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ADMINISTRAÇÃO

ECLESIÁSTICA

Apostila

2008

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1- ADMINISTRAÇÃO ECLESIÁSTICA

I. – QUE SIGNIFICA “ADMINISTRAÇÃO ECLESIÁSTICA”?

Administração Eclesiástica é o estudo dos diversos assuntos ligados ao trabalho do pastor no que tange à sua função de líder ou administrador principal da igreja a que serve.

Lembremo-nos de que a igreja é, simultaneamente, ORGANISMO e ORGANIZAÇÃO. É o povo de Deus organizado num tríplice aspecto: espiritual, social e econômico, para atender à missão para a qual Deus a constituiu.

II. A ADMINISTRAÇÃO ECLESIÁSTICA SOB O PONTO DE VISTA BÍBLICO

Em muitos casos, a Bíblia tem sido citada por sua demonstração de princípios administrativos. Um dos exemplos mais notórios é a linha de autoridade estabelecida por Moisés em atenção ao conselho de Jetro, seu sogro, cerca de mil e quinhentos anos antes do nascimento de Jesus Cristo.

Outros exemplos são vistos como no sacerdócio aarônico, que foi instituído com um sumo sacerdote e ordens de sacerdotes sob sua direção, numa variação de categorias. (Davi divide os sacerdotes em vinte e quatro turnos maiorais do santuário e maiorais da casa de Deus 1 Cr 24.)

Segundo o plano de Deus, a autoridade vem dos níveis mais altos para os inferiores. Ela traz consigo grande responsabilidade, e as pessoas investidas de autoridade são divinamente ordenadas a usá-la responsavelmente, para os propósitos celestiais.

Assim, a organização é bíblica, é universal: é tão antiga quanto a própria humanidade. A Arqueologia o tem comprovado. Desde o princípio, os homens sentiram necessidade de se organizarem em sociedades ou grupos, a fim de proverem os meios de subsistência e sobrevivência.

Deus orientou Noé a construir a Arca, para salvar-se do Dilúvio. Instruiu detalhadamente Moisés a conduzir o povo através do deserto. Deu dados completos para a construção do tabernáculo, da Arca do Testemunho, e sobre os altares para o cerimonial, etc.

No Antigo Testamento, há ainda muitos outros exemplos de organização e técnica administrativa, como a administração de José, do Egito, a reconstrução de Jerusalém por Esdras e Neemias, etc.

Salomão recebeu do Senhor todos os dados necessários para a construção do primeiro templo e para a organização do seu reinado (2 Cr 3).

No período neotestamentário encontramos Jesus, ao iniciar o seu ministério terreno, convocando os seus discípulos e auxiliares. Após instruí-los cuidadosamente, outorgou-lhes autoridade e poder, e os enviou ao campo. Primeiramente, doze: “às ovelhas perdidas da casa de Israel” (Mt 10.1). Depois, mais setenta, “de dois em dois”, a todas as cidades e lugares aonde Ele havia de ir (Lc 10.1). Antes de multiplicar os cinco pães, ordenou a seus discípulos que mandassem a multidão assentar-se em grupos de cem e de cinqüenta, naturalmente para lhes facilitar o trabalho.

Na igreja apostólica, os líderes propuseram à “multidão dos discípulos” a instituição dos diáconos, para “servirem às mesas”, a fim de que os apóstolos tivessem tempo para se dedicarem “à oração e ao ministério da Palavra” (At 6.1-4).

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Em certa ocasião, Jesus censurou um homem que iniciou a construção de uma torre sem verificar se possuía recursos para concluí-la (Lc 14.30). Isto é falta de planejamento. Outro; fez grandes planos para encher os seus celeiros (obras seculares) e esqueceu-se da salvação de sua alma (trabalho espiritual). É importante realizar aquelas, mas sem esquecer esta a principal.

O apóstolo Paulo, por onde passava, em suas viagens missionárias,

organizava novas igrejas e a cada uma enviava um obreiro capaz e cheio do Espírito

Santo.

O mesmo apóstolo, escrevendo à Igreja de Corinto, disse que “o nosso Deus não é Deus de confusão”, ou de desorganização (1Co 14.33), e recomendou:

“Faça-se tudo decentemente e com ordem” (1Co 14.40).

Assim deve ser em todos os tempos e em qualquer lugar, para que em todas as igrejas dos santos haja muita paz e prosperidade.

Uma boa administração não impede a necessária operação do Espírito Santo. Pelo contrário, o Executivo divino deve ser consultado em primeiro lugar, antes de qualquer planejamento ou deliberação, pois Ele é o maior interessado no progresso do reino de Deus na terra.

Não esqueçamos de que somos mordomos de Deus e devemos administrar bem a nossa mordomia, porque um dia seremos chamados a prestar contas.

III. OBJETIVOS DA ORGANIZAÇÃO

1. Simplificar o trabalho

Há muitas maneiras de se fazer uma coisa. Porém devemos procurar aquela

que seja mais prática e eficiente, que melhor corresponda à realidade.

2. Facilitar a produção

Através da simplificação do trabalho, conseguimos facilitar a sua produção e, conseqüentemente, produzir mais e melhor.

IV. A ADMINISTRAÇÃO SECULAR

A administração secular possui três grandes ramos:

1. Pessoal

2. Financeiro

3. O & M (Organização & Métodos)

Em geral, a empresa é organizada formalmente com estes departamentos.

Qual a responsabilidade de cada um deles?

1. - Pessoal

Cuida das pessoas de que se compõe a firma, preocupando-se com a situação disciplinar, a integrada, o treinamento, a produtividade, a administração, a demissão, as férias, a substituição, etc.

2. - Financeiro

Analisa a receita e programa as despesas.

3. - O & M (Organização & Métodos)

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Estuda e pesquisa a maneira de a empresa operar, estabelecendo as seqüências mais lógicas e o tempo preciso.

V. O QUE É ADMINISTRAR?

– Administrar não é fazer “mil coisas”. É a “ciência de gerar um organismo retirando-o da inércia, levando-o a melhor funcionalização dos recursos que justificaram sua criação, com o menor dispêndio (gasto) e sem lhe comprometer o futuro”.

É distribuir as responsabilidades e não “executar todas as tarefas”. É fazer com que todos participem do trabalho. Não se deve confundir isso com exploração dos outros. O bom administrador leva as pessoas a realizar suas tarefas cada vez melhor e a se realizarem no trabalho.

Muitos pretendem tratar pessoalmente dos detalhes mínimos da organização da igreja, e, diante do total insucesso, passam a expressar sua frustração dizendo: “Esta não é a minha missão, meu trabalho é ganhar almas. Abandonarei tudo e me dedicarei inteiramente às coisas espirituais”.

Jesus sempre procurou obter a ajuda de outras pessoas. Quando as talhas estavam vazias, Ele disse: “Enchei as talhas” (Jo 2.7). Quando a pedra cobria o túmulo de Lázaro, disse: “Tirai a Pedra” (Lc 11.39). Quando alimentou as cinco mil pessoas, pediu aos discípulos: “Recolhei os pedaços que sobejaram” (Jo 6.12).

A realidade do trabalho do administrador é ajudar as pessoas a crescer, ajudá-las a fazer o trabalho, em vez de executá-lo ele mesmo. Muitas vezes pensamos que o administrador trabalha muito, mas a sua missão principal é motivar outras pessoas para o trabalho.

Administrar é, a um só tempo:

1. Prever

2. Organizar

3. Comandar

4. Coordenar

5. Controlar

1. Prever

É preparar-se para o futuro, com a necessária antecedência, através de programas de ação. É predeterminar um curso de ação.

Jesus ensinou que é melhor construir sobre uma rocha que sobre a areia (Mt

7.24-27).

Dentro do planejamento, temos as seguintes atividades:

1.1 - Previsão

Estimativa do futuro

1.2 Estabelecimento de objetivos

Determinar, os resultados finais a serem alcançados.

1.3 Programação

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Estabelecimento de seqüência e prioridade dos passos a seguir para atingir

os objetivos.

 

1.4

Cronograma

Determinar uma seqüência de prazos para os passos do programa.

1.5

Orçamento

Distribuição dos recursos necessários para atingir os objetivos.

1.6

Determinação dos procedimentos

Desenvolver e aplicar métodos padronizados de executar o trabalho

especificado.

1.7 Elaboração de políticas

Elaborar e interpretar decisões duradouras que se aplicam a perguntas e problemas repetitivos que tem significado para a organização como um todo.

2.

Organizar

É reunir meios e recursos materiais e humanos, distribuídos racionalmente e de tal forma harmonizados que possam funcionar como um todo, e sem solução de continuidade.

Atividades:

2.1 Desenvolvimento da estrutura da organização

Identificar e agrupar o trabalho a ser executado nos diversos cargos.

2.2 Delegação

Confiar responsabilidade e autoridade a outros e exigir prestação de contas pelos resultados.

2.3 Estabelecimento de relações

Criar condições necessárias para os esforços mutuamente cooperativos do

povo.

3. Comandar

É determinar as providências, a fim de que toda a organização funcione de acordo com as normas vigentes.

Atividades:

3.1 Tomada de decisão

Chegar a conclusões e julgamentos.

3.2 Comunicação

Criar compreensão.

3.3 Motivação

Inspirar, estimular e impelir as pessoas a tomarem as medidas necessárias.

3.4 Seleção de material

Envolver pessoas para os cargos existentes na organização.

habilidades.

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3.5 Desenvolvimento do pessoal

Ajudar as pessoas a melhorar

seus

4. Coordenar

conhecimentos,

suas

atitudes

e

É manter o organismo em funcionamento homogêneo e integrado em suas

diversas atividades. É proporcionar o desenvolvimento de cada órgão, procurando manter o equilíbrio do sistema operacional. Dessa forma, evitar-se-ão atritos, perda de tempo e complicações indesejáveis.

5.

Organizar

Avaliar e regular o trabalho em andamento e acabado.

Atividades:

5.1 Estabelecer padrões de execução Estabelecer os critérios pelos quais

se avaliarão os métodos e os resultados.

5.2 Medição do desempenho

Registrar e relatar o trabalho em andamento e o acabado.

5.3 Avaliação do Desempenho

Avaliar o trabalho em andamento e os resultados obtidos.

Depois de executado o plano, ele deve ser avaliado.

Pergunte-se:

-

O nosso método foi bom?

-

Em que falhamos?

-

Por que não alcançamos melhores resultados?

-

Onde falhou o nosso planejamento?

5.4

Correção do desempenho

Regular e aperfeiçoar os métodos e os resultados.

O administrador é um especialista na arte de trabalhar com pessoas. Sente-

se vitorioso quando ajuda outro a fazer bem o seu trabalho.

A administração perfeita está nos céus. O próprio Deus estabeleceu regras

fixas para o Universo. O Universo teve o seu planejamento (Pv 8.22). Seis foram os dias da criação.

Nenhuma igreja vive sem administração, assim como nenhuma empresa sobrevive desorganizada.

Temos muitos exemplos bíblicos de homens que foram verdadeiros administradores, quer na condução dos assuntos relacionados com a obra de Deus, quanto na sobrevivência de seu povo: Jetro, José, no Egito, Daniel, etc.

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2- A IGREJA

I.IGREJA UNIVERSAL E IGREJA LOCAL

1.A Igreja

Na linguagem comum, o vocábulo igreja tem um significado muito amplo. É aplicado ao edifício em que se realiza o culto cristão; a uma congregação de adoradores crentes; a um estabelecimento religioso; a determinado tipo de ordem eclesiástica; ao conjunto de todos os crentes em Cristo, e a um grupo local de discípulos cristãos associados num pacto com propósitos religiosos. Este último significado é o comumente encontrado no Novo Testamento.

A palavra grega “ekklesia”, traduzida por igreja, deriva-se de uma palavra que significa chamados para fora, sendo usada para indicar um grupo chamado de dentro de um ajuntamento maior e mais geral. Nas cidades livres dos gregos, o termo designava um grupo de pessoas dotadas do privilégio de cidadania, incumbido de certas funções públicas administrativas importantes, convocadas, ou chamadas para fora, dentre a massa comum do povo. No Novo Testamento, a “ekklesia” é um grupo de pessoas chamadas e separadas da multidão comum, em virtude de uma vocação divina, escolhida para serem santas, investidas em privilégios e incumbidas dos deveres de cidadania no reino de Cristo.

Portanto, de conformidade com o conceito do Novo Testamento, uma igreja cristã é um grupo de pessoas divinamente chamadas e separadas do mundo, batizadas sob profissão de sua fé em Cristo, unidas sob pacto para o culto e o serviço cristão, sob a suprema autoridade de Cristo, cuja palavra é sua única lei e regra de vida em todas as questões de fé e prática religiosa.

2. Igreja Universal

É o conjunto de todos os salvos em todas as épocas e lugares, quer os que já estão na Glória quer os que estão sobre a terra. A Igreja de Cristo independe de denominação.

3. Igreja Local

Representa uma parte pequena da Igreja Universal. É formada pelo conjunto de pessoas salvas por Cristo de um determinado local, cidade, distrito ou município.

II. MISSÃO DA IGREJA

-Qual o propósito de Deus ao manter a Igreja no mundo? Qual sua finalidade

ou missão?

-A Bíblia ensina que a Igreja está no mundo para uma missão tríplice:

1. Adoração (glorificação ao nome de Deus)

A Igreja é um precioso tesouro de Deus na qual Ele se deleita. A adoração lhe é muito preciosa. Adorar e glorificar a Deus em espírito e em verdade eis a missão da Igreja (Jo 3.23,24; At 13.1-3).

2. Edificação (aperfeiçoamento, fortalecimento, crescimento dos salvos).

Esta é uma missão qualitativa que a Igreja tem para consigo mesma. O ensino é a salvaguarda dos que são ganhos para Cristo. Atendendo às necessidades do

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membro e, desta maneira, fortalecendo e edificando a Igreja (Ef 3.14-21; 4.11-16; Gl 4.19,20; Jo 17.15-23; 1 Pe 3.15; 2 Pe 3.18).

3. Evangelização (testemunho)

É anunciar o Evangelho e o seu poder, aumentando, assim, o número de salvos (At 1.8; Mt 28.18-20; Lc 24.47). É evidente que a Igreja deve dar o máximo de impulso à parte evangelística de sua missão. Ganhar almas é a maior missão da Igreja, porem não é a única. Todo o bom trabalho de evangelização deve ter em mente também

a preservação dos frutos e a transformação desses frutos em novos ganhadores de

almas. A forma melhor para isso é a fundação e organização de igrejas responsáveis, isto

é,

e

escrever as cartas às sete igrejas da Ásia.

todos os da Ásia ouviram o Evangelho, o que possibilitou, em época posterior, João

igrejas que continuem a evangelização (At 19.10). Paulo demorou-se 2 anos em Éfeso

III.

CARACTERÍSTICAS IDEAIS DE UMA IGREJA

1.

Está presente e vive para desempenhar sua missão tríplice

2.

Liderança própria (nativa)

3.

Reprodução própria

4.

Sustento próprio

IV.

VISÕES OU TEORIAS ERRADAS SOBRE A IGREJA

Duros ataques são feitos contra o valor da Igreja hoje:

1. O Deus dos evangélicos não cabe mais no mundo de hoje.

2. A Igreja já cumpriu sua missão, nada mais tem a oferecer.

3. Embora Deus tenha operado no passado através da Igreja, hoje Ele não

se limita a ela. Opera através de vários movimentos para o bem da humanidade. (Bem,

aqui, é revolução, libertação, etc).

4. É necessário reestruturar a sociedade e não só procurar converter o indivíduo. A Igreja deve trabalhar para criar uma sociedade onde não existam pobres, trabalhadores explorados, racismo ou favela.

Apreciação: Estas teorias, a nosso ver, procuram questionar e criar um clima de dúvida quanto à legitimidade da missão da Igreja. Elas apresentam finalidade até louváveis para a Igreja, todavia, não-bíblicas. Algumas visam esvaziar a Igreja da sua missão principal ou até mesmo bani-la do cenário mundial.

V. VISÕES OU TEORIAS CORRETAS SOBRE A IGREJA

Estas visões são as encontradas na Bíblia, a Palavra de Deus dirigida aos homens para servir de prática, de regra, e de fé:

1. Não há outro poder fora do Evangelho que transforme um ser humano.

Não há esperança de um mundo melhor, a menos que se transformem os homens que o

formam (Rm 1.16).

A tarefa da Igreja continuará até o retorno de Cristo, ocasião em que Ele vencerá por nós se com Ele houvermos vencido (1 Co 15.50-58; Mt 13.33; Ap 19.6-9; 20.6; Lc 19.17).

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3. A Igreja verdadeira há de persistir no tempo, visto que tem um ministério

singular e insubstituível para o mundo de hoje.

A fundação de igrejas é o cumprimento do mandado divino e todos os que com motivos puros e evangélicos se dão a esse trabalho, colaboram com o dono da obra (Mt 16.18) e têm a presença dele garantida (Mt 18.18).

Apreciação: O problema do mundo de reconhecer o valor da Igreja está em parte na falha das igrejas que dizem representar a Igreja de Cristo. Muitas não são dignas sequer desse nome “Igreja”. Cada igreja local deve ser uma parte viva do Corpo de Cristo, portando em si o poder transformador de Deus e não buscando apenas misturar-se com movimentos que nada tem a ver com Deus. A verdadeira Igreja de Cristo e as igrejas que aqui na terra são fiéis partes dela jamais foram invalidadas por Deus e, conseqüentemente, não o serão pela vontade de quem quer que seja. Ela vive e está vencendo (Mt 16.18).

VI. GOVERNO ECLESIÁSTICO

Uma igreja cristã é uma sociedade com vida coletiva, organizada de conformidade com algum plano definido, adaptado a algum propósito definido, que ela se propõe realizar. Por conseguinte, conta com seus oficiais e ordenanças, suas leis e regulamentos, apropriados para a administração de seu governo e para cumprimento de seus propósitos.

Existem três formas especiais e largamente diferentes de governo eclesiástico, que têm obtido prevalência nas comunidades cristãs através dos séculos passados, e que continuam sendo mantidas com diferentes graus de sucesso, cada uma das quais reivindicando ser a forma original e primitiva:

1. A Episcopal ou Prelática, forma em que o poder de governar descansa

nas mãos de prelados ou bispos diocesanos, e no clero mais alto; tal como sucede nas igrejas romana, grega, anglicana, e na maior parte das igrejas orientais.

2. A Presbiteriana ou Oligárquica, forma em que o poder de governar

reside nas assembléias, sínodos, presbitérios e sessões; é o que sucede na igreja

escocesa, luterana, e nas várias igrejas presbiterianas.

3. A Congregacional ou Independente, forma em que a entidade pratica o

auto governo, pois cada igreja individual e local administra seu próprio governo mediante a voz da maioria de seus membros; é o que acontece entre os batistas, os congregacionais, os independentes, e alguns outros grupos evangélicos.

Neander, destacado historiador, diz a respeito do período primitivo: “As igrejas eram ensinadas a se governarem por si mesmas”. “Os irmãos escolhiam seus próprios oficiais dentre seu próprio número”. “No tocante à eleição de oficiais eclesiásticos, o princípio antigo continuou sendo seguido: o consentimento da comunidade era necessário para a validade de qualquer eleição semelhante, e cada membro tinha a liberdade de oferecer razões por sua oposição”.

Moshiem diz a respeito do primeiro século: “Naqueles tempos primitivos, cada igreja cristã era composta do povo, dos oficiais presidentes, e dos assistentes ou diáconos. Essas devem ser as partes componentes de cada sociedade. A voz principal pertencia ao povo, ou seja, a todo o grupo de cristãos”. “O povo reunido, por conseguinte, elegia seus próprios governantes e mestres”. A respeito do segundo século, ele

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acrescenta: “Um presidente, ou bispo, preside sobre cada igreja. Ele era criado pelo sufrágio comum do povo”. “Durante uma grande parte desse século, todas as igrejas continuaram sendo, como no princípio, independentes umas das outras. Cada igreja era uma espécie de pequena república independente, governando-se por suas próprias leis, baixadas, ou pelo menos sancionadas pelo povo”.

VII. A IGREJA NO NOVO TESTAMENTO

1. Métodos de evangelismo

1.1. Pregava-se o Evangelho nos países onde não era conhecido. Deixaram

Jerusalém e Antioquia e saíram à Ásia e à Europa, pregando a judeus e gentios (2 Co 8.1;

1 Ts 2.14).

1.2. Pregava-se ao público em geral.

1.3. Serviam-se da casa de um novo crente.

1.4. Usavam uma sinagoga ou escola (At 17.1). Com o decorrer do tempo

escolhiam-se anciãos ou presbíteros, e diáconos para a direção, assim como os ministérios necessários ao rebanho, para levar a cabo a obra de evangelização (1 Ts 5.12; At 20.18-35).

2. Governo próprio

Desenvolvimento de ministros dentre os membros capacitados para dirigir a igreja. Homens cheios do Espírito Santo eram chamados.

3. A igreja evangelizava por si mesma.

4. A igreja tinha seu sustento próprio.

(Uma igreja local é o meio divino de evangelizar o território ao seu redor).

VIII. A BASE DA COMUNHÃO NA IGREJA LOCAL

Para formar uma igreja, é preciso que haja como base:

1. Comunhão

Acordo entre os membros quanto às doutrinas, propósitos métodos de que se utilizarão para alcançar suas finalidades.

2. Cooperação

Andarão dois juntos, se não houver entre eles acordo? (Am 3.3).

Ao formar uma igreja, os convertidos devem ser instruídos na Palavra de Deus e na vida cristã, de maneira a poderem chegar a um acordo e declarar com certeza:

“Isto é o que cremos. Isso é o que somos. Isso é o que pregamos”. Deve haver um acordo completo quanto às doutrinas fundamentais (1 Co 1.10).

2.1. Têm de ser unidos em um mesmo parecer com respeito:

a) A atividades cristãs

b) Ao vício do álcool

c) Ao vício do fumo

d) Às diversões populares: bailes, teatros, jogos, etc.

2.2. Também devem ter um só entendimento com respeito:

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a) À exigência da lei civil quanto ao matrimônio, capaz de afetar a admissão

de membros novos.

b) À maneira de tratar com membros que caem em pecado e desonram o

nome de Cristo e da Igreja (Mt 28.19,20).

Vemos, pois, que se principia a edificação e a organização duma igreja tendo por base o ensinamento bíblico.

IX. O QUE FAZ A IGREJA

1. A Igreja ajuda o homem a conhecer a grandeza, a majestade, a glória, o

poder e o amor de Deus.

2. Ajuda o homem a conhecer a pureza, a beleza, a magnificência, o poder e

o amor de Cristo, o Filho de Deus.

3. Ajuda o homem a conhecer o caminho da redenção do pecado por intermédio de Cristo, o Salvador.

4. Instrui e orienta os homens na adoração de Deus.

5. Dá forças e coragem para adorar, porque lembra ao homem que milhões

de outras pessoas com o mesmo pensamento estão reunidas para adorarem a Deus ao mesmo tempo.

6. Ajuda o homem a conhecer seus deveres e responsabilidades como filho

de Deus o primeiro ser do qual Deus recebeu honra.

7. Ajuda a pessoa a conhecer a Bíblia que é a luz da qual todo homem

necessita para viver retamente.

8. Ajuda o homem a adquirir uma perspectiva adequada, para ver sua vida

como o início de uma existência eterna.

9. Contribui para o crescimento no caráter, tendo uma vida altruísta, útil e

radiante.

10. Ensina a honestidade, a cortesia, a verdade no falar, a diligência no

trabalho e a amabilidade no trato.

11. Gera a boa vontade que torna possível haver governos e outras

instituições que exigem confiança mútua.

12. Ministra aos doentes, aos tristes, aos aflitos, trazendo a quem sofre

novas forças, e vitória e alegria.

13. Ajuda a pessoa a não se sentir isolada e sozinha, pois, através do

espírito sociável e do entusiasmo da comunidade, ela sente o amor de Deus.

14. Ajuda as pessoas menos capazes, menos bem-informadas, e menos

corajosas a serem melhores do que poderiam ser sozinhas.

15. Ajuda o homem a vencer o sentimento de medo e frustração, por

intermédio de Cristo, o amigo sempre presente.

16. Torna possíveis as amizades que resultam em casamento na elevação

de ideais e em lares felizes.

17. Dá aos pais altos ideais de vida e de amor que tornam o lar um centro do

viver firme e nobre.

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18. Ajuda a destruir as causas de toda miséria e infortúnio: o pecado e a

ignorância.

19. Coopera para que haja melhores escolas, política mais sadia, vida social

mais pura, e mais justiça nacional.

20. Está do lado da lei e do direito, e gera respeito pelas coisas que fazem

grande uma nação.

21. Convida todos os homens a uma vida de fé, adoração, e serviço cristão à

humanidade.

E este é o modo de servir a Deus.

“Ele é a Cabeça do corpo da Igreja” (Cl 1.18).

“Cristo amou a Igreja, e a si mesmo se entregou por ela” (Ef 5.25).

X. CORPO ECLESIAL

Constitui-se, biblicamente, de dois ofícios:

1) Pastor, Ministro, Ancião, Presbítero, Bispo

2) Diácono

Algumas considerações a respeito:

1. Pastor, Ministro, Ancião, Presbítero, Bispo: No Novo Testamento, os vocábulos BISPO, PRESBÍTERO e ANCIÃO são empregados para designar oficiais eclesiásticos. Todos, entretanto, designam o mesmo ofício, por isso significam oficialmente o mesmo; de fato, são freqüentemente aplicados à mesma pessoa. O bispo, também chamado presbítero ou ancião, era o pastor ou superintendente do rebanho espiritual, que cuidava, vigiava, guiava e alimentava o rebanho (At 20. 18,28; 1 m 3.1; Tt

1.5-7).

Neander escreve: “O vocábulo presbítero ou ancião, indica antes a dignidade do ofício, visto que entre os judeus os presbíteros eram usualmente homens idosos e veneráveis; enquanto que o vocábulo “episcopos”, ou bispo designava a natureza de seu trabalho como supervisores, ou pastores das igrejas. O primeiro título era empregado pelos judeus cristãos como nome conhecido nas sinagogas; enquanto que o último título era usado principalmente pelos convertidos gregos ou gentios, por ser termo mais familiar e expressivo para eles”. “Não eram designados para exercer autoridade absoluta, mas antes, para agirem como oficiais presidentes e guias de uma república eclesiástica: para conduzirem todas as coisas, com a cooperação das comunidades, como seus ministros, e não como seus senhores”.

Mosheim disse: “Os líderes das igrejas eram algumas vezes denominados presbíteros ou anciãos, designação essa tomada dos judeus e que indicava mais a sabedoria que a idade das pessoas, e algumas vezes também eram chamados bispos; porém, é mais que evidente que ambos os termos são empregados indiferentemente no Novo Testamento para uma só e a mesma classe de pessoas”. “Naqueles tempos primitivos, cada igreja cristã se compunha do povo, dos oficiais presidentes, e dos assistentes ou diáconos. Esses haviam de ser os componentes de cada sociedade”.

O Doutor Coleman diz: “É geralmente admitido pelos escritores episcopais sobre esse assunto, que, no Novo Testamento, bem como nos primeiros escritos eclesiásticos, os termos bispos e presbíteros ou anciãos, são sinônimos, e denotam um e

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o mesmo ofício”. O ofício de presbítero era inegavelmente idêntico ao ofício de bispo, conforme tem sido demonstrado acima”. “Somente duas ordens de oficiais são conhecidos na Igreja até o fim do segundo século.

2. Diáconos

Os diáconos eram escolhidos para atender aos interesses temporais da igreja, conforme fica evidente pela escolha dos sete, registrada no capítulo sexto do livro de Atos. Isso foi feito a fim de que os apóstolos pudessem estar livres dos cuidados temporais, e, assim, dedicar sua atenção mais exclusivamente ao bem-estar espiritual do povo. A palavra diácono significa ministro ou servo. Algumas vezes é aplicada aos apóstolos, e até ao próprio Cristo, no sentido geral de um que “não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos”. Alguns dos primeiros diáconos foram também eficientes pregadores do Evangelho, porém, sua obra, como diáconos, pertencia a outros serviços nas igrejas. Por outro lado, apesar de ser o diácono um oficial eclesiástico, seu ofício não constitui uma ordem ministerial de forma alguma, pois suas funções específicas pertencem aos interesses temporais, e não ao serviço espiritual. O serviço usualmente realizado por secretários, e outros semelhantes, segundo podemos supor, tanto quanto era necessário na administração das primeiras igrejas, recaía sobre os diáconos. A função principal do diácono deve ficar clara.

XI. FILIAÇÃO

1. Os Membros da Igreja Local

Sabemos que as pessoas se tornam membros da Igreja Universal pela experiência de salvação e não pelo batismo em água. Todavia, tornam-se membros da organização, da igreja local, através do batismo em água, que nada mais é do que o testemunho público e externo da decisão de continuar seguindo a Jesus, identificando-se com Ele e com o seu povo na terra.

1.1. Formas de tornar-se membro

É muito provável que, na era apostólica, quando havia apenas “um Senhor, uma fé, um batismo”, e não existiam denominações com suas divergências, o batismo do convertido por si o constituía membro da igreja, outorgando-lhe imediatamente, todos os direitos e privilégios de membro em plena comunhão. Nesse sentido, “batismo era a porta de entrada na igreja local”. Atualmente, a situação é diferente; e ainda que as igrejas desejem receber novos membros, são precavidas e cautelosas para não receberem pessoas indignas.

As igrejas, portanto, fazem com que os candidatos se apresentem a elas, façam sua declaração, testifiquem da sua “experiência” e então sua recepção é decidida pelo voto dos membros. E, embora ninguém possa tornar-se membro sem ser batizado, contudo é o voto da coletividade que os admite à sua comunhão, ao receberem o batismo.

Assim, aceita-se um membro na igreja:

a) Pelo batismo (Mt 28.19; At 2.38).

É necessário que seja devidamente casado, “alguma Igrejas recebem aqueles que vivem em situação irregular, mas que vive com outra pessoa como se casado fosse, perante a lei civil, a união civil entre um homem e uma mulher como se casado fossem, geram os mesmos direitos de um casal casado civilmente, salvo união de

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pessoas do mesmo sexo. Mas isso é uma interpretação para cada Igreja”, (1 Co 7.2, 10,11; Hb 13.4) ou solteiro, e que tenha experimentado a salvação pela fé em Jesus.

b) Por Carta de Transferência

Quando expedida por igreja da mesma fé e ordem.

c)Por Aclamação

Aplica-se a várias situações. Todas, porém, exigem que a igreja que receberá o membro já o tenha observado e considerado positivo o seu modo de viver.

Pessoas recebidas de outros grupos devem ser observadas cuidadosamente, a fim de se descobrir se defendem doutrinas contrárias às doutrinas bíblicas que esposamos.

Deve haver entendimento bem definido acerca do sustento da igreja, pelo membro a ser recebido, pois é possível que não se sinta responsável, quanto aos dízimos e ache que outros é que devem levar a carga financeira da obra.

O candidato deve estar ciente das normas de santidade.

Deve o pastor instruir os novos membros nas verdades essenciais para o desenvolvimento da igreja; e somente os que estão plenamente doutrinados poderão ser admitidos como membros.

A igreja poderá receber, também, por aclamação:

a) Membros de organizações genuinamente evangélicas.

b) Membros de igrejas que desapareceram.

c) Membros de igrejas que não dão carta de transferência.

d) Membros cujos documentos foram extraviados.

Além do que prescreve o estatuto, deve o membro:

a) Consagrar-se.

b) Aprender a levar as almas a Cristo.

c) Honrar, respeitar, sustentar a obra com dízimos.

d) Assistir aos cultos.

e) Votar nas várias reuniões.

f) Participar da Ceia.

g) Visitar e ser visitado.

h) Tomar parte nas atividades da igreja.

i) Ser separado, eventualmente, para obreiro local.

2. Perigos a Serem Evitados

a) Pensar o pastor somente no número de membros.

b) Pensar demais em apoio financeiro ou social.

c) Ter na igreja, como membros, pessoas que não querem se comprometer

com o bom exemplo.

diferentes:

d)

Ter

na

igreja,

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como

membros,

pessoas

que

crêem em

doutrinas

-Não só falharão, como induzirão outros ao erro.

-Em pouco tempo, serão mais prejudiciais que úteis.

e) Aceitar como membros pessoas que se separaram bruscamente de suas

igrejas originais.

-Às vezes são contenciosos por natureza.

-Não se conformam por não serem agraciados com cargos.

Pessoas excluídas de outras igrejas não devem ser recebidas como membros, exceto após a mais cuidadosa investigação de todos os fatos do caso, e, mesmo assim, só quando se tornar manifesto que a exclusão era injustificável e que a igreja que a determinou se recusa, tenazmente a fazer justiça para com o membro excluído.

Em qualquer que seja o caso, o novo ou futuro membro deverá ter uma conversa com o pastor, para estar bem-informado do ritmo do trabalho, evitando, assim, problemas futuros. Isso se aplica mesmo a pessoas vindas de Igrejas de outras regiões. É um direito da nova igreja explicar tudo para que não haja mal-entendido. No trabalho de Deus, mais vale a qualidade que a quantidade. Claro que tudo deve ser feito com humildade, respeito e mansidão.

Notas

a) Caso algum membro faça objeção à recepção do candidato, esta deve ser

adiada, a fim de que sejam estudados os motivos da objeção. As objeções que forem julgadas infundadas ou despropositadas não devem impedir a recepção de um candidato qualificado: no entanto, ninguém deve ser recebido, a não ser por voto unânime, ou quase unânime.

b) É usual em algumas igrejas que os candidatos, após terem apresentado

sua experiência ou suas cartas, se retirem enquanto a igreja delibera e resolve seu caso.

3. Cartas

3.1. Recomendação

Deve ser expedida apenas para membros em comunhão com a igreja e que farão uma viagem temporária a um ou mais lugares. A validade para a primeira apresentação é de 30 dias. Caso o membro vá permanecer em lugar fixo, por mais de 3 meses, o ideal é pedir carta de mudança.

3.2. Mudança

A carta de transferência é legada a membros em comunhão com a igreja e que estejam transferindo residência para outra localidade onde exista igreja da mesma organização. Quem pede a carta de transferência do membro é a Igreja onde ele começou a cooperar.

3.3. Declaração

No caso de um membro querer transferir-se para uma igreja aceita como evangélica, mas que não seja da mesma fé e ordem, podemos dar-lhe uma declaração,

PÁGINA 16

dizendo que foi membro da igreja de tanto a tanto, sendo, agora, desligado do rol de membros a pedido. Todavia, não temos obrigação de fornecer esse documento.

3.4. Apresentação

Entre congregações de um mesmo campo ou município pode-se dar uma carta de apresentação. Pode ainda ser usada para pessoas que, de passagem ou mudança, são apenas congregados e não membros.

Em todos os casos ver também questão de prazo, destino e portador.

Antes de receber qualquer pessoa de outra igreja, é bom consultar o pastor ou responsável de sua igreja, procurando saber, se, na verdade, não expede qualquer documento para pessoas que mudam de organização, ou se a pessoa não está documentada porque não merece. O tratamento de qualquer destes casos deve ser feito com sabedoria.

As cartas de mudança ou recomendação podem ser revogadas em qualquer ocasião, antes de serem usadas, se, no entender da igreja, houver motivo suficiente para tal ação.

4.

Casos de Rebatismo

1.

Se não foi feito o batismo conforme o modelo bíblico.

2.

Se foi batizado antes da convicção de salvação.

3.

Se a pessoa pede por motivo justo.

5.

Disciplina na Igreja

A disciplina é uma bênção e uma necessidade na igreja (At 5.1-11; 2 Ts 3.6- 14; Rm 16.17,18; 1 Co 5). Jesus falou sobre a disciplina (Mt 18.15-17). Deus é um Deus de ordem. Como um pai disciplina seus filhos na família (Hb 12.5-11), assim deve haver disciplina na igreja. Apesar de a igreja não ter condições de obrigar a consciência do membro, ela tem de julgar sobre a observação dos ensinos bíblicos e cristãos por parte dos que a ela pertencem.

5.1. Propósito da disciplina

Não se deve considerar a disciplina com caráter negativo, castigo por parte da Igreja. A disciplina tem caráter positivo:

a) Corrigir uma má situação (2 Co 7.9).

b) Restaurar o caído (Gl 6.1; Mt 6.14,15).

c) Manter o bom testemunho da igreja (1 Tm 3.7; 2 Tm 1.11).

d) Advertir os demais membros para que não se descuidem (1 Co 5.6,7).

e) Apelar à consciência do ofensor para que pense sobre sua conduta.

5.2. Motivos para disciplina

a) Conduta desordenada ou desaprovada pela igreja (2 Ts 3.11-15).

b) Imoralidade (1 Co 5).

c) Contenciosidade espírito divisionista (Rm 16.17,18; 2 Co 13.1; 1 Tm

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d) Propagação de falsas doutrinas (Tt 3.10,11).

e) Filiação a organizações ou igrejas incompatíveis com o cristianismo.

f) Outros.

5.3. Categorias de ofensas

a) Particulares.

b) Públicas.

5.4. Método ou procedimento na disciplina (Jesus ensinou: Mt 18.15-18)

a) Na medida do possível, deve-se tratar o problema entre as pessoas

afetadas.

b) Duas ou três testemunhas.

c) Não se arrependendo o ofensor, ou se o caso, tomar proporções e chegar

ao conhecimento de muitos, deve ser levado à igreja.

d) Caso se recuse a humildemente reconhecer sua falta, e a pedir perdão,

deve o ofensor ser excluído do rol de membros (Mt 18.18; 2 Ts 3.14; 1 Co 5.11). Arrependendo-se, que seja perdoado, se a falta não for tal que exija exclusão imediata.

e) Se o caso for de flagrante escândalo para a igreja, ao ser comprovado,

deve ser imediatamente excluído, tudo, porém com justiça.

5.5. Como tratar a pessoa sob disciplina

a) Não tratá-la como inimiga (2 Ts 3.15).

b) Em vez disso devemos ganhá-la de novo (Tg 5.19,20).

c) Esta é uma tarefa para pessoas espirituais (Gl 6.1).

d) O disciplinado poderá ser posteriormente restaurado desde que se revele

realmente arrependido.

5.6. Casos especiais de disciplina aplicada por muitos

Casos de perdão para pessoas que exercem cargos na igreja ou liderança.

a) É preciso limitar os direitos destas pessoas, para dar tempo a que o

público e a igreja vejam o arrependimento e restabeleçam a confiança de antes. Ex.

regente de coral ao se arrepender deve voltar logo à função?

b) É necessário um tempo de prova, no qual a pessoa tem de demonstrar o

arrependimento.

Há igrejas que dão logo a reconciliação, mas suspendem da Ceia por determinado tempo.

c) É preciso estar seguro da medida tomada e também nunca se deve

facilitar tanto a ponto de se pensar que o pecado é coisa tão simples que a igreja nem sequer se incomoda.

5.7. Casos de defesa extra-bíblica

a) Advogado.

b) Justiça comum.

PÁGINA 18

5.8. Publicidade na disciplina

a) Não deve ser aplicada em secreto.

b) Toda a igreja decidir.

c) Sendo público, o culpado sentirá melhor a desaprovação da sua conduta.

d) Ao voltar, tudo deve ficar sanado; ninguém tem o direito de trazer à memória os fatos perdoados.

5.9. Atitude do pastor frente ao procedimento de disciplina do membro;

a) Deve ministrar com espírito de humildade e de amor (Gl 6.1).

b) A disciplina não é um castigo, ela visa redimir e restaurar.

c) Tudo o que tem espírito de represália ou revanche é carnal e dificulta a

submissão da pessoa.

e deve estar ansioso pela volta da ovelha que

se perdeu, mesmo que seja em outra igreja.

d) O bom pastor dá a vida

e) A disciplina deve ser aplicada imparcialmente.

f) A disciplina nunca deve se transformar em arma nas mãos do pastor ou do dirigente, como meio de impor a sua própria vontade: Nada há mais reprovável que amedrontar membros com disciplina para colocá-los na linha. Além do mais, pastor não é ditador. É, sim, um guia e exemplo do redil (1 Pe 5.1-3).

6. CREMOS

Em um só Deus, eternamente subsistente em três pessoas: o Pai, o Filho e

o Espírito Santo (Dt 6.4; Mt 28.19; Mc 12.29). Na inspiração verbal da Bíblia Sagrada,

única regra infalível de fé normativa para a vida e o caráter cristão (2 Tm 3.14-17). No nascimento virginal de Jesus, em sua morte vicária e expiatória, em sua ressurreição

corporal dentre os mortos e em sua ascensão vitoriosa aos céus (Is 7.14; Rm 8.34; At 1.9). Na pecaminosidade do homem, a qual o destituiu da glória de Deus, e em que

somente o arrependimento e a fé na obra expiatória e redentora de Jesus Cristo o pode restaurar a Deus (Rm 3.23; At 3.19). Na necessidade absoluta do novo nascimento pela

fé em Cristo e pelo poder atuante do Espírito Santo e da Palavra de Deus, para tornar o

homem digno do reino dos céus (Jô 3.3-8). No perdão dos pecados, na salvação presente

e perfeita e na eterna justificação da alma recebida gratuitamente de Deus pela fé no

sacrifício efetuado por Jesus Cristo em nosso favor. (At 10.43; Rm 10.13; 3.24-26; Hb 7.25; 5.9). No batismo bíblico efetuado por imersão do corpo inteiro uma só vez em águas, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, conforme determinou o Senhor Jesus Cristo (Mt 28.19; Rm 6.1-6; Cl 2.12). Na necessidade e na possibilidade que temos de viver vida santa mediante a obra expiatória e redentora de Jesus no Calvário, através

do poder regenerador, inspirador e santificador do Espírito Santo, que nos capacita a viver como fiéis testemunhas do poder de Cristo (Hb 9.14; 1 Pe 1.15,16). No batismo bíblico com o Espírito Santo que nos é dado por Deus mediante a intercessão de Cristo (At 1.5; 2.4; 10.44-46; 19.1-7). Na atualidade dos dons espirituais distribuídos pelo Espírito Santo

à Igreja para sua edificação, conforme a sua soberana vontade (1 Co 12.1-12). Na

segunda vinda pré-milenar de Cristo, em duas fases distintas: Primeira: invisível ao mundo, para arrebatar a sua Igreja fiel da Terra, antes da Grande Tribulação; segunda:

visível e corporal, com sua Igreja glorificada, para reinar sobre o mundo durante mil anos (1 Ts 4.16,17; 1 Co 15-54; Ap 20.4; Zc 14.5; Jd 14). Que todos os cristãos comparecerão

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ante o tribunal de Cristo, para receber a recompensa dos seus feitos em favor da causa de Cristo na Terra (2 Co 5.10). No juízo vindouro que justificará os fiéis e condenará os infiéis (Ap 20.11-15). E na vida eterna de gozo e felicidade para os fiéis e de tristeza e tormento para os infiéis (Mt 25.46).

3- O ORGANOGRAMA DA IGREJA

DEPARTAMENTO DE ADMINISTRAÇÃO

Serviços Gerais

AlimentaçãoDA IGREJA DEPARTAMENTO DE ADMINISTRAÇÃO Serviços Gerais Manutenção Conservação e Limpeza Serviço Telefônico

ManutençãoDE ADMINISTRAÇÃO Serviços Gerais Alimentação Conservação e Limpeza Serviço Telefônico Material

Conservação e LimpezaADMINISTRAÇÃO Serviços Gerais Alimentação Manutenção Serviço Telefônico Material Compras Almoxarifado Pessoal

Serviço TelefônicoGerais Alimentação Manutenção Conservação e Limpeza Material Compras Almoxarifado Pessoal Economia e Finanças

Material

ComprasConservação e Limpeza Serviço Telefônico Material Almoxarifado Pessoal Economia e Finanças Contabilidade

Almoxarifadoe Limpeza Serviço Telefônico Material Compras Pessoal Economia e Finanças Contabilidade Tesouraria

Pessoal Economia e Finanças

ContabilidadeMaterial Compras Almoxarifado Pessoal Economia e Finanças Tesouraria Transportes Segurança Obras Hospedagem Livraria

TesourariaAlmoxarifado Pessoal Economia e Finanças Contabilidade Transportes Segurança Obras Hospedagem Livraria Secretaria

Transportes

Segurança

Obras

Hospedagem

Livraria

Secretaria

DEPARTAMENTO DE ASSISTÊNCIA SOCIAL

Alimentação e Roupas

Assistência de Saúde e Benefícios

Clínicas de saúde multiprofissionalAlimentação e Roupas Assistência de Saúde e Benefícios Caixa funerária Amparo Orfanato Creches Asilo Lar

Caixa funeráriaAssistência de Saúde e Benefícios Clínicas de saúde multiprofissional Amparo Orfanato Creches Asilo Lar comunitário

Amparo

Orfanatode Saúde e Benefícios Clínicas de saúde multiprofissional Caixa funerária Amparo Creches Asilo Lar comunitário

Crechesde Saúde e Benefícios Clínicas de saúde multiprofissional Caixa funerária Amparo Orfanato Asilo Lar comunitário

Asilode Saúde e Benefícios Clínicas de saúde multiprofissional Caixa funerária Amparo Orfanato Creches Lar comunitário

Lar comunitárioAssistência de Saúde e Benefícios Clínicas de saúde multiprofissional Caixa funerária Amparo Orfanato Creches Asilo

PÁGINA 20

DEPARTAMENTO DE MÚSICA Treinamento

EnsaiosPÁGINA 20 DEPARTAMENTO DE MÚSICA Treinamento Cursos de Música Curso para instrumentos específicos Som e Gravação

Cursos de MúsicaPÁGINA 20 DEPARTAMENTO DE MÚSICA Treinamento Ensaios Curso para instrumentos específicos Som e Gravação Aparelhos

Curso para instrumentos específicos Som e GravaçãoDE MÚSICA Treinamento Ensaios Cursos de Música Aparelhos Instrumentos musicais Grupos Musicais Orquestras

AparelhosCurso para instrumentos específicos Som e Gravação Instrumentos musicais Grupos Musicais Orquestras Corais

Instrumentos musicais Grupos Musicaispara instrumentos específicos Som e Gravação Aparelhos Orquestras Corais Conjuntos Cantores DEPARTAMENTO DE

Orquestrase Gravação Aparelhos Instrumentos musicais Grupos Musicais Corais Conjuntos Cantores DEPARTAMENTO DE EVANGELIZAÇÃO

CoraisAparelhos Instrumentos musicais Grupos Musicais Orquestras Conjuntos Cantores DEPARTAMENTO DE EVANGELIZAÇÃO

ConjuntosInstrumentos musicais Grupos Musicais Orquestras Corais Cantores DEPARTAMENTO DE EVANGELIZAÇÃO Material Folhetos

Cantores DEPARTAMENTO DE EVANGELIZAÇÃO Material DEPARTAMENTO DE EVANGELIZAÇÃO Material

FolhetosCantores DEPARTAMENTO DE EVANGELIZAÇÃO Material Livros específicos Manuais para evangelização Aparelhagem

Livros específicosCantores DEPARTAMENTO DE EVANGELIZAÇÃO Material Folhetos Manuais para evangelização Aparelhagem de som Planejamento

Manuais para evangelizaçãoDE EVANGELIZAÇÃO Material Folhetos Livros específicos Aparelhagem de som Planejamento Recenseamento, etc.

Aparelhagem de som PlanejamentoFolhetos Livros específicos Manuais para evangelização Recenseamento, etc. (organização) Áreas Aconselhamento

Recenseamento, etc. (organização)Manuais para evangelização Aparelhagem de som Planejamento Áreas Aconselhamento Cidade (Rua, comércio, edifícios)

Áreas

Aconselhamentosom Planejamento Recenseamento, etc. (organização) Áreas Cidade (Rua, comércio, edifícios) Escolas Favelas

Cidade (Rua, comércio, edifícios)Recenseamento, etc. (organização) Áreas Aconselhamento Escolas Favelas Indústrias Viciados, etc. DEPARTAMENTO DE

EscolasÁreas Aconselhamento Cidade (Rua, comércio, edifícios) Favelas Indústrias Viciados, etc. DEPARTAMENTO DE MISSÕES

FavelasAconselhamento Cidade (Rua, comércio, edifícios) Escolas Indústrias Viciados, etc. DEPARTAMENTO DE MISSÕES

IndústriasCidade (Rua, comércio, edifícios) Escolas Favelas Viciados, etc. DEPARTAMENTO DE MISSÕES Secretaria

Viciados, etc. DEPARTAMENTO DE MISSÕES Secretaria DEPARTAMENTO DE MISSÕES Secretaria

OrganizaçãoIndústrias Viciados, etc. DEPARTAMENTO DE MISSÕES Secretaria Treinamento Controle de sustento Missões Nacionais

TreinamentoIndústrias Viciados, etc. DEPARTAMENTO DE MISSÕES Secretaria Organização Controle de sustento Missões Nacionais

Controle de sustento Missões Nacionaisedifícios) Escolas Favelas Indústrias Viciados, etc. DEPARTAMENTO DE MISSÕES Secretaria Organização Treinamento

EnvioSupervisão Missões Estrangeiras Envio PÁGINA 21 Supervisão DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO Biblioteca Escola Dominical

Supervisão Missões EstrangeirasEnvio Envio PÁGINA 21 Supervisão DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO Biblioteca Escola Dominical Curso para professores

EnvioEnvio Supervisão Missões Estrangeiras PÁGINA 21 Supervisão DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO Biblioteca Escola Dominical

PÁGINA 21

Supervisão DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO Biblioteca Escola Dominical DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO Biblioteca Escola Dominical

Curso para professoresDEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO Biblioteca Escola Dominical Secretaria Setor infantil Setor adolescente Setor jovem

SecretariaBiblioteca Escola Dominical Curso para professores Setor infantil Setor adolescente Setor jovem Setor adulto

Setor infantilEscola Dominical Curso para professores Secretaria Setor adolescente Setor jovem Setor adulto Setor jovens

Setor adolescenteDominical Curso para professores Secretaria Setor infantil Setor jovem Setor adulto Setor jovens casais Setor novos

Setor jovempara professores Secretaria Setor infantil Setor adolescente Setor adulto Setor jovens casais Setor novos convertidos

Setor adultoSecretaria Setor infantil Setor adolescente Setor jovem Setor jovens casais Setor novos convertidos Ensino e

Setor jovens casaisSetor infantil Setor adolescente Setor jovem Setor adulto Setor novos convertidos Ensino e Treinamento Curso para

Setor novos convertidos Ensino e Treinamentoadolescente Setor jovem Setor adulto Setor jovens casais Curso para novos convertidos (batismo) Curso para os

Curso para novos convertidos (batismo)jovens casais Setor novos convertidos Ensino e Treinamento Curso para os membros Curso para os obreiros

Curso para os membrosEnsino e Treinamento Curso para novos convertidos (batismo) Curso para os obreiros Ensino Teólogo Escola teológica

Curso para os obreiros Ensino TeólogoCurso para novos convertidos (batismo) Curso para os membros Escola teológica Ensino Secular Alfabetização 1 o

Escola teológica Ensino SecularCurso para os membros Curso para os obreiros Ensino Teólogo Alfabetização 1 o grau 2 o

Alfabetizaçãoos obreiros Ensino Teólogo Escola teológica Ensino Secular 1 o grau 2 o grau Supletivo Faculdade

1 o grau o grau

2 o grau o grau

SupletivoEnsino Secular Alfabetização 1 o grau 2 o grau Faculdade Cursos diversos (artesanato, culinária, costura,

FaculdadeSecular Alfabetização 1 o grau 2 o grau Supletivo Cursos diversos (artesanato, culinária, costura, etc).

Cursos diversos (artesanato, culinária, costura, etc). DEPARTAMENTO DE COMUNICAÇÃO Assessoria de comunicação DEPARTAMENTO DE COMUNICAÇÃO Assessoria de comunicação

Relações públicascostura, etc). DEPARTAMENTO DE COMUNICAÇÃO Assessoria de comunicação Avisos, editais, agenda Convites, divulgação

Avisos, editais, agendacostura, etc). DEPARTAMENTO DE COMUNICAÇÃO Assessoria de comunicação Relações públicas Convites, divulgação

Convites, divulgaçãocostura, etc). DEPARTAMENTO DE COMUNICAÇÃO Assessoria de comunicação Relações públicas Avisos, editais, agenda

PÁGINA 22

EntrevistasPÁGINA 22 Informações, propagandas Imprensa Jornal Rádio TV Publicações Livros Impressão Criação e Arte

Informações, propagandasPÁGINA 22 Entrevistas Imprensa Jornal Rádio TV Publicações Livros Impressão Criação e Arte Editoração Imagem e

Imprensa

JornalPÁGINA 22 Entrevistas Informações, propagandas Imprensa Rádio TV Publicações Livros Impressão Criação e Arte

Rádio22 Entrevistas Informações, propagandas Imprensa Jornal TV Publicações Livros Impressão Criação e Arte

TVInformações, propagandas Imprensa Jornal Rádio Publicações Livros Impressão Criação e Arte

Publicações

Livrospropagandas Imprensa Jornal Rádio TV Publicações Impressão Criação e Arte Editoração Imagem e Som

Impressãopropagandas Imprensa Jornal Rádio TV Publicações Livros Criação e Arte Editoração Imagem e Som Aparelhos

Criação e ArteImprensa Jornal Rádio TV Publicações Livros Impressão Editoração Imagem e Som Aparelhos Estúdio Áudio-visuais

EditoraçãoRádio TV Publicações Livros Impressão Criação e Arte Imagem e Som Aparelhos Estúdio Áudio-visuais Anexo 01

Imagem e Som

AparelhosLivros Impressão Criação e Arte Editoração Imagem e Som Estúdio Áudio-visuais Anexo 01 - Organograma 4-

EstúdioCriação e Arte Editoração Imagem e Som Aparelhos Áudio-visuais Anexo 01 - Organograma 4- A IGREJA

Áudio-visuaise Arte Editoração Imagem e Som Aparelhos Estúdio Anexo 01 - Organograma 4- A IGREJA COMO

Anexo 01 - Organograma

4- A IGREJA COMO PESSOA JURÍDICA

I. O ESTATUTO

“O estatuto é o documento fundamental constitutivo do grupo, isto é, o conjunto de normas que estabelecem a estrutura e a organização da sociedade ou do grupo”.

Diz-nos o doutor Miguel Gonçalves que “desde o momento em que o homem é levado ao desejo de se associar, com os mais variados objetivos, tem ele necessidade de que, num documento hábil, fiquem estabelecidas as normas concretas das restrições que o seu direito individual sofrerá em benefício do direito do grupo, a par das obrigações que, em contrapartida, lhe caberão e aos seus companheiros”.

O próprio Código Civil Brasileiro, em seus artigos 53 a 59, estabeleceu que “nenhuma sociedade pode existir ou funcionar no território nacional sem ser juridicamente constituída”, e prescreve as condições para a constituição jurídica de qualquer sociedade de natureza religiosa, cultural, etc.

1. Por que uma igreja deve ter um estatuto?

- São vários os motivos. O pastor J. F. Sobrinho apresenta estas quatro razões:

Primeira

Uma igreja sem estatuto é como uma igreja-fantasma, não existe juridicamente e está sujeita a muitos perigos. Uma das conseqüências mais graves da inexistência de estatuto será o conceito que os próprios membros farão da sua igreja e o tipo de comprometimento de que se julgarão devedores. Uma igreja sem forma jurídica afigura- se, aos olhos dos seus membros, como uma entidade abstrata, inobjetiva, com a qual

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eles deverão manter também compromissos mais ou menos abstratos e inobjetivos. Quando a igreja se torna pessoa jurídica, pelo registro do seu estatuto, adquire uma conceituação mais concreta, sem nenhum prejuízo para os seus fins espirituais.

Segunda

Uma igreja sem estatuto não pode ser representada juridicamente. Não pode ser proprietária de nada, nem reclamar quaisquer direitos. Ficará sempre dependendo de outras entidades para representar-se juridicamente, o que traz inúmeros inconvenientes, além de uma conceituação de tutela que, ao menos indiretamente, interfere no princípio de autonomia eclesiástica.

Terceira

Se não bastassem as razões acima, há ainda uma razão mais forte e atual para que cada igreja tenha seu estatuto registrado. Trata-se da necessidade de inscrever-se a igreja no CNPJ Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica, para efeito de inscrição como contribuinte do INPS. Há uma idéia errada por aí de que, se a igreja não for inscrita no INPS, estará a salvo de fiscalização. Respondemos: A falta de inscrição não isenta a igreja de obrigações sociais. A legalização de qualquer obra que a igreja faça dependerá da certidão negativa do INPS. Os empregados da igreja, como seres humanos que são, precisam ser amparados pela previdência social. E mais: No caso de acidente, doenças ou invalidez, qualquer empregado da igreja poderá procurar os seus direitos, e a falta de inscrição no INPS será agravante e não atenuante.

Por último, qual é o testemunho que uma igreja deve dar na sociedade, no que toca ao amparo ao trabalhador?

Quarta

Um estatuto bem elaborado é uma segurança para a igreja. Sem estatuto, a igreja corre perigo de desvios doutrinários e patrimoniais e fica mais sujeita a caprichos de lideranças mal-informadas ou mal-intencionadas.

Assim é que a primeira coisa que uma igreja deve fazer é aprovar os seus estatutos, passando a existir também como pessoa jurídica.

2. Denominações usuais em estatutos

Citaremos, a seguir, algumas denominações usuais em estatutos, podendo divergir em certos casos:

1 o ) NOME com a finalidade de defini-lo.

2 o ) SEDE E FORO onde terá sua atividade em caráter principal e onde serão exercidos os seus direitos.

3 o ) FINALIDADES caracterizando as razões de sua existência, o que irá fazer, o que pretende, até que ponto terá penetração na vida social.

4 o ) DURAÇÃO desde os prazos ilimitados aos determinados.

5 o ) MEMBROS suas finalidades, direitos, deveres perante o grupo, condições para admissão e exclusão.

6 o ) DIRETORIA o órgão que vai gerir os interesses e negócios do grupo, ou que o representará.

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7 o ) ASSEMBLÉIAS GERAIS poderão ser ordinárias (aquelas realizadas em datas fixadas previamente pelo estatuto), ou extraordinárias (em datas diversas). Modo de convocação, competência e meios.

8 o ) QUORUM número de membros necessariamente presentes nas sessões para deliberar.

9 o ) ELEIÇÕES processo, período, duração dos mandatos e maioria exigida para a eleição.

10 o ) PATRIMÔNIO o seu capital.

11 o ) MODIFICAÇÕES ESTATUTÁRIAS regras para se evitarem modificações constantes exigência de dois terços.

12 o ) DISPOSIÇÕES GERAIS o que não foi explicitado anteriormente.

Note-se que o estatuto é de natureza constitutiva, estática, sem se deter em estudos minuciosos, pois no momento em que os participantes de determinado grupo se reúnem para deliberar, as suas normas de trabalho estão estabelecidas no Regimento Interno.

3. Complementos dos estatutos

Outros

elementos

necessários

atividades da igreja:

devem

constar

do

estatuto,

para

facilitar

as

1 o Administração

2 o Responsabilidade.

3 o Declaração formal de que a igreja não visa a lucros.

4 o Declaração da origem e aplicação dos bens, e prestação de contas.

5 o Destinação da sociedade em caso de cisão.

6 o Definição genérica de tarefas da Diretoria.

7 o Previsão de um Regimento Interno.

8 o Declaração se a presidência da igreja cabe somente ao pastor ou pode ser eleito outro membro.

9 o Quorum para decisões vitais, como compra e venda de imóveis, eleição e demissão do pastor, reforma do estatuto, etc.

O que não deve constar de estatuto pode fazer parte de um regimento interno, que não precisa ser registrado, mas que terá valor jurídico se for previsto no estatuto e aprovado pela igreja, constando das atas:

1 o Particularidades sobre cultos.

2 o Organizações internas da igreja.

3 o Métodos de trabalho, inclusive de contribuição.

4 o Afirmação de caráter doutrinário.

5 o Especificação sobre uso de propriedades, com exceção do templo.

6 o Especificações sobre entidades filiadas à igreja (estas, se necessário, poderão reger-se por estatuto próprio).

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7 o Especificação sobre modo de recebimento ou exclusão de membros.

4. Modelo de Estatuto

Entre as muitas variadas formas de composição de estatuto, apresentamos, a seguir um modelo:

ESTATUTO DA IGREJA EVANGÉLICA

CAPÍTULO I

DA DENOMINAÇÃO, SEDE E FINS

, estatuto doravante designada simplesmente por “Igreja”.

Art. 2 o Trata-se de uma entidade religiosa, sem fins lucrativos constituída por tempo indeterminado e número ilimitado de membros.

Parágrafo único. São membros fundadores todos aqueles que assinam a ata de fundação da Igreja.

neste

Art. 1 o Constitui-se na cidade

,

na data de

a IGREJA EVANGÉLICA

Art. 3 o Tem sua sede na

Art. 4 o A Igreja tem seu foro na cidade de

Art. 5 o São objetivos da Igreja:

a) Promover cultos de adoração a Deus.

b) Divulgar o Evangelho de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo em todo o território nacional e no exterior.

c) Fomentar o estudo da Bíblia Sagrada e da educação em todos os graus.

d) Cooperar com outras igrejas e instituições que tenham as mesmas finalidades.

e) Cuidar dos pobres, enfermos necessitados, dos órfãos, das viúvas e da velhice

desamparada.

CAPÍTULO II

DOS MEMBROS

Art. 6 o São membros da Igreja pessoas de qualquer nacionalidade, sexo, ou cor, que aceitem voluntariamente as suas doutrinas e disciplina e que, em reunião ordinária, forem aceitas como membros.

1 o Perderá a condição de membro aquele que o solicitar ou que seja excluído pela Igreja em assembléia.

2 o Nenhum bem ou direito patrimonial será exigido por aquele que deixar de ser membro, qualquer que seja o motivo.

3 o Os direitos e deveres do membro, bem como as condições para ser membro, acham-se contidos no Regimento Interno.

CAPÍTULO III

DA ORGANIZAÇÃO DA IGREJA

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Art. 7 o A Igreja é composta de Sede e Congregações, que tomarão o nome de lugar onde se encontrarem, exceto a congregação em que funcionar a Sede da Igreja que denominar-se-á “Sede”.

Art. 8 o São órgãos dirigentes da Igreja:

a) Diretoria

b) Assembléia Geral

Art. 9 o A Diretoria da Igreja será composta de 7 (sete) membros:

a) Presidente

b) Vice-Presidente

c) 1 o Secretário

d) 2 o Secretário

e) 3 o Secretário

f) 1 o Tesoureiro

g) 2 o Tesoureiro

Art. 10 Nenhuma remuneração será concedida a qualquer dos membros da Diretoria pelo exercício de suas funções.

Art. 11 Só poderão ser membros da Diretoria os membros em comunhão com a

Igreja.

Art. 12 No caso de vacância de um ou mais cargos da Diretoria, esta, reunir-se-á extraordinariamente para a escolha e preenchimento do cargo ou dos cargos.

Art. 13 A Diretoria reunir-se-á, quando necessário, por convocação do Presidente do púlpito da Igreja e em edital afixado no local de avisos, num prazo não inferior a 8 (oito) dias.

Art. 14 O quorum para as sessões da Diretoria será de 5 (cinco) membros, e as decisões far-se-ão por maioria simples e por escrutínio e, em caso de empate, caberá ao Presidente o voto de desempate.

Art. 15 A Assembléia que eleger a Diretoria, elegerá a Comissão de Contas, que será composta de 3 (três) membros, cujas atribuições acham-se contidas no Regimento Interno.

CAPÍTULO IV

DA COMPETÊNCIA

Art. 16 O pastor da igreja deverá ser o seu presidente, e servirá por tempo indeterminado, a critério da igreja, e os demais membros da Diretoria terão mandato de 1 (um) ano, podendo ser reeleitos.

1 o O pastorado da Igreja será exercido pelo Pastor, bem como a orientação da Igreja e a direção dos atos de culto e das reuniões solenes, por tempo indeterminado e enquanto bem servir, a critério da própria Igreja:

2 o O Pastor da Igreja deverá receber o seu sustento pelo exercício deste Ministério.

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Art. 17. São deveres e atribuições do Presidente:

a) Convocar e presidir as Assembléias, bem como as reuniões da Diretoria.

b) Decidir, nas Assembléias e reuniões da Diretoria, com voto de Minerva.

c) Assinar com o secretário, as atas das Assembléias depois de devidamente aprovadas.

d) Assinar cheques e demais documentos de crédito.

e) Assinar, com o 1 o Secretário, as notas e documentos da Igreja.

f) Assinar escrituras de compra e venda, de hipotecas, de compromisso; bem como

quaisquer outros documentos, sempre mediante prévia autorização da Igreja, em

Assembléia.

g) Autorizar, com o 1 o Tesoureiro, todas as contas e gastos, assinando os recibos e

demais documentos da Tesouraria, de acordo com o resolvido pela Diretoria.

h) Dirigir e manter a ordem nas discussões.

i) Velar pelo bom desempenho da Igreja, observar e fazer cumprir o estatuto, o Regimento Interno e as Resoluções da Assembléia.

j) Representar, de fato, a Igreja perante as suas co-irmãs, e Convenções sendo

que, a sua atuação nesse sentido será sujeita a “referendum” da Assembléia.

l) Representar a Igreja ativa e passivamente, judicial e extrajudicialmente.

Art. 18 O Vice-Presidente assumirá as atribuições e deveres do Presidente, por ausência ou impedimento legal deste.

Art. 19 São deveres e atribuições do 1 o Secretário

a) Assistir às Assembléias Ordinárias e Extraordinárias e a Reuniões da Diretoria e

outras, redigindo as atas respectivas, em livros próprios, para aprovação da Igreja,

assinando-as com o Presidente.

b) Assinar, com o Presidente, a correspondência e documentos da Igreja.

c) Cuidar do livro de presença das Assembléias Ordinárias.

d) Encarregar-se do registro de membros, expedição de cartões, fazendo os devidos assentamentos individuais, em arquivos próprios.

e) Preparar o relatório anual e submete-lo à Assembléia em reunião administrativa

realizada na primeira quinzena de janeiro de cada ano, de acordo com as instruções do Presidente.

Art. 20 Compete ao 2 o Secretário auxiliar o 1 o Secretário em suas funções e substituí-lo em sua ausência ou em seu impedimento.

Art. 21 O 3 o Secretário assumirá as atribuições e deveres do 1 o Secretário, por impedimento deste e do 2 o Secretário.

Art. 22 São atribuições do 1 o Tesoureiro:

a) Assistir às reuniões da Diretoria e Assembléias.

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b) Contabilizar todas as entradas e saídas, na forma da lei e em livros próprios, das

contribuições recebidas dos membros da Igreja, ou não, e subvenções governamentais para os fins a que se destinam.

c) Manter a contabilidade das contas correntes em bancos autorizados, e, em

nome da Igreja, depositar somas, títulos e valores diversos; liquidar os gastos inerentes à

Igreja, cujos pagamentos e retiradas serão feitos através de cheques assinados pelo Presidente.

d) Apresentar o balanço mensal à Assembléia Geral Ordinária, bem assim a

prestação de contas de sua gestão em balanço anual, em reunião administrativa,

realizada na primeira quinzena de janeiro.

Art. 23 Compete ao 2 o Tesoureiro auxiliar o 1 o Tesoureiro em suas funções e substituí-lo em seus impedimentos.

CAPÍTULO V

DAS ASSEMBLÉIAS

Art. 24 As Assembléias podem ser Ordinárias e Extraordinárias, lideradas pelo Presidente.

Parágrafo único. Integram a Mesa da Assembléia os demais membros da Diretoria.

Art. 25 A Assembléia Ordinária reunir-se-á sempre que convocada pelo presidente na Sede, em datas e condições previstas no Regimento Interno, para tratar de assuntos da vida administrativa da Igreja, sendo a Assembléia o poder máximo da Igreja.

Art. 26 A eleição da Diretoria realizar-se-á na Sede da Igreja, na primeira quinzena do mês de janeiro de cada ano, quando a Diretoria será imediatamente empossada.

Art. 27 As Assembléias Extraordinárias serão convocadas pelo Presidente, do púlpito da Igreja, com, pelo menos, 8 (oito) dias de antecedência, e com a menção dos assuntos a serem tratados.

Art. 28 O quorum para as Assembléias Extraordinárias será de metade mais um dos membros da Igreja, em primeira convocação, e de uma quinta parte dos membros, em segunda convocação 30 (trinta) minutos depois, sendo as decisões tomadas pelo voto da maioria de 2/3 (dois terços) dos membros presentes.

Art. 29 A Assembléia Extraordinária reunir-se-á para considerar os seguintes assuntos.

a) Eleição posse, e demissão do pastor.

b) Aquisição, oneração e alienação de imóveis.

c) Eleição e posse da Diretoria da Igreja, pelo período correspondente.

d) Reforma deste estatuto e aprovação e reforma do Regimento Interno.

e) Discutir, aprovar, modificar ou rejeitar o Balanço Anual.

Art. 30 As resoluções da Assembléia Ordinária são tomadas por maioria simples de votos, salvo nos casos em que o estatuto preveja maioria especial.

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DA RECEITA, DESPESA E PATRIMÔNIO

Art. 31 A receita da Igreja será constituída das contribuições, dos dízimos e ofertas voluntárias de seus membros ou não, incluindo-se subvenção ou auxílio dos Poderes Públicos ou entidades privadas.

Parágrafo único. Toda a receita será aplicada exclusivamente na consecução das finalidades a que a Igreja se destina.

Art. 32 O patrimônio da Igreja será constituído de doações, legados, bens moveis, ou semoventes que possua ou venha a possuir, e que serão registrados em seu nome e utilizados tão-somente para a consecução dos seus fins dentro do território nacional e no exterior.

Art. 33 Os membros da Igreja não responderão individual e subsidiariamente pelas obrigações que seus administradores porventura contraírem, porém, responderá a Igreja com seus bens, por intermédio da Diretoria.

Parágrafo único A Igreja não responderá por dívidas contraída, por qualquer de seus membros, sem que para isso tenha dado a prévia autorização por escrito.

CAPÍTULO VII

DA REFORMA DO ESTATUTO

Art. 34 A reforma do estatuto só poderá ser feita por proposta da Diretoria ou por iniciativa de 1/3 (um terço) dos membros da Igreja. A convocação da Assembléia Extraordinária para esse fim será feita nos termos gerais dos Artigos 31, 32 e 33 deste estatuto.

Art. 35 Para o disposto no Artigo anterior, serão exigidos 2/3 dos membros presentes, para cada artigo, separadamente, que deva ser modificado, suprimido ou acrescentado.

CAPÍTULO VIII

DISPOSIÇÕES GERAIS

Art. 36 Os casos omissos neste estatuto serão resolvidos em Assembléia Geral.

Art. 37 A Igreja, para facilitar a consecução de suas finalidades, deverá criar interna e externamente, tantas comissões, organizações e congregações quantas forem necessárias, de acordo com o presente Estatuto.

Art. 38 A Igreja deverá ter um regimento interno aprovado em Assembléia Extraordinária e de acordo com o presente estatuto.

Art. 39 Todo movimento de reforma doutrinária, ainda que surja por 1 (um) ou pela maioria dos membros, e que fuja aos preceitos bíblicos ou aos costumes da Igreja, será considerado ilegal, dando este estatuto amparo aos que permanecerem fiéis aos princípios e à tradição da Igreja, bem como a todos os direitos sobre os bens móveis a seu cargo.

Art. 40 A Assembléia Geral que porventura resolver a dissolução da Igreja, resolverá também quanto ao destino de seus bens, após solvidos seus compromissos.

O presente estatuto foi aprovado em sua integra pela Igreja em Assembléia

Extraordinária de

(data).

Assinam: Presidente

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1 o Secretário

Um advogado devidamente inscrito na Ordem dos Advogados do Brasil.

5. Registro de Estatuto

Vamos ver agora os procedimentos para o registro de um estatuto em Cartório.

5.1. Uma vez elaborado o estatuto, por Comissão competente, o pastor da Igreja

convocará uma Assembléia Geral Extraordinária para a sua aprovação.

5.2. Havendo quorum (metade mais um) suficiente para a abertura da sessão, o

secretário fará a leitura do estatuto, capítulo por capítulo, e o presidente pedirá a aprovação. Caso haja emendas, estas serão registradas, seguindo-se a leitura até o final.

5.3. Aprovado na sua integra, deve o secretário transcreve-lo no livro de atas da

igreja, não incluindo as discussões sobre o assunto, somente o preâmbulo e o texto do

estatuto.

O modelo da Ata para a aprovação do estatuto pode ser o seguinte:

a Igreja reunida em sessão

convocada especificamente para esse fim, aprovou o seguinte estatuto: “Estatuto da

(transcrever todo o texto do estatuto, sem

espaço, nem linhas em branco). Nada mais havendo a tratar, foi encerrada a reunião com orações e graças a Deus, lavrando-se, para constar, a presente ata, que vai subscrita por

mim, secretário, e por todos os membros da Diretoria.

Igreja

“Ata n.º

Aos

dias do mês de

,

do ano de

,

Art. 1 o com o nome de Igreja

5.4. Para o competente registro em cartório, deve-se:

5.4.1. Datilografar a ata que contém a transcrição do estatuto, em 3 vias de preferência em papel timbrado da Igreja devendo ser assinada por toda a Diretoria.

5.4.2. Ofício ao Cartório

Deve ser redigido (datilografado) um ofício, nos seguintes termos:

Ilustríssimo Senhor Oficial de Cartório de Registro das Pessoas Jurídicas.

A Igreja

com sede na rua

nesta cidade, vem mui respeitosamente solicitar a

nesse cartório.

, V.S. se digne mandar registrar a ata da Igreja

,

Local. Data

Presidente

5.4.3. Datilografar uma relação com os nomes dos membros da diretoria conforme

abaixo:

RELAÇÃO DOS MEMBROS DA DIRETORIA DA IGREJA

Presidente

de

Nome,

nacionalidade,

estado

civil,

filiação,

data

nascimento,

completa, identidade n.º e origem e CIC n.º

1 o Vice Presidente

Idem

2 o Vice Presidente

residência

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Idem

 

1 o Secretário

Idem

 

2 o Secretário

Idem

1 o Tesoureiro

Idem

2 o Tesoureiro

Idem

5.4.4.

Datilografar, num formulário especial da Imprensa Nacional um resumo do

estatuto, com as seguintes indicações: Nome, sede, finalidade, composição da diretoria,

representação em juízo, administração e destinação do patrimônio em caso de devolução. Exemplo do resumo:

, lucrativos, cuja finalidade é,

suas doutrinas e disciplinas. Será administrada por uma diretoria eleita anualmente e representada pelo seu presidente, tendo a Assembléia como órgão máximo, em que

todos os membros tem voto e voz. Em caso de dissolução, os bens remanescentes serão entregues à

5.4.5. Juntar todos esses documentos e dar entrada no Cartório de Regimento das

Pessoas Jurídicas.

Em poucos dias, o Cartório registrará o estatuto em livro próprio e fornecerá quantas certidões forem solicitadas. Recomenda-se pedir ao Cartório mais de 3 vias do Estatuto. Autenticadas, para registrar no CGC e outros órgãos.

é uma sociedade civil, sem fins

, é composta de número ilimitado de membros que aceitam

“A Igreja

fundada em

,

tendo sua sede na

6. Reforma do Estatuto

6.1. Justificativa

A reforma do estatuto de uma igreja pode ser imposta por vários motivos. Mencionamos os mais comuns.

6.1.1. Mudança de nome

A própria igreja pode mudar seu nome, conforme a conveniência. O município onde ela se localiza, mencionado no estatuto, pode mudar seu nome ou condição, como aconteceu recentemente com o Estado da Guanabara, que passou a ser o município do Rio de Janeiro. A Convenção, que obrigatoriamente deve ser mencionada como destinatária do patrimônio em caso de dissolução, também pode alterar seu nome.

6.1.2. Atualização da metodologia

Estatutos antigos continham normas de trabalho que se tornaram obsoletas ou então eram omissos em setores importantes para a vida da igreja.

6.1.3. Imposições legais

Muitos estatutos de igrejas não se enquadram nos dispositivos legais, especialmente no que se refere à imunidade tributária, que é um direito constitucional.

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Para gozar de imunidade tributária, a igreja precisa ser caracterizada como uma entidade que:

a) não tem fins lucrativos;

b) não remunera os membros da diretoria;

c) não distribui rendas ou dividendos:

d) aplica no território nacional a sua receita e patrimônio. Se essas cláusulas não

constarem do estatuto, a igreja terá de fazer anualmente uma declaração por escrito

sobre cada item.

6.2. Procedimento

Como reformar o estatuto de uma igreja

6.2.1. A primeira medida é convocar uma assembléia geral da igreja nos termos do

estatuto em vigor, tendo como finalidade específica a reforma do estatuto.

6.2.2. Pode-se nomear uma comissão de estatuto em uma sessão mensal. Essa comissão facilitará o trabalho da assembléia geral se já tiver projeto pronto para que a Igreja possa discutir e votar.

6.2.3. A igreja, reunida em assembléia geral, aprova a reforma. É lavrada uma ata

contendo apenas os artigos reformados, mesmo que a numeração seja toda alterada. Neste caso, basta inserir no apêndice após o último artigo, onde se diz “Este estatuto foi aprovado, registrado no cartório, etc.”, uma declaração de que, em face dessa reforma, a numeração dos artigos foi alterada. Dessa ata não deve constar o processo de votação nem as emendas não aprovadas, mas exclusivamente o novo texto aprovado.

6.3. Registro

Após a aprovação da reforma e da respectiva ata, deve ser providenciado o seu registro, o mais breve possível.

6.3.1. Datilografar em 3 vias a ata da Assembléia que reformou o estatuto.

6.3.2. Anexar um requerimento solicitando seja registrada a reforma do estatuto no

referido cartório. Este fará a publicação no Diário Oficial.

6.3.3. O cartório dará certidão da reforma. O novo texto do estatuto entra em vigor

em seus próprios termos. Se o texto diz que “esta reforma entra em vigor na data de sua

aprovação, ou de sua publicação” – será conforme constar.

6.4. Divulgação

Efetivada a reforma, e só depois disso, deve ser providenciada a divulgação entre os membros da igreja.

6.4.1. Se não for possível a impressão ou mimeografia do estatuto reformado em

número suficiente para todos os membros, uma cópia datilografada deve ser afixada em

local visível.

6.4.2.

A divulgação para a igreja deve ser do inteiro teor do novo estatuto e não

apenas dos artigos reformados.

6.4.3. Caso tenha sido alterado o nome da igreja, é recomendável publicar a mudança na imprensa denominacional para conhecimento das demais igrejas. Informações detalhadas quanto ao custo da publicação oficial e do registro, número de

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cópias da ata, prazos, etc. poderão ser obtidas diretamente no Cartório do Registro de Pessoas Jurídicas.

- MODELO DE ATA DE REFORMA DO ESTATUTO

da Assembléia Plenária de reforma do estatuto. Aos dezenove dias

reuniu-se em sua sede em Assembléia Geral, nos termos do

estatuto em vigor, para tratar da reforma do estatuto. Foi aprovada a reforma dos artigos

abaixo mencionados, que passam a ter a seguinte redação: (Segue-se a nova redação dos artigos reformados). Tendo sido convocada para esse fim, concluída a matéria, foi a sessão encerrada após a aprovação desta ata que vai assinada pelos membros da Diretoria.

do mês de

Ata número

, a Igreja

MODELO DE EXTRATO DE ESTATUTO PARA PUBLICAÇÃO NO DIÁRIO OFICIAL

reunida em sua sede nos

termos do estatuto em vigor, aprovou a reforma dos artigos abaixo mencionados de seu

estatuto, que passaram a ter a seguinte redação:

reformados). A seguir, a data e as assinaturas.

” (segue-se o novo texto dos artigos

“Reforma de estatuto. A igreja

,

com sede na Rua

,

II. INSCRIÇÃO DA IGREJA NO CNPJ

As entidades religiosas que têm personalidade jurídica são obrigadas por lei a se inscreverem no CGC Cadastro Geral de Contribuintes.

A inscrição no CNPJ é de suma importância.

1. A igreja não inscrita:

1.1. Estará impedida de inscrever-se no INPS, FGTS, PIS, e conseqüentemente,

não poderá fazer nenhum recolhimento dessas obrigações sociais.

1.2. Não poderá apresentar Declaração de Rendimentos ao Imposto de Renda.

1.3. Não poderá ter zelador ou outro qualquer empregado registrado.

1.4. Não poderá efetuar transações comerciais a prazo.

1.5. Não poderá levantar empréstimos, nem mesmo na Junta Patrimonial, pois que

essa Junta, sendo regida pelas mesmas normas, exige o número de inscrição da igreja,

para imprimi-lo nas notas promissórias e outros documentos do empréstimo.

A inscrição no CNPJ, como declara o citado manual, é pré-requisito obrigatório para inscrição em qualquer outro órgão de registro, e deve, por isso, ser feita antes de qualquer outra inscrição. Como já vimos, a igreja que não se inscrever no CNPJ, estará grandemente limitada em suas transações para com terceiros.

2. Como inscrever-se no CNPJ (Documentos):

2.1.

Ficha de inscrição, devidamente preenchida em 3 vias. (São encontradas em

papelaria).

2.2.

Estatuto registrado no Cartório de Registro das Pessoas Jurídicas.

2.3. Cópia da ata de eleição da Diretoria.

2.4. Relação dos membros da Diretoria (Veja item 4 o do Registro do Estatuto).

Seguindo as instruções da SRF, a igreja deve inscrever-se junto ao órgão da Secretaria da Receita Federal do município em que está localizada.

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São órgãos locais da Secretaria da Receita Federal:

1.

Delegacia da Receita Federal (exceto nas cidades de São Paulo e Rio de

Janeiro)

2.

Inspetoria da Receita Federal (nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro)

3.

Agência da Receita Federal

4.

Postos da Receita Federal

3.

Carimbo Padronizado

Uma vez inscrita no CNPJ, a igreja deverá mandar confeccionar o Carimbo Padronizado, que deverá constar em todas as guias de recolhimento de obrigações sociais e em outros documentos de importância que tragam explicitamente sua exigência.

Os dados desse carimbo são tirados da Ficha de Cadastramento, após devidamente autenticada pelo órgão da SRF. As casas especializadas em carimbos saberão como proceder na sua confecção, bastando para isto que se entregue ao profissional uma cópia xerográfica da ficha.

Veja como é indispensável a inscrição da Igreja no CNPJ:

1. Na apresentação de documentos perante o Ministério da Fazenda.

2. Na abertura de contas bancárias, quando, juntamente, deve-se apresentar ao

banco cópia da ata da eleição da Diretoria; cópia do estatuto e xerox do CNPJ.

3. Na lavratura de atos em cartórios, no licenciamento de veículos automotores,

sempre que solicitado pela fiscalização, e nas relações com terceiros, sempre que o terceiro o exigir e tiver legítimo interesse em comprovar o número declarado (IN SRF n.º

24/73).

4. Cheque.

III. ISENÇÃO DO IMPOSTO DE RENDA

1. Documentos exigidos:

1.1. Requerimento ao Delegado da Receita Federal, solicitando o reconhecimento

da isenção.

1.2. Cópia do Estatuto atualizado, autenticada.

1.3. Balanços Contábeis e Demonstrativos da Receita e Despesas dos últimos

cinco anos, assinados por Contador ou Técnico de Contabilidade registrado.

1.4. Número e ano de sua inscrição no Cadastro Geral de Contribuintes Ministério

da Fazenda.

1.5. Prova do reconhecimento de Utilidade Pública da União e dos Estados (hoje

não exigida).

Observação: A isenção poderá ser concedida sem as provas mencionadas no item acima, mas as doações feitas não serão abatidas na renda bruta se as instituições não fizerem prova da Utilidade Pública.

1.6. Prova de que publica semestralmente a documentação da Receita obtida e da

Despesa realizada no período anterior, sem o que as doações recebidas não serão

abatidas na renda bruta.

1.7. Declaração

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a)

De que aplica todos os recursos no atendimento de suas finalidades sociais.

b)

De que mantém escrita em livros revestidos das formalidades legais.

c)

De que não remunera os

membros da Diretoria, não distribui lucros ou

dividendos, sob nenhuma forma.

1.8. Relação da Diretoria nos últimos cinco anos.

1.9. Prova de que prestou as informações dos rendimentos pagos no último qüinqüênio e recolheu o Imposto de Renda na fonte dos rendimentos pagos a terceiros.

IV. ISENÇÃO DO IMPOSTO SOBRE SERVIÇOS

1. Documentos exigidos:

1.1. Requerimento ao Prefeito Municipal.

1.2. Estatutos registrados em Cartório de Registro Público das Pessoas Jurídicas

(fotocópia autenticada ou impresso do Diário Oficial).

1.3. Atestado da Diretoria em exercício, semelhante ao da Entidade Filantrópica.

1.4. Número do CNPJ e número do INPS.

5- ADMINISTRAÇÃO DA IGREJA

A organização e administração da igreja local deve acompanhar o ritmo de seu desenvolvimento.

Como já vimos no organograma apresentado, a igreja, para atender às exigências de seu progresso material e espiritual, organiza-se em departamentos, como:

1) Administração

2) Assistência Social

3) Música

4) Evangelização

5) Missões

6) Educação

7) Comunicação

Os aspectos globais de todos esses departamentos e suas respectivas seções, possivelmente não estão abordados aqui, senão os de maior interesse.

Vamos, então, analisar o Departamento de Administração, inicialmente.

I. DEPARTAMENTO DE ADMINISTRAÇÃO

1. Secretária

Esta é um órgão de grande importância para o bom funcionamento de uma igreja organizada.

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Ela poderá fornecer à direção, se bem atualizada nos seus serviços, informações de todas as atividades programadas, bem como atender às mais diversas solicitações.

1.1. Instalações da Secretaria

a) Para um perfeito desempenho de suas atividades, deve a Igreja dispor de

um local (sala) próprio para a Secretaria, e de fácil acesso aos membros.

b) A sala deve ser bastante agradável, gerando boa impressão.

c) Geralmente, os ambientes de trabalho devem ser bastante iluminados,

para evitar cansaço e sonolência devidos ao esforço provocado pela má iluminação.

d) Sempre que possível, deve a sala ter lâmpadas fluorescentes (luz do dia)

e as paredes de cor clara, para refletirem maior quantidade de luz.

1.1.1. Mobiliário

a) Mesa do Secretário da Diretoria.

b) Mesa do(a) Secretário(a), funcionário(a).

c) Mesa (caso haja mais de um secretário de expediente).

d) Mesa do computador

e) Computadores em rede com a Presidência

f) Armário para a guarda de todo o material de escritório e livros.

g) Arquivos de aço para as fichas dos membros da igreja.

h) Maquina de xerox

1.1.2. Material de Escritório

a) Papel timbrado (A4 210x297; ofício 22x33)

b) Papel almaço, blocos, etc.

c) Envelopes

d) Pastas suspensas

e) Fichas

f) Grampeador, perfurador, cola, porta-lápis, borracha, elástico, canetas, etc.

1.2. Atribuições do Secretário (Diretoria)

É de bom alvitre que o Secretário da Igreja possua habilidade de profissional para o desempenho da função. A Igreja poderá manter uma secretaria capaz, em tempo integral, se o volume de trabalho assim o exigir, uma vez que, geralmente, o secretario, membro da Diretoria, sempre exerce funções ministeriais (e muitas vezes materiais), o que o impede de dar diariamente assistência à Secretária, mas as pessoas designadas para essas atividades estarão sob sua supervisão.

Dada a importância da função de secretário, deve ele possuir as seguintes

qualificações:

1)

Maturidade espiritual

2)

Educação exemplar

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3)

Boa caligrafia

4)

Boa redação

5)

Ser zeloso

6)

Se possível, ter disponibilidade de tempo.

Variando, de acordo com o Estatuto, as principais atribuições de um Secretário são:

a) Lavrar as atas das Assembléias, em livro próprio, assina-las e apresenta-

las para aprovação nas assembléias seguintes.

b) Assinar, com o presidente, os documentos oficiais da Igreja.

c) Manter em dia o fichário de membros e todos os serviços afetos à

Secretária.

d) Confeccionar e expedir toda a correspondência sob sua responsabilidade.

e) Manter atualizados todos os dados estatísticos na sua gestão.

f) Tratar com urbanidade e amor cristão todas as pessoas que necessitam de seus serviços.

h) Cumprir outras providências determinadas pela direção da Igreja.

Notas:

1. Dificilmente um secretário lavra as atas no momento em que a Assembléia se realiza, a não ser em Convenções em que as sessões seguintes exigem a leitura da ata da sessão anterior. (Geralmente, as sessões das igrejas são mensais, o que facilita a confecção da ata com maior atenção e cuidado).

2. Apontar, então, os assuntos de maneira clara e objetiva. O trabalho torna-

se mais fácil quando o secretário recebe a ordem do dia.

3. O lançamento da ata deve ser feito na mesma semana da realização da

Assembléia, pois o tempo e as múltiplas ocupações apagam de nossa mente fatos

importantes que, no momento da sessão, não foram anotados.

4. Os apontamentos não devem ser feitos num pedaço de papel qualquer,

para evitar o perigo de extravio. Um bloco especial é o ideal. Tão logo termine a sessão, deve o bloco ser levado à guarda da secretaria.

5. As dúvidas quanto a decisões tomadas devem ser tiradas no momento,

com o pastor da igreja.

1.3. Competência do Secretário(a), Funcionário(a).

Quase sempre é do sexo feminino, recebendo da igreja o seu salário e tendo inclusive, sua carteira assinada e todas as suas obrigações sociais satisfeitas (CLT).

Cabe-lhe, assim:

a) A recepção de todos os membros e visitantes durante o expediente da

semana, que tenham algo a tratar.

b) A datilografia de toda a correspondência de rotina.

c) O atendimento às solicitações da Diretoria.

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d)

A confecção do boletim da Escola Bíblica Dominical e da Igreja.

 

e)

As cópias dos documentos a serem encaminhados às Assembléia Geral

f)

A confecção dos cartões de membros.

 

g)

O atendimento telefônico durante o expediente, prestando as informações

pertinentes.

 

h)

O

controle

de

assentamentos

nas

fichas

dos

membros

da

igreja

(mudança, recomendação, exclusão, etc).

i)

Endereçar e postar cartas impressos e pacotes.

j)

Consultar listas telefônicas, dicionários, códigos postais, manuais.

l)

Organizar e consultar arquivos por assunto, data ou ordem.

m) Receber, classificar, distribuir e arquivar a correspondência

n) Atender a reclamações e pedidos; fazer encomendas.

o) Supervisionar e repassar instruções a outros funcionários.

p) Acompanhar e verificar o estoque de material.

q) Planejar a rotina do escritório.

1.4. Documentos de uma Secretaria

1.4.1. O ROL DE MEMBROS

A elaboração do Rol de membros de uma igreja é de grande importância,

pois através dele todas as informações serão obtidas prontamente.

ele o registro de todos os membros batizados nas águas.

É

Rol pode ser de membros:

O

Ativos

1)

Inativos

2)

Há o rol permanente que revela quantos membros, ao todo, já passaram pela igreja. Nele, são incluídos os nomes de membros por ordem de chegada. Chama-se, também, o livro de registro numérico dos membros da Igreja.

Essa numeração deve ser ininterrupta no registro dos nomes, pois nas futuras comemorações poder-se-á verificar quais os membros mais antigos. Nunca se substitui um nome já registrado, somente para aproveitar o número, em caso de morte ou exclusão do rol. O número dado a um membro jamais deve passar a outro.

1.4.1.1. Rol Ativo

É o que está em vigor, no momento, com os membros filiados. Ele é de uso

exclusivo da Secretaria e da Diretoria, e não é acessível a qualquer pessoa, visto conter

informações confidenciais.

1.4.1.2. Rol Inativo ou Passivo

É o que registra os nomes dos membros que, por qualquer razão, se

afastaram da igreja.

Pode conter divisões:

1) Excluídos

2) Transferidos

3) Falecidos

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Para os membros excluídos e transferidos há uma esperança de que retornem à igreja, sendo novamente reintegrados ao Rol Ativo (ao voltarem as fichas são removidas do Passivo para o Ativo, sem a necessidade de registrar novamente a pessoa que volta).

Os crentes excluídos não devem ser abandonados totalmente (a menos que assim o desejem) e a igreja deve ajudá-los a solucionar os seus próprios problemas para tornarem ao convívio fraternal.

1.4.1.3. A elaboração do Rol Numérico

Começa-se a assentar os nomes mais antigos da igreja, em sua ordem cronológica, podendo, para isto, consultar os registros antigos, como fichas, livros, relações, atas, boletins e informações verbais dos membros da igreja. É preciso cuidado na pesquisa para que o registro seja o mais fiel possível, evitando-se constrangimento.

“No caso de haver lacunas, uma alteração possível é a numeração anual. Assim, em cada ano eclesiástico se começa nova numeração, a partir do n.º 1, seguindo- se uma barra e o respectivo ano (por exemplo, 1/65, 1/70, 1/85. etc.) Quando for completada a pesquisa, é só numerar em ordem cronológica e se terá a ordem completa e atualizada”.

A secretária de expediente deve manter atualizado o fichário, incluindo a

ficha dos admitidos e retirando a dos excluídos, colocando-as nas respectivas seções do arquivo. Isto ajudará tanto o pastor quanto a Comissão de Visitas. Quanto aos falecidos, a transferência do ativo pode ser feita imediatamente.

É necessário observar que muitos candidatos não comparecem ao batismo,

e suas fichas, já preenchidas, devem ser arquivadas normalmente sem que esses candidatos sejam membros da igreja. Assim, antes de arquivar a ficha, deve o batizado comparecer à Secretaria para formalizar detalhes de documentação, fazendo-se a respectiva confirmação.

A Secretaria pode exigir, também, e imediatamente após o batismo, a lista

de chamada dos candidatos, visando separar as fichas dos que não compareceram.

Os membros aceitos com cartas de mudança são imediatamente registrados no Rol de membros. Quando a igreja solicita à outra a carta de transferência de determinado membro, este só deve ser registrado após a comunicação recebida. Não havendo resposta, o crente pode ser aceito por aclamação. Já nos casos de reconciliação, o processo é simples, pois basta colocar a respectiva ficha no arquivo ativo.

1.4.2. Livros

1.4.2.1. - O livro de Atas

É nas atas que se farão os registros das ocorrências verificadas durante as

reuniões, e, por terem valor legal, devem ser redigidas em livros próprios e jamais em folhas avulsas. São, para o futuro, a base supletiva da organização do grupo, pois irão conter a jurisprudência das decisões adotadas pela presidência e pelo grupo, em grau de

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recurso, nos casos em que os Estatutos e o Regimento Interno sejam lacunosos ou omissos. As atas servem, nestes casos, como suplemento do Regimento Interno.

Com a modernização do computador as atas podem ser lavradas em folhas avulsas após aprovado este modelo em assembléia, recebendo uma ordem numérica depois da aprovação.

I. Aspectos do livro de Atas:

1. Deve ser registrado no Cartório de Registro de Pessoas Jurídicas

2. Suas folhas devem ser numeradas e rubricadas (geralmente vem

numeradas).

 

3. Deve conter o Termo de Abertura e Termo de Encerramento.

Ex.: Igreja Evangélica

 

4. O livro

de atas deve

ser

no

tamanho 22x33cm, sendo os textos

manuscritos.

5. Nos cultos, faz-se somente um rascunho dos acontecimentos para, mais

tarde, consigná-los no livro de Atas. Consideremos os pontos:

a) Termo de Abertura

Contém este livro (50 ou 100 ou mais) folhas tipograficamente numeradas e

por mim rubricadas com a rubrica (constar neste parêntese a rubrica) que uso como 1 o secretário, as quais servirão para o registro das atas das sessões ordinárias (ou

extraordinárias) da Igreja Evangélica

,

tomando este o n.º 01 (etc).

Local e Data

Assinatura e carimbo da igreja

b) Termo de Encerramento

(última página)

Repetir o mesmo, alterando somente a expressão “servirão” para “serviram”.

II. Devem as atas conter o seguinte roteiro:

1. Cabeçalho

2. Corpo

3. Fecho (encerramento)

1. Cabeçalho

a) Constar o número da ata, obrigatoriamente o nome da associação, o

local, data e hora da reunião, com a indicação de seu início e seu término, bem como a finalidade da reunião.

a

convocou, esclarecendo-se o indispensável para a sua validade.

O número de membros presentes para que se constate a verificação do

“quorum”.

b) Se a reunião é ordinária ou extraordinária e, neste caso, quem

c)

2. Corpo

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É o registro dos assuntos, à medida em que vão sendo tratados; devem, ser numerados estes assuntos. As deliberações tomadas em relação a cada um dos itens do temário, a autoria e as propostas devem ser registradas para reconhecimento futuro. Em casos especiais, as propostas são transcritas na íntegra.

3. Encerramento ou Fecho

A ata deve ser assinada apenas pelo Secretário, que a lavrou, e pelo Presidente da reunião na qual a ata é aprovada, e o seu fecho habitual é: “Nada mais havendo a tratar, foi encerrada a sessão com orações e graças a Deus, lavrando-se, para constar, a presente ata, que vai assinada por mim (primeiro, segundo ou “ad hoc”) secretário, e pelo presidente desta igreja.

III. Devido à sua importância entre as muitas recomendações existentes, registremos as que se seguem:

1 a ) A ata deve ser resumida, sem que sua elaboração tenha caráter literário; opiniões ou comentários do Secretário sobre os registros são dispensáveis. Em casos especiais, o Presidente pode autorizar transcrições fundamentais para que fiquem registrados pontos importantes sobre propostas de grande valor.

2 a ) A ata é impessoal. Expressões como: “O irmão Fulano apresentou ”

brilhante proposta

proposta

3 a ) Números e datas devem ser escritos por extenso, o mesmo ocorrendo com nomes com siglas. Deve-se grafar, por extenso, os números considerados fundamentais, e repeti-los em algarismos para facilidade da leitura, entre parênteses.

4 a ) A ata não deve conter espaços vagos, linhas em branco, rasuras ou entrelinhas. Ocorrendo rasuras ou entrelinhas, estas devem ser ressalvadas no fim da ata, com a assinatura do presidente.

5 a ) Quando ocorrer algum erro, deve o Secretário usar a expressão “digo” e prosseguir a redação.

Exemplo: - O senhor presidente chamou, digo, falou sobre o novo plano Quando, após o fecho da ata, for notado erro de redação, usa-se o resumo: “em tempo”, seguindo-se o que se deseja acrescentar ou retificar.

6 a ) A aprovação da ata é dada na reunião seguinte, devendo os membros

prestarem atenção à sua leitura. Cabendo correções admitidas, devem constar da ata

, sem emendas (ou

com a seguinte emenda: onde se lê

seguinte. Ex.: “Cedida a palavra ao 1 o Secretário foi lida a ata no dia

devem ser supridas. O correto é: “O irmão Fulano apresentou

”.

,

leia-se

)

Após a leitura da ata, o senhor presidente pergunta se há alguma emenda a fazer. Não havendo, ele mesmo a declara aprovada.

7 a ) Devem constar das atas relatórios dos conselhos e comissões, em resumo, com as respectivas deliberações. Há exceções, quando os relatórios constam na íntegra.

8 a ) Deve haver dois livros distintos: um para a lavratura das atas, outro para o registro da presença (conforme determinar o Estatuto).

9 a ) As propostas não aprovadas não necessitam ser registradas em ata, a não ser em casos especiais.

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Assim, das atas constarão necessariamente:

a) A natureza da reunião.

b) A hora, dia, mês, ano e local da sua realização.

c) O nome de quem a presidiu.

d) Os membros presentes e ausentes, com justificativa (em Assembléias

Gerais, não).

e) O expediente recebido e remetido.

f) A síntese das resoluções tomadas.

g) O resultado das votações.

h) Se solicitado, declaração de voto.

i) Qualquer outro fato tratado na reunião.

IV. A Linguagem da Ata

Ata é, pois, o registro de decisões. “O registro no qual se relata o que se passou numa sessão, convenção, congresso, etc”.

É necessário que haja fidelidade no resumo dos assuntos, pois apesar de em alguns casos muito se falar, realmente os fatos e decisões são poucos.

O professor Gilberto Maia, falando sobre a linguagem da ata, diz: “O cuidado com a linguagem, se não constitui o ponto principal, é, em ordem decrescente de importância, o segundo colocado”.

“Palavras há que escapam ao controle do defensor de uma causa justa ou injusta, as quais nunca teriam sido pronunciadas se o tempo fosse suficiente para a contagem de um a dez. No dia seguinte, tudo serenará, a cabeça esfriará e o ímpeto de ontem cederá lugar ao bom-senso de hoje”.

“Além de deixar do lado de fora a aspereza de linguagem, o secretário, se não for taquígrafo, abandonará os adjetivos, os advérbios, que não sejam essenciais; as preposições e as locuções prepositivas, à semelhança do que se faz nos termos dos telegramas”. Essa medida em muito ajudará o secretário a anotar mais rapidamente o que estiver sendo dito para, mais tarde, em sua linguagem concluir a ata.

a) Geralmente, as igrejas têm seus cultos de membros às terças-feiras e,

algumas delas, fazem atas em todos eles. Todavia, este processo pode ser mudado, lendo-se a ata, apenas, uma vez por mês, em dia estabelecido no Estatuto (primeiro dia do mês ou outro), condensando-se todos os assuntos das quatro semanas.

b) Não são todos os cultos ou reuniões em que se registra uma ata. Apenas

nos de membros, nas Assembléias Gerais Extraordinárias, na Ordenação de Ministros, na Jubilação de pastor, nas reuniões do ministério ou diretoria.

V. Modelo de Ata de Igreja

Ata n.º

Aos seis dias do mês de fevereiro de mil novecentos e setenta e nove,

, declarou aberta a sessão, a fim de tratar de

nesta cidade; às

reuniram-se os membros da Igreja Evangélica

vinte horas, o irmão presidente, pastor

,

,

em sua sede, na Rua

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e a leitura que leu

Em seguida, (seguem-se os

assuntos enumerados). Nada mais havendo a tratar, foi encerrada a sessão com orações

assuntos gerais de competência da igreja e de seus membros. Após os hinos

da Palavra de Deus, feita pelo irmão

a ata do dia

, foi cedida a palavra ao irmão Secretário

)

,

aprovada sem emendas (ou com a emenda

e graças a Deus, lavrando-se, para constar, a presente ata, que vai assinada por mim (primeiro, segundo “ad hoc”) secretário, e pelo presidente desta Igreja.

VI. Ata com implicações legais.

Há estatutos cujos artigos exigem uma categoria de atas que são de implicações legais, como: eleição, posse, jubilação e demissão de pastor; aquisição, oneração e alienação de imóveis; eleição e posse da diretoria da Igreja; reforma de estatuto; balanço anual. Registre-se que são atas normais, numeradas na mesma seqüência em que entram as demais. O pastor Falcão Sobrinho observa o seguinte em relação a elas:

1) Se forem realizadas dentro do curso de uma sessão regular deve-se:

a) Anotar na ata da sessão regular a interrupção dos trabalhos para a

sessão especial e depois seu reinicio.

b) Registrar a ata da sessão especial em separado, em seqüência à regular,

e com seu próprio número.

2) Depois, no final da ata da sessão especial, deixar doze linhas em branco

para uso do cartório (visto que tais atas deverão ser registradas em cartório, logo depois

de sua aprovação).

Exemplo

Ata n.º 02

Aos seis dias do mês de fevereiro de mil novecentos e oitenta e cinco,

, dezenove horas e trinta minutos são interrompidos os trabalhos da sessão regular da

reuniram-se os membros da Igreja Evangélica

nesta cidade. As

,

em sua sede, na

, foi convocada: Eleição, posse, reforma de estatuto, etc). Não esquecer de citar a aprovação. Tendo sido a presente sessão convocada exclusivamente para esse fim, o senhor presidente declara o encerramento desta sessão, seguindo-se a sessão regular da igreja. Para que esta tenha validade em todos os seus termos, eu, 1 o secretário, lavrei a presente ata, que vai subscrita por mim e pelo presidente da igreja. (NB-Deixar 12 linhas em branco para uso do cartório).

igreja e o presidente, pastor

declara aberta a sessão para a

(citar o fim para o qual

1.4.2.2. O livro de Presença

De acordo com o disposto no Estatuto sobre as Assembléias, que podem ser Ordinárias ou Extraordinárias, deve o secretário observar:

1 o ) Assembléias Gerais Ordinárias

Em geral, são realizadas uma vez por mês, para tratar dos assuntos administrativos da igreja. Para que as decisões tomadas produzam seus efeitos legais, nas atas, a maioria estatutária será comprovada pelas assinaturas no LIVRO DE PRESENÇA DAS ASSEMBLÉIAS GERAIS ORDINÁRIAS. A cada mês, o secretário colocará uma mesa, no “hall” de entrada da igreja, ou outro local apropriado, para que os membros possam assinar o livro de presença. Na folha respectiva, deverá constar um

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cabeçalho: Assembléia Geral Ordinária do dia (igreja ou outro local).

Nota. Se, porém o Estatuto dispuser que a maioria, para funcionamento, é a dos presentes, dispensa-se o Livro de Presença.

/ /

, horas, realizada na

2 o ) Assembléias Gerais Extraordinárias

As Assembléias Gerais Extraordinárias reúnem-se, comumente, para tratar de assuntos como:

a) Eleição, posse e demissão de pastor.

b) Aquisição de imóveis.

c) Reforma de Estatuto e Regimento Interno.

d) Discussão do Balanço Anual.

São reuniões, portanto, de convocação específica com seu “quorum” próprio. Estes assuntos são, em geral, da mais alta importância com implicações que envolvem a justiça em geral.

Nas Assembléias Ordinárias ou Extraordinárias, deve o presidente ter a pauta dos trabalhos. (Ordem do Dia) para sua orientação:

a) Convocação (citar o motivo).

b) Instalação dos trabalhos, ou abertura da sessão.

c) Leitura, discussão e aprovação da ata da sessão anterior.

d) Leitura do expediente.

e) Ordem do dia (agenda, roteiro, isto é, contém a disposição dos assuntos a

serem tratados na reunião).

f) Encerramento da sessão.

O livro de Presença não pode ser esquecido, procedendo-se da mesma forma como o das Assembléias Gerais Ordinárias.

3 o ) Outras Reuniões

É comum o registro de assinaturas em livros de presença para reuniões de:

a) Diretoria da Igreja

b) Ministério ou Presbitério

c) Obreiros em Geral

d) Sociedade de Senhoras

e) Diretoria de Mocidade, etc.

1.4.2.3. - O Livro de Registro de Matrimônio

A igreja pode dispor de dois livros para o registro dos matrimônios que

efetua:

1 o - Um livro onde apenas constar a cerimônia de realização do matrimônio, com o número de ordem, data, nome dos noivos, quem efetuou o casamento e o local.

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Estes registros auxiliam as informações prestadas ao IBGE, anualmente, bem como para o relatório da Secretaria no fim de cada gestão.

2 o - O livro Especial para transcrição de termos de casamento com efeito

civil.

Cabe à Secretaria providenciar um livro de atas para assentar os termos de casamentos realizados na igreja ou sob sua responsabilidade, com efeitos civis. Este livro pode ter suas páginas impressas, da seguinte forma:

A igreja que não desejar imprimir um livro especial, poderá transcrever num

livro de atas os dados indicados no modelo e com suas respectivas assinaturas.

1.4.2.4. O livro de Aniversariantes

A Secretaria eficiente poderá munir-se de um livro com índice numérico, de 1

a 12, representando, respectivamente, os meses do ano, para o registro dos aniversários dos membros de sua igreja.

por

congregação.

Num livro geral de 400 folhas, poderão constar os 365 dias do ano, divididos por meses. Isso poderá facilitar ainda mais o controle dos aniversariantes, uma vez que cada folha corresponderá a um dia. Este sistema facilita a ordem cronológica de datas.

O livro de índice numérico de 1 a 12 registrará, nos respectivos meses, as

datas, fora da ordem cronológica, tendo-se, logicamente, que se agrupar os aniversariantes de cada dia. Isto facilita o controle dos aniversariantes quando se desejar enviar cartões de congratulações ou se fizer menção nos cultos.

As igrejas com número pequeno de membros poderão ter apenas um livro,

com os detalhes já referidos.

Sendo

o

número

de

membros

muito

elevado,

poderá

distribuir

1.4.2.5. O Livro de Registro de Nascimento

Este livro, como o de matrimônio, deverá conter o número de ordem, a data do nascimento, nome do pai e da mãe, quem o apresentou ao Senhor e a data da apresentação.

1.4.2.6. O Cartão de Membro

Há uma grande variedade de modelos de cartões de membros nas nossas igrejas, porém os dados a serem preenchidos quase nunca variam.

O cartão de membro serve como prova de que o membro está em

comunhão com a igreja. Algumas igrejas fornecem um comprovante anual, com carteirinha plastificada ou vulcanizada, (tipo cartão de crédito). Outras, deixam retângulos no verso para que, anualmente, sejam carimbados pela Secretaria, revalidando, assim, o cartão.

A fim de que o portador disponha de mais um documento de identidade,

sempre se deve deixar espaço para a sua assinatura e a do pastor da igreja.

Os dados que devem constar de um cartão de membro são os seguintes:

1) Timbre da igreja

2) Registro n.º

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3) Local para a foto (de preferência) 2x2

4) Nome do membro

5) Filiação

6) Data de nascimento

7) Naturalidade/Nacionalidade

8) Data de Batismo

9) Cargo

10) Membro desde

11) Assinatura do portador

12) Assinatura do presidente

1.4.2.7. Formulários Diversos

1. Ficha de membro

2. Cartão de membro

3. Carta de mudança (ou transferência)

4. Carta de Recomendação

5. Envelopes de Dízimos

Os tradicionais envelopes de dízimos são encontrados nas livrarias evangélicas. Há igrejas que, fugindo ao tradicional, imprimem o seu próprio envelope, constando nele: o nome, retângulos com o nome dos meses e local para a quantia e a assinatura do tesoureiro, e um versículo bíblico.

6. Cartão de Decisão

7. Recibos (talões)

8. Ficha de Comissão de Visita

Dados da ficha:

Frente

Nome, endereço completo, visita pedida por; dados pessoais: assinalar quadrículos com X membro, enfermo, desviado, não convertido, novo convertido, membro de outra religião:

Verso

1 a visita feita por

Assinatura:

Resultado:

Não havendo visita:

- Não existe a rua indicada

- Não existe o número indicado

- Não quer receber visita

data

/

/

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- Endereço incompleto

- Encontra-se fraco na fé

- Faleceu

- Mudou-se para local ignorado

- Viajou sem deixar endereço

- Desconhecida no local

- Casa demolida

- Não se obtiveram maiores informações

1.4.3. Correspondência

O volume de correspondência de uma secretaria varia de acordo com o tamanho da igreja, seu relacionamento com as demais e, também, o seu envolvimento social. Além das atribuições inerentes, vê-se o Secretário envolvido com uma diversificação muito grande de cartas, ofícios, jornais, folhetos, etc., que, além de ter de dar-lhes destino, precisa deter-se numa classificação nacional e estar pronto para responder ao que lhe couber.

Em muitos casos, o próprio pastor é quem cuida do assunto, pois nem sempre o secretário está disponível em tempo integral para o desempenho desta tarefa. Quando, porém, a igreja tem um secretário permanente, isto passa a ser sua rotina de trabalho.

1.4.3.1. A Correspondência Recebida

Diariamente devem ser separados todos os periódicos e as cartas: as do pastor lhe serão entregues pessoalmente ou colocadas sobre a sua mesa. Há muitas cartas particulares enviadas para o endereço da igreja, isto porque os membros não tendo facilidade de receber correspondência onde residem, fornecem o endereço da igreja. Esta correspondência deve, então, ficar em local disponível, sem interferir no bom andamento dos trabalhos.

Os assuntos que merecem resposta ficam a critério do pastor da igreja.

“Folhetos de propaganda podem ser úteis ou não. O secretário eficiente que acompanha o trabalho da igreja, sabe o que é preciso e que poderá ser útil. Alguns desses folhetos devem ser arquivados para consulta no tempo próprio, se puderem ser usados a curto prazo. Outros não interessam à igreja. É preciso discernimento para não se colocar coisa boa no lixo nem guardar o que não serve.”

Alguém disse acertadamente que “os documentos escritos são embaixadas da empresa, seção ou pessoa que os emite.” Esses documentos apresentam aspectos diferentes em suas redações, como cartas, ofícios, requerimentos, relatórios, memorandos, certidões, circulares, comunicações internas, contratos, convites, declarações, editais, etc.

1.4.3.2. Classificação da Correspondência

1. O OFÍCIO

Embora na função pública seja o mais comum tipo de redação oficial, o encontramos em uso em outras organizações, sindicatos, companhias, igrejas, etc., cuja

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importância e complexidade de funções exijam contato diuturno com entidades de outras espécies.

“Ofício” (do latim “officium” de “ob + facio”) deriva, etimologicamente, de “facere” , significando dever, ofício, obrigação moral, deferência, obséquio. É, na realidade, entre os demais tipos de correspondência oficial, o que possui emprego mais amplo, mais variado.

As partes de um ofício são:

a) Cabeçalho

Também chamado timbre, já vem impresso na parte superior do papel, e abrange o emblema do órgão expedidor e o respectivo nome.

b) Epígrafe

Também chamado título, escreve-se a três linhas e abaixo do cabeçalho:

À esquerda iniciais da seção emitente e o número do ofício; ou somente a palavra Ofício e o número do documento.

Ex.: AD/OF.01/85

Ofício no. 035/86

À direita Localidade e data, escritas na mesma linha da epígrafe.

Abaixo do título, a três linhas, na margem esquerda, usa-se as contrações “DO” e “AO” , assim:

Do Senhor Diretor de Publicações da CPAD

Ao Senhor Presidente do Conselho de Doutrina da CGADB

c) Ementa

Geralmente designada pela palavra “ASSUNTO”, colocada logo após a contração “AO”.

Quando o assunto já foi anteriormente tratado, ou se faz citação de ofício ou aviso anterior, emprega-se a palavra “Referência”.

d) Invocação ou Vocativo

Deve ficar na linha de parágrafo, com dois pontos (:) ou vírgula (,) não tem cabimento o ponto final, nem a ausência de pontuação.

É a forma de tratamento adequada ao destinatário, e usa-se três linhas abaixo do título.

e) Contexto

Também a três linhas abaixo da invocação, é dividido em itens numerados, e compõe-se de três elementos essenciais:

1º) Começo

No começo há referência ao assunto de modo vago, sem focalizá-lo

propriamente.

2º) Contexto propriamente dito, ou exposição

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Aí se desce ao assunto, dividindo-o ou não em parágrafos, de acordo com a complexidade que apresente. Esses parágrafos só são numerados a partir do segundo; não se numeram o primeiro e o fecho.

3º) Fecho-chavão

Pomposo

ou

simples,

também

na

dependência

da

destinatário, como fórmula de despedida.

f) Assinatura e iniciais do redator e datilógrafo

importância

do

A três ou quatro linhas abaixo do fecho, deve constar o nome do emitente do ofício, datilografado em caixa alta, sem o traço da assinatura. Na margem esquerda, na última linha, colocar as iniciais do redator e do datilógrafo. Ex.: NK/ep

g) Endereço protocolar

Este endereço protocolar dispensa, em regra, o DO

AO

ASSUNTO

, virá sempre no final da primeira página. Pode ser a duas linhas abaixo da assinatura, compreendendo a forma de tratamento, o nome do destinatário, o cargo do destinatário e seu endereço.

,

Ex.: Ilmo. Sr.

Pr. Nils Taranger

Assembléia de Deus de Porto Alegre

Rua General Neto, 384

90460 PORTO ALEGRE RS

Pode, ainda o ofício conter mais um dado, quando outros papéis o acompanham. Trata-se da palavra ANEXO, colocada a duas linhas abaixo da assinatura, seguida de dois pontos, especificando quais os documentos constantes do ofício.

h) Continuação

Caso o Ofício tenha de continuar em outras folhas, datilografe o título em cada página de continuação, acrescentando um travessão e o número da folha.

Ex.: Ofício no. 035/86 fl. 2

A numeração dos ofícios recomeça anualmente.

i) Atualmente, muitas empresas vêm dispensando em sua correspondência a margem feita pela direita, cuidando apenas não dividir as sílabas. Também os parágrafos iniciam imediatamente na margem esquerda. Outras, ainda primam por esse detalhe, isto é, são impecáveis na margem direita. Convém lembrar que qualquer sinal gráfico (ponto, barra, hífen, etc) nunca foi usado para preencher espaço inacabado de margem. Isto é inteiramente dispensável.

MODELOS DE OFÍCIO

Logotipo

Nome da Igreja

(Endereço. Telefone, CNPJ, etc.)

Iniciais da Igreja

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Emitente e n.º ofício/ano

Do: Cargo do emitente (e Igreja, setor, etc.)

Ao: Cargo do destinatário (e Igreja, setor, etc.)

Assunto: Resumo do assunto principal

Cargo do destinatário

O primeiro parágrafo de qualquer tipo de correspondência oficial não é numerado. Fere-se o assunto, em tese. No ofício-resposta resumem-se os pontos vitais do trabalho a que se responde.

2. Este segundo parágrafo passa a ser numerado. Aqui começa o contexto propriamente dito. Entra-se no assunto e dependerá muito da complexidade deste a sua divisão em preliminares, assunto propriamente dito e conclusões.

3. Os parágrafos continuam a ser numerados. Nem sempre depois de ponto final abre-se novo parágrafo. Este só existirá quando se focalize aspecto novo de determinado problema, o que nem sempre é coisa fácil.

4. Deve sempre examinar o candidato se esgotou o assunto. Isto é importante, mas muito mais importante é reler o rascunho, procurando fugir de quaisquer erros: acentos, colocação de pronomes, pontuação, etc.

Este último parágrafo não está numerado: é o fecho-chavão. Imprime ênfase à redação e é uma das características da redação oficial. Sua pompa dependerá da importância do destinatário.

Nome do emitente

Cargo

Anexo: (se houver)

Iniciais do redator e

Do datilógrafo

Endereço protocolar. O mesmo do envelope

Sempre na primeira página

Governo do Estado do Ceará

SECRETARIA DE ADMINISTRAÇÃO

Gabinete do Secretário

OF. No. 13/85 Fortaleza, 23 de janeiro de 1985.

Senhor Presidente,

Em atendimento à sua solicitação constante do Ofício datado de 06 de novembro de 1984, apraz-me informar a V.Sa. que foi baixado, pelo excelentíssimo Senhor Governador do Estado, o Decreto n.º 17.031, de 10 de janeiro de 1985, que dispensa do “ponto” os servidores estaduais que compareceram a 27 a . Assembléia Geral Ordinária da Convenção Geral das Assembléias de Deus no Brasil.

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Sirvo-me do ensejo para apresentar a V. Sa. protestos de minha elevada estima e consideração.

Ilmo. Sr.

Pr. Manoel Ferreira

D.D Presidente da Mesa Diretora

End. Estrada Vicente de Carvalho, 1083

CEP 21.210 RIO DE JANEIRO, RJ

Antonio dos Santos Cavalcante

Secretário de Administração

Com o intuito de mais facilitar os primeiros trabalhos, damos a seguir alguns elementos que poderão ajudar sobremodo a redação daqueles que iniciam a árdua tarefa:

Começos de Ofícios

- Vimos solicitar desse Departamento as providências necessárias no

sentido de ser adquirido para esta Divisão um aparelho “Dito”, necessário para a reprodução de cópias de vários trabalhos.

- Cabe-nos informar a V.Sa. que

- Solicitamos a V.S.ª seja concedida a dois membros desta Secretaria-Geral

permissão para que possam adiar, para o dia primeiro de fevereiro vindouro, as férias regulamentares a que tem direito, cujo início estava marcado anteriormente para o dia 10 do corrente.

- Esta Igreja tem a honra de comunicar a V.S.ª que

- Solicitamos a V.S.ª a necessária autorização para adiar o início dos

festejos de aniversário da congregação de

- Encarecemos a V.Sa. sejam adiadas as férias de X e Y, funcionários deste Serviço, face à imperiosa necessidade do serviço.

,

pelos motivos que passamos a expor:

- Cumpre a esta Diretoria informar a V.Sa. que

- Valemo-nos do presente para encaminhar a V.Sa. vários processos, cujo

assunto se relaciona intimamente com os altos interesses dessa Convenção.

- Temos a honra (a satisfação) de comunicar a V.Sa. terem sido ultimados

- Levamos ao conhecimento de V.Sa. que

- Solicito-vos providenciar no sentido de

- Tendo em vista a admissão, neste Departamento, de funcionários, vimos, com o presente, encarecer (solicitar, pedir, informar, etc). a V.Sa

- Servimo-nos do presente para encaminhar (solicitar, encarecer, informar,

etc). a V.Sa

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- Pedimos a V.S.ª sejam adquiridas para esta Secretaria duas máquinas de

escrever

-

Em atenção ao pedido formulado pelo Pr. X

,

desta Seção, vimos

encarecer a esse Departamento a conveniência de

- Encaminhamos a esse Departamento cópias dos trabalhos

- Apraz-nos comunicar a V.Sa. que

- É-nos grato comunicar a V.Sa. ter (em) sido

- Encarecemos a V.Sa. a gentileza de suas providências no sentido de

- Tendo em vista os pedidos formulados pelos irmãos X e Y, dessa Igreja, encarecemos a V.Sa. a necessidade de

Ofício-Resposta

No Ofício-Resposta, habitualmente, o começo vem a ser o resumo do assunto formulado no ofício a que se responde, com dados minuciosos que precisam o documento, como abaixo:

Alguns Modelos

- Estamos respondendo ao ofício n.º

de 6.2.87, dessa Igreja, em que V.

S.ª solicita a esta Convenção sejam feitas relações dos pastores que, no mês de janeiro

p.p., completaram 30 anos de ministério.

,

- Confirmando o teor de nosso ofício n.º

, informamos que

- Apraz-nos acusar o recebimento de seu convite, para participarmos da 1 a

Confraternização de Jovens da Região Oeste, na data de

de tanto, vimos, com o

presente, ratificar os seus termos, encarecendo a V.Sa. se digne insistir junto ao encarregado do Serviço de Publicações, no sentido de serem ultimados os folhetos ali mencionados.

,

o que muito nos honrará.

,

- Com referência aos dizeres de nosso ofício n.º

que,

- Em resposta ao ofício de V.Sa., temos a satisfação de informa-lo de que

- Reportando-nos ao nosso ofício n.º

,

temos a honra de comunicar a V.Sa.

Contexto Propriamente dito

Aqui e, então, o assunto focalizado, devendo o candidato demonstrar tudo o que sabe, pois discorrerá sobre o assunto sem maior ajuda. Já se torna difícil a apresentação de modelos, pois dependerá quase de cada assunto, de cada circunstância. Pode-se lembrar que há tendência para o seguinte linguajar:

- Cumpre-nos, de início, afirmar (informar, comunicar, insistir, mencionar,

etc). que

- Com relação (referência) ao assunto, este Departamento informa (tem a satisfação de confirmar, de contestar, etc) que

- Esclarecemos a respeito que

- Em atenção ao assunto, cumpre a esta Diretoria informar que

- Na oportunidade, devemos dizer, inicialmente, que

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NOTA: É mais comum entrar, sem rodeios, no assunto.

Alguns fechos de ofícios

Damos a seguir alguns fechos memorizados, que serão suficientes para que se termine bem qualquer tipo de correspondência oficial, se não se quiser apegar-se aos muitos fechos encontrados em portaria do Ministério da Justiça, transcrita na íntegra nesta súmula:

- Aproveitamos a oportunidade para apresentar a Vossa Excelência os protestos de nosso mais profundo respeito.

- Aproveitamos a oportunidade para apresentar (renovar) a V. Excia. os protestos de nossa alta estima e distinta consideração.

- Sirvo-me do ensejo para apresentar a V.Sa. os protestos de elevada estima e consideração.

- Serve-me o ensejo para apresentar-lhe minhas atenciosas saudações.

- Saudações. Atenciosamente. Cordiais Saudações.

Formas de Tratamento

Quando redigimos um texto, dirigimo-nos sempre a alguém que ocupa alguma posição na hierarquia social. Cada uma das formas que serão apresentadas a seguir pode ser usada de maneira direta, com o pronome “Vossa” (Vossa Excelência), ou indireta, quando o emissor faz referência a uma terceira pessoa (Sua Excelência).

1. Vossa Excelência

É reservada essa forma para as altas autoridades, como: Presidente da República; Vice-Presidente da República; ministros; membros do Poder Legislativo, nos níveis federal e estadual: deputados, senadores, Presidente do Congresso, da Câmara ou do Senado; membros do Poder Judiciário (juízes); governadores prefeitos das capitais; membros do corpo diplomático (cônsules, embaixadores, chefes de delegações nacionais ou estrangeiras); procuradores gerais; secretários de Estado; generais das Forças Armadas, etc.

2. Vossa Reverendíssima

Usada no trato com altos membros do clero.

3. Vossa Meritíssima

Usada

para

juízes.

Na

linguagem oral,

emprega-se

também a

forma

“Meritíssimo”. Ficando subentendido o complemento: “Senhor Juiz”.

4. Vossa Magnificência

Empregada para reitores de universidades.

5. Vossa Senhoria

Este tratamento é empregado para os casos não enquadrados nos itens

anteriores.

6. Senhor/Senhora

Menos formal que Vossa Senhoria.

7. Você

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Tratamento informal, e pessoal. Hoje em dia vem substituindo as formas Vossa Senhoria e Senhor.

Observações

1) É um grave erro fazer o verbo concordar com o pronome “Vós” só porque a forma do tratamento começa com a palavra “Vossa”. Nunca se diz: “Vossa Senhoria direis”. O certo é: “Vossa Senhoria dirá”.

2) As formas de tratamento não precisam ser repetidas, pois podem ser substituídas por pronomes oblíquos, como o, a, os, as, lhe, lhes, se, si, consigo ou possessivos seu, sua, seus, suas.

3) Nos casos que indicam grau acadêmico, os termos devem ser escritos em minúsculas, como: doutor, engenheiro, juiz, professor, tenente, deputado, gerente, etc.

4) O uso das palavras “Cordialmente” e “Atenciosamente” obedece:

- “Cordialmente”

quando

pessoa

que

assina

a

a

carta

tem como

destinatário alguém de cargo paralelo ou inferior.

- “Atenciosamente” – quando o emissor é de cargo inferior ao do

destinatário.

 

2. CARTAS

 

2.1.

Definição

Carta é “uma conversa longa entre pessoas ausentes; porém uma conversa

escrita”.

As cartas em geral são de:

2.1.1. Cortesia

São as que exigem cuidados e arte, e os seus assuntos são variados como:

de pedido, de promessa, de apresentação, etc.

2.1.2. Amizade

Nesse tipo de carta, a pena pode correr com liberdade e alongar-se em

afetos.

2.1.3. Negócio

Têm estas caráter particular, exigindo clareza e brevidade.

2.2. Apresentação

2.2.1. Tamanho do papel

O uso do papel tamanho ofício (22x33cm) cede lugar ao tamanho universal, isto e, 210x297mm, tamanho chamado A-4.

2.2.2. Qualidade do papel

Varia de acordo com a organização, e tem sido uma preocupação constante das firmas comerciais, por se tratar do “cartão de visitas”, pois ela reflete “quem somos”, “a quem dirigimos” e “qual o objeto de que nos queremos ocupar”.

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2.2.3. Formas de apresentação

2.2.3.1. Margem

a) Esquerda

Iniciada a 10 ou 15 toques datilográficos, pois será a parte perfurada para

arquivar.

b) Direita

De 2cm a menos

c) Cima

De 3 a 4cm

d) Inferior

Aproximadamente 2,5cm

2.2.3.2.

A datilografia ou digitação deve ser limpa e correta.

 

2.2.3.3.

O

uso

de

instrumentos

de

correção

adequados,

como

lápis,

borracha, toque mágico e outros, produzirá boa apresentação do trabalho.

2.2.3.4. O espaço mais usado é o dois (2) da máquina de escrever ou 3 do

computador sistema word, o que facilita a leitura.

2.2.3.5. A margem direita de cada parágrafo deve ser uniforme, com separação de sílabas margeadas, evitando-se a tradicional barra (/) para completar o espaço de palavra que não atinge a margem ideal.

2.2.4. Partes da carta

1 a ) Cabeçalho

2 a ) Texto

3 a ) Fecho

1 a ) Cabeçalho

Inclui: sigla do emitente, data e local, identificação do destinatário,

referência.

2 a ) Texto

Trata-se do corpo da carta, podendo ser dividido em parágrafos.

3 a ) Fecho

Usa-se a fórmula simples de saudação. Quando nos dirigimos a alguém de cargo igual ou inferior ao nosso, a Expressão mais freqüente é CORDIALMENTE. ATENCIOSAMENTE usa-se quando o destinatário ocupa cargo superior. Assinatura. Pós- escrito. Anexos. Cópia. Abreviaturas do redator e do datilógrafo.

3. CIRCULARES

3.1. Definição

É o documento que tem por objetivo transmitir determinações de ordem superior, e que não pressupõe resposta.

3.1.1. Circular Interna

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É aquela expedida por superior que veicula ordem imediatamente a seus

subordinados.

3.1.2. Circular Externa

É aquela dirigida a um universo maior de pessoas como, por exemplo, os

membros da igreja, os ministros de uma Convenção, etc.

3.2. Partes da Circular

1 a Timbre

2 a Título

3 a Data

4 a Ementa

5 a Invocação

6 a Texto, composto de : a) Exposição; b)Fecho;

3.3. Modelo de Circular

c) Apelo;

d) Impulso

TIMBRE

Rio de Janeiro, RJ, 08 de Novembro de 1982

MD/CR. 08/82

Ementa: Convocação (faz)

Prezado pastor

Por determinação do Sr. Presidente da Convenção Geral das Assembléias de Deus no Brasil, Pr. José Pimentel de Carvalho, ficam os senhores componentes de Diretoria convocados para a reunião marcada para o próximo dia 17 do corrente, às 09,00 horas, na sede na Convenção Geral, na Estrada Vicente de Carvalho, 1083 Rio de Janeiro RJ

Sendo esta a última reunião da Mesa Diretora, a ser realizada em sua sede, o Sr. Presidente encarece a presença de todos os Diretores, inclusive para a provável extensão desta reunião até o dia 18, se necessário.

Atenciosamente

Pr. Gilberto Gonçalves Malafaia

1 o Secretário

4. COMUNICAÇÃO INTERNA (CI)

4.1. Definição

É o documento emitido por funcionário graduado endereçado a um superior,

subordinado ou de nível equivalente, contendo informações sobre o andamento do

trabalho. Destina-se a uma pessoa apenas.

4.2. Partes da CI

4.2.1. Nome CI impresso ou não no papel.

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4.2.2. Número seqüencial, seguido de barra que separa o número do ano.

4.2.3. Data, alinhada à direita.

4.2.4. De: nome do emissor, seguido da Seção em que trabalha.

4.2.5. Para: refere-se à pessoa que vai receber a CI, podendo ter o nome da

Seção onde trabalha.

4.2.6. C/C (com conhecimento), pessoa que deve receber cópia do

documento.

 

4.2.7. Referência ou Assunto: Resumo do assunto objeto da CI.

4.2.8. Texto. Refere-se à exposição do assunto, que deve ser breve e

preciso.

4.2.9. Fecho. Restringe-se a “Respeitosamente” ou “Atenciosamente”.

4.2.10. Iniciais de quem datilografou a CI.

4.3. Modelo de Comunicação Interna

TIMBRE

CI Nº 006/85

Data: 22/01/85

Do: Diretor Executivo da CPAD

Para: Todas as Diretorias

C/C DRH.

Assunto: admissão e demissão de funcionários

Em cumprimento ao que determina o Estatuto da CPAD, encaminho a V.Sas. cópias do formulário que deverá ser preenchido e encaminhado à Diretoria Executiva, sempre que se justifique a admissão ou demissão de funcionários na CPAD, para o devido exame e decisão.

Atenciosamente,

De acordo

EM/ics

CUSTÓDIO RANGEL PIRES

Diretor Executivo

5. CURRICULUM VITAE (currículo)

5.1. Definição

“Curriculum Vitae” significa em latim “carreira da vida”, e fornece informações de forma sucinta sobre a vida de uma pessoa que se candidata a um emprego.

5.2. Partes do Currículo

5.2.1. Identificação

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Constar: nome, nacionalidade, condição civil, data de nascimento, local de nascimento, filiação, profissão.

5.2.2. Formação escolar

Descrever os cursos realizados pelo candidato, em forma de itens ou seguidamente, desde o 1 o grau até o superior e extracurriculares.

5.2.3. Experiência profissional

Fazer constar sua atuação profissional, em blocos, constando o período completo da permanência na função.

5.2.4. Atividades Eclesiásticas

Constar

as

atividades

de

maior

importância

assumidas

denominação, com os respectivos períodos.

5.2.5. Localidade e data

5.3. Modelo de Currículo

dentro

da

CURRICULUM VITAE

1.IDENTIFICAÇÃO

José da Silva, brasileiro, casado, nascido em 29.03.36, no Estado de Goiás, filho de Manoel da Silva e Amélia Eleutéria da Silva, ADVOGADO registrado no OAB GO sob o nº

2. FORMAÇÃO ESCOLAR

2.1.

Primário Colégio

2.2.

Ginasial Colégio

2.3.

Secundário Escola

2.4.

Superior Faculdade

2.5.

Curso Mestrado

2.6

3. EXPERIÊNCIA PROFISSIONAL

3.1. Assistência

dos

Transportes (local).

Atividades: elaboração, julgamento e processamento de cotações, tomadas de preços, concorrências públicas e administrativas, quadros demonstrativos, controle de importações (1957-1960).

Comercial

da Divisão

de Materiais do

Ministério

/

/

3.2. A seguir, suas atividades, obedecendo ao critério acima.

4. ATIVIDADES ECLESIÁSTICAS

4.1. Convertido em

/

, /

na

Igreja

;

batizado em águas em

Mocidade (

4.2. Eleito 1 o Secretário da Igreja

Diácono em

4.3. Curso Teológico (seriado ou por correspondência, incluindo o nome)

,

(1960-1965). Eleito Presidente da etc.

/

/

).

/

/

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4.4. Presidente

5. LOCALIDADE E DATA

observações

1) A parte eclesiástica deve ser em folha separada e não ser apresentada quando se pretender concorrer a cargo em empresa pública ou privada.

2) Viagens poderão ser incluídas nas atividades eclesiásticas, participações em Seminários, Conferências, Congressos, Nacionais e Internacionais.

(Em geral, as papelarias vendem modelos impressos de Curriculum Vitae).

6. DECLARAÇÃO

6.1. Definição

A declaração “é a afirmação da existência ou não de uma situação de fato ou de direito”, com valor jurídico e sujeita a sanções previstas em lei.

6.2. Partes da Declaração

6.2.1. Título

Escreve-se a palavra “DECLARAÇÃO” com letras maiúsculas, no centro da folha de papel, acima.

6.2.2. Texto

Em poucas linhas, disserta-se a finalidade que o declarante pretende dar à declaração. Quando não se deseja especificar a finalidade, pode-se valer de uma forma muito usada, como “Para os devidos fins”.

6.2.3. Local e data

6.2.4. Assinatura

Vem aposta sobre o nome escrito.

6.3. Modelo de Declaração

DECLARAÇÃO

Declaro, para os devidos fins, que o Dr. WALTAIR BARRETO, brasileiro, solteiro, é aluno do Instituto Bíblico Monte Sião, registrado sob o número 0186, cursando, atualmente, o primeiro semestre do 3 o ano do Curso Graduado em Teologia, nada havendo que desabone a sua conduta.

Rio de Janeiro, RJ, 08 de abril de 1986.

Diretor

7. EDITAL

7.1. Definição

Trata-se de um “documento expedido por órgão ou empresa privada com o objetivo de difundir uma informação, aviso ou convocação”.

Tem por objetivo dar informações acerca da abertura de concorrência para fornecimento de material, prestação de serviço, matrícula em estabelecimento de ensino, concurso para preenchimento de cargo, etc.

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Deve ser afixado em local apropriado ou divulgado pela imprensa e deve especificar todas as condições exigidas para o preenchimento das formalidades legais.

7.2. Partes do Edital

7.2.1. Timbre

É o que já vem impresso no alto da página da instituição expedidora.

7.2.2. Título

Escreve-se a palavra “EDITAL” em letras maiúsculas, no alto da página, ao centro, mais ou menos a três linhas abaixo do timbre. Quando o edital tem número seqüencial, este acompanha a palavra.

7.2.3. Ementa

É o assunto do documento que pode ser escrito em letras maiúsculas abaixo

do título.

 

7.2.4.

Texto

Compõe-se da exposição do assunto em pauta, por meio de parágrafos ou

itens.

 

7.2.5.

Localidade e data

Escrever a duas linhas abaixo do texto, à direita.

7.2.6.

Assinatura

Constar a assinatura seguida de seu cargo, abaixo da localidade, a duas ou

três linhas.

Pode acompanhar o visto de um Funcionário hierarquicamente superior ao que assinou o documento.

7.3. Modelo de Edital

Policlínica Geral do Rio de Janeiro

EDITAL Nº 284/85

CONCURSO PARA INSPETOR DE ENSINO

Por ordem do Senhor Reitor da Universidade de Apicuns, faço público, para conhecimento dos interessados, que no dia 23 de janeiro de 1986 serão iniciadas as provas de seleção de 40 inspetores de ensino desta Universidade.

Os candidatos devem se apresentar no auditório da Faculdade de Direito, munidos do cartão de inscrição, às 8:00h, para prestarem exames.

Os resultados serão publicados no Diário Oficial e na Imprensa Local.

Apicuns, 20 de dezembro de 1984

UMBERTO HASSA