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Modelos de Intervenção

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Modelos de Intervenção

1. Documento III

15 de Abril de 2009 Cadeira: Intervenção Psicopedagógica na

População Idosa Resumo Ajudar as pessoas idosas a viver de forma mais saudável. As pessoas idosas têm ideias diferentes acerca do que é saúde, sendo portanto importante que, antes de começarmos a ajudar a pessoa a ter uma vida mais saudável e a aplicar este ou aquele modelo, sabermos a ideia que essa pessoa idosa em questão tem sobre saúde, pois a forma como as próprias pessoas perspectivam a saúde é tão importante como as perspectivas dos profissionais (Pike e Forster, 1995). Só depois poderemos começar a ajudar a pessoa idosa a melhorar a sua saúde e o seu comportamento face à saúde, isto é, caso seja necessário. Existem muitos modelos e abordagens de promoção de saúde que nos ajudam a promover a saúde dos idosos. Os modelos baseiam-se em teorias, que se baseiam nos nossos valores e crenças, ou seja, a nossa filosofia de promoção de saúde. Os modelos que escolhemos reflectem as nossas ideologias e os nossos princípios, mas é importante trabalhar também com as crenças da pessoa idosa. De acordo com Baric (1985), um modelo delimita um enquadramento conceptual, identificando os métodos apropriados para atingir as metas definidas. Tones (1990) sugere que a característica mais importante é a posse de um corpo teórico sólido, juntamente com o código de conduta associado à autonomia dada às profissões pois, de acordo com o autor, é a teoria e a consciência da contribuição num determinado campo que constituem a pratica eficiente. Seedhouse (1997) acrescenta quatro razões para a fundamentação teórica da promoção da saúde: Poder contestar e justificar formas da saúde; Impor limites às intervenções; Obrigar à explicitação; Para fins de avaliação. 2. Ewles e Simnett (1995) chamam abordagens aos seus modelos, que podem ser usados individualmente ou combinados, ou seja, os promotores podem tomar cada modelo individualmente, observando os seus objectivos, propósitos, valores e aplicação pratica na promoção de saúde das pessoas idosas. As abordagens de Ewles e Simnett são úteis para planear as actividades de promoção da saúde e ajudar as pessoas idosas rumo a uma vida saudável. Abordagem médica (ou modelo preventivo) Pode concentrar-se em populações inteiras, grupos de alto risco ou no indivíduo. O

Este modelo é puramente médico. valores e crenças sobre a saúde e apoiados a fazer escolhas esclarecidas e assim podem fazer as suas escolhas de saúde baseando-se na informação que lhes é fornecida e desenvolver capacidades para explorar os seus valores e atitudes face à saúde. terem ou não o direito de decidir aquilo que constitui um comportamento saudável. conhecimentos e compreensão sobre as questões de saúde. Proposta de intervenção: Tem como objectivo ajudar o . e desde que sejam consideradas as condições sociais. implica a questão ética dos profissionais. Este modelo tem sido bem sucedido no planeamento de saúde preventivo. Brennan (1996) afirma que um das maiores criticas a este modelo é a forma como ele percepciona o doente/utente como um receptor de conhecimento e encoraja a dependência face ao profissional médico ou promotor de saúde. pelo qual o psicopedagogo não o pode utilizar. Os idosos são ajudados a explorar as suas atitudes. Para isso é necessário persuadir a pessoa idosa a tomar decisões responsáveis para prevenir a doença. este modelo. encorajando os idosos a procurar tratamento adequado e a manter esse tratamento. Este modelo pode ser útil quando a pessoa idosa ou comunidade esta pronta para a mudança . para tal a psicopedagoga clínica deverá primeiro alertar o idoso da importância de realizar uma alimentação saudável e os seus benefícios. e consiga manter esse plano por mais tempo.objectivo fundamental é reduzir a morbilidade e mortalidade. sob a forma de programas de vacinação e na redução de mortalidade e morbilidade com recurso a um método de planeamento epidemiológico. É importante que o idoso dê a sua opinião e participe na elaboração do plano alimentar saudável. Proposta de intervenção: o objectivo é k o idoso modifique o seu comportamento no que se refere à alimentação. o que lhes possibilita a tomada de decisões conscientes. Alem disso. Abordagem educacional Propõe-se a conceder à pessoa idosa informações. mas pode ser considerada problemática caso a pessoa idosa não concorde com o estilo de vida saudável proposto pelo promotor de saúde. para que assim a sua motivação seja maior. depois juntamente com o idoso traçar um plano alimentar mais saudável. pois não tem conhecimentos para isso Abordagem da mudança comportamental Visa alterar as atitudes e comportamentos dos indivíduos de forma a encorajar um estilo de vida saudável . são. que definem o que é um estilo de vida 3. económicas e ambientais.

idoso a tomar correctamente. Encorajar a identificação das razões dessa realidade. ao escrever o idoso está também a estimular a sua capacidade cognitiva. Este modelo valoriza as crenças do utente e reconhece os seus conhecimentos. É o próprio utente que identifica as questões e acções de saúde. capacidades e habilitações para melhorar a sua própria saúde. para que o idoso tenha consciência da sua importância. o modelo de mudança social visa atingir a mudança social e ambiental através da acção politica. A comunidade identifica assim os seus próprios objectivos e necessidades. 2. Este . limitada habilitação cognitiva. Proposta de intervenção: o objectivo seria ajudar o idoso para que este saiba o que deverá escrever na sua agenda. pelo facto de serem as próprias pessoas a estabelecerem a agenda. 3. e o trabalho é feito segundo a agenda deste. ou seja. Provocar a reflexão sobre a realidade presente. 4. Tones e Tilford (1994) afirmam existirem dois importantes conceitos neste modelo: Desenvolvimento da comunidade: Concentra-se no empowerment de uma comunidade. Desenvolvimento da consciência critica: Pretende-se a tomada de consciência por parte da comunidade. por exemplo. isto é. como se sente psicologicamente. Tones e tilford (1994) sugerem um processo de quatro passos na aplicação pratica deste modelo: 1. quais os aspectos mais relevantes. Para isso a psicopedagoga explicará de forma sucinta e simplista para que serve os medicamentos em questão. e trabalha conjuntamente para atingir as metas a que se propõe. De seguida elaborará um horário de acordo com a agenda do idoso para este tomar a medicação O modelo centrado no utente Tem como objectivo ajudar os idosos a identificar as suas próprias preocupações e a potenciar o controlo sobre a sua saúde. Desenvolver meios para mudar essa realidade. o que pode trazer algumas dificuldades se o utente tiver dificuldades em estabelecer a agenda devido a. Outro aspecto do modelo seria dar informação e desenvolver a consciência acerca do estado de saúde. O modelo de mudança social (ou modelo político radical) Também conhecido por modelo colectivista (French e Adams. no horário certo toda a sua medicação. se houve alteração no seu estado físico. em relação aos factores determinantes que estão a afectar a sua saúde. Investigar quais as implicações dessa realidade. o efeito da medicação. 4. 1986) por se dirigir à comunidade ao nível social em vez de aos indivíduos. o idoso deverá escrever como se sente.

os nossos valores. É importante também que o idoso se sinta útil. Importa ainda referir da extrema importância da relação inter-geracional entre os idosos e os mais novos. Proposta de intervenção: Esta proposta tem por objectivo aumentar a auto. bem como pela nossa autoestima e auto-conceito.modelo visa alterar o ambiente físico e social. O modelo transteórico (ou modelo de etapas de mudança) Este modelo ajuda-nos a identificar a prontidão de uma pessoa idosa para modificar um comportamento ou estilo de vida de risco e ajudá-la a planear as mudanças. etc. Até ao inicio afectivo do novo comportamento: onde . para que possa entrar em contacto com outras pessoas. O MAS indica que o comportamento face à saúde é influenciado pelas nossas crenças sobre a saúde. ajudar à sua locomoção. Para isso a psicopedagoga deverá tentar facilitar a acção do idoso. incluindo idosos. as pessoas com uma alta auto-estima e auto-conceito positivo são provavelmente mais capazes de se motivarem ruma a uma vida mais saudável. À contemplação: onde a pessoa idosa pensa acerca da mudança e pode procurar informação sobre como pode mudar. para que assim haja um intercâmbio de informação. colocando a promoção da saúde na agenda política a todos os níveis. Proposta de intervenção: Tem como fim encorajar o indivíduo a frequentar centros de dia. conversar.estima do idoso e a sua auto-confiança. como afirma Tones. e destaca a importância da autoestima e auto-conceito das pessoas. a nossa motivação. ao mesmo tempo. O modelo de acção de saúde (MAS) Este modelo ajuda-nos a pensar acerca do que pode levar as pessoas a modificar ou não o seu comportamento face à saúde. levando-a a fazer. o interesse e reacções de outras pessoas. a fim de promover e possibilitar um estilo de vida saudável. não se sentirem sozinhas. Assim a psicopedagoga deve explorar as qualidades da pessoa idosa. por exemplo. jogar. À preparação: onde a pessoa idosa está agora a preparar-se para mudar. Marcus et al (1992) afirmam que o cerne do modelo consiste na sequência de cinco etapas ao longo de um contínuo de mudança comportamental: 6. para que assim possam também desenvolver a sua capacidade cognitiva e. e querer fazer. 5. pois. Da pré-contemplação: onde a pessoa idosa não tomou em consideração modificar o seu comportamento ou não tem consciência dos riscos aos quais se pode estar a expor. para que possa falar. se este tem dificuldades físicas.

As coisas boas e as coisas menos boas. ajudando os utentes a explorar e resolver as ambivalências . Para isso a psicopedagoga deve encorajar o idoso a fazer mais exercício físico. ou. .a pessoa idosa pode precisar de ajuda e de um grande apoio para estabelecer metas. começando. Um dia/ sessão típico. saúde e uso de substâncias. O futuro e o presente. Proposta de intervenção: O objectivo desta proposta é evitar que o idoso seja sedentário. por exemplo. Rollnick e Miller (1995) definem a entrevista motivacional como um estilo de aconselhamento directivo e centrado no utente para permitir a mudança comportamental. Foi desenvolvido um menu de estratégias para ajudar os promotores de saúde a orientarem a sua entrevista de modo a ser usado na prática. no caso de já ser ele a fazer as compras. mas o primeiro que tudo e o fundamental é o idoso querer realizar a mudança e querer deixar de fumar. tal como o modelo de etapas de mudança. O objectivo é dar à pessoa idosa a oportunidade de identificar as suas áreas de preocupação e sentir-se encorajada a apresentar as suas razões para a mudança. Proposta de intervenção: o objectivo será fazer com que o idoso fumador deixe de fumar. Prochaska e DiClemente sugerem que as primeiras três etapas sejam referidas como etapas motivacionais. papel da psicopedagoga será ajudar o idoso a perceber a importância de deixar de fumar e os malefícios do tabaco. o idoso tem que estar motivado para esta mudança. Ajudar na tomada de decisões. por ser o próprio idoso a fazer as suas compras. O principal 7. A teoria da entrevista motivacional foi desenvolvida especificamente para o uso junto de doentes/utentes com graus variados de prontidão para a mudança e em consultas de tempo limitado. estilo de vida e uso de substâncias. Explorar preocupações. com igual eficiência. Proporcionar informação. O menu de estratégias oferece oito opções sob a forma de prontidão para a mudança percepcionada : Estratégia aberta. enquanto que as últimas duas são etapas de acção. conceito deste modelo é o ser centrado no utente e reconhecer que a persuasão directa dos utentes que não estão certos acerca da mudança comportamental é capaz de reforçar a sua resistência à mudança. Estratégia aberta. O modelo de entrevista motivacional Foi concebido de modo a ser utilizado com utentes em diferentes etapas do contínuo de mudança. Até à manutenção: o qual inclui a permanência da mudança com o tempo. e ajudá-lo também durante essa mudança e fazer com que permaneça.

melhorar não apenas a sua saúde e bem-estar. ajudando-as a fazer as suas escolhas e apoiá-las quando desejarem mudar o seu comportamento pode ajudar a 8. O modelo de empowerment Tones e Tillford (1994) afirmam que o modelo de empowerment deriva do modelo educacional. a pé. mas também a sua auto-estima e o seu controlo sobre a saúde e a vida. Permitir que se corram riscos. tais como a interdependência. o empowermet implica a auto. Ewles e Simnet (1999) consideram que os seguimentos das fases do modelo de mudança contribui para o empowerment das pessoas idosas porque estas podem acompanhar o seu próprio progresso. capacidades e sistema de valores das pessoas idosas e encorajá-las a valorizarem-se a si próprias.deixar de as fazer na mercearia mais próxima. Pode propor ainda que o idoso passeie aos fins-de-semana. Para usar o modelo de selfempowerment na prática. O conceito de empowerment é diversificado e inclui características técnicas e ideológicas. Self-empowerment Trabalhar com pessoas idosas. Segundo Jones (1997). Níveis de motivação e confiança Rollnick e tal (1997) sugerem que o promotor de saúde peça para o utente dizer o quão motivado e confiante se sente. tanto ao nível individual como a nível comunitário. o que possibilita também se distrair. ao remover os obstáculos e providenciar capacidades. Valorizar o conhecimento. Este modelo baseia-se numa abordagem invertida que requer diferentes capacidades por parte do promotor de saúde. a. mas andar um pouco mais até à mercearia seguinte. negociador. serem positivas relativamente à sua vida e à sua saúde. para expressar ideias. . auto-estima e auto-consciência. os promotores de saúde podem atender a algumas das seguintes questões: Ajudar as pessoas a modificar a forma como se sentem consigo Aumentar a sua Agir como próprio. Importa referir que os reforços para promover o empowerment têm também que se centrar em conceitos alternativos. numa escala de 1-10.determinação e a capacidade e liberdade para assumir responsabilidade sobre si próprio. A formação por empowerment requer que trabalhemos com as pessoas idosas para desenvolver as nossas atitudes. sendo que o objectivo é facilitar as escolhas e a tomada de decisões genuína. tomar decisões e influenciar as políticas a todos os níveis . permitindo-nos transferir o poder das mãos de profissionais como os promotores de saúde para as mãos das pessoas idosas.

ao darem informação e habilitações. caso elas concordem. Comunicação: é importante que as pessoas idosas percebam o que está a dizer. o idoso ser capaz de resistir à doença entre outras. de forma a que sintam encorajadas a ter uma visão mais positiva acerca da sua própria . pode-se maximizar o seu controlo sobre as suas vidas e. eficácia. e que têm capacidade para isso. ser capaz de tomar a medicação correctamente. tais como a assertividade. de seguida o psicopedagogo deverá transmitir as noções fundamentais para que o idoso possa tratar de si próprio e seja capaz de realizar as tarefas mais elementares sem ajuda.Tones (2001) descreve o desenvolvimento da consciência crítica como a prática de pensar. Facilitar a tomada de decisões de saúde Determinar as necessidades de saúde individuais das pessoas idosas deve constituir o principal foco da promoção de saúde. desse modo. Educação: a educação para a saúde é uma parte importante da promoção da saúde. Os promotores de saúde podem ensinar as pessoas idosas. assim como é importante que o profissional oiça cuidadosamente o que elas dizem. Encorajar a auto- doença. Pode-se concentrar o trabalho na promoção de saúde com as pessoas idosas na manutenção e promoção da sua auto-estima. De seguida apresenta-se uma lista exaustiva: Finanças: poderá não ser capaz de ajudar directamente no que diz respeito a problemas financeiros.9. mas pode aconselhar as pessoas idosas acerca dos benefícios a que têm direito e indicá-las aos serviços sociais. Ter consciência das razoes que levam as pessoas idosas ou comunidade a resistir à Tratá-las como iguais a cooperar de igual para igual. Aquando o contacto do profissional com os idosos. De seguida segue-se algumas formas práticas de trabalhar com as pessoas idosas para promover o self-empowerment. este deverá fazer uma lista das áreas com as quais pensa em que o idoso terá mais necessidade. Desenvolvimento da consciência crítica O termo empowerment relaciona-se com a consciencialização das pessoas idosas acerca de questões e situações que afectam a sua saúde e também com o desenvolvimento das suas capacidades. 10. melhorar o seu sentimento de bem-estar. Proposta de intervenção: o objectivo será que o psicopedagogo transmita em primeiro lugar que o idoso é capaz. Ao valorizar as pessoas idosas e o seu direito à auto-determinação. dizendo ainda que o papel de empowering do promotor de saúde corresponde à prática do desenvolvimento da comunidade. como por exemplo.

podemos ajudar as pessoas idosas a desenvolver capacidades e confiança para melhorarem e manterem a sua saúde. a gestão de tempo. Visa também ajudar as pessoas a tirar o maior partido dos serviços de saúde. Treino de capacidades: os promotores de saúde podem ajudar as pessoas idosas a assumir um maior controlo. ouvir pode ser o maior apoio de que a pessoa necessita. 11. Como promotores de saúde. Emprego: pode não ser possível arranjar emprego para as pessoas idosas. mas afinal o que se quer dizer com isso? Pode ser precisa informação. a avaliação dos seus pontos fortes e fracos e a elevação da sua auto-imagem. Motivação: a exploração das crenças e atitudes da pessoa relativamente à sua saúde irá ajudá-la a clarificar as suas próprias ideias e ajudá-la a ela e a si a ver as mudanças que a pessoa deseja fazer. mas elas podem assumir um papel activo na comunidade em que vivem. podemos aumentara sua confiança e auto-estima e encorajá-las a participar. As pessoas idosas têm de constituir um parceiro informado na determinação das suas próprias necessidades de saúde. ao ajudá-las a ganhar conhecimento e capacidades. Envolver as pessoas idosas nos seus próprios cuidados de saúde: o que se torna fundamental neste ponto é assegurar que o profissional oiça as pessoas idosas acerca das suas ideias. De acordo com Blaxter (1990) as expectativas de saúde das pessoas idosas podem ser baixas devido ao gerontismo. ao ensinar-lhe capacidades. sexismo. dizendo o que precisam enquanto indivíduos e enquanto grupo. A Patient Charter (1992) realça a importância da escolha do doente na forma como os doentes e os utentes podem desejar ser tratados. A abordagem de sel-empowerment tem a ver com ajudar as pessoas idosas a identificar as suas próprias preocupações e a ganhar um maior controlo sobre a sua própria saúde. racismo. assim como ter tempo. podem ser necessárias competências. mudanças no ambiente e apoio social. Ao envolver as pessoas idosas os seus próprios cuidados de saúde. relativamente à forma como a sua saúde pode ser merlhorada e mantida. privação e pobreza. Os promotores de saúde podem dar empowerment às pessoas idosas. Apoio: é muito fácil dizer que apoiamos as pessoas idosas. Ouvir os idosos irá ajudar o profissional ajudar a ganhar uma compreensão mais profunda dos seus problemas. uma melhor comunicação. tais como a assertividade. para que consigam fazer escolhas se saúde .saúde e bem-estar.

sempre que um serviço exequível e apropriado não esteja disponível. os profissionais podem promover a saúde ao dar mais poder às pessoas idosas. mesmo que não lhe seja atribuída a culpa pela doença. mas. de forma que não podem comprar frutas e legumes ou podem não ter a possibilidade de se dirigir às lojas mais baratas devido à falta de transporte ou à sua .ao deixá-las assumir um papel activo na comunidade. Em segundo lugar.positivas. As pessoas idosas nem sempre têm a liberdade de mudar os comportamentos relacionados com a saúde. 12. mas parece mais útil falar da criação de oportunidades que facilitam. Em primeiro lugar. práticas. como sustenta Tones (1993) para o fazer é necessário uma politica forte que assente no Patient Charter. O estudo de Banerjee e MacDonald mostra a importância de os promotores de saúde trabalharem em equipa para promover a saúde mental das pessoas idosas. tem que e pensar primeiramente na forma como se está a esvaziar o seu poder. O seu rendimento pode ser muito baixo. Walker e Warren (1996) elaborou uma lista para verificar o empowermet e que se tona útil para os promotores de saúde e para as organizações. as suas próprias casas e nos contextos voluntário e profissional. os serviços sociais e de saúde podem garantir a qualidade de vida da pessoas idosas e verificar se elas recebem tratamento. politicas e estruturas para promover a possibilidade de escolha e a auto-de-determinação. Jones (1997) sugere critérios para o estabelecimento de exemplos da melhor prática no empowerment das pessoas idosas. Os promotores de saúde podem promover o valor pessoal das pessoas idosas. O empowerment pode significar dar poder. Estratégias para a mudança do comportamento Identificar problemas que inibem a mudança de comportamentos Rosenstock (1998) considera que existe a possibilidade de culpar a pessoa idosa pelos seus problemas de saúde ou. o profissional deve mudar as suas atitudes. encorajam ou permitem que as pessoas idosas se tornem autónomas. Como promotores de saúde. ensinando-lhes as capacidades de vida que precisam para elevar a sua auto-estima. Tem também sido demonstrado que uma auto-estima baixa nas pessoas idosas pode conduzir à depressão. muitas vezes espera-se que ela seja responsável pela solução do problema. os promotores de saúde podem ajudar o empowerment das pessoas idosas. Não se pode simplesmente dar empower às pessoas idosas. de escolher comidas saudáveis.

As pessoas idosas não têm a possibilidade de assumir o controlo sobre as suas vidas se estiverem em desvantagem devido à pobreza. Metas a estabelecer: as metas devem ser realistas e acordadas entre a pessoa e o promotor de saúde. no geral. pelo que. devido à pobreza e falta de recursos. Etapas de mudança: os promotores podem tentar perceber em que etapa do cotinuum da mudança se encontra a pessoa idosa e em que alteração do comportamento de saúde ela está interessada. assertividade entre outras. trabalhos mal remunerados. Estímulo: o promotor de saúde e a pessoa idosa podem proporcionar continuamente estímulos que ajudem a mudar o comportamento e a manter a mudança. Plano de acção: adequar o plano de acção especificamente a cada pessoa. os promotores de saúde podem começar por descobrir quais são os conhecimentos de saúde e as atitudes da pessoa idosa relacionada com o aspecto da saúde que desejam abordar. períodos de desemprego ou doença e concluiu que elas têm poucas expectativas relativamente à sua terceira idade. 13. Existe um largo e crescente fosso entre os padrões de vida das pessoas idosas. antes de mudarem o seu comportamento de saúde. O Carnegie Inquiry concluiu que é menos provável que estas pessoas idosas procurem actividades educacionais e de lazer. Auto-estima: algumas pessoas idosas têm uma baixa auto-estima e podem precisar de ajuda. 14. corre-se o risco de estarmos a culpá-las pela sua doença. especialmente se o seu parceiro tiver falecido e viverem sozinhos. dai a importância de realizar uma série de estratégias que ajudarão à inter-relação entre a pessoa idosa e o promotor de saúde. Usar estratégias de forma eficaz Uma vez que o envelhecimento deve constituir uma experiência positiva para todos. e os das mais pobres em particular. ao focarmos apenas os factores individuais determinantes do comportamento de saúde das pessoas idosas. O promotor de saúde deverá ajudar o idoso a melhorar as suas competências. Trabalho de equipa: a taxa de sucesso pode ser melhorada se todos . Explorar os conhecimentos de saúde da pessoa idosa Para escolherem a forma adequada de ajudar cada pessoa idosa. Ser saudável pode nem sempre estar sob o nosso controlo pessoal.fraca mobilidade. Tornar a vida saudável mais fácil O Carnegie Inquiry (1993) centrou-se nas pessoas idosas com baixos níveis de educação e formação. podendo ficar solitárias e isoladas.

Questões sociais e culturais: este ponto pode incluir questões sociais. a abordagem é individualizada. o alojamento. saúde da pessoa idosa. para as necessidades individuais e para as necessidades da comunidade. É necessária uma abordagem holística e flexível. Planos futuros de curto e longo prazo: os planos centrar-se-iam nas questões que já foram debatidas e nas mudanças comportamentais que a pessoa idosa deseja alcançar. Criar um ambiente de apoio favorável: pode ser um ambiente de não fumadores se a pessoa idosa deseja deixar de fumar ou um programa de exercício para a pessoa idosa num centro de lazer melhorar a resistência. modelos e teorias que alegam estar envolvidas a promoção da saúde e isto pode ser confuso para o promotor de saúde. No que se refere aos Pontos práticos os promotores de saúde podem recorrer e uma abordagem invertida. A promoção da saúde recorre a um amplo leque de disciplinas para adaptar os modelos. O promotor de saúde e a pessoa idosa devem debater os seguintes aspectos: Self-empowerment. abordagens e teorias ao desenvolvimento eficiente e bem-sucedido das suas diligências. promoção e melhoria da sua saúde e bem-estar. psicológica/emocional e sexual e a parte espiritual. Comportamento pessoal: aqui temos de considerar a saúde física. Uma filosofia da promoção da saúde precisa de estabelecer. devido às diferentes necessidades de saúde e bem-estar das pessoas idosas. o que está disponível para as pessoas idosas. Encorajar a escrita de um diário: recordar as mudanças no comportamento irá ajudar a pessoa idosa a manter essas mudanças. sendo influenciada por muitos acontecimentos da vida. Existem muitas abordagens. A escolha .trabalharem em conjunto para obter o comportamento de saúde desejado. a flexibilidade a força. quando este tenta relacionar a teoria e a prática. a comunicação eficaz é conduzida pelo idoso. assumir o controlo: qual é o nível de envolvimento das pessoas idosas na tomada de decisões acerca d seu próprio estilo de vida. A derradeira meta é a mudança de uma visão autoritária da promoção da saúde conduzida por peritos. Conclusão A natureza da saúde e da promoção é muito complexa. o foco está nos principais conceitos de 15. Questões ambientais: este ponto deve incluir os transportes públicos. por forma a incluir as crenças e valores leigos das pessoas idosas para a manutenção. Os planos têm que ser revistos para avaliar se as metas foram ou não alcançá-las.

individual da pessoa idosa deve ser respeitada e apoiada. Trabalho realizado por: Helena Dias e Letícia SIlva .

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