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Filosofia - A Patrística

Filosofia - A Patrística

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Essa é uma apresentação de slide que mostra o problema entre a fé natural e a cristã que tanto foi motivo de polêmica na Idade Média.
Essa é uma apresentação de slide que mostra o problema entre a fé natural e a cristã que tanto foi motivo de polêmica na Idade Média.

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Published by: Flávia on Nov 19, 2008
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O problema entre a Razão Natural e a Fé Cristã.

Durante um certo tempo, no final da Idade Antiga e início da Idade Média baixa, a Igreja oferecia uma certa resistência ao ensino e propagação da filosofia grega por achá-la herética. Porém, com a difusão das obras de Platão e Aristóteles, não foi mais possível ignorar a herança intelectual grega.

A partir da aceitação da cultura pagã (filosofia), o ensino na Idade Média passou a contar com temas vinculados do saber profano à teologia sustentada na autoridade da revelação.

Neste sentido, a filosofia medieval ficou dividida entre as verdades profanas, constituída pela doutrina de Aristóteles, e as verdades cristãs, contidas nas sagradas escrituras e nas interpretações autorizadas dos textos sacros. Foi neste contexto que surgiu a Patrísitica.

O

que é a
PATRÍSTICA

?

É a filosofia dos padres da Igreja Católica, que tinham o objetivo de unir religião e filosofia, introduzindo novas idéias para a sociedade medieval, tais como: criação do mundo, livre-arbítrio, etc.

Essa filosofia é uma retomada da filosofia platônica, na qual é valorizado o supra-sensível, e a qual remete o homem a um comportamento ético rigoroso, já que o mundo corpóreo ou sensível afasta o homem do supremo bem. Com isso, é indispensável que o homem paute seu comportamento na justa medida, ou seja, mantenha sob controle suas paixões de forma racional.

Agostinho de Hipona (354-430 d.C)

Agostinho de Hipona foi o maior expoente da Patrística. Nasceu em Fagasta, na África, em 13/11/354, filho de um pagão e de uma cristã fervorosa, Mônica, depois, canonizada santa pela Igreja.

A filosofia agostiniana se funda a partir da tríade: fé, esperança e amor, onde o sujeito do conhecimento está pronto para conhecer Deus, se for iluminado por Ele, pois, como no âmbito da física as coisas devem ser iluminadas pela luz do sol para serem conhecidas, o mesmo ocorre com relação às coisas divinas, pois Deus é o Sol que os ilumina.

Através da doutrina da iluminação divina, Agostinho explica como é possível ao homem receber de Deus as verdades eternas, pois todo conhecimento verdadeiro é resultado de uma iluminação divina, que faz com que o homem contemple as idéias. Não que a luz divina possa ser vista, mas ela serve para iluminar as idéias, como na Alegoria da Caverna, de Platão.

Agostinho encontra na filosofia a felicidade, passando a utilizá-la como instrumento em favor da fé, de onde tira a máxima: “Entender para crer e crer para entender.”

Assim, através da fé nas escrituras, Agostinho busca o entendimento daquilo que elas ensinam, pois a fé é para ele a via de acesso à verdade eterna. Mas, a fé não pode ser demonstrada sem o trabalho da razão, que a precede e é a sua conseqüência.

Alunos: Flávia Jelber Rodrigo

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