação do 3º eixo. mesmo após a adaptação do 3º eixo auxiliar. as conexões originais (métricas) de ligação destes tubos com as válvulas de freio. deverão ser fixadas nas longarinas e travessas. de modo a permitir a centragem dos aros através dos mesmos. resistência a ruptura mínima de 70 bar. A adaptação do 3º eixo veicular com freio pneumático deve obedecer aos esquemas constantes da Fig. Os veículos com 3º eixo veicular adaptado devem atender aos requisitos estabelecidos nos métodos de ensaios dos sistemas de freios de serviços. opcionalmente.15 . a regulagem automática dos freios. Nos novos caminhões médios e semipesados (número de construção 695. a tubulação de ar do mesmo não deverá ter comprimento inferior a 6m. K9 e K10. A pressão de trabalho do sistema pneumático original dos veículos Mercedes-Benz. seja no freio do eixo dianteiro ou no do eixo propulsor. Em qualquer caso ou circunstância a eficiência de frenagem do 3º eixo veicular auxiliar. espessura de 1. rugas ou quaisquer defeitos que venham provocar futuras quebras.5. Para o sistema de freio do 3° eixo auxiliar adaptado. os cubos a serem montados no 3º eixo veicular auxiliar deverão ser idênticos aos do veículo original. É inadmissível o (B09925003 . As tubulações para ligação do sistema de freio do eixo adaptado.4. O diâmetro da tubulação para o freio pneumático do 3º eixo é determinado em função do fluxo necessário para que não haja defasagem de tempo na frenagem. vazamentos ou restrições a passagem do ar no sistema. dureza SHORE A de 60 a 80. o mesmo sistema para o 3º eixo. devem ser utilizados as mesmas dimensões do freio do eixo propulsor. principalmente quanto ao cilindro combinado de freio (TRISTOP) (fabricantes Wabco ou Knorr) e a alavanca de acionamento (vide dimensões na tabela B5/5). No caso desta modificação ser inevitável. As mangueiras para ligação dos cilindros de freio combinados deverão ter um diâmetro inteiro de 11 mm. conforme DIN 74324. O freio de estacionamento deve atuar também no 3º eixo auxiliar e que este tenha características de funcionamento e de eficiência. A capacidade de ar dos reservatórios deve garantir após 8 acionamentos completos do pedal do freio.. As curvaturas dos tubos devem ser suaves. O reservatório úmido não deverá ser reposicionado de sua posição no balanço traseiro.5. o reservatório úmido foi substituido pelo secador de ar. Quando forem utilizados tubos plásticos de 1/2”.).5 mm.. de emergência e de estacionamento conforme NBR NB 1254/1255 e MB 3160/3161. isentas de dobras. pressão suficiente no sistema para efetuar uma parada de emergência.2. serviço e estacionamento deverá ser comprovadamente a mesma do eixo propulsor.09/98) B5 . Não são permitidas modificações no sistema de freio original do veículo. Para isto devem ser utilizados: — Cubos de rodas com guias de centralização — Rodas sem escariado nos furos — Porca chata com arruela integrada — Parafusos de qualidade 10. O tubo plástico de suprimento deve ter diâmetro de 12 mm.4.7 Sistemas de freios As características básicas do sistema de freio de serviço de série.6 Cubos das rodas A fim de possibilitar a utilização de rodas e pneus iguais. entre acionamento do pedal e acionamento efetivo do freio em cada uma das rodas. O tubo plástico de sinal (piloto) deve ter diâmetro de 8 mm e espessura de 1 mm. devem permanecer inalteradas no que se refere a elementos de segurança e desempenho. conforme DIN 74324.9 — Torque de aperto das porcas de roda deve ser de 600 Nm 2. iguais as do freio de estacionamento do eixo propulsor. deverão ser substituídas por conexões com dimensões em polegadas.

5 15.5 15.09/98) . para os dois eixos traseiros. furações.5 410 18 160 160 2129 2129 2x40 — 5 Pressão de trabalho Cilindro do freio dianteiro Tipo Curso do êmbolo (mm) Cilindro do freio traseiro Tipo Curso do êmbolo (mm) Comprimento da alavanca de acionamento (mm) Raio do came (mm) Diâmetro do tambor de freio (mm) Espessura da guarnição de freio mm Largura da guarnição (mm) Área de frenagem (cm2) Dianteiro Traseiro Dianteiro Traseiro 1000 kpa 10 bar 14” 57 12”/16” 57 145 48. de modo que a atuação ocorra simultaneamente em ambos. realizados durante a adaptação do 3º eixo veicular auxiliar.10 opcional. Tabela B5/5: Dimensões dos elementos básicos do freio de série Veículos L 1218 R LK 1218 R L 1418 R 1418 R L 1620 LK 1620 1718 K 1720 1723 1000 kpa 10 bar 20” 57 16”/24” 57 145 48.5 15.5 410 18 140 140 1846 1846 2x30 — 5 1000 kpa 10 bar 16” 57 16”/24” 57 145 48.atrito dessas mangueiras com outras partes metálicas do chassi. bem como o chicote elétrico.5 410 18 140 140 1846 1846 2129*) 2x40 — 5 Reservatório pneumático (Quantidade x Capacidade litros) Reservatório úmido (Capacidade em litros) Reservatório regenerativo (litros) *) Com eixo HL 5/60 DZ .16 (B09925003 . O acionamento do freio de estacionamento deve ser em um só ponto. a fim de não serem danificados quando da execução de soldas. deverão ser convenientemente protegidos ou até desmontados. B5 . esmerilhamentos e cortes em geral. Atenção: As tubulações plásticas do sistema de freio e de combustível.

Reservatórios E .Saída quatro 3 .17 .Cilindro combinado tristop K .Manômetro duplo M .Circuito de freio pneumático para caminhões com 3º eixo adaptado (veículos com equipados com reservatório pneumático úmido) COMPONENTES A .07/96) B5 .Saída dois 23 .Válvula pedal de freio F .Descarga 4 .Saída um 22 .Válvula protetora de 4 circuitos D .Válvula manual do freio de estacionamento G .Fig.Entrada dois 2 .Válvula para encher pneus CONEXÕES 1 .Sinal (B09925003 .Reservatório úmido N .Válvula eletro-pneumática I .Entrada um 12 .Regulador de pressão C .Cilindro de membrana L .Entrada 11 . K9 .Saída três 24 .Válvula relé H .Cilindro pneumático do freio motor J .Saída 21 .Compressor B .

07/96) .Reservatórios E .Entrada dois 2 .Válvula manual do freio de estacionamento G .Unidade central de válvulas (*) .Compressor D .Saída seis 3 .Saída cinco 26 .Saída 21 . K10 .Fig.Saída dois 23 .Válvula pedal de freio F .Entrada 11 .Saída quatro 25 .Válvula eletro-pneumática I .Circuito de freio pneumático para caminhões com 3º eixo adaptado (veículos com equipados com secador de ar) COMPONENTES A .Descarga 4 .18 (B09925003 .Entrada um 12 . quanto ao tempo de resposta do freio.A montagem da válvula relé no circuito do freio de serviço do 3º eixo é fundamental para o atendimento das normas ABNT já mencionadas.Cilindro de membrana L . bem como ao atendimento das exigências legais.Sinal B5 .Manômetro duplo APU .Cilindro pneumático do freio motor J .Cilindro combinado tristop K .Válvula relé H . O diâmetro da linha de suprimento deve ser de 12 mm e o diâmetro de sinal (piloto) deve ser de 8 mm.Saída um 22 .Saída três 24 . CONEXÕES 1 .

46 Nm (4...7 mkgf)..5.......77 Nm (7...4 mm... Para veículos destinados a exportação..600 Nm (60 mkgf). girando o cubo simultaneamente para a frente e para trás......... b) Porca da roda.5 Recomendações para montagem 2..5.2.......02 mm a 0. mais uma vez..0 mkgf)..... tipo “mobilgrease nº 5”.. a folga axial que deve ser de 0. colocar o anel e apertar a contraporca com momento de força de 344 a 392 Nm (35 a 40 mkgf)...5.5. valem as condições estabelecidas em contrato.5. a firma adaptadora garante a execução da adaptação e os materiais nela empregados.... é regida pelo seu “TERMO DE GARANTIA”.. c) Parafuso de fixação dos reforços do quadro do chassi: — rosca M 10.07/96) B5 ....5.......A... A seguir afrouxar a porca 1/8 de volta..3 Lubrificação dos rolamentos dos cubos Encher os cubos das rodas com 400 g de graxa para rolamentos.8 mkgf): 2.2 Ajuste dos rolamentos dos cubos do sistema de rodagem Apertar a porca de ajuste com momento de força de 98 Nm (10 mkgf). Controlar. 2....... (B09925003 .6 Garantia De acordo com o estabelecimento na Resolução 597/82 do CONTRAN......5.... a) Parafuso de fixação do suporte do freio: — rosca M 16 x 1.19 ..5..5....... 2. — rosca M 12..294 Nm (30... Para território brasileiro a garantia da Mercedes-Benz do Brasil S..1 Momento de força de aperto.. emitindo o correspondente Certificado de Garantia.

20 (B09925003 .B5 .07/96) .

para adaptação de 3º eixo veicular auxiliar. 2. com indicação dos correspondentes centros de gravidade. As tubulações plásticas do sistema de freio e de combustível. tipo de eletrodo. a fim de não serem (B09925003 . nem de durabilidade. na região onde será efetuada a modificação (vide Fig. adicionando ou removendo uma secção da longarina. Após atendimento dos itens acima.6. Sugerimos marcar as longarinas do chassi. Os veículos equipados com longarinas de perfil constante podem ter a sua distância entre eixos alteradas através do deslocamento do eixo traseiro e reposicionamento das travessas. 2.09/98) B6 . os reservatórios de ar e de combustível. não poderão prejudicar a elasticidade do quadro do chassi. L2). que tais modificações não acarretarão problemas funcionais. tais reforços. somente poderá ser eventualmente concedidas unicamente com respeito a estática e a configuração do veículo e quando for possível determinar previamente.2 Campo de aplicação As presentes diretrizes são válidas para alteração da distância entre-eixos original do veículo para outra distância padrão de veículos MERCEDES-BENZ. b) Diagrama dos momentos fletores em toda extensão das longarinas do chassi. somente será registrado. com o chassi apoiado nas duas longarinas.6 Alteração da distância entre-eixos 2. com especificações das soldas. licenciado ou renovada a licença atual quando a alteração for previamente autorizada pela Autoridade de Trânsito e comprovada a segurança veicular por intermédio de Instituto Técnico credenciado pelo INMETRO. Alterações da distância entre eixos requerem modificações no quadro do chassi. bem como os momentos resistentes correspondentes. sem realizar testes experimentais ou recálculos de resistência. a aprovação final da alteração da distância entre-eixos.6. talas de união de forma trapezoidal. conforme indicado no capítulo 1. d) Desenhos apresentando disposição de todas as árvores de transmissão. árvores de transmissão e outros componentes. antes do secionamento das mesmas. c) Desenhos com as alterações previstas no chassi que indiquem a localização das emendas.2.4 Secionamento das longarinas O veículo deve ser estacionado numa superfície plana. os quais deverão conter. nem de resistência. fica condicionada também a apresentação de uma unidade modificada para exames.6. os pesos brutos resultantes nos eixos e total. é necessário prever. deverão ser convenientemente protegidos ou até desmontados na região da modificação.1. além da alteração do entre-eixos. Vide demais prescrições. Ressaltamos que. terá adaptado o 3º eixo veicular auxiliar. não deverão ultrapassar os valores máximos estabelecidos em nossa literatura técnica. suficientemente alongadas para reforçar o chassi no sentido longitudinal. deverão ser encaminhadas à MERCEDES-BENZ DO BRASIL S. nas travessas localizadas na região dos eixos traseiros.5. L1). e suporte(s) intermediário(s). A aprovação dessas alterações da mesma forma que no caso de montagem de carroçarias. para auxiliar no alinhamento do quadro quando a modificação for completada (Fig. especificações dos materiais a serem utilizados nos reforços.3 Aprovação da modificação da distância entre-eixos Alterações nas distâncias entre-eixos somente serão passíveis de eventual aprovação mediante a apresentação dos correspondentes projetos. no capítulo 2. de forma detalhada os seguintes quesitos: a) Esquema de distribuição de pesos do veículo complementado. de acordo com a Resolução do CONTRAN nº 775/93. etc. o veículo que tiver modificadas suas características básicas ou estrutura original. 2. no Brasil. Todavia. vazio e carregado. Consultas a respeito.1 Introdução Importante: Para qualquer caso de alteração da distância entre-eixos. com os respectivos ângulos de trabalho.1 .6. e) No veículo que. bem como o chicote elétrico. como a distância entre-eixos (alongamento ou encurtamento). com a utilização de cardans e suportes intermediários originais.A.

molas. B6 .danificados quando da execução dos trabalhos correspondentes (cortes. observando-se as indicações contida no capítulo 2. deve-se desconectar os cabos da bateria e os terminais do alternador. A soldagem deverá ser executada por um soldador especializado. as longarinas do quadro do chassi. L3). soldar os suportes da carroçaria no quadro do chassi. soldas. L2 A — Seção da longarina adicionada ou a ser extraída B — Distância entre o ponto de marcação e a linha de corte da longarina C — Marcas para auxiliar o alinhamento Fig. os perfis adicionados devem ser de dimensões e material idênticos ao da longarina original. L4. a fim de evitar danos ao sistema elétrico. árvores de transmissão. a fim de minimizar as alterações nas características do material das longarinas. o alinhamento do chassi deve ser confirmado por medições com instrumentos de controle. O corte das longarinas deve ser efetuado a uma distância mínima de 700 mm a frente do centro da travessa dos suportes dianteiros dos feixes de mola da suspensão traseira (Fig.3. Para os trabalhos de solda elétrica. No caso de soldas nas proximidades do tanque de combustível. esmerilhamentos.6. deverão ser chanfradas conforme Fig. e outros bem como. furações. Antes da união total das seções. caixas de mudanças. L3 LC. bem como as seções a serem acrescentadas em casos de alongamento da distância entre-eixos. o mesmo deverá ser removido e protegido. eixo dianteiro. Fig. utilizando a preparação apropriada para soldas de juntas e o processo geral. L1 A — Seção da longarina a ser adicionada ou extraída Fig.1. carcaça do eixo traseiro. etc). tais como motor. Não é permitido a soldagem em componentes do veículo.2 (B09925003 . a fim de assegurar que o mesmo esteja correto. Para aumento das distâncias entre eixos. travessas do quadro do chassi. ítem 3.09/98) .Linha de corte das longarinas 2. O processo de corte utilizado não deve ser realizado a quente.5 Recomendações para soldagem elétrica Após o corte.

2. utilizando a furação já existente nas longarinas do chassi.3 . Para orientação na confecção destes reforços. o excesso de solda nas superfícies internas das emendas das longarinas devem ser esmerilhado. a região dos cortes/emendas deverá ser reforçada de forma a garantir a resistência da mesma sem prejudicar a elasticidade do quadro do chassi (vide Fig. preferivelmente por meio de rebites ou parafusos com porcas auto-travantes ou. (A utilização de reforços com dimensões e formatos diferentes dos indicados fica sujeita à aprovação prévia da Mercedes-Benz do Brasil S. Fig.Fig. Não são admissíveis pontos de fixação nas abas destas longarinas. quando estritamente necessários. deverão estar em conformidade com o capítulo 2. Novos furos na alma da longarina. em perfil “L” de chapa de aço dobrada (não deverão ser empregados perfis laminados de uso comercial).Reforços para chassi alongado A fim de que os reforços possam ser fixadas adequadamente.09/98) B6 . Os reforços deverão ser de material idêntico aos das longarinas do quadro do chassi.A. L5 e L6). vide as dimensões indicadas nas Fig. L4 E = Espessura da longarina 2. ainda por parafusos com porcas travadas por meio de punção ou sistema similar.6 Reforços do chassi Após verificação do alinhamento do chassi. L7 a L11.) (B09925003 .Reforços para chassi encurtado Fig. L6 .6. Os reforços deverão ser fixados nas almas das longarinas. L5 .

L9 .vide Fig. 1418. L8 . 1718.4 (B09925003 .09/98) . L 1418. 1721 (A = 238) — Veículos L/LK 1218.Reforços para alongamento da distância entre eixos H — Altura da longarina E — Região das emendas da longarina L — Secção de longarinas acrescentada Detalhe “B” . L7 . L/LK 1620 (A= 241) Fig. 1714.Fig.Reforços para emendas de longarinas — Veículos 1414. L11 (*) Os pontos de fixação não deverão incidir sobre a região das emendas da longarina (**) Atenção: Não são admissíveis furos nas abas das longarinas B6 .Reforços para emendas de longarinas Veículos 1218 Fig.

L11 .Fig. L11 (*) Os pontos de fixação dos reforços não deverão incidir sobre a região da emenda da longarina (**) Atenção: Não são admissíveis furos nas abas das longarinas Fig.Extremidades dos reforços (B09925003 .5 .11/97) B6 .Detalhes dos reforços das longarinas (I) Vista superior (II) Vista lateral A — Longarina do quadro de chassi Detalhe B .Reforços para encurtamento da distância entre eixos H — Altura das longarinas E — Região da emenda da longarina Detalhe “B” .Fig. L10 .

Fixação dos reforços por soldagem B6 .Fixação dos reforços por soldagem Fig. L12 .6 (B09925003 . observar as dimensões indicadas nas figuras L12 e L13. L13 .Para instalação de reforços fixados por meio de solda.11/97) . Fig.

Travessa (MBB nº 345 312 75 17) 3.Linha de centro do eixo dianteiro ET .Linha de centro do eixo traseiro L .Posição original das travessas (veículos médios e semi-pesados de 2 eixos) ED. parafusos com porcas autotravantes ou ainda com porcas travadas por meio de punção ou sistema similar. L15 e L16). ela deverá ser substituída por uma travessa com comprimento apropriado utilizando-se para este fim uma peça original Mercedes-Benz (vide Fig.2. vide Fig. Não é admissível a fixação de travessas por meio de solda.5 2318.7 .5 3600 787. L14. A fixação destas travessas deverá ser feita por meio de rebites. L17.5 — Veículos com cabina avançada 4830 787. Fig. Vide dimensões para esta furação na Fig.Distância entre eixos L A C 4200 787.7 Reposicionamento das travessas do quadro de chassi Após a instalação dos reforços das travessas do quadro de chassi.6. Para orientação da posição original das travessas para veículos médios e semi-pesados de 2 eixos. L15 1. Escora (MBB nº 345 312 73 60) 4.11/97) B6 .5 2012. deverão ser previstos os furos necessários para a fixação deste suporte a fim de garantir a posição original da árvore de transmissão. adicionadas ou subtraídas. algumas das travessas deverão ser reposicionadas.5 Veículos com cabina semiavançada 5170 787. Reforços (B09925003 . Longarina do quadro de chassi 2. Quando a travessa substituída for a de fixação do suporte do mancal do rolamento da árvore de transmissão. L14 . Fig.5 2318.5 5170 D 1180 2100 1180 2440 2100 Quando uma travessa for reposicionada e esta nova posição coincidir com a região da modificação das longarinas (região dos reforços).

8 (B09925003 . Travessa (MBB nº 384 312 75 17) 3. L17 . L16 1. Longarina do quadro de chassi 2. Reforços Fig.11/97) .Fig.Furações para montagem de suporte para árvore de transmissão B6 . Escora (MBB nº 384 312 73 61) 4.

Anilha (junta) 4. Fig. não podendo haver restrição do fluxo de ar.9 .9 Sistema de freios Nas alterações das distâncias entre-eixos. Inserto 3. torna-se necessária a adequação das árvores de transmissão às novas condições. Flange (porca) (B09925003 . L18 CM — Caixa de mudanças M — Mancal intermediário ET — Eixo traseiro 2.8 Árvore de transmissão Para alterações nas dimensões da distância entre-eixos. não deverá ter seu comprimento inferior a 6 m. Sua emenda deve ser executada de acordo com a Fig. Conexão rosqueada 2. cilindro de freio. para não afetar o tempo de atuação ou liberação do freio.6. os tubos plásticos deverão ser seccionados em uma das extremidade..1 Ângulo de acoplamento dos flanges Para a montagem de qualquer uma das árvores de transmissão dos veículos. Para os casos de encurtamento.11/97) B6 . e em seguida conectados novamente a sua posição original. às tubulações adicionais devem ser conectadas as extremidades das tubulações de ar e aos correspondentes componentes (reservatórios de ar. L19 . L19.Conexões para emendas da tubulação pneumática 1. devendo ser manuseadas por profissionais qualificados. Nos casos de alongamento da distância entre-eixos. deverão ser observados os seguintes cuidados: — Fixação dos flanges das árvores de transmissão de maneira que as cruzetas das mesmas formem entre si ângulos de fase.6. as tubulações de freio devem merecer atenção e cuidados especiais.8. 2. A tubulação de entrada de ar do reservatório úmido.2. Consultas a respeito conforme capítulo 1. Fig.1.6.3. conforme mostrado na Fig.6. acionamento de redução e bloqueio do eixo traseiro). O material e o diâmetro da nova tubulação devem ser os mesmos que o original. L18. devendo ser observado o procedimento indicado no capítulo 2.

Dispositivo de bater para montagem de conectores tipo “L” (nº 350 470 70 62) nos tubos plásticos. 08. para montagem dos conectores tipo ¨L¨ (nº 308 476 71 24) nos tubos plásticos. . Mandril guia para montagem dos conectores tipo ¨terminal¨(n 350 470 70 79 e 403 990 01 67) nos tubos plásticos.10 (B09925003 . 10. Usado em conjunto com o alicate de pressão 387 589 02 37 00. Usado em conjunto com o alicate de pressão 387 589 02 37 00. B6 .2.11/97) .Ferramentas básica.9.6. de medidas 06. 11 e 12 mm. Dispositivo de bater.1 Ferramentas especiais para montagem das conexões nos tubos plásticos Alicate de pressão para montagem dos conectores nos tubos plásticos. Usado em conjunto com o alicate de pressão 387 589 02 37 00.

Válvula protetora de 4 circuitos 4. Compressor de ar 2.Pode-se utilizar o manômetro original do painel do veículo para certificar-se que a pressão de trabalho de 810 KPa (8. não deverá haver queda de pressão. L20).9. pressão de frenagem de 300 KPa (3 bar).6 e 10 bar para pressão de trabalho de 10 bar. torna-se imprescindível a utilização de uma maleta de teste. Válvula do pedal de freio 5. entre 9. Válvula reguladora de pressão 3. Reservatório pneumático 7. Fig.11 .11/97) B6 . A partir do freio de mão acionado (sistema de freio despressurizado) e veículo freado. Assim que o sistema pneumático estiver pressurizado.Pode-se também utilizar nas emendas da tubulação e conexão de freios. para verificação de vazamentos: A . Sem alterar a posição do pedal. deve-se acionar o pedal de freio até obter no manômetro da maleta.1 bar) do sistema pneumático permanece inalterada.Freio de serviço traseiro (conexão 11) B . Teste semelhante deve ser efetuado no circuito de freio de estacionamento. Válvula manual do freio de estacionamento 6. deve ser executado um dos testes descritos abaixo. porém sempre em conjunto com o sistema descrito no item B (B09925003 .6. Cilindro de freio combinado (Tristop) Pontos de medição: A .2 Testes para verificação de vazamentos Após completada a emenda das tubulações de ar. conectando outro manômetro da maleta à tomada de teste “B” (Fig. e se não houver queda de pressão estará também comprovada a estanqueidade de sistema do freio de estacionamento. efetuar a seguinte sequência para avaliar a estanqueidade: — Pressurizar o sistema de freio até descarga da válvula reguladora (pressão de trabalho) — Desligar o motor — Calçar as rodas traseiras do veículo — Desaplicar o freio de estacionamento — Verificar no manômetro “B” se a pressão do circuito está entre 7.5 e 8. tipo MBB. podem ser obtidas em concessionário ou na MBB. os métodos tradicionais de verificação de vazamentos em sistemas pneumáticos. Informações referentes aos fabricantes homologados desta maleta. — Observar o manômetro “B” durante 1 minuto. L20 1. Para verificar a estanqueidade do circuito de freio de serviço traseiro deve-se conectar um manômetro da maleta à tomada de teste “A” (Fig.Freio de estacionamento (conexão 12) B .2.Para assegurar a máxima confiabilidade aos resultados a serem obtidos. para que seja comprovada a correta emenda e conexões da tubulação do circuito de freio. C . Válvula relé do freio de estacionamento 8. medida no manômetro durante 1 minuto.1 bar ou.1 bar para pressão de trabalho de 8. desenvolvida para testes do sistema de freio pneumático. L20).

2.6.10 Reposicionamento de componentes de chassi Com a modificação da distância entre eixos, poderá haver a necessidade de reposicionar componentes, tais como tanque de combustível, caixa de bateria e reservatório de ar. Este reposicionamento deverá ser minimizado e, quando realizado, deverão ser observadas as orientações contidas nestas diretrizes. Para reposicionamento do tanque de combustível deverá ser observado espaço livre suficiente para manutenção, troca e abastecimento. Todas as linhas de combustíveis deverão ser protegidas e isentas de vazamentos. Quando ocorrer o deslocamento da caixa de bateria deve ser previsto um espaço livre adequado para manutenção/substituição, devendo as mesmas serem posicionadas o mais próximo possível do motor de partida. Igualmente deve-se prever espaço livre para manutenção e drenagem dos reservatórios de ar. O recálculo da distribuição de cargas nos eixos do veículo pode ser necessário devido ao reposicionamento destes componentes. Os suportes originais dos componentes reposicionados deverão ser mantidos. Novos furos na alma da longarina, se estritamente necessários, deverão ser realizados conforme indicado no capítulo 2.2.

B6 - 12

(B09925003 - 11/97)

3. Prescrições para montagem de carroçarias
3.1 Montagem de carroçarias As carroçarias e os equipamentos devem ser construidos de tal forma que, na montagem, assentem isentos de quaisquer torções e tensões sobre as longarinas do quadro do chassi. Ao montar a carroçaria ou equipamentos, o chassi deverá estar sobre uma superfície plana e horizontal. A fixação correta é importante para o comportamento de condução do veículo, bem como para a durabilidade do quadro do chassi e da carroçaria. A fixação da carroçaria e dos equipamentos do quadro do chassi deverá ser feita através de quadros auxiliares com longarinas contínuas para assegurar uma distribuição uniforme de carga sobre o quadro do chassi. Ao proceder a montagem da carroçaria, deverá ser mantida uma distância mínima entre a cabina e a parte mais proeminente da carroçaria, de acordo com o tipo de veículo, conforme indicado a seguir: — Caminhões com cabina semi-avançada e capacidade de peso bruto total até 11 t. Distância mínima admissível entre a cabina e a carroçaria = 50 mm. — Caminhões com cabina semi-avançada e capacidade de peso bruto total à partir de 11,5 t. Distância mínima admissível entre a cabine e a carroçaria = 160 mm para veículos com tomada de ar atrás da cabina) e 100 mm para veículos com tomada de ar sob a cabina. — Caminhões com cabine avançada Nos veículos com cabine avançada deverá ser dispensada atenção especial quanto ao correto posicionamento da carroçaria e respectivos equipamentos (por exemplo: protetores em carroçarias basculantes, equipamentos de refrigeração em furgões frigoríficos, etc.), respeitando-se as medidas indicadas na Fig. M1, para assegurar o livre basculamento da cabina.

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C1 - 1

Fig. M1 - Dimensões para posicionamento da carroçaria em caminhões com cabina avançada A. Distância entre a linha de centro do eixo dianteiro e a carroçaria — Veículos com tomada de ar dianteira ou traseira embutida na cabina, A = 440 mm — Veículos com tomada de ar traseira externa a cabina, A = 590 mm B. Altura total do veículo complementado*) (A legislação de cada país deverá ser observada) C. Projeção do equipamento sobre a cabina*) D. Vão livre mínimo necessário, em relação as abas superiores das longarinas, na região imediatamente atrás da cabina, para permitir o livre basculamento da cabina, incluindo uma folga de 200 mm entre o raio de basculamento da cabina e o equipamento. P. Ponto de articulação da cabina. *) Relação entre as medidas C e D A= 440 mm A= 590 mm C D C D 0 1800 0 100 1880 100 2135 200 1955 200 2200 300 2020 300 2255 400 2075 400 2305 500 2125 500 2350 600 2165 600 2385 700 2200 700 2420 800 2235 800 2445 900 2260 900 2470 1000 2280 1000 2490 1100 2295 1100 2500 1200 2300 1200 2510 1300 2310 1300 2515 1355 2310 1355 2515

C1 - 2

(B09925003 - 09/98)

conforme execuções mostradas na figura a seguir. M4 1. M5 . que seja assegurada uma transição gradual do seu perfil . M3 1. M2. Quadro auxiliar As longarinas deverão ter as suas extremidades dianteiras conformadas de tal maneira. aproveitar a furação existente nas extremidades das longarinas do chassi. Quadro do chassi O quadro auxiliar deverá ser fixado no sentido longitudinal. deverão ser previstos furos para alojamentos dos rebites da travessa final (Fig. Quadro auxiliar Fig. Fig.09/98) C1 . Para tal.1 Quadros auxiliares As longarinas do quadro auxiliar deverão ser contínuas e assentar integralmente sobre as abas superiores do quadro do chassi (Fig.3. utilizando parafusos de classe 8. M2 1. Quadro auxiliar Fig. Ripas de madeiras entre as longarinas do chassi e do quadro auxiliar não são admissíveis.1.Perfis recomendados para a extremidade dianteira das longarinas do quadro auxiliar (exemplos) 1.3 . Nas abas inferiores das longarinas auxiliares. M3 e M4). Fig. Quadro auxiliar 2. M6 e M7). (B09925003 .8.

C1 . Placa de guia Fig.09/98) . a fim de garantir a necessária resistência estrutural.Fixação do quadro auxiliar 1. Quadro do chassi 2. Parafuso de fixação longitudinal 6. Quadro auxiliar 3.Fixação do quadro auxiliar 1. Nestes casos utilizar perfis “U” dobrados. as quais. poderão ser obtidas as dimensões das longarinas auxiliares.4 (B09925003 . Quadro do chassi 2. com perfil “U”. em função dos módulos secionais (Wx).Fig. com tirantes longitudinais de aço. Parafuso de fixação longitudinal 6. Travessa 4. deverão ser reforçadas adequadamente. M6 . não empregar perfis laminados de uso comercial. Quadro auxiliar 3. são os indicados na tabela a seguir. os módulos secionais (Wx) mínimos recomendados. poderão ser utilizadas as longarinas auxiliares de madeira de mesma qualidade. prescritos pela Mercedes-Benz. Quadros auxiliares de alumínio não deverão ser de qualidade inferior ao Almg SIL F 31 . Em carroçarias de madeira de lei. Furo para alojamento do rebite 5. Travessa 4. Placa de guia Quadros auxiliares de aço. não podem ter qualidade inferior a ABNT-EB-593-LN 28 acalmado em alumínio.DIN 1747 e recomenda-se aplicar proteção entre estes e o quadro do chassi para reduzir a corrosão eletrolítica (tinta a base de cromato de zinco). Para as longarinas auxiliares em aço. no entanto. M7 . Furo para alojamento do rebite 5. Com auxílio do diagrama A.

o módulo seccional (Wx) de cada longarina do quadro auxiliar tenha no mínimo 240 cm3 (perfis sugeridos conforme Fig.) as longarinas do quadro auxiliar deverão ser dimensionadas em função das cargas atuantes. Para o caso de cargas não distribuídas uniformemente ou equipamentos especiais onde ocorram esforços localizados (como p. I e II) e. plataformas elevadoras. não empregar perfis laminados de uso comercial. III). referem-se às longarinas auxiliares projetadas para distribuição de carga uniforme na carroçaria.Diagrama A . bombas de concreto. o módulo seccional ou momento resistente (Wx) do quadro auxiliar deve ser dimensionado de forma que. Para o veículo L 2638 que dispõe de longarinas duplas. para os chassis L/LK/LB 2318 e L/LK/LB 2325. a tensão do material tenha um coeficiente de segurança no mínimo igual a 3. tenha no mínimo 97 cm3 (perfil sugerido conforme Fig. perfil “U” sugerido de 150 mm (altura mínima) x 70 (B09925003 . M8. assim como deve ser adotado o chassi com a distância entre eixos adequada para a finalidade. composto com o módulo seccional da longarina. Para os veículos utilizados no transporte de cana-de-açúcar. na extração de madeira. para os chassis LA/LAK 1418. Utilizar somente perfis “U” de chapa dobrada. Desta forma. O material deve possuir propriedades mecânicas não inferiores ao especificado na norma NBR 6655 (EB 593) LN 28.Dimensões do perfil para a longarina do quadro auxiliar (perfil aberto) a) Altura do perfil 7DEHOD & (VSHFLILFDomR UHFRPHQGDGD SDUD ORQJDULQDV GR TXDGUR DX[LOLDU Veículos 712 C 914 C 1214 a 2325 Módulo seccional de resistência (Wx) Dimensões recomendadas para os perfis de longarinas auxiliares por longarina em cm3 (aço) (*) 30 45 Vide diagrama A 45 (*) Observações importantes: Os módulos seccionais de resistência e as dimensões dos perfis indicados na tabela C1/1 e no diagrama A. recomendamos que. etc. M8.09/98) C1 .5 . ex: basculantes. o módulo seccional (Wx) recomendado para cada longarina auxiliar é de 80 cm3. nos postos críticos (máximos momentos fletores). em relação ao seu limite de escoamento. guindastes. na construção civil e na mineração.

09/98) .Perfis sugeridos para longarinas de quadro auxiliar para veículos utilizados em transporte de cana-de-açúcar.35 mm. conforme Fig. M8.6 (B09925003 . extração de madeira.x 6. Para não elevar a altura do centro de gravidade da carga em relação ao solo não recomendamos a utilização de quadros auxiliares com altura superior a 200 mm. IV. — Perfis I e II sugerido para L/LK/LB 2318 e L/LK/LB 2325 — Perfil III sugerido para LA/LAK 1418 — Perfil IV sugerido para L 2638 ( mínimo 150 mm / máximo 200 mm) C1 . Fig. construção civil e mineiração. M8 .

2. N2). no mínimo de classe 8.2 Fixação das carroçarias As fixações das carroçarias nas longarinas do quadro do chassi não poderão ser executadas por processo de soldagem devendo serem feitas através de consoles. substituindo-os por parafusos conforme indicado acima para as fixações por grampos ou consoles. N3. placas parafusadas ou ainda por meio de grampos “U”. chicote de cabos elétrico. Poderão ser utilizados também calços de madeira de lei. .3. vide Fig.07/96) C2 .A. somente quando estritamente necessário deverão ser consideradas as diretrizes contidas no capítulo 2. deverão ser utilizados parafusos conforme DIN 960. através de grampos “U” (Fig. Não deverá haver atrito entre os grampos e componentes do chassi. Para evitar deslocamentos laterais deverão ser previstas placas de guia laterais. Para as fixações parafusadas no chassi. Longarina do chassi 2. Fig. Efetuar a fixação das carroçarias por intermédio das longarinas auxiliares. 3. Para proteção das abas inferiores das longarinas do quadro do chassi. N1 1. Para execução de furos nas longarinas do quadro de chassi. placas e consoles. A fixação da carroçaria ao quadro de chassi deverá garantir que não haja deslocamentos laterais e longitudinais. deverão ser instalados calços de alumínio ou ferro fundido maleável. etc. Não são admissíveis quaisquer tipo de fixação nas travessas do quadro de chassi sem autorização da MERCEDES-BENZ DO BRASIL S. Longarina auxiliar de aço 3. exceto nas proximidades do escapamento (Fig. N1).2.2. Os grampos “U” não deverão interferir com a tubulação do sistema de freio. Calço de proteção da aba inferior da longarina (B09925003 . por exemplo tubos plásticos de ar e combustível. Para evitar deslocamentos longitudinais deverão ser previstos parafusos que fixem o quadro auxiliar ao quadro de chassi utilizando-se os furos já existentes na aba superior das longarinas. Grampo “U” de fixação 4.1 Fixação por meio de grampos “U”.8.1 . Para outros exemplos de fixação da carroçaria por meio de grampos. devendo-se considerar: 1. vide figuras orientativas nos capítulos correspondentes a cada tipo de fixação. feixes de molas. Calço de madeira 5. entre os dois primeiros pontos de fixação (grampos ou consoles). sendo permitida a retirada de rebites por processo a frio. na última travessa do quadro. Para ambos os casos. nem com quaisquer outros componentes do chassi.

Detalhes do calço do grampo de fixação Fig.07/96) . Console com elemento elástico 4. Longarina auxiliar de madeira de lei 3.Fixação do quadro auxiliar por meio de consoles 1. Longarina do chassi 2. Fig. N4). Quadro do chassi 2. Grampo “U” de fixação 4. N2 .2 Fixação por meio de consoles Veículos complementados com carroçarias de estruturas rígidas a torção (como por exemplo tanques) ou que venham a operar em terrenos irregulares (fora-de-estrada) deverão ter suas carroçarias fixadas ao quadro do chassi por meio de consoles providos de elementos elásticos atrás da cabine (Fig.. Calço de proteção da aba inferior da longarina 5. A e B — Execuções para carroçarias metálicas C — Execução somente para carroçarias em madeiras de lei 1.Fig.2 (B09925003 . Longarina auxiliar de aço 3. N3 . N4 . Placa de guia C2 . Quadro auxiliar 3.2.

Fig. Placa parafusada 5. Quadro do chassi 2.3 Fixação através de placas parafusadas Veículos complementados com superestruturas nas quais ocorrem esforços localizados (como por exemplo: basculantes.11/97) C2 . as longarinas auxiliares deverão ser fixadas ao quadro do chassi por meio de placas parafusadas. N7 . Placa parafusada 5. guindastes. Console 4. (B09925003 . etc. Console 3. N7). Placa de guia Fig. tendo visto que tais veículos operam usualmente em condições extremamente severas e. plataformas elevatórias. Mola helicoidal ou tipo prato 3. N6 .2. N6) ou por grampos tipo “U” (Fig. na construção civil e na mineração (basculantes).Fixação do quadro auxiliar através de placas parafusadas 1.Fixação do quadro auxiliar através de placas parafusadas 1.). a fixação da carroçaria deverá garantir que não ocorram deslocamentos longitudinais e laterais (fig.Fig. Placa de guia Em especial.3 . bombas de concreto. Grampos tipo “U” 4. N5 . muitas vezes. Quadro auxiliar 3. Quadro do chassi 2. Longarinas do chassi 2. na extração de madeira (toras ou toretes dispostos longitudinal ou transversalmente). Longarina auxiliar de aço 4. os veículos utilizados no transporte de cana-de-açúcar (inteira ou picada). tracionando reboques. N8). com os dois primeiros pontos de fixação dianteiros fixados por consoles (Fig. Quadro auxiliar 3.(corte A-B) 1.

tem elaborado normas técnicas relativas a sistemas de fixação e proteção contra deslocamento de cargas em veículos rodoviários de carga. Para executar eventuais furações nas longarinas do quadro de chassi. Se forem utilizados consoles na fixação dianteira do quadro auxiliar. devem ser consideradas as diretrizes contidas no capítulo 2.1 “Reboques e Semi-reboques”. N8 .Console de fixação com função adicional de placa-guia Para as fixações parafusadas. Quadro auxiliar 3. somente quando estritamente necessário. além das placas parafusadas. Fig.4 Normas técnicas para fixação de carga A ABNT .Associação Brasileira de Normas Técnicas.2. as quais. N9 .4 (B09925003 . Console ou grampos tipo “U” 4. N9. de placas e consoles. Quadro do chassi 2. por questão de segurança. com fixação através de grampos tipo “U” ou consoles na região dianteira do quadro auxiliar.Fixação do quadro auxiliar através de placas parafusadas (execução sugerida para veículos utilizados em condições extremamente severas) 1.8. devem ser previstas placas-guias laterais na região dianteira. desde que o segmento inferior ultrapasse a aba superior da longarina do chassi.2. recomendamos que sejam observadas: NBR 7468: “Proteção contra deslocamento ou quedas de carga em veículos rodoviários de carga” C2 . conforme mostra a Fig. a fixação do quadro auxiliar ao chassi deve ser feita por meio de placas parafusadas.11/97) . Placa de guia (I) Travessa do motor (II) Travessa (III) Travessa do mancal intermediário (IV) Travessa do mancal central da suspensão Para evitar deslocamentos longitudinais.Fig. Placa parafusada 5. através da Comissão de Estudos CE 5:10. os mesmos poderão servir também de placas-guia. 3. nas longarinas do chassi devem ser utilizados parafusos conforme DIN 960. Para impedir deslocamentos laterais. no mínimo de classe 8.

07/96) C2 .5 .Determinação da resistência .Dispositivo de fixação em equipamentos de transporte terrestre . deverão também cumprir a legislação vigente em cada país.Métodos de ensaio” NBR 8688“Instalação de anteparos para evitar deslocamento da carga em veículos rodoviários de carga” NBR 9500: “Requisitos mínimos de projetos para veículos rodoviários porta-container”. Em outros países. Determinação de resistência Métodos de ensaio” NBR 7476: “Container . (B09925003 . por medida de segurança.NBR 7469: “Sistema de fixação de cargas em veículos rodoviários de carga” NBR7470: “Bloqueio e escoramento de cargas em veículos rodoviários de carga” NBR 7475: “Container .Sistema de apoio e fixação em equipamento de transporte terrestre. além de cumprirem as normas ABNT acima mencionadas.

C2 .07/96) .6 (B09925003 .

devem ser soldadas placas no quadro auxiliar. Na região das travessas. para guia lateral. vide capítulo 1.1. sobre as travessas do quadro do chassi. O quadro auxiliar deve ser dotado de travessas para a fixação do suporte do cilindro hidráulico e deve ser fixado diretamente sobre as longarinas do chassi por meio de placas parafusadas com os dois primeiros pontos fixados por consoles (Fig. (B09925003 .preferível) Alta pressão Capacidade volumétrica = acima de 7m3 Nota: Considera-se sistema hidráulico de alta pressão quando a pressão de trabalho é igual ou superior a 100 bar (Kgf/cm2). P3 Ação direta (com pistão telescópico frontal . A montagem de carroçaria basculante sobre o chassi. diagrama A).) C3 . K).1. As longarinas do quadro auxiliar devem dispor de um módulo resistente mínimo de 45 cm3. na medida do possível. bem como na região do suporte do cilindro hidráulico. P2 Ação indireta Baixa pressão Capacidade volumétrica = 6 a 7m3 Fig.1. as carroçarias basculantes somente deverão ser montadas em chassi liberados para esta finalidade (LK.1. por longarina (vide capítulo 3. que devem ser dispostas.3 Carroçarias basculantes Em razão dos esforços ocorrentes.1 . P1 Ação direta Baixa pressão Capacidade volumétrica = 4 a 5m3 Fig.3. 3.1 Sistemas hidráulicos de acionamento Execuções recomendadas Fig. Recomendamos que o ponto de ataque do sistema hidráulico de basculamento esteja a frente do centro de gravidade da carroçaria + carga útil. N6) ou por grampos tipo “U” (FIg.1. A articulação traseira da caçamba deve ser localizada próximo ao eixo traseiro. conforme capítulo 3.3. deve ser efetuada por meio de um quadro auxiliar contínuo de aço. Para montagens em outros tipos de chassis. N7).

C3 .2 (B09925003 .) .

Q1 e Q2).5 a 14.1 t 11.com 2 sapatas de apoio garina. por lon.0 t 8. Quadro do chassi 2.m.2.) (mm) (cm3) 3. Parafuso para a fixação longitudinal Fig. as quais deverão suportar e absorver todos os esforços decorrentes da operação do guindaste. 7DEHOD & PBT Módulo (momento) de re. Quadro auxiliar 3. Q1 1. Na região onde será montado o guindaste.09/98) C4 .5 t Acima de 15. torna-se necessária a aplicação de 4 sapatas de apoio. vide capítulo 3.5 45 120 x 65 x 6 Até 9.1 e 3.3.Medidas recomendadas Momento-de-carga máxisistência mínimo.4 Guindastes montado atrás da cabina O guindaste montado atrás da cabina deve ser fixado num quadro auxiliar de aço (vide medidas na tabela C4/1) ou no quadro auxiliar prolongado da carroçaria. Travessa 4. as longarinas deverão ser do tipo caixa (fechada).0 45 45 120 x 65 x 6 120 x 65 x 6 Fig. ficando o chassi isento dos mesmos.2. do quadro auxiliar nas do quadro auxiliar (t.1 . Quando à fixação do quadro auxiliar no chassi. Reforço 5.3. A transição do perfil de caixa fechada para o perfil “U” deverá ser gradual (vide Fig. Nota importante: Ultrapassados os momentos-de-carga máximos acima especificados. Q2 - (B09925003 . integradas à estrutura inferior do equipamento.para o perfil das longarimo.0 10.

Grampos de fixação 6. Quadro do chassi 3. . Para montagem de guindaste especiais e no balanço traseiro. observando-se as cargas admissíveis por eixo. inclusive plataforma elevatória.1. Quadro auxiliar 4. Parafusos para a fixação longitudinal do quadro auxiliar C4 . vide capítulo 1. bem como o centro de gravidade da carroçaria e carga. devem ser determinados de acordo com a posição e peso do guindaste. Q3) os quais deverão estar apoiados ao solo durante a operação. Fig.Para o guindaste deverão ser previstos dispositivos de apoio (disposição na Fig. Placas de guia 5. Dispositivo de apoio 2.09/98) .2 (B09925003 . O comprimento da caixa de carga. Q3 1.

07/96) C5 . ao centro do eixo traseiro (Fig. bem como a carga estática mínima exigida sobre o eixo dianteiro seja atingida sob quaisquer condições de carga. Tanques para o transporte de líquido de pesos especificados diferentes. Quadro auxiliar Fig. R3). Apoio elástico 3.Exemplo para fixação dianteira de Fig. não ultrapassando a distância de 1.000 mm. deverão apresentar marcações de enchimento no recipiente. os apoios rígidos devem ser dispostos na parte traseira. com apoios elásticos na dianteira (veículos de combate a incêndios). Fig. R1 . R2 . de forma também a não restringir a capacidade torsional do quadro do chassi (Fig. Quadro do chassi 2. requerem aprovação conforme capítulo 1. os planos de carregamento e descarregamento.Fixação traseira de carroçaria-tanque (exemplo) (B09925003 . como indicações para a observação dos pesos máximos admissíveis. Quadro do chassi 1. A fim de não comprometer a perfeita dirigibilidade do veículo.Exemplo para fixação dianteira de carroçarias-tanque (fixação em 4 pontos) carroçaria-tanque (fixação em 3 pontos) 1. Os tanques devem ser providos de quebra ondas a fim de atenuar os problemas provenientes da movimentação dos líquidos transportados. R3 . em 3 ou 4 pontos.5 Carroçaria tanque Carroçarias tanques poderão ainda ser montadas sobre o quadro auxiliar. Eventuais modificações necessárias.3. o fabricante da carroçaria deverá colocar. R1 e R2). bem visível no veículo. Em todo o caso deve haver a garantia de que as cargas admissíveis sobre os eixos sejam observadas. Para veículos destinados ao transporte de cargas perigosas (líquidos e gases) respeitar os regulamentos em vigor em cada país. Quadro auxiliar 2.1.1 . Apoio elástico 3. Para tanques com sub-divisões em câmaras.

2 (B09925003 .C5 .07/96) .

(B09925003 . S1.). conforme capítulo 1. deve obedecer igualmente estas diretrizes.09/98) C6 . bomba de concreto e outros. deverão receber uma cobertura de proteção na parte traseira da cabina. conforme indicada na Fig. etc. Os veículos com cabina avançada.6 Carroçarias e equipamentos para cargas perigosas Quando o veículo for destinado ao transporte de cargas perigosas (líquidos inflamáveis.7 Carroçarias especiais A complementação de veículos especiais com carroçarias de combate e incêndios.1. quando forem equipados com carroçaria destinada ao transporte de cargas perigosas. Todas as modificações necessárias nos chassis estão sujeitas à prévia aprovação. corrosivos. sobre a região da caixa de mudanças. Esta cobertura deverá ser removível para possibilitar a execução dos serviços de manutenção e de reparação do veículo. devendo a respectiva aprovação ser realizada conforme capítulo 1.3. Fig. varredeiras.Cobertura de proteção na parte traseira da cabina avançada. coletores/compactadores de lixo. produtos químicos.1. deverá ser observada a legislação em vigor em cada país.1 . sobre a região da caixa de mudanças 3. S1 .

C6 .2 (B09925003 .07/96) .

3. T1 . Fig. deverá receber novas talas de ligação (capítulo 2.3.07/96) C7 . Fig.Alterações no balanço traseiro.3 .1.Dimensões mínimas recomendadas para instalação de acoplamento para reboque (B09925003 .2. devendo ser observados os limites legais vigentes em cada país. ou quando for instalada uma travessa traseira adicional. 2. bem como a instalação elétrica para reboque vide capítulo 3. 3. deverá ser previsto elemento de ligação.1 . esta poderá ser deslocada para trás.1. Para os veículos que possuem uma travessa de fechamento além da travessa do feixe de molas traseiro. H2 e H3). tirante (capítulo 2.3. a fim de assegurar o devido reforço à estrutura de acordo com a capacidade do engate. deverá ser previsto novas talas de ligação (capítulo 2.1. Na Fig. Para os veículos que possuem a travessa do feixe de molas traseiro como última travessa (de fechamento). Entre as duas últimas travessas deverá ser mantida uma distância mínima de 350 mm para possibilitar a montagem e desmontagem do engate para reboque na travessa (capítulo 2. H1) ou. porém.10. quando for instalada uma travessa intermediária.3. 4.8 Instalação de acoplamento para reboque Nos veículos em que houver necessidade de um prolongamento do balanço traseiro para a instalação de engate traseiro deverão ser consideradas as diretrizes contidas no capítulo 2. T1 constam algumas dimensões mínimas recomendadas para possibilitar uma boa liberdade para a lança do reboque. podendo estas serem diferentes conforme as necessidades impostas por condições especiais. Fig. Para a instalação do engate traseiro a última travessa do quadro do chassi deverá ser reforçada de acordo com a capacidade de tração do engate traseiro e dispor de tirantes ou talas de ligação conforme as seguintes situações: 1. Fig.3. H1) e ser reforçada de acordo com a capacidade de engate a ser montado. H2 e H3). no máximo 350 mm. Fig.1. Para instalação das conexões de freio para reboque (serviço e emergência).

C7 .07/96) .2 (B09925003 .

P2. U1 . Consultar resolução acima referida. devendo ser observada a resolução do CONTRAN nº 692/88. a instalação de pára-choques traseiros deve atender a legislação vigente. U1. U1. porem não superior a 25.) Fig. Aos pontos P1 e P3.1 . Os pontos P2. A sobreposição de carrocerias/implementos rodoviários em relação as lanternas traseiras conjugadas dos veículos não devem causar diminuição do seu campo de visualização. cuja localização está indicada na Fig. U2 .3. que regulamenta o seu posicionamento e campo de visualização mínimos necessários (vide Fig. e P3.000 N. porem não superior a 100.000 N. aplicar sucessivamente uma força horizontal igual a 12. aplicar sucessivamente uma força horizontal igual a 50% do peso total máximo indicado. conforme resolução do CONTRAN nº 805/95 e seu anexo.5% do peso total máximo indicado do veículo. A resistência do pára-choque e de sua fixação devem ser verificadas através da aplicação de cargas horizontais aos pontos P1.Pontos de verificação de resistência do pára-choque traseiro a = comprimento do maior eixo veicular traseiro (B09925003 .9 Pára-choque e lanternas traseiras No Brasil. U2. O posicionamento do pára-choque traseiro e suas dimensões estão indicadas na Fig.07/96) C8 .Posicionamento sugerido para o pára-choque traseiro Fig. para obtenção dos demais detalhes.

C8 .07/96) .2 (B09925003 .

de aço. com um módulo de resistência mínimo de 45 cm3 por longarinas (perfil “U” recomendado 120 x 60 x 6.250 a 1. medida B). O centro de gravidade da 5ª roda completa (5ª roda.10. e 2 reforços em cantoneiras na extremidade traseira (vide Fig. bem como a intercambialidade no acoplamento de caminhões-tratores e semi-reboques.10 Chassis para caminhões-tratores Para operação com semi-reboques deveriam ser utilizados somente os chassis liberados especialmente para este fim. A distância superior dos pára-lamas a aba superior do sobrequadro ou quadro auxiliar (Fig.1 Instruções para adaptação da 5ª roda Estes chassis devem ser equipados com sobrequadro composto de 2 longarinas em perfil “L” parafusadas ou rebitadas no quadro do chassi.2. A montagem da 5ª roda deve ser efetuada sobre uma base de chapa perfilada. cavalete.) deverá coicindir com a medida “H” indicada nas tabelas de dimensões e pesos contidas no capítulo 1. V1). deverão ser aproveitados os furos existentes nos chassis. podem ser utilizados chassis curtos de caminhões médios e semi-pesados.09/98) C9 . 2 reforços e 2 travessas localizadas na região da 5ª roda.350 mm (veículo carregado). dependendo do PBTC do veículo-trator.3. de largura no mínimo igual a distância entre as superfícies externas do sobrequadro ou do quadro auxiliar.1 . Em casos especiais. assim como com a estrutura inferior do semi-reboque . para aplicações específicas com semi-reboques de um ou de até dois eixos. devendo ser fixado ao quadro do chassi por meio de placas parafusadas (vide capítulo 3. integralmente apoiado sobre as longarinas do chassi. (B09925003 . a fim de que se obtenha correta distribuição de pesos nos eixos do caminhão-trator.3). V1. Para fixação do sobrequadro em perfil “L” ou das placas do quadro auxiliar em “U”. 3. As bases da placa na região de contato com a aba superior do sobrequadro ou quadro auxiliar.5 mm). de material de qualidade não inferior ao aço ABNT EB-593 LN 28 + Al. deverá ser prevista de tal forma que os mesmos não interfiram com as rodas traseiras do caminhão-trator. A fim de possibilitar a intercambialidade e montagem da 5ª roda nos caminhões. conforme indicado na norma NBR 6607 (ISO 1726). de 80 mm. pára-lamas. chanfrado em sua extremidade dianteira. ou dispor de um quadro auxiliar contínuo. V1).3. chapas anti-derrapantes e de cobertura. com espessura de 8 mm e comprimento que proporcione quatro apoios na parte inferior. deverão ter os cantos dianteiros arredondados. a placa perfilada deverá ser furada conforme norma NBR 8357 (ISO 3842). a altura da 5ª roda ao solo. etc. Deverão ser soldados anteparos de aço na frente e atrás das sapatas da 5ª roda. no sentido logitudinal (vide Fig. deverá ser de 1.

a fim de evitar danos às mesmas. para operação com reboque. nos casos de utilização como caminhão-trator tracionando semi-reboque. Distância do pára-lama à aba superior do sobrequadro C. conforme códigos de venda 40 B. Linha de centro do pino-rei Ref. freio manual e tomada elétrica para reboque e semi-reboque.Montagem da 5ª roda A. Tendo em vista que as tomadas indicadas na tabela são instaladas na extremidade traseira do quadro do chassi.2 Conexões elétricas e pneumáticas para freio de reboque e semi-reboque Opcionalmente estão disponíveis tomadas de freio. respectivamente. 1 1 2 3 4 5 Qtde 1 1 2 2 2 4 Nº de peças 384 311 76 60 384 311 77 60 384 312 73 60 345 312 71 25 384 311 71 53 — Nome Sobrequadro (perfil esquerdo) Sobrequadro (perfil direito) Reforço Travessa Cantoneira Anteparo 3. Altura do veículo (1. 41 B e 45 E.350 mm) D.Fig. estas tomadas deverão ser instaladas em cavalete apropriado. bem como o esquema de ligação da tomada elétrica estão indicadas nas páginas seguintes. Distância do centro de gravidade ao eixo traseiro B.09/98) . localizado atrás da cabina. por atrito ou enrolamento na árvore de transmissão.2 (B09925003 .250 a 1. Os respectivos esquemas de freio básicos dos veículos e esquemas dos circuitos de freio para reboque e semi-reboque. V1 .10. de tal forma que as correspondentes tubulações de freio e o chicote elétrico não ultrapassem os limites da aba superior do chassi. C9 .

3. (B09925003 .3 .11/97) C9 . os semi-reboques tem seu negativo ligado à massa.10.Fig.7. de um modo geral.2 e 1. nos veículos LS 1938 e L/LK/LS 2638 equipados com motor gerenciado eletronicamente o circuito dos mesmos deverá ser alterado para utilizar o negativo da tomada do semi-reboque.7. Veja também as prescrições contidas nos cápitulos 1. sobre prevenção de danos aos módulos eletrônicos e compatibilidade eletromagnética em veículos equipados com motor gerenciado eletronicamente.2.Esquema da ligação elétrica da tomada para reboque ou semi-reboque.3 Caminhões-tratores equipados com motor gerenciado eletronicamente Tendo em vista que.Tomada para reboque ou semi-reboque 110 — luz de posição traseira esquerda 42 — luz indicadora de direção traseira esquerda 98 — luz de freio 49 — luz indicadora de direção traseira direita 95 — luz de marcha-à-ré 115 — luz de posição traseira direita Código de cores dos cabos elétricos gr = cinza sw = preto ws = branco gn = verde rt = vermelho br = marrom Nota: A conexão dos cabos elétricos da tomada para reboque deve ser feita junto aos respectivos conectores traseiros. deverá ser ligado um cabo elétrico (para aterrar o semi-reboque) no ponto de conexão de massa existente na longarina direita do veículo-trator ao invés de conectá-lo à base da 5ª roda como é feito usualmente. V2 . Na total impossibilidade de se alterar o circuito do semi-reboque. J1 .1.

01 (a) 9.Válvula do pedal do freio de serviço 14.13 21 1.01 1 2A 5.13 .02 .Cilindros de freio combinado “Tristop” 38.01 22 23 11 21 3 11 3 12 22 21 12 11 5. manômetro e interruptores de pressão 9.baixa pressão pneumática 10.Válvula manual do freio de estacionamento 16.03 23 25 13.01 .Grupo de acionamento de parada do motor 20.5±0.01 MA 11 21 4. 1723 (693.5±0.Grupo do eixo dianteiro 20.Tomada de teste 2A .L /LK 1218 R.4 (B09925003 .01 38.03 .12 .Grupo de lâmpadas-piloto.Cilindros pneumáticos de diafragma 38.01 .Grupo gerador de energia 1.02 38.02 .Manômetro duplo MB .Reservatórios de ar comprimido BV .02 .Reservatório de ar comprimido (regenerador do elemento filtrante do secador de ar) 6.1) Pressão de alimentação disponível no sistema Pressão de frenagem Pressão de alimentação para o acumulador de mola do freio de estacionamento DE . L 1418 R.01 (b) 10 . L/LK 1620 (694.12 1 33.01 5.01 2 3 1 16.01 5.01 .05 MB BV B 4 2 -0 4 5 5 -6 5 Esquema básico do freio .KO 9.Válvula protetora de quatro circuitos 5.Válvula eletropneumática de acionamento do freio-motor MA .Grupo de acionamento do freio-motor 20.02 .Cilindro de acionamento do freio-motor 33.5±0.2 bar 10.Filtro secador de ar com válvula regulador de pressão integrada DS .01 .02 1 20.2 bar 38 . 1720.01 5.01 .Compressor de ar 4.2 bar 10.0 e 695.02 1A 11.04 .01 .11/97) .02 33.freio de estacionamento b .Grupo acumulador de energia 5.01 DS DE 14 .Tomadas de teste KO .02 41 42 5.01 1 3 4 2 20.04 6.01 .01 .02 .Cilindro de acionamento da parada do motor 33.Válvula eletropneumática de acionamento da parada do motor C9 .01 3 2 1 1 1 21 2 3 26 22 24 12 0 22 11 3 20 .02 22.0) .Grupo de válvulas de acionamento 13.Lâmpadas-piloto a .Válvula relé do freio de estacionamento 1A .05 .Grupo do eixo traseiro motriz 22.01 .Interruptores da lâmpada-piloto de baixa pressão pneumática 11.1718 K.

2 Cilindros pneumáticos de diafragma 22.1 Válvula de drenagem manual 6.1 Válvulas eletromagnéticas (a) — de acionamento do freio-motor (b) — de acionamento de parada do motor 38.1 Válvula manual do freio de estacionamento 16.Esquema básico do freio .1 Cilindros pneumáticos de êmbolo (a) — do freio motor (b) — da parada do motor 20.1 Válvula relé 20.1 Regulador de pressão 4.2 Válvula do pedal de freio 14.07/96) C9 .5 .1.2 Válvula de drenagem automática 8.1 Reservatórios pneumáticos 40L (V1 e V2) e 20L (V3) 6.2 Tomadas de testes (B09925003 .3 Válvula protetora de 4 circuitos 5.LA/LAK 1418 Pressão de serviço Pressão de atuação Pressão de frenagem Drenagem automática 1.2 Válvula de retenção 10.1 Cilindros combinados (Tristop) 33.2 Interruptores (a) — da lâmpada-piloto do freio de estacionamento (b) — da lâmpada-piloto de baixa pressão 11.Compressor de ar 2.2 Manômetro duplo 13.

L/LK/LB 2325 Pressão de serviço Pressão de atuação Pressão de frenagem Drenagem automática 1.6 (B09925003 .1 Válvula de drenagem manual 6.2 Cilindros pneumáticos de diafragma 22.1 Regulador de pressão 4.1 Cilindros combinados (Tristop) 33.1 Válvulas eletromagnéticas (a) — de acionamento do freio-motor (b) — de acionamento de parada do motor 38.2 Válvula de retenção 10.2 Válvula de drenagem automática 8.2 Manômetro duplo 13.1.1 Válvula relé 20.2 Válvula do pedal de freio 14.2 Tomadas de testes pressão de serviço pressão de atuação pressão de frenagem drenagem automática C9 .3 Válvula protetora de 4 circuitos 5.1 Válvula manual do freio de estacionamento 16.1 Reservatórios pneumáticos 40L (V1 e V2) e 20L (V3) 6.1 Cilindros pneumáticos de êmbolo (a) — do freio motor (b) — da parada do motor 20.2 Interruptores (a) — da lâmpada-piloto do freio de estacionamento (b) — da lâmpada-piloto de baixa pressão 11.L/LK/LB 2318.Esquema básico do freio .Compressor de ar 2.07/96) .

0 e 682.4 Conector múltiplo 600 Placa de ligação (B09925003 . 1418.2 Válvula de retenção 10.1 Compressor de ar 2.4 Válvula do pedal de freio 14.freio-motor (b) .parada do motor 20.7 .1 Válvulas eletromagnéticas (a) .acionamento do freio-motor (b) . 1721.1 Válvula de drenagem manual 8. 1718 K. 1718.2 Tomadas de teste 009.1 Válvula relé 20. 1723 (682.1) Pressão de serviço Pressão de atuação Pressão de frenagem 1.2 Interruptores (a) — da lâmpada-piloto de baixa pressão (b) — da lâmpada-piloto do freio de estacionamento 11.1 Reservatórios pneumáticos 40L (V1 e V2) 6. 1418 K. 1714. 1720.11/97) C9 .1 Cilindros pneumáticos de êmbolo (a) .1 Válvula manual do freio de estacionamento 16. 1414.2 Manômetro duplo 13.1 Cilindros combinados Tristop (freio traseiro) 33.2 Cilindros pneumáticos de diafragma (freio dianteiro) 22. 1414 K.3 Válvula protetora de 4 circuitos 5.acionamento da parada do motor 38.Esquema básico do freio 1218.1 Regulador de pressão 4.

03 .01 . 20.Cilindros pneumáticos de diafragma 38.2414/2418 (682.01 .Válvula do pedal do freio de serviço 14.02 .Tomadas de teste 3A .Cilindros de freio combinado 38.02 .01 .01 .Cilindro pneumático de parada do motor 33.11/97) .02 .Válvula eletropneumática de comando do mecanismo de parada do motor C9 .01 .Grupo acumulador de energia 5.Válvula de drenagem de acionamento manual BV .01 .MA .Cilindros de freio combinado KO .Válvula relé do freio de estacionamento 1A .3) Pressão de alimentação disponível no sistema Pressão de frenagem Pressão de comando do freio de estacionamento e emergência DE .Grupo de lâmpadas-piloto manômetro e interruptores de pressão 9.Reservatórios de ar comprimido 6.Interruptores de pressão 11.02 .01 .Regulador de pressão 4.Cilindro pneumático do freio-motor.02 .Compressor de ar 2.Lâmpadas-piloto 10.01A .Válvula protetora de quatro circuitos 38.Grupo do 3º eixo 22.02 .Tomada de teste 2A .01A .Grupos de acionamentos auxiliares 20.Manômetro duplo MB .Esquema básico do freio .Válvula manual do freio de estacionamento 16.01 .Grupo do eixo dianteiro 20.01 .01 .Válvula eletropneumática de comando do freio motor 33.01 .Grupo de válvulas de acionamento 8.02 .8 (B09925003 .Grupo gerador de energia 1.Válvula de retenção 13.01 .Grupo do eixo traseiro motriz 22.Tomadas de teste DS .

Grupo de lâmpadas-piloto.Válvula protetora de quatro circuitos 5.Compressor de ar 4.01 .Válvula manual do freio de estacionamento 16.01 .04 .Tomada de teste 2A .Cilindro de acionamento da parada do motor 33.Reservatórios de ar comprimido BV .01 .Manômetro duplo MA .Reservatório de ar comprimido (regenerador do elemento filtrante do secador de ar) 6.Interruptores da lâmpada-piloto de baixa pressão pneumática 11.Grupo do eixo dianteiro 20.Cilindros pneumáticos de diafragma 38.01 .02 .12 . manômetro e interruptores de pressão 9.01 .9 .Lâmpadas-piloto 10.Válvula do pedal do freio de serviço 14.11/97) C9 .Grupo do eixo traseiro motriz 22.Grupo gerador de energia 1.01 .Válvula relé do freio de estacionamento 1A .Grupo acumulador de energia 5.B 4 2 -0 4 6 3 -6 5 Esquema básico do freio .03 .02 .01 .Grupo de válvulas de acionamento 13.0) Pressão de alimentação disponível no sistema Pressão de frenagem Pressão de alimentação para o acumulador de mola do freio de estacionamento DE .13 . 1214 K (693.02 .Grupo de acionamento de parada do motor 20.Filtro secador de ar com válvula regulador de pressão integrada DS .Cilindros de freio combinado “Tristop” 38.02 .Válvula eletropneumática de acionamento da parada do motor (B09925003 .Tomadas de teste KO .1214 C.02 .01 .

2 Interruptor para luz de freio 13.1 Válvula distribuidora 28.2 Válvula de retenção 13.1 Válvula bidirecional C9 .1 Válvula distribuidora 35.3 Bocal de engate rápido Freio manual para reboque ou semi-reboque Pressão de serviço Pressão de atuação Pressão de frenagem 4.2 Válvula do pedal de freio 15.10 (B09925003 .3 Válvula protetora de 4 circuitos 10.1 Válvula relé 18.2 Válvula do pedal do freio 16.Freio para reboque ou semi-reboque Pressão de serviço Pressão de atuação Pressão de frenagem 8.11/97) .2 Bocal de engate rápido 35.1 Válvula manual do freio para reboque 18.

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