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Aldo Lopes
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Não nos responsabilizamos pelo uso impróprio dos projetos publicados. Os projetos não podem ser comparados a produtos industrializados e, embora tenham sido exaustivamente testados em laboratório, estão sujeitos a pequenos desvios em suas características técnicas, inerentes às variações de qualidade dos componentes utilizados e às ligações executadas pelo montador. Utilize apenas componentes de boa qualidade e de procedência conhecida, jamais reaproveitando peças usadas de placas defeituosas ou sucatas.

Todos os direitos reservados. Proibida a reprodução total ou parcial sem prévia autorização por escrito do autor.

COPYRIGHT BY ALDOBERTO LOPES 1998, 1999, 2000

INTRODUÇÃO

5

CAPÍTULO 1 DISPOSITIVOS E COMPONENTES OPTOELETRÔNICOS

6

A LUZ

6

APLICAÇÕES DOS OPTOELETRÔNICOS

7

LÂMPADA INCANDESCENTE

8

LED - DIODO EMISSOR DE LUZ

9

DISPLAY FLUORESCENTE

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LDR - LIGHT DEPENDENT RESISTOR

13

FOTO-DIODO

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FOTO-TRANSISTOR

17

LASCR (LIGHT ACTIVATED SCR)

17

DIODO EMISSOR OU LED DE INFRA-VERMELHO

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FOTO-ACOPLADOR

18

FOTO-DIAC E FOTO-TRIAC

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CHAVES ÓPTICAS

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CAPÍTULO 2 APLICAÇÕES CLÁSSICAS

21

FOCO AUTOMÁTICO EM VIDEO-CÂMERAS

21

SERVOMECANISMO DE VIDEO-CASSETE

22

UNIDADE ÓPTICA DE COMPACT DISC PLAYER

24

CAPÍTULO 3 PROJETOS PARA MONTAGEM

26

PROJETO 1: FOTO-SENSOR DE SOMBRA

26

PROJETO 2: DESPERTADOR SOLAR

28

PROJETO 3: PROVADOR DE TRANSISTORES, DIODOS E LEDS

30

PROJETO 4: ALERTA - LUZ DE SEGURANÇA

33

PROJETO 5: FOTO-ESTIMULADOR DE RELAXAMENTO

35

PROJETO 6: ALARME POR INFRA-VERMELHO

38

PROJETO 7: SIMULADOR DE PRESENÇA PROGRAMÁVEL

47

CAPÍTULO 4 FONTES DE ALIMENTAÇÃO

54

INTRODUÇÃO

INTRODUÇÃO

Os fenômenos luminosos são de grande importância na história da Física. Na tentativa de entendê- los e explicá-los, os físicos desenvolveram diversas teorias, algumas muito poderosas, como o Eletromagnetismo e a Teoria Quântica. Há muito tempo, os homens aceitaram em comum acordo uma explicação muito simples do que seria responsável fisicamente pela nossa visão dos objetos: vemos os objetos por existir algo, denominado luz, que vem da superfície desses objetos até nossos olhos. A partir daí, as dificuldades se tornavam maiores: como explicar esse algo denominado luz? Na procura de uma explicação física, surgiram vários modelos propostos para a luz, como os modelos ondulatório, corpuscular e quântico. À medida que o homem passou a conhecê-la melhor, esse conhecimento, aliado à evolução tecnológica, originou novas aplicações para a luz e seus fenômenos, levando à idealização e desenvolvimento de muitos dispositivos ópticos e optoeletrônicos.

Neste livro, nosso objetivo não é analisar minuciosamente características ou propriedades da luz,

e sim oferecer ao leitor condições para entender o funcionamento de dispositivos e circuitos eletrônicos que

se utilizam dela. Estudaremos os componentes eletrônicos que operam recebendo e emitindo luz, e utilizaremos alguns dos mesmos em projetos práticos, com aplicações bem definidas e interessantes ao leitor- estudante. Naturalmente, alguns dispositivos são viáveis apenas para uso em equipamentos de porte ou profissionais. Dessa forma, aplicaremos nos projetos somente os disponíveis no mercado tradicional de

componentes eletrônicos e que tenham custo accessível. Por se tratar de um tema específico da eletrônica, não incluimos no conteúdo deste livro conceitos

e explanações referentes à eletrônica básica, embora o devido cuidado na elaboração do texto e ilustrações

tenha sido tomado, objetivando facilitar a compreensão e o aprendizado mesmo dos leitores iniciantes na

eletrônica.

Aldo Lopes

CAPÍTULO 1: DISPOSITIVOS E COMPONENTES OPTOELETRÔNICOS

CAPÍTULO 1: DISPOSITIVOS E COMPONENTES OPTOELETRÔNICOS

A LUZ

Na maioria dos ramos da eletrônica, as ondas de radio-frequência (RF) têm como principal

referência sua frequência, em hertz (Hz), ficando os correspondentes período (T) e comprimento de onda

( ) apenas subentendidos. Raramente ouvimos alguém dizer: “essa senóide é de 10 ms”. O comum é dizermos: “essa senóide é de 100 Hz”, referindo-se à sua frequência, e não ao seu período, ou muito menos ao seu comprimento de onda. Embora a luz também seja uma irradiação eletromagnética, havendo uma frequência para cada cor, sua principal referência é o seu comprimento de onda, e não a sua frequência ou o seu período.

As irradiações do grupo são ondas

óptico

eletromagnéticas compreendidas na faixa de comprimento de onda que vai de 10 nm a 10 6 nm (=1mm), onde a unidade nano- metro (nm) é um sub-múltiplo do

metro, e 1 nm equivale a 10 -9 m.

A figura 1 mostra o

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espectro de frequências, incluindo

a faixa correspondente à luz. Para ser cientificamente correto, a palavra “luz” somente deveria ser utilizada para referir-se à faixa de comprimentos de ondas visíveis pelo olho humano. No entanto, por apresentar as mesmas propriedades da luz visível, as irradiações imediatamente anterior e imediatamente posterior a ela, geralmente também são tratadas pelo mesmo nome: luz. O comprimento de onda caracteriza a cor da luz. De 10 nm a 1 mm, são visíveis pelo olho humano apenas os comprimentos de onda entre cerca de 400 nm (violeta) e 700 nm (roxo). A tabela 1 mostra a distribuição da irradiação óptica na faixa de 100 nm a 1 mm de comprimento de onda.

De 100 nm a 380 nm situa- se a irradiação ultra-violeta (UV), subdividida em 3 faixas: UV-C, UV- B e UV-A. De 380 nm a 750 nm temos a faixa de irradiação visível (luz). E, no final da faixa de irradiação óptica, temos o infra- vermelho (IR - Infra-Red), também subdividindo-se em três: IR-A, IR-B e IR-C.

TABELA 1

COMPRIMENTO

IRRADIAÇÃO

 

DE ONDA

ÓPTICA

100

nm - 280 nm

UV-C

280

nm - 315 nm

UV-B

315

nm - 380 nm

UV-A

380

nm - 440 nm

luz violeta

440

nm - 495 nm

luz azul

495

nm - 580 nm

luz verde

580

nm - 640 nm

luz amarela

640

nm - 750 nm

luz vermelha

750 nm - 1400 nm

IR-A

1,4 um - 3 um 3 um - 1000 um

IR-B

IR-C

UV - Ultra-violeta IR - Infra-vermelho

 

APLICAÇÕES DOS OPTOELETRÔNICOS

Os componentes optoeletrônicos são utilizados em muitos ramos da indústria, e estão presentes em muitos equipamentos de uso doméstico. São utilizados em máquinas de controle e processamento de dados, na indústria automobilísticas e seus automóveis, em máquinas fotográficas, em equipamentos de gravação e reprodução de som, em microcomputadores, enfim, em uma infinidade de equipamentos e produtos eletro-eletrônicos, seja de uso profissional ou doméstico. Conforme a aplicação dos dispositivos optoeletrônicos, podemos incluí-los em um ou mais dos seis grupos principais:

1. Dispositivos de medição, monitoração, controle e teste de fontes de luz

2. Dispositivos de irradiação sem modulação

3. Dispositivos de irradiação modulada

4. Dispositivos para displays alfanuméricos

5. Dispositivos para gravação e transmissão de imagens

6. Dispositivos para reprodução de imagens

No grupo 1, entende-se como fontes de luz aquelas que irradiam ondas eletromagnéticas predominantemente na faixa espectral visível, incluindo-se a luz natural (do sol), luzes artificiais (de lâmpadas) e a luz proveniente das chamas. Como alguns exemplos de equipamentos e aplicações utilizando dispositivos desse grupo temos: fotômetros, que são medidores de intensidade luminosa muito utilizados em estúdios de fotografia e de televisão, medidores de

densidade de poeira em ambientes industriais controlados, circuitos de monitoração de iluminação ambiente para controle

automático de brilho em televisores ou para o acionamento automático de lâmpadas em vitrines de lojas ou iluminação pública, etc. Esses dispositivos, em suas aplicações, têm uma de suas propriedades variando conforme a intensidade da luz que o atinge, sendo essa variação interpretada por um circuito de medição ou por outros dispositivos e circuitos de controle (figura 2). Nos equipamentos e sistemas que utilizam dispositivos do grupo 2, a luz não-direcional de um emissor é convertida em feixes paralelos, sendo direcionada a um receptor, que é um transdutor foto- elétrico (figura 3).

O transdutor-receptor converte a luz incidente em um sinal DC, que é processado por um circuito eletrônico.

Esses circuitos são utilizados como sensores de presença em esteiras industriais, medidores de rotação (rpm) de máquinas e motores, contadores de peças, detetores de

2

2

3

3

passagem para a monitoração de ambientes, sensores de mecanismos de video-cassettes e mecanismos de outros aparelhos servo- controlados, alarmes

utilizando barreiras infra- vermelhas, entre muitas outras aplicações.

O grupo 3 engloba

4

4

as aplicações do grupo 2, no entanto, o emissor envia uma luz modulada, que é convertida pelo receptor em um sinal AC (figura 4). O amplificador de AC torna o circuito mais sensível e seletivo, além de garantir melhor estabilidade térmica do que o circuito que atua com DC. Além das aplicações do grupo 2, o artifício de modulação acrescenta outras, como gravação e reprodução por sistema óptico (laser discs), transmissão e recepção de sinais de telefonia e de computadores (fibra ótica), controles remotos de equipamentos domésticos e portas de garagem, link

óptico, etc. Os componentes de sinalização, como displays, LEDs, lâmpadas e tubos de imagem, participam do grupo 4. São utilizados em equipamentos e produtos diversos, em geral com a função de facilitar a operação ou sinalizar problemas funcionais, fazendo a “tradução” da “linguagem” da máquina para o usuário, ou seja, através desses dispositivos a máquina pode passar de forma intelegível uma informação para o usuário, “conversando” com ele. Já no grupo 5, estão incluidos os tubos de captação de imagens das câmeras captadoras e/ou gravadoras, utilizadas tanto profissionalmente, em sistemas de segurança (circuito fechado de TV), na gravação ou transmissão de imagens para a televisão, etc, como para o entretenimento, a exemplo das câmeras de uso pessoal (domésticas). Outros dispositivos que fazem parte desse grupo são: a cabeça óptica de leitura do FAX e o sensor de imagem de estado sólido (CCD). O CCD praticamente já substituiu os tubos de captação das câmeras e ultimamente vem tomando o lugar das cabeças de leitura no FAX. Finalmente, fazem parte do grupo 6 os dispositivos para a reprodução de imagens, principalmente o tubo de imagem dos televisores, além dos tubos utilizados em radares e osciloscópios, incluindo ainda os mostradores fluorescentes a vácuo e de cristal líquido.

LÂMPADA INCANDESCENTE

A lâmpada incandescente, há algum tempo, era o componente mais utilizado para sinalizações,

principalmente em painéis de instrumentos e equipamentos eletro-eletrônicos. Consiste de um filamento, normalmente de tungstênio, envolvido por um bulbo de vidro que pode ter diversos formatos, no interior do qual é feito vácuo ou incluído um gás inerte (figura 5). O oxigênio não pode estar presente no interior do bulbo

para que a combustão não ocorra, já que o fogo só é possível na presença do mesmo. Quando a corrente elétrica percorre o filamento, ele aquece ao ponto de emitir uma luz intensa. A temperatura do tungstênio fica na faixa de 2200K a 3000K. Como seu ponto de fusão é altíssimo, ficando em torno de 3600K, ele pode ser

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aquecido a elevadas temperaturas sem se romper. Nota: A letra K é o símbolo correspondente à unidade de medida de temperatura absoluta, o kelvin, que tem origem no zero absoluto (temperatura em que as moléculas ficam em repouso - sem agitação), correspondendo a -273 graus Celsius.

A lâmpada de filamento tem um coeficiente de temperatura positivo, como um PTC, ou seja,

medida a frio sua resistência é muito menor do que após o aquecimento do filamento. Atualmente, outros dispositivos substituem as lâmpadas na tarefa de sinalização e comunicação visual, servindo como exemplo os LEDs e os displays (de LEDs, fluorescentes a vácuo ou de cristal líquido), sendo muitas vezes mais econômicos, tanto na construção como no tocante ao consumo de energia elétrica.

LED - DIODO EMISSOR DE LUZ

O LED (light emitter diode - diodo emissor de luz), como o próprio nome já diz, é um diodo (junção

P-N) que quando energizado emite luz visível. A luz é monocromática e é produzida pelas interações energéticas do elétron. O processo de emissão de luz pela aplicação de uma fonte elétrica de energia é chamado eletroluminescência. Em qualquer junção P-N polarizada diretamente, dentro da estrutura, próximo à junção, ocorrem recombinações de lacunas e elétrons. Essa recombinação exige que a energia possuida por esse elétron, que até então era livre, seja liberada, o que ocorre na forma de calor ou fótons de luz.

No silício e no germânio, que são básicos nos diodos e transistores, entre outros componentes eletrônicos, a maior parte da energia é liberada na forma de calor, sendo insignificante a luz emitida, e os componentes que trabalham com maior capacidade de corrente chegam a precisar de irradiadores de calor

de corrente chegam a precisar de irradiadores de calor 6 (dissipadores) para ajudar na manutenção dessa
6
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(dissipadores) para ajudar na manutenção dessa temperatura em um patamar tolerável.

Já em outros materiais, como o arsenieto

de gálio (GaAs) ou o fosfeto de gálio (GaP), o número

de fótons de luz emitido é suficiente para constituir fontes de luz bastante visíveis. A figura 6 apresenta de forma simplificada uma junção P-N de um LED e demonstra seu processo de eletroluminescência.

O material dopante de uma área do

semicondutor contém átomos com um elétron a menos na banda de valência em relação ao material semicondutor.

Na ligação, os íons desse material dopante

(íons aceitadores) removem elétrons de valência do semicondutor, deixando lacunas, portanto, o semicondutor torna-se do tipo P. Na outra área do semicondutor, o material dopante contém átomos com um elétron a mais do que o semicondutor puro em sua faixa de valência. Portanto, na ligação esse elétron fica disponível sob a forma de elétron livre, formando o semicondutor do tio N. Na região de contato das duas áreas, elétrons e lacunas se recombinam, criando uma fina camada isenta de portadores de carga, a chamada barreira de potencial, onde temos apenas os íons doadores da região N e os íons aceitadores da região P, que por não apresentarem portadores de carga isolam as demais lacunas do material P dos outros elétrons livres do material N. Um elétron livre ou uma lacuna só pode atravessar a barreira de potencial mediante a aplicação de energia externa (polarização direta da junção).

7 Aqui é preciso ressaltar um fato físico do semicondutor: nesses materiais, os elétrons só
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Aqui é preciso ressaltar um fato físico do

semicondutor: nesses materiais, os elétrons só podem assumir determinados níveis de energia (níveis discretizados), sendo as bandas de valência e de condução as de maiores níveis energéticos para os elétrons ocuparem.

A região compreendida entre o topo da de

valência e a parte inferior da de condução é a chamada banda proibida. Se o material semicondutor for puro, não terá elétrons nessa banda (daí ser chamada “proibida”). Como mostra a figura 7, a recombinação entre elétrons e lacunas, que ocorre depois de vencida a barreira de potencial, pode acontecer na banda de valência ou na proibida.

A possibilidade dessa recombinação ocorrer na banda proibida se deve à criação de estados

eletrônicos de energia nessa área pela introdução de outras impurezas no material.

Como a recombinação ocorre mais facilmente no nível de energia mais próximo da banda de

condução, pode-se escolher adequadamente as impurezas para a confecção dos LEDs, de modo a exibirem bandas adequadas para a emissão da cor de luz desejada

(comprimento de onda específico).

é

monocromática, sendo a cor, portanto, dependente do cristal e da impureza de dopagem com que o componente é fabricado.

O LED que utiliza o arsenieto

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A luz

emitida

de gálio emite radiações infra- vermelhas. Dopando-se com fósforo, a emissão pode ser vermelha ou amarela, de acordo com a concentração. Utilizando-se fosfeto de gálio com dopagem de nitrogênio, a luz emitida pode ser verde ou

amarela. Na figura 8, encontra-se o aspecto físico de alguns LEDs e o seu símbolo elétrico. Em geral, os LEDs operam com nível de tensão de 1,6 a 3,3V, sendo compatíveis com os circuitos de estado sólido.

A potência necessária está na faixa típica

de 10 a 150 mW, com um tempo de vida útil de 100.000 ou mais horas. Como o LED é um dispositivo de junção P- N, sua característica de polarização direta é semelhante à de um diodo semicondutor (figura

9).

Sendo polarizado, a maioria dos fabricantes adota um código de identificação para a determinação externa dos terminais A (anodo) e K (catodo) dos LEDs. Nos LEDs redondos, duas codificações são comuns: identifica-se o terminal K como sendo aquele junto a um pequeno chanfro na

9

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lateral da base circular do seu invólucro (“corpo”), ou por ser o terminal mais curto dos dois. Existem fabricantes que adotam simultaneamente as duas formas de identificação. Nos LEDs retangulares, alguns fabricantes marcam o terminal K com um pequeno alargamento do terminal junto à base do componente, ou então deixam esse terminal mais curto. Essas identificações são notadas na figura

10.

Mas, pode acontecer do componente não trazer qualquer referência externa de identificação dos terminais.

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Nesse caso, se o invólucro for semi-transparente, pode-se identificar o catodo (K) como sendo o terminal que contém o eletrodo interno mais largo do que o eletrodo do

outro terminal (anodo). Além de mais largo, às vezes o catodo é mais baixo do que o anodo (figura 11). Os diodos emissores de luz são empregados também na construção dos displays alfa-numéricos (figura 12). Há também LEDs bicolores, que

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são constituidos por duas junções de materiais diferentes em um mesmo invólucro, de modo que uma inversão na polarização muda a cor da luz emitida de

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verde para vermelho, e vice-versa. Existem ainda LEDs bicolores com três terminais, sendo um para acionar a junção dopada com material para produzir luz verde, outro para acionar a junção dopada com material para gerar a luz vermelha, e o

terceiro comum às duas junções. O terminal comum pode corresponder à interligação dos anodos das junções (LEDs bicolores em anodo comum) ou dos seus catodos (LEDs bicolores em catodo comum). Embora normalmente seja tratado por LED bicolor (vermelho+verde), esse tipo de LED é na realidade um tricolor, já que além das duas cores independentes, cada qual gerada em uma junção, essas duas junções podem ser simultaneamente polarizadas, resultando na emissão de luz alaranjada. Geralmente, os LEDs são utilizados em substituição às lâmpadas de sinalização ou lâmpadas pilotos nos painéis dos instrumentos e aparelhos diversos. Para fixação nesses painéis, é comum o uso de suportes plásticos com rosca.

LIMITAÇÕES DE UM LED

Como o diodo, o LED não pode receber tensão diretamente entre seus terminais, uma vez que a corrente deve ser limitada para que a junção não seja danificada. Assim, o uso de um resistor limitador em série com o LED é comum nos circuitos que o utilizam. Tipicamente, os LEDs grandes (de aproximadamente 5 mm de diâmetro, quando redondos) trabalham com correntes da ordem de 12 a 20 mA e os pequenos (com aproximadamente 3 mm de diâmetro) operam com a metade desse valor (de 6 a 10 mA). Vamos dimensionar o resistor limitador de corrente para “acender” dois LEDs, um grande e um pequeno, com uma fonte de 12V, como mostra a figura 13. Independentemente do LED, note que a tensão sobre ele é da ordem de 2V, conforme a curva característica da figura 9.

Assim:

R1 = 12 - 2

R2 = 12 - 2

I1

I2

Adotamos I1=15 mA e I2=8mA:

R1 = 12 - 2 =

10

= 680*

0 ,015

0,015

R2 = 12 - 2 =

0,008

10

= 1k2*

0,008

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* aproximamos os resultados para os valores comerciais mais próximos.

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Os LEDs não suportam tensão reversa (Vr) de valor significativo, podendo danificarem-se com apenas 5V de tensão nesse sentido. Por isso, quando alimentado por tensão C.A., o LED costuma ser acompanhado de um diodo retificador em anti- paralelo (figura 14), com a finalidade de conduzir os semi-ciclos nos quais ele - LED - fica no corte, limitando essa tensão reversa em torno de 0,7V (tensão direta máxima do diodo), ou seja, em um valor suficientemente baixo para que sua junção não se danifique.

DISPLAY FLUORESCENTE A VÁCUO

O mais popular tipo de display é o formado por diodos emissores de luz (LEDs) - veja a figura 12.

Além da vantagem do custo relativamente baixo, o display de LEDs oferece alta confiabilidade e vida longa, sendo encontrados geralmente em quatro cores: vermelho, amarelo, laranja e verde. O vermelho é o mais econômico de se fabricar, e por isso é o mais comum no mercado. Mas, desde o surgimento do video-cassete, outro tipo de mostrador que ganhou bastante popularidade foi o display fluorescente a vácuo, também muito utilizado, ainda atualmente, em compact disc players e outros equipamentos de áudio e vídeo. Apesar de não ser tão recente, poucos sabem realmente como esse display funciona.

CONSTRUÇÃO E FUNCIONAMENTO

Na maneira como é construído e no princípio de funcionamento, o display fluorescente a vácuo é

muito parecido com uma válvula triodo a vácuo. Cada segmento ou símbolo possui um catodo, o qual está associado a uma grade de controle (que tem a função de ativar e desativar o segmento) e é formado por um anodo revestido com fósforo. O anodo tem o exato formato do segmento, do “desenho” ou do ponto que será visível (figura 15).

O catodo aquecido, feito de um material especialmente selecionado, emite grandes quantidades

de elétrons, formando então uma nuvem de elétrons ao seu redor. Uma grade metálica de controle é montada entre o catodo e o anodo. Quando essa grade está polarizada negativamente, os elétrons emitidos pelo catodo são repelidos e forçados a permanecerem nas

proximidades do catodo. Quando essa grade é levada a um potencial positivo,

ela atrai os elétrons do catodo.

A maioria dos elétrons passa

pela grade e atinge o anodo, polarizado mais positivamente. Como o anodo é revestido com fósforo, ao ser bombardeado pelos elétrons ele emite luz. Essa é a razão dele

ser feito exatamente no formato

do segmento, do ponto ou do “desenho” que deve ser formado e visto pelo usuário.

O formato dos anodos emissores de luz depende da aplicação do display, ou seja, do aparelho no

qual é empregado, e como alguns exemplos temos: os segmentos dos números do contador de fita e relógio, o desenho representativo de uma fita cassete para indicar a existência de fita no compartimento, os triângulos que indicam o sentido de movimento da fita nas funções PLAY, FF e REW, o símbolo representando um pequeno relógio para indicar a função TIMER ativa, além de palavras inteiras escritas, como REC, TIMER, REPEAT, AUTO TRACKING, PROGRAM, RANDON, entre outros símbolos e

caracteres. Pelo princípio de funcionamento, a tensão exigida para o display fluorescente a vácuo é maior do

que a necessária para o funcionamento dos displays de LEDs, situando-se por volta de 30 a 40V, além de exigir ainda uma tensão para a alimentação do filamento (cerca de 4 Vac). Como a corrente exigida é baixa, seu consumo chega a ser metade do consumo dos displays de LEDs e, apesar disso, apresenta alta luminosidade. Os circuitos que utilizam o display fluorescente a vácuo atuam sequencialmente, já que o display geralmente é do tipo multiplexado, ou seja, a cada terminal de segmento (a até k) corresponde mais de um símbolo. Os símbolos que devem ficar visualmente acesos são ativados apenas momentaneamente, numa operação de varredura controlada por um microprocessador. Como nossa visão não é capaz de acompanhar essa varredura muito rápida, aquele símbolo, piscando em uma freqüência muito rápida, aparentemente nos parece continuamente aceso. Para “acender” um símbolo do display, o micro leva a tensão da grade à qual ele está associado

a uma tensão positiva, acelerando os elétrons livres ao redor do catodo. O terminal do anodo

correspondente ao símbolo também é passado de tensão negativa para positiva, para poder atrair os elétrons que passaram pela grade. Quando os elétrons atraídos se chocam com o anodo revestido com fósforo (material fluorescente), esse eletrodo emite luz, ou seja, acende. Outros símbolos que também devem acender, e são controlados por essa grade, também terão o anodo polarizado com tensão positiva pelos pinos de controle do micro, e os que precisam ficar apagados continuarão com tensão negativa.

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A tensão negativa já vimos fica em torno de -30V e a tensão positiva geralmente é de 5V.

LDR - LIGHT DEPENDENT RESISTOR

Também chamado de célula foto-condutiva, ou ainda de foto-resistência, o LDR é um dispositivo semicondutor de dois terminais, cuja resistência varia linearmente com a intensidade de luz incidente, obedecendo à equação R=C.L. , onde L é a luminosidade em Lux e C e são constantes dependentes do processo de fabricação e material utilizado. A figura 16 mostra um LDR e o seu símbolo de identificação mais comumente encontrado em esquemas e diagramas.

16

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Os materiais foto-condutivos mais frequentemente utilizados na sua construção são o sulfeto de cádmio (CdS) e o seleneto de cádmio (CdSe).

CARACTERÍSTICAS, CONSTRUÇÃO E FUNCIONAMENTO

Conforme

mencionamos,

os

LDRs

sofrem

influência

da

luz

incidente,

aumentando

sua

condutividade quando exposto a essa radiação eletromagnética.

O comprimento de onda ( ) da luz incidente sobre o LDR

17
17

tem influência sobre sua resistência - é a chamada Resposta Espectral. Os LDRs são como o olho humano, não apresentam a

mesma sensibilidade para as mesmas cores de luz. Na figura 17 temos o traçado gráfico relacionando a sensibilidade de um LDR em função do comprimento de onda da radiação eletromagnética incidente, comparando-a com a sensibilidade do olho humano.

O pico de sensibilidade do LDR ocorre aproximadamente

em 5100 ângstron. Nessa faixa de comprimento de onda, a luz é vermelha-alaranjada. Através desse gráfico, notamos ainda que o LDR é mais sensível do que o olho humano, cobrindo uma faixa maior de comprimentos de onda, chegando a ser sensibilizado mesmo pelo

infra-vermelho, o que sugere algumas aplicações interessantes para esse componente.

A variação da resistência de um LDR em função de uma

variação de iluminação não se dá instantaneamente. Se o

componente for deslocado de uma região de iluminação para uma região de escuro total, sua resistência não

aumentará instantaneamente, apresentando uma resposta, na prática, em torno de 200k ohms/s (figura 18). Isso significa que, estando iluminado de modo a apresentar uma resistência de 1000 ohms (1k), cortando-se essa luz o LDR demora cerca de 5 segundos para atingir a resistência de 1M ohms. Passando o LDR do escuro total para uma região de certa iluminação, verifica-se uma variação de resistência mais rápida, decrescendo com grande velocidade (cerca de 10 ms para passar de 1M ohms para 1000 ohms). Em geral, o tempo de resposta dos LDRs de CdSe é cerca de dez vezes menor que o tempo de resposta dos LDRs de CdS. A resistência máxima (no escuro) de um

LDR deve ficar entre 1M ohms e 10M ohms, dependendo do tipo, e a resistência sob iluminação ambiente tipicamente fica entre 75 e 500 ohms.

O gráfico da figura 19 demonstra o comportamento de um LDR de 1 cm em função da intensidade

de luz que o atinge (em lux - lx). Uma forma simples de se verificar essa característica dos LDRs é utilizar um multímetro em escala de resistência (Rx100). Com o LDR iluminado, o multímetro deve indicar a resistência mínima (figura 20). Cobrindo-se o LDR, de modo que nenhuma luz o atinja, sua resistência deve ser máxima (se necessário, utilize a escala Rx1000 para notar essa variação).

O processo de construção de um LDR consiste na conexão do material foto-sensível com os

18

18

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terminais, sendo que uma fina camada é simplesmente exposta à incidência luminosa externa. Conforme aumenta a intensidade de luz incidente no LDR, um número maior de elétrons na estrutura tem também seu nível de energia aumentado, devido à aquisição da energia entregue pelos fótons. O resultado é o aumento de elétrons livres e elétrons fracamente presos ao núcleo. Consequentemente, ocorre uma diminuição da resistência.

Uma característica importante do LDR é o fato da variação de sua resistência frente a uma variação de iluminação independer do sentido de percurso da corrente que por ele circula. Por isso, é perfeitamente possível o seu emprego em corrente alternada.

Existem LDRs para potências altas e tensões de trabalho tão elevadas que podemos inclusive utilizá-los diretamente com a tensão da rede AC. Por ser um elemento semicondutor, o LDR sofre também influência da temperatura, sendo sua resistência decrescente com a elevação da mesma.

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Os LDRS mais comuns são os de 1 cm e 2,5 cm de diâmetro, diferenciando-se principalmente pela sua capacidade de corrente, já que o LDR com uma superfície maior, além de apresentar maior sensibilidade também apresenta uma maior capacidade de dissipar calor, conseguindo controlar correntes mais intensas. Um LDR de 2,5 cm, por exemplo, pode controlar diretamente a corrente da bobina de um relé sensível, e até mesmo lâmpadas de baixa potência (figura 21).

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12 V
12 V

CONEXÕES FUNDAMENTAIS DE LDRS

Os LDRs raramente são encontrados nos circuitos em configurações que não formem um divisor de tensão. Na maioria deles, o LDR é participante de um dos ramos do divisor de tensão, seja no ramo positivo ou no negativo. Dessa forma, toda vez que houver uma variação da resistência do LDR, seguindo uma variação na intensidade de sua iluminação, o divisor de tensão também sofrerá variação de tensão em seus ramos, de forma proporcional.

Se o LDR estiver no ramo positivo do divisor (figura 22), o aumento da intensidade de iluminação será responsável pelo aumento da tensão de saída desse divisor, devido à redução da resistência do LDR. Se o LDR estiver no ramo negativo do divisor (figura 23), o aumento da intensidade de iluminação será responsável agora pela redução da tensão de saída desse divisor, também em função da redução da resistência do LDR.

Analogamente, as variações de tensão se processam de forma inversa, em ambos os casos, quando o LDR sofre uma redução na sua iluminação. O divisor de tensão pode ainda ser composto exclusivamente por dois LDRs (figura 24), formando então uma conexão diferencial, visto que o potencial de saída do divisor é proporcional à diferença na intensidade de iluminação de ambos.

Se o LDR do ramo positivo estiver mais intensamente iluminado que o LDR do ramo negativo, o potencial de saída será maior que U/2. Em situação contrária, esse potencial será menor que U/2. Com a mesma iluminação, seja ela forte ou

fraca, esse potencial teoricamente deve ser de U/2.

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22

23

23

24

24

FOTO-DIODO

O foto-diodo é um diodo de

junção construido de forma especial, de modo a possibilitar a utilização da luz como fator determinante no controle da corrente elétrica.

A figura 25 mostra o símbolo e o detalhe da polarização reversa com a qual funciona esse

componente.

Quando a junção é inversamente polarizada, na ausência de luz incidente na mesma, a corrente é praticamente nula.

O número de portadores dessa junção, e com ele a corrente elétrica, aumenta com o aumento da intensidade luminosa no cristal.

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aumenta com o aumento da intensidade luminosa no cristal. 25 O funcionamento do foto-diodo baseia-se no

O funcionamento do foto-diodo baseia-se

no fato de que os fótons que se chocam com a junção

produzem pares de elétron-lacuna, por cederem sua energia, facilitando a corrente elétrica.

O feixe de luz incidente na junção tem

efeito semelhante ao da corrente de base em um transistor convencional, portanto, a curva caracterísitica I x V de um foto-diodo é semelhante à de um transistor convencional, porém, em vez da família de curvas de corrente de base, temos traçada a de

intensidade luminosa na junção (figura 26). Quando a luz incide exatamente na junção, a resposta do foto-diodo é maior, reduzindo-se rapidamente de cada lado da junção, à medida que se afasta dela. Os foto-diodos respondem muito rapidamente às variações de luz. Respostas a centenas de

rapidamente às variações de luz. Respostas a centenas de 26 megahertz são possíveis, possibilitando as mais
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megahertz são possíveis, possibilitando as mais diversas aplicações para esse componente. Verifica-se

a

circuitos digitais, controles remotos, etc. A limitação fica

aplicação de foto-diodos nos foto-acopladores,

por conta da corrente de saturação inversa, que não passa de algumas centenas de microampères. O nível

de

corrente gerado em função da incidência de luz sobre

um foto-diodo é insuficiente para um controle direto, e

nas suas aplicações geralmente é exigido um estágio de amplificação.

FOTO-TRANSISTOR

O foto-transistor, como um transistor convencional, é uma combinação de dois diodos de junção,

no entanto, associa ao efeito transistor o efeito foto-elétrico.

Em geral, possui apenas dois terminais acessíveis (coletor e emissor), no entanto, alguns incorporam o terminal de base para uma eventual polarização ou controle elétrico.

Seu funcionamento é idêntico ao do foto-diodo, exceto que o foto-transistor é muito mais sensível, devido à ação amplificadora do efeito transistor,

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uma vez que a corrente produzida pelo efeito foto-elétrico na base é amplificada beta vezes, originando a corrente de coletor. Em contravantagem, apresenta uma resposta mais lenta. Mecanicamente, sua construção enfoca a luz incidente sobre uma ou ambas as junções. Para isso, seu invólucro é transparente. Em transistores convencionais, o invólucro é opaco, a fim de evitar a influência da luz sobre seu comportamento. Se retirarmos o invólucro de um transistor comum, ele irá se

comportar como um foto-transistor, no entanto, a falta de proteção da junção causará sua rápida deterioração.

proteção da junção causará sua rápida deterioração. A figura 27 mostra a simbologia e a curva

A figura 27 mostra a simbologia e a curva característica de um foto-transistor NPN.

Quando não está exposto à luz, um foto-transistor se comporta exatamente como um transistor convencional, podendo então ser testado da mesma forma. As aplicações dos foto-transistores são diversas e, mais à frente, exemplificaremos algumas.

LASCR (LIGHT ACTIVATED SCR)

Também chamado de fototiristor, o LASCR, como o próprio nome já diz, é um SCR que tem seus estados de condução e bloqueio dependentes da luz sobre ele incidente. A figura 28 mostra a constituição

básica de um LASCR, juntamente com o seu símbolo mais usual. Por ser construido a partir de uma pastilha semicondutora, o LASCR sofre também influência da temperatura, sendo que quanto mais elevada mais facilmente ocorre o seu disparo, havendo uma exigência de intensidade luminosa menor. A figura 29 mostra o gráfico da iluminação efetiva em função da temperatura, onde a área hachurada corresponde à de operação para que seja possível o disparo do LASCR.

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de operação para que seja possível o disparo do LASCR. 28 29 Se o ponto de
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29

Se o ponto de operação estiver dentro dessa área, o LASCR entrará em funcionamento, conduzindo, caso contrário, o LASCR não conduzirá. Do mesmo modo que o SCR de comutação, em corrente alternada o LASCR é bloqueado nos semi-ciclos negativos. Em corrente contínua, o LASCR é disparado ao receber o primeiro impulso luminoso, devendo sua condução ser cortada através de meios especiais, assim como acontece com o SCR de comutação elétrica.

CONEXÃO FUNDAMENTAL DE LASCRS

A única diferença entre o SCR e o LASCR é o fato do segundo ter seu funcionamento dependente do efeito da luz, portanto, sua conexão é idêntica à do SCR de comutação, sendo a mais típica demonstrada na figura 30.

30

DIODO EMISSOR OU LED DE INFRA-VERMELHO

na figura 30 . 30 DIODO EMISSOR OU LED DE INFRA-VERMELHO Os diodos emissores de infra-vermelho

Os diodos emissores de infra-vermelho

são junções p-n de arsenieto de gálio fosfórico (GaAsP) de estado sólido, que emitem um feixe de fluxo radiante quando diretamente polarizadas.

O diodo emissor de infra-vermelho nada

mais é que um LED, e tal como esse, emite luz quando diretamente polarizado.

A diferença é o fato do LED de infra-

vermelho emitir uma onda eletromagnética com

comprimento de onda maior, e portanto frequência menor, que o da luz vermelha (primeira no espectro visível). Por ter frequência imediatamente inferior à da luz vermelha, essa irradiação recebe o nome de infra-vermelho, e o componente é chamado de LED de infra-vermelho.

FOTO-ACOPLADOR

A combinação de uma fonte de luz (geralmente um LED de infra-vermelho) com um elemento foto- sensível (usualmente um foto-transistor) em um invólucro comum a ambos, forma um acoplador óptico ou

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foto-acoplador, como é mais conhecido, ou ainda isolador óptico. Esse dispositivo serve para a separação elétrica entre redes de circuitos, mantendo entre eles uma interligação apenas óptica. Um exemplo de aplicação de acopladores ópticos é o controle de motores ou outras cargas AC. Como uma indução AC em um circuito lógico pode ocasionar uma série de problemas, o motor e o circuito lógico de controle devem estar eletricamente isolados. Microcomputadores também atuam

em circuitos analógicos, sobretudo de potência, através de circuitos de interface com acopladores ópticos.

Além do foto-transistor, outros foto-receptores são utilizados no acoplador óptico, como o foto- diodo, o foto-darlington, o foto-triac e o LASCR (Light Activated SCR)

A

figura 31 mostra os símbolos para esses tipos de foto-acopladores.

A

transmissão de sinal entre o emissor e o receptor é feita por um caminho óptico interno.

O

foto-acoplador da figura 31a utiliza um LED de infra-vermelho como emissor e um foto-diodo

como receptor. Os foto-diodos possuem velocidede de resposta elevada, sendo os acopladores ópticos nele baseados ideais para a transmissão de dados em alta velocidade. No entanto, a baixa sensibilidade dos foto-diodos exige uma grande amplificação dos sinais obtidos na saída dos foto-acopladores desse tipo.

Os foto-acopladores com foto-transistor e foto-darlington operam com o mesmo princípio: a junção coletor-base do elemento receptor atua como um foto-diodo reversamente polarizado, controlando a condução do transistor. Quando a irradiação do emissor atinge a junção, a energia incidente gera pares

de elétron-lacunas, possibilitando a corrente elétrica sobre ação do campo elétrico na região de depleção.

A maioria dos foto-acopladores utiliza um foto-transistor como receptor da luz irradiada pelo

elemento emissor pelo fato da boa sensibilidade do foto-transistor exigir pouca ou nenhuma amplificação, para a maioria das aplicações. Quando o receptor é um foto-darlington (figura 31e), o ganho é ainda mais alto, facilitando a excitação de dispositivos e circuitos que exijam maior corrente, no entanto, a velocidade de resposta é inferior à dos foto-transistores comuns. Foto-acopladores com foto-darlington são recomendados para aplicações de baixa velocidade.

FOTO-DIAC E FOTO-TRIAC

O foto-diac (ou opto-diac) é um tipo de foto-acoplador utilizado como sensor-excitador de estágios

de potência, normalmente gatilhando um SCR ou TRIAC comum (figura 32). Foto-acopladores que utilizam chave bilateral ativada por luz (foto-triac) como receptor são utilizados para gatilhar tiristores de

potência (SCRs ou TRIACs) ou para realizar um chaveamento AC de baixa corrente com alta isolação elétrica. Os foto-acopladores com LASCRs (figura 33) possuem aplicações similares, sendo utilizados quando se requer alta isolação elétrica entre um circuito de baixa tensão,

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como os que utilizam CIs, e a linha AC que alimenta o circuito controlado pelo tiristor pertencente ao componente.

CHAVES ÓPTICAS

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Semelhantes aos acopladores ópticos, as chaves ópticas também são

formadas por um emissor de luz, usualmente um LED, e um receptor, que pode ser tanto um foto-transistor como um foto-diodo. A diferença entre um acoplador e uma chave óptica é que

na chave existe uma abertura, por onde pode passar um objeto que interrompa a passagem de luz (figura 34). Nas aplicações das chaves ópticas, o LED fica ativado, mantendo o foto-diodo na condução ou o foto-transistor na saturação. Quando um objeto passa pela abertura existente na chave, a interrupção da luz do LED leva o foto-diodo ou foto-transistor ao corte, o que pode ser detectado por um circuito associado para realizar certa operação, sendo muito comum aplicações como monitoração do funcionamento de máquinas e contagem de rotações de rodas dentadas ou perfuradas.

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CAPÍTULO 2: APLICAÇÕES CLÁSSICAS

CAPÍTULO 2: APLICAÇÕES CLÁSSICAS

No primeiro capítulo, exemplificamos diversas aplicações para os dispositivos optoeletrônicos, inclusive classificando-os segundo essas aplicações. Vamos demonstrar a seguir o princípio de atuação desses componentes optoeletrônicos em sistemas eletro-mecânicos clássicos, onde a luz atua como elemento de interface entre estágios elétrônicos e mecânicos, possibilitando o inter-relacionamento dos mesmos

FOCO AUTOMÁTICO EM VÍDEO-CÂMERAS

Um recurso muito importante em vídeo-câmeras é o foco automático, com o qual o usuário não precisa se preocupar com a focalização da imagem que está gravando, conseguindo se concentrar melhor no enquadramento e movimentação durante a gravação, mantendo a atenção na filmagem em si, termo esse que é popular mas tecnicamente inadequado, já que uma câmera não utiliza um filme, e sim uma fita, que grava imagens, não as filma. Todo o trabalho de correção da focalização, necessário conforme a dinâmica da cena, ou a mudança de enquadramento, quando varia a distância entre a câmera e a imagem captada, fica por conta de um circuito automático pertencente à própria video-câmera. Vamos conhecer os princípios de funcionamento da focalização automática.

Princípio de Funcionamento

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O sistema eletrônico de focalização automática de video-câmeras, funciona com os mesmos princípios de um telêmetro de máquina fotográfica, como demonstra a figura 35. Uma fonte geradora (LED) emite um feixe de luz infravermelha, que atinge o objeto ou pessoa a

ser "filmada", refletindo-se nesse e voltando em direção à própria câmera, formando um triângulo. Como o objeto está distante da câmera, o vértice do triângulo nele formado tem um menor ângulo, comparado aos outros dois, que se formam na própria câmera. Esse ângulo (abertura) altera-se conforme o objeto ou pessoa situa-se mais próximo ou mais distante da câmera, de tal modo que resulta um menor ângulo quando a pessoa ou objeto encontra-se mais afastado da câmera. A luz infravermelha que retorna incide sobre dois fotodiodos (A e B). Quando a cena enquadrada está devidamente focalizada, o sistema de lentes faz com que a luz que incide sobre os fotodiodos fique igualmente distribuida, com os dois foto-diodos recebendo a mesma quantidade de energia luminosa. Nessa situação, o motor de foco não atua, mantendo o conjunto de lentes na posição em que se encontra. Se ocorrer a desfocalização em função, por exemplo, de uma aproximação da câmera ao objeto ou "corpo" enquadrado, esta condição de equilíbrio de iluminação dos fotodiodos é alterada, com o diodo sensor (A) passando a receber menos luz do que o sensor (B), devido à alteração do ângulo no vértice do triângulo sobre a lente receptora do sistema de focalização. Como consequência, aparece na saída de um amplificador diferencial uma d.d.p. (tensão), que chega ao circuito driver do motor, acionando o mecanismo de foco para movimentar o conjunto de lentes no sentido de reestabelecer o equilíbrio, ou seja, o ponto ideal de focalização, quando então os fotodiodos voltam a receber a mesma energia de luz infravermelha. No caso da câmera ser distanciada do objeto ou "corpo" em cena, a alteração do ângulo resulta em maior iluminação infravermelha no fotodiodo (A), comparado ao (B), acionando o mecanismo de foco no sentido oposto, novamente com o objetivo de reestabelecer a focalização ideal. Conforme a disposição mecânica dos componentes que formam o sistema de focalização automática, por semelhança de triângulos, pode-se estabelecer a seguinte relação (refere-se à figura ):

Y/b = fab/c. Sendo b e c fixos, em função do posicionamento do emissor de luz infravermelha e do detetor da luz refletida, para manter o equilíbrio na iluminação dos dois fotodiodos quando a distância Y muda, a distância fab deve acompanhar essa mudança, proporcionalmente, função essa que é desempenhada pelo servomecanismo de foco. Com esse compromisso firmado, fica automaticamente garantida a focalização ideal da imagem sobre o sensor MOS (CCD). A figura 36 demonstra em forma de diagrama em blocos os circuitos eletrônicos associados aos componentes mecânicos do sistema de focalização automática.

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SERVOMECANISMO DE VÍDEO-CASSETE

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O microcontrolador de um vídeo-cassette monitora sensores de início e fim de fita, e sensores que indicam a ocorrência de "problemas" funcionais. Esses sensores estão distribuidos no mecanismo (figura 37), protegendo a fita e o próprio mecanismo quando ocorre alguma anormalidade no funcionamento do sistema, principalmente no transporte da fita.

Dentre os principais sensores temos alguns utilizando o sistema óptico, como o de rotação do carretel captador e os sensores de início e fim de fita. Vejamos como atuam os componentes optoeletrônicos nessas funções:

a) Sensores do carretel captador : o sensor do carretel monitora a rotação do mesmo e, além do sistema óptico, encontramos também em alguns modelos comerciais o sensor do tipo magnético, com transistor de efeito Hall, que não nosso objetivo analisar. Dentre os dois, o sensor óptico, com emissor/receptor de infra-vermelho, é o mais utilizado. Nesse tipo de sensor, um disco com áreas reflexivas e não- reflexivas intercaladas (figura 38) faz parte da base do disco do carretel. A luz emitida por um LED infravermelho

incide na superfície do disco e retorna quando atinge as áreas reflexivas, gerando pulsos elétricos na saída do sensor (foto-transistor).

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Quando a fita está em PLAY, REW (retrocesso) ou FF (avanço), se o período entre os pulsos aumenta demasiadamente, ou esses pulsos ficam ausentes, o micro detecta que o carretel está "preso" ou parou, por um motivo qualquer. Para evitar que a fita se enrosque ou seja tracionada (esticada), partindo-se, o micro coloca o vídeo em STOP ou em POWER OFF (standby), dependendo do modelo. Portanto, com o auxílio da optoeletrônica, o microcontrolador (um sistema eletrônico), consegue interpretar o funcionamento de um sistema mecânico, avaliando suas condições de operação.

Nota: a maioria dos video-cassetes possui apenas sensor em um dos carretéis (normalmente no captador), no entanto, modelos com conta-fita em tempo real e que indicam tempo remanescente de fita, possuem sensores nos dois carretéis, utilizando os pulsos dos mesmos para "calcular" esse tempo real ou remanescente.

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b) Sensores de início e fim de fita: se uma fita fosse rebobinada ou avançada até o final, a força excessiva resultante

do torque do carretel a esticaria a ponto de romper-se. Por isso,

o micro faz com que o carretel pare de girar assim que a fita

chegue na parte transparente, e dessa forma ela nunca é esticada violentamente, seja no avanço ou no retrocesso. Para que o micro possa detectar essa parte

transparente da fita, também utiliza-se um sistema optoeletrônico, com uma luz infra-vermelha sendo emitida através de um LED emissor duplo, montado em um pequeno "poste-suporte" localizado aproximadamente no centro do mecanismo. Dependendo do projeto do fabricante, a luz infra-vermelha pode ser pulsada ou contínua. Quando a fita é inserida no compartimento, um furo do cassette "cobre" esse poste, fazendo com

que a luz infra-vermelha propague-se por um "duto" no seu interior (figura 39). No mecanismo, próximo de cada extremidade da fita (direita e esquerda), encontra-se um foto- transistor. O duto interno do cassette termina em um furo em cada extremidade. Quando a fita é rebobinada (REW), ao chegar no início, sua parte transparente permite a

passagem da luz infra-vermelha pelo furo do lado direito (olhando o vídeo pela frente). Essa luz passa a atingir o foto-transistor localizado desse lado, que informa ao micro que a fita está para ser "forçada", já que está chegando no seu início. Resultado: o micro interrompe o rebobinamento, colocando o vídeo em STOP, não havendo assim

o risco da fita partir-se por tensionamento excessivo. Da mesma forma, no avanço (FF), quando a a fita chega na parte transparente (na outra

extremidade), a luz infra-vermelha sai pelo furo do lado esquerdo (olhando o vídeo pela frente), atingindo

o foto-transistor localizado desse lado, que também informa ao micro que a fita está chegando no seu

final. Agora, o micro interrompe o avanço, e novamente a fita não é "forçada". Essa é mais uma clássica aplicação da optoeletrônica na interação entre um sistema eletrônico (microcontrolador e circuitos associados) e um sistema mecânico (mecanismo de transporte da fita).

UNIDADE ÓPTICA DE COMPACT DISC PLAYER

A optoeletrônica, além de interfacear sistemas eletro-mecânicos, facilitando a interação entre

ambos, oferce ainda uma característica até então inigualável: a precisão. Utilizando um finíssimo feixe de luz laser, o sistema de leitura de um Compact Disc Player (CDP)

é capaz de fazer a leitura das informações gravadas nas trilhas de um Compact Disc (CD), onde a

distância entre duas trilhas sucessivas é de cerca de 1,6 micro-metro, o que equivale a 1,6 milésimo de

milímetro (0,0016 mm). Essa distância chega a ser mais de 60 vezes menor do que a existente entre dois sulcos de um

LP convencional de vinil, que é de cerca de 100 micro-metro. Um fio de cabelo, caindo sobre o CD, encobriria cerca de 40 trilhas, e dentro de um sulco do LP de vinil caberiam cerca de 60 trilhas do CD. Podemos portanto imaginar a precisão necessária ao leitor óptico e aos seus movimentos para realizar corretamente a leitura das informações gravadas em um CD.

A figura 40 demonstra os componentes ópticos da unidade laser de um CDP, onde encontramos

o diodo emissor laser, que gera o feixe de laser para ser focalizado na superfície do disco, e o conjunto

de foto-diodos, responsáveis pela conversão da luz laser refletida no disco em informação elétrica para

ser amplificada e processada pelos circuitos elétricos do CDP. Essa unidade óptica é do tipo mais moderno, que gera três feixes para serem levados ao disco: um principal com a função de focalização e leitura da informação do disco, e dois auxiliares para garantirem o correto trilhamento (tracking) pelo feixe principal. Como fisicamente temos apenas um diodo laser, gerando portanto um único feixe, existe a grade de difração posicionada à sua frente para "originar" os dois feixes auxiliares de tracking. Depois da grade, os feixes são mantidos paralelos e direcionados pelas lentes colimadoras, chegando à superfície do disco através da lente objetiva. A distância dessa lente à superfície do disco é

responsável pela focalização correta do feixe principal sobre a superfície do disco, formando um ponto de foco com cerca de 1 milímetro de diâmetro sobre a camada plástica protetora refratora. O índice de refração dessa camada plástica do CD acaba por concentrar o feixe em um ponto focal com cerca de 1 micro-metro sobre a superfície metalizada do CD (figura 41). Na volta, o feixe refletido passa pela lente

objetiva e, no prisma, é desviado em direção ao conjunto de foto-diodos, dispostos de forma a informarem ao sistema de servo-controle eletrônico as condições de foco e tracking, além de servirem como transdutores para converter as informações digitais contidas na variação de intensidade luminosa do laser em sinais elétricos. Esse é apenas um exemplo clássico de um sistema optoeletrônico de precisão, dentre os muitos existentes, principalmente na eletromedicina e na indústria. Poderíamos analisar outros tantos sistemas optoeletrônicos, mas vamos deixar por conta do leitor observar a tecnologia que o cerca, identificar e pesquisar sobre a interação da optoeletrônica em seu dia-a-dia.

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CAPÍTULO 2: PROJETOS PARA MONTAGEM

CAPÍTULO 2: PROJETOS PARA MONTAGEM

PROJETO 1: FOTO-SENSOR DE SOMBRA

Um verdadeiro “olho eletrônico” capaz de “sentir” pequenas variações de intensidade luminosa. Eficiente na proteção de áreas proibidas ou objetos valiosos, avisando caso alguém se aproxime. Pode funcionar também como detetor de passagem, entre muitas outras aplicacões possíveis.

FUNCIONAMENTO

Nesse projeto, aplicamos o foto-transistor. O propósito do circuito (figura 42) é acionar um relé quando “sentir” uma redução

da luz que atinge o foto- transistor (Q1).

O relé será mantido

acionado por um tempo determinado por C1, mesmo que a intensidade de luz inicial seja reestabelecida. Para funcionar corretamente, o circuito requer

que o foto-transistor (sensor) esteja sempre iluminado, ainda que seja por pouca luz. Com a aproximação de

alguém ou algo, ele deve ser atingido por sua sombra, que provocará então o disparo.

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Enquanto Q1 está iluminado, sua corrente de coletor é alta o bastante para levar Q2 à saturação.

Q2 saturado desvia toda a corrente de base de Q3, mantendo-o no corte, o mesmo acontecendo

com Q4, ficando o relé desativado. Diminuindo a intensidade de luz em Q1, menor será a sua corrente de coletor o que fará com que

Q2 saia da saturação, permitindo que chegue corrente à base de Q3.

Q3 conduzindo leva Q4 à saturação, acionando portanto o relé.

Mesmo que se reestabeleça a intensidade de luz normal em Q1, o relé ainda permanecerá acionado devido à carga armazenada em C1. Esse tempo de permanência será proporcional ao valor de

C1.

MONTAGEM E AJUSTE

A figura 43 traz o lay-out da placa de circuito impresso para a montagem, incluindo o relé RUD101006, com bobina de 6V. Outros relés podem ser utillizados, no entanto, possivelmente não terão seus pinos coincidindo com a furação dessa placa. Para a aplicação como circuito de proteção, sugerimos o uso de um capacitor de 2200 uF x 16V para C1, resultando em cerca de 50 segundos de permanência do relé acionado. Como detetor de passagem, por exemplo na entrada de uma loja, servindo de aviso à entrada

de um cliente, um capacitor de 100 uF x 16V resulta em cerca de 4 segundos para esse tempo. O relé pode fechar o circuito de uma campainha comum, ou acionar outro dispositivo de alerta qualquer, como por exemplo uma sirene. Em VR1 ajusta-se o nível de sombra que causará o disparo, na faixa de quase “escuridão” total a uma simples penumbra, quase imperceptível. Para facilitar o ajuste, desligue um dos terminais de C1, eliminando a temporização.

LISTA DE MATERIAL

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Semicondutores

Q1 - TIL78 - foto-transistor Q2- BC548 - transistor NPN Q3 e Q4 - BC337 - transistor NPN D1 - 1N4148

Resistores (1/8W x 5%)

R1 - 1,8M ohms (marrom, cinza, verde) R2 - 1M (marrom, preto, verde) VR1 - 220k ohms - trim-pot horizontal mini R3 - 1k ohms (marrom, preto, vermelho) R4 - 56k ohms (verde, azul, laranja) R5 - 15k ohms (marrom, verde, laranja)

Capacitor

C1 - 100uF/16V ou 2200uF/16V (ver texto) - eletrolítico

Diversos

RL1 - RUD101006 - relé contato para 10A, bobina para 6V S1 - chave liga-desliga (1 pólo x 2 posições ou H-H mini) Fio, solda, placa de circuito impresso, etc.

PROJETO 2: DESPERTADOR SOLAR

Para quem gosta de acordar com o sol nascendo, para aproveitar bem o dia, esse circuito gera um sinal contínuo de despertar quando “sente” que o sol está surgindo. Utilizamos o LDR com uma função oposta à da montagem anterior. Enquanto no Foto-sensor de Sombra o dispositivo optoeletrônico tinha a função de “avisar” a redução da luz, no Despertador Solar ele deve atuar de forma oposta, “avisando” que a intensidade de luz aumentou.

FUNCIONAMENTO

No esquema, visto na figura 44, Q2 e Q3 formam um oscilador, entregando seu sinal ao alto-falante. A frequência pode ser ajustada em VR2. Esse oscilador fica “travado” quando Q1 está saturado. Assim, quando ainda não amanheceu, o LDR está pouco iluminado, apresentando uma resistência alta, possibilitando portanto a carga de C1 com uma tensão suficiente para levar Q1 à saturação.

O oscilador

então

fica

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44

inoperante, até que, amanhecendo, o LDR passa a ser iluminado mais intensamente, reduzindo sua resistência. Com isso, C1 não consegue manter sua carga, o que faz com que Q1 corte.

Q1 cortado, libera o oscilador, que emitirá o sinal (apito contínuo) no alto-falante.

MONTAGEM, INSTALAÇÃO E AJUSTE

A figura 45 traz o lay-out da placa de

circuito impresso para a montagem.

O LDR deve ser instalado em local que

receba a claridade solar, mas deve ser protegido da incidência direta dos raios solares, que podem danificá-lo. Para isso, ele pode ser montado no fundo de um tubinho plástico (cano de PVC ou tubinho preto de alojamento utilizado para armazenar filme fotográfico) com cerca de 5 cm de comprimento, fechado por um papel translúcido ou opaco, como o papel vegetal. Em VR1 ajusta-se o “horário” de

despertar , ou seja, a intensidade de luz que fará com que o despertador dispare.

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45

Ela deverá ser maior quanto menor for a resistência do trim-pot.

LISTA DE MATERIAL

Semicondutores

Q1 e Q2 - BC337 - transistor NPN Q3 - BC327 - transistor PNP D1 - 1N4148 - diodo de uso geral

Resistores

R1 - 1k ohms (marrom, preto, vermelho) R2 - 150k ohms (marrom, verde, amarelo) R3 - 100k ohms (marrom, preto, amarelo) R4 - 4,7k ohms (amarelo, violeta, vermelho) VR1 - 1M ohms - trim-pot horizontal mini VR2 - 470k ohms - trim-pot horizontal mini

Capacitores

C1 - 10uF/16V - eletrolítico C2 - 4,7 nF - cerâmico ou poliéster

Diversos

LDR1 - LDR comum S1 - chave liga/desliga ou H-H mini Fte1 - alto-falante de 8 ohms x 2 polegadas Fios, solda, bateria de 9V ou pilhas, clip para bateria ou suporte de pilhas, placa de circuito impresso, tubinho plástico (ver texto), etc.

PROJETO 3: PROVADOR DE TRANSISTORES, DIODOS E LEDS

Nesse projeto, aplicamos o LED como sinalizador, em um pequeno instrumento que realiza de forma simples e direta os testes de transistores, indicando com precisão o seu tipo (NPN ou PNP), além de informar o estado em que se encontram (bom, aberto ou em curto). Testa diodos e LEDs, indicando seu estado (bom, aberto ou em curto) e identificando seus terminais (anodo e catodo). Ideal para quem não possui um multímetro ou um equipamento profissional para testes desses componentes ou verificação de continuidade.

FUNCIONAMENTO

(oscilador), utilizando dois transistores (Q1 e

Q2) que operam em estados opostos, ou seja, quando um está na saturação o outro está no corte, e vice- versa.

O circuito (figura 46) é

um multivibrador

astável

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46

A partir dos potenciais dos coletores desses transistores é que se formam os terminais de testes

do instrumento. Do coletor de Q1 é “puxado” o terminal E-K (E de Emissor - para transistor; K de Catodo - para diodo e LED). No coletor de Q2, dois LEDs, um vermelho (LD1) e outro verde (LD2), são ligados em paralelo,

mas com

A de

de Q2, está ligado o resistor R5, que tem o terminal

livre marcado por B (de Base). Para entender essas marcações, vamos exemplificar o uso das mesmas, começando pelo teste

de um diodo comum. Para testar um diodo, devemos ligar o seu catodo com o terminal do instrumento marcado por K

e o seu anodo com o terminal do instrumento marcado por A.

Quando o coletor de Q2 estiver com potencial alto, o coletor de Q1 estará com 0V, portanto, nesse instante teremos o diodo conduzindo, passando corrente elétrica pelo LED LD2 (verde), que irá acender. Quando o oscilador inverter os potenciais nos transistores (coletor de Q2 com 0V e coletor de Q1

com potencial alto), como o diodo ficará reversamente polarizado, não circulará corrente e nenhum dos LEDs acenderá. Como a frequência do oscilador é alta, comparada à de resposta da nossa visão, iremos enxergar

o LED LD2 permanentemente aceso, no entanto, na realidade ele estará “piscando” muito rapidamente,

sem que no entanto percebamos. Mas, se o diodo estiver em curto, não bloqueará a corrente do sentido inverso, e os dois LEDs irão

polaridades opostas, e deles “sai” outro terminal de teste: C-A (C de Coletor - para

transistor;

Anodo - para diodo e LED). Ainda no coletor

acender, indicando a inutilidade do componente. Se nenhum dos LEDs acendesse, poderíamos concluir que o diodo estaria aberto, e também inutilizado. Se apenas o LED vermelho acendesse, em vez do verde, concluiríamos que o diodo estaria ligado com os terminais invertidos (anodo no terminal K e catodo no terminal A do provador). No teste de transistores, a única diferença é a inclusão de um terminal destinado à base, marcado por B, para polarização do transistor em teste. Por exemplo, vamos analisar o teste de um determinado transistor do qual só se conhece a identificação de seus terminais. Primeiramente um transistor PNP. Com o emissor ligado ao terminal E e o coletor ao terminal C de teste, assim que S1 for pressionado, o LED LD1 acenderá, já que o transistor entrará em condução quando no oscilador o

potencial do coletor de Q1 for alto e o do coletor de Q2 baixo. Assim, o LED LD1 (vermelho) indicará que

o transistor é PNP. Se o LED acender com pouco brilho ou não acender, o transistor estará com ganho baixo ou

aberto.

Se os dois LEDs acenderem, o transistor estará em curto. Se for um transistor NPN, o LED LD2 é que deverá acender, indicando o bom estado do transistor

e o seu tipo.

Do mesmo modo, pouco brilho ou LED apagado indica transistor com baixo ganho ou aberto, e ambos os LEDs acesos é sinal que o transistor está em curto. Para ter certeza de que o transistor foi ligado na posição correta, basta deixar a base aberta (sem ligação), quando então nenhum LED deverá acender. Se um dos LEDs acender, é sinal que a ligação dos terminais do transistor não coincide com a demarcada nos terminais de teste (E e C), ou o transistor apresenta uma fuga elevada entre coletor e emissor. No teste de continuidade, que pode ser de uma lâmpada, fiação ou circuito impresso, utiliza-se os mesmos terminais de teste para diodos. No caso afirmativo de condução, ambos os LEDs devem acender. Para facilitar o uso do instrumento, a tabela resume todas as suas indicações de testes.

TESTE DE LEDS E DIODOS

APENAS LED VERDE ACESO: diodo ou LED bom; polaridade coincide com a marcação dos terminais de teste. APENAS LED VERMELHO ACESO: diodo ou LED bom; polaridade invertida - catodo ligado ao terminal A e anodo ao terminal K. NENHUM LED ACESO: diodo ou LED aberto - inutilizado.AMBOS OS LEDS ACESOS: diodo em curto - inutilizado.

TESTE DE TRANSISTORES

APENAS LED VERDE ACESO: transistor bom - tipo NPN. APENAS LED VERMELHO ACESO: transistor bom - tipo PNP. NENHUM LED ACESO: transistor aberto ou com baixo ganho - inutilizado. AMBOS OS LEDS ACESOS: transistor em curto - inutilizado.

PROVA DE CONTINUIDADE

NENHUM LED ACESO: não condução ou alta resistência. AMBOS OS LEDS ACESOS: condução de corrente.

MONTAGEM

A figura 47 traz o lay-out de uma placa de circuito impresso para a fixação dos componentes. Para facilitar a conexão do instrumento ao componente em teste, pode-se utilizar garras jacarés nos seus terminais, ou então um pedaço de soquete para circuito impresso (3 pinos), possibilitando que diodos, transistores e LEDs sejam facilmente encaixados para serem testados. A alimentação do circuito pode estar na faixa de 6 a 9V.

LISTA DE MATERIAL

Semicondutores

Q1 e Q2 - BC548 - transistor NPN LD1 - LED vermelho 3 mm LD2 - LED verde 3 mm

Resistores (1/8W x 5%)

R1 e R2 - 1k ohms (marrom, preto, vermelho) R3 e R4 - 47k ohms (amarelo, violeta, laranja) R5 - 10k ohms (marrom, preto, laranja)

Capacitores

C1 e C2 - 100kpF - cerâmico

Diversos

47

47

S1 - interruptor push button N.A. S2 - chave H-H mini B1 - Pilhas ou bateria de 9V, suporte de pilhas ou clip para bateria, fios, solda, placa de circuito impresso, suporte para os LEDs, etc.

PROJETO 4: ALERTA - LUZ DE SEGURANÇA

Na era da eletrônica, que tal substituir o antigo triângulo de emergência por uma luz piscante,

certamente muito mais eficiente no alerta aos motoristas em situações como troca de pneu, carro quebrado, acidente, etc ? Alimentada pelos 12V da bateria, essa luz pode ser colocada alguns metros atrás do veículo parado, garantindo sua segurança por alertar aos outros motoristas para que desviem do seu carro, evitando a colisão. Essa é uma interessante aplicação para o primeiro dos componentes de sinalização óptica: a lâmpada.

FUNCIONAMENTO

O circuito oscilador a dois

transistores, visto na figura 48, gera os pulsos para serem aplicados à lâmpada. Com C1 descarregado, ao ligar-se S1, Q1 e Q2 estarão no corte e a lâmpada apagada. Quando C1 atingir cerca de 0,6V, Q1 conduzirá, fazendo com que

Q2 sature e a lâmpada acenda por receber os 12V.

Os 12V da lâmpada inicia a carga de C1 no sentido oposto, além de reforçar a condução de Q1 e a saturação de Q2.

48

48

No entanto, quando C1 estiver carregado com mais de 11,4V no outro sentido, o transistor Q1 irá

cortar, cortando por sua vez Q2, que zera então a tensão na lâmpada.

C1 passa então a carregar-se novamente no sentido anterior, via R1 e R2, tendo sua carga atual

de 11,4V sendo reduzida, até zerar, quando então ele passa a aumentar a tensão no outro sentido, até que ela chegue a 0,6V e Q1 conduza novamente, repetindo todo o ciclo.

O resultado da saturação e corte de Q2 é o piscar da lâmpada, com frequência dependente de R1,

R2 e C1.

MONTAGEM

O lay-out da placa de circuito impresso encontra-se na figura 49. Utilizamos no protótipo 3 lâmpadas de 12V x 5W,

49

49

que garantiram uma boa iluminação. Recomendamos montá-las à frente de um refletor metálico ou espelho, que aumenta ainda mais a luminosidade. Para evitar atrapalhar a visão dos outros motoristas, esse conjunto lâmpada+refletor pode ser coberto por uma lanterna plástica alaranjada ou vermelha, tornando a iluminação menos ofuscante que a luz branca. Não recomendamos o uso de lâmpadas de maior

potência, já que o circuito teria seu comportamento totalmente alterado. Para conexão à bateria, pode-se utilizar duas garras do tipo jacaré de tamanho grande, como as utilizadas em recarregadores de bateria. No circuito, o LED LD1 irá apagar-se quando a tensão da bateria cair abaixo de 11V, quando então recomenda-se desligar a luz de alerta para não danificar a bateria.

LISTA DE MATERIAL

Semicondutores

Q1 - BC548B - transistor NPN Q2 - TIP32 - transistor NPN de potência ZD1 - BZX79C9V1 ou 1N757A - diodo zener de 9,1V x 0,5W LD1 - LED vermelho de 3 mm

Resistores (1/8W x 5%)

R1 - 1,8M ohms (marrom, cinza, verde) R2 - 47k ohms (amarelo, violeta, laranja) R3 - 100 ohms (marrom, preto, marrom)

Capacitor

C1 - 2,2uF/25V - eletrolítico

Diversos

LP - 3 x 12V/5W - lâmapada de automóvel S1 - chave liga-desliga para 2A Garras jacaré para conexão à bateria do automóvel, soquete para a lâmpada, lanterna plástica, placa de circuito impresso, fios, solda, etc.

PROJETO 5: FOTO-ESTIMULADOR DE RELAXAMENTO

Embora o cérebro seja uma parte do corpo humano que ainda nos reserve muitos “segredos” e

“mistérios”, pesquisas científicas demonstraram que, em estado de relaxamento, produzimos ondas cerebrais do tipo alfa; alguns praticantes de Yoga, depois de meses de dedicação, ou às vezes até anos de prática, são capazes de fazer predominar as ondas cerebrais do tipo alfa, atingindo um estado de extremo relaxamento. Para evitar o stress, ou outras complicações de saúde, precisamos aprender a relaxar, depois de um corrido dia de trabalho, trânsito caótico e todo o desgaste físico e mental sofrido no dia-a-dia.

O circuito proposto baseia-se na biorealimentação de ondas alfa através da estimulação fotônica,

ou fotoestimulação. As ondas alfa situam-se na faixa de 7 a 14Hz (o valor exato depende de cada pessoa). Na fotoestimulação, o circuito eletrônico produz flashs de luz no rítmo das ondas alfa, que são projetadas nos olhos do usuário, levando o cérebro a entrar em “ressonância”, sendo estimulado a aumentar a amplitude e mesmo a produzir as ondas alfa, que em estado de alerta (acordado), apresentam amplitude muito reduzida e, às vezes, é comum nem presenciarem-se. As ondas alfa produzidas possibilitarão o estado de relaxamento; mesmo com o usuário estando consciente ele atingirá o estado alfa.

FUNCIONAMENTO E MONTAGEM

O circuito é o conhecido multivibrador astável com o CI 555 (figura 50), sendo que os flashs de

luz são emitidos pelos LEDs LD1 e LD2 na condução de Q1.

50
50

Em P1 ajusta-se a frequência dos flashs, para que o usuário consiga encontrar sua frequência

ideal.

Os LEDs de alto brilho (alta eficiência) possibilitam maior intensidade que os standards.

A corrente contínua suportada pelos LEDs é de aproximadamente 20 mA, mas eles podem

suportar pulsos de curta duração acima de 50 mA. A alimentação é de 9V (bateria ou fonte). Se a alta intensidade dos flashs for desconfortável, R6 pode ser aumentado para um valor entre 150 e 270 ohms. Os LEDs devem ser montados em um óculos protetor, desses utilizados por nadadores, fixados no centro das lentes, sendo passados de fora para dentro (um em cada lente).

Interligue-os em série e utilize um plug para ligá-los ao circuito oscilador. Proteja os terminais expostos cobrindo-os com uma pequena tampa plástica, colando-as nas lentes (figura 51). Pinte as tampas com tinta escura para evitar a passagem de luz ambiente.

A chave S2 permite trocar a faixa de frequência de 7 a 14Hz para 3 a 7Hz, visando estimular ondas

do tipo téta, presentes durante soluções de problemas ou durante o sono profundo, que podem ser mais

atuantes para algumas pessoas.

Em VR1 consegue-se um ajuste fino para obter a máxima estimulação.

Na figura 52 temos uma sugestão para a

caixa contendo o circuito. A figura 53 traz o lay-out da placa de circuito impresso para a montagem.

AJUSTE E USO

Para utilizar o fotoestimulador, acomode-se em um local confortável e que não

lhe possibilite a mínima distração. Coloque o circuito com o potenciômetro em local de fácil acesso, para permitir um fácil ajuste com uma movimentação mínima do braço.

O brilho dos LEDs não fere, mas o

melhor efeito é obtido com os olhos fechados.

fere, mas o melhor efeito é obtido com os olhos fechados. 51 52 Ponha os óculos

51

52

52

Ponha os óculos e ajuste P1 em busca de sua frequência de ressonância, que você reconhecerá quando suas pálpebras começarem a “vibrar” levemente com os flashs de luz, ou quando você tiver a impressão de um aumento na intensidade do flash luminoso. Você entrará em “sintonia”, já que irá sentir- se mais confortável. Depois de cerca de 10 minutos, desligue o fotoestimulador. Se você sentir-se completamente relaxado, é sinal de que encontrou o correto posicionamento de P1. ALERTA MÉDICO: Pessoas que sofrem de epilepsia não devem utilizar o fotoestimulador, que pode desencadear uma crise. Se você não tem conhecimento de ser ou não epilético, caso comece a perceber odor, som ou qualquer outro fenômeno estranho, desligue o fotoestimulador e consulte um médico.

LISTA DE MATERIAL

Semicondutores

CI1 - 555 - timer Q1 - BC558 - transistor PNP D1 - 1N4148 - diodo de uso geral LD1 e LD2 - LED vermelho de alto brilho (5 mm)

Resistores (1/8W x 5%)

R1 - 18k ohms (marrom, cinza, laranja) R2 - 3,9k ohms (laranja, branco, vermelho) R3 - 1k ohms (marrom, preto, vermelho) VR1 - 10k ohms - trim-pot horizontal mini R4 e R5 - 10k ohms (marrom, preto, laranja) R6 - 120 ohms (marrom, vermelho, marrom)

53

- 10k ohms (marrom, preto, laranja) R6 - 120 ohms (marrom, vermelho, marrom) 53 36 OPTOELETRÔNICA.

P1 - 4,7k ohms - potenciômetro linear rotativo

Capacitores

C1 - 100uF/16V - eletrolítico C2 - 22uF/16V - eletrolítico C3 e C4 - 2,2uF/16V - eletrolítico C5 - 100kpF - cerâmico

Diversos

S1 - chave 1 pólo x 2 posições ou H-H mini Óculos de proteção para natação, jack e plugue mini, bateria de 9V, knob, placa de circuito impresso, clip para bateria, fios, solda, etc.

PROJETO 6: ALARME POR INFRA-VERMELHO

Uma aplicação muito comum para o LED emissor de infra-vermelho e para o foto-transistor é em

sistemas de segurança, formando uma barreira de luz invisível, que ao ser interrompida por um intruso provoca a sensibilização do circuito alarmante.

O sistema de segurança que apresentaremos à seguir, não deixa a desejar, comparado aos

comercializados no mercado do ramo, e ainda traz algumas particularidades adicionais, sendo que

destacamos a possibilidade do uso de diversos sensores, além do óptico por infra-vermelho.

FUNCIONAMENTO DO MÓDULO CENTRAL

O módulo central do alarme residencial é

visto no diagrama em blocos da figura 54.

O primeiro bloco faz a função de memória

dos sensores. É ele quem memoriza quando um dos sensores detecta algum indício de invasão. A memorização de disparo somente inicia-se alguns segundos após o estabelecimento do reset. Qualquer informação presente em um dos sensores dentro desse tempo inicial após o reset será

simplesmente desprezada. Com esse temporizador, podemos ter o tempo suficiente para deixar a residência sem disparar o

alarme ao abrir as portas para sair, desde que essas sejam abertas dentro do intervalo de tempo seguinte ao reset (aproximadamente 120 segundos). Assim que terminar esse tempo, se alguma porta ou janela estiver ou for aberta, o alarme irá disparar.

54

54

O segundo temporizador constitui um reciclador de disparo.

Quando o alarme é disparado, um relé fecha os contatos para alimentar uma sirene ou buzina de

alerta.

Decorrido um certo intervalo de tempo, aproximadamente 30 segundos, o relé é desativado, cessando o som de alerta. Agora, o reciclador aguarda um novo intervalo de tempo (cerca de 15 minutos)

e, caso não seja estabelecido o reset (desarme do alarme), o som de alerta será novamente emitido, por mais 30 segundos.

A partir daí, o ciclo se repete, ou seja, o som de alerta é emitido periodicamente, de 15 em 15

minutos, até que haja o resetamento.

Esse reciclador na realidade é um oscilador de onda retangular, que tem sua saída ligada a um driver para acionar um relé, responsável por ativar o dispositivo de emissão sonora (sirene ou buzina). Através da chave S1, desativamos o reciclador, sendo obtido apenas um período de emissão sonora quando o alarme for disparado, não havendo a reciclagem. Essa condição é útil, pois em casos quando a residência se mantém desocupada por muitas horas, ou mesmo dias, seria perturbativo à vizinhança a constante reciclagem sonora, principalmente em horários noturnos.

O último dos temporizadores encontra-se incorporado ao driver. É graças a ele que, ao chegarmos

em casa, mesmo após abrirmos a porta o alarme não emite o alerta sonoro imediatamente, havendo um retardo suficiente para efetuarmos o reset antes mesmo que isso ocorra. O tempo pré-fixado para se estabelecer o reset é de cerca de 40 segundos. Esse retardo para o disparo pode ser desligado através da chave S2. Essa condição de funcionamento é bastante útil à noite, quando estamos dormindo, pois o disparo imediato evita que o intruso tenha tempo para uma investida contra os ocupantes da residência, por motivos óbvios. Assim, com o retardo desligado, ao ocorrer a detecção de invasão por algum sensor,

imediatamente ocorre o disparo sonoro.

O circuito do módulo central do alarme residencial encontra-se na figura 55. 55 O CI1
O
circuito do módulo central do alarme residencial encontra-se na figura 55.
55
O
CI1 é um amplificador operacional que atua como um comparador de tensão, forçando sua

saída ao nível de aproximadamente +Vcc quando a entrada positiva apresentar maior potencial, e levando-a ao nível de terra quando for a entrada negativa a de maior potencial. Nesse comparador, a entrada negativa tem um potencial fixo de aproximadamnte +Vcc/2.

O potencial da entrada positiva depende do estado da entrada dos sensores (S). Se esse ponto

receber um potencial superior ao da entrada negativa, a saída do CI1 passará a +Vcc. Esse potencial será mantido pela realimentação forçada pelo diodo D1, mesmo que a tensão do ponto (S) caia.

O capacitor C1 é o responsável pela primeira temporização, citada anteriormente na análise do

diagrama em blocos. É ele que possibilita o intervalo suficiente para deixar a residência sem disparar o

alarme quando ele é ligado. Isso é conseguido pois, até que ele se carregue, a entrada negativa mantém-se com tensão

superior à entrada positiva do comparador, independente de haver ou não um alto potencial na entrada dos sensores (ponto S), inibindo portanto o disparo.

O reciclador que mencionamos na análise do diagrama em blocos é formado pelo CI2, que se trata

do conhecido 555. Sua alimentação provém da saída do CI1, o que significa que ele só entra em funcionamento quando o comparador tiver +Vcc na saída, ou seja, quando for identificada uma violação por algum sensor. Nesse estágio, o único comentário necessário é com relação ao diodo D3. Esse diodo faz com que o resistor R8 não atue durante a carga de C2. Mas, durante a descarga desse capacitor através do pino 7 do CI2, o diodo fica reversamente polarizado, forçando a descarga via R8. Durante o período de carga de C2, a saída do CI2 (pino 3) fica em aproximadamente +Vcc, alimentando o driver e acionando o relé, que por sua vez liga a sirene ou buzina de alerta. Durante a descarga de C2, a saída do CI2 fica em 0V, correspondendo ao período em que o relé

fica desativado e a sirene ou buzina desligada.

Como a carga é mais rápida do que a descarga, já que D3 praticamente curto-circuita R8 durante

o período de carga, o resultado é a diferença de tempo no ciclo do alerta sonoro: 30 segundos para a

sirene ou buzina funcionando e 15 minutos de intervalo com ela desligada.

O início do alerta sonoro é retardado pelo capacitor C5, quando a chave S2 o coloca no circuito.

Com o capacitor no circuito, só existirá corrente de base em Q1 depois que ele atingir a tensão mínima de cerca de 9V, e sua carga ocorre através de R10. A constante RC é que define o tempo que o capacitor leva para atingir essa tensão.

É esse retardo, de cerca de 20 segundos, que possibilita ao proprietário da residência desativar

o alarme quando chega. Atingindo a tensão de 9V, o zener ZD1 conduz e fornece corrente de base para Q1 suficiente para

levar Q2 à condução, e consequentemente energizando a bobina do relé RL1, que controla a alimentação da sirene ou buzina de alerta. Conhecido todo o funcionamento de disparo e temporizações do alarme residencial, vamos comentar um pouco sobre o seu reset.

Em um alarme residencial não pode existir um interruptor do tipo liga/ desliga, para dificultar o desarme por intrusos.

56

56

A nossa sugestão para o reset

é utilizar um conjunto de chaves em

série, formando uma combinação lógica para desarmá-lo, como o exemplo da figura 56. Para dificultar ainda mais o desarme, encontra-se em série com as chaves um reed-swich, que é um interruptor magnético. Assim, para que o alarme seja desativado, ou resetado, é necessário posicionar as chaves no código correto, e ainda manter um imã próximo do reed-swich.

Ao deixar a residência, ou à noite, quando quando todas as portas e janelas já estiverem trancadas, retira-se o imã de perto do reed-swich e, para dificultar qualquer tentativa de desarme por estranhos, altera-se o posicionamento das chaves. Feito isso, o alarme entra em funcionamento, e cerca de dois minutos depois passa a “ficar atento” aos pontos de sensoriamento. Recomenda-se também a inclusão do circuito de alimentação a bateria da figura 57,

protegendo a residência mesmo no caso de corte de energia elétrica, com a única particularidade de que o emissor sonoro acionado pelo relé também deverá ser de 12V e alimentado por essa bateria.

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FUNCIONAMENTO DOS SENSORES

Podemos utilizar qualquer tipo de sensor, desde que em condições normais ele entregue em sua saída potencial próximo ao de terra e, frente a uma invasão, passe-a ao potencial próximo ao de +Vcc. Para proteger portas, janelas e portões, pode-se utilizar o simples, mas eficiente, sensor magnético com reed-switch (figura 58), que é “alimentado” pelos

mesmos 12V do módulo central através do resistor R1 (15 k ohms). Quando um imã está nas proximidades do reed, os seus contatos permanecem fechados, mantendo o ponto (S) do módulo central em potencial de terra. Assim que o imã se afasta, o contato do reed é aberto e o

potencial da entrada (S) do módulo central passa para +Vcc, havendo o disparo do alarme, que imediatamente é “memorizado”, não adiantando mais voltar a fechar o reed-swich.

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A figura 59 representa a fixação de um sensor desse tipo na

porta.

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Da mesma forma, dispomos outros sensores como esse em janelas e outras portas, interligando todos os reeds em série, sendo

suficiente que apenas um deles abra contato para disparar o alarme.

A forma de interligação desses sensores ao

módulo central é demonstrada na própria figura 58. O diodo D1 desse circuito serve para isolá-lo de outros tipos de sensores que podem ser ligados em paralelo na entrada (S) do módulo central, como o tão esperado sensor de infra-vermelho. Vamos a ele.

Na proteção de ambientes externos, como muros ou passagens sem portas, utilizamos uma barreira de infra- vermelho.

A figura 60 traz o circuito do transmissor de infra- vermelho pulsado, constando de um oscilador que entrega pulsos ao LED emissor de infra-vermelho (LD1).

O fato de ser pulsado possibilita uma maior

sensibilidade do receptor, que pode atuar amplificando o sinal

detectado pelo foto-sensor.

O circuito do receptor é visto na figura 61.

Os módulos transmissor e receptor devem ser dispostos de forma que o feixe proveniente do emissor atinja o receptor em linha reta, monitorando por exemplo a entrada de um corredor. Como elemento foto-sensor integrante do receptor, utilizamos o foto-transistor (Q1, Q2 e Q3). O uso de três foto-transistores é justificável: normalmente, os circuitos de link óptico utilizam uma lente convergente em frente ao elemento

foto-sensível receptor para concentrar o feixe de luz no mesmo, aumentando assim sua sensibilidade, já que a “área de visão” da lente se torna maior comparada à do foto-sensor, em função do seu maior diâmetro (figura 62). No nosso circuito, para evitar o uso de lente, que pode ser difícil de se conseguir longe dos grandes centros, utilizamos um “truque” para aumentar a área de captura de infra-vermelho. Ligamos três foto-transistores em paralelo, geometricamente dispostos

61

61

de modo a formarem um triedro, e assim interceptarem um maior número de linhas do feixe de infra-vermelho (figura 63). Em VR1 ajusta-se a polarização desses foto-transistores de modo que não fiquem próximo do corte na condição de ausência de luz infra- vermelha (feixe interrompido), sob as condições normais do ambiente. Iremos detalhar esse ajuste mais adiante.

Os pulsos “sentidos” pelos foto- transistores, convertidos em corrente elétrica, aparecem como tensão (forma de onda pulsada) sobre a associação série R1+VR1.

O capacitor C1 possibilita a passagem desses pulsos para a base de Q4, o primeiro transistor amplificador. Esse capacitor está dimensionado para atenuar bastante qualquer variação de 60Hz que existe no sinal, provocada pela variação instantânea da luz ambiente quando proveniente de lâmpadas alimentadas pela rede elétrica, que tem essa ciclagem. Embora nossos olhos não acompanhem essa variação (para nós é como se a lâmpada emitisse um brilho contínuo médio), o foto-transistor responde muito mais rapidamente, tendo sua condução elétrica afetada pela mesma.

Através do trim-pot VR2, ajustamos a polarização desse transistor para que a tensão em seu coletor seja de aproximadamente 2V (esse valor não é crítico, mas o transistor não deve ficar com tensão de coletor abaixo de 1V). Do coletor de Q4, os pulsos amplificados são levados à base de Q5, via capacitor de acoplamento C2, que também tem um valor apropriado para atenuar a passagem dos 60Hz. Em VR3, ajusta-se a polarização desse transistor para que ele fique próximo do corte, sendo recomendada uma tensão de coletor em torno de 10V. Essa mesma tensão carrega o capacitor C3, sendo descontado apenas os 0,6V de queda no diodo D1. Com os pulsos, a redução da tensão do coletor que acompanha os pulsos positivos aplicados à base de Q5 faz com que Q6 conduza proporcionalmente a essa redução, e para uma distância de até cerca de 5 metros, esse transistor chega a saturar quando acionamos a tecla do CR.

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A saturação de Q6 faz com que C4 carregue-se com a tensão do seu emissor, tensão essa que

leva o transistor Q7 à saturação devido à forte corrente de base. Mantendo-se saturado, o ponto (S) do módulo central fica com 0V, ou seja, o alarme interpreta que o receptor está recebendo o feixe pulsado de infra-vermelho normalmente. Frente a uma interrupção desse feixe, mesmo que momentânea, o capacitor C4 irá se descarregar sobre R7, deixando de existir a corrente de base para Q7, que passa então da saturação para o corte, e através do diodo de isolação D2 leva o ponto (S) do módulo central ao nível alto (aproximadamente 12V), provocando a memorização da invasão detectada e posteriormente o disparo do alarme.

MONTAGEM

O lay-out mostrado na figura 64 pode ser utilizado como base para a confecção de uma placa de

circuito impresso para a montagem do módulo central. Os lay-outs das figuras 65 e 66 são indicados respectivamente para o transmissor e o receptor de infra-vermelho.

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No receptor, é importante tomar muito cuidado com o uso de componentes equivalentes, principalmente quanto ao ganho dos transistores. A máxima sensibilidade só será conseguida utilizando-se transistores com sufixo C, que representa um grupo com hfe (ganho de corrente) acima de 300. Para a ligação dos foto-transistores à placa do receptor, siga a identificação dos seus terminais mostrada na figura 67. Note que do lado do terminal do coletor o invólucro é marcado por um chanfro, como nos LEDs. Naturalmente, quanto menos luz ambiente os foto-transistores receberem, será melhor, para que mantenham a máxima sensibilidade, sendo recomendado montá-los no interior de um pequeno tubinho escuro, como os utilizados para guardar filmes fotográficos. Na impossibilidade de impedir a incidência de luz na abertura desse tubinho, mantenha-o “tampado” por um negativo de fotografia velado ou, se possível, por um filtro plástico para infra-vermelho, como os utilizados à frente dos receptores de CR dos TVs.

Em função da alta sensibilidade do circuito, alertamos que alguns fatores pode levá-lo a não “sentir” a interrupção do feixe de infra-vermelho, ou seja, o a tensão do coletor de Q7 não sobe, isto é,

este transistor fica

saturado mesmo quando o feixe é cortado. Entre esses fatores podemos citar:

66

66
67

67

a) luz proveniente de lâmpadas alimentadas pela rede elétrica incidindo sobre os foto-transistores:

acima de um certo limite, os capacitores de acoplamento entre os estágios amplificadores não conseguem atenuar os 60Hz que modula a intensidade luminosa emitida por essas lâmpadas, sendo essa frequência interpretada como pulsos de luz, que uma vez amplificada termina por provocar a carga do capacitor C4

e manter Q7 saturado. Reduzir o valor dos capacitores de acoplamento seria uma solução, no entanto, a

sensibilidade do circuito ficaria comprometida, portanto, a melhor providência a ser tomada é grantir que os foto-transistores fiquem “no escuro”, redirecionando o “tubinho” no qual estão montados ou utilizando

o filme escuro na sua abertura, como já havíamos comentado.

b) interferência local de 60Hz invadindo o circuito: se o receptor for colocado sobre uma estrutura

metálica, por exemplo, essa estrutura pode atuar como uma grande “antena”, que capta o campo eletromagnético do ambiente, acoplando-o ao circuito, provocando a carga de C4 e, novamente, mantendo Q7 saturado mesmo na condição de feixe de infra-vermelho bloqueado. Evite instalá-lo nessas condições para nâo ter que alterar ou adicionar componentes na tentativa de eliminar esse efeito (pode ser até mesmo impossível obter sucesso com essa tentativa).

c) fiação que liga os foto-transistores à placa muito longa: se na aplicação que você deseja os foto-

transistores precisam ficar afastados do restante do circuito, não utilize fios comuns para a interligação; nessas condições deve-se utilizar uma fiação apropriada, ou seja, um cabo blindado por uma malha, que

deve ser aterrada para evitar a captação de espúrios, os quais certamente interfeririam no funcionamento do conjunto.

Terminada a montagem e a instalação, ajuste os trim-pots VR2 e VR3 para obter as tensões já comentadas para os coletores de Q4 e Q5 (respectivamente em torno de 2V e 10V).

O trim-pot VR1, sempre que possível, deve ficar com a máxima resistência, o que garante um

maior alcance, ou seja, o emissor pode ficar mais distante do receptor, possibilitando a proteção de passagens mais amplas em largura. No entanto, a tensão no emissor dos foto-transistores (em relação ao terra) não deve ficar acima de 2V. Se isso acontecer, é sinal de que o foto-transistor está “sentindo”

uma certa iluminação ambiente, condição em que VR1 deverá compensar a condução dos mesmos ao ponto de manter a tensão máxima de 2V em seus emissores.

A alta sensibilidade do receptor garante uma instalação muito fácil do link a infra-vermelho, não

exigindo uma direcionalidade muito aguçada, ou seja, basta virar o emissor para o lado do receptor, com um “enxergando” o outro. Acreditamos que os tempos pré-fixados para reatrdo de disparo na entrada ou saída da resid~encia ou escritório satisfaçam as aplicações consideradas normais. Caso o circuito seja instalado em propriedades em que se leve muito tempo para chegar do portão de entrada/saída ao aparelho, ou vice-versa, pode ser necessário aumentar esses tempos de retardo para sair e para entrar em casa, antes que haja o disparo. Isso pode ser conseguido aumentando os capacitores C1 e C5. A alimentação do alarme deve ser de 12V, fornecida por uma fonte com boa filtragem e capacidade de corrente de aproximadamente 1A, já conssiderando o consumo de alguns sensores dedisparo a infra- vermelho. Não existe uma limitação para o número de sensores, no entanto, a cada conjunto transmissor/ receptor adicionado deve-se levar em consideração o acréscimo de consumo, que deverá ser suportado pela fonte. Não consideramos ainda uma possível carga de 12V controlada pelo relé do módulo central, responsável pela emissão do alerta sonoro em uma situação de disparo, como por exemplo uma cigarra., buzina ou sirene. Caso seja adaptado o circuito de alimentação a bateria da figura 57, a própria fonte de alimentação do circuito será responsável por manter a carga da bateria, enquanto na presença de energia elétrica na rede. Em um eventual corte na transmissão de energia, seja pela companhia fornecedora, ou pelo

intruso “espertinho” que cortou os fios, o alarme continuará ativo graças à manutenção da alimentação por meio da bateria.

LISTA DE MATERIAL (FIGURA 55)

Semicondutores

CI1 - 741 - amplificador operacional CI2 - 555 - timer Q1 - BC337B - transistor NPN Q2 - BC327B - transistor PNP D1 a D5 - 1N4148 - diodo de uso geral ZD1 - BZX79C8V2 - diodo zener de 8,2V x 0,5W LD1 - LED vermelho de 3 mm

Resistores (1/8W x 5%)

R1 - 56k ohms (verde, azul, laranja) R2 e R5 - 1M ohms (marrom, preto, verde) R3 e R8 - 820k ohms (cinza, vermelho, amarelo) R4 - 270k ohms (vermelho, violeta, amarelo) R6 e R9 - 470 ohms 9amarelo, violeta, marrom) R7 - 180k ohms (marrom, cinza, amarelo) R10 - 47k ohms (amarelo, violeta, laranja) R11 - 1k ohms (marrom, preto, vermelho)

Capacitores

C1 e C5 - 330uF/16V - eletrolítico C2 - 1000uF/16V - eletrolítico C3 e C4 - 47 nF - cerâmico

Diversos

RL1 - RUD101012 - relé 12V x 10A - Schrack S1 e S2 - chave H-H mini Placa de circuito impresso, fios, solda, etc.

LISTA DE MATERIAL (FIGURA 60)

Semicondutores

CI1 - 555 - timer LD1, LD2 - LED emissor de infra-vermelho de 5 mm utilizado em transmissores de CRs Q1 - BC327B - transistor PNP Resistores (1/8W x 5%) R1 - 47k ohms (amarelo, violeta, laranja) R2 - 10k ohms (marrom, preto, laranja) R3 - 1k ohms (marrom, preto, vermelho) R4 - 100 ohms (marrom, preto, marrom)

Capacitores

C1 - 47uF x 16V - eletrolítico

C2 - 100pF - cerâmico C3 - 10kpF - cerâmico

Diversos

Suporte para pilhas, pilhas, placa de circuito impresso, solda, etc.

LISTA DE MATERIAL (FIGURA 61)

Semicondutores

Q1, Q2 e Q3 - TIL78 - foto-transistor Q4 e Q5 - BC550C - transistor NPN Q6 - BC327B - transistor PNP Q7 - BC337B - transistor NPN D1 e D2 - 1N4148 - diodo de uso geral

Resistores (1/8W x 5%)

R1, R5 e R8 - 4,7k ohms (amarelo, violeta, vermelho) R2 - 180k ohms (marrom, cinza, amarelo) R3, R4, R7 e R9 - 47k ohms (amarelo, violeta, laranja) R6 - 470k ohms (amarelo, violeta, amarelo) VR1 - 220k ohms - trim-pot horizontal mini VR2 e VR3 - 3,3M ohms - trim-pot horizontal mini

CAPACITORES

C1 e C2 - 1kpF - cerâmico C3 - 10uF x 16V - eletrolítico C4 - 1uF x 16V - eletrolítico C5 - 100uF x 25V - eletrolítico C6 - 100kpF - cerâmico

DIVERSOS

“Tubinho” de filme fotográfico, negativo velado de filme fotográfico, placa de circuito impresso, fios, solda, etc.

PROJETO 7: SIMULADOR DE PRESENÇA PROGRAMÁVEL

Um alarme para proteção de uma residência avisa que o local sob “proteção” está sendo ou foi invadido. No entanto, este dispositivo muitas vezes não consegue efetivamente impedir ou evitar uma invasão, seja ela total ou parcial, uma vez que muitos “gatunos” são ousados e não fogem quando o alarme dispara, preferindo encontrá-lo e literalmente destruí-lo. Instalando na residência um simulador de presença, ele automaticamente simula a ocupação do

imóvel, seja ele residencial ou comercial, acionando sequencialmente diferentes dispositivos, como por exemplo lâmpadas de determinados cômodos, televisão, aparelho de som e outros eletrodomésticos, enfim, qualquer dispositivo elétrico ou eletrônico que cause a impressão de que uma ou mais pessoas estão no imóvel, afastando a possibilidade de um assalto fácil.

O projeto proposto possui algumas características interessantes para essa aplicação:

. permite o acionamento de vários dispositivos;

. pode acionar diferentes dispositivos simultaneamente, de preferência em cômodos diferentes do imóvel, para causar a impressão de que mais de uma pessoa ocupa o imóvel;

. o acionamento de lãmpadas externas pode acorrer apenas no período noturno, para não levantar

suspeitas de acionamento automático;

. o acionamento de dispositivos “barulhentos” pode ocorrer somente em período diurno, para não

incomodar os vizinhos;

. permite o controle independente do tempo durante o qual cada dispositivo irá permanecer ligado.

Utilizando o simulador de presença em conjunto com um alarme, forma-se um sistema de prevenção e alerta à ação dos assaltantes.

FUNCIONAMENTO

O circuito completo

encontra-se na figura 68, utilizando componentes simples e de fácil aquisição no mercado tradicional de eletrônica.

O diagrama em blocos

da figura 69 representa seu

funcionamento.

O multivibrador astável

é formado pelo CI timer 555, sendo o responsável direto pelo tempo de permanência no estado ligado de cada dispositivo sob controle automático. Esse astável é programado através dos pontos A, B, C, D E e F, que possibilitam respectivamente os tempos de

68
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15 segundos, 30 segundos, 2 minutos, 7 minutos, 14 minutos e 35 minutos, aproximadamente, para cada um dos aparelhos sob atuação do simulador. Os pulsos de saída do multivibrador (pino 3 do CI1) são aplicados ao contador/decodificador de 10 saídas, formado pelo CI2, que é responsável pela sequência de seleção dos dispositivos a serem acionados, formando a segunda parte do simulador. Quando o circuito é ligado, a saída do CI2 (4017) ativa (em nível alto) é S0 e, a cada pulso positivo de clock no pino 14, essa saída ativa é progressivamente deslocada, até S9. No décimo pulso, o ciclo de deslocamento começa a se repetir, ou seja, é reiniciado a partir de S0.

OPERAÇÃO E PROGRAMAÇÃO

Para facilitar a compreensão de como programar o simulador de presença e completar a análise do seu funcionamento, vamos lançar mão de uma situação ilustrativa. Vamos supor que, no processo de simulação, primeiramente deseja-se acionar uma lâmpada externa, que deve manter-se ligada por aproximadamente 35 segundos e, em seguida, um televisor, mantendo-se ligado por cerca de 14 minutos. A figura 70

demonstra as conexões necessárias para essa programação.

70

70

A saída de tempo T0 irá determinar o tempo de

permanência da lâmpada ligada, devendo portanto ser conectada ao ponto F na programação (35 segundos). Já a saída T1 de tempo, que é a seguinte na sequência, deve ser

conectada ao ponto E, para fixar o tempo de 14 minutos para que o televisor fique ligado.

A duração da saída S0 do contador em nível alto

depende do ponto do temporizador (astável) no qual está ligada a saída de tempo T0. Como essa saída foi ligada ao ponto F, que corresponde a 35 minutos, a saída S0 irá manter-

se em nível alto até que transcorra esse período, quando então

o oscilador/temporizador transmitirá um pulso de clock ao

contador, que seguirá sua sequência de contagem, passando a saída S0 para o nível baixo e S1 para o nível alto. A saída T1 de tempo encontra-se conectada ao ponto

E do temporizador, correspondente a 14 minutos, que irá

portanto manter a saída S1 do contador em nível alto por esse período e, em seguida, o oscilador enviará um novo pulso ao contador. Recebendo esse pulso, a saída ativa do contador passa a ser S2 e a nova saída de tempo ativa passa a ser T2. Essa saída pode ser utilizada para o controle do tempo ativo de um outro dispositivo qualquer, tempo esse que dependerá do ponto do temporizador ao qual ela será conectada: A, B, C, D, E ou F. Desejando apenas o acionamento da lâmpada e do televisor ciclicamente, em vez de conectar T2 ao oscilador, faz-se sua ligação com o ponto de reset do contador, forçando a contagem a recomeçar da saída S0 assim que T2 passa para o nível alto, ou seja, depois do televisor, novamente é acionada a lâmpada. Os dispositivos controlados são ativados através das saídas de controle (C0 a C9), via módulos de potência, como veremos. No exemplo, C0 aciona o módulo de potência da lâmpada e C1 o módulo

correspondente ao televisor.

Com um “truque” de programação, é possível dispor de tempos diferentes dos disponíveis diretamente através dos pontos A, B, C, D, E e F. Por exemplo, desejando-se manter o televisor do exemplo anterior acionada por 28 minutos, em vez de 14, basta interligar as saídas de tempo

T1 e T2, conectando-as ao ponto E do temporizador e ativar

o módulo de potência que acionará a lâmpada através das

duas saídas de controle correspondentes (C1 e C2) - figura

71.

Assim, decorridos os primeiros 14 minutos, o pulso de clock transmitido ao 4017 fará sua saída S1 passar para

o nível baixo e S2 para o nível alto.

Apesar de S1 ir para nível baixo, a lâmpada será mantida acesa por mais 14 minutos, já que S2 manterá o módulo de potência ativado por mais 14 minutos, uma vez

que a saída T2 também está conectada ao ponto E. De maneira análoga, pode-se conseguir diferentes tempos de programação.

71

71

MÓDULOS DE POTÊNCIA

72

Os dispositivos controlados pelo simulador de presença obviamente não podem ser acionados diretamente pelas saídas do contador, que além de entregarem uma tensão baixa não possuem capacidade de corrente suficiente para isso. Entre o módulo central do simulador e cada dispositivo deve haver um módulo de potência, que irá energizar um relé para comandar a alimentação do dispositivo controlado. Portanto, na entrada de um módulo de potência conecta-se uma ou mais saídas de controle, sendo que esse módulo manterá o relé acionado enquanto a(s) saída(s) de controle a ele ligada(s) permanecer(em) em nível alto, ou seja, durante todo o

tempo programado pela respectiva saída de tempo de cada saída de controle. O relé fará a conexão elétrica necessária para que o dispositivo sob controle seja acionado, sendo

para que o dispositivo sob controle seja acionado, sendo controle mais comum a interrupção da linha

controle mais comum a interrupção da linha de alimentação desse dispositivo através do contato do relé. O módulo 1 da figura 72 é

o

simplesmente um circuito que aciona um relé quando em sua entrada presencia-se o nível alto. Já os módulos 2 e 3 possuem características especiais. Através de um foto-transistor, o módulo 2 (figura 73) permite o acionamento do dispositivo sob controle somente em horário noturno, sendo útil por exemplo para controlar o acionamento de lâmpadas externas, evitando que as mesmas acendam durante o dia, para não levantar suspeitas de um automatismo.

73

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O módulo 3 (figura 74) age de forma oposta, e, também com o auxílio de um foto-transistor, permite que o dispositivo sob controle seja acionado somente em horário diurno, sendo útil por exemplo para controlar o acionamento de um aparelho de som ou um eletrodoméstico barulhento, como o liquidificador ou a batedeira, que são dispositivos perturbativos à vizinhança se ligados à noite.

74

74

Fora do “horário liberado”, os módulos 2 e 3 inibem o funcionamento do dispositivo sob controle, ignorando a presença de nível alto na entrada. Como o leitor já deve ter notado, esse “horário” está relacionado com a intensidade de luz incidente no foto-transistor. No módulo 2, uma iluminação acima de um certo nível causa uma redução na impedância entre coletor e emissor do foto-transistor Q1, aumentando a corrente de base de Q2, que passa do estado de corte para a saturação. Enquanto Q2 estava no estado de corte (na ausência ou pequena intensidade de luz incdente em Q1), o diodo D1 não conduzia, sendo que aplicando um nível alto na entrada desse módulo tínhamos o

acionamento do relé, e consequentemente do dispositivo sob controle. Com a incidência de luz com intensidade acima de um certo nível, regulado no trim-pot VR1 de ajuste do “horário liberado” para acionamento, o estado de saturação de Q2 faz D1 conduzir quando na entrada desse módulo é aplicado o nível alto, drenando significativa parcela da corrente que antes fluia toda para a base de Q3.

A redução da corrente de base de Q3 inibe o acionamento do relé, e o dispositivo sob controle não

é acionado. Se analisarmos o módulo 3, concluiremos que temos um funcionamento semelhante, exceto pelo fato do acionamento ser possibilitado apenas sob condições de incidência de luz acima de certo limite, sendo inibido quando a intensidade da mesma encontra-se abaixo desse limite - ideal para controlar lâmpadas exetrnas. Conforme comentamos, o simulador pode ter uma mesma saída acionando simultaneamente mais de um dispositivo. Para que isso seja possível, devemos conectar a essa saída de controle mais de um módulo de potência (no máximo 3), sendo que quando essa saída passar para o nível alto, esse nível será levado a todos os módulos nela conectados, podendo assim acionar os dispositivos simultaneamente.

MONTAGEM

Para servir como base à montagem, sugerimos a placa de circuito impresso da figura 75 para o módulo central do simulador.

A alimentação utilizada para o circuito é de 12V, possibilitando, o uso paralelo de uma bateria de

75 76 automóvel, conectada entre os pontos marcados por B+ e B-. O resistor R9
75
76
automóvel, conectada entre os pontos marcados por B+ e B-. O
resistor R9 mantém a carga da bateria enquanto o circuito está
sendo alimentado pela rede elétrica (via transformador). O circuito
da fonte já está incluido na placa do simulador, possuindo dez
saídas destinadas à alimentação dos módulos de potência.
Para alimentar mais de dez módulos, se forem acionados
simultaneamente, deve-se utilizar uma fonte à parte, já que a
corrente exigida será maior e as trilhas da placa podem aquecer-se
em demasia, além dos diodos também “pifarem” sobre solicitação
acima de 1A. Na maioria das aplicações, acreditamos ser possível
manter o número de módulos acionados simultaneamente abaixo
desse limite, dispensando a fonte adicional.
Nas figuras 76, 77 e 78, temos respectivamente as placas
para montagem dos módulos de potência 1, 2 e 3.
O relé incluído nessas placas é o RUD101012, da
Schrack, que suporta até 10A de corrente de contato, sendo
eficiente para controlar a alimentação da maioria dos equipamentos
eletrônicos e eletrodomésticos. Caso o dispositivo controlado exija
maior corrente elétrica, utilize outro relé de maior capacidade.
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LISTA DE MATERIAL (FIGURA 68)

Semicondutores

CI1 - 555 - timer CI2 - 4017 - contador decimal D1 a D21 - 1N4148 - diodo de uso geral D22 a D26 - 1N4001 - diodo retificador de 1A

Resistores (1/8W x 5%)

R1 - 2,7k ohms (vermelho, violeta, vermelho) R2 - 10k ohms (marrom, preto, laranja) R3 - 15k ohms (marrom, preto, verde) R4 - 56k ohms (verde, azul, laranja)

R5 e R6 - 270k ohms (vermelho, violeta, amarelo)

R7 -

470k ohms (amarelo, violeta, amarelo)

R8 - 120k ohms (marrom, vermelho, amarelo) R9 - 220 ohms x 1W - filme metálico

Capacitores

C1

C2 - 100 kpF - cerâmico C3 - 220 kpF - poliéster

e C4 - 1000 uF x 16V - eletrolítico

Diversos

T1 - 9+9V x 1 A - transformador S1 - chave liga/desliga S2 - chave 110/220V Cabo de força, solda, fios, etc.

LISTA DE MATERIAL (FIGURA 72)

Semicondutores

Q1 - BC337 - transistor NPN D1 - 1N4148 - diodo de uso geral

Resistor (1/8W x 5%)

R1 - 15k ohms (marrom, verde, laranja)

Diversos

RL1 - RUD101012 - relé contato para 10A, bobina para 12V - Schrack Placa de circuito impresso, fios, solda, etc.

LISTA DE MATERIAL (FIGURA 73)

Semicondutores

Q1 - TIL78 - foto-transistor Q2 e Q3 - BC337 - transistor NPN D1 e D2 - 1N4148 - diodo de uso geral

Resistores

VR1 - 220k ohms - trim-pot horizontal mini R1 - 270k ohms (vermelho, violeta, amarelo) R2 - 1,8M ohms (marrom, cinza, verde) R3 e R4 - 1M ohms (marrom, preto, verde) R5 - 2,7k ohms (vermelho, violeta, vermelho) R6 - 15k ohms (marrom, verde, laranja)

Capacitor

C1 - 10uF/16V - eletrolítico

Diversos

RL1 - RUD101012 - relé contato para 10A, bobina para 12V -Schrack Fios, solda, placa de circuito impresso, etc.

LISTA DE MATERIAL(FIGURA 74)

Semicondutores

Q1 - TIl78 - foto-transistor Q2 e Q3 - BC337 - transistor NPN D1 e D2 - 1N4148 - diodo de uso geral Resistores (1/8W x 5%) R1 - 3,3M ohms - trim-pot horizontal mini R2 - 1M ohms (marrom, preto, verde) R3 - 47k ohms (amarelo, violeta, laranja) R4 - 15k ohms (marrom, verde, laranja) R5 - 2,7k ohms (vermelho, violeta, vermelho)

Capacitor

C1 - 10uF/16V - eletrolítico

Diversos

RL1 - RUD101012 - relé contato para 10A, bobina para 12V - Schrack Fios, solda, placa de circuito impresso, etc.

CAPÍTULO 4: FONTES DE ALIMENTAÇÃO

A maioria das montagens pode ser alimentada com pilhas ou bateria de 9V, como descrevemos

nos respectivos textos, no entanto, algumas “exigem” uma fonte a partir da rede elétrica, por motivo da autonomia das pilhas ou bateria ser insuficiente, havendo uma descarga das mesmas em um tempo

relativamente curto, conforme a aplicação a que se destina o projeto, a exemplo do alarme infra-vermelho

e do simulador de presença, que devem permanecer ligados normalmente por mais de 10 horas/dia.

Também por motivo de economia, já que as pilhas e baterias de 9V têm uma relação custo/ durabilidade relativamente alta, o leitor pode preferir substituí-las por fontes a partir da rede AC. As montagens que descrevemos não são críticas, aceitando bem uma fonte de alimentação de configuração muito simples, como a demonstrada na figura 79.

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O transformador utilizado deve ser de tensão secundária apoximadamente 30% abaixo da tensão

nominal de alimentação da montagem que receberá a fonte, uma vez que a tensão DC na saída do retificador/filtro é muito próxima da tensão de pico da senóide desse secundário. Para uma fonte de 12V, por exemplo, o transformador deve ter secundário de 9 VAC; se a montagem pede uma fonte de 9V, o transformador deverá ser então de 6 VAC, e assim por diante.

A corrente nominal desse transformador deve ter um valor em torno de 20% acima da corrente

máxima de consumo do circuito alimentado pela fonte. No caso do simulador de presença, por exemplo,

considere sempre o número máximo de relés que serão acionados simultaneamente, conforme as ligações estabelecidas na sua programação sequencial. Cada relé RUD101012, recomendado nesse projeto, consome cerca de 40 mA (corrente DC na bobina para que ele feche contato).

O capacitor de filtragem deve ser de 1000uF ou mais, com tensão de isolação mínima 50% acima

da tensão nominal da fonte. Portanto, para uma fonte de 12V o capacitor deveria ter uma tensão de isolação de cerca de 18V, sendo que utilizamos um para 25V, que é o valor comercial acima mais próximo. Analogamente, para uma fonte de 9V o capacitor a ser utilizado terá uma tensão de isolação de 16V, e assim por diante. Na ponte de diodos, D1 a D4 pode ser qualquer diodo retificador da série 1N400X, como o

1N4001, 1N4002,

O LED LD1 indica quando a fonte está ligada, e seu resistor limitador de corrente será calculado

conforme a equação demonstrada no tópico LIMITAÇÕES DE UM LED, pertencente ao título LED - DIODO EMISSOR DE LUZ. Na prática, o valor desse resistor ficará na faixa de 680 a 1k ohms, para fontes com tensões entre 9 e 12V, com uma corrente de 10 mA o atravessando. Finalmente, o fusível F1 será calculado para uma corrente de ruptura cerca de 30% acima da corrente do primário na condição de consumo máximo, considerando apenas a rede elétrica de 110V,

onde a corrente de primário é maior, para que não seja necessário trocar o fusível quando se passar para

a rede de 220V. Utilizamos nesse cálculo a equação (1), que envolve as tensões do primário (Vp) e do secundário (Vs), além da corrente máxima de consumo (Ism).

,

1N4007.

I fuse = 1,5 . Ism . Vs Vp

(1)

Como estamos considerando apenas a tensão primária de 110V, podemos reescrever essa equação como segue:

I fuse =

0,014 . Ism . Vs

(2)

Notamos pela equação (2) que a corrente nominal do fusível é cerca de 1,5% do produto da corrente máxima consumida no secundário pela sua tensão nominal. Esse é um resultado teórico, já que na prática precisaríamos considerar a perda de potência no circuito magnético formado pelo núcleo do transformador, ou seja, sua eficiência, no entanto, podemos utilizar o resultado sugerido por esse cálculo para estimar um valor que certamente será bem próximo do real e, na escolha do fusível, optar pelo valor comercial superior mais próximo. Vamos adiantar que, pelo fato da maioria das montagens apresentar um consumo máximo em torno dos 100 a 300 mA, no cálculo obteremos como resultados fusíveis abaixo de 50 mA. No mercado tradicional de componentes eletrônicos, é muito difícil encontrar fusíveis com corrente de ruptura nominal inferiro a 100 mA. Por isso, é muito comum projetos desse tipo, com consumo muito baixo, nem mesmo utilizarem fusível de proteção na entrada de rede. A decisão entre usar ou não o fusível fica por conta do leitor. De nossa parte, recomendamos nesses casos utilizar o valor mínimo encontrado no comércio (geralmente 100 mA) para se precaver de outros problemas, como surto ou perda de isolação do próprio transformador, quando muito provavelmente o fusível irá se romper, mesmo estando acima do valor ideal para proteção do circuito, evitando assim acidentes de maiores proporções, como um princípio de incêndio. Para finalizar, a figura 80 apresenta uma sugestão de lay-out para a placa de circuito impresso que sustentará os componentes que compõem a fonte projetada, ficando de fora da mesma apenas o fusível, as chaves liga-desliga e de comutação de rede, além é claro, do cabo de força e da fiação correspondente ao primário do transformador.

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